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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:MARCOS ULHOA DANI
EMENTA
DIREITO DO TRABALHO. SUPRESSÃO DE AUXÍLIO-
ALIMENTAÇÃO. PRESCRIÇÃO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE
DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA.
O Tribunal a quo tratou apenas de matéria infraconstitucional
referente à espécie de prescrição aplicável – total ou parcial. O exame das
alegadas ofensas a dispositivos constitucionais dependeria de prévia
análise da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria.
Precedentes.
Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo 93, IX,
da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional explicite as razões
do seu convencimento, ainda que sucintamente.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 17 de abril de 2012.
Ministra Rosa Weber
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934484.
Supremo Tribunal Federal
DJe 07/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
AI 798.911 AGR / DF
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934484.
Supremo Tribunal Federal
AI 798.911 AGR / DF
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:MARCOS ULHOA DANI
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual negou
seguimento a agravo de instrumento, por ausência de ofensa direta ao
texto constitucional, inviabilidade de apreciação de legislação
infraconstitucional em sede extraordinária e inexistência de violação do
art. 93, IX, da CF/88, maneja agravo regimental José Maria de Lima.
Nas razões do agravo, reitera a ofensa aos arts. 5º, XXXV e LV, 7º,
XXIX, 93, IX, e 102, III, a, da Constituição Federal. Sustenta que “os artigos
mencionados são totalmente pertinentes para elevar à Suprema Corte os
presentes autos, a fim de decidir qual a prescrição que deve ser aplicada
ao caso, uma vez que a v. decisão recaiu em erro de fato” (fl. 171). Repisa
a tese de que tem direito “à declaração de nulidade de alteração
contratual procedida em 1992 e em 1995” (fl. 171). Afirma que “a matéria
em questão versa acerca de matéria constitucional e não
infraconstitucional” (fl. 173).
Substituição do Relator à fl. 175 (art. 38 do RISTF).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934510.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:MARCOS ULHOA DANI
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual negou
seguimento a agravo de instrumento, por ausência de ofensa direta ao
texto constitucional, inviabilidade de apreciação de legislação
infraconstitucional em sede extraordinária e inexistência de violação do
art. 93, IX, da CF/88, maneja agravo regimental José Maria de Lima.
Nas razões do agravo, reitera a ofensa aos arts. 5º, XXXV e LV, 7º,
XXIX, 93, IX, e 102, III, a, da Constituição Federal. Sustenta que “os artigos
mencionados são totalmente pertinentes para elevar à Suprema Corte os
presentes autos, a fim de decidir qual a prescrição que deve ser aplicada
ao caso, uma vez que a v. decisão recaiu em erro de fato” (fl. 171). Repisa
a tese de que tem direito “à declaração de nulidade de alteração
contratual procedida em 1992 e em 1995” (fl. 171). Afirma que “a matéria
em questão versa acerca de matéria constitucional e não
infraconstitucional” (fl. 173).
Substituição do Relator à fl. 175 (art. 38 do RISTF).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo e passo ao exame mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental (fl.
163-5):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão o
qual decidiu pela ocorrência de prescrição em reclamação
trabalhista que visa à cobrança de auxílio alimentação
suprimido pelo empregador e aplicou multa por litigância de
má-fé.
No RE, a parte agravante alega ofensa aos artigos 5º,
XXXV e LV, 7º, XXIX, e 93, IX, da Constituição Federal.
2.
O recurso não merece prosperar. Em casos
semelhantes ao dos presentes autos, o Supremo Tribunal
Federal tem se posicionado no sentido de que a matéria
discutida é de índole infraconstitucional, pois eventual ofensa
constitucional somente poderia ocorrer de forma reflexa ou
indireta, o que impede o trânsito do recurso extraordinário.
Nesse sentido: AI 654.261-AgR/RS, rel. Min. Joaquim Barbosa,
2ª Turma, DJe 20.03.2009; AI 732.179-AgR/RS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 21.08.2009; AI 638.486-AgR/BA,
rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 06.8.2010; e AI 486.246-
AgR/BA, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 06.8.2010, esse
último assim ementado:
‘PROCESSUAL
TRABALHISTA.
AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO. ART. 7º, XXIX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. NULIDADE DA RESCISÃO CONTRATUAL.
FATOS E PROVAS. FUNDAMENTO DA DECISÃO
AGRAVADA NÃO ATACADO. RISTF, ART. 317, § 1º. 1.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934511.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo e passo ao exame mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental (fl.
163-5):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão o
qual decidiu pela ocorrência de prescrição em reclamação
trabalhista que visa à cobrança de auxílio alimentação
suprimido pelo empregador e aplicou multa por litigância de
má-fé.
No RE, a parte agravante alega ofensa aos artigos 5º,
XXXV e LV, 7º, XXIX, e 93, IX, da Constituição Federal.
2.
O recurso não merece prosperar. Em casos
semelhantes ao dos presentes autos, o Supremo Tribunal
Federal tem se posicionado no sentido de que a matéria
discutida é de índole infraconstitucional, pois eventual ofensa
constitucional somente poderia ocorrer de forma reflexa ou
indireta, o que impede o trânsito do recurso extraordinário.
Nesse sentido: AI 654.261-AgR/RS, rel. Min. Joaquim Barbosa,
2ª Turma, DJe 20.03.2009; AI 732.179-AgR/RS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 21.08.2009; AI 638.486-AgR/BA,
rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 06.8.2010; e AI 486.246-
AgR/BA, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 06.8.2010, esse
último assim ementado:
‘PROCESSUAL
TRABALHISTA.
AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO. ART. 7º, XXIX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. NULIDADE DA RESCISÃO CONTRATUAL.
FATOS E PROVAS. FUNDAMENTO DA DECISÃO
AGRAVADA NÃO ATACADO. RISTF, ART. 317, § 1º. 1.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 798.911 AGR / DF
Necessidade de análise de fatos e provas para aferir
alegada ofensa, no caso, ao artigo 7º, XXIX, da
Constituição Federal. Impossibilidade. 2. As razões do
agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão
agravada (RISTF, ART. 317, §1º). 3. Agravo regimental
improvido.’
3.
Quanto às alegações de ofensa a incisos do artigo
5º da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional,
direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada,
devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural
–, a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de
que podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa
que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse
sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma,
unânime, DJ 26.06.2002; RE 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe
04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJe 06.03.2009.
4.
No que se refere à condenação ao pagamento de
multa por litigância de má-fé, verifico que a violação à CF/88
situa-se no campo da legislação processual infraconstitucional,
o que configura, quando muito, situação de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede
a utilização do recurso extraordinário. Nesse sentido, o AI
758.941-AgR/SC, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime,
DJe 1º.3.2011, assim ementado:
‘AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO. APLICAÇÃO DE MULTA POR
LITIGÂNCIA
DE
MÁ-FÉ.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A análise da
aplicação de multa por litigância de má-fé em virtude de
interposição de embargos declaratórios tidos por
protelatórios requer sejam previamente examinadas as
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 798.911 AGR / DF
Necessidade de análise de fatos e provas para aferir
alegada ofensa, no caso, ao artigo 7º, XXIX, da
Constituição Federal. Impossibilidade. 2. As razões do
agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão
agravada (RISTF, ART. 317, §1º). 3. Agravo regimental
improvido.’
3.
Quanto às alegações de ofensa a incisos do artigo
5º da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional,
direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada,
devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural
–, a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de
que podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa
que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse
sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma,
unânime, DJ 26.06.2002; RE 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe
04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJe 06.03.2009.
4.
No que se refere à condenação ao pagamento de
multa por litigância de má-fé, verifico que a violação à CF/88
situa-se no campo da legislação processual infraconstitucional,
o que configura, quando muito, situação de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede
a utilização do recurso extraordinário. Nesse sentido, o AI
758.941-AgR/SC, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime,
DJe 1º.3.2011, assim ementado:
‘AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO. APLICAÇÃO DE MULTA POR
LITIGÂNCIA
DE
MÁ-FÉ.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A análise da
aplicação de multa por litigância de má-fé em virtude de
interposição de embargos declaratórios tidos por
protelatórios requer sejam previamente examinadas as
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 798.911 AGR / DF
regras
processuais
infraconstitucionais
que
fundamentaram o acórdão recorrido. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega
provimento.’
5.
Por fim, no que tange à suposta ofensa ao artigo
93, IX, da CF/88, verifico que o acórdão contém motivação
suficiente e adequada. O fato de ter sido contrário aos interesses
da parte não configura ofensa ao referido dispositivo
constitucional. Nesse sentido, confiram-se os seguintes
julgados: RE 535.315-AgR-ED/SP, de minha relatoria, 2ª Turma,
unânime, DJe 22.05.2009; AI 557.074-AgR/SC, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJe 22.06.2007.
Sobre o assunto, ressalte-se, ainda, que esta Corte tem o
seguinte entendimento: ‘o que a Constituição exige, no inc. IX,
do art. 93, é que o juiz ou o tribunal dê as razões de seu
convencimento, não se exigindo que a decisão seja amplamente
fundamentada, extensamente fundamentada, dado que a
decisão com motivação sucinta é decisão motivada’ (RE 430.637-
AgR/PR, rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, unânime, DJ
23.09.2005). Recentemente, esse posicionamento foi reafirmado
pelo Pleno deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-QO/PE,
rel. Min. Gilmar Mendes, por maioria, DJe 13.8.2010.
6.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (art. 557, caput, do CPC).”
Não prospera a insurgência.
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão
acerca do tipo de prescrição aplicável à pretensão deduzida em juízo –
total ou parcial – restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Nesse
sentido, cito o AI 841.480-AgR/PR, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe
07.11.2011:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PARTICIPAÇÃO NOS
LUCROS E RESULTADOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 798.911 AGR / DF
regras
processuais
infraconstitucionais
que
fundamentaram o acórdão recorrido. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega
provimento.’
5.
Por fim, no que tange à suposta ofensa ao artigo
93, IX, da CF/88, verifico que o acórdão contém motivação
suficiente e adequada. O fato de ter sido contrário aos interesses
da parte não configura ofensa ao referido dispositivo
constitucional. Nesse sentido, confiram-se os seguintes
julgados: RE 535.315-AgR-ED/SP, de minha relatoria, 2ª Turma,
unânime, DJe 22.05.2009; AI 557.074-AgR/SC, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJe 22.06.2007.
Sobre o assunto, ressalte-se, ainda, que esta Corte tem o
seguinte entendimento: ‘o que a Constituição exige, no inc. IX,
do art. 93, é que o juiz ou o tribunal dê as razões de seu
convencimento, não se exigindo que a decisão seja amplamente
fundamentada, extensamente fundamentada, dado que a
decisão com motivação sucinta é decisão motivada’ (RE 430.637-
AgR/PR, rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, unânime, DJ
23.09.2005). Recentemente, esse posicionamento foi reafirmado
pelo Pleno deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-QO/PE,
rel. Min. Gilmar Mendes, por maioria, DJe 13.8.2010.
6.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (art. 557, caput, do CPC).”
Não prospera a insurgência.
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão
acerca do tipo de prescrição aplicável à pretensão deduzida em juízo –
total ou parcial – restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Nesse
sentido, cito o AI 841.480-AgR/PR, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe
07.11.2011:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PARTICIPAÇÃO NOS
LUCROS E RESULTADOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 798.911 AGR / DF
CONTRATUAIS. SÚMULA 454 DO STF. 1. A violação reflexa e
oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de
análise de malferimentos de dispositivos infraconstitucionais
torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE
596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361,
Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A prescrição em
face de suposta ofensa ao artigo 7º, XXIX, da Constituição
Federal situa-se, também, no âmbito da legislação
infraconstitucional, por isso que, in casu, a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta ou reflexa.
Precedentes: AI 817.484-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.02.2011, AI 819.935-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe
02.03.2011 e AI 486.246-AgR, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe 06.08.2010. 3. A interpretação de
cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a
teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal
Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Assim, o reenquadramento jurídico pretendido pelo agravante
demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional que
disciplina a matéria, procedimento vedado em sede extraordinária.
Não prospera a alegação do agravante de que haveria ofensa ao
inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal. Seria, com efeito, inviável
a análise de eventual afronta ao referido princípio, sem o cotejo da
decisão com os dispositivos legais que a fundamentaram, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no artigo 102 da
Constituição Federal. Nesse sentido, cito o AI 745.285-AgR/PE, rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012, cujo acórdão está
assim ementado:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 798.911 AGR / DF
CONTRATUAIS. SÚMULA 454 DO STF. 1. A violação reflexa e
oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de
análise de malferimentos de dispositivos infraconstitucionais
torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE
596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361,
Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A prescrição em
face de suposta ofensa ao artigo 7º, XXIX, da Constituição
Federal situa-se, também, no âmbito da legislação
infraconstitucional, por isso que, in casu, a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta ou reflexa.
Precedentes: AI 817.484-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.02.2011, AI 819.935-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe
02.03.2011 e AI 486.246-AgR, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe 06.08.2010. 3. A interpretação de
cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a
teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal
Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Assim, o reenquadramento jurídico pretendido pelo agravante
demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional que
disciplina a matéria, procedimento vedado em sede extraordinária.
Não prospera a alegação do agravante de que haveria ofensa ao
inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal. Seria, com efeito, inviável
a análise de eventual afronta ao referido princípio, sem o cotejo da
decisão com os dispositivos legais que a fundamentaram, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no artigo 102 da
Constituição Federal. Nesse sentido, cito o AI 745.285-AgR/PE, rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012, cujo acórdão está
assim ementado:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 798.911 AGR / DF
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República.”
A decisão agravada também deve ser mantida no tocante à
inexistência de violação do artigo 93, IX, da CF/88, porquanto verifico que
o acórdão contém motivação suficiente e adequada. O fato de ter sido
contrário aos interesses da parte não configura ofensa ao referido
dispositivo constitucional. O Supremo Tribunal Federal entende que o
artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões do seu convencimento, ainda que sucintamente, sem
determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas. Nesse sentido, cito o seguinte precedente:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.“ (AI 791.292-QO-RG, rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.08.2010)
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República.”
A decisão agravada também deve ser mantida no tocante à
inexistência de violação do artigo 93, IX, da CF/88, porquanto verifico que
o acórdão contém motivação suficiente e adequada. O fato de ter sido
contrário aos interesses da parte não configura ofensa ao referido
dispositivo constitucional. O Supremo Tribunal Federal entende que o
artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões do seu convencimento, ainda que sucintamente, sem
determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas. Nesse sentido, cito o seguinte precedente:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.“ (AI 791.292-QO-RG, rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.08.2010)
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S) : CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : MARCOS ULHOA DANI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S) : CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : MARCOS ULHOA DANI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1966033
| 2012-04-17T00:00:00
| 2012-05-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
DIREITO DO TRABALHO. SUPRESSÃO DE AUXÍLIO- ALIMENTAÇÃO. PRESCRIÇÃO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA.
O Tribunal a quo tratou apenas de matéria infraconstitucional referente à espécie de prescrição aplicável – total ou parcial. O exame das alegadas ofensas a dispositivos constitucionais dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria. Precedentes.
Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, ainda que sucintamente.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur208864
|
- Acórdãos citados: AI 841480 AgR, AI 745285 AgR, AI 791292 QO-RG.
Número de páginas: 10.
Análise: 23/05/2012, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
798911
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00035 ART-00093 INC-00009\r\n ART-00102 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 798911 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S) : CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : MARCOS ULHOA DANI
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:MARCOS ULHOA DANI
EMENTA
DIREITO DO TRABALHO. SUPRESSÃO DE AUXÍLIO-
ALIMENTAÇÃO. PRESCRIÇÃO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE
DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA.
O Tribunal a quo tratou apenas de matéria infraconstitucional
referente à espécie de prescrição aplicável – total ou parcial. O exame das
alegadas ofensas a dispositivos constitucionais dependeria de prévia
análise da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria.
Precedentes.
Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo 93, IX,
da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional explicite as razões
do seu convencimento, ainda que sucintamente.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 17 de abril de 2012.
Ministra Rosa Weber
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 07/05/2012
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
AI 798.911 AGR / DF
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 798.911 AGR / DF
Relatora
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Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:MARCOS ULHOA DANI
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual negou
seguimento a agravo de instrumento, por ausência de ofensa direta ao
texto constitucional, inviabilidade de apreciação de legislação
infraconstitucional em sede extraordinária e inexistência de violação do
art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, maneja agravo regimental José Maria de Lima.
Nas razões do agravo, reitera a ofensa aos arts. 5..., XXXV e LV, 7...,
XXIX, 93, IX, e 102, III, a, da Constituição Federal. Sustenta que “os artigos
mencionados são totalmente pertinentes para elevar à Suprema Corte os
presentes autos, a fim de decidir qual a prescrição que deve ser aplicada
ao caso, uma vez que a v. decisão recaiu em erro de fato” (fl. 171). Repisa
a tese de que tem direito “à declaração de nulidade de alteração
contratual procedida em 1992 e em 1995” (fl. 171). Afirma que “a matéria
em questão versa acerca de matéria constitucional e não
infraconstitucional” (fl. 173).
Substituição do Relator à fl. 175 (art. 38 do RISTF).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:MARCOS ULHOA DANI
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual negou
seguimento a agravo de instrumento, por ausência de ofensa direta ao
texto constitucional, inviabilidade de apreciação de legislação
infraconstitucional em sede extraordinária e inexistência de violação do
art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, maneja agravo regimental José Maria de Lima.
Nas razões do agravo, reitera a ofensa aos arts. 5..., XXXV e LV, 7...,
XXIX, 93, IX, e 102, III, a, da Constituição Federal. Sustenta que “os artigos
mencionados são totalmente pertinentes para elevar à Suprema Corte os
presentes autos, a fim de decidir qual a prescrição que deve ser aplicada
ao caso, uma vez que a v. decisão recaiu em erro de fato” (fl. 171). Repisa
a tese de que tem direito “à declaração de nulidade de alteração
contratual procedida em 1992 e em 1995” (fl. 171). Afirma que “a matéria
em questão versa acerca de matéria constitucional e não
infraconstitucional” (fl. 173).
Substituição do Relator à fl. 175 (art. 38 do RISTF).
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo e passo ao exame mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental (fl.
163-5):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão o
qual decidiu pela ocorrência de prescrição em reclamação
trabalhista que visa à cobrança de auxílio alimentação
suprimido pelo empregador e aplicou multa por litigância de
má-fé.
No Recurso Extraordinário, a parte agravante alega ofensa aos artigos 5...,
XXXV e LV, 7..., XXIX, e 93, IX, da Constituição Federal.
2.
O recurso não merece prosperar. Em casos
semelhantes ao dos presentes autos, o Supremo Tribunal
Federal tem se posicionado no sentido de que a matéria
discutida é de índole infraconstitucional, pois eventual ofensa
constitucional somente poderia ocorrer de forma reflexa ou
indireta, o que impede o trânsito do recurso extraordinário.
Nesse sentido: AI 654.261-AgR/RS, rel. Min. Joaquim Barbosa,
2... Turma, DJe 20.03.2009; AI 732.179-AgR/RS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe 21.08.2009; AI 638.486-AgR/BA,
rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 06.8.2010; e AI 486.246-
AgR/BA, de minha relatoria, 2... Turma, DJe 06.8.2010, esse
último assim ementado:
‘PROCESSUAL
TRABALHISTA.
AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO. ART. 7..., XXIX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. NULIDADE DA RESCISÃO CONTRATUAL.
FATOS E PROVAS. FUNDAMENTO DA DECISÃO
AGRAVADA NÃO ATACADO. RISTF, ART. 317, § 1.... 1.
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo e passo ao exame mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental (fl.
163-5):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão o
qual decidiu pela ocorrência de prescrição em reclamação
trabalhista que visa à cobrança de auxílio alimentação
suprimido pelo empregador e aplicou multa por litigância de
má-fé.
No Recurso Extraordinário, a parte agravante alega ofensa aos artigos 5...,
XXXV e LV, 7..., XXIX, e 93, IX, da Constituição Federal.
2.
O recurso não merece prosperar. Em casos
semelhantes ao dos presentes autos, o Supremo Tribunal
Federal tem se posicionado no sentido de que a matéria
discutida é de índole infraconstitucional, pois eventual ofensa
constitucional somente poderia ocorrer de forma reflexa ou
indireta, o que impede o trânsito do recurso extraordinário.
Nesse sentido: AI 654.261-AgR/RS, rel. Min. Joaquim Barbosa,
2... Turma, DJe 20.03.2009; AI 732.179-AgR/RS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe 21.08.2009; AI 638.486-AgR/BA,
rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 06.8.2010; e AI 486.246-
AgR/BA, de minha relatoria, 2... Turma, DJe 06.8.2010, esse
último assim ementado:
‘PROCESSUAL
TRABALHISTA.
AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO. ART. 7..., XXIX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. NULIDADE DA RESCISÃO CONTRATUAL.
FATOS E PROVAS. FUNDAMENTO DA DECISÃO
AGRAVADA NÃO ATACADO. RISTF, ART. 317, § 1.... 1.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 798.911 AGR / DF
Necessidade de análise de fatos e provas para aferir
alegada ofensa, no caso, ao artigo 7..., XXIX, da
Constituição Federal. Impossibilidade. 2. As razões do
agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão
agravada (RISTF, ART. 317, §1...). 3. Agravo regimental
improvido.’
3.
Quanto às alegações de ofensa a incisos do artigo
5... da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional,
direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada,
devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural
–, a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de
que podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa
que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse
sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma,
unânime, DJ 26.06.2002; Recurso Extraordinário 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJe
04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJe 06.03.2009.
4.
No que se refere à condenação ao pagamento de
multa por litigância de má-fé, verifico que a violação à Constituição Federal de 1988/88
situa-se no campo da legislação processual infraconstitucional,
o que configura, quando muito, situação de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede
a utilização do recurso extraordinário. Nesse sentido, o AI
758.941-AgR/SC, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime,
DJe 1....3.2011, assim ementado:
‘AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO. APLICAÇÃO DE MULTA POR
LITIGÂNCIA
DE
MÁ-FÉ.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A análise da
aplicação de multa por litigância de má-fé em virtude de
interposição de embargos declaratórios tidos por
protelatórios requer sejam previamente examinadas as
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 798.911 AGR / DF
Necessidade de análise de fatos e provas para aferir
alegada ofensa, no caso, ao artigo 7..., XXIX, da
Constituição Federal. Impossibilidade. 2. As razões do
agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão
agravada (RISTF, ART. 317, §1...). 3. Agravo regimental
improvido.’
3.
Quanto às alegações de ofensa a incisos do artigo
5... da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional,
direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada,
devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural
–, a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de
que podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa
que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse
sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma,
unânime, DJ 26.06.2002; Recurso Extraordinário 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJe
04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJe 06.03.2009.
4.
No que se refere à condenação ao pagamento de
multa por litigância de má-fé, verifico que a violação à Constituição Federal de 1988/88
situa-se no campo da legislação processual infraconstitucional,
o que configura, quando muito, situação de ofensa meramente
reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede
a utilização do recurso extraordinário. Nesse sentido, o AI
758.941-AgR/SC, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime,
DJe 1....3.2011, assim ementado:
‘AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO. APLICAÇÃO DE MULTA POR
LITIGÂNCIA
DE
MÁ-FÉ.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA
DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A análise da
aplicação de multa por litigância de má-fé em virtude de
interposição de embargos declaratórios tidos por
protelatórios requer sejam previamente examinadas as
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 798.911 AGR / DF
regras
processuais
infraconstitucionais
que
fundamentaram o acórdão recorrido. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega
provimento.’
5.
Por fim, no que tange à suposta ofensa ao artigo
93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, verifico que o acórdão contém motivação
suficiente e adequada. O fato de ter sido contrário aos interesses
da parte não configura ofensa ao referido dispositivo
constitucional. Nesse sentido, confiram-se os seguintes
julgados: Recurso Extraordinário 535.315-AgR-ED/SP, de minha relatoria, 2... Turma,
unânime, DJe 22.05.2009; AI 557.074-AgR/SC, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJe 22.06.2007.
Sobre o assunto, ressalte-se, ainda, que esta Corte tem o
seguinte entendimento: ‘o que a Constituição exige, no inc. IX,
do art. 93, é que o juiz ou o tribunal dê as razões de seu
convencimento, não se exigindo que a decisão seja amplamente
fundamentada, extensamente fundamentada, dado que a
decisão com motivação sucinta é decisão motivada’ (Recurso Extraordinário 430.637-
AgR/PR, rel. Min. Carlos Velloso, 2... Turma, unânime, DJ
23.09.2005). Recentemente, esse posicionamento foi reafirmado
pelo Pleno deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-QO/PE,
rel. Min. Gilmar Mendes, por maioria, DJe 13.8.2010.
6.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (art. 557, caput, do Código de Processo Civil).”
Não prospera a insurgência.
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão
acerca do tipo de prescrição aplicável à pretensão deduzida em juízo –
total ou parcial – restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Nesse
sentido, cito o AI 841.480-AgR/PR, rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe
07.11.2011:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PARTICIPAÇÃO NOS
LUCROS E RESULTADOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS
3
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AI 798.911 AGR / DF
regras
processuais
infraconstitucionais
que
fundamentaram o acórdão recorrido. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega
provimento.’
5.
Por fim, no que tange à suposta ofensa ao artigo
93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, verifico que o acórdão contém motivação
suficiente e adequada. O fato de ter sido contrário aos interesses
da parte não configura ofensa ao referido dispositivo
constitucional. Nesse sentido, confiram-se os seguintes
julgados: Recurso Extraordinário 535.315-AgR-ED/SP, de minha relatoria, 2... Turma,
unânime, DJe 22.05.2009; AI 557.074-AgR/SC, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJe 22.06.2007.
Sobre o assunto, ressalte-se, ainda, que esta Corte tem o
seguinte entendimento: ‘o que a Constituição exige, no inc. IX,
do art. 93, é que o juiz ou o tribunal dê as razões de seu
convencimento, não se exigindo que a decisão seja amplamente
fundamentada, extensamente fundamentada, dado que a
decisão com motivação sucinta é decisão motivada’ (Recurso Extraordinário 430.637-
AgR/PR, rel. Min. Carlos Velloso, 2... Turma, unânime, DJ
23.09.2005). Recentemente, esse posicionamento foi reafirmado
pelo Pleno deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-QO/PE,
rel. Min. Gilmar Mendes, por maioria, DJe 13.8.2010.
6.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (art. 557, caput, do Código de Processo Civil).”
Não prospera a insurgência.
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão
acerca do tipo de prescrição aplicável à pretensão deduzida em juízo –
total ou parcial – restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Nesse
sentido, cito o AI 841.480-AgR/PR, rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe
07.11.2011:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PARTICIPAÇÃO NOS
LUCROS E RESULTADOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 798.911 AGR / DF
CONTRATUAIS. SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A violação reflexa e
oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de
análise de malferimentos de dispositivos infraconstitucionais
torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário
596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361,
Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A prescrição em
face de suposta ofensa ao artigo 7..., XXIX, da Constituição
Federal situa-se, também, no âmbito da legislação
infraconstitucional, por isso que, in casu, a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta ou reflexa.
Precedentes: AI 817.484-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1....02.2011, AI 819.935-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe
02.03.2011 e AI 486.246-AgR, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe 06.08.2010. 3. A interpretação de
cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a
teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal
Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Assim, o reenquadramento jurídico pretendido pelo agravante
demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional que
disciplina a matéria, procedimento vedado em sede extraordinária.
Não prospera a alegação do agravante de que haveria ofensa ao
inciso XXXV do art. 5... da Constituição Federal. Seria, com efeito, inviável
a análise de eventual afronta ao referido princípio, sem o cotejo da
decisão com os dispositivos legais que a fundamentaram, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no artigo 102 da
Constituição Federal. Nesse sentido, cito o AI 745.285-AgR/PE, rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012, cujo acórdão está
assim ementado:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
4
Supremo Tribunal Federal
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AI 798.911 AGR / DF
CONTRATUAIS. SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A violação reflexa e
oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de
análise de malferimentos de dispositivos infraconstitucionais
torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário
596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361,
Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A prescrição em
face de suposta ofensa ao artigo 7..., XXIX, da Constituição
Federal situa-se, também, no âmbito da legislação
infraconstitucional, por isso que, in casu, a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta ou reflexa.
Precedentes: AI 817.484-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1....02.2011, AI 819.935-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe
02.03.2011 e AI 486.246-AgR, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe 06.08.2010. 3. A interpretação de
cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a
teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal
Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Assim, o reenquadramento jurídico pretendido pelo agravante
demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional que
disciplina a matéria, procedimento vedado em sede extraordinária.
Não prospera a alegação do agravante de que haveria ofensa ao
inciso XXXV do art. 5... da Constituição Federal. Seria, com efeito, inviável
a análise de eventual afronta ao referido princípio, sem o cotejo da
decisão com os dispositivos legais que a fundamentaram, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no artigo 102 da
Constituição Federal. Nesse sentido, cito o AI 745.285-AgR/PE, rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012, cujo acórdão está
assim ementado:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 798.911 AGR / DF
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República.”
A decisão agravada também deve ser mantida no tocante à
inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, porquanto verifico que
o acórdão contém motivação suficiente e adequada. O fato de ter sido
contrário aos interesses da parte não configura ofensa ao referido
dispositivo constitucional. O Supremo Tribunal Federal entende que o
artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões do seu convencimento, ainda que sucintamente, sem
determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas. Nesse sentido, cito o seguinte precedente:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.“ (AI 791.292-QO-RG, rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.08.2010)
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 798.911 AGR / DF
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República.”
A decisão agravada também deve ser mantida no tocante à
inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, porquanto verifico que
o acórdão contém motivação suficiente e adequada. O fato de ter sido
contrário aos interesses da parte não configura ofensa ao referido
dispositivo constitucional. O Supremo Tribunal Federal entende que o
artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões do seu convencimento, ainda que sucintamente, sem
determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas. Nesse sentido, cito o seguinte precedente:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.“ (AI 791.292-QO-RG, rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.08.2010)
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 798.911 AGR / DF
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S) : CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : MARCOS ULHOA DANI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 798.911
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : JOSÉ MARIA DE LIMA
ADV.(A/S) : CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : MARCOS ULHOA DANI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 798 . 911",
"AI 798 . 911",
"AI 798 . 911",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 798 . 911",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 798 . 911",
"AI 654 . 261 - AgR / RS",
"AI 732 . 179 - AgR / RS",
"AI 638 . 486 - AgR / BA",
"AI 486 . 246 - AgR / BA",
"AI 654 . 261 - AgR / RS",
"AI 732 . 179 - AgR / RS",
"AI 638 . 486 - AgR / BA",
"AI 486 . 246 - AgR / BA",
"AI 798 . 911",
"AI 372 . 358 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 461 . 286 - AgR / MS",
"AI 682 . 065 - AgR / RS",
"AI 662 . 319 - AgR / RR",
"AI 758 . 941 - AgR / SC",
"AI 798 . 911 AGR / DF",
"AI 372 . 358 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 461 . 286 - AgR / MS",
"AI 682 . 065 - AgR / RS",
"AI 662 . 319 - AgR / RR",
"AI 758 . 941 - AgR / SC",
"AI 798 . 911 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 535 . 315 - AgR - ED / SP",
"AI 557 . 074 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário 430 . 637 - AgR / PR",
"AI 841 . 480 - AgR / PR",
"AI 798 . 911 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 535 . 315 - AgR - ED / SP",
"AI 557 .",
"074",
"-",
"AgR",
"/",
"SC",
"Recurso Extraordinário 430 . 637 - AgR / PR",
"AI 791 . 292 - QO / PE",
"AI 841 . 480 - AgR / PR",
"AI 798 . 911",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 682",
"AI 808 . 361",
"AI 817 . 484 - AgR",
"AI 819 . 935 - AgR",
"AI 486 . 246 - AgR",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 745 . 285 -",
"AgR",
"AI 798 . 911",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 682",
"AI 808 . 361",
"AI 817 . 484 - AgR",
"AI 819 . 935 - AgR",
"AI 486 . 246 -",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 745",
"AI 798 . 911",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"AI 798 . 911 AGR",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"AI 798 . 911 AGR / DF",
"AI 798 . 911 AGR / DF",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 798 . 911",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 798 ."
],
"LEGISLACAO": [
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"arts . 5 . . . , XXXV e LV , 7 . . . , XXIX , 93 , IX , e 102 , III , a , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"arts . 5 . . . , XXXV e LV , 7 . . . , XXIX , 93 , IX , e 102 , III , a , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , XXXV e LV , 7 . . . , XXIX , e 93 , IX , da Constituição Federal",
"ART . 7 . . . , XXIX , DA CONSTITUIÇÃO",
"RISTF , ART . 317 , § 1",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , XXXV e LV , 7 .",
"ART . 7 . . . , XXIX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 7 . . . , XXIX , da Constituição Federal",
"RISTF , ART",
"artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 7 . . . , XXIX , da Constituição Federal",
"RISTF",
"artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 7 . . . , XXIX , da Constituição Federal",
"Constituição",
"inciso XXXV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 7 . . . , XXIX , da Constituição Federal",
"Constituição",
"inciso XXXV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República .",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República .",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"CEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"CEF",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"CEF",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"2",
".",
".",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"2",
"1",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"1",
".",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"2",
".",
".",
". Turma",
"AGRAVO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"/",
"PE",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"CEF",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"CEF",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"JOSÉ MARIA DE LIMA",
"CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA",
"MARCOS ULHOA DANI",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"JOSÉ MARIA DE LIMA",
"CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA",
"MARCOS ULHOA DANI",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"José Maria de Lima",
"ROSA WEBER",
"JOSÉ MARIA DE LIMA",
"CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA",
"MARCOS ULHOA DANI",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"José Maria de Lima",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Carlos Velloso",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Carlos Velloso",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"Carlos Britto",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Carlos Britto",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"JOSÉ MARIA DE LIMA",
"CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA",
"MARCOS ULHOA DANI",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"JOSÉ MARIA DE LIMA",
"CARLOS VICTOR AZEVEDO SILVA",
"MARCOS ULHOA DANI",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"1992",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"1992",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"20",
".",
"03",
".",
"2009",
"21",
".",
"08",
".",
"2009",
"06",
".",
"8",
".",
"2010",
"06",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
".",
"20",
".",
"03",
".",
"2009",
"21",
".",
"08",
".",
"2009",
"06",
".",
"8",
".",
"2010",
"06",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"2002",
"15",
".",
"9",
".",
"2006",
"04",
".",
"04",
".",
"2008",
"06",
".",
"03",
".",
"2009",
".",
".",
".",
".",
"3",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"2002",
"15",
".",
"9",
".",
"2006",
"04",
".",
"04",
".",
"2008",
"06",
".",
"03",
".",
"2009",
".",
".",
"3",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"05",
".",
"2009",
"22",
".",
"06",
".",
"2007",
"23",
".",
"09",
".",
"2005",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"05",
".",
"2009",
"22",
".",
"06",
".",
"2007",
"23",
".",
"09",
".",
"2005",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"10",
"08",
"/",
"09",
"/",
"10",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2011",
"02",
".",
"03",
".",
"2011",
"06",
".",
"08",
".",
"2010",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"10",
"08",
"/",
"09",
"/",
"10",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2011",
"02",
".",
"03",
".",
"2011",
"06",
".",
"08",
".",
"2010",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"08",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"08",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.742 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
: JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S)
: JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
E
M
E
N
T
A:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO
(LEI Nº 12.322/2010) - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS -
REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/STF -
INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AGRAVO IMPROVIDO.
- Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o
objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim
Barbosa.
Brasília, 27 de março de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1903656
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.742 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
: JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S)
: JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010),
para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente
inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do
presente recurso de agravo (fls. 532):
“A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo
extremo, no qual a parte ora agravante sustenta que o
Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceito inscrito
na Constituição da República.
O exame da presente causa evidencia que o recurso
extraordinário não se revela viável.
É que a verificação da procedência, ou não, das
alegações deduzidas pela parte recorrente implicará
necessário reexame dos fatos e das provas existentes
nos autos, circunstância esta que impede o conhecimento
do apelo extremo, nos termos da Súmula 279/STF.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, conheço do presente agravo, para negar
seguimento
ao
recurso
extraordinário,
por
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1903878
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.742 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
: JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S)
: JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010),
para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente
inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do
presente recurso de agravo (fls. 532):
“A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo
extremo, no qual a parte ora agravante sustenta que o
Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceito inscrito
na Constituição da República.
O exame da presente causa evidencia que o recurso
extraordinário não se revela viável.
É que a verificação da procedência, ou não, das
alegações deduzidas pela parte recorrente implicará
necessário reexame dos fatos e das provas existentes
nos autos, circunstância esta que impede o conhecimento
do apelo extremo, nos termos da Súmula 279/STF.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, conheço do presente agravo, para negar
seguimento
ao
recurso
extraordinário,
por
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1903878
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 645.742 AgR / RO
2
manifestamente inadmissível (CPC, art. 544, § 4º, II,
‘b’, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010).
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do
agravo que deduziu (fls. 537/544).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1903878
Supremo Tribunal Federal
ARE 645.742 AgR / RO
2
manifestamente inadmissível (CPC, art. 544, § 4º, II,
‘b’, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010).
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do
agravo que deduziu (fls. 537/544).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1903878
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 645.742 AgR / RO
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial
firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame.
Como se sabe, não cabe recurso extraordinário, quando
interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de
examinar matéria de caráter probatório.
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas,
nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1903879
Supremo Tribunal Federal
ARE 645.742 AgR / RO
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial
firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame.
Como se sabe, não cabe recurso extraordinário, quando
interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de
examinar matéria de caráter probatório.
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas,
nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1903879
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.742
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S) : JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1889314
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.742
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S) : JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1889314
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1945875
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-27T00:00:00
|
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/STF - INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AGRAVO IMPROVIDO.
- Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. Precedentes.
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sjur208365
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Número de páginas: 5.
Análise: 15/05/2012, MJC.
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CELSO DE MELLO
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Segunda Turma
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645742
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[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
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acordaos
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ARE 645742 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S) : JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
|
[
""
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Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.742 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
: JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S)
: JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
E
M
E
N
T
A:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO
(LEI n 12.322/2010) - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS -
REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal -
INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AGRAVO IMPROVIDO.
- Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o
objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim
Barbosa.
Brasília, 27 de março de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1903656
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.742 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
: JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S)
: JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010),
para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente
inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do
presente recurso de agravo (fls. 532):
“A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo
extremo, no qual a parte ora agravante sustenta que o
Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceito inscrito
na Constituição da República.
O exame da presente causa evidencia que o recurso
extraordinário não se revela viável.
É que a verificação da procedência, ou não, das
alegações deduzidas pela parte recorrente implicará
necessário reexame dos fatos e das provas existentes
nos autos, circunstância esta que impede o conhecimento
do apelo extremo, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, conheço do presente agravo, para negar
seguimento
ao
recurso
extraordinário,
por
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1903878
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.742 RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
: JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S)
: JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010),
para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente
inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do
presente recurso de agravo (fls. 532):
“A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo
extremo, no qual a parte ora agravante sustenta que o
Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceito inscrito
na Constituição da República.
O exame da presente causa evidencia que o recurso
extraordinário não se revela viável.
É que a verificação da procedência, ou não, das
alegações deduzidas pela parte recorrente implicará
necessário reexame dos fatos e das provas existentes
nos autos, circunstância esta que impede o conhecimento
do apelo extremo, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões
expostas, conheço do presente agravo, para negar
seguimento
ao
recurso
extraordinário,
por
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 645.742 AgR / RO
2
manifestamente inadmissível (Código de Processo Civil, art. 544, § 4..., II,
‘b’, na redação dada pela Lei n 12.322/2010).
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do
agravo que deduziu (fls. 537/544).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 645.742 AgR / RO
2
manifestamente inadmissível (Código de Processo Civil, art. 544, § 4..., II,
‘b’, na redação dada pela Lei n 12.322/2010).
...................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora
agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do
agravo que deduziu (fls. 537/544).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 645.742 AgR / RO
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial
firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame.
Como se sabe, não cabe recurso extraordinário, quando
interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de
examinar matéria de caráter probatório.
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas,
nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 645.742 AgR / RO
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial
firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame.
Como se sabe, não cabe recurso extraordinário, quando
interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de
examinar matéria de caráter probatório.
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas,
nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1903879
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.742
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S) : JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.742
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO
ADV.(A/S) : JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645 . 742",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645 . 742",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645 . 742",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 645 . 742 AgR / RO",
"ARE 645 . 742 AgR /",
"ARE 645 . 742 AgR / RO",
"ARE 645 . 742 AgR / RO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645 . 742"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art .",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art .",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"Brasília",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDONIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"GOVERNO DO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"GOVERNO DO ESTADO DE",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"GOVERNO DO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"GOVERNO",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"GOVERNO DO ESTADO DE RONDONIA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO",
"JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO",
"JOSÉ DE ALMEIDA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO",
"JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO",
"JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ RIBEIRO DA SILVA FILHO",
"JOSÉ DE ALMEIDA JÚNIOR",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S)
:JAIR CANALLE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. INEXISTÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DECISÃO FINAL.
OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA.
INVIABILIDADE
DE
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
Inexistência de ofensa ao devido processo legal, porquanto
assegurados todos os meios recursais previstos na legislação processual.
Vedação do exame da legislação infraconstitucional que disciplina a
matéria.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1879538.
Supremo Tribunal Federal
DJe 16/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S)
:JAIR CANALLE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental interposto de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen
Gracie, que negou seguimento ao agravo de instrumento, ausente ofensa
direta ao artigo 5º, LIV e LV, da Constituição Federal e vedados a análise
da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-
probatório. Eis o teor da decisão agravada (fls. 256-7):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão o
qual negou provimento à apelação e entendeu que não gera
prejuízo ao agravante a ausência de intimação da decisão final
do processo administrativo, quando foram interpostos todos os
recursos cabíveis.
2.
No RE, alega-se violação ao artigo 5º, LIV e LV, da
Constituição Federal.
3.
O recurso não merece prosperar, visto que para o
exame das violações alegadas, seriam necessários o reexame de
fatos e provas (Súmula STF 279), bem como a análise de
legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede
extraordinária.
Nesse sentido cito o AI 535.367-AgR/MG, rel Min. Eros
Grau, 1ª Turma, DJ 16.9.2005, AI 729.424-AgR-ED-ED/MG, de
minha relatoria, 2ª Turma, 26.4.2011 e AI 662.686-AgR/BA, rel.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1879539.
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S)
:JAIR CANALLE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental interposto de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen
Gracie, que negou seguimento ao agravo de instrumento, ausente ofensa
direta ao artigo 5º, LIV e LV, da Constituição Federal e vedados a análise
da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-
probatório. Eis o teor da decisão agravada (fls. 256-7):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão o
qual negou provimento à apelação e entendeu que não gera
prejuízo ao agravante a ausência de intimação da decisão final
do processo administrativo, quando foram interpostos todos os
recursos cabíveis.
2.
No RE, alega-se violação ao artigo 5º, LIV e LV, da
Constituição Federal.
3.
O recurso não merece prosperar, visto que para o
exame das violações alegadas, seriam necessários o reexame de
fatos e provas (Súmula STF 279), bem como a análise de
legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede
extraordinária.
Nesse sentido cito o AI 535.367-AgR/MG, rel Min. Eros
Grau, 1ª Turma, DJ 16.9.2005, AI 729.424-AgR-ED-ED/MG, de
minha relatoria, 2ª Turma, 26.4.2011 e AI 662.686-AgR/BA, rel.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1879539.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 828.432 AGR / RS
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, Dje 22.10.2010 este último assim
ementado:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Processo administrativo. Ofensa reflexa. Reexame de
provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Para
analisar a alegação do agravante de que o processo
administrativo não ofendeu o artigo 5º, inciso LV, da
Constituição Federal, seria imprescindível a
interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que
não é cabível em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 2. Agravo
regimental não provido, com aplicação da multa
prevista no artigo 557, § 2º, do Código de Processo
Civil’.
4.
Quanto às alegações de ofensa a incisos do artigo
5º da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional,
direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada,
devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural
–, a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de
que podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa
que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse
sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma,
unânime, DJ 26.06.2002; RE 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe
04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJe 06.03.2009.
5.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (art. 557, caput, do CPC)”.
No presente agravo regimental, Danilo Rudi Kochhann sustenta que
a ausência de intimação da decisão administrativa que o excluíra da
Brigada Militar constitui matéria incontroversa. Aduz não haver
discussão acerca de legislação infraconstitucional e reitera a alegação de
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1879539.
Supremo Tribunal Federal
AI 828.432 AGR / RS
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, Dje 22.10.2010 este último assim
ementado:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Processo administrativo. Ofensa reflexa. Reexame de
provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Para
analisar a alegação do agravante de que o processo
administrativo não ofendeu o artigo 5º, inciso LV, da
Constituição Federal, seria imprescindível a
interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que
não é cabível em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 2. Agravo
regimental não provido, com aplicação da multa
prevista no artigo 557, § 2º, do Código de Processo
Civil’.
4.
Quanto às alegações de ofensa a incisos do artigo
5º da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional,
direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada,
devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural
–, a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de
que podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa
que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse
sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma,
unânime, DJ 26.06.2002; RE 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe
04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJe 06.03.2009.
5.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (art. 557, caput, do CPC)”.
No presente agravo regimental, Danilo Rudi Kochhann sustenta que
a ausência de intimação da decisão administrativa que o excluíra da
Brigada Militar constitui matéria incontroversa. Aduz não haver
discussão acerca de legislação infraconstitucional e reitera a alegação de
2
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Relatório
AI 828.432 AGR / RS
ofensa ao princípio do devido processo legal.
É o relatório.
3
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ofensa ao princípio do devido processo legal.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora):
Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo regimental.
A decisão agravada, ao manter o despacho negativo de
admissibilidade e não assegurar trânsito ao recurso extraordinário,
fundamentou-se na jurisprudência desta Corte, segundo a qual são
inviáveis, em sede extraordinária, a análise de legislação
infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório descrito
pelas instâncias ordinárias.
Incontroverso o fato de que o agravante não fora intimado da
decisão final proferida no processo administrativo que culminou com sua
exclusão da Brigada Militar, afasta-se o óbice da Súmula 279/STF (“Para
simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”).
Contudo, o reenquadramento jurídico pretendido pelo agravante
demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional que
disciplina a matéria, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no artigo 102 da Constituição Federal.
Incabível a alegação de que haveria ofensa ao devido processo legal,
porquanto, tal como afirmado pelo Tribunal de origem, foram
assegurados todos os meios recursais previstos na legislação processual.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora):
Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo regimental.
A decisão agravada, ao manter o despacho negativo de
admissibilidade e não assegurar trânsito ao recurso extraordinário,
fundamentou-se na jurisprudência desta Corte, segundo a qual são
inviáveis, em sede extraordinária, a análise de legislação
infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório descrito
pelas instâncias ordinárias.
Incontroverso o fato de que o agravante não fora intimado da
decisão final proferida no processo administrativo que culminou com sua
exclusão da Brigada Militar, afasta-se o óbice da Súmula 279/STF (“Para
simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”).
Contudo, o reenquadramento jurídico pretendido pelo agravante
demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional que
disciplina a matéria, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no artigo 102 da Constituição Federal.
Incabível a alegação de que haveria ofensa ao devido processo legal,
porquanto, tal como afirmado pelo Tribunal de origem, foram
assegurados todos os meios recursais previstos na legislação processual.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S) : JAIR CANALLE
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S) : JAIR CANALLE
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1906338
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1910227
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-16T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INEXISTÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DECISÃO FINAL. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
Inexistência de ofensa ao devido processo legal, porquanto assegurados todos os meios recursais previstos na legislação processual.
Vedação do exame da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur207400
|
Número de páginas: 6.
Análise: 26/04/2012, BMB.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
828432
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 828432 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S) : JAIR CANALLE
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S)
:JAIR CANALLE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. INEXISTÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DECISÃO FINAL.
OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA.
INVIABILIDADE
DE
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
Inexistência de ofensa ao devido processo legal, porquanto
assegurados todos os meios recursais previstos na legislação processual.
Vedação do exame da legislação infraconstitucional que disciplina a
matéria.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S)
:JAIR CANALLE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental interposto de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen
Gracie, que negou seguimento ao agravo de instrumento, ausente ofensa
direta ao artigo 5..., LIV e LV, da Constituição Federal e vedados a análise
da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-
probatório. Eis o teor da decisão agravada (fls. 256-7):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão o
qual negou provimento à apelação e entendeu que não gera
prejuízo ao agravante a ausência de intimação da decisão final
do processo administrativo, quando foram interpostos todos os
recursos cabíveis.
2.
No Recurso Extraordinário, alega-se violação ao artigo 5..., LIV e LV, da
Constituição Federal.
3.
O recurso não merece prosperar, visto que para o
exame das violações alegadas, seriam necessários o reexame de
fatos e provas (Súmula Supremo Tribunal Federal 279), bem como a análise de
legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede
extraordinária.
Nesse sentido cito o AI 535.367-AgR/MG, rel Min. Eros
Grau, 1... Turma, DJ 16.9.2005, AI 729.424-AgR-ED-ED/MG, de
minha relatoria, 2... Turma, 26.4.2011 e AI 662.686-AgR/BA, rel.
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27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S)
:JAIR CANALLE
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental interposto de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen
Gracie, que negou seguimento ao agravo de instrumento, ausente ofensa
direta ao artigo 5..., LIV e LV, da Constituição Federal e vedados a análise
da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-
probatório. Eis o teor da decisão agravada (fls. 256-7):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão o
qual negou provimento à apelação e entendeu que não gera
prejuízo ao agravante a ausência de intimação da decisão final
do processo administrativo, quando foram interpostos todos os
recursos cabíveis.
2.
No Recurso Extraordinário, alega-se violação ao artigo 5..., LIV e LV, da
Constituição Federal.
3.
O recurso não merece prosperar, visto que para o
exame das violações alegadas, seriam necessários o reexame de
fatos e provas (Súmula Supremo Tribunal Federal 279), bem como a análise de
legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede
extraordinária.
Nesse sentido cito o AI 535.367-AgR/MG, rel Min. Eros
Grau, 1... Turma, DJ 16.9.2005, AI 729.424-AgR-ED-ED/MG, de
minha relatoria, 2... Turma, 26.4.2011 e AI 662.686-AgR/BA, rel.
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Relatório
AI 828.432 AGR / RS
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, Dje 22.10.2010 este último assim
ementado:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Processo administrativo. Ofensa reflexa. Reexame de
provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Para
analisar a alegação do agravante de que o processo
administrativo não ofendeu o artigo 5..., inciso LV, da
Constituição Federal, seria imprescindível a
interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que
não é cabível em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 2. Agravo
regimental não provido, com aplicação da multa
prevista no artigo 557, § 2..., do Código de Processo
Civil’.
4.
Quanto às alegações de ofensa a incisos do artigo
5... da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional,
direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada,
devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural
–, a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de
que podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa
que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse
sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma,
unânime, DJ 26.06.2002; Recurso Extraordinário 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJe
04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJe 06.03.2009.
5.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (art. 557, caput, do Código de Processo Civil)”.
No presente agravo regimental, Danilo Rudi Kochhann sustenta que
a ausência de intimação da decisão administrativa que o excluíra da
Brigada Militar constitui matéria incontroversa. Aduz não haver
discussão acerca de legislação infraconstitucional e reitera a alegação de
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 828.432 AGR / RS
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, Dje 22.10.2010 este último assim
ementado:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Processo administrativo. Ofensa reflexa. Reexame de
provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Para
analisar a alegação do agravante de que o processo
administrativo não ofendeu o artigo 5..., inciso LV, da
Constituição Federal, seria imprescindível a
interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que
não é cabível em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 2. Agravo
regimental não provido, com aplicação da multa
prevista no artigo 557, § 2..., do Código de Processo
Civil’.
4.
Quanto às alegações de ofensa a incisos do artigo
5... da Constituição Federal – legalidade, prestação jurisdicional,
direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada,
devido processo legal, contraditório, ampla defesa e juiz natural
–, a jurisprudência desta Corte está sedimentada no sentido de
que podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa
que impede a utilização do recurso extraordinário. Nesse
sentido: AI 372.358-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma,
unânime, DJ 26.06.2002; Recurso Extraordinário 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJ 15.9.2006; AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJe
04.04.2008; e AI 662.319-AgR/RR, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJe 06.03.2009.
5.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (art. 557, caput, do Código de Processo Civil)”.
No presente agravo regimental, Danilo Rudi Kochhann sustenta que
a ausência de intimação da decisão administrativa que o excluíra da
Brigada Militar constitui matéria incontroversa. Aduz não haver
discussão acerca de legislação infraconstitucional e reitera a alegação de
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
AI 828.432 AGR / RS
ofensa ao princípio do devido processo legal.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1879539.
Supremo Tribunal Federal
AI 828.432 AGR / RS
ofensa ao princípio do devido processo legal.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora):
Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo regimental.
A decisão agravada, ao manter o despacho negativo de
admissibilidade e não assegurar trânsito ao recurso extraordinário,
fundamentou-se na jurisprudência desta Corte, segundo a qual são
inviáveis, em sede extraordinária, a análise de legislação
infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório descrito
pelas instâncias ordinárias.
Incontroverso o fato de que o agravante não fora intimado da
decisão final proferida no processo administrativo que culminou com sua
exclusão da Brigada Militar, afasta-se o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (“Para
simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”).
Contudo, o reenquadramento jurídico pretendido pelo agravante
demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional que
disciplina a matéria, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no artigo 102 da Constituição Federal.
Incabível a alegação de que haveria ofensa ao devido processo legal,
porquanto, tal como afirmado pelo Tribunal de origem, foram
assegurados todos os meios recursais previstos na legislação processual.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1879540.
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora):
Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo regimental.
A decisão agravada, ao manter o despacho negativo de
admissibilidade e não assegurar trânsito ao recurso extraordinário,
fundamentou-se na jurisprudência desta Corte, segundo a qual são
inviáveis, em sede extraordinária, a análise de legislação
infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório descrito
pelas instâncias ordinárias.
Incontroverso o fato de que o agravante não fora intimado da
decisão final proferida no processo administrativo que culminou com sua
exclusão da Brigada Militar, afasta-se o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (“Para
simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”).
Contudo, o reenquadramento jurídico pretendido pelo agravante
demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional que
disciplina a matéria, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no artigo 102 da Constituição Federal.
Incabível a alegação de que haveria ofensa ao devido processo legal,
porquanto, tal como afirmado pelo Tribunal de origem, foram
assegurados todos os meios recursais previstos na legislação processual.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S) : JAIR CANALLE
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 828.432
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : DANILO RUDI KOCHHANN
ADV.(A/S) : JAIR CANALLE
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 432",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 432",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 279",
"AI 535 . 367 - AgR / MG",
"AI 729 . 424 - AgR - ED - ED / MG",
"AI 662 . 686 - AgR / BA",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 432",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 279",
"AI 535 . 367 - AgR / MG",
"AI 729 . 424 - AgR - ED - ED / MG",
"AI 662 . 686 - AgR / BA",
"AI 828 . 432 AGR / RS",
"AI 372 . 358 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 461 . 286 - AgR / MS",
"AI 682 . 065 - AgR / RS",
"AI 662 . 319 - AgR / RR",
"AI 828 . 432 AGR / RS",
"Súmula n 279 desta Corte",
"AI 372 . 358 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 461 . 286 - AgR / MS",
"AI 682 . 065 - AgR / RS",
"AI 662 . 319 - AgR / RR",
"AI 828 . 432 AGR / RS",
"AI 828 . 432 AGR / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 432",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 432",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 432",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 828 . 432"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória",
"artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"Brigada",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
"2",
"Brigada Militar",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Brigada",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Brigada Militar",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"DANILO RUDI KOCHHANN",
"JAIR CANALLE",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DANILO RUDI KOCHHANN",
"JAIR CANALLE",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"ROSA WEBER",
"DANILO RUDI KOCHHANN",
"JAIR CANALLE",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Danilo Rudi Kochhann",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Danilo Rudi Kochhann",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DANILO RUDI KOCHHANN",
"JAIR CANALLE",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"DANILO RUDI KOCHHANN",
"JAIR CANALLE",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"16",
".",
"9",
".",
"2005",
"26",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"16",
".",
"9",
".",
"2005",
"26",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"10",
".",
"2010",
"26",
".",
"06",
".",
"2002",
"15",
".",
"9",
".",
"2006",
"04",
".",
"04",
".",
"2008",
"06",
".",
"03",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"10",
".",
"2010",
"26",
".",
"06",
".",
"2002",
"15",
".",
"9",
".",
"2006",
"04",
".",
"04",
".",
"2008",
"06",
".",
"03",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S)
:ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Embargos de declaração em habeas corpus. Omissão e obscuridade
do acórdão. Não ocorrência. Embargos rejeitados.
1. O aresto embargado não incorreu em omissão, tendo-se decidido,
fundamentadamente, todas as questões postas a julgamento, nos limites
necessários ao deslinde do feito. Da mesma forma, a decisão não é
obscura, pois não falta a ela clareza ou certeza quanto ao que foi decidido.
Os embargos pretendem, efetivamente, rediscutir a insatisfação do
embargante com o deslinde da causa, fim a que não se prestam os
embargos declaratórios.
2. As questões trazidas nos presentes embargos foram
suficientemente analisadas pela Primeira Turma e rechaçadas no julgado
embargado, tendo o Colegiado, por maioria, denegado a ordem,
entendendo não haver qualquer mácula na decisão do Superior Tribunal
de Justiça que manteve o decreto de prisão preventiva em desfavor do ora
paciente.
3. Embargos rejeitados.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos
de declaração, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de abril de 2012.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 27/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 102.043 ED / BA
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S)
:ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O paciente, por intermédio de seu advogados, opõe embargos
declaratórios ao acórdão publicado no DJe de 22/11/10, cuja ementa
lavrou-se nos termos seguintes:
“Habeas corpus.
Processual penal. Homicídio
duplamente qualificado. Prisão preventiva devidamente
fundamentada. Gravidade concreta demonstrada pelo modus
operandi. Periculosidade do paciente. Cautelaridade
suficientemente demonstrada. Precedentes.
1. A análise da segregação cautelar do paciente autoriza o
reconhecimento de que existem fundamentos concretos e
suficientes para justificar a privação processual da liberdade do
paciente, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal.
2. É da jurisprudência da Corte o entendimento segundo o
qual, “quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema
periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade
de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do
suposto crime e a garantia da ordem pública” (HC nº 97.688/MG,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
27/11/09).
3. Habeas corpus denegado.”
Alega o embargante, em síntese, que “incorrendo em graves omissões e
obscuridades, o eg. STF denegou a impetração” (fl. 183 dos embargos) e que
“[o] primeiro ponto omisso e obscuro do r. Acórdão embargado, consiste no fato
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1932188.
Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S)
:ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O paciente, por intermédio de seu advogados, opõe embargos
declaratórios ao acórdão publicado no DJe de 22/11/10, cuja ementa
lavrou-se nos termos seguintes:
“Habeas corpus.
Processual penal. Homicídio
duplamente qualificado. Prisão preventiva devidamente
fundamentada. Gravidade concreta demonstrada pelo modus
operandi. Periculosidade do paciente. Cautelaridade
suficientemente demonstrada. Precedentes.
1. A análise da segregação cautelar do paciente autoriza o
reconhecimento de que existem fundamentos concretos e
suficientes para justificar a privação processual da liberdade do
paciente, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal.
2. É da jurisprudência da Corte o entendimento segundo o
qual, “quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema
periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade
de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do
suposto crime e a garantia da ordem pública” (HC nº 97.688/MG,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
27/11/09).
3. Habeas corpus denegado.”
Alega o embargante, em síntese, que “incorrendo em graves omissões e
obscuridades, o eg. STF denegou a impetração” (fl. 183 dos embargos) e que
“[o] primeiro ponto omisso e obscuro do r. Acórdão embargado, consiste no fato
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 102.043 ED / BA
de que a consolidada jurisprudência do eg. STF confere enorme repulsa ao
primeiro fundamento do decreto de custódia cautelar, qual seja, a fuga do
paciente, visando a não ter que se sujeitar a injusta e ilegal coação (…); por outro
lado, o homicídio de que foi vítima REGINALDO ALVES FERRAZ ocorreu em
07.11.2006, tendo a denúncia sido oferecida quase 2 (dois) anos após suposta
prática delitiva, em 04.06.2008, vindo a prisão preventiva ser decretada em
16.07.2008, trazendo, como fundamento, suposta ofensa à garantia da ordem
pública e esta distância entre a decretação da prisão preventiva e suposta prática
delitiva se constituem no segundo ponto omisso e obscuro do r. acórdão
embargado” (fls. 185 a 187 dos embargos – destaques conforme o
original).
Afirma, ainda, que “transcorridos quase 2 (dois) anos entre a
ocorrência do fato delituoso e o oferecimento da denúncia, não mais
caberia a decretação da prisão preventiva fundamentada na garantia da ordem
pública, uma vez que durante esse tempo, nenhuma ação fora atribuída ao
paciente, ora embargante, que pudesse comprometer a ordem pública, sendo este
o terceiro ponto omisso e obscuro do r. acórdão embargado” e “[a]inda
que considerássemos possível haver risco à ordem pública após o transcurso de
quase 2 (dois) anos entre o delito e a expedição do decreto prisional, encontra-se
fundamentado em suposições abstratas, como a gravidade do delito e o clamor
público, o qual é considerado por essa Corte Suprema como insuficiente para a
decretação da prisão provisória, conforme a seguir demonstrado, tanto mais em se
tratando de delito passional, quarto fato omisso e obscuro, não analisado
pelo r. acórdão condenatório” (fls. 193 a 194 dos embargos – destaques
conforme o original).
Finaliza, asseverando que “o eg. Supremo Tribunal Federal, órgão ao
qual o paciente, ora embargante, tem prestigiado, ainda, em sua jurisprudência, o
entendimento no sentido de que pessoas como condições pessoais favoráveis não
podem, nem devem ter restringidas suas liberdades, tão somente ao argumento da
gravidade do crime e de sua repercussão social, circunstâncias, elementares a
qualquer quebra do equilíbrio social, mormente via o crime, que, nada obstante,
não podem superar a condição primeira e constitucional do princípio da
presunção de inocência, quinto ponto omisso não analisado pelo r. acórdão
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
de que a consolidada jurisprudência do eg. STF confere enorme repulsa ao
primeiro fundamento do decreto de custódia cautelar, qual seja, a fuga do
paciente, visando a não ter que se sujeitar a injusta e ilegal coação (…); por outro
lado, o homicídio de que foi vítima REGINALDO ALVES FERRAZ ocorreu em
07.11.2006, tendo a denúncia sido oferecida quase 2 (dois) anos após suposta
prática delitiva, em 04.06.2008, vindo a prisão preventiva ser decretada em
16.07.2008, trazendo, como fundamento, suposta ofensa à garantia da ordem
pública e esta distância entre a decretação da prisão preventiva e suposta prática
delitiva se constituem no segundo ponto omisso e obscuro do r. acórdão
embargado” (fls. 185 a 187 dos embargos – destaques conforme o
original).
Afirma, ainda, que “transcorridos quase 2 (dois) anos entre a
ocorrência do fato delituoso e o oferecimento da denúncia, não mais
caberia a decretação da prisão preventiva fundamentada na garantia da ordem
pública, uma vez que durante esse tempo, nenhuma ação fora atribuída ao
paciente, ora embargante, que pudesse comprometer a ordem pública, sendo este
o terceiro ponto omisso e obscuro do r. acórdão embargado” e “[a]inda
que considerássemos possível haver risco à ordem pública após o transcurso de
quase 2 (dois) anos entre o delito e a expedição do decreto prisional, encontra-se
fundamentado em suposições abstratas, como a gravidade do delito e o clamor
público, o qual é considerado por essa Corte Suprema como insuficiente para a
decretação da prisão provisória, conforme a seguir demonstrado, tanto mais em se
tratando de delito passional, quarto fato omisso e obscuro, não analisado
pelo r. acórdão condenatório” (fls. 193 a 194 dos embargos – destaques
conforme o original).
Finaliza, asseverando que “o eg. Supremo Tribunal Federal, órgão ao
qual o paciente, ora embargante, tem prestigiado, ainda, em sua jurisprudência, o
entendimento no sentido de que pessoas como condições pessoais favoráveis não
podem, nem devem ter restringidas suas liberdades, tão somente ao argumento da
gravidade do crime e de sua repercussão social, circunstâncias, elementares a
qualquer quebra do equilíbrio social, mormente via o crime, que, nada obstante,
não podem superar a condição primeira e constitucional do princípio da
presunção de inocência, quinto ponto omisso não analisado pelo r. acórdão
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
HC 102.043 ED / BA
condenatório” (fl. 194 dos embargos – destaques conforme o original).
Requer o provimento dos presentes embargos para que “a ordem seja
concedida, em caráter definitivo, com atribuição de efeitos infringentes” (fl. 198
dos embargos).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
rejeição dos embargos (fls. 203 a 208).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
condenatório” (fl. 194 dos embargos – destaques conforme o original).
Requer o provimento dos presentes embargos para que “a ordem seja
concedida, em caráter definitivo, com atribuição de efeitos infringentes” (fl. 198
dos embargos).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
rejeição dos embargos (fls. 203 a 208).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Os embargos não comportam acolhida.
Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do
recurso declaratório.
O aresto embargado não incorreu em omissão, tendo-se decidido,
fundamentadamente, todas as questões postas a julgamento, nos limites
necessários ao deslinde do feito. Da mesma forma, a decisão não é
obscura, pois não falta a ela clareza ou certeza quanto ao que foi decidido.
Os embargos pretendem, efetivamente, rediscutir a insatisfação do
embargante com o deslinde da causa, fim a que não se prestam os
embargos declaratórios.
Ressalte-se que as questões trazidas nos presentes embargos foram
suficientemente analisadas pela Primeira Turma e rechaçadas no julgado
embargado, tendo o Colegiado, por maioria, denegado a ordem,
entendendo não haver qualquer mácula na decisão do Superior Tribunal
de Justiça que manteve o decreto de prisão preventiva em desfavor do ora
paciente.
Nesse sentido:
“Embargos de declaração que pretendem rediscutir os
fundamentos já repelidos no julgamento do recurso
extraordinário e do agravo regimental: ausência de omissão,
contradição ou obscuridade a suprir: caráter manifestamente
protelatório: rejeição e condenação dos embargantes ao
pagamento de multa, nos termos do art. 538, parágrafo único,
C.Pr.Civil” (RE nº 449.191/DF-AgR-ED, Primeira Turma, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07);
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. Não se
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Os embargos não comportam acolhida.
Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do
recurso declaratório.
O aresto embargado não incorreu em omissão, tendo-se decidido,
fundamentadamente, todas as questões postas a julgamento, nos limites
necessários ao deslinde do feito. Da mesma forma, a decisão não é
obscura, pois não falta a ela clareza ou certeza quanto ao que foi decidido.
Os embargos pretendem, efetivamente, rediscutir a insatisfação do
embargante com o deslinde da causa, fim a que não se prestam os
embargos declaratórios.
Ressalte-se que as questões trazidas nos presentes embargos foram
suficientemente analisadas pela Primeira Turma e rechaçadas no julgado
embargado, tendo o Colegiado, por maioria, denegado a ordem,
entendendo não haver qualquer mácula na decisão do Superior Tribunal
de Justiça que manteve o decreto de prisão preventiva em desfavor do ora
paciente.
Nesse sentido:
“Embargos de declaração que pretendem rediscutir os
fundamentos já repelidos no julgamento do recurso
extraordinário e do agravo regimental: ausência de omissão,
contradição ou obscuridade a suprir: caráter manifestamente
protelatório: rejeição e condenação dos embargantes ao
pagamento de multa, nos termos do art. 538, parágrafo único,
C.Pr.Civil” (RE nº 449.191/DF-AgR-ED, Primeira Turma, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07);
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. Não se
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 102.043 ED / BA
encontram configuradas no acórdão embargado a obscuridade,
a contradição ou a omissão que autorizariam a integração do
julgado com fundamento nos incisos I e II do artigo 535 do
Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração
rejeitados” (AI nº 633.342/RS-AgR-ED, Segunda Turma, Relator
o Ministro Eros Grau, DJ de 28/9/07).
É no mesmo sentido a manifestação do Parquet Federal. Leio do
parecer:
“(...)
Os embargos de declaração são tempestivos, entretanto,
não comportam provimento.
Sabidamente, os embargos declaratórios se prestam a
sanar contradições, obscuridade e omissões do julgado
embargado, de forma a aperfeiçoar ou complementar a
prestação jurisdicional.
À luz do entendimento doutrinário predominante, apenas
por meio da correção do ponto omisso ou contraditório, é
possível dar efeitos infringentes ao julgado, modificando-se
efetivamente o conteúdo da decisão embargada.
Anotam Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade
Nery (NERY JUNIOR, Nelson e NERY ANDRADE, Rosa Maria de.
Código de processo civil comentado e legislação extravagante. 8. ed.
São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2004) que “Os EDcl
podem ter, excepcionalmente, caráter infringente quando utilizados
para: a) correção de erro material manifesto; b) suprimento de
omissão; c) extirpação de contradição.”
In casu, basta a simples leitura do acórdão e de sua ementa
(fls. 153/168), para se concluir pela inexistência de qualquer
omissão apta a justificar a interposição do presente recurso,
tendo esse Egrégio Supremo Tribunal bem analisado a
demanda da maneira que lhe foi trazida em sede de habeas
corpus.
De igual modo, não se verifica a pecha de obscuridade
alegada pelo embargante, já que o pronunciamento judicial
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
encontram configuradas no acórdão embargado a obscuridade,
a contradição ou a omissão que autorizariam a integração do
julgado com fundamento nos incisos I e II do artigo 535 do
Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração
rejeitados” (AI nº 633.342/RS-AgR-ED, Segunda Turma, Relator
o Ministro Eros Grau, DJ de 28/9/07).
É no mesmo sentido a manifestação do Parquet Federal. Leio do
parecer:
“(...)
Os embargos de declaração são tempestivos, entretanto,
não comportam provimento.
Sabidamente, os embargos declaratórios se prestam a
sanar contradições, obscuridade e omissões do julgado
embargado, de forma a aperfeiçoar ou complementar a
prestação jurisdicional.
À luz do entendimento doutrinário predominante, apenas
por meio da correção do ponto omisso ou contraditório, é
possível dar efeitos infringentes ao julgado, modificando-se
efetivamente o conteúdo da decisão embargada.
Anotam Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade
Nery (NERY JUNIOR, Nelson e NERY ANDRADE, Rosa Maria de.
Código de processo civil comentado e legislação extravagante. 8. ed.
São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2004) que “Os EDcl
podem ter, excepcionalmente, caráter infringente quando utilizados
para: a) correção de erro material manifesto; b) suprimento de
omissão; c) extirpação de contradição.”
In casu, basta a simples leitura do acórdão e de sua ementa
(fls. 153/168), para se concluir pela inexistência de qualquer
omissão apta a justificar a interposição do presente recurso,
tendo esse Egrégio Supremo Tribunal bem analisado a
demanda da maneira que lhe foi trazida em sede de habeas
corpus.
De igual modo, não se verifica a pecha de obscuridade
alegada pelo embargante, já que o pronunciamento judicial
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 102.043 ED / BA
impugnado contém linguagem objetiva, clara e logicamente
concatenada, proporcionando a compreensão exata de seu teor.
Em verdade, não pretende o embargante eliminar os
vícios da omissão e obscuridade do julgado – que, de resto,
inexistiram. Tudo leva a crer, que o intuito da defesa é ver seu
pedido novamente apreciado por este órgão colegiado. Todavia,
para simples rediscussão de mérito e satisfação do
inconformismo da parte, não são admissíveis os aclaratórios.
Nesse sentido vem se orientando essa Colenda Corte, a
exemplo dos julgados abaixo transcritos:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
HABEAS CORPUS. PRETENSÃO INFRINGENTE.
ALEGAÇÃO DE OMISSÃO QUANTO À FIXAÇÃO DO
MOMENTO EM QUE SE DEVE CONSIDERAR
OCORRIDA A REVOGAÇÃO DO SURSIS. Não se
admite, na via estreita dos declaratórios, a rediscussão de
pretensão já repelida. Embargos de efeitos
manifestamente infringentes. Não há omissão a suprir
ou obscuridade a aclarar. Menos ainda contradição a
afastar. Nos termos do decisum recorrido, verifica-se que o
entendimento adotado é o de que a superveniência de
qualquer das causas de revogação do sursis processual,
até o seu termo final, impede a extinção da punibilidade e
impõe a retomada do processo, com todas as
consequências jurídicas. Embargos declaratórios
rejeitados” (g.n) (STF, HC-ED 84660/SP, Rel. Min. Carlos
Britto, Primeira Turma,DJ 17-11-2006).
“EMENTA: 1. Embargos infringentes: não cabimento
contra acórdão de Turma, que indefere habeas corpus:
precedentes. 2. Embargos de declaração: ausência de
qualquer contradição no acórdão embargado: pretensão a
reexame do julgado, a que não se prestam os embargos
de declaração: rejeição”( STF, HC-ED 84453/PB, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, Primeira Turma,DJ 10/06/2005).(g.n)
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
impugnado contém linguagem objetiva, clara e logicamente
concatenada, proporcionando a compreensão exata de seu teor.
Em verdade, não pretende o embargante eliminar os
vícios da omissão e obscuridade do julgado – que, de resto,
inexistiram. Tudo leva a crer, que o intuito da defesa é ver seu
pedido novamente apreciado por este órgão colegiado. Todavia,
para simples rediscussão de mérito e satisfação do
inconformismo da parte, não são admissíveis os aclaratórios.
Nesse sentido vem se orientando essa Colenda Corte, a
exemplo dos julgados abaixo transcritos:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
HABEAS CORPUS. PRETENSÃO INFRINGENTE.
ALEGAÇÃO DE OMISSÃO QUANTO À FIXAÇÃO DO
MOMENTO EM QUE SE DEVE CONSIDERAR
OCORRIDA A REVOGAÇÃO DO SURSIS. Não se
admite, na via estreita dos declaratórios, a rediscussão de
pretensão já repelida. Embargos de efeitos
manifestamente infringentes. Não há omissão a suprir
ou obscuridade a aclarar. Menos ainda contradição a
afastar. Nos termos do decisum recorrido, verifica-se que o
entendimento adotado é o de que a superveniência de
qualquer das causas de revogação do sursis processual,
até o seu termo final, impede a extinção da punibilidade e
impõe a retomada do processo, com todas as
consequências jurídicas. Embargos declaratórios
rejeitados” (g.n) (STF, HC-ED 84660/SP, Rel. Min. Carlos
Britto, Primeira Turma,DJ 17-11-2006).
“EMENTA: 1. Embargos infringentes: não cabimento
contra acórdão de Turma, que indefere habeas corpus:
precedentes. 2. Embargos de declaração: ausência de
qualquer contradição no acórdão embargado: pretensão a
reexame do julgado, a que não se prestam os embargos
de declaração: rejeição”( STF, HC-ED 84453/PB, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, Primeira Turma,DJ 10/06/2005).(g.n)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 102.043 ED / BA
Não fosse isso, a tese defendida pelo embargante, de que
inexistem razões concretas para a manutenção da custódia
provisória, carece de embasamento legal e não encontra amparo
nos documentos constantes dos autos, que bem evidenciam a
necessidade da constrição, seja para assegurar a aplicação da lei
penal, considerando a fuga do distrito da culpa logo após a
decretação da prisão temporária, ou garantir a ordem pública,
em razão da alta periculosidade do agente e especial gravidade
da conduta, evidenciada pelo modus operandi do crime, em que a
morte da vítima, por disparos de arma de fogo, foi precedida de
sequestro e tortura, mediante estrangulamento.
Ademais, ao contrário do que supõe o recorrente, o fato
ter empreendido fuga evidencia sua intenção de não ser
alcançado pela lei penal, o que, sem dúvida, é motivo para
manutenção da segregação a fim de garantir a futura aplicação
da lei penal.
Diferentemente não tem sido o entendimento desta
Suprema Corte:
“PENAL. PROCESSUAL PENAL.
HABEAS
CORPUS
. FUGA DO RÉU. PRISÃO PREVENTIVA:
FUNDAMENTAÇÃO. EXCESSO DE PRAZO. I. - Decreto
de prisão preventiva concretamente fundamentado na
garantia da aplicação da lei penal. II. - A fuga do réu do
distrito da culpa, por si só, justifica o decreto de prisão
preventiva. III. - Não caracterizado o excesso de prazo na
instrução criminal, à vista da complexidade do caso e do
grande número de réus e testemunhas a serem ouvidos.
IV. - HC indeferido.” (STF, 2ª Turma, HC 85764/RO, Rel.
Min. CARLOS VELLOSO, DJ 14-10-2005). (g.n.)
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL.
PRONÚNCIA.
REVOGAÇÃO
DA
PRISÃO
PREVENTIVA. ANULAÇÃO DA DECISÃO DE
PRONÚNCIA. EVASÃO DO DISTRITO DA CULPA.
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
Não fosse isso, a tese defendida pelo embargante, de que
inexistem razões concretas para a manutenção da custódia
provisória, carece de embasamento legal e não encontra amparo
nos documentos constantes dos autos, que bem evidenciam a
necessidade da constrição, seja para assegurar a aplicação da lei
penal, considerando a fuga do distrito da culpa logo após a
decretação da prisão temporária, ou garantir a ordem pública,
em razão da alta periculosidade do agente e especial gravidade
da conduta, evidenciada pelo modus operandi do crime, em que a
morte da vítima, por disparos de arma de fogo, foi precedida de
sequestro e tortura, mediante estrangulamento.
Ademais, ao contrário do que supõe o recorrente, o fato
ter empreendido fuga evidencia sua intenção de não ser
alcançado pela lei penal, o que, sem dúvida, é motivo para
manutenção da segregação a fim de garantir a futura aplicação
da lei penal.
Diferentemente não tem sido o entendimento desta
Suprema Corte:
“PENAL. PROCESSUAL PENAL.
HABEAS
CORPUS
. FUGA DO RÉU. PRISÃO PREVENTIVA:
FUNDAMENTAÇÃO. EXCESSO DE PRAZO. I. - Decreto
de prisão preventiva concretamente fundamentado na
garantia da aplicação da lei penal. II. - A fuga do réu do
distrito da culpa, por si só, justifica o decreto de prisão
preventiva. III. - Não caracterizado o excesso de prazo na
instrução criminal, à vista da complexidade do caso e do
grande número de réus e testemunhas a serem ouvidos.
IV. - HC indeferido.” (STF, 2ª Turma, HC 85764/RO, Rel.
Min. CARLOS VELLOSO, DJ 14-10-2005). (g.n.)
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL.
PRONÚNCIA.
REVOGAÇÃO
DA
PRISÃO
PREVENTIVA. ANULAÇÃO DA DECISÃO DE
PRONÚNCIA. EVASÃO DO DISTRITO DA CULPA.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 102.043 ED / BA
NOVA SENTENÇA QUE PRONUNCIOU O RÉU E
DETERMINOU A EXPEDIÇÃO DE MANDADO DE
PRISÃO. 1 - A evasão do distrito da culpa, não
comunicada ao Juízo, caracteriza-se como fato
superveniente apto a ensejar a custódia cautelar decretada
na nova sentença de pronúncia prolatada em decorrência
de anulação de pronúncia anterior. 2 - Risco da não
aplicação da lei penal que se configura pelo fato de o réu
ter permanecido foragido por mais de treze anos, e tendo
sido
capturado,
empreendeu
fuga.
Ordem
indeferida.”(STF, 2ª Turma, HC 83106/RJ, Rel. Min. ELLEN
GRACIE, DJ 29-08-2003, pp-00036) (g.n.)
Por fim, não se vislumbra a alegada incompatibilidade
entre o princípio da inocência e o decreto prisional, já que as
supostas condições pessoais favoráveis do embargante não são
circunstâncias suficientes nem garantidoras de eventual direito
subjetivo à liberdade, mormente quando presentes, como no
caso em apreço, os requisitos que impõem a permanência do
encarceramento provisório” (fls. 205 a 208).
Dessa forma, é notório que não há nenhum dos vícios do art. 619 do
Código de Processo Penal, não cabendo aqui afirmar que a ofensa ao
dispositivo se daria em razão de não terem sido consideradas
circunstâncias que foram, destaco, exaustivamente debatidas por esta
Suprema Corte.
Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração.
É como voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
NOVA SENTENÇA QUE PRONUNCIOU O RÉU E
DETERMINOU A EXPEDIÇÃO DE MANDADO DE
PRISÃO. 1 - A evasão do distrito da culpa, não
comunicada ao Juízo, caracteriza-se como fato
superveniente apto a ensejar a custódia cautelar decretada
na nova sentença de pronúncia prolatada em decorrência
de anulação de pronúncia anterior. 2 - Risco da não
aplicação da lei penal que se configura pelo fato de o réu
ter permanecido foragido por mais de treze anos, e tendo
sido
capturado,
empreendeu
fuga.
Ordem
indeferida.”(STF, 2ª Turma, HC 83106/RJ, Rel. Min. ELLEN
GRACIE, DJ 29-08-2003, pp-00036) (g.n.)
Por fim, não se vislumbra a alegada incompatibilidade
entre o princípio da inocência e o decreto prisional, já que as
supostas condições pessoais favoráveis do embargante não são
circunstâncias suficientes nem garantidoras de eventual direito
subjetivo à liberdade, mormente quando presentes, como no
caso em apreço, os requisitos que impõem a permanência do
encarceramento provisório” (fls. 205 a 208).
Dessa forma, é notório que não há nenhum dos vícios do art. 619 do
Código de Processo Penal, não cabendo aqui afirmar que a ofensa ao
dispositivo se daria em razão de não terem sido consideradas
circunstâncias que foram, destaco, exaustivamente debatidas por esta
Suprema Corte.
Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração.
É como voto.
5
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S) : ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S) : ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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| 2012-04-27T00:00:00
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A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 3.4.2012.
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EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS
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EMENTA
Embargos de declaração em habeas corpus. Omissão e obscuridade do acórdão. Não ocorrência. Embargos rejeitados.
1. O aresto embargado não incorreu em omissão, tendo-se decidido, fundamentadamente, todas as questões postas a julgamento, nos limites necessários ao deslinde do feito. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois não falta a ela clareza ou certeza quanto ao que foi decidido. Os embargos pretendem, efetivamente, rediscutir a insatisfação do embargante com o deslinde da causa, fim a que não se prestam os embargos declaratórios.
2. As questões trazidas nos presentes embargos foram suficientemente analisadas pela Primeira Turma e rechaçadas no julgado embargado, tendo o Colegiado, por maioria, denegado a ordem, entendendo não haver qualquer mácula na decisão do Superior Tribunal de Justiça que manteve o decreto de prisão preventiva em desfavor do ora paciente.
3. Embargos rejeitados.
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sjur208338
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- Acórdãos citados: RE 449191 AgR-ED, AI 633342 AgR-ED.
Número de páginas: 11.
Análise: 08/05/2012, IMC.
Revisão: 10/05/2012, ACG.
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DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
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102043
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[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00619 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
HC-ED
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acordaos
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HC 102043 ED
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""
] |
EMBTE.(S) : VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S) : ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S)
:ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Embargos de declaração em habeas corpus. Omissão e obscuridade
do acórdão. Não ocorrência. Embargos rejeitados.
1. O aresto embargado não incorreu em omissão, tendo-se decidido,
fundamentadamente, todas as questões postas a julgamento, nos limites
necessários ao deslinde do feito. Da mesma forma, a decisão não é
obscura, pois não falta a ela clareza ou certeza quanto ao que foi decidido.
Os embargos pretendem, efetivamente, rediscutir a insatisfação do
embargante com o deslinde da causa, fim a que não se prestam os
embargos declaratórios.
2. As questões trazidas nos presentes embargos foram
suficientemente analisadas pela Primeira Turma e rechaçadas no julgado
embargado, tendo o Colegiado, por maioria, denegado a ordem,
entendendo não haver qualquer mácula na decisão do Superior Tribunal
de Justiça que manteve o decreto de prisão preventiva em desfavor do ora
paciente.
3. Embargos rejeitados.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos
de declaração, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de abril de 2012.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1932191.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 102.043 ED / BA
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S)
:ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O paciente, por intermédio de seu advogados, opõe embargos
declaratórios ao acórdão publicado no DJe de 22/11/10, cuja ementa
lavrou-se nos termos seguintes:
“Habeas corpus.
Processual penal. Homicídio
duplamente qualificado. Prisão preventiva devidamente
fundamentada. Gravidade concreta demonstrada pelo modus
operandi. Periculosidade do paciente. Cautelaridade
suficientemente demonstrada. Precedentes.
1. A análise da segregação cautelar do paciente autoriza o
reconhecimento de que existem fundamentos concretos e
suficientes para justificar a privação processual da liberdade do
paciente, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal.
2. É da jurisprudência da Corte o entendimento segundo o
qual, “quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema
periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade
de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do
suposto crime e a garantia da ordem pública” (HC n 97.688/MG,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
27/11/09).
3. Habeas corpus denegado.”
Alega o embargante, em síntese, que “incorrendo em graves omissões e
obscuridades, o eg. Supremo Tribunal Federal denegou a impetração” (fl. 183 dos embargos) e que
“[o] primeiro ponto omisso e obscuro do r. Acórdão embargado, consiste no fato
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03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
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RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S)
:ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O paciente, por intermédio de seu advogados, opõe embargos
declaratórios ao acórdão publicado no DJe de 22/11/10, cuja ementa
lavrou-se nos termos seguintes:
“Habeas corpus.
Processual penal. Homicídio
duplamente qualificado. Prisão preventiva devidamente
fundamentada. Gravidade concreta demonstrada pelo modus
operandi. Periculosidade do paciente. Cautelaridade
suficientemente demonstrada. Precedentes.
1. A análise da segregação cautelar do paciente autoriza o
reconhecimento de que existem fundamentos concretos e
suficientes para justificar a privação processual da liberdade do
paciente, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal.
2. É da jurisprudência da Corte o entendimento segundo o
qual, “quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema
periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade
de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do
suposto crime e a garantia da ordem pública” (HC n 97.688/MG,
Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
27/11/09).
3. Habeas corpus denegado.”
Alega o embargante, em síntese, que “incorrendo em graves omissões e
obscuridades, o eg. Supremo Tribunal Federal denegou a impetração” (fl. 183 dos embargos) e que
“[o] primeiro ponto omisso e obscuro do r. Acórdão embargado, consiste no fato
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Relatório
HC 102.043 ED / BA
de que a consolidada jurisprudência do eg. Supremo Tribunal Federal confere enorme repulsa ao
primeiro fundamento do decreto de custódia cautelar, qual seja, a fuga do
paciente, visando a não ter que se sujeitar a injusta e ilegal coação (…); por outro
lado, o homicídio de que foi vítima REGINALDO ALVES FERRAZ ocorreu em
07.11.2006, tendo a denúncia sido oferecida quase 2 (dois) anos após suposta
prática delitiva, em 04.06.2008, vindo a prisão preventiva ser decretada em
16.07.2008, trazendo, como fundamento, suposta ofensa à garantia da ordem
pública e esta distância entre a decretação da prisão preventiva e suposta prática
delitiva se constituem no segundo ponto omisso e obscuro do r. acórdão
embargado” (fls. 185 a 187 dos embargos – destaques conforme o
original).
Afirma, ainda, que “transcorridos quase 2 (dois) anos entre a
ocorrência do fato delituoso e o oferecimento da denúncia, não mais
caberia a decretação da prisão preventiva fundamentada na garantia da ordem
pública, uma vez que durante esse tempo, nenhuma ação fora atribuída ao
paciente, ora embargante, que pudesse comprometer a ordem pública, sendo este
o terceiro ponto omisso e obscuro do r. acórdão embargado” e “[a]inda
que considerássemos possível haver risco à ordem pública após o transcurso de
quase 2 (dois) anos entre o delito e a expedição do decreto prisional, encontra-se
fundamentado em suposições abstratas, como a gravidade do delito e o clamor
público, o qual é considerado por essa Corte Suprema como insuficiente para a
decretação da prisão provisória, conforme a seguir demonstrado, tanto mais em se
tratando de delito passional, quarto fato omisso e obscuro, não analisado
pelo r. acórdão condenatório” (fls. 193 a 194 dos embargos – destaques
conforme o original).
Finaliza, asseverando que “o eg. Supremo Tribunal Federal, órgão ao
qual o paciente, ora embargante, tem prestigiado, ainda, em sua jurisprudência, o
entendimento no sentido de que pessoas como condições pessoais favoráveis não
podem, nem devem ter restringidas suas liberdades, tão somente ao argumento da
gravidade do crime e de sua repercussão social, circunstâncias, elementares a
qualquer quebra do equilíbrio social, mormente via o crime, que, nada obstante,
não podem superar a condição primeira e constitucional do princípio da
presunção de inocência, quinto ponto omisso não analisado pelo r. acórdão
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
de que a consolidada jurisprudência do eg. Supremo Tribunal Federal confere enorme repulsa ao
primeiro fundamento do decreto de custódia cautelar, qual seja, a fuga do
paciente, visando a não ter que se sujeitar a injusta e ilegal coação (…); por outro
lado, o homicídio de que foi vítima REGINALDO ALVES FERRAZ ocorreu em
07.11.2006, tendo a denúncia sido oferecida quase 2 (dois) anos após suposta
prática delitiva, em 04.06.2008, vindo a prisão preventiva ser decretada em
16.07.2008, trazendo, como fundamento, suposta ofensa à garantia da ordem
pública e esta distância entre a decretação da prisão preventiva e suposta prática
delitiva se constituem no segundo ponto omisso e obscuro do r. acórdão
embargado” (fls. 185 a 187 dos embargos – destaques conforme o
original).
Afirma, ainda, que “transcorridos quase 2 (dois) anos entre a
ocorrência do fato delituoso e o oferecimento da denúncia, não mais
caberia a decretação da prisão preventiva fundamentada na garantia da ordem
pública, uma vez que durante esse tempo, nenhuma ação fora atribuída ao
paciente, ora embargante, que pudesse comprometer a ordem pública, sendo este
o terceiro ponto omisso e obscuro do r. acórdão embargado” e “[a]inda
que considerássemos possível haver risco à ordem pública após o transcurso de
quase 2 (dois) anos entre o delito e a expedição do decreto prisional, encontra-se
fundamentado em suposições abstratas, como a gravidade do delito e o clamor
público, o qual é considerado por essa Corte Suprema como insuficiente para a
decretação da prisão provisória, conforme a seguir demonstrado, tanto mais em se
tratando de delito passional, quarto fato omisso e obscuro, não analisado
pelo r. acórdão condenatório” (fls. 193 a 194 dos embargos – destaques
conforme o original).
Finaliza, asseverando que “o eg. Supremo Tribunal Federal, órgão ao
qual o paciente, ora embargante, tem prestigiado, ainda, em sua jurisprudência, o
entendimento no sentido de que pessoas como condições pessoais favoráveis não
podem, nem devem ter restringidas suas liberdades, tão somente ao argumento da
gravidade do crime e de sua repercussão social, circunstâncias, elementares a
qualquer quebra do equilíbrio social, mormente via o crime, que, nada obstante,
não podem superar a condição primeira e constitucional do princípio da
presunção de inocência, quinto ponto omisso não analisado pelo r. acórdão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
HC 102.043 ED / BA
condenatório” (fl. 194 dos embargos – destaques conforme o original).
Requer o provimento dos presentes embargos para que “a ordem seja
concedida, em caráter definitivo, com atribuição de efeitos infringentes” (fl. 198
dos embargos).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
rejeição dos embargos (fls. 203 a 208).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
condenatório” (fl. 194 dos embargos – destaques conforme o original).
Requer o provimento dos presentes embargos para que “a ordem seja
concedida, em caráter definitivo, com atribuição de efeitos infringentes” (fl. 198
dos embargos).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
rejeição dos embargos (fls. 203 a 208).
É o relatório.
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Os embargos não comportam acolhida.
Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do
recurso declaratório.
O aresto embargado não incorreu em omissão, tendo-se decidido,
fundamentadamente, todas as questões postas a julgamento, nos limites
necessários ao deslinde do feito. Da mesma forma, a decisão não é
obscura, pois não falta a ela clareza ou certeza quanto ao que foi decidido.
Os embargos pretendem, efetivamente, rediscutir a insatisfação do
embargante com o deslinde da causa, fim a que não se prestam os
embargos declaratórios.
Ressalte-se que as questões trazidas nos presentes embargos foram
suficientemente analisadas pela Primeira Turma e rechaçadas no julgado
embargado, tendo o Colegiado, por maioria, denegado a ordem,
entendendo não haver qualquer mácula na decisão do Superior Tribunal
de Justiça que manteve o decreto de prisão preventiva em desfavor do ora
paciente.
Nesse sentido:
“Embargos de declaração que pretendem rediscutir os
fundamentos já repelidos no julgamento do recurso
extraordinário e do agravo regimental: ausência de omissão,
contradição ou obscuridade a suprir: caráter manifestamente
protelatório: rejeição e condenação dos embargantes ao
pagamento de multa, nos termos do art. 538, parágrafo único,
C.Pr.Civil” (Recurso Extraordinário n 449.191/DF-AgR-ED, Primeira Turma, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07);
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. Não se
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Os embargos não comportam acolhida.
Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do
recurso declaratório.
O aresto embargado não incorreu em omissão, tendo-se decidido,
fundamentadamente, todas as questões postas a julgamento, nos limites
necessários ao deslinde do feito. Da mesma forma, a decisão não é
obscura, pois não falta a ela clareza ou certeza quanto ao que foi decidido.
Os embargos pretendem, efetivamente, rediscutir a insatisfação do
embargante com o deslinde da causa, fim a que não se prestam os
embargos declaratórios.
Ressalte-se que as questões trazidas nos presentes embargos foram
suficientemente analisadas pela Primeira Turma e rechaçadas no julgado
embargado, tendo o Colegiado, por maioria, denegado a ordem,
entendendo não haver qualquer mácula na decisão do Superior Tribunal
de Justiça que manteve o decreto de prisão preventiva em desfavor do ora
paciente.
Nesse sentido:
“Embargos de declaração que pretendem rediscutir os
fundamentos já repelidos no julgamento do recurso
extraordinário e do agravo regimental: ausência de omissão,
contradição ou obscuridade a suprir: caráter manifestamente
protelatório: rejeição e condenação dos embargantes ao
pagamento de multa, nos termos do art. 538, parágrafo único,
C.Pr.Civil” (Recurso Extraordinário n 449.191/DF-AgR-ED, Primeira Turma, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07);
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. Não se
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 102.043 ED / BA
encontram configuradas no acórdão embargado a obscuridade,
a contradição ou a omissão que autorizariam a integração do
julgado com fundamento nos incisos I e II do artigo 535 do
Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração
rejeitados” (AI n 633.342/RS-AgR-ED, Segunda Turma, Relator
o Ministro Eros Grau, DJ de 28/9/07).
É no mesmo sentido a manifestação do Parquet Federal. Leio do
parecer:
“(...)
Os embargos de declaração são tempestivos, entretanto,
não comportam provimento.
Sabidamente, os embargos declaratórios se prestam a
sanar contradições, obscuridade e omissões do julgado
embargado, de forma a aperfeiçoar ou complementar a
prestação jurisdicional.
À luz do entendimento doutrinário predominante, apenas
por meio da correção do ponto omisso ou contraditório, é
possível dar efeitos infringentes ao julgado, modificando-se
efetivamente o conteúdo da decisão embargada.
Anotam Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade
Nery (NERY JUNIOR, Nelson e NERY ANDRADE, Rosa Maria de.
Código de processo civil comentado e legislação extravagante. 8. ed.
São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2004) que “Os EDcl
podem ter, excepcionalmente, caráter infringente quando utilizados
para: a) correção de erro material manifesto; b) suprimento de
omissão; c) extirpação de contradição.”
In casu, basta a simples leitura do acórdão e de sua ementa
(fls. 153/168), para se concluir pela inexistência de qualquer
omissão apta a justificar a interposição do presente recurso,
tendo esse Egrégio Supremo Tribunal bem analisado a
demanda da maneira que lhe foi trazida em sede de habeas
corpus.
De igual modo, não se verifica a pecha de obscuridade
alegada pelo embargante, já que o pronunciamento judicial
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
encontram configuradas no acórdão embargado a obscuridade,
a contradição ou a omissão que autorizariam a integração do
julgado com fundamento nos incisos I e II do artigo 535 do
Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração
rejeitados” (AI n 633.342/RS-AgR-ED, Segunda Turma, Relator
o Ministro Eros Grau, DJ de 28/9/07).
É no mesmo sentido a manifestação do Parquet Federal. Leio do
parecer:
“(...)
Os embargos de declaração são tempestivos, entretanto,
não comportam provimento.
Sabidamente, os embargos declaratórios se prestam a
sanar contradições, obscuridade e omissões do julgado
embargado, de forma a aperfeiçoar ou complementar a
prestação jurisdicional.
À luz do entendimento doutrinário predominante, apenas
por meio da correção do ponto omisso ou contraditório, é
possível dar efeitos infringentes ao julgado, modificando-se
efetivamente o conteúdo da decisão embargada.
Anotam Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade
Nery (NERY JUNIOR, Nelson e NERY ANDRADE, Rosa Maria de.
Código de processo civil comentado e legislação extravagante. 8. ed.
São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2004) que “Os EDcl
podem ter, excepcionalmente, caráter infringente quando utilizados
para: a) correção de erro material manifesto; b) suprimento de
omissão; c) extirpação de contradição.”
In casu, basta a simples leitura do acórdão e de sua ementa
(fls. 153/168), para se concluir pela inexistência de qualquer
omissão apta a justificar a interposição do presente recurso,
tendo esse Egrégio Supremo Tribunal bem analisado a
demanda da maneira que lhe foi trazida em sede de habeas
corpus.
De igual modo, não se verifica a pecha de obscuridade
alegada pelo embargante, já que o pronunciamento judicial
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 102.043 ED / BA
impugnado contém linguagem objetiva, clara e logicamente
concatenada, proporcionando a compreensão exata de seu teor.
Em verdade, não pretende o embargante eliminar os
vícios da omissão e obscuridade do julgado – que, de resto,
inexistiram. Tudo leva a crer, que o intuito da defesa é ver seu
pedido novamente apreciado por este órgão colegiado. Todavia,
para simples rediscussão de mérito e satisfação do
inconformismo da parte, não são admissíveis os aclaratórios.
Nesse sentido vem se orientando essa Colenda Corte, a
exemplo dos julgados abaixo transcritos:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
HABEAS CORPUS. PRETENSÃO INFRINGENTE.
ALEGAÇÃO DE OMISSÃO QUANTO À FIXAÇÃO DO
MOMENTO EM QUE SE DEVE CONSIDERAR
OCORRIDA A REVOGAÇÃO DO SURSIS. Não se
admite, na via estreita dos declaratórios, a rediscussão de
pretensão já repelida. Embargos de efeitos
manifestamente infringentes. Não há omissão a suprir
ou obscuridade a aclarar. Menos ainda contradição a
afastar. Nos termos do decisum recorrido, verifica-se que o
entendimento adotado é o de que a superveniência de
qualquer das causas de revogação do sursis processual,
até o seu termo final, impede a extinção da punibilidade e
impõe a retomada do processo, com todas as
consequências jurídicas. Embargos declaratórios
rejeitados” (g.n) (Supremo Tribunal Federal, HC-ED 84660/SP, Rel. Min. Carlos
Britto, Primeira Turma,DJ 17-11-2006).
“EMENTA: 1. Embargos infringentes: não cabimento
contra acórdão de Turma, que indefere habeas corpus:
precedentes. 2. Embargos de declaração: ausência de
qualquer contradição no acórdão embargado: pretensão a
reexame do julgado, a que não se prestam os embargos
de declaração: rejeição”( Supremo Tribunal Federal, HC-ED 84453/PB, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, Primeira Turma,DJ 10/06/2005).(g.n)
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
impugnado contém linguagem objetiva, clara e logicamente
concatenada, proporcionando a compreensão exata de seu teor.
Em verdade, não pretende o embargante eliminar os
vícios da omissão e obscuridade do julgado – que, de resto,
inexistiram. Tudo leva a crer, que o intuito da defesa é ver seu
pedido novamente apreciado por este órgão colegiado. Todavia,
para simples rediscussão de mérito e satisfação do
inconformismo da parte, não são admissíveis os aclaratórios.
Nesse sentido vem se orientando essa Colenda Corte, a
exemplo dos julgados abaixo transcritos:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
HABEAS CORPUS. PRETENSÃO INFRINGENTE.
ALEGAÇÃO DE OMISSÃO QUANTO À FIXAÇÃO DO
MOMENTO EM QUE SE DEVE CONSIDERAR
OCORRIDA A REVOGAÇÃO DO SURSIS. Não se
admite, na via estreita dos declaratórios, a rediscussão de
pretensão já repelida. Embargos de efeitos
manifestamente infringentes. Não há omissão a suprir
ou obscuridade a aclarar. Menos ainda contradição a
afastar. Nos termos do decisum recorrido, verifica-se que o
entendimento adotado é o de que a superveniência de
qualquer das causas de revogação do sursis processual,
até o seu termo final, impede a extinção da punibilidade e
impõe a retomada do processo, com todas as
consequências jurídicas. Embargos declaratórios
rejeitados” (g.n) (Supremo Tribunal Federal, HC-ED 84660/SP, Rel. Min. Carlos
Britto, Primeira Turma,DJ 17-11-2006).
“EMENTA: 1. Embargos infringentes: não cabimento
contra acórdão de Turma, que indefere habeas corpus:
precedentes. 2. Embargos de declaração: ausência de
qualquer contradição no acórdão embargado: pretensão a
reexame do julgado, a que não se prestam os embargos
de declaração: rejeição”( Supremo Tribunal Federal, HC-ED 84453/PB, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, Primeira Turma,DJ 10/06/2005).(g.n)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 102.043 ED / BA
Não fosse isso, a tese defendida pelo embargante, de que
inexistem razões concretas para a manutenção da custódia
provisória, carece de embasamento legal e não encontra amparo
nos documentos constantes dos autos, que bem evidenciam a
necessidade da constrição, seja para assegurar a aplicação da lei
penal, considerando a fuga do distrito da culpa logo após a
decretação da prisão temporária, ou garantir a ordem pública,
em razão da alta periculosidade do agente e especial gravidade
da conduta, evidenciada pelo modus operandi do crime, em que a
morte da vítima, por disparos de arma de fogo, foi precedida de
sequestro e tortura, mediante estrangulamento.
Ademais, ao contrário do que supõe o recorrente, o fato
ter empreendido fuga evidencia sua intenção de não ser
alcançado pela lei penal, o que, sem dúvida, é motivo para
manutenção da segregação a fim de garantir a futura aplicação
da lei penal.
Diferentemente não tem sido o entendimento desta
Suprema Corte:
“PENAL. PROCESSUAL PENAL.
HABEAS
CORPUS
. FUGA DO RÉU. PRISÃO PREVENTIVA:
FUNDAMENTAÇÃO. EXCESSO DE PRAZO. I. - Decreto
de prisão preventiva concretamente fundamentado na
garantia da aplicação da lei penal. II. - A fuga do réu do
distrito da culpa, por si só, justifica o decreto de prisão
preventiva. III. - Não caracterizado o excesso de prazo na
instrução criminal, à vista da complexidade do caso e do
grande número de réus e testemunhas a serem ouvidos.
IV. - HC indeferido.” (Supremo Tribunal Federal, 2... Turma, HC 85764/RO, Rel.
Min. CARLOS VELLOSO, DJ 14-10-2005). (g.n.)
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL.
PRONÚNCIA.
REVOGAÇÃO
DA
PRISÃO
PREVENTIVA. ANULAÇÃO DA DECISÃO DE
PRONÚNCIA. EVASÃO DO DISTRITO DA CULPA.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
Não fosse isso, a tese defendida pelo embargante, de que
inexistem razões concretas para a manutenção da custódia
provisória, carece de embasamento legal e não encontra amparo
nos documentos constantes dos autos, que bem evidenciam a
necessidade da constrição, seja para assegurar a aplicação da lei
penal, considerando a fuga do distrito da culpa logo após a
decretação da prisão temporária, ou garantir a ordem pública,
em razão da alta periculosidade do agente e especial gravidade
da conduta, evidenciada pelo modus operandi do crime, em que a
morte da vítima, por disparos de arma de fogo, foi precedida de
sequestro e tortura, mediante estrangulamento.
Ademais, ao contrário do que supõe o recorrente, o fato
ter empreendido fuga evidencia sua intenção de não ser
alcançado pela lei penal, o que, sem dúvida, é motivo para
manutenção da segregação a fim de garantir a futura aplicação
da lei penal.
Diferentemente não tem sido o entendimento desta
Suprema Corte:
“PENAL. PROCESSUAL PENAL.
HABEAS
CORPUS
. FUGA DO RÉU. PRISÃO PREVENTIVA:
FUNDAMENTAÇÃO. EXCESSO DE PRAZO. I. - Decreto
de prisão preventiva concretamente fundamentado na
garantia da aplicação da lei penal. II. - A fuga do réu do
distrito da culpa, por si só, justifica o decreto de prisão
preventiva. III. - Não caracterizado o excesso de prazo na
instrução criminal, à vista da complexidade do caso e do
grande número de réus e testemunhas a serem ouvidos.
IV. - HC indeferido.” (Supremo Tribunal Federal, 2... Turma, HC 85764/RO, Rel.
Min. CARLOS VELLOSO, DJ 14-10-2005). (g.n.)
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL.
PRONÚNCIA.
REVOGAÇÃO
DA
PRISÃO
PREVENTIVA. ANULAÇÃO DA DECISÃO DE
PRONÚNCIA. EVASÃO DO DISTRITO DA CULPA.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 102.043 ED / BA
NOVA SENTENÇA QUE PRONUNCIOU O RÉU E
DETERMINOU A EXPEDIÇÃO DE MANDADO DE
PRISÃO. 1 - A evasão do distrito da culpa, não
comunicada ao Juízo, caracteriza-se como fato
superveniente apto a ensejar a custódia cautelar decretada
na nova sentença de pronúncia prolatada em decorrência
de anulação de pronúncia anterior. 2 - Risco da não
aplicação da lei penal que se configura pelo fato de o réu
ter permanecido foragido por mais de treze anos, e tendo
sido
capturado,
empreendeu
fuga.
Ordem
indeferida.”(Supremo Tribunal Federal, 2... Turma, HC 83106/RJ, Rel. Min. ELLEN
GRACIE, DJ 29-08-2003, pp-00036) (g.n.)
Por fim, não se vislumbra a alegada incompatibilidade
entre o princípio da inocência e o decreto prisional, já que as
supostas condições pessoais favoráveis do embargante não são
circunstâncias suficientes nem garantidoras de eventual direito
subjetivo à liberdade, mormente quando presentes, como no
caso em apreço, os requisitos que impõem a permanência do
encarceramento provisório” (fls. 205 a 208).
Dessa forma, é notório que não há nenhum dos vícios do art. 619 do
Código de Processo Penal, não cabendo aqui afirmar que a ofensa ao
dispositivo se daria em razão de não terem sido consideradas
circunstâncias que foram, destaco, exaustivamente debatidas por esta
Suprema Corte.
Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração.
É como voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 102.043 ED / BA
NOVA SENTENÇA QUE PRONUNCIOU O RÉU E
DETERMINOU A EXPEDIÇÃO DE MANDADO DE
PRISÃO. 1 - A evasão do distrito da culpa, não
comunicada ao Juízo, caracteriza-se como fato
superveniente apto a ensejar a custódia cautelar decretada
na nova sentença de pronúncia prolatada em decorrência
de anulação de pronúncia anterior. 2 - Risco da não
aplicação da lei penal que se configura pelo fato de o réu
ter permanecido foragido por mais de treze anos, e tendo
sido
capturado,
empreendeu
fuga.
Ordem
indeferida.”(Supremo Tribunal Federal, 2... Turma, HC 83106/RJ, Rel. Min. ELLEN
GRACIE, DJ 29-08-2003, pp-00036) (g.n.)
Por fim, não se vislumbra a alegada incompatibilidade
entre o princípio da inocência e o decreto prisional, já que as
supostas condições pessoais favoráveis do embargante não são
circunstâncias suficientes nem garantidoras de eventual direito
subjetivo à liberdade, mormente quando presentes, como no
caso em apreço, os requisitos que impõem a permanência do
encarceramento provisório” (fls. 205 a 208).
Dessa forma, é notório que não há nenhum dos vícios do art. 619 do
Código de Processo Penal, não cabendo aqui afirmar que a ofensa ao
dispositivo se daria em razão de não terem sido consideradas
circunstâncias que foram, destaco, exaustivamente debatidas por esta
Suprema Corte.
Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração.
É como voto.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S) : ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 102.043
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO
ADV.(A/S) : ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 102 . 043",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HABEAS CORPUS 102 . 043 BAHIA",
"HC n 97 . 688 / MG",
"HABEAS CORPUS 102 . 043 BAHIA",
"HC n 97 . 688 / MG",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HABEAS CORPUS 102 . 043",
"Recurso Extraordinário n 449 . 191 / DF",
"HABEAS CORPUS 102 . 043",
"Recurso Extraordinário n 449 . 191 / DF - AgR - ED",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"AI n 633 . 342 / RS - AgR - ED",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"AI n 633 . 342 / RS - AgR - ED",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HC",
"-",
"ED 84660 / SP",
"HC",
"-",
"ED 84453 / PB",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HC",
"-",
"ED 84660 / SP",
"HC",
"-",
"ED 84453 / PB",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HC 85764 / RO",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HC 85764 / RO",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HC 83106 / RJ",
"HC 102 . 043 ED / BA",
"HC 83106 / RJ",
"HABEAS CORPUS 102 . 043"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória",
"incisos I e II do artigo 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos I e II do artigo 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 619 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 619 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"Brasília",
"BAHIA",
"BAHIA",
"São Paulo",
"São Paulo",
"DISTRITO DA CULPA",
"BAHIA",
"BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
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"Editora Revista dos Tribunais",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Parquet Federal",
"Editora Revista dos Tribunais",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
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"-",
"Brasil",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
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".",
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"2",
".",
". . Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO",
"ALUISIO LUNDGREN CORREIA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO",
"ALUISIO LUNDGREN CORREIA",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO",
"ALUISIO LUNDGREN CORREIA REGIS",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"REGINALDO ALVES FERRAZ",
"REGINALDO ALVES FERRAZ",
"Mario José Gisi",
"Mario José Gisi",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
"Nelson Nery Júnior",
"Rosa Maria de Andrade Nery",
"NERY JUNIOR ,",
"Nelson",
"NERY ANDRADE ,",
"Rosa Maria de",
"Eros Grau",
"Nelson Nery Júnior",
"Rosa Maria de Andrade Nery",
"NERY JUNIOR ,",
"Nelson",
"NERY ANDRADE , Rosa Maria de",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Britto",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Britto",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS VELLOSO",
"CARLOS VELLOSO",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"ELLEN GRACIE",
"DIAS TOFFOLI",
"VALDIR ANTÔNIO CHEMELLO",
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"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
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"DIAS TOFFOLI",
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"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
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"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
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"/",
"04",
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"3 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"04",
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"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
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"2012",
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"/",
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"/",
"10",
"27",
"/",
"11",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"22",
"/",
"11",
"/",
"10",
"27",
"/",
"11",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"11",
".",
"2006",
"04",
".",
"06",
".",
"2008",
"16",
".",
"07",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"11",
".",
"2006",
"04",
".",
"06",
".",
"2008",
"16",
".",
"07",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
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"/",
"8",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"10",
"/",
"8",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"07",
"2004",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"9",
"/",
"07",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"17",
"-",
"11",
"-",
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"/",
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"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"-",
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"-",
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"10",
"/",
"06",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"-",
"10",
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"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"-",
"10",
"-",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"-",
"08",
"-",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"-",
"08",
"-",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
ADV.(A/S)
:HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 3 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1942380.
Supremo Tribunal Federal
DJe 02/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
ADV.(A/S)
:HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 397, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta
Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar
sendo utilizado no exame de processo da competência da Corte.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 403 a 412, insiste na natureza
constitucional da controvérsia. Discorre sobre o tema de fundo, sustenta
que o cálculo do Valor Mínimo Anual por Aluno – VMAA deve ser
aferido levando-se em consideração o montante arrecadado por cada
Estado da Federação e não a média nacional.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1942381.
Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
ADV.(A/S)
:HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 397, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta
Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar
sendo utilizado no exame de processo da competência da Corte.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 403 a 412, insiste na natureza
constitucional da controvérsia. Discorre sobre o tema de fundo, sustenta
que o cálculo do Valor Mínimo Anual por Aluno – VMAA deve ser
aferido levando-se em consideração o montante arrecadado por cada
Estado da Federação e não a média nacional.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
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Relatório
RE 633.606 AGR / BA
(certidão de folha 419).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 633.606 AGR / BA
(certidão de folha 419).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita pelo Advogado-Geral da União, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 1ª Região manteve o entendimento constante na sentença,
assentando (folhas 317 e 318):
Em face das considerações acima, resta claro que a
complementação da União somente ocorre quando, no âmbito
de cada Estado e do Distrito Federal, não for atingido o valor
mínimo por aluno, definido nacionalmente, não havendo falar
em considerar, para o cálculo do VMAA, a média resultante de
cada valor alcançado dentro de cada fundo, por unidade da
federação isoladamente, como quer fazer crer a ora recorrente.
Em momento algum a legislação instituidora do FUNDEF
estabelece que o valor mínimo por aluno resulta na média de
cada valor mínimo alcançado dentro de cada fundo estadual,
considerado por si só. Ao revés, determina o artigo 6º, § 1º, da
Lei nº 9.424/96, que esse valor “nunca será inferior à razão entre
a previsão da receita total para o Fundo e a matrícula total do
ensino fundamental no ano anterior, acrescida do total de novas
matrículas”.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada no acórdão
fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da
matéria. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no
Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita pelo Advogado-Geral da União, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 1ª Região manteve o entendimento constante na sentença,
assentando (folhas 317 e 318):
Em face das considerações acima, resta claro que a
complementação da União somente ocorre quando, no âmbito
de cada Estado e do Distrito Federal, não for atingido o valor
mínimo por aluno, definido nacionalmente, não havendo falar
em considerar, para o cálculo do VMAA, a média resultante de
cada valor alcançado dentro de cada fundo, por unidade da
federação isoladamente, como quer fazer crer a ora recorrente.
Em momento algum a legislação instituidora do FUNDEF
estabelece que o valor mínimo por aluno resulta na média de
cada valor mínimo alcançado dentro de cada fundo estadual,
considerado por si só. Ao revés, determina o artigo 6º, § 1º, da
Lei nº 9.424/96, que esse valor “nunca será inferior à razão entre
a previsão da receita total para o Fundo e a matrícula total do
ensino fundamental no ano anterior, acrescida do total de novas
matrículas”.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada no acórdão
fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da
matéria. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no
Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 633.606 AGR / BA
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 633.606 AGR / BA
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
ADV.(A/S) : HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra
Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª
Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
ADV.(A/S) : HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra
Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª
Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1954566
| 2012-04-03T00:00:00
| 2012-05-02T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 3.4.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur208515
|
Número de páginas: 6.
Análise: 21/05/2012, MJC.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
633606
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-009424 ANO-1996\r\n ART-00006 PAR-00001 \r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 633606 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
ADV.(A/S) : HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
ADV.(A/S)
:HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 3 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1942380.
Supremo Tribunal Federal
DJe 02/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
ADV.(A/S)
:HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 397, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta
Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar
sendo utilizado no exame de processo da competência da Corte.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 403 a 412, insiste na natureza
constitucional da controvérsia. Discorre sobre o tema de fundo, sustenta
que o cálculo do Valor Mínimo Anual por Aluno – VMAA deve ser
aferido levando-se em consideração o montante arrecadado por cada
Estado da Federação e não a média nacional.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1942381.
Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
ADV.(A/S)
:HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 397, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta
Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar
sendo utilizado no exame de processo da competência da Corte.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 403 a 412, insiste na natureza
constitucional da controvérsia. Discorre sobre o tema de fundo, sustenta
que o cálculo do Valor Mínimo Anual por Aluno – VMAA deve ser
aferido levando-se em consideração o montante arrecadado por cada
Estado da Federação e não a média nacional.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1942381.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
Recurso Extraordinário 633.606 AGR / BA
(certidão de folha 419).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1942381.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 633.606 AGR / BA
(certidão de folha 419).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1942381.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita pelo Advogado-Geral da União, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 1... Região manteve o entendimento constante na sentença,
assentando (folhas 317 e 318):
Em face das considerações acima, resta claro que a
complementação da União somente ocorre quando, no âmbito
de cada Estado e do Distrito Federal, não for atingido o valor
mínimo por aluno, definido nacionalmente, não havendo falar
em considerar, para o cálculo do VMAA, a média resultante de
cada valor alcançado dentro de cada fundo, por unidade da
federação isoladamente, como quer fazer crer a ora recorrente.
Em momento algum a legislação instituidora do FUNDEF
estabelece que o valor mínimo por aluno resulta na média de
cada valor mínimo alcançado dentro de cada fundo estadual,
considerado por si só. Ao revés, determina o artigo 6..., § 1..., da
Lei n 9.424/96, que esse valor “nunca será inferior à razão entre
a previsão da receita total para o Fundo e a matrícula total do
ensino fundamental no ano anterior, acrescida do total de novas
matrículas”.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada no acórdão
fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da
matéria. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no
Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita pelo Advogado-Geral da União, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional
Federal da 1... Região manteve o entendimento constante na sentença,
assentando (folhas 317 e 318):
Em face das considerações acima, resta claro que a
complementação da União somente ocorre quando, no âmbito
de cada Estado e do Distrito Federal, não for atingido o valor
mínimo por aluno, definido nacionalmente, não havendo falar
em considerar, para o cálculo do VMAA, a média resultante de
cada valor alcançado dentro de cada fundo, por unidade da
federação isoladamente, como quer fazer crer a ora recorrente.
Em momento algum a legislação instituidora do FUNDEF
estabelece que o valor mínimo por aluno resulta na média de
cada valor mínimo alcançado dentro de cada fundo estadual,
considerado por si só. Ao revés, determina o artigo 6..., § 1..., da
Lei n 9.424/96, que esse valor “nunca será inferior à razão entre
a previsão da receita total para o Fundo e a matrícula total do
ensino fundamental no ano anterior, acrescida do total de novas
matrículas”.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada no acórdão
fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da
matéria. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no
Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 633.606 AGR / BA
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 633.606 AGR / BA
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
ADV.(A/S) : HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra
Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1...
Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633.606
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA
ADV.(A/S) : HELDER LESSA FREIRE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra
Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1...
Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 606",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 606",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 606",
"Recurso Extraordinário 633 . 606 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário 633 . 606 AGR / BA",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 606",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário 633 . 606 AGR",
"Recurso Extraordinário 633 . 606 AGR / BA",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 606",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 633 . 606"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 6 . . . , § 1 . . . , da Lei n 9 . 424 / 96",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 6 . . . , § 1 . . . , da Lei n 9 . 424 / 96",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"Brasília",
"BAHIA",
"CONTENDAS DO SINCARA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"Distrito Federal",
"BAHIA",
"Distrito Federal",
"BAHIA",
"BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"MUNICÍPIO DE",
"Supremo",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"União",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"União",
"FUNDEF",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"BA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"MUNICÍPIO DE CONTENDAS DO SINCARA",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"HELDER LESSA FREIRE",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"HELDER LESSA FREIRE",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"HELDER LESSA FREIRE",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"HELDER LESSA FREIRE",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"HELDER LESSA FREIRE",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"3 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S)
:DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S)
:DARLEI ANTÔNIO FORNARI
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE
INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. TERRAS INDÍGENAS.
HIPÓTESE EM QUE O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL,
MEDIANTE DECRETOS PUBLICADOS NA DÉCADA DE 1960,
DEMARCOU DIVERSAS PROPRIEDADES EM ÁREAS OCUPADAS
POR COMUNIDADES INDÍGENAS, DESTINANDO-AS A
AGRICULTORES, MEDIANTE AQUISIÇÃO JUNTO AO ESTADO.
CONSEQUENTE OCUPAÇÃO DAS PROPRIEDADES PELOS
AGRICULTORES. PRETENSÃO DAS COMUNIDADES INDÍGENAS
À DEVOLUÇÃO DAS TERRAS, A PARTIR DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL DE 1988. EFETIVA DEVOLUÇÃO DAS PROPRIEDADES
AOS ÍNDIOS. EXPROPRIAÇÃO DAS TERRAS. ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DO
CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO ENCARTADO NOS AUTOS.
REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art.
323 do RISTF). Consectariamente se inexiste questão constitucional, não
há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
2. A Súmula 279/STF dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não
cabe recurso extraordinário”.
3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 26/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Ementa e Acórdão
AI 803.830 AGR / RS
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. In casu, o Tribunal a quo pronunciou-se quanto à questão sub
examine à luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos,
consoante se infere do voto condutor do acórdão objurgado, in verbis:
“[...] Igualmente deve ser rejeitada a preliminar de extinção do processo sem
julgamento do mérito pelo reconhecimento da transação extrajudicial. Isso pelo
simples motivo de que a transação não abarcou os danos morais, pois restrita aos
materiais. Isso fica claro da leitura dos documentos das fls. 52/55. Donde inexiste
óbice para que a reparação pelos alegados abalos morais possa ser reclamada. No
caso concreto, consta que os autores estavam radicados em Capinzal, por cerca de
20 anos (1982-2004), área atualmente abrangida pela reserva da Serrinha.
Durante os últimos anos, viram-se alvo de pressões e investidas da população
indígena, de sorte a lhes ser devolvida área destinada pela Constituição. Não se
pode perder de vista os precedentes, bem como a situação pessoal dos autores –
pequenos agricultores. A indenização, nos termos em que concedida, se mostra
excessiva. Ela não é forma de reparar, na íntegra, os prejuízos sofridos (há que se
considerar que os danos materiais já foram ressarcidos), mas constitui forma de
amenizar o dano. Ademais, consta que os autores foram reassentados pelo Estado
em Chiapeta.” (fls. 168-v e fls. 169-v/170).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do enunciado sumular n.º 279/STF, que interdita
a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa,
Dje 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010;
AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. O acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE
INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. TERRAS INDÍGENAS. Hipótese em
que o Estado do Rio Grande do Sul, mediante Decretos publicados na
década de 1960, demarcou diversas propriedades em áreas ocupadas por
comunidades indígenas, destinando-as a agricultores, mediante aquisição
junto ao Estado. Conseqüente ocupação das propriedades pelos
agricultores. Pretensão das comunidades indígenas à devolução das
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 803.830 AGR / RS
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. In casu, o Tribunal a quo pronunciou-se quanto à questão sub
examine à luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos,
consoante se infere do voto condutor do acórdão objurgado, in verbis:
“[...] Igualmente deve ser rejeitada a preliminar de extinção do processo sem
julgamento do mérito pelo reconhecimento da transação extrajudicial. Isso pelo
simples motivo de que a transação não abarcou os danos morais, pois restrita aos
materiais. Isso fica claro da leitura dos documentos das fls. 52/55. Donde inexiste
óbice para que a reparação pelos alegados abalos morais possa ser reclamada. No
caso concreto, consta que os autores estavam radicados em Capinzal, por cerca de
20 anos (1982-2004), área atualmente abrangida pela reserva da Serrinha.
Durante os últimos anos, viram-se alvo de pressões e investidas da população
indígena, de sorte a lhes ser devolvida área destinada pela Constituição. Não se
pode perder de vista os precedentes, bem como a situação pessoal dos autores –
pequenos agricultores. A indenização, nos termos em que concedida, se mostra
excessiva. Ela não é forma de reparar, na íntegra, os prejuízos sofridos (há que se
considerar que os danos materiais já foram ressarcidos), mas constitui forma de
amenizar o dano. Ademais, consta que os autores foram reassentados pelo Estado
em Chiapeta.” (fls. 168-v e fls. 169-v/170).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do enunciado sumular n.º 279/STF, que interdita
a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa,
Dje 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010;
AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. O acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE
INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. TERRAS INDÍGENAS. Hipótese em
que o Estado do Rio Grande do Sul, mediante Decretos publicados na
década de 1960, demarcou diversas propriedades em áreas ocupadas por
comunidades indígenas, destinando-as a agricultores, mediante aquisição
junto ao Estado. Conseqüente ocupação das propriedades pelos
agricultores. Pretensão das comunidades indígenas à devolução das
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14
Ementa e Acórdão
AI 803.830 AGR / RS
terras, a partir da Constituição Federal de 1988. Efetiva devolução das
propriedades aos índios. Expropriação das terras. Quantum
indenizatório. Redução. Peculiaridades do caso concreto e condição das
partes que autorizam a diminuição do valor da indenização para quantia
equivalente a R$ 20.000,00 (vinte mil reais)” (fl.167).
7. Agravo Regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 803.830 AGR / RS
terras, a partir da Constituição Federal de 1988. Efetiva devolução das
propriedades aos índios. Expropriação das terras. Quantum
indenizatório. Redução. Peculiaridades do caso concreto e condição das
partes que autorizam a diminuição do valor da indenização para quantia
equivalente a R$ 20.000,00 (vinte mil reais)” (fl.167).
7. Agravo Regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1908127.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14
Relatório
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S)
:DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S)
:DARLEI ANTÔNIO FORNARI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, em face de
decisão de lavra do E. Ministro Eros Grau, consubstanciada nos seguintes
termos:
Agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto com
fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição do Brasil.
2. Discute-se nestes autos a possibilidade de indenização
por danos morais decorrentes de expulsão de terras declaradas
de posse permanente dos indígenas.
3. Alega-se, no extraordinário, violação do disposto nos
artigos 37, § 6º, e 231, § 6º, da CB/88.
4. Deixo de examinar a preliminar de repercussão geral,
cujo exame só é possível quando não for o caso de
inadmissibilidade do recurso por outra razão [RISTF, art. 323].
Se inexiste questão constitucional, não há como se pretender
seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso [CB/88, art. 102, III, § 3º].
5. O agravo não merece provimento. Ao analisar caso
análogo, essa Corte fixou entendimento no sentido de que a
controvérsia sobre ressarcimento de danos morais em caso de
desapropriação de terras declaradas de posse indígena tem
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S)
:DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S)
:DARLEI ANTÔNIO FORNARI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, em face de
decisão de lavra do E. Ministro Eros Grau, consubstanciada nos seguintes
termos:
Agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto com
fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição do Brasil.
2. Discute-se nestes autos a possibilidade de indenização
por danos morais decorrentes de expulsão de terras declaradas
de posse permanente dos indígenas.
3. Alega-se, no extraordinário, violação do disposto nos
artigos 37, § 6º, e 231, § 6º, da CB/88.
4. Deixo de examinar a preliminar de repercussão geral,
cujo exame só é possível quando não for o caso de
inadmissibilidade do recurso por outra razão [RISTF, art. 323].
Se inexiste questão constitucional, não há como se pretender
seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso [CB/88, art. 102, III, § 3º].
5. O agravo não merece provimento. Ao analisar caso
análogo, essa Corte fixou entendimento no sentido de que a
controvérsia sobre ressarcimento de danos morais em caso de
desapropriação de terras declaradas de posse indígena tem
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14
Relatório
AI 803.830 AGR / RS
natureza infraconstitucional, é o que se depreende do
julgamento do RE n. 472.098-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, assim ementado:
Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido
que deferiu pedido de indenização por danos morais e
materiais decorrentes de expulsão de terras declaradas de posse
permanente dos indígenas: controvérsia de natureza
infraconstitucional, relativa ao direito do recorrido ser
ressarcido pelos danos que lhe foram infligidos pela ação da
Administração Pública: a alegada violação dos dispositivos
constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou
reflexa, que não enseja reexame na via do recurso
extraordinário: incidência, mutatis mutandis , do princípio da
Súmula 636. 2. Não se questiona nos autos o fato de as terras
pertencerem a povo indígena ou de ser da União a competência
para fazer a demarcação das terras indígenas.
Nego seguimento ao agravo com fundamento no disposto
no artigo 21, § 1º, do RISTF. (fl. 245).
Em suas razões de agravar, sustenta o recorrente que “O precedente
citado é inespecífico. O caso dos autos – a toda evidência – não demanda análise
da legislação infraconstitucional. Trata-se aqui de examinar a existência de
responsabilidade civil do Estado por suposta falha no dever de segurança pública,
matéria sabidamente já enfrentada por essa Corte” (fl. 249).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada ou, em caso
negativo, que seja submetido o presente agravo à apreciação da Primeira
Turma deste Supremo Tribunal Federal, para que seja conhecido e
provido o seu recurso extraordinário.
Noticiam os autos que, em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul, à unanimidade, deu parcial provimento ao
recurso, em julgado que produziu a seguinte ementa, in verbis:
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 803.830 AGR / RS
natureza infraconstitucional, é o que se depreende do
julgamento do RE n. 472.098-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, assim ementado:
Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido
que deferiu pedido de indenização por danos morais e
materiais decorrentes de expulsão de terras declaradas de posse
permanente dos indígenas: controvérsia de natureza
infraconstitucional, relativa ao direito do recorrido ser
ressarcido pelos danos que lhe foram infligidos pela ação da
Administração Pública: a alegada violação dos dispositivos
constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou
reflexa, que não enseja reexame na via do recurso
extraordinário: incidência, mutatis mutandis , do princípio da
Súmula 636. 2. Não se questiona nos autos o fato de as terras
pertencerem a povo indígena ou de ser da União a competência
para fazer a demarcação das terras indígenas.
Nego seguimento ao agravo com fundamento no disposto
no artigo 21, § 1º, do RISTF. (fl. 245).
Em suas razões de agravar, sustenta o recorrente que “O precedente
citado é inespecífico. O caso dos autos – a toda evidência – não demanda análise
da legislação infraconstitucional. Trata-se aqui de examinar a existência de
responsabilidade civil do Estado por suposta falha no dever de segurança pública,
matéria sabidamente já enfrentada por essa Corte” (fl. 249).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada ou, em caso
negativo, que seja submetido o presente agravo à apreciação da Primeira
Turma deste Supremo Tribunal Federal, para que seja conhecido e
provido o seu recurso extraordinário.
Noticiam os autos que, em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul, à unanimidade, deu parcial provimento ao
recurso, em julgado que produziu a seguinte ementa, in verbis:
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
Relatório
AI 803.830 AGR / RS
MORAIS. TERRAS INDÍGENAS. Hipótese em que o Estado do
Rio Grande do Sul, mediante Decretos publicados na década de
1960, demarcou diversas propriedades em áreas ocupadas por
comunidades indígenas, destinando-as a agricultores, mediante
aquisição junto ao Estado. Conseqüente ocupação das
propriedades pelos agricultores. Pretensão das comunidades
indígenas à devolução das terras, a partir da Constituição
Federal de 1988. Efetiva devolução das propriedades aos índios.
Expropriação das terras. Quantum indenizatório. Redução.
Peculiaridades do caso concreto e condição das partes que
autorizam a diminuição do valor da indenização para quantia
equivalente a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) – (fl.167).
Opostos embargos de declaração, restaram rejeitados.
Nas razões do apelo extremo a ora recorrente, sustenta,
preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no
mérito, aponta violação ao art. 231, § 6º, da Constituição Federal. Aduz,
em suma, que “quando do assentamento ocorrido na década de 60, não havia
qualquer obstáculo jurídico ao que foi realizado, ou seja o ato, que se diz ensejaria
responsabilidade do Estado, era válido e eficaz, somente o deixando de ser com a
vigência do novo ordenamento constitucional que anulou os atos jurídicos
válidos e eficazes praticados anteriormente e sob a égide das Constituições que,
então, estavam em vigor. No caso em tela percebe-se que, quando autorizada a
utilização d área para assentamento dos colonos, na década de 60, o ato
legislativo era constitucional e válido, pois sua aparente recepção do Decreto nº.
13.795/62, autorizador da colonização em virtude da ampliação da noção de
terras indígenas realizada sob a égide da Carta de 1988. ” (fl. 212).
Contrarrazões às fls. 223/231.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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AI 803.830 AGR / RS
MORAIS. TERRAS INDÍGENAS. Hipótese em que o Estado do
Rio Grande do Sul, mediante Decretos publicados na década de
1960, demarcou diversas propriedades em áreas ocupadas por
comunidades indígenas, destinando-as a agricultores, mediante
aquisição junto ao Estado. Conseqüente ocupação das
propriedades pelos agricultores. Pretensão das comunidades
indígenas à devolução das terras, a partir da Constituição
Federal de 1988. Efetiva devolução das propriedades aos índios.
Expropriação das terras. Quantum indenizatório. Redução.
Peculiaridades do caso concreto e condição das partes que
autorizam a diminuição do valor da indenização para quantia
equivalente a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) – (fl.167).
Opostos embargos de declaração, restaram rejeitados.
Nas razões do apelo extremo a ora recorrente, sustenta,
preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no
mérito, aponta violação ao art. 231, § 6º, da Constituição Federal. Aduz,
em suma, que “quando do assentamento ocorrido na década de 60, não havia
qualquer obstáculo jurídico ao que foi realizado, ou seja o ato, que se diz ensejaria
responsabilidade do Estado, era válido e eficaz, somente o deixando de ser com a
vigência do novo ordenamento constitucional que anulou os atos jurídicos
válidos e eficazes praticados anteriormente e sob a égide das Constituições que,
então, estavam em vigor. No caso em tela percebe-se que, quando autorizada a
utilização d área para assentamento dos colonos, na década de 60, o ato
legislativo era constitucional e válido, pois sua aparente recepção do Decreto nº.
13.795/62, autorizador da colonização em virtude da ampliação da noção de
terras indígenas realizada sob a égide da Carta de 1988. ” (fl. 212).
Contrarrazões às fls. 223/231.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
Voto - MIN. LUIZ FUX
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, a repercussão
geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos
constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante.
Isso porque não se revela cognoscível em sede de Recurso
Extraordinário a insurgência que tem como real escopo o
incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos,
porquanto, referida pretensão não se adéqua à estreita via do apelo
extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada, de
discussão eminentemente de direito, e, portanto, não servil ao exame de
questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório
dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
In casu, o Tribunal a quo pronunciou-se quanto questão sub examine à
luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos, consoante se
infere do voto condutor do acórdão objurgado, in verbis:
“[...] Igualmente deve ser rejeitada a preliminar de
extinção do processo sem julgamento do mérito pelo
reconhecimento da transação extrajudicial. Isso pelo simples
motivo de que a transação não abarcou os danos morais, pois
restrita aos materiais. Isso fica claro da leitura dos documentos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, a repercussão
geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos
constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante.
Isso porque não se revela cognoscível em sede de Recurso
Extraordinário a insurgência que tem como real escopo o
incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos,
porquanto, referida pretensão não se adéqua à estreita via do apelo
extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada, de
discussão eminentemente de direito, e, portanto, não servil ao exame de
questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório
dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
In casu, o Tribunal a quo pronunciou-se quanto questão sub examine à
luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos, consoante se
infere do voto condutor do acórdão objurgado, in verbis:
“[...] Igualmente deve ser rejeitada a preliminar de
extinção do processo sem julgamento do mérito pelo
reconhecimento da transação extrajudicial. Isso pelo simples
motivo de que a transação não abarcou os danos morais, pois
restrita aos materiais. Isso fica claro da leitura dos documentos
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 803.830 AGR / RS
das fls. 52/55. Donde inexiste óbice para que a reparação pelos
alegados abalos morais possa ser reclamada. No caso concreto,
consta que os autores estavam radicados em Capinzal, por cerca
de 20 anos (1982-2004), área atualmente abrangida pela reserva
da Serrinha. Durante os últimos anos, viram-se alvo de pressões
e investidas da população indígena, de sorte a lhes ser
devolvida área destinada pela Constituição. Não se pode perder
de vista os precedentes, bem como a situação pessoal dos
autores – pequenos agricultores. A indenização, nos termos em
que concedida, se mostra excessiva. Ela não é forma de reparar,
na íntegra, os prejuízos sofridos (há que se considerar que os
danos materiais já foram ressarcidos), mas constitui forma de
amenizar o dano. Ademais, consta que os autores foram
reassentados pelo Estado em Chiapeta.” (fls. 168-v e fls. 169-
v/170).
Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular n.º
279/STF, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário,
sindicar matéria fática. Confira-se, à guisa de exemplo, os seguintes
precedentes, verbis:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TERRAS INDÍGENAS. ROMPIMENTO
UNILATERAL DE ACORDO AGROPECUÁRIO COM
EMPRESA
PRIVADA.
INDENIZAÇÃO
POR
BENFEITORIAS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS E DA ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS
(SÚMULAS 279 E 454). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. (AI 611219 AgR, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 19/05/2009, DJe-
118 DIVULG 25-06-2009 PUBLIC 26-06-2009 EMENT VOL-
02366-10 PP-01931)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 803.830 AGR / RS
das fls. 52/55. Donde inexiste óbice para que a reparação pelos
alegados abalos morais possa ser reclamada. No caso concreto,
consta que os autores estavam radicados em Capinzal, por cerca
de 20 anos (1982-2004), área atualmente abrangida pela reserva
da Serrinha. Durante os últimos anos, viram-se alvo de pressões
e investidas da população indígena, de sorte a lhes ser
devolvida área destinada pela Constituição. Não se pode perder
de vista os precedentes, bem como a situação pessoal dos
autores – pequenos agricultores. A indenização, nos termos em
que concedida, se mostra excessiva. Ela não é forma de reparar,
na íntegra, os prejuízos sofridos (há que se considerar que os
danos materiais já foram ressarcidos), mas constitui forma de
amenizar o dano. Ademais, consta que os autores foram
reassentados pelo Estado em Chiapeta.” (fls. 168-v e fls. 169-
v/170).
Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular n.º
279/STF, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário,
sindicar matéria fática. Confira-se, à guisa de exemplo, os seguintes
precedentes, verbis:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TERRAS INDÍGENAS. ROMPIMENTO
UNILATERAL DE ACORDO AGROPECUÁRIO COM
EMPRESA
PRIVADA.
INDENIZAÇÃO
POR
BENFEITORIAS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS E DA ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS
(SÚMULAS 279 E 454). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. (AI 611219 AgR, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 19/05/2009, DJe-
118 DIVULG 25-06-2009 PUBLIC 26-06-2009 EMENT VOL-
02366-10 PP-01931)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 803.830 AGR / RS
MATÉRIA FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com o
enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 783269 AgR,
Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado
em 01/02/2011, DJe-041 DIVULG 01-03-2011 PUBLIC 02-03-2011
EMENT VOL-02474-03 PP-00576).
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL.
CERCEAMENTO DE DEFESA E CONTRADITÓRIO.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CF/88, ART. 5º, LV.
SÚMULA STF 279. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
1. Omissis. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado
pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas
da causa. Incidência da Súmula STF 279. 3. Omissis. 4. Agravo
regimental improvido. (AI 656624 AgR, Relator(a): Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, julgado em 23/03/2010, DJe-067
DIVULG 15-04-2010 PUBLIC 16-04-2010 EMENT VOL-02397-05
PP-01403).
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. 1. APOSENTADORIA DE TRABALHADOR
RURAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 2.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado
demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à
espécie e a análise do acervo fático-probatório dos autos.
Providências vedadas na instância extraordinária. 2. Incide, de
mais a mais, no caso, a Súmula 282 STF. Agravo regimental
desprovido. (AI 609983 AgR, Relator(a): Min. CARLOS
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 803.830 AGR / RS
MATÉRIA FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com o
enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 783269 AgR,
Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado
em 01/02/2011, DJe-041 DIVULG 01-03-2011 PUBLIC 02-03-2011
EMENT VOL-02474-03 PP-00576).
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL.
CERCEAMENTO DE DEFESA E CONTRADITÓRIO.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CF/88, ART. 5º, LV.
SÚMULA STF 279. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
1. Omissis. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado
pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas
da causa. Incidência da Súmula STF 279. 3. Omissis. 4. Agravo
regimental improvido. (AI 656624 AgR, Relator(a): Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, julgado em 23/03/2010, DJe-067
DIVULG 15-04-2010 PUBLIC 16-04-2010 EMENT VOL-02397-05
PP-01403).
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. 1. APOSENTADORIA DE TRABALHADOR
RURAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 2.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado
demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à
espécie e a análise do acervo fático-probatório dos autos.
Providências vedadas na instância extraordinária. 2. Incide, de
mais a mais, no caso, a Súmula 282 STF. Agravo regimental
desprovido. (AI 609983 AgR, Relator(a): Min. CARLOS
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 803.830 AGR / RS
BRITTO, Primeira Turma, julgado em 05/05/2009, DJe-104
DIVULG 04-06-2009 PUBLIC 05-06-2009 EMENT VOL-02363-11
PP-02348).
Sobreleva destacar, por oportuno, preciosa lição de Roberto Rosas
acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja:
“Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão
de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em
verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o
juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados
fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
4
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AI 803.830 AGR / RS
BRITTO, Primeira Turma, julgado em 05/05/2009, DJe-104
DIVULG 04-06-2009 PUBLIC 05-06-2009 EMENT VOL-02363-11
PP-02348).
Sobreleva destacar, por oportuno, preciosa lição de Roberto Rosas
acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja:
“Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão
de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em
verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o
juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados
fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
4
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 803.830 AGR / RS
Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ”.
(in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
5
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AI 803.830 AGR / RS
Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ”.
(in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
5
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S) : DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S) : DARLEI ANTÔNIO FORNARI
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Relator, que
negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. 1ª Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S) : DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S) : DARLEI ANTÔNIO FORNARI
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Relator, que
negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. 1ª Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Voto Vista
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
VOTO-VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Acompanho o Relator.
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
VOTO-VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Acompanho o Relator.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S) : DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S) : DARLEI ANTÔNIO FORNARI
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Relator, que
negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. 1ª Turma, 20.3.2012.
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S) : DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S) : DARLEI ANTÔNIO FORNARI
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Relator, que
negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. 1ª Turma, 20.3.2012.
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1941858
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-26T00:00:00
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Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Relator, que negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. 1ª Turma, 20.3.2012.
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
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AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. TERRAS INDÍGENAS. HIPÓTESE EM QUE O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, MEDIANTE DECRETOS PUBLICADOS NA DÉCADA DE 1960, DEMARCOU DIVERSAS PROPRIEDADES EM ÁREAS OCUPADAS POR COMUNIDADES INDÍGENAS, DESTINANDO-AS A AGRICULTORES, MEDIANTE AQUISIÇÃO JUNTO AO ESTADO. CONSEQUENTE OCUPAÇÃO DAS PROPRIEDADES PELOS AGRICULTORES. PRETENSÃO DAS COMUNIDADES INDÍGENAS À DEVOLUÇÃO DAS TERRAS, A PARTIR DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. EFETIVA DEVOLUÇÃO DAS PROPRIEDADES AOS ÍNDIOS. EXPROPRIAÇÃO DAS TERRAS. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO ENCARTADO NOS AUTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
2. A Súmula 279/STF dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. In casu, o Tribunal a quo pronunciou-se quanto à questão sub examine à luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos, consoante se infere do voto condutor do acórdão objurgado, in verbis: “[...] Igualmente deve ser rejeitada a preliminar de extinção do processo sem julgamento do mérito pelo reconhecimento da transação extrajudicial. Isso pelo simples motivo de que a transação não abarcou os danos morais, pois restrita aos materiais. Isso fica claro da leitura dos documentos das fls. 52/55. Donde inexiste óbice para que a reparação pelos alegados abalos morais possa ser reclamada. No caso concreto, consta que os autores estavam radicados em Capinzal, por cerca de 20 anos (1982-2004), área atualmente abrangida pela reserva da Serrinha. Durante os últimos anos, viram-se alvo de pressões e investidas da população indígena, de sorte a lhes ser devolvida área destinada pela Constituição. Não se pode perder de vista os precedentes, bem como a situação pessoal dos autores – pequenos agricultores. A indenização, nos termos em que concedida, se mostra excessiva. Ela não é forma de reparar, na íntegra, os prejuízos sofridos (há que se considerar que os danos materiais já foram ressarcidos), mas constitui forma de amenizar o dano. Ademais, consta que os autores foram reassentados pelo Estado em Chiapeta.” (fls. 168-v e fls. 169-v/170).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do enunciado sumular n.º 279/STF, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa, Dje 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010; AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. O acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. TERRAS INDÍGENAS. Hipótese em que o Estado do Rio Grande do Sul, mediante Decretos publicados na década de 1960, demarcou diversas propriedades em áreas ocupadas por comunidades indígenas, destinando-as a agricultores, mediante aquisição junto ao Estado. Conseqüente ocupação das propriedades pelos agricultores. Pretensão das comunidades indígenas à devolução das terras, a partir da Constituição Federal de 1988. Efetiva devolução das propriedades aos índios. Expropriação das terras. Quantum indenizatório. Redução. Peculiaridades do caso concreto e condição das partes que autorizam a diminuição do valor da indenização para quantia equivalente a R$ 20.000,00 (vinte mil reais)” (fl.167).
7. Agravo Regimental desprovido.
|
sjur208281
|
- Acórdãos citados: AI 609983 AgR, AI 619974 AgR, AI 656624 AgR, AI 783269 AgR.
Número de páginas: 14.
Análise: 17/05/2012, LLD.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
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803830
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[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00003 PAR-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00323 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
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acordaos
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AI 803830 AgR
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] |
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S) : DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S) : DARLEI ANTÔNIO FORNARI
ADV.(A/S) : DARLEI ANTÔNIO FORNARI E OUTRO(A/S)
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] |
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S)
:DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S)
:DARLEI ANTÔNIO FORNARI
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE
INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. TERRAS INDÍGENAS.
HIPÓTESE EM QUE O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL,
MEDIANTE DECRETOS PUBLICADOS NA DÉCADA DE 1960,
DEMARCOU DIVERSAS PROPRIEDADES EM ÁREAS OCUPADAS
POR COMUNIDADES INDÍGENAS, DESTINANDO-AS A
AGRICULTORES, MEDIANTE AQUISIÇÃO JUNTO AO ESTADO.
CONSEQUENTE OCUPAÇÃO DAS PROPRIEDADES PELOS
AGRICULTORES. PRETENSÃO DAS COMUNIDADES INDÍGENAS
À DEVOLUÇÃO DAS TERRAS, A PARTIR DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL DE 1988. EFETIVA DEVOLUÇÃO DAS PROPRIEDADES
AOS ÍNDIOS. EXPROPRIAÇÃO DAS TERRAS. ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DO
CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO ENCARTADO NOS AUTOS.
REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art.
323 do RISTF). Consectariamente se inexiste questão constitucional, não
há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não
cabe recurso extraordinário”.
3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 26/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Ementa e Acórdão
AI 803.830 AGR / RS
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. In casu, o Tribunal a quo pronunciou-se quanto à questão sub
examine à luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos,
consoante se infere do voto condutor do acórdão objurgado, in verbis:
“[...] Igualmente deve ser rejeitada a preliminar de extinção do processo sem
julgamento do mérito pelo reconhecimento da transação extrajudicial. Isso pelo
simples motivo de que a transação não abarcou os danos morais, pois restrita aos
materiais. Isso fica claro da leitura dos documentos das fls. 52/55. Donde inexiste
óbice para que a reparação pelos alegados abalos morais possa ser reclamada. No
caso concreto, consta que os autores estavam radicados em Capinzal, por cerca de
20 anos (1982-2004), área atualmente abrangida pela reserva da Serrinha.
Durante os últimos anos, viram-se alvo de pressões e investidas da população
indígena, de sorte a lhes ser devolvida área destinada pela Constituição. Não se
pode perder de vista os precedentes, bem como a situação pessoal dos autores –
pequenos agricultores. A indenização, nos termos em que concedida, se mostra
excessiva. Ela não é forma de reparar, na íntegra, os prejuízos sofridos (há que se
considerar que os danos materiais já foram ressarcidos), mas constitui forma de
amenizar o dano. Ademais, consta que os autores foram reassentados pelo Estado
em Chiapeta.” (fls. 168-v e fls. 169-v/170).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do enunciado sumular n. 279/Supremo Tribunal Federal, que interdita
a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa,
Dje 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010;
AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. O acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE
INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. TERRAS INDÍGENAS. Hipótese em
que o Estado do Rio Grande do Sul, mediante Decretos publicados na
década de 1960, demarcou diversas propriedades em áreas ocupadas por
comunidades indígenas, destinando-as a agricultores, mediante aquisição
junto ao Estado. Conseqüente ocupação das propriedades pelos
agricultores. Pretensão das comunidades indígenas à devolução das
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Supremo Tribunal Federal
AI 803.830 AGR / RS
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. In casu, o Tribunal a quo pronunciou-se quanto à questão sub
examine à luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos,
consoante se infere do voto condutor do acórdão objurgado, in verbis:
“[...] Igualmente deve ser rejeitada a preliminar de extinção do processo sem
julgamento do mérito pelo reconhecimento da transação extrajudicial. Isso pelo
simples motivo de que a transação não abarcou os danos morais, pois restrita aos
materiais. Isso fica claro da leitura dos documentos das fls. 52/55. Donde inexiste
óbice para que a reparação pelos alegados abalos morais possa ser reclamada. No
caso concreto, consta que os autores estavam radicados em Capinzal, por cerca de
20 anos (1982-2004), área atualmente abrangida pela reserva da Serrinha.
Durante os últimos anos, viram-se alvo de pressões e investidas da população
indígena, de sorte a lhes ser devolvida área destinada pela Constituição. Não se
pode perder de vista os precedentes, bem como a situação pessoal dos autores –
pequenos agricultores. A indenização, nos termos em que concedida, se mostra
excessiva. Ela não é forma de reparar, na íntegra, os prejuízos sofridos (há que se
considerar que os danos materiais já foram ressarcidos), mas constitui forma de
amenizar o dano. Ademais, consta que os autores foram reassentados pelo Estado
em Chiapeta.” (fls. 168-v e fls. 169-v/170).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do enunciado sumular n. 279/Supremo Tribunal Federal, que interdita
a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa,
Dje 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010;
AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. O acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE
INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. TERRAS INDÍGENAS. Hipótese em
que o Estado do Rio Grande do Sul, mediante Decretos publicados na
década de 1960, demarcou diversas propriedades em áreas ocupadas por
comunidades indígenas, destinando-as a agricultores, mediante aquisição
junto ao Estado. Conseqüente ocupação das propriedades pelos
agricultores. Pretensão das comunidades indígenas à devolução das
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14
Ementa e Acórdão
AI 803.830 AGR / RS
terras, a partir da Constituição Federal de 1988. Efetiva devolução das
propriedades aos índios. Expropriação das terras. Quantum
indenizatório. Redução. Peculiaridades do caso concreto e condição das
partes que autorizam a diminuição do valor da indenização para quantia
equivalente a R$ 20.000,00 (vinte mil reais)” (fl.167).
7. Agravo Regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
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terras, a partir da Constituição Federal de 1988. Efetiva devolução das
propriedades aos índios. Expropriação das terras. Quantum
indenizatório. Redução. Peculiaridades do caso concreto e condição das
partes que autorizam a diminuição do valor da indenização para quantia
equivalente a R$ 20.000,00 (vinte mil reais)” (fl.167).
7. Agravo Regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Supremo Tribunal Federal
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Relatório
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S)
:DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S)
:DARLEI ANTÔNIO FORNARI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, em face de
decisão de lavra do E. Ministro Eros Grau, consubstanciada nos seguintes
termos:
Agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto com
fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição do Brasil.
2. Discute-se nestes autos a possibilidade de indenização
por danos morais decorrentes de expulsão de terras declaradas
de posse permanente dos indígenas.
3. Alega-se, no extraordinário, violação do disposto nos
artigos 37, § 6..., e 231, § 6..., da CB/88.
4. Deixo de examinar a preliminar de repercussão geral,
cujo exame só é possível quando não for o caso de
inadmissibilidade do recurso por outra razão [RISTF, art. 323].
Se inexiste questão constitucional, não há como se pretender
seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso [CB/88, art. 102, III, § 3...].
5. O agravo não merece provimento. Ao analisar caso
análogo, essa Corte fixou entendimento no sentido de que a
controvérsia sobre ressarcimento de danos morais em caso de
desapropriação de terras declaradas de posse indígena tem
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S)
:DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S)
:DARLEI ANTÔNIO FORNARI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, em face de
decisão de lavra do E. Ministro Eros Grau, consubstanciada nos seguintes
termos:
Agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto com
fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição do Brasil.
2. Discute-se nestes autos a possibilidade de indenização
por danos morais decorrentes de expulsão de terras declaradas
de posse permanente dos indígenas.
3. Alega-se, no extraordinário, violação do disposto nos
artigos 37, § 6..., e 231, § 6..., da CB/88.
4. Deixo de examinar a preliminar de repercussão geral,
cujo exame só é possível quando não for o caso de
inadmissibilidade do recurso por outra razão [RISTF, art. 323].
Se inexiste questão constitucional, não há como se pretender
seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso [CB/88, art. 102, III, § 3...].
5. O agravo não merece provimento. Ao analisar caso
análogo, essa Corte fixou entendimento no sentido de que a
controvérsia sobre ressarcimento de danos morais em caso de
desapropriação de terras declaradas de posse indígena tem
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
AI 803.830 AGR / RS
natureza infraconstitucional, é o que se depreende do
julgamento do Recurso Extraordinário n. 472.098-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, assim ementado:
Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido
que deferiu pedido de indenização por danos morais e
materiais decorrentes de expulsão de terras declaradas de posse
permanente dos indígenas: controvérsia de natureza
infraconstitucional, relativa ao direito do recorrido ser
ressarcido pelos danos que lhe foram infligidos pela ação da
Administração Pública: a alegada violação dos dispositivos
constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou
reflexa, que não enseja reexame na via do recurso
extraordinário: incidência, mutatis mutandis , do princípio da
Súmula 636. 2. Não se questiona nos autos o fato de as terras
pertencerem a povo indígena ou de ser da União a competência
para fazer a demarcação das terras indígenas.
Nego seguimento ao agravo com fundamento no disposto
no artigo 21, § 1..., do RISTF. (fl. 245).
Em suas razões de agravar, sustenta o recorrente que “O precedente
citado é inespecífico. O caso dos autos – a toda evidência – não demanda análise
da legislação infraconstitucional. Trata-se aqui de examinar a existência de
responsabilidade civil do Estado por suposta falha no dever de segurança pública,
matéria sabidamente já enfrentada por essa Corte” (fl. 249).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada ou, em caso
negativo, que seja submetido o presente agravo à apreciação da Primeira
Turma deste Supremo Tribunal Federal, para que seja conhecido e
provido o seu recurso extraordinário.
Noticiam os autos que, em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul, à unanimidade, deu parcial provimento ao
recurso, em julgado que produziu a seguinte ementa, in verbis:
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS
2
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AI 803.830 AGR / RS
natureza infraconstitucional, é o que se depreende do
julgamento do Recurso Extraordinário n. 472.098-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, assim ementado:
Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido
que deferiu pedido de indenização por danos morais e
materiais decorrentes de expulsão de terras declaradas de posse
permanente dos indígenas: controvérsia de natureza
infraconstitucional, relativa ao direito do recorrido ser
ressarcido pelos danos que lhe foram infligidos pela ação da
Administração Pública: a alegada violação dos dispositivos
constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou
reflexa, que não enseja reexame na via do recurso
extraordinário: incidência, mutatis mutandis , do princípio da
Súmula 636. 2. Não se questiona nos autos o fato de as terras
pertencerem a povo indígena ou de ser da União a competência
para fazer a demarcação das terras indígenas.
Nego seguimento ao agravo com fundamento no disposto
no artigo 21, § 1..., do RISTF. (fl. 245).
Em suas razões de agravar, sustenta o recorrente que “O precedente
citado é inespecífico. O caso dos autos – a toda evidência – não demanda análise
da legislação infraconstitucional. Trata-se aqui de examinar a existência de
responsabilidade civil do Estado por suposta falha no dever de segurança pública,
matéria sabidamente já enfrentada por essa Corte” (fl. 249).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada ou, em caso
negativo, que seja submetido o presente agravo à apreciação da Primeira
Turma deste Supremo Tribunal Federal, para que seja conhecido e
provido o seu recurso extraordinário.
Noticiam os autos que, em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul, à unanimidade, deu parcial provimento ao
recurso, em julgado que produziu a seguinte ementa, in verbis:
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
Relatório
AI 803.830 AGR / RS
MORAIS. TERRAS INDÍGENAS. Hipótese em que o Estado do
Rio Grande do Sul, mediante Decretos publicados na década de
1960, demarcou diversas propriedades em áreas ocupadas por
comunidades indígenas, destinando-as a agricultores, mediante
aquisição junto ao Estado. Conseqüente ocupação das
propriedades pelos agricultores. Pretensão das comunidades
indígenas à devolução das terras, a partir da Constituição
Federal de 1988. Efetiva devolução das propriedades aos índios.
Expropriação das terras. Quantum indenizatório. Redução.
Peculiaridades do caso concreto e condição das partes que
autorizam a diminuição do valor da indenização para quantia
equivalente a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) – (fl.167).
Opostos embargos de declaração, restaram rejeitados.
Nas razões do apelo extremo a ora recorrente, sustenta,
preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no
mérito, aponta violação ao art. 231, § 6..., da Constituição Federal. Aduz,
em suma, que “quando do assentamento ocorrido na década de 60, não havia
qualquer obstáculo jurídico ao que foi realizado, ou seja o ato, que se diz ensejaria
responsabilidade do Estado, era válido e eficaz, somente o deixando de ser com a
vigência do novo ordenamento constitucional que anulou os atos jurídicos
válidos e eficazes praticados anteriormente e sob a égide das Constituições que,
então, estavam em vigor. No caso em tela percebe-se que, quando autorizada a
utilização d área para assentamento dos colonos, na década de 60, o ato
legislativo era constitucional e válido, pois sua aparente recepção do Decreto n.
13.795/62, autorizador da colonização em virtude da ampliação da noção de
terras indígenas realizada sob a égide da Carta de 1988. ” (fl. 212).
Contrarrazões às fls. 223/231.
É o relatório.
3
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AI 803.830 AGR / RS
MORAIS. TERRAS INDÍGENAS. Hipótese em que o Estado do
Rio Grande do Sul, mediante Decretos publicados na década de
1960, demarcou diversas propriedades em áreas ocupadas por
comunidades indígenas, destinando-as a agricultores, mediante
aquisição junto ao Estado. Conseqüente ocupação das
propriedades pelos agricultores. Pretensão das comunidades
indígenas à devolução das terras, a partir da Constituição
Federal de 1988. Efetiva devolução das propriedades aos índios.
Expropriação das terras. Quantum indenizatório. Redução.
Peculiaridades do caso concreto e condição das partes que
autorizam a diminuição do valor da indenização para quantia
equivalente a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) – (fl.167).
Opostos embargos de declaração, restaram rejeitados.
Nas razões do apelo extremo a ora recorrente, sustenta,
preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no
mérito, aponta violação ao art. 231, § 6..., da Constituição Federal. Aduz,
em suma, que “quando do assentamento ocorrido na década de 60, não havia
qualquer obstáculo jurídico ao que foi realizado, ou seja o ato, que se diz ensejaria
responsabilidade do Estado, era válido e eficaz, somente o deixando de ser com a
vigência do novo ordenamento constitucional que anulou os atos jurídicos
válidos e eficazes praticados anteriormente e sob a égide das Constituições que,
então, estavam em vigor. No caso em tela percebe-se que, quando autorizada a
utilização d área para assentamento dos colonos, na década de 60, o ato
legislativo era constitucional e válido, pois sua aparente recepção do Decreto n.
13.795/62, autorizador da colonização em virtude da ampliação da noção de
terras indígenas realizada sob a égide da Carta de 1988. ” (fl. 212).
Contrarrazões às fls. 223/231.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
Voto - MIN. LUIZ FUX
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, a repercussão
geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos
constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante.
Isso porque não se revela cognoscível em sede de Recurso
Extraordinário a insurgência que tem como real escopo o
incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos,
porquanto, referida pretensão não se adéqua à estreita via do apelo
extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada, de
discussão eminentemente de direito, e, portanto, não servil ao exame de
questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório
dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
In casu, o Tribunal a quo pronunciou-se quanto questão sub examine à
luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos, consoante se
infere do voto condutor do acórdão objurgado, in verbis:
“[...] Igualmente deve ser rejeitada a preliminar de
extinção do processo sem julgamento do mérito pelo
reconhecimento da transação extrajudicial. Isso pelo simples
motivo de que a transação não abarcou os danos morais, pois
restrita aos materiais. Isso fica claro da leitura dos documentos
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, a repercussão
geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos
constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante.
Isso porque não se revela cognoscível em sede de Recurso
Extraordinário a insurgência que tem como real escopo o
incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos,
porquanto, referida pretensão não se adéqua à estreita via do apelo
extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada, de
discussão eminentemente de direito, e, portanto, não servil ao exame de
questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório
dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
In casu, o Tribunal a quo pronunciou-se quanto questão sub examine à
luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos, consoante se
infere do voto condutor do acórdão objurgado, in verbis:
“[...] Igualmente deve ser rejeitada a preliminar de
extinção do processo sem julgamento do mérito pelo
reconhecimento da transação extrajudicial. Isso pelo simples
motivo de que a transação não abarcou os danos morais, pois
restrita aos materiais. Isso fica claro da leitura dos documentos
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1908129.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14
Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 803.830 AGR / RS
das fls. 52/55. Donde inexiste óbice para que a reparação pelos
alegados abalos morais possa ser reclamada. No caso concreto,
consta que os autores estavam radicados em Capinzal, por cerca
de 20 anos (1982-2004), área atualmente abrangida pela reserva
da Serrinha. Durante os últimos anos, viram-se alvo de pressões
e investidas da população indígena, de sorte a lhes ser
devolvida área destinada pela Constituição. Não se pode perder
de vista os precedentes, bem como a situação pessoal dos
autores – pequenos agricultores. A indenização, nos termos em
que concedida, se mostra excessiva. Ela não é forma de reparar,
na íntegra, os prejuízos sofridos (há que se considerar que os
danos materiais já foram ressarcidos), mas constitui forma de
amenizar o dano. Ademais, consta que os autores foram
reassentados pelo Estado em Chiapeta.” (fls. 168-v e fls. 169-
v/170).
Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular n.
279/Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário,
sindicar matéria fática. Confira-se, à guisa de exemplo, os seguintes
precedentes, verbis:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TERRAS INDÍGENAS. ROMPIMENTO
UNILATERAL DE ACORDO AGROPECUÁRIO COM
EMPRESA
PRIVADA.
INDENIZAÇÃO
POR
BENFEITORIAS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS E DA ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS
(SÚMULAS 279 E 454). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. (AI 611219 AgR, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 19/05/2009, DJe-
118 DIVULG 25-06-2009 PUBLIC 26-06-2009 EMENT VOL-
02366-10 PP-01931)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 803.830 AGR / RS
das fls. 52/55. Donde inexiste óbice para que a reparação pelos
alegados abalos morais possa ser reclamada. No caso concreto,
consta que os autores estavam radicados em Capinzal, por cerca
de 20 anos (1982-2004), área atualmente abrangida pela reserva
da Serrinha. Durante os últimos anos, viram-se alvo de pressões
e investidas da população indígena, de sorte a lhes ser
devolvida área destinada pela Constituição. Não se pode perder
de vista os precedentes, bem como a situação pessoal dos
autores – pequenos agricultores. A indenização, nos termos em
que concedida, se mostra excessiva. Ela não é forma de reparar,
na íntegra, os prejuízos sofridos (há que se considerar que os
danos materiais já foram ressarcidos), mas constitui forma de
amenizar o dano. Ademais, consta que os autores foram
reassentados pelo Estado em Chiapeta.” (fls. 168-v e fls. 169-
v/170).
Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular n.
279/Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário,
sindicar matéria fática. Confira-se, à guisa de exemplo, os seguintes
precedentes, verbis:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TERRAS INDÍGENAS. ROMPIMENTO
UNILATERAL DE ACORDO AGROPECUÁRIO COM
EMPRESA
PRIVADA.
INDENIZAÇÃO
POR
BENFEITORIAS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE
PROVAS E DA ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS
(SÚMULAS 279 E 454). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. (AI 611219 AgR, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 19/05/2009, DJe-
118 DIVULG 25-06-2009 PUBLIC 26-06-2009 EMENT VOL-
02366-10 PP-01931)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 803.830 AGR / RS
MATÉRIA FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com o
enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 783269 AgR,
Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado
em 01/02/2011, DJe-041 DIVULG 01-03-2011 PUBLIC 02-03-2011
EMENT VOL-02474-03 PP-00576).
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL.
CERCEAMENTO DE DEFESA E CONTRADITÓRIO.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. Constituição Federal de 1988/88, ART. 5..., LV.
SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
1. Omissis. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado
pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas
da causa. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Omissis. 4. Agravo
regimental improvido. (AI 656624 AgR, Relator(a): Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, julgado em 23/03/2010, DJe-067
DIVULG 15-04-2010 PUBLIC 16-04-2010 EMENT VOL-02397-05
PP-01403).
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. 1. APOSENTADORIA DE TRABALHADOR
RURAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 2.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado
demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à
espécie e a análise do acervo fático-probatório dos autos.
Providências vedadas na instância extraordinária. 2. Incide, de
mais a mais, no caso, a Súmula 282 Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental
desprovido. (AI 609983 AgR, Relator(a): Min. CARLOS
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 803.830 AGR / RS
MATÉRIA FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com o
enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 783269 AgR,
Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado
em 01/02/2011, DJe-041 DIVULG 01-03-2011 PUBLIC 02-03-2011
EMENT VOL-02474-03 PP-00576).
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL.
CERCEAMENTO DE DEFESA E CONTRADITÓRIO.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. Constituição Federal de 1988/88, ART. 5..., LV.
SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
1. Omissis. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado
pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas
da causa. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Omissis. 4. Agravo
regimental improvido. (AI 656624 AgR, Relator(a): Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, julgado em 23/03/2010, DJe-067
DIVULG 15-04-2010 PUBLIC 16-04-2010 EMENT VOL-02397-05
PP-01403).
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. 1. APOSENTADORIA DE TRABALHADOR
RURAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 2.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado
demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à
espécie e a análise do acervo fático-probatório dos autos.
Providências vedadas na instância extraordinária. 2. Incide, de
mais a mais, no caso, a Súmula 282 Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental
desprovido. (AI 609983 AgR, Relator(a): Min. CARLOS
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 803.830 AGR / RS
BRITTO, Primeira Turma, julgado em 05/05/2009, DJe-104
DIVULG 04-06-2009 PUBLIC 05-06-2009 EMENT VOL-02363-11
PP-02348).
Sobreleva destacar, por oportuno, preciosa lição de Roberto Rosas
acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja:
“Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão
de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em
verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o
juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados
fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
4
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AI 803.830 AGR / RS
BRITTO, Primeira Turma, julgado em 05/05/2009, DJe-104
DIVULG 04-06-2009 PUBLIC 05-06-2009 EMENT VOL-02363-11
PP-02348).
Sobreleva destacar, por oportuno, preciosa lição de Roberto Rosas
acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja:
“Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão
de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em
verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o
juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados
fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
4
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 803.830 AGR / RS
Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça”.
(in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
5
Supremo Tribunal Federal
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AI 803.830 AGR / RS
Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça”.
(in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S) : DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S) : DARLEI ANTÔNIO FORNARI
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Relator, que
negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. 1... Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S) : DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S) : DARLEI ANTÔNIO FORNARI
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Relator, que
negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. 1... Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14
Voto Vista
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
VOTO-VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Acompanho o Relator.
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830 RIO GRANDE DO SUL
VOTO-VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Acompanho o Relator.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S) : DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S) : DARLEI ANTÔNIO FORNARI
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Relator, que
negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. 1... Turma, 20.3.2012.
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 803.830
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : LUÍS VALANDRO
AGDO.(A/S) : DEOLINDA VALANDRO
ADV.(A/S) : DARLEI ANTÔNIO FORNARI
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, Relator, que
negava provimento ao agravo regimental, pediu vista do processo o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. 1... Turma, 20.3.2012.
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 803 . 830",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 803 . 830 AGR / RS",
"enunciado sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"AI 619974 AgR",
"AI 803 . 830 AGR / RS",
"enunciado sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"AI 619974 AgR",
"AI 803 . 830 AGR /",
"AI 803 . 830",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 803 .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 803 . 830",
"AI 803 . 830 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n . 472 . 098 - AgR",
"AI 803 . 830 AGR",
"Recurso Extraordinário n . 472 . 098 - AgR",
"AI 803 . 830 AGR / RS",
"AI 803 . 830",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 803 . 830",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal :",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 803 . 830",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 803 . 830 AGR / RS",
"verbete sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 611219 AgR",
"AI 803 . 830 AGR",
"verbete sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 611219 AgR",
"AI 803 . 830 AGR",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA / Supremo Tribunal Federal",
"enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 Supremo Tribunal Federal",
"AI 609983 AgR",
"AI 803 . 830",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA",
"enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal",
"Súmula 282 Supremo Tribunal Federal",
"AI 609983 AgR",
"AI 803 . 830 AGR / RS",
"Súmula n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RT 275 / 884",
"226",
"/",
"Recurso Extraordinário 64 . 051",
"RTJ",
"ERE 58 . 714",
"RTJ",
"Recurso Extraordinário 63 . 226",
"RTJ 46 / 666",
"RTJ 37 / 480 , 56 / 65",
"AI 803 . 830 AGR / RS",
"Súmula n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 64 . 051",
"RTJ 47 /",
"ERE 58 . 714",
"RTJ 46 /",
"Recurso Extraordinário 63 . 226",
"RTJ 37 / 480",
"AI 803 . 830 AGR / RS",
"Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"AI 803 . 830 AGR / RS",
"Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 803 . 830",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 803 . 830"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 102 , III , a , da Constituição do Brasil",
"artigos 37 , § 6 . . . , e 231 , § 6 . . . , da CB / 88",
"CB",
"/",
"88 , art . 102 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 102 , III , a , da Constituição do Brasil",
"artigos 37 , § 6 . . . , e 231 , § 6 . . . , da CB / 88",
"CB",
"/",
"88 , art . 102 , III , § 3 . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 231 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Decreto n . 13 . 795",
"Carta de 1988 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 231 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Decreto n . 13",
".",
"/",
"62",
"Carta de 1988 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , ART . 5 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , ART . 5 . . . , LV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Capinzal",
"reserva da Serrinha",
"Chiapeta",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Capinzal",
"reserva da Serrinha",
"Chiapeta",
".",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Capinzal",
"reserva da Serrinha",
"Chiapeta",
".",
"Capinzal",
"reserva da",
"Serrinha",
"Chiapeta",
".",
"São Paulo",
"São Paulo",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RS",
"União",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"RT",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RT",
"Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RT",
"Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"LUÍS VALANDRO",
"DEOLINDA VALANDRO",
"DARLEI ANTÔNIO FORNARI",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gacie",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gacie",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUÍS VALANDRO",
"DEOLINDA VALANDRO",
"DARLEI ANTÔNIO FORNARI",
"LUIZ FUX",
"Eros Grau",
"LUIZ FUX",
"LUÍS VALANDRO",
"DEOLINDA VALANDRO",
"DARLEI ANTÔNIO FORNARI",
"LUIZ FUX",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"ELLEN GRACIE",
"CARLOS",
"JOAQUIM BARBOSA",
"ELLEN GRACIE",
"CARLOS",
"LUIZ FUX",
"BRITTO",
"Roberto Rosas",
"Djaci Falcão",
"Amaral Santos",
"Eloy da Rocha",
"Pestana de Aguiar",
"BRITTO",
"Roberto Rosas",
"Djaci Falcão",
"Amaral Santos",
"Eloy da Rocha",
"Pestana de Aguiar",
"LUIZ FUX",
"Castro Nunes",
"Castro Nunes",
"LUIZ FUX",
"LUÍS VALANDRO",
"DEOLINDA VALANDRO",
"DARLEI ANTÔNIO FORNARI",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"LUÍS VALANDRO",
"DEOLINDA VALANDRO",
"DARLEI ANTÔNIO FORNARI",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"LUÍS VALANDRO",
"DEOLINDA",
"VALANDRO",
"DARLEI ANTÔNIO FORNARI",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"LUÍS VALANDRO",
"DEOLINDA VALANDRO",
"DARLEI ANTÔNIO FORNARI",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"1982",
"2004",
"02",
"/",
"03",
"/",
"2011",
"16",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1982",
"2004",
"02",
"/",
"03",
"/",
"2011",
"16",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1982",
"2004",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2009",
"25",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"26",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1982",
"2004",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2009",
"25",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"26",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"01",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"02",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"23",
"/",
"03",
"/",
"2010",
"15",
"-",
"04",
"-",
"2010",
"16",
"-",
"04",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"01",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"02",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"23",
"/",
"03",
"/",
"2010",
"15",
"-",
"04",
"-",
"2010",
"16",
"-",
"04",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"05",
"/",
"2009",
"04",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"05",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"05",
"/",
"2009",
"04",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"05",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1943",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1943",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.245 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO
PELO CRIME DE FURTO QUALIFICADO (ART. 155, § 4º, I, DO CP).
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
INAPLICABILIDADE.
REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM
DENEGADA.
I – A aplicação do princípio da insignificância, de modo a tornar a
ação atípica, exige a satisfação, de forma concomitante, de certos
requisitos, quais sejam, a conduta minimamente ofensiva, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a lesão jurídica inexpressiva.
II – É notório que a subtração de documentos pessoais, de veículos,
de talonários de cheques, entre outros, pode levar a um prejuízo muito
mais elevado do que se a coisa furtada fosse quantia em dinheiro,
considerada a possibilidade de a vítima ficar à mercê de tantos outros
criminosos, que poderiam se utilizar desses documentos para a prática de
diversos delitos.
III – O arrombamento do cadeado e a quebra do vidro da janela da
residência, além de configurarem a qualificadora de rompimento de
obstáculo, representam prejuízo econômico direto à vítima.
IV – Impossível o reconhecimento do delito de bagatela, se a conduta
narrada revestir-se de significativa reprovabilidade, demonstrando a
necessidade da tutela penal.
V – Ordem denegada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2259657.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 112.245 / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a
ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente,
deste julgamento o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 26 de junho de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2259657.
Supremo Tribunal Federal
HC 112.245 / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a
ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente,
deste julgamento o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 26 de junho de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2259657.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.245 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de CRISTIANO FRANÇA GAMBOA, contra
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a
ordem no HC 200.737/MG, Rel. Min. Adilson Vieira Macabu
(Desembargador convocado do TJ/RJ).
Consta dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática
do delito de furto qualificado (art. 155, § 4º, I, do CP), por subtrair, por
meio de rompimento de obstáculos, uma bolsa contendo documentos
pessoais da vítima.
A impetrante narra, ainda, que, buscando o trancamento da ação
penal pela aplicação do princípio da insignificância, a Defensoria Pública
do Estado de Minas Gerais manejou habeas corpus no Tribunal de Justiça
daquele Estado e, posteriormente, outro writ no Superior Tribunal de
Justiça, mas a ordem foi denegada em ambas as impetrações.
É contra a decisão do Superior Tribunal que se insurge a impetrante.
Sustenta, em síntese, a aplicação do princípio da insignificância ao
caso concreto, em virtude de os documentos subtraídos não possuírem
nenhum valor econômico, além de terem sido restituídos à vítima.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2259658.
Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.245 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de CRISTIANO FRANÇA GAMBOA, contra
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a
ordem no HC 200.737/MG, Rel. Min. Adilson Vieira Macabu
(Desembargador convocado do TJ/RJ).
Consta dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática
do delito de furto qualificado (art. 155, § 4º, I, do CP), por subtrair, por
meio de rompimento de obstáculos, uma bolsa contendo documentos
pessoais da vítima.
A impetrante narra, ainda, que, buscando o trancamento da ação
penal pela aplicação do princípio da insignificância, a Defensoria Pública
do Estado de Minas Gerais manejou habeas corpus no Tribunal de Justiça
daquele Estado e, posteriormente, outro writ no Superior Tribunal de
Justiça, mas a ordem foi denegada em ambas as impetrações.
É contra a decisão do Superior Tribunal que se insurge a impetrante.
Sustenta, em síntese, a aplicação do princípio da insignificância ao
caso concreto, em virtude de os documentos subtraídos não possuírem
nenhum valor econômico, além de terem sido restituídos à vítima.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2259658.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 112.245 / DF
Alega, assim, que o ato praticado pelo paciente “não atingiu o bem
jurídico de maneira que tenha apresentado ofensa ou perigo capaz de lesão ao
objeto jurídico tutelado pela norma penal incriminadora”.
Daí porque entende que o caso sob exame enquadra-se nos
requisitos fixados pelo STF para incidência do mencionado princípio, a
saber: a) mínima ofensividade da conduta do agente; b) nenhuma
periculosidade social da ação; c) reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento; e d) inexpressividade da lesão provocada.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do “andamento da ação
penal que tramita na 10ª Vara Criminal de Belo Horizonte/MG (processo nº
2459393-90-2010.8.13.0024) até o julgamento final do presente writ”. No
mérito, pede a concessão da ordem para, reconhecida a ausência de
tipicidade material da conduta, em razão da incidência do princípio da
insignificância, trancar a ação penal movida contra o paciente.
Em 14/2/2012, indeferi o pedido de liminar e, estando bem instruídos
os autos, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela
denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2259658.
Supremo Tribunal Federal
HC 112.245 / DF
Alega, assim, que o ato praticado pelo paciente “não atingiu o bem
jurídico de maneira que tenha apresentado ofensa ou perigo capaz de lesão ao
objeto jurídico tutelado pela norma penal incriminadora”.
Daí porque entende que o caso sob exame enquadra-se nos
requisitos fixados pelo STF para incidência do mencionado princípio, a
saber: a) mínima ofensividade da conduta do agente; b) nenhuma
periculosidade social da ação; c) reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento; e d) inexpressividade da lesão provocada.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do “andamento da ação
penal que tramita na 10ª Vara Criminal de Belo Horizonte/MG (processo nº
2459393-90-2010.8.13.0024) até o julgamento final do presente writ”. No
mérito, pede a concessão da ordem para, reconhecida a ausência de
tipicidade material da conduta, em razão da incidência do princípio da
insignificância, trancar a ação penal movida contra o paciente.
Em 14/2/2012, indeferi o pedido de liminar e, estando bem instruídos
os autos, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela
denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2259658.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.245 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO.
FURTO QUALIFICADO TENTADO. ALEGAÇÃO DE
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL.
PLEITO
PELO
TRANCAMENTO DA AÇÃO. ATIPICIDADE DO FATO.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE.
CONDUTA DE EFETIVA OFENSIVIDADE PARA O DIREITO
PENAL. PRECEDENTES.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no
sentido de que o princípio da insignificância tem como vetores a
mínima ofensividade da conduta, nenhuma periculosidade social da
ação, reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
2. Este Sodalício, na mesma vertente da orientação da Excelsa
Corte, reconhece a aplicação do princípio da insignificância como
causa de atipicidade da conduta desde que presentes, na hipótese, os
requisitos supramencionados, condicionando, no entanto, o aludido
reconhecimento à análise do comportamento do acusado, mormente se
já responde a outras ações penais ou tenha praticado o delito em
concurso de agentes.
3. No caso em concreto, não se observa a irrelevância da
conduta, tendo em vista o modus operandi do agente, situação que
demonstra a sua efetiva periculosidade social, exigindo a atuação por
parte do Estado.
4. Ordem denegada”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.245 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO.
FURTO QUALIFICADO TENTADO. ALEGAÇÃO DE
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL.
PLEITO
PELO
TRANCAMENTO DA AÇÃO. ATIPICIDADE DO FATO.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE.
CONDUTA DE EFETIVA OFENSIVIDADE PARA O DIREITO
PENAL. PRECEDENTES.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no
sentido de que o princípio da insignificância tem como vetores a
mínima ofensividade da conduta, nenhuma periculosidade social da
ação, reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
2. Este Sodalício, na mesma vertente da orientação da Excelsa
Corte, reconhece a aplicação do princípio da insignificância como
causa de atipicidade da conduta desde que presentes, na hipótese, os
requisitos supramencionados, condicionando, no entanto, o aludido
reconhecimento à análise do comportamento do acusado, mormente se
já responde a outras ações penais ou tenha praticado o delito em
concurso de agentes.
3. No caso em concreto, não se observa a irrelevância da
conduta, tendo em vista o modus operandi do agente, situação que
demonstra a sua efetiva periculosidade social, exigindo a atuação por
parte do Estado.
4. Ordem denegada”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.245 / DF
Conforme relatado, a Defensoria Pública da União pleiteia o
reconhecimento da ausência de tipicidade material da conduta, em razão
da incidência do princípio da insignificância, para trancar a ação penal
movida contra o paciente.
Sem razão a impetrante.
Como se sabe, a configuração do delito de bagatela, conforme têm
entendido as duas Turmas deste Tribunal, exige a satisfação, de forma
concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente
ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva.
No caso sob exame, a denúncia narra o fato delituoso da seguinte
forma:
“(...)
Consta do incluso inquérito policial que, no dia 09 de outubro de
2010, por volta das 14:45 horas, na Rua Borges, nº 114, Bairro Indaiá,
nesta Comarca, o denunciado subtraiu, para si, mediante
arrombamento, uma bolsa contendo documentos pessoais,
documento do veículo Fiat/Palio placa HIC-5542, talonário de
cheques, uma agenda, porta-documentos, carteira e ticket
alimentação, que se encontravam no interior da residência da
vítima Virgini Soares Sala.
Noticiam os autos que, na data, hora e local
supracitados, o denunciado, utilizando-se de uma chave de
fenda, arrombou um cadeado e quebrou o vidro da janela da
residência da vítima. Ato contínuo, adentrou no local, ocasião
em que subtraiu a bolsa contendo os objetos acima
mencionados.
Segundo se apurou, a ação delitiva foi percebida por populares,
os quais acionaram a Polícia Militar, que compareceu ao local.
Extrai-se dos autos que, no momento em que os milicianos
chegaram à residência da vítima, o denunciado encontrava-se ainda
2
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HC 112.245 / DF
Conforme relatado, a Defensoria Pública da União pleiteia o
reconhecimento da ausência de tipicidade material da conduta, em razão
da incidência do princípio da insignificância, para trancar a ação penal
movida contra o paciente.
Sem razão a impetrante.
Como se sabe, a configuração do delito de bagatela, conforme têm
entendido as duas Turmas deste Tribunal, exige a satisfação, de forma
concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente
ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva.
No caso sob exame, a denúncia narra o fato delituoso da seguinte
forma:
“(...)
Consta do incluso inquérito policial que, no dia 09 de outubro de
2010, por volta das 14:45 horas, na Rua Borges, nº 114, Bairro Indaiá,
nesta Comarca, o denunciado subtraiu, para si, mediante
arrombamento, uma bolsa contendo documentos pessoais,
documento do veículo Fiat/Palio placa HIC-5542, talonário de
cheques, uma agenda, porta-documentos, carteira e ticket
alimentação, que se encontravam no interior da residência da
vítima Virgini Soares Sala.
Noticiam os autos que, na data, hora e local
supracitados, o denunciado, utilizando-se de uma chave de
fenda, arrombou um cadeado e quebrou o vidro da janela da
residência da vítima. Ato contínuo, adentrou no local, ocasião
em que subtraiu a bolsa contendo os objetos acima
mencionados.
Segundo se apurou, a ação delitiva foi percebida por populares,
os quais acionaram a Polícia Militar, que compareceu ao local.
Extrai-se dos autos que, no momento em que os milicianos
chegaram à residência da vítima, o denunciado encontrava-se ainda
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.245 / DF
em seu interior e, percebendo a presença dos policiais, empreendeu
fuga pulando o muro dos fundos da casa e levando o produto do furto.
Consta que, após o rastreamento, os militares lograram êxito em
abordar e deter o denunciado na Rua Lagoa Formosa, na posse da res
furtiva, a qual estava escondida na camisa que portava em mãos.
O produto do furto foi apreendido e restituído à vítima (auto de
apreensão de fls. 10/12 e termo de restituição de fls. 13/15)” (grifos
meus).
Nesse contexto, embora os bens subtraídos não possuam um valor
econômico imediato, é notório que a subtração de documentos pessoais,
de veículos, de talonários de cheques, entre outros, pode levar a um
prejuízo muito mais elevado do que se a coisa furtada fosse quantia em
dinheiro, considerada a possibilidade de a vítima ficar à mercê de tantos
outros criminosos, que poderiam se utilizar desses documentos para a
prática de diversos delitos.
Ademais, a denúncia faz referência ao arrombamento de um
cadeado e à quebra do vidro da janela da residência, o que, além de
configurar a qualificadora de rompimento de obstáculo, representa
prejuízo econômico direto à vítima.
Daí porque, para o reconhecimento da insignificância da ação, não se
pode levar em conta apenas a expressão econômica da lesão.
É dizer: a aplicação do referido princípio somente deve ter lugar
quando a interferência do Direito Penal mostrar-se desnecessária e
desproporcional à ação levada a efeito pelo réu. Como visto, o delito
praticado pelo paciente traz consigo um enorme número de outros crimes
que poderiam ser praticados contra a mesma vítima, inclusive mais
graves, a exemplo do estelionato, falsificação de documentos públicos e
particulares, dentre outros. É nesse contexto que se deve avaliar a
reprovabilidade da conduta, e não apenas na importância econômica dos
bens subtraídos ou, como no caso sob exame, no valor do prejuízo
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em seu interior e, percebendo a presença dos policiais, empreendeu
fuga pulando o muro dos fundos da casa e levando o produto do furto.
Consta que, após o rastreamento, os militares lograram êxito em
abordar e deter o denunciado na Rua Lagoa Formosa, na posse da res
furtiva, a qual estava escondida na camisa que portava em mãos.
O produto do furto foi apreendido e restituído à vítima (auto de
apreensão de fls. 10/12 e termo de restituição de fls. 13/15)” (grifos
meus).
Nesse contexto, embora os bens subtraídos não possuam um valor
econômico imediato, é notório que a subtração de documentos pessoais,
de veículos, de talonários de cheques, entre outros, pode levar a um
prejuízo muito mais elevado do que se a coisa furtada fosse quantia em
dinheiro, considerada a possibilidade de a vítima ficar à mercê de tantos
outros criminosos, que poderiam se utilizar desses documentos para a
prática de diversos delitos.
Ademais, a denúncia faz referência ao arrombamento de um
cadeado e à quebra do vidro da janela da residência, o que, além de
configurar a qualificadora de rompimento de obstáculo, representa
prejuízo econômico direto à vítima.
Daí porque, para o reconhecimento da insignificância da ação, não se
pode levar em conta apenas a expressão econômica da lesão.
É dizer: a aplicação do referido princípio somente deve ter lugar
quando a interferência do Direito Penal mostrar-se desnecessária e
desproporcional à ação levada a efeito pelo réu. Como visto, o delito
praticado pelo paciente traz consigo um enorme número de outros crimes
que poderiam ser praticados contra a mesma vítima, inclusive mais
graves, a exemplo do estelionato, falsificação de documentos públicos e
particulares, dentre outros. É nesse contexto que se deve avaliar a
reprovabilidade da conduta, e não apenas na importância econômica dos
bens subtraídos ou, como no caso sob exame, no valor do prejuízo
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.245 / DF
causado pelo rompimento de obstáculos.
Além desse aspecto, os autos dão conta da reiteração criminosa.
Conforme ressaltado pelas instâncias anteriores e pelo Ministério Público
Federal, na certidão de antecedentes criminais do paciente constam
registros de inquéritos policiais, bem como de prisões em flagrante
efetuadas em razão da prática de diversas condutas delitivas, entre elas o
delito de furto.
É evidente que esses fatos não indicam, tecnicamente, a reincidência
do paciente. Contudo, demonstram a sua propensão à prática de crimes.
Embora esta Turma tenha entendimento no sentido de que as
questões relativas à pessoa do agente não devem ser levadas em
consideração no exame da incidência ou não do princípio da
insignificância ao caso concreto, por serem atinentes à culpabilidade e
não à tipicidade, tenho que os fatos narrados demonstram a necessidade
da tutela penal, em função da maior reprovabilidade da conduta do
agente, que, conforme revelam os autos, possui experiência criminosa
anterior, de modo que não há falar em insignificância no caso sob exame.
Ademais, a aplicação do referido instituto, na espécie, poderia
significar um verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos pelo
paciente, ante a certeza da impunidade de tais condutas, que estarão
acobertadas pelo princípio da insignificância.
Por outro lado, não deixo de reconhecer que esta Turma tem
assentado, nos debates em torno da aplicação do princípio da
insignificância, que o julgador deve sopesar a proporcionalidade entre o
desvalor da conduta levada a efeito pelo acusado e a resposta penal a ser
imposta pelo Estado. Inexistindo essa relação de proporcionalidade,
chega-se à conclusão de que a imposição da sanção de constrição da
liberdade ao agente revela-se muito gravosa em relação ao dano por ele
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causado pelo rompimento de obstáculos.
Além desse aspecto, os autos dão conta da reiteração criminosa.
Conforme ressaltado pelas instâncias anteriores e pelo Ministério Público
Federal, na certidão de antecedentes criminais do paciente constam
registros de inquéritos policiais, bem como de prisões em flagrante
efetuadas em razão da prática de diversas condutas delitivas, entre elas o
delito de furto.
É evidente que esses fatos não indicam, tecnicamente, a reincidência
do paciente. Contudo, demonstram a sua propensão à prática de crimes.
Embora esta Turma tenha entendimento no sentido de que as
questões relativas à pessoa do agente não devem ser levadas em
consideração no exame da incidência ou não do princípio da
insignificância ao caso concreto, por serem atinentes à culpabilidade e
não à tipicidade, tenho que os fatos narrados demonstram a necessidade
da tutela penal, em função da maior reprovabilidade da conduta do
agente, que, conforme revelam os autos, possui experiência criminosa
anterior, de modo que não há falar em insignificância no caso sob exame.
Ademais, a aplicação do referido instituto, na espécie, poderia
significar um verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos pelo
paciente, ante a certeza da impunidade de tais condutas, que estarão
acobertadas pelo princípio da insignificância.
Por outro lado, não deixo de reconhecer que esta Turma tem
assentado, nos debates em torno da aplicação do princípio da
insignificância, que o julgador deve sopesar a proporcionalidade entre o
desvalor da conduta levada a efeito pelo acusado e a resposta penal a ser
imposta pelo Estado. Inexistindo essa relação de proporcionalidade,
chega-se à conclusão de que a imposição da sanção de constrição da
liberdade ao agente revela-se muito gravosa em relação ao dano por ele
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.245 / DF
provocado, o que justifica o reconhecimento do delito de bagatela.
A ilustrar essa afirmação, transcrevo o seguinte trecho do voto
proferido pelo Ministro Gilmar Mendes no HC 108.872/RS:
“Dessarte, insta asseverar, ainda, que, para chegar à tipicidade
material, há que se pôr em prática juízo de ponderação entre o dano
causado pelo agente e a pena que lhe será imposta como consequência
da intervenção penal do Estado. A análise da questão, tendo em vista o
princípio da proporcionalidade, pode justificar, dessa forma, a
ilegitimidade da intervenção estatal por meio do Direito Penal”.
Entretanto, no caso sob exame, considerados o dano sofrido pela
vítima, o desvalor da conduta do agente e sua periculosidade, o
prosseguimento da ação penal é medida que se impõe.
No mesmo sentido foi a manifestação do Órgão Ministerial, que
assim se pronunciou sobre a matéria:
“(...)
Realizando a análise contextualizada das circunstâncias em que
se deram os fatos, registramos que a reprimenda imposta ao paciente
exprime a adequação da resposta penal do Estado, cujo teor educativo
e intimidador pode inclusive servir como obstáculo à reiteração
delitiva e ao sentimento de impunidade, sem o risco de tornar-se
excessivamente severa.
Não é outro o motivo pelo qual não se pode ter a conduta por
atípica embasando-se tão e somente a valores ínfimos de mercado
quando se está em confronto outros valores também caros à sociedade.
Infrações penais consideradas ínfimas isoladamente quando em
conjunto tornam-se relevantes para o contexto social, pois instala a
intranquilidade na população em geral.
Não bastasse isso, o valor da res furtiva poderia até ser
considerado pequeno dando ensejo ao princípio da insignificância, no
entanto, o que afasta a aplicação, in casu, são as características do
crime, as quais resultam em reprimenda simultânea a reprovação da
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provocado, o que justifica o reconhecimento do delito de bagatela.
A ilustrar essa afirmação, transcrevo o seguinte trecho do voto
proferido pelo Ministro Gilmar Mendes no HC 108.872/RS:
“Dessarte, insta asseverar, ainda, que, para chegar à tipicidade
material, há que se pôr em prática juízo de ponderação entre o dano
causado pelo agente e a pena que lhe será imposta como consequência
da intervenção penal do Estado. A análise da questão, tendo em vista o
princípio da proporcionalidade, pode justificar, dessa forma, a
ilegitimidade da intervenção estatal por meio do Direito Penal”.
Entretanto, no caso sob exame, considerados o dano sofrido pela
vítima, o desvalor da conduta do agente e sua periculosidade, o
prosseguimento da ação penal é medida que se impõe.
No mesmo sentido foi a manifestação do Órgão Ministerial, que
assim se pronunciou sobre a matéria:
“(...)
Realizando a análise contextualizada das circunstâncias em que
se deram os fatos, registramos que a reprimenda imposta ao paciente
exprime a adequação da resposta penal do Estado, cujo teor educativo
e intimidador pode inclusive servir como obstáculo à reiteração
delitiva e ao sentimento de impunidade, sem o risco de tornar-se
excessivamente severa.
Não é outro o motivo pelo qual não se pode ter a conduta por
atípica embasando-se tão e somente a valores ínfimos de mercado
quando se está em confronto outros valores também caros à sociedade.
Infrações penais consideradas ínfimas isoladamente quando em
conjunto tornam-se relevantes para o contexto social, pois instala a
intranquilidade na população em geral.
Não bastasse isso, o valor da res furtiva poderia até ser
considerado pequeno dando ensejo ao princípio da insignificância, no
entanto, o que afasta a aplicação, in casu, são as características do
crime, as quais resultam em reprimenda simultânea a reprovação da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.245 / DF
conduta.
(…)
Como se vê, encontra-se inafastável a necessidade de diferenciar
o reduzido juízo de censura penal com a tolerância do que não pode ser
aceito, sob pena de comprometimento das regras de convívio social.
Nesse passo, valor ínfimo ou desprezível e pequeno valor são conceitos
distintos que merecem tratamento de seu desvalor na esfera penal de
maneira diferenciada, especialmente se considerarmos as subtrações
havidas entre particulares às vezes em condições patrimoniais não tão
distantes.
Por último, cumpre ressaltar que é possível constatar registros
de inquéritos policiais, bem como de prisões em flagrante efetuadas em
razão da prática de diversas condutas delitivas, dentre elas, pelo delito
de furto (fls. 112/115 – documentos comprobatórios II)”.
Ante o exposto, denego a ordem.
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HC 112.245 / DF
conduta.
(…)
Como se vê, encontra-se inafastável a necessidade de diferenciar
o reduzido juízo de censura penal com a tolerância do que não pode ser
aceito, sob pena de comprometimento das regras de convívio social.
Nesse passo, valor ínfimo ou desprezível e pequeno valor são conceitos
distintos que merecem tratamento de seu desvalor na esfera penal de
maneira diferenciada, especialmente se considerarmos as subtrações
havidas entre particulares às vezes em condições patrimoniais não tão
distantes.
Por último, cumpre ressaltar que é possível constatar registros
de inquéritos policiais, bem como de prisões em flagrante efetuadas em
razão da prática de diversas condutas delitivas, dentre elas, pelo delito
de furto (fls. 112/115 – documentos comprobatórios II)”.
Ante o exposto, denego a ordem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.245
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518426
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.245
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518426
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2750984
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-09-14T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 26.06.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO PELO CRIME DE FURTO QUALIFICADO (ART. 155, § 4º, I, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM DENEGADA.
I – A aplicação do princípio da insignificância, de modo a tornar a ação atípica, exige a satisfação, de forma concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva.
II – É notório que a subtração de documentos pessoais, de veículos, de talonários de cheques, entre outros, pode levar a um prejuízo muito mais elevado do que se a coisa furtada fosse quantia em dinheiro, considerada a possibilidade de a vítima ficar à mercê de tantos outros criminosos, que poderiam se utilizar desses documentos para a prática de diversos delitos.
III – O arrombamento do cadeado e a quebra do vidro da janela da residência, além de configurarem a qualificadora de rompimento de obstáculo, representam prejuízo econômico direto à vítima.
IV – Impossível o reconhecimento do delito de bagatela, se a conduta narrada revestir-se de significativa reprovabilidade, demonstrando a necessidade da tutela penal.
V – Ordem denegada.
|
sjur214445
|
- Acórdão citado: HC 108872.
- Veja HC 200737 do STJ.
Número de páginas: 11.
Análise: 20/09/2012, AAT.
Revisão: 27/10/2012, KBP.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
112245
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00155 PAR-00004 INC-00001 \r\n CÓDIGO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 112245
|
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""
] |
PACTE.(S) : CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.245 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO
PELO CRIME DE FURTO QUALIFICADO (ART. 155, § 4..., I, DO Código Penal Brasileiro).
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
INAPLICABILIDADE.
REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM
DENEGADA.
I – A aplicação do princípio da insignificância, de modo a tornar a
ação atípica, exige a satisfação, de forma concomitante, de certos
requisitos, quais sejam, a conduta minimamente ofensiva, a ausência de
periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a lesão jurídica inexpressiva.
II – É notório que a subtração de documentos pessoais, de veículos,
de talonários de cheques, entre outros, pode levar a um prejuízo muito
mais elevado do que se a coisa furtada fosse quantia em dinheiro,
considerada a possibilidade de a vítima ficar à mercê de tantos outros
criminosos, que poderiam se utilizar desses documentos para a prática de
diversos delitos.
III – O arrombamento do cadeado e a quebra do vidro da janela da
residência, além de configurarem a qualificadora de rompimento de
obstáculo, representam prejuízo econômico direto à vítima.
IV – Impossível o reconhecimento do delito de bagatela, se a conduta
narrada revestir-se de significativa reprovabilidade, demonstrando a
necessidade da tutela penal.
V – Ordem denegada.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 112.245 / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a
ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente,
deste julgamento o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 26 de junho de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 112.245 / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a
ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente,
deste julgamento o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 26 de junho de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
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Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.245 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de CRISTIANO FRANÇA GAMBOA, contra
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a
ordem no HC 200.737/MG, Rel. Min. Adilson Vieira Macabu
(Desembargador convocado do TJ/RJ).
Consta dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática
do delito de furto qualificado (art. 155, § 4..., I, do Código Penal Brasileiro), por subtrair, por
meio de rompimento de obstáculos, uma bolsa contendo documentos
pessoais da vítima.
A impetrante narra, ainda, que, buscando o trancamento da ação
penal pela aplicação do princípio da insignificância, a Defensoria Pública
do Estado de Minas Gerais manejou habeas corpus no Tribunal de Justiça
daquele Estado e, posteriormente, outro writ no Superior Tribunal de
Justiça, mas a ordem foi denegada em ambas as impetrações.
É contra a decisão do Superior Tribunal que se insurge a impetrante.
Sustenta, em síntese, a aplicação do princípio da insignificância ao
caso concreto, em virtude de os documentos subtraídos não possuírem
nenhum valor econômico, além de terem sido restituídos à vítima.
Supremo Tribunal Federal
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26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.245 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de CRISTIANO FRANÇA GAMBOA, contra
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a
ordem no HC 200.737/MG, Rel. Min. Adilson Vieira Macabu
(Desembargador convocado do TJ/RJ).
Consta dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática
do delito de furto qualificado (art. 155, § 4..., I, do Código Penal Brasileiro), por subtrair, por
meio de rompimento de obstáculos, uma bolsa contendo documentos
pessoais da vítima.
A impetrante narra, ainda, que, buscando o trancamento da ação
penal pela aplicação do princípio da insignificância, a Defensoria Pública
do Estado de Minas Gerais manejou habeas corpus no Tribunal de Justiça
daquele Estado e, posteriormente, outro writ no Superior Tribunal de
Justiça, mas a ordem foi denegada em ambas as impetrações.
É contra a decisão do Superior Tribunal que se insurge a impetrante.
Sustenta, em síntese, a aplicação do princípio da insignificância ao
caso concreto, em virtude de os documentos subtraídos não possuírem
nenhum valor econômico, além de terem sido restituídos à vítima.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 112.245 / DF
Alega, assim, que o ato praticado pelo paciente “não atingiu o bem
jurídico de maneira que tenha apresentado ofensa ou perigo capaz de lesão ao
objeto jurídico tutelado pela norma penal incriminadora”.
Daí porque entende que o caso sob exame enquadra-se nos
requisitos fixados pelo Supremo Tribunal Federal para incidência do mencionado princípio, a
saber: a) mínima ofensividade da conduta do agente; b) nenhuma
periculosidade social da ação; c) reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento; e d) inexpressividade da lesão provocada.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do “andamento da ação
penal que tramita na 10... Vara Criminal de Belo Horizonte/MG (processo n
2459393-90-2010.8.13.0024) até o julgamento final do presente writ”. No
mérito, pede a concessão da ordem para, reconhecida a ausência de
tipicidade material da conduta, em razão da incidência do princípio da
insignificância, trancar a ação penal movida contra o paciente.
Em 14/2/2012, indeferi o pedido de liminar e, estando bem instruídos
os autos, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela
denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 112.245 / DF
Alega, assim, que o ato praticado pelo paciente “não atingiu o bem
jurídico de maneira que tenha apresentado ofensa ou perigo capaz de lesão ao
objeto jurídico tutelado pela norma penal incriminadora”.
Daí porque entende que o caso sob exame enquadra-se nos
requisitos fixados pelo Supremo Tribunal Federal para incidência do mencionado princípio, a
saber: a) mínima ofensividade da conduta do agente; b) nenhuma
periculosidade social da ação; c) reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento; e d) inexpressividade da lesão provocada.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do “andamento da ação
penal que tramita na 10... Vara Criminal de Belo Horizonte/MG (processo n
2459393-90-2010.8.13.0024) até o julgamento final do presente writ”. No
mérito, pede a concessão da ordem para, reconhecida a ausência de
tipicidade material da conduta, em razão da incidência do princípio da
insignificância, trancar a ação penal movida contra o paciente.
Em 14/2/2012, indeferi o pedido de liminar e, estando bem instruídos
os autos, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela
denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.245 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO.
FURTO QUALIFICADO TENTADO. ALEGAÇÃO DE
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL.
PLEITO
PELO
TRANCAMENTO DA AÇÃO. ATIPICIDADE DO FATO.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE.
CONDUTA DE EFETIVA OFENSIVIDADE PARA O DIREITO
PENAL. PRECEDENTES.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no
sentido de que o princípio da insignificância tem como vetores a
mínima ofensividade da conduta, nenhuma periculosidade social da
ação, reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
2. Este Sodalício, na mesma vertente da orientação da Excelsa
Corte, reconhece a aplicação do princípio da insignificância como
causa de atipicidade da conduta desde que presentes, na hipótese, os
requisitos supramencionados, condicionando, no entanto, o aludido
reconhecimento à análise do comportamento do acusado, mormente se
já responde a outras ações penais ou tenha praticado o delito em
concurso de agentes.
3. No caso em concreto, não se observa a irrelevância da
conduta, tendo em vista o modus operandi do agente, situação que
demonstra a sua efetiva periculosidade social, exigindo a atuação por
parte do Estado.
4. Ordem denegada”.
Supremo Tribunal Federal
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26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.245 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO.
FURTO QUALIFICADO TENTADO. ALEGAÇÃO DE
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL.
PLEITO
PELO
TRANCAMENTO DA AÇÃO. ATIPICIDADE DO FATO.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE.
CONDUTA DE EFETIVA OFENSIVIDADE PARA O DIREITO
PENAL. PRECEDENTES.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no
sentido de que o princípio da insignificância tem como vetores a
mínima ofensividade da conduta, nenhuma periculosidade social da
ação, reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
2. Este Sodalício, na mesma vertente da orientação da Excelsa
Corte, reconhece a aplicação do princípio da insignificância como
causa de atipicidade da conduta desde que presentes, na hipótese, os
requisitos supramencionados, condicionando, no entanto, o aludido
reconhecimento à análise do comportamento do acusado, mormente se
já responde a outras ações penais ou tenha praticado o delito em
concurso de agentes.
3. No caso em concreto, não se observa a irrelevância da
conduta, tendo em vista o modus operandi do agente, situação que
demonstra a sua efetiva periculosidade social, exigindo a atuação por
parte do Estado.
4. Ordem denegada”.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.245 / DF
Conforme relatado, a Defensoria Pública da União pleiteia o
reconhecimento da ausência de tipicidade material da conduta, em razão
da incidência do princípio da insignificância, para trancar a ação penal
movida contra o paciente.
Sem razão a impetrante.
Como se sabe, a configuração do delito de bagatela, conforme têm
entendido as duas Turmas deste Tribunal, exige a satisfação, de forma
concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente
ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva.
No caso sob exame, a denúncia narra o fato delituoso da seguinte
forma:
“(...)
Consta do incluso inquérito policial que, no dia 09 de outubro de
2010, por volta das 14:45 horas, na Rua Borges, n 114, Bairro Indaiá,
nesta Comarca, o denunciado subtraiu, para si, mediante
arrombamento, uma bolsa contendo documentos pessoais,
documento do veículo Fiat/Palio placa HIC-5542, talonário de
cheques, uma agenda, porta-documentos, carteira e ticket
alimentação, que se encontravam no interior da residência da
vítima Virgini Soares Sala.
Noticiam os autos que, na data, hora e local
supracitados, o denunciado, utilizando-se de uma chave de
fenda, arrombou um cadeado e quebrou o vidro da janela da
residência da vítima. Ato contínuo, adentrou no local, ocasião
em que subtraiu a bolsa contendo os objetos acima
mencionados.
Segundo se apurou, a ação delitiva foi percebida por populares,
os quais acionaram a Polícia Militar, que compareceu ao local.
Extrai-se dos autos que, no momento em que os milicianos
chegaram à residência da vítima, o denunciado encontrava-se ainda
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 112.245 / DF
Conforme relatado, a Defensoria Pública da União pleiteia o
reconhecimento da ausência de tipicidade material da conduta, em razão
da incidência do princípio da insignificância, para trancar a ação penal
movida contra o paciente.
Sem razão a impetrante.
Como se sabe, a configuração do delito de bagatela, conforme têm
entendido as duas Turmas deste Tribunal, exige a satisfação, de forma
concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente
ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de
reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva.
No caso sob exame, a denúncia narra o fato delituoso da seguinte
forma:
“(...)
Consta do incluso inquérito policial que, no dia 09 de outubro de
2010, por volta das 14:45 horas, na Rua Borges, n 114, Bairro Indaiá,
nesta Comarca, o denunciado subtraiu, para si, mediante
arrombamento, uma bolsa contendo documentos pessoais,
documento do veículo Fiat/Palio placa HIC-5542, talonário de
cheques, uma agenda, porta-documentos, carteira e ticket
alimentação, que se encontravam no interior da residência da
vítima Virgini Soares Sala.
Noticiam os autos que, na data, hora e local
supracitados, o denunciado, utilizando-se de uma chave de
fenda, arrombou um cadeado e quebrou o vidro da janela da
residência da vítima. Ato contínuo, adentrou no local, ocasião
em que subtraiu a bolsa contendo os objetos acima
mencionados.
Segundo se apurou, a ação delitiva foi percebida por populares,
os quais acionaram a Polícia Militar, que compareceu ao local.
Extrai-se dos autos que, no momento em que os milicianos
chegaram à residência da vítima, o denunciado encontrava-se ainda
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.245 / DF
em seu interior e, percebendo a presença dos policiais, empreendeu
fuga pulando o muro dos fundos da casa e levando o produto do furto.
Consta que, após o rastreamento, os militares lograram êxito em
abordar e deter o denunciado na Rua Lagoa Formosa, na posse da res
furtiva, a qual estava escondida na camisa que portava em mãos.
O produto do furto foi apreendido e restituído à vítima (auto de
apreensão de fls. 10/12 e termo de restituição de fls. 13/15)” (grifos
meus).
Nesse contexto, embora os bens subtraídos não possuam um valor
econômico imediato, é notório que a subtração de documentos pessoais,
de veículos, de talonários de cheques, entre outros, pode levar a um
prejuízo muito mais elevado do que se a coisa furtada fosse quantia em
dinheiro, considerada a possibilidade de a vítima ficar à mercê de tantos
outros criminosos, que poderiam se utilizar desses documentos para a
prática de diversos delitos.
Ademais, a denúncia faz referência ao arrombamento de um
cadeado e à quebra do vidro da janela da residência, o que, além de
configurar a qualificadora de rompimento de obstáculo, representa
prejuízo econômico direto à vítima.
Daí porque, para o reconhecimento da insignificância da ação, não se
pode levar em conta apenas a expressão econômica da lesão.
É dizer: a aplicação do referido princípio somente deve ter lugar
quando a interferência do Direito Penal mostrar-se desnecessária e
desproporcional à ação levada a efeito pelo réu. Como visto, o delito
praticado pelo paciente traz consigo um enorme número de outros crimes
que poderiam ser praticados contra a mesma vítima, inclusive mais
graves, a exemplo do estelionato, falsificação de documentos públicos e
particulares, dentre outros. É nesse contexto que se deve avaliar a
reprovabilidade da conduta, e não apenas na importância econômica dos
bens subtraídos ou, como no caso sob exame, no valor do prejuízo
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.245 / DF
em seu interior e, percebendo a presença dos policiais, empreendeu
fuga pulando o muro dos fundos da casa e levando o produto do furto.
Consta que, após o rastreamento, os militares lograram êxito em
abordar e deter o denunciado na Rua Lagoa Formosa, na posse da res
furtiva, a qual estava escondida na camisa que portava em mãos.
O produto do furto foi apreendido e restituído à vítima (auto de
apreensão de fls. 10/12 e termo de restituição de fls. 13/15)” (grifos
meus).
Nesse contexto, embora os bens subtraídos não possuam um valor
econômico imediato, é notório que a subtração de documentos pessoais,
de veículos, de talonários de cheques, entre outros, pode levar a um
prejuízo muito mais elevado do que se a coisa furtada fosse quantia em
dinheiro, considerada a possibilidade de a vítima ficar à mercê de tantos
outros criminosos, que poderiam se utilizar desses documentos para a
prática de diversos delitos.
Ademais, a denúncia faz referência ao arrombamento de um
cadeado e à quebra do vidro da janela da residência, o que, além de
configurar a qualificadora de rompimento de obstáculo, representa
prejuízo econômico direto à vítima.
Daí porque, para o reconhecimento da insignificância da ação, não se
pode levar em conta apenas a expressão econômica da lesão.
É dizer: a aplicação do referido princípio somente deve ter lugar
quando a interferência do Direito Penal mostrar-se desnecessária e
desproporcional à ação levada a efeito pelo réu. Como visto, o delito
praticado pelo paciente traz consigo um enorme número de outros crimes
que poderiam ser praticados contra a mesma vítima, inclusive mais
graves, a exemplo do estelionato, falsificação de documentos públicos e
particulares, dentre outros. É nesse contexto que se deve avaliar a
reprovabilidade da conduta, e não apenas na importância econômica dos
bens subtraídos ou, como no caso sob exame, no valor do prejuízo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.245 / DF
causado pelo rompimento de obstáculos.
Além desse aspecto, os autos dão conta da reiteração criminosa.
Conforme ressaltado pelas instâncias anteriores e pelo Ministério Público
Federal, na certidão de antecedentes criminais do paciente constam
registros de inquéritos policiais, bem como de prisões em flagrante
efetuadas em razão da prática de diversas condutas delitivas, entre elas o
delito de furto.
É evidente que esses fatos não indicam, tecnicamente, a reincidência
do paciente. Contudo, demonstram a sua propensão à prática de crimes.
Embora esta Turma tenha entendimento no sentido de que as
questões relativas à pessoa do agente não devem ser levadas em
consideração no exame da incidência ou não do princípio da
insignificância ao caso concreto, por serem atinentes à culpabilidade e
não à tipicidade, tenho que os fatos narrados demonstram a necessidade
da tutela penal, em função da maior reprovabilidade da conduta do
agente, que, conforme revelam os autos, possui experiência criminosa
anterior, de modo que não há falar em insignificância no caso sob exame.
Ademais, a aplicação do referido instituto, na espécie, poderia
significar um verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos pelo
paciente, ante a certeza da impunidade de tais condutas, que estarão
acobertadas pelo princípio da insignificância.
Por outro lado, não deixo de reconhecer que esta Turma tem
assentado, nos debates em torno da aplicação do princípio da
insignificância, que o julgador deve sopesar a proporcionalidade entre o
desvalor da conduta levada a efeito pelo acusado e a resposta penal a ser
imposta pelo Estado. Inexistindo essa relação de proporcionalidade,
chega-se à conclusão de que a imposição da sanção de constrição da
liberdade ao agente revela-se muito gravosa em relação ao dano por ele
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 112.245 / DF
causado pelo rompimento de obstáculos.
Além desse aspecto, os autos dão conta da reiteração criminosa.
Conforme ressaltado pelas instâncias anteriores e pelo Ministério Público
Federal, na certidão de antecedentes criminais do paciente constam
registros de inquéritos policiais, bem como de prisões em flagrante
efetuadas em razão da prática de diversas condutas delitivas, entre elas o
delito de furto.
É evidente que esses fatos não indicam, tecnicamente, a reincidência
do paciente. Contudo, demonstram a sua propensão à prática de crimes.
Embora esta Turma tenha entendimento no sentido de que as
questões relativas à pessoa do agente não devem ser levadas em
consideração no exame da incidência ou não do princípio da
insignificância ao caso concreto, por serem atinentes à culpabilidade e
não à tipicidade, tenho que os fatos narrados demonstram a necessidade
da tutela penal, em função da maior reprovabilidade da conduta do
agente, que, conforme revelam os autos, possui experiência criminosa
anterior, de modo que não há falar em insignificância no caso sob exame.
Ademais, a aplicação do referido instituto, na espécie, poderia
significar um verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos pelo
paciente, ante a certeza da impunidade de tais condutas, que estarão
acobertadas pelo princípio da insignificância.
Por outro lado, não deixo de reconhecer que esta Turma tem
assentado, nos debates em torno da aplicação do princípio da
insignificância, que o julgador deve sopesar a proporcionalidade entre o
desvalor da conduta levada a efeito pelo acusado e a resposta penal a ser
imposta pelo Estado. Inexistindo essa relação de proporcionalidade,
chega-se à conclusão de que a imposição da sanção de constrição da
liberdade ao agente revela-se muito gravosa em relação ao dano por ele
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.245 / DF
provocado, o que justifica o reconhecimento do delito de bagatela.
A ilustrar essa afirmação, transcrevo o seguinte trecho do voto
proferido pelo Ministro Gilmar Mendes no HC 108.872/RS:
“Dessarte, insta asseverar, ainda, que, para chegar à tipicidade
material, há que se pôr em prática juízo de ponderação entre o dano
causado pelo agente e a pena que lhe será imposta como consequência
da intervenção penal do Estado. A análise da questão, tendo em vista o
princípio da proporcionalidade, pode justificar, dessa forma, a
ilegitimidade da intervenção estatal por meio do Direito Penal”.
Entretanto, no caso sob exame, considerados o dano sofrido pela
vítima, o desvalor da conduta do agente e sua periculosidade, o
prosseguimento da ação penal é medida que se impõe.
No mesmo sentido foi a manifestação do Órgão Ministerial, que
assim se pronunciou sobre a matéria:
“(...)
Realizando a análise contextualizada das circunstâncias em que
se deram os fatos, registramos que a reprimenda imposta ao paciente
exprime a adequação da resposta penal do Estado, cujo teor educativo
e intimidador pode inclusive servir como obstáculo à reiteração
delitiva e ao sentimento de impunidade, sem o risco de tornar-se
excessivamente severa.
Não é outro o motivo pelo qual não se pode ter a conduta por
atípica embasando-se tão e somente a valores ínfimos de mercado
quando se está em confronto outros valores também caros à sociedade.
Infrações penais consideradas ínfimas isoladamente quando em
conjunto tornam-se relevantes para o contexto social, pois instala a
intranquilidade na população em geral.
Não bastasse isso, o valor da res furtiva poderia até ser
considerado pequeno dando ensejo ao princípio da insignificância, no
entanto, o que afasta a aplicação, in casu, são as características do
crime, as quais resultam em reprimenda simultânea a reprovação da
5
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2259659.
Supremo Tribunal Federal
HC 112.245 / DF
provocado, o que justifica o reconhecimento do delito de bagatela.
A ilustrar essa afirmação, transcrevo o seguinte trecho do voto
proferido pelo Ministro Gilmar Mendes no HC 108.872/RS:
“Dessarte, insta asseverar, ainda, que, para chegar à tipicidade
material, há que se pôr em prática juízo de ponderação entre o dano
causado pelo agente e a pena que lhe será imposta como consequência
da intervenção penal do Estado. A análise da questão, tendo em vista o
princípio da proporcionalidade, pode justificar, dessa forma, a
ilegitimidade da intervenção estatal por meio do Direito Penal”.
Entretanto, no caso sob exame, considerados o dano sofrido pela
vítima, o desvalor da conduta do agente e sua periculosidade, o
prosseguimento da ação penal é medida que se impõe.
No mesmo sentido foi a manifestação do Órgão Ministerial, que
assim se pronunciou sobre a matéria:
“(...)
Realizando a análise contextualizada das circunstâncias em que
se deram os fatos, registramos que a reprimenda imposta ao paciente
exprime a adequação da resposta penal do Estado, cujo teor educativo
e intimidador pode inclusive servir como obstáculo à reiteração
delitiva e ao sentimento de impunidade, sem o risco de tornar-se
excessivamente severa.
Não é outro o motivo pelo qual não se pode ter a conduta por
atípica embasando-se tão e somente a valores ínfimos de mercado
quando se está em confronto outros valores também caros à sociedade.
Infrações penais consideradas ínfimas isoladamente quando em
conjunto tornam-se relevantes para o contexto social, pois instala a
intranquilidade na população em geral.
Não bastasse isso, o valor da res furtiva poderia até ser
considerado pequeno dando ensejo ao princípio da insignificância, no
entanto, o que afasta a aplicação, in casu, são as características do
crime, as quais resultam em reprimenda simultânea a reprovação da
5
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.245 / DF
conduta.
(…)
Como se vê, encontra-se inafastável a necessidade de diferenciar
o reduzido juízo de censura penal com a tolerância do que não pode ser
aceito, sob pena de comprometimento das regras de convívio social.
Nesse passo, valor ínfimo ou desprezível e pequeno valor são conceitos
distintos que merecem tratamento de seu desvalor na esfera penal de
maneira diferenciada, especialmente se considerarmos as subtrações
havidas entre particulares às vezes em condições patrimoniais não tão
distantes.
Por último, cumpre ressaltar que é possível constatar registros
de inquéritos policiais, bem como de prisões em flagrante efetuadas em
razão da prática de diversas condutas delitivas, dentre elas, pelo delito
de furto (fls. 112/115 – documentos comprobatórios II)”.
Ante o exposto, denego a ordem.
6
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.245 / DF
conduta.
(…)
Como se vê, encontra-se inafastável a necessidade de diferenciar
o reduzido juízo de censura penal com a tolerância do que não pode ser
aceito, sob pena de comprometimento das regras de convívio social.
Nesse passo, valor ínfimo ou desprezível e pequeno valor são conceitos
distintos que merecem tratamento de seu desvalor na esfera penal de
maneira diferenciada, especialmente se considerarmos as subtrações
havidas entre particulares às vezes em condições patrimoniais não tão
distantes.
Por último, cumpre ressaltar que é possível constatar registros
de inquéritos policiais, bem como de prisões em flagrante efetuadas em
razão da prática de diversas condutas delitivas, dentre elas, pelo delito
de furto (fls. 112/115 – documentos comprobatórios II)”.
Ante o exposto, denego a ordem.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.245
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.245
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : CRISTIANO FRANÇA GAMBOA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 112 . 245",
"HC 112 . 245 / DF",
"HC 112 . 245 / DF",
"HABEAS CORPUS 112 . 245",
"HC 200 . 737 / MG",
"HABEAS CORPUS 112 . 245",
"HC 200 . 737 / MG",
"HC 112 . 245 / DF",
"processo n 2459393 - 90 - 2010 . 8 . 13 . 0024",
"HC 112 . 245 / DF",
"processo n 2459393 - 90 - 2010 . 8 . 13 . 0024",
"HABEAS CORPUS 112 . 245",
"HABEAS CORPUS 112 . 245",
"HC 112 . 245 / DF",
"HC 112 . 245 / DF",
"HC 112 . 245 / DF",
"HC 112 . 245 / DF",
"HC 112 . 245 / DF",
"HC 112 . 245 / DF",
"HC 112 . 245 / DF",
"HC 108 . 872 / RS",
"HC 112 . 245 / DF",
"HC 108 . 872 / RS",
"HC 112 . 245 / DF",
"HC 112 . 245 / DF",
"HABEAS CORPUS 112 . 245",
"HABEAS CORPUS 112 . 245"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 155 , § 4 . . . , I , DO Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 4 . . . , I , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 4 . . . , I , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Rua Borges",
"Rua Borges",
"Rua Lagoa Formosa",
"Rua Lagoa Formosa",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"RJ",
"Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais",
"Tribunal de Justiça",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
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"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"10",
".",
". . Vara Criminal de Belo Horizonte / MG",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"10",
".",
".",
". Vara Criminal de Belo Horizonte / MG",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"Brasil",
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"Brasil",
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"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Órgão Ministerial",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Órgão Ministerial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
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"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
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"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CRISTIANO FRANÇA GAMBOA",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CRISTIANO FRANÇA GAMBOA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CRISTIANO FRANÇA GAMBOA",
"Adilson Vieira Macabu",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CRISTIANO FRANÇA GAMBOA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CRISTIANO FRANÇA GAMBOA",
"Adilson Vieira Macabu",
"Mario José Gisi",
"Mario José Gisi",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Virgini Soares Sala",
"Virgini Soares Sala",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CRISTIANO FRANÇA GAMBOA",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CRISTIANO FRANÇA GAMBOA",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
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"2012",
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"2012",
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"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
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"06",
"/",
"2012",
"24",
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"06",
"/",
"2012",
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"08",
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"2012",
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"2012",
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"/",
"2001",
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"/",
"06",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
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"/",
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"/",
"2001",
"09 de outubro de 2010",
"24",
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"2001",
"09 de outubro de 2010",
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"/",
"08",
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"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
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"2001",
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"08",
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"06",
".",
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".",
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"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
AGTE.(S)
:ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S)
:MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
(LEI Nº 12.322/2010) – ACÓRDÃO QUE DEFERE MEDIDA CAUTELAR –
ATO DECISÓRIO QUE NÃO SE REVESTE DE DEFINITIVIDADE –
MERA ANÁLISE DOS PRESSUPOSTOS DO “FUMUS BONI JURIS” E
DO “PERICULUM IN MORA” – INVIABILIDADE DO APELO
EXTREMO – AGRAVO IMPROVIDO.
- Não cabe recurso extraordinário contra decisões que concedem ou
que denegam medidas cautelares ou provimentos liminares, pelo fato de
que tais atos decisórios – precisamente porque fundados em mera
verificação não conclusiva da ocorrência do “periculum in mora” e da
relevância jurídica da pretensão deduzida pela parte interessada – não
veiculam qualquer juízo definitivo de constitucionalidade, deixando de
ajustar-se, em consequência, às hipóteses consubstanciadas no art. 102,
III, da Constituição da República. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não
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Supremo Tribunal Federal
DJe 24/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 690.760 AGR / DF
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Brasília, 26 de junho de 2012.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 690.760 AGR / DF
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Brasília, 26 de junho de 2012.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
AGTE.(S)
:ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S)
:MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para
negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível,
deduzido pela parte ora recorrente.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso
de agravo (fls. 1.331/1.334):
“O recurso extraordinário a que se refere o presente agravo
não se revela viável.
É que, em situações assemelhadas à destes autos, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em reiterados
pronunciamentos, tem assinalado não caber recurso extraordinário
contra decisões (a) que deferem, ou não, provimentos liminares ou
(b) que concedem, ou não, a antecipação dos efeitos da tutela
jurisdicional, pelo fato de tais atos decisórios – precisamente porque
apenas fundados na verossimilhança das alegações ou na mera
plausibilidade jurídica da pretensão deduzida – não veicularem
qualquer juízo conclusivo de constitucionalidade, deixando de
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
AGTE.(S)
:ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S)
:MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para
negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível,
deduzido pela parte ora recorrente.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso
de agravo (fls. 1.331/1.334):
“O recurso extraordinário a que se refere o presente agravo
não se revela viável.
É que, em situações assemelhadas à destes autos, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em reiterados
pronunciamentos, tem assinalado não caber recurso extraordinário
contra decisões (a) que deferem, ou não, provimentos liminares ou
(b) que concedem, ou não, a antecipação dos efeitos da tutela
jurisdicional, pelo fato de tais atos decisórios – precisamente porque
apenas fundados na verossimilhança das alegações ou na mera
plausibilidade jurídica da pretensão deduzida – não veicularem
qualquer juízo conclusivo de constitucionalidade, deixando de
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ARE 690.760 AGR / DF
ajustar-se, em conseqüência, às hipóteses consubstanciadas no
art. 102, III, da Constituição.
Cabe assinalar, por necessário, que ambas as Turmas do
Supremo Tribunal Federal já firmaram entendimento no sentido de
que o ato decisório – que apenas examina a ocorrência do
‘periculum in mora’ e a relevância jurídica da pretensão deduzida
pelo autor – não traduz manifestação jurisdicional conclusiva em
torno da procedência, ou não, dos fundamentos jurídicos alegados pela
parte interessada, inviabilizando, desse modo, a utilização do
recurso extraordinário, ante a ausência de contrariedade a qualquer
dispositivo constitucional, ainda que o provimento de índole cautelar
possa, eventualmente, revestir-se
de caráter satisfativo
(AI 269.395/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 226.471/RO,
Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 232.068-AgR/SP, Rel. Min.
CELSO DE MELLO – RE 234.153/PE, Rel. Min. MOREIRA
ALVES – RE 239.874-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA –
RE 272.194/AL, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.):
‘RE – DEMANDA CAUTELAR – LIMINAR. A liminar
concedida em demanda cautelar, objeto de confirmação no
julgamento de agravo de instrumento, não é impugnável mediante
recurso extraordinário.’
(AI 245.703-AgR/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
grifei)
‘Agravo regimental. Não cabimento de recurso
extraordinário contra acórdão que defere liminar por
entender que ocorrem os requisitos do ‘fumus boni iuris’ e do
‘periculum in mora’.
- Em se tratando de acórdão que deu provimento a agravo
para deferir a liminar pleiteada por entender que havia o ‘fumus boni
iuris’ e o ‘periculum in mora’, o que o aresto afirmou, com referência
ao primeiro desses requisitos, foi que os fundamentos jurídicos (no
caso, constitucionais) do mandado de segurança eram relevantes, o
que, evidentemente, não é manifestação conclusiva da
procedência deles para ocorrer a hipótese de cabimento do
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Supremo Tribunal Federal
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ajustar-se, em conseqüência, às hipóteses consubstanciadas no
art. 102, III, da Constituição.
Cabe assinalar, por necessário, que ambas as Turmas do
Supremo Tribunal Federal já firmaram entendimento no sentido de
que o ato decisório – que apenas examina a ocorrência do
‘periculum in mora’ e a relevância jurídica da pretensão deduzida
pelo autor – não traduz manifestação jurisdicional conclusiva em
torno da procedência, ou não, dos fundamentos jurídicos alegados pela
parte interessada, inviabilizando, desse modo, a utilização do
recurso extraordinário, ante a ausência de contrariedade a qualquer
dispositivo constitucional, ainda que o provimento de índole cautelar
possa, eventualmente, revestir-se
de caráter satisfativo
(AI 269.395/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 226.471/RO,
Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 232.068-AgR/SP, Rel. Min.
CELSO DE MELLO – RE 234.153/PE, Rel. Min. MOREIRA
ALVES – RE 239.874-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA –
RE 272.194/AL, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.):
‘RE – DEMANDA CAUTELAR – LIMINAR. A liminar
concedida em demanda cautelar, objeto de confirmação no
julgamento de agravo de instrumento, não é impugnável mediante
recurso extraordinário.’
(AI 245.703-AgR/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
grifei)
‘Agravo regimental. Não cabimento de recurso
extraordinário contra acórdão que defere liminar por
entender que ocorrem os requisitos do ‘fumus boni iuris’ e do
‘periculum in mora’.
- Em se tratando de acórdão que deu provimento a agravo
para deferir a liminar pleiteada por entender que havia o ‘fumus boni
iuris’ e o ‘periculum in mora’, o que o aresto afirmou, com referência
ao primeiro desses requisitos, foi que os fundamentos jurídicos (no
caso, constitucionais) do mandado de segurança eram relevantes, o
que, evidentemente, não é manifestação conclusiva da
procedência deles para ocorrer a hipótese de cabimento do
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recurso extraordinário pela letra ‘a’ do inciso III do artigo 102 da
Constituição (que é a dos autos) que exige, necessariamente, decisão
que haja desrespeitado dispositivo constitucional, por negar-lhe
vigência ou por tê-lo interpretado erroneamente ao aplicá-lo ou ao
deixar de aplicá-lo.
Agravo a que se nega provimento.’
(AI 252.382-AgR/PE, Rel. Min. MOREIRA ALVES –
grifei)
‘RE: cabimento: decisão cautelar, desde que definitiva:
conseqüente inadmissibilidade contra acórdão que, em agravo,
confirma liminar, a qual, podendo ser revogada a qualquer
tempo pela instância a quo, é insuscetível de ensejar o
cabimento do recurso extraordinário, não por ser interlocutória,
mas sim por não ser definitiva.’
(RE 263.038/PE, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Cumpre referir, ainda, no sentido da presente decisão, a
existência de julgamento emanado da colenda Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, cujo entendimento, sobre a matéria ora
em análise, reiterou a diretriz jurisprudencial que se vem de
mencionar, advertindo – mesmo tratando-se de hipótese de tutela
antecipatória – não se revelar cabível a interposição de recurso
extraordinário, por inocorrente, em tal situação, ‘manifestação
conclusiva’ sobre matéria de índole constitucional (RE 315.052/SP,
Rel. Min. MOREIRA ALVES, ‘in’ Informativo/STF nº 270).
Não se pode perder de perspectiva, na apreciação da presente
causa, que o entendimento jurisprudencial ora referido sempre
prevaleceu no Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, na matéria,
ao admitir a possibilidade de interposição de recurso extraordinário
contra decisão interlocutória, tem enfatizado a necessidade de tal ato
decisório revelar-se definitivo (RTJ 17-18/114, Rel. Min. VICTOR
NUNES – RTJ 31/322, Rel. Min. EVANDRO LINS):
‘(...) O recurso extraordinário é admissível de decisão de
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recurso extraordinário pela letra ‘a’ do inciso III do artigo 102 da
Constituição (que é a dos autos) que exige, necessariamente, decisão
que haja desrespeitado dispositivo constitucional, por negar-lhe
vigência ou por tê-lo interpretado erroneamente ao aplicá-lo ou ao
deixar de aplicá-lo.
Agravo a que se nega provimento.’
(AI 252.382-AgR/PE, Rel. Min. MOREIRA ALVES –
grifei)
‘RE: cabimento: decisão cautelar, desde que definitiva:
conseqüente inadmissibilidade contra acórdão que, em agravo,
confirma liminar, a qual, podendo ser revogada a qualquer
tempo pela instância a quo, é insuscetível de ensejar o
cabimento do recurso extraordinário, não por ser interlocutória,
mas sim por não ser definitiva.’
(RE 263.038/PE, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Cumpre referir, ainda, no sentido da presente decisão, a
existência de julgamento emanado da colenda Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, cujo entendimento, sobre a matéria ora
em análise, reiterou a diretriz jurisprudencial que se vem de
mencionar, advertindo – mesmo tratando-se de hipótese de tutela
antecipatória – não se revelar cabível a interposição de recurso
extraordinário, por inocorrente, em tal situação, ‘manifestação
conclusiva’ sobre matéria de índole constitucional (RE 315.052/SP,
Rel. Min. MOREIRA ALVES, ‘in’ Informativo/STF nº 270).
Não se pode perder de perspectiva, na apreciação da presente
causa, que o entendimento jurisprudencial ora referido sempre
prevaleceu no Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, na matéria,
ao admitir a possibilidade de interposição de recurso extraordinário
contra decisão interlocutória, tem enfatizado a necessidade de tal ato
decisório revelar-se definitivo (RTJ 17-18/114, Rel. Min. VICTOR
NUNES – RTJ 31/322, Rel. Min. EVANDRO LINS):
‘(...) O recurso extraordinário é admissível de decisão de
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caráter interlocutório, quando ela configura uma questão
federal, encerrada definitivamente nas instâncias locais.’
(RTJ 41/153, Rel. Min. HERMES LIMA – grifei)
Cumpre acentuar, neste ponto, que essa orientação acha-se
presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da
Súmula 735 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui
o seguinte conteúdo:
‘Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que
defere medida liminar.’ (grifei)
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas,
conheço do presente agravo, para negar seguimento ao recurso
extraordinário, por manifestamente inadmissível (CPC, art. 544, § 4º,
II, ‘b’, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010).
…...................................................................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu
(fls. 1.338/1.363).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 690.760 AGR / DF
caráter interlocutório, quando ela configura uma questão
federal, encerrada definitivamente nas instâncias locais.’
(RTJ 41/153, Rel. Min. HERMES LIMA – grifei)
Cumpre acentuar, neste ponto, que essa orientação acha-se
presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da
Súmula 735 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui
o seguinte conteúdo:
‘Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que
defere medida liminar.’ (grifei)
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas,
conheço do presente agravo, para negar seguimento ao recurso
extraordinário, por manifestamente inadmissível (CPC, art. 544, § 4º,
II, ‘b’, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010).
…...................................................................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu
(fls. 1.338/1.363).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que, em situações assemelhadas à
destes autos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem
enfatizado não caber recurso extraordinário contra decisões que
concedem ou denegam medidas cautelares ou provimentos liminares,
pelo fato de que tais atos decisórios – precisamente porque apenas
fundados na verossimilhança das alegações ou na mera plausibilidade
jurídica da pretensão deduzida – não veiculam qualquer juízo conclusivo
de constitucionalidade, deixando de ajustar-se, em consequência, à
hipótese consubstanciada no art. 102, III, “a”, da Constituição, que, uma
vez caracterizada, legitimaria a interposição de recurso extraordinário.
Com efeito, ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal já
firmaram entendimento no sentido de que o ato decisório – que apenas
verifica a ocorrência do “periculum in mora” e a relevância jurídica da
pretensão deduzida pelo autor – não traduz manifestação jurisdicional
conclusiva em torno da procedência, ou não, dos fundamentos jurídicos
alegados pela parte interessada, inviabilizando, desse modo, a utilização
do recurso extraordinário, ante a ausência de contrariedade a qualquer
dispositivo constitucional (AI 269.395/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO –
RE 226.471/RO, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 234.153/PE, Rel. Min.
MOREIRA ALVES – RE 272.194/AL, Rel. Min. SYDNEY SANCHES –
RE 239.874-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, v.g.):
“RE – DEMANDA CAUTELAR – LIMINAR. A liminar
concedida em demanda cautelar, objeto de confirmação no julgamento
de agravo de instrumento, não é impugnável mediante recurso
extraordinário.”
(AI 245.703-AgR/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que, em situações assemelhadas à
destes autos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem
enfatizado não caber recurso extraordinário contra decisões que
concedem ou denegam medidas cautelares ou provimentos liminares,
pelo fato de que tais atos decisórios – precisamente porque apenas
fundados na verossimilhança das alegações ou na mera plausibilidade
jurídica da pretensão deduzida – não veiculam qualquer juízo conclusivo
de constitucionalidade, deixando de ajustar-se, em consequência, à
hipótese consubstanciada no art. 102, III, “a”, da Constituição, que, uma
vez caracterizada, legitimaria a interposição de recurso extraordinário.
Com efeito, ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal já
firmaram entendimento no sentido de que o ato decisório – que apenas
verifica a ocorrência do “periculum in mora” e a relevância jurídica da
pretensão deduzida pelo autor – não traduz manifestação jurisdicional
conclusiva em torno da procedência, ou não, dos fundamentos jurídicos
alegados pela parte interessada, inviabilizando, desse modo, a utilização
do recurso extraordinário, ante a ausência de contrariedade a qualquer
dispositivo constitucional (AI 269.395/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO –
RE 226.471/RO, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 234.153/PE, Rel. Min.
MOREIRA ALVES – RE 272.194/AL, Rel. Min. SYDNEY SANCHES –
RE 239.874-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, v.g.):
“RE – DEMANDA CAUTELAR – LIMINAR. A liminar
concedida em demanda cautelar, objeto de confirmação no julgamento
de agravo de instrumento, não é impugnável mediante recurso
extraordinário.”
(AI 245.703-AgR/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 690.760 AGR / DF
grifei)
“Agravo regimental.
Não cabimento de recurso
extraordinário contra acórdão que defere liminar por entender que
ocorrem os requisitos do ‘fumus boni iuris’ e do ‘periculum in mora’.
- Em se tratando de acórdão que deu provimento a agravo para
deferir a liminar pleiteada por entender que havia o ‘fumus boni iuris’
e o ‘periculum in mora’, o que o aresto afirmou, com referência ao
primeiro desses requisitos, foi que os fundamentos jurídicos (no caso,
constitucionais) do mandado de segurança eram relevantes, o que,
evidentemente, não é manifestação conclusiva da procedência
deles para ocorrer a hipótese de cabimento do recurso
extraordinário pela letra ‘a’ do inciso III do artigo 102 da
Constituição (que é a dos autos) que exige, necessariamente, decisão
que haja desrespeitado dispositivo constitucional, por negar-lhe
vigência ou por tê-lo interpretado erroneamente ao aplicá-lo ou ao
deixar de aplicá-lo.
Agravo a que se nega provimento.”
(AI 252.382-AgR/PE, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei)
“RE: cabimento: decisão cautelar, desde que definitiva:
conseqüente inadmissibilidade contra acórdão que, em agravo,
confirma liminar, a qual, podendo ser revogada a qualquer tempo pela
instância a quo, é insuscetível de ensejar o cabimento do recurso
extraordinário, não por ser interlocutória, mas sim por não ser
definitiva.”
(RE 263.038/PE, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Impende ressaltar, neste ponto, que o entendimento jurisprudencial
ora referido sempre prevaleceu no Supremo Tribunal Federal, cuja
orientação, na matéria, ao admitir a possibilidade de interposição de
recurso extraordinário contra decisão interlocutória, tem enfatizado a
necessidade de tal ato decisório revelar-se definitivo (RTJ 17-18/114, Rel.
Min. VICTOR NUNES – RTJ 31/322, Rel. Min. EVANDRO LINS):
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Supremo Tribunal Federal
ARE 690.760 AGR / DF
grifei)
“Agravo regimental.
Não cabimento de recurso
extraordinário contra acórdão que defere liminar por entender que
ocorrem os requisitos do ‘fumus boni iuris’ e do ‘periculum in mora’.
- Em se tratando de acórdão que deu provimento a agravo para
deferir a liminar pleiteada por entender que havia o ‘fumus boni iuris’
e o ‘periculum in mora’, o que o aresto afirmou, com referência ao
primeiro desses requisitos, foi que os fundamentos jurídicos (no caso,
constitucionais) do mandado de segurança eram relevantes, o que,
evidentemente, não é manifestação conclusiva da procedência
deles para ocorrer a hipótese de cabimento do recurso
extraordinário pela letra ‘a’ do inciso III do artigo 102 da
Constituição (que é a dos autos) que exige, necessariamente, decisão
que haja desrespeitado dispositivo constitucional, por negar-lhe
vigência ou por tê-lo interpretado erroneamente ao aplicá-lo ou ao
deixar de aplicá-lo.
Agravo a que se nega provimento.”
(AI 252.382-AgR/PE, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei)
“RE: cabimento: decisão cautelar, desde que definitiva:
conseqüente inadmissibilidade contra acórdão que, em agravo,
confirma liminar, a qual, podendo ser revogada a qualquer tempo pela
instância a quo, é insuscetível de ensejar o cabimento do recurso
extraordinário, não por ser interlocutória, mas sim por não ser
definitiva.”
(RE 263.038/PE, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Impende ressaltar, neste ponto, que o entendimento jurisprudencial
ora referido sempre prevaleceu no Supremo Tribunal Federal, cuja
orientação, na matéria, ao admitir a possibilidade de interposição de
recurso extraordinário contra decisão interlocutória, tem enfatizado a
necessidade de tal ato decisório revelar-se definitivo (RTJ 17-18/114, Rel.
Min. VICTOR NUNES – RTJ 31/322, Rel. Min. EVANDRO LINS):
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 690.760 AGR / DF
“(...) O recurso extraordinário é admissível de decisão de
caráter interlocutório, quando ela configura uma questão federal,
encerrada definitivamente nas instâncias locais.”
(RTJ 41/153, Rel. Min. HERMES LIMA – grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 690.760 AGR / DF
“(...) O recurso extraordinário é admissível de decisão de
caráter interlocutório, quando ela configura uma questão federal,
encerrada definitivamente nas instâncias locais.”
(RTJ 41/153, Rel. Min. HERMES LIMA – grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
AGTE.(S) : ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S) : MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Joaquim
Barbosa. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518606
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
AGTE.(S) : ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S) : MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Joaquim
Barbosa. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518606
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2623226
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-24T00:00:00
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A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 26.06.2012.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
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E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ACÓRDÃO QUE DEFERE MEDIDA CAUTELAR – ATO DECISÓRIO QUE NÃO SE REVESTE DE DEFINITIVIDADE – MERA ANÁLISE DOS PRESSUPOSTOS DO “FUMUS BONI JURIS” E DO “PERICULUM IN MORA” – INVIABILIDADE DO APELO EXTREMO – AGRAVO IMPROVIDO.
- Não cabe recurso extraordinário contra decisões que concedem ou que denegam medidas cautelares ou provimentos liminares, pelo fato de que tais atos decisórios – precisamente porque fundados em mera verificação não conclusiva da ocorrência do “periculum in mora” e da relevância jurídica da pretensão deduzida pela parte interessada – não veiculam qualquer juízo definitivo de constitucionalidade, deixando de ajustar-se, em consequência, às hipóteses consubstanciadas no art. 102, III, da Constituição da República. Precedentes.
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sjur213467
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- Acórdãos citados: AI 245703 AgR, AI 252382 AgR, RE 234153,
RE 239874 AgR, RE 263038.
- Decisões monocráticas citadas: AI 269395, RE 226471,
RE 272194.
Número de páginas: 10.
Análise: 30/08/2012, LLD.
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CELSO DE MELLO
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Segunda Turma
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690760
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[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00003 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
ARE-AgR
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acordaos
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ARE 690760 AgR
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[
""
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AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
AGTE.(S) : BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
AGTE.(S) : ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
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[
""
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Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
AGTE.(S)
:ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S)
:MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
(LEI n 12.322/2010) – ACÓRDÃO QUE DEFERE MEDIDA CAUTELAR –
ATO DECISÓRIO QUE NÃO SE REVESTE DE DEFINITIVIDADE –
MERA ANÁLISE DOS PRESSUPOSTOS DO “FUMUS BONI JURIS” E
DO “PERICULUM IN MORA” – INVIABILIDADE DO APELO
EXTREMO – AGRAVO IMPROVIDO.
- Não cabe recurso extraordinário contra decisões que concedem ou
que denegam medidas cautelares ou provimentos liminares, pelo fato de
que tais atos decisórios – precisamente porque fundados em mera
verificação não conclusiva da ocorrência do “periculum in mora” e da
relevância jurídica da pretensão deduzida pela parte interessada – não
veiculam qualquer juízo definitivo de constitucionalidade, deixando de
ajustar-se, em consequência, às hipóteses consubstanciadas no art. 102,
III, da Constituição da República. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2591956.
Supremo Tribunal Federal
DJe 24/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 690.760 AGR / DF
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Brasília, 26 de junho de 2012.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 690.760 AGR / DF
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Brasília, 26 de junho de 2012.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
AGTE.(S)
:ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S)
:MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para
negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível,
deduzido pela parte ora recorrente.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso
de agravo (fls. 1.331/1.334):
“O recurso extraordinário a que se refere o presente agravo
não se revela viável.
É que, em situações assemelhadas à destes autos, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em reiterados
pronunciamentos, tem assinalado não caber recurso extraordinário
contra decisões (a) que deferem, ou não, provimentos liminares ou
(b) que concedem, ou não, a antecipação dos efeitos da tutela
jurisdicional, pelo fato de tais atos decisórios – precisamente porque
apenas fundados na verossimilhança das alegações ou na mera
plausibilidade jurídica da pretensão deduzida – não veicularem
qualquer juízo conclusivo de constitucionalidade, deixando de
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
AGTE.(S)
:ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S)
:MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para
negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível,
deduzido pela parte ora recorrente.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso
de agravo (fls. 1.331/1.334):
“O recurso extraordinário a que se refere o presente agravo
não se revela viável.
É que, em situações assemelhadas à destes autos, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em reiterados
pronunciamentos, tem assinalado não caber recurso extraordinário
contra decisões (a) que deferem, ou não, provimentos liminares ou
(b) que concedem, ou não, a antecipação dos efeitos da tutela
jurisdicional, pelo fato de tais atos decisórios – precisamente porque
apenas fundados na verossimilhança das alegações ou na mera
plausibilidade jurídica da pretensão deduzida – não veicularem
qualquer juízo conclusivo de constitucionalidade, deixando de
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Relatório
ARE 690.760 AGR / DF
ajustar-se, em conseqüência, às hipóteses consubstanciadas no
art. 102, III, da Constituição.
Cabe assinalar, por necessário, que ambas as Turmas do
Supremo Tribunal Federal já firmaram entendimento no sentido de
que o ato decisório – que apenas examina a ocorrência do
‘periculum in mora’ e a relevância jurídica da pretensão deduzida
pelo autor – não traduz manifestação jurisdicional conclusiva em
torno da procedência, ou não, dos fundamentos jurídicos alegados pela
parte interessada, inviabilizando, desse modo, a utilização do
recurso extraordinário, ante a ausência de contrariedade a qualquer
dispositivo constitucional, ainda que o provimento de índole cautelar
possa, eventualmente, revestir-se
de caráter satisfativo
(AI 269.395/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 226.471/RO,
Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 232.068-AgR/SP, Rel. Min.
CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 234.153/PE, Rel. Min. MOREIRA
ALVES – Recurso Extraordinário 239.874-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA –
Recurso Extraordinário 272.194/AL, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.):
‘Recurso Extraordinário – DEMANDA CAUTELAR – LIMINAR. A liminar
concedida em demanda cautelar, objeto de confirmação no
julgamento de agravo de instrumento, não é impugnável mediante
recurso extraordinário.’
(AI 245.703-AgR/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
grifei)
‘Agravo regimental. Não cabimento de recurso
extraordinário contra acórdão que defere liminar por
entender que ocorrem os requisitos do ‘fumus boni iuris’ e do
‘periculum in mora’.
- Em se tratando de acórdão que deu provimento a agravo
para deferir a liminar pleiteada por entender que havia o ‘fumus boni
iuris’ e o ‘periculum in mora’, o que o aresto afirmou, com referência
ao primeiro desses requisitos, foi que os fundamentos jurídicos (no
caso, constitucionais) do mandado de segurança eram relevantes, o
que, evidentemente, não é manifestação conclusiva da
procedência deles para ocorrer a hipótese de cabimento do
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Supremo Tribunal Federal
ARE 690.760 AGR / DF
ajustar-se, em conseqüência, às hipóteses consubstanciadas no
art. 102, III, da Constituição.
Cabe assinalar, por necessário, que ambas as Turmas do
Supremo Tribunal Federal já firmaram entendimento no sentido de
que o ato decisório – que apenas examina a ocorrência do
‘periculum in mora’ e a relevância jurídica da pretensão deduzida
pelo autor – não traduz manifestação jurisdicional conclusiva em
torno da procedência, ou não, dos fundamentos jurídicos alegados pela
parte interessada, inviabilizando, desse modo, a utilização do
recurso extraordinário, ante a ausência de contrariedade a qualquer
dispositivo constitucional, ainda que o provimento de índole cautelar
possa, eventualmente, revestir-se
de caráter satisfativo
(AI 269.395/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 226.471/RO,
Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 232.068-AgR/SP, Rel. Min.
CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 234.153/PE, Rel. Min. MOREIRA
ALVES – Recurso Extraordinário 239.874-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA –
Recurso Extraordinário 272.194/AL, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.):
‘Recurso Extraordinário – DEMANDA CAUTELAR – LIMINAR. A liminar
concedida em demanda cautelar, objeto de confirmação no
julgamento de agravo de instrumento, não é impugnável mediante
recurso extraordinário.’
(AI 245.703-AgR/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
grifei)
‘Agravo regimental. Não cabimento de recurso
extraordinário contra acórdão que defere liminar por
entender que ocorrem os requisitos do ‘fumus boni iuris’ e do
‘periculum in mora’.
- Em se tratando de acórdão que deu provimento a agravo
para deferir a liminar pleiteada por entender que havia o ‘fumus boni
iuris’ e o ‘periculum in mora’, o que o aresto afirmou, com referência
ao primeiro desses requisitos, foi que os fundamentos jurídicos (no
caso, constitucionais) do mandado de segurança eram relevantes, o
que, evidentemente, não é manifestação conclusiva da
procedência deles para ocorrer a hipótese de cabimento do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
ARE 690.760 AGR / DF
recurso extraordinário pela letra ‘a’ do inciso III do artigo 102 da
Constituição (que é a dos autos) que exige, necessariamente, decisão
que haja desrespeitado dispositivo constitucional, por negar-lhe
vigência ou por tê-lo interpretado erroneamente ao aplicá-lo ou ao
deixar de aplicá-lo.
Agravo a que se nega provimento.’
(AI 252.382-AgR/PE, Rel. Min. MOREIRA ALVES –
grifei)
‘Recurso Extraordinário: cabimento: decisão cautelar, desde que definitiva:
conseqüente inadmissibilidade contra acórdão que, em agravo,
confirma liminar, a qual, podendo ser revogada a qualquer
tempo pela instância a quo, é insuscetível de ensejar o
cabimento do recurso extraordinário, não por ser interlocutória,
mas sim por não ser definitiva.’
(Recurso Extraordinário 263.038/PE, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Cumpre referir, ainda, no sentido da presente decisão, a
existência de julgamento emanado da colenda Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, cujo entendimento, sobre a matéria ora
em análise, reiterou a diretriz jurisprudencial que se vem de
mencionar, advertindo – mesmo tratando-se de hipótese de tutela
antecipatória – não se revelar cabível a interposição de recurso
extraordinário, por inocorrente, em tal situação, ‘manifestação
conclusiva’ sobre matéria de índole constitucional (Recurso Extraordinário 315.052/SP,
Rel. Min. MOREIRA ALVES, ‘in’ Informativo/Supremo Tribunal Federal n 270).
Não se pode perder de perspectiva, na apreciação da presente
causa, que o entendimento jurisprudencial ora referido sempre
prevaleceu no Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, na matéria,
ao admitir a possibilidade de interposição de recurso extraordinário
contra decisão interlocutória, tem enfatizado a necessidade de tal ato
decisório revelar-se definitivo (RTJ 17-18/114, Rel. Min. VICTOR
NUNES – RTJ 31/322, Rel. Min. EVANDRO LINS):
‘(...) O recurso extraordinário é admissível de decisão de
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Supremo Tribunal Federal
ARE 690.760 AGR / DF
recurso extraordinário pela letra ‘a’ do inciso III do artigo 102 da
Constituição (que é a dos autos) que exige, necessariamente, decisão
que haja desrespeitado dispositivo constitucional, por negar-lhe
vigência ou por tê-lo interpretado erroneamente ao aplicá-lo ou ao
deixar de aplicá-lo.
Agravo a que se nega provimento.’
(AI 252.382-AgR/PE, Rel. Min. MOREIRA ALVES –
grifei)
‘Recurso Extraordinário: cabimento: decisão cautelar, desde que definitiva:
conseqüente inadmissibilidade contra acórdão que, em agravo,
confirma liminar, a qual, podendo ser revogada a qualquer
tempo pela instância a quo, é insuscetível de ensejar o
cabimento do recurso extraordinário, não por ser interlocutória,
mas sim por não ser definitiva.’
(Recurso Extraordinário 263.038/PE, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Cumpre referir, ainda, no sentido da presente decisão, a
existência de julgamento emanado da colenda Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, cujo entendimento, sobre a matéria ora
em análise, reiterou a diretriz jurisprudencial que se vem de
mencionar, advertindo – mesmo tratando-se de hipótese de tutela
antecipatória – não se revelar cabível a interposição de recurso
extraordinário, por inocorrente, em tal situação, ‘manifestação
conclusiva’ sobre matéria de índole constitucional (Recurso Extraordinário 315.052/SP,
Rel. Min. MOREIRA ALVES, ‘in’ Informativo/Supremo Tribunal Federal n 270).
Não se pode perder de perspectiva, na apreciação da presente
causa, que o entendimento jurisprudencial ora referido sempre
prevaleceu no Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, na matéria,
ao admitir a possibilidade de interposição de recurso extraordinário
contra decisão interlocutória, tem enfatizado a necessidade de tal ato
decisório revelar-se definitivo (RTJ 17-18/114, Rel. Min. VICTOR
NUNES – RTJ 31/322, Rel. Min. EVANDRO LINS):
‘(...) O recurso extraordinário é admissível de decisão de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
ARE 690.760 AGR / DF
caráter interlocutório, quando ela configura uma questão
federal, encerrada definitivamente nas instâncias locais.’
(RTJ 41/153, Rel. Min. HERMES LIMA – grifei)
Cumpre acentuar, neste ponto, que essa orientação acha-se
presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da
Súmula 735 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui
o seguinte conteúdo:
‘Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que
defere medida liminar.’ (grifei)
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas,
conheço do presente agravo, para negar seguimento ao recurso
extraordinário, por manifestamente inadmissível (Código de Processo Civil, art. 544, § 4...,
II, ‘b’, na redação dada pela Lei n 12.322/2010).
…...................................................................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu
(fls. 1.338/1.363).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 690.760 AGR / DF
caráter interlocutório, quando ela configura uma questão
federal, encerrada definitivamente nas instâncias locais.’
(RTJ 41/153, Rel. Min. HERMES LIMA – grifei)
Cumpre acentuar, neste ponto, que essa orientação acha-se
presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da
Súmula 735 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui
o seguinte conteúdo:
‘Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que
defere medida liminar.’ (grifei)
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas,
conheço do presente agravo, para negar seguimento ao recurso
extraordinário, por manifestamente inadmissível (Código de Processo Civil, art. 544, § 4...,
II, ‘b’, na redação dada pela Lei n 12.322/2010).
…...................................................................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu
(fls. 1.338/1.363).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que, em situações assemelhadas à
destes autos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem
enfatizado não caber recurso extraordinário contra decisões que
concedem ou denegam medidas cautelares ou provimentos liminares,
pelo fato de que tais atos decisórios – precisamente porque apenas
fundados na verossimilhança das alegações ou na mera plausibilidade
jurídica da pretensão deduzida – não veiculam qualquer juízo conclusivo
de constitucionalidade, deixando de ajustar-se, em consequência, à
hipótese consubstanciada no art. 102, III, “a”, da Constituição, que, uma
vez caracterizada, legitimaria a interposição de recurso extraordinário.
Com efeito, ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal já
firmaram entendimento no sentido de que o ato decisório – que apenas
verifica a ocorrência do “periculum in mora” e a relevância jurídica da
pretensão deduzida pelo autor – não traduz manifestação jurisdicional
conclusiva em torno da procedência, ou não, dos fundamentos jurídicos
alegados pela parte interessada, inviabilizando, desse modo, a utilização
do recurso extraordinário, ante a ausência de contrariedade a qualquer
dispositivo constitucional (AI 269.395/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO –
Recurso Extraordinário 226.471/RO, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 234.153/PE, Rel. Min.
MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 272.194/AL, Rel. Min. SYDNEY SANCHES –
Recurso Extraordinário 239.874-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, v.g.):
“Recurso Extraordinário – DEMANDA CAUTELAR – LIMINAR. A liminar
concedida em demanda cautelar, objeto de confirmação no julgamento
de agravo de instrumento, não é impugnável mediante recurso
extraordinário.”
(AI 245.703-AgR/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2591958.
Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que, em situações assemelhadas à
destes autos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem
enfatizado não caber recurso extraordinário contra decisões que
concedem ou denegam medidas cautelares ou provimentos liminares,
pelo fato de que tais atos decisórios – precisamente porque apenas
fundados na verossimilhança das alegações ou na mera plausibilidade
jurídica da pretensão deduzida – não veiculam qualquer juízo conclusivo
de constitucionalidade, deixando de ajustar-se, em consequência, à
hipótese consubstanciada no art. 102, III, “a”, da Constituição, que, uma
vez caracterizada, legitimaria a interposição de recurso extraordinário.
Com efeito, ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal já
firmaram entendimento no sentido de que o ato decisório – que apenas
verifica a ocorrência do “periculum in mora” e a relevância jurídica da
pretensão deduzida pelo autor – não traduz manifestação jurisdicional
conclusiva em torno da procedência, ou não, dos fundamentos jurídicos
alegados pela parte interessada, inviabilizando, desse modo, a utilização
do recurso extraordinário, ante a ausência de contrariedade a qualquer
dispositivo constitucional (AI 269.395/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO –
Recurso Extraordinário 226.471/RO, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 234.153/PE, Rel. Min.
MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 272.194/AL, Rel. Min. SYDNEY SANCHES –
Recurso Extraordinário 239.874-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, v.g.):
“Recurso Extraordinário – DEMANDA CAUTELAR – LIMINAR. A liminar
concedida em demanda cautelar, objeto de confirmação no julgamento
de agravo de instrumento, não é impugnável mediante recurso
extraordinário.”
(AI 245.703-AgR/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 690.760 AGR / DF
grifei)
“Agravo regimental.
Não cabimento de recurso
extraordinário contra acórdão que defere liminar por entender que
ocorrem os requisitos do ‘fumus boni iuris’ e do ‘periculum in mora’.
- Em se tratando de acórdão que deu provimento a agravo para
deferir a liminar pleiteada por entender que havia o ‘fumus boni iuris’
e o ‘periculum in mora’, o que o aresto afirmou, com referência ao
primeiro desses requisitos, foi que os fundamentos jurídicos (no caso,
constitucionais) do mandado de segurança eram relevantes, o que,
evidentemente, não é manifestação conclusiva da procedência
deles para ocorrer a hipótese de cabimento do recurso
extraordinário pela letra ‘a’ do inciso III do artigo 102 da
Constituição (que é a dos autos) que exige, necessariamente, decisão
que haja desrespeitado dispositivo constitucional, por negar-lhe
vigência ou por tê-lo interpretado erroneamente ao aplicá-lo ou ao
deixar de aplicá-lo.
Agravo a que se nega provimento.”
(AI 252.382-AgR/PE, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei)
“Recurso Extraordinário: cabimento: decisão cautelar, desde que definitiva:
conseqüente inadmissibilidade contra acórdão que, em agravo,
confirma liminar, a qual, podendo ser revogada a qualquer tempo pela
instância a quo, é insuscetível de ensejar o cabimento do recurso
extraordinário, não por ser interlocutória, mas sim por não ser
definitiva.”
(Recurso Extraordinário 263.038/PE, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Impende ressaltar, neste ponto, que o entendimento jurisprudencial
ora referido sempre prevaleceu no Supremo Tribunal Federal, cuja
orientação, na matéria, ao admitir a possibilidade de interposição de
recurso extraordinário contra decisão interlocutória, tem enfatizado a
necessidade de tal ato decisório revelar-se definitivo (RTJ 17-18/114, Rel.
Min. VICTOR NUNES – RTJ 31/322, Rel. Min. EVANDRO LINS):
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 690.760 AGR / DF
grifei)
“Agravo regimental.
Não cabimento de recurso
extraordinário contra acórdão que defere liminar por entender que
ocorrem os requisitos do ‘fumus boni iuris’ e do ‘periculum in mora’.
- Em se tratando de acórdão que deu provimento a agravo para
deferir a liminar pleiteada por entender que havia o ‘fumus boni iuris’
e o ‘periculum in mora’, o que o aresto afirmou, com referência ao
primeiro desses requisitos, foi que os fundamentos jurídicos (no caso,
constitucionais) do mandado de segurança eram relevantes, o que,
evidentemente, não é manifestação conclusiva da procedência
deles para ocorrer a hipótese de cabimento do recurso
extraordinário pela letra ‘a’ do inciso III do artigo 102 da
Constituição (que é a dos autos) que exige, necessariamente, decisão
que haja desrespeitado dispositivo constitucional, por negar-lhe
vigência ou por tê-lo interpretado erroneamente ao aplicá-lo ou ao
deixar de aplicá-lo.
Agravo a que se nega provimento.”
(AI 252.382-AgR/PE, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei)
“Recurso Extraordinário: cabimento: decisão cautelar, desde que definitiva:
conseqüente inadmissibilidade contra acórdão que, em agravo,
confirma liminar, a qual, podendo ser revogada a qualquer tempo pela
instância a quo, é insuscetível de ensejar o cabimento do recurso
extraordinário, não por ser interlocutória, mas sim por não ser
definitiva.”
(Recurso Extraordinário 263.038/PE, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Impende ressaltar, neste ponto, que o entendimento jurisprudencial
ora referido sempre prevaleceu no Supremo Tribunal Federal, cuja
orientação, na matéria, ao admitir a possibilidade de interposição de
recurso extraordinário contra decisão interlocutória, tem enfatizado a
necessidade de tal ato decisório revelar-se definitivo (RTJ 17-18/114, Rel.
Min. VICTOR NUNES – RTJ 31/322, Rel. Min. EVANDRO LINS):
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 690.760 AGR / DF
“(...) O recurso extraordinário é admissível de decisão de
caráter interlocutório, quando ela configura uma questão federal,
encerrada definitivamente nas instâncias locais.”
(RTJ 41/153, Rel. Min. HERMES LIMA – grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 690.760 AGR / DF
“(...) O recurso extraordinário é admissível de decisão de
caráter interlocutório, quando ela configura uma questão federal,
encerrada definitivamente nas instâncias locais.”
(RTJ 41/153, Rel. Min. HERMES LIMA – grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
AGTE.(S) : ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S) : MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Joaquim
Barbosa. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690.760
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA
AGTE.(S) : ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS
ADV.(A/S) : MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Joaquim
Barbosa. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690 . 760",
"ARE 690 . 760 AGR",
"ARE 690 . 760 AGR",
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 690 . 760",
"ARE 690 . 760 AGR / DF",
"AI 269 . 395 / SP",
"Recurso Extraordinário 226 . 471 / RO",
"Recurso Extraordinário 232 . 068 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 234 . 153 / PE",
"Recurso Extraordinário 239 . 874 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 272 . 194 / AL",
"AI 245 . 703 - AgR / SP",
"ARE 690 . 760 AGR / DF",
"AI 269 . 395 / SP",
"Extraordinário 226 . 471 / RO",
"Recurso Extraordinário 232 . 068 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 234 . 153 / PE",
"Recurso Extraordinário 239 . 874 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 272 . 194 / AL",
"AI 245 . 703 - AgR / SP",
"ARE 690 . 760 AGR / DF",
"AI 252 . 382 - AgR / PE",
"Recurso Extraordinário 263 . 038 / PE",
"Recurso Extraordinário 315 . 052 / SP",
"RTJ 17 - 18 / 114",
"RTJ 31 / 322",
"ARE 690 . 760 AGR",
"AI 252 . 382 - AgR / PE",
"Recurso Extraordinário 263 . 038 / PE",
"Recurso Extraordinário 315 . 052 / SP",
"RTJ 17 - 18 / 114",
"RTJ 31 / 322",
"ARE 690 . 760 AGR / DF",
"RTJ 41 / 153",
"Súmula 735 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 690 . 760 AGR / DF",
"RTJ 41 / 153",
"Súmula 735 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO",
"AI 269 . 395 / SP",
"Recurso Extraordinário 226 . 471 / RO",
"Recurso Extraordinário 234 . 153",
"Recurso Extraordinário 272 . 194 / AL",
"Recurso Extraordinário 239 . 874 - AgR / SP",
"AI 245 . 703 - AgR / SP",
"AI 269 . 395 / SP",
"Recurso Extraordinário 226 . 471 / RO",
"Recurso Extraordinário 234 . 153 / PE",
"Recurso Extraordinário 272 . 194 / AL",
"Recurso Extraordinário 239 . 874 - AgR / SP",
"AI 245 . 703 - AgR / SP",
"ARE 690 . 760",
"AI 252 . 382 - AgR / PE",
"Recurso Extraordinário 263 . 038 / PE",
"RTJ 17 - 18 / 114",
"RTJ 31 / 322",
"ARE 690 . 760 AGR",
"AI 252 . 382 - AgR / PE",
"Recurso Extraordinário 263 . 038 / PE",
"RTJ 17 - 18 / 114",
"RTJ 31 / 322",
"ARE 690 . 760 AGR / DF",
"RTJ 41 / 153",
"ARE 690 . 760 AGR / DF",
"RTJ 41 / 153"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI n 12 . 322 / 2010",
".",
"102 , III , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"letra ‘ a ’ do inciso III do artigo 102 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § 4 . . . , II , ‘ b ’",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § 4 . . . , II , ‘ b ’",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"letra ‘ a ’ do inciso III do artigo 102 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"/",
"PE",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"BRASFORT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"AGR",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"SEGUNDA TURMA",
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"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"2",
".",
".",
".",
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"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS",
"MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA",
"ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS",
"MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA",
"ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS",
"MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA",
"ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ILMAR GALVÃO",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"SYDNEY SANCHES",
"MARCO AURÉLIO",
"CELSO DE MELLO",
"ILMAR GALVÃO",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"SYDNEY SANCHES",
"MARCO AURÉLIO",
"MOREIRA ALVES",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"MOREIRA ALVES",
"VICTOR NUNES",
"EVANDRO LINS",
"MOREIRA ALVES",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"MOREIRA ALVES",
"VICTOR NUNES",
"EVANDRO LINS",
"HERMES LIMA",
"CELSO DE MELLO",
"HERMES LIMA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ILMAR GALVÃO",
"MOREIRA ALVES",
"SYDNEY SANCHES",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"MARCO AURÉLIO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ILMAR GALVÃO",
"MOREIRA ALVES",
"SYDNEY SANCHES",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"MARCO AURÉLIO",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"VICTOR NUNES",
"EVANDRO LINS",
"MOREIRA ALVES",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"VICTOR NUNES",
"EVANDRO LINS",
"CELSO DE MELLO",
"HERMES LIMA",
"HERMES LIMA",
"CELSO DE MELLO",
"ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS",
"MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA",
"ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"CELSO DE MELLO",
"ROBÉRIO BANDEIRA DE NEGREIROS",
"MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA",
"ANTÔNIO CARLOS ROCHA PIRES DE OLIVEIRA",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
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"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
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"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
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"2012",
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"2001",
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"2012",
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"2001",
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"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"26",
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"06",
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"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"26",
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"06",
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"2012",
"24",
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"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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".",
"06",
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"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.134 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:RONALDO FURTADO
IMPTE.(S)
:GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Tráfico de
entorpecentes privilegiado. Pretensão à substituição da pena privativa
de liberdade por restritiva de direitos. Inadmissibilidade, diante das
condições subjetivas do paciente, devidamente justificadas pelas
instâncias ordinárias. Alteração do regime prisional estabelecido.
Impossibildade. Ordem denegada.
1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado
(art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário
desta Suprema Corte, no HC nº 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, DJe de
16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração
incidental de inconstitucionalidade da proibição da substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos.
2. É possível, contudo, ao magistrado, na apreciação das condições
subjetivas desfavoráveis, vir a manter a pena privativa de liberdade,
desde que o faça em razão de elementos concretos e individualizados
aptos a demonstrar a necessidade da medida privativa de liberdade do
indivíduo, nos termos do art. 44, c/c o art. 59, do Código Penal, não
cabendo, na via mandamental, salvo evidente teratologia, a revisão desses
fundamentos.
3. A negativa levada a efeito na instância ordinária não apenas
atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da
individualização da pena.
4. Em relação ao regime prisional semiaberto estabelecido para o
início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação
está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3º do art. 33 do
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
HC 113.134 / SC
Código Penal, que impõe a “observância dos critérios previstos no art. 59”,
segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência
da sanção “para [a] reprovação e [a] prevenção do crime”.
5. Writ denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
Código Penal, que impõe a “observância dos critérios previstos no art. 59”,
segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência
da sanção “para [a] reprovação e [a] prevenção do crime”.
5. Writ denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.134 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:RONALDO FURTADO
IMPTE.(S)
:GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Gerson Aldo Meira em favor de Ronaldo Furtado, apontando como
autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
denegou a ordem no HC nº 225.645/SC impetrado àquela Corte, Relator o
Ministro Vasco Della Giustina.
Sustenta o impetrante, em síntese, que, mesmo tendo sido
reconhecido em favor do paciente a causa de diminuição de pena prevista
no art. 33, § 4º da Lei nº 11.343/06, faria ele jus à substituição da pena
privativa de liberdade ou, em último caso, à fixação do regime inicial
aberto.
Entende o impetrante que
“não se pode chegar a conclusão da não substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos sob o
simples argumento de que a sociedade é a principal vitima e
que tal substituição não se faz cabível tendo em vista a grande
quantidade de droga aprendida, pois como se vê nos autos de
apreensão (doc. 39/40), ao contrário do afirmado, fora
aprendido tão-somente uma
pequena
quantidade de
entorpecente e não uma grande quantidade” (fl. 8 da inicial –
grifos conforme o original).
Aduz, por fim, ser o paciente primário, de bons antecedentes, com
ocupação definida, e família constituída.
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.134 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:RONALDO FURTADO
IMPTE.(S)
:GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Gerson Aldo Meira em favor de Ronaldo Furtado, apontando como
autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
denegou a ordem no HC nº 225.645/SC impetrado àquela Corte, Relator o
Ministro Vasco Della Giustina.
Sustenta o impetrante, em síntese, que, mesmo tendo sido
reconhecido em favor do paciente a causa de diminuição de pena prevista
no art. 33, § 4º da Lei nº 11.343/06, faria ele jus à substituição da pena
privativa de liberdade ou, em último caso, à fixação do regime inicial
aberto.
Entende o impetrante que
“não se pode chegar a conclusão da não substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos sob o
simples argumento de que a sociedade é a principal vitima e
que tal substituição não se faz cabível tendo em vista a grande
quantidade de droga aprendida, pois como se vê nos autos de
apreensão (doc. 39/40), ao contrário do afirmado, fora
aprendido tão-somente uma
pequena
quantidade de
entorpecente e não uma grande quantidade” (fl. 8 da inicial –
grifos conforme o original).
Aduz, por fim, ser o paciente primário, de bons antecedentes, com
ocupação definida, e família constituída.
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Relatório
HC 113.134 / SC
Requer, liminarmente, a concessão da ordem para que se declare
“nulo o Acórdão (sic) em parte, procedendo a (sic)
substituição da pena privativa de liberdade, (sic) por restritiva
de direitos (sic) na forma do art. 44 do Código Penal, ou caso
entender de modo diferente, seja alterado o regime prisional de
inicial semi-aberto para o aberto para o Paciente” (fl. 17 da
inicial – grifos conforme o original).
Aos 19/12/11, em vista da ausência de elementos que demonstrassem
manifesta ilegalidade da decisão impugnada, indeferi o pedido de
liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças
necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as
informações da autoridade apontada como coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre
Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques,
manifestou-se pela denegação da ordem (anexo nº 5).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
Requer, liminarmente, a concessão da ordem para que se declare
“nulo o Acórdão (sic) em parte, procedendo a (sic)
substituição da pena privativa de liberdade, (sic) por restritiva
de direitos (sic) na forma do art. 44 do Código Penal, ou caso
entender de modo diferente, seja alterado o regime prisional de
inicial semi-aberto para o aberto para o Paciente” (fl. 17 da
inicial – grifos conforme o original).
Aos 19/12/11, em vista da ausência de elementos que demonstrassem
manifesta ilegalidade da decisão impugnada, indeferi o pedido de
liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças
necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as
informações da autoridade apontada como coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre
Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques,
manifestou-se pela denegação da ordem (anexo nº 5).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.134 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC nº 225.645/SC, Relator o Ministro Vasco Della Giustina, o
qual foi impetrado àquela Corte com o mesmo objetivo ora pretendido.
Narra o impetrante, na inicial, que:
“(...)
Quando da prisão em flagrante, requerido a liberdade
provisória, esta por sua vez foi indeferida.
Nesta monta adveio a denúncia imputando ao Paciente os
delitos capitulados nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06.
Discordando com o indeferimento da liberdade
provisória, interpôs HC, isso no Tribunal de Justiça de Santa
Catarina, o qual por maioria acabara por conceder a ordem para
que o Paciente respondesse a demanda em liberdade.
Sobreveio a sentença do juiz a quo, condenando o
Paciente Ronaldo Furtado nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06 a
uma pena total de 11 anos e um mês de reclusão, sendo também
condenado o outro acusado de nome Henrique Cardoso
Furtado nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06, a uma pena de 08
anos de reclusão, ambos em regime inicialmente fechado,
conforme sentença.
Inconformado com a r. Sentença, o Paciente apelou,
requerendo a absolvição ou alternativamente absolvição do
crime do art. 35, da Lei n. 11.343/06, bem como, a redução do §
4. do art. 33, da mesma legislação em discussão,
conseqüentemente a substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos.
A Procuradoria de Justiça apresentou contra-razões
pugnando pelo indeferimento do recurso e manutenção da
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.134 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC nº 225.645/SC, Relator o Ministro Vasco Della Giustina, o
qual foi impetrado àquela Corte com o mesmo objetivo ora pretendido.
Narra o impetrante, na inicial, que:
“(...)
Quando da prisão em flagrante, requerido a liberdade
provisória, esta por sua vez foi indeferida.
Nesta monta adveio a denúncia imputando ao Paciente os
delitos capitulados nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06.
Discordando com o indeferimento da liberdade
provisória, interpôs HC, isso no Tribunal de Justiça de Santa
Catarina, o qual por maioria acabara por conceder a ordem para
que o Paciente respondesse a demanda em liberdade.
Sobreveio a sentença do juiz a quo, condenando o
Paciente Ronaldo Furtado nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06 a
uma pena total de 11 anos e um mês de reclusão, sendo também
condenado o outro acusado de nome Henrique Cardoso
Furtado nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06, a uma pena de 08
anos de reclusão, ambos em regime inicialmente fechado,
conforme sentença.
Inconformado com a r. Sentença, o Paciente apelou,
requerendo a absolvição ou alternativamente absolvição do
crime do art. 35, da Lei n. 11.343/06, bem como, a redução do §
4. do art. 33, da mesma legislação em discussão,
conseqüentemente a substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos.
A Procuradoria de Justiça apresentou contra-razões
pugnando pelo indeferimento do recurso e manutenção da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
decisão monocrática.
A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de
Santa Catarina, por unanimidade, concedeu provimento parcial
ao recurso tão somente para absolver o Paciente do crime do
art. 35, da Lei 11.343/06, bem como, acabou por aplicar a
redução do § 4 do art. 33, da mesma lei somente para o Paciente
Ronaldo. Na mesma esteira acabara por não acatar o pedido de
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direito, com base nos seguintes argumentos:
‘(...).
3.1 Da pena imposta ao réu Henrique Cardoso
Furtado
(...).
Inviável a substituição por medidas restritivas de
direitos, diante do não preenchimento dos requisitos
previstos no art. 44, I e III, do Código Penal.
O tráfico ilícito de entorpecentes é um delito
gravíssimo, que, em virtude de sua lesividade ao bem
jurídico tutelado - a saúde de toda a sociedade -, foi
equiparado àqueles considerados hediondos, sujeitos a
tratamento mais severo pela própria Constituição Federal,
porquanto constitui o alicerce e o patrocinador de diversas
redes criminosas e contribui para o corroer de incontáveis
vidas pelo implemento nefasto do vício.
Como é cediço, o Supremo Tribunal Federal, ao
considerar inconstitucional o art. 2º, § 1º, da Lei n.
8.072/90, que determinava o cumprimento da pena no
regime integralmente fechado para os crimes hediondos,
possibilitou a progressão de regime, e autorizou, também,
a substituição da pena privativa de liberdade desde que
atendidos os requisitos do art. 44 do Código Penal.
No entanto, o art. 44, I, do Código Penal preceitua
que as penas restritivas de direitos somente substituirão as
privativas de liberdade quando aplicada pena privativa de
liberdade não superior a quatro anos, e o inciso III, do
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
decisão monocrática.
A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de
Santa Catarina, por unanimidade, concedeu provimento parcial
ao recurso tão somente para absolver o Paciente do crime do
art. 35, da Lei 11.343/06, bem como, acabou por aplicar a
redução do § 4 do art. 33, da mesma lei somente para o Paciente
Ronaldo. Na mesma esteira acabara por não acatar o pedido de
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direito, com base nos seguintes argumentos:
‘(...).
3.1 Da pena imposta ao réu Henrique Cardoso
Furtado
(...).
Inviável a substituição por medidas restritivas de
direitos, diante do não preenchimento dos requisitos
previstos no art. 44, I e III, do Código Penal.
O tráfico ilícito de entorpecentes é um delito
gravíssimo, que, em virtude de sua lesividade ao bem
jurídico tutelado - a saúde de toda a sociedade -, foi
equiparado àqueles considerados hediondos, sujeitos a
tratamento mais severo pela própria Constituição Federal,
porquanto constitui o alicerce e o patrocinador de diversas
redes criminosas e contribui para o corroer de incontáveis
vidas pelo implemento nefasto do vício.
Como é cediço, o Supremo Tribunal Federal, ao
considerar inconstitucional o art. 2º, § 1º, da Lei n.
8.072/90, que determinava o cumprimento da pena no
regime integralmente fechado para os crimes hediondos,
possibilitou a progressão de regime, e autorizou, também,
a substituição da pena privativa de liberdade desde que
atendidos os requisitos do art. 44 do Código Penal.
No entanto, o art. 44, I, do Código Penal preceitua
que as penas restritivas de direitos somente substituirão as
privativas de liberdade quando aplicada pena privativa de
liberdade não superior a quatro anos, e o inciso III, do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
mesmo dispositivo legal, exige, ainda, que sejam
favoráveis as diretrizes judiciais e os motivos, bem como
as circunstâncias indicarem que essa substituição seja
suficiente, requisitos estes ausentes no caso concreto.
Diante de crimes que têm por vítima toda a
sociedade e cujos males alcançam proporções muitas
vezes drásticas, como é o caso do crime de tráfico de
drogas, a substituição não é suficiente para se atingir as
finalidades da pena, quais sejam: retribuição, prevenção
e ressocialização do apenado, razão pela qual não deve
ser admitida na hipótese, não apenas por ser a pena
aplicada superior a quatro anos, mas também em face
das circunstâncias do caso em análise, que envolve a
comercialização e guarda em depósito de considerável
quantidade de entorpecentes.
Embora haja decisões em sentido contrário,
recentemente o Superior Tribunal de Justiça decidiu: "[...]
A substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos, para condenado por crime de
narcotraficância, não atende ao disposto no art. 44, III do
CPB, sendo insuficiente e inadequada qualitativamente à
prevenção do delito, à reprovação da conduta ou à
ressocialização do agente [...]’ (Habeas Corpus n.
165.524/SP, rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJUe de
2/8/2010).
Sobre o assunto, vide: Apelação Criminal n.
2009.059649-8, de Camboriú, deste Relator, j. Em
9/12/2009.
Diante disso, deixa-se de substituir a pena privativa de
liberdade por medidas restritivas de direitos.
3.1 Da pena imposta ao réu Ronaldo Furtado
(...).
Nega-se a substituição por medidas restritivas de
direitos pois, apesar de a pena ser inferior a 4 (quatro)
anos, denota-se o não preenchimento do requisito
descrito no art. 44, III, do Código Penal, pelos
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
mesmo dispositivo legal, exige, ainda, que sejam
favoráveis as diretrizes judiciais e os motivos, bem como
as circunstâncias indicarem que essa substituição seja
suficiente, requisitos estes ausentes no caso concreto.
Diante de crimes que têm por vítima toda a
sociedade e cujos males alcançam proporções muitas
vezes drásticas, como é o caso do crime de tráfico de
drogas, a substituição não é suficiente para se atingir as
finalidades da pena, quais sejam: retribuição, prevenção
e ressocialização do apenado, razão pela qual não deve
ser admitida na hipótese, não apenas por ser a pena
aplicada superior a quatro anos, mas também em face
das circunstâncias do caso em análise, que envolve a
comercialização e guarda em depósito de considerável
quantidade de entorpecentes.
Embora haja decisões em sentido contrário,
recentemente o Superior Tribunal de Justiça decidiu: "[...]
A substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos, para condenado por crime de
narcotraficância, não atende ao disposto no art. 44, III do
CPB, sendo insuficiente e inadequada qualitativamente à
prevenção do delito, à reprovação da conduta ou à
ressocialização do agente [...]’ (Habeas Corpus n.
165.524/SP, rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJUe de
2/8/2010).
Sobre o assunto, vide: Apelação Criminal n.
2009.059649-8, de Camboriú, deste Relator, j. Em
9/12/2009.
Diante disso, deixa-se de substituir a pena privativa de
liberdade por medidas restritivas de direitos.
3.1 Da pena imposta ao réu Ronaldo Furtado
(...).
Nega-se a substituição por medidas restritivas de
direitos pois, apesar de a pena ser inferior a 4 (quatro)
anos, denota-se o não preenchimento do requisito
descrito no art. 44, III, do Código Penal, pelos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
fundamentos mencionados quando da análise da pena
de Henrique.
À luz do exposto, o voto é no sentido de conhecer em
parte do recurso e dar-lhe parcial provimento, para
absolver os réus do crime de associação para o tráfico e
adequar a pena-base do acusado Ronaldo, aplicando-lhe o
benefício previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas.
(...)”
Não concordando com a decisão vergastada acima, ou
seja, com a não aplicabilidade do regime aberto, bem como da
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos, o Paciente interpusera Recurso Especial a esse
Superior Tribunal de Justiça, onde fora negado seguimento (...).
(…)
Assim denota-se de plano, que fora concedido provimento
parcial ao Paciente RONALDO, somente no regime semi-
aberto, sem contudo, considerar o fato de que a pena aplica ao
Paciente não foi superior a 04 (quatro) anos, sendo que deveria
ser no regime aberto e a substituição da pena, quando cabível,
conforme o caso em tela, encontra amparo na Jurisprudência do
Supremo, após o julgamento de inconstitucionalidade do art. 2,
§ 1, da Lei n. 8.072/90, , bem como, arts 33, § 4, e 44, caput, da lei
11.343/06” (fls. 2 a 4 da inicial – grifos no original).
Transcrevo a ementa do acórdão ora questionado:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. REGIME
PRISIONAL FECHADO APLICADO A AMBOS OS
PACIENTES. NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO NO QUE SE
REFERE AO PRIMEIRO PACIENTE. TRAFICANTE
OCASIONAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAS TIDAS COMO
FAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME SEMIABERTO QUE SE
IMPÕE. CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO CONCRETO QUE
OBSTAM A SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. CONCESSÃO
PARCIAL DA ORDEM.
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
fundamentos mencionados quando da análise da pena
de Henrique.
À luz do exposto, o voto é no sentido de conhecer em
parte do recurso e dar-lhe parcial provimento, para
absolver os réus do crime de associação para o tráfico e
adequar a pena-base do acusado Ronaldo, aplicando-lhe o
benefício previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas.
(...)”
Não concordando com a decisão vergastada acima, ou
seja, com a não aplicabilidade do regime aberto, bem como da
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos, o Paciente interpusera Recurso Especial a esse
Superior Tribunal de Justiça, onde fora negado seguimento (...).
(…)
Assim denota-se de plano, que fora concedido provimento
parcial ao Paciente RONALDO, somente no regime semi-
aberto, sem contudo, considerar o fato de que a pena aplica ao
Paciente não foi superior a 04 (quatro) anos, sendo que deveria
ser no regime aberto e a substituição da pena, quando cabível,
conforme o caso em tela, encontra amparo na Jurisprudência do
Supremo, após o julgamento de inconstitucionalidade do art. 2,
§ 1, da Lei n. 8.072/90, , bem como, arts 33, § 4, e 44, caput, da lei
11.343/06” (fls. 2 a 4 da inicial – grifos no original).
Transcrevo a ementa do acórdão ora questionado:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. REGIME
PRISIONAL FECHADO APLICADO A AMBOS OS
PACIENTES. NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO NO QUE SE
REFERE AO PRIMEIRO PACIENTE. TRAFICANTE
OCASIONAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAS TIDAS COMO
FAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME SEMIABERTO QUE SE
IMPÕE. CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO CONCRETO QUE
OBSTAM A SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. CONCESSÃO
PARCIAL DA ORDEM.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
1. Pacientes presos em flagrante logo após
comercializarem 2 (duas) pedras de crack e na posse de
apetrechos para a produção da droga (1 concha de cozinha e 1
recipiente de bicarbonato de sódio, contendo resquícios de
cocaína, além de 2 recipientes de bicarbonato de sódio).
2. Hipótese em que as penas foram fixadas em 5 (cinco)
anos de reclusão, para o primeiro paciente, e em 3 (três) anos e
4 (quatro) meses de reclusão, para o segundo, sendo-lhes
vedada a substituição da pena privativa liberdade e o início do
cumprimento da pena em regime diverso do fechado, em razão
do óbice previsto no § 1º do artigo 2º, da Lei 8.072/90, com a
redação dada pela Lei 11.464/07.
3. Há particularidades no caso em apreço, que
desautorizam o estabelecimento do pretendido regime
semiaberto para o segundo paciente. Com efeito, de acordo com
o que foi decido pelas instâncias ordinárias, não se trata de
traficante ocasional, sendo certo que se dedicava
permanentemente a tal atividade, ficando comprovado que
fabricava crack, tendo vendido referida substância outras vezes
aos usuários abordados no decorrer do flagrante de delito,
conforme depoimento por estes prestado. Depreende-se,
portanto, que o condenado utilizava-se da referida mercancia
habitualmente, fazendo da traficância de droga de altíssima
perniciosidade um ofício.
Escorreito o regime prisional fixado pelas instâncias
ordinárias (fechado), especialmente em razão da natureza da
droga apreendida.
4. Por outro lado, considerando-se a quantidade de pena
aplicada ao primeiro paciente, 3 (três) anos e 4 (quatro) meses,
bem como que se trata de traficante ocasional, tenho que este
faz jus a iniciar o cumprimento de sua pena em regime
prisional semiaberto.
5. Nada obstante a inconstitucionalidade da vedação
prevista no artigo 44 da Lei 11.343/06, observa-se que, in casu,
não houve o preenchimento dos requisitos para obtenção da
substituição da pena privativa de liberdade, previstos no artigo
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
1. Pacientes presos em flagrante logo após
comercializarem 2 (duas) pedras de crack e na posse de
apetrechos para a produção da droga (1 concha de cozinha e 1
recipiente de bicarbonato de sódio, contendo resquícios de
cocaína, além de 2 recipientes de bicarbonato de sódio).
2. Hipótese em que as penas foram fixadas em 5 (cinco)
anos de reclusão, para o primeiro paciente, e em 3 (três) anos e
4 (quatro) meses de reclusão, para o segundo, sendo-lhes
vedada a substituição da pena privativa liberdade e o início do
cumprimento da pena em regime diverso do fechado, em razão
do óbice previsto no § 1º do artigo 2º, da Lei 8.072/90, com a
redação dada pela Lei 11.464/07.
3. Há particularidades no caso em apreço, que
desautorizam o estabelecimento do pretendido regime
semiaberto para o segundo paciente. Com efeito, de acordo com
o que foi decido pelas instâncias ordinárias, não se trata de
traficante ocasional, sendo certo que se dedicava
permanentemente a tal atividade, ficando comprovado que
fabricava crack, tendo vendido referida substância outras vezes
aos usuários abordados no decorrer do flagrante de delito,
conforme depoimento por estes prestado. Depreende-se,
portanto, que o condenado utilizava-se da referida mercancia
habitualmente, fazendo da traficância de droga de altíssima
perniciosidade um ofício.
Escorreito o regime prisional fixado pelas instâncias
ordinárias (fechado), especialmente em razão da natureza da
droga apreendida.
4. Por outro lado, considerando-se a quantidade de pena
aplicada ao primeiro paciente, 3 (três) anos e 4 (quatro) meses,
bem como que se trata de traficante ocasional, tenho que este
faz jus a iniciar o cumprimento de sua pena em regime
prisional semiaberto.
5. Nada obstante a inconstitucionalidade da vedação
prevista no artigo 44 da Lei 11.343/06, observa-se que, in casu,
não houve o preenchimento dos requisitos para obtenção da
substituição da pena privativa de liberdade, previstos no artigo
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
44, inciso III, do Código Penal, porquanto, conforme decidido
pelas instâncias ordinárias, as circunstâncias do caso concreto,
que envolvem a comercialização e guarda em depósito de
considerável quantidade de entorpecentes de altíssima
lesividade, não indicam que essa medida seja socialmente
recomendável, tampouco suficiente a atingir o desiderato da
pena.
6. Ordem parcialmente concedida, quanto ao primeiro
paciente, para fixar o regime semiaberto para o início do
cumprimento da pena aplicada, e denegada quanto ao
segundo”.
Pelo que se verifica na decisão proferida pela Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra nenhuma ilegalidade
flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão da
ordem. Com efeito, o julgado proferido por aquela Corte encontra-se
suficientemente motivado, restando, assim, justificado o convencimento
formado.
No que tange à negativa de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar
suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a
jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a
indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias
ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em
concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº
92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida
substituição.
Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes:
“Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão
indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça.
Incidência da Súmula nº 691 do Supremo Tribunal Federal.
Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de
entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
44, inciso III, do Código Penal, porquanto, conforme decidido
pelas instâncias ordinárias, as circunstâncias do caso concreto,
que envolvem a comercialização e guarda em depósito de
considerável quantidade de entorpecentes de altíssima
lesividade, não indicam que essa medida seja socialmente
recomendável, tampouco suficiente a atingir o desiderato da
pena.
6. Ordem parcialmente concedida, quanto ao primeiro
paciente, para fixar o regime semiaberto para o início do
cumprimento da pena aplicada, e denegada quanto ao
segundo”.
Pelo que se verifica na decisão proferida pela Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra nenhuma ilegalidade
flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão da
ordem. Com efeito, o julgado proferido por aquela Corte encontra-se
suficientemente motivado, restando, assim, justificado o convencimento
formado.
No que tange à negativa de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar
suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a
jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a
indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias
ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em
concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº
92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida
substituição.
Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes:
“Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão
indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça.
Incidência da Súmula nº 691 do Supremo Tribunal Federal.
Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de
entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo
legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria
implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita.
Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de
tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei nº
11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta
Suprema Corte, no HC nº 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe
de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos,
com declaração incidental de inconstitucionalidade da
proibição de substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada
para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua
fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4º do art.
33 e do art. 42, ambos da Lei nº 11.343/06. 3. A dosimetria levada
a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos
requisitos legais, como também respeitou o princípio da
individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as
circunstâncias previstas no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e
estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente
fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do
mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo
responsável pela execução da pena analise os requisitos
necessários à substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos” (HC nº 107.904/SC, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 7/10/11);
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA
DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI
11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS.
DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE
COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE
ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO
PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não
ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, §
7
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo
legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria
implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita.
Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de
tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei nº
11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta
Suprema Corte, no HC nº 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe
de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos,
com declaração incidental de inconstitucionalidade da
proibição de substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada
para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua
fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4º do art.
33 e do art. 42, ambos da Lei nº 11.343/06. 3. A dosimetria levada
a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos
requisitos legais, como também respeitou o princípio da
individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as
circunstâncias previstas no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e
estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente
fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do
mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo
responsável pela execução da pena analise os requisitos
necessários à substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos” (HC nº 107.904/SC, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 7/10/11);
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA
DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI
11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS.
DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE
COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE
ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO
PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não
ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, §
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
4º, da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime
cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar
criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual
das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a
não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de
Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento)
são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente
às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o
concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos
relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de
maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de
atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para
revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de
mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena
prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso
Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento.”
(RHC nº 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
16/4/10);
“Habeas corpus: descabimento: alegações de inexistência
das qualificadoras acertadas nas instâncias de mérito e de
excessiva majoração da pena, dada a incorreta valoração de
circunstâncias judiciais, que, como deduzidas, não prescindem
do reexame de fatos e provas” (HC nº 87.684/AM, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/8/06).
Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a
pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no
inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações
excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente
porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível
nesta sede.
No caso concreto, ademais, considerou o Juízo de piso as seguintes
circunstâncias para estabelecer a pena aplicável ao paciente,
circunstâncias essas que se projetam novamente para a hipótese de
8
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HC 113.134 / SC
4º, da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime
cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar
criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual
das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a
não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de
Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento)
são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente
às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o
concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos
relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de
maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de
atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para
revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de
mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena
prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso
Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento.”
(RHC nº 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
16/4/10);
“Habeas corpus: descabimento: alegações de inexistência
das qualificadoras acertadas nas instâncias de mérito e de
excessiva majoração da pena, dada a incorreta valoração de
circunstâncias judiciais, que, como deduzidas, não prescindem
do reexame de fatos e provas” (HC nº 87.684/AM, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/8/06).
Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a
pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no
inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações
excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente
porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível
nesta sede.
No caso concreto, ademais, considerou o Juízo de piso as seguintes
circunstâncias para estabelecer a pena aplicável ao paciente,
circunstâncias essas que se projetam novamente para a hipótese de
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
substituição da reprimenda corporal por restritiva de direitos:
“(...)
2. RONALDO FURTADO
1ª fase) CULPABILIDADE é normal a espécie, integrada
pelo dolo genérico. Registra ANTECEDENTES (fls. 45/48). Não
há dados conclusivos nos autos acerca da CONDUTA SOCIAL e
da PERSONALIDADE. Os MOTIVOS foram normais à espécie.
As CIRCUNSTÂNCIAS do crime não autorizam a exacerbação
da pena. As CONSEQÜÊNCIAS foram amenizadas por força da
apreensão da droga. A VÍTIMA é a saúde pública.
Assim, tendo em conta o tipo penal em que foi incurso o
réu (art. 33,'caput’, da Lei n.° 11.343/06), que prevê a aplicação
de pena de 05 a 15 anos de reclusão e pagamento de 500 a 1500
dias multa, e as circunstâncias judiciais estabelecidas no art. 59
do CP já analisadas, fixo a pena-base em 06 anos de reclusão e
600 dias multa.
E pelo crime de associação para o trafico (art. 35, ‘caput’,
da
Lei
n.° 11.343/06), que prevê a aplicação de pena de 03 a 10 anos de
reclusão e pagamento de 700 a 1200 dias multa, e as
circunstâncias judiciais estabelecidas no art. 59 do CP, já
analisadas, fixo a pena-base em 03 anos e 06 meses de reclusão e
750 dias-multa.
2ª fase) Não há circunstância atenuante a ser considerada,
contudo verifica-se que o acusado é reincidente, razão pela qual
aumento á pena em 1/6, ficando em 07 anos de reclusão e 600
dias-multa quanto ao crime de tráfico de drogas e em 04 anos e
01 mês de reclusão e 750 dias-multa pelo crime de associação
para o tráfico.
3ª fase) Não havendo causas especiais de aumento e
diminuição de pena, fixo em definitivo a pena do acusado em
07 anos de reclusão, e 600 dias-multa pelo crime de tráfico de
entorpecentes (artigo 33, ‘caput’, da Lei 11.343/06) e 04 anos e 01
mês de reclusão e 750 dias-multa peto crime de associação para
o tráfico (artigo 35, ‘caput’, da Lei 11,343/06).
9
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
substituição da reprimenda corporal por restritiva de direitos:
“(...)
2. RONALDO FURTADO
1ª fase) CULPABILIDADE é normal a espécie, integrada
pelo dolo genérico. Registra ANTECEDENTES (fls. 45/48). Não
há dados conclusivos nos autos acerca da CONDUTA SOCIAL e
da PERSONALIDADE. Os MOTIVOS foram normais à espécie.
As CIRCUNSTÂNCIAS do crime não autorizam a exacerbação
da pena. As CONSEQÜÊNCIAS foram amenizadas por força da
apreensão da droga. A VÍTIMA é a saúde pública.
Assim, tendo em conta o tipo penal em que foi incurso o
réu (art. 33,'caput’, da Lei n.° 11.343/06), que prevê a aplicação
de pena de 05 a 15 anos de reclusão e pagamento de 500 a 1500
dias multa, e as circunstâncias judiciais estabelecidas no art. 59
do CP já analisadas, fixo a pena-base em 06 anos de reclusão e
600 dias multa.
E pelo crime de associação para o trafico (art. 35, ‘caput’,
da
Lei
n.° 11.343/06), que prevê a aplicação de pena de 03 a 10 anos de
reclusão e pagamento de 700 a 1200 dias multa, e as
circunstâncias judiciais estabelecidas no art. 59 do CP, já
analisadas, fixo a pena-base em 03 anos e 06 meses de reclusão e
750 dias-multa.
2ª fase) Não há circunstância atenuante a ser considerada,
contudo verifica-se que o acusado é reincidente, razão pela qual
aumento á pena em 1/6, ficando em 07 anos de reclusão e 600
dias-multa quanto ao crime de tráfico de drogas e em 04 anos e
01 mês de reclusão e 750 dias-multa pelo crime de associação
para o tráfico.
3ª fase) Não havendo causas especiais de aumento e
diminuição de pena, fixo em definitivo a pena do acusado em
07 anos de reclusão, e 600 dias-multa pelo crime de tráfico de
entorpecentes (artigo 33, ‘caput’, da Lei 11.343/06) e 04 anos e 01
mês de reclusão e 750 dias-multa peto crime de associação para
o tráfico (artigo 35, ‘caput’, da Lei 11,343/06).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
Estabeleço o valor de cada dia-multa em seu mínimo
legal” (fl. 30 do anexo de instrução 2 - grifos nossos).
Verifica-se, desse modo, que a decisão foi suficientemente
fundamentada, não padecendo de ilegalidade.
Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a
proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44
do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender
que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir
o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário,
seria inócua a previsão legal facultando a substituição.
Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos
requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização
da pena e as especificidades próprias da legislação, especialmente porque
o paciente foi flagrado em verdadeiro laboratório destinado à produção
de crack, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública.
Essa conduta gravíssima perpetrada pelo paciente, impede, neste
caso específico, a substituição da pena (CP, art. 44, inciso III).
Nessas condições, os fatos indicam que a substituição da pena não se
revelaria suficiente para reprovar a conduta e reeducar o paciente, ou
seja, não atingiria a finalidade da pena, que, neste caso, visa,
principalmente, reprimir a conduta da disseminação desenfreada das
substância conhecida vulgarmente como crack.
A despeito de haver o Plenário desta Suprema Corte reconhecido a
inconstitucionalidade da vedação ex lege à substituição da pena prevista
no art. 44 da Lei nº 11.343/06, deixo consignado que é plenamente
possível ao magistrado, na apreciação das condições subjetivas
desfavoráveis, vir a manter a pena privativa de liberdade, desde que o
faça em razão de elementos concretos e individualizados aptos a
demonstrar a necessidade da medida privativa de liberdade do
indivíduo, nos termos do art. 44, c/c o art. 59, do Código Penal,
exatamente como se deu no caso concreto, não cabendo, na via
mandamental, a revisão desses fundamentos.
Por último, em relação ao regime prisional semiaberto estabelecido
10
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
Estabeleço o valor de cada dia-multa em seu mínimo
legal” (fl. 30 do anexo de instrução 2 - grifos nossos).
Verifica-se, desse modo, que a decisão foi suficientemente
fundamentada, não padecendo de ilegalidade.
Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a
proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44
do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender
que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir
o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário,
seria inócua a previsão legal facultando a substituição.
Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos
requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização
da pena e as especificidades próprias da legislação, especialmente porque
o paciente foi flagrado em verdadeiro laboratório destinado à produção
de crack, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública.
Essa conduta gravíssima perpetrada pelo paciente, impede, neste
caso específico, a substituição da pena (CP, art. 44, inciso III).
Nessas condições, os fatos indicam que a substituição da pena não se
revelaria suficiente para reprovar a conduta e reeducar o paciente, ou
seja, não atingiria a finalidade da pena, que, neste caso, visa,
principalmente, reprimir a conduta da disseminação desenfreada das
substância conhecida vulgarmente como crack.
A despeito de haver o Plenário desta Suprema Corte reconhecido a
inconstitucionalidade da vedação ex lege à substituição da pena prevista
no art. 44 da Lei nº 11.343/06, deixo consignado que é plenamente
possível ao magistrado, na apreciação das condições subjetivas
desfavoráveis, vir a manter a pena privativa de liberdade, desde que o
faça em razão de elementos concretos e individualizados aptos a
demonstrar a necessidade da medida privativa de liberdade do
indivíduo, nos termos do art. 44, c/c o art. 59, do Código Penal,
exatamente como se deu no caso concreto, não cabendo, na via
mandamental, a revisão desses fundamentos.
Por último, em relação ao regime prisional semiaberto estabelecido
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
para o início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua
fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3º do art. 33
do Código Penal, que impõe a “observância dos critérios previstos no art. 59”,
segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência
da sanção “para reprovação e prevenção do crime”.
Ante o exposto, denego a ordem.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
para o início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua
fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3º do art. 33
do Código Penal, que impõe a “observância dos critérios previstos no art. 59”,
segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência
da sanção “para reprovação e prevenção do crime”.
Ante o exposto, denego a ordem.
É como voto.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 113.134
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : RONALDO FURTADO
IMPTE.(S) : GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 113.134
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : RONALDO FURTADO
IMPTE.(S) : GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2563454
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-16T00:00:00
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A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Pretensão à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Inadmissibilidade, diante das condições subjetivas do paciente, devidamente justificadas pelas instâncias ordinárias. Alteração do regime prisional estabelecido. Impossibildade. Ordem denegada.
1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
2. É possível, contudo, ao magistrado, na apreciação das condições subjetivas desfavoráveis, vir a manter a pena privativa de liberdade, desde que o faça em razão de elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a necessidade da medida privativa de liberdade do indivíduo, nos termos do art. 44, c/c o art. 59, do Código Penal, não cabendo, na via mandamental, salvo evidente teratologia, a revisão desses fundamentos.
3. A negativa levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena.
4. Em relação ao regime prisional semiaberto estabelecido para o início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3º do art. 33 do Código Penal, que impõe a “observância dos critérios previstos no art. 59”, segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência da sanção “para [a] reprovação e [a] prevenção do crime”.
5. Writ denegado.
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sjur212887
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- Acórdãos citados: HC 87684, HC 92956, HC 97256 - Tribunal
Pleno, RHC 94806, HC 107904.
- Veja HC 225645 do STJ.
Número de páginas: 16.
Análise: 22/08/2012, MMR.
Revisão: 26/08/2012, IMC.
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DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
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113134
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[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00033 PAR-00003 ART-00044 INC-00003 \r\n ART-00059 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 PAR-00004 ART-00044 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS"
] |
HC
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acordaos
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HC 113134
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""
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PACTE.(S) : RONALDO FURTADO
IMPTE.(S) : GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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""
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Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.134 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:RONALDO FURTADO
IMPTE.(S)
:GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Tráfico de
entorpecentes privilegiado. Pretensão à substituição da pena privativa
de liberdade por restritiva de direitos. Inadmissibilidade, diante das
condições subjetivas do paciente, devidamente justificadas pelas
instâncias ordinárias. Alteração do regime prisional estabelecido.
Impossibildade. Ordem denegada.
1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado
(art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário
desta Suprema Corte, no HC n 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, DJe de
16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração
incidental de inconstitucionalidade da proibição da substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos.
2. É possível, contudo, ao magistrado, na apreciação das condições
subjetivas desfavoráveis, vir a manter a pena privativa de liberdade,
desde que o faça em razão de elementos concretos e individualizados
aptos a demonstrar a necessidade da medida privativa de liberdade do
indivíduo, nos termos do art. 44, c/c o art. 59, do Código Penal, não
cabendo, na via mandamental, salvo evidente teratologia, a revisão desses
fundamentos.
3. A negativa levada a efeito na instância ordinária não apenas
atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da
individualização da pena.
4. Em relação ao regime prisional semiaberto estabelecido para o
início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação
está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3... do art. 33 do
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
HC 113.134 / SC
Código Penal, que impõe a “observância dos critérios previstos no art. 59”,
segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência
da sanção “para [a] reprovação e [a] prevenção do crime”.
5. Writ denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
Código Penal, que impõe a “observância dos critérios previstos no art. 59”,
segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência
da sanção “para [a] reprovação e [a] prevenção do crime”.
5. Writ denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.134 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:RONALDO FURTADO
IMPTE.(S)
:GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Gerson Aldo Meira em favor de Ronaldo Furtado, apontando como
autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
denegou a ordem no HC n 225.645/SC impetrado àquela Corte, Relator o
Ministro Vasco Della Giustina.
Sustenta o impetrante, em síntese, que, mesmo tendo sido
reconhecido em favor do paciente a causa de diminuição de pena prevista
no art. 33, § 4... da Lei n 11.343/06, faria ele jus à substituição da pena
privativa de liberdade ou, em último caso, à fixação do regime inicial
aberto.
Entende o impetrante que
“não se pode chegar a conclusão da não substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos sob o
simples argumento de que a sociedade é a principal vitima e
que tal substituição não se faz cabível tendo em vista a grande
quantidade de droga aprendida, pois como se vê nos autos de
apreensão (doc. 39/40), ao contrário do afirmado, fora
aprendido tão-somente uma
pequena
quantidade de
entorpecente e não uma grande quantidade” (fl. 8 da inicial –
grifos conforme o original).
Aduz, por fim, ser o paciente primário, de bons antecedentes, com
ocupação definida, e família constituída.
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.134 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:RONALDO FURTADO
IMPTE.(S)
:GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Gerson Aldo Meira em favor de Ronaldo Furtado, apontando como
autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
denegou a ordem no HC n 225.645/SC impetrado àquela Corte, Relator o
Ministro Vasco Della Giustina.
Sustenta o impetrante, em síntese, que, mesmo tendo sido
reconhecido em favor do paciente a causa de diminuição de pena prevista
no art. 33, § 4... da Lei n 11.343/06, faria ele jus à substituição da pena
privativa de liberdade ou, em último caso, à fixação do regime inicial
aberto.
Entende o impetrante que
“não se pode chegar a conclusão da não substituição da
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos sob o
simples argumento de que a sociedade é a principal vitima e
que tal substituição não se faz cabível tendo em vista a grande
quantidade de droga aprendida, pois como se vê nos autos de
apreensão (doc. 39/40), ao contrário do afirmado, fora
aprendido tão-somente uma
pequena
quantidade de
entorpecente e não uma grande quantidade” (fl. 8 da inicial –
grifos conforme o original).
Aduz, por fim, ser o paciente primário, de bons antecedentes, com
ocupação definida, e família constituída.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16
Relatório
HC 113.134 / SC
Requer, liminarmente, a concessão da ordem para que se declare
“nulo o Acórdão (sic) em parte, procedendo a (sic)
substituição da pena privativa de liberdade, (sic) por restritiva
de direitos (sic) na forma do art. 44 do Código Penal, ou caso
entender de modo diferente, seja alterado o regime prisional de
inicial semi-aberto para o aberto para o Paciente” (fl. 17 da
inicial – grifos conforme o original).
Aos 19/12/11, em vista da ausência de elementos que demonstrassem
manifesta ilegalidade da decisão impugnada, indeferi o pedido de
liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças
necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as
informações da autoridade apontada como coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre
Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques,
manifestou-se pela denegação da ordem (anexo n 5).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
Requer, liminarmente, a concessão da ordem para que se declare
“nulo o Acórdão (sic) em parte, procedendo a (sic)
substituição da pena privativa de liberdade, (sic) por restritiva
de direitos (sic) na forma do art. 44 do Código Penal, ou caso
entender de modo diferente, seja alterado o regime prisional de
inicial semi-aberto para o aberto para o Paciente” (fl. 17 da
inicial – grifos conforme o original).
Aos 19/12/11, em vista da ausência de elementos que demonstrassem
manifesta ilegalidade da decisão impugnada, indeferi o pedido de
liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças
necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as
informações da autoridade apontada como coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre
Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques,
manifestou-se pela denegação da ordem (anexo n 5).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.134 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC n 225.645/SC, Relator o Ministro Vasco Della Giustina, o
qual foi impetrado àquela Corte com o mesmo objetivo ora pretendido.
Narra o impetrante, na inicial, que:
“(...)
Quando da prisão em flagrante, requerido a liberdade
provisória, esta por sua vez foi indeferida.
Nesta monta adveio a denúncia imputando ao Paciente os
delitos capitulados nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06.
Discordando com o indeferimento da liberdade
provisória, interpôs HC, isso no Tribunal de Justiça de Santa
Catarina, o qual por maioria acabara por conceder a ordem para
que o Paciente respondesse a demanda em liberdade.
Sobreveio a sentença do juiz a quo, condenando o
Paciente Ronaldo Furtado nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06 a
uma pena total de 11 anos e um mês de reclusão, sendo também
condenado o outro acusado de nome Henrique Cardoso
Furtado nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06, a uma pena de 08
anos de reclusão, ambos em regime inicialmente fechado,
conforme sentença.
Inconformado com a r. Sentença, o Paciente apelou,
requerendo a absolvição ou alternativamente absolvição do
crime do art. 35, da Lei n. 11.343/06, bem como, a redução do §
4. do art. 33, da mesma legislação em discussão,
conseqüentemente a substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos.
A Procuradoria de Justiça apresentou contra-razões
pugnando pelo indeferimento do recurso e manutenção da
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.134 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC n 225.645/SC, Relator o Ministro Vasco Della Giustina, o
qual foi impetrado àquela Corte com o mesmo objetivo ora pretendido.
Narra o impetrante, na inicial, que:
“(...)
Quando da prisão em flagrante, requerido a liberdade
provisória, esta por sua vez foi indeferida.
Nesta monta adveio a denúncia imputando ao Paciente os
delitos capitulados nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06.
Discordando com o indeferimento da liberdade
provisória, interpôs HC, isso no Tribunal de Justiça de Santa
Catarina, o qual por maioria acabara por conceder a ordem para
que o Paciente respondesse a demanda em liberdade.
Sobreveio a sentença do juiz a quo, condenando o
Paciente Ronaldo Furtado nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06 a
uma pena total de 11 anos e um mês de reclusão, sendo também
condenado o outro acusado de nome Henrique Cardoso
Furtado nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06, a uma pena de 08
anos de reclusão, ambos em regime inicialmente fechado,
conforme sentença.
Inconformado com a r. Sentença, o Paciente apelou,
requerendo a absolvição ou alternativamente absolvição do
crime do art. 35, da Lei n. 11.343/06, bem como, a redução do §
4. do art. 33, da mesma legislação em discussão,
conseqüentemente a substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos.
A Procuradoria de Justiça apresentou contra-razões
pugnando pelo indeferimento do recurso e manutenção da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
decisão monocrática.
A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de
Santa Catarina, por unanimidade, concedeu provimento parcial
ao recurso tão somente para absolver o Paciente do crime do
art. 35, da Lei 11.343/06, bem como, acabou por aplicar a
redução do § 4 do art. 33, da mesma lei somente para o Paciente
Ronaldo. Na mesma esteira acabara por não acatar o pedido de
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direito, com base nos seguintes argumentos:
‘(...).
3.1 Da pena imposta ao réu Henrique Cardoso
Furtado
(...).
Inviável a substituição por medidas restritivas de
direitos, diante do não preenchimento dos requisitos
previstos no art. 44, I e III, do Código Penal.
O tráfico ilícito de entorpecentes é um delito
gravíssimo, que, em virtude de sua lesividade ao bem
jurídico tutelado - a saúde de toda a sociedade -, foi
equiparado àqueles considerados hediondos, sujeitos a
tratamento mais severo pela própria Constituição Federal,
porquanto constitui o alicerce e o patrocinador de diversas
redes criminosas e contribui para o corroer de incontáveis
vidas pelo implemento nefasto do vício.
Como é cediço, o Supremo Tribunal Federal, ao
considerar inconstitucional o art. 2..., § 1..., da Lei n.
8.072/90, que determinava o cumprimento da pena no
regime integralmente fechado para os crimes hediondos,
possibilitou a progressão de regime, e autorizou, também,
a substituição da pena privativa de liberdade desde que
atendidos os requisitos do art. 44 do Código Penal.
No entanto, o art. 44, I, do Código Penal preceitua
que as penas restritivas de direitos somente substituirão as
privativas de liberdade quando aplicada pena privativa de
liberdade não superior a quatro anos, e o inciso III, do
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
decisão monocrática.
A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de
Santa Catarina, por unanimidade, concedeu provimento parcial
ao recurso tão somente para absolver o Paciente do crime do
art. 35, da Lei 11.343/06, bem como, acabou por aplicar a
redução do § 4 do art. 33, da mesma lei somente para o Paciente
Ronaldo. Na mesma esteira acabara por não acatar o pedido de
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direito, com base nos seguintes argumentos:
‘(...).
3.1 Da pena imposta ao réu Henrique Cardoso
Furtado
(...).
Inviável a substituição por medidas restritivas de
direitos, diante do não preenchimento dos requisitos
previstos no art. 44, I e III, do Código Penal.
O tráfico ilícito de entorpecentes é um delito
gravíssimo, que, em virtude de sua lesividade ao bem
jurídico tutelado - a saúde de toda a sociedade -, foi
equiparado àqueles considerados hediondos, sujeitos a
tratamento mais severo pela própria Constituição Federal,
porquanto constitui o alicerce e o patrocinador de diversas
redes criminosas e contribui para o corroer de incontáveis
vidas pelo implemento nefasto do vício.
Como é cediço, o Supremo Tribunal Federal, ao
considerar inconstitucional o art. 2..., § 1..., da Lei n.
8.072/90, que determinava o cumprimento da pena no
regime integralmente fechado para os crimes hediondos,
possibilitou a progressão de regime, e autorizou, também,
a substituição da pena privativa de liberdade desde que
atendidos os requisitos do art. 44 do Código Penal.
No entanto, o art. 44, I, do Código Penal preceitua
que as penas restritivas de direitos somente substituirão as
privativas de liberdade quando aplicada pena privativa de
liberdade não superior a quatro anos, e o inciso III, do
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
mesmo dispositivo legal, exige, ainda, que sejam
favoráveis as diretrizes judiciais e os motivos, bem como
as circunstâncias indicarem que essa substituição seja
suficiente, requisitos estes ausentes no caso concreto.
Diante de crimes que têm por vítima toda a
sociedade e cujos males alcançam proporções muitas
vezes drásticas, como é o caso do crime de tráfico de
drogas, a substituição não é suficiente para se atingir as
finalidades da pena, quais sejam: retribuição, prevenção
e ressocialização do apenado, razão pela qual não deve
ser admitida na hipótese, não apenas por ser a pena
aplicada superior a quatro anos, mas também em face
das circunstâncias do caso em análise, que envolve a
comercialização e guarda em depósito de considerável
quantidade de entorpecentes.
Embora haja decisões em sentido contrário,
recentemente o Superior Tribunal de Justiça decidiu: "[...]
A substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos, para condenado por crime de
narcotraficância, não atende ao disposto no art. 44, III do
CPB, sendo insuficiente e inadequada qualitativamente à
prevenção do delito, à reprovação da conduta ou à
ressocialização do agente [...]’ (Habeas Corpus n.
165.524/SP, rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJUe de
2/8/2010).
Sobre o assunto, vide: Apelação Criminal n.
2009.059649-8, de Camboriú, deste Relator, j. Em
9/12/2009.
Diante disso, deixa-se de substituir a pena privativa de
liberdade por medidas restritivas de direitos.
3.1 Da pena imposta ao réu Ronaldo Furtado
(...).
Nega-se a substituição por medidas restritivas de
direitos pois, apesar de a pena ser inferior a 4 (quatro)
anos, denota-se o não preenchimento do requisito
descrito no art. 44, III, do Código Penal, pelos
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Supremo Tribunal Federal
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mesmo dispositivo legal, exige, ainda, que sejam
favoráveis as diretrizes judiciais e os motivos, bem como
as circunstâncias indicarem que essa substituição seja
suficiente, requisitos estes ausentes no caso concreto.
Diante de crimes que têm por vítima toda a
sociedade e cujos males alcançam proporções muitas
vezes drásticas, como é o caso do crime de tráfico de
drogas, a substituição não é suficiente para se atingir as
finalidades da pena, quais sejam: retribuição, prevenção
e ressocialização do apenado, razão pela qual não deve
ser admitida na hipótese, não apenas por ser a pena
aplicada superior a quatro anos, mas também em face
das circunstâncias do caso em análise, que envolve a
comercialização e guarda em depósito de considerável
quantidade de entorpecentes.
Embora haja decisões em sentido contrário,
recentemente o Superior Tribunal de Justiça decidiu: "[...]
A substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos, para condenado por crime de
narcotraficância, não atende ao disposto no art. 44, III do
CPB, sendo insuficiente e inadequada qualitativamente à
prevenção do delito, à reprovação da conduta ou à
ressocialização do agente [...]’ (Habeas Corpus n.
165.524/SP, rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJUe de
2/8/2010).
Sobre o assunto, vide: Apelação Criminal n.
2009.059649-8, de Camboriú, deste Relator, j. Em
9/12/2009.
Diante disso, deixa-se de substituir a pena privativa de
liberdade por medidas restritivas de direitos.
3.1 Da pena imposta ao réu Ronaldo Furtado
(...).
Nega-se a substituição por medidas restritivas de
direitos pois, apesar de a pena ser inferior a 4 (quatro)
anos, denota-se o não preenchimento do requisito
descrito no art. 44, III, do Código Penal, pelos
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HC 113.134 / SC
fundamentos mencionados quando da análise da pena
de Henrique.
À luz do exposto, o voto é no sentido de conhecer em
parte do recurso e dar-lhe parcial provimento, para
absolver os réus do crime de associação para o tráfico e
adequar a pena-base do acusado Ronaldo, aplicando-lhe o
benefício previsto no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas).
(...)”
Não concordando com a decisão vergastada acima, ou
seja, com a não aplicabilidade do regime aberto, bem como da
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos, o Paciente interpusera Recurso Especial a esse
Superior Tribunal de Justiça, onde fora negado seguimento (...).
(…)
Assim denota-se de plano, que fora concedido provimento
parcial ao Paciente RONALDO, somente no regime semi-
aberto, sem contudo, considerar o fato de que a pena aplica ao
Paciente não foi superior a 04 (quatro) anos, sendo que deveria
ser no regime aberto e a substituição da pena, quando cabível,
conforme o caso em tela, encontra amparo na Jurisprudência do
Supremo, após o julgamento de inconstitucionalidade do art. 2,
§ 1, da Lei n. 8.072/90, , bem como, arts 33, § 4, e 44, caput, da lei
11.343/06” (fls. 2 a 4 da inicial – grifos no original).
Transcrevo a ementa do acórdão ora questionado:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. REGIME
PRISIONAL FECHADO APLICADO A AMBOS OS
PACIENTES. NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO NO QUE SE
REFERE AO PRIMEIRO PACIENTE. TRAFICANTE
OCASIONAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAS TIDAS COMO
FAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME SEMIABERTO QUE SE
IMPÕE. CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO CONCRETO QUE
OBSTAM A SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. CONCESSÃO
PARCIAL DA ORDEM.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
fundamentos mencionados quando da análise da pena
de Henrique.
À luz do exposto, o voto é no sentido de conhecer em
parte do recurso e dar-lhe parcial provimento, para
absolver os réus do crime de associação para o tráfico e
adequar a pena-base do acusado Ronaldo, aplicando-lhe o
benefício previsto no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas).
(...)”
Não concordando com a decisão vergastada acima, ou
seja, com a não aplicabilidade do regime aberto, bem como da
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos, o Paciente interpusera Recurso Especial a esse
Superior Tribunal de Justiça, onde fora negado seguimento (...).
(…)
Assim denota-se de plano, que fora concedido provimento
parcial ao Paciente RONALDO, somente no regime semi-
aberto, sem contudo, considerar o fato de que a pena aplica ao
Paciente não foi superior a 04 (quatro) anos, sendo que deveria
ser no regime aberto e a substituição da pena, quando cabível,
conforme o caso em tela, encontra amparo na Jurisprudência do
Supremo, após o julgamento de inconstitucionalidade do art. 2,
§ 1, da Lei n. 8.072/90, , bem como, arts 33, § 4, e 44, caput, da lei
11.343/06” (fls. 2 a 4 da inicial – grifos no original).
Transcrevo a ementa do acórdão ora questionado:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. REGIME
PRISIONAL FECHADO APLICADO A AMBOS OS
PACIENTES. NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO NO QUE SE
REFERE AO PRIMEIRO PACIENTE. TRAFICANTE
OCASIONAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAS TIDAS COMO
FAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME SEMIABERTO QUE SE
IMPÕE. CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO CONCRETO QUE
OBSTAM A SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. CONCESSÃO
PARCIAL DA ORDEM.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
1. Pacientes presos em flagrante logo após
comercializarem 2 (duas) pedras de crack e na posse de
apetrechos para a produção da droga (1 concha de cozinha e 1
recipiente de bicarbonato de sódio, contendo resquícios de
cocaína, além de 2 recipientes de bicarbonato de sódio).
2. Hipótese em que as penas foram fixadas em 5 (cinco)
anos de reclusão, para o primeiro paciente, e em 3 (três) anos e
4 (quatro) meses de reclusão, para o segundo, sendo-lhes
vedada a substituição da pena privativa liberdade e o início do
cumprimento da pena em regime diverso do fechado, em razão
do óbice previsto no § 1... do artigo 2..., da Lei 8.072/90, com a
redação dada pela Lei 11.464/07.
3. Há particularidades no caso em apreço, que
desautorizam o estabelecimento do pretendido regime
semiaberto para o segundo paciente. Com efeito, de acordo com
o que foi decido pelas instâncias ordinárias, não se trata de
traficante ocasional, sendo certo que se dedicava
permanentemente a tal atividade, ficando comprovado que
fabricava crack, tendo vendido referida substância outras vezes
aos usuários abordados no decorrer do flagrante de delito,
conforme depoimento por estes prestado. Depreende-se,
portanto, que o condenado utilizava-se da referida mercancia
habitualmente, fazendo da traficância de droga de altíssima
perniciosidade um ofício.
Escorreito o regime prisional fixado pelas instâncias
ordinárias (fechado), especialmente em razão da natureza da
droga apreendida.
4. Por outro lado, considerando-se a quantidade de pena
aplicada ao primeiro paciente, 3 (três) anos e 4 (quatro) meses,
bem como que se trata de traficante ocasional, tenho que este
faz jus a iniciar o cumprimento de sua pena em regime
prisional semiaberto.
5. Nada obstante a inconstitucionalidade da vedação
prevista no artigo 44 da Lei 11.343/06, observa-se que, in casu,
não houve o preenchimento dos requisitos para obtenção da
substituição da pena privativa de liberdade, previstos no artigo
5
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Supremo Tribunal Federal
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1. Pacientes presos em flagrante logo após
comercializarem 2 (duas) pedras de crack e na posse de
apetrechos para a produção da droga (1 concha de cozinha e 1
recipiente de bicarbonato de sódio, contendo resquícios de
cocaína, além de 2 recipientes de bicarbonato de sódio).
2. Hipótese em que as penas foram fixadas em 5 (cinco)
anos de reclusão, para o primeiro paciente, e em 3 (três) anos e
4 (quatro) meses de reclusão, para o segundo, sendo-lhes
vedada a substituição da pena privativa liberdade e o início do
cumprimento da pena em regime diverso do fechado, em razão
do óbice previsto no § 1... do artigo 2..., da Lei 8.072/90, com a
redação dada pela Lei 11.464/07.
3. Há particularidades no caso em apreço, que
desautorizam o estabelecimento do pretendido regime
semiaberto para o segundo paciente. Com efeito, de acordo com
o que foi decido pelas instâncias ordinárias, não se trata de
traficante ocasional, sendo certo que se dedicava
permanentemente a tal atividade, ficando comprovado que
fabricava crack, tendo vendido referida substância outras vezes
aos usuários abordados no decorrer do flagrante de delito,
conforme depoimento por estes prestado. Depreende-se,
portanto, que o condenado utilizava-se da referida mercancia
habitualmente, fazendo da traficância de droga de altíssima
perniciosidade um ofício.
Escorreito o regime prisional fixado pelas instâncias
ordinárias (fechado), especialmente em razão da natureza da
droga apreendida.
4. Por outro lado, considerando-se a quantidade de pena
aplicada ao primeiro paciente, 3 (três) anos e 4 (quatro) meses,
bem como que se trata de traficante ocasional, tenho que este
faz jus a iniciar o cumprimento de sua pena em regime
prisional semiaberto.
5. Nada obstante a inconstitucionalidade da vedação
prevista no artigo 44 da Lei 11.343/06, observa-se que, in casu,
não houve o preenchimento dos requisitos para obtenção da
substituição da pena privativa de liberdade, previstos no artigo
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HC 113.134 / SC
44, inciso III, do Código Penal, porquanto, conforme decidido
pelas instâncias ordinárias, as circunstâncias do caso concreto,
que envolvem a comercialização e guarda em depósito de
considerável quantidade de entorpecentes de altíssima
lesividade, não indicam que essa medida seja socialmente
recomendável, tampouco suficiente a atingir o desiderato da
pena.
6. Ordem parcialmente concedida, quanto ao primeiro
paciente, para fixar o regime semiaberto para o início do
cumprimento da pena aplicada, e denegada quanto ao
segundo”.
Pelo que se verifica na decisão proferida pela Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra nenhuma ilegalidade
flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão da
ordem. Com efeito, o julgado proferido por aquela Corte encontra-se
suficientemente motivado, restando, assim, justificado o convencimento
formado.
No que tange à negativa de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar
suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a
jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a
indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias
ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em
concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n
92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida
substituição.
Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes:
“Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão
indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça.
Incidência da Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal.
Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de
entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
44, inciso III, do Código Penal, porquanto, conforme decidido
pelas instâncias ordinárias, as circunstâncias do caso concreto,
que envolvem a comercialização e guarda em depósito de
considerável quantidade de entorpecentes de altíssima
lesividade, não indicam que essa medida seja socialmente
recomendável, tampouco suficiente a atingir o desiderato da
pena.
6. Ordem parcialmente concedida, quanto ao primeiro
paciente, para fixar o regime semiaberto para o início do
cumprimento da pena aplicada, e denegada quanto ao
segundo”.
Pelo que se verifica na decisão proferida pela Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra nenhuma ilegalidade
flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão da
ordem. Com efeito, o julgado proferido por aquela Corte encontra-se
suficientemente motivado, restando, assim, justificado o convencimento
formado.
No que tange à negativa de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar
suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a
jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a
indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias
ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em
concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n
92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de
25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida
substituição.
Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes:
“Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão
indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça.
Incidência da Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal.
Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de
entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da
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HC 113.134 / SC
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo
legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria
implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita.
Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de
tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4..., da Lei n
11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta
Suprema Corte, no HC n 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe
de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos,
com declaração incidental de inconstitucionalidade da
proibição de substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada
para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua
fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4... do art.
33 e do art. 42, ambos da Lei n 11.343/06. 3. A dosimetria levada
a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos
requisitos legais, como também respeitou o princípio da
individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as
circunstâncias previstas no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 e
estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente
fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do
mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo
responsável pela execução da pena analise os requisitos
necessários à substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos” (HC n 107.904/SC, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 7/10/11);
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA
DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI
11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS.
DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE
COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE
ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO
PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não
ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, §
7
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo
legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria
implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita.
Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de
tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4..., da Lei n
11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta
Suprema Corte, no HC n 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe
de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos,
com declaração incidental de inconstitucionalidade da
proibição de substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada
para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua
fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4... do art.
33 e do art. 42, ambos da Lei n 11.343/06. 3. A dosimetria levada
a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos
requisitos legais, como também respeitou o princípio da
individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as
circunstâncias previstas no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 e
estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente
fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do
mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo
responsável pela execução da pena analise os requisitos
necessários à substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos” (HC n 107.904/SC, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 7/10/11);
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA
DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI
11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS.
DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE
COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE
ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO
PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não
ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, §
7
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
4..., da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime
cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar
criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual
das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a
não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de
Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento)
são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente
às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o
concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos
relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de
maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de
atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para
revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de
mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena
prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso
Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento.”
(RHC n 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
16/4/10);
“Habeas corpus: descabimento: alegações de inexistência
das qualificadoras acertadas nas instâncias de mérito e de
excessiva majoração da pena, dada a incorreta valoração de
circunstâncias judiciais, que, como deduzidas, não prescindem
do reexame de fatos e provas” (HC n 87.684/AM, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/8/06).
Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a
pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no
inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações
excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente
porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível
nesta sede.
No caso concreto, ademais, considerou o Juízo de piso as seguintes
circunstâncias para estabelecer a pena aplicável ao paciente,
circunstâncias essas que se projetam novamente para a hipótese de
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Supremo Tribunal Federal
HC 113.134 / SC
4..., da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime
cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar
criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual
das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a
não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de
Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento)
são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente
às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o
concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos
relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de
maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de
atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para
revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de
mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena
prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso
Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento.”
(RHC n 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
16/4/10);
“Habeas corpus: descabimento: alegações de inexistência
das qualificadoras acertadas nas instâncias de mérito e de
excessiva majoração da pena, dada a incorreta valoração de
circunstâncias judiciais, que, como deduzidas, não prescindem
do reexame de fatos e provas” (HC n 87.684/AM, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/8/06).
Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a
pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no
inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações
excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente
porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível
nesta sede.
No caso concreto, ademais, considerou o Juízo de piso as seguintes
circunstâncias para estabelecer a pena aplicável ao paciente,
circunstâncias essas que se projetam novamente para a hipótese de
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
substituição da reprimenda corporal por restritiva de direitos:
“(...)
2. RONALDO FURTADO
1... fase) CULPABILIDADE é normal a espécie, integrada
pelo dolo genérico. Registra ANTECEDENTES (fls. 45/48). Não
há dados conclusivos nos autos acerca da CONDUTA SOCIAL e
da PERSONALIDADE. Os MOTIVOS foram normais à espécie.
As CIRCUNSTÂNCIAS do crime não autorizam a exacerbação
da pena. As CONSEQÜÊNCIAS foram amenizadas por força da
apreensão da droga. A VÍTIMA é a saúde pública.
Assim, tendo em conta o tipo penal em que foi incurso o
réu (art. 33,'caput’, da Lei n. 11.343/06), que prevê a aplicação
de pena de 05 a 15 anos de reclusão e pagamento de 500 a 1500
dias multa, e as circunstâncias judiciais estabelecidas no art. 59
do Código Penal Brasileiro já analisadas, fixo a pena-base em 06 anos de reclusão e
600 dias multa.
E pelo crime de associação para o trafico (art. 35, ‘caput’,
da
Lei
n. 11.343/06), que prevê a aplicação de pena de 03 a 10 anos de
reclusão e pagamento de 700 a 1200 dias multa, e as
circunstâncias judiciais estabelecidas no art. 59 do Código Penal Brasileiro, já
analisadas, fixo a pena-base em 03 anos e 06 meses de reclusão e
750 dias-multa.
2... fase) Não há circunstância atenuante a ser considerada,
contudo verifica-se que o acusado é reincidente, razão pela qual
aumento á pena em 1/6, ficando em 07 anos de reclusão e 600
dias-multa quanto ao crime de tráfico de drogas e em 04 anos e
01 mês de reclusão e 750 dias-multa pelo crime de associação
para o tráfico.
3... fase) Não havendo causas especiais de aumento e
diminuição de pena, fixo em definitivo a pena do acusado em
07 anos de reclusão, e 600 dias-multa pelo crime de tráfico de
entorpecentes (artigo 33, ‘caput’, da Lei 11.343/06) e 04 anos e 01
mês de reclusão e 750 dias-multa peto crime de associação para
o tráfico (artigo 35, ‘caput’, da Lei 11,343/06).
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substituição da reprimenda corporal por restritiva de direitos:
“(...)
2. RONALDO FURTADO
1... fase) CULPABILIDADE é normal a espécie, integrada
pelo dolo genérico. Registra ANTECEDENTES (fls. 45/48). Não
há dados conclusivos nos autos acerca da CONDUTA SOCIAL e
da PERSONALIDADE. Os MOTIVOS foram normais à espécie.
As CIRCUNSTÂNCIAS do crime não autorizam a exacerbação
da pena. As CONSEQÜÊNCIAS foram amenizadas por força da
apreensão da droga. A VÍTIMA é a saúde pública.
Assim, tendo em conta o tipo penal em que foi incurso o
réu (art. 33,'caput’, da Lei n. 11.343/06), que prevê a aplicação
de pena de 05 a 15 anos de reclusão e pagamento de 500 a 1500
dias multa, e as circunstâncias judiciais estabelecidas no art. 59
do Código Penal Brasileiro já analisadas, fixo a pena-base em 06 anos de reclusão e
600 dias multa.
E pelo crime de associação para o trafico (art. 35, ‘caput’,
da
Lei
n. 11.343/06), que prevê a aplicação de pena de 03 a 10 anos de
reclusão e pagamento de 700 a 1200 dias multa, e as
circunstâncias judiciais estabelecidas no art. 59 do Código Penal Brasileiro, já
analisadas, fixo a pena-base em 03 anos e 06 meses de reclusão e
750 dias-multa.
2... fase) Não há circunstância atenuante a ser considerada,
contudo verifica-se que o acusado é reincidente, razão pela qual
aumento á pena em 1/6, ficando em 07 anos de reclusão e 600
dias-multa quanto ao crime de tráfico de drogas e em 04 anos e
01 mês de reclusão e 750 dias-multa pelo crime de associação
para o tráfico.
3... fase) Não havendo causas especiais de aumento e
diminuição de pena, fixo em definitivo a pena do acusado em
07 anos de reclusão, e 600 dias-multa pelo crime de tráfico de
entorpecentes (artigo 33, ‘caput’, da Lei 11.343/06) e 04 anos e 01
mês de reclusão e 750 dias-multa peto crime de associação para
o tráfico (artigo 35, ‘caput’, da Lei 11,343/06).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
Estabeleço o valor de cada dia-multa em seu mínimo
legal” (fl. 30 do anexo de instrução 2 - grifos nossos).
Verifica-se, desse modo, que a decisão foi suficientemente
fundamentada, não padecendo de ilegalidade.
Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a
proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44
do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender
que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir
o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário,
seria inócua a previsão legal facultando a substituição.
Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos
requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização
da pena e as especificidades próprias da legislação, especialmente porque
o paciente foi flagrado em verdadeiro laboratório destinado à produção
de crack, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública.
Essa conduta gravíssima perpetrada pelo paciente, impede, neste
caso específico, a substituição da pena (Código Penal Brasileiro, art. 44, inciso III).
Nessas condições, os fatos indicam que a substituição da pena não se
revelaria suficiente para reprovar a conduta e reeducar o paciente, ou
seja, não atingiria a finalidade da pena, que, neste caso, visa,
principalmente, reprimir a conduta da disseminação desenfreada das
substância conhecida vulgarmente como crack.
A despeito de haver o Plenário desta Suprema Corte reconhecido a
inconstitucionalidade da vedação ex lege à substituição da pena prevista
no art. 44 da Lei n 11.343/06, deixo consignado que é plenamente
possível ao magistrado, na apreciação das condições subjetivas
desfavoráveis, vir a manter a pena privativa de liberdade, desde que o
faça em razão de elementos concretos e individualizados aptos a
demonstrar a necessidade da medida privativa de liberdade do
indivíduo, nos termos do art. 44, c/c o art. 59, do Código Penal,
exatamente como se deu no caso concreto, não cabendo, na via
mandamental, a revisão desses fundamentos.
Por último, em relação ao regime prisional semiaberto estabelecido
10
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HC 113.134 / SC
Estabeleço o valor de cada dia-multa em seu mínimo
legal” (fl. 30 do anexo de instrução 2 - grifos nossos).
Verifica-se, desse modo, que a decisão foi suficientemente
fundamentada, não padecendo de ilegalidade.
Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a
proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44
do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender
que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir
o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário,
seria inócua a previsão legal facultando a substituição.
Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos
requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização
da pena e as especificidades próprias da legislação, especialmente porque
o paciente foi flagrado em verdadeiro laboratório destinado à produção
de crack, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública.
Essa conduta gravíssima perpetrada pelo paciente, impede, neste
caso específico, a substituição da pena (Código Penal Brasileiro, art. 44, inciso III).
Nessas condições, os fatos indicam que a substituição da pena não se
revelaria suficiente para reprovar a conduta e reeducar o paciente, ou
seja, não atingiria a finalidade da pena, que, neste caso, visa,
principalmente, reprimir a conduta da disseminação desenfreada das
substância conhecida vulgarmente como crack.
A despeito de haver o Plenário desta Suprema Corte reconhecido a
inconstitucionalidade da vedação ex lege à substituição da pena prevista
no art. 44 da Lei n 11.343/06, deixo consignado que é plenamente
possível ao magistrado, na apreciação das condições subjetivas
desfavoráveis, vir a manter a pena privativa de liberdade, desde que o
faça em razão de elementos concretos e individualizados aptos a
demonstrar a necessidade da medida privativa de liberdade do
indivíduo, nos termos do art. 44, c/c o art. 59, do Código Penal,
exatamente como se deu no caso concreto, não cabendo, na via
mandamental, a revisão desses fundamentos.
Por último, em relação ao regime prisional semiaberto estabelecido
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 113.134 / SC
para o início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua
fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3... do art. 33
do Código Penal, que impõe a “observância dos critérios previstos no art. 59”,
segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência
da sanção “para reprovação e prevenção do crime”.
Ante o exposto, denego a ordem.
É como voto.
11
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para o início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua
fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3... do art. 33
do Código Penal, que impõe a “observância dos critérios previstos no art. 59”,
segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência
da sanção “para reprovação e prevenção do crime”.
Ante o exposto, denego a ordem.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 113.134
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : RONALDO FURTADO
IMPTE.(S) : GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 113.134
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : RONALDO FURTADO
IMPTE.(S) : GERSON ALDO MEIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 113 . 134",
"HC n 97 . 256 / RS",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HABEAS CORPUS 113 . 134",
"HC n 225 . 645 / SC",
"HABEAS CORPUS 113 . 134 SANTA",
"HC n 225 . 645 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HABEAS CORPUS 113 . 134",
"HC n 225 . 645 / SC",
"HABEAS CORPUS 113 . 134",
"HC n 225 . 645 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"Habeas Corpus n . 165 . 524 / SP",
"Apelação Criminal n . 2009 . 059649 - 8",
"HC 113 . 134 / SC",
"Habeas Corpus n . 165 . 524 / SP",
"Apelação Criminal n . 2009 . 059649 - 8",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC n 92 . 956 / SP",
"Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC n 92 . 956 / SP",
"Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC n 97 . 256 / RS",
"HC n 107 . 904 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC n 97 . 256 / RS",
"HC n 107 . 904 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"RHC n 94 . 806 / PR",
"HC n 87 . 684 / AM",
"HC 113 . 134 / SC",
"RHC n 94 . 806 / PR",
"HC n 87 . 684 / AM",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HC 113 . 134 / SC",
"HABEAS CORPUS 113 . 134",
"HABEAS CORPUS 113 . 134"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 44 da Lei de Tóxicos",
"art . 44 , c / c o art . 59 , do Código Penal",
"Medida Provisória n",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . da Lei",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 33 , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343",
"arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06",
"arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 35 , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06",
"arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06",
"arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 35 , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 35 , da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 44 , I e III , do Código Penal",
"Constituição Federal",
"art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"art . 44 do Código Penal",
"art . 44 , I , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 35 , da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 44 , I e III , do Código Penal",
"Constituição Federal",
"art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"art . 44 do Código Penal",
"art . 44 , I , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 , III do CPB",
"art . 44 , III , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 , III do CPB",
"art . 44 , III , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de Drogas",
"art . 2 , § 1 , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"arts 33 , § 4 , e 44 , caput , da lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de Drogas",
"art . 2 , § 1 , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"arts 33 , § 4 , e 44 , caput , da lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do artigo 2 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"Lei 11 . 464 / 07",
"artigo 44 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do artigo 2 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"Lei 11 . 464 / 07",
"artigo 44 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"44 , inciso III , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 44 da Lei de Tóxicos",
"§",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 44 da Lei de Tóxicos",
"art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 11 . 343 / 06",
"Lei 6 . 368 / 76",
"Lei",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"inciso III do art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 11 . 343 / 06",
"Lei 6 . 368 / 76",
"Lei de Tóxicos",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"inciso III do art . 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , ' caput ’ , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"art . 35 , ‘ caput ’ , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"artigo 33 , ‘ caput ’ , da Lei 11 . 343 / 06",
"artigo 35 , ‘ caput ’ , da Lei 11 , 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , ' caput ’ , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"art . 35 , ‘ caput ’ , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"59 do Código Penal Brasileiro",
"artigo 33 , ‘ caput ’ , da Lei 11 . 343 / 06",
"artigo 35 , ‘ caput ’ , da Lei 11 , 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"Código Penal Brasileiro , art . 44 , inciso III",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 44 , c / c o art . 59 , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 do Código Penal",
"Código Penal Brasileiro , art . 44 , inciso III",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 44 , c / c o art . 59 , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 3 . . . do art . 33 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 3 . . . do art . 33 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"Camboriú",
"Camboriú",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Plenário desta Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça de Santa Catarina",
"Procuradoria",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça de Santa Catarina",
"Procuradoria",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta Suprema Corte",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário desta Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"RONALDO FURTADO",
"GERSON ALDO MEIRA",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"RONALDO FURTADO",
"GERSON ALDO MEIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"Gerson Aldo Meira",
"Ronaldo Furtado",
"Vasco Della Giustina",
"DIAS TOFFOLI",
"RONALDO FURTADO",
"GERSON ALDO MEIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"Gerson Aldo Meira",
"Ronaldo Furtado",
"Vasco Della Giustina",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Cláudia Sampaio Marques",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Vasco Della Giustina",
"Ronaldo Furtado",
"Henrique Cardoso Furtado",
"DIAS TOFFOLI",
"Vasco Della Giustina",
"Ronaldo Furtado",
"Henrique Cardoso Furtado",
"DIAS TOFFOLI",
"Ronaldo",
"Henrique Cardoso Furtado",
"Ronaldo",
"Henrique Cardoso Furtado",
"DIAS TOFFOLI",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"Ronaldo Furtado",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"Ronaldo Furtado",
"DIAS TOFFOLI",
"Henrique",
"Ronaldo",
"RONALDO",
"Henrique",
"Ronaldo",
"RONALDO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"RONALDO FURTADO",
"RONALDO FURTADO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"RONALDO FURTADO",
"GERSON ALDO MEIRA",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"RONALDO FURTADO",
"GERSON ALDO MEIRA",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"16",
"/",
"12",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"12",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"12",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"9",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"9",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"4",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"4",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"12",
"/",
"10",
"7",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"12",
"/",
"10",
"7",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"4",
"/",
"10",
"25",
"/",
"8",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"4",
"/",
"10",
"25",
"/",
"8",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.355 GOIÁS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
IMPTE.(S)
:LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR
DO HABEAS CORPUS 188628 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO
NÃO CONHECIDA. RAZÕES RECURSAIS. APRESENTAÇÃO.
INTEMPESTIVIDADE. MERA IRREGULARIDADE. SITUAÇÃO
CONFIGURADORA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM
CONCEDIDA.
I – Esta Corte já sedimentou a orientação no sentido de que,
apresentado o termo de apelação dentro do prazo legal, a apresentação
extemporânea das razões recursais constitui mera irregularidade, que não
prejudica a apreciação do recurso. Precedentes.
II – O entendimento adotado pelo tribunal regional, que deixou de
conhecer da apelação em função da extemporaneidade das razões
recursais, configura flagrante constrangimento ilegal, apto a justificar a
superação do enunciado da Súmula 691 deste Tribunal e, por
conseguinte, a concessão da ordem.
III – Ordem concedida para determinar ao Tribunal Regional Federal
da 1ª Região que, afastada a preliminar de intempestividade, prossiga no
julgamento da apelação interposta pelo ora paciente.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder a
ordem para, afastada a preliminar de intempestividade, determinar ao
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2259661.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
HC 112.355 / GO
Tribunal Regional Federal da 1ª Região que prossiga no julgamento do
apelo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.355 / GO
Tribunal Regional Federal da 1ª Região que prossiga no julgamento do
apelo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.355 GOIÁS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
IMPTE.(S)
:LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR
DO HABEAS CORPUS 188628 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Luiz
Gustavo Moreira de Mello, em favor de OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ,
contra decisão do Ministro Adilson Vieira Macabu (Desembargador
convocado do TJ/RJ), que indeferiu o pedido de reconsideração
formulado no HC 188.628/GO do Superior Tribunal de Justiça.
O impetrante narra, inicialmente, que a apelação interposta pelo
paciente não foi conhecida em razão da tardia apresentação das razões
recursais.
Irresignada, a defesa manejou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, mas o pedido de liminar foi indeferido.
Prossegue informando que, passados mais de quinze meses da data
da impetração, o mérito do writ não foi apreciado pelo colegiado, razão
pela qual a defesa requereu a reconsideração do decisum que indeferiu a
liminar. Entretanto, o pedido foi indeferido.
É contra essa decisão que se insurge o impetrante.
Sustenta, em síntese, que o entendimento segundo o qual a
apresentação tardia das razões de apelação constitui mera irregularidade
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.355 GOIÁS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
IMPTE.(S)
:LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR
DO HABEAS CORPUS 188628 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Luiz
Gustavo Moreira de Mello, em favor de OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ,
contra decisão do Ministro Adilson Vieira Macabu (Desembargador
convocado do TJ/RJ), que indeferiu o pedido de reconsideração
formulado no HC 188.628/GO do Superior Tribunal de Justiça.
O impetrante narra, inicialmente, que a apelação interposta pelo
paciente não foi conhecida em razão da tardia apresentação das razões
recursais.
Irresignada, a defesa manejou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, mas o pedido de liminar foi indeferido.
Prossegue informando que, passados mais de quinze meses da data
da impetração, o mérito do writ não foi apreciado pelo colegiado, razão
pela qual a defesa requereu a reconsideração do decisum que indeferiu a
liminar. Entretanto, o pedido foi indeferido.
É contra essa decisão que se insurge o impetrante.
Sustenta, em síntese, que o entendimento segundo o qual a
apresentação tardia das razões de apelação constitui mera irregularidade
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
HC 112.355 / GO
está agasalhado pela jurisprudência desta Corte e que o Ministério
Público Federal, inclusive, pronunciou-se, no caso sob exame, pela
concessão da ordem.
Afirma, em seguida, que o processo em que o paciente se viu
condenado já retornou ao juízo de primeiro grau para a execução da
sentença e que a audiência admonitória foi designada para o dia 5/3/2012,
de forma que, caso venha a ser realizada, o feito manejado no STJ perderá
o objeto.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão da execução da sentença
condenatória até o julgamento do mérito do HC 188.628/GO no Superior
Tribunal de Justiça.
Em 16/2/2012, indeferi a medida liminar e, estando bem instruídos os
autos, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou
pela concessão da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2259662.
Supremo Tribunal Federal
HC 112.355 / GO
está agasalhado pela jurisprudência desta Corte e que o Ministério
Público Federal, inclusive, pronunciou-se, no caso sob exame, pela
concessão da ordem.
Afirma, em seguida, que o processo em que o paciente se viu
condenado já retornou ao juízo de primeiro grau para a execução da
sentença e que a audiência admonitória foi designada para o dia 5/3/2012,
de forma que, caso venha a ser realizada, o feito manejado no STJ perderá
o objeto.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão da execução da sentença
condenatória até o julgamento do mérito do HC 188.628/GO no Superior
Tribunal de Justiça.
Em 16/2/2012, indeferi a medida liminar e, estando bem instruídos os
autos, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou
pela concessão da ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.355 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de concessão da ordem.
O decisum questionado tem o seguinte teor:
“Impetra-se o presente habeas corpus, com pedido de concessão
de medida liminar, ao argumento de que o ora paciente sofre
constrangimento ilegal, porque o Eg. Tribunal a quo teria deixado de
conhecer da apelação interposta sob o argumento de intempestividade
do recurso.
Este o breve relatório.
DECIDO.
A jurisprudência deste Tribunal Superior tem se firmado no
sentido de que a concessão de liminar em habeas corpus é
providência de caráter excepcional, motivo pelo qual se exige
constrangimento ilegal manifesto, visível de plano frente à análise
sumária dos argumentos apresentados, bem como da demonstração
inequívoca dos requisitos autorizadores do periculum in mora e do
fumus boni iuris, além da plausibilidade do direito invocado , como a
propósito, já decidido pela Quinta Turma desta Egrégia Corte:
'(...) A concessão de liminar em habeas corpus reserva-se
aos casos excepcionais de ofensa manifesta ao direito de ir e vir
do paciente, e desde que preenchidos os seus pressupostos legais,
quais sejam, o fumus boni juris e o periculum in mora' (STJ
- HC 173471 - Rel. Ministro JORGE MUSSI - Quinta Turma -
05/08/2010).
Do exame apriorístico dos autos, não vislumbro qualquer
ilegalidade manifesta ou teratologia no aresto impugnado, capaz de
justificar a concessão excepcional da ordem em liminar.
Nesse contexto, as questões levantadas na inicial serão
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.355 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de concessão da ordem.
O decisum questionado tem o seguinte teor:
“Impetra-se o presente habeas corpus, com pedido de concessão
de medida liminar, ao argumento de que o ora paciente sofre
constrangimento ilegal, porque o Eg. Tribunal a quo teria deixado de
conhecer da apelação interposta sob o argumento de intempestividade
do recurso.
Este o breve relatório.
DECIDO.
A jurisprudência deste Tribunal Superior tem se firmado no
sentido de que a concessão de liminar em habeas corpus é
providência de caráter excepcional, motivo pelo qual se exige
constrangimento ilegal manifesto, visível de plano frente à análise
sumária dos argumentos apresentados, bem como da demonstração
inequívoca dos requisitos autorizadores do periculum in mora e do
fumus boni iuris, além da plausibilidade do direito invocado , como a
propósito, já decidido pela Quinta Turma desta Egrégia Corte:
'(...) A concessão de liminar em habeas corpus reserva-se
aos casos excepcionais de ofensa manifesta ao direito de ir e vir
do paciente, e desde que preenchidos os seus pressupostos legais,
quais sejam, o fumus boni juris e o periculum in mora' (STJ
- HC 173471 - Rel. Ministro JORGE MUSSI - Quinta Turma -
05/08/2010).
Do exame apriorístico dos autos, não vislumbro qualquer
ilegalidade manifesta ou teratologia no aresto impugnado, capaz de
justificar a concessão excepcional da ordem em liminar.
Nesse contexto, as questões levantadas na inicial serão
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.355 / GO
devidamente analisadas no exame de mérito deste habeas corpus,
resguardando-se o principio da colegialidade (STF - HC 98.196/MG –
Rel. Min. Ricardo Lewandoswski - 09/09/2010) .
Com esses fundamentos, INDEFIRO O PEDIDO DE
LIMINAR”.
Como tenho reiteradamente decidido, a superação da Súmula 691 do
STF constitui medida excepcional, que somente se legitima quando a
decisão atacada se mostra teratológica, flagrantemente ilegal ou abusiva.
No caso sob exame, verifico que a situação é excepcional, apta a
superar o entendimento sumular, diante do evidente constrangimento
ilegal ao qual está submetido o paciente, conforme passo a demonstrar.
Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 2 anos e
11 meses de reclusão e ao pagamento de 40 dias-multa pela prática do
crime previsto no art. 17, caput, da Lei 7.492/19861, tendo o juízo
sentenciante substituído a pena privativa de liberdade por duas
restritivas de direitos.
Inconformada com a sentença condenatória, a defesa apelou, mas o
recurso não foi conhecido em razão de sua intempestividade, porque o
réu, “intimado em 30/01/2006, consoante se vê às fls. 1.033, para apresentação
de suas razões recursais, só as protocolou em 1º/03/2006”.
Contra essa decisão, a defesa manejou habeas corpus no Superior
Tribunal de Justiça, com pedido de medida liminar, mas o pleito de
1
Art. 17. Tomar ou receber, qualquer das pessoas mencionadas no art. 25 desta Lei,
direta ou indiretamente, empréstimo ou adiantamento, ou deferi-lo a controlador, a
administrador, a membro de conselho estatutário, aos respectivos cônjuges, aos ascendentes
ou descendentes, a parentes na linha colateral até o 2º grau, consanguíneos ou afins, ou a
sociedades cujo controle seja por ela exercido, direta ou indiretamente, ou por qualquer
dessas pessoas:
Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
2
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devidamente analisadas no exame de mérito deste habeas corpus,
resguardando-se o principio da colegialidade (STF - HC 98.196/MG –
Rel. Min. Ricardo Lewandoswski - 09/09/2010) .
Com esses fundamentos, INDEFIRO O PEDIDO DE
LIMINAR”.
Como tenho reiteradamente decidido, a superação da Súmula 691 do
STF constitui medida excepcional, que somente se legitima quando a
decisão atacada se mostra teratológica, flagrantemente ilegal ou abusiva.
No caso sob exame, verifico que a situação é excepcional, apta a
superar o entendimento sumular, diante do evidente constrangimento
ilegal ao qual está submetido o paciente, conforme passo a demonstrar.
Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 2 anos e
11 meses de reclusão e ao pagamento de 40 dias-multa pela prática do
crime previsto no art. 17, caput, da Lei 7.492/19861, tendo o juízo
sentenciante substituído a pena privativa de liberdade por duas
restritivas de direitos.
Inconformada com a sentença condenatória, a defesa apelou, mas o
recurso não foi conhecido em razão de sua intempestividade, porque o
réu, “intimado em 30/01/2006, consoante se vê às fls. 1.033, para apresentação
de suas razões recursais, só as protocolou em 1º/03/2006”.
Contra essa decisão, a defesa manejou habeas corpus no Superior
Tribunal de Justiça, com pedido de medida liminar, mas o pleito de
1
Art. 17. Tomar ou receber, qualquer das pessoas mencionadas no art. 25 desta Lei,
direta ou indiretamente, empréstimo ou adiantamento, ou deferi-lo a controlador, a
administrador, a membro de conselho estatutário, aos respectivos cônjuges, aos ascendentes
ou descendentes, a parentes na linha colateral até o 2º grau, consanguíneos ou afins, ou a
sociedades cujo controle seja por ela exercido, direta ou indiretamente, ou por qualquer
dessas pessoas:
Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
2
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HC 112.355 / GO
urgência foi indeferido, bem como o pedido de reconsideração que se
seguiu.
Pois bem. Embora não tenha o Relator do writ impetrado no STJ
vislumbrado ilegalidade flagrante, verifico que o constrangimento ilegal a
que está submetido o paciente é nítido.
Isso porque, in casu, o réu interpôs o recurso de apelação
tempestivamente e lançou mão da faculdade de apresentar as razões
diretamente no tribunal ad quem, nos termos do art. 600, § 4º, do Código
de Processo Penal.
Nesse contexto, anoto que está sedimentado, neste Tribunal, o
entendimento no sentido de que a apresentação extemporânea das razões
de apelação constitui mera irregularidade, que não prejudica o
conhecimento do recurso. A corroborar essa orientação menciono os
seguintes precedentes:
“HABEAS
CORPUS.
CRIMES
DE
ROUBO
QUALIFICADO E DE PREVARICAÇÃO. ALEGAÇÃO DE
EXTEMPORANEIDADE DA APRESENTAÇÃO DAS RAZÕES
DE APELAÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, DE SUA
SUCUMBÊNCIA, POR TER PEDIDO MAIS NA APELAÇÃO
DO QUE NAS RAZÕES FINAIS, E DE PRESCRIÇÃO DA PENA
IMPOSTA NA SENTENÇA A UM DOS PACIENTES. 1. Quando
há, nos autos, uma floresta de certidões, algumas contraditórias,
outras fora da ordem cronológica e outras certificando os mesmos atos
com datas diferentes, deve prevalecer, para efeito de intimação do
Ministério Público, aquela que for compatível com o art. 41, IV, da Lei
Orgânica do Ministério Público (Lei nº 8.625/93) e art. 390 do Código
de Processo Penal (intimação pessoal). As razões não são
necessárias para validar a apelação e a sua apresentação fora
do prazo não torna o recurso deserto: é mera irregularidade.
Precedentes. 2. Quando as razões da apelação seguem os termos da
denúncia, é irrelevante que o Ministério Público tenha pedido menos
3
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urgência foi indeferido, bem como o pedido de reconsideração que se
seguiu.
Pois bem. Embora não tenha o Relator do writ impetrado no STJ
vislumbrado ilegalidade flagrante, verifico que o constrangimento ilegal a
que está submetido o paciente é nítido.
Isso porque, in casu, o réu interpôs o recurso de apelação
tempestivamente e lançou mão da faculdade de apresentar as razões
diretamente no tribunal ad quem, nos termos do art. 600, § 4º, do Código
de Processo Penal.
Nesse contexto, anoto que está sedimentado, neste Tribunal, o
entendimento no sentido de que a apresentação extemporânea das razões
de apelação constitui mera irregularidade, que não prejudica o
conhecimento do recurso. A corroborar essa orientação menciono os
seguintes precedentes:
“HABEAS
CORPUS.
CRIMES
DE
ROUBO
QUALIFICADO E DE PREVARICAÇÃO. ALEGAÇÃO DE
EXTEMPORANEIDADE DA APRESENTAÇÃO DAS RAZÕES
DE APELAÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, DE SUA
SUCUMBÊNCIA, POR TER PEDIDO MAIS NA APELAÇÃO
DO QUE NAS RAZÕES FINAIS, E DE PRESCRIÇÃO DA PENA
IMPOSTA NA SENTENÇA A UM DOS PACIENTES. 1. Quando
há, nos autos, uma floresta de certidões, algumas contraditórias,
outras fora da ordem cronológica e outras certificando os mesmos atos
com datas diferentes, deve prevalecer, para efeito de intimação do
Ministério Público, aquela que for compatível com o art. 41, IV, da Lei
Orgânica do Ministério Público (Lei nº 8.625/93) e art. 390 do Código
de Processo Penal (intimação pessoal). As razões não são
necessárias para validar a apelação e a sua apresentação fora
do prazo não torna o recurso deserto: é mera irregularidade.
Precedentes. 2. Quando as razões da apelação seguem os termos da
denúncia, é irrelevante que o Ministério Público tenha pedido menos
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.355 / GO
nas razões finais, pois vige o princípio da indisponibilidade da ação
penal pública, que está positivado no direito brasileiro (CPP, arts. 42 e
576), com a ressalva constitucional da transação, quando cabível.
Precedentes. 3. Mantido o acórdão impugnado, fica prejudicado o
exame da prescrição da pena aplicada na sentença, eis que restou
reformada. 4. Habeas corpus conhecido, mas indeferido (por
maioria)” (HC 73.422/MG, Rel. Min. Marco Aurélio – grifos
meus).
“Apelação criminal: Júri: prazo. Lida a sentença às 24 horas de
um dia, exclui-se, da contagem do prazo, o dia seguinte, que é o termo
inicial. A extemporaneidade das razoes, ainda que se trate de
apelação contra decisão do Tribunal do Júri, não afeta a
tempestividade do recurso, se a interposição, ajuizada a tempo,
declina o fundamento legal específico” (HC 69.695/MG, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence – grifos meus).
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que
assim se manifestou sobre o tema:
“(...)
7. No caso, o paciente manifestou o desejo de recorrer dentro do
prazo legal, oportunidade em que consignou que apresentaria as
razões de apelação perante a Corte Regional, conforme faculta o § 4º
do art. 600 do Código de Processo Penal.
8. Portanto, o recurso foi interposto dentro do prazo legal. O não
recebimento da apelação, por terem as razões recursais sido
apresentadas extemporaneamente, configura cerceamento de defesa e
impõe evidente constrangimento ilegal ao paciente, de forma a
autorizar a superação da Súmula 691/STF.
9. Isso posto, opino pela concessão da ordem”.
Diante do exposto, concedo a ordem para, afastada a preliminar de
intempestividade, determinar ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região
que prossiga no julgamento do apelo.
4
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nas razões finais, pois vige o princípio da indisponibilidade da ação
penal pública, que está positivado no direito brasileiro (CPP, arts. 42 e
576), com a ressalva constitucional da transação, quando cabível.
Precedentes. 3. Mantido o acórdão impugnado, fica prejudicado o
exame da prescrição da pena aplicada na sentença, eis que restou
reformada. 4. Habeas corpus conhecido, mas indeferido (por
maioria)” (HC 73.422/MG, Rel. Min. Marco Aurélio – grifos
meus).
“Apelação criminal: Júri: prazo. Lida a sentença às 24 horas de
um dia, exclui-se, da contagem do prazo, o dia seguinte, que é o termo
inicial. A extemporaneidade das razoes, ainda que se trate de
apelação contra decisão do Tribunal do Júri, não afeta a
tempestividade do recurso, se a interposição, ajuizada a tempo,
declina o fundamento legal específico” (HC 69.695/MG, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence – grifos meus).
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que
assim se manifestou sobre o tema:
“(...)
7. No caso, o paciente manifestou o desejo de recorrer dentro do
prazo legal, oportunidade em que consignou que apresentaria as
razões de apelação perante a Corte Regional, conforme faculta o § 4º
do art. 600 do Código de Processo Penal.
8. Portanto, o recurso foi interposto dentro do prazo legal. O não
recebimento da apelação, por terem as razões recursais sido
apresentadas extemporaneamente, configura cerceamento de defesa e
impõe evidente constrangimento ilegal ao paciente, de forma a
autorizar a superação da Súmula 691/STF.
9. Isso posto, opino pela concessão da ordem”.
Diante do exposto, concedo a ordem para, afastada a preliminar de
intempestividade, determinar ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região
que prossiga no julgamento do apelo.
4
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.355
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
IMPTE.(S) : LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS 188628 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para,
afastada a preliminar de intempestividade, determinar ao Tribunal
Regional Federal da 1ª Região que prossiga no julgamento do apelo,
nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.355
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
IMPTE.(S) : LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS 188628 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para,
afastada a preliminar de intempestividade, determinar ao Tribunal
Regional Federal da 1ª Região que prossiga no julgamento do apelo,
nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2750968
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-09-14T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para, afastada a preliminar de intempestividade, determinar ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região que prossiga no julgamento do apelo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 26.06.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO NÃO CONHECIDA. RAZÕES RECURSAIS. APRESENTAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. MERA IRREGULARIDADE. SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM CONCEDIDA.
I – Esta Corte já sedimentou a orientação no sentido de que, apresentado o termo de apelação dentro do prazo legal, a apresentação extemporânea das razões recursais constitui mera irregularidade, que não prejudica a apreciação do recurso. Precedentes.
II – O entendimento adotado pelo tribunal regional, que deixou de conhecer da apelação em função da extemporaneidade das razões recursais, configura flagrante constrangimento ilegal, apto a justificar a superação do enunciado da Súmula 691 deste Tribunal e, por conseguinte, a concessão da ordem.
III – Ordem concedida para determinar ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região que, afastada a preliminar de intempestividade, prossiga no julgamento da apelação interposta pelo ora paciente.
|
sjur214446
|
- Acórdãos citados: HC 73422, HC 69695.
Número de páginas: 9.
Análise: 21/09/2012, MLM.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
112355
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00600 PAR-00004 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-007492 ANO-1986\r\n ART-00017 \"CAPUT\" \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 112355
|
[
""
] |
IMPTE.(S) : LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
PACTE.(S) : OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS 188628 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.355 GOIÁS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
IMPTE.(S)
:LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR
DO HABEAS CORPUS 188628 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO
NÃO CONHECIDA. RAZÕES RECURSAIS. APRESENTAÇÃO.
INTEMPESTIVIDADE. MERA IRREGULARIDADE. SITUAÇÃO
CONFIGURADORA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM
CONCEDIDA.
I – Esta Corte já sedimentou a orientação no sentido de que,
apresentado o termo de apelação dentro do prazo legal, a apresentação
extemporânea das razões recursais constitui mera irregularidade, que não
prejudica a apreciação do recurso. Precedentes.
II – O entendimento adotado pelo tribunal regional, que deixou de
conhecer da apelação em função da extemporaneidade das razões
recursais, configura flagrante constrangimento ilegal, apto a justificar a
superação do enunciado da Súmula 691 deste Tribunal e, por
conseguinte, a concessão da ordem.
III – Ordem concedida para determinar ao Tribunal Regional Federal
da 1... Região que, afastada a preliminar de intempestividade, prossiga no
julgamento da apelação interposta pelo ora paciente.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder a
ordem para, afastada a preliminar de intempestividade, determinar ao
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DJe 14/09/2012
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
HC 112.355 / GO
Tribunal Regional Federal da 1... Região que prossiga no julgamento do
apelo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.355 / GO
Tribunal Regional Federal da 1... Região que prossiga no julgamento do
apelo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.355 GOIÁS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
IMPTE.(S)
:LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR
DO HABEAS CORPUS 188628 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Luiz
Gustavo Moreira de Mello, em favor de OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ,
contra decisão do Ministro Adilson Vieira Macabu (Desembargador
convocado do TJ/RJ), que indeferiu o pedido de reconsideração
formulado no HC 188.628/GO do Superior Tribunal de Justiça.
O impetrante narra, inicialmente, que a apelação interposta pelo
paciente não foi conhecida em razão da tardia apresentação das razões
recursais.
Irresignada, a defesa manejou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, mas o pedido de liminar foi indeferido.
Prossegue informando que, passados mais de quinze meses da data
da impetração, o mérito do writ não foi apreciado pelo colegiado, razão
pela qual a defesa requereu a reconsideração do decisum que indeferiu a
liminar. Entretanto, o pedido foi indeferido.
É contra essa decisão que se insurge o impetrante.
Sustenta, em síntese, que o entendimento segundo o qual a
apresentação tardia das razões de apelação constitui mera irregularidade
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26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.355 GOIÁS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
IMPTE.(S)
:LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR
DO HABEAS CORPUS 188628 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Luiz
Gustavo Moreira de Mello, em favor de OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ,
contra decisão do Ministro Adilson Vieira Macabu (Desembargador
convocado do TJ/RJ), que indeferiu o pedido de reconsideração
formulado no HC 188.628/GO do Superior Tribunal de Justiça.
O impetrante narra, inicialmente, que a apelação interposta pelo
paciente não foi conhecida em razão da tardia apresentação das razões
recursais.
Irresignada, a defesa manejou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, mas o pedido de liminar foi indeferido.
Prossegue informando que, passados mais de quinze meses da data
da impetração, o mérito do writ não foi apreciado pelo colegiado, razão
pela qual a defesa requereu a reconsideração do decisum que indeferiu a
liminar. Entretanto, o pedido foi indeferido.
É contra essa decisão que se insurge o impetrante.
Sustenta, em síntese, que o entendimento segundo o qual a
apresentação tardia das razões de apelação constitui mera irregularidade
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
HC 112.355 / GO
está agasalhado pela jurisprudência desta Corte e que o Ministério
Público Federal, inclusive, pronunciou-se, no caso sob exame, pela
concessão da ordem.
Afirma, em seguida, que o processo em que o paciente se viu
condenado já retornou ao juízo de primeiro grau para a execução da
sentença e que a audiência admonitória foi designada para o dia 5/3/2012,
de forma que, caso venha a ser realizada, o feito manejado no Superior Tribunal de Justiça perderá
o objeto.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão da execução da sentença
condenatória até o julgamento do mérito do HC 188.628/GO no Superior
Tribunal de Justiça.
Em 16/2/2012, indeferi a medida liminar e, estando bem instruídos os
autos, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou
pela concessão da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.355 / GO
está agasalhado pela jurisprudência desta Corte e que o Ministério
Público Federal, inclusive, pronunciou-se, no caso sob exame, pela
concessão da ordem.
Afirma, em seguida, que o processo em que o paciente se viu
condenado já retornou ao juízo de primeiro grau para a execução da
sentença e que a audiência admonitória foi designada para o dia 5/3/2012,
de forma que, caso venha a ser realizada, o feito manejado no Superior Tribunal de Justiça perderá
o objeto.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão da execução da sentença
condenatória até o julgamento do mérito do HC 188.628/GO no Superior
Tribunal de Justiça.
Em 16/2/2012, indeferi a medida liminar e, estando bem instruídos os
autos, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou
pela concessão da ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.355 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de concessão da ordem.
O decisum questionado tem o seguinte teor:
“Impetra-se o presente habeas corpus, com pedido de concessão
de medida liminar, ao argumento de que o ora paciente sofre
constrangimento ilegal, porque o Eg. Tribunal a quo teria deixado de
conhecer da apelação interposta sob o argumento de intempestividade
do recurso.
Este o breve relatório.
DECIDO.
A jurisprudência deste Tribunal Superior tem se firmado no
sentido de que a concessão de liminar em habeas corpus é
providência de caráter excepcional, motivo pelo qual se exige
constrangimento ilegal manifesto, visível de plano frente à análise
sumária dos argumentos apresentados, bem como da demonstração
inequívoca dos requisitos autorizadores do periculum in mora e do
fumus boni iuris, além da plausibilidade do direito invocado , como a
propósito, já decidido pela Quinta Turma desta Egrégia Corte:
'(...) A concessão de liminar em habeas corpus reserva-se
aos casos excepcionais de ofensa manifesta ao direito de ir e vir
do paciente, e desde que preenchidos os seus pressupostos legais,
quais sejam, o fumus boni juris e o periculum in mora' (Superior Tribunal de Justiça
- HC 173471 - Rel. Ministro JORGE MUSSI - Quinta Turma -
05/08/2010).
Do exame apriorístico dos autos, não vislumbro qualquer
ilegalidade manifesta ou teratologia no aresto impugnado, capaz de
justificar a concessão excepcional da ordem em liminar.
Nesse contexto, as questões levantadas na inicial serão
Supremo Tribunal Federal
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26/06/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.355 GOIÁS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de concessão da ordem.
O decisum questionado tem o seguinte teor:
“Impetra-se o presente habeas corpus, com pedido de concessão
de medida liminar, ao argumento de que o ora paciente sofre
constrangimento ilegal, porque o Eg. Tribunal a quo teria deixado de
conhecer da apelação interposta sob o argumento de intempestividade
do recurso.
Este o breve relatório.
DECIDO.
A jurisprudência deste Tribunal Superior tem se firmado no
sentido de que a concessão de liminar em habeas corpus é
providência de caráter excepcional, motivo pelo qual se exige
constrangimento ilegal manifesto, visível de plano frente à análise
sumária dos argumentos apresentados, bem como da demonstração
inequívoca dos requisitos autorizadores do periculum in mora e do
fumus boni iuris, além da plausibilidade do direito invocado , como a
propósito, já decidido pela Quinta Turma desta Egrégia Corte:
'(...) A concessão de liminar em habeas corpus reserva-se
aos casos excepcionais de ofensa manifesta ao direito de ir e vir
do paciente, e desde que preenchidos os seus pressupostos legais,
quais sejam, o fumus boni juris e o periculum in mora' (Superior Tribunal de Justiça
- HC 173471 - Rel. Ministro JORGE MUSSI - Quinta Turma -
05/08/2010).
Do exame apriorístico dos autos, não vislumbro qualquer
ilegalidade manifesta ou teratologia no aresto impugnado, capaz de
justificar a concessão excepcional da ordem em liminar.
Nesse contexto, as questões levantadas na inicial serão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.355 / GO
devidamente analisadas no exame de mérito deste habeas corpus,
resguardando-se o principio da colegialidade (Supremo Tribunal Federal - HC 98.196/MG –
Rel. Min. Ricardo Lewandoswski - 09/09/2010) .
Com esses fundamentos, INDEFIRO O PEDIDO DE
LIMINAR”.
Como tenho reiteradamente decidido, a superação da Súmula 691 do
Supremo Tribunal Federal constitui medida excepcional, que somente se legitima quando a
decisão atacada se mostra teratológica, flagrantemente ilegal ou abusiva.
No caso sob exame, verifico que a situação é excepcional, apta a
superar o entendimento sumular, diante do evidente constrangimento
ilegal ao qual está submetido o paciente, conforme passo a demonstrar.
Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 2 anos e
11 meses de reclusão e ao pagamento de 40 dias-multa pela prática do
crime previsto no art. 17, caput, da Lei 7.492/19861, tendo o juízo
sentenciante substituído a pena privativa de liberdade por duas
restritivas de direitos.
Inconformada com a sentença condenatória, a defesa apelou, mas o
recurso não foi conhecido em razão de sua intempestividade, porque o
réu, “intimado em 30/01/2006, consoante se vê às fls. 1.033, para apresentação
de suas razões recursais, só as protocolou em 1.../03/2006”.
Contra essa decisão, a defesa manejou habeas corpus no Superior
Tribunal de Justiça, com pedido de medida liminar, mas o pleito de
1
Art. 17. Tomar ou receber, qualquer das pessoas mencionadas no art. 25 desta Lei,
direta ou indiretamente, empréstimo ou adiantamento, ou deferi-lo a controlador, a
administrador, a membro de conselho estatutário, aos respectivos cônjuges, aos ascendentes
ou descendentes, a parentes na linha colateral até o 2... grau, consanguíneos ou afins, ou a
sociedades cujo controle seja por ela exercido, direta ou indiretamente, ou por qualquer
dessas pessoas:
Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
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devidamente analisadas no exame de mérito deste habeas corpus,
resguardando-se o principio da colegialidade (Supremo Tribunal Federal - HC 98.196/MG –
Rel. Min. Ricardo Lewandoswski - 09/09/2010) .
Com esses fundamentos, INDEFIRO O PEDIDO DE
LIMINAR”.
Como tenho reiteradamente decidido, a superação da Súmula 691 do
Supremo Tribunal Federal constitui medida excepcional, que somente se legitima quando a
decisão atacada se mostra teratológica, flagrantemente ilegal ou abusiva.
No caso sob exame, verifico que a situação é excepcional, apta a
superar o entendimento sumular, diante do evidente constrangimento
ilegal ao qual está submetido o paciente, conforme passo a demonstrar.
Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 2 anos e
11 meses de reclusão e ao pagamento de 40 dias-multa pela prática do
crime previsto no art. 17, caput, da Lei 7.492/19861, tendo o juízo
sentenciante substituído a pena privativa de liberdade por duas
restritivas de direitos.
Inconformada com a sentença condenatória, a defesa apelou, mas o
recurso não foi conhecido em razão de sua intempestividade, porque o
réu, “intimado em 30/01/2006, consoante se vê às fls. 1.033, para apresentação
de suas razões recursais, só as protocolou em 1.../03/2006”.
Contra essa decisão, a defesa manejou habeas corpus no Superior
Tribunal de Justiça, com pedido de medida liminar, mas o pleito de
1
Art. 17. Tomar ou receber, qualquer das pessoas mencionadas no art. 25 desta Lei,
direta ou indiretamente, empréstimo ou adiantamento, ou deferi-lo a controlador, a
administrador, a membro de conselho estatutário, aos respectivos cônjuges, aos ascendentes
ou descendentes, a parentes na linha colateral até o 2... grau, consanguíneos ou afins, ou a
sociedades cujo controle seja por ela exercido, direta ou indiretamente, ou por qualquer
dessas pessoas:
Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.355 / GO
urgência foi indeferido, bem como o pedido de reconsideração que se
seguiu.
Pois bem. Embora não tenha o Relator do writ impetrado no Superior Tribunal de Justiça
vislumbrado ilegalidade flagrante, verifico que o constrangimento ilegal a
que está submetido o paciente é nítido.
Isso porque, in casu, o réu interpôs o recurso de apelação
tempestivamente e lançou mão da faculdade de apresentar as razões
diretamente no tribunal ad quem, nos termos do art. 600, § 4..., do Código
de Processo Penal.
Nesse contexto, anoto que está sedimentado, neste Tribunal, o
entendimento no sentido de que a apresentação extemporânea das razões
de apelação constitui mera irregularidade, que não prejudica o
conhecimento do recurso. A corroborar essa orientação menciono os
seguintes precedentes:
“HABEAS
CORPUS.
CRIMES
DE
ROUBO
QUALIFICADO E DE PREVARICAÇÃO. ALEGAÇÃO DE
EXTEMPORANEIDADE DA APRESENTAÇÃO DAS RAZÕES
DE APELAÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, DE SUA
SUCUMBÊNCIA, POR TER PEDIDO MAIS NA APELAÇÃO
DO QUE NAS RAZÕES FINAIS, E DE PRESCRIÇÃO DA PENA
IMPOSTA NA SENTENÇA A UM DOS PACIENTES. 1. Quando
há, nos autos, uma floresta de certidões, algumas contraditórias,
outras fora da ordem cronológica e outras certificando os mesmos atos
com datas diferentes, deve prevalecer, para efeito de intimação do
Ministério Público, aquela que for compatível com o art. 41, IV, da Lei
Orgânica do Ministério Público (Lei n 8.625/93) e art. 390 do Código
de Processo Penal (intimação pessoal). As razões não são
necessárias para validar a apelação e a sua apresentação fora
do prazo não torna o recurso deserto: é mera irregularidade.
Precedentes. 2. Quando as razões da apelação seguem os termos da
denúncia, é irrelevante que o Ministério Público tenha pedido menos
3
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urgência foi indeferido, bem como o pedido de reconsideração que se
seguiu.
Pois bem. Embora não tenha o Relator do writ impetrado no Superior Tribunal de Justiça
vislumbrado ilegalidade flagrante, verifico que o constrangimento ilegal a
que está submetido o paciente é nítido.
Isso porque, in casu, o réu interpôs o recurso de apelação
tempestivamente e lançou mão da faculdade de apresentar as razões
diretamente no tribunal ad quem, nos termos do art. 600, § 4..., do Código
de Processo Penal.
Nesse contexto, anoto que está sedimentado, neste Tribunal, o
entendimento no sentido de que a apresentação extemporânea das razões
de apelação constitui mera irregularidade, que não prejudica o
conhecimento do recurso. A corroborar essa orientação menciono os
seguintes precedentes:
“HABEAS
CORPUS.
CRIMES
DE
ROUBO
QUALIFICADO E DE PREVARICAÇÃO. ALEGAÇÃO DE
EXTEMPORANEIDADE DA APRESENTAÇÃO DAS RAZÕES
DE APELAÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, DE SUA
SUCUMBÊNCIA, POR TER PEDIDO MAIS NA APELAÇÃO
DO QUE NAS RAZÕES FINAIS, E DE PRESCRIÇÃO DA PENA
IMPOSTA NA SENTENÇA A UM DOS PACIENTES. 1. Quando
há, nos autos, uma floresta de certidões, algumas contraditórias,
outras fora da ordem cronológica e outras certificando os mesmos atos
com datas diferentes, deve prevalecer, para efeito de intimação do
Ministério Público, aquela que for compatível com o art. 41, IV, da Lei
Orgânica do Ministério Público (Lei n 8.625/93) e art. 390 do Código
de Processo Penal (intimação pessoal). As razões não são
necessárias para validar a apelação e a sua apresentação fora
do prazo não torna o recurso deserto: é mera irregularidade.
Precedentes. 2. Quando as razões da apelação seguem os termos da
denúncia, é irrelevante que o Ministério Público tenha pedido menos
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 112.355 / GO
nas razões finais, pois vige o princípio da indisponibilidade da ação
penal pública, que está positivado no direito brasileiro (CPP, arts. 42 e
576), com a ressalva constitucional da transação, quando cabível.
Precedentes. 3. Mantido o acórdão impugnado, fica prejudicado o
exame da prescrição da pena aplicada na sentença, eis que restou
reformada. 4. Habeas corpus conhecido, mas indeferido (por
maioria)” (HC 73.422/MG, Rel. Min. Marco Aurélio – grifos
meus).
“Apelação criminal: Júri: prazo. Lida a sentença às 24 horas de
um dia, exclui-se, da contagem do prazo, o dia seguinte, que é o termo
inicial. A extemporaneidade das razoes, ainda que se trate de
apelação contra decisão do Tribunal do Júri, não afeta a
tempestividade do recurso, se a interposição, ajuizada a tempo,
declina o fundamento legal específico” (HC 69.695/MG, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence – grifos meus).
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que
assim se manifestou sobre o tema:
“(...)
7. No caso, o paciente manifestou o desejo de recorrer dentro do
prazo legal, oportunidade em que consignou que apresentaria as
razões de apelação perante a Corte Regional, conforme faculta o § 4...
do art. 600 do Código de Processo Penal.
8. Portanto, o recurso foi interposto dentro do prazo legal. O não
recebimento da apelação, por terem as razões recursais sido
apresentadas extemporaneamente, configura cerceamento de defesa e
impõe evidente constrangimento ilegal ao paciente, de forma a
autorizar a superação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal.
9. Isso posto, opino pela concessão da ordem”.
Diante do exposto, concedo a ordem para, afastada a preliminar de
intempestividade, determinar ao Tribunal Regional Federal da 1... Região
que prossiga no julgamento do apelo.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.355 / GO
nas razões finais, pois vige o princípio da indisponibilidade da ação
penal pública, que está positivado no direito brasileiro (CPP, arts. 42 e
576), com a ressalva constitucional da transação, quando cabível.
Precedentes. 3. Mantido o acórdão impugnado, fica prejudicado o
exame da prescrição da pena aplicada na sentença, eis que restou
reformada. 4. Habeas corpus conhecido, mas indeferido (por
maioria)” (HC 73.422/MG, Rel. Min. Marco Aurélio – grifos
meus).
“Apelação criminal: Júri: prazo. Lida a sentença às 24 horas de
um dia, exclui-se, da contagem do prazo, o dia seguinte, que é o termo
inicial. A extemporaneidade das razoes, ainda que se trate de
apelação contra decisão do Tribunal do Júri, não afeta a
tempestividade do recurso, se a interposição, ajuizada a tempo,
declina o fundamento legal específico” (HC 69.695/MG, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence – grifos meus).
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que
assim se manifestou sobre o tema:
“(...)
7. No caso, o paciente manifestou o desejo de recorrer dentro do
prazo legal, oportunidade em que consignou que apresentaria as
razões de apelação perante a Corte Regional, conforme faculta o § 4...
do art. 600 do Código de Processo Penal.
8. Portanto, o recurso foi interposto dentro do prazo legal. O não
recebimento da apelação, por terem as razões recursais sido
apresentadas extemporaneamente, configura cerceamento de defesa e
impõe evidente constrangimento ilegal ao paciente, de forma a
autorizar a superação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal.
9. Isso posto, opino pela concessão da ordem”.
Diante do exposto, concedo a ordem para, afastada a preliminar de
intempestividade, determinar ao Tribunal Regional Federal da 1... Região
que prossiga no julgamento do apelo.
4
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.355
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
IMPTE.(S) : LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS 188628 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para,
afastada a preliminar de intempestividade, determinar ao Tribunal
Regional Federal da 1... Região que prossiga no julgamento do apelo,
nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518427
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.355
PROCED. : GOIÁS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ
IMPTE.(S) : LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HABEAS CORPUS 188628 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para,
afastada a preliminar de intempestividade, determinar ao Tribunal
Regional Federal da 1... Região que prossiga no julgamento do apelo,
nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518427
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 112 . 355",
"HABEAS CORPUS 188628",
"HC 112 . 355 / GO",
"HC 112 . 355 / GO",
"HABEAS CORPUS 112 . 355",
"HABEAS CORPUS 188628 DO",
"HC 188 . 628 / GO do Superior Tribunal",
"HABEAS CORPUS 112 . 355 GOIÁS",
"HABEAS CORPUS 188628 DO",
"HC 188 . 628 / GO do Superior Tribunal de Justiça",
"HC 112 . 355 / GO",
"HC 188 . 628 / GO",
"HC 112 . 355 / GO",
"HC 188 . 628 / GO",
"HABEAS CORPUS 112 . 355",
"HC 173471",
"HABEAS CORPUS 112 . 355",
"HC 173471",
"HC 112 . 355 / GO",
"HC 98 . 196 / MG",
"Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 112 . 355 / GO",
"HC 98 . 196 / MG",
"Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 112 . 355 / GO",
"HC 112 . 355 / GO",
"HC 112 . 355 / GO",
"HC 73 . 422 / MG",
"HC 69 . 695 / MG",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 112 . 355 / GO",
"HC 73 . 422 / MG",
"HC 69 . 695 / MG",
"HABEAS CORPUS 112 . 355",
"HABEAS CORPUS 188628",
"HABEAS CORPUS 112 . 355",
"HABEAS CORPUS 188628"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 17 , caput , da Lei 7 . 492 / 19861",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 17 , caput , da Lei 7 . 492 / 19861",
"Medida Provisória n 2 .",
"art . 600 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal",
"art . 41 , IV , da Lei Orgânica do Ministério Público",
"Lei n 8 . 625 / 93",
"art . 390 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 600 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal",
"art . 41 , IV , da Lei Orgânica do Ministério Público",
"Lei n 8 . 625 / 93",
"art . 390 do Código de Processo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPP , arts . 42 e 576",
"§ 4 . . . do art . 600 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPP , arts . 42 e 576",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"GOIÁS",
"Brasília",
"Brasília",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"TJ",
"/",
"RJ",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"TJ",
"/",
"RJ",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"691",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ",
"LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO",
"Ricardo Lewandowski",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ",
"LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Luiz Gustavo Moreira de Mello",
"OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ",
"Adilson Vieira Macabu",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ",
"LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Luiz Gustavo Moreira de Mello",
"OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ",
"Adilson Vieira Macabu",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Edson Oliveira de Almeida",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JORGE MUSSI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JORGE MUSSI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ricardo Lewandoswski",
"Ricardo Lewandoswski",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Marco Aurélio",
"Sepúlveda Pertence",
"Marco Aurélio",
"Sepúlveda Pertence",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ",
"LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"OSÓRIO LEÃO SANTA CRUZ",
"LUIZ GUSTAVO MOREIRA DE MELLO",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"09",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"16",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"16",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"05",
"/",
"08",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"05",
"/",
"08",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"30",
"/",
"01",
"/",
"2006",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"03",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"30",
"/",
"01",
"/",
"2006",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"03",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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".",
"06",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S)
:EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Alegada violação ao art. 5º, XXXV, XXXIX, LIV e LV, e ao art. 93, IX, da
Constituição. 3. Não ocorrência. 4. Acórdão recorrido que analisou a
questão levantada pelo recorrente, ainda que sucintamente. 5. Suposta
incidência da abolitio criminis temporária, prevista nos arts. 30 e 32 da Lei
10.826/06. 6. Não ocorrência. 7. Porte ilegal de arma de fogo. 8. Acórdão
recorrido em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal. 9. Intempestividade do agravo interposto contra decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário. 10. Agravo regimental ao
qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2584787.
Supremo Tribunal Federal
DJe 22/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S)
:EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei provimento a
agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário.
Conforme consta dos autos, o recorrente, juntamente com outros
corréus, foi condenado pela prática do delito tipificado no art. 16, caput,
da Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento), substituída a pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Irresignada, a defesa interpôs recurso de apelação, ao qual foi
negado provimento.
Foram opostos embargos de declaração, os quais foram rejeitados,
dando ensejo à interposição de recurso extraordinário.
Nas razões de recurso extraordinário, o recorrente aponta suposta
violação ao art. 5º, XXXV, XXXIX, LIV e LV, e ao art. 93, IX, da
Constituição, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não
teria analisado a tese de atipicidade da conduta imputada ao recorrente.
Para tanto, aduz que o suposto delito teria sido praticado dentro do
período da vacatio legis especial, prevista nos arts. 30 e 32 da Lei 10.826/03.
O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário, aos
fundamentos de ausência de prequestionamento e de que a análise da
questão demandaria o exame de matéria infraconstitucional, bem como o
reexame de elementos probatórios.
Contra essa decisão, foi interposto agravo, no qual se reiteram os
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2355413.
Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S)
:EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei provimento a
agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário.
Conforme consta dos autos, o recorrente, juntamente com outros
corréus, foi condenado pela prática do delito tipificado no art. 16, caput,
da Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento), substituída a pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Irresignada, a defesa interpôs recurso de apelação, ao qual foi
negado provimento.
Foram opostos embargos de declaração, os quais foram rejeitados,
dando ensejo à interposição de recurso extraordinário.
Nas razões de recurso extraordinário, o recorrente aponta suposta
violação ao art. 5º, XXXV, XXXIX, LIV e LV, e ao art. 93, IX, da
Constituição, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não
teria analisado a tese de atipicidade da conduta imputada ao recorrente.
Para tanto, aduz que o suposto delito teria sido praticado dentro do
período da vacatio legis especial, prevista nos arts. 30 e 32 da Lei 10.826/03.
O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário, aos
fundamentos de ausência de prequestionamento e de que a análise da
questão demandaria o exame de matéria infraconstitucional, bem como o
reexame de elementos probatórios.
Contra essa decisão, foi interposto agravo, no qual se reiteram os
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 683.154 AGR / SP
argumentos expostos no recurso extraordinário.
Neguei provimento ao agravo por entender que o Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, ao analisar a apelação de corréu, enfrentou,
ainda que sucintamente, a questão da abolitio criminis temporária, bem
como porque, no mérito, o acórdão recorrido está em consonância com a
jurisprudência deste Tribunal.
No agravo regimental, o interessado reitera as razões do recurso
extraordinário. Afirma ainda que, diante da diversidade de
posicionamento sobre o tema, a questão não poderia ser encerrada sem
análise pelo Plenário desta Corte.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2355413.
Supremo Tribunal Federal
ARE 683.154 AGR / SP
argumentos expostos no recurso extraordinário.
Neguei provimento ao agravo por entender que o Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, ao analisar a apelação de corréu, enfrentou,
ainda que sucintamente, a questão da abolitio criminis temporária, bem
como porque, no mérito, o acórdão recorrido está em consonância com a
jurisprudência deste Tribunal.
No agravo regimental, o interessado reitera as razões do recurso
extraordinário. Afirma ainda que, diante da diversidade de
posicionamento sobre o tema, a questão não poderia ser encerrada sem
análise pelo Plenário desta Corte.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nas razões do
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada. O agravante não trouxe
argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada. Visa apenas à
rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
No que diz respeito à alegação de ofensa aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX,
da Constituição, o Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento
no sentido de que a exigência de fundamentação das decisões exaradas
pelo Poder Judiciário não determina que o magistrado proceda ao exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam
corretos os fundamentos da decisão.
Confira-se:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da
decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a
repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos
relacionados à repercussão geral (AI 791.292 QO-RG, rel. Min.
Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010).
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nas razões do
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada. O agravante não trouxe
argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada. Visa apenas à
rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
No que diz respeito à alegação de ofensa aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX,
da Constituição, o Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento
no sentido de que a exigência de fundamentação das decisões exaradas
pelo Poder Judiciário não determina que o magistrado proceda ao exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam
corretos os fundamentos da decisão.
Confira-se:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da
decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a
repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos
relacionados à repercussão geral (AI 791.292 QO-RG, rel. Min.
Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010).
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 683.154 AGR / SP
No caso, ao contrário do que alega o agravante, a 8ª Câmara de
Direito Criminal B do TJSP, ao analisar a apelação de corréu, enfrentou,
ainda que sucintamente, a questão da abolitio criminis temporária.
Ademais, no mérito, não assistiria razão ao recorrente.
De fato, os arts. 30 a 32 do Estatuto do Desarmamento estabeleceram
vacatio legis especial para o início da exigibilidade da norma, a fim de que
possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas as
entregassem à Polícia Federal.
Na hipótese dos autos, o acórdão recorrido está em conformidade
com a jurisprudência consolidada desta Corte no sentido de que a vacatio
legis prevista nos arts. 30 a 32 da Lei 10.286/03 não teve o condão de
tornar atípica a conduta de porte ilegal de arma de fogo, na medida em
que esses dispositivos estão direcionados à posse e à propriedade de
arma de fogo, mas não ao porte ilegal.
Nesse sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas:
HABEAS CORPUS. PORTE ILEGAL DE ARMA.
ARGUIÇÃO DE ABOLITIO CRIMINIS E VACATIO LEGIS.
INOCORRÊNCIA. 1. A tese deste habeas corpus consiste na
alegada atipicidade da conduta de portar um revólver no
período anterior ao prazo de 180 (cento e oitenta dias) previsto
na Lei n 10.826/03. 2. Não se pode confundir a posse de arma
de fogo com o porte de arma de fogo. Segundo o Estatuto do
Desarmamento, a posse consiste em manter no interior de
residência (ou dependência desta) ou no local de trabalho a
arma de fogo, enquanto que o porte, por sua vez, pressupõe
que a arma de fogo esteja fora da residência ou do local de
trabalho. 3. A hipótese de abolitio criminis temporária deferida
nos artigos 30 e 32 do Estatuto do Desarmamento não alcança a
conduta praticada pelo Paciente, tornando-se, pois, inviável o
acolhimento da pretensão ora deduzida. 4. A previsão legal
contida nos arts. 30 e 32, ambos da Lei n 10.826/2003, dirigiu-se
aos possuidores e proprietários de arma de fogo que, por sua
vez, não se confundem com aqueles que portavam
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2355414.
Supremo Tribunal Federal
ARE 683.154 AGR / SP
No caso, ao contrário do que alega o agravante, a 8ª Câmara de
Direito Criminal B do TJSP, ao analisar a apelação de corréu, enfrentou,
ainda que sucintamente, a questão da abolitio criminis temporária.
Ademais, no mérito, não assistiria razão ao recorrente.
De fato, os arts. 30 a 32 do Estatuto do Desarmamento estabeleceram
vacatio legis especial para o início da exigibilidade da norma, a fim de que
possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas as
entregassem à Polícia Federal.
Na hipótese dos autos, o acórdão recorrido está em conformidade
com a jurisprudência consolidada desta Corte no sentido de que a vacatio
legis prevista nos arts. 30 a 32 da Lei 10.286/03 não teve o condão de
tornar atípica a conduta de porte ilegal de arma de fogo, na medida em
que esses dispositivos estão direcionados à posse e à propriedade de
arma de fogo, mas não ao porte ilegal.
Nesse sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas:
HABEAS CORPUS. PORTE ILEGAL DE ARMA.
ARGUIÇÃO DE ABOLITIO CRIMINIS E VACATIO LEGIS.
INOCORRÊNCIA. 1. A tese deste habeas corpus consiste na
alegada atipicidade da conduta de portar um revólver no
período anterior ao prazo de 180 (cento e oitenta dias) previsto
na Lei n 10.826/03. 2. Não se pode confundir a posse de arma
de fogo com o porte de arma de fogo. Segundo o Estatuto do
Desarmamento, a posse consiste em manter no interior de
residência (ou dependência desta) ou no local de trabalho a
arma de fogo, enquanto que o porte, por sua vez, pressupõe
que a arma de fogo esteja fora da residência ou do local de
trabalho. 3. A hipótese de abolitio criminis temporária deferida
nos artigos 30 e 32 do Estatuto do Desarmamento não alcança a
conduta praticada pelo Paciente, tornando-se, pois, inviável o
acolhimento da pretensão ora deduzida. 4. A previsão legal
contida nos arts. 30 e 32, ambos da Lei n 10.826/2003, dirigiu-se
aos possuidores e proprietários de arma de fogo que, por sua
vez, não se confundem com aqueles que portavam
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 683.154 AGR / SP
ilegalmente arma de fogo (fora da residência ou do local de
trabalho). 5. O tipo penal do art. 14, da Lei n 10.826/03, ao
prever as condutas de portar, deter, adquirir, fornecer, receber,
ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente,
emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar
arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem
autorização e em desacordo com determinação legal e
regulamentar, não foi abrangido pelo disposto nos arts. 30 e 32,
do mesmo texto legal. 6. O porte ilegal de arma de fogo não se
tornou atípico com o advento da Lei n 10.826/03 (mesmo
temporariamente); ao revés, além de manter a descrição da
conduta como criminosa, o art. 14 agravou a pena
anteriormente prevista na Lei n 9.437/97. 7. Ordem denegada
(HC 89.287, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma DJe
13.6.2008).
Habeas corpus. Constitucional e penal. Porte ilegal de arma
de fogo de uso permitido (art. 14 da Lei nº 10.826/03). Vacatio
legis especial. Atipicidade temporária. Abolitio criminis. Não
aplicação ao crime de porte. Precedentes da Corte 1. A
jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de
que as condutas "possuir" e "ser proprietário" foram
temporariamente abolidas pelos artigos 30 e 32 do Estatuto do
Desarmamento (Lei nº 10.826/03), mas não a conduta de portar
sem permissão legal arma de fogo, ainda mais quando o porte
se dá em lugar público e em atitude suspeita, como na
espécie. 2. Habeas corpus denegado (HC 96.383, rel. Min. Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJe 16.4.2010).
Conforme se extrai do acórdão recorrido, em 28.2.2004, por volta das
19h10, na Rua das Goiabeiras, na cidade de São Paulo, o agravante
portava uma pistola, marca Taurus, com calibre 9 mm, arma de fogo de uso
restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou
regulamentar (fls.240).
O TJSP, analisando o conjunto fático-probatória, asseverou que o ora
recorrente portava arma de fogo fora da residência ou do local de
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 683.154 AGR / SP
ilegalmente arma de fogo (fora da residência ou do local de
trabalho). 5. O tipo penal do art. 14, da Lei n 10.826/03, ao
prever as condutas de portar, deter, adquirir, fornecer, receber,
ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente,
emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar
arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem
autorização e em desacordo com determinação legal e
regulamentar, não foi abrangido pelo disposto nos arts. 30 e 32,
do mesmo texto legal. 6. O porte ilegal de arma de fogo não se
tornou atípico com o advento da Lei n 10.826/03 (mesmo
temporariamente); ao revés, além de manter a descrição da
conduta como criminosa, o art. 14 agravou a pena
anteriormente prevista na Lei n 9.437/97. 7. Ordem denegada
(HC 89.287, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma DJe
13.6.2008).
Habeas corpus. Constitucional e penal. Porte ilegal de arma
de fogo de uso permitido (art. 14 da Lei nº 10.826/03). Vacatio
legis especial. Atipicidade temporária. Abolitio criminis. Não
aplicação ao crime de porte. Precedentes da Corte 1. A
jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de
que as condutas "possuir" e "ser proprietário" foram
temporariamente abolidas pelos artigos 30 e 32 do Estatuto do
Desarmamento (Lei nº 10.826/03), mas não a conduta de portar
sem permissão legal arma de fogo, ainda mais quando o porte
se dá em lugar público e em atitude suspeita, como na
espécie. 2. Habeas corpus denegado (HC 96.383, rel. Min. Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJe 16.4.2010).
Conforme se extrai do acórdão recorrido, em 28.2.2004, por volta das
19h10, na Rua das Goiabeiras, na cidade de São Paulo, o agravante
portava uma pistola, marca Taurus, com calibre 9 mm, arma de fogo de uso
restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou
regulamentar (fls.240).
O TJSP, analisando o conjunto fático-probatória, asseverou que o ora
recorrente portava arma de fogo fora da residência ou do local de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 683.154 AGR / SP
trabalho, de forma que não há se falar de posse irregular de arma,
estando configurado o porte ilegal, o qual não foi abrangido pela
atipicidade temporária.
Ainda que assim não fosse, verifico que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário foi publicada no Diário de Justiça
Eletrônico em 10 de fevereiro de 2011, conforme certidão de fls. 429. O
agravo, entretanto, somente foi interposto no dia 18 daquele mês (fls.
440). Notória, portanto, a intempestividade do recurso.
O caput do art. 28 da Lei 8.038/1990 estabelece o prazo de cinco dias
para interposição do agravo contra decisão que inadmitir o
processamento de recurso extraordinário.
Conforme jurisprudência consolidada desta Corte, o art. 28 da Lei
8.038/1990 não foi revogado pela Lei 8.950/1994, no que tange ao agravo
de instrumento em recurso extraordinário em matéria criminal, de modo
que se aplica ao caso o prazo de interposição de cinco dias. Nesse sentido,
cito os seguintes julgados: AI-QO 197.032, rel. Min. Sepúlveda Pertence,
Tribunal Pleno, DJ 5.12.1997; AI-AgR 358.750, rel. Min. Ilmar Galvão,
Primeira Turma, DJ 14.12.2001; AI-AgR 364.997, rel. Min. Néri da Silveira,
Segunda Turma, DJ 1º.2.2002).
Incide, portanto, a Súmula 699.
Ressalto ainda que o Plenário desta Corte, ao julgar Questão de
Ordem no AgR no ARE 639.846, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.3.2012,
pacificou entendimento no sentido de que a Lei 12.322/2010 não alterou o
prazo estabelecido no caput do art. 28 da Lei 8.038/1990.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 683.154 AGR / SP
trabalho, de forma que não há se falar de posse irregular de arma,
estando configurado o porte ilegal, o qual não foi abrangido pela
atipicidade temporária.
Ainda que assim não fosse, verifico que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário foi publicada no Diário de Justiça
Eletrônico em 10 de fevereiro de 2011, conforme certidão de fls. 429. O
agravo, entretanto, somente foi interposto no dia 18 daquele mês (fls.
440). Notória, portanto, a intempestividade do recurso.
O caput do art. 28 da Lei 8.038/1990 estabelece o prazo de cinco dias
para interposição do agravo contra decisão que inadmitir o
processamento de recurso extraordinário.
Conforme jurisprudência consolidada desta Corte, o art. 28 da Lei
8.038/1990 não foi revogado pela Lei 8.950/1994, no que tange ao agravo
de instrumento em recurso extraordinário em matéria criminal, de modo
que se aplica ao caso o prazo de interposição de cinco dias. Nesse sentido,
cito os seguintes julgados: AI-QO 197.032, rel. Min. Sepúlveda Pertence,
Tribunal Pleno, DJ 5.12.1997; AI-AgR 358.750, rel. Min. Ilmar Galvão,
Primeira Turma, DJ 14.12.2001; AI-AgR 364.997, rel. Min. Néri da Silveira,
Segunda Turma, DJ 1º.2.2002).
Incide, portanto, a Súmula 699.
Ressalto ainda que o Plenário desta Corte, ao julgar Questão de
Ordem no AgR no ARE 639.846, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.3.2012,
pacificou entendimento no sentido de que a Lei 12.322/2010 não alterou o
prazo estabelecido no caput do art. 28 da Lei 8.038/1990.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S) : EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Joaquim
Barbosa. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S) : EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Joaquim
Barbosa. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2604390
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-22T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 26.06.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Alegada violação ao art. 5º, XXXV, XXXIX, LIV e LV, e ao art. 93, IX, da Constituição. 3. Não ocorrência. 4. Acórdão recorrido que analisou a questão levantada pelo recorrente, ainda que sucintamente. 5. Suposta incidência da abolitio criminis temporária, prevista nos arts. 30 e 32 da Lei 10.826/06. 6. Não ocorrência. 7. Porte ilegal de arma de fogo. 8. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 9. Intempestividade do agravo interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. 10. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
|
sjur213297
|
- Acórdão citado: AI 791292 QO-RG.
Número de páginas: 8.
Análise: 30/08/2012, AMS.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
683154
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00035 INC-00039 INC-00054\r\n INC-00055 ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-010826 ANO-2006\r\n ART-00030 ART-00032 \r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 683154 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGTE.(S) : ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S) : EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S)
:EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Alegada violação ao art. 5..., XXXV, XXXIX, LIV e LV, e ao art. 93, IX, da
Constituição. 3. Não ocorrência. 4. Acórdão recorrido que analisou a
questão levantada pelo recorrente, ainda que sucintamente. 5. Suposta
incidência da abolitio criminis temporária, prevista nos arts. 30 e 32 da Lei
10.826/06. 6. Não ocorrência. 7. Porte ilegal de arma de fogo. 8. Acórdão
recorrido em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal. 9. Intempestividade do agravo interposto contra decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário. 10. Agravo regimental ao
qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S)
:EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei provimento a
agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário.
Conforme consta dos autos, o recorrente, juntamente com outros
corréus, foi condenado pela prática do delito tipificado no art. 16, caput,
da Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento), substituída a pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Irresignada, a defesa interpôs recurso de apelação, ao qual foi
negado provimento.
Foram opostos embargos de declaração, os quais foram rejeitados,
dando ensejo à interposição de recurso extraordinário.
Nas razões de recurso extraordinário, o recorrente aponta suposta
violação ao art. 5..., XXXV, XXXIX, LIV e LV, e ao art. 93, IX, da
Constituição, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não
teria analisado a tese de atipicidade da conduta imputada ao recorrente.
Para tanto, aduz que o suposto delito teria sido praticado dentro do
período da vacatio legis especial, prevista nos arts. 30 e 32 da Lei 10.826/03.
O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário, aos
fundamentos de ausência de prequestionamento e de que a análise da
questão demandaria o exame de matéria infraconstitucional, bem como o
reexame de elementos probatórios.
Contra essa decisão, foi interposto agravo, no qual se reiteram os
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26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154 SÃO
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RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S)
:EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei provimento a
agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário.
Conforme consta dos autos, o recorrente, juntamente com outros
corréus, foi condenado pela prática do delito tipificado no art. 16, caput,
da Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento), substituída a pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Irresignada, a defesa interpôs recurso de apelação, ao qual foi
negado provimento.
Foram opostos embargos de declaração, os quais foram rejeitados,
dando ensejo à interposição de recurso extraordinário.
Nas razões de recurso extraordinário, o recorrente aponta suposta
violação ao art. 5..., XXXV, XXXIX, LIV e LV, e ao art. 93, IX, da
Constituição, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não
teria analisado a tese de atipicidade da conduta imputada ao recorrente.
Para tanto, aduz que o suposto delito teria sido praticado dentro do
período da vacatio legis especial, prevista nos arts. 30 e 32 da Lei 10.826/03.
O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário, aos
fundamentos de ausência de prequestionamento e de que a análise da
questão demandaria o exame de matéria infraconstitucional, bem como o
reexame de elementos probatórios.
Contra essa decisão, foi interposto agravo, no qual se reiteram os
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 683.154 AGR / SP
argumentos expostos no recurso extraordinário.
Neguei provimento ao agravo por entender que o Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, ao analisar a apelação de corréu, enfrentou,
ainda que sucintamente, a questão da abolitio criminis temporária, bem
como porque, no mérito, o acórdão recorrido está em consonância com a
jurisprudência deste Tribunal.
No agravo regimental, o interessado reitera as razões do recurso
extraordinário. Afirma ainda que, diante da diversidade de
posicionamento sobre o tema, a questão não poderia ser encerrada sem
análise pelo Plenário desta Corte.
É o relatório.
2
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ARE 683.154 AGR / SP
argumentos expostos no recurso extraordinário.
Neguei provimento ao agravo por entender que o Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, ao analisar a apelação de corréu, enfrentou,
ainda que sucintamente, a questão da abolitio criminis temporária, bem
como porque, no mérito, o acórdão recorrido está em consonância com a
jurisprudência deste Tribunal.
No agravo regimental, o interessado reitera as razões do recurso
extraordinário. Afirma ainda que, diante da diversidade de
posicionamento sobre o tema, a questão não poderia ser encerrada sem
análise pelo Plenário desta Corte.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nas razões do
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada. O agravante não trouxe
argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada. Visa apenas à
rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
No que diz respeito à alegação de ofensa aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX,
da Constituição, o Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento
no sentido de que a exigência de fundamentação das decisões exaradas
pelo Poder Judiciário não determina que o magistrado proceda ao exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam
corretos os fundamentos da decisão.
Confira-se:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da
decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a
repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos
relacionados à repercussão geral (AI 791.292 QO-RG, rel. Min.
Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010).
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nas razões do
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada. O agravante não trouxe
argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada. Visa apenas à
rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
No que diz respeito à alegação de ofensa aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX,
da Constituição, o Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento
no sentido de que a exigência de fundamentação das decisões exaradas
pelo Poder Judiciário não determina que o magistrado proceda ao exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam
corretos os fundamentos da decisão.
Confira-se:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da
decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a
repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos
relacionados à repercussão geral (AI 791.292 QO-RG, rel. Min.
Gilmar Mendes, DJ 13.8.2010).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 683.154 AGR / SP
No caso, ao contrário do que alega o agravante, a 8... Câmara de
Direito Criminal B do TJSP, ao analisar a apelação de corréu, enfrentou,
ainda que sucintamente, a questão da abolitio criminis temporária.
Ademais, no mérito, não assistiria razão ao recorrente.
De fato, os arts. 30 a 32 do Estatuto do Desarmamento estabeleceram
vacatio legis especial para o início da exigibilidade da norma, a fim de que
possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas as
entregassem à Polícia Federal.
Na hipótese dos autos, o acórdão recorrido está em conformidade
com a jurisprudência consolidada desta Corte no sentido de que a vacatio
legis prevista nos arts. 30 a 32 da Lei 10.286/03 não teve o condão de
tornar atípica a conduta de porte ilegal de arma de fogo, na medida em
que esses dispositivos estão direcionados à posse e à propriedade de
arma de fogo, mas não ao porte ilegal.
Nesse sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas:
HABEAS CORPUS. PORTE ILEGAL DE ARMA.
ARGUIÇÃO DE ABOLITIO CRIMINIS E VACATIO LEGIS.
INOCORRÊNCIA. 1. A tese deste habeas corpus consiste na
alegada atipicidade da conduta de portar um revólver no
período anterior ao prazo de 180 (cento e oitenta dias) previsto
na Lei n 10.826/03. 2. Não se pode confundir a posse de arma
de fogo com o porte de arma de fogo. Segundo o Estatuto do
Desarmamento, a posse consiste em manter no interior de
residência (ou dependência desta) ou no local de trabalho a
arma de fogo, enquanto que o porte, por sua vez, pressupõe
que a arma de fogo esteja fora da residência ou do local de
trabalho. 3. A hipótese de abolitio criminis temporária deferida
nos artigos 30 e 32 do Estatuto do Desarmamento não alcança a
conduta praticada pelo Paciente, tornando-se, pois, inviável o
acolhimento da pretensão ora deduzida. 4. A previsão legal
contida nos arts. 30 e 32, ambos da Lei n 10.826/2003, dirigiu-se
aos possuidores e proprietários de arma de fogo que, por sua
vez, não se confundem com aqueles que portavam
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2355414.
Supremo Tribunal Federal
ARE 683.154 AGR / SP
No caso, ao contrário do que alega o agravante, a 8... Câmara de
Direito Criminal B do TJSP, ao analisar a apelação de corréu, enfrentou,
ainda que sucintamente, a questão da abolitio criminis temporária.
Ademais, no mérito, não assistiria razão ao recorrente.
De fato, os arts. 30 a 32 do Estatuto do Desarmamento estabeleceram
vacatio legis especial para o início da exigibilidade da norma, a fim de que
possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas as
entregassem à Polícia Federal.
Na hipótese dos autos, o acórdão recorrido está em conformidade
com a jurisprudência consolidada desta Corte no sentido de que a vacatio
legis prevista nos arts. 30 a 32 da Lei 10.286/03 não teve o condão de
tornar atípica a conduta de porte ilegal de arma de fogo, na medida em
que esses dispositivos estão direcionados à posse e à propriedade de
arma de fogo, mas não ao porte ilegal.
Nesse sentido, cito os seguintes precedentes de ambas as turmas:
HABEAS CORPUS. PORTE ILEGAL DE ARMA.
ARGUIÇÃO DE ABOLITIO CRIMINIS E VACATIO LEGIS.
INOCORRÊNCIA. 1. A tese deste habeas corpus consiste na
alegada atipicidade da conduta de portar um revólver no
período anterior ao prazo de 180 (cento e oitenta dias) previsto
na Lei n 10.826/03. 2. Não se pode confundir a posse de arma
de fogo com o porte de arma de fogo. Segundo o Estatuto do
Desarmamento, a posse consiste em manter no interior de
residência (ou dependência desta) ou no local de trabalho a
arma de fogo, enquanto que o porte, por sua vez, pressupõe
que a arma de fogo esteja fora da residência ou do local de
trabalho. 3. A hipótese de abolitio criminis temporária deferida
nos artigos 30 e 32 do Estatuto do Desarmamento não alcança a
conduta praticada pelo Paciente, tornando-se, pois, inviável o
acolhimento da pretensão ora deduzida. 4. A previsão legal
contida nos arts. 30 e 32, ambos da Lei n 10.826/2003, dirigiu-se
aos possuidores e proprietários de arma de fogo que, por sua
vez, não se confundem com aqueles que portavam
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 683.154 AGR / SP
ilegalmente arma de fogo (fora da residência ou do local de
trabalho). 5. O tipo penal do art. 14, da Lei n 10.826/03, ao
prever as condutas de portar, deter, adquirir, fornecer, receber,
ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente,
emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar
arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem
autorização e em desacordo com determinação legal e
regulamentar, não foi abrangido pelo disposto nos arts. 30 e 32,
do mesmo texto legal. 6. O porte ilegal de arma de fogo não se
tornou atípico com o advento da Lei n 10.826/03 (mesmo
temporariamente); ao revés, além de manter a descrição da
conduta como criminosa, o art. 14 agravou a pena
anteriormente prevista na Lei n 9.437/97. 7. Ordem denegada
(HC 89.287, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma DJe
13.6.2008).
Habeas corpus. Constitucional e penal. Porte ilegal de arma
de fogo de uso permitido (art. 14 da Lei n 10.826/03). Vacatio
legis especial. Atipicidade temporária. Abolitio criminis. Não
aplicação ao crime de porte. Precedentes da Corte 1. A
jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de
que as condutas "possuir" e "ser proprietário" foram
temporariamente abolidas pelos artigos 30 e 32 do Estatuto do
Desarmamento (Lei n 10.826/03), mas não a conduta de portar
sem permissão legal arma de fogo, ainda mais quando o porte
se dá em lugar público e em atitude suspeita, como na
espécie. 2. Habeas corpus denegado (HC 96.383, rel. Min. Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJe 16.4.2010).
Conforme se extrai do acórdão recorrido, em 28.2.2004, por volta das
19h10, na Rua das Goiabeiras, na cidade de São Paulo, o agravante
portava uma pistola, marca Taurus, com calibre 9 mm, arma de fogo de uso
restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou
regulamentar (fls.240).
O TJSP, analisando o conjunto fático-probatória, asseverou que o ora
recorrente portava arma de fogo fora da residência ou do local de
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Supremo Tribunal Federal
ARE 683.154 AGR / SP
ilegalmente arma de fogo (fora da residência ou do local de
trabalho). 5. O tipo penal do art. 14, da Lei n 10.826/03, ao
prever as condutas de portar, deter, adquirir, fornecer, receber,
ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente,
emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar
arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem
autorização e em desacordo com determinação legal e
regulamentar, não foi abrangido pelo disposto nos arts. 30 e 32,
do mesmo texto legal. 6. O porte ilegal de arma de fogo não se
tornou atípico com o advento da Lei n 10.826/03 (mesmo
temporariamente); ao revés, além de manter a descrição da
conduta como criminosa, o art. 14 agravou a pena
anteriormente prevista na Lei n 9.437/97. 7. Ordem denegada
(HC 89.287, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma DJe
13.6.2008).
Habeas corpus. Constitucional e penal. Porte ilegal de arma
de fogo de uso permitido (art. 14 da Lei n 10.826/03). Vacatio
legis especial. Atipicidade temporária. Abolitio criminis. Não
aplicação ao crime de porte. Precedentes da Corte 1. A
jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de
que as condutas "possuir" e "ser proprietário" foram
temporariamente abolidas pelos artigos 30 e 32 do Estatuto do
Desarmamento (Lei n 10.826/03), mas não a conduta de portar
sem permissão legal arma de fogo, ainda mais quando o porte
se dá em lugar público e em atitude suspeita, como na
espécie. 2. Habeas corpus denegado (HC 96.383, rel. Min. Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJe 16.4.2010).
Conforme se extrai do acórdão recorrido, em 28.2.2004, por volta das
19h10, na Rua das Goiabeiras, na cidade de São Paulo, o agravante
portava uma pistola, marca Taurus, com calibre 9 mm, arma de fogo de uso
restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou
regulamentar (fls.240).
O TJSP, analisando o conjunto fático-probatória, asseverou que o ora
recorrente portava arma de fogo fora da residência ou do local de
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 683.154 AGR / SP
trabalho, de forma que não há se falar de posse irregular de arma,
estando configurado o porte ilegal, o qual não foi abrangido pela
atipicidade temporária.
Ainda que assim não fosse, verifico que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário foi publicada no Diário de Justiça
Eletrônico em 10 de fevereiro de 2011, conforme certidão de fls. 429. O
agravo, entretanto, somente foi interposto no dia 18 daquele mês (fls.
440). Notória, portanto, a intempestividade do recurso.
O caput do art. 28 da Lei 8.038/1990 estabelece o prazo de cinco dias
para interposição do agravo contra decisão que inadmitir o
processamento de recurso extraordinário.
Conforme jurisprudência consolidada desta Corte, o art. 28 da Lei
8.038/1990 não foi revogado pela Lei 8.950/1994, no que tange ao agravo
de instrumento em recurso extraordinário em matéria criminal, de modo
que se aplica ao caso o prazo de interposição de cinco dias. Nesse sentido,
cito os seguintes julgados: AI-QO 197.032, rel. Min. Sepúlveda Pertence,
Tribunal Pleno, DJ 5.12.1997; AI-AgR 358.750, rel. Min. Ilmar Galvão,
Primeira Turma, DJ 14.12.2001; AI-AgR 364.997, rel. Min. Néri da Silveira,
Segunda Turma, DJ 1....2.2002).
Incide, portanto, a Súmula 699.
Ressalto ainda que o Plenário desta Corte, ao julgar Questão de
Ordem no AgR no ARE 639.846, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.3.2012,
pacificou entendimento no sentido de que a Lei 12.322/2010 não alterou o
prazo estabelecido no caput do art. 28 da Lei 8.038/1990.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 683.154 AGR / SP
trabalho, de forma que não há se falar de posse irregular de arma,
estando configurado o porte ilegal, o qual não foi abrangido pela
atipicidade temporária.
Ainda que assim não fosse, verifico que a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário foi publicada no Diário de Justiça
Eletrônico em 10 de fevereiro de 2011, conforme certidão de fls. 429. O
agravo, entretanto, somente foi interposto no dia 18 daquele mês (fls.
440). Notória, portanto, a intempestividade do recurso.
O caput do art. 28 da Lei 8.038/1990 estabelece o prazo de cinco dias
para interposição do agravo contra decisão que inadmitir o
processamento de recurso extraordinário.
Conforme jurisprudência consolidada desta Corte, o art. 28 da Lei
8.038/1990 não foi revogado pela Lei 8.950/1994, no que tange ao agravo
de instrumento em recurso extraordinário em matéria criminal, de modo
que se aplica ao caso o prazo de interposição de cinco dias. Nesse sentido,
cito os seguintes julgados: AI-QO 197.032, rel. Min. Sepúlveda Pertence,
Tribunal Pleno, DJ 5.12.1997; AI-AgR 358.750, rel. Min. Ilmar Galvão,
Primeira Turma, DJ 14.12.2001; AI-AgR 364.997, rel. Min. Néri da Silveira,
Segunda Turma, DJ 1....2.2002).
Incide, portanto, a Súmula 699.
Ressalto ainda que o Plenário desta Corte, ao julgar Questão de
Ordem no AgR no ARE 639.846, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.3.2012,
pacificou entendimento no sentido de que a Lei 12.322/2010 não alterou o
prazo estabelecido no caput do art. 28 da Lei 8.038/1990.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S) : EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Joaquim
Barbosa. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683.154
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ALTINO JESUS DO SACRAMENTO
ADV.(A/S) : EDUARDO BAPTISTA FAIOLA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Joaquim
Barbosa. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 683 . 154",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 683 . 154 AGR / SP",
"ARE 683 . 154 AGR / SP",
"RECURSO",
"AI 791 . 292 QO - RG",
"AI 791 . 292 QO - RG",
"ARE 683 . 154 AGR / SP",
"ARE 683",
"ARE 683 . 154 AGR / SP",
"HC 89 . 287",
"HC 96 . 383",
"ARE 683 . 154 AGR / SP",
"HC 89 . 287",
"HC 96 . 383",
"ARE 683 . 154 AGR / SP",
"AI",
"-",
"QO 197 . 032",
"AI",
"-",
"AgR 358 . 750",
"AI",
"-",
"AgR 364 . 997",
"ARE 683 . 154 AGR / SP",
"AI",
"-",
"QO 197 . 032",
"AI",
"-",
"AgR 358 . 750",
"AI",
"-",
"AgR 364 . 997"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 5 . . . , XXXV , XXXIX , LIV e LV , e",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"arts . 30 e 32 da Lei 10 . 826 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 16 , caput , da Lei 10 . 826 / 03",
"Estatuto do",
"art . 5 . . . , XXXV , XXXIX , LIV e LV , e ao art . 93 , IX , da Constituição",
"arts . 30 e 32 da Lei 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 16 , caput , da Lei 10 . 826 / 03",
"Estatuto do",
"art . 5 . . . , XXXV , XXXIX , LIV e LV",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"arts . 30 e 32 da Lei 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § §",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"XXXV , e 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 ,",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 30 a 32 do Estatuto do Desarmamento",
"arts . 30 a 32 da Lei 10 . 286 / 03",
"Lei n 10 . 826 / 03",
"Estatuto do Desarmamento",
"artigos 30 e 32 do Estatuto do Desarmamento",
"arts . 30 e 32 , ambos da",
"Lei n 10 . 826 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 30 a 32 do Estatuto do Desarmamento",
"arts . 30 a 32 da Lei 10 . 286 / 03",
"Lei n 10 . 826 / 03",
"Estatuto do Desarmamento",
"artigos 30 e 32 do Estatuto do Desarmamento",
"arts . 30 e 32 , ambos da Lei n 10 . 826 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 14 , da Lei n 10 . 826 / 03",
"Lei n 10 . 826 / 03",
"Lei n 9 . 437 / 97",
"art . 14 da Lei n 10 . 826 / 03",
"artigos 30 e 32 do Estatuto do Desarmamento",
"Lei n 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 14 , da Lei n 10 . 826 / 03",
"Lei n 10 . 826 / 03",
"Lei n 9 . 437 / 97",
"art . 14 da Lei n 10 . 826 / 03",
"artigos 30 e 32 do Estatuto do Desarmamento",
"Lei n 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Lei 8 . 950 / 1994",
"Lei 12 . 322 / 2010",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Lei 8 . 950 / 1994",
"Lei 12 . 322 / 2010",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Rua das Goiabeiras",
"cidade de",
"São Paulo",
"Rua das Goiabeiras",
"cidade de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"8",
"Câmara de Direito Criminal B do TJSP",
"Polícia Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"8",
".",
". . Câmara de Direito Criminal B do TJSP",
"Polícia Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Taurus",
"TJSP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"TJSP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário desta",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"ALTINO JESUS DO SACRAMENTO",
"EDUARDO BAPTISTA FAIOLA",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ALTINO JESUS DO SACRAMENTO",
"EDUARDO BAPTISTA FAIOLA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ALTINO JESUS DO SACRAMENTO",
"EDUARDO BAPTISTA FAIOLA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"Sepúlveda Pertence",
"Ilmar Galvão",
"Néri da Silveira",
"Dias Toffoli",
"Sepúlveda Pertence",
"Ilmar Galvão",
"Néri da Silveira",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"ALTINO JESUS DO SACRAMENTO",
"EDUARDO BAPTISTA FAIOLA",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane",
"GILMAR MENDES",
"ALTINO JESUS DO SACRAMENTO",
"EDUARDO BAPTISTA FAIOLA",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"6",
".",
"2008",
"16",
".",
"4",
".",
"2010",
"28",
".",
"2",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"6",
".",
"2008",
"16",
".",
"4",
".",
"2010",
"28",
".",
"2",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de fevereiro de 2011",
"5",
".",
"12",
".",
"1997",
"14",
".",
"12",
".",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2002",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de fevereiro de 2011",
"5",
".",
"12",
".",
"1997",
"14",
".",
"12",
".",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2002",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.704 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S)
: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
RECURSO DE AGRAVO – PRIMEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - UTILIZAÇÃO DE
FAC-SÍMILE – PRAZO INICIAL (ENCAMINHAMENTO MEDIANTE “FAX”) E PRAZO
ADICIONAL (PRODUÇÃO DOS ORIGINAIS) – PETIÇÃO RECURSAL TRANSMITIDA,
TEMPESTIVAMENTE, MEDIANTE REPRODUÇÃO FAC-SIMILAR – ORIGINAIS DOS
PRIMEIROS
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
APRESENTADOS,
CONTUDO,
EXTEMPORANEAMENTE
–
INCONFORMISMO
DA
PARTE
RECORRENTE
–
INTERPOSIÇÃO, CONTRA A DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NÃO CONHECEU DOS
PRIMEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, DE NOVOS (E TEMPESTIVOS) EMBARGOS
DECLARATÓRIOS – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
- A utilização de fac-símile, para a veiculação de petições
recursais, não exonera a parte recorrente do dever de apresentar,
dentro do prazo adicional a que alude a Lei nº 9.800/99 (art. 2º,
“caput”), os originais que se referem às peças transmitidas por meio
desse sistema, sob pena de não-conhecimento, por intempestividade,
do recurso interposto mediante “fax”. Precedentes.
- Os prazos recursais são peremptórios e preclusivos
(RT 473/200 – RT 504/217 – RT 611/155 – RT 698/209 – RF 251/244).
Com o decurso, “in albis”, do prazo legal, extingue-se, de pleno
direito, quanto à parte sucumbente, a faculdade processual de
interpor, em tempo legalmente oportuno, o recurso pertinente.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
receber os segundos embargos de declaração como recurso de agravo, a
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Supremo Tribunal Federal
DJe 24/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
RE 629.704 ED-ED / SP
2
que se nega provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 27 de março de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
RE 629.704 ED-ED / SP
2
que se nega provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 27 de março de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.704 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S)
: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de segundos embargos de declaração opostos a decisão monocrática,
que, proferida em sede de embargos de declaração, deduzidos pela
parte
ora
embargante,
não
conheceu
dos
primeiros
embargos
declaratórios,
em
face
de
sua
manifesta
intempestividade
(fls. 682/684).
Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora
recorrente, estes embargos de declaração, alegando, em síntese, a
ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do CPC
(fls. 694/696).
Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes
embargos declaratórios.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.704 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S)
: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de segundos embargos de declaração opostos a decisão monocrática,
que, proferida em sede de embargos de declaração, deduzidos pela
parte
ora
embargante,
não
conheceu
dos
primeiros
embargos
declaratórios,
em
face
de
sua
manifesta
intempestividade
(fls. 682/684).
Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora
recorrente, estes embargos de declaração, alegando, em síntese, a
ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do CPC
(fls. 694/696).
Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes
embargos declaratórios.
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 629.704 ED-ED / SP
2
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Conheço,
preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso
de agravo (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel.
Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES –
Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.).
E, ao fazê-lo, reconheço que não assiste razão à parte
ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral
fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame.
Como se sabe, com a superveniência da Lei nº 9.800, de
26/05/1999, permitiu-se às partes a utilização de fac-símile ou de
outro sistema similar de transmissão de dados ou imagens, para a
prática de atos processuais em geral.
Esse diploma legislativo, no entanto, impôs, às partes,
o
dever
de
necessariamente
protocolarem,
em
juízo,
os
respectivos originais, dentro do prazo adicional de cinco (5) dias,
contado da data do término do prazo fixado em lei ou assinado pelo
juiz (Lei nº 9.800/99, art. 2º, “caput”).
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Supremo Tribunal Federal
RE 629.704 ED-ED / SP
2
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Conheço,
preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso
de agravo (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel.
Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES –
Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.).
E, ao fazê-lo, reconheço que não assiste razão à parte
ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral
fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame.
Como se sabe, com a superveniência da Lei nº 9.800, de
26/05/1999, permitiu-se às partes a utilização de fac-símile ou de
outro sistema similar de transmissão de dados ou imagens, para a
prática de atos processuais em geral.
Esse diploma legislativo, no entanto, impôs, às partes,
o
dever
de
necessariamente
protocolarem,
em
juízo,
os
respectivos originais, dentro do prazo adicional de cinco (5) dias,
contado da data do término do prazo fixado em lei ou assinado pelo
juiz (Lei nº 9.800/99, art. 2º, “caput”).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 629.704 ED-ED / SP
3
Foi por essa razão que a Resolução STF nº 179,
de 26/07/1999 - ao dispor sobre a utilização, no âmbito do Supremo
Tribunal Federal, do sistema de transmissão de dados e imagens tipo
fac-símile (fax), para a prática de atos processuais -, fez
consignar a seguinte regra:
“Art. 5º - A utilização do sistema de transmissão
previsto no art. 1º não desobrigará seu usuário da
protocolização dos originais na Seção de Protocolo e
Informações Judiciais, no prazo e condições previstos
no art. 2º e parágrafo único da Lei 9.800, de 1999.”
(grifei)
A
parte
ora
agravante,
intimada
da
decisão
em
22/09/2011, quinta-feira (fls. 644), valendo-se dessa faculdade
legal, opôs, mediante fax - dentro do prazo recursal, que é de cinco
(05) dias (CPC, art. 536) -, os primeiros embargos de declaração,
que foram protocolizados, nesta Corte, em 26/09/2011, segunda-feira
(fls. 646).
Ocorre, no entanto, que os originais que se referem às
peças transmitidas mediante reprodução fac-similar, que deveriam ter
sido produzidos em 03/10/2011, segunda-feira, somente deram entrada,
neste Tribunal, em 04/10/2011, terça-feira, conforme evidencia a
autenticação mecânica lançada pelo Protocolo Geral do Supremo
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Supremo Tribunal Federal
RE 629.704 ED-ED / SP
3
Foi por essa razão que a Resolução STF nº 179,
de 26/07/1999 - ao dispor sobre a utilização, no âmbito do Supremo
Tribunal Federal, do sistema de transmissão de dados e imagens tipo
fac-símile (fax), para a prática de atos processuais -, fez
consignar a seguinte regra:
“Art. 5º - A utilização do sistema de transmissão
previsto no art. 1º não desobrigará seu usuário da
protocolização dos originais na Seção de Protocolo e
Informações Judiciais, no prazo e condições previstos
no art. 2º e parágrafo único da Lei 9.800, de 1999.”
(grifei)
A
parte
ora
agravante,
intimada
da
decisão
em
22/09/2011, quinta-feira (fls. 644), valendo-se dessa faculdade
legal, opôs, mediante fax - dentro do prazo recursal, que é de cinco
(05) dias (CPC, art. 536) -, os primeiros embargos de declaração,
que foram protocolizados, nesta Corte, em 26/09/2011, segunda-feira
(fls. 646).
Ocorre, no entanto, que os originais que se referem às
peças transmitidas mediante reprodução fac-similar, que deveriam ter
sido produzidos em 03/10/2011, segunda-feira, somente deram entrada,
neste Tribunal, em 04/10/2011, terça-feira, conforme evidencia a
autenticação mecânica lançada pelo Protocolo Geral do Supremo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 629.704 ED-ED / SP
4
Tribunal Federal (fls. 668). Isso significa, portanto, que os
originais
ingressaram,
formalmente,
na
Seção
de
Protocolo
e
Informações Judiciais desta Suprema Corte, um dia após o término do
prazo
adicional
estabelecido
pelo
art.
2º,
“caput”,
da
Lei nº 9.800/99.
Não custa enfatizar, neste ponto, que a tempestividade
dos recursos e dos atos processuais é aferida, no Supremo Tribunal
Federal, pela oportuna apresentação das petições respectivas no
Protocolo da Secretaria do Tribunal, que constitui, para tal
específico fim, o único registro dotado de publicidade e de eficácia
jurídico-legal (RTJ 91/858, Rel. Min. CORDEIRO GUERRA - RTJ 139/652,
Rel. Min. CELSO DE MELLO - RTJ 144/964, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
v.g.).
Torna-se lícito concluir, desse modo - especialmente se
se considerar que os prazos recursais são peremptórios e preclusivos
(RT 473/200 - RT 611/155) - que se extinguiu, “pleno jure”, com o
decurso “in albis” do prazo adicional a que alude o art. 2º,
“caput”, da Lei nº 9.800/99, o direito da parte agravante de ver
conhecido e examinado aquele recurso (os primeiros embargos de
declaração).
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1904430
Supremo Tribunal Federal
RE 629.704 ED-ED / SP
4
Tribunal Federal (fls. 668). Isso significa, portanto, que os
originais
ingressaram,
formalmente,
na
Seção
de
Protocolo
e
Informações Judiciais desta Suprema Corte, um dia após o término do
prazo
adicional
estabelecido
pelo
art.
2º,
“caput”,
da
Lei nº 9.800/99.
Não custa enfatizar, neste ponto, que a tempestividade
dos recursos e dos atos processuais é aferida, no Supremo Tribunal
Federal, pela oportuna apresentação das petições respectivas no
Protocolo da Secretaria do Tribunal, que constitui, para tal
específico fim, o único registro dotado de publicidade e de eficácia
jurídico-legal (RTJ 91/858, Rel. Min. CORDEIRO GUERRA - RTJ 139/652,
Rel. Min. CELSO DE MELLO - RTJ 144/964, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
v.g.).
Torna-se lícito concluir, desse modo - especialmente se
se considerar que os prazos recursais são peremptórios e preclusivos
(RT 473/200 - RT 611/155) - que se extinguiu, “pleno jure”, com o
decurso “in albis” do prazo adicional a que alude o art. 2º,
“caput”, da Lei nº 9.800/99, o direito da parte agravante de ver
conhecido e examinado aquele recurso (os primeiros embargos de
declaração).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 629.704 ED-ED / SP
5
Disso resulta que a entrega dos originais, na Seção de
Protocolo e Informações Judiciais do Supremo Tribunal Federal, fora do
prazo adicional de cinco (5) dias a que se refere a Lei nº 9.800/99
(art. 2º, “caput”), torna intempestivo o recurso deduzido mediante
“fax”.
Cabe referir que esse entendimento reflete-se na
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (AI 255.210-AgR/SP, Rel.
Min. NÉRI DA SILVEIRA - AI 276.485-AgR/GO, Rel. Min. ILMAR GALVÃO -
RE 237.265-AgR/MG, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.):
“1. Oposição dos declaratórios via fac-símile
dentro do prazo recursal, porém sem a apresentação dos
originais no qüinqüídio previsto no ‘caput’ do art. 2º
da Lei 9.800/99, período esse que é inadiável e
contínuo ao término do tempo para a interposição do
recurso, o que impede o seu prosseguimento.
2. Embargos de declaração não conhecidos.”
(AI 454.147-AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE –
grifei)
“PROCESSUAL CIVIL. RECURSO APRESENTADO MEDIANTE
FAC-SÍMILE.
ORIGINAIS.
NÃO-OBSERVÂNCIA
DO
PRAZO
ESTABELECIDO PELO ART. 2º, ‘CAPUT’, DA LEI 9.800/99.
INTEMPESTIVIDADE.
I. - Os originais do recurso interposto mediante
fac-símile devem ser apresentados em tempo oportuno,
vale dizer, dentro do prazo a que alude o art. 2º,
‘caput’, da Lei 9.800/99. Precedentes.
II. - O início do prazo adicional de cinco dias de
que trata o art. 2º, ‘caput’, da Lei 9.800/99 é
improrrogável e contínuo ao término do prazo para a
interposição do recurso.
III. - Agravo não provido.”
(AI 394.934-AgR-ED-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO -
grifei)
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1904430
Supremo Tribunal Federal
RE 629.704 ED-ED / SP
5
Disso resulta que a entrega dos originais, na Seção de
Protocolo e Informações Judiciais do Supremo Tribunal Federal, fora do
prazo adicional de cinco (5) dias a que se refere a Lei nº 9.800/99
(art. 2º, “caput”), torna intempestivo o recurso deduzido mediante
“fax”.
Cabe referir que esse entendimento reflete-se na
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (AI 255.210-AgR/SP, Rel.
Min. NÉRI DA SILVEIRA - AI 276.485-AgR/GO, Rel. Min. ILMAR GALVÃO -
RE 237.265-AgR/MG, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.):
“1. Oposição dos declaratórios via fac-símile
dentro do prazo recursal, porém sem a apresentação dos
originais no qüinqüídio previsto no ‘caput’ do art. 2º
da Lei 9.800/99, período esse que é inadiável e
contínuo ao término do tempo para a interposição do
recurso, o que impede o seu prosseguimento.
2. Embargos de declaração não conhecidos.”
(AI 454.147-AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE –
grifei)
“PROCESSUAL CIVIL. RECURSO APRESENTADO MEDIANTE
FAC-SÍMILE.
ORIGINAIS.
NÃO-OBSERVÂNCIA
DO
PRAZO
ESTABELECIDO PELO ART. 2º, ‘CAPUT’, DA LEI 9.800/99.
INTEMPESTIVIDADE.
I. - Os originais do recurso interposto mediante
fac-símile devem ser apresentados em tempo oportuno,
vale dizer, dentro do prazo a que alude o art. 2º,
‘caput’, da Lei 9.800/99. Precedentes.
II. - O início do prazo adicional de cinco dias de
que trata o art. 2º, ‘caput’, da Lei 9.800/99 é
improrrogável e contínuo ao término do prazo para a
interposição do recurso.
III. - Agravo não provido.”
(AI 394.934-AgR-ED-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO -
grifei)
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 629.704 ED-ED / SP
6
“Agravo regimental.
- Interposto por ‘fax’ o agravo regimental, o
original de sua petição não deu entrada neste Tribunal
nos cinco dias do prazo para a interposição desse
recurso, como determina o artigo 2º, ‘caput’, da
Lei 9.800/99.
Agravo não conhecido.”
(AI 258.875-AgR/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)
“A utilização de fac-símile ou de outro sistema
similar de transmissão de dados ou imagens, para a
veiculação de petições recursais, embora permitida pela
Lei nº 9.800, de 26/5/99, não exonera a parte
recorrente do dever de apresentar, dentro do prazo
adicional a que alude o diploma legislativo em questão
(art. 2º, ‘caput’), os originais que se referem às
peças transmitidas por meio desse sistema.”
(RT 781/173, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Assinale-se, por relevante, que o Plenário do Supremo
Tribunal Federal, ao julgar questão idêntica à que ora se examina na
presente causa, reafirmou esse entendimento, proferindo decisão
consubstanciada em acórdão assim ementado:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - PETIÇÃO RECURSAL TRANSMITIDA
MEDIANTE ‘FAX’ - LEI Nº 9.800, DE 26/5/99 - ORIGINAIS
APRESENTADOS FORA DO PRAZO LEGAL - INTEMPESTIVIDADE -
RECURSO NÃO CONHECIDO.
- A utilização de fac-símile, para a veiculação de
petições recursais, não exonera a parte recorrente do
dever de apresentar, dentro do prazo adicional a que
alude a Lei nº 9.800/99 (art. 2º, ‘caput’), os
originais que se referem às peças transmitidas por meio
desse sistema, sob pena de não-conhecimento, por
intempestividade, do recurso interposto mediante ‘fax’.
Precedentes.”
(AI 299.089-AgR/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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Supremo Tribunal Federal
RE 629.704 ED-ED / SP
6
“Agravo regimental.
- Interposto por ‘fax’ o agravo regimental, o
original de sua petição não deu entrada neste Tribunal
nos cinco dias do prazo para a interposição desse
recurso, como determina o artigo 2º, ‘caput’, da
Lei 9.800/99.
Agravo não conhecido.”
(AI 258.875-AgR/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)
“A utilização de fac-símile ou de outro sistema
similar de transmissão de dados ou imagens, para a
veiculação de petições recursais, embora permitida pela
Lei nº 9.800, de 26/5/99, não exonera a parte
recorrente do dever de apresentar, dentro do prazo
adicional a que alude o diploma legislativo em questão
(art. 2º, ‘caput’), os originais que se referem às
peças transmitidas por meio desse sistema.”
(RT 781/173, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Assinale-se, por relevante, que o Plenário do Supremo
Tribunal Federal, ao julgar questão idêntica à que ora se examina na
presente causa, reafirmou esse entendimento, proferindo decisão
consubstanciada em acórdão assim ementado:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - PETIÇÃO RECURSAL TRANSMITIDA
MEDIANTE ‘FAX’ - LEI Nº 9.800, DE 26/5/99 - ORIGINAIS
APRESENTADOS FORA DO PRAZO LEGAL - INTEMPESTIVIDADE -
RECURSO NÃO CONHECIDO.
- A utilização de fac-símile, para a veiculação de
petições recursais, não exonera a parte recorrente do
dever de apresentar, dentro do prazo adicional a que
alude a Lei nº 9.800/99 (art. 2º, ‘caput’), os
originais que se referem às peças transmitidas por meio
desse sistema, sob pena de não-conhecimento, por
intempestividade, do recurso interposto mediante ‘fax’.
Precedentes.”
(AI 299.089-AgR/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 629.704 ED-ED / SP
7
Cumpre destacar, finalmente, que não procedem as
alegações da parte ora agravante no sentido de que a greve dos
empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT
teria inviabilizado o protocolo dos originais dos primeiros embargos
de declaração dentro do prazo adicional a que se refere o art. 2º,
“caput”, da Lei nº 9.800/1999 e de que teria sido protocolizada,
tempestivamente, nesta Corte, uma “via” dos embargos de declaração.
Com efeito, o E. Superior Tribunal de Justiça proferiu,
a respeito desse tema, decisões que tornam inacolhível a pretensão
da parte ora recorrente – de que a greve dos empregados da ECT
configuraria justa causa apta a afastar a intempestividade do
recurso por ela deduzido –
como resulta claro de diversos
julgamentos emanados daquela Alta Corte judiciária:
“PROCESSUAL
CIVIL
E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. GREVE
DOS
CORREIOS.
JUSTA
CAUSA
NÃO
CONFIGURADA.
SÚMULA 216/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO.
1.
É
intempestivo
o
agravo
regimental
cujos
originais chegam a este STJ após o prazo fixado no
art. 2º da Lei n. 9.800/99.
2. A greve dos funcionários dos correios não
configura justa causa a ensejar a prorrogação do prazo
recursal.
3. Agravo regimental não conhecido.”
(REsp 1.115.245-AgRg/SC, Rel. Min. CELSO LIMONGI –
Desembargador Convocado do TJ/SP)
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Supremo Tribunal Federal
RE 629.704 ED-ED / SP
7
Cumpre destacar, finalmente, que não procedem as
alegações da parte ora agravante no sentido de que a greve dos
empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT
teria inviabilizado o protocolo dos originais dos primeiros embargos
de declaração dentro do prazo adicional a que se refere o art. 2º,
“caput”, da Lei nº 9.800/1999 e de que teria sido protocolizada,
tempestivamente, nesta Corte, uma “via” dos embargos de declaração.
Com efeito, o E. Superior Tribunal de Justiça proferiu,
a respeito desse tema, decisões que tornam inacolhível a pretensão
da parte ora recorrente – de que a greve dos empregados da ECT
configuraria justa causa apta a afastar a intempestividade do
recurso por ela deduzido –
como resulta claro de diversos
julgamentos emanados daquela Alta Corte judiciária:
“PROCESSUAL
CIVIL
E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. GREVE
DOS
CORREIOS.
JUSTA
CAUSA
NÃO
CONFIGURADA.
SÚMULA 216/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO.
1.
É
intempestivo
o
agravo
regimental
cujos
originais chegam a este STJ após o prazo fixado no
art. 2º da Lei n. 9.800/99.
2. A greve dos funcionários dos correios não
configura justa causa a ensejar a prorrogação do prazo
recursal.
3. Agravo regimental não conhecido.”
(REsp 1.115.245-AgRg/SC, Rel. Min. CELSO LIMONGI –
Desembargador Convocado do TJ/SP)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 629.704 ED-ED / SP
8
“PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL.
RAZÕES
ENVIADAS
VIA
FAC-SÍMILE.
CONTAGEM
DO
PRAZO
PARA
APRESENTAÇÃO DOS ORIGINAIS. PRAZO CONTÍNUO. SUSPENSÃO
OU
PRORROGAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE.
INTEMPESTIVIDADE.
GREVE DOS CORREIOS. JUSTO IMPEDIMENTO E FORÇA MAIOR.
INOCORRÊNCIA.
1. O prazo para a apresentação dos originais das
razões do recurso interposto via fac-símile é de cinco
dias, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.800/99. Desse
modo, o ‘dies a quo’ é contado a partir do que seria o
termo final para a apresentação do recurso, sendo este
prazo contínuo, não se suspendendo ou se interrompendo
em razão de feriado ou fim de semana. O ‘dies ad quem’,
todavia, deve ser prorrogado para o primeiro dia útil
seguinte, caso ocorra em fim de semana ou feriado.
2. Disponibilizada a decisão no Diário de Justiça
Eletrônico de 08/09/2009, considera-se como data de
publicação o primeiro dia útil seguinte, 09/09/2009;
e tendo sido a petição do regimental, enviada via
fac-símile, protocolizada em 14/09/2009 – penúltimo dia
do prazo para a interposição desse recurso –, o termo
final do prazo para a apresentação dos originais deve
ser fixado em 20/09/2009 – domingo –, prorrogando-se
automaticamente para o primeiro dia útil subseqüente,
21/09/2009, sendo, portanto, intempestivo o presente
recurso, uma vez que os originais foram protocolizados
tão-somente em 24/09/2009.
3. A ocorrência de greve que atinge a empresa dos
correios não constitui justa causa para a inobservância
do prazo legal.
4. Agravo regimental não conhecido.”
(REsp 1.135.282-AgRg/SC, Rel. Min. LAURITA VAZ)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. GREVE
DOS CORREIOS. JUSTA CAUSA NÃO CONSTATADA. EMBARGOS
REJEITADOS.
I- A greve dos correios não constitui justa causa
capaz de afastar a intempestividade do recurso.
II- A teor da súmula 216 do STJ, ‘A tempestividade
de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é
aferida pelo registro no protocolo da Secretaria e não
pela data da entrega na agência do correio’.
III- Embargos de declaração rejeitados.”
(Ag 612.105-EDcl-AgRg/PR, Rel. Min. PAULO FURTADO –
Desembargador Convocado do TJ/BA)
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Supremo Tribunal Federal
RE 629.704 ED-ED / SP
8
“PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL.
RAZÕES
ENVIADAS
VIA
FAC-SÍMILE.
CONTAGEM
DO
PRAZO
PARA
APRESENTAÇÃO DOS ORIGINAIS. PRAZO CONTÍNUO. SUSPENSÃO
OU
PRORROGAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE.
INTEMPESTIVIDADE.
GREVE DOS CORREIOS. JUSTO IMPEDIMENTO E FORÇA MAIOR.
INOCORRÊNCIA.
1. O prazo para a apresentação dos originais das
razões do recurso interposto via fac-símile é de cinco
dias, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.800/99. Desse
modo, o ‘dies a quo’ é contado a partir do que seria o
termo final para a apresentação do recurso, sendo este
prazo contínuo, não se suspendendo ou se interrompendo
em razão de feriado ou fim de semana. O ‘dies ad quem’,
todavia, deve ser prorrogado para o primeiro dia útil
seguinte, caso ocorra em fim de semana ou feriado.
2. Disponibilizada a decisão no Diário de Justiça
Eletrônico de 08/09/2009, considera-se como data de
publicação o primeiro dia útil seguinte, 09/09/2009;
e tendo sido a petição do regimental, enviada via
fac-símile, protocolizada em 14/09/2009 – penúltimo dia
do prazo para a interposição desse recurso –, o termo
final do prazo para a apresentação dos originais deve
ser fixado em 20/09/2009 – domingo –, prorrogando-se
automaticamente para o primeiro dia útil subseqüente,
21/09/2009, sendo, portanto, intempestivo o presente
recurso, uma vez que os originais foram protocolizados
tão-somente em 24/09/2009.
3. A ocorrência de greve que atinge a empresa dos
correios não constitui justa causa para a inobservância
do prazo legal.
4. Agravo regimental não conhecido.”
(REsp 1.135.282-AgRg/SC, Rel. Min. LAURITA VAZ)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. GREVE
DOS CORREIOS. JUSTA CAUSA NÃO CONSTATADA. EMBARGOS
REJEITADOS.
I- A greve dos correios não constitui justa causa
capaz de afastar a intempestividade do recurso.
II- A teor da súmula 216 do STJ, ‘A tempestividade
de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é
aferida pelo registro no protocolo da Secretaria e não
pela data da entrega na agência do correio’.
III- Embargos de declaração rejeitados.”
(Ag 612.105-EDcl-AgRg/PR, Rel. Min. PAULO FURTADO –
Desembargador Convocado do TJ/BA)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 629.704 ED-ED / SP
9
“Processo civil. Embargos de declaração no agravo
nos embargos de declaração nos embargos de divergência,
autuados como petição. Intempestividade do agravo.
Protocolização por ‘fax’. Perda do prazo para envio da
petição original. Lei n.º 9.800/99. Greve dos correios.
Ausência de justa causa.
- O prazo para apresentação dos originais enviados
anteriormente por ‘fax’ é de cinco dias, contados a
partir do termo final do prazo para a apresentação do
recurso (AgRg no EResp 640.803/RS, Min. Teori Albino
Zavascki, Corte Especial).
- O que define a tempestividade do recurso
interposto junto a esta Corte é a entrega, dentro do
prazo, da petição no respectivo protocolo. Pouco releva
que o serviço afeto aos Correios não se tenha efetuado
com a necessária rapidez, em razão da greve de seus
funcionários.
No
caso,
o
risco
por
eventual
impontualidade ou outro defeito no serviço prestado
pela empresa corre por conta do usuário.
Embargos de declaração rejeitados.”
(Pet 6.144-EDcl-AgRg-EDcl/MG, Rel. Min. NANCY ANDRIGHI)
Também não merece prosperar a alegação da recorrente de
que o protocolo de “via dos embargos diretamente no Tribunal dentro
do prazo processual estabelecido para tal fim” tornaria tempestivo o
recurso por ela deduzido.
É que o art. 2º, “caput”, da Lei nº 9.800/99 determina
que a parte deve protocolar, em juízo, os respectivos originais
dentro do prazo adicional de cinco (5) dias, o que efetivamente não
ocorreu no caso ora em exame.
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Supremo Tribunal Federal
RE 629.704 ED-ED / SP
9
“Processo civil. Embargos de declaração no agravo
nos embargos de declaração nos embargos de divergência,
autuados como petição. Intempestividade do agravo.
Protocolização por ‘fax’. Perda do prazo para envio da
petição original. Lei n.º 9.800/99. Greve dos correios.
Ausência de justa causa.
- O prazo para apresentação dos originais enviados
anteriormente por ‘fax’ é de cinco dias, contados a
partir do termo final do prazo para a apresentação do
recurso (AgRg no EResp 640.803/RS, Min. Teori Albino
Zavascki, Corte Especial).
- O que define a tempestividade do recurso
interposto junto a esta Corte é a entrega, dentro do
prazo, da petição no respectivo protocolo. Pouco releva
que o serviço afeto aos Correios não se tenha efetuado
com a necessária rapidez, em razão da greve de seus
funcionários.
No
caso,
o
risco
por
eventual
impontualidade ou outro defeito no serviço prestado
pela empresa corre por conta do usuário.
Embargos de declaração rejeitados.”
(Pet 6.144-EDcl-AgRg-EDcl/MG, Rel. Min. NANCY ANDRIGHI)
Também não merece prosperar a alegação da recorrente de
que o protocolo de “via dos embargos diretamente no Tribunal dentro
do prazo processual estabelecido para tal fim” tornaria tempestivo o
recurso por ela deduzido.
É que o art. 2º, “caput”, da Lei nº 9.800/99 determina
que a parte deve protocolar, em juízo, os respectivos originais
dentro do prazo adicional de cinco (5) dias, o que efetivamente não
ocorreu no caso ora em exame.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 629.704 ED-ED / SP
10
Sendo
assim,
e
tendo
em
consideração
as
razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
RE 629.704 ED-ED / SP
10
Sendo
assim,
e
tendo
em
consideração
as
razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.704
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: segundos embargos de declaração recebidos como
recurso de agravo, a que se nega provimento, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.704
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: segundos embargos de declaração recebidos como
recurso de agravo, a que se nega provimento, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1935352
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-24T00:00:00
|
Segundos embargos de declaração recebidos como recurso de agravo, a que se nega provimento, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
|
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO - PRIMEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - UTILIZAÇÃO DE FAC-SÍMILE - PRAZO INICIAL (ENCAMINHAMENTO MEDIANTE “FAX”) E PRAZO ADICIONAL (PRODUÇÃO DOS ORIGINAIS) - PETIÇÃO RECURSAL TRANSMITIDA, TEMPESTIVAMENTE, MEDIANTE REPRODUÇÃO FAC-SIMILAR - ORIGINAIS DOS PRIMEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO APRESENTADOS, CONTUDO, EXTEMPORANEAMENTE - INCONFORMISMO DA PARTE RECORRENTE - INTERPOSIÇÃO, CONTRA A DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NÃO CONHECEU DOS PRIMEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, DE NOVOS (E TEMPESTIVOS) EMBARGOS DECLARATÓRIOS - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
- A utilização de fac-símile, para a veiculação de petições recursais, não exonera a parte recorrente do dever de apresentar, dentro do prazo adicional a que alude a Lei nº 9.800/99 (art. 2º, “caput”), os originais que se referem às peças transmitidas por meio desse sistema, sob pena de não-conhecimento, por intempestividade, do recurso interposto mediante “fax”. Precedentes.
- Os prazos recursais são peremptórios e preclusivos (RT 473/200 - RT 504/217 - RT 611/155 - RT 698/209 - RF 251/244). Com o decurso, “in albis”, do prazo legal, extingue-se, de pleno direito, quanto à parte sucumbente, a faculdade processual de interpor, em tempo legalmente oportuno, o recurso pertinente.
|
sjur207976
|
- Acórdãos citados: AI 255210 AgR, AI 258875 AgR, AI 276485 AgR, AI 299089 AgR, AI 394934 AgR-ED-AgR, AI 454147 AgR-ED-ED, AI 243159 ED, AI 243832 ED, Rcl 4395 ED, RE 237265 AgR; RTJ 91/858, RTJ 139/652, RTJ 144/964, RTJ 145/664, RTJ 153/834, RT 251/244, RT 473/200, RT 504/217, RT 611/155, RT 698/209, RT 781/173; REsp 1115245 AgRg, REsp 1135282 AgRg, Ag 612105 EDcl-AgRg, Pet 6144 EDcl-AgRg-EDcl - STJ.
Número de páginas: 13.
Análise: 08/05/2012, LLD.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
629704
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00536 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-009800 ANO-1999\r\n ART-00002 \"CAPUT\" \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED RES-000179 ANO-1999\r\n ART-00005 \r\n RESOLUÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-ED-ED
|
acordaos
|
RE 629704 ED-ED
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EMBTE.(S) : REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.704 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S)
: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
RECURSO DE AGRAVO – PRIMEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - UTILIZAÇÃO DE
FAC-SÍMILE – PRAZO INICIAL (ENCAMINHAMENTO MEDIANTE “FAX”) E PRAZO
ADICIONAL (PRODUÇÃO DOS ORIGINAIS) – PETIÇÃO RECURSAL TRANSMITIDA,
TEMPESTIVAMENTE, MEDIANTE REPRODUÇÃO FAC-SIMILAR – ORIGINAIS DOS
PRIMEIROS
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO
APRESENTADOS,
CONTUDO,
EXTEMPORANEAMENTE
–
INCONFORMISMO
DA
PARTE
RECORRENTE
–
INTERPOSIÇÃO, CONTRA A DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NÃO CONHECEU DOS
PRIMEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, DE NOVOS (E TEMPESTIVOS) EMBARGOS
DECLARATÓRIOS – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
- A utilização de fac-símile, para a veiculação de petições
recursais, não exonera a parte recorrente do dever de apresentar,
dentro do prazo adicional a que alude a Lei n 9.800/99 (art. 2...,
“caput”), os originais que se referem às peças transmitidas por meio
desse sistema, sob pena de não-conhecimento, por intempestividade,
do recurso interposto mediante “fax”. Precedentes.
- Os prazos recursais são peremptórios e preclusivos
(RT 473/200 – RT 504/217 – RT 611/155 – RT 698/209 – RF 251/244).
Com o decurso, “in albis”, do prazo legal, extingue-se, de pleno
direito, quanto à parte sucumbente, a faculdade processual de
interpor, em tempo legalmente oportuno, o recurso pertinente.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
receber os segundos embargos de declaração como recurso de agravo, a
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Supremo Tribunal Federal
DJe 24/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
2
que se nega provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 27 de março de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
2
que se nega provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 27 de março de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.704 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S)
: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de segundos embargos de declaração opostos a decisão monocrática,
que, proferida em sede de embargos de declaração, deduzidos pela
parte
ora
embargante,
não
conheceu
dos
primeiros
embargos
declaratórios,
em
face
de
sua
manifesta
intempestividade
(fls. 682/684).
Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora
recorrente, estes embargos de declaração, alegando, em síntese, a
ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil
(fls. 694/696).
Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes
embargos declaratórios.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.704 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
: REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S)
: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
: UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
: PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de segundos embargos de declaração opostos a decisão monocrática,
que, proferida em sede de embargos de declaração, deduzidos pela
parte
ora
embargante,
não
conheceu
dos
primeiros
embargos
declaratórios,
em
face
de
sua
manifesta
intempestividade
(fls. 682/684).
Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora
recorrente, estes embargos de declaração, alegando, em síntese, a
ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil
(fls. 694/696).
Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes
embargos declaratórios.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
2
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Conheço,
preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso
de agravo (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel.
Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES –
Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.).
E, ao fazê-lo, reconheço que não assiste razão à parte
ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral
fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame.
Como se sabe, com a superveniência da Lei n 9.800, de
26/05/1999, permitiu-se às partes a utilização de fac-símile ou de
outro sistema similar de transmissão de dados ou imagens, para a
prática de atos processuais em geral.
Esse diploma legislativo, no entanto, impôs, às partes,
o
dever
de
necessariamente
protocolarem,
em
juízo,
os
respectivos originais, dentro do prazo adicional de cinco (5) dias,
contado da data do término do prazo fixado em lei ou assinado pelo
juiz (Lei n 9.800/99, art. 2..., “caput”).
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
2
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Conheço,
preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso
de agravo (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel.
Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES –
Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.).
E, ao fazê-lo, reconheço que não assiste razão à parte
ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral
fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame.
Como se sabe, com a superveniência da Lei n 9.800, de
26/05/1999, permitiu-se às partes a utilização de fac-símile ou de
outro sistema similar de transmissão de dados ou imagens, para a
prática de atos processuais em geral.
Esse diploma legislativo, no entanto, impôs, às partes,
o
dever
de
necessariamente
protocolarem,
em
juízo,
os
respectivos originais, dentro do prazo adicional de cinco (5) dias,
contado da data do término do prazo fixado em lei ou assinado pelo
juiz (Lei n 9.800/99, art. 2..., “caput”).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
3
Foi por essa razão que a Resolução Supremo Tribunal Federal n 179,
de 26/07/1999 - ao dispor sobre a utilização, no âmbito do Supremo
Tribunal Federal, do sistema de transmissão de dados e imagens tipo
fac-símile (fax), para a prática de atos processuais -, fez
consignar a seguinte regra:
“Art. 5... - A utilização do sistema de transmissão
previsto no art. 1... não desobrigará seu usuário da
protocolização dos originais na Seção de Protocolo e
Informações Judiciais, no prazo e condições previstos
no art. 2... e parágrafo único da Lei 9.800, de 1999.”
(grifei)
A
parte
ora
agravante,
intimada
da
decisão
em
22/09/2011, quinta-feira (fls. 644), valendo-se dessa faculdade
legal, opôs, mediante fax - dentro do prazo recursal, que é de cinco
(05) dias (Código de Processo Civil, art. 536) -, os primeiros embargos de declaração,
que foram protocolizados, nesta Corte, em 26/09/2011, segunda-feira
(fls. 646).
Ocorre, no entanto, que os originais que se referem às
peças transmitidas mediante reprodução fac-similar, que deveriam ter
sido produzidos em 03/10/2011, segunda-feira, somente deram entrada,
neste Tribunal, em 04/10/2011, terça-feira, conforme evidencia a
autenticação mecânica lançada pelo Protocolo Geral do Supremo
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
3
Foi por essa razão que a Resolução Supremo Tribunal Federal n 179,
de 26/07/1999 - ao dispor sobre a utilização, no âmbito do Supremo
Tribunal Federal, do sistema de transmissão de dados e imagens tipo
fac-símile (fax), para a prática de atos processuais -, fez
consignar a seguinte regra:
“Art. 5... - A utilização do sistema de transmissão
previsto no art. 1... não desobrigará seu usuário da
protocolização dos originais na Seção de Protocolo e
Informações Judiciais, no prazo e condições previstos
no art. 2... e parágrafo único da Lei 9.800, de 1999.”
(grifei)
A
parte
ora
agravante,
intimada
da
decisão
em
22/09/2011, quinta-feira (fls. 644), valendo-se dessa faculdade
legal, opôs, mediante fax - dentro do prazo recursal, que é de cinco
(05) dias (Código de Processo Civil, art. 536) -, os primeiros embargos de declaração,
que foram protocolizados, nesta Corte, em 26/09/2011, segunda-feira
(fls. 646).
Ocorre, no entanto, que os originais que se referem às
peças transmitidas mediante reprodução fac-similar, que deveriam ter
sido produzidos em 03/10/2011, segunda-feira, somente deram entrada,
neste Tribunal, em 04/10/2011, terça-feira, conforme evidencia a
autenticação mecânica lançada pelo Protocolo Geral do Supremo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
4
Tribunal Federal (fls. 668). Isso significa, portanto, que os
originais
ingressaram,
formalmente,
na
Seção
de
Protocolo
e
Informações Judiciais desta Suprema Corte, um dia após o término do
prazo
adicional
estabelecido
pelo
art.
2...,
“caput”,
da
Lei n 9.800/99.
Não custa enfatizar, neste ponto, que a tempestividade
dos recursos e dos atos processuais é aferida, no Supremo Tribunal
Federal, pela oportuna apresentação das petições respectivas no
Protocolo da Secretaria do Tribunal, que constitui, para tal
específico fim, o único registro dotado de publicidade e de eficácia
jurídico-legal (RTJ 91/858, Rel. Min. CORDEIRO GUERRA - RTJ 139/652,
Rel. Min. CELSO DE MELLO - RTJ 144/964, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
v.g.).
Torna-se lícito concluir, desse modo - especialmente se
se considerar que os prazos recursais são peremptórios e preclusivos
(RT 473/200 - RT 611/155) - que se extinguiu, “pleno jure”, com o
decurso “in albis” do prazo adicional a que alude o art. 2...,
“caput”, da Lei n 9.800/99, o direito da parte agravante de ver
conhecido e examinado aquele recurso (os primeiros embargos de
declaração).
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
4
Tribunal Federal (fls. 668). Isso significa, portanto, que os
originais
ingressaram,
formalmente,
na
Seção
de
Protocolo
e
Informações Judiciais desta Suprema Corte, um dia após o término do
prazo
adicional
estabelecido
pelo
art.
2...,
“caput”,
da
Lei n 9.800/99.
Não custa enfatizar, neste ponto, que a tempestividade
dos recursos e dos atos processuais é aferida, no Supremo Tribunal
Federal, pela oportuna apresentação das petições respectivas no
Protocolo da Secretaria do Tribunal, que constitui, para tal
específico fim, o único registro dotado de publicidade e de eficácia
jurídico-legal (RTJ 91/858, Rel. Min. CORDEIRO GUERRA - RTJ 139/652,
Rel. Min. CELSO DE MELLO - RTJ 144/964, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
v.g.).
Torna-se lícito concluir, desse modo - especialmente se
se considerar que os prazos recursais são peremptórios e preclusivos
(RT 473/200 - RT 611/155) - que se extinguiu, “pleno jure”, com o
decurso “in albis” do prazo adicional a que alude o art. 2...,
“caput”, da Lei n 9.800/99, o direito da parte agravante de ver
conhecido e examinado aquele recurso (os primeiros embargos de
declaração).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
5
Disso resulta que a entrega dos originais, na Seção de
Protocolo e Informações Judiciais do Supremo Tribunal Federal, fora do
prazo adicional de cinco (5) dias a que se refere a Lei n 9.800/99
(art. 2..., “caput”), torna intempestivo o recurso deduzido mediante
“fax”.
Cabe referir que esse entendimento reflete-se na
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (AI 255.210-AgR/SP, Rel.
Min. NÉRI DA SILVEIRA - AI 276.485-AgR/GO, Rel. Min. ILMAR GALVÃO -
Recurso Extraordinário 237.265-AgR/MG, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.):
“1. Oposição dos declaratórios via fac-símile
dentro do prazo recursal, porém sem a apresentação dos
originais no qüinqüídio previsto no ‘caput’ do art. 2...
da Lei 9.800/99, período esse que é inadiável e
contínuo ao término do tempo para a interposição do
recurso, o que impede o seu prosseguimento.
2. Embargos de declaração não conhecidos.”
(AI 454.147-AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE –
grifei)
“PROCESSUAL CIVIL. RECURSO APRESENTADO MEDIANTE
FAC-SÍMILE.
ORIGINAIS.
NÃO-OBSERVÂNCIA
DO
PRAZO
ESTABELECIDO PELO ART. 2..., ‘CAPUT’, DA LEI 9.800/99.
INTEMPESTIVIDADE.
I. - Os originais do recurso interposto mediante
fac-símile devem ser apresentados em tempo oportuno,
vale dizer, dentro do prazo a que alude o art. 2...,
‘caput’, da Lei 9.800/99. Precedentes.
II. - O início do prazo adicional de cinco dias de
que trata o art. 2..., ‘caput’, da Lei 9.800/99 é
improrrogável e contínuo ao término do prazo para a
interposição do recurso.
III. - Agravo não provido.”
(AI 394.934-AgR-ED-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO -
grifei)
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Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
5
Disso resulta que a entrega dos originais, na Seção de
Protocolo e Informações Judiciais do Supremo Tribunal Federal, fora do
prazo adicional de cinco (5) dias a que se refere a Lei n 9.800/99
(art. 2..., “caput”), torna intempestivo o recurso deduzido mediante
“fax”.
Cabe referir que esse entendimento reflete-se na
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (AI 255.210-AgR/SP, Rel.
Min. NÉRI DA SILVEIRA - AI 276.485-AgR/GO, Rel. Min. ILMAR GALVÃO -
Recurso Extraordinário 237.265-AgR/MG, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.):
“1. Oposição dos declaratórios via fac-símile
dentro do prazo recursal, porém sem a apresentação dos
originais no qüinqüídio previsto no ‘caput’ do art. 2...
da Lei 9.800/99, período esse que é inadiável e
contínuo ao término do tempo para a interposição do
recurso, o que impede o seu prosseguimento.
2. Embargos de declaração não conhecidos.”
(AI 454.147-AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE –
grifei)
“PROCESSUAL CIVIL. RECURSO APRESENTADO MEDIANTE
FAC-SÍMILE.
ORIGINAIS.
NÃO-OBSERVÂNCIA
DO
PRAZO
ESTABELECIDO PELO ART. 2..., ‘CAPUT’, DA LEI 9.800/99.
INTEMPESTIVIDADE.
I. - Os originais do recurso interposto mediante
fac-símile devem ser apresentados em tempo oportuno,
vale dizer, dentro do prazo a que alude o art. 2...,
‘caput’, da Lei 9.800/99. Precedentes.
II. - O início do prazo adicional de cinco dias de
que trata o art. 2..., ‘caput’, da Lei 9.800/99 é
improrrogável e contínuo ao término do prazo para a
interposição do recurso.
III. - Agravo não provido.”
(AI 394.934-AgR-ED-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO -
grifei)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
6
“Agravo regimental.
- Interposto por ‘fax’ o agravo regimental, o
original de sua petição não deu entrada neste Tribunal
nos cinco dias do prazo para a interposição desse
recurso, como determina o artigo 2..., ‘caput’, da
Lei 9.800/99.
Agravo não conhecido.”
(AI 258.875-AgR/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)
“A utilização de fac-símile ou de outro sistema
similar de transmissão de dados ou imagens, para a
veiculação de petições recursais, embora permitida pela
Lei n 9.800, de 26/5/99, não exonera a parte
recorrente do dever de apresentar, dentro do prazo
adicional a que alude o diploma legislativo em questão
(art. 2..., ‘caput’), os originais que se referem às
peças transmitidas por meio desse sistema.”
(RT 781/173, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Assinale-se, por relevante, que o Plenário do Supremo
Tribunal Federal, ao julgar questão idêntica à que ora se examina na
presente causa, reafirmou esse entendimento, proferindo decisão
consubstanciada em acórdão assim ementado:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - PETIÇÃO RECURSAL TRANSMITIDA
MEDIANTE ‘FAX’ - LEI n 9.800, DE 26/5/99 - ORIGINAIS
APRESENTADOS FORA DO PRAZO LEGAL - INTEMPESTIVIDADE -
RECURSO NÃO CONHECIDO.
- A utilização de fac-símile, para a veiculação de
petições recursais, não exonera a parte recorrente do
dever de apresentar, dentro do prazo adicional a que
alude a Lei n 9.800/99 (art. 2..., ‘caput’), os
originais que se referem às peças transmitidas por meio
desse sistema, sob pena de não-conhecimento, por
intempestividade, do recurso interposto mediante ‘fax’.
Precedentes.”
(AI 299.089-AgR/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
6
“Agravo regimental.
- Interposto por ‘fax’ o agravo regimental, o
original de sua petição não deu entrada neste Tribunal
nos cinco dias do prazo para a interposição desse
recurso, como determina o artigo 2..., ‘caput’, da
Lei 9.800/99.
Agravo não conhecido.”
(AI 258.875-AgR/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)
“A utilização de fac-símile ou de outro sistema
similar de transmissão de dados ou imagens, para a
veiculação de petições recursais, embora permitida pela
Lei n 9.800, de 26/5/99, não exonera a parte
recorrente do dever de apresentar, dentro do prazo
adicional a que alude o diploma legislativo em questão
(art. 2..., ‘caput’), os originais que se referem às
peças transmitidas por meio desse sistema.”
(RT 781/173, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Assinale-se, por relevante, que o Plenário do Supremo
Tribunal Federal, ao julgar questão idêntica à que ora se examina na
presente causa, reafirmou esse entendimento, proferindo decisão
consubstanciada em acórdão assim ementado:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - PETIÇÃO RECURSAL TRANSMITIDA
MEDIANTE ‘FAX’ - LEI n 9.800, DE 26/5/99 - ORIGINAIS
APRESENTADOS FORA DO PRAZO LEGAL - INTEMPESTIVIDADE -
RECURSO NÃO CONHECIDO.
- A utilização de fac-símile, para a veiculação de
petições recursais, não exonera a parte recorrente do
dever de apresentar, dentro do prazo adicional a que
alude a Lei n 9.800/99 (art. 2..., ‘caput’), os
originais que se referem às peças transmitidas por meio
desse sistema, sob pena de não-conhecimento, por
intempestividade, do recurso interposto mediante ‘fax’.
Precedentes.”
(AI 299.089-AgR/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
7
Cumpre destacar, finalmente, que não procedem as
alegações da parte ora agravante no sentido de que a greve dos
empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT
teria inviabilizado o protocolo dos originais dos primeiros embargos
de declaração dentro do prazo adicional a que se refere o art. 2...,
“caput”, da Lei n 9.800/1999 e de que teria sido protocolizada,
tempestivamente, nesta Corte, uma “via” dos embargos de declaração.
Com efeito, o E. Superior Tribunal de Justiça proferiu,
a respeito desse tema, decisões que tornam inacolhível a pretensão
da parte ora recorrente – de que a greve dos empregados da ECT
configuraria justa causa apta a afastar a intempestividade do
recurso por ela deduzido –
como resulta claro de diversos
julgamentos emanados daquela Alta Corte judiciária:
“PROCESSUAL
CIVIL
E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. GREVE
DOS
CORREIOS.
JUSTA
CAUSA
NÃO
CONFIGURADA.
SÚMULA 216/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO.
1.
É
intempestivo
o
agravo
regimental
cujos
originais chegam a este Superior Tribunal de Justiça após o prazo fixado no
art. 2... da Lei n. 9.800/99.
2. A greve dos funcionários dos correios não
configura justa causa a ensejar a prorrogação do prazo
recursal.
3. Agravo regimental não conhecido.”
(REsp 1.115.245-AgRg/SC, Rel. Min. CELSO LIMONGI –
Desembargador Convocado do TJ/SP)
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
7
Cumpre destacar, finalmente, que não procedem as
alegações da parte ora agravante no sentido de que a greve dos
empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT
teria inviabilizado o protocolo dos originais dos primeiros embargos
de declaração dentro do prazo adicional a que se refere o art. 2...,
“caput”, da Lei n 9.800/1999 e de que teria sido protocolizada,
tempestivamente, nesta Corte, uma “via” dos embargos de declaração.
Com efeito, o E. Superior Tribunal de Justiça proferiu,
a respeito desse tema, decisões que tornam inacolhível a pretensão
da parte ora recorrente – de que a greve dos empregados da ECT
configuraria justa causa apta a afastar a intempestividade do
recurso por ela deduzido –
como resulta claro de diversos
julgamentos emanados daquela Alta Corte judiciária:
“PROCESSUAL
CIVIL
E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. GREVE
DOS
CORREIOS.
JUSTA
CAUSA
NÃO
CONFIGURADA.
SÚMULA 216/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO.
1.
É
intempestivo
o
agravo
regimental
cujos
originais chegam a este Superior Tribunal de Justiça após o prazo fixado no
art. 2... da Lei n. 9.800/99.
2. A greve dos funcionários dos correios não
configura justa causa a ensejar a prorrogação do prazo
recursal.
3. Agravo regimental não conhecido.”
(REsp 1.115.245-AgRg/SC, Rel. Min. CELSO LIMONGI –
Desembargador Convocado do TJ/SP)
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
8
“PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL.
RAZÕES
ENVIADAS
VIA
FAC-SÍMILE.
CONTAGEM
DO
PRAZO
PARA
APRESENTAÇÃO DOS ORIGINAIS. PRAZO CONTÍNUO. SUSPENSÃO
OU
PRORROGAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE.
INTEMPESTIVIDADE.
GREVE DOS CORREIOS. JUSTO IMPEDIMENTO E FORÇA MAIOR.
INOCORRÊNCIA.
1. O prazo para a apresentação dos originais das
razões do recurso interposto via fac-símile é de cinco
dias, nos termos do art. 2... da Lei n 9.800/99. Desse
modo, o ‘dies a quo’ é contado a partir do que seria o
termo final para a apresentação do recurso, sendo este
prazo contínuo, não se suspendendo ou se interrompendo
em razão de feriado ou fim de semana. O ‘dies ad quem’,
todavia, deve ser prorrogado para o primeiro dia útil
seguinte, caso ocorra em fim de semana ou feriado.
2. Disponibilizada a decisão no Diário de Justiça
Eletrônico de 08/09/2009, considera-se como data de
publicação o primeiro dia útil seguinte, 09/09/2009;
e tendo sido a petição do regimental, enviada via
fac-símile, protocolizada em 14/09/2009 – penúltimo dia
do prazo para a interposição desse recurso –, o termo
final do prazo para a apresentação dos originais deve
ser fixado em 20/09/2009 – domingo –, prorrogando-se
automaticamente para o primeiro dia útil subseqüente,
21/09/2009, sendo, portanto, intempestivo o presente
recurso, uma vez que os originais foram protocolizados
tão-somente em 24/09/2009.
3. A ocorrência de greve que atinge a empresa dos
correios não constitui justa causa para a inobservância
do prazo legal.
4. Agravo regimental não conhecido.”
(REsp 1.135.282-AgRg/SC, Rel. Min. LAURITA VAZ)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. GREVE
DOS CORREIOS. JUSTA CAUSA NÃO CONSTATADA. EMBARGOS
REJEITADOS.
I- A greve dos correios não constitui justa causa
capaz de afastar a intempestividade do recurso.
II- A teor da súmula 216 do Superior Tribunal de Justiça, ‘A tempestividade
de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é
aferida pelo registro no protocolo da Secretaria e não
pela data da entrega na agência do correio’.
III- Embargos de declaração rejeitados.”
(Ag 612.105-EDcl-AgRg/PR, Rel. Min. PAULO FURTADO –
Desembargador Convocado do TJ/BA)
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
8
“PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL.
RAZÕES
ENVIADAS
VIA
FAC-SÍMILE.
CONTAGEM
DO
PRAZO
PARA
APRESENTAÇÃO DOS ORIGINAIS. PRAZO CONTÍNUO. SUSPENSÃO
OU
PRORROGAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE.
INTEMPESTIVIDADE.
GREVE DOS CORREIOS. JUSTO IMPEDIMENTO E FORÇA MAIOR.
INOCORRÊNCIA.
1. O prazo para a apresentação dos originais das
razões do recurso interposto via fac-símile é de cinco
dias, nos termos do art. 2... da Lei n 9.800/99. Desse
modo, o ‘dies a quo’ é contado a partir do que seria o
termo final para a apresentação do recurso, sendo este
prazo contínuo, não se suspendendo ou se interrompendo
em razão de feriado ou fim de semana. O ‘dies ad quem’,
todavia, deve ser prorrogado para o primeiro dia útil
seguinte, caso ocorra em fim de semana ou feriado.
2. Disponibilizada a decisão no Diário de Justiça
Eletrônico de 08/09/2009, considera-se como data de
publicação o primeiro dia útil seguinte, 09/09/2009;
e tendo sido a petição do regimental, enviada via
fac-símile, protocolizada em 14/09/2009 – penúltimo dia
do prazo para a interposição desse recurso –, o termo
final do prazo para a apresentação dos originais deve
ser fixado em 20/09/2009 – domingo –, prorrogando-se
automaticamente para o primeiro dia útil subseqüente,
21/09/2009, sendo, portanto, intempestivo o presente
recurso, uma vez que os originais foram protocolizados
tão-somente em 24/09/2009.
3. A ocorrência de greve que atinge a empresa dos
correios não constitui justa causa para a inobservância
do prazo legal.
4. Agravo regimental não conhecido.”
(REsp 1.135.282-AgRg/SC, Rel. Min. LAURITA VAZ)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. GREVE
DOS CORREIOS. JUSTA CAUSA NÃO CONSTATADA. EMBARGOS
REJEITADOS.
I- A greve dos correios não constitui justa causa
capaz de afastar a intempestividade do recurso.
II- A teor da súmula 216 do Superior Tribunal de Justiça, ‘A tempestividade
de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é
aferida pelo registro no protocolo da Secretaria e não
pela data da entrega na agência do correio’.
III- Embargos de declaração rejeitados.”
(Ag 612.105-EDcl-AgRg/PR, Rel. Min. PAULO FURTADO –
Desembargador Convocado do TJ/BA)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
9
“Processo civil. Embargos de declaração no agravo
nos embargos de declaração nos embargos de divergência,
autuados como petição. Intempestividade do agravo.
Protocolização por ‘fax’. Perda do prazo para envio da
petição original. Lei n. 9.800/99. Greve dos correios.
Ausência de justa causa.
- O prazo para apresentação dos originais enviados
anteriormente por ‘fax’ é de cinco dias, contados a
partir do termo final do prazo para a apresentação do
recurso (AgRg no EResp 640.803/RS, Min. Teori Albino
Zavascki, Corte Especial).
- O que define a tempestividade do recurso
interposto junto a esta Corte é a entrega, dentro do
prazo, da petição no respectivo protocolo. Pouco releva
que o serviço afeto aos Correios não se tenha efetuado
com a necessária rapidez, em razão da greve de seus
funcionários.
No
caso,
o
risco
por
eventual
impontualidade ou outro defeito no serviço prestado
pela empresa corre por conta do usuário.
Embargos de declaração rejeitados.”
(Pet 6.144-EDcl-AgRg-EDcl/MG, Rel. Min. NANCY ANDRIGHI)
Também não merece prosperar a alegação da recorrente de
que o protocolo de “via dos embargos diretamente no Tribunal dentro
do prazo processual estabelecido para tal fim” tornaria tempestivo o
recurso por ela deduzido.
É que o art. 2..., “caput”, da Lei n 9.800/99 determina
que a parte deve protocolar, em juízo, os respectivos originais
dentro do prazo adicional de cinco (5) dias, o que efetivamente não
ocorreu no caso ora em exame.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
9
“Processo civil. Embargos de declaração no agravo
nos embargos de declaração nos embargos de divergência,
autuados como petição. Intempestividade do agravo.
Protocolização por ‘fax’. Perda do prazo para envio da
petição original. Lei n. 9.800/99. Greve dos correios.
Ausência de justa causa.
- O prazo para apresentação dos originais enviados
anteriormente por ‘fax’ é de cinco dias, contados a
partir do termo final do prazo para a apresentação do
recurso (AgRg no EResp 640.803/RS, Min. Teori Albino
Zavascki, Corte Especial).
- O que define a tempestividade do recurso
interposto junto a esta Corte é a entrega, dentro do
prazo, da petição no respectivo protocolo. Pouco releva
que o serviço afeto aos Correios não se tenha efetuado
com a necessária rapidez, em razão da greve de seus
funcionários.
No
caso,
o
risco
por
eventual
impontualidade ou outro defeito no serviço prestado
pela empresa corre por conta do usuário.
Embargos de declaração rejeitados.”
(Pet 6.144-EDcl-AgRg-EDcl/MG, Rel. Min. NANCY ANDRIGHI)
Também não merece prosperar a alegação da recorrente de
que o protocolo de “via dos embargos diretamente no Tribunal dentro
do prazo processual estabelecido para tal fim” tornaria tempestivo o
recurso por ela deduzido.
É que o art. 2..., “caput”, da Lei n 9.800/99 determina
que a parte deve protocolar, em juízo, os respectivos originais
dentro do prazo adicional de cinco (5) dias, o que efetivamente não
ocorreu no caso ora em exame.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
10
Sendo
assim,
e
tendo
em
consideração
as
razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 629.704 ED-ED / SP
10
Sendo
assim,
e
tendo
em
consideração
as
razões
expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
conseqüência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.704
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: segundos embargos de declaração recebidos como
recurso de agravo, a que se nega provimento, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.704
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S/A
ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: segundos embargos de declaração recebidos como
recurso de agravo, a que se nega provimento, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1889297
Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629 . 704",
"RT 473 / 200",
"RT 504 / 217",
"RT 611 / 155",
"RT 698 / 209",
"RF 251 / 244",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED -",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629 . 704",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"RTJ 145 / 664",
"RTJ 153 / 834",
"AI 243 . 159 - ED / DF",
"AI 243 . 832 - ED / MG",
"Rcl 4 . 395 - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"RTJ 145 / 664",
"RTJ 153 / 834",
"AI 243 . 159 - ED / DF",
"AI 243 . 832 - ED / MG",
"Rcl 4 . 395 - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED",
"RTJ 91 / 858",
"RTJ 139 / 652",
"RTJ 144 / 964",
"RT 473 / 200 - RT 611 / 155",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"RTJ 91 / 858",
"RTJ 139 / 652",
"RTJ 144 /",
"RT 473 / 200 -",
"RT 611 / 155",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"AI 255 . 210 - AgR / SP",
"AI 276 . 485 - AgR / GO",
"Recurso Extraordinário 237 . 265 - AgR / MG",
"AI 454 . 147 - AgR - ED - ED / SP",
"AI 394 . 934 - AgR - ED - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED",
"AI 255 . 210",
"-",
"AgR",
"/",
"SP",
"AI 276 . 485 - AgR / GO",
"Recurso Extraordinário 237 . 265 - AgR / MG",
"AI 454 . 147 - AgR - ED - ED / SP",
"AI 394 . 934 - AgR -",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"AI 258 . 875 - AgR / MG",
"RT 781 / 173",
"AI 299 . 089 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"AI 258 . 875 - AgR / MG",
"RT 781 / 173",
"AI 299 . 089 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"SÚMULA 216 / Superior Tribunal de Justiça",
"REsp 1 . 115 . 245 - AgRg / SC",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP",
"SÚMULA 216 / Superior Tribunal de Justiça",
"REsp 1 . 115 . 245 - AgRg / SC",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED -",
"ED / SP",
"REsp 1 . 135 . 282 - AgRg / SC",
"súmula 216 do Superior Tribunal de Justiça",
"Ag 612 . 105 - EDcl - AgRg",
"Recurso Extraordinário 629 . 704",
"REsp 1 . 135 . 282 - AgRg / SC",
"súmula 216 do Superior Tribunal de Justiça",
"Ag 612 . 105 - EDcl - AgRg / PR",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED",
"AgRg no EResp 640 . 803 / RS",
"Pet 6 . 144 - EDcl - AgRg - EDcl / MG",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED",
"AgRg no EResp 640 . 803 / RS",
"Pet 6 . 144 - EDcl - AgRg - EDcl / MG",
"Recurso Extraordinário 629 . 704",
"Recurso Extraordinário 629 . 704 ED - ED / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei n 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 800",
"Lei n 9 . 800 / 99 , art . 2 . . . , “ caput ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 800",
"Lei n 9 . 800 / 99 , art . 2 . . . ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução Supremo Tribunal Federal n 179",
"art . 2 . . . e parágrafo único da Lei 9 . 800",
"Código de Processo Civil , art . 536",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução Supremo Tribunal Federal n 179",
"art . 2 . . . e parágrafo único da Lei 9 . 800",
"Código de Processo Civil , art . 536",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , “ caput ” , da Lei n 9 . 800 / 99",
"art . 2 . . . , “ caput ” , da Lei n 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , “ caput ” , da Lei n 9 . 800 / 99",
"art . 2 . . . , “ caput ” , da Lei n 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 800 / 99",
"art . 2 . . . da Lei 9 . 800 / 99",
"ART . 2 . . . , ‘ CAPUT ’ , DA LEI 9 . 800 / 99",
"art . 2 . . . , ‘ caput ’ , da Lei 9 . 800 / 99",
"art . 2 . . . , ‘ caput ’ , da Lei 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 800 / 99",
"art . 2 . . . , “ caput ”",
"caput ’ do art . 2 . . . da Lei 9 .",
"ART . 2 . . . , ‘ CAPUT ’ , DA LEI 9 . 800 / 99",
"art . 2 . . . , ‘ caput ’ , da Lei 9 . 800 / 99",
"art . 2 . . . , ‘ caput ’ , da Lei 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 2 . . . , ‘ caput ’ , da Lei 9 . 800 / 99",
"Lei n 9 . 800",
"LEI n 9 . 800",
"Lei n 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 2 . . . , ‘ caput ’ , da Lei 9 . 800 / 99",
"Lei n 9 . 800",
"FAX ’",
"-",
"LEI n 9 . 800",
"Lei n 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , “ caput ” , da Lei n 9 . 800 / 1999",
"art . 2 . . . da Lei n . 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , “ caput ” , da Lei n 9 . 800 / 1999",
"art . 2 . . . da Lei n . 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . da Lei n 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . da Lei n 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Lei n . 9 . 800 / 99",
"art . 2 . . . , “ caput ” , da Lei n 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 9 . 800 / 99",
"art . 2 . . . , “ caput ” , da Lei n 9 . 800 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S / A",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S / A",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S / A",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Protocolo",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"4",
"Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"4",
"Tribunal Federal",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Seção",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Infra",
"-",
"estrutura",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos",
"ECT",
"Superior Tribunal de Justiça",
"ECT",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"SP",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos",
"ECT",
"Superior Tribunal de Justiça",
"ECT",
"GREVE",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"SP",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"GREVE DOS CORREIOS",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"BA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"BA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Corte Especial",
"Correios",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corte Especial",
"Correios",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S / A",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"REDE EMPRESAS DE ENERGIA ELÉTRICA S / A",
"UNIÃO",
"FAZENDA NACIONAL",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"NÉRI DA SILVEIRA",
"MOREIRA ALVES",
"CEZAR PELUSO",
"CELSO DE MELLO",
"NÉRI DA SILVEIRA",
"MOREIRA ALVES",
"CEZAR PELUSO",
"CELSO DE",
"MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CORDEIRO GUERRA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CORDEIRO GUERRA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"NÉRI DA SILVEIRA",
"ILMAR GALVÃO",
"SYDNEY SANCHES",
"ELLEN GRACIE",
"CARLOS VELLOSO",
"NÉRI DA SILVEIRA",
"ILMAR GALVÃO",
"SYDNEY SANCHES",
"ELLEN GRACIE",
"CARLOS VELLOSO",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"MOREIRA ALVES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO LIMONGI",
"CELSO LIMONGI",
"CELSO DE MELLO",
"LAURITA VAZ",
"PAULO FURTADO",
"LAURITA VAZ",
"PAULO FURTADO",
"CELSO DE MELLO",
"Teori Albino Zavascki",
"NANCY ANDRIGHI",
"Teori Albino Zavascki",
"NANCY ANDRIGHI",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"CELSO DE MELLO",
"ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"07",
"/",
"1999",
"1999",
"22",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"26",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"03",
"/",
"10",
"/",
"2011",
"04",
"/",
"10",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"07",
"/",
"1999",
"1999",
"22",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"26",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"03",
"/",
"10",
"/",
"2011",
"04",
"/",
"10",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"5",
"/",
"99",
"26",
"/",
"5",
"/",
"99",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"5",
"/",
"99",
"26",
"/",
"5",
"/",
"99",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"09",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"14",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"20",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"domingo",
"21",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"09",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"14",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"20",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"domingo",
"21",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S)
:EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Princípio da reserva
de plenário. Não ofensa. Artigos nºs 45 e 46 da Lei nº 8.212/91.
Constitucionalidade. Súmula Vinculante nº 8.
1. O art. 557, caput, do Código de Processo Civil permite ao relator
negar “seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente,
prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do
respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”.
2. A Súmula Vinculante nº 8 firmou a inconstitucionalidade dos arts.
45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e do art. 5º do Decreto-lei nº 1.569/77,
considerando que tais dispositivos têm por objeto matéria reservada a lei
complementar.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281836.
Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
RE 490.572 AGR-AGR / SC
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281836.
Supremo Tribunal Federal
RE 490.572 AGR-AGR / SC
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281836.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S)
:EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro
Sepúlveda Pertence
negou seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO: Neguei seguimento ao RE da União sob o
fundamento de que este foi interposto pela alínea b e não
ocorreu a juntada da cópia do incidente de
inconstitucionalidade invocado pelo acórdão recorrido.
Requer-se, em agravo regimental, a reconsideração da
decisão de f. 144/145 e a conseqüente análise do RE, pois a
argüição de inconstitucionalidade referida no acórdão recorrido
foi juntada aos autos à f. 117/123.
Tem razão a agravante. Reconsidero a decisão de f. 144/145
e passo à análise do RE.
RE, b, interposto contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região, assim ementado na parte que interessa (f.
125):
‘(...)
3. O artigo 45, da Lei nº 8.212, foi declarado
inconstitucional por esta Corte na Argüição de
Inconstitucionalidade no AI nº 2000.04.01.092228-3/PR (DJ
05.09.2001), em face da impossibilidade de ampliação, via
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S)
:EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro
Sepúlveda Pertence
negou seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO: Neguei seguimento ao RE da União sob o
fundamento de que este foi interposto pela alínea b e não
ocorreu a juntada da cópia do incidente de
inconstitucionalidade invocado pelo acórdão recorrido.
Requer-se, em agravo regimental, a reconsideração da
decisão de f. 144/145 e a conseqüente análise do RE, pois a
argüição de inconstitucionalidade referida no acórdão recorrido
foi juntada aos autos à f. 117/123.
Tem razão a agravante. Reconsidero a decisão de f. 144/145
e passo à análise do RE.
RE, b, interposto contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região, assim ementado na parte que interessa (f.
125):
‘(...)
3. O artigo 45, da Lei nº 8.212, foi declarado
inconstitucional por esta Corte na Argüição de
Inconstitucionalidade no AI nº 2000.04.01.092228-3/PR (DJ
05.09.2001), em face da impossibilidade de ampliação, via
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
RE 490.572 AGR-AGR / SC
ordinária, desse prazo para dez anos. A decadência e a prescrição
constituem matéria reservada à lei complementar, na forma do
artigo 146, III, b, da Constituição Federal, status que a Lei nº
8.212 não ostenta.’
Alega o RE, em síntese, que a ‘argüição de
inconstitucionalidade adotada como fundamento do acórdão recorrido
considerou-se que lei ordinária (art. 45 da Lei nº 8.212/91) estaria
invadindo a competência reservada constitucionalmente à lei
complementar (art. 146, inciso III, letra ‘b’, da CRFB/1988).
Entendeu-se que o citado dispositivo padece de inegável vício de
constitucionalidade, pois cabe à lei complementar e não à lei ordinária
estabelecer normas gerais, em matéria de legislação tributária,
especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e
decadência tributários’ (f. 129).
Decido.
O acórdão recorrido está em harmonia com o
entendimento deste Tribunal de que se aplicam as normas
gerais da lei complementar - Código Tributário Nacional - às
contribuições, especialmente no tocante à disciplina de temas
relativos à obrigação, ao lançamento, ao crédito, à prescrição e à
decadência tributários, nos termos do disposto no artigo 146,
III, ‘b’, da Constituição Federal (v.g., RREE 138.284 e 396.266,
1º.7.92 e 26.11.2003, respectivamente, Pleno, Carlos Velloso).
Nego seguimento ao RE (art. 557, caput, do C.Pr.Civil).”
Alega a agravante violação dos arts. 97 e 146, b, da Constituição
Federal, para sustentar a constitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281834.
Supremo Tribunal Federal
RE 490.572 AGR-AGR / SC
ordinária, desse prazo para dez anos. A decadência e a prescrição
constituem matéria reservada à lei complementar, na forma do
artigo 146, III, b, da Constituição Federal, status que a Lei nº
8.212 não ostenta.’
Alega o RE, em síntese, que a ‘argüição de
inconstitucionalidade adotada como fundamento do acórdão recorrido
considerou-se que lei ordinária (art. 45 da Lei nº 8.212/91) estaria
invadindo a competência reservada constitucionalmente à lei
complementar (art. 146, inciso III, letra ‘b’, da CRFB/1988).
Entendeu-se que o citado dispositivo padece de inegável vício de
constitucionalidade, pois cabe à lei complementar e não à lei ordinária
estabelecer normas gerais, em matéria de legislação tributária,
especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e
decadência tributários’ (f. 129).
Decido.
O acórdão recorrido está em harmonia com o
entendimento deste Tribunal de que se aplicam as normas
gerais da lei complementar - Código Tributário Nacional - às
contribuições, especialmente no tocante à disciplina de temas
relativos à obrigação, ao lançamento, ao crédito, à prescrição e à
decadência tributários, nos termos do disposto no artigo 146,
III, ‘b’, da Constituição Federal (v.g., RREE 138.284 e 396.266,
1º.7.92 e 26.11.2003, respectivamente, Pleno, Carlos Velloso).
Nego seguimento ao RE (art. 557, caput, do C.Pr.Civil).”
Alega a agravante violação dos arts. 97 e 146, b, da Constituição
Federal, para sustentar a constitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281834.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572 SANTA
CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, não há falar em usurpação de competência do Plenário
ou de Turma desta Corte, haja vista que o art. 557, caput, do Código de
Processo Civil permite ao relator negar “seguimento ao recurso
manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto
com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do
Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”.
Também o art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal faculta ao relator “negar seguimento a pedido ou recurso
manifestamente intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando
contrariar a jurisprudência predominante no Tribunal.”
Assentando a constitucionalidade das normas que permitem ao
relator arquivar, negar seguimento a pedido ou recurso, ou a ele dar
provimento, vide o seguinte julgado desta Corte:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
TRIBUTÁRIO. PROVIMENTO DO RECURSO PELO
RELATOR. IMPOSTO DE RENDA: MAJORAÇÃO DE
ALÍQUOTA. SÚMULA 584/STF. I. - Legitimidade constitucional
da atribuição conferida ao Relator para arquivar, negar
seguimento a pedido ou recurso e dar provimento a este -
R.I./S.T.F., art. 21, § 1º; Lei 8.038/90, art. 38; C.P.C., art. 557,
redação da Lei 9.756/98 - desde que, mediante recurso, possam
as decisões ser submetidas ao controle do Colegiado. II.
-Agravo não provido” (RE nº 321.778/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 26/9/03).
Outrossim, na sessão de 11 de junho de 2008, o Plenário deste
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572 SANTA
CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, não há falar em usurpação de competência do Plenário
ou de Turma desta Corte, haja vista que o art. 557, caput, do Código de
Processo Civil permite ao relator negar “seguimento ao recurso
manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto
com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do
Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”.
Também o art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal faculta ao relator “negar seguimento a pedido ou recurso
manifestamente intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando
contrariar a jurisprudência predominante no Tribunal.”
Assentando a constitucionalidade das normas que permitem ao
relator arquivar, negar seguimento a pedido ou recurso, ou a ele dar
provimento, vide o seguinte julgado desta Corte:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
TRIBUTÁRIO. PROVIMENTO DO RECURSO PELO
RELATOR. IMPOSTO DE RENDA: MAJORAÇÃO DE
ALÍQUOTA. SÚMULA 584/STF. I. - Legitimidade constitucional
da atribuição conferida ao Relator para arquivar, negar
seguimento a pedido ou recurso e dar provimento a este -
R.I./S.T.F., art. 21, § 1º; Lei 8.038/90, art. 38; C.P.C., art. 557,
redação da Lei 9.756/98 - desde que, mediante recurso, possam
as decisões ser submetidas ao controle do Colegiado. II.
-Agravo não provido” (RE nº 321.778/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 26/9/03).
Outrossim, na sessão de 11 de junho de 2008, o Plenário deste
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 490.572 AGR-AGR / SC
Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito dos RE nºs 560.626/RS,
556.664/RS e 559.882/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes; e
559.943/RS, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, declarou a
inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e do art. 5º do
Decreto-lei nº 1.569/77, considerando que tais dispositivos têm por objeto
matéria reservada a lei complementar. Na mesma sessão, foi aprovada a
Súmula Vinculante nº 8 deste Tribunal, com a seguinte redação:
“São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do
Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº
8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito
tributário.”
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 490.572 AGR-AGR / SC
Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito dos RE nºs 560.626/RS,
556.664/RS e 559.882/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes; e
559.943/RS, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, declarou a
inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e do art. 5º do
Decreto-lei nº 1.569/77, considerando que tais dispositivos têm por objeto
matéria reservada a lei complementar. Na mesma sessão, foi aprovada a
Súmula Vinculante nº 8 deste Tribunal, com a seguinte redação:
“São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do
Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº
8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito
tributário.”
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S) : EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S) : EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2305731
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-01T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Princípio da reserva de plenário. Não ofensa. Artigos nºs 45 e 46 da Lei nº 8.212/91. Constitucionalidade. Súmula Vinculante nº 8.
1. O art. 557, caput, do Código de Processo Civil permite ao relator negar “seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”.
2. A Súmula Vinculante nº 8 firmou a inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e do art. 5º do Decreto-lei nº 1.569/77, considerando que tais dispositivos têm por objeto matéria reservada a lei complementar.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur211861
|
- Acórdãos citados: RE 556664 - Tribunal Pleno, RE 559882 - Tribunal Pleno, RE 559943 - Tribunal Pleno, RE 560626 - Tribunal Pleno, RE 321778 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 06/08/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
490572
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\r\n ART-00045 ART-00046 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-001569 ANO-1977\r\n ART-00005 \r\n DECRETO-LEI\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00021 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUV-000008 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR-AgR
|
acordaos
|
RE 490572 AgR-AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S) : EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S)
:EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Princípio da reserva
de plenário. Não ofensa. Artigos ns 45 e 46 da Lei n 8.212/91.
Constitucionalidade. Súmula Vinculante n 8.
1. O art. 557, caput, do Código de Processo Civil permite ao relator
negar “seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente,
prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do
respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”.
2. A Súmula Vinculante n 8 firmou a inconstitucionalidade dos arts.
45 e 46 da Lei n 8.212/91 e do art. 5... do Decreto-lei n 1.569/77,
considerando que tais dispositivos têm por objeto matéria reservada a lei
complementar.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 490.572 AGR-AGR / SC
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 490.572 AGR-AGR / SC
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S)
:EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro
Sepúlveda Pertence
negou seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO: Neguei seguimento ao Recurso Extraordinário da União sob o
fundamento de que este foi interposto pela alínea b e não
ocorreu a juntada da cópia do incidente de
inconstitucionalidade invocado pelo acórdão recorrido.
Requer-se, em agravo regimental, a reconsideração da
decisão de f. 144/145 e a conseqüente análise do Recurso Extraordinário, pois a
argüição de inconstitucionalidade referida no acórdão recorrido
foi juntada aos autos à f. 117/123.
Tem razão a agravante. Reconsidero a decisão de f. 144/145
e passo à análise do Recurso Extraordinário.
Recurso Extraordinário, b, interposto contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 4... Região, assim ementado na parte que interessa (f.
125):
‘(...)
3. O artigo 45, da Lei n 8.212, foi declarado
inconstitucional por esta Corte na Argüição de
Inconstitucionalidade no AI n 2000.04.01.092228-3/PR (DJ
05.09.2001), em face da impossibilidade de ampliação, via
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S)
:EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que
o Ministro
Sepúlveda Pertence
negou seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“DECISÃO: Neguei seguimento ao Recurso Extraordinário da União sob o
fundamento de que este foi interposto pela alínea b e não
ocorreu a juntada da cópia do incidente de
inconstitucionalidade invocado pelo acórdão recorrido.
Requer-se, em agravo regimental, a reconsideração da
decisão de f. 144/145 e a conseqüente análise do Recurso Extraordinário, pois a
argüição de inconstitucionalidade referida no acórdão recorrido
foi juntada aos autos à f. 117/123.
Tem razão a agravante. Reconsidero a decisão de f. 144/145
e passo à análise do Recurso Extraordinário.
Recurso Extraordinário, b, interposto contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 4... Região, assim ementado na parte que interessa (f.
125):
‘(...)
3. O artigo 45, da Lei n 8.212, foi declarado
inconstitucional por esta Corte na Argüição de
Inconstitucionalidade no AI n 2000.04.01.092228-3/PR (DJ
05.09.2001), em face da impossibilidade de ampliação, via
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 490.572 AGR-AGR / SC
ordinária, desse prazo para dez anos. A decadência e a prescrição
constituem matéria reservada à lei complementar, na forma do
artigo 146, III, b, da Constituição Federal, status que a Lei n
8.212 não ostenta.’
Alega o Recurso Extraordinário, em síntese, que a ‘argüição de
inconstitucionalidade adotada como fundamento do acórdão recorrido
considerou-se que lei ordinária (art. 45 da Lei n 8.212/91) estaria
invadindo a competência reservada constitucionalmente à lei
complementar (art. 146, inciso III, letra ‘b’, da CRFB/1988).
Entendeu-se que o citado dispositivo padece de inegável vício de
constitucionalidade, pois cabe à lei complementar e não à lei ordinária
estabelecer normas gerais, em matéria de legislação tributária,
especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e
decadência tributários’ (f. 129).
Decido.
O acórdão recorrido está em harmonia com o
entendimento deste Tribunal de que se aplicam as normas
gerais da lei complementar - Código Tributário Nacional - às
contribuições, especialmente no tocante à disciplina de temas
relativos à obrigação, ao lançamento, ao crédito, à prescrição e à
decadência tributários, nos termos do disposto no artigo 146,
III, ‘b’, da Constituição Federal (v.g., RREE 138.284 e 396.266,
1....7.92 e 26.11.2003, respectivamente, Pleno, Carlos Velloso).
Nego seguimento ao Recurso Extraordinário (art. 557, caput, do C.Pr.Civil).”
Alega a agravante violação dos arts. 97 e 146, b, da Constituição
Federal, para sustentar a constitucionalidade do art. 45 da Lei n 8.212/91.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 490.572 AGR-AGR / SC
ordinária, desse prazo para dez anos. A decadência e a prescrição
constituem matéria reservada à lei complementar, na forma do
artigo 146, III, b, da Constituição Federal, status que a Lei n
8.212 não ostenta.’
Alega o Recurso Extraordinário, em síntese, que a ‘argüição de
inconstitucionalidade adotada como fundamento do acórdão recorrido
considerou-se que lei ordinária (art. 45 da Lei n 8.212/91) estaria
invadindo a competência reservada constitucionalmente à lei
complementar (art. 146, inciso III, letra ‘b’, da CRFB/1988).
Entendeu-se que o citado dispositivo padece de inegável vício de
constitucionalidade, pois cabe à lei complementar e não à lei ordinária
estabelecer normas gerais, em matéria de legislação tributária,
especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e
decadência tributários’ (f. 129).
Decido.
O acórdão recorrido está em harmonia com o
entendimento deste Tribunal de que se aplicam as normas
gerais da lei complementar - Código Tributário Nacional - às
contribuições, especialmente no tocante à disciplina de temas
relativos à obrigação, ao lançamento, ao crédito, à prescrição e à
decadência tributários, nos termos do disposto no artigo 146,
III, ‘b’, da Constituição Federal (v.g., RREE 138.284 e 396.266,
1....7.92 e 26.11.2003, respectivamente, Pleno, Carlos Velloso).
Nego seguimento ao Recurso Extraordinário (art. 557, caput, do C.Pr.Civil).”
Alega a agravante violação dos arts. 97 e 146, b, da Constituição
Federal, para sustentar a constitucionalidade do art. 45 da Lei n 8.212/91.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572 SANTA
CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, não há falar em usurpação de competência do Plenário
ou de Turma desta Corte, haja vista que o art. 557, caput, do Código de
Processo Civil permite ao relator negar “seguimento ao recurso
manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto
com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do
Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”.
Também o art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal faculta ao relator “negar seguimento a pedido ou recurso
manifestamente intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando
contrariar a jurisprudência predominante no Tribunal.”
Assentando a constitucionalidade das normas que permitem ao
relator arquivar, negar seguimento a pedido ou recurso, ou a ele dar
provimento, vide o seguinte julgado desta Corte:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
TRIBUTÁRIO. PROVIMENTO DO RECURSO PELO
RELATOR. IMPOSTO DE RENDA: MAJORAÇÃO DE
ALÍQUOTA. SÚMULA 584/Supremo Tribunal Federal. I. - Legitimidade constitucional
da atribuição conferida ao Relator para arquivar, negar
seguimento a pedido ou recurso e dar provimento a este -
R.I./S.T.F., art. 21, § 1...; Lei 8.038/90, art. 38; C.P.C., art. 557,
redação da Lei 9.756/98 - desde que, mediante recurso, possam
as decisões ser submetidas ao controle do Colegiado. II.
-Agravo não provido” (Recurso Extraordinário n 321.778/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 26/9/03).
Outrossim, na sessão de 11 de junho de 2008, o Plenário deste
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572 SANTA
CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, não há falar em usurpação de competência do Plenário
ou de Turma desta Corte, haja vista que o art. 557, caput, do Código de
Processo Civil permite ao relator negar “seguimento ao recurso
manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto
com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do
Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”.
Também o art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal faculta ao relator “negar seguimento a pedido ou recurso
manifestamente intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando
contrariar a jurisprudência predominante no Tribunal.”
Assentando a constitucionalidade das normas que permitem ao
relator arquivar, negar seguimento a pedido ou recurso, ou a ele dar
provimento, vide o seguinte julgado desta Corte:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
TRIBUTÁRIO. PROVIMENTO DO RECURSO PELO
RELATOR. IMPOSTO DE RENDA: MAJORAÇÃO DE
ALÍQUOTA. SÚMULA 584/Supremo Tribunal Federal. I. - Legitimidade constitucional
da atribuição conferida ao Relator para arquivar, negar
seguimento a pedido ou recurso e dar provimento a este -
R.I./S.T.F., art. 21, § 1...; Lei 8.038/90, art. 38; C.P.C., art. 557,
redação da Lei 9.756/98 - desde que, mediante recurso, possam
as decisões ser submetidas ao controle do Colegiado. II.
-Agravo não provido” (Recurso Extraordinário n 321.778/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 26/9/03).
Outrossim, na sessão de 11 de junho de 2008, o Plenário deste
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 490.572 AGR-AGR / SC
Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito dos Recurso Extraordinário ns 560.626/RS,
556.664/RS e 559.882/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes; e
559.943/RS, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, declarou a
inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei n 8.212/91 e do art. 5... do
Decreto-lei n 1.569/77, considerando que tais dispositivos têm por objeto
matéria reservada a lei complementar. Na mesma sessão, foi aprovada a
Súmula Vinculante n 8 deste Tribunal, com a seguinte redação:
“São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5... do
Decreto-Lei n 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n
8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito
tributário.”
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 490.572 AGR-AGR / SC
Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito dos Recurso Extraordinário ns 560.626/RS,
556.664/RS e 559.882/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes; e
559.943/RS, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, declarou a
inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei n 8.212/91 e do art. 5... do
Decreto-lei n 1.569/77, considerando que tais dispositivos têm por objeto
matéria reservada a lei complementar. Na mesma sessão, foi aprovada a
Súmula Vinculante n 8 deste Tribunal, com a seguinte redação:
“São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5... do
Decreto-Lei n 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n
8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito
tributário.”
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S) : EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490.572
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE
AGDO.(A/S) : EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CÉLIA M. PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490 . 572",
"Recurso Extraordinário 490 . 572",
"Recurso Extraordinário 490 . 572",
"Argüição de Inconstitucionalidade no AI n 2000 . 04 . 01 . 092228 - 3 / PR",
"Recurso Extraordinário 490 . 572",
"RREE 138 . 284",
"Recurso Extraordinário 490 . 572 AGR",
"RREE",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490 . 572",
"SÚMULA 584 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 321 . 778 / MG - AgR",
"SÚMULA 584 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 321 . 778 / MG - AgR",
"Recurso Extraordinário 490 . 572 AGR - AGR / SC",
"Recurso Extraordinário ns 560 . 626 / RS",
".",
"559",
".",
"/",
"RS",
"Recurso Extraordinário 490 . 572",
"Recurso Extraordinário ns 560 . 626 / RS",
"556",
".",
"664",
"/",
"RS",
"559",
".",
"882",
"/",
"RS",
"559",
".",
"943",
"/",
"RS",
"Súmula Vinculante n 8 deste Tribunal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 490 . 572"
],
"LEGISLACAO": [
"Artigos ns 45 e 46 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"arts . 45 e 46 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 5 . . . do Decreto -",
"lei n 1 . 569 / 77",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 45 , da Lei n 8 . 212",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 45 , da Lei n 8 . 212",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 146 , III , b , da Constituição Federal",
"Lei n 8 . 212",
"art . 45 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 146 , inciso III , letra ‘ b ’ , da CRFB / 1988",
"Código Tributário Nacional",
"artigo 146 , III , ‘ b ’ , da Constituição Federal",
"art . 557 , caput , do C . Pr . Civil",
"arts . 97 e 146 , b , da Constituição Federal",
"art . 45 da Lei n 8 . 212 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 146 , III , b , da Constituição Federal",
"Lei n 8 . 212",
"art . 45 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 146 , inciso III , letra ‘ b ’ , da CRFB / 1988",
"Código Tributário Nacional",
"artigo 146 , III , ‘ b ’ , da Constituição Federal",
"art . 557 , caput , do C . Pr . Civil",
"arts . 97 e 146 , b , da Constituição Federal",
"art . 45 da Lei n 8 . 212 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art",
"Lei 8 . 038 / 90",
"C",
"Lei 9 . 756 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art",
"R",
".",
"I",
"Lei 8 . 038 / 90 , art",
"C",
".",
"P",
"C . , art . 557 , redação da Lei 9 . 756 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 45 e 46 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 5 . . . do",
"Decreto",
"-",
"lei n 1 . 569 / 77",
"Decreto",
"-",
"Lei n 1 . 569 / 1977",
"artigos 45 e 46 da Lei n 8 . 212 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 45 e 46 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 5 . . . do Decreto - lei n 1 . 569 / 77",
"artigo 5 . . . do",
"Decreto",
"-",
"Lei n 1 . 569 / 1977",
"artigos 45 e 46 da Lei n 8 . 212 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior ”",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA",
"União",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"PFN",
"-",
"FABRÍCIO",
"EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA",
"União",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"EVAL DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE",
"CÉLIA M . PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"CÉLIA M",
"PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"CÉLIA M . PAIXÃO",
"HALLIDAY PINHEIRO",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Carlos Velloso",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Velloso",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Velloso",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"CÉLIA M . PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"FABRÍCIO SARMANHO DE ALBUQUERQUE",
"CÉLIA M . PAIXÃO HALLIDAY PINHEIRO",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"05",
".",
"09",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"05",
".",
"09",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"92",
"26",
".",
"11",
".",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"92",
"26",
".",
"11",
".",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"9",
"/",
"03",
"11 de junho de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"9",
"/",
"03",
"11 de junho de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S)
:NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S)
:ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO –
PROTOCOLO INTEGRADO – LEI DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA
LOCAL. Se, na interposição do extraordinário houve a utilização de
protocolo integrado, em desacordo com a norma de regência local, e o
recurso é apresentado no Tribunal fora do prazo legal, forçosa é a
conclusão em torno da intempestividade.
AGRAVO - ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL -
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2219400.
Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S)
:NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S)
:ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 171, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPOSIÇÃO
–
PROTOCOLO
INTEGRADO –LEI DE ORGANIZAÇÃO
JUDICIÁRIA
–
PREVISÃO
–
INEXISTÊNCIA
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Segundo Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do
Estado de Santa Catarina negou seguimento ao recurso
extraordinário da empresa ante a extemporaneidade.
2. A norma do § 3º do artigo 172 do Código de Processo
Civil revela a possibilidade de o ato da parte ser praticado nos
termos da lei de organização judiciária local. O vocábulo “lei”
tem sentido linear, apanhando também resoluções do próprio
tribunal. O extraordinário é apresentado na origem e, desse
modo, há de se observar a regência existente. Pois bem, no caso
dos autos, a parte ora agravante protocolou o recurso
utilizando–se do protocolo integrado, e o fez em desacordo com
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2219401.
Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S)
:NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S)
:ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 171, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPOSIÇÃO
–
PROTOCOLO
INTEGRADO –LEI DE ORGANIZAÇÃO
JUDICIÁRIA
–
PREVISÃO
–
INEXISTÊNCIA
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Segundo Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do
Estado de Santa Catarina negou seguimento ao recurso
extraordinário da empresa ante a extemporaneidade.
2. A norma do § 3º do artigo 172 do Código de Processo
Civil revela a possibilidade de o ato da parte ser praticado nos
termos da lei de organização judiciária local. O vocábulo “lei”
tem sentido linear, apanhando também resoluções do próprio
tribunal. O extraordinário é apresentado na origem e, desse
modo, há de se observar a regência existente. Pois bem, no caso
dos autos, a parte ora agravante protocolou o recurso
utilizando–se do protocolo integrado, e o fez em desacordo com
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2219401.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 591.636 AGR / SC
a norma de regência local, razão da intempestividade assentada
pelo Juízo de origem.
3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo.
4. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 174 a 181, insiste na tempestividade
de recurso interposto utilizando-se do sistema de protocolo integrado.
Refuta o entendimento de que na falta de regulamentação específica, a
agravante seja prejudicada. Tem por configurada a ofensa ao princípio da
inafastabilidade da jurisdição, previsto no artigo 5º, inciso XXXV, da
Constituição Federal.
O agravado apresentou a contraminuta de folha 186 a 189,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
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AI 591.636 AGR / SC
a norma de regência local, razão da intempestividade assentada
pelo Juízo de origem.
3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo.
4. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 174 a 181, insiste na tempestividade
de recurso interposto utilizando-se do sistema de protocolo integrado.
Refuta o entendimento de que na falta de regulamentação específica, a
agravante seja prejudicada. Tem por configurada a ofensa ao princípio da
inafastabilidade da jurisdição, previsto no artigo 5º, inciso XXXV, da
Constituição Federal.
O agravado apresentou a contraminuta de folha 186 a 189,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636 SANTA CATARINA
V O T O
SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
A articulação do agravante somente comprova o acerto do ato
impugnado. Conforme anteriormente explicitado, a contribuinte
protocolou o recurso extraordinário utilizando-se do protocolo integrado,
e o fez em desacordo com a norma de regência local. O fato levou à
protocolação extemporânea da peça no Tribunal de Justiça e à declaração
da intempestividade assentada pelo Juízo de origem.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636 SANTA CATARINA
V O T O
SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
A articulação do agravante somente comprova o acerto do ato
impugnado. Conforme anteriormente explicitado, a contribuinte
protocolou o recurso extraordinário utilizando-se do protocolo integrado,
e o fez em desacordo com a norma de regência local. O fato levou à
protocolação extemporânea da peça no Tribunal de Justiça e à declaração
da intempestividade assentada pelo Juízo de origem.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 591.636 AGR / SC
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
2
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AI 591.636 AGR / SC
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S) : NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S) : ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S) : NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S) : ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2305613
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-01T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROTOCOLO INTEGRADO – LEI DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA LOCAL. Se, na interposição do extraordinário houve a utilização de protocolo integrado, em desacordo com a norma de regência local, e o recurso é apresentado no Tribunal fora do prazo legal, forçosa é a conclusão em torno da intempestividade.
AGRAVO - ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur211881
|
Número de páginas: 6.
Análise: 06/08/2012, BMB.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
591636
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 591636 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S) : NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S) : ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S)
:NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S)
:ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO –
PROTOCOLO INTEGRADO – LEI DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA
LOCAL. Se, na interposição do extraordinário houve a utilização de
protocolo integrado, em desacordo com a norma de regência local, e o
recurso é apresentado no Tribunal fora do prazo legal, forçosa é a
conclusão em torno da intempestividade.
AGRAVO - ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL -
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S)
:NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S)
:ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 171, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPOSIÇÃO
–
PROTOCOLO
INTEGRADO –LEI DE ORGANIZAÇÃO
JUDICIÁRIA
–
PREVISÃO
–
INEXISTÊNCIA
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Segundo Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do
Estado de Santa Catarina negou seguimento ao recurso
extraordinário da empresa ante a extemporaneidade.
2. A norma do § 3... do artigo 172 do Código de Processo
Civil revela a possibilidade de o ato da parte ser praticado nos
termos da lei de organização judiciária local. O vocábulo “lei”
tem sentido linear, apanhando também resoluções do próprio
tribunal. O extraordinário é apresentado na origem e, desse
modo, há de se observar a regência existente. Pois bem, no caso
dos autos, a parte ora agravante protocolou o recurso
utilizando–se do protocolo integrado, e o fez em desacordo com
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
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RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S)
:NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S)
:ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 171, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPOSIÇÃO
–
PROTOCOLO
INTEGRADO –LEI DE ORGANIZAÇÃO
JUDICIÁRIA
–
PREVISÃO
–
INEXISTÊNCIA
–
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Segundo Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do
Estado de Santa Catarina negou seguimento ao recurso
extraordinário da empresa ante a extemporaneidade.
2. A norma do § 3... do artigo 172 do Código de Processo
Civil revela a possibilidade de o ato da parte ser praticado nos
termos da lei de organização judiciária local. O vocábulo “lei”
tem sentido linear, apanhando também resoluções do próprio
tribunal. O extraordinário é apresentado na origem e, desse
modo, há de se observar a regência existente. Pois bem, no caso
dos autos, a parte ora agravante protocolou o recurso
utilizando–se do protocolo integrado, e o fez em desacordo com
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Relatório
AI 591.636 AGR / SC
a norma de regência local, razão da intempestividade assentada
pelo Juízo de origem.
3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo.
4. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 174 a 181, insiste na tempestividade
de recurso interposto utilizando-se do sistema de protocolo integrado.
Refuta o entendimento de que na falta de regulamentação específica, a
agravante seja prejudicada. Tem por configurada a ofensa ao princípio da
inafastabilidade da jurisdição, previsto no artigo 5..., inciso XXXV, da
Constituição Federal.
O agravado apresentou a contraminuta de folha 186 a 189,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 591.636 AGR / SC
a norma de regência local, razão da intempestividade assentada
pelo Juízo de origem.
3. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo.
4. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 174 a 181, insiste na tempestividade
de recurso interposto utilizando-se do sistema de protocolo integrado.
Refuta o entendimento de que na falta de regulamentação específica, a
agravante seja prejudicada. Tem por configurada a ofensa ao princípio da
inafastabilidade da jurisdição, previsto no artigo 5..., inciso XXXV, da
Constituição Federal.
O agravado apresentou a contraminuta de folha 186 a 189,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636 SANTA CATARINA
V O T O
SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
A articulação do agravante somente comprova o acerto do ato
impugnado. Conforme anteriormente explicitado, a contribuinte
protocolou o recurso extraordinário utilizando-se do protocolo integrado,
e o fez em desacordo com a norma de regência local. O fato levou à
protocolação extemporânea da peça no Tribunal de Justiça e à declaração
da intempestividade assentada pelo Juízo de origem.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636 SANTA CATARINA
V O T O
SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
A articulação do agravante somente comprova o acerto do ato
impugnado. Conforme anteriormente explicitado, a contribuinte
protocolou o recurso extraordinário utilizando-se do protocolo integrado,
e o fez em desacordo com a norma de regência local. O fato levou à
protocolação extemporânea da peça no Tribunal de Justiça e à declaração
da intempestividade assentada pelo Juízo de origem.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Supremo Tribunal Federal
AI 591.636 AGR / SC
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
2
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S) : NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S) : ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 591.636
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : WEG QUÍMICA LTDA
ADV.(A/S) : NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA
ADV.(A/S) : ROMEO PIAZERA JÚNIOR
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 591 . 636",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 591 . 636",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 591 . 636",
"AI 591 . 636 AGR / SC",
"AI 591 . 636 AGR / SC",
"AI 591 . 636 AGR / SC",
"AI 591 . 636 AGR / SC",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 591 . 636",
"AGRAVO"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 .",
"artigo 172 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 172 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"WEG QUÍMICA LTDA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"WEG QUÍMICA LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"WEG QUÍMICA LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"WEG QUÍMICA LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"WEG QUÍMICA LTDA",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA",
"ROMEO PIAZERA JÚNIOR",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA",
"ROMEO PIAZERA JÚNIOR",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA",
"ROMEO PIAZERA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA",
"ROMEO PIAZERA JÚNIOR",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"NILTON ANDRÉ SALES VIEIRA",
"ROMEO PIAZERA JÚNIOR",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
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"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S)
:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
AUSÊNCIA DE OMISSÃO. LEI 12.322/2010 INAPLICÁVEL.
O acórdão impugnado abordou as questões necessárias ao
julgamento, não sendo necessária a apreciação de todos os argumentos
apresentados pelas partes, máxime quando invocado diploma legal
inaplicável ao caso.
A Lei nº 12.322/2010, publicada em 10.9.2010 com vacatio legis
de 90 (noventa) dias, não se aplica a agravo interposto em
08.10.2009 e que subiu ao Supremo Tribunal Federal por
instrumento e não nos próprios autos.
Embargos de declaração rejeitados pela ausência de omissão a
ser sanada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 19 de junho de 2012.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Ementa e Acórdão
AI 841.968 AGR-ED / SP
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 841.968 AGR-ED / SP
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S)
:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de
declaração opostos contra acórdão prolatado pela Primeira Turma desta
Suprema Corte, que negou provimento a agravo regimental interposto
contra decisão denegatória de seguimento a agravo de instrumento
manejado contra a não admissão de recurso extraordinário (fls. 417-425).
Alega o Embargante que haveria omissão no acórdão pois entre a
interposição do agravo de instrumento e o seu recebimento pelo Supremo
Tribunal Federal teria passado a vigorar a Lei nº 12.322/2010, prevendo a
dispensa da formação do instrumento, com o que a falta de adequada
instrução do processo não deveria ser considerada causa para não
admissão. Diz ainda que a falta de formação adequada do instrumento
não teria provocado prejuízo. Pede que sejam concedidos efeitos
infringentes aos embargos de declaração.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2215306.
Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S)
:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de
declaração opostos contra acórdão prolatado pela Primeira Turma desta
Suprema Corte, que negou provimento a agravo regimental interposto
contra decisão denegatória de seguimento a agravo de instrumento
manejado contra a não admissão de recurso extraordinário (fls. 417-425).
Alega o Embargante que haveria omissão no acórdão pois entre a
interposição do agravo de instrumento e o seu recebimento pelo Supremo
Tribunal Federal teria passado a vigorar a Lei nº 12.322/2010, prevendo a
dispensa da formação do instrumento, com o que a falta de adequada
instrução do processo não deveria ser considerada causa para não
admissão. Diz ainda que a falta de formação adequada do instrumento
não teria provocado prejuízo. Pede que sejam concedidos efeitos
infringentes aos embargos de declaração.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2215306.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROSA WEBER
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Os embargos de
declaração visam aclarar o julgado e não modificá-lo.
Conforme decidido no julgamento atacado, a parte agravante não
cuidou de verificar a adequada formação do instrumento, não tendo sido
juntadas várias páginas do recurso extraordinário interposto.
No que se refere ao prejuízo para compreensão do caso, foi
ressaltado no julgamento atacado:
“Não se trata de excesso de formalismo ou de apego ao rigor
processual. No presente caso, a juntada ulterior da cópia integral das
razões do extraordinário acarreta potencial prejuízo à parte contrária que,
na origem, antes da juntada da cópia integral, apresentou suas
contrarrazões, sem ter presente, à disposição nos autos já formados do
agravo, as razões integrais do Recurso Extraordinário. Assim, reputar
sanado o vício com a juntada posterior da peça em sua inteireza ensejaria
violação do princípio do contraditório.”
Por outro lado, embora invocada a Lei nº 12.322/2010, ela não é
evidentemente aplicável ao presente feito, já que o agravo foi interposto
muito antes, em 08.10.2009, e subiu ao Supremo Tribunal Federal por
instrumento e não nos próprios autos, não sendo possível relevar a falha
na formação do instrumento com base em diploma legal posterior e,
efetivamente, não aplicado no presente caso.
Embora a parte já tivesse invocado no agravo regimental o referido
diploma legal, o julgador não é obrigado a rebater todos os argumentos
da parte quando de sua decisão, máxime aqueles destituídos de maior
sustentação jurídica.
Voto portanto por rejeitar os embargos de declaração pela ausência
de omissão a ser sanada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2215307.
Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Os embargos de
declaração visam aclarar o julgado e não modificá-lo.
Conforme decidido no julgamento atacado, a parte agravante não
cuidou de verificar a adequada formação do instrumento, não tendo sido
juntadas várias páginas do recurso extraordinário interposto.
No que se refere ao prejuízo para compreensão do caso, foi
ressaltado no julgamento atacado:
“Não se trata de excesso de formalismo ou de apego ao rigor
processual. No presente caso, a juntada ulterior da cópia integral das
razões do extraordinário acarreta potencial prejuízo à parte contrária que,
na origem, antes da juntada da cópia integral, apresentou suas
contrarrazões, sem ter presente, à disposição nos autos já formados do
agravo, as razões integrais do Recurso Extraordinário. Assim, reputar
sanado o vício com a juntada posterior da peça em sua inteireza ensejaria
violação do princípio do contraditório.”
Por outro lado, embora invocada a Lei nº 12.322/2010, ela não é
evidentemente aplicável ao presente feito, já que o agravo foi interposto
muito antes, em 08.10.2009, e subiu ao Supremo Tribunal Federal por
instrumento e não nos próprios autos, não sendo possível relevar a falha
na formação do instrumento com base em diploma legal posterior e,
efetivamente, não aplicado no presente caso.
Embora a parte já tivesse invocado no agravo regimental o referido
diploma legal, o julgador não é obrigado a rebater todos os argumentos
da parte quando de sua decisão, máxime aqueles destituídos de maior
sustentação jurídica.
Voto portanto por rejeitar os embargos de declaração pela ausência
de omissão a ser sanada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2270937
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2270937
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2300219
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-01T00:00:00
|
A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. LEI 12.322/2010 INAPLICÁVEL.
O acórdão impugnado abordou as questões necessárias ao julgamento, não sendo necessária a apreciação de todos os argumentos apresentados pelas partes, máxime quando invocado diploma legal inaplicável ao caso.
A Lei nº 12.322/2010, publicada em 10.9.2010 com vacatio legis de 90 (noventa) dias, não se aplica a agravo interposto em 08.10.2009 e que subiu ao Supremo Tribunal Federal por instrumento e não nos próprios autos.
Embargos de declaração rejeitados pela ausência de omissão a ser sanada.
|
sjur212076
|
Número de páginas: 5.
Análise: 07/08/2012, AMS.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
841968
|
[
"LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
AI-AgR-ED
|
acordaos
|
AI 841968 AgR-ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S)
:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
AUSÊNCIA DE OMISSÃO. LEI 12.322/2010 INAPLICÁVEL.
O acórdão impugnado abordou as questões necessárias ao
julgamento, não sendo necessária a apreciação de todos os argumentos
apresentados pelas partes, máxime quando invocado diploma legal
inaplicável ao caso.
A Lei n 12.322/2010, publicada em 10.9.2010 com vacatio legis
de 90 (noventa) dias, não se aplica a agravo interposto em
08.10.2009 e que subiu ao Supremo Tribunal Federal por
instrumento e não nos próprios autos.
Embargos de declaração rejeitados pela ausência de omissão a
ser sanada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 19 de junho de 2012.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2215305.
Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Ementa e Acórdão
AI 841.968 AGR-ED / SP
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 841.968 AGR-ED / SP
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S)
:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de
declaração opostos contra acórdão prolatado pela Primeira Turma desta
Suprema Corte, que negou provimento a agravo regimental interposto
contra decisão denegatória de seguimento a agravo de instrumento
manejado contra a não admissão de recurso extraordinário (fls. 417-425).
Alega o Embargante que haveria omissão no acórdão pois entre a
interposição do agravo de instrumento e o seu recebimento pelo Supremo
Tribunal Federal teria passado a vigorar a Lei n 12.322/2010, prevendo a
dispensa da formação do instrumento, com o que a falta de adequada
instrução do processo não deveria ser considerada causa para não
admissão. Diz ainda que a falta de formação adequada do instrumento
não teria provocado prejuízo. Pede que sejam concedidos efeitos
infringentes aos embargos de declaração.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S)
:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de
declaração opostos contra acórdão prolatado pela Primeira Turma desta
Suprema Corte, que negou provimento a agravo regimental interposto
contra decisão denegatória de seguimento a agravo de instrumento
manejado contra a não admissão de recurso extraordinário (fls. 417-425).
Alega o Embargante que haveria omissão no acórdão pois entre a
interposição do agravo de instrumento e o seu recebimento pelo Supremo
Tribunal Federal teria passado a vigorar a Lei n 12.322/2010, prevendo a
dispensa da formação do instrumento, com o que a falta de adequada
instrução do processo não deveria ser considerada causa para não
admissão. Diz ainda que a falta de formação adequada do instrumento
não teria provocado prejuízo. Pede que sejam concedidos efeitos
infringentes aos embargos de declaração.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Os embargos de
declaração visam aclarar o julgado e não modificá-lo.
Conforme decidido no julgamento atacado, a parte agravante não
cuidou de verificar a adequada formação do instrumento, não tendo sido
juntadas várias páginas do recurso extraordinário interposto.
No que se refere ao prejuízo para compreensão do caso, foi
ressaltado no julgamento atacado:
“Não se trata de excesso de formalismo ou de apego ao rigor
processual. No presente caso, a juntada ulterior da cópia integral das
razões do extraordinário acarreta potencial prejuízo à parte contrária que,
na origem, antes da juntada da cópia integral, apresentou suas
contrarrazões, sem ter presente, à disposição nos autos já formados do
agravo, as razões integrais do Recurso Extraordinário. Assim, reputar
sanado o vício com a juntada posterior da peça em sua inteireza ensejaria
violação do princípio do contraditório.”
Por outro lado, embora invocada a Lei n 12.322/2010, ela não é
evidentemente aplicável ao presente feito, já que o agravo foi interposto
muito antes, em 08.10.2009, e subiu ao Supremo Tribunal Federal por
instrumento e não nos próprios autos, não sendo possível relevar a falha
na formação do instrumento com base em diploma legal posterior e,
efetivamente, não aplicado no presente caso.
Embora a parte já tivesse invocado no agravo regimental o referido
diploma legal, o julgador não é obrigado a rebater todos os argumentos
da parte quando de sua decisão, máxime aqueles destituídos de maior
sustentação jurídica.
Voto portanto por rejeitar os embargos de declaração pela ausência
de omissão a ser sanada.
Supremo Tribunal Federal
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Os embargos de
declaração visam aclarar o julgado e não modificá-lo.
Conforme decidido no julgamento atacado, a parte agravante não
cuidou de verificar a adequada formação do instrumento, não tendo sido
juntadas várias páginas do recurso extraordinário interposto.
No que se refere ao prejuízo para compreensão do caso, foi
ressaltado no julgamento atacado:
“Não se trata de excesso de formalismo ou de apego ao rigor
processual. No presente caso, a juntada ulterior da cópia integral das
razões do extraordinário acarreta potencial prejuízo à parte contrária que,
na origem, antes da juntada da cópia integral, apresentou suas
contrarrazões, sem ter presente, à disposição nos autos já formados do
agravo, as razões integrais do Recurso Extraordinário. Assim, reputar
sanado o vício com a juntada posterior da peça em sua inteireza ensejaria
violação do princípio do contraditório.”
Por outro lado, embora invocada a Lei n 12.322/2010, ela não é
evidentemente aplicável ao presente feito, já que o agravo foi interposto
muito antes, em 08.10.2009, e subiu ao Supremo Tribunal Federal por
instrumento e não nos próprios autos, não sendo possível relevar a falha
na formação do instrumento com base em diploma legal posterior e,
efetivamente, não aplicado no presente caso.
Embora a parte já tivesse invocado no agravo regimental o referido
diploma legal, o julgador não é obrigado a rebater todos os argumentos
da parte quando de sua decisão, máxime aqueles destituídos de maior
sustentação jurídica.
Voto portanto por rejeitar os embargos de declaração pela ausência
de omissão a ser sanada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 841.968
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : ALFEU CROZATO MOZAQUATRO
ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON
EMBDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AI 841 . 968 AGR - ED / SP",
"AI 841 . 968 AGR -",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 841 . 968",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 841 . 968",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 841 . 968",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 841 . 968",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 841 . 968",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 841 . 968"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI 12 . 322 / 2010",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"ED",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE SAO PAULO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ALFEU CROZATO MOZAQUATRO",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ALFEU CROZATO MOZAQUATRO",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ALFEU CROZATO MOZAQUATRO",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ALFEU CROZATO MOZAQUATRO",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ALFEU CROZATO MOZAQUATRO",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"10",
".",
"9",
".",
"2010",
"08",
".",
"10",
".",
"2009",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"08",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"08",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE SANEAMENTO BÁSICO
DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S)
:CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA
HORA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. 1.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. DÉBITO. RESPONSABILIDADE.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DO CONTRATO CELEBRADO
ENTRE AS PARTES. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. 2. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE
AUTORIZAM A INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE SANEAMENTO BÁSICO
DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S)
:CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA
HORA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 31 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto pela Companhia de Saneamento Básico do Estado
de São Paulo – Sabesp contra decisão que não admitiu recurso
extraordinário contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que
decidiu ser responsabilidade do inquilino o pagamento de débitos
decorrentes dos serviços prestados pela empresa de saneamento, que
teria firmado contrato com o inquilino, e não com o proprietário do
imóvel. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
O Desembargador Relator do caso no Tribunal de Justiça de São
Paulo afirmou: (...)
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria o reexame de cláusulas contratuais, inviável
em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 454
do Supremo Tribunal Federal.
O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie por analogia
(Código Civil e Código Tributário Nacional). Assim, a alegada
contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE SANEAMENTO BÁSICO
DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S)
:CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA
HORA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 31 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto pela Companhia de Saneamento Básico do Estado
de São Paulo – Sabesp contra decisão que não admitiu recurso
extraordinário contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que
decidiu ser responsabilidade do inquilino o pagamento de débitos
decorrentes dos serviços prestados pela empresa de saneamento, que
teria firmado contrato com o inquilino, e não com o proprietário do
imóvel. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
O Desembargador Relator do caso no Tribunal de Justiça de São
Paulo afirmou: (...)
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria o reexame de cláusulas contratuais, inviável
em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 454
do Supremo Tribunal Federal.
O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie por analogia
(Código Civil e Código Tributário Nacional). Assim, a alegada
contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
AI 766.221 AGR / SP
indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. TARIFA DE ENÉRGIA
ELÉTRICA. PARCELAMENTO. 1. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2.
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE.
SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 772.335-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 12.3.2010).
6. Anote-se, também, que o recurso extraordinário não se
viabiliza pela alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da
República, pois o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de
governo local contestado em face da Constituição da República. Incide
na espécie a Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. SUBSÍDIOS DE PREFEITO E
VEREADORES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Fixação para legislatura
subsequente. Princípio da anterioridade. Precedentes. 2. O
Tribunal ‘a quo’ não julgou válida lei ou ato de governo local
contestado em face da Constituição da República.
Inadmissibilidade do recurso pela alínea ‘c’ do art. 102, inc. III,
da Constituição da República. Precedente” (RE 484.307-AgR,
de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do
acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual nada há a prover
quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557,
caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 766.221 AGR / SP
indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. TARIFA DE ENÉRGIA
ELÉTRICA. PARCELAMENTO. 1. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2.
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE.
SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 772.335-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 12.3.2010).
6. Anote-se, também, que o recurso extraordinário não se
viabiliza pela alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da
República, pois o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de
governo local contestado em face da Constituição da República. Incide
na espécie a Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. SUBSÍDIOS DE PREFEITO E
VEREADORES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Fixação para legislatura
subsequente. Princípio da anterioridade. Precedentes. 2. O
Tribunal ‘a quo’ não julgou válida lei ou ato de governo local
contestado em face da Constituição da República.
Inadmissibilidade do recurso pela alínea ‘c’ do art. 102, inc. III,
da Constituição da República. Precedente” (RE 484.307-AgR,
de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do
acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual nada há a prover
quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557,
caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
2
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Relatório
AI 766.221 AGR / SP
Interno no Supremo Tribunal Federal)” (fls. 236-240).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.6.2012 (fl. 241), interpõe a
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, em
11.6.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 247-252).
3. Alega a Agravante que “a discussão apresentada em sede de Recurso
Extraordinário versa única e exclusivamente a respeito de questões de direito
(violação aos arts. 2º, 5º e 175 da Constituição Federal). Portanto, não deve
prevalecer a fundamentação da r. decisão agravada que negou provimento ao
Agravo de Instrumento interposto em decorrência da aplicação da Súmula 454
do Egrégio Supremo Tribunal Federal ” (fl. 250).
Assevera, ainda, que “através da leitura das razões recursais é possível
identificar claramente a controvérsia apresentada pelo ora Agravante para
apreciação do Egrégio Supremo Tribunal Federal, assim, não há que se falar em
deficiência na fundamentação do recurso” (fl. 251).
Requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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AI 766.221 AGR / SP
Interno no Supremo Tribunal Federal)” (fls. 236-240).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.6.2012 (fl. 241), interpõe a
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, em
11.6.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 247-252).
3. Alega a Agravante que “a discussão apresentada em sede de Recurso
Extraordinário versa única e exclusivamente a respeito de questões de direito
(violação aos arts. 2º, 5º e 175 da Constituição Federal). Portanto, não deve
prevalecer a fundamentação da r. decisão agravada que negou provimento ao
Agravo de Instrumento interposto em decorrência da aplicação da Súmula 454
do Egrégio Supremo Tribunal Federal ” (fl. 250).
Assevera, ainda, que “através da leitura das razões recursais é possível
identificar claramente a controvérsia apresentada pelo ora Agravante para
apreciação do Egrégio Supremo Tribunal Federal, assim, não há que se falar em
deficiência na fundamentação do recurso” (fl. 251).
Requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal de origem assentou:
“Apesar de sua higidez, o débito não alcança o autor. É que,
decorrendo de contrato de prestação de serviços de água e esgoto, a
obrigação vincula tão só os contratantes, quer dizer, concessionária e
usuário. Sem ignorar respeitável orientação em sentido diverso, não
constitui obrigação propter rem, a que ambulat cum domino, a de
pagar tarifa de tais serviços (…) No caso, a concessionária pretende-se
credora por tarifa por serviço prestado ao então inquilino do imóvel.
Dele, inquilino, será a responsabilidade, não do titular do domínio ”
(fls. 165-167).
Tem-se, portanto, como afirmado na decisão agravada, que a
modificação do julgado demandaria análise do contrato de prestação de
serviços celebrado entre as partes, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
ARTS. 18, CAPUT, E 30, V, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
SÚMULAS 279, 280, 454 E 636). Para se chegar a conclusão diversa
daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal de origem assentou:
“Apesar de sua higidez, o débito não alcança o autor. É que,
decorrendo de contrato de prestação de serviços de água e esgoto, a
obrigação vincula tão só os contratantes, quer dizer, concessionária e
usuário. Sem ignorar respeitável orientação em sentido diverso, não
constitui obrigação propter rem, a que ambulat cum domino, a de
pagar tarifa de tais serviços (…) No caso, a concessionária pretende-se
credora por tarifa por serviço prestado ao então inquilino do imóvel.
Dele, inquilino, será a responsabilidade, não do titular do domínio ”
(fls. 165-167).
Tem-se, portanto, como afirmado na decisão agravada, que a
modificação do julgado demandaria análise do contrato de prestação de
serviços celebrado entre as partes, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
ARTS. 18, CAPUT, E 30, V, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
SÚMULAS 279, 280, 454 E 636). Para se chegar a conclusão diversa
daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 766.221 AGR / SP
de legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e de matéria
fática. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa,
o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE 640.063-AgR, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1º.2.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ÁGUA E ESGOTO. INTERRUPÇÃO NA
PRESTAÇÃO
DOS
SERVIÇOS.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E
DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 754.589-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 26.5.2011).
3. Ademais, como também afirmado na decisão agravada, não se
viabiliza o extraordinário pela alínea c do inc. III do art. 102 da
Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válida
lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da
República. Incide na espécie a Súmula n. 284 do Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“Recurso extraordinário. - Inocorrência da hipótese prevista na
alínea ‘c’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Falta de
fundamentação, por isso mesmo, a esse respeito. Aplicação da Súmula
284” (RE 148.355, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ
5.3.1993).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
2
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de legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e de matéria
fática. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa,
o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE 640.063-AgR, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1º.2.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ÁGUA E ESGOTO. INTERRUPÇÃO NA
PRESTAÇÃO
DOS
SERVIÇOS.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E
DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 754.589-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 26.5.2011).
3. Ademais, como também afirmado na decisão agravada, não se
viabiliza o extraordinário pela alínea c do inc. III do art. 102 da
Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válida
lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da
República. Incide na espécie a Súmula n. 284 do Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“Recurso extraordinário. - Inocorrência da hipótese prevista na
alínea ‘c’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Falta de
fundamentação, por isso mesmo, a esse respeito. Aplicação da Súmula
284” (RE 148.355, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ
5.3.1993).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 766.221 AGR / SP
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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AI 766.221 AGR / SP
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO -
SABESP
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S) : CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA HORA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO -
SABESP
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S) : CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA HORA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2555182
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-16T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. 1. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. DÉBITO. RESPONSABILIDADE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DO CONTRATO CELEBRADO ENTRE AS PARTES. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE AUTORIZAM A INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur212924
|
- Acórdãos citados: ARE 640063 AgR, AI 754589 AgR, RE 148355.
Número de páginas: 8.
Análise: 29/08/2012, MJC.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
766221
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000284 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 766221 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S) : CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA HORA
AGDO.(A/S) : DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE SANEAMENTO BÁSICO
DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S)
:CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA
HORA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. 1.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. DÉBITO. RESPONSABILIDADE.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DO CONTRATO CELEBRADO
ENTRE AS PARTES. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. 2. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE
AUTORIZAM A INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2454522.
Supremo Tribunal Federal
DJe 16/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE SANEAMENTO BÁSICO
DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S)
:CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA
HORA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 31 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto pela Companhia de Saneamento Básico do Estado
de São Paulo – Sabesp contra decisão que não admitiu recurso
extraordinário contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que
decidiu ser responsabilidade do inquilino o pagamento de débitos
decorrentes dos serviços prestados pela empresa de saneamento, que
teria firmado contrato com o inquilino, e não com o proprietário do
imóvel. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
O Desembargador Relator do caso no Tribunal de Justiça de São
Paulo afirmou: (...)
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria o reexame de cláusulas contratuais, inviável
em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 454
do Supremo Tribunal Federal.
O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie por analogia
(Código Civil e Código Tributário Nacional). Assim, a alegada
contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA
DE SANEAMENTO BÁSICO
DO
ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S)
:CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA
HORA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 31 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto pela Companhia de Saneamento Básico do Estado
de São Paulo – Sabesp contra decisão que não admitiu recurso
extraordinário contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que
decidiu ser responsabilidade do inquilino o pagamento de débitos
decorrentes dos serviços prestados pela empresa de saneamento, que
teria firmado contrato com o inquilino, e não com o proprietário do
imóvel. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
O Desembargador Relator do caso no Tribunal de Justiça de São
Paulo afirmou: (...)
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria o reexame de cláusulas contratuais, inviável
em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 454
do Supremo Tribunal Federal.
O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie por analogia
(Código Civil e Código Tributário Nacional). Assim, a alegada
contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
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AI 766.221 AGR / SP
indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. TARIFA DE ENÉRGIA
ELÉTRICA. PARCELAMENTO. 1. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2.
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE.
SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 772.335-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 12.3.2010).
6. Anote-se, também, que o recurso extraordinário não se
viabiliza pela alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da
República, pois o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de
governo local contestado em face da Constituição da República. Incide
na espécie a Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. SUBSÍDIOS DE PREFEITO E
VEREADORES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Fixação para legislatura
subsequente. Princípio da anterioridade. Precedentes. 2. O
Tribunal ‘a quo’ não julgou válida lei ou ato de governo local
contestado em face da Constituição da República.
Inadmissibilidade do recurso pela alínea ‘c’ do art. 102, inc. III,
da Constituição da República. Precedente” (Recurso Extraordinário 484.307-AgR,
de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do
acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual nada há a prover
quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557,
caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2454523.
Supremo Tribunal Federal
AI 766.221 AGR / SP
indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. TARIFA DE ENÉRGIA
ELÉTRICA. PARCELAMENTO. 1. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2.
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE.
SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 772.335-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 12.3.2010).
6. Anote-se, também, que o recurso extraordinário não se
viabiliza pela alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da
República, pois o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de
governo local contestado em face da Constituição da República. Incide
na espécie a Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. SUBSÍDIOS DE PREFEITO E
VEREADORES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Fixação para legislatura
subsequente. Princípio da anterioridade. Precedentes. 2. O
Tribunal ‘a quo’ não julgou válida lei ou ato de governo local
contestado em face da Constituição da República.
Inadmissibilidade do recurso pela alínea ‘c’ do art. 102, inc. III,
da Constituição da República. Precedente” (Recurso Extraordinário 484.307-AgR,
de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do
acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual nada há a prover
quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557,
caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 766.221 AGR / SP
Interno no Supremo Tribunal Federal)” (fls. 236-240).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.6.2012 (fl. 241), interpõe a
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, em
11.6.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 247-252).
3. Alega a Agravante que “a discussão apresentada em sede de Recurso
Extraordinário versa única e exclusivamente a respeito de questões de direito
(violação aos arts. 2..., 5... e 175 da Constituição Federal). Portanto, não deve
prevalecer a fundamentação da r. decisão agravada que negou provimento ao
Agravo de Instrumento interposto em decorrência da aplicação da Súmula 454
do Egrégio Supremo Tribunal Federal ” (fl. 250).
Assevera, ainda, que “através da leitura das razões recursais é possível
identificar claramente a controvérsia apresentada pelo ora Agravante para
apreciação do Egrégio Supremo Tribunal Federal, assim, não há que se falar em
deficiência na fundamentação do recurso” (fl. 251).
Requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Interno no Supremo Tribunal Federal)” (fls. 236-240).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.6.2012 (fl. 241), interpõe a
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, em
11.6.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 247-252).
3. Alega a Agravante que “a discussão apresentada em sede de Recurso
Extraordinário versa única e exclusivamente a respeito de questões de direito
(violação aos arts. 2..., 5... e 175 da Constituição Federal). Portanto, não deve
prevalecer a fundamentação da r. decisão agravada que negou provimento ao
Agravo de Instrumento interposto em decorrência da aplicação da Súmula 454
do Egrégio Supremo Tribunal Federal ” (fl. 250).
Assevera, ainda, que “através da leitura das razões recursais é possível
identificar claramente a controvérsia apresentada pelo ora Agravante para
apreciação do Egrégio Supremo Tribunal Federal, assim, não há que se falar em
deficiência na fundamentação do recurso” (fl. 251).
Requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal de origem assentou:
“Apesar de sua higidez, o débito não alcança o autor. É que,
decorrendo de contrato de prestação de serviços de água e esgoto, a
obrigação vincula tão só os contratantes, quer dizer, concessionária e
usuário. Sem ignorar respeitável orientação em sentido diverso, não
constitui obrigação propter rem, a que ambulat cum domino, a de
pagar tarifa de tais serviços (…) No caso, a concessionária pretende-se
credora por tarifa por serviço prestado ao então inquilino do imóvel.
Dele, inquilino, será a responsabilidade, não do titular do domínio ”
(fls. 165-167).
Tem-se, portanto, como afirmado na decisão agravada, que a
modificação do julgado demandaria análise do contrato de prestação de
serviços celebrado entre as partes, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
ARTS. 18, CAPUT, E 30, V, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
SÚMULAS 279, 280, 454 E 636). Para se chegar a conclusão diversa
daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame
Supremo Tribunal Federal
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal de origem assentou:
“Apesar de sua higidez, o débito não alcança o autor. É que,
decorrendo de contrato de prestação de serviços de água e esgoto, a
obrigação vincula tão só os contratantes, quer dizer, concessionária e
usuário. Sem ignorar respeitável orientação em sentido diverso, não
constitui obrigação propter rem, a que ambulat cum domino, a de
pagar tarifa de tais serviços (…) No caso, a concessionária pretende-se
credora por tarifa por serviço prestado ao então inquilino do imóvel.
Dele, inquilino, será a responsabilidade, não do titular do domínio ”
(fls. 165-167).
Tem-se, portanto, como afirmado na decisão agravada, que a
modificação do julgado demandaria análise do contrato de prestação de
serviços celebrado entre as partes, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
ARTS. 18, CAPUT, E 30, V, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
SÚMULAS 279, 280, 454 E 636). Para se chegar a conclusão diversa
daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 766.221 AGR / SP
de legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e de matéria
fática. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa,
o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE 640.063-AgR, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1....2.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ÁGUA E ESGOTO. INTERRUPÇÃO NA
PRESTAÇÃO
DOS
SERVIÇOS.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E
DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 754.589-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 26.5.2011).
3. Ademais, como também afirmado na decisão agravada, não se
viabiliza o extraordinário pela alínea c do inc. III do art. 102 da
Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válida
lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da
República. Incide na espécie a Súmula n. 284 do Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“Recurso extraordinário. - Inocorrência da hipótese prevista na
alínea ‘c’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Falta de
fundamentação, por isso mesmo, a esse respeito. Aplicação da Súmula
284” (Recurso Extraordinário 148.355, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ
5.3.1993).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
2
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AI 766.221 AGR / SP
de legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e de matéria
fática. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa,
o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE 640.063-AgR, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1....2.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ÁGUA E ESGOTO. INTERRUPÇÃO NA
PRESTAÇÃO
DOS
SERVIÇOS.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E
DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 754.589-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 26.5.2011).
3. Ademais, como também afirmado na decisão agravada, não se
viabiliza o extraordinário pela alínea c do inc. III do art. 102 da
Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válida
lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da
República. Incide na espécie a Súmula n. 284 do Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“Recurso extraordinário. - Inocorrência da hipótese prevista na
alínea ‘c’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Falta de
fundamentação, por isso mesmo, a esse respeito. Aplicação da Súmula
284” (Recurso Extraordinário 148.355, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ
5.3.1993).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 766.221 AGR / SP
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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AI 766.221 AGR / SP
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO -
SABESP
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S) : CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA HORA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.221
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO -
SABESP
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA
ADV.(A/S) : CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA HORA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2533048
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 221",
"SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 221",
"Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 221",
"Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 766 . 221 AGR",
"SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 772 . 335 - AgR",
"Súmula n . 284 deste Supremo Tribunal",
"Recurso Extraordinário 484 . 307 - AgR",
"AI 766 . 221 AGR",
"AGRAVO",
"SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 772 . 335 - AgR",
"Súmula n . 284 deste Supremo Tribunal",
"Recurso Extraordinário 484 . 307 - AgR",
"AI 766 . 221 AGR / SP",
"Súmula 454 do Egrégio Supremo Tribunal Federal",
"AI 766 . 221 AGR / SP",
"Súmula 454 do Egrégio Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 221",
"Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 282",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 221",
"Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 282",
"AI 766 . 221 AGR / SP",
"ARE 640 . 063 - AgR",
"SÚMULAS N . 279",
"AI 754 . 589 - AgR",
"Súmula n . 284 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 148 . 355",
"AI 766 . 221 AGR / SP",
"ARE 640 . 063 - AgR",
"SÚMULAS N . 279",
"AI 754 . 589 - AgR",
"Súmula n . 284 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 148 . 355",
"AI 766 . 221 AGR / SP",
"AGRAVO"
],
"LEGISLACAO": [
"ALÍNEA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"Código Tributário Nacional",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"Código Tributário Nacional",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea c do inc . III do art . 102 da Constituição da República",
"Constituição da República",
"Constituição da República",
"alínea ‘ c ’ do art . 102 , inc . III , da Constituição da República",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea c do inc . III do art . 102 da Constituição da República",
"Constituição da República",
"Constituição da República",
"alínea ‘ c ’ do art . 102 , inc . III , da Constituição da República",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento 2 Supremo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 2 . . . , 5 . . . e 175 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 2 . . . , 5 . . . e 175 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 .",
"ARTS . 18 , CAPUT , E 30 , V , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTS . 18 , CAPUT , E 30 , V , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea c do inc . III do art . 102 da Constituição da República",
"Constituição da República",
"alínea ‘ c ’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"alínea c do inc . III do art . 102 da Constituição da República",
"Constituição da República",
"alínea ‘ c ’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SABESP",
"DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SABESP",
"Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo",
"Sabesp",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SABESP",
"Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo",
"Sabesp",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo",
"Sabesp",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo",
"Sabesp",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SABESP",
"DILIS ADMINISTRAÇÃO E INCORPORAÇÃO LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SABESP",
"1",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN",
"LÚCIA",
"OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES",
"CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES",
"DILIS",
"CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES SAGRADO DA HORA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES",
"DILIS",
"CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Joaquim Barbosa",
"Moreira Alves",
"Joaquim Barbosa",
"Moreira Alves",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES",
"CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES",
"DILIS",
"CÁSSIA APARECIDA RODRIGUES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"31 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"31 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"3",
".",
"2010",
"8",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"3",
".",
"2010",
"8",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"6",
".",
"2012",
"11",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"6",
".",
"2012",
"11",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2012",
"26",
".",
"5",
".",
"2011",
"5",
".",
"3",
".",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2012",
"26",
".",
"5",
".",
"2011",
"5",
".",
"3",
".",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:RENATO FERREIRA
ADV.(A/S)
:FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADORIA PROPORCIONAL. CÁLCULO DA RENDA
MENSAL INICIAL – INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO.
ACÓRDÃO
FUNDAMENTADO
NA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2454646.
Supremo Tribunal Federal
DJe 16/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:RENATO FERREIRA
ADV.(A/S)
:FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 29 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do
recurso extraordinário interposto por Renato Ferreira contra acórdão da
Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio de
Janeiro, que julgou improcedente o pedido do Recorrente de não
aplicação do fator previdenciário para o cálculo do benefício
previdenciário recebido. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou que
a questão relativa à forma de cálculo da aposentadoria proporcional
não tem natureza constitucional, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário. Nesse sentido:
“Previdenciário. Aposentadoria proporcional. Cálculo do
benefício (art. 53, I e II da Lei 8.213/91). Ofensa indireta à
Constituição. Agravo regimental desprovido” (RE 252.544-AgR, Rel.
Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 1º.2.2002).
“Previdência. Aposentadoria proporcional. - Esta Primeira
Turma, ao julgar o AGRAG 240.001, de que foi relator o eminente
Ministro Sydney Sanches, assim decidiu em caso análogo ao presente:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:RENATO FERREIRA
ADV.(A/S)
:FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 29 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do
recurso extraordinário interposto por Renato Ferreira contra acórdão da
Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio de
Janeiro, que julgou improcedente o pedido do Recorrente de não
aplicação do fator previdenciário para o cálculo do benefício
previdenciário recebido. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou que
a questão relativa à forma de cálculo da aposentadoria proporcional
não tem natureza constitucional, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário. Nesse sentido:
“Previdenciário. Aposentadoria proporcional. Cálculo do
benefício (art. 53, I e II da Lei 8.213/91). Ofensa indireta à
Constituição. Agravo regimental desprovido” (RE 252.544-AgR, Rel.
Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 1º.2.2002).
“Previdência. Aposentadoria proporcional. - Esta Primeira
Turma, ao julgar o AGRAG 240.001, de que foi relator o eminente
Ministro Sydney Sanches, assim decidiu em caso análogo ao presente:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2454647.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 687.065 AGR / RJ
‘na verdade, o parágrafo 1º do art. 202 da C.F., em sua redação
originária, facultava a aposentadoria proporcional, sem esclarecer
como seria calculado o benefício, segundo essa proporção, o que foi
feito pelo art. 53, II, da Lei nº 8.213/91, cuja interpretação não pode
ser revista por esta Corte, em R.E. (art. 102, III, da C.F.), por não se
tratar de questão constitucional’. - No mesmo sentido tem decidido a
2ª Turma (assim, no AGRRE 274.502 e no AGRRE 203.187).
Recurso extraordinário não conhecido” (RE 262.050, Rel. Min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 9.11.2001 – grifos nossos).
“Previdenciário. Aposentadoria proporcional. Ofensa indireta à
CF. Regimental não provido” (RE 274.502-AgR, Rel. Min. Nelson
Jobim, Segunda Turma, DJ 2.2.2001).
“DIREITO CONSTITUCIONAL, PREVIDENCIÁRIO E
PROCESSUAL CIVIL. APOSENTADORIA. CÁLCULO DO
BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS
DE ADMISSIBILIDADE. AGRAVO. 1. Não conseguiu o agravante
abalar os fundamentos da decisão que indeferiu o R.E., nem como os
da ora agravada. 2. Na verdade, o parágrafo 1º do art. 202 da C.F., em
sua redação originária, facultava a aposentadoria proporcional, sem
esclarecer como seria calculado o benefício, segundo essa proporção, o
que foi feito pelo art. 53, II, da Lei n 8.213/91, cuja interpretação não
pode ser revista por esta Corte, em R.E.(art. 102, III, da C.F.), por não
se tratar de questão constitucional. 3. Ademais, é pacífica a
jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação
de ofensa indireta à C.F., por má interpretação ou aplicação e mesmo
inobservância de normas infraconstitucionais. 4. Agravo improvido”
(AI 240.001-AgR, Rel. Min. Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ
7.12.2000).
No mesmo sentido: ARE 648.204-AgR/RJ, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJ 29.3.2012 e ARE 681.049/RJ, Rel. Min. Luiz
Fux, decisão monocrática, DJ 16.5.2012.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.065 AGR / RJ
‘na verdade, o parágrafo 1º do art. 202 da C.F., em sua redação
originária, facultava a aposentadoria proporcional, sem esclarecer
como seria calculado o benefício, segundo essa proporção, o que foi
feito pelo art. 53, II, da Lei nº 8.213/91, cuja interpretação não pode
ser revista por esta Corte, em R.E. (art. 102, III, da C.F.), por não se
tratar de questão constitucional’. - No mesmo sentido tem decidido a
2ª Turma (assim, no AGRRE 274.502 e no AGRRE 203.187).
Recurso extraordinário não conhecido” (RE 262.050, Rel. Min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 9.11.2001 – grifos nossos).
“Previdenciário. Aposentadoria proporcional. Ofensa indireta à
CF. Regimental não provido” (RE 274.502-AgR, Rel. Min. Nelson
Jobim, Segunda Turma, DJ 2.2.2001).
“DIREITO CONSTITUCIONAL, PREVIDENCIÁRIO E
PROCESSUAL CIVIL. APOSENTADORIA. CÁLCULO DO
BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS
DE ADMISSIBILIDADE. AGRAVO. 1. Não conseguiu o agravante
abalar os fundamentos da decisão que indeferiu o R.E., nem como os
da ora agravada. 2. Na verdade, o parágrafo 1º do art. 202 da C.F., em
sua redação originária, facultava a aposentadoria proporcional, sem
esclarecer como seria calculado o benefício, segundo essa proporção, o
que foi feito pelo art. 53, II, da Lei n 8.213/91, cuja interpretação não
pode ser revista por esta Corte, em R.E.(art. 102, III, da C.F.), por não
se tratar de questão constitucional. 3. Ademais, é pacífica a
jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação
de ofensa indireta à C.F., por má interpretação ou aplicação e mesmo
inobservância de normas infraconstitucionais. 4. Agravo improvido”
(AI 240.001-AgR, Rel. Min. Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ
7.12.2000).
No mesmo sentido: ARE 648.204-AgR/RJ, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJ 29.3.2012 e ARE 681.049/RJ, Rel. Min. Luiz
Fux, decisão monocrática, DJ 16.5.2012.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 687.065 AGR / RJ
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.6.2012, interpõe Renato
Ferreira, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega o Agravante que a ofensa constitucional seria direta. Afirma
que “a incidência conjunta de DOIS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO
ATUARIAL – COEFICIENTES DE CÁLCULO (mais o ‘b ônus’ trazido pela
EC 20/98: idade mínima e pedágio) e FATOR PREVIDENCIÁRIO – acaba por
levar à inconstitucionalidade material decorrente de dupla penalização pelo
mesmo fato jurídico (aposentadoria precoce), o que não é permitido em nenhuma
hipótese no Direito Pátrio” (grifos no original).
Assevera que “a permanecer a incidência do FATOR
PREVIDENCIÁRIO de forma conjunta com a REGRA DE TRANSIÇÃO da
Emenda Constitucional 20/98, estar-se-á atentando fortemente contra o princípio
da vedação do retrocesso”.
Argumenta, ainda, que “não pode ser criado um terceiro sistema
(coeficientes de cálculo + fator previdenciário) reunindo as mazelas de ambos os
sistemas. É como se fosse um SUPER ESQUEMA DE RESTRIÇÃO
ATUARIAL, que não é aplicado a nenhum segurado hoje em dia, a não ser para
aqueles que se aposentam segundo a REGRA DE TRANSIÇÃO da Emenda
Constitucional 20/98. Não se pode admitir, por óbvio, este bis in idem”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.065 AGR / RJ
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.6.2012, interpõe Renato
Ferreira, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega o Agravante que a ofensa constitucional seria direta. Afirma
que “a incidência conjunta de DOIS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO
ATUARIAL – COEFICIENTES DE CÁLCULO (mais o ‘b ônus’ trazido pela
EC 20/98: idade mínima e pedágio) e FATOR PREVIDENCIÁRIO – acaba por
levar à inconstitucionalidade material decorrente de dupla penalização pelo
mesmo fato jurídico (aposentadoria precoce), o que não é permitido em nenhuma
hipótese no Direito Pátrio” (grifos no original).
Assevera que “a permanecer a incidência do FATOR
PREVIDENCIÁRIO de forma conjunta com a REGRA DE TRANSIÇÃO da
Emenda Constitucional 20/98, estar-se-á atentando fortemente contra o princípio
da vedação do retrocesso”.
Argumenta, ainda, que “não pode ser criado um terceiro sistema
(coeficientes de cálculo + fator previdenciário) reunindo as mazelas de ambos os
sistemas. É como se fosse um SUPER ESQUEMA DE RESTRIÇÃO
ATUARIAL, que não é aplicado a nenhum segurado hoje em dia, a não ser para
aqueles que se aposentam segundo a REGRA DE TRANSIÇÃO da Emenda
Constitucional 20/98. Não se pode admitir, por óbvio, este bis in idem”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Turma Recursal de origem decidiu a controvérsia:
“Analisando os documentos anexados à inicial, possível verificar
que o benefício previdenciário objeto desta demanda teve sua RMI
(renda mensal inicial) calculada segundo critérios e parâmetros
vigentes antes da entrada em vigor da Lei n º 9.876/99, sem
utilização, portanto, do fator previdenciário. Diante desta constatação,
evidente que o caso concreto não se enquadra na hipótese jurídica
indicada na causa de pedir, motivo pelo qual impositiva a manutenção
da sentença de improcedência, por seus próprios fundamentos”.
Assim, como afirmado na decisão agravada, a modificação do
julgado demandaria o reexame de normas legais e do conjunto probatório
dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria
indireta, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. Incide na
espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA
ESPECIAL. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL –
INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. ACÓRDÃO
FUNDAMENTADO
NA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 842.353-AgR, de minha relatoria, Primeira
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Turma Recursal de origem decidiu a controvérsia:
“Analisando os documentos anexados à inicial, possível verificar
que o benefício previdenciário objeto desta demanda teve sua RMI
(renda mensal inicial) calculada segundo critérios e parâmetros
vigentes antes da entrada em vigor da Lei n º 9.876/99, sem
utilização, portanto, do fator previdenciário. Diante desta constatação,
evidente que o caso concreto não se enquadra na hipótese jurídica
indicada na causa de pedir, motivo pelo qual impositiva a manutenção
da sentença de improcedência, por seus próprios fundamentos”.
Assim, como afirmado na decisão agravada, a modificação do
julgado demandaria o reexame de normas legais e do conjunto probatório
dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria
indireta, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. Incide na
espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA
ESPECIAL. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL –
INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. ACÓRDÃO
FUNDAMENTADO
NA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 842.353-AgR, de minha relatoria, Primeira
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2454648.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 687.065 AGR / RJ
Turma, DJe 19.8.2011).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDIÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
PREVIDENCIÁRIO.
FATOR
PREVIDENCIÁRIO. APLICABILIDADE. REGRAS DE
TRANSIÇÃO DO ART. 9º DA EMENDA CONSTITUCIONAL N.
20/98. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO
RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INEXISTÊNCIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA
N. 279 DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Os embargos de declaração opostos
objetivando a reforma da decisão do Relator devem ser recebidos, por
força do princípio da fungibilidade, como agravo regimental, que é o
recurso cabível. (Precedentes: Rcl n.º 11.022-ED, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 7.4.2011; AI n.º 547.827-ED, Relator o
Ministro Dias Tofolli, 1ª Turma, DJe de 9.3.2011; RE n.º 546.525-
ED, Relator o Ministro Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de 5.4.2011,
entre outros). 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob
o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (artigo 323 do RISTF). 3. Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. Diante do
fundamento de que o recorrente não tinha direito à aposentadoria por
tempo de serviço pelas regras anteriores à Emenda Constitucional n.
20/98 e, tampouco, pelas regras de transição, para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, que entendeu
aplicável o fator previdenciário no cálculo do benefício, necessário
seria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o extraordinário, a
teor do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal,
que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar
matéria fática. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: “Na hipótese
sub judice, o autor não fazia jus à aposentadoria por tempo de serviço
pelas regras antigas, nem pelas regras de transição, porquanto, embora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 687.065 AGR / RJ
Turma, DJe 19.8.2011).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDIÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
PREVIDENCIÁRIO.
FATOR
PREVIDENCIÁRIO. APLICABILIDADE. REGRAS DE
TRANSIÇÃO DO ART. 9º DA EMENDA CONSTITUCIONAL N.
20/98. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO
RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INEXISTÊNCIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA
N. 279 DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Os embargos de declaração opostos
objetivando a reforma da decisão do Relator devem ser recebidos, por
força do princípio da fungibilidade, como agravo regimental, que é o
recurso cabível. (Precedentes: Rcl n.º 11.022-ED, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 7.4.2011; AI n.º 547.827-ED, Relator o
Ministro Dias Tofolli, 1ª Turma, DJe de 9.3.2011; RE n.º 546.525-
ED, Relator o Ministro Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de 5.4.2011,
entre outros). 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob
o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (artigo 323 do RISTF). 3. Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. Diante do
fundamento de que o recorrente não tinha direito à aposentadoria por
tempo de serviço pelas regras anteriores à Emenda Constitucional n.
20/98 e, tampouco, pelas regras de transição, para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, que entendeu
aplicável o fator previdenciário no cálculo do benefício, necessário
seria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o extraordinário, a
teor do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal,
que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar
matéria fática. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: “Na hipótese
sub judice, o autor não fazia jus à aposentadoria por tempo de serviço
pelas regras antigas, nem pelas regras de transição, porquanto, embora
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 687.065 AGR / RJ
tenha atingido o tempo mínimo para aposentadoria proporcional em
22-07-1999, apenas completou o requisito etário em 24-03-2004,
conforme carta de concessão de fl. 27. Diante disso, não merece
reparos a sentença, uma vez que o autor não tem interesse processual
em ver afastada a aplicação do fator previdenciário em aposentadorias
concedidas de acordo com as regras estipuladas pela EC-20/98. De
qualquer forma, para dirimir qualquer dúvida que porventura pudesse
restar, analisarei a questão relativa à constitucionalidade do fator
previdenciário”. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
644.111-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 17.4.2012).
“PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL VITALÍCIA. LEI
8.213/1991. REQUISITOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA STF
279. 1. O Tribunal de origem decidiu a questão com fundamento na
legislação infraconstitucional (Lei 8.213/1991) e no conjunto fático
probatório dos autos (Súmula STF 279). Assim, eventual ofensa à
Constituição Federal, se existente, seria meramente reflexa, o que elide
o processamento do apelo extremo. Precedentes. 2. Decisão
fundamentada, contrária aos interesses da parte, não constitui ofensa
ao artigo 93, IX, da Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE 568.749-AgR, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.3.2011).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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tenha atingido o tempo mínimo para aposentadoria proporcional em
22-07-1999, apenas completou o requisito etário em 24-03-2004,
conforme carta de concessão de fl. 27. Diante disso, não merece
reparos a sentença, uma vez que o autor não tem interesse processual
em ver afastada a aplicação do fator previdenciário em aposentadorias
concedidas de acordo com as regras estipuladas pela EC-20/98. De
qualquer forma, para dirimir qualquer dúvida que porventura pudesse
restar, analisarei a questão relativa à constitucionalidade do fator
previdenciário”. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
644.111-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 17.4.2012).
“PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL VITALÍCIA. LEI
8.213/1991. REQUISITOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA STF
279. 1. O Tribunal de origem decidiu a questão com fundamento na
legislação infraconstitucional (Lei 8.213/1991) e no conjunto fático
probatório dos autos (Súmula STF 279). Assim, eventual ofensa à
Constituição Federal, se existente, seria meramente reflexa, o que elide
o processamento do apelo extremo. Precedentes. 2. Decisão
fundamentada, contrária aos interesses da parte, não constitui ofensa
ao artigo 93, IX, da Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE 568.749-AgR, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.3.2011).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : RENATO FERREIRA
ADV.(A/S) : FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : RENATO FERREIRA
ADV.(A/S) : FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2563330
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-16T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA PROPORCIONAL. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL – INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur212919
|
- Acórdãos citados: AI 842353 AgR, RE 568749 AgR, RE 644111 ED.
Número de páginas: 8.
Análise: 24/08/2012, LLD.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
687065
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 687065 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : RENATO FERREIRA
ADV.(A/S) : FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:RENATO FERREIRA
ADV.(A/S)
:FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADORIA PROPORCIONAL. CÁLCULO DA RENDA
MENSAL INICIAL – INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO.
ACÓRDÃO
FUNDAMENTADO
NA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:RENATO FERREIRA
ADV.(A/S)
:FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 29 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do
recurso extraordinário interposto por Renato Ferreira contra acórdão da
Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio de
Janeiro, que julgou improcedente o pedido do Recorrente de não
aplicação do fator previdenciário para o cálculo do benefício
previdenciário recebido. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou que
a questão relativa à forma de cálculo da aposentadoria proporcional
não tem natureza constitucional, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário. Nesse sentido:
“Previdenciário. Aposentadoria proporcional. Cálculo do
benefício (art. 53, I e II da Lei 8.213/91). Ofensa indireta à
Constituição. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 252.544-AgR, Rel.
Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 1....2.2002).
“Previdência. Aposentadoria proporcional. - Esta Primeira
Turma, ao julgar o AGRAG 240.001, de que foi relator o eminente
Ministro Sydney Sanches, assim decidiu em caso análogo ao presente:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:RENATO FERREIRA
ADV.(A/S)
:FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 29 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do
recurso extraordinário interposto por Renato Ferreira contra acórdão da
Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio de
Janeiro, que julgou improcedente o pedido do Recorrente de não
aplicação do fator previdenciário para o cálculo do benefício
previdenciário recebido. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou que
a questão relativa à forma de cálculo da aposentadoria proporcional
não tem natureza constitucional, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário. Nesse sentido:
“Previdenciário. Aposentadoria proporcional. Cálculo do
benefício (art. 53, I e II da Lei 8.213/91). Ofensa indireta à
Constituição. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 252.544-AgR, Rel.
Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 1....2.2002).
“Previdência. Aposentadoria proporcional. - Esta Primeira
Turma, ao julgar o AGRAG 240.001, de que foi relator o eminente
Ministro Sydney Sanches, assim decidiu em caso análogo ao presente:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 687.065 AGR / RJ
‘na verdade, o parágrafo 1... do art. 202 da C.F., em sua redação
originária, facultava a aposentadoria proporcional, sem esclarecer
como seria calculado o benefício, segundo essa proporção, o que foi
feito pelo art. 53, II, da Lei n 8.213/91, cuja interpretação não pode
ser revista por esta Corte, em R.E. (art. 102, III, da C.F.), por não se
tratar de questão constitucional’. - No mesmo sentido tem decidido a
2... Turma (assim, no AGRRE 274.502 e no AGRRE 203.187).
Recurso extraordinário não conhecido” (Recurso Extraordinário 262.050, Rel. Min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 9.11.2001 – grifos nossos).
“Previdenciário. Aposentadoria proporcional. Ofensa indireta à
Constituição Federal de 1988. Regimental não provido” (Recurso Extraordinário 274.502-AgR, Rel. Min. Nelson
Jobim, Segunda Turma, DJ 2.2.2001).
“DIREITO CONSTITUCIONAL, PREVIDENCIÁRIO E
PROCESSUAL CIVIL. APOSENTADORIA. CÁLCULO DO
BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS
DE ADMISSIBILIDADE. AGRAVO. 1. Não conseguiu o agravante
abalar os fundamentos da decisão que indeferiu o R.E., nem como os
da ora agravada. 2. Na verdade, o parágrafo 1... do art. 202 da C.F., em
sua redação originária, facultava a aposentadoria proporcional, sem
esclarecer como seria calculado o benefício, segundo essa proporção, o
que foi feito pelo art. 53, II, da Lei n 8.213/91, cuja interpretação não
pode ser revista por esta Corte, em R.E.(art. 102, III, da C.F.), por não
se tratar de questão constitucional. 3. Ademais, é pacífica a
jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação
de ofensa indireta à C.F., por má interpretação ou aplicação e mesmo
inobservância de normas infraconstitucionais. 4. Agravo improvido”
(AI 240.001-AgR, Rel. Min. Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ
7.12.2000).
No mesmo sentido: ARE 648.204-AgR/RJ, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJ 29.3.2012 e ARE 681.049/RJ, Rel. Min. Luiz
Fux, decisão monocrática, DJ 16.5.2012.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.065 AGR / RJ
‘na verdade, o parágrafo 1... do art. 202 da C.F., em sua redação
originária, facultava a aposentadoria proporcional, sem esclarecer
como seria calculado o benefício, segundo essa proporção, o que foi
feito pelo art. 53, II, da Lei n 8.213/91, cuja interpretação não pode
ser revista por esta Corte, em R.E. (art. 102, III, da C.F.), por não se
tratar de questão constitucional’. - No mesmo sentido tem decidido a
2... Turma (assim, no AGRRE 274.502 e no AGRRE 203.187).
Recurso extraordinário não conhecido” (Recurso Extraordinário 262.050, Rel. Min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 9.11.2001 – grifos nossos).
“Previdenciário. Aposentadoria proporcional. Ofensa indireta à
Constituição Federal de 1988. Regimental não provido” (Recurso Extraordinário 274.502-AgR, Rel. Min. Nelson
Jobim, Segunda Turma, DJ 2.2.2001).
“DIREITO CONSTITUCIONAL, PREVIDENCIÁRIO E
PROCESSUAL CIVIL. APOSENTADORIA. CÁLCULO DO
BENEFÍCIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS
DE ADMISSIBILIDADE. AGRAVO. 1. Não conseguiu o agravante
abalar os fundamentos da decisão que indeferiu o R.E., nem como os
da ora agravada. 2. Na verdade, o parágrafo 1... do art. 202 da C.F., em
sua redação originária, facultava a aposentadoria proporcional, sem
esclarecer como seria calculado o benefício, segundo essa proporção, o
que foi feito pelo art. 53, II, da Lei n 8.213/91, cuja interpretação não
pode ser revista por esta Corte, em R.E.(art. 102, III, da C.F.), por não
se tratar de questão constitucional. 3. Ademais, é pacífica a
jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação
de ofensa indireta à C.F., por má interpretação ou aplicação e mesmo
inobservância de normas infraconstitucionais. 4. Agravo improvido”
(AI 240.001-AgR, Rel. Min. Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ
7.12.2000).
No mesmo sentido: ARE 648.204-AgR/RJ, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJ 29.3.2012 e ARE 681.049/RJ, Rel. Min. Luiz
Fux, decisão monocrática, DJ 16.5.2012.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2454647.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 687.065 AGR / RJ
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.6.2012, interpõe Renato
Ferreira, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega o Agravante que a ofensa constitucional seria direta. Afirma
que “a incidência conjunta de DOIS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO
ATUARIAL – COEFICIENTES DE CÁLCULO (mais o ‘b ônus’ trazido pela
EC 20/98: idade mínima e pedágio) e FATOR PREVIDENCIÁRIO – acaba por
levar à inconstitucionalidade material decorrente de dupla penalização pelo
mesmo fato jurídico (aposentadoria precoce), o que não é permitido em nenhuma
hipótese no Direito Pátrio” (grifos no original).
Assevera que “a permanecer a incidência do FATOR
PREVIDENCIÁRIO de forma conjunta com a REGRA DE TRANSIÇÃO da
Emenda Constitucional 20/98, estar-se-á atentando fortemente contra o princípio
da vedação do retrocesso”.
Argumenta, ainda, que “não pode ser criado um terceiro sistema
(coeficientes de cálculo + fator previdenciário) reunindo as mazelas de ambos os
sistemas. É como se fosse um SUPER ESQUEMA DE RESTRIÇÃO
ATUARIAL, que não é aplicado a nenhum segurado hoje em dia, a não ser para
aqueles que se aposentam segundo a REGRA DE TRANSIÇÃO da Emenda
Constitucional 20/98. Não se pode admitir, por óbvio, este bis in idem”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.065 AGR / RJ
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.6.2012, interpõe Renato
Ferreira, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo regimental.
3. Alega o Agravante que a ofensa constitucional seria direta. Afirma
que “a incidência conjunta de DOIS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO
ATUARIAL – COEFICIENTES DE CÁLCULO (mais o ‘b ônus’ trazido pela
EC 20/98: idade mínima e pedágio) e FATOR PREVIDENCIÁRIO – acaba por
levar à inconstitucionalidade material decorrente de dupla penalização pelo
mesmo fato jurídico (aposentadoria precoce), o que não é permitido em nenhuma
hipótese no Direito Pátrio” (grifos no original).
Assevera que “a permanecer a incidência do FATOR
PREVIDENCIÁRIO de forma conjunta com a REGRA DE TRANSIÇÃO da
Emenda Constitucional 20/98, estar-se-á atentando fortemente contra o princípio
da vedação do retrocesso”.
Argumenta, ainda, que “não pode ser criado um terceiro sistema
(coeficientes de cálculo + fator previdenciário) reunindo as mazelas de ambos os
sistemas. É como se fosse um SUPER ESQUEMA DE RESTRIÇÃO
ATUARIAL, que não é aplicado a nenhum segurado hoje em dia, a não ser para
aqueles que se aposentam segundo a REGRA DE TRANSIÇÃO da Emenda
Constitucional 20/98. Não se pode admitir, por óbvio, este bis in idem”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Turma Recursal de origem decidiu a controvérsia:
“Analisando os documentos anexados à inicial, possível verificar
que o benefício previdenciário objeto desta demanda teve sua RMI
(renda mensal inicial) calculada segundo critérios e parâmetros
vigentes antes da entrada em vigor da Lei n 9.876/99, sem
utilização, portanto, do fator previdenciário. Diante desta constatação,
evidente que o caso concreto não se enquadra na hipótese jurídica
indicada na causa de pedir, motivo pelo qual impositiva a manutenção
da sentença de improcedência, por seus próprios fundamentos”.
Assim, como afirmado na decisão agravada, a modificação do
julgado demandaria o reexame de normas legais e do conjunto probatório
dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria
indireta, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. Incide na
espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA
ESPECIAL. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL –
INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. ACÓRDÃO
FUNDAMENTADO
NA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 842.353-AgR, de minha relatoria, Primeira
Supremo Tribunal Federal
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Turma Recursal de origem decidiu a controvérsia:
“Analisando os documentos anexados à inicial, possível verificar
que o benefício previdenciário objeto desta demanda teve sua RMI
(renda mensal inicial) calculada segundo critérios e parâmetros
vigentes antes da entrada em vigor da Lei n 9.876/99, sem
utilização, portanto, do fator previdenciário. Diante desta constatação,
evidente que o caso concreto não se enquadra na hipótese jurídica
indicada na causa de pedir, motivo pelo qual impositiva a manutenção
da sentença de improcedência, por seus próprios fundamentos”.
Assim, como afirmado na decisão agravada, a modificação do
julgado demandaria o reexame de normas legais e do conjunto probatório
dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria
indireta, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. Incide na
espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA
ESPECIAL. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL –
INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. ACÓRDÃO
FUNDAMENTADO
NA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 842.353-AgR, de minha relatoria, Primeira
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 687.065 AGR / RJ
Turma, DJe 19.8.2011).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDIÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
PREVIDENCIÁRIO.
FATOR
PREVIDENCIÁRIO. APLICABILIDADE. REGRAS DE
TRANSIÇÃO DO ART. 9... DA EMENDA CONSTITUCIONAL N.
20/98. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO
RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INEXISTÊNCIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA
N. 279 DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Os embargos de declaração opostos
objetivando a reforma da decisão do Relator devem ser recebidos, por
força do princípio da fungibilidade, como agravo regimental, que é o
recurso cabível. (Precedentes: Rcl n. 11.022-ED, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 7.4.2011; AI n. 547.827-ED, Relator o
Ministro Dias Tofolli, 1... Turma, DJe de 9.3.2011; Recurso Extraordinário n. 546.525-
ED, Relator o Ministro Ellen Gracie, 2... Turma, DJe de 5.4.2011,
entre outros). 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob
o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (artigo 323 do RISTF). 3. Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. Diante do
fundamento de que o recorrente não tinha direito à aposentadoria por
tempo de serviço pelas regras anteriores à Emenda Constitucional n.
20/98 e, tampouco, pelas regras de transição, para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, que entendeu
aplicável o fator previdenciário no cálculo do benefício, necessário
seria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o extraordinário, a
teor do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal,
que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar
matéria fática. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: “Na hipótese
sub judice, o autor não fazia jus à aposentadoria por tempo de serviço
pelas regras antigas, nem pelas regras de transição, porquanto, embora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 687.065 AGR / RJ
Turma, DJe 19.8.2011).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDIÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
PREVIDENCIÁRIO.
FATOR
PREVIDENCIÁRIO. APLICABILIDADE. REGRAS DE
TRANSIÇÃO DO ART. 9... DA EMENDA CONSTITUCIONAL N.
20/98. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO
RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INEXISTÊNCIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA
N. 279 DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. Os embargos de declaração opostos
objetivando a reforma da decisão do Relator devem ser recebidos, por
força do princípio da fungibilidade, como agravo regimental, que é o
recurso cabível. (Precedentes: Rcl n. 11.022-ED, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 7.4.2011; AI n. 547.827-ED, Relator o
Ministro Dias Tofolli, 1... Turma, DJe de 9.3.2011; Recurso Extraordinário n. 546.525-
ED, Relator o Ministro Ellen Gracie, 2... Turma, DJe de 5.4.2011,
entre outros). 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob
o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (artigo 323 do RISTF). 3. Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. Diante do
fundamento de que o recorrente não tinha direito à aposentadoria por
tempo de serviço pelas regras anteriores à Emenda Constitucional n.
20/98 e, tampouco, pelas regras de transição, para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, que entendeu
aplicável o fator previdenciário no cálculo do benefício, necessário
seria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o extraordinário, a
teor do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal,
que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar
matéria fática. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: “Na hipótese
sub judice, o autor não fazia jus à aposentadoria por tempo de serviço
pelas regras antigas, nem pelas regras de transição, porquanto, embora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 687.065 AGR / RJ
tenha atingido o tempo mínimo para aposentadoria proporcional em
22-07-1999, apenas completou o requisito etário em 24-03-2004,
conforme carta de concessão de fl. 27. Diante disso, não merece
reparos a sentença, uma vez que o autor não tem interesse processual
em ver afastada a aplicação do fator previdenciário em aposentadorias
concedidas de acordo com as regras estipuladas pela EC-20/98. De
qualquer forma, para dirimir qualquer dúvida que porventura pudesse
restar, analisarei a questão relativa à constitucionalidade do fator
previdenciário”. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
644.111-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 17.4.2012).
“PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL VITALÍCIA. LEI
8.213/1991. REQUISITOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal
279. 1. O Tribunal de origem decidiu a questão com fundamento na
legislação infraconstitucional (Lei 8.213/1991) e no conjunto fático
probatório dos autos (Súmula Supremo Tribunal Federal 279). Assim, eventual ofensa à
Constituição Federal, se existente, seria meramente reflexa, o que elide
o processamento do apelo extremo. Precedentes. 2. Decisão
fundamentada, contrária aos interesses da parte, não constitui ofensa
ao artigo 93, IX, da Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 568.749-AgR, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.3.2011).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.065 AGR / RJ
tenha atingido o tempo mínimo para aposentadoria proporcional em
22-07-1999, apenas completou o requisito etário em 24-03-2004,
conforme carta de concessão de fl. 27. Diante disso, não merece
reparos a sentença, uma vez que o autor não tem interesse processual
em ver afastada a aplicação do fator previdenciário em aposentadorias
concedidas de acordo com as regras estipuladas pela EC-20/98. De
qualquer forma, para dirimir qualquer dúvida que porventura pudesse
restar, analisarei a questão relativa à constitucionalidade do fator
previdenciário”. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
644.111-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 17.4.2012).
“PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL VITALÍCIA. LEI
8.213/1991. REQUISITOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal
279. 1. O Tribunal de origem decidiu a questão com fundamento na
legislação infraconstitucional (Lei 8.213/1991) e no conjunto fático
probatório dos autos (Súmula Supremo Tribunal Federal 279). Assim, eventual ofensa à
Constituição Federal, se existente, seria meramente reflexa, o que elide
o processamento do apelo extremo. Precedentes. 2. Decisão
fundamentada, contrária aos interesses da parte, não constitui ofensa
ao artigo 93, IX, da Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 568.749-AgR, Rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.3.2011).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : RENATO FERREIRA
ADV.(A/S) : FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2533020
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.065
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : RENATO FERREIRA
ADV.(A/S) : FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687 . 065",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 252 . 544 - AgR",
"AGRAG 240 . 001",
"Recurso Extraordinário 252 . 544 - AgR",
"AGRAG 240 . 001",
"ARE 687 . 065 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 262 . 050",
"Recurso Extraordinário 274 . 502 - AgR",
"AI 240 . 001 - AgR",
"ARE 648 . 204 - AgR / RJ",
"ARE 681 . 049 / RJ",
"ARE 687 . 065 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 262 . 050",
"Recurso Extraordinário 274 . 502 - AgR",
"AI 240 . 001 - AgR",
"ARE 648 . 204 - AgR / RJ",
"ARE 681 . 049 / RJ",
"ARE 687 . 065 AGR / RJ",
"ARE 687 . 065",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 842 . 353 - AgR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 842 . 353 - AgR",
"ARE 687 . 065",
"SÚMULA N . 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Rcl n . 11 . 022 - ED",
"AI n . 547 . 827 - ED",
"Recurso Extraordinário n . 546 . 525 - ED",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 687 . 065 AGR / RJ",
"SÚMULA N . 279 DO Supremo Tribunal Federal .",
"Rcl n . 11 . 022 - ED",
"AI n . 547 . 827 - ED",
"Recurso Extraordinário n . 546 . 525 - ED",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 644 . 111 - ED",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 279",
"Recurso Extraordinário 568 . 749 - AgR",
"ARE 687 . 065 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 644 . 111 - ED",
"Recurso Extraordinário 568 . 749 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 53 , I e II da Lei 8 . 213 / 91",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 53 , I e II da Lei 8 . 213 / 91",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 202 da C . F .",
"art . 53 , II , da Lei n 8 . 213 / 91",
"Constituição Federal de 1988",
"parágrafo 1 . . . do art . 202 da C . F .",
"art . 53 , II , da Lei n 8 . 213 / 91",
"art",
"C",
". F .",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 202 da C . F .",
"art . 53 , II , da Lei n 8 . 213 / 91",
"art . 102 , III , da C . F .",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 202 da C . F",
"art . 53 , II , da Lei n 8 . 213 / 91",
"art . 102 , III , da C . F .",
"art",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 20 / 98",
"REGRA",
"Emenda Constitucional 20 / 98",
"REGRA",
"Emenda Constitucional 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 20 / 98",
"Emenda",
"Constitucional 20 / 98",
"Emenda Constitucional 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 876 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 876 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 9 . . . DA",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 98",
"ART",
"artigo 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Emenda Constitucional n . 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 9 . . . DA",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 98",
"ART . 323 DO RISTF",
"ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"artigo 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Emenda Constitucional n . 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC",
"-",
"20",
"/",
"98",
"LEI 8 . 213 / 1991",
"Lei 8 . 213 / 1991",
"Constituição Federal",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC",
"-",
"20 /",
"98",
"LEI 8 . 213 / 1991",
"Lei 8 . 213 / 1991",
"Constituição Federal",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Brasil"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"S",
".",
"T",
".",
"F .",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"S",
".",
"T",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ Turma",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"RENATO FERREIRA",
"FLÁVIO MARQUES",
"ALEXANDRINO NOGUEIRA",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RENATO FERREIRA",
"FLÁVIO MARQUES",
"ALEXANDRINO NOGUEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Renato Ferreira",
"Ellen Gracie",
"Sydney Sanches",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RENATO FERREIRA",
"FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Renato Ferreira",
"Ellen Gracie",
"Sydney Sanches",
"Moreira Alves",
"Nelson Jobim",
"Sydney Sanches",
"Luiz Fux",
"Moreira Alves",
"Nelson Jobim",
"Sydney Sanches",
"Luiz Fux",
"Renato Ferreira",
"Renato Ferreira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Tofolli",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Dias Tofolli",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA ARE",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RENATO FERREIRA",
"FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN",
"RENATO FERREIRA",
"FLÁVIO MARQUES ALEXANDRINO NOGUEIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"29 de maio de 2012",
"1",
".",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"29 de maio de 2012",
".",
".",
"2",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"11",
".",
"2001",
"2",
".",
"2",
".",
"2001",
"7",
".",
"12",
".",
"2000",
"29",
".",
"3",
".",
"2012",
"16",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"11",
".",
"2001",
"2",
".",
"2",
".",
"2001",
"7",
".",
"12",
".",
"2000",
"29",
".",
"3",
".",
"2012",
"16",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"6",
".",
"2012",
"11",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"6",
".",
"2012",
"11",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"9",
".",
"3",
".",
"2011",
"5",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"9",
".",
"3",
".",
"2011",
"5",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"-",
"07",
"-",
"1999",
"24",
"-",
"03",
"-",
"2004",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"22",
".",
"3",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"-",
"07",
"-",
"1999",
"24",
"-",
"03",
"-",
"2004",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"22",
".",
"3",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
ADV.(A/S)
:RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO
DE RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA. SÓCIOS-
COTISTAS. RETENÇÃO NA FONTE. ARTIGO 35 DA LEI N. 7.713/88.
CONTRATO SOCIAL. IMEDIATA DISPONIBILIDADE DO LUCRO:
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO.
REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA N. 454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
1. A norma insculpida no artigo 35 da Lei n. 7.713/88 mostra-se
harmônica com a Constituição Federal, no que respeita à sujeição do
sócio-cotista ao imposto de renda na fonte, quando o contrato social
prevê a disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do
lucro líquido apurado, na data do encerramento do período-base (RE n.
172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ de 13.10.95).
2. Deveras, concluir de forma diversa do acórdão impugnado – como
deseja o recorrente – no sentido da ausência de previsão no contrato
social de disponibilidade imediata do lucro líquido apurado aos sócios-
cotistas, implicaria, necessariamente, o reexame das cláusulas contratuais
engendrada nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do
Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. (Precedentes:
AI n. 500.679-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma,
DJe de 14.08.09; AI n. 563.948-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2
ª Turma, DJe de 08.10.10; AI n. 807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen
Lúcia, 1ª Turma, DJe de 18.03.11; AI n. 671.178-AgR, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de 27.04.11, entre outros).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220096.
Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RE 681.713 AGR / SP
3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “EMENTA:
TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE SOBRE O
LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35 DA LEI Nº 7.713/88 – SÓCIOS-
QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS – CLÁUSULA
CONTRATUAL. 1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei nº 7.713/88, tão somente, quanto à
expressão ‘acionistas’. 2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido
apurado no encerramento do período-base, haverá a incidência do tributo. É o
caso dos autos.”
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220096.
Supremo Tribunal Federal
RE 681.713 AGR / SP
3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “EMENTA:
TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE SOBRE O
LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35 DA LEI Nº 7.713/88 – SÓCIOS-
QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS – CLÁUSULA
CONTRATUAL. 1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei nº 7.713/88, tão somente, quanto à
expressão ‘acionistas’. 2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido
apurado no encerramento do período-base, haverá a incidência do tributo. É o
caso dos autos.”
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220096.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
ADV.(A/S)
:RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA
LTDA em face de decisão de minha lavra, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E PROVENTOS DE
QUALQUER NATUREZA. SÓCIOS-COTISTAS. RETENÇÃO
NA FONTE. ARTIGO 35 DA LEI N. 7.713/88. CONTRATO
SOCIAL.
IMEDIATA DISPONIBILIDADE DO LUCRO:
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO.
REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA N.
454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE
DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A norma insculpida no artigo 35 da Lei n. 7.713/88
mostra-se harmônica com a Constituição Federal, no que
respeita à sujeição do sócio-cotista ao imposto de renda na
fonte, quando o contrato social prevê a disponibilidade
econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido
apurado, na data do encerramento do período-base (RE n.
172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ de
13.10.95.
2. In casu, concluir de forma diversa do acórdão
impugnado – como deseja o recorrente – no sentido da ausência
de previsão no contrato social de disponibilidade imediata do
lucro líquido apurado aos sócios-cotistas, implicaria,
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220097.
Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
ADV.(A/S)
:RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA
LTDA em face de decisão de minha lavra, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E PROVENTOS DE
QUALQUER NATUREZA. SÓCIOS-COTISTAS. RETENÇÃO
NA FONTE. ARTIGO 35 DA LEI N. 7.713/88. CONTRATO
SOCIAL.
IMEDIATA DISPONIBILIDADE DO LUCRO:
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO.
REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA N.
454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE
DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A norma insculpida no artigo 35 da Lei n. 7.713/88
mostra-se harmônica com a Constituição Federal, no que
respeita à sujeição do sócio-cotista ao imposto de renda na
fonte, quando o contrato social prevê a disponibilidade
econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido
apurado, na data do encerramento do período-base (RE n.
172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ de
13.10.95.
2. In casu, concluir de forma diversa do acórdão
impugnado – como deseja o recorrente – no sentido da ausência
de previsão no contrato social de disponibilidade imediata do
lucro líquido apurado aos sócios-cotistas, implicaria,
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220097.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RE 681.713 AGR / SP
necessariamente, o reexame das cláusulas contratuais
engendrada nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor
do Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal.
(Precedentes: AI n. 500.679-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 14.08.09; AI n. 563.948-AgR,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2 ª Turma, DJe de 08.10.10;
AI n. 807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen Lúcia, 1ª Turma,
DJe de 18.03.11; AI n. 671.178-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2ª Turma, DJe de 27.04.11, entre outros).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35
DA LEI Nº 7.713/88 – SÓCIOS-QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO
DE LUCROS – CLÁUSULA CONTRATUAL.
1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei nº 7.713/88, tão somente,
quanto à expressão ‘acionistas’.
2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios,
do lucro líquido apurado no encerramento do período-base,
haverá a incidência do tributo. É o caso dos autos.’
4. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.”
Em suas razões de agravar, a agravante sustenta que “a violação ao
artigo 153, III, da Constituição Federal pode ser verificada mediante a simples
análise do acórdão proferido pelo E. Tribunal Regional Federal da Terceira
Região, não havendo qualquer necessidade de apreciação do contrato social da
empresa, afastando-se, assim, a aplicação da mencionada Súmula ao caso
vertente” (fl. 293).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o
consequente provimento do recurso extraordinário.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220097.
Supremo Tribunal Federal
RE 681.713 AGR / SP
necessariamente, o reexame das cláusulas contratuais
engendrada nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor
do Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal.
(Precedentes: AI n. 500.679-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 14.08.09; AI n. 563.948-AgR,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2 ª Turma, DJe de 08.10.10;
AI n. 807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen Lúcia, 1ª Turma,
DJe de 18.03.11; AI n. 671.178-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2ª Turma, DJe de 27.04.11, entre outros).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35
DA LEI Nº 7.713/88 – SÓCIOS-QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO
DE LUCROS – CLÁUSULA CONTRATUAL.
1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei nº 7.713/88, tão somente,
quanto à expressão ‘acionistas’.
2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios,
do lucro líquido apurado no encerramento do período-base,
haverá a incidência do tributo. É o caso dos autos.’
4. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.”
Em suas razões de agravar, a agravante sustenta que “a violação ao
artigo 153, III, da Constituição Federal pode ser verificada mediante a simples
análise do acórdão proferido pelo E. Tribunal Regional Federal da Terceira
Região, não havendo qualquer necessidade de apreciação do contrato social da
empresa, afastando-se, assim, a aplicação da mencionada Súmula ao caso
vertente” (fl. 293).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o
consequente provimento do recurso extraordinário.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220097.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão à
agravante.
Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim
consignados:
Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo
VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA, com fulcro
no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal de 1988, em face de
v. acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª
Região, assim ementado:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35
DA LEI Nº 7.713/88 – SÓCIOS-QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO
DE LUCROS – CLÁUSULA CONTRATUAL.
1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei nº 7.713/88, tão somente,
quanto à expressão ‘acionistas’.
2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios,
do lucro líquido apurado no encerramento do período-base,
haverá a incidência do tributo. É o caso dos autos.’
Opostos embargos de declaração, estes restaram rejeitados
(fls. 199/203).
Em suas razões recursais, o recorrente alega violação ao
artigo 153, III, da Constituição Federal, sustentando, em síntese,
que ‘a exigência do ILL sobre valores que dependem de
deliberação para que se tornem disponíveis economicamente
aos sócios-quotistas afronta diretamente a definição
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão à
agravante.
Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim
consignados:
Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo
VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA, com fulcro
no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal de 1988, em face de
v. acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª
Região, assim ementado:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35
DA LEI Nº 7.713/88 – SÓCIOS-QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO
DE LUCROS – CLÁUSULA CONTRATUAL.
1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei nº 7.713/88, tão somente,
quanto à expressão ‘acionistas’.
2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios,
do lucro líquido apurado no encerramento do período-base,
haverá a incidência do tributo. É o caso dos autos.’
Opostos embargos de declaração, estes restaram rejeitados
(fls. 199/203).
Em suas razões recursais, o recorrente alega violação ao
artigo 153, III, da Constituição Federal, sustentando, em síntese,
que ‘a exigência do ILL sobre valores que dependem de
deliberação para que se tornem disponíveis economicamente
aos sócios-quotistas afronta diretamente a definição
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 681.713 AGR / SP
constitucional do fato gerador do Imposto de Renda, prevista
no art. 153, III (…). Entretanto, não é o que ocorre no presente
caso, na medida em que a ausência de previsão expressa quanto
à distribuição automática do lucro no encerramento do período-
base já torna inconstitucional a tributação do ILL nos termos do
artigo 35 da Lei n. 7.713/88’. (fl. 228/229).
Foram apresentadas contrarrazões ao recurso
extraordinário (fls. 244/246).
É o relatório. DECIDO.
O recurso não merece prosperar.
O Tribunal a quo, ao analisar a presente controvérsia,
consignou, verbis:
‘(...) Entendeu o STF ser inconstitucional a retenção na fonte do
imposto de renda no que diz respeito ao acionista, vez que a
distribuição dos lucros não se dá automaticamente no final do
exercício financeiro, dependendo para tanto da manifestação da
assembléia geral.
No caso de sócio-quotista cumpre analisar se há no
contrato social disposição quanto a forma de distribuição de
rendimentos.
Na hipótese de previsão de disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado no
encerramento do período-base, haverá a incidência do tributo.
No presente caso, o contrato social dispõe acerca da
distribuição dos lucros nas fls. 40/41, nos termos abaixo
transcritos: (…)
Portanto, não pode eximir-se a autora do cumprimento
do art. 35 da Lei nº 7.713/88, conforme se depreende da análise
da cláusula supra mencionada.’ (Grifei).
O Pleno do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do
RE n. 172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 13.10.95,
ao analisar a retenção na fonte do imposto de renda no que diz
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 681.713 AGR / SP
constitucional do fato gerador do Imposto de Renda, prevista
no art. 153, III (…). Entretanto, não é o que ocorre no presente
caso, na medida em que a ausência de previsão expressa quanto
à distribuição automática do lucro no encerramento do período-
base já torna inconstitucional a tributação do ILL nos termos do
artigo 35 da Lei n. 7.713/88’. (fl. 228/229).
Foram apresentadas contrarrazões ao recurso
extraordinário (fls. 244/246).
É o relatório. DECIDO.
O recurso não merece prosperar.
O Tribunal a quo, ao analisar a presente controvérsia,
consignou, verbis:
‘(...) Entendeu o STF ser inconstitucional a retenção na fonte do
imposto de renda no que diz respeito ao acionista, vez que a
distribuição dos lucros não se dá automaticamente no final do
exercício financeiro, dependendo para tanto da manifestação da
assembléia geral.
No caso de sócio-quotista cumpre analisar se há no
contrato social disposição quanto a forma de distribuição de
rendimentos.
Na hipótese de previsão de disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado no
encerramento do período-base, haverá a incidência do tributo.
No presente caso, o contrato social dispõe acerca da
distribuição dos lucros nas fls. 40/41, nos termos abaixo
transcritos: (…)
Portanto, não pode eximir-se a autora do cumprimento
do art. 35 da Lei nº 7.713/88, conforme se depreende da análise
da cláusula supra mencionada.’ (Grifei).
O Pleno do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do
RE n. 172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 13.10.95,
ao analisar a retenção na fonte do imposto de renda no que diz
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 681.713 AGR / SP
respeito ao sócio-cotista, fixou que ‘a norma insculpida no artigo
35 da Lei nº 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição
Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do
encerramento do período-base’. In casu, concluir de forma diversa
do acórdão impugnado – como deseja o recorrente – no sentido
da ausência de previsão no contrato social de disponibilidade
imediata do lucro líquido apurado aos sócios-cotistas,
implicaria, necessariamente, o reexame das cláusulas
contratuais engendrada nos autos, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 454 do
Supremo Tribunal Federal. Á guisa de exemplo, cito os
seguintes julgados análogos ao presente:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA.
RETENÇÃO NA FONTE. SOCIEDADE POR QUOTA DE
RESPONSABILIDADE LIMITADA. ART. 35 DA LEI 7.713/88.
REEXAME DE MATÉRIA DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULAS
CONTRATUAIS.
IMPOSSIBILIDADE.
PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA.
RECURSO
PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO.
I - A jurisprudência da Corte é no sentido de que é
inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação
demanda o exame de matéria de fato e a interpretação de
cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454 do STF.
II - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido.
III - Recurso protelatório. Aplicação de multa.
IV - Agravo regimental improvido.’ (AI n. 500.679-AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de
14.08.09)
‘EMENTA:
CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER
NATUREZA. SÓCIOS-COTISTAS. RETENÇÃO NA FONTE.
3
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RE 681.713 AGR / SP
respeito ao sócio-cotista, fixou que ‘a norma insculpida no artigo
35 da Lei nº 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição
Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do
encerramento do período-base’. In casu, concluir de forma diversa
do acórdão impugnado – como deseja o recorrente – no sentido
da ausência de previsão no contrato social de disponibilidade
imediata do lucro líquido apurado aos sócios-cotistas,
implicaria, necessariamente, o reexame das cláusulas
contratuais engendrada nos autos, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 454 do
Supremo Tribunal Federal. Á guisa de exemplo, cito os
seguintes julgados análogos ao presente:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA.
RETENÇÃO NA FONTE. SOCIEDADE POR QUOTA DE
RESPONSABILIDADE LIMITADA. ART. 35 DA LEI 7.713/88.
REEXAME DE MATÉRIA DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULAS
CONTRATUAIS.
IMPOSSIBILIDADE.
PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA.
RECURSO
PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO.
I - A jurisprudência da Corte é no sentido de que é
inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação
demanda o exame de matéria de fato e a interpretação de
cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454 do STF.
II - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido.
III - Recurso protelatório. Aplicação de multa.
IV - Agravo regimental improvido.’ (AI n. 500.679-AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de
14.08.09)
‘EMENTA:
CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER
NATUREZA. SÓCIOS-COTISTAS. RETENÇÃO NA FONTE.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 681.713 AGR / SP
CARACTERIZAÇÃO
DO
FATO
GERADOR.
DISPONIBILIDADE JURÍDICA OU ECONÔMICA DA
RENDA.
ART.
35
DA
LEI
7.713/1988.
INCONSTITUCIONALIDADE
CONDICIONAL.
NECESSIDADE DE SE AFERIR SE HÁ A EFETIVA
DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS.
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF AO
CASO. PECULIARIDADE.
1. Conforme decidiu esta Corte, ‘a norma insculpida no
artigo 35 da Lei nº 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição
Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do
encerramento do período-base’ (RE 172.058, rel. min. Marco
Aurélio, Pleno, DJ de 13.10.1995).
2. Valoração, caracterização e classificação de dados
constantes nos autos, que não importem a necessidade de
reabertura da fase instrutória, não se confundem com reexame
de fatos e provas, vedado no julgamento de recurso
extraordinário.
Contudo, no caso em exame, as clausulas contratuais
invocadas pela União prevêem a possibilidade de os resultados
sociais serem destinados à conta especial, para futura
amortização ou destinação. Condicionada a distribuição à
deliberação dos sócios, competia à interessada alegar e provar
que, no caso concreto, houve a efetiva distribuição dos
resultados. Para que fosse possível concluir neste sentido, seria
necessário rever fatos e provas.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.’ (AI n.
563.948-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2 ª Turma,
DJe de 08.10.10).
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SOCIEDADES POR COTAS
DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. ART. 35 DA LEI N.
4
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RE 681.713 AGR / SP
CARACTERIZAÇÃO
DO
FATO
GERADOR.
DISPONIBILIDADE JURÍDICA OU ECONÔMICA DA
RENDA.
ART.
35
DA
LEI
7.713/1988.
INCONSTITUCIONALIDADE
CONDICIONAL.
NECESSIDADE DE SE AFERIR SE HÁ A EFETIVA
DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS.
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF AO
CASO. PECULIARIDADE.
1. Conforme decidiu esta Corte, ‘a norma insculpida no
artigo 35 da Lei nº 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição
Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do
encerramento do período-base’ (RE 172.058, rel. min. Marco
Aurélio, Pleno, DJ de 13.10.1995).
2. Valoração, caracterização e classificação de dados
constantes nos autos, que não importem a necessidade de
reabertura da fase instrutória, não se confundem com reexame
de fatos e provas, vedado no julgamento de recurso
extraordinário.
Contudo, no caso em exame, as clausulas contratuais
invocadas pela União prevêem a possibilidade de os resultados
sociais serem destinados à conta especial, para futura
amortização ou destinação. Condicionada a distribuição à
deliberação dos sócios, competia à interessada alegar e provar
que, no caso concreto, houve a efetiva distribuição dos
resultados. Para que fosse possível concluir neste sentido, seria
necessário rever fatos e provas.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.’ (AI n.
563.948-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2 ª Turma,
DJe de 08.10.10).
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SOCIEDADES POR COTAS
DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. ART. 35 DA LEI N.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 681.713 AGR / SP
7.713/88. 1. PREVISÃO NO CONTRATO SOCIAL DE
IMEDIATA
DISPONIBILIDADE
DO
LUCRO:
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO
DE RENDA SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. 2.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DAS CLÁUSULAS
CONTRATUAIS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI n.
807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe
de 18.03.11).
‘DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA NA FONTE SOBRE O LUCRO
LÍQUIDO – ARTIGO 35 DA LEI 7.713/88. NECESSIDADE DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO ATACADA. SÚMULA STF 283.
1.As razões do presente recurso não atacam todos os
fundamentos da decisão que negou seguimento ao agravo de
instrumento do ora agravante (Súmulas STF 279 e 454).
Incidência da Súmula STF 283.
2.Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI n.
671.178-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de
27.04.11).
Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o
comentário do ilustre professor Roberto Rosas, in Direito
Sumular, 12ª edição, Editora Malheiros, verbis:
‘O CC (1916) não se estende além do art. 85 (art. 112 do
CC-2002) no tocante à interpretação dos atos jurídicos. Nele
adota-se o princípio da manifestação da vontade acima do
sentido literal da linguagem. Menos regras temos em relação à
interpretação dos contratos. Mas podemos verificar que essa
interpretação está no plano dos fatos, principalmente como
deixa entrever Danz. Como observa Washington de Barros
Monteiro, para chegarmos à interpretação do contrato é
5
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RE 681.713 AGR / SP
7.713/88. 1. PREVISÃO NO CONTRATO SOCIAL DE
IMEDIATA
DISPONIBILIDADE
DO
LUCRO:
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO
DE RENDA SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. 2.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DAS CLÁUSULAS
CONTRATUAIS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI n.
807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe
de 18.03.11).
‘DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA NA FONTE SOBRE O LUCRO
LÍQUIDO – ARTIGO 35 DA LEI 7.713/88. NECESSIDADE DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO ATACADA. SÚMULA STF 283.
1.As razões do presente recurso não atacam todos os
fundamentos da decisão que negou seguimento ao agravo de
instrumento do ora agravante (Súmulas STF 279 e 454).
Incidência da Súmula STF 283.
2.Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI n.
671.178-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de
27.04.11).
Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o
comentário do ilustre professor Roberto Rosas, in Direito
Sumular, 12ª edição, Editora Malheiros, verbis:
‘O CC (1916) não se estende além do art. 85 (art. 112 do
CC-2002) no tocante à interpretação dos atos jurídicos. Nele
adota-se o princípio da manifestação da vontade acima do
sentido literal da linguagem. Menos regras temos em relação à
interpretação dos contratos. Mas podemos verificar que essa
interpretação está no plano dos fatos, principalmente como
deixa entrever Danz. Como observa Washington de Barros
Monteiro, para chegarmos à interpretação do contrato é
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 681.713 AGR / SP
necessário reconstruir o ato volitivo em que se exteriorizou o
negócio jurídico, pesquisando meticulosamente qual teria sido a
real vontade do agente e, assim, corrigindo sua manifestação,
verbal ou escrita, expressa erradamente (Curso, v. 5/38).
Portanto, os fatos voltariam a ser examinados no STF quando
da apreciação do recurso extraordinário. Teríamos o STF como
terceira instância, aliás entendida assim por João Mendes,
contraditado por José Rodrigues de Carvalho (Do Recurso
Extraordinário, Paraíba, 1920, p. 14; RTJ 109/814). ‘
Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao recurso extraordinário,
com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.”
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
6
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RE 681.713 AGR / SP
necessário reconstruir o ato volitivo em que se exteriorizou o
negócio jurídico, pesquisando meticulosamente qual teria sido a
real vontade do agente e, assim, corrigindo sua manifestação,
verbal ou escrita, expressa erradamente (Curso, v. 5/38).
Portanto, os fatos voltariam a ser examinados no STF quando
da apreciação do recurso extraordinário. Teríamos o STF como
terceira instância, aliás entendida assim por João Mendes,
contraditado por José Rodrigues de Carvalho (Do Recurso
Extraordinário, Paraíba, 1920, p. 14; RTJ 109/814). ‘
Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao recurso extraordinário,
com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.”
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
ADV.(A/S) : RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
ADV.(A/S) : RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-01T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
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Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA. SÓCIOS-COTISTAS. RETENÇÃO NA FONTE. ARTIGO 35 DA LEI N. 7.713/88. CONTRATO SOCIAL. IMEDIATA DISPONIBILIDADE DO LUCRO: CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A norma insculpida no artigo 35 da Lei n. 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição Federal, no que respeita à sujeição do sócio-cotista ao imposto de renda na fonte, quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do encerramento do período-base (RE n. 172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ de 13.10.95).
2. Deveras, concluir de forma diversa do acórdão impugnado – como deseja o recorrente – no sentido da ausência de previsão no contrato social de disponibilidade imediata do lucro líquido apurado aos sócios-cotistas, implicaria, necessariamente, o reexame das cláusulas contratuais engendrada nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. (Precedentes: AI n. 500.679-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 14.08.09; AI n. 563.948-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2 ª Turma, DJe de 08.10.10; AI n. 807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 18.03.11; AI n. 671.178-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de 27.04.11, entre outros).
3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “EMENTA: TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35 DA LEI Nº 7.713/88 – SÓCIOS-QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS – CLÁUSULA CONTRATUAL. 1. O Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do art. 35 da Lei nº 7.713/88, tão somente, quanto à expressão ‘acionistas’. 2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado no encerramento do período-base, haverá a incidência do tributo. É o caso dos autos.”
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
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sjur211959
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- Acórdãos citados: RE 172058 - Tribunal Pleno, AI 500679 AgR, AI 563948 AgR, AI 807699
AgR, AI 671178 AgR.
Número de páginas: 11.
Análise: 08/08/2012, AMS.
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LUIZ FUX
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Primeira Turma
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681713
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[
"LEG-FED LEI-007713 ANO-1988\r\n ART-00035 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
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acordaos
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RE 681713 AgR
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AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGTE.(S) : VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
ADV.(A/S)
:RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO
DE RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA. SÓCIOS-
COTISTAS. RETENÇÃO NA FONTE. ARTIGO 35 DA LEI N. 7.713/88.
CONTRATO SOCIAL. IMEDIATA DISPONIBILIDADE DO LUCRO:
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO.
REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA N. 454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
1. A norma insculpida no artigo 35 da Lei n. 7.713/88 mostra-se
harmônica com a Constituição Federal, no que respeita à sujeição do
sócio-cotista ao imposto de renda na fonte, quando o contrato social
prevê a disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do
lucro líquido apurado, na data do encerramento do período-base (Recurso Extraordinário n.
172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ de 13.10.95).
2. Deveras, concluir de forma diversa do acórdão impugnado – como
deseja o recorrente – no sentido da ausência de previsão no contrato
social de disponibilidade imediata do lucro líquido apurado aos sócios-
cotistas, implicaria, necessariamente, o reexame das cláusulas contratuais
engendrada nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do
Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. (Precedentes:
AI n. 500.679-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma,
DJe de 14.08.09; AI n. 563.948-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2
Turma, DJe de 08.10.10; AI n. 807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen
Lúcia, 1... Turma, DJe de 18.03.11; AI n. 671.178-AgR, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, 2... Turma, DJe de 27.04.11, entre outros).
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DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “EMENTA:
TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE SOBRE O
LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35 DA LEI n 7.713/88 – SÓCIOS-
QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS – CLÁUSULA
CONTRATUAL. 1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei n 7.713/88, tão somente, quanto à
expressão ‘acionistas’. 2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido
apurado no encerramento do período-base, haverá a incidência do tributo. É o
caso dos autos.”
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “EMENTA:
TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE SOBRE O
LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35 DA LEI n 7.713/88 – SÓCIOS-
QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS – CLÁUSULA
CONTRATUAL. 1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei n 7.713/88, tão somente, quanto à
expressão ‘acionistas’. 2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido
apurado no encerramento do período-base, haverá a incidência do tributo. É o
caso dos autos.”
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
ADV.(A/S)
:RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA
LTDA em face de decisão de minha lavra, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E PROVENTOS DE
QUALQUER NATUREZA. SÓCIOS-COTISTAS. RETENÇÃO
NA FONTE. ARTIGO 35 DA LEI N. 7.713/88. CONTRATO
SOCIAL.
IMEDIATA DISPONIBILIDADE DO LUCRO:
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO.
REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA N.
454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE
DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A norma insculpida no artigo 35 da Lei n. 7.713/88
mostra-se harmônica com a Constituição Federal, no que
respeita à sujeição do sócio-cotista ao imposto de renda na
fonte, quando o contrato social prevê a disponibilidade
econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido
apurado, na data do encerramento do período-base (Recurso Extraordinário n.
172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ de
13.10.95.
2. In casu, concluir de forma diversa do acórdão
impugnado – como deseja o recorrente – no sentido da ausência
de previsão no contrato social de disponibilidade imediata do
lucro líquido apurado aos sócios-cotistas, implicaria,
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
ADV.(A/S)
:RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA
LTDA em face de decisão de minha lavra, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E PROVENTOS DE
QUALQUER NATUREZA. SÓCIOS-COTISTAS. RETENÇÃO
NA FONTE. ARTIGO 35 DA LEI N. 7.713/88. CONTRATO
SOCIAL.
IMEDIATA DISPONIBILIDADE DO LUCRO:
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO.
REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA N.
454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE
DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A norma insculpida no artigo 35 da Lei n. 7.713/88
mostra-se harmônica com a Constituição Federal, no que
respeita à sujeição do sócio-cotista ao imposto de renda na
fonte, quando o contrato social prevê a disponibilidade
econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido
apurado, na data do encerramento do período-base (Recurso Extraordinário n.
172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, Plenário, DJ de
13.10.95.
2. In casu, concluir de forma diversa do acórdão
impugnado – como deseja o recorrente – no sentido da ausência
de previsão no contrato social de disponibilidade imediata do
lucro líquido apurado aos sócios-cotistas, implicaria,
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
necessariamente, o reexame das cláusulas contratuais
engendrada nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor
do Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal.
(Precedentes: AI n. 500.679-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe de 14.08.09; AI n. 563.948-AgR,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2 Turma, DJe de 08.10.10;
AI n. 807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen Lúcia, 1... Turma,
DJe de 18.03.11; AI n. 671.178-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2... Turma, DJe de 27.04.11, entre outros).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35
DA LEI n 7.713/88 – SÓCIOS-QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO
DE LUCROS – CLÁUSULA CONTRATUAL.
1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei n 7.713/88, tão somente,
quanto à expressão ‘acionistas’.
2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios,
do lucro líquido apurado no encerramento do período-base,
haverá a incidência do tributo. É o caso dos autos.’
4. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.”
Em suas razões de agravar, a agravante sustenta que “a violação ao
artigo 153, III, da Constituição Federal pode ser verificada mediante a simples
análise do acórdão proferido pelo E. Tribunal Regional Federal da Terceira
Região, não havendo qualquer necessidade de apreciação do contrato social da
empresa, afastando-se, assim, a aplicação da mencionada Súmula ao caso
vertente” (fl. 293).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o
consequente provimento do recurso extraordinário.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
necessariamente, o reexame das cláusulas contratuais
engendrada nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor
do Enunciado da Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal.
(Precedentes: AI n. 500.679-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe de 14.08.09; AI n. 563.948-AgR,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2 Turma, DJe de 08.10.10;
AI n. 807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen Lúcia, 1... Turma,
DJe de 18.03.11; AI n. 671.178-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2... Turma, DJe de 27.04.11, entre outros).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35
DA LEI n 7.713/88 – SÓCIOS-QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO
DE LUCROS – CLÁUSULA CONTRATUAL.
1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei n 7.713/88, tão somente,
quanto à expressão ‘acionistas’.
2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios,
do lucro líquido apurado no encerramento do período-base,
haverá a incidência do tributo. É o caso dos autos.’
4. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.”
Em suas razões de agravar, a agravante sustenta que “a violação ao
artigo 153, III, da Constituição Federal pode ser verificada mediante a simples
análise do acórdão proferido pelo E. Tribunal Regional Federal da Terceira
Região, não havendo qualquer necessidade de apreciação do contrato social da
empresa, afastando-se, assim, a aplicação da mencionada Súmula ao caso
vertente” (fl. 293).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o
consequente provimento do recurso extraordinário.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão à
agravante.
Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim
consignados:
Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo
VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA, com fulcro
no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal de 1988, em face de
v. acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 3...
Região, assim ementado:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35
DA LEI n 7.713/88 – SÓCIOS-QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO
DE LUCROS – CLÁUSULA CONTRATUAL.
1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei n 7.713/88, tão somente,
quanto à expressão ‘acionistas’.
2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios,
do lucro líquido apurado no encerramento do período-base,
haverá a incidência do tributo. É o caso dos autos.’
Opostos embargos de declaração, estes restaram rejeitados
(fls. 199/203).
Em suas razões recursais, o recorrente alega violação ao
artigo 153, III, da Constituição Federal, sustentando, em síntese,
que ‘a exigência do ILL sobre valores que dependem de
deliberação para que se tornem disponíveis economicamente
aos sócios-quotistas afronta diretamente a definição
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão à
agravante.
Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim
consignados:
Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo
VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA, com fulcro
no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal de 1988, em face de
v. acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 3...
Região, assim ementado:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – ARTIGO 35
DA LEI n 7.713/88 – SÓCIOS-QUOTITAS – DISTRIBUIÇÃO
DE LUCROS – CLÁUSULA CONTRATUAL.
1. O Supremo Tribunal Federal declarou a
inconstitucionalidade do art. 35 da Lei n 7.713/88, tão somente,
quanto à expressão ‘acionistas’.
2. No caso de sócio-quotista, se houver previsão de
disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios,
do lucro líquido apurado no encerramento do período-base,
haverá a incidência do tributo. É o caso dos autos.’
Opostos embargos de declaração, estes restaram rejeitados
(fls. 199/203).
Em suas razões recursais, o recorrente alega violação ao
artigo 153, III, da Constituição Federal, sustentando, em síntese,
que ‘a exigência do ILL sobre valores que dependem de
deliberação para que se tornem disponíveis economicamente
aos sócios-quotistas afronta diretamente a definição
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
constitucional do fato gerador do Imposto de Renda, prevista
no art. 153, III (…). Entretanto, não é o que ocorre no presente
caso, na medida em que a ausência de previsão expressa quanto
à distribuição automática do lucro no encerramento do período-
base já torna inconstitucional a tributação do ILL nos termos do
artigo 35 da Lei n. 7.713/88’. (fl. 228/229).
Foram apresentadas contrarrazões ao recurso
extraordinário (fls. 244/246).
É o relatório. DECIDO.
O recurso não merece prosperar.
O Tribunal a quo, ao analisar a presente controvérsia,
consignou, verbis:
‘(...) Entendeu o Supremo Tribunal Federal ser inconstitucional a retenção na fonte do
imposto de renda no que diz respeito ao acionista, vez que a
distribuição dos lucros não se dá automaticamente no final do
exercício financeiro, dependendo para tanto da manifestação da
assembléia geral.
No caso de sócio-quotista cumpre analisar se há no
contrato social disposição quanto a forma de distribuição de
rendimentos.
Na hipótese de previsão de disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado no
encerramento do período-base, haverá a incidência do tributo.
No presente caso, o contrato social dispõe acerca da
distribuição dos lucros nas fls. 40/41, nos termos abaixo
transcritos: (…)
Portanto, não pode eximir-se a autora do cumprimento
do art. 35 da Lei n 7.713/88, conforme se depreende da análise
da cláusula supra mencionada.’ (Grifei).
O Pleno do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do
Recurso Extraordinário n. 172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 13.10.95,
ao analisar a retenção na fonte do imposto de renda no que diz
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
constitucional do fato gerador do Imposto de Renda, prevista
no art. 153, III (…). Entretanto, não é o que ocorre no presente
caso, na medida em que a ausência de previsão expressa quanto
à distribuição automática do lucro no encerramento do período-
base já torna inconstitucional a tributação do ILL nos termos do
artigo 35 da Lei n. 7.713/88’. (fl. 228/229).
Foram apresentadas contrarrazões ao recurso
extraordinário (fls. 244/246).
É o relatório. DECIDO.
O recurso não merece prosperar.
O Tribunal a quo, ao analisar a presente controvérsia,
consignou, verbis:
‘(...) Entendeu o Supremo Tribunal Federal ser inconstitucional a retenção na fonte do
imposto de renda no que diz respeito ao acionista, vez que a
distribuição dos lucros não se dá automaticamente no final do
exercício financeiro, dependendo para tanto da manifestação da
assembléia geral.
No caso de sócio-quotista cumpre analisar se há no
contrato social disposição quanto a forma de distribuição de
rendimentos.
Na hipótese de previsão de disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado no
encerramento do período-base, haverá a incidência do tributo.
No presente caso, o contrato social dispõe acerca da
distribuição dos lucros nas fls. 40/41, nos termos abaixo
transcritos: (…)
Portanto, não pode eximir-se a autora do cumprimento
do art. 35 da Lei n 7.713/88, conforme se depreende da análise
da cláusula supra mencionada.’ (Grifei).
O Pleno do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do
Recurso Extraordinário n. 172.058, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 13.10.95,
ao analisar a retenção na fonte do imposto de renda no que diz
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
respeito ao sócio-cotista, fixou que ‘a norma insculpida no artigo
35 da Lei n 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição
Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do
encerramento do período-base’. In casu, concluir de forma diversa
do acórdão impugnado – como deseja o recorrente – no sentido
da ausência de previsão no contrato social de disponibilidade
imediata do lucro líquido apurado aos sócios-cotistas,
implicaria, necessariamente, o reexame das cláusulas
contratuais engendrada nos autos, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 454 do
Supremo Tribunal Federal. Á guisa de exemplo, cito os
seguintes julgados análogos ao presente:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA.
RETENÇÃO NA FONTE. SOCIEDADE POR QUOTA DE
RESPONSABILIDADE LIMITADA. ART. 35 DA LEI 7.713/88.
REEXAME DE MATÉRIA DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULAS
CONTRATUAIS.
IMPOSSIBILIDADE.
PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA.
RECURSO
PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO.
I - A jurisprudência da Corte é no sentido de que é
inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação
demanda o exame de matéria de fato e a interpretação de
cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
II - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido.
III - Recurso protelatório. Aplicação de multa.
IV - Agravo regimental improvido.’ (AI n. 500.679-AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de
14.08.09)
‘EMENTA:
CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER
NATUREZA. SÓCIOS-COTISTAS. RETENÇÃO NA FONTE.
3
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Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
respeito ao sócio-cotista, fixou que ‘a norma insculpida no artigo
35 da Lei n 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição
Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do
encerramento do período-base’. In casu, concluir de forma diversa
do acórdão impugnado – como deseja o recorrente – no sentido
da ausência de previsão no contrato social de disponibilidade
imediata do lucro líquido apurado aos sócios-cotistas,
implicaria, necessariamente, o reexame das cláusulas
contratuais engendrada nos autos, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 454 do
Supremo Tribunal Federal. Á guisa de exemplo, cito os
seguintes julgados análogos ao presente:
‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA.
RETENÇÃO NA FONTE. SOCIEDADE POR QUOTA DE
RESPONSABILIDADE LIMITADA. ART. 35 DA LEI 7.713/88.
REEXAME DE MATÉRIA DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULAS
CONTRATUAIS.
IMPOSSIBILIDADE.
PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA.
RECURSO
PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO.
I - A jurisprudência da Corte é no sentido de que é
inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação
demanda o exame de matéria de fato e a interpretação de
cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
II - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido.
III - Recurso protelatório. Aplicação de multa.
IV - Agravo regimental improvido.’ (AI n. 500.679-AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de
14.08.09)
‘EMENTA:
CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER
NATUREZA. SÓCIOS-COTISTAS. RETENÇÃO NA FONTE.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
CARACTERIZAÇÃO
DO
FATO
GERADOR.
DISPONIBILIDADE JURÍDICA OU ECONÔMICA DA
RENDA.
ART.
35
DA
LEI
7.713/1988.
INCONSTITUCIONALIDADE
CONDICIONAL.
NECESSIDADE DE SE AFERIR SE HÁ A EFETIVA
DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS.
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal AO
CASO. PECULIARIDADE.
1. Conforme decidiu esta Corte, ‘a norma insculpida no
artigo 35 da Lei n 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição
Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do
encerramento do período-base’ (Recurso Extraordinário 172.058, rel. min. Marco
Aurélio, Pleno, DJ de 13.10.1995).
2. Valoração, caracterização e classificação de dados
constantes nos autos, que não importem a necessidade de
reabertura da fase instrutória, não se confundem com reexame
de fatos e provas, vedado no julgamento de recurso
extraordinário.
Contudo, no caso em exame, as clausulas contratuais
invocadas pela União prevêem a possibilidade de os resultados
sociais serem destinados à conta especial, para futura
amortização ou destinação. Condicionada a distribuição à
deliberação dos sócios, competia à interessada alegar e provar
que, no caso concreto, houve a efetiva distribuição dos
resultados. Para que fosse possível concluir neste sentido, seria
necessário rever fatos e provas.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.’ (AI n.
563.948-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2 Turma,
DJe de 08.10.10).
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SOCIEDADES POR COTAS
DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. ART. 35 DA LEI N.
4
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CARACTERIZAÇÃO
DO
FATO
GERADOR.
DISPONIBILIDADE JURÍDICA OU ECONÔMICA DA
RENDA.
ART.
35
DA
LEI
7.713/1988.
INCONSTITUCIONALIDADE
CONDICIONAL.
NECESSIDADE DE SE AFERIR SE HÁ A EFETIVA
DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS.
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal AO
CASO. PECULIARIDADE.
1. Conforme decidiu esta Corte, ‘a norma insculpida no
artigo 35 da Lei n 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição
Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou
jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do
encerramento do período-base’ (Recurso Extraordinário 172.058, rel. min. Marco
Aurélio, Pleno, DJ de 13.10.1995).
2. Valoração, caracterização e classificação de dados
constantes nos autos, que não importem a necessidade de
reabertura da fase instrutória, não se confundem com reexame
de fatos e provas, vedado no julgamento de recurso
extraordinário.
Contudo, no caso em exame, as clausulas contratuais
invocadas pela União prevêem a possibilidade de os resultados
sociais serem destinados à conta especial, para futura
amortização ou destinação. Condicionada a distribuição à
deliberação dos sócios, competia à interessada alegar e provar
que, no caso concreto, houve a efetiva distribuição dos
resultados. Para que fosse possível concluir neste sentido, seria
necessário rever fatos e provas.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.’ (AI n.
563.948-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2 Turma,
DJe de 08.10.10).
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. SOCIEDADES POR COTAS
DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. ART. 35 DA LEI N.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
7.713/88. 1. PREVISÃO NO CONTRATO SOCIAL DE
IMEDIATA
DISPONIBILIDADE
DO
LUCRO:
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO
DE RENDA SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. 2.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DAS CLÁUSULAS
CONTRATUAIS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI n.
807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe
de 18.03.11).
‘DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA NA FONTE SOBRE O LUCRO
LÍQUIDO – ARTIGO 35 DA LEI 7.713/88. NECESSIDADE DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO ATACADA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 283.
1.As razões do presente recurso não atacam todos os
fundamentos da decisão que negou seguimento ao agravo de
instrumento do ora agravante (Súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 454).
Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 283.
2.Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI n.
671.178-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJe de
27.04.11).
Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o
comentário do ilustre professor Roberto Rosas, in Direito
Sumular, 12... edição, Editora Malheiros, verbis:
‘O Código Civil Brasileiro (1916) não se estende além do art. 85 (art. 112 do
Código Civil Brasileiro-2002) no tocante à interpretação dos atos jurídicos. Nele
adota-se o princípio da manifestação da vontade acima do
sentido literal da linguagem. Menos regras temos em relação à
interpretação dos contratos. Mas podemos verificar que essa
interpretação está no plano dos fatos, principalmente como
deixa entrever Danz. Como observa Washington de Barros
Monteiro, para chegarmos à interpretação do contrato é
5
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7.713/88. 1. PREVISÃO NO CONTRATO SOCIAL DE
IMEDIATA
DISPONIBILIDADE
DO
LUCRO:
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IMPOSTO
DE RENDA SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. 2.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DAS CLÁUSULAS
CONTRATUAIS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI n.
807.699-AgR, Relator a Ministra Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe
de 18.03.11).
‘DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA NA FONTE SOBRE O LUCRO
LÍQUIDO – ARTIGO 35 DA LEI 7.713/88. NECESSIDADE DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO ATACADA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 283.
1.As razões do presente recurso não atacam todos os
fundamentos da decisão que negou seguimento ao agravo de
instrumento do ora agravante (Súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 454).
Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 283.
2.Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI n.
671.178-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJe de
27.04.11).
Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o
comentário do ilustre professor Roberto Rosas, in Direito
Sumular, 12... edição, Editora Malheiros, verbis:
‘O Código Civil Brasileiro (1916) não se estende além do art. 85 (art. 112 do
Código Civil Brasileiro-2002) no tocante à interpretação dos atos jurídicos. Nele
adota-se o princípio da manifestação da vontade acima do
sentido literal da linguagem. Menos regras temos em relação à
interpretação dos contratos. Mas podemos verificar que essa
interpretação está no plano dos fatos, principalmente como
deixa entrever Danz. Como observa Washington de Barros
Monteiro, para chegarmos à interpretação do contrato é
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
necessário reconstruir o ato volitivo em que se exteriorizou o
negócio jurídico, pesquisando meticulosamente qual teria sido a
real vontade do agente e, assim, corrigindo sua manifestação,
verbal ou escrita, expressa erradamente (Curso, v. 5/38).
Portanto, os fatos voltariam a ser examinados no Supremo Tribunal Federal quando
da apreciação do recurso extraordinário. Teríamos o Supremo Tribunal Federal como
terceira instância, aliás entendida assim por João Mendes,
contraditado por José Rodrigues de Carvalho (Do Recurso
Extraordinário, Paraíba, 1920, p. 14; RTJ 109/814). ‘
Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao recurso extraordinário,
com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF.”
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 681.713 AGR / SP
necessário reconstruir o ato volitivo em que se exteriorizou o
negócio jurídico, pesquisando meticulosamente qual teria sido a
real vontade do agente e, assim, corrigindo sua manifestação,
verbal ou escrita, expressa erradamente (Curso, v. 5/38).
Portanto, os fatos voltariam a ser examinados no Supremo Tribunal Federal quando
da apreciação do recurso extraordinário. Teríamos o Supremo Tribunal Federal como
terceira instância, aliás entendida assim por João Mendes,
contraditado por José Rodrigues de Carvalho (Do Recurso
Extraordinário, Paraíba, 1920, p. 14; RTJ 109/814). ‘
Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao recurso extraordinário,
com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF.”
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
ADV.(A/S) : RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681.713
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA
ADV.(A/S) : RICARDO LACAZ MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681 . 713",
"SÚMULA N . 454 DO SUPREMO",
"Recurso Extraordinário n . 172 . 058",
"Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 500 . 679 - AgR",
"AI n . 563 . 948 - AgR",
"AI n . 807 . 699 - AgR",
"AI n . 671 . 178 - AgR",
"Recurso Extraordinário 681 . 713",
"Recurso Extraordinário 681 . 713 AGR",
"SÚMULA N . 454 DO SUPREMO",
"Recurso Extraordinário n . 172 . 058",
"SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário n . 172 . 058",
"Recurso Extraordinário 681 . 713 AGR / SP",
"Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 500 . 679 - AgR",
"AI n . 563 . 948 - AgR",
"AI n . 807 . 699 - AgR",
"AI n . 671 . 178 - AgR",
"Recurso Extraordinário 681 . 713 AGR / SP",
"Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 500 . 679 - AgR",
"AI n . 563 . 948 - AgR",
"AI n . 807 . 699 - AgR",
"AI n . 671 . 178 - AgR",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário n . 172 . 058",
"Recurso Extraordinário 681 . 713",
"Recurso Extraordinário n . 172 . 058",
"Recurso Extraordinário 681 . 713 AGR",
"Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279",
"AI n . 500 . 679 - AgR",
"Recurso Extraordinário 681 . 713 AGR / SP",
"Enunciado da Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279",
"AI n . 500 . 679 - AgR",
"Recurso Extraordinário 681 . 713 AGR",
"Recurso Extraordinário 172 . 058",
"AI n . 563 . 948 - AgR",
"Recurso Extraordinário 681 . 713",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 172 . 058",
"AI n . 563 . 948 - AgR",
"Recurso Extraordinário 681 . 713 AGR",
"/",
"SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n . 807 . 699 - AgR",
"Súmulas",
"Súmula",
"AI n . 671 . 178 - AgR",
"Recurso Extraordinário 681 . 713 AGR",
"SP 7 .",
"SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n . 807 . 699 - AgR",
"Súmulas",
"AI n . 671 . 178 - AgR",
"Recurso Extraordinário 681 . 713 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 681 . 713 AGR",
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 681 . 713"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 35 DA LEI N . 7 . 713 / 88",
"artigo 35 da Lei",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 35 DA LEI n 7 . 713 / 88",
"art . 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 35 DA LEI n 7 . 713 / 88",
"art . 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 35 DA LEI N . 7 . 713 / 88",
"artigo 35 da Lei n . 7 . 713 / 88",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 35 DA LEI N . 7 . 713 / 88",
"artigo 35 da Lei n . 7 . 713 / 88",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 35 DA LEI n 7 . 713 / 88",
"art . 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"artigo 153 , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 35 DA LEI n 7 . 713 / 88",
"art . 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"artigo 153 , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal de 1988",
"ARTIGO 35 DA LEI n 7 . 713 / 88",
"art . 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"artigo 153 , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal de 1988",
"ARTIGO 35 DA LEI n 7 . 713 / 88",
"art . 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"artigo 153 , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 35 da Lei n . 7 . 713 / 88",
"art . 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 35 da Lei n . 7 . 713 / 88",
"art . 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 35 da Lei n",
"Constituição Federal",
"ART . 35 DA LEI 7 . 713 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"Constituição Federal",
"ART . 35 DA LEI 7 . 713 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 35 DA LEI 7 . 713 / 1988",
"artigo 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"Constituição Federal",
"ART . 35 DA LEI",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 35 DA LEI 7 . 713 / 1988",
"artigo 35 da Lei n 7 . 713 / 88",
"Constituição Federal",
"ART . 35 DA LEI N . 4",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 35 DA LEI 7",
"Código Civil Brasileiro",
"1916",
"art . 112 do Código Civil Brasileiro - 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 35 DA LEI 7 . 713 / 88",
"Código Civil Brasileiro",
"1916",
"art . 112 do Código Civil Brasileiro - 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Paraíba",
"Paraíba",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA",
"UNIÃO",
"Plenário",
"1",
"2",
"1",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA",
"UNIÃO",
"VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA",
"UNIÃO",
"VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"1",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da Terceira Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"2 Turma",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da Terceira Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"União",
"2 Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Pleno",
"União",
"2 Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Editora Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Editora Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"VALVUGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"RICARDO LACAZ MARTINS",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"RICARDO LACAZ MARTINS",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"RICARDO LACAZ MARTINS",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"Joaquim Barbosa",
"Marco Aurélio",
"Joaquim Barbosa",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Roberto Rosas",
"Danz",
"Washington de Barros Monteiro",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Roberto Rosas",
"Washington de Barros Monteiro",
"LUIZ FUX",
"João Mendes",
"José Rodrigues de Carvalho",
"João Mendes",
"José Rodrigues de Carvalho",
"LUIZ FUX",
"RICARDO LACAZ MARTINS",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"RICARDO LACAZ MARTINS",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"13",
".",
"14",
".",
"08",
".",
"09",
"08",
".",
"10",
".",
"10",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"27",
".",
"04",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"13",
".",
"10",
".",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"13",
".",
"10",
".",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"09",
"08",
".",
"10",
".",
"10",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"27",
".",
"04",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"09",
"08",
".",
"10",
".",
"10",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"27",
".",
"04",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"10",
".",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"10",
".",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"10",
".",
"1995",
"08",
".",
"10",
".",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"10",
".",
"1995",
"08",
".",
"10",
".",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"27",
".",
"04",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"27",
".",
"04",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E
PECUÁRIA DO BRASIL - CNA
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2.
Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Precedente: AI-
QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Contribuição
sindical rural. Multa do art. 600 da CLT. Matéria infraconstitucional. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, receber
os embargos de declaração como agravo regimental e, a este, negar
provimento, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592190.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E
PECUÁRIA DO BRASIL - CNA
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos em face de decisão proferida em sede de
recurso extraordinário com agravo que negou seguimento ao recurso, ao
fundamento de que a matéria tratada nos autos reveste-se de índole
infraconstitucional.
Nos presentes embargos, sustenta-se violação ao princípio da
isonomia. Argumenta-se omissão na decisão impugnada quanto à
violação do art. 150, II, da CF/88 .
Alega-se ainda que “O mote do Recurso Extraordinário é a ausência de
fundamentação da decisão proferida pelo TST que, ao negar provimento ao Apelo
da Agravante, não o fez de acordo com os ditames constitucionais”.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592191.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E
PECUÁRIA DO BRASIL - CNA
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos em face de decisão proferida em sede de
recurso extraordinário com agravo que negou seguimento ao recurso, ao
fundamento de que a matéria tratada nos autos reveste-se de índole
infraconstitucional.
Nos presentes embargos, sustenta-se violação ao princípio da
isonomia. Argumenta-se omissão na decisão impugnada quanto à
violação do art. 150, II, da CF/88 .
Alega-se ainda que “O mote do Recurso Extraordinário é a ausência de
fundamentação da decisão proferida pelo TST que, ao negar provimento ao Apelo
da Agravante, não o fez de acordo com os ditames constitucionais”.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592191.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da
decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A
agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria.
Na espécie, o cerne da controvérsia dos autos cinge-se a verificar se
houve violação ao artigo 150, inciso II, da CF/88. Discute-se a vigência ou
não do artigo 600 da CLT para a aplicação das penalidades aos
inadimplentes de Contribuição Sindical e sua indicada revogação pela Lei
8.022/91.
Preliminarmente, quanto à suposta ausência de fundamentação, esta
Corte já pacificou a matéria, por meio do julgamento do AI-RG 791.292,
de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe 13.8.2010, em que fixou
entendimento segundo o qual não viola o art. 93, IX, da Constituição a
decisão judicial, ainda que sucinta, que apresenta as razões para o
convencimento do julgador.
No tocante ao mérito, conforme já consignado na decisão atacada, a
discussão dos autos foi dirimida à luz da legislação infraconstitucional
aplicável (CLT, Lei 8.022/90, Lei 11.618/2008 e Decreto-Lei 1.166/71). Desse
modo, eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de
maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão
monocrática, confira-se o ARE-ED 673.745, rel. Min. Cármen Lúcia,
Primeira Turma, DJe 11.6.2012, cuja ementa transcrevo:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592192.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da
decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A
agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria.
Na espécie, o cerne da controvérsia dos autos cinge-se a verificar se
houve violação ao artigo 150, inciso II, da CF/88. Discute-se a vigência ou
não do artigo 600 da CLT para a aplicação das penalidades aos
inadimplentes de Contribuição Sindical e sua indicada revogação pela Lei
8.022/91.
Preliminarmente, quanto à suposta ausência de fundamentação, esta
Corte já pacificou a matéria, por meio do julgamento do AI-RG 791.292,
de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe 13.8.2010, em que fixou
entendimento segundo o qual não viola o art. 93, IX, da Constituição a
decisão judicial, ainda que sucinta, que apresenta as razões para o
convencimento do julgador.
No tocante ao mérito, conforme já consignado na decisão atacada, a
discussão dos autos foi dirimida à luz da legislação infraconstitucional
aplicável (CLT, Lei 8.022/90, Lei 11.618/2008 e Decreto-Lei 1.166/71). Desse
modo, eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de
maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão
monocrática, confira-se o ARE-ED 673.745, rel. Min. Cármen Lúcia,
Primeira Turma, DJe 11.6.2012, cuja ementa transcrevo:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592192.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 697.569 ED / DF
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONTRIBUIÇÃO
SINDICAL RURAL. MULTA DO ART. 600 DA
CONSOLIDAÇÃO
DAS
LEIS
DO
TRABALHO.
NECESSIDADE
DE
EXAME
DE
NORMA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592192.
Supremo Tribunal Federal
ARE 697.569 ED / DF
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONTRIBUIÇÃO
SINDICAL RURAL. MULTA DO ART. 600 DA
CONSOLIDAÇÃO
DAS
LEIS
DO
TRABALHO.
NECESSIDADE
DE
EXAME
DE
NORMA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO
BRASIL - CNA
ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO
BRASIL - CNA
ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2634663
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-27T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Contribuição sindical rural. Multa do art. 600 da CLT. Matéria infraconstitucional. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur213629
|
- Acórdão citado: AI 791292 QO-RG, ARE 673745 ED.
Número de páginas: 5.
Análise: 31/08/2012, AMS.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
697569
|
[
"LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\r\n ART-00600 \r\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-008022 ANO-1990\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-011618 ANO-2008\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-001166 ANO-1971\r\n DECRETO-LEI"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 697569 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL - CNA
ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E
PECUÁRIA DO BRASIL - CNA
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2.
Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Precedente: AI-
QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Contribuição
sindical rural. Multa do art. 600 da Consolidação das Leis do Trabalho. Matéria infraconstitucional. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, receber
os embargos de declaração como agravo regimental e, a este, negar
provimento, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E
PECUÁRIA DO BRASIL - CNA
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos em face de decisão proferida em sede de
recurso extraordinário com agravo que negou seguimento ao recurso, ao
fundamento de que a matéria tratada nos autos reveste-se de índole
infraconstitucional.
Nos presentes embargos, sustenta-se violação ao princípio da
isonomia. Argumenta-se omissão na decisão impugnada quanto à
violação do art. 150, II, da Constituição Federal de 1988/88 .
Alega-se ainda que “O mote do Recurso Extraordinário é a ausência de
fundamentação da decisão proferida pelo Tribunal Superior do Trabalho que, ao negar provimento ao Apelo
da Agravante, não o fez de acordo com os ditames constitucionais”.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E
PECUÁRIA DO BRASIL - CNA
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos em face de decisão proferida em sede de
recurso extraordinário com agravo que negou seguimento ao recurso, ao
fundamento de que a matéria tratada nos autos reveste-se de índole
infraconstitucional.
Nos presentes embargos, sustenta-se violação ao princípio da
isonomia. Argumenta-se omissão na decisão impugnada quanto à
violação do art. 150, II, da Constituição Federal de 1988/88 .
Alega-se ainda que “O mote do Recurso Extraordinário é a ausência de
fundamentação da decisão proferida pelo Tribunal Superior do Trabalho que, ao negar provimento ao Apelo
da Agravante, não o fez de acordo com os ditames constitucionais”.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da
decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A
agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria.
Na espécie, o cerne da controvérsia dos autos cinge-se a verificar se
houve violação ao artigo 150, inciso II, da Constituição Federal de 1988/88. Discute-se a vigência ou
não do artigo 600 da Consolidação das Leis do Trabalho para a aplicação das penalidades aos
inadimplentes de Contribuição Sindical e sua indicada revogação pela Lei
8.022/91.
Preliminarmente, quanto à suposta ausência de fundamentação, esta
Corte já pacificou a matéria, por meio do julgamento do AI-RG 791.292,
de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe 13.8.2010, em que fixou
entendimento segundo o qual não viola o art. 93, IX, da Constituição a
decisão judicial, ainda que sucinta, que apresenta as razões para o
convencimento do julgador.
No tocante ao mérito, conforme já consignado na decisão atacada, a
discussão dos autos foi dirimida à luz da legislação infraconstitucional
aplicável (Consolidação das Leis do Trabalho, Lei 8.022/90, Lei 11.618/2008 e Decreto-Lei 1.166/71). Desse
modo, eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de
maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão
monocrática, confira-se o ARE-ED 673.745, rel. Min. Cármen Lúcia,
Primeira Turma, DJe 11.6.2012, cuja ementa transcrevo:
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da
decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A
agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria.
Na espécie, o cerne da controvérsia dos autos cinge-se a verificar se
houve violação ao artigo 150, inciso II, da Constituição Federal de 1988/88. Discute-se a vigência ou
não do artigo 600 da Consolidação das Leis do Trabalho para a aplicação das penalidades aos
inadimplentes de Contribuição Sindical e sua indicada revogação pela Lei
8.022/91.
Preliminarmente, quanto à suposta ausência de fundamentação, esta
Corte já pacificou a matéria, por meio do julgamento do AI-RG 791.292,
de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe 13.8.2010, em que fixou
entendimento segundo o qual não viola o art. 93, IX, da Constituição a
decisão judicial, ainda que sucinta, que apresenta as razões para o
convencimento do julgador.
No tocante ao mérito, conforme já consignado na decisão atacada, a
discussão dos autos foi dirimida à luz da legislação infraconstitucional
aplicável (Consolidação das Leis do Trabalho, Lei 8.022/90, Lei 11.618/2008 e Decreto-Lei 1.166/71). Desse
modo, eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de
maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão
monocrática, confira-se o ARE-ED 673.745, rel. Min. Cármen Lúcia,
Primeira Turma, DJe 11.6.2012, cuja ementa transcrevo:
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 697.569 ED / DF
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONTRIBUIÇÃO
SINDICAL RURAL. MULTA DO ART. 600 DA
CONSOLIDAÇÃO
DAS
LEIS
DO
TRABALHO.
NECESSIDADE
DE
EXAME
DE
NORMA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 697.569 ED / DF
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONTRIBUIÇÃO
SINDICAL RURAL. MULTA DO ART. 600 DA
CONSOLIDAÇÃO
DAS
LEIS
DO
TRABALHO.
NECESSIDADE
DE
EXAME
DE
NORMA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO”.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO
BRASIL - CNA
ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.569
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO
BRASIL - CNA
ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MANOEL JOSE DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de
declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622997
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697 . 569",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 .",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697 . 569",
"AI",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE",
"-",
"ED 673 . 745",
"AI",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE",
"-",
"ED 673 . 745",
"ARE 697 . 569 ED / DF",
"ARE 697 . 569 ED / DF"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 600 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 150 , II , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 150 , II , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 150 , inciso II , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigo 600 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei 8 . 022 / 91",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei 8 . 022 / 90",
"Lei 11 . 618 / 2008",
"Decreto",
"-",
"Lei 1 . 166 / 71",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 150 , inciso II , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigo 600 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei 8 . 022 / 91",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei 8 . 022 / 90",
"Lei 11 . 618 / 2008",
"Decreto",
"-",
"Lei 1 . 166 / 71",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 600 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 600 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL",
"CNA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL",
"CNA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL",
"CNA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL",
"CNA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL",
"CNA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO",
"MANOEL JOSE DA SILVA",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO",
"MANOEL JOSE DA SILVA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO",
"MANOEL JOSE DA SILVA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO",
"MANOEL JOSE DA SILVA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"GILMAR MENDES",
"LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO",
"MANOEL JOSE DA SILVA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"11",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"11",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 182681 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA
COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA
EMENTA: COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração
contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido ao STJ,
indeferiu liminar. Agravo regimental. Desistência do habeas corpus no
STJ. Habeas corpus prejudicado, bem como o agravo regimental. A
desistência do habeas corpus cujo indeferimento de liminar foi impugnado
prejudica o pedido formulado perante o Supremo.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
julgar prejudicado o pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e JOAQUIM
BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614064.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 182681 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA
COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra decisão do Min. AYRES BRITTO, que negou
seguimento ao habeas corpus nos termos da Súmula nº 691.
Alegam os agravantes que a decisão contraria jurisprudência da
Corte, que prevê a superação da súmula na hipótese de flagrante
ilegalidade, o que sustentam ser o caso. Reiteram os argumentos
aduzidos na inicial.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do
agravo regimental.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614065.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 182681 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA
COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra decisão do Min. AYRES BRITTO, que negou
seguimento ao habeas corpus nos termos da Súmula nº 691.
Alegam os agravantes que a decisão contraria jurisprudência da
Corte, que prevê a superação da súmula na hipótese de flagrante
ilegalidade, o que sustentam ser o caso. Reiteram os argumentos
aduzidos na inicial.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do
agravo regimental.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614065.
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Prejudicado o
agravo.
É que o habeas corpus original impugnava decisão liminar proferida
no HC nº 182.681 pelo Superior Tribunal de Justiça. E, em consulta no
sítio daquela Corte na internet, verifico que os impetrantes desistiram da
ordem lá requerida, resultando na perda de objeto do habeas corpus e,
consequentemente, do presente agravo regimental.
2. Ante ao exposto, julgo prejudicado o agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614066.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Prejudicado o
agravo.
É que o habeas corpus original impugnava decisão liminar proferida
no HC nº 182.681 pelo Superior Tribunal de Justiça. E, em consulta no
sítio daquela Corte na internet, verifico que os impetrantes desistiram da
ordem lá requerida, resultando na perda de objeto do habeas corpus e,
consequentemente, do presente agravo regimental.
2. Ante ao exposto, julgo prejudicado o agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614066.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 182681 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE
ITAPECERICA DA SERRA
Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicado o
pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente,
os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma,
14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622906
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 182681 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE
ITAPECERICA DA SERRA
Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicado o
pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente,
os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma,
14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622906
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2634699
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-27T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, julgou prejudicado o pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
|
Ementa: COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido ao STJ, indeferiu liminar. Agravo regimental. Desistência do habeas corpus no STJ. Habeas corpus prejudicado, bem como o agravo regimental. A desistência do habeas corpus cujo indeferimento de liminar foi impugnado prejudica o pedido formulado perante o Supremo.
|
sjur213589
|
Número de páginas: 4.
Análise: 31/08/2012, MJC.
|
CEZAR PELUSO
|
Segunda Turma
|
105633
| null |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 105633 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 182681 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 182681 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA 2... VARA CRIMINAL DA
COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA
EMENTA: COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração
contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido ao Superior Tribunal de Justiça,
indeferiu liminar. Agravo regimental. Desistência do habeas corpus no
Superior Tribunal de Justiça. Habeas corpus prejudicado, bem como o agravo regimental. A
desistência do habeas corpus cujo indeferimento de liminar foi impugnado
prejudica o pedido formulado perante o Supremo.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
julgar prejudicado o pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e JOAQUIM
BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 182681 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA 2... VARA CRIMINAL DA
COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra decisão do Min. AYRES BRITTO, que negou
seguimento ao habeas corpus nos termos da Súmula n 691.
Alegam os agravantes que a decisão contraria jurisprudência da
Corte, que prevê a superação da súmula na hipótese de flagrante
ilegalidade, o que sustentam ser o caso. Reiteram os argumentos
aduzidos na inicial.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do
agravo regimental.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 182681 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:JUIZ DE DIREITO DA 2... VARA CRIMINAL DA
COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra decisão do Min. AYRES BRITTO, que negou
seguimento ao habeas corpus nos termos da Súmula n 691.
Alegam os agravantes que a decisão contraria jurisprudência da
Corte, que prevê a superação da súmula na hipótese de flagrante
ilegalidade, o que sustentam ser o caso. Reiteram os argumentos
aduzidos na inicial.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do
agravo regimental.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Prejudicado o
agravo.
É que o habeas corpus original impugnava decisão liminar proferida
no HC n 182.681 pelo Superior Tribunal de Justiça. E, em consulta no
sítio daquela Corte na internet, verifico que os impetrantes desistiram da
ordem lá requerida, resultando na perda de objeto do habeas corpus e,
consequentemente, do presente agravo regimental.
2. Ante ao exposto, julgo prejudicado o agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614066.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Prejudicado o
agravo.
É que o habeas corpus original impugnava decisão liminar proferida
no HC n 182.681 pelo Superior Tribunal de Justiça. E, em consulta no
sítio daquela Corte na internet, verifico que os impetrantes desistiram da
ordem lá requerida, resultando na perda de objeto do habeas corpus e,
consequentemente, do presente agravo regimental.
2. Ante ao exposto, julgo prejudicado o agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614066.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 182681 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 2... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE
ITAPECERICA DA SERRA
Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicado o
pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente,
os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma,
14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622906
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 105.633
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CLEIDE CAMILO TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 182681 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 2... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE
ITAPECERICA DA SERRA
Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicado o
pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente,
os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma,
14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622906
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 105 . 633",
"HC n 182681 DO",
"HABEAS CORPUS 105 . 633",
"HC n 182681 DO SUPERIOR",
"Súmula n 691",
"HABEAS CORPUS 105 . 633",
"HC n 182681 DO",
"HABEAS CORPUS 105 . 633",
"HC n 182 . 681",
"HABEAS CORPUS 105 . 633",
"HC n 182 . 681",
"HABEAS CORPUS 105 . 633",
"HC n 182681 DO SUPERIOR",
"HC n 182681 DO SUPERIOR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"2",
".",
"VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"2",
".",
"VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"VARA CRIMINAL DA COMARCA",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ITAPECERICA DA SERRA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CEZAR PELUSO",
"JOÃO DE OLIVEIRA",
"CLEIDE CAMILO TEIXEIRA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"ORTÊNCIO JOÃO DE OLIVEIRA",
"CLEIDE CAMILO TEIXEIRA",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"CLEIDE CAMILO TEIXEIRA",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CLEIDE CAMILO TEIXEIRA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"CEZAR PELUSO",
"CLEIDE CAMILO TEIXEIRA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
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"08",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
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"2012",
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"08",
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"/",
"08",
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"2012",
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"08",
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"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
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"08",
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"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S)
:JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALFREDO
PORTINARI
GREGGIO
LUCENTE
MARANGA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E
OUTRO(A/S)
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Recurso que não
impugna todos os fundamentos da decisão recorrida. 3. Incidência da
Súmula 287. 4. Não exaurimento de instâncias ordinárias. 5. Óbice da
Súmula 281. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592224.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S)
:JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALFREDO
PORTINARI
GREGGIO
LUCENTE
MARANGA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão proferida pelo Min. Cezar Peluso, que
negou seguimento a recurso extraordinário interposto pela Universidade
de São Paulo em face de acórdão proferido pela 1 ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho assim ementado:
RECURSO DE REVISTA – INCOMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA DO TRABALHO – INDICAÇÃO GENÉRICA DE
VIOLAÇÃO A PRECEITO DE LEI E DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
Estando ausente da razões recursais a indicação expressa,
com a devida fundamentação, de dispositivos de lei e da
Constituição Federal que se entende violados, resulta imprópria
a acolhida do recurso, nos moldes da Súmula nº 221, inciso I, do
Tribunal Superior do Trabalho.
VÍNCULO DE NATUREZA ADMINISTRATIVA –
PREQUESTIONAMENTO – SÚMULA 297. Recurso que não
merece ser conhecido, porquanto a matéria nele veiculada não
foi objeto de apreciação pelo juízo regional, atraindo a
incidência da Súmula nº 297 do Tribunal Superior do Trabalho.
Recurso de Revista não conhecido.
O então Relator negou seguimento ao recurso extraordinário por
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592225.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S)
:JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALFREDO
PORTINARI
GREGGIO
LUCENTE
MARANGA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão proferida pelo Min. Cezar Peluso, que
negou seguimento a recurso extraordinário interposto pela Universidade
de São Paulo em face de acórdão proferido pela 1 ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho assim ementado:
RECURSO DE REVISTA – INCOMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA DO TRABALHO – INDICAÇÃO GENÉRICA DE
VIOLAÇÃO A PRECEITO DE LEI E DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
Estando ausente da razões recursais a indicação expressa,
com a devida fundamentação, de dispositivos de lei e da
Constituição Federal que se entende violados, resulta imprópria
a acolhida do recurso, nos moldes da Súmula nº 221, inciso I, do
Tribunal Superior do Trabalho.
VÍNCULO DE NATUREZA ADMINISTRATIVA –
PREQUESTIONAMENTO – SÚMULA 297. Recurso que não
merece ser conhecido, porquanto a matéria nele veiculada não
foi objeto de apreciação pelo juízo regional, atraindo a
incidência da Súmula nº 297 do Tribunal Superior do Trabalho.
Recurso de Revista não conhecido.
O então Relator negou seguimento ao recurso extraordinário por
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592225.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
RE 571.355 AGR / SP
entender que o requisito do prequestionamento não foi devidamente
atendido, bem como aplicou ao caso a Súmula 281, uma vez que não
teriam sido exauridas as instâncias ordinárias.
Irresignada, a Universidade de São Paulo interpôs o presente agravo
regimental, no qual sustenta que se encontra prequestionada a matéria no
momento em que toda apreciação da demanda houve latente discussão quanto à
incompetência da Justiça do Trabalho (fl. 208).
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592225.
Supremo Tribunal Federal
RE 571.355 AGR / SP
entender que o requisito do prequestionamento não foi devidamente
atendido, bem como aplicou ao caso a Súmula 281, uma vez que não
teriam sido exauridas as instâncias ordinárias.
Irresignada, a Universidade de São Paulo interpôs o presente agravo
regimental, no qual sustenta que se encontra prequestionada a matéria no
momento em que toda apreciação da demanda houve latente discussão quanto à
incompetência da Justiça do Trabalho (fl. 208).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A irresignação
não merece prosperar. Na hipótese, as razões do agravo regimental não
são suficientes para desconstituir a decisão impugnada. É que, tendo a
decisão recorrida negado seguimento ao recurso extraordinário por dois
fundamentos autônomos e suficientes, o agravante se limitou a impugnar
apenas a questão relativa ao prequestionamento, de modo que subsiste,
ainda, o relativo ao não-exaurimento das instâncias ordinárias.
Posto isso, aplico ao caso a Súmula 287.
Além disso, como bem assinalado na decisão recorrida, a ora
agravante não exauriu as instâncias ordinárias. O acórdão recorrido é da
lavra da 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, sendo certo que não
foi interposto qualquer recurso para que a questão que se discute nos
autos fosse apreciada pela Subseção 1 Especializada em Dissídios
Individuais do TST.
Reafirmo, portanto, a incidência do óbice da Súmula 281, segundo a
qual é inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de
origem, recurso ordinário da decisão impugnada.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592226.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A irresignação
não merece prosperar. Na hipótese, as razões do agravo regimental não
são suficientes para desconstituir a decisão impugnada. É que, tendo a
decisão recorrida negado seguimento ao recurso extraordinário por dois
fundamentos autônomos e suficientes, o agravante se limitou a impugnar
apenas a questão relativa ao prequestionamento, de modo que subsiste,
ainda, o relativo ao não-exaurimento das instâncias ordinárias.
Posto isso, aplico ao caso a Súmula 287.
Além disso, como bem assinalado na decisão recorrida, a ora
agravante não exauriu as instâncias ordinárias. O acórdão recorrido é da
lavra da 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, sendo certo que não
foi interposto qualquer recurso para que a questão que se discute nos
autos fosse apreciada pela Subseção 1 Especializada em Dissídios
Individuais do TST.
Reafirmo, portanto, a incidência do óbice da Súmula 281, segundo a
qual é inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de
origem, recurso ordinário da decisão impugnada.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S) : JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ALFREDO PORTINARI GREGGIO LUCENTE MARANGA
ADV.(A/S) : LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622950
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S) : JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ALFREDO PORTINARI GREGGIO LUCENTE MARANGA
ADV.(A/S) : LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622950
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2634609
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-27T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Recurso que não impugna todos os fundamentos da decisão recorrida. 3. Incidência da Súmula 287. 4. Não exaurimento de instâncias ordinárias. 5. Óbice da Súmula 281. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur213610
|
Número de páginas: 5.
Análise: 31/08/2012, AMS.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
571355
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000281 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000287 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 571355 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S) : JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ALFREDO PORTINARI GREGGIO LUCENTE MARANGA
ADV.(A/S) : LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S)
:JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALFREDO
PORTINARI
GREGGIO
LUCENTE
MARANGA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E
OUTRO(A/S)
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Recurso que não
impugna todos os fundamentos da decisão recorrida. 3. Incidência da
Súmula 287. 4. Não exaurimento de instâncias ordinárias. 5. Óbice da
Súmula 281. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S)
:JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALFREDO
PORTINARI
GREGGIO
LUCENTE
MARANGA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão proferida pelo Min. Cezar Peluso, que
negou seguimento a recurso extraordinário interposto pela Universidade
de São Paulo em face de acórdão proferido pela 1 Turma do Tribunal
Superior do Trabalho assim ementado:
RECURSO DE REVISTA – INCOMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA DO TRABALHO – INDICAÇÃO GENÉRICA DE
VIOLAÇÃO A PRECEITO DE LEI E DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
Estando ausente da razões recursais a indicação expressa,
com a devida fundamentação, de dispositivos de lei e da
Constituição Federal que se entende violados, resulta imprópria
a acolhida do recurso, nos moldes da Súmula n 221, inciso I, do
Tribunal Superior do Trabalho.
VÍNCULO DE NATUREZA ADMINISTRATIVA –
PREQUESTIONAMENTO – SÚMULA 297. Recurso que não
merece ser conhecido, porquanto a matéria nele veiculada não
foi objeto de apreciação pelo juízo regional, atraindo a
incidência da Súmula n 297 do Tribunal Superior do Trabalho.
Recurso de Revista não conhecido.
O então Relator negou seguimento ao recurso extraordinário por
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592225.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S)
:JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ALFREDO
PORTINARI
GREGGIO
LUCENTE
MARANGA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão proferida pelo Min. Cezar Peluso, que
negou seguimento a recurso extraordinário interposto pela Universidade
de São Paulo em face de acórdão proferido pela 1 Turma do Tribunal
Superior do Trabalho assim ementado:
RECURSO DE REVISTA – INCOMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA DO TRABALHO – INDICAÇÃO GENÉRICA DE
VIOLAÇÃO A PRECEITO DE LEI E DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
Estando ausente da razões recursais a indicação expressa,
com a devida fundamentação, de dispositivos de lei e da
Constituição Federal que se entende violados, resulta imprópria
a acolhida do recurso, nos moldes da Súmula n 221, inciso I, do
Tribunal Superior do Trabalho.
VÍNCULO DE NATUREZA ADMINISTRATIVA –
PREQUESTIONAMENTO – SÚMULA 297. Recurso que não
merece ser conhecido, porquanto a matéria nele veiculada não
foi objeto de apreciação pelo juízo regional, atraindo a
incidência da Súmula n 297 do Tribunal Superior do Trabalho.
Recurso de Revista não conhecido.
O então Relator negou seguimento ao recurso extraordinário por
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
Recurso Extraordinário 571.355 AGR / SP
entender que o requisito do prequestionamento não foi devidamente
atendido, bem como aplicou ao caso a Súmula 281, uma vez que não
teriam sido exauridas as instâncias ordinárias.
Irresignada, a Universidade de São Paulo interpôs o presente agravo
regimental, no qual sustenta que se encontra prequestionada a matéria no
momento em que toda apreciação da demanda houve latente discussão quanto à
incompetência da Justiça do Trabalho (fl. 208).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592225.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 571.355 AGR / SP
entender que o requisito do prequestionamento não foi devidamente
atendido, bem como aplicou ao caso a Súmula 281, uma vez que não
teriam sido exauridas as instâncias ordinárias.
Irresignada, a Universidade de São Paulo interpôs o presente agravo
regimental, no qual sustenta que se encontra prequestionada a matéria no
momento em que toda apreciação da demanda houve latente discussão quanto à
incompetência da Justiça do Trabalho (fl. 208).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592225.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A irresignação
não merece prosperar. Na hipótese, as razões do agravo regimental não
são suficientes para desconstituir a decisão impugnada. É que, tendo a
decisão recorrida negado seguimento ao recurso extraordinário por dois
fundamentos autônomos e suficientes, o agravante se limitou a impugnar
apenas a questão relativa ao prequestionamento, de modo que subsiste,
ainda, o relativo ao não-exaurimento das instâncias ordinárias.
Posto isso, aplico ao caso a Súmula 287.
Além disso, como bem assinalado na decisão recorrida, a ora
agravante não exauriu as instâncias ordinárias. O acórdão recorrido é da
lavra da 1... Turma do Tribunal Superior do Trabalho, sendo certo que não
foi interposto qualquer recurso para que a questão que se discute nos
autos fosse apreciada pela Subseção 1 Especializada em Dissídios
Individuais do Tribunal Superior do Trabalho.
Reafirmo, portanto, a incidência do óbice da Súmula 281, segundo a
qual é inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de
origem, recurso ordinário da decisão impugnada.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A irresignação
não merece prosperar. Na hipótese, as razões do agravo regimental não
são suficientes para desconstituir a decisão impugnada. É que, tendo a
decisão recorrida negado seguimento ao recurso extraordinário por dois
fundamentos autônomos e suficientes, o agravante se limitou a impugnar
apenas a questão relativa ao prequestionamento, de modo que subsiste,
ainda, o relativo ao não-exaurimento das instâncias ordinárias.
Posto isso, aplico ao caso a Súmula 287.
Além disso, como bem assinalado na decisão recorrida, a ora
agravante não exauriu as instâncias ordinárias. O acórdão recorrido é da
lavra da 1... Turma do Tribunal Superior do Trabalho, sendo certo que não
foi interposto qualquer recurso para que a questão que se discute nos
autos fosse apreciada pela Subseção 1 Especializada em Dissídios
Individuais do Tribunal Superior do Trabalho.
Reafirmo, portanto, a incidência do óbice da Súmula 281, segundo a
qual é inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de
origem, recurso ordinário da decisão impugnada.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S) : JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ALFREDO PORTINARI GREGGIO LUCENTE MARANGA
ADV.(A/S) : LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.355
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
ADV.(A/S) : JOSÉ MARCO TAYAH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ALFREDO PORTINARI GREGGIO LUCENTE MARANGA
ADV.(A/S) : LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571 . 355",
"Súmula n 221 , inciso I , do Tribunal Superior do Trabalho",
"Súmula n 297 do Tribunal Superior do Trabalho",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571 . 355",
"Súmula n 221 , inciso I , do Tribunal Superior do Trabalho",
"Súmula n 297 do Tribunal Superior do Trabalho",
"Recurso Extraordinário 571 . 355 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 571 . 355 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571 . 355",
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571 . 355"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO",
"USP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO",
"USP",
"Universidade de São Paulo",
"1 Turma do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO",
"USP",
"Universidade de São Paulo",
"1 Turma do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Universidade de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Universidade de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"1",
".",
".",
". Turma do Tribunal Superior do Trabalho",
"Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"1",
".",
".",
". Turma do Tribunal Superior do Trabalho",
"Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO",
"USP",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"JOSÉ MARCO TAYAH",
"ALFREDO PORTINARI GREGGIO LUCENTE MARANGA",
"LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JOSÉ MARCO TAYAH",
"ALFREDO PORTINARI",
"GREGGIO LUCENTE MARANGA",
"LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES",
"GILMAR MENDES",
"Cezar Peluso",
"GILMAR MENDES",
"JOSÉ MARCO TAYAH",
"ALFREDO PORTINARI GREGGIO LUCENTE MARANGA",
"LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES",
"GILMAR MENDES",
"Cezar Peluso",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JOSÉ MARCO TAYAH",
"ALFREDO PORTINARI",
"GREGGIO LUCENTE MARANGA",
"LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"GILMAR MENDES",
"JOSÉ MARCO TAYAH",
"ALFREDO PORTINARI",
"LUÍS JUSTINIANO DE ARANTES FERNANDES",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ADELINA DOS SANTIS BRANDÃO
ADV.(A/S)
:VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA
PÚBLICA. CUMULAÇÃO TRÍPLICE DE PROVENTOS. TRÊS CARGOS
DE PROFESSORA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Consoante a jurisprudência desta Corte, é vedada a acumulação
tríplice de proventos, ante a impossibilidade do acúmulo de três cargos
públicos na atividade.
II – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 03/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ADELINA DOS SANTIS BRANDÃO
ADV.(A/S)
:VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se
de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo
para dar provimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que
o entendimento desta Corte é no sentido de que não é possível a
acumulação referente a três proventos, sendo inaplicável, ao caso, a
Emenda Constitucional 20/1998.
A agravante sustenta, em suma, que
“Não obstante, vale lembrar que quando da transformação dos
cargos da UERJ, a Agravante continuou a prestar serviços ao Estado,
recebendo os vencimentos relativos aos cargos de Professor I e de
Professor Assistente da Universidade juntamente com os proventos de
aposentadoria, sendo a acumulação de proventos e de vencimentos
então considerada regular pelo Estado.
O que se verifica é que à época da aposentação, a interpretação
dada à norma estava estritamente de acordo com o determinado pela
Constituição da República, que proibia, tão somente, a cumulação de
vencimentos, nada colocando quanto a vencimentos e proventos” (fls.
767-768, grifos no original).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ADELINA DOS SANTIS BRANDÃO
ADV.(A/S)
:VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se
de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo
para dar provimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que
o entendimento desta Corte é no sentido de que não é possível a
acumulação referente a três proventos, sendo inaplicável, ao caso, a
Emenda Constitucional 20/1998.
A agravante sustenta, em suma, que
“Não obstante, vale lembrar que quando da transformação dos
cargos da UERJ, a Agravante continuou a prestar serviços ao Estado,
recebendo os vencimentos relativos aos cargos de Professor I e de
Professor Assistente da Universidade juntamente com os proventos de
aposentadoria, sendo a acumulação de proventos e de vencimentos
então considerada regular pelo Estado.
O que se verifica é que à época da aposentação, a interpretação
dada à norma estava estritamente de acordo com o determinado pela
Constituição da República, que proibia, tão somente, a cumulação de
vencimentos, nada colocando quanto a vencimentos e proventos” (fls.
767-768, grifos no original).
É o relatório.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, uma vez que a recorrente não aduz argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Com efeito, a proibição de acumular cargos, funções ou empregos na
Administração Pública já estava presente na Constituição de 1967,
conforme se depreende do art. 97, § 2º:
“Art. 97. É vedada a acumulação remunerada, exceto:
II - a de dois cargos de Professor;
III - a de um cargo de Professor com outro técnico ou científico;
IV - a de dois cargos privativos de Médico.
§ 1º - Em qualquer dos casos, a acumulação somente é permitida
quando haja correlação de matérias e compatibilidade de horários.
§ 2º - A proibição de acumular se estende a cargos, funções ou
empregos em autarquias, empresas públicas e sociedades de economia
mista” .
Tal vedação se manteve na Carta de 1988, na qual eram permitidas
apenas as seguintes hipóteses de acumulação de cargos públicos,
observada a compatibilidade de horários: dois cargos de professor; um de
professor com outro técnico ou científico; e dois cargos privativos de
médico.
Nesse contexto, ressalto que a EC 20/1998 não permitiu a percepção
cumulativa de três cargos públicos, como bem asseverou o Min. Gilmar
Mendes no julgamento do RE 568.487/RJ:
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2583375.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, uma vez que a recorrente não aduz argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Com efeito, a proibição de acumular cargos, funções ou empregos na
Administração Pública já estava presente na Constituição de 1967,
conforme se depreende do art. 97, § 2º:
“Art. 97. É vedada a acumulação remunerada, exceto:
II - a de dois cargos de Professor;
III - a de um cargo de Professor com outro técnico ou científico;
IV - a de dois cargos privativos de Médico.
§ 1º - Em qualquer dos casos, a acumulação somente é permitida
quando haja correlação de matérias e compatibilidade de horários.
§ 2º - A proibição de acumular se estende a cargos, funções ou
empregos em autarquias, empresas públicas e sociedades de economia
mista” .
Tal vedação se manteve na Carta de 1988, na qual eram permitidas
apenas as seguintes hipóteses de acumulação de cargos públicos,
observada a compatibilidade de horários: dois cargos de professor; um de
professor com outro técnico ou científico; e dois cargos privativos de
médico.
Nesse contexto, ressalto que a EC 20/1998 não permitiu a percepção
cumulativa de três cargos públicos, como bem asseverou o Min. Gilmar
Mendes no julgamento do RE 568.487/RJ:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2583375.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 668.478 AGR / RJ
“é correto concluir que a permissão constante do art. 11 da EC
20/98 deve ser interpretada de forma restritiva. Trata-se de
possibilidade de acumulação de um provento de aposentadoria com a
remuneração de um cargo na ativa, no qual se tenha ingressado antes
da publicação da referida emenda, ainda que inacumuláveis os cargos,
o que não se aplica ao caso dos autos. Com efeito, a vedação
constitucional à percepção cumulativa de três cargos públicos, entre
proventos e vencimentos, sempre existiu, nada importando que as
fontes pagadoras sejam diversas. Desse modo, não há violação a direito
adquirido no ato que cancela uma das aposentadorias em acúmulo
inconstitucional”.
Dessa forma, independentemente do regime jurídico-administrativo
adotado, se estatutário ou celetista, é certo que a tríplice acumulação
sempre foi vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. Assim, no caso, a
agravante não pode acumular três proventos de aposentadoria, ante a
impossibilidade do acúmulo, na ativa, de três cargos públicos de
professora. Por oportuno, destaco trecho do voto do Min. Carlos Velloso,
proferido no AI 419.426-AgR/SP:
“Se a recorrente, na atividade, não poderia acumular três cargos
de professora, não seria possível essa acumulação depois de aposentada
em dois deles”.
Menciono, ainda, trecho do voto proferido no RE 141.376/RJ, Rel.
Min. Néri da Silveira:
“Não resta, assim, dúvida quanto a manter o recorrido duas
posições constitucionalmente acumuláveis e ainda uma terceira fonte
de percepção de vencimentos. Detém dois cargos de médico e um de
professor adjunto na UERJ.
O ato administrativo que afirmou a inviabilidade do tríplice
acúmulo corresponde, destarte, à orientação do STF, no sentido de não
ser possível a acumulação resultante de três posições no serviço
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 668.478 AGR / RJ
“é correto concluir que a permissão constante do art. 11 da EC
20/98 deve ser interpretada de forma restritiva. Trata-se de
possibilidade de acumulação de um provento de aposentadoria com a
remuneração de um cargo na ativa, no qual se tenha ingressado antes
da publicação da referida emenda, ainda que inacumuláveis os cargos,
o que não se aplica ao caso dos autos. Com efeito, a vedação
constitucional à percepção cumulativa de três cargos públicos, entre
proventos e vencimentos, sempre existiu, nada importando que as
fontes pagadoras sejam diversas. Desse modo, não há violação a direito
adquirido no ato que cancela uma das aposentadorias em acúmulo
inconstitucional”.
Dessa forma, independentemente do regime jurídico-administrativo
adotado, se estatutário ou celetista, é certo que a tríplice acumulação
sempre foi vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. Assim, no caso, a
agravante não pode acumular três proventos de aposentadoria, ante a
impossibilidade do acúmulo, na ativa, de três cargos públicos de
professora. Por oportuno, destaco trecho do voto do Min. Carlos Velloso,
proferido no AI 419.426-AgR/SP:
“Se a recorrente, na atividade, não poderia acumular três cargos
de professora, não seria possível essa acumulação depois de aposentada
em dois deles”.
Menciono, ainda, trecho do voto proferido no RE 141.376/RJ, Rel.
Min. Néri da Silveira:
“Não resta, assim, dúvida quanto a manter o recorrido duas
posições constitucionalmente acumuláveis e ainda uma terceira fonte
de percepção de vencimentos. Detém dois cargos de médico e um de
professor adjunto na UERJ.
O ato administrativo que afirmou a inviabilidade do tríplice
acúmulo corresponde, destarte, à orientação do STF, no sentido de não
ser possível a acumulação resultante de três posições no serviço
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 668.478 AGR / RJ
público, ainda que, de referência a uma delas, esteja o servidor
aposentado ou em processo de inativação”.
Nesse sentido: RE 613.498/RS e RE 611.031/MG, Rel. Min. Joaquim
Barbosa; RE 562.904/MG e RE 548.962/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI
657.849/MG, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 328.109-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar
Mendes.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 668.478 AGR / RJ
público, ainda que, de referência a uma delas, esteja o servidor
aposentado ou em processo de inativação”.
Nesse sentido: RE 613.498/RS e RE 611.031/MG, Rel. Min. Joaquim
Barbosa; RE 562.904/MG e RE 548.962/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI
657.849/MG, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 328.109-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar
Mendes.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ADELINA DOS SANTOS BRANDÃO
ADV.(A/S) : VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ADELINA DOS SANTOS BRANDÃO
ADV.(A/S) : VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2655530
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-09-03T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. CUMULAÇÃO TRÍPLICE DE PROVENTOS. TRÊS CARGOS DE PROFESSORA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO.
I – Consoante a jurisprudência desta Corte, é vedada a acumulação tríplice de proventos, ante a impossibilidade do acúmulo de três cargos públicos na atividade.
II – Agravo regimental improvido.
|
sjur213870
|
- Acórdãos citados: AI 419426 AgR, RE 141376, RE 548962,
RE 328109 AgR.
- Decisões monocráticas citadas: AI 657849, RE 562904,
RE 568487, RE 611031, RE 613498.
Número de páginas: 6.
Análise: 06/09/2012, LLD.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
668478
|
[
"LEG-FED CF ANO-1967\r\n ART-00097 PAR-00002 \r\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 668478 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGTE.(S) : ADELINA DOS SANTIS BRANDÃO
ADV.(A/S) : VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ADELINA DOS SANTIS BRANDÃO
ADV.(A/S)
:VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA
PÚBLICA. CUMULAÇÃO TRÍPLICE DE PROVENTOS. TRÊS CARGOS
DE PROFESSORA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO
IMPROVIDO.
I – Consoante a jurisprudência desta Corte, é vedada a acumulação
tríplice de proventos, ante a impossibilidade do acúmulo de três cargos
públicos na atividade.
II – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 03/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ADELINA DOS SANTIS BRANDÃO
ADV.(A/S)
:VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se
de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo
para dar provimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que
o entendimento desta Corte é no sentido de que não é possível a
acumulação referente a três proventos, sendo inaplicável, ao caso, a
Emenda Constitucional 20/1998.
A agravante sustenta, em suma, que
“Não obstante, vale lembrar que quando da transformação dos
cargos da UERJ, a Agravante continuou a prestar serviços ao Estado,
recebendo os vencimentos relativos aos cargos de Professor I e de
Professor Assistente da Universidade juntamente com os proventos de
aposentadoria, sendo a acumulação de proventos e de vencimentos
então considerada regular pelo Estado.
O que se verifica é que à época da aposentação, a interpretação
dada à norma estava estritamente de acordo com o determinado pela
Constituição da República, que proibia, tão somente, a cumulação de
vencimentos, nada colocando quanto a vencimentos e proventos” (fls.
767-768, grifos no original).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ADELINA DOS SANTIS BRANDÃO
ADV.(A/S)
:VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se
de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo
para dar provimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que
o entendimento desta Corte é no sentido de que não é possível a
acumulação referente a três proventos, sendo inaplicável, ao caso, a
Emenda Constitucional 20/1998.
A agravante sustenta, em suma, que
“Não obstante, vale lembrar que quando da transformação dos
cargos da UERJ, a Agravante continuou a prestar serviços ao Estado,
recebendo os vencimentos relativos aos cargos de Professor I e de
Professor Assistente da Universidade juntamente com os proventos de
aposentadoria, sendo a acumulação de proventos e de vencimentos
então considerada regular pelo Estado.
O que se verifica é que à época da aposentação, a interpretação
dada à norma estava estritamente de acordo com o determinado pela
Constituição da República, que proibia, tão somente, a cumulação de
vencimentos, nada colocando quanto a vencimentos e proventos” (fls.
767-768, grifos no original).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, uma vez que a recorrente não aduz argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Com efeito, a proibição de acumular cargos, funções ou empregos na
Administração Pública já estava presente na Constituição de 1967,
conforme se depreende do art. 97, § 2...:
“Art. 97. É vedada a acumulação remunerada, exceto:
II - a de dois cargos de Professor;
III - a de um cargo de Professor com outro técnico ou científico;
IV - a de dois cargos privativos de Médico.
§ 1... - Em qualquer dos casos, a acumulação somente é permitida
quando haja correlação de matérias e compatibilidade de horários.
§ 2... - A proibição de acumular se estende a cargos, funções ou
empregos em autarquias, empresas públicas e sociedades de economia
mista” .
Tal vedação se manteve na Carta de 1988, na qual eram permitidas
apenas as seguintes hipóteses de acumulação de cargos públicos,
observada a compatibilidade de horários: dois cargos de professor; um de
professor com outro técnico ou científico; e dois cargos privativos de
médico.
Nesse contexto, ressalto que a EC 20/1998 não permitiu a percepção
cumulativa de três cargos públicos, como bem asseverou o Min. Gilmar
Mendes no julgamento do Recurso Extraordinário 568.487/RJ:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, uma vez que a recorrente não aduz argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Com efeito, a proibição de acumular cargos, funções ou empregos na
Administração Pública já estava presente na Constituição de 1967,
conforme se depreende do art. 97, § 2...:
“Art. 97. É vedada a acumulação remunerada, exceto:
II - a de dois cargos de Professor;
III - a de um cargo de Professor com outro técnico ou científico;
IV - a de dois cargos privativos de Médico.
§ 1... - Em qualquer dos casos, a acumulação somente é permitida
quando haja correlação de matérias e compatibilidade de horários.
§ 2... - A proibição de acumular se estende a cargos, funções ou
empregos em autarquias, empresas públicas e sociedades de economia
mista” .
Tal vedação se manteve na Carta de 1988, na qual eram permitidas
apenas as seguintes hipóteses de acumulação de cargos públicos,
observada a compatibilidade de horários: dois cargos de professor; um de
professor com outro técnico ou científico; e dois cargos privativos de
médico.
Nesse contexto, ressalto que a EC 20/1998 não permitiu a percepção
cumulativa de três cargos públicos, como bem asseverou o Min. Gilmar
Mendes no julgamento do Recurso Extraordinário 568.487/RJ:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 668.478 AGR / RJ
“é correto concluir que a permissão constante do art. 11 da EC
20/98 deve ser interpretada de forma restritiva. Trata-se de
possibilidade de acumulação de um provento de aposentadoria com a
remuneração de um cargo na ativa, no qual se tenha ingressado antes
da publicação da referida emenda, ainda que inacumuláveis os cargos,
o que não se aplica ao caso dos autos. Com efeito, a vedação
constitucional à percepção cumulativa de três cargos públicos, entre
proventos e vencimentos, sempre existiu, nada importando que as
fontes pagadoras sejam diversas. Desse modo, não há violação a direito
adquirido no ato que cancela uma das aposentadorias em acúmulo
inconstitucional”.
Dessa forma, independentemente do regime jurídico-administrativo
adotado, se estatutário ou celetista, é certo que a tríplice acumulação
sempre foi vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. Assim, no caso, a
agravante não pode acumular três proventos de aposentadoria, ante a
impossibilidade do acúmulo, na ativa, de três cargos públicos de
professora. Por oportuno, destaco trecho do voto do Min. Carlos Velloso,
proferido no AI 419.426-AgR/SP:
“Se a recorrente, na atividade, não poderia acumular três cargos
de professora, não seria possível essa acumulação depois de aposentada
em dois deles”.
Menciono, ainda, trecho do voto proferido no Recurso Extraordinário 141.376/RJ, Rel.
Min. Néri da Silveira:
“Não resta, assim, dúvida quanto a manter o recorrido duas
posições constitucionalmente acumuláveis e ainda uma terceira fonte
de percepção de vencimentos. Detém dois cargos de médico e um de
professor adjunto na UERJ.
O ato administrativo que afirmou a inviabilidade do tríplice
acúmulo corresponde, destarte, à orientação do Supremo Tribunal Federal, no sentido de não
ser possível a acumulação resultante de três posições no serviço
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 668.478 AGR / RJ
“é correto concluir que a permissão constante do art. 11 da EC
20/98 deve ser interpretada de forma restritiva. Trata-se de
possibilidade de acumulação de um provento de aposentadoria com a
remuneração de um cargo na ativa, no qual se tenha ingressado antes
da publicação da referida emenda, ainda que inacumuláveis os cargos,
o que não se aplica ao caso dos autos. Com efeito, a vedação
constitucional à percepção cumulativa de três cargos públicos, entre
proventos e vencimentos, sempre existiu, nada importando que as
fontes pagadoras sejam diversas. Desse modo, não há violação a direito
adquirido no ato que cancela uma das aposentadorias em acúmulo
inconstitucional”.
Dessa forma, independentemente do regime jurídico-administrativo
adotado, se estatutário ou celetista, é certo que a tríplice acumulação
sempre foi vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro. Assim, no caso, a
agravante não pode acumular três proventos de aposentadoria, ante a
impossibilidade do acúmulo, na ativa, de três cargos públicos de
professora. Por oportuno, destaco trecho do voto do Min. Carlos Velloso,
proferido no AI 419.426-AgR/SP:
“Se a recorrente, na atividade, não poderia acumular três cargos
de professora, não seria possível essa acumulação depois de aposentada
em dois deles”.
Menciono, ainda, trecho do voto proferido no Recurso Extraordinário 141.376/RJ, Rel.
Min. Néri da Silveira:
“Não resta, assim, dúvida quanto a manter o recorrido duas
posições constitucionalmente acumuláveis e ainda uma terceira fonte
de percepção de vencimentos. Detém dois cargos de médico e um de
professor adjunto na UERJ.
O ato administrativo que afirmou a inviabilidade do tríplice
acúmulo corresponde, destarte, à orientação do Supremo Tribunal Federal, no sentido de não
ser possível a acumulação resultante de três posições no serviço
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2583375.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 668.478 AGR / RJ
público, ainda que, de referência a uma delas, esteja o servidor
aposentado ou em processo de inativação”.
Nesse sentido: Recurso Extraordinário 613.498/RS e Recurso Extraordinário 611.031/MG, Rel. Min. Joaquim
Barbosa; Recurso Extraordinário 562.904/MG e Recurso Extraordinário 548.962/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI
657.849/MG, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 328.109-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar
Mendes.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 668.478 AGR / RJ
público, ainda que, de referência a uma delas, esteja o servidor
aposentado ou em processo de inativação”.
Nesse sentido: Recurso Extraordinário 613.498/RS e Recurso Extraordinário 611.031/MG, Rel. Min. Joaquim
Barbosa; Recurso Extraordinário 562.904/MG e Recurso Extraordinário 548.962/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI
657.849/MG, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 328.109-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar
Mendes.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ADELINA DOS SANTOS BRANDÃO
ADV.(A/S) : VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2652486
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.478
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ADELINA DOS SANTOS BRANDÃO
ADV.(A/S) : VITOR GUEDES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2652486
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668 . 478",
"Recurso Extraordinário 568 . 487 / RJ",
"ARE 668 . 478",
"AI 419 . 426 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 141 . 376 / RJ",
"ARE 668 . 478",
"AI 419 . 426 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 141 . 376 / RJ",
"ARE 668 . 478 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 613 . 498 / RS",
"Recurso Extraordinário 611 . 031 / MG",
"Recurso Extraordinário 562 . 904 / MG",
"Recurso Extraordinário 548 . 962 / MG",
"AI 657 . 849 / MG",
"Recurso Extraordinário 328 . 109 - AgR / SP",
"ARE 668 . 478 AGR",
"Recurso Extraordinário 613 . 498 / RS",
"Recurso Extraordinário 611 . 031 / MG",
"Recurso Extraordinário 562 . 904 / MG",
"Recurso Extraordinário 548 . 962 / MG",
"AI 657 . 849 / MG",
"Recurso Extraordinário 328 . 109 - AgR / SP",
"AGRAVO 668 . 478"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1967",
"Carta de 1988",
"EC 20 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1967",
"Carta de 1988",
"EC 20 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 11 da EC 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 11 da EC 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UERJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UERJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"UERJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"UERJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ADELINA DOS SANTIS BRANDÃO",
"VITOR GUEDES CAVALCANTI",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ADELINA DOS SANTIS BRANDÃO",
"VITOR GUEDES CAVALCANTI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ADELINA DOS SANTIS BRANDÃO",
"VITOR GUEDES CAVALCANTI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Carlos Velloso",
"Néri da Silveira",
"Carlos Velloso",
"Néri da Silveira",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ADELINA DOS SANTOS BRANDÃO",
"VITOR GUEDES CAVALCANTI",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ADELINA DOS SANTOS BRANDÃO",
"VITOR GUEDES CAVALCANTI",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S)
:MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA
PARAÍBA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO –
CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2242879.
Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RE 669.040 AGR / PB
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2242879.
Supremo Tribunal Federal
RE 669.040 AGR / PB
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S)
:MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA
PARAÍBA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 726 e 727,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE
–
FALTA
DE
PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA
DE SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S)
:MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA
PARAÍBA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 726 e 727,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE
–
FALTA
DE
PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA
DE SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RE 669.040 AGR / PB
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, ao proferir a decisão de pronúncia,o Juiz
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
No mais, o que sustentado nas razões do extraordinário,
quanto à alegação de o julgamento ter sido realizado em sua
maioria por juízes convocados, não foi enfrentado pelo órgão
julgador. Assim, padece o recurso da ausência de
prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da
Súmula deste Tribunal. Este recurso somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado na apreciação de processo da competência do
Tribunal.
2. Nego seguimento a este extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 730 a 733, insiste na configuração de
ofensa ao Diploma Maior. Salienta ter a matéria natureza constitucional e
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 669.040 AGR / PB
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, ao proferir a decisão de pronúncia,o Juiz
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
No mais, o que sustentado nas razões do extraordinário,
quanto à alegação de o julgamento ter sido realizado em sua
maioria por juízes convocados, não foi enfrentado pelo órgão
julgador. Assim, padece o recurso da ausência de
prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da
Súmula deste Tribunal. Este recurso somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado na apreciação de processo da competência do
Tribunal.
2. Nego seguimento a este extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 730 a 733, insiste na configuração de
ofensa ao Diploma Maior. Salienta ter a matéria natureza constitucional e
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
RE 669.040 AGR / PB
estar devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de
provas. Aduz estar comprovada a violação ao Regimento Interno do
Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, porquanto dois juízes
convocados e somente um desembargador compuseram a Câmara
responsável pelo julgamento do recurso criminal em sentido estrito.
Evoca os princípios do contraditório e da ampla defesa. Ressalta a
ilegalidade da pronúncia, havida sem a oitiva da principal testemunha
arrolada pela defesa.
A parte agravada, apesar de instada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 742).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 669.040 AGR / PB
estar devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de
provas. Aduz estar comprovada a violação ao Regimento Interno do
Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, porquanto dois juízes
convocados e somente um desembargador compuseram a Câmara
responsável pelo julgamento do recurso criminal em sentido estrito.
Evoca os princípios do contraditório e da ampla defesa. Ressalta a
ilegalidade da pronúncia, havida sem a oitiva da principal testemunha
arrolada pela defesa.
A parte agravada, apesar de instada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 742).
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídos (folhas 398 e 734), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido, em síntese, pelo Colegiado de origem (folha
572 a 574):
RECURSO CRIMINAL EM SENTIDO ESTRITO.
HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL DOLOSOS (EVENTUAL)
NO
TRÂNSITO.
PRONÚNCIA.
IRRESIGNAÇÃO.
PRELIMINARES: INÉPCIA DA DENÚNCIA; FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO DA PRONÚNCIA; CERCEAMENTO DO
DIREITO DE DEFESA POR AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO
RÉU PARA APRESENTAR SUAS ALEGAÇÕES FINAIS;
NULIDADE DA DECISÃO, POR NÃO TER SIDO O JUIZ QUE
PRESIDIU A INSTRUÇÃO O MESMO QUE PROLATOU A
PRONÚNCIA. TESE COM BASE NA INSUFICIÊNCIA DE
PROVAS. PEDIDO PELA DESCLASSIFICAÇÃO PARA
MODALIDADE CULPOSA. REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES
SUSCITADAS. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS
DO ART. 41 DO CPP. PRONÚNCIA FUNDAMENTADA - ART.
93, IX, DA CF/88. MERO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DA
ACUSAÇÃO. OBSERVÂNCIA, NO PROCESSO, DO
PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ.
INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA COM BASE NOS ARTS. 3o
E 399, § 2°, DO CPP, C/C O ART. 132 DO CPC. INSTRUÇÃO E
SENTENÇA OFICIADAS POR MAGISTRADOS SUBSTITUTOS
DIVERSOS. SUBSTITUIÇÃO DO JUIZ TITULAR DIANTE DA
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídos (folhas 398 e 734), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido, em síntese, pelo Colegiado de origem (folha
572 a 574):
RECURSO CRIMINAL EM SENTIDO ESTRITO.
HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL DOLOSOS (EVENTUAL)
NO
TRÂNSITO.
PRONÚNCIA.
IRRESIGNAÇÃO.
PRELIMINARES: INÉPCIA DA DENÚNCIA; FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO DA PRONÚNCIA; CERCEAMENTO DO
DIREITO DE DEFESA POR AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO
RÉU PARA APRESENTAR SUAS ALEGAÇÕES FINAIS;
NULIDADE DA DECISÃO, POR NÃO TER SIDO O JUIZ QUE
PRESIDIU A INSTRUÇÃO O MESMO QUE PROLATOU A
PRONÚNCIA. TESE COM BASE NA INSUFICIÊNCIA DE
PROVAS. PEDIDO PELA DESCLASSIFICAÇÃO PARA
MODALIDADE CULPOSA. REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES
SUSCITADAS. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS
DO ART. 41 DO CPP. PRONÚNCIA FUNDAMENTADA - ART.
93, IX, DA CF/88. MERO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DA
ACUSAÇÃO. OBSERVÂNCIA, NO PROCESSO, DO
PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ.
INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA COM BASE NOS ARTS. 3o
E 399, § 2°, DO CPP, C/C O ART. 132 DO CPC. INSTRUÇÃO E
SENTENÇA OFICIADAS POR MAGISTRADOS SUBSTITUTOS
DIVERSOS. SUBSTITUIÇÃO DO JUIZ TITULAR DIANTE DA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 669.040 AGR / PB
SUA PROMOÇÃO AO CARGO DE DESEMBARGADOR. NÃO
OCORRÊNCIA DE NULIDADE. INEXISTÊNCIA DE
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INTIMAÇÕES
LEGAIS OBSERVADAS. RÉU FORAGIDO. POSTERIOR
INTIMAÇÃO POR EDITAL PARA CIÊNCIA DA PRONÚNCIA.
INSUBSISTÊNCIA DO PLEITO MERITÓRIO. INDÍCIOS DE
AUTORIA E PROVA DA MATERIALIDADE. FASE
PROCESSUAL DE MERO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE.
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO IN DÚBIO PRO SOCIETATE.
MANUTENÇÃO DA PRONÚNCIA. DESPROVIMENTO DO
RECURSO.
1. Evidenciado que a denúncia, ainda que sucinta, tenha
atendido aos requisitos do art. 41 do CPP, por haver qualificado
o réu e identificado as vítimas, expondo como se deu o fato
criminoso, com suas circunstâncias, além de classificar o crime e
oferecer o rol de testemunhas, afasta-se a alegação de inépcia,
com a consequente rejeição da preliminar.
2. Em que pese o Código de Processo Penal seja silente
sobre as exceções ao princípio da identidade física do juiz,
inserido pelo novo comando do § 2º do seu art. 399, conforme
orientação inserta no seu art. 3º, mister se faz a aplicação
subsidiária do art. 132 do CPC, dispensando o julgamento da
causa pelo juiz que presidiu a instrução, quando tiver sido
"convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou
aposentando, casos em que passará os autos para o seu sucessor".
3. Não há que se falar de ausência de fundamentação se,
da simples leitura da sentença recorrida, evidencia a existência
de fundamentação necessária para o pronunciamento do
acusado, ainda mais porque, nesta fase, não se exige um
esmerado aprofundamento das provas, ou seja, um juízo de
certeza, com elementos incontroversos da existência do crime,
mas, sim, indícios suficientes de autoria e prova da
materialidade, posto que se trata de mero juízo de
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 669.040 AGR / PB
SUA PROMOÇÃO AO CARGO DE DESEMBARGADOR. NÃO
OCORRÊNCIA DE NULIDADE. INEXISTÊNCIA DE
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INTIMAÇÕES
LEGAIS OBSERVADAS. RÉU FORAGIDO. POSTERIOR
INTIMAÇÃO POR EDITAL PARA CIÊNCIA DA PRONÚNCIA.
INSUBSISTÊNCIA DO PLEITO MERITÓRIO. INDÍCIOS DE
AUTORIA E PROVA DA MATERIALIDADE. FASE
PROCESSUAL DE MERO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE.
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO IN DÚBIO PRO SOCIETATE.
MANUTENÇÃO DA PRONÚNCIA. DESPROVIMENTO DO
RECURSO.
1. Evidenciado que a denúncia, ainda que sucinta, tenha
atendido aos requisitos do art. 41 do CPP, por haver qualificado
o réu e identificado as vítimas, expondo como se deu o fato
criminoso, com suas circunstâncias, além de classificar o crime e
oferecer o rol de testemunhas, afasta-se a alegação de inépcia,
com a consequente rejeição da preliminar.
2. Em que pese o Código de Processo Penal seja silente
sobre as exceções ao princípio da identidade física do juiz,
inserido pelo novo comando do § 2º do seu art. 399, conforme
orientação inserta no seu art. 3º, mister se faz a aplicação
subsidiária do art. 132 do CPC, dispensando o julgamento da
causa pelo juiz que presidiu a instrução, quando tiver sido
"convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou
aposentando, casos em que passará os autos para o seu sucessor".
3. Não há que se falar de ausência de fundamentação se,
da simples leitura da sentença recorrida, evidencia a existência
de fundamentação necessária para o pronunciamento do
acusado, ainda mais porque, nesta fase, não se exige um
esmerado aprofundamento das provas, ou seja, um juízo de
certeza, com elementos incontroversos da existência do crime,
mas, sim, indícios suficientes de autoria e prova da
materialidade, posto que se trata de mero juízo de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 669.040 AGR / PB
admissibilidade da acusação e, não, juízo de culpabilidade, cujo
julgo fica a cargo do Tribunal do Júri.
4. Afasta-se a tese de que houve cerceamento do direito de
defesa, ao pretexto de que o réu não foi intimado para ofertar
suas alegações finais, quando ele, respondendo ao processo em
liberdade, sob fiança, não é encontrado no endereço constante
nos autos para tomar ciência sobre a desídia de seus patronos,
chegando ao ponto de ser intimado da sentença de pronúncia
pela via editalícia, fazendo demonstrar o seu descaso para com
a Justiça e sua disposição de permanecer foragido, razão por
que se rejeita a correspondente preliminar.
5. Para a decisão de pronúncia do acusado, basta, apenas,
a prova da materialidade do fato e a existência de indícios
suficientes de sua autoria, a fim de que seja o denunciado
submetido a julgamento pelo Sinédrio Popular.
6. A decisão de pronúncia é de mera admissibilidade do
Juízo, imperando o princípio do in dúbio pro societate, ou seja,
em caso de dúvida, cabe ao Conselho de Sentença dirimi-la, por
ser o Juiz natural da causa.
7. "Na pronúncia, o juiz cinge-se e restringe-se em
demonstrar a materialidade e autoria. Só. Esse o papel da
pronúncia, semelhantemente ao procedimento do grande Júri
que havia no Direito inglês: reconhecer a existência do crime,
seja a parte objecti, seja a parte subjecti. O que passar daí é
extravagância injustificada e incompreensível. Mesmo que o
Juiz fique na dúvida quanto à pronúncia, a jurisprudência
entende deva ele proferi-la, porquanto não exige ela juízo de
certeza. A pronúncia encerra, isto sim, juízo fundado de
suspeita. Daí porque, na dúvida, deve o juiz pronunciar.”
8. Recurso conhecido a que se nega provimento.
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Supremo Tribunal Federal
RE 669.040 AGR / PB
admissibilidade da acusação e, não, juízo de culpabilidade, cujo
julgo fica a cargo do Tribunal do Júri.
4. Afasta-se a tese de que houve cerceamento do direito de
defesa, ao pretexto de que o réu não foi intimado para ofertar
suas alegações finais, quando ele, respondendo ao processo em
liberdade, sob fiança, não é encontrado no endereço constante
nos autos para tomar ciência sobre a desídia de seus patronos,
chegando ao ponto de ser intimado da sentença de pronúncia
pela via editalícia, fazendo demonstrar o seu descaso para com
a Justiça e sua disposição de permanecer foragido, razão por
que se rejeita a correspondente preliminar.
5. Para a decisão de pronúncia do acusado, basta, apenas,
a prova da materialidade do fato e a existência de indícios
suficientes de sua autoria, a fim de que seja o denunciado
submetido a julgamento pelo Sinédrio Popular.
6. A decisão de pronúncia é de mera admissibilidade do
Juízo, imperando o princípio do in dúbio pro societate, ou seja,
em caso de dúvida, cabe ao Conselho de Sentença dirimi-la, por
ser o Juiz natural da causa.
7. "Na pronúncia, o juiz cinge-se e restringe-se em
demonstrar a materialidade e autoria. Só. Esse o papel da
pronúncia, semelhantemente ao procedimento do grande Júri
que havia no Direito inglês: reconhecer a existência do crime,
seja a parte objecti, seja a parte subjecti. O que passar daí é
extravagância injustificada e incompreensível. Mesmo que o
Juiz fique na dúvida quanto à pronúncia, a jurisprudência
entende deva ele proferi-la, porquanto não exige ela juízo de
certeza. A pronúncia encerra, isto sim, juízo fundado de
suspeita. Daí porque, na dúvida, deve o juiz pronunciar.”
8. Recurso conhecido a que se nega provimento.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 669.040 AGR / PB
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte.
O tema relativo à composição do Órgão julgador do recurso criminal
não foi enfrentado na origem, deixando o agravante de protocolar
embargos de declaração. O instituto do prequestionamento significa o
debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões
apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no
recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo
constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator,
com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006,
sintetizado na seguinte ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 669.040 AGR / PB
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte.
O tema relativo à composição do Órgão julgador do recurso criminal
não foi enfrentado na origem, deixando o agravante de protocolar
embargos de declaração. O instituto do prequestionamento significa o
debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões
apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no
recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo
constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator,
com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006,
sintetizado na seguinte ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 669.040 AGR / PB
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
RE 669.040 AGR / PB
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S) : MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S) : MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2305440
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-01T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente.
|
sjur211928
|
- Acórdão citado: AI 541696 AgR.
Número de páginas: 11.
Análise: 06/08/2012, BMB.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
669040
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 669040 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA
AGTE.(S) : JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S) : MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S)
:MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA
PARAÍBA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO –
CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S)
:MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA
PARAÍBA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 726 e 727,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE
–
FALTA
DE
PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA
DE SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S)
:MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA
PARAÍBA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 726 e 727,
proferi a seguinte decisão:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE
–
FALTA
DE
PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA
DE SEGUIMENTO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, ao proferir a decisão de pronúncia,o Juiz
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
No mais, o que sustentado nas razões do extraordinário,
quanto à alegação de o julgamento ter sido realizado em sua
maioria por juízes convocados, não foi enfrentado pelo órgão
julgador. Assim, padece o recurso da ausência de
prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da
Súmula deste Tribunal. Este recurso somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado na apreciação de processo da competência do
Tribunal.
2. Nego seguimento a este extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 730 a 733, insiste na configuração de
ofensa ao Diploma Maior. Salienta ter a matéria natureza constitucional e
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, ao proferir a decisão de pronúncia,o Juiz
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
No mais, o que sustentado nas razões do extraordinário,
quanto à alegação de o julgamento ter sido realizado em sua
maioria por juízes convocados, não foi enfrentado pelo órgão
julgador. Assim, padece o recurso da ausência de
prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da
Súmula deste Tribunal. Este recurso somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado na apreciação de processo da competência do
Tribunal.
2. Nego seguimento a este extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 730 a 733, insiste na configuração de
ofensa ao Diploma Maior. Salienta ter a matéria natureza constitucional e
2
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Relatório
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
estar devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de
provas. Aduz estar comprovada a violação ao Regimento Interno do
Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, porquanto dois juízes
convocados e somente um desembargador compuseram a Câmara
responsável pelo julgamento do recurso criminal em sentido estrito.
Evoca os princípios do contraditório e da ampla defesa. Ressalta a
ilegalidade da pronúncia, havida sem a oitiva da principal testemunha
arrolada pela defesa.
A parte agravada, apesar de instada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 742).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
estar devidamente prequestionada, não sendo necessário o reexame de
provas. Aduz estar comprovada a violação ao Regimento Interno do
Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, porquanto dois juízes
convocados e somente um desembargador compuseram a Câmara
responsável pelo julgamento do recurso criminal em sentido estrito.
Evoca os princípios do contraditório e da ampla defesa. Ressalta a
ilegalidade da pronúncia, havida sem a oitiva da principal testemunha
arrolada pela defesa.
A parte agravada, apesar de instada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 742).
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídos (folhas 398 e 734), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido, em síntese, pelo Colegiado de origem (folha
572 a 574):
RECURSO CRIMINAL EM SENTIDO ESTRITO.
HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL DOLOSOS (EVENTUAL)
NO
TRÂNSITO.
PRONÚNCIA.
IRRESIGNAÇÃO.
PRELIMINARES: INÉPCIA DA DENÚNCIA; FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO DA PRONÚNCIA; CERCEAMENTO DO
DIREITO DE DEFESA POR AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO
RÉU PARA APRESENTAR SUAS ALEGAÇÕES FINAIS;
NULIDADE DA DECISÃO, POR NÃO TER SIDO O JUIZ QUE
PRESIDIU A INSTRUÇÃO O MESMO QUE PROLATOU A
PRONÚNCIA. TESE COM BASE NA INSUFICIÊNCIA DE
PROVAS. PEDIDO PELA DESCLASSIFICAÇÃO PARA
MODALIDADE CULPOSA. REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES
SUSCITADAS. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS
DO ART. 41 DO CPP. PRONÚNCIA FUNDAMENTADA - ART.
93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. MERO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DA
ACUSAÇÃO. OBSERVÂNCIA, NO PROCESSO, DO
PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ.
INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA COM BASE NOS ARTS. 3o
E 399, § 2..., DO CPP, C/C O ART. 132 DO Código de Processo Civil. INSTRUÇÃO E
SENTENÇA OFICIADAS POR MAGISTRADOS SUBSTITUTOS
DIVERSOS. SUBSTITUIÇÃO DO JUIZ TITULAR DIANTE DA
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissionais da advocacia
regularmente constituídos (folhas 398 e 734), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido, em síntese, pelo Colegiado de origem (folha
572 a 574):
RECURSO CRIMINAL EM SENTIDO ESTRITO.
HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL DOLOSOS (EVENTUAL)
NO
TRÂNSITO.
PRONÚNCIA.
IRRESIGNAÇÃO.
PRELIMINARES: INÉPCIA DA DENÚNCIA; FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO DA PRONÚNCIA; CERCEAMENTO DO
DIREITO DE DEFESA POR AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO
RÉU PARA APRESENTAR SUAS ALEGAÇÕES FINAIS;
NULIDADE DA DECISÃO, POR NÃO TER SIDO O JUIZ QUE
PRESIDIU A INSTRUÇÃO O MESMO QUE PROLATOU A
PRONÚNCIA. TESE COM BASE NA INSUFICIÊNCIA DE
PROVAS. PEDIDO PELA DESCLASSIFICAÇÃO PARA
MODALIDADE CULPOSA. REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES
SUSCITADAS. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS
DO ART. 41 DO CPP. PRONÚNCIA FUNDAMENTADA - ART.
93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. MERO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DA
ACUSAÇÃO. OBSERVÂNCIA, NO PROCESSO, DO
PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ.
INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA COM BASE NOS ARTS. 3o
E 399, § 2..., DO CPP, C/C O ART. 132 DO Código de Processo Civil. INSTRUÇÃO E
SENTENÇA OFICIADAS POR MAGISTRADOS SUBSTITUTOS
DIVERSOS. SUBSTITUIÇÃO DO JUIZ TITULAR DIANTE DA
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
SUA PROMOÇÃO AO CARGO DE DESEMBARGADOR. NÃO
OCORRÊNCIA DE NULIDADE. INEXISTÊNCIA DE
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INTIMAÇÕES
LEGAIS OBSERVADAS. RÉU FORAGIDO. POSTERIOR
INTIMAÇÃO POR EDITAL PARA CIÊNCIA DA PRONÚNCIA.
INSUBSISTÊNCIA DO PLEITO MERITÓRIO. INDÍCIOS DE
AUTORIA E PROVA DA MATERIALIDADE. FASE
PROCESSUAL DE MERO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE.
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO IN DÚBIO PRO SOCIETATE.
MANUTENÇÃO DA PRONÚNCIA. DESPROVIMENTO DO
RECURSO.
1. Evidenciado que a denúncia, ainda que sucinta, tenha
atendido aos requisitos do art. 41 do CPP, por haver qualificado
o réu e identificado as vítimas, expondo como se deu o fato
criminoso, com suas circunstâncias, além de classificar o crime e
oferecer o rol de testemunhas, afasta-se a alegação de inépcia,
com a consequente rejeição da preliminar.
2. Em que pese o Código de Processo Penal seja silente
sobre as exceções ao princípio da identidade física do juiz,
inserido pelo novo comando do § 2... do seu art. 399, conforme
orientação inserta no seu art. 3..., mister se faz a aplicação
subsidiária do art. 132 do Código de Processo Civil, dispensando o julgamento da
causa pelo juiz que presidiu a instrução, quando tiver sido
"convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou
aposentando, casos em que passará os autos para o seu sucessor".
3. Não há que se falar de ausência de fundamentação se,
da simples leitura da sentença recorrida, evidencia a existência
de fundamentação necessária para o pronunciamento do
acusado, ainda mais porque, nesta fase, não se exige um
esmerado aprofundamento das provas, ou seja, um juízo de
certeza, com elementos incontroversos da existência do crime,
mas, sim, indícios suficientes de autoria e prova da
materialidade, posto que se trata de mero juízo de
2
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Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
SUA PROMOÇÃO AO CARGO DE DESEMBARGADOR. NÃO
OCORRÊNCIA DE NULIDADE. INEXISTÊNCIA DE
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INTIMAÇÕES
LEGAIS OBSERVADAS. RÉU FORAGIDO. POSTERIOR
INTIMAÇÃO POR EDITAL PARA CIÊNCIA DA PRONÚNCIA.
INSUBSISTÊNCIA DO PLEITO MERITÓRIO. INDÍCIOS DE
AUTORIA E PROVA DA MATERIALIDADE. FASE
PROCESSUAL DE MERO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE.
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO IN DÚBIO PRO SOCIETATE.
MANUTENÇÃO DA PRONÚNCIA. DESPROVIMENTO DO
RECURSO.
1. Evidenciado que a denúncia, ainda que sucinta, tenha
atendido aos requisitos do art. 41 do CPP, por haver qualificado
o réu e identificado as vítimas, expondo como se deu o fato
criminoso, com suas circunstâncias, além de classificar o crime e
oferecer o rol de testemunhas, afasta-se a alegação de inépcia,
com a consequente rejeição da preliminar.
2. Em que pese o Código de Processo Penal seja silente
sobre as exceções ao princípio da identidade física do juiz,
inserido pelo novo comando do § 2... do seu art. 399, conforme
orientação inserta no seu art. 3..., mister se faz a aplicação
subsidiária do art. 132 do Código de Processo Civil, dispensando o julgamento da
causa pelo juiz que presidiu a instrução, quando tiver sido
"convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou
aposentando, casos em que passará os autos para o seu sucessor".
3. Não há que se falar de ausência de fundamentação se,
da simples leitura da sentença recorrida, evidencia a existência
de fundamentação necessária para o pronunciamento do
acusado, ainda mais porque, nesta fase, não se exige um
esmerado aprofundamento das provas, ou seja, um juízo de
certeza, com elementos incontroversos da existência do crime,
mas, sim, indícios suficientes de autoria e prova da
materialidade, posto que se trata de mero juízo de
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
admissibilidade da acusação e, não, juízo de culpabilidade, cujo
julgo fica a cargo do Tribunal do Júri.
4. Afasta-se a tese de que houve cerceamento do direito de
defesa, ao pretexto de que o réu não foi intimado para ofertar
suas alegações finais, quando ele, respondendo ao processo em
liberdade, sob fiança, não é encontrado no endereço constante
nos autos para tomar ciência sobre a desídia de seus patronos,
chegando ao ponto de ser intimado da sentença de pronúncia
pela via editalícia, fazendo demonstrar o seu descaso para com
a Justiça e sua disposição de permanecer foragido, razão por
que se rejeita a correspondente preliminar.
5. Para a decisão de pronúncia do acusado, basta, apenas,
a prova da materialidade do fato e a existência de indícios
suficientes de sua autoria, a fim de que seja o denunciado
submetido a julgamento pelo Sinédrio Popular.
6. A decisão de pronúncia é de mera admissibilidade do
Juízo, imperando o princípio do in dúbio pro societate, ou seja,
em caso de dúvida, cabe ao Conselho de Sentença dirimi-la, por
ser o Juiz natural da causa.
7. "Na pronúncia, o juiz cinge-se e restringe-se em
demonstrar a materialidade e autoria. Só. Esse o papel da
pronúncia, semelhantemente ao procedimento do grande Júri
que havia no Direito inglês: reconhecer a existência do crime,
seja a parte objecti, seja a parte subjecti. O que passar daí é
extravagância injustificada e incompreensível. Mesmo que o
Juiz fique na dúvida quanto à pronúncia, a jurisprudência
entende deva ele proferi-la, porquanto não exige ela juízo de
certeza. A pronúncia encerra, isto sim, juízo fundado de
suspeita. Daí porque, na dúvida, deve o juiz pronunciar.”
8. Recurso conhecido a que se nega provimento.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
admissibilidade da acusação e, não, juízo de culpabilidade, cujo
julgo fica a cargo do Tribunal do Júri.
4. Afasta-se a tese de que houve cerceamento do direito de
defesa, ao pretexto de que o réu não foi intimado para ofertar
suas alegações finais, quando ele, respondendo ao processo em
liberdade, sob fiança, não é encontrado no endereço constante
nos autos para tomar ciência sobre a desídia de seus patronos,
chegando ao ponto de ser intimado da sentença de pronúncia
pela via editalícia, fazendo demonstrar o seu descaso para com
a Justiça e sua disposição de permanecer foragido, razão por
que se rejeita a correspondente preliminar.
5. Para a decisão de pronúncia do acusado, basta, apenas,
a prova da materialidade do fato e a existência de indícios
suficientes de sua autoria, a fim de que seja o denunciado
submetido a julgamento pelo Sinédrio Popular.
6. A decisão de pronúncia é de mera admissibilidade do
Juízo, imperando o princípio do in dúbio pro societate, ou seja,
em caso de dúvida, cabe ao Conselho de Sentença dirimi-la, por
ser o Juiz natural da causa.
7. "Na pronúncia, o juiz cinge-se e restringe-se em
demonstrar a materialidade e autoria. Só. Esse o papel da
pronúncia, semelhantemente ao procedimento do grande Júri
que havia no Direito inglês: reconhecer a existência do crime,
seja a parte objecti, seja a parte subjecti. O que passar daí é
extravagância injustificada e incompreensível. Mesmo que o
Juiz fique na dúvida quanto à pronúncia, a jurisprudência
entende deva ele proferi-la, porquanto não exige ela juízo de
certeza. A pronúncia encerra, isto sim, juízo fundado de
suspeita. Daí porque, na dúvida, deve o juiz pronunciar.”
8. Recurso conhecido a que se nega provimento.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte.
O tema relativo à composição do Órgão julgador do recurso criminal
não foi enfrentado na origem, deixando o agravante de protocolar
embargos de declaração. O instituto do prequestionamento significa o
debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões
apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no
recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo
constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator,
com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006,
sintetizado na seguinte ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
4
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
regência.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte.
O tema relativo à composição do Órgão julgador do recurso criminal
não foi enfrentado na origem, deixando o agravante de protocolar
embargos de declaração. O instituto do prequestionamento significa o
debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões
apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no
recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo
constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator,
com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006,
sintetizado na seguinte ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 669.040 AGR / PB
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
5
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S) : MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669.040
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOAO PAULO GUEDES MEIRA
ADV.(A/S) : MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669 . 040",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR / PB",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669 . 040",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669 . 040",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário 669",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR",
"Recurso Extraordinário 669 . 040",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR",
"Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR / PB",
"Verbete n 279",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"Recurso Extraordinário 669 . 040",
"Recurso Extraordinário 669 . 040 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669 . 040",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 669 . 040"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Diploma Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Diploma",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"ART . 41 DO CPP",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"ARTS . 3o E 399 , § 2 . . . , DO CPP",
"ART . 132 DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 41 DO CPP",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"ARTS . 3o E 399 , § 2 . . . , DO CPP",
"ART . 132 DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 do CPP",
"Código de Processo Penal",
"art . 132 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
".",
"41 do CPP",
"Código de Processo Penal",
"art . 132 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"Brasília",
"Brasília",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"ESTADO DA PARAÍBA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"PB",
"Sinédrio Popular",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"/",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"PB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"JOAO PAULO GUEDES MEIRA",
"MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"JOAO PAULO GUEDES MEIRA",
"MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"JOAO PAULO GUEDES MEIRA",
"MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"JOAO PAULO GUEDES MEIRA",
"MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"JOAO PAULO GUEDES MEIRA",
"MARIO GOMES DE ARAUJO JUNIOR",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Ex-
combatente. Pensão. Legislação. Data do óbito. Jurisprudência
assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo
regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental
tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613892.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“O agravo não merece acolhida. É que o aresto
impugnado se encontra em consonância com o entendimento
firmado pelo Plenário desta colenda Corte, de que os preceitos
legais aplicáveis à pensão especial são aqueles em vigor quando
do óbito do ex-combatente. Confira-se, a propósito, o MS
21.707, Redator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, assim
ementado:
‘PENSÃO - EX-COMBATENTE - REGÊNCIA. O
direito à pensão de ex-combatente é regido pelas normas
legais em vigor à data do evento morte. Tratando-se de
reversão do benefício a filha mulher, em razão do
falecimento da própria mãe que a vinha recebendo,
consideram-se não os preceitos em vigor quando do óbito
desta última, mas do primeiro, ou seja, do ex-combatente’.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do
art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso” (fl. 220).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 225-229, com o consequente provimento do
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613985.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“O agravo não merece acolhida. É que o aresto
impugnado se encontra em consonância com o entendimento
firmado pelo Plenário desta colenda Corte, de que os preceitos
legais aplicáveis à pensão especial são aqueles em vigor quando
do óbito do ex-combatente. Confira-se, a propósito, o MS
21.707, Redator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, assim
ementado:
‘PENSÃO - EX-COMBATENTE - REGÊNCIA. O
direito à pensão de ex-combatente é regido pelas normas
legais em vigor à data do evento morte. Tratando-se de
reversão do benefício a filha mulher, em razão do
falecimento da própria mãe que a vinha recebendo,
consideram-se não os preceitos em vigor quando do óbito
desta última, mas do primeiro, ou seja, do ex-combatente’.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do
art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso” (fl. 220).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 225-229, com o consequente provimento do
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
AI 668.967 AGR / RJ
recurso.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 668.967 AGR / RJ
recurso.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3º e 4º, e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem desrespeitadas
nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes de lhes autorizar
revisão ou reconsideração. De modo que o inconformismo sistemático,
manifestado em recursos carentes de fundamentos novos, pode ser visto
como abuso do poder recursal.
2. Isso posto, nego provimento ao agravo.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613986.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3º e 4º, e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem desrespeitadas
nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes de lhes autorizar
revisão ou reconsideração. De modo que o inconformismo sistemático,
manifestado em recursos carentes de fundamentos novos, pode ser visto
como abuso do poder recursal.
2. Isso posto, nego provimento ao agravo.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613986.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622976
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622976
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2644961
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-29T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Ex-combatente. Pensão. Legislação. Data do óbito. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.
|
sjur213744
|
Número de páginas: 5.
Análise: 05/09/2012, MLM.
|
CEZAR PELUSO
|
Segunda Turma
|
668967
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00544 PAR-00003 PAR-00004 ART-00557\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 668967 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Ex-
combatente. Pensão. Legislação. Data do óbito. Jurisprudência
assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo
regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental
tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613892.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/08/2012
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“O agravo não merece acolhida. É que o aresto
impugnado se encontra em consonância com o entendimento
firmado pelo Plenário desta colenda Corte, de que os preceitos
legais aplicáveis à pensão especial são aqueles em vigor quando
do óbito do ex-combatente. Confira-se, a propósito, o MS
21.707, Redator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, assim
ementado:
‘PENSÃO - EX-COMBATENTE - REGÊNCIA. O
direito à pensão de ex-combatente é regido pelas normas
legais em vigor à data do evento morte. Tratando-se de
reversão do benefício a filha mulher, em razão do
falecimento da própria mãe que a vinha recebendo,
consideram-se não os preceitos em vigor quando do óbito
desta última, mas do primeiro, ou seja, do ex-combatente’.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do
art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso” (fl. 220).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 225-229, com o consequente provimento do
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613985.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“O agravo não merece acolhida. É que o aresto
impugnado se encontra em consonância com o entendimento
firmado pelo Plenário desta colenda Corte, de que os preceitos
legais aplicáveis à pensão especial são aqueles em vigor quando
do óbito do ex-combatente. Confira-se, a propósito, o MS
21.707, Redator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, assim
ementado:
‘PENSÃO - EX-COMBATENTE - REGÊNCIA. O
direito à pensão de ex-combatente é regido pelas normas
legais em vigor à data do evento morte. Tratando-se de
reversão do benefício a filha mulher, em razão do
falecimento da própria mãe que a vinha recebendo,
consideram-se não os preceitos em vigor quando do óbito
desta última, mas do primeiro, ou seja, do ex-combatente’.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do
art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso” (fl. 220).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 225-229, com o consequente provimento do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
AI 668.967 AGR / RJ
recurso.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613985.
Supremo Tribunal Federal
AI 668.967 AGR / RJ
recurso.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3... e 4..., e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem desrespeitadas
nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes de lhes autorizar
revisão ou reconsideração. De modo que o inconformismo sistemático,
manifestado em recursos carentes de fundamentos novos, pode ser visto
como abuso do poder recursal.
2. Isso posto, nego provimento ao agravo.
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3... e 4..., e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem desrespeitadas
nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes de lhes autorizar
revisão ou reconsideração. De modo que o inconformismo sistemático,
manifestado em recursos carentes de fundamentos novos, pode ser visto
como abuso do poder recursal.
2. Isso posto, nego provimento ao agravo.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 668.967
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 668 . 967",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 668 . 967",
"MS 21 . 707",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 668 . 967",
"MS 21 . 707",
"AI 668 . 967",
"AI 668 . 967",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 668 . 967",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 668 . 967",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 668 . 967"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"/",
"2001",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"art . 557 , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art .",
"art . 557 , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CEZAR PELUSO",
"RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"Marco Aurélio",
"CEZAR PELUSO",
"RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"Marco Aurélio",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"CEZAR PELUSO",
"RAQUEL CUNHA DE OLIVEIRA",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 112.576 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S)
:ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Processual Penal. Porte ilegal de arma de fogo de
uso restrito. Artigo 16, parágrafo único, inciso IV, da Lei nº 10.826/03.
Excesso de prazo da instrução criminal. Superveniência de sentença
condenatória. Prejudicialidade. Precedentes. Writ prejudicado.
1. A superveniência de sentença condenatória torna superada a
questão relativa ao excesso de prazo da instrução criminal, conforme
reiterada jurisprudência da Corte.
2. Habeas corpus prejudicado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar prejudicada a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
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Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 112.576 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S)
:ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Ademilson Alves de Brito em favor de Adalberto Isídio Nascimento,
buscando a liberdade provisória do paciente.
Aponta como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 225.107/SP impetrado
àquela Corte de Justiça, Relator o Ministro Adilson Vieira Macabu.
Assevera o impetrante, em síntese, o excesso de prazo da instrução
criminal. Aduz, para tanto, que se encontra o paciente preso por força de
prisão em flagrante, à data desta impetração, há mais de 1 (um) ano e 6
(seis) meses, sem que tenha provocado a demora na prestação
jurisdicional.
Argumenta, ainda, que
“o processo (...) esta em andamento desde 28 de junho de
2010, ou seja, mais de 1 ano se passou, exatamente um ano e
seis meses, fato que contraria a doutrina e a jurisprudência da
mais Alta Corte do nosso Pais, Bem como, fere o artigo 7º inc. V
do pacto de São José da Costa Rica o qual o Pais é signatário; a
não aplicação do direito consagrado na nossa Magna Carta, fere
o princípio constitucional art. 5º inc.; LXXVIII” (fl. 6 da inicial –
grifos no original).
Requer o deferimento da liminar para conceder ao paciente o
benefício da liberdade provisória e, no mérito, pede a sua confirmação.
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 112.576 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S)
:ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Ademilson Alves de Brito em favor de Adalberto Isídio Nascimento,
buscando a liberdade provisória do paciente.
Aponta como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 225.107/SP impetrado
àquela Corte de Justiça, Relator o Ministro Adilson Vieira Macabu.
Assevera o impetrante, em síntese, o excesso de prazo da instrução
criminal. Aduz, para tanto, que se encontra o paciente preso por força de
prisão em flagrante, à data desta impetração, há mais de 1 (um) ano e 6
(seis) meses, sem que tenha provocado a demora na prestação
jurisdicional.
Argumenta, ainda, que
“o processo (...) esta em andamento desde 28 de junho de
2010, ou seja, mais de 1 ano se passou, exatamente um ano e
seis meses, fato que contraria a doutrina e a jurisprudência da
mais Alta Corte do nosso Pais, Bem como, fere o artigo 7º inc. V
do pacto de São José da Costa Rica o qual o Pais é signatário; a
não aplicação do direito consagrado na nossa Magna Carta, fere
o princípio constitucional art. 5º inc.; LXXVIII” (fl. 6 da inicial –
grifos no original).
Requer o deferimento da liminar para conceder ao paciente o
benefício da liberdade provisória e, no mérito, pede a sua confirmação.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
HC 112.576 / SP
Indeferi o pedido de liminar e solicitei informações à autoridade
coatora e ao Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Birigui/SP. As informações foram devidamente prestadas (Petições/STF
nºs 16.119/12 e 16.418/12).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
extinção do feito sem julgamento de mérito.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.576 / SP
Indeferi o pedido de liminar e solicitei informações à autoridade
coatora e ao Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Birigui/SP. As informações foram devidamente prestadas (Petições/STF
nºs 16.119/12 e 16.418/12).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
extinção do feito sem julgamento de mérito.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 112.576 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº
225.107/SP impetrado àquela Corte de Justiça, Relator o Ministro Adilson
Vieira Macabu.
Narra o impetrante, na inicial, que:
“(...)
O paciente foi preso em flagrante delito, no dia 28 de
Junho de 2010, por volta das 22:09 hs, na Rua Felício Migliorine
nº 74 Na cidade de Birigui/SP, por ter em tese infringido o
disposto no artigo 288, § Único do CP, e art.16, § Único Inc. IV
da Lei 10.826/03, c.c. artigo 69 do Código Penal.
Narra na Denúncia que o paciente, no dia dos fatos
portava uma pistola, marca Taurus, calibre 380, municiada com
nove cartuchos íntegros, arma de fogo de uso permitido, com
numeração suprimida, sem autorização e em desacordo com
determinação legal ou regulamentar. No mesmo local e data o
paciente foi denunciado pela prática de crime de formação de
quadrilha, porém, não a denúncia não respeitou o disposto no
artigo 41 do CPP, ao deixar de individualizar a conduta
criminosa do paciente.
O feito foi distribuído para a 1ª Vara Criminal da Comarca
de Birigui/SP.
O paciente requereu pedido de relaxamento da prisão
cautelar por excesso de prazo, no entanto, o pedido fora
indeferido, pois, entendeu o juízo monocrático que não havia o
excesso de prazo, salientando, também, o MM. Juiz de Primeiro
Grau, que para a garantia da ordem pública e a por crime de
quadrilha armada não fazia jus a liberdade provisória.
Em decorrência do indeferimento pelo Juízo Monocrático,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 112.576 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº
225.107/SP impetrado àquela Corte de Justiça, Relator o Ministro Adilson
Vieira Macabu.
Narra o impetrante, na inicial, que:
“(...)
O paciente foi preso em flagrante delito, no dia 28 de
Junho de 2010, por volta das 22:09 hs, na Rua Felício Migliorine
nº 74 Na cidade de Birigui/SP, por ter em tese infringido o
disposto no artigo 288, § Único do CP, e art.16, § Único Inc. IV
da Lei 10.826/03, c.c. artigo 69 do Código Penal.
Narra na Denúncia que o paciente, no dia dos fatos
portava uma pistola, marca Taurus, calibre 380, municiada com
nove cartuchos íntegros, arma de fogo de uso permitido, com
numeração suprimida, sem autorização e em desacordo com
determinação legal ou regulamentar. No mesmo local e data o
paciente foi denunciado pela prática de crime de formação de
quadrilha, porém, não a denúncia não respeitou o disposto no
artigo 41 do CPP, ao deixar de individualizar a conduta
criminosa do paciente.
O feito foi distribuído para a 1ª Vara Criminal da Comarca
de Birigui/SP.
O paciente requereu pedido de relaxamento da prisão
cautelar por excesso de prazo, no entanto, o pedido fora
indeferido, pois, entendeu o juízo monocrático que não havia o
excesso de prazo, salientando, também, o MM. Juiz de Primeiro
Grau, que para a garantia da ordem pública e a por crime de
quadrilha armada não fazia jus a liberdade provisória.
Em decorrência do indeferimento pelo Juízo Monocrático,
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 112.576 / SP
o paciente dirigiu-se ao Egrégio Tribunal de Justiça de São
Paulo com pedido de Habeas Corpus que recebeu o número
0569118.60.2010.8.26.0000, devidamente julgado em 28 de
março de 2011.
Referido Writ fora levado a mesa, em seção de julgamento
no dia 28 de março de 2011, sendo certo, conforme se verifica no
acórdão que ora acompanha o presente mandamus, que a
Ordem fora DENEGADA (…)
(…)
Para a garantia Constitucional do princípio da inocência
art. LVII da CF; para a garantia da celeridade processual art.
LXXVIII da CF e para a garantia do Pacto de San José da costa
Rica em seu art. VII inc. V, o paciente impetrou Ordem de
Habeas corpus perante o STJ – HC 225.107, sendo que a ordem
fora denegada (...)” (fls. 4 a 6 da inicial – grifos conforme o
original).
Eis a ementa do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O SISTEMA
NACIONAL
DE
ARMAS.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCESSO DE PRAZO PARA
A FORMAÇÃO DA CULPA. INOCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA 52/STJ. PRECEDENTES.
1. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior
Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir
constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente
fundamentada, retratar a necessidade da medida para as
garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal
e aplicação da lei penal.
2. Encerrada a instrução criminal, não há espaço para se
aventar excesso de prazo (Súmula 52 deste Superior Tribunal de
Justiça), notadamente se, como na espécie, a eventual demora
encontra-se justificada pela razoabilidade.
3. Ordem denegada”
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.576 / SP
o paciente dirigiu-se ao Egrégio Tribunal de Justiça de São
Paulo com pedido de Habeas Corpus que recebeu o número
0569118.60.2010.8.26.0000, devidamente julgado em 28 de
março de 2011.
Referido Writ fora levado a mesa, em seção de julgamento
no dia 28 de março de 2011, sendo certo, conforme se verifica no
acórdão que ora acompanha o presente mandamus, que a
Ordem fora DENEGADA (…)
(…)
Para a garantia Constitucional do princípio da inocência
art. LVII da CF; para a garantia da celeridade processual art.
LXXVIII da CF e para a garantia do Pacto de San José da costa
Rica em seu art. VII inc. V, o paciente impetrou Ordem de
Habeas corpus perante o STJ – HC 225.107, sendo que a ordem
fora denegada (...)” (fls. 4 a 6 da inicial – grifos conforme o
original).
Eis a ementa do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O SISTEMA
NACIONAL
DE
ARMAS.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCESSO DE PRAZO PARA
A FORMAÇÃO DA CULPA. INOCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA 52/STJ. PRECEDENTES.
1. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior
Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir
constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente
fundamentada, retratar a necessidade da medida para as
garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal
e aplicação da lei penal.
2. Encerrada a instrução criminal, não há espaço para se
aventar excesso de prazo (Súmula 52 deste Superior Tribunal de
Justiça), notadamente se, como na espécie, a eventual demora
encontra-se justificada pela razoabilidade.
3. Ordem denegada”
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 112.576 / SP
Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ.
O caso é de prejudicialidade da impetração.
Conforme se infere das informações prestadas pelo Juízo de origem,
“foi prolatada sentença em 29/3/2012, a qual julgou
parcialmente procedente a ação penal para absolver o paciente
da imputação que lhe foi feita na denúncia quanto ao artigo 288
do Código Penal, com fundamento no artigo 386, inciso VII, do
Código de Processo Penal. E condenar o paciente à pena 04
(quatro) anos e 01 (um) mês de reclusão, em regime inicial
fechado, e o pagamento de 12 (doze) dias-multa, no valor
mínimo unitário, por infração ao disposto no artigo 16,
parágrafo único, inciso IV da Lei nº 10.826/03” (fl. 3 do anexo
11).
Nesse contexto, na linha de reiterados pronunciamentos da Corte, a
superveniência do édito condenatório prejudica o alegado excesso de
prazo da instrução criminal. Confira-se:
“DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE
PRAZO.
SUPERVENIÊNCIA
DE
SENTENÇA
CONDENATÓRIA. MODIFICAÇÃO DO TÍTULO PRISIONAL.
PREJUDICIALIDADE. 1. As questões de direito tratadas nos
autos deste habeas corpus dizem respeito ao alegado excesso de
prazo para a formação de culpa e a ausência dos pressupostos
autorizadores da segregação cautelar. 2. Tendo sido prolatada
sentença condenatória, fica superada a alegação de excesso de
prazo. Precedentes. 3. A superveniência da sentença
condenatória prejudica o habeas corpus quando esse tenha por
objeto o decreto de prisão preventiva, dado que passa a
sentença a constituir novo título para a prisão. 4. Habeas corpus
prejudicado” (HC nº 97.548/SP, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/8/09).
“HABEAS
CORPUS.
PRISÃO
PREVENTIVA.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.576 / SP
Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ.
O caso é de prejudicialidade da impetração.
Conforme se infere das informações prestadas pelo Juízo de origem,
“foi prolatada sentença em 29/3/2012, a qual julgou
parcialmente procedente a ação penal para absolver o paciente
da imputação que lhe foi feita na denúncia quanto ao artigo 288
do Código Penal, com fundamento no artigo 386, inciso VII, do
Código de Processo Penal. E condenar o paciente à pena 04
(quatro) anos e 01 (um) mês de reclusão, em regime inicial
fechado, e o pagamento de 12 (doze) dias-multa, no valor
mínimo unitário, por infração ao disposto no artigo 16,
parágrafo único, inciso IV da Lei nº 10.826/03” (fl. 3 do anexo
11).
Nesse contexto, na linha de reiterados pronunciamentos da Corte, a
superveniência do édito condenatório prejudica o alegado excesso de
prazo da instrução criminal. Confira-se:
“DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE
PRAZO.
SUPERVENIÊNCIA
DE
SENTENÇA
CONDENATÓRIA. MODIFICAÇÃO DO TÍTULO PRISIONAL.
PREJUDICIALIDADE. 1. As questões de direito tratadas nos
autos deste habeas corpus dizem respeito ao alegado excesso de
prazo para a formação de culpa e a ausência dos pressupostos
autorizadores da segregação cautelar. 2. Tendo sido prolatada
sentença condenatória, fica superada a alegação de excesso de
prazo. Precedentes. 3. A superveniência da sentença
condenatória prejudica o habeas corpus quando esse tenha por
objeto o decreto de prisão preventiva, dado que passa a
sentença a constituir novo título para a prisão. 4. Habeas corpus
prejudicado” (HC nº 97.548/SP, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/8/09).
“HABEAS
CORPUS.
PRISÃO
PREVENTIVA.
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 112.576 / SP
ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO E
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR PARA A
PREVENTIVA.
SUPERVENIÊNCIA
DA
SENTENÇA
CONDENATÓRIA, NOVO TÍTULO DA PRISÃO: PREJUÍZO
DA PRESENTE AÇÃO. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A superveniência da sentença condenatória,
que constitui novo título da prisão, prejudica a alegação de
excesso de prazo da prisão e ausência de fundamentação
cautelar válida para a prisão preventiva. 2. Habeas corpus
denegado” (HC nº 96.655/MG, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe 1º/7/09).
Perfilhando esse entendimento: HC nº 104.227/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 9/6/11; HC nº 103.537/PI, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 2/6/11; HC nº100.595/SP,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 10/3/11; HC
nº96.235/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
5/3/10; HC nº 84.077/BA, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/9/04.
Com essas breves considerações, julgo prejudicada a impetração.
É como voto.
4
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HC 112.576 / SP
ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO E
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR PARA A
PREVENTIVA.
SUPERVENIÊNCIA
DA
SENTENÇA
CONDENATÓRIA, NOVO TÍTULO DA PRISÃO: PREJUÍZO
DA PRESENTE AÇÃO. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A superveniência da sentença condenatória,
que constitui novo título da prisão, prejudica a alegação de
excesso de prazo da prisão e ausência de fundamentação
cautelar válida para a prisão preventiva. 2. Habeas corpus
denegado” (HC nº 96.655/MG, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe 1º/7/09).
Perfilhando esse entendimento: HC nº 104.227/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 9/6/11; HC nº 103.537/PI, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 2/6/11; HC nº100.595/SP,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 10/3/11; HC
nº96.235/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
5/3/10; HC nº 84.077/BA, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/9/04.
Com essas breves considerações, julgo prejudicada a impetração.
É como voto.
4
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.576
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S) : ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.576
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S) : ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2291274
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-01T00:00:00
|
A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Habeas corpus. Processual Penal. Porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Artigo 16, parágrafo único, inciso IV, da Lei nº 10.826/03. Excesso de prazo da instrução criminal. Superveniência de sentença condenatória. Prejudicialidade. Precedentes. Writ prejudicado.
1. A superveniência de sentença condenatória torna superada a questão relativa ao excesso de prazo da instrução criminal, conforme reiterada jurisprudência da Corte.
2. Habeas corpus prejudicado.
|
sjur211833
|
- Acórdãos citados: HC 84077, HC 96235, HC 96655, HC 97548, HC 100595, HC 103537, HC 104227.
Número de páginas: 8.
Análise: 06/08/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
112576
|
[
"LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\r\n ART-00016 PAR-ÚNICO INC-00004 \r\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 112576
|
[
""
] |
PACTE.(S) : ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S) : ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 112.576 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S)
:ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Processual Penal. Porte ilegal de arma de fogo de
uso restrito. Artigo 16, parágrafo único, inciso IV, da Lei n 10.826/03.
Excesso de prazo da instrução criminal. Superveniência de sentença
condenatória. Prejudicialidade. Precedentes. Writ prejudicado.
1. A superveniência de sentença condenatória torna superada a
questão relativa ao excesso de prazo da instrução criminal, conforme
reiterada jurisprudência da Corte.
2. Habeas corpus prejudicado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar prejudicada a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
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Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 112.576 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S)
:ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Ademilson Alves de Brito em favor de Adalberto Isídio Nascimento,
buscando a liberdade provisória do paciente.
Aponta como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 225.107/SP impetrado
àquela Corte de Justiça, Relator o Ministro Adilson Vieira Macabu.
Assevera o impetrante, em síntese, o excesso de prazo da instrução
criminal. Aduz, para tanto, que se encontra o paciente preso por força de
prisão em flagrante, à data desta impetração, há mais de 1 (um) ano e 6
(seis) meses, sem que tenha provocado a demora na prestação
jurisdicional.
Argumenta, ainda, que
“o processo (...) esta em andamento desde 28 de junho de
2010, ou seja, mais de 1 ano se passou, exatamente um ano e
seis meses, fato que contraria a doutrina e a jurisprudência da
mais Alta Corte do nosso Pais, Bem como, fere o artigo 7... inc. V
do pacto de São José da Costa Rica o qual o Pais é signatário; a
não aplicação do direito consagrado na nossa Magna Carta, fere
o princípio constitucional art. 5... inc.; LXXVIII” (fl. 6 da inicial –
grifos no original).
Requer o deferimento da liminar para conceder ao paciente o
benefício da liberdade provisória e, no mérito, pede a sua confirmação.
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 112.576 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S)
:ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Ademilson Alves de Brito em favor de Adalberto Isídio Nascimento,
buscando a liberdade provisória do paciente.
Aponta como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 225.107/SP impetrado
àquela Corte de Justiça, Relator o Ministro Adilson Vieira Macabu.
Assevera o impetrante, em síntese, o excesso de prazo da instrução
criminal. Aduz, para tanto, que se encontra o paciente preso por força de
prisão em flagrante, à data desta impetração, há mais de 1 (um) ano e 6
(seis) meses, sem que tenha provocado a demora na prestação
jurisdicional.
Argumenta, ainda, que
“o processo (...) esta em andamento desde 28 de junho de
2010, ou seja, mais de 1 ano se passou, exatamente um ano e
seis meses, fato que contraria a doutrina e a jurisprudência da
mais Alta Corte do nosso Pais, Bem como, fere o artigo 7... inc. V
do pacto de São José da Costa Rica o qual o Pais é signatário; a
não aplicação do direito consagrado na nossa Magna Carta, fere
o princípio constitucional art. 5... inc.; LXXVIII” (fl. 6 da inicial –
grifos no original).
Requer o deferimento da liminar para conceder ao paciente o
benefício da liberdade provisória e, no mérito, pede a sua confirmação.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
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Relatório
HC 112.576 / SP
Indeferi o pedido de liminar e solicitei informações à autoridade
coatora e ao Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de
Birigui/SP. As informações foram devidamente prestadas (Petições/Supremo Tribunal Federal
ns 16.119/12 e 16.418/12).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
extinção do feito sem julgamento de mérito.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.576 / SP
Indeferi o pedido de liminar e solicitei informações à autoridade
coatora e ao Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de
Birigui/SP. As informações foram devidamente prestadas (Petições/Supremo Tribunal Federal
ns 16.119/12 e 16.418/12).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
extinção do feito sem julgamento de mérito.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 112.576 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n
225.107/SP impetrado àquela Corte de Justiça, Relator o Ministro Adilson
Vieira Macabu.
Narra o impetrante, na inicial, que:
“(...)
O paciente foi preso em flagrante delito, no dia 28 de
Junho de 2010, por volta das 22:09 hs, na Rua Felício Migliorine
n 74 Na cidade de Birigui/SP, por ter em tese infringido o
disposto no artigo 288, § Único do Código Penal Brasileiro, e art.16, § Único Inc. IV
da Lei 10.826/03, c.c. artigo 69 do Código Penal.
Narra na Denúncia que o paciente, no dia dos fatos
portava uma pistola, marca Taurus, calibre 380, municiada com
nove cartuchos íntegros, arma de fogo de uso permitido, com
numeração suprimida, sem autorização e em desacordo com
determinação legal ou regulamentar. No mesmo local e data o
paciente foi denunciado pela prática de crime de formação de
quadrilha, porém, não a denúncia não respeitou o disposto no
artigo 41 do CPP, ao deixar de individualizar a conduta
criminosa do paciente.
O feito foi distribuído para a 1... Vara Criminal da Comarca
de Birigui/SP.
O paciente requereu pedido de relaxamento da prisão
cautelar por excesso de prazo, no entanto, o pedido fora
indeferido, pois, entendeu o juízo monocrático que não havia o
excesso de prazo, salientando, também, o MM. Juiz de Primeiro
Grau, que para a garantia da ordem pública e a por crime de
quadrilha armada não fazia jus a liberdade provisória.
Em decorrência do indeferimento pelo Juízo Monocrático,
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 112.576 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n
225.107/SP impetrado àquela Corte de Justiça, Relator o Ministro Adilson
Vieira Macabu.
Narra o impetrante, na inicial, que:
“(...)
O paciente foi preso em flagrante delito, no dia 28 de
Junho de 2010, por volta das 22:09 hs, na Rua Felício Migliorine
n 74 Na cidade de Birigui/SP, por ter em tese infringido o
disposto no artigo 288, § Único do Código Penal Brasileiro, e art.16, § Único Inc. IV
da Lei 10.826/03, c.c. artigo 69 do Código Penal.
Narra na Denúncia que o paciente, no dia dos fatos
portava uma pistola, marca Taurus, calibre 380, municiada com
nove cartuchos íntegros, arma de fogo de uso permitido, com
numeração suprimida, sem autorização e em desacordo com
determinação legal ou regulamentar. No mesmo local e data o
paciente foi denunciado pela prática de crime de formação de
quadrilha, porém, não a denúncia não respeitou o disposto no
artigo 41 do CPP, ao deixar de individualizar a conduta
criminosa do paciente.
O feito foi distribuído para a 1... Vara Criminal da Comarca
de Birigui/SP.
O paciente requereu pedido de relaxamento da prisão
cautelar por excesso de prazo, no entanto, o pedido fora
indeferido, pois, entendeu o juízo monocrático que não havia o
excesso de prazo, salientando, também, o MM. Juiz de Primeiro
Grau, que para a garantia da ordem pública e a por crime de
quadrilha armada não fazia jus a liberdade provisória.
Em decorrência do indeferimento pelo Juízo Monocrático,
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 112.576 / SP
o paciente dirigiu-se ao Egrégio Tribunal de Justiça de São
Paulo com pedido de Habeas Corpus que recebeu o número
0569118.60.2010.8.26.0000, devidamente julgado em 28 de
março de 2011.
Referido Writ fora levado a mesa, em seção de julgamento
no dia 28 de março de 2011, sendo certo, conforme se verifica no
acórdão que ora acompanha o presente mandamus, que a
Ordem fora DENEGADA (…)
(…)
Para a garantia Constitucional do princípio da inocência
art. LVII da Constituição Federal de 1988; para a garantia da celeridade processual art.
LXXVIII da Constituição Federal de 1988 e para a garantia do Pacto de San José da costa
Rica em seu art. VII inc. V, o paciente impetrou Ordem de
Habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça – HC 225.107, sendo que a ordem
fora denegada (...)” (fls. 4 a 6 da inicial – grifos conforme o
original).
Eis a ementa do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O SISTEMA
NACIONAL
DE
ARMAS.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCESSO DE PRAZO PARA
A FORMAÇÃO DA CULPA. INOCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA 52/Superior Tribunal de Justiça. PRECEDENTES.
1. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior
Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir
constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente
fundamentada, retratar a necessidade da medida para as
garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal
e aplicação da lei penal.
2. Encerrada a instrução criminal, não há espaço para se
aventar excesso de prazo (Súmula 52 deste Superior Tribunal de
Justiça), notadamente se, como na espécie, a eventual demora
encontra-se justificada pela razoabilidade.
3. Ordem denegada”
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.576 / SP
o paciente dirigiu-se ao Egrégio Tribunal de Justiça de São
Paulo com pedido de Habeas Corpus que recebeu o número
0569118.60.2010.8.26.0000, devidamente julgado em 28 de
março de 2011.
Referido Writ fora levado a mesa, em seção de julgamento
no dia 28 de março de 2011, sendo certo, conforme se verifica no
acórdão que ora acompanha o presente mandamus, que a
Ordem fora DENEGADA (…)
(…)
Para a garantia Constitucional do princípio da inocência
art. LVII da Constituição Federal de 1988; para a garantia da celeridade processual art.
LXXVIII da Constituição Federal de 1988 e para a garantia do Pacto de San José da costa
Rica em seu art. VII inc. V, o paciente impetrou Ordem de
Habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça – HC 225.107, sendo que a ordem
fora denegada (...)” (fls. 4 a 6 da inicial – grifos conforme o
original).
Eis a ementa do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O SISTEMA
NACIONAL
DE
ARMAS.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCESSO DE PRAZO PARA
A FORMAÇÃO DA CULPA. INOCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA 52/Superior Tribunal de Justiça. PRECEDENTES.
1. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior
Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir
constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente
fundamentada, retratar a necessidade da medida para as
garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal
e aplicação da lei penal.
2. Encerrada a instrução criminal, não há espaço para se
aventar excesso de prazo (Súmula 52 deste Superior Tribunal de
Justiça), notadamente se, como na espécie, a eventual demora
encontra-se justificada pela razoabilidade.
3. Ordem denegada”
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 112.576 / SP
Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ.
O caso é de prejudicialidade da impetração.
Conforme se infere das informações prestadas pelo Juízo de origem,
“foi prolatada sentença em 29/3/2012, a qual julgou
parcialmente procedente a ação penal para absolver o paciente
da imputação que lhe foi feita na denúncia quanto ao artigo 288
do Código Penal, com fundamento no artigo 386, inciso VII, do
Código de Processo Penal. E condenar o paciente à pena 04
(quatro) anos e 01 (um) mês de reclusão, em regime inicial
fechado, e o pagamento de 12 (doze) dias-multa, no valor
mínimo unitário, por infração ao disposto no artigo 16,
parágrafo único, inciso IV da Lei n 10.826/03” (fl. 3 do anexo
11).
Nesse contexto, na linha de reiterados pronunciamentos da Corte, a
superveniência do édito condenatório prejudica o alegado excesso de
prazo da instrução criminal. Confira-se:
“DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE
PRAZO.
SUPERVENIÊNCIA
DE
SENTENÇA
CONDENATÓRIA. MODIFICAÇÃO DO TÍTULO PRISIONAL.
PREJUDICIALIDADE. 1. As questões de direito tratadas nos
autos deste habeas corpus dizem respeito ao alegado excesso de
prazo para a formação de culpa e a ausência dos pressupostos
autorizadores da segregação cautelar. 2. Tendo sido prolatada
sentença condenatória, fica superada a alegação de excesso de
prazo. Precedentes. 3. A superveniência da sentença
condenatória prejudica o habeas corpus quando esse tenha por
objeto o decreto de prisão preventiva, dado que passa a
sentença a constituir novo título para a prisão. 4. Habeas corpus
prejudicado” (HC n 97.548/SP, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/8/09).
“HABEAS
CORPUS.
PRISÃO
PREVENTIVA.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.576 / SP
Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ.
O caso é de prejudicialidade da impetração.
Conforme se infere das informações prestadas pelo Juízo de origem,
“foi prolatada sentença em 29/3/2012, a qual julgou
parcialmente procedente a ação penal para absolver o paciente
da imputação que lhe foi feita na denúncia quanto ao artigo 288
do Código Penal, com fundamento no artigo 386, inciso VII, do
Código de Processo Penal. E condenar o paciente à pena 04
(quatro) anos e 01 (um) mês de reclusão, em regime inicial
fechado, e o pagamento de 12 (doze) dias-multa, no valor
mínimo unitário, por infração ao disposto no artigo 16,
parágrafo único, inciso IV da Lei n 10.826/03” (fl. 3 do anexo
11).
Nesse contexto, na linha de reiterados pronunciamentos da Corte, a
superveniência do édito condenatório prejudica o alegado excesso de
prazo da instrução criminal. Confira-se:
“DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE
PRAZO.
SUPERVENIÊNCIA
DE
SENTENÇA
CONDENATÓRIA. MODIFICAÇÃO DO TÍTULO PRISIONAL.
PREJUDICIALIDADE. 1. As questões de direito tratadas nos
autos deste habeas corpus dizem respeito ao alegado excesso de
prazo para a formação de culpa e a ausência dos pressupostos
autorizadores da segregação cautelar. 2. Tendo sido prolatada
sentença condenatória, fica superada a alegação de excesso de
prazo. Precedentes. 3. A superveniência da sentença
condenatória prejudica o habeas corpus quando esse tenha por
objeto o decreto de prisão preventiva, dado que passa a
sentença a constituir novo título para a prisão. 4. Habeas corpus
prejudicado” (HC n 97.548/SP, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/8/09).
“HABEAS
CORPUS.
PRISÃO
PREVENTIVA.
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 112.576 / SP
ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO E
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR PARA A
PREVENTIVA.
SUPERVENIÊNCIA
DA
SENTENÇA
CONDENATÓRIA, NOVO TÍTULO DA PRISÃO: PREJUÍZO
DA PRESENTE AÇÃO. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A superveniência da sentença condenatória,
que constitui novo título da prisão, prejudica a alegação de
excesso de prazo da prisão e ausência de fundamentação
cautelar válida para a prisão preventiva. 2. Habeas corpus
denegado” (HC n 96.655/MG, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe 1.../7/09).
Perfilhando esse entendimento: HC n 104.227/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 9/6/11; HC n 103.537/PI, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 2/6/11; HC n100.595/SP,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 10/3/11; HC
n96.235/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
5/3/10; HC n 84.077/BA, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/9/04.
Com essas breves considerações, julgo prejudicada a impetração.
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 112.576 / SP
ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO E
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR PARA A
PREVENTIVA.
SUPERVENIÊNCIA
DA
SENTENÇA
CONDENATÓRIA, NOVO TÍTULO DA PRISÃO: PREJUÍZO
DA PRESENTE AÇÃO. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS
DENEGADO. 1. A superveniência da sentença condenatória,
que constitui novo título da prisão, prejudica a alegação de
excesso de prazo da prisão e ausência de fundamentação
cautelar válida para a prisão preventiva. 2. Habeas corpus
denegado” (HC n 96.655/MG, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe 1.../7/09).
Perfilhando esse entendimento: HC n 104.227/SP, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 9/6/11; HC n 103.537/PI, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 2/6/11; HC n100.595/SP,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 10/3/11; HC
n96.235/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
5/3/10; HC n 84.077/BA, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/9/04.
Com essas breves considerações, julgo prejudicada a impetração.
É como voto.
4
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.576
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S) : ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.576
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO
IMPTE.(S) : ADEMILSON ALVES DE BRITO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 112 . 576",
"HABEAS CORPUS 112 . 576 SÃO",
"HC n 225 . 107 / SP",
"HABEAS CORPUS 112 . 576 SÃO PAULO",
"HC n 225 . 107 / SP",
"HC 112 . 576 / SP",
"HC 112 . 576 / SP",
"Petições",
".",
"/",
"HABEAS CORPUS 112 . 576",
"HC n 225 . 107 / SP",
"HABEAS CORPUS 112 . 576",
"HC n 225 . 107 / SP",
"HC 112 . 576 / SP",
"HC 225 . 107",
"SÚMULA 52 / Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 52 deste Superior Tribunal de Justiça",
"HC 112 . 576 / SP",
"0569118",
".",
"60",
".",
"2010",
".",
"8",
".",
"26",
".",
"0000",
"HC 225 . 107",
"SÚMULA 52 / Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 52 deste Superior Tribunal de Justiça",
"HC 112 . 576 / SP",
"HC n 97 . 548 / SP",
"HC 112 . 576 / SP",
"HC n 97 . 548 / SP",
"HC 112 . 576 / SP",
"HC n 96 . 655 / MG",
"HC n 104 . 227 / SP",
"HC n 103 . 537 / PI",
"HC n100 . 595 / SP",
"HC n96 . 235 / SP",
"HC n 84 . 077 / BA",
"HC 112 . 576",
"HC n 96 . 655 / MG",
"HC n 104 . 227 / SP",
"HC n 103 . 537 / PI",
"HC n100 . 595 / SP",
"HC n96 . 235 / SP",
"HC n 84 . 077 / BA",
"HABEAS CORPUS 112 . 576"
],
"LEGISLACAO": [
"Artigo 16 , parágrafo único , inciso IV , da Lei n 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 7 . . . inc .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Magna Carta",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 288 , § Único do Código Penal Brasileiro",
"art . 16 , § Único Inc . IV da Lei 10 . 826 / 03",
"artigo 69 do Código Penal",
"artigo 41 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 288 , § Único do Código Penal Brasileiro",
"art . 16 , § Único Inc . IV da Lei 10 . 826 / 03",
"artigo 69 do Código Penal",
"artigo 41 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . LVII da Constituição Federal de 1988",
"art . LXXVIII da Constituição Federal de 1988",
"Pacto de San José da costa Rica",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . LVII da Constituição Federal de 1988",
"art . LXXVIII da Constituição Federal de 1988",
"Pacto de San",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 288 do Código Penal",
"artigo 386 , inciso VII , do Código de Processo Penal",
"artigo 16 , parágrafo único , inciso IV da Lei n 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 288 do Código Penal",
"artigo 386 , inciso VII , do Código de Processo Penal",
"artigo 16 , parágrafo único , inciso IV da Lei n 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Comarca de Birigui / SP",
"SÃO PAULO",
"Rua Felício Migliorine",
"Birigui / SP",
"SÃO PAULO",
"Rua Felício Migliorine",
"Birigui",
"/ SP",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Taurus",
"1",
".",
"Vara Criminal da Comarca de Birigui / SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Vara Criminal da Comarca de Birigui / SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
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"-",
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"-",
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"Infra",
"-",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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".",
"Primeira Turma",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO",
"ADEMILSON ALVES DE BRITO",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO",
"ADEMILSON ALVES DE BRITO",
"DIAS TOFFOLI",
"Ademilson Alves de Brito",
"Adalberto Isídio Nascimento",
"Adilson Vieira Macabu",
"DIAS TOFFOLI",
"ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO",
"ADEMILSON ALVES DE BRITO",
"DIAS TOFFOLI",
"Ademilson Alves de Brito",
"Adalberto Isídio Nascimento",
"Adilson Vieira Macabu",
"Mario José Gisi",
"Mario José Gisi",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Adilson Vieira Macabu",
"DIAS TOFFOLI",
"Adilson Vieira Macabu",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO",
"ADEMILSON ALVES DE BRITO",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ADALBERTO ISIDIO NASCIMENTO",
"ADEMILSON ALVES DE BRITO",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"28 de junho de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"28 de junho de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"28 de Junho de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"28 de Junho de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de março de 2011",
"28 de março de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de março de 2011",
"28 de março de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"8",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"28",
"/",
"8",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"7",
"/",
"09",
"9",
"/",
"6",
"/",
"11",
"2",
"/",
"6",
"/",
"11",
"10",
"/",
"3",
"/",
"11",
"5",
"/",
"3",
"/",
"10",
"3",
"/",
"9",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"7",
"/",
"09",
"9",
"/",
"6",
"/",
"11",
"2",
"/",
"6",
"/",
"11",
"10",
"/",
"3",
"/",
"11",
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"/",
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"/",
"10",
"3",
"/",
"9",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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".",
"6",
".",
"2012",
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"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S)
:CARLA ASFORA DE MENEZES
EMENTAS: 1. SERVIDOR PÚBLICO. Sistema remuneratório e
benefícios. Subteto salarial. Matéria objeto de repercussão geral
reconhecida nos RE nº 476894 (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de
22.10.2010) e RE nº 606.358 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 4.6.2010).
Foi reconhecida repercussão geral de recursos extraordinários que
tenham por objeto a constitucionalidade da incidência do abate-teto sobre
salários e proventos de servidores públicos ativos e inativos e a inclusão
de vantagens pessoais no teto remuneratório.
2. RECURSO. Extraordinário. Matéria objeto de repercussão geral
reconhecida. Devolução dos autos à origem. Observância dos arts. 328, §
único, do RISTF e 543-B do CPC. Reconsideração da decisão agravada.
Agravo regimental prejudicado. Reconhecida a repercussão geral da
questão constitucional objeto do recurso extraordinário, devem os autos
baixar à origem, para os fins do art. 543-B do CPC.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
reconsiderar a decisão agravada e determinar a devolução dos autos ao
Tribunal de origem, para os fins do art. 543-B do CPC, ficando
prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613967.
Supremo Tribunal Federal
DJe 28/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Ementa e Acórdão
AI 559.653 AGR / PE
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613967.
Supremo Tribunal Federal
AI 559.653 AGR / PE
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613967.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S)
:CARLA ASFORA DE MENEZES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“O agravo não merece acolhida. É que o aresto recorrido
está em consonância com o entendimento deste excelso
Tribunal de que, muito embora seja legítima a fixação de
subteto pelos entes federados, as vantagens pessoais devem ser
excluídas do seu cômputo. Consultem-se as ADIs 14, 2087 e
2116-MC; a AO 524, e os REs 185.842, 200.363, 209.036 e 387.241-
AgR.
De mais a mais, a jurisprudência desta colenda Corte,
anterior ao advento da EC/41, é firme no sentido de que,
enquanto não se tornar aplicável a norma inserta no inciso XI
do art. 37 da Constituição Federal (nos termos do art. 48, inciso
XV, da mesma Carta), a pretensão de sujeitar as vantagens
pessoais ao teto nele fixado deve permanecer paralisada. É o
que demonstram os precedentes já citados.
Assim, frente ao art. 557, caput , do CPC, e ao art. 21, § 1o,
do RI/STF, nego seguimento ao agravo” (fl.113).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 116-119, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613968.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S)
:CARLA ASFORA DE MENEZES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“O agravo não merece acolhida. É que o aresto recorrido
está em consonância com o entendimento deste excelso
Tribunal de que, muito embora seja legítima a fixação de
subteto pelos entes federados, as vantagens pessoais devem ser
excluídas do seu cômputo. Consultem-se as ADIs 14, 2087 e
2116-MC; a AO 524, e os REs 185.842, 200.363, 209.036 e 387.241-
AgR.
De mais a mais, a jurisprudência desta colenda Corte,
anterior ao advento da EC/41, é firme no sentido de que,
enquanto não se tornar aplicável a norma inserta no inciso XI
do art. 37 da Constituição Federal (nos termos do art. 48, inciso
XV, da mesma Carta), a pretensão de sujeitar as vantagens
pessoais ao teto nele fixado deve permanecer paralisada. É o
que demonstram os precedentes já citados.
Assim, frente ao art. 557, caput , do CPC, e ao art. 21, § 1o,
do RI/STF, nego seguimento ao agravo” (fl.113).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 116-119, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613968.
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Está prejudicado
o agravo.
É que se trata de recurso extraordinário que versa sobre tema cuja
repercussão geral foi reconhecida na análise dos RE nº 476894 (Rel. Min.
GILMAR MENDES , DJe de 22.10.2010) e RE nº 606.358 (Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 4.6.2010).
A Corte, no julgamento do RE nº 565.153-AgR-QO (Rel. Min. ELLEN
GRACIE , Segunda Turma, DJE de 21.11.2008), em razão do que restou
afirmado no RE nº 540.410-QO , de minha relatoria, DJe de 16.10.2008, e
do AI nº 715.423-QO , Rel. Min. ELLEN GRACIE , DJe de 4.9.2008,
resolveu aplicar a todos os agravos regimentais e embargos de declaração
interpostos de decisões monocráticas proferidas em processos cujo tema
foi reconhecido como de repercussão geral, a seguinte solução:
reconsiderar a decisão agravada e determinar a devolução dos autos ao
Tribunal de origem, ficando prejudicado o agravo regimental ou os
embargos de declaração.
2. Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada e, com
fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determino a
devolução dos autos ao Tribunal de origem, para os fins do art. 543-B do
CPC, ficando prejudicado o agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613969.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Está prejudicado
o agravo.
É que se trata de recurso extraordinário que versa sobre tema cuja
repercussão geral foi reconhecida na análise dos RE nº 476894 (Rel. Min.
GILMAR MENDES , DJe de 22.10.2010) e RE nº 606.358 (Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 4.6.2010).
A Corte, no julgamento do RE nº 565.153-AgR-QO (Rel. Min. ELLEN
GRACIE , Segunda Turma, DJE de 21.11.2008), em razão do que restou
afirmado no RE nº 540.410-QO , de minha relatoria, DJe de 16.10.2008, e
do AI nº 715.423-QO , Rel. Min. ELLEN GRACIE , DJe de 4.9.2008,
resolveu aplicar a todos os agravos regimentais e embargos de declaração
interpostos de decisões monocráticas proferidas em processos cujo tema
foi reconhecido como de repercussão geral, a seguinte solução:
reconsiderar a decisão agravada e determinar a devolução dos autos ao
Tribunal de origem, ficando prejudicado o agravo regimental ou os
embargos de declaração.
2. Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada e, com
fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determino a
devolução dos autos ao Tribunal de origem, para os fins do art. 543-B do
CPC, ficando prejudicado o agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613969.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S) : CARLA ASFORA DE MENEZES
Decisão: A Turma, por unanimidade, reconsiderou a decisão
agravada e determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem,
para os fins do art. 543-B do CPC, ficando prejudicado o agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622943
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S) : CARLA ASFORA DE MENEZES
Decisão: A Turma, por unanimidade, reconsiderou a decisão
agravada e determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem,
para os fins do art. 543-B do CPC, ficando prejudicado o agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622943
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2641632
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-28T00:00:00
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A Turma, por unanimidade, reconsiderou a decisão agravada e determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para os fins do art. 543-B do CPC, ficando prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
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AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
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EMENTAS: 1. SERVIDOR PÚBLICO. Sistema remuneratório e benefícios. Subteto salarial. Matéria objeto de repercussão geral reconhecida nos RE nº 476894 (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 22.10.2010) e RE nº 606.358 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 4.6.2010). Foi reconhecida repercussão geral de recursos extraordinários que tenham por objeto a constitucionalidade da incidência do abate-teto sobre salários e proventos de servidores públicos ativos e inativos e a inclusão de vantagens pessoais no teto remuneratório.
2. RECURSO. Extraordinário. Matéria objeto de repercussão geral reconhecida. Devolução dos autos à origem. Observância dos arts. 328, § único, do RISTF e 543-B do CPC. Reconsideração da decisão agravada. Agravo regimental prejudicado. Reconhecida a repercussão geral da questão constitucional objeto do recurso extraordinário, devem os autos baixar à origem, para os fins do art. 543-B do CPC.
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sjur213644
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- Acórdãos citados: RE 476894 RG, RE 606358 RG, RE 565153
AgR-QO, RE 540410 QO, AI 715423 QO.
Número de páginas: 5.
Análise: 05/09/2012, MLM.
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CEZAR PELUSO
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Segunda Turma
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559653
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[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543B \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00328 PAR-ÚNICO \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
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AI-AgR
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acordaos
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AI 559653 AgR
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""
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AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S) : CARLA ASFORA DE MENEZES
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[
""
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Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S)
:CARLA ASFORA DE MENEZES
EMENTAS: 1. SERVIDOR PÚBLICO. Sistema remuneratório e
benefícios. Subteto salarial. Matéria objeto de repercussão geral
reconhecida nos Recurso Extraordinário n 476894 (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de
22.10.2010) e Recurso Extraordinário n 606.358 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 4.6.2010).
Foi reconhecida repercussão geral de recursos extraordinários que
tenham por objeto a constitucionalidade da incidência do abate-teto sobre
salários e proventos de servidores públicos ativos e inativos e a inclusão
de vantagens pessoais no teto remuneratório.
2. RECURSO. Extraordinário. Matéria objeto de repercussão geral
reconhecida. Devolução dos autos à origem. Observância dos arts. 328, §
único, do RISTF e 543-B do Código de Processo Civil. Reconsideração da decisão agravada.
Agravo regimental prejudicado. Reconhecida a repercussão geral da
questão constitucional objeto do recurso extraordinário, devem os autos
baixar à origem, para os fins do art. 543-B do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
reconsiderar a decisão agravada e determinar a devolução dos autos ao
Tribunal de origem, para os fins do art. 543-B do Código de Processo Civil, ficando
prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
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Supremo Tribunal Federal
DJe 28/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Ementa e Acórdão
AI 559.653 AGR / PE
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 559.653 AGR / PE
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S)
:CARLA ASFORA DE MENEZES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“O agravo não merece acolhida. É que o aresto recorrido
está em consonância com o entendimento deste excelso
Tribunal de que, muito embora seja legítima a fixação de
subteto pelos entes federados, as vantagens pessoais devem ser
excluídas do seu cômputo. Consultem-se as ADIs 14, 2087 e
2116-MC; a AO 524, e os REs 185.842, 200.363, 209.036 e 387.241-
AgR.
De mais a mais, a jurisprudência desta colenda Corte,
anterior ao advento da EC/41, é firme no sentido de que,
enquanto não se tornar aplicável a norma inserta no inciso XI
do art. 37 da Constituição Federal (nos termos do art. 48, inciso
XV, da mesma Carta), a pretensão de sujeitar as vantagens
pessoais ao teto nele fixado deve permanecer paralisada. É o
que demonstram os precedentes já citados.
Assim, frente ao art. 557, caput , do Código de Processo Civil, e ao art. 21, § 1o,
do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao agravo” (fl.113).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 116-119, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S)
:CARLA ASFORA DE MENEZES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“O agravo não merece acolhida. É que o aresto recorrido
está em consonância com o entendimento deste excelso
Tribunal de que, muito embora seja legítima a fixação de
subteto pelos entes federados, as vantagens pessoais devem ser
excluídas do seu cômputo. Consultem-se as ADIs 14, 2087 e
2116-MC; a AO 524, e os REs 185.842, 200.363, 209.036 e 387.241-
AgR.
De mais a mais, a jurisprudência desta colenda Corte,
anterior ao advento da EC/41, é firme no sentido de que,
enquanto não se tornar aplicável a norma inserta no inciso XI
do art. 37 da Constituição Federal (nos termos do art. 48, inciso
XV, da mesma Carta), a pretensão de sujeitar as vantagens
pessoais ao teto nele fixado deve permanecer paralisada. É o
que demonstram os precedentes já citados.
Assim, frente ao art. 557, caput , do Código de Processo Civil, e ao art. 21, § 1o,
do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao agravo” (fl.113).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 116-119, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Está prejudicado
o agravo.
É que se trata de recurso extraordinário que versa sobre tema cuja
repercussão geral foi reconhecida na análise dos Recurso Extraordinário n 476894 (Rel. Min.
GILMAR MENDES , DJe de 22.10.2010) e Recurso Extraordinário n 606.358 (Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 4.6.2010).
A Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário n 565.153-AgR-QO (Rel. Min. ELLEN
GRACIE , Segunda Turma, DJE de 21.11.2008), em razão do que restou
afirmado no Recurso Extraordinário n 540.410-QO , de minha relatoria, DJe de 16.10.2008, e
do AI n 715.423-QO , Rel. Min. ELLEN GRACIE , DJe de 4.9.2008,
resolveu aplicar a todos os agravos regimentais e embargos de declaração
interpostos de decisões monocráticas proferidas em processos cujo tema
foi reconhecido como de repercussão geral, a seguinte solução:
reconsiderar a decisão agravada e determinar a devolução dos autos ao
Tribunal de origem, ficando prejudicado o agravo regimental ou os
embargos de declaração.
2. Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada e, com
fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determino a
devolução dos autos ao Tribunal de origem, para os fins do art. 543-B do
Código de Processo Civil, ficando prejudicado o agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Está prejudicado
o agravo.
É que se trata de recurso extraordinário que versa sobre tema cuja
repercussão geral foi reconhecida na análise dos Recurso Extraordinário n 476894 (Rel. Min.
GILMAR MENDES , DJe de 22.10.2010) e Recurso Extraordinário n 606.358 (Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 4.6.2010).
A Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário n 565.153-AgR-QO (Rel. Min. ELLEN
GRACIE , Segunda Turma, DJE de 21.11.2008), em razão do que restou
afirmado no Recurso Extraordinário n 540.410-QO , de minha relatoria, DJe de 16.10.2008, e
do AI n 715.423-QO , Rel. Min. ELLEN GRACIE , DJe de 4.9.2008,
resolveu aplicar a todos os agravos regimentais e embargos de declaração
interpostos de decisões monocráticas proferidas em processos cujo tema
foi reconhecido como de repercussão geral, a seguinte solução:
reconsiderar a decisão agravada e determinar a devolução dos autos ao
Tribunal de origem, ficando prejudicado o agravo regimental ou os
embargos de declaração.
2. Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada e, com
fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determino a
devolução dos autos ao Tribunal de origem, para os fins do art. 543-B do
Código de Processo Civil, ficando prejudicado o agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613969.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S) : CARLA ASFORA DE MENEZES
Decisão: A Turma, por unanimidade, reconsiderou a decisão
agravada e determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem,
para os fins do art. 543-B do Código de Processo Civil, ficando prejudicado o agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 559.653
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE CARLOS SALES ASFORA
ADV.(A/S) : CARLA ASFORA DE MENEZES
Decisão: A Turma, por unanimidade, reconsiderou a decisão
agravada e determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem,
para os fins do art. 543-B do Código de Processo Civil, ficando prejudicado o agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 559 . 653",
"Recurso Extraordinário n 476894",
"Recurso Extraordinário n 606 . 358",
"AI 559 . 653 AGR",
"AI 559 . 653 AGR / PE",
"AGRAVO",
"ADIs 14",
"AO 524",
"REs 185 . 842",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 559 . 653",
"ADIs 14",
"AO 524",
"REs 185 . 842",
"387",
".",
"241 -",
"AgR",
"Recurso Extraordinário n 476894",
"Recurso Extraordinário n 606 . 358",
"Recurso Extraordinário n 565 . 153 - AgR - QO",
"Recurso Extraordinário n 540 . 410 - QO",
"AI n 715 . 423 - QO",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 559 . 653",
"Recurso Extraordinário n 476894",
"Recurso Extraordinário n 606 . 358",
"Recurso Extraordinário n 565 . 153 - AgR - QO",
"Recurso Extraordinário n 540 . 410 - QO",
"AI n 715 . 423 - QO",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 559 . 653",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 559 . 653"
],
"LEGISLACAO": [
"arts . 328 , § único , do RISTF",
"543",
"-",
"B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC",
"/",
"41",
"inciso XI do art . 37 da Constituição Federal",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1o , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC",
"/",
"41",
"inciso XI do art . 37 da Constituição Federal",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1o , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 , parágrafo único , do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 , parágrafo único , do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CEZAR PELUSO",
"ESPÓLIO DE CARLOS SALES",
"CARLA ASFORA DE MENEZES",
"GILMAR MENDES",
"ELLEN GRACIE",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CEZAR PELUSO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"ESPÓLIO DE CARLOS SALES",
"CARLA ASFORA DE MENEZES",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"ESPÓLIO DE CARLOS SALES",
"CARLA",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"GILMAR MENDES",
"ELLEN GRACIE",
"ELLEN GRACIE",
"ELLEN GRACIE",
"CEZAR PELUSO",
"GILMAR MENDES",
"ELLEN GRACIE",
"ELLEN GRACIE",
"ELLEN GRACIE",
"CEZAR PELUSO",
"ESPÓLIO DE CARLOS SALES",
"CARLA ASFORA DE MENEZES",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"CEZAR PELUSO",
"ESPÓLIO DE CARLOS SALES",
"CARLA ASFORA DE MENEZES",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"22",
".",
"10",
".",
"2010",
"4",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"22",
".",
"10",
".",
"2010",
"4",
".",
"6",
".",
"2010",
"21",
".",
"11",
".",
"2008",
"16",
".",
"10",
".",
"2008",
"4",
".",
"9",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"22",
".",
"10",
".",
"2010",
"4",
".",
"6",
".",
"2010",
"21",
".",
"11",
".",
"2008",
"16",
".",
"10",
".",
"2008",
"4",
".",
"9",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:UNIMED
LIVRAMENTO
-
SOCIEDADE
COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S)
:FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
Ementa: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Plano de
saúde. Reajuste de mensalidade. Interpretação de cláusulas contratuais.
Matéria infraconstitucional. Ausência de razões consistentes. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão
fundada em jurisprudência assente na Corte.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613922.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:UNIMED
LIVRAMENTO
-
SOCIEDADE
COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S)
:FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Cezar Peluso (Relator): Trata-se de agravo
regimental contra decisão de teor seguinte:
“Vistos, etc.
Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul.
2. Da leitura dos autos, observo que o Tribunal de origem
declarou a nulidade de cláusula contratual de plano de saúde.
3. Pois bem, a parte recorrente alega violação ao inciso IV
do art. 1º; ao inciso XXXVI do art. 5º; ao art. 170; bem como ao §
4º do art. 173, todos da Magna Carta.
4. Tenho que o apelo extremo não merece acolhida. Isso
porque, à exceção do inciso XXXVI do art. 5º, os temas
constitucionais tidos por violados não foram objeto de
apreciação por parte do aresto impugnado, nem foram
suscitados em sede de embargos declaratórios. Pelo que, no
ponto, o recurso carece do indispensável prequestionamento
(Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal).
5. Por outra volta, anoto que a controvérsia foi dirimida
centralmente com base na legislação infraconstitucional
pertinente (Código de Defesa do Consumidor). Nessa
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:UNIMED
LIVRAMENTO
-
SOCIEDADE
COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S)
:FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Cezar Peluso (Relator): Trata-se de agravo
regimental contra decisão de teor seguinte:
“Vistos, etc.
Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul.
2. Da leitura dos autos, observo que o Tribunal de origem
declarou a nulidade de cláusula contratual de plano de saúde.
3. Pois bem, a parte recorrente alega violação ao inciso IV
do art. 1º; ao inciso XXXVI do art. 5º; ao art. 170; bem como ao §
4º do art. 173, todos da Magna Carta.
4. Tenho que o apelo extremo não merece acolhida. Isso
porque, à exceção do inciso XXXVI do art. 5º, os temas
constitucionais tidos por violados não foram objeto de
apreciação por parte do aresto impugnado, nem foram
suscitados em sede de embargos declaratórios. Pelo que, no
ponto, o recurso carece do indispensável prequestionamento
(Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal).
5. Por outra volta, anoto que a controvérsia foi dirimida
centralmente com base na legislação infraconstitucional
pertinente (Código de Defesa do Consumidor). Nessa
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
RE 554.769 AGR / RS
contextura, as ofensas à Constituição Republicana, se existentes,
ocorreriam de modo indireto ou reflexo, o que não autoriza a
abertura da via extraordinária.
6. À derradeira, pontuo que, para se chegar a conclusão
diversa da adotada pelo aresto impugnado, se faz necessária a
interpretação de cláusulas contratuais. É dizer: incide, no caso,
o óbice da Súmula 454 desta Suprema Corte.
7. Precedentes: REs 570.063, sob a relatoria do ministro
Cezar Peluso; e 573.062, sob a relatoria da ministra Cármen
Lúcia; bem como AIs 533.565-AgR, sob a minha relatoria; e
551.003-AgR, sob a relatoria do ministro Joaquim Barbosa.
Assim, frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art.
21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso” (fls. 312/313).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 328/337, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 554.769 AGR / RS
contextura, as ofensas à Constituição Republicana, se existentes,
ocorreriam de modo indireto ou reflexo, o que não autoriza a
abertura da via extraordinária.
6. À derradeira, pontuo que, para se chegar a conclusão
diversa da adotada pelo aresto impugnado, se faz necessária a
interpretação de cláusulas contratuais. É dizer: incide, no caso,
o óbice da Súmula 454 desta Suprema Corte.
7. Precedentes: REs 570.063, sob a relatoria do ministro
Cezar Peluso; e 573.062, sob a relatoria da ministra Cármen
Lúcia; bem como AIs 533.565-AgR, sob a minha relatoria; e
551.003-AgR, sob a relatoria do ministro Joaquim Barbosa.
Assim, frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art.
21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso” (fls. 312/313).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 328/337, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O Senhor Ministro Cezar Peluso (Relator): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
Ademais, o acórdão impugnado decidiu a causa com base em
interpretação de cláusulas contratuais e da legislação infraconstitucional
incidente, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República.
É oportuno advertir que o disposto no art. 557, do CPC, e art. 21, §
1º, do RISTF, desvelam o grau da autoridade que o ordenamento jurídico
atribui, em nome da segurança jurídica, às súmulas e, posto que não
sumulada, à jurisprudência dominante, sobretudo desta Corte, as quais
não podem desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões
jurídicas capazes de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo
que o inconformismo sistemático, manifestado em recursos carentes de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O Senhor Ministro Cezar Peluso (Relator): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
Ademais, o acórdão impugnado decidiu a causa com base em
interpretação de cláusulas contratuais e da legislação infraconstitucional
incidente, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República.
É oportuno advertir que o disposto no art. 557, do CPC, e art. 21, §
1º, do RISTF, desvelam o grau da autoridade que o ordenamento jurídico
atribui, em nome da segurança jurídica, às súmulas e, posto que não
sumulada, à jurisprudência dominante, sobretudo desta Corte, as quais
não podem desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões
jurídicas capazes de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo
que o inconformismo sistemático, manifestado em recursos carentes de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : UNIMED LIVRAMENTO - SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS
MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S) : FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : UNIMED LIVRAMENTO - SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS
MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S) : FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2644433
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-29T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Plano de saúde. Reajuste de mensalidade. Interpretação de cláusulas contratuais. Matéria infraconstitucional. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.
|
sjur213727
|
Número de páginas: 5.
Análise: 04/09/2012, LLD.
|
CEZAR PELUSO
|
Segunda Turma
|
554769
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00021 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 554769 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIMED LIVRAMENTO - SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S) : FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
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""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:UNIMED
LIVRAMENTO
-
SOCIEDADE
COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S)
:FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
Ementa: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Plano de
saúde. Reajuste de mensalidade. Interpretação de cláusulas contratuais.
Matéria infraconstitucional. Ausência de razões consistentes. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão
fundada em jurisprudência assente na Corte.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 29/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:UNIMED
LIVRAMENTO
-
SOCIEDADE
COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S)
:FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Cezar Peluso (Relator): Trata-se de agravo
regimental contra decisão de teor seguinte:
“Vistos, etc.
Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul.
2. Da leitura dos autos, observo que o Tribunal de origem
declarou a nulidade de cláusula contratual de plano de saúde.
3. Pois bem, a parte recorrente alega violação ao inciso IV
do art. 1...; ao inciso XXXVI do art. 5...; ao art. 170; bem como ao §
4... do art. 173, todos da Magna Carta.
4. Tenho que o apelo extremo não merece acolhida. Isso
porque, à exceção do inciso XXXVI do art. 5..., os temas
constitucionais tidos por violados não foram objeto de
apreciação por parte do aresto impugnado, nem foram
suscitados em sede de embargos declaratórios. Pelo que, no
ponto, o recurso carece do indispensável prequestionamento
(Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal).
5. Por outra volta, anoto que a controvérsia foi dirimida
centralmente com base na legislação infraconstitucional
pertinente (Código de Defesa do Consumidor). Nessa
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614189.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:UNIMED
LIVRAMENTO
-
SOCIEDADE
COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S)
:FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Cezar Peluso (Relator): Trata-se de agravo
regimental contra decisão de teor seguinte:
“Vistos, etc.
Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do
Estado do Rio Grande do Sul.
2. Da leitura dos autos, observo que o Tribunal de origem
declarou a nulidade de cláusula contratual de plano de saúde.
3. Pois bem, a parte recorrente alega violação ao inciso IV
do art. 1...; ao inciso XXXVI do art. 5...; ao art. 170; bem como ao §
4... do art. 173, todos da Magna Carta.
4. Tenho que o apelo extremo não merece acolhida. Isso
porque, à exceção do inciso XXXVI do art. 5..., os temas
constitucionais tidos por violados não foram objeto de
apreciação por parte do aresto impugnado, nem foram
suscitados em sede de embargos declaratórios. Pelo que, no
ponto, o recurso carece do indispensável prequestionamento
(Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal).
5. Por outra volta, anoto que a controvérsia foi dirimida
centralmente com base na legislação infraconstitucional
pertinente (Código de Defesa do Consumidor). Nessa
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614189.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
Recurso Extraordinário 554.769 AGR / RS
contextura, as ofensas à Constituição Republicana, se existentes,
ocorreriam de modo indireto ou reflexo, o que não autoriza a
abertura da via extraordinária.
6. À derradeira, pontuo que, para se chegar a conclusão
diversa da adotada pelo aresto impugnado, se faz necessária a
interpretação de cláusulas contratuais. É dizer: incide, no caso,
o óbice da Súmula 454 desta Suprema Corte.
7. Precedentes: REs 570.063, sob a relatoria do ministro
Cezar Peluso; e 573.062, sob a relatoria da ministra Cármen
Lúcia; bem como AIs 533.565-AgR, sob a minha relatoria; e
551.003-AgR, sob a relatoria do ministro Joaquim Barbosa.
Assim, frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art.
21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso” (fls. 312/313).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 328/337, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614189.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 554.769 AGR / RS
contextura, as ofensas à Constituição Republicana, se existentes,
ocorreriam de modo indireto ou reflexo, o que não autoriza a
abertura da via extraordinária.
6. À derradeira, pontuo que, para se chegar a conclusão
diversa da adotada pelo aresto impugnado, se faz necessária a
interpretação de cláusulas contratuais. É dizer: incide, no caso,
o óbice da Súmula 454 desta Suprema Corte.
7. Precedentes: REs 570.063, sob a relatoria do ministro
Cezar Peluso; e 573.062, sob a relatoria da ministra Cármen
Lúcia; bem como AIs 533.565-AgR, sob a minha relatoria; e
551.003-AgR, sob a relatoria do ministro Joaquim Barbosa.
Assim, frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art.
21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso” (fls. 312/313).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
razões expostas às fls. 328/337, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O Senhor Ministro Cezar Peluso (Relator): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
Ademais, o acórdão impugnado decidiu a causa com base em
interpretação de cláusulas contratuais e da legislação infraconstitucional
incidente, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República.
É oportuno advertir que o disposto no art. 557, do Código de Processo Civil, e art. 21, §
1..., do RISTF, desvelam o grau da autoridade que o ordenamento jurídico
atribui, em nome da segurança jurídica, às súmulas e, posto que não
sumulada, à jurisprudência dominante, sobretudo desta Corte, as quais
não podem desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões
jurídicas capazes de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo
que o inconformismo sistemático, manifestado em recursos carentes de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614190.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O Senhor Ministro Cezar Peluso (Relator): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
Ademais, o acórdão impugnado decidiu a causa com base em
interpretação de cláusulas contratuais e da legislação infraconstitucional
incidente, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República.
É oportuno advertir que o disposto no art. 557, do Código de Processo Civil, e art. 21, §
1..., do RISTF, desvelam o grau da autoridade que o ordenamento jurídico
atribui, em nome da segurança jurídica, às súmulas e, posto que não
sumulada, à jurisprudência dominante, sobretudo desta Corte, as quais
não podem desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões
jurídicas capazes de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo
que o inconformismo sistemático, manifestado em recursos carentes de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : UNIMED LIVRAMENTO - SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS
MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S) : FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.769
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : UNIMED LIVRAMENTO - SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS
MÉDICOS LTDA
ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO
ADV.(A/S) : FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554 . 769",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554 . 769",
"Súmulas 282",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554 . 769",
"Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 554 . 769 AGR",
"REs 570 . 063",
"573",
".",
"062",
"AIs 533 . 565 - AgR",
"551",
".",
"003",
"-",
"AgR",
"Recurso Extraordinário 554 . 769 AGR / RS",
"Súmula 454 desta Suprema Corte",
"REs 570 . 063",
"573",
".",
"062",
"AIs 533 . 565 - AgR",
"551",
".",
"003",
"-",
"AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea “ a ” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea “ a ” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
".",
"173 , todos da Magna Carta",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Republicana",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Republicana",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 557 , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 557 , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIMED LIVRAMENTO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIMED LIVRAMENTO",
"SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIMED LIVRAMENTO - SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIMED LIVRAMENTO",
"SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIMED LIVRAMENTO",
"SOCIEDADE COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CEZAR PELUSO",
"PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS",
"ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO",
"FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS",
"ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO",
"FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO",
"Cezar Peluso",
"CEZAR PELUSO",
"PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS",
"ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO",
"FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Cezar Peluso",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"CEZAR PELUSO",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"CEZAR PELUSO",
"PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS",
"ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO",
"FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"CEZAR PELUSO",
"PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO MARTINS",
"ANDREA VENTIMIGLIA DE MELLO",
"FAUSTO VENTIMIGLIA DE MELLO",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
849.296 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUELLER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGRAVO – OBJETO. Visando o agravo a fulminar a decisão que se
ataca, as razões devem estar direcionadas de modo a infirmá-la. O
silêncio em torno dos fundamentos consignados é de molde, por si só, a
levar à manutenção do que assentado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental nos
embargos de divergência no agravo regimental no agravo de
instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 16 de maio de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 10/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
849.296 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUELLER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 521 e 522, neguei seguimento aos embargos de divergência,
consignando:
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA –
ACÓRDÃO RELATIVO A AGRAVO DE
INSTRUMENTO – INVIABILIDADE.
1. A Segunda Turma negou acolhida a pedido formulado
em agravo, ante fundamentos assim sintetizados (folha 448):
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA.
IMPRESTABILIDADE DO TÍTULO OFERECIDO EM
GARANTIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX,
DA CF. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos
com base na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie. Inadmissível o RE, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria reflexa.
II – A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não
impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
849.296 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUELLER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 521 e 522, neguei seguimento aos embargos de divergência,
consignando:
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA –
ACÓRDÃO RELATIVO A AGRAVO DE
INSTRUMENTO – INVIABILIDADE.
1. A Segunda Turma negou acolhida a pedido formulado
em agravo, ante fundamentos assim sintetizados (folha 448):
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA.
IMPRESTABILIDADE DO TÍTULO OFERECIDO EM
GARANTIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX,
DA CF. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos
com base na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie. Inadmissível o RE, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria reflexa.
II – A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não
impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
AI 849.296 AGR-EDV-AGR / SC
que se busca é que o julgador informe de forma clara e
concisa as razões de seu convencimento tal como ocorreu.
III – Agravo regimental improvido.
2. Na interposição destes embargos, foram observados os
pressupostos de recorribilidade. A peça está subscrita por
profissional da advocacia regularmente constituído e a
manifestação do inconformismo deu-se no prazo legal.
O Plenário veio a evoluir para interpretar o artigo 546 do
Código de Processo Civil alcançando situações em que, no
agravo regimental, há pronunciamento de mérito quanto a
extraordinário julgado pelo relator. O caso agora é diverso. O
agravo regimental foi interposto contra ato do relator no exame
de agravo de instrumento. Mostra-se, então, inadequado o
recurso protocolado.
3. Nego-lhe seguimento.
4. Publiquem.
O agravante, na peça de folha 538 a 547, limita-se a reiterar os
argumentos sustentados no extraordinário.
A União apresentou a contraminuta de folha 553 a 555, apontando o
acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 849.296 AGR-EDV-AGR / SC
que se busca é que o julgador informe de forma clara e
concisa as razões de seu convencimento tal como ocorreu.
III – Agravo regimental improvido.
2. Na interposição destes embargos, foram observados os
pressupostos de recorribilidade. A peça está subscrita por
profissional da advocacia regularmente constituído e a
manifestação do inconformismo deu-se no prazo legal.
O Plenário veio a evoluir para interpretar o artigo 546 do
Código de Processo Civil alcançando situações em que, no
agravo regimental, há pronunciamento de mérito quanto a
extraordinário julgado pelo relator. O caso agora é diverso. O
agravo regimental foi interposto contra ato do relator no exame
de agravo de instrumento. Mostra-se, então, inadequado o
recurso protocolado.
3. Nego-lhe seguimento.
4. Publiquem.
O agravante, na peça de folha 538 a 547, limita-se a reiterar os
argumentos sustentados no extraordinário.
A União apresentou a contraminuta de folha 553 a 555, apontando o
acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
849.296 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folhas 301 e 436), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
No mérito, salta aos olhos o descompasso entre a decisão atacada e
as razões deste agravo. Na primeira, apontei óbice ao recebimento dos
embargos de divergência, tendo registrado o descabimento do recurso, à
luz do artigo 546 do Código de Processo Civil; não adentrei, em momento
algum, o tema de fundo.
Diante de tal quadro, desprovejo este agravo.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
849.296 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folhas 301 e 436), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
No mérito, salta aos olhos o descompasso entre a decisão atacada e
as razões deste agravo. Na primeira, apontei óbice ao recebimento dos
embargos de divergência, tendo registrado o descabimento do recurso, à
luz do artigo 546 do Código de Processo Civil; não adentrei, em momento
algum, o tema de fundo.
Diante de tal quadro, desprovejo este agravo.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.296
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MUELLER
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia e o
Senhor Ministro Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II
Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos
Países de Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX
Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na
Espanha. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto.
Plenário, 16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518381
Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.296
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MUELLER
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia e o
Senhor Ministro Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II
Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos
Países de Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX
Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na
Espanha. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto.
Plenário, 16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518381
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2518949
| 2012-05-16T00:00:00
| 2012-08-10T00:00:00
|
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste julgamento, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 16.05.2012.
|
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
AGRAVO - OBJETO. Visando o agravo a fulminar a decisão que se ataca, as razões devem estar direcionadas de modo a infirmá-la. O silêncio em torno dos fundamentos consignados é de molde, por si só, a levar à manutenção do que assentado.
|
sjur212441
|
Número de páginas: 5.
Análise: 22/08/2012, MLM.
|
MARCO AURÉLIO
|
Tribunal Pleno
|
849296
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00546 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR-EDv-AgR
|
acordaos
|
AI 849296 AgR-EDv-AgR
|
[
""
] |
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MUELLER
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMBTE.(S) : UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
849.296 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUELLER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGRAVO – OBJETO. Visando o agravo a fulminar a decisão que se
ataca, as razões devem estar direcionadas de modo a infirmá-la. O
silêncio em torno dos fundamentos consignados é de molde, por si só, a
levar à manutenção do que assentado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental nos
embargos de divergência no agravo regimental no agravo de
instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 16 de maio de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 10/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
849.296 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUELLER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 521 e 522, neguei seguimento aos embargos de divergência,
consignando:
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA –
ACÓRDÃO RELATIVO A AGRAVO DE
INSTRUMENTO – INVIABILIDADE.
1. A Segunda Turma negou acolhida a pedido formulado
em agravo, ante fundamentos assim sintetizados (folha 448):
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA.
IMPRESTABILIDADE DO TÍTULO OFERECIDO EM
GARANTIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX,
DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos
com base na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria reflexa.
II – A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não
impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
849.296 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MUELLER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 521 e 522, neguei seguimento aos embargos de divergência,
consignando:
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA –
ACÓRDÃO RELATIVO A AGRAVO DE
INSTRUMENTO – INVIABILIDADE.
1. A Segunda Turma negou acolhida a pedido formulado
em agravo, ante fundamentos assim sintetizados (folha 448):
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA.
IMPRESTABILIDADE DO TÍTULO OFERECIDO EM
GARANTIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. ALEGADA OFENSA AO ART. 93, IX,
DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos
com base na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria reflexa.
II – A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não
impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
AI 849.296 AGR-EDV-AGR / SC
que se busca é que o julgador informe de forma clara e
concisa as razões de seu convencimento tal como ocorreu.
III – Agravo regimental improvido.
2. Na interposição destes embargos, foram observados os
pressupostos de recorribilidade. A peça está subscrita por
profissional da advocacia regularmente constituído e a
manifestação do inconformismo deu-se no prazo legal.
O Plenário veio a evoluir para interpretar o artigo 546 do
Código de Processo Civil alcançando situações em que, no
agravo regimental, há pronunciamento de mérito quanto a
extraordinário julgado pelo relator. O caso agora é diverso. O
agravo regimental foi interposto contra ato do relator no exame
de agravo de instrumento. Mostra-se, então, inadequado o
recurso protocolado.
3. Nego-lhe seguimento.
4. Publiquem.
O agravante, na peça de folha 538 a 547, limita-se a reiterar os
argumentos sustentados no extraordinário.
A União apresentou a contraminuta de folha 553 a 555, apontando o
acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 849.296 AGR-EDV-AGR / SC
que se busca é que o julgador informe de forma clara e
concisa as razões de seu convencimento tal como ocorreu.
III – Agravo regimental improvido.
2. Na interposição destes embargos, foram observados os
pressupostos de recorribilidade. A peça está subscrita por
profissional da advocacia regularmente constituído e a
manifestação do inconformismo deu-se no prazo legal.
O Plenário veio a evoluir para interpretar o artigo 546 do
Código de Processo Civil alcançando situações em que, no
agravo regimental, há pronunciamento de mérito quanto a
extraordinário julgado pelo relator. O caso agora é diverso. O
agravo regimental foi interposto contra ato do relator no exame
de agravo de instrumento. Mostra-se, então, inadequado o
recurso protocolado.
3. Nego-lhe seguimento.
4. Publiquem.
O agravante, na peça de folha 538 a 547, limita-se a reiterar os
argumentos sustentados no extraordinário.
A União apresentou a contraminuta de folha 553 a 555, apontando o
acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
849.296 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folhas 301 e 436), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
No mérito, salta aos olhos o descompasso entre a decisão atacada e
as razões deste agravo. Na primeira, apontei óbice ao recebimento dos
embargos de divergência, tendo registrado o descabimento do recurso, à
luz do artigo 546 do Código de Processo Civil; não adentrei, em momento
algum, o tema de fundo.
Diante de tal quadro, desprovejo este agravo.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
849.296 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folhas 301 e 436), foi protocolada no prazo
legal. Conheço.
No mérito, salta aos olhos o descompasso entre a decisão atacada e
as razões deste agravo. Na primeira, apontei óbice ao recebimento dos
embargos de divergência, tendo registrado o descabimento do recurso, à
luz do artigo 546 do Código de Processo Civil; não adentrei, em momento
algum, o tema de fundo.
Diante de tal quadro, desprovejo este agravo.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.296
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MUELLER
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia e o
Senhor Ministro Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II
Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos
Países de Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX
Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na
Espanha. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto.
Plenário, 16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518381
Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.296
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S/A
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MUELLER
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia e o
Senhor Ministro Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II
Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos
Países de Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX
Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na
Espanha. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto.
Plenário, 16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518381
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 849 . 296",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 849 . 296",
"AI 849 . 296",
"AI 849 . 296",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 849 . 296",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 849 . 296",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 849 . 296"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 546 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 546 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 546 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 546 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz",
"na",
"Espanha",
"SANTA CATARINA",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz ,",
"na",
"Espanha"
],
"ORGANIZACAO": [
"PLENÁRIO",
"UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S / A",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S / A",
"UNIÃO",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S / A",
"UNIÃO",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PLENÁRIO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S / A",
"UNIÃO",
"Plenário",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIÃO SERVIÇOS COMERCIAIS S / A",
"UNIÃO",
"Plenário",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS ALBERTO MUELLER",
"Ayres Britto",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS ALBERTO MUELLER",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS ALBERTO MUELLER",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS ALBERTO MUELLER",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Tomimatsu",
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS ALBERTO MUELLER",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Luiz Tomimatsu"
],
"TEMPO": [
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"16 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S)
:TARLEY MAX DA SILVA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONTROVÉRSIA ACERCA DO DOMICÍLIO DO
AUTOR DA AÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
1. Caso em que, para se chegar a conclusão diversa da adotada pela
instância judicante de origem, acerca do domicílio do autor da ação,
faz-se necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,
providência vedada neste momento processual. Incidência da Súmula
279/STF.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 20 de março de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 12/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S)
:TARLEY MAX DA SILVA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão singular assim redigida
(fls. 168/169):
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da
Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 1ª Região.
2. Da leitura dos autos, observo que o Tribunal de origem
entendeu competente, para julgar ação previdenciária, a
comarca de Governador Valadares/MG — lugar da prestação
do serviço a ser averbado —, mesmo sendo o segurado
domiciliado em localidade diversa.
3. Pois bem, a parte recorrente alega ofensa ao § 3º do art.
109 da Carta Magna.
4. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer do Subprocurador-Geral da República Wagner de
Castro Mathias Netto, opina pelo provimento do recurso.
5. Tenho que a insurgência merece acolhida. É que o aresto
impugnado dissente do entendimento firmado pelo Plenário
desta Suprema Corte, no julgamento do RE 293.246, sob a
relatoria do ministro Ilmar Galvão, cuja ementa é a seguinte:
'CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO
PROPOSTA POR SEGURADO CONTRA O INSS. ARTIGO
Supremo Tribunal Federal
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20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S)
:TARLEY MAX DA SILVA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão singular assim redigida
(fls. 168/169):
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da
Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 1ª Região.
2. Da leitura dos autos, observo que o Tribunal de origem
entendeu competente, para julgar ação previdenciária, a
comarca de Governador Valadares/MG — lugar da prestação
do serviço a ser averbado —, mesmo sendo o segurado
domiciliado em localidade diversa.
3. Pois bem, a parte recorrente alega ofensa ao § 3º do art.
109 da Carta Magna.
4. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer do Subprocurador-Geral da República Wagner de
Castro Mathias Netto, opina pelo provimento do recurso.
5. Tenho que a insurgência merece acolhida. É que o aresto
impugnado dissente do entendimento firmado pelo Plenário
desta Suprema Corte, no julgamento do RE 293.246, sob a
relatoria do ministro Ilmar Galvão, cuja ementa é a seguinte:
'CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO
PROPOSTA POR SEGURADO CONTRA O INSS. ARTIGO
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RE 460.649 AGR / MG
109, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
COMPETÊNCIA. Em face do disposto no art. 109, § 3º, da
Constituição Federal, tratando-se de litígio contra
instituição de previdência social, o ajuizamento da ação, se
não ocorrer na Justiça Estadual, no foro do domicílio do
segurado, pode ser feito tanto perante o juízo federal da
respectiva jurisdição como perante as varas federais da
capital do Estado-membro. Precedentes. Recurso
extraordinário conhecido e provido.'
6. À derradeira, anoto que a superveniente instalação de
vara federal no domicílio do segurado, atrai a incidência, no
caso, da Súmula 689 do STF, cuja dicção é a seguinte:
'O segurado pode ajuizar ação contra a instituição
previdenciária perante o juízo federal do seu domicílio ou
nas varas federais da capital do Estado-Membro'.
Isso posto, e frente ao § 1º-A do art. 557 do CPC, dou
provimento ao recurso para reconhecer a incompetência
absoluta da Justiça estadual na Comarca de Governador
Valadares.”
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que, “na época do ajuizamento
da ação, tinha domicílio na Comarca de Governador Valadares, conforme consta
da petição inicial, tendo ajuizado, portanto, em observância do dispositivo
constitucional a ação naquela comarca, vez ser o juízo competente para o
processamento da causa” (sic, fls. 173).
3. Mantida a decisão agravada, submeto a matéria à apreciação desta
Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
BL/oma
2
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RE 460.649 AGR / MG
109, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
COMPETÊNCIA. Em face do disposto no art. 109, § 3º, da
Constituição Federal, tratando-se de litígio contra
instituição de previdência social, o ajuizamento da ação, se
não ocorrer na Justiça Estadual, no foro do domicílio do
segurado, pode ser feito tanto perante o juízo federal da
respectiva jurisdição como perante as varas federais da
capital do Estado-membro. Precedentes. Recurso
extraordinário conhecido e provido.'
6. À derradeira, anoto que a superveniente instalação de
vara federal no domicílio do segurado, atrai a incidência, no
caso, da Súmula 689 do STF, cuja dicção é a seguinte:
'O segurado pode ajuizar ação contra a instituição
previdenciária perante o juízo federal do seu domicílio ou
nas varas federais da capital do Estado-Membro'.
Isso posto, e frente ao § 1º-A do art. 557 do CPC, dou
provimento ao recurso para reconhecer a incompetência
absoluta da Justiça estadual na Comarca de Governador
Valadares.”
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que, “na época do ajuizamento
da ação, tinha domicílio na Comarca de Governador Valadares, conforme consta
da petição inicial, tendo ajuizado, portanto, em observância do dispositivo
constitucional a ação naquela comarca, vez ser o juízo competente para o
processamento da causa” (sic, fls. 173).
3. Mantida a decisão agravada, submeto a matéria à apreciação desta
Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
BL/oma
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, o
Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu a controvérsia em acórdão
assim fundamentado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls.
134):
“[...]
5. Incompetência absoluta do Juízo Estadual – não procede
a preliminar de incompetência absoluta do juízo, pois a
pretensão do autor é de ver reconhecido tempo de serviço
exercido em Governador Valadares/MG, e não no local em que
reside atualmente, pelo que correta a propositura da ação no
juízo a quo.
[...]”
6. Pois bem, entendo que não se poderia dar solução diferente à
demanda. É que, para divergir do entendimento adotado pela instância
judicante de origem, no tocante ao local do domicílio da parte ora
agravante, seria indispensável o reexame do acervo fático probatório dos
autos. Providência vedada pela Súmula 279/STF.
7. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, o
Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu a controvérsia em acórdão
assim fundamentado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls.
134):
“[...]
5. Incompetência absoluta do Juízo Estadual – não procede
a preliminar de incompetência absoluta do juízo, pois a
pretensão do autor é de ver reconhecido tempo de serviço
exercido em Governador Valadares/MG, e não no local em que
reside atualmente, pelo que correta a propositura da ação no
juízo a quo.
[...]”
6. Pois bem, entendo que não se poderia dar solução diferente à
demanda. É que, para divergir do entendimento adotado pela instância
judicante de origem, no tocante ao local do domicílio da parte ora
agravante, seria indispensável o reexame do acervo fático probatório dos
autos. Providência vedada pela Súmula 279/STF.
7. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S) : TARLEY MAX DA SILVA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S) : TARLEY MAX DA SILVA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1871668
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1903150
| 2012-03-20T00:00:00
| 2012-04-12T00:00:00
|
agravo regimental desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTROVÉRSIA ACERCA DO DOMICÍLIO DO AUTOR DA AÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
1. Caso em que, para se chegar a conclusão diversa da adotada pela instância judicante de origem, acerca do domicílio do autor da ação, faz-se necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada neste momento processual. Incidência da Súmula 279/STF.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur207170
|
Número de páginas: 5.
Análise: 26/04/2012, MLM.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
460649
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 460649 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
AGTE.(S) : JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S) : TARLEY MAX DA SILVA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S)
:TARLEY MAX DA SILVA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONTROVÉRSIA ACERCA DO DOMICÍLIO DO
AUTOR DA AÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
1. Caso em que, para se chegar a conclusão diversa da adotada pela
instância judicante de origem, acerca do domicílio do autor da ação,
faz-se necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos,
providência vedada neste momento processual. Incidência da Súmula
279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, o que fazem nos termos do voto do Relator e por
unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na
conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 20 de março de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
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DJe 12/04/2012
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Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S)
:TARLEY MAX DA SILVA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão singular assim redigida
(fls. 168/169):
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da
Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 1... Região.
2. Da leitura dos autos, observo que o Tribunal de origem
entendeu competente, para julgar ação previdenciária, a
comarca de Governador Valadares/MG — lugar da prestação
do serviço a ser averbado —, mesmo sendo o segurado
domiciliado em localidade diversa.
3. Pois bem, a parte recorrente alega ofensa ao § 3... do art.
109 da Carta Magna.
4. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer do Subprocurador-Geral da República Wagner de
Castro Mathias Netto, opina pelo provimento do recurso.
5. Tenho que a insurgência merece acolhida. É que o aresto
impugnado dissente do entendimento firmado pelo Plenário
desta Suprema Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 293.246, sob a
relatoria do ministro Ilmar Galvão, cuja ementa é a seguinte:
'CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO
PROPOSTA POR SEGURADO CONTRA O INSS. ARTIGO
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S)
:JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S)
:TARLEY MAX DA SILVA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de agravo regimental contra decisão singular assim redigida
(fls. 168/169):
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da
Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 1... Região.
2. Da leitura dos autos, observo que o Tribunal de origem
entendeu competente, para julgar ação previdenciária, a
comarca de Governador Valadares/MG — lugar da prestação
do serviço a ser averbado —, mesmo sendo o segurado
domiciliado em localidade diversa.
3. Pois bem, a parte recorrente alega ofensa ao § 3... do art.
109 da Carta Magna.
4. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer do Subprocurador-Geral da República Wagner de
Castro Mathias Netto, opina pelo provimento do recurso.
5. Tenho que a insurgência merece acolhida. É que o aresto
impugnado dissente do entendimento firmado pelo Plenário
desta Suprema Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 293.246, sob a
relatoria do ministro Ilmar Galvão, cuja ementa é a seguinte:
'CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO
PROPOSTA POR SEGURADO CONTRA O INSS. ARTIGO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
Recurso Extraordinário 460.649 AGR / MG
109, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
COMPETÊNCIA. Em face do disposto no art. 109, § 3..., da
Constituição Federal, tratando-se de litígio contra
instituição de previdência social, o ajuizamento da ação, se
não ocorrer na Justiça Estadual, no foro do domicílio do
segurado, pode ser feito tanto perante o juízo federal da
respectiva jurisdição como perante as varas federais da
capital do Estado-membro. Precedentes. Recurso
extraordinário conhecido e provido.'
6. À derradeira, anoto que a superveniente instalação de
vara federal no domicílio do segurado, atrai a incidência, no
caso, da Súmula 689 do Supremo Tribunal Federal, cuja dicção é a seguinte:
'O segurado pode ajuizar ação contra a instituição
previdenciária perante o juízo federal do seu domicílio ou
nas varas federais da capital do Estado-Membro'.
Isso posto, e frente ao § 1...-A do art. 557 do Código de Processo Civil, dou
provimento ao recurso para reconhecer a incompetência
absoluta da Justiça estadual na Comarca de Governador
Valadares.”
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que, “na época do ajuizamento
da ação, tinha domicílio na Comarca de Governador Valadares, conforme consta
da petição inicial, tendo ajuizado, portanto, em observância do dispositivo
constitucional a ação naquela comarca, vez ser o juízo competente para o
processamento da causa” (sic, fls. 173).
3. Mantida a decisão agravada, submeto a matéria à apreciação desta
Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
BL/oma
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1865655.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 460.649 AGR / MG
109, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
COMPETÊNCIA. Em face do disposto no art. 109, § 3..., da
Constituição Federal, tratando-se de litígio contra
instituição de previdência social, o ajuizamento da ação, se
não ocorrer na Justiça Estadual, no foro do domicílio do
segurado, pode ser feito tanto perante o juízo federal da
respectiva jurisdição como perante as varas federais da
capital do Estado-membro. Precedentes. Recurso
extraordinário conhecido e provido.'
6. À derradeira, anoto que a superveniente instalação de
vara federal no domicílio do segurado, atrai a incidência, no
caso, da Súmula 689 do Supremo Tribunal Federal, cuja dicção é a seguinte:
'O segurado pode ajuizar ação contra a instituição
previdenciária perante o juízo federal do seu domicílio ou
nas varas federais da capital do Estado-Membro'.
Isso posto, e frente ao § 1...-A do art. 557 do Código de Processo Civil, dou
provimento ao recurso para reconhecer a incompetência
absoluta da Justiça estadual na Comarca de Governador
Valadares.”
2. Pois bem, a parte agravante sustenta que, “na época do ajuizamento
da ação, tinha domicílio na Comarca de Governador Valadares, conforme consta
da petição inicial, tendo ajuizado, portanto, em observância do dispositivo
constitucional a ação naquela comarca, vez ser o juízo competente para o
processamento da causa” (sic, fls. 173).
3. Mantida a decisão agravada, submeto a matéria à apreciação desta
Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
BL/oma
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1865655.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. AYRES BRITTO
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, o
Tribunal Regional Federal da 1... Região decidiu a controvérsia em acórdão
assim fundamentado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls.
134):
“[...]
5. Incompetência absoluta do Juízo Estadual – não procede
a preliminar de incompetência absoluta do juízo, pois a
pretensão do autor é de ver reconhecido tempo de serviço
exercido em Governador Valadares/MG, e não no local em que
reside atualmente, pelo que correta a propositura da ação no
juízo a quo.
[...]”
6. Pois bem, entendo que não se poderia dar solução diferente à
demanda. É que, para divergir do entendimento adotado pela instância
judicante de origem, no tocante ao local do domicílio da parte ora
agravante, seria indispensável o reexame do acervo fático probatório dos
autos. Providência vedada pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
7. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1865656.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que o inconformismo não merece acolhida. No caso, o
Tribunal Regional Federal da 1... Região decidiu a controvérsia em acórdão
assim fundamentado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls.
134):
“[...]
5. Incompetência absoluta do Juízo Estadual – não procede
a preliminar de incompetência absoluta do juízo, pois a
pretensão do autor é de ver reconhecido tempo de serviço
exercido em Governador Valadares/MG, e não no local em que
reside atualmente, pelo que correta a propositura da ação no
juízo a quo.
[...]”
6. Pois bem, entendo que não se poderia dar solução diferente à
demanda. É que, para divergir do entendimento adotado pela instância
judicante de origem, no tocante ao local do domicílio da parte ora
agravante, seria indispensável o reexame do acervo fático probatório dos
autos. Providência vedada pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
7. Ante o exposto, meu voto é pelo desprovimento do agravo
regimental.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S) : TARLEY MAX DA SILVA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.649
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
AGTE.(S) : JOSÉ DA SILVA SOBRINHO
ADV.(A/S) : TARLEY MAX DA SILVA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: agravo regimental desprovido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 649",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 649",
"Recurso Extraordinário 293 . 246",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 649",
"Recurso Extraordinário 293 . 246",
"Recurso Extraordinário 460 . 649 AGR / MG",
"Súmula 689 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 460 . 649 AGR / MG",
"Súmula 689 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 649",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 649",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 649"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana",
"§ 3 . . . do art . 109 da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana",
"§ 3 . . . do art . 109 da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 109 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 109 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS",
"comarca de Governador Valadares / MG",
"Comarca de Governador Valadares",
"Comarca de Governador Valadares",
"Comarca de Governador Valadares",
"Comarca de Governador Valadares",
"Governador Valadares / MG",
"MINAS GERAIS",
"Governador Valadares / MG",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Tribunal Regional Federal da 1 . .",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Plenário desta",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Plenário desta Suprema Corte",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO",
"INSS",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"JOSÉ DA SILVA SOBRINHO",
"TARLEY MAX DA SILVA",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"JOSÉ DA SILVA SOBRINHO",
"TARLEY MAX DA SILVA",
"AYRES BRITTO",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ilmar Galvão",
"AYRES BRITTO",
"JOSÉ DA SILVA SOBRINHO",
"TARLEY MAX DA SILVA",
"AYRES BRITTO",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ilmar Galvão",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"JOSÉ DA SILVA SOBRINHO",
"TARLEY MAX DA SILVA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"JOSÉ DA SILVA SOBRINHO",
"TARLEY MAX DA SILVA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
16/05/2012
PLENÁRIO
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S)
:LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
Embargos de declaração em mandado de injunção. 2. Decisão
monocrática. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental. 4. Aposentadoria especial de servidor público prevista no
artigo 40, § 4º, III, da CF/88: aplicação dos critérios fixados nos artigos 57
e 58 da Lei n. 8.213/91. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, receber os embargos
de declaração como agravo regimental e, a este, negar provimento, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 16 de maio de de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2185238.
Supremo Tribunal Federal
DJe 19/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
16/05/2012
PLENÁRIO
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S)
:LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão proferida em mandado
de injunção que assegurou ao impetrante a análise de seu pedido de
aposentadoria especial, pelo órgão competente, à luz dos artigos 57 e 58
da Lei n. 8.213/91.
Nos presentes embargos de declaração, sustenta-se, em síntese, que
o setor de recursos humanos da Secretaria de Saúde do Município de
Porto Alegre estaria criando obstáculos ao cumprimento da decisão
proferida neste mandado de injunção, ao argumento de que não teriam
sido fixados os critérios que deveriam ser observados pela Administração
Pública ao examinar o pedido de aposentadoria especial.
Por fim, requer que, não sendo verificadas pela autoridade
administrativa as condições para o acolhimento da aposentadoria especial
aos 25 anos de insalubridade, seja determinada subsidiariamente a
aplicação do fator 1,4 sobre o tempo de atividade insalubre, convertendo-
o em comum para fins de futura análise da aposentadoria pública pelos
critérios vigentes.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S)
:LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão proferida em mandado
de injunção que assegurou ao impetrante a análise de seu pedido de
aposentadoria especial, pelo órgão competente, à luz dos artigos 57 e 58
da Lei n. 8.213/91.
Nos presentes embargos de declaração, sustenta-se, em síntese, que
o setor de recursos humanos da Secretaria de Saúde do Município de
Porto Alegre estaria criando obstáculos ao cumprimento da decisão
proferida neste mandado de injunção, ao argumento de que não teriam
sido fixados os critérios que deveriam ser observados pela Administração
Pública ao examinar o pedido de aposentadoria especial.
Por fim, requer que, não sendo verificadas pela autoridade
administrativa as condições para o acolhimento da aposentadoria especial
aos 25 anos de insalubridade, seja determinada subsidiariamente a
aplicação do fator 1,4 sobre o tempo de atividade insalubre, convertendo-
o em comum para fins de futura análise da aposentadoria pública pelos
critérios vigentes.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2185239.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
16/05/2012
PLENÁRIO
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
No agravo regimental, a parte alega que a decisão teria sido omissa
quanto à fixação dos critérios a serem observados pela autoridade
administrativa na apreciação de seu pedido de aposentadoria especial.
Não assiste razão ao agravante.
Esta Corte, no julgamento dos MI 721, 758 e 795, firmou
entendimento no sentido de que, reconhecida a omissão legislativa em
razão da ausência de lei complementar a definir as condições para
implemento da aposentadoria especial de servidor público, deve-se
aplicar o disposto nos artigos 57 e 58 da Lei n. 8.213/91.
Dessa forma, a integração normativa operada pelo Supremo Tribunal
Federal permite à autoridade administrativa realizar o exame do pedido
de aposentadoria especial da parte, tendo como parâmetro os critérios
fixados nos artigos 57 e 58 da Lei n. 8.213/91, in verbis:
“Art. 57. A aposentadoria especial será devida, uma vez
cumprida a carência exigida nesta Lei, ao segurado que tiver
trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a
saúde ou a integridade física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou
25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser a lei. (Redação dada
pela Lei nº 9.032, de 1995)
§ 1º A aposentadoria especial, observado o disposto no art.
33 desta Lei, consistirá numa renda mensal equivalente a 100%
(cem por cento) do salário-de-benefício. (Redação dada pela Lei
nº 9.032, de 1995)
§ 2º A data de início do benefício será fixada da mesma
forma que a da aposentadoria por idade, conforme o disposto
no art. 49.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2185240.
Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
No agravo regimental, a parte alega que a decisão teria sido omissa
quanto à fixação dos critérios a serem observados pela autoridade
administrativa na apreciação de seu pedido de aposentadoria especial.
Não assiste razão ao agravante.
Esta Corte, no julgamento dos MI 721, 758 e 795, firmou
entendimento no sentido de que, reconhecida a omissão legislativa em
razão da ausência de lei complementar a definir as condições para
implemento da aposentadoria especial de servidor público, deve-se
aplicar o disposto nos artigos 57 e 58 da Lei n. 8.213/91.
Dessa forma, a integração normativa operada pelo Supremo Tribunal
Federal permite à autoridade administrativa realizar o exame do pedido
de aposentadoria especial da parte, tendo como parâmetro os critérios
fixados nos artigos 57 e 58 da Lei n. 8.213/91, in verbis:
“Art. 57. A aposentadoria especial será devida, uma vez
cumprida a carência exigida nesta Lei, ao segurado que tiver
trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a
saúde ou a integridade física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou
25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser a lei. (Redação dada
pela Lei nº 9.032, de 1995)
§ 1º A aposentadoria especial, observado o disposto no art.
33 desta Lei, consistirá numa renda mensal equivalente a 100%
(cem por cento) do salário-de-benefício. (Redação dada pela Lei
nº 9.032, de 1995)
§ 2º A data de início do benefício será fixada da mesma
forma que a da aposentadoria por idade, conforme o disposto
no art. 49.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
MI 1.038 ED / DF
§ 3º A concessão da aposentadoria especial dependerá de
comprovação pelo segurado, perante o Instituto Nacional do
Seguro Social–INSS, do tempo de trabalho permanente, não
ocasional nem intermitente, em condições especiais que
prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante o período
mínimo fixado. (Redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995)
§ 4º O segurado deverá comprovar, além do tempo de
trabalho, exposição aos agentes nocivos químicos, físicos,
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à
integridade física, pelo período equivalente ao exigido para a
concessão do benefício. (Redação dada pela Lei nº 9.032, de
1995)
§ 5º O tempo de trabalho exercido sob condições especiais
que sejam ou venham a ser consideradas prejudiciais à saúde
ou à integridade física será somado, após a respectiva
conversão ao tempo de trabalho exercido em atividade comum,
segundo critérios estabelecidos pelo Ministério da Previdência e
Assistência Social, para efeito de concessão de qualquer
benefício. (Incluído pela Lei nº 9.032, de 1995)
§ 6º O benefício previsto neste artigo será financiado com
os recursos provenientes da contribuição de que trata o inciso II
do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas alíquotas
serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais,
conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da
empresa permita a concessão de aposentadoria especial após
quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição,
respectivamente. (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)
(Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.98) (Redação dada
pela Lei nº 9.732, de 11.12.98) (Redação dada pela Lei nº 9.732,
de 11.12.98) (Vide Lei nº 9.732, de 11.12.98)
§ 7º O acréscimo de que trata o parágrafo anterior incide
exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às
condições especiais referidas no caput. (Incluído pela Lei nº
9.732, de 11.12.98)
§ 8º Aplica-se o disposto no art. 46 ao segurado
aposentado nos termos deste artigo que continuar no exercício
2
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Supremo Tribunal Federal
MI 1.038 ED / DF
§ 3º A concessão da aposentadoria especial dependerá de
comprovação pelo segurado, perante o Instituto Nacional do
Seguro Social–INSS, do tempo de trabalho permanente, não
ocasional nem intermitente, em condições especiais que
prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante o período
mínimo fixado. (Redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995)
§ 4º O segurado deverá comprovar, além do tempo de
trabalho, exposição aos agentes nocivos químicos, físicos,
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à
integridade física, pelo período equivalente ao exigido para a
concessão do benefício. (Redação dada pela Lei nº 9.032, de
1995)
§ 5º O tempo de trabalho exercido sob condições especiais
que sejam ou venham a ser consideradas prejudiciais à saúde
ou à integridade física será somado, após a respectiva
conversão ao tempo de trabalho exercido em atividade comum,
segundo critérios estabelecidos pelo Ministério da Previdência e
Assistência Social, para efeito de concessão de qualquer
benefício. (Incluído pela Lei nº 9.032, de 1995)
§ 6º O benefício previsto neste artigo será financiado com
os recursos provenientes da contribuição de que trata o inciso II
do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas alíquotas
serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais,
conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da
empresa permita a concessão de aposentadoria especial após
quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição,
respectivamente. (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)
(Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.98) (Redação dada
pela Lei nº 9.732, de 11.12.98) (Redação dada pela Lei nº 9.732,
de 11.12.98) (Vide Lei nº 9.732, de 11.12.98)
§ 7º O acréscimo de que trata o parágrafo anterior incide
exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às
condições especiais referidas no caput. (Incluído pela Lei nº
9.732, de 11.12.98)
§ 8º Aplica-se o disposto no art. 46 ao segurado
aposentado nos termos deste artigo que continuar no exercício
2
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MI 1.038 ED / DF
de atividade ou operação que o sujeite aos agentes nocivos
constantes da relação referida no art. 58 desta Lei. (Incluído
pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)
Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos e
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à
integridade física considerados para fins de concessão da
aposentadoria especial de que trata o artigo anterior será
definida pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Lei nº 9.528,
de 1997)
§ 1º A comprovação da efetiva exposição do segurado aos
agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma
estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS,
emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo
técnico de condições ambientais do trabalho expedido por
médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho
nos termos da legislação trabalhista. (Redação dada pela Lei nº
9.732, de 11.12.98)
§ 2º Do laudo técnico referido no parágrafo anterior
deverão constar informação sobre a existência de tecnologia de
proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do
agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a
sua adoção pelo estabelecimento respectivo. (Redação dada
pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)
§ 3º A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado
com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de
trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de
comprovação de efetiva exposição em desacordo com o
respectivo laudo estará sujeita à penalidade prevista no art. 133
desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)
§ 4º A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil
profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo
trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de
trabalho, cópia autêntica desse documento. (Incluído pela Lei nº
9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela
Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528,
3
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de atividade ou operação que o sujeite aos agentes nocivos
constantes da relação referida no art. 58 desta Lei. (Incluído
pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)
Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos e
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à
integridade física considerados para fins de concessão da
aposentadoria especial de que trata o artigo anterior será
definida pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Lei nº 9.528,
de 1997)
§ 1º A comprovação da efetiva exposição do segurado aos
agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma
estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS,
emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo
técnico de condições ambientais do trabalho expedido por
médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho
nos termos da legislação trabalhista. (Redação dada pela Lei nº
9.732, de 11.12.98)
§ 2º Do laudo técnico referido no parágrafo anterior
deverão constar informação sobre a existência de tecnologia de
proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do
agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a
sua adoção pelo estabelecimento respectivo. (Redação dada
pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)
§ 3º A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado
com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de
trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de
comprovação de efetiva exposição em desacordo com o
respectivo laudo estará sujeita à penalidade prevista no art. 133
desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)
§ 4º A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil
profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo
trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de
trabalho, cópia autêntica desse documento. (Incluído pela Lei nº
9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela
Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528,
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de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº
9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)
(Incluído pela
Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528,
de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)”.
Nesse sentido, cito os seguintes precedentes:
“EMBARGOS DECLARATÓRIOS - PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. Os embargos declaratórios visam ao
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, devendo, por isso
mesmo, merecer compreensão por parte do órgão julgador.
APOSENTADORIA ESPECIAL - SERVIDOR PÚBLICO -
TRABALHO EM AMBIENTE INSALUBRE - PARÂMETROS.
Os parâmetros alusivos à aposentadoria especial, enquanto
não editada a lei exigida pelo texto constitucional, são aqueles
contidos na Lei nº 8.213/91, não cabendo mesclar sistemas para,
com isso, cogitar-se de idade mínima” (MI-ED 758, Rel. Min.
Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 14.5.2010) (grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO.
ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.
APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI N. 8.213/1991.
COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. 1. A
autoridade administrativa responsável pelo exame do pedido
de aposentadoria é competente para aferir, no caso concreto, o
preenchimento de todos os requisitos para a aposentação
previstos no ordenamento jurídico vigente. 2. Agravo
regimental ao qual se nega provimento” (MI-ED 1.286, Rel.
Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010).
Ante o exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental ao qual nego provimento.
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Supremo Tribunal Federal
MI 1.038 ED / DF
de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº
9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)
(Incluído pela
Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528,
de 1997)(Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)”.
Nesse sentido, cito os seguintes precedentes:
“EMBARGOS DECLARATÓRIOS - PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. Os embargos declaratórios visam ao
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, devendo, por isso
mesmo, merecer compreensão por parte do órgão julgador.
APOSENTADORIA ESPECIAL - SERVIDOR PÚBLICO -
TRABALHO EM AMBIENTE INSALUBRE - PARÂMETROS.
Os parâmetros alusivos à aposentadoria especial, enquanto
não editada a lei exigida pelo texto constitucional, são aqueles
contidos na Lei nº 8.213/91, não cabendo mesclar sistemas para,
com isso, cogitar-se de idade mínima” (MI-ED 758, Rel. Min.
Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 14.5.2010) (grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO.
ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.
APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI N. 8.213/1991.
COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. 1. A
autoridade administrativa responsável pelo exame do pedido
de aposentadoria é competente para aferir, no caso concreto, o
preenchimento de todos os requisitos para a aposentação
previstos no ordenamento jurídico vigente. 2. Agravo
regimental ao qual se nega provimento” (MI-ED 1.286, Rel.
Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010).
Ante o exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental ao qual nego provimento.
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Decisão de Julgamento
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental
e negou-lhe provimento. Ausentes, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello, neste julgamento, os Senhores Ministros
Marco Aurélio e Cármen Lúcia, e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em
representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das
Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em
Maputo, Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça
Constitucional, em Cádiz, na Espanha. Presidiu o julgamento o
Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental
e negou-lhe provimento. Ausentes, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello, neste julgamento, os Senhores Ministros
Marco Aurélio e Cármen Lúcia, e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em
representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das
Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em
Maputo, Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça
Constitucional, em Cádiz, na Espanha. Presidiu o julgamento o
Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2192598
| 2012-05-16T00:00:00
| 2012-06-19T00:00:00
|
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste julgamento, os Senhores Ministros Marco Aurélio e Cármen Lúcia, e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 16.05.2012.
|
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO
|
Embargos de declaração em mandado de injunção. 2. Decisão monocrática. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 4. Aposentadoria especial de servidor público prevista no artigo 40, § 4º, III, da CF/88: aplicação dos critérios fixados nos artigos 57 e 58 da Lei n. 8.213/91. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur210798
|
- Acórdãos citados: MI 721, MI 758, MI 758 ED - Tribunal Pleno,
MI 795, MI 1286 - Tribunal Pleno.
Número de páginas: 7.
Análise: 26/06/2012, IMC.
Revisão: 28/06/2012, KBP.
|
GILMAR MENDES
|
Tribunal Pleno
|
1038
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00040 PAR-00004 INC-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\r\n ART-00057 PAR-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9032/1995\r\n ART-00057 PAR-00002\r\n ART-00057 PAR-00003 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9032/1995\r\n ART-00057 PAR-00004 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9032/1995\r\n ART 00057 PAR-00005 INCLUÍDO PELA LEI-9032/1995 \r\n ART-00057 PAR-00006 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9732/1998\r\n ART-00057 PAR-00007 PAR-00008 INCLUÍDO PELA LEI-9732/1998\r\n ART-00058 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9528/1997\r\n ART-00058 PAR-00001 PAR-00002 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9732/1998\r\n ART-00058 PAR-00003 PAR-00004 INCLUÍDO PELA LEI-9528/1997 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n",
"LEG-FED LEI-009032 ANO-1995\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n",
"LEG-FED LEI-009528 ANO-1997\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n",
"LEG-FED LEI-009732 ANO-1998\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
MI-ED
|
acordaos
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MI 1038 ED
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[
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EMBTE.(S) : PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
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Ementa e Acórdão
16/05/2012
PLENÁRIO
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S)
:LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
Embargos de declaração em mandado de injunção. 2. Decisão
monocrática. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental. 4. Aposentadoria especial de servidor público prevista no
artigo 40, § 4..., III, da Constituição Federal de 1988/88: aplicação dos critérios fixados nos artigos 57
e 58 da Lei n. 8.213/91. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, receber os embargos
de declaração como agravo regimental e, a este, negar provimento, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 16 de maio de de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2185238.
Supremo Tribunal Federal
DJe 19/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
16/05/2012
PLENÁRIO
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S)
:LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão proferida em mandado
de injunção que assegurou ao impetrante a análise de seu pedido de
aposentadoria especial, pelo órgão competente, à luz dos artigos 57 e 58
da Lei n. 8.213/91.
Nos presentes embargos de declaração, sustenta-se, em síntese, que
o setor de recursos humanos da Secretaria de Saúde do Município de
Porto Alegre estaria criando obstáculos ao cumprimento da decisão
proferida neste mandado de injunção, ao argumento de que não teriam
sido fixados os critérios que deveriam ser observados pela Administração
Pública ao examinar o pedido de aposentadoria especial.
Por fim, requer que, não sendo verificadas pela autoridade
administrativa as condições para o acolhimento da aposentadoria especial
aos 25 anos de insalubridade, seja determinada subsidiariamente a
aplicação do fator 1,4 sobre o tempo de atividade insalubre, convertendo-
o em comum para fins de futura análise da aposentadoria pública pelos
critérios vigentes.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S)
:PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S)
:LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão proferida em mandado
de injunção que assegurou ao impetrante a análise de seu pedido de
aposentadoria especial, pelo órgão competente, à luz dos artigos 57 e 58
da Lei n. 8.213/91.
Nos presentes embargos de declaração, sustenta-se, em síntese, que
o setor de recursos humanos da Secretaria de Saúde do Município de
Porto Alegre estaria criando obstáculos ao cumprimento da decisão
proferida neste mandado de injunção, ao argumento de que não teriam
sido fixados os critérios que deveriam ser observados pela Administração
Pública ao examinar o pedido de aposentadoria especial.
Por fim, requer que, não sendo verificadas pela autoridade
administrativa as condições para o acolhimento da aposentadoria especial
aos 25 anos de insalubridade, seja determinada subsidiariamente a
aplicação do fator 1,4 sobre o tempo de atividade insalubre, convertendo-
o em comum para fins de futura análise da aposentadoria pública pelos
critérios vigentes.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
16/05/2012
PLENÁRIO
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
No agravo regimental, a parte alega que a decisão teria sido omissa
quanto à fixação dos critérios a serem observados pela autoridade
administrativa na apreciação de seu pedido de aposentadoria especial.
Não assiste razão ao agravante.
Esta Corte, no julgamento dos MI 721, 758 e 795, firmou
entendimento no sentido de que, reconhecida a omissão legislativa em
razão da ausência de lei complementar a definir as condições para
implemento da aposentadoria especial de servidor público, deve-se
aplicar o disposto nos artigos 57 e 58 da Lei n. 8.213/91.
Dessa forma, a integração normativa operada pelo Supremo Tribunal
Federal permite à autoridade administrativa realizar o exame do pedido
de aposentadoria especial da parte, tendo como parâmetro os critérios
fixados nos artigos 57 e 58 da Lei n. 8.213/91, in verbis:
“Art. 57. A aposentadoria especial será devida, uma vez
cumprida a carência exigida nesta Lei, ao segurado que tiver
trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a
saúde ou a integridade física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou
25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser a lei. (Redação dada
pela Lei n 9.032, de 1995)
§ 1... A aposentadoria especial, observado o disposto no art.
33 desta Lei, consistirá numa renda mensal equivalente a 100%
(cem por cento) do salário-de-benefício. (Redação dada pela Lei
n 9.032, de 1995)
§ 2... A data de início do benefício será fixada da mesma
forma que a da aposentadoria por idade, conforme o disposto
no art. 49.
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o
princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração
como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo.
No agravo regimental, a parte alega que a decisão teria sido omissa
quanto à fixação dos critérios a serem observados pela autoridade
administrativa na apreciação de seu pedido de aposentadoria especial.
Não assiste razão ao agravante.
Esta Corte, no julgamento dos MI 721, 758 e 795, firmou
entendimento no sentido de que, reconhecida a omissão legislativa em
razão da ausência de lei complementar a definir as condições para
implemento da aposentadoria especial de servidor público, deve-se
aplicar o disposto nos artigos 57 e 58 da Lei n. 8.213/91.
Dessa forma, a integração normativa operada pelo Supremo Tribunal
Federal permite à autoridade administrativa realizar o exame do pedido
de aposentadoria especial da parte, tendo como parâmetro os critérios
fixados nos artigos 57 e 58 da Lei n. 8.213/91, in verbis:
“Art. 57. A aposentadoria especial será devida, uma vez
cumprida a carência exigida nesta Lei, ao segurado que tiver
trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a
saúde ou a integridade física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou
25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser a lei. (Redação dada
pela Lei n 9.032, de 1995)
§ 1... A aposentadoria especial, observado o disposto no art.
33 desta Lei, consistirá numa renda mensal equivalente a 100%
(cem por cento) do salário-de-benefício. (Redação dada pela Lei
n 9.032, de 1995)
§ 2... A data de início do benefício será fixada da mesma
forma que a da aposentadoria por idade, conforme o disposto
no art. 49.
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MI 1.038 ED / DF
§ 3... A concessão da aposentadoria especial dependerá de
comprovação pelo segurado, perante o Instituto Nacional do
Seguro Social–INSS, do tempo de trabalho permanente, não
ocasional nem intermitente, em condições especiais que
prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante o período
mínimo fixado. (Redação dada pela Lei n 9.032, de 1995)
§ 4... O segurado deverá comprovar, além do tempo de
trabalho, exposição aos agentes nocivos químicos, físicos,
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à
integridade física, pelo período equivalente ao exigido para a
concessão do benefício. (Redação dada pela Lei n 9.032, de
1995)
§ 5... O tempo de trabalho exercido sob condições especiais
que sejam ou venham a ser consideradas prejudiciais à saúde
ou à integridade física será somado, após a respectiva
conversão ao tempo de trabalho exercido em atividade comum,
segundo critérios estabelecidos pelo Ministério da Previdência e
Assistência Social, para efeito de concessão de qualquer
benefício. (Incluído pela Lei n 9.032, de 1995)
§ 6... O benefício previsto neste artigo será financiado com
os recursos provenientes da contribuição de que trata o inciso II
do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas alíquotas
serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais,
conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da
empresa permita a concessão de aposentadoria especial após
quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição,
respectivamente. (Redação dada pela Lei n 9.732, de 11.12.98)
(Redação dada pela Lei n 9.732, de 11.12.98) (Redação dada
pela Lei n 9.732, de 11.12.98) (Redação dada pela Lei n 9.732,
de 11.12.98) (Vide Lei n 9.732, de 11.12.98)
§ 7... O acréscimo de que trata o parágrafo anterior incide
exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às
condições especiais referidas no caput. (Incluído pela Lei n
9.732, de 11.12.98)
§ 8... Aplica-se o disposto no art. 46 ao segurado
aposentado nos termos deste artigo que continuar no exercício
2
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Supremo Tribunal Federal
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§ 3... A concessão da aposentadoria especial dependerá de
comprovação pelo segurado, perante o Instituto Nacional do
Seguro Social–INSS, do tempo de trabalho permanente, não
ocasional nem intermitente, em condições especiais que
prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante o período
mínimo fixado. (Redação dada pela Lei n 9.032, de 1995)
§ 4... O segurado deverá comprovar, além do tempo de
trabalho, exposição aos agentes nocivos químicos, físicos,
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à
integridade física, pelo período equivalente ao exigido para a
concessão do benefício. (Redação dada pela Lei n 9.032, de
1995)
§ 5... O tempo de trabalho exercido sob condições especiais
que sejam ou venham a ser consideradas prejudiciais à saúde
ou à integridade física será somado, após a respectiva
conversão ao tempo de trabalho exercido em atividade comum,
segundo critérios estabelecidos pelo Ministério da Previdência e
Assistência Social, para efeito de concessão de qualquer
benefício. (Incluído pela Lei n 9.032, de 1995)
§ 6... O benefício previsto neste artigo será financiado com
os recursos provenientes da contribuição de que trata o inciso II
do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas alíquotas
serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais,
conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da
empresa permita a concessão de aposentadoria especial após
quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição,
respectivamente. (Redação dada pela Lei n 9.732, de 11.12.98)
(Redação dada pela Lei n 9.732, de 11.12.98) (Redação dada
pela Lei n 9.732, de 11.12.98) (Redação dada pela Lei n 9.732,
de 11.12.98) (Vide Lei n 9.732, de 11.12.98)
§ 7... O acréscimo de que trata o parágrafo anterior incide
exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às
condições especiais referidas no caput. (Incluído pela Lei n
9.732, de 11.12.98)
§ 8... Aplica-se o disposto no art. 46 ao segurado
aposentado nos termos deste artigo que continuar no exercício
2
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de atividade ou operação que o sujeite aos agentes nocivos
constantes da relação referida no art. 58 desta Lei. (Incluído
pela Lei n 9.732, de 11.12.98)
Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos e
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à
integridade física considerados para fins de concessão da
aposentadoria especial de que trata o artigo anterior será
definida pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Lei n 9.528,
de 1997)
§ 1... A comprovação da efetiva exposição do segurado aos
agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma
estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS,
emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo
técnico de condições ambientais do trabalho expedido por
médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho
nos termos da legislação trabalhista. (Redação dada pela Lei n
9.732, de 11.12.98)
§ 2... Do laudo técnico referido no parágrafo anterior
deverão constar informação sobre a existência de tecnologia de
proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do
agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a
sua adoção pelo estabelecimento respectivo. (Redação dada
pela Lei n 9.732, de 11.12.98)
§ 3... A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado
com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de
trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de
comprovação de efetiva exposição em desacordo com o
respectivo laudo estará sujeita à penalidade prevista no art. 133
desta Lei. (Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)
§ 4... A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil
profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo
trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de
trabalho, cópia autêntica desse documento. (Incluído pela Lei n
9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela
Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528,
3
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de atividade ou operação que o sujeite aos agentes nocivos
constantes da relação referida no art. 58 desta Lei. (Incluído
pela Lei n 9.732, de 11.12.98)
Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos e
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à
integridade física considerados para fins de concessão da
aposentadoria especial de que trata o artigo anterior será
definida pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Lei n 9.528,
de 1997)
§ 1... A comprovação da efetiva exposição do segurado aos
agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma
estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS,
emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo
técnico de condições ambientais do trabalho expedido por
médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho
nos termos da legislação trabalhista. (Redação dada pela Lei n
9.732, de 11.12.98)
§ 2... Do laudo técnico referido no parágrafo anterior
deverão constar informação sobre a existência de tecnologia de
proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do
agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a
sua adoção pelo estabelecimento respectivo. (Redação dada
pela Lei n 9.732, de 11.12.98)
§ 3... A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado
com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de
trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de
comprovação de efetiva exposição em desacordo com o
respectivo laudo estará sujeita à penalidade prevista no art. 133
desta Lei. (Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)
§ 4... A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil
profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo
trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do contrato de
trabalho, cópia autêntica desse documento. (Incluído pela Lei n
9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela
Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528,
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
MI 1.038 ED / DF
de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n
9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)
(Incluído pela
Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528,
de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)”.
Nesse sentido, cito os seguintes precedentes:
“EMBARGOS DECLARATÓRIOS - PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. Os embargos declaratórios visam ao
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, devendo, por isso
mesmo, merecer compreensão por parte do órgão julgador.
APOSENTADORIA ESPECIAL - SERVIDOR PÚBLICO -
TRABALHO EM AMBIENTE INSALUBRE - PARÂMETROS.
Os parâmetros alusivos à aposentadoria especial, enquanto
não editada a lei exigida pelo texto constitucional, são aqueles
contidos na Lei n 8.213/91, não cabendo mesclar sistemas para,
com isso, cogitar-se de idade mínima” (MI-ED 758, Rel. Min.
Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 14.5.2010) (grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO.
ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.
APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI N. 8.213/1991.
COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. 1. A
autoridade administrativa responsável pelo exame do pedido
de aposentadoria é competente para aferir, no caso concreto, o
preenchimento de todos os requisitos para a aposentação
previstos no ordenamento jurídico vigente. 2. Agravo
regimental ao qual se nega provimento” (MI-ED 1.286, Rel.
Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010).
Ante o exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental ao qual nego provimento.
4
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Supremo Tribunal Federal
MI 1.038 ED / DF
de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n
9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)
(Incluído pela
Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)
(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528,
de 1997)(Incluído pela Lei n 9.528, de 1997)”.
Nesse sentido, cito os seguintes precedentes:
“EMBARGOS DECLARATÓRIOS - PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. Os embargos declaratórios visam ao
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, devendo, por isso
mesmo, merecer compreensão por parte do órgão julgador.
APOSENTADORIA ESPECIAL - SERVIDOR PÚBLICO -
TRABALHO EM AMBIENTE INSALUBRE - PARÂMETROS.
Os parâmetros alusivos à aposentadoria especial, enquanto
não editada a lei exigida pelo texto constitucional, são aqueles
contidos na Lei n 8.213/91, não cabendo mesclar sistemas para,
com isso, cogitar-se de idade mínima” (MI-ED 758, Rel. Min.
Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 14.5.2010) (grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO.
ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.
APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI N. 8.213/1991.
COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. 1. A
autoridade administrativa responsável pelo exame do pedido
de aposentadoria é competente para aferir, no caso concreto, o
preenchimento de todos os requisitos para a aposentação
previstos no ordenamento jurídico vigente. 2. Agravo
regimental ao qual se nega provimento” (MI-ED 1.286, Rel.
Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010).
Ante o exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental ao qual nego provimento.
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Decisão de Julgamento
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental
e negou-lhe provimento. Ausentes, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello, neste julgamento, os Senhores Ministros
Marco Aurélio e Cármen Lúcia, e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em
representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das
Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em
Maputo, Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça
Constitucional, em Cádiz, na Espanha. Presidiu o julgamento o
Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.038
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
EMBTE.(S) : PAULO VITOR ZILIO
ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : SENADO FEDERAL
EMBDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental
e negou-lhe provimento. Ausentes, justificadamente, o Senhor
Ministro Celso de Mello, neste julgamento, os Senhores Ministros
Marco Aurélio e Cármen Lúcia, e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em
representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das
Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em
Maputo, Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça
Constitucional, em Cádiz, na Espanha. Presidiu o julgamento o
Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MANDADO DE INJUNÇÃO 1",
"MANDADO DE INJUNÇÃO 1 . 038",
"MI",
"-",
"ED",
"MI",
"-",
"ED 1 . 286",
"MI",
"-",
"ED 758",
"MI",
"-",
"ED 1 . 286"
],
"LEGISLACAO": [
"artigo 40 , § 4 . . . , III , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigos 57 e 58 da Lei n . 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 57 e 58 da Lei n . 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 57 e 58 da Lei n . 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 57 e 58 da Lei n . 8 . 213 / 91",
"artigos 57 e 58 da Lei n . 8 . 213 / 91",
"Lei n 9 . 032",
"Lei n 9 . 032",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 57 e 58 da Lei n . 8 . 213 / 91",
"artigos 57 e 58 da Lei n . 8 . 213 / 91",
"Lei n 9 . 032",
"Lei n 9 . 032",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 032",
"Lei n 9 . 032",
"Lei n 9 . 032",
"inciso",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 032",
"Lei n 9 . 032",
"Lei n 9 . 032",
"inciso II do art . 22 da Lei no 8 .",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 732",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 8 . 213 / 91",
"ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ART . 57 DA LEI N . 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 9 . 528",
"Lei n 8 . 213 / 91",
"ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ART . 57 DA LEI N . 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz",
"na",
"Espanha",
"DISTRITO FEDERAL",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz",
"na",
"Espanha"
],
"ORGANIZACAO": [
"PLENÁRIO",
"EMB",
"UNIÃO",
"SENADO FEDERAL",
"CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"REPÚBLICA",
"UNIÃO",
"SENADO FEDERAL",
"CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"Secretaria de Saúde do Município de Porto Alegre",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIÃO",
"SENADO FEDERAL",
"CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"Secretaria de Saúde do Município de Porto Alegre",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PLENÁRIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Ministério da Previdência e Assistência Social",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Ministério da Previdência e Assistência Social",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"APOSENTADORIA",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"APOSENTADORIA",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"UNIÃO",
"SENADO FEDERAL",
"CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa",
"Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional",
"Plenário",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIÃO",
"SENADO FEDERAL",
"CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa",
"Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional",
"Plenário",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"PAULO VITOR ZILIO",
"LARISSA F . MACIEL LONGO",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"PAULO VITOR ZILIO",
"LARISSA F . MACIEL LONGO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"PAULO VITOR ZILIO",
"LARISSA F . MACIEL LONGO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"PAULO VITOR ZILIO",
"LARISSA F . MACIEL LONGO",
"Celso de Mello",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Tomimatsu",
"GILMAR MENDES",
"PAULO VITOR ZILIO",
"LARISSA F . MACIEL LONGO",
"Celso de Mello",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Tomimatsu"
],
"TEMPO": [
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"16 de maio de de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"1995",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"1995",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1995",
"1995",
"1995",
"24 de julho de 1991",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1995",
"1995",
"1995",
"24 de julho de 1991",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"1997",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"1997",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"11",
".",
"12",
".",
"98",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"14",
".",
"5",
".",
"2010",
"19",
".",
"2",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"1997",
"14",
".",
"5",
".",
"2010",
"19",
".",
"2",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S)
:RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
Agravo regimental em agravo interposto nos próprios autos do
recurso extraordinário. 2. Decisão recorrida que se assenta na
intempestividade do agravo. 3. Agravo regimental que alega existência de
demonstração de repercussão geral da matéria constitucional. 4. Razões
do agravo regimental dissociadas dos fundamentos da decisão recorrida.
5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2576849.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S)
:RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de minha relatoria, pela qual neguei
trânsito ao agravo interposto nos próprios autos em face de decisão do
Tribunal de Justiça de Estado de São Paulo que inadmitiu recurso
extraordinário.
Para esclarecimento da matéria discutida esclareço que a ora
agravante foi condenada em primeira instância pela prática do jogo do
bicho (art. 58, § 1º, letras “b” e “c”, do Decreto-Lei 6.259/44).
A Corte paulista negou provimento ao apelo da defesa, mantendo a
sentença na íntegra, o que ensejou a interposição de recurso
extraordinário, no qual se sustentou violação ao art. 5º, LV e LVIII, da
Constituição Federal, ao fundamento de que as provas constantes dos
autos não são suficientes para comprovar a materialidade delitiva.
O Tribunal a quo negou trânsito ao recurso extraordinário,
motivando sua decisão na ausência de ofensa direta ao texto
constitucional.
Contra referida decisão de inadmissibilidade, foi interposto agravo
nos próprios autos, ao qual neguei trânsito, por decisão monocrática,
contra a qual se volta o presente agravo regimental.
A decisão objeto do agravo regimental reconheceu a
intempestividade do agravo de fls. 172-184.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2576850.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S)
:RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de minha relatoria, pela qual neguei
trânsito ao agravo interposto nos próprios autos em face de decisão do
Tribunal de Justiça de Estado de São Paulo que inadmitiu recurso
extraordinário.
Para esclarecimento da matéria discutida esclareço que a ora
agravante foi condenada em primeira instância pela prática do jogo do
bicho (art. 58, § 1º, letras “b” e “c”, do Decreto-Lei 6.259/44).
A Corte paulista negou provimento ao apelo da defesa, mantendo a
sentença na íntegra, o que ensejou a interposição de recurso
extraordinário, no qual se sustentou violação ao art. 5º, LV e LVIII, da
Constituição Federal, ao fundamento de que as provas constantes dos
autos não são suficientes para comprovar a materialidade delitiva.
O Tribunal a quo negou trânsito ao recurso extraordinário,
motivando sua decisão na ausência de ofensa direta ao texto
constitucional.
Contra referida decisão de inadmissibilidade, foi interposto agravo
nos próprios autos, ao qual neguei trânsito, por decisão monocrática,
contra a qual se volta o presente agravo regimental.
A decisão objeto do agravo regimental reconheceu a
intempestividade do agravo de fls. 172-184.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2576850.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
ARE 688.233 AGR / SP
O ora agravante alega, em síntese, que, embora não exista
preliminar formal de repercussão geral no início das razões recursais, as
matérias constitucionais estão demonstradas e discutidas no recurso,
especialmente nos quatro tópicos finais (fl. 248).
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2576850.
Supremo Tribunal Federal
ARE 688.233 AGR / SP
O ora agravante alega, em síntese, que, embora não exista
preliminar formal de repercussão geral no início das razões recursais, as
matérias constitucionais estão demonstradas e discutidas no recurso,
especialmente nos quatro tópicos finais (fl. 248).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2576850.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nas razões do
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifica-se que as razões do agravo regimental são completamente
dissociadas da decisão recorrida (fls. 223-224), que se assenta na
intempestividade do agravo de fls. 172-184, sem ter dedicado uma única
linha à ausência de preliminar formal de repercussão geral.
Em suma, a ora agravante não infirmou o reconhecimento da
intempestividade do agravo interposto contra a não-admissão do recurso
extraordinário.
Com efeito, o agravo de fls. 172-184 é intempestivo e por este
fundamento não deve ser conhecido. A propósito, transcrevo a motivação
exposta na decisão monocrática por mim exarada (fls. 223-224):
O recurso não pode ser conhecido.
É que o caput do art. 28 da Lei 8.038/1990 estabelece o
prazo de cinco dias para a interposição do agravo contra
decisão que inadmitir o processamento de recurso
extraordinário.
No caso, verifico que, conforme certidão de fls. 170, a
decisão agravada foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico
no dia 15 de março de 2012. O agravo, entretanto, somente foi
interposto no dia 28 daquele mês (fl. 172). Notória, portanto, a
intempestividade do recurso.
Conforme jurisprudência consolidada desta Corte, o art.
28 da Lei 8.038/1990 não foi revogado pela Lei 8.950/1994, no
que tange ao agravo de instrumento em recurso extraordinário
em matéria criminal, de modo que se aplica ao caso o prazo de
interposição de cinco dias. Nesse sentido, cito os seguintes
julgados: AI-QO 197.032, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2576851.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nas razões do
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifica-se que as razões do agravo regimental são completamente
dissociadas da decisão recorrida (fls. 223-224), que se assenta na
intempestividade do agravo de fls. 172-184, sem ter dedicado uma única
linha à ausência de preliminar formal de repercussão geral.
Em suma, a ora agravante não infirmou o reconhecimento da
intempestividade do agravo interposto contra a não-admissão do recurso
extraordinário.
Com efeito, o agravo de fls. 172-184 é intempestivo e por este
fundamento não deve ser conhecido. A propósito, transcrevo a motivação
exposta na decisão monocrática por mim exarada (fls. 223-224):
O recurso não pode ser conhecido.
É que o caput do art. 28 da Lei 8.038/1990 estabelece o
prazo de cinco dias para a interposição do agravo contra
decisão que inadmitir o processamento de recurso
extraordinário.
No caso, verifico que, conforme certidão de fls. 170, a
decisão agravada foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico
no dia 15 de março de 2012. O agravo, entretanto, somente foi
interposto no dia 28 daquele mês (fl. 172). Notória, portanto, a
intempestividade do recurso.
Conforme jurisprudência consolidada desta Corte, o art.
28 da Lei 8.038/1990 não foi revogado pela Lei 8.950/1994, no
que tange ao agravo de instrumento em recurso extraordinário
em matéria criminal, de modo que se aplica ao caso o prazo de
interposição de cinco dias. Nesse sentido, cito os seguintes
julgados: AI-QO 197.032, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 688.233 AGR / SP
Tribunal Pleno, DJ 5.12.1997; AI-AgR 358.750, Rel. Min. Ilmar
Galvão, Primeira Turma, DJ 14.12.2001; AI-AgR 364.997, Rel.
Min. Néri da Silveira, Segunda Turma, DJ 1º.2.2002).
Incide, portanto, a Súmula 699/STF.
Ressalto ainda que o Plenário desta Corte, ao julgar
Questão de Ordem no AgR no ARE 639.846, Rel. Min. Dias
Toffoli, DJe 20.3.2012, pacificou entendimento no sentido de que
a Lei 12.322/2010 não alterou o prazo estabelecido no caput do
art. 28 da Lei 8.038/1990.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1º,
do RISTF).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2576851.
Supremo Tribunal Federal
ARE 688.233 AGR / SP
Tribunal Pleno, DJ 5.12.1997; AI-AgR 358.750, Rel. Min. Ilmar
Galvão, Primeira Turma, DJ 14.12.2001; AI-AgR 364.997, Rel.
Min. Néri da Silveira, Segunda Turma, DJ 1º.2.2002).
Incide, portanto, a Súmula 699/STF.
Ressalto ainda que o Plenário desta Corte, ao julgar
Questão de Ordem no AgR no ARE 639.846, Rel. Min. Dias
Toffoli, DJe 20.3.2012, pacificou entendimento no sentido de que
a Lei 12.322/2010 não alterou o prazo estabelecido no caput do
art. 28 da Lei 8.038/1990.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1º,
do RISTF).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S) : RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S) : RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622990
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2634460
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-27T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em agravo interposto nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Decisão recorrida que se assenta na intempestividade do agravo. 3. Agravo regimental que alega existência de demonstração de repercussão geral da matéria constitucional. 4. Razões do agravo regimental dissociadas dos fundamentos da decisão recorrida. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
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sjur213624
|
Número de páginas: 6.
Análise: 30/08/2012, AMS.
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GILMAR MENDES
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Segunda Turma
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688233
| null |
ARE-AgR
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acordaos
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ARE 688233 AgR
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""
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AGTE.(S) : REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S) : RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S)
:RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
Agravo regimental em agravo interposto nos próprios autos do
recurso extraordinário. 2. Decisão recorrida que se assenta na
intempestividade do agravo. 3. Agravo regimental que alega existência de
demonstração de repercussão geral da matéria constitucional. 4. Razões
do agravo regimental dissociadas dos fundamentos da decisão recorrida.
5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2576849.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S)
:RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de minha relatoria, pela qual neguei
trânsito ao agravo interposto nos próprios autos em face de decisão do
Tribunal de Justiça de Estado de São Paulo que inadmitiu recurso
extraordinário.
Para esclarecimento da matéria discutida esclareço que a ora
agravante foi condenada em primeira instância pela prática do jogo do
bicho (art. 58, § 1..., letras “b” e “c”, do Decreto-Lei 6.259/44).
A Corte paulista negou provimento ao apelo da defesa, mantendo a
sentença na íntegra, o que ensejou a interposição de recurso
extraordinário, no qual se sustentou violação ao art. 5..., LV e LVIII, da
Constituição Federal, ao fundamento de que as provas constantes dos
autos não são suficientes para comprovar a materialidade delitiva.
O Tribunal a quo negou trânsito ao recurso extraordinário,
motivando sua decisão na ausência de ofensa direta ao texto
constitucional.
Contra referida decisão de inadmissibilidade, foi interposto agravo
nos próprios autos, ao qual neguei trânsito, por decisão monocrática,
contra a qual se volta o presente agravo regimental.
A decisão objeto do agravo regimental reconheceu a
intempestividade do agravo de fls. 172-184.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2576850.
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14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S)
:RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão de minha relatoria, pela qual neguei
trânsito ao agravo interposto nos próprios autos em face de decisão do
Tribunal de Justiça de Estado de São Paulo que inadmitiu recurso
extraordinário.
Para esclarecimento da matéria discutida esclareço que a ora
agravante foi condenada em primeira instância pela prática do jogo do
bicho (art. 58, § 1..., letras “b” e “c”, do Decreto-Lei 6.259/44).
A Corte paulista negou provimento ao apelo da defesa, mantendo a
sentença na íntegra, o que ensejou a interposição de recurso
extraordinário, no qual se sustentou violação ao art. 5..., LV e LVIII, da
Constituição Federal, ao fundamento de que as provas constantes dos
autos não são suficientes para comprovar a materialidade delitiva.
O Tribunal a quo negou trânsito ao recurso extraordinário,
motivando sua decisão na ausência de ofensa direta ao texto
constitucional.
Contra referida decisão de inadmissibilidade, foi interposto agravo
nos próprios autos, ao qual neguei trânsito, por decisão monocrática,
contra a qual se volta o presente agravo regimental.
A decisão objeto do agravo regimental reconheceu a
intempestividade do agravo de fls. 172-184.
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Relatório
ARE 688.233 AGR / SP
O ora agravante alega, em síntese, que, embora não exista
preliminar formal de repercussão geral no início das razões recursais, as
matérias constitucionais estão demonstradas e discutidas no recurso,
especialmente nos quatro tópicos finais (fl. 248).
É o relatório.
2
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ARE 688.233 AGR / SP
O ora agravante alega, em síntese, que, embora não exista
preliminar formal de repercussão geral no início das razões recursais, as
matérias constitucionais estão demonstradas e discutidas no recurso,
especialmente nos quatro tópicos finais (fl. 248).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nas razões do
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifica-se que as razões do agravo regimental são completamente
dissociadas da decisão recorrida (fls. 223-224), que se assenta na
intempestividade do agravo de fls. 172-184, sem ter dedicado uma única
linha à ausência de preliminar formal de repercussão geral.
Em suma, a ora agravante não infirmou o reconhecimento da
intempestividade do agravo interposto contra a não-admissão do recurso
extraordinário.
Com efeito, o agravo de fls. 172-184 é intempestivo e por este
fundamento não deve ser conhecido. A propósito, transcrevo a motivação
exposta na decisão monocrática por mim exarada (fls. 223-224):
O recurso não pode ser conhecido.
É que o caput do art. 28 da Lei 8.038/1990 estabelece o
prazo de cinco dias para a interposição do agravo contra
decisão que inadmitir o processamento de recurso
extraordinário.
No caso, verifico que, conforme certidão de fls. 170, a
decisão agravada foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico
no dia 15 de março de 2012. O agravo, entretanto, somente foi
interposto no dia 28 daquele mês (fl. 172). Notória, portanto, a
intempestividade do recurso.
Conforme jurisprudência consolidada desta Corte, o art.
28 da Lei 8.038/1990 não foi revogado pela Lei 8.950/1994, no
que tange ao agravo de instrumento em recurso extraordinário
em matéria criminal, de modo que se aplica ao caso o prazo de
interposição de cinco dias. Nesse sentido, cito os seguintes
julgados: AI-QO 197.032, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
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14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Nas razões do
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifica-se que as razões do agravo regimental são completamente
dissociadas da decisão recorrida (fls. 223-224), que se assenta na
intempestividade do agravo de fls. 172-184, sem ter dedicado uma única
linha à ausência de preliminar formal de repercussão geral.
Em suma, a ora agravante não infirmou o reconhecimento da
intempestividade do agravo interposto contra a não-admissão do recurso
extraordinário.
Com efeito, o agravo de fls. 172-184 é intempestivo e por este
fundamento não deve ser conhecido. A propósito, transcrevo a motivação
exposta na decisão monocrática por mim exarada (fls. 223-224):
O recurso não pode ser conhecido.
É que o caput do art. 28 da Lei 8.038/1990 estabelece o
prazo de cinco dias para a interposição do agravo contra
decisão que inadmitir o processamento de recurso
extraordinário.
No caso, verifico que, conforme certidão de fls. 170, a
decisão agravada foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico
no dia 15 de março de 2012. O agravo, entretanto, somente foi
interposto no dia 28 daquele mês (fl. 172). Notória, portanto, a
intempestividade do recurso.
Conforme jurisprudência consolidada desta Corte, o art.
28 da Lei 8.038/1990 não foi revogado pela Lei 8.950/1994, no
que tange ao agravo de instrumento em recurso extraordinário
em matéria criminal, de modo que se aplica ao caso o prazo de
interposição de cinco dias. Nesse sentido, cito os seguintes
julgados: AI-QO 197.032, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 688.233 AGR / SP
Tribunal Pleno, DJ 5.12.1997; AI-AgR 358.750, Rel. Min. Ilmar
Galvão, Primeira Turma, DJ 14.12.2001; AI-AgR 364.997, Rel.
Min. Néri da Silveira, Segunda Turma, DJ 1....2.2002).
Incide, portanto, a Súmula 699/Supremo Tribunal Federal.
Ressalto ainda que o Plenário desta Corte, ao julgar
Questão de Ordem no AgR no ARE 639.846, Rel. Min. Dias
Toffoli, DJe 20.3.2012, pacificou entendimento no sentido de que
a Lei 12.322/2010 não alterou o prazo estabelecido no caput do
art. 28 da Lei 8.038/1990.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1...,
do RISTF).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 688.233 AGR / SP
Tribunal Pleno, DJ 5.12.1997; AI-AgR 358.750, Rel. Min. Ilmar
Galvão, Primeira Turma, DJ 14.12.2001; AI-AgR 364.997, Rel.
Min. Néri da Silveira, Segunda Turma, DJ 1....2.2002).
Incide, portanto, a Súmula 699/Supremo Tribunal Federal.
Ressalto ainda que o Plenário desta Corte, ao julgar
Questão de Ordem no AgR no ARE 639.846, Rel. Min. Dias
Toffoli, DJe 20.3.2012, pacificou entendimento no sentido de que
a Lei 12.322/2010 não alterou o prazo estabelecido no caput do
art. 28 da Lei 8.038/1990.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1...,
do RISTF).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S) : RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622990
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688.233
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES
ADV.(A/S) : RONALDO LABRIOLA PANDOLFI
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688 . 233",
"AGRAVO 688 . 233",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 688 . 233 SÃO",
"ARE 688 . 233 AGR / SP",
"ARE 688 . 233 AGR / SP",
"AI",
"-",
"QO 197 . 032",
"AGRAVO 688 . 233",
"AI",
"-",
"QO 197 . 032",
"ARE 688 . 233 AGR",
"AI",
"-",
"AgR 358 . 750",
"AI",
"-",
"AgR 364 . 997",
"Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 688 . 233 AGR",
"AI",
"-",
"AgR 358 . 750",
"AI",
"-",
"AgR 364 . 997",
"Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 58 , § 1 . . . , letras “ b ” e “ c ” , do Decreto - Lei 6 . 259 / 44",
"art . 5 . . . , LV e LVIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"art . 58 , § 1 . . . , letras “ b ” e “ c ” , do Decreto - Lei 6 . 259 / 44",
"art . 5 . . . , LV e LVIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Lei 8 . 950 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Lei 8 . 950 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12 . 322 / 2010",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12 . 322 / 2010",
"art . 28 da Lei 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Tribunal de Justiça de Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Tribunal de Justiça de Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"AG",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário desta Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"2a",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"2a Turma",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"RONALDO LABRIOLA PANDOLFI",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"APARECIDA FERNANDES GOMES",
"RONALDO LABRIOLA PANDOLFI",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"REGINA APARECIDA FERNANDES GOMES",
"RONALDO LABRIOLA PANDOLFI",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Sepúlveda Pertence",
"GILMAR MENDES",
"Sepúlveda Pertence",
"GILMAR MENDES",
"Ilmar Galvão",
"Néri da Silveira",
"Dias Toffoli",
"Ilmar Galvão",
"Néri da Silveira",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"RONALDO LABRIOLA PANDOLFI",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"GILMAR MENDES",
"RONALDO LABRIOLA PANDOLFI",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"15 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"15 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"12",
".",
"1997",
"14",
".",
"12",
".",
"2001",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2002",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"12",
".",
"1997",
"14",
".",
"12",
".",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2002",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
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"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE LUIS MENDES
DE OLIVEIRA LIMA
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 172.905 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Habeas corpus. 2. Falta de fundamentação da prisão preventiva. Não
ocorrência. Necessidade de resguardar a ordem pública. 3. Incidência da
Súmula 691. 4. Excessiva demora na realização do julgamento de mérito
de habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. Ausência de
prestação jurisdicional. Violação ao princípio constitucional da duração
razoável do processo. 5. Constrangimento ilegal configurado. 6. Paciente
preso desde novembro de 2008. Ordem concedida para que a autoridade
coatora apresente o HC em mesa para julgamento até a 4ª sessão
subsequente à comunicação da ordem.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conceder a ordem,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 20 de março de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1872157.
Supremo Tribunal Federal
DJe 18/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE LUIS MENDES
DE OLIVEIRA LIMA
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 172.905 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus impetrado por José Luís Mendes de Oliveira Lima e outros,
em favor de Denis Massetti da Silva, contra demora no julgamento do
mérito do HC n. 172.905/SP, de relatoria do Ministro Adilson Vieira
Macabu, da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem:
Assim, não tendo sido apresentada justificativa
consistente para explicar a demora do julgamento do HC
172.905/SP, distribuído em 08.06.2010, com parecer do
Ministério Público Federal desde 29.09.2010, está caracterizada
a desconformidade com os princípios constitucionais que
asseguram a duração razoável do processo e a efetividade da
prestação jurisdicional.
A defesa apresentou memoriais, asseverando que a excessiva demora
na conclusão do mandamus que discute a ilegalidade da sua prisão está
causando ao paciente flagrante constrangimento ilegal. Denis Massetti da Silva
está encarcerado há mais de três anos, sem culpa formada e em decorrência de
uma decisão ilegal, carente dos requisitos do art. 312 do Código de Processo
Penal.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1872158.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE LUIS MENDES
DE OLIVEIRA LIMA
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 172.905 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus impetrado por José Luís Mendes de Oliveira Lima e outros,
em favor de Denis Massetti da Silva, contra demora no julgamento do
mérito do HC n. 172.905/SP, de relatoria do Ministro Adilson Vieira
Macabu, da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem:
Assim, não tendo sido apresentada justificativa
consistente para explicar a demora do julgamento do HC
172.905/SP, distribuído em 08.06.2010, com parecer do
Ministério Público Federal desde 29.09.2010, está caracterizada
a desconformidade com os princípios constitucionais que
asseguram a duração razoável do processo e a efetividade da
prestação jurisdicional.
A defesa apresentou memoriais, asseverando que a excessiva demora
na conclusão do mandamus que discute a ilegalidade da sua prisão está
causando ao paciente flagrante constrangimento ilegal. Denis Massetti da Silva
está encarcerado há mais de três anos, sem culpa formada e em decorrência de
uma decisão ilegal, carente dos requisitos do art. 312 do Código de Processo
Penal.
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Relatório
HC 111.482 / SP
Pede que o paciente possa aguardar o julgamento do habeas no STJ
em liberdade.
Menciona a conclusão adotada pela 1ª Turma desta Corte nos autos
do HC 106.336/SP (Dje 18.10.2011), que determinou o julgamento de HC
em trâmite no STJ há mais de 2 anos e, ainda, implementou medida
acauteladora, suspendendo os efeitos do decreto condenatório.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
Pede que o paciente possa aguardar o julgamento do habeas no STJ
em liberdade.
Menciona a conclusão adotada pela 1ª Turma desta Corte nos autos
do HC 106.336/SP (Dje 18.10.2011), que determinou o julgamento de HC
em trâmite no STJ há mais de 2 anos e, ainda, implementou medida
acauteladora, suspendendo os efeitos do decreto condenatório.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Na espécie, o
paciente foi denunciado pela prática, em tese, dos delitos descritos nos
arts. 33, caput, 33, § 1º, I, 34 e 35, todos da Lei 11.343/2006, tendo sido
preso preventivamente para garantia da ordem pública e por
conveniência da instrução criminal em 21.11.2008.
Nestes autos, a defesa alega que o paciente está sofrendo
constrangimento ilegal em razão da demora no julgamento do HC
172.905/SP no Superior Tribunal de Justiça e sustenta, também, a
ausência dos requisitos da prisão cautelar.
A Emenda Constitucional n. 45, de 8 de dezembro de 2004, que
alterou diversos dispositivos da Constituição Federal, inseriu, no título
relativo aos direitos e garantias fundamentais, o princípio da razoável
duração do processo ou da celeridade, nos seguintes termos:
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos
termos seguintes: [...] LXXVIII – a todos, no âmbito judicial e
administrativo, são assegurados a razoável duração do processo
e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
A preocupação com a duração do processo penal não é nova. Há
muito tempo discorre-se sobre a necessidade de que a marcha processual
desenvolva-se num prazo razoável.
Em 18 de dezembro de 2000 – antes, portanto, da publicação da
Emenda Constitucional n. 45/2004 (em 31 de dezembro de 2004), que
inseriu no rol dos direitos e garantias fundamentais o direito ao processo
num prazo razoável –, o STF realizou o primeiro julgamento aplicando o
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Na espécie, o
paciente foi denunciado pela prática, em tese, dos delitos descritos nos
arts. 33, caput, 33, § 1º, I, 34 e 35, todos da Lei 11.343/2006, tendo sido
preso preventivamente para garantia da ordem pública e por
conveniência da instrução criminal em 21.11.2008.
Nestes autos, a defesa alega que o paciente está sofrendo
constrangimento ilegal em razão da demora no julgamento do HC
172.905/SP no Superior Tribunal de Justiça e sustenta, também, a
ausência dos requisitos da prisão cautelar.
A Emenda Constitucional n. 45, de 8 de dezembro de 2004, que
alterou diversos dispositivos da Constituição Federal, inseriu, no título
relativo aos direitos e garantias fundamentais, o princípio da razoável
duração do processo ou da celeridade, nos seguintes termos:
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos
termos seguintes: [...] LXXVIII – a todos, no âmbito judicial e
administrativo, são assegurados a razoável duração do processo
e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
A preocupação com a duração do processo penal não é nova. Há
muito tempo discorre-se sobre a necessidade de que a marcha processual
desenvolva-se num prazo razoável.
Em 18 de dezembro de 2000 – antes, portanto, da publicação da
Emenda Constitucional n. 45/2004 (em 31 de dezembro de 2004), que
inseriu no rol dos direitos e garantias fundamentais o direito ao processo
num prazo razoável –, o STF realizou o primeiro julgamento aplicando o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
princípio da razoável duração do processo penal. Eis a ementa desse
julgado:
HABEAS CORPUS – CRIME HEDIONDO – CLAMOR
PÚBLICO – DECRETAÇÃO DE PRISÃO CAUTELAR –
INADMISSIBILIDADE – PRISÃO CAUTELAR QUE SE
PROLONGA DE MODO IRRAZOÁVEL – EXCESSO DE
PRAZO IMPUTÁVEL AO PODER PÚBLICO – VIOLAÇÃO À
GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DUE PROCESS OF LAW
– DIREITO QUE ASSISTE AO RÉU DE SER JULGADO
DENTRO DE PRAZO ADEQUADO E RAZOÁVEL – PEDIDO
DEFERIDO.
A ACUSAÇÃO PENAL POR CRIME HEDIONDO NÃO
JUSTIFICA A PRIVAÇÃO ARBITRÁRIA DA LIBERDADE DO
RÉU.
(...) O JULGAMENTO SEM DILAÇÕES INDEVIDAS
CONSTITUI PROJEÇÃO DO PRINCÍPIO DO DEVIDO
PROCESSO LEGAL.
- O direito ao julgamento, sem dilações indevidas,
qualifica-se como prerrogativa fundamental que decorre da
garantia constitucional do due process of law.
O réu – especialmente aquele que se acha sujeito a
medidas cautelares de privação da sua liberdade – tem o direito
público subjetivo de ser julgado, pelo Poder Público, dentro de
prazo razoável, sem demora excessiva e nem dilações
indevidas. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Art.
7º, ns. 5 e 6). Doutrina. Jurisprudência.
- O excesso de prazo, quando exclusivamente imputável
ao aparelho judiciário – não derivando, portanto, de qualquer
fato procrastinatório causalmente atribuível ao réu – traduz
situação anômala que compromete a efetividade do processo,
pois, além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade
do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer
pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas e
com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
princípio da razoável duração do processo penal. Eis a ementa desse
julgado:
HABEAS CORPUS – CRIME HEDIONDO – CLAMOR
PÚBLICO – DECRETAÇÃO DE PRISÃO CAUTELAR –
INADMISSIBILIDADE – PRISÃO CAUTELAR QUE SE
PROLONGA DE MODO IRRAZOÁVEL – EXCESSO DE
PRAZO IMPUTÁVEL AO PODER PÚBLICO – VIOLAÇÃO À
GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DUE PROCESS OF LAW
– DIREITO QUE ASSISTE AO RÉU DE SER JULGADO
DENTRO DE PRAZO ADEQUADO E RAZOÁVEL – PEDIDO
DEFERIDO.
A ACUSAÇÃO PENAL POR CRIME HEDIONDO NÃO
JUSTIFICA A PRIVAÇÃO ARBITRÁRIA DA LIBERDADE DO
RÉU.
(...) O JULGAMENTO SEM DILAÇÕES INDEVIDAS
CONSTITUI PROJEÇÃO DO PRINCÍPIO DO DEVIDO
PROCESSO LEGAL.
- O direito ao julgamento, sem dilações indevidas,
qualifica-se como prerrogativa fundamental que decorre da
garantia constitucional do due process of law.
O réu – especialmente aquele que se acha sujeito a
medidas cautelares de privação da sua liberdade – tem o direito
público subjetivo de ser julgado, pelo Poder Público, dentro de
prazo razoável, sem demora excessiva e nem dilações
indevidas. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Art.
7º, ns. 5 e 6). Doutrina. Jurisprudência.
- O excesso de prazo, quando exclusivamente imputável
ao aparelho judiciário – não derivando, portanto, de qualquer
fato procrastinatório causalmente atribuível ao réu – traduz
situação anômala que compromete a efetividade do processo,
pois, além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade
do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer
pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas e
com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
constitucional. (...) – (HC n. 80.379/SP, rel. Min. Celso de Mello,
2ª Turma, unânime, DJ 25.5.2001).
Em julgamento realizado em 17 de março de 2005 pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, a razoável duração do processo já era direito
recentemente previsto de modo expresso no ordenamento positivo (CF,
art. 5º, inciso LXXVIII), HC n. 85.237/DF, rel. Min. Celso de Mello, Pleno,
unânime, DJ 29.4.2005.
Com o tempo, a jurisprudência do STF consolidou cada vez mais o
entendimento de dar efetividade ao preceituado na Carta Magna
(princípio da duração razoável do processo):
HABEAS
CORPUS.
DENÚNCIA.
NULIDADE.
SUSPEIÇÃO. PROMOTOR DE JUSTIÇA. INOCORRÊNCIA.
INÉPCIA. FALHA NA DESCRIÇÃO DO CRIME DE
HOMICÍDIO
DOLOSO.
INOCORRÊNCIA.
ORDEM
INDEFERIDA. PRISÃO CAUTELAR. EXCESSO DE PRAZO.
ORDEM DEFERIDA DE OFÍCIO. MAIORIA.
O simples fato de ter atuado na fase investigatória não
induz ao impedimento ou à suspeição do promotor de Justiça,
pois tal atividade é inerente às funções institucionais do
membro do Ministério Público.
Não se invalida a denúncia que descreve o fato típico
criminal e possibilita o exercício da ampla defesa pelo paciente.
Ordem indeferida.
Alegação de excesso de prazo na prisão cautelar não
conhecida pelo relator, porém acolhida pelos demais
integrantes da Turma. Concedido habeas corpus de ofício, por
maioria. (HC n. 86.346/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, Redator
para o acórdão Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, maioria, DJ
2.2.2007).
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
constitucional. (...) – (HC n. 80.379/SP, rel. Min. Celso de Mello,
2ª Turma, unânime, DJ 25.5.2001).
Em julgamento realizado em 17 de março de 2005 pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, a razoável duração do processo já era direito
recentemente previsto de modo expresso no ordenamento positivo (CF,
art. 5º, inciso LXXVIII), HC n. 85.237/DF, rel. Min. Celso de Mello, Pleno,
unânime, DJ 29.4.2005.
Com o tempo, a jurisprudência do STF consolidou cada vez mais o
entendimento de dar efetividade ao preceituado na Carta Magna
(princípio da duração razoável do processo):
HABEAS
CORPUS.
DENÚNCIA.
NULIDADE.
SUSPEIÇÃO. PROMOTOR DE JUSTIÇA. INOCORRÊNCIA.
INÉPCIA. FALHA NA DESCRIÇÃO DO CRIME DE
HOMICÍDIO
DOLOSO.
INOCORRÊNCIA.
ORDEM
INDEFERIDA. PRISÃO CAUTELAR. EXCESSO DE PRAZO.
ORDEM DEFERIDA DE OFÍCIO. MAIORIA.
O simples fato de ter atuado na fase investigatória não
induz ao impedimento ou à suspeição do promotor de Justiça,
pois tal atividade é inerente às funções institucionais do
membro do Ministério Público.
Não se invalida a denúncia que descreve o fato típico
criminal e possibilita o exercício da ampla defesa pelo paciente.
Ordem indeferida.
Alegação de excesso de prazo na prisão cautelar não
conhecida pelo relator, porém acolhida pelos demais
integrantes da Turma. Concedido habeas corpus de ofício, por
maioria. (HC n. 86.346/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, Redator
para o acórdão Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, maioria, DJ
2.2.2007).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
O que motivou o constituinte derivado a inserir a razoável duração
do processo no rol dos direitos e garantias fundamentais foi a
preocupação com a celeridade dos processos.
A inserção do inciso LXXVIII ao art. 5º da CF refletiu o anseio de
toda a sociedade de obter resposta para solução dos conflitos de forma
célere, pois a demora na prestação jurisdicional constitui verdadeira
negação de justiça.
Comungando das mesmas preocupações com a demora no
andamento do processo, Luiz Guilherme Marinoni lembra ainda outra
consequência da morosidade processual, na medida em que passa a ser
verdadeiro inibidor de acesso à Justiça, levando a desacreditar no papel
do Judiciário, o que é altamente nocivo aos fins de pacificação social da
jurisdição, podendo até mesmo conduzir à deslegitimação do poder
(MARINONI, Luiz Guilherme. Tutela Antecipatória e Julgamento
Antecipado, p. 30).
Por outro lado, não se pode imaginar processo em que o provimento
seja imediato. É característica de todo processo durar, não ser instantâneo
ou momentâneo, prolongar-se. O processo implica sempre um
desenvolvimento sucessivo de atos no tempo (JÚNIOR, Aury Lopes.
Direito ao Processo Penal no Prazo Razoável. Rio de Janeiro: Lumen Juris,
2006, p. 5).
Ocorre, porém, que não se pode ficar indefinidamente à espera da
resposta estatal. E, no âmbito penal, a demora da prestação jurisdicional
assume contornos bem mais específicos.
Conforme tenho enfatizado em diversas ocasiões, em circunstâncias
como esta, é necessário conferir máxima efetividade à realização das
garantias e direitos fundamentais envolvidos – os quais assumem
contornos peculiares, principalmente em sede penal.
No processo penal, o réu, preso ou não, tem o direito de obter
resposta estatal – não pode ficar vinculado indefinidamente a um
processo criminal. A investigação criminal e o processo penal afetam a
intimidade, a vida privada e a própria dignidade do investigado ou do
réu.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
O que motivou o constituinte derivado a inserir a razoável duração
do processo no rol dos direitos e garantias fundamentais foi a
preocupação com a celeridade dos processos.
A inserção do inciso LXXVIII ao art. 5º da CF refletiu o anseio de
toda a sociedade de obter resposta para solução dos conflitos de forma
célere, pois a demora na prestação jurisdicional constitui verdadeira
negação de justiça.
Comungando das mesmas preocupações com a demora no
andamento do processo, Luiz Guilherme Marinoni lembra ainda outra
consequência da morosidade processual, na medida em que passa a ser
verdadeiro inibidor de acesso à Justiça, levando a desacreditar no papel
do Judiciário, o que é altamente nocivo aos fins de pacificação social da
jurisdição, podendo até mesmo conduzir à deslegitimação do poder
(MARINONI, Luiz Guilherme. Tutela Antecipatória e Julgamento
Antecipado, p. 30).
Por outro lado, não se pode imaginar processo em que o provimento
seja imediato. É característica de todo processo durar, não ser instantâneo
ou momentâneo, prolongar-se. O processo implica sempre um
desenvolvimento sucessivo de atos no tempo (JÚNIOR, Aury Lopes.
Direito ao Processo Penal no Prazo Razoável. Rio de Janeiro: Lumen Juris,
2006, p. 5).
Ocorre, porém, que não se pode ficar indefinidamente à espera da
resposta estatal. E, no âmbito penal, a demora da prestação jurisdicional
assume contornos bem mais específicos.
Conforme tenho enfatizado em diversas ocasiões, em circunstâncias
como esta, é necessário conferir máxima efetividade à realização das
garantias e direitos fundamentais envolvidos – os quais assumem
contornos peculiares, principalmente em sede penal.
No processo penal, o réu, preso ou não, tem o direito de obter
resposta estatal – não pode ficar vinculado indefinidamente a um
processo criminal. A investigação criminal e o processo penal afetam a
intimidade, a vida privada e a própria dignidade do investigado ou do
réu.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
Em outras palavras, em se tratando de processo penal, em que estão
em jogo os bens mais preciosos do indivíduo – a liberdade e a dignidade
–, torna-se ainda mais urgente alcançar solução definitiva do conflito.
Nesse particular, em comentários ao art. 1º da Constituição alemã,
Günther Dürig afirma que a submissão do homem a processo judicial
indefinido e sua degradação como objeto do processo estatal atentam
contra o princípio da proteção judicial efetiva (rechtliches Gehör) e ferem o
princípio da dignidade humana [“Eine Auslieferung des Menschen an ein
staatliches Verfahren und eine Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre
die Verweigerung des rechtlichen Gehörs.”] (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz
Kommentar, Band I, München, Verlag C.H.Beck, 1990, 1I 18).
Em casos idênticos, as duas turmas deste Supremo Tribunal Federal
já se pronunciaram no sentido de conceder a ordem para que a
autoridade coatora (STJ) apresentasse o HC em mesa na primeira sessão
da turma, subsequentemente à comunicação da ordem:
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO
DE DEMORA NA REALIZAÇÃO DO JULGAMENTO DE
MÉRITO DE HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA.
CONTRARIEDADE
AO
PRINCÍPIO
CONSTITUCIONAL DA DURAÇÃO RAZOÁVEL DO
PROCESSO.
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL
CARACTERIZADO. ORDEM CONCEDIDA. 1. A comprovação
de excessiva demora na realização do julgamento de mérito do
habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça
configura constrangimento ilegal, por descumprimento da
norma constitucional da razoável duração do processo (art. 5º,
inc. LXXVIII, da Constituição da República), viabilizando,
excepcionalmente, a concessão de habeas corpus. 2. Deferimento
do pedido, para determinar à autoridade impetrada que
apresente o habeas corpus em Mesa na primeira sessão da Turma
em que oficia subsequente à comunicação da presente ordem
(art. 664 do Código de Processo Penal c/c art. 202 do Regimento
Interno do Superior Tribunal de Justiça) – (HC n. 101.896/SP, rel.
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
Em outras palavras, em se tratando de processo penal, em que estão
em jogo os bens mais preciosos do indivíduo – a liberdade e a dignidade
–, torna-se ainda mais urgente alcançar solução definitiva do conflito.
Nesse particular, em comentários ao art. 1º da Constituição alemã,
Günther Dürig afirma que a submissão do homem a processo judicial
indefinido e sua degradação como objeto do processo estatal atentam
contra o princípio da proteção judicial efetiva (rechtliches Gehör) e ferem o
princípio da dignidade humana [“Eine Auslieferung des Menschen an ein
staatliches Verfahren und eine Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre
die Verweigerung des rechtlichen Gehörs.”] (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz
Kommentar, Band I, München, Verlag C.H.Beck, 1990, 1I 18).
Em casos idênticos, as duas turmas deste Supremo Tribunal Federal
já se pronunciaram no sentido de conceder a ordem para que a
autoridade coatora (STJ) apresentasse o HC em mesa na primeira sessão
da turma, subsequentemente à comunicação da ordem:
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO
DE DEMORA NA REALIZAÇÃO DO JULGAMENTO DE
MÉRITO DE HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA.
CONTRARIEDADE
AO
PRINCÍPIO
CONSTITUCIONAL DA DURAÇÃO RAZOÁVEL DO
PROCESSO.
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL
CARACTERIZADO. ORDEM CONCEDIDA. 1. A comprovação
de excessiva demora na realização do julgamento de mérito do
habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça
configura constrangimento ilegal, por descumprimento da
norma constitucional da razoável duração do processo (art. 5º,
inc. LXXVIII, da Constituição da República), viabilizando,
excepcionalmente, a concessão de habeas corpus. 2. Deferimento
do pedido, para determinar à autoridade impetrada que
apresente o habeas corpus em Mesa na primeira sessão da Turma
em que oficia subsequente à comunicação da presente ordem
(art. 664 do Código de Processo Penal c/c art. 202 do Regimento
Interno do Superior Tribunal de Justiça) – (HC n. 101.896/SP, rel.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, unânime, DJe 21.5.2010).
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. DEMORA NO
JULGAMENTO DE HABEAS CORPUS NO STJ. PRETENSÃO
DE JULGAMENTO CÉLERE (CB, ART. 5º, INC. LXXVIII).
QUANTIDADE EXCESSIVA DE PROCESSOS NOS
TRIBUNAIS. REALIDADE PÚBLICA E NOTÓRIA. 1.
Constrangimento ilegal face à demora no julgamento de habeas
corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. 2. A
Constituição do Brasil estabelece que ‘a todos, no âmbito judicial
e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua tramitação’ (CB, art. 5º, inc.
LXXVIII). 3. A realidade pública e notória enfrentada pelo STJ e
por esta Corte, marcada pela excessiva carga de processos,
impede a plena realização da garantia constitucional do
julgamento célere. 4. O HC foi impetrado no STJ em novembro
de 2007, a questão é simples e há parecer da PGR pela
concessão da ordem. A peculiaridade do caso leva a impor a
realização do julgamento reclamado na primeira sessão
subsequente à comunicação desta decisão. Ordem concedida –
(HC n. 100.498/PI, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe
28.10.2009).
Nesse contexto, em que pesem aos problemas operacionais e
burocráticos que assolam não somente o Superior Tribunal de Justiça,
mas, de modo geral, todo o Poder Judiciário, a morosidade no
processamento e no julgamento de qualquer feito não pode ser
institucionalmente assumida como ônus a ser suportado por todos
aqueles que estejam envolvidos em ação judicial.
O importante é o acesso à tutela jurisdicional efetiva, num tempo
razoável, de modo a permitir o reconhecimento e a proteção da dignidade
da pessoa humana e dos direitos fundamentais do homem.
No que tange à ausência dos requisitos da prisão preventiva, a
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, unânime, DJe 21.5.2010).
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. DEMORA NO
JULGAMENTO DE HABEAS CORPUS NO STJ. PRETENSÃO
DE JULGAMENTO CÉLERE (CB, ART. 5º, INC. LXXVIII).
QUANTIDADE EXCESSIVA DE PROCESSOS NOS
TRIBUNAIS. REALIDADE PÚBLICA E NOTÓRIA. 1.
Constrangimento ilegal face à demora no julgamento de habeas
corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. 2. A
Constituição do Brasil estabelece que ‘a todos, no âmbito judicial
e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua tramitação’ (CB, art. 5º, inc.
LXXVIII). 3. A realidade pública e notória enfrentada pelo STJ e
por esta Corte, marcada pela excessiva carga de processos,
impede a plena realização da garantia constitucional do
julgamento célere. 4. O HC foi impetrado no STJ em novembro
de 2007, a questão é simples e há parecer da PGR pela
concessão da ordem. A peculiaridade do caso leva a impor a
realização do julgamento reclamado na primeira sessão
subsequente à comunicação desta decisão. Ordem concedida –
(HC n. 100.498/PI, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe
28.10.2009).
Nesse contexto, em que pesem aos problemas operacionais e
burocráticos que assolam não somente o Superior Tribunal de Justiça,
mas, de modo geral, todo o Poder Judiciário, a morosidade no
processamento e no julgamento de qualquer feito não pode ser
institucionalmente assumida como ônus a ser suportado por todos
aqueles que estejam envolvidos em ação judicial.
O importante é o acesso à tutela jurisdicional efetiva, num tempo
razoável, de modo a permitir o reconhecimento e a proteção da dignidade
da pessoa humana e dos direitos fundamentais do homem.
No que tange à ausência dos requisitos da prisão preventiva, a
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
despeito de o decreto não ser primoroso em termos de motivação, é certo
que apresenta dados aptos a justificar a preservação da segregação
cautelar com base na ordem pública, porquanto trata-se de estruturada
organização criminosa dedicada ao tráfico e associação para o tráfico de
entorpecentes na comarca de Itapecerica da Serra/SP:
Os denunciados estão sendo acusados da prática de crime
de tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de
entorpecentes e outros, delitos graves apenados com reclusão,
que se situam dentre aqueles que afrontam de maneira mais
profunda a ordem pública, tendo em vista o generalizado
sentimento de pânico e insegurança da população, diante da
constância que vêm ocorrendo os delitos violentos,
patrocinados e financiados pelo dinheiro fácil e abundante
advindo do tráfico de entorpecentes.
Ressalto que as considerações acerca da personalidade dos
agentes não têm, por óbvio, o sentido de julgamento, mas visa
apenas avaliar a necessidade da prisão provisória em função da
personalidade dos réus.
Assim, se justifica a custódia cautelar no sentido de
garantir a ordem pública, já que as circunstâncias do delito
apontam a personalidade dotada de estruturação criminosa do
réu.
(…) Outrossim, os acusados evadiram o distrito da culpa,
o que dificulta o chamamento judicial, e o andamento do
processo, retarda e torna incerta a aplicação da lei penal,
justificando, também, a custódia provisória. Primariedade, bons
antecedentes, e profissão definida que não elidem a decretação
da custódia nestes casos.
Assim, não vislumbro ilegalidade flagrante a autorizar a mitigação
da Súmula 691.
Considerando as peculiaridades do caso (paciente preso desde
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HC 111.482 / SP
despeito de o decreto não ser primoroso em termos de motivação, é certo
que apresenta dados aptos a justificar a preservação da segregação
cautelar com base na ordem pública, porquanto trata-se de estruturada
organização criminosa dedicada ao tráfico e associação para o tráfico de
entorpecentes na comarca de Itapecerica da Serra/SP:
Os denunciados estão sendo acusados da prática de crime
de tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de
entorpecentes e outros, delitos graves apenados com reclusão,
que se situam dentre aqueles que afrontam de maneira mais
profunda a ordem pública, tendo em vista o generalizado
sentimento de pânico e insegurança da população, diante da
constância que vêm ocorrendo os delitos violentos,
patrocinados e financiados pelo dinheiro fácil e abundante
advindo do tráfico de entorpecentes.
Ressalto que as considerações acerca da personalidade dos
agentes não têm, por óbvio, o sentido de julgamento, mas visa
apenas avaliar a necessidade da prisão provisória em função da
personalidade dos réus.
Assim, se justifica a custódia cautelar no sentido de
garantir a ordem pública, já que as circunstâncias do delito
apontam a personalidade dotada de estruturação criminosa do
réu.
(…) Outrossim, os acusados evadiram o distrito da culpa,
o que dificulta o chamamento judicial, e o andamento do
processo, retarda e torna incerta a aplicação da lei penal,
justificando, também, a custódia provisória. Primariedade, bons
antecedentes, e profissão definida que não elidem a decretação
da custódia nestes casos.
Assim, não vislumbro ilegalidade flagrante a autorizar a mitigação
da Súmula 691.
Considerando as peculiaridades do caso (paciente preso desde
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
11.2008 e habeas corpus no STJ desde junho de 2010), meu voto é pelo
deferimento deste habeas corpus, a fim de que a autoridade coatora
apresente o HC n. 172.905/SP em mesa até a 4ª sessão subsequente à
comunicação da ordem.
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
11.2008 e habeas corpus no STJ desde junho de 2010), meu voto é pelo
deferimento deste habeas corpus, a fim de que a autoridade coatora
apresente o HC n. 172.905/SP em mesa até a 4ª sessão subsequente à
comunicação da ordem.
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Incidências ao Voto
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
INCIDÊNCIAS AO VOTO
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Presidente, como demonstrado pelo ilustre causídico, impetrante deste
habeas corpus, o caso é realmente sério, tendo em vista a demora existente.
Por isso, até estou propondo que, ao invés das dez sessões que o Tribunal
normalmente concede, neste caso, coloque-se em Mesa até a quarta sessão
subsequente. Mas, vou pedir vênia para, tendo em vista que se trata de
crime - quer dizer, se imputa à uma organização criminosa -, então,
invocar, aqui, ainda a Súmula n. 691 para deixar de acolher esse
argumento, permitindo que o STJ, sobre a questão, se pronuncie.
Estou propondo que de fato.... Aqui, Vossa Excelência vê - Vossa
Excelência que está na iminência de assumir a Presidência do Supremo -
que talvez haja medidas importantes que possam ser tomadas, talvez o
processo eletrônico ajude, mas não justifica que se demore tantos dias
para juntada de informações que depois, então, repercutem sobre a
longevidade...
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Retardam
o processo. O habeas corpus, pela sua natureza...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É, a
demora do processo e a extensão, na verdade, da presença da pessoa na
prisão.
Então, em suma, acredito que há normas, orientação de organização
e procedimento que podem realmente minimizar essa situação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Sem
dúvida.
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
INCIDÊNCIAS AO VOTO
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Presidente, como demonstrado pelo ilustre causídico, impetrante deste
habeas corpus, o caso é realmente sério, tendo em vista a demora existente.
Por isso, até estou propondo que, ao invés das dez sessões que o Tribunal
normalmente concede, neste caso, coloque-se em Mesa até a quarta sessão
subsequente. Mas, vou pedir vênia para, tendo em vista que se trata de
crime - quer dizer, se imputa à uma organização criminosa -, então,
invocar, aqui, ainda a Súmula n. 691 para deixar de acolher esse
argumento, permitindo que o STJ, sobre a questão, se pronuncie.
Estou propondo que de fato.... Aqui, Vossa Excelência vê - Vossa
Excelência que está na iminência de assumir a Presidência do Supremo -
que talvez haja medidas importantes que possam ser tomadas, talvez o
processo eletrônico ajude, mas não justifica que se demore tantos dias
para juntada de informações que depois, então, repercutem sobre a
longevidade...
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Retardam
o processo. O habeas corpus, pela sua natureza...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É, a
demora do processo e a extensão, na verdade, da presença da pessoa na
prisão.
Então, em suma, acredito que há normas, orientação de organização
e procedimento que podem realmente minimizar essa situação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Sem
dúvida.
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Incidências ao Voto
HC 111.482 / SP
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) – Talvez,
o processo eletrônico; hoje, o HC eletrônico talvez ajude.
Mas, em suma, é preciso fazer um diagnóstico dessa situação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Está certo.
E quando o processo sequer foi instalado é mais grave ainda.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Pois é.
E, vejam, é uma prisão preventiva que já se estende por três anos ou
mais. Então, realmente, é uma situação muito peculiar e exige atenção.
Infelizmente, não é o único caso que temos com essa conformação.
De modo que estou deferindo a ordem nesses termos.
********************
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) – Talvez,
o processo eletrônico; hoje, o HC eletrônico talvez ajude.
Mas, em suma, é preciso fazer um diagnóstico dessa situação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Está certo.
E quando o processo sequer foi instalado é mais grave ainda.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Pois é.
E, vejam, é uma prisão preventiva que já se estende por três anos ou
mais. Então, realmente, é uma situação muito peculiar e exige atenção.
Infelizmente, não é o único caso que temos com essa conformação.
De modo que estou deferindo a ordem nesses termos.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu também defiro a ordem para, num prazo mais reduzido do
que o habitual, o STJ se pronuncie.
Eu observo que o nobre Advogado, na verdade, faz um pedido
subsidiário, neste mesmo habeas corpus, que o pedido principal é que se
apresse o julgamento no STJ. Ele pede que subsidiariamente se conceda a
ordem, de ofício, ultrapassando a Súmula 691, para colocar o paciente em
liberdade até o julgamento do mandamus naquela Corte a quo.
Mas, tal como o Ministro Gilmar Mendes, eu creio que o paciente é
acusado de crime grave. Neste momento, não é conveniente que nós
procedamos per saltum, mas concedo a ordem, também, nos estritos
termos em que foi dada pelo eminente Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu também defiro a ordem para, num prazo mais reduzido do
que o habitual, o STJ se pronuncie.
Eu observo que o nobre Advogado, na verdade, faz um pedido
subsidiário, neste mesmo habeas corpus, que o pedido principal é que se
apresse o julgamento no STJ. Ele pede que subsidiariamente se conceda a
ordem, de ofício, ultrapassando a Súmula 691, para colocar o paciente em
liberdade até o julgamento do mandamus naquela Corte a quo.
Mas, tal como o Ministro Gilmar Mendes, eu creio que o paciente é
acusado de crime grave. Neste momento, não é conveniente que nós
procedamos per saltum, mas concedo a ordem, também, nos estritos
termos em que foi dada pelo eminente Relator.
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482
VOTO
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O
habeas corpus, pela sua natureza, tendo por objeto esse bem maior, que é
a liberdade de locomoção, ele se marca por um tônus de presteza máxima
na sua apreciação. E, aqui, de fato, estamos caminhando para dois anos
sem o devido julgamento do HC, impetrado lá no STJ.
Agora o Ministro Gilmar Mendes inova quanto ao prazo de
julgamento, que Sua Excelência determina que ocorra em, no máximo,
quatro sessões, a partir da nossa comunicação. Estou de acordo também.
O caso me parece justificar esse encurtamento do prazo quanto ao
número de sessões.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482
VOTO
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O
habeas corpus, pela sua natureza, tendo por objeto esse bem maior, que é
a liberdade de locomoção, ele se marca por um tônus de presteza máxima
na sua apreciação. E, aqui, de fato, estamos caminhando para dois anos
sem o devido julgamento do HC, impetrado lá no STJ.
Agora o Ministro Gilmar Mendes inova quanto ao prazo de
julgamento, que Sua Excelência determina que ocorra em, no máximo,
quatro sessões, a partir da nossa comunicação. Estou de acordo também.
O caso me parece justificar esse encurtamento do prazo quanto ao
número de sessões.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.482
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S) : JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 172.905 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido, a fim de que a autoridade
coatora apresente o HC n. 172.905/SP em mesa até a 4ª sessão
subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Falou, pelo paciente, o Dr. José Luís de Oliveira
Lima. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de
Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.482
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S) : JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 172.905 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido, a fim de que a autoridade
coatora apresente o HC n. 172.905/SP em mesa até a 4ª sessão
subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Falou, pelo paciente, o Dr. José Luís de Oliveira
Lima. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de
Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2016030
| 2012-03-20T00:00:00
| 2012-05-18T00:00:00
|
Habeas corpus concedido, a fim de que a autoridade coatora apresente o HC n. 172.905/SP em mesa até a 4ª sessão subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Falou, pelo paciente, o Dr. José Luís de Oliveira Lima. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 20.03.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Habeas corpus. 2. Falta de fundamentação da prisão preventiva. Não ocorrência. Necessidade de resguardar a ordem pública. 3. Incidência da Súmula 691. 4. Excessiva demora na realização do julgamento de mérito de habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. Ausência de prestação jurisdicional. Violação ao princípio constitucional da duração razoável do processo. 5. Constrangimento ilegal configurado. 6. Paciente preso desde novembro de 2008. Ordem concedida para que a autoridade coatora apresente o HC em mesa para julgamento até a 4ª sessão subsequente à comunicação da ordem.
|
sjur209509
|
- Acórdãos citados: HC 80379, HC 85237 - Tribunal Pleno, HC
86346, HC 100498, HC 101896.
Número de páginas: 16.
Análise: 30/05/2012, IMC.
Revisão: 04/06/2012, MMR.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
111482
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00078 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n",
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 \"CAPUT\" PAR-00001 INC-00001 ART-00034 ART-00035\r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 111482
|
[
""
] |
PACTE.(S) : DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S) : JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 172.905 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE LUIS MENDES
DE OLIVEIRA LIMA
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 172.905 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Habeas corpus. 2. Falta de fundamentação da prisão preventiva. Não
ocorrência. Necessidade de resguardar a ordem pública. 3. Incidência da
Súmula 691. 4. Excessiva demora na realização do julgamento de mérito
de habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. Ausência de
prestação jurisdicional. Violação ao princípio constitucional da duração
razoável do processo. 5. Constrangimento ilegal configurado. 6. Paciente
preso desde novembro de 2008. Ordem concedida para que a autoridade
coatora apresente o HC em mesa para julgamento até a 4... sessão
subsequente à comunicação da ordem.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conceder a ordem,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 20 de março de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1872157.
Supremo Tribunal Federal
DJe 18/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE LUIS MENDES
DE OLIVEIRA LIMA
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 172.905 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus impetrado por José Luís Mendes de Oliveira Lima e outros,
em favor de Denis Massetti da Silva, contra demora no julgamento do
mérito do HC n. 172.905/SP, de relatoria do Ministro Adilson Vieira
Macabu, da 5... Turma do Superior Tribunal de Justiça.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem:
Assim, não tendo sido apresentada justificativa
consistente para explicar a demora do julgamento do HC
172.905/SP, distribuído em 08.06.2010, com parecer do
Ministério Público Federal desde 29.09.2010, está caracterizada
a desconformidade com os princípios constitucionais que
asseguram a duração razoável do processo e a efetividade da
prestação jurisdicional.
A defesa apresentou memoriais, asseverando que a excessiva demora
na conclusão do mandamus que discute a ilegalidade da sua prisão está
causando ao paciente flagrante constrangimento ilegal. Denis Massetti da Silva
está encarcerado há mais de três anos, sem culpa formada e em decorrência de
uma decisão ilegal, carente dos requisitos do art. 312 do Código de Processo
Penal.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1872158.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S)
:JOSE LUIS MENDES
DE OLIVEIRA LIMA
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 172.905 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus impetrado por José Luís Mendes de Oliveira Lima e outros,
em favor de Denis Massetti da Silva, contra demora no julgamento do
mérito do HC n. 172.905/SP, de relatoria do Ministro Adilson Vieira
Macabu, da 5... Turma do Superior Tribunal de Justiça.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem:
Assim, não tendo sido apresentada justificativa
consistente para explicar a demora do julgamento do HC
172.905/SP, distribuído em 08.06.2010, com parecer do
Ministério Público Federal desde 29.09.2010, está caracterizada
a desconformidade com os princípios constitucionais que
asseguram a duração razoável do processo e a efetividade da
prestação jurisdicional.
A defesa apresentou memoriais, asseverando que a excessiva demora
na conclusão do mandamus que discute a ilegalidade da sua prisão está
causando ao paciente flagrante constrangimento ilegal. Denis Massetti da Silva
está encarcerado há mais de três anos, sem culpa formada e em decorrência de
uma decisão ilegal, carente dos requisitos do art. 312 do Código de Processo
Penal.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16
Relatório
HC 111.482 / SP
Pede que o paciente possa aguardar o julgamento do habeas no Superior Tribunal de Justiça
em liberdade.
Menciona a conclusão adotada pela 1... Turma desta Corte nos autos
do HC 106.336/SP (Dje 18.10.2011), que determinou o julgamento de HC
em trâmite no Superior Tribunal de Justiça há mais de 2 anos e, ainda, implementou medida
acauteladora, suspendendo os efeitos do decreto condenatório.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
Pede que o paciente possa aguardar o julgamento do habeas no Superior Tribunal de Justiça
em liberdade.
Menciona a conclusão adotada pela 1... Turma desta Corte nos autos
do HC 106.336/SP (Dje 18.10.2011), que determinou o julgamento de HC
em trâmite no Superior Tribunal de Justiça há mais de 2 anos e, ainda, implementou medida
acauteladora, suspendendo os efeitos do decreto condenatório.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16
Voto - MIN. GILMAR MENDES
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Na espécie, o
paciente foi denunciado pela prática, em tese, dos delitos descritos nos
arts. 33, caput, 33, § 1..., I, 34 e 35, todos da Lei 11.343/2006, tendo sido
preso preventivamente para garantia da ordem pública e por
conveniência da instrução criminal em 21.11.2008.
Nestes autos, a defesa alega que o paciente está sofrendo
constrangimento ilegal em razão da demora no julgamento do HC
172.905/SP no Superior Tribunal de Justiça e sustenta, também, a
ausência dos requisitos da prisão cautelar.
A Emenda Constitucional n. 45, de 8 de dezembro de 2004, que
alterou diversos dispositivos da Constituição Federal, inseriu, no título
relativo aos direitos e garantias fundamentais, o princípio da razoável
duração do processo ou da celeridade, nos seguintes termos:
Art. 5.... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos
termos seguintes: [...] LXXVIII – a todos, no âmbito judicial e
administrativo, são assegurados a razoável duração do processo
e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
A preocupação com a duração do processo penal não é nova. Há
muito tempo discorre-se sobre a necessidade de que a marcha processual
desenvolva-se num prazo razoável.
Em 18 de dezembro de 2000 – antes, portanto, da publicação da
Emenda Constitucional n. 45/2004 (em 31 de dezembro de 2004), que
inseriu no rol dos direitos e garantias fundamentais o direito ao processo
num prazo razoável –, o Supremo Tribunal Federal realizou o primeiro julgamento aplicando o
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Na espécie, o
paciente foi denunciado pela prática, em tese, dos delitos descritos nos
arts. 33, caput, 33, § 1..., I, 34 e 35, todos da Lei 11.343/2006, tendo sido
preso preventivamente para garantia da ordem pública e por
conveniência da instrução criminal em 21.11.2008.
Nestes autos, a defesa alega que o paciente está sofrendo
constrangimento ilegal em razão da demora no julgamento do HC
172.905/SP no Superior Tribunal de Justiça e sustenta, também, a
ausência dos requisitos da prisão cautelar.
A Emenda Constitucional n. 45, de 8 de dezembro de 2004, que
alterou diversos dispositivos da Constituição Federal, inseriu, no título
relativo aos direitos e garantias fundamentais, o princípio da razoável
duração do processo ou da celeridade, nos seguintes termos:
Art. 5.... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos
termos seguintes: [...] LXXVIII – a todos, no âmbito judicial e
administrativo, são assegurados a razoável duração do processo
e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
A preocupação com a duração do processo penal não é nova. Há
muito tempo discorre-se sobre a necessidade de que a marcha processual
desenvolva-se num prazo razoável.
Em 18 de dezembro de 2000 – antes, portanto, da publicação da
Emenda Constitucional n. 45/2004 (em 31 de dezembro de 2004), que
inseriu no rol dos direitos e garantias fundamentais o direito ao processo
num prazo razoável –, o Supremo Tribunal Federal realizou o primeiro julgamento aplicando o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
princípio da razoável duração do processo penal. Eis a ementa desse
julgado:
HABEAS CORPUS – CRIME HEDIONDO – CLAMOR
PÚBLICO – DECRETAÇÃO DE PRISÃO CAUTELAR –
INADMISSIBILIDADE – PRISÃO CAUTELAR QUE SE
PROLONGA DE MODO IRRAZOÁVEL – EXCESSO DE
PRAZO IMPUTÁVEL AO PODER PÚBLICO – VIOLAÇÃO À
GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DUE PROCESS OF LAW
– DIREITO QUE ASSISTE AO RÉU DE SER JULGADO
DENTRO DE PRAZO ADEQUADO E RAZOÁVEL – PEDIDO
DEFERIDO.
A ACUSAÇÃO PENAL POR CRIME HEDIONDO NÃO
JUSTIFICA A PRIVAÇÃO ARBITRÁRIA DA LIBERDADE DO
RÉU.
(...) O JULGAMENTO SEM DILAÇÕES INDEVIDAS
CONSTITUI PROJEÇÃO DO PRINCÍPIO DO DEVIDO
PROCESSO LEGAL.
- O direito ao julgamento, sem dilações indevidas,
qualifica-se como prerrogativa fundamental que decorre da
garantia constitucional do due process of law.
O réu – especialmente aquele que se acha sujeito a
medidas cautelares de privação da sua liberdade – tem o direito
público subjetivo de ser julgado, pelo Poder Público, dentro de
prazo razoável, sem demora excessiva e nem dilações
indevidas. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Art.
7..., ns. 5 e 6). Doutrina. Jurisprudência.
- O excesso de prazo, quando exclusivamente imputável
ao aparelho judiciário – não derivando, portanto, de qualquer
fato procrastinatório causalmente atribuível ao réu – traduz
situação anômala que compromete a efetividade do processo,
pois, além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade
do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer
pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas e
com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
princípio da razoável duração do processo penal. Eis a ementa desse
julgado:
HABEAS CORPUS – CRIME HEDIONDO – CLAMOR
PÚBLICO – DECRETAÇÃO DE PRISÃO CAUTELAR –
INADMISSIBILIDADE – PRISÃO CAUTELAR QUE SE
PROLONGA DE MODO IRRAZOÁVEL – EXCESSO DE
PRAZO IMPUTÁVEL AO PODER PÚBLICO – VIOLAÇÃO À
GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DUE PROCESS OF LAW
– DIREITO QUE ASSISTE AO RÉU DE SER JULGADO
DENTRO DE PRAZO ADEQUADO E RAZOÁVEL – PEDIDO
DEFERIDO.
A ACUSAÇÃO PENAL POR CRIME HEDIONDO NÃO
JUSTIFICA A PRIVAÇÃO ARBITRÁRIA DA LIBERDADE DO
RÉU.
(...) O JULGAMENTO SEM DILAÇÕES INDEVIDAS
CONSTITUI PROJEÇÃO DO PRINCÍPIO DO DEVIDO
PROCESSO LEGAL.
- O direito ao julgamento, sem dilações indevidas,
qualifica-se como prerrogativa fundamental que decorre da
garantia constitucional do due process of law.
O réu – especialmente aquele que se acha sujeito a
medidas cautelares de privação da sua liberdade – tem o direito
público subjetivo de ser julgado, pelo Poder Público, dentro de
prazo razoável, sem demora excessiva e nem dilações
indevidas. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Art.
7..., ns. 5 e 6). Doutrina. Jurisprudência.
- O excesso de prazo, quando exclusivamente imputável
ao aparelho judiciário – não derivando, portanto, de qualquer
fato procrastinatório causalmente atribuível ao réu – traduz
situação anômala que compromete a efetividade do processo,
pois, além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade
do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer
pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas e
com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
constitucional. (...) – (HC n. 80.379/SP, rel. Min. Celso de Mello,
2... Turma, unânime, DJ 25.5.2001).
Em julgamento realizado em 17 de março de 2005 pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, a razoável duração do processo já era direito
recentemente previsto de modo expresso no ordenamento positivo (Constituição Federal de 1988,
art. 5..., inciso LXXVIII), HC n. 85.237/DF, rel. Min. Celso de Mello, Pleno,
unânime, DJ 29.4.2005.
Com o tempo, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou cada vez mais o
entendimento de dar efetividade ao preceituado na Carta Magna
(princípio da duração razoável do processo):
HABEAS
CORPUS.
DENÚNCIA.
NULIDADE.
SUSPEIÇÃO. PROMOTOR DE JUSTIÇA. INOCORRÊNCIA.
INÉPCIA. FALHA NA DESCRIÇÃO DO CRIME DE
HOMICÍDIO
DOLOSO.
INOCORRÊNCIA.
ORDEM
INDEFERIDA. PRISÃO CAUTELAR. EXCESSO DE PRAZO.
ORDEM DEFERIDA DE OFÍCIO. MAIORIA.
O simples fato de ter atuado na fase investigatória não
induz ao impedimento ou à suspeição do promotor de Justiça,
pois tal atividade é inerente às funções institucionais do
membro do Ministério Público.
Não se invalida a denúncia que descreve o fato típico
criminal e possibilita o exercício da ampla defesa pelo paciente.
Ordem indeferida.
Alegação de excesso de prazo na prisão cautelar não
conhecida pelo relator, porém acolhida pelos demais
integrantes da Turma. Concedido habeas corpus de ofício, por
maioria. (HC n. 86.346/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, Redator
para o acórdão Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, maioria, DJ
2.2.2007).
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
constitucional. (...) – (HC n. 80.379/SP, rel. Min. Celso de Mello,
2... Turma, unânime, DJ 25.5.2001).
Em julgamento realizado em 17 de março de 2005 pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, a razoável duração do processo já era direito
recentemente previsto de modo expresso no ordenamento positivo (Constituição Federal de 1988,
art. 5..., inciso LXXVIII), HC n. 85.237/DF, rel. Min. Celso de Mello, Pleno,
unânime, DJ 29.4.2005.
Com o tempo, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou cada vez mais o
entendimento de dar efetividade ao preceituado na Carta Magna
(princípio da duração razoável do processo):
HABEAS
CORPUS.
DENÚNCIA.
NULIDADE.
SUSPEIÇÃO. PROMOTOR DE JUSTIÇA. INOCORRÊNCIA.
INÉPCIA. FALHA NA DESCRIÇÃO DO CRIME DE
HOMICÍDIO
DOLOSO.
INOCORRÊNCIA.
ORDEM
INDEFERIDA. PRISÃO CAUTELAR. EXCESSO DE PRAZO.
ORDEM DEFERIDA DE OFÍCIO. MAIORIA.
O simples fato de ter atuado na fase investigatória não
induz ao impedimento ou à suspeição do promotor de Justiça,
pois tal atividade é inerente às funções institucionais do
membro do Ministério Público.
Não se invalida a denúncia que descreve o fato típico
criminal e possibilita o exercício da ampla defesa pelo paciente.
Ordem indeferida.
Alegação de excesso de prazo na prisão cautelar não
conhecida pelo relator, porém acolhida pelos demais
integrantes da Turma. Concedido habeas corpus de ofício, por
maioria. (HC n. 86.346/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, Redator
para o acórdão Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, maioria, DJ
2.2.2007).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
O que motivou o constituinte derivado a inserir a razoável duração
do processo no rol dos direitos e garantias fundamentais foi a
preocupação com a celeridade dos processos.
A inserção do inciso LXXVIII ao art. 5... da Constituição Federal de 1988 refletiu o anseio de
toda a sociedade de obter resposta para solução dos conflitos de forma
célere, pois a demora na prestação jurisdicional constitui verdadeira
negação de justiça.
Comungando das mesmas preocupações com a demora no
andamento do processo, Luiz Guilherme Marinoni lembra ainda outra
consequência da morosidade processual, na medida em que passa a ser
verdadeiro inibidor de acesso à Justiça, levando a desacreditar no papel
do Judiciário, o que é altamente nocivo aos fins de pacificação social da
jurisdição, podendo até mesmo conduzir à deslegitimação do poder
(MARINONI, Luiz Guilherme. Tutela Antecipatória e Julgamento
Antecipado, p. 30).
Por outro lado, não se pode imaginar processo em que o provimento
seja imediato. É característica de todo processo durar, não ser instantâneo
ou momentâneo, prolongar-se. O processo implica sempre um
desenvolvimento sucessivo de atos no tempo (JÚNIOR, Aury Lopes.
Direito ao Processo Penal no Prazo Razoável. Rio de Janeiro: Lumen Juris,
2006, p. 5).
Ocorre, porém, que não se pode ficar indefinidamente à espera da
resposta estatal. E, no âmbito penal, a demora da prestação jurisdicional
assume contornos bem mais específicos.
Conforme tenho enfatizado em diversas ocasiões, em circunstâncias
como esta, é necessário conferir máxima efetividade à realização das
garantias e direitos fundamentais envolvidos – os quais assumem
contornos peculiares, principalmente em sede penal.
No processo penal, o réu, preso ou não, tem o direito de obter
resposta estatal – não pode ficar vinculado indefinidamente a um
processo criminal. A investigação criminal e o processo penal afetam a
intimidade, a vida privada e a própria dignidade do investigado ou do
réu.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
O que motivou o constituinte derivado a inserir a razoável duração
do processo no rol dos direitos e garantias fundamentais foi a
preocupação com a celeridade dos processos.
A inserção do inciso LXXVIII ao art. 5... da Constituição Federal de 1988 refletiu o anseio de
toda a sociedade de obter resposta para solução dos conflitos de forma
célere, pois a demora na prestação jurisdicional constitui verdadeira
negação de justiça.
Comungando das mesmas preocupações com a demora no
andamento do processo, Luiz Guilherme Marinoni lembra ainda outra
consequência da morosidade processual, na medida em que passa a ser
verdadeiro inibidor de acesso à Justiça, levando a desacreditar no papel
do Judiciário, o que é altamente nocivo aos fins de pacificação social da
jurisdição, podendo até mesmo conduzir à deslegitimação do poder
(MARINONI, Luiz Guilherme. Tutela Antecipatória e Julgamento
Antecipado, p. 30).
Por outro lado, não se pode imaginar processo em que o provimento
seja imediato. É característica de todo processo durar, não ser instantâneo
ou momentâneo, prolongar-se. O processo implica sempre um
desenvolvimento sucessivo de atos no tempo (JÚNIOR, Aury Lopes.
Direito ao Processo Penal no Prazo Razoável. Rio de Janeiro: Lumen Juris,
2006, p. 5).
Ocorre, porém, que não se pode ficar indefinidamente à espera da
resposta estatal. E, no âmbito penal, a demora da prestação jurisdicional
assume contornos bem mais específicos.
Conforme tenho enfatizado em diversas ocasiões, em circunstâncias
como esta, é necessário conferir máxima efetividade à realização das
garantias e direitos fundamentais envolvidos – os quais assumem
contornos peculiares, principalmente em sede penal.
No processo penal, o réu, preso ou não, tem o direito de obter
resposta estatal – não pode ficar vinculado indefinidamente a um
processo criminal. A investigação criminal e o processo penal afetam a
intimidade, a vida privada e a própria dignidade do investigado ou do
réu.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
Em outras palavras, em se tratando de processo penal, em que estão
em jogo os bens mais preciosos do indivíduo – a liberdade e a dignidade
–, torna-se ainda mais urgente alcançar solução definitiva do conflito.
Nesse particular, em comentários ao art. 1... da Constituição alemã,
Günther Dürig afirma que a submissão do homem a processo judicial
indefinido e sua degradação como objeto do processo estatal atentam
contra o princípio da proteção judicial efetiva (rechtliches Gehör) e ferem o
princípio da dignidade humana [“Eine Auslieferung des Menschen an ein
staatliches Verfahren und eine Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre
die Verweigerung des rechtlichen Gehörs.”] (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz
Kommentar, Band I, München, Verlag C.H.Beck, 1990, 1I 18).
Em casos idênticos, as duas turmas deste Supremo Tribunal Federal
já se pronunciaram no sentido de conceder a ordem para que a
autoridade coatora (Superior Tribunal de Justiça) apresentasse o HC em mesa na primeira sessão
da turma, subsequentemente à comunicação da ordem:
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO
DE DEMORA NA REALIZAÇÃO DO JULGAMENTO DE
MÉRITO DE HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA.
CONTRARIEDADE
AO
PRINCÍPIO
CONSTITUCIONAL DA DURAÇÃO RAZOÁVEL DO
PROCESSO.
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL
CARACTERIZADO. ORDEM CONCEDIDA. 1. A comprovação
de excessiva demora na realização do julgamento de mérito do
habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça
configura constrangimento ilegal, por descumprimento da
norma constitucional da razoável duração do processo (art. 5...,
inc. LXXVIII, da Constituição da República), viabilizando,
excepcionalmente, a concessão de habeas corpus. 2. Deferimento
do pedido, para determinar à autoridade impetrada que
apresente o habeas corpus em Mesa na primeira sessão da Turma
em que oficia subsequente à comunicação da presente ordem
(art. 664 do Código de Processo Penal c/c art. 202 do Regimento
Interno do Superior Tribunal de Justiça) – (HC n. 101.896/SP, rel.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
Em outras palavras, em se tratando de processo penal, em que estão
em jogo os bens mais preciosos do indivíduo – a liberdade e a dignidade
–, torna-se ainda mais urgente alcançar solução definitiva do conflito.
Nesse particular, em comentários ao art. 1... da Constituição alemã,
Günther Dürig afirma que a submissão do homem a processo judicial
indefinido e sua degradação como objeto do processo estatal atentam
contra o princípio da proteção judicial efetiva (rechtliches Gehör) e ferem o
princípio da dignidade humana [“Eine Auslieferung des Menschen an ein
staatliches Verfahren und eine Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre
die Verweigerung des rechtlichen Gehörs.”] (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz
Kommentar, Band I, München, Verlag C.H.Beck, 1990, 1I 18).
Em casos idênticos, as duas turmas deste Supremo Tribunal Federal
já se pronunciaram no sentido de conceder a ordem para que a
autoridade coatora (Superior Tribunal de Justiça) apresentasse o HC em mesa na primeira sessão
da turma, subsequentemente à comunicação da ordem:
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO
DE DEMORA NA REALIZAÇÃO DO JULGAMENTO DE
MÉRITO DE HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA.
CONTRARIEDADE
AO
PRINCÍPIO
CONSTITUCIONAL DA DURAÇÃO RAZOÁVEL DO
PROCESSO.
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL
CARACTERIZADO. ORDEM CONCEDIDA. 1. A comprovação
de excessiva demora na realização do julgamento de mérito do
habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça
configura constrangimento ilegal, por descumprimento da
norma constitucional da razoável duração do processo (art. 5...,
inc. LXXVIII, da Constituição da República), viabilizando,
excepcionalmente, a concessão de habeas corpus. 2. Deferimento
do pedido, para determinar à autoridade impetrada que
apresente o habeas corpus em Mesa na primeira sessão da Turma
em que oficia subsequente à comunicação da presente ordem
(art. 664 do Código de Processo Penal c/c art. 202 do Regimento
Interno do Superior Tribunal de Justiça) – (HC n. 101.896/SP, rel.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, unânime, DJe 21.5.2010).
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. DEMORA NO
JULGAMENTO DE HABEAS CORPUS NO Superior Tribunal de Justiça. PRETENSÃO
DE JULGAMENTO CÉLERE (CB, ART. 5..., INC. LXXVIII).
QUANTIDADE EXCESSIVA DE PROCESSOS NOS
TRIBUNAIS. REALIDADE PÚBLICA E NOTÓRIA. 1.
Constrangimento ilegal face à demora no julgamento de habeas
corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. 2. A
Constituição do Brasil estabelece que ‘a todos, no âmbito judicial
e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua tramitação’ (CB, art. 5..., inc.
LXXVIII). 3. A realidade pública e notória enfrentada pelo Superior Tribunal de Justiça e
por esta Corte, marcada pela excessiva carga de processos,
impede a plena realização da garantia constitucional do
julgamento célere. 4. O HC foi impetrado no Superior Tribunal de Justiça em novembro
de 2007, a questão é simples e há parecer da PGR pela
concessão da ordem. A peculiaridade do caso leva a impor a
realização do julgamento reclamado na primeira sessão
subsequente à comunicação desta decisão. Ordem concedida –
(HC n. 100.498/PI, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJe
28.10.2009).
Nesse contexto, em que pesem aos problemas operacionais e
burocráticos que assolam não somente o Superior Tribunal de Justiça,
mas, de modo geral, todo o Poder Judiciário, a morosidade no
processamento e no julgamento de qualquer feito não pode ser
institucionalmente assumida como ônus a ser suportado por todos
aqueles que estejam envolvidos em ação judicial.
O importante é o acesso à tutela jurisdicional efetiva, num tempo
razoável, de modo a permitir o reconhecimento e a proteção da dignidade
da pessoa humana e dos direitos fundamentais do homem.
No que tange à ausência dos requisitos da prisão preventiva, a
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, unânime, DJe 21.5.2010).
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. DEMORA NO
JULGAMENTO DE HABEAS CORPUS NO Superior Tribunal de Justiça. PRETENSÃO
DE JULGAMENTO CÉLERE (CB, ART. 5..., INC. LXXVIII).
QUANTIDADE EXCESSIVA DE PROCESSOS NOS
TRIBUNAIS. REALIDADE PÚBLICA E NOTÓRIA. 1.
Constrangimento ilegal face à demora no julgamento de habeas
corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça. 2. A
Constituição do Brasil estabelece que ‘a todos, no âmbito judicial
e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua tramitação’ (CB, art. 5..., inc.
LXXVIII). 3. A realidade pública e notória enfrentada pelo Superior Tribunal de Justiça e
por esta Corte, marcada pela excessiva carga de processos,
impede a plena realização da garantia constitucional do
julgamento célere. 4. O HC foi impetrado no Superior Tribunal de Justiça em novembro
de 2007, a questão é simples e há parecer da PGR pela
concessão da ordem. A peculiaridade do caso leva a impor a
realização do julgamento reclamado na primeira sessão
subsequente à comunicação desta decisão. Ordem concedida –
(HC n. 100.498/PI, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJe
28.10.2009).
Nesse contexto, em que pesem aos problemas operacionais e
burocráticos que assolam não somente o Superior Tribunal de Justiça,
mas, de modo geral, todo o Poder Judiciário, a morosidade no
processamento e no julgamento de qualquer feito não pode ser
institucionalmente assumida como ônus a ser suportado por todos
aqueles que estejam envolvidos em ação judicial.
O importante é o acesso à tutela jurisdicional efetiva, num tempo
razoável, de modo a permitir o reconhecimento e a proteção da dignidade
da pessoa humana e dos direitos fundamentais do homem.
No que tange à ausência dos requisitos da prisão preventiva, a
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
despeito de o decreto não ser primoroso em termos de motivação, é certo
que apresenta dados aptos a justificar a preservação da segregação
cautelar com base na ordem pública, porquanto trata-se de estruturada
organização criminosa dedicada ao tráfico e associação para o tráfico de
entorpecentes na comarca de Itapecerica da Serra/SP:
Os denunciados estão sendo acusados da prática de crime
de tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de
entorpecentes e outros, delitos graves apenados com reclusão,
que se situam dentre aqueles que afrontam de maneira mais
profunda a ordem pública, tendo em vista o generalizado
sentimento de pânico e insegurança da população, diante da
constância que vêm ocorrendo os delitos violentos,
patrocinados e financiados pelo dinheiro fácil e abundante
advindo do tráfico de entorpecentes.
Ressalto que as considerações acerca da personalidade dos
agentes não têm, por óbvio, o sentido de julgamento, mas visa
apenas avaliar a necessidade da prisão provisória em função da
personalidade dos réus.
Assim, se justifica a custódia cautelar no sentido de
garantir a ordem pública, já que as circunstâncias do delito
apontam a personalidade dotada de estruturação criminosa do
réu.
(…) Outrossim, os acusados evadiram o distrito da culpa,
o que dificulta o chamamento judicial, e o andamento do
processo, retarda e torna incerta a aplicação da lei penal,
justificando, também, a custódia provisória. Primariedade, bons
antecedentes, e profissão definida que não elidem a decretação
da custódia nestes casos.
Assim, não vislumbro ilegalidade flagrante a autorizar a mitigação
da Súmula 691.
Considerando as peculiaridades do caso (paciente preso desde
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HC 111.482 / SP
despeito de o decreto não ser primoroso em termos de motivação, é certo
que apresenta dados aptos a justificar a preservação da segregação
cautelar com base na ordem pública, porquanto trata-se de estruturada
organização criminosa dedicada ao tráfico e associação para o tráfico de
entorpecentes na comarca de Itapecerica da Serra/SP:
Os denunciados estão sendo acusados da prática de crime
de tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de
entorpecentes e outros, delitos graves apenados com reclusão,
que se situam dentre aqueles que afrontam de maneira mais
profunda a ordem pública, tendo em vista o generalizado
sentimento de pânico e insegurança da população, diante da
constância que vêm ocorrendo os delitos violentos,
patrocinados e financiados pelo dinheiro fácil e abundante
advindo do tráfico de entorpecentes.
Ressalto que as considerações acerca da personalidade dos
agentes não têm, por óbvio, o sentido de julgamento, mas visa
apenas avaliar a necessidade da prisão provisória em função da
personalidade dos réus.
Assim, se justifica a custódia cautelar no sentido de
garantir a ordem pública, já que as circunstâncias do delito
apontam a personalidade dotada de estruturação criminosa do
réu.
(…) Outrossim, os acusados evadiram o distrito da culpa,
o que dificulta o chamamento judicial, e o andamento do
processo, retarda e torna incerta a aplicação da lei penal,
justificando, também, a custódia provisória. Primariedade, bons
antecedentes, e profissão definida que não elidem a decretação
da custódia nestes casos.
Assim, não vislumbro ilegalidade flagrante a autorizar a mitigação
da Súmula 691.
Considerando as peculiaridades do caso (paciente preso desde
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 111.482 / SP
11.2008 e habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça desde junho de 2010), meu voto é pelo
deferimento deste habeas corpus, a fim de que a autoridade coatora
apresente o HC n. 172.905/SP em mesa até a 4... sessão subsequente à
comunicação da ordem.
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
11.2008 e habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça desde junho de 2010), meu voto é pelo
deferimento deste habeas corpus, a fim de que a autoridade coatora
apresente o HC n. 172.905/SP em mesa até a 4... sessão subsequente à
comunicação da ordem.
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Incidências ao Voto
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
INCIDÊNCIAS AO VOTO
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Presidente, como demonstrado pelo ilustre causídico, impetrante deste
habeas corpus, o caso é realmente sério, tendo em vista a demora existente.
Por isso, até estou propondo que, ao invés das dez sessões que o Tribunal
normalmente concede, neste caso, coloque-se em Mesa até a quarta sessão
subsequente. Mas, vou pedir vênia para, tendo em vista que se trata de
crime - quer dizer, se imputa à uma organização criminosa -, então,
invocar, aqui, ainda a Súmula n. 691 para deixar de acolher esse
argumento, permitindo que o Superior Tribunal de Justiça, sobre a questão, se pronuncie.
Estou propondo que de fato.... Aqui, Vossa Excelência vê - Vossa
Excelência que está na iminência de assumir a Presidência do Supremo -
que talvez haja medidas importantes que possam ser tomadas, talvez o
processo eletrônico ajude, mas não justifica que se demore tantos dias
para juntada de informações que depois, então, repercutem sobre a
longevidade...
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Retardam
o processo. O habeas corpus, pela sua natureza...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É, a
demora do processo e a extensão, na verdade, da presença da pessoa na
prisão.
Então, em suma, acredito que há normas, orientação de organização
e procedimento que podem realmente minimizar essa situação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Sem
dúvida.
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20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
INCIDÊNCIAS AO VOTO
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Presidente, como demonstrado pelo ilustre causídico, impetrante deste
habeas corpus, o caso é realmente sério, tendo em vista a demora existente.
Por isso, até estou propondo que, ao invés das dez sessões que o Tribunal
normalmente concede, neste caso, coloque-se em Mesa até a quarta sessão
subsequente. Mas, vou pedir vênia para, tendo em vista que se trata de
crime - quer dizer, se imputa à uma organização criminosa -, então,
invocar, aqui, ainda a Súmula n. 691 para deixar de acolher esse
argumento, permitindo que o Superior Tribunal de Justiça, sobre a questão, se pronuncie.
Estou propondo que de fato.... Aqui, Vossa Excelência vê - Vossa
Excelência que está na iminência de assumir a Presidência do Supremo -
que talvez haja medidas importantes que possam ser tomadas, talvez o
processo eletrônico ajude, mas não justifica que se demore tantos dias
para juntada de informações que depois, então, repercutem sobre a
longevidade...
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Retardam
o processo. O habeas corpus, pela sua natureza...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É, a
demora do processo e a extensão, na verdade, da presença da pessoa na
prisão.
Então, em suma, acredito que há normas, orientação de organização
e procedimento que podem realmente minimizar essa situação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Sem
dúvida.
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Incidências ao Voto
HC 111.482 / SP
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) – Talvez,
o processo eletrônico; hoje, o HC eletrônico talvez ajude.
Mas, em suma, é preciso fazer um diagnóstico dessa situação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Está certo.
E quando o processo sequer foi instalado é mais grave ainda.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Pois é.
E, vejam, é uma prisão preventiva que já se estende por três anos ou
mais. Então, realmente, é uma situação muito peculiar e exige atenção.
Infelizmente, não é o único caso que temos com essa conformação.
De modo que estou deferindo a ordem nesses termos.
********************
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.482 / SP
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) – Talvez,
o processo eletrônico; hoje, o HC eletrônico talvez ajude.
Mas, em suma, é preciso fazer um diagnóstico dessa situação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Está certo.
E quando o processo sequer foi instalado é mais grave ainda.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Pois é.
E, vejam, é uma prisão preventiva que já se estende por três anos ou
mais. Então, realmente, é uma situação muito peculiar e exige atenção.
Infelizmente, não é o único caso que temos com essa conformação.
De modo que estou deferindo a ordem nesses termos.
********************
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu também defiro a ordem para, num prazo mais reduzido do
que o habitual, o Superior Tribunal de Justiça se pronuncie.
Eu observo que o nobre Advogado, na verdade, faz um pedido
subsidiário, neste mesmo habeas corpus, que o pedido principal é que se
apresse o julgamento no Superior Tribunal de Justiça. Ele pede que subsidiariamente se conceda a
ordem, de ofício, ultrapassando a Súmula 691, para colocar o paciente em
liberdade até o julgamento do mandamus naquela Corte a quo.
Mas, tal como o Ministro Gilmar Mendes, eu creio que o paciente é
acusado de crime grave. Neste momento, não é conveniente que nós
procedamos per saltum, mas concedo a ordem, também, nos estritos
termos em que foi dada pelo eminente Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, eu também defiro a ordem para, num prazo mais reduzido do
que o habitual, o Superior Tribunal de Justiça se pronuncie.
Eu observo que o nobre Advogado, na verdade, faz um pedido
subsidiário, neste mesmo habeas corpus, que o pedido principal é que se
apresse o julgamento no Superior Tribunal de Justiça. Ele pede que subsidiariamente se conceda a
ordem, de ofício, ultrapassando a Súmula 691, para colocar o paciente em
liberdade até o julgamento do mandamus naquela Corte a quo.
Mas, tal como o Ministro Gilmar Mendes, eu creio que o paciente é
acusado de crime grave. Neste momento, não é conveniente que nós
procedamos per saltum, mas concedo a ordem, também, nos estritos
termos em que foi dada pelo eminente Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16
Voto - MIN. AYRES BRITTO
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482
VOTO
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O
habeas corpus, pela sua natureza, tendo por objeto esse bem maior, que é
a liberdade de locomoção, ele se marca por um tônus de presteza máxima
na sua apreciação. E, aqui, de fato, estamos caminhando para dois anos
sem o devido julgamento do HC, impetrado lá no Superior Tribunal de Justiça.
Agora o Ministro Gilmar Mendes inova quanto ao prazo de
julgamento, que Sua Excelência determina que ocorra em, no máximo,
quatro sessões, a partir da nossa comunicação. Estou de acordo também.
O caso me parece justificar esse encurtamento do prazo quanto ao
número de sessões.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1996978.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482 SÃO PAULO
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.482
VOTO
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O
habeas corpus, pela sua natureza, tendo por objeto esse bem maior, que é
a liberdade de locomoção, ele se marca por um tônus de presteza máxima
na sua apreciação. E, aqui, de fato, estamos caminhando para dois anos
sem o devido julgamento do HC, impetrado lá no Superior Tribunal de Justiça.
Agora o Ministro Gilmar Mendes inova quanto ao prazo de
julgamento, que Sua Excelência determina que ocorra em, no máximo,
quatro sessões, a partir da nossa comunicação. Estou de acordo também.
O caso me parece justificar esse encurtamento do prazo quanto ao
número de sessões.
* * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.482
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S) : JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 172.905 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido, a fim de que a autoridade
coatora apresente o HC n. 172.905/SP em mesa até a 4... sessão
subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Falou, pelo paciente, o Dr. José Luís de Oliveira
Lima. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de
Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1871651
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.482
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : DENIS MASSETTI DA SILVA
IMPTE.(S) : JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 172.905 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus concedido, a fim de que a autoridade
coatora apresente o HC n. 172.905/SP em mesa até a 4... sessão
subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Falou, pelo paciente, o Dr. José Luís de Oliveira
Lima. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de
Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1871651
Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HC n 172 . 905 DO SUPERIOR",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HC n 172 . 905 DO",
"HC n . 172 . 905 / SP",
"HC 172 . 905 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HC n 172 . 905 DO",
"HC n . 172 . 905 / SP",
"HC 172 . 905 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC 106 . 336 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC 106 . 336 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HC 172 . 905 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HC 172 . 905 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC n . 80 . 379 / SP",
"HC n . 85 . 237 / DF",
"HC n . 86 . 346 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC n . 80 . 379 / SP",
"HC n . 85 . 237 / DF",
"HC n . 86 . 346 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC n . 101 . 896 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC n . 101 . 896 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC n . 100 . 498 / PI",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC n . 100 . 498 / PI",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC 111 . 482 / SP 11 . 2008",
"HC n . 172 . 905 / SP",
"HC 111 . 482 / SP 11",
"HC n . 172 . 905 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"Súmula n . 691",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"Súmula n .",
"HC 111 . 482 / SP",
"HC 111 . 482 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HC n 172 . 905",
"HC n . 172 . 905 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 482",
"HC n 172 . 905 DO SUPERIOR",
"HC n . 172 . 905 / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . , I , 34 e 35 , todos da Lei 11 . 343 / 2006",
"Emenda Constitucional n . 45",
"Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n . 45 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 33 , caput , 33 , § 1 . . . , I , 34 e 35 , todos da Lei 11 . 343 / 2006",
"Emenda Constitucional n . 45",
"Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n . 45 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Convenção Americana sobre Direitos Humanos",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Convenção Americana sobre Direitos Humanos",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , inciso LXXVIII",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , inciso LXXVIII",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . da",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso LXXVIII",
"art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . da Constituição alemã",
"art . 5 . . . , inc . LXXVIII , da Constituição da República",
"art . 664 do Código de Processo Penal",
"art . 202 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . da Constituição alemã",
"art . 5 . . . , inc . LXXVIII , da Constituição da República",
"art . 664 do Código de Processo Penal",
"art . 202 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"CB , art . 5 . . . , inc . LXXVIII",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CB",
"Constituição do Brasil",
"CB",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"München",
"München",
"comarca de Itapecerica da Serra / SP",
"comarca de Itapecerica da Serra / SP",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"5",
".",
". . Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"5",
". . . Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
".",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"2",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"2",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Lumen Juris",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Lumen Juris",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Verlag C . H . Beck",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Verlag",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"PGR",
"2",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"PGR",
"2",
".",
". . Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"DENIS MASSETTI DA SILVA",
"JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"DENIS MASSETTI DA SILVA",
"JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA",
"GILMAR MENDES",
"José Luís Mendes de Oliveira Lima",
"Denis Massetti da Silva",
"Adilson Vieira Macabu",
"Denis Massetti da Silva",
"GILMAR MENDES",
"DENIS MASSETTI DA SILVA",
"JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA",
"GILMAR MENDES",
"José Luís Mendes de Oliveira Lima",
"Denis Massetti da Silva",
"Adilson Vieira Macabu",
"Denis Massetti da Silva",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"Luiz Guilherme",
"Marinoni",
"MARINONI , Luiz Guilherme",
"JÚNIOR , Aury Lopes",
"Luiz Guilherme Marinoni",
"MARINONI , Luiz Guilherme",
"JÚNIOR , Aury Lopes",
"GILMAR MENDES",
"Günther Dürig",
"MAUNZ",
"-",
"DÜRIG",
"Günther Dürig",
"MAUNZ",
"DÜRIG",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Gilmar Mendes",
"AYRES BRITTO",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"DENIS MASSETTI DA SILVA",
"JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA",
"José Luís de Oliveira Lima",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"DENIS MASSETTI DA SILVA",
"JOSE LUIS MENDES DE OLIVEIRA LIMA",
"José Luís de Oliveira Lima",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"novembro de 2008",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"08",
".",
"06",
".",
"2010",
"29",
".",
"09",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"08",
".",
"06",
".",
"2010",
"29",
".",
"09",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
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"03",
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"2012",
"21",
".",
"11",
".",
"2008",
"8 de dezembro de 2004",
"18 de dezembro de 2000",
"31 de dezembro de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"21",
".",
"11",
".",
"2008",
"8 de dezembro de 2004",
"18 de dezembro de 2000",
"31 de dezembro de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"5",
".",
"2001",
"17 de março de 2005",
"29",
".",
"4",
".",
"2005",
"2",
".",
"2",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"5",
".",
"2001",
"17 de março de 2005",
"29",
".",
"4",
".",
"2005",
"2",
".",
"2",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2006",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"2006",
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"/",
"2001",
"1990",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"2010",
"novembro de 2007",
"28",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"2010",
"novembro de 2007",
"28",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"junho de 2010",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
".",
"2008",
"junho de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"03",
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"08",
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"2001",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
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"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
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"/",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"20",
"/",
"03",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
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"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S)
:LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO
ALEGRE
ADV.(A/S)
:LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Hora-extra.
Fórmula de cálculo. Servidor público municipal. Questão
infraconstitucional. Jurisprudência assentada. Ausência de razões
consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se
provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões
consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613906.
Supremo Tribunal Federal
DJe 28/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S)
:LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO
ALEGRE
ADV.(A/S)
:LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão proferida pelo Min. AYRES BRITTO, de teor
seguinte:
“vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento contra decisão
obstativa de recurso extraordinário, este interposto com suporte
nas alíneas a e c do inciso III do art. 102 da Constituição
Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul. Acórdão assim ementado (fls. 65):
APELAÇÃO.
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. INTEGRAÇÃO DAS
GRATIFICAÇÕES PERCEBIDAS NA BASE DE CÁLCULO DAS
HORAS EXTRAS. VEDAÇÃO LEGAL. PRECEDENTES DESTA
CORTE.
É descabida a pretensão de integração das gratificações
percebidas pelo apelante na base de cálculo das horas extras,
em virtude de expressa vedação na legislação municipal (Lei n°
6.309/88, arts. 61 e 71; e Lei n° 7.690/95, arts. 1° e 6° ). Assim, a
gratificação por serviço extraordinário, nos termos do art. 56 da
Lei n° 6.309/88, corresponderá ao valor total da hora normal
(vencimento básico, e não ao total da remuneração), acrescido
do percentual de 50%. Observância do Princípio da Legalidade.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614022.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S)
:LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO
ALEGRE
ADV.(A/S)
:LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão proferida pelo Min. AYRES BRITTO, de teor
seguinte:
“vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento contra decisão
obstativa de recurso extraordinário, este interposto com suporte
nas alíneas a e c do inciso III do art. 102 da Constituição
Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul. Acórdão assim ementado (fls. 65):
APELAÇÃO.
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. INTEGRAÇÃO DAS
GRATIFICAÇÕES PERCEBIDAS NA BASE DE CÁLCULO DAS
HORAS EXTRAS. VEDAÇÃO LEGAL. PRECEDENTES DESTA
CORTE.
É descabida a pretensão de integração das gratificações
percebidas pelo apelante na base de cálculo das horas extras,
em virtude de expressa vedação na legislação municipal (Lei n°
6.309/88, arts. 61 e 71; e Lei n° 7.690/95, arts. 1° e 6° ). Assim, a
gratificação por serviço extraordinário, nos termos do art. 56 da
Lei n° 6.309/88, corresponderá ao valor total da hora normal
(vencimento básico, e não ao total da remuneração), acrescido
do percentual de 50%. Observância do Princípio da Legalidade.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614022.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
AI 823.320 AGR / RS
2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação ao inciso
XVI do art. 7°, ao inciso XIV do art. 37 e ao § 3° do art. 39, todos
da Magna Carta de 1988.
3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso
porque entendimento diverso do adotado pela Instância
Judicante de origem exigiria a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto fático-
probatório dos autos. Providências vedadas neste momento
processual, conforme as Súmulas 280 e 279 do Supremo
Tribunal Federal.
4. De mais mais, quanto à alínea c do inciso III do art. 102
do Magno Texto, é de se aplicar a Súmula 284 do STF.
5. À derradeira, incide a Súmula 282 do STF.
Isso posto, e frente ao art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21
do RI/STF, nego seguimento ao recurso” (fls. 125-126).
Sustenta o recorrente, em síntese, que o Município de Porto
Alegre/RS, “(...) atendendo a preceito de lei municipal, ao invés de apurar o
valor das horas-extras sobre o total da remuneração, o calcula somente sobre
algumas rubricas” (fl. 133). Aduz que tal fórmula de cálculo ofenderia o
disposto nos arts. 7º, XVI, 37, XIV, e 39, § 3º, da Constituição da República.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614022.
Supremo Tribunal Federal
AI 823.320 AGR / RS
2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação ao inciso
XVI do art. 7°, ao inciso XIV do art. 37 e ao § 3° do art. 39, todos
da Magna Carta de 1988.
3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso
porque entendimento diverso do adotado pela Instância
Judicante de origem exigiria a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto fático-
probatório dos autos. Providências vedadas neste momento
processual, conforme as Súmulas 280 e 279 do Supremo
Tribunal Federal.
4. De mais mais, quanto à alínea c do inciso III do art. 102
do Magno Texto, é de se aplicar a Súmula 284 do STF.
5. À derradeira, incide a Súmula 282 do STF.
Isso posto, e frente ao art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21
do RI/STF, nego seguimento ao recurso” (fls. 125-126).
Sustenta o recorrente, em síntese, que o Município de Porto
Alegre/RS, “(...) atendendo a preceito de lei municipal, ao invés de apurar o
valor das horas-extras sobre o total da remuneração, o calcula somente sobre
algumas rubricas” (fl. 133). Aduz que tal fórmula de cálculo ofenderia o
disposto nos arts. 7º, XVI, 37, XIV, e 39, § 3º, da Constituição da República.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614022.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3º e 4º, e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem ser
desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes
de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo que o
inconformismo sistemático, manifestado em recursos carentes de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614023.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3º e 4º, e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem ser
desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes
de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo que o
inconformismo sistemático, manifestado em recursos carentes de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S) : LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO ALEGRE
ADV.(A/S) : LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S) : LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO ALEGRE
ADV.(A/S) : LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2641536
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-28T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Hora-extra. Fórmula de cálculo. Servidor público municipal. Questão infraconstitucional. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.
|
sjur213672
|
Número de páginas: 5.
Análise: 04/09/2012, LLD.
|
CEZAR PELUSO
|
Segunda Turma
|
823320
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00544 PAR-00003 PAR-00004 ART-00557\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 823320 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S) : LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO ALEGRE
ADV.(A/S) : LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S)
:LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO
ALEGRE
ADV.(A/S)
:LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Hora-extra.
Fórmula de cálculo. Servidor público municipal. Questão
infraconstitucional. Jurisprudência assentada. Ausência de razões
consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se
provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões
consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 28/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S)
:LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO
ALEGRE
ADV.(A/S)
:LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão proferida pelo Min. AYRES BRITTO, de teor
seguinte:
“vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento contra decisão
obstativa de recurso extraordinário, este interposto com suporte
nas alíneas a e c do inciso III do art. 102 da Constituição
Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul. Acórdão assim ementado (fls. 65):
APELAÇÃO.
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. INTEGRAÇÃO DAS
GRATIFICAÇÕES PERCEBIDAS NA BASE DE CÁLCULO DAS
HORAS EXTRAS. VEDAÇÃO LEGAL. PRECEDENTES DESTA
CORTE.
É descabida a pretensão de integração das gratificações
percebidas pelo apelante na base de cálculo das horas extras,
em virtude de expressa vedação na legislação municipal (Lei n
6.309/88, arts. 61 e 71; e Lei n 7.690/95, arts. 1... e 6... ). Assim, a
gratificação por serviço extraordinário, nos termos do art. 56 da
Lei n 6.309/88, corresponderá ao valor total da hora normal
(vencimento básico, e não ao total da remuneração), acrescido
do percentual de 50%. Observância do Princípio da Legalidade.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S)
:LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO
ALEGRE
ADV.(A/S)
:LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão proferida pelo Min. AYRES BRITTO, de teor
seguinte:
“vistos, etc.
Trata-se de agravo de instrumento contra decisão
obstativa de recurso extraordinário, este interposto com suporte
nas alíneas a e c do inciso III do art. 102 da Constituição
Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul. Acórdão assim ementado (fls. 65):
APELAÇÃO.
MANDADO
DE
SEGURANÇA.
MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. INTEGRAÇÃO DAS
GRATIFICAÇÕES PERCEBIDAS NA BASE DE CÁLCULO DAS
HORAS EXTRAS. VEDAÇÃO LEGAL. PRECEDENTES DESTA
CORTE.
É descabida a pretensão de integração das gratificações
percebidas pelo apelante na base de cálculo das horas extras,
em virtude de expressa vedação na legislação municipal (Lei n
6.309/88, arts. 61 e 71; e Lei n 7.690/95, arts. 1... e 6... ). Assim, a
gratificação por serviço extraordinário, nos termos do art. 56 da
Lei n 6.309/88, corresponderá ao valor total da hora normal
(vencimento básico, e não ao total da remuneração), acrescido
do percentual de 50%. Observância do Princípio da Legalidade.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
AI 823.320 AGR / RS
2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação ao inciso
XVI do art. 7..., ao inciso XIV do art. 37 e ao § 3... do art. 39, todos
da Magna Carta de 1988.
3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso
porque entendimento diverso do adotado pela Instância
Judicante de origem exigiria a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto fático-
probatório dos autos. Providências vedadas neste momento
processual, conforme as Súmulas 280 e 279 do Supremo
Tribunal Federal.
4. De mais mais, quanto à alínea c do inciso III do art. 102
do Magno Texto, é de se aplicar a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal.
5. À derradeira, incide a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal.
Isso posto, e frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21
do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso” (fls. 125-126).
Sustenta o recorrente, em síntese, que o Município de Porto
Alegre/RS, “(...) atendendo a preceito de lei municipal, ao invés de apurar o
valor das horas-extras sobre o total da remuneração, o calcula somente sobre
algumas rubricas” (fl. 133). Aduz que tal fórmula de cálculo ofenderia o
disposto nos arts. 7..., XVI, 37, XIV, e 39, § 3..., da Constituição da República.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614022.
Supremo Tribunal Federal
AI 823.320 AGR / RS
2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação ao inciso
XVI do art. 7..., ao inciso XIV do art. 37 e ao § 3... do art. 39, todos
da Magna Carta de 1988.
3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso
porque entendimento diverso do adotado pela Instância
Judicante de origem exigiria a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e o reexame do conjunto fático-
probatório dos autos. Providências vedadas neste momento
processual, conforme as Súmulas 280 e 279 do Supremo
Tribunal Federal.
4. De mais mais, quanto à alínea c do inciso III do art. 102
do Magno Texto, é de se aplicar a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal.
5. À derradeira, incide a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal.
Isso posto, e frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21
do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso” (fls. 125-126).
Sustenta o recorrente, em síntese, que o Município de Porto
Alegre/RS, “(...) atendendo a preceito de lei municipal, ao invés de apurar o
valor das horas-extras sobre o total da remuneração, o calcula somente sobre
algumas rubricas” (fl. 133). Aduz que tal fórmula de cálculo ofenderia o
disposto nos arts. 7..., XVI, 37, XIV, e 39, § 3..., da Constituição da República.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614022.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3... e 4..., e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem ser
desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes
de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo que o
inconformismo sistemático, manifestado em recursos carentes de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614023.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3... e 4..., e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem ser
desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes
de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo que o
inconformismo sistemático, manifestado em recursos carentes de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614023.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S) : LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO ALEGRE
ADV.(A/S) : LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 823.320
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO FARENZENA
ADV.(A/S) : LARISSA FIALHO MACIEL LONGO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA DE PORTO ALEGRE
ADV.(A/S) : LUÍS MAXIMILIANO TELESCA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 823 . 320",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 823 . 320",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 823 . 320",
"AI 823 . 320 AGR / RS",
"Súmulas 280",
"Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 823 . 320 AGR / RS",
"Súmulas 280",
"Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 823 . 320",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 823 . 320"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alíneas a e c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal",
"Lei n 6 . 309 / 88 , arts",
"Lei n 7 . 690 / 95 , arts",
"art . 56 da Lei n 6 . 309 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alíneas a e c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal",
"Lei n 6 . 309 / 88 , arts . 61 e",
"Lei n 7 . 690 / 95 , arts",
"art . 56 da Lei n 6 . 309 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso XVI do art",
"inciso XIV do art . 37",
"arts . 7 . . . , XVI , 37 , XIV , e 39 , § 3 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso XVI do art . 7 . . . ,",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"arts . 7 . . . , XVI , 37 , XIV , e 39 , § 3 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § §",
"art . 557 , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"PORTO ALEGRE",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"PORTO ALEGRE",
"MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE",
"RIO GRANDE DO SUL",
"PORTO ALEGRE",
"PORTO ALEGRE",
"Município de Porto Alegre / RS",
"Município de Porto Alegre",
"/",
"RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"PORTO ALEGRE",
"RIO GRANDE DO SUL",
"PORTO ALEGRE"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"FAZENDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FAZENDA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FAZENDA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"FAZENDA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FAZENDA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CEZAR PELUSO",
"PAULO ROBERTO FARENZENA",
"LARISSA FIALHO MACIEL LONGO",
"LUÍS MAXIMILIANO TELESCA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"PAULO ROBERTO FARENZENA",
"LARISSA FIALHO MACIEL LONGO",
"LUÍS MAXIMILIANO TELESCA",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"PAULO ROBERTO FARENZENA",
"LARISSA FIALHO MACIEL LONGO",
"LUÍS MAXIMILIANO TELESCA",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"PAULO ROBERTO FARENZENA",
"LARISSA FIALHO MACIEL LONGO",
"LUÍS MAXIMILIANO TELESCA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"CEZAR PELUSO",
"PAULO ROBERTO FARENZENA",
"LARISSA FIALHO MACIEL LONGO",
"LUÍS MAXIMILIANO TELESCA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE
S/A
ADV.(A/S)
:VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
IMPUGNAÇÃO
DE
FUNDAMENTO SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. IPI. CRÉDITO-PRÊMIO.
BEFIEX. ACORDO ONEROSO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E A INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA.
AGRAVO IMPROVIDO.
I – Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica,
cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes.
II – Para dissentir do acórdão impugnado, necessário seria o reexame
do conjunto fático-probatório constante dos autos e a interpretação de
cláusulas contratuais, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 do STF,
bem como seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente,
seria apenas indireta.
III – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
RE 629.606 AGR / PR
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 29 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 629.606 AGR / PR
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 29 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE
S/A
ADV.(A/S)
:VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que entendeu que o incentivo fiscal à exportação instituído pelo art. 1º
do Decreto-Lei 491/1969, conhecido como crédito-prêmio de IPI, foi
extinto, em junho de 1983, por força do Decreto-Lei 1.722/1979.
Nesse mesmo julgamento, entendeu-se, ainda, que o Decreto-Lei
1.894/1981 não reinstituiu o crédito-prêmio sem previsão de data de
extinção e que a Lei 8.402/1992 não restabeleceu o benefício fiscal em
discussão. Concluiu-se, ainda, que a adesão da recorrente ao programa
BEFIEX não lhe assegurou a fruição do benefício.
Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-
se, em suma, ofensa ao art. 5º, XXXVI, da mesma Carta, bem como ao
art. 41, § 2º, do ADCT. Para tanto, sustentou-se que o referido
incentivo fiscal foi assegurado por seu acordo oneroso BEFIEX de
exportação celebrado com a União.
A pretensão recursal não merece acolhida. Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, quanto à
possibilidade de fruição do benefício discutido em razão do acordo
BEFIEX firmado entre a recorrente e a União, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE
S/A
ADV.(A/S)
:VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que entendeu que o incentivo fiscal à exportação instituído pelo art. 1º
do Decreto-Lei 491/1969, conhecido como crédito-prêmio de IPI, foi
extinto, em junho de 1983, por força do Decreto-Lei 1.722/1979.
Nesse mesmo julgamento, entendeu-se, ainda, que o Decreto-Lei
1.894/1981 não reinstituiu o crédito-prêmio sem previsão de data de
extinção e que a Lei 8.402/1992 não restabeleceu o benefício fiscal em
discussão. Concluiu-se, ainda, que a adesão da recorrente ao programa
BEFIEX não lhe assegurou a fruição do benefício.
Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-
se, em suma, ofensa ao art. 5º, XXXVI, da mesma Carta, bem como ao
art. 41, § 2º, do ADCT. Para tanto, sustentou-se que o referido
incentivo fiscal foi assegurado por seu acordo oneroso BEFIEX de
exportação celebrado com a União.
A pretensão recursal não merece acolhida. Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, quanto à
possibilidade de fruição do benefício discutido em razão do acordo
BEFIEX firmado entre a recorrente e a União, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
RE 629.606 AGR / PR
a interpretação das cláusulas do mencionado acordo e da legislação
infraconstitucional pertinente, circunstâncias que inviabilizam o
recurso extraordinário nos termos das Súmulas 279 e 454 do STF ou
por ensejar, quando muito, ofensa reflexa.
Além disso, a discussão sobre a extinção do crédito-prêmio de
IPI por norma infraconstitucional em data anterior à Constituição de
1988, bem como sobre seu eventual restabelecimento pelo Decreto-Lei
1.894/1981 foi dirimida pelo acórdão recorrido com base na legislação
ordinária. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono
as seguintes decisões, entre outras: AI 376.628-AgR/RS, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence; AI 520.648-AgR/DF, Rel. Min. Cezar Peluso;
RE 116.656/DF, Rel. Min. Moreira Alves; RE 120.765/DF, Rel. Min.
Néri da Silveira; AI 807.075/SC, Rel. Min. Eros Grau; AI
636.120/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia; RE 577.302/RS e RE
586.984/PE, de minha relatoria.
Por fim, cumpre ressaltar que o Plenário deste Tribunal, ao
julgar os Recursos Extraordinários 577.348/RS e 561.485/RS, ambos
de minha relatoria, entendeu que o incentivo fiscal intitulado crédito-
prêmio de IPI possui natureza setorial e não foi confirmado por lei no
prazo de dois anos após a promulgação da Constituição de 1988,
motivo pelo qual foi extinto em 5 de outubro de 1990, nos termos do §
1º do art. 41 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias de
1988. Por oportuno, transcrevo a ementa do RE 577.348/RS:
'TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS. CRÉDITO-PRÊMIO. DECRETO-
LEI 491/1969 (ART. 1º). ADCT, ART. 41, § 1º. INCENTIVO
FISCAL DE NATUREZA SETORIAL. NECESSIDADE DE
CONFIRMAÇÃO POR LEI SUPERVENIENTE À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRAZO DE DOIS ANOS.
EXTINÇÃO
DO
BENEFÍCIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E DESPROVIDO.
I - O crédito-prêmio de IPI constitui um incentivo fiscal
de natureza setorial de que trata o do art. 41, caput, do Ato das
Disposições Transitórias da Constituição.
II - Como o crédito-prêmio de IPI não foi confirmado por
2
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RE 629.606 AGR / PR
a interpretação das cláusulas do mencionado acordo e da legislação
infraconstitucional pertinente, circunstâncias que inviabilizam o
recurso extraordinário nos termos das Súmulas 279 e 454 do STF ou
por ensejar, quando muito, ofensa reflexa.
Além disso, a discussão sobre a extinção do crédito-prêmio de
IPI por norma infraconstitucional em data anterior à Constituição de
1988, bem como sobre seu eventual restabelecimento pelo Decreto-Lei
1.894/1981 foi dirimida pelo acórdão recorrido com base na legislação
ordinária. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono
as seguintes decisões, entre outras: AI 376.628-AgR/RS, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence; AI 520.648-AgR/DF, Rel. Min. Cezar Peluso;
RE 116.656/DF, Rel. Min. Moreira Alves; RE 120.765/DF, Rel. Min.
Néri da Silveira; AI 807.075/SC, Rel. Min. Eros Grau; AI
636.120/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia; RE 577.302/RS e RE
586.984/PE, de minha relatoria.
Por fim, cumpre ressaltar que o Plenário deste Tribunal, ao
julgar os Recursos Extraordinários 577.348/RS e 561.485/RS, ambos
de minha relatoria, entendeu que o incentivo fiscal intitulado crédito-
prêmio de IPI possui natureza setorial e não foi confirmado por lei no
prazo de dois anos após a promulgação da Constituição de 1988,
motivo pelo qual foi extinto em 5 de outubro de 1990, nos termos do §
1º do art. 41 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias de
1988. Por oportuno, transcrevo a ementa do RE 577.348/RS:
'TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS. CRÉDITO-PRÊMIO. DECRETO-
LEI 491/1969 (ART. 1º). ADCT, ART. 41, § 1º. INCENTIVO
FISCAL DE NATUREZA SETORIAL. NECESSIDADE DE
CONFIRMAÇÃO POR LEI SUPERVENIENTE À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRAZO DE DOIS ANOS.
EXTINÇÃO
DO
BENEFÍCIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E DESPROVIDO.
I - O crédito-prêmio de IPI constitui um incentivo fiscal
de natureza setorial de que trata o do art. 41, caput, do Ato das
Disposições Transitórias da Constituição.
II - Como o crédito-prêmio de IPI não foi confirmado por
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
RE 629.606 AGR / PR
lei superveniente no prazo de dois anos, após a publicação da
Constituição Federal de 1988, segundo dispõe o § 1º do art. 41
do ADCT, deixou ele de existir.
III - O incentivo fiscal instituído pelo art. 1º do Decreto-
Lei 491, de 5 de março de 1969, deixou de vigorar em 5 de
outubro de 1990, por força do disposto no § 1º do art. 41 do Ato
de Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição
Federal de 1988, tendo em vista sua natureza setorial.
IV - Recurso conhecido e desprovido'.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”
(fls. 698-700).
A agravante sustenta, em suma, que a decisão agravada deve ser
reformada, ao argumento de que não há necessidade de apreciação do
conjunto fático-probatório existente nos autos.
Alega, ainda, que a matéria em discussão viola diretamente o art. 5º,
XXXVI, da CF, e o art. 41, § 2º, do ADCT.
É o relatório.
3
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RE 629.606 AGR / PR
lei superveniente no prazo de dois anos, após a publicação da
Constituição Federal de 1988, segundo dispõe o § 1º do art. 41
do ADCT, deixou ele de existir.
III - O incentivo fiscal instituído pelo art. 1º do Decreto-
Lei 491, de 5 de março de 1969, deixou de vigorar em 5 de
outubro de 1990, por força do disposto no § 1º do art. 41 do Ato
de Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição
Federal de 1988, tendo em vista sua natureza setorial.
IV - Recurso conhecido e desprovido'.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”
(fls. 698-700).
A agravante sustenta, em suma, que a decisão agravada deve ser
reformada, ao argumento de que não há necessidade de apreciação do
conjunto fático-probatório existente nos autos.
Alega, ainda, que a matéria em discussão viola diretamente o art. 5º,
XXXVI, da CF, e o art. 41, § 2º, do ADCT.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Ademais, o agravo regimental não impugnou todos os fundamentos
suficientes da decisão recorrida. Com efeito, a decisão agravada, além de
entender pela aplicabilidade da Súmula 279 do STF e pela necessidade da
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, assentou a
inviabilidade do recurso extraordinário em razão da incidência, na
espécie, da Súmula 454 desta Corte. Contudo, a agravante não atacou esse
último fundamento da decisão.
Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe
ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do
recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça
recursal, o que faz incidir a súmula 283 do STF. Nesse sentido, menciono
as seguintes decisões, entre outras: RE 548.094-AgR/DF e RE 561.869-
AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-
AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 544.591-AgR/RN e RE 503.350-
AgR/AL, de minha relatoria.
Além disso, ainda que afastado esse óbice, consoante restou
asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a matéria
atinente à possibilidade de fruição do benefício do crédito-prêmio de IPI
com fundamento na análise do acervo probatório existente nos autos e na
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29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Ademais, o agravo regimental não impugnou todos os fundamentos
suficientes da decisão recorrida. Com efeito, a decisão agravada, além de
entender pela aplicabilidade da Súmula 279 do STF e pela necessidade da
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, assentou a
inviabilidade do recurso extraordinário em razão da incidência, na
espécie, da Súmula 454 desta Corte. Contudo, a agravante não atacou esse
último fundamento da decisão.
Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe
ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do
recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça
recursal, o que faz incidir a súmula 283 do STF. Nesse sentido, menciono
as seguintes decisões, entre outras: RE 548.094-AgR/DF e RE 561.869-
AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-
AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 544.591-AgR/RN e RE 503.350-
AgR/AL, de minha relatoria.
Além disso, ainda que afastado esse óbice, consoante restou
asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a matéria
atinente à possibilidade de fruição do benefício do crédito-prêmio de IPI
com fundamento na análise do acervo probatório existente nos autos e na
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RE 629.606 AGR / PR
interpretação das cláusulas do acordo oneroso BEFIEX firmado entre a
agravante e a União, bem como na apreciação da legislação
infraconstitucional pertinente, conforme se observa do seguinte trecho da
decisão a quo:
“Inicialmente esclareço que na espécie vertente de fato houve
omissão por parte do acórdão embargado, consistente no deixar de
considerar acerca da condição da embargante de beneficiada por termo
de compromisso firmado no âmbito da BEFIEX, que importa no
alcance em seu favor do programa de estímulos à exportação de
manufaturas, contemplado pelo Decreto-lei nº 1.219/72.
Em sendo assim, passo ao suprimento dos lapsos verificados,
ponderando em um primeiro momento, na mesma linha do asseverado
pelo Juízo de origem, que do exame dos termos e certificados firmados
pela embargante na órbita do BEFIEX (fls. 36-73) não consta a
referência expressa do alcance em seu favor do benefício do crédito-
prêmio do IPI, figurando essencialmente enquanto incentivos apenas a
isenção dos impostos de importação e sobre produtos industrializados.
Nessa linha, avulta o descabimento do pleito de reconhecimento do
crédito-prêmio do IPI, articulado supostamente em razão dos termos
de compromisso firmados com o poder público.
Ainda que assim não fosse e se pudesse considerar embutida nos
termos de compromisso firmados a cláusula de beneficiamento quanto
ao crédito-prêmio do IPI albergada no artigo 9º do Decreto-lei nº
1.219/72, cumpre assinalar que o referenciado preceptivo versa
unicamente sobre uma modalidade de mecanismo de transferência de
tais créditos, sem instituir nova causa para a sua aquisição, como bem
resulta dos exatos termos de sua redação, in verbis:
'Art. 9º Os créditos tributários instituídos pelo Decreto-
lei nº 491, de 5 de março de 1969, que não puderem ser
utilizados pelo estabelecimento industrial executor do programa
mencionado no artigo 1º, no pagamento dos impostos devidos
nas operações do mercado interno, poderão, desde que já
contabilizados como receita da empresa geradora de tais créditos,
ser transferidos para as outras empresas participantes do mesmo
2
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RE 629.606 AGR / PR
interpretação das cláusulas do acordo oneroso BEFIEX firmado entre a
agravante e a União, bem como na apreciação da legislação
infraconstitucional pertinente, conforme se observa do seguinte trecho da
decisão a quo:
“Inicialmente esclareço que na espécie vertente de fato houve
omissão por parte do acórdão embargado, consistente no deixar de
considerar acerca da condição da embargante de beneficiada por termo
de compromisso firmado no âmbito da BEFIEX, que importa no
alcance em seu favor do programa de estímulos à exportação de
manufaturas, contemplado pelo Decreto-lei nº 1.219/72.
Em sendo assim, passo ao suprimento dos lapsos verificados,
ponderando em um primeiro momento, na mesma linha do asseverado
pelo Juízo de origem, que do exame dos termos e certificados firmados
pela embargante na órbita do BEFIEX (fls. 36-73) não consta a
referência expressa do alcance em seu favor do benefício do crédito-
prêmio do IPI, figurando essencialmente enquanto incentivos apenas a
isenção dos impostos de importação e sobre produtos industrializados.
Nessa linha, avulta o descabimento do pleito de reconhecimento do
crédito-prêmio do IPI, articulado supostamente em razão dos termos
de compromisso firmados com o poder público.
Ainda que assim não fosse e se pudesse considerar embutida nos
termos de compromisso firmados a cláusula de beneficiamento quanto
ao crédito-prêmio do IPI albergada no artigo 9º do Decreto-lei nº
1.219/72, cumpre assinalar que o referenciado preceptivo versa
unicamente sobre uma modalidade de mecanismo de transferência de
tais créditos, sem instituir nova causa para a sua aquisição, como bem
resulta dos exatos termos de sua redação, in verbis:
'Art. 9º Os créditos tributários instituídos pelo Decreto-
lei nº 491, de 5 de março de 1969, que não puderem ser
utilizados pelo estabelecimento industrial executor do programa
mencionado no artigo 1º, no pagamento dos impostos devidos
nas operações do mercado interno, poderão, desde que já
contabilizados como receita da empresa geradora de tais créditos,
ser transferidos para as outras empresas participantes do mesmo
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RE 629.606 AGR / PR
programa, as quais, por sua vez, os utilizarão de acordo com a
forma e a sistemática estabelecidas pela legislação em vigor'.
Desse modo, constituindo o preceptivo em liça mera previsão
acerca de mecanismo de transferência do crédito-prêmio do IPI, é
forçoso admitir que a embargante se encontra alcançada pelas regras
gerais atinentes ao referenciado crédito-prêmio, dispostas no Decreto-
lei nº 491/69 e diplomas sucessivos.
Nessa linha de compreensão, insta assinalar que a modalidade
do crédito-prêmio requerida pela embargante na exordial diz com o
artigo 1º do aludido Decreto-lei nº 491/69 (fl. 11), espécie que, na
forma da fundamentação articulada no acórdão embargado, restou
extinta a partir de 01.07.1983, afigurando-se desnecessário repetir
todo o raciocínio desenvolvido, ainda mais quando se tem em conta
que o presente julgado busca apenas a integração do anterior.
Saliento que diante de tal quadro resta baldada a alegativa no
sentido da existência de direito adquirido ao crédito-prêmio do IPI por
força de termo de compromisso sob condições e prazo firmado com o
poder público em janeiro/85, quando é sabido que o crédito-prêmio em
comento persistiu unicamente até 30.06.1983, restando, por razões
óbvias, prejudicado o exame acerca do disposto no § 2º do artigo 41 do
ADCT da CF/88” (fls. 362-362v).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame do
conjunto fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusulas do
mencionado contrato oneroso, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e
454 do STF, bem como demandaria a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis ao caso, o que, eventualmente, ensejaria
ofensa reflexa ao texto constitucional, circunstância que torna inviável o
recurso.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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RE 629.606 AGR / PR
programa, as quais, por sua vez, os utilizarão de acordo com a
forma e a sistemática estabelecidas pela legislação em vigor'.
Desse modo, constituindo o preceptivo em liça mera previsão
acerca de mecanismo de transferência do crédito-prêmio do IPI, é
forçoso admitir que a embargante se encontra alcançada pelas regras
gerais atinentes ao referenciado crédito-prêmio, dispostas no Decreto-
lei nº 491/69 e diplomas sucessivos.
Nessa linha de compreensão, insta assinalar que a modalidade
do crédito-prêmio requerida pela embargante na exordial diz com o
artigo 1º do aludido Decreto-lei nº 491/69 (fl. 11), espécie que, na
forma da fundamentação articulada no acórdão embargado, restou
extinta a partir de 01.07.1983, afigurando-se desnecessário repetir
todo o raciocínio desenvolvido, ainda mais quando se tem em conta
que o presente julgado busca apenas a integração do anterior.
Saliento que diante de tal quadro resta baldada a alegativa no
sentido da existência de direito adquirido ao crédito-prêmio do IPI por
força de termo de compromisso sob condições e prazo firmado com o
poder público em janeiro/85, quando é sabido que o crédito-prêmio em
comento persistiu unicamente até 30.06.1983, restando, por razões
óbvias, prejudicado o exame acerca do disposto no § 2º do artigo 41 do
ADCT da CF/88” (fls. 362-362v).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame do
conjunto fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusulas do
mencionado contrato oneroso, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e
454 do STF, bem como demandaria a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis ao caso, o que, eventualmente, ensejaria
ofensa reflexa ao texto constitucional, circunstância que torna inviável o
recurso.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE S/A
ADV.(A/S) : VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE S/A
ADV.(A/S) : VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2174261
| 2012-05-29T00:00:00
| 2012-06-13T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.05.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. IPI. CRÉDITO-PRÊMIO. BEFIEX. ACORDO ONEROSO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E A INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO.
I – Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes.
II – Para dissentir do acórdão impugnado, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a interpretação de cláusulas contratuais, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta.
III – Agravo regimental improvido.
|
sjur210510
|
- Acórdãos citados: RE 503350 AGR, RE 544591 AgR, RE 548094 AgR,
RE 561869 AgR, AI 469221 AgR, AI 672744 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 04/07/2012, AMS.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
629606
|
[
"LEG-FED DEL-000491 ANO-1969\r\n DECRETO-LEI\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-001219 ANO-1997\r\n ART-00009 \r\n DECRETO-LEI\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 629606 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGTE.(S) : KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE S/A
ADV.(A/S) : VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE
S/A
ADV.(A/S)
:VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
IMPUGNAÇÃO
DE
FUNDAMENTO SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. IPI. CRÉDITO-PRÊMIO.
BEFIEX. ACORDO ONEROSO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E A INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA.
AGRAVO IMPROVIDO.
I – Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica,
cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
II – Para dissentir do acórdão impugnado, necessário seria o reexame
do conjunto fático-probatório constante dos autos e a interpretação de
cláusulas contratuais, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal,
bem como seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente,
seria apenas indireta.
III – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
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DJe 13/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 629.606 AGR / PR
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 29 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 629.606 AGR / PR
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 29 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE
S/A
ADV.(A/S)
:VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que entendeu que o incentivo fiscal à exportação instituído pelo art. 1...
do Decreto-Lei 491/1969, conhecido como crédito-prêmio de IPI, foi
extinto, em junho de 1983, por força do Decreto-Lei 1.722/1979.
Nesse mesmo julgamento, entendeu-se, ainda, que o Decreto-Lei
1.894/1981 não reinstituiu o crédito-prêmio sem previsão de data de
extinção e que a Lei 8.402/1992 não restabeleceu o benefício fiscal em
discussão. Concluiu-se, ainda, que a adesão da recorrente ao programa
BEFIEX não lhe assegurou a fruição do benefício.
Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-
se, em suma, ofensa ao art. 5..., XXXVI, da mesma Carta, bem como ao
art. 41, § 2..., do ADCT. Para tanto, sustentou-se que o referido
incentivo fiscal foi assegurado por seu acordo oneroso BEFIEX de
exportação celebrado com a União.
A pretensão recursal não merece acolhida. Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, quanto à
possibilidade de fruição do benefício discutido em razão do acordo
BEFIEX firmado entre a recorrente e a União, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606 PARANÁ
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE
S/A
ADV.(A/S)
:VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que entendeu que o incentivo fiscal à exportação instituído pelo art. 1...
do Decreto-Lei 491/1969, conhecido como crédito-prêmio de IPI, foi
extinto, em junho de 1983, por força do Decreto-Lei 1.722/1979.
Nesse mesmo julgamento, entendeu-se, ainda, que o Decreto-Lei
1.894/1981 não reinstituiu o crédito-prêmio sem previsão de data de
extinção e que a Lei 8.402/1992 não restabeleceu o benefício fiscal em
discussão. Concluiu-se, ainda, que a adesão da recorrente ao programa
BEFIEX não lhe assegurou a fruição do benefício.
Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-
se, em suma, ofensa ao art. 5..., XXXVI, da mesma Carta, bem como ao
art. 41, § 2..., do ADCT. Para tanto, sustentou-se que o referido
incentivo fiscal foi assegurado por seu acordo oneroso BEFIEX de
exportação celebrado com a União.
A pretensão recursal não merece acolhida. Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, quanto à
possibilidade de fruição do benefício discutido em razão do acordo
BEFIEX firmado entre a recorrente e a União, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
Recurso Extraordinário 629.606 AGR / PR
a interpretação das cláusulas do mencionado acordo e da legislação
infraconstitucional pertinente, circunstâncias que inviabilizam o
recurso extraordinário nos termos das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal ou
por ensejar, quando muito, ofensa reflexa.
Além disso, a discussão sobre a extinção do crédito-prêmio de
IPI por norma infraconstitucional em data anterior à Constituição de
1988, bem como sobre seu eventual restabelecimento pelo Decreto-Lei
1.894/1981 foi dirimida pelo acórdão recorrido com base na legislação
ordinária. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono
as seguintes decisões, entre outras: AI 376.628-AgR/RS, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence; AI 520.648-AgR/DF, Rel. Min. Cezar Peluso;
Recurso Extraordinário 116.656/DF, Rel. Min. Moreira Alves; Recurso Extraordinário 120.765/DF, Rel. Min.
Néri da Silveira; AI 807.075/SC, Rel. Min. Eros Grau; AI
636.120/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 577.302/RS e Recurso Extraordinário
586.984/PE, de minha relatoria.
Por fim, cumpre ressaltar que o Plenário deste Tribunal, ao
julgar os Recursos Extraordinários 577.348/RS e 561.485/RS, ambos
de minha relatoria, entendeu que o incentivo fiscal intitulado crédito-
prêmio de IPI possui natureza setorial e não foi confirmado por lei no
prazo de dois anos após a promulgação da Constituição de 1988,
motivo pelo qual foi extinto em 5 de outubro de 1990, nos termos do §
1... do art. 41 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias de
1988. Por oportuno, transcrevo a ementa do Recurso Extraordinário 577.348/RS:
'TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS. CRÉDITO-PRÊMIO. DECRETO-
LEI 491/1969 (ART. 1...). ADCT, ART. 41, § 1.... INCENTIVO
FISCAL DE NATUREZA SETORIAL. NECESSIDADE DE
CONFIRMAÇÃO POR LEI SUPERVENIENTE À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRAZO DE DOIS ANOS.
EXTINÇÃO
DO
BENEFÍCIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E DESPROVIDO.
I - O crédito-prêmio de IPI constitui um incentivo fiscal
de natureza setorial de que trata o do art. 41, caput, do Ato das
Disposições Transitórias da Constituição.
II - Como o crédito-prêmio de IPI não foi confirmado por
2
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a interpretação das cláusulas do mencionado acordo e da legislação
infraconstitucional pertinente, circunstâncias que inviabilizam o
recurso extraordinário nos termos das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal ou
por ensejar, quando muito, ofensa reflexa.
Além disso, a discussão sobre a extinção do crédito-prêmio de
IPI por norma infraconstitucional em data anterior à Constituição de
1988, bem como sobre seu eventual restabelecimento pelo Decreto-Lei
1.894/1981 foi dirimida pelo acórdão recorrido com base na legislação
ordinária. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono
as seguintes decisões, entre outras: AI 376.628-AgR/RS, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence; AI 520.648-AgR/DF, Rel. Min. Cezar Peluso;
Recurso Extraordinário 116.656/DF, Rel. Min. Moreira Alves; Recurso Extraordinário 120.765/DF, Rel. Min.
Néri da Silveira; AI 807.075/SC, Rel. Min. Eros Grau; AI
636.120/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 577.302/RS e Recurso Extraordinário
586.984/PE, de minha relatoria.
Por fim, cumpre ressaltar que o Plenário deste Tribunal, ao
julgar os Recursos Extraordinários 577.348/RS e 561.485/RS, ambos
de minha relatoria, entendeu que o incentivo fiscal intitulado crédito-
prêmio de IPI possui natureza setorial e não foi confirmado por lei no
prazo de dois anos após a promulgação da Constituição de 1988,
motivo pelo qual foi extinto em 5 de outubro de 1990, nos termos do §
1... do art. 41 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias de
1988. Por oportuno, transcrevo a ementa do Recurso Extraordinário 577.348/RS:
'TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS. CRÉDITO-PRÊMIO. DECRETO-
LEI 491/1969 (ART. 1...). ADCT, ART. 41, § 1.... INCENTIVO
FISCAL DE NATUREZA SETORIAL. NECESSIDADE DE
CONFIRMAÇÃO POR LEI SUPERVENIENTE À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRAZO DE DOIS ANOS.
EXTINÇÃO
DO
BENEFÍCIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E DESPROVIDO.
I - O crédito-prêmio de IPI constitui um incentivo fiscal
de natureza setorial de que trata o do art. 41, caput, do Ato das
Disposições Transitórias da Constituição.
II - Como o crédito-prêmio de IPI não foi confirmado por
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Recurso Extraordinário 629.606 AGR / PR
lei superveniente no prazo de dois anos, após a publicação da
Constituição Federal de 1988, segundo dispõe o § 1... do art. 41
do ADCT, deixou ele de existir.
III - O incentivo fiscal instituído pelo art. 1... do Decreto-
Lei 491, de 5 de março de 1969, deixou de vigorar em 5 de
outubro de 1990, por força do disposto no § 1... do art. 41 do Ato
de Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição
Federal de 1988, tendo em vista sua natureza setorial.
IV - Recurso conhecido e desprovido'.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”
(fls. 698-700).
A agravante sustenta, em suma, que a decisão agravada deve ser
reformada, ao argumento de que não há necessidade de apreciação do
conjunto fático-probatório existente nos autos.
Alega, ainda, que a matéria em discussão viola diretamente o art. 5...,
XXXVI, da Constituição Federal de 1988, e o art. 41, § 2..., do ADCT.
É o relatório.
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lei superveniente no prazo de dois anos, após a publicação da
Constituição Federal de 1988, segundo dispõe o § 1... do art. 41
do ADCT, deixou ele de existir.
III - O incentivo fiscal instituído pelo art. 1... do Decreto-
Lei 491, de 5 de março de 1969, deixou de vigorar em 5 de
outubro de 1990, por força do disposto no § 1... do art. 41 do Ato
de Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição
Federal de 1988, tendo em vista sua natureza setorial.
IV - Recurso conhecido e desprovido'.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”
(fls. 698-700).
A agravante sustenta, em suma, que a decisão agravada deve ser
reformada, ao argumento de que não há necessidade de apreciação do
conjunto fático-probatório existente nos autos.
Alega, ainda, que a matéria em discussão viola diretamente o art. 5...,
XXXVI, da Constituição Federal de 1988, e o art. 41, § 2..., do ADCT.
É o relatório.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Ademais, o agravo regimental não impugnou todos os fundamentos
suficientes da decisão recorrida. Com efeito, a decisão agravada, além de
entender pela aplicabilidade da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e pela necessidade da
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, assentou a
inviabilidade do recurso extraordinário em razão da incidência, na
espécie, da Súmula 454 desta Corte. Contudo, a agravante não atacou esse
último fundamento da decisão.
Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe
ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do
recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça
recursal, o que faz incidir a súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono
as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 548.094-AgR/DF e Recurso Extraordinário 561.869-
AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-
AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 544.591-AgR/RN e Recurso Extraordinário 503.350-
AgR/AL, de minha relatoria.
Além disso, ainda que afastado esse óbice, consoante restou
asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a matéria
atinente à possibilidade de fruição do benefício do crédito-prêmio de IPI
com fundamento na análise do acervo probatório existente nos autos e na
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29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Ademais, o agravo regimental não impugnou todos os fundamentos
suficientes da decisão recorrida. Com efeito, a decisão agravada, além de
entender pela aplicabilidade da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e pela necessidade da
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, assentou a
inviabilidade do recurso extraordinário em razão da incidência, na
espécie, da Súmula 454 desta Corte. Contudo, a agravante não atacou esse
último fundamento da decisão.
Ressalto que, nos termos da jurisprudência deste Tribunal, incumbe
ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do
recurso. Inescusável, portanto, a deficiência na elaboração da peça
recursal, o que faz incidir a súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono
as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 548.094-AgR/DF e Recurso Extraordinário 561.869-
AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-
AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 544.591-AgR/RN e Recurso Extraordinário 503.350-
AgR/AL, de minha relatoria.
Além disso, ainda que afastado esse óbice, consoante restou
asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a matéria
atinente à possibilidade de fruição do benefício do crédito-prêmio de IPI
com fundamento na análise do acervo probatório existente nos autos e na
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 629.606 AGR / PR
interpretação das cláusulas do acordo oneroso BEFIEX firmado entre a
agravante e a União, bem como na apreciação da legislação
infraconstitucional pertinente, conforme se observa do seguinte trecho da
decisão a quo:
“Inicialmente esclareço que na espécie vertente de fato houve
omissão por parte do acórdão embargado, consistente no deixar de
considerar acerca da condição da embargante de beneficiada por termo
de compromisso firmado no âmbito da BEFIEX, que importa no
alcance em seu favor do programa de estímulos à exportação de
manufaturas, contemplado pelo Decreto-lei n 1.219/72.
Em sendo assim, passo ao suprimento dos lapsos verificados,
ponderando em um primeiro momento, na mesma linha do asseverado
pelo Juízo de origem, que do exame dos termos e certificados firmados
pela embargante na órbita do BEFIEX (fls. 36-73) não consta a
referência expressa do alcance em seu favor do benefício do crédito-
prêmio do IPI, figurando essencialmente enquanto incentivos apenas a
isenção dos impostos de importação e sobre produtos industrializados.
Nessa linha, avulta o descabimento do pleito de reconhecimento do
crédito-prêmio do IPI, articulado supostamente em razão dos termos
de compromisso firmados com o poder público.
Ainda que assim não fosse e se pudesse considerar embutida nos
termos de compromisso firmados a cláusula de beneficiamento quanto
ao crédito-prêmio do IPI albergada no artigo 9... do Decreto-lei n
1.219/72, cumpre assinalar que o referenciado preceptivo versa
unicamente sobre uma modalidade de mecanismo de transferência de
tais créditos, sem instituir nova causa para a sua aquisição, como bem
resulta dos exatos termos de sua redação, in verbis:
'Art. 9... Os créditos tributários instituídos pelo Decreto-
lei n 491, de 5 de março de 1969, que não puderem ser
utilizados pelo estabelecimento industrial executor do programa
mencionado no artigo 1..., no pagamento dos impostos devidos
nas operações do mercado interno, poderão, desde que já
contabilizados como receita da empresa geradora de tais créditos,
ser transferidos para as outras empresas participantes do mesmo
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Recurso Extraordinário 629.606 AGR / PR
interpretação das cláusulas do acordo oneroso BEFIEX firmado entre a
agravante e a União, bem como na apreciação da legislação
infraconstitucional pertinente, conforme se observa do seguinte trecho da
decisão a quo:
“Inicialmente esclareço que na espécie vertente de fato houve
omissão por parte do acórdão embargado, consistente no deixar de
considerar acerca da condição da embargante de beneficiada por termo
de compromisso firmado no âmbito da BEFIEX, que importa no
alcance em seu favor do programa de estímulos à exportação de
manufaturas, contemplado pelo Decreto-lei n 1.219/72.
Em sendo assim, passo ao suprimento dos lapsos verificados,
ponderando em um primeiro momento, na mesma linha do asseverado
pelo Juízo de origem, que do exame dos termos e certificados firmados
pela embargante na órbita do BEFIEX (fls. 36-73) não consta a
referência expressa do alcance em seu favor do benefício do crédito-
prêmio do IPI, figurando essencialmente enquanto incentivos apenas a
isenção dos impostos de importação e sobre produtos industrializados.
Nessa linha, avulta o descabimento do pleito de reconhecimento do
crédito-prêmio do IPI, articulado supostamente em razão dos termos
de compromisso firmados com o poder público.
Ainda que assim não fosse e se pudesse considerar embutida nos
termos de compromisso firmados a cláusula de beneficiamento quanto
ao crédito-prêmio do IPI albergada no artigo 9... do Decreto-lei n
1.219/72, cumpre assinalar que o referenciado preceptivo versa
unicamente sobre uma modalidade de mecanismo de transferência de
tais créditos, sem instituir nova causa para a sua aquisição, como bem
resulta dos exatos termos de sua redação, in verbis:
'Art. 9... Os créditos tributários instituídos pelo Decreto-
lei n 491, de 5 de março de 1969, que não puderem ser
utilizados pelo estabelecimento industrial executor do programa
mencionado no artigo 1..., no pagamento dos impostos devidos
nas operações do mercado interno, poderão, desde que já
contabilizados como receita da empresa geradora de tais créditos,
ser transferidos para as outras empresas participantes do mesmo
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 629.606 AGR / PR
programa, as quais, por sua vez, os utilizarão de acordo com a
forma e a sistemática estabelecidas pela legislação em vigor'.
Desse modo, constituindo o preceptivo em liça mera previsão
acerca de mecanismo de transferência do crédito-prêmio do IPI, é
forçoso admitir que a embargante se encontra alcançada pelas regras
gerais atinentes ao referenciado crédito-prêmio, dispostas no Decreto-
lei n 491/69 e diplomas sucessivos.
Nessa linha de compreensão, insta assinalar que a modalidade
do crédito-prêmio requerida pela embargante na exordial diz com o
artigo 1... do aludido Decreto-lei n 491/69 (fl. 11), espécie que, na
forma da fundamentação articulada no acórdão embargado, restou
extinta a partir de 01.07.1983, afigurando-se desnecessário repetir
todo o raciocínio desenvolvido, ainda mais quando se tem em conta
que o presente julgado busca apenas a integração do anterior.
Saliento que diante de tal quadro resta baldada a alegativa no
sentido da existência de direito adquirido ao crédito-prêmio do IPI por
força de termo de compromisso sob condições e prazo firmado com o
poder público em janeiro/85, quando é sabido que o crédito-prêmio em
comento persistiu unicamente até 30.06.1983, restando, por razões
óbvias, prejudicado o exame acerca do disposto no § 2... do artigo 41 do
ADCT da Constituição Federal de 1988/88” (fls. 362-362v).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame do
conjunto fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusulas do
mencionado contrato oneroso, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e
454 do Supremo Tribunal Federal, bem como demandaria a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis ao caso, o que, eventualmente, ensejaria
ofensa reflexa ao texto constitucional, circunstância que torna inviável o
recurso.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 629.606 AGR / PR
programa, as quais, por sua vez, os utilizarão de acordo com a
forma e a sistemática estabelecidas pela legislação em vigor'.
Desse modo, constituindo o preceptivo em liça mera previsão
acerca de mecanismo de transferência do crédito-prêmio do IPI, é
forçoso admitir que a embargante se encontra alcançada pelas regras
gerais atinentes ao referenciado crédito-prêmio, dispostas no Decreto-
lei n 491/69 e diplomas sucessivos.
Nessa linha de compreensão, insta assinalar que a modalidade
do crédito-prêmio requerida pela embargante na exordial diz com o
artigo 1... do aludido Decreto-lei n 491/69 (fl. 11), espécie que, na
forma da fundamentação articulada no acórdão embargado, restou
extinta a partir de 01.07.1983, afigurando-se desnecessário repetir
todo o raciocínio desenvolvido, ainda mais quando se tem em conta
que o presente julgado busca apenas a integração do anterior.
Saliento que diante de tal quadro resta baldada a alegativa no
sentido da existência de direito adquirido ao crédito-prêmio do IPI por
força de termo de compromisso sob condições e prazo firmado com o
poder público em janeiro/85, quando é sabido que o crédito-prêmio em
comento persistiu unicamente até 30.06.1983, restando, por razões
óbvias, prejudicado o exame acerca do disposto no § 2... do artigo 41 do
ADCT da Constituição Federal de 1988/88” (fls. 362-362v).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame do
conjunto fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusulas do
mencionado contrato oneroso, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e
454 do Supremo Tribunal Federal, bem como demandaria a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis ao caso, o que, eventualmente, ensejaria
ofensa reflexa ao texto constitucional, circunstância que torna inviável o
recurso.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE S/A
ADV.(A/S) : VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629.606
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE S/A
ADV.(A/S) : VIVIANNE PORTO SCHUNCK E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629 . 606",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 629 . 606 AGR /",
"Recurso Extraordinário 629 . 606 AGR /",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629 . 606",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629 . 606",
"Recurso Extraordinário 629 . 606 AGR / PR",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal",
"AI 376 . 628 - AgR / RS",
"AI 520 . 648 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário 116 . 656 / DF",
"Recurso Extraordinário 120 . 765 / DF",
"AI 807 . 075 / SC",
"AI 636 . 120 / DF",
"Recurso Extraordinário 577 . 302 / RS",
"Recurso Extraordinário 586 . 984 / PE",
"Recursos Extraordinários 577 . 348 / RS",
"561",
".",
"485",
"/",
"RS",
"Recurso Extraordinário 577 . 348 / RS",
"Recurso Extraordinário 629 . 606 AGR / PR",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 376 . 628 - AgR / RS",
"AI 520 . 648 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário 116 . 656 / DF",
"Recurso Extraordinário 120 . 765 / DF",
"AI 807 . 075 / SC",
"AI 636 . 120 / DF",
"Recurso Extraordinário 577 . 302 / RS",
"Recurso Extraordinário 586 . 984 / PE",
"561",
".",
"485",
"/",
"RS",
"Recurso Extraordinário 577 . 348 / RS",
"Recurso Extraordinário 629 . 606",
"Recurso Extraordinário 629 . 606 AGR / PR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 548 . 094 - AgR /",
"Recurso Extraordinário 561 . 869 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR / SE",
"AI 469 . 221 - AgR / SP",
"AI 672 . 744 - AgR / BA",
"Recurso Extraordinário 544 . 591 - AgR / RN",
"Recurso Extraordinário 503 . 350 - AgR / AL",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629 . 606",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 548 . 094 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário 561 . 869 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR / SE",
"AI 469 . 221 - AgR / SP",
"AI 672 . 744 - AgR / BA",
"Recurso Extraordinário 544 . 591 - AgR / RN",
"Recurso Extraordinário 503 . 350 - AgR / AL",
"Recurso Extraordinário 629 . 606",
"Recurso Extraordinário 629 . 606 AGR",
"Recurso Extraordinário 629 . 606 AGR / PR",
"Súmulas 279",
"Recurso Extraordinário 629 . 606 AGR",
"Súmulas 279",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629 . 606",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 629 . 606"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"art . 1 . . . do Decreto -",
"Lei 491 / 1969",
"Decreto",
"-",
"Lei 1 . 722 / 1979",
"Decreto",
"-",
"Lei 1 . 894 / 1981",
"Lei 8 . 402 / 1992",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . do",
"Decreto -",
"Lei 491 / 1969",
"Decreto",
"-",
"Lei 1 . 722 / 1979",
"Decreto",
"-",
"Lei 1 . 894 / 1981",
"Lei 8 . 402 / 1992",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"art",
"art . 41 , § 2 . . . , do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1988",
"Decreto",
"-",
"Lei 1 . 894 / 1981",
"Constituição",
"Constituição de 1988",
"§",
"DECRETO",
"-",
"LEI 491 / 1969",
"art . 41 , caput , do Ato das Disposições Transitórias da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1988",
"Decreto",
"-",
"Lei 1 . 894 / 1981",
"Constituição",
"Constituição de 1988",
"§ 1 . . . do art . 41 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias de 1988",
"DECRETO",
"-",
"LEI 491 / 1969",
"art . 41 , caput , do Ato das Disposições Transitórias da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 1 . . . do Decreto -",
"Lei 491",
"§",
"art . 41 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput )",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"lei n 1 . 219 / 72",
"artigo 9 . . . do",
"Decreto",
"-",
"lei n 1 . 219 / 72",
"Decreto",
"-",
"lei n 491",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"lei n 1 . 219 / 72",
"artigo 9 . . . do",
"Decreto",
"-",
"lei n 1 . 219 / 72",
"Decreto",
"-",
"lei n 491",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"lei n 491 / 69",
"artigo 1 . . .",
"Decreto",
"-",
"lei n 491 / 69",
"§ 2 . . . do artigo 41 do ADCT da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"lei n 491 / 69",
"Decreto",
"-",
"lei n 491 / 69",
"§ 2 . . . do artigo 41 do ADCT da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE S / A",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE S / A",
"UNIÃO",
"FAZENDA",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE S / A",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"CONSTITUIÇÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"BEFIEX",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE S / A",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"KLABIN FABRICADORA DE PAPEL E CELULOSE S / A",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"VIVIANNE PORTO SCHUNCK",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"VIVIANNE PORTO SCHUNCK",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"VIVIANNE PORTO SCHUNCK",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Moreira Alves",
"Néri da Silveira",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Moreira Alves",
"Néri da Silveira",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"VIVIANNE PORTO SCHUNCK",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"VIVIANNE PORTO SCHUNCK",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"29 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"junho de 1983",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"junho de 1983",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de outubro de 1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de outubro de 1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de março de 1969",
"5 de outubro de 1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de março de 1969",
"5 de outubro de 1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de março de 1969",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de março de 1969",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"07",
".",
"1983",
"janeiro",
"/",
"85",
"30",
".",
"06",
".",
"1983",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"07",
".",
"1983",
"janeiro",
"/",
"85",
"30",
".",
"06",
".",
"1983",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.522 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S)
:ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO
TRIPLAMENTE QUALIFICADO. EXCESSO DE PRAZO. SUPRESSÃO
DE INSTÂNCIA. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO.
AUSÊNCIA EM AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS.
NULIDADE. INEXISTÊNCIA. PREJUÍZO. DEMONSTRAÇÃO.
INOCORRÊNCIA.
WRIT
PARCIALMENTE CONHECIDO E
DENEGADO.
I – O fundamento relativo ao excesso de prazo não pode ser
conhecido, pois não foi objeto de exame pelo Superior Tribunal de Justiça,
e o seu conhecimento por esta Corte levaria a indevida supressão de
instância e extravasamento dos limites de competência descritos no art.
102 da Constituição Federal.
II – Este Tribunal firmou entendimento no sentido de que a ausência
de réu preso em audiência de oitiva de testemunha não implica a
nulidade do processo, havendo o Plenário do Tribunal, ao apreciar a
Questão de Ordem no RE 602.543/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, reafirmado
tal entendimento.
III – Orientação firmada por esta Corte no sentido de que não se
declara a nulidade de ato processual caso a alegação não venha
acompanhada da prova do efetivo prejuízo sofrido pelo réu. Precedentes.
IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão,
denegado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2122578.
Supremo Tribunal Federal
DJe 19/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
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Ementa e Acórdão
HC 111.522 / SP
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer
parcialmente do pedido e, nessa parte, denegar a ordem, nos termos do
voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 29 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2122578.
Supremo Tribunal Federal
HC 111.522 / SP
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer
parcialmente do pedido e, nessa parte, denegar a ordem, nos termos do
voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 29 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.522 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S)
:ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Ana Lúcia
Carlos Pereira, em favor de MICK MANOEL XAMBRE, contra acórdão
da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem
no HC 149.642/SP, Rel. Min. Jorge Mussi.
Consta dos autos que o paciente foi condenado, com outras três
pessoas, à pena de 11 anos, 10 meses e 24 dias de reclusão, em regime
inicial fechado, pela prática do crime de roubo triplamente qualificado,
por duas vezes, em continuidade delitiva (art. 157, § 2º, I, II e V,
combinado com os arts. 71 e 29 do CP), em processo que tramitou na 1ª
Vara Judicial da Comarca de Miracatu/SP.
A impetrante narra, em seguida, que, depois de nomeado defensor
dativo para o paciente (preso), foram expedidas cartas precatórias para a
oitiva das vítimas, na comarca de São Lourenço D'Oeste/SC, e das
testemunhas de acusação, nas comarcas de Foz do Iguaçu/PR e
Registro/SP, sem que o paciente tivesse sido requisitado e apresentado em
juízo para acompanhar os referidos atos processuais.
Relata, ainda, que a defesa manejou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo e, posteriormente, outro writ no Superior
Tribunal de Justiça, mas a ordem foi denegada nas duas impetrações.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2122579.
Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.522 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S)
:ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Ana Lúcia
Carlos Pereira, em favor de MICK MANOEL XAMBRE, contra acórdão
da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem
no HC 149.642/SP, Rel. Min. Jorge Mussi.
Consta dos autos que o paciente foi condenado, com outras três
pessoas, à pena de 11 anos, 10 meses e 24 dias de reclusão, em regime
inicial fechado, pela prática do crime de roubo triplamente qualificado,
por duas vezes, em continuidade delitiva (art. 157, § 2º, I, II e V,
combinado com os arts. 71 e 29 do CP), em processo que tramitou na 1ª
Vara Judicial da Comarca de Miracatu/SP.
A impetrante narra, em seguida, que, depois de nomeado defensor
dativo para o paciente (preso), foram expedidas cartas precatórias para a
oitiva das vítimas, na comarca de São Lourenço D'Oeste/SC, e das
testemunhas de acusação, nas comarcas de Foz do Iguaçu/PR e
Registro/SP, sem que o paciente tivesse sido requisitado e apresentado em
juízo para acompanhar os referidos atos processuais.
Relata, ainda, que a defesa manejou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo e, posteriormente, outro writ no Superior
Tribunal de Justiça, mas a ordem foi denegada nas duas impetrações.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14
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Relatório
HC 111.522 / SP
Informa, em acréscimo, que o paciente aguarda o julgamento da
apelação interposta no TJ/SP.
É contra o acórdão da Corte Superior que se insurge a impetrante.
Sustenta, inicialmente, a nulidade da ação penal, ante “o evidente
desrespeito ao direito à autodefesa e do direito de presença do Paciente às
audiências ocorridas”.
Diz que o constrangimento ilegal deu-se, principalmente, por se
tratar de prova acusatória utilizada pelo Ministério Público nas alegações
finais e pelo magistrado de primeiro grau na sentença condenatória.
Ressalta, outrossim, que os defensores nomeados pelos juízos
deprecados não tiveram acesso a todo o conteúdo dos autos principais,
mas apenas a algumas peças processuais, sendo certo que a requisição e
apresentação do paciente poderiam ter possibilitado maiores informações
e, por conseguinte, a apresentação de uma defesa mais completa.
Argumenta, em seguida, que, tendo em vista o tempo de segregação
do paciente (28/12/2005), é imperiosa a revogação da prisão cautelar para
que ele possa aguardar em liberdade o trânsito em julgado da
condenação.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do andamento da ação
penal, atualmente na fase de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, a suspensão cautelar dos efeitos do mandado de prisão até o
julgamento deste writ e o apensamento desta ação ao HC 104.251/SP, Rel.
Min. Celso de Mello.
No mérito, pede a anulação da ação penal desde o início da
instrução criminal, com o desentranhamento de todos os documentos que
se seguiram ao interrogatório dos acusados.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 111.522 / SP
Informa, em acréscimo, que o paciente aguarda o julgamento da
apelação interposta no TJ/SP.
É contra o acórdão da Corte Superior que se insurge a impetrante.
Sustenta, inicialmente, a nulidade da ação penal, ante “o evidente
desrespeito ao direito à autodefesa e do direito de presença do Paciente às
audiências ocorridas”.
Diz que o constrangimento ilegal deu-se, principalmente, por se
tratar de prova acusatória utilizada pelo Ministério Público nas alegações
finais e pelo magistrado de primeiro grau na sentença condenatória.
Ressalta, outrossim, que os defensores nomeados pelos juízos
deprecados não tiveram acesso a todo o conteúdo dos autos principais,
mas apenas a algumas peças processuais, sendo certo que a requisição e
apresentação do paciente poderiam ter possibilitado maiores informações
e, por conseguinte, a apresentação de uma defesa mais completa.
Argumenta, em seguida, que, tendo em vista o tempo de segregação
do paciente (28/12/2005), é imperiosa a revogação da prisão cautelar para
que ele possa aguardar em liberdade o trânsito em julgado da
condenação.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do andamento da ação
penal, atualmente na fase de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, a suspensão cautelar dos efeitos do mandado de prisão até o
julgamento deste writ e o apensamento desta ação ao HC 104.251/SP, Rel.
Min. Celso de Mello.
No mérito, pede a anulação da ação penal desde o início da
instrução criminal, com o desentranhamento de todos os documentos que
se seguiram ao interrogatório dos acusados.
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Relatório
HC 111.522 / SP
Em 15/12/2011, afastei a prevenção suscitada pela impetrante, uma
vez que a decisão que julgou prejudicado o HC 104.251/SP não gera a
prevenção para os demais processos a ele relativos, nos termos do § 2º do
art. 69 do Regimento Interno desta Corte. Em seguida, indeferi o pedido
de liminar, solicitei informações ao Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo e determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da
República.
As informações foram prestadas por meio do Ofício 1.499/12-GAP
1.1/HC, de 13/2/2012, recebido nesta Corte em 24/2/2012.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pelo
conhecimento parcial da impetração e, na parte conhecida, pela
denegação da ordem.
É o relatório.
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HC 111.522 / SP
Em 15/12/2011, afastei a prevenção suscitada pela impetrante, uma
vez que a decisão que julgou prejudicado o HC 104.251/SP não gera a
prevenção para os demais processos a ele relativos, nos termos do § 2º do
art. 69 do Regimento Interno desta Corte. Em seguida, indeferi o pedido
de liminar, solicitei informações ao Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo e determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da
República.
As informações foram prestadas por meio do Ofício 1.499/12-GAP
1.1/HC, de 13/2/2012, recebido nesta Corte em 24/2/2012.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pelo
conhecimento parcial da impetração e, na parte conhecida, pela
denegação da ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.522 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de parcial conhecimento da
impetração e, na parte conhecida, de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO.
CRIME PRATICADO EM RODOVIA FEDERAL. INTERESSE
DA UNIÃO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. NÃO
CARACTERIZAÇÃO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO
EVIDENCIADO.
1. Consolidou-se na doutrina e jurisprudência pátrias o
entendimento no sentido de que a fixação da competência da Justiça
Federal, nos termos do artigo 109, inciso IV, da Carta Magna,
somente se justifica quando haja efetivo prejuízo para os entes ali
referidos ou violação direta aos seus interesses. Precedentes.
2. Constatado que os ilícitos atribuídos ao paciente foram
praticados em detrimento de bens pertencentes à pessoas físicas e
jurídicas de direito privado, correta a fixação da competência residual
da justiça estadual, independentemente do local onde ocorreram os
fatos.
NULIDADE. OITIVA DE TESTEMUNHAS. CARTA
PRECATÓRIA. PACIENTE PRESO. AUSÊNCIA DE
REQUISIÇÃO PARA COMPARECER EM AUDIÊNCIA. AMPLA
DEFESA E CONTRADITÓRIO RESPEITADOS. EIVA RELATIVA.
PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. CONSTRANGIMENTO
ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Não obstante o réu tenha direito à presença física na
audiência de oitiva de testemunhas, mesmo que por carta precatória,
bem como, estando preso, de ser requisitado, é inviável acolher-se
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29/05/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.522 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de parcial conhecimento da
impetração e, na parte conhecida, de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO.
CRIME PRATICADO EM RODOVIA FEDERAL. INTERESSE
DA UNIÃO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. NÃO
CARACTERIZAÇÃO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO
EVIDENCIADO.
1. Consolidou-se na doutrina e jurisprudência pátrias o
entendimento no sentido de que a fixação da competência da Justiça
Federal, nos termos do artigo 109, inciso IV, da Carta Magna,
somente se justifica quando haja efetivo prejuízo para os entes ali
referidos ou violação direta aos seus interesses. Precedentes.
2. Constatado que os ilícitos atribuídos ao paciente foram
praticados em detrimento de bens pertencentes à pessoas físicas e
jurídicas de direito privado, correta a fixação da competência residual
da justiça estadual, independentemente do local onde ocorreram os
fatos.
NULIDADE. OITIVA DE TESTEMUNHAS. CARTA
PRECATÓRIA. PACIENTE PRESO. AUSÊNCIA DE
REQUISIÇÃO PARA COMPARECER EM AUDIÊNCIA. AMPLA
DEFESA E CONTRADITÓRIO RESPEITADOS. EIVA RELATIVA.
PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. CONSTRANGIMENTO
ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Não obstante o réu tenha direito à presença física na
audiência de oitiva de testemunhas, mesmo que por carta precatória,
bem como, estando preso, de ser requisitado, é inviável acolher-se
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
nulidade do ato procedido na sua ausência se a defesa não logrou
demonstrar que, como realizado, acarretou-lhe prejuízo e evidente
constrangimento ilegal, nos termos do art. 563 do CPP, pois aludido
procedimento, por si só, não ofende os princípios do contraditório e da
ampla defesa.
2. Ordem denegada”.
Conforme relatado, a impetrante pretende o reconhecimento de
nulidade da ação penal, pelo fato de o paciente não ter sido requisitado e
apresentado para participar das audiências de oitivas das vítimas e das
testemunhas de acusação, realizadas em comarcas distintas de onde ele se
encontrava recluso. Alega, ainda, o excesso de prazo da prisão cautelar.
Preliminarmente, entendo que o fundamento relativo ao excesso de
prazo não pode ser conhecido, pois não foi objeto de exame pelo Superior
Tribunal de Justiça, e o seu conhecimento por esta Corte levaria a
indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de
competência descritos no art. 102 da Constituição Federal.
De qualquer modo, em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, verifiquei que a condenação transitou em
julgado para a defesa em 2/3/2012 e para o Ministério Público estadual em
20/3/2012. Com isso, não há mais falar em excesso de prazo da prisão
cautelar, pois, agora, a condenação tornou-se definitiva.
Quanto à alegada nulidade da ação penal, melhor sorte não assiste à
impetrante. É que a questão discutida nestes autos já foi objeto de análise
por esta Corte em diversas oportunidades, tendo o Tribunal firmado o
entendimento de que a ausência de requisição de réu preso para oitiva de
testemunhas realizadas em outra Comarca constitui nulidade relativa.
Nesse sentido, destaco os seguintes julgados de ambas as Turmas:
“Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Oitiva de
2
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HC 111.522 / SP
nulidade do ato procedido na sua ausência se a defesa não logrou
demonstrar que, como realizado, acarretou-lhe prejuízo e evidente
constrangimento ilegal, nos termos do art. 563 do CPP, pois aludido
procedimento, por si só, não ofende os princípios do contraditório e da
ampla defesa.
2. Ordem denegada”.
Conforme relatado, a impetrante pretende o reconhecimento de
nulidade da ação penal, pelo fato de o paciente não ter sido requisitado e
apresentado para participar das audiências de oitivas das vítimas e das
testemunhas de acusação, realizadas em comarcas distintas de onde ele se
encontrava recluso. Alega, ainda, o excesso de prazo da prisão cautelar.
Preliminarmente, entendo que o fundamento relativo ao excesso de
prazo não pode ser conhecido, pois não foi objeto de exame pelo Superior
Tribunal de Justiça, e o seu conhecimento por esta Corte levaria a
indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de
competência descritos no art. 102 da Constituição Federal.
De qualquer modo, em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, verifiquei que a condenação transitou em
julgado para a defesa em 2/3/2012 e para o Ministério Público estadual em
20/3/2012. Com isso, não há mais falar em excesso de prazo da prisão
cautelar, pois, agora, a condenação tornou-se definitiva.
Quanto à alegada nulidade da ação penal, melhor sorte não assiste à
impetrante. É que a questão discutida nestes autos já foi objeto de análise
por esta Corte em diversas oportunidades, tendo o Tribunal firmado o
entendimento de que a ausência de requisição de réu preso para oitiva de
testemunhas realizadas em outra Comarca constitui nulidade relativa.
Nesse sentido, destaco os seguintes julgados de ambas as Turmas:
“Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Oitiva de
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
testemunhas por precatória. 3. Prescindibilidade da requisição do
réu preso, sendo bastante a intimação do defensor da expedição
da carta precatória. 4. Desnecessidade de intimação do advogado da
data da inquirição da testemunha. 5. Precedentes. 6. Recurso
desprovido” (RHC 81.322/SP, Relator para o acórdão o Min.
Gilmar Mendes – grifos meus).
“HABEAS CORPUS. ART. 12 DA LEI 6368/76. FALTA DE
ALEGAÇÕES PRELIMINARES. NOMEAÇÃO AD HOC NA
AUDIÊNCIA
DE
INSTRUÇÃO.
DEPENDÊNCIA
TOXICOLÓGICA. O Tribunal assentou o entendimento de que as
alegações prévias não constituem peça essencial na instrução penal.
Não é obrigatória a presença do réu na audiência de instrução,
o que pode apenas configurar nulidade relativa que depende de
arguição em tempo oportuno com a demonstração do dano
efetivamente sofrido (arts. 500 e 571, inciso II, do CPP). Não é
exigido do juiz a indagação acerca de eventual dependência
toxicológica do réu se a defesa, em nenhum momento da instrução,
levantou essa questão ou se não há qualquer indício nas provas
coletadas de que, de fato, exista essa dependência. Precedentes. Ordem
denegada” (HC 83.409/SP, Rel. Min. Nelson Jobim – grifos meus).
“Habeas corpus. - A jurisprudência desta Corte já se
firmou no sentido de que é prescindível a requisição do réu
preso para acompanhar inquirição de testemunha em juízo
deprecado, bastando que o defensor, como no caso o foi, tenha
sido intimado da expedição da carta precatória, bem como de
que não há necessidade de intimação do advogado do réu da data da
inquirição de testemunha em outra comarca, se foi ele intimado da
expedição da precatória. - De outra parte, o ora paciente foi
satisfatoriamente defendido pelo seu advogado constituído. - A
sentença e o acórdão estão suficientemente fundamentados. - Inexiste
ofensa ao artigo 384 do Código de Processo Penal, porquanto, embora
a denúncia não tenha aludido expressamente ao artigo 70 do Código
Penal, as circunstâncias que caracterizam o concurso formal estão
narradas nela, podendo o Juiz, com base no artigo 383 do C.P.P.,
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HC 111.522 / SP
testemunhas por precatória. 3. Prescindibilidade da requisição do
réu preso, sendo bastante a intimação do defensor da expedição
da carta precatória. 4. Desnecessidade de intimação do advogado da
data da inquirição da testemunha. 5. Precedentes. 6. Recurso
desprovido” (RHC 81.322/SP, Relator para o acórdão o Min.
Gilmar Mendes – grifos meus).
“HABEAS CORPUS. ART. 12 DA LEI 6368/76. FALTA DE
ALEGAÇÕES PRELIMINARES. NOMEAÇÃO AD HOC NA
AUDIÊNCIA
DE
INSTRUÇÃO.
DEPENDÊNCIA
TOXICOLÓGICA. O Tribunal assentou o entendimento de que as
alegações prévias não constituem peça essencial na instrução penal.
Não é obrigatória a presença do réu na audiência de instrução,
o que pode apenas configurar nulidade relativa que depende de
arguição em tempo oportuno com a demonstração do dano
efetivamente sofrido (arts. 500 e 571, inciso II, do CPP). Não é
exigido do juiz a indagação acerca de eventual dependência
toxicológica do réu se a defesa, em nenhum momento da instrução,
levantou essa questão ou se não há qualquer indício nas provas
coletadas de que, de fato, exista essa dependência. Precedentes. Ordem
denegada” (HC 83.409/SP, Rel. Min. Nelson Jobim – grifos meus).
“Habeas corpus. - A jurisprudência desta Corte já se
firmou no sentido de que é prescindível a requisição do réu
preso para acompanhar inquirição de testemunha em juízo
deprecado, bastando que o defensor, como no caso o foi, tenha
sido intimado da expedição da carta precatória, bem como de
que não há necessidade de intimação do advogado do réu da data da
inquirição de testemunha em outra comarca, se foi ele intimado da
expedição da precatória. - De outra parte, o ora paciente foi
satisfatoriamente defendido pelo seu advogado constituído. - A
sentença e o acórdão estão suficientemente fundamentados. - Inexiste
ofensa ao artigo 384 do Código de Processo Penal, porquanto, embora
a denúncia não tenha aludido expressamente ao artigo 70 do Código
Penal, as circunstâncias que caracterizam o concurso formal estão
narradas nela, podendo o Juiz, com base no artigo 383 do C.P.P.,
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
reconhecer esse concurso na sentença. - Correta a fixação da pena. -
As alegações que implicam o reexame da matéria de fato controvertida
não podem ser examinadas na via estreita do habeas corpus .
Habeas corpus indeferido” (HC 75.030/SP, Rel. Min. Moreira
Alves – grifos meus).
No mesmo sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes: HC
66.875/SP, Rel. Min. Sydney Sanches; HC 67.755/SP, Rel. Min. Celso de
Mello; HC 70.313/SP, Rel. Min. Néri da Silveira; HC 69.203/SP, Rel. Min.
Moreira Alves.
Ressalto, ainda, que, no julgamento da Questão de Ordem no RE
602.543/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, o Plenário da Corte ratificou tal
entendimento, ou seja, de que não constitui nulidade a audiência de
oitiva de testemunha realizada por carta precatória sem a presença do
réu, em acórdão que foi assim ementado:
“AÇÃO PENAL. Prova. Oitiva de testemunha. Carta
precatória. Réu preso. Requisição não solicitada. Ausência de
nulidade. Jurisprudência reafirmada. Repercussão geral reconhecida.
Recurso extraordinário improvido. Aplicação do art. 543-B, § 3º, do
CPC. Não é nula a audiência de oitiva de testemunha realizada
por carta precatória sem a presença do réu, se este,
devidamente intimado da expedição, não requer o
comparecimento” (grifos meus).
Além disso, o entendimento desta Corte é o de que para o
reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se
necessária a demonstração do prejuízo. Nesse sentido, o Tribunal tem
reafirmado que a demonstração de prejuízo, “a teor do art. 563 do CPP, é
essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que (…) ‘o
âmbito normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades – pas de
nullité sans grief – compreende as nulidades absolutas’” (HC 85.155/SP, Rel.
Min. Ellen Gracie).
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HC 111.522 / SP
reconhecer esse concurso na sentença. - Correta a fixação da pena. -
As alegações que implicam o reexame da matéria de fato controvertida
não podem ser examinadas na via estreita do habeas corpus .
Habeas corpus indeferido” (HC 75.030/SP, Rel. Min. Moreira
Alves – grifos meus).
No mesmo sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes: HC
66.875/SP, Rel. Min. Sydney Sanches; HC 67.755/SP, Rel. Min. Celso de
Mello; HC 70.313/SP, Rel. Min. Néri da Silveira; HC 69.203/SP, Rel. Min.
Moreira Alves.
Ressalto, ainda, que, no julgamento da Questão de Ordem no RE
602.543/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, o Plenário da Corte ratificou tal
entendimento, ou seja, de que não constitui nulidade a audiência de
oitiva de testemunha realizada por carta precatória sem a presença do
réu, em acórdão que foi assim ementado:
“AÇÃO PENAL. Prova. Oitiva de testemunha. Carta
precatória. Réu preso. Requisição não solicitada. Ausência de
nulidade. Jurisprudência reafirmada. Repercussão geral reconhecida.
Recurso extraordinário improvido. Aplicação do art. 543-B, § 3º, do
CPC. Não é nula a audiência de oitiva de testemunha realizada
por carta precatória sem a presença do réu, se este,
devidamente intimado da expedição, não requer o
comparecimento” (grifos meus).
Além disso, o entendimento desta Corte é o de que para o
reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se
necessária a demonstração do prejuízo. Nesse sentido, o Tribunal tem
reafirmado que a demonstração de prejuízo, “a teor do art. 563 do CPP, é
essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que (…) ‘o
âmbito normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades – pas de
nullité sans grief – compreende as nulidades absolutas’” (HC 85.155/SP, Rel.
Min. Ellen Gracie).
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
Seguindo esse entendimento, transcrevo a ementa do HC 82.899/SP,
Rel. Min. Cezar Peluso:
“AÇÃO PENAL. Processo. (...). Ausência de prejuízo ao réu.
nulidade inexistente. HC denegado. Precedentes. Não há, no
processo penal, nulidade ainda que absoluta, quando do vício
alegado não haja decorrido prejuízo algum ao réu” (grifos
meus).
Ainda que assim não fosse, considero que agiu bem a Corte Superior
pois também não identifico, no caso sob exame, prejuízo apto a ensejar a
decretação da nulidade processual.
A impetrante, para fundamentar a existência de prejuízo sofrido pelo
paciente, argumenta que os defensores nomeados pelos juízos
deprecados não tiveram acesso a todo o conteúdo dos autos principais, e
a requisição e apresentação do paciente poderiam ter possibilitado
maiores informações, com a apresentação de uma defesa mais completa.
Sobre esses aspectos, transcrevo o seguinte trecho do acórdão ora
questionado, que entendo ser suficiente para afastar a tese defensiva:
“(...)
No que diz respeito à alegada nulidade do processo em
decorrência da realização das audiências de oitiva de testemunhas da
acusação sem a presença física do paciente, impende proceder-se a
cotejo do contexto processual penal referente à ação penal que foi
contra ele deflagrada.
(…)
Sobre o tema, consolidou-se nesta Corte Superior de Justiça o
entendimento no sentido de que a ausência física do denunciado em
audiência de oitiva de testemunhas, na qual compareceu o seu
defensor, somente é causa de nulidade processual se restar
comprovadamente demonstrado o prejuízo oriundo da sua não
requisição ao ato, ou seja, cuida-se de nulidade relativa.
5
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HC 111.522 / SP
Seguindo esse entendimento, transcrevo a ementa do HC 82.899/SP,
Rel. Min. Cezar Peluso:
“AÇÃO PENAL. Processo. (...). Ausência de prejuízo ao réu.
nulidade inexistente. HC denegado. Precedentes. Não há, no
processo penal, nulidade ainda que absoluta, quando do vício
alegado não haja decorrido prejuízo algum ao réu” (grifos
meus).
Ainda que assim não fosse, considero que agiu bem a Corte Superior
pois também não identifico, no caso sob exame, prejuízo apto a ensejar a
decretação da nulidade processual.
A impetrante, para fundamentar a existência de prejuízo sofrido pelo
paciente, argumenta que os defensores nomeados pelos juízos
deprecados não tiveram acesso a todo o conteúdo dos autos principais, e
a requisição e apresentação do paciente poderiam ter possibilitado
maiores informações, com a apresentação de uma defesa mais completa.
Sobre esses aspectos, transcrevo o seguinte trecho do acórdão ora
questionado, que entendo ser suficiente para afastar a tese defensiva:
“(...)
No que diz respeito à alegada nulidade do processo em
decorrência da realização das audiências de oitiva de testemunhas da
acusação sem a presença física do paciente, impende proceder-se a
cotejo do contexto processual penal referente à ação penal que foi
contra ele deflagrada.
(…)
Sobre o tema, consolidou-se nesta Corte Superior de Justiça o
entendimento no sentido de que a ausência física do denunciado em
audiência de oitiva de testemunhas, na qual compareceu o seu
defensor, somente é causa de nulidade processual se restar
comprovadamente demonstrado o prejuízo oriundo da sua não
requisição ao ato, ou seja, cuida-se de nulidade relativa.
5
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
(...)
A respeito do tema, aliás, GUILHERME DE SOUZA NUCCI,
após tecer diversas considerações quanto às hipóteses em que
efetivamente a presença do acusado na audiência de inquirição de
testemunhas é imprescindível, ressalta que a 'ausência do réu na
audiência do juízo deprecado, pois, para nós, pode constituir-se
nulidade relativa, que depende da demonstração efetiva do prejuízo'
(Código de processo penal comentado. 6ª ed. São Paulo: RT, 2007, p.
471).
E da documentação que instrui a inicial, constata-se que
os advogados dos acusados foram devidamente intimados da
realização da audiência de oitiva de testemunha (e-STJ fls. 151
e 152) e que não obstante o paciente não estivesse presente na
realização do ato, o defensor nomeado Aníbal Alexandre de
Carvalho compareceu à oitiva da testemunha, preservando,
assim, os interesses daquele (e-STJ fls.153).
Sobre o assunto, o Juízo Singular afastou a eiva articulada na
impetração sob os seguintes fundamentos:
'Com relação a ausência do réu em audiência, tal
hipótese não redunda em nulidade senão comprovado o
prejuízo, 'pas de nullité sans grief', já que não
comprovado o prejuízo ao pleno exercício do
contraditório e da ampla defesa, nos termos do art. 563 do
Código de Processo Penal, ressaltando-se que em todos os
atos que esteve ausente, esteve devidamente representado
por patrono na defesa dos seus interesses' (e-STJ fls. 486).
Nesse sentido, vale mencionar, ainda, excerto do aresto proferido
pelo Tribunal a quo que, ao se pronunciar sobre a nulidade em
análise, asseverou:
'Pelo que respeita à ausência do paciente à audiência em
que foram inquiridas testemunhas, não induz nulidade ao
processo. Isto porque a sistemática do Código de Processo Penal
adotou o princípio de que, sem prova plena do prejuízo, não se
anula ato processual.
[...].
À Defesa - conforme o preceito do art. 156 do mencionado
6
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HC 111.522 / SP
(...)
A respeito do tema, aliás, GUILHERME DE SOUZA NUCCI,
após tecer diversas considerações quanto às hipóteses em que
efetivamente a presença do acusado na audiência de inquirição de
testemunhas é imprescindível, ressalta que a 'ausência do réu na
audiência do juízo deprecado, pois, para nós, pode constituir-se
nulidade relativa, que depende da demonstração efetiva do prejuízo'
(Código de processo penal comentado. 6ª ed. São Paulo: RT, 2007, p.
471).
E da documentação que instrui a inicial, constata-se que
os advogados dos acusados foram devidamente intimados da
realização da audiência de oitiva de testemunha (e-STJ fls. 151
e 152) e que não obstante o paciente não estivesse presente na
realização do ato, o defensor nomeado Aníbal Alexandre de
Carvalho compareceu à oitiva da testemunha, preservando,
assim, os interesses daquele (e-STJ fls.153).
Sobre o assunto, o Juízo Singular afastou a eiva articulada na
impetração sob os seguintes fundamentos:
'Com relação a ausência do réu em audiência, tal
hipótese não redunda em nulidade senão comprovado o
prejuízo, 'pas de nullité sans grief', já que não
comprovado o prejuízo ao pleno exercício do
contraditório e da ampla defesa, nos termos do art. 563 do
Código de Processo Penal, ressaltando-se que em todos os
atos que esteve ausente, esteve devidamente representado
por patrono na defesa dos seus interesses' (e-STJ fls. 486).
Nesse sentido, vale mencionar, ainda, excerto do aresto proferido
pelo Tribunal a quo que, ao se pronunciar sobre a nulidade em
análise, asseverou:
'Pelo que respeita à ausência do paciente à audiência em
que foram inquiridas testemunhas, não induz nulidade ao
processo. Isto porque a sistemática do Código de Processo Penal
adotou o princípio de que, sem prova plena do prejuízo, não se
anula ato processual.
[...].
À Defesa - conforme o preceito do art. 156 do mencionado
6
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
diploma - competia provar cabalmente que da ausência do réu à
audiência lhe adviera dano que justificasse a decretação da
nulidade do feito' (e-STJ fls. 68 e 69).
Por fim, verifica-se que o impetrante cingiu-se a ventilar que o
feito é nulo e que houve o cerceamento de defesa, sem apontar,
objetivamente, quais foram os prejuízos suportados pelo paciente.
Assim, não logrou a defesa demonstrar a ocorrência efetiva de prejuízo
em decorrência do não comparecimento do paciente ao ato, olvidando-
se do brocado pas de nullité sans grief positivado na letra do art.
563 do Código de Processo Penal, ou seja, em matéria penal nenhuma
nulidade será declarada se não demonstrado prejuízo e, consoante
exposto, não se constata o cerceamento aventado, a ponto de invalidar-
se a instrução criminal.
(…)
Portanto, tratando-se de eiva relativa, não restando comprovada
a ocorrência de prejuízo ante a ausência da requisição do paciente para
comparecer à audiência de oitiva de testemunhas, impossível anular-se
o processo como almejado” (grifos meus).
Com efeito, tenho que não assiste razão à impetrante, pois não
houve a demonstração de que a presença do réu na audiência de oitiva
das testemunhas acarretaria um resultado diverso do que o ocorrido.
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que,
ao se manifestar pela denegação da ordem, fez as seguintes observações:
“(...)
Com efeito, referidas decisões não merecem reparos, pois a falta
de requisição do réu preso para a colheita de depoimento de
testemunha por meio de carta precatória não caracteriza
constrangimento ilegal, especialmente '(...) quando os advogados dos
acusados foram devidamente intimados da realização da audiência de
oitiva de testemunha (e-STJ fls. 151 e 152) e que não obstante o
paciente não estivesse presente na realização do ato, o defensor
nomeado Aníbal Alexandre de Carvalho compareceu à oitiva da
testemunha, preservando, assim, os interesses daquele (e-STJ fls.153)'.
7
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HC 111.522 / SP
diploma - competia provar cabalmente que da ausência do réu à
audiência lhe adviera dano que justificasse a decretação da
nulidade do feito' (e-STJ fls. 68 e 69).
Por fim, verifica-se que o impetrante cingiu-se a ventilar que o
feito é nulo e que houve o cerceamento de defesa, sem apontar,
objetivamente, quais foram os prejuízos suportados pelo paciente.
Assim, não logrou a defesa demonstrar a ocorrência efetiva de prejuízo
em decorrência do não comparecimento do paciente ao ato, olvidando-
se do brocado pas de nullité sans grief positivado na letra do art.
563 do Código de Processo Penal, ou seja, em matéria penal nenhuma
nulidade será declarada se não demonstrado prejuízo e, consoante
exposto, não se constata o cerceamento aventado, a ponto de invalidar-
se a instrução criminal.
(…)
Portanto, tratando-se de eiva relativa, não restando comprovada
a ocorrência de prejuízo ante a ausência da requisição do paciente para
comparecer à audiência de oitiva de testemunhas, impossível anular-se
o processo como almejado” (grifos meus).
Com efeito, tenho que não assiste razão à impetrante, pois não
houve a demonstração de que a presença do réu na audiência de oitiva
das testemunhas acarretaria um resultado diverso do que o ocorrido.
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que,
ao se manifestar pela denegação da ordem, fez as seguintes observações:
“(...)
Com efeito, referidas decisões não merecem reparos, pois a falta
de requisição do réu preso para a colheita de depoimento de
testemunha por meio de carta precatória não caracteriza
constrangimento ilegal, especialmente '(...) quando os advogados dos
acusados foram devidamente intimados da realização da audiência de
oitiva de testemunha (e-STJ fls. 151 e 152) e que não obstante o
paciente não estivesse presente na realização do ato, o defensor
nomeado Aníbal Alexandre de Carvalho compareceu à oitiva da
testemunha, preservando, assim, os interesses daquele (e-STJ fls.153)'.
7
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
(…)
Não fosse por isso, tal fato constitui nulidade relativa, que deve
ser arguida no prazo do art. 571, II, do Código de Processo Penal,
reclamando ainda a demonstração de efetivo prejuízo, não evidenciado
na presente hipótese.
(…)
A propósito, insta destacarmos que o fato de o Juízo de primeiro
grau haver tomado como fundamento para a prolação do édito
condenatório informes colhidos em audiência sem a presença do réu
não configura o prejuízo necessário a deflagrar a nulidade do ato. Em
verdade, deveria a Defesa haver perscrutado (possíveis)
elementos/argumentos favoráveis ao apenado ou dos quais não podia
ter-se utilizado a Acusação durante as audiências, o que, aí, sim,
demonstraria o efetivo prejuízo.
Por fim, atender o desiderato defensivo implica revolvimento do
acervo fático-probatório, medida desaconselhável em sede de habeas
corpus, sobretudo quando pesam em desfavor do paciente sentença
penal condenatória e acórdão confirmatório”.
Ante esse quadro, conheço parcialmente da impetração e, na parte
conhecida, denego a ordem.
8
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HC 111.522 / SP
(…)
Não fosse por isso, tal fato constitui nulidade relativa, que deve
ser arguida no prazo do art. 571, II, do Código de Processo Penal,
reclamando ainda a demonstração de efetivo prejuízo, não evidenciado
na presente hipótese.
(…)
A propósito, insta destacarmos que o fato de o Juízo de primeiro
grau haver tomado como fundamento para a prolação do édito
condenatório informes colhidos em audiência sem a presença do réu
não configura o prejuízo necessário a deflagrar a nulidade do ato. Em
verdade, deveria a Defesa haver perscrutado (possíveis)
elementos/argumentos favoráveis ao apenado ou dos quais não podia
ter-se utilizado a Acusação durante as audiências, o que, aí, sim,
demonstraria o efetivo prejuízo.
Por fim, atender o desiderato defensivo implica revolvimento do
acervo fático-probatório, medida desaconselhável em sede de habeas
corpus, sobretudo quando pesam em desfavor do paciente sentença
penal condenatória e acórdão confirmatório”.
Ante esse quadro, conheço parcialmente da impetração e, na parte
conhecida, denego a ordem.
8
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.522
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do
pedido e, nessa parte, denegou a ordem, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.522
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do
pedido e, nessa parte, denegou a ordem, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2187826
| 2012-05-29T00:00:00
| 2012-06-19T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do pedido e, nessa parte, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 29.05.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO TRIPLAMENTE QUALIFICADO. EXCESSO DE PRAZO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. AUSÊNCIA EM AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. PREJUÍZO. DEMONSTRAÇÃO. INOCORRÊNCIA. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E DENEGADO.
I – O fundamento relativo ao excesso de prazo não pode ser conhecido, pois não foi objeto de exame pelo Superior Tribunal de Justiça, e o seu conhecimento por esta Corte levaria a indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da Constituição Federal.
II – Este Tribunal firmou entendimento no sentido de que a ausência de réu preso em audiência de oitiva de testemunha não implica a nulidade do processo, havendo o Plenário do Tribunal, ao apreciar a Questão de Ordem no RE 602.543/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, reafirmado tal entendimento.
III – Orientação firmada por esta Corte no sentido de que não se declara a nulidade de ato processual caso a alegação não venha acompanhada da prova do efetivo prejuízo sofrido pelo réu. Precedentes.
IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegado.
|
sjur210816
|
- Acórdãos citados: HC 66875, HC 67755, HC 69203, HC 70313, HC 75030,
RHC 81322, HC 82899, HC 83409, HC 85155, RE 602543 QO-RG -
Tribunal Pleno.
- Veja HC 149642 do STJ.
Número de páginas: 14.
Análise: 04/07/2012, MMR.
Revisão: 11/07/2012, KBP.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
111522
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
HC
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acordaos
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HC 111522
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[
""
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PACTE.(S) : MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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[
""
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Ementa e Acórdão
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.522 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S)
:ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO
TRIPLAMENTE QUALIFICADO. EXCESSO DE PRAZO. SUPRESSÃO
DE INSTÂNCIA. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO.
AUSÊNCIA EM AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS.
NULIDADE. INEXISTÊNCIA. PREJUÍZO. DEMONSTRAÇÃO.
INOCORRÊNCIA.
WRIT
PARCIALMENTE CONHECIDO E
DENEGADO.
I – O fundamento relativo ao excesso de prazo não pode ser
conhecido, pois não foi objeto de exame pelo Superior Tribunal de Justiça,
e o seu conhecimento por esta Corte levaria a indevida supressão de
instância e extravasamento dos limites de competência descritos no art.
102 da Constituição Federal.
II – Este Tribunal firmou entendimento no sentido de que a ausência
de réu preso em audiência de oitiva de testemunha não implica a
nulidade do processo, havendo o Plenário do Tribunal, ao apreciar a
Questão de Ordem no Recurso Extraordinário 602.543/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, reafirmado
tal entendimento.
III – Orientação firmada por esta Corte no sentido de que não se
declara a nulidade de ato processual caso a alegação não venha
acompanhada da prova do efetivo prejuízo sofrido pelo réu. Precedentes.
IV – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão,
denegado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
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DJe 19/06/2012
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Ementa e Acórdão
HC 111.522 / SP
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer
parcialmente do pedido e, nessa parte, denegar a ordem, nos termos do
voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 29 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
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HC 111.522 / SP
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer
parcialmente do pedido e, nessa parte, denegar a ordem, nos termos do
voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 29 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
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Relatório
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.522 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S)
:ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Ana Lúcia
Carlos Pereira, em favor de MICK MANOEL XAMBRE, contra acórdão
da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem
no HC 149.642/SP, Rel. Min. Jorge Mussi.
Consta dos autos que o paciente foi condenado, com outras três
pessoas, à pena de 11 anos, 10 meses e 24 dias de reclusão, em regime
inicial fechado, pela prática do crime de roubo triplamente qualificado,
por duas vezes, em continuidade delitiva (art. 157, § 2..., I, II e V,
combinado com os arts. 71 e 29 do Código Penal Brasileiro), em processo que tramitou na 1...
Vara Judicial da Comarca de Miracatu/SP.
A impetrante narra, em seguida, que, depois de nomeado defensor
dativo para o paciente (preso), foram expedidas cartas precatórias para a
oitiva das vítimas, na comarca de São Lourenço D'Oeste/SC, e das
testemunhas de acusação, nas comarcas de Foz do Iguaçu/PR e
Registro/SP, sem que o paciente tivesse sido requisitado e apresentado em
juízo para acompanhar os referidos atos processuais.
Relata, ainda, que a defesa manejou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo e, posteriormente, outro writ no Superior
Tribunal de Justiça, mas a ordem foi denegada nas duas impetrações.
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.522 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S)
:ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Ana Lúcia
Carlos Pereira, em favor de MICK MANOEL XAMBRE, contra acórdão
da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem
no HC 149.642/SP, Rel. Min. Jorge Mussi.
Consta dos autos que o paciente foi condenado, com outras três
pessoas, à pena de 11 anos, 10 meses e 24 dias de reclusão, em regime
inicial fechado, pela prática do crime de roubo triplamente qualificado,
por duas vezes, em continuidade delitiva (art. 157, § 2..., I, II e V,
combinado com os arts. 71 e 29 do Código Penal Brasileiro), em processo que tramitou na 1...
Vara Judicial da Comarca de Miracatu/SP.
A impetrante narra, em seguida, que, depois de nomeado defensor
dativo para o paciente (preso), foram expedidas cartas precatórias para a
oitiva das vítimas, na comarca de São Lourenço D'Oeste/SC, e das
testemunhas de acusação, nas comarcas de Foz do Iguaçu/PR e
Registro/SP, sem que o paciente tivesse sido requisitado e apresentado em
juízo para acompanhar os referidos atos processuais.
Relata, ainda, que a defesa manejou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo e, posteriormente, outro writ no Superior
Tribunal de Justiça, mas a ordem foi denegada nas duas impetrações.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14
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Relatório
HC 111.522 / SP
Informa, em acréscimo, que o paciente aguarda o julgamento da
apelação interposta no TJ/SP.
É contra o acórdão da Corte Superior que se insurge a impetrante.
Sustenta, inicialmente, a nulidade da ação penal, ante “o evidente
desrespeito ao direito à autodefesa e do direito de presença do Paciente às
audiências ocorridas”.
Diz que o constrangimento ilegal deu-se, principalmente, por se
tratar de prova acusatória utilizada pelo Ministério Público nas alegações
finais e pelo magistrado de primeiro grau na sentença condenatória.
Ressalta, outrossim, que os defensores nomeados pelos juízos
deprecados não tiveram acesso a todo o conteúdo dos autos principais,
mas apenas a algumas peças processuais, sendo certo que a requisição e
apresentação do paciente poderiam ter possibilitado maiores informações
e, por conseguinte, a apresentação de uma defesa mais completa.
Argumenta, em seguida, que, tendo em vista o tempo de segregação
do paciente (28/12/2005), é imperiosa a revogação da prisão cautelar para
que ele possa aguardar em liberdade o trânsito em julgado da
condenação.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do andamento da ação
penal, atualmente na fase de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, a suspensão cautelar dos efeitos do mandado de prisão até o
julgamento deste writ e o apensamento desta ação ao HC 104.251/SP, Rel.
Min. Celso de Mello.
No mérito, pede a anulação da ação penal desde o início da
instrução criminal, com o desentranhamento de todos os documentos que
se seguiram ao interrogatório dos acusados.
2
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HC 111.522 / SP
Informa, em acréscimo, que o paciente aguarda o julgamento da
apelação interposta no TJ/SP.
É contra o acórdão da Corte Superior que se insurge a impetrante.
Sustenta, inicialmente, a nulidade da ação penal, ante “o evidente
desrespeito ao direito à autodefesa e do direito de presença do Paciente às
audiências ocorridas”.
Diz que o constrangimento ilegal deu-se, principalmente, por se
tratar de prova acusatória utilizada pelo Ministério Público nas alegações
finais e pelo magistrado de primeiro grau na sentença condenatória.
Ressalta, outrossim, que os defensores nomeados pelos juízos
deprecados não tiveram acesso a todo o conteúdo dos autos principais,
mas apenas a algumas peças processuais, sendo certo que a requisição e
apresentação do paciente poderiam ter possibilitado maiores informações
e, por conseguinte, a apresentação de uma defesa mais completa.
Argumenta, em seguida, que, tendo em vista o tempo de segregação
do paciente (28/12/2005), é imperiosa a revogação da prisão cautelar para
que ele possa aguardar em liberdade o trânsito em julgado da
condenação.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do andamento da ação
penal, atualmente na fase de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, a suspensão cautelar dos efeitos do mandado de prisão até o
julgamento deste writ e o apensamento desta ação ao HC 104.251/SP, Rel.
Min. Celso de Mello.
No mérito, pede a anulação da ação penal desde o início da
instrução criminal, com o desentranhamento de todos os documentos que
se seguiram ao interrogatório dos acusados.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14
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Relatório
HC 111.522 / SP
Em 15/12/2011, afastei a prevenção suscitada pela impetrante, uma
vez que a decisão que julgou prejudicado o HC 104.251/SP não gera a
prevenção para os demais processos a ele relativos, nos termos do § 2... do
art. 69 do Regimento Interno desta Corte. Em seguida, indeferi o pedido
de liminar, solicitei informações ao Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo e determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da
República.
As informações foram prestadas por meio do Ofício 1.499/12-GAP
1.1/HC, de 13/2/2012, recebido nesta Corte em 24/2/2012.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pelo
conhecimento parcial da impetração e, na parte conhecida, pela
denegação da ordem.
É o relatório.
3
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HC 111.522 / SP
Em 15/12/2011, afastei a prevenção suscitada pela impetrante, uma
vez que a decisão que julgou prejudicado o HC 104.251/SP não gera a
prevenção para os demais processos a ele relativos, nos termos do § 2... do
art. 69 do Regimento Interno desta Corte. Em seguida, indeferi o pedido
de liminar, solicitei informações ao Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo e determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da
República.
As informações foram prestadas por meio do Ofício 1.499/12-GAP
1.1/HC, de 13/2/2012, recebido nesta Corte em 24/2/2012.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pelo
conhecimento parcial da impetração e, na parte conhecida, pela
denegação da ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.522 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de parcial conhecimento da
impetração e, na parte conhecida, de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO.
CRIME PRATICADO EM RODOVIA FEDERAL. INTERESSE
DA UNIÃO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. NÃO
CARACTERIZAÇÃO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO
EVIDENCIADO.
1. Consolidou-se na doutrina e jurisprudência pátrias o
entendimento no sentido de que a fixação da competência da Justiça
Federal, nos termos do artigo 109, inciso IV, da Carta Magna,
somente se justifica quando haja efetivo prejuízo para os entes ali
referidos ou violação direta aos seus interesses. Precedentes.
2. Constatado que os ilícitos atribuídos ao paciente foram
praticados em detrimento de bens pertencentes à pessoas físicas e
jurídicas de direito privado, correta a fixação da competência residual
da justiça estadual, independentemente do local onde ocorreram os
fatos.
NULIDADE. OITIVA DE TESTEMUNHAS. CARTA
PRECATÓRIA. PACIENTE PRESO. AUSÊNCIA DE
REQUISIÇÃO PARA COMPARECER EM AUDIÊNCIA. AMPLA
DEFESA E CONTRADITÓRIO RESPEITADOS. EIVA RELATIVA.
PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. CONSTRANGIMENTO
ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Não obstante o réu tenha direito à presença física na
audiência de oitiva de testemunhas, mesmo que por carta precatória,
bem como, estando preso, de ser requisitado, é inviável acolher-se
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.522 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de parcial conhecimento da
impetração e, na parte conhecida, de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO.
CRIME PRATICADO EM RODOVIA FEDERAL. INTERESSE
DA UNIÃO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. NÃO
CARACTERIZAÇÃO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO
EVIDENCIADO.
1. Consolidou-se na doutrina e jurisprudência pátrias o
entendimento no sentido de que a fixação da competência da Justiça
Federal, nos termos do artigo 109, inciso IV, da Carta Magna,
somente se justifica quando haja efetivo prejuízo para os entes ali
referidos ou violação direta aos seus interesses. Precedentes.
2. Constatado que os ilícitos atribuídos ao paciente foram
praticados em detrimento de bens pertencentes à pessoas físicas e
jurídicas de direito privado, correta a fixação da competência residual
da justiça estadual, independentemente do local onde ocorreram os
fatos.
NULIDADE. OITIVA DE TESTEMUNHAS. CARTA
PRECATÓRIA. PACIENTE PRESO. AUSÊNCIA DE
REQUISIÇÃO PARA COMPARECER EM AUDIÊNCIA. AMPLA
DEFESA E CONTRADITÓRIO RESPEITADOS. EIVA RELATIVA.
PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. CONSTRANGIMENTO
ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Não obstante o réu tenha direito à presença física na
audiência de oitiva de testemunhas, mesmo que por carta precatória,
bem como, estando preso, de ser requisitado, é inviável acolher-se
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
nulidade do ato procedido na sua ausência se a defesa não logrou
demonstrar que, como realizado, acarretou-lhe prejuízo e evidente
constrangimento ilegal, nos termos do art. 563 do CPP, pois aludido
procedimento, por si só, não ofende os princípios do contraditório e da
ampla defesa.
2. Ordem denegada”.
Conforme relatado, a impetrante pretende o reconhecimento de
nulidade da ação penal, pelo fato de o paciente não ter sido requisitado e
apresentado para participar das audiências de oitivas das vítimas e das
testemunhas de acusação, realizadas em comarcas distintas de onde ele se
encontrava recluso. Alega, ainda, o excesso de prazo da prisão cautelar.
Preliminarmente, entendo que o fundamento relativo ao excesso de
prazo não pode ser conhecido, pois não foi objeto de exame pelo Superior
Tribunal de Justiça, e o seu conhecimento por esta Corte levaria a
indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de
competência descritos no art. 102 da Constituição Federal.
De qualquer modo, em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, verifiquei que a condenação transitou em
julgado para a defesa em 2/3/2012 e para o Ministério Público estadual em
20/3/2012. Com isso, não há mais falar em excesso de prazo da prisão
cautelar, pois, agora, a condenação tornou-se definitiva.
Quanto à alegada nulidade da ação penal, melhor sorte não assiste à
impetrante. É que a questão discutida nestes autos já foi objeto de análise
por esta Corte em diversas oportunidades, tendo o Tribunal firmado o
entendimento de que a ausência de requisição de réu preso para oitiva de
testemunhas realizadas em outra Comarca constitui nulidade relativa.
Nesse sentido, destaco os seguintes julgados de ambas as Turmas:
“Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Oitiva de
2
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HC 111.522 / SP
nulidade do ato procedido na sua ausência se a defesa não logrou
demonstrar que, como realizado, acarretou-lhe prejuízo e evidente
constrangimento ilegal, nos termos do art. 563 do CPP, pois aludido
procedimento, por si só, não ofende os princípios do contraditório e da
ampla defesa.
2. Ordem denegada”.
Conforme relatado, a impetrante pretende o reconhecimento de
nulidade da ação penal, pelo fato de o paciente não ter sido requisitado e
apresentado para participar das audiências de oitivas das vítimas e das
testemunhas de acusação, realizadas em comarcas distintas de onde ele se
encontrava recluso. Alega, ainda, o excesso de prazo da prisão cautelar.
Preliminarmente, entendo que o fundamento relativo ao excesso de
prazo não pode ser conhecido, pois não foi objeto de exame pelo Superior
Tribunal de Justiça, e o seu conhecimento por esta Corte levaria a
indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de
competência descritos no art. 102 da Constituição Federal.
De qualquer modo, em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, verifiquei que a condenação transitou em
julgado para a defesa em 2/3/2012 e para o Ministério Público estadual em
20/3/2012. Com isso, não há mais falar em excesso de prazo da prisão
cautelar, pois, agora, a condenação tornou-se definitiva.
Quanto à alegada nulidade da ação penal, melhor sorte não assiste à
impetrante. É que a questão discutida nestes autos já foi objeto de análise
por esta Corte em diversas oportunidades, tendo o Tribunal firmado o
entendimento de que a ausência de requisição de réu preso para oitiva de
testemunhas realizadas em outra Comarca constitui nulidade relativa.
Nesse sentido, destaco os seguintes julgados de ambas as Turmas:
“Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Oitiva de
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
testemunhas por precatória. 3. Prescindibilidade da requisição do
réu preso, sendo bastante a intimação do defensor da expedição
da carta precatória. 4. Desnecessidade de intimação do advogado da
data da inquirição da testemunha. 5. Precedentes. 6. Recurso
desprovido” (RHC 81.322/SP, Relator para o acórdão o Min.
Gilmar Mendes – grifos meus).
“HABEAS CORPUS. ART. 12 DA LEI 6368/76. FALTA DE
ALEGAÇÕES PRELIMINARES. NOMEAÇÃO AD HOC NA
AUDIÊNCIA
DE
INSTRUÇÃO.
DEPENDÊNCIA
TOXICOLÓGICA. O Tribunal assentou o entendimento de que as
alegações prévias não constituem peça essencial na instrução penal.
Não é obrigatória a presença do réu na audiência de instrução,
o que pode apenas configurar nulidade relativa que depende de
arguição em tempo oportuno com a demonstração do dano
efetivamente sofrido (arts. 500 e 571, inciso II, do CPP). Não é
exigido do juiz a indagação acerca de eventual dependência
toxicológica do réu se a defesa, em nenhum momento da instrução,
levantou essa questão ou se não há qualquer indício nas provas
coletadas de que, de fato, exista essa dependência. Precedentes. Ordem
denegada” (HC 83.409/SP, Rel. Min. Nelson Jobim – grifos meus).
“Habeas corpus. - A jurisprudência desta Corte já se
firmou no sentido de que é prescindível a requisição do réu
preso para acompanhar inquirição de testemunha em juízo
deprecado, bastando que o defensor, como no caso o foi, tenha
sido intimado da expedição da carta precatória, bem como de
que não há necessidade de intimação do advogado do réu da data da
inquirição de testemunha em outra comarca, se foi ele intimado da
expedição da precatória. - De outra parte, o ora paciente foi
satisfatoriamente defendido pelo seu advogado constituído. - A
sentença e o acórdão estão suficientemente fundamentados. - Inexiste
ofensa ao artigo 384 do Código de Processo Penal, porquanto, embora
a denúncia não tenha aludido expressamente ao artigo 70 do Código
Penal, as circunstâncias que caracterizam o concurso formal estão
narradas nela, podendo o Juiz, com base no artigo 383 do C.P.P.,
3
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HC 111.522 / SP
testemunhas por precatória. 3. Prescindibilidade da requisição do
réu preso, sendo bastante a intimação do defensor da expedição
da carta precatória. 4. Desnecessidade de intimação do advogado da
data da inquirição da testemunha. 5. Precedentes. 6. Recurso
desprovido” (RHC 81.322/SP, Relator para o acórdão o Min.
Gilmar Mendes – grifos meus).
“HABEAS CORPUS. ART. 12 DA LEI 6368/76. FALTA DE
ALEGAÇÕES PRELIMINARES. NOMEAÇÃO AD HOC NA
AUDIÊNCIA
DE
INSTRUÇÃO.
DEPENDÊNCIA
TOXICOLÓGICA. O Tribunal assentou o entendimento de que as
alegações prévias não constituem peça essencial na instrução penal.
Não é obrigatória a presença do réu na audiência de instrução,
o que pode apenas configurar nulidade relativa que depende de
arguição em tempo oportuno com a demonstração do dano
efetivamente sofrido (arts. 500 e 571, inciso II, do CPP). Não é
exigido do juiz a indagação acerca de eventual dependência
toxicológica do réu se a defesa, em nenhum momento da instrução,
levantou essa questão ou se não há qualquer indício nas provas
coletadas de que, de fato, exista essa dependência. Precedentes. Ordem
denegada” (HC 83.409/SP, Rel. Min. Nelson Jobim – grifos meus).
“Habeas corpus. - A jurisprudência desta Corte já se
firmou no sentido de que é prescindível a requisição do réu
preso para acompanhar inquirição de testemunha em juízo
deprecado, bastando que o defensor, como no caso o foi, tenha
sido intimado da expedição da carta precatória, bem como de
que não há necessidade de intimação do advogado do réu da data da
inquirição de testemunha em outra comarca, se foi ele intimado da
expedição da precatória. - De outra parte, o ora paciente foi
satisfatoriamente defendido pelo seu advogado constituído. - A
sentença e o acórdão estão suficientemente fundamentados. - Inexiste
ofensa ao artigo 384 do Código de Processo Penal, porquanto, embora
a denúncia não tenha aludido expressamente ao artigo 70 do Código
Penal, as circunstâncias que caracterizam o concurso formal estão
narradas nela, podendo o Juiz, com base no artigo 383 do C.P.P.,
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
reconhecer esse concurso na sentença. - Correta a fixação da pena. -
As alegações que implicam o reexame da matéria de fato controvertida
não podem ser examinadas na via estreita do habeas corpus .
Habeas corpus indeferido” (HC 75.030/SP, Rel. Min. Moreira
Alves – grifos meus).
No mesmo sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes: HC
66.875/SP, Rel. Min. Sydney Sanches; HC 67.755/SP, Rel. Min. Celso de
Mello; HC 70.313/SP, Rel. Min. Néri da Silveira; HC 69.203/SP, Rel. Min.
Moreira Alves.
Ressalto, ainda, que, no julgamento da Questão de Ordem no Recurso Extraordinário
602.543/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, o Plenário da Corte ratificou tal
entendimento, ou seja, de que não constitui nulidade a audiência de
oitiva de testemunha realizada por carta precatória sem a presença do
réu, em acórdão que foi assim ementado:
“AÇÃO PENAL. Prova. Oitiva de testemunha. Carta
precatória. Réu preso. Requisição não solicitada. Ausência de
nulidade. Jurisprudência reafirmada. Repercussão geral reconhecida.
Recurso extraordinário improvido. Aplicação do art. 543-B, § 3..., do
Código de Processo Civil. Não é nula a audiência de oitiva de testemunha realizada
por carta precatória sem a presença do réu, se este,
devidamente intimado da expedição, não requer o
comparecimento” (grifos meus).
Além disso, o entendimento desta Corte é o de que para o
reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se
necessária a demonstração do prejuízo. Nesse sentido, o Tribunal tem
reafirmado que a demonstração de prejuízo, “a teor do art. 563 do CPP, é
essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que (…) ‘o
âmbito normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades – pas de
nullité sans grief – compreende as nulidades absolutas’” (HC 85.155/SP, Rel.
Min. Ellen Gracie).
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HC 111.522 / SP
reconhecer esse concurso na sentença. - Correta a fixação da pena. -
As alegações que implicam o reexame da matéria de fato controvertida
não podem ser examinadas na via estreita do habeas corpus .
Habeas corpus indeferido” (HC 75.030/SP, Rel. Min. Moreira
Alves – grifos meus).
No mesmo sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes: HC
66.875/SP, Rel. Min. Sydney Sanches; HC 67.755/SP, Rel. Min. Celso de
Mello; HC 70.313/SP, Rel. Min. Néri da Silveira; HC 69.203/SP, Rel. Min.
Moreira Alves.
Ressalto, ainda, que, no julgamento da Questão de Ordem no Recurso Extraordinário
602.543/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, o Plenário da Corte ratificou tal
entendimento, ou seja, de que não constitui nulidade a audiência de
oitiva de testemunha realizada por carta precatória sem a presença do
réu, em acórdão que foi assim ementado:
“AÇÃO PENAL. Prova. Oitiva de testemunha. Carta
precatória. Réu preso. Requisição não solicitada. Ausência de
nulidade. Jurisprudência reafirmada. Repercussão geral reconhecida.
Recurso extraordinário improvido. Aplicação do art. 543-B, § 3..., do
Código de Processo Civil. Não é nula a audiência de oitiva de testemunha realizada
por carta precatória sem a presença do réu, se este,
devidamente intimado da expedição, não requer o
comparecimento” (grifos meus).
Além disso, o entendimento desta Corte é o de que para o
reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se
necessária a demonstração do prejuízo. Nesse sentido, o Tribunal tem
reafirmado que a demonstração de prejuízo, “a teor do art. 563 do CPP, é
essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que (…) ‘o
âmbito normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades – pas de
nullité sans grief – compreende as nulidades absolutas’” (HC 85.155/SP, Rel.
Min. Ellen Gracie).
4
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
Seguindo esse entendimento, transcrevo a ementa do HC 82.899/SP,
Rel. Min. Cezar Peluso:
“AÇÃO PENAL. Processo. (...). Ausência de prejuízo ao réu.
nulidade inexistente. HC denegado. Precedentes. Não há, no
processo penal, nulidade ainda que absoluta, quando do vício
alegado não haja decorrido prejuízo algum ao réu” (grifos
meus).
Ainda que assim não fosse, considero que agiu bem a Corte Superior
pois também não identifico, no caso sob exame, prejuízo apto a ensejar a
decretação da nulidade processual.
A impetrante, para fundamentar a existência de prejuízo sofrido pelo
paciente, argumenta que os defensores nomeados pelos juízos
deprecados não tiveram acesso a todo o conteúdo dos autos principais, e
a requisição e apresentação do paciente poderiam ter possibilitado
maiores informações, com a apresentação de uma defesa mais completa.
Sobre esses aspectos, transcrevo o seguinte trecho do acórdão ora
questionado, que entendo ser suficiente para afastar a tese defensiva:
“(...)
No que diz respeito à alegada nulidade do processo em
decorrência da realização das audiências de oitiva de testemunhas da
acusação sem a presença física do paciente, impende proceder-se a
cotejo do contexto processual penal referente à ação penal que foi
contra ele deflagrada.
(…)
Sobre o tema, consolidou-se nesta Corte Superior de Justiça o
entendimento no sentido de que a ausência física do denunciado em
audiência de oitiva de testemunhas, na qual compareceu o seu
defensor, somente é causa de nulidade processual se restar
comprovadamente demonstrado o prejuízo oriundo da sua não
requisição ao ato, ou seja, cuida-se de nulidade relativa.
5
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HC 111.522 / SP
Seguindo esse entendimento, transcrevo a ementa do HC 82.899/SP,
Rel. Min. Cezar Peluso:
“AÇÃO PENAL. Processo. (...). Ausência de prejuízo ao réu.
nulidade inexistente. HC denegado. Precedentes. Não há, no
processo penal, nulidade ainda que absoluta, quando do vício
alegado não haja decorrido prejuízo algum ao réu” (grifos
meus).
Ainda que assim não fosse, considero que agiu bem a Corte Superior
pois também não identifico, no caso sob exame, prejuízo apto a ensejar a
decretação da nulidade processual.
A impetrante, para fundamentar a existência de prejuízo sofrido pelo
paciente, argumenta que os defensores nomeados pelos juízos
deprecados não tiveram acesso a todo o conteúdo dos autos principais, e
a requisição e apresentação do paciente poderiam ter possibilitado
maiores informações, com a apresentação de uma defesa mais completa.
Sobre esses aspectos, transcrevo o seguinte trecho do acórdão ora
questionado, que entendo ser suficiente para afastar a tese defensiva:
“(...)
No que diz respeito à alegada nulidade do processo em
decorrência da realização das audiências de oitiva de testemunhas da
acusação sem a presença física do paciente, impende proceder-se a
cotejo do contexto processual penal referente à ação penal que foi
contra ele deflagrada.
(…)
Sobre o tema, consolidou-se nesta Corte Superior de Justiça o
entendimento no sentido de que a ausência física do denunciado em
audiência de oitiva de testemunhas, na qual compareceu o seu
defensor, somente é causa de nulidade processual se restar
comprovadamente demonstrado o prejuízo oriundo da sua não
requisição ao ato, ou seja, cuida-se de nulidade relativa.
5
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
(...)
A respeito do tema, aliás, GUILHERME DE SOUZA NUCCI,
após tecer diversas considerações quanto às hipóteses em que
efetivamente a presença do acusado na audiência de inquirição de
testemunhas é imprescindível, ressalta que a 'ausência do réu na
audiência do juízo deprecado, pois, para nós, pode constituir-se
nulidade relativa, que depende da demonstração efetiva do prejuízo'
(Código de processo penal comentado. 6... ed. São Paulo: RT, 2007, p.
471).
E da documentação que instrui a inicial, constata-se que
os advogados dos acusados foram devidamente intimados da
realização da audiência de oitiva de testemunha (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 151
e 152) e que não obstante o paciente não estivesse presente na
realização do ato, o defensor nomeado Aníbal Alexandre de
Carvalho compareceu à oitiva da testemunha, preservando,
assim, os interesses daquele (e-Superior Tribunal de Justiça fls.153).
Sobre o assunto, o Juízo Singular afastou a eiva articulada na
impetração sob os seguintes fundamentos:
'Com relação a ausência do réu em audiência, tal
hipótese não redunda em nulidade senão comprovado o
prejuízo, 'pas de nullité sans grief', já que não
comprovado o prejuízo ao pleno exercício do
contraditório e da ampla defesa, nos termos do art. 563 do
Código de Processo Penal, ressaltando-se que em todos os
atos que esteve ausente, esteve devidamente representado
por patrono na defesa dos seus interesses' (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 486).
Nesse sentido, vale mencionar, ainda, excerto do aresto proferido
pelo Tribunal a quo que, ao se pronunciar sobre a nulidade em
análise, asseverou:
'Pelo que respeita à ausência do paciente à audiência em
que foram inquiridas testemunhas, não induz nulidade ao
processo. Isto porque a sistemática do Código de Processo Penal
adotou o princípio de que, sem prova plena do prejuízo, não se
anula ato processual.
[...].
À Defesa - conforme o preceito do art. 156 do mencionado
6
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HC 111.522 / SP
(...)
A respeito do tema, aliás, GUILHERME DE SOUZA NUCCI,
após tecer diversas considerações quanto às hipóteses em que
efetivamente a presença do acusado na audiência de inquirição de
testemunhas é imprescindível, ressalta que a 'ausência do réu na
audiência do juízo deprecado, pois, para nós, pode constituir-se
nulidade relativa, que depende da demonstração efetiva do prejuízo'
(Código de processo penal comentado. 6... ed. São Paulo: RT, 2007, p.
471).
E da documentação que instrui a inicial, constata-se que
os advogados dos acusados foram devidamente intimados da
realização da audiência de oitiva de testemunha (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 151
e 152) e que não obstante o paciente não estivesse presente na
realização do ato, o defensor nomeado Aníbal Alexandre de
Carvalho compareceu à oitiva da testemunha, preservando,
assim, os interesses daquele (e-Superior Tribunal de Justiça fls.153).
Sobre o assunto, o Juízo Singular afastou a eiva articulada na
impetração sob os seguintes fundamentos:
'Com relação a ausência do réu em audiência, tal
hipótese não redunda em nulidade senão comprovado o
prejuízo, 'pas de nullité sans grief', já que não
comprovado o prejuízo ao pleno exercício do
contraditório e da ampla defesa, nos termos do art. 563 do
Código de Processo Penal, ressaltando-se que em todos os
atos que esteve ausente, esteve devidamente representado
por patrono na defesa dos seus interesses' (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 486).
Nesse sentido, vale mencionar, ainda, excerto do aresto proferido
pelo Tribunal a quo que, ao se pronunciar sobre a nulidade em
análise, asseverou:
'Pelo que respeita à ausência do paciente à audiência em
que foram inquiridas testemunhas, não induz nulidade ao
processo. Isto porque a sistemática do Código de Processo Penal
adotou o princípio de que, sem prova plena do prejuízo, não se
anula ato processual.
[...].
À Defesa - conforme o preceito do art. 156 do mencionado
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
diploma - competia provar cabalmente que da ausência do réu à
audiência lhe adviera dano que justificasse a decretação da
nulidade do feito' (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 68 e 69).
Por fim, verifica-se que o impetrante cingiu-se a ventilar que o
feito é nulo e que houve o cerceamento de defesa, sem apontar,
objetivamente, quais foram os prejuízos suportados pelo paciente.
Assim, não logrou a defesa demonstrar a ocorrência efetiva de prejuízo
em decorrência do não comparecimento do paciente ao ato, olvidando-
se do brocado pas de nullité sans grief positivado na letra do art.
563 do Código de Processo Penal, ou seja, em matéria penal nenhuma
nulidade será declarada se não demonstrado prejuízo e, consoante
exposto, não se constata o cerceamento aventado, a ponto de invalidar-
se a instrução criminal.
(…)
Portanto, tratando-se de eiva relativa, não restando comprovada
a ocorrência de prejuízo ante a ausência da requisição do paciente para
comparecer à audiência de oitiva de testemunhas, impossível anular-se
o processo como almejado” (grifos meus).
Com efeito, tenho que não assiste razão à impetrante, pois não
houve a demonstração de que a presença do réu na audiência de oitiva
das testemunhas acarretaria um resultado diverso do que o ocorrido.
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que,
ao se manifestar pela denegação da ordem, fez as seguintes observações:
“(...)
Com efeito, referidas decisões não merecem reparos, pois a falta
de requisição do réu preso para a colheita de depoimento de
testemunha por meio de carta precatória não caracteriza
constrangimento ilegal, especialmente '(...) quando os advogados dos
acusados foram devidamente intimados da realização da audiência de
oitiva de testemunha (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 151 e 152) e que não obstante o
paciente não estivesse presente na realização do ato, o defensor
nomeado Aníbal Alexandre de Carvalho compareceu à oitiva da
testemunha, preservando, assim, os interesses daquele (e-Superior Tribunal de Justiça fls.153)'.
7
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HC 111.522 / SP
diploma - competia provar cabalmente que da ausência do réu à
audiência lhe adviera dano que justificasse a decretação da
nulidade do feito' (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 68 e 69).
Por fim, verifica-se que o impetrante cingiu-se a ventilar que o
feito é nulo e que houve o cerceamento de defesa, sem apontar,
objetivamente, quais foram os prejuízos suportados pelo paciente.
Assim, não logrou a defesa demonstrar a ocorrência efetiva de prejuízo
em decorrência do não comparecimento do paciente ao ato, olvidando-
se do brocado pas de nullité sans grief positivado na letra do art.
563 do Código de Processo Penal, ou seja, em matéria penal nenhuma
nulidade será declarada se não demonstrado prejuízo e, consoante
exposto, não se constata o cerceamento aventado, a ponto de invalidar-
se a instrução criminal.
(…)
Portanto, tratando-se de eiva relativa, não restando comprovada
a ocorrência de prejuízo ante a ausência da requisição do paciente para
comparecer à audiência de oitiva de testemunhas, impossível anular-se
o processo como almejado” (grifos meus).
Com efeito, tenho que não assiste razão à impetrante, pois não
houve a demonstração de que a presença do réu na audiência de oitiva
das testemunhas acarretaria um resultado diverso do que o ocorrido.
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que,
ao se manifestar pela denegação da ordem, fez as seguintes observações:
“(...)
Com efeito, referidas decisões não merecem reparos, pois a falta
de requisição do réu preso para a colheita de depoimento de
testemunha por meio de carta precatória não caracteriza
constrangimento ilegal, especialmente '(...) quando os advogados dos
acusados foram devidamente intimados da realização da audiência de
oitiva de testemunha (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 151 e 152) e que não obstante o
paciente não estivesse presente na realização do ato, o defensor
nomeado Aníbal Alexandre de Carvalho compareceu à oitiva da
testemunha, preservando, assim, os interesses daquele (e-Superior Tribunal de Justiça fls.153)'.
7
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.522 / SP
(…)
Não fosse por isso, tal fato constitui nulidade relativa, que deve
ser arguida no prazo do art. 571, II, do Código de Processo Penal,
reclamando ainda a demonstração de efetivo prejuízo, não evidenciado
na presente hipótese.
(…)
A propósito, insta destacarmos que o fato de o Juízo de primeiro
grau haver tomado como fundamento para a prolação do édito
condenatório informes colhidos em audiência sem a presença do réu
não configura o prejuízo necessário a deflagrar a nulidade do ato. Em
verdade, deveria a Defesa haver perscrutado (possíveis)
elementos/argumentos favoráveis ao apenado ou dos quais não podia
ter-se utilizado a Acusação durante as audiências, o que, aí, sim,
demonstraria o efetivo prejuízo.
Por fim, atender o desiderato defensivo implica revolvimento do
acervo fático-probatório, medida desaconselhável em sede de habeas
corpus, sobretudo quando pesam em desfavor do paciente sentença
penal condenatória e acórdão confirmatório”.
Ante esse quadro, conheço parcialmente da impetração e, na parte
conhecida, denego a ordem.
8
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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HC 111.522 / SP
(…)
Não fosse por isso, tal fato constitui nulidade relativa, que deve
ser arguida no prazo do art. 571, II, do Código de Processo Penal,
reclamando ainda a demonstração de efetivo prejuízo, não evidenciado
na presente hipótese.
(…)
A propósito, insta destacarmos que o fato de o Juízo de primeiro
grau haver tomado como fundamento para a prolação do édito
condenatório informes colhidos em audiência sem a presença do réu
não configura o prejuízo necessário a deflagrar a nulidade do ato. Em
verdade, deveria a Defesa haver perscrutado (possíveis)
elementos/argumentos favoráveis ao apenado ou dos quais não podia
ter-se utilizado a Acusação durante as audiências, o que, aí, sim,
demonstraria o efetivo prejuízo.
Por fim, atender o desiderato defensivo implica revolvimento do
acervo fático-probatório, medida desaconselhável em sede de habeas
corpus, sobretudo quando pesam em desfavor do paciente sentença
penal condenatória e acórdão confirmatório”.
Ante esse quadro, conheço parcialmente da impetração e, na parte
conhecida, denego a ordem.
8
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.522
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do
pedido e, nessa parte, denegou a ordem, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.522
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : MICK MANOEL XAMBRE
IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do
pedido e, nessa parte, denegou a ordem, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 111 . 522",
"Recurso Extraordinário 602 . 543 / RS",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 522 SÃO",
"HC 149 . 642 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 522",
"HC 149 . 642 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 104 . 251 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 104 . 251 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 104 . 251 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 104 . 251 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 522",
"HABEAS CORPUS 111 . 522",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"RHC 81 . 322 / SP",
"HC 83 . 409 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"RHC 81 . 322 / SP",
"HC 83 . 409 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 75 . 030 / SP",
"HC 66 . 875 / SP",
"HC 67 . 755 / SP",
"HC 70 . 313 / SP",
"HC 69 . 203 / SP",
"Recurso Extraordinário 602 . 543 / RS",
"HC 85 . 155 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 75 . 030 / SP",
"HC 66 . 875 / SP",
"HC 67 . 755 / SP",
"HC 70 . 313 / SP",
"HC 69 . 203 / SP",
"Recurso Extraordinário 602 . 543 / RS",
"HC 85 . 155 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 82 . 899 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 82 . 899 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HC 111 . 522 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 522",
"HABEAS CORPUS 111 . 522"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 71 e 29 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , I , II e V , combinado",
"arts . 71 e 29 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 109 , inciso IV , da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 109 , inciso IV , da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 563 do CPP",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 563 do CPP",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"ART . 12 DA LEI 6368 / 76",
"arts . 500 e 571 , inciso II , do CPP",
"artigo 384 do Código de Processo Penal",
"artigo 70 do Código Penal",
"artigo 383 do C . P . P .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 12 DA LEI 6368 / 76",
"arts . 500 e 571 , inciso II , do CPP",
"artigo 384 do Código de Processo Penal",
"artigo 70 do Código Penal",
"artigo 383 do C . P . P .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 563 do CPP",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
".",
"563 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 563 do Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de processo penal",
"art . 563 do Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"art . 156 do mencionado",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 .",
"art . 563 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 563 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 571 , II , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 571 , II , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"comarca de São Lourenço D ' Oeste / SC",
"comarcas",
"Foz do Iguaçu / PR",
"Registro",
"/",
"SP",
"SÃO PAULO",
"Vara Judicial da Comarca de Miracatu / SP",
"comarca de São Lourenço D ' Oeste / SC",
"comarcas",
"Foz do Iguaçu / PR",
"Registro",
"/",
"SP",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"RODOVIA",
"São Paulo",
"São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário do Tribunal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Vara Judicial da Comarca de Miracatu /",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TJ",
"/",
"SP",
"Ministério Público",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJ",
"/",
"SP",
"Ministério Público",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Ministério Público estadual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Ministério Público estadual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário da Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário da Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RT",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RT",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MICK MANOEL XAMBRE",
"ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MICK MANOEL XAMBRE",
"ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ana Lúcia Carlos Pereira",
"MICK MANOEL XAMBRE",
"Jorge Mussi",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MICK MANOEL XAMBRE",
"ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ana Lúcia Carlos Pereira",
"MICK MANOEL XAMBRE",
"Jorge Mussi",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Mario José Gisi",
"Mario José Gisi",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"Nelson Jobim",
"Gilmar Mendes",
"Nelson Jobim",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Moreira Alves",
"Sydney Sanches",
"Celso de Mello",
"Néri da Silveira",
"Moreira Alves",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Moreira Alves",
"Sydney Sanches",
"Celso de Mello",
"Néri da Silveira",
"Moreira Alves",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GUILHERME DE SOUZA NUCCI",
"Aníbal Alexandre de Carvalho",
"GUILHERME DE SOUZA NUCCI",
"Aníbal Alexandre de Carvalho",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Aníbal Alexandre de Carvalho",
"Aníbal Alexandre de Carvalho",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MICK MANOEL XAMBRE",
"ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MICK MANOEL XAMBRE",
"ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"12",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"12",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"12",
"/",
"2011",
"13",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"12",
"/",
"2011",
"13",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. REALIZAÇÃO DE
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EM FAVOR DE PACIENTE
INTERNADA EM UTI. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE ATIVA.
AGRAVO REGIMENTAL QUE SE LIMITA A PEDIR O
SOBRESTAMENTO DO FEITO. MATÉRIA DIVERSA DAQUELA
TRATADA NO RE 605.533-RG, REL. MIN. MARCO AURÉLIO.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180374.
Supremo Tribunal Federal
DJe 19/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da
decisão com que neguei seguimento ao agravo de instrumento (fls. 76/77):
“DECISÃO: Trata-se de agravo de instrumento contra decisão
que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a da Constituição
Federal) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do
Rio Grande do Sul, que entendeu pela legitimidade do Ministério
Público para propor ação civil pública com o fim da realização de
exame de tomografia computadorizada em pessoa internada em UTI.
Sustenta-se, em síntese, a violação do arts. 127 e 129, da
Constituição federal.
Esta Corte, ao apreciar hipóteses semelhantes à presente,
reconheceu a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação
civil pública em defesa de hipossuficientes. Confira-se:
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FORNECIMENTO
DE
MEDICAMENTOS.
MINISTÉRIO
PÚBLICO.
LEGITIMIDADE ATIVA. DEFESA DE DIREITOS SOCIAIS
E INDIVIDUAIS INDISPONÍVEIS. PRECEDENTES.
1.
A Constituição do Brasil, em seu artigo 127,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180375.
Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da
decisão com que neguei seguimento ao agravo de instrumento (fls. 76/77):
“DECISÃO: Trata-se de agravo de instrumento contra decisão
que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a da Constituição
Federal) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do
Rio Grande do Sul, que entendeu pela legitimidade do Ministério
Público para propor ação civil pública com o fim da realização de
exame de tomografia computadorizada em pessoa internada em UTI.
Sustenta-se, em síntese, a violação do arts. 127 e 129, da
Constituição federal.
Esta Corte, ao apreciar hipóteses semelhantes à presente,
reconheceu a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação
civil pública em defesa de hipossuficientes. Confira-se:
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FORNECIMENTO
DE
MEDICAMENTOS.
MINISTÉRIO
PÚBLICO.
LEGITIMIDADE ATIVA. DEFESA DE DIREITOS SOCIAIS
E INDIVIDUAIS INDISPONÍVEIS. PRECEDENTES.
1.
A Constituição do Brasil, em seu artigo 127,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180375.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 624.450 AGR / RS
confere expressamente ao Ministério Público poderes para
agir em defesa de interesses sociais e individuais
indisponíveis, como no caso de garantir o fornecimento de
medicamentos a hipossuficiente.
2.
Não há que se falar em usurpação de
competência da defensoria pública ou da advocacia
privada.
Agravo regimental a que se nega provimento.’
(RE 554.088-AgR, rel. min. Eros Grau, DJe 20.06.2009)
No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
735.151, rel. min. Celso de Mello; RE 567.706, rel. min. Ricardo
Lewandowski; AI 699.597, rel. min. Dias Toffoli e RE 554.544, rel.
min. Carmen Lúcia.
Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.”
Dessa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul requer o
sobrestamento do feito até que se julgue o RE 605.533-RG, rel. min. Marco
Aurélio.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente agravo à apreciação
da Turma.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180375.
Supremo Tribunal Federal
AI 624.450 AGR / RS
confere expressamente ao Ministério Público poderes para
agir em defesa de interesses sociais e individuais
indisponíveis, como no caso de garantir o fornecimento de
medicamentos a hipossuficiente.
2.
Não há que se falar em usurpação de
competência da defensoria pública ou da advocacia
privada.
Agravo regimental a que se nega provimento.’
(RE 554.088-AgR, rel. min. Eros Grau, DJe 20.06.2009)
No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
735.151, rel. min. Celso de Mello; RE 567.706, rel. min. Ricardo
Lewandowski; AI 699.597, rel. min. Dias Toffoli e RE 554.544, rel.
min. Carmen Lúcia.
Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.”
Dessa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul requer o
sobrestamento do feito até que se julgue o RE 605.533-RG, rel. min. Marco
Aurélio.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente agravo à apreciação
da Turma.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180375.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Inconsistente o
recurso.
Trata-se de agravo interno referente a recurso extraordinário
interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra acórdão cuja ementa,
na parte que interessa à causa, encontra-se assim redigida:
“APELAÇÕES
CÍVEIS.
AÇÃO
ORDINÁRIA.
FORNECIMENTO DE MEIOS PARA REALIZAÇÃO DE EXAME
DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CEREBRAL.
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL. DEVER DO ESTADO E
DO MUNICÍPIO. INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 6º E 196 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
I – LEGITIMIDADE ATIVA DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
DIREITO À SAÚDE.
- O Ministério Público possui legitimidade para defesa dos
interesses individuais indisponíveis, nos termos do art. 127 da
Constituição Federal, tais como o direito à saúde, diante da
ação/omissão do Poder Público. Precedentes da Corte.
(...) ” (grifei)
Primeiramente, deve-se ressaltar que a matéria em debate, por se
referir à realização de tomografia computadorizada em favor de paciente
internada em UTI, não se confunde com aquela tratada no RE 605.533-RG,
rel. min. Marco Aurélio, em que se debate a “legitimidade do Ministério
Público para ajuizar ação civil pública com objetivo de compelir entes
federados a entregar medicamentos a pessoas necessitadas”. No mesmo
sentido, destaco a seguinte passagem do acórdão proferido no AI
656.174, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 25.10.2011:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180376.
Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Inconsistente o
recurso.
Trata-se de agravo interno referente a recurso extraordinário
interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra acórdão cuja ementa,
na parte que interessa à causa, encontra-se assim redigida:
“APELAÇÕES
CÍVEIS.
AÇÃO
ORDINÁRIA.
FORNECIMENTO DE MEIOS PARA REALIZAÇÃO DE EXAME
DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CEREBRAL.
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL. DEVER DO ESTADO E
DO MUNICÍPIO. INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 6º E 196 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
I – LEGITIMIDADE ATIVA DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
DIREITO À SAÚDE.
- O Ministério Público possui legitimidade para defesa dos
interesses individuais indisponíveis, nos termos do art. 127 da
Constituição Federal, tais como o direito à saúde, diante da
ação/omissão do Poder Público. Precedentes da Corte.
(...) ” (grifei)
Primeiramente, deve-se ressaltar que a matéria em debate, por se
referir à realização de tomografia computadorizada em favor de paciente
internada em UTI, não se confunde com aquela tratada no RE 605.533-RG,
rel. min. Marco Aurélio, em que se debate a “legitimidade do Ministério
Público para ajuizar ação civil pública com objetivo de compelir entes
federados a entregar medicamentos a pessoas necessitadas”. No mesmo
sentido, destaco a seguinte passagem do acórdão proferido no AI
656.174, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 25.10.2011:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 624.450 AGR / RS
“Trata-se, portanto, de ação ordinária ajuizada pelo Ministério
Público a fim de que fosse prestado adequado atendimento médico,
pela unidade hospitalar mantida pelo Estado, ora agravante, à Dercy
Ferreira da Costa, pessoa idosa que não detinha condições de arcar
com os custos do tratamento.
Desse modo, é certo que essa discussão não se confunde com
aquela travada no bojo do RE nº 605.533/MG, Relator o Ministro
Marco Aurélio, no qual se discute a legitimidade de o Ministério
Público requerer, em Juízo, o fornecimento de medicamentos a pessoas
portadoras de certas doenças, sendo descabido o pedido de
sobrestamento.”
Superada essa questão, nada resta a decidir, porquanto ausente, no
agravo interno, qualquer pretensão de rejulgamento da matéria veiculada
pelo recurso extraordinário. Assim, aplica-se o entendimento de que não
prospera o recurso quando a parte interessada não cumpre o ônus de
impugnar todos os fundamentos da decisão recorrida. Nessa linha,
menciono estes precedentes: AI 810.971-AgR, rel. min. Celso de Mello,
Segunda Turma, DJe de 03.12.2010; o AI 186.547-AgR, rel. min. Celso de
Mello, DJ 14.05.2001; o AI 444.564-AgR, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ
15.04.2005, o AI 317.516-AgR, rel. min. Maurício Corrêa, DJ 28.09.2001; o
AI 659.135-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de
02.12.2010.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 624.450 AGR / RS
“Trata-se, portanto, de ação ordinária ajuizada pelo Ministério
Público a fim de que fosse prestado adequado atendimento médico,
pela unidade hospitalar mantida pelo Estado, ora agravante, à Dercy
Ferreira da Costa, pessoa idosa que não detinha condições de arcar
com os custos do tratamento.
Desse modo, é certo que essa discussão não se confunde com
aquela travada no bojo do RE nº 605.533/MG, Relator o Ministro
Marco Aurélio, no qual se discute a legitimidade de o Ministério
Público requerer, em Juízo, o fornecimento de medicamentos a pessoas
portadoras de certas doenças, sendo descabido o pedido de
sobrestamento.”
Superada essa questão, nada resta a decidir, porquanto ausente, no
agravo interno, qualquer pretensão de rejulgamento da matéria veiculada
pelo recurso extraordinário. Assim, aplica-se o entendimento de que não
prospera o recurso quando a parte interessada não cumpre o ônus de
impugnar todos os fundamentos da decisão recorrida. Nessa linha,
menciono estes precedentes: AI 810.971-AgR, rel. min. Celso de Mello,
Segunda Turma, DJe de 03.12.2010; o AI 186.547-AgR, rel. min. Celso de
Mello, DJ 14.05.2001; o AI 444.564-AgR, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ
15.04.2005, o AI 317.516-AgR, rel. min. Maurício Corrêa, DJ 28.09.2001; o
AI 659.135-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de
02.12.2010.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. 2ª Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. 2ª Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2192722
| 2012-05-29T00:00:00
| 2012-06-19T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 29.05.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. REALIZAÇÃO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EM FAVOR DE PACIENTE INTERNADA EM UTI. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE ATIVA. AGRAVO REGIMENTAL QUE SE LIMITA A PEDIR O SOBRESTAMENTO DO FEITO. MATÉRIA DIVERSA DAQUELA TRATADA NO RE 605.533-RG, REL. MIN. MARCO AURÉLIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur210854
|
- Acórdãos citados: RE 605533 RG, AI 656174, AI 810971 AgR, AI 186547 AgR,
AI 444564 AgR, AI 317516 AgR, AI 659135 AgR.
Número de páginas: 6.
Análise: 29/06/2012, MJC.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
624450
| null |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 624450 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. REALIZAÇÃO DE
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EM FAVOR DE PACIENTE
INTERNADA EM UTI. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE ATIVA.
AGRAVO REGIMENTAL QUE SE LIMITA A PEDIR O
SOBRESTAMENTO DO FEITO. MATÉRIA DIVERSA DAQUELA
TRATADA NO Recurso Extraordinário 605.533-RG, REL. MIN. MARCO AURÉLIO.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 19/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da
decisão com que neguei seguimento ao agravo de instrumento (fls. 76/77):
“DECISÃO: Trata-se de agravo de instrumento contra decisão
que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a da Constituição
Federal) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do
Rio Grande do Sul, que entendeu pela legitimidade do Ministério
Público para propor ação civil pública com o fim da realização de
exame de tomografia computadorizada em pessoa internada em UTI.
Sustenta-se, em síntese, a violação do arts. 127 e 129, da
Constituição federal.
Esta Corte, ao apreciar hipóteses semelhantes à presente,
reconheceu a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação
civil pública em defesa de hipossuficientes. Confira-se:
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FORNECIMENTO
DE
MEDICAMENTOS.
MINISTÉRIO
PÚBLICO.
LEGITIMIDADE ATIVA. DEFESA DE DIREITOS SOCIAIS
E INDIVIDUAIS INDISPONÍVEIS. PRECEDENTES.
1.
A Constituição do Brasil, em seu artigo 127,
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da
decisão com que neguei seguimento ao agravo de instrumento (fls. 76/77):
“DECISÃO: Trata-se de agravo de instrumento contra decisão
que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a da Constituição
Federal) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do
Rio Grande do Sul, que entendeu pela legitimidade do Ministério
Público para propor ação civil pública com o fim da realização de
exame de tomografia computadorizada em pessoa internada em UTI.
Sustenta-se, em síntese, a violação do arts. 127 e 129, da
Constituição federal.
Esta Corte, ao apreciar hipóteses semelhantes à presente,
reconheceu a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação
civil pública em defesa de hipossuficientes. Confira-se:
‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FORNECIMENTO
DE
MEDICAMENTOS.
MINISTÉRIO
PÚBLICO.
LEGITIMIDADE ATIVA. DEFESA DE DIREITOS SOCIAIS
E INDIVIDUAIS INDISPONÍVEIS. PRECEDENTES.
1.
A Constituição do Brasil, em seu artigo 127,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 624.450 AGR / RS
confere expressamente ao Ministério Público poderes para
agir em defesa de interesses sociais e individuais
indisponíveis, como no caso de garantir o fornecimento de
medicamentos a hipossuficiente.
2.
Não há que se falar em usurpação de
competência da defensoria pública ou da advocacia
privada.
Agravo regimental a que se nega provimento.’
(Recurso Extraordinário 554.088-AgR, rel. min. Eros Grau, DJe 20.06.2009)
No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
735.151, rel. min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 567.706, rel. min. Ricardo
Lewandowski; AI 699.597, rel. min. Dias Toffoli e Recurso Extraordinário 554.544, rel.
min. Carmen Lúcia.
Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.”
Dessa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul requer o
sobrestamento do feito até que se julgue o Recurso Extraordinário 605.533-RG, rel. min. Marco
Aurélio.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente agravo à apreciação
da Turma.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180375.
Supremo Tribunal Federal
AI 624.450 AGR / RS
confere expressamente ao Ministério Público poderes para
agir em defesa de interesses sociais e individuais
indisponíveis, como no caso de garantir o fornecimento de
medicamentos a hipossuficiente.
2.
Não há que se falar em usurpação de
competência da defensoria pública ou da advocacia
privada.
Agravo regimental a que se nega provimento.’
(Recurso Extraordinário 554.088-AgR, rel. min. Eros Grau, DJe 20.06.2009)
No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
735.151, rel. min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 567.706, rel. min. Ricardo
Lewandowski; AI 699.597, rel. min. Dias Toffoli e Recurso Extraordinário 554.544, rel.
min. Carmen Lúcia.
Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.”
Dessa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul requer o
sobrestamento do feito até que se julgue o Recurso Extraordinário 605.533-RG, rel. min. Marco
Aurélio.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente agravo à apreciação
da Turma.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180375.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Inconsistente o
recurso.
Trata-se de agravo interno referente a recurso extraordinário
interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra acórdão cuja ementa,
na parte que interessa à causa, encontra-se assim redigida:
“APELAÇÕES
CÍVEIS.
AÇÃO
ORDINÁRIA.
FORNECIMENTO DE MEIOS PARA REALIZAÇÃO DE EXAME
DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CEREBRAL.
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL. DEVER DO ESTADO E
DO MUNICÍPIO. INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 6... E 196 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
I – LEGITIMIDADE ATIVA DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
DIREITO À SAÚDE.
- O Ministério Público possui legitimidade para defesa dos
interesses individuais indisponíveis, nos termos do art. 127 da
Constituição Federal, tais como o direito à saúde, diante da
ação/omissão do Poder Público. Precedentes da Corte.
(...) ” (grifei)
Primeiramente, deve-se ressaltar que a matéria em debate, por se
referir à realização de tomografia computadorizada em favor de paciente
internada em UTI, não se confunde com aquela tratada no Recurso Extraordinário 605.533-RG,
rel. min. Marco Aurélio, em que se debate a “legitimidade do Ministério
Público para ajuizar ação civil pública com objetivo de compelir entes
federados a entregar medicamentos a pessoas necessitadas”. No mesmo
sentido, destaco a seguinte passagem do acórdão proferido no AI
656.174, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 25.10.2011:
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180376.
Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Inconsistente o
recurso.
Trata-se de agravo interno referente a recurso extraordinário
interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra acórdão cuja ementa,
na parte que interessa à causa, encontra-se assim redigida:
“APELAÇÕES
CÍVEIS.
AÇÃO
ORDINÁRIA.
FORNECIMENTO DE MEIOS PARA REALIZAÇÃO DE EXAME
DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CEREBRAL.
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL. DEVER DO ESTADO E
DO MUNICÍPIO. INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 6... E 196 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
I – LEGITIMIDADE ATIVA DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
DIREITO À SAÚDE.
- O Ministério Público possui legitimidade para defesa dos
interesses individuais indisponíveis, nos termos do art. 127 da
Constituição Federal, tais como o direito à saúde, diante da
ação/omissão do Poder Público. Precedentes da Corte.
(...) ” (grifei)
Primeiramente, deve-se ressaltar que a matéria em debate, por se
referir à realização de tomografia computadorizada em favor de paciente
internada em UTI, não se confunde com aquela tratada no Recurso Extraordinário 605.533-RG,
rel. min. Marco Aurélio, em que se debate a “legitimidade do Ministério
Público para ajuizar ação civil pública com objetivo de compelir entes
federados a entregar medicamentos a pessoas necessitadas”. No mesmo
sentido, destaco a seguinte passagem do acórdão proferido no AI
656.174, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 25.10.2011:
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 624.450 AGR / RS
“Trata-se, portanto, de ação ordinária ajuizada pelo Ministério
Público a fim de que fosse prestado adequado atendimento médico,
pela unidade hospitalar mantida pelo Estado, ora agravante, à Dercy
Ferreira da Costa, pessoa idosa que não detinha condições de arcar
com os custos do tratamento.
Desse modo, é certo que essa discussão não se confunde com
aquela travada no bojo do Recurso Extraordinário n 605.533/MG, Relator o Ministro
Marco Aurélio, no qual se discute a legitimidade de o Ministério
Público requerer, em Juízo, o fornecimento de medicamentos a pessoas
portadoras de certas doenças, sendo descabido o pedido de
sobrestamento.”
Superada essa questão, nada resta a decidir, porquanto ausente, no
agravo interno, qualquer pretensão de rejulgamento da matéria veiculada
pelo recurso extraordinário. Assim, aplica-se o entendimento de que não
prospera o recurso quando a parte interessada não cumpre o ônus de
impugnar todos os fundamentos da decisão recorrida. Nessa linha,
menciono estes precedentes: AI 810.971-AgR, rel. min. Celso de Mello,
Segunda Turma, DJe de 03.12.2010; o AI 186.547-AgR, rel. min. Celso de
Mello, DJ 14.05.2001; o AI 444.564-AgR, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ
15.04.2005, o AI 317.516-AgR, rel. min. Maurício Corrêa, DJ 28.09.2001; o
AI 659.135-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de
02.12.2010.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 624.450 AGR / RS
“Trata-se, portanto, de ação ordinária ajuizada pelo Ministério
Público a fim de que fosse prestado adequado atendimento médico,
pela unidade hospitalar mantida pelo Estado, ora agravante, à Dercy
Ferreira da Costa, pessoa idosa que não detinha condições de arcar
com os custos do tratamento.
Desse modo, é certo que essa discussão não se confunde com
aquela travada no bojo do Recurso Extraordinário n 605.533/MG, Relator o Ministro
Marco Aurélio, no qual se discute a legitimidade de o Ministério
Público requerer, em Juízo, o fornecimento de medicamentos a pessoas
portadoras de certas doenças, sendo descabido o pedido de
sobrestamento.”
Superada essa questão, nada resta a decidir, porquanto ausente, no
agravo interno, qualquer pretensão de rejulgamento da matéria veiculada
pelo recurso extraordinário. Assim, aplica-se o entendimento de que não
prospera o recurso quando a parte interessada não cumpre o ônus de
impugnar todos os fundamentos da decisão recorrida. Nessa linha,
menciono estes precedentes: AI 810.971-AgR, rel. min. Celso de Mello,
Segunda Turma, DJe de 03.12.2010; o AI 186.547-AgR, rel. min. Celso de
Mello, DJ 14.05.2001; o AI 444.564-AgR, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ
15.04.2005, o AI 317.516-AgR, rel. min. Maurício Corrêa, DJ 28.09.2001; o
AI 659.135-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de
02.12.2010.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. 2... Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 624.450
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. 2... Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 . 450",
"Recurso Extraordinário 605 . 533 - RG",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 . 450",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 . 450",
"AI 624 . 450 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 554 . 088 - AgR",
"AI 735 . 151",
"Recurso Extraordinário 567 . 706",
"AI 699 . 597",
"Recurso Extraordinário 554 . 544",
"Recurso Extraordinário 605 . 533 - RG",
"AI 624 . 450 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 554 . 088 - AgR",
"AI 735 . 151",
"Recurso Extraordinário 567 . 706",
"AI 699 . 597",
"Recurso Extraordinário 554 . 544",
"Recurso Extraordinário 605 . 533 - RG",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 . 450",
"Recurso Extraordinário 605 . 533 - RG",
"AI 656 . 174",
"Recurso Extraordinário 605 . 533 - RG",
"AI 656 . 174",
"AI 624 . 450 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 605 . 533 / MG",
"AI 810 . 971 - AgR",
"AI 186 . 547 - AgR",
"AI 444 . 564 - AgR",
"AI 317 . 516 - AgR",
"AI 659 . 135 - AgR",
"AI 624 . 450 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 605 . 533 / MG",
"AI 810 . 971 - AgR",
"AI 186 . 547 - AgR",
"AI 444 . 564 - AgR",
"AI 317 . 516 - AgR",
"AI 659 . 135 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 624 . 450"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a da Constituição Federal",
"arts . 127 e 129 , da Constituição federal",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a da Constituição Federal",
"arts . 127 e 129 , da Constituição federal",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS 6 . . . E 196 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 127 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS 6 . . . E 196 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 127 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"MARCO AURÉLIO",
"Ricardo Lewandowski",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Eros Grau",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Carmen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Eros Grau",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Carmen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Dercy Ferreira da Costa",
"Marco Aurélio",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Sepúlveda Pertence",
"Maurício Corrêa",
"Joaquim Barbosa",
"Dercy Ferreira da Costa",
"Marco Aurélio",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Sepúlveda Pertence",
"Maurício Corrêa",
"Joaquim Barbosa",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Francisco",
"de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"29 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"06",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"06",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"25",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"25",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"12",
".",
"2010",
"14",
".",
"05",
".",
"2001",
"15",
".",
"04",
".",
"2005",
"28",
".",
"09",
".",
"2001",
"02",
".",
"12",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"12",
".",
"2010",
"14",
".",
"05",
".",
"2001",
"15",
".",
"04",
".",
"2005",
"28",
".",
"09",
".",
"2001",
"02",
".",
"12",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. ART. 8º do ADCT. AFASTAMENTO DE
MILITAR COM BASE EM ATO INSTITUCIONAL TIDO COMO DE
CARÁTER POLÍTICO. SÚMULA 279 DO STF. JUROS DE MORA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 e 356 do STF.
O acórdão recorrido concluiu que o afastamento do agravado das
fileiras militares se deu com base em ato institucional de caráter político.
Não há premissa de fato estabelecida no sentido de que o afastamento
teria se dado com base em legislação disciplinar ordinária (Súmula 279 do
STF).
O inconformismo quanto ao percentual dos juros de mora fixados
pela sentença de primeiro grau foi manifestado originariamente nas
razões do agravo regimental perante esta Corte, de forma que falta à
matéria o indispensável prequestionamento (Súmula 282 e 356 do STF).
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180378.
Supremo Tribunal Federal
DJe 19/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto da seguinte decisão:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que
inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição)
interposto de acórdão de Tribunal Regional Federal assim ementado:
`CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR.
ANISTIA POLÍTICA. ARTIGO 8º, DO ADCT, DA CF/88.
SUPERVENIÊNCIA DA LEI Nº 10.559/2002. PROMOÇÃO.
PRESCRIÇÃO.
1. Pretende o Autor o benefício da Anistia com a
condenação da Ré a reintegrá-lo aos Quadros da Marinha do
Brasil, transferindo-o para a Reserva Remunerada, a partir da
vigência do art. 8º, do ADCT, sua promoção na graduação a que
fizer jus; o recebimento de todas as promoções possíveis na
carreira militar; férias e licença-prêmio não gozadas, contadas
em dobro, para efeito de tempo de serviço; decênios, qüinqüênios
e anuênios; PASEP e todas as demais vantagens como se jamais
houvesse saído do serviço ativo.
2. É concedida anistia a todos aqueles que foram atingidos
por atos de exceção, institucionais ou complementares em
decorrência de motivação exclusivamente política. Aplicação do
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto da seguinte decisão:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que
inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição)
interposto de acórdão de Tribunal Regional Federal assim ementado:
`CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR.
ANISTIA POLÍTICA. ARTIGO 8º, DO ADCT, DA CF/88.
SUPERVENIÊNCIA DA LEI Nº 10.559/2002. PROMOÇÃO.
PRESCRIÇÃO.
1. Pretende o Autor o benefício da Anistia com a
condenação da Ré a reintegrá-lo aos Quadros da Marinha do
Brasil, transferindo-o para a Reserva Remunerada, a partir da
vigência do art. 8º, do ADCT, sua promoção na graduação a que
fizer jus; o recebimento de todas as promoções possíveis na
carreira militar; férias e licença-prêmio não gozadas, contadas
em dobro, para efeito de tempo de serviço; decênios, qüinqüênios
e anuênios; PASEP e todas as demais vantagens como se jamais
houvesse saído do serviço ativo.
2. É concedida anistia a todos aqueles que foram atingidos
por atos de exceção, institucionais ou complementares em
decorrência de motivação exclusivamente política. Aplicação do
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2180379.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
AI 646.138 AGR / RJ
art. 8º, do ADCT/88.
3. Ficou comprovado que o Autor foi licenciado do serviço
ativo da Marinha, através do Ato nº 424, de 30 de novembro de
1964, o qual baseou-se na Exposição de Motivos nº 138, de 21
de agosto de 1964, configurando-se, assim, que sua exclusão foi
em virtude de motivação política. Faz jus, portanto, a ser
anistiado, na forma do art. 8º, do ADCT.
4. No que tange às promoções a que teria direito, há que se
ter sempre uma interpretação ampliativa da lei de anistia em
benefício do anistiado. A alegação de que os militares afastados
não lograram demonstrar aproveitamento e merecimento,
através de cursos e concursos específicos para galgarem o
oficialato, não fazendo jus, portanto, às promoções que
decorreriam de merecimento, é frágil pois esbarra na seguinte
realidade incontestável: os militares expulsos não fizeram cursos
ou concursos justamente por terem sofrido tal tipo de punição.
Então, dentre outras conseqüências nocivas decorrentes da
expulsão está a de terem sido impedidos de seguirem a carreira
normal inclusive disputando as patentes mais altas através do
cumprimento das condições legais previstas para tanto.
5. O Autor faz jus a todas as promoções a que fizer jus,
por antiguidade e merecimento, como se na ativa estivesse, não
sendo possível exigir-lhe a satisfação de condições incompatíveis
com sua situação pessoal, nos termos do § 3º, do art. 6º, da Lei
nº 10.559/2002 – Parecer nº AGU/JD-1/2003.
6. Quanto ao cômputo em dobro de férias e licença-prêmio
não usufruídas, tal pedido deve ser deferido. Como já dito, a
anistia tem caráter amplo, devendo ser asseguradas ao anistiado
todas as vantagens, como se tivesse permanecido no serviço
ativo. No caso das férias e da licença-prêmio, as mesmas são
devidas com o simples decurso de um determinado período de
tempo, conforme dispõem os arts. 63 e 68, da Lei nº6.880/80,
havendo, inclusive, previsão de contagem em dobro das férias e
da licença-prêmio não usufruídas, quando a impossibilidade não
se deu por culpa do militar (§§ 4º e 5º, do art. 63, e § 3º, do art.
68, da referida Lei).
2
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AI 646.138 AGR / RJ
art. 8º, do ADCT/88.
3. Ficou comprovado que o Autor foi licenciado do serviço
ativo da Marinha, através do Ato nº 424, de 30 de novembro de
1964, o qual baseou-se na Exposição de Motivos nº 138, de 21
de agosto de 1964, configurando-se, assim, que sua exclusão foi
em virtude de motivação política. Faz jus, portanto, a ser
anistiado, na forma do art. 8º, do ADCT.
4. No que tange às promoções a que teria direito, há que se
ter sempre uma interpretação ampliativa da lei de anistia em
benefício do anistiado. A alegação de que os militares afastados
não lograram demonstrar aproveitamento e merecimento,
através de cursos e concursos específicos para galgarem o
oficialato, não fazendo jus, portanto, às promoções que
decorreriam de merecimento, é frágil pois esbarra na seguinte
realidade incontestável: os militares expulsos não fizeram cursos
ou concursos justamente por terem sofrido tal tipo de punição.
Então, dentre outras conseqüências nocivas decorrentes da
expulsão está a de terem sido impedidos de seguirem a carreira
normal inclusive disputando as patentes mais altas através do
cumprimento das condições legais previstas para tanto.
5. O Autor faz jus a todas as promoções a que fizer jus,
por antiguidade e merecimento, como se na ativa estivesse, não
sendo possível exigir-lhe a satisfação de condições incompatíveis
com sua situação pessoal, nos termos do § 3º, do art. 6º, da Lei
nº 10.559/2002 – Parecer nº AGU/JD-1/2003.
6. Quanto ao cômputo em dobro de férias e licença-prêmio
não usufruídas, tal pedido deve ser deferido. Como já dito, a
anistia tem caráter amplo, devendo ser asseguradas ao anistiado
todas as vantagens, como se tivesse permanecido no serviço
ativo. No caso das férias e da licença-prêmio, as mesmas são
devidas com o simples decurso de um determinado período de
tempo, conforme dispõem os arts. 63 e 68, da Lei nº6.880/80,
havendo, inclusive, previsão de contagem em dobro das férias e
da licença-prêmio não usufruídas, quando a impossibilidade não
se deu por culpa do militar (§§ 4º e 5º, do art. 63, e § 3º, do art.
68, da referida Lei).
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7. Não há que se falar em prescrição qüinqüenal sequer
com referência às parcelas devidas há mais de cinco anos,
contados do ajuizamento da ação, prevalecendo a norma do art.
8º, § 1º, do ADCT, que estabelece expressamente que os efeitos
patrimoniais decorrentes da anistia incidem desde a data da
promulgação da Constituição.´ (fls. 260-261)
A União, alegando ofensa ao art. 8º do ADCT, aponta que o ato
que excluiu o recorrido da Marinha, por grave motivo disciplinar, é
válido e condizente com o ordenamento constitucional e com o
Estatuto dos Militares, pois o então militar colocara em risco a
hierarquia e a disciplina militar. Contesta, também, o reconhecimento
de direitos relativos a promoções que decorreriam de critérios
subjetivos, como merecimento e aprovação em concurso.
A decisão recorrida firmou como pressuposto o caráter político
do ato que desligou o militar dos quadros da Marinha Brasileira.
Rever os motivos fáticos que levaram à punição e alterar sua
fundamentação implica reexame dos fatos e provas que
fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o
processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da
Súmula 279 desta Corte.
Nesse sentido, cf. RE 329.656-AgR (rel. min. Nelson Jobim, DJ
de 06.06.2003) e RE 285.012 (rel. min. Ellen Gracie, DJ de
09.03.2005).
Quanto à jurisprudência mencionada, que excluía o direito às
promoções que fossem condicionadas, em atividade, ao atendimento de
critérios subjetivos, tais como merecimento ou aprovação em concurso,
observo que esse entendimento foi alterado em 2005 em acórdão
relatado pelo min. Carlos Velloso:
`CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ANISTIA.
MILITAR. PROMOÇÃO. Constituição de 1988, ADCT, artigo
8º.
I. - O que a norma do art. 8º do ADCT exige, para a
concessão de promoções, na aposentadoria ou na reserva, é a
observância, apenas, dos prazos de permanência em atividade
3
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7. Não há que se falar em prescrição qüinqüenal sequer
com referência às parcelas devidas há mais de cinco anos,
contados do ajuizamento da ação, prevalecendo a norma do art.
8º, § 1º, do ADCT, que estabelece expressamente que os efeitos
patrimoniais decorrentes da anistia incidem desde a data da
promulgação da Constituição.´ (fls. 260-261)
A União, alegando ofensa ao art. 8º do ADCT, aponta que o ato
que excluiu o recorrido da Marinha, por grave motivo disciplinar, é
válido e condizente com o ordenamento constitucional e com o
Estatuto dos Militares, pois o então militar colocara em risco a
hierarquia e a disciplina militar. Contesta, também, o reconhecimento
de direitos relativos a promoções que decorreriam de critérios
subjetivos, como merecimento e aprovação em concurso.
A decisão recorrida firmou como pressuposto o caráter político
do ato que desligou o militar dos quadros da Marinha Brasileira.
Rever os motivos fáticos que levaram à punição e alterar sua
fundamentação implica reexame dos fatos e provas que
fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o
processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da
Súmula 279 desta Corte.
Nesse sentido, cf. RE 329.656-AgR (rel. min. Nelson Jobim, DJ
de 06.06.2003) e RE 285.012 (rel. min. Ellen Gracie, DJ de
09.03.2005).
Quanto à jurisprudência mencionada, que excluía o direito às
promoções que fossem condicionadas, em atividade, ao atendimento de
critérios subjetivos, tais como merecimento ou aprovação em concurso,
observo que esse entendimento foi alterado em 2005 em acórdão
relatado pelo min. Carlos Velloso:
`CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ANISTIA.
MILITAR. PROMOÇÃO. Constituição de 1988, ADCT, artigo
8º.
I. - O que a norma do art. 8º do ADCT exige, para a
concessão de promoções, na aposentadoria ou na reserva, é a
observância, apenas, dos prazos de permanência em atividade
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AI 646.138 AGR / RJ
inscritos nas leis e regulamentos vigentes, inclusive, em
conseqüência, do requisito de idade-limite para ingresso em
graduações ou postos, que constem de leis e regulamentos
vigentes na ocasião em que o servidor, civil ou militar, seria
promovido.
II. - RE conhecido e improvido.´ (RE 165.438, rel. min.
Carlos Velloso, Pleno, DJ de 05.05.2006)
Desde então, esta Corte tem reconhecido o direito às promoções
que poderiam ter ocorrido no período de afastamento. Confiram-se: RE
166.791-EDv (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de 19.10.2007); RE
387.842-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 26.05.2006); RE
141.121-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 09.05.2006); RE 277.680
(rel. min. Cezar Peluso, DJ de 16.03.2006).
Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.
Publique-se.” (fls. 354-356)
Sustenta-se que houve ofensa ao disposto no art. 8º do Ato das
Disposições Constitucionais Provisórias e na Súmula 674/STF, pois o
agravado teria sido afastado das fileiras militares com base na legislação
disciplinar ordinária. Pretende-se, também, a limitação dos juros ao
percentual de 6% ano, com base no disposto no art. 1º-F da Lei 9.494/1997.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente recurso à
apreciação da Turma.
É o relatório.
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inscritos nas leis e regulamentos vigentes, inclusive, em
conseqüência, do requisito de idade-limite para ingresso em
graduações ou postos, que constem de leis e regulamentos
vigentes na ocasião em que o servidor, civil ou militar, seria
promovido.
II. - RE conhecido e improvido.´ (RE 165.438, rel. min.
Carlos Velloso, Pleno, DJ de 05.05.2006)
Desde então, esta Corte tem reconhecido o direito às promoções
que poderiam ter ocorrido no período de afastamento. Confiram-se: RE
166.791-EDv (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de 19.10.2007); RE
387.842-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 26.05.2006); RE
141.121-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 09.05.2006); RE 277.680
(rel. min. Cezar Peluso, DJ de 16.03.2006).
Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.
Publique-se.” (fls. 354-356)
Sustenta-se que houve ofensa ao disposto no art. 8º do Ato das
Disposições Constitucionais Provisórias e na Súmula 674/STF, pois o
agravado teria sido afastado das fileiras militares com base na legislação
disciplinar ordinária. Pretende-se, também, a limitação dos juros ao
percentual de 6% ano, com base no disposto no art. 1º-F da Lei 9.494/1997.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente recurso à
apreciação da Turma.
É o relatório.
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão a
parte ora agravante.
Extrai-se do teor do acórdão recorrido a conclusão de que o
agravado teria sido discricionariamente licenciado das fileiras da Marinha
com base em ato institucional de caráter político, em razão de ter
participado do movimento conhecido como “Assembleia do Sindicato dos
Metalúrgicos” e não ter sido alcançado pela expulsão que havia sido
levada a efeito. Transcrevo:
“Infere-se do documento de fls. 19/20, que o autor fora
licenciado do serviço ativo, ex officio, pelo Aviso nº 2.065/64, com
referência ao Ato Institucional nº 1, de 09 de abril de 1964 (fls. 22),
exarado na Exposição de Motivos nº 138, de 21/08/64 (fls. 23-25).
Na referida Exposição, o então Ministro da Marinha solicita a
autorização do Presidente da República para licenciar, pelo prazo de
06 meses, as praças que participaram do chamado `movimento
subversivo´ que ocorrera nos dias 25, 26 e 27 de março de 1964,
conhecido como `Assembléia do Sindicato dos Metalúrgicos´, e que
não foram alcançadas pela expulsão que havia sido levada a efeito, in
verbis:
`(...)
Por essas razões, não convém ao Serviço Naval a
permanência de cerca de oitocentos (800) marinheiros e
fuzileiros navais que, embora indiciados pelo Encarregado do
Inquérito, deixaram de ser denunciados pela promotoria militar
e, bem assim, de umas tantas outras praças cujas ações ou
omissões continuam sendo objeto de investigações. (…)
Por se tratar de caso de interesse excepcional para a
Marinha e não desejando pecar pelo excesso, como possivelmente
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29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão a
parte ora agravante.
Extrai-se do teor do acórdão recorrido a conclusão de que o
agravado teria sido discricionariamente licenciado das fileiras da Marinha
com base em ato institucional de caráter político, em razão de ter
participado do movimento conhecido como “Assembleia do Sindicato dos
Metalúrgicos” e não ter sido alcançado pela expulsão que havia sido
levada a efeito. Transcrevo:
“Infere-se do documento de fls. 19/20, que o autor fora
licenciado do serviço ativo, ex officio, pelo Aviso nº 2.065/64, com
referência ao Ato Institucional nº 1, de 09 de abril de 1964 (fls. 22),
exarado na Exposição de Motivos nº 138, de 21/08/64 (fls. 23-25).
Na referida Exposição, o então Ministro da Marinha solicita a
autorização do Presidente da República para licenciar, pelo prazo de
06 meses, as praças que participaram do chamado `movimento
subversivo´ que ocorrera nos dias 25, 26 e 27 de março de 1964,
conhecido como `Assembléia do Sindicato dos Metalúrgicos´, e que
não foram alcançadas pela expulsão que havia sido levada a efeito, in
verbis:
`(...)
Por essas razões, não convém ao Serviço Naval a
permanência de cerca de oitocentos (800) marinheiros e
fuzileiros navais que, embora indiciados pelo Encarregado do
Inquérito, deixaram de ser denunciados pela promotoria militar
e, bem assim, de umas tantas outras praças cujas ações ou
omissões continuam sendo objeto de investigações. (…)
Por se tratar de caso de interesse excepcional para a
Marinha e não desejando pecar pelo excesso, como possivelmente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 646.138 AGR / RJ
aconteceria caso expulsasse indistintamente, marcando com
nota infamante, a todos esses elementos que, embora em grau
variável de responsabilidade, participaram dos acontecimentos,
venho solicitar a Vossa Excelência a autorização prevista no
parágrafo único do artigo 97 da Lei de Serviço Militar, para
licenciar, qualquer que seja o tempo de incorporação,
engajamento, reengajamento ou compromisso, todas as praças
não atingidas pelas medidas de expulsão, mas de alguma forma
envolvidas nos acontecimentos acima referidos. (…)
Tendo em vista, por outro lado, que um razoável período
de tempo será necessário para concluir todas as investigações em
andamento, solicito a Vossa Excelência seja a autorização em
apreço válida pelo prazo de seis meses.
(...)´
Com o advento da Carta Magna de 1988, o artigo 8º, ADCT,
concedeu a anistia a todos aqueles que foram comprovadamente
atingidos por atos de exceção, institucionais ou complementares, no
período compreendido entre 18/09/46 até 05/10/88.” (fls. 253-254)
Não procede, portanto, a alegação da parte ora agravada de que o
reexame de provas seria desnecessário, pois em momento algum o
acórdão recorrido estabeleceu premissa de fato de que o agravado teria
sido afastado das fileiras militares com base em legislação disciplinar
ordinária. No mesmo sentido:
“CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANISTIA.
MILITAR DO MINISTÉRIO DA MARINHA. ART. 8º do
ADCT/1988. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF
279.
1. O Tribunal de origem reconheceu o direito dos agravados à
anistia com base no art. 8º do ADCT /1988, por entender que eles
foram excluídos do serviço ativo por ato de exceção, de cunho
puramente político.
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aconteceria caso expulsasse indistintamente, marcando com
nota infamante, a todos esses elementos que, embora em grau
variável de responsabilidade, participaram dos acontecimentos,
venho solicitar a Vossa Excelência a autorização prevista no
parágrafo único do artigo 97 da Lei de Serviço Militar, para
licenciar, qualquer que seja o tempo de incorporação,
engajamento, reengajamento ou compromisso, todas as praças
não atingidas pelas medidas de expulsão, mas de alguma forma
envolvidas nos acontecimentos acima referidos. (…)
Tendo em vista, por outro lado, que um razoável período
de tempo será necessário para concluir todas as investigações em
andamento, solicito a Vossa Excelência seja a autorização em
apreço válida pelo prazo de seis meses.
(...)´
Com o advento da Carta Magna de 1988, o artigo 8º, ADCT,
concedeu a anistia a todos aqueles que foram comprovadamente
atingidos por atos de exceção, institucionais ou complementares, no
período compreendido entre 18/09/46 até 05/10/88.” (fls. 253-254)
Não procede, portanto, a alegação da parte ora agravada de que o
reexame de provas seria desnecessário, pois em momento algum o
acórdão recorrido estabeleceu premissa de fato de que o agravado teria
sido afastado das fileiras militares com base em legislação disciplinar
ordinária. No mesmo sentido:
“CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANISTIA.
MILITAR DO MINISTÉRIO DA MARINHA. ART. 8º do
ADCT/1988. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF
279.
1. O Tribunal de origem reconheceu o direito dos agravados à
anistia com base no art. 8º do ADCT /1988, por entender que eles
foram excluídos do serviço ativo por ato de exceção, de cunho
puramente político.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 646.138 AGR / RJ
2. Para reforma do acórdão recorrido é imprescindível o reexame
de fatos e de provas, inviável em sede extraordinária, em razão do
óbice previsto na Súmula STF 279. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 622.044-
AgR, rel min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 05.04.2011)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8º DO ADCT.
NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
I A controvérsia acerca da natureza jurídica do ato de expulsão
do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8º do
ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o
que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do
STF.
II - Agravo regimental improvido.” (RE 601.202-AgR, rel min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 10.11.2010)
Confiram-se, também: RE 329.656-AgR (rel. min. Nelson Jobim,
Segunda Turma, DJ de 30.04.2003) e RE 248.816-AgR (rel. min. Maurício
Corrêa, Segunda Turma, DJ de 21.09.1999).
Quanto à possibilidade de aplicação do disposto no art. 1º-F da Lei
9.494/1997, que prevê juros de 6% ao ano, à hipótese dos autos, verifico
que a matéria foi suscitada originariamente nas razões do presente
agravo
regimental,
faltando-lhe,
assim,
o
indispensável
prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF).
De acordo com a jurisprudência desta Corte, para que a matéria seja
considerada prequestionada, deve ter sido trazida nas razões do recurso e
abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido,
suscitada em embargos de declaração. Nesse sentido:
“- Agravo regimental.
- Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão
constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão
recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e,
3
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AI 646.138 AGR / RJ
2. Para reforma do acórdão recorrido é imprescindível o reexame
de fatos e de provas, inviável em sede extraordinária, em razão do
óbice previsto na Súmula STF 279. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 622.044-
AgR, rel min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 05.04.2011)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8º DO ADCT.
NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
I A controvérsia acerca da natureza jurídica do ato de expulsão
do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8º do
ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o
que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do
STF.
II - Agravo regimental improvido.” (RE 601.202-AgR, rel min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 10.11.2010)
Confiram-se, também: RE 329.656-AgR (rel. min. Nelson Jobim,
Segunda Turma, DJ de 30.04.2003) e RE 248.816-AgR (rel. min. Maurício
Corrêa, Segunda Turma, DJ de 21.09.1999).
Quanto à possibilidade de aplicação do disposto no art. 1º-F da Lei
9.494/1997, que prevê juros de 6% ao ano, à hipótese dos autos, verifico
que a matéria foi suscitada originariamente nas razões do presente
agravo
regimental,
faltando-lhe,
assim,
o
indispensável
prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF).
De acordo com a jurisprudência desta Corte, para que a matéria seja
considerada prequestionada, deve ter sido trazida nas razões do recurso e
abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido,
suscitada em embargos de declaração. Nesse sentido:
“- Agravo regimental.
- Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão
constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão
recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e,
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 646.138 AGR / RJ
se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu
prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de
declaração para possibilitar ao Tribunal a quo pronunciar-se sobre ela.
Nada disso ocorreu no caso sob julgamento.
Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 28.03.1993)
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 646.138 AGR / RJ
se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu
prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de
declaração para possibilitar ao Tribunal a quo pronunciar-se sobre ela.
Nada disso ocorreu no caso sob julgamento.
Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 28.03.1993)
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. 2ª Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. 2ª Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2193824
| 2012-05-29T00:00:00
| 2012-06-19T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 29.05.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. ART. 8º do ADCT. AFASTAMENTO DE MILITAR COM BASE EM ATO INSTITUCIONAL TIDO COMO DE CARÁTER POLÍTICO. SÚMULA 279 DO STF. JUROS DE MORA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 e 356 do STF.
O acórdão recorrido concluiu que o afastamento do agravado das fileiras militares se deu com base em ato institucional de caráter político. Não há premissa de fato estabelecida no sentido de que o afastamento teria se dado com base em legislação disciplinar ordinária (Súmula 279 do STF).
O inconformismo quanto ao percentual dos juros de mora fixados pela sentença de primeiro grau foi manifestado originariamente nas razões do agravo regimental perante esta Corte, de forma que falta à matéria o indispensável prequestionamento (Súmula 282 e 356 do STF).
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur210857
|
- Acórdãos citados: AI 622044 AgR, RE 601202 AgR, RE 329656 AgR, RE 248816 AgR, AI 392689 AgR.
Número de páginas: 10.
Análise: 03/07/2012, MJC.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
646138
|
[
"LEG-FED ADCT ANO-1988\r\n ART-00008 \r\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 646138 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. ART. 8... do ADCT. AFASTAMENTO DE
MILITAR COM BASE EM ATO INSTITUCIONAL TIDO COMO DE
CARÁTER POLÍTICO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. JUROS DE MORA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
O acórdão recorrido concluiu que o afastamento do agravado das
fileiras militares se deu com base em ato institucional de caráter político.
Não há premissa de fato estabelecida no sentido de que o afastamento
teria se dado com base em legislação disciplinar ordinária (Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal).
O inconformismo quanto ao percentual dos juros de mora fixados
pela sentença de primeiro grau foi manifestado originariamente nas
razões do agravo regimental perante esta Corte, de forma que falta à
matéria o indispensável prequestionamento (Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal).
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 19/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto da seguinte decisão:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que
inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição)
interposto de acórdão de Tribunal Regional Federal assim ementado:
`CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR.
ANISTIA POLÍTICA. ARTIGO 8..., DO ADCT, DA Constituição Federal de 1988/88.
SUPERVENIÊNCIA DA LEI n 10.559/2002. PROMOÇÃO.
PRESCRIÇÃO.
1. Pretende o Autor o benefício da Anistia com a
condenação da Ré a reintegrá-lo aos Quadros da Marinha do
Brasil, transferindo-o para a Reserva Remunerada, a partir da
vigência do art. 8..., do ADCT, sua promoção na graduação a que
fizer jus; o recebimento de todas as promoções possíveis na
carreira militar; férias e licença-prêmio não gozadas, contadas
em dobro, para efeito de tempo de serviço; decênios, qüinqüênios
e anuênios; PASEP e todas as demais vantagens como se jamais
houvesse saído do serviço ativo.
2. É concedida anistia a todos aqueles que foram atingidos
por atos de exceção, institucionais ou complementares em
decorrência de motivação exclusivamente política. Aplicação do
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S)
:GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto da seguinte decisão:
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que
inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição)
interposto de acórdão de Tribunal Regional Federal assim ementado:
`CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR.
ANISTIA POLÍTICA. ARTIGO 8..., DO ADCT, DA Constituição Federal de 1988/88.
SUPERVENIÊNCIA DA LEI n 10.559/2002. PROMOÇÃO.
PRESCRIÇÃO.
1. Pretende o Autor o benefício da Anistia com a
condenação da Ré a reintegrá-lo aos Quadros da Marinha do
Brasil, transferindo-o para a Reserva Remunerada, a partir da
vigência do art. 8..., do ADCT, sua promoção na graduação a que
fizer jus; o recebimento de todas as promoções possíveis na
carreira militar; férias e licença-prêmio não gozadas, contadas
em dobro, para efeito de tempo de serviço; decênios, qüinqüênios
e anuênios; PASEP e todas as demais vantagens como se jamais
houvesse saído do serviço ativo.
2. É concedida anistia a todos aqueles que foram atingidos
por atos de exceção, institucionais ou complementares em
decorrência de motivação exclusivamente política. Aplicação do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
AI 646.138 AGR / RJ
art. 8..., do ADCT/88.
3. Ficou comprovado que o Autor foi licenciado do serviço
ativo da Marinha, através do Ato n 424, de 30 de novembro de
1964, o qual baseou-se na Exposição de Motivos n 138, de 21
de agosto de 1964, configurando-se, assim, que sua exclusão foi
em virtude de motivação política. Faz jus, portanto, a ser
anistiado, na forma do art. 8..., do ADCT.
4. No que tange às promoções a que teria direito, há que se
ter sempre uma interpretação ampliativa da lei de anistia em
benefício do anistiado. A alegação de que os militares afastados
não lograram demonstrar aproveitamento e merecimento,
através de cursos e concursos específicos para galgarem o
oficialato, não fazendo jus, portanto, às promoções que
decorreriam de merecimento, é frágil pois esbarra na seguinte
realidade incontestável: os militares expulsos não fizeram cursos
ou concursos justamente por terem sofrido tal tipo de punição.
Então, dentre outras conseqüências nocivas decorrentes da
expulsão está a de terem sido impedidos de seguirem a carreira
normal inclusive disputando as patentes mais altas através do
cumprimento das condições legais previstas para tanto.
5. O Autor faz jus a todas as promoções a que fizer jus,
por antiguidade e merecimento, como se na ativa estivesse, não
sendo possível exigir-lhe a satisfação de condições incompatíveis
com sua situação pessoal, nos termos do § 3..., do art. 6..., da Lei
n 10.559/2002 – Parecer n AGU/JD-1/2003.
6. Quanto ao cômputo em dobro de férias e licença-prêmio
não usufruídas, tal pedido deve ser deferido. Como já dito, a
anistia tem caráter amplo, devendo ser asseguradas ao anistiado
todas as vantagens, como se tivesse permanecido no serviço
ativo. No caso das férias e da licença-prêmio, as mesmas são
devidas com o simples decurso de um determinado período de
tempo, conforme dispõem os arts. 63 e 68, da Lei n6.880/80,
havendo, inclusive, previsão de contagem em dobro das férias e
da licença-prêmio não usufruídas, quando a impossibilidade não
se deu por culpa do militar (§§ 4... e 5..., do art. 63, e § 3..., do art.
68, da referida Lei).
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 646.138 AGR / RJ
art. 8..., do ADCT/88.
3. Ficou comprovado que o Autor foi licenciado do serviço
ativo da Marinha, através do Ato n 424, de 30 de novembro de
1964, o qual baseou-se na Exposição de Motivos n 138, de 21
de agosto de 1964, configurando-se, assim, que sua exclusão foi
em virtude de motivação política. Faz jus, portanto, a ser
anistiado, na forma do art. 8..., do ADCT.
4. No que tange às promoções a que teria direito, há que se
ter sempre uma interpretação ampliativa da lei de anistia em
benefício do anistiado. A alegação de que os militares afastados
não lograram demonstrar aproveitamento e merecimento,
através de cursos e concursos específicos para galgarem o
oficialato, não fazendo jus, portanto, às promoções que
decorreriam de merecimento, é frágil pois esbarra na seguinte
realidade incontestável: os militares expulsos não fizeram cursos
ou concursos justamente por terem sofrido tal tipo de punição.
Então, dentre outras conseqüências nocivas decorrentes da
expulsão está a de terem sido impedidos de seguirem a carreira
normal inclusive disputando as patentes mais altas através do
cumprimento das condições legais previstas para tanto.
5. O Autor faz jus a todas as promoções a que fizer jus,
por antiguidade e merecimento, como se na ativa estivesse, não
sendo possível exigir-lhe a satisfação de condições incompatíveis
com sua situação pessoal, nos termos do § 3..., do art. 6..., da Lei
n 10.559/2002 – Parecer n AGU/JD-1/2003.
6. Quanto ao cômputo em dobro de férias e licença-prêmio
não usufruídas, tal pedido deve ser deferido. Como já dito, a
anistia tem caráter amplo, devendo ser asseguradas ao anistiado
todas as vantagens, como se tivesse permanecido no serviço
ativo. No caso das férias e da licença-prêmio, as mesmas são
devidas com o simples decurso de um determinado período de
tempo, conforme dispõem os arts. 63 e 68, da Lei n6.880/80,
havendo, inclusive, previsão de contagem em dobro das férias e
da licença-prêmio não usufruídas, quando a impossibilidade não
se deu por culpa do militar (§§ 4... e 5..., do art. 63, e § 3..., do art.
68, da referida Lei).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
AI 646.138 AGR / RJ
7. Não há que se falar em prescrição qüinqüenal sequer
com referência às parcelas devidas há mais de cinco anos,
contados do ajuizamento da ação, prevalecendo a norma do art.
8..., § 1..., do ADCT, que estabelece expressamente que os efeitos
patrimoniais decorrentes da anistia incidem desde a data da
promulgação da Constituição.´ (fls. 260-261)
A União, alegando ofensa ao art. 8... do ADCT, aponta que o ato
que excluiu o recorrido da Marinha, por grave motivo disciplinar, é
válido e condizente com o ordenamento constitucional e com o
Estatuto dos Militares, pois o então militar colocara em risco a
hierarquia e a disciplina militar. Contesta, também, o reconhecimento
de direitos relativos a promoções que decorreriam de critérios
subjetivos, como merecimento e aprovação em concurso.
A decisão recorrida firmou como pressuposto o caráter político
do ato que desligou o militar dos quadros da Marinha Brasileira.
Rever os motivos fáticos que levaram à punição e alterar sua
fundamentação implica reexame dos fatos e provas que
fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o
processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da
Súmula 279 desta Corte.
Nesse sentido, cf. Recurso Extraordinário 329.656-AgR (rel. min. Nelson Jobim, DJ
de 06.06.2003) e Recurso Extraordinário 285.012 (rel. min. Ellen Gracie, DJ de
09.03.2005).
Quanto à jurisprudência mencionada, que excluía o direito às
promoções que fossem condicionadas, em atividade, ao atendimento de
critérios subjetivos, tais como merecimento ou aprovação em concurso,
observo que esse entendimento foi alterado em 2005 em acórdão
relatado pelo min. Carlos Velloso:
`CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ANISTIA.
MILITAR. PROMOÇÃO. Constituição de 1988, ADCT, artigo
8....
I. - O que a norma do art. 8... do ADCT exige, para a
concessão de promoções, na aposentadoria ou na reserva, é a
observância, apenas, dos prazos de permanência em atividade
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 646.138 AGR / RJ
7. Não há que se falar em prescrição qüinqüenal sequer
com referência às parcelas devidas há mais de cinco anos,
contados do ajuizamento da ação, prevalecendo a norma do art.
8..., § 1..., do ADCT, que estabelece expressamente que os efeitos
patrimoniais decorrentes da anistia incidem desde a data da
promulgação da Constituição.´ (fls. 260-261)
A União, alegando ofensa ao art. 8... do ADCT, aponta que o ato
que excluiu o recorrido da Marinha, por grave motivo disciplinar, é
válido e condizente com o ordenamento constitucional e com o
Estatuto dos Militares, pois o então militar colocara em risco a
hierarquia e a disciplina militar. Contesta, também, o reconhecimento
de direitos relativos a promoções que decorreriam de critérios
subjetivos, como merecimento e aprovação em concurso.
A decisão recorrida firmou como pressuposto o caráter político
do ato que desligou o militar dos quadros da Marinha Brasileira.
Rever os motivos fáticos que levaram à punição e alterar sua
fundamentação implica reexame dos fatos e provas que
fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o
processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da
Súmula 279 desta Corte.
Nesse sentido, cf. Recurso Extraordinário 329.656-AgR (rel. min. Nelson Jobim, DJ
de 06.06.2003) e Recurso Extraordinário 285.012 (rel. min. Ellen Gracie, DJ de
09.03.2005).
Quanto à jurisprudência mencionada, que excluía o direito às
promoções que fossem condicionadas, em atividade, ao atendimento de
critérios subjetivos, tais como merecimento ou aprovação em concurso,
observo que esse entendimento foi alterado em 2005 em acórdão
relatado pelo min. Carlos Velloso:
`CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ANISTIA.
MILITAR. PROMOÇÃO. Constituição de 1988, ADCT, artigo
8....
I. - O que a norma do art. 8... do ADCT exige, para a
concessão de promoções, na aposentadoria ou na reserva, é a
observância, apenas, dos prazos de permanência em atividade
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
AI 646.138 AGR / RJ
inscritos nas leis e regulamentos vigentes, inclusive, em
conseqüência, do requisito de idade-limite para ingresso em
graduações ou postos, que constem de leis e regulamentos
vigentes na ocasião em que o servidor, civil ou militar, seria
promovido.
II. - Recurso Extraordinário conhecido e improvido.´ (Recurso Extraordinário 165.438, rel. min.
Carlos Velloso, Pleno, DJ de 05.05.2006)
Desde então, esta Corte tem reconhecido o direito às promoções
que poderiam ter ocorrido no período de afastamento. Confiram-se: Recurso Extraordinário
166.791-EDv (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de 19.10.2007); Recurso Extraordinário
387.842-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 26.05.2006); Recurso Extraordinário
141.121-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 09.05.2006); Recurso Extraordinário 277.680
(rel. min. Cezar Peluso, DJ de 16.03.2006).
Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.
Publique-se.” (fls. 354-356)
Sustenta-se que houve ofensa ao disposto no art. 8... do Ato das
Disposições Constitucionais Provisórias e na Súmula 674/Supremo Tribunal Federal, pois o
agravado teria sido afastado das fileiras militares com base na legislação
disciplinar ordinária. Pretende-se, também, a limitação dos juros ao
percentual de 6% ano, com base no disposto no art. 1...-F da Lei 9.494/1997.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente recurso à
apreciação da Turma.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 646.138 AGR / RJ
inscritos nas leis e regulamentos vigentes, inclusive, em
conseqüência, do requisito de idade-limite para ingresso em
graduações ou postos, que constem de leis e regulamentos
vigentes na ocasião em que o servidor, civil ou militar, seria
promovido.
II. - Recurso Extraordinário conhecido e improvido.´ (Recurso Extraordinário 165.438, rel. min.
Carlos Velloso, Pleno, DJ de 05.05.2006)
Desde então, esta Corte tem reconhecido o direito às promoções
que poderiam ter ocorrido no período de afastamento. Confiram-se: Recurso Extraordinário
166.791-EDv (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de 19.10.2007); Recurso Extraordinário
387.842-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 26.05.2006); Recurso Extraordinário
141.121-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 09.05.2006); Recurso Extraordinário 277.680
(rel. min. Cezar Peluso, DJ de 16.03.2006).
Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento.
Publique-se.” (fls. 354-356)
Sustenta-se que houve ofensa ao disposto no art. 8... do Ato das
Disposições Constitucionais Provisórias e na Súmula 674/Supremo Tribunal Federal, pois o
agravado teria sido afastado das fileiras militares com base na legislação
disciplinar ordinária. Pretende-se, também, a limitação dos juros ao
percentual de 6% ano, com base no disposto no art. 1...-F da Lei 9.494/1997.
Mantenho a decisão agravada e trago o presente recurso à
apreciação da Turma.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão a
parte ora agravante.
Extrai-se do teor do acórdão recorrido a conclusão de que o
agravado teria sido discricionariamente licenciado das fileiras da Marinha
com base em ato institucional de caráter político, em razão de ter
participado do movimento conhecido como “Assembleia do Sindicato dos
Metalúrgicos” e não ter sido alcançado pela expulsão que havia sido
levada a efeito. Transcrevo:
“Infere-se do documento de fls. 19/20, que o autor fora
licenciado do serviço ativo, ex officio, pelo Aviso n 2.065/64, com
referência ao Ato Institucional n 1, de 09 de abril de 1964 (fls. 22),
exarado na Exposição de Motivos n 138, de 21/08/64 (fls. 23-25).
Na referida Exposição, o então Ministro da Marinha solicita a
autorização do Presidente da República para licenciar, pelo prazo de
06 meses, as praças que participaram do chamado `movimento
subversivo´ que ocorrera nos dias 25, 26 e 27 de março de 1964,
conhecido como `Assembléia do Sindicato dos Metalúrgicos´, e que
não foram alcançadas pela expulsão que havia sido levada a efeito, in
verbis:
`(...)
Por essas razões, não convém ao Serviço Naval a
permanência de cerca de oitocentos (800) marinheiros e
fuzileiros navais que, embora indiciados pelo Encarregado do
Inquérito, deixaram de ser denunciados pela promotoria militar
e, bem assim, de umas tantas outras praças cujas ações ou
omissões continuam sendo objeto de investigações. (…)
Por se tratar de caso de interesse excepcional para a
Marinha e não desejando pecar pelo excesso, como possivelmente
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão a
parte ora agravante.
Extrai-se do teor do acórdão recorrido a conclusão de que o
agravado teria sido discricionariamente licenciado das fileiras da Marinha
com base em ato institucional de caráter político, em razão de ter
participado do movimento conhecido como “Assembleia do Sindicato dos
Metalúrgicos” e não ter sido alcançado pela expulsão que havia sido
levada a efeito. Transcrevo:
“Infere-se do documento de fls. 19/20, que o autor fora
licenciado do serviço ativo, ex officio, pelo Aviso n 2.065/64, com
referência ao Ato Institucional n 1, de 09 de abril de 1964 (fls. 22),
exarado na Exposição de Motivos n 138, de 21/08/64 (fls. 23-25).
Na referida Exposição, o então Ministro da Marinha solicita a
autorização do Presidente da República para licenciar, pelo prazo de
06 meses, as praças que participaram do chamado `movimento
subversivo´ que ocorrera nos dias 25, 26 e 27 de março de 1964,
conhecido como `Assembléia do Sindicato dos Metalúrgicos´, e que
não foram alcançadas pela expulsão que havia sido levada a efeito, in
verbis:
`(...)
Por essas razões, não convém ao Serviço Naval a
permanência de cerca de oitocentos (800) marinheiros e
fuzileiros navais que, embora indiciados pelo Encarregado do
Inquérito, deixaram de ser denunciados pela promotoria militar
e, bem assim, de umas tantas outras praças cujas ações ou
omissões continuam sendo objeto de investigações. (…)
Por se tratar de caso de interesse excepcional para a
Marinha e não desejando pecar pelo excesso, como possivelmente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 646.138 AGR / RJ
aconteceria caso expulsasse indistintamente, marcando com
nota infamante, a todos esses elementos que, embora em grau
variável de responsabilidade, participaram dos acontecimentos,
venho solicitar a Vossa Excelência a autorização prevista no
parágrafo único do artigo 97 da Lei de Serviço Militar, para
licenciar, qualquer que seja o tempo de incorporação,
engajamento, reengajamento ou compromisso, todas as praças
não atingidas pelas medidas de expulsão, mas de alguma forma
envolvidas nos acontecimentos acima referidos. (…)
Tendo em vista, por outro lado, que um razoável período
de tempo será necessário para concluir todas as investigações em
andamento, solicito a Vossa Excelência seja a autorização em
apreço válida pelo prazo de seis meses.
(...)´
Com o advento da Carta Magna de 1988, o artigo 8..., ADCT,
concedeu a anistia a todos aqueles que foram comprovadamente
atingidos por atos de exceção, institucionais ou complementares, no
período compreendido entre 18/09/46 até 05/10/88.” (fls. 253-254)
Não procede, portanto, a alegação da parte ora agravada de que o
reexame de provas seria desnecessário, pois em momento algum o
acórdão recorrido estabeleceu premissa de fato de que o agravado teria
sido afastado das fileiras militares com base em legislação disciplinar
ordinária. No mesmo sentido:
“CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANISTIA.
MILITAR DO MINISTÉRIO DA MARINHA. ART. 8... do
ADCT/1988. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal
279.
1. O Tribunal de origem reconheceu o direito dos agravados à
anistia com base no art. 8... do ADCT /1988, por entender que eles
foram excluídos do serviço ativo por ato de exceção, de cunho
puramente político.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 646.138 AGR / RJ
aconteceria caso expulsasse indistintamente, marcando com
nota infamante, a todos esses elementos que, embora em grau
variável de responsabilidade, participaram dos acontecimentos,
venho solicitar a Vossa Excelência a autorização prevista no
parágrafo único do artigo 97 da Lei de Serviço Militar, para
licenciar, qualquer que seja o tempo de incorporação,
engajamento, reengajamento ou compromisso, todas as praças
não atingidas pelas medidas de expulsão, mas de alguma forma
envolvidas nos acontecimentos acima referidos. (…)
Tendo em vista, por outro lado, que um razoável período
de tempo será necessário para concluir todas as investigações em
andamento, solicito a Vossa Excelência seja a autorização em
apreço válida pelo prazo de seis meses.
(...)´
Com o advento da Carta Magna de 1988, o artigo 8..., ADCT,
concedeu a anistia a todos aqueles que foram comprovadamente
atingidos por atos de exceção, institucionais ou complementares, no
período compreendido entre 18/09/46 até 05/10/88.” (fls. 253-254)
Não procede, portanto, a alegação da parte ora agravada de que o
reexame de provas seria desnecessário, pois em momento algum o
acórdão recorrido estabeleceu premissa de fato de que o agravado teria
sido afastado das fileiras militares com base em legislação disciplinar
ordinária. No mesmo sentido:
“CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANISTIA.
MILITAR DO MINISTÉRIO DA MARINHA. ART. 8... do
ADCT/1988. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal
279.
1. O Tribunal de origem reconheceu o direito dos agravados à
anistia com base no art. 8... do ADCT /1988, por entender que eles
foram excluídos do serviço ativo por ato de exceção, de cunho
puramente político.
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 646.138 AGR / RJ
2. Para reforma do acórdão recorrido é imprescindível o reexame
de fatos e de provas, inviável em sede extraordinária, em razão do
óbice previsto na Súmula Supremo Tribunal Federal 279. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 622.044-
AgR, rel min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 05.04.2011)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8... DO ADCT.
NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO.
I A controvérsia acerca da natureza jurídica do ato de expulsão
do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8... do
ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o
que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal.
II - Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 601.202-AgR, rel min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 10.11.2010)
Confiram-se, também: Recurso Extraordinário 329.656-AgR (rel. min. Nelson Jobim,
Segunda Turma, DJ de 30.04.2003) e Recurso Extraordinário 248.816-AgR (rel. min. Maurício
Corrêa, Segunda Turma, DJ de 21.09.1999).
Quanto à possibilidade de aplicação do disposto no art. 1...-F da Lei
9.494/1997, que prevê juros de 6% ao ano, à hipótese dos autos, verifico
que a matéria foi suscitada originariamente nas razões do presente
agravo
regimental,
faltando-lhe,
assim,
o
indispensável
prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal).
De acordo com a jurisprudência desta Corte, para que a matéria seja
considerada prequestionada, deve ter sido trazida nas razões do recurso e
abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido,
suscitada em embargos de declaração. Nesse sentido:
“- Agravo regimental.
- Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão
constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão
recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e,
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 646.138 AGR / RJ
2. Para reforma do acórdão recorrido é imprescindível o reexame
de fatos e de provas, inviável em sede extraordinária, em razão do
óbice previsto na Súmula Supremo Tribunal Federal 279. Precedentes.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 622.044-
AgR, rel min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 05.04.2011)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8... DO ADCT.
NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO.
I A controvérsia acerca da natureza jurídica do ato de expulsão
do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8... do
ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o
que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal.
II - Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 601.202-AgR, rel min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 10.11.2010)
Confiram-se, também: Recurso Extraordinário 329.656-AgR (rel. min. Nelson Jobim,
Segunda Turma, DJ de 30.04.2003) e Recurso Extraordinário 248.816-AgR (rel. min. Maurício
Corrêa, Segunda Turma, DJ de 21.09.1999).
Quanto à possibilidade de aplicação do disposto no art. 1...-F da Lei
9.494/1997, que prevê juros de 6% ao ano, à hipótese dos autos, verifico
que a matéria foi suscitada originariamente nas razões do presente
agravo
regimental,
faltando-lhe,
assim,
o
indispensável
prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal).
De acordo com a jurisprudência desta Corte, para que a matéria seja
considerada prequestionada, deve ter sido trazida nas razões do recurso e
abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido,
suscitada em embargos de declaração. Nesse sentido:
“- Agravo regimental.
- Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão
constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão
recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e,
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 646.138 AGR / RJ
se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu
prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de
declaração para possibilitar ao Tribunal a quo pronunciar-se sobre ela.
Nada disso ocorreu no caso sob julgamento.
Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 28.03.1993)
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 646.138 AGR / RJ
se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu
prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de
declaração para possibilitar ao Tribunal a quo pronunciar-se sobre ela.
Nada disso ocorreu no caso sob julgamento.
Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min.
Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 28.03.1993)
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. 2... Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.138
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MANOEL NAZARENO FERNANDES
ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. 2... Turma, 29.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 646 . 138",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 646 . 138",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 646 . 138",
"AI",
"AI 646 . 138 AGR / RJ",
"AI 646 . 138 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 329 . 656 - AgR",
"Recurso Extraordinário 285 . 012",
"AI 646 . 138 AGR / RJ",
"Súmula 279 desta Corte",
"Recurso Extraordinário 329 . 656 - AgR",
"Recurso Extraordinário 285 . 012",
"AI 646 . 138 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 165 . 438",
"Recurso Extraordinário 166 . 791 - EDv",
"Recurso Extraordinário 387 . 842 - AgR",
"Recurso Extraordinário 141 . 121 - AgR",
"Recurso Extraordinário 277 . 680",
"Súmula 674 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 646 . 138 AGR /",
"Recurso Extraordinário 165 . 438",
"Recurso Extraordinário 166 . 791 - EDv",
"Recurso Extraordinário 387 . 842 - AgR",
"Recurso Extraordinário 141 . 121 -",
"Recurso Extraordinário 277 . 680",
"Súmula 674 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 646 . 138",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 646 . 138",
"AI 646 . 138 AGR / RJ",
"AI 646 . 138 AGR / RJ",
"AI 646 . 138 AGR / RJ",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 279",
"AI 622 . 044 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 601 . 202 - AgR",
"Recurso Extraordinário 329 . 656 - AgR",
"Recurso Extraordinário 248 . 816 - AgR",
"Súmulas 282",
"AI 646 . 138 AGR / RJ",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 279 .",
"AI 622 . 044 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 601 . 202 - AgR",
"Recurso Extraordinário 329 . 656 - AgR",
"Recurso Extraordinário 248 . 816 - AgR",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 646 . 138",
"AI 392 . 689 - AgR",
"AI 646 . 138 AGR / RJ",
"AI 392 . 689 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 646 . 138",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 646 . 138"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"ARTIGO 8 . . . , DO ADCT , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"LEI n 10 . 559 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"ARTIGO 8 . . . , DO ADCT , DA",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"LEI n 10 . 559 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ADCT /",
"§ 3 . . . , do art . 6 . . . , da Lei n 10 . 559 / 2002",
"arts . 63 e 68 , da Lei n6 . 880 / 80",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Ato n 424",
"§ 3 . . . , do art . 6 . . . , da Lei n 10 . 559 / 2002",
"arts . 63 e 68 , da Lei n6 . 880 / 80",
"Medida Provisória n",
"art",
"Constituição",
"Estatuto dos Militares",
"Constituição de 1988 ,",
"ADCT , artigo 8 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Estatuto dos Militares",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 8 . . . do Ato das Disposições Constitucionais Provisórias",
"art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 8 . . . do Ato das Disposições Constitucionais Provisórias",
"art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Ato Institucional n 1",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Aviso n 2 . 065 / 64",
"Ato Institucional n 1",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Lei de Serviço Militar",
"Carta Magna de 1988",
"artigo",
"art . 8 . . . do ADCT / 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Lei de Serviço Militar",
"Carta Magna de 1988",
"art . 8 . . . do ADCT / 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997",
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Marinha do Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Marinha do Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"ADCT",
"/",
"88",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Marinha",
"Marinha Brasileira",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Marinha Brasileira",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"AgR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Marinha",
"Assembleia do Sindicato dos Metalúrgicos",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Assembleia do Sindicato dos Metalúrgicos",
"Marinha",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"MINISTÉRIO DA MARINHA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"MINISTÉRIO DA MARINHA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"MANOEL NAZARENO FERNANDES",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"Ricardo Lewandowski",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MANOEL NAZARENO FERNANDES",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MANOEL NAZARENO FERNANDES",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Nelson Jobim",
"Ellen Gracie",
"Carlos Velloso",
"Nelson Jobim",
"Ellen Gracie",
"Carlos Velloso",
"Carlos Velloso",
"Gilmar Mendes",
"Sepúlveda Pertence",
"Eros Grau",
"Cezar Peluso",
"Carlos Velloso",
"Gilmar Mendes",
"Sepúlveda Pertence",
"Eros Grau",
"Cezar Peluso",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Nelson Jobim",
"Maurício Corrêa",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Nelson Jobim",
"Maurício Corrêa",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MANOEL NAZARENO FERNANDES",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MANOEL NAZARENO FERNANDES",
"GERSON LUCCHESI BRITO DE OLIVEIRA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"29 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de novembro de 1964",
"21 de agosto de 1964",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de novembro de 1964",
"21 de agosto de 1964",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"06",
".",
"2003",
"09",
".",
"03",
".",
"2005",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"06",
".",
"2003",
"09",
".",
"03",
".",
"2005",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"05",
".",
"2006",
"19",
".",
"10",
".",
"2007",
"26",
".",
"05",
".",
"2006",
"09",
".",
"05",
".",
"2006",
"16",
".",
"03",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"05",
".",
"2006",
"19",
".",
"10",
".",
"2007",
"26",
".",
"05",
".",
"2006",
"09",
".",
"05",
".",
"2006",
"16",
".",
"03",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"09 de abril de 1964",
"21",
"/",
"08",
"/",
"64",
"25 , 26 e 27 de março de 1964",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
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"05",
"/",
"2012",
"09 de abril de 1964",
"21",
"/",
"08",
"/",
"64",
"25 , 26 e 27 de março de 1964",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"09",
"/",
"46",
"05",
"/",
"10",
"/",
"88",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"09",
"/",
"46",
"05",
"/",
"10",
"/",
"88",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"04",
".",
"2011",
"10",
".",
"11",
".",
"2010",
"30",
".",
"04",
".",
"2003",
"21",
".",
"09",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"04",
".",
"2011",
"10",
".",
"11",
".",
"2010",
"30",
".",
"04",
".",
"2003",
"21",
".",
"09",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"03",
".",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"03",
".",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:INDÚSTRIA CERÂMICA
DE PISOS COLONIAIS
LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO
EMANUEL
ISER
DE
MEIRELLES
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:CENTRAIS
ELÉTRICAS
BRASILEIRAS
S/A
-
ELETROBRÁS
ADV.(A/S)
:VLÁDIA VIANA REGIS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1947008.
Supremo Tribunal Federal
DJe 04/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:INDÚSTRIA CERÂMICA
DE PISOS COLONIAIS
LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO
EMANUEL
ISER
DE
MEIRELLES
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:CENTRAIS
ELÉTRICAS
BRASILEIRAS
S/A
-
ELETROBRÁS
ADV.(A/S)
:VLÁDIA VIANA REGIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 300 e 301,
proferi decisão do seguinte teor:
AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE
NORMAS LEGAIS – AUSÊNCIA DE
ENTENDIMENTO CONTRÁRIO À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA LEGAL – REAPRECIAÇÃO
DA CONTROVÉRSIA – INVIABILIDADE
– AGRAVO DESPROVIDO.
1. Discutem a responsabilidade da União quanto aos
valores restituídos a título de empréstimo compulsório sobre o
consumo de energia elétrica. O Superior Tribunal de Justiça
apreciou a matéria a partir de interpretação de normas
estritamente legais. Em momento algum, adotou entendimento
contrário à Carta da República, ficando inviabilizado o recurso
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:INDÚSTRIA CERÂMICA
DE PISOS COLONIAIS
LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO
EMANUEL
ISER
DE
MEIRELLES
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:CENTRAIS
ELÉTRICAS
BRASILEIRAS
S/A
-
ELETROBRÁS
ADV.(A/S)
:VLÁDIA VIANA REGIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 300 e 301,
proferi decisão do seguinte teor:
AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE
NORMAS LEGAIS – AUSÊNCIA DE
ENTENDIMENTO CONTRÁRIO À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA LEGAL – REAPRECIAÇÃO
DA CONTROVÉRSIA – INVIABILIDADE
– AGRAVO DESPROVIDO.
1. Discutem a responsabilidade da União quanto aos
valores restituídos a título de empréstimo compulsório sobre o
consumo de energia elétrica. O Superior Tribunal de Justiça
apreciou a matéria a partir de interpretação de normas
estritamente legais. Em momento algum, adotou entendimento
contrário à Carta da República, ficando inviabilizado o recurso
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 832.639 AGR / SC
extraordinário. As razões apresentadas pela União partem de
premissas que não se coadunam com o pronunciamento
formalizado. Confiram com o acórdão de folha 228 a 234,
integrado pelo de folha 242 a 246.
A par desse aspecto, quanto a evocação do artigo 97 da Lei
Fundamental, no que direciona a atuação do Tribunal Pleno ou
do órgão especial que lhe faça as vezes. Tem-se que a Corte de
origem não incorreu em erro de procedimento. Limitou-se a
examinar a controvérsia à luz da legislação de regência.
Descabe confundir declaração de inconstitucionalidade de
norma com simples interpretação da lei, à luz do caso concreto.
2. Ante o quadro, nego provimento ao agravo.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 304 a 310, insiste no processamento do
extraordinário. Discorre sobre o tema de fundo, ressaltando ter o Tribunal
de origem negado aplicação ao artigo 4º, § 3º, da Lei nº 4.156/62. Articula
com a ofensa ao artigo 97 da Carta da República. Postula o sobrestamento
dos autos, a fim de aguardar-se o julgamento do Agravo de Instrumento
nº 838.188/RS, com repercussão geral admitida, no qual o Supremo
decidirá o tema relativo à exigência da reserva de plenário para o
afastamento da aplicação de norma anterior à Constituição de 1988.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 317 a 319,
apontando o acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 832.639 AGR / SC
extraordinário. As razões apresentadas pela União partem de
premissas que não se coadunam com o pronunciamento
formalizado. Confiram com o acórdão de folha 228 a 234,
integrado pelo de folha 242 a 246.
A par desse aspecto, quanto a evocação do artigo 97 da Lei
Fundamental, no que direciona a atuação do Tribunal Pleno ou
do órgão especial que lhe faça as vezes. Tem-se que a Corte de
origem não incorreu em erro de procedimento. Limitou-se a
examinar a controvérsia à luz da legislação de regência.
Descabe confundir declaração de inconstitucionalidade de
norma com simples interpretação da lei, à luz do caso concreto.
2. Ante o quadro, nego provimento ao agravo.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 304 a 310, insiste no processamento do
extraordinário. Discorre sobre o tema de fundo, ressaltando ter o Tribunal
de origem negado aplicação ao artigo 4º, § 3º, da Lei nº 4.156/62. Articula
com a ofensa ao artigo 97 da Carta da República. Postula o sobrestamento
dos autos, a fim de aguardar-se o julgamento do Agravo de Instrumento
nº 838.188/RS, com repercussão geral admitida, no qual o Supremo
decidirá o tema relativo à exigência da reserva de plenário para o
afastamento da aplicação de norma anterior à Constituição de 1988.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 317 a 319,
apontando o acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador da Fazenda Nacional,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de
Justiça consignou existir litisconsórcio entre a União e a Eletrobrás quanto
à discussão acerca da correção monetária dos valores restituídos a título
de empréstimo compulsório sobre a energia elétrica. O deslinde da
controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a
Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em
interpretação conferida à legislação de regência da matéria.
A par desse aspecto, não procede o que alegado pela União quanto
ao desrespeito ao artigo 97 da Lei Fundamental. O Tribunal de origem
não incorreu em erro de procedimento. Afinal, descabe confundir
declaração de inconstitucionalidade de norma com simples interpretação
da lei, à luz do caso concreto.
No mais, o Supremo, no julgamento do Agravo de Instrumento nº
735.933/RS, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou a ausência
de repercussão geral da questão relativa aos critérios de correção
monetária utilizados para a devolução do empréstimo compulsório sobre
o consumo de energia elétrica, por tratar-se de tema infraconstitucional.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador da Fazenda Nacional,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de
Justiça consignou existir litisconsórcio entre a União e a Eletrobrás quanto
à discussão acerca da correção monetária dos valores restituídos a título
de empréstimo compulsório sobre a energia elétrica. O deslinde da
controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a
Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em
interpretação conferida à legislação de regência da matéria.
A par desse aspecto, não procede o que alegado pela União quanto
ao desrespeito ao artigo 97 da Lei Fundamental. O Tribunal de origem
não incorreu em erro de procedimento. Afinal, descabe confundir
declaração de inconstitucionalidade de norma com simples interpretação
da lei, à luz do caso concreto.
No mais, o Supremo, no julgamento do Agravo de Instrumento nº
735.933/RS, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou a ausência
de repercussão geral da questão relativa aos critérios de correção
monetária utilizados para a devolução do empréstimo compulsório sobre
o consumo de energia elétrica, por tratar-se de tema infraconstitucional.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 832.639 AGR / SC
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
agravada.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 832.639 AGR / SC
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
agravada.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : INDÚSTRIA CERÂMICA DE PISOS COLONIAIS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO EMANUEL ISER DE MEIRELLES E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS
ADV.(A/S) : VLÁDIA VIANA REGIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1951599
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : INDÚSTRIA CERÂMICA DE PISOS COLONIAIS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO EMANUEL ISER DE MEIRELLES E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS
ADV.(A/S) : VLÁDIA VIANA REGIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1951599
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1961993
| 2012-04-17T00:00:00
| 2012-05-04T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur208772
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- Acórdão citado: AI 735933 RG.
Número de páginas: 6.
Análise: 17/05/2012, BMB.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
832639
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR
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acordaos
|
AI 832639 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
INTDO.(A/S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS
ADV.(A/S) : VLÁDIA VIANA REGIS
ADV.(A/S) : FÁBIO EMANUEL ISER DE MEIRELLES E OUTRO(A/S)
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : INDÚSTRIA CERÂMICA DE PISOS COLONIAIS LTDA
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:INDÚSTRIA CERÂMICA
DE PISOS COLONIAIS
LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO
EMANUEL
ISER
DE
MEIRELLES
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:CENTRAIS
ELÉTRICAS
BRASILEIRAS
S/A
-
ELETROBRÁS
ADV.(A/S)
:VLÁDIA VIANA REGIS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 04/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:INDÚSTRIA CERÂMICA
DE PISOS COLONIAIS
LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO
EMANUEL
ISER
DE
MEIRELLES
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:CENTRAIS
ELÉTRICAS
BRASILEIRAS
S/A
-
ELETROBRÁS
ADV.(A/S)
:VLÁDIA VIANA REGIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 300 e 301,
proferi decisão do seguinte teor:
AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE
NORMAS LEGAIS – AUSÊNCIA DE
ENTENDIMENTO CONTRÁRIO À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA LEGAL – REAPRECIAÇÃO
DA CONTROVÉRSIA – INVIABILIDADE
– AGRAVO DESPROVIDO.
1. Discutem a responsabilidade da União quanto aos
valores restituídos a título de empréstimo compulsório sobre o
consumo de energia elétrica. O Superior Tribunal de Justiça
apreciou a matéria a partir de interpretação de normas
estritamente legais. Em momento algum, adotou entendimento
contrário à Carta da República, ficando inviabilizado o recurso
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:INDÚSTRIA CERÂMICA
DE PISOS COLONIAIS
LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO
EMANUEL
ISER
DE
MEIRELLES
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:CENTRAIS
ELÉTRICAS
BRASILEIRAS
S/A
-
ELETROBRÁS
ADV.(A/S)
:VLÁDIA VIANA REGIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 300 e 301,
proferi decisão do seguinte teor:
AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE
NORMAS LEGAIS – AUSÊNCIA DE
ENTENDIMENTO CONTRÁRIO À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA LEGAL – REAPRECIAÇÃO
DA CONTROVÉRSIA – INVIABILIDADE
– AGRAVO DESPROVIDO.
1. Discutem a responsabilidade da União quanto aos
valores restituídos a título de empréstimo compulsório sobre o
consumo de energia elétrica. O Superior Tribunal de Justiça
apreciou a matéria a partir de interpretação de normas
estritamente legais. Em momento algum, adotou entendimento
contrário à Carta da República, ficando inviabilizado o recurso
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 832.639 AGR / SC
extraordinário. As razões apresentadas pela União partem de
premissas que não se coadunam com o pronunciamento
formalizado. Confiram com o acórdão de folha 228 a 234,
integrado pelo de folha 242 a 246.
A par desse aspecto, quanto a evocação do artigo 97 da Lei
Fundamental, no que direciona a atuação do Tribunal Pleno ou
do órgão especial que lhe faça as vezes. Tem-se que a Corte de
origem não incorreu em erro de procedimento. Limitou-se a
examinar a controvérsia à luz da legislação de regência.
Descabe confundir declaração de inconstitucionalidade de
norma com simples interpretação da lei, à luz do caso concreto.
2. Ante o quadro, nego provimento ao agravo.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 304 a 310, insiste no processamento do
extraordinário. Discorre sobre o tema de fundo, ressaltando ter o Tribunal
de origem negado aplicação ao artigo 4..., § 3..., da Lei n 4.156/62. Articula
com a ofensa ao artigo 97 da Carta da República. Postula o sobrestamento
dos autos, a fim de aguardar-se o julgamento do Agravo de Instrumento
n 838.188/RS, com repercussão geral admitida, no qual o Supremo
decidirá o tema relativo à exigência da reserva de plenário para o
afastamento da aplicação de norma anterior à Constituição de 1988.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 317 a 319,
apontando o acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 832.639 AGR / SC
extraordinário. As razões apresentadas pela União partem de
premissas que não se coadunam com o pronunciamento
formalizado. Confiram com o acórdão de folha 228 a 234,
integrado pelo de folha 242 a 246.
A par desse aspecto, quanto a evocação do artigo 97 da Lei
Fundamental, no que direciona a atuação do Tribunal Pleno ou
do órgão especial que lhe faça as vezes. Tem-se que a Corte de
origem não incorreu em erro de procedimento. Limitou-se a
examinar a controvérsia à luz da legislação de regência.
Descabe confundir declaração de inconstitucionalidade de
norma com simples interpretação da lei, à luz do caso concreto.
2. Ante o quadro, nego provimento ao agravo.
3. Publiquem.
A União, na minuta de folha 304 a 310, insiste no processamento do
extraordinário. Discorre sobre o tema de fundo, ressaltando ter o Tribunal
de origem negado aplicação ao artigo 4..., § 3..., da Lei n 4.156/62. Articula
com a ofensa ao artigo 97 da Carta da República. Postula o sobrestamento
dos autos, a fim de aguardar-se o julgamento do Agravo de Instrumento
n 838.188/RS, com repercussão geral admitida, no qual o Supremo
decidirá o tema relativo à exigência da reserva de plenário para o
afastamento da aplicação de norma anterior à Constituição de 1988.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 317 a 319,
apontando o acerto do ato impugnado.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador da Fazenda Nacional,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de
Justiça consignou existir litisconsórcio entre a União e a Eletrobrás quanto
à discussão acerca da correção monetária dos valores restituídos a título
de empréstimo compulsório sobre a energia elétrica. O deslinde da
controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a
Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em
interpretação conferida à legislação de regência da matéria.
A par desse aspecto, não procede o que alegado pela União quanto
ao desrespeito ao artigo 97 da Lei Fundamental. O Tribunal de origem
não incorreu em erro de procedimento. Afinal, descabe confundir
declaração de inconstitucionalidade de norma com simples interpretação
da lei, à luz do caso concreto.
No mais, o Supremo, no julgamento do Agravo de Instrumento n
735.933/RS, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou a ausência
de repercussão geral da questão relativa aos critérios de correção
monetária utilizados para a devolução do empréstimo compulsório sobre
o consumo de energia elétrica, por tratar-se de tema infraconstitucional.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procurador da Fazenda Nacional,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de
Justiça consignou existir litisconsórcio entre a União e a Eletrobrás quanto
à discussão acerca da correção monetária dos valores restituídos a título
de empréstimo compulsório sobre a energia elétrica. O deslinde da
controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a
Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em
interpretação conferida à legislação de regência da matéria.
A par desse aspecto, não procede o que alegado pela União quanto
ao desrespeito ao artigo 97 da Lei Fundamental. O Tribunal de origem
não incorreu em erro de procedimento. Afinal, descabe confundir
declaração de inconstitucionalidade de norma com simples interpretação
da lei, à luz do caso concreto.
No mais, o Supremo, no julgamento do Agravo de Instrumento n
735.933/RS, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou a ausência
de repercussão geral da questão relativa aos critérios de correção
monetária utilizados para a devolução do empréstimo compulsório sobre
o consumo de energia elétrica, por tratar-se de tema infraconstitucional.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 832.639 AGR / SC
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
agravada.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1947010.
Supremo Tribunal Federal
AI 832.639 AGR / SC
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
agravada.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : INDÚSTRIA CERÂMICA DE PISOS COLONIAIS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO EMANUEL ISER DE MEIRELLES E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS
ADV.(A/S) : VLÁDIA VIANA REGIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 832.639
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : INDÚSTRIA CERÂMICA DE PISOS COLONIAIS LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO EMANUEL ISER DE MEIRELLES E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS
ADV.(A/S) : VLÁDIA VIANA REGIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 832 . 639",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 832 . 639",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 832 . 639",
"AI 832 . 639 AGR / SC",
"Agravo de Instrumento n 838 . 188 / RS",
"AI 832 . 639 AGR",
"Agravo de Instrumento n 838 . 188 / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 832 . 639",
"Agravo de Instrumento n 735 . 933 / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 832 . 639",
"Agravo de Instrumento n 735 . 933 / RS",
"AI 832 . 639 AGR / SC",
"AI 832 . 639 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 832 . 639",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 832 . 639"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Lei Fundamental",
"artigo 4 . . . , § 3 . . . , da Lei n 4 . 156 / 62",
"artigo 97 da Carta da República",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Lei Fundamental",
"artigo 4 . . . , § 3 . . . , da Lei n 4 . 156 / 62",
"artigo 97 da Carta da República",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"artigo 97 da Lei Fundamental",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"artigo 97 da Lei Fundamental",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"INDÚSTRIA CERÂMICA DE PISOS COLONIAIS LTDA",
"CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S / A",
"ELETROBRÁS",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"INDÚSTRIA CERÂMICA DE PISOS COLONIAIS LTDA",
"CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S / A",
"ELETROBRÁS",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"INDÚSTRIA CERÂMICA DE PISOS COLONIAIS LTDA",
"CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S / A",
"ELETROBRÁS",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Tribunal Pleno",
"União",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Fazenda Nacional",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Eletrobrás",
"União",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Fazenda Nacional",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Eletrobrás",
"União",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"INDÚSTRIA CERÂMICA DE PISOS COLONIAIS LTDA",
"CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S / A",
"ELETROBRÁS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"INDÚSTRIA CERÂMICA DE PISOS COLONIAIS LTDA",
"CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S / A",
"ELETROBRÁS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"FÁBIO EMANUEL ISER DE MEIRELLES",
"VLÁDIA VIANA REGIS",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FÁBIO EMANUEL ISER DE MEIRELLES",
"VLÁDIA VIANA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FÁBIO EMANUEL ISER DE MEIRELLES",
"VLÁDIA VIANA REGIS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FÁBIO EMANUEL ISER DE MEIRELLES",
"VLÁDIA VIANA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"FÁBIO EMANUEL ISER DE MEIRELLES",
"VLÁDIA VIANA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
ADV.(A/S)
:CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
INTDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
EMENTA:
CONSTITUCIONAL. MANDADO DE INJUNÇÃO.
APOSENTADORIA ESPECIAL. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E
MUNICIPAIS. DECISÃO QUE CONCEDE A ORDEM PARA
DETERMINAR
QUE A AUTORIDADE ADMINISTRATIVA
COMPETENTE ANALISE A SITUAÇÃO FÁTICA DO IMPETRANTE À
LUZ DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. AGRAVO REGIMENTAL DA
UNIÃO. ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PRESIDENTE
DA REPÚBLICA E DE INCOMPETÊNCIA DA UNIÃO PARA LEGISLAR
SOBRE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E
MUNICIPAIS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A Corte firmou entendimento no sentido de que a competência
concorrente para legislar sobre previdência dos servidores públicos não
afasta a necessidade da edição de norma regulamentadora de caráter
nacional, cuja competência é da União. Por esse motivo, a Corte assentou
a legitimidade do Presidente da República para figurar no polo passivo
de mandado de injunção sobre esse tema. Precedentes.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do julgamento e das notas
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029586.
Supremo Tribunal Federal
DJe 01/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
MI 1.898 AGR / DF
taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em
negar provimento ao recurso de agravo.
Brasília, 16 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029586.
Supremo Tribunal Federal
MI 1.898 AGR / DF
taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em
negar provimento ao recurso de agravo.
Brasília, 16 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
ADV.(A/S)
:CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
INTDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pela União contra decisão por mim
proferida, em que deferi parcialmente a ordem para determinar que a
autoridade administrativa competente proceda à análise da situação
individual da impetrante, servidora pública estadual, para fins de
aposentadoria especial, à luz do art. 57 da lei 8.213/1991.
A agravante sustenta a ilegitimidade do Presidente da República
para figurar no polo passivo do writ. Alega também que compete à União
editar a lei complementar federal que irá dispor sobre a aposentadoria
especial dos servidores públicos federais. Em se tratando de servidor
público estadual, como no presente caso, alega que a competência para
editar a lei complementar sobre o tema é do Estado.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029587.
Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
ADV.(A/S)
:CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
INTDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pela União contra decisão por mim
proferida, em que deferi parcialmente a ordem para determinar que a
autoridade administrativa competente proceda à análise da situação
individual da impetrante, servidora pública estadual, para fins de
aposentadoria especial, à luz do art. 57 da lei 8.213/1991.
A agravante sustenta a ilegitimidade do Presidente da República
para figurar no polo passivo do writ. Alega também que compete à União
editar a lei complementar federal que irá dispor sobre a aposentadoria
especial dos servidores públicos federais. Em se tratando de servidor
público estadual, como no presente caso, alega que a competência para
editar a lei complementar sobre o tema é do Estado.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029587.
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Esta Corte, ao
julgar o MI 1832-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, firmou entendimento no
sentido de que a competência legislativa concorrente sobre o tema da
aposentadoria dos servidores públicos não afasta a necessidade de um
tratamento uniforme da matéria, especialmente no caso de norma que
excepciona as regras gerais de aposentadoria. Assim, entendeu-se
caracterizada a necessidade da edição de norma regulamentadora de
caráter nacional, cuja competência é da União. Por essa razão, firmou-se o
entendimento acerca da legitimidade do Presidente da República para
figurar no polo passivo de mandado de injunção sobre o tema da
aposentadoria especial de servidores públicos. Confira-se o teor da
ementa do referido julgado:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR
PÚBLICO DISTRITAL. ART. 40, § 4º, INC. III, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DA UNIÃO, ESTADOS E DO DISTRITO
FEDERAL PARA LEGISLAR SOBRE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
NECESSIDADE DE TRATAMENTO UNIFORME DA
MATÉRIA. 1. A competência concorrente para legislar sobre
previdência social não afasta a necessidade de tratamento
uniforme das exceções às regras de aposentadoria dos
servidores públicos. Necessidade de atuação normativa da
União para a edição de norma regulamentadora de caráter
nacional. 2. O Presidente da República é parte legítima para
figurar no pólo passivo de mandado de injunção em que se
discute a aposentadoria especial de servidor público.
Precedente. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
(MI 1832 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 24.03.2011, DJe-093 DIVULG 17.05.2011 pub
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029588.
Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Esta Corte, ao
julgar o MI 1832-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, firmou entendimento no
sentido de que a competência legislativa concorrente sobre o tema da
aposentadoria dos servidores públicos não afasta a necessidade de um
tratamento uniforme da matéria, especialmente no caso de norma que
excepciona as regras gerais de aposentadoria. Assim, entendeu-se
caracterizada a necessidade da edição de norma regulamentadora de
caráter nacional, cuja competência é da União. Por essa razão, firmou-se o
entendimento acerca da legitimidade do Presidente da República para
figurar no polo passivo de mandado de injunção sobre o tema da
aposentadoria especial de servidores públicos. Confira-se o teor da
ementa do referido julgado:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR
PÚBLICO DISTRITAL. ART. 40, § 4º, INC. III, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DA UNIÃO, ESTADOS E DO DISTRITO
FEDERAL PARA LEGISLAR SOBRE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
NECESSIDADE DE TRATAMENTO UNIFORME DA
MATÉRIA. 1. A competência concorrente para legislar sobre
previdência social não afasta a necessidade de tratamento
uniforme das exceções às regras de aposentadoria dos
servidores públicos. Necessidade de atuação normativa da
União para a edição de norma regulamentadora de caráter
nacional. 2. O Presidente da República é parte legítima para
figurar no pólo passivo de mandado de injunção em que se
discute a aposentadoria especial de servidor público.
Precedente. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
(MI 1832 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 24.03.2011, DJe-093 DIVULG 17.05.2011 pub
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029588.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
MI 1.898 AGR / DF
18.05.2011).
No mesmo sentido, MI 1463 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 02.03.2011, DJe-089 DIVULG
12.05.2011 PUBLIC 13.05.2011.
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029588.
Supremo Tribunal Federal
MI 1.898 AGR / DF
18.05.2011).
No mesmo sentido, MI 1463 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 02.03.2011, DJe-089 DIVULG
12.05.2011 PUBLIC 13.05.2011.
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIAO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
INTDO.(A/S) : SENADO FEDERAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2102609
Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIAO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
INTDO.(A/S) : SENADO FEDERAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2102609
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2115194
| 2012-05-16T00:00:00
| 2012-06-01T00:00:00
|
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 16.05.2012.
|
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO
|
Ementa: CONSTITUCIONAL. MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS. DECISÃO QUE CONCEDE A ORDEM PARA DETERMINAR QUE A AUTORIDADE ADMINISTRATIVA COMPETENTE ANALISE A SITUAÇÃO FÁTICA DO IMPETRANTE À LUZ DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. AGRAVO REGIMENTAL DA UNIÃO. ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E DE INCOMPETÊNCIA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A Corte firmou entendimento no sentido de que a competência concorrente para legislar sobre previdência dos servidores públicos não afasta a necessidade da edição de norma regulamentadora de caráter nacional, cuja competência é da União. Por esse motivo, a Corte assentou a legitimidade do Presidente da República para figurar no polo passivo de mandado de injunção sobre esse tema. Precedentes.
Agravo regimental desprovido.
|
sjur210017
|
- Acórdãos citados: MI 1832 AgR - Tribunal Pleno, MI 1463 AgR - Tribunal Pleno.
Número de páginas: 6..
Análise: 14/06/2012, BMB.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Tribunal Pleno
|
1898
|
[
"LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\r\n ART-00057 \r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
MI-AgR
|
acordaos
|
MI 1898 AgR
|
[
""
] |
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S) : SENADO FEDERAL
INTDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGTE.(S) : UNIAO
AGDO.(A/S) : TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
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Ementa e Acórdão
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
ADV.(A/S)
:CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
INTDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
EMENTA:
CONSTITUCIONAL. MANDADO DE INJUNÇÃO.
APOSENTADORIA ESPECIAL. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E
MUNICIPAIS. DECISÃO QUE CONCEDE A ORDEM PARA
DETERMINAR
QUE A AUTORIDADE ADMINISTRATIVA
COMPETENTE ANALISE A SITUAÇÃO FÁTICA DO IMPETRANTE À
LUZ DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. AGRAVO REGIMENTAL DA
UNIÃO. ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PRESIDENTE
DA REPÚBLICA E DE INCOMPETÊNCIA DA UNIÃO PARA LEGISLAR
SOBRE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E
MUNICIPAIS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A Corte firmou entendimento no sentido de que a competência
concorrente para legislar sobre previdência dos servidores públicos não
afasta a necessidade da edição de norma regulamentadora de caráter
nacional, cuja competência é da União. Por esse motivo, a Corte assentou
a legitimidade do Presidente da República para figurar no polo passivo
de mandado de injunção sobre esse tema. Precedentes.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do julgamento e das notas
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029586.
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DJe 01/06/2012
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
MI 1.898 AGR / DF
taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em
negar provimento ao recurso de agravo.
Brasília, 16 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MI 1.898 AGR / DF
taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em
negar provimento ao recurso de agravo.
Brasília, 16 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029586.
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Relatório
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
ADV.(A/S)
:CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
INTDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pela União contra decisão por mim
proferida, em que deferi parcialmente a ordem para determinar que a
autoridade administrativa competente proceda à análise da situação
individual da impetrante, servidora pública estadual, para fins de
aposentadoria especial, à luz do art. 57 da lei 8.213/1991.
A agravante sustenta a ilegitimidade do Presidente da República
para figurar no polo passivo do writ. Alega também que compete à União
editar a lei complementar federal que irá dispor sobre a aposentadoria
especial dos servidores públicos federais. Em se tratando de servidor
público estadual, como no presente caso, alega que a competência para
editar a lei complementar sobre o tema é do Estado.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
ADV.(A/S)
:CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:CÂMARA DOS DEPUTADOS
INTDO.(A/S)
:SENADO FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pela União contra decisão por mim
proferida, em que deferi parcialmente a ordem para determinar que a
autoridade administrativa competente proceda à análise da situação
individual da impetrante, servidora pública estadual, para fins de
aposentadoria especial, à luz do art. 57 da lei 8.213/1991.
A agravante sustenta a ilegitimidade do Presidente da República
para figurar no polo passivo do writ. Alega também que compete à União
editar a lei complementar federal que irá dispor sobre a aposentadoria
especial dos servidores públicos federais. Em se tratando de servidor
público estadual, como no presente caso, alega que a competência para
editar a lei complementar sobre o tema é do Estado.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029587.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Esta Corte, ao
julgar o MI 1832-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, firmou entendimento no
sentido de que a competência legislativa concorrente sobre o tema da
aposentadoria dos servidores públicos não afasta a necessidade de um
tratamento uniforme da matéria, especialmente no caso de norma que
excepciona as regras gerais de aposentadoria. Assim, entendeu-se
caracterizada a necessidade da edição de norma regulamentadora de
caráter nacional, cuja competência é da União. Por essa razão, firmou-se o
entendimento acerca da legitimidade do Presidente da República para
figurar no polo passivo de mandado de injunção sobre o tema da
aposentadoria especial de servidores públicos. Confira-se o teor da
ementa do referido julgado:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR
PÚBLICO DISTRITAL. ART. 40, § 4..., INC. III, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DA UNIÃO, ESTADOS E DO DISTRITO
FEDERAL PARA LEGISLAR SOBRE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
NECESSIDADE DE TRATAMENTO UNIFORME DA
MATÉRIA. 1. A competência concorrente para legislar sobre
previdência social não afasta a necessidade de tratamento
uniforme das exceções às regras de aposentadoria dos
servidores públicos. Necessidade de atuação normativa da
União para a edição de norma regulamentadora de caráter
nacional. 2. O Presidente da República é parte legítima para
figurar no pólo passivo de mandado de injunção em que se
discute a aposentadoria especial de servidor público.
Precedente. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
(MI 1832 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 24.03.2011, DJe-093 DIVULG 17.05.2011 pub
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Esta Corte, ao
julgar o MI 1832-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, firmou entendimento no
sentido de que a competência legislativa concorrente sobre o tema da
aposentadoria dos servidores públicos não afasta a necessidade de um
tratamento uniforme da matéria, especialmente no caso de norma que
excepciona as regras gerais de aposentadoria. Assim, entendeu-se
caracterizada a necessidade da edição de norma regulamentadora de
caráter nacional, cuja competência é da União. Por essa razão, firmou-se o
entendimento acerca da legitimidade do Presidente da República para
figurar no polo passivo de mandado de injunção sobre o tema da
aposentadoria especial de servidores públicos. Confira-se o teor da
ementa do referido julgado:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR
PÚBLICO DISTRITAL. ART. 40, § 4..., INC. III, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DA UNIÃO, ESTADOS E DO DISTRITO
FEDERAL PARA LEGISLAR SOBRE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
NECESSIDADE DE TRATAMENTO UNIFORME DA
MATÉRIA. 1. A competência concorrente para legislar sobre
previdência social não afasta a necessidade de tratamento
uniforme das exceções às regras de aposentadoria dos
servidores públicos. Necessidade de atuação normativa da
União para a edição de norma regulamentadora de caráter
nacional. 2. O Presidente da República é parte legítima para
figurar no pólo passivo de mandado de injunção em que se
discute a aposentadoria especial de servidor público.
Precedente. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
(MI 1832 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 24.03.2011, DJe-093 DIVULG 17.05.2011 pub
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029588.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
MI 1.898 AGR / DF
18.05.2011).
No mesmo sentido, MI 1463 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 02.03.2011, DJe-089 DIVULG
12.05.2011 PUBLIC 13.05.2011.
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
MI 1.898 AGR / DF
18.05.2011).
No mesmo sentido, MI 1463 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 02.03.2011, DJe-089 DIVULG
12.05.2011 PUBLIC 13.05.2011.
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029588.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIAO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
INTDO.(A/S) : SENADO FEDERAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.898
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIAO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN
ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
INTDO.(A/S) : SENADO FEDERAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2102609
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MANDADO DE INJUNÇÃO 1 . 898",
"MANDADO DE INJUNÇÃO 1 . 898",
"MI 1832 - AgR",
"MI 1832 AgR",
"MI 1832",
"AgR",
"MI",
"MI 1463",
"MANDADO"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 57 DA LEI 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"art . 57 da lei 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 57 da lei 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 40 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 40 , § 4 . . . , INC . III , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz ,",
"na",
"Espanha",
"DISTRITO FEDERAL",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz",
"na",
"Espanha"
],
"ORGANIZACAO": [
"PLENÁRIO",
"UNIAO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"SENADO FEDERAL",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PLENÁRIO",
"UNIAO",
"UNIÃO",
"REPÚBLICA",
"UNIÃO",
"CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"SENADO FEDERAL",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIAO",
"UNIÃO",
"REPÚBLICA",
"UNIÃO",
"CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"SENADO FEDERAL",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PLENÁRIO",
"União",
"UNIÃO",
"União",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"União",
"UNIÃO",
"DISTRITO FEDERAL",
"União",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"UNIAO",
"UNIÃO",
"CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"SENADO FEDERAL",
"Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIAO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"SENADO FEDERAL",
"Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN",
"CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING",
"Ayres Britto",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN",
"CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN",
"CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOAQUIM BARBOSA MI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN",
"CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"JOAQUIM BARBOSA",
"TEREZINHA BEATRIZ MANOSSO MILAN",
"CARLOS HENRIQUE WIEBBELLING",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Luiz",
"Tomimatsu"
],
"TEMPO": [
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"16 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
".",
"03",
".",
"2011",
"17",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
".",
"03",
".",
"2011",
"17",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"05",
".",
"2011",
"02",
".",
"03",
".",
"2011",
"12",
".",
"05",
".",
"2011",
"13",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"05",
".",
"2011",
"02",
".",
"03",
".",
"2011",
"12",
".",
"05",
".",
"2011",
"13",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO
ESTADO DE RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S)
:ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
CONSTITUCIONAL. MANDADO DE INJUNÇÃO.
APOSENTADORIA ESPECIAL. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E
MUNICIPAIS. DECISÃO QUE CONCEDE A ORDEM PARA
DETERMINAR
QUE A AUTORIDADE ADMINISTRATIVA
COMPETENTE ANALISE A SITUAÇÃO FÁTICA DO IMPETRANTE À
LUZ DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. AGRAVO REGIMENTAL DA
UNIÃO. ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PRESIDENTE
DA REPÚBLICA E DE INCOMPETÊNCIA DA UNIÃO PARA LEGISLAR
SOBRE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E
MUNICIPAIS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A Corte firmou entendimento no sentido de que a competência
concorrente para legislar sobre previdência dos servidores públicos não
afasta a necessidade da edição de norma regulamentadora de caráter
nacional, cuja competência é da União. Por esse motivo, a Corte assentou
a legitimidade do Presidente da República para figurar no polo passivo
de mandado de injunção sobre esse tema. Precedentes.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029566.
Supremo Tribunal Federal
DJe 08/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
MI 1.545 AGR / DF
negar provimento ao recurso de agravo.
Brasília, 16 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029566.
Supremo Tribunal Federal
MI 1.545 AGR / DF
negar provimento ao recurso de agravo.
Brasília, 16 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
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Relatório
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO
ESTADO DE RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S)
:ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pela União contra decisão por mim
proferida, em que deferi parcialmente a ordem para que a autoridade
administrativa competente proceda à análise da situação individual dos
filiados do impetrante, servidores públicos estaduais, para fins de
aposentadoria especial, à luz do art. 57 da lei 8.213/1991.
A agravante sustenta a ilegitimidade do Presidente da República
para figurar no polo passivo do writ. Alega também que compete à União
editar a lei complementar federal que irá dispor sobre a aposentadoria
especial dos servidores públicos federais. Em se tratando de servidores
públicos estaduais, como no presente caso, alega que a competência para
editar a lei complementar sobre o tema é do Estado.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO
ESTADO DE RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S)
:ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pela União contra decisão por mim
proferida, em que deferi parcialmente a ordem para que a autoridade
administrativa competente proceda à análise da situação individual dos
filiados do impetrante, servidores públicos estaduais, para fins de
aposentadoria especial, à luz do art. 57 da lei 8.213/1991.
A agravante sustenta a ilegitimidade do Presidente da República
para figurar no polo passivo do writ. Alega também que compete à União
editar a lei complementar federal que irá dispor sobre a aposentadoria
especial dos servidores públicos federais. Em se tratando de servidores
públicos estaduais, como no presente caso, alega que a competência para
editar a lei complementar sobre o tema é do Estado.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Esta Corte, ao
julgar o MI 1832-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, firmou entendimento no
sentido de que a competência legislativa concorrente sobre o tema da
aposentadoria dos servidores públicos não afasta a necessidade de um
tratamento uniforme da matéria, especialmente no caso de norma que
excepciona as regras gerais de aposentadoria. Assim, entendeu-se
caracterizada a necessidade da edição de norma regulamentadora de
caráter nacional, cuja competência é da União. Por essa razão, firmou-se o
entendimento acerca da legitimidade do Presidente da República para
figurar no polo passivo de mandado de injunção sobre o tema da
aposentadoria especial de servidores públicos. Confira-se o teor da
ementa do referido julgado:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR
PÚBLICO DISTRITAL. ART. 40, § 4º, INC. III, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DA UNIÃO, ESTADOS E DO DISTRITO
FEDERAL PARA LEGISLAR SOBRE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
NECESSIDADE DE TRATAMENTO UNIFORME DA
MATÉRIA. 1. A competência concorrente para legislar sobre
previdência social não afasta a necessidade de tratamento
uniforme das exceções às regras de aposentadoria dos
servidores públicos. Necessidade de atuação normativa da
União para a edição de norma regulamentadora de caráter
nacional. 2. O Presidente da República é parte legítima para
figurar no pólo passivo de mandado de injunção em que se
discute a aposentadoria especial de servidor público.
Precedente. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
(MI 1832 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 24.03.2011, DJe-093 DIVULG 17.05.2011 pub
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Esta Corte, ao
julgar o MI 1832-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, firmou entendimento no
sentido de que a competência legislativa concorrente sobre o tema da
aposentadoria dos servidores públicos não afasta a necessidade de um
tratamento uniforme da matéria, especialmente no caso de norma que
excepciona as regras gerais de aposentadoria. Assim, entendeu-se
caracterizada a necessidade da edição de norma regulamentadora de
caráter nacional, cuja competência é da União. Por essa razão, firmou-se o
entendimento acerca da legitimidade do Presidente da República para
figurar no polo passivo de mandado de injunção sobre o tema da
aposentadoria especial de servidores públicos. Confira-se o teor da
ementa do referido julgado:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR
PÚBLICO DISTRITAL. ART. 40, § 4º, INC. III, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DA UNIÃO, ESTADOS E DO DISTRITO
FEDERAL PARA LEGISLAR SOBRE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
NECESSIDADE DE TRATAMENTO UNIFORME DA
MATÉRIA. 1. A competência concorrente para legislar sobre
previdência social não afasta a necessidade de tratamento
uniforme das exceções às regras de aposentadoria dos
servidores públicos. Necessidade de atuação normativa da
União para a edição de norma regulamentadora de caráter
nacional. 2. O Presidente da República é parte legítima para
figurar no pólo passivo de mandado de injunção em que se
discute a aposentadoria especial de servidor público.
Precedente. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
(MI 1832 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 24.03.2011, DJe-093 DIVULG 17.05.2011 pub
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
MI 1.545 AGR / DF
18.05.2011).
No mesmo sentido, MI 1463 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 02.03.2011, DJe-089 DIVULG
12.05.2011 PUBLIC 13.05.2011.
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
MI 1.545 AGR / DF
18.05.2011).
No mesmo sentido, MI 1463 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 02.03.2011, DJe-089 DIVULG
12.05.2011 PUBLIC 13.05.2011.
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIAO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE
RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S) : ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIAO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE
RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S) : ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2156018
| 2012-05-16T00:00:00
| 2012-06-08T00:00:00
|
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 16.05.2012.
|
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO
|
Ementa: CONSTITUCIONAL. MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS. DECISÃO QUE CONCEDE A ORDEM PARA DETERMINAR QUE A AUTORIDADE ADMINISTRATIVA COMPETENTE ANALISE A SITUAÇÃO FÁTICA DO IMPETRANTE À LUZ DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. AGRAVO REGIMENTAL DA UNIÃO. ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E DE INCOMPETÊNCIA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A Corte firmou entendimento no sentido de que a competência concorrente para legislar sobre previdência dos servidores públicos não afasta a necessidade da edição de norma regulamentadora de caráter nacional, cuja competência é da União. Por esse motivo, a Corte assentou a legitimidade do Presidente da República para figurar no polo passivo de mandado de injunção sobre esse tema. Precedentes.
Agravo regimental desprovido.
|
sjur210258
|
- Acórdãos citados: MI 1463 AgR, MI 1832 AgR.
Número de páginas: 6.
Análise: 19/06/2012, LLD.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Tribunal Pleno
|
1545
|
[
"LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\r\n ART-00057 \r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
MI-AgR
|
acordaos
|
MI 1545 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S) : ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGTE.(S) : UNIAO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO
ESTADO DE RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S)
:ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
CONSTITUCIONAL. MANDADO DE INJUNÇÃO.
APOSENTADORIA ESPECIAL. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E
MUNICIPAIS. DECISÃO QUE CONCEDE A ORDEM PARA
DETERMINAR
QUE A AUTORIDADE ADMINISTRATIVA
COMPETENTE ANALISE A SITUAÇÃO FÁTICA DO IMPETRANTE À
LUZ DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. AGRAVO REGIMENTAL DA
UNIÃO. ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PRESIDENTE
DA REPÚBLICA E DE INCOMPETÊNCIA DA UNIÃO PARA LEGISLAR
SOBRE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E
MUNICIPAIS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
A Corte firmou entendimento no sentido de que a competência
concorrente para legislar sobre previdência dos servidores públicos não
afasta a necessidade da edição de norma regulamentadora de caráter
nacional, cuja competência é da União. Por esse motivo, a Corte assentou
a legitimidade do Presidente da República para figurar no polo passivo
de mandado de injunção sobre esse tema. Precedentes.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do
ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em
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Supremo Tribunal Federal
DJe 08/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
MI 1.545 AGR / DF
negar provimento ao recurso de agravo.
Brasília, 16 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Supremo Tribunal Federal
MI 1.545 AGR / DF
negar provimento ao recurso de agravo.
Brasília, 16 de maio de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO
ESTADO DE RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S)
:ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pela União contra decisão por mim
proferida, em que deferi parcialmente a ordem para que a autoridade
administrativa competente proceda à análise da situação individual dos
filiados do impetrante, servidores públicos estaduais, para fins de
aposentadoria especial, à luz do art. 57 da lei 8.213/1991.
A agravante sustenta a ilegitimidade do Presidente da República
para figurar no polo passivo do writ. Alega também que compete à União
editar a lei complementar federal que irá dispor sobre a aposentadoria
especial dos servidores públicos federais. Em se tratando de servidores
públicos estaduais, como no presente caso, alega que a competência para
editar a lei complementar sobre o tema é do Estado.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:UNIAO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO
ESTADO DE RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S)
:ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto pela União contra decisão por mim
proferida, em que deferi parcialmente a ordem para que a autoridade
administrativa competente proceda à análise da situação individual dos
filiados do impetrante, servidores públicos estaduais, para fins de
aposentadoria especial, à luz do art. 57 da lei 8.213/1991.
A agravante sustenta a ilegitimidade do Presidente da República
para figurar no polo passivo do writ. Alega também que compete à União
editar a lei complementar federal que irá dispor sobre a aposentadoria
especial dos servidores públicos federais. Em se tratando de servidores
públicos estaduais, como no presente caso, alega que a competência para
editar a lei complementar sobre o tema é do Estado.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Esta Corte, ao
julgar o MI 1832-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, firmou entendimento no
sentido de que a competência legislativa concorrente sobre o tema da
aposentadoria dos servidores públicos não afasta a necessidade de um
tratamento uniforme da matéria, especialmente no caso de norma que
excepciona as regras gerais de aposentadoria. Assim, entendeu-se
caracterizada a necessidade da edição de norma regulamentadora de
caráter nacional, cuja competência é da União. Por essa razão, firmou-se o
entendimento acerca da legitimidade do Presidente da República para
figurar no polo passivo de mandado de injunção sobre o tema da
aposentadoria especial de servidores públicos. Confira-se o teor da
ementa do referido julgado:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR
PÚBLICO DISTRITAL. ART. 40, § 4..., INC. III, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DA UNIÃO, ESTADOS E DO DISTRITO
FEDERAL PARA LEGISLAR SOBRE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
NECESSIDADE DE TRATAMENTO UNIFORME DA
MATÉRIA. 1. A competência concorrente para legislar sobre
previdência social não afasta a necessidade de tratamento
uniforme das exceções às regras de aposentadoria dos
servidores públicos. Necessidade de atuação normativa da
União para a edição de norma regulamentadora de caráter
nacional. 2. O Presidente da República é parte legítima para
figurar no pólo passivo de mandado de injunção em que se
discute a aposentadoria especial de servidor público.
Precedente. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
(MI 1832 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 24.03.2011, DJe-093 DIVULG 17.05.2011 pub
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Esta Corte, ao
julgar o MI 1832-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, firmou entendimento no
sentido de que a competência legislativa concorrente sobre o tema da
aposentadoria dos servidores públicos não afasta a necessidade de um
tratamento uniforme da matéria, especialmente no caso de norma que
excepciona as regras gerais de aposentadoria. Assim, entendeu-se
caracterizada a necessidade da edição de norma regulamentadora de
caráter nacional, cuja competência é da União. Por essa razão, firmou-se o
entendimento acerca da legitimidade do Presidente da República para
figurar no polo passivo de mandado de injunção sobre o tema da
aposentadoria especial de servidores públicos. Confira-se o teor da
ementa do referido julgado:
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR
PÚBLICO DISTRITAL. ART. 40, § 4..., INC. III, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
COMPETÊNCIA
CONCORRENTE DA UNIÃO, ESTADOS E DO DISTRITO
FEDERAL PARA LEGISLAR SOBRE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
NECESSIDADE DE TRATAMENTO UNIFORME DA
MATÉRIA. 1. A competência concorrente para legislar sobre
previdência social não afasta a necessidade de tratamento
uniforme das exceções às regras de aposentadoria dos
servidores públicos. Necessidade de atuação normativa da
União para a edição de norma regulamentadora de caráter
nacional. 2. O Presidente da República é parte legítima para
figurar no pólo passivo de mandado de injunção em que se
discute a aposentadoria especial de servidor público.
Precedente. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
(MI 1832 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 24.03.2011, DJe-093 DIVULG 17.05.2011 pub
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
MI 1.545 AGR / DF
18.05.2011).
No mesmo sentido, MI 1463 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 02.03.2011, DJe-089 DIVULG
12.05.2011 PUBLIC 13.05.2011.
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
MI 1.545 AGR / DF
18.05.2011).
No mesmo sentido, MI 1463 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 02.03.2011, DJe-089 DIVULG
12.05.2011 PUBLIC 13.05.2011.
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIAO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE
RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S) : ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.545
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : UNIAO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE
RONDÔNIA - SINGEPERON
ADV.(A/S) : ANTONIO RABELO PINHEIRO
INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MANDADO DE INJUNÇÃO 1 . 545",
"MANDADO DE INJUNÇÃO 1 . 545",
"MANDADO DE INJUNÇÃO 1 . 545",
"MANDADO DE INJUNÇÃO 1 . 545",
"MI 1832 - AgR",
"MI 1832 AgR",
"MANDADO",
"MI 1832 -",
"AgR",
"MI 1832 AgR",
"MI"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 57 DA LEI 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 57 da lei 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 57 da lei 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 40 , § 4 . . . , INC . III , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 40 ,",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz ,",
"na",
"Espanha",
"DISTRITO FEDERAL",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz",
"na",
"Espanha"
],
"ORGANIZACAO": [
"PLENÁRIO",
"UNIAO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE RONDÔNIA",
"SINGEPERON",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PLENÁRIO",
"UNIAO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE RONDÔNIA",
"SINGEPERON",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIAO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE RONDÔNIA",
"SINGEPERON",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PLENÁRIO",
"União",
"UNIÃO",
"União",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"União",
"UNIÃO",
"União",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"MI",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"UNIAO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE RONDÔNIA",
"SINGEPERON",
"UNIÃO",
"Plenário",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIAO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO ESTADO",
"SINGEPERON",
"UNIÃO",
"Conferência Iberoamericana de Justiça",
"Plenário",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"ANTONIO RABELO PINHEIRO",
"Ayres Britto",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"ANTONIO RABELO PINHEIRO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"ANTONIO RABELO PINHEIRO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"ANTONIO RABELO PINHEIRO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Luiz Tomimatsu",
"JOAQUIM BARBOSA",
"ANTONIO RABELO PINHEIRO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Luiz",
"Tomimatsu"
],
"TEMPO": [
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"16 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
".",
"03",
".",
"2011",
"17",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
".",
"03",
".",
"2011",
"17",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"05",
".",
"2011",
"02",
".",
"03",
".",
"2011",
"12",
".",
"05",
".",
"2011",
"13",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"05",
".",
"2011",
"02",
".",
"03",
".",
"2011",
"12",
".",
"05",
".",
"2011",
"13",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S)
:PERCIVAL MENON MARICATO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. NECESSIDADE DE REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio e, à unanimidade, negar provimento ao agravo regimental no
agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 29 de maio de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S)
:PERCIVAL MENON MARICATO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 7 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento contra decisão de inadmissibilidade de recurso
extraordinário interposto por Francisco Carlos de Andrade contra julgado
do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual manteve sentença que julgara
improcedente ação de indenização, por ter sido o ora Embargante
beneficiado com indenização no valor máximo permitido pela Lei
estadual n. 10.726/2001.
A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
O Desembargador Relator observou:
O autor já foi beneficiado, como admite, com indenização
máxima de acordo com a Lei n. 10.726/01. E o Decreto n. 46.397/01,
que a regulamentou, exclui a possibilidade de ressarcimento por dano
moral ou material, pelo mesmo motivo (art. 2º), lembrando-se que a
Administração está adstrita ao princípio da legalidade (CF, art. 5º).
(...). Se o autor não ficou satisfeito com a quantia que lhe foi
outorgada e pretende, cumulativamente, reparação por pretensos
danos morais, deve provar a ocorrência de tortura e que esta partiu de
servidores do Estado de São Paulo (fl. 183 grifei).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S)
:PERCIVAL MENON MARICATO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 7 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento contra decisão de inadmissibilidade de recurso
extraordinário interposto por Francisco Carlos de Andrade contra julgado
do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual manteve sentença que julgara
improcedente ação de indenização, por ter sido o ora Embargante
beneficiado com indenização no valor máximo permitido pela Lei
estadual n. 10.726/2001.
A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
O Desembargador Relator observou:
O autor já foi beneficiado, como admite, com indenização
máxima de acordo com a Lei n. 10.726/01. E o Decreto n. 46.397/01,
que a regulamentou, exclui a possibilidade de ressarcimento por dano
moral ou material, pelo mesmo motivo (art. 2º), lembrando-se que a
Administração está adstrita ao princípio da legalidade (CF, art. 5º).
(...). Se o autor não ficou satisfeito com a quantia que lhe foi
outorgada e pretende, cumulativamente, reparação por pretensos
danos morais, deve provar a ocorrência de tortura e que esta partiu de
servidores do Estado de São Paulo (fl. 183 grifei).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
AI 778.295 ED / SP
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes
dos autos, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que
dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal.
O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Lei
estadual n. 10.726/2001 e Decreto estadual n. 46.397/2001). Assim, a
alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,
seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Nesse sentido:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 850.092-
AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2011).
6. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao princípio da legalidade e a verificação, no caso
concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da jurisdição, se
dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional
(Código de Processo Civil), configurariam apenas ofensa
constitucional indireta.
(...)
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão
recorrido, está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 778.295 ED / SP
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes
dos autos, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que
dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal.
O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Lei
estadual n. 10.726/2001 e Decreto estadual n. 46.397/2001). Assim, a
alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,
seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Nesse sentido:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 850.092-
AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2011).
6. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao princípio da legalidade e a verificação, no caso
concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da jurisdição, se
dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional
(Código de Processo Civil), configurariam apenas ofensa
constitucional indireta.
(...)
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão
recorrido, está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 778.295 ED / SP
Tribunal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações do
Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput,
do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)” (fls. 255-257).
2. Publicada essa decisão no DJe de 14.5.2012 (fl. 258), opõe Francisco
Carlos de Andrade, em 18.5.2012, tempestivamente, embargos de
declaração (fls. 261-266).
3. Alega o Embargante que “se percebe nitidamente que a matéria remota
em discussão é vigência ou não do art. 600 da CLT para a aplicação das
penalidades aos inadimplentes da contribuição sindical e sua indicada revogação
pela Lei n. 8.022/1991” (fl. 414).
Sustenta, assim, que “não se trata de exame de legislação situada no
campo infraconstitucional nem a necessidade de reexame da CLT, do Decreto-Lei
n. 1.166/71 ou da Lei n. 8.022/1990, porque nessa legislação não se encontra o
embasamento para a alegada e demonstrada ofensa ao art. 5º, inc. XXXV e LV, e
93, inc. IX, da Constituição da República” (fl. 419).
Requer o acolhimento dos presentes embargos.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 778.295 ED / SP
Tribunal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações do
Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput,
do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)” (fls. 255-257).
2. Publicada essa decisão no DJe de 14.5.2012 (fl. 258), opõe Francisco
Carlos de Andrade, em 18.5.2012, tempestivamente, embargos de
declaração (fls. 261-266).
3. Alega o Embargante que “se percebe nitidamente que a matéria remota
em discussão é vigência ou não do art. 600 da CLT para a aplicação das
penalidades aos inadimplentes da contribuição sindical e sua indicada revogação
pela Lei n. 8.022/1991” (fl. 414).
Sustenta, assim, que “não se trata de exame de legislação situada no
campo infraconstitucional nem a necessidade de reexame da CLT, do Decreto-Lei
n. 1.166/71 ou da Lei n. 8.022/1990, porque nessa legislação não se encontra o
embasamento para a alegada e demonstrada ofensa ao art. 5º, inc. XXXV e LV, e
93, inc. IX, da Constituição da República” (fl. 419).
Requer o acolhimento dos presentes embargos.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo
regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e RE
195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996).
2. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
3. Na espécie vertente, o Tribunal a quo assentou:
“no mérito, a causa é de extrema simplicidade. O autor já foi
beneficiado, como admite, com indenização máxima de acordo com a
Lei n. 10.726/2001. E o Decreto n. 46.397/01, que a regulamentou,
exclui a possibilidade de ressarcimento por dano moral ou material,
pelo mesmo (art. 2º), lembrando-se que a Administração está adstrita
ao princípio da legalidade (art. 5º).
(…)
Se o autor sofreu tortura, de que, aliás, não há prova cabal
nestes autos, seria preciso positivar que isto foi praticado por agentes
do Estado de São Paulo (art. 37, § 6 º, CF) e a prova é nenhuma nesse
sentido.
(…)
Se o autor não ficou satisfeito com a quantia lhe foi outorgada e
pretende, cumulativamente, reparação por pretensos danos materiais,
deve provar a ocorrência de tortura e que esta partiu de servidores do
Estado de São Paulo. O requerente, repita-se, estava preso à ordem da
auditoria militar, pelo que, ao menos em princípio, a indenização deve
ser buscada junto à União” (fl. 183).
4. Como afirmado na decisão agravada, divergir das instâncias
originárias a respeito da responsabilidade civil debatida na espécie
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PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo
regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e RE
195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996).
2. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
3. Na espécie vertente, o Tribunal a quo assentou:
“no mérito, a causa é de extrema simplicidade. O autor já foi
beneficiado, como admite, com indenização máxima de acordo com a
Lei n. 10.726/2001. E o Decreto n. 46.397/01, que a regulamentou,
exclui a possibilidade de ressarcimento por dano moral ou material,
pelo mesmo (art. 2º), lembrando-se que a Administração está adstrita
ao princípio da legalidade (art. 5º).
(…)
Se o autor sofreu tortura, de que, aliás, não há prova cabal
nestes autos, seria preciso positivar que isto foi praticado por agentes
do Estado de São Paulo (art. 37, § 6 º, CF) e a prova é nenhuma nesse
sentido.
(…)
Se o autor não ficou satisfeito com a quantia lhe foi outorgada e
pretende, cumulativamente, reparação por pretensos danos materiais,
deve provar a ocorrência de tortura e que esta partiu de servidores do
Estado de São Paulo. O requerente, repita-se, estava preso à ordem da
auditoria militar, pelo que, ao menos em princípio, a indenização deve
ser buscada junto à União” (fl. 183).
4. Como afirmado na decisão agravada, divergir das instâncias
originárias a respeito da responsabilidade civil debatida na espécie
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 778.295 ED / SP
demandaria o reexame de fatos e provas, inviável em recurso
extraordinário, conforme a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
Ademais, a resolução da controvérsia depende da prévia
interpretação de normas infraconstitucionais (Lei estadual n. 10.276/2001
e Decreto estadual n. 46.397/2001). Eventual ofensa constitucional, se
tivesse ocorrido, seria indireta.
Confiram-se os seguintes julgados:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL.
ACIDENTE DE TRÂNSITO. INDENIZAÇÃO. DANOS
MORAIS. ART. 5º, V E X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
REEXAME
DE
FATOS
E
PROVAS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA STF 279. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Necessidade do
reexame de fatos e provas para divergir da conclusão a que chegou o
Tribunal de origem. Aplicação da Súmula 279/STF: “para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 764.366-AgR, Rel. Min.
Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 23.4.2012).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Erro
médico. Ação de indenização. Matéria fática. Aplicação da súmula
279. Agravo regimental não provido. Não cabe recurso extraordinário
que tenha por objeto reexame de provas. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, LV,
da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo
regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, do contraditório, dos limites da
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demandaria o reexame de fatos e provas, inviável em recurso
extraordinário, conforme a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
Ademais, a resolução da controvérsia depende da prévia
interpretação de normas infraconstitucionais (Lei estadual n. 10.276/2001
e Decreto estadual n. 46.397/2001). Eventual ofensa constitucional, se
tivesse ocorrido, seria indireta.
Confiram-se os seguintes julgados:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL.
ACIDENTE DE TRÂNSITO. INDENIZAÇÃO. DANOS
MORAIS. ART. 5º, V E X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
REEXAME
DE
FATOS
E
PROVAS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA STF 279. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Necessidade do
reexame de fatos e provas para divergir da conclusão a que chegou o
Tribunal de origem. Aplicação da Súmula 279/STF: “para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 764.366-AgR, Rel. Min.
Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 23.4.2012).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Erro
médico. Ação de indenização. Matéria fática. Aplicação da súmula
279. Agravo regimental não provido. Não cabe recurso extraordinário
que tenha por objeto reexame de provas. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, LV,
da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo
regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, do contraditório, dos limites da
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 778.295 ED / SP
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame
prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI
592.004-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe
28.3.2008).
5 Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame
prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI
592.004-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe
28.3.2008).
5 Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S) : PERCIVAL MENON MARICATO
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 29.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S) : PERCIVAL MENON MARICATO
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 29.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2179178
| 2012-05-29T00:00:00
| 2012-06-14T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 29.5.2012.
|
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur210621
|
- Acórdãos citados: Pet 1245 ED-AgR, RE 195578 ED, AI 764366 AgR, AI 592004 AgR.
Número de páginas: 8.
Análise: 29/06/2012, BMB.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
778295
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00037 PAR-00006 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-EST LEI-010726 ANO-2001\r\n LEI ORDINÁRIA, SP\r\n\r\n",
"LEG-EST DEC-046397 ANO-2001\r\n ART-00002 ART-00005 \r\n DECRETO, SP"
] |
AI-ED
|
acordaos
|
AI 778295 ED
|
[
""
] |
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMBTE.(S) : FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S) : PERCIVAL MENON MARICATO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S)
:PERCIVAL MENON MARICATO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. NECESSIDADE DE REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio e, à unanimidade, negar provimento ao agravo regimental no
agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 29 de maio de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S)
:PERCIVAL MENON MARICATO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 7 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento contra decisão de inadmissibilidade de recurso
extraordinário interposto por Francisco Carlos de Andrade contra julgado
do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual manteve sentença que julgara
improcedente ação de indenização, por ter sido o ora Embargante
beneficiado com indenização no valor máximo permitido pela Lei
estadual n. 10.726/2001.
A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
O Desembargador Relator observou:
O autor já foi beneficiado, como admite, com indenização
máxima de acordo com a Lei n. 10.726/01. E o Decreto n. 46.397/01,
que a regulamentou, exclui a possibilidade de ressarcimento por dano
moral ou material, pelo mesmo motivo (art. 2...), lembrando-se que a
Administração está adstrita ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5...).
(...). Se o autor não ficou satisfeito com a quantia que lhe foi
outorgada e pretende, cumulativamente, reparação por pretensos
danos morais, deve provar a ocorrência de tortura e que esta partiu de
servidores do Estado de São Paulo (fl. 183 grifei).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S)
:PERCIVAL MENON MARICATO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 7 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento contra decisão de inadmissibilidade de recurso
extraordinário interposto por Francisco Carlos de Andrade contra julgado
do Tribunal de Justiça de São Paulo, o qual manteve sentença que julgara
improcedente ação de indenização, por ter sido o ora Embargante
beneficiado com indenização no valor máximo permitido pela Lei
estadual n. 10.726/2001.
A decisão embargada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
O Desembargador Relator observou:
O autor já foi beneficiado, como admite, com indenização
máxima de acordo com a Lei n. 10.726/01. E o Decreto n. 46.397/01,
que a regulamentou, exclui a possibilidade de ressarcimento por dano
moral ou material, pelo mesmo motivo (art. 2...), lembrando-se que a
Administração está adstrita ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5...).
(...). Se o autor não ficou satisfeito com a quantia que lhe foi
outorgada e pretende, cumulativamente, reparação por pretensos
danos morais, deve provar a ocorrência de tortura e que esta partiu de
servidores do Estado de São Paulo (fl. 183 grifei).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
AI 778.295 ED / SP
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes
dos autos, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que
dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal.
O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Lei
estadual n. 10.726/2001 e Decreto estadual n. 46.397/2001). Assim, a
alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,
seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Nesse sentido:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 850.092-
AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2011).
6. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao princípio da legalidade e a verificação, no caso
concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da jurisdição, se
dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional
(Código de Processo Civil), configurariam apenas ofensa
constitucional indireta.
(...)
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão
recorrido, está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 778.295 ED / SP
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes
dos autos, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que
dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal.
O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Lei
estadual n. 10.726/2001 e Decreto estadual n. 46.397/2001). Assim, a
alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido,
seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Nesse sentido:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 850.092-
AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2011).
6. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
contrariedade ao princípio da legalidade e a verificação, no caso
concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da jurisdição, se
dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional
(Código de Processo Civil), configurariam apenas ofensa
constitucional indireta.
(...)
A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão
recorrido, está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 778.295 ED / SP
Tribunal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações do
Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput,
do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)” (fls. 255-257).
2. Publicada essa decisão no DJe de 14.5.2012 (fl. 258), opõe Francisco
Carlos de Andrade, em 18.5.2012, tempestivamente, embargos de
declaração (fls. 261-266).
3. Alega o Embargante que “se percebe nitidamente que a matéria remota
em discussão é vigência ou não do art. 600 da Consolidação das Leis do Trabalho para a aplicação das
penalidades aos inadimplentes da contribuição sindical e sua indicada revogação
pela Lei n. 8.022/1991” (fl. 414).
Sustenta, assim, que “não se trata de exame de legislação situada no
campo infraconstitucional nem a necessidade de reexame da Consolidação das Leis do Trabalho, do Decreto-Lei
n. 1.166/71 ou da Lei n. 8.022/1990, porque nessa legislação não se encontra o
embasamento para a alegada e demonstrada ofensa ao art. 5..., inc. XXXV e LV, e
93, inc. IX, da Constituição da República” (fl. 419).
Requer o acolhimento dos presentes embargos.
É o relatório.
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AI 778.295 ED / SP
Tribunal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações do
Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput,
do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)” (fls. 255-257).
2. Publicada essa decisão no DJe de 14.5.2012 (fl. 258), opõe Francisco
Carlos de Andrade, em 18.5.2012, tempestivamente, embargos de
declaração (fls. 261-266).
3. Alega o Embargante que “se percebe nitidamente que a matéria remota
em discussão é vigência ou não do art. 600 da Consolidação das Leis do Trabalho para a aplicação das
penalidades aos inadimplentes da contribuição sindical e sua indicada revogação
pela Lei n. 8.022/1991” (fl. 414).
Sustenta, assim, que “não se trata de exame de legislação situada no
campo infraconstitucional nem a necessidade de reexame da Consolidação das Leis do Trabalho, do Decreto-Lei
n. 1.166/71 ou da Lei n. 8.022/1990, porque nessa legislação não se encontra o
embasamento para a alegada e demonstrada ofensa ao art. 5..., inc. XXXV e LV, e
93, inc. IX, da Constituição da República” (fl. 419).
Requer o acolhimento dos presentes embargos.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo
regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e Recurso Extraordinário
195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996).
2. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
3. Na espécie vertente, o Tribunal a quo assentou:
“no mérito, a causa é de extrema simplicidade. O autor já foi
beneficiado, como admite, com indenização máxima de acordo com a
Lei n. 10.726/2001. E o Decreto n. 46.397/01, que a regulamentou,
exclui a possibilidade de ressarcimento por dano moral ou material,
pelo mesmo (art. 2...), lembrando-se que a Administração está adstrita
ao princípio da legalidade (art. 5...).
(…)
Se o autor sofreu tortura, de que, aliás, não há prova cabal
nestes autos, seria preciso positivar que isto foi praticado por agentes
do Estado de São Paulo (art. 37, § 6 , Constituição Federal de 1988) e a prova é nenhuma nesse
sentido.
(…)
Se o autor não ficou satisfeito com a quantia lhe foi outorgada e
pretende, cumulativamente, reparação por pretensos danos materiais,
deve provar a ocorrência de tortura e que esta partiu de servidores do
Estado de São Paulo. O requerente, repita-se, estava preso à ordem da
auditoria militar, pelo que, ao menos em princípio, a indenização deve
ser buscada junto à União” (fl. 183).
4. Como afirmado na decisão agravada, divergir das instâncias
originárias a respeito da responsabilidade civil debatida na espécie
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29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo
regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e Recurso Extraordinário
195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996).
2. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
3. Na espécie vertente, o Tribunal a quo assentou:
“no mérito, a causa é de extrema simplicidade. O autor já foi
beneficiado, como admite, com indenização máxima de acordo com a
Lei n. 10.726/2001. E o Decreto n. 46.397/01, que a regulamentou,
exclui a possibilidade de ressarcimento por dano moral ou material,
pelo mesmo (art. 2...), lembrando-se que a Administração está adstrita
ao princípio da legalidade (art. 5...).
(…)
Se o autor sofreu tortura, de que, aliás, não há prova cabal
nestes autos, seria preciso positivar que isto foi praticado por agentes
do Estado de São Paulo (art. 37, § 6 , Constituição Federal de 1988) e a prova é nenhuma nesse
sentido.
(…)
Se o autor não ficou satisfeito com a quantia lhe foi outorgada e
pretende, cumulativamente, reparação por pretensos danos materiais,
deve provar a ocorrência de tortura e que esta partiu de servidores do
Estado de São Paulo. O requerente, repita-se, estava preso à ordem da
auditoria militar, pelo que, ao menos em princípio, a indenização deve
ser buscada junto à União” (fl. 183).
4. Como afirmado na decisão agravada, divergir das instâncias
originárias a respeito da responsabilidade civil debatida na espécie
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 778.295 ED / SP
demandaria o reexame de fatos e provas, inviável em recurso
extraordinário, conforme a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
Ademais, a resolução da controvérsia depende da prévia
interpretação de normas infraconstitucionais (Lei estadual n. 10.276/2001
e Decreto estadual n. 46.397/2001). Eventual ofensa constitucional, se
tivesse ocorrido, seria indireta.
Confiram-se os seguintes julgados:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL.
ACIDENTE DE TRÂNSITO. INDENIZAÇÃO. DANOS
MORAIS. ART. 5..., V E X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
REEXAME
DE
FATOS
E
PROVAS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Necessidade do
reexame de fatos e provas para divergir da conclusão a que chegou o
Tribunal de origem. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 764.366-AgR, Rel. Min.
Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 23.4.2012).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Erro
médico. Ação de indenização. Matéria fática. Aplicação da súmula
279. Agravo regimental não provido. Não cabe recurso extraordinário
que tenha por objeto reexame de provas. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., LV,
da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo
regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, do contraditório, dos limites da
2
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AI 778.295 ED / SP
demandaria o reexame de fatos e provas, inviável em recurso
extraordinário, conforme a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
Ademais, a resolução da controvérsia depende da prévia
interpretação de normas infraconstitucionais (Lei estadual n. 10.276/2001
e Decreto estadual n. 46.397/2001). Eventual ofensa constitucional, se
tivesse ocorrido, seria indireta.
Confiram-se os seguintes julgados:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL.
ACIDENTE DE TRÂNSITO. INDENIZAÇÃO. DANOS
MORAIS. ART. 5..., V E X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
REEXAME
DE
FATOS
E
PROVAS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Necessidade do
reexame de fatos e provas para divergir da conclusão a que chegou o
Tribunal de origem. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 764.366-AgR, Rel. Min.
Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 23.4.2012).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Erro
médico. Ação de indenização. Matéria fática. Aplicação da súmula
279. Agravo regimental não provido. Não cabe recurso extraordinário
que tenha por objeto reexame de provas. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., LV,
da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo
regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, do contraditório, dos limites da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 778.295 ED / SP
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame
prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI
592.004-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe
28.3.2008).
5 Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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AI 778.295 ED / SP
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame
prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito,
situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI
592.004-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe
28.3.2008).
5 Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S) : PERCIVAL MENON MARICATO
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 29.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.295
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE
ADV.(A/S) : PERCIVAL MENON MARICATO
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 29.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 778 . 295",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 778 . 295",
"AI 778 . 295 ED / SP",
"Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO",
"AI 850 . 092 - AgR",
"AI 778 . 295 ED / SP",
"Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 850 . 092 - AgR",
"AI 778 . 295 ED / SP",
"AI 778 . 295 ED / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 778 . 295",
"Pet 1 . 245 - ED - AgR",
"Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 778 . 295",
"Pet 1 . 245 - ED - AgR",
"Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED",
"AI 778 . 295 ED / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 764 . 366 - AgR",
"AI 778 . 295 ED / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 764 . 366 - AgR",
"AI 778 . 295 ED / SP",
"AI 592 . 004 - AgR",
"AI 778 . 295 ED / SP",
"AI 592 . 004 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"2001",
"Lei estadual n . 10 . 726 / 2001",
"Lei n . 10 . 726 / 01",
"Decreto n . 46 . 397 / 01",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n . 10 . 726 / 2001",
"Lei n . 10 . 726 / 01",
"Decreto n . 46 . 397 / 01",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n . 10 . 726 / 2001",
"Decreto estadual n . 46 . 397 / 2001",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n . 10 . 726 / 2001",
"Decreto estadual n . 46 . 397 / 2001",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 600 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei n . 8 . 022 / 1991",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Decreto",
"-",
"Lei n . 1 . 166 / 71",
"Lei n . 8 . 022 / 1990",
"art . 5 . . . , inc . XXXV e LV , e 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 600 da Consolidação das Leis",
"Lei n . 8 . 022 / 1991",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Decreto",
"-",
"Lei n . 1 . 166 / 71",
"Lei n . 8 . 022 / 1990",
"art . 5 . . . , inc . XXXV e LV , e 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 10 . 726 / 2001",
"Decreto n . 46 . 397 /",
"art . 37 , § 6 , Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 10 . 726 / 2001",
"Decreto n . 46 . 397 / 01",
"art . 37 , § 6 , Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n . 10 . 276 / 2001",
"Decreto estadual n . 46 . 397 / 2001",
"ART . 5 . . . , V E X , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n . 10 . 276 / 2001",
"Decreto estadual n . 46 . 397 / 2001",
"ART . 5 . . . , V E X , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRIBUNAL",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE",
"PERCIVAL MENON MARICATO",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE",
"PERCIVAL MENON MARICATO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Francisco Carlos de Andrade",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE",
"MENON MARICATO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Francisco Carlos de Andrade",
"Francisco Carlos de Andrade",
"Francisco Carlos de Andrade",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Moreira Alves",
"Ilmar Galvão",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Moreira Alves",
"Ilmar Galvão",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE",
"PERCIVAL MENON MARICATO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FRANCISCO CARLOS DE ANDRADE",
"PERCIVAL MENON MARICATO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"29 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"14",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"7 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"7 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"5",
".",
"2012",
"18",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"5",
".",
"2012",
"18",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"22",
".",
"5",
".",
"1998",
"23",
".",
"8",
".",
"1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"22",
".",
"5",
".",
"1998",
"23",
".",
"8",
".",
"1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"3",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"3",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Reconhecimento de falta grave praticada pelo
paciente, que implicou a perda integral dos dias a serem remidos da sua
pena. Impossibilidade. Revogação do tempo a ser remido limitada ao
patamar máximo de 1/3 (um terço). Lei nº 12.433/11. Perda
superveniente de objeto. Restabelecimento pelo juízo da execução de
2/3 dos dias remidos, conforme redação do art. 127 da LEP. Writ
prejudicado.
1. Encontra-se superado o constrangimento ilegal apontado nesta
impetração, decorrente da declaração, de forma contrária à regra prevista
no art. 127 da Lei de Execução Penal, com a redação da Lei nº 12.433/11,
da perda integral dos dias a serem remidos da pena do paciente, pela
prática de falta grave.
2. Segundo se infere das informações prestadas pelo Juízo da
execução, “no dia 09 de setembro de 2011 houve o restabelecimento de 2/3 dos
dias remidos (…), conforme redação do art. 127 da LEP”.
3. Writ prejudicado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar prejudicada a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029015.
Supremo Tribunal Federal
DJe 25/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
HC 110.247 / RS
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029015.
Supremo Tribunal Federal
HC 110.247 / RS
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029015.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Alexandre da Luz, apontando como
autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
concedeu parcialmente a ordem no HC nº 207.757/RS impetrado àquela
Corte, cujo Relator foi o Ministro Gilson Dipp.
Sustenta a impetrante, em síntese, o constrangimento ilegal imposto
ao paciente, tendo em vista que a declaração de perda integral dos dias
remidos pela prática de falta grave contraria a regra prevista no art. 127
da Lei de Execução Penal, com a redação da Lei nº 12.433/11.
Aduz que
“a nova redação não prevê mais a perda total dos dias
remidos, logo, essa regra perdeu sua razão de ser, passando o
limite a ser de 1/3 (um terço). Deveras, não há mais perda total
dos dias remidos, em razão da ultratividade da norma mais
benéfica. Muito embora os fatos narrados e as decisões
impugnadas sejam ‘anteriores à égide da Lei nº 12.403/11 – a
qual modificou substancialmente a sistemática das prisões no
ordenamento pátrio –, aplicam-se, desde já, as diretrizes
estabelecidas na referida reforma’” (fl. 2 da inicial).
Entende que
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1955253.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Alexandre da Luz, apontando como
autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
concedeu parcialmente a ordem no HC nº 207.757/RS impetrado àquela
Corte, cujo Relator foi o Ministro Gilson Dipp.
Sustenta a impetrante, em síntese, o constrangimento ilegal imposto
ao paciente, tendo em vista que a declaração de perda integral dos dias
remidos pela prática de falta grave contraria a regra prevista no art. 127
da Lei de Execução Penal, com a redação da Lei nº 12.433/11.
Aduz que
“a nova redação não prevê mais a perda total dos dias
remidos, logo, essa regra perdeu sua razão de ser, passando o
limite a ser de 1/3 (um terço). Deveras, não há mais perda total
dos dias remidos, em razão da ultratividade da norma mais
benéfica. Muito embora os fatos narrados e as decisões
impugnadas sejam ‘anteriores à égide da Lei nº 12.403/11 – a
qual modificou substancialmente a sistemática das prisões no
ordenamento pátrio –, aplicam-se, desde já, as diretrizes
estabelecidas na referida reforma’” (fl. 2 da inicial).
Entende que
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1955253.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
HC 110.247 / RS
“exsurge, no presente caso, a situação que deve ser
analisada à luz de novas diretrizes processuais penais (Lei nº
12.403/2011 que entrou em vigor no dia 04 de julho), que
possuem natureza de adaptação à própria evolução da
sociedade e suas consequências, beneficiando àqueles réus que
se encontram nessa situação” (fl. 3 da inicial).
Requer, liminarmente, “a suspensão da execução penal até o final
julgamento da presente ação constitucional” e, no mérito, pede a concessão da
ordem para “reconhecer apenas o limite imposto pela novel lei, concedendo-se a
totalidade da ordem então postulada” (fl. 4 da inicial).
Indeferi a liminar e solicitei informações ao Juízo de Direito da Vara
de Execuções Criminais da Comarca de Caxias do Sul/RS. As informações
foram devidamente prestadas (Petição/STF nº 82.734/12).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida,
opinou pela concessão parcial da ordem.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.247 / RS
“exsurge, no presente caso, a situação que deve ser
analisada à luz de novas diretrizes processuais penais (Lei nº
12.403/2011 que entrou em vigor no dia 04 de julho), que
possuem natureza de adaptação à própria evolução da
sociedade e suas consequências, beneficiando àqueles réus que
se encontram nessa situação” (fl. 3 da inicial).
Requer, liminarmente, “a suspensão da execução penal até o final
julgamento da presente ação constitucional” e, no mérito, pede a concessão da
ordem para “reconhecer apenas o limite imposto pela novel lei, concedendo-se a
totalidade da ordem então postulada” (fl. 4 da inicial).
Indeferi a liminar e solicitei informações ao Juízo de Direito da Vara
de Execuções Criminais da Comarca de Caxias do Sul/RS. As informações
foram devidamente prestadas (Petição/STF nº 82.734/12).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida,
opinou pela concessão parcial da ordem.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC nº 207.757/RS impetrado àquela Corte, Relator o Ministro
Gilson Dipp.
Narra a impetrante, na inicial, que:
“(...)
Trata-se de habeas corpus impetrado no Superior Tribunal
de Justiça em favor de ALEXANDRE DA LUZ contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que
pleiteia o restabelecimento a data base anterior à condenação
como marco para a concessão de benefícios da execução.
Consta dos autos que o Juízo da Execução da Comarca de
Caxias do Sul /RS, nos autos da execução 02736932, deixou de
reconhecer a falta grave consistente na tentativa de furto
qualificado.
Irresignado, o ‘Parquet’ estadual interpôs agravo em
execução, o qual a Colenda Sétima Câmara Criminal do
Tribunal de Justiça do Estado/RS deu-lhe provimento,
determinando a alteração da data-base para concessão de
benefícios e regressão de regime carcerário, em virtude do
reconhecimento da prática de falta grave por parte da paciente.
(...)
No presente processado, foi concedida apenas, em parte, a
ordem do ‘Habeas Corpus’ a fim de que a prática de falta grave
implique a regressão de regime e o reinício da contagem do
prazo apenas para a concessão de progressão de regime,
excetuando-se o indulto e a comutação de pena.
Contudo, declarou-se a perda integral dos dias remidos -
matéria que foi devolvida em sede de remédio heróico face ao
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC nº 207.757/RS impetrado àquela Corte, Relator o Ministro
Gilson Dipp.
Narra a impetrante, na inicial, que:
“(...)
Trata-se de habeas corpus impetrado no Superior Tribunal
de Justiça em favor de ALEXANDRE DA LUZ contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que
pleiteia o restabelecimento a data base anterior à condenação
como marco para a concessão de benefícios da execução.
Consta dos autos que o Juízo da Execução da Comarca de
Caxias do Sul /RS, nos autos da execução 02736932, deixou de
reconhecer a falta grave consistente na tentativa de furto
qualificado.
Irresignado, o ‘Parquet’ estadual interpôs agravo em
execução, o qual a Colenda Sétima Câmara Criminal do
Tribunal de Justiça do Estado/RS deu-lhe provimento,
determinando a alteração da data-base para concessão de
benefícios e regressão de regime carcerário, em virtude do
reconhecimento da prática de falta grave por parte da paciente.
(...)
No presente processado, foi concedida apenas, em parte, a
ordem do ‘Habeas Corpus’ a fim de que a prática de falta grave
implique a regressão de regime e o reinício da contagem do
prazo apenas para a concessão de progressão de regime,
excetuando-se o indulto e a comutação de pena.
Contudo, declarou-se a perda integral dos dias remidos -
matéria que foi devolvida em sede de remédio heróico face ao
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 110.247 / RS
constrangimento ilegal suportado pelo paciente -, sem apreciar
o cometimento da falta grave, para o efeito de remissão, à luz
da novel regra prevista no artigo 127 da Lei de Execução
Penal, com a redação da Lei 12.433/2011” (fls. 1/2 da inicial –
grifos no original).
O julgado ora questionado está assim ementado:
“CRIMINAL. HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO. FALTA
GRAVE. REINÍCIO DA CONTAGEM DO LAPSO TEMPORAL.
LEGALIDADE. EXCEÇÃO AO INDULTO E À COMUTAÇÃO
DE PENA. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
I. A Quinta Turma desta Corte possui entendimento no
sentido de que a prática de falta disciplinar de natureza grave
interrompe a contagem do lapso temporal para a concessão de
benefícios que dependam de lapso de tempo no desconto de
pena, salvo o livramento condicional, nos termos da Súmula nº
441/STJ, o indulto e a comutação de pena.
II. Deve ser parcialmente cassado o acórdão atacado, a fim
de que a prática de falta grave implique em reinício da
contagem do prazo apenas para a concessão de progressão de
regime, excetuando-se o indulto e a comutação de pena.
III. Ordem parcialmente concedida, nos termos do voto do
relator”.
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
Anoto, inicialmente, que o tema tratado nesta impetração, à primeira
vista, não foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, sua
apreciação, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira
supressão de instância, o que não se admite. Nesse sentido os julgados
seguintes: HC nº 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 14/12/07; HC nº 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07; HC nº 90.162/RJ, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 29/6/07; HC nº 90.312/PR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; e HC nº
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.247 / RS
constrangimento ilegal suportado pelo paciente -, sem apreciar
o cometimento da falta grave, para o efeito de remissão, à luz
da novel regra prevista no artigo 127 da Lei de Execução
Penal, com a redação da Lei 12.433/2011” (fls. 1/2 da inicial –
grifos no original).
O julgado ora questionado está assim ementado:
“CRIMINAL. HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO. FALTA
GRAVE. REINÍCIO DA CONTAGEM DO LAPSO TEMPORAL.
LEGALIDADE. EXCEÇÃO AO INDULTO E À COMUTAÇÃO
DE PENA. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
I. A Quinta Turma desta Corte possui entendimento no
sentido de que a prática de falta disciplinar de natureza grave
interrompe a contagem do lapso temporal para a concessão de
benefícios que dependam de lapso de tempo no desconto de
pena, salvo o livramento condicional, nos termos da Súmula nº
441/STJ, o indulto e a comutação de pena.
II. Deve ser parcialmente cassado o acórdão atacado, a fim
de que a prática de falta grave implique em reinício da
contagem do prazo apenas para a concessão de progressão de
regime, excetuando-se o indulto e a comutação de pena.
III. Ordem parcialmente concedida, nos termos do voto do
relator”.
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
Anoto, inicialmente, que o tema tratado nesta impetração, à primeira
vista, não foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, sua
apreciação, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira
supressão de instância, o que não se admite. Nesse sentido os julgados
seguintes: HC nº 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 14/12/07; HC nº 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07; HC nº 90.162/RJ, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 29/6/07; HC nº 90.312/PR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; e HC nº
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 110.247 / RS
86.997/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de
3/2/06, entre outros.
Contudo essa questão não se mostra relevante para o caso concreto,
uma vez que, conforme se infere das informações prestadas pelo juízo de
origem, “no dia 09 de setembro de 2011 houve o restabelecimento de 2/3 dos dias
remidos, que correspondem a 20 dias, conforme redação do art. 127 da LEP”.
Desta feita, o constrangimento ilegal sustentado nesta impetração
encontra-se superado, incidindo, na espécie, causa de prejudicialidade,
por perda superveniente de objeto.
Por essa razão, julgo prejudicada a impetração.
É como voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.247 / RS
86.997/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de
3/2/06, entre outros.
Contudo essa questão não se mostra relevante para o caso concreto,
uma vez que, conforme se infere das informações prestadas pelo juízo de
origem, “no dia 09 de setembro de 2011 houve o restabelecimento de 2/3 dos dias
remidos, que correspondem a 20 dias, conforme redação do art. 127 da LEP”.
Desta feita, o constrangimento ilegal sustentado nesta impetração
encontra-se superado, incidindo, na espécie, causa de prejudicialidade,
por perda superveniente de objeto.
Por essa razão, julgo prejudicada a impetração.
É como voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, foi majorada,
descontaram dois terço ao invés de um terço, favorece-se o impetrante.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Sim. O Juiz já atendeu aquilo que está sendo objeto dessa
impetração. Seria o caso de conceder, mas já foi atendido; então, estou
assentando a prejudicialidade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - De acordo.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, foi majorada,
descontaram dois terço ao invés de um terço, favorece-se o impetrante.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Sim. O Juiz já atendeu aquilo que está sendo objeto dessa
impetração. Seria o caso de conceder, mas já foi atendido; então, estou
assentando a prejudicialidade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - De acordo.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.247
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente,
a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.247
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente,
a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2057120
| 2012-04-17T00:00:00
| 2012-05-25T00:00:00
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A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Habeas corpus. Reconhecimento de falta grave praticada pelo paciente, que implicou a perda integral dos dias a serem remidos da sua pena. Impossibilidade. Revogação do tempo a ser remido limitada ao patamar máximo de 1/3 (um terço). Lei nº 12.433/11. Perda superveniente de objeto. Restabelecimento pelo juízo da execução de 2/3 dos dias remidos, conforme redação do art. 127 da LEP. Writ prejudicado.
1. Encontra-se superado o constrangimento ilegal apontado nesta impetração, decorrente da declaração, de forma contrária à regra prevista no art. 127 da Lei de Execução Penal, com a redação da Lei nº 12.433/11, da perda integral dos dias a serem remidos da pena do paciente, pela prática de falta grave.
2. Segundo se infere das informações prestadas pelo Juízo da execução, “no dia 09 de setembro de 2011 houve o restabelecimento de 2/3 dos dias remidos (…), conforme redação do art. 127 da LEP”.
3. Writ prejudicado.
|
sjur209829
|
- Acórdãos citados: HC 86997, HC 90162, HC 90312, HC 90654, HC 92264.
Número de páginas: 9.
Análise: 11/06/2012, LLD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
110247
|
[
"LEG-FED LEI-012433 ANO-2011\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\r\n ART-00127 \r\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 110247
|
[
""
] |
PACTE.(S) : ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Reconhecimento de falta grave praticada pelo
paciente, que implicou a perda integral dos dias a serem remidos da sua
pena. Impossibilidade. Revogação do tempo a ser remido limitada ao
patamar máximo de 1/3 (um terço). Lei n 12.433/11. Perda
superveniente de objeto. Restabelecimento pelo juízo da execução de
2/3 dos dias remidos, conforme redação do art. 127 da LEP. Writ
prejudicado.
1. Encontra-se superado o constrangimento ilegal apontado nesta
impetração, decorrente da declaração, de forma contrária à regra prevista
no art. 127 da Lei de Execução Penal, com a redação da Lei n 12.433/11,
da perda integral dos dias a serem remidos da pena do paciente, pela
prática de falta grave.
2. Segundo se infere das informações prestadas pelo Juízo da
execução, “no dia 09 de setembro de 2011 houve o restabelecimento de 2/3 dos
dias remidos (…), conforme redação do art. 127 da LEP”.
3. Writ prejudicado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar prejudicada a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 25/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
HC 110.247 / RS
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.247 / RS
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Alexandre da Luz, apontando como
autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
concedeu parcialmente a ordem no HC n 207.757/RS impetrado àquela
Corte, cujo Relator foi o Ministro Gilson Dipp.
Sustenta a impetrante, em síntese, o constrangimento ilegal imposto
ao paciente, tendo em vista que a declaração de perda integral dos dias
remidos pela prática de falta grave contraria a regra prevista no art. 127
da Lei de Execução Penal, com a redação da Lei n 12.433/11.
Aduz que
“a nova redação não prevê mais a perda total dos dias
remidos, logo, essa regra perdeu sua razão de ser, passando o
limite a ser de 1/3 (um terço). Deveras, não há mais perda total
dos dias remidos, em razão da ultratividade da norma mais
benéfica. Muito embora os fatos narrados e as decisões
impugnadas sejam ‘anteriores à égide da Lei n 12.403/11 – a
qual modificou substancialmente a sistemática das prisões no
ordenamento pátrio –, aplicam-se, desde já, as diretrizes
estabelecidas na referida reforma’” (fl. 2 da inicial).
Entende que
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Alexandre da Luz, apontando como
autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
concedeu parcialmente a ordem no HC n 207.757/RS impetrado àquela
Corte, cujo Relator foi o Ministro Gilson Dipp.
Sustenta a impetrante, em síntese, o constrangimento ilegal imposto
ao paciente, tendo em vista que a declaração de perda integral dos dias
remidos pela prática de falta grave contraria a regra prevista no art. 127
da Lei de Execução Penal, com a redação da Lei n 12.433/11.
Aduz que
“a nova redação não prevê mais a perda total dos dias
remidos, logo, essa regra perdeu sua razão de ser, passando o
limite a ser de 1/3 (um terço). Deveras, não há mais perda total
dos dias remidos, em razão da ultratividade da norma mais
benéfica. Muito embora os fatos narrados e as decisões
impugnadas sejam ‘anteriores à égide da Lei n 12.403/11 – a
qual modificou substancialmente a sistemática das prisões no
ordenamento pátrio –, aplicam-se, desde já, as diretrizes
estabelecidas na referida reforma’” (fl. 2 da inicial).
Entende que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
HC 110.247 / RS
“exsurge, no presente caso, a situação que deve ser
analisada à luz de novas diretrizes processuais penais (Lei n
12.403/2011 que entrou em vigor no dia 04 de julho), que
possuem natureza de adaptação à própria evolução da
sociedade e suas consequências, beneficiando àqueles réus que
se encontram nessa situação” (fl. 3 da inicial).
Requer, liminarmente, “a suspensão da execução penal até o final
julgamento da presente ação constitucional” e, no mérito, pede a concessão da
ordem para “reconhecer apenas o limite imposto pela novel lei, concedendo-se a
totalidade da ordem então postulada” (fl. 4 da inicial).
Indeferi a liminar e solicitei informações ao Juízo de Direito da Vara
de Execuções Criminais da Comarca de Caxias do Sul/RS. As informações
foram devidamente prestadas (Petição/Supremo Tribunal Federal n 82.734/12).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida,
opinou pela concessão parcial da ordem.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.247 / RS
“exsurge, no presente caso, a situação que deve ser
analisada à luz de novas diretrizes processuais penais (Lei n
12.403/2011 que entrou em vigor no dia 04 de julho), que
possuem natureza de adaptação à própria evolução da
sociedade e suas consequências, beneficiando àqueles réus que
se encontram nessa situação” (fl. 3 da inicial).
Requer, liminarmente, “a suspensão da execução penal até o final
julgamento da presente ação constitucional” e, no mérito, pede a concessão da
ordem para “reconhecer apenas o limite imposto pela novel lei, concedendo-se a
totalidade da ordem então postulada” (fl. 4 da inicial).
Indeferi a liminar e solicitei informações ao Juízo de Direito da Vara
de Execuções Criminais da Comarca de Caxias do Sul/RS. As informações
foram devidamente prestadas (Petição/Supremo Tribunal Federal n 82.734/12).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida,
opinou pela concessão parcial da ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC n 207.757/RS impetrado àquela Corte, Relator o Ministro
Gilson Dipp.
Narra a impetrante, na inicial, que:
“(...)
Trata-se de habeas corpus impetrado no Superior Tribunal
de Justiça em favor de ALEXANDRE DA LUZ contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que
pleiteia o restabelecimento a data base anterior à condenação
como marco para a concessão de benefícios da execução.
Consta dos autos que o Juízo da Execução da Comarca de
Caxias do Sul /RS, nos autos da execução 02736932, deixou de
reconhecer a falta grave consistente na tentativa de furto
qualificado.
Irresignado, o ‘Parquet’ estadual interpôs agravo em
execução, o qual a Colenda Sétima Câmara Criminal do
Tribunal de Justiça do Estado/RS deu-lhe provimento,
determinando a alteração da data-base para concessão de
benefícios e regressão de regime carcerário, em virtude do
reconhecimento da prática de falta grave por parte da paciente.
(...)
No presente processado, foi concedida apenas, em parte, a
ordem do ‘Habeas Corpus’ a fim de que a prática de falta grave
implique a regressão de regime e o reinício da contagem do
prazo apenas para a concessão de progressão de regime,
excetuando-se o indulto e a comutação de pena.
Contudo, declarou-se a perda integral dos dias remidos -
matéria que foi devolvida em sede de remédio heróico face ao
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC n 207.757/RS impetrado àquela Corte, Relator o Ministro
Gilson Dipp.
Narra a impetrante, na inicial, que:
“(...)
Trata-se de habeas corpus impetrado no Superior Tribunal
de Justiça em favor de ALEXANDRE DA LUZ contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que
pleiteia o restabelecimento a data base anterior à condenação
como marco para a concessão de benefícios da execução.
Consta dos autos que o Juízo da Execução da Comarca de
Caxias do Sul /RS, nos autos da execução 02736932, deixou de
reconhecer a falta grave consistente na tentativa de furto
qualificado.
Irresignado, o ‘Parquet’ estadual interpôs agravo em
execução, o qual a Colenda Sétima Câmara Criminal do
Tribunal de Justiça do Estado/RS deu-lhe provimento,
determinando a alteração da data-base para concessão de
benefícios e regressão de regime carcerário, em virtude do
reconhecimento da prática de falta grave por parte da paciente.
(...)
No presente processado, foi concedida apenas, em parte, a
ordem do ‘Habeas Corpus’ a fim de que a prática de falta grave
implique a regressão de regime e o reinício da contagem do
prazo apenas para a concessão de progressão de regime,
excetuando-se o indulto e a comutação de pena.
Contudo, declarou-se a perda integral dos dias remidos -
matéria que foi devolvida em sede de remédio heróico face ao
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 110.247 / RS
constrangimento ilegal suportado pelo paciente -, sem apreciar
o cometimento da falta grave, para o efeito de remissão, à luz
da novel regra prevista no artigo 127 da Lei de Execução
Penal, com a redação da Lei 12.433/2011” (fls. 1/2 da inicial –
grifos no original).
O julgado ora questionado está assim ementado:
“CRIMINAL. HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO. FALTA
GRAVE. REINÍCIO DA CONTAGEM DO LAPSO TEMPORAL.
LEGALIDADE. EXCEÇÃO AO INDULTO E À COMUTAÇÃO
DE PENA. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
I. A Quinta Turma desta Corte possui entendimento no
sentido de que a prática de falta disciplinar de natureza grave
interrompe a contagem do lapso temporal para a concessão de
benefícios que dependam de lapso de tempo no desconto de
pena, salvo o livramento condicional, nos termos da Súmula n
441/Superior Tribunal de Justiça, o indulto e a comutação de pena.
II. Deve ser parcialmente cassado o acórdão atacado, a fim
de que a prática de falta grave implique em reinício da
contagem do prazo apenas para a concessão de progressão de
regime, excetuando-se o indulto e a comutação de pena.
III. Ordem parcialmente concedida, nos termos do voto do
relator”.
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
Anoto, inicialmente, que o tema tratado nesta impetração, à primeira
vista, não foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, sua
apreciação, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira
supressão de instância, o que não se admite. Nesse sentido os julgados
seguintes: HC n 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 14/12/07; HC n 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07; HC n 90.162/RJ, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 29/6/07; HC n 90.312/PR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; e HC n
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1955254.
Supremo Tribunal Federal
HC 110.247 / RS
constrangimento ilegal suportado pelo paciente -, sem apreciar
o cometimento da falta grave, para o efeito de remissão, à luz
da novel regra prevista no artigo 127 da Lei de Execução
Penal, com a redação da Lei 12.433/2011” (fls. 1/2 da inicial –
grifos no original).
O julgado ora questionado está assim ementado:
“CRIMINAL. HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO. FALTA
GRAVE. REINÍCIO DA CONTAGEM DO LAPSO TEMPORAL.
LEGALIDADE. EXCEÇÃO AO INDULTO E À COMUTAÇÃO
DE PENA. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
I. A Quinta Turma desta Corte possui entendimento no
sentido de que a prática de falta disciplinar de natureza grave
interrompe a contagem do lapso temporal para a concessão de
benefícios que dependam de lapso de tempo no desconto de
pena, salvo o livramento condicional, nos termos da Súmula n
441/Superior Tribunal de Justiça, o indulto e a comutação de pena.
II. Deve ser parcialmente cassado o acórdão atacado, a fim
de que a prática de falta grave implique em reinício da
contagem do prazo apenas para a concessão de progressão de
regime, excetuando-se o indulto e a comutação de pena.
III. Ordem parcialmente concedida, nos termos do voto do
relator”.
Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ.
Anoto, inicialmente, que o tema tratado nesta impetração, à primeira
vista, não foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça. Portanto, sua
apreciação, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira
supressão de instância, o que não se admite. Nesse sentido os julgados
seguintes: HC n 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 14/12/07; HC n 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07; HC n 90.162/RJ, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 29/6/07; HC n 90.312/PR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; e HC n
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 110.247 / RS
86.997/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de
3/2/06, entre outros.
Contudo essa questão não se mostra relevante para o caso concreto,
uma vez que, conforme se infere das informações prestadas pelo juízo de
origem, “no dia 09 de setembro de 2011 houve o restabelecimento de 2/3 dos dias
remidos, que correspondem a 20 dias, conforme redação do art. 127 da LEP”.
Desta feita, o constrangimento ilegal sustentado nesta impetração
encontra-se superado, incidindo, na espécie, causa de prejudicialidade,
por perda superveniente de objeto.
Por essa razão, julgo prejudicada a impetração.
É como voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.247 / RS
86.997/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de
3/2/06, entre outros.
Contudo essa questão não se mostra relevante para o caso concreto,
uma vez que, conforme se infere das informações prestadas pelo juízo de
origem, “no dia 09 de setembro de 2011 houve o restabelecimento de 2/3 dos dias
remidos, que correspondem a 20 dias, conforme redação do art. 127 da LEP”.
Desta feita, o constrangimento ilegal sustentado nesta impetração
encontra-se superado, incidindo, na espécie, causa de prejudicialidade,
por perda superveniente de objeto.
Por essa razão, julgo prejudicada a impetração.
É como voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, foi majorada,
descontaram dois terço ao invés de um terço, favorece-se o impetrante.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Sim. O Juiz já atendeu aquilo que está sendo objeto dessa
impetração. Seria o caso de conceder, mas já foi atendido; então, estou
assentando a prejudicialidade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - De acordo.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.247 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, foi majorada,
descontaram dois terço ao invés de um terço, favorece-se o impetrante.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Sim. O Juiz já atendeu aquilo que está sendo objeto dessa
impetração. Seria o caso de conceder, mas já foi atendido; então, estou
assentando a prejudicialidade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - De acordo.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.247
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente,
a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.247
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : ALEXANDRE DA LUZ
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente,
a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 110 . 247",
"HC 110 . 247 / RS",
"HC 110 . 247 / RS",
"HABEAS CORPUS 110 . 247",
"HC n 207 . 757 / RS",
"HABEAS CORPUS 110 . 247",
"HC n 207 . 757 / RS",
"HC 110 . 247 / RS",
"Petição",
"HC 110 . 247 / RS",
"Petição",
"HABEAS CORPUS 110 . 247",
"HC n 207 . 757 / RS",
"HABEAS CORPUS 110 . 247",
"HC n 207 . 757 / RS",
"HC 110 . 247 / RS",
"Súmula n 441 / Superior Tribunal de Justiça",
"HC n 92 . 264 / SP",
"HC n 90 . 654 / SP",
"HC n 90 . 162 / RJ",
"HC n 90 . 312 / PR",
"HC",
"HC 110 . 247 / RS",
"Súmula n 441 / Superior Tribunal de Justiça",
"HC n 92 . 264 / SP",
"HC n 90 . 654 / SP",
"HC n 90 . 162 / RJ",
"HC n 90 . 312 / PR",
"HC n 2",
"HC 110 . 247 / RS 86 . 997 / DF",
"HC 110 . 247 / RS 86 . 997 / DF",
"HABEAS CORPUS 110 . 247",
"HABEAS CORPUS 110 . 247",
"HABEAS CORPUS 110 . 247"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei n 12 . 433 / 11",
"art . 127 da LEP",
"art . 127 da Lei de Execução Penal",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"art . 127 da LEP ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 127 da Lei de Execução Penal",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"Lei n 12",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 127 da Lei de Execução Penal",
"Lei n 12 . 433 / 11",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 403 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 403 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 127 da Lei de Execução Penal",
"Lei 12 . 433 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 127 da Lei de Execução Penal",
"Lei 12 . 433 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 127 da LEP ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 127 da LEP ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Caxias do Sul / RS",
"Vara de Execuções Criminais da Comarca de Caxias do Sul / RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Comarca de Caxias do Sul / RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Comarca de Caxias do Sul / RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Defensoria Pública da União",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado / RS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado / RS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
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".",
".",
"Infra",
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"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
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"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ALEXANDRE DA LUZ",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ALEXANDRE DA LUZ",
"DIAS TOFFOLI",
"Alexandre da Luz",
"Gilson Dipp",
"DIAS TOFFOLI",
"ALEXANDRE DA LUZ",
"DIAS TOFFOLI",
"Alexandre da Luz",
"Gilson Dipp",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Edson Oliveira de Almeida",
"DIAS TOFFOLI",
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"Gilson Dipp",
"ALEXANDRE DA LUZ",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilson Dipp",
"ALEXANDRE DA LUZ",
"DIAS TOFFOLI",
"Menezes Direito",
"Sepúlveda Pertence",
"Ayres Britto",
"Eros Grau",
"Menezes Direito",
"Sepúlveda Pertence",
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"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Velloso",
"Carlos Velloso",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
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"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"ALEXANDRE DA LUZ",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ALEXANDRE DA LUZ",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"09 de setembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04 de julho",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04 de julho",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"12",
"/",
"07",
"25",
"/",
"5",
"/",
"07",
"29",
"/",
"6",
"/",
"07",
"27",
"/",
"4",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"12",
"/",
"07",
"25",
"/",
"5",
"/",
"07",
"29",
"/",
"6",
"/",
"07",
"27",
"/",
"4",
"/",
"07",
"24",
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"08",
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"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"06",
"09 de setembro de 2011",
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"/",
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"2001",
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"/",
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"06",
"09 de setembro de 2011",
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"2012",
"24",
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"17",
"/",
"04",
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"2012",
"24",
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"08",
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"17",
".",
"4",
".",
"2012",
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".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
IMPTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S)
:PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE E OUTROS
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
EMENTA:
MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE
CONTAS DA UNIÃO. QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO.
IMPOSSIBILIDADE. SEGURANÇA CONCEDIDA.
O Tribunal de Contas da União, a despeito da relevância das suas
funções, não está autorizado a requisitar informações que importem a
quebra de sigilo bancário, por não figurar dentre aqueles a quem o
legislador conferiu essa possibilidade, nos termos do art. 38 da Lei
4.595/1964, revogado pela Lei Complementar 105/2001.
Não há como admitir-se interpretação extensiva, por tal implicar
restrição a direito fundamental positivado no art. 5º, X, da Constituição.
Precedente do Pleno (MS 22801, rel. min. Menezes Direito, DJe-047 de
14.03.2008.)
Ordem concedida.
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir a ordem,
cassada a decisão 538/1997 do Tribunal de Contas da União (fls. 42), que
manteve a decisão 670/1996, também do impetrado ( fls. 40), nos termos
do voto do relator.
Brasília, 17 de abril de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1949654.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
IMPTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S)
:PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE E OUTROS
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): Trata-
se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado pelo
Banco do Brasil S/A e por Paulo César Ximenes Alves Ferreira (à época,
presidente do primeiro impetrante) contra a decisão 538/1997 do Tribunal
de Contas da União (fls. 42), que, ao negar pedido de reexame dos
impetrantes (fls. 148-159), manteve a decisão 670/1996, também do TCU
(fls. 40).
O impetrado, por meio do ato impugnado, determinou que o
presidente do Banco do Brasil S/A, no prazo de quinze dias, sob pena de
aplicação da multa a que se refere o art. 58, IV, da Lei 8.443/1992:
“8.1.1 – apresente os documentos a seguir indicados:
a) demonstrativos das aplicações em Depósitos Interfinanceiros
– DI efetuadas pelo Banco do Brasil junto às instituições financeiras
Banco Nacional S/A e Banco Econômico S/A, no período de
dezembro/94 a novembro/95, evidenciando datas e valores aplicados,
bem como os resultados obtidos;
b) cópia das normas internas que regulavam a matéria no
âmbito do Banco do Brasil no período mencionado, destacando os
valores de limites de aplicações e captações e suas correspondentes
alçadas;
8.1.2 – adote providências com vistas a que sejam colocados à
disposição dos funcionários deste Tribunal, incumbidos de realizar
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1949655.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
IMPTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S)
:PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE E OUTROS
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): Trata-
se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado pelo
Banco do Brasil S/A e por Paulo César Ximenes Alves Ferreira (à época,
presidente do primeiro impetrante) contra a decisão 538/1997 do Tribunal
de Contas da União (fls. 42), que, ao negar pedido de reexame dos
impetrantes (fls. 148-159), manteve a decisão 670/1996, também do TCU
(fls. 40).
O impetrado, por meio do ato impugnado, determinou que o
presidente do Banco do Brasil S/A, no prazo de quinze dias, sob pena de
aplicação da multa a que se refere o art. 58, IV, da Lei 8.443/1992:
“8.1.1 – apresente os documentos a seguir indicados:
a) demonstrativos das aplicações em Depósitos Interfinanceiros
– DI efetuadas pelo Banco do Brasil junto às instituições financeiras
Banco Nacional S/A e Banco Econômico S/A, no período de
dezembro/94 a novembro/95, evidenciando datas e valores aplicados,
bem como os resultados obtidos;
b) cópia das normas internas que regulavam a matéria no
âmbito do Banco do Brasil no período mencionado, destacando os
valores de limites de aplicações e captações e suas correspondentes
alçadas;
8.1.2 – adote providências com vistas a que sejam colocados à
disposição dos funcionários deste Tribunal, incumbidos de realizar
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1949655.
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Relatório
MS 22.934 / DF
auditoria no Banco, os registros contábeis relativos às aplicações em
Depósitos Financeiros – DI feitas a partir de dezembro/94, bem como
demais documentos que permitam avaliar se as normas
regulamentares foram observadas;”
De acordo com os autores, as informações requisitadas pelo TCU
estão cobertas pelo sigilo bancário, não podendo, por conseguinte, ser
prestadas.
Para sustentar essa tese, os demandantes argumentam, em síntese,
que: (1) o fornecimento das informações requisitadas pelo impetrado
viola os incisos X e XII do art. 5º da Constituição, bem como o art. 38 da
Lei 4.595/1964 (em vigor à época da impetração), cujo descumprimento
constitui crime; (2) a Lei 4.595/1964 tem status de lei complementar,
sendo, portanto, superior hierarquicamente à Lei 8.443/1992, em cujo art.
42 se baseou o TCU para requisitar as informações sob enfoque; (3) o
demandado não tem competência para determinar a quebra de sigilo
bancário; (4) a fiscalização das instituições financeiras é da competência
privativa do Banco Central do Brasil, conforme art. 10, IX, da Lei
4.595/1964; e (5) os depósitos interfinanceiros são realizados com recursos
privados.
Deferiu-se o pedido de liminar (fls. 115).
Prestaram-se informações (fls. 121).
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da segurança
(fls. 179-186).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 22.934 / DF
auditoria no Banco, os registros contábeis relativos às aplicações em
Depósitos Financeiros – DI feitas a partir de dezembro/94, bem como
demais documentos que permitam avaliar se as normas
regulamentares foram observadas;”
De acordo com os autores, as informações requisitadas pelo TCU
estão cobertas pelo sigilo bancário, não podendo, por conseguinte, ser
prestadas.
Para sustentar essa tese, os demandantes argumentam, em síntese,
que: (1) o fornecimento das informações requisitadas pelo impetrado
viola os incisos X e XII do art. 5º da Constituição, bem como o art. 38 da
Lei 4.595/1964 (em vigor à época da impetração), cujo descumprimento
constitui crime; (2) a Lei 4.595/1964 tem status de lei complementar,
sendo, portanto, superior hierarquicamente à Lei 8.443/1992, em cujo art.
42 se baseou o TCU para requisitar as informações sob enfoque; (3) o
demandado não tem competência para determinar a quebra de sigilo
bancário; (4) a fiscalização das instituições financeiras é da competência
privativa do Banco Central do Brasil, conforme art. 10, IX, da Lei
4.595/1964; e (5) os depósitos interfinanceiros são realizados com recursos
privados.
Deferiu-se o pedido de liminar (fls. 115).
Prestaram-se informações (fls. 121).
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da segurança
(fls. 179-186).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): O
fundamento principal da demanda é a incompetência do impetrado para
requisitar informações cujo fornecimento implique a quebra de sigilo
bancário.
A tese merece prosperar.
Com efeito, à época da impetração estava em vigor o art. 38 da Lei
4.595/1964, o qual não incluiu o Tribunal de Contas da União dentre os
autorizados a determinar a quebra de sigilo bancário.
O art. 38 da Lei 4.595/1964 foi revogado pelo art. 13 da Lei
Complementar 105/2001, que, por sua vez, também não conferiu tal poder
ao impetrado.
Tais normas importam restrição a direito fundamental (art. 5º, X, da
Constituição) e, portanto, devem ser interpretadas restritivamente.
Noutras palavras, por mais relevantes que sejam as funções
institucionais do TCU, como de fato o são, não foi ele incluído pelo
legislador no rol daqueles que podem ordenar a quebra de sigilo
bancário.
Esse foi, aliás, o entendimento adotado pelo Pleno no julgamento do
mandado de segurança 22.801 (rel. min. Menezes Direito, DJE-047 de
14.03.2008), análogo a este, cuja ementa segue transcrita:
“1. A Lei Complementar nº 105, de 10/1/01, não conferiu ao
Tribunal de Contas da União poderes para determinar a quebra do
sigilo bancário de dados constantes do Banco Central do Brasil. O
legislador conferiu esses poderes ao Poder Judiciário (art. 3º), ao Poder
Legislativo Federal (art. 4º), bem como às Comissões Parlamentares de
Inquérito, após prévia aprovação do pedido pelo Plenário da Câmara
dos Deputados, do Senado Federal ou do plenário de suas respectivas
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): O
fundamento principal da demanda é a incompetência do impetrado para
requisitar informações cujo fornecimento implique a quebra de sigilo
bancário.
A tese merece prosperar.
Com efeito, à época da impetração estava em vigor o art. 38 da Lei
4.595/1964, o qual não incluiu o Tribunal de Contas da União dentre os
autorizados a determinar a quebra de sigilo bancário.
O art. 38 da Lei 4.595/1964 foi revogado pelo art. 13 da Lei
Complementar 105/2001, que, por sua vez, também não conferiu tal poder
ao impetrado.
Tais normas importam restrição a direito fundamental (art. 5º, X, da
Constituição) e, portanto, devem ser interpretadas restritivamente.
Noutras palavras, por mais relevantes que sejam as funções
institucionais do TCU, como de fato o são, não foi ele incluído pelo
legislador no rol daqueles que podem ordenar a quebra de sigilo
bancário.
Esse foi, aliás, o entendimento adotado pelo Pleno no julgamento do
mandado de segurança 22.801 (rel. min. Menezes Direito, DJE-047 de
14.03.2008), análogo a este, cuja ementa segue transcrita:
“1. A Lei Complementar nº 105, de 10/1/01, não conferiu ao
Tribunal de Contas da União poderes para determinar a quebra do
sigilo bancário de dados constantes do Banco Central do Brasil. O
legislador conferiu esses poderes ao Poder Judiciário (art. 3º), ao Poder
Legislativo Federal (art. 4º), bem como às Comissões Parlamentares de
Inquérito, após prévia aprovação do pedido pelo Plenário da Câmara
dos Deputados, do Senado Federal ou do plenário de suas respectivas
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
MS 22.934 / DF
comissões parlamentares de inquérito (§§ 1º e 2º do art. 4º). 2. Embora
as atividades do TCU, por sua natureza, verificação de contas e até
mesmo o julgamento das contas das pessoas enumeradas no artigo 71,
II, da Constituição Federal, justifiquem a eventual quebra de sigilo,
não houve essa determinação na lei específica que tratou do tema, não
cabendo a interpretação extensiva, mormente porque há princípio
constitucional que protege a intimidade e a vida privada, art. 5º, X, da
Constituição Federal, no qual está inserida a garantia ao sigilo
bancário. 3. Ordem concedida para afastar as determinações do
acórdão nº 72/96 - TCU - 2ª Câmara (fl. 31), bem como as penalidades
impostas ao impetrante no Acórdão nº 54/97 - TCU - Plenário.”
Impõe-se, pois, a cassação da decisão 538/1997 do Tribunal de
Contas da União (fls. 42), que manteve a decisão 670/1996, também do
impetrado(fls. 40).
Do exposto, voto pela concessão da ordem.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 22.934 / DF
comissões parlamentares de inquérito (§§ 1º e 2º do art. 4º). 2. Embora
as atividades do TCU, por sua natureza, verificação de contas e até
mesmo o julgamento das contas das pessoas enumeradas no artigo 71,
II, da Constituição Federal, justifiquem a eventual quebra de sigilo,
não houve essa determinação na lei específica que tratou do tema, não
cabendo a interpretação extensiva, mormente porque há princípio
constitucional que protege a intimidade e a vida privada, art. 5º, X, da
Constituição Federal, no qual está inserida a garantia ao sigilo
bancário. 3. Ordem concedida para afastar as determinações do
acórdão nº 72/96 - TCU - 2ª Câmara (fl. 31), bem como as penalidades
impostas ao impetrante no Acórdão nº 54/97 - TCU - Plenário.”
Impõe-se, pois, a cassação da decisão 538/1997 do Tribunal de
Contas da União (fls. 42), que manteve a decisão 670/1996, também do
impetrado(fls. 40).
Do exposto, voto pela concessão da ordem.
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro-
Relator, Vossa Excelência, em suma, está assentando que o Tribunal de
Contas não é órgão competente para quebrar o sigilo bancário, no caso,
do impetrante.
Estou de acordo, Senhor Presidente. É a minha tese também.
Acompanho integralmente o Relator.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1930579.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro-
Relator, Vossa Excelência, em suma, está assentando que o Tribunal de
Contas não é órgão competente para quebrar o sigilo bancário, no caso,
do impetrante.
Estou de acordo, Senhor Presidente. É a minha tese também.
Acompanho integralmente o Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
IMPTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S) : PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S) : LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE
IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Retirado de pauta em conformidade com a Emenda
Regimental nº 45, de 10 de junho de 2011, publicada no Diário da
Justiça Eletrônico de 15 de junho de 2011. Ausentes o Senhor
Ministro Celso de Mello, justificadamente; o Senhor Ministro
Gilmar Mendes, representando o Tribunal na Comissão de Veneza,
Itália, e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, licenciado.
Presidência do Senhor Ministro Cezar Peluso. Plenário, 16.06.2011.
Decisão: deferida a ordem, cassada a decisão 538/1997 do
Tribunal de Contas da União (fls. 42), que manteve a decisão
670/1996, também do impetrado (fls. 40), nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Ayres Britto. 2ª Turma, 17.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Ricardo
Lewandowski. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Ayres Britto.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
p/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1969061
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
IMPTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S) : PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S) : LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE
IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Retirado de pauta em conformidade com a Emenda
Regimental nº 45, de 10 de junho de 2011, publicada no Diário da
Justiça Eletrônico de 15 de junho de 2011. Ausentes o Senhor
Ministro Celso de Mello, justificadamente; o Senhor Ministro
Gilmar Mendes, representando o Tribunal na Comissão de Veneza,
Itália, e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, licenciado.
Presidência do Senhor Ministro Cezar Peluso. Plenário, 16.06.2011.
Decisão: deferida a ordem, cassada a decisão 538/1997 do
Tribunal de Contas da União (fls. 42), que manteve a decisão
670/1996, também do impetrado (fls. 40), nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Ayres Britto. 2ª Turma, 17.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Ricardo
Lewandowski. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Ayres Britto.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
p/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1969061
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1973260
| 2012-04-17T00:00:00
| 2012-05-09T00:00:00
|
Retirado de pauta em conformidade com a Emenda Regimental nº 45, de 10 de junho de 2011, publicada no Diário da Justiça Eletrônico de 15 de junho de 2011. Ausentes o Senhor Ministro Celso de Mello, justificadamente; o Senhor Ministro Gilmar Mendes, representando o Tribunal na Comissão de Veneza, Itália, e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, licenciado. Presidência do Senhor Ministro Cezar Peluso. Plenário, 16.06.2011.
Decisão: deferida a ordem, cassada a decisão 538/1997 do Tribunal de Contas da União (fls. 42), que manteve a decisão 670/1996, também do impetrado (fls. 40), nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ayres Britto. 2ª Turma, 17.04.2012.
|
MANDADO DE SEGURANÇA
|
EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. SEGURANÇA CONCEDIDA.
O Tribunal de Contas da União, a despeito da relevância das suas funções, não está autorizado a requisitar informações que importem a quebra de sigilo bancário, por não figurar dentre aqueles a quem o legislador conferiu essa possibilidade, nos termos do art. 38 da Lei 4.595/1964, revogado pela Lei Complementar 105/2001.
Não há como admitir-se interpretação extensiva, por tal implicar restrição a direito fundamental positivado no art. 5º, X, da Constituição. Precedente do Pleno (MS 22801, rel. min. Menezes Direito, DJe-047 de 14.03.2008.)
Ordem concedida.
|
sjur208938
|
- Acórdão citado: MS 22801 - Tribunal Pleno.
- Veja Decisões 670/1996 e 538/1997 do TCU.
Número de páginas: 7.
Análise: 21/05/2012, SEV.
Revisão: 01/06/2012, IMC.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
22934
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00010 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED LCP-000105 ANO-2001\r\n ART-00013\r\n LEI COMPLEMENTAR\r\n",
"LEG-FED LEI-004595 ANO-1964\r\n ART-00038 REVOGADO PELA LCP-105/2001 \r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
MS
|
acordaos
|
MS 22934
|
[
""
] |
IMPTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S) : PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S) : LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE
IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
IMPTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S)
:PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE E OUTROS
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
EMENTA:
MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE
CONTAS DA UNIÃO. QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO.
IMPOSSIBILIDADE. SEGURANÇA CONCEDIDA.
O Tribunal de Contas da União, a despeito da relevância das suas
funções, não está autorizado a requisitar informações que importem a
quebra de sigilo bancário, por não figurar dentre aqueles a quem o
legislador conferiu essa possibilidade, nos termos do art. 38 da Lei
4.595/1964, revogado pela Lei Complementar 105/2001.
Não há como admitir-se interpretação extensiva, por tal implicar
restrição a direito fundamental positivado no art. 5..., X, da Constituição.
Precedente do Pleno (MS 22801, rel. min. Menezes Direito, DJe-047 de
14.03.2008.)
Ordem concedida.
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir a ordem,
cassada a decisão 538/1997 do Tribunal de Contas da União (fls. 42), que
manteve a decisão 670/1996, também do impetrado ( fls. 40), nos termos
do voto do relator.
Brasília, 17 de abril de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1949654.
Supremo Tribunal Federal
DJe 09/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
IMPTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S)
:PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE E OUTROS
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): Trata-
se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado pelo
Banco do Brasil S/A e por Paulo César Ximenes Alves Ferreira (à época,
presidente do primeiro impetrante) contra a decisão 538/1997 do Tribunal
de Contas da União (fls. 42), que, ao negar pedido de reexame dos
impetrantes (fls. 148-159), manteve a decisão 670/1996, também do TCU
(fls. 40).
O impetrado, por meio do ato impugnado, determinou que o
presidente do Banco do Brasil S/A, no prazo de quinze dias, sob pena de
aplicação da multa a que se refere o art. 58, IV, da Lei 8.443/1992:
“8.1.1 – apresente os documentos a seguir indicados:
a) demonstrativos das aplicações em Depósitos Interfinanceiros
– DI efetuadas pelo Banco do Brasil junto às instituições financeiras
Banco Nacional S/A e Banco Econômico S/A, no período de
dezembro/94 a novembro/95, evidenciando datas e valores aplicados,
bem como os resultados obtidos;
b) cópia das normas internas que regulavam a matéria no
âmbito do Banco do Brasil no período mencionado, destacando os
valores de limites de aplicações e captações e suas correspondentes
alçadas;
8.1.2 – adote providências com vistas a que sejam colocados à
disposição dos funcionários deste Tribunal, incumbidos de realizar
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1949655.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
IMPTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S)
:PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE E OUTROS
IMPDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): Trata-
se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado pelo
Banco do Brasil S/A e por Paulo César Ximenes Alves Ferreira (à época,
presidente do primeiro impetrante) contra a decisão 538/1997 do Tribunal
de Contas da União (fls. 42), que, ao negar pedido de reexame dos
impetrantes (fls. 148-159), manteve a decisão 670/1996, também do TCU
(fls. 40).
O impetrado, por meio do ato impugnado, determinou que o
presidente do Banco do Brasil S/A, no prazo de quinze dias, sob pena de
aplicação da multa a que se refere o art. 58, IV, da Lei 8.443/1992:
“8.1.1 – apresente os documentos a seguir indicados:
a) demonstrativos das aplicações em Depósitos Interfinanceiros
– DI efetuadas pelo Banco do Brasil junto às instituições financeiras
Banco Nacional S/A e Banco Econômico S/A, no período de
dezembro/94 a novembro/95, evidenciando datas e valores aplicados,
bem como os resultados obtidos;
b) cópia das normas internas que regulavam a matéria no
âmbito do Banco do Brasil no período mencionado, destacando os
valores de limites de aplicações e captações e suas correspondentes
alçadas;
8.1.2 – adote providências com vistas a que sejam colocados à
disposição dos funcionários deste Tribunal, incumbidos de realizar
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
MS 22.934 / DF
auditoria no Banco, os registros contábeis relativos às aplicações em
Depósitos Financeiros – DI feitas a partir de dezembro/94, bem como
demais documentos que permitam avaliar se as normas
regulamentares foram observadas;”
De acordo com os autores, as informações requisitadas pelo TCU
estão cobertas pelo sigilo bancário, não podendo, por conseguinte, ser
prestadas.
Para sustentar essa tese, os demandantes argumentam, em síntese,
que: (1) o fornecimento das informações requisitadas pelo impetrado
viola os incisos X e XII do art. 5... da Constituição, bem como o art. 38 da
Lei 4.595/1964 (em vigor à época da impetração), cujo descumprimento
constitui crime; (2) a Lei 4.595/1964 tem status de lei complementar,
sendo, portanto, superior hierarquicamente à Lei 8.443/1992, em cujo art.
42 se baseou o TCU para requisitar as informações sob enfoque; (3) o
demandado não tem competência para determinar a quebra de sigilo
bancário; (4) a fiscalização das instituições financeiras é da competência
privativa do Banco Central do Brasil, conforme art. 10, IX, da Lei
4.595/1964; e (5) os depósitos interfinanceiros são realizados com recursos
privados.
Deferiu-se o pedido de liminar (fls. 115).
Prestaram-se informações (fls. 121).
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da segurança
(fls. 179-186).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 22.934 / DF
auditoria no Banco, os registros contábeis relativos às aplicações em
Depósitos Financeiros – DI feitas a partir de dezembro/94, bem como
demais documentos que permitam avaliar se as normas
regulamentares foram observadas;”
De acordo com os autores, as informações requisitadas pelo TCU
estão cobertas pelo sigilo bancário, não podendo, por conseguinte, ser
prestadas.
Para sustentar essa tese, os demandantes argumentam, em síntese,
que: (1) o fornecimento das informações requisitadas pelo impetrado
viola os incisos X e XII do art. 5... da Constituição, bem como o art. 38 da
Lei 4.595/1964 (em vigor à época da impetração), cujo descumprimento
constitui crime; (2) a Lei 4.595/1964 tem status de lei complementar,
sendo, portanto, superior hierarquicamente à Lei 8.443/1992, em cujo art.
42 se baseou o TCU para requisitar as informações sob enfoque; (3) o
demandado não tem competência para determinar a quebra de sigilo
bancário; (4) a fiscalização das instituições financeiras é da competência
privativa do Banco Central do Brasil, conforme art. 10, IX, da Lei
4.595/1964; e (5) os depósitos interfinanceiros são realizados com recursos
privados.
Deferiu-se o pedido de liminar (fls. 115).
Prestaram-se informações (fls. 121).
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da segurança
(fls. 179-186).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): O
fundamento principal da demanda é a incompetência do impetrado para
requisitar informações cujo fornecimento implique a quebra de sigilo
bancário.
A tese merece prosperar.
Com efeito, à época da impetração estava em vigor o art. 38 da Lei
4.595/1964, o qual não incluiu o Tribunal de Contas da União dentre os
autorizados a determinar a quebra de sigilo bancário.
O art. 38 da Lei 4.595/1964 foi revogado pelo art. 13 da Lei
Complementar 105/2001, que, por sua vez, também não conferiu tal poder
ao impetrado.
Tais normas importam restrição a direito fundamental (art. 5..., X, da
Constituição) e, portanto, devem ser interpretadas restritivamente.
Noutras palavras, por mais relevantes que sejam as funções
institucionais do TCU, como de fato o são, não foi ele incluído pelo
legislador no rol daqueles que podem ordenar a quebra de sigilo
bancário.
Esse foi, aliás, o entendimento adotado pelo Pleno no julgamento do
mandado de segurança 22.801 (rel. min. Menezes Direito, DJE-047 de
14.03.2008), análogo a este, cuja ementa segue transcrita:
“1. A Lei Complementar n 105, de 10/1/01, não conferiu ao
Tribunal de Contas da União poderes para determinar a quebra do
sigilo bancário de dados constantes do Banco Central do Brasil. O
legislador conferiu esses poderes ao Poder Judiciário (art. 3...), ao Poder
Legislativo Federal (art. 4...), bem como às Comissões Parlamentares de
Inquérito, após prévia aprovação do pedido pelo Plenário da Câmara
dos Deputados, do Senado Federal ou do plenário de suas respectivas
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): O
fundamento principal da demanda é a incompetência do impetrado para
requisitar informações cujo fornecimento implique a quebra de sigilo
bancário.
A tese merece prosperar.
Com efeito, à época da impetração estava em vigor o art. 38 da Lei
4.595/1964, o qual não incluiu o Tribunal de Contas da União dentre os
autorizados a determinar a quebra de sigilo bancário.
O art. 38 da Lei 4.595/1964 foi revogado pelo art. 13 da Lei
Complementar 105/2001, que, por sua vez, também não conferiu tal poder
ao impetrado.
Tais normas importam restrição a direito fundamental (art. 5..., X, da
Constituição) e, portanto, devem ser interpretadas restritivamente.
Noutras palavras, por mais relevantes que sejam as funções
institucionais do TCU, como de fato o são, não foi ele incluído pelo
legislador no rol daqueles que podem ordenar a quebra de sigilo
bancário.
Esse foi, aliás, o entendimento adotado pelo Pleno no julgamento do
mandado de segurança 22.801 (rel. min. Menezes Direito, DJE-047 de
14.03.2008), análogo a este, cuja ementa segue transcrita:
“1. A Lei Complementar n 105, de 10/1/01, não conferiu ao
Tribunal de Contas da União poderes para determinar a quebra do
sigilo bancário de dados constantes do Banco Central do Brasil. O
legislador conferiu esses poderes ao Poder Judiciário (art. 3...), ao Poder
Legislativo Federal (art. 4...), bem como às Comissões Parlamentares de
Inquérito, após prévia aprovação do pedido pelo Plenário da Câmara
dos Deputados, do Senado Federal ou do plenário de suas respectivas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
MS 22.934 / DF
comissões parlamentares de inquérito (§§ 1... e 2... do art. 4...). 2. Embora
as atividades do TCU, por sua natureza, verificação de contas e até
mesmo o julgamento das contas das pessoas enumeradas no artigo 71,
II, da Constituição Federal, justifiquem a eventual quebra de sigilo,
não houve essa determinação na lei específica que tratou do tema, não
cabendo a interpretação extensiva, mormente porque há princípio
constitucional que protege a intimidade e a vida privada, art. 5..., X, da
Constituição Federal, no qual está inserida a garantia ao sigilo
bancário. 3. Ordem concedida para afastar as determinações do
acórdão n 72/96 - TCU - 2... Câmara (fl. 31), bem como as penalidades
impostas ao impetrante no Acórdão n 54/97 - TCU - Plenário.”
Impõe-se, pois, a cassação da decisão 538/1997 do Tribunal de
Contas da União (fls. 42), que manteve a decisão 670/1996, também do
impetrado(fls. 40).
Do exposto, voto pela concessão da ordem.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 22.934 / DF
comissões parlamentares de inquérito (§§ 1... e 2... do art. 4...). 2. Embora
as atividades do TCU, por sua natureza, verificação de contas e até
mesmo o julgamento das contas das pessoas enumeradas no artigo 71,
II, da Constituição Federal, justifiquem a eventual quebra de sigilo,
não houve essa determinação na lei específica que tratou do tema, não
cabendo a interpretação extensiva, mormente porque há princípio
constitucional que protege a intimidade e a vida privada, art. 5..., X, da
Constituição Federal, no qual está inserida a garantia ao sigilo
bancário. 3. Ordem concedida para afastar as determinações do
acórdão n 72/96 - TCU - 2... Câmara (fl. 31), bem como as penalidades
impostas ao impetrante no Acórdão n 54/97 - TCU - Plenário.”
Impõe-se, pois, a cassação da decisão 538/1997 do Tribunal de
Contas da União (fls. 42), que manteve a decisão 670/1996, também do
impetrado(fls. 40).
Do exposto, voto pela concessão da ordem.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro-
Relator, Vossa Excelência, em suma, está assentando que o Tribunal de
Contas não é órgão competente para quebrar o sigilo bancário, no caso,
do impetrante.
Estou de acordo, Senhor Presidente. É a minha tese também.
Acompanho integralmente o Relator.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1930579.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro-
Relator, Vossa Excelência, em suma, está assentando que o Tribunal de
Contas não é órgão competente para quebrar o sigilo bancário, no caso,
do impetrante.
Estou de acordo, Senhor Presidente. É a minha tese também.
Acompanho integralmente o Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
IMPTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S) : PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S) : LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE
IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Retirado de pauta em conformidade com a Emenda
Regimental n 45, de 10 de junho de 2011, publicada no Diário da
Justiça Eletrônico de 15 de junho de 2011. Ausentes o Senhor
Ministro Celso de Mello, justificadamente; o Senhor Ministro
Gilmar Mendes, representando o Tribunal na Comissão de Veneza,
Itália, e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, licenciado.
Presidência do Senhor Ministro Cezar Peluso. Plenário, 16.06.2011.
Decisão: deferida a ordem, cassada a decisão 538/1997 do
Tribunal de Contas da União (fls. 42), que manteve a decisão
670/1996, também do impetrado (fls. 40), nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Ayres Britto. 2... Turma, 17.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Ricardo
Lewandowski. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Ayres Britto.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
p/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1969061
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 22.934
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
IMPTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A
IMPTE.(S) : PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA
ADV.(A/S) : LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE
IMPDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Retirado de pauta em conformidade com a Emenda
Regimental n 45, de 10 de junho de 2011, publicada no Diário da
Justiça Eletrônico de 15 de junho de 2011. Ausentes o Senhor
Ministro Celso de Mello, justificadamente; o Senhor Ministro
Gilmar Mendes, representando o Tribunal na Comissão de Veneza,
Itália, e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, licenciado.
Presidência do Senhor Ministro Cezar Peluso. Plenário, 16.06.2011.
Decisão: deferida a ordem, cassada a decisão 538/1997 do
Tribunal de Contas da União (fls. 42), que manteve a decisão
670/1996, também do impetrado (fls. 40), nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Ayres Britto. 2... Turma, 17.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Ricardo
Lewandowski. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Ayres Britto.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
p/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1969061
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MANDADO",
"MS 22801",
"MANDADO DE SEGURANÇA 22 . 934",
"MS 22 . 934 / DF",
"MS 22 . 934 / DF",
"MS 22 . 934 / DF",
"acórdão n 72 / 96 - TCU - 2 . .",
"Acórdão n 54 / 97",
"decisão 538 / 1997",
"MS 22 . 934 / DF",
"acórdão n 72 / 96 - TCU - 2 . . . Câmara",
"Acórdão n 54 / 97 - TCU",
"decisão 538 / 1997",
"decisão 538 / 1997"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 38 da Lei 4 . 595 / 1964",
"Lei Complementar 105 / 2001",
"art . 5 . . . , X , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 58 , IV , da Lei 8 . 443 / 1992",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 58 , IV , da Lei 8 . 443 / 1992",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos X e XII do art . 5 . . . da Constituição",
"art . 38 da Lei 4 . 595 / 1964",
"Lei 4 . 595 / 1964",
"Lei 8 . 443 / 1992",
"art . 10 , IX , da Lei 4 . 595 / 1964",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos X e XII do art . 5 . . . da Constituição",
"art . 38 da Lei 4 . 595 / 1964",
"Lei 4 . 595 / 1964",
"Lei 8 . 443 / 1992",
"art . 10 , IX , da Lei 4 . 595 / 1964",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei 4 . 595 / 1964",
"art . 38 da Lei 4 . 595 / 1964",
"art . 13 da Lei Complementar 105 / 2001",
"art . 5 . . . , X , da Constituição",
"Lei Complementar n 105",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei 4 . 595 / 1964",
"art . 38 da Lei 4 . 595 / 1964",
"art . 13 da Lei Complementar 105 / 2001",
"art . 5 . . . , X , da Constituição",
"Lei Complementar n 105",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 , II , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , X , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 , II , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , X , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental n 45",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental n 45",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Comissão de Veneza",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Tribunal de Contas da União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"Banco do Brasil S / A",
"Tribunal de Contas da União",
"TCU",
"Banco do Brasil S / A",
"Banco do Brasil",
"Banco Nacional S / A",
"Banco Econômico S / A",
"Banco do Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"Banco do Brasil S / A",
"Tribunal de Contas da União",
"TCU",
"Banco do Brasil S / A",
"Banco do Brasil",
"Banco Nacional S / A",
"Banco Econômico S / A",
"Banco do Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TCU",
"TCU",
"Banco Central do Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TCU",
"TCU",
"Banco Central do Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Contas da União",
"TCU",
"Pleno",
"Tribunal de Contas da União",
"Banco Central",
"Brasil",
"Plenário da Câmara dos Deputados",
"Senado Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Contas da União",
"TCU",
"Pleno",
"Tribunal de Contas da",
"União",
"Banco Central do Brasil",
"Plenário da Câmara dos Deputados",
"Senado Federal",
"plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TCU",
"Câmara",
"TCU",
"Plenário",
"Tribunal de Contas da União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TCU",
"Plenário",
"Tribunal de Contas da União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Contas",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Contas",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"UNIÃO",
"ADV",
"UNIÃO",
"Plenário",
"Tribunal de Contas da União",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"Comissão",
"Plenário",
"Tribunal de Contas da União",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA",
"LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE",
"Menezes Direito",
"Gilmar Mendes",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA",
"LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Paulo César Ximenes Alves Ferreira",
"JOAQUIM BARBOSA",
"PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA",
"LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Paulo César Ximenes Alves Ferreira",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Menezes Direito",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Menezes Direito",
"JOAQUIM BARBOSA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOAQUIM BARBOSA",
"PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA",
"LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Mário José Gisi",
"JOAQUIM BARBOSA",
"PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA",
"LEONIDAS CABRAL DE ALBUQUERQUE",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Mário José Gisi"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"14",
".",
"03",
".",
"2008",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"dezembro",
"/",
"94",
"novembro",
"/",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"dezembro",
"/",
"94",
"novembro",
"/",
"95",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"dezembro",
"/",
"94",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"dezembro",
"/",
"94",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"14",
".",
"03",
".",
"2008",
"10",
"/",
"1",
"/",
"01",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"17",
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"04",
"/",
"2012",
"14",
".",
"03",
".",
"2008",
"10",
"/",
"1",
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"01",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"24",
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"08",
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"17",
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"04",
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"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"17",
"/",
"04",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de junho de 2011",
"15 de junho de 2011",
"16",
".",
"06",
".",
"2011",
"17",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de junho de 2011",
"15 de junho de 2011",
"16",
".",
"06",
".",
"2011",
"17",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S)
:LÍGIA SOCREPPA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO –
CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1951315.
Supremo Tribunal Federal
DJe 04/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 762.913 AGR / PR
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1951315.
Supremo Tribunal Federal
AI 762.913 AGR / PR
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S)
:LÍGIA SOCREPPA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 523 e 524,
proferi a seguinte decisão:
AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE
NORMAS LEGAIS – AUSÊNCIA DE
ENTENDIMENTO CONTRÁRIO À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. Em momento algum adotou-se entendimento sob o
ângulo constitucional. O recurso padece da ausência do
indispensável prequestionamento, no que o Estado do Paraná
evoca o artigo 97 da Lei Fundamental. O tema concernente à
competência para declarar inconstitucionalidade de lei não foi
objeto de debate e decisão prévios. O Órgão julgador não
adotou entendimento sobre a possibilidade de adentrar a
matéria, desrespeitando o preceito citado, no que direciona a
atuação do Tribunal Pleno ou do órgão especial que lhe faça as
vezes. No particular, não se tem o que cotejar para concluir pelo
enquadramento do extraordinário no permissivo da alínea “a”
do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Nota-se, até
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1951316.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S)
:LÍGIA SOCREPPA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 523 e 524,
proferi a seguinte decisão:
AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE
NORMAS LEGAIS – AUSÊNCIA DE
ENTENDIMENTO CONTRÁRIO À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. Em momento algum adotou-se entendimento sob o
ângulo constitucional. O recurso padece da ausência do
indispensável prequestionamento, no que o Estado do Paraná
evoca o artigo 97 da Lei Fundamental. O tema concernente à
competência para declarar inconstitucionalidade de lei não foi
objeto de debate e decisão prévios. O Órgão julgador não
adotou entendimento sobre a possibilidade de adentrar a
matéria, desrespeitando o preceito citado, no que direciona a
atuação do Tribunal Pleno ou do órgão especial que lhe faça as
vezes. No particular, não se tem o que cotejar para concluir pelo
enquadramento do extraordinário no permissivo da alínea “a”
do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Nota-se, até
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 762.913 AGR / PR
mesmo, que a Corte de origem não incorreu em erro de
procedimento.
Descabe
confundir
declaração
de
inconstitucionalidade de norma com simples interpretação da
lei, à luz do caso concreto.
De resto, no tocante à redução da multa fiscal, o acórdão
impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de
processo da competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Paraná, na minuta de folha 528 a 531, insiste no
processamento do extraordinário. Afirma que a questão relativa ao
caráter confiscatório do percentual da multa fiscal tem sido analisada
pelo Supremo, embora a fixação da matéria tenha se dado por lei.
Ressalta existirem precedentes considerando confiscatórias apenas as
multas superiores a 100%. Sustenta ter este Tribunal reconhecido a
repercussão geral do tema.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folhas 538 e 539,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 762.913 AGR / PR
mesmo, que a Corte de origem não incorreu em erro de
procedimento.
Descabe
confundir
declaração
de
inconstitucionalidade de norma com simples interpretação da
lei, à luz do caso concreto.
De resto, no tocante à redução da multa fiscal, o acórdão
impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de
processo da competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Paraná, na minuta de folha 528 a 531, insiste no
processamento do extraordinário. Afirma que a questão relativa ao
caráter confiscatório do percentual da multa fiscal tem sido analisada
pelo Supremo, embora a fixação da matéria tenha se dado por lei.
Ressalta existirem precedentes considerando confiscatórias apenas as
multas superiores a 100%. Sustenta ter este Tribunal reconhecido a
repercussão geral do tema.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folhas 538 e 539,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná modificou o entendimento constante na sentença,
considerando confiscatório o percentual de 60% da multa aplicada por
descumprimento de obrigação acessória, reduzindo-o para 30%.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão
prolatada pelo Tribunal de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná modificou o entendimento constante na sentença,
considerando confiscatório o percentual de 60% da multa aplicada por
descumprimento de obrigação acessória, reduzindo-o para 30%.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão
prolatada pelo Tribunal de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 762.913 AGR / PR
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Anoto que o tema versado no Recurso Extraordinário nº 582.461/SP,
cuja repercussão geral foi reconhecida, diz respeito à análise do caráter
confiscatório de multa moratória fixada no percentual de 20% do valor do
tributo, matéria diversa da presente.
Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 762.913 AGR / PR
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Anoto que o tema versado no Recurso Extraordinário nº 582.461/SP,
cuja repercussão geral foi reconhecida, diz respeito à análise do caráter
confiscatório de multa moratória fixada no percentual de 20% do valor do
tributo, matéria diversa da presente.
Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S) : CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S) : LÍGIA SOCREPPA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S) : CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S) : LÍGIA SOCREPPA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1951580
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1962003
| 2012-04-17T00:00:00
| 2012-05-04T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
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AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
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RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur208757
|
- Acórdão citado: AI 541696 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 17/05/2012, BMB.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
762913
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
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acordaos
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AI 762913 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S) : CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S) : LÍGIA SOCREPPA
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Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S)
:LÍGIA SOCREPPA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO –
CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1951315.
Supremo Tribunal Federal
DJe 04/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 762.913 AGR / PR
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1951315.
Supremo Tribunal Federal
AI 762.913 AGR / PR
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S)
:LÍGIA SOCREPPA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 523 e 524,
proferi a seguinte decisão:
AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE
NORMAS LEGAIS – AUSÊNCIA DE
ENTENDIMENTO CONTRÁRIO À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. Em momento algum adotou-se entendimento sob o
ângulo constitucional. O recurso padece da ausência do
indispensável prequestionamento, no que o Estado do Paraná
evoca o artigo 97 da Lei Fundamental. O tema concernente à
competência para declarar inconstitucionalidade de lei não foi
objeto de debate e decisão prévios. O Órgão julgador não
adotou entendimento sobre a possibilidade de adentrar a
matéria, desrespeitando o preceito citado, no que direciona a
atuação do Tribunal Pleno ou do órgão especial que lhe faça as
vezes. No particular, não se tem o que cotejar para concluir pelo
enquadramento do extraordinário no permissivo da alínea “a”
do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Nota-se, até
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1951316.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S)
:LÍGIA SOCREPPA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 523 e 524,
proferi a seguinte decisão:
AFASTAMENTO DE INCIDÊNCIA DE
NORMAS LEGAIS – AUSÊNCIA DE
ENTENDIMENTO CONTRÁRIO À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. Em momento algum adotou-se entendimento sob o
ângulo constitucional. O recurso padece da ausência do
indispensável prequestionamento, no que o Estado do Paraná
evoca o artigo 97 da Lei Fundamental. O tema concernente à
competência para declarar inconstitucionalidade de lei não foi
objeto de debate e decisão prévios. O Órgão julgador não
adotou entendimento sobre a possibilidade de adentrar a
matéria, desrespeitando o preceito citado, no que direciona a
atuação do Tribunal Pleno ou do órgão especial que lhe faça as
vezes. No particular, não se tem o que cotejar para concluir pelo
enquadramento do extraordinário no permissivo da alínea “a”
do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Nota-se, até
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 762.913 AGR / PR
mesmo, que a Corte de origem não incorreu em erro de
procedimento.
Descabe
confundir
declaração
de
inconstitucionalidade de norma com simples interpretação da
lei, à luz do caso concreto.
De resto, no tocante à redução da multa fiscal, o acórdão
impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de
processo da competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Paraná, na minuta de folha 528 a 531, insiste no
processamento do extraordinário. Afirma que a questão relativa ao
caráter confiscatório do percentual da multa fiscal tem sido analisada
pelo Supremo, embora a fixação da matéria tenha se dado por lei.
Ressalta existirem precedentes considerando confiscatórias apenas as
multas superiores a 100%. Sustenta ter este Tribunal reconhecido a
repercussão geral do tema.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folhas 538 e 539,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 762.913 AGR / PR
mesmo, que a Corte de origem não incorreu em erro de
procedimento.
Descabe
confundir
declaração
de
inconstitucionalidade de norma com simples interpretação da
lei, à luz do caso concreto.
De resto, no tocante à redução da multa fiscal, o acórdão
impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de
processo da competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Paraná, na minuta de folha 528 a 531, insiste no
processamento do extraordinário. Afirma que a questão relativa ao
caráter confiscatório do percentual da multa fiscal tem sido analisada
pelo Supremo, embora a fixação da matéria tenha se dado por lei.
Ressalta existirem precedentes considerando confiscatórias apenas as
multas superiores a 100%. Sustenta ter este Tribunal reconhecido a
repercussão geral do tema.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folhas 538 e 539,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná modificou o entendimento constante na sentença,
considerando confiscatório o percentual de 60% da multa aplicada por
descumprimento de obrigação acessória, reduzindo-o para 30%.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão
prolatada pelo Tribunal de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná modificou o entendimento constante na sentença,
considerando confiscatório o percentual de 60% da multa aplicada por
descumprimento de obrigação acessória, reduzindo-o para 30%.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada na decisão
prolatada pelo Tribunal de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 762.913 AGR / PR
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Anoto que o tema versado no Recurso Extraordinário n 582.461/SP,
cuja repercussão geral foi reconhecida, diz respeito à análise do caráter
confiscatório de multa moratória fixada no percentual de 20% do valor do
tributo, matéria diversa da presente.
Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 762.913 AGR / PR
matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Anoto que o tema versado no Recurso Extraordinário n 582.461/SP,
cuja repercussão geral foi reconhecida, diz respeito à análise do caráter
confiscatório de multa moratória fixada no percentual de 20% do valor do
tributo, matéria diversa da presente.
Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S) : CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S) : LÍGIA SOCREPPA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 762.913
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S) : CONDOR SUPER CENTER LTDA
ADV.(A/S) : LÍGIA SOCREPPA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1951580
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 762 . 913",
"AI 762 . 913 AGR / PR",
"AI 762 . 913 AGR",
"INSTRUMENTO 762 . 913",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 762 . 913",
"AI 762 . 913 AGR / PR",
"AI 762 . 913 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 762 . 913",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 762 . 913",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"AI 762 . 913 AGR",
"Recurso Extraordinário n 582 . 461 / SP",
"AI 762 . 913",
"Recurso Extraordinário n 582 . 461 / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 762 . 913"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"artigo 97 da Lei Fundamental",
"alínea “ a ” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Lei Fundamental",
"alínea “ a ” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 .",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Estado do Paraná",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Estado do Paraná",
"Estado do Paraná",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CONDOR SUPER CENTER LTDA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONDOR",
"SUPER CENTER LTDA",
"LÍGIA SOCREPPA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONDOR SUPER CENTER LTDA",
"LÍGIA SOCREPPA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo",
"Estado",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"PR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA",
"CONDOR SUPER CENTER LTDA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"LÍGIA SOCREPPA",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LÍGIA SOCREPPA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia .",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"LÍGIA SOCREPPA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S)
:PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
CONSELHOS
DE
FISCALIZAÇÃO
PROFISSIONAL.
APLICABILIDADE DA LEI ELEITORAL (LEI N. 9.504/97). AUSÊNCIA
DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART.
102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA N. 636 DO STF.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art.
323 do RISTF).
2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como
se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF).
3. A controvérsia sub judice – aplicabilidade, ou não, da Lei n.
9.504/97 aos Conselhos de Fiscalização Profissional – é de índole
infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se
de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do
extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o Ministro Celso
de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-AgR, Relator o Ministro
Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 9.12.94; RE n. 148.512, Relator o
Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator
o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09; e RE n. 567.451-AgR,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de 23.03.11).
4. Não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1947859.
Supremo Tribunal Federal
DJe 03/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RE 666.144 AGR / DF
legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais. Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal
Federal, verbis: não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio
constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a
interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.
5.
In casu,
o acórdão originariamente recorrido assentou:
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO
PÚBLICO. ASSISTENTE DE SECRETARIA DO CONSELHO FEDERAL
DE PSICOLOGIA. IDADE MÍNIMO. EXIGÊNCIA. POSSE. SÚMULA Nº
266 DO STJ. NOMEAÇÕES REALIZADAS EM PERÍODO ELEITORAL.
PRETERIÇÃO. SÚMULA 15 DO STF. 1. A candidata foi convocada a
comparecer no dia 22.11.2006, a fim de ser admitida no cargo; entretanto, ainda
não tinha a idade mínima exigida (18 anos), que completaria em 26/01/2007.
Mas também não poderia, validamente, haver admissão de servidores, em razão
do período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006. As nomeações só poderiam
ter início, de forma regular, a partir do dia 02.01.2007. 2. Nessa data, a
impetrante ainda não teria implementado o requisito de idade mínima. Todavia,
não era de se esperar que a admissão acontecesse antes de 26.01.2007. Serve de
parâmetro, nessa hipótese, o prazo de trinta dias, estabelecido para a posse dos
servidores públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1º). 3. Se a candidata
tivesse sido convocada na primeira data válida (02.01.2007), teria,
razoavelmente, condições de completar a idade mínima até a data da posse. Mas
não foi o que aconteceu. Antes já houvera a admissão, no período vedado pela
legislação eleitoral, de candidatos com classificação inferior à sua. 4. Nessas
circunstâncias, é aplicável a orientação da Súmula n. 15 do Supremo Tribunal
Federal: “Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem o
direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da
classificação. ”
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 666.144 AGR / DF
legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais. Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal
Federal, verbis: não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio
constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a
interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.
5.
In casu,
o acórdão originariamente recorrido assentou:
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO
PÚBLICO. ASSISTENTE DE SECRETARIA DO CONSELHO FEDERAL
DE PSICOLOGIA. IDADE MÍNIMO. EXIGÊNCIA. POSSE. SÚMULA Nº
266 DO STJ. NOMEAÇÕES REALIZADAS EM PERÍODO ELEITORAL.
PRETERIÇÃO. SÚMULA 15 DO STF. 1. A candidata foi convocada a
comparecer no dia 22.11.2006, a fim de ser admitida no cargo; entretanto, ainda
não tinha a idade mínima exigida (18 anos), que completaria em 26/01/2007.
Mas também não poderia, validamente, haver admissão de servidores, em razão
do período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006. As nomeações só poderiam
ter início, de forma regular, a partir do dia 02.01.2007. 2. Nessa data, a
impetrante ainda não teria implementado o requisito de idade mínima. Todavia,
não era de se esperar que a admissão acontecesse antes de 26.01.2007. Serve de
parâmetro, nessa hipótese, o prazo de trinta dias, estabelecido para a posse dos
servidores públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1º). 3. Se a candidata
tivesse sido convocada na primeira data válida (02.01.2007), teria,
razoavelmente, condições de completar a idade mínima até a data da posse. Mas
não foi o que aconteceu. Antes já houvera a admissão, no período vedado pela
legislação eleitoral, de candidatos com classificação inferior à sua. 4. Nessas
circunstâncias, é aplicável a orientação da Súmula n. 15 do Supremo Tribunal
Federal: “Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem o
direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da
classificação. ”
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
2
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Ementa e Acórdão
RE 666.144 AGR / DF
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de abril de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
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RE 666.144 AGR / DF
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de abril de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S)
:PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA em
face de decisão de minha lavra, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONSELHOS DE FISCALIZAÇÃO
PROFISSIONAL. APLICABILIDADE DA LEI ELEITORAL (LEI
N. 9.504/97). REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO
RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.
SÚMULA N. 636 DO STF. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF).
2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há
como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF).
3. A controvérsia sub judice – aplicabilidade, ou não, da Lei n.
9.504/97 aos Conselhos de Fiscalização Profissional – é de índole
infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição
opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão
do extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S)
:PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA em
face de decisão de minha lavra, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONSELHOS DE FISCALIZAÇÃO
PROFISSIONAL. APLICABILIDADE DA LEI ELEITORAL (LEI
N. 9.504/97). REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO
RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.
SÚMULA N. 636 DO STF. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF).
2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há
como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF).
3. A controvérsia sub judice – aplicabilidade, ou não, da Lei n.
9.504/97 aos Conselhos de Fiscalização Profissional – é de índole
infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição
opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão
do extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RE 666.144 AGR / DF
Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-
AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 9.12.94;
RE n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de
2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma,
DJ de 24.11.09; e RE n. 567.451-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2ª Turma, DJe de 23.03.11).
4. Não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da
legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula n. 636 do
Supremo Tribunal Federal, verbis: não cabe recurso extraordinário por
contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais pela decisão recorrida.
5. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.
Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “o acórdão
recorrido discutiu matéria constitucional, notadamente quando trata os
empregados de Conselhos Profissionais como típicos servidores públicos
federais. Com efeito, a v. Decisão recorrida expressamente fez consignar
que ...’não poderia, validamente, haver admissão de servidores, em razão
do período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006....Serve de
parâmetro, nessa hipótese, o prazo de trinta dias, estabelecido para a
posse dos servidores públicos estatutários (Lei 5.112/90, art. 13, § 1º)’. A
toda evidência, está a discutir a incidência do regime jurídico
constitucional do servidor público aos empregados de Conselhos” (fl.
286). Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o
consequente provimento do recurso extraordinário.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 666.144 AGR / DF
Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-
AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 9.12.94;
RE n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de
2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma,
DJ de 24.11.09; e RE n. 567.451-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2ª Turma, DJe de 23.03.11).
4. Não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da
legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula n. 636 do
Supremo Tribunal Federal, verbis: não cabe recurso extraordinário por
contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais pela decisão recorrida.
5. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.
Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “o acórdão
recorrido discutiu matéria constitucional, notadamente quando trata os
empregados de Conselhos Profissionais como típicos servidores públicos
federais. Com efeito, a v. Decisão recorrida expressamente fez consignar
que ...’não poderia, validamente, haver admissão de servidores, em razão
do período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006....Serve de
parâmetro, nessa hipótese, o prazo de trinta dias, estabelecido para a
posse dos servidores públicos estatutários (Lei 5.112/90, art. 13, § 1º)’. A
toda evidência, está a discutir a incidência do regime jurídico
constitucional do servidor público aos empregados de Conselhos” (fl.
286). Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o
consequente provimento do recurso extraordinário.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim
consignados:
"Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP com fulcro no
art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal de 1988, em face de v.
acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região,
assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. ASSISTENTE DE
SECRETARIA DO CONSELHO FEDERAL DE
PSICOLOGIA. IDADE MÍNIMO. EXIGÊNCIA. POSSE.
SÚMULA Nº 266 DO STJ. NOMEAÇÕES REALIZADAS
EM PERÍODO ELEITORAL. PRETERIÇÃO. SÚMULA 15
DO STF.
1. A candidata foi convocada a comparecer no dia
22.11.2006, a fim de ser admitida no cargo; entretanto,
ainda não tinha a idade mínima exigida (18 anos), que
completaria em 26/01/2007. Mas também não poderia,
validamente, haver admissão de servidores, em razão do
período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006. As
nomeações só poderiam ter início, de forma regular, a
partir do dia 02.01.2007.
2. Nessa data, a impetrante ainda não teria
implementado o requisito de idade mínima. Todavia, não
era de se esperar que a admissão acontecesse antes de
26.01.2007. Serve de parâmetro, nessa hipótese, o prazo de
trinta dias, estabelecido para a posse dos servidores
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim
consignados:
"Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP com fulcro no
art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal de 1988, em face de v.
acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região,
assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. ASSISTENTE DE
SECRETARIA DO CONSELHO FEDERAL DE
PSICOLOGIA. IDADE MÍNIMO. EXIGÊNCIA. POSSE.
SÚMULA Nº 266 DO STJ. NOMEAÇÕES REALIZADAS
EM PERÍODO ELEITORAL. PRETERIÇÃO. SÚMULA 15
DO STF.
1. A candidata foi convocada a comparecer no dia
22.11.2006, a fim de ser admitida no cargo; entretanto,
ainda não tinha a idade mínima exigida (18 anos), que
completaria em 26/01/2007. Mas também não poderia,
validamente, haver admissão de servidores, em razão do
período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006. As
nomeações só poderiam ter início, de forma regular, a
partir do dia 02.01.2007.
2. Nessa data, a impetrante ainda não teria
implementado o requisito de idade mínima. Todavia, não
era de se esperar que a admissão acontecesse antes de
26.01.2007. Serve de parâmetro, nessa hipótese, o prazo de
trinta dias, estabelecido para a posse dos servidores
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 666.144 AGR / DF
públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1º).
3. Se a candidata tivesse sido convocada na primeira
data válida (02.01.2007), teria, razoavelmente, condições
de completar a idade mínima até a data da posse. Mas não
foi o que aconteceu. Antes já houvera a admissão, no
período vedado pela legislação eleitoral, de candidatos
com classificação inferior à sua.
4. Nessas circunstâncias, é aplicável a orientação da
Súmula n. 15 do Supremo Tribunal Federal: “Dentro do
prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem
o direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem
observância da classificação. ‘
Opostos embargos de declaração, estes foram rejeitados
(fls. 192/195 e 203/207).
Em suas razões recursais, o recorrente aponta violação ao
artigo 37, I e II, da Constituição Federal, sustentando, em
síntese, que ‘não há que se falar na aplicabilidade da Lei
Eleitoral ao Conselho Federal de Psicologia, uma vez que a
intenção do legislador ao estabelecer um rol de condutas
vedadas aos ‘agente públicos’ é a de, tão somente, prezar pelo
prosseguimento de eleições justas, sem a promoção de
determinados candidatos ‘ (fl. 259).
Não foram apresentadas contrarrazões ao recurso
extraordinário.
É o relatório. DECIDO.
O recurso não merece prosperar.
Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível
sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais
de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
O Tribunal a quo ao proferir o acórdão recorrido,
enfatizou:
‘Estabelece a Lei Eleitoral (9.504/97):
2
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RE 666.144 AGR / DF
públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1º).
3. Se a candidata tivesse sido convocada na primeira
data válida (02.01.2007), teria, razoavelmente, condições
de completar a idade mínima até a data da posse. Mas não
foi o que aconteceu. Antes já houvera a admissão, no
período vedado pela legislação eleitoral, de candidatos
com classificação inferior à sua.
4. Nessas circunstâncias, é aplicável a orientação da
Súmula n. 15 do Supremo Tribunal Federal: “Dentro do
prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem
o direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem
observância da classificação. ‘
Opostos embargos de declaração, estes foram rejeitados
(fls. 192/195 e 203/207).
Em suas razões recursais, o recorrente aponta violação ao
artigo 37, I e II, da Constituição Federal, sustentando, em
síntese, que ‘não há que se falar na aplicabilidade da Lei
Eleitoral ao Conselho Federal de Psicologia, uma vez que a
intenção do legislador ao estabelecer um rol de condutas
vedadas aos ‘agente públicos’ é a de, tão somente, prezar pelo
prosseguimento de eleições justas, sem a promoção de
determinados candidatos ‘ (fl. 259).
Não foram apresentadas contrarrazões ao recurso
extraordinário.
É o relatório. DECIDO.
O recurso não merece prosperar.
Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível
sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais
de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
O Tribunal a quo ao proferir o acórdão recorrido,
enfatizou:
‘Estabelece a Lei Eleitoral (9.504/97):
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 666.144 AGR / DF
Art. 73. São proibidas aos agentes públicos,
servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a
afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos
pleitos eleitorais:
V - nomear, contratar ou de qualquer forma admitir,
demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens
ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício
funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou
exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, nos
três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob
pena de nulidade de pleno direito, ressalvados:
c) a nomeação dos aprovados em concursos públicos
homologados até o início daquele prazo;
Na qualidade de autoridade pública, o Conselho
Federal de Psicologia está submetido ao regramento
eleitoral
Conforme observado pelo Ministério Público
Federal, ‘como se aplica ao caso a Lei Eleitoral, sendo 2006
ano das eleições presidenciais, tais prazos somente
poderiam ter a contagem iniciada, de forma regular, a
partir do dia 02.01.2007’.
Nessa data, a impetrante ainda não teria
implementado o requisito de idade mínima. Todavia, não
era de se esperar que a admissão acontecesse antes de
26.01.2007. Serve de parâmetro, nessa hipótese, o prazo de
trinta dias, estabelecido para a posse dos servidores
públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1º).
Ora, verifica-se que a controvérsia
sub judice –
aplicabilidade, ou não, da Lei n. 9.504/97 aos Conselhos de
Fiscalização Profissional – é de índole infraconstitucional, por
isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma
indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do
extraordinário. Nesse sentido: AI n. 145.680-AgR, Relator o
Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-
AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de
3
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Art. 73. São proibidas aos agentes públicos,
servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a
afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos
pleitos eleitorais:
V - nomear, contratar ou de qualquer forma admitir,
demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens
ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício
funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou
exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, nos
três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob
pena de nulidade de pleno direito, ressalvados:
c) a nomeação dos aprovados em concursos públicos
homologados até o início daquele prazo;
Na qualidade de autoridade pública, o Conselho
Federal de Psicologia está submetido ao regramento
eleitoral
Conforme observado pelo Ministério Público
Federal, ‘como se aplica ao caso a Lei Eleitoral, sendo 2006
ano das eleições presidenciais, tais prazos somente
poderiam ter a contagem iniciada, de forma regular, a
partir do dia 02.01.2007’.
Nessa data, a impetrante ainda não teria
implementado o requisito de idade mínima. Todavia, não
era de se esperar que a admissão acontecesse antes de
26.01.2007. Serve de parâmetro, nessa hipótese, o prazo de
trinta dias, estabelecido para a posse dos servidores
públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1º).
Ora, verifica-se que a controvérsia
sub judice –
aplicabilidade, ou não, da Lei n. 9.504/97 aos Conselhos de
Fiscalização Profissional – é de índole infraconstitucional, por
isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma
indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do
extraordinário. Nesse sentido: AI n. 145.680-AgR, Relator o
Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-
AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 666.144 AGR / DF
9.12.94; RE n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª
Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros
Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09; e RE n. 567.451-AgR, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de 23.03.11 ementado nos
seguintes termos:
‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REGIME
JURÍDICO
APLICÁVEL AOS EMPREGADOS DOS CONSELHOS
DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL. ANÁLISE DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA.
CITAÇÃO
DE
PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
POSSIBILIDADE
DE
JULGAMENTO PELO RELATOR DE MATÉRIA
IDÊNTICA. ART. 557 DO CPC.
1.Reiteração das razões apresentadas no recurso
extraordinário, no que pertine à necessidade de apreciação
de legislação infraconstitucional, mantém inviabilizado o
seguimento do recurso extraordinário.
2.Decisão agravada que se fundamenta em matéria
julgada pelo Plenário desta Corte, possibilita ao relator
julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do CPC
e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes.
3.Agravo regimental a que se nega provimento.’
Cabe salientar, que não cabe recurso extraordinário por
ofensa ao princípio da legalidade, se houver necessidade de
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais.
Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal,
verbis: não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio
constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão
recorrida.
4
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RE 666.144 AGR / DF
9.12.94; RE n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª
Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros
Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09; e RE n. 567.451-AgR, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de 23.03.11 ementado nos
seguintes termos:
‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REGIME
JURÍDICO
APLICÁVEL AOS EMPREGADOS DOS CONSELHOS
DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL. ANÁLISE DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA.
CITAÇÃO
DE
PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
POSSIBILIDADE
DE
JULGAMENTO PELO RELATOR DE MATÉRIA
IDÊNTICA. ART. 557 DO CPC.
1.Reiteração das razões apresentadas no recurso
extraordinário, no que pertine à necessidade de apreciação
de legislação infraconstitucional, mantém inviabilizado o
seguimento do recurso extraordinário.
2.Decisão agravada que se fundamenta em matéria
julgada pelo Plenário desta Corte, possibilita ao relator
julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do CPC
e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes.
3.Agravo regimental a que se nega provimento.’
Cabe salientar, que não cabe recurso extraordinário por
ofensa ao princípio da legalidade, se houver necessidade de
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais.
Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal,
verbis: não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio
constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão
recorrida.
4
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 666.144 AGR / DF
Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o
comentário do ilustre professor Roberto Rosas, in Direito
Sumular, 12ª edição, Editora Malheiros, verbis:
‘O Recurso Extraordinário é cabível por contrariedade a
dispositivo constitucional, de forma direta. Se a invocação do
princípio da legalidade (CF – art. 5º, II) demanda exame da lei
ordinária para justificar esse princípio, então, não há matéria a
ser examinada no recurso extraordinário.’
Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao recurso extraordinário,
com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.”
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
5
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RE 666.144 AGR / DF
Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o
comentário do ilustre professor Roberto Rosas, in Direito
Sumular, 12ª edição, Editora Malheiros, verbis:
‘O Recurso Extraordinário é cabível por contrariedade a
dispositivo constitucional, de forma direta. Se a invocação do
princípio da legalidade (CF – art. 5º, II) demanda exame da lei
ordinária para justificar esse princípio, então, não há matéria a
ser examinada no recurso extraordinário.’
Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao recurso extraordinário,
com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.”
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
5
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S) : PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S) : HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S) : PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S) : HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1958394
| 2012-04-17T00:00:00
| 2012-05-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONSELHOS DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL. APLICABILIDADE DA LEI ELEITORAL (LEI N. 9.504/97). AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA N. 636 DO STF. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF).
3. A controvérsia sub judice – aplicabilidade, ou não, da Lei n. 9.504/97 aos Conselhos de Fiscalização Profissional – é de índole infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, 1ª Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1ª Turma, DJ de 9.12.94; RE n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2ª Turma, DJ de 24.11.09; e RE n. 567.451-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe de 23.03.11).
4. Não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, verbis: não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.
5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. ASSISTENTE DE SECRETARIA DO CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. IDADE MÍNIMO. EXIGÊNCIA. POSSE. SÚMULA Nº 266 DO STJ. NOMEAÇÕES REALIZADAS EM PERÍODO ELEITORAL. PRETERIÇÃO. SÚMULA 15 DO STF. 1. A candidata foi convocada a comparecer no dia 22.11.2006, a fim de ser admitida no cargo; entretanto, ainda não tinha a idade mínima exigida (18 anos), que completaria em 26/01/2007. Mas também não poderia, validamente, haver admissão de servidores, em razão do período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006. As nomeações só poderiam ter início, de forma regular, a partir do dia 02.01.2007. 2. Nessa data, a impetrante ainda não teria implementado o requisito de idade mínima. Todavia, não era de se esperar que a admissão acontecesse antes de 26.01.2007. Serve de parâmetro, nessa hipótese, o prazo de trinta dias, estabelecido para a posse dos servidores públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1º). 3. Se a candidata tivesse sido convocada na primeira data válida (02.01.2007), teria, razoavelmente, condições de completar a idade mínima até a data da posse. Mas não foi o que aconteceu. Antes já houvera a admissão, no período vedado pela legislação eleitoral, de candidatos com classificação inferior à sua. 4. Nessas circunstâncias, é aplicável a orientação da Súmula n. 15 do Supremo Tribunal Federal: “Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem o direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da classificação. ”
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur208639
|
- Acórdãos citados: AI 145680 AgR, AI 157906 AgR, RE
148512, AI 757658 AgR, RE 567451 AgR.
Número de páginas: 11.
Análise: 18/05/2012, AMS.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
666144
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00003 PAR-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-009504 ANO-1997\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00323 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL \r\nFEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 666144 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S) : PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S) : HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S)
:PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
CONSELHOS
DE
FISCALIZAÇÃO
PROFISSIONAL.
APLICABILIDADE DA LEI ELEITORAL (LEI N. 9.504/97). AUSÊNCIA
DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART.
102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA N. 636 DO Supremo Tribunal Federal.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art.
323 do RISTF).
2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como
se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
3. A controvérsia sub judice – aplicabilidade, ou não, da Lei n.
9.504/97 aos Conselhos de Fiscalização Profissional – é de índole
infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se
de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do
extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o Ministro Celso
de Mello, 1... Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-AgR, Relator o Ministro
Sydney Sanches, 1... Turma, DJ de 9.12.94; Recurso Extraordinário n. 148.512, Relator o
Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator
o Ministro Eros Grau, 2... Turma, DJ de 24.11.09; e Recurso Extraordinário n. 567.451-AgR,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJe de 23.03.11).
4. Não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da
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Supremo Tribunal Federal
DJe 03/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais. Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal
Federal, verbis: não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio
constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a
interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.
5.
In casu,
o acórdão originariamente recorrido assentou:
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO
PÚBLICO. ASSISTENTE DE SECRETARIA DO CONSELHO FEDERAL
DE PSICOLOGIA. IDADE MÍNIMO. EXIGÊNCIA. POSSE. SÚMULA n
266 DO Superior Tribunal de Justiça. NOMEAÇÕES REALIZADAS EM PERÍODO ELEITORAL.
PRETERIÇÃO. SÚMULA 15 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A candidata foi convocada a
comparecer no dia 22.11.2006, a fim de ser admitida no cargo; entretanto, ainda
não tinha a idade mínima exigida (18 anos), que completaria em 26/01/2007.
Mas também não poderia, validamente, haver admissão de servidores, em razão
do período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006. As nomeações só poderiam
ter início, de forma regular, a partir do dia 02.01.2007. 2. Nessa data, a
impetrante ainda não teria implementado o requisito de idade mínima. Todavia,
não era de se esperar que a admissão acontecesse antes de 26.01.2007. Serve de
parâmetro, nessa hipótese, o prazo de trinta dias, estabelecido para a posse dos
servidores públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1...). 3. Se a candidata
tivesse sido convocada na primeira data válida (02.01.2007), teria,
razoavelmente, condições de completar a idade mínima até a data da posse. Mas
não foi o que aconteceu. Antes já houvera a admissão, no período vedado pela
legislação eleitoral, de candidatos com classificação inferior à sua. 4. Nessas
circunstâncias, é aplicável a orientação da Súmula n. 15 do Supremo Tribunal
Federal: “Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem o
direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da
classificação. ”
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
2
Supremo Tribunal Federal
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legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais. Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal
Federal, verbis: não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio
constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a
interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.
5.
In casu,
o acórdão originariamente recorrido assentou:
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO
PÚBLICO. ASSISTENTE DE SECRETARIA DO CONSELHO FEDERAL
DE PSICOLOGIA. IDADE MÍNIMO. EXIGÊNCIA. POSSE. SÚMULA n
266 DO Superior Tribunal de Justiça. NOMEAÇÕES REALIZADAS EM PERÍODO ELEITORAL.
PRETERIÇÃO. SÚMULA 15 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A candidata foi convocada a
comparecer no dia 22.11.2006, a fim de ser admitida no cargo; entretanto, ainda
não tinha a idade mínima exigida (18 anos), que completaria em 26/01/2007.
Mas também não poderia, validamente, haver admissão de servidores, em razão
do período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006. As nomeações só poderiam
ter início, de forma regular, a partir do dia 02.01.2007. 2. Nessa data, a
impetrante ainda não teria implementado o requisito de idade mínima. Todavia,
não era de se esperar que a admissão acontecesse antes de 26.01.2007. Serve de
parâmetro, nessa hipótese, o prazo de trinta dias, estabelecido para a posse dos
servidores públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1...). 3. Se a candidata
tivesse sido convocada na primeira data válida (02.01.2007), teria,
razoavelmente, condições de completar a idade mínima até a data da posse. Mas
não foi o que aconteceu. Antes já houvera a admissão, no período vedado pela
legislação eleitoral, de candidatos com classificação inferior à sua. 4. Nessas
circunstâncias, é aplicável a orientação da Súmula n. 15 do Supremo Tribunal
Federal: “Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem o
direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da
classificação. ”
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
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Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de abril de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de abril de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S)
:PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA em
face de decisão de minha lavra, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONSELHOS DE FISCALIZAÇÃO
PROFISSIONAL. APLICABILIDADE DA LEI ELEITORAL (LEI
N. 9.504/97). REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO
RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.
SÚMULA N. 636 DO Supremo Tribunal Federal. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF).
2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há
como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
3. A controvérsia sub judice – aplicabilidade, ou não, da Lei n.
9.504/97 aos Conselhos de Fiscalização Profissional – é de índole
infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição
opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão
do extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S)
:FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S)
:PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S)
:HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA em
face de decisão de minha lavra, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONSELHOS DE FISCALIZAÇÃO
PROFISSIONAL. APLICABILIDADE DA LEI ELEITORAL (LEI
N. 9.504/97). REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA.
AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO
RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.
SÚMULA N. 636 DO Supremo Tribunal Federal. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF).
2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há
como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
3. A controvérsia sub judice – aplicabilidade, ou não, da Lei n.
9.504/97 aos Conselhos de Fiscalização Profissional – é de índole
infraconstitucional, por isso que a eventual ofensa à Constituição
opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão
do extraordinário. (Precedentes: AI n. 145.680-AgR, Relator o
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
Ministro Celso de Mello, 1... Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-
AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1... Turma, DJ de 9.12.94;
Recurso Extraordinário n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ de
2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2... Turma,
DJ de 24.11.09; e Recurso Extraordinário n. 567.451-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2... Turma, DJe de 23.03.11).
4. Não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da
legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula n. 636 do
Supremo Tribunal Federal, verbis: não cabe recurso extraordinário por
contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais pela decisão recorrida.
5. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.
Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “o acórdão
recorrido discutiu matéria constitucional, notadamente quando trata os
empregados de Conselhos Profissionais como típicos servidores públicos
federais. Com efeito, a v. Decisão recorrida expressamente fez consignar
que ...’não poderia, validamente, haver admissão de servidores, em razão
do período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006....Serve de
parâmetro, nessa hipótese, o prazo de trinta dias, estabelecido para a
posse dos servidores públicos estatutários (Lei 5.112/90, art. 13, § 1...)’. A
toda evidência, está a discutir a incidência do regime jurídico
constitucional do servidor público aos empregados de Conselhos” (fl.
286). Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o
consequente provimento do recurso extraordinário.
É o relatório.
2
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Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
Ministro Celso de Mello, 1... Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-
AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1... Turma, DJ de 9.12.94;
Recurso Extraordinário n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ de
2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, 2... Turma,
DJ de 24.11.09; e Recurso Extraordinário n. 567.451-AgR, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, 2... Turma, DJe de 23.03.11).
4. Não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da
legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula n. 636 do
Supremo Tribunal Federal, verbis: não cabe recurso extraordinário por
contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua
verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais pela decisão recorrida.
5. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.
Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “o acórdão
recorrido discutiu matéria constitucional, notadamente quando trata os
empregados de Conselhos Profissionais como típicos servidores públicos
federais. Com efeito, a v. Decisão recorrida expressamente fez consignar
que ...’não poderia, validamente, haver admissão de servidores, em razão
do período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006....Serve de
parâmetro, nessa hipótese, o prazo de trinta dias, estabelecido para a
posse dos servidores públicos estatutários (Lei 5.112/90, art. 13, § 1...)’. A
toda evidência, está a discutir a incidência do regime jurídico
constitucional do servidor público aos empregados de Conselhos” (fl.
286). Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o
consequente provimento do recurso extraordinário.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim
consignados:
"Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP com fulcro no
art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal de 1988, em face de v.
acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 1... Região,
assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. ASSISTENTE DE
SECRETARIA DO CONSELHO FEDERAL DE
PSICOLOGIA. IDADE MÍNIMO. EXIGÊNCIA. POSSE.
SÚMULA n 266 DO Superior Tribunal de Justiça. NOMEAÇÕES REALIZADAS
EM PERÍODO ELEITORAL. PRETERIÇÃO. SÚMULA 15
DO Supremo Tribunal Federal.
1. A candidata foi convocada a comparecer no dia
22.11.2006, a fim de ser admitida no cargo; entretanto,
ainda não tinha a idade mínima exigida (18 anos), que
completaria em 26/01/2007. Mas também não poderia,
validamente, haver admissão de servidores, em razão do
período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006. As
nomeações só poderiam ter início, de forma regular, a
partir do dia 02.01.2007.
2. Nessa data, a impetrante ainda não teria
implementado o requisito de idade mínima. Todavia, não
era de se esperar que a admissão acontecesse antes de
26.01.2007. Serve de parâmetro, nessa hipótese, o prazo de
trinta dias, estabelecido para a posse dos servidores
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim
consignados:
"Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP com fulcro no
art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal de 1988, em face de v.
acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 1... Região,
assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. ASSISTENTE DE
SECRETARIA DO CONSELHO FEDERAL DE
PSICOLOGIA. IDADE MÍNIMO. EXIGÊNCIA. POSSE.
SÚMULA n 266 DO Superior Tribunal de Justiça. NOMEAÇÕES REALIZADAS
EM PERÍODO ELEITORAL. PRETERIÇÃO. SÚMULA 15
DO Supremo Tribunal Federal.
1. A candidata foi convocada a comparecer no dia
22.11.2006, a fim de ser admitida no cargo; entretanto,
ainda não tinha a idade mínima exigida (18 anos), que
completaria em 26/01/2007. Mas também não poderia,
validamente, haver admissão de servidores, em razão do
período eleitoral, que só terminaria em 31.12.2006. As
nomeações só poderiam ter início, de forma regular, a
partir do dia 02.01.2007.
2. Nessa data, a impetrante ainda não teria
implementado o requisito de idade mínima. Todavia, não
era de se esperar que a admissão acontecesse antes de
26.01.2007. Serve de parâmetro, nessa hipótese, o prazo de
trinta dias, estabelecido para a posse dos servidores
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1...).
3. Se a candidata tivesse sido convocada na primeira
data válida (02.01.2007), teria, razoavelmente, condições
de completar a idade mínima até a data da posse. Mas não
foi o que aconteceu. Antes já houvera a admissão, no
período vedado pela legislação eleitoral, de candidatos
com classificação inferior à sua.
4. Nessas circunstâncias, é aplicável a orientação da
Súmula n. 15 do Supremo Tribunal Federal: “Dentro do
prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem
o direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem
observância da classificação. ‘
Opostos embargos de declaração, estes foram rejeitados
(fls. 192/195 e 203/207).
Em suas razões recursais, o recorrente aponta violação ao
artigo 37, I e II, da Constituição Federal, sustentando, em
síntese, que ‘não há que se falar na aplicabilidade da Lei
Eleitoral ao Conselho Federal de Psicologia, uma vez que a
intenção do legislador ao estabelecer um rol de condutas
vedadas aos ‘agente públicos’ é a de, tão somente, prezar pelo
prosseguimento de eleições justas, sem a promoção de
determinados candidatos ‘ (fl. 259).
Não foram apresentadas contrarrazões ao recurso
extraordinário.
É o relatório. DECIDO.
O recurso não merece prosperar.
Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível
sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais
de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
O Tribunal a quo ao proferir o acórdão recorrido,
enfatizou:
‘Estabelece a Lei Eleitoral (9.504/97):
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1...).
3. Se a candidata tivesse sido convocada na primeira
data válida (02.01.2007), teria, razoavelmente, condições
de completar a idade mínima até a data da posse. Mas não
foi o que aconteceu. Antes já houvera a admissão, no
período vedado pela legislação eleitoral, de candidatos
com classificação inferior à sua.
4. Nessas circunstâncias, é aplicável a orientação da
Súmula n. 15 do Supremo Tribunal Federal: “Dentro do
prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem
o direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem
observância da classificação. ‘
Opostos embargos de declaração, estes foram rejeitados
(fls. 192/195 e 203/207).
Em suas razões recursais, o recorrente aponta violação ao
artigo 37, I e II, da Constituição Federal, sustentando, em
síntese, que ‘não há que se falar na aplicabilidade da Lei
Eleitoral ao Conselho Federal de Psicologia, uma vez que a
intenção do legislador ao estabelecer um rol de condutas
vedadas aos ‘agente públicos’ é a de, tão somente, prezar pelo
prosseguimento de eleições justas, sem a promoção de
determinados candidatos ‘ (fl. 259).
Não foram apresentadas contrarrazões ao recurso
extraordinário.
É o relatório. DECIDO.
O recurso não merece prosperar.
Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível
sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais
de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
O Tribunal a quo ao proferir o acórdão recorrido,
enfatizou:
‘Estabelece a Lei Eleitoral (9.504/97):
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
Art. 73. São proibidas aos agentes públicos,
servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a
afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos
pleitos eleitorais:
V - nomear, contratar ou de qualquer forma admitir,
demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens
ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício
funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou
exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, nos
três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob
pena de nulidade de pleno direito, ressalvados:
c) a nomeação dos aprovados em concursos públicos
homologados até o início daquele prazo;
Na qualidade de autoridade pública, o Conselho
Federal de Psicologia está submetido ao regramento
eleitoral
Conforme observado pelo Ministério Público
Federal, ‘como se aplica ao caso a Lei Eleitoral, sendo 2006
ano das eleições presidenciais, tais prazos somente
poderiam ter a contagem iniciada, de forma regular, a
partir do dia 02.01.2007’.
Nessa data, a impetrante ainda não teria
implementado o requisito de idade mínima. Todavia, não
era de se esperar que a admissão acontecesse antes de
26.01.2007. Serve de parâmetro, nessa hipótese, o prazo de
trinta dias, estabelecido para a posse dos servidores
públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1...).
Ora, verifica-se que a controvérsia
sub judice –
aplicabilidade, ou não, da Lei n. 9.504/97 aos Conselhos de
Fiscalização Profissional – é de índole infraconstitucional, por
isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma
indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do
extraordinário. Nesse sentido: AI n. 145.680-AgR, Relator o
Ministro Celso de Mello, 1... Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-
AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1... Turma, DJ de
3
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Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
Art. 73. São proibidas aos agentes públicos,
servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a
afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos
pleitos eleitorais:
V - nomear, contratar ou de qualquer forma admitir,
demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens
ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício
funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou
exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, nos
três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob
pena de nulidade de pleno direito, ressalvados:
c) a nomeação dos aprovados em concursos públicos
homologados até o início daquele prazo;
Na qualidade de autoridade pública, o Conselho
Federal de Psicologia está submetido ao regramento
eleitoral
Conforme observado pelo Ministério Público
Federal, ‘como se aplica ao caso a Lei Eleitoral, sendo 2006
ano das eleições presidenciais, tais prazos somente
poderiam ter a contagem iniciada, de forma regular, a
partir do dia 02.01.2007’.
Nessa data, a impetrante ainda não teria
implementado o requisito de idade mínima. Todavia, não
era de se esperar que a admissão acontecesse antes de
26.01.2007. Serve de parâmetro, nessa hipótese, o prazo de
trinta dias, estabelecido para a posse dos servidores
públicos estatutários (Lei 8.112/90, art. 13, § 1...).
Ora, verifica-se que a controvérsia
sub judice –
aplicabilidade, ou não, da Lei n. 9.504/97 aos Conselhos de
Fiscalização Profissional – é de índole infraconstitucional, por
isso que a eventual ofensa à Constituição opera-se de forma
indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do
extraordinário. Nesse sentido: AI n. 145.680-AgR, Relator o
Ministro Celso de Mello, 1... Turma, DJ de 30.4.93; AI n. 157.906-
AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, 1... Turma, DJ de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
9.12.94; Recurso Extraordinário n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1...
Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros
Grau, 2... Turma, DJ de 24.11.09; e Recurso Extraordinário n. 567.451-AgR, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJe de 23.03.11 ementado nos
seguintes termos:
‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REGIME
JURÍDICO
APLICÁVEL AOS EMPREGADOS DOS CONSELHOS
DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL. ANÁLISE DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA.
CITAÇÃO
DE
PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
POSSIBILIDADE
DE
JULGAMENTO PELO RELATOR DE MATÉRIA
IDÊNTICA. ART. 557 DO Código de Processo Civil.
1.Reiteração das razões apresentadas no recurso
extraordinário, no que pertine à necessidade de apreciação
de legislação infraconstitucional, mantém inviabilizado o
seguimento do recurso extraordinário.
2.Decisão agravada que se fundamenta em matéria
julgada pelo Plenário desta Corte, possibilita ao relator
julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil
e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes.
3.Agravo regimental a que se nega provimento.’
Cabe salientar, que não cabe recurso extraordinário por
ofensa ao princípio da legalidade, se houver necessidade de
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais.
Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal,
verbis: não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio
constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão
recorrida.
4
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Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
9.12.94; Recurso Extraordinário n. 148.512, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1...
Turma, DJ de 2.8.96; AI n. 757.658-AgR, Relator o Ministro Eros
Grau, 2... Turma, DJ de 24.11.09; e Recurso Extraordinário n. 567.451-AgR, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJe de 23.03.11 ementado nos
seguintes termos:
‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REGIME
JURÍDICO
APLICÁVEL AOS EMPREGADOS DOS CONSELHOS
DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL. ANÁLISE DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA.
CITAÇÃO
DE
PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
POSSIBILIDADE
DE
JULGAMENTO PELO RELATOR DE MATÉRIA
IDÊNTICA. ART. 557 DO Código de Processo Civil.
1.Reiteração das razões apresentadas no recurso
extraordinário, no que pertine à necessidade de apreciação
de legislação infraconstitucional, mantém inviabilizado o
seguimento do recurso extraordinário.
2.Decisão agravada que se fundamenta em matéria
julgada pelo Plenário desta Corte, possibilita ao relator
julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil
e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes.
3.Agravo regimental a que se nega provimento.’
Cabe salientar, que não cabe recurso extraordinário por
ofensa ao princípio da legalidade, se houver necessidade de
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais.
Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal,
verbis: não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio
constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha
rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão
recorrida.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o
comentário do ilustre professor Roberto Rosas, in Direito
Sumular, 12... edição, Editora Malheiros, verbis:
‘O Recurso Extraordinário é cabível por contrariedade a
dispositivo constitucional, de forma direta. Se a invocação do
princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988 – art. 5..., II) demanda exame da lei
ordinária para justificar esse princípio, então, não há matéria a
ser examinada no recurso extraordinário.’
Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao recurso extraordinário,
com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF.”
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
5
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Recurso Extraordinário 666.144 AGR / DF
Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o
comentário do ilustre professor Roberto Rosas, in Direito
Sumular, 12... edição, Editora Malheiros, verbis:
‘O Recurso Extraordinário é cabível por contrariedade a
dispositivo constitucional, de forma direta. Se a invocação do
princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988 – art. 5..., II) demanda exame da lei
ordinária para justificar esse princípio, então, não há matéria a
ser examinada no recurso extraordinário.’
Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao recurso extraordinário,
com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF.”
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela
qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S) : PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S) : HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666.144
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO MIRANDA NAZARÉ
AGDO.(A/S) : PATRÍCIA CAMILO FERREIRA DA SILVA
ADV.(A/S) : HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666 . 144",
"SÚMULA N . 636 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 145 . 680 - AgR",
"AI n . 157 . 906 - AgR",
"Recurso Extraordinário n . 148 . 512",
"AI n . 757 . 658 - AgR",
"Recurso Extraordinário n",
"Recurso Extraordinário 666 . 144",
"Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA n 266 DO Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 15 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 15 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF",
"Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA n 266 DO Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 15 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 15 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666 . 144",
"SÚMULA N . 636 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 145 . 680 - AgR",
"SÚMULA N . 636 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 145 . 680 - AgR",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR",
"AI n . 157 . 906 - AgR",
"Recurso Extraordinário n . 148 . 512",
"AI n . 757 . 658 - AgR",
"Recurso Extraordinário n . 567 . 451 - AgR",
"Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF",
"AI n . 157 . 906 - AgR",
"Recurso Extraordinário n . 148 . 512",
"AI n . 757 . 658 - AgR",
"Recurso Extraordinário n . 567 . 451 - AgR",
"Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA n 266 DO Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 15 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA n 266 DO Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 15 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR",
"Súmula n . 15 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF",
"Súmula n . 15 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF",
"AI n . 145 . 680 - AgR",
"AI n . 157 . 906 - AgR",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF",
"AI n . 145 . 680 - AgR",
"AI n . 157 . 906 - AgR",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário n . 148 . 512",
"AI n . 757 . 658 - AgR",
"Recurso Extraordinário n . 567 . 451 - AgR",
"Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF 9 .",
"Recurso Extraordinário n . 148 . 512",
"AI n . 757 . 658 - AgR",
"Recurso Extraordinário n . 567 . 451 - AgR",
"Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 666 . 144 AGR / DF",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666 . 144",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 666 . 144"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI ELEITORAL",
"LEI N . 9 . 504 / 97",
"ART . 323 DO RISTF C",
"ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 504 / 97",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 90 , art . 13 , § 1 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 90 , art . 13 , § 1 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI ELEITORAL",
"LEI N . 9 . 504 / 97",
"ART . 323 DO RISTF",
"ART . 102 , III , § 3 . . .",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 504 / 97",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 9 . 504 / 97",
"ART . 323 DO RISTF C",
"ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO",
"art .",
"Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 504 / 97",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 5 . 112 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 5 . 112 / 90 , art . 13 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 90 , art . 13 , § 1 .",
"artigo 37 , I e II , da Constituição Federal",
"Lei Eleitoral",
"art",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Lei Eleitoral (",
"9",
".",
"504 /",
"97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 90 , art . 13 , § 1 . . .",
"artigo 37 , I e II , da Constituição Federal",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Lei Eleitoral ( 9 . 504 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 90 , art . 13 , § 1 . .",
"Lei n . 9 . 504 / 97",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 112 / 90 , art . 13 , §",
"Lei n . 9 . 504 / 97",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 DO Código de Processo Civil",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"ART . 557 DO Código de Processo Civil",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 – art . 5 . . . , II",
"artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 – art . 5 . . . ,",
"artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"CFP",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"CFP",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"CFP",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"Conselhos de Fiscalização Profissional",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"2",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"1",
".",
"1",
"2",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"CFP",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"CFP",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Conselho Federal de Psicologia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Federal de Psicologia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Conselho Federal de Psicologia",
"Ministério Público Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Federal de Psicologia",
"Ministério Público Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"2",
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"Brasil",
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"Editora Malheiros",
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"Dias Toffoli",
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"LUIZ FUX",
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"CAMILO FERREIRA DA SILVA",
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"Ilmar Galvão",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
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"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Celso de Mello",
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"Celso de Mello",
"Sydney Sanches",
"LUIZ FUX",
"Ilmar Galvão",
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"Ellen Gracie",
"Ilmar Galvão",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
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"Roberto Rosas",
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"Dias Toffoli",
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"LUIZ FUX",
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"HENRIQUE BULHÕES DE CARVALHO",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
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"Cláudia Sampaio Marques",
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"2006",
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".",
"2007",
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".",
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".",
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"31",
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"2006",
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".",
"01",
".",
"2007",
"26",
".",
"01",
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"2007",
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"2001",
"17",
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"2012",
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"2006",
"26",
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".",
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".",
"2007",
"26",
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"2007",
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".",
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".",
"2007",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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".",
"01",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2006",
"02",
".",
"01",
".",
"2007",
"26",
".",
"01",
".",
"2007",
"30",
".",
"4",
".",
"93",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2006",
"02",
".",
"01",
".",
"2007",
"26",
".",
"01",
".",
"2007",
"30",
".",
"4",
".",
"93",
"3",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"9",
".",
"12",
".",
"94",
"2",
".",
"8",
".",
"96",
"24",
".",
"11",
".",
"09",
"23",
".",
"03",
".",
"11",
"24",
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"08",
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"2001",
"12",
".",
"94",
"2",
".",
"8",
".",
"96",
"24",
".",
"11",
".",
"09",
"23",
".",
"03",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL.
TRIBUNAL DO JÚRI. EVENTUAL VÍCIO NOS DEBATES OU NA
FORMULAÇÃO DOS QUESITOS. OFENSA REFLEXA À
CONSTITUIÇÃO.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental,
consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Supostos vícios durante os debates no Tribunal do Júri ou na
formulação dos quesitos aos jurados constituem matéria
infraconstitucional e não implicam ofensa, salvo, se o caso, reflexa, ao
princípio da soberania dos veredictos consagrado no inciso XXXVIII do
art. 5º da Constituição Federal.
O Recurso Extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à
Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender
da prévia análise da legislação infraconstitucional.
Embargos de declaração conhecidos e recebidos como agravo
regimental, ao qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter
os embargos de declaração em agravo regimental e, por unanimidade, em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934525.
Supremo Tribunal Federal
DJe 04/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
AI 837.155 ED / PR
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 17 de abril de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1934525.
Supremo Tribunal Federal
AI 837.155 ED / PR
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 17 de abril de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
embargos de declaração interpostos de decisão proferida pela eminente
Ministra Ellen Gracie.
O embargante foi condenado pelo crime de homicídio
qualificado pelo Tribunal do Júri.
Interpôs o recurso de apelação, o qual restou rejeitado pelo
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.
Apresentou recurso extraordinário. Nele argumentou em
síntese: a) que o julgamento do Júri padeceria de nulidade pois o membro
do Ministério Público teria procedido a leitura parcial do acórdão
confirmatório da pronúncia; e b) que teria sido indevidamente incluído
quesito sobre a prática do crime por dolo eventual. Em ambos os casos,
haveria, segundo o recurso, afronta ao princípio da soberania dos
veredictos (art. 5º, XXXVIII, da Constituição Federal).
O extraordinário não foi recebido na origem. Contra a
decisão de inadmissão foi interposto agravo de instrumento, ao qual se
negou seguimento por decisão monocrática.
Daí os presentes embargos de declaração.
A decisão embargada porta os seguintes termos:
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário manejado contra acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça Estadual que, ao negar
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
embargos de declaração interpostos de decisão proferida pela eminente
Ministra Ellen Gracie.
O embargante foi condenado pelo crime de homicídio
qualificado pelo Tribunal do Júri.
Interpôs o recurso de apelação, o qual restou rejeitado pelo
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.
Apresentou recurso extraordinário. Nele argumentou em
síntese: a) que o julgamento do Júri padeceria de nulidade pois o membro
do Ministério Público teria procedido a leitura parcial do acórdão
confirmatório da pronúncia; e b) que teria sido indevidamente incluído
quesito sobre a prática do crime por dolo eventual. Em ambos os casos,
haveria, segundo o recurso, afronta ao princípio da soberania dos
veredictos (art. 5º, XXXVIII, da Constituição Federal).
O extraordinário não foi recebido na origem. Contra a
decisão de inadmissão foi interposto agravo de instrumento, ao qual se
negou seguimento por decisão monocrática.
Daí os presentes embargos de declaração.
A decisão embargada porta os seguintes termos:
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário manejado contra acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça Estadual que, ao negar
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 837.155 ED / PR
provimento ao apelo do réu, considerou legal a decisão adotada
pelo Conselho de Sentença (fls. 667-683).
Nas razões do RE (fls. 730-759), sustenta o recorrente ofensa
ao art. 5º, inc. XXXVIII, a e c, da Constituição Federal.
2.
O agravo não merece guarida, dada a inviabilidade do
RE a que se refere. Com efeito, a referida afronta à Constituição
Federal, além de requerer o reexame dos fatos e das provas da causa,
somente poderia ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise
da legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede
extraordinária em virtude do óbice das Súmulas STF 279 e 280.
De fato, o acórdão do Tribunal a quo, ao entender ser o
veredicto absolutório contrário à prova dos autos, negou provimento
ao recurso do réu e determinou a manutenção do decisum do Conselho
de Sentença, concluindo que (fl. 682):
‘In casu, o Conselho de Sentença deliberou com base na
valoração das provas que se lhe afiguraram mais persuasivas, não se
podendo, portanto, desconstituir a decisão, à conta de ser arbitrária ou
injusta: o Júri cumpriu o papel que lhe é assegurado e, assim, o seu
veredicto reveste os predicados da soberania proclamada no art. 5°,
XXXVIII, ‘c’, da Constituição Federal’.
Dessa forma, tendo concluído a Corte a quo que a decisão
proferida pelo Tribunal do Júri é manifestamente contrária à prova dos
autos, a alegada ofensa ao art. 5º, XXXVIII, a e c, da Constituição
demandaria o reexame de provas (Súmula STF 279), o que torna
incabível a admissão do recurso extraordinário.
3.
Ademais, sobre o tema já decidiu esta Corte no HC
68.658, rel. Min. Celso de Mello, 1ª Turma, DJ 26.06.92, e no HC
73.349, redator para o acórdão Min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, DJ
1º.12.00, de cujas ementas, respectivamente, transcrevo:
‘A soberania dos veredictos do Júri - não obstante a sua extração
constitucional - ostenta valor meramente relativo, pois as
manifestações decisórias emanadas do Conselho de Sentença não se
revestem de intangibilidade jurídico-processual.
A competência do Tribunal do Júri, embora definida no texto da
Lei Fundamental da República, não confere a esse órgão especial da
Justiça comum o exercício de um poder incontrastável e ilimitado. As
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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AI 837.155 ED / PR
provimento ao apelo do réu, considerou legal a decisão adotada
pelo Conselho de Sentença (fls. 667-683).
Nas razões do RE (fls. 730-759), sustenta o recorrente ofensa
ao art. 5º, inc. XXXVIII, a e c, da Constituição Federal.
2.
O agravo não merece guarida, dada a inviabilidade do
RE a que se refere. Com efeito, a referida afronta à Constituição
Federal, além de requerer o reexame dos fatos e das provas da causa,
somente poderia ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise
da legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede
extraordinária em virtude do óbice das Súmulas STF 279 e 280.
De fato, o acórdão do Tribunal a quo, ao entender ser o
veredicto absolutório contrário à prova dos autos, negou provimento
ao recurso do réu e determinou a manutenção do decisum do Conselho
de Sentença, concluindo que (fl. 682):
‘In casu, o Conselho de Sentença deliberou com base na
valoração das provas que se lhe afiguraram mais persuasivas, não se
podendo, portanto, desconstituir a decisão, à conta de ser arbitrária ou
injusta: o Júri cumpriu o papel que lhe é assegurado e, assim, o seu
veredicto reveste os predicados da soberania proclamada no art. 5°,
XXXVIII, ‘c’, da Constituição Federal’.
Dessa forma, tendo concluído a Corte a quo que a decisão
proferida pelo Tribunal do Júri é manifestamente contrária à prova dos
autos, a alegada ofensa ao art. 5º, XXXVIII, a e c, da Constituição
demandaria o reexame de provas (Súmula STF 279), o que torna
incabível a admissão do recurso extraordinário.
3.
Ademais, sobre o tema já decidiu esta Corte no HC
68.658, rel. Min. Celso de Mello, 1ª Turma, DJ 26.06.92, e no HC
73.349, redator para o acórdão Min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, DJ
1º.12.00, de cujas ementas, respectivamente, transcrevo:
‘A soberania dos veredictos do Júri - não obstante a sua extração
constitucional - ostenta valor meramente relativo, pois as
manifestações decisórias emanadas do Conselho de Sentença não se
revestem de intangibilidade jurídico-processual.
A competência do Tribunal do Júri, embora definida no texto da
Lei Fundamental da República, não confere a esse órgão especial da
Justiça comum o exercício de um poder incontrastável e ilimitado. As
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
AI 837.155 ED / PR
decisões que dele emanam expõem-se, em conseqüência, ao controle
recursal do próprio Poder Judiciário, a cujos Tribunais compete
pronunciar-se sobre a regularidade dos veredictos.
A apelabilidade das decisões emanadas do Júri, nas hipóteses de
conflito evidente com a prova dos autos, não ofende o postulado
constitucional que assegura a soberania dos veredictos desse Tribunal
Popular. Precedentes’.
‘1. A soberania dos veredictos do júri, assegurada em preceito
constitucional, não é absoluta, sujeitando-se as decisões do conselho de
sentença à instância recursal.
2. Não implica ofensa à norma constitucional que assegura a
soberania dos veredictos do júri, o acórdão proferido em grau de
apelação para anular a decisão contrária à prova dos autos’.
3.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo”.
Sustenta a defesa que a decisão recorrida padece de
ambiguidade e contradição, pois não se está a questionar o veredicto
condenatório sob a perspectiva probatória.
Argumenta ainda que teria havido ofensa direta e não
reflexa à Constituição.
Insiste na admissão do recurso extraordinário.
Salienta que o debate da matéria suscitada independe do
reexame de provas, merecendo ser admitido o recurso extraordinário,
sanando-se a ambiguidade e a contradição apresentados.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 837.155 ED / PR
decisões que dele emanam expõem-se, em conseqüência, ao controle
recursal do próprio Poder Judiciário, a cujos Tribunais compete
pronunciar-se sobre a regularidade dos veredictos.
A apelabilidade das decisões emanadas do Júri, nas hipóteses de
conflito evidente com a prova dos autos, não ofende o postulado
constitucional que assegura a soberania dos veredictos desse Tribunal
Popular. Precedentes’.
‘1. A soberania dos veredictos do júri, assegurada em preceito
constitucional, não é absoluta, sujeitando-se as decisões do conselho de
sentença à instância recursal.
2. Não implica ofensa à norma constitucional que assegura a
soberania dos veredictos do júri, o acórdão proferido em grau de
apelação para anular a decisão contrária à prova dos autos’.
3.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo”.
Sustenta a defesa que a decisão recorrida padece de
ambiguidade e contradição, pois não se está a questionar o veredicto
condenatório sob a perspectiva probatória.
Argumenta ainda que teria havido ofensa direta e não
reflexa à Constituição.
Insiste na admissão do recurso extraordinário.
Salienta que o debate da matéria suscitada independe do
reexame de provas, merecendo ser admitido o recurso extraordinário,
sanando-se a ambiguidade e a contradição apresentados.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155 PARANÁ
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Inicialmente, observo
que esta Corte já firmou entendimento de que não cabem embargos
de declaração contra decisão monocrática do relator (Plenário, Pet.
1.245/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.05.98).
Recebo, portanto, como agravo regimental os embargos de
declaração e, como tal, passo a apreciá-los.
Reexaminando os autos, constato que, ao contrário do que consta na
decisão agravada, o Conselho de Sentença condenou o agravante à pena
de 12 (doze) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado, pela prática do crime de homicídio qualificado, e esta sentença
condenatória foi integralmente mantida pelo Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná.
Nesse contexto, incorreu em equívoco a decisão atacada, da lavra da
eminente Ministra Ellen Gracie, ao afirmar que o tribunal a quo teria
negado provimento à apelação por reputar contrário à prova dos autos o
veredito absolutório.
De todo modo, ainda assim, a negativa de seguimento do agravo
deve ser mantida.
É que também fundada a decisão agravada no argumento de que
eventual ofensa à Constituição seria meramente reflexa.
A pretensão de invalidação do julgado formulada pelo Agravante
tem base no art. 478 do Código de Processo Penal, alegando ele que a
leitura de trecho do acórdão confirmatório da pronúncia durante os
debates teria influenciado indevidamente o julgado.
Ora, tal proibição decorre do dispositivo legal e não do princípio da
soberania dos veredictos consagrado no inciso XXXVIII do art. 5º da
Constituição Federal
Idêntica sorte merece a alegação de nulidade por vício na quesitação.
A Constituição nada dispõe sobre o modo de formulação dos quesitos aos
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155 PARANÁ
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Inicialmente, observo
que esta Corte já firmou entendimento de que não cabem embargos
de declaração contra decisão monocrática do relator (Plenário, Pet.
1.245/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.05.98).
Recebo, portanto, como agravo regimental os embargos de
declaração e, como tal, passo a apreciá-los.
Reexaminando os autos, constato que, ao contrário do que consta na
decisão agravada, o Conselho de Sentença condenou o agravante à pena
de 12 (doze) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado, pela prática do crime de homicídio qualificado, e esta sentença
condenatória foi integralmente mantida pelo Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná.
Nesse contexto, incorreu em equívoco a decisão atacada, da lavra da
eminente Ministra Ellen Gracie, ao afirmar que o tribunal a quo teria
negado provimento à apelação por reputar contrário à prova dos autos o
veredito absolutório.
De todo modo, ainda assim, a negativa de seguimento do agravo
deve ser mantida.
É que também fundada a decisão agravada no argumento de que
eventual ofensa à Constituição seria meramente reflexa.
A pretensão de invalidação do julgado formulada pelo Agravante
tem base no art. 478 do Código de Processo Penal, alegando ele que a
leitura de trecho do acórdão confirmatório da pronúncia durante os
debates teria influenciado indevidamente o julgado.
Ora, tal proibição decorre do dispositivo legal e não do princípio da
soberania dos veredictos consagrado no inciso XXXVIII do art. 5º da
Constituição Federal
Idêntica sorte merece a alegação de nulidade por vício na quesitação.
A Constituição nada dispõe sobre o modo de formulação dos quesitos aos
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 837.155 ED / PR
jurados.
Ademais, para pronunciar a nulidade, seria necessário aprofundar o
exame dos fatos e verificar se deles decorreu ou não prejuízo ao acusado.
Acrescente-se que consta no acórdão recorrido (fls. 657-682) não terem, os
supostos vícios, sido objeto de impugnação pela Defesa durante os
debates, ausente qualquer referência a eles na ata de julgamento, com o
que cogitável o óbice da preclusão para seu reconhecimento.
Sobressai, assim, o caráter meramente reflexo da
inconstitucionalidade arguida, a impedir o processamento do
extraordinário, conforme jurisprudência uníssona do Supremo
Tribunal Federal (v.g.: “Inviável em recurso extraordinário o exame de
ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional” - RE 660.186 AgR/RS – 1.ª Turma – Rel. Min. Dias
Toffoli – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de 14.02.2012; “Os princípios da
legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem
como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões
judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame
prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária” -
RE 642.408 AgR/SP – 1.ª Turma – Rel. Min. Luiz Fux – un. - j. 13.12.2011 –
Dje-032, de 14.02.2012).
Ante o exposto, conheço do recurso como agravo regimental, mas
nego-lhe provimento.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 837.155 ED / PR
jurados.
Ademais, para pronunciar a nulidade, seria necessário aprofundar o
exame dos fatos e verificar se deles decorreu ou não prejuízo ao acusado.
Acrescente-se que consta no acórdão recorrido (fls. 657-682) não terem, os
supostos vícios, sido objeto de impugnação pela Defesa durante os
debates, ausente qualquer referência a eles na ata de julgamento, com o
que cogitável o óbice da preclusão para seu reconhecimento.
Sobressai, assim, o caráter meramente reflexo da
inconstitucionalidade arguida, a impedir o processamento do
extraordinário, conforme jurisprudência uníssona do Supremo
Tribunal Federal (v.g.: “Inviável em recurso extraordinário o exame de
ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional” - RE 660.186 AgR/RS – 1.ª Turma – Rel. Min. Dias
Toffoli – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de 14.02.2012; “Os princípios da
legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem
como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões
judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame
prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária” -
RE 642.408 AgR/SP – 1.ª Turma – Rel. Min. Luiz Fux – un. - j. 13.12.2011 –
Dje-032, de 14.02.2012).
Ante o exposto, conheço do recurso como agravo regimental, mas
nego-lhe provimento.
É como voto.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S) : ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S) : ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1962024
| 2012-04-17T00:00:00
| 2012-05-04T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
|
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUNAL DO JÚRI. EVENTUAL VÍCIO NOS DEBATES OU NA FORMULAÇÃO DOS QUESITOS. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Supostos vícios durante os debates no Tribunal do Júri ou na formulação dos quesitos aos jurados constituem matéria infraconstitucional e não implicam ofensa, salvo, se o caso, reflexa, ao princípio da soberania dos veredictos consagrado no inciso XXXVIII do art. 5º da Constituição Federal.
O Recurso Extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise da legislação infraconstitucional.
Embargos de declaração conhecidos e recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
|
sjur208773
|
- Acórdãos citados: Pet 1245 - Tribunal Pleno, RE 660186 AgR, RE 642408 AgR.
Número de páginas: 8.
Análise: 17/05/2012, BMB.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
837155
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00038 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00478 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
AI-ED
|
acordaos
|
AI 837155 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S) : ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL.
TRIBUNAL DO JÚRI. EVENTUAL VÍCIO NOS DEBATES OU NA
FORMULAÇÃO DOS QUESITOS. OFENSA REFLEXA À
CONSTITUIÇÃO.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental,
consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Supostos vícios durante os debates no Tribunal do Júri ou na
formulação dos quesitos aos jurados constituem matéria
infraconstitucional e não implicam ofensa, salvo, se o caso, reflexa, ao
princípio da soberania dos veredictos consagrado no inciso XXXVIII do
art. 5... da Constituição Federal.
O Recurso Extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à
Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender
da prévia análise da legislação infraconstitucional.
Embargos de declaração conhecidos e recebidos como agravo
regimental, ao qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter
os embargos de declaração em agravo regimental e, por unanimidade, em
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Supremo Tribunal Federal
DJe 04/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
AI 837.155 ED / PR
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 17 de abril de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 837.155 ED / PR
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 17 de abril de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
embargos de declaração interpostos de decisão proferida pela eminente
Ministra Ellen Gracie.
O embargante foi condenado pelo crime de homicídio
qualificado pelo Tribunal do Júri.
Interpôs o recurso de apelação, o qual restou rejeitado pelo
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.
Apresentou recurso extraordinário. Nele argumentou em
síntese: a) que o julgamento do Júri padeceria de nulidade pois o membro
do Ministério Público teria procedido a leitura parcial do acórdão
confirmatório da pronúncia; e b) que teria sido indevidamente incluído
quesito sobre a prática do crime por dolo eventual. Em ambos os casos,
haveria, segundo o recurso, afronta ao princípio da soberania dos
veredictos (art. 5..., XXXVIII, da Constituição Federal).
O extraordinário não foi recebido na origem. Contra a
decisão de inadmissão foi interposto agravo de instrumento, ao qual se
negou seguimento por decisão monocrática.
Daí os presentes embargos de declaração.
A decisão embargada porta os seguintes termos:
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário manejado contra acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça Estadual que, ao negar
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S)
:ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
PARANÁ
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de
embargos de declaração interpostos de decisão proferida pela eminente
Ministra Ellen Gracie.
O embargante foi condenado pelo crime de homicídio
qualificado pelo Tribunal do Júri.
Interpôs o recurso de apelação, o qual restou rejeitado pelo
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.
Apresentou recurso extraordinário. Nele argumentou em
síntese: a) que o julgamento do Júri padeceria de nulidade pois o membro
do Ministério Público teria procedido a leitura parcial do acórdão
confirmatório da pronúncia; e b) que teria sido indevidamente incluído
quesito sobre a prática do crime por dolo eventual. Em ambos os casos,
haveria, segundo o recurso, afronta ao princípio da soberania dos
veredictos (art. 5..., XXXVIII, da Constituição Federal).
O extraordinário não foi recebido na origem. Contra a
decisão de inadmissão foi interposto agravo de instrumento, ao qual se
negou seguimento por decisão monocrática.
Daí os presentes embargos de declaração.
A decisão embargada porta os seguintes termos:
“1.
Trata-se de agravo de instrumento de decisão que
inadmitiu recurso extraordinário manejado contra acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça Estadual que, ao negar
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 837.155 ED / PR
provimento ao apelo do réu, considerou legal a decisão adotada
pelo Conselho de Sentença (fls. 667-683).
Nas razões do Recurso Extraordinário (fls. 730-759), sustenta o recorrente ofensa
ao art. 5..., inc. XXXVIII, a e c, da Constituição Federal.
2.
O agravo não merece guarida, dada a inviabilidade do
Recurso Extraordinário a que se refere. Com efeito, a referida afronta à Constituição
Federal, além de requerer o reexame dos fatos e das provas da causa,
somente poderia ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise
da legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede
extraordinária em virtude do óbice das Súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 280.
De fato, o acórdão do Tribunal a quo, ao entender ser o
veredicto absolutório contrário à prova dos autos, negou provimento
ao recurso do réu e determinou a manutenção do decisum do Conselho
de Sentença, concluindo que (fl. 682):
‘In casu, o Conselho de Sentença deliberou com base na
valoração das provas que se lhe afiguraram mais persuasivas, não se
podendo, portanto, desconstituir a decisão, à conta de ser arbitrária ou
injusta: o Júri cumpriu o papel que lhe é assegurado e, assim, o seu
veredicto reveste os predicados da soberania proclamada no art. 5...,
XXXVIII, ‘c’, da Constituição Federal’.
Dessa forma, tendo concluído a Corte a quo que a decisão
proferida pelo Tribunal do Júri é manifestamente contrária à prova dos
autos, a alegada ofensa ao art. 5..., XXXVIII, a e c, da Constituição
demandaria o reexame de provas (Súmula Supremo Tribunal Federal 279), o que torna
incabível a admissão do recurso extraordinário.
3.
Ademais, sobre o tema já decidiu esta Corte no HC
68.658, rel. Min. Celso de Mello, 1... Turma, DJ 26.06.92, e no HC
73.349, redator para o acórdão Min. Maurício Corrêa, 2... Turma, DJ
1....12.00, de cujas ementas, respectivamente, transcrevo:
‘A soberania dos veredictos do Júri - não obstante a sua extração
constitucional - ostenta valor meramente relativo, pois as
manifestações decisórias emanadas do Conselho de Sentença não se
revestem de intangibilidade jurídico-processual.
A competência do Tribunal do Júri, embora definida no texto da
Lei Fundamental da República, não confere a esse órgão especial da
Justiça comum o exercício de um poder incontrastável e ilimitado. As
2
Supremo Tribunal Federal
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provimento ao apelo do réu, considerou legal a decisão adotada
pelo Conselho de Sentença (fls. 667-683).
Nas razões do Recurso Extraordinário (fls. 730-759), sustenta o recorrente ofensa
ao art. 5..., inc. XXXVIII, a e c, da Constituição Federal.
2.
O agravo não merece guarida, dada a inviabilidade do
Recurso Extraordinário a que se refere. Com efeito, a referida afronta à Constituição
Federal, além de requerer o reexame dos fatos e das provas da causa,
somente poderia ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise
da legislação infraconstitucional, hipóteses inviáveis em sede
extraordinária em virtude do óbice das Súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 280.
De fato, o acórdão do Tribunal a quo, ao entender ser o
veredicto absolutório contrário à prova dos autos, negou provimento
ao recurso do réu e determinou a manutenção do decisum do Conselho
de Sentença, concluindo que (fl. 682):
‘In casu, o Conselho de Sentença deliberou com base na
valoração das provas que se lhe afiguraram mais persuasivas, não se
podendo, portanto, desconstituir a decisão, à conta de ser arbitrária ou
injusta: o Júri cumpriu o papel que lhe é assegurado e, assim, o seu
veredicto reveste os predicados da soberania proclamada no art. 5...,
XXXVIII, ‘c’, da Constituição Federal’.
Dessa forma, tendo concluído a Corte a quo que a decisão
proferida pelo Tribunal do Júri é manifestamente contrária à prova dos
autos, a alegada ofensa ao art. 5..., XXXVIII, a e c, da Constituição
demandaria o reexame de provas (Súmula Supremo Tribunal Federal 279), o que torna
incabível a admissão do recurso extraordinário.
3.
Ademais, sobre o tema já decidiu esta Corte no HC
68.658, rel. Min. Celso de Mello, 1... Turma, DJ 26.06.92, e no HC
73.349, redator para o acórdão Min. Maurício Corrêa, 2... Turma, DJ
1....12.00, de cujas ementas, respectivamente, transcrevo:
‘A soberania dos veredictos do Júri - não obstante a sua extração
constitucional - ostenta valor meramente relativo, pois as
manifestações decisórias emanadas do Conselho de Sentença não se
revestem de intangibilidade jurídico-processual.
A competência do Tribunal do Júri, embora definida no texto da
Lei Fundamental da República, não confere a esse órgão especial da
Justiça comum o exercício de um poder incontrastável e ilimitado. As
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
AI 837.155 ED / PR
decisões que dele emanam expõem-se, em conseqüência, ao controle
recursal do próprio Poder Judiciário, a cujos Tribunais compete
pronunciar-se sobre a regularidade dos veredictos.
A apelabilidade das decisões emanadas do Júri, nas hipóteses de
conflito evidente com a prova dos autos, não ofende o postulado
constitucional que assegura a soberania dos veredictos desse Tribunal
Popular. Precedentes’.
‘1. A soberania dos veredictos do júri, assegurada em preceito
constitucional, não é absoluta, sujeitando-se as decisões do conselho de
sentença à instância recursal.
2. Não implica ofensa à norma constitucional que assegura a
soberania dos veredictos do júri, o acórdão proferido em grau de
apelação para anular a decisão contrária à prova dos autos’.
3.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo”.
Sustenta a defesa que a decisão recorrida padece de
ambiguidade e contradição, pois não se está a questionar o veredicto
condenatório sob a perspectiva probatória.
Argumenta ainda que teria havido ofensa direta e não
reflexa à Constituição.
Insiste na admissão do recurso extraordinário.
Salienta que o debate da matéria suscitada independe do
reexame de provas, merecendo ser admitido o recurso extraordinário,
sanando-se a ambiguidade e a contradição apresentados.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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AI 837.155 ED / PR
decisões que dele emanam expõem-se, em conseqüência, ao controle
recursal do próprio Poder Judiciário, a cujos Tribunais compete
pronunciar-se sobre a regularidade dos veredictos.
A apelabilidade das decisões emanadas do Júri, nas hipóteses de
conflito evidente com a prova dos autos, não ofende o postulado
constitucional que assegura a soberania dos veredictos desse Tribunal
Popular. Precedentes’.
‘1. A soberania dos veredictos do júri, assegurada em preceito
constitucional, não é absoluta, sujeitando-se as decisões do conselho de
sentença à instância recursal.
2. Não implica ofensa à norma constitucional que assegura a
soberania dos veredictos do júri, o acórdão proferido em grau de
apelação para anular a decisão contrária à prova dos autos’.
3.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo”.
Sustenta a defesa que a decisão recorrida padece de
ambiguidade e contradição, pois não se está a questionar o veredicto
condenatório sob a perspectiva probatória.
Argumenta ainda que teria havido ofensa direta e não
reflexa à Constituição.
Insiste na admissão do recurso extraordinário.
Salienta que o debate da matéria suscitada independe do
reexame de provas, merecendo ser admitido o recurso extraordinário,
sanando-se a ambiguidade e a contradição apresentados.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155 PARANÁ
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Inicialmente, observo
que esta Corte já firmou entendimento de que não cabem embargos
de declaração contra decisão monocrática do relator (Plenário, Pet.
1.245/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.05.98).
Recebo, portanto, como agravo regimental os embargos de
declaração e, como tal, passo a apreciá-los.
Reexaminando os autos, constato que, ao contrário do que consta na
decisão agravada, o Conselho de Sentença condenou o agravante à pena
de 12 (doze) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado, pela prática do crime de homicídio qualificado, e esta sentença
condenatória foi integralmente mantida pelo Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná.
Nesse contexto, incorreu em equívoco a decisão atacada, da lavra da
eminente Ministra Ellen Gracie, ao afirmar que o tribunal a quo teria
negado provimento à apelação por reputar contrário à prova dos autos o
veredito absolutório.
De todo modo, ainda assim, a negativa de seguimento do agravo
deve ser mantida.
É que também fundada a decisão agravada no argumento de que
eventual ofensa à Constituição seria meramente reflexa.
A pretensão de invalidação do julgado formulada pelo Agravante
tem base no art. 478 do Código de Processo Penal, alegando ele que a
leitura de trecho do acórdão confirmatório da pronúncia durante os
debates teria influenciado indevidamente o julgado.
Ora, tal proibição decorre do dispositivo legal e não do princípio da
soberania dos veredictos consagrado no inciso XXXVIII do art. 5... da
Constituição Federal
Idêntica sorte merece a alegação de nulidade por vício na quesitação.
A Constituição nada dispõe sobre o modo de formulação dos quesitos aos
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155 PARANÁ
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Inicialmente, observo
que esta Corte já firmou entendimento de que não cabem embargos
de declaração contra decisão monocrática do relator (Plenário, Pet.
1.245/SP, rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.05.98).
Recebo, portanto, como agravo regimental os embargos de
declaração e, como tal, passo a apreciá-los.
Reexaminando os autos, constato que, ao contrário do que consta na
decisão agravada, o Conselho de Sentença condenou o agravante à pena
de 12 (doze) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado, pela prática do crime de homicídio qualificado, e esta sentença
condenatória foi integralmente mantida pelo Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná.
Nesse contexto, incorreu em equívoco a decisão atacada, da lavra da
eminente Ministra Ellen Gracie, ao afirmar que o tribunal a quo teria
negado provimento à apelação por reputar contrário à prova dos autos o
veredito absolutório.
De todo modo, ainda assim, a negativa de seguimento do agravo
deve ser mantida.
É que também fundada a decisão agravada no argumento de que
eventual ofensa à Constituição seria meramente reflexa.
A pretensão de invalidação do julgado formulada pelo Agravante
tem base no art. 478 do Código de Processo Penal, alegando ele que a
leitura de trecho do acórdão confirmatório da pronúncia durante os
debates teria influenciado indevidamente o julgado.
Ora, tal proibição decorre do dispositivo legal e não do princípio da
soberania dos veredictos consagrado no inciso XXXVIII do art. 5... da
Constituição Federal
Idêntica sorte merece a alegação de nulidade por vício na quesitação.
A Constituição nada dispõe sobre o modo de formulação dos quesitos aos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 837.155 ED / PR
jurados.
Ademais, para pronunciar a nulidade, seria necessário aprofundar o
exame dos fatos e verificar se deles decorreu ou não prejuízo ao acusado.
Acrescente-se que consta no acórdão recorrido (fls. 657-682) não terem, os
supostos vícios, sido objeto de impugnação pela Defesa durante os
debates, ausente qualquer referência a eles na ata de julgamento, com o
que cogitável o óbice da preclusão para seu reconhecimento.
Sobressai, assim, o caráter meramente reflexo da
inconstitucionalidade arguida, a impedir o processamento do
extraordinário, conforme jurisprudência uníssona do Supremo
Tribunal Federal (v.g.: “Inviável em recurso extraordinário o exame de
ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional” - Recurso Extraordinário 660.186 AgR/RS – 1. Turma – Rel. Min. Dias
Toffoli – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de 14.02.2012; “Os princípios da
legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem
como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões
judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame
prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária” -
Recurso Extraordinário 642.408 AgR/SP – 1. Turma – Rel. Min. Luiz Fux – un. - j. 13.12.2011 –
Dje-032, de 14.02.2012).
Ante o exposto, conheço do recurso como agravo regimental, mas
nego-lhe provimento.
É como voto.
2
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jurados.
Ademais, para pronunciar a nulidade, seria necessário aprofundar o
exame dos fatos e verificar se deles decorreu ou não prejuízo ao acusado.
Acrescente-se que consta no acórdão recorrido (fls. 657-682) não terem, os
supostos vícios, sido objeto de impugnação pela Defesa durante os
debates, ausente qualquer referência a eles na ata de julgamento, com o
que cogitável o óbice da preclusão para seu reconhecimento.
Sobressai, assim, o caráter meramente reflexo da
inconstitucionalidade arguida, a impedir o processamento do
extraordinário, conforme jurisprudência uníssona do Supremo
Tribunal Federal (v.g.: “Inviável em recurso extraordinário o exame de
ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional” - Recurso Extraordinário 660.186 AgR/RS – 1. Turma – Rel. Min. Dias
Toffoli – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de 14.02.2012; “Os princípios da
legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem
como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões
judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame
prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária” -
Recurso Extraordinário 642.408 AgR/SP – 1. Turma – Rel. Min. Luiz Fux – un. - j. 13.12.2011 –
Dje-032, de 14.02.2012).
Ante o exposto, conheço do recurso como agravo regimental, mas
nego-lhe provimento.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S) : ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.155
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA
ADV.(A/S) : ALEX FERNANDO DAL PIZZOL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 837 . 155",
"AI 837 . 155 ED / PR",
"AI 837 . 155 ED / PR",
"AI 837 . 155 ED / PR",
"Súmulas",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 279",
"HC 68 . 658",
"HC",
"AI 837 . 155 ED / PR",
"Súmulas",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 279",
"HC 68 . 658",
"HC 73 . 349",
"AI 837 . 155 ED / PR",
"AI 837 . 155 ED / PR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 837 . 155",
"Pet . 1 . 245 / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 837 . 155",
"Pet . 1 . 245 / SP",
"AI 837 . 155 ED / PR",
"Recurso Extraordinário 660 . 186 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 642 . 408 AgR / SP",
"AI 837 . 155 ED / PR",
"Recurso Extraordinário 660 . 186 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 642 . 408 AgR / SP",
"AGRAVO",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 837 . 155"
],
"LEGISLACAO": [
"inciso XXXVIII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inc . XXXVIII , a e c , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXVIII , ‘ c ’ , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXVIII , a e c , da Constituição",
"Lei Fundamental da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inc . XXXVIII , a e c , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXVIII , ‘ c ’ , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXVIII , a e c , da Constituição",
"Lei Fundamental da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 478 do Código de Processo Penal",
"inciso XXXVIII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 478 do Código de Processo Penal",
"inciso XXXVIII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Ministério Público",
"Tribunal de Justiça Estadual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Ministério Público",
"Tribunal de Justiça Estadual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"1",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Conselho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
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"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ",
"PROC",
"1",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA",
"ALEX FERNANDO DAL PIZZOL",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA",
"ALEX FERNANDO DAL PIZZOL",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA",
"ALEX FERNANDO DAL PIZZOL",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"Celso de Mello",
"Maurício Corrêa",
"Celso de Mello",
"Maurício Corrêa",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Moreira Alves",
"Ellen Gracie",
"Rosa Weber",
"Moreira Alves",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA",
"ALEX FERNANDO DAL PIZZOL",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"DIOVANE ANDRÉ DE SOUZA",
"ALEX FERNANDO DAL PIZZOL",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
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"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
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"05",
"/",
"2012",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
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"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"92",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"92",
"1",
".",
".",
".",
".",
"12",
".",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"22",
".",
"05",
".",
"98",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"22",
".",
"05",
".",
"98",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"12",
".",
"2011",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
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".",
"12",
".",
"2011",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"12",
".",
"2011",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"13",
".",
"12",
".",
"2011",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
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"4",
".",
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"24",
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"4",
".",
"2012",
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"08",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1951328.
Supremo Tribunal Federal
DJe 04/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 785.473 AGR / PE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 785.473 AGR / PE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 375 e 376, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 375 e 376, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
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Relatório
AI 785.473 AGR / PE
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado de Pernambuco, na minuta de folha 381 a 385, insiste na
demonstração de ofensa aos incisos XXXV, LIV e LV do artigo 5º da
Constituição Federal, uma vez que o extraordinário foi precedido da
interposição de embargos declaratórios para fins de prequestionamento
de tais dispositivos. Sustenta que o não acolhimento dos declaratórios
violou a garantia de acesso ao Judiciário, bem como do contraditório e da
ampla defesa.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 389).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 785.473 AGR / PE
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado de Pernambuco, na minuta de folha 381 a 385, insiste na
demonstração de ofensa aos incisos XXXV, LIV e LV do artigo 5º da
Constituição Federal, uma vez que o extraordinário foi precedido da
interposição de embargos declaratórios para fins de prequestionamento
de tais dispositivos. Sustenta que o não acolhimento dos declaratórios
violou a garantia de acesso ao Judiciário, bem como do contraditório e da
ampla defesa.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 389).
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora do Estado de
Pernambuco, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de Pernambuco consignou, em síntese (folha 223):
PROCESSO CIVIL – PRESCRIÇÃO – INOCORRÊNCIA
EM FACE DE TER A AÇÃO SIDO AJUÍZADA ANTES DE
DECORRIDO O QUINQUÍDIO – PREVALÊNCIA DO VOTO
VENCIDO NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO –
PROCEDÊNCIA DA AÇÃO PARA RETIFICAÇÃO DO ATO
DE REFORMA – PRELIMINARES REJEITADAS – DECISÃO
SEM DISCREPÂNCIA DE VOTOS –
Reconhecido a inocorrência de prescrição, enfrentado o
mérito, resta evidenciado que o “de cujus”, por ocasião da sua
reforma, era portador de moléstia incapacitante, devendo ser
provido o apelo para se determinar a retificação do ato, para
considerar a reforma por incapacidade física. Preliminares de
defeito de representação processual e de falta de interesse
processual, ante a ausência de adequação ou compatibilidade
dos embargos infringentes rejeitadas, por unanimidade.
Embargos Infringentes providos. Decisão por
unanimidade.
Não obstante a impugnação entre o que consignado pelo Tribunal de
origem e o teor das razões do extraordinário, o deslinde da controvérsia
deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da
República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo Tribunal de
origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora do Estado de
Pernambuco, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de Pernambuco consignou, em síntese (folha 223):
PROCESSO CIVIL – PRESCRIÇÃO – INOCORRÊNCIA
EM FACE DE TER A AÇÃO SIDO AJUÍZADA ANTES DE
DECORRIDO O QUINQUÍDIO – PREVALÊNCIA DO VOTO
VENCIDO NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO –
PROCEDÊNCIA DA AÇÃO PARA RETIFICAÇÃO DO ATO
DE REFORMA – PRELIMINARES REJEITADAS – DECISÃO
SEM DISCREPÂNCIA DE VOTOS –
Reconhecido a inocorrência de prescrição, enfrentado o
mérito, resta evidenciado que o “de cujus”, por ocasião da sua
reforma, era portador de moléstia incapacitante, devendo ser
provido o apelo para se determinar a retificação do ato, para
considerar a reforma por incapacidade física. Preliminares de
defeito de representação processual e de falta de interesse
processual, ante a ausência de adequação ou compatibilidade
dos embargos infringentes rejeitadas, por unanimidade.
Embargos Infringentes providos. Decisão por
unanimidade.
Não obstante a impugnação entre o que consignado pelo Tribunal de
origem e o teor das razões do extraordinário, o deslinde da controvérsia
deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da
República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo Tribunal de
origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 785.473 AGR / PE
regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 785.473 AGR / PE
regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S) : MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1951585
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S) : MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1962023
| 2012-04-17T00:00:00
| 2012-05-04T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 17.4.2012.
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AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
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RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
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sjur208761
|
Número de páginas: 7.
Análise: 17/05/2012, BMB.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
785473
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 785473 AgR
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] |
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S) : MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
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] |
Ementa e Acórdão
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1951328.
Supremo Tribunal Federal
DJe 04/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 785.473 AGR / PE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 785.473 AGR / PE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 17 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1951328.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 375 e 376, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 375 e 376, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o
acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à
Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso
que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição
Federal.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 785.473 AGR / PE
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado de Pernambuco, na minuta de folha 381 a 385, insiste na
demonstração de ofensa aos incisos XXXV, LIV e LV do artigo 5... da
Constituição Federal, uma vez que o extraordinário foi precedido da
interposição de embargos declaratórios para fins de prequestionamento
de tais dispositivos. Sustenta que o não acolhimento dos declaratórios
violou a garantia de acesso ao Judiciário, bem como do contraditório e da
ampla defesa.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 389).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 785.473 AGR / PE
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado
no exame de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado de Pernambuco, na minuta de folha 381 a 385, insiste na
demonstração de ofensa aos incisos XXXV, LIV e LV do artigo 5... da
Constituição Federal, uma vez que o extraordinário foi precedido da
interposição de embargos declaratórios para fins de prequestionamento
de tais dispositivos. Sustenta que o não acolhimento dos declaratórios
violou a garantia de acesso ao Judiciário, bem como do contraditório e da
ampla defesa.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 389).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora do Estado de
Pernambuco, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de Pernambuco consignou, em síntese (folha 223):
PROCESSO CIVIL – PRESCRIÇÃO – INOCORRÊNCIA
EM FACE DE TER A AÇÃO SIDO AJUÍZADA ANTES DE
DECORRIDO O QUINQUÍDIO – PREVALÊNCIA DO VOTO
VENCIDO NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO –
PROCEDÊNCIA DA AÇÃO PARA RETIFICAÇÃO DO ATO
DE REFORMA – PRELIMINARES REJEITADAS – DECISÃO
SEM DISCREPÂNCIA DE VOTOS –
Reconhecido a inocorrência de prescrição, enfrentado o
mérito, resta evidenciado que o “de cujus”, por ocasião da sua
reforma, era portador de moléstia incapacitante, devendo ser
provido o apelo para se determinar a retificação do ato, para
considerar a reforma por incapacidade física. Preliminares de
defeito de representação processual e de falta de interesse
processual, ante a ausência de adequação ou compatibilidade
dos embargos infringentes rejeitadas, por unanimidade.
Embargos Infringentes providos. Decisão por
unanimidade.
Não obstante a impugnação entre o que consignado pelo Tribunal de
origem e o teor das razões do extraordinário, o deslinde da controvérsia
deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da
República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo Tribunal de
origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora do Estado de
Pernambuco, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de Pernambuco consignou, em síntese (folha 223):
PROCESSO CIVIL – PRESCRIÇÃO – INOCORRÊNCIA
EM FACE DE TER A AÇÃO SIDO AJUÍZADA ANTES DE
DECORRIDO O QUINQUÍDIO – PREVALÊNCIA DO VOTO
VENCIDO NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO –
PROCEDÊNCIA DA AÇÃO PARA RETIFICAÇÃO DO ATO
DE REFORMA – PRELIMINARES REJEITADAS – DECISÃO
SEM DISCREPÂNCIA DE VOTOS –
Reconhecido a inocorrência de prescrição, enfrentado o
mérito, resta evidenciado que o “de cujus”, por ocasião da sua
reforma, era portador de moléstia incapacitante, devendo ser
provido o apelo para se determinar a retificação do ato, para
considerar a reforma por incapacidade física. Preliminares de
defeito de representação processual e de falta de interesse
processual, ante a ausência de adequação ou compatibilidade
dos embargos infringentes rejeitadas, por unanimidade.
Embargos Infringentes providos. Decisão por
unanimidade.
Não obstante a impugnação entre o que consignado pelo Tribunal de
origem e o teor das razões do extraordinário, o deslinde da controvérsia
deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da
República. A conclusão adotada na decisão prolatada pelo Tribunal de
origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 785.473 AGR / PE
regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 785.473 AGR / PE
regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S) : MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 785.473
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA
ADV.(A/S) : MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 785 . 473",
"AI 785 . 473 AGR /",
"AI 785 . 473 AGR / PE",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 785 . 473",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 785 . 473",
"AI 785 . 473 AGR",
"AI 785 . 473 AGR / PE",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 785 . 473",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 785 . 473",
"AI 785 . 473 AGR / PE",
"AI 785 . 473 AGR / PE",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 785 . 473",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 785 . 473"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos XXXV , LIV e LV do artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos XXXV , LIV e LV do artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"Estado de Pernambuco",
"PERNAMBUCO",
"Estado de Pernambuco",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"PE",
"Estado de",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Estado",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA",
"MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA",
"MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ESPÓLIO DE DANIEL SOARES DA SILVA",
"MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ESPÓLIO",
"DANIEL SOARES DA SILVA",
"MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ESPÓLIO",
"DANIEL SOARES DA SILVA",
"MAURÍCIO NEVES DE FRANÇA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"05",
"/",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S)
:GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Processual penal. Nulidade decorrente de invocada
ausência de defensor à audiência de instrução. Não ocorrência.
Defensor constituído regularmente intimado e que ausentou-se
voluntariamente das dependências do foro, não obstante informado
sobre a realização do ato naquela data, ainda que em horário mais
adiantado, devido a atraso nas audiências antecedentes. Nulidade
inexistente, sendo, ademais, provocada pela própria defesa, que não
pode arguí-la em seu favor (CPP, art. 565). Réu, ademais, assistido no
ato por defensor público regularmente nomeado. Prejuízo à defesa não
demonstrado pelos impetrantes. Incidência da Súmula nº 523 do STF.
Precedentes da Corte. Ordem denegada.
1. Tendo o advogado do réu, devidamente intimado e presente,
desistido voluntariamente de aguardar a realização de audiência de
inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, mesmo
advertido pela magistrada de que o ato se realizaria naquela data, por se
tratar de réu preso, não há que se falar em nulidade do ato realizado na
presença de Defensor Público.
2. Não podem os impetrantes, devido a incidente criado pela própria
defesa, mesmo advertida de que a audiência, por envolver réu preso,
seria realizada na data agendada, ainda que em horário mais adiantado,
invocar a própria torpeza para a sua anulação (CPC, art. 565).
3. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que,
“se o suposto vício na defesa do acusado não é daqueles que podem equivaler à
própria ausência defensiva, então incumbe ao acionante demonstrar o prejuízo
sofrido em função do criticado atuar defensivo. Dever que, não atendido, gera o
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Supremo Tribunal Federal
DJe 25/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 110.820 / ES
indeferimento do habeas corpus” (HC nº 87.879/RN, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 23/3/07).
4. A nulidade por deficiência na defesa do réu, ademais, só deverá
ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse entendimento está,
ainda, preconizado na Súmula nº 523/STF, que assim dispõe: “No processo
penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o
anulará se houver prova de prejuízo para o réu”.
5. Habeas corpus denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de maio de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2197756.
Supremo Tribunal Federal
HC 110.820 / ES
indeferimento do habeas corpus” (HC nº 87.879/RN, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 23/3/07).
4. A nulidade por deficiência na defesa do réu, ademais, só deverá
ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse entendimento está,
ainda, preconizado na Súmula nº 523/STF, que assim dispõe: “No processo
penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o
anulará se houver prova de prejuízo para o réu”.
5. Habeas corpus denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de maio de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S)
:GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados
Guilherme Surlo Siqueira e Marcos Giovani Correa Felix em favor de
Jaime Henrique Lima da Silva, apontando como autoridade coatora a
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no
HC nº 212.868/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson
Dipp.
Sustentam os impetrantes, em síntese, a nulidade da audiência de
instrução e julgamento, por falta de nomeação de defensor para
acompanhar o paciente, o que violaria os princípios do contraditório e da
ampla defesa.
Requerem, liminarmente, a concessão da ordem para que seja
anulada “a audiência de instrução e julgamento realizada no dia 13/04/2011,
por ausência de defesa técnica para o paciente”. No mérito, pedem a
confirmação (fl. 10 da inicial).
Em 24/10/11, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida
liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças
necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as
informações da autoridade apontada como coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
denegação da ordem (anexo de instrução nº 9).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S)
:GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados
Guilherme Surlo Siqueira e Marcos Giovani Correa Felix em favor de
Jaime Henrique Lima da Silva, apontando como autoridade coatora a
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no
HC nº 212.868/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson
Dipp.
Sustentam os impetrantes, em síntese, a nulidade da audiência de
instrução e julgamento, por falta de nomeação de defensor para
acompanhar o paciente, o que violaria os princípios do contraditório e da
ampla defesa.
Requerem, liminarmente, a concessão da ordem para que seja
anulada “a audiência de instrução e julgamento realizada no dia 13/04/2011,
por ausência de defesa técnica para o paciente”. No mérito, pedem a
confirmação (fl. 10 da inicial).
Em 24/10/11, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida
liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças
necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as
informações da autoridade apontada como coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
denegação da ordem (anexo de instrução nº 9).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, o presente habeas corpus volta-se contra
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a
ordem no HC nº 212.868/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro
Gilson Dipp. Tem como objetivo a anulação da ação penal movida contra
o paciente.
Narram os impetrantes, na inicial, que:
“(...)
No dia 15/10/2010, o ‘Parquet’ ofereceu denúncia em
desfavor do paciente pela suposta prática do crime tipificado no
art. 121, § 2º, incisos II, III e IV, na forma dos arts. 29 e 13, § 2º,
alínea “a”, todos do CP.
Em r. decisão datada de 20/10/2010, a Magistrada de
primeira instância recebeu a denúncia e mandou citar o
paciente.
Após a apresentação da resposta escrita, a Magistrada, em
r. decisão datada de 02/02/2011, designou AIJ para o dia
13/04/2011.
Para a mesma data, além da AIJ referente ao processo do
paciente, a Magistrada designou mais três audiências de
instrução e julgamento.
Na data aprazada, o defensor do paciente permaneceu na
sala de audiências até às 19:03 h (dezenove horas e três
minutos), horário em que chegou ao fim a segunda AIJ
designada para aquele dia.
Pelo adiantar da hora, bem como pelo fato de que ainda
teria que se realizar uma AIJ antes da audiência do paciente, o
defensor do mesmo informou à Magistrada que não iria
aguardar a audiência referente ao processo do paciente, tendo
em vista que aquele Juízo designou quatro audiências de
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, o presente habeas corpus volta-se contra
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a
ordem no HC nº 212.868/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro
Gilson Dipp. Tem como objetivo a anulação da ação penal movida contra
o paciente.
Narram os impetrantes, na inicial, que:
“(...)
No dia 15/10/2010, o ‘Parquet’ ofereceu denúncia em
desfavor do paciente pela suposta prática do crime tipificado no
art. 121, § 2º, incisos II, III e IV, na forma dos arts. 29 e 13, § 2º,
alínea “a”, todos do CP.
Em r. decisão datada de 20/10/2010, a Magistrada de
primeira instância recebeu a denúncia e mandou citar o
paciente.
Após a apresentação da resposta escrita, a Magistrada, em
r. decisão datada de 02/02/2011, designou AIJ para o dia
13/04/2011.
Para a mesma data, além da AIJ referente ao processo do
paciente, a Magistrada designou mais três audiências de
instrução e julgamento.
Na data aprazada, o defensor do paciente permaneceu na
sala de audiências até às 19:03 h (dezenove horas e três
minutos), horário em que chegou ao fim a segunda AIJ
designada para aquele dia.
Pelo adiantar da hora, bem como pelo fato de que ainda
teria que se realizar uma AIJ antes da audiência do paciente, o
defensor do mesmo informou à Magistrada que não iria
aguardar a audiência referente ao processo do paciente, tendo
em vista que aquele Juízo designou quatro audiências de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 110.820 / ES
instrução e julgamento para o mesmo dia.
Mesmo diante da informação do defensor do paciente de
que não iria aguardar a AIJ, a Magistrada realizou o ato,
oportunidade em que foram inquiridas duas testemunhas
arroladas pelo ‘Parquet’.
Apesar da realização da AIJ sem a presença do patrono do
paciente, a Magistrada sequer consultou o denunciado sobre a
possibilidade de nomeação de defensor para acompanhar o
paciente naquele ato processual e, assim, ao menos lhe garantir
a mais ampla defesa, FICANDO O PACIENTE SEM
DEFENSOR NO ATO PROCESSUAL.
No dia 03/05/2011, a Magistrada designou AIJ em
continuação para o dia 20/07/2011, nada dizendo a respeito da
ilegalidade de realizar uma AIJ sem ter nomeado um defensor
para o paciente.
Ante tal situação, foi impetrado ordem de ‘habeas corpus’
perante o Egrégio Tribunal de Justiça do Espírito Santo,
pleiteando-se a nulidade do referido ato, uma vez que fora
realizado sem a nomeação de defensor dativo para o paciente.
Em sessão de julgamento realizada no dia 29/06/2011, o
Egrégio Tribunal de Justiça, de maneira equivocada, denegou o
‘writ’ lá impetrado.
Inconformado com o ‘decisum’, a defesa impetrou novo
‘writ’ perante a Autoridade Coatora, tendo a mesma, em sessão
de julgamento realizado no dia 06/10/2011, também de maneira
equivocada, denegado a ordem” (fls. 2 a 4 da inicial – grifos no
original).
Transcrevo o teor do julgado proferido pelo Superior Tribunal de
Justiça:
“PROCESSUAL
PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ARGUIÇÃO DE NULIDADE. INOCORRÊNCIA. AUDIÊNCIA
DE INSTRUÇÃO PARA OITIVA DE TESTEMUNHAS.
AUSÊNCIA DE DEFENSOR CONSTITUÍDO QUE DESISTE DE
AGUARDAR A REALIZAÇÃO DO ATO. PRESENÇA DE
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.820 / ES
instrução e julgamento para o mesmo dia.
Mesmo diante da informação do defensor do paciente de
que não iria aguardar a AIJ, a Magistrada realizou o ato,
oportunidade em que foram inquiridas duas testemunhas
arroladas pelo ‘Parquet’.
Apesar da realização da AIJ sem a presença do patrono do
paciente, a Magistrada sequer consultou o denunciado sobre a
possibilidade de nomeação de defensor para acompanhar o
paciente naquele ato processual e, assim, ao menos lhe garantir
a mais ampla defesa, FICANDO O PACIENTE SEM
DEFENSOR NO ATO PROCESSUAL.
No dia 03/05/2011, a Magistrada designou AIJ em
continuação para o dia 20/07/2011, nada dizendo a respeito da
ilegalidade de realizar uma AIJ sem ter nomeado um defensor
para o paciente.
Ante tal situação, foi impetrado ordem de ‘habeas corpus’
perante o Egrégio Tribunal de Justiça do Espírito Santo,
pleiteando-se a nulidade do referido ato, uma vez que fora
realizado sem a nomeação de defensor dativo para o paciente.
Em sessão de julgamento realizada no dia 29/06/2011, o
Egrégio Tribunal de Justiça, de maneira equivocada, denegou o
‘writ’ lá impetrado.
Inconformado com o ‘decisum’, a defesa impetrou novo
‘writ’ perante a Autoridade Coatora, tendo a mesma, em sessão
de julgamento realizado no dia 06/10/2011, também de maneira
equivocada, denegado a ordem” (fls. 2 a 4 da inicial – grifos no
original).
Transcrevo o teor do julgado proferido pelo Superior Tribunal de
Justiça:
“PROCESSUAL
PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ARGUIÇÃO DE NULIDADE. INOCORRÊNCIA. AUDIÊNCIA
DE INSTRUÇÃO PARA OITIVA DE TESTEMUNHAS.
AUSÊNCIA DE DEFENSOR CONSTITUÍDO QUE DESISTE DE
AGUARDAR A REALIZAÇÃO DO ATO. PRESENÇA DE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 110.820 / ES
DEFENSOR
PÚBLICO.
REGULARIDADE.
ORDEM
DENEGADA.
I - Se o advogado do réu, devidamente intimado e
presente, desiste de aguardar a realização de audiência de
inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público,
ainda que advertido pela magistrada de que o ato se realizaria
naquela data, por se tratar de réu preso, não há que se falar em
nulidade do ato realizado na presença de Defensor Público.
Precedentes.
II – Ordem denegada.”
Essa é a razão pela qual se insurgem os impetrantes neste writ.
Pelo que se tem na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, não se vislumbra nenhuma ilegalidade, abuso de
poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem. Com efeito, o
acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se
suficientemente motivado, restando, assim, justificado o convencimento
formado.
Ao contrário do que afirmam os impetrantes, a audiência de
instrução e julgamento, para a qual a defesa foi regularmente intimada e
da qual, sponte sua, resolveu retirar-se antes de iniciado o ato, realizou-se
validamente, tendo o paciente sido regularmente assistido por defensor
público nomeado para o ato (fl. 16 do anexo de instrução nº 1), o qual
subscreveu a ata e atuou nas inquirições, sendo totalmente irrelevante
eventual omissão na ata quanto a sua nomeação ad hoc pela Magistrada
presidente, circunstância, aliás, implícita diante da atuação daquele
profissional e da subscrição do respectivo termo.
Não podem, agora, devido a incidente criado pela própria defesa,
mesmo advertidos de que o ato, por envolver réu preso, seria realizado
na data agendada, ainda que em horário mais adiantado, invocar a
própria torpeza para a sua anulação (CPC, art. 565).
Observo, ainda, que a despeito de o art. 7º, inciso XX, da Lei nº
8.906/94 (EOAB) garantir ao advogado o direito de “retirar-se do recinto
onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta minutos do
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.820 / ES
DEFENSOR
PÚBLICO.
REGULARIDADE.
ORDEM
DENEGADA.
I - Se o advogado do réu, devidamente intimado e
presente, desiste de aguardar a realização de audiência de
inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público,
ainda que advertido pela magistrada de que o ato se realizaria
naquela data, por se tratar de réu preso, não há que se falar em
nulidade do ato realizado na presença de Defensor Público.
Precedentes.
II – Ordem denegada.”
Essa é a razão pela qual se insurgem os impetrantes neste writ.
Pelo que se tem na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, não se vislumbra nenhuma ilegalidade, abuso de
poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem. Com efeito, o
acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se
suficientemente motivado, restando, assim, justificado o convencimento
formado.
Ao contrário do que afirmam os impetrantes, a audiência de
instrução e julgamento, para a qual a defesa foi regularmente intimada e
da qual, sponte sua, resolveu retirar-se antes de iniciado o ato, realizou-se
validamente, tendo o paciente sido regularmente assistido por defensor
público nomeado para o ato (fl. 16 do anexo de instrução nº 1), o qual
subscreveu a ata e atuou nas inquirições, sendo totalmente irrelevante
eventual omissão na ata quanto a sua nomeação ad hoc pela Magistrada
presidente, circunstância, aliás, implícita diante da atuação daquele
profissional e da subscrição do respectivo termo.
Não podem, agora, devido a incidente criado pela própria defesa,
mesmo advertidos de que o ato, por envolver réu preso, seria realizado
na data agendada, ainda que em horário mais adiantado, invocar a
própria torpeza para a sua anulação (CPC, art. 565).
Observo, ainda, que a despeito de o art. 7º, inciso XX, da Lei nº
8.906/94 (EOAB) garantir ao advogado o direito de “retirar-se do recinto
onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta minutos do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 110.820 / ES
horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva
presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo”, está esse direito
condicionado à ausência da autoridade judiciária ao ato que deve
presidir, o que não se deu na hipótese em comento, tendo o atraso
decorrido de demora não prevista nas audiências antecedentes.
De outra parte, a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no
sentido de que,
“se o suposto vício na defesa do acusado não é daqueles
que podem equivaler à própria ausência defensiva, então
incumbe ao acionante demonstrar o prejuízo sofrido em função
do criticado atuar defensivo. Dever que, não atendido, gera o
indeferimento do habeas corpus” (HC nº 87.879/RN, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 23/3/07).
Esse entendimento está, também, preconizado na Súmula nº
523/STF, que assim dispõe: “No processo penal, a falta da defesa constitui
nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo
para o réu”.
A esse respeito cito o seguinte precedente desta Turma:
“Habeas corpus. Processual penal. Improcedência da
alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada
pelo defensor dativo. Prejuízo não demonstrado pelos
impetrantes. Incidência da Súmula nº 523 do STF. Precedentes
da Corte. 1. A alegação de deficiência técnica da defesa prévia
apresentada pelo defensor dativo não encontra respaldo nos
autos, uma vez que os impetrantes não lograram demonstrar
eventual prejuízo causado ao paciente de modo a justificar a
concessão da ordem. 2. A jurisprudência desta Corte é no
sentido de que a nulidade por deficiência na defesa do réu só
deverá ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse
entendimento está ainda, preconizado na Súmula nº 523/STF,
que assim dispõe: ‘No processo penal, a falta da defesa constitui
nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver
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horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva
presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo”, está esse direito
condicionado à ausência da autoridade judiciária ao ato que deve
presidir, o que não se deu na hipótese em comento, tendo o atraso
decorrido de demora não prevista nas audiências antecedentes.
De outra parte, a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no
sentido de que,
“se o suposto vício na defesa do acusado não é daqueles
que podem equivaler à própria ausência defensiva, então
incumbe ao acionante demonstrar o prejuízo sofrido em função
do criticado atuar defensivo. Dever que, não atendido, gera o
indeferimento do habeas corpus” (HC nº 87.879/RN, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 23/3/07).
Esse entendimento está, também, preconizado na Súmula nº
523/STF, que assim dispõe: “No processo penal, a falta da defesa constitui
nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo
para o réu”.
A esse respeito cito o seguinte precedente desta Turma:
“Habeas corpus. Processual penal. Improcedência da
alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada
pelo defensor dativo. Prejuízo não demonstrado pelos
impetrantes. Incidência da Súmula nº 523 do STF. Precedentes
da Corte. 1. A alegação de deficiência técnica da defesa prévia
apresentada pelo defensor dativo não encontra respaldo nos
autos, uma vez que os impetrantes não lograram demonstrar
eventual prejuízo causado ao paciente de modo a justificar a
concessão da ordem. 2. A jurisprudência desta Corte é no
sentido de que a nulidade por deficiência na defesa do réu só
deverá ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse
entendimento está ainda, preconizado na Súmula nº 523/STF,
que assim dispõe: ‘No processo penal, a falta da defesa constitui
nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 110.820 / ES
prova de prejuízo para o réu’. 3. Habeas corpus denegado” (HC
nº 97.413/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
18/12/09).
Nesse mesmo sentido foi o entendimento do Ministério Público
Federal, no bem lançado parecer do ilustre Subprocurador-Geral da
República Dr. Mário José Gisi, in verbis:
“Da garantia constitucional à ampla defesa extraem-se os
direitos à autodefesa e à defesa técnica: se pelo primeiro é
permitido ao acusado defender-se das acusações que lhe são
feitas, por todos os meios de prova admitidos legalmente, pelo
segundo há de lhe ser assegurado o acompanhamento de
profissional juridicamente habilitado e detentor de capacidade
postulatória. Sua inobservância poderá ensejar a declaração de
nulidade do ato, nos termos da súmula 523 do Pretório Excelso:
“No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade
absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de
prejuízo para o réu”.
No caso em tela, o Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca
de Vila Velha/ES designou Audiência de Instrução e Julgamento
para o dia 13/04/11 às 16h. Todavia, o patrono do paciente, ora
impetrante, insatisfeito com o atraso para realização da
audiência, resolveu por bem deixar o local designado às 19h03.
Não se deve deixar de notar que o impetrante foi
advertido pela magistrada de que o ato se realizaria ainda
naquela data, pois os autos versavam sobre réu preso.
Ao contrário do quanto alegado pelo impetrante, consta
na ata da referida audiência, bem como nas declarações
prestadas por duas testemunhas de acusação que, na ausência
do defensor constituído pelo paciente, foi-lhe nomeado o
defensor público Dr. Marcos Antônio de Oliveira Farizel, cuja
assinatura consta nas peças acima arroladas.
Como se vê, o ato judicial não está eivado de nulidade por
ofensa aos princípios do contraditório e ampla defesa, posto
que, na ausência do advogado constituído, houve a nomeação
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.820 / ES
prova de prejuízo para o réu’. 3. Habeas corpus denegado” (HC
nº 97.413/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
18/12/09).
Nesse mesmo sentido foi o entendimento do Ministério Público
Federal, no bem lançado parecer do ilustre Subprocurador-Geral da
República Dr. Mário José Gisi, in verbis:
“Da garantia constitucional à ampla defesa extraem-se os
direitos à autodefesa e à defesa técnica: se pelo primeiro é
permitido ao acusado defender-se das acusações que lhe são
feitas, por todos os meios de prova admitidos legalmente, pelo
segundo há de lhe ser assegurado o acompanhamento de
profissional juridicamente habilitado e detentor de capacidade
postulatória. Sua inobservância poderá ensejar a declaração de
nulidade do ato, nos termos da súmula 523 do Pretório Excelso:
“No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade
absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de
prejuízo para o réu”.
No caso em tela, o Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca
de Vila Velha/ES designou Audiência de Instrução e Julgamento
para o dia 13/04/11 às 16h. Todavia, o patrono do paciente, ora
impetrante, insatisfeito com o atraso para realização da
audiência, resolveu por bem deixar o local designado às 19h03.
Não se deve deixar de notar que o impetrante foi
advertido pela magistrada de que o ato se realizaria ainda
naquela data, pois os autos versavam sobre réu preso.
Ao contrário do quanto alegado pelo impetrante, consta
na ata da referida audiência, bem como nas declarações
prestadas por duas testemunhas de acusação que, na ausência
do defensor constituído pelo paciente, foi-lhe nomeado o
defensor público Dr. Marcos Antônio de Oliveira Farizel, cuja
assinatura consta nas peças acima arroladas.
Como se vê, o ato judicial não está eivado de nulidade por
ofensa aos princípios do contraditório e ampla defesa, posto
que, na ausência do advogado constituído, houve a nomeação
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 110.820 / ES
de defensor público para atuar em defesa do paciente durante a
Audiência de Instrução e Julgamento.
No tocante ao tema de nulidades, o Código de Processo
Penal acolheu o princípio ‘pas de nullité sans grief’, da onde se
extrai que o ato não deve ser declarado nulo, se dele não
resultar prejuízo comprovado para o réu, nos termos do art. 563
do Código de Processo Penal, que assim prescreve:
‘Art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da
nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a
defesa.’
Conforme demonstrado, a defesa técnica, realizada pelo
defensor dativo, por si só, não gera a nulidade almejada pelo
impetrante, diante da ausência de demonstração de prejuízo à
defesa, que limitou-se somente a sustentar a tese de nulidade
absoluta da audiência.
(…)
Além disso, o defensor constituído pelo paciente desistiu
de aguardar a realização da audiência, mesmo após a
informação de que o ato seria realizado naquele dia. O quadro
processual apresentado, portanto, leva à incidência da regra do
art. 565 do CPP, segundo a qual ‘nenhuma das partes poderá
arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha
concorrido’.
Não podemos olvidar que a nulidade processual não é um
fim em si mesmo, daí a impropriedade de ser declarada com
relação a ato que não tiver influenciado na apuração da verdade
substancial ou na decisão da causa (art. 566, do Código de
Processo Penal).” (fls. 2/4 do anexo de instrução nº 9).
Ante o exposto, pelo meu voto, denego a ordem.
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.820 / ES
de defensor público para atuar em defesa do paciente durante a
Audiência de Instrução e Julgamento.
No tocante ao tema de nulidades, o Código de Processo
Penal acolheu o princípio ‘pas de nullité sans grief’, da onde se
extrai que o ato não deve ser declarado nulo, se dele não
resultar prejuízo comprovado para o réu, nos termos do art. 563
do Código de Processo Penal, que assim prescreve:
‘Art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da
nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a
defesa.’
Conforme demonstrado, a defesa técnica, realizada pelo
defensor dativo, por si só, não gera a nulidade almejada pelo
impetrante, diante da ausência de demonstração de prejuízo à
defesa, que limitou-se somente a sustentar a tese de nulidade
absoluta da audiência.
(…)
Além disso, o defensor constituído pelo paciente desistiu
de aguardar a realização da audiência, mesmo após a
informação de que o ato seria realizado naquele dia. O quadro
processual apresentado, portanto, leva à incidência da regra do
art. 565 do CPP, segundo a qual ‘nenhuma das partes poderá
arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha
concorrido’.
Não podemos olvidar que a nulidade processual não é um
fim em si mesmo, daí a impropriedade de ser declarada com
relação a ato que não tiver influenciado na apuração da verdade
substancial ou na decisão da causa (art. 566, do Código de
Processo Penal).” (fls. 2/4 do anexo de instrução nº 9).
Ante o exposto, pelo meu voto, denego a ordem.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Debate
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ele deu causa, né?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E foi designado um
defensor dativo.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Foi designado um defensor dativo.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Já julgamos um caso não de
ele ter ido embora, mas …
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Foi advertido pela Magistrada de que a audiência ia ocorrer naquele
mesmo dia e ele se ausentou do local.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O réu não ficou
indefeso.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Não ficou indefeso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Houve a designação
de defensor.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
Supremo Tribunal Federal
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29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ele deu causa, né?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E foi designado um
defensor dativo.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Foi designado um defensor dativo.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Já julgamos um caso não de
ele ter ido embora, mas …
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Foi advertido pela Magistrada de que a audiência ia ocorrer naquele
mesmo dia e ele se ausentou do local.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O réu não ficou
indefeso.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Não ficou indefeso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Houve a designação
de defensor.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Debate
HC 110.820 / ES
RELATOR):
Eu consigno tudo isso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, nós o
acompanhamos.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Isso é uma estratégia que, às
vezes, é absolutamente suicida.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.820 / ES
RELATOR):
Eu consigno tudo isso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, nós o
acompanhamos.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Isso é uma estratégia que, às
vezes, é absolutamente suicida.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.820
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S) : GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 29.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.820
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S) : GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 29.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2214141
| 2012-05-29T00:00:00
| 2012-06-25T00:00:00
|
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 29.5.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Habeas corpus. Processual penal. Nulidade decorrente de invocada ausência de defensor à audiência de instrução. Não ocorrência. Defensor constituído regularmente intimado e que ausentou-se voluntariamente das dependências do foro, não obstante informado sobre a realização do ato naquela data, ainda que em horário mais adiantado, devido a atraso nas audiências antecedentes. Nulidade inexistente, sendo, ademais, provocada pela própria defesa, que não pode arguí-la em seu favor (CPP, art. 565). Réu, ademais, assistido no ato por defensor público regularmente nomeado. Prejuízo à defesa não demonstrado pelos impetrantes. Incidência da Súmula nº 523 do STF. Precedentes da Corte. Ordem denegada.
1. Tendo o advogado do réu, devidamente intimado e presente, desistido voluntariamente de aguardar a realização de audiência de inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, mesmo advertido pela magistrada de que o ato se realizaria naquela data, por se tratar de réu preso, não há que se falar em nulidade do ato realizado na presença de Defensor Público.
2. Não podem os impetrantes, devido a incidente criado pela própria defesa, mesmo advertida de que a audiência, por envolver réu preso, seria realizada na data agendada, ainda que em horário mais adiantado, invocar a própria torpeza para a sua anulação (CPC, art. 565).
3. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que, “se o suposto vício na defesa do acusado não é daqueles que podem equivaler à própria ausência defensiva, então incumbe ao acionante demonstrar o prejuízo sofrido em função do criticado atuar defensivo. Dever que, não atendido, gera o indeferimento do habeas corpus” (HC nº 87.879/RN, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 23/3/07).
4. A nulidade por deficiência na defesa do réu, ademais, só deverá ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse entendimento está, ainda, preconizado na Súmula nº 523/STF, que assim dispõe: “No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”.
5. Habeas corpus denegado.
|
sjur211165
|
- Acórdãos citados: HC 87879, HC 97413
- Veja HC 212868 do STJ.
Número de páginas: 12.
Análise: 29/06/2012, AAT.
Revisão: 28/08/2012, KBP.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
110820
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00565 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-008906 ANO-1994\r\n ART-00007 INC-00020 \r\n EOAB-1994 ESTATUTO DA ADVOCACIA E ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000523 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 110820
|
[
""
] |
PACTE.(S) : JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S) : GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S)
:GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Processual penal. Nulidade decorrente de invocada
ausência de defensor à audiência de instrução. Não ocorrência.
Defensor constituído regularmente intimado e que ausentou-se
voluntariamente das dependências do foro, não obstante informado
sobre a realização do ato naquela data, ainda que em horário mais
adiantado, devido a atraso nas audiências antecedentes. Nulidade
inexistente, sendo, ademais, provocada pela própria defesa, que não
pode arguí-la em seu favor (CPP, art. 565). Réu, ademais, assistido no
ato por defensor público regularmente nomeado. Prejuízo à defesa não
demonstrado pelos impetrantes. Incidência da Súmula n 523 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes da Corte. Ordem denegada.
1. Tendo o advogado do réu, devidamente intimado e presente,
desistido voluntariamente de aguardar a realização de audiência de
inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, mesmo
advertido pela magistrada de que o ato se realizaria naquela data, por se
tratar de réu preso, não há que se falar em nulidade do ato realizado na
presença de Defensor Público.
2. Não podem os impetrantes, devido a incidente criado pela própria
defesa, mesmo advertida de que a audiência, por envolver réu preso,
seria realizada na data agendada, ainda que em horário mais adiantado,
invocar a própria torpeza para a sua anulação (Código de Processo Civil, art. 565).
3. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que,
“se o suposto vício na defesa do acusado não é daqueles que podem equivaler à
própria ausência defensiva, então incumbe ao acionante demonstrar o prejuízo
sofrido em função do criticado atuar defensivo. Dever que, não atendido, gera o
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Supremo Tribunal Federal
DJe 25/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 110.820 / ES
indeferimento do habeas corpus” (HC n 87.879/RN, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 23/3/07).
4. A nulidade por deficiência na defesa do réu, ademais, só deverá
ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse entendimento está,
ainda, preconizado na Súmula n 523/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “No processo
penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o
anulará se houver prova de prejuízo para o réu”.
5. Habeas corpus denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de maio de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.820 / ES
indeferimento do habeas corpus” (HC n 87.879/RN, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 23/3/07).
4. A nulidade por deficiência na defesa do réu, ademais, só deverá
ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse entendimento está,
ainda, preconizado na Súmula n 523/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “No processo
penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o
anulará se houver prova de prejuízo para o réu”.
5. Habeas corpus denegado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de maio de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S)
:GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados
Guilherme Surlo Siqueira e Marcos Giovani Correa Felix em favor de
Jaime Henrique Lima da Silva, apontando como autoridade coatora a
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no
HC n 212.868/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson
Dipp.
Sustentam os impetrantes, em síntese, a nulidade da audiência de
instrução e julgamento, por falta de nomeação de defensor para
acompanhar o paciente, o que violaria os princípios do contraditório e da
ampla defesa.
Requerem, liminarmente, a concessão da ordem para que seja
anulada “a audiência de instrução e julgamento realizada no dia 13/04/2011,
por ausência de defesa técnica para o paciente”. No mérito, pedem a
confirmação (fl. 10 da inicial).
Em 24/10/11, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida
liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças
necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as
informações da autoridade apontada como coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
denegação da ordem (anexo de instrução n 9).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S)
:GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados
Guilherme Surlo Siqueira e Marcos Giovani Correa Felix em favor de
Jaime Henrique Lima da Silva, apontando como autoridade coatora a
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no
HC n 212.868/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson
Dipp.
Sustentam os impetrantes, em síntese, a nulidade da audiência de
instrução e julgamento, por falta de nomeação de defensor para
acompanhar o paciente, o que violaria os princípios do contraditório e da
ampla defesa.
Requerem, liminarmente, a concessão da ordem para que seja
anulada “a audiência de instrução e julgamento realizada no dia 13/04/2011,
por ausência de defesa técnica para o paciente”. No mérito, pedem a
confirmação (fl. 10 da inicial).
Em 24/10/11, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida
liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças
necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as
informações da autoridade apontada como coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
denegação da ordem (anexo de instrução n 9).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, o presente habeas corpus volta-se contra
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a
ordem no HC n 212.868/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro
Gilson Dipp. Tem como objetivo a anulação da ação penal movida contra
o paciente.
Narram os impetrantes, na inicial, que:
“(...)
No dia 15/10/2010, o ‘Parquet’ ofereceu denúncia em
desfavor do paciente pela suposta prática do crime tipificado no
art. 121, § 2..., incisos II, III e IV, na forma dos arts. 29 e 13, § 2...,
alínea “a”, todos do Código Penal Brasileiro.
Em r. decisão datada de 20/10/2010, a Magistrada de
primeira instância recebeu a denúncia e mandou citar o
paciente.
Após a apresentação da resposta escrita, a Magistrada, em
r. decisão datada de 02/02/2011, designou AIJ para o dia
13/04/2011.
Para a mesma data, além da AIJ referente ao processo do
paciente, a Magistrada designou mais três audiências de
instrução e julgamento.
Na data aprazada, o defensor do paciente permaneceu na
sala de audiências até às 19:03 h (dezenove horas e três
minutos), horário em que chegou ao fim a segunda AIJ
designada para aquele dia.
Pelo adiantar da hora, bem como pelo fato de que ainda
teria que se realizar uma AIJ antes da audiência do paciente, o
defensor do mesmo informou à Magistrada que não iria
aguardar a audiência referente ao processo do paciente, tendo
em vista que aquele Juízo designou quatro audiências de
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, o presente habeas corpus volta-se contra
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a
ordem no HC n 212.868/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro
Gilson Dipp. Tem como objetivo a anulação da ação penal movida contra
o paciente.
Narram os impetrantes, na inicial, que:
“(...)
No dia 15/10/2010, o ‘Parquet’ ofereceu denúncia em
desfavor do paciente pela suposta prática do crime tipificado no
art. 121, § 2..., incisos II, III e IV, na forma dos arts. 29 e 13, § 2...,
alínea “a”, todos do Código Penal Brasileiro.
Em r. decisão datada de 20/10/2010, a Magistrada de
primeira instância recebeu a denúncia e mandou citar o
paciente.
Após a apresentação da resposta escrita, a Magistrada, em
r. decisão datada de 02/02/2011, designou AIJ para o dia
13/04/2011.
Para a mesma data, além da AIJ referente ao processo do
paciente, a Magistrada designou mais três audiências de
instrução e julgamento.
Na data aprazada, o defensor do paciente permaneceu na
sala de audiências até às 19:03 h (dezenove horas e três
minutos), horário em que chegou ao fim a segunda AIJ
designada para aquele dia.
Pelo adiantar da hora, bem como pelo fato de que ainda
teria que se realizar uma AIJ antes da audiência do paciente, o
defensor do mesmo informou à Magistrada que não iria
aguardar a audiência referente ao processo do paciente, tendo
em vista que aquele Juízo designou quatro audiências de
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 110.820 / ES
instrução e julgamento para o mesmo dia.
Mesmo diante da informação do defensor do paciente de
que não iria aguardar a AIJ, a Magistrada realizou o ato,
oportunidade em que foram inquiridas duas testemunhas
arroladas pelo ‘Parquet’.
Apesar da realização da AIJ sem a presença do patrono do
paciente, a Magistrada sequer consultou o denunciado sobre a
possibilidade de nomeação de defensor para acompanhar o
paciente naquele ato processual e, assim, ao menos lhe garantir
a mais ampla defesa, FICANDO O PACIENTE SEM
DEFENSOR NO ATO PROCESSUAL.
No dia 03/05/2011, a Magistrada designou AIJ em
continuação para o dia 20/07/2011, nada dizendo a respeito da
ilegalidade de realizar uma AIJ sem ter nomeado um defensor
para o paciente.
Ante tal situação, foi impetrado ordem de ‘habeas corpus’
perante o Egrégio Tribunal de Justiça do Espírito Santo,
pleiteando-se a nulidade do referido ato, uma vez que fora
realizado sem a nomeação de defensor dativo para o paciente.
Em sessão de julgamento realizada no dia 29/06/2011, o
Egrégio Tribunal de Justiça, de maneira equivocada, denegou o
‘writ’ lá impetrado.
Inconformado com o ‘decisum’, a defesa impetrou novo
‘writ’ perante a Autoridade Coatora, tendo a mesma, em sessão
de julgamento realizado no dia 06/10/2011, também de maneira
equivocada, denegado a ordem” (fls. 2 a 4 da inicial – grifos no
original).
Transcrevo o teor do julgado proferido pelo Superior Tribunal de
Justiça:
“PROCESSUAL
PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ARGUIÇÃO DE NULIDADE. INOCORRÊNCIA. AUDIÊNCIA
DE INSTRUÇÃO PARA OITIVA DE TESTEMUNHAS.
AUSÊNCIA DE DEFENSOR CONSTITUÍDO QUE DESISTE DE
AGUARDAR A REALIZAÇÃO DO ATO. PRESENÇA DE
2
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Supremo Tribunal Federal
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instrução e julgamento para o mesmo dia.
Mesmo diante da informação do defensor do paciente de
que não iria aguardar a AIJ, a Magistrada realizou o ato,
oportunidade em que foram inquiridas duas testemunhas
arroladas pelo ‘Parquet’.
Apesar da realização da AIJ sem a presença do patrono do
paciente, a Magistrada sequer consultou o denunciado sobre a
possibilidade de nomeação de defensor para acompanhar o
paciente naquele ato processual e, assim, ao menos lhe garantir
a mais ampla defesa, FICANDO O PACIENTE SEM
DEFENSOR NO ATO PROCESSUAL.
No dia 03/05/2011, a Magistrada designou AIJ em
continuação para o dia 20/07/2011, nada dizendo a respeito da
ilegalidade de realizar uma AIJ sem ter nomeado um defensor
para o paciente.
Ante tal situação, foi impetrado ordem de ‘habeas corpus’
perante o Egrégio Tribunal de Justiça do Espírito Santo,
pleiteando-se a nulidade do referido ato, uma vez que fora
realizado sem a nomeação de defensor dativo para o paciente.
Em sessão de julgamento realizada no dia 29/06/2011, o
Egrégio Tribunal de Justiça, de maneira equivocada, denegou o
‘writ’ lá impetrado.
Inconformado com o ‘decisum’, a defesa impetrou novo
‘writ’ perante a Autoridade Coatora, tendo a mesma, em sessão
de julgamento realizado no dia 06/10/2011, também de maneira
equivocada, denegado a ordem” (fls. 2 a 4 da inicial – grifos no
original).
Transcrevo o teor do julgado proferido pelo Superior Tribunal de
Justiça:
“PROCESSUAL
PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ARGUIÇÃO DE NULIDADE. INOCORRÊNCIA. AUDIÊNCIA
DE INSTRUÇÃO PARA OITIVA DE TESTEMUNHAS.
AUSÊNCIA DE DEFENSOR CONSTITUÍDO QUE DESISTE DE
AGUARDAR A REALIZAÇÃO DO ATO. PRESENÇA DE
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HC 110.820 / ES
DEFENSOR
PÚBLICO.
REGULARIDADE.
ORDEM
DENEGADA.
I - Se o advogado do réu, devidamente intimado e
presente, desiste de aguardar a realização de audiência de
inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público,
ainda que advertido pela magistrada de que o ato se realizaria
naquela data, por se tratar de réu preso, não há que se falar em
nulidade do ato realizado na presença de Defensor Público.
Precedentes.
II – Ordem denegada.”
Essa é a razão pela qual se insurgem os impetrantes neste writ.
Pelo que se tem na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, não se vislumbra nenhuma ilegalidade, abuso de
poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem. Com efeito, o
acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se
suficientemente motivado, restando, assim, justificado o convencimento
formado.
Ao contrário do que afirmam os impetrantes, a audiência de
instrução e julgamento, para a qual a defesa foi regularmente intimada e
da qual, sponte sua, resolveu retirar-se antes de iniciado o ato, realizou-se
validamente, tendo o paciente sido regularmente assistido por defensor
público nomeado para o ato (fl. 16 do anexo de instrução n 1), o qual
subscreveu a ata e atuou nas inquirições, sendo totalmente irrelevante
eventual omissão na ata quanto a sua nomeação ad hoc pela Magistrada
presidente, circunstância, aliás, implícita diante da atuação daquele
profissional e da subscrição do respectivo termo.
Não podem, agora, devido a incidente criado pela própria defesa,
mesmo advertidos de que o ato, por envolver réu preso, seria realizado
na data agendada, ainda que em horário mais adiantado, invocar a
própria torpeza para a sua anulação (Código de Processo Civil, art. 565).
Observo, ainda, que a despeito de o art. 7..., inciso XX, da Lei n
8.906/94 (EOAB) garantir ao advogado o direito de “retirar-se do recinto
onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta minutos do
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Supremo Tribunal Federal
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DEFENSOR
PÚBLICO.
REGULARIDADE.
ORDEM
DENEGADA.
I - Se o advogado do réu, devidamente intimado e
presente, desiste de aguardar a realização de audiência de
inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público,
ainda que advertido pela magistrada de que o ato se realizaria
naquela data, por se tratar de réu preso, não há que se falar em
nulidade do ato realizado na presença de Defensor Público.
Precedentes.
II – Ordem denegada.”
Essa é a razão pela qual se insurgem os impetrantes neste writ.
Pelo que se tem na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, não se vislumbra nenhuma ilegalidade, abuso de
poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem. Com efeito, o
acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se
suficientemente motivado, restando, assim, justificado o convencimento
formado.
Ao contrário do que afirmam os impetrantes, a audiência de
instrução e julgamento, para a qual a defesa foi regularmente intimada e
da qual, sponte sua, resolveu retirar-se antes de iniciado o ato, realizou-se
validamente, tendo o paciente sido regularmente assistido por defensor
público nomeado para o ato (fl. 16 do anexo de instrução n 1), o qual
subscreveu a ata e atuou nas inquirições, sendo totalmente irrelevante
eventual omissão na ata quanto a sua nomeação ad hoc pela Magistrada
presidente, circunstância, aliás, implícita diante da atuação daquele
profissional e da subscrição do respectivo termo.
Não podem, agora, devido a incidente criado pela própria defesa,
mesmo advertidos de que o ato, por envolver réu preso, seria realizado
na data agendada, ainda que em horário mais adiantado, invocar a
própria torpeza para a sua anulação (Código de Processo Civil, art. 565).
Observo, ainda, que a despeito de o art. 7..., inciso XX, da Lei n
8.906/94 (EOAB) garantir ao advogado o direito de “retirar-se do recinto
onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta minutos do
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horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva
presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo”, está esse direito
condicionado à ausência da autoridade judiciária ao ato que deve
presidir, o que não se deu na hipótese em comento, tendo o atraso
decorrido de demora não prevista nas audiências antecedentes.
De outra parte, a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no
sentido de que,
“se o suposto vício na defesa do acusado não é daqueles
que podem equivaler à própria ausência defensiva, então
incumbe ao acionante demonstrar o prejuízo sofrido em função
do criticado atuar defensivo. Dever que, não atendido, gera o
indeferimento do habeas corpus” (HC n 87.879/RN, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 23/3/07).
Esse entendimento está, também, preconizado na Súmula n
523/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “No processo penal, a falta da defesa constitui
nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo
para o réu”.
A esse respeito cito o seguinte precedente desta Turma:
“Habeas corpus. Processual penal. Improcedência da
alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada
pelo defensor dativo. Prejuízo não demonstrado pelos
impetrantes. Incidência da Súmula n 523 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes
da Corte. 1. A alegação de deficiência técnica da defesa prévia
apresentada pelo defensor dativo não encontra respaldo nos
autos, uma vez que os impetrantes não lograram demonstrar
eventual prejuízo causado ao paciente de modo a justificar a
concessão da ordem. 2. A jurisprudência desta Corte é no
sentido de que a nulidade por deficiência na defesa do réu só
deverá ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse
entendimento está ainda, preconizado na Súmula n 523/Supremo Tribunal Federal,
que assim dispõe: ‘No processo penal, a falta da defesa constitui
nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver
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horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva
presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo”, está esse direito
condicionado à ausência da autoridade judiciária ao ato que deve
presidir, o que não se deu na hipótese em comento, tendo o atraso
decorrido de demora não prevista nas audiências antecedentes.
De outra parte, a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no
sentido de que,
“se o suposto vício na defesa do acusado não é daqueles
que podem equivaler à própria ausência defensiva, então
incumbe ao acionante demonstrar o prejuízo sofrido em função
do criticado atuar defensivo. Dever que, não atendido, gera o
indeferimento do habeas corpus” (HC n 87.879/RN, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 23/3/07).
Esse entendimento está, também, preconizado na Súmula n
523/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “No processo penal, a falta da defesa constitui
nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo
para o réu”.
A esse respeito cito o seguinte precedente desta Turma:
“Habeas corpus. Processual penal. Improcedência da
alegação de deficiência técnica da defesa prévia apresentada
pelo defensor dativo. Prejuízo não demonstrado pelos
impetrantes. Incidência da Súmula n 523 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes
da Corte. 1. A alegação de deficiência técnica da defesa prévia
apresentada pelo defensor dativo não encontra respaldo nos
autos, uma vez que os impetrantes não lograram demonstrar
eventual prejuízo causado ao paciente de modo a justificar a
concessão da ordem. 2. A jurisprudência desta Corte é no
sentido de que a nulidade por deficiência na defesa do réu só
deverá ser declarada se comprovado o efetivo prejuízo. Esse
entendimento está ainda, preconizado na Súmula n 523/Supremo Tribunal Federal,
que assim dispõe: ‘No processo penal, a falta da defesa constitui
nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver
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prova de prejuízo para o réu’. 3. Habeas corpus denegado” (HC
n 97.413/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
18/12/09).
Nesse mesmo sentido foi o entendimento do Ministério Público
Federal, no bem lançado parecer do ilustre Subprocurador-Geral da
República Dr. Mário José Gisi, in verbis:
“Da garantia constitucional à ampla defesa extraem-se os
direitos à autodefesa e à defesa técnica: se pelo primeiro é
permitido ao acusado defender-se das acusações que lhe são
feitas, por todos os meios de prova admitidos legalmente, pelo
segundo há de lhe ser assegurado o acompanhamento de
profissional juridicamente habilitado e detentor de capacidade
postulatória. Sua inobservância poderá ensejar a declaração de
nulidade do ato, nos termos da súmula 523 do Pretório Excelso:
“No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade
absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de
prejuízo para o réu”.
No caso em tela, o Juízo da 4... Vara Criminal da Comarca
de Vila Velha/ES designou Audiência de Instrução e Julgamento
para o dia 13/04/11 às 16h. Todavia, o patrono do paciente, ora
impetrante, insatisfeito com o atraso para realização da
audiência, resolveu por bem deixar o local designado às 19h03.
Não se deve deixar de notar que o impetrante foi
advertido pela magistrada de que o ato se realizaria ainda
naquela data, pois os autos versavam sobre réu preso.
Ao contrário do quanto alegado pelo impetrante, consta
na ata da referida audiência, bem como nas declarações
prestadas por duas testemunhas de acusação que, na ausência
do defensor constituído pelo paciente, foi-lhe nomeado o
defensor público Dr. Marcos Antônio de Oliveira Farizel, cuja
assinatura consta nas peças acima arroladas.
Como se vê, o ato judicial não está eivado de nulidade por
ofensa aos princípios do contraditório e ampla defesa, posto
que, na ausência do advogado constituído, houve a nomeação
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.820 / ES
prova de prejuízo para o réu’. 3. Habeas corpus denegado” (HC
n 97.413/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
18/12/09).
Nesse mesmo sentido foi o entendimento do Ministério Público
Federal, no bem lançado parecer do ilustre Subprocurador-Geral da
República Dr. Mário José Gisi, in verbis:
“Da garantia constitucional à ampla defesa extraem-se os
direitos à autodefesa e à defesa técnica: se pelo primeiro é
permitido ao acusado defender-se das acusações que lhe são
feitas, por todos os meios de prova admitidos legalmente, pelo
segundo há de lhe ser assegurado o acompanhamento de
profissional juridicamente habilitado e detentor de capacidade
postulatória. Sua inobservância poderá ensejar a declaração de
nulidade do ato, nos termos da súmula 523 do Pretório Excelso:
“No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade
absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de
prejuízo para o réu”.
No caso em tela, o Juízo da 4... Vara Criminal da Comarca
de Vila Velha/ES designou Audiência de Instrução e Julgamento
para o dia 13/04/11 às 16h. Todavia, o patrono do paciente, ora
impetrante, insatisfeito com o atraso para realização da
audiência, resolveu por bem deixar o local designado às 19h03.
Não se deve deixar de notar que o impetrante foi
advertido pela magistrada de que o ato se realizaria ainda
naquela data, pois os autos versavam sobre réu preso.
Ao contrário do quanto alegado pelo impetrante, consta
na ata da referida audiência, bem como nas declarações
prestadas por duas testemunhas de acusação que, na ausência
do defensor constituído pelo paciente, foi-lhe nomeado o
defensor público Dr. Marcos Antônio de Oliveira Farizel, cuja
assinatura consta nas peças acima arroladas.
Como se vê, o ato judicial não está eivado de nulidade por
ofensa aos princípios do contraditório e ampla defesa, posto
que, na ausência do advogado constituído, houve a nomeação
5
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HC 110.820 / ES
de defensor público para atuar em defesa do paciente durante a
Audiência de Instrução e Julgamento.
No tocante ao tema de nulidades, o Código de Processo
Penal acolheu o princípio ‘pas de nullité sans grief’, da onde se
extrai que o ato não deve ser declarado nulo, se dele não
resultar prejuízo comprovado para o réu, nos termos do art. 563
do Código de Processo Penal, que assim prescreve:
‘Art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da
nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a
defesa.’
Conforme demonstrado, a defesa técnica, realizada pelo
defensor dativo, por si só, não gera a nulidade almejada pelo
impetrante, diante da ausência de demonstração de prejuízo à
defesa, que limitou-se somente a sustentar a tese de nulidade
absoluta da audiência.
(…)
Além disso, o defensor constituído pelo paciente desistiu
de aguardar a realização da audiência, mesmo após a
informação de que o ato seria realizado naquele dia. O quadro
processual apresentado, portanto, leva à incidência da regra do
art. 565 do CPP, segundo a qual ‘nenhuma das partes poderá
arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha
concorrido’.
Não podemos olvidar que a nulidade processual não é um
fim em si mesmo, daí a impropriedade de ser declarada com
relação a ato que não tiver influenciado na apuração da verdade
substancial ou na decisão da causa (art. 566, do Código de
Processo Penal).” (fls. 2/4 do anexo de instrução n 9).
Ante o exposto, pelo meu voto, denego a ordem.
6
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HC 110.820 / ES
de defensor público para atuar em defesa do paciente durante a
Audiência de Instrução e Julgamento.
No tocante ao tema de nulidades, o Código de Processo
Penal acolheu o princípio ‘pas de nullité sans grief’, da onde se
extrai que o ato não deve ser declarado nulo, se dele não
resultar prejuízo comprovado para o réu, nos termos do art. 563
do Código de Processo Penal, que assim prescreve:
‘Art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da
nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a
defesa.’
Conforme demonstrado, a defesa técnica, realizada pelo
defensor dativo, por si só, não gera a nulidade almejada pelo
impetrante, diante da ausência de demonstração de prejuízo à
defesa, que limitou-se somente a sustentar a tese de nulidade
absoluta da audiência.
(…)
Além disso, o defensor constituído pelo paciente desistiu
de aguardar a realização da audiência, mesmo após a
informação de que o ato seria realizado naquele dia. O quadro
processual apresentado, portanto, leva à incidência da regra do
art. 565 do CPP, segundo a qual ‘nenhuma das partes poderá
arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha
concorrido’.
Não podemos olvidar que a nulidade processual não é um
fim em si mesmo, daí a impropriedade de ser declarada com
relação a ato que não tiver influenciado na apuração da verdade
substancial ou na decisão da causa (art. 566, do Código de
Processo Penal).” (fls. 2/4 do anexo de instrução n 9).
Ante o exposto, pelo meu voto, denego a ordem.
6
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Debate
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ele deu causa, né?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E foi designado um
defensor dativo.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Foi designado um defensor dativo.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Já julgamos um caso não de
ele ter ido embora, mas …
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Foi advertido pela Magistrada de que a audiência ia ocorrer naquele
mesmo dia e ele se ausentou do local.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O réu não ficou
indefeso.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Não ficou indefeso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Houve a designação
de defensor.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
29/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.820 ESPÍRITO SANTO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ele deu causa, né?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E foi designado um
defensor dativo.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Foi designado um defensor dativo.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Já julgamos um caso não de
ele ter ido embora, mas …
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Foi advertido pela Magistrada de que a audiência ia ocorrer naquele
mesmo dia e ele se ausentou do local.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O réu não ficou
indefeso.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Não ficou indefeso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Houve a designação
de defensor.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Debate
HC 110.820 / ES
RELATOR):
Eu consigno tudo isso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, nós o
acompanhamos.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Isso é uma estratégia que, às
vezes, é absolutamente suicida.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 110.820 / ES
RELATOR):
Eu consigno tudo isso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, nós o
acompanhamos.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Isso é uma estratégia que, às
vezes, é absolutamente suicida.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.820
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S) : GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 29.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2173853
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.820
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA
IMPTE.(S) : GUILHERME SURLO SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 29.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2173853
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 110 . 820",
"Súmula n 523 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC n 87 . 879 / RN",
"Súmula n 523 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC n 87 . 879 / RN",
"Súmula n 523 / Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 110 . 820",
"HC n 212 . 868 / ES",
"HABEAS CORPUS 110 . 820",
"HC n 212 . 868 / ES",
"HABEAS CORPUS 110 . 820",
"HC n 212 . 868 / ES",
"HABEAS CORPUS 110 . 820",
"HC n 212 . 868 / ES",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC n 87 . 879 / RN",
"Súmula n 523 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 523 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 523 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC n 87 . 879 / RN",
"Súmula n 523 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 523 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 523 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC n 97 . 413 / SP",
"súmula 523 do Pretório Excelso",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC n 97 . 413 / SP",
"súmula 523 do Pretório Excelso",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC 110 . 820 / ES",
"HABEAS CORPUS 110 . 820",
"HABEAS CORPUS 110 . 820",
"HC 110 . 820 / ES",
"HC 110 . 820 / ES",
"HABEAS CORPUS 110 . 820"
],
"LEGISLACAO": [
"CPP , art . 565",
"Código de Processo Civil , art . 565",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , § 2 . . . , incisos II ,",
"arts . 29 e 13 , § 2 . . . , alínea “ a ” , todos do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , § 2 . . . , incisos",
"arts . 29 e 13 , § 2 . . . , alínea “ a ” , todos do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 565",
"art . 7 . . . , inciso XX , da Lei n 8 . 906 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 565",
"art . 7 . . . , inciso XX , da Lei n 8 . 906 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"art . 563 do Código de Processo Penal",
"art . 565 do CPP",
"art . 566 , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"art . 563 do Código de Processo Penal",
"art . 565 do CPP",
"art . 566 , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESPÍRITO SANTO",
"Brasília",
"Brasília",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Ministério Público",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta",
"Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Espírito Santo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Espírito Santo",
"Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"EOAB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"EOAB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Ministério Público Federal",
"4",
". Vara Criminal da Comarca de Vila Velha / ES",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Ministério Público Federal",
"4",
".",
". . Vara Criminal da Comarca de Vila Velha / ES",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"1",
".",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA",
"GUILHERME SURLO SIQUEIRA",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA",
"GUILHERME SURLO SIQUEIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"Guilherme Surlo Siqueira",
"Marcos Giovani Correa Felix",
"Jaime Henrique Lima da Silva",
"Gilson Dipp",
"Mario José Gisi",
"DIAS TOFFOLI",
"JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA",
"GUILHERME SURLO SIQUEIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"Guilherme Surlo Siqueira",
"Marcos Giovani Correa Felix",
"Jaime Henrique Lima da Silva",
"Gilson Dipp",
"Mario José Gisi",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilson Dipp",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilson Dipp",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"Mário José Gisi",
"Marcos Antônio de Oliveira Farizel",
"Mário José Gisi",
"Marcos Antônio de Oliveira Farizel",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA",
"GUILHERME SURLO SIQUEIRA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"JAIME HENRIQUE LIMA DA SILVA",
"GUILHERME SURLO SIQUEIRA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"23",
"/",
"3",
"/",
"07",
"29 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"3",
"/",
"07",
"29 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"04",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"04",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"20",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"02",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"13",
"/",
"04",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"20",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"02",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"13",
"/",
"04",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"05",
"/",
"2011",
"20",
"/",
"07",
"/",
"2011",
"29",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"06",
"/",
"10",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"05",
"/",
"2011",
"20",
"/",
"07",
"/",
"2011",
"29",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"06",
"/",
"10",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"3",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"3",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"12",
"/",
"09",
"13",
"/",
"04",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"12",
"/",
"09",
"13",
"/",
"04",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
EMBTE.(S)
:IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S)
:JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S)
:OS MESMOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NOS EMBARGOS
DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EMBARGOS DA PRIMEIRA EMBARGANTE.
REITERAÇÃO DE ALEGAÇÕES EXPENDIDAS. PRETENSÃO DE
CARÁTER INFRINGENTE. BAIXA IMEDIATA. EMBARGOS
DECLARATÓRIOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PREJUÍZO.
1. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação
de julgamento que se efetivou regularmente. Embargos do primeiro
embargante rejeitados.
2. No caso, a reiteração dos embargos declaratórios mal disfarça a
natureza abusiva do recurso manejado, o que autoriza a execução
imediata do julgado, independentemente do trânsito em julgado deste
acórdão e da interposição de novos recursos. Precedentes: AIs
260.266-AgR-ED-ED, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence;
522.065-AgR-ED-ED, da relatoria do ministro Celso de Mello; e
387.912-AgR-AgR-ED-ED e 441.402-AgR-ED-ED, ambos da relatoria do
ministro Nelson Jobim.]
3. Prejudicado os embargos do Ministério Público Federal, segundo
embargante.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1935917.
Supremo Tribunal Federal
DJe 03/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em rejeitar os embargos de
declaração de Iolanda Medeiros da Silva, com determinação de baixa
imediata dos autos, independentemente de publicação, e prejudicar o
recurso de embargos de declaração do Ministério Público Federal. Tudo
nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 03 de abril de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em rejeitar os embargos de
declaração de Iolanda Medeiros da Silva, com determinação de baixa
imediata dos autos, independentemente de publicação, e prejudicar o
recurso de embargos de declaração do Ministério Público Federal. Tudo
nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 03 de abril de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
EMBTE.(S)
:IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S)
:JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S)
:OS MESMOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de dois embargos declaratórios opostos contra acórdão
unânime desta Segunda Turma. Acórdão assim ementado (fls. 176):
“EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535
DO CPC. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE.
1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no
acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos
pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 535 do CPC.
2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a
renovação de julgamento que se efetivou regularmente.
3. Embargos rejeitados”.
2. Pois bem, a embargante Iolanda Medeiros da Silva requer “se
digne em sanar a omissão, trazendo à discussão a questão sobre prescrição” (fls.
186).
3. A seu turno, o Ministério Público Federal, segundo embargante,
sustenta que “em casos como dos autos, uma vez constatada a manifesta
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
EMBTE.(S)
:IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S)
:JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S)
:OS MESMOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de dois embargos declaratórios opostos contra acórdão
unânime desta Segunda Turma. Acórdão assim ementado (fls. 176):
“EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535
DO CPC. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE.
1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no
acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos
pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 535 do CPC.
2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a
renovação de julgamento que se efetivou regularmente.
3. Embargos rejeitados”.
2. Pois bem, a embargante Iolanda Medeiros da Silva requer “se
digne em sanar a omissão, trazendo à discussão a questão sobre prescrição” (fls.
186).
3. A seu turno, o Ministério Público Federal, segundo embargante,
sustenta que “em casos como dos autos, uma vez constatada a manifesta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
improcedência e o caráter protelatório de expedientes pela Defesa, deve essa
Suprema Corte determinar a imediata baixa dos autos” (fls. 252).
4. Mantida a decisão embargada, submeto o recurso à apreciação
desta Segunda Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
improcedência e o caráter protelatório de expedientes pela Defesa, deve essa
Suprema Corte determinar a imediata baixa dos autos” (fls. 252).
4. Mantida a decisão embargada, submeto o recurso à apreciação
desta Segunda Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a irresignação inscrita nos embargos de Iolanda Medeiros
da Silva não merece acolhida. Isso porque a via processual dos embargos
não pode conduzir à renovação de julgamento que não se ressente dos
vícios apontados.
7. De mais a mais, anoto que não há nos autos elementos suficientes
que autorizem o exame da alegada extinção da punibilidade ante a
prescrição da pretensão punitiva. Ressalte-se, contudo, que poderá o
exame da matéria ser pleiteado no Juízo das Execuções Criminais.
8. Por outro aspecto, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
quando evidenciado o caráter nitidamente protelatório do recurso, tem
admitido a imediata execução da decisão objeto do recurso
extraordinário, a fim de evitar que o intuito procrastinatório do
recorrente impeça o trânsito em julgado da condenação penal.
9. Confiram-se, a propósito, os AIs 260.266-AgR-ED-ED, da relatoria
do ministro Sepúlveda Pertence; 522.065-AgR-ED-ED, da relatoria do
ministro Celso de Mello; e 387.912-AgR-AgR-ED-ED e 441.402-AgR-ED-
ED, ambos da relatoria do ministro Nelson Jobim, este último assim
ementado:
“Penal. Segundos embargos declaratórios. Manifesto caráter
protelatório. Imediata execução da decisão objeto de RE,
independentemente da publicação do acórdão. Comunicação ao
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Embargos declaratórios
rejeitados”.
10. No caso, a reiteração dos embargos declaratórios mal disfarça a
natureza abusiva do recurso manejado, o que autoriza a execução
imediata do julgado, independentemente de seu trânsito em julgado.
Supremo Tribunal Federal
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03/04/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a irresignação inscrita nos embargos de Iolanda Medeiros
da Silva não merece acolhida. Isso porque a via processual dos embargos
não pode conduzir à renovação de julgamento que não se ressente dos
vícios apontados.
7. De mais a mais, anoto que não há nos autos elementos suficientes
que autorizem o exame da alegada extinção da punibilidade ante a
prescrição da pretensão punitiva. Ressalte-se, contudo, que poderá o
exame da matéria ser pleiteado no Juízo das Execuções Criminais.
8. Por outro aspecto, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
quando evidenciado o caráter nitidamente protelatório do recurso, tem
admitido a imediata execução da decisão objeto do recurso
extraordinário, a fim de evitar que o intuito procrastinatório do
recorrente impeça o trânsito em julgado da condenação penal.
9. Confiram-se, a propósito, os AIs 260.266-AgR-ED-ED, da relatoria
do ministro Sepúlveda Pertence; 522.065-AgR-ED-ED, da relatoria do
ministro Celso de Mello; e 387.912-AgR-AgR-ED-ED e 441.402-AgR-ED-
ED, ambos da relatoria do ministro Nelson Jobim, este último assim
ementado:
“Penal. Segundos embargos declaratórios. Manifesto caráter
protelatório. Imediata execução da decisão objeto de RE,
independentemente da publicação do acórdão. Comunicação ao
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Embargos declaratórios
rejeitados”.
10. No caso, a reiteração dos embargos declaratórios mal disfarça a
natureza abusiva do recurso manejado, o que autoriza a execução
imediata do julgado, independentemente de seu trânsito em julgado.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. AYRES BRITTO
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
11. Quanto ao segundo recurso de embargos declaratórios, verifico
que, em face do decidido acima, está atendida a pretensão agitada pelo
Ministério Público Federal, razão pela qual julgo-o prejudicado.
12. Ante todo o exposto, rejeito os embargos de Iolanda Medeiros da
Silva e determino a imediata execução do julgado, nos termos acima
expostos, e julgo prejudicado o recurso de embargos de declaração do
Ministério Público Federal.
13. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
11. Quanto ao segundo recurso de embargos declaratórios, verifico
que, em face do decidido acima, está atendida a pretensão agitada pelo
Ministério Público Federal, razão pela qual julgo-o prejudicado.
12. Ante todo o exposto, rejeito os embargos de Iolanda Medeiros da
Silva e determino a imediata execução do julgado, nos termos acima
expostos, e julgo prejudicado o recurso de embargos de declaração do
Ministério Público Federal.
13. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
EMBTE.(S) : IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S) : JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S) : OS MESMOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: embargos de declaração de Iolanda Medeiros da Silva
rejeitados, com determinação de baixa imediata dos autos,
independentemente de publicação, e prejudicado o recurso de
embargos de declaração do Ministério Público Federal, nos termos
do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente,
os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Karima Batista Kassab.
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
EMBTE.(S) : IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S) : JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S) : OS MESMOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: embargos de declaração de Iolanda Medeiros da Silva
rejeitados, com determinação de baixa imediata dos autos,
independentemente de publicação, e prejudicado o recurso de
embargos de declaração do Ministério Público Federal, nos termos
do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente,
os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Karima Batista Kassab.
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1958361
| 2012-04-03T00:00:00
| 2012-05-03T00:00:00
|
Embargos de declaração de Iolanda Medeiros da Silva rejeitados, com determinação de baixa imediata dos autos, independentemente de publicação, e prejudicado o recurso de embargos de declaração do Ministério Público Federal, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 03.04.2012.
|
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS DA PRIMEIRA EMBARGANTE. REITERAÇÃO DE ALEGAÇÕES EXPENDIDAS. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE. BAIXA IMEDIATA. EMBARGOS DECLARATÓRIOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PREJUÍZO.
1. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que se efetivou regularmente. Embargos do primeiro embargante rejeitados.
2. No caso, a reiteração dos embargos declaratórios mal disfarça a natureza abusiva do recurso manejado, o que autoriza a execução imediata do julgado, independentemente do trânsito em julgado deste acórdão e da interposição de novos recursos. Precedentes: AIs 260.266-AgR-ED-ED, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 522.065-AgR-ED-ED, da relatoria do ministro Celso de Mello; e 387.912-AgR-AgR-ED-ED e 441.402-AgR-ED-ED, ambos da relatoria do ministro Nelson Jobim.]
3. Prejudicado os embargos do Ministério Público Federal, segundo embargante.
|
sjur208658
|
- Acórdãos citados: AI 260266 AgR-ED-ED, AI 441102 AgR-ED-ED, AI 522065 AgR-ED-ED, AI 387912 AgR-AgR-ED-ED.
Número de páginas: 7.
Análise: 21/05/2012, LLD.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
831636
| null |
AI-AgR-ED-ED
|
acordaos
|
AI 831636 AgR-ED-ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S) : JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S) : OS MESMOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
EMBTE.(S)
:IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S)
:JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S)
:OS MESMOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NOS EMBARGOS
DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EMBARGOS DA PRIMEIRA EMBARGANTE.
REITERAÇÃO DE ALEGAÇÕES EXPENDIDAS. PRETENSÃO DE
CARÁTER INFRINGENTE. BAIXA IMEDIATA. EMBARGOS
DECLARATÓRIOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PREJUÍZO.
1. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação
de julgamento que se efetivou regularmente. Embargos do primeiro
embargante rejeitados.
2. No caso, a reiteração dos embargos declaratórios mal disfarça a
natureza abusiva do recurso manejado, o que autoriza a execução
imediata do julgado, independentemente do trânsito em julgado deste
acórdão e da interposição de novos recursos. Precedentes: AIs
260.266-AgR-ED-ED, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence;
522.065-AgR-ED-ED, da relatoria do ministro Celso de Mello; e
387.912-AgR-AgR-ED-ED e 441.402-AgR-ED-ED, ambos da relatoria do
ministro Nelson Jobim.]
3. Prejudicado os embargos do Ministério Público Federal, segundo
embargante.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 03/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em rejeitar os embargos de
declaração de Iolanda Medeiros da Silva, com determinação de baixa
imediata dos autos, independentemente de publicação, e prejudicar o
recurso de embargos de declaração do Ministério Público Federal. Tudo
nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 03 de abril de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em rejeitar os embargos de
declaração de Iolanda Medeiros da Silva, com determinação de baixa
imediata dos autos, independentemente de publicação, e prejudicar o
recurso de embargos de declaração do Ministério Público Federal. Tudo
nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão
presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 03 de abril de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
EMBTE.(S)
:IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S)
:JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S)
:OS MESMOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de dois embargos declaratórios opostos contra acórdão
unânime desta Segunda Turma. Acórdão assim ementado (fls. 176):
“EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535
DO Código de Processo Civil. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE.
1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no
acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos
pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 535 do Código de Processo Civil.
2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a
renovação de julgamento que se efetivou regularmente.
3. Embargos rejeitados”.
2. Pois bem, a embargante Iolanda Medeiros da Silva requer “se
digne em sanar a omissão, trazendo à discussão a questão sobre prescrição” (fls.
186).
3. A seu turno, o Ministério Público Federal, segundo embargante,
sustenta que “em casos como dos autos, uma vez constatada a manifesta
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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03/04/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
EMBTE.(S)
:IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S)
:JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S)
:OS MESMOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Trata-se de dois embargos declaratórios opostos contra acórdão
unânime desta Segunda Turma. Acórdão assim ementado (fls. 176):
“EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535
DO Código de Processo Civil. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE.
1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no
acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos
pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 535 do Código de Processo Civil.
2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a
renovação de julgamento que se efetivou regularmente.
3. Embargos rejeitados”.
2. Pois bem, a embargante Iolanda Medeiros da Silva requer “se
digne em sanar a omissão, trazendo à discussão a questão sobre prescrição” (fls.
186).
3. A seu turno, o Ministério Público Federal, segundo embargante,
sustenta que “em casos como dos autos, uma vez constatada a manifesta
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1935918.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
improcedência e o caráter protelatório de expedientes pela Defesa, deve essa
Suprema Corte determinar a imediata baixa dos autos” (fls. 252).
4. Mantida a decisão embargada, submeto o recurso à apreciação
desta Segunda Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
improcedência e o caráter protelatório de expedientes pela Defesa, deve essa
Suprema Corte determinar a imediata baixa dos autos” (fls. 252).
4. Mantida a decisão embargada, submeto o recurso à apreciação
desta Segunda Turma.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. AYRES BRITTO
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a irresignação inscrita nos embargos de Iolanda Medeiros
da Silva não merece acolhida. Isso porque a via processual dos embargos
não pode conduzir à renovação de julgamento que não se ressente dos
vícios apontados.
7. De mais a mais, anoto que não há nos autos elementos suficientes
que autorizem o exame da alegada extinção da punibilidade ante a
prescrição da pretensão punitiva. Ressalte-se, contudo, que poderá o
exame da matéria ser pleiteado no Juízo das Execuções Criminais.
8. Por outro aspecto, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
quando evidenciado o caráter nitidamente protelatório do recurso, tem
admitido a imediata execução da decisão objeto do recurso
extraordinário, a fim de evitar que o intuito procrastinatório do
recorrente impeça o trânsito em julgado da condenação penal.
9. Confiram-se, a propósito, os AIs 260.266-AgR-ED-ED, da relatoria
do ministro Sepúlveda Pertence; 522.065-AgR-ED-ED, da relatoria do
ministro Celso de Mello; e 387.912-AgR-AgR-ED-ED e 441.402-AgR-ED-
ED, ambos da relatoria do ministro Nelson Jobim, este último assim
ementado:
“Penal. Segundos embargos declaratórios. Manifesto caráter
protelatório. Imediata execução da decisão objeto de Recurso Extraordinário,
independentemente da publicação do acórdão. Comunicação ao
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Embargos declaratórios
rejeitados”.
10. No caso, a reiteração dos embargos declaratórios mal disfarça a
natureza abusiva do recurso manejado, o que autoriza a execução
imediata do julgado, independentemente de seu trânsito em julgado.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator)
Tenho que a irresignação inscrita nos embargos de Iolanda Medeiros
da Silva não merece acolhida. Isso porque a via processual dos embargos
não pode conduzir à renovação de julgamento que não se ressente dos
vícios apontados.
7. De mais a mais, anoto que não há nos autos elementos suficientes
que autorizem o exame da alegada extinção da punibilidade ante a
prescrição da pretensão punitiva. Ressalte-se, contudo, que poderá o
exame da matéria ser pleiteado no Juízo das Execuções Criminais.
8. Por outro aspecto, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
quando evidenciado o caráter nitidamente protelatório do recurso, tem
admitido a imediata execução da decisão objeto do recurso
extraordinário, a fim de evitar que o intuito procrastinatório do
recorrente impeça o trânsito em julgado da condenação penal.
9. Confiram-se, a propósito, os AIs 260.266-AgR-ED-ED, da relatoria
do ministro Sepúlveda Pertence; 522.065-AgR-ED-ED, da relatoria do
ministro Celso de Mello; e 387.912-AgR-AgR-ED-ED e 441.402-AgR-ED-
ED, ambos da relatoria do ministro Nelson Jobim, este último assim
ementado:
“Penal. Segundos embargos declaratórios. Manifesto caráter
protelatório. Imediata execução da decisão objeto de Recurso Extraordinário,
independentemente da publicação do acórdão. Comunicação ao
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Embargos declaratórios
rejeitados”.
10. No caso, a reiteração dos embargos declaratórios mal disfarça a
natureza abusiva do recurso manejado, o que autoriza a execução
imediata do julgado, independentemente de seu trânsito em julgado.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. AYRES BRITTO
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
11. Quanto ao segundo recurso de embargos declaratórios, verifico
que, em face do decidido acima, está atendida a pretensão agitada pelo
Ministério Público Federal, razão pela qual julgo-o prejudicado.
12. Ante todo o exposto, rejeito os embargos de Iolanda Medeiros da
Silva e determino a imediata execução do julgado, nos termos acima
expostos, e julgo prejudicado o recurso de embargos de declaração do
Ministério Público Federal.
13. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 831.636 AGR-ED-ED / DF
11. Quanto ao segundo recurso de embargos declaratórios, verifico
que, em face do decidido acima, está atendida a pretensão agitada pelo
Ministério Público Federal, razão pela qual julgo-o prejudicado.
12. Ante todo o exposto, rejeito os embargos de Iolanda Medeiros da
Silva e determino a imediata execução do julgado, nos termos acima
expostos, e julgo prejudicado o recurso de embargos de declaração do
Ministério Público Federal.
13. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
EMBTE.(S) : IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S) : JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S) : OS MESMOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: embargos de declaração de Iolanda Medeiros da Silva
rejeitados, com determinação de baixa imediata dos autos,
independentemente de publicação, e prejudicado o recurso de
embargos de declaração do Ministério Público Federal, nos termos
do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente,
os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Karima Batista Kassab.
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
831.636
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
EMBTE.(S) : IOLANDA MEDEIROS DA SILVA
ADV.(A/S) : JOSÉ LINEU DE FREITAS
EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMBDO.(A/S) : OS MESMOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: embargos de declaração de Iolanda Medeiros da Silva
rejeitados, com determinação de baixa imediata dos autos,
independentemente de publicação, e prejudicado o recurso de
embargos de declaração do Ministério Público Federal, nos termos
do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente,
os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Karima Batista Kassab.
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 636",
"AIs 260 . 266 - AgR - ED - ED",
"522",
".",
"065",
"-",
"AgR",
"-",
"ED",
"-",
"387",
".",
"912",
"-",
"AgR",
"-",
"AgR",
"-",
"441",
".",
"402",
"-",
"AgR",
"-",
"-",
"AI 831 . 636",
"AI 831 . 636",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 636",
"AI 831 . 636 AGR",
"AI 831 . 636",
"AIs 260 . 266 - AgR - ED - ED",
"522",
".",
"065",
"-",
"AgR",
"-",
"ED",
"-",
"ED",
"387",
".",
"912",
"-",
"AgR",
"-",
"AgR",
"-",
"ED",
"-",
"ED",
"441",
".",
"402",
"-",
"AgR",
"-",
"ED",
"-",
"ED",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 636",
"AIs 260 . 266 - AgR - ED - ED",
"AI 831 . 636 AGR",
"AI 831 . 636 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 636",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 636"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 535 DO Código de Processo Civil",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 535 DO Código de Processo Civil",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"Ministério Público Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Ministério Público Federal",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"IOLANDA MEDEIROS DA SILVA",
"JOSÉ LINEU DE FREITAS",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Nelson Jobim",
"Iolanda Medeiros da Silva",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"Iolanda Medeiros da Silva",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"IOLANDA MEDEIROS DA SILVA",
"JOSÉ LINEU DE FREITAS",
"AYRES BRITTO",
"Iolanda Medeiros da Silva",
"AYRES BRITTO",
"IOLANDA MEDEIROS DA SILVA",
"JOSÉ LINEU DE FREITAS",
"AYRES BRITTO",
"Iolanda Medeiros da Silva",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"Iolanda Medeiros da Silva",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Nelson Jobim",
"AYRES BRITTO",
"Iolanda Medeiros da Silva",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Nelson Jobim",
"AYRES BRITTO",
"Iolanda Medeiros da Silva",
"Iolanda Medeiros da Silva",
"AYRES BRITTO",
"IOLANDA MEDEIROS DA SILVA",
"JOSÉ LINEU DE FREITAS",
"Iolanda Medeiros da Silva",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"IOLANDA MEDEIROS DA SILVA",
"JOSÉ LINEU DE FREITAS",
"Iolanda Medeiros da Silva",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"03 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. PRELIMINAR DE
REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO
PUNITIVA. REDUTORA DO ART. 115 CÓDIGO PENAL.
INOCORRÊNCIA. DECISÃO MANTIDA.
1.
Não se admite o recurso extraordinário se ausente a
preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal.
Precedentes.
2.
A redução do prazo prescricional insculpida no art. 115 do
Código Penal é aplicável ao agente maior de 70 anos na data da sentença,
e não à data do acórdão que confirma o decreto condenatório.
Precedentes.
3.
Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 3 de abril de 2012.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 08/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
AI 844.400 AGR / RS
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 844.400 AGR / RS
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se
de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo de instrumento por ausência de demonstração da preliminar de
repercussão geral.
O agravante foi condenado à pena de 03 (três) anos e
06 (seis) meses de reclusão, no regime inicial semiaberto, e 20 dias-multa,
substituída a pena corporal por duas restritivas de direito, pela prática de
receptação qualificada. Contra tal decisão, interpôs apelação criminal, a
qual foi provida em parte, apenas para reduzir a pena de multa ora
aplicada. Os embargos de declaração foram parcialmente acolhidos para,
reconhecendo a omissão quanto ao exame da prescrição, afastá-la.
Apresentou recurso extraordinário que não foi recebido na origem.
Contra a decisão de inadmissão foi interposto agravo de instrumento, ao
qual se negou seguimento por decisão monocrática. Daí o presente
agravo regimental.
Defende o agravante a ocorrência da prescrição da
pretensão punitiva estatal, uma vez que o acusado completou 70 (setenta)
anos na data do julgamento da apelação criminal pelo Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se
de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo de instrumento por ausência de demonstração da preliminar de
repercussão geral.
O agravante foi condenado à pena de 03 (três) anos e
06 (seis) meses de reclusão, no regime inicial semiaberto, e 20 dias-multa,
substituída a pena corporal por duas restritivas de direito, pela prática de
receptação qualificada. Contra tal decisão, interpôs apelação criminal, a
qual foi provida em parte, apenas para reduzir a pena de multa ora
aplicada. Os embargos de declaração foram parcialmente acolhidos para,
reconhecendo a omissão quanto ao exame da prescrição, afastá-la.
Apresentou recurso extraordinário que não foi recebido na origem.
Contra a decisão de inadmissão foi interposto agravo de instrumento, ao
qual se negou seguimento por decisão monocrática. Daí o presente
agravo regimental.
Defende o agravante a ocorrência da prescrição da
pretensão punitiva estatal, uma vez que o acusado completou 70 (setenta)
anos na data do julgamento da apelação criminal pelo Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Busca o
recorrente a reforma da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário
por falta de repercussão geral, notadamente para que haja manifestação
sobre a prescrição da pretensão punitiva estatal.
O reconhecimento da prescrição já havia sido rejeitado
pela Corte de Apelação. Então o objeto do recurso extraordinário era
exatamente a ocorrência ou não da prescrição.
A decisão agravada registrou a ausência da preliminar de
repercussão geral na petição de recurso extraordinário.
A legislação sobre o instituto enfatiza a necessidade de que
a argumentação desenvolvida pelo recorrente seja apresentada em
preliminar formal e fundamentada na petição do recurso extraordinário.
Assim, a demonstração de que as questões constitucionais
suscitadas, além de relevantes do ponto de vista econômico, político,
social ou jurídico, ultrapassam os interesses subjetivos das partes deverá
ser apresentada em um tópico destacado na petição do recurso.
Cabe mencionar que o Plenário desta Corte na Sessão de
18 de junho de 2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664567/RS, em
votação unânime, fixou que é de se exigir a demonstração da repercussão
geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso
extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal.
Por oportuno, transcrevo trechos da ementa nos quais o
tema restou consignado:
“I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria
criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O
requisito constitucional da repercussão geral (CF, art. 102, § 3º,
red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as
normas regimentais necessárias à sua execução, aplica-se aos
recursos extraordinários em geral, e, em conseqüência, às
causas criminais. 2. Os recursos ordinários criminais de um
Supremo Tribunal Federal
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03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Busca o
recorrente a reforma da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário
por falta de repercussão geral, notadamente para que haja manifestação
sobre a prescrição da pretensão punitiva estatal.
O reconhecimento da prescrição já havia sido rejeitado
pela Corte de Apelação. Então o objeto do recurso extraordinário era
exatamente a ocorrência ou não da prescrição.
A decisão agravada registrou a ausência da preliminar de
repercussão geral na petição de recurso extraordinário.
A legislação sobre o instituto enfatiza a necessidade de que
a argumentação desenvolvida pelo recorrente seja apresentada em
preliminar formal e fundamentada na petição do recurso extraordinário.
Assim, a demonstração de que as questões constitucionais
suscitadas, além de relevantes do ponto de vista econômico, político,
social ou jurídico, ultrapassam os interesses subjetivos das partes deverá
ser apresentada em um tópico destacado na petição do recurso.
Cabe mencionar que o Plenário desta Corte na Sessão de
18 de junho de 2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664567/RS, em
votação unânime, fixou que é de se exigir a demonstração da repercussão
geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso
extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal.
Por oportuno, transcrevo trechos da ementa nos quais o
tema restou consignado:
“I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria
criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O
requisito constitucional da repercussão geral (CF, art. 102, § 3º,
red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as
normas regimentais necessárias à sua execução, aplica-se aos
recursos extraordinários em geral, e, em conseqüência, às
causas criminais. 2. Os recursos ordinários criminais de um
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 844.400 AGR / RS
modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e
o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu
processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas
peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a
prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não
afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a
todos os recursos extraordinários (CF, art. 102, III). 3. A partir da
EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3º no art. 102
da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da
disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência
da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem
maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que
regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do
Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das
normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente
diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada,
estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos
extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não
haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia
do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente
repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria
criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o
RE busca preservar a autoridade e a uniformidade da
inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade
de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas,
assim entendidas aquelas que "ultrapassem os interesses
subjetivos da causa" (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1º, incluído pela L.
11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de
locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia
constitucional do habeas corpus (CF, art. 5º, LXVIII)”.
Forçoso concluir que a preliminar de repercussão geral da
questão constitucional discutida é requisito de admissibilidade do
recurso extraordinário, cabendo ao Relator recusar os recursos que não
apresentem a preliminar formal e fundamentada, com esteio no art. 327, §
1º, do RISTF.
Não havendo sequer uma linha no recurso extraordinário
2
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modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e
o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu
processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas
peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a
prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não
afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a
todos os recursos extraordinários (CF, art. 102, III). 3. A partir da
EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3º no art. 102
da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da
disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência
da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem
maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que
regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do
Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das
normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente
diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada,
estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos
extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não
haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia
do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente
repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria
criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o
RE busca preservar a autoridade e a uniformidade da
inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade
de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas,
assim entendidas aquelas que "ultrapassem os interesses
subjetivos da causa" (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1º, incluído pela L.
11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de
locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia
constitucional do habeas corpus (CF, art. 5º, LXVIII)”.
Forçoso concluir que a preliminar de repercussão geral da
questão constitucional discutida é requisito de admissibilidade do
recurso extraordinário, cabendo ao Relator recusar os recursos que não
apresentem a preliminar formal e fundamentada, com esteio no art. 327, §
1º, do RISTF.
Não havendo sequer uma linha no recurso extraordinário
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sobre a repercussão geral da questão constitucional, quanto mais
preliminar específica, não há como admitir o extraordinário, não
merecendo reparo a decisão agravada.
Além do defeito formal, é evidente que o reconhecimento
ou não da prescrição diz respeito a situação individual, que não tem
repercussão geral.
Mas mesmo indo além, nada colheria o agravante.
A tese da prescrição se esteia no fato de que
completou 70 anos na data do acórdão confirmatório da sentença
recorrível, razão pela qual a pretensão punitiva estatal teria sido
atingida pelo prazo prescricional fatal.
Todavia, na presente hipótese, em que a sentença
condenatória transitou em julgado para a acusação, o prazo
prescricional se regula pela pena aplicada. Como bem apontado
pelo acórdão proferido nos embargos de declaração, como o réu foi
condenado a 03 (três) anos e 06 (seis) meses de reclusão, o lapso
prescricional é de 08 (oito) anos, com esteio no art. 109, IV, do
Código Penal.
Considerando que os fatos ocorreram em 06.11.2001, a
denúncia foi recebida em 01.4.2002, a sentença publicada em
30.4.2008 e o acórdão proferido em 24.3.2011, não transcorreu o
lapso prescricional entre os respectivos marcos interruptivos.
Ademais, como se verifica do documento colacionado
às fls. 11, o condenado, nascido em 23.7.1940, possuía 67 anos à
época da sentença, pelo que não se aplica a redutora pela metade
insculpida no artigo 115 do Código Penal.
Sem razão o recorrente quando busca a redução pela
metade do lapso prescricional ao afirmar que à época do julgamento
da apelação já contava com 70 (setenta) anos. Primeiro, porque o
recurso foi julgado na sessão de 24.3.2010 (fls. 327), ou seja, quando
ainda tinha 69 (sessenta e nove) anos. Segundo, porque a
jurisprudência sedimentada desta Suprema Corte entende que não
há redução do prazo prescricional quando a idade é completada na
3
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sobre a repercussão geral da questão constitucional, quanto mais
preliminar específica, não há como admitir o extraordinário, não
merecendo reparo a decisão agravada.
Além do defeito formal, é evidente que o reconhecimento
ou não da prescrição diz respeito a situação individual, que não tem
repercussão geral.
Mas mesmo indo além, nada colheria o agravante.
A tese da prescrição se esteia no fato de que
completou 70 anos na data do acórdão confirmatório da sentença
recorrível, razão pela qual a pretensão punitiva estatal teria sido
atingida pelo prazo prescricional fatal.
Todavia, na presente hipótese, em que a sentença
condenatória transitou em julgado para a acusação, o prazo
prescricional se regula pela pena aplicada. Como bem apontado
pelo acórdão proferido nos embargos de declaração, como o réu foi
condenado a 03 (três) anos e 06 (seis) meses de reclusão, o lapso
prescricional é de 08 (oito) anos, com esteio no art. 109, IV, do
Código Penal.
Considerando que os fatos ocorreram em 06.11.2001, a
denúncia foi recebida em 01.4.2002, a sentença publicada em
30.4.2008 e o acórdão proferido em 24.3.2011, não transcorreu o
lapso prescricional entre os respectivos marcos interruptivos.
Ademais, como se verifica do documento colacionado
às fls. 11, o condenado, nascido em 23.7.1940, possuía 67 anos à
época da sentença, pelo que não se aplica a redutora pela metade
insculpida no artigo 115 do Código Penal.
Sem razão o recorrente quando busca a redução pela
metade do lapso prescricional ao afirmar que à época do julgamento
da apelação já contava com 70 (setenta) anos. Primeiro, porque o
recurso foi julgado na sessão de 24.3.2010 (fls. 327), ou seja, quando
ainda tinha 69 (sessenta e nove) anos. Segundo, porque a
jurisprudência sedimentada desta Suprema Corte entende que não
há redução do prazo prescricional quando a idade é completada na
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 844.400 AGR / RS
época do acórdão que confirma a condenação aplicada pelo juiz de
origem. Confira-se:
“HABEAS CORPUS. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.
PRESCRIÇÃO. ALEGAÇÃO DE SER O AGENTE MAIOR
DE 70 (SETENTA) ANOS NA DATA DA SENTENÇA
PENAL CONDENATÓRIA. INTERPRETAÇÃO DO ART.
115 DO CÓDIGO PENAL. ORDEM DENEGADA. 1. A
prescrição da pretensão punitiva, na modalidade
intercorrente ou superveniente, é aquela que ‘ocorre
depois do trânsito em julgado para a acusação ou do
improvimento do seu recurso, tomando-se por base a pena
fixada na sentença penal condenatória’ (GRECO, Rogério.
Curso de Direito Penal. Parte geral. Volume 1. 11. ed.
Ímpetus: Niterói, RJ, 2009, p. 738). Essa lição espelha o que
diz o § 1º do art. 110 do Código Penal: ‘A prescrição,
depois da sentença condenatória com trânsito em julgado
para a acusação, ou depois de improvido seu recurso,
regula-se pela pena aplicada’. 2. No caso, na data da
publicação da sentença penal condenatória, o paciente
contava 69 (sessenta e nove) anos de idade. Pelo que não
há como aplicar a causa de redução do prazo prescricional
da senilidade a que se refere o art. 115 do Código Penal.
Até porque a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que tal redução não opera quando, no
julgamento de apelação, o Tribunal confirma a condenação
(HC 86.320, da relatoria do ministro Ricardo
Lewandowski; HC 71.711, da relatoria do ministro Carlos
Velloso; e AI 394.065-AgR-ED-ED, da minha relatoria). 3.
Ordem indeferida, ante a não ocorrência da prescrição
superveniente”. (HC 96968/RS, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma, Julgamento: 1º.12.2009).
Então, mesmo abstraindo a inadmissibilidade do
extraordinário, por falta de preliminar de repercussão geral, não
seria possível reconhecer a prescrição pois o ora Agravante não
tinha setenta anos na data da sentença condenatória e sequer na
data na qual foi negado provimento a sua apelação.
4
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época do acórdão que confirma a condenação aplicada pelo juiz de
origem. Confira-se:
“HABEAS CORPUS. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.
PRESCRIÇÃO. ALEGAÇÃO DE SER O AGENTE MAIOR
DE 70 (SETENTA) ANOS NA DATA DA SENTENÇA
PENAL CONDENATÓRIA. INTERPRETAÇÃO DO ART.
115 DO CÓDIGO PENAL. ORDEM DENEGADA. 1. A
prescrição da pretensão punitiva, na modalidade
intercorrente ou superveniente, é aquela que ‘ocorre
depois do trânsito em julgado para a acusação ou do
improvimento do seu recurso, tomando-se por base a pena
fixada na sentença penal condenatória’ (GRECO, Rogério.
Curso de Direito Penal. Parte geral. Volume 1. 11. ed.
Ímpetus: Niterói, RJ, 2009, p. 738). Essa lição espelha o que
diz o § 1º do art. 110 do Código Penal: ‘A prescrição,
depois da sentença condenatória com trânsito em julgado
para a acusação, ou depois de improvido seu recurso,
regula-se pela pena aplicada’. 2. No caso, na data da
publicação da sentença penal condenatória, o paciente
contava 69 (sessenta e nove) anos de idade. Pelo que não
há como aplicar a causa de redução do prazo prescricional
da senilidade a que se refere o art. 115 do Código Penal.
Até porque a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que tal redução não opera quando, no
julgamento de apelação, o Tribunal confirma a condenação
(HC 86.320, da relatoria do ministro Ricardo
Lewandowski; HC 71.711, da relatoria do ministro Carlos
Velloso; e AI 394.065-AgR-ED-ED, da minha relatoria). 3.
Ordem indeferida, ante a não ocorrência da prescrição
superveniente”. (HC 96968/RS, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma, Julgamento: 1º.12.2009).
Então, mesmo abstraindo a inadmissibilidade do
extraordinário, por falta de preliminar de repercussão geral, não
seria possível reconhecer a prescrição pois o ora Agravante não
tinha setenta anos na data da sentença condenatória e sequer na
data na qual foi negado provimento a sua apelação.
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 844.400 AGR / RS
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
5
Supremo Tribunal Federal
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AI 844.400 AGR / RS
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
5
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento nº 834.125, aponta-se a ausência de
repercussão geral.
No Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 844.400, anota-
se a ausência da preliminar. Portanto, pelo menos os enunciados indicam
coisas diversas. Indago à relatora se, no agravo regimental no agravo de
instrumento, faltou o vocábulo ausência. Repito: no primeiro, há alusão à
ausência de repercussão. Então, é um ato positivo, de declaração da
ausência. No segundo, menciona-se a ausência da preliminar, que é algo
diverso, não veicular a parte a preliminar. É o mesmo esclarecimento que
pedi no processo da lista anterior. Se Sua Excelência afirma que, no
agravo regimental no agravo de instrumento, o que falta é a preliminar, a
acompanho, já que o ato de declarar existente ou não a repercussão geral
é do Colegiado, dito virtual.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Se há ausência de formulação,
não há mesmo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Exatamente, Ministro Luiz Fux, é a mesma situação. Existe a ausência de
formulação de preliminar de...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quem elaborou o
enunciado me levou a essa dúvida, já que, no tocante ao segundo
processo, está em bom vernáculo que se trata de ausência da preliminar,
enquanto, no primeiro, seria a ausência da repercussão.
Diante do esclarecimento, acompanho a relatora.
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03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento nº 834.125, aponta-se a ausência de
repercussão geral.
No Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 844.400, anota-
se a ausência da preliminar. Portanto, pelo menos os enunciados indicam
coisas diversas. Indago à relatora se, no agravo regimental no agravo de
instrumento, faltou o vocábulo ausência. Repito: no primeiro, há alusão à
ausência de repercussão. Então, é um ato positivo, de declaração da
ausência. No segundo, menciona-se a ausência da preliminar, que é algo
diverso, não veicular a parte a preliminar. É o mesmo esclarecimento que
pedi no processo da lista anterior. Se Sua Excelência afirma que, no
agravo regimental no agravo de instrumento, o que falta é a preliminar, a
acompanho, já que o ato de declarar existente ou não a repercussão geral
é do Colegiado, dito virtual.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Se há ausência de formulação,
não há mesmo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Exatamente, Ministro Luiz Fux, é a mesma situação. Existe a ausência de
formulação de preliminar de...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quem elaborou o
enunciado me levou a essa dúvida, já que, no tocante ao segundo
processo, está em bom vernáculo que se trata de ausência da preliminar,
enquanto, no primeiro, seria a ausência da repercussão.
Diante do esclarecimento, acompanho a relatora.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1968562
| 2012-04-03T00:00:00
| 2012-05-08T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 3.4.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. REDUTORA DO ART. 115 CÓDIGO PENAL. INOCORRÊNCIA. DECISÃO MANTIDA.
1. Não se admite o recurso extraordinário se ausente a preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal. Precedentes.
2. A redução do prazo prescricional insculpida no art. 115 do Código Penal é aplicável ao agente maior de 70 anos na data da sentença, e não à data do acórdão que confirma o decreto condenatório. Precedentes.
3. Agravo regimental improvido.
|
sjur208935
|
- Acórdão citado: AI 6645467 QO - Tribunal Pleno, HC 96968.
Número de páginas: 10.
Análise: 23/05/2012, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
844400
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00109 INC-00004 ART-00115 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00327 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 844400 AgR
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AGTE.(S) : ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. PRELIMINAR DE
REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO
PUNITIVA. REDUTORA DO ART. 115 CÓDIGO PENAL.
INOCORRÊNCIA. DECISÃO MANTIDA.
1.
Não se admite o recurso extraordinário se ausente a
preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal.
Precedentes.
2.
A redução do prazo prescricional insculpida no art. 115 do
Código Penal é aplicável ao agente maior de 70 anos na data da sentença,
e não à data do acórdão que confirma o decreto condenatório.
Precedentes.
3.
Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 3 de abril de 2012.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1909544.
Supremo Tribunal Federal
DJe 08/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
AI 844.400 AGR / RS
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 844.400 AGR / RS
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se
de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo de instrumento por ausência de demonstração da preliminar de
repercussão geral.
O agravante foi condenado à pena de 03 (três) anos e
06 (seis) meses de reclusão, no regime inicial semiaberto, e 20 dias-multa,
substituída a pena corporal por duas restritivas de direito, pela prática de
receptação qualificada. Contra tal decisão, interpôs apelação criminal, a
qual foi provida em parte, apenas para reduzir a pena de multa ora
aplicada. Os embargos de declaração foram parcialmente acolhidos para,
reconhecendo a omissão quanto ao exame da prescrição, afastá-la.
Apresentou recurso extraordinário que não foi recebido na origem.
Contra a decisão de inadmissão foi interposto agravo de instrumento, ao
qual se negou seguimento por decisão monocrática. Daí o presente
agravo regimental.
Defende o agravante a ocorrência da prescrição da
pretensão punitiva estatal, uma vez que o acusado completou 70 (setenta)
anos na data do julgamento da apelação criminal pelo Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se
de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo de instrumento por ausência de demonstração da preliminar de
repercussão geral.
O agravante foi condenado à pena de 03 (três) anos e
06 (seis) meses de reclusão, no regime inicial semiaberto, e 20 dias-multa,
substituída a pena corporal por duas restritivas de direito, pela prática de
receptação qualificada. Contra tal decisão, interpôs apelação criminal, a
qual foi provida em parte, apenas para reduzir a pena de multa ora
aplicada. Os embargos de declaração foram parcialmente acolhidos para,
reconhecendo a omissão quanto ao exame da prescrição, afastá-la.
Apresentou recurso extraordinário que não foi recebido na origem.
Contra a decisão de inadmissão foi interposto agravo de instrumento, ao
qual se negou seguimento por decisão monocrática. Daí o presente
agravo regimental.
Defende o agravante a ocorrência da prescrição da
pretensão punitiva estatal, uma vez que o acusado completou 70 (setenta)
anos na data do julgamento da apelação criminal pelo Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Busca o
recorrente a reforma da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário
por falta de repercussão geral, notadamente para que haja manifestação
sobre a prescrição da pretensão punitiva estatal.
O reconhecimento da prescrição já havia sido rejeitado
pela Corte de Apelação. Então o objeto do recurso extraordinário era
exatamente a ocorrência ou não da prescrição.
A decisão agravada registrou a ausência da preliminar de
repercussão geral na petição de recurso extraordinário.
A legislação sobre o instituto enfatiza a necessidade de que
a argumentação desenvolvida pelo recorrente seja apresentada em
preliminar formal e fundamentada na petição do recurso extraordinário.
Assim, a demonstração de que as questões constitucionais
suscitadas, além de relevantes do ponto de vista econômico, político,
social ou jurídico, ultrapassam os interesses subjetivos das partes deverá
ser apresentada em um tópico destacado na petição do recurso.
Cabe mencionar que o Plenário desta Corte na Sessão de
18 de junho de 2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664567/RS, em
votação unânime, fixou que é de se exigir a demonstração da repercussão
geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso
extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal.
Por oportuno, transcrevo trechos da ementa nos quais o
tema restou consignado:
“I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria
criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O
requisito constitucional da repercussão geral (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 3...,
red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as
normas regimentais necessárias à sua execução, aplica-se aos
recursos extraordinários em geral, e, em conseqüência, às
causas criminais. 2. Os recursos ordinários criminais de um
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03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Busca o
recorrente a reforma da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário
por falta de repercussão geral, notadamente para que haja manifestação
sobre a prescrição da pretensão punitiva estatal.
O reconhecimento da prescrição já havia sido rejeitado
pela Corte de Apelação. Então o objeto do recurso extraordinário era
exatamente a ocorrência ou não da prescrição.
A decisão agravada registrou a ausência da preliminar de
repercussão geral na petição de recurso extraordinário.
A legislação sobre o instituto enfatiza a necessidade de que
a argumentação desenvolvida pelo recorrente seja apresentada em
preliminar formal e fundamentada na petição do recurso extraordinário.
Assim, a demonstração de que as questões constitucionais
suscitadas, além de relevantes do ponto de vista econômico, político,
social ou jurídico, ultrapassam os interesses subjetivos das partes deverá
ser apresentada em um tópico destacado na petição do recurso.
Cabe mencionar que o Plenário desta Corte na Sessão de
18 de junho de 2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664567/RS, em
votação unânime, fixou que é de se exigir a demonstração da repercussão
geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso
extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal.
Por oportuno, transcrevo trechos da ementa nos quais o
tema restou consignado:
“I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria
criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O
requisito constitucional da repercussão geral (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 3...,
red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as
normas regimentais necessárias à sua execução, aplica-se aos
recursos extraordinários em geral, e, em conseqüência, às
causas criminais. 2. Os recursos ordinários criminais de um
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 844.400 AGR / RS
modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e
o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu
processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas
peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a
prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não
afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a
todos os recursos extraordinários (Constituição Federal de 1988, art. 102, III). 3. A partir da
EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3... no art. 102
da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da
disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência
da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem
maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que
regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do
Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das
normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente
diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada,
estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos
extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não
haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia
do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente
repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria
criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o
Recurso Extraordinário busca preservar a autoridade e a uniformidade da
inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade
de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas,
assim entendidas aquelas que "ultrapassem os interesses
subjetivos da causa" (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1..., incluído pela L.
11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de
locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia
constitucional do habeas corpus (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII)”.
Forçoso concluir que a preliminar de repercussão geral da
questão constitucional discutida é requisito de admissibilidade do
recurso extraordinário, cabendo ao Relator recusar os recursos que não
apresentem a preliminar formal e fundamentada, com esteio no art. 327, §
1..., do RISTF.
Não havendo sequer uma linha no recurso extraordinário
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 844.400 AGR / RS
modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e
o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu
processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas
peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a
prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não
afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a
todos os recursos extraordinários (Constituição Federal de 1988, art. 102, III). 3. A partir da
EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3... no art. 102
da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da
disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência
da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem
maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que
regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do
Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das
normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente
diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada,
estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos
extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não
haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia
do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente
repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria
criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o
Recurso Extraordinário busca preservar a autoridade e a uniformidade da
inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade
de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas,
assim entendidas aquelas que "ultrapassem os interesses
subjetivos da causa" (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1..., incluído pela L.
11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de
locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia
constitucional do habeas corpus (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII)”.
Forçoso concluir que a preliminar de repercussão geral da
questão constitucional discutida é requisito de admissibilidade do
recurso extraordinário, cabendo ao Relator recusar os recursos que não
apresentem a preliminar formal e fundamentada, com esteio no art. 327, §
1..., do RISTF.
Não havendo sequer uma linha no recurso extraordinário
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 844.400 AGR / RS
sobre a repercussão geral da questão constitucional, quanto mais
preliminar específica, não há como admitir o extraordinário, não
merecendo reparo a decisão agravada.
Além do defeito formal, é evidente que o reconhecimento
ou não da prescrição diz respeito a situação individual, que não tem
repercussão geral.
Mas mesmo indo além, nada colheria o agravante.
A tese da prescrição se esteia no fato de que
completou 70 anos na data do acórdão confirmatório da sentença
recorrível, razão pela qual a pretensão punitiva estatal teria sido
atingida pelo prazo prescricional fatal.
Todavia, na presente hipótese, em que a sentença
condenatória transitou em julgado para a acusação, o prazo
prescricional se regula pela pena aplicada. Como bem apontado
pelo acórdão proferido nos embargos de declaração, como o réu foi
condenado a 03 (três) anos e 06 (seis) meses de reclusão, o lapso
prescricional é de 08 (oito) anos, com esteio no art. 109, IV, do
Código Penal.
Considerando que os fatos ocorreram em 06.11.2001, a
denúncia foi recebida em 01.4.2002, a sentença publicada em
30.4.2008 e o acórdão proferido em 24.3.2011, não transcorreu o
lapso prescricional entre os respectivos marcos interruptivos.
Ademais, como se verifica do documento colacionado
às fls. 11, o condenado, nascido em 23.7.1940, possuía 67 anos à
época da sentença, pelo que não se aplica a redutora pela metade
insculpida no artigo 115 do Código Penal.
Sem razão o recorrente quando busca a redução pela
metade do lapso prescricional ao afirmar que à época do julgamento
da apelação já contava com 70 (setenta) anos. Primeiro, porque o
recurso foi julgado na sessão de 24.3.2010 (fls. 327), ou seja, quando
ainda tinha 69 (sessenta e nove) anos. Segundo, porque a
jurisprudência sedimentada desta Suprema Corte entende que não
há redução do prazo prescricional quando a idade é completada na
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
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sobre a repercussão geral da questão constitucional, quanto mais
preliminar específica, não há como admitir o extraordinário, não
merecendo reparo a decisão agravada.
Além do defeito formal, é evidente que o reconhecimento
ou não da prescrição diz respeito a situação individual, que não tem
repercussão geral.
Mas mesmo indo além, nada colheria o agravante.
A tese da prescrição se esteia no fato de que
completou 70 anos na data do acórdão confirmatório da sentença
recorrível, razão pela qual a pretensão punitiva estatal teria sido
atingida pelo prazo prescricional fatal.
Todavia, na presente hipótese, em que a sentença
condenatória transitou em julgado para a acusação, o prazo
prescricional se regula pela pena aplicada. Como bem apontado
pelo acórdão proferido nos embargos de declaração, como o réu foi
condenado a 03 (três) anos e 06 (seis) meses de reclusão, o lapso
prescricional é de 08 (oito) anos, com esteio no art. 109, IV, do
Código Penal.
Considerando que os fatos ocorreram em 06.11.2001, a
denúncia foi recebida em 01.4.2002, a sentença publicada em
30.4.2008 e o acórdão proferido em 24.3.2011, não transcorreu o
lapso prescricional entre os respectivos marcos interruptivos.
Ademais, como se verifica do documento colacionado
às fls. 11, o condenado, nascido em 23.7.1940, possuía 67 anos à
época da sentença, pelo que não se aplica a redutora pela metade
insculpida no artigo 115 do Código Penal.
Sem razão o recorrente quando busca a redução pela
metade do lapso prescricional ao afirmar que à época do julgamento
da apelação já contava com 70 (setenta) anos. Primeiro, porque o
recurso foi julgado na sessão de 24.3.2010 (fls. 327), ou seja, quando
ainda tinha 69 (sessenta e nove) anos. Segundo, porque a
jurisprudência sedimentada desta Suprema Corte entende que não
há redução do prazo prescricional quando a idade é completada na
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 844.400 AGR / RS
época do acórdão que confirma a condenação aplicada pelo juiz de
origem. Confira-se:
“HABEAS CORPUS. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.
PRESCRIÇÃO. ALEGAÇÃO DE SER O AGENTE MAIOR
DE 70 (SETENTA) ANOS NA DATA DA SENTENÇA
PENAL CONDENATÓRIA. INTERPRETAÇÃO DO ART.
115 DO CÓDIGO PENAL. ORDEM DENEGADA. 1. A
prescrição da pretensão punitiva, na modalidade
intercorrente ou superveniente, é aquela que ‘ocorre
depois do trânsito em julgado para a acusação ou do
improvimento do seu recurso, tomando-se por base a pena
fixada na sentença penal condenatória’ (GRECO, Rogério.
Curso de Direito Penal. Parte geral. Volume 1. 11. ed.
Ímpetus: Niterói, RJ, 2009, p. 738). Essa lição espelha o que
diz o § 1... do art. 110 do Código Penal: ‘A prescrição,
depois da sentença condenatória com trânsito em julgado
para a acusação, ou depois de improvido seu recurso,
regula-se pela pena aplicada’. 2. No caso, na data da
publicação da sentença penal condenatória, o paciente
contava 69 (sessenta e nove) anos de idade. Pelo que não
há como aplicar a causa de redução do prazo prescricional
da senilidade a que se refere o art. 115 do Código Penal.
Até porque a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que tal redução não opera quando, no
julgamento de apelação, o Tribunal confirma a condenação
(HC 86.320, da relatoria do ministro Ricardo
Lewandowski; HC 71.711, da relatoria do ministro Carlos
Velloso; e AI 394.065-AgR-ED-ED, da minha relatoria). 3.
Ordem indeferida, ante a não ocorrência da prescrição
superveniente”. (HC 96968/RS, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma, Julgamento: 1....12.2009).
Então, mesmo abstraindo a inadmissibilidade do
extraordinário, por falta de preliminar de repercussão geral, não
seria possível reconhecer a prescrição pois o ora Agravante não
tinha setenta anos na data da sentença condenatória e sequer na
data na qual foi negado provimento a sua apelação.
4
Supremo Tribunal Federal
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AI 844.400 AGR / RS
época do acórdão que confirma a condenação aplicada pelo juiz de
origem. Confira-se:
“HABEAS CORPUS. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.
PRESCRIÇÃO. ALEGAÇÃO DE SER O AGENTE MAIOR
DE 70 (SETENTA) ANOS NA DATA DA SENTENÇA
PENAL CONDENATÓRIA. INTERPRETAÇÃO DO ART.
115 DO CÓDIGO PENAL. ORDEM DENEGADA. 1. A
prescrição da pretensão punitiva, na modalidade
intercorrente ou superveniente, é aquela que ‘ocorre
depois do trânsito em julgado para a acusação ou do
improvimento do seu recurso, tomando-se por base a pena
fixada na sentença penal condenatória’ (GRECO, Rogério.
Curso de Direito Penal. Parte geral. Volume 1. 11. ed.
Ímpetus: Niterói, RJ, 2009, p. 738). Essa lição espelha o que
diz o § 1... do art. 110 do Código Penal: ‘A prescrição,
depois da sentença condenatória com trânsito em julgado
para a acusação, ou depois de improvido seu recurso,
regula-se pela pena aplicada’. 2. No caso, na data da
publicação da sentença penal condenatória, o paciente
contava 69 (sessenta e nove) anos de idade. Pelo que não
há como aplicar a causa de redução do prazo prescricional
da senilidade a que se refere o art. 115 do Código Penal.
Até porque a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que tal redução não opera quando, no
julgamento de apelação, o Tribunal confirma a condenação
(HC 86.320, da relatoria do ministro Ricardo
Lewandowski; HC 71.711, da relatoria do ministro Carlos
Velloso; e AI 394.065-AgR-ED-ED, da minha relatoria). 3.
Ordem indeferida, ante a não ocorrência da prescrição
superveniente”. (HC 96968/RS, Rel. Min. Ayres Britto,
Primeira Turma, Julgamento: 1....12.2009).
Então, mesmo abstraindo a inadmissibilidade do
extraordinário, por falta de preliminar de repercussão geral, não
seria possível reconhecer a prescrição pois o ora Agravante não
tinha setenta anos na data da sentença condenatória e sequer na
data na qual foi negado provimento a sua apelação.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 844.400 AGR / RS
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
5
Supremo Tribunal Federal
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AI 844.400 AGR / RS
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
5
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento n 834.125, aponta-se a ausência de
repercussão geral.
No Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 844.400, anota-
se a ausência da preliminar. Portanto, pelo menos os enunciados indicam
coisas diversas. Indago à relatora se, no agravo regimental no agravo de
instrumento, faltou o vocábulo ausência. Repito: no primeiro, há alusão à
ausência de repercussão. Então, é um ato positivo, de declaração da
ausência. No segundo, menciona-se a ausência da preliminar, que é algo
diverso, não veicular a parte a preliminar. É o mesmo esclarecimento que
pedi no processo da lista anterior. Se Sua Excelência afirma que, no
agravo regimental no agravo de instrumento, o que falta é a preliminar, a
acompanho, já que o ato de declarar existente ou não a repercussão geral
é do Colegiado, dito virtual.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Se há ausência de formulação,
não há mesmo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Exatamente, Ministro Luiz Fux, é a mesma situação. Existe a ausência de
formulação de preliminar de...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quem elaborou o
enunciado me levou a essa dúvida, já que, no tocante ao segundo
processo, está em bom vernáculo que se trata de ausência da preliminar,
enquanto, no primeiro, seria a ausência da repercussão.
Diante do esclarecimento, acompanho a relatora.
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03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, no Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento n 834.125, aponta-se a ausência de
repercussão geral.
No Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 844.400, anota-
se a ausência da preliminar. Portanto, pelo menos os enunciados indicam
coisas diversas. Indago à relatora se, no agravo regimental no agravo de
instrumento, faltou o vocábulo ausência. Repito: no primeiro, há alusão à
ausência de repercussão. Então, é um ato positivo, de declaração da
ausência. No segundo, menciona-se a ausência da preliminar, que é algo
diverso, não veicular a parte a preliminar. É o mesmo esclarecimento que
pedi no processo da lista anterior. Se Sua Excelência afirma que, no
agravo regimental no agravo de instrumento, o que falta é a preliminar, a
acompanho, já que o ato de declarar existente ou não a repercussão geral
é do Colegiado, dito virtual.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Se há ausência de formulação,
não há mesmo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Exatamente, Ministro Luiz Fux, é a mesma situação. Existe a ausência de
formulação de preliminar de...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quem elaborou o
enunciado me levou a essa dúvida, já que, no tocante ao segundo
processo, está em bom vernáculo que se trata de ausência da preliminar,
enquanto, no primeiro, seria a ausência da repercussão.
Diante do esclarecimento, acompanho a relatora.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 844.400
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ADÃO DA SILVA MELO
ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 400",
"AI 844 . 400 AGR / RS",
"AI 844 . 400 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 400",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 400",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 400",
"AI 664567 / RS",
"AI 664567 / RS",
"AI 844 . 400 AGR / RS",
"AI 844 . 400 AGR / RS",
"AI 844 . 400 AGR / RS",
"HC 86 . 320",
"HC 71 . 711",
"AI 394 . 065 - AgR - ED - ED",
"HC 96968 / RS",
"AI 844 . 400",
"HC 86 . 320",
"HC 71 . 711",
"AI 394 . 065 - AgR - ED - ED",
"HC 96968 / RS",
"AI 844 . 400 AGR / RS",
"AI 844 . 400 AGR / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 400",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 834 . 125",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 844 . 400",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 400",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 834 . 125",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 844 . 400",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 844 . 400",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO"
],
"LEGISLACAO": [
"ART",
"art . 115 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 102 , § 3 . . .",
"EC 45 / 2004",
"L",
". 11 . 418 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 102 , § 3 . . . ,",
"EC 45 / 2004",
"L",
". 11 . 418 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 102 , III",
"EC 45",
"art . 102 da Constituição",
"L",
". 11 . 418 / 06",
"Código de Processo Civil",
"L",
". 11 . 418 / 06",
"L",
". 8 . 950 / 94",
"L",
". 8 . 038 / 90",
"Código de Processo Civil",
"Constituição",
"C",
".",
"Pr",
". Civil , art . 543 - A , §",
"L",
".",
"11",
".",
"418 /",
"06",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 102 , III",
"EC 45",
"L",
". 11 . 418 / 06",
"Código de Processo Civil",
"L",
". 11 . 418 / 06",
"L",
". 8 . 950 / 94",
"L",
".",
"8 . 038 / 90",
"Código de Processo Civil",
"Constituição",
"C",
"Pr",
"L",
". 11 . 418 / 06",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII",
"art . 327 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 109 , IV , do Código Penal",
"artigo 115 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 109 , IV , do Código Penal",
"artigo 115 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 115 DO CÓDIGO PENAL",
"art . 110 do Código Penal",
"art . 115 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 115 DO CÓDIGO PENAL",
"§ 1 . . . do art . 110 do Código Penal",
"art . 115 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Niterói , RJ",
"Niterói , RJ",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário desta Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário desta Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ADÃO DA SILVA MELO",
"LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ADÃO DA SILVA MELO",
"LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ADÃO DA SILVA MELO",
"LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"GRECO , Rogério",
"Ricardo Lewandowski",
"Carlos Velloso",
"Ayres Britto",
"GRECO , Rogério",
"Ricardo Lewandowski",
"Carlos Velloso",
"Ayres Britto",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"ADÃO DA SILVA MELO",
"LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ADÃO DA SILVA MELO",
"LUIZ ANTONIO DE OLIVEIRA BORGES",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"3 de abril de 2012",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"18 de junho de 2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"18 de junho de 2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de dezembro de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de dezembro de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"11",
".",
"2001",
"01",
".",
"4",
".",
"2002",
"30",
".",
"4",
".",
"2008",
"24",
".",
"3",
".",
"2011",
"23",
".",
"7",
".",
"1940",
"24",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"11",
".",
"2001",
"01",
".",
"4",
".",
"2002",
"30",
".",
"4",
".",
"2008",
"24",
".",
"3",
".",
"2011",
"23",
".",
"7",
".",
"1940",
"24",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2009",
"1",
".",
".",
".",
".",
"12",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2009",
"1",
".",
".",
".",
".",
"12",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.912 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
ADV.(A/S)
: ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
: IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – COISA JULGADA EM
SENTIDO MATERIAL - INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE:
ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO
SENTENCIAL - PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE DA
COISA JULGADA - EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA JURÍDICAS - VALORES
FUNDAMENTAIS INERENTES AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO - EFICÁCIA
PRECLUSIVA DA “RES JUDICATA” - “TANTUM JUDICATUM QUANTUM DISPUTATUM VEL
DISPUTARI DEBEBAT” - CONSEQUENTE IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DE
CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE
PROFERIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL - A QUESTÃO DO ALCANCE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 741 DO
CPC - MAGISTÉRIO DA DOUTRINA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
- A sentença de mérito transitada em julgado só pode ser
desconstituída mediante ajuizamento de específica ação autônoma de
impugnação (ação rescisória) que haja sido proposta na fluência do prazo
decadencial previsto em lei, pois, com o exaurimento de referido lapso
temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, insuscetível de
ulterior modificação, ainda que o ato sentencial encontre fundamento em
legislação que, em momento posterior, tenha sido declarada inconstitucional
pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato, quer no
âmbito de fiscalização incidental de constitucionalidade.
- A superveniência de decisão do Supremo Tribunal Federal,
declaratória de inconstitucionalidade de diploma normativo utilizado
como fundamento do título judicial questionado, ainda que impregnada
de eficácia “ex tunc” - como sucede, ordinariamente, com os
julgamentos
proferidos
em
sede
de
fiscalização
concentrada
(RTJ 87/758 – RTJ 164/506-509 – RTJ 201/765) -, não se revela apta,
só por si, a desconstituir a autoridade da coisa julgada, que
traduz, em nosso sistema jurídico, limite insuperável à força
retroativa
resultante
dos
pronunciamentos
que
emanam,
“in
abstracto”, da Suprema Corte. Doutrina. Precedentes.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/11/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 29
Ementa e Acórdão
RE 592.912 AgR / RS
2
- O significado do instituto da coisa julgada material
como expressão da própria supremacia do ordenamento constitucional e
como elemento inerente à existência do Estado Democrático de
Direito.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 03 de abril de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
2
- O significado do instituto da coisa julgada material
como expressão da própria supremacia do ordenamento constitucional e
como elemento inerente à existência do Estado Democrático de
Direito.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 03 de abril de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 29
Relatório
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.912 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
ADV.(A/S)
: ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
: IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O
presente recurso extraordinário foi interposto contra decisão do
E. TRF/4ª Região, que, confirmada em sede de embargos de declaração,
acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 65):
“PROCESSUAL CIVIL. JUROS MORATÓRIOS EM PRECATÓRIO
SUPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DO ART. 557 DO CPC.
Perfeitamente possível ao relator negar seguimento
a recurso cuja matéria articulada nas razões recursais
está em confronto com a jurisprudência deste Tribunal,
incidindo na hipótese o artigo 557 do CPC.”
Ao examinar o recurso extraordinário em questão,
neguei-lhe provimento, considerando a existência, na espécie, de
decisão protegida pela autoridade da coisa julgada em sentido
material (fls. 215/230).
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.912 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
ADV.(A/S)
: ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
: IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O
presente recurso extraordinário foi interposto contra decisão do
E. TRF/4ª Região, que, confirmada em sede de embargos de declaração,
acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 65):
“PROCESSUAL CIVIL. JUROS MORATÓRIOS EM PRECATÓRIO
SUPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DO ART. 557 DO CPC.
Perfeitamente possível ao relator negar seguimento
a recurso cuja matéria articulada nas razões recursais
está em confronto com a jurisprudência deste Tribunal,
incidindo na hipótese o artigo 557 do CPC.”
Ao examinar o recurso extraordinário em questão,
neguei-lhe provimento, considerando a existência, na espécie, de
decisão protegida pela autoridade da coisa julgada em sentido
material (fls. 215/230).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 29
Relatório
RE 592.912 AgR / RS
2
Inconformada com essa decisão, a União Federal interpõe
o
presente
“agravo”,
postulando
o
provimento
do
recurso
extraordinário que deduziu.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
2
Inconformada com essa decisão, a União Federal interpõe
o
presente
“agravo”,
postulando
o
provimento
do
recurso
extraordinário que deduziu.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, não há como acolher o pleito deduzido nesta
sede recursal, pois a parte recorrente, na realidade, busca rescindir
o julgado, pretendendo, em sede processualmente inadequada (execução
de sentença) e de maneira absolutamente imprópria, o reexame do fundo
da controvérsia, que já constituiu objeto de decisão – tornada
irrecorrível - proferida no processo de conhecimento.
Vale reproduzir, no ponto, fragmentos do voto condutor,
que, proferido no âmbito do TRF/4ª Região, prevaleceu no julgamento
emanado daquela Corte judiciária (fls. 64/64v.):
“A decisão inicial foi proferida nos seguintes
termos:
‘A decisão agravada está de acordo com a
jurisprudência dominante tanto deste Tribunal quanto
do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que
cabem juros moratórios em precatório complementar
quando sua ausência implica em desrespeito à coisa
julgada.
Em
tal
situação,
não
se
aplica
o
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, não há como acolher o pleito deduzido nesta
sede recursal, pois a parte recorrente, na realidade, busca rescindir
o julgado, pretendendo, em sede processualmente inadequada (execução
de sentença) e de maneira absolutamente imprópria, o reexame do fundo
da controvérsia, que já constituiu objeto de decisão – tornada
irrecorrível - proferida no processo de conhecimento.
Vale reproduzir, no ponto, fragmentos do voto condutor,
que, proferido no âmbito do TRF/4ª Região, prevaleceu no julgamento
emanado daquela Corte judiciária (fls. 64/64v.):
“A decisão inicial foi proferida nos seguintes
termos:
‘A decisão agravada está de acordo com a
jurisprudência dominante tanto deste Tribunal quanto
do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que
cabem juros moratórios em precatório complementar
quando sua ausência implica em desrespeito à coisa
julgada.
Em
tal
situação,
não
se
aplica
o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
4
entendimento do Supremo Tribunal Federal a respeito
da matéria de fundo. Transcrevo os precedentes:
O
título
judicial
exeqüendo
determinou,
expressamente, a incidência de juros de mora ‘até o
depósito da integralidade da dívida’, hipótese na
qual, sob pena de violação à coisa julgada, não
cabe a exclusão de referida parcela dos cálculos
para expedição de precatório complementar.
(STJ,
REsp
807573/RS,
Quinta
Turma,
Relator
Ministro Arnaldo Esteves Lima, decisão unânime, DJ
01/08/2006 p. 535)
É cediço no STJ que não é possível a exclusão da
incidência dos juros de mora no período compreendido
entre
a
expedição
e
o
efetivo
pagamento
do
precatório, sob pena de violação da coisa julgada,
tendo em vista que o título executivo judicial
determinou
expressamente
a
referida
incidência.
(Resp 677.429
-
RS,
Relator
Ministro
HAMILTON
CARVALHIDO, 6ª Turma, DJ de 19 de dezembro de 2005).
(STJ AgRg no AgRg no REsp 697463/RS, Primeira
Turma, Relator Ministro Luiz Fux, decisão unânime,
DJ 19/06/2006 p. 104)
É bem verdade que a inclusão dos juros
moratórios no precatório complementar já foi objeto
de diversas decisões desta Corte e até do Supremo
Tribunal Federal no julgamento do RE nº 298.616/SP,
no sentido de que não são devidos no período
compreendido
entre
a
data
de
expedição
do
precatório e a data do seu efetivo pagamento, no
prazo estabelecido pela Constituição.
Entretanto, o presente feito cuida de execução
oriunda de título judicial emanado da ação civil
pública nº 97.0012192-5, sendo que a sentença
expressamente determinou a inclusão dos juros
moratórios até o efetivo pagamento. Não obstante a
orientação do Supremo Tribunal Federal em sentido
oposto, deve prevalecer a determinação imposta no
título em face da coisa julgada. Precedentes.
(TRF 4ªR, AG 200304010587525/RS, Terceira Turma,
Relatora Juíza Vânia Hack de Almeida, decisão
unânime, DJ 15/03/2006 p. 437)
Inobstante
a
alteração
no
art.
100
da
Constituição Federal, na espécie deve ser mantida a
coisa julgada, permitindo o pagamento de juros de
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
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entendimento do Supremo Tribunal Federal a respeito
da matéria de fundo. Transcrevo os precedentes:
O
título
judicial
exeqüendo
determinou,
expressamente, a incidência de juros de mora ‘até o
depósito da integralidade da dívida’, hipótese na
qual, sob pena de violação à coisa julgada, não
cabe a exclusão de referida parcela dos cálculos
para expedição de precatório complementar.
(STJ,
REsp
807573/RS,
Quinta
Turma,
Relator
Ministro Arnaldo Esteves Lima, decisão unânime, DJ
01/08/2006 p. 535)
É cediço no STJ que não é possível a exclusão da
incidência dos juros de mora no período compreendido
entre
a
expedição
e
o
efetivo
pagamento
do
precatório, sob pena de violação da coisa julgada,
tendo em vista que o título executivo judicial
determinou
expressamente
a
referida
incidência.
(Resp 677.429
-
RS,
Relator
Ministro
HAMILTON
CARVALHIDO, 6ª Turma, DJ de 19 de dezembro de 2005).
(STJ AgRg no AgRg no REsp 697463/RS, Primeira
Turma, Relator Ministro Luiz Fux, decisão unânime,
DJ 19/06/2006 p. 104)
É bem verdade que a inclusão dos juros
moratórios no precatório complementar já foi objeto
de diversas decisões desta Corte e até do Supremo
Tribunal Federal no julgamento do RE nº 298.616/SP,
no sentido de que não são devidos no período
compreendido
entre
a
data
de
expedição
do
precatório e a data do seu efetivo pagamento, no
prazo estabelecido pela Constituição.
Entretanto, o presente feito cuida de execução
oriunda de título judicial emanado da ação civil
pública nº 97.0012192-5, sendo que a sentença
expressamente determinou a inclusão dos juros
moratórios até o efetivo pagamento. Não obstante a
orientação do Supremo Tribunal Federal em sentido
oposto, deve prevalecer a determinação imposta no
título em face da coisa julgada. Precedentes.
(TRF 4ªR, AG 200304010587525/RS, Terceira Turma,
Relatora Juíza Vânia Hack de Almeida, decisão
unânime, DJ 15/03/2006 p. 437)
Inobstante
a
alteração
no
art.
100
da
Constituição Federal, na espécie deve ser mantida a
coisa julgada, permitindo o pagamento de juros de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
5
mora entre a data da elaboração da conta e o
pagamento do precatório.
(TRF 4ªR, AC 200071000088369/RS, Quarta Turma,
Relator Juiz Márcio Antônio Rocha, decisão unânime,
DJ 09/11/2005 p. 271).”
Torna-se
importante
rememorar,
considerado
esse
contexto processual, o alto significado de que se reveste, em nosso
sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui
atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade
que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade,
de um lado, e a coercibilidade, de outro.
A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em
sentido material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os
atributos que lhe são inerentes, a significar, como já salientado,
que nenhum ato estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a
integridade.
Foi por tal motivo que o Supremo Tribunal Federal, por
mais de uma vez, já advertiu, em causa idêntica à que ora se examina
(incidência de juros moratórios no período compreendido entre a
expedição do respectivo precatório e a data do seu efetivo
pagamento,
ainda
que
efetuado
este
no
curso
do
prazo
estabelecido pelo § 1º do art. 100 da Constituição, na redação
anterior à EC nº 30/2000), que, “Mesmo havendo o acórdão impugnado
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
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mora entre a data da elaboração da conta e o
pagamento do precatório.
(TRF 4ªR, AC 200071000088369/RS, Quarta Turma,
Relator Juiz Márcio Antônio Rocha, decisão unânime,
DJ 09/11/2005 p. 271).”
Torna-se
importante
rememorar,
considerado
esse
contexto processual, o alto significado de que se reveste, em nosso
sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui
atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade
que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade,
de um lado, e a coercibilidade, de outro.
A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em
sentido material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os
atributos que lhe são inerentes, a significar, como já salientado,
que nenhum ato estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a
integridade.
Foi por tal motivo que o Supremo Tribunal Federal, por
mais de uma vez, já advertiu, em causa idêntica à que ora se examina
(incidência de juros moratórios no período compreendido entre a
expedição do respectivo precatório e a data do seu efetivo
pagamento,
ainda
que
efetuado
este
no
curso
do
prazo
estabelecido pelo § 1º do art. 100 da Constituição, na redação
anterior à EC nº 30/2000), que, “Mesmo havendo o acórdão impugnado
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
6
dissentindo da orientação firmada pelo Plenário desta colenda Corte,
não é possível seu provimento”, pelo fato - extremamente relevante –
de a controvérsia haver sido “(...) decidida em sentença exarada no
processo de conhecimento, não restando possibilidade de se analisar
o título executivo, em face do trânsito em julgado da decisão
condenatória” (RE 401.399/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.).
Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em
sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes
ao
comando
sentencial,
recebem,
diretamente,
da
própria
Constituição,
especial
proteção
destinada
a
preservar
a
inalterabilidade
dos
pronunciamentos
emanados
dos
Juízes
e
Tribunais, criando, desse modo, situação de certeza, de estabilidade
e de segurança para as relações jurídicas.
É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso
de Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51ª ed.,
2010, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da
coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res
judicata”, objetivou atender, tão-somente, “uma exigência de ordem
prática (...), de não mais permitir que se volte a discutir acerca
das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”,
expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
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dissentindo da orientação firmada pelo Plenário desta colenda Corte,
não é possível seu provimento”, pelo fato - extremamente relevante –
de a controvérsia haver sido “(...) decidida em sentença exarada no
processo de conhecimento, não restando possibilidade de se analisar
o título executivo, em face do trânsito em julgado da decisão
condenatória” (RE 401.399/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.).
Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em
sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes
ao
comando
sentencial,
recebem,
diretamente,
da
própria
Constituição,
especial
proteção
destinada
a
preservar
a
inalterabilidade
dos
pronunciamentos
emanados
dos
Juízes
e
Tribunais, criando, desse modo, situação de certeza, de estabilidade
e de segurança para as relações jurídicas.
É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso
de Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51ª ed.,
2010, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da
coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res
judicata”, objetivou atender, tão-somente, “uma exigência de ordem
prática (...), de não mais permitir que se volte a discutir acerca
das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”,
expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
7
questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas
e em preservar a paz no convívio social.
Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa
julgada, considerada a própria disciplina constitucional que a rege,
que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo,
revogado)
prescrições
normativas
que
tenham
sido
aplicadas,
jurisdicionalmente, na resolução do litígio – tem o poder de afetar
ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada.
Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687,
2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações
entre a coisa julgada e a Constituição:
“A coisa julgada cria, para a segurança dos
direitos subjetivos, situação de imutabilidade que nem
mesmo a lei pode destruir ou vulnerar - é o que se
infere do art. 5º, XXXVI, da Lei Maior. E sob esse
aspecto é que se pode qualificar a ‘res iudicata’ como
garantia constitucional de tutela a direito individual.
Por
outro
lado,
essa
garantia,
outorgada
na
Constituição, dá mais ênfase e realce àquela da tutela
jurisdicional,
constitucionalmente
consagrada,
no
art. 5º, XXXV, para a defesa de direito atingido por
ato lesivo, visto que a torna intangível até mesmo em
face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure
o exercício da referida tutela, decidindo e compondo a
lide.” (grifei)
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
7
questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas
e em preservar a paz no convívio social.
Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa
julgada, considerada a própria disciplina constitucional que a rege,
que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo,
revogado)
prescrições
normativas
que
tenham
sido
aplicadas,
jurisdicionalmente, na resolução do litígio – tem o poder de afetar
ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada.
Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687,
2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações
entre a coisa julgada e a Constituição:
“A coisa julgada cria, para a segurança dos
direitos subjetivos, situação de imutabilidade que nem
mesmo a lei pode destruir ou vulnerar - é o que se
infere do art. 5º, XXXVI, da Lei Maior. E sob esse
aspecto é que se pode qualificar a ‘res iudicata’ como
garantia constitucional de tutela a direito individual.
Por
outro
lado,
essa
garantia,
outorgada
na
Constituição, dá mais ênfase e realce àquela da tutela
jurisdicional,
constitucionalmente
consagrada,
no
art. 5º, XXXV, para a defesa de direito atingido por
ato lesivo, visto que a torna intangível até mesmo em
face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure
o exercício da referida tutela, decidindo e compondo a
lide.” (grifei)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
8
Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da
eficácia preclusiva da “res judicata”, que, em sede de execução, não
mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução
no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que
apreciou a controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da
coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 474 do CPC,
“reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas
que a parte poderia opor (...) à rejeição do pedido” (grifei).
Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da
doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de
Processo Civil Comentado”, p. 709, 10ª ed., 2007, RT), cujo
magistério - em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame -
assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel
disputari debebat”:
“Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes
ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão
relacionada com a lide sobre a qual pesa a autoridade da
coisa julgada. A norma reputa repelidas todas as alegações
que as partes poderiam ter feito na petição inicial e
contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer
significar que não se admite a propositura de nova demanda
para rediscutir a lide, com base em novas alegações.”
(grifei)
Esse entendimento - que sustenta a extensão da
autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi
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RE 592.912 AgR / RS
8
Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da
eficácia preclusiva da “res judicata”, que, em sede de execução, não
mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução
no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que
apreciou a controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da
coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 474 do CPC,
“reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas
que a parte poderia opor (...) à rejeição do pedido” (grifei).
Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da
doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de
Processo Civil Comentado”, p. 709, 10ª ed., 2007, RT), cujo
magistério - em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame -
assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel
disputari debebat”:
“Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes
ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão
relacionada com a lide sobre a qual pesa a autoridade da
coisa julgada. A norma reputa repelidas todas as alegações
que as partes poderiam ter feito na petição inicial e
contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer
significar que não se admite a propositura de nova demanda
para rediscutir a lide, com base em novas alegações.”
(grifei)
Esse entendimento - que sustenta a extensão da
autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi
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RE 592.912 AgR / RS
9
efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não
o foi, desde que tais alegações e defesas se contenham no objeto do
processo - também encontra apoio no magistério doutrinário de outros
eminentes autores, tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de
Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a,
51ª ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual
Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11ª ed., 1996, Saraiva),
MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”,
vol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO
(“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992,
Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora).
Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de
ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53,
item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo
Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites
objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as
questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”:
“(...) se uma questão pudesse ser discutida no
processo, mas de fato não o foi, também a ela se
estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de
que aquela questão não poderia ser utilizada para negar
ou contestar o resultado a que se chegou naquele
processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de
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Supremo Tribunal Federal
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9
efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não
o foi, desde que tais alegações e defesas se contenham no objeto do
processo - também encontra apoio no magistério doutrinário de outros
eminentes autores, tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de
Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a,
51ª ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual
Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11ª ed., 1996, Saraiva),
MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”,
vol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO
(“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992,
Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora).
Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de
ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53,
item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo
Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites
objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as
questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”:
“(...) se uma questão pudesse ser discutida no
processo, mas de fato não o foi, também a ela se
estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de
que aquela questão não poderia ser utilizada para negar
ou contestar o resultado a que se chegou naquele
processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de
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RE 592.912 AgR / RS
10
deduções defensivas que teria podido opor, e foi
condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções
para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do
instituto exige que a coisa julgada permaneça firme,
embora a discussão das questões relevantes tenha sido
eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo,
necessariamente, tanto as questões que foram discutidas
como as que o poderiam ser.” (grifei)
A necessária observância da autoridade da coisa julgada
representa expressivo consectário da ordem constitucional, que
consagra, dentre os vários princípios que dela resultam, aquele
concernente à segurança jurídica.
É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, por
mais de uma vez, já fez consignar advertência que põe em destaque a
essencialidade do postulado da segurança jurídica e a consequente
imprescindibilidade de amparo e tutela das relações jurídicas
definidas por decisão transitada em julgado:
“O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS IRRECORRÍVEIS
IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL
INDERROGÁVEL.
A exigência de respeito incondicional às decisões
judiciais
transitadas
em
julgado
traduz
imposição
constitucional justificada pelo princípio da separação de
poderes e fundada nos postulados que informam, em nosso
sistema jurídico, a própria concepção de Estado Democrático
de Direito.
O dever de cumprir as decisões emanadas do Poder
Judiciário, notadamente nos casos em que a condenação
judicial tem por destinatário o próprio Poder Público,
muito mais do que simples incumbência de ordem
processual, representa uma incontornável obrigação
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Supremo Tribunal Federal
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deduções defensivas que teria podido opor, e foi
condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções
para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do
instituto exige que a coisa julgada permaneça firme,
embora a discussão das questões relevantes tenha sido
eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo,
necessariamente, tanto as questões que foram discutidas
como as que o poderiam ser.” (grifei)
A necessária observância da autoridade da coisa julgada
representa expressivo consectário da ordem constitucional, que
consagra, dentre os vários princípios que dela resultam, aquele
concernente à segurança jurídica.
É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, por
mais de uma vez, já fez consignar advertência que põe em destaque a
essencialidade do postulado da segurança jurídica e a consequente
imprescindibilidade de amparo e tutela das relações jurídicas
definidas por decisão transitada em julgado:
“O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS IRRECORRÍVEIS
IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL
INDERROGÁVEL.
A exigência de respeito incondicional às decisões
judiciais
transitadas
em
julgado
traduz
imposição
constitucional justificada pelo princípio da separação de
poderes e fundada nos postulados que informam, em nosso
sistema jurídico, a própria concepção de Estado Democrático
de Direito.
O dever de cumprir as decisões emanadas do Poder
Judiciário, notadamente nos casos em que a condenação
judicial tem por destinatário o próprio Poder Público,
muito mais do que simples incumbência de ordem
processual, representa uma incontornável obrigação
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
11
institucional a que não se pode subtrair o aparelho de
Estado,
sob
pena
de
grave
comprometimento
dos
princípios consagrados no texto da Constituição da
República.
A desobediência a ordem ou a decisão judicial pode
gerar,
em
nosso
sistema
jurídico,
gravíssimas
conseqüências, quer no plano penal, quer no âmbito
político-administrativo
(possibilidade
de
‘impeachment’), quer, ainda, na esfera institucional
(decretabilidade de intervenção federal nos Estados-
-membros
ou
em
Municípios
situados
em
Território
Federal, ou de intervenção estadual nos Municípios).”
(RTJ 167/6-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
O que se revela incontroverso, nesse contexto, é que a
exigência de segurança jurídica, enquanto expressão do Estado
Democrático de Direito, mostra-se impregnada de elevado conteúdo
ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações jurídicas,
mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Rel. p/ o acórdão Min.
GILMAR MENDES), em ordem a viabilizar a incidência desse mesmo
princípio sobre comportamentos de qualquer dos Poderes ou órgãos do
Estado, para que se preservem, desse modo, situações consolidadas e
protegidas pelo fenômeno da “res judicata”.
Importante referir, no ponto, em face de sua extrema
pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO (“Direito
Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998, Almedina):
“Estes dois princípios - segurança jurídica e
protecção da confiança - andam estreitamente associados
a ponto de alguns autores considerarem o princípio da
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institucional a que não se pode subtrair o aparelho de
Estado,
sob
pena
de
grave
comprometimento
dos
princípios consagrados no texto da Constituição da
República.
A desobediência a ordem ou a decisão judicial pode
gerar,
em
nosso
sistema
jurídico,
gravíssimas
conseqüências, quer no plano penal, quer no âmbito
político-administrativo
(possibilidade
de
‘impeachment’), quer, ainda, na esfera institucional
(decretabilidade de intervenção federal nos Estados-
-membros
ou
em
Municípios
situados
em
Território
Federal, ou de intervenção estadual nos Municípios).”
(RTJ 167/6-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
O que se revela incontroverso, nesse contexto, é que a
exigência de segurança jurídica, enquanto expressão do Estado
Democrático de Direito, mostra-se impregnada de elevado conteúdo
ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações jurídicas,
mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Rel. p/ o acórdão Min.
GILMAR MENDES), em ordem a viabilizar a incidência desse mesmo
princípio sobre comportamentos de qualquer dos Poderes ou órgãos do
Estado, para que se preservem, desse modo, situações consolidadas e
protegidas pelo fenômeno da “res judicata”.
Importante referir, no ponto, em face de sua extrema
pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO (“Direito
Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998, Almedina):
“Estes dois princípios - segurança jurídica e
protecção da confiança - andam estreitamente associados
a ponto de alguns autores considerarem o princípio da
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
12
protecção de confiança como um subprincípio ou como uma
dimensão específica da segurança jurídica. Em geral,
considera-se que a segurança jurídica está conexionada
com elementos objectivos da ordem jurídica - garantia
de estabilidade jurídica, segurança de orientação e
realização do direito - enquanto a protecção da
confiança se prende mais com as componentes subjectivas
da
segurança,
designadamente
a
calculabilidade
e
previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos
jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e
a
protecção
da
confiança
exigem,
no
fundo:
(1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência
dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles
o
cidadão
veja
garantida
a
segurança
nas
suas
disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus
próprios actos. Deduz-se já que os postulados da
segurança jurídica e da protecção da confiança são
exigíveis perante 'qualquer acto' de 'qualquer poder' -
legislativo, executivo e judicial.” (grifei)
Nem se diga, ainda, para legitimar a pretensão jurídica
da parte ora recorrente, que esta poderia invocar, em seu favor, a
tese da “relativização” da autoridade da coisa julgada, em especial
da (impropriamente) denominada “coisa julgada inconstitucional”,
como sustentam alguns autores (JOSÉ AUGUSTO DELGADO, “Pontos
Polêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais Protegidas –
Efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais”, “in”
Revista de Processo nº 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Relativizar
a Coisa Julgada Material”, “in” Revista de Processo nº 109/9-38;
HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “A Reforma do Processo de Execução e o
Problema da Coisa Julgada Inconstitucional (Código de Processo Civil,
artigo 741,
Parágrafo
Único)”,
“in”
Revista
dos
Tribunais,
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protecção de confiança como um subprincípio ou como uma
dimensão específica da segurança jurídica. Em geral,
considera-se que a segurança jurídica está conexionada
com elementos objectivos da ordem jurídica - garantia
de estabilidade jurídica, segurança de orientação e
realização do direito - enquanto a protecção da
confiança se prende mais com as componentes subjectivas
da
segurança,
designadamente
a
calculabilidade
e
previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos
jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e
a
protecção
da
confiança
exigem,
no
fundo:
(1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência
dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles
o
cidadão
veja
garantida
a
segurança
nas
suas
disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus
próprios actos. Deduz-se já que os postulados da
segurança jurídica e da protecção da confiança são
exigíveis perante 'qualquer acto' de 'qualquer poder' -
legislativo, executivo e judicial.” (grifei)
Nem se diga, ainda, para legitimar a pretensão jurídica
da parte ora recorrente, que esta poderia invocar, em seu favor, a
tese da “relativização” da autoridade da coisa julgada, em especial
da (impropriamente) denominada “coisa julgada inconstitucional”,
como sustentam alguns autores (JOSÉ AUGUSTO DELGADO, “Pontos
Polêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais Protegidas –
Efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais”, “in”
Revista de Processo nº 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Relativizar
a Coisa Julgada Material”, “in” Revista de Processo nº 109/9-38;
HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “A Reforma do Processo de Execução e o
Problema da Coisa Julgada Inconstitucional (Código de Processo Civil,
artigo 741,
Parágrafo
Único)”,
“in”
Revista
dos
Tribunais,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
13
vol. 841/56/76, ano 94; TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER e JOSÉ MIGUEL
GARCIA
MEDINA,
“O
Dogma
da
Coisa
Julgada
–
Hipóteses
de
Relativização”, 2003, RT; TEORI ALBINO ZAVASCKI, “Embargos à Execução
com Eficácia Rescisória: Sentido e Alcance do Art. 741, Parágrafo
Único, Do CPC”, “in” Revista de Processo, vol. 125/79-91, v.g.).
Tenho para mim que essa postulação, se admitida,
antagonizar-se-ia com a proteção jurídica que a ordem constitucional
dispensa, em caráter tutelar, à “res judicata”.
Na realidade, a desconsideração da “auctoritas rei
judicatae” implicaria grave enfraquecimento de uma importantíssima
garantia constitucional que surgiu, de modo expresso, em nosso
ordenamento positivo, com a Constituição de 1934.
A pretendida “relativização” da coisa julgada – tese
que
tenho
repudiado
em
diversos
julgamentos
(monocráticos)
proferidos
no
Supremo
Tribunal
Federal
(RE
554.111/RS
–
RE 594.350/RS - RE 594.892/RS - RE 594.929/RS - RE 595.565/RS, dos
quais sou Relator) - provocaria consequências altamente lesivas à
estabilidade das relações intersubjetivas, à exigência de certeza e
de segurança jurídicas e à preservação do equilíbrio social, valendo
destacar, em face da absoluta pertinência de suas observações, a
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RE 592.912 AgR / RS
13
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GARCIA
MEDINA,
“O
Dogma
da
Coisa
Julgada
–
Hipóteses
de
Relativização”, 2003, RT; TEORI ALBINO ZAVASCKI, “Embargos à Execução
com Eficácia Rescisória: Sentido e Alcance do Art. 741, Parágrafo
Único, Do CPC”, “in” Revista de Processo, vol. 125/79-91, v.g.).
Tenho para mim que essa postulação, se admitida,
antagonizar-se-ia com a proteção jurídica que a ordem constitucional
dispensa, em caráter tutelar, à “res judicata”.
Na realidade, a desconsideração da “auctoritas rei
judicatae” implicaria grave enfraquecimento de uma importantíssima
garantia constitucional que surgiu, de modo expresso, em nosso
ordenamento positivo, com a Constituição de 1934.
A pretendida “relativização” da coisa julgada – tese
que
tenho
repudiado
em
diversos
julgamentos
(monocráticos)
proferidos
no
Supremo
Tribunal
Federal
(RE
554.111/RS
–
RE 594.350/RS - RE 594.892/RS - RE 594.929/RS - RE 595.565/RS, dos
quais sou Relator) - provocaria consequências altamente lesivas à
estabilidade das relações intersubjetivas, à exigência de certeza e
de segurança jurídicas e à preservação do equilíbrio social, valendo
destacar, em face da absoluta pertinência de suas observações, a
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
14
advertência
de
ARAKEN
DE
ASSIS
(“Eficácia
da
Coisa
Julgada
Inconstitucional”, “in” Revista Jurídica nº 301/7-29, 12-13):
“Aberta a janela, sob o pretexto de observar
equivalentes
princípios
da
Carta
Política,
comprometidos pela indiscutibilidade do provimento
judicial, não se revela difícil prever que todas as
portas se escancararão às iniciativas do vencido. O
vírus do relativismo contaminará, fatalmente, todo o
sistema judiciário. Nenhum veto, ‘a priori’, barrará o
vencido de desafiar e afrontar o resultado precedente
de qualquer processo, invocando hipotética ofensa deste
ou
daquele
valor
da
Constituição.
A
simples
possibilidade de êxito do intento revisionista, sem as
peias da rescisória, multiplicará os litígios, nos
quais
o
órgão
judiciário
de
1º
grau
decidirá,
preliminarmente, se obedece, ou não, ao pronunciamento
transitado em julgado do seu Tribunal e até, conforme o
caso, do Supremo Tribunal Federal. Tudo, naturalmente
justificado pelo respeito obsequioso à Constituição e
baseado
na
volúvel
livre
convicção
do
magistrado
inferior.
Por tal motivo, mostra-se flagrante o risco de se
perder qualquer noção de segurança e de hierarquia
judiciária. Ademais, os litígios jamais acabarão,
renovando-se, a todo instante, sob o pretexto de ofensa
a
este
ou
aquele
princípio
constitucional.
Para
combater
semelhante
desserviço
à
Nação,
urge
a
intervenção do legislador, com o fito de estabelecer,
previamente, as situações em que a eficácia de coisa
julgada não opera na desejável e natural extensão e o
remédio adequado para retratá-la (...). Este é o
caminho promissor para banir a insegurança do vencedor,
a afoiteza ou falta de escrúpulos do vencido e o
arbítrio e os casuísmos judiciais.” (grifei)
Esse mesmo entendimento - que rejeita a “relativização”
da coisa julgada em sentido material – foi exposto, em lapidar
abordagem do tema, por NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE
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Supremo Tribunal Federal
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14
advertência
de
ARAKEN
DE
ASSIS
(“Eficácia
da
Coisa
Julgada
Inconstitucional”, “in” Revista Jurídica nº 301/7-29, 12-13):
“Aberta a janela, sob o pretexto de observar
equivalentes
princípios
da
Carta
Política,
comprometidos pela indiscutibilidade do provimento
judicial, não se revela difícil prever que todas as
portas se escancararão às iniciativas do vencido. O
vírus do relativismo contaminará, fatalmente, todo o
sistema judiciário. Nenhum veto, ‘a priori’, barrará o
vencido de desafiar e afrontar o resultado precedente
de qualquer processo, invocando hipotética ofensa deste
ou
daquele
valor
da
Constituição.
A
simples
possibilidade de êxito do intento revisionista, sem as
peias da rescisória, multiplicará os litígios, nos
quais
o
órgão
judiciário
de
1º
grau
decidirá,
preliminarmente, se obedece, ou não, ao pronunciamento
transitado em julgado do seu Tribunal e até, conforme o
caso, do Supremo Tribunal Federal. Tudo, naturalmente
justificado pelo respeito obsequioso à Constituição e
baseado
na
volúvel
livre
convicção
do
magistrado
inferior.
Por tal motivo, mostra-se flagrante o risco de se
perder qualquer noção de segurança e de hierarquia
judiciária. Ademais, os litígios jamais acabarão,
renovando-se, a todo instante, sob o pretexto de ofensa
a
este
ou
aquele
princípio
constitucional.
Para
combater
semelhante
desserviço
à
Nação,
urge
a
intervenção do legislador, com o fito de estabelecer,
previamente, as situações em que a eficácia de coisa
julgada não opera na desejável e natural extensão e o
remédio adequado para retratá-la (...). Este é o
caminho promissor para banir a insegurança do vencedor,
a afoiteza ou falta de escrúpulos do vencido e o
arbítrio e os casuísmos judiciais.” (grifei)
Esse mesmo entendimento - que rejeita a “relativização”
da coisa julgada em sentido material – foi exposto, em lapidar
abordagem do tema, por NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
15
NERY (“Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante”,
p. 715/717, itens ns. 28 e 30, e p. 1.132, item n. 14, 11ª ed., 2010, RT):
“28. Coisa julgada material e Estado Democrático de
Direito. A doutrina mundial reconhece o instituto da
coisa julgada material como ‘elemento de existência’ do
Estado Democrático de Direito (...). A ‘supremacia da
Constituição’ está na própria coisa julgada, enquanto
manifestação
do
Estado
Democrático
de
Direito,
fundamento da República (CF 1.º ‘caput’), não sendo
princípio que possa opor-se à coisa julgada como se
esta estivesse abaixo de qualquer outro instituto
constitucional. Quando se fala na intangibilidade da
coisa julgada, não se deve dar ao instituto tratamento
jurídico inferior, de mera figura do processo civil,
regulada por lei ordinária, mas, ao contrário, impõe-se
o reconhecimento da coisa julgada com a magnitude
constitucional que lhe é própria, ou seja, de elemento
formador do Estado Democrático de Direito, que não pode
ser apequenado por conta de algumas situações, velhas
conhecidas da doutrina e jurisprudência, como é o caso
da sentença injusta, repelida como irrelevante (...) ou
da sentença proferida contra a Constituição ou a lei,
igualmente considerada pela doutrina (...), sendo que,
nesta última hipótese, pode ser desconstituída pela
ação rescisória (CPC 485 V). (...) O risco político de
haver sentença injusta ou inconstitucional no caso
concreto parece ser menos grave do que o risco político
de instaurar-se a insegurança geral com a relativização
(‘rectius’: desconsideração) da coisa julgada.
...................................................
30. Controle da constitucionalidade da sentença.
Coisa julgada inconstitucional. Os atos jurisdicionais
do Poder Judiciário ficam sujeitos ao controle de sua
constitucionalidade, como todos os atos de todos os
poderes. Para tanto, o ‘due process of law’ desse
controle tem de ser observado. Há três formas para
fazer-se
o
controle
interno,
jurisdicional,
da
constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder
Judiciário: a) por recurso ordinário; b) por recurso
extraordinário; c) por ações autônomas de impugnação.
Na primeira hipótese, tendo sido proferida decisão
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
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NERY (“Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante”,
p. 715/717, itens ns. 28 e 30, e p. 1.132, item n. 14, 11ª ed., 2010, RT):
“28. Coisa julgada material e Estado Democrático de
Direito. A doutrina mundial reconhece o instituto da
coisa julgada material como ‘elemento de existência’ do
Estado Democrático de Direito (...). A ‘supremacia da
Constituição’ está na própria coisa julgada, enquanto
manifestação
do
Estado
Democrático
de
Direito,
fundamento da República (CF 1.º ‘caput’), não sendo
princípio que possa opor-se à coisa julgada como se
esta estivesse abaixo de qualquer outro instituto
constitucional. Quando se fala na intangibilidade da
coisa julgada, não se deve dar ao instituto tratamento
jurídico inferior, de mera figura do processo civil,
regulada por lei ordinária, mas, ao contrário, impõe-se
o reconhecimento da coisa julgada com a magnitude
constitucional que lhe é própria, ou seja, de elemento
formador do Estado Democrático de Direito, que não pode
ser apequenado por conta de algumas situações, velhas
conhecidas da doutrina e jurisprudência, como é o caso
da sentença injusta, repelida como irrelevante (...) ou
da sentença proferida contra a Constituição ou a lei,
igualmente considerada pela doutrina (...), sendo que,
nesta última hipótese, pode ser desconstituída pela
ação rescisória (CPC 485 V). (...) O risco político de
haver sentença injusta ou inconstitucional no caso
concreto parece ser menos grave do que o risco político
de instaurar-se a insegurança geral com a relativização
(‘rectius’: desconsideração) da coisa julgada.
...................................................
30. Controle da constitucionalidade da sentença.
Coisa julgada inconstitucional. Os atos jurisdicionais
do Poder Judiciário ficam sujeitos ao controle de sua
constitucionalidade, como todos os atos de todos os
poderes. Para tanto, o ‘due process of law’ desse
controle tem de ser observado. Há três formas para
fazer-se
o
controle
interno,
jurisdicional,
da
constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder
Judiciário: a) por recurso ordinário; b) por recurso
extraordinário; c) por ações autônomas de impugnação.
Na primeira hipótese, tendo sido proferida decisão
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16
contra a CF, pode ser impugnada por recurso ordinário
(agravo, apelação, recurso ordinário constitucional
etc.) no qual se pedirá a anulação ou a reforma da
decisão inconstitucional. O segundo caso é de decisão
de única ou última instância que ofenda a CF, que
poderá ser impugnada por RE para o STF (CF 102
III ‘a’). A terceira e última oportunidade para
controlar-se
a
constitucionalidade
dos
atos
jurisdicionais do Poder Judiciário ocorre quando a
decisão de mérito já tiver transitado em julgado,
situação
em
que
poderá
ser
impugnada
por
ação
rescisória (CPC 485 V) ou revisão criminal (CPP 621).
Passado o prazo de dois anos que a lei estipula (CPC
495) para exercer-se o direito de rescisão de decisão
de mérito transitada em julgado (CPC 485), não é mais
possível
fazer-se
o
controle
judicial
da
constitucionalidade de sentença transitada em julgado.
No século XXI não mais se justifica prestigiar e dar-se
aplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis
insanabilis’ e da ‘praescriptio immemorialis’. Não se
permite a reabertura, a qualquer tempo, da discussão de
lide acobertada por sentença transitada em julgado,
ainda que sob pretexto de que a sentença seria
inconstitucional. O controle da constitucionalidade dos
atos jurisdicionais do Poder Judiciário existe, mas
deve ser feito de acordo com o devido processo legal.
...................................................
14. Inconstitucionalidade material do CPC 741 par.
ún. Título judicial é sentença transitada em julgado,
acobertada pela autoridade da coisa julgada. Esse
título judicial goza de proteção constitucional, que
emana diretamente do Estado Democrático de Direito (CF
1º ‘caput’), além de possuir dimensão de garantia
constitucional fundamental (CF 5º XXXVI). Decisão
‘posterior’, ainda que do STF, não poderá atingir a
coisa julgada que já havia sido formada e dado origem
àquele título executivo judicial. A decisão do STF que
declara inconstitucional lei ou ato normativo tem
eficácia retroativa ‘ex tunc’, para atingir situações
que estejam se desenvolvendo com fundamento nessa lei.
Essa retroatividade tem como limite a ‘coisa julgada’
(Canotilho. ‘Dir. Const.’, p. 1013/1014). Não pode
alcançar, portanto, as relações jurídicas firmes, sobre
as
quais
pesa
a
‘auctoritas
rei
iudicatae’,
manifestação do Estado Democrático de Direito (do ponto
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contra a CF, pode ser impugnada por recurso ordinário
(agravo, apelação, recurso ordinário constitucional
etc.) no qual se pedirá a anulação ou a reforma da
decisão inconstitucional. O segundo caso é de decisão
de única ou última instância que ofenda a CF, que
poderá ser impugnada por RE para o STF (CF 102
III ‘a’). A terceira e última oportunidade para
controlar-se
a
constitucionalidade
dos
atos
jurisdicionais do Poder Judiciário ocorre quando a
decisão de mérito já tiver transitado em julgado,
situação
em
que
poderá
ser
impugnada
por
ação
rescisória (CPC 485 V) ou revisão criminal (CPP 621).
Passado o prazo de dois anos que a lei estipula (CPC
495) para exercer-se o direito de rescisão de decisão
de mérito transitada em julgado (CPC 485), não é mais
possível
fazer-se
o
controle
judicial
da
constitucionalidade de sentença transitada em julgado.
No século XXI não mais se justifica prestigiar e dar-se
aplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis
insanabilis’ e da ‘praescriptio immemorialis’. Não se
permite a reabertura, a qualquer tempo, da discussão de
lide acobertada por sentença transitada em julgado,
ainda que sob pretexto de que a sentença seria
inconstitucional. O controle da constitucionalidade dos
atos jurisdicionais do Poder Judiciário existe, mas
deve ser feito de acordo com o devido processo legal.
...................................................
14. Inconstitucionalidade material do CPC 741 par.
ún. Título judicial é sentença transitada em julgado,
acobertada pela autoridade da coisa julgada. Esse
título judicial goza de proteção constitucional, que
emana diretamente do Estado Democrático de Direito (CF
1º ‘caput’), além de possuir dimensão de garantia
constitucional fundamental (CF 5º XXXVI). Decisão
‘posterior’, ainda que do STF, não poderá atingir a
coisa julgada que já havia sido formada e dado origem
àquele título executivo judicial. A decisão do STF que
declara inconstitucional lei ou ato normativo tem
eficácia retroativa ‘ex tunc’, para atingir situações
que estejam se desenvolvendo com fundamento nessa lei.
Essa retroatividade tem como limite a ‘coisa julgada’
(Canotilho. ‘Dir. Const.’, p. 1013/1014). Não pode
alcançar, portanto, as relações jurídicas firmes, sobre
as
quais
pesa
a
‘auctoritas
rei
iudicatae’,
manifestação do Estado Democrático de Direito (do ponto
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
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17
de
vista
político-social-coletivo)
e
garantia
constitucional fundamental (do ponto de vista do
direito
individual,
coletivo
ou
difuso).
A
esse
respeito, ressalvando a coisa julgada dos efeitos
retroativos da decisão de inconstitucionalidade, embora
nem precisasse fazê-lo, é expressa a CF portuguesa
(art. 282, n. 3, 1ª parte). Caso se admita a retroação
prevista na norma ora comentada como possível, isso
caracterizaria
ofensa
direta
a
dois
dispositivos
constitucionais: CF 1º ‘caput’ (Estado Democrático de
Direito, do qual a coisa julgada é manifestação) e 5º
XXXVI
(garantia
individual
ou
coletiva
da
intangibilidade da coisa julgada). A norma, instituída
pela
L
11232/05,
é,
portanto,
materialmente
inconstitucional.
Não
se
trata
de
privilegiar
o
instituto da coisa julgada sobrepondo-o ao princípio da
supremacia da Constituição (...). A coisa julgada é a
própria Constituição Federal, vale dizer, manifestação,
dentro do Poder Judiciário, do Estado Democrático de
Direito (CF 1º ‘caput’), fundamento da República.”
(grifei)
Absolutamente correto, pois, o magistério de autores –
como JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA (“Considerações Sobre a Chamada
‘Relativização’ da Coisa Julgada Material” “in” Revista de Direito
do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro nº 62/43-69);
ROSEMIRO PEREIRA LEAL (“Relativização Inconstitucional da Coisa
Julgada – Temática Processual e Reflexões Jurídicas”, p. 3/22, 2005,
Del
Rey);
SÉRGIO
GILBERTO
PORTO
(“Cidadania
Processual
e
Relativização da Coisa Julgada” “in” Revista Jurídica nº 304/23-31) e
LUIZ GUILHERME MARINONI e DANIEL MITIDIERO (“Código de Processo
Civil”, p. 716/717, item n. 9, 2ª ed., 2010, RT) – que repudiam a
tese segundo a qual mostrar-se-ia viável a “relativização” da
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
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de
vista
político-social-coletivo)
e
garantia
constitucional fundamental (do ponto de vista do
direito
individual,
coletivo
ou
difuso).
A
esse
respeito, ressalvando a coisa julgada dos efeitos
retroativos da decisão de inconstitucionalidade, embora
nem precisasse fazê-lo, é expressa a CF portuguesa
(art. 282, n. 3, 1ª parte). Caso se admita a retroação
prevista na norma ora comentada como possível, isso
caracterizaria
ofensa
direta
a
dois
dispositivos
constitucionais: CF 1º ‘caput’ (Estado Democrático de
Direito, do qual a coisa julgada é manifestação) e 5º
XXXVI
(garantia
individual
ou
coletiva
da
intangibilidade da coisa julgada). A norma, instituída
pela
L
11232/05,
é,
portanto,
materialmente
inconstitucional.
Não
se
trata
de
privilegiar
o
instituto da coisa julgada sobrepondo-o ao princípio da
supremacia da Constituição (...). A coisa julgada é a
própria Constituição Federal, vale dizer, manifestação,
dentro do Poder Judiciário, do Estado Democrático de
Direito (CF 1º ‘caput’), fundamento da República.”
(grifei)
Absolutamente correto, pois, o magistério de autores –
como JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA (“Considerações Sobre a Chamada
‘Relativização’ da Coisa Julgada Material” “in” Revista de Direito
do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro nº 62/43-69);
ROSEMIRO PEREIRA LEAL (“Relativização Inconstitucional da Coisa
Julgada – Temática Processual e Reflexões Jurídicas”, p. 3/22, 2005,
Del
Rey);
SÉRGIO
GILBERTO
PORTO
(“Cidadania
Processual
e
Relativização da Coisa Julgada” “in” Revista Jurídica nº 304/23-31) e
LUIZ GUILHERME MARINONI e DANIEL MITIDIERO (“Código de Processo
Civil”, p. 716/717, item n. 9, 2ª ed., 2010, RT) – que repudiam a
tese segundo a qual mostrar-se-ia viável a “relativização” da
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
18
autoridade
da
coisa
julgada,
independentemente
da
utilização
ordinária da ação rescisória, valendo relembrar, no ponto, a
advertência de LEONARDO GRECO (“Eficácia da Declaração ‘Erga Omnes’
de Constitucionalidade ou Inconstitucionalidade em Relação à Coisa
Julgada Anterior” “in” “Relativização da Coisa Julgada”, p. 251/261,
2ª ed./2ª tir., 2008, JusPODIVM), para quem se revelam conflitantes,
com a garantia constitucional da “res judicata”, as regras legais
que autorizam a desconsideração da coisa julgada material em face de
declaração de inconstitucionalidade (ou de uma nova interpretação
constitucional) emanada do Supremo Tribunal Federal, à semelhança do
que prescrevem, p. ex., o art. 475-L, § 1º, e o art. 741, parágrafo
único, ambos do Código de Processo Civil:
“2. Para examinar o conflito entre a coisa julgada
e
a
declaração
de
constitucionalidade
ou
inconstitucionalidade, assim como para avaliar se a
demonstrada
vulnerabilidade
da
coisa
julgada
é
compatível
com
o
Estado
Democrático
de
Direito
instituído entre nós a partir da Constituição de 1988,
considero necessário assentar uma segunda premissa, ou
seja, se a coisa julgada é um direito fundamental ou
uma garantia de direitos fundamentais e, como tal, se a
sua preservação é um valor humanitário que mereça ser
preservado em igualdade de condições com todos os
demais constitucionalmente assegurados; ou, se, ao
contrário, é apenas um princípio ou uma regra de
caráter técnico processual e de hierarquia infra-
-constitucional, que, portanto, deva ser preterida ao
primado da Constituição e da eficácia concreta dos
direitos
fundamentais
e
das
demais
disposições
constitucionais.
...................................................
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
18
autoridade
da
coisa
julgada,
independentemente
da
utilização
ordinária da ação rescisória, valendo relembrar, no ponto, a
advertência de LEONARDO GRECO (“Eficácia da Declaração ‘Erga Omnes’
de Constitucionalidade ou Inconstitucionalidade em Relação à Coisa
Julgada Anterior” “in” “Relativização da Coisa Julgada”, p. 251/261,
2ª ed./2ª tir., 2008, JusPODIVM), para quem se revelam conflitantes,
com a garantia constitucional da “res judicata”, as regras legais
que autorizam a desconsideração da coisa julgada material em face de
declaração de inconstitucionalidade (ou de uma nova interpretação
constitucional) emanada do Supremo Tribunal Federal, à semelhança do
que prescrevem, p. ex., o art. 475-L, § 1º, e o art. 741, parágrafo
único, ambos do Código de Processo Civil:
“2. Para examinar o conflito entre a coisa julgada
e
a
declaração
de
constitucionalidade
ou
inconstitucionalidade, assim como para avaliar se a
demonstrada
vulnerabilidade
da
coisa
julgada
é
compatível
com
o
Estado
Democrático
de
Direito
instituído entre nós a partir da Constituição de 1988,
considero necessário assentar uma segunda premissa, ou
seja, se a coisa julgada é um direito fundamental ou
uma garantia de direitos fundamentais e, como tal, se a
sua preservação é um valor humanitário que mereça ser
preservado em igualdade de condições com todos os
demais constitucionalmente assegurados; ou, se, ao
contrário, é apenas um princípio ou uma regra de
caráter técnico processual e de hierarquia infra-
-constitucional, que, portanto, deva ser preterida ao
primado da Constituição e da eficácia concreta dos
direitos
fundamentais
e
das
demais
disposições
constitucionais.
...................................................
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RE 592.912 AgR / RS
19
Todavia, parece-me que a coisa julgada é uma
importante
garantia
fundamental
e,
como
tal,
um
verdadeiro
direito
fundamental,
como
instrumento
indispensável
à
eficácia
concreta
do
direito
à
segurança, inscrito como valor e como direito no
preâmbulo e no ‘caput’ do artigo 5º da Constituição de
1988. A segurança não é apenas a proteção da vida, da
incolumidade física ou do patrimônio, mas também e
principalmente a segurança jurídica.
...................................................
A segurança jurídica é o mínimo de previsibilidade
necessária que o Estado de Direito deve oferecer a todo
cidadão, a respeito de quais são as normas de
convivência que ele deve observar e com base nas quais
pode travar relações jurídicas válidas e eficazes.
...................................................
A coisa julgada é, assim, uma garantia essencial do
direito fundamental à segurança jurídica.
Em recente estudo sobre as garantias fundamentais
do
processo,
recordei
que,
na
jurisdição
de
conhecimento, a coisa julgada é garantia da segurança
jurídica e da tutela jurisdicional efetiva. Àquele a
quem a Justiça reconheceu a existência de um direito,
por decisão não mais sujeita a qualquer recurso no
processo em que foi proferida, o Estado deve assegurar
a sua plena e definitiva fruição, sem mais poder ser
molestado pelo adversário. Se o Estado não oferecer
essa
garantia,
a
jurisdição
nunca
assegurará
em
definitivo
a
eficácia
concreta
dos
direitos
dos
cidadãos. Por outro lado, a coisa julgada é uma
conseqüência
necessária
do
direito
fundamental
à
segurança (artigo 5º, inciso I, da Constituição) também
dos demais cidadãos, e não apenas das partes no
processo em que ela se formou, pois todos aqueles que
travam
relações
jurídicas
com
alguém
que
teve
determinado direito reconhecido judicialmente devem
poder confiar na certeza desse direito que resulta da
eficácia que ninguém pode negar aos atos estatais.
...................................................
5. Com essas premissas, parece-me claro que a
declaração
de
constitucionalidade
ou
de
inconstitucionalidade em controle concentrado de normas
pelo
Supremo
Tribunal
Federal
não
deve
ter
nenhuma influência
sobre
anteriores
sentenças
transitadas
em
julgado
que
tenham
fundamento
em
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19
Todavia, parece-me que a coisa julgada é uma
importante
garantia
fundamental
e,
como
tal,
um
verdadeiro
direito
fundamental,
como
instrumento
indispensável
à
eficácia
concreta
do
direito
à
segurança, inscrito como valor e como direito no
preâmbulo e no ‘caput’ do artigo 5º da Constituição de
1988. A segurança não é apenas a proteção da vida, da
incolumidade física ou do patrimônio, mas também e
principalmente a segurança jurídica.
...................................................
A segurança jurídica é o mínimo de previsibilidade
necessária que o Estado de Direito deve oferecer a todo
cidadão, a respeito de quais são as normas de
convivência que ele deve observar e com base nas quais
pode travar relações jurídicas válidas e eficazes.
...................................................
A coisa julgada é, assim, uma garantia essencial do
direito fundamental à segurança jurídica.
Em recente estudo sobre as garantias fundamentais
do
processo,
recordei
que,
na
jurisdição
de
conhecimento, a coisa julgada é garantia da segurança
jurídica e da tutela jurisdicional efetiva. Àquele a
quem a Justiça reconheceu a existência de um direito,
por decisão não mais sujeita a qualquer recurso no
processo em que foi proferida, o Estado deve assegurar
a sua plena e definitiva fruição, sem mais poder ser
molestado pelo adversário. Se o Estado não oferecer
essa
garantia,
a
jurisdição
nunca
assegurará
em
definitivo
a
eficácia
concreta
dos
direitos
dos
cidadãos. Por outro lado, a coisa julgada é uma
conseqüência
necessária
do
direito
fundamental
à
segurança (artigo 5º, inciso I, da Constituição) também
dos demais cidadãos, e não apenas das partes no
processo em que ela se formou, pois todos aqueles que
travam
relações
jurídicas
com
alguém
que
teve
determinado direito reconhecido judicialmente devem
poder confiar na certeza desse direito que resulta da
eficácia que ninguém pode negar aos atos estatais.
...................................................
5. Com essas premissas, parece-me claro que a
declaração
de
constitucionalidade
ou
de
inconstitucionalidade em controle concentrado de normas
pelo
Supremo
Tribunal
Federal
não
deve
ter
nenhuma influência
sobre
anteriores
sentenças
transitadas
em
julgado
que
tenham
fundamento
em
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entendimento contrário ao do STF sobre a questão
constitucional.
A segurança jurídica, como direito fundamental, é
limite que não permite a anulação do julgado com
fundamento na decisão do STF. O único instrumento
processual cabível para essa anulação, quanto aos efeitos
já produzidos pela sentença transitada em julgado, é a
ação rescisória, se ainda subsistir o prazo para a sua
propositura.
.....................................................
Uma última palavra deve ser reservada à disposição
constante da Medida Provisória 2.180/01, mantida em vigor
pela Emenda Constitucional nº 32/01, que ampliou a
vulnerabilidade da coisa julgada através dos embargos à
execução, com a introdução de parágrafo único ao
artigo 741 do CPC, tornando inexigível a dívida se o
título judicial se fundar em lei ou ato normativo
declarados
inconstitucionais
pelo
Supremo
Tribunal
Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por
incompatíveis com a Constituição. Nela se nota a clara
intenção de transpor para o Direito brasileiro a hipótese
da parte final do § 79 da Lei Orgânica do Tribunal
Constitucional Federal alemão, que preserva os efeitos
pretéritos da coisa julgada, mas impede a execução
futura. Entretanto, o ilegítimo legislador governamental,
com o sectarismo que o caracterizou nos últimos anos,
importou a regra pela metade, ou seja, permitiu o
bloqueio da execução, mas não garantiu a manutenção
intacta dos efeitos pretéritos da coisa julgada. Também
omitiu o legislador governamental a ressalva de que não
cabe qualquer repetição do que tiver sido recebido com
base na lei posteriormente declarada inconstitucional.
Tanto quanto aos efeitos pretéritos, quanto aos
efeitos futuros da decisão proferida no controle
concentrado, parece-me inconstitucional o disposto no
referido parágrafo único do artigo 741, que encontra
obstáculo na segurança jurídica e na garantia da coisa
julgada, salvo quanto a relações jurídicas continuativas,
pois, quanto a estas, modificando-se no futuro os fatos
ou o direito, e no caso da declaração ‘erga omnes’ pelo
STF pode ter sofrido alteração o direito reconhecido na
sentença, cessará a imutabilidade dos efeitos do julgado,
nos termos do artigo 741 do CPC.
6. Em síntese, a segurança jurídica, como direito
fundamental, assegurada pela coisa julgada, não permite,
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
20
entendimento contrário ao do STF sobre a questão
constitucional.
A segurança jurídica, como direito fundamental, é
limite que não permite a anulação do julgado com
fundamento na decisão do STF. O único instrumento
processual cabível para essa anulação, quanto aos efeitos
já produzidos pela sentença transitada em julgado, é a
ação rescisória, se ainda subsistir o prazo para a sua
propositura.
.....................................................
Uma última palavra deve ser reservada à disposição
constante da Medida Provisória 2.180/01, mantida em vigor
pela Emenda Constitucional nº 32/01, que ampliou a
vulnerabilidade da coisa julgada através dos embargos à
execução, com a introdução de parágrafo único ao
artigo 741 do CPC, tornando inexigível a dívida se o
título judicial se fundar em lei ou ato normativo
declarados
inconstitucionais
pelo
Supremo
Tribunal
Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por
incompatíveis com a Constituição. Nela se nota a clara
intenção de transpor para o Direito brasileiro a hipótese
da parte final do § 79 da Lei Orgânica do Tribunal
Constitucional Federal alemão, que preserva os efeitos
pretéritos da coisa julgada, mas impede a execução
futura. Entretanto, o ilegítimo legislador governamental,
com o sectarismo que o caracterizou nos últimos anos,
importou a regra pela metade, ou seja, permitiu o
bloqueio da execução, mas não garantiu a manutenção
intacta dos efeitos pretéritos da coisa julgada. Também
omitiu o legislador governamental a ressalva de que não
cabe qualquer repetição do que tiver sido recebido com
base na lei posteriormente declarada inconstitucional.
Tanto quanto aos efeitos pretéritos, quanto aos
efeitos futuros da decisão proferida no controle
concentrado, parece-me inconstitucional o disposto no
referido parágrafo único do artigo 741, que encontra
obstáculo na segurança jurídica e na garantia da coisa
julgada, salvo quanto a relações jurídicas continuativas,
pois, quanto a estas, modificando-se no futuro os fatos
ou o direito, e no caso da declaração ‘erga omnes’ pelo
STF pode ter sofrido alteração o direito reconhecido na
sentença, cessará a imutabilidade dos efeitos do julgado,
nos termos do artigo 741 do CPC.
6. Em síntese, a segurança jurídica, como direito
fundamental, assegurada pela coisa julgada, não permite,
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RE 592.912 AgR / RS
21
como regra, a propositura de ação de revisão da coisa
julgada
como
conseqüência
da
declaração
de
constitucionalidade ou de inconstitucionalidade pelo Supremo
Tribunal Federal.” (grifei)
Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria
jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal vinha
proclamando,
já
há
quatro
(4)
décadas,
a
respeito
da
invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando,
em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado,
ainda
que
inconstitucionais,
somente
poderão
ser
invalidadas
mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio
processual civil, a ação rescisória.
Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, quando do
julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744),
proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-
-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa
julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver
resolvido
o
litígio
com
fundamento
em
lei
declarada
inconstitucional:
“A
suspensão
da
vigência
da
lei
por
inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos
praticados
sob o império da lei inconstitucional.
Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em
julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória,
sendo impróprio o mandado de segurança (...).” (grifei)
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Supremo Tribunal Federal
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como regra, a propositura de ação de revisão da coisa
julgada
como
conseqüência
da
declaração
de
constitucionalidade ou de inconstitucionalidade pelo Supremo
Tribunal Federal.” (grifei)
Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria
jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal vinha
proclamando,
já
há
quatro
(4)
décadas,
a
respeito
da
invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando,
em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado,
ainda
que
inconstitucionais,
somente
poderão
ser
invalidadas
mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio
processual civil, a ação rescisória.
Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, quando do
julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744),
proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-
-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa
julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver
resolvido
o
litígio
com
fundamento
em
lei
declarada
inconstitucional:
“A
suspensão
da
vigência
da
lei
por
inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos
praticados
sob o império da lei inconstitucional.
Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em
julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória,
sendo impróprio o mandado de segurança (...).” (grifei)
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RE 592.912 AgR / RS
22
Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal,
reafirmando
essa
corretíssima
orientação
jurisprudencial,
fez
consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos
em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide,
em lei declarada inconstitucional por esta Corte Suprema:
“Recurso Extraordinário. Embargos à execução de
sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado,
em lei posteriormente declarada inconstitucional. A
declaração da nulidade da sentença somente é possível via
da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal
Federal. (...).”
(RE 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei)
Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que
não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado,
muito menos constitucionalmente lícito, pretender-se o reconhecimento
da inexigibilidade de título judicial, sob pretexto de que a sentença
transitada em julgado fundamentou-se em lei declarada inconstitucional
pelo Supremo Tribunal Federal.
É que, em ocorrendo tal situação, a sentença de mérito
tornada irrecorrível em face do trânsito em julgado só pode ser
desconstituída mediante ajuizamento de uma específica ação autônoma
de
impugnação
(ação
rescisória),
desde
que
utilizada,
pelo
interessado, no prazo decadencial definido em lei, pois, esgotado
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Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal,
reafirmando
essa
corretíssima
orientação
jurisprudencial,
fez
consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos
em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide,
em lei declarada inconstitucional por esta Corte Suprema:
“Recurso Extraordinário. Embargos à execução de
sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado,
em lei posteriormente declarada inconstitucional. A
declaração da nulidade da sentença somente é possível via
da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal
Federal. (...).”
(RE 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei)
Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que
não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado,
muito menos constitucionalmente lícito, pretender-se o reconhecimento
da inexigibilidade de título judicial, sob pretexto de que a sentença
transitada em julgado fundamentou-se em lei declarada inconstitucional
pelo Supremo Tribunal Federal.
É que, em ocorrendo tal situação, a sentença de mérito
tornada irrecorrível em face do trânsito em julgado só pode ser
desconstituída mediante ajuizamento de uma específica ação autônoma
de
impugnação
(ação
rescisória),
desde
que
utilizada,
pelo
interessado, no prazo decadencial definido em lei, pois, esgotado
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RE 592.912 AgR / RS
23
referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente
julgada, que se revela, a partir de então, insuscetível de
modificação ulterior, ainda que haja sobrevindo julgamento do
Supremo Tribunal Federal declaratório de inconstitucionalidade da
própria lei em que baseado o título judicial exequendo, como observa
JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/344, item n. 698, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora):
“Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um
julgamento com força de lei entre as partes, a que
estas se encontram vinculadas imutavelmente.
Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res
iudicata’
(...),
principalmente
através
de
ação
rescisória. (...).
Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se
situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal.
(...).
Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória,
há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se
verifica depois de transitada em julgado decisão
declarando improcedente a rescisória.” (grifei)
Em suma: a decisão do Supremo Tribunal Federal que haja
declarado inconstitucional determinado diploma legislativo em que se
apóie o ato sentencial transitado em julgado, ainda que impregnada de
eficácia “ex tunc”, como sucede com os julgamentos proferidos em sede
de
fiscalização
concentrada
(RTJ
87/758
–
RTJ
164/506-509
–
RTJ 201/765), detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz,
nesse contexto, limite insuperável à força retroativa resultante dos
pronunciamentos que emanam, “in abstracto”, da Suprema Corte.
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referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente
julgada, que se revela, a partir de então, insuscetível de
modificação ulterior, ainda que haja sobrevindo julgamento do
Supremo Tribunal Federal declaratório de inconstitucionalidade da
própria lei em que baseado o título judicial exequendo, como observa
JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/344, item n. 698, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora):
“Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um
julgamento com força de lei entre as partes, a que
estas se encontram vinculadas imutavelmente.
Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res
iudicata’
(...),
principalmente
através
de
ação
rescisória. (...).
Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se
situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal.
(...).
Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória,
há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se
verifica depois de transitada em julgado decisão
declarando improcedente a rescisória.” (grifei)
Em suma: a decisão do Supremo Tribunal Federal que haja
declarado inconstitucional determinado diploma legislativo em que se
apóie o ato sentencial transitado em julgado, ainda que impregnada de
eficácia “ex tunc”, como sucede com os julgamentos proferidos em sede
de
fiscalização
concentrada
(RTJ
87/758
–
RTJ
164/506-509
–
RTJ 201/765), detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz,
nesse contexto, limite insuperável à força retroativa resultante dos
pronunciamentos que emanam, “in abstracto”, da Suprema Corte.
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RE 592.912 AgR / RS
24
Impõe-se registrar, finalmente, no que concerne à
própria controvérsia suscitada nesta causa, que o entendimento
exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos,
monocráticos ou colegiados, proferidos no Supremo Tribunal Federal
(AI 723.357/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 593.160/RN, Rel. Min.
EROS GRAU, v.g.):
“EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. Precatório.
Incidência de juros de mora entre a expedição e o
pagamento no prazo constitucional. Previsão em sentença
transitada em julgado. Exigibilidade. Garantia da coisa
julgada material. Jurisprudência assentada. Recurso
extraordinário
inadmissível.
Ausência
de
razões
consistentes.
Decisão
mantida.
Agravo
regimental
improvido. Sob pretexto de contrariar a jurisprudência,
não pode ser descumprida sentença recoberta por coisa
julgada material.”
(RE 486.579-AgR-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO - grifei)
“COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. INDISCUTIBILIDADE,
IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE
QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL.
PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE
DA COISA JULGADA. EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA
JURÍDICAS.
VALORES
FUNDAMENTAIS
INERENTES
AO
ESTADO
DEMOCRÁTICO DE DIREITO. EFICÁCIA PRECLUSIVA DA ‘RES
JUDICATA’.
‘TANTUM
JUDICATUM
QUANTUM
DISPUTATUM
VEL
DISPUTARI
DEBEBAT’.
CONSEQÜENTE
IMPOSSIBILIDADE
DE
REDISCUSSÃO DE CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO
TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE PROFERIDA EM CONFRONTO COM
A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A
QUESTÃO DO ALCANCE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 741 DO CPC.
MAGISTÉRIO DA DOUTRINA. RE CONHECIDO, PORÉM IMPROVIDO.
- A sentença de mérito transitada em julgado só pode
ser desconstituída mediante ajuizamento de específica ação
autônoma de impugnação (ação rescisória) que haja sido
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
24
Impõe-se registrar, finalmente, no que concerne à
própria controvérsia suscitada nesta causa, que o entendimento
exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos,
monocráticos ou colegiados, proferidos no Supremo Tribunal Federal
(AI 723.357/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 593.160/RN, Rel. Min.
EROS GRAU, v.g.):
“EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. Precatório.
Incidência de juros de mora entre a expedição e o
pagamento no prazo constitucional. Previsão em sentença
transitada em julgado. Exigibilidade. Garantia da coisa
julgada material. Jurisprudência assentada. Recurso
extraordinário
inadmissível.
Ausência
de
razões
consistentes.
Decisão
mantida.
Agravo
regimental
improvido. Sob pretexto de contrariar a jurisprudência,
não pode ser descumprida sentença recoberta por coisa
julgada material.”
(RE 486.579-AgR-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO - grifei)
“COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. INDISCUTIBILIDADE,
IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE
QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL.
PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE
DA COISA JULGADA. EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA
JURÍDICAS.
VALORES
FUNDAMENTAIS
INERENTES
AO
ESTADO
DEMOCRÁTICO DE DIREITO. EFICÁCIA PRECLUSIVA DA ‘RES
JUDICATA’.
‘TANTUM
JUDICATUM
QUANTUM
DISPUTATUM
VEL
DISPUTARI
DEBEBAT’.
CONSEQÜENTE
IMPOSSIBILIDADE
DE
REDISCUSSÃO DE CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO
TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE PROFERIDA EM CONFRONTO COM
A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A
QUESTÃO DO ALCANCE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 741 DO CPC.
MAGISTÉRIO DA DOUTRINA. RE CONHECIDO, PORÉM IMPROVIDO.
- A sentença de mérito transitada em julgado só pode
ser desconstituída mediante ajuizamento de específica ação
autônoma de impugnação (ação rescisória) que haja sido
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 592.912 AgR / RS
25
proposta na fluência do prazo decadencial previsto em
lei, pois, com o exaurimento de referido lapso temporal,
estar-se-á
diante
da
coisa
soberanamente
julgada,
insuscetível de ulterior modificação, ainda que o ato
sentencial encontre fundamento em legislação que, em momento
posterior, tenha sido declarada inconstitucional pelo
Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato,
quer
no
âmbito
de
fiscalização
incidental
de
constitucionalidade.
- A decisão do Supremo Tribunal Federal que haja
declarado
inconstitucional
determinado
diploma
legislativo em que se apóie o título judicial, ainda que
impregnada de eficácia ‘ex tunc’, como sucede com os
julgamentos
proferidos
em
sede
de
fiscalização
concentrada
(RTJ
87/758
–
RTJ
164/506-509
–
RTJ 201/765), detém-se ante a autoridade da coisa
julgada, que traduz, nesse contexto, limite insuperável
à força retroativa resultante dos pronunciamentos que
emanam, ‘in abstracto’, da Suprema Corte. Doutrina.
Precedentes.”
(RE 592.912/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
“CONSTITUCIONAL.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. EXISTÊNCIA
DE COISA JULGADA. AGRAVO IMPROVIDO.
I - Não obstante a jurisprudência pacífica desta
Corte ser no sentido de que, não havendo atraso na
satisfação do débito, não incidem juros moratórios
entre a data da expedição e a data do efetivo pagamento
do
precatório,
transitou
em
julgado
a
sentença,
proferida no processo de conhecimento, que estipulou a
incidência de juros moratórios até o depósito da
integralidade da dívida.
II - Agravo regimental a que se nega provimento.”
(RE 504.197-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI -
grifei)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. DESAPROPRIAÇÃO. BENFEITORIAS.
PAGAMENTO EM ESPÉCIE. DISPOSITIVOS LEGAIS DECLARADOS
INCONSTITUCIONAIS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COISA
JULGADA. DESCONSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
É
certo
que
esta
Suprema
Corte
declarou
a
inconstitucionalidade de dispositivos que autorizam o
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Supremo Tribunal Federal
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proposta na fluência do prazo decadencial previsto em
lei, pois, com o exaurimento de referido lapso temporal,
estar-se-á
diante
da
coisa
soberanamente
julgada,
insuscetível de ulterior modificação, ainda que o ato
sentencial encontre fundamento em legislação que, em momento
posterior, tenha sido declarada inconstitucional pelo
Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato,
quer
no
âmbito
de
fiscalização
incidental
de
constitucionalidade.
- A decisão do Supremo Tribunal Federal que haja
declarado
inconstitucional
determinado
diploma
legislativo em que se apóie o título judicial, ainda que
impregnada de eficácia ‘ex tunc’, como sucede com os
julgamentos
proferidos
em
sede
de
fiscalização
concentrada
(RTJ
87/758
–
RTJ
164/506-509
–
RTJ 201/765), detém-se ante a autoridade da coisa
julgada, que traduz, nesse contexto, limite insuperável
à força retroativa resultante dos pronunciamentos que
emanam, ‘in abstracto’, da Suprema Corte. Doutrina.
Precedentes.”
(RE 592.912/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
“CONSTITUCIONAL.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. EXISTÊNCIA
DE COISA JULGADA. AGRAVO IMPROVIDO.
I - Não obstante a jurisprudência pacífica desta
Corte ser no sentido de que, não havendo atraso na
satisfação do débito, não incidem juros moratórios
entre a data da expedição e a data do efetivo pagamento
do
precatório,
transitou
em
julgado
a
sentença,
proferida no processo de conhecimento, que estipulou a
incidência de juros moratórios até o depósito da
integralidade da dívida.
II - Agravo regimental a que se nega provimento.”
(RE 504.197-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI -
grifei)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. DESAPROPRIAÇÃO. BENFEITORIAS.
PAGAMENTO EM ESPÉCIE. DISPOSITIVOS LEGAIS DECLARADOS
INCONSTITUCIONAIS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COISA
JULGADA. DESCONSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
É
certo
que
esta
Suprema
Corte
declarou
a
inconstitucionalidade de dispositivos que autorizam o
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RE 592.912 AgR / RS
26
pagamento, em espécie, de benfeitorias fora da regra do
precatório. Isso não obstante, no caso dos autos, esse
pagamento foi determinado por título executivo que está
protegido
pelo
manto
da
coisa
julgada,
cuja
desconstituição não é possível em sede de recurso
extraordinário interposto contra acórdão proferido em
processo de embargos à execução.
Precedente: RE 443.356-AgR, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence.
Agravo regimental desprovido.”
(RE 473.715-AgR/CE, Rel. Min. AYRES BRITTO - grifei)
“Desapropriação: recurso do INCRA contra decisão
proferida em execução, onde se alega impossibilidade do
pagamento de benfeitorias úteis e necessárias fora da
regra do precatório: rejeição: preservação da coisa
julgada.
Malgrado o Supremo Tribunal Federal tenha se
manifestado,
por
duas
vezes,
quanto
à
inconstitucionalidade
dos
dispositivos
legais
que
autorizam
o
pagamento
das
benfeitorias
úteis
e
necessárias fora da regra do precatório (ADIn 1.187-MC,
09.02.1995, Ilmar; RE 247.866, Ilmar, RTJ 176/976), a
decisão recorrida, exarada em processo de execução, tem
por fundamento a fidelidade devida à sentença proferida
na ação de desapropriação, que está protegida pela
coisa julgada a respeito.”
(RE 431.014-AgR/RN, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE -
grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas,
nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Supremo Tribunal Federal
RE 592.912 AgR / RS
26
pagamento, em espécie, de benfeitorias fora da regra do
precatório. Isso não obstante, no caso dos autos, esse
pagamento foi determinado por título executivo que está
protegido
pelo
manto
da
coisa
julgada,
cuja
desconstituição não é possível em sede de recurso
extraordinário interposto contra acórdão proferido em
processo de embargos à execução.
Precedente: RE 443.356-AgR, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence.
Agravo regimental desprovido.”
(RE 473.715-AgR/CE, Rel. Min. AYRES BRITTO - grifei)
“Desapropriação: recurso do INCRA contra decisão
proferida em execução, onde se alega impossibilidade do
pagamento de benfeitorias úteis e necessárias fora da
regra do precatório: rejeição: preservação da coisa
julgada.
Malgrado o Supremo Tribunal Federal tenha se
manifestado,
por
duas
vezes,
quanto
à
inconstitucionalidade
dos
dispositivos
legais
que
autorizam
o
pagamento
das
benfeitorias
úteis
e
necessárias fora da regra do precatório (ADIn 1.187-MC,
09.02.1995, Ilmar; RE 247.866, Ilmar, RTJ 176/976), a
decisão recorrida, exarada em processo de execução, tem
por fundamento a fidelidade devida à sentença proferida
na ação de desapropriação, que está protegida pela
coisa julgada a respeito.”
(RE 431.014-AgR/RN, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE -
grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas,
nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 29
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.912
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Karima Batista Kassab.
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.912
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Karima Batista Kassab.
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 29
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3115776
| 2012-04-03T00:00:00
| 2012-11-22T00:00:00
|
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 03.04.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL - INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL - PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE DA COISA JULGADA - EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA JURÍDICAS - VALORES FUNDAMENTAIS INERENTES AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO - EFICÁCIA PRECLUSIVA DA “RES JUDICATA” - “TANTUM JUDICATUM QUANTUM DISPUTATUM VEL DISPUTARI DEBEBAT” - CONSEQUENTE IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DE CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE PROFERIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - A QUESTÃO DO ALCANCE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 741 DO CPC - MAGISTÉRIO DA DOUTRINA - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
- A sentença de mérito transitada em julgado só pode ser desconstituída mediante ajuizamento de específica ação autônoma de impugnação (ação rescisória) que haja sido proposta na fluência do prazo decadencial previsto em lei, pois, com o exaurimento de referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, insuscetível de ulterior modificação, ainda que o ato sentencial encontre fundamento em legislação que, em momento posterior, tenha sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato, quer no âmbito de fiscalização incidental de constitucionalidade.
- A superveniência de decisão do Supremo Tribunal Federal, declaratória de inconstitucionalidade de diploma normativo utilizado como fundamento do título judicial questionado, ainda que impregnada de eficácia “ex tunc” - como sucede, ordinariamente, com os julgamentos proferidos em sede de fiscalização concentrada (RTJ 87/758 - RTJ 164/506-509 - RTJ 201/765) -, não se revela apta, só por si, a desconstituir a autoridade da coisa julgada, que traduz, em nosso sistema jurídico, limite insuperável à força retroativa resultante dos pronunciamentos que emanam, “in abstracto”, da Suprema Corte. Doutrina. Precedentes.
- O significado do instituto da coisa julgada material como expressão da própria supremacia do ordenamento constitucional e como elemento inerente à existência do Estado Democrático de Direito.
|
sjur220734
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, EFICÁCIA 'EX TUNC')
STF: RTJ 87/758, RTJ 164/506, RTJ 201/765.
(COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA)
STF: RTJ 167/6.
(SEGURANÇA JURÍDICA, RELAÇÕES DE DIREITO PÚBLICO)
STF: RTJ 191/922.
(LEI INCONSTITUCIONAL, IMUTABILIDADE, COISA JULGADA)
STF: RMS 17976 (3ªT),RE 486579 AgR-AgR (2ªT), RE 504197 AgR (1ªT), RE 473715 AgR (1ªT), RE 431014 AgR (1ªT).
(COISA JULGADA, AÇÃO RESCISÓRIA, EMBARGOS À EXECUÇÃO)
STF: RE 86056 (1ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(COISA JULGADA, RELATIVIZAÇÃO)
RE 554111, RE 594350, RE 594892, RE 594929, RE 595565.
((LEI INCONSTITUCIONAL, IMUTABILIDADE, COISA JULGADA))
STF: RE 401399, RE 592912, AI 723357, RE 593160.
Número de páginas: 29.
Análise: 06/12/2012, SEV.
Revisão: 10/12/2012, AAT.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
592912
|
[
"LEG-FED CF ANO-1934\r\n CF-1934 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00100 PAR-00001 REDAÇÃO ANTERIOR A EMC-30/2000\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED EMC-000030 ANO-2000\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00474 ART-0475L PAR-00001 ART-00741\r\n PAR-ÚNICO \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 592912 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.912 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
ADV.(A/S)
: ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
: IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – COISA JULGADA EM
SENTIDO MATERIAL - INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE:
ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO
SENTENCIAL - PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE DA
COISA JULGADA - EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA JURÍDICAS - VALORES
FUNDAMENTAIS INERENTES AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO - EFICÁCIA
PRECLUSIVA DA “RES JUDICATA” - “TANTUM JUDICATUM QUANTUM DISPUTATUM VEL
DISPUTARI DEBEBAT” - CONSEQUENTE IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DE
CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE
PROFERIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL - A QUESTÃO DO ALCANCE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 741 DO
Código de Processo Civil - MAGISTÉRIO DA DOUTRINA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
- A sentença de mérito transitada em julgado só pode ser
desconstituída mediante ajuizamento de específica ação autônoma de
impugnação (ação rescisória) que haja sido proposta na fluência do prazo
decadencial previsto em lei, pois, com o exaurimento de referido lapso
temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, insuscetível de
ulterior modificação, ainda que o ato sentencial encontre fundamento em
legislação que, em momento posterior, tenha sido declarada inconstitucional
pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato, quer no
âmbito de fiscalização incidental de constitucionalidade.
- A superveniência de decisão do Supremo Tribunal Federal,
declaratória de inconstitucionalidade de diploma normativo utilizado
como fundamento do título judicial questionado, ainda que impregnada
de eficácia “ex tunc” - como sucede, ordinariamente, com os
julgamentos
proferidos
em
sede
de
fiscalização
concentrada
(RTJ 87/758 – RTJ 164/506-509 – RTJ 201/765) -, não se revela apta,
só por si, a desconstituir a autoridade da coisa julgada, que
traduz, em nosso sistema jurídico, limite insuperável à força
retroativa
resultante
dos
pronunciamentos
que
emanam,
“in
abstracto”, da Suprema Corte. Doutrina. Precedentes.
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Supremo Tribunal Federal
DJe 22/11/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 29
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
2
- O significado do instituto da coisa julgada material
como expressão da própria supremacia do ordenamento constitucional e
como elemento inerente à existência do Estado Democrático de
Direito.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 03 de abril de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
2
- O significado do instituto da coisa julgada material
como expressão da própria supremacia do ordenamento constitucional e
como elemento inerente à existência do Estado Democrático de
Direito.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a
Presidência do Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do
Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar
Mendes e Joaquim Barbosa.
Brasília, 03 de abril de 2012.
CELSO DE MELLO - RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 29
Relatório
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.912 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
ADV.(A/S)
: ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
: IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O
presente recurso extraordinário foi interposto contra decisão do
E. TRF/4... Região, que, confirmada em sede de embargos de declaração,
acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 65):
“PROCESSUAL CIVIL. JUROS MORATÓRIOS EM PRECATÓRIO
SUPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DO ART. 557 DO Código de Processo Civil.
Perfeitamente possível ao relator negar seguimento
a recurso cuja matéria articulada nas razões recursais
está em confronto com a jurisprudência deste Tribunal,
incidindo na hipótese o artigo 557 do Código de Processo Civil.”
Ao examinar o recurso extraordinário em questão,
neguei-lhe provimento, considerando a existência, na espécie, de
decisão protegida pela autoridade da coisa julgada em sentido
material (fls. 215/230).
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.912 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
: UNIÃO
ADV.(A/S)
: ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
: IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
: ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O
presente recurso extraordinário foi interposto contra decisão do
E. TRF/4... Região, que, confirmada em sede de embargos de declaração,
acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 65):
“PROCESSUAL CIVIL. JUROS MORATÓRIOS EM PRECATÓRIO
SUPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DO ART. 557 DO Código de Processo Civil.
Perfeitamente possível ao relator negar seguimento
a recurso cuja matéria articulada nas razões recursais
está em confronto com a jurisprudência deste Tribunal,
incidindo na hipótese o artigo 557 do Código de Processo Civil.”
Ao examinar o recurso extraordinário em questão,
neguei-lhe provimento, considerando a existência, na espécie, de
decisão protegida pela autoridade da coisa julgada em sentido
material (fls. 215/230).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 29
Relatório
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
2
Inconformada com essa decisão, a União Federal interpõe
o
presente
“agravo”,
postulando
o
provimento
do
recurso
extraordinário que deduziu.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
2
Inconformada com essa decisão, a União Federal interpõe
o
presente
“agravo”,
postulando
o
provimento
do
recurso
extraordinário que deduziu.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à
apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, não há como acolher o pleito deduzido nesta
sede recursal, pois a parte recorrente, na realidade, busca rescindir
o julgado, pretendendo, em sede processualmente inadequada (execução
de sentença) e de maneira absolutamente imprópria, o reexame do fundo
da controvérsia, que já constituiu objeto de decisão – tornada
irrecorrível - proferida no processo de conhecimento.
Vale reproduzir, no ponto, fragmentos do voto condutor,
que, proferido no âmbito do TRF/4... Região, prevaleceu no julgamento
emanado daquela Corte judiciária (fls. 64/64v.):
“A decisão inicial foi proferida nos seguintes
termos:
‘A decisão agravada está de acordo com a
jurisprudência dominante tanto deste Tribunal quanto
do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que
cabem juros moratórios em precatório complementar
quando sua ausência implica em desrespeito à coisa
julgada.
Em
tal
situação,
não
se
aplica
o
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
3
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o
Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, não há como acolher o pleito deduzido nesta
sede recursal, pois a parte recorrente, na realidade, busca rescindir
o julgado, pretendendo, em sede processualmente inadequada (execução
de sentença) e de maneira absolutamente imprópria, o reexame do fundo
da controvérsia, que já constituiu objeto de decisão – tornada
irrecorrível - proferida no processo de conhecimento.
Vale reproduzir, no ponto, fragmentos do voto condutor,
que, proferido no âmbito do TRF/4... Região, prevaleceu no julgamento
emanado daquela Corte judiciária (fls. 64/64v.):
“A decisão inicial foi proferida nos seguintes
termos:
‘A decisão agravada está de acordo com a
jurisprudência dominante tanto deste Tribunal quanto
do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que
cabem juros moratórios em precatório complementar
quando sua ausência implica em desrespeito à coisa
julgada.
Em
tal
situação,
não
se
aplica
o
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
4
entendimento do Supremo Tribunal Federal a respeito
da matéria de fundo. Transcrevo os precedentes:
O
título
judicial
exeqüendo
determinou,
expressamente, a incidência de juros de mora ‘até o
depósito da integralidade da dívida’, hipótese na
qual, sob pena de violação à coisa julgada, não
cabe a exclusão de referida parcela dos cálculos
para expedição de precatório complementar.
(Superior Tribunal de Justiça,
REsp
807573/RS,
Quinta
Turma,
Relator
Ministro Arnaldo Esteves Lima, decisão unânime, DJ
01/08/2006 p. 535)
É cediço no Superior Tribunal de Justiça que não é possível a exclusão da
incidência dos juros de mora no período compreendido
entre
a
expedição
e
o
efetivo
pagamento
do
precatório, sob pena de violação da coisa julgada,
tendo em vista que o título executivo judicial
determinou
expressamente
a
referida
incidência.
(Resp 677.429
-
RS,
Relator
Ministro
HAMILTON
CARVALHIDO, 6... Turma, DJ de 19 de dezembro de 2005).
(Superior Tribunal de Justiça AgRg no AgRg no REsp 697463/RS, Primeira
Turma, Relator Ministro Luiz Fux, decisão unânime,
DJ 19/06/2006 p. 104)
É bem verdade que a inclusão dos juros
moratórios no precatório complementar já foi objeto
de diversas decisões desta Corte e até do Supremo
Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n 298.616/SP,
no sentido de que não são devidos no período
compreendido
entre
a
data
de
expedição
do
precatório e a data do seu efetivo pagamento, no
prazo estabelecido pela Constituição.
Entretanto, o presente feito cuida de execução
oriunda de título judicial emanado da ação civil
pública n 97.0012192-5, sendo que a sentença
expressamente determinou a inclusão dos juros
moratórios até o efetivo pagamento. Não obstante a
orientação do Supremo Tribunal Federal em sentido
oposto, deve prevalecer a determinação imposta no
título em face da coisa julgada. Precedentes.
(TRF 4...R, AG 200304010587525/RS, Terceira Turma,
Relatora Juíza Vânia Hack de Almeida, decisão
unânime, DJ 15/03/2006 p. 437)
Inobstante
a
alteração
no
art.
100
da
Constituição Federal, na espécie deve ser mantida a
coisa julgada, permitindo o pagamento de juros de
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
4
entendimento do Supremo Tribunal Federal a respeito
da matéria de fundo. Transcrevo os precedentes:
O
título
judicial
exeqüendo
determinou,
expressamente, a incidência de juros de mora ‘até o
depósito da integralidade da dívida’, hipótese na
qual, sob pena de violação à coisa julgada, não
cabe a exclusão de referida parcela dos cálculos
para expedição de precatório complementar.
(Superior Tribunal de Justiça,
REsp
807573/RS,
Quinta
Turma,
Relator
Ministro Arnaldo Esteves Lima, decisão unânime, DJ
01/08/2006 p. 535)
É cediço no Superior Tribunal de Justiça que não é possível a exclusão da
incidência dos juros de mora no período compreendido
entre
a
expedição
e
o
efetivo
pagamento
do
precatório, sob pena de violação da coisa julgada,
tendo em vista que o título executivo judicial
determinou
expressamente
a
referida
incidência.
(Resp 677.429
-
RS,
Relator
Ministro
HAMILTON
CARVALHIDO, 6... Turma, DJ de 19 de dezembro de 2005).
(Superior Tribunal de Justiça AgRg no AgRg no REsp 697463/RS, Primeira
Turma, Relator Ministro Luiz Fux, decisão unânime,
DJ 19/06/2006 p. 104)
É bem verdade que a inclusão dos juros
moratórios no precatório complementar já foi objeto
de diversas decisões desta Corte e até do Supremo
Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n 298.616/SP,
no sentido de que não são devidos no período
compreendido
entre
a
data
de
expedição
do
precatório e a data do seu efetivo pagamento, no
prazo estabelecido pela Constituição.
Entretanto, o presente feito cuida de execução
oriunda de título judicial emanado da ação civil
pública n 97.0012192-5, sendo que a sentença
expressamente determinou a inclusão dos juros
moratórios até o efetivo pagamento. Não obstante a
orientação do Supremo Tribunal Federal em sentido
oposto, deve prevalecer a determinação imposta no
título em face da coisa julgada. Precedentes.
(TRF 4...R, AG 200304010587525/RS, Terceira Turma,
Relatora Juíza Vânia Hack de Almeida, decisão
unânime, DJ 15/03/2006 p. 437)
Inobstante
a
alteração
no
art.
100
da
Constituição Federal, na espécie deve ser mantida a
coisa julgada, permitindo o pagamento de juros de
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Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
5
mora entre a data da elaboração da conta e o
pagamento do precatório.
(TRF 4...R, AC 200071000088369/RS, Quarta Turma,
Relator Juiz Márcio Antônio Rocha, decisão unânime,
DJ 09/11/2005 p. 271).”
Torna-se
importante
rememorar,
considerado
esse
contexto processual, o alto significado de que se reveste, em nosso
sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui
atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade
que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade,
de um lado, e a coercibilidade, de outro.
A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em
sentido material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os
atributos que lhe são inerentes, a significar, como já salientado,
que nenhum ato estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a
integridade.
Foi por tal motivo que o Supremo Tribunal Federal, por
mais de uma vez, já advertiu, em causa idêntica à que ora se examina
(incidência de juros moratórios no período compreendido entre a
expedição do respectivo precatório e a data do seu efetivo
pagamento,
ainda
que
efetuado
este
no
curso
do
prazo
estabelecido pelo § 1... do art. 100 da Constituição, na redação
anterior à EC n 30/2000), que, “Mesmo havendo o acórdão impugnado
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Supremo Tribunal Federal
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mora entre a data da elaboração da conta e o
pagamento do precatório.
(TRF 4...R, AC 200071000088369/RS, Quarta Turma,
Relator Juiz Márcio Antônio Rocha, decisão unânime,
DJ 09/11/2005 p. 271).”
Torna-se
importante
rememorar,
considerado
esse
contexto processual, o alto significado de que se reveste, em nosso
sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui
atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade
que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade,
de um lado, e a coercibilidade, de outro.
A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em
sentido material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os
atributos que lhe são inerentes, a significar, como já salientado,
que nenhum ato estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a
integridade.
Foi por tal motivo que o Supremo Tribunal Federal, por
mais de uma vez, já advertiu, em causa idêntica à que ora se examina
(incidência de juros moratórios no período compreendido entre a
expedição do respectivo precatório e a data do seu efetivo
pagamento,
ainda
que
efetuado
este
no
curso
do
prazo
estabelecido pelo § 1... do art. 100 da Constituição, na redação
anterior à EC n 30/2000), que, “Mesmo havendo o acórdão impugnado
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6
dissentindo da orientação firmada pelo Plenário desta colenda Corte,
não é possível seu provimento”, pelo fato - extremamente relevante –
de a controvérsia haver sido “(...) decidida em sentença exarada no
processo de conhecimento, não restando possibilidade de se analisar
o título executivo, em face do trânsito em julgado da decisão
condenatória” (Recurso Extraordinário 401.399/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.).
Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em
sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes
ao
comando
sentencial,
recebem,
diretamente,
da
própria
Constituição,
especial
proteção
destinada
a
preservar
a
inalterabilidade
dos
pronunciamentos
emanados
dos
Juízes
e
Tribunais, criando, desse modo, situação de certeza, de estabilidade
e de segurança para as relações jurídicas.
É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso
de Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51... ed.,
2010, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da
coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res
judicata”, objetivou atender, tão-somente, “uma exigência de ordem
prática (...), de não mais permitir que se volte a discutir acerca
das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”,
expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em
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dissentindo da orientação firmada pelo Plenário desta colenda Corte,
não é possível seu provimento”, pelo fato - extremamente relevante –
de a controvérsia haver sido “(...) decidida em sentença exarada no
processo de conhecimento, não restando possibilidade de se analisar
o título executivo, em face do trânsito em julgado da decisão
condenatória” (Recurso Extraordinário 401.399/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.).
Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em
sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes
ao
comando
sentencial,
recebem,
diretamente,
da
própria
Constituição,
especial
proteção
destinada
a
preservar
a
inalterabilidade
dos
pronunciamentos
emanados
dos
Juízes
e
Tribunais, criando, desse modo, situação de certeza, de estabilidade
e de segurança para as relações jurídicas.
É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso
de Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51... ed.,
2010, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da
coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res
judicata”, objetivou atender, tão-somente, “uma exigência de ordem
prática (...), de não mais permitir que se volte a discutir acerca
das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”,
expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em
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7
questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas
e em preservar a paz no convívio social.
Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa
julgada, considerada a própria disciplina constitucional que a rege,
que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo,
revogado)
prescrições
normativas
que
tenham
sido
aplicadas,
jurisdicionalmente, na resolução do litígio – tem o poder de afetar
ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada.
Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687,
2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações
entre a coisa julgada e a Constituição:
“A coisa julgada cria, para a segurança dos
direitos subjetivos, situação de imutabilidade que nem
mesmo a lei pode destruir ou vulnerar - é o que se
infere do art. 5..., XXXVI, da Lei Maior. E sob esse
aspecto é que se pode qualificar a ‘res iudicata’ como
garantia constitucional de tutela a direito individual.
Por
outro
lado,
essa
garantia,
outorgada
na
Constituição, dá mais ênfase e realce àquela da tutela
jurisdicional,
constitucionalmente
consagrada,
no
art. 5..., XXXV, para a defesa de direito atingido por
ato lesivo, visto que a torna intangível até mesmo em
face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure
o exercício da referida tutela, decidindo e compondo a
lide.” (grifei)
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questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas
e em preservar a paz no convívio social.
Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa
julgada, considerada a própria disciplina constitucional que a rege,
que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo,
revogado)
prescrições
normativas
que
tenham
sido
aplicadas,
jurisdicionalmente, na resolução do litígio – tem o poder de afetar
ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada.
Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687,
2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações
entre a coisa julgada e a Constituição:
“A coisa julgada cria, para a segurança dos
direitos subjetivos, situação de imutabilidade que nem
mesmo a lei pode destruir ou vulnerar - é o que se
infere do art. 5..., XXXVI, da Lei Maior. E sob esse
aspecto é que se pode qualificar a ‘res iudicata’ como
garantia constitucional de tutela a direito individual.
Por
outro
lado,
essa
garantia,
outorgada
na
Constituição, dá mais ênfase e realce àquela da tutela
jurisdicional,
constitucionalmente
consagrada,
no
art. 5..., XXXV, para a defesa de direito atingido por
ato lesivo, visto que a torna intangível até mesmo em
face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure
o exercício da referida tutela, decidindo e compondo a
lide.” (grifei)
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Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da
eficácia preclusiva da “res judicata”, que, em sede de execução, não
mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução
no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que
apreciou a controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da
coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 474 do Código de Processo Civil,
“reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas
que a parte poderia opor (...) à rejeição do pedido” (grifei).
Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da
doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de
Processo Civil Comentado”, p. 709, 10... ed., 2007, RT), cujo
magistério - em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame -
assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel
disputari debebat”:
“Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes
ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão
relacionada com a lide sobre a qual pesa a autoridade da
coisa julgada. A norma reputa repelidas todas as alegações
que as partes poderiam ter feito na petição inicial e
contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer
significar que não se admite a propositura de nova demanda
para rediscutir a lide, com base em novas alegações.”
(grifei)
Esse entendimento - que sustenta a extensão da
autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi
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Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da
eficácia preclusiva da “res judicata”, que, em sede de execução, não
mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução
no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que
apreciou a controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da
coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 474 do Código de Processo Civil,
“reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas
que a parte poderia opor (...) à rejeição do pedido” (grifei).
Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da
doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de
Processo Civil Comentado”, p. 709, 10... ed., 2007, RT), cujo
magistério - em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame -
assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel
disputari debebat”:
“Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes
ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão
relacionada com a lide sobre a qual pesa a autoridade da
coisa julgada. A norma reputa repelidas todas as alegações
que as partes poderiam ter feito na petição inicial e
contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer
significar que não se admite a propositura de nova demanda
para rediscutir a lide, com base em novas alegações.”
(grifei)
Esse entendimento - que sustenta a extensão da
autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi
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efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não
o foi, desde que tais alegações e defesas se contenham no objeto do
processo - também encontra apoio no magistério doutrinário de outros
eminentes autores, tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de
Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a,
51... ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual
Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11... ed., 1996, Saraiva),
MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”,
vol. 3/56, item n. 754, 21... ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO
(“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992,
Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/332, item n. 689, 2... ed., 2000, Millennium Editora).
Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de
ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53,
item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo
Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites
objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as
questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”:
“(...) se uma questão pudesse ser discutida no
processo, mas de fato não o foi, também a ela se
estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de
que aquela questão não poderia ser utilizada para negar
ou contestar o resultado a que se chegou naquele
processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de
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efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não
o foi, desde que tais alegações e defesas se contenham no objeto do
processo - também encontra apoio no magistério doutrinário de outros
eminentes autores, tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de
Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a,
51... ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual
Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11... ed., 1996, Saraiva),
MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”,
vol. 3/56, item n. 754, 21... ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO
(“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992,
Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/332, item n. 689, 2... ed., 2000, Millennium Editora).
Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de
ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53,
item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo
Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites
objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as
questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”:
“(...) se uma questão pudesse ser discutida no
processo, mas de fato não o foi, também a ela se
estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de
que aquela questão não poderia ser utilizada para negar
ou contestar o resultado a que se chegou naquele
processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de
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deduções defensivas que teria podido opor, e foi
condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções
para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do
instituto exige que a coisa julgada permaneça firme,
embora a discussão das questões relevantes tenha sido
eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo,
necessariamente, tanto as questões que foram discutidas
como as que o poderiam ser.” (grifei)
A necessária observância da autoridade da coisa julgada
representa expressivo consectário da ordem constitucional, que
consagra, dentre os vários princípios que dela resultam, aquele
concernente à segurança jurídica.
É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, por
mais de uma vez, já fez consignar advertência que põe em destaque a
essencialidade do postulado da segurança jurídica e a consequente
imprescindibilidade de amparo e tutela das relações jurídicas
definidas por decisão transitada em julgado:
“O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS IRRECORRÍVEIS
IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL
INDERROGÁVEL.
A exigência de respeito incondicional às decisões
judiciais
transitadas
em
julgado
traduz
imposição
constitucional justificada pelo princípio da separação de
poderes e fundada nos postulados que informam, em nosso
sistema jurídico, a própria concepção de Estado Democrático
de Direito.
O dever de cumprir as decisões emanadas do Poder
Judiciário, notadamente nos casos em que a condenação
judicial tem por destinatário o próprio Poder Público,
muito mais do que simples incumbência de ordem
processual, representa uma incontornável obrigação
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deduções defensivas que teria podido opor, e foi
condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções
para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do
instituto exige que a coisa julgada permaneça firme,
embora a discussão das questões relevantes tenha sido
eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo,
necessariamente, tanto as questões que foram discutidas
como as que o poderiam ser.” (grifei)
A necessária observância da autoridade da coisa julgada
representa expressivo consectário da ordem constitucional, que
consagra, dentre os vários princípios que dela resultam, aquele
concernente à segurança jurídica.
É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, por
mais de uma vez, já fez consignar advertência que põe em destaque a
essencialidade do postulado da segurança jurídica e a consequente
imprescindibilidade de amparo e tutela das relações jurídicas
definidas por decisão transitada em julgado:
“O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS IRRECORRÍVEIS
IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL
INDERROGÁVEL.
A exigência de respeito incondicional às decisões
judiciais
transitadas
em
julgado
traduz
imposição
constitucional justificada pelo princípio da separação de
poderes e fundada nos postulados que informam, em nosso
sistema jurídico, a própria concepção de Estado Democrático
de Direito.
O dever de cumprir as decisões emanadas do Poder
Judiciário, notadamente nos casos em que a condenação
judicial tem por destinatário o próprio Poder Público,
muito mais do que simples incumbência de ordem
processual, representa uma incontornável obrigação
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institucional a que não se pode subtrair o aparelho de
Estado,
sob
pena
de
grave
comprometimento
dos
princípios consagrados no texto da Constituição da
República.
A desobediência a ordem ou a decisão judicial pode
gerar,
em
nosso
sistema
jurídico,
gravíssimas
conseqüências, quer no plano penal, quer no âmbito
político-administrativo
(possibilidade
de
‘impeachment’), quer, ainda, na esfera institucional
(decretabilidade de intervenção federal nos Estados-
-membros
ou
em
Municípios
situados
em
Território
Federal, ou de intervenção estadual nos Municípios).”
(RTJ 167/6-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
O que se revela incontroverso, nesse contexto, é que a
exigência de segurança jurídica, enquanto expressão do Estado
Democrático de Direito, mostra-se impregnada de elevado conteúdo
ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações jurídicas,
mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Rel. p/ o acórdão Min.
GILMAR MENDES), em ordem a viabilizar a incidência desse mesmo
princípio sobre comportamentos de qualquer dos Poderes ou órgãos do
Estado, para que se preservem, desse modo, situações consolidadas e
protegidas pelo fenômeno da “res judicata”.
Importante referir, no ponto, em face de sua extrema
pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO (“Direito
Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998, Almedina):
“Estes dois princípios - segurança jurídica e
protecção da confiança - andam estreitamente associados
a ponto de alguns autores considerarem o princípio da
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Supremo Tribunal Federal
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11
institucional a que não se pode subtrair o aparelho de
Estado,
sob
pena
de
grave
comprometimento
dos
princípios consagrados no texto da Constituição da
República.
A desobediência a ordem ou a decisão judicial pode
gerar,
em
nosso
sistema
jurídico,
gravíssimas
conseqüências, quer no plano penal, quer no âmbito
político-administrativo
(possibilidade
de
‘impeachment’), quer, ainda, na esfera institucional
(decretabilidade de intervenção federal nos Estados-
-membros
ou
em
Municípios
situados
em
Território
Federal, ou de intervenção estadual nos Municípios).”
(RTJ 167/6-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
O que se revela incontroverso, nesse contexto, é que a
exigência de segurança jurídica, enquanto expressão do Estado
Democrático de Direito, mostra-se impregnada de elevado conteúdo
ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações jurídicas,
mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Rel. p/ o acórdão Min.
GILMAR MENDES), em ordem a viabilizar a incidência desse mesmo
princípio sobre comportamentos de qualquer dos Poderes ou órgãos do
Estado, para que se preservem, desse modo, situações consolidadas e
protegidas pelo fenômeno da “res judicata”.
Importante referir, no ponto, em face de sua extrema
pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO (“Direito
Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998, Almedina):
“Estes dois princípios - segurança jurídica e
protecção da confiança - andam estreitamente associados
a ponto de alguns autores considerarem o princípio da
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
12
protecção de confiança como um subprincípio ou como uma
dimensão específica da segurança jurídica. Em geral,
considera-se que a segurança jurídica está conexionada
com elementos objectivos da ordem jurídica - garantia
de estabilidade jurídica, segurança de orientação e
realização do direito - enquanto a protecção da
confiança se prende mais com as componentes subjectivas
da
segurança,
designadamente
a
calculabilidade
e
previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos
jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e
a
protecção
da
confiança
exigem,
no
fundo:
(1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência
dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles
o
cidadão
veja
garantida
a
segurança
nas
suas
disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus
próprios actos. Deduz-se já que os postulados da
segurança jurídica e da protecção da confiança são
exigíveis perante 'qualquer acto' de 'qualquer poder' -
legislativo, executivo e judicial.” (grifei)
Nem se diga, ainda, para legitimar a pretensão jurídica
da parte ora recorrente, que esta poderia invocar, em seu favor, a
tese da “relativização” da autoridade da coisa julgada, em especial
da (impropriamente) denominada “coisa julgada inconstitucional”,
como sustentam alguns autores (JOSÉ AUGUSTO DELGADO, “Pontos
Polêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais Protegidas –
Efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais”, “in”
Revista de Processo n 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Relativizar
a Coisa Julgada Material”, “in” Revista de Processo n 109/9-38;
HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “A Reforma do Processo de Execução e o
Problema da Coisa Julgada Inconstitucional (Código de Processo Civil,
artigo 741,
Parágrafo
Único)”,
“in”
Revista
dos
Tribunais,
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protecção de confiança como um subprincípio ou como uma
dimensão específica da segurança jurídica. Em geral,
considera-se que a segurança jurídica está conexionada
com elementos objectivos da ordem jurídica - garantia
de estabilidade jurídica, segurança de orientação e
realização do direito - enquanto a protecção da
confiança se prende mais com as componentes subjectivas
da
segurança,
designadamente
a
calculabilidade
e
previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos
jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e
a
protecção
da
confiança
exigem,
no
fundo:
(1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência
dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles
o
cidadão
veja
garantida
a
segurança
nas
suas
disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus
próprios actos. Deduz-se já que os postulados da
segurança jurídica e da protecção da confiança são
exigíveis perante 'qualquer acto' de 'qualquer poder' -
legislativo, executivo e judicial.” (grifei)
Nem se diga, ainda, para legitimar a pretensão jurídica
da parte ora recorrente, que esta poderia invocar, em seu favor, a
tese da “relativização” da autoridade da coisa julgada, em especial
da (impropriamente) denominada “coisa julgada inconstitucional”,
como sustentam alguns autores (JOSÉ AUGUSTO DELGADO, “Pontos
Polêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais Protegidas –
Efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais”, “in”
Revista de Processo n 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Relativizar
a Coisa Julgada Material”, “in” Revista de Processo n 109/9-38;
HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, “A Reforma do Processo de Execução e o
Problema da Coisa Julgada Inconstitucional (Código de Processo Civil,
artigo 741,
Parágrafo
Único)”,
“in”
Revista
dos
Tribunais,
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
13
vol. 841/56/76, ano 94; TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER e JOSÉ MIGUEL
GARCIA
MEDINA,
“O
Dogma
da
Coisa
Julgada
–
Hipóteses
de
Relativização”, 2003, RT; TEORI ALBINO ZAVASCKI, “Embargos à Execução
com Eficácia Rescisória: Sentido e Alcance do Art. 741, Parágrafo
Único, Do Código de Processo Civil”, “in” Revista de Processo, vol. 125/79-91, v.g.).
Tenho para mim que essa postulação, se admitida,
antagonizar-se-ia com a proteção jurídica que a ordem constitucional
dispensa, em caráter tutelar, à “res judicata”.
Na realidade, a desconsideração da “auctoritas rei
judicatae” implicaria grave enfraquecimento de uma importantíssima
garantia constitucional que surgiu, de modo expresso, em nosso
ordenamento positivo, com a Constituição de 1934.
A pretendida “relativização” da coisa julgada – tese
que
tenho
repudiado
em
diversos
julgamentos
(monocráticos)
proferidos
no
Supremo
Tribunal
Federal
(Recurso Extraordinário
554.111/RS
–
Recurso Extraordinário 594.350/RS - Recurso Extraordinário 594.892/RS - Recurso Extraordinário 594.929/RS - Recurso Extraordinário 595.565/RS, dos
quais sou Relator) - provocaria consequências altamente lesivas à
estabilidade das relações intersubjetivas, à exigência de certeza e
de segurança jurídicas e à preservação do equilíbrio social, valendo
destacar, em face da absoluta pertinência de suas observações, a
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
13
vol. 841/56/76, ano 94; TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER e JOSÉ MIGUEL
GARCIA
MEDINA,
“O
Dogma
da
Coisa
Julgada
–
Hipóteses
de
Relativização”, 2003, RT; TEORI ALBINO ZAVASCKI, “Embargos à Execução
com Eficácia Rescisória: Sentido e Alcance do Art. 741, Parágrafo
Único, Do Código de Processo Civil”, “in” Revista de Processo, vol. 125/79-91, v.g.).
Tenho para mim que essa postulação, se admitida,
antagonizar-se-ia com a proteção jurídica que a ordem constitucional
dispensa, em caráter tutelar, à “res judicata”.
Na realidade, a desconsideração da “auctoritas rei
judicatae” implicaria grave enfraquecimento de uma importantíssima
garantia constitucional que surgiu, de modo expresso, em nosso
ordenamento positivo, com a Constituição de 1934.
A pretendida “relativização” da coisa julgada – tese
que
tenho
repudiado
em
diversos
julgamentos
(monocráticos)
proferidos
no
Supremo
Tribunal
Federal
(Recurso Extraordinário
554.111/RS
–
Recurso Extraordinário 594.350/RS - Recurso Extraordinário 594.892/RS - Recurso Extraordinário 594.929/RS - Recurso Extraordinário 595.565/RS, dos
quais sou Relator) - provocaria consequências altamente lesivas à
estabilidade das relações intersubjetivas, à exigência de certeza e
de segurança jurídicas e à preservação do equilíbrio social, valendo
destacar, em face da absoluta pertinência de suas observações, a
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
14
advertência
de
ARAKEN
DE
ASSIS
(“Eficácia
da
Coisa
Julgada
Inconstitucional”, “in” Revista Jurídica n 301/7-29, 12-13):
“Aberta a janela, sob o pretexto de observar
equivalentes
princípios
da
Carta
Política,
comprometidos pela indiscutibilidade do provimento
judicial, não se revela difícil prever que todas as
portas se escancararão às iniciativas do vencido. O
vírus do relativismo contaminará, fatalmente, todo o
sistema judiciário. Nenhum veto, ‘a priori’, barrará o
vencido de desafiar e afrontar o resultado precedente
de qualquer processo, invocando hipotética ofensa deste
ou
daquele
valor
da
Constituição.
A
simples
possibilidade de êxito do intento revisionista, sem as
peias da rescisória, multiplicará os litígios, nos
quais
o
órgão
judiciário
de
1...
grau
decidirá,
preliminarmente, se obedece, ou não, ao pronunciamento
transitado em julgado do seu Tribunal e até, conforme o
caso, do Supremo Tribunal Federal. Tudo, naturalmente
justificado pelo respeito obsequioso à Constituição e
baseado
na
volúvel
livre
convicção
do
magistrado
inferior.
Por tal motivo, mostra-se flagrante o risco de se
perder qualquer noção de segurança e de hierarquia
judiciária. Ademais, os litígios jamais acabarão,
renovando-se, a todo instante, sob o pretexto de ofensa
a
este
ou
aquele
princípio
constitucional.
Para
combater
semelhante
desserviço
à
Nação,
urge
a
intervenção do legislador, com o fito de estabelecer,
previamente, as situações em que a eficácia de coisa
julgada não opera na desejável e natural extensão e o
remédio adequado para retratá-la (...). Este é o
caminho promissor para banir a insegurança do vencedor,
a afoiteza ou falta de escrúpulos do vencido e o
arbítrio e os casuísmos judiciais.” (grifei)
Esse mesmo entendimento - que rejeita a “relativização”
da coisa julgada em sentido material – foi exposto, em lapidar
abordagem do tema, por NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE
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Supremo Tribunal Federal
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14
advertência
de
ARAKEN
DE
ASSIS
(“Eficácia
da
Coisa
Julgada
Inconstitucional”, “in” Revista Jurídica n 301/7-29, 12-13):
“Aberta a janela, sob o pretexto de observar
equivalentes
princípios
da
Carta
Política,
comprometidos pela indiscutibilidade do provimento
judicial, não se revela difícil prever que todas as
portas se escancararão às iniciativas do vencido. O
vírus do relativismo contaminará, fatalmente, todo o
sistema judiciário. Nenhum veto, ‘a priori’, barrará o
vencido de desafiar e afrontar o resultado precedente
de qualquer processo, invocando hipotética ofensa deste
ou
daquele
valor
da
Constituição.
A
simples
possibilidade de êxito do intento revisionista, sem as
peias da rescisória, multiplicará os litígios, nos
quais
o
órgão
judiciário
de
1...
grau
decidirá,
preliminarmente, se obedece, ou não, ao pronunciamento
transitado em julgado do seu Tribunal e até, conforme o
caso, do Supremo Tribunal Federal. Tudo, naturalmente
justificado pelo respeito obsequioso à Constituição e
baseado
na
volúvel
livre
convicção
do
magistrado
inferior.
Por tal motivo, mostra-se flagrante o risco de se
perder qualquer noção de segurança e de hierarquia
judiciária. Ademais, os litígios jamais acabarão,
renovando-se, a todo instante, sob o pretexto de ofensa
a
este
ou
aquele
princípio
constitucional.
Para
combater
semelhante
desserviço
à
Nação,
urge
a
intervenção do legislador, com o fito de estabelecer,
previamente, as situações em que a eficácia de coisa
julgada não opera na desejável e natural extensão e o
remédio adequado para retratá-la (...). Este é o
caminho promissor para banir a insegurança do vencedor,
a afoiteza ou falta de escrúpulos do vencido e o
arbítrio e os casuísmos judiciais.” (grifei)
Esse mesmo entendimento - que rejeita a “relativização”
da coisa julgada em sentido material – foi exposto, em lapidar
abordagem do tema, por NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
15
NERY (“Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante”,
p. 715/717, itens ns. 28 e 30, e p. 1.132, item n. 14, 11... ed., 2010, RT):
“28. Coisa julgada material e Estado Democrático de
Direito. A doutrina mundial reconhece o instituto da
coisa julgada material como ‘elemento de existência’ do
Estado Democrático de Direito (...). A ‘supremacia da
Constituição’ está na própria coisa julgada, enquanto
manifestação
do
Estado
Democrático
de
Direito,
fundamento da República (Constituição Federal de 1988 1. ‘caput’), não sendo
princípio que possa opor-se à coisa julgada como se
esta estivesse abaixo de qualquer outro instituto
constitucional. Quando se fala na intangibilidade da
coisa julgada, não se deve dar ao instituto tratamento
jurídico inferior, de mera figura do processo civil,
regulada por lei ordinária, mas, ao contrário, impõe-se
o reconhecimento da coisa julgada com a magnitude
constitucional que lhe é própria, ou seja, de elemento
formador do Estado Democrático de Direito, que não pode
ser apequenado por conta de algumas situações, velhas
conhecidas da doutrina e jurisprudência, como é o caso
da sentença injusta, repelida como irrelevante (...) ou
da sentença proferida contra a Constituição ou a lei,
igualmente considerada pela doutrina (...), sendo que,
nesta última hipótese, pode ser desconstituída pela
ação rescisória (Código de Processo Civil 485 V). (...) O risco político de
haver sentença injusta ou inconstitucional no caso
concreto parece ser menos grave do que o risco político
de instaurar-se a insegurança geral com a relativização
(‘rectius’: desconsideração) da coisa julgada.
...................................................
30. Controle da constitucionalidade da sentença.
Coisa julgada inconstitucional. Os atos jurisdicionais
do Poder Judiciário ficam sujeitos ao controle de sua
constitucionalidade, como todos os atos de todos os
poderes. Para tanto, o ‘due process of law’ desse
controle tem de ser observado. Há três formas para
fazer-se
o
controle
interno,
jurisdicional,
da
constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder
Judiciário: a) por recurso ordinário; b) por recurso
extraordinário; c) por ações autônomas de impugnação.
Na primeira hipótese, tendo sido proferida decisão
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3100642
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
15
NERY (“Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante”,
p. 715/717, itens ns. 28 e 30, e p. 1.132, item n. 14, 11... ed., 2010, RT):
“28. Coisa julgada material e Estado Democrático de
Direito. A doutrina mundial reconhece o instituto da
coisa julgada material como ‘elemento de existência’ do
Estado Democrático de Direito (...). A ‘supremacia da
Constituição’ está na própria coisa julgada, enquanto
manifestação
do
Estado
Democrático
de
Direito,
fundamento da República (Constituição Federal de 1988 1. ‘caput’), não sendo
princípio que possa opor-se à coisa julgada como se
esta estivesse abaixo de qualquer outro instituto
constitucional. Quando se fala na intangibilidade da
coisa julgada, não se deve dar ao instituto tratamento
jurídico inferior, de mera figura do processo civil,
regulada por lei ordinária, mas, ao contrário, impõe-se
o reconhecimento da coisa julgada com a magnitude
constitucional que lhe é própria, ou seja, de elemento
formador do Estado Democrático de Direito, que não pode
ser apequenado por conta de algumas situações, velhas
conhecidas da doutrina e jurisprudência, como é o caso
da sentença injusta, repelida como irrelevante (...) ou
da sentença proferida contra a Constituição ou a lei,
igualmente considerada pela doutrina (...), sendo que,
nesta última hipótese, pode ser desconstituída pela
ação rescisória (Código de Processo Civil 485 V). (...) O risco político de
haver sentença injusta ou inconstitucional no caso
concreto parece ser menos grave do que o risco político
de instaurar-se a insegurança geral com a relativização
(‘rectius’: desconsideração) da coisa julgada.
...................................................
30. Controle da constitucionalidade da sentença.
Coisa julgada inconstitucional. Os atos jurisdicionais
do Poder Judiciário ficam sujeitos ao controle de sua
constitucionalidade, como todos os atos de todos os
poderes. Para tanto, o ‘due process of law’ desse
controle tem de ser observado. Há três formas para
fazer-se
o
controle
interno,
jurisdicional,
da
constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder
Judiciário: a) por recurso ordinário; b) por recurso
extraordinário; c) por ações autônomas de impugnação.
Na primeira hipótese, tendo sido proferida decisão
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
16
contra a Constituição Federal de 1988, pode ser impugnada por recurso ordinário
(agravo, apelação, recurso ordinário constitucional
etc.) no qual se pedirá a anulação ou a reforma da
decisão inconstitucional. O segundo caso é de decisão
de única ou última instância que ofenda a Constituição Federal de 1988, que
poderá ser impugnada por Recurso Extraordinário para o Supremo Tribunal Federal (Constituição Federal de 1988 102
III ‘a’). A terceira e última oportunidade para
controlar-se
a
constitucionalidade
dos
atos
jurisdicionais do Poder Judiciário ocorre quando a
decisão de mérito já tiver transitado em julgado,
situação
em
que
poderá
ser
impugnada
por
ação
rescisória (Código de Processo Civil 485 V) ou revisão criminal (CPP 621).
Passado o prazo de dois anos que a lei estipula (Código de Processo Civil
495) para exercer-se o direito de rescisão de decisão
de mérito transitada em julgado (Código de Processo Civil 485), não é mais
possível
fazer-se
o
controle
judicial
da
constitucionalidade de sentença transitada em julgado.
No século XXI não mais se justifica prestigiar e dar-se
aplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis
insanabilis’ e da ‘praescriptio immemorialis’. Não se
permite a reabertura, a qualquer tempo, da discussão de
lide acobertada por sentença transitada em julgado,
ainda que sob pretexto de que a sentença seria
inconstitucional. O controle da constitucionalidade dos
atos jurisdicionais do Poder Judiciário existe, mas
deve ser feito de acordo com o devido processo legal.
...................................................
14. Inconstitucionalidade material do Código de Processo Civil 741 par.
ún. Título judicial é sentença transitada em julgado,
acobertada pela autoridade da coisa julgada. Esse
título judicial goza de proteção constitucional, que
emana diretamente do Estado Democrático de Direito (Constituição Federal de 1988
1... ‘caput’), além de possuir dimensão de garantia
constitucional fundamental (Constituição Federal de 1988 5... XXXVI). Decisão
‘posterior’, ainda que do Supremo Tribunal Federal, não poderá atingir a
coisa julgada que já havia sido formada e dado origem
àquele título executivo judicial. A decisão do Supremo Tribunal Federal que
declara inconstitucional lei ou ato normativo tem
eficácia retroativa ‘ex tunc’, para atingir situações
que estejam se desenvolvendo com fundamento nessa lei.
Essa retroatividade tem como limite a ‘coisa julgada’
(Canotilho. ‘Dir. Const.’, p. 1013/1014). Não pode
alcançar, portanto, as relações jurídicas firmes, sobre
as
quais
pesa
a
‘auctoritas
rei
iudicatae’,
manifestação do Estado Democrático de Direito (do ponto
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contra a Constituição Federal de 1988, pode ser impugnada por recurso ordinário
(agravo, apelação, recurso ordinário constitucional
etc.) no qual se pedirá a anulação ou a reforma da
decisão inconstitucional. O segundo caso é de decisão
de única ou última instância que ofenda a Constituição Federal de 1988, que
poderá ser impugnada por Recurso Extraordinário para o Supremo Tribunal Federal (Constituição Federal de 1988 102
III ‘a’). A terceira e última oportunidade para
controlar-se
a
constitucionalidade
dos
atos
jurisdicionais do Poder Judiciário ocorre quando a
decisão de mérito já tiver transitado em julgado,
situação
em
que
poderá
ser
impugnada
por
ação
rescisória (Código de Processo Civil 485 V) ou revisão criminal (CPP 621).
Passado o prazo de dois anos que a lei estipula (Código de Processo Civil
495) para exercer-se o direito de rescisão de decisão
de mérito transitada em julgado (Código de Processo Civil 485), não é mais
possível
fazer-se
o
controle
judicial
da
constitucionalidade de sentença transitada em julgado.
No século XXI não mais se justifica prestigiar e dar-se
aplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis
insanabilis’ e da ‘praescriptio immemorialis’. Não se
permite a reabertura, a qualquer tempo, da discussão de
lide acobertada por sentença transitada em julgado,
ainda que sob pretexto de que a sentença seria
inconstitucional. O controle da constitucionalidade dos
atos jurisdicionais do Poder Judiciário existe, mas
deve ser feito de acordo com o devido processo legal.
...................................................
14. Inconstitucionalidade material do Código de Processo Civil 741 par.
ún. Título judicial é sentença transitada em julgado,
acobertada pela autoridade da coisa julgada. Esse
título judicial goza de proteção constitucional, que
emana diretamente do Estado Democrático de Direito (Constituição Federal de 1988
1... ‘caput’), além de possuir dimensão de garantia
constitucional fundamental (Constituição Federal de 1988 5... XXXVI). Decisão
‘posterior’, ainda que do Supremo Tribunal Federal, não poderá atingir a
coisa julgada que já havia sido formada e dado origem
àquele título executivo judicial. A decisão do Supremo Tribunal Federal que
declara inconstitucional lei ou ato normativo tem
eficácia retroativa ‘ex tunc’, para atingir situações
que estejam se desenvolvendo com fundamento nessa lei.
Essa retroatividade tem como limite a ‘coisa julgada’
(Canotilho. ‘Dir. Const.’, p. 1013/1014). Não pode
alcançar, portanto, as relações jurídicas firmes, sobre
as
quais
pesa
a
‘auctoritas
rei
iudicatae’,
manifestação do Estado Democrático de Direito (do ponto
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
17
de
vista
político-social-coletivo)
e
garantia
constitucional fundamental (do ponto de vista do
direito
individual,
coletivo
ou
difuso).
A
esse
respeito, ressalvando a coisa julgada dos efeitos
retroativos da decisão de inconstitucionalidade, embora
nem precisasse fazê-lo, é expressa a Constituição Federal de 1988 portuguesa
(art. 282, n. 3, 1... parte). Caso se admita a retroação
prevista na norma ora comentada como possível, isso
caracterizaria
ofensa
direta
a
dois
dispositivos
constitucionais: Constituição Federal de 1988 1... ‘caput’ (Estado Democrático de
Direito, do qual a coisa julgada é manifestação) e 5...
XXXVI
(garantia
individual
ou
coletiva
da
intangibilidade da coisa julgada). A norma, instituída
pela
L
11232/05,
é,
portanto,
materialmente
inconstitucional.
Não
se
trata
de
privilegiar
o
instituto da coisa julgada sobrepondo-o ao princípio da
supremacia da Constituição (...). A coisa julgada é a
própria Constituição Federal, vale dizer, manifestação,
dentro do Poder Judiciário, do Estado Democrático de
Direito (Constituição Federal de 1988 1... ‘caput’), fundamento da República.”
(grifei)
Absolutamente correto, pois, o magistério de autores –
como JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA (“Considerações Sobre a Chamada
‘Relativização’ da Coisa Julgada Material” “in” Revista de Direito
do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro n 62/43-69);
ROSEMIRO PEREIRA LEAL (“Relativização Inconstitucional da Coisa
Julgada – Temática Processual e Reflexões Jurídicas”, p. 3/22, 2005,
Del
Rey);
SÉRGIO
GILBERTO
PORTO
(“Cidadania
Processual
e
Relativização da Coisa Julgada” “in” Revista Jurídica n 304/23-31) e
LUIZ GUILHERME MARINONI e DANIEL MITIDIERO (“Código de Processo
Civil”, p. 716/717, item n. 9, 2... ed., 2010, RT) – que repudiam a
tese segundo a qual mostrar-se-ia viável a “relativização” da
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Supremo Tribunal Federal
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vista
político-social-coletivo)
e
garantia
constitucional fundamental (do ponto de vista do
direito
individual,
coletivo
ou
difuso).
A
esse
respeito, ressalvando a coisa julgada dos efeitos
retroativos da decisão de inconstitucionalidade, embora
nem precisasse fazê-lo, é expressa a Constituição Federal de 1988 portuguesa
(art. 282, n. 3, 1... parte). Caso se admita a retroação
prevista na norma ora comentada como possível, isso
caracterizaria
ofensa
direta
a
dois
dispositivos
constitucionais: Constituição Federal de 1988 1... ‘caput’ (Estado Democrático de
Direito, do qual a coisa julgada é manifestação) e 5...
XXXVI
(garantia
individual
ou
coletiva
da
intangibilidade da coisa julgada). A norma, instituída
pela
L
11232/05,
é,
portanto,
materialmente
inconstitucional.
Não
se
trata
de
privilegiar
o
instituto da coisa julgada sobrepondo-o ao princípio da
supremacia da Constituição (...). A coisa julgada é a
própria Constituição Federal, vale dizer, manifestação,
dentro do Poder Judiciário, do Estado Democrático de
Direito (Constituição Federal de 1988 1... ‘caput’), fundamento da República.”
(grifei)
Absolutamente correto, pois, o magistério de autores –
como JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA (“Considerações Sobre a Chamada
‘Relativização’ da Coisa Julgada Material” “in” Revista de Direito
do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro n 62/43-69);
ROSEMIRO PEREIRA LEAL (“Relativização Inconstitucional da Coisa
Julgada – Temática Processual e Reflexões Jurídicas”, p. 3/22, 2005,
Del
Rey);
SÉRGIO
GILBERTO
PORTO
(“Cidadania
Processual
e
Relativização da Coisa Julgada” “in” Revista Jurídica n 304/23-31) e
LUIZ GUILHERME MARINONI e DANIEL MITIDIERO (“Código de Processo
Civil”, p. 716/717, item n. 9, 2... ed., 2010, RT) – que repudiam a
tese segundo a qual mostrar-se-ia viável a “relativização” da
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
18
autoridade
da
coisa
julgada,
independentemente
da
utilização
ordinária da ação rescisória, valendo relembrar, no ponto, a
advertência de LEONARDO GRECO (“Eficácia da Declaração ‘Erga Omnes’
de Constitucionalidade ou Inconstitucionalidade em Relação à Coisa
Julgada Anterior” “in” “Relativização da Coisa Julgada”, p. 251/261,
2... ed./2... tir., 2008, JusPODIVM), para quem se revelam conflitantes,
com a garantia constitucional da “res judicata”, as regras legais
que autorizam a desconsideração da coisa julgada material em face de
declaração de inconstitucionalidade (ou de uma nova interpretação
constitucional) emanada do Supremo Tribunal Federal, à semelhança do
que prescrevem, p. ex., o art. 475-L, § 1..., e o art. 741, parágrafo
único, ambos do Código de Processo Civil:
“2. Para examinar o conflito entre a coisa julgada
e
a
declaração
de
constitucionalidade
ou
inconstitucionalidade, assim como para avaliar se a
demonstrada
vulnerabilidade
da
coisa
julgada
é
compatível
com
o
Estado
Democrático
de
Direito
instituído entre nós a partir da Constituição de 1988,
considero necessário assentar uma segunda premissa, ou
seja, se a coisa julgada é um direito fundamental ou
uma garantia de direitos fundamentais e, como tal, se a
sua preservação é um valor humanitário que mereça ser
preservado em igualdade de condições com todos os
demais constitucionalmente assegurados; ou, se, ao
contrário, é apenas um princípio ou uma regra de
caráter técnico processual e de hierarquia infra-
-constitucional, que, portanto, deva ser preterida ao
primado da Constituição e da eficácia concreta dos
direitos
fundamentais
e
das
demais
disposições
constitucionais.
...................................................
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
18
autoridade
da
coisa
julgada,
independentemente
da
utilização
ordinária da ação rescisória, valendo relembrar, no ponto, a
advertência de LEONARDO GRECO (“Eficácia da Declaração ‘Erga Omnes’
de Constitucionalidade ou Inconstitucionalidade em Relação à Coisa
Julgada Anterior” “in” “Relativização da Coisa Julgada”, p. 251/261,
2... ed./2... tir., 2008, JusPODIVM), para quem se revelam conflitantes,
com a garantia constitucional da “res judicata”, as regras legais
que autorizam a desconsideração da coisa julgada material em face de
declaração de inconstitucionalidade (ou de uma nova interpretação
constitucional) emanada do Supremo Tribunal Federal, à semelhança do
que prescrevem, p. ex., o art. 475-L, § 1..., e o art. 741, parágrafo
único, ambos do Código de Processo Civil:
“2. Para examinar o conflito entre a coisa julgada
e
a
declaração
de
constitucionalidade
ou
inconstitucionalidade, assim como para avaliar se a
demonstrada
vulnerabilidade
da
coisa
julgada
é
compatível
com
o
Estado
Democrático
de
Direito
instituído entre nós a partir da Constituição de 1988,
considero necessário assentar uma segunda premissa, ou
seja, se a coisa julgada é um direito fundamental ou
uma garantia de direitos fundamentais e, como tal, se a
sua preservação é um valor humanitário que mereça ser
preservado em igualdade de condições com todos os
demais constitucionalmente assegurados; ou, se, ao
contrário, é apenas um princípio ou uma regra de
caráter técnico processual e de hierarquia infra-
-constitucional, que, portanto, deva ser preterida ao
primado da Constituição e da eficácia concreta dos
direitos
fundamentais
e
das
demais
disposições
constitucionais.
...................................................
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19
Todavia, parece-me que a coisa julgada é uma
importante
garantia
fundamental
e,
como
tal,
um
verdadeiro
direito
fundamental,
como
instrumento
indispensável
à
eficácia
concreta
do
direito
à
segurança, inscrito como valor e como direito no
preâmbulo e no ‘caput’ do artigo 5... da Constituição de
1988. A segurança não é apenas a proteção da vida, da
incolumidade física ou do patrimônio, mas também e
principalmente a segurança jurídica.
...................................................
A segurança jurídica é o mínimo de previsibilidade
necessária que o Estado de Direito deve oferecer a todo
cidadão, a respeito de quais são as normas de
convivência que ele deve observar e com base nas quais
pode travar relações jurídicas válidas e eficazes.
...................................................
A coisa julgada é, assim, uma garantia essencial do
direito fundamental à segurança jurídica.
Em recente estudo sobre as garantias fundamentais
do
processo,
recordei
que,
na
jurisdição
de
conhecimento, a coisa julgada é garantia da segurança
jurídica e da tutela jurisdicional efetiva. Àquele a
quem a Justiça reconheceu a existência de um direito,
por decisão não mais sujeita a qualquer recurso no
processo em que foi proferida, o Estado deve assegurar
a sua plena e definitiva fruição, sem mais poder ser
molestado pelo adversário. Se o Estado não oferecer
essa
garantia,
a
jurisdição
nunca
assegurará
em
definitivo
a
eficácia
concreta
dos
direitos
dos
cidadãos. Por outro lado, a coisa julgada é uma
conseqüência
necessária
do
direito
fundamental
à
segurança (artigo 5..., inciso I, da Constituição) também
dos demais cidadãos, e não apenas das partes no
processo em que ela se formou, pois todos aqueles que
travam
relações
jurídicas
com
alguém
que
teve
determinado direito reconhecido judicialmente devem
poder confiar na certeza desse direito que resulta da
eficácia que ninguém pode negar aos atos estatais.
...................................................
5. Com essas premissas, parece-me claro que a
declaração
de
constitucionalidade
ou
de
inconstitucionalidade em controle concentrado de normas
pelo
Supremo
Tribunal
Federal
não
deve
ter
nenhuma influência
sobre
anteriores
sentenças
transitadas
em
julgado
que
tenham
fundamento
em
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Supremo Tribunal Federal
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19
Todavia, parece-me que a coisa julgada é uma
importante
garantia
fundamental
e,
como
tal,
um
verdadeiro
direito
fundamental,
como
instrumento
indispensável
à
eficácia
concreta
do
direito
à
segurança, inscrito como valor e como direito no
preâmbulo e no ‘caput’ do artigo 5... da Constituição de
1988. A segurança não é apenas a proteção da vida, da
incolumidade física ou do patrimônio, mas também e
principalmente a segurança jurídica.
...................................................
A segurança jurídica é o mínimo de previsibilidade
necessária que o Estado de Direito deve oferecer a todo
cidadão, a respeito de quais são as normas de
convivência que ele deve observar e com base nas quais
pode travar relações jurídicas válidas e eficazes.
...................................................
A coisa julgada é, assim, uma garantia essencial do
direito fundamental à segurança jurídica.
Em recente estudo sobre as garantias fundamentais
do
processo,
recordei
que,
na
jurisdição
de
conhecimento, a coisa julgada é garantia da segurança
jurídica e da tutela jurisdicional efetiva. Àquele a
quem a Justiça reconheceu a existência de um direito,
por decisão não mais sujeita a qualquer recurso no
processo em que foi proferida, o Estado deve assegurar
a sua plena e definitiva fruição, sem mais poder ser
molestado pelo adversário. Se o Estado não oferecer
essa
garantia,
a
jurisdição
nunca
assegurará
em
definitivo
a
eficácia
concreta
dos
direitos
dos
cidadãos. Por outro lado, a coisa julgada é uma
conseqüência
necessária
do
direito
fundamental
à
segurança (artigo 5..., inciso I, da Constituição) também
dos demais cidadãos, e não apenas das partes no
processo em que ela se formou, pois todos aqueles que
travam
relações
jurídicas
com
alguém
que
teve
determinado direito reconhecido judicialmente devem
poder confiar na certeza desse direito que resulta da
eficácia que ninguém pode negar aos atos estatais.
...................................................
5. Com essas premissas, parece-me claro que a
declaração
de
constitucionalidade
ou
de
inconstitucionalidade em controle concentrado de normas
pelo
Supremo
Tribunal
Federal
não
deve
ter
nenhuma influência
sobre
anteriores
sentenças
transitadas
em
julgado
que
tenham
fundamento
em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
20
entendimento contrário ao do Supremo Tribunal Federal sobre a questão
constitucional.
A segurança jurídica, como direito fundamental, é
limite que não permite a anulação do julgado com
fundamento na decisão do Supremo Tribunal Federal. O único instrumento
processual cabível para essa anulação, quanto aos efeitos
já produzidos pela sentença transitada em julgado, é a
ação rescisória, se ainda subsistir o prazo para a sua
propositura.
.....................................................
Uma última palavra deve ser reservada à disposição
constante da Medida Provisória 2.180/01, mantida em vigor
pela Emenda Constitucional n 32/01, que ampliou a
vulnerabilidade da coisa julgada através dos embargos à
execução, com a introdução de parágrafo único ao
artigo 741 do Código de Processo Civil, tornando inexigível a dívida se o
título judicial se fundar em lei ou ato normativo
declarados
inconstitucionais
pelo
Supremo
Tribunal
Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por
incompatíveis com a Constituição. Nela se nota a clara
intenção de transpor para o Direito brasileiro a hipótese
da parte final do § 79 da Lei Orgânica do Tribunal
Constitucional Federal alemão, que preserva os efeitos
pretéritos da coisa julgada, mas impede a execução
futura. Entretanto, o ilegítimo legislador governamental,
com o sectarismo que o caracterizou nos últimos anos,
importou a regra pela metade, ou seja, permitiu o
bloqueio da execução, mas não garantiu a manutenção
intacta dos efeitos pretéritos da coisa julgada. Também
omitiu o legislador governamental a ressalva de que não
cabe qualquer repetição do que tiver sido recebido com
base na lei posteriormente declarada inconstitucional.
Tanto quanto aos efeitos pretéritos, quanto aos
efeitos futuros da decisão proferida no controle
concentrado, parece-me inconstitucional o disposto no
referido parágrafo único do artigo 741, que encontra
obstáculo na segurança jurídica e na garantia da coisa
julgada, salvo quanto a relações jurídicas continuativas,
pois, quanto a estas, modificando-se no futuro os fatos
ou o direito, e no caso da declaração ‘erga omnes’ pelo
Supremo Tribunal Federal pode ter sofrido alteração o direito reconhecido na
sentença, cessará a imutabilidade dos efeitos do julgado,
nos termos do artigo 741 do Código de Processo Civil.
6. Em síntese, a segurança jurídica, como direito
fundamental, assegurada pela coisa julgada, não permite,
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Supremo Tribunal Federal
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entendimento contrário ao do Supremo Tribunal Federal sobre a questão
constitucional.
A segurança jurídica, como direito fundamental, é
limite que não permite a anulação do julgado com
fundamento na decisão do Supremo Tribunal Federal. O único instrumento
processual cabível para essa anulação, quanto aos efeitos
já produzidos pela sentença transitada em julgado, é a
ação rescisória, se ainda subsistir o prazo para a sua
propositura.
.....................................................
Uma última palavra deve ser reservada à disposição
constante da Medida Provisória 2.180/01, mantida em vigor
pela Emenda Constitucional n 32/01, que ampliou a
vulnerabilidade da coisa julgada através dos embargos à
execução, com a introdução de parágrafo único ao
artigo 741 do Código de Processo Civil, tornando inexigível a dívida se o
título judicial se fundar em lei ou ato normativo
declarados
inconstitucionais
pelo
Supremo
Tribunal
Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por
incompatíveis com a Constituição. Nela se nota a clara
intenção de transpor para o Direito brasileiro a hipótese
da parte final do § 79 da Lei Orgânica do Tribunal
Constitucional Federal alemão, que preserva os efeitos
pretéritos da coisa julgada, mas impede a execução
futura. Entretanto, o ilegítimo legislador governamental,
com o sectarismo que o caracterizou nos últimos anos,
importou a regra pela metade, ou seja, permitiu o
bloqueio da execução, mas não garantiu a manutenção
intacta dos efeitos pretéritos da coisa julgada. Também
omitiu o legislador governamental a ressalva de que não
cabe qualquer repetição do que tiver sido recebido com
base na lei posteriormente declarada inconstitucional.
Tanto quanto aos efeitos pretéritos, quanto aos
efeitos futuros da decisão proferida no controle
concentrado, parece-me inconstitucional o disposto no
referido parágrafo único do artigo 741, que encontra
obstáculo na segurança jurídica e na garantia da coisa
julgada, salvo quanto a relações jurídicas continuativas,
pois, quanto a estas, modificando-se no futuro os fatos
ou o direito, e no caso da declaração ‘erga omnes’ pelo
Supremo Tribunal Federal pode ter sofrido alteração o direito reconhecido na
sentença, cessará a imutabilidade dos efeitos do julgado,
nos termos do artigo 741 do Código de Processo Civil.
6. Em síntese, a segurança jurídica, como direito
fundamental, assegurada pela coisa julgada, não permite,
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
21
como regra, a propositura de ação de revisão da coisa
julgada
como
conseqüência
da
declaração
de
constitucionalidade ou de inconstitucionalidade pelo Supremo
Tribunal Federal.” (grifei)
Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria
jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal vinha
proclamando,
já
há
quatro
(4)
décadas,
a
respeito
da
invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando,
em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado,
ainda
que
inconstitucionais,
somente
poderão
ser
invalidadas
mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio
processual civil, a ação rescisória.
Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, quando do
julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744),
proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-
-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa
julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver
resolvido
o
litígio
com
fundamento
em
lei
declarada
inconstitucional:
“A
suspensão
da
vigência
da
lei
por
inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos
praticados
sob o império da lei inconstitucional.
Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em
julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória,
sendo impróprio o mandado de segurança (...).” (grifei)
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como regra, a propositura de ação de revisão da coisa
julgada
como
conseqüência
da
declaração
de
constitucionalidade ou de inconstitucionalidade pelo Supremo
Tribunal Federal.” (grifei)
Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria
jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal vinha
proclamando,
já
há
quatro
(4)
décadas,
a
respeito
da
invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando,
em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado,
ainda
que
inconstitucionais,
somente
poderão
ser
invalidadas
mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio
processual civil, a ação rescisória.
Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, quando do
julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744),
proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-
-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa
julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver
resolvido
o
litígio
com
fundamento
em
lei
declarada
inconstitucional:
“A
suspensão
da
vigência
da
lei
por
inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos
praticados
sob o império da lei inconstitucional.
Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em
julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória,
sendo impróprio o mandado de segurança (...).” (grifei)
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
22
Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal,
reafirmando
essa
corretíssima
orientação
jurisprudencial,
fez
consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos
em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide,
em lei declarada inconstitucional por esta Corte Suprema:
“Recurso Extraordinário. Embargos à execução de
sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado,
em lei posteriormente declarada inconstitucional. A
declaração da nulidade da sentença somente é possível via
da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal
Federal. (...).”
(Recurso Extraordinário 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei)
Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que
não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado,
muito menos constitucionalmente lícito, pretender-se o reconhecimento
da inexigibilidade de título judicial, sob pretexto de que a sentença
transitada em julgado fundamentou-se em lei declarada inconstitucional
pelo Supremo Tribunal Federal.
É que, em ocorrendo tal situação, a sentença de mérito
tornada irrecorrível em face do trânsito em julgado só pode ser
desconstituída mediante ajuizamento de uma específica ação autônoma
de
impugnação
(ação
rescisória),
desde
que
utilizada,
pelo
interessado, no prazo decadencial definido em lei, pois, esgotado
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
22
Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal,
reafirmando
essa
corretíssima
orientação
jurisprudencial,
fez
consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos
em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide,
em lei declarada inconstitucional por esta Corte Suprema:
“Recurso Extraordinário. Embargos à execução de
sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado,
em lei posteriormente declarada inconstitucional. A
declaração da nulidade da sentença somente é possível via
da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal
Federal. (...).”
(Recurso Extraordinário 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei)
Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que
não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado,
muito menos constitucionalmente lícito, pretender-se o reconhecimento
da inexigibilidade de título judicial, sob pretexto de que a sentença
transitada em julgado fundamentou-se em lei declarada inconstitucional
pelo Supremo Tribunal Federal.
É que, em ocorrendo tal situação, a sentença de mérito
tornada irrecorrível em face do trânsito em julgado só pode ser
desconstituída mediante ajuizamento de uma específica ação autônoma
de
impugnação
(ação
rescisória),
desde
que
utilizada,
pelo
interessado, no prazo decadencial definido em lei, pois, esgotado
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
23
referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente
julgada, que se revela, a partir de então, insuscetível de
modificação ulterior, ainda que haja sobrevindo julgamento do
Supremo Tribunal Federal declaratório de inconstitucionalidade da
própria lei em que baseado o título judicial exequendo, como observa
JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/344, item n. 698, 2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora):
“Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um
julgamento com força de lei entre as partes, a que
estas se encontram vinculadas imutavelmente.
Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res
iudicata’
(...),
principalmente
através
de
ação
rescisória. (...).
Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se
situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal.
(...).
Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória,
há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se
verifica depois de transitada em julgado decisão
declarando improcedente a rescisória.” (grifei)
Em suma: a decisão do Supremo Tribunal Federal que haja
declarado inconstitucional determinado diploma legislativo em que se
apóie o ato sentencial transitado em julgado, ainda que impregnada de
eficácia “ex tunc”, como sucede com os julgamentos proferidos em sede
de
fiscalização
concentrada
(RTJ
87/758
–
RTJ
164/506-509
–
RTJ 201/765), detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz,
nesse contexto, limite insuperável à força retroativa resultante dos
pronunciamentos que emanam, “in abstracto”, da Suprema Corte.
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23
referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente
julgada, que se revela, a partir de então, insuscetível de
modificação ulterior, ainda que haja sobrevindo julgamento do
Supremo Tribunal Federal declaratório de inconstitucionalidade da
própria lei em que baseado o título judicial exequendo, como observa
JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”,
vol. III/344, item n. 698, 2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora):
“Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um
julgamento com força de lei entre as partes, a que
estas se encontram vinculadas imutavelmente.
Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res
iudicata’
(...),
principalmente
através
de
ação
rescisória. (...).
Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se
situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal.
(...).
Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória,
há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se
verifica depois de transitada em julgado decisão
declarando improcedente a rescisória.” (grifei)
Em suma: a decisão do Supremo Tribunal Federal que haja
declarado inconstitucional determinado diploma legislativo em que se
apóie o ato sentencial transitado em julgado, ainda que impregnada de
eficácia “ex tunc”, como sucede com os julgamentos proferidos em sede
de
fiscalização
concentrada
(RTJ
87/758
–
RTJ
164/506-509
–
RTJ 201/765), detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz,
nesse contexto, limite insuperável à força retroativa resultante dos
pronunciamentos que emanam, “in abstracto”, da Suprema Corte.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
24
Impõe-se registrar, finalmente, no que concerne à
própria controvérsia suscitada nesta causa, que o entendimento
exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos,
monocráticos ou colegiados, proferidos no Supremo Tribunal Federal
(AI 723.357/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 593.160/RN, Rel. Min.
EROS GRAU, v.g.):
“EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. Precatório.
Incidência de juros de mora entre a expedição e o
pagamento no prazo constitucional. Previsão em sentença
transitada em julgado. Exigibilidade. Garantia da coisa
julgada material. Jurisprudência assentada. Recurso
extraordinário
inadmissível.
Ausência
de
razões
consistentes.
Decisão
mantida.
Agravo
regimental
improvido. Sob pretexto de contrariar a jurisprudência,
não pode ser descumprida sentença recoberta por coisa
julgada material.”
(Recurso Extraordinário 486.579-AgR-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO - grifei)
“COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. INDISCUTIBILIDADE,
IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE
QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL.
PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE
DA COISA JULGADA. EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA
JURÍDICAS.
VALORES
FUNDAMENTAIS
INERENTES
AO
ESTADO
DEMOCRÁTICO DE DIREITO. EFICÁCIA PRECLUSIVA DA ‘RES
JUDICATA’.
‘TANTUM
JUDICATUM
QUANTUM
DISPUTATUM
VEL
DISPUTARI
DEBEBAT’.
CONSEQÜENTE
IMPOSSIBILIDADE
DE
REDISCUSSÃO DE CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO
TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE PROFERIDA EM CONFRONTO COM
A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A
QUESTÃO DO ALCANCE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 741 DO Código de Processo Civil.
MAGISTÉRIO DA DOUTRINA. Recurso Extraordinário CONHECIDO, PORÉM IMPROVIDO.
- A sentença de mérito transitada em julgado só pode
ser desconstituída mediante ajuizamento de específica ação
autônoma de impugnação (ação rescisória) que haja sido
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
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Impõe-se registrar, finalmente, no que concerne à
própria controvérsia suscitada nesta causa, que o entendimento
exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos,
monocráticos ou colegiados, proferidos no Supremo Tribunal Federal
(AI 723.357/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 593.160/RN, Rel. Min.
EROS GRAU, v.g.):
“EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. Precatório.
Incidência de juros de mora entre a expedição e o
pagamento no prazo constitucional. Previsão em sentença
transitada em julgado. Exigibilidade. Garantia da coisa
julgada material. Jurisprudência assentada. Recurso
extraordinário
inadmissível.
Ausência
de
razões
consistentes.
Decisão
mantida.
Agravo
regimental
improvido. Sob pretexto de contrariar a jurisprudência,
não pode ser descumprida sentença recoberta por coisa
julgada material.”
(Recurso Extraordinário 486.579-AgR-AgR/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO - grifei)
“COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. INDISCUTIBILIDADE,
IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE
QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL.
PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE
DA COISA JULGADA. EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA
JURÍDICAS.
VALORES
FUNDAMENTAIS
INERENTES
AO
ESTADO
DEMOCRÁTICO DE DIREITO. EFICÁCIA PRECLUSIVA DA ‘RES
JUDICATA’.
‘TANTUM
JUDICATUM
QUANTUM
DISPUTATUM
VEL
DISPUTARI
DEBEBAT’.
CONSEQÜENTE
IMPOSSIBILIDADE
DE
REDISCUSSÃO DE CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO
TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE PROFERIDA EM CONFRONTO COM
A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A
QUESTÃO DO ALCANCE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 741 DO Código de Processo Civil.
MAGISTÉRIO DA DOUTRINA. Recurso Extraordinário CONHECIDO, PORÉM IMPROVIDO.
- A sentença de mérito transitada em julgado só pode
ser desconstituída mediante ajuizamento de específica ação
autônoma de impugnação (ação rescisória) que haja sido
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25
proposta na fluência do prazo decadencial previsto em
lei, pois, com o exaurimento de referido lapso temporal,
estar-se-á
diante
da
coisa
soberanamente
julgada,
insuscetível de ulterior modificação, ainda que o ato
sentencial encontre fundamento em legislação que, em momento
posterior, tenha sido declarada inconstitucional pelo
Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato,
quer
no
âmbito
de
fiscalização
incidental
de
constitucionalidade.
- A decisão do Supremo Tribunal Federal que haja
declarado
inconstitucional
determinado
diploma
legislativo em que se apóie o título judicial, ainda que
impregnada de eficácia ‘ex tunc’, como sucede com os
julgamentos
proferidos
em
sede
de
fiscalização
concentrada
(RTJ
87/758
–
RTJ
164/506-509
–
RTJ 201/765), detém-se ante a autoridade da coisa
julgada, que traduz, nesse contexto, limite insuperável
à força retroativa resultante dos pronunciamentos que
emanam, ‘in abstracto’, da Suprema Corte. Doutrina.
Precedentes.”
(Recurso Extraordinário 592.912/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
“CONSTITUCIONAL.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. EXISTÊNCIA
DE COISA JULGADA. AGRAVO IMPROVIDO.
I - Não obstante a jurisprudência pacífica desta
Corte ser no sentido de que, não havendo atraso na
satisfação do débito, não incidem juros moratórios
entre a data da expedição e a data do efetivo pagamento
do
precatório,
transitou
em
julgado
a
sentença,
proferida no processo de conhecimento, que estipulou a
incidência de juros moratórios até o depósito da
integralidade da dívida.
II - Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Recurso Extraordinário 504.197-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI -
grifei)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. DESAPROPRIAÇÃO. BENFEITORIAS.
PAGAMENTO EM ESPÉCIE. DISPOSITIVOS LEGAIS DECLARADOS
INCONSTITUCIONAIS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COISA
JULGADA. DESCONSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
É
certo
que
esta
Suprema
Corte
declarou
a
inconstitucionalidade de dispositivos que autorizam o
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proposta na fluência do prazo decadencial previsto em
lei, pois, com o exaurimento de referido lapso temporal,
estar-se-á
diante
da
coisa
soberanamente
julgada,
insuscetível de ulterior modificação, ainda que o ato
sentencial encontre fundamento em legislação que, em momento
posterior, tenha sido declarada inconstitucional pelo
Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato,
quer
no
âmbito
de
fiscalização
incidental
de
constitucionalidade.
- A decisão do Supremo Tribunal Federal que haja
declarado
inconstitucional
determinado
diploma
legislativo em que se apóie o título judicial, ainda que
impregnada de eficácia ‘ex tunc’, como sucede com os
julgamentos
proferidos
em
sede
de
fiscalização
concentrada
(RTJ
87/758
–
RTJ
164/506-509
–
RTJ 201/765), detém-se ante a autoridade da coisa
julgada, que traduz, nesse contexto, limite insuperável
à força retroativa resultante dos pronunciamentos que
emanam, ‘in abstracto’, da Suprema Corte. Doutrina.
Precedentes.”
(Recurso Extraordinário 592.912/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
“CONSTITUCIONAL.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECATÓRIO
COMPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. EXISTÊNCIA
DE COISA JULGADA. AGRAVO IMPROVIDO.
I - Não obstante a jurisprudência pacífica desta
Corte ser no sentido de que, não havendo atraso na
satisfação do débito, não incidem juros moratórios
entre a data da expedição e a data do efetivo pagamento
do
precatório,
transitou
em
julgado
a
sentença,
proferida no processo de conhecimento, que estipulou a
incidência de juros moratórios até o depósito da
integralidade da dívida.
II - Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Recurso Extraordinário 504.197-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI -
grifei)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. DESAPROPRIAÇÃO. BENFEITORIAS.
PAGAMENTO EM ESPÉCIE. DISPOSITIVOS LEGAIS DECLARADOS
INCONSTITUCIONAIS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COISA
JULGADA. DESCONSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
É
certo
que
esta
Suprema
Corte
declarou
a
inconstitucionalidade de dispositivos que autorizam o
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Recurso Extraordinário 592.912 AgR / RS
26
pagamento, em espécie, de benfeitorias fora da regra do
precatório. Isso não obstante, no caso dos autos, esse
pagamento foi determinado por título executivo que está
protegido
pelo
manto
da
coisa
julgada,
cuja
desconstituição não é possível em sede de recurso
extraordinário interposto contra acórdão proferido em
processo de embargos à execução.
Precedente: Recurso Extraordinário 443.356-AgR, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence.
Agravo regimental desprovido.”
(Recurso Extraordinário 473.715-AgR/CE, Rel. Min. AYRES BRITTO - grifei)
“Desapropriação: recurso do INCRA contra decisão
proferida em execução, onde se alega impossibilidade do
pagamento de benfeitorias úteis e necessárias fora da
regra do precatório: rejeição: preservação da coisa
julgada.
Malgrado o Supremo Tribunal Federal tenha se
manifestado,
por
duas
vezes,
quanto
à
inconstitucionalidade
dos
dispositivos
legais
que
autorizam
o
pagamento
das
benfeitorias
úteis
e
necessárias fora da regra do precatório (ADIn 1.187-MC,
09.02.1995, Ilmar; Recurso Extraordinário 247.866, Ilmar, RTJ 176/976), a
decisão recorrida, exarada em processo de execução, tem
por fundamento a fidelidade devida à sentença proferida
na ação de desapropriação, que está protegida pela
coisa julgada a respeito.”
(Recurso Extraordinário 431.014-AgR/RN, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE -
grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas,
nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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pagamento, em espécie, de benfeitorias fora da regra do
precatório. Isso não obstante, no caso dos autos, esse
pagamento foi determinado por título executivo que está
protegido
pelo
manto
da
coisa
julgada,
cuja
desconstituição não é possível em sede de recurso
extraordinário interposto contra acórdão proferido em
processo de embargos à execução.
Precedente: Recurso Extraordinário 443.356-AgR, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence.
Agravo regimental desprovido.”
(Recurso Extraordinário 473.715-AgR/CE, Rel. Min. AYRES BRITTO - grifei)
“Desapropriação: recurso do INCRA contra decisão
proferida em execução, onde se alega impossibilidade do
pagamento de benfeitorias úteis e necessárias fora da
regra do precatório: rejeição: preservação da coisa
julgada.
Malgrado o Supremo Tribunal Federal tenha se
manifestado,
por
duas
vezes,
quanto
à
inconstitucionalidade
dos
dispositivos
legais
que
autorizam
o
pagamento
das
benfeitorias
úteis
e
necessárias fora da regra do precatório (ADIn 1.187-MC,
09.02.1995, Ilmar; Recurso Extraordinário 247.866, Ilmar, RTJ 176/976), a
decisão recorrida, exarada em processo de execução, tem
por fundamento a fidelidade devida à sentença proferida
na ação de desapropriação, que está protegida pela
coisa julgada a respeito.”
(Recurso Extraordinário 431.014-AgR/RN, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE -
grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas,
nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em
consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.912
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Karima Batista Kassab.
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.912
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : IMELDA ANNA HAAB E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao recurso de agravo, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma,
03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Karima Batista Kassab.
Coordenadora
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 912",
"RTJ 87 / 758",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 912",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 912",
"Recurso Extraordinário 592 . 912",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS 3",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"REsp 807573 / RS",
"Resp 677 . 429 - RS",
"AgRg no AgRg no REsp 697463 / RS",
"Recurso Extraordinário n 298 . 616 / SP",
"ação civil pública n 97 . 0012192 - 5",
"TRF 4 . .",
"AG 200304010587525 / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"REsp 807573 / RS",
"Resp 677 . 429 - RS",
"AgRg no AgRg no REsp 697463 / RS",
"Extraordinário n 298 . 616 / SP",
"ação civil pública n 97 . 0012192 - 5",
"AG 200304010587525 / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"AC 200071000088369 / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"AC 200071000088369 / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 401 . 399 / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 401 . 399 / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"RTJ 167 / 6 - 7",
"RTJ 191 / 922",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"RTJ 167 / 6 - 7",
"RTJ 191 / 922",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 554 . 111 / RS",
"Recurso Extraordinário 594 . 350 / RS",
"Recurso Extraordinário 594 . 892 / RS",
"Recurso Extraordinário 594 . 929 / RS",
"Recurso Extraordinário 595 . 565 / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 554 . 111 / RS",
"Recurso Extraordinário 594 . 350 / RS",
"Recurso Extraordinário 594 . 892 / RS",
"Recurso Extraordinário 594 . 929 / RS",
"Recurso Extraordinário 595 . 565 / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"RMS 17 . 976 / SP",
"RTJ 55 / 744",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"RMS 17 . 976 / SP",
"RTJ 55 / 744",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 86 . 056 / SP",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 86 . 056 / SP",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"RTJ 87 / 758",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"RTJ 87 / 758",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"AI 723 . 357 / RS",
"Recurso Extraordinário 593 . 160 / RN",
"Recurso Extraordinário 486 . 579 - AgR - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"AI 723 . 357 / RS",
"Recurso Extraordinário 593 . 160 / RN",
"Recurso Extraordinário 486 . 579 - AgR - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"RTJ 87 / 758",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 / RS",
"Recurso Extraordinário 504 . 197 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"RTJ 87 / 758",
"RTJ 164 / 506 - 509",
"RTJ 201 / 765",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 / RS",
"Recurso Extraordinário 504 . 197 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 443 . 356 - AgR",
"Recurso Extraordinário 473 . 715 - AgR / CE",
"Recurso Extraordinário 247 . 866",
"Recurso Extraordinário 431 . 014 - AgR / RN",
"Recurso Extraordinário 592 . 912 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 443 . 356 - AgR",
"Recurso Extraordinário 473 . 715 - AgR / CE",
"ADIn 1 . 187 - MC",
"Recurso Extraordinário 431 . 014 - AgR / RN",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 912",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 912"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 741 DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 DO Código de Processo Civil",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 DO Código de Processo Civil",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Constituição",
"art . 100 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 100 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do",
"art . 100 da Constituição",
"EC n 30 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do art . 100 da Constituição",
"EC n 30 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 474 do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 474 do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n",
"Código de Processo Civil , artigo 741 , Parágrafo Único",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , artigo 741 , Parágrafo Único",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 741 , Parágrafo Único , Do Código de Processo Civil",
"Constituição de 1934",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 741 , Parágrafo Único , Do Código de Processo Civil",
"Constituição de 1934",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Política",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Política",
"Constituição",
"Constituição",
"Código de Processo Civil Comentado",
"Constituição Federal de 1988 1 . ‘",
"Constituição",
"Código de Processo Civil 485 V",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Constituição Federal de 1988 1 . ‘ caput ’",
"Código de Processo Civil 485 V",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988 102 III ‘ a ’",
"Código de Processo Civil 485 V",
"CPP 621",
"Código de Processo Civil 495",
"Código de Processo Civil 485",
"Código de Processo Civil",
"Constituição Federal de 1988 1 . . . ‘ caput ’",
"Constituição Federal de 1988 5 . . . XXXVI",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988 102 III ‘ a",
"Código de Processo Civil 485 V",
"CPP 621",
"Código de Processo Civil 495",
"Código de Processo Civil 485",
"Código de Processo Civil",
"Constituição Federal de 1988 1 . . . ‘ caput",
"Constituição Federal de 1988 5 . . . XXXVI",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 portuguesa",
"Constituição Federal de 1988 1 . . .",
"L 11232 / 05",
"Constituição",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988 1 . . . ‘ caput ’",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988",
"L 11232 / 05",
"Constituição",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988 1 . . . ‘ caput",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 741 , parágrafo único , ambos do Código de Processo Civil",
"Constituição de 1988",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 741 , parágrafo único , ambos do Código de Processo Civil",
"Constituição de 1988",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . da Constituição de 1988",
"artigo 5 . . . , inciso I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . da Constituição de 1988",
"artigo 5 . . . , inciso I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória 2 . 180 / 01",
"Emenda Constitucional n 32 / 01",
"artigo 741 do Código de Processo Civil",
"Constituição",
"§ 79 da Lei Orgânica do Tribunal Constitucional",
"artigo 741 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória 2 . 180 / 01",
"Emenda Constitucional n 32 / 01",
"artigo 741 do Código de Processo Civil",
"Constituição",
"§ 79 da Lei Orgânica do Tribunal Constitucional Federal",
"artigo 741 do Código de Processo Civil .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 741 DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"TRF",
"/",
"4 . . . Região",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"TRF",
"/",
"4 . . . Região",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF",
"/",
"4 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF",
"/",
"4",
". . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"6",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Terceira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"6",
".",
".",
". Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF 4 . .",
"Terceira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRF",
"Quarta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF",
"Quarta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Forense",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Forense",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Millennium Editora",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Millennium Editora",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Forense",
"Saraiva",
"Saraiva",
"Millennium Editora",
"1945",
"Forense",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Forense",
"Saraiva",
"Saraiva",
"Aide",
"Millennium Editora",
"Forense",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Almedina",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Almedina",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Revista dos Tribunais",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RT",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Del",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Revista",
"Del",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"JusPODIVM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"JusPODIVM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Millennium Editora",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Millennium Editora",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"MAGISTÉRIO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Suprema",
"Infra",
"-",
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"-",
"Brasil",
"INCRA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ilmar",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"INCRA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ilmar",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"IMELDA ANNA HAAB",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"IMELDA ANNA HAAB",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"IMELDA ANNA HAAB",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"Arnaldo Esteves Lima",
"HAMILTON CARVALHIDO",
"Luiz Fux",
"Vânia Hack de Almeida",
"Arnaldo Esteves Lima",
"HAMILTON CARVALHIDO",
"Luiz Fux",
"Vânia Hack de Almeida",
"CELSO DE MELLO",
"Márcio Antônio Rocha",
"Márcio Antônio Rocha",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"HUMBERTO THEODORO JÚNIOR",
"AYRES BRITTO",
"HUMBERTO THEODORO JÚNIOR",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"CELSO DE MELLO",
"NELSON NERY JUNIOR",
"ROSA MARIA ANDRADE NERY",
"NELSON NERY JUNIOR",
"ROSA MARIA ANDRADE NERY",
"CELSO DE MELLO",
"HUMBERTO THEODORO JÚNIOR",
"VICENTE GRECO FILHO",
"MOACYR AMARAL SANTOS",
"EGAS MONIZ DE ARAGÃO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"ENRICO TULLIO LIEBMAN",
"Alfredo Buzaid",
"/",
"Benvindo Aires",
"HUMBERTO",
"THEODORO JÚNIOR",
"VICENTE GRECO FILHO",
"MOACYR AMARAL SANTOS",
"EGAS MONIZ DE ARAGÃO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"ENRICO TULLIO LIEBMAN",
"Alfredo Buzaid /",
"Benvindo Aires",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"J",
".",
"J",
". GOMES CANOTILHO",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"J",
".",
"J . GOMES CANOTILHO",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ AUGUSTO DELGADO",
"CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO",
"HUMBERTO THEODORO JÚNIOR",
"JOSÉ AUGUSTO DELGADO",
"CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO",
"HUMBERTO THEODORO JÚNIOR",
"CELSO DE MELLO",
"TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER",
"JOSÉ MIGUEL GARCIA MEDINA",
"TEORI ALBINO ZAVASCKI",
"TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER",
"JOSÉ MIGUEL GARCIA MEDINA",
"TEORI ALBINO ZAVASCKI",
"CELSO DE MELLO",
"ARAKEN DE ASSIS",
"NELSON NERY JUNIOR",
"ROSA MARIA DE ANDRADE",
"ARAKEN DE ASSIS",
"NELSON NERY JUNIOR",
"ROSA MARIA DE ANDRADE",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"Canotilho",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA",
"ROSEMIRO PEREIRA LEAL",
"SÉRGIO GILBERTO PORTO",
"LUIZ GUILHERME MARINONI",
"DANIEL MITIDIERO",
"JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA",
"ROSEMIRO PEREIRA LEAL",
"SÉRGIO GILBERTO PORTO",
"LUIZ GUILHERME MARINONI",
"DANIEL MITIDIERO",
"CELSO DE MELLO",
"LEONARDO GRECO",
"LEONARDO GRECO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"AMARAL SANTOS",
"AMARAL SANTOS",
"CELSO DE MELLO",
"RODRIGUES ALCKMIN",
"RODRIGUES ALCKMIN",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"CELSO DE MELLO",
"CEZAR PELUSO",
"EROS GRAU",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"EROS GRAU",
"CEZAR PELUSO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"Sepúlveda Pertence",
"AYRES BRITTO",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"Sepúlveda Pertence",
"AYRES BRITTO",
"Ilmar",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"CELSO DE MELLO",
"IMELDA ANNA HAAB",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Karima Batista Kassab",
"CELSO DE MELLO",
"IMELDA ANNA HAAB",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"04",
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"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"11",
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"2012",
"03 de abril de 2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"03 de abril de 2012",
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"08",
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"2012",
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"08",
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"2001",
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"04",
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"2012",
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"/",
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"/",
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"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"2006",
"19 de dezembro de 2005",
"19",
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"2006",
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"2006",
"24",
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"08",
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"2001",
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"08",
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"2006",
"19 de dezembro de 2005",
"19",
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"06",
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"2006",
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"2006",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
"2001",
"09",
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"11",
"/",
"2005",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2000",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"24",
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"08",
"/",
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"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"1996",
"2003",
"1992",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"1996",
"2003",
"1992",
"2000",
"1945",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2003",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"-",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2005",
"“",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2005",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1968",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1968",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1977",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1977",
"24",
"/",
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"/",
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"2000",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"2000",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"02",
".",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"02",
".",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.925 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. ATO DE JUIZ DE DIREITO.
COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
NÃO-CONHECIMENTO DA IMPETRAÇÃO. REMESSA DOS AUTOS
AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
1. Não há ilegalidade na decisão objeto da impetração, na medida
em que não há notícias de que o Tribunal de Justiça, a cujo Juízo
supracitado está vinculado, haja proferido decisão liminar ou meritória
capaz de inaugurar a competência do Superior Tribunal de Justiça.
2. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal julgar habeas corpus contra
ato de Juiz de Direito.
3. Habeas corpus não conhecido, com determinação de remessa do
processo ao Tribunal de Justiça paulista.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em não conhecer o habeas
corpus, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade de
votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade
da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 03 de abril de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167876.
Supremo Tribunal Federal
DJe 18/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.925 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra decisão singular de ministro do Superior Tribunal de
Justiça. Decisão que reconheceu a incompetência daquela Casa de Justiça
para o julgamento da ação constitucional manejada contra ato de Juiz de
Direito.
2. Pois bem, de próprio punho, o impetrante insiste na tese de
nulidade do processo-crime a que responde por suposto delito de
estupro. Nulidade decorrente da ausência de prova pericial capaz de
atestar a materialidade delitiva. Não é só: diz o acionante que o pedido de
habeas corpus deduzido no Superior Tribunal de Justiça tinha como alvo
ato ilegal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Donde o pedido
de concessão da ordem para determinar que o Superior Tribunal de
Justiça aprecie o mérito da impetração ali ajuizada.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167877.
Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.925 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra decisão singular de ministro do Superior Tribunal de
Justiça. Decisão que reconheceu a incompetência daquela Casa de Justiça
para o julgamento da ação constitucional manejada contra ato de Juiz de
Direito.
2. Pois bem, de próprio punho, o impetrante insiste na tese de
nulidade do processo-crime a que responde por suposto delito de
estupro. Nulidade decorrente da ausência de prova pericial capaz de
atestar a materialidade delitiva. Não é só: diz o acionante que o pedido de
habeas corpus deduzido no Superior Tribunal de Justiça tinha como alvo
ato ilegal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Donde o pedido
de concessão da ordem para determinar que o Superior Tribunal de
Justiça aprecie o mérito da impetração ali ajuizada.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167877.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4
Voto - MIN. AYRES BRITTO
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.925 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, leio, de saída, trecho da decisão objeto da
impetração:
“Reforça-se que não há notícias de que o Tribunal de
Justiça a cujo Juízo supracitado está vinculado, tenha proferido
decisão liminar ou meritória capaz de inaugurar a competência
do Superior Tribunal de Justiça.”
5. Com efeito, ao que tudo indica, o acionante insurge-se contra a
condenação pelo Juízo da Segunda Vara Criminal de Piracicaba/SP. Pelo
que, segundo bem observado pela autoridade impetrada, não se trata de
matéria da competência originária daquela Casa de Justiça e, tampouco,
do Supremo Tribunal Federal. Motivo pelo qual não conheço da
impetração e determino a remessa do processo, antes mesmo da
publicação deste acórdão, ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
6. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167878.
Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.925 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, leio, de saída, trecho da decisão objeto da
impetração:
“Reforça-se que não há notícias de que o Tribunal de
Justiça a cujo Juízo supracitado está vinculado, tenha proferido
decisão liminar ou meritória capaz de inaugurar a competência
do Superior Tribunal de Justiça.”
5. Com efeito, ao que tudo indica, o acionante insurge-se contra a
condenação pelo Juízo da Segunda Vara Criminal de Piracicaba/SP. Pelo
que, segundo bem observado pela autoridade impetrada, não se trata de
matéria da competência originária daquela Casa de Justiça e, tampouco,
do Supremo Tribunal Federal. Motivo pelo qual não conheço da
impetração e determino a remessa do processo, antes mesmo da
publicação deste acórdão, ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
6. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167878.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.925
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S) : GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus não conhecido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
P/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2192718
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.925
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S) : GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus não conhecido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
P/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2192718
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2192729
| 2012-04-03T00:00:00
| 2012-06-18T00:00:00
|
Habeas corpus não conhecido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 03.04.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: HABEAS CORPUS. ATO DE JUIZ DE DIREITO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO-CONHECIMENTO DA IMPETRAÇÃO. REMESSA DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
1. Não há ilegalidade na decisão objeto da impetração, na medida em que não há notícias de que o Tribunal de Justiça, a cujo Juízo supracitado está vinculado, haja proferido decisão liminar ou meritória capaz de inaugurar a competência do Superior Tribunal de Justiça.
2. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal julgar habeas corpus contra ato de Juiz de Direito.
3. Habeas corpus não conhecido, com determinação de remessa do processo ao Tribunal de Justiça paulista.
|
sjur210737
|
Número de páginas: 4.
Análise: 03/07/2012, AMS.
|
AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
112925
| null |
HC
|
acordaos
|
HC 112925
|
[
""
] |
PACTE.(S) : GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S) : GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.925 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. ATO DE JUIZ DE DIREITO.
COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
NÃO-CONHECIMENTO DA IMPETRAÇÃO. REMESSA DOS AUTOS
AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
1. Não há ilegalidade na decisão objeto da impetração, na medida
em que não há notícias de que o Tribunal de Justiça, a cujo Juízo
supracitado está vinculado, haja proferido decisão liminar ou meritória
capaz de inaugurar a competência do Superior Tribunal de Justiça.
2. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal julgar habeas corpus contra
ato de Juiz de Direito.
3. Habeas corpus não conhecido, com determinação de remessa do
processo ao Tribunal de Justiça paulista.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em não conhecer o habeas
corpus, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade de
votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade
da ata do julgamento e das notas taquigráficas.
Brasília, 03 de abril de 2012.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167876.
Supremo Tribunal Federal
DJe 18/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.925 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra decisão singular de ministro do Superior Tribunal de
Justiça. Decisão que reconheceu a incompetência daquela Casa de Justiça
para o julgamento da ação constitucional manejada contra ato de Juiz de
Direito.
2. Pois bem, de próprio punho, o impetrante insiste na tese de
nulidade do processo-crime a que responde por suposto delito de
estupro. Nulidade decorrente da ausência de prova pericial capaz de
atestar a materialidade delitiva. Não é só: diz o acionante que o pedido de
habeas corpus deduzido no Superior Tribunal de Justiça tinha como alvo
ato ilegal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Donde o pedido
de concessão da ordem para determinar que o Superior Tribunal de
Justiça aprecie o mérito da impetração ali ajuizada.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167877.
Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.925 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S)
:GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
O caso é de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar,
impetrado contra decisão singular de ministro do Superior Tribunal de
Justiça. Decisão que reconheceu a incompetência daquela Casa de Justiça
para o julgamento da ação constitucional manejada contra ato de Juiz de
Direito.
2. Pois bem, de próprio punho, o impetrante insiste na tese de
nulidade do processo-crime a que responde por suposto delito de
estupro. Nulidade decorrente da ausência de prova pericial capaz de
atestar a materialidade delitiva. Não é só: diz o acionante que o pedido de
habeas corpus deduzido no Superior Tribunal de Justiça tinha como alvo
ato ilegal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Donde o pedido
de concessão da ordem para determinar que o Superior Tribunal de
Justiça aprecie o mérito da impetração ali ajuizada.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.925 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, leio, de saída, trecho da decisão objeto da
impetração:
“Reforça-se que não há notícias de que o Tribunal de
Justiça a cujo Juízo supracitado está vinculado, tenha proferido
decisão liminar ou meritória capaz de inaugurar a competência
do Superior Tribunal de Justiça.”
5. Com efeito, ao que tudo indica, o acionante insurge-se contra a
condenação pelo Juízo da Segunda Vara Criminal de Piracicaba/SP. Pelo
que, segundo bem observado pela autoridade impetrada, não se trata de
matéria da competência originária daquela Casa de Justiça e, tampouco,
do Supremo Tribunal Federal. Motivo pelo qual não conheço da
impetração e determino a remessa do processo, antes mesmo da
publicação deste acórdão, ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
6. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2167878.
Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.925 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, leio, de saída, trecho da decisão objeto da
impetração:
“Reforça-se que não há notícias de que o Tribunal de
Justiça a cujo Juízo supracitado está vinculado, tenha proferido
decisão liminar ou meritória capaz de inaugurar a competência
do Superior Tribunal de Justiça.”
5. Com efeito, ao que tudo indica, o acionante insurge-se contra a
condenação pelo Juízo da Segunda Vara Criminal de Piracicaba/SP. Pelo
que, segundo bem observado pela autoridade impetrada, não se trata de
matéria da competência originária daquela Casa de Justiça e, tampouco,
do Supremo Tribunal Federal. Motivo pelo qual não conheço da
impetração e determino a remessa do processo, antes mesmo da
publicação deste acórdão, ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
6. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.925
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S) : GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus não conhecido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
P/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.925
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
PACTE.(S) : GUILHERME TADEU MARQUES
IMPTE.(S) : GUILHERME TADEU MARQUES
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 224102 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: habeas corpus não conhecido, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 03.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Gilmar Mendes e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
P/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 112 . 925",
"HC 224102 DO SUPERIOR",
"HABEAS CORPUS 112 . 925 SÃO",
"HC 224102 DO SUPERIOR",
"HABEAS CORPUS 112 . 925",
"HC 224102 DO SUPERIOR",
"HABEAS CORPUS 112 . 925",
"HABEAS CORPUS 112 . 925",
"HABEAS CORPUS 112 . 925",
"HC 224102",
"HABEAS CORPUS 112 . 925",
"HC 224102"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça paulista",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Vara Criminal de Piracicaba / SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Vara Criminal de Piracicaba / SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"GUILHERME TADEU MARQUES",
"GUILHERME TADEU MARQUES",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"GUILHERME TADEU MARQUES",
"GUILHERME TADEU MARQUES",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"GUILHERME TADEU MARQUES",
"GUILHERME TADEU MARQUES",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"GUILHERME TADEU MARQUES",
"GUILHERME TADEU MARQUES",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"AYRES BRITTO",
"GUILHERME TADEU MARQUES",
"GUILHERME TADEU MARQUES",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"03 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S)
:DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S)
:LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S)
:EMANUEL CARDOZO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 3 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2014523.
Supremo Tribunal Federal
DJe 01/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S)
:DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S)
:LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S)
:EMANUEL CARDOZO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 87, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta
Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado no exame de processo da competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 100 a 107, insiste na demonstração
de ofensa aos artigos 31 e 71, § 3º, da Constituição Federal. Discorre sobre
o tema de fundo, apontando que o acórdão recorrido não revela a
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S)
:DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S)
:LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S)
:EMANUEL CARDOZO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 87, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta
Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado no exame de processo da competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 100 a 107, insiste na demonstração
de ofensa aos artigos 31 e 71, § 3º, da Constituição Federal. Discorre sobre
o tema de fundo, apontando que o acórdão recorrido não revela a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 793.224 AGR / RS
interpretação de normas legais, uma vez que a aprovação das contas do
Executivo pelo Legislativo afasta o parecer formalizado pelo Tribunal de
Contas e os efeitos dele decorrentes à luz dos dispositivos mencionados.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 111).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 793.224 AGR / RS
interpretação de normas legais, uma vez que a aprovação das contas do
Executivo pelo Legislativo afasta o parecer formalizado pelo Tribunal de
Contas e os efeitos dele decorrentes à luz dos dispositivos mencionados.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 111).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado (folhas 78 e 80), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Em relação à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul (folha 22):
APELAÇÃO
CÍVEL.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DO DEVEDOR.
INOVAÇÃO RECURSAL. NÃO CONHECIMENTO, NO
PONTO. CERCEAMENTO DE DEFESA INOCORRENTE.
CERTIDÃO N° 1.045/2006 NULA. JULGAMENTO DO
RECURSO
ADMINISTRATIVO
POR
ÓRGÃO
INCOMPETENTE. INTELIGÊNCIA DO ART. 157 DO
REGIMENTO INTERNO DO TCE. EFICÁCIA DAS
CERTIDÕES DO TCE. PRESCINDIBILIDADE DE
RATIFICAÇÃO POR PARTE DA CÂMARA DE
VEREADORES. HIGIDEZ DA CERTIDÃO N° 0735/2006.
1) Não é de ser conhecida a irresignação que inova em
grau recursal, o que viola o princípio do duplo grau de
jurisdição e infringe o art. 515, § 1º, do CPC.
2) A prova requerida tem caráter meramente protelatório,
na medida em que os fatos foram esclarecidos
documentalmente.
3) De acordo com o art. 157 do Regimento Interno
(Resolução n° 544/2000), com a redação dada pela Resolução
n° 689, de 24.11.2004, o julgamento do recurso de embargos é
da competência do Tribunal Pleno da Corte de Contas e não
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado (folhas 78 e 80), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Em relação à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul (folha 22):
APELAÇÃO
CÍVEL.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DO DEVEDOR.
INOVAÇÃO RECURSAL. NÃO CONHECIMENTO, NO
PONTO. CERCEAMENTO DE DEFESA INOCORRENTE.
CERTIDÃO N° 1.045/2006 NULA. JULGAMENTO DO
RECURSO
ADMINISTRATIVO
POR
ÓRGÃO
INCOMPETENTE. INTELIGÊNCIA DO ART. 157 DO
REGIMENTO INTERNO DO TCE. EFICÁCIA DAS
CERTIDÕES DO TCE. PRESCINDIBILIDADE DE
RATIFICAÇÃO POR PARTE DA CÂMARA DE
VEREADORES. HIGIDEZ DA CERTIDÃO N° 0735/2006.
1) Não é de ser conhecida a irresignação que inova em
grau recursal, o que viola o princípio do duplo grau de
jurisdição e infringe o art. 515, § 1º, do CPC.
2) A prova requerida tem caráter meramente protelatório,
na medida em que os fatos foram esclarecidos
documentalmente.
3) De acordo com o art. 157 do Regimento Interno
(Resolução n° 544/2000), com a redação dada pela Resolução
n° 689, de 24.11.2004, o julgamento do recurso de embargos é
da competência do Tribunal Pleno da Corte de Contas e não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 793.224 AGR / RS
das Câmaras Especiais Reunidas. Nulidade do processo
administrativo a partir do vício detectado e, por conseguinte,
nula a Certidão n° 1045/2006.
4) As decisões do TCE têm eficácia de título executivo
extrajudicial, aptos e embasar execução, sendo prescindível
sejam validadas pela Câmara de Vereadores, forte no art. 71, §
3º, da CF/88.
5) Mantém-se hígida a execução quanto à Certidão n°
0736/2006.
PRELIMINAR
REJEITADA.
APELAÇÃO
PARCIALMENTE CONHECIDA E PARCIALMENTE
PROVIDA.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 793.224 AGR / RS
das Câmaras Especiais Reunidas. Nulidade do processo
administrativo a partir do vício detectado e, por conseguinte,
nula a Certidão n° 1045/2006.
4) As decisões do TCE têm eficácia de título executivo
extrajudicial, aptos e embasar execução, sendo prescindível
sejam validadas pela Câmara de Vereadores, forte no art. 71, §
3º, da CF/88.
5) Mantém-se hígida a execução quanto à Certidão n°
0736/2006.
PRELIMINAR
REJEITADA.
APELAÇÃO
PARCIALMENTE CONHECIDA E PARCIALMENTE
PROVIDA.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S) : DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S) : EMANUEL CARDOZO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1910643
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S) : DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S) : EMANUEL CARDOZO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2115191
| 2012-04-03T00:00:00
| 2012-06-01T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 3.4.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur210062
|
Número de páginas: 8.
Análise: 18/06/2012, LLD.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
793224
| null |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 793224 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S) : DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S) : EMANUEL CARDOZO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S)
:DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S)
:LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S)
:EMANUEL CARDOZO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 3 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 01/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S)
:DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S)
:LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S)
:EMANUEL CARDOZO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 87, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta
Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado no exame de processo da competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 100 a 107, insiste na demonstração
de ofensa aos artigos 31 e 71, § 3..., da Constituição Federal. Discorre sobre
o tema de fundo, apontando que o acórdão recorrido não revela a
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2014524.
Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S)
:DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S)
:LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S)
:EMANUEL CARDOZO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 87, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta
Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado no exame de processo da competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 100 a 107, insiste na demonstração
de ofensa aos artigos 31 e 71, § 3..., da Constituição Federal. Discorre sobre
o tema de fundo, apontando que o acórdão recorrido não revela a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 793.224 AGR / RS
interpretação de normas legais, uma vez que a aprovação das contas do
Executivo pelo Legislativo afasta o parecer formalizado pelo Tribunal de
Contas e os efeitos dele decorrentes à luz dos dispositivos mencionados.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 111).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 793.224 AGR / RS
interpretação de normas legais, uma vez que a aprovação das contas do
Executivo pelo Legislativo afasta o parecer formalizado pelo Tribunal de
Contas e os efeitos dele decorrentes à luz dos dispositivos mencionados.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 111).
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado (folhas 78 e 80), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Em relação à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul (folha 22):
APELAÇÃO
CÍVEL.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DO DEVEDOR.
INOVAÇÃO RECURSAL. NÃO CONHECIMENTO, NO
PONTO. CERCEAMENTO DE DEFESA INOCORRENTE.
CERTIDÃO n 1.045/2006 NULA. JULGAMENTO DO
RECURSO
ADMINISTRATIVO
POR
ÓRGÃO
INCOMPETENTE. INTELIGÊNCIA DO ART. 157 DO
REGIMENTO INTERNO DO TCE. EFICÁCIA DAS
CERTIDÕES DO TCE. PRESCINDIBILIDADE DE
RATIFICAÇÃO POR PARTE DA CÂMARA DE
VEREADORES. HIGIDEZ DA CERTIDÃO n 0735/2006.
1) Não é de ser conhecida a irresignação que inova em
grau recursal, o que viola o princípio do duplo grau de
jurisdição e infringe o art. 515, § 1..., do Código de Processo Civil.
2) A prova requerida tem caráter meramente protelatório,
na medida em que os fatos foram esclarecidos
documentalmente.
3) De acordo com o art. 157 do Regimento Interno
(Resolução n 544/2000), com a redação dada pela Resolução
n 689, de 24.11.2004, o julgamento do recurso de embargos é
da competência do Tribunal Pleno da Corte de Contas e não
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado (folhas 78 e 80), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Em relação à ausência de envergadura constitucional do tema,
atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul (folha 22):
APELAÇÃO
CÍVEL.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DO DEVEDOR.
INOVAÇÃO RECURSAL. NÃO CONHECIMENTO, NO
PONTO. CERCEAMENTO DE DEFESA INOCORRENTE.
CERTIDÃO n 1.045/2006 NULA. JULGAMENTO DO
RECURSO
ADMINISTRATIVO
POR
ÓRGÃO
INCOMPETENTE. INTELIGÊNCIA DO ART. 157 DO
REGIMENTO INTERNO DO TCE. EFICÁCIA DAS
CERTIDÕES DO TCE. PRESCINDIBILIDADE DE
RATIFICAÇÃO POR PARTE DA CÂMARA DE
VEREADORES. HIGIDEZ DA CERTIDÃO n 0735/2006.
1) Não é de ser conhecida a irresignação que inova em
grau recursal, o que viola o princípio do duplo grau de
jurisdição e infringe o art. 515, § 1..., do Código de Processo Civil.
2) A prova requerida tem caráter meramente protelatório,
na medida em que os fatos foram esclarecidos
documentalmente.
3) De acordo com o art. 157 do Regimento Interno
(Resolução n 544/2000), com a redação dada pela Resolução
n 689, de 24.11.2004, o julgamento do recurso de embargos é
da competência do Tribunal Pleno da Corte de Contas e não
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 793.224 AGR / RS
das Câmaras Especiais Reunidas. Nulidade do processo
administrativo a partir do vício detectado e, por conseguinte,
nula a Certidão n 1045/2006.
4) As decisões do TCE têm eficácia de título executivo
extrajudicial, aptos e embasar execução, sendo prescindível
sejam validadas pela Câmara de Vereadores, forte no art. 71, §
3..., da Constituição Federal de 1988/88.
5) Mantém-se hígida a execução quanto à Certidão n
0736/2006.
PRELIMINAR
REJEITADA.
APELAÇÃO
PARCIALMENTE CONHECIDA E PARCIALMENTE
PROVIDA.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 793.224 AGR / RS
das Câmaras Especiais Reunidas. Nulidade do processo
administrativo a partir do vício detectado e, por conseguinte,
nula a Certidão n 1045/2006.
4) As decisões do TCE têm eficácia de título executivo
extrajudicial, aptos e embasar execução, sendo prescindível
sejam validadas pela Câmara de Vereadores, forte no art. 71, §
3..., da Constituição Federal de 1988/88.
5) Mantém-se hígida a execução quanto à Certidão n
0736/2006.
PRELIMINAR
REJEITADA.
APELAÇÃO
PARCIALMENTE CONHECIDA E PARCIALMENTE
PROVIDA.
O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e
não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo
Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S) : DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S) : EMANUEL CARDOZO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1910643
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.224
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : WALTER MARODIN LOPES
ADV.(A/S) : DOUGLAS TADEU LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SEDE NOVA
ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS SANDRI
ADV.(A/S) : EMANUEL CARDOZO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1910643
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 793 . 224",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 793 .",
"AI 793 . 224 AGR",
"AI 793 . 224 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 793 . 224",
"CERTIDÃO",
"AI 793 . 224 AGR / RS",
"AI 793 . 224 AGR / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 793 . 224"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 31 e 71 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 31 e 71 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CERTIDÃO n 1 . 045 / 2006",
"ART . 157 DO REGIMENTO INTERNO DO TCE",
"art . 515 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"art",
"Resolução n 544 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CERTIDÃO n 1 . 045 / 2006",
"ART",
"art . 515 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Resolução n 544 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE",
"MUNICÍPIO DE SEDE NOVA",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RS",
"Tribunal de Contas",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Contas",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"CÂMARA DE VEREADORES",
"Tribunal Pleno da Corte de Contas",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"CÂMARA DE VEREADORES",
"Tribunal Pleno da Corte de Contas",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Câmara de Vereadores",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmaras Especiais Reunidas",
"TCE",
"Câmara de Vereadores",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"WALTER MARODIN LOPES",
"DOUGLAS TADEU LOPES",
"LUIZ CARLOS SANDRI",
"EMANUEL CARDOZO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"WALTER MARODIN LOPES",
"DOUGLAS TADEU LOPES",
"LUIZ CARLOS SANDRI",
"EMANUEL CARDOZO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"WALTER MARODIN LOPES",
"DOUGLAS TADEU LOPES",
"LUIZ CARLOS SANDRI",
"EMANUEL CARDOZO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"WALTER MARODIN LOPES",
"DOUGLAS TADEU LOPES",
"LUIZ CARLOS SANDRI",
"EMANUEL CARDOZO",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"WALTER MARODIN LOPES",
"DOUGLAS TADEU LOPES",
"LUIZ CARLOS SANDRI",
"EMANUEL CARDOZO",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"3 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
".",
"11",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
".",
"11",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
ADV.(A/S)
:SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL.
A questão relativa aos limites objetivos da coisa julgada é de índole
infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta
ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do relator.
Brasília, 17 de abril de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2115321.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
ADV.(A/S)
:SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o
teor da decisão agravada (fls. 436):
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição
federal) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do
Mato Grosso do Sul, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 273):
‘EMENTA – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE
COBRANÇA – COISA JULGADA – NÃO OCORRÊNCIA
– RESTITUIÇÃO – VALOR CONSIGNADO –
DIFERENÇA – JUROS DE MORA – CITAÇÃO VÁLIDA –
OBRIGAÇÃO ILÍQUIDA – CORREÇÃO MONETÁRIA –
DATA DO DEPÓSITO – PARCIALMENTE PROVIDA.
É possível ajuizar ação de cobrança pretendendo o
recebimento de saldo existente em virtude de depósito
realizado em excesso na ação de consignação em
pagamento. Nesse caso, não há coisa julgada.
Os juros de mora nas obrigações ilíquidas incidem a
partir da citação válida, e a correção monetária, desde a
data do depósito.’
No recurso extraordinário, o ora agravante alega violação do
disposto no art. 5º, XXXVI, da Constituição.
É o relatório. Decido.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029514.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
ADV.(A/S)
:SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o
teor da decisão agravada (fls. 436):
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição
federal) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do
Mato Grosso do Sul, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 273):
‘EMENTA – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE
COBRANÇA – COISA JULGADA – NÃO OCORRÊNCIA
– RESTITUIÇÃO – VALOR CONSIGNADO –
DIFERENÇA – JUROS DE MORA – CITAÇÃO VÁLIDA –
OBRIGAÇÃO ILÍQUIDA – CORREÇÃO MONETÁRIA –
DATA DO DEPÓSITO – PARCIALMENTE PROVIDA.
É possível ajuizar ação de cobrança pretendendo o
recebimento de saldo existente em virtude de depósito
realizado em excesso na ação de consignação em
pagamento. Nesse caso, não há coisa julgada.
Os juros de mora nas obrigações ilíquidas incidem a
partir da citação válida, e a correção monetária, desde a
data do depósito.’
No recurso extraordinário, o ora agravante alega violação do
disposto no art. 5º, XXXVI, da Constituição.
É o relatório. Decido.
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Relatório
AI 790.006 AGR / MS
A análise de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, por demandar o
exame prévio dos limites objetivos da coisa julgada em face da
legislação processual infraconstitucional, é indireta ou reflexa, o que
dá margem ao descabimento do recurso extraordinário. Nesse sentido:
AI 585.388-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de
25.06.2010); AI 626.840 (rel. min. Menezes Direito, DJ de
09.05.2008); AI 608.138 (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de
30.05.2007); AI 599.421 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJ de
03.10.2006); AI 558.581 (rel. min. Cezar Peluso, DJ de 24.03.2006);
AI 565.678 (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 03.02.2006) e RE
430.084-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de
24.06.2005).
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.”
Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se reitera a
alegação de violação direta do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à
apreciação da Turma.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 790.006 AGR / MS
A análise de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, por demandar o
exame prévio dos limites objetivos da coisa julgada em face da
legislação processual infraconstitucional, é indireta ou reflexa, o que
dá margem ao descabimento do recurso extraordinário. Nesse sentido:
AI 585.388-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de
25.06.2010); AI 626.840 (rel. min. Menezes Direito, DJ de
09.05.2008); AI 608.138 (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de
30.05.2007); AI 599.421 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJ de
03.10.2006); AI 558.581 (rel. min. Cezar Peluso, DJ de 24.03.2006);
AI 565.678 (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 03.02.2006) e RE
430.084-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de
24.06.2005).
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.”
Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se reitera a
alegação de violação direta do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à
apreciação da Turma.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Sem
razão a parte agravante.
No presente caso, a análise da suposta ofensa ao art. 5º, XXXVI, da
Constituição demandaria a apreciação prévia dos limites objetivos da
coisa julgada fixados na legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que
enseja o descabimento do recurso extraordinário.
Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que “em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada
e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações
caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
hipóteses em que também não se revelará cabível o recurso extraordinário”
(AI 477.645-AgR, rel. min. Celso de Mello).
Do exposto, nego provimento ao presente agravo.
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Sem
razão a parte agravante.
No presente caso, a análise da suposta ofensa ao art. 5º, XXXVI, da
Constituição demandaria a apreciação prévia dos limites objetivos da
coisa julgada fixados na legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que
enseja o descabimento do recurso extraordinário.
Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que “em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada
e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações
caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
hipóteses em que também não se revelará cabível o recurso extraordinário”
(AI 477.645-AgR, rel. min. Celso de Mello).
Do exposto, nego provimento ao presente agravo.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
ADV.(A/S) : SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Ayres Britto. 2ª Turma,
17.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Ricardo
Lewandowski. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Ayres Britto.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
p/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1947503
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
ADV.(A/S) : SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Ayres Britto. 2ª Turma,
17.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Ricardo
Lewandowski. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Ayres Britto.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
p/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1947503
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2179249
| 2012-04-17T00:00:00
| 2012-06-14T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ayres Britto. 2ª Turma, 17.04.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL.
A questão relativa aos limites objetivos da coisa julgada é de índole infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur210623
|
- Acórdão citado: AI 477645 AgR.
Número de páginas: 5.
Análise: 29/06/2012, MJC.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
790006
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00036 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 790006 AgR
|
[
""
] |
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S) : SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
ADV.(A/S)
:SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL.
A questão relativa aos limites objetivos da coisa julgada é de índole
infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta
ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do relator.
Brasília, 17 de abril de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/06/2012
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
ADV.(A/S)
:SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o
teor da decisão agravada (fls. 436):
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição
federal) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do
Mato Grosso do Sul, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 273):
‘EMENTA – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE
COBRANÇA – COISA JULGADA – NÃO OCORRÊNCIA
– RESTITUIÇÃO – VALOR CONSIGNADO –
DIFERENÇA – JUROS DE MORA – CITAÇÃO VÁLIDA –
OBRIGAÇÃO ILÍQUIDA – CORREÇÃO MONETÁRIA –
DATA DO DEPÓSITO – PARCIALMENTE PROVIDA.
É possível ajuizar ação de cobrança pretendendo o
recebimento de saldo existente em virtude de depósito
realizado em excesso na ação de consignação em
pagamento. Nesse caso, não há coisa julgada.
Os juros de mora nas obrigações ilíquidas incidem a
partir da citação válida, e a correção monetária, desde a
data do depósito.’
No recurso extraordinário, o ora agravante alega violação do
disposto no art. 5..., XXXVI, da Constituição.
É o relatório. Decido.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029514.
Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
ADV.(A/S)
:SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o
teor da decisão agravada (fls. 436):
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição
federal) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do
Mato Grosso do Sul, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 273):
‘EMENTA – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE
COBRANÇA – COISA JULGADA – NÃO OCORRÊNCIA
– RESTITUIÇÃO – VALOR CONSIGNADO –
DIFERENÇA – JUROS DE MORA – CITAÇÃO VÁLIDA –
OBRIGAÇÃO ILÍQUIDA – CORREÇÃO MONETÁRIA –
DATA DO DEPÓSITO – PARCIALMENTE PROVIDA.
É possível ajuizar ação de cobrança pretendendo o
recebimento de saldo existente em virtude de depósito
realizado em excesso na ação de consignação em
pagamento. Nesse caso, não há coisa julgada.
Os juros de mora nas obrigações ilíquidas incidem a
partir da citação válida, e a correção monetária, desde a
data do depósito.’
No recurso extraordinário, o ora agravante alega violação do
disposto no art. 5..., XXXVI, da Constituição.
É o relatório. Decido.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029514.
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Relatório
AI 790.006 AGR / MS
A análise de eventual ofensa ao art. 5..., XXXVI, por demandar o
exame prévio dos limites objetivos da coisa julgada em face da
legislação processual infraconstitucional, é indireta ou reflexa, o que
dá margem ao descabimento do recurso extraordinário. Nesse sentido:
AI 585.388-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de
25.06.2010); AI 626.840 (rel. min. Menezes Direito, DJ de
09.05.2008); AI 608.138 (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de
30.05.2007); AI 599.421 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJ de
03.10.2006); AI 558.581 (rel. min. Cezar Peluso, DJ de 24.03.2006);
AI 565.678 (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 03.02.2006) e Recurso Extraordinário
430.084-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de
24.06.2005).
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.”
Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se reitera a
alegação de violação direta do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à
apreciação da Turma.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2029514.
Supremo Tribunal Federal
AI 790.006 AGR / MS
A análise de eventual ofensa ao art. 5..., XXXVI, por demandar o
exame prévio dos limites objetivos da coisa julgada em face da
legislação processual infraconstitucional, é indireta ou reflexa, o que
dá margem ao descabimento do recurso extraordinário. Nesse sentido:
AI 585.388-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de
25.06.2010); AI 626.840 (rel. min. Menezes Direito, DJ de
09.05.2008); AI 608.138 (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de
30.05.2007); AI 599.421 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJ de
03.10.2006); AI 558.581 (rel. min. Cezar Peluso, DJ de 24.03.2006);
AI 565.678 (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 03.02.2006) e Recurso Extraordinário
430.084-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de
24.06.2005).
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.”
Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se reitera a
alegação de violação direta do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à
apreciação da Turma.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Sem
razão a parte agravante.
No presente caso, a análise da suposta ofensa ao art. 5..., XXXVI, da
Constituição demandaria a apreciação prévia dos limites objetivos da
coisa julgada fixados na legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que
enseja o descabimento do recurso extraordinário.
Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que “em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada
e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações
caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
hipóteses em que também não se revelará cabível o recurso extraordinário”
(AI 477.645-AgR, rel. min. Celso de Mello).
Do exposto, nego provimento ao presente agravo.
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Sem
razão a parte agravante.
No presente caso, a análise da suposta ofensa ao art. 5..., XXXVI, da
Constituição demandaria a apreciação prévia dos limites objetivos da
coisa julgada fixados na legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que
enseja o descabimento do recurso extraordinário.
Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que “em regra, as
alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada
e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações
caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição,
hipóteses em que também não se revelará cabível o recurso extraordinário”
(AI 477.645-AgR, rel. min. Celso de Mello).
Do exposto, nego provimento ao presente agravo.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
ADV.(A/S) : SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Ayres Britto. 2... Turma,
17.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Ricardo
Lewandowski. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Ayres Britto.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
p/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 790.006
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS
ADV.(A/S) : SILMARA DOMINGUES ARAÚJO E OUTRO(A/S)
Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Ayres Britto. 2... Turma,
17.04.2012.
Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Ricardo
Lewandowski. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Ayres Britto.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
p/ Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 790 . 006",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 790 . 006",
"AI 790 . 006",
"AI 585 . 388 - AgR",
"AI 626 . 840",
"AI 608 . 138",
"AI 599 . 421",
"AI 558 . 581",
"AI 565 . 678",
"Recurso Extraordinário 430 . 084 - AgR",
"AI 790 . 006 AGR",
"MS",
"AI 585 . 388 - AgR",
"AI 626 . 840",
"AI 608 . 138",
"AI 599 . 421",
"AI 558 . 581",
"AI 565 . 678",
"Recurso Extraordinário 430 . 084 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 790 . 006",
"AI 477 . 645 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 790 . 006",
"AI 477 . 645 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 790 . 006"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição federal",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição federal",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO DO SUL",
"Brasília",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO BRADESCO S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO BRADESCO S / A",
"Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO BRADESCO S / A",
"Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO BRADESCO S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO BRADESCO S / A",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS",
"SILMARA DOMINGUES ARAÚJO",
"Gilmar Mendes",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS",
"SILMARA DOMINGUES ARAÚJO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS",
"SILMARA DOMINGUES ARAÚJO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Cármen Lúcia",
"Menezes Direito",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Menezes Direito",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Celso de Mello",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Celso de Mello",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS",
"SILMARA DOMINGUES ARAÚJO",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Mário José Gisi",
"Batista Kassab",
"JOAQUIM BARBOSA",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"ELPÍDIO HELVÉCIO CHAVES MARTINS",
"SILMARA DOMINGUES ARAÚJO",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"17 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"06",
".",
"2010",
"09",
".",
"05",
".",
"2008",
"30",
".",
"05",
".",
"2007",
"03",
".",
"10",
".",
"2006",
"24",
".",
"03",
".",
"2006",
"03",
".",
"02",
".",
"2006",
"24",
".",
"06",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"06",
".",
"2010",
"09",
".",
"05",
".",
"2008",
"30",
".",
"05",
".",
"2007",
"03",
".",
"10",
".",
"2006",
"24",
".",
"03",
".",
"2006",
"03",
".",
"02",
".",
"2006",
"24",
".",
"06",
".",
"2005",
"”",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO
ALEGRE
AGDO.(A/S)
:LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PRODUÇÃO DE PROVA EM
AÇÃO RESCISÓRIA. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
O exame dos postulados da inafastabilidade da jurisdição,
contraditório e ampla defesa dependeria de prévia análise da
legislação processual que disciplina a matéria.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO
ALEGRE
AGDO.(A/S)
:LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, que
negou seguimento ao agravo de instrumento do Município de Porto
Alegre, por ausência de prequestionamento da matéria constitucional e
pela inviabilidade de análise da legislação infraconstitucional em sede
extraordinária. Eis o teor da decisão agravada (fls. 322-4):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento contra
inadmissibilidade de recurso extraordinário por alegada
violação ao art. 5º, XXXV, da Constituição Federal, de acórdão
proferido em ação visando rescindir sentença proferida em ação
de usucapião julgada improcedente, nos seguintes termos (fls.
176-178):
‘AÇÃO RESCISÓRIA. NULIDADE DE CITAÇÃO.
BEM PÚBLICO. PROVA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO
DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS.
Apesar de não ter ocorrido citação válida, a nulidade
do processo não se impõe, em face do princípio da
instrumentalidade da forma e da falta de demonstração de
que o bem usucapido era público. Ônus do autor da ação,
nos termos do que preconiza o art. 333, inc. I, do CPC’.
2.
A Corte de origem asseverou que, além da falta de
prequestionamento explícito da matéria constitucional, a
alegada violação da norma constitucional, se existisse, seria
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO
ALEGRE
AGDO.(A/S)
:LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, que
negou seguimento ao agravo de instrumento do Município de Porto
Alegre, por ausência de prequestionamento da matéria constitucional e
pela inviabilidade de análise da legislação infraconstitucional em sede
extraordinária. Eis o teor da decisão agravada (fls. 322-4):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento contra
inadmissibilidade de recurso extraordinário por alegada
violação ao art. 5º, XXXV, da Constituição Federal, de acórdão
proferido em ação visando rescindir sentença proferida em ação
de usucapião julgada improcedente, nos seguintes termos (fls.
176-178):
‘AÇÃO RESCISÓRIA. NULIDADE DE CITAÇÃO.
BEM PÚBLICO. PROVA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO
DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS.
Apesar de não ter ocorrido citação válida, a nulidade
do processo não se impõe, em face do princípio da
instrumentalidade da forma e da falta de demonstração de
que o bem usucapido era público. Ônus do autor da ação,
nos termos do que preconiza o art. 333, inc. I, do CPC’.
2.
A Corte de origem asseverou que, além da falta de
prequestionamento explícito da matéria constitucional, a
alegada violação da norma constitucional, se existisse, seria
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 801.121 AGR / RS
reflexa, por depender de negativa de vigência de norma
infraconstitucional; e afirmou, ainda, que não foi demonstrado
o cabimento do recurso pela alínea c do permissivo (fls. 305-
308).
3.
O agravante sustenta o prequestionamento da
questão constitucional, pois, ‘além de ventilar a violação ao
devido processo legal, desde os primórdios da lide’, opôs
embargos de declaração, os quais foram rejeitados, o que
configuraria a negativa de prestação jurisdicional.
4.
O agravo não merece seguimento. Inicialmente, o
tema constitucional tido por violado não foi prequestionado,
porque não abordado pelo acórdão recorrido tampouco nos
embargos de declaração, embora ali suscitado (fls. 187-189). É
pacífica, neste Tribunal, a orientação de que o apelo extremo
possui como requisito necessário à sua admissão o
pronunciamento explícito sobre a controvérsia objeto do
recurso, sob pena de supressão da instância inferior (AI
318.142-AgR/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, DJ
28.9.2001; e AI 335.182-AgR/SP, rel. Min. Moreira Alves, 1ª
Turma, DJ 31.10.2001).
5.
Ademais, a Corte de origem, ao apreciar a matéria
e concluir pela improcedência da ação – dado que, diante da
falta de comprovação de que o bem usucapido seria de
propriedade do município, eventual decreto de nulidade da
ação de usucapião não traria proveito ao autor –, assim o fez
sob o enfoque da legislação infraconstitucional, o que não
autoriza a abertura do contencioso constitucional. A alegada
ofensa à Constituição Federal, se existisse, seria meramente
reflexa ou indireta. (RE 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJ 15.9.2006; o AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe 04.4.2008).
É o que se pode verificar do trecho do voto condutor do
acórdão recorrido:
‘Na presente demanda, contudo, o município deixou
de suscitar qualquer dúvida acerca do trabalho técnico
ofertado pelo autor daquela demanda (usucapião),
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 801.121 AGR / RS
reflexa, por depender de negativa de vigência de norma
infraconstitucional; e afirmou, ainda, que não foi demonstrado
o cabimento do recurso pela alínea c do permissivo (fls. 305-
308).
3.
O agravante sustenta o prequestionamento da
questão constitucional, pois, ‘além de ventilar a violação ao
devido processo legal, desde os primórdios da lide’, opôs
embargos de declaração, os quais foram rejeitados, o que
configuraria a negativa de prestação jurisdicional.
4.
O agravo não merece seguimento. Inicialmente, o
tema constitucional tido por violado não foi prequestionado,
porque não abordado pelo acórdão recorrido tampouco nos
embargos de declaração, embora ali suscitado (fls. 187-189). É
pacífica, neste Tribunal, a orientação de que o apelo extremo
possui como requisito necessário à sua admissão o
pronunciamento explícito sobre a controvérsia objeto do
recurso, sob pena de supressão da instância inferior (AI
318.142-AgR/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, DJ
28.9.2001; e AI 335.182-AgR/SP, rel. Min. Moreira Alves, 1ª
Turma, DJ 31.10.2001).
5.
Ademais, a Corte de origem, ao apreciar a matéria
e concluir pela improcedência da ação – dado que, diante da
falta de comprovação de que o bem usucapido seria de
propriedade do município, eventual decreto de nulidade da
ação de usucapião não traria proveito ao autor –, assim o fez
sob o enfoque da legislação infraconstitucional, o que não
autoriza a abertura do contencioso constitucional. A alegada
ofensa à Constituição Federal, se existisse, seria meramente
reflexa ou indireta. (RE 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, unânime, DJ 15.9.2006; o AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJe 04.4.2008).
É o que se pode verificar do trecho do voto condutor do
acórdão recorrido:
‘Na presente demanda, contudo, o município deixou
de suscitar qualquer dúvida acerca do trabalho técnico
ofertado pelo autor daquela demanda (usucapião),
2
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Relatório
AI 801.121 AGR / RS
abrindo mão de produzir a prova – que a ele incumbia na
rescisória – capaz de demonstrar, cabalmente, que o
imóvel objeto da prescrição aquisitiva, era realmente
municipal, o que tornaria inviável o usucapião.
Ao revés, pugnou pelo julgamento antecipado da
ação rescisória (...)’.
6.
Finalmente, a alegação de cerceamento de direito
à ação e de negativa de prestação jurisdicional, levantada pela
parte agravante, reside no campo processual, inviabilizando o
trânsito do apelo extremo interposto a pretexto de
contrariedade à Constituição Federal. Veja-se o RE 345.845-
AgR/SP, 2ª Turma, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 11.10.2002.
7.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (CPC, art. 557, caput).”
O agravante, Município de Porto Alegre, alega, em síntese, que “a
matéria fora devidamente prequestionada e não há que se falar em ofensa
reflexa ao texto constitucional, porquanto o recurso fora lastreado em
questão constitucional, consistente em saber se houve ou não
cerceamento de defesa do Agravante, ao lhe ser exigida produção de
prova pericial em ação em que não está afeta” (fl. 328). Reitera a alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LV do art. 5º da Constituição Federal.
É o relatório.
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abrindo mão de produzir a prova – que a ele incumbia na
rescisória – capaz de demonstrar, cabalmente, que o
imóvel objeto da prescrição aquisitiva, era realmente
municipal, o que tornaria inviável o usucapião.
Ao revés, pugnou pelo julgamento antecipado da
ação rescisória (...)’.
6.
Finalmente, a alegação de cerceamento de direito
à ação e de negativa de prestação jurisdicional, levantada pela
parte agravante, reside no campo processual, inviabilizando o
trânsito do apelo extremo interposto a pretexto de
contrariedade à Constituição Federal. Veja-se o RE 345.845-
AgR/SP, 2ª Turma, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 11.10.2002.
7.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (CPC, art. 557, caput).”
O agravante, Município de Porto Alegre, alega, em síntese, que “a
matéria fora devidamente prequestionada e não há que se falar em ofensa
reflexa ao texto constitucional, porquanto o recurso fora lastreado em
questão constitucional, consistente em saber se houve ou não
cerceamento de defesa do Agravante, ao lhe ser exigida produção de
prova pericial em ação em que não está afeta” (fl. 328). Reitera a alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LV do art. 5º da Constituição Federal.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo regimental.
Da leitura do acórdão recorrido, verifica-se que a Corte de origem
tratou apenas de matéria infraconstitucional, relativa à exigência de prova
da propriedade do bem usucapido em ação rescisória. O Tribunal a quo,
com fundamento no artigo 333, I, do CPC, concluiu o seguinte:
“Na presente demanda, contudo, o município deixou de
suscitar qualquer dúvida acerca do trabalho técnico ofertado
pelo autor daquela demanda (usucapião), abrindo mão de
produzir a prova – que a ele incumbia na rescisória – capaz de
demonstrar, cabalmente, que o imóvel objeto da prescrição
aquisitiva, era realmente municipal, o que tornaria inviável o
usucapião” (fls. 187v.-8).
Ressalto que, nas razões do agravo regimental, o agravante também
atribui caráter infraconstitucional ao tema, uma vez que alega que o
Tribunal a quo não observou os limites do pedido da ação rescisória
(artigo 485, V, do CPC). Nesse sentido, destaco o seguinte trecho do
agravo regimental:
“(...) a prova que o Tribunal local está exigindo, por óbvio,
não poderia ter sido produzida em sede de ação rescisória, cujo
objeto é limitado à verificação de nulidade de sentença no art.
485, V, do CPC.” (fl. 329)
Assim, para rever a posição da Corte de origem, seria necessário o
prévio exame da legislação processual que disciplina a matéria (CPC),
hipótese inviável em sede extraordinária.
Incabível, portanto, a alegação da agravante de que haveria ofensa
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27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo regimental.
Da leitura do acórdão recorrido, verifica-se que a Corte de origem
tratou apenas de matéria infraconstitucional, relativa à exigência de prova
da propriedade do bem usucapido em ação rescisória. O Tribunal a quo,
com fundamento no artigo 333, I, do CPC, concluiu o seguinte:
“Na presente demanda, contudo, o município deixou de
suscitar qualquer dúvida acerca do trabalho técnico ofertado
pelo autor daquela demanda (usucapião), abrindo mão de
produzir a prova – que a ele incumbia na rescisória – capaz de
demonstrar, cabalmente, que o imóvel objeto da prescrição
aquisitiva, era realmente municipal, o que tornaria inviável o
usucapião” (fls. 187v.-8).
Ressalto que, nas razões do agravo regimental, o agravante também
atribui caráter infraconstitucional ao tema, uma vez que alega que o
Tribunal a quo não observou os limites do pedido da ação rescisória
(artigo 485, V, do CPC). Nesse sentido, destaco o seguinte trecho do
agravo regimental:
“(...) a prova que o Tribunal local está exigindo, por óbvio,
não poderia ter sido produzida em sede de ação rescisória, cujo
objeto é limitado à verificação de nulidade de sentença no art.
485, V, do CPC.” (fl. 329)
Assim, para rever a posição da Corte de origem, seria necessário o
prévio exame da legislação processual que disciplina a matéria (CPC),
hipótese inviável em sede extraordinária.
Incabível, portanto, a alegação da agravante de que haveria ofensa
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 801.121 AGR / RS
aos incisos XXXV e LV do art. 5º da Constituição Federal. Seria, com
efeito, inviável a análise de eventual afronta aos referidos princípios, sem
o cotejo da decisão com os dispositivos legais que a fundamentaram, o
que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no artigo
102 da Constituição Federal. Nesse sentido, cito o AI 745.285-AgR/PE,
rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012, cujo
acórdão está assim ementado:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República.”
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
AI 801.121 AGR / RS
aos incisos XXXV e LV do art. 5º da Constituição Federal. Seria, com
efeito, inviável a análise de eventual afronta aos referidos princípios, sem
o cotejo da decisão com os dispositivos legais que a fundamentaram, o
que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no artigo
102 da Constituição Federal. Nesse sentido, cito o AI 745.285-AgR/PE,
rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012, cujo
acórdão está assim ementado:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República.”
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
AGDO.(A/S) : LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
AGDO.(A/S) : LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1910263
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-16T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PRODUÇÃO DE PROVA EM AÇÃO RESCISÓRIA. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
O exame dos postulados da inafastabilidade da jurisdição, contraditório e ampla defesa dependeria de prévia análise da legislação processual que disciplina a matéria.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur207388
|
- Acórdão citado: AI 745285 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 26/04/2012, BMB.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
801121
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00035 INC-00055 ART-00102\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00333 INC-00001 ART-00485 INC-00005\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 801121 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
AGDO.(A/S) : LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO
ALEGRE
AGDO.(A/S)
:LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PRODUÇÃO DE PROVA EM
AÇÃO RESCISÓRIA. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
O exame dos postulados da inafastabilidade da jurisdição,
contraditório e ampla defesa dependeria de prévia análise da
legislação processual que disciplina a matéria.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO
ALEGRE
AGDO.(A/S)
:LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, que
negou seguimento ao agravo de instrumento do Município de Porto
Alegre, por ausência de prequestionamento da matéria constitucional e
pela inviabilidade de análise da legislação infraconstitucional em sede
extraordinária. Eis o teor da decisão agravada (fls. 322-4):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento contra
inadmissibilidade de recurso extraordinário por alegada
violação ao art. 5..., XXXV, da Constituição Federal, de acórdão
proferido em ação visando rescindir sentença proferida em ação
de usucapião julgada improcedente, nos seguintes termos (fls.
176-178):
‘AÇÃO RESCISÓRIA. NULIDADE DE CITAÇÃO.
BEM PÚBLICO. PROVA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO
DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS.
Apesar de não ter ocorrido citação válida, a nulidade
do processo não se impõe, em face do princípio da
instrumentalidade da forma e da falta de demonstração de
que o bem usucapido era público. Ônus do autor da ação,
nos termos do que preconiza o art. 333, inc. I, do Código de Processo Civil’.
2.
A Corte de origem asseverou que, além da falta de
prequestionamento explícito da matéria constitucional, a
alegada violação da norma constitucional, se existisse, seria
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27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO
ALEGRE
AGDO.(A/S)
:LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, que
negou seguimento ao agravo de instrumento do Município de Porto
Alegre, por ausência de prequestionamento da matéria constitucional e
pela inviabilidade de análise da legislação infraconstitucional em sede
extraordinária. Eis o teor da decisão agravada (fls. 322-4):
“1.
Trata-se de agravo de instrumento contra
inadmissibilidade de recurso extraordinário por alegada
violação ao art. 5..., XXXV, da Constituição Federal, de acórdão
proferido em ação visando rescindir sentença proferida em ação
de usucapião julgada improcedente, nos seguintes termos (fls.
176-178):
‘AÇÃO RESCISÓRIA. NULIDADE DE CITAÇÃO.
BEM PÚBLICO. PROVA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO
DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS.
Apesar de não ter ocorrido citação válida, a nulidade
do processo não se impõe, em face do princípio da
instrumentalidade da forma e da falta de demonstração de
que o bem usucapido era público. Ônus do autor da ação,
nos termos do que preconiza o art. 333, inc. I, do Código de Processo Civil’.
2.
A Corte de origem asseverou que, além da falta de
prequestionamento explícito da matéria constitucional, a
alegada violação da norma constitucional, se existisse, seria
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Relatório
AI 801.121 AGR / RS
reflexa, por depender de negativa de vigência de norma
infraconstitucional; e afirmou, ainda, que não foi demonstrado
o cabimento do recurso pela alínea c do permissivo (fls. 305-
308).
3.
O agravante sustenta o prequestionamento da
questão constitucional, pois, ‘além de ventilar a violação ao
devido processo legal, desde os primórdios da lide’, opôs
embargos de declaração, os quais foram rejeitados, o que
configuraria a negativa de prestação jurisdicional.
4.
O agravo não merece seguimento. Inicialmente, o
tema constitucional tido por violado não foi prequestionado,
porque não abordado pelo acórdão recorrido tampouco nos
embargos de declaração, embora ali suscitado (fls. 187-189). É
pacífica, neste Tribunal, a orientação de que o apelo extremo
possui como requisito necessário à sua admissão o
pronunciamento explícito sobre a controvérsia objeto do
recurso, sob pena de supressão da instância inferior (AI
318.142-AgR/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, 2... Turma, DJ
28.9.2001; e AI 335.182-AgR/SP, rel. Min. Moreira Alves, 1...
Turma, DJ 31.10.2001).
5.
Ademais, a Corte de origem, ao apreciar a matéria
e concluir pela improcedência da ação – dado que, diante da
falta de comprovação de que o bem usucapido seria de
propriedade do município, eventual decreto de nulidade da
ação de usucapião não traria proveito ao autor –, assim o fez
sob o enfoque da legislação infraconstitucional, o que não
autoriza a abertura do contencioso constitucional. A alegada
ofensa à Constituição Federal, se existisse, seria meramente
reflexa ou indireta. (Recurso Extraordinário 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJ 15.9.2006; o AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJe 04.4.2008).
É o que se pode verificar do trecho do voto condutor do
acórdão recorrido:
‘Na presente demanda, contudo, o município deixou
de suscitar qualquer dúvida acerca do trabalho técnico
ofertado pelo autor daquela demanda (usucapião),
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1879516.
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AI 801.121 AGR / RS
reflexa, por depender de negativa de vigência de norma
infraconstitucional; e afirmou, ainda, que não foi demonstrado
o cabimento do recurso pela alínea c do permissivo (fls. 305-
308).
3.
O agravante sustenta o prequestionamento da
questão constitucional, pois, ‘além de ventilar a violação ao
devido processo legal, desde os primórdios da lide’, opôs
embargos de declaração, os quais foram rejeitados, o que
configuraria a negativa de prestação jurisdicional.
4.
O agravo não merece seguimento. Inicialmente, o
tema constitucional tido por violado não foi prequestionado,
porque não abordado pelo acórdão recorrido tampouco nos
embargos de declaração, embora ali suscitado (fls. 187-189). É
pacífica, neste Tribunal, a orientação de que o apelo extremo
possui como requisito necessário à sua admissão o
pronunciamento explícito sobre a controvérsia objeto do
recurso, sob pena de supressão da instância inferior (AI
318.142-AgR/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, 2... Turma, DJ
28.9.2001; e AI 335.182-AgR/SP, rel. Min. Moreira Alves, 1...
Turma, DJ 31.10.2001).
5.
Ademais, a Corte de origem, ao apreciar a matéria
e concluir pela improcedência da ação – dado que, diante da
falta de comprovação de que o bem usucapido seria de
propriedade do município, eventual decreto de nulidade da
ação de usucapião não traria proveito ao autor –, assim o fez
sob o enfoque da legislação infraconstitucional, o que não
autoriza a abertura do contencioso constitucional. A alegada
ofensa à Constituição Federal, se existisse, seria meramente
reflexa ou indireta. (Recurso Extraordinário 461.286-AgR/MS, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, unânime, DJ 15.9.2006; o AI 682.065-
AgR/RS, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJe 04.4.2008).
É o que se pode verificar do trecho do voto condutor do
acórdão recorrido:
‘Na presente demanda, contudo, o município deixou
de suscitar qualquer dúvida acerca do trabalho técnico
ofertado pelo autor daquela demanda (usucapião),
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 801.121 AGR / RS
abrindo mão de produzir a prova – que a ele incumbia na
rescisória – capaz de demonstrar, cabalmente, que o
imóvel objeto da prescrição aquisitiva, era realmente
municipal, o que tornaria inviável o usucapião.
Ao revés, pugnou pelo julgamento antecipado da
ação rescisória (...)’.
6.
Finalmente, a alegação de cerceamento de direito
à ação e de negativa de prestação jurisdicional, levantada pela
parte agravante, reside no campo processual, inviabilizando o
trânsito do apelo extremo interposto a pretexto de
contrariedade à Constituição Federal. Veja-se o Recurso Extraordinário 345.845-
AgR/SP, 2... Turma, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 11.10.2002.
7.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput).”
O agravante, Município de Porto Alegre, alega, em síntese, que “a
matéria fora devidamente prequestionada e não há que se falar em ofensa
reflexa ao texto constitucional, porquanto o recurso fora lastreado em
questão constitucional, consistente em saber se houve ou não
cerceamento de defesa do Agravante, ao lhe ser exigida produção de
prova pericial em ação em que não está afeta” (fl. 328). Reitera a alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LV do art. 5... da Constituição Federal.
É o relatório.
3
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AI 801.121 AGR / RS
abrindo mão de produzir a prova – que a ele incumbia na
rescisória – capaz de demonstrar, cabalmente, que o
imóvel objeto da prescrição aquisitiva, era realmente
municipal, o que tornaria inviável o usucapião.
Ao revés, pugnou pelo julgamento antecipado da
ação rescisória (...)’.
6.
Finalmente, a alegação de cerceamento de direito
à ação e de negativa de prestação jurisdicional, levantada pela
parte agravante, reside no campo processual, inviabilizando o
trânsito do apelo extremo interposto a pretexto de
contrariedade à Constituição Federal. Veja-se o Recurso Extraordinário 345.845-
AgR/SP, 2... Turma, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 11.10.2002.
7.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de
instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput).”
O agravante, Município de Porto Alegre, alega, em síntese, que “a
matéria fora devidamente prequestionada e não há que se falar em ofensa
reflexa ao texto constitucional, porquanto o recurso fora lastreado em
questão constitucional, consistente em saber se houve ou não
cerceamento de defesa do Agravante, ao lhe ser exigida produção de
prova pericial em ação em que não está afeta” (fl. 328). Reitera a alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LV do art. 5... da Constituição Federal.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROSA WEBER
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo regimental.
Da leitura do acórdão recorrido, verifica-se que a Corte de origem
tratou apenas de matéria infraconstitucional, relativa à exigência de prova
da propriedade do bem usucapido em ação rescisória. O Tribunal a quo,
com fundamento no artigo 333, I, do Código de Processo Civil, concluiu o seguinte:
“Na presente demanda, contudo, o município deixou de
suscitar qualquer dúvida acerca do trabalho técnico ofertado
pelo autor daquela demanda (usucapião), abrindo mão de
produzir a prova – que a ele incumbia na rescisória – capaz de
demonstrar, cabalmente, que o imóvel objeto da prescrição
aquisitiva, era realmente municipal, o que tornaria inviável o
usucapião” (fls. 187v.-8).
Ressalto que, nas razões do agravo regimental, o agravante também
atribui caráter infraconstitucional ao tema, uma vez que alega que o
Tribunal a quo não observou os limites do pedido da ação rescisória
(artigo 485, V, do Código de Processo Civil). Nesse sentido, destaco o seguinte trecho do
agravo regimental:
“(...) a prova que o Tribunal local está exigindo, por óbvio,
não poderia ter sido produzida em sede de ação rescisória, cujo
objeto é limitado à verificação de nulidade de sentença no art.
485, V, do Código de Processo Civil.” (fl. 329)
Assim, para rever a posição da Corte de origem, seria necessário o
prévio exame da legislação processual que disciplina a matéria (Código de Processo Civil),
hipótese inviável em sede extraordinária.
Incabível, portanto, a alegação da agravante de que haveria ofensa
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27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos recursais, conheço do agravo regimental.
Da leitura do acórdão recorrido, verifica-se que a Corte de origem
tratou apenas de matéria infraconstitucional, relativa à exigência de prova
da propriedade do bem usucapido em ação rescisória. O Tribunal a quo,
com fundamento no artigo 333, I, do Código de Processo Civil, concluiu o seguinte:
“Na presente demanda, contudo, o município deixou de
suscitar qualquer dúvida acerca do trabalho técnico ofertado
pelo autor daquela demanda (usucapião), abrindo mão de
produzir a prova – que a ele incumbia na rescisória – capaz de
demonstrar, cabalmente, que o imóvel objeto da prescrição
aquisitiva, era realmente municipal, o que tornaria inviável o
usucapião” (fls. 187v.-8).
Ressalto que, nas razões do agravo regimental, o agravante também
atribui caráter infraconstitucional ao tema, uma vez que alega que o
Tribunal a quo não observou os limites do pedido da ação rescisória
(artigo 485, V, do Código de Processo Civil). Nesse sentido, destaco o seguinte trecho do
agravo regimental:
“(...) a prova que o Tribunal local está exigindo, por óbvio,
não poderia ter sido produzida em sede de ação rescisória, cujo
objeto é limitado à verificação de nulidade de sentença no art.
485, V, do Código de Processo Civil.” (fl. 329)
Assim, para rever a posição da Corte de origem, seria necessário o
prévio exame da legislação processual que disciplina a matéria (Código de Processo Civil),
hipótese inviável em sede extraordinária.
Incabível, portanto, a alegação da agravante de que haveria ofensa
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 801.121 AGR / RS
aos incisos XXXV e LV do art. 5... da Constituição Federal. Seria, com
efeito, inviável a análise de eventual afronta aos referidos princípios, sem
o cotejo da decisão com os dispositivos legais que a fundamentaram, o
que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no artigo
102 da Constituição Federal. Nesse sentido, cito o AI 745.285-AgR/PE,
rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012, cujo
acórdão está assim ementado:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República.”
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 801.121 AGR / RS
aos incisos XXXV e LV do art. 5... da Constituição Federal. Seria, com
efeito, inviável a análise de eventual afronta aos referidos princípios, sem
o cotejo da decisão com os dispositivos legais que a fundamentaram, o
que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no artigo
102 da Constituição Federal. Nesse sentido, cito o AI 745.285-AgR/PE,
rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012, cujo
acórdão está assim ementado:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República.”
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
AGDO.(A/S) : LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 801.121
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE
AGDO.(A/S) : LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : IRAJÁ MICHELON VOLPI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 801 . 121",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 801 . 121",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 801 . 121",
"AI 801 . 121 AGR / RS",
"AI 318",
".",
"142",
"-",
"AgR",
"/",
"RS",
"AI 335 . 182 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 461 . 286 - AgR / MS",
"AI 682 . 065 - AgR / RS",
"AI 318 . 142 - AgR / RS",
"AI 335 . 182 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 461 . 286 - AgR / MS",
"AI 682 . 065 - AgR / RS",
"AI 801 . 121 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 345 . 845 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 345 . 845 - AgR / SP",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"AI 801 . 121 AGR / RS",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 801 . 121"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal",
"inc . I , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal",
"art . 333 , inc . I , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"incisos XXXV e LV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"incisos XXXV e LV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 333 , I , do Código de Processo Civil",
"artigo 485 , V , do Código de Processo Civil",
"art . 485 , V , do Código de Processo Civil .",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 333 , I , do Código de Processo Civil",
"artigo 485 , V , do Código de Processo Civil",
"art . 485 , V , do Código de Processo Civil .",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos XXXV e LV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"artigo 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos XXXV e LV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"artigo 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE",
"Município de Porto Alegre",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE",
"Município de Porto Alegre",
"Município de Porto Alegre",
"Município de Porto Alegre",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"PORTO ALEGRE",
"MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
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"Brasil",
"2",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"2",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS",
"IRAJÁ MICHELON VOLPI",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS",
"IRAJÁ MICHELON VOLPI",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS",
"IRAJÁ MICHELON VOLPI",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"Maurício Corrêa",
"Moreira Alves",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Maurício Corrêa",
"Moreira Alves",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Carlos Velloso",
"Carlos Velloso",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS",
"IRAJÁ MICHELON VOLPI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"LUÍS ALBERTO PORTOFÉ DOS REIS",
"IRAJÁ MICHELON VOLPI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"16",
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"2012",
"27",
"/",
"03",
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"2012",
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"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"9",
".",
"2001",
"31",
".",
"10",
".",
"2001",
"15",
".",
"9",
".",
"2006",
"04",
".",
"4",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"9",
".",
"2001",
"31",
".",
"10",
".",
"2001",
"15",
".",
"9",
".",
"2006",
"04",
".",
"4",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
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".",
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".",
"2002",
"24",
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"2001",
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".",
"10",
".",
"2002",
"24",
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"27",
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"24",
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".",
".",
".",
".",
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".",
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".",
".",
".",
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"27",
".",
"3",
".",
"2012",
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"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S)
:EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
DIREITO PROCESSUAL CIVIL . AGRAVO DE INSTUMENTO NÃO
INSTRUÍDO COM TODAS AS PEÇAS RELACIONADAS NO ARTIGO
544, § 1°, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. IMPOSSIBILIDADE.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 288-STF.
O agravo deve ser instruído com todas as peças previstas no artigo
544, §1°, do Código de Processo Civil, sob pena de não ser conhecido.
Aplicação da Súmula 288-STF: “Nega-se provimento a agravo para
subida de recurso extraordinário, quando faltar no traslado o despacho
agravado, a decisão recorrida, a petição de recurso extraordinário ou
qualquer peça essencial à compreensão da controvérsia”.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1879449.
Supremo Tribunal Federal
DJe 16/04/2012
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S)
:EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, na
qual foi negado seguimento ao recurso nos seguintes termos (fl. 381):
“1. Falta ao traslado o inteiro teor do acórdão recorrido, peça
obrigatória para a formação do instrumento.
2. Ante o exposto, com base no enunciado da Súmula STF 288 e
no art. 544, § 1º, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao
agravo de instrumento”.
A Agravante, Companhia Brasileira de Distribuição, sustenta, em
síntese, que a decisão agravada ofendeu aos princípios da legalidade, do
devido processo legal e da instrumentalidade das formas. Aduz que (fls.
400, 402 e 403):
“Dentro desse contexto, o devido processo legal é uma das mais
importantes manifestações do Princípio da Legalidade. É, sem dúvida
alguma, um princípio basilar de Direito. Significa que somente por
meio de uma série de atos concatenados com vistas a um
objetivo, estabelecidos em lei anterior, é que poderá o cidadão
ter restringido direito subjetivo seu, já estabelecido e integrado
à ordem jurídica.
Tal qual o próprio Princípio da Legalidade, o Devido Processo
Legal tem a característica de ser tanto um direito quanto uma
garantia. Também aqui a preocupação maior é proteger o cidadão
Supremo Tribunal Federal
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27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S)
:EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, na
qual foi negado seguimento ao recurso nos seguintes termos (fl. 381):
“1. Falta ao traslado o inteiro teor do acórdão recorrido, peça
obrigatória para a formação do instrumento.
2. Ante o exposto, com base no enunciado da Súmula STF 288 e
no art. 544, § 1º, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao
agravo de instrumento”.
A Agravante, Companhia Brasileira de Distribuição, sustenta, em
síntese, que a decisão agravada ofendeu aos princípios da legalidade, do
devido processo legal e da instrumentalidade das formas. Aduz que (fls.
400, 402 e 403):
“Dentro desse contexto, o devido processo legal é uma das mais
importantes manifestações do Princípio da Legalidade. É, sem dúvida
alguma, um princípio basilar de Direito. Significa que somente por
meio de uma série de atos concatenados com vistas a um
objetivo, estabelecidos em lei anterior, é que poderá o cidadão
ter restringido direito subjetivo seu, já estabelecido e integrado
à ordem jurídica.
Tal qual o próprio Princípio da Legalidade, o Devido Processo
Legal tem a característica de ser tanto um direito quanto uma
garantia. Também aqui a preocupação maior é proteger o cidadão
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
AI 741.558 AGR / SP
contra as possíveis arbitrariedades do Poder. Aliás, é esse mecanismo
que mais impõe limites ao Poder, às sua arbitrariedades e favoritismos,
razão mais do que suficiente para sua defesa incondicional. Este o seu
fundamento.
[…]
“Feitas as considerações iniciais, tem-se que, na espécie, tanto o
princípio da legalidade, como o princípio do devido processo legal,
NÃO foram observados pela decisão ora agravada. A não observância
ocorreu em razão do não seguimento do Agravo contra decisão
denegatória de Recurso Extraordinário sobre a argumentação de
ausência de peça obrigatória para a formação do instrumento”.
[…]
“Tal princípio enuncia que os atos processuais, que forem
praticados de forma diversa da estabelecida em lei, e mesmo assim
atingirem a finalidade a que ele se destina deve ser considerado válido.
Esse princípio está consagrado no art. 244 do CPC.
‘Art. 244. Quando a lei prescrever determinada
forma, sem cominação de nulidade, o juiz conservará
válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a
finalidade’.
Através do princípio acima aludido é que se torna possível dar
sentido prático a uma das mudanças mais importante do processo:
servir ao direito material. Vale dizer: o processo sempre –
ontologicamente dizendo – é fim e nunca meio.
No presente caso, o princípio da instrumentalidade das formas é
completamente aplicável, pois estamos diante de uma exigência a qual,
mesmo não cumprida, não acarretou prejuízo, bem como atingiu a sua
finalidade.”
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 741.558 AGR / SP
contra as possíveis arbitrariedades do Poder. Aliás, é esse mecanismo
que mais impõe limites ao Poder, às sua arbitrariedades e favoritismos,
razão mais do que suficiente para sua defesa incondicional. Este o seu
fundamento.
[…]
“Feitas as considerações iniciais, tem-se que, na espécie, tanto o
princípio da legalidade, como o princípio do devido processo legal,
NÃO foram observados pela decisão ora agravada. A não observância
ocorreu em razão do não seguimento do Agravo contra decisão
denegatória de Recurso Extraordinário sobre a argumentação de
ausência de peça obrigatória para a formação do instrumento”.
[…]
“Tal princípio enuncia que os atos processuais, que forem
praticados de forma diversa da estabelecida em lei, e mesmo assim
atingirem a finalidade a que ele se destina deve ser considerado válido.
Esse princípio está consagrado no art. 244 do CPC.
‘Art. 244. Quando a lei prescrever determinada
forma, sem cominação de nulidade, o juiz conservará
válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a
finalidade’.
Através do princípio acima aludido é que se torna possível dar
sentido prático a uma das mudanças mais importante do processo:
servir ao direito material. Vale dizer: o processo sempre –
ontologicamente dizendo – é fim e nunca meio.
No presente caso, o princípio da instrumentalidade das formas é
completamente aplicável, pois estamos diante de uma exigência a qual,
mesmo não cumprida, não acarretou prejuízo, bem como atingiu a sua
finalidade.”
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão ora agravada
negou seguimento ao agravo de decisão que não admitiu o
processamento do recurso extraordinário. Este foi interposto pela
Companhia Brasileira de Distribuição contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo que deu provimento à apelação interposta
pela ora Agravante.
O art. 544, § 1°, com a redação anterior à Lei 12.322/2010, do Código
de Processo Civil – CPC, estabelecia que:
“O agravo de instrumento será instruído com as peças
apresentadas pelas partes, devendo constar, obrigatoriamente,
sob pena de não conhecimento, cópia do acórdão recorrido, da
petição de interposição do recurso denegado, das contra-razões,
da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação e das
procurações outorgadas aos advogados do agravante e do
agravado”.
Verifico que a Agravante não instruiu o agravo com todas as peças
exigidas pelo citado artigo do CPC. A formação do Agravo de
Instrumento foi incompleta devido à falta do inteiro teor do acórdão
recorrido.
A decisão agravada baseou-se na jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de ser inadmissível agravo de instrumento
cuja formação não tenha sido realizada de acordo com a legislação
processual. Nesse caso aplica-se a Súmula 288-STF:
“Nega-se provimento a agravo para subida de recurso
extraordinário, quando faltar no traslado o despacho agravado,
a decisão recorrida, a petição de recurso extraordinário ou
qualquer peça essencial à compreensão da controvérsia”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1879491.
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão ora agravada
negou seguimento ao agravo de decisão que não admitiu o
processamento do recurso extraordinário. Este foi interposto pela
Companhia Brasileira de Distribuição contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo que deu provimento à apelação interposta
pela ora Agravante.
O art. 544, § 1°, com a redação anterior à Lei 12.322/2010, do Código
de Processo Civil – CPC, estabelecia que:
“O agravo de instrumento será instruído com as peças
apresentadas pelas partes, devendo constar, obrigatoriamente,
sob pena de não conhecimento, cópia do acórdão recorrido, da
petição de interposição do recurso denegado, das contra-razões,
da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação e das
procurações outorgadas aos advogados do agravante e do
agravado”.
Verifico que a Agravante não instruiu o agravo com todas as peças
exigidas pelo citado artigo do CPC. A formação do Agravo de
Instrumento foi incompleta devido à falta do inteiro teor do acórdão
recorrido.
A decisão agravada baseou-se na jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de ser inadmissível agravo de instrumento
cuja formação não tenha sido realizada de acordo com a legislação
processual. Nesse caso aplica-se a Súmula 288-STF:
“Nega-se provimento a agravo para subida de recurso
extraordinário, quando faltar no traslado o despacho agravado,
a decisão recorrida, a petição de recurso extraordinário ou
qualquer peça essencial à compreensão da controvérsia”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 741.558 AGR / SP
Nesse sentido: o AI 799.126-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJe
17.5.2011; o AI 593.613-ED-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Ellen Gracie, DJe
15.3.2011; e o AI 834.295-AgR, Plenário, rel. Min. Presidente, DJe
14.9.2011, cuja ementa transcrevo:
“RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade.
Peça obrigatória. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental
improvido . Aplicação da súmula 288. É ônus da parte
agravante promover a integral e oportuna formação do
instrumento, sendo vedada posterior complementação”.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 741.558 AGR / SP
Nesse sentido: o AI 799.126-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJe
17.5.2011; o AI 593.613-ED-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Ellen Gracie, DJe
15.3.2011; e o AI 834.295-AgR, Plenário, rel. Min. Presidente, DJe
14.9.2011, cuja ementa transcrevo:
“RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade.
Peça obrigatória. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental
improvido . Aplicação da súmula 288. É ônus da parte
agravante promover a integral e oportuna formação do
instrumento, sendo vedada posterior complementação”.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S) : MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S) : EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S) : MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S) : EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1910015
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-16T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
DIREITO PROCESSUAL CIVIL . AGRAVO DE INSTUMENTO NÃO INSTRUÍDO COM TODAS AS PEÇAS RELACIONADAS NO ARTIGO 544, § 1°, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 288-STF.
O agravo deve ser instruído com todas as peças previstas no artigo 544, §1°, do Código de Processo Civil, sob pena de não ser conhecido. Aplicação da Súmula 288-STF: “Nega-se provimento a agravo para subida de recurso extraordinário, quando faltar no traslado o despacho agravado, a decisão recorrida, a petição de recurso extraordinário ou qualquer peça essencial à compreensão da controvérsia”.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur207381
|
- Acórdãos citados: AI 799126 AgR, AI 834295 AgR, AI 593613 ED-AgR.
Número de páginas: 6.
Análise: 30/04/2012, LLD.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
741558
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00544 PAR-00001 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000288 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 741558 AgR
|
[
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AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S) : MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S) : EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S)
:EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
DIREITO PROCESSUAL CIVIL . AGRAVO DE INSTUMENTO NÃO
INSTRUÍDO COM TODAS AS PEÇAS RELACIONADAS NO ARTIGO
544, § 1..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. IMPOSSIBILIDADE.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 288-Supremo Tribunal Federal.
O agravo deve ser instruído com todas as peças previstas no artigo
544, §1..., do Código de Processo Civil, sob pena de não ser conhecido.
Aplicação da Súmula 288-Supremo Tribunal Federal: “Nega-se provimento a agravo para
subida de recurso extraordinário, quando faltar no traslado o despacho
agravado, a decisão recorrida, a petição de recurso extraordinário ou
qualquer peça essencial à compreensão da controvérsia”.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1879449.
Supremo Tribunal Federal
DJe 16/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S)
:EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, na
qual foi negado seguimento ao recurso nos seguintes termos (fl. 381):
“1. Falta ao traslado o inteiro teor do acórdão recorrido, peça
obrigatória para a formação do instrumento.
2. Ante o exposto, com base no enunciado da Súmula Supremo Tribunal Federal 288 e
no art. 544, § 1..., do Código de Processo Civil, nego seguimento ao
agravo de instrumento”.
A Agravante, Companhia Brasileira de Distribuição, sustenta, em
síntese, que a decisão agravada ofendeu aos princípios da legalidade, do
devido processo legal e da instrumentalidade das formas. Aduz que (fls.
400, 402 e 403):
“Dentro desse contexto, o devido processo legal é uma das mais
importantes manifestações do Princípio da Legalidade. É, sem dúvida
alguma, um princípio basilar de Direito. Significa que somente por
meio de uma série de atos concatenados com vistas a um
objetivo, estabelecidos em lei anterior, é que poderá o cidadão
ter restringido direito subjetivo seu, já estabelecido e integrado
à ordem jurídica.
Tal qual o próprio Princípio da Legalidade, o Devido Processo
Legal tem a característica de ser tanto um direito quanto uma
garantia. Também aqui a preocupação maior é proteger o cidadão
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S)
:MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S)
:EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental de decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, na
qual foi negado seguimento ao recurso nos seguintes termos (fl. 381):
“1. Falta ao traslado o inteiro teor do acórdão recorrido, peça
obrigatória para a formação do instrumento.
2. Ante o exposto, com base no enunciado da Súmula Supremo Tribunal Federal 288 e
no art. 544, § 1..., do Código de Processo Civil, nego seguimento ao
agravo de instrumento”.
A Agravante, Companhia Brasileira de Distribuição, sustenta, em
síntese, que a decisão agravada ofendeu aos princípios da legalidade, do
devido processo legal e da instrumentalidade das formas. Aduz que (fls.
400, 402 e 403):
“Dentro desse contexto, o devido processo legal é uma das mais
importantes manifestações do Princípio da Legalidade. É, sem dúvida
alguma, um princípio basilar de Direito. Significa que somente por
meio de uma série de atos concatenados com vistas a um
objetivo, estabelecidos em lei anterior, é que poderá o cidadão
ter restringido direito subjetivo seu, já estabelecido e integrado
à ordem jurídica.
Tal qual o próprio Princípio da Legalidade, o Devido Processo
Legal tem a característica de ser tanto um direito quanto uma
garantia. Também aqui a preocupação maior é proteger o cidadão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 741.558 AGR / SP
contra as possíveis arbitrariedades do Poder. Aliás, é esse mecanismo
que mais impõe limites ao Poder, às sua arbitrariedades e favoritismos,
razão mais do que suficiente para sua defesa incondicional. Este o seu
fundamento.
[…]
“Feitas as considerações iniciais, tem-se que, na espécie, tanto o
princípio da legalidade, como o princípio do devido processo legal,
NÃO foram observados pela decisão ora agravada. A não observância
ocorreu em razão do não seguimento do Agravo contra decisão
denegatória de Recurso Extraordinário sobre a argumentação de
ausência de peça obrigatória para a formação do instrumento”.
[…]
“Tal princípio enuncia que os atos processuais, que forem
praticados de forma diversa da estabelecida em lei, e mesmo assim
atingirem a finalidade a que ele se destina deve ser considerado válido.
Esse princípio está consagrado no art. 244 do Código de Processo Civil.
‘Art. 244. Quando a lei prescrever determinada
forma, sem cominação de nulidade, o juiz conservará
válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a
finalidade’.
Através do princípio acima aludido é que se torna possível dar
sentido prático a uma das mudanças mais importante do processo:
servir ao direito material. Vale dizer: o processo sempre –
ontologicamente dizendo – é fim e nunca meio.
No presente caso, o princípio da instrumentalidade das formas é
completamente aplicável, pois estamos diante de uma exigência a qual,
mesmo não cumprida, não acarretou prejuízo, bem como atingiu a sua
finalidade.”
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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contra as possíveis arbitrariedades do Poder. Aliás, é esse mecanismo
que mais impõe limites ao Poder, às sua arbitrariedades e favoritismos,
razão mais do que suficiente para sua defesa incondicional. Este o seu
fundamento.
[…]
“Feitas as considerações iniciais, tem-se que, na espécie, tanto o
princípio da legalidade, como o princípio do devido processo legal,
NÃO foram observados pela decisão ora agravada. A não observância
ocorreu em razão do não seguimento do Agravo contra decisão
denegatória de Recurso Extraordinário sobre a argumentação de
ausência de peça obrigatória para a formação do instrumento”.
[…]
“Tal princípio enuncia que os atos processuais, que forem
praticados de forma diversa da estabelecida em lei, e mesmo assim
atingirem a finalidade a que ele se destina deve ser considerado válido.
Esse princípio está consagrado no art. 244 do Código de Processo Civil.
‘Art. 244. Quando a lei prescrever determinada
forma, sem cominação de nulidade, o juiz conservará
válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a
finalidade’.
Através do princípio acima aludido é que se torna possível dar
sentido prático a uma das mudanças mais importante do processo:
servir ao direito material. Vale dizer: o processo sempre –
ontologicamente dizendo – é fim e nunca meio.
No presente caso, o princípio da instrumentalidade das formas é
completamente aplicável, pois estamos diante de uma exigência a qual,
mesmo não cumprida, não acarretou prejuízo, bem como atingiu a sua
finalidade.”
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROSA WEBER
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão ora agravada
negou seguimento ao agravo de decisão que não admitiu o
processamento do recurso extraordinário. Este foi interposto pela
Companhia Brasileira de Distribuição contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo que deu provimento à apelação interposta
pela ora Agravante.
O art. 544, § 1..., com a redação anterior à Lei 12.322/2010, do Código
de Processo Civil – Código de Processo Civil, estabelecia que:
“O agravo de instrumento será instruído com as peças
apresentadas pelas partes, devendo constar, obrigatoriamente,
sob pena de não conhecimento, cópia do acórdão recorrido, da
petição de interposição do recurso denegado, das contra-razões,
da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação e das
procurações outorgadas aos advogados do agravante e do
agravado”.
Verifico que a Agravante não instruiu o agravo com todas as peças
exigidas pelo citado artigo do Código de Processo Civil. A formação do Agravo de
Instrumento foi incompleta devido à falta do inteiro teor do acórdão
recorrido.
A decisão agravada baseou-se na jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de ser inadmissível agravo de instrumento
cuja formação não tenha sido realizada de acordo com a legislação
processual. Nesse caso aplica-se a Súmula 288-Supremo Tribunal Federal:
“Nega-se provimento a agravo para subida de recurso
extraordinário, quando faltar no traslado o despacho agravado,
a decisão recorrida, a petição de recurso extraordinário ou
qualquer peça essencial à compreensão da controvérsia”.
Supremo Tribunal Federal
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27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão ora agravada
negou seguimento ao agravo de decisão que não admitiu o
processamento do recurso extraordinário. Este foi interposto pela
Companhia Brasileira de Distribuição contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo que deu provimento à apelação interposta
pela ora Agravante.
O art. 544, § 1..., com a redação anterior à Lei 12.322/2010, do Código
de Processo Civil – Código de Processo Civil, estabelecia que:
“O agravo de instrumento será instruído com as peças
apresentadas pelas partes, devendo constar, obrigatoriamente,
sob pena de não conhecimento, cópia do acórdão recorrido, da
petição de interposição do recurso denegado, das contra-razões,
da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação e das
procurações outorgadas aos advogados do agravante e do
agravado”.
Verifico que a Agravante não instruiu o agravo com todas as peças
exigidas pelo citado artigo do Código de Processo Civil. A formação do Agravo de
Instrumento foi incompleta devido à falta do inteiro teor do acórdão
recorrido.
A decisão agravada baseou-se na jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal no sentido de ser inadmissível agravo de instrumento
cuja formação não tenha sido realizada de acordo com a legislação
processual. Nesse caso aplica-se a Súmula 288-Supremo Tribunal Federal:
“Nega-se provimento a agravo para subida de recurso
extraordinário, quando faltar no traslado o despacho agravado,
a decisão recorrida, a petição de recurso extraordinário ou
qualquer peça essencial à compreensão da controvérsia”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 741.558 AGR / SP
Nesse sentido: o AI 799.126-AgR, 1... Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJe
17.5.2011; o AI 593.613-ED-AgR, 2... Turma, rel. Min. Ellen Gracie, DJe
15.3.2011; e o AI 834.295-AgR, Plenário, rel. Min. Presidente, DJe
14.9.2011, cuja ementa transcrevo:
“RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade.
Peça obrigatória. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental
improvido . Aplicação da súmula 288. É ônus da parte
agravante promover a integral e oportuna formação do
instrumento, sendo vedada posterior complementação”.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 741.558 AGR / SP
Nesse sentido: o AI 799.126-AgR, 1... Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJe
17.5.2011; o AI 593.613-ED-AgR, 2... Turma, rel. Min. Ellen Gracie, DJe
15.3.2011; e o AI 834.295-AgR, Plenário, rel. Min. Presidente, DJe
14.9.2011, cuja ementa transcrevo:
“RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade.
Peça obrigatória. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental
improvido . Aplicação da súmula 288. É ônus da parte
agravante promover a integral e oportuna formação do
instrumento, sendo vedada posterior complementação”.
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S) : MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S) : EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1906294
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 741.558
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
ADV.(A/S) : MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : LUCIA WERNECK REGINA
ADV.(A/S) : EDUARDO PEREZ OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1906294
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 741 . 558",
"SÚMULA 288 - Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 288 - Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 741 . 558",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 288",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 741 . 558",
"Súmula Supremo",
"AI 741 . 558 AGR / SP",
"AI 741 . 558 AGR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 741 . 558",
"Súmula 288 - Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 741 . 558",
"Súmula 288 - Supremo Tribunal Federal",
"AI 741 . 558 AGR / SP",
"AI 799 . 126 - AgR",
"AI 593 . 613 - ED - AgR",
"AI 834 . 295 - AgR",
"AI 741 . 558 AGR",
"AI 799 . 126 - AgR",
"AI 593 . 613 - ED - AgR",
"AI",
"834",
".",
"295",
"-",
"AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 741 . 558"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 544 , § 1 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"artigo 544 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 544 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 244 do Código de Processo Civil .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 244 do Código de Processo Civil .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12 . 322 / 2010",
"Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12 . 322 / 2010",
"Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO",
"Companhia Brasileira de Distribuição",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO",
"Companhia Brasileira de Distribuição",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Companhia Brasileira de Distribuição",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Companhia Brasileira de Distribuição",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"2",
".",
".",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES",
"LUCIA WERNECK REGINA",
"EDUARDO PEREZ OLIVEIRA",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES",
"LUCIA WERNECK REGINA",
"EDUARDO PEREZ OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES",
"LUCIA WERNECK REGINA",
"EDUARDO PEREZ OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES",
"LUCIA WERNECK REGINA",
"EDUARDO PEREZ OLIVEIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"MAURÍCIO MARQUES DOMINGUES",
"LUCIA WERNECK REGINA",
"EDUARDO PEREZ OLIVEIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"5",
".",
"2011",
"15",
".",
"3",
".",
"2011",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"5",
".",
"2011",
"15",
".",
"3",
".",
"2011",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 27 de março de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 26/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 320 e 321, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 320 e 321, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
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Relatório
ARE 658.190 AGR / SP
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência
do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
Os agravantes, na minuta de folha 324 a 330, insistem no
processamento do extraordinário. Sustentam não ser necessário o
reexame do conjunto probatório dos autos, mas apenas a sua valoração.
Defendem a natureza constitucional do tema, articulando com a ofensa ao
parágrafo 8º do artigo 40 da Constituição Federal.
O Estado de São Paulo apresentou a contraminuta de folha 336 a 339,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1924834.
Supremo Tribunal Federal
ARE 658.190 AGR / SP
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência
do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
Os agravantes, na minuta de folha 324 a 330, insistem no
processamento do extraordinário. Sustentam não ser necessário o
reexame do conjunto probatório dos autos, mas apenas a sua valoração.
Defendem a natureza constitucional do tema, articulando com a ofensa ao
parágrafo 8º do artigo 40 da Constituição Federal.
O Estado de São Paulo apresentou a contraminuta de folha 336 a 339,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 15 a 79), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo, valendo-se do exame da lei local e dos fatos dela
decorrentes, anota que o Adicional Operacional de Localidade - AOL é
pago “em cifras que variam de acordo com a hipotética complexidade dos
serviços inerentes às unidades policiais civis, segundo classificação
estabelecida no artigo 2º da Lei Complementar Estadual nº 689/92, na
redação da Lei Complementar Estadual nº 830/97” (folha 225).
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria. Está-se diante de conflito
de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 15 a 79), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo, valendo-se do exame da lei local e dos fatos dela
decorrentes, anota que o Adicional Operacional de Localidade - AOL é
pago “em cifras que variam de acordo com a hipotética complexidade dos
serviços inerentes às unidades policiais civis, segundo classificação
estabelecida no artigo 2º da Lei Complementar Estadual nº 689/92, na
redação da Lei Complementar Estadual nº 830/97” (folha 225).
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria. Está-se diante de conflito
de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1941934
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-26T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur208251
|
- Termo(s) de resgate: Adicional Operacional de Localidade - AOL.
Número de páginas: 5.
Análise: 14/05/2012, MLM.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
658190
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-EST LCP-000689 ANO-1992\r\n LEI COMPLEMENTAR, SP\r\n\r\n\r\n",
"LEG-EST LCP-000830 ANO-1997\r\n LEI COMPLEMENTAR, SP"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 658190 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 27 de março de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 26/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 320 e 321, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
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27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 320 e 321, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 658.190 AGR / SP
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência
do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
Os agravantes, na minuta de folha 324 a 330, insistem no
processamento do extraordinário. Sustentam não ser necessário o
reexame do conjunto probatório dos autos, mas apenas a sua valoração.
Defendem a natureza constitucional do tema, articulando com a ofensa ao
parágrafo 8... do artigo 40 da Constituição Federal.
O Estado de São Paulo apresentou a contraminuta de folha 336 a 339,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 658.190 AGR / SP
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência
do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
Os agravantes, na minuta de folha 324 a 330, insistem no
processamento do extraordinário. Sustentam não ser necessário o
reexame do conjunto probatório dos autos, mas apenas a sua valoração.
Defendem a natureza constitucional do tema, articulando com a ofensa ao
parágrafo 8... do artigo 40 da Constituição Federal.
O Estado de São Paulo apresentou a contraminuta de folha 336 a 339,
apontando o acerto do ato atacado.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 15 a 79), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo, valendo-se do exame da lei local e dos fatos dela
decorrentes, anota que o Adicional Operacional de Localidade - AOL é
pago “em cifras que variam de acordo com a hipotética complexidade dos
serviços inerentes às unidades policiais civis, segundo classificação
estabelecida no artigo 2... da Lei Complementar Estadual n 689/92, na
redação da Lei Complementar Estadual n 830/97” (folha 225).
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria. Está-se diante de conflito
de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1924835.
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído (folha 15 a 79), foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo, valendo-se do exame da lei local e dos fatos dela
decorrentes, anota que o Adicional Operacional de Localidade - AOL é
pago “em cifras que variam de acordo com a hipotética complexidade dos
serviços inerentes às unidades policiais civis, segundo classificação
estabelecida no artigo 2... da Lei Complementar Estadual n 689/92, na
redação da Lei Complementar Estadual n 830/97” (folha 225).
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão de origem fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência da matéria. Está-se diante de conflito
de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1924835.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1906261
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.190
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ANTONIO GOMES DA COSTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSE PEREIRA FILHO
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1906261
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 658 . 190 AGR / SP",
"ARE 658 . 190"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"parágrafo 8 . . . do artigo 40 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"parágrafo 8 . . . do",
"artigo 40 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar Estadual n 689 / 92",
"Lei Complementar Estadual n 830 / 97",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 2 . . . da",
"Lei Complementar Estadual n 689 / 92",
"Lei Complementar Estadual n 830 / 97",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Estado",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ANTONIO GOMES DA COSTA",
"JOSE PEREIRA FILHO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANTONIO GOMES DA COSTA",
"JOSE PEREIRA FILHO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANTONIO GOMES DA COSTA",
"JOSE PEREIRA FILHO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANTONIO GOMES DA COSTA",
"JOSE PEREIRA FILHO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ANTONIO GOMES DA COSTA",
"JOSE PEREIRA FILHO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE
TRABALHO MÉDICO
ADV.(A/S)
:RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S)
:RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S)
:GILSON TEIXEIRA CAMPOS
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista.
Cooperativa médica. Limitação de exames e consultas. Matéria
infraconstitucional. Interpretação de cláusulas contratuais e reexame de
matéria fático-probatória. Enunciados 279 e 454 da Súmula do STF.
Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 11/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE
TRABALHO MÉDICO
ADV.(A/S)
:RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S)
:RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S)
:GILSON TEIXEIRA CAMPOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria
versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Ainda,
entendeu que para concluir de forma diversa, seria necessário o reexame
do conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas
constantes do contrato, óbice preconizado pelos enunciados 279 e 454 da
Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria
constitucional em debate.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE
TRABALHO MÉDICO
ADV.(A/S)
:RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S)
:RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S)
:GILSON TEIXEIRA CAMPOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria
versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Ainda,
entendeu que para concluir de forma diversa, seria necessário o reexame
do conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas
constantes do contrato, óbice preconizado pelos enunciados 279 e 454 da
Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria
constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Conforme já consignado na decisão impugnada, para rever o
posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e concluir, como quer a
agravante, cumpriria examinar dispositivos inseridos na legislação
infraconstitucional, análise das cláusulas constantes do contrato, bem
como reexame dos elementos probatórios dos autos. Incidem, portanto,
na espécie os enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal
Federal.
Nesse sentido, além dos julgamentos mencionados na decisão
agravada, cito os seguintes julgamentos: AI-AgR 719.594, 2ª Turma, rel.
Min. Eros Grau, DJe 14.5.2010; e RE-AgR 611.115, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 15.6.2011, cuja ementa dispõe:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE CLÁUSULAS
DO ESTATUTO SOCIAL DA COOPERATIVA. OFENSA
INDIRETA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 454 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Incumbe ao agravante o dever de impugnar,
de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão
atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência
da Súmula 283 do STF. II – Como tem entendido o Tribunal, por
meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se
a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no
acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Conforme já consignado na decisão impugnada, para rever o
posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e concluir, como quer a
agravante, cumpriria examinar dispositivos inseridos na legislação
infraconstitucional, análise das cláusulas constantes do contrato, bem
como reexame dos elementos probatórios dos autos. Incidem, portanto,
na espécie os enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal
Federal.
Nesse sentido, além dos julgamentos mencionados na decisão
agravada, cito os seguintes julgamentos: AI-AgR 719.594, 2ª Turma, rel.
Min. Eros Grau, DJe 14.5.2010; e RE-AgR 611.115, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 15.6.2011, cuja ementa dispõe:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE CLÁUSULAS
DO ESTATUTO SOCIAL DA COOPERATIVA. OFENSA
INDIRETA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 454 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Incumbe ao agravante o dever de impugnar,
de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão
atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência
da Súmula 283 do STF. II – Como tem entendido o Tribunal, por
meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se
a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no
acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 805.455 AGR / MT
texto constitucional, apenas deduzida em embargos de
declaração, não supre o prequestionamento. III – É inadmissível
o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais e de cláusulas
contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. IV – Agravo
regimental improvido.
Além disso, destaco que nos termos da jurisprudência desta Corte,
incumbe à recorrente, o dever de impugnar de forma específica, cada um
dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso (Enunciado 283 da Súmula do STF).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 805.455 AGR / MT
texto constitucional, apenas deduzida em embargos de
declaração, não supre o prequestionamento. III – É inadmissível
o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais e de cláusulas
contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. IV – Agravo
regimental improvido.
Além disso, destaco que nos termos da jurisprudência desta Corte,
incumbe à recorrente, o dever de impugnar de forma específica, cada um
dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso (Enunciado 283 da Súmula do STF).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE TRABALHO
MÉDICO
ADV.(A/S) : RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S) : RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S) : GILSON TEIXEIRA CAMPOS
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE TRABALHO
MÉDICO
ADV.(A/S) : RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S) : RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S) : GILSON TEIXEIRA CAMPOS
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1889372
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1899547
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-11T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista. Cooperativa médica. Limitação de exames e consultas. Matéria infraconstitucional. Interpretação de cláusulas contratuais e reexame de matéria fático-probatória. Enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur207207
|
- Acórdãos citados: AI 719594 AgR, RE 611115 AgR.
Número de páginas: 5.
Análise: 25/04/2012, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
805455
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 805455 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
ADV.(A/S) : RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S) : RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S) : GILSON TEIXEIRA CAMPOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE
TRABALHO MÉDICO
ADV.(A/S)
:RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S)
:RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S)
:GILSON TEIXEIRA CAMPOS
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Trabalhista.
Cooperativa médica. Limitação de exames e consultas. Matéria
infraconstitucional. Interpretação de cláusulas contratuais e reexame de
matéria fático-probatória. Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 11/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE
TRABALHO MÉDICO
ADV.(A/S)
:RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S)
:RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S)
:GILSON TEIXEIRA CAMPOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria
versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Ainda,
entendeu que para concluir de forma diversa, seria necessário o reexame
do conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas
constantes do contrato, óbice preconizado pelos enunciados 279 e 454 da
Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria
constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455 MATO GROSSO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE
TRABALHO MÉDICO
ADV.(A/S)
:RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S)
:RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S)
:GILSON TEIXEIRA CAMPOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria
versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Ainda,
entendeu que para concluir de forma diversa, seria necessário o reexame
do conjunto fático-probatório constante dos autos e das cláusulas
constantes do contrato, óbice preconizado pelos enunciados 279 e 454 da
Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria
constitucional em debate.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Conforme já consignado na decisão impugnada, para rever o
posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e concluir, como quer a
agravante, cumpriria examinar dispositivos inseridos na legislação
infraconstitucional, análise das cláusulas constantes do contrato, bem
como reexame dos elementos probatórios dos autos. Incidem, portanto,
na espécie os enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal
Federal.
Nesse sentido, além dos julgamentos mencionados na decisão
agravada, cito os seguintes julgamentos: AI-AgR 719.594, 2... Turma, rel.
Min. Eros Grau, DJe 14.5.2010; e Recurso Extraordinário-AgR 611.115, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe 15.6.2011, cuja ementa dispõe:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE CLÁUSULAS
DO ESTATUTO SOCIAL DA COOPERATIVA. OFENSA
INDIRETA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Incumbe ao agravante o dever de impugnar,
de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão
atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência
da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. II – Como tem entendido o Tribunal, por
meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se
a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no
acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455 MATO GROSSO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Conforme já consignado na decisão impugnada, para rever o
posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e concluir, como quer a
agravante, cumpriria examinar dispositivos inseridos na legislação
infraconstitucional, análise das cláusulas constantes do contrato, bem
como reexame dos elementos probatórios dos autos. Incidem, portanto,
na espécie os enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal
Federal.
Nesse sentido, além dos julgamentos mencionados na decisão
agravada, cito os seguintes julgamentos: AI-AgR 719.594, 2... Turma, rel.
Min. Eros Grau, DJe 14.5.2010; e Recurso Extraordinário-AgR 611.115, rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe 15.6.2011, cuja ementa dispõe:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE CLÁUSULAS
DO ESTATUTO SOCIAL DA COOPERATIVA. OFENSA
INDIRETA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Incumbe ao agravante o dever de impugnar,
de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão
atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência
da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. II – Como tem entendido o Tribunal, por
meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se
a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no
acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 805.455 AGR / MT
texto constitucional, apenas deduzida em embargos de
declaração, não supre o prequestionamento. III – É inadmissível
o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais e de cláusulas
contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo
regimental improvido.
Além disso, destaco que nos termos da jurisprudência desta Corte,
incumbe à recorrente, o dever de impugnar de forma específica, cada um
dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso (Enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 805.455 AGR / MT
texto constitucional, apenas deduzida em embargos de
declaração, não supre o prequestionamento. III – É inadmissível
o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de normas infraconstitucionais e de cláusulas
contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo
regimental improvido.
Além disso, destaco que nos termos da jurisprudência desta Corte,
incumbe à recorrente, o dever de impugnar de forma específica, cada um
dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso (Enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE TRABALHO
MÉDICO
ADV.(A/S) : RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S) : RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S) : GILSON TEIXEIRA CAMPOS
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 805.455
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIMED VALE DO SEPOTUBA - COOPERATIVA DE TRABALHO
MÉDICO
ADV.(A/S) : RODRIGO CALETTI DEON
AGDO.(A/S) : RENATO FARIA DA GAMA
ADV.(A/S) : GILSON TEIXEIRA CAMPOS
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 805 . 455",
"Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 805",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 805 . 455",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 805 . 455",
"enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR 719 . 594",
"Recurso Extraordinário - AgR 611 . 115",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR 719 . 594",
"Recurso Extraordinário - AgR 611 . 115",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 do Supremo",
"AI 805 . 455 AGR / MT",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI 805 . 455 AGR",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 805 . 455",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 805 . 455"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO",
"Brasília",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIMED",
"VALE DO SEPOTUBA",
"COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIMED VALE DO SEPOTUBA",
"COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIMED VALE DO SEPOTUBA",
"COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
". . Turma",
"1",
".",
". . Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIMED VALE DO SEPOTUBA",
"COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIMED",
"VALE DO SEPOTUBA",
"COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"RODRIGO CALETTI DEON",
"RENATO FARIA DA GAMA",
"GILSON TEIXEIRA CAMPOS",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"RODRIGO CALETTI DEON",
"RENATO FARIA DA GAMA",
"GILSON TEIXEIRA CAMPOS",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"RODRIGO CALETTI DEON",
"RENATO FARIA DA GAMA",
"GILSON TEIXEIRA CAMPOS",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"RODRIGO CALETTI DEON",
"RENATO FARIA DA GAMA",
"GILSON TEIXEIRA CAMPOS",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"RODRIGO CALETTI DEON",
"RENATO FARIA DA GAMA",
"GILSON TEIXEIRA CAMPOS",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
".",
"5",
".",
"2010",
"15",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"14",
".",
"5",
".",
"2010",
"15",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S)
:GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S)
:PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS
GERAIS - PUC
ADV.(A/S)
:ANDREZA LAGE RAIMUNDO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 27 de março de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 26/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S)
:GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S)
:PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS
GERAIS - PUC
ADV.(A/S)
:ANDREZA LAGE RAIMUNDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 173, proferi a
seguinte decisão:
REPERCUSSÃO GERAL INADMITIDA –
INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE
PRODUÇÃO DE PROVAS REQUERIDAS
JUDICIALMENTE – PRINCÍPIO DA
AMPLA
DEFESA
E
DO
CONTRADITÓRIO
–
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário com Agravo nº
639.228/RJ, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentando
a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter
repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos
princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz
indefere pedido de produção de provas.
2. Ante o quadro, nego provimento ao agravo.
3. Publiquem.
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S)
:GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S)
:PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS
GERAIS - PUC
ADV.(A/S)
:ANDREZA LAGE RAIMUNDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 173, proferi a
seguinte decisão:
REPERCUSSÃO GERAL INADMITIDA –
INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE
PRODUÇÃO DE PROVAS REQUERIDAS
JUDICIALMENTE – PRINCÍPIO DA
AMPLA
DEFESA
E
DO
CONTRADITÓRIO
–
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário com Agravo nº
639.228/RJ, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentando
a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter
repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos
princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz
indefere pedido de produção de provas.
2. Ante o quadro, nego provimento ao agravo.
3. Publiquem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
AI 848.305 AGR / MG
A agravante, na peça de folha 185 a 191, salienta a impertinência da
evocação do Recurso Extraordinário com Agravo nº 639.228/RJ ao caso em
concreto. Afirma que, na hipótese dos autos, o único meio de defesa da
agravante era a prova oral, que foi indeferida de plano pelo juiz, com
julgamento antecipado da lide, ocorrendo clara violação ao artigo 5º,
inciso LV, da Constituição Federal.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 195).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 848.305 AGR / MG
A agravante, na peça de folha 185 a 191, salienta a impertinência da
evocação do Recurso Extraordinário com Agravo nº 639.228/RJ ao caso em
concreto. Afirma que, na hipótese dos autos, o único meio de defesa da
agravante era a prova oral, que foi indeferida de plano pelo juiz, com
julgamento antecipado da lide, ocorrendo clara violação ao artigo 5º,
inciso LV, da Constituição Federal.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 195).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente
credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
A articulação da agravante não merece prosperar. O Tribunal, no
Recurso Extraordinário com Agravo nº 639.228/RJ, da relatoria do
Ministro Gilmar Mendes, concluiu não ter repercussão geral o tema
referente à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do
contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas.
Sendo este o assunto discutido no extraordinário, não posso deixar de
aplicar a norma do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, que é
clara ao dispor:
Negada a existência da repercussão geral, a decisão valerá
para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão
indeferidos liminarmente, salvo revisão da tese, tudo nos
termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente
credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
A articulação da agravante não merece prosperar. O Tribunal, no
Recurso Extraordinário com Agravo nº 639.228/RJ, da relatoria do
Ministro Gilmar Mendes, concluiu não ter repercussão geral o tema
referente à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do
contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas.
Sendo este o assunto discutido no extraordinário, não posso deixar de
aplicar a norma do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, que é
clara ao dispor:
Negada a existência da repercussão geral, a decisão valerá
para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão
indeferidos liminarmente, salvo revisão da tese, tudo nos
termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S) : GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S) : PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS -
PUC
ADV.(A/S) : ANDREZA LAGE RAIMUNDO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S) : GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S) : PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS -
PUC
ADV.(A/S) : ANDREZA LAGE RAIMUNDO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1941262
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-26T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur208291
|
- Acórdão citado: ARE 639228 RG.
Número de páginas: 5.
Análise: 14/05/2012, MLM.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
848305
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00005 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 848305 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S) : GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S) : PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS - PUC
ADV.(A/S) : ANDREZA LAGE RAIMUNDO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S)
:GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S)
:PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS
GERAIS - PUC
ADV.(A/S)
:ANDREZA LAGE RAIMUNDO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 27 de março de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 26/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S)
:GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S)
:PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS
GERAIS - PUC
ADV.(A/S)
:ANDREZA LAGE RAIMUNDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 173, proferi a
seguinte decisão:
REPERCUSSÃO GERAL INADMITIDA –
INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE
PRODUÇÃO DE PROVAS REQUERIDAS
JUDICIALMENTE – PRINCÍPIO DA
AMPLA
DEFESA
E
DO
CONTRADITÓRIO
–
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário com Agravo n
639.228/RJ, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentando
a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter
repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos
princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz
indefere pedido de produção de provas.
2. Ante o quadro, nego provimento ao agravo.
3. Publiquem.
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S)
:GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S)
:PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS
GERAIS - PUC
ADV.(A/S)
:ANDREZA LAGE RAIMUNDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 173, proferi a
seguinte decisão:
REPERCUSSÃO GERAL INADMITIDA –
INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE
PRODUÇÃO DE PROVAS REQUERIDAS
JUDICIALMENTE – PRINCÍPIO DA
AMPLA
DEFESA
E
DO
CONTRADITÓRIO
–
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL – AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário com Agravo n
639.228/RJ, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentando
a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter
repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos
princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz
indefere pedido de produção de provas.
2. Ante o quadro, nego provimento ao agravo.
3. Publiquem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
AI 848.305 AGR / MG
A agravante, na peça de folha 185 a 191, salienta a impertinência da
evocação do Recurso Extraordinário com Agravo n 639.228/RJ ao caso em
concreto. Afirma que, na hipótese dos autos, o único meio de defesa da
agravante era a prova oral, que foi indeferida de plano pelo juiz, com
julgamento antecipado da lide, ocorrendo clara violação ao artigo 5...,
inciso LV, da Constituição Federal.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 195).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 848.305 AGR / MG
A agravante, na peça de folha 185 a 191, salienta a impertinência da
evocação do Recurso Extraordinário com Agravo n 639.228/RJ ao caso em
concreto. Afirma que, na hipótese dos autos, o único meio de defesa da
agravante era a prova oral, que foi indeferida de plano pelo juiz, com
julgamento antecipado da lide, ocorrendo clara violação ao artigo 5...,
inciso LV, da Constituição Federal.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta
(certidão de folha 195).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente
credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
A articulação da agravante não merece prosperar. O Tribunal, no
Recurso Extraordinário com Agravo n 639.228/RJ, da relatoria do
Ministro Gilmar Mendes, concluiu não ter repercussão geral o tema
referente à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do
contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas.
Sendo este o assunto discutido no extraordinário, não posso deixar de
aplicar a norma do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, que é
clara ao dispor:
Negada a existência da repercussão geral, a decisão valerá
para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão
indeferidos liminarmente, salvo revisão da tese, tudo nos
termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente
credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
A articulação da agravante não merece prosperar. O Tribunal, no
Recurso Extraordinário com Agravo n 639.228/RJ, da relatoria do
Ministro Gilmar Mendes, concluiu não ter repercussão geral o tema
referente à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do
contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas.
Sendo este o assunto discutido no extraordinário, não posso deixar de
aplicar a norma do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, que é
clara ao dispor:
Negada a existência da repercussão geral, a decisão valerá
para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão
indeferidos liminarmente, salvo revisão da tese, tudo nos
termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S) : GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S) : PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS -
PUC
ADV.(A/S) : ANDREZA LAGE RAIMUNDO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.305
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA
ADV.(A/S) : GERMANA BARROS DE SOUSA
AGDO.(A/S) : PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS -
PUC
ADV.(A/S) : ANDREZA LAGE RAIMUNDO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1906355
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 848 . 305",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 639 . 228 / RJ",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 639 . 228 / RJ",
"AI 848 . 305 AGR",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 639 . 228 / RJ",
"AI 848 . 305 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 639 . 228 / RJ",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 639 . 228 / RJ",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 848 . 305",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 639 . 228 / RJ",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 848 . 305",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 848 . 305"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"PONTIFÍCIA",
"UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS",
"PUC",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PONTIFÍCIA",
"UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS",
"PUC",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PONTIFÍCIA",
"UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS",
"PUC",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"MG",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PONTIFÍCIA",
"UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS",
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"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS",
"PUC",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA",
"GERMANA BARROS DE SOUSA",
"ANDREZA LAGE RAIMUNDO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA",
"GERMANA BARROS DE SOUSA",
"ANDREZA LAGE RAIMUNDO",
"MARCO AURÉLIO",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"GERMANA BARROS DE SOUSA",
"ANDREZA LAGE RAIMUNDO",
"MARCO AURÉLIO",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA",
"GERMANA BARROS DE SOUSA",
"ANDREZA LAGE RAIMUNDO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"GIORDANA APARECIDA DE SOUZA MOREIRA",
"GERMANA BARROS DE SOUSA",
"ANDREZA LAGE RAIMUNDO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR. REGIME ESPECIAL DE
TRABALHO. CONVOCAÇÃO. REVOGAÇÃO EX OFFICIO. LEI
ESTADUAL N. 6.672/74. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO
LOCAL. SÚMULA 280/STF.
1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula
280 do STF). Precedentes: AI n. 666.992-AgR, 1ª Turma, Rel. Cármen
Lúcia, DJe 13.3.2009, e RE n. 597.320-AgR, Rel. Ayres Britto, DJe
3.11.2010.
2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como
os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa
do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa
indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a
abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010, e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010.
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
APELAÇÃO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. MAGISTÉRIO
ESTADUAL. REGIME ESPECIAL DE TRABALHO.
CONVOCAÇÃO. REVOGAÇÃO EX OFFICIO. POSSIBILIDADE.
ATO
DISCRICIONÁRIO.
PRECEDENTE.
NEGARAM
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DJe 19/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 654.598 AGR / RS
PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
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ARE 654.598 AGR / RS
PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto por CÉLIA INÊS BLATT contra a decisão que
prolatei às fls. 149-154, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR.
REGIME ESPECIAL DE TRABALHO. CONVOCAÇÃO.
REVOGAÇÃO EX OFFICIO. LEI ESTADUAL N. 6.672/74.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. ALEGAÇÃO
DE AFRONTA AOS ARTS. 5º, XXXV, LIV E LV, 37, CAPUT,
BEM COMO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE
DIREITO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões
judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a
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27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto por CÉLIA INÊS BLATT contra a decisão que
prolatei às fls. 149-154, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR.
REGIME ESPECIAL DE TRABALHO. CONVOCAÇÃO.
REVOGAÇÃO EX OFFICIO. LEI ESTADUAL N. 6.672/74.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. ALEGAÇÃO
DE AFRONTA AOS ARTS. 5º, XXXV, LIV E LV, 37, CAPUT,
BEM COMO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE
DIREITO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões
judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 654.598 AGR / RS
verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa
à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura
da instância extraordinária. Precedentes.
3. O direito, ou não, do professor à manutenção da
convocação no regime especial de 40h semanais, concedido
com fundamento em norma local (Lei estadual 6.672/74) não
desafia o apelo extremo, nos termos do enunciado da Súmula
280 do STF, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Precedentes: AI 666.992-AgR, 1ª Turma, Rel.
Cármen Lúcia, DJe 13.3.2009 e RE 597.320-AgR, Rel. Ayres
Britto, DJe 3.11.2010).
4. Agravo a que se nega seguimento.
5.
“APELAÇÃO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO.
MAGISTÉRIO ESTADUAL. REGIME ESPECIAL DE
TRABALHO. CONVOCAÇÃO. REVOGAÇÃO EX OFFICIO.
POSSIBILIDADE. ATO DISCRICIONÁRIO. PRECEDENTES
NEGARAM PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso
de fls. 158-163 alegando em síntese que:
“(...) Portanto, constata-se a possibilidade de se examinar a
alegação de ofensa ao princípio da legalidade, ainda que a
discussão de fundo tenha se originado em apreciação de direito
local, uma vez que a controvérsia, no presente caso (tal como no
paradigma acima mencionado, transcende a simples análise de
respeito à legislação infraconstitucional, para representar
efetiva e direta apreciação da inadequação do decisum a um dos
princípios regentes dos atos da Administração Pública – Qual
seja, a legalidade insculpida no art. 37, caput, da Constituição”
(fl. 163).
É o relatório.
2
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verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa
à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura
da instância extraordinária. Precedentes.
3. O direito, ou não, do professor à manutenção da
convocação no regime especial de 40h semanais, concedido
com fundamento em norma local (Lei estadual 6.672/74) não
desafia o apelo extremo, nos termos do enunciado da Súmula
280 do STF, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Precedentes: AI 666.992-AgR, 1ª Turma, Rel.
Cármen Lúcia, DJe 13.3.2009 e RE 597.320-AgR, Rel. Ayres
Britto, DJe 3.11.2010).
4. Agravo a que se nega seguimento.
5.
“APELAÇÃO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO.
MAGISTÉRIO ESTADUAL. REGIME ESPECIAL DE
TRABALHO. CONVOCAÇÃO. REVOGAÇÃO EX OFFICIO.
POSSIBILIDADE. ATO DISCRICIONÁRIO. PRECEDENTES
NEGARAM PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso
de fls. 158-163 alegando em síntese que:
“(...) Portanto, constata-se a possibilidade de se examinar a
alegação de ofensa ao princípio da legalidade, ainda que a
discussão de fundo tenha se originado em apreciação de direito
local, uma vez que a controvérsia, no presente caso (tal como no
paradigma acima mencionado, transcende a simples análise de
respeito à legislação infraconstitucional, para representar
efetiva e direta apreciação da inadequação do decisum a um dos
princípios regentes dos atos da Administração Pública – Qual
seja, a legalidade insculpida no art. 37, caput, da Constituição”
(fl. 163).
É o relatório.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
A agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de
desconstituir os fundamentos expendidos na decisão agravada.
Consoante apontado na aludida decisão, a
quaestio iuris,
possibilidade de revogação pelo poder público de regime especial de
trabalho de 40h de professor da rede estadual de ensino, foi solucionada
pelo Tribunal de origem à luz de norma local aplicada à espécie (Lei
estadual 6.672/74). Destarte, revela-se incabível a via recursal
extraordinária para rediscussão da matéria.
Deveras, a este Pretório Excelso somente incumbe a guarda da
Constituição Federal, não lhe cabendo o incursionamento em questões
relativas a leis locais, porquanto a análise de referidas premissas por esta
Corte Suprema esbarra no óbice do enunciado sumular nº 280/STF, litteris:
"Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário."
Sobreleva enfatizar, por oportuno, as lições do ilustre professor
Roberto Rosas ao comentar a Súmula 280 deste Tribunal:
“A interpretação do direito local ou então a violação de
direito local para possibilitar o recurso extraordinário é
impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do
STF são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei
federal, mantendo a sua supremacia.
A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
A agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de
desconstituir os fundamentos expendidos na decisão agravada.
Consoante apontado na aludida decisão, a
quaestio iuris,
possibilidade de revogação pelo poder público de regime especial de
trabalho de 40h de professor da rede estadual de ensino, foi solucionada
pelo Tribunal de origem à luz de norma local aplicada à espécie (Lei
estadual 6.672/74). Destarte, revela-se incabível a via recursal
extraordinária para rediscussão da matéria.
Deveras, a este Pretório Excelso somente incumbe a guarda da
Constituição Federal, não lhe cabendo o incursionamento em questões
relativas a leis locais, porquanto a análise de referidas premissas por esta
Corte Suprema esbarra no óbice do enunciado sumular nº 280/STF, litteris:
"Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário."
Sobreleva enfatizar, por oportuno, as lições do ilustre professor
Roberto Rosas ao comentar a Súmula 280 deste Tribunal:
“A interpretação do direito local ou então a violação de
direito local para possibilitar o recurso extraordinário é
impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do
STF são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei
federal, mantendo a sua supremacia.
A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 654.598 AGR / RS
Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no
tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto
o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (RE 51.680,
Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963).
Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto
concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária
são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a
admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos
onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa
pelo tribunal a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos:
juízes impedidos, convocação de juízes etc. (RE 66.149, RTJ
49/356). Não será matéria de direito local se essa mesma
sistemática é contrária à lei federal, verbi gratia, o Código de
Processo Civil. Na mesma linha de raciocínio estão os
regimentos internos dos tribunais.
'Não cabe recurso extraordinário por violação de lei
federal, quando a ofensa alegada for a regimento interno de
tribunal' (Súmula 399; RE 57.747, Rel. Min. Cândido Motta, RTJ
43/87; RTJ 54/197, 444 e 610; RE 85.909, Rel. Min. Cordeiro
Guerra, RTJ 83/584; RE 81.855, Rel. Min. Soares Muñoz, RTJ
89/529).” (ROSAS, Roberto, in, Direito Sumular, Malheiros).
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AUSÊNCIA
DE
DEMONSTRAÇÃO
DO
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
MAGISTÉRIO
PÚBLICO
ESTADUAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
(omissis)
2. Professor. Mudança de nível na carreira:
impossibilidade da análise da Lei estadual n. 6.672/74. Ofensa
constitucional indireta. Incidência da Súmula 280 do Supremo
Tribunal.” (AI 666.992-AgR, 1ª Turma, Rel. Cármen Lúcia, DJe
13.3.2009) (grifo nosso).
2
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ARE 654.598 AGR / RS
Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no
tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto
o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (RE 51.680,
Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963).
Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto
concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária
são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a
admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos
onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa
pelo tribunal a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos:
juízes impedidos, convocação de juízes etc. (RE 66.149, RTJ
49/356). Não será matéria de direito local se essa mesma
sistemática é contrária à lei federal, verbi gratia, o Código de
Processo Civil. Na mesma linha de raciocínio estão os
regimentos internos dos tribunais.
'Não cabe recurso extraordinário por violação de lei
federal, quando a ofensa alegada for a regimento interno de
tribunal' (Súmula 399; RE 57.747, Rel. Min. Cândido Motta, RTJ
43/87; RTJ 54/197, 444 e 610; RE 85.909, Rel. Min. Cordeiro
Guerra, RTJ 83/584; RE 81.855, Rel. Min. Soares Muñoz, RTJ
89/529).” (ROSAS, Roberto, in, Direito Sumular, Malheiros).
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AUSÊNCIA
DE
DEMONSTRAÇÃO
DO
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
MAGISTÉRIO
PÚBLICO
ESTADUAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
(omissis)
2. Professor. Mudança de nível na carreira:
impossibilidade da análise da Lei estadual n. 6.672/74. Ofensa
constitucional indireta. Incidência da Súmula 280 do Supremo
Tribunal.” (AI 666.992-AgR, 1ª Turma, Rel. Cármen Lúcia, DJe
13.3.2009) (grifo nosso).
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 654.598 AGR / RS
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
PROGRESSÃO NA CARREIRA DO MAGISTÉRIO ESTADUAL.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO
ESTADUAL. 1. Entendimento diverso do adotado pela
Instância Judicante de origem demandaria a análise da
legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada
neste momento processual, nos termos da Súmula 280 do STF.
2. Agravo regimental desprovido.” (RE 597.320-AgR, Rel. Ayres
Britto, DJe 3.11.2010).
Demais disso, esta Suprema Corte firmou jurisprudência nos termos
da qual a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das
decisões judiciais, bem como aos limites da coisa julgada, quando
dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revela
ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não
desafia a instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 22/10/2010.
Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo
regimental.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 654.598 AGR / RS
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
PROGRESSÃO NA CARREIRA DO MAGISTÉRIO ESTADUAL.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO
ESTADUAL. 1. Entendimento diverso do adotado pela
Instância Judicante de origem demandaria a análise da
legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada
neste momento processual, nos termos da Súmula 280 do STF.
2. Agravo regimental desprovido.” (RE 597.320-AgR, Rel. Ayres
Britto, DJe 3.11.2010).
Demais disso, esta Suprema Corte firmou jurisprudência nos termos
da qual a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das
decisões judiciais, bem como aos limites da coisa julgada, quando
dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revela
ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não
desafia a instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 22/10/2010.
Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo
regimental.
É como voto.
3
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1906258
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1925625
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-19T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 27.3.2012.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR. REGIME ESPECIAL DE TRABALHO. CONVOCAÇÃO. REVOGAÇÃO EX OFFICIO. LEI ESTADUAL N. 6.672/74. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/STF.
1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). Precedentes: AI n. 666.992-AgR, 1ª Turma, Rel. Cármen Lúcia, DJe 13.3.2009, e RE n. 597.320-AgR, Rel. Ayres Britto, DJe 3.11.2010.
2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010, e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010.
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
APELAÇÃO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. MAGISTÉRIO ESTADUAL. REGIME ESPECIAL DE TRABALHO. CONVOCAÇÃO. REVOGAÇÃO EX OFFICIO. POSSIBILIDADE. ATO DISCRICIONÁRIO. PRECEDENTE. NEGARAM PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
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sjur207594
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- Acórdãos citados: AI 666992 AgR, RE 597320 AgR, AI 756336 AgR, AI 804854 AgR.
Número de páginas: 8.
Análise: 02/05/2012, MLM.
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LUIZ FUX
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Primeira Turma
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654598
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[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-EST LEI-006672 ANO-1974\r\n LEI ORDINÁRIA, RS"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
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ARE 654598 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR. REGIME ESPECIAL DE
TRABALHO. CONVOCAÇÃO. REVOGAÇÃO EX OFFICIO. LEI
ESTADUAL N. 6.672/74. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO
LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal.
1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula
280 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes: AI n. 666.992-AgR, 1... Turma, Rel. Cármen
Lúcia, DJe 13.3.2009, e Recurso Extraordinário n. 597.320-AgR, Rel. Ayres Britto, DJe
3.11.2010.
2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como
os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa
do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa
indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a
abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1...
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010, e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010.
3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
APELAÇÃO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. MAGISTÉRIO
ESTADUAL. REGIME ESPECIAL DE TRABALHO.
CONVOCAÇÃO. REVOGAÇÃO EX OFFICIO. POSSIBILIDADE.
ATO
DISCRICIONÁRIO.
PRECEDENTE.
NEGARAM
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 19/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 654.598 AGR / RS
PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 654.598 AGR / RS
PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto por CÉLIA INÊS BLATT contra a decisão que
prolatei às fls. 149-154, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR.
REGIME ESPECIAL DE TRABALHO. CONVOCAÇÃO.
REVOGAÇÃO EX OFFICIO. LEI ESTADUAL N. 6.672/74.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. ALEGAÇÃO
DE AFRONTA AOS ARTS. 5..., XXXV, LIV E LV, 37, CAPUT,
BEM COMO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE
DIREITO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões
judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a
Supremo Tribunal Federal
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27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S)
:ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto por CÉLIA INÊS BLATT contra a decisão que
prolatei às fls. 149-154, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR.
REGIME ESPECIAL DE TRABALHO. CONVOCAÇÃO.
REVOGAÇÃO EX OFFICIO. LEI ESTADUAL N. 6.672/74.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. ALEGAÇÃO
DE AFRONTA AOS ARTS. 5..., XXXV, LIV E LV, 37, CAPUT,
BEM COMO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE
DIREITO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões
judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 654.598 AGR / RS
verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa
à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura
da instância extraordinária. Precedentes.
3. O direito, ou não, do professor à manutenção da
convocação no regime especial de 40h semanais, concedido
com fundamento em norma local (Lei estadual 6.672/74) não
desafia o apelo extremo, nos termos do enunciado da Súmula
280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Precedentes: AI 666.992-AgR, 1... Turma, Rel.
Cármen Lúcia, DJe 13.3.2009 e Recurso Extraordinário 597.320-AgR, Rel. Ayres
Britto, DJe 3.11.2010).
4. Agravo a que se nega seguimento.
5.
“APELAÇÃO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO.
MAGISTÉRIO ESTADUAL. REGIME ESPECIAL DE
TRABALHO. CONVOCAÇÃO. REVOGAÇÃO EX OFFICIO.
POSSIBILIDADE. ATO DISCRICIONÁRIO. PRECEDENTES
NEGARAM PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso
de fls. 158-163 alegando em síntese que:
“(...) Portanto, constata-se a possibilidade de se examinar a
alegação de ofensa ao princípio da legalidade, ainda que a
discussão de fundo tenha se originado em apreciação de direito
local, uma vez que a controvérsia, no presente caso (tal como no
paradigma acima mencionado, transcende a simples análise de
respeito à legislação infraconstitucional, para representar
efetiva e direta apreciação da inadequação do decisum a um dos
princípios regentes dos atos da Administração Pública – Qual
seja, a legalidade insculpida no art. 37, caput, da Constituição”
(fl. 163).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 654.598 AGR / RS
verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa
à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura
da instância extraordinária. Precedentes.
3. O direito, ou não, do professor à manutenção da
convocação no regime especial de 40h semanais, concedido
com fundamento em norma local (Lei estadual 6.672/74) não
desafia o apelo extremo, nos termos do enunciado da Súmula
280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Precedentes: AI 666.992-AgR, 1... Turma, Rel.
Cármen Lúcia, DJe 13.3.2009 e Recurso Extraordinário 597.320-AgR, Rel. Ayres
Britto, DJe 3.11.2010).
4. Agravo a que se nega seguimento.
5.
“APELAÇÃO CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO.
MAGISTÉRIO ESTADUAL. REGIME ESPECIAL DE
TRABALHO. CONVOCAÇÃO. REVOGAÇÃO EX OFFICIO.
POSSIBILIDADE. ATO DISCRICIONÁRIO. PRECEDENTES
NEGARAM PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso
de fls. 158-163 alegando em síntese que:
“(...) Portanto, constata-se a possibilidade de se examinar a
alegação de ofensa ao princípio da legalidade, ainda que a
discussão de fundo tenha se originado em apreciação de direito
local, uma vez que a controvérsia, no presente caso (tal como no
paradigma acima mencionado, transcende a simples análise de
respeito à legislação infraconstitucional, para representar
efetiva e direta apreciação da inadequação do decisum a um dos
princípios regentes dos atos da Administração Pública – Qual
seja, a legalidade insculpida no art. 37, caput, da Constituição”
(fl. 163).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
A agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de
desconstituir os fundamentos expendidos na decisão agravada.
Consoante apontado na aludida decisão, a
quaestio iuris,
possibilidade de revogação pelo poder público de regime especial de
trabalho de 40h de professor da rede estadual de ensino, foi solucionada
pelo Tribunal de origem à luz de norma local aplicada à espécie (Lei
estadual 6.672/74). Destarte, revela-se incabível a via recursal
extraordinária para rediscussão da matéria.
Deveras, a este Pretório Excelso somente incumbe a guarda da
Constituição Federal, não lhe cabendo o incursionamento em questões
relativas a leis locais, porquanto a análise de referidas premissas por esta
Corte Suprema esbarra no óbice do enunciado sumular n 280/Supremo Tribunal Federal, litteris:
"Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário."
Sobreleva enfatizar, por oportuno, as lições do ilustre professor
Roberto Rosas ao comentar a Súmula 280 deste Tribunal:
“A interpretação do direito local ou então a violação de
direito local para possibilitar o recurso extraordinário é
impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do
Supremo Tribunal Federal são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei
federal, mantendo a sua supremacia.
A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
A agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de
desconstituir os fundamentos expendidos na decisão agravada.
Consoante apontado na aludida decisão, a
quaestio iuris,
possibilidade de revogação pelo poder público de regime especial de
trabalho de 40h de professor da rede estadual de ensino, foi solucionada
pelo Tribunal de origem à luz de norma local aplicada à espécie (Lei
estadual 6.672/74). Destarte, revela-se incabível a via recursal
extraordinária para rediscussão da matéria.
Deveras, a este Pretório Excelso somente incumbe a guarda da
Constituição Federal, não lhe cabendo o incursionamento em questões
relativas a leis locais, porquanto a análise de referidas premissas por esta
Corte Suprema esbarra no óbice do enunciado sumular n 280/Supremo Tribunal Federal, litteris:
"Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário."
Sobreleva enfatizar, por oportuno, as lições do ilustre professor
Roberto Rosas ao comentar a Súmula 280 deste Tribunal:
“A interpretação do direito local ou então a violação de
direito local para possibilitar o recurso extraordinário é
impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do
Supremo Tribunal Federal são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei
federal, mantendo a sua supremacia.
A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por
ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 654.598 AGR / RS
Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no
tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto
o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (Recurso Extraordinário 51.680,
Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963).
Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto
concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária
são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a
admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos
onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa
pelo tribunal a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos:
juízes impedidos, convocação de juízes etc. (Recurso Extraordinário 66.149, RTJ
49/356). Não será matéria de direito local se essa mesma
sistemática é contrária à lei federal, verbi gratia, o Código de
Processo Civil. Na mesma linha de raciocínio estão os
regimentos internos dos tribunais.
'Não cabe recurso extraordinário por violação de lei
federal, quando a ofensa alegada for a regimento interno de
tribunal' (Súmula 399; Recurso Extraordinário 57.747, Rel. Min. Cândido Motta, RTJ
43/87; RTJ 54/197, 444 e 610; Recurso Extraordinário 85.909, Rel. Min. Cordeiro
Guerra, RTJ 83/584; Recurso Extraordinário 81.855, Rel. Min. Soares Muñoz, RTJ
89/529).” (ROSAS, Roberto, in, Direito Sumular, Malheiros).
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AUSÊNCIA
DE
DEMONSTRAÇÃO
DO
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
MAGISTÉRIO
PÚBLICO
ESTADUAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
(omissis)
2. Professor. Mudança de nível na carreira:
impossibilidade da análise da Lei estadual n. 6.672/74. Ofensa
constitucional indireta. Incidência da Súmula 280 do Supremo
Tribunal.” (AI 666.992-AgR, 1... Turma, Rel. Cármen Lúcia, DJe
13.3.2009) (grifo nosso).
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 654.598 AGR / RS
Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no
tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto
o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (Recurso Extraordinário 51.680,
Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963).
Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto
concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária
são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a
admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos
onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa
pelo tribunal a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos:
juízes impedidos, convocação de juízes etc. (Recurso Extraordinário 66.149, RTJ
49/356). Não será matéria de direito local se essa mesma
sistemática é contrária à lei federal, verbi gratia, o Código de
Processo Civil. Na mesma linha de raciocínio estão os
regimentos internos dos tribunais.
'Não cabe recurso extraordinário por violação de lei
federal, quando a ofensa alegada for a regimento interno de
tribunal' (Súmula 399; Recurso Extraordinário 57.747, Rel. Min. Cândido Motta, RTJ
43/87; RTJ 54/197, 444 e 610; Recurso Extraordinário 85.909, Rel. Min. Cordeiro
Guerra, RTJ 83/584; Recurso Extraordinário 81.855, Rel. Min. Soares Muñoz, RTJ
89/529).” (ROSAS, Roberto, in, Direito Sumular, Malheiros).
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AUSÊNCIA
DE
DEMONSTRAÇÃO
DO
PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
MAGISTÉRIO
PÚBLICO
ESTADUAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
(omissis)
2. Professor. Mudança de nível na carreira:
impossibilidade da análise da Lei estadual n. 6.672/74. Ofensa
constitucional indireta. Incidência da Súmula 280 do Supremo
Tribunal.” (AI 666.992-AgR, 1... Turma, Rel. Cármen Lúcia, DJe
13.3.2009) (grifo nosso).
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 654.598 AGR / RS
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
PROGRESSÃO NA CARREIRA DO MAGISTÉRIO ESTADUAL.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO
ESTADUAL. 1. Entendimento diverso do adotado pela
Instância Judicante de origem demandaria a análise da
legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada
neste momento processual, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental desprovido.” (Recurso Extraordinário 597.320-AgR, Rel. Ayres
Britto, DJe 3.11.2010).
Demais disso, esta Suprema Corte firmou jurisprudência nos termos
da qual a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das
decisões judiciais, bem como aos limites da coisa julgada, quando
dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revela
ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não
desafia a instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 22/10/2010.
Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo
regimental.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 654.598 AGR / RS
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
PROGRESSÃO NA CARREIRA DO MAGISTÉRIO ESTADUAL.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO
ESTADUAL. 1. Entendimento diverso do adotado pela
Instância Judicante de origem demandaria a análise da
legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada
neste momento processual, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental desprovido.” (Recurso Extraordinário 597.320-AgR, Rel. Ayres
Britto, DJe 3.11.2010).
Demais disso, esta Suprema Corte firmou jurisprudência nos termos
da qual a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das
decisões judiciais, bem como aos limites da coisa julgada, quando
dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revela
ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não
desafia a instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma,
Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 22/10/2010.
Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo
regimental.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1906258
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.598
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : CÉLIA INÊS BLATT
ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Dias Toffoli. 1... Turma, 27.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber. Compareceu à Turma o Senhor Ministro Cezar Peluso,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, a fim de julgar processo a
ele vinculado, assumindo, nessa ocasião, a Presidência da Turma,
de acordo com o parágrafo único do art. 148 do RISTF.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654 . 598",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 666 . 992 - AgR",
"Recurso Extraordinário n . 597 . 320 - AgR",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"ARE 654 . 598 AGR / RS",
"ARE 654 . 598 AGR / RS",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 654 . 598 AGR / RS",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 666 . 992 - AgR",
"Recurso Extraordinário 597 . 320 - AgR",
"ARE 654 . 598 AGR / RS",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 666 . 992 - AgR",
"Recurso Extraordinário 597 . 320 -",
"enunciado sumular n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"enunciado sumular n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 654 . 598 AGR",
"Recurso Extraordinário 51 . 680",
"Recurso Extraordinário 66 . 149",
"Recurso Extraordinário 57 . 747",
"RTJ 54 /",
"Recurso Extraordinário 85 . 909",
"Recurso Extraordinário 81 . 855",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal .",
"AI 666 . 992 - AgR",
"ARE 654 . 598",
"Recurso Extraordinário 51 . 680",
"Recurso Extraordinário 66 . 149",
"Recurso Extraordinário 57 . 747",
"RTJ 54 / 197",
"Recurso Extraordinário 85 . 909",
"Recurso Extraordinário 81 . 855",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal .",
"AI 666 . 992 - AgR",
"ARE 654 . 598 AGR / RS",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 597 . 320 - AgR",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"ARE 654 . 598 AGR / RS",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 597 . 320 - AgR",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI ESTADUAL N . 6 . 672 / 74",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI ESTADUAL N . 6 . 672 / 74",
"ARTS . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , 37 , CAPUT ,",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI ESTADUAL N . 6 . 672 / 74",
"ART",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Lei estadual 6 . 672 / 74",
"art . 37 , caput , da Constituição ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Lei estadual 6 . 672 / 74",
"art . 37 , caput , da Constituição ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual 6 . 672 / 74",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual 6 . 672 / 74",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Lei estadual n . 6 . 672 / 74",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Lei estadual n . 6 . 672 / 74",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 148 do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 148 do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MAGISTÉRIO ESTADUAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RS",
"Malheiros",
"MAGISTÉRIO",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Malheiros",
"MAGISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"MAGISTÉRIO",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"CÉLIA INÊS BLATT",
"ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"CÉLIA INÊS BLATT",
"ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS",
"LUIZ FUX",
"CÉLIA INÊS BLATT",
"LUIZ FUX",
"CÉLIA INÊS BLATT",
"ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS",
"LUIZ FUX",
"CÉLIA INÊS BLATT",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Roberto Rosas",
"LUIZ FUX",
"Roberto Rosas",
"LUIZ FUX",
"Luiz Gallotti",
"Cândido Motta",
"Cordeiro Guerra",
"Soares Muñoz",
"ROSAS , Roberto",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Gallotti",
"Cândido Motta",
"Cordeiro Guerra",
"Soares Muñoz",
"ROSAS , Roberto",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Ayres Britto",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ELLEN GRACIE",
"Ayres Britto",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ELLEN GRACIE",
"LUIZ FUX",
"CÉLIA INÊS BLATT",
"ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"CÉLIA INÊS BLATT",
"ANDRÉA BUENO MAGNANI MARIN DOS SANTOS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"13",
".",
"3",
".",
"2009",
"3",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"3",
".",
"2009",
"3",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"3",
".",
"2009",
"3",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
"8",
".",
"1963",
"13",
".",
"3",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
"8",
".",
"1963",
"13",
".",
"3",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.109 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:SILAS PANSONATO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
FURTO PRIVILEGIADO – ANTECEDENTES. Consoante disposto
no § 2º do artigo 155 do Código Penal, afasta o furto privilegiado a
circunstância de o réu não ser primário, o mesmo ocorrendo sob o ângulo
da insignificância.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir o habeas
corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão
presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 3 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1924843.
Supremo Tribunal Federal
DJe 25/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.109 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:SILAS PANSONATO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A título de relatório,
adoto as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folha 15 a 17):
FURTO – VALOR DO BEM –
INSIGNIFICÂNCIA
AFASTADA
–
CONTEXTO –
HABEAS CORPUS
–
LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim revelou as balizas desta
impetração:
O paciente foi denunciado por infração do
disposto no artigo 155 do Código Penal, pois teria
subtraído uma bicicleta avaliada em R$ 150,00. O
Juízo da Comarca de Luz, Estado de Minas Gerais,
julgou procedente o pedido formulado na denúncia,
condenando-o à pena de um ano e nove meses de
reclusão, em regime semiaberto, e a 35 dias/multa no
valor unitário. A defesa interpôs apelação, na qual
sustentou a atipicidade da conduta imputada ao
sentenciado, considerado o princípio da
insignificância. O Tribunal de Justiça do Estado de
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.109 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:SILAS PANSONATO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A título de relatório,
adoto as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folha 15 a 17):
FURTO – VALOR DO BEM –
INSIGNIFICÂNCIA
AFASTADA
–
CONTEXTO –
HABEAS CORPUS
–
LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim revelou as balizas desta
impetração:
O paciente foi denunciado por infração do
disposto no artigo 155 do Código Penal, pois teria
subtraído uma bicicleta avaliada em R$ 150,00. O
Juízo da Comarca de Luz, Estado de Minas Gerais,
julgou procedente o pedido formulado na denúncia,
condenando-o à pena de um ano e nove meses de
reclusão, em regime semiaberto, e a 35 dias/multa no
valor unitário. A defesa interpôs apelação, na qual
sustentou a atipicidade da conduta imputada ao
sentenciado, considerado o princípio da
insignificância. O Tribunal de Justiça do Estado de
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
HC 104.109 / MG
Minas Gerais negou provimento ao recurso (folha 31
a 35 do apenso).
A defesa impetrou habeas perante o Superior
Tribunal de Justiça, no qual propugnou pelo
reconhecimento da aplicação do princípio da
insignificância em favor do paciente, presente o valor
ínfimo do bem subtraído. O pedido de concessão de
liminar, no sentido de suspender os efeitos da
sentença condenatória e a aplicação da pena, não foi
acolhido pelo Ministro Jorge Mussi, a quem
distribuído o
Habeas Corpus
nº 126.916/MG.
Concluída a instrução, o processo foi encaminhado à
apreciação da Quinta Turma do Superior Tribunal,
que indeferiu a ordem, por entender que o valor do
objeto furtado não apresentava valor insignificante
(folha 61 a 70 do apenso).
Neste habeas, a Defensoria Pública da União
reitera a tese relacionada à aplicação do princípio da
insignificância, em virtude da avaliação do bem
subtraído, que foi apreendido e restituído à vítima,
como afirmado pela impetrante. Sustenta, em
decorrência, a atipicidade da conduta do paciente.
Pede a concessão de liminar para suspender os
efeitos do acórdão proferido pelo Superior Tribunal
de Justiça. No mérito, pleiteia a confirmação da
medida acauteladora que vier a ser deferida e,
reconhecida a aplicação do princípio da
insignificância, busca a absolvição do paciente da
prática do crime de furto simples. Requer, também, a
intimação pessoal do Defensor Público-Geral da
União, nos termos da Lei Complementar nº 80/94.
[...]
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.109 / MG
Minas Gerais negou provimento ao recurso (folha 31
a 35 do apenso).
A defesa impetrou habeas perante o Superior
Tribunal de Justiça, no qual propugnou pelo
reconhecimento da aplicação do princípio da
insignificância em favor do paciente, presente o valor
ínfimo do bem subtraído. O pedido de concessão de
liminar, no sentido de suspender os efeitos da
sentença condenatória e a aplicação da pena, não foi
acolhido pelo Ministro Jorge Mussi, a quem
distribuído o
Habeas Corpus
nº 126.916/MG.
Concluída a instrução, o processo foi encaminhado à
apreciação da Quinta Turma do Superior Tribunal,
que indeferiu a ordem, por entender que o valor do
objeto furtado não apresentava valor insignificante
(folha 61 a 70 do apenso).
Neste habeas, a Defensoria Pública da União
reitera a tese relacionada à aplicação do princípio da
insignificância, em virtude da avaliação do bem
subtraído, que foi apreendido e restituído à vítima,
como afirmado pela impetrante. Sustenta, em
decorrência, a atipicidade da conduta do paciente.
Pede a concessão de liminar para suspender os
efeitos do acórdão proferido pelo Superior Tribunal
de Justiça. No mérito, pleiteia a confirmação da
medida acauteladora que vier a ser deferida e,
reconhecida a aplicação do princípio da
insignificância, busca a absolvição do paciente da
prática do crime de furto simples. Requer, também, a
intimação pessoal do Defensor Público-Geral da
União, nos termos da Lei Complementar nº 80/94.
[...]
2
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Relatório
HC 104.109 / MG
Brasília – residência –, 29 de maio de 2010, às 12h.
No parecer de folha 21 a 24, a Procuradoria Geral da
República opina pelo indeferimento da ordem. Aduz que a tese
da impetrante sobre a incidência, no caso, do princípio da
insignificância não merece acolhimento, presentes os seguintes
fundamentos: i) a aplicação desse princípio gera a atipicidade
da conduta, não podendo a análise ater-se apenas ao valor da
coisa subtraída; ii) o paciente é reincidente, possuindo três
condenações criminais por furto; iii) as consequências da
aplicação do princípio da insignificância poderá incentivá-lo a
cometer outros crimes; iv) a prática de condutas delitivas
reiteradas deve ensejar a imposição de sanções penais, evitando
assim que outros infratores sejam estimulados ao
comportamento antissocial; e v) a ofensividade da conduta, a
periculosidade social da ação e o alto grau de reprovabilidade
do comportamento não permitem falar em descaracterização da
tipicidade penal.
Lancei visto no processo em 6 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.109 / MG
Brasília – residência –, 29 de maio de 2010, às 12h.
No parecer de folha 21 a 24, a Procuradoria Geral da
República opina pelo indeferimento da ordem. Aduz que a tese
da impetrante sobre a incidência, no caso, do princípio da
insignificância não merece acolhimento, presentes os seguintes
fundamentos: i) a aplicação desse princípio gera a atipicidade
da conduta, não podendo a análise ater-se apenas ao valor da
coisa subtraída; ii) o paciente é reincidente, possuindo três
condenações criminais por furto; iii) as consequências da
aplicação do princípio da insignificância poderá incentivá-lo a
cometer outros crimes; iv) a prática de condutas delitivas
reiteradas deve ensejar a imposição de sanções penais, evitando
assim que outros infratores sejam estimulados ao
comportamento antissocial; e v) a ofensividade da conduta, a
periculosidade social da ação e o alto grau de reprovabilidade
do comportamento não permitem falar em descaracterização da
tipicidade penal.
Lancei visto no processo em 6 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.109 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir a medida acauteladora, consignei (folhas 16 e 17):
[...]
2. Inicialmente, o pedido de concessão de medida
acauteladora, tomado tal como se contém, não apresenta
utilidade. É que, suspensa a eficácia do acórdão do Superior
Tribunal de Justiça relativo à impetração, ter-se-á, de qualquer
modo, o título condenatório no que formalizado no Juízo e
confirmado em grau de apelação. Mas, ante a flexibilidade
própria ao habeas corpus, entenda-se que o requerimento visa
afastar a execução da pena. Observem a ordem jurídica em
vigor, especialmente o § 2º do artigo 155 do Código Penal, a
revelar o furto privilegiado:
Art. 155 [...]
[...]
§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor
a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão
pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou
aplicar somente a pena de multa.
[...]
Poder-se-ia tomar o bem furtado como de pequeno valor.
Isso atrairia a incidência do preceito. Mas, conforme consta da
sentença condenatória, a vida pregressa do paciente não se
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03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.109 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir a medida acauteladora, consignei (folhas 16 e 17):
[...]
2. Inicialmente, o pedido de concessão de medida
acauteladora, tomado tal como se contém, não apresenta
utilidade. É que, suspensa a eficácia do acórdão do Superior
Tribunal de Justiça relativo à impetração, ter-se-á, de qualquer
modo, o título condenatório no que formalizado no Juízo e
confirmado em grau de apelação. Mas, ante a flexibilidade
própria ao habeas corpus, entenda-se que o requerimento visa
afastar a execução da pena. Observem a ordem jurídica em
vigor, especialmente o § 2º do artigo 155 do Código Penal, a
revelar o furto privilegiado:
Art. 155 [...]
[...]
§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor
a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão
pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou
aplicar somente a pena de multa.
[...]
Poder-se-ia tomar o bem furtado como de pequeno valor.
Isso atrairia a incidência do preceito. Mas, conforme consta da
sentença condenatória, a vida pregressa do paciente não se
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 104.109 / MG
mostrou irreprochável. É ele reincidente em crime doloso. Ora,
a assentar-se a atipicidade, o acusado não primário será mais
beneficiado que aquele enquadrado no § 2º do artigo 155 do
Código Penal. De qualquer forma, há a disciplina da matéria
alusiva ao baixo valor do bem furtado e esta não revela a
atipicidade.
[...]
Vale frisar que o paciente já fora condenado, por três vezes, pela
prática do crime de furto.
Indefiro a ordem. É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.109 / MG
mostrou irreprochável. É ele reincidente em crime doloso. Ora,
a assentar-se a atipicidade, o acusado não primário será mais
beneficiado que aquele enquadrado no § 2º do artigo 155 do
Código Penal. De qualquer forma, há a disciplina da matéria
alusiva ao baixo valor do bem furtado e esta não revela a
atipicidade.
[...]
Vale frisar que o paciente já fora condenado, por três vezes, pela
prática do crime de furto.
Indefiro a ordem. É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.109
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : SILAS PANSONATO
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.109
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : SILAS PANSONATO
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1939106
| 2012-04-03T00:00:00
| 2012-04-25T00:00:00
|
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 3.4.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
FURTO PRIVILEGIADO – ANTECEDENTES. Consoante disposto no § 2º do artigo 155 do Código Penal, afasta o furto privilegiado a circunstância de o réu não ser primário, o mesmo ocorrendo sob o ângulo da insignificância.
|
sjur208045
|
Número de páginas: 7.
Análise: 03/05/2012, MMR.
Revisão: 07/05/2012, SEV.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
104109
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00155 PAR-00002 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 104109
|
[
""
] |
PACTE.(S) : SILAS PANSONATO
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.109 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:SILAS PANSONATO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
FURTO PRIVILEGIADO – ANTECEDENTES. Consoante disposto
no § 2... do artigo 155 do Código Penal, afasta o furto privilegiado a
circunstância de o réu não ser primário, o mesmo ocorrendo sob o ângulo
da insignificância.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir o habeas
corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão
presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 3 de abril de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
DJe 25/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.109 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:SILAS PANSONATO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A título de relatório,
adoto as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folha 15 a 17):
FURTO – VALOR DO BEM –
INSIGNIFICÂNCIA
AFASTADA
–
CONTEXTO –
HABEAS CORPUS
–
LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim revelou as balizas desta
impetração:
O paciente foi denunciado por infração do
disposto no artigo 155 do Código Penal, pois teria
subtraído uma bicicleta avaliada em R$ 150,00. O
Juízo da Comarca de Luz, Estado de Minas Gerais,
julgou procedente o pedido formulado na denúncia,
condenando-o à pena de um ano e nove meses de
reclusão, em regime semiaberto, e a 35 dias/multa no
valor unitário. A defesa interpôs apelação, na qual
sustentou a atipicidade da conduta imputada ao
sentenciado, considerado o princípio da
insignificância. O Tribunal de Justiça do Estado de
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.109 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:SILAS PANSONATO
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A título de relatório,
adoto as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o indeferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida (folha 15 a 17):
FURTO – VALOR DO BEM –
INSIGNIFICÂNCIA
AFASTADA
–
CONTEXTO –
HABEAS CORPUS
–
LIMINAR INDEFERIDA.
1. A Assessoria assim revelou as balizas desta
impetração:
O paciente foi denunciado por infração do
disposto no artigo 155 do Código Penal, pois teria
subtraído uma bicicleta avaliada em R$ 150,00. O
Juízo da Comarca de Luz, Estado de Minas Gerais,
julgou procedente o pedido formulado na denúncia,
condenando-o à pena de um ano e nove meses de
reclusão, em regime semiaberto, e a 35 dias/multa no
valor unitário. A defesa interpôs apelação, na qual
sustentou a atipicidade da conduta imputada ao
sentenciado, considerado o princípio da
insignificância. O Tribunal de Justiça do Estado de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
HC 104.109 / MG
Minas Gerais negou provimento ao recurso (folha 31
a 35 do apenso).
A defesa impetrou habeas perante o Superior
Tribunal de Justiça, no qual propugnou pelo
reconhecimento da aplicação do princípio da
insignificância em favor do paciente, presente o valor
ínfimo do bem subtraído. O pedido de concessão de
liminar, no sentido de suspender os efeitos da
sentença condenatória e a aplicação da pena, não foi
acolhido pelo Ministro Jorge Mussi, a quem
distribuído o
Habeas Corpus
n 126.916/MG.
Concluída a instrução, o processo foi encaminhado à
apreciação da Quinta Turma do Superior Tribunal,
que indeferiu a ordem, por entender que o valor do
objeto furtado não apresentava valor insignificante
(folha 61 a 70 do apenso).
Neste habeas, a Defensoria Pública da União
reitera a tese relacionada à aplicação do princípio da
insignificância, em virtude da avaliação do bem
subtraído, que foi apreendido e restituído à vítima,
como afirmado pela impetrante. Sustenta, em
decorrência, a atipicidade da conduta do paciente.
Pede a concessão de liminar para suspender os
efeitos do acórdão proferido pelo Superior Tribunal
de Justiça. No mérito, pleiteia a confirmação da
medida acauteladora que vier a ser deferida e,
reconhecida a aplicação do princípio da
insignificância, busca a absolvição do paciente da
prática do crime de furto simples. Requer, também, a
intimação pessoal do Defensor Público-Geral da
União, nos termos da Lei Complementar n 80/94.
[...]
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.109 / MG
Minas Gerais negou provimento ao recurso (folha 31
a 35 do apenso).
A defesa impetrou habeas perante o Superior
Tribunal de Justiça, no qual propugnou pelo
reconhecimento da aplicação do princípio da
insignificância em favor do paciente, presente o valor
ínfimo do bem subtraído. O pedido de concessão de
liminar, no sentido de suspender os efeitos da
sentença condenatória e a aplicação da pena, não foi
acolhido pelo Ministro Jorge Mussi, a quem
distribuído o
Habeas Corpus
n 126.916/MG.
Concluída a instrução, o processo foi encaminhado à
apreciação da Quinta Turma do Superior Tribunal,
que indeferiu a ordem, por entender que o valor do
objeto furtado não apresentava valor insignificante
(folha 61 a 70 do apenso).
Neste habeas, a Defensoria Pública da União
reitera a tese relacionada à aplicação do princípio da
insignificância, em virtude da avaliação do bem
subtraído, que foi apreendido e restituído à vítima,
como afirmado pela impetrante. Sustenta, em
decorrência, a atipicidade da conduta do paciente.
Pede a concessão de liminar para suspender os
efeitos do acórdão proferido pelo Superior Tribunal
de Justiça. No mérito, pleiteia a confirmação da
medida acauteladora que vier a ser deferida e,
reconhecida a aplicação do princípio da
insignificância, busca a absolvição do paciente da
prática do crime de furto simples. Requer, também, a
intimação pessoal do Defensor Público-Geral da
União, nos termos da Lei Complementar n 80/94.
[...]
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
HC 104.109 / MG
Brasília – residência –, 29 de maio de 2010, às 12h.
No parecer de folha 21 a 24, a Procuradoria Geral da
República opina pelo indeferimento da ordem. Aduz que a tese
da impetrante sobre a incidência, no caso, do princípio da
insignificância não merece acolhimento, presentes os seguintes
fundamentos: i) a aplicação desse princípio gera a atipicidade
da conduta, não podendo a análise ater-se apenas ao valor da
coisa subtraída; ii) o paciente é reincidente, possuindo três
condenações criminais por furto; iii) as consequências da
aplicação do princípio da insignificância poderá incentivá-lo a
cometer outros crimes; iv) a prática de condutas delitivas
reiteradas deve ensejar a imposição de sanções penais, evitando
assim que outros infratores sejam estimulados ao
comportamento antissocial; e v) a ofensividade da conduta, a
periculosidade social da ação e o alto grau de reprovabilidade
do comportamento não permitem falar em descaracterização da
tipicidade penal.
Lancei visto no processo em 6 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.109 / MG
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No parecer de folha 21 a 24, a Procuradoria Geral da
República opina pelo indeferimento da ordem. Aduz que a tese
da impetrante sobre a incidência, no caso, do princípio da
insignificância não merece acolhimento, presentes os seguintes
fundamentos: i) a aplicação desse princípio gera a atipicidade
da conduta, não podendo a análise ater-se apenas ao valor da
coisa subtraída; ii) o paciente é reincidente, possuindo três
condenações criminais por furto; iii) as consequências da
aplicação do princípio da insignificância poderá incentivá-lo a
cometer outros crimes; iv) a prática de condutas delitivas
reiteradas deve ensejar a imposição de sanções penais, evitando
assim que outros infratores sejam estimulados ao
comportamento antissocial; e v) a ofensividade da conduta, a
periculosidade social da ação e o alto grau de reprovabilidade
do comportamento não permitem falar em descaracterização da
tipicidade penal.
Lancei visto no processo em 6 de novembro de 2011, liberando-o
para ser julgado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a
ciência da impetrante.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.109 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir a medida acauteladora, consignei (folhas 16 e 17):
[...]
2. Inicialmente, o pedido de concessão de medida
acauteladora, tomado tal como se contém, não apresenta
utilidade. É que, suspensa a eficácia do acórdão do Superior
Tribunal de Justiça relativo à impetração, ter-se-á, de qualquer
modo, o título condenatório no que formalizado no Juízo e
confirmado em grau de apelação. Mas, ante a flexibilidade
própria ao habeas corpus, entenda-se que o requerimento visa
afastar a execução da pena. Observem a ordem jurídica em
vigor, especialmente o § 2... do artigo 155 do Código Penal, a
revelar o furto privilegiado:
Art. 155 [...]
[...]
§ 2... - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor
a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão
pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou
aplicar somente a pena de multa.
[...]
Poder-se-ia tomar o bem furtado como de pequeno valor.
Isso atrairia a incidência do preceito. Mas, conforme consta da
sentença condenatória, a vida pregressa do paciente não se
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Supremo Tribunal Federal
03/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 104.109 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir a medida acauteladora, consignei (folhas 16 e 17):
[...]
2. Inicialmente, o pedido de concessão de medida
acauteladora, tomado tal como se contém, não apresenta
utilidade. É que, suspensa a eficácia do acórdão do Superior
Tribunal de Justiça relativo à impetração, ter-se-á, de qualquer
modo, o título condenatório no que formalizado no Juízo e
confirmado em grau de apelação. Mas, ante a flexibilidade
própria ao habeas corpus, entenda-se que o requerimento visa
afastar a execução da pena. Observem a ordem jurídica em
vigor, especialmente o § 2... do artigo 155 do Código Penal, a
revelar o furto privilegiado:
Art. 155 [...]
[...]
§ 2... - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor
a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão
pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou
aplicar somente a pena de multa.
[...]
Poder-se-ia tomar o bem furtado como de pequeno valor.
Isso atrairia a incidência do preceito. Mas, conforme consta da
sentença condenatória, a vida pregressa do paciente não se
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 104.109 / MG
mostrou irreprochável. É ele reincidente em crime doloso. Ora,
a assentar-se a atipicidade, o acusado não primário será mais
beneficiado que aquele enquadrado no § 2... do artigo 155 do
Código Penal. De qualquer forma, há a disciplina da matéria
alusiva ao baixo valor do bem furtado e esta não revela a
atipicidade.
[...]
Vale frisar que o paciente já fora condenado, por três vezes, pela
prática do crime de furto.
Indefiro a ordem. É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 104.109 / MG
mostrou irreprochável. É ele reincidente em crime doloso. Ora,
a assentar-se a atipicidade, o acusado não primário será mais
beneficiado que aquele enquadrado no § 2... do artigo 155 do
Código Penal. De qualquer forma, há a disciplina da matéria
alusiva ao baixo valor do bem furtado e esta não revela a
atipicidade.
[...]
Vale frisar que o paciente já fora condenado, por três vezes, pela
prática do crime de furto.
Indefiro a ordem. É como voto.
2
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.109
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : SILAS PANSONATO
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 104.109
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : SILAS PANSONATO
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 3.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 104 . 109",
"HABEAS CORPUS 104 . 109 MINAS",
"HABEAS CORPUS 104 . 109",
"HC 104 . 109 / MG",
"Habeas Corpus n 126 . 916 / MG",
"HC 104 . 109 / MG",
"Habeas Corpus n 126 . 916 / MG",
"HC 104 . 109 / MG",
"HC 104 . 109 / MG",
"HABEAS CORPUS 104 . 109 MINAS",
"HABEAS CORPUS 104 . 109",
"HC 104 . 109 / MG",
"HC 104 . 109 / MG",
"HABEAS CORPUS 104 . 109",
"HABEAS CORPUS 104 . 109"
],
"LEGISLACAO": [
"§ 2 . . . do artigo 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 80 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 80 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 2 . . . do artigo 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 2 . . . do artigo 155 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Comarca de Luz",
"Estado de Minas Gerais",
"MINAS GERAIS",
"Comarca de Luz",
"Estado de Minas Gerais",
"Minas Gerais",
"Minas Gerais",
"Brasília – residência –",
"Brasília",
"residência",
"MINAS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Tribunal de Justiça do Estado",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Documento",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma do Superior Tribunal",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma do Superior Tribunal",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"SILAS PANSONATO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"SILAS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"SILAS",
"MARCO AURÉLIO",
"Jorge Mussi",
"Jorge Mussi",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"SILAS PANSONATO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"SILAS PANSONATO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rodrigo Janot",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"3 de abril de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de maio de 2010",
"6 de novembro de 2011",
"22",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de maio de 2010",
"6 de novembro de 2011",
"22",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CRISTIANE FERNANDES FAUST
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO STJ. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA
DE QUESTÃO DIVERSA DA DECIDIDA PELA INSTÂNCIA
ORDINÁRIA. ALEGAÇÃO DE MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA.
PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE. AGRAVO IMPROVIDO.
I - Somente se admite recurso extraordinário de decisão do Superior
Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova.
Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido,
originariamente, no julgamento do recurso especial. Precedentes.
II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do
prequestionamento da questão. Precedentes.
III - Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 12/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 668.989 AGR / DF
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 27 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 668.989 AGR / DF
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 27 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CRISTIANE FERNANDES FAUST
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. MAGISTRADO. AJUDA DE CUSTO.
REMOÇÃO A PEDIDO. INTERESSE PÚBLICO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/STJ.
1. Caso em que se discute a possibilidade de haver
pagamento de ajuda de custo a magistrado removido a pedido.
2. Não se admite, na via do agravo regimental, a inovação
argumentativa com o escopo de alterar a decisão agravada.
3. Ademais, a questão referente à competência do Supremo
Tribunal Federal encontra-se delineada no texto constitucional,
o que torna inviável a sua apreciação em sede de Recurso
Especial, uma vez que ao STJ cabe unicamente a uniformização
da legislação infraconstitucional.
4. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de
que o magistrado faz jus à ajuda de custo, seja na remoção ex
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CRISTIANE FERNANDES FAUST
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. MAGISTRADO. AJUDA DE CUSTO.
REMOÇÃO A PEDIDO. INTERESSE PÚBLICO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/STJ.
1. Caso em que se discute a possibilidade de haver
pagamento de ajuda de custo a magistrado removido a pedido.
2. Não se admite, na via do agravo regimental, a inovação
argumentativa com o escopo de alterar a decisão agravada.
3. Ademais, a questão referente à competência do Supremo
Tribunal Federal encontra-se delineada no texto constitucional,
o que torna inviável a sua apreciação em sede de Recurso
Especial, uma vez que ao STJ cabe unicamente a uniformização
da legislação infraconstitucional.
4. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de
que o magistrado faz jus à ajuda de custo, seja na remoção ex
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 668.989 AGR / DF
ofício, seja na levada a efeito a pedido do interessado, uma vez
que em ambas está presente o interesse público. (...)' (fl. 178).
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 2º, 5º, II, XXXV, LV, LVI, 37, caput, 93, VIII, 95, II,
e 102, I, n, da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida. O recurso extraordinário
interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, proferido
no julgamento de recurso especial, deve ter por objeto questão
constitucional distinta daquela que foi decidida pela instância
ordinária, sob pena de inadmissibilidade do recurso. Nesse sentido,
merece transcrição a ementa do RE 365.989-AgR/SP, Rel. Min. Celso
de Mello:
'RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM
QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO
QUESTIONADO - RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO
DE
AGRAVO
DEVE
IMPUGNAR,
ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS
DA DECISÃO AGRAVADA.
- O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557,
§ 1º, ambos do CPC, deve infirmar todos os fundamentos
jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O
descumprimento dessa obrigação processual, por parte do
recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto.
Precedentes. ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE
SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO
FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL):
IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE
INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (STJ) E DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF).
- Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau
assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso
especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso
extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 668.989 AGR / DF
ofício, seja na levada a efeito a pedido do interessado, uma vez
que em ambas está presente o interesse público. (...)' (fl. 178).
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 2º, 5º, II, XXXV, LV, LVI, 37, caput, 93, VIII, 95, II,
e 102, I, n, da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida. O recurso extraordinário
interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, proferido
no julgamento de recurso especial, deve ter por objeto questão
constitucional distinta daquela que foi decidida pela instância
ordinária, sob pena de inadmissibilidade do recurso. Nesse sentido,
merece transcrição a ementa do RE 365.989-AgR/SP, Rel. Min. Celso
de Mello:
'RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM
QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO
QUESTIONADO - RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO
DE
AGRAVO
DEVE
IMPUGNAR,
ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS
DA DECISÃO AGRAVADA.
- O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557,
§ 1º, ambos do CPC, deve infirmar todos os fundamentos
jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O
descumprimento dessa obrigação processual, por parte do
recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto.
Precedentes. ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE
SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO
FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL):
IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE
INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (STJ) E DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF).
- Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau
assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso
especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso
extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
ARE 668.989 AGR / DF
ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de
sua própria omissão, os efeitos jurídico-processuais da preclusão
pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a
existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á
bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter
autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de
segunda instância.
- O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente
legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se
desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional.
Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a
impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por
objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá
sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes'.
Por fim, como tem consignado o Tribunal, por meio de
remansosa jurisprudência, em regra, a alegação de ofensa aos
princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e
da prestação jurisdicional, quando dependente de exame prévio de
normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-
AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min.
Ellen Gracie; AI 634.217-AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI
764.042-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel.
Min. Cezar Peluso; AI 643.180-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes;
AI 787.991-AgR/DF, de minha relatoria.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”.
A agravante sustenta, em suma, que
“Contudo, conforme o relato acima, percebe-se claramente que a
questão constitucional relativa à incompetência da TRF da 4a Região
surgiu no julgamento do recurso especial pelo STJ. Ademais, trata-se
3
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ARE 668.989 AGR / DF
ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de
sua própria omissão, os efeitos jurídico-processuais da preclusão
pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a
existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á
bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter
autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de
segunda instância.
- O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente
legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se
desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional.
Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a
impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por
objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá
sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes'.
Por fim, como tem consignado o Tribunal, por meio de
remansosa jurisprudência, em regra, a alegação de ofensa aos
princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e
da prestação jurisdicional, quando dependente de exame prévio de
normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-
AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min.
Ellen Gracie; AI 634.217-AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI
764.042-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel.
Min. Cezar Peluso; AI 643.180-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes;
AI 787.991-AgR/DF, de minha relatoria.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”.
A agravante sustenta, em suma, que
“Contudo, conforme o relato acima, percebe-se claramente que a
questão constitucional relativa à incompetência da TRF da 4a Região
surgiu no julgamento do recurso especial pelo STJ. Ademais, trata-se
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Relatório
ARE 668.989 AGR / DF
de questão de ordem pública, que poderia ser suscitada a qualquer
tempo e em qualquer grau de jurisdição.
Ressalte-se que tal controvérsia não foi suscitada quando do
julgamento da apelação pela Corte Regional porque essa Suprema
Corte ainda não tinha firmado a sua competência.
Ademais, na hipótese, essa Corte Excelsa sequer teria
competência recursal para apreciar a questão, cabendo-lhe, até mesmo
de ofício, declarar a nulidade processual por incompetência absoluta.
De tal sorte, restou usurpada a competência originária da Corte
Constitucional, que funciona, em hipóteses tais, como se fosse um
juízo de primeiro grau, com ampla cognição probatória. Portanto, para
o caso, a incompetência do STF é absoluta (por ser funcional), em
grau de recurso, e, portanto, improrrogável”.
É o relatório.
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de questão de ordem pública, que poderia ser suscitada a qualquer
tempo e em qualquer grau de jurisdição.
Ressalte-se que tal controvérsia não foi suscitada quando do
julgamento da apelação pela Corte Regional porque essa Suprema
Corte ainda não tinha firmado a sua competência.
Ademais, na hipótese, essa Corte Excelsa sequer teria
competência recursal para apreciar a questão, cabendo-lhe, até mesmo
de ofício, declarar a nulidade processual por incompetência absoluta.
De tal sorte, restou usurpada a competência originária da Corte
Constitucional, que funciona, em hipóteses tais, como se fosse um
juízo de primeiro grau, com ampla cognição probatória. Portanto, para
o caso, a incompetência do STF é absoluta (por ser funcional), em
grau de recurso, e, portanto, improrrogável”.
É o relatório.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Conforme asseverado na decisão agravada, aplica-se à espécie a
jurisprudência desta Corte firmada no sentido de que o acórdão do
Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento de recurso especial,
somente legitimará o uso da via recursal extraordinária se a questão
constitucional nele versada for diversa daquela decidida pela instância
ordinária. Desse modo, a matéria constitucional impugnável via RE deve
ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que
não é o caso dos autos. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões,
entre outras: RE 409.973-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 302.930-
AgR-ED/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 787.991-AgR/DF, de minha
relatoria; AI 145.589-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
Com esse raciocínio, se a questão constitucional surge no acórdão do
Tribunal de origem, deve-se contra ele interpor o recurso extraordinário,
sob pena de preclusão. Por oportuno, destaco a ementa de julgado sobre o
tema:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA
ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
PRECLUSÃO
DAS
QUESTÕES
CONSTITUCIONAIS
ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, a
admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Conforme asseverado na decisão agravada, aplica-se à espécie a
jurisprudência desta Corte firmada no sentido de que o acórdão do
Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento de recurso especial,
somente legitimará o uso da via recursal extraordinária se a questão
constitucional nele versada for diversa daquela decidida pela instância
ordinária. Desse modo, a matéria constitucional impugnável via RE deve
ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que
não é o caso dos autos. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões,
entre outras: RE 409.973-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 302.930-
AgR-ED/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 787.991-AgR/DF, de minha
relatoria; AI 145.589-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
Com esse raciocínio, se a questão constitucional surge no acórdão do
Tribunal de origem, deve-se contra ele interpor o recurso extraordinário,
sob pena de preclusão. Por oportuno, destaco a ementa de julgado sobre o
tema:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA
ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
PRECLUSÃO
DAS
QUESTÕES
CONSTITUCIONAIS
ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, a
admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 668.989 AGR / DF
do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões
constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As
matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas
instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de
recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo
regimental desprovido” (AI 761.983-AgR/PE, Rel. Min. Ayres
Britto).
Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no
sentido de se exigir, mesmo em questões de ordem pública, o devido
prequestionamento perante o Tribunal de origem. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ALEGAÇÃO
DE
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULA 282.
I - A questão constitucional impugnada no recurso
extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que
atrai a incidência da Súmula 282 do STF.
II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do
prequestionamento da questão.
III - Agravo regimental improvido” (AI 633.188-AgR/MG,
de minha relatoria, Primeira Turma).
“TRABALHISTA. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. IPC DE JUNHO DE 1987. URP DE
FEVEREIRO DE 1989. LIMITAÇÃO À DATA-BASE
SUBSEQÜENTE. TÍTULO EXEQÜENDO. ART. 114 DA CF.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA DE
ORDEM PÚBLICA. SÚMULAS STF 282 E 356.
1. Ausência de prequestionamento do dispositivo
constitucional tido como violado, porque não abordado pelo acórdão
recorrido e, embora suscitado nos embargos de declaração a ele
opostos, não foi apontado oportunamente na ocasião em que foram
apresentadas as contra-razões ao recurso ordinário. Súmulas STF 282
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do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões
constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As
matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas
instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de
recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo
regimental desprovido” (AI 761.983-AgR/PE, Rel. Min. Ayres
Britto).
Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no
sentido de se exigir, mesmo em questões de ordem pública, o devido
prequestionamento perante o Tribunal de origem. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ALEGAÇÃO
DE
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULA 282.
I - A questão constitucional impugnada no recurso
extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que
atrai a incidência da Súmula 282 do STF.
II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do
prequestionamento da questão.
III - Agravo regimental improvido” (AI 633.188-AgR/MG,
de minha relatoria, Primeira Turma).
“TRABALHISTA. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. IPC DE JUNHO DE 1987. URP DE
FEVEREIRO DE 1989. LIMITAÇÃO À DATA-BASE
SUBSEQÜENTE. TÍTULO EXEQÜENDO. ART. 114 DA CF.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA DE
ORDEM PÚBLICA. SÚMULAS STF 282 E 356.
1. Ausência de prequestionamento do dispositivo
constitucional tido como violado, porque não abordado pelo acórdão
recorrido e, embora suscitado nos embargos de declaração a ele
opostos, não foi apontado oportunamente na ocasião em que foram
apresentadas as contra-razões ao recurso ordinário. Súmulas STF 282
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 668.989 AGR / DF
e 356.
2. Exigência do cumprimento desse requisito recursal, ainda
que a questão suscitada seja de ordem pública. Precedentes.
3. Agravo regimental improvido” (RE 567.165-AgR/MS, Rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma).
No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões: AI
748.057-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 733.846-AgR/SP, Rel. Min.
Cármen Lúcia; AI 505.029-AgR/MS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 308.273-
AgR/PE, Rel. Min. Moreira Alves.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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ARE 668.989 AGR / DF
e 356.
2. Exigência do cumprimento desse requisito recursal, ainda
que a questão suscitada seja de ordem pública. Precedentes.
3. Agravo regimental improvido” (RE 567.165-AgR/MS, Rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma).
No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões: AI
748.057-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 733.846-AgR/SP, Rel. Min.
Cármen Lúcia; AI 505.029-AgR/MS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 308.273-
AgR/PE, Rel. Min. Moreira Alves.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CRISTIANE FERNANDES FAUST
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CRISTIANE FERNANDES FAUST
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1902514
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-12T00:00:00
|
Recurso improvido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO STJ. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO DIVERSA DA DECIDIDA PELA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. ALEGAÇÃO DE MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE. AGRAVO IMPROVIDO.
I - Somente se admite recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial. Precedentes.
II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do prequestionamento da questão. Precedentes.
III - Agravo regimental improvido.
|
sjur207244
|
- Acórdãos citados: RE 409973 AgR, AI 302930 AgR-ED, AI 787991 AgR, AI 145589 AgR, AI 761983 AgR, AI 633188 AgR, RE 567165 AgR, AI 748057 AgR, AI 733846 AgR, AI 505029 AgR, AI 308273 AgR.
Número de páginas: 10.
Análise: 27/04/2012, MJC.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
668989
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 668989 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CRISTIANE FERNANDES FAUST
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CRISTIANE FERNANDES FAUST
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA
DE QUESTÃO DIVERSA DA DECIDIDA PELA INSTÂNCIA
ORDINÁRIA. ALEGAÇÃO DE MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA.
PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE. AGRAVO IMPROVIDO.
I - Somente se admite recurso extraordinário de decisão do Superior
Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova.
Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido,
originariamente, no julgamento do recurso especial. Precedentes.
II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do
prequestionamento da questão. Precedentes.
III - Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 12/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 668.989 AGR / DF
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 27 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 668.989 AGR / DF
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 27 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CRISTIANE FERNANDES FAUST
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. MAGISTRADO. AJUDA DE CUSTO.
REMOÇÃO A PEDIDO. INTERESSE PÚBLICO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/Superior Tribunal de Justiça.
1. Caso em que se discute a possibilidade de haver
pagamento de ajuda de custo a magistrado removido a pedido.
2. Não se admite, na via do agravo regimental, a inovação
argumentativa com o escopo de alterar a decisão agravada.
3. Ademais, a questão referente à competência do Supremo
Tribunal Federal encontra-se delineada no texto constitucional,
o que torna inviável a sua apreciação em sede de Recurso
Especial, uma vez que ao Superior Tribunal de Justiça cabe unicamente a uniformização
da legislação infraconstitucional.
4. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de
que o magistrado faz jus à ajuda de custo, seja na remoção ex
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CRISTIANE FERNANDES FAUST
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a
agravo. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. MAGISTRADO. AJUDA DE CUSTO.
REMOÇÃO A PEDIDO. INTERESSE PÚBLICO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83/Superior Tribunal de Justiça.
1. Caso em que se discute a possibilidade de haver
pagamento de ajuda de custo a magistrado removido a pedido.
2. Não se admite, na via do agravo regimental, a inovação
argumentativa com o escopo de alterar a decisão agravada.
3. Ademais, a questão referente à competência do Supremo
Tribunal Federal encontra-se delineada no texto constitucional,
o que torna inviável a sua apreciação em sede de Recurso
Especial, uma vez que ao Superior Tribunal de Justiça cabe unicamente a uniformização
da legislação infraconstitucional.
4. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de
que o magistrado faz jus à ajuda de custo, seja na remoção ex
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Relatório
ARE 668.989 AGR / DF
ofício, seja na levada a efeito a pedido do interessado, uma vez
que em ambas está presente o interesse público. (...)' (fl. 178).
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 2..., 5..., II, XXXV, LV, LVI, 37, caput, 93, VIII, 95, II,
e 102, I, n, da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida. O recurso extraordinário
interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, proferido
no julgamento de recurso especial, deve ter por objeto questão
constitucional distinta daquela que foi decidida pela instância
ordinária, sob pena de inadmissibilidade do recurso. Nesse sentido,
merece transcrição a ementa do Recurso Extraordinário 365.989-AgR/SP, Rel. Min. Celso
de Mello:
'RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM
QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO
QUESTIONADO - RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO
DE
AGRAVO
DEVE
IMPUGNAR,
ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS
DA DECISÃO AGRAVADA.
- O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557,
§ 1..., ambos do Código de Processo Civil, deve infirmar todos os fundamentos
jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O
descumprimento dessa obrigação processual, por parte do
recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto.
Precedentes. ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE
SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO
FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL):
IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE
INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (Superior Tribunal de Justiça) E DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal).
- Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau
assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso
especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso
extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na
2
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ofício, seja na levada a efeito a pedido do interessado, uma vez
que em ambas está presente o interesse público. (...)' (fl. 178).
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
violação aos arts. 2..., 5..., II, XXXV, LV, LVI, 37, caput, 93, VIII, 95, II,
e 102, I, n, da mesma Carta.
O agravo não merece acolhida. O recurso extraordinário
interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, proferido
no julgamento de recurso especial, deve ter por objeto questão
constitucional distinta daquela que foi decidida pela instância
ordinária, sob pena de inadmissibilidade do recurso. Nesse sentido,
merece transcrição a ementa do Recurso Extraordinário 365.989-AgR/SP, Rel. Min. Celso
de Mello:
'RECURSO EXTRAORDINÁRIO - AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM
QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO
QUESTIONADO - RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO
DE
AGRAVO
DEVE
IMPUGNAR,
ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS
DA DECISÃO AGRAVADA.
- O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557,
§ 1..., ambos do Código de Processo Civil, deve infirmar todos os fundamentos
jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O
descumprimento dessa obrigação processual, por parte do
recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto.
Precedentes. ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE
SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO
FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL):
IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE
INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (Superior Tribunal de Justiça) E DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal).
- Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau
assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso
especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso
extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na
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Relatório
ARE 668.989 AGR / DF
ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de
sua própria omissão, os efeitos jurídico-processuais da preclusão
pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a
existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á
bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter
autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de
segunda instância.
- O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente
legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se
desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional.
Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a
impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por
objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá
sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes'.
Por fim, como tem consignado o Tribunal, por meio de
remansosa jurisprudência, em regra, a alegação de ofensa aos
princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e
da prestação jurisdicional, quando dependente de exame prévio de
normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-
AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min.
Ellen Gracie; AI 634.217-AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI
764.042-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel.
Min. Cezar Peluso; AI 643.180-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes;
AI 787.991-AgR/DF, de minha relatoria.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”.
A agravante sustenta, em suma, que
“Contudo, conforme o relato acima, percebe-se claramente que a
questão constitucional relativa à incompetência da TRF da 4a Região
surgiu no julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Ademais, trata-se
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ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de
sua própria omissão, os efeitos jurídico-processuais da preclusão
pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a
existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á
bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter
autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de
segunda instância.
- O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente
legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se
desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional.
Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a
impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por
objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá
sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes'.
Por fim, como tem consignado o Tribunal, por meio de
remansosa jurisprudência, em regra, a alegação de ofensa aos
princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e
da prestação jurisdicional, quando dependente de exame prévio de
normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao
texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-
AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min.
Ellen Gracie; AI 634.217-AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI
764.042-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel.
Min. Cezar Peluso; AI 643.180-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes;
AI 787.991-AgR/DF, de minha relatoria.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”.
A agravante sustenta, em suma, que
“Contudo, conforme o relato acima, percebe-se claramente que a
questão constitucional relativa à incompetência da TRF da 4a Região
surgiu no julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Ademais, trata-se
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ARE 668.989 AGR / DF
de questão de ordem pública, que poderia ser suscitada a qualquer
tempo e em qualquer grau de jurisdição.
Ressalte-se que tal controvérsia não foi suscitada quando do
julgamento da apelação pela Corte Regional porque essa Suprema
Corte ainda não tinha firmado a sua competência.
Ademais, na hipótese, essa Corte Excelsa sequer teria
competência recursal para apreciar a questão, cabendo-lhe, até mesmo
de ofício, declarar a nulidade processual por incompetência absoluta.
De tal sorte, restou usurpada a competência originária da Corte
Constitucional, que funciona, em hipóteses tais, como se fosse um
juízo de primeiro grau, com ampla cognição probatória. Portanto, para
o caso, a incompetência do Supremo Tribunal Federal é absoluta (por ser funcional), em
grau de recurso, e, portanto, improrrogável”.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 668.989 AGR / DF
de questão de ordem pública, que poderia ser suscitada a qualquer
tempo e em qualquer grau de jurisdição.
Ressalte-se que tal controvérsia não foi suscitada quando do
julgamento da apelação pela Corte Regional porque essa Suprema
Corte ainda não tinha firmado a sua competência.
Ademais, na hipótese, essa Corte Excelsa sequer teria
competência recursal para apreciar a questão, cabendo-lhe, até mesmo
de ofício, declarar a nulidade processual por incompetência absoluta.
De tal sorte, restou usurpada a competência originária da Corte
Constitucional, que funciona, em hipóteses tais, como se fosse um
juízo de primeiro grau, com ampla cognição probatória. Portanto, para
o caso, a incompetência do Supremo Tribunal Federal é absoluta (por ser funcional), em
grau de recurso, e, portanto, improrrogável”.
É o relatório.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Conforme asseverado na decisão agravada, aplica-se à espécie a
jurisprudência desta Corte firmada no sentido de que o acórdão do
Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento de recurso especial,
somente legitimará o uso da via recursal extraordinária se a questão
constitucional nele versada for diversa daquela decidida pela instância
ordinária. Desse modo, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve
ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que
não é o caso dos autos. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões,
entre outras: Recurso Extraordinário 409.973-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 302.930-
AgR-ED/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 787.991-AgR/DF, de minha
relatoria; AI 145.589-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
Com esse raciocínio, se a questão constitucional surge no acórdão do
Tribunal de origem, deve-se contra ele interpor o recurso extraordinário,
sob pena de preclusão. Por oportuno, destaco a ementa de julgado sobre o
tema:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA
ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
PRECLUSÃO
DAS
QUESTÕES
CONSTITUCIONAIS
ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a
admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão
Supremo Tribunal Federal
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27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Conforme asseverado na decisão agravada, aplica-se à espécie a
jurisprudência desta Corte firmada no sentido de que o acórdão do
Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento de recurso especial,
somente legitimará o uso da via recursal extraordinária se a questão
constitucional nele versada for diversa daquela decidida pela instância
ordinária. Desse modo, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve
ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que
não é o caso dos autos. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões,
entre outras: Recurso Extraordinário 409.973-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 302.930-
AgR-ED/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 787.991-AgR/DF, de minha
relatoria; AI 145.589-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
Com esse raciocínio, se a questão constitucional surge no acórdão do
Tribunal de origem, deve-se contra ele interpor o recurso extraordinário,
sob pena de preclusão. Por oportuno, destaco a ementa de julgado sobre o
tema:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA
ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
PRECLUSÃO
DAS
QUESTÕES
CONSTITUCIONAIS
ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a
admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 668.989 AGR / DF
do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões
constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As
matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas
instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de
recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo
regimental desprovido” (AI 761.983-AgR/PE, Rel. Min. Ayres
Britto).
Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no
sentido de se exigir, mesmo em questões de ordem pública, o devido
prequestionamento perante o Tribunal de origem. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ALEGAÇÃO
DE
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULA 282.
I - A questão constitucional impugnada no recurso
extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que
atrai a incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal.
II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do
prequestionamento da questão.
III - Agravo regimental improvido” (AI 633.188-AgR/MG,
de minha relatoria, Primeira Turma).
“TRABALHISTA. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. IPC DE JUNHO DE 1987. URP DE
FEVEREIRO DE 1989. LIMITAÇÃO À DATA-BASE
SUBSEQÜENTE. TÍTULO EXEQÜENDO. ART. 114 DA Constituição Federal de 1988.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA DE
ORDEM PÚBLICA. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356.
1. Ausência de prequestionamento do dispositivo
constitucional tido como violado, porque não abordado pelo acórdão
recorrido e, embora suscitado nos embargos de declaração a ele
opostos, não foi apontado oportunamente na ocasião em que foram
apresentadas as contra-razões ao recurso ordinário. Súmulas Supremo Tribunal Federal 282
2
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do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões
constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As
matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas
instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de
recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo
regimental desprovido” (AI 761.983-AgR/PE, Rel. Min. Ayres
Britto).
Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no
sentido de se exigir, mesmo em questões de ordem pública, o devido
prequestionamento perante o Tribunal de origem. Nesse sentido,
transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ALEGAÇÃO
DE
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULA 282.
I - A questão constitucional impugnada no recurso
extraordinário não foi objeto de apreciação do acórdão recorrido, o que
atrai a incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal.
II - Matéria de ordem pública não afasta a necessidade do
prequestionamento da questão.
III - Agravo regimental improvido” (AI 633.188-AgR/MG,
de minha relatoria, Primeira Turma).
“TRABALHISTA. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. IPC DE JUNHO DE 1987. URP DE
FEVEREIRO DE 1989. LIMITAÇÃO À DATA-BASE
SUBSEQÜENTE. TÍTULO EXEQÜENDO. ART. 114 DA Constituição Federal de 1988.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA DE
ORDEM PÚBLICA. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356.
1. Ausência de prequestionamento do dispositivo
constitucional tido como violado, porque não abordado pelo acórdão
recorrido e, embora suscitado nos embargos de declaração a ele
opostos, não foi apontado oportunamente na ocasião em que foram
apresentadas as contra-razões ao recurso ordinário. Súmulas Supremo Tribunal Federal 282
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 668.989 AGR / DF
e 356.
2. Exigência do cumprimento desse requisito recursal, ainda
que a questão suscitada seja de ordem pública. Precedentes.
3. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 567.165-AgR/MS, Rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma).
No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões: AI
748.057-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 733.846-AgR/SP, Rel. Min.
Cármen Lúcia; AI 505.029-AgR/MS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 308.273-
AgR/PE, Rel. Min. Moreira Alves.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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ARE 668.989 AGR / DF
e 356.
2. Exigência do cumprimento desse requisito recursal, ainda
que a questão suscitada seja de ordem pública. Precedentes.
3. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 567.165-AgR/MS, Rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma).
No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões: AI
748.057-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 733.846-AgR/SP, Rel. Min.
Cármen Lúcia; AI 505.029-AgR/MS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 308.273-
AgR/PE, Rel. Min. Moreira Alves.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CRISTIANE FERNANDES FAUST
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1889347
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.989
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CRISTIANE FERNANDES FAUST
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668 . 989",
"ARE 668 . 989 AGR",
"ARE 668 . 989 AGR",
"SÚMULA 83 / Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 83 / Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 668 . 989 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 365 . 989 - AgR / SP",
"ARE 668 . 989",
"Recurso Extraordinário 365 . 989 - AgR /",
"ARE 668 . 989 AGR",
"AI 663 . 125 - AgR / PE",
"AI 806 . 313 - AgR / RN",
"AI 756 . 336 - AgR / MG",
"AI 634 . 217 - AgR / GO",
"AI 764 . 042 - AgR / MA",
"AI 508 . 047 - AgR / RJ",
"AI 643 . 180 - AgR / BA",
"AI 787 . 991 - AgR / DF",
"ARE 668 . 989",
"AI 663 . 125 - AgR / PE",
"AI 806 . 313 - AgR / RN",
"AI 756 . 336 - AgR / MG",
"AI 634 . 217 - AgR / GO",
"AI 764 . 042 - AgR / MA",
"AI 508 . 047 - AgR / RJ",
"AI 643 . 180 - AgR / BA",
"AI 787 . 991 - AgR / DF",
"ARE 668 . 989 AGR / DF",
"ARE 668 . 989 AGR",
"Recurso Extraordinário 409 . 973 - AgR / SP",
"AI 302 . 930 - AgR - ED / SP",
"AI 787 . 991 - AgR / DF",
"AI 145 . 589 - AgR",
"Recurso Extraordinário 409 . 973 - AgR / SP",
"AI 302 . 930 - AgR - ED / SP",
"AI 787 . 991 - AgR / DF",
"AI 145 . 589 - AgR",
"ARE 668 . 989 AGR",
"AI 761 . 983 - AgR / PE",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 633 . 188 - AgR / MG",
"ARE 668 . 989",
"AI 761 . 983 - AgR / PE",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 633 . 188 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 567 . 165 - AgR /",
"AI 748 . 057 - AgR / SP",
"AI 733 . 846 - AgR / SP",
"AI 505 . 029 - AgR / MS",
"AI 308 . 273 - AgR / PE",
"ARE 668 . 989 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 567 . 165 - AgR / MS",
"AI 748 . 057 - AgR / SP",
"AI 733 . 846 - AgR / SP",
"AI 505 . 029 - AgR / MS",
"AI 308 . 273 - AgR / PE"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"arts . 545 e 557 , § 1 . . . , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"arts . 545 e 557 , § 1 . . . , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput )",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 114 DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 114 DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"SP",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"DF",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TRF da 4a Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TRF da 4a Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Corte Constitucional",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corte Constitucional",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"DF",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"CRISTIANE FERNANDES FAUST",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"CRISTIANE FERNANDES FAUST",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"CRISTIANE FERNANDES FAUST",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Eros Grau",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Eros Grau",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Carlos Velloso",
"Moreira Alves",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Carlos Velloso",
"Moreira Alves",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"CRISTIANE FERNANDES FAUST",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"CRISTIANE FERNANDES FAUST",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"JUNHO",
"1987",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"FEVEREIRO DE 1989",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 105.598 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DE
MINAS GERAIS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS.
PRISÃO
PREVENTIVA.
ORDEM
PÚBLICA.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
1. Havendo condenação criminal, ainda que submetida à apelação,
encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da
materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de
cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do
acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, que foi precedido por
amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação
imparcial, ou seja, um juízo efetuado, com base em cognição profunda e
exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a
sentença esteja sujeita à reavaliação crítica através de recursos, a situação
difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento.
2. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o
envolvimento significativo do agente com o tráfico de drogas e, por
conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está
justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para
resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas
da materialidade e da autoria.
3. O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este
associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas
vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 105.598 / MG
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir
na análise dos casos concretos.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.598 / MG
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir
na análise dos casos concretos.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 105.598 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DE
MINAS GERAIS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
Trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública do
Estado de Minas Gerais em favor de Douglas Fabrício de Sousa contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido no Habeas Corpus
161.805/MG, de relatoria do Ministro Felix Fischer.
Narra a inicial que o paciente foi preso em flagrante pela suposta
prática do delito previsto nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06, em
decorrência de investigação perpetrada pela Polícia Militar após o
recebimento de notitia criminis anônima sobre a comercialização de
drogas no bairro de Grama, em Juiz de Fora/MG. No dia do flagrante, o
paciente foi preso ao deixar a residência de seu comparsa e dirigir-se à
sua casa, local onde foram apreendidas 37 (trinta e sete) pedras de crack.
As autoridades policiais apreenderam outras 30 (trinta) pedras da mesma
substância entorpecente escondidas no colchão da casa do coacusado
Jeferson.
Inconformada, a Defesa formulou pedido de liberdade provisória,
indeferido pela magistrada de primeiro grau de jurisdição, a qual
decretou a prisão preventiva do paciente com fundamento na garantia da
ordem pública.
Contra o decreto de prisão preventiva, o paciente impetrou habeas
corpus ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a
ordem.
O Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem no HC 161.805/MG
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2283350.
Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 105.598 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DE
MINAS GERAIS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
Trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública do
Estado de Minas Gerais em favor de Douglas Fabrício de Sousa contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido no Habeas Corpus
161.805/MG, de relatoria do Ministro Felix Fischer.
Narra a inicial que o paciente foi preso em flagrante pela suposta
prática do delito previsto nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06, em
decorrência de investigação perpetrada pela Polícia Militar após o
recebimento de notitia criminis anônima sobre a comercialização de
drogas no bairro de Grama, em Juiz de Fora/MG. No dia do flagrante, o
paciente foi preso ao deixar a residência de seu comparsa e dirigir-se à
sua casa, local onde foram apreendidas 37 (trinta e sete) pedras de crack.
As autoridades policiais apreenderam outras 30 (trinta) pedras da mesma
substância entorpecente escondidas no colchão da casa do coacusado
Jeferson.
Inconformada, a Defesa formulou pedido de liberdade provisória,
indeferido pela magistrada de primeiro grau de jurisdição, a qual
decretou a prisão preventiva do paciente com fundamento na garantia da
ordem pública.
Contra o decreto de prisão preventiva, o paciente impetrou habeas
corpus ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a
ordem.
O Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem no HC 161.805/MG
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 105.598 / MG
e manteve a prisão do paciente.
Neste habeas corpus, alega a impetrante a ausência dos pressupostos
autorizadores da prisão preventiva com base na garantia da ordem
pública e a falta de fundamentação válida para manutenção da
segregação cautelar do paciente.
Discorre a respeito da possibilidade de concessão de liberdade
provisória nos crimes de tráfico e sobre a inconstitucionalidade da
proibição à liberdade provisória prevista no 44 da Lei 11.343/06.
Requer a concessão da ordem para que o paciente responda ao
processo em liberdade.
A eminente Ministra Ellen Gracie indeferiu a liminar em 15.10.2010.
Informações prestadas pelo Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da
Comarca de Juiz de Fora/MG.
Nos termos do requerido pelo Ministério Público Federal, a
eminente Ministra Ellen Gracie solicitou informações ao Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais, devidamente prestadas a esta
Suprema Corte.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifestou-se pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.598 / MG
e manteve a prisão do paciente.
Neste habeas corpus, alega a impetrante a ausência dos pressupostos
autorizadores da prisão preventiva com base na garantia da ordem
pública e a falta de fundamentação válida para manutenção da
segregação cautelar do paciente.
Discorre a respeito da possibilidade de concessão de liberdade
provisória nos crimes de tráfico e sobre a inconstitucionalidade da
proibição à liberdade provisória prevista no 44 da Lei 11.343/06.
Requer a concessão da ordem para que o paciente responda ao
processo em liberdade.
A eminente Ministra Ellen Gracie indeferiu a liminar em 15.10.2010.
Informações prestadas pelo Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da
Comarca de Juiz de Fora/MG.
Nos termos do requerido pelo Ministério Público Federal, a
eminente Ministra Ellen Gracie solicitou informações ao Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais, devidamente prestadas a esta
Suprema Corte.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifestou-se pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 105.598 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Pretende o paciente, em
síntese, o reconhecimento do direito de responder ao processo em
liberdade, argumentando a possibilidade de concessão de liberdade
provisória nos crimes de tráfico e a ausência, no caso, dos pressupostos e
fundamentos da prisão cautelar.
Conforme relatado, o paciente foi preso em flagrante pela suposta
prática do crime de tráfico de drogas e de associação para o tráfico, em
decorrência de investigação perpetrada pela Polícia Militar, a qual
culminou na apreensão de 67 (sessenta e sete) pedras de crack,
encontradas na residência do paciente e do coacusado.
Formulou a Defesa pedido de liberdade provisória, indeferido pela
magistrada de primeiro grau de jurisdição, que decretou a prisão
preventiva do paciente com fundamento na garantia da ordem pública. O
Tribunal de Justiça denegou habeas corpus impetrado em face do decreto
prisional.
Apesar de comungar do entendimento esposado pelas instâncias
ordinárias sobre a legalidade da segregação do paciente, o Superior
Tribunal de Justiça agregou aos fundamentos norteadores da prisão a
proibição da liberdade provisória para os acusados pelo crime de tráfico,
forte no art. 44 da Lei nº 11.343/2006.
A propósito da proibição legal, registro, inicialmente, que o Plenário
desta Suprema Corte, na sessão de julgamento realizada em 10.5.2012,
nos autos do HC 104.339/SP, Rel. Ministro Gilmar Mendes, decidiu, por
maioria, pela inconstitucionalidade da vedação abstrata à concessão de
liberdade provisória em crimes de tráfico de drogas, invalidando
parcialmente a provisão da espécie contida no art. 44 da Lei nº
11.343/2006. O acórdão ainda pende de publicação.
Não obstante, o mencionado precedente não obstaculiza a prisão
cautelar em processos por crimes de tráfico de drogas, forte no artigo 312
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 105.598 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Pretende o paciente, em
síntese, o reconhecimento do direito de responder ao processo em
liberdade, argumentando a possibilidade de concessão de liberdade
provisória nos crimes de tráfico e a ausência, no caso, dos pressupostos e
fundamentos da prisão cautelar.
Conforme relatado, o paciente foi preso em flagrante pela suposta
prática do crime de tráfico de drogas e de associação para o tráfico, em
decorrência de investigação perpetrada pela Polícia Militar, a qual
culminou na apreensão de 67 (sessenta e sete) pedras de crack,
encontradas na residência do paciente e do coacusado.
Formulou a Defesa pedido de liberdade provisória, indeferido pela
magistrada de primeiro grau de jurisdição, que decretou a prisão
preventiva do paciente com fundamento na garantia da ordem pública. O
Tribunal de Justiça denegou habeas corpus impetrado em face do decreto
prisional.
Apesar de comungar do entendimento esposado pelas instâncias
ordinárias sobre a legalidade da segregação do paciente, o Superior
Tribunal de Justiça agregou aos fundamentos norteadores da prisão a
proibição da liberdade provisória para os acusados pelo crime de tráfico,
forte no art. 44 da Lei nº 11.343/2006.
A propósito da proibição legal, registro, inicialmente, que o Plenário
desta Suprema Corte, na sessão de julgamento realizada em 10.5.2012,
nos autos do HC 104.339/SP, Rel. Ministro Gilmar Mendes, decidiu, por
maioria, pela inconstitucionalidade da vedação abstrata à concessão de
liberdade provisória em crimes de tráfico de drogas, invalidando
parcialmente a provisão da espécie contida no art. 44 da Lei nº
11.343/2006. O acórdão ainda pende de publicação.
Não obstante, o mencionado precedente não obstaculiza a prisão
cautelar em processos por crimes de tráfico de drogas, forte no artigo 312
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 105.598 / MG
do Código de Processo Penal.
Passo a analisar se existe amparo para a manutenção da prisão
cautelar do paciente, o que demanda verificar se estão presentes os
pressupostos e fundamentos da prisão preventiva elencados no art. 312
do Código de Processo Penal.
Ao apreciar o pedido de liberdade provisória formulado contra o
flagrante, a Juíza de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Juiz de
Fora/MG vislumbrou a necessidade de garantia da ordem pública nos
seguintes termos:
“(...)verifica-se que, apesar do que foi afirmado pela defesa, há
indícios da ocorrência do delito de tráfico de substâncias
entorpecentes, pois o requerente já estava, há algum tempo, sendo
observado pela Polícia Militar e, no dia dos fatos, foi flagrado saindo
da residência alvo de inúmeras denúncias anônimas. Não bastasse
isso, confessou, diante de várias testemunhas, que ‘trabalhava’ para
Jefferson, vendendo pedras de crack e recebendo, pelo ‘serviço’, a
quantia de R$ 3,00 (três reais) por cada porção vendida.
Observa-se, diante de todo o exposto, que o requerente, ainda
que em tese, praticou delitos graves previstos pela Lei nº 11.343/06, o
que demonstra, obviamente, que seu comportamento revela grande
periculosidade, pois, ao que tudo indica, vendia droga de altíssimo
potencial viciante e lesivo (crack), contribuindo, assim, de forma
efetiva para a disseminação do vício.
(…) considerando que está presente um dos motivos que
autorizam a decretação da prisão preventiva do requerente, qual seja a
necessidade de se garantir a ordem pública, que se encontra em risco
pela conduta praticada por ele, que traduz sua periculosidade
concreta, manifestada não só na espécie de delito pelo qual foi preso em
flagrante, mas também na significativa quantidade de substância
constatada como entorpecente e ainda no fato de ele ter alegado aos
policiais que o prenderam que referida substância foi por ele adquirida
para posterior revenda, INDEFIRO por ora, o pleito formulado pela
douta defesa”.
O Tribunal de Justiça mineiro corroborou a necessidade da
segregação cautelar, ao entendimento de que “fundamentada a decisão
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HC 105.598 / MG
do Código de Processo Penal.
Passo a analisar se existe amparo para a manutenção da prisão
cautelar do paciente, o que demanda verificar se estão presentes os
pressupostos e fundamentos da prisão preventiva elencados no art. 312
do Código de Processo Penal.
Ao apreciar o pedido de liberdade provisória formulado contra o
flagrante, a Juíza de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Juiz de
Fora/MG vislumbrou a necessidade de garantia da ordem pública nos
seguintes termos:
“(...)verifica-se que, apesar do que foi afirmado pela defesa, há
indícios da ocorrência do delito de tráfico de substâncias
entorpecentes, pois o requerente já estava, há algum tempo, sendo
observado pela Polícia Militar e, no dia dos fatos, foi flagrado saindo
da residência alvo de inúmeras denúncias anônimas. Não bastasse
isso, confessou, diante de várias testemunhas, que ‘trabalhava’ para
Jefferson, vendendo pedras de crack e recebendo, pelo ‘serviço’, a
quantia de R$ 3,00 (três reais) por cada porção vendida.
Observa-se, diante de todo o exposto, que o requerente, ainda
que em tese, praticou delitos graves previstos pela Lei nº 11.343/06, o
que demonstra, obviamente, que seu comportamento revela grande
periculosidade, pois, ao que tudo indica, vendia droga de altíssimo
potencial viciante e lesivo (crack), contribuindo, assim, de forma
efetiva para a disseminação do vício.
(…) considerando que está presente um dos motivos que
autorizam a decretação da prisão preventiva do requerente, qual seja a
necessidade de se garantir a ordem pública, que se encontra em risco
pela conduta praticada por ele, que traduz sua periculosidade
concreta, manifestada não só na espécie de delito pelo qual foi preso em
flagrante, mas também na significativa quantidade de substância
constatada como entorpecente e ainda no fato de ele ter alegado aos
policiais que o prenderam que referida substância foi por ele adquirida
para posterior revenda, INDEFIRO por ora, o pleito formulado pela
douta defesa”.
O Tribunal de Justiça mineiro corroborou a necessidade da
segregação cautelar, ao entendimento de que “fundamentada a decisão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 105.598 / MG
com base nos indícios de materialidade e autoria, e com vistas à garantia
da ordem pública, necessária e conveniente a manutenção da custódia
cautelar do agente preso em flagrante regular e denunciado pelo crime de
tráfico de drogas”.
Convém ainda assinalar que poucos dias antes de prolatado o
acórdão apontado como ato coator, o paciente foi condenado, em
primeiro grau de jurisdição, às penas de oito anos e quatro meses de
reclusão, no regime inicialmente fechado, pela prática dos crimes em
questão, previstos nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006.
A sentença negou ao paciente e ao coacusado o direito de apelar em
liberdade, porque “além de terem permanecido presos durante todo o
curso da instrução, encontra-se presente pelo menos uma das
circunstâncias que autorizam a decretação das prisões preventivas dos
réus, qual seja, a necessidade de se garantir a ordem pública, que sempre
se encontra perturbada pelos ominosos delitos de tráfico de entorpecentes
e associação para este crime, bem em razão da periculosidade do réu
Jeferson. Lado outro, o art. 44 da Lei nº 11.343/2006 impede a concessão
da Liberdade Provisória no caso de tráfico ilícito de entorpecentes”.
Havendo condenação criminal, ainda que submetida a apelação,
encontram-se presentes mais do que os pressupostos da preventiva, ou
seja, prova da materialidade e indícios de autoria.
Com efeito, não há aqui apenas um juízo de cognição provisória e
sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado. Há um
julgamento condenatório, que foi precedido por amplo contraditório e no
qual as provas foram avaliadas por um órgão judiciário imparcial, ou seja,
um juízo efetuado com base em cognição profunda e exaustiva de que o
condenado é culpado de um crime. Para se concluir pela responsabilidade
criminal, tem que ser reconhecida a presença de prova acima de qualquer
dúvida razoável. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica
através de recursos, a situação é bem diferente do que a de uma prisão
preventiva decretada antes do julgamento.
Embora esta Suprema Corte, em julgamento por maioria, tenha
entendido que o princípio da presunção de inocência valeria até o trânsito
3
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HC 105.598 / MG
com base nos indícios de materialidade e autoria, e com vistas à garantia
da ordem pública, necessária e conveniente a manutenção da custódia
cautelar do agente preso em flagrante regular e denunciado pelo crime de
tráfico de drogas”.
Convém ainda assinalar que poucos dias antes de prolatado o
acórdão apontado como ato coator, o paciente foi condenado, em
primeiro grau de jurisdição, às penas de oito anos e quatro meses de
reclusão, no regime inicialmente fechado, pela prática dos crimes em
questão, previstos nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006.
A sentença negou ao paciente e ao coacusado o direito de apelar em
liberdade, porque “além de terem permanecido presos durante todo o
curso da instrução, encontra-se presente pelo menos uma das
circunstâncias que autorizam a decretação das prisões preventivas dos
réus, qual seja, a necessidade de se garantir a ordem pública, que sempre
se encontra perturbada pelos ominosos delitos de tráfico de entorpecentes
e associação para este crime, bem em razão da periculosidade do réu
Jeferson. Lado outro, o art. 44 da Lei nº 11.343/2006 impede a concessão
da Liberdade Provisória no caso de tráfico ilícito de entorpecentes”.
Havendo condenação criminal, ainda que submetida a apelação,
encontram-se presentes mais do que os pressupostos da preventiva, ou
seja, prova da materialidade e indícios de autoria.
Com efeito, não há aqui apenas um juízo de cognição provisória e
sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado. Há um
julgamento condenatório, que foi precedido por amplo contraditório e no
qual as provas foram avaliadas por um órgão judiciário imparcial, ou seja,
um juízo efetuado com base em cognição profunda e exaustiva de que o
condenado é culpado de um crime. Para se concluir pela responsabilidade
criminal, tem que ser reconhecida a presença de prova acima de qualquer
dúvida razoável. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica
através de recursos, a situação é bem diferente do que a de uma prisão
preventiva decretada antes do julgamento.
Embora esta Suprema Corte, em julgamento por maioria, tenha
entendido que o princípio da presunção de inocência valeria até o trânsito
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 105.598 / MG
em julgado da ação penal (HC 84.078 – Plenário – Rel. Min. Eros Grau –
por maioria – j. 05.2.2009 – Dje-035, de 25.2.2010), é forçoso reconhecer
que a força do princípio se atenua depois de um julgamento, ainda que
este não seja definitivo.
No que se refere aos fundamentos da prisão preventiva, embora a
quantidade de droga não seja tão expressiva, a forma de
acondicionamento, em sessenta e sete pedras de crack, indicando venda
potencial a igual número de consumidores, e especialmente o elevado
potencial ofensivo da droga apreendida, indicam que o paciente e o
coacusado dedicam-se profissionalmente ao tráfico de drogas e que sua
colocação em liberdade implicará em risco de reiteração delitiva e à
ordem pública.
Não se trata de prisão decretada com base na gravidade abstrata do
crime, mas fundada nas circunstâncias concretas da atividade criminosa,
a evidenciarem risco à ordem pública, fundamento suficiente para a
decretação da preventiva, conforme o art. 312 do Código de Processo
Penal.
A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é princípio
cardeal no processo penal em um Estado Democrático de Direito. Teve
longo desenvolvimento histórico, sendo considerada uma conquista da
humanidade. Não impede, porém, em absoluto, a imposição de restrições
ao direito do acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas
sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. “A antecipação cautelar
da prisão”, conforme lição do eminente Ministro Celso de Mello, “não se
revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de não
culpabilidade” (HC 94.194/CE, decisão monocrática, 28.8.2008, DJe nº 165,
de 2.9.2008). Não constitui um véu inibidor da apreensão da realidade
pelo juiz, ou mais especificamente do conhecimento dos fatos do processo
e da valoração das provas, ainda que em cognição sumária e provisória. O
mundo não pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o
fato criminoso em si não pode ser conhecido e valorado para decretação
ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo com o próprio
instituto da prisão preventiva, já que a imposição desta tem por
4
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HC 105.598 / MG
em julgado da ação penal (HC 84.078 – Plenário – Rel. Min. Eros Grau –
por maioria – j. 05.2.2009 – Dje-035, de 25.2.2010), é forçoso reconhecer
que a força do princípio se atenua depois de um julgamento, ainda que
este não seja definitivo.
No que se refere aos fundamentos da prisão preventiva, embora a
quantidade de droga não seja tão expressiva, a forma de
acondicionamento, em sessenta e sete pedras de crack, indicando venda
potencial a igual número de consumidores, e especialmente o elevado
potencial ofensivo da droga apreendida, indicam que o paciente e o
coacusado dedicam-se profissionalmente ao tráfico de drogas e que sua
colocação em liberdade implicará em risco de reiteração delitiva e à
ordem pública.
Não se trata de prisão decretada com base na gravidade abstrata do
crime, mas fundada nas circunstâncias concretas da atividade criminosa,
a evidenciarem risco à ordem pública, fundamento suficiente para a
decretação da preventiva, conforme o art. 312 do Código de Processo
Penal.
A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é princípio
cardeal no processo penal em um Estado Democrático de Direito. Teve
longo desenvolvimento histórico, sendo considerada uma conquista da
humanidade. Não impede, porém, em absoluto, a imposição de restrições
ao direito do acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas
sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. “A antecipação cautelar
da prisão”, conforme lição do eminente Ministro Celso de Mello, “não se
revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de não
culpabilidade” (HC 94.194/CE, decisão monocrática, 28.8.2008, DJe nº 165,
de 2.9.2008). Não constitui um véu inibidor da apreensão da realidade
pelo juiz, ou mais especificamente do conhecimento dos fatos do processo
e da valoração das provas, ainda que em cognição sumária e provisória. O
mundo não pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o
fato criminoso em si não pode ser conhecido e valorado para decretação
ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo com o próprio
instituto da prisão preventiva, já que a imposição desta tem por
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HC 105.598 / MG
pressuposto a presença de prova da materialidade do crime e de indícios
de autoria.
Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o
envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por
conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está
justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para
resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas
da materialidade e da autoria.
Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema Corte (v.g.:
HC 109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, Dje-036, de 17.02.2012; HC
104.332/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, Dje-175, de 12.9.2011; HC
98.754/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, Dje-232, de 10.12.2009). Por
todos eles, destaco o seguinte:
"Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
agente evidenciada pelo modus operandi e o risco concreto de
reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção da
custódia cautelar.” (HC 110.313/MS, Rel. Min. Carmen Lúcia 1.ª
Turma do STF un. - j. 13.12.2011 Dje-032, de 13.02.2012).
É relevante ainda lembrar que a própria Constituição Federal de
1988 conferiu ao crime de tráfico de drogas, juntamente com outros
crimes extremamente graves, como a tortura, o terrorismo e os crimes
hediondos, um tratamento mais rigoroso, ao estabelecer, em seu art. 5º,
XLIII, a inafiançabilidade do crime de tráfico de drogas.
É digno de nota que a inafiançabilidade esteja localizada no art. 5º da
Constituição Federal, sede dos mais importantes direitos fundamentais.
Tal localização da norma decorre da compreensão pelo Constituinte
de que as espécies delitivas arroladas no inciso XLIII do art. 5º implicam
graves agressões aos direitos humanos, considerando o seu efeito danoso
e disruptivo no meio social.
Oportuno, aliás, destacar que constitui praxe universal o tratamento
mais rigoroso do tráfico de drogas em relação a outros crimes, o que
conta com reflexos inclusive em tratados internacionais de que o Brasil
faz parte. Ilustrativamente, extraio os seguintes trechos do preâmbulo da
Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico de Entorpecentes e
5
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HC 105.598 / MG
pressuposto a presença de prova da materialidade do crime e de indícios
de autoria.
Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o
envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por
conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está
justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para
resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas
da materialidade e da autoria.
Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema Corte (v.g.:
HC 109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, Dje-036, de 17.02.2012; HC
104.332/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, Dje-175, de 12.9.2011; HC
98.754/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, Dje-232, de 10.12.2009). Por
todos eles, destaco o seguinte:
"Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
agente evidenciada pelo modus operandi e o risco concreto de
reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção da
custódia cautelar.” (HC 110.313/MS, Rel. Min. Carmen Lúcia 1.ª
Turma do STF un. - j. 13.12.2011 Dje-032, de 13.02.2012).
É relevante ainda lembrar que a própria Constituição Federal de
1988 conferiu ao crime de tráfico de drogas, juntamente com outros
crimes extremamente graves, como a tortura, o terrorismo e os crimes
hediondos, um tratamento mais rigoroso, ao estabelecer, em seu art. 5º,
XLIII, a inafiançabilidade do crime de tráfico de drogas.
É digno de nota que a inafiançabilidade esteja localizada no art. 5º da
Constituição Federal, sede dos mais importantes direitos fundamentais.
Tal localização da norma decorre da compreensão pelo Constituinte
de que as espécies delitivas arroladas no inciso XLIII do art. 5º implicam
graves agressões aos direitos humanos, considerando o seu efeito danoso
e disruptivo no meio social.
Oportuno, aliás, destacar que constitui praxe universal o tratamento
mais rigoroso do tráfico de drogas em relação a outros crimes, o que
conta com reflexos inclusive em tratados internacionais de que o Brasil
faz parte. Ilustrativamente, extraio os seguintes trechos do preâmbulo da
Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico de Entorpecentes e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 105.598 / MG
Substâncias Psicotrópicas de 1988, dita Convenção de Viena, promulgada
no Brasil pelo Decreto n.º 154/1991:
“As Partes nesta Convenção,
Profundamente preocupadas com a magnitude e a crescente
tendência da produção, da demanda e do tráfico ilícitos de
entorpecentes e de substâncias psicotrópicas, que representam uma
grave ameaça à saúde e ao bem-estar dos seres humanos e que têm
efeitos nefastos sobre as bases econômica, culturais e políticas da
sociedade,
Profundamente preocupadas também com a sustentada e
crescente expansão do tráfico ilícito de entorpecentes e de substâncias
psicotrópicas nos diversos grupos sociais e, em particular, pela
exploração de crianças em muitas partes do mundo, tanto na
qualidade de consumidores como na produção, na distribuição e no
comércio ilícitos de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas, o que
constitui um perigo de gravidade incalculável,
Reconhecendo os vínculos que existem entre o tráfico ilícito e
outras atividades criminosas organizadas, a ele relacionadas, que
minam as economias lícitas e ameaçam a estabilidade, a segurança e a
soberania dos Estados,
(...)”
E no art. 3º, itens 6 e 7, encontram-se normas que dispõem sobre o
papel das Cortes judiciais na implementação das previsões do tratado:
“6. As Partes se esforçarão para assegurar que qualquer poder
legal discricionário, com base em seu direito interno, no que se refere
ao julgamento de pessoas pelos delitos mencionados neste Artigo, seja
exercido para dotar de eficiência máxima as medidas de detecção e
repressão desses delitos, levando devidamente em conta a necessidade
de se exercer um efeito dissuasivo à prática desses delitos.
7. As Partes velarão para que seus tribunais ou demais
autoridades competentes levem em conta a gravidade dos delitos
estabelecidos no parágrafo 1 deste Artigo, e as circunstâncias
especificadas no parágrafo 5 deste Artigo, ao considerar a possibilidade
de conceder liberdade antecipada ou liberdade condicional a pessoas
que tenham sido condenadas por alguns desses delitos”.
Apesar do reconhecimento internacional da gravidade do crime de
6
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Substâncias Psicotrópicas de 1988, dita Convenção de Viena, promulgada
no Brasil pelo Decreto n.º 154/1991:
“As Partes nesta Convenção,
Profundamente preocupadas com a magnitude e a crescente
tendência da produção, da demanda e do tráfico ilícitos de
entorpecentes e de substâncias psicotrópicas, que representam uma
grave ameaça à saúde e ao bem-estar dos seres humanos e que têm
efeitos nefastos sobre as bases econômica, culturais e políticas da
sociedade,
Profundamente preocupadas também com a sustentada e
crescente expansão do tráfico ilícito de entorpecentes e de substâncias
psicotrópicas nos diversos grupos sociais e, em particular, pela
exploração de crianças em muitas partes do mundo, tanto na
qualidade de consumidores como na produção, na distribuição e no
comércio ilícitos de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas, o que
constitui um perigo de gravidade incalculável,
Reconhecendo os vínculos que existem entre o tráfico ilícito e
outras atividades criminosas organizadas, a ele relacionadas, que
minam as economias lícitas e ameaçam a estabilidade, a segurança e a
soberania dos Estados,
(...)”
E no art. 3º, itens 6 e 7, encontram-se normas que dispõem sobre o
papel das Cortes judiciais na implementação das previsões do tratado:
“6. As Partes se esforçarão para assegurar que qualquer poder
legal discricionário, com base em seu direito interno, no que se refere
ao julgamento de pessoas pelos delitos mencionados neste Artigo, seja
exercido para dotar de eficiência máxima as medidas de detecção e
repressão desses delitos, levando devidamente em conta a necessidade
de se exercer um efeito dissuasivo à prática desses delitos.
7. As Partes velarão para que seus tribunais ou demais
autoridades competentes levem em conta a gravidade dos delitos
estabelecidos no parágrafo 1 deste Artigo, e as circunstâncias
especificadas no parágrafo 5 deste Artigo, ao considerar a possibilidade
de conceder liberdade antecipada ou liberdade condicional a pessoas
que tenham sido condenadas por alguns desses delitos”.
Apesar do reconhecimento internacional da gravidade do crime de
6
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 105.598 / MG
tráfico de drogas, não é preciso ir tão longe, considerando que no Brasil é
notória a existência até de comunidades dominadas pelo tráfico de
drogas, em espécie de Estado de exceção permanente, sem lei, sem
segurança e sem liberdade.
O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este
associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas
vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir
na análise dos casos concretos, inclusive acerca da possibilidade do
processado por crime de tráfico de drogas responder em liberdade
durante o processo.
Assim, em síntese, as circunstâncias concretas do caso,
especialmente a quantidade, a forma de acondicionamento e o elevado
potencial ofensivo da droga apreendida, constituem indícios suficientes
do envolvimento significativo do paciente na atividade delitiva e, por
conseguinte, revelam a existência de risco de reiteração delitiva e à ordem
pública, um dos fundamentos da preventiva.
Presentes os pressupostos e fundamentos da prisão preventiva,
denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
7
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HC 105.598 / MG
tráfico de drogas, não é preciso ir tão longe, considerando que no Brasil é
notória a existência até de comunidades dominadas pelo tráfico de
drogas, em espécie de Estado de exceção permanente, sem lei, sem
segurança e sem liberdade.
O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este
associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas
vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir
na análise dos casos concretos, inclusive acerca da possibilidade do
processado por crime de tráfico de drogas responder em liberdade
durante o processo.
Assim, em síntese, as circunstâncias concretas do caso,
especialmente a quantidade, a forma de acondicionamento e o elevado
potencial ofensivo da droga apreendida, constituem indícios suficientes
do envolvimento significativo do paciente na atividade delitiva e, por
conseguinte, revelam a existência de risco de reiteração delitiva e à ordem
pública, um dos fundamentos da preventiva.
Presentes os pressupostos e fundamentos da prisão preventiva,
denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
7
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.598
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.598
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2742611
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-09-13T00:00:00
|
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA.
1. Havendo condenação criminal, ainda que submetida à apelação, encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, que foi precedido por amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, ou seja, um juízo efetuado, com base em cognição profunda e exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica através de recursos, a situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento.
2. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento significativo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria.
3. O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir na análise dos casos concretos.
4. Ordem denegada.
|
sjur214332
|
- Acórdãos citados: HC 104339 - Tribunal Pleno, HC 84078 -
Tribunal Pleno, HC 109436, HC 104332, HC 98754, HC 110313.
- Decisão monocrática citada: HC 94194.
Número de páginas: 12.
Análise: 24/09/2012, AMS.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
105598
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00312 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00044 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\r\n\r\n",
"LEG-INT CVC ANO-1988\r\n ART-00003 ITEM-00006 ITEM-00007 \r\n CONVENÇÃO DE VIENA CONTRA O TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS\r\n\r\n",
"LEG-FED DLG-000162 ANO-1991\r\n APROVA A CONVENÇÃO CONTRA O TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS\r\n DECRETO LEGISLATIVO\r\n\r\n",
"LEG-FED DEC-000154 ANO-1991\r\n PROMULGA A CONVENÇÃO CONTRA O TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS\r\n DECRETO"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 105598
|
[
""
] |
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PACTE.(S) : DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 105.598 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DE
MINAS GERAIS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS.
PRISÃO
PREVENTIVA.
ORDEM
PÚBLICA.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
1. Havendo condenação criminal, ainda que submetida à apelação,
encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da
materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de
cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do
acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, que foi precedido por
amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação
imparcial, ou seja, um juízo efetuado, com base em cognição profunda e
exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a
sentença esteja sujeita à reavaliação crítica através de recursos, a situação
difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento.
2. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o
envolvimento significativo do agente com o tráfico de drogas e, por
conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está
justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para
resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas
da materialidade e da autoria.
3. O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este
associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas
vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 105.598 / MG
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir
na análise dos casos concretos.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.598 / MG
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir
na análise dos casos concretos.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 105.598 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DE
MINAS GERAIS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
Trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública do
Estado de Minas Gerais em favor de Douglas Fabrício de Sousa contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido no Habeas Corpus
161.805/MG, de relatoria do Ministro Felix Fischer.
Narra a inicial que o paciente foi preso em flagrante pela suposta
prática do delito previsto nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06, em
decorrência de investigação perpetrada pela Polícia Militar após o
recebimento de notitia criminis anônima sobre a comercialização de
drogas no bairro de Grama, em Juiz de Fora/MG. No dia do flagrante, o
paciente foi preso ao deixar a residência de seu comparsa e dirigir-se à
sua casa, local onde foram apreendidas 37 (trinta e sete) pedras de crack.
As autoridades policiais apreenderam outras 30 (trinta) pedras da mesma
substância entorpecente escondidas no colchão da casa do coacusado
Jeferson.
Inconformada, a Defesa formulou pedido de liberdade provisória,
indeferido pela magistrada de primeiro grau de jurisdição, a qual
decretou a prisão preventiva do paciente com fundamento na garantia da
ordem pública.
Contra o decreto de prisão preventiva, o paciente impetrou habeas
corpus ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a
ordem.
O Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem no HC 161.805/MG
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 105.598 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DE
MINAS GERAIS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
Trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública do
Estado de Minas Gerais em favor de Douglas Fabrício de Sousa contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido no Habeas Corpus
161.805/MG, de relatoria do Ministro Felix Fischer.
Narra a inicial que o paciente foi preso em flagrante pela suposta
prática do delito previsto nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/06, em
decorrência de investigação perpetrada pela Polícia Militar após o
recebimento de notitia criminis anônima sobre a comercialização de
drogas no bairro de Grama, em Juiz de Fora/MG. No dia do flagrante, o
paciente foi preso ao deixar a residência de seu comparsa e dirigir-se à
sua casa, local onde foram apreendidas 37 (trinta e sete) pedras de crack.
As autoridades policiais apreenderam outras 30 (trinta) pedras da mesma
substância entorpecente escondidas no colchão da casa do coacusado
Jeferson.
Inconformada, a Defesa formulou pedido de liberdade provisória,
indeferido pela magistrada de primeiro grau de jurisdição, a qual
decretou a prisão preventiva do paciente com fundamento na garantia da
ordem pública.
Contra o decreto de prisão preventiva, o paciente impetrou habeas
corpus ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a
ordem.
O Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem no HC 161.805/MG
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 105.598 / MG
e manteve a prisão do paciente.
Neste habeas corpus, alega a impetrante a ausência dos pressupostos
autorizadores da prisão preventiva com base na garantia da ordem
pública e a falta de fundamentação válida para manutenção da
segregação cautelar do paciente.
Discorre a respeito da possibilidade de concessão de liberdade
provisória nos crimes de tráfico e sobre a inconstitucionalidade da
proibição à liberdade provisória prevista no 44 da Lei 11.343/06.
Requer a concessão da ordem para que o paciente responda ao
processo em liberdade.
A eminente Ministra Ellen Gracie indeferiu a liminar em 15.10.2010.
Informações prestadas pelo Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da
Comarca de Juiz de Fora/MG.
Nos termos do requerido pelo Ministério Público Federal, a
eminente Ministra Ellen Gracie solicitou informações ao Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais, devidamente prestadas a esta
Suprema Corte.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifestou-se pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.598 / MG
e manteve a prisão do paciente.
Neste habeas corpus, alega a impetrante a ausência dos pressupostos
autorizadores da prisão preventiva com base na garantia da ordem
pública e a falta de fundamentação válida para manutenção da
segregação cautelar do paciente.
Discorre a respeito da possibilidade de concessão de liberdade
provisória nos crimes de tráfico e sobre a inconstitucionalidade da
proibição à liberdade provisória prevista no 44 da Lei 11.343/06.
Requer a concessão da ordem para que o paciente responda ao
processo em liberdade.
A eminente Ministra Ellen Gracie indeferiu a liminar em 15.10.2010.
Informações prestadas pelo Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da
Comarca de Juiz de Fora/MG.
Nos termos do requerido pelo Ministério Público Federal, a
eminente Ministra Ellen Gracie solicitou informações ao Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais, devidamente prestadas a esta
Suprema Corte.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifestou-se pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 105.598 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Pretende o paciente, em
síntese, o reconhecimento do direito de responder ao processo em
liberdade, argumentando a possibilidade de concessão de liberdade
provisória nos crimes de tráfico e a ausência, no caso, dos pressupostos e
fundamentos da prisão cautelar.
Conforme relatado, o paciente foi preso em flagrante pela suposta
prática do crime de tráfico de drogas e de associação para o tráfico, em
decorrência de investigação perpetrada pela Polícia Militar, a qual
culminou na apreensão de 67 (sessenta e sete) pedras de crack,
encontradas na residência do paciente e do coacusado.
Formulou a Defesa pedido de liberdade provisória, indeferido pela
magistrada de primeiro grau de jurisdição, que decretou a prisão
preventiva do paciente com fundamento na garantia da ordem pública. O
Tribunal de Justiça denegou habeas corpus impetrado em face do decreto
prisional.
Apesar de comungar do entendimento esposado pelas instâncias
ordinárias sobre a legalidade da segregação do paciente, o Superior
Tribunal de Justiça agregou aos fundamentos norteadores da prisão a
proibição da liberdade provisória para os acusados pelo crime de tráfico,
forte no art. 44 da Lei n 11.343/2006.
A propósito da proibição legal, registro, inicialmente, que o Plenário
desta Suprema Corte, na sessão de julgamento realizada em 10.5.2012,
nos autos do HC 104.339/SP, Rel. Ministro Gilmar Mendes, decidiu, por
maioria, pela inconstitucionalidade da vedação abstrata à concessão de
liberdade provisória em crimes de tráfico de drogas, invalidando
parcialmente a provisão da espécie contida no art. 44 da Lei n
11.343/2006. O acórdão ainda pende de publicação.
Não obstante, o mencionado precedente não obstaculiza a prisão
cautelar em processos por crimes de tráfico de drogas, forte no artigo 312
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 105.598 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Pretende o paciente, em
síntese, o reconhecimento do direito de responder ao processo em
liberdade, argumentando a possibilidade de concessão de liberdade
provisória nos crimes de tráfico e a ausência, no caso, dos pressupostos e
fundamentos da prisão cautelar.
Conforme relatado, o paciente foi preso em flagrante pela suposta
prática do crime de tráfico de drogas e de associação para o tráfico, em
decorrência de investigação perpetrada pela Polícia Militar, a qual
culminou na apreensão de 67 (sessenta e sete) pedras de crack,
encontradas na residência do paciente e do coacusado.
Formulou a Defesa pedido de liberdade provisória, indeferido pela
magistrada de primeiro grau de jurisdição, que decretou a prisão
preventiva do paciente com fundamento na garantia da ordem pública. O
Tribunal de Justiça denegou habeas corpus impetrado em face do decreto
prisional.
Apesar de comungar do entendimento esposado pelas instâncias
ordinárias sobre a legalidade da segregação do paciente, o Superior
Tribunal de Justiça agregou aos fundamentos norteadores da prisão a
proibição da liberdade provisória para os acusados pelo crime de tráfico,
forte no art. 44 da Lei n 11.343/2006.
A propósito da proibição legal, registro, inicialmente, que o Plenário
desta Suprema Corte, na sessão de julgamento realizada em 10.5.2012,
nos autos do HC 104.339/SP, Rel. Ministro Gilmar Mendes, decidiu, por
maioria, pela inconstitucionalidade da vedação abstrata à concessão de
liberdade provisória em crimes de tráfico de drogas, invalidando
parcialmente a provisão da espécie contida no art. 44 da Lei n
11.343/2006. O acórdão ainda pende de publicação.
Não obstante, o mencionado precedente não obstaculiza a prisão
cautelar em processos por crimes de tráfico de drogas, forte no artigo 312
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 105.598 / MG
do Código de Processo Penal.
Passo a analisar se existe amparo para a manutenção da prisão
cautelar do paciente, o que demanda verificar se estão presentes os
pressupostos e fundamentos da prisão preventiva elencados no art. 312
do Código de Processo Penal.
Ao apreciar o pedido de liberdade provisória formulado contra o
flagrante, a Juíza de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Juiz de
Fora/MG vislumbrou a necessidade de garantia da ordem pública nos
seguintes termos:
“(...)verifica-se que, apesar do que foi afirmado pela defesa, há
indícios da ocorrência do delito de tráfico de substâncias
entorpecentes, pois o requerente já estava, há algum tempo, sendo
observado pela Polícia Militar e, no dia dos fatos, foi flagrado saindo
da residência alvo de inúmeras denúncias anônimas. Não bastasse
isso, confessou, diante de várias testemunhas, que ‘trabalhava’ para
Jefferson, vendendo pedras de crack e recebendo, pelo ‘serviço’, a
quantia de R$ 3,00 (três reais) por cada porção vendida.
Observa-se, diante de todo o exposto, que o requerente, ainda
que em tese, praticou delitos graves previstos pela Lei n 11.343/06, o
que demonstra, obviamente, que seu comportamento revela grande
periculosidade, pois, ao que tudo indica, vendia droga de altíssimo
potencial viciante e lesivo (crack), contribuindo, assim, de forma
efetiva para a disseminação do vício.
(…) considerando que está presente um dos motivos que
autorizam a decretação da prisão preventiva do requerente, qual seja a
necessidade de se garantir a ordem pública, que se encontra em risco
pela conduta praticada por ele, que traduz sua periculosidade
concreta, manifestada não só na espécie de delito pelo qual foi preso em
flagrante, mas também na significativa quantidade de substância
constatada como entorpecente e ainda no fato de ele ter alegado aos
policiais que o prenderam que referida substância foi por ele adquirida
para posterior revenda, INDEFIRO por ora, o pleito formulado pela
douta defesa”.
O Tribunal de Justiça mineiro corroborou a necessidade da
segregação cautelar, ao entendimento de que “fundamentada a decisão
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 105.598 / MG
do Código de Processo Penal.
Passo a analisar se existe amparo para a manutenção da prisão
cautelar do paciente, o que demanda verificar se estão presentes os
pressupostos e fundamentos da prisão preventiva elencados no art. 312
do Código de Processo Penal.
Ao apreciar o pedido de liberdade provisória formulado contra o
flagrante, a Juíza de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Juiz de
Fora/MG vislumbrou a necessidade de garantia da ordem pública nos
seguintes termos:
“(...)verifica-se que, apesar do que foi afirmado pela defesa, há
indícios da ocorrência do delito de tráfico de substâncias
entorpecentes, pois o requerente já estava, há algum tempo, sendo
observado pela Polícia Militar e, no dia dos fatos, foi flagrado saindo
da residência alvo de inúmeras denúncias anônimas. Não bastasse
isso, confessou, diante de várias testemunhas, que ‘trabalhava’ para
Jefferson, vendendo pedras de crack e recebendo, pelo ‘serviço’, a
quantia de R$ 3,00 (três reais) por cada porção vendida.
Observa-se, diante de todo o exposto, que o requerente, ainda
que em tese, praticou delitos graves previstos pela Lei n 11.343/06, o
que demonstra, obviamente, que seu comportamento revela grande
periculosidade, pois, ao que tudo indica, vendia droga de altíssimo
potencial viciante e lesivo (crack), contribuindo, assim, de forma
efetiva para a disseminação do vício.
(…) considerando que está presente um dos motivos que
autorizam a decretação da prisão preventiva do requerente, qual seja a
necessidade de se garantir a ordem pública, que se encontra em risco
pela conduta praticada por ele, que traduz sua periculosidade
concreta, manifestada não só na espécie de delito pelo qual foi preso em
flagrante, mas também na significativa quantidade de substância
constatada como entorpecente e ainda no fato de ele ter alegado aos
policiais que o prenderam que referida substância foi por ele adquirida
para posterior revenda, INDEFIRO por ora, o pleito formulado pela
douta defesa”.
O Tribunal de Justiça mineiro corroborou a necessidade da
segregação cautelar, ao entendimento de que “fundamentada a decisão
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 105.598 / MG
com base nos indícios de materialidade e autoria, e com vistas à garantia
da ordem pública, necessária e conveniente a manutenção da custódia
cautelar do agente preso em flagrante regular e denunciado pelo crime de
tráfico de drogas”.
Convém ainda assinalar que poucos dias antes de prolatado o
acórdão apontado como ato coator, o paciente foi condenado, em
primeiro grau de jurisdição, às penas de oito anos e quatro meses de
reclusão, no regime inicialmente fechado, pela prática dos crimes em
questão, previstos nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006.
A sentença negou ao paciente e ao coacusado o direito de apelar em
liberdade, porque “além de terem permanecido presos durante todo o
curso da instrução, encontra-se presente pelo menos uma das
circunstâncias que autorizam a decretação das prisões preventivas dos
réus, qual seja, a necessidade de se garantir a ordem pública, que sempre
se encontra perturbada pelos ominosos delitos de tráfico de entorpecentes
e associação para este crime, bem em razão da periculosidade do réu
Jeferson. Lado outro, o art. 44 da Lei n 11.343/2006 impede a concessão
da Liberdade Provisória no caso de tráfico ilícito de entorpecentes”.
Havendo condenação criminal, ainda que submetida a apelação,
encontram-se presentes mais do que os pressupostos da preventiva, ou
seja, prova da materialidade e indícios de autoria.
Com efeito, não há aqui apenas um juízo de cognição provisória e
sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado. Há um
julgamento condenatório, que foi precedido por amplo contraditório e no
qual as provas foram avaliadas por um órgão judiciário imparcial, ou seja,
um juízo efetuado com base em cognição profunda e exaustiva de que o
condenado é culpado de um crime. Para se concluir pela responsabilidade
criminal, tem que ser reconhecida a presença de prova acima de qualquer
dúvida razoável. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica
através de recursos, a situação é bem diferente do que a de uma prisão
preventiva decretada antes do julgamento.
Embora esta Suprema Corte, em julgamento por maioria, tenha
entendido que o princípio da presunção de inocência valeria até o trânsito
3
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com base nos indícios de materialidade e autoria, e com vistas à garantia
da ordem pública, necessária e conveniente a manutenção da custódia
cautelar do agente preso em flagrante regular e denunciado pelo crime de
tráfico de drogas”.
Convém ainda assinalar que poucos dias antes de prolatado o
acórdão apontado como ato coator, o paciente foi condenado, em
primeiro grau de jurisdição, às penas de oito anos e quatro meses de
reclusão, no regime inicialmente fechado, pela prática dos crimes em
questão, previstos nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006.
A sentença negou ao paciente e ao coacusado o direito de apelar em
liberdade, porque “além de terem permanecido presos durante todo o
curso da instrução, encontra-se presente pelo menos uma das
circunstâncias que autorizam a decretação das prisões preventivas dos
réus, qual seja, a necessidade de se garantir a ordem pública, que sempre
se encontra perturbada pelos ominosos delitos de tráfico de entorpecentes
e associação para este crime, bem em razão da periculosidade do réu
Jeferson. Lado outro, o art. 44 da Lei n 11.343/2006 impede a concessão
da Liberdade Provisória no caso de tráfico ilícito de entorpecentes”.
Havendo condenação criminal, ainda que submetida a apelação,
encontram-se presentes mais do que os pressupostos da preventiva, ou
seja, prova da materialidade e indícios de autoria.
Com efeito, não há aqui apenas um juízo de cognição provisória e
sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado. Há um
julgamento condenatório, que foi precedido por amplo contraditório e no
qual as provas foram avaliadas por um órgão judiciário imparcial, ou seja,
um juízo efetuado com base em cognição profunda e exaustiva de que o
condenado é culpado de um crime. Para se concluir pela responsabilidade
criminal, tem que ser reconhecida a presença de prova acima de qualquer
dúvida razoável. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica
através de recursos, a situação é bem diferente do que a de uma prisão
preventiva decretada antes do julgamento.
Embora esta Suprema Corte, em julgamento por maioria, tenha
entendido que o princípio da presunção de inocência valeria até o trânsito
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HC 105.598 / MG
em julgado da ação penal (HC 84.078 – Plenário – Rel. Min. Eros Grau –
por maioria – j. 05.2.2009 – Dje-035, de 25.2.2010), é forçoso reconhecer
que a força do princípio se atenua depois de um julgamento, ainda que
este não seja definitivo.
No que se refere aos fundamentos da prisão preventiva, embora a
quantidade de droga não seja tão expressiva, a forma de
acondicionamento, em sessenta e sete pedras de crack, indicando venda
potencial a igual número de consumidores, e especialmente o elevado
potencial ofensivo da droga apreendida, indicam que o paciente e o
coacusado dedicam-se profissionalmente ao tráfico de drogas e que sua
colocação em liberdade implicará em risco de reiteração delitiva e à
ordem pública.
Não se trata de prisão decretada com base na gravidade abstrata do
crime, mas fundada nas circunstâncias concretas da atividade criminosa,
a evidenciarem risco à ordem pública, fundamento suficiente para a
decretação da preventiva, conforme o art. 312 do Código de Processo
Penal.
A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é princípio
cardeal no processo penal em um Estado Democrático de Direito. Teve
longo desenvolvimento histórico, sendo considerada uma conquista da
humanidade. Não impede, porém, em absoluto, a imposição de restrições
ao direito do acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas
sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. “A antecipação cautelar
da prisão”, conforme lição do eminente Ministro Celso de Mello, “não se
revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de não
culpabilidade” (HC 94.194/CE, decisão monocrática, 28.8.2008, DJe n 165,
de 2.9.2008). Não constitui um véu inibidor da apreensão da realidade
pelo juiz, ou mais especificamente do conhecimento dos fatos do processo
e da valoração das provas, ainda que em cognição sumária e provisória. O
mundo não pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o
fato criminoso em si não pode ser conhecido e valorado para decretação
ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo com o próprio
instituto da prisão preventiva, já que a imposição desta tem por
4
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em julgado da ação penal (HC 84.078 – Plenário – Rel. Min. Eros Grau –
por maioria – j. 05.2.2009 – Dje-035, de 25.2.2010), é forçoso reconhecer
que a força do princípio se atenua depois de um julgamento, ainda que
este não seja definitivo.
No que se refere aos fundamentos da prisão preventiva, embora a
quantidade de droga não seja tão expressiva, a forma de
acondicionamento, em sessenta e sete pedras de crack, indicando venda
potencial a igual número de consumidores, e especialmente o elevado
potencial ofensivo da droga apreendida, indicam que o paciente e o
coacusado dedicam-se profissionalmente ao tráfico de drogas e que sua
colocação em liberdade implicará em risco de reiteração delitiva e à
ordem pública.
Não se trata de prisão decretada com base na gravidade abstrata do
crime, mas fundada nas circunstâncias concretas da atividade criminosa,
a evidenciarem risco à ordem pública, fundamento suficiente para a
decretação da preventiva, conforme o art. 312 do Código de Processo
Penal.
A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é princípio
cardeal no processo penal em um Estado Democrático de Direito. Teve
longo desenvolvimento histórico, sendo considerada uma conquista da
humanidade. Não impede, porém, em absoluto, a imposição de restrições
ao direito do acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas
sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. “A antecipação cautelar
da prisão”, conforme lição do eminente Ministro Celso de Mello, “não se
revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de não
culpabilidade” (HC 94.194/CE, decisão monocrática, 28.8.2008, DJe n 165,
de 2.9.2008). Não constitui um véu inibidor da apreensão da realidade
pelo juiz, ou mais especificamente do conhecimento dos fatos do processo
e da valoração das provas, ainda que em cognição sumária e provisória. O
mundo não pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o
fato criminoso em si não pode ser conhecido e valorado para decretação
ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo com o próprio
instituto da prisão preventiva, já que a imposição desta tem por
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 105.598 / MG
pressuposto a presença de prova da materialidade do crime e de indícios
de autoria.
Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o
envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por
conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está
justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para
resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas
da materialidade e da autoria.
Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema Corte (v.g.:
HC 109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, Dje-036, de 17.02.2012; HC
104.332/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, Dje-175, de 12.9.2011; HC
98.754/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, Dje-232, de 10.12.2009). Por
todos eles, destaco o seguinte:
"Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
agente evidenciada pelo modus operandi e o risco concreto de
reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção da
custódia cautelar.” (HC 110.313/MS, Rel. Min. Carmen Lúcia 1.
Turma do Supremo Tribunal Federal un. - j. 13.12.2011 Dje-032, de 13.02.2012).
É relevante ainda lembrar que a própria Constituição Federal de
1988 conferiu ao crime de tráfico de drogas, juntamente com outros
crimes extremamente graves, como a tortura, o terrorismo e os crimes
hediondos, um tratamento mais rigoroso, ao estabelecer, em seu art. 5...,
XLIII, a inafiançabilidade do crime de tráfico de drogas.
É digno de nota que a inafiançabilidade esteja localizada no art. 5... da
Constituição Federal, sede dos mais importantes direitos fundamentais.
Tal localização da norma decorre da compreensão pelo Constituinte
de que as espécies delitivas arroladas no inciso XLIII do art. 5... implicam
graves agressões aos direitos humanos, considerando o seu efeito danoso
e disruptivo no meio social.
Oportuno, aliás, destacar que constitui praxe universal o tratamento
mais rigoroso do tráfico de drogas em relação a outros crimes, o que
conta com reflexos inclusive em tratados internacionais de que o Brasil
faz parte. Ilustrativamente, extraio os seguintes trechos do preâmbulo da
Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico de Entorpecentes e
5
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HC 105.598 / MG
pressuposto a presença de prova da materialidade do crime e de indícios
de autoria.
Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o
envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por
conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está
justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para
resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas
da materialidade e da autoria.
Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema Corte (v.g.:
HC 109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, Dje-036, de 17.02.2012; HC
104.332/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, Dje-175, de 12.9.2011; HC
98.754/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, Dje-232, de 10.12.2009). Por
todos eles, destaco o seguinte:
"Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
agente evidenciada pelo modus operandi e o risco concreto de
reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção da
custódia cautelar.” (HC 110.313/MS, Rel. Min. Carmen Lúcia 1.
Turma do Supremo Tribunal Federal un. - j. 13.12.2011 Dje-032, de 13.02.2012).
É relevante ainda lembrar que a própria Constituição Federal de
1988 conferiu ao crime de tráfico de drogas, juntamente com outros
crimes extremamente graves, como a tortura, o terrorismo e os crimes
hediondos, um tratamento mais rigoroso, ao estabelecer, em seu art. 5...,
XLIII, a inafiançabilidade do crime de tráfico de drogas.
É digno de nota que a inafiançabilidade esteja localizada no art. 5... da
Constituição Federal, sede dos mais importantes direitos fundamentais.
Tal localização da norma decorre da compreensão pelo Constituinte
de que as espécies delitivas arroladas no inciso XLIII do art. 5... implicam
graves agressões aos direitos humanos, considerando o seu efeito danoso
e disruptivo no meio social.
Oportuno, aliás, destacar que constitui praxe universal o tratamento
mais rigoroso do tráfico de drogas em relação a outros crimes, o que
conta com reflexos inclusive em tratados internacionais de que o Brasil
faz parte. Ilustrativamente, extraio os seguintes trechos do preâmbulo da
Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico de Entorpecentes e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 105.598 / MG
Substâncias Psicotrópicas de 1988, dita Convenção de Viena, promulgada
no Brasil pelo Decreto n. 154/1991:
“As Partes nesta Convenção,
Profundamente preocupadas com a magnitude e a crescente
tendência da produção, da demanda e do tráfico ilícitos de
entorpecentes e de substâncias psicotrópicas, que representam uma
grave ameaça à saúde e ao bem-estar dos seres humanos e que têm
efeitos nefastos sobre as bases econômica, culturais e políticas da
sociedade,
Profundamente preocupadas também com a sustentada e
crescente expansão do tráfico ilícito de entorpecentes e de substâncias
psicotrópicas nos diversos grupos sociais e, em particular, pela
exploração de crianças em muitas partes do mundo, tanto na
qualidade de consumidores como na produção, na distribuição e no
comércio ilícitos de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas, o que
constitui um perigo de gravidade incalculável,
Reconhecendo os vínculos que existem entre o tráfico ilícito e
outras atividades criminosas organizadas, a ele relacionadas, que
minam as economias lícitas e ameaçam a estabilidade, a segurança e a
soberania dos Estados,
(...)”
E no art. 3..., itens 6 e 7, encontram-se normas que dispõem sobre o
papel das Cortes judiciais na implementação das previsões do tratado:
“6. As Partes se esforçarão para assegurar que qualquer poder
legal discricionário, com base em seu direito interno, no que se refere
ao julgamento de pessoas pelos delitos mencionados neste Artigo, seja
exercido para dotar de eficiência máxima as medidas de detecção e
repressão desses delitos, levando devidamente em conta a necessidade
de se exercer um efeito dissuasivo à prática desses delitos.
7. As Partes velarão para que seus tribunais ou demais
autoridades competentes levem em conta a gravidade dos delitos
estabelecidos no parágrafo 1 deste Artigo, e as circunstâncias
especificadas no parágrafo 5 deste Artigo, ao considerar a possibilidade
de conceder liberdade antecipada ou liberdade condicional a pessoas
que tenham sido condenadas por alguns desses delitos”.
Apesar do reconhecimento internacional da gravidade do crime de
6
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HC 105.598 / MG
Substâncias Psicotrópicas de 1988, dita Convenção de Viena, promulgada
no Brasil pelo Decreto n. 154/1991:
“As Partes nesta Convenção,
Profundamente preocupadas com a magnitude e a crescente
tendência da produção, da demanda e do tráfico ilícitos de
entorpecentes e de substâncias psicotrópicas, que representam uma
grave ameaça à saúde e ao bem-estar dos seres humanos e que têm
efeitos nefastos sobre as bases econômica, culturais e políticas da
sociedade,
Profundamente preocupadas também com a sustentada e
crescente expansão do tráfico ilícito de entorpecentes e de substâncias
psicotrópicas nos diversos grupos sociais e, em particular, pela
exploração de crianças em muitas partes do mundo, tanto na
qualidade de consumidores como na produção, na distribuição e no
comércio ilícitos de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas, o que
constitui um perigo de gravidade incalculável,
Reconhecendo os vínculos que existem entre o tráfico ilícito e
outras atividades criminosas organizadas, a ele relacionadas, que
minam as economias lícitas e ameaçam a estabilidade, a segurança e a
soberania dos Estados,
(...)”
E no art. 3..., itens 6 e 7, encontram-se normas que dispõem sobre o
papel das Cortes judiciais na implementação das previsões do tratado:
“6. As Partes se esforçarão para assegurar que qualquer poder
legal discricionário, com base em seu direito interno, no que se refere
ao julgamento de pessoas pelos delitos mencionados neste Artigo, seja
exercido para dotar de eficiência máxima as medidas de detecção e
repressão desses delitos, levando devidamente em conta a necessidade
de se exercer um efeito dissuasivo à prática desses delitos.
7. As Partes velarão para que seus tribunais ou demais
autoridades competentes levem em conta a gravidade dos delitos
estabelecidos no parágrafo 1 deste Artigo, e as circunstâncias
especificadas no parágrafo 5 deste Artigo, ao considerar a possibilidade
de conceder liberdade antecipada ou liberdade condicional a pessoas
que tenham sido condenadas por alguns desses delitos”.
Apesar do reconhecimento internacional da gravidade do crime de
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tráfico de drogas, não é preciso ir tão longe, considerando que no Brasil é
notória a existência até de comunidades dominadas pelo tráfico de
drogas, em espécie de Estado de exceção permanente, sem lei, sem
segurança e sem liberdade.
O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este
associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas
vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir
na análise dos casos concretos, inclusive acerca da possibilidade do
processado por crime de tráfico de drogas responder em liberdade
durante o processo.
Assim, em síntese, as circunstâncias concretas do caso,
especialmente a quantidade, a forma de acondicionamento e o elevado
potencial ofensivo da droga apreendida, constituem indícios suficientes
do envolvimento significativo do paciente na atividade delitiva e, por
conseguinte, revelam a existência de risco de reiteração delitiva e à ordem
pública, um dos fundamentos da preventiva.
Presentes os pressupostos e fundamentos da prisão preventiva,
denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
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tráfico de drogas, não é preciso ir tão longe, considerando que no Brasil é
notória a existência até de comunidades dominadas pelo tráfico de
drogas, em espécie de Estado de exceção permanente, sem lei, sem
segurança e sem liberdade.
O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este
associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas
vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir
na análise dos casos concretos, inclusive acerca da possibilidade do
processado por crime de tráfico de drogas responder em liberdade
durante o processo.
Assim, em síntese, as circunstâncias concretas do caso,
especialmente a quantidade, a forma de acondicionamento e o elevado
potencial ofensivo da droga apreendida, constituem indícios suficientes
do envolvimento significativo do paciente na atividade delitiva e, por
conseguinte, revelam a existência de risco de reiteração delitiva e à ordem
pública, um dos fundamentos da preventiva.
Presentes os pressupostos e fundamentos da prisão preventiva,
denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
7
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.598
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2532862
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 105.598
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio e a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2532862
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 105 . 598",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 105 . 598 / MG",
"HABEAS CORPUS 105 . 598",
"Habeas Corpus 161 . 805 / MG",
"HC 161 . 805 / MG",
"HABEAS CORPUS 105 . 598",
"Habeas Corpus 161 . 805 / MG",
"HC 161 . 805 / MG",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 105 . 598 / MG",
"HABEAS CORPUS 105 . 598",
"HC 104 . 339 / SP",
"HABEAS CORPUS 105 . 598",
"HC 104 . 339 / SP",
"HC 105 . 598 / MG do Código",
"HC 105 . 598 / MG do Código de Processo Penal",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 84 . 078",
"HC 94 . 194 / CE",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 84 . 078",
"HC 94 . 194 / CE",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 109 . 436",
"HC 104 . 332 / ES",
"HC 98 . 754 / SP",
"HC 110 . 313 / MS",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 109 . 436",
"HC 104 . 332 / ES",
"HC 98 . 754 / SP",
"HC 110 . 313 / MS",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 105 . 598 / MG",
"HABEAS CORPUS 105 . 598",
"HABEAS CORPUS 105 . 598"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"44 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"44 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"artigo 312 Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Convenção das Nações Unidas",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Convenção de Viena",
"Decreto n . 154 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Convenção",
"Decreto n . 154 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"bairro de Grama",
"Juiz de Fora / MG",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"bairro de",
"Grama",
"Juiz de Fora / MG",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE",
"Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Polícia",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora / MG",
"Ministério Público Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Polícia Militar",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário desta Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Polícia Militar",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário desta Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
"Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora / MG",
"Tribunal de Justiça mineiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora / MG",
"Tribunal de Justiça mineiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA",
"Douglas Fabrício de Sousa",
"Felix Fischer",
"Jeferson",
"ROSA WEBER",
"DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA",
"Douglas Fabrício de Sousa",
"Felix Fischer",
"Jeferson",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Edson Oliveira de Almeida",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"Jefferson",
"Jefferson",
"ROSA WEBER",
"Jeferson",
"Jeferson",
"ROSA WEBER",
"Eros Grau",
"Celso de Mello",
"Eros Grau",
"Celso de Mello",
"ROSA WEBER",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Carmen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Carmen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"DOUGLAS FABRICIO DE SOUSA",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"10",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"10",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"2",
".",
"2009",
"25",
".",
"2",
".",
"2010",
"28",
".",
"8",
".",
"2008",
"2",
".",
"9",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"2",
".",
"2009",
"25",
".",
"2",
".",
"2010",
"28",
".",
"8",
".",
"2008",
"2",
".",
"9",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"02",
".",
"2012",
"12",
".",
"9",
".",
"2011",
"10",
".",
"12",
".",
"2009",
"13",
".",
"12",
".",
"2011",
"13",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"02",
".",
"2012",
"12",
".",
"9",
".",
"2011",
"10",
".",
"12",
".",
"2009",
"13",
".",
"12",
".",
"2011",
"13",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S)
:GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO
HC
226861
DO
SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Constitucional. Processual Penal. Tráfico de
entorpecentes. Liberdade provisória. Vedação ex lege (art. 44 da Lei nº
11.343/06). Inadmissibilidade. Necessidade de comprovação da presença
dos requisitos previstos no art. 312 do CPP. Fundamentação inexistente
no caso concreto. Superação da Súmula 691. Ordem parcialmente
concedida.
1. Em princípio, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal,
não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus
contra decisão de relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal
Superior, indefere liminar.
2. A inafiançabilidade do delito de tráfico de entorpecentes,
estabelecida constitucionalmente, não significa óbice à liberdade
provisória, considerado o conflito do inciso XLIII com o LXVI (“ninguém
será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade
provisória, com ou sem fiança”), ambos do art. 5º da CF.
3. Para manter a prisão em flagrante, deve o magistrado fazê-lo com
base em elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a
necessidade da prisão do indivíduo, nos termos do art. 312 do Código de
Processo Penal.
4. Na hipótese em análise, contudo, ao manter a prisão cautelar do
paciente, o Juízo não indicou elementos concretos e individualizados
aptos a demonstrar a necessidade da prisão cautelar do ora paciente pelo
crime de tráfico, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal.
5. Está sedimentado na Corte o entendimento de que a gravidade em
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Supremo Tribunal Federal
DJe 29/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28
Ementa e Acórdão
HC 111.586 / SP
abstrato do delito não basta para justificar, por si só, a privação cautelar
da liberdade individual do agente. Precedentes.
6. Não mais subsistente a situação fática que ensejou a manutenção
da prisão cautelar, é o caso de concessão parcial da ordem de habeas
corpus, para que o Juiz de piso substitua a segregação cautelar por
medidas cautelares diversas da prisão.
7. Ordem parcialmente concedida.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em conceder, em parte, a ordem
de habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2496086.
Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
abstrato do delito não basta para justificar, por si só, a privação cautelar
da liberdade individual do agente. Precedentes.
6. Não mais subsistente a situação fática que ensejou a manutenção
da prisão cautelar, é o caso de concessão parcial da ordem de habeas
corpus, para que o Juiz de piso substitua a segregação cautelar por
medidas cautelares diversas da prisão.
7. Ordem parcialmente concedida.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em conceder, em parte, a ordem
de habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2496086.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S)
:GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO
HC
226861
DO
SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Guido Pelegrinotti Júnior em favor de Edionei dos Santos Martins,
buscando a liberdade provisória do paciente.
Aponta o impetrante como autoridade coatora a Ministra Maria
Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o
pedido de liminar no HC nº 226.861/SP impetrado àquela Corte de
Justiça.
Inicialmente, assevera o impetrante que o caso concreto autoriza o
afastamento do enunciado da Súmula nº 691 desta Suprema Corte.
No mais, sustenta, em síntese, o constrangimento ilegal imposto ao
paciente, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a
necessidade da medida constritiva, bem como a ausência dos
pressupostos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal.
Aduz, ainda, que o paciente “comprova o preenchimento dos requisitos
necessários à concessão da benesse, dentre eles comprovante de emprego lícito,
residência fixa, ausência de antecedentes, etc” (fl. 9 da inicial).
Requer, liminarmente, a concessão da ordem para conceder ao
paciente o benefício da liberdade provisória. No mérito, pede a sua
confirmação, para que permaneça o paciente em liberdade até o
julgamento final do processo.
Indeferi o pedido de liminar e solicitei informações à autoridade
coatora e ao Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Capivari/SP. As informações foram prestadas por meio da Petição/STF nº
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S)
:GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO
HC
226861
DO
SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Guido Pelegrinotti Júnior em favor de Edionei dos Santos Martins,
buscando a liberdade provisória do paciente.
Aponta o impetrante como autoridade coatora a Ministra Maria
Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o
pedido de liminar no HC nº 226.861/SP impetrado àquela Corte de
Justiça.
Inicialmente, assevera o impetrante que o caso concreto autoriza o
afastamento do enunciado da Súmula nº 691 desta Suprema Corte.
No mais, sustenta, em síntese, o constrangimento ilegal imposto ao
paciente, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a
necessidade da medida constritiva, bem como a ausência dos
pressupostos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal.
Aduz, ainda, que o paciente “comprova o preenchimento dos requisitos
necessários à concessão da benesse, dentre eles comprovante de emprego lícito,
residência fixa, ausência de antecedentes, etc” (fl. 9 da inicial).
Requer, liminarmente, a concessão da ordem para conceder ao
paciente o benefício da liberdade provisória. No mérito, pede a sua
confirmação, para que permaneça o paciente em liberdade até o
julgamento final do processo.
Indeferi o pedido de liminar e solicitei informações à autoridade
coatora e ao Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Capivari/SP. As informações foram prestadas por meio da Petição/STF nº
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28
Relatório
HC 111.586 / SP
258/12 e 1.171/12.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
258/12 e 1.171/12.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu o pedido de liminar no HC nº 226.861/SP impetrado àquela
Corte de Justiça.
Transcrevo a ementa daquela decisão:
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado
em favor de EDIONEI DOS SANTOS MARTINS, apontando-se
o coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n.º
0198531-52.2011.8.26.0000).
Narra a impetração que ‘o paciente foi preso em flagrante
delito no dia 08.07.2011 e, do que se verifica da exordial
acusatória, os imputados estão sendo acusados de agindo em
concurso, previamente acordados e com unidade de desígnios,
tinham em depósito e guardavam, com a finalidade de tráfico,
32 (trinta e duas) pedras de crack’ (fl. 2).
O magistrado de plantão converteu a prisão cautelar em
preventiva, fundamentando o seguinte (fl. 61):
‘Pelo que se pode ver dos autos, o flagrante foi
devidamente conduzido e a autoridade atendeu aos
ditames legais, não havendo qualquer suspeita de
irregularidade capaz de invalidar ou anular os atos até
então praticados.
Também pelo que se vislumbra há indícios
suficientes de autoria e materialidade da infração penal
máxime pelas provas até então coligidas, tais como prova
oral material e do laudo de constatação provisória.
Atendendo aos rigores da Lei 12.403/11, é caso de
consolidar o flagrante convertendo a prisão cautelar em
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu o pedido de liminar no HC nº 226.861/SP impetrado àquela
Corte de Justiça.
Transcrevo a ementa daquela decisão:
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado
em favor de EDIONEI DOS SANTOS MARTINS, apontando-se
o coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n.º
0198531-52.2011.8.26.0000).
Narra a impetração que ‘o paciente foi preso em flagrante
delito no dia 08.07.2011 e, do que se verifica da exordial
acusatória, os imputados estão sendo acusados de agindo em
concurso, previamente acordados e com unidade de desígnios,
tinham em depósito e guardavam, com a finalidade de tráfico,
32 (trinta e duas) pedras de crack’ (fl. 2).
O magistrado de plantão converteu a prisão cautelar em
preventiva, fundamentando o seguinte (fl. 61):
‘Pelo que se pode ver dos autos, o flagrante foi
devidamente conduzido e a autoridade atendeu aos
ditames legais, não havendo qualquer suspeita de
irregularidade capaz de invalidar ou anular os atos até
então praticados.
Também pelo que se vislumbra há indícios
suficientes de autoria e materialidade da infração penal
máxime pelas provas até então coligidas, tais como prova
oral material e do laudo de constatação provisória.
Atendendo aos rigores da Lei 12.403/11, é caso de
consolidar o flagrante convertendo a prisão cautelar em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
outra, qual seja a preventiva, com expedição do
competente mandado de prisão, pois o crime é grave e não
é possível conceder liberdade provisória, não só porque
vedado pela legislação de regência (Lei 11.343/06 - art. 44),
mas também porque eventual concessão da liberdade
coloca em risco a ordem pública com a difusão do tráfico,
colocando em risco a saúde e integridade de pessoas.’
A defesa formulou pedido de liberdade provisória, o qual
restou indeferido nos seguintes termos (fl. 105):
‘Adotando como razões de decidir os argumentos
contidos na decisão de fls. 39 do auto de comunicação de
prisão em flagrante, indefiro o pedido.’
Irresignada, impetrou pedido de habeas corpus perante o
tribunal de origem, que foi denegado, nos termos da seguinte
ementa (fl. 231):
‘Habeas Corpus - Tráfico ilícito de entorpecentes -
Pedido de revogação da prisão preventiva -
Impossibilidade - Dispositivo legal que veda a concessão
de liberdade provisória - Ordem Denegada.’
No presente mandamus, o impetrante alega falta de
fundamentação da decisão que converteu a prisão em flagrante
em preventiva e da decisão que indeferiu o pedido de liberdade
provisória.
Aduz que o paciente é primário, tem residência fixa e
ocupação lícita, não estando presentes os requisitos do artigo
312 do Código de Processo Penal, que autorizam a manutenção
da segregação cautelar.
Assevera que o Tribunal de origem negou o benefício
unicamente em face da expressa vedação legal contida no art.
44 da Lei de Drogas, dispositivo declarado inconstitucional pelo
Supremo Tribunal Federal.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
outra, qual seja a preventiva, com expedição do
competente mandado de prisão, pois o crime é grave e não
é possível conceder liberdade provisória, não só porque
vedado pela legislação de regência (Lei 11.343/06 - art. 44),
mas também porque eventual concessão da liberdade
coloca em risco a ordem pública com a difusão do tráfico,
colocando em risco a saúde e integridade de pessoas.’
A defesa formulou pedido de liberdade provisória, o qual
restou indeferido nos seguintes termos (fl. 105):
‘Adotando como razões de decidir os argumentos
contidos na decisão de fls. 39 do auto de comunicação de
prisão em flagrante, indefiro o pedido.’
Irresignada, impetrou pedido de habeas corpus perante o
tribunal de origem, que foi denegado, nos termos da seguinte
ementa (fl. 231):
‘Habeas Corpus - Tráfico ilícito de entorpecentes -
Pedido de revogação da prisão preventiva -
Impossibilidade - Dispositivo legal que veda a concessão
de liberdade provisória - Ordem Denegada.’
No presente mandamus, o impetrante alega falta de
fundamentação da decisão que converteu a prisão em flagrante
em preventiva e da decisão que indeferiu o pedido de liberdade
provisória.
Aduz que o paciente é primário, tem residência fixa e
ocupação lícita, não estando presentes os requisitos do artigo
312 do Código de Processo Penal, que autorizam a manutenção
da segregação cautelar.
Assevera que o Tribunal de origem negou o benefício
unicamente em face da expressa vedação legal contida no art.
44 da Lei de Drogas, dispositivo declarado inconstitucional pelo
Supremo Tribunal Federal.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
Requer, liminarmente e no mérito, a concessão da
liberdade provisória ao acusado, até julgamento final do
processo.
É o relatório.
Inicialmente, cumpre ressaltar que estes autos foram a
mim distribuídos por prevenção ao HC n.º 222634/SP,
impetrado em favor da ora paciente, ao qual foi negado
seguimento.
Da análise dos autos, ao menos em um juízo de cognição
sumária, não vislumbro manifesto constrangimento ilegal a
ensejar o deferimento da medida de urgência.
Com efeito, pela leitura da decisão impugnada, primo
oculi, não se verifica ilegalidade na manutenção da prisão
cautelar do paciente, até porque a questão sobre a idoneidade
da negativa de liberdade provisória com fulcro no art. 44 da Lei
nº 11.343/06 não se encontra pacificada no âmbito desta Corte.
Vejam-se os seguintes precedentes da 5ª Turma:
‘HABEAS
CORPUS
LIBERATÓRIO.
NARCOTRAFICÂNCIA. PRISÃO EM FLAGRANTE
DELITO EM 30.06.09. LIBERDADE PROVISÓRIA.
VEDAÇÃO LEGAL. NORMA ESPECIAL. LEI 11.343/06.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PARECER DO MPF
PELA CONCESSÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA,
NO ENTANTO.
1. A vedação de concessão de liberdade provisória,
na hipótese de acusados da prática de tráfico ilícito de
entorpecentes, encontra amparo no art. 44 da Lei 11.343/06
(nova Lei de Tóxicos), que é norma especial em relação ao
parágrafo único do art. 310 do CPP e à Lei de Crimes
Hediondos, com a nova redação dada pela Lei 11.464/07.
2. Referida vedação legal é, portanto, razão idônea e
suficiente para o indeferimento da benesse, de sorte que
prescinde de maiores digressões a decisão que indefere o
pedido de liberdade provisória, nestes casos.
3. Ademais, no caso concreto, presentes indícios
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
Requer, liminarmente e no mérito, a concessão da
liberdade provisória ao acusado, até julgamento final do
processo.
É o relatório.
Inicialmente, cumpre ressaltar que estes autos foram a
mim distribuídos por prevenção ao HC n.º 222634/SP,
impetrado em favor da ora paciente, ao qual foi negado
seguimento.
Da análise dos autos, ao menos em um juízo de cognição
sumária, não vislumbro manifesto constrangimento ilegal a
ensejar o deferimento da medida de urgência.
Com efeito, pela leitura da decisão impugnada, primo
oculi, não se verifica ilegalidade na manutenção da prisão
cautelar do paciente, até porque a questão sobre a idoneidade
da negativa de liberdade provisória com fulcro no art. 44 da Lei
nº 11.343/06 não se encontra pacificada no âmbito desta Corte.
Vejam-se os seguintes precedentes da 5ª Turma:
‘HABEAS
CORPUS
LIBERATÓRIO.
NARCOTRAFICÂNCIA. PRISÃO EM FLAGRANTE
DELITO EM 30.06.09. LIBERDADE PROVISÓRIA.
VEDAÇÃO LEGAL. NORMA ESPECIAL. LEI 11.343/06.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PARECER DO MPF
PELA CONCESSÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA,
NO ENTANTO.
1. A vedação de concessão de liberdade provisória,
na hipótese de acusados da prática de tráfico ilícito de
entorpecentes, encontra amparo no art. 44 da Lei 11.343/06
(nova Lei de Tóxicos), que é norma especial em relação ao
parágrafo único do art. 310 do CPP e à Lei de Crimes
Hediondos, com a nova redação dada pela Lei 11.464/07.
2. Referida vedação legal é, portanto, razão idônea e
suficiente para o indeferimento da benesse, de sorte que
prescinde de maiores digressões a decisão que indefere o
pedido de liberdade provisória, nestes casos.
3. Ademais, no caso concreto, presentes indícios
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
veementes de autoria e provada a materialidade do delito,
a manutenção da prisão cautelar encontra-se plenamente
justificada na garantia da ordem pública, tendo em vista a
quantidade e natureza de entorpecente apreendido (0,49
gramas de maconha, 5,09 gramas de crack e 0,16 gramas
de cocaína), a indicar a periculosidade do acusado.
4. Ordem denegada, não obstante o parecer
ministerial em contrário.’ (HC 144.738/MG, Rel. Ministro
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA,
julgado em 09/02/2010, DJe 15/03/2010).
‘PROCESSUAL PENAL.
HABEAS CORPUS.
TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. PRISÃO EM
FLAGRANTE. LIBERDADE PROVISÓRIA. VEDAÇÃO
IMPOSTA PELA CONSTITUIÇÃO, PELO ART. 2º,
INCISO II, DA LEI 8.072/90 E PELO ART. 44 DA LEI
11.343/06. (...) ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
1. O inciso XLIII do art. 5º da Constituição Federal
estabelece que o crime de tráfico ilícito de entorpecentes é
inafiançável. Não sendo possível concessão de liberdade
provisória com fiança, com maior razão é a não-concessão
de liberdade provisória sem fiança.
2. A legislação infraconstitucional (arts. 2º, II, da Lei
8.072/90 e 44 da Lei 11.343/06) também veda a liberdade
provisória ao preso em flagrante por tráfico ilícito de
entorpecentes.
3. A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça
consolidou o entendimento de que a vedação legal é
fundamento suficiente para o indeferimento da liberdade
provisória (HC 76.779/MT, Rel. Min. Felix Fischer, DJ de
3/4/08).
(...)
6. Ordem parcialmente concedida para anular a
audiência de instrução e julgamento realizada em
desconformidade com a previsão contida no art. 212 do
Código de Processo Penal, determinando que outra seja
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
veementes de autoria e provada a materialidade do delito,
a manutenção da prisão cautelar encontra-se plenamente
justificada na garantia da ordem pública, tendo em vista a
quantidade e natureza de entorpecente apreendido (0,49
gramas de maconha, 5,09 gramas de crack e 0,16 gramas
de cocaína), a indicar a periculosidade do acusado.
4. Ordem denegada, não obstante o parecer
ministerial em contrário.’ (HC 144.738/MG, Rel. Ministro
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA,
julgado em 09/02/2010, DJe 15/03/2010).
‘PROCESSUAL PENAL.
HABEAS CORPUS.
TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. PRISÃO EM
FLAGRANTE. LIBERDADE PROVISÓRIA. VEDAÇÃO
IMPOSTA PELA CONSTITUIÇÃO, PELO ART. 2º,
INCISO II, DA LEI 8.072/90 E PELO ART. 44 DA LEI
11.343/06. (...) ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
1. O inciso XLIII do art. 5º da Constituição Federal
estabelece que o crime de tráfico ilícito de entorpecentes é
inafiançável. Não sendo possível concessão de liberdade
provisória com fiança, com maior razão é a não-concessão
de liberdade provisória sem fiança.
2. A legislação infraconstitucional (arts. 2º, II, da Lei
8.072/90 e 44 da Lei 11.343/06) também veda a liberdade
provisória ao preso em flagrante por tráfico ilícito de
entorpecentes.
3. A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça
consolidou o entendimento de que a vedação legal é
fundamento suficiente para o indeferimento da liberdade
provisória (HC 76.779/MT, Rel. Min. Felix Fischer, DJ de
3/4/08).
(...)
6. Ordem parcialmente concedida para anular a
audiência de instrução e julgamento realizada em
desconformidade com a previsão contida no art. 212 do
Código de Processo Penal, determinando que outra seja
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
realizada, consoante as disposições do referido
dispositivo. Mantida a situação processual do paciente.’
(HC 150.662/GO, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES
LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 04/02/2010, DJe
15/03/2010).
‘HABEAS CORPUS. CRIMES DE TRÁFICO E
ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO ILÍCITO DE
ENTORPECENTES. 11,9 GRAMAS DE "CRACK".
LIBERDADE PROVISÓRIA. VEDAÇÃO EXPRESSA
CONTIDA NA LEI N.º 11.343/2006. FUNDAMENTAÇÃO
IDÔNEA E SUFICIENTE PARA JUSTIFICAR O
INDEFERIMENTO DO PLEITO. PRECEDENTES DESTA
CORTE E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. Na linha do entendimento desta Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a vedação expressa do
benefício da liberdade provisória aos crimes de tráfico
ilícito de entorpecentes, disciplinada no art. 44 da Lei n.º
11.343/06 é, por si só, motivo suficiente para impedir a
concessão da benesse ao réu preso em flagrante por crime
hediondo ou equiparado, nos termos do disposto no art.
5.º, inciso LXVI, da Constituição Federal, que impõe a
inafiançabilidade das referidas infrações penais.
2. Ordem denegada.’ (HC 124.538/RS, Rel. Ministra
LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 26/11/2009,
DJe 15/12/2009).
Em sentido contrário, colhem-se os seguintes arestos,
proferidos pela 6ª Turma:
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA. FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DE
OCUPAÇÃO LÍCITA. VEDAÇÃO DO ART. 44 DA LEI Nº
11.343/2006. MOTIVOS, POR SI SÓS, INSUFICIENTES.
ORDEM CONCEDIDA.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
realizada, consoante as disposições do referido
dispositivo. Mantida a situação processual do paciente.’
(HC 150.662/GO, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES
LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 04/02/2010, DJe
15/03/2010).
‘HABEAS CORPUS. CRIMES DE TRÁFICO E
ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO ILÍCITO DE
ENTORPECENTES. 11,9 GRAMAS DE "CRACK".
LIBERDADE PROVISÓRIA. VEDAÇÃO EXPRESSA
CONTIDA NA LEI N.º 11.343/2006. FUNDAMENTAÇÃO
IDÔNEA E SUFICIENTE PARA JUSTIFICAR O
INDEFERIMENTO DO PLEITO. PRECEDENTES DESTA
CORTE E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. Na linha do entendimento desta Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a vedação expressa do
benefício da liberdade provisória aos crimes de tráfico
ilícito de entorpecentes, disciplinada no art. 44 da Lei n.º
11.343/06 é, por si só, motivo suficiente para impedir a
concessão da benesse ao réu preso em flagrante por crime
hediondo ou equiparado, nos termos do disposto no art.
5.º, inciso LXVI, da Constituição Federal, que impõe a
inafiançabilidade das referidas infrações penais.
2. Ordem denegada.’ (HC 124.538/RS, Rel. Ministra
LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 26/11/2009,
DJe 15/12/2009).
Em sentido contrário, colhem-se os seguintes arestos,
proferidos pela 6ª Turma:
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA. FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DE
OCUPAÇÃO LÍCITA. VEDAÇÃO DO ART. 44 DA LEI Nº
11.343/2006. MOTIVOS, POR SI SÓS, INSUFICIENTES.
ORDEM CONCEDIDA.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
1. Fica evidente o constrangimento ilegal se foi
indeferida a liberdade provisória do paciente tão somente
porque ele não teria comprovado efetivamente possuir
ocupação lícita, presumindo-se, por isso, que oferece risco
à ordem pública, sem a demonstração concreta da
presença de quaisquer dos requisitos previstos no art. 312
do Código de Processo Penal.
2. A simples alusão à vedação contida no art. 44 da
Lei nº 11.343/2006 não basta para indeferir a liberdade
provisória, se não demonstrada a real imprescindibilidade
da medida extrema.
3. Habeas corpus concedido para garantir ao
paciente o direito de recorrer em liberdade, se por outro
motivo não estiver preso, mediante assinatura de termo de
compromisso de comparecimento a todos os atos do
processo, devendo ser expedido alvará de soltura
clausulado.’ (HC 127.498/GO, de minha relatoria, SEXTA
TURMA, julgado em 24/11/2009, DJe 14/12/2009).
‘HABEAS
CORPUS.
TRÁFICO
DE
ENTORPECENTES.
DESENTRANHAMENTO
DE
PROVAS PRODUZIDAS EM AUDIÊNCIA DECLARADA
NULA. DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO.
ORDEM CONCEDIDA.
1. Se a audiência foi declarada nula pelo E. Tribunal
Estadual, não há razão para o indeferimento do pedido
formulado pela defesa, de desentranhamento das provas
nela produzidas.
2. A circunstância de ter o agente respondido ao
processo preso, só por só, é insuficiente como fundamento
para a negativa do benefício de recorrer em liberdade.
3. A vedação legal prevista no artigo 44 da Lei nº
11.343/2006, desacompanhada de outros elementos
idôneos que demonstrem a necessidade da segregação
cautelar, não representa óbice à concessão do benefício do
6
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
1. Fica evidente o constrangimento ilegal se foi
indeferida a liberdade provisória do paciente tão somente
porque ele não teria comprovado efetivamente possuir
ocupação lícita, presumindo-se, por isso, que oferece risco
à ordem pública, sem a demonstração concreta da
presença de quaisquer dos requisitos previstos no art. 312
do Código de Processo Penal.
2. A simples alusão à vedação contida no art. 44 da
Lei nº 11.343/2006 não basta para indeferir a liberdade
provisória, se não demonstrada a real imprescindibilidade
da medida extrema.
3. Habeas corpus concedido para garantir ao
paciente o direito de recorrer em liberdade, se por outro
motivo não estiver preso, mediante assinatura de termo de
compromisso de comparecimento a todos os atos do
processo, devendo ser expedido alvará de soltura
clausulado.’ (HC 127.498/GO, de minha relatoria, SEXTA
TURMA, julgado em 24/11/2009, DJe 14/12/2009).
‘HABEAS
CORPUS.
TRÁFICO
DE
ENTORPECENTES.
DESENTRANHAMENTO
DE
PROVAS PRODUZIDAS EM AUDIÊNCIA DECLARADA
NULA. DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO.
ORDEM CONCEDIDA.
1. Se a audiência foi declarada nula pelo E. Tribunal
Estadual, não há razão para o indeferimento do pedido
formulado pela defesa, de desentranhamento das provas
nela produzidas.
2. A circunstância de ter o agente respondido ao
processo preso, só por só, é insuficiente como fundamento
para a negativa do benefício de recorrer em liberdade.
3. A vedação legal prevista no artigo 44 da Lei nº
11.343/2006, desacompanhada de outros elementos
idôneos que demonstrem a necessidade da segregação
cautelar, não representa óbice à concessão do benefício do
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
recurso em liberdade.
4. Ordem concedida para autorizar o
desentranhamento dos documentos declarados nulos; e
para conceder o benefício do recurso em liberdade.’ (HC
135.879/SP,
Rel.
Ministro
CELSO
LIMONGI
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/SP), SEXTA
TURMA, julgado em 10/11/2009, DJe 18/12/2009).
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA. CABIMENTO. ART. 312 DO
CPP. FUNDAMENTAÇÃO.
1. A jurisprudência desta Corte tem proclamado que
a prisão cautelar é medida de caráter excepcional,
devendo ser impostas, ou mantidas, apenas quando
atendidas, mediante decisão judicial fundamentada (art.
93, inciso IX, da Constituição Federal), as exigências do
art. 312 do Código de Processo Penal.
2. Isso porque a liberdade, antes de sentença penal
condenatória definitiva, é a regra e o enclausuramento
provisório, a exceção, como têm insistido esta Corte e o
Supremo Tribunal Federal em inúmeros julgados, por
força do princípio da presunção de inocência, ou da não
culpabilidade.
3. A fundamentação do magistrado de primeiro grau
atém-se à gravidade abstrata do crime e à circunstância de
ser equiparado a hediondo.
4. Em vários julgados a Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça acentuou que a vedação do art. 44 da
Lei nº 11.343/06 não é obstáculo, por si, à concessão da
liberdade provisória, não se olvidando que a proibição
então contida na Lei de Crimes Hediondos foi suprimida
pela Lei nº 11.464/07.
5. Ademais, impõe-se notar que foram apreendidos
em poder do paciente 7,00 (sete) gramas de cocaína, o que
não se mostra suficiente, por si só, para demonstrar a
periculosidade do agente.
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Supremo Tribunal Federal
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recurso em liberdade.
4. Ordem concedida para autorizar o
desentranhamento dos documentos declarados nulos; e
para conceder o benefício do recurso em liberdade.’ (HC
135.879/SP,
Rel.
Ministro
CELSO
LIMONGI
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/SP), SEXTA
TURMA, julgado em 10/11/2009, DJe 18/12/2009).
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA. CABIMENTO. ART. 312 DO
CPP. FUNDAMENTAÇÃO.
1. A jurisprudência desta Corte tem proclamado que
a prisão cautelar é medida de caráter excepcional,
devendo ser impostas, ou mantidas, apenas quando
atendidas, mediante decisão judicial fundamentada (art.
93, inciso IX, da Constituição Federal), as exigências do
art. 312 do Código de Processo Penal.
2. Isso porque a liberdade, antes de sentença penal
condenatória definitiva, é a regra e o enclausuramento
provisório, a exceção, como têm insistido esta Corte e o
Supremo Tribunal Federal em inúmeros julgados, por
força do princípio da presunção de inocência, ou da não
culpabilidade.
3. A fundamentação do magistrado de primeiro grau
atém-se à gravidade abstrata do crime e à circunstância de
ser equiparado a hediondo.
4. Em vários julgados a Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça acentuou que a vedação do art. 44 da
Lei nº 11.343/06 não é obstáculo, por si, à concessão da
liberdade provisória, não se olvidando que a proibição
então contida na Lei de Crimes Hediondos foi suprimida
pela Lei nº 11.464/07.
5. Ademais, impõe-se notar que foram apreendidos
em poder do paciente 7,00 (sete) gramas de cocaína, o que
não se mostra suficiente, por si só, para demonstrar a
periculosidade do agente.
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HC 111.586 / SP
6. Habeas corpus concedido para que o paciente seja
colocado em liberdade provisória, se por outro motivo não
estiver preso, mediante assinatura de termo de
compromisso de comparecimento a todos os atos do
processo.’ (HC 126.308/SP, Rel. Ministro OG
FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em 24/08/2009,
DJe 28/09/2009).
A matéria também não se encontra pacificada no âmbito
do Supremo Tribunal Federal, senão vejamos:
‘HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO EM FLAGRANTE.
LIBERDADE PROVISÓRIA. INADMISSIBILIDADE.
VEDAÇÃO
CONSTITUCIONAL.
DELITOS
INAFIANÇÁVEIS. ART. 5º, XLIII, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS AUTORIZADORES DA CUSTÓDIA
CAUTELAR E DE FRAGILIDADE DA DECISÃO QUE
DENEGA
A
SOLTURA
DO
PACIENTE.
SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA.
PREJUDICIALIDADE. ORDEM DENEGADA. I - A
vedação à liberdade provisória para o delito de tráfico de
drogas advém da própria Constituição, a qual prevê a
inafiançabilidade (art. 5º, XLIII). Precedentes. II - Com a
superveniência da sentença condenatória, ademais, fica
prejudicada a alegação de ausência dos requisitos
autorizadores da prisão cautelar e de eventual vício na
decisão que indeferiu o pedido de soltura do paciente. III -
Réu que, ademais, foi preso em flagrante e permaneceu
detido ao longo de toda a instrução criminal. IV - Ordem
denegada.’ (HC 98746, Relator(a): Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/02/2010,
Dje-045 DIVULG 11-03-2010 PUBLIC 12-03-2010 EMENT
VOL-02393-03 PP-00457).
8
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
6. Habeas corpus concedido para que o paciente seja
colocado em liberdade provisória, se por outro motivo não
estiver preso, mediante assinatura de termo de
compromisso de comparecimento a todos os atos do
processo.’ (HC 126.308/SP, Rel. Ministro OG
FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em 24/08/2009,
DJe 28/09/2009).
A matéria também não se encontra pacificada no âmbito
do Supremo Tribunal Federal, senão vejamos:
‘HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO EM FLAGRANTE.
LIBERDADE PROVISÓRIA. INADMISSIBILIDADE.
VEDAÇÃO
CONSTITUCIONAL.
DELITOS
INAFIANÇÁVEIS. ART. 5º, XLIII, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS AUTORIZADORES DA CUSTÓDIA
CAUTELAR E DE FRAGILIDADE DA DECISÃO QUE
DENEGA
A
SOLTURA
DO
PACIENTE.
SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA.
PREJUDICIALIDADE. ORDEM DENEGADA. I - A
vedação à liberdade provisória para o delito de tráfico de
drogas advém da própria Constituição, a qual prevê a
inafiançabilidade (art. 5º, XLIII). Precedentes. II - Com a
superveniência da sentença condenatória, ademais, fica
prejudicada a alegação de ausência dos requisitos
autorizadores da prisão cautelar e de eventual vício na
decisão que indeferiu o pedido de soltura do paciente. III -
Réu que, ademais, foi preso em flagrante e permaneceu
detido ao longo de toda a instrução criminal. IV - Ordem
denegada.’ (HC 98746, Relator(a): Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/02/2010,
Dje-045 DIVULG 11-03-2010 PUBLIC 12-03-2010 EMENT
VOL-02393-03 PP-00457).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
‘HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL
PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. GARANTIA
DA
ORDEM
PÚBLICA.
CONJECTURAS.
CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL.
INSUBSISTÊNCIA. PRISÃO EM FLAGRANTE. ÓBICE
AO
APELO
EM
LIBERDADE.
INCONSTITUCIONALIDADE: NECESSIDADE DE
ADEQUAÇÃO DO PRECEITO VEICULADO PELO
ARTIGO 44 DA LEI 11.343/06 E DO ARTIGO 5º, INCISO
XLII AOS ARTIGOS 1º, INCISO III, E 5º, INCISOS LIV E
LVII DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. Garantia da
ordem pública fundada em conjecturas a respeito da
gravidade e das consequências do crime. Inidoneidade. 2.
Conveniência da instrução criminal tendo em conta o
temor das testemunhas. Superveniência de sentença penal
condenatória. Fundamento insubsistente. 3. Apelação em
liberdade negada sob o fundamento de que o artigo 44 da
Lei n. 11.343/06 veda a liberdade provisória ao preso em
flagrante por tráfico de entorpecentes. Entendimento
respaldado na inafiançabilidade desse crime, estabelecida
no artigo 5º, inciso XLIII da Constituição do Brasil. Afronta
escancarada aos princípios da presunção de inocência, do
devido processo legal e da dignidade da pessoa humana.
4. Inexistência de antinomias na Constituição.
Necessidade de adequação, a esses princípios, da norma
infraconstitucional e da veiculada no artigo 5º, inciso
XLIII, da Constituição do Brasil. A regra estabelecida na
Constituição, bem assim na legislação infraconstitucional,
é a liberdade. A prisão faz exceção a essa regra, de modo
que, a admitir-se que o artigo 5º, inciso XLIII estabelece,
além das restrições nele contidas, vedação à liberdade
provisória, o conflito entre normas estaria instalado. 5. A
inafiançabilidade não pode e não deve --- considerados os
princípios da presunção de inocência, da dignidade da
pessoa humana, da ampla defesa e do devido processo
9
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
‘HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL
PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. GARANTIA
DA
ORDEM
PÚBLICA.
CONJECTURAS.
CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL.
INSUBSISTÊNCIA. PRISÃO EM FLAGRANTE. ÓBICE
AO
APELO
EM
LIBERDADE.
INCONSTITUCIONALIDADE: NECESSIDADE DE
ADEQUAÇÃO DO PRECEITO VEICULADO PELO
ARTIGO 44 DA LEI 11.343/06 E DO ARTIGO 5º, INCISO
XLII AOS ARTIGOS 1º, INCISO III, E 5º, INCISOS LIV E
LVII DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. Garantia da
ordem pública fundada em conjecturas a respeito da
gravidade e das consequências do crime. Inidoneidade. 2.
Conveniência da instrução criminal tendo em conta o
temor das testemunhas. Superveniência de sentença penal
condenatória. Fundamento insubsistente. 3. Apelação em
liberdade negada sob o fundamento de que o artigo 44 da
Lei n. 11.343/06 veda a liberdade provisória ao preso em
flagrante por tráfico de entorpecentes. Entendimento
respaldado na inafiançabilidade desse crime, estabelecida
no artigo 5º, inciso XLIII da Constituição do Brasil. Afronta
escancarada aos princípios da presunção de inocência, do
devido processo legal e da dignidade da pessoa humana.
4. Inexistência de antinomias na Constituição.
Necessidade de adequação, a esses princípios, da norma
infraconstitucional e da veiculada no artigo 5º, inciso
XLIII, da Constituição do Brasil. A regra estabelecida na
Constituição, bem assim na legislação infraconstitucional,
é a liberdade. A prisão faz exceção a essa regra, de modo
que, a admitir-se que o artigo 5º, inciso XLIII estabelece,
além das restrições nele contidas, vedação à liberdade
provisória, o conflito entre normas estaria instalado. 5. A
inafiançabilidade não pode e não deve --- considerados os
princípios da presunção de inocência, da dignidade da
pessoa humana, da ampla defesa e do devido processo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
legal --- constituir causa impeditiva da liberdade
provisória. 6. Não se nega a acentuada nocividade da
conduta do traficante de entorpecentes. Nocividade
aferível pelos malefícios provocados no que concerne à
saúde pública, exposta a sociedade a danos concretos e a
riscos iminentes. Não obstante, a regra consagrada no
ordenamento jurídico brasileiro é a liberdade; a prisão, a
exceção. A regra cede a ela em situações marcadas pela
demonstração cabal da necessidade da segregação ante
tempus. Impõe-se porém ao Juiz, nesse caso o dever de
explicitar as razões pelas quais alguém deva ser preso
cautelarmente, assim permanecendo. Ordem concedida.’
(HC 101505, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda
Turma, julgado em 15/12/2009, DJe-027 DIVULG 11-02-
2010 PUBLIC 12-02-2010 EMENT VOL-02389-03 PP-
00597).
Mister destacar, ainda, que a Terceira Seção deste Tribunal
Superior, ao apreciar Questão de Ordem suscitada pelo
Ministro Félix Fischer sobre a possibilidade da concessão de
liberdade provisória em crimes de tráfico de entorpecentes,
decidiu, por maioria de votos, negar a ordem de habeas corpus.
Ainda que assim não fosse, o que se pleiteia na cognição
sumária se confunde com a matéria de fundo, cuja resolução
demanda análise pormenorizada dos autos e julgamento pelo
Órgão Colegiado, juiz natural da causa, consubstanciando-se
em pedido eminentemente satisfativo, incabível na espécie.
Nesse sentido:
‘(...) a provisão cautelar não se presta à apreciação da
questão de mérito do writ, por implicar em exame
prematuro da matéria de fundo da ação de habeas corpus,
de competência da turma julgadora, que não pode ser
apreciada nos limites da cognição sumária do Relator. Por
outras palavras, no writ, não cabe medida satisfativa
antecipada.’ (HC 17.579/RS, Rel. Min. Hamilton
10
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
legal --- constituir causa impeditiva da liberdade
provisória. 6. Não se nega a acentuada nocividade da
conduta do traficante de entorpecentes. Nocividade
aferível pelos malefícios provocados no que concerne à
saúde pública, exposta a sociedade a danos concretos e a
riscos iminentes. Não obstante, a regra consagrada no
ordenamento jurídico brasileiro é a liberdade; a prisão, a
exceção. A regra cede a ela em situações marcadas pela
demonstração cabal da necessidade da segregação ante
tempus. Impõe-se porém ao Juiz, nesse caso o dever de
explicitar as razões pelas quais alguém deva ser preso
cautelarmente, assim permanecendo. Ordem concedida.’
(HC 101505, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda
Turma, julgado em 15/12/2009, DJe-027 DIVULG 11-02-
2010 PUBLIC 12-02-2010 EMENT VOL-02389-03 PP-
00597).
Mister destacar, ainda, que a Terceira Seção deste Tribunal
Superior, ao apreciar Questão de Ordem suscitada pelo
Ministro Félix Fischer sobre a possibilidade da concessão de
liberdade provisória em crimes de tráfico de entorpecentes,
decidiu, por maioria de votos, negar a ordem de habeas corpus.
Ainda que assim não fosse, o que se pleiteia na cognição
sumária se confunde com a matéria de fundo, cuja resolução
demanda análise pormenorizada dos autos e julgamento pelo
Órgão Colegiado, juiz natural da causa, consubstanciando-se
em pedido eminentemente satisfativo, incabível na espécie.
Nesse sentido:
‘(...) a provisão cautelar não se presta à apreciação da
questão de mérito do writ, por implicar em exame
prematuro da matéria de fundo da ação de habeas corpus,
de competência da turma julgadora, que não pode ser
apreciada nos limites da cognição sumária do Relator. Por
outras palavras, no writ, não cabe medida satisfativa
antecipada.’ (HC 17.579/RS, Rel. Min. Hamilton
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
Carvalhido, DJ 09.08.2001).
Ante o exposto, indefiro a liminar.
Solicitem-se informações à autoridade apontada como
coatora e ao Juiz de primeiro grau, especialmente sobre a
existência ou não de sentença condenatória.
Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Público
Federal para parecer” (grifos conforme o original –
www.stj.jus.br).
Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ.
Como se vê, trata-se de decisão indeferitória de liminar, hipótese em
que deveria incidir o enunciado da Súmula nº 691 do Supremo Tribunal
Federal, segundo a qual, “não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer
de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
Todavia, a jurisprudência desta Suprema Corte tem abrandado a
referida súmula para admitir a impetração de habeas corpus se os autos
demonstrarem ser hipótese de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou
teratologia.
Observo, assim, ser possível, no caso em exame, a excepcional
superação da Súmula 691 desta Suprema Corte, em vista de flagrante
ilegalidade e de constrangimento patente.
No caso em exame, as circunstâncias denotam a ausência de
requisitos que ensejem a manutenção da custódia cautelar do paciente.
Para indeferir o pedido de liberdade provisória formulado pela
defesa, o juízo processante expôs os seguintes fundamentos:
“Vistos,
Inicialmente anoto que atuo em razão de plantão
judiciário.
Pelo que se pode ver dos autos, o flagrante foi
devidamente conduzido e a autoridade atendeu aos ditames
legais, não havendo qualquer suspeita e de irregularidade ou
nulidade capaz de invalidar ou anular os atos até então
11
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
Carvalhido, DJ 09.08.2001).
Ante o exposto, indefiro a liminar.
Solicitem-se informações à autoridade apontada como
coatora e ao Juiz de primeiro grau, especialmente sobre a
existência ou não de sentença condenatória.
Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Público
Federal para parecer” (grifos conforme o original –
www.stj.jus.br).
Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ.
Como se vê, trata-se de decisão indeferitória de liminar, hipótese em
que deveria incidir o enunciado da Súmula nº 691 do Supremo Tribunal
Federal, segundo a qual, “não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer
de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
Todavia, a jurisprudência desta Suprema Corte tem abrandado a
referida súmula para admitir a impetração de habeas corpus se os autos
demonstrarem ser hipótese de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou
teratologia.
Observo, assim, ser possível, no caso em exame, a excepcional
superação da Súmula 691 desta Suprema Corte, em vista de flagrante
ilegalidade e de constrangimento patente.
No caso em exame, as circunstâncias denotam a ausência de
requisitos que ensejem a manutenção da custódia cautelar do paciente.
Para indeferir o pedido de liberdade provisória formulado pela
defesa, o juízo processante expôs os seguintes fundamentos:
“Vistos,
Inicialmente anoto que atuo em razão de plantão
judiciário.
Pelo que se pode ver dos autos, o flagrante foi
devidamente conduzido e a autoridade atendeu aos ditames
legais, não havendo qualquer suspeita e de irregularidade ou
nulidade capaz de invalidar ou anular os atos até então
11
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
praticados.
Também pelo que se vislumbra, há indícios suficientes de
autoria e materialidade da infração penal máxime pelas provas
até então coligadas tais como prova oral, material e do laudo de
constatação provisória.
Atendendo aos rigores da lei 12.403/11, e caso de
consolidar o flagrante, convertendo a previsão cautelar em
outra qual seja a preventiva, com expedição do competente
mandado de prisão, pois o crime é grave e não é possível
conceder liberdade provisória, não só porque vedado pela
legislação de regência (Lei 11.343/06 – artigo 44), mas também
porque eventual concessão da liberdade coloca em risco a
ordem pública com a difusão do tráfico, colocando em risco a
saúde e integridade de pessoas" (fl. 39 do anexo 2).
Em segunda decisão, apreciando pedido expresso da defesa,
indeferiu a liberdade provisória nos termos seguintes:
“Adotando como razões de decidir os argumentos
contidos na decisão de fl. 39 do auto de comunicação de
flagrante, indefiro o pedido” (fl. 83 do anexo 2).
Inicialmente destaco que se firmou agora o entendimento a respeito
da vedação da liberdade provisória aos crimes de tráfico de entorpecentes
e drogas afins, no sentido de que a referida proibição contraria relevantes
princípios constitucionais.
No julgamento do HC nº 104.334/SP (Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Informativo STF nº 665), reconheceu o Plenário que a
inafiançabilidade dos crimes previstos na Lei de Tóxicos deriva da
Constituição (art. 5º, XLIII). Asseverou-se, porém, que essa vedação
conflitaria com outros princípios também revestidos de dignidade
constitucional, como o da presunção de inocência e o do devido processo
legal.
Demonstrou-se que esse empecilho apriorístico de concessão de
liberdade provisória é incompatível com estes postulados.
12
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
praticados.
Também pelo que se vislumbra, há indícios suficientes de
autoria e materialidade da infração penal máxime pelas provas
até então coligadas tais como prova oral, material e do laudo de
constatação provisória.
Atendendo aos rigores da lei 12.403/11, e caso de
consolidar o flagrante, convertendo a previsão cautelar em
outra qual seja a preventiva, com expedição do competente
mandado de prisão, pois o crime é grave e não é possível
conceder liberdade provisória, não só porque vedado pela
legislação de regência (Lei 11.343/06 – artigo 44), mas também
porque eventual concessão da liberdade coloca em risco a
ordem pública com a difusão do tráfico, colocando em risco a
saúde e integridade de pessoas" (fl. 39 do anexo 2).
Em segunda decisão, apreciando pedido expresso da defesa,
indeferiu a liberdade provisória nos termos seguintes:
“Adotando como razões de decidir os argumentos
contidos na decisão de fl. 39 do auto de comunicação de
flagrante, indefiro o pedido” (fl. 83 do anexo 2).
Inicialmente destaco que se firmou agora o entendimento a respeito
da vedação da liberdade provisória aos crimes de tráfico de entorpecentes
e drogas afins, no sentido de que a referida proibição contraria relevantes
princípios constitucionais.
No julgamento do HC nº 104.334/SP (Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Informativo STF nº 665), reconheceu o Plenário que a
inafiançabilidade dos crimes previstos na Lei de Tóxicos deriva da
Constituição (art. 5º, XLIII). Asseverou-se, porém, que essa vedação
conflitaria com outros princípios também revestidos de dignidade
constitucional, como o da presunção de inocência e o do devido processo
legal.
Demonstrou-se que esse empecilho apriorístico de concessão de
liberdade provisória é incompatível com estes postulados.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
A disposição do art. 44 da Lei 11.343/2006 retira do juiz competente a
oportunidade de, no caso concreto, analisar os pressupostos da
necessidade da custódia cautelar, a incorrer em antecipação de pena.
A inafiançabilidade do delito de tráfico de entorpecentes,
estabelecida constitucionalmente, não significa óbice à liberdade
provisória, considerado o conflito do inciso XLIII com o LXVI (“ninguém
será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória,
com ou sem fiança”), ambos do art. 5º da CF.
Como tive a oportunidade de ressaltar, a inafiançabilidade não
constitui causa impeditiva da liberdade provisória. A fiança, conforme
estabelecido no art. 322 do CPP, em certas hipóteses, pode ser fixada até
mesmo pela autoridade policial, em razão de requisitos objetivos fixados
em lei.
Quanto à liberdade provisória, cabe sempre ao magistrado aferir sua
pertinência, sob o ângulo da subjetividade do agente, nos termos do art.
310 do CPP e do art. 5º, LXVI, da CF.
A vedação constante do art. 5º, XLIII, da CF diz respeito apenas à
fiança, e não à liberdade provisória.
Aliás, como destacado pelo Ministro Ricardo Lewandowski, no
julgamento da ADI nº 3.112/DF (DJe de 26/10/07), a Corte assinalou a
vedação constitucional da prisão ex lege, bem assim que os princípios da
presunção de inocência e da obrigatoriedade de fundamentação de
ordem prisional por parte da autoridade competente mereceriam
ponderação maior se comparados à regra da inafiançabilidade.
Pois bem, quanto à questão que está posta no inciso XLIII do art. 5º
da Constituição, que veda a concessão de fiança, penso que ela não leva a
que se impeça a concessão da liberdade provisória. Uma coisa é uma
coisa; outra coisa, outra coisa é.
Para manter a prisão em flagrante, deve o magistrado fazê-lo com
base em elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a
necessidade da prisão do indivíduo, nos termos do art. 312 do Código de
Processo Penal.
O Juízo de piso não trouxe à balha, de modo fundamentado, os
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A disposição do art. 44 da Lei 11.343/2006 retira do juiz competente a
oportunidade de, no caso concreto, analisar os pressupostos da
necessidade da custódia cautelar, a incorrer em antecipação de pena.
A inafiançabilidade do delito de tráfico de entorpecentes,
estabelecida constitucionalmente, não significa óbice à liberdade
provisória, considerado o conflito do inciso XLIII com o LXVI (“ninguém
será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória,
com ou sem fiança”), ambos do art. 5º da CF.
Como tive a oportunidade de ressaltar, a inafiançabilidade não
constitui causa impeditiva da liberdade provisória. A fiança, conforme
estabelecido no art. 322 do CPP, em certas hipóteses, pode ser fixada até
mesmo pela autoridade policial, em razão de requisitos objetivos fixados
em lei.
Quanto à liberdade provisória, cabe sempre ao magistrado aferir sua
pertinência, sob o ângulo da subjetividade do agente, nos termos do art.
310 do CPP e do art. 5º, LXVI, da CF.
A vedação constante do art. 5º, XLIII, da CF diz respeito apenas à
fiança, e não à liberdade provisória.
Aliás, como destacado pelo Ministro Ricardo Lewandowski, no
julgamento da ADI nº 3.112/DF (DJe de 26/10/07), a Corte assinalou a
vedação constitucional da prisão ex lege, bem assim que os princípios da
presunção de inocência e da obrigatoriedade de fundamentação de
ordem prisional por parte da autoridade competente mereceriam
ponderação maior se comparados à regra da inafiançabilidade.
Pois bem, quanto à questão que está posta no inciso XLIII do art. 5º
da Constituição, que veda a concessão de fiança, penso que ela não leva a
que se impeça a concessão da liberdade provisória. Uma coisa é uma
coisa; outra coisa, outra coisa é.
Para manter a prisão em flagrante, deve o magistrado fazê-lo com
base em elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a
necessidade da prisão do indivíduo, nos termos do art. 312 do Código de
Processo Penal.
O Juízo de piso não trouxe à balha, de modo fundamentado, os
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
pressupostos autorizadores da segregação cautelar (art. 312 do Código de
Processo Penal) para a manutenção da custódia pelo crime de tráfico.
Está sedimentado na Corte o entendimento de que a gravidade em
abstrato do delito não basta para justificar, por si só, a privação cautelar
da liberdade individual do agente. Nesse sentido. confira-se:
“HABEAS
CORPUS.
PRISÃO
PREVENTIVA.
REQUISITOS DO ART. 312 DO CPP. GARANTIA DA ORDEM
PÚBLICA. CONSIDERAÇÃO TÃO-SÓ A GRAVIDADE
ABSTRATA DO CRIME. FUGA DO ESTABELECIMENTO
PRISIONAL. AUSÊNCIA DE ADITAMENTO AO DECRETO
DE PRISÃO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. ORDEM
CONCEDIDA. 1. Em matéria de prisão processual, a garantia
constitucional da fundamentação do provimento judicial
importa o dever da real ou efetiva demonstração de que a
segregação atende a pelo menos um dos requisitos do art. 312
do Código de Processo Penal. Sem o que se dá a inversão da
lógica elementar da Constituição, segundo a qual a presunção
de não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do trânsito
em julgado da sentença penal condenatória. 2. A mera
referência vernacular à garantia da ordem pública não tem a
força de corresponder à teleologia do art. 312 do CPP. Até
porque, no julgamento do HC 84.078, o Supremo Tribunal
Federal, por maioria, entendeu inconstitucional a execução
provisória da pena. Na oportunidade, assentou-se que o
cumprimento antecipado da sanção penal ofende o direito
constitucional à presunção de não-culpabilidade. Direito
subjetivo do indivíduo que tem a sua força quebrantada numa
única passagem da Constituição Federal. Leia-se: 'ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e
fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos
casos de transgressão militar ou crime propriamente militar,
definidos em lei' (inciso LXI do art. 5º). 3. Esta nossa Corte
entende que a simples alusão à gravidade do delito ou a
expressões de mero apelo retórico não valida a ordem de
prisão cautelar. Isso porque o juízo de que determinada
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pressupostos autorizadores da segregação cautelar (art. 312 do Código de
Processo Penal) para a manutenção da custódia pelo crime de tráfico.
Está sedimentado na Corte o entendimento de que a gravidade em
abstrato do delito não basta para justificar, por si só, a privação cautelar
da liberdade individual do agente. Nesse sentido. confira-se:
“HABEAS
CORPUS.
PRISÃO
PREVENTIVA.
REQUISITOS DO ART. 312 DO CPP. GARANTIA DA ORDEM
PÚBLICA. CONSIDERAÇÃO TÃO-SÓ A GRAVIDADE
ABSTRATA DO CRIME. FUGA DO ESTABELECIMENTO
PRISIONAL. AUSÊNCIA DE ADITAMENTO AO DECRETO
DE PRISÃO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. ORDEM
CONCEDIDA. 1. Em matéria de prisão processual, a garantia
constitucional da fundamentação do provimento judicial
importa o dever da real ou efetiva demonstração de que a
segregação atende a pelo menos um dos requisitos do art. 312
do Código de Processo Penal. Sem o que se dá a inversão da
lógica elementar da Constituição, segundo a qual a presunção
de não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do trânsito
em julgado da sentença penal condenatória. 2. A mera
referência vernacular à garantia da ordem pública não tem a
força de corresponder à teleologia do art. 312 do CPP. Até
porque, no julgamento do HC 84.078, o Supremo Tribunal
Federal, por maioria, entendeu inconstitucional a execução
provisória da pena. Na oportunidade, assentou-se que o
cumprimento antecipado da sanção penal ofende o direito
constitucional à presunção de não-culpabilidade. Direito
subjetivo do indivíduo que tem a sua força quebrantada numa
única passagem da Constituição Federal. Leia-se: 'ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e
fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos
casos de transgressão militar ou crime propriamente militar,
definidos em lei' (inciso LXI do art. 5º). 3. Esta nossa Corte
entende que a simples alusão à gravidade do delito ou a
expressões de mero apelo retórico não valida a ordem de
prisão cautelar. Isso porque o juízo de que determinada
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HC 111.586 / SP
pessoa encarna verdadeiro risco à coletividade só é de ser
feito com base no quadro fático da causa e, nele,
fundamentado o respectivo decreto de prisão cautelar. Sem o
que não se demonstra o necessário vínculo operacional entre a
necessidade do confinamento cautelar do acusado e o efetivo
acautelamento do meio social. 4. Ordem concedida” (HC nº
101.705/BA, Primeira Turma Relator o Ministro Ayres Britto,
DJe de 3/9/10 – grifei);
“HABEAS
CORPUS.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. PACIENTE
CONDENADO PELA PRÁTICA DO CRIME PREVISTO NO
ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/06. AUSÊNCIA DE
FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A PRISÃO
PREVENTIVA. SENTENÇA CONDENATÓRIA NA QUAL
NÃO SE REITEROU ESSA FUNDAMENTAÇÃO. EXECUÇÃO
PROVISÓRIA DE PENA: IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA
NÃO-CULPABILIDADE. PRECEDENTES. 1. Prisão preventiva
decretada, a título de garantia da ordem pública, com base na
gravidade do crime imputado ao Paciente, ressaltando a
existência de indícios de autoria e prova da materialidade,
fundamentos que não foram mantidos quando da prolação da
sentença condenatória. 2. Destaco que a matéria envolvendo o
direito de recorrer em liberdade de réu condenado sem trânsito
em julgado (HC 83.868, Relator Ministro Marco Aurélio; RHC
93.123, de minha relatoria), envolvendo a execução provisória
de pena em caso de pendência (ou possibilidade) de
interposição de recurso especial ou extraordinário - sem efeito
suspensivo (RHC 93.287 e HC 93.172, ambos de minha relatoria;
HC 84.078, Relator Ministro Eros Grau; HC 91.676, HC 92.578 e
HC 92.691, estes da relatoria do Ministro Ricardo
Lewandowski), teve sua apreciação pelo Plenário do Supremo
Tribunal na sessão do dia 5.2.2009. Nesses casos, reviu-se a
posição que vigorava no Supremo Tribunal Federal de que a
pendência de recursos sem efeito suspensivo autorizava o
recolhimento do condenado, ainda antes do trânsito em julgado
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Supremo Tribunal Federal
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pessoa encarna verdadeiro risco à coletividade só é de ser
feito com base no quadro fático da causa e, nele,
fundamentado o respectivo decreto de prisão cautelar. Sem o
que não se demonstra o necessário vínculo operacional entre a
necessidade do confinamento cautelar do acusado e o efetivo
acautelamento do meio social. 4. Ordem concedida” (HC nº
101.705/BA, Primeira Turma Relator o Ministro Ayres Britto,
DJe de 3/9/10 – grifei);
“HABEAS
CORPUS.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. PACIENTE
CONDENADO PELA PRÁTICA DO CRIME PREVISTO NO
ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/06. AUSÊNCIA DE
FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A PRISÃO
PREVENTIVA. SENTENÇA CONDENATÓRIA NA QUAL
NÃO SE REITEROU ESSA FUNDAMENTAÇÃO. EXECUÇÃO
PROVISÓRIA DE PENA: IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA
NÃO-CULPABILIDADE. PRECEDENTES. 1. Prisão preventiva
decretada, a título de garantia da ordem pública, com base na
gravidade do crime imputado ao Paciente, ressaltando a
existência de indícios de autoria e prova da materialidade,
fundamentos que não foram mantidos quando da prolação da
sentença condenatória. 2. Destaco que a matéria envolvendo o
direito de recorrer em liberdade de réu condenado sem trânsito
em julgado (HC 83.868, Relator Ministro Marco Aurélio; RHC
93.123, de minha relatoria), envolvendo a execução provisória
de pena em caso de pendência (ou possibilidade) de
interposição de recurso especial ou extraordinário - sem efeito
suspensivo (RHC 93.287 e HC 93.172, ambos de minha relatoria;
HC 84.078, Relator Ministro Eros Grau; HC 91.676, HC 92.578 e
HC 92.691, estes da relatoria do Ministro Ricardo
Lewandowski), teve sua apreciação pelo Plenário do Supremo
Tribunal na sessão do dia 5.2.2009. Nesses casos, reviu-se a
posição que vigorava no Supremo Tribunal Federal de que a
pendência de recursos sem efeito suspensivo autorizava o
recolhimento do condenado, ainda antes do trânsito em julgado
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
da sentença condenatória. Firmou-se a posição, por maioria de
votos do Pleno do Supremo Tribunal Federal, de que há óbice
de prisão para execução ainda provisória de pena na pendência
de recurso especial ou extraordinário. A única exceção ficou
assentada no caso de prisão cautelar por decreto
fundamentado. 3. Ademais, a jurisprudência predominante
deste Supremo Tribunal afasta a prisão preventiva que se
funda na gravidade abstrata ou concreta do delito imputado,
definido ou não como hediondo. 4. Ordem concedida” (HC nº
98.217/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 16/4/10 – grifei).
Noutro giro, faço constar que as recentes alterações promovidas pela
Lei nº 12.403/11 no Código de Processo Penal redundaram na seguinte
redação para o art. 319 (a alteração que ela introduziu se resumiu ao
aditamento de uma exceção à regra da prisão):
“Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão:
I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas
condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar
atividades;
II - proibição de acesso ou frequência a determinados
lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o
indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para
evitar o risco de novas infrações;”
Penso que, a esta altura, não mais subsistente a situação fática que
ensejou a manutenção da prisão cautelar, é o caso de concessão parcial da
ordem de habeas corpus, para que o Juiz de piso substitua a segregação
cautelar por qualquer das medidas cautelares diversas da prisão previstas
no art. 319, incisos I e II, do Código, com a redação dada pela Lei nº
12.403/11.
Entendo que os argumentos do Juízo de origem para vedar ao
paciente a possibilidade de recorrer em liberdade não mais remontam, de
fato, à garantia da paz e da tranquilidade social. Não restou demonstrado
16
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HC 111.586 / SP
da sentença condenatória. Firmou-se a posição, por maioria de
votos do Pleno do Supremo Tribunal Federal, de que há óbice
de prisão para execução ainda provisória de pena na pendência
de recurso especial ou extraordinário. A única exceção ficou
assentada no caso de prisão cautelar por decreto
fundamentado. 3. Ademais, a jurisprudência predominante
deste Supremo Tribunal afasta a prisão preventiva que se
funda na gravidade abstrata ou concreta do delito imputado,
definido ou não como hediondo. 4. Ordem concedida” (HC nº
98.217/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 16/4/10 – grifei).
Noutro giro, faço constar que as recentes alterações promovidas pela
Lei nº 12.403/11 no Código de Processo Penal redundaram na seguinte
redação para o art. 319 (a alteração que ela introduziu se resumiu ao
aditamento de uma exceção à regra da prisão):
“Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão:
I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas
condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar
atividades;
II - proibição de acesso ou frequência a determinados
lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o
indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para
evitar o risco de novas infrações;”
Penso que, a esta altura, não mais subsistente a situação fática que
ensejou a manutenção da prisão cautelar, é o caso de concessão parcial da
ordem de habeas corpus, para que o Juiz de piso substitua a segregação
cautelar por qualquer das medidas cautelares diversas da prisão previstas
no art. 319, incisos I e II, do Código, com a redação dada pela Lei nº
12.403/11.
Entendo que os argumentos do Juízo de origem para vedar ao
paciente a possibilidade de recorrer em liberdade não mais remontam, de
fato, à garantia da paz e da tranquilidade social. Não restou demonstrado
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HC 111.586 / SP
por aquele Juízo que a liberdade do paciente poderá causar perturbações
de monta, ou que a sociedade venha a se sentir desprovida de garantia
para a sua tranquilidade, fato que, a meu ver, retoma o verdadeiro
sentido de ‘garantia da ordem pública’ – o acautelamento do meio social
-, muito embora não desconheça a posição doutrinária de que não há
definição precisa em nosso ordenamento jurídico para esse conceito. Tal
expressão é uma cláusula aberta, alvo de interpretação jurisprudencial e
doutrinária, cabendo ao magistrado a tarefa hermenêutica de explicitar o
conceito de ordem pública e a sua amplitude. É o que faço no caso.
Na espécie, o objetivo que se quer levar a efeito, a meu ver, pode ser
alcançado com aquelas medidas cautelares que destaquei anteriormente.
Seria, na minha opinião, a providência mais ajustada ao caso
concreto, se levados em conta os critérios da legalidade e da
proporcionalidade.
Não se pode esquecer que a prisão é a última ratio das medidas
cautelares, tanto é verdade que o § 6º do art. 282 do CPP (incluído pela
Lei nº 12.403/11) traz, em sua essência, que:
“§ 6º A prisão preventiva será determinada quando não
for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art.
319).”
Ante o exposto, concedo parcialmente a ordem para que o Juiz de
origem substitua a segregação cautelar do paciente por aquelas medidas
cautelares previstas nos incisos I e II do art. 319 do Código de Processo
Penal. Comunique-se.
É como voto.
17
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HC 111.586 / SP
por aquele Juízo que a liberdade do paciente poderá causar perturbações
de monta, ou que a sociedade venha a se sentir desprovida de garantia
para a sua tranquilidade, fato que, a meu ver, retoma o verdadeiro
sentido de ‘garantia da ordem pública’ – o acautelamento do meio social
-, muito embora não desconheça a posição doutrinária de que não há
definição precisa em nosso ordenamento jurídico para esse conceito. Tal
expressão é uma cláusula aberta, alvo de interpretação jurisprudencial e
doutrinária, cabendo ao magistrado a tarefa hermenêutica de explicitar o
conceito de ordem pública e a sua amplitude. É o que faço no caso.
Na espécie, o objetivo que se quer levar a efeito, a meu ver, pode ser
alcançado com aquelas medidas cautelares que destaquei anteriormente.
Seria, na minha opinião, a providência mais ajustada ao caso
concreto, se levados em conta os critérios da legalidade e da
proporcionalidade.
Não se pode esquecer que a prisão é a última ratio das medidas
cautelares, tanto é verdade que o § 6º do art. 282 do CPP (incluído pela
Lei nº 12.403/11) traz, em sua essência, que:
“§ 6º A prisão preventiva será determinada quando não
for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art.
319).”
Ante o exposto, concedo parcialmente a ordem para que o Juiz de
origem substitua a segregação cautelar do paciente por aquelas medidas
cautelares previstas nos incisos I e II do art. 319 do Código de Processo
Penal. Comunique-se.
É como voto.
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Notas para o Voto
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S)
:GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO
HC
226861
DO
SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
Vossa Excelência disse que não entende configuradas as hipóteses e os
permissivos do art. 312 do Código de Processo Penal.
Acompanho o voto de Vossa Excelência.
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S)
:GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO
HC
226861
DO
SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
Vossa Excelência disse que não entende configuradas as hipóteses e os
permissivos do art. 312 do Código de Processo Penal.
Acompanho o voto de Vossa Excelência.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28
Voto - MIN. LUIZ FUX
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu vou
pedir vênia a Vossa Excelência porque, muito embora haja já assentado o
Plenário a tese de que aquele dispositivo é inconstitucional, aqui é um
resíduo. Entendo basicamente que o tráfico de drogas é um ilícito que
atenta contra a saúde pública, no sentido genérico, contra a ordem
pública. Isso gera uma afirmação lançada de há muito na obra do
Professor Frederico Marques. Há também alguns precedentes aqui do
Supremo Tribunal Federal.
E eu verifico que, nesse caso específico, chamou-me a atenção que
apurou-se na instrução que ele exercia o tráfico próximo das escolas, que
é exatamente onde tem aqueles protagonistas inconscientes do próprio
drama, são aquelas crianças que se iniciam cedo no uso de drogas
exatamente favorecidas por esses traficantes.
De sorte que, residualmente, eu vou manter a ordem da prisão pela
garantia da ordem pública e denegar o habeas corpus.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu vou
pedir vênia a Vossa Excelência porque, muito embora haja já assentado o
Plenário a tese de que aquele dispositivo é inconstitucional, aqui é um
resíduo. Entendo basicamente que o tráfico de drogas é um ilícito que
atenta contra a saúde pública, no sentido genérico, contra a ordem
pública. Isso gera uma afirmação lançada de há muito na obra do
Professor Frederico Marques. Há também alguns precedentes aqui do
Supremo Tribunal Federal.
E eu verifico que, nesse caso específico, chamou-me a atenção que
apurou-se na instrução que ele exercia o tráfico próximo das escolas, que
é exatamente onde tem aqueles protagonistas inconscientes do próprio
drama, são aquelas crianças que se iniciam cedo no uso de drogas
exatamente favorecidas por esses traficantes.
De sorte que, residualmente, eu vou manter a ordem da prisão pela
garantia da ordem pública e denegar o habeas corpus.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência,
então, está superando a 691? Porque o Ministro está superando apenas
para conceder.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, e eu supero para
denegar. Quer dizer, eu não supero porque não há teratologia, mas foi
legal a ...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é, porque
normalmente nós não conhecemos quando aplicamos a 691.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Então vamos aplicar a 691.
Basta, é o suficiente.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
O Ministro Luiz Fux, então, não conhece.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É, não conheço. Não vejo
teratologia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - No meu caso,
Presidente, como tenho feito, salvo em casos raríssimos, eu também vou
pedir vênia a Vossa Excelência para acompanhar a divergência no sentido
do não conhecimento, detendo-me na 691.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência,
então, está superando a 691? Porque o Ministro está superando apenas
para conceder.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, e eu supero para
denegar. Quer dizer, eu não supero porque não há teratologia, mas foi
legal a ...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é, porque
normalmente nós não conhecemos quando aplicamos a 691.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Então vamos aplicar a 691.
Basta, é o suficiente.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
O Ministro Luiz Fux, então, não conhece.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É, não conheço. Não vejo
teratologia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - No meu caso,
Presidente, como tenho feito, salvo em casos raríssimos, eu também vou
pedir vênia a Vossa Excelência para acompanhar a divergência no sentido
do não conhecimento, detendo-me na 691.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reitero que
o Verbete nº 691 da Súmula é de constitucionalidade duvidosa, para dizer
o mínimo, e que, caso a caso, o Supremo, o próprio Supremo que o
editou, vem estabelecendo exceções. A rigor, como ressaltado por Vossa
Excelência, tem-se ato que, a partir da ordem pública, do conceito de
ordem pública, poderia ser observado em todo e qualquer processo.
O ministro Sepúlveda Pertence sempre reiterava que fundamento
que sirva a situações diversas não é fundamento. O ato de constrição
excepcionalíssimo, que é o revelado pela preventiva, há de estar
fundamentado, presentes as circunstâncias do caso concreto.
Entendo que há excepcionalidade maior para admitir-se o habeas
corpus, como geralmente admito, contra ato do relator como porta-voz do
Colegiado no Superior Tribunal de Justiça, e peço vênia, portanto, à
divergência para, acompanhá-lo e conceder a ordem.
Não cabe aguardar o julgamento do habeas no Superior Tribunal de
Justiça – e não sabemos quando ocorrerá – e, enquanto isso, admitir uma
prisão provisória que não se sustenta.
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reitero que
o Verbete nº 691 da Súmula é de constitucionalidade duvidosa, para dizer
o mínimo, e que, caso a caso, o Supremo, o próprio Supremo que o
editou, vem estabelecendo exceções. A rigor, como ressaltado por Vossa
Excelência, tem-se ato que, a partir da ordem pública, do conceito de
ordem pública, poderia ser observado em todo e qualquer processo.
O ministro Sepúlveda Pertence sempre reiterava que fundamento
que sirva a situações diversas não é fundamento. O ato de constrição
excepcionalíssimo, que é o revelado pela preventiva, há de estar
fundamentado, presentes as circunstâncias do caso concreto.
Entendo que há excepcionalidade maior para admitir-se o habeas
corpus, como geralmente admito, contra ato do relator como porta-voz do
Colegiado no Superior Tribunal de Justiça, e peço vênia, portanto, à
divergência para, acompanhá-lo e conceder a ordem.
Não cabe aguardar o julgamento do habeas no Superior Tribunal de
Justiça – e não sabemos quando ocorrerá – e, enquanto isso, admitir uma
prisão provisória que não se sustenta.
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Debate
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
E, de qualquer sorte, o juiz poderá fixar aquelas condições que
ficaram consignadas.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência,
inclusive, menciona quais são. Poderíamos até nós próprios formalizá-las,
mas Vossa Excelência determina que o Juízo o faça.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
É por essa questão que levanta o Ministro Luiz Fux sobre a escola...
pode ser determinado a ele que mantenha distância de determinados
locais. Penso que o juízo local saberá melhor determiná-las.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Nessa interpretação que eu
faço da legislação infraconstitucional, sempre perpasso pelo tecido
constitucional. Então, por exemplo, o tráfico foi um dos poucos crimes
que o legislador constituinte entendeu de inserir no rol daqueles delitos
que seriam inafiançáveis, equiparável ao terrorismo, equiparável ao
racismo, quer dizer, a gravidade do tráfico já era preocupante na época
da Constituinte de 1988. Então, esse regime que se empresta ao tráfico de
drogas tem que ser um regime à altura da eminência e da importância
que o constituinte deu a esses ilícitos.
Eu fui vencido inclusive no Pleno, acho que Vossa Excelência
também foi vencido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também. Preocupa-
me muito, penso que ....
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ainda mais perto de escola!
Então, acho imperdoável isso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Que, sem falar na
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
E, de qualquer sorte, o juiz poderá fixar aquelas condições que
ficaram consignadas.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência,
inclusive, menciona quais são. Poderíamos até nós próprios formalizá-las,
mas Vossa Excelência determina que o Juízo o faça.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
É por essa questão que levanta o Ministro Luiz Fux sobre a escola...
pode ser determinado a ele que mantenha distância de determinados
locais. Penso que o juízo local saberá melhor determiná-las.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Nessa interpretação que eu
faço da legislação infraconstitucional, sempre perpasso pelo tecido
constitucional. Então, por exemplo, o tráfico foi um dos poucos crimes
que o legislador constituinte entendeu de inserir no rol daqueles delitos
que seriam inafiançáveis, equiparável ao terrorismo, equiparável ao
racismo, quer dizer, a gravidade do tráfico já era preocupante na época
da Constituinte de 1988. Então, esse regime que se empresta ao tráfico de
drogas tem que ser um regime à altura da eminência e da importância
que o constituinte deu a esses ilícitos.
Eu fui vencido inclusive no Pleno, acho que Vossa Excelência
também foi vencido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também. Preocupa-
me muito, penso que ....
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ainda mais perto de escola!
Então, acho imperdoável isso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Que, sem falar na
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Debate
HC 111.586 / SP
corrupção, é o crime que maiores danos provoca presente a sociedade.
Agora, não podemos adotar a prisão automática, decorrente da
imputação, até aqui simples imputação. E a prática criminosa em certo
local não deságua, a meu ver, em prender para depois apurar, mas, sim,
na causa de aumento prevista na Lei de Tóxicos.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ministro Marco Aurélio,
apenas comentando um dado histórico, quer dizer, o nosso constituinte se
preocupou com o tráfico, colocou lá no capítulo próprio.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O próprio Supremo
flexibilizou a lei, Ministro, e nisso fiquei vencido.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Agora veja como nós estamos
na contramão da história: hoje, mas não é hoje figuradamente, hoje, nos
dias de hoje, há uma família apelando para a Presidente da República
para que ela interceda por um brasileiro que foi preso por tráfico de
cocaína num outro país e que está no corredor da morte na iminência de
ser executado. Evidentemente que nós, no Brasil, pela própria formação,
não apregoamos uma pena de morte.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pena de morte, senão
em época de guerra.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas veja como os outros
países tratam esse flagelo de maneira tão enérgica. E nós, aqui,
preocupados que o traficante não pode ter uma prisão, eventualmente,
porque ele quer continuar trabalhando perto dos colégios, perto das
crianças, induzindo esses protagonistas inconscientes a esse drama que
acaba arruinando famílias.
Por isso é que eu tenho assim uma certa - muito embora eu respeite a
posição do Ministro Sepúlveda Pertence -, mas eu entendo que esse
fundamento da agressão à saúde pública, ordem pública, o tráfico está
embutido na própria previsão constitucional.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
corrupção, é o crime que maiores danos provoca presente a sociedade.
Agora, não podemos adotar a prisão automática, decorrente da
imputação, até aqui simples imputação. E a prática criminosa em certo
local não deságua, a meu ver, em prender para depois apurar, mas, sim,
na causa de aumento prevista na Lei de Tóxicos.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ministro Marco Aurélio,
apenas comentando um dado histórico, quer dizer, o nosso constituinte se
preocupou com o tráfico, colocou lá no capítulo próprio.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O próprio Supremo
flexibilizou a lei, Ministro, e nisso fiquei vencido.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Agora veja como nós estamos
na contramão da história: hoje, mas não é hoje figuradamente, hoje, nos
dias de hoje, há uma família apelando para a Presidente da República
para que ela interceda por um brasileiro que foi preso por tráfico de
cocaína num outro país e que está no corredor da morte na iminência de
ser executado. Evidentemente que nós, no Brasil, pela própria formação,
não apregoamos uma pena de morte.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pena de morte, senão
em época de guerra.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas veja como os outros
países tratam esse flagelo de maneira tão enérgica. E nós, aqui,
preocupados que o traficante não pode ter uma prisão, eventualmente,
porque ele quer continuar trabalhando perto dos colégios, perto das
crianças, induzindo esses protagonistas inconscientes a esse drama que
acaba arruinando famílias.
Por isso é que eu tenho assim uma certa - muito embora eu respeite a
posição do Ministro Sepúlveda Pertence -, mas eu entendo que esse
fundamento da agressão à saúde pública, ordem pública, o tráfico está
embutido na própria previsão constitucional.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.586
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S) : GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC 226861 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu, em parte, a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencidos o
Senhor Ministro Luiz Fux e a Senhora Ministra Cármen Lúcia, que
não conheciam da impetração. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2532871
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.586
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S) : GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC 226861 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu, em parte, a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencidos o
Senhor Ministro Luiz Fux e a Senhora Ministra Cármen Lúcia, que
não conheciam da impetração. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2532871
Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2645256
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-29T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma concedeu, em parte, a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencidos o Senhor Ministro Luiz Fux e a Senhora Ministra Cármen Lúcia, que não conheciam da impetração. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Habeas corpus. Constitucional. Processual Penal. Tráfico de entorpecentes. Liberdade provisória. Vedação ex lege (art. 44 da Lei nº 11.343/06). Inadmissibilidade. Necessidade de comprovação da presença dos requisitos previstos no art. 312 do CPP. Fundamentação inexistente no caso concreto. Superação da Súmula 691. Ordem parcialmente concedida.
1. Em princípio, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal, não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão de relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere liminar.
2. A inafiançabilidade do delito de tráfico de entorpecentes, estabelecida constitucionalmente, não significa óbice à liberdade provisória, considerado o conflito do inciso XLIII com o LXVI (“ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança”), ambos do art. 5º da CF.
3. Para manter a prisão em flagrante, deve o magistrado fazê-lo com base em elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a necessidade da prisão do indivíduo, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal.
4. Na hipótese em análise, contudo, ao manter a prisão cautelar do paciente, o Juízo não indicou elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a necessidade da prisão cautelar do ora paciente pelo crime de tráfico, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal.
5. Está sedimentado na Corte o entendimento de que a gravidade em abstrato do delito não basta para justificar, por si só, a privação cautelar da liberdade individual do agente. Precedentes.
6. Não mais subsistente a situação fática que ensejou a manutenção da prisão cautelar, é o caso de concessão parcial da ordem de habeas corpus, para que o Juiz de piso substitua a segregação cautelar por medidas cautelares diversas da prisão.
7. Ordem parcialmente concedida.
|
sjur213710
|
- Acórdãos citados: ADI 3112, HC 98217, HC 101705.
- Veja Informativo 665 do STF (HC 104334).
Número de páginas: 28.
Análise: 10/09/2012, AAT.
Revisão: 11/09/2012, MMR.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
111586
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00043 INC-00066 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00282 PAR-00006 INCLUÍDO PELA LEI-12403/2011\r\n ART-00310 ART-00312 \r\n ART-00319 INC-00001 INC-00002 REDAÇÃO DADA PELA LEI-12403/2011\r\n ART-00322 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00044 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\r\n",
"LEG-FED LEI-012403 ANO-2011\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 111586
|
[
""
] |
PACTE.(S) : EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S) : GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC 226861 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S)
:GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO
HC
226861
DO
SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Constitucional. Processual Penal. Tráfico de
entorpecentes. Liberdade provisória. Vedação ex lege (art. 44 da Lei n
11.343/06). Inadmissibilidade. Necessidade de comprovação da presença
dos requisitos previstos no art. 312 do CPP. Fundamentação inexistente
no caso concreto. Superação da Súmula 691. Ordem parcialmente
concedida.
1. Em princípio, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal,
não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus
contra decisão de relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal
Superior, indefere liminar.
2. A inafiançabilidade do delito de tráfico de entorpecentes,
estabelecida constitucionalmente, não significa óbice à liberdade
provisória, considerado o conflito do inciso XLIII com o LXVI (“ninguém
será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade
provisória, com ou sem fiança”), ambos do art. 5... da Constituição Federal de 1988.
3. Para manter a prisão em flagrante, deve o magistrado fazê-lo com
base em elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a
necessidade da prisão do indivíduo, nos termos do art. 312 do Código de
Processo Penal.
4. Na hipótese em análise, contudo, ao manter a prisão cautelar do
paciente, o Juízo não indicou elementos concretos e individualizados
aptos a demonstrar a necessidade da prisão cautelar do ora paciente pelo
crime de tráfico, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal.
5. Está sedimentado na Corte o entendimento de que a gravidade em
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2496086.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28
Ementa e Acórdão
HC 111.586 / SP
abstrato do delito não basta para justificar, por si só, a privação cautelar
da liberdade individual do agente. Precedentes.
6. Não mais subsistente a situação fática que ensejou a manutenção
da prisão cautelar, é o caso de concessão parcial da ordem de habeas
corpus, para que o Juiz de piso substitua a segregação cautelar por
medidas cautelares diversas da prisão.
7. Ordem parcialmente concedida.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em conceder, em parte, a ordem
de habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
abstrato do delito não basta para justificar, por si só, a privação cautelar
da liberdade individual do agente. Precedentes.
6. Não mais subsistente a situação fática que ensejou a manutenção
da prisão cautelar, é o caso de concessão parcial da ordem de habeas
corpus, para que o Juiz de piso substitua a segregação cautelar por
medidas cautelares diversas da prisão.
7. Ordem parcialmente concedida.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em conceder, em parte, a ordem
de habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S)
:GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO
HC
226861
DO
SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Guido Pelegrinotti Júnior em favor de Edionei dos Santos Martins,
buscando a liberdade provisória do paciente.
Aponta o impetrante como autoridade coatora a Ministra Maria
Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o
pedido de liminar no HC n 226.861/SP impetrado àquela Corte de
Justiça.
Inicialmente, assevera o impetrante que o caso concreto autoriza o
afastamento do enunciado da Súmula n 691 desta Suprema Corte.
No mais, sustenta, em síntese, o constrangimento ilegal imposto ao
paciente, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a
necessidade da medida constritiva, bem como a ausência dos
pressupostos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal.
Aduz, ainda, que o paciente “comprova o preenchimento dos requisitos
necessários à concessão da benesse, dentre eles comprovante de emprego lícito,
residência fixa, ausência de antecedentes, etc” (fl. 9 da inicial).
Requer, liminarmente, a concessão da ordem para conceder ao
paciente o benefício da liberdade provisória. No mérito, pede a sua
confirmação, para que permaneça o paciente em liberdade até o
julgamento final do processo.
Indeferi o pedido de liminar e solicitei informações à autoridade
coatora e ao Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de
Capivari/SP. As informações foram prestadas por meio da Petição/Supremo Tribunal Federal n
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S)
:GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO
HC
226861
DO
SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelo advogado
Guido Pelegrinotti Júnior em favor de Edionei dos Santos Martins,
buscando a liberdade provisória do paciente.
Aponta o impetrante como autoridade coatora a Ministra Maria
Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu o
pedido de liminar no HC n 226.861/SP impetrado àquela Corte de
Justiça.
Inicialmente, assevera o impetrante que o caso concreto autoriza o
afastamento do enunciado da Súmula n 691 desta Suprema Corte.
No mais, sustenta, em síntese, o constrangimento ilegal imposto ao
paciente, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a
necessidade da medida constritiva, bem como a ausência dos
pressupostos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal.
Aduz, ainda, que o paciente “comprova o preenchimento dos requisitos
necessários à concessão da benesse, dentre eles comprovante de emprego lícito,
residência fixa, ausência de antecedentes, etc” (fl. 9 da inicial).
Requer, liminarmente, a concessão da ordem para conceder ao
paciente o benefício da liberdade provisória. No mérito, pede a sua
confirmação, para que permaneça o paciente em liberdade até o
julgamento final do processo.
Indeferi o pedido de liminar e solicitei informações à autoridade
coatora e ao Juízo de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de
Capivari/SP. As informações foram prestadas por meio da Petição/Supremo Tribunal Federal n
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Relatório
HC 111.586 / SP
258/12 e 1.171/12.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
denegação da ordem.
É o relatório.
2
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HC 111.586 / SP
258/12 e 1.171/12.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela
denegação da ordem.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu o pedido de liminar no HC n 226.861/SP impetrado àquela
Corte de Justiça.
Transcrevo a ementa daquela decisão:
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado
em favor de EDIONEI DOS SANTOS MARTINS, apontando-se
o coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n.
0198531-52.2011.8.26.0000).
Narra a impetração que ‘o paciente foi preso em flagrante
delito no dia 08.07.2011 e, do que se verifica da exordial
acusatória, os imputados estão sendo acusados de agindo em
concurso, previamente acordados e com unidade de desígnios,
tinham em depósito e guardavam, com a finalidade de tráfico,
32 (trinta e duas) pedras de crack’ (fl. 2).
O magistrado de plantão converteu a prisão cautelar em
preventiva, fundamentando o seguinte (fl. 61):
‘Pelo que se pode ver dos autos, o flagrante foi
devidamente conduzido e a autoridade atendeu aos
ditames legais, não havendo qualquer suspeita de
irregularidade capaz de invalidar ou anular os atos até
então praticados.
Também pelo que se vislumbra há indícios
suficientes de autoria e materialidade da infração penal
máxime pelas provas até então coligidas, tais como prova
oral material e do laudo de constatação provisória.
Atendendo aos rigores da Lei 12.403/11, é caso de
consolidar o flagrante convertendo a prisão cautelar em
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu o pedido de liminar no HC n 226.861/SP impetrado àquela
Corte de Justiça.
Transcrevo a ementa daquela decisão:
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado
em favor de EDIONEI DOS SANTOS MARTINS, apontando-se
o coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n.
0198531-52.2011.8.26.0000).
Narra a impetração que ‘o paciente foi preso em flagrante
delito no dia 08.07.2011 e, do que se verifica da exordial
acusatória, os imputados estão sendo acusados de agindo em
concurso, previamente acordados e com unidade de desígnios,
tinham em depósito e guardavam, com a finalidade de tráfico,
32 (trinta e duas) pedras de crack’ (fl. 2).
O magistrado de plantão converteu a prisão cautelar em
preventiva, fundamentando o seguinte (fl. 61):
‘Pelo que se pode ver dos autos, o flagrante foi
devidamente conduzido e a autoridade atendeu aos
ditames legais, não havendo qualquer suspeita de
irregularidade capaz de invalidar ou anular os atos até
então praticados.
Também pelo que se vislumbra há indícios
suficientes de autoria e materialidade da infração penal
máxime pelas provas até então coligidas, tais como prova
oral material e do laudo de constatação provisória.
Atendendo aos rigores da Lei 12.403/11, é caso de
consolidar o flagrante convertendo a prisão cautelar em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
outra, qual seja a preventiva, com expedição do
competente mandado de prisão, pois o crime é grave e não
é possível conceder liberdade provisória, não só porque
vedado pela legislação de regência (Lei 11.343/06 - art. 44),
mas também porque eventual concessão da liberdade
coloca em risco a ordem pública com a difusão do tráfico,
colocando em risco a saúde e integridade de pessoas.’
A defesa formulou pedido de liberdade provisória, o qual
restou indeferido nos seguintes termos (fl. 105):
‘Adotando como razões de decidir os argumentos
contidos na decisão de fls. 39 do auto de comunicação de
prisão em flagrante, indefiro o pedido.’
Irresignada, impetrou pedido de habeas corpus perante o
tribunal de origem, que foi denegado, nos termos da seguinte
ementa (fl. 231):
‘Habeas Corpus - Tráfico ilícito de entorpecentes -
Pedido de revogação da prisão preventiva -
Impossibilidade - Dispositivo legal que veda a concessão
de liberdade provisória - Ordem Denegada.’
No presente mandamus, o impetrante alega falta de
fundamentação da decisão que converteu a prisão em flagrante
em preventiva e da decisão que indeferiu o pedido de liberdade
provisória.
Aduz que o paciente é primário, tem residência fixa e
ocupação lícita, não estando presentes os requisitos do artigo
312 do Código de Processo Penal, que autorizam a manutenção
da segregação cautelar.
Assevera que o Tribunal de origem negou o benefício
unicamente em face da expressa vedação legal contida no art.
44 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), dispositivo declarado inconstitucional pelo
Supremo Tribunal Federal.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
outra, qual seja a preventiva, com expedição do
competente mandado de prisão, pois o crime é grave e não
é possível conceder liberdade provisória, não só porque
vedado pela legislação de regência (Lei 11.343/06 - art. 44),
mas também porque eventual concessão da liberdade
coloca em risco a ordem pública com a difusão do tráfico,
colocando em risco a saúde e integridade de pessoas.’
A defesa formulou pedido de liberdade provisória, o qual
restou indeferido nos seguintes termos (fl. 105):
‘Adotando como razões de decidir os argumentos
contidos na decisão de fls. 39 do auto de comunicação de
prisão em flagrante, indefiro o pedido.’
Irresignada, impetrou pedido de habeas corpus perante o
tribunal de origem, que foi denegado, nos termos da seguinte
ementa (fl. 231):
‘Habeas Corpus - Tráfico ilícito de entorpecentes -
Pedido de revogação da prisão preventiva -
Impossibilidade - Dispositivo legal que veda a concessão
de liberdade provisória - Ordem Denegada.’
No presente mandamus, o impetrante alega falta de
fundamentação da decisão que converteu a prisão em flagrante
em preventiva e da decisão que indeferiu o pedido de liberdade
provisória.
Aduz que o paciente é primário, tem residência fixa e
ocupação lícita, não estando presentes os requisitos do artigo
312 do Código de Processo Penal, que autorizam a manutenção
da segregação cautelar.
Assevera que o Tribunal de origem negou o benefício
unicamente em face da expressa vedação legal contida no art.
44 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), dispositivo declarado inconstitucional pelo
Supremo Tribunal Federal.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
Requer, liminarmente e no mérito, a concessão da
liberdade provisória ao acusado, até julgamento final do
processo.
É o relatório.
Inicialmente, cumpre ressaltar que estes autos foram a
mim distribuídos por prevenção ao HC n. 222634/SP,
impetrado em favor da ora paciente, ao qual foi negado
seguimento.
Da análise dos autos, ao menos em um juízo de cognição
sumária, não vislumbro manifesto constrangimento ilegal a
ensejar o deferimento da medida de urgência.
Com efeito, pela leitura da decisão impugnada, primo
oculi, não se verifica ilegalidade na manutenção da prisão
cautelar do paciente, até porque a questão sobre a idoneidade
da negativa de liberdade provisória com fulcro no art. 44 da Lei
n 11.343/06 não se encontra pacificada no âmbito desta Corte.
Vejam-se os seguintes precedentes da 5... Turma:
‘HABEAS
CORPUS
LIBERATÓRIO.
NARCOTRAFICÂNCIA. PRISÃO EM FLAGRANTE
DELITO EM 30.06.09. LIBERDADE PROVISÓRIA.
VEDAÇÃO LEGAL. NORMA ESPECIAL. LEI 11.343/06.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PARECER DO MPF
PELA CONCESSÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA,
NO ENTANTO.
1. A vedação de concessão de liberdade provisória,
na hipótese de acusados da prática de tráfico ilícito de
entorpecentes, encontra amparo no art. 44 da Lei 11.343/06
(nova Lei de Tóxicos), que é norma especial em relação ao
parágrafo único do art. 310 do CPP e à Lei de Crimes
Hediondos, com a nova redação dada pela Lei 11.464/07.
2. Referida vedação legal é, portanto, razão idônea e
suficiente para o indeferimento da benesse, de sorte que
prescinde de maiores digressões a decisão que indefere o
pedido de liberdade provisória, nestes casos.
3. Ademais, no caso concreto, presentes indícios
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
Requer, liminarmente e no mérito, a concessão da
liberdade provisória ao acusado, até julgamento final do
processo.
É o relatório.
Inicialmente, cumpre ressaltar que estes autos foram a
mim distribuídos por prevenção ao HC n. 222634/SP,
impetrado em favor da ora paciente, ao qual foi negado
seguimento.
Da análise dos autos, ao menos em um juízo de cognição
sumária, não vislumbro manifesto constrangimento ilegal a
ensejar o deferimento da medida de urgência.
Com efeito, pela leitura da decisão impugnada, primo
oculi, não se verifica ilegalidade na manutenção da prisão
cautelar do paciente, até porque a questão sobre a idoneidade
da negativa de liberdade provisória com fulcro no art. 44 da Lei
n 11.343/06 não se encontra pacificada no âmbito desta Corte.
Vejam-se os seguintes precedentes da 5... Turma:
‘HABEAS
CORPUS
LIBERATÓRIO.
NARCOTRAFICÂNCIA. PRISÃO EM FLAGRANTE
DELITO EM 30.06.09. LIBERDADE PROVISÓRIA.
VEDAÇÃO LEGAL. NORMA ESPECIAL. LEI 11.343/06.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PARECER DO MPF
PELA CONCESSÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA,
NO ENTANTO.
1. A vedação de concessão de liberdade provisória,
na hipótese de acusados da prática de tráfico ilícito de
entorpecentes, encontra amparo no art. 44 da Lei 11.343/06
(nova Lei de Tóxicos), que é norma especial em relação ao
parágrafo único do art. 310 do CPP e à Lei de Crimes
Hediondos, com a nova redação dada pela Lei 11.464/07.
2. Referida vedação legal é, portanto, razão idônea e
suficiente para o indeferimento da benesse, de sorte que
prescinde de maiores digressões a decisão que indefere o
pedido de liberdade provisória, nestes casos.
3. Ademais, no caso concreto, presentes indícios
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
veementes de autoria e provada a materialidade do delito,
a manutenção da prisão cautelar encontra-se plenamente
justificada na garantia da ordem pública, tendo em vista a
quantidade e natureza de entorpecente apreendido (0,49
gramas de maconha, 5,09 gramas de crack e 0,16 gramas
de cocaína), a indicar a periculosidade do acusado.
4. Ordem denegada, não obstante o parecer
ministerial em contrário.’ (HC 144.738/MG, Rel. Ministro
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA,
julgado em 09/02/2010, DJe 15/03/2010).
‘PROCESSUAL PENAL.
HABEAS CORPUS.
TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. PRISÃO EM
FLAGRANTE. LIBERDADE PROVISÓRIA. VEDAÇÃO
IMPOSTA PELA CONSTITUIÇÃO, PELO ART. 2...,
INCISO II, DA LEI 8.072/90 E PELO ART. 44 DA LEI
11.343/06. (...) ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
1. O inciso XLIII do art. 5... da Constituição Federal
estabelece que o crime de tráfico ilícito de entorpecentes é
inafiançável. Não sendo possível concessão de liberdade
provisória com fiança, com maior razão é a não-concessão
de liberdade provisória sem fiança.
2. A legislação infraconstitucional (arts. 2..., II, da Lei
8.072/90 e 44 da Lei 11.343/06) também veda a liberdade
provisória ao preso em flagrante por tráfico ilícito de
entorpecentes.
3. A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça
consolidou o entendimento de que a vedação legal é
fundamento suficiente para o indeferimento da liberdade
provisória (HC 76.779/MT, Rel. Min. Felix Fischer, DJ de
3/4/08).
(...)
6. Ordem parcialmente concedida para anular a
audiência de instrução e julgamento realizada em
desconformidade com a previsão contida no art. 212 do
Código de Processo Penal, determinando que outra seja
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
veementes de autoria e provada a materialidade do delito,
a manutenção da prisão cautelar encontra-se plenamente
justificada na garantia da ordem pública, tendo em vista a
quantidade e natureza de entorpecente apreendido (0,49
gramas de maconha, 5,09 gramas de crack e 0,16 gramas
de cocaína), a indicar a periculosidade do acusado.
4. Ordem denegada, não obstante o parecer
ministerial em contrário.’ (HC 144.738/MG, Rel. Ministro
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA,
julgado em 09/02/2010, DJe 15/03/2010).
‘PROCESSUAL PENAL.
HABEAS CORPUS.
TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. PRISÃO EM
FLAGRANTE. LIBERDADE PROVISÓRIA. VEDAÇÃO
IMPOSTA PELA CONSTITUIÇÃO, PELO ART. 2...,
INCISO II, DA LEI 8.072/90 E PELO ART. 44 DA LEI
11.343/06. (...) ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.
1. O inciso XLIII do art. 5... da Constituição Federal
estabelece que o crime de tráfico ilícito de entorpecentes é
inafiançável. Não sendo possível concessão de liberdade
provisória com fiança, com maior razão é a não-concessão
de liberdade provisória sem fiança.
2. A legislação infraconstitucional (arts. 2..., II, da Lei
8.072/90 e 44 da Lei 11.343/06) também veda a liberdade
provisória ao preso em flagrante por tráfico ilícito de
entorpecentes.
3. A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça
consolidou o entendimento de que a vedação legal é
fundamento suficiente para o indeferimento da liberdade
provisória (HC 76.779/MT, Rel. Min. Felix Fischer, DJ de
3/4/08).
(...)
6. Ordem parcialmente concedida para anular a
audiência de instrução e julgamento realizada em
desconformidade com a previsão contida no art. 212 do
Código de Processo Penal, determinando que outra seja
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
realizada, consoante as disposições do referido
dispositivo. Mantida a situação processual do paciente.’
(HC 150.662/GO, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES
LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 04/02/2010, DJe
15/03/2010).
‘HABEAS CORPUS. CRIMES DE TRÁFICO E
ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO ILÍCITO DE
ENTORPECENTES. 11,9 GRAMAS DE "CRACK".
LIBERDADE PROVISÓRIA. VEDAÇÃO EXPRESSA
CONTIDA NA LEI N. 11.343/2006. FUNDAMENTAÇÃO
IDÔNEA E SUFICIENTE PARA JUSTIFICAR O
INDEFERIMENTO DO PLEITO. PRECEDENTES DESTA
CORTE E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. Na linha do entendimento desta Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a vedação expressa do
benefício da liberdade provisória aos crimes de tráfico
ilícito de entorpecentes, disciplinada no art. 44 da Lei n.
11.343/06 é, por si só, motivo suficiente para impedir a
concessão da benesse ao réu preso em flagrante por crime
hediondo ou equiparado, nos termos do disposto no art.
5., inciso LXVI, da Constituição Federal, que impõe a
inafiançabilidade das referidas infrações penais.
2. Ordem denegada.’ (HC 124.538/RS, Rel. Ministra
LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 26/11/2009,
DJe 15/12/2009).
Em sentido contrário, colhem-se os seguintes arestos,
proferidos pela 6... Turma:
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA. FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DE
OCUPAÇÃO LÍCITA. VEDAÇÃO DO ART. 44 DA LEI n
11.343/2006. MOTIVOS, POR SI SÓS, INSUFICIENTES.
ORDEM CONCEDIDA.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
realizada, consoante as disposições do referido
dispositivo. Mantida a situação processual do paciente.’
(HC 150.662/GO, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES
LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 04/02/2010, DJe
15/03/2010).
‘HABEAS CORPUS. CRIMES DE TRÁFICO E
ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO ILÍCITO DE
ENTORPECENTES. 11,9 GRAMAS DE "CRACK".
LIBERDADE PROVISÓRIA. VEDAÇÃO EXPRESSA
CONTIDA NA LEI N. 11.343/2006. FUNDAMENTAÇÃO
IDÔNEA E SUFICIENTE PARA JUSTIFICAR O
INDEFERIMENTO DO PLEITO. PRECEDENTES DESTA
CORTE E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. Na linha do entendimento desta Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a vedação expressa do
benefício da liberdade provisória aos crimes de tráfico
ilícito de entorpecentes, disciplinada no art. 44 da Lei n.
11.343/06 é, por si só, motivo suficiente para impedir a
concessão da benesse ao réu preso em flagrante por crime
hediondo ou equiparado, nos termos do disposto no art.
5., inciso LXVI, da Constituição Federal, que impõe a
inafiançabilidade das referidas infrações penais.
2. Ordem denegada.’ (HC 124.538/RS, Rel. Ministra
LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 26/11/2009,
DJe 15/12/2009).
Em sentido contrário, colhem-se os seguintes arestos,
proferidos pela 6... Turma:
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA. FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DE
OCUPAÇÃO LÍCITA. VEDAÇÃO DO ART. 44 DA LEI n
11.343/2006. MOTIVOS, POR SI SÓS, INSUFICIENTES.
ORDEM CONCEDIDA.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
1. Fica evidente o constrangimento ilegal se foi
indeferida a liberdade provisória do paciente tão somente
porque ele não teria comprovado efetivamente possuir
ocupação lícita, presumindo-se, por isso, que oferece risco
à ordem pública, sem a demonstração concreta da
presença de quaisquer dos requisitos previstos no art. 312
do Código de Processo Penal.
2. A simples alusão à vedação contida no art. 44 da
Lei n 11.343/2006 não basta para indeferir a liberdade
provisória, se não demonstrada a real imprescindibilidade
da medida extrema.
3. Habeas corpus concedido para garantir ao
paciente o direito de recorrer em liberdade, se por outro
motivo não estiver preso, mediante assinatura de termo de
compromisso de comparecimento a todos os atos do
processo, devendo ser expedido alvará de soltura
clausulado.’ (HC 127.498/GO, de minha relatoria, SEXTA
TURMA, julgado em 24/11/2009, DJe 14/12/2009).
‘HABEAS
CORPUS.
TRÁFICO
DE
ENTORPECENTES.
DESENTRANHAMENTO
DE
PROVAS PRODUZIDAS EM AUDIÊNCIA DECLARADA
NULA. DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO.
ORDEM CONCEDIDA.
1. Se a audiência foi declarada nula pelo E. Tribunal
Estadual, não há razão para o indeferimento do pedido
formulado pela defesa, de desentranhamento das provas
nela produzidas.
2. A circunstância de ter o agente respondido ao
processo preso, só por só, é insuficiente como fundamento
para a negativa do benefício de recorrer em liberdade.
3. A vedação legal prevista no artigo 44 da Lei n
11.343/2006, desacompanhada de outros elementos
idôneos que demonstrem a necessidade da segregação
cautelar, não representa óbice à concessão do benefício do
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
1. Fica evidente o constrangimento ilegal se foi
indeferida a liberdade provisória do paciente tão somente
porque ele não teria comprovado efetivamente possuir
ocupação lícita, presumindo-se, por isso, que oferece risco
à ordem pública, sem a demonstração concreta da
presença de quaisquer dos requisitos previstos no art. 312
do Código de Processo Penal.
2. A simples alusão à vedação contida no art. 44 da
Lei n 11.343/2006 não basta para indeferir a liberdade
provisória, se não demonstrada a real imprescindibilidade
da medida extrema.
3. Habeas corpus concedido para garantir ao
paciente o direito de recorrer em liberdade, se por outro
motivo não estiver preso, mediante assinatura de termo de
compromisso de comparecimento a todos os atos do
processo, devendo ser expedido alvará de soltura
clausulado.’ (HC 127.498/GO, de minha relatoria, SEXTA
TURMA, julgado em 24/11/2009, DJe 14/12/2009).
‘HABEAS
CORPUS.
TRÁFICO
DE
ENTORPECENTES.
DESENTRANHAMENTO
DE
PROVAS PRODUZIDAS EM AUDIÊNCIA DECLARADA
NULA. DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO.
ORDEM CONCEDIDA.
1. Se a audiência foi declarada nula pelo E. Tribunal
Estadual, não há razão para o indeferimento do pedido
formulado pela defesa, de desentranhamento das provas
nela produzidas.
2. A circunstância de ter o agente respondido ao
processo preso, só por só, é insuficiente como fundamento
para a negativa do benefício de recorrer em liberdade.
3. A vedação legal prevista no artigo 44 da Lei n
11.343/2006, desacompanhada de outros elementos
idôneos que demonstrem a necessidade da segregação
cautelar, não representa óbice à concessão do benefício do
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
recurso em liberdade.
4. Ordem concedida para autorizar o
desentranhamento dos documentos declarados nulos; e
para conceder o benefício do recurso em liberdade.’ (HC
135.879/SP,
Rel.
Ministro
CELSO
LIMONGI
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/SP), SEXTA
TURMA, julgado em 10/11/2009, DJe 18/12/2009).
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA. CABIMENTO. ART. 312 DO
CPP. FUNDAMENTAÇÃO.
1. A jurisprudência desta Corte tem proclamado que
a prisão cautelar é medida de caráter excepcional,
devendo ser impostas, ou mantidas, apenas quando
atendidas, mediante decisão judicial fundamentada (art.
93, inciso IX, da Constituição Federal), as exigências do
art. 312 do Código de Processo Penal.
2. Isso porque a liberdade, antes de sentença penal
condenatória definitiva, é a regra e o enclausuramento
provisório, a exceção, como têm insistido esta Corte e o
Supremo Tribunal Federal em inúmeros julgados, por
força do princípio da presunção de inocência, ou da não
culpabilidade.
3. A fundamentação do magistrado de primeiro grau
atém-se à gravidade abstrata do crime e à circunstância de
ser equiparado a hediondo.
4. Em vários julgados a Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça acentuou que a vedação do art. 44 da
Lei n 11.343/06 não é obstáculo, por si, à concessão da
liberdade provisória, não se olvidando que a proibição
então contida na Lei de Crimes Hediondos foi suprimida
pela Lei n 11.464/07.
5. Ademais, impõe-se notar que foram apreendidos
em poder do paciente 7,00 (sete) gramas de cocaína, o que
não se mostra suficiente, por si só, para demonstrar a
periculosidade do agente.
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
recurso em liberdade.
4. Ordem concedida para autorizar o
desentranhamento dos documentos declarados nulos; e
para conceder o benefício do recurso em liberdade.’ (HC
135.879/SP,
Rel.
Ministro
CELSO
LIMONGI
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/SP), SEXTA
TURMA, julgado em 10/11/2009, DJe 18/12/2009).
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA. CABIMENTO. ART. 312 DO
CPP. FUNDAMENTAÇÃO.
1. A jurisprudência desta Corte tem proclamado que
a prisão cautelar é medida de caráter excepcional,
devendo ser impostas, ou mantidas, apenas quando
atendidas, mediante decisão judicial fundamentada (art.
93, inciso IX, da Constituição Federal), as exigências do
art. 312 do Código de Processo Penal.
2. Isso porque a liberdade, antes de sentença penal
condenatória definitiva, é a regra e o enclausuramento
provisório, a exceção, como têm insistido esta Corte e o
Supremo Tribunal Federal em inúmeros julgados, por
força do princípio da presunção de inocência, ou da não
culpabilidade.
3. A fundamentação do magistrado de primeiro grau
atém-se à gravidade abstrata do crime e à circunstância de
ser equiparado a hediondo.
4. Em vários julgados a Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça acentuou que a vedação do art. 44 da
Lei n 11.343/06 não é obstáculo, por si, à concessão da
liberdade provisória, não se olvidando que a proibição
então contida na Lei de Crimes Hediondos foi suprimida
pela Lei n 11.464/07.
5. Ademais, impõe-se notar que foram apreendidos
em poder do paciente 7,00 (sete) gramas de cocaína, o que
não se mostra suficiente, por si só, para demonstrar a
periculosidade do agente.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
6. Habeas corpus concedido para que o paciente seja
colocado em liberdade provisória, se por outro motivo não
estiver preso, mediante assinatura de termo de
compromisso de comparecimento a todos os atos do
processo.’ (HC 126.308/SP, Rel. Ministro OG
FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em 24/08/2009,
DJe 28/09/2009).
A matéria também não se encontra pacificada no âmbito
do Supremo Tribunal Federal, senão vejamos:
‘HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO EM FLAGRANTE.
LIBERDADE PROVISÓRIA. INADMISSIBILIDADE.
VEDAÇÃO
CONSTITUCIONAL.
DELITOS
INAFIANÇÁVEIS. ART. 5..., XLIII, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS AUTORIZADORES DA CUSTÓDIA
CAUTELAR E DE FRAGILIDADE DA DECISÃO QUE
DENEGA
A
SOLTURA
DO
PACIENTE.
SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA.
PREJUDICIALIDADE. ORDEM DENEGADA. I - A
vedação à liberdade provisória para o delito de tráfico de
drogas advém da própria Constituição, a qual prevê a
inafiançabilidade (art. 5..., XLIII). Precedentes. II - Com a
superveniência da sentença condenatória, ademais, fica
prejudicada a alegação de ausência dos requisitos
autorizadores da prisão cautelar e de eventual vício na
decisão que indeferiu o pedido de soltura do paciente. III -
Réu que, ademais, foi preso em flagrante e permaneceu
detido ao longo de toda a instrução criminal. IV - Ordem
denegada.’ (HC 98746, Relator(a): Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/02/2010,
Dje-045 DIVULG 11-03-2010 PUBLIC 12-03-2010 EMENT
VOL-02393-03 PP-00457).
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
6. Habeas corpus concedido para que o paciente seja
colocado em liberdade provisória, se por outro motivo não
estiver preso, mediante assinatura de termo de
compromisso de comparecimento a todos os atos do
processo.’ (HC 126.308/SP, Rel. Ministro OG
FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em 24/08/2009,
DJe 28/09/2009).
A matéria também não se encontra pacificada no âmbito
do Supremo Tribunal Federal, senão vejamos:
‘HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO EM FLAGRANTE.
LIBERDADE PROVISÓRIA. INADMISSIBILIDADE.
VEDAÇÃO
CONSTITUCIONAL.
DELITOS
INAFIANÇÁVEIS. ART. 5..., XLIII, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DOS
REQUISITOS AUTORIZADORES DA CUSTÓDIA
CAUTELAR E DE FRAGILIDADE DA DECISÃO QUE
DENEGA
A
SOLTURA
DO
PACIENTE.
SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA.
PREJUDICIALIDADE. ORDEM DENEGADA. I - A
vedação à liberdade provisória para o delito de tráfico de
drogas advém da própria Constituição, a qual prevê a
inafiançabilidade (art. 5..., XLIII). Precedentes. II - Com a
superveniência da sentença condenatória, ademais, fica
prejudicada a alegação de ausência dos requisitos
autorizadores da prisão cautelar e de eventual vício na
decisão que indeferiu o pedido de soltura do paciente. III -
Réu que, ademais, foi preso em flagrante e permaneceu
detido ao longo de toda a instrução criminal. IV - Ordem
denegada.’ (HC 98746, Relator(a): Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/02/2010,
Dje-045 DIVULG 11-03-2010 PUBLIC 12-03-2010 EMENT
VOL-02393-03 PP-00457).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
‘HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL
PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. GARANTIA
DA
ORDEM
PÚBLICA.
CONJECTURAS.
CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL.
INSUBSISTÊNCIA. PRISÃO EM FLAGRANTE. ÓBICE
AO
APELO
EM
LIBERDADE.
INCONSTITUCIONALIDADE: NECESSIDADE DE
ADEQUAÇÃO DO PRECEITO VEICULADO PELO
ARTIGO 44 DA LEI 11.343/06 E DO ARTIGO 5..., INCISO
XLII AOS ARTIGOS 1..., INCISO III, E 5..., INCISOS LIV E
LVII DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. Garantia da
ordem pública fundada em conjecturas a respeito da
gravidade e das consequências do crime. Inidoneidade. 2.
Conveniência da instrução criminal tendo em conta o
temor das testemunhas. Superveniência de sentença penal
condenatória. Fundamento insubsistente. 3. Apelação em
liberdade negada sob o fundamento de que o artigo 44 da
Lei n. 11.343/06 veda a liberdade provisória ao preso em
flagrante por tráfico de entorpecentes. Entendimento
respaldado na inafiançabilidade desse crime, estabelecida
no artigo 5..., inciso XLIII da Constituição do Brasil. Afronta
escancarada aos princípios da presunção de inocência, do
devido processo legal e da dignidade da pessoa humana.
4. Inexistência de antinomias na Constituição.
Necessidade de adequação, a esses princípios, da norma
infraconstitucional e da veiculada no artigo 5..., inciso
XLIII, da Constituição do Brasil. A regra estabelecida na
Constituição, bem assim na legislação infraconstitucional,
é a liberdade. A prisão faz exceção a essa regra, de modo
que, a admitir-se que o artigo 5..., inciso XLIII estabelece,
além das restrições nele contidas, vedação à liberdade
provisória, o conflito entre normas estaria instalado. 5. A
inafiançabilidade não pode e não deve --- considerados os
princípios da presunção de inocência, da dignidade da
pessoa humana, da ampla defesa e do devido processo
9
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
‘HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL
PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. GARANTIA
DA
ORDEM
PÚBLICA.
CONJECTURAS.
CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL.
INSUBSISTÊNCIA. PRISÃO EM FLAGRANTE. ÓBICE
AO
APELO
EM
LIBERDADE.
INCONSTITUCIONALIDADE: NECESSIDADE DE
ADEQUAÇÃO DO PRECEITO VEICULADO PELO
ARTIGO 44 DA LEI 11.343/06 E DO ARTIGO 5..., INCISO
XLII AOS ARTIGOS 1..., INCISO III, E 5..., INCISOS LIV E
LVII DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. Garantia da
ordem pública fundada em conjecturas a respeito da
gravidade e das consequências do crime. Inidoneidade. 2.
Conveniência da instrução criminal tendo em conta o
temor das testemunhas. Superveniência de sentença penal
condenatória. Fundamento insubsistente. 3. Apelação em
liberdade negada sob o fundamento de que o artigo 44 da
Lei n. 11.343/06 veda a liberdade provisória ao preso em
flagrante por tráfico de entorpecentes. Entendimento
respaldado na inafiançabilidade desse crime, estabelecida
no artigo 5..., inciso XLIII da Constituição do Brasil. Afronta
escancarada aos princípios da presunção de inocência, do
devido processo legal e da dignidade da pessoa humana.
4. Inexistência de antinomias na Constituição.
Necessidade de adequação, a esses princípios, da norma
infraconstitucional e da veiculada no artigo 5..., inciso
XLIII, da Constituição do Brasil. A regra estabelecida na
Constituição, bem assim na legislação infraconstitucional,
é a liberdade. A prisão faz exceção a essa regra, de modo
que, a admitir-se que o artigo 5..., inciso XLIII estabelece,
além das restrições nele contidas, vedação à liberdade
provisória, o conflito entre normas estaria instalado. 5. A
inafiançabilidade não pode e não deve --- considerados os
princípios da presunção de inocência, da dignidade da
pessoa humana, da ampla defesa e do devido processo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
legal --- constituir causa impeditiva da liberdade
provisória. 6. Não se nega a acentuada nocividade da
conduta do traficante de entorpecentes. Nocividade
aferível pelos malefícios provocados no que concerne à
saúde pública, exposta a sociedade a danos concretos e a
riscos iminentes. Não obstante, a regra consagrada no
ordenamento jurídico brasileiro é a liberdade; a prisão, a
exceção. A regra cede a ela em situações marcadas pela
demonstração cabal da necessidade da segregação ante
tempus. Impõe-se porém ao Juiz, nesse caso o dever de
explicitar as razões pelas quais alguém deva ser preso
cautelarmente, assim permanecendo. Ordem concedida.’
(HC 101505, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda
Turma, julgado em 15/12/2009, DJe-027 DIVULG 11-02-
2010 PUBLIC 12-02-2010 EMENT VOL-02389-03 PP-
00597).
Mister destacar, ainda, que a Terceira Seção deste Tribunal
Superior, ao apreciar Questão de Ordem suscitada pelo
Ministro Félix Fischer sobre a possibilidade da concessão de
liberdade provisória em crimes de tráfico de entorpecentes,
decidiu, por maioria de votos, negar a ordem de habeas corpus.
Ainda que assim não fosse, o que se pleiteia na cognição
sumária se confunde com a matéria de fundo, cuja resolução
demanda análise pormenorizada dos autos e julgamento pelo
Órgão Colegiado, juiz natural da causa, consubstanciando-se
em pedido eminentemente satisfativo, incabível na espécie.
Nesse sentido:
‘(...) a provisão cautelar não se presta à apreciação da
questão de mérito do writ, por implicar em exame
prematuro da matéria de fundo da ação de habeas corpus,
de competência da turma julgadora, que não pode ser
apreciada nos limites da cognição sumária do Relator. Por
outras palavras, no writ, não cabe medida satisfativa
antecipada.’ (HC 17.579/RS, Rel. Min. Hamilton
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
legal --- constituir causa impeditiva da liberdade
provisória. 6. Não se nega a acentuada nocividade da
conduta do traficante de entorpecentes. Nocividade
aferível pelos malefícios provocados no que concerne à
saúde pública, exposta a sociedade a danos concretos e a
riscos iminentes. Não obstante, a regra consagrada no
ordenamento jurídico brasileiro é a liberdade; a prisão, a
exceção. A regra cede a ela em situações marcadas pela
demonstração cabal da necessidade da segregação ante
tempus. Impõe-se porém ao Juiz, nesse caso o dever de
explicitar as razões pelas quais alguém deva ser preso
cautelarmente, assim permanecendo. Ordem concedida.’
(HC 101505, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda
Turma, julgado em 15/12/2009, DJe-027 DIVULG 11-02-
2010 PUBLIC 12-02-2010 EMENT VOL-02389-03 PP-
00597).
Mister destacar, ainda, que a Terceira Seção deste Tribunal
Superior, ao apreciar Questão de Ordem suscitada pelo
Ministro Félix Fischer sobre a possibilidade da concessão de
liberdade provisória em crimes de tráfico de entorpecentes,
decidiu, por maioria de votos, negar a ordem de habeas corpus.
Ainda que assim não fosse, o que se pleiteia na cognição
sumária se confunde com a matéria de fundo, cuja resolução
demanda análise pormenorizada dos autos e julgamento pelo
Órgão Colegiado, juiz natural da causa, consubstanciando-se
em pedido eminentemente satisfativo, incabível na espécie.
Nesse sentido:
‘(...) a provisão cautelar não se presta à apreciação da
questão de mérito do writ, por implicar em exame
prematuro da matéria de fundo da ação de habeas corpus,
de competência da turma julgadora, que não pode ser
apreciada nos limites da cognição sumária do Relator. Por
outras palavras, no writ, não cabe medida satisfativa
antecipada.’ (HC 17.579/RS, Rel. Min. Hamilton
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
Carvalhido, DJ 09.08.2001).
Ante o exposto, indefiro a liminar.
Solicitem-se informações à autoridade apontada como
coatora e ao Juiz de primeiro grau, especialmente sobre a
existência ou não de sentença condenatória.
Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Público
Federal para parecer” (grifos conforme o original –
www.stj.jus.br).
Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ.
Como se vê, trata-se de decisão indeferitória de liminar, hipótese em
que deveria incidir o enunciado da Súmula n 691 do Supremo Tribunal
Federal, segundo a qual, “não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer
de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
Todavia, a jurisprudência desta Suprema Corte tem abrandado a
referida súmula para admitir a impetração de habeas corpus se os autos
demonstrarem ser hipótese de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou
teratologia.
Observo, assim, ser possível, no caso em exame, a excepcional
superação da Súmula 691 desta Suprema Corte, em vista de flagrante
ilegalidade e de constrangimento patente.
No caso em exame, as circunstâncias denotam a ausência de
requisitos que ensejem a manutenção da custódia cautelar do paciente.
Para indeferir o pedido de liberdade provisória formulado pela
defesa, o juízo processante expôs os seguintes fundamentos:
“Vistos,
Inicialmente anoto que atuo em razão de plantão
judiciário.
Pelo que se pode ver dos autos, o flagrante foi
devidamente conduzido e a autoridade atendeu aos ditames
legais, não havendo qualquer suspeita e de irregularidade ou
nulidade capaz de invalidar ou anular os atos até então
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
Carvalhido, DJ 09.08.2001).
Ante o exposto, indefiro a liminar.
Solicitem-se informações à autoridade apontada como
coatora e ao Juiz de primeiro grau, especialmente sobre a
existência ou não de sentença condenatória.
Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Público
Federal para parecer” (grifos conforme o original –
www.stj.jus.br).
Essa é a razão pela qual se insurge o impetrante neste writ.
Como se vê, trata-se de decisão indeferitória de liminar, hipótese em
que deveria incidir o enunciado da Súmula n 691 do Supremo Tribunal
Federal, segundo a qual, “não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer
de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
Todavia, a jurisprudência desta Suprema Corte tem abrandado a
referida súmula para admitir a impetração de habeas corpus se os autos
demonstrarem ser hipótese de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou
teratologia.
Observo, assim, ser possível, no caso em exame, a excepcional
superação da Súmula 691 desta Suprema Corte, em vista de flagrante
ilegalidade e de constrangimento patente.
No caso em exame, as circunstâncias denotam a ausência de
requisitos que ensejem a manutenção da custódia cautelar do paciente.
Para indeferir o pedido de liberdade provisória formulado pela
defesa, o juízo processante expôs os seguintes fundamentos:
“Vistos,
Inicialmente anoto que atuo em razão de plantão
judiciário.
Pelo que se pode ver dos autos, o flagrante foi
devidamente conduzido e a autoridade atendeu aos ditames
legais, não havendo qualquer suspeita e de irregularidade ou
nulidade capaz de invalidar ou anular os atos até então
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
praticados.
Também pelo que se vislumbra, há indícios suficientes de
autoria e materialidade da infração penal máxime pelas provas
até então coligadas tais como prova oral, material e do laudo de
constatação provisória.
Atendendo aos rigores da lei 12.403/11, e caso de
consolidar o flagrante, convertendo a previsão cautelar em
outra qual seja a preventiva, com expedição do competente
mandado de prisão, pois o crime é grave e não é possível
conceder liberdade provisória, não só porque vedado pela
legislação de regência (Lei 11.343/06 – artigo 44), mas também
porque eventual concessão da liberdade coloca em risco a
ordem pública com a difusão do tráfico, colocando em risco a
saúde e integridade de pessoas" (fl. 39 do anexo 2).
Em segunda decisão, apreciando pedido expresso da defesa,
indeferiu a liberdade provisória nos termos seguintes:
“Adotando como razões de decidir os argumentos
contidos na decisão de fl. 39 do auto de comunicação de
flagrante, indefiro o pedido” (fl. 83 do anexo 2).
Inicialmente destaco que se firmou agora o entendimento a respeito
da vedação da liberdade provisória aos crimes de tráfico de entorpecentes
e drogas afins, no sentido de que a referida proibição contraria relevantes
princípios constitucionais.
No julgamento do HC n 104.334/SP (Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Informativo Supremo Tribunal Federal n 665), reconheceu o Plenário que a
inafiançabilidade dos crimes previstos na Lei de Tóxicos deriva da
Constituição (art. 5..., XLIII). Asseverou-se, porém, que essa vedação
conflitaria com outros princípios também revestidos de dignidade
constitucional, como o da presunção de inocência e o do devido processo
legal.
Demonstrou-se que esse empecilho apriorístico de concessão de
liberdade provisória é incompatível com estes postulados.
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Supremo Tribunal Federal
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praticados.
Também pelo que se vislumbra, há indícios suficientes de
autoria e materialidade da infração penal máxime pelas provas
até então coligadas tais como prova oral, material e do laudo de
constatação provisória.
Atendendo aos rigores da lei 12.403/11, e caso de
consolidar o flagrante, convertendo a previsão cautelar em
outra qual seja a preventiva, com expedição do competente
mandado de prisão, pois o crime é grave e não é possível
conceder liberdade provisória, não só porque vedado pela
legislação de regência (Lei 11.343/06 – artigo 44), mas também
porque eventual concessão da liberdade coloca em risco a
ordem pública com a difusão do tráfico, colocando em risco a
saúde e integridade de pessoas" (fl. 39 do anexo 2).
Em segunda decisão, apreciando pedido expresso da defesa,
indeferiu a liberdade provisória nos termos seguintes:
“Adotando como razões de decidir os argumentos
contidos na decisão de fl. 39 do auto de comunicação de
flagrante, indefiro o pedido” (fl. 83 do anexo 2).
Inicialmente destaco que se firmou agora o entendimento a respeito
da vedação da liberdade provisória aos crimes de tráfico de entorpecentes
e drogas afins, no sentido de que a referida proibição contraria relevantes
princípios constitucionais.
No julgamento do HC n 104.334/SP (Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Informativo Supremo Tribunal Federal n 665), reconheceu o Plenário que a
inafiançabilidade dos crimes previstos na Lei de Tóxicos deriva da
Constituição (art. 5..., XLIII). Asseverou-se, porém, que essa vedação
conflitaria com outros princípios também revestidos de dignidade
constitucional, como o da presunção de inocência e o do devido processo
legal.
Demonstrou-se que esse empecilho apriorístico de concessão de
liberdade provisória é incompatível com estes postulados.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
A disposição do art. 44 da Lei 11.343/2006 retira do juiz competente a
oportunidade de, no caso concreto, analisar os pressupostos da
necessidade da custódia cautelar, a incorrer em antecipação de pena.
A inafiançabilidade do delito de tráfico de entorpecentes,
estabelecida constitucionalmente, não significa óbice à liberdade
provisória, considerado o conflito do inciso XLIII com o LXVI (“ninguém
será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória,
com ou sem fiança”), ambos do art. 5... da Constituição Federal de 1988.
Como tive a oportunidade de ressaltar, a inafiançabilidade não
constitui causa impeditiva da liberdade provisória. A fiança, conforme
estabelecido no art. 322 do CPP, em certas hipóteses, pode ser fixada até
mesmo pela autoridade policial, em razão de requisitos objetivos fixados
em lei.
Quanto à liberdade provisória, cabe sempre ao magistrado aferir sua
pertinência, sob o ângulo da subjetividade do agente, nos termos do art.
310 do CPP e do art. 5..., LXVI, da Constituição Federal de 1988.
A vedação constante do art. 5..., XLIII, da Constituição Federal de 1988 diz respeito apenas à
fiança, e não à liberdade provisória.
Aliás, como destacado pelo Ministro Ricardo Lewandowski, no
julgamento da ADI n 3.112/DF (DJe de 26/10/07), a Corte assinalou a
vedação constitucional da prisão ex lege, bem assim que os princípios da
presunção de inocência e da obrigatoriedade de fundamentação de
ordem prisional por parte da autoridade competente mereceriam
ponderação maior se comparados à regra da inafiançabilidade.
Pois bem, quanto à questão que está posta no inciso XLIII do art. 5...
da Constituição, que veda a concessão de fiança, penso que ela não leva a
que se impeça a concessão da liberdade provisória. Uma coisa é uma
coisa; outra coisa, outra coisa é.
Para manter a prisão em flagrante, deve o magistrado fazê-lo com
base em elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a
necessidade da prisão do indivíduo, nos termos do art. 312 do Código de
Processo Penal.
O Juízo de piso não trouxe à balha, de modo fundamentado, os
13
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
A disposição do art. 44 da Lei 11.343/2006 retira do juiz competente a
oportunidade de, no caso concreto, analisar os pressupostos da
necessidade da custódia cautelar, a incorrer em antecipação de pena.
A inafiançabilidade do delito de tráfico de entorpecentes,
estabelecida constitucionalmente, não significa óbice à liberdade
provisória, considerado o conflito do inciso XLIII com o LXVI (“ninguém
será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória,
com ou sem fiança”), ambos do art. 5... da Constituição Federal de 1988.
Como tive a oportunidade de ressaltar, a inafiançabilidade não
constitui causa impeditiva da liberdade provisória. A fiança, conforme
estabelecido no art. 322 do CPP, em certas hipóteses, pode ser fixada até
mesmo pela autoridade policial, em razão de requisitos objetivos fixados
em lei.
Quanto à liberdade provisória, cabe sempre ao magistrado aferir sua
pertinência, sob o ângulo da subjetividade do agente, nos termos do art.
310 do CPP e do art. 5..., LXVI, da Constituição Federal de 1988.
A vedação constante do art. 5..., XLIII, da Constituição Federal de 1988 diz respeito apenas à
fiança, e não à liberdade provisória.
Aliás, como destacado pelo Ministro Ricardo Lewandowski, no
julgamento da ADI n 3.112/DF (DJe de 26/10/07), a Corte assinalou a
vedação constitucional da prisão ex lege, bem assim que os princípios da
presunção de inocência e da obrigatoriedade de fundamentação de
ordem prisional por parte da autoridade competente mereceriam
ponderação maior se comparados à regra da inafiançabilidade.
Pois bem, quanto à questão que está posta no inciso XLIII do art. 5...
da Constituição, que veda a concessão de fiança, penso que ela não leva a
que se impeça a concessão da liberdade provisória. Uma coisa é uma
coisa; outra coisa, outra coisa é.
Para manter a prisão em flagrante, deve o magistrado fazê-lo com
base em elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a
necessidade da prisão do indivíduo, nos termos do art. 312 do Código de
Processo Penal.
O Juízo de piso não trouxe à balha, de modo fundamentado, os
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HC 111.586 / SP
pressupostos autorizadores da segregação cautelar (art. 312 do Código de
Processo Penal) para a manutenção da custódia pelo crime de tráfico.
Está sedimentado na Corte o entendimento de que a gravidade em
abstrato do delito não basta para justificar, por si só, a privação cautelar
da liberdade individual do agente. Nesse sentido. confira-se:
“HABEAS
CORPUS.
PRISÃO
PREVENTIVA.
REQUISITOS DO ART. 312 DO CPP. GARANTIA DA ORDEM
PÚBLICA. CONSIDERAÇÃO TÃO-SÓ A GRAVIDADE
ABSTRATA DO CRIME. FUGA DO ESTABELECIMENTO
PRISIONAL. AUSÊNCIA DE ADITAMENTO AO DECRETO
DE PRISÃO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. ORDEM
CONCEDIDA. 1. Em matéria de prisão processual, a garantia
constitucional da fundamentação do provimento judicial
importa o dever da real ou efetiva demonstração de que a
segregação atende a pelo menos um dos requisitos do art. 312
do Código de Processo Penal. Sem o que se dá a inversão da
lógica elementar da Constituição, segundo a qual a presunção
de não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do trânsito
em julgado da sentença penal condenatória. 2. A mera
referência vernacular à garantia da ordem pública não tem a
força de corresponder à teleologia do art. 312 do CPP. Até
porque, no julgamento do HC 84.078, o Supremo Tribunal
Federal, por maioria, entendeu inconstitucional a execução
provisória da pena. Na oportunidade, assentou-se que o
cumprimento antecipado da sanção penal ofende o direito
constitucional à presunção de não-culpabilidade. Direito
subjetivo do indivíduo que tem a sua força quebrantada numa
única passagem da Constituição Federal. Leia-se: 'ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e
fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos
casos de transgressão militar ou crime propriamente militar,
definidos em lei' (inciso LXI do art. 5...). 3. Esta nossa Corte
entende que a simples alusão à gravidade do delito ou a
expressões de mero apelo retórico não valida a ordem de
prisão cautelar. Isso porque o juízo de que determinada
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Supremo Tribunal Federal
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pressupostos autorizadores da segregação cautelar (art. 312 do Código de
Processo Penal) para a manutenção da custódia pelo crime de tráfico.
Está sedimentado na Corte o entendimento de que a gravidade em
abstrato do delito não basta para justificar, por si só, a privação cautelar
da liberdade individual do agente. Nesse sentido. confira-se:
“HABEAS
CORPUS.
PRISÃO
PREVENTIVA.
REQUISITOS DO ART. 312 DO CPP. GARANTIA DA ORDEM
PÚBLICA. CONSIDERAÇÃO TÃO-SÓ A GRAVIDADE
ABSTRATA DO CRIME. FUGA DO ESTABELECIMENTO
PRISIONAL. AUSÊNCIA DE ADITAMENTO AO DECRETO
DE PRISÃO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. ORDEM
CONCEDIDA. 1. Em matéria de prisão processual, a garantia
constitucional da fundamentação do provimento judicial
importa o dever da real ou efetiva demonstração de que a
segregação atende a pelo menos um dos requisitos do art. 312
do Código de Processo Penal. Sem o que se dá a inversão da
lógica elementar da Constituição, segundo a qual a presunção
de não-culpabilidade é de prevalecer até o momento do trânsito
em julgado da sentença penal condenatória. 2. A mera
referência vernacular à garantia da ordem pública não tem a
força de corresponder à teleologia do art. 312 do CPP. Até
porque, no julgamento do HC 84.078, o Supremo Tribunal
Federal, por maioria, entendeu inconstitucional a execução
provisória da pena. Na oportunidade, assentou-se que o
cumprimento antecipado da sanção penal ofende o direito
constitucional à presunção de não-culpabilidade. Direito
subjetivo do indivíduo que tem a sua força quebrantada numa
única passagem da Constituição Federal. Leia-se: 'ninguém será
preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e
fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos
casos de transgressão militar ou crime propriamente militar,
definidos em lei' (inciso LXI do art. 5...). 3. Esta nossa Corte
entende que a simples alusão à gravidade do delito ou a
expressões de mero apelo retórico não valida a ordem de
prisão cautelar. Isso porque o juízo de que determinada
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
pessoa encarna verdadeiro risco à coletividade só é de ser
feito com base no quadro fático da causa e, nele,
fundamentado o respectivo decreto de prisão cautelar. Sem o
que não se demonstra o necessário vínculo operacional entre a
necessidade do confinamento cautelar do acusado e o efetivo
acautelamento do meio social. 4. Ordem concedida” (HC n
101.705/BA, Primeira Turma Relator o Ministro Ayres Britto,
DJe de 3/9/10 – grifei);
“HABEAS
CORPUS.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. PACIENTE
CONDENADO PELA PRÁTICA DO CRIME PREVISTO NO
ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/06. AUSÊNCIA DE
FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A PRISÃO
PREVENTIVA. SENTENÇA CONDENATÓRIA NA QUAL
NÃO SE REITEROU ESSA FUNDAMENTAÇÃO. EXECUÇÃO
PROVISÓRIA DE PENA: IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA
NÃO-CULPABILIDADE. PRECEDENTES. 1. Prisão preventiva
decretada, a título de garantia da ordem pública, com base na
gravidade do crime imputado ao Paciente, ressaltando a
existência de indícios de autoria e prova da materialidade,
fundamentos que não foram mantidos quando da prolação da
sentença condenatória. 2. Destaco que a matéria envolvendo o
direito de recorrer em liberdade de réu condenado sem trânsito
em julgado (HC 83.868, Relator Ministro Marco Aurélio; RHC
93.123, de minha relatoria), envolvendo a execução provisória
de pena em caso de pendência (ou possibilidade) de
interposição de recurso especial ou extraordinário - sem efeito
suspensivo (RHC 93.287 e HC 93.172, ambos de minha relatoria;
HC 84.078, Relator Ministro Eros Grau; HC 91.676, HC 92.578 e
HC 92.691, estes da relatoria do Ministro Ricardo
Lewandowski), teve sua apreciação pelo Plenário do Supremo
Tribunal na sessão do dia 5.2.2009. Nesses casos, reviu-se a
posição que vigorava no Supremo Tribunal Federal de que a
pendência de recursos sem efeito suspensivo autorizava o
recolhimento do condenado, ainda antes do trânsito em julgado
15
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
pessoa encarna verdadeiro risco à coletividade só é de ser
feito com base no quadro fático da causa e, nele,
fundamentado o respectivo decreto de prisão cautelar. Sem o
que não se demonstra o necessário vínculo operacional entre a
necessidade do confinamento cautelar do acusado e o efetivo
acautelamento do meio social. 4. Ordem concedida” (HC n
101.705/BA, Primeira Turma Relator o Ministro Ayres Britto,
DJe de 3/9/10 – grifei);
“HABEAS
CORPUS.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. PACIENTE
CONDENADO PELA PRÁTICA DO CRIME PREVISTO NO
ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/06. AUSÊNCIA DE
FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA PARA A PRISÃO
PREVENTIVA. SENTENÇA CONDENATÓRIA NA QUAL
NÃO SE REITEROU ESSA FUNDAMENTAÇÃO. EXECUÇÃO
PROVISÓRIA DE PENA: IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA
NÃO-CULPABILIDADE. PRECEDENTES. 1. Prisão preventiva
decretada, a título de garantia da ordem pública, com base na
gravidade do crime imputado ao Paciente, ressaltando a
existência de indícios de autoria e prova da materialidade,
fundamentos que não foram mantidos quando da prolação da
sentença condenatória. 2. Destaco que a matéria envolvendo o
direito de recorrer em liberdade de réu condenado sem trânsito
em julgado (HC 83.868, Relator Ministro Marco Aurélio; RHC
93.123, de minha relatoria), envolvendo a execução provisória
de pena em caso de pendência (ou possibilidade) de
interposição de recurso especial ou extraordinário - sem efeito
suspensivo (RHC 93.287 e HC 93.172, ambos de minha relatoria;
HC 84.078, Relator Ministro Eros Grau; HC 91.676, HC 92.578 e
HC 92.691, estes da relatoria do Ministro Ricardo
Lewandowski), teve sua apreciação pelo Plenário do Supremo
Tribunal na sessão do dia 5.2.2009. Nesses casos, reviu-se a
posição que vigorava no Supremo Tribunal Federal de que a
pendência de recursos sem efeito suspensivo autorizava o
recolhimento do condenado, ainda antes do trânsito em julgado
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 111.586 / SP
da sentença condenatória. Firmou-se a posição, por maioria de
votos do Pleno do Supremo Tribunal Federal, de que há óbice
de prisão para execução ainda provisória de pena na pendência
de recurso especial ou extraordinário. A única exceção ficou
assentada no caso de prisão cautelar por decreto
fundamentado. 3. Ademais, a jurisprudência predominante
deste Supremo Tribunal afasta a prisão preventiva que se
funda na gravidade abstrata ou concreta do delito imputado,
definido ou não como hediondo. 4. Ordem concedida” (HC n
98.217/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 16/4/10 – grifei).
Noutro giro, faço constar que as recentes alterações promovidas pela
Lei n 12.403/11 no Código de Processo Penal redundaram na seguinte
redação para o art. 319 (a alteração que ela introduziu se resumiu ao
aditamento de uma exceção à regra da prisão):
“Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão:
I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas
condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar
atividades;
II - proibição de acesso ou frequência a determinados
lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o
indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para
evitar o risco de novas infrações;”
Penso que, a esta altura, não mais subsistente a situação fática que
ensejou a manutenção da prisão cautelar, é o caso de concessão parcial da
ordem de habeas corpus, para que o Juiz de piso substitua a segregação
cautelar por qualquer das medidas cautelares diversas da prisão previstas
no art. 319, incisos I e II, do Código, com a redação dada pela Lei n
12.403/11.
Entendo que os argumentos do Juízo de origem para vedar ao
paciente a possibilidade de recorrer em liberdade não mais remontam, de
fato, à garantia da paz e da tranquilidade social. Não restou demonstrado
16
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da sentença condenatória. Firmou-se a posição, por maioria de
votos do Pleno do Supremo Tribunal Federal, de que há óbice
de prisão para execução ainda provisória de pena na pendência
de recurso especial ou extraordinário. A única exceção ficou
assentada no caso de prisão cautelar por decreto
fundamentado. 3. Ademais, a jurisprudência predominante
deste Supremo Tribunal afasta a prisão preventiva que se
funda na gravidade abstrata ou concreta do delito imputado,
definido ou não como hediondo. 4. Ordem concedida” (HC n
98.217/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 16/4/10 – grifei).
Noutro giro, faço constar que as recentes alterações promovidas pela
Lei n 12.403/11 no Código de Processo Penal redundaram na seguinte
redação para o art. 319 (a alteração que ela introduziu se resumiu ao
aditamento de uma exceção à regra da prisão):
“Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão:
I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas
condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar
atividades;
II - proibição de acesso ou frequência a determinados
lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o
indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para
evitar o risco de novas infrações;”
Penso que, a esta altura, não mais subsistente a situação fática que
ensejou a manutenção da prisão cautelar, é o caso de concessão parcial da
ordem de habeas corpus, para que o Juiz de piso substitua a segregação
cautelar por qualquer das medidas cautelares diversas da prisão previstas
no art. 319, incisos I e II, do Código, com a redação dada pela Lei n
12.403/11.
Entendo que os argumentos do Juízo de origem para vedar ao
paciente a possibilidade de recorrer em liberdade não mais remontam, de
fato, à garantia da paz e da tranquilidade social. Não restou demonstrado
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28
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por aquele Juízo que a liberdade do paciente poderá causar perturbações
de monta, ou que a sociedade venha a se sentir desprovida de garantia
para a sua tranquilidade, fato que, a meu ver, retoma o verdadeiro
sentido de ‘garantia da ordem pública’ – o acautelamento do meio social
-, muito embora não desconheça a posição doutrinária de que não há
definição precisa em nosso ordenamento jurídico para esse conceito. Tal
expressão é uma cláusula aberta, alvo de interpretação jurisprudencial e
doutrinária, cabendo ao magistrado a tarefa hermenêutica de explicitar o
conceito de ordem pública e a sua amplitude. É o que faço no caso.
Na espécie, o objetivo que se quer levar a efeito, a meu ver, pode ser
alcançado com aquelas medidas cautelares que destaquei anteriormente.
Seria, na minha opinião, a providência mais ajustada ao caso
concreto, se levados em conta os critérios da legalidade e da
proporcionalidade.
Não se pode esquecer que a prisão é a última ratio das medidas
cautelares, tanto é verdade que o § 6... do art. 282 do CPP (incluído pela
Lei n 12.403/11) traz, em sua essência, que:
“§ 6... A prisão preventiva será determinada quando não
for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art.
319).”
Ante o exposto, concedo parcialmente a ordem para que o Juiz de
origem substitua a segregação cautelar do paciente por aquelas medidas
cautelares previstas nos incisos I e II do art. 319 do Código de Processo
Penal. Comunique-se.
É como voto.
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por aquele Juízo que a liberdade do paciente poderá causar perturbações
de monta, ou que a sociedade venha a se sentir desprovida de garantia
para a sua tranquilidade, fato que, a meu ver, retoma o verdadeiro
sentido de ‘garantia da ordem pública’ – o acautelamento do meio social
-, muito embora não desconheça a posição doutrinária de que não há
definição precisa em nosso ordenamento jurídico para esse conceito. Tal
expressão é uma cláusula aberta, alvo de interpretação jurisprudencial e
doutrinária, cabendo ao magistrado a tarefa hermenêutica de explicitar o
conceito de ordem pública e a sua amplitude. É o que faço no caso.
Na espécie, o objetivo que se quer levar a efeito, a meu ver, pode ser
alcançado com aquelas medidas cautelares que destaquei anteriormente.
Seria, na minha opinião, a providência mais ajustada ao caso
concreto, se levados em conta os critérios da legalidade e da
proporcionalidade.
Não se pode esquecer que a prisão é a última ratio das medidas
cautelares, tanto é verdade que o § 6... do art. 282 do CPP (incluído pela
Lei n 12.403/11) traz, em sua essência, que:
“§ 6... A prisão preventiva será determinada quando não
for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art.
319).”
Ante o exposto, concedo parcialmente a ordem para que o Juiz de
origem substitua a segregação cautelar do paciente por aquelas medidas
cautelares previstas nos incisos I e II do art. 319 do Código de Processo
Penal. Comunique-se.
É como voto.
17
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28
Notas para o Voto
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S)
:GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO
HC
226861
DO
SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
Vossa Excelência disse que não entende configuradas as hipóteses e os
permissivos do art. 312 do Código de Processo Penal.
Acompanho o voto de Vossa Excelência.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S)
:GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DO
HC
226861
DO
SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
Vossa Excelência disse que não entende configuradas as hipóteses e os
permissivos do art. 312 do Código de Processo Penal.
Acompanho o voto de Vossa Excelência.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu vou
pedir vênia a Vossa Excelência porque, muito embora haja já assentado o
Plenário a tese de que aquele dispositivo é inconstitucional, aqui é um
resíduo. Entendo basicamente que o tráfico de drogas é um ilícito que
atenta contra a saúde pública, no sentido genérico, contra a ordem
pública. Isso gera uma afirmação lançada de há muito na obra do
Professor Frederico Marques. Há também alguns precedentes aqui do
Supremo Tribunal Federal.
E eu verifico que, nesse caso específico, chamou-me a atenção que
apurou-se na instrução que ele exercia o tráfico próximo das escolas, que
é exatamente onde tem aqueles protagonistas inconscientes do próprio
drama, são aquelas crianças que se iniciam cedo no uso de drogas
exatamente favorecidas por esses traficantes.
De sorte que, residualmente, eu vou manter a ordem da prisão pela
garantia da ordem pública e denegar o habeas corpus.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu vou
pedir vênia a Vossa Excelência porque, muito embora haja já assentado o
Plenário a tese de que aquele dispositivo é inconstitucional, aqui é um
resíduo. Entendo basicamente que o tráfico de drogas é um ilícito que
atenta contra a saúde pública, no sentido genérico, contra a ordem
pública. Isso gera uma afirmação lançada de há muito na obra do
Professor Frederico Marques. Há também alguns precedentes aqui do
Supremo Tribunal Federal.
E eu verifico que, nesse caso específico, chamou-me a atenção que
apurou-se na instrução que ele exercia o tráfico próximo das escolas, que
é exatamente onde tem aqueles protagonistas inconscientes do próprio
drama, são aquelas crianças que se iniciam cedo no uso de drogas
exatamente favorecidas por esses traficantes.
De sorte que, residualmente, eu vou manter a ordem da prisão pela
garantia da ordem pública e denegar o habeas corpus.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência,
então, está superando a 691? Porque o Ministro está superando apenas
para conceder.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, e eu supero para
denegar. Quer dizer, eu não supero porque não há teratologia, mas foi
legal a ...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é, porque
normalmente nós não conhecemos quando aplicamos a 691.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Então vamos aplicar a 691.
Basta, é o suficiente.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
O Ministro Luiz Fux, então, não conhece.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É, não conheço. Não vejo
teratologia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - No meu caso,
Presidente, como tenho feito, salvo em casos raríssimos, eu também vou
pedir vênia a Vossa Excelência para acompanhar a divergência no sentido
do não conhecimento, detendo-me na 691.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência,
então, está superando a 691? Porque o Ministro está superando apenas
para conceder.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, e eu supero para
denegar. Quer dizer, eu não supero porque não há teratologia, mas foi
legal a ...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pois é, porque
normalmente nós não conhecemos quando aplicamos a 691.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Então vamos aplicar a 691.
Basta, é o suficiente.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
O Ministro Luiz Fux, então, não conhece.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É, não conheço. Não vejo
teratologia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - No meu caso,
Presidente, como tenho feito, salvo em casos raríssimos, eu também vou
pedir vênia a Vossa Excelência para acompanhar a divergência no sentido
do não conhecimento, detendo-me na 691.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reitero que
o Verbete n 691 da Súmula é de constitucionalidade duvidosa, para dizer
o mínimo, e que, caso a caso, o Supremo, o próprio Supremo que o
editou, vem estabelecendo exceções. A rigor, como ressaltado por Vossa
Excelência, tem-se ato que, a partir da ordem pública, do conceito de
ordem pública, poderia ser observado em todo e qualquer processo.
O ministro Sepúlveda Pertence sempre reiterava que fundamento
que sirva a situações diversas não é fundamento. O ato de constrição
excepcionalíssimo, que é o revelado pela preventiva, há de estar
fundamentado, presentes as circunstâncias do caso concreto.
Entendo que há excepcionalidade maior para admitir-se o habeas
corpus, como geralmente admito, contra ato do relator como porta-voz do
Colegiado no Superior Tribunal de Justiça, e peço vênia, portanto, à
divergência para, acompanhá-lo e conceder a ordem.
Não cabe aguardar o julgamento do habeas no Superior Tribunal de
Justiça – e não sabemos quando ocorrerá – e, enquanto isso, admitir uma
prisão provisória que não se sustenta.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reitero que
o Verbete n 691 da Súmula é de constitucionalidade duvidosa, para dizer
o mínimo, e que, caso a caso, o Supremo, o próprio Supremo que o
editou, vem estabelecendo exceções. A rigor, como ressaltado por Vossa
Excelência, tem-se ato que, a partir da ordem pública, do conceito de
ordem pública, poderia ser observado em todo e qualquer processo.
O ministro Sepúlveda Pertence sempre reiterava que fundamento
que sirva a situações diversas não é fundamento. O ato de constrição
excepcionalíssimo, que é o revelado pela preventiva, há de estar
fundamentado, presentes as circunstâncias do caso concreto.
Entendo que há excepcionalidade maior para admitir-se o habeas
corpus, como geralmente admito, contra ato do relator como porta-voz do
Colegiado no Superior Tribunal de Justiça, e peço vênia, portanto, à
divergência para, acompanhá-lo e conceder a ordem.
Não cabe aguardar o julgamento do habeas no Superior Tribunal de
Justiça – e não sabemos quando ocorrerá – e, enquanto isso, admitir uma
prisão provisória que não se sustenta.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Debate
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
E, de qualquer sorte, o juiz poderá fixar aquelas condições que
ficaram consignadas.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência,
inclusive, menciona quais são. Poderíamos até nós próprios formalizá-las,
mas Vossa Excelência determina que o Juízo o faça.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
É por essa questão que levanta o Ministro Luiz Fux sobre a escola...
pode ser determinado a ele que mantenha distância de determinados
locais. Penso que o juízo local saberá melhor determiná-las.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Nessa interpretação que eu
faço da legislação infraconstitucional, sempre perpasso pelo tecido
constitucional. Então, por exemplo, o tráfico foi um dos poucos crimes
que o legislador constituinte entendeu de inserir no rol daqueles delitos
que seriam inafiançáveis, equiparável ao terrorismo, equiparável ao
racismo, quer dizer, a gravidade do tráfico já era preocupante na época
da Constituinte de 1988. Então, esse regime que se empresta ao tráfico de
drogas tem que ser um regime à altura da eminência e da importância
que o constituinte deu a esses ilícitos.
Eu fui vencido inclusive no Pleno, acho que Vossa Excelência
também foi vencido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também. Preocupa-
me muito, penso que ....
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ainda mais perto de escola!
Então, acho imperdoável isso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Que, sem falar na
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 111.586 SÃO PAULO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
E, de qualquer sorte, o juiz poderá fixar aquelas condições que
ficaram consignadas.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência,
inclusive, menciona quais são. Poderíamos até nós próprios formalizá-las,
mas Vossa Excelência determina que o Juízo o faça.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
É por essa questão que levanta o Ministro Luiz Fux sobre a escola...
pode ser determinado a ele que mantenha distância de determinados
locais. Penso que o juízo local saberá melhor determiná-las.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Nessa interpretação que eu
faço da legislação infraconstitucional, sempre perpasso pelo tecido
constitucional. Então, por exemplo, o tráfico foi um dos poucos crimes
que o legislador constituinte entendeu de inserir no rol daqueles delitos
que seriam inafiançáveis, equiparável ao terrorismo, equiparável ao
racismo, quer dizer, a gravidade do tráfico já era preocupante na época
da Constituinte de 1988. Então, esse regime que se empresta ao tráfico de
drogas tem que ser um regime à altura da eminência e da importância
que o constituinte deu a esses ilícitos.
Eu fui vencido inclusive no Pleno, acho que Vossa Excelência
também foi vencido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Também. Preocupa-
me muito, penso que ....
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ainda mais perto de escola!
Então, acho imperdoável isso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Que, sem falar na
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28
Debate
HC 111.586 / SP
corrupção, é o crime que maiores danos provoca presente a sociedade.
Agora, não podemos adotar a prisão automática, decorrente da
imputação, até aqui simples imputação. E a prática criminosa em certo
local não deságua, a meu ver, em prender para depois apurar, mas, sim,
na causa de aumento prevista na Lei de Tóxicos.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ministro Marco Aurélio,
apenas comentando um dado histórico, quer dizer, o nosso constituinte se
preocupou com o tráfico, colocou lá no capítulo próprio.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O próprio Supremo
flexibilizou a lei, Ministro, e nisso fiquei vencido.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Agora veja como nós estamos
na contramão da história: hoje, mas não é hoje figuradamente, hoje, nos
dias de hoje, há uma família apelando para a Presidente da República
para que ela interceda por um brasileiro que foi preso por tráfico de
cocaína num outro país e que está no corredor da morte na iminência de
ser executado. Evidentemente que nós, no Brasil, pela própria formação,
não apregoamos uma pena de morte.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pena de morte, senão
em época de guerra.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas veja como os outros
países tratam esse flagelo de maneira tão enérgica. E nós, aqui,
preocupados que o traficante não pode ter uma prisão, eventualmente,
porque ele quer continuar trabalhando perto dos colégios, perto das
crianças, induzindo esses protagonistas inconscientes a esse drama que
acaba arruinando famílias.
Por isso é que eu tenho assim uma certa - muito embora eu respeite a
posição do Ministro Sepúlveda Pertence -, mas eu entendo que esse
fundamento da agressão à saúde pública, ordem pública, o tráfico está
embutido na própria previsão constitucional.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2623895.
Supremo Tribunal Federal
HC 111.586 / SP
corrupção, é o crime que maiores danos provoca presente a sociedade.
Agora, não podemos adotar a prisão automática, decorrente da
imputação, até aqui simples imputação. E a prática criminosa em certo
local não deságua, a meu ver, em prender para depois apurar, mas, sim,
na causa de aumento prevista na Lei de Tóxicos.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ministro Marco Aurélio,
apenas comentando um dado histórico, quer dizer, o nosso constituinte se
preocupou com o tráfico, colocou lá no capítulo próprio.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O próprio Supremo
flexibilizou a lei, Ministro, e nisso fiquei vencido.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Agora veja como nós estamos
na contramão da história: hoje, mas não é hoje figuradamente, hoje, nos
dias de hoje, há uma família apelando para a Presidente da República
para que ela interceda por um brasileiro que foi preso por tráfico de
cocaína num outro país e que está no corredor da morte na iminência de
ser executado. Evidentemente que nós, no Brasil, pela própria formação,
não apregoamos uma pena de morte.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pena de morte, senão
em época de guerra.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas veja como os outros
países tratam esse flagelo de maneira tão enérgica. E nós, aqui,
preocupados que o traficante não pode ter uma prisão, eventualmente,
porque ele quer continuar trabalhando perto dos colégios, perto das
crianças, induzindo esses protagonistas inconscientes a esse drama que
acaba arruinando famílias.
Por isso é que eu tenho assim uma certa - muito embora eu respeite a
posição do Ministro Sepúlveda Pertence -, mas eu entendo que esse
fundamento da agressão à saúde pública, ordem pública, o tráfico está
embutido na própria previsão constitucional.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2623895.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.586
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S) : GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC 226861 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu, em parte, a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencidos o
Senhor Ministro Luiz Fux e a Senhora Ministra Cármen Lúcia, que
não conheciam da impetração. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2532871
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.586
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : EDIONEI DOS SANTOS MARTINS
IMPTE.(S) : GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC 226861 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu, em parte, a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencidos o
Senhor Ministro Luiz Fux e a Senhora Ministra Cármen Lúcia, que
não conheciam da impetração. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2532871
Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HC 226861",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 586 SÃO",
"HC 226861 DO SUPERIOR",
"HC n 226 . 861 / SP",
"Súmula n 691 desta Suprema Corte",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HC 226861",
"HC n 226 . 861 / SP",
"Súmula n 691 desta Suprema Corte",
"HC 111 . 586 / SP 258 / 12",
"1",
".",
"/",
"HC 111 . 586 / SP 258 / 12",
"1",
".",
"171",
"/",
"12",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HC n 226 . 861 / SP",
"HC n . 0198531 - 52 . 2011 . 8 . 26 . 0000",
"HABEAS CORPUS 111 . 586 SÃO PAULO",
"HC n 226 . 861 / SP",
"HC n . 0198531 - 52 . 2011 . 8 . 26 . 0000",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC n . 222634 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC n . 222634 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 144 . 738 /",
"HC 76 . 779 / MT",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 144 . 738 / MG",
"HC 76 . 779 / MT",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 150 . 662 / GO",
"HC 124 . 538 / RS",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 150 . 662 / GO",
"HC 124 . 538 / RS",
"HC 111",
"HC 127 . 498 / GO",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 127 . 498 / GO",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 135 . 879 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 135 . 879 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 126 . 308 / SP",
"HC 98746",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 126 . 308 / SP",
"HC 98746",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 101505",
"HC 17 . 579 / RS",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 101505",
"HC 17 . 579 / RS",
"HC 111 . 586 / SP",
"Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 691 desta Suprema Corte",
"HC 111 . 586 / SP",
"Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 691 desta Suprema Corte",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC n 104 . 334 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC n 104 . 334 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"ADI n 3 . 112 / DF",
"HC 111 . 586 / SP",
"ADI n 3 . 112 / DF",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 84 . 078",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 84 . 078",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC n 101 . 705 / BA",
"HC 83 . 868",
"RHC 93 . 123",
"RHC 93 . 287",
"HC 93 . 172",
"HC 84 . 078",
"HC 91 . 676",
"HC 92 . 578",
"HC 92 . 691",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC n 101 . 705 / BA",
"HC 83 . 868",
"RHC 93 . 123",
"RHC 93 . 287",
"HC 93 . 172",
"HC 84 . 078",
"HC 91 . 676",
"HC 92 . 578",
"HC 92 . 691",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC n 98 . 217 / MS",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC n 98 . 217 / MS",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HABEAS CORPUS 111 . 586 SÃO",
"HC 226861",
"HABEAS CORPUS 111 . 586 SÃO",
"HC 226861",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 111 . 586 / SP",
"HC 226861",
"HABEAS CORPUS 111 . 586",
"HC 226861"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 312 do CPP",
"art . 5 . . . da",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12 . 403 / 11",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12 . 403 / 11",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 11 . 343 / 06 - art . 44",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"art . 44 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 11 . 343 / 06",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"art . 44 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 06",
"LEI 11 . 343 / 06",
"art . 44 da Lei 11 . 343 / 06",
"Lei de Tóxicos",
"parágrafo único do art . 310 do CPP",
"Lei de Crimes Hediondos",
"Lei 11 . 464 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 06",
"LEI 11 . 343 / 06",
"art . 44 da Lei 11 . 343 / 06",
"Lei de",
"parágrafo único do art . 310 do CPP",
"Lei de Crimes Hediondos",
"Lei 11 . 464 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 2 . . . , INCISO II , DA LEI 8 . 072 / 90",
"ART . 44 DA LEI 11 . 343 / 06",
"inciso XLIII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"arts . 2 . . . , II , da Lei 8 . 072 / 90",
"44 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 212 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO",
"ART . 2 . . . , INCISO II , DA LEI 8 . 072 / 90",
"ART . 44 DA LEI 11 . 343 / 06",
"inciso XLIII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"arts . 2 . . . , II , da Lei 8 . 072 / 90",
"44 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 212 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 11 . 343 / 2006",
"art . 44 da Lei n . 11 . 343 / 06",
",",
"inciso LXVI , da Constituição Federal",
"ART . 44 DA LEI n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 11 . 343 / 2006",
"art . 44 da Lei n . 11 . 343 / 06",
"art . 5 . , inciso LXVI , da Constituição Federal",
"ART . 44 DA LEI n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"artigo 44 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"artigo 44 da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 312 DO CPP",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 44 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Lei de Crimes Hediondos",
"Lei n 11 . 464 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 312 DO CPP",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"44 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Lei de Crimes Hediondos",
"Lei n 11 . 464 / 07 .",
"Medida Provisória n 2 .",
"ART . 5 . . . , XLIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XLIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 44 DA LEI 11 . 343 / 06",
"ARTIGO 5 . . . ,",
"artigo 44 da Lei n . 11 . 343 / 06",
"artigo 5 . . . , inciso XLIII da Constituição do Brasil",
"Constituição",
"artigo 5 . . . , inciso XLIII , da Constituição do Brasil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 44 DA LEI 11 . 343 / 06",
"ARTIGO",
"artigo 44 da Lei n . 11 . 343 / 06",
"artigo 5 . . . , inciso XLIII da Constituição do Brasil",
"Constituição",
"artigo 5 . . . , inciso XLIII , da Constituição do Brasil",
"Constituição",
"artigo 5 . . . , inciso XLIII",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"lei 12 . 403 / 11",
"Lei 11 . 343 / 06 – artigo 44",
"Lei de",
"Constituição ( art . 5 . . . , XLIII )",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"lei 12 . 403 / 11",
"Lei 11 . 343 / 06 – artigo 44",
"Lei de",
"Constituição ( art . 5 . . . , XLIII )",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 322 do CPP",
"art . 310 do CPP",
"art . 5 . . . , LXVI , da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , XLIII , da Constituição Federal de 1988",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006",
"inciso",
"art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 322 do CPP",
"art . 310 do CPP",
"art . 5 . . . , LXVI , da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , XLIII , da Constituição Federal de 1988",
"inciso XLIII do art . 5 . . . da Constituição",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"ART . 312 DO CPP",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Constituição",
"art . 312 do CPP",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"ART . 312 DO CPP",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Constituição",
"art . 312 do CPP",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 , CAPUT , DA LEI 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 , CAPUT , DA LEI 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"Código de Processo Penal",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"Código de Processo Penal",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"art . 282 do CPP",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"incisos I e II do art . 319 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"incisos I e II do art . 319 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituinte",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituinte",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Tóxicos",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"MG",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Brasil",
"Brasil",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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". Vara Criminal da Comarca de Capivari / SP",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"1",
". Vara Criminal da Comarca de Capivari / SP",
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"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
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"Ministério Público Federal",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"MPF",
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"-",
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"-",
"Brasil",
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".",
".",
". Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"-",
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"-",
"Brasil",
"TJ",
"/",
"SP",
"SEXTA TURMA",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"/",
"SP",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"SEXTA TURMA",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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"Ministério Público Federal",
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"-",
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"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
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"-",
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"-",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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"-",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"EDIONEI DOS SANTOS MARTINS",
"GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"EDIONEI DOS SANTOS MARTINS",
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"DIAS TOFFOLI",
"Guido Pelegrinotti Júnior",
"Edionei dos Santos Martins",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"DIAS TOFFOLI",
"EDIONEI DOS SANTOS MARTINS",
"GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"Guido Pelegrinotti Júnior",
"Edionei dos Santos Martins",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Mario José Gisi",
"Mario José Gisi",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"EDIONEI DOS SANTOS MARTINS",
"DIAS TOFFOLI",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"EDIONEI DOS SANTOS MARTINS",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO",
"Felix Fischer",
"NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO",
"Felix Fischer",
"DIAS TOFFOLI",
"ARNALDO ESTEVES LIMA",
"LAURITA VAZ",
"ARNALDO ESTEVES LIMA",
"LAURITA VAZ",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"CELSO LIMONGI",
"CELSO LIMONGI",
"DIAS TOFFOLI",
"OG FERNANDES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"OG FERNANDES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"EROS GRAU",
"Félix Fischer",
"Hamilton 10",
"EROS GRAU",
"Félix Fischer",
"Hamilton",
"DIAS TOFFOLI",
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"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
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"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"EDIONEI DOS SANTOS MARTINS",
"GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"EDIONEI DOS SANTOS MARTINS",
"GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Frederico Marques",
"LUIZ FUX",
"Frederico Marques",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"Sepúlveda Pertence",
"MARCO AURÉLIO",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"Sepúlveda Pertence",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"EDIONEI DOS SANTOS MARTINS",
"GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"EDIONEI DOS SANTOS MARTINS",
"GUIDO PELEGRINOTTI JUNIOR",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"06",
"/",
"2012",
"08",
".",
"07",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"08",
".",
"07",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2010",
"3",
"/",
"4",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2010",
"3",
"/",
"4",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2010",
"26",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"15",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"04",
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"02",
"/",
"2010",
"15",
"/",
"03",
"/",
"2010",
"26",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"15",
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"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"14",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"14",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"18",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"18",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2009",
"28",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"09",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"11",
"-",
"03",
"-",
"2010",
"12",
"-",
"03",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2009",
"28",
"/",
"09",
"/",
"2009",
"09",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"11",
"-",
"03",
"-",
"2010",
"12",
"-",
"03",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"11",
"-",
"02",
"-",
"2010",
"12",
"-",
"02",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"11",
"-",
"02",
"-",
"2010",
"12",
"-",
"02",
"-",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"08",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"08",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"10",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"10",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"9",
"/",
"10",
"5",
".",
"2",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"9",
"/",
"10",
"5",
".",
"2",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"4",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"4",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE CASCAVEL E
REGIÃO
ADV.(A/S)
:RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
E
TRABALHADORES
NAS
COOPERATIVAS
DE
CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FEDERAÇÃO
DOS
TRABALHADORES
EM
EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ -
FETEC/PR
ADV.(A/S)
:JOELCIO FLAVIANO NIELS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. EXIGÊNCIA DO PRÉVIO
RECOLHIMENTO DA MULTA IMPOSTA EM EMBARGOS
DECLARAÇÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE
RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. É legítimo condicionar a interposição de qualquer outro recurso ao
depósito da multa imposta no julgamento dos embargos de declaração
tidos como protelatórios.
2. Não cabe recurso extraordinário para reexame dos pressupostos
de admissibilidade de recurso de competência de outros tribunais, por
ausência de repercussão geral.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2273899.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 809.635 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 809.635 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE CASCAVEL E
REGIÃO
ADV.(A/S)
:RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
E
TRABALHADORES
NAS
COOPERATIVAS
DE
CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FEDERAÇÃO
DOS
TRABALHADORES
EM
EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ -
FETEC/PR
ADV.(A/S)
:JOELCIO FLAVIANO NIELS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Eis o
teor da decisão com que neguei seguimento ao agravo de instrumento
(fls. 1.354):
“DECISÃO: Trata-se de agravo de instrumento interposto
de decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III,
a) de acórdão de fls. 1.170, cuja ementa tem o seguinte teor:
“EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO.
DESERÇÃO
DO
RECURSO
ORDINÁRIO.
LITISCONSORTE PASSIVO. SUCUMBÊNCIA.
Não
obstante a inexistência de decisão condenatória, persiste o
pressuposto processual objetivo de admissibilidade recursal,
relativamente ao recolhimento das custas processuais a serem
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE CASCAVEL E
REGIÃO
ADV.(A/S)
:RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
E
TRABALHADORES
NAS
COOPERATIVAS
DE
CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FEDERAÇÃO
DOS
TRABALHADORES
EM
EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ -
FETEC/PR
ADV.(A/S)
:JOELCIO FLAVIANO NIELS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Eis o
teor da decisão com que neguei seguimento ao agravo de instrumento
(fls. 1.354):
“DECISÃO: Trata-se de agravo de instrumento interposto
de decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III,
a) de acórdão de fls. 1.170, cuja ementa tem o seguinte teor:
“EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO.
DESERÇÃO
DO
RECURSO
ORDINÁRIO.
LITISCONSORTE PASSIVO. SUCUMBÊNCIA.
Não
obstante a inexistência de decisão condenatória, persiste o
pressuposto processual objetivo de admissibilidade recursal,
relativamente ao recolhimento das custas processuais a serem
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 809.635 AGR / DF
suportadas pelos litisconsortes passivos em razão da
sucumbência, nos moldes do art. 789, § 1º, da CLT. Recurso
conhecido e desprovido.”
É o breve relatório. Decido.
O agravo não merece prosperar.
Não obstante a imposição de multa (art. 538, parágrafo
único, do Código de Processo Civil) como requisito de
admissibilidade de novos recursos, a parte ora agravante
depositou valor inferior ao correspondente à sanção pecuniária
que lhe foi imposta.
O Tribunal Pleno, no julgamento do AI 567.171-AgR-ED-
EDv-ED (rel. min. Celso de Mello, DJe de 06.02.2009), decidiu
que o recorrente, “quando condenado pelo Tribunal a pagar, à parte
contrária, a multa a que se refere o § 2º do art. 557 do CPC -
somente poderá interpor 'qualquer outro recurso', se efetuar o
depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que
lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento do valor
da multa importará em não-conhecimento do recurso interposto, eis
que a efetivação desse depósito prévio atua como pressuposto
objetivo de recorribilidade”.
Naquela ocasião, firmou-se o entendimento de que a
exigência do depósito para recorrer não limita o acesso ao
Judiciário, mas coíbe os excessos e abusos que a parte possa vir
a cometer.
Confiram-se, em sentido semelhante, o RE 244.893-AgR-
ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 03.03.2000),
o AI 193.779-AgR-ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma,
DJ de 08.06.2001), o RE 419.565-AgR-ED (rel. min. Sepúlveda
Pertence, Primeira Turma, DJ de 08.10.2004) e o AI 623.105-AgR-
ED (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de
06.06.2008).
Por outro lado, a controvérsia acerca da aferição dos
pressupostos de admissibilidade dos recursos trabalhistas
cinge-se à norma processual trabalhista, de ordem
infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição, se existente,
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 809.635 AGR / DF
suportadas pelos litisconsortes passivos em razão da
sucumbência, nos moldes do art. 789, § 1º, da CLT. Recurso
conhecido e desprovido.”
É o breve relatório. Decido.
O agravo não merece prosperar.
Não obstante a imposição de multa (art. 538, parágrafo
único, do Código de Processo Civil) como requisito de
admissibilidade de novos recursos, a parte ora agravante
depositou valor inferior ao correspondente à sanção pecuniária
que lhe foi imposta.
O Tribunal Pleno, no julgamento do AI 567.171-AgR-ED-
EDv-ED (rel. min. Celso de Mello, DJe de 06.02.2009), decidiu
que o recorrente, “quando condenado pelo Tribunal a pagar, à parte
contrária, a multa a que se refere o § 2º do art. 557 do CPC -
somente poderá interpor 'qualquer outro recurso', se efetuar o
depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que
lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento do valor
da multa importará em não-conhecimento do recurso interposto, eis
que a efetivação desse depósito prévio atua como pressuposto
objetivo de recorribilidade”.
Naquela ocasião, firmou-se o entendimento de que a
exigência do depósito para recorrer não limita o acesso ao
Judiciário, mas coíbe os excessos e abusos que a parte possa vir
a cometer.
Confiram-se, em sentido semelhante, o RE 244.893-AgR-
ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 03.03.2000),
o AI 193.779-AgR-ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma,
DJ de 08.06.2001), o RE 419.565-AgR-ED (rel. min. Sepúlveda
Pertence, Primeira Turma, DJ de 08.10.2004) e o AI 623.105-AgR-
ED (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de
06.06.2008).
Por outro lado, a controvérsia acerca da aferição dos
pressupostos de admissibilidade dos recursos trabalhistas
cinge-se à norma processual trabalhista, de ordem
infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição, se existente,
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
AI 809.635 AGR / DF
seria indireta ou reflexa, de sorte que seria necessário exame
prévio da norma infraconstitucional - no caso, a Consolidação
das Leis do Trabalho -, hipótese em que não se admite o recurso
extraordinário (cf. AI 416.864 e AI 372.349, rel. min. Carlos
Velloso; AI 417.464, rel. min. Ilmar Galvão; AI 322.409, rel. min.
Ellen Gracie; AI 266.565, rel. min. Sepúlveda Pertence; AI
357.389, rel. min. Celso de Mello, e AI 404.274, rel. min. Gilmar
Mendes).
Do exposto, nego seguimento ao agravo.
Publique-se.”
No presente agravo regimental, sustenta-se que não é a hipótese de
se exigir o depósito da multa do art. 538, parágrafo único, do Código de
Processo Civil, uma vez que não se trata de reiteração dos embargos de
declaração. Alega-se que o precedente invocado na decisão agravada está
fundado na multa prevista no art. 557, § 2º, do aludido Código, o qual
tem natureza diversa e não se aplica ao caso. Por fim, assevera que a
discussão travada é sobre os limites da coisa julgada, ao invés da análise
de pressupostos de admissibilidade recursal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o feito à apreciação da
Turma.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 809.635 AGR / DF
seria indireta ou reflexa, de sorte que seria necessário exame
prévio da norma infraconstitucional - no caso, a Consolidação
das Leis do Trabalho -, hipótese em que não se admite o recurso
extraordinário (cf. AI 416.864 e AI 372.349, rel. min. Carlos
Velloso; AI 417.464, rel. min. Ilmar Galvão; AI 322.409, rel. min.
Ellen Gracie; AI 266.565, rel. min. Sepúlveda Pertence; AI
357.389, rel. min. Celso de Mello, e AI 404.274, rel. min. Gilmar
Mendes).
Do exposto, nego seguimento ao agravo.
Publique-se.”
No presente agravo regimental, sustenta-se que não é a hipótese de
se exigir o depósito da multa do art. 538, parágrafo único, do Código de
Processo Civil, uma vez que não se trata de reiteração dos embargos de
declaração. Alega-se que o precedente invocado na decisão agravada está
fundado na multa prevista no art. 557, § 2º, do aludido Código, o qual
tem natureza diversa e não se aplica ao caso. Por fim, assevera que a
discussão travada é sobre os limites da coisa julgada, ao invés da análise
de pressupostos de admissibilidade recursal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o feito à apreciação da
Turma.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Sem
razão.
O Tribunal Regional reputou protelatórios os embargos de
declaração opostos de acórdão em agravo de instrumento e aplicou multa
de 1% sobre o valor da causa. Daí, sem recolher corretamente a referida
multa, foi interposto recurso extraordinário, o qual mantive a inadmissão.
A alegada inespecificidade dos precedentes arrolados na decisão
agravada não é suficiente para elidir a tese de condicionar a interposição
de qualquer outro recurso ao depósito da multa imposta, ainda que não
haja a reiteração dos embargos tidos como protelatórios. É o que se
verifica em caso análogo examinado pelo Plenário desta Corte (AI
555.571-AgR-ED-EDv-AgR, rel. min. Celso de Mello, DJe de 08.11.2011),
cuja a ementa transcrevo:
“E M E N T A: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
REJEIÇÃO - IMPOSIÇÃO DE MULTA À PARTE
EMBARGANTE (CPC, ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO) -
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA DEDUZIDOS CONTRA
ESSA DECISÃO - PRÉVIO DEPÓSITO DO VALOR DA
MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE
NOVOS RECURSOS - VALOR DA MULTA NÃO
DEPOSITADO - EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NÃO
CONHECIDOS,
MONOCRATICAMENTE,
PELO
RELATOR - RECURSO DE AGRAVO DEDUZIDO
CONTRA TAL DECISÃO - PERSISTÊNCIA DA FALTA
DE DEPÓSITO DA MULTA - RECURSO DE AGRAVO
NÃO CONHECIDO.
- O embargante - quando condenado a pagar, à parte
contrária, a multa a que se refere o parágrafo único do art.
538 do CPC - somente poderá interpor “qualquer outro
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26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Sem
razão.
O Tribunal Regional reputou protelatórios os embargos de
declaração opostos de acórdão em agravo de instrumento e aplicou multa
de 1% sobre o valor da causa. Daí, sem recolher corretamente a referida
multa, foi interposto recurso extraordinário, o qual mantive a inadmissão.
A alegada inespecificidade dos precedentes arrolados na decisão
agravada não é suficiente para elidir a tese de condicionar a interposição
de qualquer outro recurso ao depósito da multa imposta, ainda que não
haja a reiteração dos embargos tidos como protelatórios. É o que se
verifica em caso análogo examinado pelo Plenário desta Corte (AI
555.571-AgR-ED-EDv-AgR, rel. min. Celso de Mello, DJe de 08.11.2011),
cuja a ementa transcrevo:
“E M E N T A: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
REJEIÇÃO - IMPOSIÇÃO DE MULTA À PARTE
EMBARGANTE (CPC, ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO) -
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA DEDUZIDOS CONTRA
ESSA DECISÃO - PRÉVIO DEPÓSITO DO VALOR DA
MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE
NOVOS RECURSOS - VALOR DA MULTA NÃO
DEPOSITADO - EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NÃO
CONHECIDOS,
MONOCRATICAMENTE,
PELO
RELATOR - RECURSO DE AGRAVO DEDUZIDO
CONTRA TAL DECISÃO - PERSISTÊNCIA DA FALTA
DE DEPÓSITO DA MULTA - RECURSO DE AGRAVO
NÃO CONHECIDO.
- O embargante - quando condenado a pagar, à parte
contrária, a multa a que se refere o parágrafo único do art.
538 do CPC - somente poderá interpor “qualquer outro
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 809.635 AGR / DF
recurso”, se efetuar o depósito prévio do valor
correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta.
A ausência de comprovado recolhimento do valor da
multa importará em não conhecimento dos recursos
eventualmente interpostos, eis que a efetivação desse
depósito prévio atua como indeclinável pressuposto objetivo
de recorribilidade. Doutrina. Precedente.
- A possibilidade de imposição de multa, quando
manifestamente inadmissível ou infundado o agravo,
encontra fundamento em razões de caráter ético-jurídico,
pois, além de privilegiar o postulado da lealdade
processual, busca
imprimir
maior celeridade ao processo
de administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente
de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à
resposta jurisdicional do Estado.
A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único,
do CPC, possui inquestionável função inibitória, eis que visa
a impedir, nas hipóteses referidas nesse preceito legal, o
exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando,
dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”.
- A exigência pertinente ao depósito prévio do valor
da multa, longe
de inviabilizar
o acesso à tutela
jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao
postulado da lealdade processual, em ordem a impedir
que o processo judicial se transforme em instrumento de
ilícita
manipulação pela parte que atua
em
desconformidade com os padrões e critérios normativos
que
repelem
atos atentatórios à dignidade da justiça
(CPC, art. 600) e que
repudiam
comportamentos
caracterizadores de litigância maliciosa, como aqueles que
se traduzem na interposição de recurso com intuito
manifestamente protelatório (CPC, art. 17, VII).
Doutrina.”
Por outro lado, é inconsistente a alegação de que a controvérsia seria
sobre os limites da coisa julgada. Ora, apenas foi discutida nas instâncias
2
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recurso”, se efetuar o depósito prévio do valor
correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta.
A ausência de comprovado recolhimento do valor da
multa importará em não conhecimento dos recursos
eventualmente interpostos, eis que a efetivação desse
depósito prévio atua como indeclinável pressuposto objetivo
de recorribilidade. Doutrina. Precedente.
- A possibilidade de imposição de multa, quando
manifestamente inadmissível ou infundado o agravo,
encontra fundamento em razões de caráter ético-jurídico,
pois, além de privilegiar o postulado da lealdade
processual, busca
imprimir
maior celeridade ao processo
de administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente
de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à
resposta jurisdicional do Estado.
A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único,
do CPC, possui inquestionável função inibitória, eis que visa
a impedir, nas hipóteses referidas nesse preceito legal, o
exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando,
dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”.
- A exigência pertinente ao depósito prévio do valor
da multa, longe
de inviabilizar
o acesso à tutela
jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao
postulado da lealdade processual, em ordem a impedir
que o processo judicial se transforme em instrumento de
ilícita
manipulação pela parte que atua
em
desconformidade com os padrões e critérios normativos
que
repelem
atos atentatórios à dignidade da justiça
(CPC, art. 600) e que
repudiam
comportamentos
caracterizadores de litigância maliciosa, como aqueles que
se traduzem na interposição de recurso com intuito
manifestamente protelatório (CPC, art. 17, VII).
Doutrina.”
Por outro lado, é inconsistente a alegação de que a controvérsia seria
sobre os limites da coisa julgada. Ora, apenas foi discutida nas instâncias
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 809.635 AGR / DF
ordinárias a aplicação da pena de deserção, o que reforça o entendimento
que expressei na decisão agravada de que se trata de análise dos
pressupostos de admissibilidade recursal. A propósito, assinalo que o
Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de que a
controvérsia acerca da aferição dos pressupostos de admissibilidade dos
recursos de competência de outros tribunais cinge-se à norma processual,
de ordem infraconstitucional. Tal decisão se deu no julgamento do RE
598.365-RG (rel. min. Ayres Britto, DJe de 26.03.2010, tema 181), cujo o
acórdão recebeu a seguinte ementa:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.
A questão alusiva ao cabimento de recursos da
competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes.
Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser
apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de
configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a
ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no
RE 584.608.”
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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ordinárias a aplicação da pena de deserção, o que reforça o entendimento
que expressei na decisão agravada de que se trata de análise dos
pressupostos de admissibilidade recursal. A propósito, assinalo que o
Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de que a
controvérsia acerca da aferição dos pressupostos de admissibilidade dos
recursos de competência de outros tribunais cinge-se à norma processual,
de ordem infraconstitucional. Tal decisão se deu no julgamento do RE
598.365-RG (rel. min. Ayres Britto, DJe de 26.03.2010, tema 181), cujo o
acórdão recebeu a seguinte ementa:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.
A questão alusiva ao cabimento de recursos da
competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes.
Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser
apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de
configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a
ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no
RE 584.608.”
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
DE CASCAVEL E REGIÃO
ADV.(A/S) : RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS E TRABALHADORES NAS
COOPERATIVAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO
ESTADO DO PARANÁ - FETEC/PR
ADV.(A/S) : JOELCIO FLAVIANO NIELS
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
DE CASCAVEL E REGIÃO
ADV.(A/S) : RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS E TRABALHADORES NAS
COOPERATIVAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO
ESTADO DO PARANÁ - FETEC/PR
ADV.(A/S) : JOELCIO FLAVIANO NIELS
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2542103
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-14T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 26.06.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. EXIGÊNCIA DO PRÉVIO RECOLHIMENTO DA MULTA IMPOSTA EM EMBARGOS DECLARAÇÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. É legítimo condicionar a interposição de qualquer outro recurso ao depósito da multa imposta no julgamento dos embargos de declaração tidos como protelatórios.
2. Não cabe recurso extraordinário para reexame dos pressupostos de admissibilidade de recurso de competência de outros tribunais, por ausência de repercussão geral.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur212780
|
- Acórdãos citados: AI 555571 AgR-ED-EDv-AgR, RE 598365 RG.
Número de páginas: 9.
Análise: 21/08/2012, BMB.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
809635
| null |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 809635 AgR
|
[
""
] |
ADV.(A/S) : RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS E TRABALHADORES NAS COOPERATIVAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE CASCAVEL E REGIÃO
ADV.(A/S) : VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ - FETEC/PR
ADV.(A/S) : JOELCIO FLAVIANO NIELS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE CASCAVEL E
REGIÃO
ADV.(A/S)
:RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
E
TRABALHADORES
NAS
COOPERATIVAS
DE
CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FEDERAÇÃO
DOS
TRABALHADORES
EM
EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ -
FETEC/PR
ADV.(A/S)
:JOELCIO FLAVIANO NIELS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. EXIGÊNCIA DO PRÉVIO
RECOLHIMENTO DA MULTA IMPOSTA EM EMBARGOS
DECLARAÇÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE
RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. É legítimo condicionar a interposição de qualquer outro recurso ao
depósito da multa imposta no julgamento dos embargos de declaração
tidos como protelatórios.
2. Não cabe recurso extraordinário para reexame dos pressupostos
de admissibilidade de recurso de competência de outros tribunais, por
ausência de repercussão geral.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 809.635 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 809.635 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE CASCAVEL E
REGIÃO
ADV.(A/S)
:RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
E
TRABALHADORES
NAS
COOPERATIVAS
DE
CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FEDERAÇÃO
DOS
TRABALHADORES
EM
EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ -
FETEC/PR
ADV.(A/S)
:JOELCIO FLAVIANO NIELS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Eis o
teor da decisão com que neguei seguimento ao agravo de instrumento
(fls. 1.354):
“DECISÃO: Trata-se de agravo de instrumento interposto
de decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III,
a) de acórdão de fls. 1.170, cuja ementa tem o seguinte teor:
“EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO.
DESERÇÃO
DO
RECURSO
ORDINÁRIO.
LITISCONSORTE PASSIVO. SUCUMBÊNCIA.
Não
obstante a inexistência de decisão condenatória, persiste o
pressuposto processual objetivo de admissibilidade recursal,
relativamente ao recolhimento das custas processuais a serem
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
EM
ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE CASCAVEL E
REGIÃO
ADV.(A/S)
:RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
EMPREGADOS
E
TRABALHADORES
NAS
COOPERATIVAS
DE
CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FEDERAÇÃO
DOS
TRABALHADORES
EM
EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ -
FETEC/PR
ADV.(A/S)
:JOELCIO FLAVIANO NIELS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Eis o
teor da decisão com que neguei seguimento ao agravo de instrumento
(fls. 1.354):
“DECISÃO: Trata-se de agravo de instrumento interposto
de decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III,
a) de acórdão de fls. 1.170, cuja ementa tem o seguinte teor:
“EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO.
DESERÇÃO
DO
RECURSO
ORDINÁRIO.
LITISCONSORTE PASSIVO. SUCUMBÊNCIA.
Não
obstante a inexistência de decisão condenatória, persiste o
pressuposto processual objetivo de admissibilidade recursal,
relativamente ao recolhimento das custas processuais a serem
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 809.635 AGR / DF
suportadas pelos litisconsortes passivos em razão da
sucumbência, nos moldes do art. 789, § 1..., da Consolidação das Leis do Trabalho. Recurso
conhecido e desprovido.”
É o breve relatório. Decido.
O agravo não merece prosperar.
Não obstante a imposição de multa (art. 538, parágrafo
único, do Código de Processo Civil) como requisito de
admissibilidade de novos recursos, a parte ora agravante
depositou valor inferior ao correspondente à sanção pecuniária
que lhe foi imposta.
O Tribunal Pleno, no julgamento do AI 567.171-AgR-ED-
EDv-ED (rel. min. Celso de Mello, DJe de 06.02.2009), decidiu
que o recorrente, “quando condenado pelo Tribunal a pagar, à parte
contrária, a multa a que se refere o § 2... do art. 557 do Código de Processo Civil -
somente poderá interpor 'qualquer outro recurso', se efetuar o
depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que
lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento do valor
da multa importará em não-conhecimento do recurso interposto, eis
que a efetivação desse depósito prévio atua como pressuposto
objetivo de recorribilidade”.
Naquela ocasião, firmou-se o entendimento de que a
exigência do depósito para recorrer não limita o acesso ao
Judiciário, mas coíbe os excessos e abusos que a parte possa vir
a cometer.
Confiram-se, em sentido semelhante, o Recurso Extraordinário 244.893-AgR-
ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 03.03.2000),
o AI 193.779-AgR-ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma,
DJ de 08.06.2001), o Recurso Extraordinário 419.565-AgR-ED (rel. min. Sepúlveda
Pertence, Primeira Turma, DJ de 08.10.2004) e o AI 623.105-AgR-
ED (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de
06.06.2008).
Por outro lado, a controvérsia acerca da aferição dos
pressupostos de admissibilidade dos recursos trabalhistas
cinge-se à norma processual trabalhista, de ordem
infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição, se existente,
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 809.635 AGR / DF
suportadas pelos litisconsortes passivos em razão da
sucumbência, nos moldes do art. 789, § 1..., da Consolidação das Leis do Trabalho. Recurso
conhecido e desprovido.”
É o breve relatório. Decido.
O agravo não merece prosperar.
Não obstante a imposição de multa (art. 538, parágrafo
único, do Código de Processo Civil) como requisito de
admissibilidade de novos recursos, a parte ora agravante
depositou valor inferior ao correspondente à sanção pecuniária
que lhe foi imposta.
O Tribunal Pleno, no julgamento do AI 567.171-AgR-ED-
EDv-ED (rel. min. Celso de Mello, DJe de 06.02.2009), decidiu
que o recorrente, “quando condenado pelo Tribunal a pagar, à parte
contrária, a multa a que se refere o § 2... do art. 557 do Código de Processo Civil -
somente poderá interpor 'qualquer outro recurso', se efetuar o
depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que
lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento do valor
da multa importará em não-conhecimento do recurso interposto, eis
que a efetivação desse depósito prévio atua como pressuposto
objetivo de recorribilidade”.
Naquela ocasião, firmou-se o entendimento de que a
exigência do depósito para recorrer não limita o acesso ao
Judiciário, mas coíbe os excessos e abusos que a parte possa vir
a cometer.
Confiram-se, em sentido semelhante, o Recurso Extraordinário 244.893-AgR-
ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 03.03.2000),
o AI 193.779-AgR-ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma,
DJ de 08.06.2001), o Recurso Extraordinário 419.565-AgR-ED (rel. min. Sepúlveda
Pertence, Primeira Turma, DJ de 08.10.2004) e o AI 623.105-AgR-
ED (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de
06.06.2008).
Por outro lado, a controvérsia acerca da aferição dos
pressupostos de admissibilidade dos recursos trabalhistas
cinge-se à norma processual trabalhista, de ordem
infraconstitucional. Eventual ofensa à Constituição, se existente,
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
AI 809.635 AGR / DF
seria indireta ou reflexa, de sorte que seria necessário exame
prévio da norma infraconstitucional - no caso, a Consolidação
das Leis do Trabalho -, hipótese em que não se admite o recurso
extraordinário (cf. AI 416.864 e AI 372.349, rel. min. Carlos
Velloso; AI 417.464, rel. min. Ilmar Galvão; AI 322.409, rel. min.
Ellen Gracie; AI 266.565, rel. min. Sepúlveda Pertence; AI
357.389, rel. min. Celso de Mello, e AI 404.274, rel. min. Gilmar
Mendes).
Do exposto, nego seguimento ao agravo.
Publique-se.”
No presente agravo regimental, sustenta-se que não é a hipótese de
se exigir o depósito da multa do art. 538, parágrafo único, do Código de
Processo Civil, uma vez que não se trata de reiteração dos embargos de
declaração. Alega-se que o precedente invocado na decisão agravada está
fundado na multa prevista no art. 557, § 2..., do aludido Código, o qual
tem natureza diversa e não se aplica ao caso. Por fim, assevera que a
discussão travada é sobre os limites da coisa julgada, ao invés da análise
de pressupostos de admissibilidade recursal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o feito à apreciação da
Turma.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 809.635 AGR / DF
seria indireta ou reflexa, de sorte que seria necessário exame
prévio da norma infraconstitucional - no caso, a Consolidação
das Leis do Trabalho -, hipótese em que não se admite o recurso
extraordinário (cf. AI 416.864 e AI 372.349, rel. min. Carlos
Velloso; AI 417.464, rel. min. Ilmar Galvão; AI 322.409, rel. min.
Ellen Gracie; AI 266.565, rel. min. Sepúlveda Pertence; AI
357.389, rel. min. Celso de Mello, e AI 404.274, rel. min. Gilmar
Mendes).
Do exposto, nego seguimento ao agravo.
Publique-se.”
No presente agravo regimental, sustenta-se que não é a hipótese de
se exigir o depósito da multa do art. 538, parágrafo único, do Código de
Processo Civil, uma vez que não se trata de reiteração dos embargos de
declaração. Alega-se que o precedente invocado na decisão agravada está
fundado na multa prevista no art. 557, § 2..., do aludido Código, o qual
tem natureza diversa e não se aplica ao caso. Por fim, assevera que a
discussão travada é sobre os limites da coisa julgada, ao invés da análise
de pressupostos de admissibilidade recursal.
Mantenho a decisão agravada e submeto o feito à apreciação da
Turma.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Sem
razão.
O Tribunal Regional reputou protelatórios os embargos de
declaração opostos de acórdão em agravo de instrumento e aplicou multa
de 1% sobre o valor da causa. Daí, sem recolher corretamente a referida
multa, foi interposto recurso extraordinário, o qual mantive a inadmissão.
A alegada inespecificidade dos precedentes arrolados na decisão
agravada não é suficiente para elidir a tese de condicionar a interposição
de qualquer outro recurso ao depósito da multa imposta, ainda que não
haja a reiteração dos embargos tidos como protelatórios. É o que se
verifica em caso análogo examinado pelo Plenário desta Corte (AI
555.571-AgR-ED-EDv-AgR, rel. min. Celso de Mello, DJe de 08.11.2011),
cuja a ementa transcrevo:
“E M E N T A: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
REJEIÇÃO - IMPOSIÇÃO DE MULTA À PARTE
EMBARGANTE (Código de Processo Civil, ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO) -
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA DEDUZIDOS CONTRA
ESSA DECISÃO - PRÉVIO DEPÓSITO DO VALOR DA
MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE
NOVOS RECURSOS - VALOR DA MULTA NÃO
DEPOSITADO - EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NÃO
CONHECIDOS,
MONOCRATICAMENTE,
PELO
RELATOR - RECURSO DE AGRAVO DEDUZIDO
CONTRA TAL DECISÃO - PERSISTÊNCIA DA FALTA
DE DEPÓSITO DA MULTA - RECURSO DE AGRAVO
NÃO CONHECIDO.
- O embargante - quando condenado a pagar, à parte
contrária, a multa a que se refere o parágrafo único do art.
538 do Código de Processo Civil - somente poderá interpor “qualquer outro
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Sem
razão.
O Tribunal Regional reputou protelatórios os embargos de
declaração opostos de acórdão em agravo de instrumento e aplicou multa
de 1% sobre o valor da causa. Daí, sem recolher corretamente a referida
multa, foi interposto recurso extraordinário, o qual mantive a inadmissão.
A alegada inespecificidade dos precedentes arrolados na decisão
agravada não é suficiente para elidir a tese de condicionar a interposição
de qualquer outro recurso ao depósito da multa imposta, ainda que não
haja a reiteração dos embargos tidos como protelatórios. É o que se
verifica em caso análogo examinado pelo Plenário desta Corte (AI
555.571-AgR-ED-EDv-AgR, rel. min. Celso de Mello, DJe de 08.11.2011),
cuja a ementa transcrevo:
“E M E N T A: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
REJEIÇÃO - IMPOSIÇÃO DE MULTA À PARTE
EMBARGANTE (Código de Processo Civil, ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO) -
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA DEDUZIDOS CONTRA
ESSA DECISÃO - PRÉVIO DEPÓSITO DO VALOR DA
MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE
NOVOS RECURSOS - VALOR DA MULTA NÃO
DEPOSITADO - EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NÃO
CONHECIDOS,
MONOCRATICAMENTE,
PELO
RELATOR - RECURSO DE AGRAVO DEDUZIDO
CONTRA TAL DECISÃO - PERSISTÊNCIA DA FALTA
DE DEPÓSITO DA MULTA - RECURSO DE AGRAVO
NÃO CONHECIDO.
- O embargante - quando condenado a pagar, à parte
contrária, a multa a que se refere o parágrafo único do art.
538 do Código de Processo Civil - somente poderá interpor “qualquer outro
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 809.635 AGR / DF
recurso”, se efetuar o depósito prévio do valor
correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta.
A ausência de comprovado recolhimento do valor da
multa importará em não conhecimento dos recursos
eventualmente interpostos, eis que a efetivação desse
depósito prévio atua como indeclinável pressuposto objetivo
de recorribilidade. Doutrina. Precedente.
- A possibilidade de imposição de multa, quando
manifestamente inadmissível ou infundado o agravo,
encontra fundamento em razões de caráter ético-jurídico,
pois, além de privilegiar o postulado da lealdade
processual, busca
imprimir
maior celeridade ao processo
de administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente
de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à
resposta jurisdicional do Estado.
A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único,
do Código de Processo Civil, possui inquestionável função inibitória, eis que visa
a impedir, nas hipóteses referidas nesse preceito legal, o
exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando,
dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”.
- A exigência pertinente ao depósito prévio do valor
da multa, longe
de inviabilizar
o acesso à tutela
jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao
postulado da lealdade processual, em ordem a impedir
que o processo judicial se transforme em instrumento de
ilícita
manipulação pela parte que atua
em
desconformidade com os padrões e critérios normativos
que
repelem
atos atentatórios à dignidade da justiça
(Código de Processo Civil, art. 600) e que
repudiam
comportamentos
caracterizadores de litigância maliciosa, como aqueles que
se traduzem na interposição de recurso com intuito
manifestamente protelatório (Código de Processo Civil, art. 17, VII).
Doutrina.”
Por outro lado, é inconsistente a alegação de que a controvérsia seria
sobre os limites da coisa julgada. Ora, apenas foi discutida nas instâncias
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 809.635 AGR / DF
recurso”, se efetuar o depósito prévio do valor
correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta.
A ausência de comprovado recolhimento do valor da
multa importará em não conhecimento dos recursos
eventualmente interpostos, eis que a efetivação desse
depósito prévio atua como indeclinável pressuposto objetivo
de recorribilidade. Doutrina. Precedente.
- A possibilidade de imposição de multa, quando
manifestamente inadmissível ou infundado o agravo,
encontra fundamento em razões de caráter ético-jurídico,
pois, além de privilegiar o postulado da lealdade
processual, busca
imprimir
maior celeridade ao processo
de administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente
de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à
resposta jurisdicional do Estado.
A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único,
do Código de Processo Civil, possui inquestionável função inibitória, eis que visa
a impedir, nas hipóteses referidas nesse preceito legal, o
exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando,
dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”.
- A exigência pertinente ao depósito prévio do valor
da multa, longe
de inviabilizar
o acesso à tutela
jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao
postulado da lealdade processual, em ordem a impedir
que o processo judicial se transforme em instrumento de
ilícita
manipulação pela parte que atua
em
desconformidade com os padrões e critérios normativos
que
repelem
atos atentatórios à dignidade da justiça
(Código de Processo Civil, art. 600) e que
repudiam
comportamentos
caracterizadores de litigância maliciosa, como aqueles que
se traduzem na interposição de recurso com intuito
manifestamente protelatório (Código de Processo Civil, art. 17, VII).
Doutrina.”
Por outro lado, é inconsistente a alegação de que a controvérsia seria
sobre os limites da coisa julgada. Ora, apenas foi discutida nas instâncias
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
AI 809.635 AGR / DF
ordinárias a aplicação da pena de deserção, o que reforça o entendimento
que expressei na decisão agravada de que se trata de análise dos
pressupostos de admissibilidade recursal. A propósito, assinalo que o
Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de que a
controvérsia acerca da aferição dos pressupostos de admissibilidade dos
recursos de competência de outros tribunais cinge-se à norma processual,
de ordem infraconstitucional. Tal decisão se deu no julgamento do Recurso Extraordinário
598.365-RG (rel. min. Ayres Britto, DJe de 26.03.2010, tema 181), cujo o
acórdão recebeu a seguinte ementa:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.
A questão alusiva ao cabimento de recursos da
competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes.
Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser
apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de
configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a
ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no
Recurso Extraordinário 584.608.”
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 809.635 AGR / DF
ordinárias a aplicação da pena de deserção, o que reforça o entendimento
que expressei na decisão agravada de que se trata de análise dos
pressupostos de admissibilidade recursal. A propósito, assinalo que o
Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de que a
controvérsia acerca da aferição dos pressupostos de admissibilidade dos
recursos de competência de outros tribunais cinge-se à norma processual,
de ordem infraconstitucional. Tal decisão se deu no julgamento do Recurso Extraordinário
598.365-RG (rel. min. Ayres Britto, DJe de 26.03.2010, tema 181), cujo o
acórdão recebeu a seguinte ementa:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.
A questão alusiva ao cabimento de recursos da
competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes.
Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser
apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de
configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a
ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no
Recurso Extraordinário 584.608.”
Do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
DE CASCAVEL E REGIÃO
ADV.(A/S) : RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS E TRABALHADORES NAS
COOPERATIVAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO
ESTADO DO PARANÁ - FETEC/PR
ADV.(A/S) : JOELCIO FLAVIANO NIELS
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.635
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS
DE CASCAVEL E REGIÃO
ADV.(A/S) : RICARDO QUINTAS CARNEIRO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS E TRABALHADORES NAS
COOPERATIVAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO
ESTADO DO PARANÁ - FETEC/PR
ADV.(A/S) : JOELCIO FLAVIANO NIELS
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518666
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 809 . 635",
"AI 809 . 635",
"AI 809 . 635",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 809 . 635",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 809 . 635",
"AI 809 . 635 AGR / DF",
"AI 567 . 171 - AgR - ED -",
"Recurso Extraordinário 244 . 893 - AgR - ED",
"AI 193 . 779 - AgR - ED",
"Recurso Extraordinário 419 . 565 - AgR - ED",
"AI 623 . 105 - AgR - ED",
"AI 809 . 635 AGR",
"AI 567 . 171 - AgR - ED - EDv - ED",
"Recurso Extraordinário 244 . 893 - AgR - ED",
"AI 193 . 779 - AgR - ED",
"Recurso Extraordinário 419 . 565 - AgR - ED",
"AI 623 . 105 - AgR - ED",
"AI 809 . 635 AGR",
"AI 416 . 864",
"AI 372 . 349",
"AI 417 . 464",
"AI 322 . 409",
"AI 266 . 565",
"AI 357 . 389",
"AI 404 . 274",
"AI 809 . 635 AGR / DF",
"AI 416 . 864",
"AI 372 . 349",
"AI 417 . 464",
"AI 322 . 409",
"AI 266 . 565",
"AI 357 . 389",
"AI 404 . 274",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 809 .",
"AI 555 . 571 - AgR - ED - EDv - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 809 . 635",
"AI 555 . 571 - AgR - ED - EDv - AgR",
"AI 809 . 635",
"AI 809 . 635 AGR / DF",
"AI 809 . 635",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 .",
"AI 809 . 635",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 809 . 635",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 809 . 635"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 789 , § 1 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 789 , § 1 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"§ 2 . . . do art . 557 do Código de Processo Civil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , ART . 538 , PARÁGRAFO ÚNICO",
"art . 538 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , ART . 538 , PARÁGRAFO ÚNICO",
"art . 538 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil , art . 600",
"Código de Processo Civil , art . 17 , VII",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil , art . 600",
"Código de Processo Civil , art . 17 , VII",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARANÁ",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARANÁ",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARANÁ",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE CASCAVEL",
"SINDICATO DOS",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ",
"FETEC",
"/",
"PR",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO DOS",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ",
"FETEC",
"/",
"PR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO",
"FETEC",
"/",
"PR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"DF",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO",
"SINDICATO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ",
"FETEC",
"/",
"PR",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDICATO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO ESTADO DO PARANÁ",
"FETEC",
"/",
"PR",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"RICARDO QUINTAS CARNEIRO",
"VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ",
"JOELCIO FLAVIANO NIELS",
"Ricardo Lewandowski",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"RICARDO QUINTAS CARNEIRO",
"VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ",
"JOELCIO FLAVIANO NIELS",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"RICARDO QUINTAS CARNEIRO",
"VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ",
"JOELCIO FLAVIANO NIELS",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Sepúlveda Pertence",
"Menezes Direito",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Sepúlveda Pertence",
"Menezes Direito",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Celso de Mello",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Celso de Mello",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Ayres Britto",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Ellen Gracie",
"JOAQUIM BARBOSA",
"RICARDO QUINTAS CARNEIRO",
"VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ",
"JOELCIO FLAVIANO NIELS",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"JOAQUIM BARBOSA",
"RICARDO QUINTAS CARNEIRO",
"VÂNIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ",
"JOELCIO FLAVIANO NIELS",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"02",
".",
"2009",
"03",
".",
"03",
".",
"2000",
"08",
".",
"06",
".",
"2001",
"08",
".",
"10",
".",
"2004",
"06",
".",
"06",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"02",
".",
"2009",
"03",
".",
"03",
".",
"2000",
"08",
".",
"06",
".",
"2001",
"08",
".",
"10",
".",
"2004",
"06",
".",
"06",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"08",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"08",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"03",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"03",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S)
:JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
do Consumidor. Responsabilidade civil. Indenização por danos morais.
Transporte aéreo. Cancelamento de voo. 3. Alegação de negativa de
prestação jurisdicional. Decisão fundamentada apesar de contrária aos
interesses da parte. AI-QO-RG 791.292. 4. Necessário o revolvimento
fático-probatório e reexame de legislação infraconstitucional. Precedentes.
5. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882281.
Supremo Tribunal Federal
DJe 12/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S)
:JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou seguimento ao recurso, ao fundamento de que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da parte. Ainda, entendeu que a
natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole
infraconstitucional.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, negativa de prestação
jurisdicional e existência de matéria constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882282.
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S)
:JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou seguimento ao recurso, ao fundamento de que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da parte. Ainda, entendeu que a
natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole
infraconstitucional.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, negativa de prestação
jurisdicional e existência de matéria constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882282.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou
as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A
prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente.
Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de
fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Ratifico ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da
questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
No mérito, observo que a agravante não trouxe argumentos
suficientes para infirmar a decisão. Conforme já consignado na decisão
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882283.
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou
as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A
prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente.
Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de
fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Ratifico ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da
questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
No mérito, observo que a agravante não trouxe argumentos
suficientes para infirmar a decisão. Conforme já consignado na decisão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 646.650 AGR / PR
impugnada, para rever o posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e
concluir, como quer a agravante, demandaria o revolvimento fático-
probatório e a análise de dispositivos inseridos no Código de Processo
Civil, Código de Defesa do Consumidor e Lei n. 11.101/2005, donde se
conclui que eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorrente, dar-se-ia
de maneira indireta ou reflexa.
Inviável, portanto, o recurso extraordinário.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557, § 1º, DO CPC.
DANOS MORAIS E MATERIAIS. TRANSPORTE AÉREO.
ATRASO DE VÔO INTERNACIONAL. PERMANÊNCIA DA
RECORRENTE NO EXTERIOR POR MAIS DE UM DIA.
APONTADA VIOLAÇÃO À CONVENÇÃO DE MONTREAL.
ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA
À
LUZ
DO
CONTEXTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
ENCARTADO NOS AUTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. DECISÃO QUE SE
MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A
repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A Súmula
279/STF dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não
se presta ao exame de questões que demandam revolvimento
do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à
análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o
Tribunal a quo pronunciou-se quanto à questão sub examine à
luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos,
consoante se infere do voto condutor do acórdão objurgado, in
verbis: “[...] não há dúvida quanto aos sentimentos de revolta,
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 646.650 AGR / PR
impugnada, para rever o posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e
concluir, como quer a agravante, demandaria o revolvimento fático-
probatório e a análise de dispositivos inseridos no Código de Processo
Civil, Código de Defesa do Consumidor e Lei n. 11.101/2005, donde se
conclui que eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorrente, dar-se-ia
de maneira indireta ou reflexa.
Inviável, portanto, o recurso extraordinário.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557, § 1º, DO CPC.
DANOS MORAIS E MATERIAIS. TRANSPORTE AÉREO.
ATRASO DE VÔO INTERNACIONAL. PERMANÊNCIA DA
RECORRENTE NO EXTERIOR POR MAIS DE UM DIA.
APONTADA VIOLAÇÃO À CONVENÇÃO DE MONTREAL.
ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA
À
LUZ
DO
CONTEXTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
ENCARTADO NOS AUTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. DECISÃO QUE SE
MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A
repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A Súmula
279/STF dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não
se presta ao exame de questões que demandam revolvimento
do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à
análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o
Tribunal a quo pronunciou-se quanto à questão sub examine à
luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos,
consoante se infere do voto condutor do acórdão objurgado, in
verbis: “[...] não há dúvida quanto aos sentimentos de revolta,
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 646.650 AGR / PR
frustração e agonia experimentados pela autora ao perder seu
vôo de volta ao Rio de Janeiro, principalmente por contar com
compromissos profissionais no destino. E é ainda mais fácil
dimensionar o prejuízo moral infligido à passageira se
considerarmos que, além de ter seu retorno adiado por mais um
dia, permaneceu em país estrangeiro sem seus pertences
pessoais" (fl. 75). 5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a
vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do
enunciado sumular n.º 279/STF, que interdita a esta Corte, em
sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim
Barbosa, DJe- 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relatora: Min. Ellen
Gracie, DJe 16/04/2010; AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen
Lúcia, DJe- 24/09/2010. 6. Agravo regimental desprovido” (AI-
AgR 841.332, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe
21.9.2011).
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DANO MORAL. QUANTIFICAÇÃO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA
SÚMULA/STF. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 5º,
INCISOS XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA
INDIRETA OU REFLEXA. Agravo regimental a que se nega
provimento (AI-AgR 843.309, Segunda Turma, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, DJe 3.6.2011).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882283.
Supremo Tribunal Federal
ARE 646.650 AGR / PR
frustração e agonia experimentados pela autora ao perder seu
vôo de volta ao Rio de Janeiro, principalmente por contar com
compromissos profissionais no destino. E é ainda mais fácil
dimensionar o prejuízo moral infligido à passageira se
considerarmos que, além de ter seu retorno adiado por mais um
dia, permaneceu em país estrangeiro sem seus pertences
pessoais" (fl. 75). 5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a
vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do
enunciado sumular n.º 279/STF, que interdita a esta Corte, em
sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim
Barbosa, DJe- 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relatora: Min. Ellen
Gracie, DJe 16/04/2010; AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen
Lúcia, DJe- 24/09/2010. 6. Agravo regimental desprovido” (AI-
AgR 841.332, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe
21.9.2011).
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DANO MORAL. QUANTIFICAÇÃO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA
SÚMULA/STF. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 5º,
INCISOS XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA
INDIRETA OU REFLEXA. Agravo regimental a que se nega
provimento (AI-AgR 843.309, Segunda Turma, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, DJe 3.6.2011).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S) : JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S) : JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1903206
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-12T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. Responsabilidade civil. Indenização por danos morais. Transporte aéreo. Cancelamento de voo. 3. Alegação de negativa de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada apesar de contrária aos interesses da parte. AI-QO-RG 791.292. 4. Necessário o revolvimento fático-probatório e reexame de legislação infraconstitucional. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur207232
|
- Acórdãos citados: AI 791292 QO-RG, AI 841332 AgR, AI 843309 AgR.
Número de páginas: 6.
Análise: 27/04/2012, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
646650
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\r\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-011101 ANO-2005\r\n LF-2005 LEI DE FALÊNCIAS"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 646650 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
AGTE.(S) : GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S) : JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S)
:JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
do Consumidor. Responsabilidade civil. Indenização por danos morais.
Transporte aéreo. Cancelamento de voo. 3. Alegação de negativa de
prestação jurisdicional. Decisão fundamentada apesar de contrária aos
interesses da parte. AI-QO-RG 791.292. 4. Necessário o revolvimento
fático-probatório e reexame de legislação infraconstitucional. Precedentes.
5. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 12/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S)
:JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou seguimento ao recurso, ao fundamento de que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da parte. Ainda, entendeu que a
natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole
infraconstitucional.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, negativa de prestação
jurisdicional e existência de matéria constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S)
:JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou seguimento ao recurso, ao fundamento de que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da parte. Ainda, entendeu que a
natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole
infraconstitucional.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, negativa de prestação
jurisdicional e existência de matéria constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou
as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A
prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente.
Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de
fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Ratifico ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da
questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
No mérito, observo que a agravante não trouxe argumentos
suficientes para infirmar a decisão. Conforme já consignado na decisão
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Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou
as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a
demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A
prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente.
Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de
fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Ratifico ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão geral da
questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos:
Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em
recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de
ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93
da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria,
Pleno, DJe 13.8.2010).
No mérito, observo que a agravante não trouxe argumentos
suficientes para infirmar a decisão. Conforme já consignado na decisão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 646.650 AGR / PR
impugnada, para rever o posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e
concluir, como quer a agravante, demandaria o revolvimento fático-
probatório e a análise de dispositivos inseridos no Código de Processo
Civil, Código de Defesa do Consumidor e Lei n. 11.101/2005, donde se
conclui que eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorrente, dar-se-ia
de maneira indireta ou reflexa.
Inviável, portanto, o recurso extraordinário.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557, § 1..., DO Código de Processo Civil.
DANOS MORAIS E MATERIAIS. TRANSPORTE AÉREO.
ATRASO DE VÔO INTERNACIONAL. PERMANÊNCIA DA
RECORRENTE NO EXTERIOR POR MAIS DE UM DIA.
APONTADA VIOLAÇÃO À CONVENÇÃO DE MONTREAL.
ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA
À
LUZ
DO
CONTEXTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
ENCARTADO NOS AUTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE
MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A
repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A Súmula
279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não
se presta ao exame de questões que demandam revolvimento
do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à
análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o
Tribunal a quo pronunciou-se quanto à questão sub examine à
luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos,
consoante se infere do voto condutor do acórdão objurgado, in
verbis: “[...] não há dúvida quanto aos sentimentos de revolta,
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 646.650 AGR / PR
impugnada, para rever o posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e
concluir, como quer a agravante, demandaria o revolvimento fático-
probatório e a análise de dispositivos inseridos no Código de Processo
Civil, Código de Defesa do Consumidor e Lei n. 11.101/2005, donde se
conclui que eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorrente, dar-se-ia
de maneira indireta ou reflexa.
Inviável, portanto, o recurso extraordinário.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557, § 1..., DO Código de Processo Civil.
DANOS MORAIS E MATERIAIS. TRANSPORTE AÉREO.
ATRASO DE VÔO INTERNACIONAL. PERMANÊNCIA DA
RECORRENTE NO EXTERIOR POR MAIS DE UM DIA.
APONTADA VIOLAÇÃO À CONVENÇÃO DE MONTREAL.
ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA
À
LUZ
DO
CONTEXTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
ENCARTADO NOS AUTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE
MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A
repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente se
inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja
reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A Súmula
279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário”. 3. É que o recurso extraordinário não
se presta ao exame de questões que demandam revolvimento
do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à
análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o
Tribunal a quo pronunciou-se quanto à questão sub examine à
luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos,
consoante se infere do voto condutor do acórdão objurgado, in
verbis: “[...] não há dúvida quanto aos sentimentos de revolta,
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 646.650 AGR / PR
frustração e agonia experimentados pela autora ao perder seu
vôo de volta ao Rio de Janeiro, principalmente por contar com
compromissos profissionais no destino. E é ainda mais fácil
dimensionar o prejuízo moral infligido à passageira se
considerarmos que, além de ter seu retorno adiado por mais um
dia, permaneceu em país estrangeiro sem seus pertences
pessoais" (fl. 75). 5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a
vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do
enunciado sumular n. 279/Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em
sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim
Barbosa, DJe- 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relatora: Min. Ellen
Gracie, DJe 16/04/2010; AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen
Lúcia, DJe- 24/09/2010. 6. Agravo regimental desprovido” (AI-
AgR 841.332, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe
21.9.2011).
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DANO MORAL. QUANTIFICAÇÃO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA
SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 5...,
INCISOS XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA
INDIRETA OU REFLEXA. Agravo regimental a que se nega
provimento (AI-AgR 843.309, Segunda Turma, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, DJe 3.6.2011).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882283.
Supremo Tribunal Federal
ARE 646.650 AGR / PR
frustração e agonia experimentados pela autora ao perder seu
vôo de volta ao Rio de Janeiro, principalmente por contar com
compromissos profissionais no destino. E é ainda mais fácil
dimensionar o prejuízo moral infligido à passageira se
considerarmos que, além de ter seu retorno adiado por mais um
dia, permaneceu em país estrangeiro sem seus pertences
pessoais" (fl. 75). 5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a
vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do
enunciado sumular n. 279/Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em
sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim
Barbosa, DJe- 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relatora: Min. Ellen
Gracie, DJe 16/04/2010; AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen
Lúcia, DJe- 24/09/2010. 6. Agravo regimental desprovido” (AI-
AgR 841.332, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe
21.9.2011).
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DANO MORAL. QUANTIFICAÇÃO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA
SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ARTIGO 5...,
INCISOS XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA
INDIRETA OU REFLEXA. Agravo regimental a que se nega
provimento (AI-AgR 843.309, Segunda Turma, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, DJe 3.6.2011).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S) : JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.650
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S/A
ADV.(A/S) : JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ÍTALO GONÇALVES MARTINS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646 . 650",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE 646 . 650 AGR / PR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 646 . 650",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 646 . 650 AGR / PR",
"enunciado sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"AI 619974 AgR",
"AI",
"-",
"AgR 841 . 332",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA",
"AI",
"-",
"AgR 843 . 309",
"ARE 646 . 650 AGR / PR",
"enunciado sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"AI 619974 AgR",
"AI",
"-",
"AgR 841 . 332",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA /",
"AI",
"-",
"AgR 843 . 309"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Lei n . 11 . 101 / 2005",
"Constituição Federal",
"ART . 557 , § 1 . . . , DO Código de Processo Civil",
"art . 323 do RISTF",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Lei n . 11 . 101 / 2005",
"Constituição Federal",
"ART . 557 , § 1 . . . , DO Código de Processo Civil",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 5 . . . , INCISOS XXXV E LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 5 . . . , INCISOS XXXV E LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S / A",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S / A",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S / A",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO",
"ÍTALO GONÇALVES MARTINS",
"CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO",
"ÍTALO GONÇALVES MARTINS",
"CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO",
"ÍTALO GONÇALVES MARTINS",
"CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Joaquim Barbosa",
"GILMAR MENDES",
"JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO",
"ÍTALO GONÇALVES MARTINS",
"CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"JORGE LUIS ZANFORLIN FILHO",
"ÍTALO GONÇALVES MARTINS",
"CARLOS EDUARDO DIPP SCHOEMBAKLA",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"03",
"/",
"2011",
"16",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"21",
".",
"9",
".",
"2011",
"3",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"03",
"/",
"2011",
"16",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"21",
".",
"9",
".",
"2011",
"3",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO
DE
PROTEÇÃO
E
DEFESA
DO
CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S)
:MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONDUTA ABUSIVA.
IMPOSIÇÃO DE MULTA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE
PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO
DE
PROTEÇÃO
E
DEFESA
DO
CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S)
:MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 22 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto pelo Banco Santander S/A, com atual
denominação Banco Santander (Brasil) S/A, contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário contra julgado do Tribunal de Justiça de
São Paulo, o qual manteve sentença que condenara a Recorrente ao
pagamento de multa por infração ao inc. III do art. 39 do Código de
Defesa do Consumidor. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
5. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou:
“Ora, a prova dos autos (fls. 480) é no sentido de que a apelante
enviou correspondência ao consumidor, comunicando-lhe o envio de
cartão de crédito múltiplo, sem que tivesse havido solicitação da parte
do consumidor.
A conduta que infringia o art. 39, III, do Código de Defesa do
Consumidor, foi devidamente comprovada através dos documentos de
fls. 476, 477 e 480, porquanto foi enviado um cartão de crédito à
consumidora, sem que esta o tivesse pedido.
Ora, constitui prática abusiva enviar ao consumidor, sem
solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço, nos
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO
DE
PROTEÇÃO
E
DEFESA
DO
CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S)
:MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 22 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto pelo Banco Santander S/A, com atual
denominação Banco Santander (Brasil) S/A, contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário contra julgado do Tribunal de Justiça de
São Paulo, o qual manteve sentença que condenara a Recorrente ao
pagamento de multa por infração ao inc. III do art. 39 do Código de
Defesa do Consumidor. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
5. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou:
“Ora, a prova dos autos (fls. 480) é no sentido de que a apelante
enviou correspondência ao consumidor, comunicando-lhe o envio de
cartão de crédito múltiplo, sem que tivesse havido solicitação da parte
do consumidor.
A conduta que infringia o art. 39, III, do Código de Defesa do
Consumidor, foi devidamente comprovada através dos documentos de
fls. 476, 477 e 480, porquanto foi enviado um cartão de crédito à
consumidora, sem que esta o tivesse pedido.
Ora, constitui prática abusiva enviar ao consumidor, sem
solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço, nos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281460.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
AI 756.730 AGR / SP
termos do art. 39, III, do CDC.
(…)
A multa fixada de conformidade com o disposto nos arts. 56, I e
57 da Lei n. 8.078/90, e ainda, levou em conta os critérios
estabelecidos na Portaria Procon n. 23/05, que tornou públicos os
critérios adotados para considerar o que vem a ser porte econômico do
fornecedor, vantagem auferida e gravidade da infração, conceitos
contidos no art. 57, ‘caput’, da Lei n. 8.078/90” (fls. 740-741).
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria a análise do conjunto probatório constante dos
autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso
extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 do Supremo
Tribunal Federal.
O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a
interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie
(Código de Defesa do Consumidor e Portaria n. 23/2005–Procon).
Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse
ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Consumidor.
Infração ao artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor. Aplicação
de multa. 3. Decisão judicial que, motivada pela existência de outras
provas e elementos de convicção constantes dos autos, considera
desnecessária a realização de determinada diligência probatória e julga
antecipadamente a lide, não ofende à cláusula constitucional da
plenitude de defesa. 4. Incidência da Súmula 279. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 786.534-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.6.2011).
(...)
6. Além disso, este Supremo Tribunal Federal assentou que a
alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. II, LV e LIX, da Constituição
da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (na espécie vertente, Código de Defesa do
Consumidor), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual
ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido:
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281460.
Supremo Tribunal Federal
AI 756.730 AGR / SP
termos do art. 39, III, do CDC.
(…)
A multa fixada de conformidade com o disposto nos arts. 56, I e
57 da Lei n. 8.078/90, e ainda, levou em conta os critérios
estabelecidos na Portaria Procon n. 23/05, que tornou públicos os
critérios adotados para considerar o que vem a ser porte econômico do
fornecedor, vantagem auferida e gravidade da infração, conceitos
contidos no art. 57, ‘caput’, da Lei n. 8.078/90” (fls. 740-741).
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria a análise do conjunto probatório constante dos
autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso
extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 do Supremo
Tribunal Federal.
O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a
interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie
(Código de Defesa do Consumidor e Portaria n. 23/2005–Procon).
Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse
ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Consumidor.
Infração ao artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor. Aplicação
de multa. 3. Decisão judicial que, motivada pela existência de outras
provas e elementos de convicção constantes dos autos, considera
desnecessária a realização de determinada diligência probatória e julga
antecipadamente a lide, não ofende à cláusula constitucional da
plenitude de defesa. 4. Incidência da Súmula 279. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 786.534-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.6.2011).
(...)
6. Além disso, este Supremo Tribunal Federal assentou que a
alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. II, LV e LIX, da Constituição
da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (na espécie vertente, Código de Defesa do
Consumidor), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual
ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 756.730 AGR / SP
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO
ANTECIPADO DA LIDE. PRODUÇÃO DE PROVAS.
ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. XXXV,
LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(AI 619.233-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
28.9.2011).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo de
instrumento (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, §
1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 707-
711).
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.6.2012 (fl. 712), interpõe o
Banco Santander (Brasil) S/A, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 714-720).
3. Alega o Agravante que “a constatação e a eliminação dos equívocos do
acórdão recorrido (…) demanda tão somente a interpretação e a correta aplicação
das disposições constitucionais, independentemente de avaliação de quaisquer
fatos ou provas, situação que repele o óbice sumular invocado pelo prolator da
decisão agravada” (fl.717).
Afirma que “houve ofensa direta à disposição constitucional apontada
como violada, razão pela qual o exame do mérito recursal é tão viável quanto
indispensável” (fl. 718).
Assevera que “o Tribunal a quo, baseando-se em meras alegações
realizadas pela ora recorrida, culminou por manter a multa aplicada, mesmo
sendo indevida e desproporcional, uma vez que não foi possível comprovar a
veracidade dos fatos, bem como a existência de culpa da agravante, já que jamais
foi causado qualquer tipo de dano ao consumidor, devendo-se excluir qualquer
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281460.
Supremo Tribunal Federal
AI 756.730 AGR / SP
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO
ANTECIPADO DA LIDE. PRODUÇÃO DE PROVAS.
ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. XXXV,
LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(AI 619.233-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
28.9.2011).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo de
instrumento (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, §
1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 707-
711).
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.6.2012 (fl. 712), interpõe o
Banco Santander (Brasil) S/A, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 714-720).
3. Alega o Agravante que “a constatação e a eliminação dos equívocos do
acórdão recorrido (…) demanda tão somente a interpretação e a correta aplicação
das disposições constitucionais, independentemente de avaliação de quaisquer
fatos ou provas, situação que repele o óbice sumular invocado pelo prolator da
decisão agravada” (fl.717).
Afirma que “houve ofensa direta à disposição constitucional apontada
como violada, razão pela qual o exame do mérito recursal é tão viável quanto
indispensável” (fl. 718).
Assevera que “o Tribunal a quo, baseando-se em meras alegações
realizadas pela ora recorrida, culminou por manter a multa aplicada, mesmo
sendo indevida e desproporcional, uma vez que não foi possível comprovar a
veracidade dos fatos, bem como a existência de culpa da agravante, já que jamais
foi causado qualquer tipo de dano ao consumidor, devendo-se excluir qualquer
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
AI 756.730 AGR / SP
tipo de responsabilidade” (fl. 719).
Requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
4
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AI 756.730 AGR / SP
tipo de responsabilidade” (fl. 719).
Requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Tem-se no acórdão recorrido:
“Ora, a prova dos autos (fl. 480) é no sentido de que a apelante
enviou correspondência ao consumidor, comunicando-lhe o envio de
cartão de crédito múltiplo, sem que tivesse havido solicitação da parte
do consumidor. A conduta que infringia o art. 39, III, do Código de
Defesa do Consumidor, foi devidamente comprovada através dos
documentos de fls. 476, 477 e 480 (…) Ora, constitui prática abusiva
enviar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou
fornecer qualquer serviço (…) A pena pecuniária estabelecida foi em
conformidade com a lei, isto é, observou o princípio da
proporcionalidade e de longe não tem o efeito confiscatório, como
alegou a autora-apelante, mas tem por finalidade intimidar e
desmotivar os fornecedores à prática das infrações ao Código de Defesa
do Consumidor” (fls. 740 e 743).
Assim, como afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem
decidiu a controvérsia com base na legislação infraconstitucional e nos
elementos probatórios, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal.
Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Tem-se no acórdão recorrido:
“Ora, a prova dos autos (fl. 480) é no sentido de que a apelante
enviou correspondência ao consumidor, comunicando-lhe o envio de
cartão de crédito múltiplo, sem que tivesse havido solicitação da parte
do consumidor. A conduta que infringia o art. 39, III, do Código de
Defesa do Consumidor, foi devidamente comprovada através dos
documentos de fls. 476, 477 e 480 (…) Ora, constitui prática abusiva
enviar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou
fornecer qualquer serviço (…) A pena pecuniária estabelecida foi em
conformidade com a lei, isto é, observou o princípio da
proporcionalidade e de longe não tem o efeito confiscatório, como
alegou a autora-apelante, mas tem por finalidade intimidar e
desmotivar os fornecedores à prática das infrações ao Código de Defesa
do Consumidor” (fls. 740 e 743).
Assim, como afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem
decidiu a controvérsia com base na legislação infraconstitucional e nos
elementos probatórios, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal.
Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 756.730 AGR / SP
APLICAÇÃO DE MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME
DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 820.316-ED, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 29.3.2011).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Consumidor.
Infração ao artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor. Aplicação
de multa. 3. Decisão judicial que, motivada pela existência de outras
provas e elementos de convicção constantes dos autos, considera
desnecessária a realização de determinada diligência probatória e julga
antecipadamente a lide, não ofende à cláusula constitucional da
plenitude de defesa. 4. Incidência da Súmula 279. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 786.534-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.6.2011).
3. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da jurisdição, quando
dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam
apenas ofensa constitucional indireta. Nesse sentido:
“A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa
constitucional indireta. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e
III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 643.746-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.5.2009).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
2
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AI 756.730 AGR / SP
APLICAÇÃO DE MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME
DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 820.316-ED, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 29.3.2011).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Consumidor.
Infração ao artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor. Aplicação
de multa. 3. Decisão judicial que, motivada pela existência de outras
provas e elementos de convicção constantes dos autos, considera
desnecessária a realização de determinada diligência probatória e julga
antecipadamente a lide, não ofende à cláusula constitucional da
plenitude de defesa. 4. Incidência da Súmula 279. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 786.534-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.6.2011).
3. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da jurisdição, quando
dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam
apenas ofensa constitucional indireta. Nesse sentido:
“A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa
constitucional indireta. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e
III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 643.746-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.5.2009).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 756.730 AGR / SP
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S) : MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S) : MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2542109
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-14T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONDUTA ABUSIVA. IMPOSIÇÃO DE MULTA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur212767
|
- Acórdãos citados: AI 820316 ED, AI 786534 AgR, AI 643746 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 22/08/2012, BMB.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
756730
|
[
"LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\r\n ART-00039 INC-00003 \r\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 756730 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO
DE
PROTEÇÃO
E
DEFESA
DO
CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S)
:MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONDUTA ABUSIVA.
IMPOSIÇÃO DE MULTA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE
PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO
DE
PROTEÇÃO
E
DEFESA
DO
CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S)
:MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 22 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto pelo Banco Santander S/A, com atual
denominação Banco Santander (Brasil) S/A, contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário contra julgado do Tribunal de Justiça de
São Paulo, o qual manteve sentença que condenara a Recorrente ao
pagamento de multa por infração ao inc. III do art. 39 do Código de
Defesa do Consumidor. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
5. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou:
“Ora, a prova dos autos (fls. 480) é no sentido de que a apelante
enviou correspondência ao consumidor, comunicando-lhe o envio de
cartão de crédito múltiplo, sem que tivesse havido solicitação da parte
do consumidor.
A conduta que infringia o art. 39, III, do Código de Defesa do
Consumidor, foi devidamente comprovada através dos documentos de
fls. 476, 477 e 480, porquanto foi enviado um cartão de crédito à
consumidora, sem que esta o tivesse pedido.
Ora, constitui prática abusiva enviar ao consumidor, sem
solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço, nos
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO
DE
PROTEÇÃO
E
DEFESA
DO
CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S)
:MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 22 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento interposto pelo Banco Santander S/A, com atual
denominação Banco Santander (Brasil) S/A, contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário contra julgado do Tribunal de Justiça de
São Paulo, o qual manteve sentença que condenara a Recorrente ao
pagamento de multa por infração ao inc. III do art. 39 do Código de
Defesa do Consumidor. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
5. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou:
“Ora, a prova dos autos (fls. 480) é no sentido de que a apelante
enviou correspondência ao consumidor, comunicando-lhe o envio de
cartão de crédito múltiplo, sem que tivesse havido solicitação da parte
do consumidor.
A conduta que infringia o art. 39, III, do Código de Defesa do
Consumidor, foi devidamente comprovada através dos documentos de
fls. 476, 477 e 480, porquanto foi enviado um cartão de crédito à
consumidora, sem que esta o tivesse pedido.
Ora, constitui prática abusiva enviar ao consumidor, sem
solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço, nos
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Relatório
AI 756.730 AGR / SP
termos do art. 39, III, do CDC.
(…)
A multa fixada de conformidade com o disposto nos arts. 56, I e
57 da Lei n. 8.078/90, e ainda, levou em conta os critérios
estabelecidos na Portaria Procon n. 23/05, que tornou públicos os
critérios adotados para considerar o que vem a ser porte econômico do
fornecedor, vantagem auferida e gravidade da infração, conceitos
contidos no art. 57, ‘caput’, da Lei n. 8.078/90” (fls. 740-741).
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria a análise do conjunto probatório constante dos
autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso
extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 do Supremo
Tribunal Federal.
O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a
interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie
(Código de Defesa do Consumidor e Portaria n. 23/2005–Procon).
Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse
ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Consumidor.
Infração ao artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor. Aplicação
de multa. 3. Decisão judicial que, motivada pela existência de outras
provas e elementos de convicção constantes dos autos, considera
desnecessária a realização de determinada diligência probatória e julga
antecipadamente a lide, não ofende à cláusula constitucional da
plenitude de defesa. 4. Incidência da Súmula 279. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 786.534-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.6.2011).
(...)
6. Além disso, este Supremo Tribunal Federal assentou que a
alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. II, LV e LIX, da Constituição
da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (na espécie vertente, Código de Defesa do
Consumidor), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual
ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido:
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 756.730 AGR / SP
termos do art. 39, III, do CDC.
(…)
A multa fixada de conformidade com o disposto nos arts. 56, I e
57 da Lei n. 8.078/90, e ainda, levou em conta os critérios
estabelecidos na Portaria Procon n. 23/05, que tornou públicos os
critérios adotados para considerar o que vem a ser porte econômico do
fornecedor, vantagem auferida e gravidade da infração, conceitos
contidos no art. 57, ‘caput’, da Lei n. 8.078/90” (fls. 740-741).
Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias
originárias demandaria a análise do conjunto probatório constante dos
autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso
extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 do Supremo
Tribunal Federal.
O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a
interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie
(Código de Defesa do Consumidor e Portaria n. 23/2005–Procon).
Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse
ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Consumidor.
Infração ao artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor. Aplicação
de multa. 3. Decisão judicial que, motivada pela existência de outras
provas e elementos de convicção constantes dos autos, considera
desnecessária a realização de determinada diligência probatória e julga
antecipadamente a lide, não ofende à cláusula constitucional da
plenitude de defesa. 4. Incidência da Súmula 279. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 786.534-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.6.2011).
(...)
6. Além disso, este Supremo Tribunal Federal assentou que a
alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. II, LV e LIX, da Constituição
da República, se dependente do exame da legislação
infraconstitucional (na espécie vertente, Código de Defesa do
Consumidor), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual
ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 756.730 AGR / SP
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO
ANTECIPADO DA LIDE. PRODUÇÃO DE PROVAS.
ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. XXXV,
LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(AI 619.233-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
28.9.2011).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo de
instrumento (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, §
1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 707-
711).
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.6.2012 (fl. 712), interpõe o
Banco Santander (Brasil) S/A, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 714-720).
3. Alega o Agravante que “a constatação e a eliminação dos equívocos do
acórdão recorrido (…) demanda tão somente a interpretação e a correta aplicação
das disposições constitucionais, independentemente de avaliação de quaisquer
fatos ou provas, situação que repele o óbice sumular invocado pelo prolator da
decisão agravada” (fl.717).
Afirma que “houve ofensa direta à disposição constitucional apontada
como violada, razão pela qual o exame do mérito recursal é tão viável quanto
indispensável” (fl. 718).
Assevera que “o Tribunal a quo, baseando-se em meras alegações
realizadas pela ora recorrida, culminou por manter a multa aplicada, mesmo
sendo indevida e desproporcional, uma vez que não foi possível comprovar a
veracidade dos fatos, bem como a existência de culpa da agravante, já que jamais
foi causado qualquer tipo de dano ao consumidor, devendo-se excluir qualquer
3
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AI 756.730 AGR / SP
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO
ANTECIPADO DA LIDE. PRODUÇÃO DE PROVAS.
ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. XXXV,
LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(AI 619.233-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
28.9.2011).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo de
instrumento (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, §
1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 707-
711).
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.6.2012 (fl. 712), interpõe o
Banco Santander (Brasil) S/A, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 714-720).
3. Alega o Agravante que “a constatação e a eliminação dos equívocos do
acórdão recorrido (…) demanda tão somente a interpretação e a correta aplicação
das disposições constitucionais, independentemente de avaliação de quaisquer
fatos ou provas, situação que repele o óbice sumular invocado pelo prolator da
decisão agravada” (fl.717).
Afirma que “houve ofensa direta à disposição constitucional apontada
como violada, razão pela qual o exame do mérito recursal é tão viável quanto
indispensável” (fl. 718).
Assevera que “o Tribunal a quo, baseando-se em meras alegações
realizadas pela ora recorrida, culminou por manter a multa aplicada, mesmo
sendo indevida e desproporcional, uma vez que não foi possível comprovar a
veracidade dos fatos, bem como a existência de culpa da agravante, já que jamais
foi causado qualquer tipo de dano ao consumidor, devendo-se excluir qualquer
3
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Relatório
AI 756.730 AGR / SP
tipo de responsabilidade” (fl. 719).
Requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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tipo de responsabilidade” (fl. 719).
Requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Tem-se no acórdão recorrido:
“Ora, a prova dos autos (fl. 480) é no sentido de que a apelante
enviou correspondência ao consumidor, comunicando-lhe o envio de
cartão de crédito múltiplo, sem que tivesse havido solicitação da parte
do consumidor. A conduta que infringia o art. 39, III, do Código de
Defesa do Consumidor, foi devidamente comprovada através dos
documentos de fls. 476, 477 e 480 (…) Ora, constitui prática abusiva
enviar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou
fornecer qualquer serviço (…) A pena pecuniária estabelecida foi em
conformidade com a lei, isto é, observou o princípio da
proporcionalidade e de longe não tem o efeito confiscatório, como
alegou a autora-apelante, mas tem por finalidade intimidar e
desmotivar os fornecedores à prática das infrações ao Código de Defesa
do Consumidor” (fls. 740 e 743).
Assim, como afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem
decidiu a controvérsia com base na legislação infraconstitucional e nos
elementos probatórios, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal.
Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
Supremo Tribunal Federal
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Tem-se no acórdão recorrido:
“Ora, a prova dos autos (fl. 480) é no sentido de que a apelante
enviou correspondência ao consumidor, comunicando-lhe o envio de
cartão de crédito múltiplo, sem que tivesse havido solicitação da parte
do consumidor. A conduta que infringia o art. 39, III, do Código de
Defesa do Consumidor, foi devidamente comprovada através dos
documentos de fls. 476, 477 e 480 (…) Ora, constitui prática abusiva
enviar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou
fornecer qualquer serviço (…) A pena pecuniária estabelecida foi em
conformidade com a lei, isto é, observou o princípio da
proporcionalidade e de longe não tem o efeito confiscatório, como
alegou a autora-apelante, mas tem por finalidade intimidar e
desmotivar os fornecedores à prática das infrações ao Código de Defesa
do Consumidor” (fls. 740 e 743).
Assim, como afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem
decidiu a controvérsia com base na legislação infraconstitucional e nos
elementos probatórios, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal.
Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 756.730 AGR / SP
APLICAÇÃO DE MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME
DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 820.316-ED, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 29.3.2011).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Consumidor.
Infração ao artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor. Aplicação
de multa. 3. Decisão judicial que, motivada pela existência de outras
provas e elementos de convicção constantes dos autos, considera
desnecessária a realização de determinada diligência probatória e julga
antecipadamente a lide, não ofende à cláusula constitucional da
plenitude de defesa. 4. Incidência da Súmula 279. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 786.534-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.6.2011).
3. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da jurisdição, quando
dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam
apenas ofensa constitucional indireta. Nesse sentido:
“A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa
constitucional indireta. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e
III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 643.746-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.5.2009).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
2
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AI 756.730 AGR / SP
APLICAÇÃO DE MULTA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME
DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 820.316-ED, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 29.3.2011).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Consumidor.
Infração ao artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor. Aplicação
de multa. 3. Decisão judicial que, motivada pela existência de outras
provas e elementos de convicção constantes dos autos, considera
desnecessária a realização de determinada diligência probatória e julga
antecipadamente a lide, não ofende à cláusula constitucional da
plenitude de defesa. 4. Incidência da Súmula 279. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 786.534-AgR, Rel. Min.
Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 7.6.2011).
3. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e
do contraditório, dos limites da coisa julgada e da jurisdição, quando
dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam
apenas ofensa constitucional indireta. Nesse sentido:
“A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa
constitucional indireta. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e
III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI 643.746-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.5.2009).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 756.730 AGR / SP
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 756.730 AGR / SP
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S) : MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.730
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR - PROCON
ADV.(A/S) : MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 756 . 730",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 756 . 730",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 756 . 730",
"AI 756 . 730 AGR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 786 . 534 - AgR",
"AI 756 . 730 AGR / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 786 . 534 - AgR",
"AI 756 . 730",
"AI 619 . 233 - AgR",
"AI 756 . 730 AGR / SP",
"AI 619 . 233 - AgR",
"AI 756 . 730 AGR / SP",
"AI 756 . 730 AGR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 756 . 730",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 756 . 730",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 756 . 730 AGR / SP",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 820 . 316 - ED",
"AI 786 . 534 - AgR",
"AI 643 . 746 - AgR",
"AI 756 . 730 AGR / SP",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 820 . 316 - ED",
"AI 786 . 534 -",
"AI 643 . 746 - AgR",
"AI 756 . 730 AGR / SP",
"AI 756 . 730 AGR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 756 . 730",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 756 . 730"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inc . III do art . 39 do Código de Defesa do Consumidor",
"art . 39 , III , do Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inc . III do art . 39 do Código de Defesa do Consumidor",
"art . 39 , III , do Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 39 , III , do CDC",
"arts . 56 , I e 57 da Lei n . 8 . 078 / 90",
"Portaria Procon n . 23 / 05",
"art . 57 , ‘ caput ’ , da Lei n . 8 . 078 / 90",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Portaria n . 23 / 2005",
"Constituição da República",
"artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor",
"art . 5 . . . , inc . II , LV e LIX , da Constituição da República",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 39 , III , do CDC",
"arts . 56 , I e 57 da Lei n . 8 . 078 / 90",
"Portaria Procon n . 23 / 05",
"art . 57 , ‘ caput ’ , da Lei n . 8 . 078 / 90",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Portaria n . 23 / 2005",
"Constituição da República",
"artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor",
"art . 5 .",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . ,",
"INC . XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 .",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 39 , III , do Código de Defesa do Consumidor",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 39 , III , do Código de Defesa do Consumidor",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor",
"art . 557 , §",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor",
"art . 557 , § 2 . . . , c /",
"arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasil",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR",
"PROCON",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR",
"PROCON",
"Banco Santander S / A",
"Banco Santander ( Brasil ) S / A",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR",
"PROCON",
"Banco Santander S / A",
"Banco Santander ( Brasil ) S / A",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procon",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procon",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Banco Santander ( Brasil ) S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Banco Santander ( Brasil ) S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER S / A",
"FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR",
"PROCON",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"BANCO SANTANDER S / A",
"FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"ISABELA BRAGA POMPILIO",
"MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ISABELA BRAGA POMPILIO",
"MARIA BERNADETE BOLSONI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ISABELA BRAGA POMPILIO",
"MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ISABELA BRAGA POMPILIO",
"MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
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"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ISABELA BRAGA POMPILIO",
"MARIA BERNADETE BOLSONI PITTON",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
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"24",
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"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"22 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"22 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"9",
".",
"2011",
"5",
".",
"6",
".",
"2012",
"11",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"9",
".",
"2011",
"5",
".",
"6",
".",
"2012",
"11",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"3",
".",
"2011",
"7",
".",
"6",
".",
"2011",
"8",
".",
"5",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"3",
".",
"2011",
"7",
".",
"6",
".",
"2011",
"8",
".",
"5",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
ADV.(A/S)
:JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:FREDERICO BORGES LIMA
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Constitucional e
Administrativo. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Matéria
infraconstitucional. Reexame de matéria fático-probatória. Enunciado 279
da Súmula do STF. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882274.
Supremo Tribunal Federal
DJe 11/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
ADV.(A/S)
:JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:FREDERICO BORGES LIMA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria
versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Ainda,
entendeu que para se concluir de forma diversa, seria necessário o
reexame do conjunto fático-probatório, óbice preconizado pelo
Enunciado 279 da Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria
constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882275.
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
ADV.(A/S)
:JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:FREDERICO BORGES LIMA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria
versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Ainda,
entendeu que para se concluir de forma diversa, seria necessário o
reexame do conjunto fático-probatório, óbice preconizado pelo
Enunciado 279 da Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria
constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882275.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Conforme já consignado na decisão impugnada, para rever o
posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e concluir, como quer a
agravante, cumpriria examinar dispositivos inseridos na legislação
infraconstitucional (Lei n. 8.492/92 e Código de Processo Civil), bem como
reexame dos elementos probatórios dos autos. Incide, portanto, na
espécie o Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IRREGULARIDADE NA
CONTRATAÇÃO DE ASSESSOR JURÍDICO DO MUNICÍPIO.
MULTA E SUSPENSÃO DE DIREITOS POLÍTICOS. LEIS
8.429/92 E 8.666/93. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA STF 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O
Tribunal de origem, para concluir pela ilegalidade da realização
de despesas, procedeu ao cotejo das provas dos autos com a Lei
de Improbidade Administrativa, questão de cunho
infraconstitucional de reexame inviável na via extraordinária.
Incidência da Súmula STF 279. 2. Ausência de razões novas
capazes de infirmar a decisão agravada. Precedentes. 3. Agravo
regimental a que se nega provimento (RE-AgR 631.228,
Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.8.2011).
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882276.
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Conforme já consignado na decisão impugnada, para rever o
posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e concluir, como quer a
agravante, cumpriria examinar dispositivos inseridos na legislação
infraconstitucional (Lei n. 8.492/92 e Código de Processo Civil), bem como
reexame dos elementos probatórios dos autos. Incide, portanto, na
espécie o Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IRREGULARIDADE NA
CONTRATAÇÃO DE ASSESSOR JURÍDICO DO MUNICÍPIO.
MULTA E SUSPENSÃO DE DIREITOS POLÍTICOS. LEIS
8.429/92 E 8.666/93. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA STF 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O
Tribunal de origem, para concluir pela ilegalidade da realização
de despesas, procedeu ao cotejo das provas dos autos com a Lei
de Improbidade Administrativa, questão de cunho
infraconstitucional de reexame inviável na via extraordinária.
Incidência da Súmula STF 279. 2. Ausência de razões novas
capazes de infirmar a decisão agravada. Precedentes. 3. Agravo
regimental a que se nega provimento (RE-AgR 631.228,
Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.8.2011).
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 853.731 AGR / MG
DEPUTADO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE
DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE VÍCIO
FORMAL NA EDIÇÃO DA LEI N. 8.429/1992. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO
(AI-AgR 608.960, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
3.6.2011).
Além disso, ressalto que é firme a jurisprudência desta Corte no
sentido de que suposta ofensa às garantias constitucionais do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LIV e LV, da
CF), se existente, seria meramente reflexa, porque dependeria de exame
prévio de norma infraconstitucional. Nesse sentido: AI-AgR 733.225, rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 24.9.2010.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882276.
Supremo Tribunal Federal
AI 853.731 AGR / MG
DEPUTADO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE
DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE VÍCIO
FORMAL NA EDIÇÃO DA LEI N. 8.429/1992. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO
(AI-AgR 608.960, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
3.6.2011).
Além disso, ressalto que é firme a jurisprudência desta Corte no
sentido de que suposta ofensa às garantias constitucionais do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LIV e LV, da
CF), se existente, seria meramente reflexa, porque dependeria de exame
prévio de norma infraconstitucional. Nesse sentido: AI-AgR 733.225, rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 24.9.2010.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : FREDERICO BORGES LIMA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : FREDERICO BORGES LIMA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1889388
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1899836
| 2012-03-27T00:00:00
| 2012-04-11T00:00:00
|
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 27.03.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Constitucional e Administrativo. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Matéria infraconstitucional. Reexame de matéria fático-probatória. Enunciado 279 da Súmula do STF. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur207215
|
- Acórdãos citados: AI 608960 AgR, AI 733225 AgR, RE 631228 AgR.
Número de páginas: 5.
Análise: 27/04/2012, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
853731
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00054 INC-00055 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 853731 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : FREDERICO BORGES LIMA
AGTE.(S) : JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
ADV.(A/S)
:JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:FREDERICO BORGES LIMA
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Constitucional e
Administrativo. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Matéria
infraconstitucional. Reexame de matéria fático-probatória. Enunciado 279
da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao
agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 27 de março de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882274.
Supremo Tribunal Federal
DJe 11/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
ADV.(A/S)
:JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:FREDERICO BORGES LIMA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria
versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Ainda,
entendeu que para se concluir de forma diversa, seria necessário o
reexame do conjunto fático-probatório, óbice preconizado pelo
Enunciado 279 da Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria
constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882275.
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
ADV.(A/S)
:JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:FREDERICO BORGES LIMA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou
seguimento ao recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria
versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. Ainda,
entendeu que para se concluir de forma diversa, seria necessário o
reexame do conjunto fático-probatório, óbice preconizado pelo
Enunciado 279 da Súmula desta Corte.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria
constitucional em debate.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Conforme já consignado na decisão impugnada, para rever o
posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e concluir, como quer a
agravante, cumpriria examinar dispositivos inseridos na legislação
infraconstitucional (Lei n. 8.492/92 e Código de Processo Civil), bem como
reexame dos elementos probatórios dos autos. Incide, portanto, na
espécie o Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IRREGULARIDADE NA
CONTRATAÇÃO DE ASSESSOR JURÍDICO DO MUNICÍPIO.
MULTA E SUSPENSÃO DE DIREITOS POLÍTICOS. LEIS
8.429/92 E 8.666/93. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O
Tribunal de origem, para concluir pela ilegalidade da realização
de despesas, procedeu ao cotejo das provas dos autos com a Lei
de Improbidade Administrativa, questão de cunho
infraconstitucional de reexame inviável na via extraordinária.
Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. Ausência de razões novas
capazes de infirmar a decisão agravada. Precedentes. 3. Agravo
regimental a que se nega provimento (Recurso Extraordinário-AgR 631.228,
Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.8.2011).
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1882276.
Supremo Tribunal Federal
27/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Conforme já consignado na decisão impugnada, para rever o
posicionamento adotado pelo Tribunal a quo e concluir, como quer a
agravante, cumpriria examinar dispositivos inseridos na legislação
infraconstitucional (Lei n. 8.492/92 e Código de Processo Civil), bem como
reexame dos elementos probatórios dos autos. Incide, portanto, na
espécie o Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Confiram-se, a propósito, precedentes de ambas as turmas desta
Corte:
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IRREGULARIDADE NA
CONTRATAÇÃO DE ASSESSOR JURÍDICO DO MUNICÍPIO.
MULTA E SUSPENSÃO DE DIREITOS POLÍTICOS. LEIS
8.429/92 E 8.666/93. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O
Tribunal de origem, para concluir pela ilegalidade da realização
de despesas, procedeu ao cotejo das provas dos autos com a Lei
de Improbidade Administrativa, questão de cunho
infraconstitucional de reexame inviável na via extraordinária.
Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. Ausência de razões novas
capazes de infirmar a decisão agravada. Precedentes. 3. Agravo
regimental a que se nega provimento (Recurso Extraordinário-AgR 631.228,
Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.8.2011).
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 853.731 AGR / MG
DEPUTADO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE
DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE VÍCIO
FORMAL NA EDIÇÃO DA LEI N. 8.429/1992. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO
(AI-AgR 608.960, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
3.6.2011).
Além disso, ressalto que é firme a jurisprudência desta Corte no
sentido de que suposta ofensa às garantias constitucionais do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., LIV e LV, da
Constituição Federal de 1988), se existente, seria meramente reflexa, porque dependeria de exame
prévio de norma infraconstitucional. Nesse sentido: AI-AgR 733.225, rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 24.9.2010.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 853.731 AGR / MG
DEPUTADO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE
DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE VÍCIO
FORMAL NA EDIÇÃO DA LEI N. 8.429/1992. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO
(AI-AgR 608.960, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
3.6.2011).
Além disso, ressalto que é firme a jurisprudência desta Corte no
sentido de que suposta ofensa às garantias constitucionais do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., LIV e LV, da
Constituição Federal de 1988), se existente, seria meramente reflexa, porque dependeria de exame
prévio de norma infraconstitucional. Nesse sentido: AI-AgR 733.225, rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 24.9.2010.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : FREDERICO BORGES LIMA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 853.731
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO
ADV.(A/S) : JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : FREDERICO BORGES LIMA
Decisão: negado provimento ao agravo, nos termos do voto do
Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 27.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 731",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 731",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 .",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário - AgR 631 . 228",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 731",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário - AgR 631 . 228",
"AI 853 . 731 AGR",
"SÚMULAS N . 282",
"AI",
"-",
"AgR 608 . 960",
"AI",
"-",
"AgR 733 . 225",
"AI 853 . 731 AGR /",
"SÚMULAS N . 282",
"AI",
"-",
"AgR 608 . 960",
"AI",
"-",
"AgR 733 . 225",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 731",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 853 . 731"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 8 . 492 / 92",
"Código de Processo Civil",
"LEIS 8 . 429 / 92",
"8",
".",
"666",
"/",
"93",
"Lei de Improbidade Administrativa",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 8 . 492 / 92",
"Código de Processo Civil",
"LEIS 8 . 429 / 92",
"8",
".",
"666",
"/",
"93",
"Lei de Improbidade Administrativa",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 8 . 429 / 1992",
"art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 8 . 429 / 1992",
"art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"MG",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO",
"JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO",
"FREDERICO BORGES LIMA",
"Ayres Britto",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO",
"JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO",
"FREDERICO BORGES LIMA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO",
"JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO",
"FREDERICO BORGES LIMA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Ellen Gracie",
"GILMAR MENDES",
"Ellen Gracie",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"GILMAR MENDES",
"JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO",
"JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO",
"FREDERICO BORGES LIMA",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"GILMAR MENDES",
"JORGE EUSTÁQUIO SARAIVA FRANCO",
"JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FILHO",
"FREDERICO BORGES LIMA",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"23",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"23",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
".",
"9",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
".",
"9",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
FRANCO
BARBOSA
RODRIGUES
ALVES
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. GRATIFICAÇÃO
POR TRABALHO EDUCACIONAL - GTE. GRATIFICAÇÃO POR
ATIVIDADE DO MAGISTÉRIO - GAM. INCORPORAÇÃO.
CÁLCULO DOS QUINQUÊNIOS. TURMA RECURSAL QUE ADOTA
INTEGRALMENTE OS FUNDAMENTOS DA SENTENÇA COMO
RAZÃO DE DECIDIR. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO
DA SÚMULA 279/STF. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO. DECISÃO QUE
SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art.
323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro
motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral
das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
2. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não
cabe recurso extraordinário.
3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus próprios
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220072.
Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
ARE 687.443 AGR / SP
fundamentos, pronunciou-se quanto à questão sub examine à luz do
contexto fático-probatório engendrado nos autos, consoante se infere, in
verbis: [...] A petição inicial não é inepta e o Juizado Especial tem competência
para o julgamento da lide, pois o líquido e a inicial veio acompanhada do cálculo
dos valores que a parte autora entende devidos. Ademais, eventual cálculo
aritmético não exige liquidação da sentença. (...) Entretanto, com relação ao GTE,
tem-se a notícia, não impugnada pela parte contrária, de que em julho de 2008 a
gratificação foi incorporada ao salário base de todos os servidores, nada sendo
devido a este título (fls. 55). As consultas apresentadas demonstram a
incorporação. (fls. 232 e 234-v).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do enunciado sumular n.º 279/STF, que interdita
a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa,
DJe- 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010;
AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo.
7. Na hipótese sub judice, a questão relativa ao pagamento das
gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi decidida pelo
Tribunal paulista à luz de normas locais, o que obsta a abertura da via
excepcional ante o teor da súmula nº. 280/STF, que assim dispõe, verbis:
Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes.
8. Na espécie, o acórdão recorrido adotou os fundamentos da
sentença proferida em sede de Juizado Especial, que assim assentou,
verbis: Pelo exposto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido para:
1) determinar que a base de cálculo do quinquênio incida sobre a totalidade da
remuneração, incluídas as gratificações de caráter permanente, tais como a GAM
e GTE, excluídas apenas as parcelas eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e
quinquênio componham a remuneração a título de décimo terceiro; 3) determinar
que a base de cálculo da GAM incida sobre os quinquênios; 4) respeitados os
parâmetros estabelecidos, determinar à Administração Pública que proceda ao
recálculo da remuneração da parte autora e pague as diferenças devidas,
observada a prescrição quinquenal, nos termos da súmula 85 do STJ. (fls. 234-v
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220072.
Supremo Tribunal Federal
ARE 687.443 AGR / SP
fundamentos, pronunciou-se quanto à questão sub examine à luz do
contexto fático-probatório engendrado nos autos, consoante se infere, in
verbis: [...] A petição inicial não é inepta e o Juizado Especial tem competência
para o julgamento da lide, pois o líquido e a inicial veio acompanhada do cálculo
dos valores que a parte autora entende devidos. Ademais, eventual cálculo
aritmético não exige liquidação da sentença. (...) Entretanto, com relação ao GTE,
tem-se a notícia, não impugnada pela parte contrária, de que em julho de 2008 a
gratificação foi incorporada ao salário base de todos os servidores, nada sendo
devido a este título (fls. 55). As consultas apresentadas demonstram a
incorporação. (fls. 232 e 234-v).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do enunciado sumular n.º 279/STF, que interdita
a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa,
DJe- 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010;
AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo.
7. Na hipótese sub judice, a questão relativa ao pagamento das
gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi decidida pelo
Tribunal paulista à luz de normas locais, o que obsta a abertura da via
excepcional ante o teor da súmula nº. 280/STF, que assim dispõe, verbis:
Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes.
8. Na espécie, o acórdão recorrido adotou os fundamentos da
sentença proferida em sede de Juizado Especial, que assim assentou,
verbis: Pelo exposto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido para:
1) determinar que a base de cálculo do quinquênio incida sobre a totalidade da
remuneração, incluídas as gratificações de caráter permanente, tais como a GAM
e GTE, excluídas apenas as parcelas eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e
quinquênio componham a remuneração a título de décimo terceiro; 3) determinar
que a base de cálculo da GAM incida sobre os quinquênios; 4) respeitados os
parâmetros estabelecidos, determinar à Administração Pública que proceda ao
recálculo da remuneração da parte autora e pague as diferenças devidas,
observada a prescrição quinquenal, nos termos da súmula 85 do STJ. (fls. 234-v
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13
Ementa e Acórdão
ARE 687.443 AGR / SP
e 235).
9. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 687.443 AGR / SP
e 235).
9. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
FRANCO
BARBOSA
RODRIGUES
ALVES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo ESTADO DE SÃO PAULO, contra decisão de
minha lavra assim ementada:
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. NOVEL REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº
12.322/2010 AO ART. 544 DO CPC. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL.
MAGISTÉRIO.
GRATIFICAÇÃO
POR
TRABALHO EDUCACIONAL GTE. GRATIFICAÇÃO POR
ATIVIDADE DO MAGISTÉRIO GAM. INCORPORAÇÃO.
CÁLCULO DOS QUINQUÊNIOS. TURMA RECURSAL QUE
ADOTA INTEGRALMENTE OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA COMO RAZÃO DE DECIDIR. REEXAME.
IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF.
INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o
recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
FRANCO
BARBOSA
RODRIGUES
ALVES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo ESTADO DE SÃO PAULO, contra decisão de
minha lavra assim ementada:
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. NOVEL REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº
12.322/2010 AO ART. 544 DO CPC. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL.
MAGISTÉRIO.
GRATIFICAÇÃO
POR
TRABALHO EDUCACIONAL GTE. GRATIFICAÇÃO POR
ATIVIDADE DO MAGISTÉRIO GAM. INCORPORAÇÃO.
CÁLCULO DOS QUINQUÊNIOS. TURMA RECURSAL QUE
ADOTA INTEGRALMENTE OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA COMO RAZÃO DE DECIDIR. REEXAME.
IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF.
INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o
recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Relatório
ARE 687.443 AGR / SP
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
2. A Súmula 279/STF dispõe verbis : Para simples reexame
de prova não cabe recurso extraordinário .
3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame
de questões que demandam revolvimento do contexto fático-
probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação
direta da ordem constitucional.
4. In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus
próprios fundamentos, pronunciou-se quanto questão sub
examine a luz do contexto fático-probatório engendrado nos
autos, consoante se infere, in verbis : [...] A petição inicial não é
inepta e o Juizado Especial tem competência para o julgamento
da lide, pois o líquido e a inicial veio acompanhada do cálculo
dos valores que a parte autora entende devidos. Ademais,
eventual cálculo aritmético não exige liquidação da sentença.
(...) Entretanto, com relação ao GTE, tem-se a notícia, não
impugnada pela parte contrária, de que em julho de 2008 a
gratificação foi incorporada ao salário base de todos os
servidores, nada sendo devido a este título (fls. 55). As
consultas apresentadas demonstram a incorporação. (fls. 232 e
234-v).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o
insucesso do apelo extremo, por força do enunciado sumular n.º
279/STF, que interdita a esta Corte, em sede de recurso
extraordinário, sindicar matéria fático-probatória. Precedentes:
AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa, DJe- 02/03/2011;
AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010; AI
619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo.
7. Na hipótese sub judice, a questão relativa ao pagamento
das gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi
decidida pelo Tribunal paulista à luz de normas locais, o que
obsta a abertura da via excepcional ante o teor da súmula nº.
280/STF, que assim dispõe, verbis: Por ofensa a direito local não
cabe recurso extraordinário. Precedentes.
8. Na espécie, o acórdão recorrido adotou os fundamentos
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 687.443 AGR / SP
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
2. A Súmula 279/STF dispõe verbis : Para simples reexame
de prova não cabe recurso extraordinário .
3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame
de questões que demandam revolvimento do contexto fático-
probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação
direta da ordem constitucional.
4. In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus
próprios fundamentos, pronunciou-se quanto questão sub
examine a luz do contexto fático-probatório engendrado nos
autos, consoante se infere, in verbis : [...] A petição inicial não é
inepta e o Juizado Especial tem competência para o julgamento
da lide, pois o líquido e a inicial veio acompanhada do cálculo
dos valores que a parte autora entende devidos. Ademais,
eventual cálculo aritmético não exige liquidação da sentença.
(...) Entretanto, com relação ao GTE, tem-se a notícia, não
impugnada pela parte contrária, de que em julho de 2008 a
gratificação foi incorporada ao salário base de todos os
servidores, nada sendo devido a este título (fls. 55). As
consultas apresentadas demonstram a incorporação. (fls. 232 e
234-v).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o
insucesso do apelo extremo, por força do enunciado sumular n.º
279/STF, que interdita a esta Corte, em sede de recurso
extraordinário, sindicar matéria fático-probatória. Precedentes:
AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa, DJe- 02/03/2011;
AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010; AI
619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo.
7. Na hipótese sub judice, a questão relativa ao pagamento
das gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi
decidida pelo Tribunal paulista à luz de normas locais, o que
obsta a abertura da via excepcional ante o teor da súmula nº.
280/STF, que assim dispõe, verbis: Por ofensa a direito local não
cabe recurso extraordinário. Precedentes.
8. Na espécie, o acórdão recorrido adotou os fundamentos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Relatório
ARE 687.443 AGR / SP
da sentença proferida em sede de Juizado Especial, que assim
assentou, verbis : Pelo exposto, JULGO PARCIALMENTE
PROCEDENTE o pedido para: 1) determinar que a base de
cálculo do quinquênio incida sobre a totalidade da
remuneração, incluídas as gratificações de caráter permanente,
tais como a GAM e GTE, excluídas apenas as parcelas
eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e quinquênio
componham a remuneração a título de décimo terceiro; 3)
determinar que a base de cálculo da GAM incida sobre os
quinquênios; 4) respeitados os parâmetros estabelecidos,
determinar à Administração Pública que proceda ao recálculo
da remuneração da parte autora e pague as diferenças devidas,
observada a prescrição quinquenal, nos termos da súmula 85 do
STJ. (fls. 234-v e 235).
9. Agravo de Instrumento a que se nega seguimento. (fls.
319/327).
Em suas razões, o agravante sustenta que não se aplica à espécie o
teor das súmulas 279 e 280/STF, porquanto “Não se trata, pois, de verificar
se deve haver ou não pagamento de gratificações previstas em normas locais, mas
sim de se saber se, entre as vedações constitucionais aplicáveis nos vencimentos
pagos por todos os entes públicos do País, também os Estados, deve comparecer
apenas o vencimento básico ou podem ser consideradas gratificações ou
vantagens outras.” (fl. 331).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, ou, em caso
negativo, que seja submetido o presente agravo à apreciação da Primeira
Turma deste Supremo Tribunal Federal, para que seja conhecido e
provido seu recurso especial.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.443 AGR / SP
da sentença proferida em sede de Juizado Especial, que assim
assentou, verbis : Pelo exposto, JULGO PARCIALMENTE
PROCEDENTE o pedido para: 1) determinar que a base de
cálculo do quinquênio incida sobre a totalidade da
remuneração, incluídas as gratificações de caráter permanente,
tais como a GAM e GTE, excluídas apenas as parcelas
eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e quinquênio
componham a remuneração a título de décimo terceiro; 3)
determinar que a base de cálculo da GAM incida sobre os
quinquênios; 4) respeitados os parâmetros estabelecidos,
determinar à Administração Pública que proceda ao recálculo
da remuneração da parte autora e pague as diferenças devidas,
observada a prescrição quinquenal, nos termos da súmula 85 do
STJ. (fls. 234-v e 235).
9. Agravo de Instrumento a que se nega seguimento. (fls.
319/327).
Em suas razões, o agravante sustenta que não se aplica à espécie o
teor das súmulas 279 e 280/STF, porquanto “Não se trata, pois, de verificar
se deve haver ou não pagamento de gratificações previstas em normas locais, mas
sim de se saber se, entre as vedações constitucionais aplicáveis nos vencimentos
pagos por todos os entes públicos do País, também os Estados, deve comparecer
apenas o vencimento básico ou podem ser consideradas gratificações ou
vantagens outras.” (fl. 331).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, ou, em caso
negativo, que seja submetido o presente agravo à apreciação da Primeira
Turma deste Supremo Tribunal Federal, para que seja conhecido e
provido seu recurso especial.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Voto - MIN. LUIZ FUX
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
A decisão agravada ostenta o seguinte teor, in verbis:
Trata-se de recurso extraordinário em agravo interposto
pelo ESTADO DE SÃO PAULO, com fulcro no art. 544 do
Código de Processo Civil, contra a r. decisão de fl. 293, que não
admitiu seu recurso extraordinário, sob os seguintes
fundamentos ( i ) aplicação das súmulas 282 e 356/STF, e ( ii ) a
apreciação do recurso demandaria análise de matéria
infraconstitucional, não ficando, assim, caracterizada a ofensa
direta e frontal à Constituição Federal.
Noticiam os autos que o Colégio Recursal dos Juizados
Especiais Cíveis da 48ª Circunscrição Judiciária do Estado de
São Paulo, à unanimidade, adotou os fundamentos da sentença
que julgou parcialmente procedente o pedido do autor para:
1) determinar que a base de cálculo do quinquênio incida
sobre a totalidade da remuneração, incluídas as gratificações de
caráter permanente, tais como a GAM e GTE, excluídas apenas
as parcelas eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e
quinquênio componham a remuneração a título de décimo
terceiro; 3) determinar que a base de cálculo da GAM incida
sobre os quinquênios; 4) respeitados os parâmetros
estabelecidos, determinar à Administração Pública que proceda
ao recálculo da remuneração da parte autora e pague as
diferenças devidas, observada a prescrição quinquenal, nos
termos da súmula 85 do STJ. (fls. 234-v e 235).
Não foram opostos embargos de declaração.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
A decisão agravada ostenta o seguinte teor, in verbis:
Trata-se de recurso extraordinário em agravo interposto
pelo ESTADO DE SÃO PAULO, com fulcro no art. 544 do
Código de Processo Civil, contra a r. decisão de fl. 293, que não
admitiu seu recurso extraordinário, sob os seguintes
fundamentos ( i ) aplicação das súmulas 282 e 356/STF, e ( ii ) a
apreciação do recurso demandaria análise de matéria
infraconstitucional, não ficando, assim, caracterizada a ofensa
direta e frontal à Constituição Federal.
Noticiam os autos que o Colégio Recursal dos Juizados
Especiais Cíveis da 48ª Circunscrição Judiciária do Estado de
São Paulo, à unanimidade, adotou os fundamentos da sentença
que julgou parcialmente procedente o pedido do autor para:
1) determinar que a base de cálculo do quinquênio incida
sobre a totalidade da remuneração, incluídas as gratificações de
caráter permanente, tais como a GAM e GTE, excluídas apenas
as parcelas eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e
quinquênio componham a remuneração a título de décimo
terceiro; 3) determinar que a base de cálculo da GAM incida
sobre os quinquênios; 4) respeitados os parâmetros
estabelecidos, determinar à Administração Pública que proceda
ao recálculo da remuneração da parte autora e pague as
diferenças devidas, observada a prescrição quinquenal, nos
termos da súmula 85 do STJ. (fls. 234-v e 235).
Não foram opostos embargos de declaração.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 687.443 AGR / SP
Nas razões do apelo extremo o recorrente, sustenta,
preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão
geral, e no mérito, aponta violação ao art. 37, XIV, da
Constituição Federal. Aduz, em suma, que A Constituição
Federal proíbe qualquer concessão de acréscimos ulteriores, seja qual
for o fundamento. É proibida, pois, qualquer vantagem sobre
vantagem. Está vedado aquilo que a doutrina tem o costume de
chamar de efeito cascata ou repique. Se o tempo de serviço é o
fundamento para os adicionais quinquenais, não haveria embasamento
constitucional para um incidir sobre o outro. (fls. 280).
Contrarrazões às fls. 288/291.
Brevemente relatados. DECIDO.
Ab initio , a repercussão geral pressupõe recurso
admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e
processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro
motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no
caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante.
Isso porque não se revela cognoscível em sede de Recurso
Extraordinário a insurgência que tem como real escopo o
incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos
autos, porquanto, referida pretensão não se adéqua à estreita
via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a
fundamentação vinculada, de discussão eminentemente de
direito, e, portanto, não servil ao exame de questões que
demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos
autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF: Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário .
In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus
próprios fundamentos, pronunciou-se quanto questão sub
examine a luz do contexto fático-probatório engendrado nos
autos, consoante se infere, verbis:
[...] A petição inicial não é inepta e o Juizado Especial tem
competência para o julgamento da lide, pois o líquido e a inicial
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.443 AGR / SP
Nas razões do apelo extremo o recorrente, sustenta,
preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão
geral, e no mérito, aponta violação ao art. 37, XIV, da
Constituição Federal. Aduz, em suma, que A Constituição
Federal proíbe qualquer concessão de acréscimos ulteriores, seja qual
for o fundamento. É proibida, pois, qualquer vantagem sobre
vantagem. Está vedado aquilo que a doutrina tem o costume de
chamar de efeito cascata ou repique. Se o tempo de serviço é o
fundamento para os adicionais quinquenais, não haveria embasamento
constitucional para um incidir sobre o outro. (fls. 280).
Contrarrazões às fls. 288/291.
Brevemente relatados. DECIDO.
Ab initio , a repercussão geral pressupõe recurso
admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e
processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro
motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no
caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante.
Isso porque não se revela cognoscível em sede de Recurso
Extraordinário a insurgência que tem como real escopo o
incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos
autos, porquanto, referida pretensão não se adéqua à estreita
via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a
fundamentação vinculada, de discussão eminentemente de
direito, e, portanto, não servil ao exame de questões que
demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos
autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF: Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário .
In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus
próprios fundamentos, pronunciou-se quanto questão sub
examine a luz do contexto fático-probatório engendrado nos
autos, consoante se infere, verbis:
[...] A petição inicial não é inepta e o Juizado Especial tem
competência para o julgamento da lide, pois o líquido e a inicial
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 687.443 AGR / SP
veio acompanhada do cálculo dos valores que a parte autora
entende devidos. Ademais, eventual cálculo aritmético não
exige liquidação da sentença. (...) Entretanto, com relação ao
GTE, tem-se a notícia, não impugnada pela parte contrária, de
que em julho de 2008 a gratificação foi incorporada ao salário
base de todos os servidores, nada sendo devido a este título (fls.
55). As consultas apresentadas demonstram a incorporação. (fls.
232 e 234-v).
Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o
insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível
do verbete sumular n.º 279/STF, que interdita a esta Corte, em
sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática.
Confiram-se a guisa de exemplo os seguintes precedentes,
verbis :
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE
MATÉRIA FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com o
enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 783269 AgR,
Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado
em 01/02/2011, DJe-041 DIVULG 01-03-2011 PUBLIC 02-03-2011
EMENT VOL-02474-03 PP-00576)
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL.
CERCEAMENTO DE DEFESA E CONTRADITÓRIO.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CF/88, ART. 5º, LV.
SÚMULA STF 279. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
1. Omissis. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado
pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas
da causa. Incidência da Súmula STF 279. 3. Omissis. 4. Agravo
regimental improvido. (AI 656624 AgR, Relator(a): Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, julgado em 23/03/2010, DJe-067
3
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ARE 687.443 AGR / SP
veio acompanhada do cálculo dos valores que a parte autora
entende devidos. Ademais, eventual cálculo aritmético não
exige liquidação da sentença. (...) Entretanto, com relação ao
GTE, tem-se a notícia, não impugnada pela parte contrária, de
que em julho de 2008 a gratificação foi incorporada ao salário
base de todos os servidores, nada sendo devido a este título (fls.
55). As consultas apresentadas demonstram a incorporação. (fls.
232 e 234-v).
Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o
insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível
do verbete sumular n.º 279/STF, que interdita a esta Corte, em
sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática.
Confiram-se a guisa de exemplo os seguintes precedentes,
verbis :
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE
MATÉRIA FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com o
enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 783269 AgR,
Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado
em 01/02/2011, DJe-041 DIVULG 01-03-2011 PUBLIC 02-03-2011
EMENT VOL-02474-03 PP-00576)
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL.
CERCEAMENTO DE DEFESA E CONTRADITÓRIO.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CF/88, ART. 5º, LV.
SÚMULA STF 279. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
1. Omissis. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado
pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas
da causa. Incidência da Súmula STF 279. 3. Omissis. 4. Agravo
regimental improvido. (AI 656624 AgR, Relator(a): Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, julgado em 23/03/2010, DJe-067
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 687.443 AGR / SP
DIVULG 15-04-2010 PUBLIC 16-04-2010 EMENT VOL-02397-05
PP-01403)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. 1. APOSENTADORIA DE TRABALHADOR
RURAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 2.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado
demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à
espécie e a análise do acervo fático-probatório dos autos.
Providências vedadas na instância extraordinária. 2. Incide, de
mais a mais, no caso, a Súmula 282 STF. Agravo regimental
desprovido. (AI 609983 AgR, Relator(a): Min. CARLOS
BRITTO, Primeira Turma, julgado em 05/05/2009, DJe-104
DIVULG 04-06-2009 PUBLIC 05-06-2009 EMENT VOL-02363-11
PP-02348)
Sobreleva destacar, por oportuno, preciosa lição de
Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja:
Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de
fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar
se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de
acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos
concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
4
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ARE 687.443 AGR / SP
DIVULG 15-04-2010 PUBLIC 16-04-2010 EMENT VOL-02397-05
PP-01403)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. 1. APOSENTADORIA DE TRABALHADOR
RURAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 2.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado
demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à
espécie e a análise do acervo fático-probatório dos autos.
Providências vedadas na instância extraordinária. 2. Incide, de
mais a mais, no caso, a Súmula 282 STF. Agravo regimental
desprovido. (AI 609983 AgR, Relator(a): Min. CARLOS
BRITTO, Primeira Turma, julgado em 05/05/2009, DJe-104
DIVULG 04-06-2009 PUBLIC 05-06-2009 EMENT VOL-02363-11
PP-02348)
Sobreleva destacar, por oportuno, preciosa lição de
Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja:
Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de
fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar
se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de
acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos
concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 687.443 AGR / SP
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ. (
in , Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros).
Ademais, este Pretório Excelso já consolidou
entendimento segundo o qual a ofensa ao direito local não
viabiliza o apelo extremo.
Na hipótese sub judice , a questão relativa ao pagamento
das gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi
decidida pelo Tribunal paulista à luz de normas locais, o que
obsta a abertura da via excepcional ante o teor da súmula nº.
280/STF, que assim dispõe, verbis : Por ofensa a direito local não
cabe recurso extraordinário.
Desta feita, revela-se incabível a abertura da via recursal
extraordinária, porquanto a este Pretório Excelso somente
incumbe a guarda da Constituição Federal, não lhe cabendo o
incursionamento em questões relativas a leis locais. Nesse
sentido, colacionam-se os seguintes julgados:
ADMINISTRATIVO. FUNCIONÁRIOS DA ATIVA E
APOSENTADOS. REAJUSTE. LEGISLAÇÃO LOCAL.
SÚMULA STF 280. 1. Inadmissível recurso extraordinário no
qual, a pretexto de ofensa à CF, pretende-se o reexame de
legislação local, dado o óbice da Súmula STF 280. Precedentes
. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 552220
AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma,
julgado em 03/05/2011, DJe-092 DIVULG 16-05-2011 PUBLIC
17-05-2011 EMENT VOL-02523-01 PP-00177)
5
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ARE 687.443 AGR / SP
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ. (
in , Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros).
Ademais, este Pretório Excelso já consolidou
entendimento segundo o qual a ofensa ao direito local não
viabiliza o apelo extremo.
Na hipótese sub judice , a questão relativa ao pagamento
das gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi
decidida pelo Tribunal paulista à luz de normas locais, o que
obsta a abertura da via excepcional ante o teor da súmula nº.
280/STF, que assim dispõe, verbis : Por ofensa a direito local não
cabe recurso extraordinário.
Desta feita, revela-se incabível a abertura da via recursal
extraordinária, porquanto a este Pretório Excelso somente
incumbe a guarda da Constituição Federal, não lhe cabendo o
incursionamento em questões relativas a leis locais. Nesse
sentido, colacionam-se os seguintes julgados:
ADMINISTRATIVO. FUNCIONÁRIOS DA ATIVA E
APOSENTADOS. REAJUSTE. LEGISLAÇÃO LOCAL.
SÚMULA STF 280. 1. Inadmissível recurso extraordinário no
qual, a pretexto de ofensa à CF, pretende-se o reexame de
legislação local, dado o óbice da Súmula STF 280. Precedentes
. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 552220
AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma,
julgado em 03/05/2011, DJe-092 DIVULG 16-05-2011 PUBLIC
17-05-2011 EMENT VOL-02523-01 PP-00177)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 687.443 AGR / SP
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário.
Reenquadramento de servidor público. Controvérsia resolvida
com base no disposto na Lei nº 2.379/96 do Estado do
Amazonas. Ofensa a direito local. Súmula nº 280/STF.
Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário
para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local.
Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. 2. Omissis. 3. Agravo
regimental não provido. (RE 424323 AgR, Relator(a): Min. DIAS
TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 02/12/2010, DJe-058
DIVULG 28-03-2011 PUBLIC 29-03-2011 EMENT VOL-02491-01
PP-00217)
Ex positis,
NEGO SEGUIMENTO
ao agravo de
instrumento, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.
Desta feita, resta evidenciado que o agravante não trouxe qualquer
argumento capaz de infirmar a decisão monocrática que pretende ver
reformada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios
fundamentos.
Ex posits, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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ARE 687.443 AGR / SP
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário.
Reenquadramento de servidor público. Controvérsia resolvida
com base no disposto na Lei nº 2.379/96 do Estado do
Amazonas. Ofensa a direito local. Súmula nº 280/STF.
Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário
para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local.
Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. 2. Omissis. 3. Agravo
regimental não provido. (RE 424323 AgR, Relator(a): Min. DIAS
TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 02/12/2010, DJe-058
DIVULG 28-03-2011 PUBLIC 29-03-2011 EMENT VOL-02491-01
PP-00217)
Ex positis,
NEGO SEGUIMENTO
ao agravo de
instrumento, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.
Desta feita, resta evidenciado que o agravante não trouxe qualquer
argumento capaz de infirmar a decisão monocrática que pretende ver
reformada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios
fundamentos.
Ex posits, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : LEONARDO FRANCO BARBOSA RODRIGUES ALVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : LEONARDO FRANCO BARBOSA RODRIGUES ALVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2305907
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-01T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. GRATIFICAÇÃO POR TRABALHO EDUCACIONAL - GTE. GRATIFICAÇÃO POR ATIVIDADE DO MAGISTÉRIO - GAM. INCORPORAÇÃO. CÁLCULO DOS QUINQUÊNIOS. TURMA RECURSAL QUE ADOTA INTEGRALMENTE OS FUNDAMENTOS DA SENTENÇA COMO RAZÃO DE DECIDIR. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF).
2. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.
3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus próprios fundamentos, pronunciou-se quanto à questão sub examine à luz do contexto fático-probatório engendrado nos autos, consoante se infere, in verbis: [...] A petição inicial não é inepta e o Juizado Especial tem competência para o julgamento da lide, pois o líquido e a inicial veio acompanhada do cálculo dos valores que a parte autora entende devidos. Ademais, eventual cálculo aritmético não exige liquidação da sentença. (...) Entretanto, com relação ao GTE, tem-se a notícia, não impugnada pela parte contrária, de que em julho de 2008 a gratificação foi incorporada ao salário base de todos os servidores, nada sendo devido a este título (fls. 55). As consultas apresentadas demonstram a incorporação. (fls. 232 e 234-v).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do enunciado sumular n.º 279/STF, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa, DJe- 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010; AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo.
7. Na hipótese sub judice, a questão relativa ao pagamento das gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi decidida pelo Tribunal paulista à luz de normas locais, o que obsta a abertura da via excepcional ante o teor da súmula nº. 280/STF, que assim dispõe, verbis: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes.
8. Na espécie, o acórdão recorrido adotou os fundamentos da sentença proferida em sede de Juizado Especial, que assim assentou, verbis: Pelo exposto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido para: 1) determinar que a base de cálculo do quinquênio incida sobre a totalidade da remuneração, incluídas as gratificações de caráter permanente, tais como a GAM e GTE, excluídas apenas as parcelas eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e quinquênio componham a remuneração a título de décimo terceiro; 3) determinar que a base de cálculo da GAM incida sobre os quinquênios; 4) respeitados os parâmetros estabelecidos, determinar à Administração Pública que proceda ao recálculo da remuneração da parte autora e pague as diferenças devidas, observada a prescrição quinquenal, nos termos da súmula 85 do STJ. (fls. 234-v e 235).
9. Agravo regimental a que se nega provimento.
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sjur211998
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- Acórdãos citados: AI 619974 AgR, AI 656624 AgR, AI 783269 AgR.
Número de páginas: 13.
Análise: 08/08/2012, AMS.
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LUIZ FUX
|
Primeira Turma
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687443
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00003 PAR-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00323 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 687443 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : LEONARDO FRANCO BARBOSA RODRIGUES ALVES
AGDO.(A/S) : SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
FRANCO
BARBOSA
RODRIGUES
ALVES
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. GRATIFICAÇÃO
POR TRABALHO EDUCACIONAL - GTE. GRATIFICAÇÃO POR
ATIVIDADE DO MAGISTÉRIO - GAM. INCORPORAÇÃO.
CÁLCULO DOS QUINQUÊNIOS. TURMA RECURSAL QUE ADOTA
INTEGRALMENTE OS FUNDAMENTOS DA SENTENÇA COMO
RAZÃO DE DECIDIR. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO
DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO. DECISÃO QUE
SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art.
323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro
motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral
das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não
cabe recurso extraordinário.
3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
4. In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus próprios
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220072.
Supremo Tribunal Federal
DJe 01/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
ARE 687.443 AGR / SP
fundamentos, pronunciou-se quanto à questão sub examine à luz do
contexto fático-probatório engendrado nos autos, consoante se infere, in
verbis: [...] A petição inicial não é inepta e o Juizado Especial tem competência
para o julgamento da lide, pois o líquido e a inicial veio acompanhada do cálculo
dos valores que a parte autora entende devidos. Ademais, eventual cálculo
aritmético não exige liquidação da sentença. (...) Entretanto, com relação ao GTE,
tem-se a notícia, não impugnada pela parte contrária, de que em julho de 2008 a
gratificação foi incorporada ao salário base de todos os servidores, nada sendo
devido a este título (fls. 55). As consultas apresentadas demonstram a
incorporação. (fls. 232 e 234-v).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do enunciado sumular n. 279/Supremo Tribunal Federal, que interdita
a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa,
DJe- 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010;
AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo.
7. Na hipótese sub judice, a questão relativa ao pagamento das
gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi decidida pelo
Tribunal paulista à luz de normas locais, o que obsta a abertura da via
excepcional ante o teor da súmula n. 280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe, verbis:
Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes.
8. Na espécie, o acórdão recorrido adotou os fundamentos da
sentença proferida em sede de Juizado Especial, que assim assentou,
verbis: Pelo exposto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido para:
1) determinar que a base de cálculo do quinquênio incida sobre a totalidade da
remuneração, incluídas as gratificações de caráter permanente, tais como a GAM
e GTE, excluídas apenas as parcelas eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e
quinquênio componham a remuneração a título de décimo terceiro; 3) determinar
que a base de cálculo da GAM incida sobre os quinquênios; 4) respeitados os
parâmetros estabelecidos, determinar à Administração Pública que proceda ao
recálculo da remuneração da parte autora e pague as diferenças devidas,
observada a prescrição quinquenal, nos termos da súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça. (fls. 234-v
2
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ARE 687.443 AGR / SP
fundamentos, pronunciou-se quanto à questão sub examine à luz do
contexto fático-probatório engendrado nos autos, consoante se infere, in
verbis: [...] A petição inicial não é inepta e o Juizado Especial tem competência
para o julgamento da lide, pois o líquido e a inicial veio acompanhada do cálculo
dos valores que a parte autora entende devidos. Ademais, eventual cálculo
aritmético não exige liquidação da sentença. (...) Entretanto, com relação ao GTE,
tem-se a notícia, não impugnada pela parte contrária, de que em julho de 2008 a
gratificação foi incorporada ao salário base de todos os servidores, nada sendo
devido a este título (fls. 55). As consultas apresentadas demonstram a
incorporação. (fls. 232 e 234-v).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do
apelo extremo, por força do enunciado sumular n. 279/Supremo Tribunal Federal, que interdita
a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fático-
probatória. Precedentes: AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa,
DJe- 02/03/2011; AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010;
AI 619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo.
7. Na hipótese sub judice, a questão relativa ao pagamento das
gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi decidida pelo
Tribunal paulista à luz de normas locais, o que obsta a abertura da via
excepcional ante o teor da súmula n. 280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe, verbis:
Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes.
8. Na espécie, o acórdão recorrido adotou os fundamentos da
sentença proferida em sede de Juizado Especial, que assim assentou,
verbis: Pelo exposto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido para:
1) determinar que a base de cálculo do quinquênio incida sobre a totalidade da
remuneração, incluídas as gratificações de caráter permanente, tais como a GAM
e GTE, excluídas apenas as parcelas eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e
quinquênio componham a remuneração a título de décimo terceiro; 3) determinar
que a base de cálculo da GAM incida sobre os quinquênios; 4) respeitados os
parâmetros estabelecidos, determinar à Administração Pública que proceda ao
recálculo da remuneração da parte autora e pague as diferenças devidas,
observada a prescrição quinquenal, nos termos da súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça. (fls. 234-v
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Ementa e Acórdão
ARE 687.443 AGR / SP
e 235).
9. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.443 AGR / SP
e 235).
9. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
FRANCO
BARBOSA
RODRIGUES
ALVES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo ESTADO DE SÃO PAULO, contra decisão de
minha lavra assim ementada:
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. NOVEL REDAÇÃO DADA PELA LEI n
12.322/2010 AO ART. 544 DO Código de Processo Civil. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL.
MAGISTÉRIO.
GRATIFICAÇÃO
POR
TRABALHO EDUCACIONAL GTE. GRATIFICAÇÃO POR
ATIVIDADE DO MAGISTÉRIO GAM. INCORPORAÇÃO.
CÁLCULO DOS QUINQUÊNIOS. TURMA RECURSAL QUE
ADOTA INTEGRALMENTE OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA COMO RAZÃO DE DECIDIR. REEXAME.
IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o
recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
FRANCO
BARBOSA
RODRIGUES
ALVES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo ESTADO DE SÃO PAULO, contra decisão de
minha lavra assim ementada:
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COM AGRAVO. NOVEL REDAÇÃO DADA PELA LEI n
12.322/2010 AO ART. 544 DO Código de Processo Civil. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL.
MAGISTÉRIO.
GRATIFICAÇÃO
POR
TRABALHO EDUCACIONAL GTE. GRATIFICAÇÃO POR
ATIVIDADE DO MAGISTÉRIO GAM. INCORPORAÇÃO.
CÁLCULO DOS QUINQUÊNIOS. TURMA RECURSAL QUE
ADOTA INTEGRALMENTE OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA COMO RAZÃO DE DECIDIR. REEXAME.
IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o
crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o
recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
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Relatório
ARE 687.443 AGR / SP
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis : Para simples reexame
de prova não cabe recurso extraordinário .
3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame
de questões que demandam revolvimento do contexto fático-
probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação
direta da ordem constitucional.
4. In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus
próprios fundamentos, pronunciou-se quanto questão sub
examine a luz do contexto fático-probatório engendrado nos
autos, consoante se infere, in verbis : [...] A petição inicial não é
inepta e o Juizado Especial tem competência para o julgamento
da lide, pois o líquido e a inicial veio acompanhada do cálculo
dos valores que a parte autora entende devidos. Ademais,
eventual cálculo aritmético não exige liquidação da sentença.
(...) Entretanto, com relação ao GTE, tem-se a notícia, não
impugnada pela parte contrária, de que em julho de 2008 a
gratificação foi incorporada ao salário base de todos os
servidores, nada sendo devido a este título (fls. 55). As
consultas apresentadas demonstram a incorporação. (fls. 232 e
234-v).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o
insucesso do apelo extremo, por força do enunciado sumular n.
279/Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso
extraordinário, sindicar matéria fático-probatória. Precedentes:
AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa, DJe- 02/03/2011;
AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010; AI
619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo.
7. Na hipótese sub judice, a questão relativa ao pagamento
das gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi
decidida pelo Tribunal paulista à luz de normas locais, o que
obsta a abertura da via excepcional ante o teor da súmula n.
280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe, verbis: Por ofensa a direito local não
cabe recurso extraordinário. Precedentes.
8. Na espécie, o acórdão recorrido adotou os fundamentos
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 687.443 AGR / SP
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis : Para simples reexame
de prova não cabe recurso extraordinário .
3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame
de questões que demandam revolvimento do contexto fático-
probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação
direta da ordem constitucional.
4. In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus
próprios fundamentos, pronunciou-se quanto questão sub
examine a luz do contexto fático-probatório engendrado nos
autos, consoante se infere, in verbis : [...] A petição inicial não é
inepta e o Juizado Especial tem competência para o julgamento
da lide, pois o líquido e a inicial veio acompanhada do cálculo
dos valores que a parte autora entende devidos. Ademais,
eventual cálculo aritmético não exige liquidação da sentença.
(...) Entretanto, com relação ao GTE, tem-se a notícia, não
impugnada pela parte contrária, de que em julho de 2008 a
gratificação foi incorporada ao salário base de todos os
servidores, nada sendo devido a este título (fls. 55). As
consultas apresentadas demonstram a incorporação. (fls. 232 e
234-v).
5. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o
insucesso do apelo extremo, por força do enunciado sumular n.
279/Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso
extraordinário, sindicar matéria fático-probatória. Precedentes:
AI 783269 AgR, Relator: Min. Joaquim Barbosa, DJe- 02/03/2011;
AI 656624 AgR, Relator: Min. Ellen Gacie, DJe 16/04/2010; AI
619974 AgR, Relator: Min. Cármen Lúcia, DJe- 24/09/2010.
6. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo.
7. Na hipótese sub judice, a questão relativa ao pagamento
das gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi
decidida pelo Tribunal paulista à luz de normas locais, o que
obsta a abertura da via excepcional ante o teor da súmula n.
280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe, verbis: Por ofensa a direito local não
cabe recurso extraordinário. Precedentes.
8. Na espécie, o acórdão recorrido adotou os fundamentos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Relatório
ARE 687.443 AGR / SP
da sentença proferida em sede de Juizado Especial, que assim
assentou, verbis : Pelo exposto, JULGO PARCIALMENTE
PROCEDENTE o pedido para: 1) determinar que a base de
cálculo do quinquênio incida sobre a totalidade da
remuneração, incluídas as gratificações de caráter permanente,
tais como a GAM e GTE, excluídas apenas as parcelas
eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e quinquênio
componham a remuneração a título de décimo terceiro; 3)
determinar que a base de cálculo da GAM incida sobre os
quinquênios; 4) respeitados os parâmetros estabelecidos,
determinar à Administração Pública que proceda ao recálculo
da remuneração da parte autora e pague as diferenças devidas,
observada a prescrição quinquenal, nos termos da súmula 85 do
Superior Tribunal de Justiça. (fls. 234-v e 235).
9. Agravo de Instrumento a que se nega seguimento. (fls.
319/327).
Em suas razões, o agravante sustenta que não se aplica à espécie o
teor das súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal, porquanto “Não se trata, pois, de verificar
se deve haver ou não pagamento de gratificações previstas em normas locais, mas
sim de se saber se, entre as vedações constitucionais aplicáveis nos vencimentos
pagos por todos os entes públicos do País, também os Estados, deve comparecer
apenas o vencimento básico ou podem ser consideradas gratificações ou
vantagens outras.” (fl. 331).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, ou, em caso
negativo, que seja submetido o presente agravo à apreciação da Primeira
Turma deste Supremo Tribunal Federal, para que seja conhecido e
provido seu recurso especial.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.443 AGR / SP
da sentença proferida em sede de Juizado Especial, que assim
assentou, verbis : Pelo exposto, JULGO PARCIALMENTE
PROCEDENTE o pedido para: 1) determinar que a base de
cálculo do quinquênio incida sobre a totalidade da
remuneração, incluídas as gratificações de caráter permanente,
tais como a GAM e GTE, excluídas apenas as parcelas
eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e quinquênio
componham a remuneração a título de décimo terceiro; 3)
determinar que a base de cálculo da GAM incida sobre os
quinquênios; 4) respeitados os parâmetros estabelecidos,
determinar à Administração Pública que proceda ao recálculo
da remuneração da parte autora e pague as diferenças devidas,
observada a prescrição quinquenal, nos termos da súmula 85 do
Superior Tribunal de Justiça. (fls. 234-v e 235).
9. Agravo de Instrumento a que se nega seguimento. (fls.
319/327).
Em suas razões, o agravante sustenta que não se aplica à espécie o
teor das súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal, porquanto “Não se trata, pois, de verificar
se deve haver ou não pagamento de gratificações previstas em normas locais, mas
sim de se saber se, entre as vedações constitucionais aplicáveis nos vencimentos
pagos por todos os entes públicos do País, também os Estados, deve comparecer
apenas o vencimento básico ou podem ser consideradas gratificações ou
vantagens outras.” (fl. 331).
Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, ou, em caso
negativo, que seja submetido o presente agravo à apreciação da Primeira
Turma deste Supremo Tribunal Federal, para que seja conhecido e
provido seu recurso especial.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Voto - MIN. LUIZ FUX
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
A decisão agravada ostenta o seguinte teor, in verbis:
Trata-se de recurso extraordinário em agravo interposto
pelo ESTADO DE SÃO PAULO, com fulcro no art. 544 do
Código de Processo Civil, contra a r. decisão de fl. 293, que não
admitiu seu recurso extraordinário, sob os seguintes
fundamentos ( i ) aplicação das súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal, e ( ii ) a
apreciação do recurso demandaria análise de matéria
infraconstitucional, não ficando, assim, caracterizada a ofensa
direta e frontal à Constituição Federal.
Noticiam os autos que o Colégio Recursal dos Juizados
Especiais Cíveis da 48... Circunscrição Judiciária do Estado de
São Paulo, à unanimidade, adotou os fundamentos da sentença
que julgou parcialmente procedente o pedido do autor para:
1) determinar que a base de cálculo do quinquênio incida
sobre a totalidade da remuneração, incluídas as gratificações de
caráter permanente, tais como a GAM e GTE, excluídas apenas
as parcelas eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e
quinquênio componham a remuneração a título de décimo
terceiro; 3) determinar que a base de cálculo da GAM incida
sobre os quinquênios; 4) respeitados os parâmetros
estabelecidos, determinar à Administração Pública que proceda
ao recálculo da remuneração da parte autora e pague as
diferenças devidas, observada a prescrição quinquenal, nos
termos da súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça. (fls. 234-v e 235).
Não foram opostos embargos de declaração.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
A decisão agravada ostenta o seguinte teor, in verbis:
Trata-se de recurso extraordinário em agravo interposto
pelo ESTADO DE SÃO PAULO, com fulcro no art. 544 do
Código de Processo Civil, contra a r. decisão de fl. 293, que não
admitiu seu recurso extraordinário, sob os seguintes
fundamentos ( i ) aplicação das súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal, e ( ii ) a
apreciação do recurso demandaria análise de matéria
infraconstitucional, não ficando, assim, caracterizada a ofensa
direta e frontal à Constituição Federal.
Noticiam os autos que o Colégio Recursal dos Juizados
Especiais Cíveis da 48... Circunscrição Judiciária do Estado de
São Paulo, à unanimidade, adotou os fundamentos da sentença
que julgou parcialmente procedente o pedido do autor para:
1) determinar que a base de cálculo do quinquênio incida
sobre a totalidade da remuneração, incluídas as gratificações de
caráter permanente, tais como a GAM e GTE, excluídas apenas
as parcelas eventuais; 2) determinar que a GAM, GTE e
quinquênio componham a remuneração a título de décimo
terceiro; 3) determinar que a base de cálculo da GAM incida
sobre os quinquênios; 4) respeitados os parâmetros
estabelecidos, determinar à Administração Pública que proceda
ao recálculo da remuneração da parte autora e pague as
diferenças devidas, observada a prescrição quinquenal, nos
termos da súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça. (fls. 234-v e 235).
Não foram opostos embargos de declaração.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 687.443 AGR / SP
Nas razões do apelo extremo o recorrente, sustenta,
preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão
geral, e no mérito, aponta violação ao art. 37, XIV, da
Constituição Federal. Aduz, em suma, que A Constituição
Federal proíbe qualquer concessão de acréscimos ulteriores, seja qual
for o fundamento. É proibida, pois, qualquer vantagem sobre
vantagem. Está vedado aquilo que a doutrina tem o costume de
chamar de efeito cascata ou repique. Se o tempo de serviço é o
fundamento para os adicionais quinquenais, não haveria embasamento
constitucional para um incidir sobre o outro. (fls. 280).
Contrarrazões às fls. 288/291.
Brevemente relatados. DECIDO.
Ab initio , a repercussão geral pressupõe recurso
admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e
processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro
motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no
caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante.
Isso porque não se revela cognoscível em sede de Recurso
Extraordinário a insurgência que tem como real escopo o
incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos
autos, porquanto, referida pretensão não se adéqua à estreita
via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a
fundamentação vinculada, de discussão eminentemente de
direito, e, portanto, não servil ao exame de questões que
demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos
autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário .
In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus
próprios fundamentos, pronunciou-se quanto questão sub
examine a luz do contexto fático-probatório engendrado nos
autos, consoante se infere, verbis:
[...] A petição inicial não é inepta e o Juizado Especial tem
competência para o julgamento da lide, pois o líquido e a inicial
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.443 AGR / SP
Nas razões do apelo extremo o recorrente, sustenta,
preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão
geral, e no mérito, aponta violação ao art. 37, XIV, da
Constituição Federal. Aduz, em suma, que A Constituição
Federal proíbe qualquer concessão de acréscimos ulteriores, seja qual
for o fundamento. É proibida, pois, qualquer vantagem sobre
vantagem. Está vedado aquilo que a doutrina tem o costume de
chamar de efeito cascata ou repique. Se o tempo de serviço é o
fundamento para os adicionais quinquenais, não haveria embasamento
constitucional para um incidir sobre o outro. (fls. 280).
Contrarrazões às fls. 288/291.
Brevemente relatados. DECIDO.
Ab initio , a repercussão geral pressupõe recurso
admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e
processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro
motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no
caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante.
Isso porque não se revela cognoscível em sede de Recurso
Extraordinário a insurgência que tem como real escopo o
incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos
autos, porquanto, referida pretensão não se adéqua à estreita
via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a
fundamentação vinculada, de discussão eminentemente de
direito, e, portanto, não servil ao exame de questões que
demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos
autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário .
In casu o Tribunal a quo, ao manter a sentença por seus
próprios fundamentos, pronunciou-se quanto questão sub
examine a luz do contexto fático-probatório engendrado nos
autos, consoante se infere, verbis:
[...] A petição inicial não é inepta e o Juizado Especial tem
competência para o julgamento da lide, pois o líquido e a inicial
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 687.443 AGR / SP
veio acompanhada do cálculo dos valores que a parte autora
entende devidos. Ademais, eventual cálculo aritmético não
exige liquidação da sentença. (...) Entretanto, com relação ao
GTE, tem-se a notícia, não impugnada pela parte contrária, de
que em julho de 2008 a gratificação foi incorporada ao salário
base de todos os servidores, nada sendo devido a este título (fls.
55). As consultas apresentadas demonstram a incorporação. (fls.
232 e 234-v).
Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o
insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível
do verbete sumular n. 279/Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em
sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática.
Confiram-se a guisa de exemplo os seguintes precedentes,
verbis :
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE
MATÉRIA FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com o
enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 783269 AgR,
Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado
em 01/02/2011, DJe-041 DIVULG 01-03-2011 PUBLIC 02-03-2011
EMENT VOL-02474-03 PP-00576)
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL.
CERCEAMENTO DE DEFESA E CONTRADITÓRIO.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. Constituição Federal de 1988/88, ART. 5..., LV.
SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
1. Omissis. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado
pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas
da causa. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Omissis. 4. Agravo
regimental improvido. (AI 656624 AgR, Relator(a): Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, julgado em 23/03/2010, DJe-067
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.443 AGR / SP
veio acompanhada do cálculo dos valores que a parte autora
entende devidos. Ademais, eventual cálculo aritmético não
exige liquidação da sentença. (...) Entretanto, com relação ao
GTE, tem-se a notícia, não impugnada pela parte contrária, de
que em julho de 2008 a gratificação foi incorporada ao salário
base de todos os servidores, nada sendo devido a este título (fls.
55). As consultas apresentadas demonstram a incorporação. (fls.
232 e 234-v).
Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o
insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível
do verbete sumular n. 279/Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em
sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática.
Confiram-se a guisa de exemplo os seguintes precedentes,
verbis :
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE
MATÉRIA FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com o
enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 783269 AgR,
Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado
em 01/02/2011, DJe-041 DIVULG 01-03-2011 PUBLIC 02-03-2011
EMENT VOL-02474-03 PP-00576)
CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL.
CERCEAMENTO DE DEFESA E CONTRADITÓRIO.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. Constituição Federal de 1988/88, ART. 5..., LV.
SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA.
1. Omissis. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado
pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas
da causa. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Omissis. 4. Agravo
regimental improvido. (AI 656624 AgR, Relator(a): Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, julgado em 23/03/2010, DJe-067
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 687.443 AGR / SP
DIVULG 15-04-2010 PUBLIC 16-04-2010 EMENT VOL-02397-05
PP-01403)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. 1. APOSENTADORIA DE TRABALHADOR
RURAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 2.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado
demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à
espécie e a análise do acervo fático-probatório dos autos.
Providências vedadas na instância extraordinária. 2. Incide, de
mais a mais, no caso, a Súmula 282 Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental
desprovido. (AI 609983 AgR, Relator(a): Min. CARLOS
BRITTO, Primeira Turma, julgado em 05/05/2009, DJe-104
DIVULG 04-06-2009 PUBLIC 05-06-2009 EMENT VOL-02363-11
PP-02348)
Sobreleva destacar, por oportuno, preciosa lição de
Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja:
Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de
fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar
se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de
acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos
concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 687.443 AGR / SP
DIVULG 15-04-2010 PUBLIC 16-04-2010 EMENT VOL-02397-05
PP-01403)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. 1. APOSENTADORIA DE TRABALHADOR
RURAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 2.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado
demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à
espécie e a análise do acervo fático-probatório dos autos.
Providências vedadas na instância extraordinária. 2. Incide, de
mais a mais, no caso, a Súmula 282 Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental
desprovido. (AI 609983 AgR, Relator(a): Min. CARLOS
BRITTO, Primeira Turma, julgado em 05/05/2009, DJe-104
DIVULG 04-06-2009 PUBLIC 05-06-2009 EMENT VOL-02363-11
PP-02348)
Sobreleva destacar, por oportuno, preciosa lição de
Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja:
Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de
fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar
se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de
acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos
concretos. A questão de direito consiste na focalização,
primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como
norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v.
I/175).
Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados
como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de
fato quando a decisão assenta no processo de livre
convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão,
RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o
acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos
delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra
configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas
(ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ
46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de
motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 687.443 AGR / SP
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. (
in , Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros).
Ademais, este Pretório Excelso já consolidou
entendimento segundo o qual a ofensa ao direito local não
viabiliza o apelo extremo.
Na hipótese sub judice , a questão relativa ao pagamento
das gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi
decidida pelo Tribunal paulista à luz de normas locais, o que
obsta a abertura da via excepcional ante o teor da súmula n.
280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe, verbis : Por ofensa a direito local não
cabe recurso extraordinário.
Desta feita, revela-se incabível a abertura da via recursal
extraordinária, porquanto a este Pretório Excelso somente
incumbe a guarda da Constituição Federal, não lhe cabendo o
incursionamento em questões relativas a leis locais. Nesse
sentido, colacionam-se os seguintes julgados:
ADMINISTRATIVO. FUNCIONÁRIOS DA ATIVA E
APOSENTADOS. REAJUSTE. LEGISLAÇÃO LOCAL.
SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. Inadmissível recurso extraordinário no
qual, a pretexto de ofensa à Constituição Federal de 1988, pretende-se o reexame de
legislação local, dado o óbice da Súmula Supremo Tribunal Federal 280. Precedentes
. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 552220
AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma,
julgado em 03/05/2011, DJe-092 DIVULG 16-05-2011 PUBLIC
17-05-2011 EMENT VOL-02523-01 PP-00177)
5
Supremo Tribunal Federal
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ARE 687.443 AGR / SP
matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso
extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666).
A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a
existência da questão federal motivadora do recurso
extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos
elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias
constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não
se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ
37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de
Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e
Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. (
in , Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros).
Ademais, este Pretório Excelso já consolidou
entendimento segundo o qual a ofensa ao direito local não
viabiliza o apelo extremo.
Na hipótese sub judice , a questão relativa ao pagamento
das gratificações incidentes nos vencimentos do recorrido, foi
decidida pelo Tribunal paulista à luz de normas locais, o que
obsta a abertura da via excepcional ante o teor da súmula n.
280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe, verbis : Por ofensa a direito local não
cabe recurso extraordinário.
Desta feita, revela-se incabível a abertura da via recursal
extraordinária, porquanto a este Pretório Excelso somente
incumbe a guarda da Constituição Federal, não lhe cabendo o
incursionamento em questões relativas a leis locais. Nesse
sentido, colacionam-se os seguintes julgados:
ADMINISTRATIVO. FUNCIONÁRIOS DA ATIVA E
APOSENTADOS. REAJUSTE. LEGISLAÇÃO LOCAL.
SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. Inadmissível recurso extraordinário no
qual, a pretexto de ofensa à Constituição Federal de 1988, pretende-se o reexame de
legislação local, dado o óbice da Súmula Supremo Tribunal Federal 280. Precedentes
. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 552220
AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma,
julgado em 03/05/2011, DJe-092 DIVULG 16-05-2011 PUBLIC
17-05-2011 EMENT VOL-02523-01 PP-00177)
5
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 687.443 AGR / SP
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário.
Reenquadramento de servidor público. Controvérsia resolvida
com base no disposto na Lei n 2.379/96 do Estado do
Amazonas. Ofensa a direito local. Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário
para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local.
Incidência da Súmula n 280 desta Corte. 2. Omissis. 3. Agravo
regimental não provido. (Recurso Extraordinário 424323 AgR, Relator(a): Min. DIAS
TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 02/12/2010, DJe-058
DIVULG 28-03-2011 PUBLIC 29-03-2011 EMENT VOL-02491-01
PP-00217)
Ex positis,
NEGO SEGUIMENTO
ao agravo de
instrumento, com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF.
Desta feita, resta evidenciado que o agravante não trouxe qualquer
argumento capaz de infirmar a decisão monocrática que pretende ver
reformada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios
fundamentos.
Ex posits, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 687.443 AGR / SP
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário.
Reenquadramento de servidor público. Controvérsia resolvida
com base no disposto na Lei n 2.379/96 do Estado do
Amazonas. Ofensa a direito local. Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário
para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local.
Incidência da Súmula n 280 desta Corte. 2. Omissis. 3. Agravo
regimental não provido. (Recurso Extraordinário 424323 AgR, Relator(a): Min. DIAS
TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 02/12/2010, DJe-058
DIVULG 28-03-2011 PUBLIC 29-03-2011 EMENT VOL-02491-01
PP-00217)
Ex positis,
NEGO SEGUIMENTO
ao agravo de
instrumento, com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF.
Desta feita, resta evidenciado que o agravante não trouxe qualquer
argumento capaz de infirmar a decisão monocrática que pretende ver
reformada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios
fundamentos.
Ex posits, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : LEONARDO FRANCO BARBOSA RODRIGUES ALVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 687.443
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : LEONARDO FRANCO BARBOSA RODRIGUES ALVES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"enunciado sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"AI 619974 AgR",
"súmula n . 280 / Supremo Tribunal Federal",
"súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"enunciado sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"AI 619974 AgR",
"súmula n . 280 / Supremo Tribunal Federal",
"súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"enunciado sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"AI 619974 AgR",
"súmula n . 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"enunciado sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"AI 619974 AgR",
"súmula n . 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça",
"súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça",
"súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça",
"AGRAVO 687 . 443",
"súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"verbete sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA /",
"enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"ARE 687 . 443",
"verbete sumular n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI 783269 AgR",
"AI 656624 AgR",
"ARE 687 . 443 AGR /",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 Supremo Tribunal Federal",
"AI 609983 AgR",
"Súmula n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RT 275 / 884",
"226",
"/",
"583",
"Recurso Extraordinário 64 . 051",
"ERE 58 . 714",
"RTJ 46 /",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal",
"Súmula 282 Supremo Tribunal Federal",
"AI 609983 AgR",
"Súmula n . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RT 275 / 884",
"226",
"/",
"583",
"Recurso Extraordinário 64 . 051",
"RTJ",
"ERE 58 . 714",
"RTJ",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 63 . 226",
"RTJ 37 / 480",
"Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"súmula n . 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 552220 AgR",
"ARE 687 . 443 AGR",
"Recurso Extraordinário 63 . 226",
"RTJ 37 / 480",
"Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça",
"súmula n . 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 552220 AgR",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 424323 AgR",
"ARE 687 . 443 AGR / SP",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 desta Corte",
"Recurso Extraordinário 424323 AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"ART . 544 DO Código de Processo Civil",
"art . 323 do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"ART . 544 DO Código de Processo Civil",
"art . 323 do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 do Código de Processo Civil",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 do Código de Processo Civil",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XIV , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , XIV , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , ART . 5 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , ART . 5 . . . , LV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 2 . 379 / 96 do Estado do Amazonas",
"artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 2 . 379 / 96",
"artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"São Paulo",
"São Paulo",
"Estado do Amazonas",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Juizado Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Juizado Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MAGISTÉRIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Juizado Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Juizado Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Juizado Especial",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Colégio Recursal dos Juizados Especiais Cíveis da 48 .",
".",
"Circunscrição Judiciária do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Colégio Recursal dos Juizados Especiais Cíveis da 48 . . . Circunscrição Judiciária do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Juizado Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"SP",
"ENUNCIADO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ed",
".",
"RT",
"Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ed",
"RT",
"Malheiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA",
"LEONARDO FRANCO BARBOSA RODRIGUES ALVES",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gacie",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gacie",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA",
"LEONARDO FRANCO BARBOSA RODRIGUES ALVES",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA",
"LEONARDO FRANCO BARBOSA RODRIGUES ALVES",
"LUIZ FUX",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gacie",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gacie",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"ELLEN GRACIE",
"JOAQUIM BARBOSA",
"ELLEN GRACIE",
"LUIZ FUX",
"CARLOS BRITTO",
"Roberto Rosas",
"Chiovenda",
"Djaci Falcão",
"Amaral Santos",
"CARLOS BRITTO",
"Roberto Rosas",
"Djaci Falcão",
"Amaral Santos",
"LUIZ FUX",
"Eloy da Rocha",
"Pestana de Aguiar",
"Castro Nunes",
"ELLEN GRACIE",
"Eloy da Rocha",
"Pestana de Aguiar",
"Castro Nunes",
"ELLEN GRACIE",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"SERGIO DONATO FERRARI DE OLIVEIRA",
"LEONARDO FRANCO BARBOSA RODRIGUES ALVES",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"SERGIO DONATO",
"FERRARI DE OLIVEIRA",
"LEONARDO FRANCO BARBOSA RODRIGUES ALVES",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"julho de 2008",
"02",
"/",
"03",
"/",
"2011",
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"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"julho de 2008",
"02",
"/",
"03",
"/",
"2011",
"16",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"julho de 2008",
"02",
"/",
"03",
"/",
"2011",
"16",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"julho de 2008",
"02",
"/",
"03",
"/",
"2011",
"16",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"09",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"julho de 2008",
"01",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"01",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"02",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"23",
"/",
"03",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"julho de 2008",
"01",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"01",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"02",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"23",
"/",
"03",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"-",
"04",
"-",
"2010",
"16",
"-",
"04",
"-",
"2010",
"05",
"/",
"05",
"/",
"2009",
"04",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"05",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"-",
"04",
"-",
"2010",
"16",
"-",
"04",
"-",
"2010",
"05",
"/",
"05",
"/",
"2009",
"04",
"-",
"06",
"-",
"2009",
"05",
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"06",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1943",
"03",
"/",
"05",
"/",
"2011",
"16",
"-",
"05",
"-",
"2011",
"17",
"-",
"05",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1943",
"03",
"/",
"05",
"/",
"2011",
"16",
"-",
"05",
"-",
"2011",
"17",
"-",
"05",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"12",
"/",
"2010",
"28",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"29",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"12",
"/",
"2010",
"28",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"29",
"-",
"03",
"-",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. CONCESSÃO
DE LIVRAMENTO CONDICIONAL COM ESTEIO APENAS NO
ATESTADO DE BOM COMPORTAMENTO CARCERÁRIO.
EXECUÇÃO DA PENA DE 46 (QUARENTA E SEIS) ANOS, 8 (OITO)
MESES E 5 (CINCO) DIAS DE RECLUSÃO CRIMES DE TRÁFICO DE
DROGAS, ROUBO E FURTO QUALIFICADOS E HISTÓRICO DE
FUGA E CRIMES DOLOSOS PRATICADOS COM VIOLÊNCIA E
GRAVE AMEAÇA À PESSOA NO CURSO DA EXECUÇÃO PENAL.
AGRAVO EM EXECUÇÃO PROVIDO PARA CASSAR O BENEFÍCIO.
ACÓRDÃO MANTIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
EXAME CRIMINOLÓGICO: SILÊNCIO DA LEI. JURISPRUDÊNCIA
DO STF.
1. A Lei n. 10.792/03 deu nova redação ao artigo 112 da Lei n.
7.210/84 – LEP -, excluindo a previsão de exame criminológico para a
obtenção da progressão de regime, livramento condicional, indulto e
comutação de penas.
2. O silêncio da Lei a respeito da obrigatoriedade do exame
criminológico não inibe o juízo da execução do poder de determiná-lo,
desde que fundamentadamente. Isto porque a análise do requisito
subjetivo pressupõe a verificação do mérito do condenado, que não está
adstrito ao “bom comportamento carcerário”, como faz parecer a
literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o
diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em
simples homologador, como assentado na ementa do Tribunal a quo.
Precedentes: HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
Primeira Turma, DJ de 21.3.11; HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2220082.
Supremo Tribunal Federal
DJe 08/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 110.306 / RS
Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11; e HC n. 102.859/SP, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 1º.02.10.
3. In casu, o paciente cumpre pena de 46 (quarenta e seis) anos, 8
(oito) meses e 5 (cinco) dias de reclusão por crimes de tráfico de drogas,
roubo e furto qualificado, com previsão de término em 5 de novembro de
2019, e há notícia nos autos de fugas e cometimento de crimes dolosos
com violência e grave ameaça à pessoa durante o curso da execução da
pena, circunstâncias que recomendam a realização do exame
criminológico para concluir-se pelo retorno, ou não, ao convívio social.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 110.306 / RS
Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11; e HC n. 102.859/SP, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 1º.02.10.
3. In casu, o paciente cumpre pena de 46 (quarenta e seis) anos, 8
(oito) meses e 5 (cinco) dias de reclusão por crimes de tráfico de drogas,
roubo e furto qualificado, com previsão de término em 5 de novembro de
2019, e há notícia nos autos de fugas e cometimento de crimes dolosos
com violência e grave ameaça à pessoa durante o curso da execução da
pena, circunstâncias que recomendam a realização do exame
criminológico para concluir-se pelo retorno, ou não, ao convívio social.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus,
com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal
de Justiça, cuja ementa tem o seguinte teor:
“HABEAS CORPUS.
SETE CONDENAÇÕES POR
ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PEDIDO DE LIVRAMENTO
CONDICIONAL. DEFERIMENTO PELO JUÍZO DAS
EXECUÇÕES PENAIS. CASSAÇÃO DO DECISUM PELA
CORTE DE ORIGEM. REQUISITO SUBJETIVO NÃO
COMPROVADO. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
DENEGADA.
1. ‘Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do
caso, desde que em decisão motivada’. (Enunciado nº 439 da Súmula
desta Corte).
2. Na hipótese, entendeu o Tribunal de origem que seria
recomendável uma melhor avaliação do requisito subjetivo, por
meio da realização do exame criminológico, com base no
retrospecto de vida do apenado, condenado pela prática de
vários crimes, tendo uma longo pena a cumprir.
3. Ordem denegada.”
O Juízo da Execução Penal concedeu livramento condicional ao
paciente.
O Ministério Público requereu fosse a decisão reconsiderada a fim
Supremo Tribunal Federal
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus,
com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal
de Justiça, cuja ementa tem o seguinte teor:
“HABEAS CORPUS.
SETE CONDENAÇÕES POR
ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PEDIDO DE LIVRAMENTO
CONDICIONAL. DEFERIMENTO PELO JUÍZO DAS
EXECUÇÕES PENAIS. CASSAÇÃO DO DECISUM PELA
CORTE DE ORIGEM. REQUISITO SUBJETIVO NÃO
COMPROVADO. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
DENEGADA.
1. ‘Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do
caso, desde que em decisão motivada’. (Enunciado nº 439 da Súmula
desta Corte).
2. Na hipótese, entendeu o Tribunal de origem que seria
recomendável uma melhor avaliação do requisito subjetivo, por
meio da realização do exame criminológico, com base no
retrospecto de vida do apenado, condenado pela prática de
vários crimes, tendo uma longo pena a cumprir.
3. Ordem denegada.”
O Juízo da Execução Penal concedeu livramento condicional ao
paciente.
O Ministério Público requereu fosse a decisão reconsiderada a fim
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 110.306 / RS
de que se realizasse o exame criminológico, justificando o pedido na
propensão do paciente ao crime e, consectariamente, na possibilidade de
reiteração delituosa.
Indeferido o pedido de reconsideração, em 30/09/09, o Parquet
estadual interpôs agravo em execução, o qual foi provido pelo TJ/RS para
revogar o benefício, dando ensejo à impetração de habeas corpus no STJ,
que denegou a ordem nos termos da ementa acima transcrita.
A Defensoria Pública da União alega que os únicos requisitos
necessários à concessão da liberdade condicional, em caso de reincidente
por crime doloso, são o cumprimento da metade da pena e o bom
comportamento carcerário atestado pelo Diretor da Penitenciária,
devendo, por isso, ser afastada a suposição de que o paciente irá infringir
a lei.
Sustenta que “o Estado Democrático de Direito se fulcra no princípio da
dignidade da pessoa humana, e que uma de suas vertentes constitucionais é a
presunção de inocência (art. 5º, LVII, da CF/88)”.
Requer a concessão de liminar sem, no entanto, especificar o
objetivo. No mérito, a concessão da ordem a fim de que se conceda a
liberdade condicional.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal manifestou-se no sentido da denegação
da ordem em parecer assim ementado:
“EXECUÇÃO PENAL. LIBERDADE CONDICIONAL.
ATESTADO DE COMPORTAMENTO CARCERÁRIO
FAVORÁVEL. NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE
EXAME CRIMNOLÓGICO. AUSÊNCIA DE REQUISITO
SUBJETIVO ANTE AS PECULIARIDADES DO CASO
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.306 / RS
de que se realizasse o exame criminológico, justificando o pedido na
propensão do paciente ao crime e, consectariamente, na possibilidade de
reiteração delituosa.
Indeferido o pedido de reconsideração, em 30/09/09, o Parquet
estadual interpôs agravo em execução, o qual foi provido pelo TJ/RS para
revogar o benefício, dando ensejo à impetração de habeas corpus no STJ,
que denegou a ordem nos termos da ementa acima transcrita.
A Defensoria Pública da União alega que os únicos requisitos
necessários à concessão da liberdade condicional, em caso de reincidente
por crime doloso, são o cumprimento da metade da pena e o bom
comportamento carcerário atestado pelo Diretor da Penitenciária,
devendo, por isso, ser afastada a suposição de que o paciente irá infringir
a lei.
Sustenta que “o Estado Democrático de Direito se fulcra no princípio da
dignidade da pessoa humana, e que uma de suas vertentes constitucionais é a
presunção de inocência (art. 5º, LVII, da CF/88)”.
Requer a concessão de liminar sem, no entanto, especificar o
objetivo. No mérito, a concessão da ordem a fim de que se conceda a
liberdade condicional.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal manifestou-se no sentido da denegação
da ordem em parecer assim ementado:
“EXECUÇÃO PENAL. LIBERDADE CONDICIONAL.
ATESTADO DE COMPORTAMENTO CARCERÁRIO
FAVORÁVEL. NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE
EXAME CRIMNOLÓGICO. AUSÊNCIA DE REQUISITO
SUBJETIVO ANTE AS PECULIARIDADES DO CASO
2
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Relatório
HC 110.306 / RS
CONCRETO. PACIENTE REINCIDENTE, COM HISTÓRICO
DE FUGAS E COMETIMENTO DE CRIMES DOLOSOS
DURANTE O PERÍODO DE EXECUÇÃO DA PENA. WRIT
REITERANDO A PRETENSÃO. DECISÃO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO
ILEGAL. PARECER PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM.”
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 110.306 / RS
CONCRETO. PACIENTE REINCIDENTE, COM HISTÓRICO
DE FUGAS E COMETIMENTO DE CRIMES DOLOSOS
DURANTE O PERÍODO DE EXECUÇÃO DA PENA. WRIT
REITERANDO A PRETENSÃO. DECISÃO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO
ILEGAL. PARECER PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM.”
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Constato, ab initio, que o
Juízo da Execução Penal revogara, em 13/07/10, o livramento condicional,
com fundamento no art. 87 do Código Penal, verbis:
“Art. 87. O juiz poderá, também, revogar o livramento
condicional, se o liberado deixar de cumprir qualquer das
obrigações constantes da sentença, ou for irreconhecivelmente
condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja
privativa de liberdade.”
Deveras, o paciente descumpriu as condições da liberdade
condicional após a interposição do agravo em execução, por isso o Juízo
da Execução a revogou. Posteriormente, em 19/08/10, o Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul proveu o agravo do Parquet para, também, revogá-
la, cabendo deduzir que não tivera ciência da anterior decisão do Juízo da
Execução, caso contrário teria, obviamente, declarado a prejudicialidade
do recurso.
A Lei n. 10.792/03 deu nova redação ao artigo 112 da Lei n. 7.210/84 –
LEP -1, excluindo a previsão de exame criminológico para a obtenção da
progressão de regime, livramento condicional, indulto e comutação de
penas.
1
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a
transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver
cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento
carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a
progressão.
§ 2º Idêntico procedimento será adotado na concessão do livramento condicional, indulto e
comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Constato, ab initio, que o
Juízo da Execução Penal revogara, em 13/07/10, o livramento condicional,
com fundamento no art. 87 do Código Penal, verbis:
“Art. 87. O juiz poderá, também, revogar o livramento
condicional, se o liberado deixar de cumprir qualquer das
obrigações constantes da sentença, ou for irreconhecivelmente
condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja
privativa de liberdade.”
Deveras, o paciente descumpriu as condições da liberdade
condicional após a interposição do agravo em execução, por isso o Juízo
da Execução a revogou. Posteriormente, em 19/08/10, o Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul proveu o agravo do Parquet para, também, revogá-
la, cabendo deduzir que não tivera ciência da anterior decisão do Juízo da
Execução, caso contrário teria, obviamente, declarado a prejudicialidade
do recurso.
A Lei n. 10.792/03 deu nova redação ao artigo 112 da Lei n. 7.210/84 –
LEP -1, excluindo a previsão de exame criminológico para a obtenção da
progressão de regime, livramento condicional, indulto e comutação de
penas.
1
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a
transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver
cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento
carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a
progressão.
§ 2º Idêntico procedimento será adotado na concessão do livramento condicional, indulto e
comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 110.306 / RS
O silêncio da Lei n. 10.792/03 a respeito da obrigatoriedade do exame
criminológico não inibe o juízo da execução do poder de determiná-lo,
desde que fundamentadamente. Isto porque a análise do requisito
subjetivo pressupõe a verificação do mérito do condenado, que não está
restrito ao “bom comportamento carcerário”, como faz parecer a
literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o
diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em
simples homologador.
O mérito de um indivíduo não resulta apenas de seu bom
comportamento carcerário, mas, sobretudo, da análise de suas
características psicológicas e da probabilidade da eficácia dos benefícios
da execução em sua ressocialização.
Esta Corte vem, reiteradamente, decidindo que a realização do
exame criminológico é facultativa, cabendo ao juízo da execução
determiná-la, ou não, desde que em decisão fundamentada, consoante se
verifica nas ementas dos seguintes julgados:
“EMENTA: HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL.
PROGRESSÃO DE REGIME. 1. SUPERVENIÊNCIA DE NOVAS
DECISÕES PROFERIDAS PELO JUÍZO DA EXECUÇÃO,
CUJOS
FUNDAMENTOS
SUBSTITUEM
AQUELES
SUBMETIDOS AO EXAME DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA E, POSTERIORMENTE, POR INTERMÉDIO DA
PRESENTE IMPETRAÇÃO, AO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 2. ELABORAÇÃO DE EXAME CRIMINOLÓGICO
PARA FINS DE PROGRESSÃO: POSSIBILIDADE, MESMO
COM A SUPERVENIÊNCIA DA LEI N. 10.792/2003.
NECESSIDADE DE DECISÃO FUNDAMENTADA. 1. A
decisão pela qual se indeferiu o pedido de progressão de
regime e que levou a defesa do ora Paciente a percorrer as
instâncias antecedentes até a impetração do presente habeas
corpus foi substituída pelas proferidas posteriormente. 2.
Conforme entendimento firmado neste Supremo Tribunal, a
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.306 / RS
O silêncio da Lei n. 10.792/03 a respeito da obrigatoriedade do exame
criminológico não inibe o juízo da execução do poder de determiná-lo,
desde que fundamentadamente. Isto porque a análise do requisito
subjetivo pressupõe a verificação do mérito do condenado, que não está
restrito ao “bom comportamento carcerário”, como faz parecer a
literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o
diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em
simples homologador.
O mérito de um indivíduo não resulta apenas de seu bom
comportamento carcerário, mas, sobretudo, da análise de suas
características psicológicas e da probabilidade da eficácia dos benefícios
da execução em sua ressocialização.
Esta Corte vem, reiteradamente, decidindo que a realização do
exame criminológico é facultativa, cabendo ao juízo da execução
determiná-la, ou não, desde que em decisão fundamentada, consoante se
verifica nas ementas dos seguintes julgados:
“EMENTA: HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL.
PROGRESSÃO DE REGIME. 1. SUPERVENIÊNCIA DE NOVAS
DECISÕES PROFERIDAS PELO JUÍZO DA EXECUÇÃO,
CUJOS
FUNDAMENTOS
SUBSTITUEM
AQUELES
SUBMETIDOS AO EXAME DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA E, POSTERIORMENTE, POR INTERMÉDIO DA
PRESENTE IMPETRAÇÃO, AO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 2. ELABORAÇÃO DE EXAME CRIMINOLÓGICO
PARA FINS DE PROGRESSÃO: POSSIBILIDADE, MESMO
COM A SUPERVENIÊNCIA DA LEI N. 10.792/2003.
NECESSIDADE DE DECISÃO FUNDAMENTADA. 1. A
decisão pela qual se indeferiu o pedido de progressão de
regime e que levou a defesa do ora Paciente a percorrer as
instâncias antecedentes até a impetração do presente habeas
corpus foi substituída pelas proferidas posteriormente. 2.
Conforme entendimento firmado neste Supremo Tribunal, a
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 110.306 / RS
superveniência da Lei n. 10.792/2003 não dispensou, mas
apenas tornou facultativa a realização de exames criminológicos
para a aferição da personalidade e do grau de periculosidade
do sentenciado. Precedentes. 3. As avaliações psicossociais estão
compreendidas no gênero “exame criminológico” e podem
servir de subsídio técnico para a formação da livre convicção do
magistrado. 4. Na linha dos precedentes deste Supremo
Tribunal posteriores à Lei n. 10.792/2003, o exame
criminológico, embora facultativo, deve ser feito por decisão
devidamente fundamentada, com a indicação dos motivos
pelos quais, considerando-se as circunstâncias do caso concreto,
ele seria necessário, como se tem na espécie. 5. Ordem
denegada.” (HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, Primeira Turma, DJ de 21.3.11).
“EMENTA
Habeas corpus. Execução penal. Exame
criminológico. Lei nº 10.792/03. Progressão de regime. Decisão
fundamentada. Habeas Corpus denegado. Acompanhamento
psicológico por profissional habilitado disponibilizado pelo
estado. Direito do preso (art. 41, inciso VII, da Lei nº 7.210/84).
Ordem concedida de ofício para esse fim. 1. Esta Suprema Corte
vem se pronunciando no sentido de que “o exame
criminológico, embora facultativo, deve ser feito por decisão
devidamente fundamentada, com a indicação dos motivos
pelos quais, considerando-se as circunstâncias do caso concreto,
ele seria necessário” (HC nº 94.503/RS, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/12/08). 2. Habeas
Corpus denegado. 3. É fundamental que o estado ofereça as
necessárias condições ao paciente, disponibilizando profissional
de psicologia para realizar o seu regular acompanhamento, por
se tratar, inclusive, de um direito ao preso, consagrado na Seção
II, art. 41, inciso VII, da Lei nº 7.210/84. 4. Ordem concedida de
ofício para esse fim.” (HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11).
3
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HC 110.306 / RS
superveniência da Lei n. 10.792/2003 não dispensou, mas
apenas tornou facultativa a realização de exames criminológicos
para a aferição da personalidade e do grau de periculosidade
do sentenciado. Precedentes. 3. As avaliações psicossociais estão
compreendidas no gênero “exame criminológico” e podem
servir de subsídio técnico para a formação da livre convicção do
magistrado. 4. Na linha dos precedentes deste Supremo
Tribunal posteriores à Lei n. 10.792/2003, o exame
criminológico, embora facultativo, deve ser feito por decisão
devidamente fundamentada, com a indicação dos motivos
pelos quais, considerando-se as circunstâncias do caso concreto,
ele seria necessário, como se tem na espécie. 5. Ordem
denegada.” (HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, Primeira Turma, DJ de 21.3.11).
“EMENTA
Habeas corpus. Execução penal. Exame
criminológico. Lei nº 10.792/03. Progressão de regime. Decisão
fundamentada. Habeas Corpus denegado. Acompanhamento
psicológico por profissional habilitado disponibilizado pelo
estado. Direito do preso (art. 41, inciso VII, da Lei nº 7.210/84).
Ordem concedida de ofício para esse fim. 1. Esta Suprema Corte
vem se pronunciando no sentido de que “o exame
criminológico, embora facultativo, deve ser feito por decisão
devidamente fundamentada, com a indicação dos motivos
pelos quais, considerando-se as circunstâncias do caso concreto,
ele seria necessário” (HC nº 94.503/RS, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/12/08). 2. Habeas
Corpus denegado. 3. É fundamental que o estado ofereça as
necessárias condições ao paciente, disponibilizando profissional
de psicologia para realizar o seu regular acompanhamento, por
se tratar, inclusive, de um direito ao preso, consagrado na Seção
II, art. 41, inciso VII, da Lei nº 7.210/84. 4. Ordem concedida de
ofício para esse fim.” (HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11).
3
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 110.306 / RS
“EMENTA:
HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE
REGIME. LAUDO PERICIAL DESFAVORÁVEL. REQUISITO
SUBJETIVO
NÃO
CUMPRIDO.
AUSENTE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. 1. É
lícita a realização de exame criminológico para análise dos
requisitos subjetivos para a progressão de regime, nos termos
do decidido no HC 82.959/STF. 2. O bom comportamento
carcerário não é suficiente para a concessão do requisito da
progressão, quando existente laudo pericial desfavorável ao
regime menos gravoso. 3. Ordem denegada.” (HC n. 102.859/SP,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de
1º.02.10).
In casu, o paciente cumpre pena de 46 (quarenta e seis) anos, 8 (oito)
meses e 5 (cinco) dias de reclusão por crimes de tráfico de drogas, roubo e
furto qualificado, com previsão de término em 5 de novembro de 2019, e
há notícia nos autos de fugas e cometimento de crimes dolosos com
violência e grave ameaça à pessoa durante o curso da execução da pena,
circunstâncias que recomendam a realização do exame criminológico
para concluir-se pelo retorno, ou não, ao convívio social.
Ex positis, denego a ordem.
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 110.306 / RS
“EMENTA:
HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE
REGIME. LAUDO PERICIAL DESFAVORÁVEL. REQUISITO
SUBJETIVO
NÃO
CUMPRIDO.
AUSENTE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. 1. É
lícita a realização de exame criminológico para análise dos
requisitos subjetivos para a progressão de regime, nos termos
do decidido no HC 82.959/STF. 2. O bom comportamento
carcerário não é suficiente para a concessão do requisito da
progressão, quando existente laudo pericial desfavorável ao
regime menos gravoso. 3. Ordem denegada.” (HC n. 102.859/SP,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de
1º.02.10).
In casu, o paciente cumpre pena de 46 (quarenta e seis) anos, 8 (oito)
meses e 5 (cinco) dias de reclusão por crimes de tráfico de drogas, roubo e
furto qualificado, com previsão de término em 5 de novembro de 2019, e
há notícia nos autos de fugas e cometimento de crimes dolosos com
violência e grave ameaça à pessoa durante o curso da execução da pena,
circunstâncias que recomendam a realização do exame criminológico
para concluir-se pelo retorno, ou não, ao convívio social.
Ex positis, denego a ordem.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reporto-
me ao voto proferido há pouco, no Habeas Corpus nº 112.540, que farei
transcrever nas notas taquigráficas, e defiro a ordem:
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente,
continuo acreditando que nossa atividade é vinculada ao
direito posto. O que tivemos antes em termos de normatização?
A exigência do exame criminológico. Veio à balha a Lei nº 10.
792/2003, que suprimiu essa exigência. Rege o Direito Penal o
princípio da legalidade. Há projetos em trâmite na Câmara dos
Deputados em que se busca restabelecer a exigência. Por isso,
concedo a ordem.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
De qualquer sorte, proponho que seja concedido de ofício
para assegurar o tratamento. É bem clara aquela situação de
uma pessoa que realmente precisa de um acompanhamento.
São crimes sexuais.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O que não
acredito que ocorra ante as condições do próprio Estado em
termos de assistência aos menos afortunados.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Mas Vossa Excelência acompanharia também quanto a
essa?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim, sem
dúvida.
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reporto-
me ao voto proferido há pouco, no Habeas Corpus nº 112.540, que farei
transcrever nas notas taquigráficas, e defiro a ordem:
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente,
continuo acreditando que nossa atividade é vinculada ao
direito posto. O que tivemos antes em termos de normatização?
A exigência do exame criminológico. Veio à balha a Lei nº 10.
792/2003, que suprimiu essa exigência. Rege o Direito Penal o
princípio da legalidade. Há projetos em trâmite na Câmara dos
Deputados em que se busca restabelecer a exigência. Por isso,
concedo a ordem.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
De qualquer sorte, proponho que seja concedido de ofício
para assegurar o tratamento. É bem clara aquela situação de
uma pessoa que realmente precisa de um acompanhamento.
São crimes sexuais.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O que não
acredito que ocorra ante as condições do próprio Estado em
termos de assistência aos menos afortunados.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Mas Vossa Excelência acompanharia também quanto a
essa?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim, sem
dúvida.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.306
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.306
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2500404
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-08T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. CONCESSÃO DE LIVRAMENTO CONDICIONAL COM ESTEIO APENAS NO ATESTADO DE BOM COMPORTAMENTO CARCERÁRIO. EXECUÇÃO DA PENA DE 46 (QUARENTA E SEIS) ANOS, 8 (OITO) MESES E 5 (CINCO) DIAS DE RECLUSÃO CRIMES DE TRÁFICO DE DROGAS, ROUBO E FURTO QUALIFICADOS E HISTÓRICO DE FUGA E CRIMES DOLOSOS PRATICADOS COM VIOLÊNCIA E GRAVE AMEAÇA À PESSOA NO CURSO DA EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO EM EXECUÇÃO PROVIDO PARA CASSAR O BENEFÍCIO. ACÓRDÃO MANTIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXAME CRIMINOLÓGICO: SILÊNCIO DA LEI. JURISPRUDÊNCIA DO STF.
1. A Lei n. 10.792/03 deu nova redação ao artigo 112 da Lei n. 7.210/84 – LEP -, excluindo a previsão de exame criminológico para a obtenção da progressão de regime, livramento condicional, indulto e comutação de penas.
2. O silêncio da Lei a respeito da obrigatoriedade do exame criminológico não inibe o juízo da execução do poder de determiná-lo, desde que fundamentadamente. Isto porque a análise do requisito subjetivo pressupõe a verificação do mérito do condenado, que não está adstrito ao “bom comportamento carcerário”, como faz parecer a literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em simples homologador, como assentado na ementa do Tribunal a quo. Precedentes: HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 21.3.11; HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11; e HC n. 102.859/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 1º.02.10.
3. In casu, o paciente cumpre pena de 46 (quarenta e seis) anos, 8 (oito) meses e 5 (cinco) dias de reclusão por crimes de tráfico de drogas, roubo e furto qualificado, com previsão de término em 5 de novembro de 2019, e há notícia nos autos de fugas e cometimento de crimes dolosos com violência e grave ameaça à pessoa durante o curso da execução da pena, circunstâncias que recomendam a realização do exame criminológico para concluir-se pelo retorno, ou não, ao convívio social.
4. Ordem denegada.
|
sjur212302
|
- Acórdãos citados: HC 105234, HC 106477, HC 102859
Número de páginas: 11.
Análise: 13/08/2012, BMB.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
110306
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00087 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\r\n ART-00112 REDAÇÃO DADA PELA LEI-10792/2003 \r\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-010792 ANO-2003\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
HC
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acordaos
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HC 110306
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""
] |
PACTE.(S) : JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. CONCESSÃO
DE LIVRAMENTO CONDICIONAL COM ESTEIO APENAS NO
ATESTADO DE BOM COMPORTAMENTO CARCERÁRIO.
EXECUÇÃO DA PENA DE 46 (QUARENTA E SEIS) ANOS, 8 (OITO)
MESES E 5 (CINCO) DIAS DE RECLUSÃO CRIMES DE TRÁFICO DE
DROGAS, ROUBO E FURTO QUALIFICADOS E HISTÓRICO DE
FUGA E CRIMES DOLOSOS PRATICADOS COM VIOLÊNCIA E
GRAVE AMEAÇA À PESSOA NO CURSO DA EXECUÇÃO PENAL.
AGRAVO EM EXECUÇÃO PROVIDO PARA CASSAR O BENEFÍCIO.
ACÓRDÃO MANTIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
EXAME CRIMINOLÓGICO: SILÊNCIO DA LEI. JURISPRUDÊNCIA
DO Supremo Tribunal Federal.
1. A Lei n. 10.792/03 deu nova redação ao artigo 112 da Lei n.
7.210/84 – LEP -, excluindo a previsão de exame criminológico para a
obtenção da progressão de regime, livramento condicional, indulto e
comutação de penas.
2. O silêncio da Lei a respeito da obrigatoriedade do exame
criminológico não inibe o juízo da execução do poder de determiná-lo,
desde que fundamentadamente. Isto porque a análise do requisito
subjetivo pressupõe a verificação do mérito do condenado, que não está
adstrito ao “bom comportamento carcerário”, como faz parecer a
literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o
diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em
simples homologador, como assentado na ementa do Tribunal a quo.
Precedentes: HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
Primeira Turma, DJ de 21.3.11; HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias
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DJe 08/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 110.306 / RS
Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11; e HC n. 102.859/SP, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 1....02.10.
3. In casu, o paciente cumpre pena de 46 (quarenta e seis) anos, 8
(oito) meses e 5 (cinco) dias de reclusão por crimes de tráfico de drogas,
roubo e furto qualificado, com previsão de término em 5 de novembro de
2019, e há notícia nos autos de fugas e cometimento de crimes dolosos
com violência e grave ameaça à pessoa durante o curso da execução da
pena, circunstâncias que recomendam a realização do exame
criminológico para concluir-se pelo retorno, ou não, ao convívio social.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 110.306 / RS
Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11; e HC n. 102.859/SP, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de 1....02.10.
3. In casu, o paciente cumpre pena de 46 (quarenta e seis) anos, 8
(oito) meses e 5 (cinco) dias de reclusão por crimes de tráfico de drogas,
roubo e furto qualificado, com previsão de término em 5 de novembro de
2019, e há notícia nos autos de fugas e cometimento de crimes dolosos
com violência e grave ameaça à pessoa durante o curso da execução da
pena, circunstâncias que recomendam a realização do exame
criminológico para concluir-se pelo retorno, ou não, ao convívio social.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas
corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus,
com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal
de Justiça, cuja ementa tem o seguinte teor:
“HABEAS CORPUS.
SETE CONDENAÇÕES POR
ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PEDIDO DE LIVRAMENTO
CONDICIONAL. DEFERIMENTO PELO JUÍZO DAS
EXECUÇÕES PENAIS. CASSAÇÃO DO DECISUM PELA
CORTE DE ORIGEM. REQUISITO SUBJETIVO NÃO
COMPROVADO. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
DENEGADA.
1. ‘Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do
caso, desde que em decisão motivada’. (Enunciado n 439 da Súmula
desta Corte).
2. Na hipótese, entendeu o Tribunal de origem que seria
recomendável uma melhor avaliação do requisito subjetivo, por
meio da realização do exame criminológico, com base no
retrospecto de vida do apenado, condenado pela prática de
vários crimes, tendo uma longo pena a cumprir.
3. Ordem denegada.”
O Juízo da Execução Penal concedeu livramento condicional ao
paciente.
O Ministério Público requereu fosse a decisão reconsiderada a fim
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus,
com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal
de Justiça, cuja ementa tem o seguinte teor:
“HABEAS CORPUS.
SETE CONDENAÇÕES POR
ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PEDIDO DE LIVRAMENTO
CONDICIONAL. DEFERIMENTO PELO JUÍZO DAS
EXECUÇÕES PENAIS. CASSAÇÃO DO DECISUM PELA
CORTE DE ORIGEM. REQUISITO SUBJETIVO NÃO
COMPROVADO. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
DENEGADA.
1. ‘Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do
caso, desde que em decisão motivada’. (Enunciado n 439 da Súmula
desta Corte).
2. Na hipótese, entendeu o Tribunal de origem que seria
recomendável uma melhor avaliação do requisito subjetivo, por
meio da realização do exame criminológico, com base no
retrospecto de vida do apenado, condenado pela prática de
vários crimes, tendo uma longo pena a cumprir.
3. Ordem denegada.”
O Juízo da Execução Penal concedeu livramento condicional ao
paciente.
O Ministério Público requereu fosse a decisão reconsiderada a fim
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 110.306 / RS
de que se realizasse o exame criminológico, justificando o pedido na
propensão do paciente ao crime e, consectariamente, na possibilidade de
reiteração delituosa.
Indeferido o pedido de reconsideração, em 30/09/09, o Parquet
estadual interpôs agravo em execução, o qual foi provido pelo TJ/RS para
revogar o benefício, dando ensejo à impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça,
que denegou a ordem nos termos da ementa acima transcrita.
A Defensoria Pública da União alega que os únicos requisitos
necessários à concessão da liberdade condicional, em caso de reincidente
por crime doloso, são o cumprimento da metade da pena e o bom
comportamento carcerário atestado pelo Diretor da Penitenciária,
devendo, por isso, ser afastada a suposição de que o paciente irá infringir
a lei.
Sustenta que “o Estado Democrático de Direito se fulcra no princípio da
dignidade da pessoa humana, e que uma de suas vertentes constitucionais é a
presunção de inocência (art. 5..., LVII, da Constituição Federal de 1988/88)”.
Requer a concessão de liminar sem, no entanto, especificar o
objetivo. No mérito, a concessão da ordem a fim de que se conceda a
liberdade condicional.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal manifestou-se no sentido da denegação
da ordem em parecer assim ementado:
“EXECUÇÃO PENAL. LIBERDADE CONDICIONAL.
ATESTADO DE COMPORTAMENTO CARCERÁRIO
FAVORÁVEL. NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE
EXAME CRIMNOLÓGICO. AUSÊNCIA DE REQUISITO
SUBJETIVO ANTE AS PECULIARIDADES DO CASO
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.306 / RS
de que se realizasse o exame criminológico, justificando o pedido na
propensão do paciente ao crime e, consectariamente, na possibilidade de
reiteração delituosa.
Indeferido o pedido de reconsideração, em 30/09/09, o Parquet
estadual interpôs agravo em execução, o qual foi provido pelo TJ/RS para
revogar o benefício, dando ensejo à impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça,
que denegou a ordem nos termos da ementa acima transcrita.
A Defensoria Pública da União alega que os únicos requisitos
necessários à concessão da liberdade condicional, em caso de reincidente
por crime doloso, são o cumprimento da metade da pena e o bom
comportamento carcerário atestado pelo Diretor da Penitenciária,
devendo, por isso, ser afastada a suposição de que o paciente irá infringir
a lei.
Sustenta que “o Estado Democrático de Direito se fulcra no princípio da
dignidade da pessoa humana, e que uma de suas vertentes constitucionais é a
presunção de inocência (art. 5..., LVII, da Constituição Federal de 1988/88)”.
Requer a concessão de liminar sem, no entanto, especificar o
objetivo. No mérito, a concessão da ordem a fim de que se conceda a
liberdade condicional.
A liminar foi indeferida.
O Ministério Público Federal manifestou-se no sentido da denegação
da ordem em parecer assim ementado:
“EXECUÇÃO PENAL. LIBERDADE CONDICIONAL.
ATESTADO DE COMPORTAMENTO CARCERÁRIO
FAVORÁVEL. NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE
EXAME CRIMNOLÓGICO. AUSÊNCIA DE REQUISITO
SUBJETIVO ANTE AS PECULIARIDADES DO CASO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
HC 110.306 / RS
CONCRETO. PACIENTE REINCIDENTE, COM HISTÓRICO
DE FUGAS E COMETIMENTO DE CRIMES DOLOSOS
DURANTE O PERÍODO DE EXECUÇÃO DA PENA. WRIT
REITERANDO A PRETENSÃO. DECISÃO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO
ILEGAL. PARECER PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM.”
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 110.306 / RS
CONCRETO. PACIENTE REINCIDENTE, COM HISTÓRICO
DE FUGAS E COMETIMENTO DE CRIMES DOLOSOS
DURANTE O PERÍODO DE EXECUÇÃO DA PENA. WRIT
REITERANDO A PRETENSÃO. DECISÃO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO
ILEGAL. PARECER PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM.”
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Constato, ab initio, que o
Juízo da Execução Penal revogara, em 13/07/10, o livramento condicional,
com fundamento no art. 87 do Código Penal, verbis:
“Art. 87. O juiz poderá, também, revogar o livramento
condicional, se o liberado deixar de cumprir qualquer das
obrigações constantes da sentença, ou for irreconhecivelmente
condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja
privativa de liberdade.”
Deveras, o paciente descumpriu as condições da liberdade
condicional após a interposição do agravo em execução, por isso o Juízo
da Execução a revogou. Posteriormente, em 19/08/10, o Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul proveu o agravo do Parquet para, também, revogá-
la, cabendo deduzir que não tivera ciência da anterior decisão do Juízo da
Execução, caso contrário teria, obviamente, declarado a prejudicialidade
do recurso.
A Lei n. 10.792/03 deu nova redação ao artigo 112 da Lei n. 7.210/84 –
LEP -1, excluindo a previsão de exame criminológico para a obtenção da
progressão de regime, livramento condicional, indulto e comutação de
penas.
1
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a
transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver
cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento
carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a
progressão.
§ 2... Idêntico procedimento será adotado na concessão do livramento condicional, indulto e
comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.
Supremo Tribunal Federal
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Constato, ab initio, que o
Juízo da Execução Penal revogara, em 13/07/10, o livramento condicional,
com fundamento no art. 87 do Código Penal, verbis:
“Art. 87. O juiz poderá, também, revogar o livramento
condicional, se o liberado deixar de cumprir qualquer das
obrigações constantes da sentença, ou for irreconhecivelmente
condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja
privativa de liberdade.”
Deveras, o paciente descumpriu as condições da liberdade
condicional após a interposição do agravo em execução, por isso o Juízo
da Execução a revogou. Posteriormente, em 19/08/10, o Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul proveu o agravo do Parquet para, também, revogá-
la, cabendo deduzir que não tivera ciência da anterior decisão do Juízo da
Execução, caso contrário teria, obviamente, declarado a prejudicialidade
do recurso.
A Lei n. 10.792/03 deu nova redação ao artigo 112 da Lei n. 7.210/84 –
LEP -1, excluindo a previsão de exame criminológico para a obtenção da
progressão de regime, livramento condicional, indulto e comutação de
penas.
1
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a
transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver
cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento
carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a
progressão.
§ 2... Idêntico procedimento será adotado na concessão do livramento condicional, indulto e
comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 110.306 / RS
O silêncio da Lei n. 10.792/03 a respeito da obrigatoriedade do exame
criminológico não inibe o juízo da execução do poder de determiná-lo,
desde que fundamentadamente. Isto porque a análise do requisito
subjetivo pressupõe a verificação do mérito do condenado, que não está
restrito ao “bom comportamento carcerário”, como faz parecer a
literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o
diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em
simples homologador.
O mérito de um indivíduo não resulta apenas de seu bom
comportamento carcerário, mas, sobretudo, da análise de suas
características psicológicas e da probabilidade da eficácia dos benefícios
da execução em sua ressocialização.
Esta Corte vem, reiteradamente, decidindo que a realização do
exame criminológico é facultativa, cabendo ao juízo da execução
determiná-la, ou não, desde que em decisão fundamentada, consoante se
verifica nas ementas dos seguintes julgados:
“EMENTA: HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL.
PROGRESSÃO DE REGIME. 1. SUPERVENIÊNCIA DE NOVAS
DECISÕES PROFERIDAS PELO JUÍZO DA EXECUÇÃO,
CUJOS
FUNDAMENTOS
SUBSTITUEM
AQUELES
SUBMETIDOS AO EXAME DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA E, POSTERIORMENTE, POR INTERMÉDIO DA
PRESENTE IMPETRAÇÃO, AO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 2. ELABORAÇÃO DE EXAME CRIMINOLÓGICO
PARA FINS DE PROGRESSÃO: POSSIBILIDADE, MESMO
COM A SUPERVENIÊNCIA DA LEI N. 10.792/2003.
NECESSIDADE DE DECISÃO FUNDAMENTADA. 1. A
decisão pela qual se indeferiu o pedido de progressão de
regime e que levou a defesa do ora Paciente a percorrer as
instâncias antecedentes até a impetração do presente habeas
corpus foi substituída pelas proferidas posteriormente. 2.
Conforme entendimento firmado neste Supremo Tribunal, a
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.306 / RS
O silêncio da Lei n. 10.792/03 a respeito da obrigatoriedade do exame
criminológico não inibe o juízo da execução do poder de determiná-lo,
desde que fundamentadamente. Isto porque a análise do requisito
subjetivo pressupõe a verificação do mérito do condenado, que não está
restrito ao “bom comportamento carcerário”, como faz parecer a
literalidade da lei, sob pena de concretizar-se o absurdo de transformar o
diretor do presídio no verdadeiro concedente do benefício e o juiz em
simples homologador.
O mérito de um indivíduo não resulta apenas de seu bom
comportamento carcerário, mas, sobretudo, da análise de suas
características psicológicas e da probabilidade da eficácia dos benefícios
da execução em sua ressocialização.
Esta Corte vem, reiteradamente, decidindo que a realização do
exame criminológico é facultativa, cabendo ao juízo da execução
determiná-la, ou não, desde que em decisão fundamentada, consoante se
verifica nas ementas dos seguintes julgados:
“EMENTA: HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL.
PROGRESSÃO DE REGIME. 1. SUPERVENIÊNCIA DE NOVAS
DECISÕES PROFERIDAS PELO JUÍZO DA EXECUÇÃO,
CUJOS
FUNDAMENTOS
SUBSTITUEM
AQUELES
SUBMETIDOS AO EXAME DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA E, POSTERIORMENTE, POR INTERMÉDIO DA
PRESENTE IMPETRAÇÃO, AO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 2. ELABORAÇÃO DE EXAME CRIMINOLÓGICO
PARA FINS DE PROGRESSÃO: POSSIBILIDADE, MESMO
COM A SUPERVENIÊNCIA DA LEI N. 10.792/2003.
NECESSIDADE DE DECISÃO FUNDAMENTADA. 1. A
decisão pela qual se indeferiu o pedido de progressão de
regime e que levou a defesa do ora Paciente a percorrer as
instâncias antecedentes até a impetração do presente habeas
corpus foi substituída pelas proferidas posteriormente. 2.
Conforme entendimento firmado neste Supremo Tribunal, a
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 110.306 / RS
superveniência da Lei n. 10.792/2003 não dispensou, mas
apenas tornou facultativa a realização de exames criminológicos
para a aferição da personalidade e do grau de periculosidade
do sentenciado. Precedentes. 3. As avaliações psicossociais estão
compreendidas no gênero “exame criminológico” e podem
servir de subsídio técnico para a formação da livre convicção do
magistrado. 4. Na linha dos precedentes deste Supremo
Tribunal posteriores à Lei n. 10.792/2003, o exame
criminológico, embora facultativo, deve ser feito por decisão
devidamente fundamentada, com a indicação dos motivos
pelos quais, considerando-se as circunstâncias do caso concreto,
ele seria necessário, como se tem na espécie. 5. Ordem
denegada.” (HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, Primeira Turma, DJ de 21.3.11).
“EMENTA
Habeas corpus. Execução penal. Exame
criminológico. Lei n 10.792/03. Progressão de regime. Decisão
fundamentada. Habeas Corpus denegado. Acompanhamento
psicológico por profissional habilitado disponibilizado pelo
estado. Direito do preso (art. 41, inciso VII, da Lei n 7.210/84).
Ordem concedida de ofício para esse fim. 1. Esta Suprema Corte
vem se pronunciando no sentido de que “o exame
criminológico, embora facultativo, deve ser feito por decisão
devidamente fundamentada, com a indicação dos motivos
pelos quais, considerando-se as circunstâncias do caso concreto,
ele seria necessário” (HC n 94.503/RS, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/12/08). 2. Habeas
Corpus denegado. 3. É fundamental que o estado ofereça as
necessárias condições ao paciente, disponibilizando profissional
de psicologia para realizar o seu regular acompanhamento, por
se tratar, inclusive, de um direito ao preso, consagrado na Seção
II, art. 41, inciso VII, da Lei n 7.210/84. 4. Ordem concedida de
ofício para esse fim.” (HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11).
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 110.306 / RS
superveniência da Lei n. 10.792/2003 não dispensou, mas
apenas tornou facultativa a realização de exames criminológicos
para a aferição da personalidade e do grau de periculosidade
do sentenciado. Precedentes. 3. As avaliações psicossociais estão
compreendidas no gênero “exame criminológico” e podem
servir de subsídio técnico para a formação da livre convicção do
magistrado. 4. Na linha dos precedentes deste Supremo
Tribunal posteriores à Lei n. 10.792/2003, o exame
criminológico, embora facultativo, deve ser feito por decisão
devidamente fundamentada, com a indicação dos motivos
pelos quais, considerando-se as circunstâncias do caso concreto,
ele seria necessário, como se tem na espécie. 5. Ordem
denegada.” (HC n. 105.234/RS, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, Primeira Turma, DJ de 21.3.11).
“EMENTA
Habeas corpus. Execução penal. Exame
criminológico. Lei n 10.792/03. Progressão de regime. Decisão
fundamentada. Habeas Corpus denegado. Acompanhamento
psicológico por profissional habilitado disponibilizado pelo
estado. Direito do preso (art. 41, inciso VII, da Lei n 7.210/84).
Ordem concedida de ofício para esse fim. 1. Esta Suprema Corte
vem se pronunciando no sentido de que “o exame
criminológico, embora facultativo, deve ser feito por decisão
devidamente fundamentada, com a indicação dos motivos
pelos quais, considerando-se as circunstâncias do caso concreto,
ele seria necessário” (HC n 94.503/RS, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/12/08). 2. Habeas
Corpus denegado. 3. É fundamental que o estado ofereça as
necessárias condições ao paciente, disponibilizando profissional
de psicologia para realizar o seu regular acompanhamento, por
se tratar, inclusive, de um direito ao preso, consagrado na Seção
II, art. 41, inciso VII, da Lei n 7.210/84. 4. Ordem concedida de
ofício para esse fim.” (HC n. 106.477/RS, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJ de 19.4.11).
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 110.306 / RS
“EMENTA:
HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE
REGIME. LAUDO PERICIAL DESFAVORÁVEL. REQUISITO
SUBJETIVO
NÃO
CUMPRIDO.
AUSENTE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. 1. É
lícita a realização de exame criminológico para análise dos
requisitos subjetivos para a progressão de regime, nos termos
do decidido no HC 82.959/Supremo Tribunal Federal. 2. O bom comportamento
carcerário não é suficiente para a concessão do requisito da
progressão, quando existente laudo pericial desfavorável ao
regime menos gravoso. 3. Ordem denegada.” (HC n. 102.859/SP,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de
1....02.10).
In casu, o paciente cumpre pena de 46 (quarenta e seis) anos, 8 (oito)
meses e 5 (cinco) dias de reclusão por crimes de tráfico de drogas, roubo e
furto qualificado, com previsão de término em 5 de novembro de 2019, e
há notícia nos autos de fugas e cometimento de crimes dolosos com
violência e grave ameaça à pessoa durante o curso da execução da pena,
circunstâncias que recomendam a realização do exame criminológico
para concluir-se pelo retorno, ou não, ao convívio social.
Ex positis, denego a ordem.
4
Supremo Tribunal Federal
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“EMENTA:
HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE
REGIME. LAUDO PERICIAL DESFAVORÁVEL. REQUISITO
SUBJETIVO
NÃO
CUMPRIDO.
AUSENTE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. 1. É
lícita a realização de exame criminológico para análise dos
requisitos subjetivos para a progressão de regime, nos termos
do decidido no HC 82.959/Supremo Tribunal Federal. 2. O bom comportamento
carcerário não é suficiente para a concessão do requisito da
progressão, quando existente laudo pericial desfavorável ao
regime menos gravoso. 3. Ordem denegada.” (HC n. 102.859/SP,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ de
1....02.10).
In casu, o paciente cumpre pena de 46 (quarenta e seis) anos, 8 (oito)
meses e 5 (cinco) dias de reclusão por crimes de tráfico de drogas, roubo e
furto qualificado, com previsão de término em 5 de novembro de 2019, e
há notícia nos autos de fugas e cometimento de crimes dolosos com
violência e grave ameaça à pessoa durante o curso da execução da pena,
circunstâncias que recomendam a realização do exame criminológico
para concluir-se pelo retorno, ou não, ao convívio social.
Ex positis, denego a ordem.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reporto-
me ao voto proferido há pouco, no Habeas Corpus n 112.540, que farei
transcrever nas notas taquigráficas, e defiro a ordem:
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente,
continuo acreditando que nossa atividade é vinculada ao
direito posto. O que tivemos antes em termos de normatização?
A exigência do exame criminológico. Veio à balha a Lei n 10.
792/2003, que suprimiu essa exigência. Rege o Direito Penal o
princípio da legalidade. Há projetos em trâmite na Câmara dos
Deputados em que se busca restabelecer a exigência. Por isso,
concedo a ordem.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
De qualquer sorte, proponho que seja concedido de ofício
para assegurar o tratamento. É bem clara aquela situação de
uma pessoa que realmente precisa de um acompanhamento.
São crimes sexuais.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O que não
acredito que ocorra ante as condições do próprio Estado em
termos de assistência aos menos afortunados.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Mas Vossa Excelência acompanharia também quanto a
essa?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim, sem
dúvida.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2467790.
Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 110.306 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reporto-
me ao voto proferido há pouco, no Habeas Corpus n 112.540, que farei
transcrever nas notas taquigráficas, e defiro a ordem:
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente,
continuo acreditando que nossa atividade é vinculada ao
direito posto. O que tivemos antes em termos de normatização?
A exigência do exame criminológico. Veio à balha a Lei n 10.
792/2003, que suprimiu essa exigência. Rege o Direito Penal o
princípio da legalidade. Há projetos em trâmite na Câmara dos
Deputados em que se busca restabelecer a exigência. Por isso,
concedo a ordem.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
De qualquer sorte, proponho que seja concedido de ofício
para assegurar o tratamento. É bem clara aquela situação de
uma pessoa que realmente precisa de um acompanhamento.
São crimes sexuais.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O que não
acredito que ocorra ante as condições do próprio Estado em
termos de assistência aos menos afortunados.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE E
RELATOR):
Mas Vossa Excelência acompanharia também quanto a
essa?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim, sem
dúvida.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.306
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 110.306
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 110 . 306",
"HC n . 105 . 234 / RS",
"HC n . 106 . 477 / RS",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC n . 102 . 859 / SP",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC n . 102 . 859 / SP",
"HABEAS CORPUS 110 . 306",
"HABEAS CORPUS 110 . 306",
"Enunciado n 439 da Súmula desta Corte",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC 110 . 306 / RS",
"HABEAS CORPUS 110 . 306",
"HABEAS CORPUS 110 . 306",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC n . 105 . 234 / RS",
"HC n 94 . 503 / RS",
"HC n . 106 . 477 / RS",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC n . 105 . 234 / RS",
"HC n 94 . 503 / RS",
"HC n . 106 . 477 / RS",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC 82 . 959 / Supremo Tribunal Federal",
"HC n . 102 . 859 / SP",
"HC 110 . 306 / RS",
"HC 82 . 959 / Supremo Tribunal Federal",
"HC n . 102 . 859 / SP",
"HABEAS CORPUS 110 . 306",
"Habeas Corpus n 112 . 540",
"HABEAS CORPUS 110 . 306",
"Habeas Corpus n 112 . 540",
"HABEAS CORPUS 110 . 306",
"HABEAS CORPUS 110 . 306"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei n . 10 . 792 / 03",
"artigo 112 da Lei n . 7 . 210 / 84",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 87 do Código Penal",
"Lei n . 10 . 792 / 03",
"artigo 112 da Lei n . 7 . 210 / 84",
"LEP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 87 do Código Penal",
"Lei n . 10 . 792 / 03",
"artigo 112 da Lei n . 7 . 210 / 84",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 10 . 792 / 03",
"LEI N . 10 . 792 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 10 . 792 / 03",
"LEI N . 10 . 792 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 10 . 792 / 2003",
"Lei n . 10 . 792 / 2003",
"Lei n 10 . 792 / 03",
"art . 41 , inciso VII , da Lei n 7 . 210 / 84",
"Seção II , art . 41 , inciso VII , da Lei n 7 . 210 / 84",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 10 . 792 / 2003",
"Lei n . 10 . 792 / 2003",
"n 10 . 792 / 03",
"art . 41 , inciso VII , da Lei n 7 . 210 / 84",
"Seção II , art . 41 , inciso VII , da Lei n 7 . 210 / 84",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 10 . 792 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 10 . 792 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"DECISÃO",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TJ",
"/",
"RS",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública da União",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJ",
"/",
"RS",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública da União",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Primeira Turma",
"Suprema",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Câmara dos Deputados",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Câmara dos Deputados",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA",
"Cármen Lúcia",
"Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"JOSÉ LUZARDO MARTINS DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
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"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"21",
".",
"3",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"19",
".",
"4",
".",
"11",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"10",
"5 de novembro de 2019",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"4",
".",
"11",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"10",
"5 de novembro de 2019",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"07",
"/",
"10",
"19",
"/",
"08",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"07",
"/",
"10",
"19",
"/",
"08",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"3",
".",
"11",
"12",
"/",
"12",
"/",
"08",
"19",
".",
"4",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
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".",
"11",
"12",
"/",
"12",
"/",
"08",
"19",
".",
"4",
".",
"11",
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"08",
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"2001",
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".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"10",
"5 de novembro de 2019",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"10",
"5 de novembro de 2019",
"24",
"/",
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"2012",
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"2001",
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".",
"6",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S)
:WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE
DA
CÂMARA
MUNICIPAL
DE
RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S)
:MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S)
:ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S)
:JOEL AHOLIAB E SILVA
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Suspensão de
mandato de vereador. Período da legislatura exaurido. Perda de objeto.
Recurso extraordinário prejudicado.
1. Encontram-se prejudicados o mandado de segurança e, em
consequência, o recurso extraordinário, haja vista que o término da
legislatura municipal torna sem efeito o ato que suspendeu o mandato de
vereador pelo prazo de noventa dias.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2460399.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S)
:WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE
DA
CÂMARA
MUNICIPAL
DE
RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S)
:MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S)
:ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S)
:JOEL AHOLIAB E SILVA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Fernando Chiarelli interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence julgou prejudicado o
mandado de segurança (fls. 83/84), com a seguinte fundamentação:
“RE, a, de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, assim ementado (f. 22):
‘Mandado de Segurança, denegado.
1.
Mandato
de
Vereador,
suspenso
preventivamente, face à denúncia feita por outro edil e
acolhida pela mesa da Câmara.
2. Legitimidade da representação que encontra
apoio no Decreto-Lei 201/67, e idêntica disposição na Lei
Orgânica Municipal, e que foi recepcionado pela
Constituição Federal, nesse particular.
3. Inaplicabilidade, ao caso, do artigo 55 da Carta
Magna, que tem destinação diversa.
4. Recurso improvido.’
Lê-se do voto condutor (f. 23 e 24):
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S)
:WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE
DA
CÂMARA
MUNICIPAL
DE
RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S)
:MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S)
:ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S)
:JOEL AHOLIAB E SILVA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Fernando Chiarelli interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence julgou prejudicado o
mandado de segurança (fls. 83/84), com a seguinte fundamentação:
“RE, a, de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, assim ementado (f. 22):
‘Mandado de Segurança, denegado.
1.
Mandato
de
Vereador,
suspenso
preventivamente, face à denúncia feita por outro edil e
acolhida pela mesa da Câmara.
2. Legitimidade da representação que encontra
apoio no Decreto-Lei 201/67, e idêntica disposição na Lei
Orgânica Municipal, e que foi recepcionado pela
Constituição Federal, nesse particular.
3. Inaplicabilidade, ao caso, do artigo 55 da Carta
Magna, que tem destinação diversa.
4. Recurso improvido.’
Lê-se do voto condutor (f. 23 e 24):
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2460396.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
RE 268.674 AGR / SP
‘(...)
De fato: o pomo da questão está em se saber se o
Decreto-Lei 201/67 foi recepcionado pela nova ordem
constitucional.
E a afirmativa se impõe!
(...)
E o artigo 8°, inciso XIII, da Lei Orgânica do
Município de Ribeirão Preto (de 5.4.90), em perfeita
consonância com o Decreto-Lei 201/67 (recepcionado pela
nova ordem constitucional),
facultando poder de
iniciativa a qualquer vereador, não viola qualquer
dispositivo da Carta Magna.
(...)’
Alega o RE, em síntese, a violação do artigo 5º, LIV e 55, II,
§ 2º, da Constituição Federal. Aduz, além do não recebimento
do Decreto Lei nº 201/67 pela CF/88, que ‘o inciso XIII do art. 8°
da Lei Orgânica do Município de Ribeirão Preto ofendeu a
Constituição Federal e a Constituição Estadual, pois ampliou os
textos constitucionais, o que é vedado, concedendo
inconstitucionalmente a legitimidade de parte ao vereador para
apresentar a denúncia de perda de mandato contra outro
vereador’ (f. 30).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do em.
Subprocurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, opina
pelo não conhecimento do RE.
Decido.
O objeto do recurso é o mandato de vereador da
legislatura da câmara municipal de Ribeirão Preto no período
de 1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996.
Uma vez findado o referido mandato, julgo prejudicado o
mandado de segurança pela perda do objeto (art. 21, IX, do
RISTF).”
Sustenta o agravante, in verbis, que:
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2460396.
Supremo Tribunal Federal
RE 268.674 AGR / SP
‘(...)
De fato: o pomo da questão está em se saber se o
Decreto-Lei 201/67 foi recepcionado pela nova ordem
constitucional.
E a afirmativa se impõe!
(...)
E o artigo 8°, inciso XIII, da Lei Orgânica do
Município de Ribeirão Preto (de 5.4.90), em perfeita
consonância com o Decreto-Lei 201/67 (recepcionado pela
nova ordem constitucional),
facultando poder de
iniciativa a qualquer vereador, não viola qualquer
dispositivo da Carta Magna.
(...)’
Alega o RE, em síntese, a violação do artigo 5º, LIV e 55, II,
§ 2º, da Constituição Federal. Aduz, além do não recebimento
do Decreto Lei nº 201/67 pela CF/88, que ‘o inciso XIII do art. 8°
da Lei Orgânica do Município de Ribeirão Preto ofendeu a
Constituição Federal e a Constituição Estadual, pois ampliou os
textos constitucionais, o que é vedado, concedendo
inconstitucionalmente a legitimidade de parte ao vereador para
apresentar a denúncia de perda de mandato contra outro
vereador’ (f. 30).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do em.
Subprocurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, opina
pelo não conhecimento do RE.
Decido.
O objeto do recurso é o mandato de vereador da
legislatura da câmara municipal de Ribeirão Preto no período
de 1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996.
Uma vez findado o referido mandato, julgo prejudicado o
mandado de segurança pela perda do objeto (art. 21, IX, do
RISTF).”
Sustenta o agravante, in verbis, que:
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
RE 268.674 AGR / SP
“(...)
A questão, portanto, é simples. A inconstitucionalidade é
flagrante! O agravante não poderia ser processado por iniciativa
de qualquer vereador. O processo de cassação deveria ser
iniciado pela Mesa da Câmara Municipal ou por qualquer
Partido Político, porém, não o foi.
Inexiste perda de objeto do recurso em razão do término
da Legislatura. Os efeitos da Cassação ainda persistem. O
agravante ficou com os seus direitos políticos suspensos e não
recebeu a remuneração, em razão da cassação de seu mandato,
cujo processo foi inconstitucionalmente iniciado” (fl. 90).
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2460396.
Supremo Tribunal Federal
RE 268.674 AGR / SP
“(...)
A questão, portanto, é simples. A inconstitucionalidade é
flagrante! O agravante não poderia ser processado por iniciativa
de qualquer vereador. O processo de cassação deveria ser
iniciado pela Mesa da Câmara Municipal ou por qualquer
Partido Político, porém, não o foi.
Inexiste perda de objeto do recurso em razão do término
da Legislatura. Os efeitos da Cassação ainda persistem. O
agravante ficou com os seus direitos políticos suspensos e não
recebeu a remuneração, em razão da cassação de seu mandato,
cujo processo foi inconstitucionalmente iniciado” (fl. 90).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada.
Aduz o agravante que “o Mandado de Segurança impetrado objetiva a
anulação da decisão da Câmara que cassou o mandato do agravante por falta de
decoro parlamentar” (fl. 89).
Entretanto, conforme expressamente consignado no acórdão
recorrido, a sentença de primeiro grau denegou mandado de segurança
impetrado contra
“ato da douta Mesa da Câmara Municipal de Ribeirão
Preto que suspendeu preventivamente o mandato de vereador,
por ele exercido, pelo prazo de noventa (90) dias, acolhendo,
para processamento, denúncia ofertada por outro vereador”
(fls. 22/23).
Dessa forma, ao contrário do que sustentado pelo agravante,
verifica-se que o ato praticado pela Mesa da Câmara Municipal de
Ribeirão Preto, contra o qual foi impetrada a ação mandamental em
questão, não consubstanciou a aludida cassação, uma vez que se limitou,
tão somente, a suspender preventivamente o mandato de vereador do
impetrante, ora agravante, pelo prazo de noventa dias, para permitir a
regular tramitação do processo de cassação.
Destarte, correta a decisão agravada ao julgar o feito prejudicado,
por perda de objeto, haja vista que o término da legislatura municipal em
questão torna sem efeito o ato que suspendeu o mandato de vereador
pelo prazo de noventa dias.
Ademais, ressalte-se que as questões referentes aos alegados efeitos
da cassação, tais quais a suspensão dos direitos políticos e o não
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2460397.
Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada.
Aduz o agravante que “o Mandado de Segurança impetrado objetiva a
anulação da decisão da Câmara que cassou o mandato do agravante por falta de
decoro parlamentar” (fl. 89).
Entretanto, conforme expressamente consignado no acórdão
recorrido, a sentença de primeiro grau denegou mandado de segurança
impetrado contra
“ato da douta Mesa da Câmara Municipal de Ribeirão
Preto que suspendeu preventivamente o mandato de vereador,
por ele exercido, pelo prazo de noventa (90) dias, acolhendo,
para processamento, denúncia ofertada por outro vereador”
(fls. 22/23).
Dessa forma, ao contrário do que sustentado pelo agravante,
verifica-se que o ato praticado pela Mesa da Câmara Municipal de
Ribeirão Preto, contra o qual foi impetrada a ação mandamental em
questão, não consubstanciou a aludida cassação, uma vez que se limitou,
tão somente, a suspender preventivamente o mandato de vereador do
impetrante, ora agravante, pelo prazo de noventa dias, para permitir a
regular tramitação do processo de cassação.
Destarte, correta a decisão agravada ao julgar o feito prejudicado,
por perda de objeto, haja vista que o término da legislatura municipal em
questão torna sem efeito o ato que suspendeu o mandato de vereador
pelo prazo de noventa dias.
Ademais, ressalte-se que as questões referentes aos alegados efeitos
da cassação, tais quais a suspensão dos direitos políticos e o não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 268.674 AGR / SP
recebimento da remuneração, carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que esses temas não foram examinados pelo Tribunal de
origem. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 268.674 AGR / SP
recebimento da remuneração, carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que esses temas não foram examinados pelo Tribunal de
origem. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S) : WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S) : MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S) : ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S) : JOEL AHOLIAB E SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2532877
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S) : WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S) : MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S) : ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S) : JOEL AHOLIAB E SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma,
26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2554483
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-15T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Suspensão de mandato de vereador. Período da legislatura exaurido. Perda de objeto. Recurso extraordinário prejudicado.
1. Encontram-se prejudicados o mandado de segurança e, em consequência, o recurso extraordinário, haja vista que o término da legislatura municipal torna sem efeito o ato que suspendeu o mandato de vereador pelo prazo de noventa dias.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur212830
|
Número de páginas: 7.
Análise: 22/08/2012, BMB.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
268674
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 268674 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S) : WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S) : MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S) : ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S) : JOEL AHOLIAB E SILVA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S)
:WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE
DA
CÂMARA
MUNICIPAL
DE
RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S)
:MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S)
:ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S)
:JOEL AHOLIAB E SILVA
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Suspensão de
mandato de vereador. Período da legislatura exaurido. Perda de objeto.
Recurso extraordinário prejudicado.
1. Encontram-se prejudicados o mandado de segurança e, em
consequência, o recurso extraordinário, haja vista que o término da
legislatura municipal torna sem efeito o ato que suspendeu o mandato de
vereador pelo prazo de noventa dias.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2460399.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S)
:WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE
DA
CÂMARA
MUNICIPAL
DE
RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S)
:MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S)
:ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S)
:JOEL AHOLIAB E SILVA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Fernando Chiarelli interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence julgou prejudicado o
mandado de segurança (fls. 83/84), com a seguinte fundamentação:
“Recurso Extraordinário, a, de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, assim ementado (f. 22):
‘Mandado de Segurança, denegado.
1.
Mandato
de
Vereador,
suspenso
preventivamente, face à denúncia feita por outro edil e
acolhida pela mesa da Câmara.
2. Legitimidade da representação que encontra
apoio no Decreto-Lei 201/67, e idêntica disposição na Lei
Orgânica Municipal, e que foi recepcionado pela
Constituição Federal, nesse particular.
3. Inaplicabilidade, ao caso, do artigo 55 da Carta
Magna, que tem destinação diversa.
4. Recurso improvido.’
Lê-se do voto condutor (f. 23 e 24):
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S)
:WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE
DA
CÂMARA
MUNICIPAL
DE
RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S)
:MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S)
:ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S)
:JOEL AHOLIAB E SILVA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Fernando Chiarelli interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence julgou prejudicado o
mandado de segurança (fls. 83/84), com a seguinte fundamentação:
“Recurso Extraordinário, a, de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, assim ementado (f. 22):
‘Mandado de Segurança, denegado.
1.
Mandato
de
Vereador,
suspenso
preventivamente, face à denúncia feita por outro edil e
acolhida pela mesa da Câmara.
2. Legitimidade da representação que encontra
apoio no Decreto-Lei 201/67, e idêntica disposição na Lei
Orgânica Municipal, e que foi recepcionado pela
Constituição Federal, nesse particular.
3. Inaplicabilidade, ao caso, do artigo 55 da Carta
Magna, que tem destinação diversa.
4. Recurso improvido.’
Lê-se do voto condutor (f. 23 e 24):
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 268.674 AGR / SP
‘(...)
De fato: o pomo da questão está em se saber se o
Decreto-Lei 201/67 foi recepcionado pela nova ordem
constitucional.
E a afirmativa se impõe!
(...)
E o artigo 8..., inciso XIII, da Lei Orgânica do
Município de Ribeirão Preto (de 5.4.90), em perfeita
consonância com o Decreto-Lei 201/67 (recepcionado pela
nova ordem constitucional),
facultando poder de
iniciativa a qualquer vereador, não viola qualquer
dispositivo da Carta Magna.
(...)’
Alega o Recurso Extraordinário, em síntese, a violação do artigo 5..., LIV e 55, II,
§ 2..., da Constituição Federal. Aduz, além do não recebimento
do Decreto Lei n 201/67 pela Constituição Federal de 1988/88, que ‘o inciso XIII do art. 8...
da Lei Orgânica do Município de Ribeirão Preto ofendeu a
Constituição Federal e a Constituição Estadual, pois ampliou os
textos constitucionais, o que é vedado, concedendo
inconstitucionalmente a legitimidade de parte ao vereador para
apresentar a denúncia de perda de mandato contra outro
vereador’ (f. 30).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do em.
Subprocurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, opina
pelo não conhecimento do Recurso Extraordinário.
Decido.
O objeto do recurso é o mandato de vereador da
legislatura da câmara municipal de Ribeirão Preto no período
de 1... de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996.
Uma vez findado o referido mandato, julgo prejudicado o
mandado de segurança pela perda do objeto (art. 21, IX, do
RISTF).”
Sustenta o agravante, in verbis, que:
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 268.674 AGR / SP
‘(...)
De fato: o pomo da questão está em se saber se o
Decreto-Lei 201/67 foi recepcionado pela nova ordem
constitucional.
E a afirmativa se impõe!
(...)
E o artigo 8..., inciso XIII, da Lei Orgânica do
Município de Ribeirão Preto (de 5.4.90), em perfeita
consonância com o Decreto-Lei 201/67 (recepcionado pela
nova ordem constitucional),
facultando poder de
iniciativa a qualquer vereador, não viola qualquer
dispositivo da Carta Magna.
(...)’
Alega o Recurso Extraordinário, em síntese, a violação do artigo 5..., LIV e 55, II,
§ 2..., da Constituição Federal. Aduz, além do não recebimento
do Decreto Lei n 201/67 pela Constituição Federal de 1988/88, que ‘o inciso XIII do art. 8...
da Lei Orgânica do Município de Ribeirão Preto ofendeu a
Constituição Federal e a Constituição Estadual, pois ampliou os
textos constitucionais, o que é vedado, concedendo
inconstitucionalmente a legitimidade de parte ao vereador para
apresentar a denúncia de perda de mandato contra outro
vereador’ (f. 30).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do em.
Subprocurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, opina
pelo não conhecimento do Recurso Extraordinário.
Decido.
O objeto do recurso é o mandato de vereador da
legislatura da câmara municipal de Ribeirão Preto no período
de 1... de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996.
Uma vez findado o referido mandato, julgo prejudicado o
mandado de segurança pela perda do objeto (art. 21, IX, do
RISTF).”
Sustenta o agravante, in verbis, que:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 268.674 AGR / SP
“(...)
A questão, portanto, é simples. A inconstitucionalidade é
flagrante! O agravante não poderia ser processado por iniciativa
de qualquer vereador. O processo de cassação deveria ser
iniciado pela Mesa da Câmara Municipal ou por qualquer
Partido Político, porém, não o foi.
Inexiste perda de objeto do recurso em razão do término
da Legislatura. Os efeitos da Cassação ainda persistem. O
agravante ficou com os seus direitos políticos suspensos e não
recebeu a remuneração, em razão da cassação de seu mandato,
cujo processo foi inconstitucionalmente iniciado” (fl. 90).
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 268.674 AGR / SP
“(...)
A questão, portanto, é simples. A inconstitucionalidade é
flagrante! O agravante não poderia ser processado por iniciativa
de qualquer vereador. O processo de cassação deveria ser
iniciado pela Mesa da Câmara Municipal ou por qualquer
Partido Político, porém, não o foi.
Inexiste perda de objeto do recurso em razão do término
da Legislatura. Os efeitos da Cassação ainda persistem. O
agravante ficou com os seus direitos políticos suspensos e não
recebeu a remuneração, em razão da cassação de seu mandato,
cujo processo foi inconstitucionalmente iniciado” (fl. 90).
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada.
Aduz o agravante que “o Mandado de Segurança impetrado objetiva a
anulação da decisão da Câmara que cassou o mandato do agravante por falta de
decoro parlamentar” (fl. 89).
Entretanto, conforme expressamente consignado no acórdão
recorrido, a sentença de primeiro grau denegou mandado de segurança
impetrado contra
“ato da douta Mesa da Câmara Municipal de Ribeirão
Preto que suspendeu preventivamente o mandato de vereador,
por ele exercido, pelo prazo de noventa (90) dias, acolhendo,
para processamento, denúncia ofertada por outro vereador”
(fls. 22/23).
Dessa forma, ao contrário do que sustentado pelo agravante,
verifica-se que o ato praticado pela Mesa da Câmara Municipal de
Ribeirão Preto, contra o qual foi impetrada a ação mandamental em
questão, não consubstanciou a aludida cassação, uma vez que se limitou,
tão somente, a suspender preventivamente o mandato de vereador do
impetrante, ora agravante, pelo prazo de noventa dias, para permitir a
regular tramitação do processo de cassação.
Destarte, correta a decisão agravada ao julgar o feito prejudicado,
por perda de objeto, haja vista que o término da legislatura municipal em
questão torna sem efeito o ato que suspendeu o mandato de vereador
pelo prazo de noventa dias.
Ademais, ressalte-se que as questões referentes aos alegados efeitos
da cassação, tais quais a suspensão dos direitos políticos e o não
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada.
Aduz o agravante que “o Mandado de Segurança impetrado objetiva a
anulação da decisão da Câmara que cassou o mandato do agravante por falta de
decoro parlamentar” (fl. 89).
Entretanto, conforme expressamente consignado no acórdão
recorrido, a sentença de primeiro grau denegou mandado de segurança
impetrado contra
“ato da douta Mesa da Câmara Municipal de Ribeirão
Preto que suspendeu preventivamente o mandato de vereador,
por ele exercido, pelo prazo de noventa (90) dias, acolhendo,
para processamento, denúncia ofertada por outro vereador”
(fls. 22/23).
Dessa forma, ao contrário do que sustentado pelo agravante,
verifica-se que o ato praticado pela Mesa da Câmara Municipal de
Ribeirão Preto, contra o qual foi impetrada a ação mandamental em
questão, não consubstanciou a aludida cassação, uma vez que se limitou,
tão somente, a suspender preventivamente o mandato de vereador do
impetrante, ora agravante, pelo prazo de noventa dias, para permitir a
regular tramitação do processo de cassação.
Destarte, correta a decisão agravada ao julgar o feito prejudicado,
por perda de objeto, haja vista que o término da legislatura municipal em
questão torna sem efeito o ato que suspendeu o mandato de vereador
pelo prazo de noventa dias.
Ademais, ressalte-se que as questões referentes aos alegados efeitos
da cassação, tais quais a suspensão dos direitos políticos e o não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 268.674 AGR / SP
recebimento da remuneração, carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que esses temas não foram examinados pelo Tribunal de
origem. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2460397.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 268.674 AGR / SP
recebimento da remuneração, carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que esses temas não foram examinados pelo Tribunal de
origem. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2460397.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S) : WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S) : MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S) : ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S) : JOEL AHOLIAB E SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.674
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : FERNANDO CHIARELLI
ADV.(A/S) : WAGNER MARCELO SARTI E OUTRO
AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO
ADV.(A/S) : MARCELO VIEIRA E OUTROS
AGDO.(A/S) : ANTONIO LORENZATO E OUTRA
ADV.(A/S) : JOEL AHOLIAB E SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma,
26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2532877
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 674",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 674",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 674",
"Recurso Extraordinário 268 . 674",
"Recurso Extraordinário 268 . 674 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 268 . 674 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 268 . 674 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 674 SÃO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 674",
"Recurso Extraordinário 268 . 674 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 268 . 674 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 674",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"Lei 201 / 67",
"Lei Orgânica Municipal",
"Constituição Federal",
"artigo 55 da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"Lei 201 / 67",
"Lei Orgânica Municipal",
"Constituição Federal",
"artigo 55 da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"Lei 201 / 67",
"artigo 8 . . . , inciso XIII , da Lei Orgânica do Município de Ribeirão Preto",
"Decreto",
"-",
"Lei 201 / 67",
"Carta Magna",
"artigo 5 . . . , LIV e 55 , II , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"Decreto Lei n 201 / 67",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"inciso XIII do art . 8 . . . da Lei Orgânica do Município de Ribeirão Preto",
"Constituição Federal",
"Constituição Estadual",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"Lei 201 / 67",
"artigo 8 . . . , inciso XIII , da Lei Orgânica do Município de Ribeirão Preto",
"Decreto",
"-",
"Lei 201 / 67",
"Carta Magna",
"artigo 5 . . . , LIV e 55 , II , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"Decreto Lei n 201 / 67",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"inciso XIII do art . 8 . . . da Lei Orgânica do Município de Ribeirão Preto",
"Constituição Federal",
"Constituição Estadual",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Ministério Público Federal",
"câmara municipal de Ribeirão Preto",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"câmara municipal de Ribeirão Preto",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Câmara Municipal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara Municipal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Câmara",
"Mesa da",
"Câmara Municipal de Ribeirão Preto",
"Mesa da Câmara Municipal de Ribeirão Preto",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Câmara",
"Mesa da",
"Câmara Municipal de Ribeirão Preto",
"Mesa da Câmara Municipal de Ribeirão Preto",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"FERNANDO CHIARELLI",
"WAGNER MARCELO SARTI",
"MARCELO VIEIRA",
"ANTONIO LORENZATO",
"JOEL AHOLIAB E SILVA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"FERNANDO CHIARELLI",
"WAGNER MARCELO SARTI",
"MARCELO VIEIRA",
"ANTONIO LORENZATO",
"JOEL AHOLIAB E",
"DIAS TOFFOLI",
"Fernando Chiarelli",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"FERNANDO CHIARELLI",
"WAGNER MARCELO SARTI",
"MARCELO VIEIRA",
"ANTONIO LORENZATO",
"JOEL AHOLIAB E SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"Fernando Chiarelli",
"Sepúlveda Pertence",
"Geraldo Brindeiro",
"Geraldo Brindeiro",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"FERNANDO CHIARELLI",
"WAGNER MARCELO SARTI",
"MARCELO VIEIRA",
"ANTONIO LORENZATO",
"JOEL AHOLIAB E SILVA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"FERNANDO CHIARELLI",
"WAGNER MARCELO SARTI",
"MARCELO VIEIRA",
"ANTONIO LORENZATO",
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"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
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"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"4",
".",
"90",
"1",
".",
". . de janeiro de 1993",
"31 de dezembro de 1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"4",
".",
"90",
"1",
".",
". . de janeiro de 1993",
"31 de dezembro de 1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MAUÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S)
:ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S)
:RADAMÉS FORTES
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO –
CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2377681.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 653.291 AGR / SP
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2377681.
Supremo Tribunal Federal
ARE 653.291 AGR / SP
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MAUÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S)
:ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S)
:RADAMÉS FORTES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 164 e 165, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MAUÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S)
:ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S)
:RADAMÉS FORTES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 164 e 165, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 653.291 AGR / SP
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
Os argumentos expendidos no recurso não foram
enfrentados pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da
ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nºs
282 e 356 da Súmula desta Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 171 a 177, insiste na demonstração
de ofensa aos artigos 2º, 5º, cabeça, e 37, cabeça e incisos I e II, da Carta
Federal. Afirma estar devidamente prequestionada a matéria
constitucional ante a interposição dos embargos de declaração e ser
desnecessário o reexame das provas constantes dos autos.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 181).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 653.291 AGR / SP
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
Os argumentos expendidos no recurso não foram
enfrentados pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da
ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nºs
282 e 356 da Súmula desta Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 171 a 177, insiste na demonstração
de ofensa aos artigos 2º, 5º, cabeça, e 37, cabeça e incisos I e II, da Carta
Federal. Afirma estar devidamente prequestionada a matéria
constitucional ante a interposição dos embargos de declaração e ser
desnecessário o reexame das provas constantes dos autos.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 181).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador municipal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Em relação à ausência de envergadura constitucional do tema, vejam
o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de origem (folha 96):
CONCURSO PÚBLICO – Impetrado portador de
deficiência física – Aprovado e empossado para o cargo de
“Assistente Administrativo I” – Nomeação anulada por
ausência de comprovação de parte da experiência exigida no
edital – Inadmissibilidade – Aplicação do princípio da
razoabilidade – Recurso provido para reintegrar o impetrante
no cargo.
A controvérsia foi dirimida considerado o conjunto probatório
coligido para o processo. Está-se diante de conflito de interesse que tem
solução final no âmbito do Judiciário do Estado.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador municipal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Em relação à ausência de envergadura constitucional do tema, vejam
o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de origem (folha 96):
CONCURSO PÚBLICO – Impetrado portador de
deficiência física – Aprovado e empossado para o cargo de
“Assistente Administrativo I” – Nomeação anulada por
ausência de comprovação de parte da experiência exigida no
edital – Inadmissibilidade – Aplicação do princípio da
razoabilidade – Recurso provido para reintegrar o impetrante
no cargo.
A controvérsia foi dirimida considerado o conjunto probatório
coligido para o processo. Está-se diante de conflito de interesse que tem
solução final no âmbito do Judiciário do Estado.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 653.291 AGR / SP
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 653.291 AGR / SP
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 653.291 AGR / SP
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 653.291 AGR / SP
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MAUÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S) : ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S) : RADAMÉS FORTES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MAUÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S) : ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S) : RADAMÉS FORTES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2542080
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-14T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur212718
|
- Acórdão citado: AI 541696 AgR.
Número de páginas: 8.
Análise: 23/08/2012, DSA.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
653291
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 653291 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S) : ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S) : RADAMÉS FORTES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MAUÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S)
:ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S)
:RADAMÉS FORTES
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO –
CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta
da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo
Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem
como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do
recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas
razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 653.291 AGR / SP
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 653.291 AGR / SP
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias
Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 26 de junho de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MAUÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S)
:ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S)
:RADAMÉS FORTES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 164 e 165, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MAUÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S)
:ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S)
:RADAMÉS FORTES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 164 e 165, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 653.291 AGR / SP
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
Os argumentos expendidos no recurso não foram
enfrentados pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da
ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes ns
282 e 356 da Súmula desta Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 171 a 177, insiste na demonstração
de ofensa aos artigos 2..., 5..., cabeça, e 37, cabeça e incisos I e II, da Carta
Federal. Afirma estar devidamente prequestionada a matéria
constitucional ante a interposição dos embargos de declaração e ser
desnecessário o reexame das provas constantes dos autos.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 181).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 653.291 AGR / SP
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
Os argumentos expendidos no recurso não foram
enfrentados pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da
ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes ns
282 e 356 da Súmula desta Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta de folha 171 a 177, insiste na demonstração
de ofensa aos artigos 2..., 5..., cabeça, e 37, cabeça e incisos I e II, da Carta
Federal. Afirma estar devidamente prequestionada a matéria
constitucional ante a interposição dos embargos de declaração e ser
desnecessário o reexame das provas constantes dos autos.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 181).
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador municipal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Em relação à ausência de envergadura constitucional do tema, vejam
o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de origem (folha 96):
CONCURSO PÚBLICO – Impetrado portador de
deficiência física – Aprovado e empossado para o cargo de
“Assistente Administrativo I” – Nomeação anulada por
ausência de comprovação de parte da experiência exigida no
edital – Inadmissibilidade – Aplicação do princípio da
razoabilidade – Recurso provido para reintegrar o impetrante
no cargo.
A controvérsia foi dirimida considerado o conjunto probatório
coligido para o processo. Está-se diante de conflito de interesse que tem
solução final no âmbito do Judiciário do Estado.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2377683.
Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador municipal, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Em relação à ausência de envergadura constitucional do tema, vejam
o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de origem (folha 96):
CONCURSO PÚBLICO – Impetrado portador de
deficiência física – Aprovado e empossado para o cargo de
“Assistente Administrativo I” – Nomeação anulada por
ausência de comprovação de parte da experiência exigida no
edital – Inadmissibilidade – Aplicação do princípio da
razoabilidade – Recurso provido para reintegrar o impetrante
no cargo.
A controvérsia foi dirimida considerado o conjunto probatório
coligido para o processo. Está-se diante de conflito de interesse que tem
solução final no âmbito do Judiciário do Estado.
A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos
constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da
ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade
do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do
prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da
referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a
decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o
ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 653.291 AGR / SP
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2377683.
Supremo Tribunal Federal
ARE 653.291 AGR / SP
assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim
decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de
Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado
no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte
ementa:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado
nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a
violência ao preceito evocado pelo recorrente.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 653.291 AGR / SP
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 653.291 AGR / SP
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MAUÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S) : ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S) : RADAMÉS FORTES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2532965
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.291
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MAUÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MAUÁ
AGDO.(A/S) : ALEXANDRO SANTANA
ADV.(A/S) : RADAMÉS FORTES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2532965
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653 . 291",
"ARE 653 . 291 AGR / SP",
"ARE 653 . 291 AGR / SP",
"ARE 653 . 291 AGR",
"ARE 653 . 291 AGR / SP",
"RECURSO",
"AGRAVO 653 . 291",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653 . 291",
"Verbete n 356 da Súmula do Supremo",
"ARE 653 . 291 AGR / SP",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"ARE 653 . 291 AGR / SP",
"Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF",
"ARE 653 . 291 AGR / SP",
"ARE 653 . 291 AGR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , cabeça , e 37 , cabeça e incisos I e II , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , cabeça , e 37 , cabeça e incisos I e II , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE MAUÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE MAUÁ",
"MUNICÍPIO DE MAUÁ",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE MAUÁ",
"MUNICÍPIO DE MAUÁ",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE MAUÁ",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE MAUÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"Brasil",
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"ICP",
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"Brasil",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
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"ICP",
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"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ALEXANDRO SANTANA",
"RADAMÉS FORTES",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ALEXANDRO SANTANA",
"RADAMÉS FORTES",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ALEXANDRO SANTANA",
"RADAMÉS FORTES",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ALEXANDRO SANTANA",
"RADAMÉS FORTES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ALEXANDRO SANTANA",
"RADAMÉS FORTES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24 de fevereiro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE 3º GRAU - SINTEST
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.
Tributário. Incidência de imposto de renda sobre o abono de
permanência. Natureza jurídica da verba. Ofensa reflexa. Precedentes.
Agravo não provido.
1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a
controvérsia sobre o caráter indenizatório ou não de determinada verba,
para fins de incidência de imposto de renda, situa-se em âmbito
infraconstitucional.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 03/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE 3º GRAU - SINTEST
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 208 a 213) contra
decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 202 a
205), com a seguinte fundamentação:
“Decisão:
Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal
Regional Federal da 5ª Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. ABONO DE
PERMANÊNCIA. ART. 40, § 19 DA CF/88 - EC 41/2003.
VERBA
DE
NATUREZA
INDENIZATÓRIA.
INEXISTÊNCIA DE HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA DO
IMPOSTO DE RENDA - ART. 43 DO CTN. VALORES
RECOLHIDOS INDEVIDAMENTE. 1 - Versa a matéria
sobre a incidência ou não do Imposto de Renda sobre o
Abono de Permanência. 2 - O fato gerador do Imposto de
Renda deflui tanto da previsão constitucional, como da
definição contida na norma do art. 43 do CTN. 3 - A
indenização visa ressarcir direito não fruído em sua
integralidade, seja para reparar garantia jurídica
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE 3º GRAU - SINTEST
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 208 a 213) contra
decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 202 a
205), com a seguinte fundamentação:
“Decisão:
Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal
Regional Federal da 5ª Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. ABONO DE
PERMANÊNCIA. ART. 40, § 19 DA CF/88 - EC 41/2003.
VERBA
DE
NATUREZA
INDENIZATÓRIA.
INEXISTÊNCIA DE HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA DO
IMPOSTO DE RENDA - ART. 43 DO CTN. VALORES
RECOLHIDOS INDEVIDAMENTE. 1 - Versa a matéria
sobre a incidência ou não do Imposto de Renda sobre o
Abono de Permanência. 2 - O fato gerador do Imposto de
Renda deflui tanto da previsão constitucional, como da
definição contida na norma do art. 43 do CTN. 3 - A
indenização visa ressarcir direito não fruído em sua
integralidade, seja para reparar garantia jurídica
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 662.017 AGR / RN
desrespeitada, seja em face de outros fundamentos
normativamente tidos como relevantes. 4 - Diante da
análise dos conceitos de renda e proventos de qualquer
natureza e de indenização, à luz do ordenamento jurídico
brasileiro e da EC 41/2003 que instituiu o ‘abono de
permanência’, bem como, da interpretação exegética da
vontade da lei, conclui-se que a natureza jurídica do abono
de permanência é eminentemente indenizatória, na
medida em que representa uma compensação em favor do
agente público que permanece prestando serviços,
indiscutivelmente, no interesse da Administração. 5 - Os
valores recebidos a título de Abono de Permanência não
constituem fato gerador do Imposto de renda na fonte e,
portanto, não se subsumem a norma prevista no art. 43 do
CTN. 6 - O agente público que preencher os requisitos
para se aposentar, mas que permanecer prestando seus
serviços à Administração Pública, tem direito a receber os
valores indevidamente descontados a título de Imposto de
Renda, a partir da entrada em vigor da Emenda
Constitucional nº 41/2003. 7 - Apelação e remessa oficial
improvidas’ (fls. 212).
No recurso extraordinário, com fundamento na alínea a
do permissivo constitucional, sustenta-se violação dos artigos
40, § 19 e 153, III, § 2º, I da Constituição Federal.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
O Tribunal a quo concluiu pela natureza indenizatória do
abono devido aos que permanecem em atividade após a
reunião dos requisitos para aposentadoria voluntária, razão
pela qual sobre ele não incidiria o imposto de renda, forte na
interpretação do art. 43, caput, inc. I e II do Código Tributário
Nacional, na Lei nº 8.112/90 e em outras normas
infraconstitucionais.
Tem-se no voto do relator:
‘Diante da análise dos conceitos de renda e
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662.017 AGR / RN
desrespeitada, seja em face de outros fundamentos
normativamente tidos como relevantes. 4 - Diante da
análise dos conceitos de renda e proventos de qualquer
natureza e de indenização, à luz do ordenamento jurídico
brasileiro e da EC 41/2003 que instituiu o ‘abono de
permanência’, bem como, da interpretação exegética da
vontade da lei, conclui-se que a natureza jurídica do abono
de permanência é eminentemente indenizatória, na
medida em que representa uma compensação em favor do
agente público que permanece prestando serviços,
indiscutivelmente, no interesse da Administração. 5 - Os
valores recebidos a título de Abono de Permanência não
constituem fato gerador do Imposto de renda na fonte e,
portanto, não se subsumem a norma prevista no art. 43 do
CTN. 6 - O agente público que preencher os requisitos
para se aposentar, mas que permanecer prestando seus
serviços à Administração Pública, tem direito a receber os
valores indevidamente descontados a título de Imposto de
Renda, a partir da entrada em vigor da Emenda
Constitucional nº 41/2003. 7 - Apelação e remessa oficial
improvidas’ (fls. 212).
No recurso extraordinário, com fundamento na alínea a
do permissivo constitucional, sustenta-se violação dos artigos
40, § 19 e 153, III, § 2º, I da Constituição Federal.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
O Tribunal a quo concluiu pela natureza indenizatória do
abono devido aos que permanecem em atividade após a
reunião dos requisitos para aposentadoria voluntária, razão
pela qual sobre ele não incidiria o imposto de renda, forte na
interpretação do art. 43, caput, inc. I e II do Código Tributário
Nacional, na Lei nº 8.112/90 e em outras normas
infraconstitucionais.
Tem-se no voto do relator:
‘Diante da análise dos conceitos de renda e
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 662.017 AGR / RN
proventos de qualquer natureza e de indenização, à luz do
nosso ordenamento jurídico, e ainda, do dispositivo legal
que instituiu o abono de permanência, conclui-se que a
natureza jurídica do instituto abono de permanência,
ainda que seja contraprestação de um serviço realizado, é
eminentemente indenizatória, na medida em que
representa uma compensação em favor do agente público
que permanece prestando serviços, indiscutivelmente, no
interesse da Administração.
Justifica-se tal posicionamento, de natureza jurídica de
indenização, na medida em que não se pode confundir
indenização com rendimento, vez que, naquela inexiste riqueza
nova, portando falta de capacidade contributiva, escapando
assim a incidência do Imposto de Renda, enquanto nesta há um
acréscimo patrimonial e, portanto, tributável. Acrescenta-se,
também, o entendimento de que as verbas recebidas, como
compensação pela renúncia a um direito, como ocorre na
hipótese, não constituem acréscimo patrimonial, pois, assim não
se entende não há qualquer estímulo para que uma pessoa apta a
se aposentar, permaneça no trabalho, sem que lhe seja dado
qualquer vantagem’ (fls. 208).
Para se concluir de modo diverso, seria imprescindível a
análise dessa legislação infraconstitucional, o que não se admite
em recurso extraordinário. Eventual afronta ao texto
constitucional, caso ocorresse, seria meramente indireta ou
reflexa. Nesse sentido:
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. SÚMULA 287 DO STF. IMPOSTO DE
RENDA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.
LEIS
7.713/88
E
9.250/95.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2460747.
Supremo Tribunal Federal
ARE 662.017 AGR / RN
proventos de qualquer natureza e de indenização, à luz do
nosso ordenamento jurídico, e ainda, do dispositivo legal
que instituiu o abono de permanência, conclui-se que a
natureza jurídica do instituto abono de permanência,
ainda que seja contraprestação de um serviço realizado, é
eminentemente indenizatória, na medida em que
representa uma compensação em favor do agente público
que permanece prestando serviços, indiscutivelmente, no
interesse da Administração.
Justifica-se tal posicionamento, de natureza jurídica de
indenização, na medida em que não se pode confundir
indenização com rendimento, vez que, naquela inexiste riqueza
nova, portando falta de capacidade contributiva, escapando
assim a incidência do Imposto de Renda, enquanto nesta há um
acréscimo patrimonial e, portanto, tributável. Acrescenta-se,
também, o entendimento de que as verbas recebidas, como
compensação pela renúncia a um direito, como ocorre na
hipótese, não constituem acréscimo patrimonial, pois, assim não
se entende não há qualquer estímulo para que uma pessoa apta a
se aposentar, permaneça no trabalho, sem que lhe seja dado
qualquer vantagem’ (fls. 208).
Para se concluir de modo diverso, seria imprescindível a
análise dessa legislação infraconstitucional, o que não se admite
em recurso extraordinário. Eventual afronta ao texto
constitucional, caso ocorresse, seria meramente indireta ou
reflexa. Nesse sentido:
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. SÚMULA 287 DO STF. IMPOSTO DE
RENDA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.
LEIS
7.713/88
E
9.250/95.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
ARE 662.017 AGR / RN
AGRAVO IMPROVIDO. I - As razões do agravo
regimental não infirmam os fundamentos da decisão
agravada, o que atrai a incidência da Súmula 287 do STF.
II A apreciação dos temas constitucionais, no caso,
depende do prévio exame de normas infraconstitucionais
(Leis 7.716/88 e 9.250/95). A afronta à Constituição, se
houvesse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja
reexame na via do recurso extraordinário. Precedente. III
Agravo regimental improvido’ (AI 736.188-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 12.11.2010
grifos nossos).
‘ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA, QUE DECIDIU CONTROVÉRSIA RELATIVA À
RETENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA COM BASE NA
LEI Nº 7.713/88. Questão insuscetível de ser apreciada
senão por via da legislação infraconstitucional reguladora
da matéria, procedimento inviável em sede extraordinária,
em que não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à
Constituição Federal. Incidência, ademais, do óbice da
Súmula 282 desta Corte. Agravo regimental desprovido’
(AI 275.766-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma,
DJ 2.2.2001 grifos nossos).
Em sentido semelhante: AI 799.979 (Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 31.05.2010); AI 630.537 (rel. min.
Ellen Gracie, DJe de 30.03.2010); RE 589.571 (rel. min. Ayres
Britto, DJe de 05.08.2009); RE 433.933-AgR (rel. min. Eros Grau,
DJe de 1º.08.2008).
De mais a mais, o Plenário desta Corte, em sessão
realizada por meio eletrônico, no exame do AI nº 705.941/SP,
Relator o Ministro Cezar Peluzo, concluiu pela ausência da
repercussão geral de matéria constitucional análoga à versada
nesse feito. A decisão do Plenário está assim ementada:
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662.017 AGR / RN
AGRAVO IMPROVIDO. I - As razões do agravo
regimental não infirmam os fundamentos da decisão
agravada, o que atrai a incidência da Súmula 287 do STF.
II A apreciação dos temas constitucionais, no caso,
depende do prévio exame de normas infraconstitucionais
(Leis 7.716/88 e 9.250/95). A afronta à Constituição, se
houvesse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja
reexame na via do recurso extraordinário. Precedente. III
Agravo regimental improvido’ (AI 736.188-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 12.11.2010
grifos nossos).
‘ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA, QUE DECIDIU CONTROVÉRSIA RELATIVA À
RETENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA COM BASE NA
LEI Nº 7.713/88. Questão insuscetível de ser apreciada
senão por via da legislação infraconstitucional reguladora
da matéria, procedimento inviável em sede extraordinária,
em que não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à
Constituição Federal. Incidência, ademais, do óbice da
Súmula 282 desta Corte. Agravo regimental desprovido’
(AI 275.766-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma,
DJ 2.2.2001 grifos nossos).
Em sentido semelhante: AI 799.979 (Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 31.05.2010); AI 630.537 (rel. min.
Ellen Gracie, DJe de 30.03.2010); RE 589.571 (rel. min. Ayres
Britto, DJe de 05.08.2009); RE 433.933-AgR (rel. min. Eros Grau,
DJe de 1º.08.2008).
De mais a mais, o Plenário desta Corte, em sessão
realizada por meio eletrônico, no exame do AI nº 705.941/SP,
Relator o Ministro Cezar Peluzo, concluiu pela ausência da
repercussão geral de matéria constitucional análoga à versada
nesse feito. A decisão do Plenário está assim ementada:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Relatório
ARE 662.017 AGR / RN
‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade.
Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias.
Natureza Jurídica. Definição para fins de incidência de
Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência
de repercussão geral. Agravo de instrumento não
conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso
extraordinário que, tendo por objeto a definição da
natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou
indenizatória), para fins de incidência de Imposto de
Renda, versa sobre matéria infraconstitucional’ (Dje n.º 71,
publicado em 23/04/2010).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
Aduz a agravante que a definição sobre a natureza jurídica do abono
de permanência para fins de incidência do imposto de renda é de cunho
constitucional.
Sustenta que a conclusão do acórdão recorrido pela natureza
indenizatória dessa verba ofenderia diretamente a Constituição Federal.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662.017 AGR / RN
‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade.
Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias.
Natureza Jurídica. Definição para fins de incidência de
Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência
de repercussão geral. Agravo de instrumento não
conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso
extraordinário que, tendo por objeto a definição da
natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou
indenizatória), para fins de incidência de Imposto de
Renda, versa sobre matéria infraconstitucional’ (Dje n.º 71,
publicado em 23/04/2010).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
Aduz a agravante que a definição sobre a natureza jurídica do abono
de permanência para fins de incidência do imposto de renda é de cunho
constitucional.
Sustenta que a conclusão do acórdão recorrido pela natureza
indenizatória dessa verba ofenderia diretamente a Constituição Federal.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017 RIO
GRANDE DO NORTE
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Reitero que a análise da natureza da verba (indenizatória ou
remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se
à interpretação da legislação infraconstitucional, e que eventual ofensa à
Constituição se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o
apelo extremo. Corroborando esse entendimento: RE nº 597.564/PE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09; e AI
nº 733.908/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio,
DJe de 7/5/10.
No sentido específico do cunho infraconstitucional da matéria,
quanto à natureza jurídica do abono de permanência, colaciono o
seguinte julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE
PERMANÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA.
OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO.
I – A jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que a
discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de
determinada verba, para fins de incidência de imposto de
renda, situa-se em âmbito infraconstitucional. II – Agravo
regimental improvido” (ARE nº 646.358/DF-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
15/5/12).
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017 RIO
GRANDE DO NORTE
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Reitero que a análise da natureza da verba (indenizatória ou
remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se
à interpretação da legislação infraconstitucional, e que eventual ofensa à
Constituição se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o
apelo extremo. Corroborando esse entendimento: RE nº 597.564/PE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09; e AI
nº 733.908/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio,
DJe de 7/5/10.
No sentido específico do cunho infraconstitucional da matéria,
quanto à natureza jurídica do abono de permanência, colaciono o
seguinte julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE
PERMANÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA.
OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO.
I – A jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que a
discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de
determinada verba, para fins de incidência de imposto de
renda, situa-se em âmbito infraconstitucional. II – Agravo
regimental improvido” (ARE nº 646.358/DF-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
15/5/12).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 662.017 AGR / RN
Por fim, ressalto que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por
meio eletrônico, no exame do AI nº 705.941/SP, Relator o Ministro Cezar
Peluzo, concluiu pela ausência da repercussão geral de controvérsia
referente à definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou
indenizatória) para fins de incidência de imposto de renda, por entender
que a discussão possui natureza infraconstitucional.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662.017 AGR / RN
Por fim, ressalto que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por
meio eletrônico, no exame do AI nº 705.941/SP, Relator o Ministro Cezar
Peluzo, concluiu pela ausência da repercussão geral de controvérsia
referente à definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou
indenizatória) para fins de incidência de imposto de renda, por entender
que a discussão possui natureza infraconstitucional.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE 3º GRAU - SINTEST
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE 3º GRAU - SINTEST
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2467330
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Tributário. Incidência de imposto de renda sobre o abono de permanência. Natureza jurídica da verba. Ofensa reflexa. Precedentes. Agravo não provido.
1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a controvérsia sobre o caráter indenizatório ou não de determinada verba, para fins de incidência de imposto de renda, situa-se em âmbito infraconstitucional.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur212172
|
- Acórdãos citados: RE 597564 AgR, AI 733908 AgR, ARE 646358 AgR, AI 705941 - Tribunal Pleno.
Número de páginas: 9.
Análise: 07/08/2012, BMB.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
662017
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 662017 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE 3º GRAU - SINTEST
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE 3... GRAU - SINTEST
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.
Tributário. Incidência de imposto de renda sobre o abono de
permanência. Natureza jurídica da verba. Ofensa reflexa. Precedentes.
Agravo não provido.
1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a
controvérsia sobre o caráter indenizatório ou não de determinada verba,
para fins de incidência de imposto de renda, situa-se em âmbito
infraconstitucional.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 03/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE 3... GRAU - SINTEST
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 208 a 213) contra
decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 202 a
205), com a seguinte fundamentação:
“Decisão:
Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal
Regional Federal da 5... Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. ABONO DE
PERMANÊNCIA. ART. 40, § 19 DA Constituição Federal de 1988/88 - EC 41/2003.
VERBA
DE
NATUREZA
INDENIZATÓRIA.
INEXISTÊNCIA DE HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA DO
IMPOSTO DE RENDA - ART. 43 DO CTN. VALORES
RECOLHIDOS INDEVIDAMENTE. 1 - Versa a matéria
sobre a incidência ou não do Imposto de Renda sobre o
Abono de Permanência. 2 - O fato gerador do Imposto de
Renda deflui tanto da previsão constitucional, como da
definição contida na norma do art. 43 do CTN. 3 - A
indenização visa ressarcir direito não fruído em sua
integralidade, seja para reparar garantia jurídica
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017 RIO
GRANDE DO NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE 3... GRAU - SINTEST
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 208 a 213) contra
decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 202 a
205), com a seguinte fundamentação:
“Decisão:
Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal
Regional Federal da 5... Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. ABONO DE
PERMANÊNCIA. ART. 40, § 19 DA Constituição Federal de 1988/88 - EC 41/2003.
VERBA
DE
NATUREZA
INDENIZATÓRIA.
INEXISTÊNCIA DE HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA DO
IMPOSTO DE RENDA - ART. 43 DO CTN. VALORES
RECOLHIDOS INDEVIDAMENTE. 1 - Versa a matéria
sobre a incidência ou não do Imposto de Renda sobre o
Abono de Permanência. 2 - O fato gerador do Imposto de
Renda deflui tanto da previsão constitucional, como da
definição contida na norma do art. 43 do CTN. 3 - A
indenização visa ressarcir direito não fruído em sua
integralidade, seja para reparar garantia jurídica
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2460747.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 662.017 AGR / RN
desrespeitada, seja em face de outros fundamentos
normativamente tidos como relevantes. 4 - Diante da
análise dos conceitos de renda e proventos de qualquer
natureza e de indenização, à luz do ordenamento jurídico
brasileiro e da EC 41/2003 que instituiu o ‘abono de
permanência’, bem como, da interpretação exegética da
vontade da lei, conclui-se que a natureza jurídica do abono
de permanência é eminentemente indenizatória, na
medida em que representa uma compensação em favor do
agente público que permanece prestando serviços,
indiscutivelmente, no interesse da Administração. 5 - Os
valores recebidos a título de Abono de Permanência não
constituem fato gerador do Imposto de renda na fonte e,
portanto, não se subsumem a norma prevista no art. 43 do
CTN. 6 - O agente público que preencher os requisitos
para se aposentar, mas que permanecer prestando seus
serviços à Administração Pública, tem direito a receber os
valores indevidamente descontados a título de Imposto de
Renda, a partir da entrada em vigor da Emenda
Constitucional n 41/2003. 7 - Apelação e remessa oficial
improvidas’ (fls. 212).
No recurso extraordinário, com fundamento na alínea a
do permissivo constitucional, sustenta-se violação dos artigos
40, § 19 e 153, III, § 2..., I da Constituição Federal.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
O Tribunal a quo concluiu pela natureza indenizatória do
abono devido aos que permanecem em atividade após a
reunião dos requisitos para aposentadoria voluntária, razão
pela qual sobre ele não incidiria o imposto de renda, forte na
interpretação do art. 43, caput, inc. I e II do Código Tributário
Nacional, na Lei n 8.112/90 e em outras normas
infraconstitucionais.
Tem-se no voto do relator:
‘Diante da análise dos conceitos de renda e
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662.017 AGR / RN
desrespeitada, seja em face de outros fundamentos
normativamente tidos como relevantes. 4 - Diante da
análise dos conceitos de renda e proventos de qualquer
natureza e de indenização, à luz do ordenamento jurídico
brasileiro e da EC 41/2003 que instituiu o ‘abono de
permanência’, bem como, da interpretação exegética da
vontade da lei, conclui-se que a natureza jurídica do abono
de permanência é eminentemente indenizatória, na
medida em que representa uma compensação em favor do
agente público que permanece prestando serviços,
indiscutivelmente, no interesse da Administração. 5 - Os
valores recebidos a título de Abono de Permanência não
constituem fato gerador do Imposto de renda na fonte e,
portanto, não se subsumem a norma prevista no art. 43 do
CTN. 6 - O agente público que preencher os requisitos
para se aposentar, mas que permanecer prestando seus
serviços à Administração Pública, tem direito a receber os
valores indevidamente descontados a título de Imposto de
Renda, a partir da entrada em vigor da Emenda
Constitucional n 41/2003. 7 - Apelação e remessa oficial
improvidas’ (fls. 212).
No recurso extraordinário, com fundamento na alínea a
do permissivo constitucional, sustenta-se violação dos artigos
40, § 19 e 153, III, § 2..., I da Constituição Federal.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
O Tribunal a quo concluiu pela natureza indenizatória do
abono devido aos que permanecem em atividade após a
reunião dos requisitos para aposentadoria voluntária, razão
pela qual sobre ele não incidiria o imposto de renda, forte na
interpretação do art. 43, caput, inc. I e II do Código Tributário
Nacional, na Lei n 8.112/90 e em outras normas
infraconstitucionais.
Tem-se no voto do relator:
‘Diante da análise dos conceitos de renda e
2
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Relatório
ARE 662.017 AGR / RN
proventos de qualquer natureza e de indenização, à luz do
nosso ordenamento jurídico, e ainda, do dispositivo legal
que instituiu o abono de permanência, conclui-se que a
natureza jurídica do instituto abono de permanência,
ainda que seja contraprestação de um serviço realizado, é
eminentemente indenizatória, na medida em que
representa uma compensação em favor do agente público
que permanece prestando serviços, indiscutivelmente, no
interesse da Administração.
Justifica-se tal posicionamento, de natureza jurídica de
indenização, na medida em que não se pode confundir
indenização com rendimento, vez que, naquela inexiste riqueza
nova, portando falta de capacidade contributiva, escapando
assim a incidência do Imposto de Renda, enquanto nesta há um
acréscimo patrimonial e, portanto, tributável. Acrescenta-se,
também, o entendimento de que as verbas recebidas, como
compensação pela renúncia a um direito, como ocorre na
hipótese, não constituem acréscimo patrimonial, pois, assim não
se entende não há qualquer estímulo para que uma pessoa apta a
se aposentar, permaneça no trabalho, sem que lhe seja dado
qualquer vantagem’ (fls. 208).
Para se concluir de modo diverso, seria imprescindível a
análise dessa legislação infraconstitucional, o que não se admite
em recurso extraordinário. Eventual afronta ao texto
constitucional, caso ocorresse, seria meramente indireta ou
reflexa. Nesse sentido:
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. IMPOSTO DE
RENDA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.
LEIS
7.713/88
E
9.250/95.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662.017 AGR / RN
proventos de qualquer natureza e de indenização, à luz do
nosso ordenamento jurídico, e ainda, do dispositivo legal
que instituiu o abono de permanência, conclui-se que a
natureza jurídica do instituto abono de permanência,
ainda que seja contraprestação de um serviço realizado, é
eminentemente indenizatória, na medida em que
representa uma compensação em favor do agente público
que permanece prestando serviços, indiscutivelmente, no
interesse da Administração.
Justifica-se tal posicionamento, de natureza jurídica de
indenização, na medida em que não se pode confundir
indenização com rendimento, vez que, naquela inexiste riqueza
nova, portando falta de capacidade contributiva, escapando
assim a incidência do Imposto de Renda, enquanto nesta há um
acréscimo patrimonial e, portanto, tributável. Acrescenta-se,
também, o entendimento de que as verbas recebidas, como
compensação pela renúncia a um direito, como ocorre na
hipótese, não constituem acréscimo patrimonial, pois, assim não
se entende não há qualquer estímulo para que uma pessoa apta a
se aposentar, permaneça no trabalho, sem que lhe seja dado
qualquer vantagem’ (fls. 208).
Para se concluir de modo diverso, seria imprescindível a
análise dessa legislação infraconstitucional, o que não se admite
em recurso extraordinário. Eventual afronta ao texto
constitucional, caso ocorresse, seria meramente indireta ou
reflexa. Nesse sentido:
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. IMPOSTO DE
RENDA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.
LEIS
7.713/88
E
9.250/95.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
3
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Relatório
ARE 662.017 AGR / RN
AGRAVO IMPROVIDO. I - As razões do agravo
regimental não infirmam os fundamentos da decisão
agravada, o que atrai a incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal.
II A apreciação dos temas constitucionais, no caso,
depende do prévio exame de normas infraconstitucionais
(Leis 7.716/88 e 9.250/95). A afronta à Constituição, se
houvesse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja
reexame na via do recurso extraordinário. Precedente. III
Agravo regimental improvido’ (AI 736.188-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 12.11.2010
grifos nossos).
‘ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA, QUE DECIDIU CONTROVÉRSIA RELATIVA À
RETENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA COM BASE NA
LEI n 7.713/88. Questão insuscetível de ser apreciada
senão por via da legislação infraconstitucional reguladora
da matéria, procedimento inviável em sede extraordinária,
em que não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à
Constituição Federal. Incidência, ademais, do óbice da
Súmula 282 desta Corte. Agravo regimental desprovido’
(AI 275.766-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma,
DJ 2.2.2001 grifos nossos).
Em sentido semelhante: AI 799.979 (Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 31.05.2010); AI 630.537 (rel. min.
Ellen Gracie, DJe de 30.03.2010); Recurso Extraordinário 589.571 (rel. min. Ayres
Britto, DJe de 05.08.2009); Recurso Extraordinário 433.933-AgR (rel. min. Eros Grau,
DJe de 1....08.2008).
De mais a mais, o Plenário desta Corte, em sessão
realizada por meio eletrônico, no exame do AI n 705.941/SP,
Relator o Ministro Cezar Peluzo, concluiu pela ausência da
repercussão geral de matéria constitucional análoga à versada
nesse feito. A decisão do Plenário está assim ementada:
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662.017 AGR / RN
AGRAVO IMPROVIDO. I - As razões do agravo
regimental não infirmam os fundamentos da decisão
agravada, o que atrai a incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal.
II A apreciação dos temas constitucionais, no caso,
depende do prévio exame de normas infraconstitucionais
(Leis 7.716/88 e 9.250/95). A afronta à Constituição, se
houvesse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja
reexame na via do recurso extraordinário. Precedente. III
Agravo regimental improvido’ (AI 736.188-AgR, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 12.11.2010
grifos nossos).
‘ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA, QUE DECIDIU CONTROVÉRSIA RELATIVA À
RETENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA COM BASE NA
LEI n 7.713/88. Questão insuscetível de ser apreciada
senão por via da legislação infraconstitucional reguladora
da matéria, procedimento inviável em sede extraordinária,
em que não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à
Constituição Federal. Incidência, ademais, do óbice da
Súmula 282 desta Corte. Agravo regimental desprovido’
(AI 275.766-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma,
DJ 2.2.2001 grifos nossos).
Em sentido semelhante: AI 799.979 (Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 31.05.2010); AI 630.537 (rel. min.
Ellen Gracie, DJe de 30.03.2010); Recurso Extraordinário 589.571 (rel. min. Ayres
Britto, DJe de 05.08.2009); Recurso Extraordinário 433.933-AgR (rel. min. Eros Grau,
DJe de 1....08.2008).
De mais a mais, o Plenário desta Corte, em sessão
realizada por meio eletrônico, no exame do AI n 705.941/SP,
Relator o Ministro Cezar Peluzo, concluiu pela ausência da
repercussão geral de matéria constitucional análoga à versada
nesse feito. A decisão do Plenário está assim ementada:
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Relatório
ARE 662.017 AGR / RN
‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade.
Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias.
Natureza Jurídica. Definição para fins de incidência de
Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência
de repercussão geral. Agravo de instrumento não
conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso
extraordinário que, tendo por objeto a definição da
natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou
indenizatória), para fins de incidência de Imposto de
Renda, versa sobre matéria infraconstitucional’ (Dje n. 71,
publicado em 23/04/2010).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
Aduz a agravante que a definição sobre a natureza jurídica do abono
de permanência para fins de incidência do imposto de renda é de cunho
constitucional.
Sustenta que a conclusão do acórdão recorrido pela natureza
indenizatória dessa verba ofenderia diretamente a Constituição Federal.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662.017 AGR / RN
‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade.
Rescisão de contrato de trabalho. Verbas rescisórias.
Natureza Jurídica. Definição para fins de incidência de
Imposto de Renda. Matéria infraconstitucional. Ausência
de repercussão geral. Agravo de instrumento não
conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso
extraordinário que, tendo por objeto a definição da
natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou
indenizatória), para fins de incidência de Imposto de
Renda, versa sobre matéria infraconstitucional’ (Dje n. 71,
publicado em 23/04/2010).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
Aduz a agravante que a definição sobre a natureza jurídica do abono
de permanência para fins de incidência do imposto de renda é de cunho
constitucional.
Sustenta que a conclusão do acórdão recorrido pela natureza
indenizatória dessa verba ofenderia diretamente a Constituição Federal.
É o relatório.
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017 RIO
GRANDE DO NORTE
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Reitero que a análise da natureza da verba (indenizatória ou
remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se
à interpretação da legislação infraconstitucional, e que eventual ofensa à
Constituição se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o
apelo extremo. Corroborando esse entendimento: Recurso Extraordinário n 597.564/PE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09; e AI
n 733.908/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio,
DJe de 7/5/10.
No sentido específico do cunho infraconstitucional da matéria,
quanto à natureza jurídica do abono de permanência, colaciono o
seguinte julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE
PERMANÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA.
OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO.
I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a
discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de
determinada verba, para fins de incidência de imposto de
renda, situa-se em âmbito infraconstitucional. II – Agravo
regimental improvido” (ARE n 646.358/DF-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
15/5/12).
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017 RIO
GRANDE DO NORTE
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal.
Reitero que a análise da natureza da verba (indenizatória ou
remuneratória), para fins de incidência do imposto de renda, restringe-se
à interpretação da legislação infraconstitucional, e que eventual ofensa à
Constituição se daria de forma indireta ou reflexa, o que inviabiliza o
apelo extremo. Corroborando esse entendimento: Recurso Extraordinário n 597.564/PE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09; e AI
n 733.908/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio,
DJe de 7/5/10.
No sentido específico do cunho infraconstitucional da matéria,
quanto à natureza jurídica do abono de permanência, colaciono o
seguinte julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE O ABONO DE
PERMANÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA.
OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO.
I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a
discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de
determinada verba, para fins de incidência de imposto de
renda, situa-se em âmbito infraconstitucional. II – Agravo
regimental improvido” (ARE n 646.358/DF-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
15/5/12).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 662.017 AGR / RN
Por fim, ressalto que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por
meio eletrônico, no exame do AI n 705.941/SP, Relator o Ministro Cezar
Peluzo, concluiu pela ausência da repercussão geral de controvérsia
referente à definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou
indenizatória) para fins de incidência de imposto de renda, por entender
que a discussão possui natureza infraconstitucional.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662.017 AGR / RN
Por fim, ressalto que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por
meio eletrônico, no exame do AI n 705.941/SP, Relator o Ministro Cezar
Peluzo, concluiu pela ausência da repercussão geral de controvérsia
referente à definição da natureza jurídica de verbas rescisórias (salarial ou
indenizatória) para fins de incidência de imposto de renda, por entender
que a discussão possui natureza infraconstitucional.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE 3... GRAU - SINTEST
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2270882
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.017
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE 3... GRAU - SINTEST
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662 . 017",
"ARE 662 . 017 AGR / RN",
"ARE 662 . 017 AGR / RN",
"ARE 662 . 017 AGR / RN",
"SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 662 . 017 AGR",
"SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 662 . 017",
"Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 736 . 188 - AgR",
"AI 275 . 766 - AgR",
"AI 799 . 979",
"AI 630 . 537",
"Recurso Extraordinário 589 . 571",
"Recurso Extraordinário 433 . 933 - AgR",
"AI n 705 . 941 / SP",
"ARE 662 . 017",
"Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 736 . 188 - AgR",
"AI 275 . 766 - AgR",
"AI 799 . 979",
"AI 630 . 537",
"Recurso Extraordinário 589 . 571",
"Recurso Extraordinário 433 . 933 - AgR",
"AI n 705 . 941 / SP",
"ARE 662 . 017 AGR",
"ARE 662 . 017 AGR",
"AGRAVO 662 . 017",
"Recurso Extraordinário n 597 . 564 / PE - AgR",
"AI n 733 . 908 / MG - AgR",
"ARE n 646 . 358 / DF - AgR",
"Recurso Extraordinário n 597 . 564 / PE - AgR",
"AI n 733 . 908 / MG - AgR",
"ARE n 646 . 358 / DF - AgR",
"ARE 662 . 017 AGR / RN",
"AI n 705 . 941 / SP",
"ARE 662 . 017 AGR",
"AI n 705 . 941 / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 40 , § 19 DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"EC 41 / 2003",
"ART . 43 DO CTN",
"art . 43 do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 40 , § 19 DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"EC 41 / 2003",
"ART . 43 DO CTN",
"art . 43 do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 41 / 2003",
"art",
"Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"artigos 40 , § 19 e 153 , III , § 2 . . . , I da Constituição Federal",
"art . 43 , caput , inc . I e II do Código Tributário Nacional",
"Lei n 8 . 112 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 41 / 2003",
"art",
"Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"artigos 40 , § 19 e 153 , III , § 2 . . . , I da Constituição Federal",
"art . 43 , caput , inc . I e II do Código Tributário Nacional",
"Lei n 8 . 112 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS 7 . 713 / 88",
"9",
".",
"250",
"/",
"95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS 7 . 713 / 88",
"9",
".",
"250",
"/",
"95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis 7 . 716 / 88",
"9",
".",
"250",
"/",
"95",
"Constituição",
"LEI n 7 . 713 / 88",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis 7 . 716 / 88",
"9",
".",
"250",
"/",
"95",
"Constituição",
"LEI n 7 . 713 / 88",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO NORTE",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE 3",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE 3",
"SINTEST",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE 3",
"SINTEST",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"/",
"RN",
"Primeira Turma",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE 3",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"SINDICATO ESTADUAL DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ilmar Galvão",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Eros Grau",
"Cezar Peluzo",
"Ricardo Lewandowski",
"Ilmar Galvão",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Eros Grau",
"Cezar Peluzo",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Cezar Peluzo",
"Cezar Peluzo",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS ALBERTO MARQUES JÚNIOR",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"11",
".",
"2010",
"2",
".",
"2",
".",
"2001",
"31",
".",
"05",
".",
"2010",
"30",
".",
"03",
".",
"2010",
"05",
".",
"08",
".",
"2009",
"1",
".",
".",
".",
".",
"08",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"11",
".",
"2010",
"2",
".",
"2",
".",
"2001",
"31",
".",
"05",
".",
"2010",
"30",
".",
"03",
".",
"2010",
"05",
".",
"08",
".",
"2009",
"1",
".",
".",
".",
".",
"08",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"7",
"/",
"5",
"/",
"10",
"15",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"7",
"/",
"5",
"/",
"10",
"15",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S)
:JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA
MARIA
NEGOSEKI
SANT'NNA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉ PAOLO CELLA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. 1. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL.
REENQUADRAMENTO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO EM NORMAS
LOCAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2.
PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS N. 282 E
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281477.
Supremo Tribunal Federal
DJe 14/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S)
:JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA
MARIA
NEGOSEKI
SANT'NNA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉ PAOLO CELLA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 23 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto pelo Município de São José dos
Pinhais contra julgado do Tribunal de Justiça do Paraná, que concedeu
reenquadramento de servidores públicos em conformidade com o novo
Plano de Cargos e Carreiras. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Os arts. 30, inc. I, e 39, § 1º, da Constituição da
República e as Súmulas n. 339 e 685 do Supremo Tribunal
Federal, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto
de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco
foram opostos embargos de declaração com a finalidade de
comprovar ter havido, no momento processual próprio, o
prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S)
:JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA
MARIA
NEGOSEKI
SANT'NNA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉ PAOLO CELLA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 23 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto pelo Município de São José dos
Pinhais contra julgado do Tribunal de Justiça do Paraná, que concedeu
reenquadramento de servidores públicos em conformidade com o novo
Plano de Cargos e Carreiras. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Os arts. 30, inc. I, e 39, § 1º, da Constituição da
República e as Súmulas n. 339 e 685 do Supremo Tribunal
Federal, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto
de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco
foram opostos embargos de declaração com a finalidade de
comprovar ter havido, no momento processual próprio, o
prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 681.399 AGR / PR
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria
constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de
debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos
embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por
ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009).
7. Ademais, a questão em debate foi decidida com base na
aplicação e na interpretação da legislação local aplicável à especie (Lei
Complementar Municipal nº 02/2004 e Lei Municipal n. 16/1998).
Assim, a alegada ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria
indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo
Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público
municipal. Complementação de proventos. Reexame de legislação
local. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República. 2. O recurso extraordinário não se presta
ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da
Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 796.875-
AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.4.2012).
(…)
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei
n. 12.322/2010 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal)” (fls. 170-174).
2. Publicada essa decisão no DJe de 30.5.2012, interpõe o Município
de São José dos Pinhais, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 1379-1386).
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281478.
Supremo Tribunal Federal
ARE 681.399 AGR / PR
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria
constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de
debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos
embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por
ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009).
7. Ademais, a questão em debate foi decidida com base na
aplicação e na interpretação da legislação local aplicável à especie (Lei
Complementar Municipal nº 02/2004 e Lei Municipal n. 16/1998).
Assim, a alegada ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria
indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo
Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público
municipal. Complementação de proventos. Reexame de legislação
local. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República. 2. O recurso extraordinário não se presta
ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da
Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 796.875-
AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.4.2012).
(…)
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei
n. 12.322/2010 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal)” (fls. 170-174).
2. Publicada essa decisão no DJe de 30.5.2012, interpõe o Município
de São José dos Pinhais, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 1379-1386).
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 681.399 AGR / PR
3. Alega o Agravante que “está claro o prequestionamento do princípio
da isonomia e sua aplicação para solver a controvérsia, o que afronta diretamente
o texto magno e o enunciado sumular citado, consoante exposição nas razões do
apelo extremo (…) Assim, inexiste o anunciado empecilho do prequestionamento
da isonomia para o trâmite do Recurso Extraordinário emperrado na origem” (fl.
1395).
Assevera que “o segundo fundamento utilizado pelo Município também
foi prequestionado no acórdão paranaense, no mínimo por dedução lógica
(prequestionamento implícito), uma vez que, de fato, determinou-se o provimento
derivado das Recorridas (professores com requisito de investidura o ensino médio
e o curso superior como condição para progressões) no novo cargo de Professor
que tem como requisito de escolaridade mínima para ingresso o ensino superior
(…) Nesta medida é que se afirmou violação direta, independentemente da
interpretação do direito local, em afronta ao artigo 37, inciso II, da Constituição
Federal, como também em contrariedade ao entendimento jurisprudencial
consolidado em torno do enunciado de súmula 685 deste Supremo Tribunal
Federal” (fl. 1396).
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 681.399 AGR / PR
3. Alega o Agravante que “está claro o prequestionamento do princípio
da isonomia e sua aplicação para solver a controvérsia, o que afronta diretamente
o texto magno e o enunciado sumular citado, consoante exposição nas razões do
apelo extremo (…) Assim, inexiste o anunciado empecilho do prequestionamento
da isonomia para o trâmite do Recurso Extraordinário emperrado na origem” (fl.
1395).
Assevera que “o segundo fundamento utilizado pelo Município também
foi prequestionado no acórdão paranaense, no mínimo por dedução lógica
(prequestionamento implícito), uma vez que, de fato, determinou-se o provimento
derivado das Recorridas (professores com requisito de investidura o ensino médio
e o curso superior como condição para progressões) no novo cargo de Professor
que tem como requisito de escolaridade mínima para ingresso o ensino superior
(…) Nesta medida é que se afirmou violação direta, independentemente da
interpretação do direito local, em afronta ao artigo 37, inciso II, da Constituição
Federal, como também em contrariedade ao entendimento jurisprudencial
consolidado em torno do enunciado de súmula 685 deste Supremo Tribunal
Federal” (fl. 1396).
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, a matéria constitucional tida
como contrariada não foi examinada no acórdão recorrido. Tampouco
foram opostos embargos de declaração, com a finalidade de comprovar
ter havido o necessário prequestionamento. Incidem na espécie as
Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
Este Supremo Tribunal Federal assentou que, ainda que surgida a
alegada contrariedade à Constituição da República no acórdão recorrido,
é necessária a oposição de embargos de declaração se não houver a
análise da ofensa pelo órgão judicante.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DESERÇÃO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Compete
à parte recorrente comprovar o recolhimento do preparo no ato da
interposição do recurso. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal firmou-se no sentido de que, ainda que surgida a alegada
ofensa constitucional no acórdão recorrido, é necessária a oposição de
embargos de declaração, se não houver a análise da ofensa pelo órgão
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, a matéria constitucional tida
como contrariada não foi examinada no acórdão recorrido. Tampouco
foram opostos embargos de declaração, com a finalidade de comprovar
ter havido o necessário prequestionamento. Incidem na espécie as
Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
Este Supremo Tribunal Federal assentou que, ainda que surgida a
alegada contrariedade à Constituição da República no acórdão recorrido,
é necessária a oposição de embargos de declaração se não houver a
análise da ofensa pelo órgão judicante.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DESERÇÃO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Compete
à parte recorrente comprovar o recolhimento do preparo no ato da
interposição do recurso. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal firmou-se no sentido de que, ainda que surgida a alegada
ofensa constitucional no acórdão recorrido, é necessária a oposição de
embargos de declaração, se não houver a análise da ofensa pelo órgão
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 681.399 AGR / PR
judicante” (AI 608.345-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma,
DJe 14.8.2009).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ALEGADA VIOLAÇÃO
A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL - RECURSO IMPROVIDO. - A ausência de
efetiva apreciação do litígio constitucional, por parte do Tribunal de
que emanou o acórdão impugnado, não autoriza - ante a falta de
prequestionamento explícito da controvérsia jurídica - a utilização do
recurso extraordinário. Precedentes” (RE 580.453-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 17.10.2008).
3. Ademais, o Tribunal de Justiça do Paraná decidiu a controvérsia:
“as autoras são professoras concursadas pertencendo ao quadro
do magistério do Município de São José dos Pinhais. Com o advento
da Lei Complementar nº 02/2004, foi implementado novo Plano de
Cargos Carreiras e Vencimentos para os servidores em geral, bem
como para o magistério. As servidoras pleiteiam o enquadramento no
nível inicial (nível 40) previsto no Anexo II, da Tabela de Vencimentos
(fl. 1116/117) da Lei Complementar nº 02/2004. A Lei Municipal nº
16/98, em seu artigo 330, determinava que ‘O professor terá 10
(dez) anos, a partir da edição desta Lei, para concluir curso
superior de Magistério de 1ª a 4ª série do ensino fundamental’.
Ora, se a lei municipal anterior (L. 16/98) determinou que os
professores concluíssem curso superior de Magistério, estabelecendo
prazo para tanto ‘tinha como evidente objetivo elevar a
qualificação dos mesmos, para que, ao final do prazo
estipulado, novos professores pudessem ser contratados já com
essa nova exigência, nivelando todos no mesmo patamar de
qualificação’, como bem apontado pelo I. Promotor de Justiça, Dr.
Carlos Leprevost, em sua manifestação (fl. 1213). Desta maneira, não
há sentido na afirmação do apelante de que naquela rede municipal há
professores com nível superior e professores com nível de 2º grau, para
justificar as diferenças salariais apontadas, pois a própria legislação
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 681.399 AGR / PR
judicante” (AI 608.345-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma,
DJe 14.8.2009).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ALEGADA VIOLAÇÃO
A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL - RECURSO IMPROVIDO. - A ausência de
efetiva apreciação do litígio constitucional, por parte do Tribunal de
que emanou o acórdão impugnado, não autoriza - ante a falta de
prequestionamento explícito da controvérsia jurídica - a utilização do
recurso extraordinário. Precedentes” (RE 580.453-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 17.10.2008).
3. Ademais, o Tribunal de Justiça do Paraná decidiu a controvérsia:
“as autoras são professoras concursadas pertencendo ao quadro
do magistério do Município de São José dos Pinhais. Com o advento
da Lei Complementar nº 02/2004, foi implementado novo Plano de
Cargos Carreiras e Vencimentos para os servidores em geral, bem
como para o magistério. As servidoras pleiteiam o enquadramento no
nível inicial (nível 40) previsto no Anexo II, da Tabela de Vencimentos
(fl. 1116/117) da Lei Complementar nº 02/2004. A Lei Municipal nº
16/98, em seu artigo 330, determinava que ‘O professor terá 10
(dez) anos, a partir da edição desta Lei, para concluir curso
superior de Magistério de 1ª a 4ª série do ensino fundamental’.
Ora, se a lei municipal anterior (L. 16/98) determinou que os
professores concluíssem curso superior de Magistério, estabelecendo
prazo para tanto ‘tinha como evidente objetivo elevar a
qualificação dos mesmos, para que, ao final do prazo
estipulado, novos professores pudessem ser contratados já com
essa nova exigência, nivelando todos no mesmo patamar de
qualificação’, como bem apontado pelo I. Promotor de Justiça, Dr.
Carlos Leprevost, em sua manifestação (fl. 1213). Desta maneira, não
há sentido na afirmação do apelante de que naquela rede municipal há
professores com nível superior e professores com nível de 2º grau, para
justificar as diferenças salariais apontadas, pois a própria legislação
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 681.399 AGR / PR
municipal encarregou-se de extinguir essa diferenciação, obrigando os
professores mais antigos a obterem graduação em nível superior ” (fls.
1286-1287).
Tem-se, portanto, que o Tribunal de origem interpretou e aplicou
legislação infraconstitucional local – Lei municipal n. 16/1998 e Lei
Complementar n. 2/2004. Eventual contrariedade à Constituição
demandaria o prévio exame de normas legais, configurando-se, assim,
ofensa constitucional indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
REENQUADRAMENTO.
REDUÇÃO
DE
VENCIMENTOS. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO
EM NORMA LOCAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. 1. A verificação no caso concreto da
ocorrência, ou não, de redução de vencimentos demandaria o reexame
de provas. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE
638.039-AgR, de minha relatoria, Primeir Turma, DJe 18.8.2011).
“AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO
DO ESTADO DO PARANÁ. REENQUADRAMENTO. LEIS
COMPLEMENTARES ESTADUAIS 07/1996 E 77/1996.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 40, § 8º. SÚMULA 280/STF. A
verificação da ofensa constitucional alegada demandaria o exame de
direito local. Ofensa reflexa ou indireta ao texto constitucional. Óbice
da Súmula 280/STF. Agravo regimental a que se nega provimento”
(RE 423.251-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma,
DJ 22.9.2006).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
3
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municipal encarregou-se de extinguir essa diferenciação, obrigando os
professores mais antigos a obterem graduação em nível superior ” (fls.
1286-1287).
Tem-se, portanto, que o Tribunal de origem interpretou e aplicou
legislação infraconstitucional local – Lei municipal n. 16/1998 e Lei
Complementar n. 2/2004. Eventual contrariedade à Constituição
demandaria o prévio exame de normas legais, configurando-se, assim,
ofensa constitucional indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
REENQUADRAMENTO.
REDUÇÃO
DE
VENCIMENTOS. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO
EM NORMA LOCAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. 1. A verificação no caso concreto da
ocorrência, ou não, de redução de vencimentos demandaria o reexame
de provas. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE
638.039-AgR, de minha relatoria, Primeir Turma, DJe 18.8.2011).
“AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO
DO ESTADO DO PARANÁ. REENQUADRAMENTO. LEIS
COMPLEMENTARES ESTADUAIS 07/1996 E 77/1996.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 40, § 8º. SÚMULA 280/STF. A
verificação da ofensa constitucional alegada demandaria o exame de
direito local. Ofensa reflexa ou indireta ao texto constitucional. Óbice
da Súmula 280/STF. Agravo regimental a que se nega provimento”
(RE 423.251-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma,
DJ 22.9.2006).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 681.399 AGR / PR
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S) : JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANA MARIA NEGOSEKI SANT'NNA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : KAROLINE LORENZ RUTYNA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S) : JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANA MARIA NEGOSEKI SANT'NNA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : KAROLINE LORENZ RUTYNA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2542343
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-14T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 26.6.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. 1. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. REENQUADRAMENTO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO EM NORMAS LOCAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur212737
|
- Acórdãos citados: AI 608345 AgR, RE 580453 AgR, RE 638039 AgR, RE 423251 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 22/08/2012, BMB.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
681399
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-MUN LCP-000002 ANO-2004\r\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS, PR\r\n\r\n",
"LEG-MUN LEI-000016 ANO-1998\r\n ART-00330 \r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS, PR"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 681399 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S) : JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANA MARIA NEGOSEKI SANT'NNA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANDRÉ PAOLO CELLA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S)
:JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA
MARIA
NEGOSEKI
SANT'NNA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉ PAOLO CELLA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. 1. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL.
REENQUADRAMENTO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO EM NORMAS
LOCAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2.
PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS N. 282 E
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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DJe 14/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S)
:JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA
MARIA
NEGOSEKI
SANT'NNA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉ PAOLO CELLA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 23 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto pelo Município de São José dos
Pinhais contra julgado do Tribunal de Justiça do Paraná, que concedeu
reenquadramento de servidores públicos em conformidade com o novo
Plano de Cargos e Carreiras. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Os arts. 30, inc. I, e 39, § 1..., da Constituição da
República e as Súmulas n. 339 e 685 do Supremo Tribunal
Federal, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto
de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco
foram opostos embargos de declaração com a finalidade de
comprovar ter havido, no momento processual próprio, o
prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E
Supremo Tribunal Federal
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S)
:JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANA
MARIA
NEGOSEKI
SANT'NNA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANDRÉ PAOLO CELLA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 23 de maio de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto pelo Município de São José dos
Pinhais contra julgado do Tribunal de Justiça do Paraná, que concedeu
reenquadramento de servidores públicos em conformidade com o novo
Plano de Cargos e Carreiras. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Os arts. 30, inc. I, e 39, § 1..., da Constituição da
República e as Súmulas n. 339 e 685 do Supremo Tribunal
Federal, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto
de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco
foram opostos embargos de declaração com a finalidade de
comprovar ter havido, no momento processual próprio, o
prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 681.399 AGR / PR
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria
constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de
debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos
embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por
ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009).
7. Ademais, a questão em debate foi decidida com base na
aplicação e na interpretação da legislação local aplicável à especie (Lei
Complementar Municipal n 02/2004 e Lei Municipal n. 16/1998).
Assim, a alegada ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria
indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo
Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público
municipal. Complementação de proventos. Reexame de legislação
local. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República. 2. O recurso extraordinário não se presta
ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da
Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 796.875-
AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.4.2012).
(…)
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei
n. 12.322/2010 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal)” (fls. 170-174).
2. Publicada essa decisão no DJe de 30.5.2012, interpõe o Município
de São José dos Pinhais, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 1379-1386).
2
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356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria
constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de
debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos
embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por
ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009).
7. Ademais, a questão em debate foi decidida com base na
aplicação e na interpretação da legislação local aplicável à especie (Lei
Complementar Municipal n 02/2004 e Lei Municipal n. 16/1998).
Assim, a alegada ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria
indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo
Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público
municipal. Complementação de proventos. Reexame de legislação
local. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República. 2. O recurso extraordinário não se presta
ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da
Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 796.875-
AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.4.2012).
(…)
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei
n. 12.322/2010 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal)” (fls. 170-174).
2. Publicada essa decisão no DJe de 30.5.2012, interpõe o Município
de São José dos Pinhais, em 11.6.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 1379-1386).
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Relatório
ARE 681.399 AGR / PR
3. Alega o Agravante que “está claro o prequestionamento do princípio
da isonomia e sua aplicação para solver a controvérsia, o que afronta diretamente
o texto magno e o enunciado sumular citado, consoante exposição nas razões do
apelo extremo (…) Assim, inexiste o anunciado empecilho do prequestionamento
da isonomia para o trâmite do Recurso Extraordinário emperrado na origem” (fl.
1395).
Assevera que “o segundo fundamento utilizado pelo Município também
foi prequestionado no acórdão paranaense, no mínimo por dedução lógica
(prequestionamento implícito), uma vez que, de fato, determinou-se o provimento
derivado das Recorridas (professores com requisito de investidura o ensino médio
e o curso superior como condição para progressões) no novo cargo de Professor
que tem como requisito de escolaridade mínima para ingresso o ensino superior
(…) Nesta medida é que se afirmou violação direta, independentemente da
interpretação do direito local, em afronta ao artigo 37, inciso II, da Constituição
Federal, como também em contrariedade ao entendimento jurisprudencial
consolidado em torno do enunciado de súmula 685 deste Supremo Tribunal
Federal” (fl. 1396).
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 681.399 AGR / PR
3. Alega o Agravante que “está claro o prequestionamento do princípio
da isonomia e sua aplicação para solver a controvérsia, o que afronta diretamente
o texto magno e o enunciado sumular citado, consoante exposição nas razões do
apelo extremo (…) Assim, inexiste o anunciado empecilho do prequestionamento
da isonomia para o trâmite do Recurso Extraordinário emperrado na origem” (fl.
1395).
Assevera que “o segundo fundamento utilizado pelo Município também
foi prequestionado no acórdão paranaense, no mínimo por dedução lógica
(prequestionamento implícito), uma vez que, de fato, determinou-se o provimento
derivado das Recorridas (professores com requisito de investidura o ensino médio
e o curso superior como condição para progressões) no novo cargo de Professor
que tem como requisito de escolaridade mínima para ingresso o ensino superior
(…) Nesta medida é que se afirmou violação direta, independentemente da
interpretação do direito local, em afronta ao artigo 37, inciso II, da Constituição
Federal, como também em contrariedade ao entendimento jurisprudencial
consolidado em torno do enunciado de súmula 685 deste Supremo Tribunal
Federal” (fl. 1396).
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, a matéria constitucional tida
como contrariada não foi examinada no acórdão recorrido. Tampouco
foram opostos embargos de declaração, com a finalidade de comprovar
ter havido o necessário prequestionamento. Incidem na espécie as
Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
Este Supremo Tribunal Federal assentou que, ainda que surgida a
alegada contrariedade à Constituição da República no acórdão recorrido,
é necessária a oposição de embargos de declaração se não houver a
análise da ofensa pelo órgão judicante.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DESERÇÃO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Compete
à parte recorrente comprovar o recolhimento do preparo no ato da
interposição do recurso. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal firmou-se no sentido de que, ainda que surgida a alegada
ofensa constitucional no acórdão recorrido, é necessária a oposição de
embargos de declaração, se não houver a análise da ofensa pelo órgão
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26/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, a matéria constitucional tida
como contrariada não foi examinada no acórdão recorrido. Tampouco
foram opostos embargos de declaração, com a finalidade de comprovar
ter havido o necessário prequestionamento. Incidem na espécie as
Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
Este Supremo Tribunal Federal assentou que, ainda que surgida a
alegada contrariedade à Constituição da República no acórdão recorrido,
é necessária a oposição de embargos de declaração se não houver a
análise da ofensa pelo órgão judicante.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DESERÇÃO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E
356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Compete
à parte recorrente comprovar o recolhimento do preparo no ato da
interposição do recurso. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo
Tribunal firmou-se no sentido de que, ainda que surgida a alegada
ofensa constitucional no acórdão recorrido, é necessária a oposição de
embargos de declaração, se não houver a análise da ofensa pelo órgão
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 681.399 AGR / PR
judicante” (AI 608.345-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma,
DJe 14.8.2009).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ALEGADA VIOLAÇÃO
A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL - RECURSO IMPROVIDO. - A ausência de
efetiva apreciação do litígio constitucional, por parte do Tribunal de
que emanou o acórdão impugnado, não autoriza - ante a falta de
prequestionamento explícito da controvérsia jurídica - a utilização do
recurso extraordinário. Precedentes” (Recurso Extraordinário 580.453-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 17.10.2008).
3. Ademais, o Tribunal de Justiça do Paraná decidiu a controvérsia:
“as autoras são professoras concursadas pertencendo ao quadro
do magistério do Município de São José dos Pinhais. Com o advento
da Lei Complementar n 02/2004, foi implementado novo Plano de
Cargos Carreiras e Vencimentos para os servidores em geral, bem
como para o magistério. As servidoras pleiteiam o enquadramento no
nível inicial (nível 40) previsto no Anexo II, da Tabela de Vencimentos
(fl. 1116/117) da Lei Complementar n 02/2004. A Lei Municipal n
16/98, em seu artigo 330, determinava que ‘O professor terá 10
(dez) anos, a partir da edição desta Lei, para concluir curso
superior de Magistério de 1... a 4... série do ensino fundamental’.
Ora, se a lei municipal anterior (L. 16/98) determinou que os
professores concluíssem curso superior de Magistério, estabelecendo
prazo para tanto ‘tinha como evidente objetivo elevar a
qualificação dos mesmos, para que, ao final do prazo
estipulado, novos professores pudessem ser contratados já com
essa nova exigência, nivelando todos no mesmo patamar de
qualificação’, como bem apontado pelo I. Promotor de Justiça, Dr.
Carlos Leprevost, em sua manifestação (fl. 1213). Desta maneira, não
há sentido na afirmação do apelante de que naquela rede municipal há
professores com nível superior e professores com nível de 2... grau, para
justificar as diferenças salariais apontadas, pois a própria legislação
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 681.399 AGR / PR
judicante” (AI 608.345-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma,
DJe 14.8.2009).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ALEGADA VIOLAÇÃO
A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO DA MATÉRIA
CONSTITUCIONAL - RECURSO IMPROVIDO. - A ausência de
efetiva apreciação do litígio constitucional, por parte do Tribunal de
que emanou o acórdão impugnado, não autoriza - ante a falta de
prequestionamento explícito da controvérsia jurídica - a utilização do
recurso extraordinário. Precedentes” (Recurso Extraordinário 580.453-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 17.10.2008).
3. Ademais, o Tribunal de Justiça do Paraná decidiu a controvérsia:
“as autoras são professoras concursadas pertencendo ao quadro
do magistério do Município de São José dos Pinhais. Com o advento
da Lei Complementar n 02/2004, foi implementado novo Plano de
Cargos Carreiras e Vencimentos para os servidores em geral, bem
como para o magistério. As servidoras pleiteiam o enquadramento no
nível inicial (nível 40) previsto no Anexo II, da Tabela de Vencimentos
(fl. 1116/117) da Lei Complementar n 02/2004. A Lei Municipal n
16/98, em seu artigo 330, determinava que ‘O professor terá 10
(dez) anos, a partir da edição desta Lei, para concluir curso
superior de Magistério de 1... a 4... série do ensino fundamental’.
Ora, se a lei municipal anterior (L. 16/98) determinou que os
professores concluíssem curso superior de Magistério, estabelecendo
prazo para tanto ‘tinha como evidente objetivo elevar a
qualificação dos mesmos, para que, ao final do prazo
estipulado, novos professores pudessem ser contratados já com
essa nova exigência, nivelando todos no mesmo patamar de
qualificação’, como bem apontado pelo I. Promotor de Justiça, Dr.
Carlos Leprevost, em sua manifestação (fl. 1213). Desta maneira, não
há sentido na afirmação do apelante de que naquela rede municipal há
professores com nível superior e professores com nível de 2... grau, para
justificar as diferenças salariais apontadas, pois a própria legislação
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 681.399 AGR / PR
municipal encarregou-se de extinguir essa diferenciação, obrigando os
professores mais antigos a obterem graduação em nível superior ” (fls.
1286-1287).
Tem-se, portanto, que o Tribunal de origem interpretou e aplicou
legislação infraconstitucional local – Lei municipal n. 16/1998 e Lei
Complementar n. 2/2004. Eventual contrariedade à Constituição
demandaria o prévio exame de normas legais, configurando-se, assim,
ofensa constitucional indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
REENQUADRAMENTO.
REDUÇÃO
DE
VENCIMENTOS. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO
EM NORMA LOCAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. 1. A verificação no caso concreto da
ocorrência, ou não, de redução de vencimentos demandaria o reexame
de provas. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário
638.039-AgR, de minha relatoria, Primeir Turma, DJe 18.8.2011).
“AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO
DO ESTADO DO PARANÁ. REENQUADRAMENTO. LEIS
COMPLEMENTARES ESTADUAIS 07/1996 E 77/1996.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 40, § 8.... SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. A
verificação da ofensa constitucional alegada demandaria o exame de
direito local. Ofensa reflexa ou indireta ao texto constitucional. Óbice
da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento”
(Recurso Extraordinário 423.251-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma,
DJ 22.9.2006).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
3
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ARE 681.399 AGR / PR
municipal encarregou-se de extinguir essa diferenciação, obrigando os
professores mais antigos a obterem graduação em nível superior ” (fls.
1286-1287).
Tem-se, portanto, que o Tribunal de origem interpretou e aplicou
legislação infraconstitucional local – Lei municipal n. 16/1998 e Lei
Complementar n. 2/2004. Eventual contrariedade à Constituição
demandaria o prévio exame de normas legais, configurando-se, assim,
ofensa constitucional indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
REENQUADRAMENTO.
REDUÇÃO
DE
VENCIMENTOS. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO
EM NORMA LOCAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. 1. A verificação no caso concreto da
ocorrência, ou não, de redução de vencimentos demandaria o reexame
de provas. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário
638.039-AgR, de minha relatoria, Primeir Turma, DJe 18.8.2011).
“AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO
DO ESTADO DO PARANÁ. REENQUADRAMENTO. LEIS
COMPLEMENTARES ESTADUAIS 07/1996 E 77/1996.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 40, § 8.... SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. A
verificação da ofensa constitucional alegada demandaria o exame de
direito local. Ofensa reflexa ou indireta ao texto constitucional. Óbice
da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento”
(Recurso Extraordinário 423.251-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma,
DJ 22.9.2006).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
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prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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ARE 681.399 AGR / PR
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S) : JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANA MARIA NEGOSEKI SANT'NNA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : KAROLINE LORENZ RUTYNA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681.399
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
ADV.(A/S) : JULIO CESAR ZIROLDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANA MARIA NEGOSEKI SANT'NNA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : KAROLINE LORENZ RUTYNA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 26.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 681 . 399",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SÚMULAS N . 282",
"Súmulas n . 339",
"Súmulas n . 282",
"Súmulas n . 339",
"Súmulas n . 282",
"SÚMULAS 282",
"ARE 681 . 399 AGR / PR 356",
"AI 631 . 961 - ED",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 796 . 875 - AgR",
"ARE 681 . 399 AGR / PR",
"AI 631 . 961 - ED",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 796 . 875 - AgR",
"ARE 681 . 399 AGR /",
"enunciado",
"súmula 685 deste Supremo Tribunal Federal",
"ARE 681 . 399 AGR",
"enunciado",
"súmula 685 deste Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas n . 282",
"SÚMULAS 282",
"Súmulas n . 282",
"SÚMULAS 282",
"AI 608 . 345 - AgR",
"Recurso Extraordinário 580 . 453 - AgR",
"ARE 681 . 399 AGR",
"AI 608 . 345 - AgR",
"Recurso Extraordinário 580 . 453 - AgR",
"ARE 681 . 399 AGR",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS N . 279",
"Recurso Extraordinário 638 . 039 - AgR",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 423 . 251 - AgR",
"ARE 681 . 399 AGR",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS N . 279",
"Recurso Extraordinário 638 . 039 - AgR",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 423 . 251 - AgR",
"ARE",
"ARE 681 . 399"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 30 , inc . I , e 39 , § 1 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 30 , inc . I , e 39 , § 1 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Lei Complementar Municipal n 02",
"Lei Municipal n . 16 / 1998",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil",
"Lei n . 12 . 322 / 2010",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar Municipal n 02 / 2004",
"Lei Municipal n . 16 / 1998",
"Constituição da República",
"art . 544 , §",
"Lei n . 12 . 322 / 2010",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , inciso II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , inciso II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 02 / 2004",
"Lei Complementar n 02 / 2004",
"Lei Municipal n 16 / 98",
"L",
". 16 /",
"98",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Lei Complementar n 02 / 2004",
"Lei Complementar n 02 / 2004",
"Lei Municipal n 16 / 98",
"L",
". 16 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei municipal n . 16 / 1998",
"Lei Complementar n . 2 / 2004",
"Constituição",
"LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 07 / 1996",
"77",
"/",
"1996",
"CONSTITUIÇÃO FEDERAL , ART . 40 , § 8 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei municipal n . 16 / 1998",
"Lei Complementar n . 2 / 2004",
"Constituição",
"LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 07 / 1996",
"77",
"/",
"1996",
"CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"Município de São José dos Pinhais",
"PARANÁ",
"MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS",
"Município de São José dos Pinhais",
"Município de São José dos Pinhais",
"Município de São",
"José dos Pinhais",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"Município de São José dos Pinhais",
"Município de São José dos Pinhais",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Tribunal de Justiça do Paraná",
"SÚMULAS",
"282",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Paraná",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Tribunal de Justiça do Paraná",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Tribunal de Justiça do Paraná",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeir Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Primeir Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JULIO CESAR ZIROLDO",
"ADRIANA MARIA NEGOSEKI SANT ' NNA",
"ANDRÉ PAOLO CELLA",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JULIO CESAR ZIROLDO",
"ADRIANA MARIA NEGOSEKI SANT ' NNA",
"ANDRÉ PAOLO CELLA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JULIO CESAR ZIROLDO",
"ADRIANA MARIA NEGOSEKI SANT ' NNA",
"ANDRÉ PAOLO CELLA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA ARE",
"Celso de Mello",
"Carlos Leprevost",
"Celso de Mello",
"Carlos Leprevost",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JULIO CESAR ZIROLDO",
"ADRIANA MARIA NEGOSEKI SANT ' NNA",
"KAROLINE LORENZ RUTYNA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JULIO CESAR ZIROLDO",
"ADRIANA MARIA NEGOSEKI SANT ' NNA",
"KAROLINE LORENZ RUTYNA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"26 de junho",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"23 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"23 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"5",
".",
"2009",
"26",
".",
"4",
".",
"2012",
"30",
".",
"5",
".",
"2012",
"11",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"5",
".",
"2009",
"26",
".",
"4",
".",
"2012",
"30",
".",
"5",
".",
"2012",
"11",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"8",
".",
"2009",
"17",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"8",
".",
"2009",
"17",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"8",
".",
"2011",
"22",
".",
"9",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"8",
".",
"2011",
"22",
".",
"9",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S)
:GLAÚCIO
MANOEL
DE
LIMA
BARBOSA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. BENEFÍCIO
PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DEVIDA POR
EMPRESA AGROINDUSTRIAL. SUPERAÇÃO DA DECISÃO
AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO PARA NOVA
ANÁLISE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que incabíveis
embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática.
Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da
fungibilidade.
Inaplicabilidade da sistemática da repercussão geral à hipótese.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual
se dá provimento para, superado o óbice da decisão agravada, determinar
a reautuação do feito como recurso extraordinário, a fim de permitir novo
exame das razões recursais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter
os embargos de declaração em agravo regimental, e, por unanimidade de
votos, em dar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 11/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
RE 505.479 ED / AL
relatora.
Brasília, 19 de junho de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 505.479 ED / AL
relatora.
Brasília, 19 de junho de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S)
:GLAÚCIO
MANOEL
DE
LIMA
BARBOSA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual aplicada ao feito
a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF),
opõe embargos de declaração a Usina Serra Grande S.A.
A embargante, com amparo no art. 535 do CPC, reputa omisso o
julgado. Assevera que “o Recurso Extraordinário nº. 611.601/RS, onde foi
reconhecida por esta Corte a existência de repercussão geral da matéria,
trata de matéria diversa daquela ora discutida nos presentes autos (erro
de fato)” (fl. 534). Aduz que nos autos do RE 611.601/RS, “a empresa
Celulose Irani S.A. requer o reconhecimento incidental da
inconstitucionalidade do art. 22-A da Lei nº. 8.212/91, introduzido pela
Lei nº. 10.256, de 2001, sob a alegação de ausência de competência para
instituição de nova contribuição sobre a receita bruta, violação ao
princípio da isonomia e da proporcionalidade” (fl. 534). Afirma que a
questão debatida nos presentes autos é “o reconhecimento do direito
líquido e certo da ora embargante de recolher as contribuições
previdenciárias, devidas em relação ao eu setor rural, sobre o valor
comercial da produção agrícola, posto que tal forma diferenciada, além
de ser plenamente compatível com a legislação em vigor (art. 15, inciso I,
alínea ‘b’, da LC nº. 11/71), homenageia o princípio da equidade na
participação de custeio da Previdência Social” (fl. 535).
Acórdão do Tribunal de origem publicado em 03.6.2006 (fl. 319).
Substituição do Relator à fl. 548 (art. 38 do RISTF).
Supremo Tribunal Federal
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S)
:GLAÚCIO
MANOEL
DE
LIMA
BARBOSA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual aplicada ao feito
a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF),
opõe embargos de declaração a Usina Serra Grande S.A.
A embargante, com amparo no art. 535 do CPC, reputa omisso o
julgado. Assevera que “o Recurso Extraordinário nº. 611.601/RS, onde foi
reconhecida por esta Corte a existência de repercussão geral da matéria,
trata de matéria diversa daquela ora discutida nos presentes autos (erro
de fato)” (fl. 534). Aduz que nos autos do RE 611.601/RS, “a empresa
Celulose Irani S.A. requer o reconhecimento incidental da
inconstitucionalidade do art. 22-A da Lei nº. 8.212/91, introduzido pela
Lei nº. 10.256, de 2001, sob a alegação de ausência de competência para
instituição de nova contribuição sobre a receita bruta, violação ao
princípio da isonomia e da proporcionalidade” (fl. 534). Afirma que a
questão debatida nos presentes autos é “o reconhecimento do direito
líquido e certo da ora embargante de recolher as contribuições
previdenciárias, devidas em relação ao eu setor rural, sobre o valor
comercial da produção agrícola, posto que tal forma diferenciada, além
de ser plenamente compatível com a legislação em vigor (art. 15, inciso I,
alínea ‘b’, da LC nº. 11/71), homenageia o princípio da equidade na
participação de custeio da Previdência Social” (fl. 535).
Acórdão do Tribunal de origem publicado em 03.6.2006 (fl. 319).
Substituição do Relator à fl. 548 (art. 38 do RISTF).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
RE 505.479 ED / AL
É o relatório.
2
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RE 505.479 ED / AL
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os
embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o
princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes:
“Ementa: RECURSO. Embargos de declaração. Caráter
infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de
instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não
conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da
súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e
oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011)
“Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO
CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os
embargos de declaração opostos objetivando reforma da
decisão do relator, com caráter infringente, devem ser
convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por
força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED,
rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl
11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ
7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ
9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma,
DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 05.3.2012)
Passo ao exame do mérito do agravo regimental.
Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o agravo:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os
embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o
princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes:
“Ementa: RECURSO. Embargos de declaração. Caráter
infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de
instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não
conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da
súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e
oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011)
“Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO
CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os
embargos de declaração opostos objetivando reforma da
decisão do relator, com caráter infringente, devem ser
convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por
força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED,
rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl
11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ
7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ
9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma,
DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 05.3.2012)
Passo ao exame do mérito do agravo regimental.
Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o agravo:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 505.479 ED / AL
“1.
A hipótese dos autos versa sobre a base de cálculo
dos valores referentes às contribuições previdenciárias devidas
por empresas agroindustriais, de acordo com o disposto na Lei
8.212/91, com redação dada pela Lei 10.256/2001.
2.
Esta Corte reconheceu a existência de repercussão
geral da matéria no RE 611.601-RG/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 18.6.2010.
3.
No julgamento do RE 540.410-QO, rel. Min. Cezar
Peluso, DJe 16.10.2008, e do AI 715.423-QO, de minha relatoria,
DJe 04.09.2008, esta Corte decidiu que, nos casos de matérias
com repercussão geral reconhecida, é possível a devolução dos
recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos
Tribunais de origem, para os fins previstos no art. 543-B, § 3º,
do Código de Processo Civil.
4.
Dessa forma, nos termos do art. 328 do RISTF,
determino a devolução dos presentes autos ao Tribunal de
origem, bem como a observância, no tocante ao apelo extremo
interposto, das disposições do art. 543-B do CPC.” (fl. 511)
Examinadas as questões trazidas no agravo regimental, constato que
a matéria tratada no recurso extraordinário não é idêntica à submetida ao
Plenário Virtual, para análise da repercussão geral, no RE 611.601-RG/RS.
Em casos como o presente, para a solução da controvérsia, faz-se
necessária uma nova análise das razões expostas no recurso
extraordinário. Assim tem decidido esta 1ª Turma:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRAMITAÇÃO PROCESSUAL NO
ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA PARA
LEVAR A JULGAMENTO O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1.
A presente irresignação demanda uma melhor análise dos
fundamentos encartados nas razões do recurso extraordinário.
2. Agravo regimental provido.” (RE 614.814-AgR/RS, rel. Min.
Luiz Fux, por unanimidade, DJe 15.02.2012)
2
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RE 505.479 ED / AL
“1.
A hipótese dos autos versa sobre a base de cálculo
dos valores referentes às contribuições previdenciárias devidas
por empresas agroindustriais, de acordo com o disposto na Lei
8.212/91, com redação dada pela Lei 10.256/2001.
2.
Esta Corte reconheceu a existência de repercussão
geral da matéria no RE 611.601-RG/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 18.6.2010.
3.
No julgamento do RE 540.410-QO, rel. Min. Cezar
Peluso, DJe 16.10.2008, e do AI 715.423-QO, de minha relatoria,
DJe 04.09.2008, esta Corte decidiu que, nos casos de matérias
com repercussão geral reconhecida, é possível a devolução dos
recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos
Tribunais de origem, para os fins previstos no art. 543-B, § 3º,
do Código de Processo Civil.
4.
Dessa forma, nos termos do art. 328 do RISTF,
determino a devolução dos presentes autos ao Tribunal de
origem, bem como a observância, no tocante ao apelo extremo
interposto, das disposições do art. 543-B do CPC.” (fl. 511)
Examinadas as questões trazidas no agravo regimental, constato que
a matéria tratada no recurso extraordinário não é idêntica à submetida ao
Plenário Virtual, para análise da repercussão geral, no RE 611.601-RG/RS.
Em casos como o presente, para a solução da controvérsia, faz-se
necessária uma nova análise das razões expostas no recurso
extraordinário. Assim tem decidido esta 1ª Turma:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRAMITAÇÃO PROCESSUAL NO
ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA PARA
LEVAR A JULGAMENTO O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1.
A presente irresignação demanda uma melhor análise dos
fundamentos encartados nas razões do recurso extraordinário.
2. Agravo regimental provido.” (RE 614.814-AgR/RS, rel. Min.
Luiz Fux, por unanimidade, DJe 15.02.2012)
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 505.479 ED / AL
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Empregado de sociedade de economia mista. Teto salarial.
Artigo 37, XI, da Constituição Federal. Agravo regimental
provido para determinar a subida do recurso extraordinário.”
(AI 556.582-AgR/RJ, rel. Min. Dias Toffoli, por unanimidade,
DJe 19.12.2011)
“ICMS – MERCADORIA IMPORTADA – DUPLO
NEGÓCIO JURÍDICO. De início, cabe ao Estado em que situado
o estabelecimento do importador o Imposto sobre Operações
Relativas à Circulação de Mercadorias, não alterando a
competência ativa tributária a feitura, no território nacional, de
um segundo negócio jurídico. Tema a ser definido com maior
profundidade no julgamento do recurso extraordinário.” (AI
792.467-AgR/MG, redator para o acórdão Min. Marco Aurélio,
por maioria, DJe 27.10.2011)
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
INSTITUÍDAS PELOS ARTS. 1º E 2º DA LEI COMPLEMENTAR
N. 110/2001: CONSTITUCIONALIDADE. PRINCÍPIO DA
ANTERIORIDADE. NECESSIDADE DE MELHOR EXAME.
AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO PARA DETERMINAR A
SUBIDA DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.” (AI 587.358-
AgR/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, por unanimidade, DJe
22.5.2009)
Ante o exposto, conheço do agravo regimental e dou-lhe
provimento para, superado o óbice da decisão agravada, determinar a
reautuação do feito como recurso extraordinário, a fim de permitir novo
exame das razões recursais.
É como voto.
3
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RE 505.479 ED / AL
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Empregado de sociedade de economia mista. Teto salarial.
Artigo 37, XI, da Constituição Federal. Agravo regimental
provido para determinar a subida do recurso extraordinário.”
(AI 556.582-AgR/RJ, rel. Min. Dias Toffoli, por unanimidade,
DJe 19.12.2011)
“ICMS – MERCADORIA IMPORTADA – DUPLO
NEGÓCIO JURÍDICO. De início, cabe ao Estado em que situado
o estabelecimento do importador o Imposto sobre Operações
Relativas à Circulação de Mercadorias, não alterando a
competência ativa tributária a feitura, no território nacional, de
um segundo negócio jurídico. Tema a ser definido com maior
profundidade no julgamento do recurso extraordinário.” (AI
792.467-AgR/MG, redator para o acórdão Min. Marco Aurélio,
por maioria, DJe 27.10.2011)
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
INSTITUÍDAS PELOS ARTS. 1º E 2º DA LEI COMPLEMENTAR
N. 110/2001: CONSTITUCIONALIDADE. PRINCÍPIO DA
ANTERIORIDADE. NECESSIDADE DE MELHOR EXAME.
AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO PARA DETERMINAR A
SUBIDA DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.” (AI 587.358-
AgR/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, por unanimidade, DJe
22.5.2009)
Ante o exposto, conheço do agravo regimental e dou-lhe
provimento para, superado o óbice da decisão agravada, determinar a
reautuação do feito como recurso extraordinário, a fim de permitir novo
exame das razões recursais.
É como voto.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tinha
colocado, em relação aos itens 1, 2, 3, 4 e 5 da lista, "esclarecer", porque
todo agravo veicula, implicitamente, o juízo de retratação. Como Sua
Excelência estava provendo, imaginei que teria herdado da sucedida
esses processos e, por uma ética maior, elogiável, trouxe a julgamento os
agravos para provê-los.
Nos Embargos de Declaração no Recurso Extraordinário nº 505.479,
Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento nº 716.548 e
Embargos de Declaração no Recurso Extraordinário nº 585.797, fico
vencido quanto à conversão.
No mais, acompanho Sua Excelência.
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tinha
colocado, em relação aos itens 1, 2, 3, 4 e 5 da lista, "esclarecer", porque
todo agravo veicula, implicitamente, o juízo de retratação. Como Sua
Excelência estava provendo, imaginei que teria herdado da sucedida
esses processos e, por uma ética maior, elogiável, trouxe a julgamento os
agravos para provê-los.
Nos Embargos de Declaração no Recurso Extraordinário nº 505.479,
Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento nº 716.548 e
Embargos de Declaração no Recurso Extraordinário nº 585.797, fico
vencido quanto à conversão.
No mais, acompanho Sua Excelência.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479
PROCED. : ALAGOAS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S) : GLAÚCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, deu provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479
PROCED. : ALAGOAS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S) : GLAÚCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, deu provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2709769
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-09-11T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, deu provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DEVIDA POR EMPRESA AGROINDUSTRIAL. SUPERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO PARA NOVA ANÁLISE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade.
Inaplicabilidade da sistemática da repercussão geral à hipótese.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se dá provimento para, superado o óbice da decisão agravada, determinar a reautuação do feito como recurso extraordinário, a fim de permitir novo exame das razões recursais.
|
sjur214244
|
- Acórdãos citados: AI 841137 ED - Tribunal Pleno, ARE
656354 ED, RE 614814 AgR, AI 556582 AgR, AI 792467 AgR, AI
587358 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 18/09/2012, AMS.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
505479
| null |
RE-ED
|
acordaos
|
RE 505479 ED
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EMBTE.(S) : USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S) : GLAÚCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S)
:GLAÚCIO
MANOEL
DE
LIMA
BARBOSA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. BENEFÍCIO
PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DEVIDA POR
EMPRESA AGROINDUSTRIAL. SUPERAÇÃO DA DECISÃO
AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO PARA NOVA
ANÁLISE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que incabíveis
embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática.
Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da
fungibilidade.
Inaplicabilidade da sistemática da repercussão geral à hipótese.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual
se dá provimento para, superado o óbice da decisão agravada, determinar
a reautuação do feito como recurso extraordinário, a fim de permitir novo
exame das razões recursais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter
os embargos de declaração em agravo regimental, e, por unanimidade de
votos, em dar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da
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DJe 11/09/2012
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 505.479 ED / AL
relatora.
Brasília, 19 de junho de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Recurso Extraordinário 505.479 ED / AL
relatora.
Brasília, 19 de junho de 2012.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S)
:GLAÚCIO
MANOEL
DE
LIMA
BARBOSA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual aplicada ao feito
a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF),
opõe embargos de declaração a Usina Serra Grande S.A.
A embargante, com amparo no art. 535 do Código de Processo Civil, reputa omisso o
julgado. Assevera que “o Recurso Extraordinário n. 611.601/RS, onde foi
reconhecida por esta Corte a existência de repercussão geral da matéria,
trata de matéria diversa daquela ora discutida nos presentes autos (erro
de fato)” (fl. 534). Aduz que nos autos do Recurso Extraordinário 611.601/RS, “a empresa
Celulose Irani S.A. requer o reconhecimento incidental da
inconstitucionalidade do art. 22-A da Lei n. 8.212/91, introduzido pela
Lei n. 10.256, de 2001, sob a alegação de ausência de competência para
instituição de nova contribuição sobre a receita bruta, violação ao
princípio da isonomia e da proporcionalidade” (fl. 534). Afirma que a
questão debatida nos presentes autos é “o reconhecimento do direito
líquido e certo da ora embargante de recolher as contribuições
previdenciárias, devidas em relação ao eu setor rural, sobre o valor
comercial da produção agrícola, posto que tal forma diferenciada, além
de ser plenamente compatível com a legislação em vigor (art. 15, inciso I,
alínea ‘b’, da Lei Complementar n. 11/71), homenageia o princípio da equidade na
participação de custeio da Previdência Social” (fl. 535).
Acórdão do Tribunal de origem publicado em 03.6.2006 (fl. 319).
Substituição do Relator à fl. 548 (art. 38 do RISTF).
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19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S)
:GLAÚCIO
MANOEL
DE
LIMA
BARBOSA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual aplicada ao feito
a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF),
opõe embargos de declaração a Usina Serra Grande S.A.
A embargante, com amparo no art. 535 do Código de Processo Civil, reputa omisso o
julgado. Assevera que “o Recurso Extraordinário n. 611.601/RS, onde foi
reconhecida por esta Corte a existência de repercussão geral da matéria,
trata de matéria diversa daquela ora discutida nos presentes autos (erro
de fato)” (fl. 534). Aduz que nos autos do Recurso Extraordinário 611.601/RS, “a empresa
Celulose Irani S.A. requer o reconhecimento incidental da
inconstitucionalidade do art. 22-A da Lei n. 8.212/91, introduzido pela
Lei n. 10.256, de 2001, sob a alegação de ausência de competência para
instituição de nova contribuição sobre a receita bruta, violação ao
princípio da isonomia e da proporcionalidade” (fl. 534). Afirma que a
questão debatida nos presentes autos é “o reconhecimento do direito
líquido e certo da ora embargante de recolher as contribuições
previdenciárias, devidas em relação ao eu setor rural, sobre o valor
comercial da produção agrícola, posto que tal forma diferenciada, além
de ser plenamente compatível com a legislação em vigor (art. 15, inciso I,
alínea ‘b’, da Lei Complementar n. 11/71), homenageia o princípio da equidade na
participação de custeio da Previdência Social” (fl. 535).
Acórdão do Tribunal de origem publicado em 03.6.2006 (fl. 319).
Substituição do Relator à fl. 548 (art. 38 do RISTF).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
Recurso Extraordinário 505.479 ED / AL
É o relatório.
2
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Recurso Extraordinário 505.479 ED / AL
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os
embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o
princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes:
“Ementa: RECURSO. Embargos de declaração. Caráter
infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de
instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não
conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da
súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e
oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011)
“Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO
CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os
embargos de declaração opostos objetivando reforma da
decisão do relator, com caráter infringente, devem ser
convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por
força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED,
rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl
11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ
7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ
9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma,
DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 05.3.2012)
Passo ao exame do mérito do agravo regimental.
Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o agravo:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os
embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o
princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes:
“Ementa: RECURSO. Embargos de declaração. Caráter
infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de
instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não
conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da
súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e
oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011)
“Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO
CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os
embargos de declaração opostos objetivando reforma da
decisão do relator, com caráter infringente, devem ser
convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por
força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED,
rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl
11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ
7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ
9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma,
DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 05.3.2012)
Passo ao exame do mérito do agravo regimental.
Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o agravo:
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 505.479 ED / AL
“1.
A hipótese dos autos versa sobre a base de cálculo
dos valores referentes às contribuições previdenciárias devidas
por empresas agroindustriais, de acordo com o disposto na Lei
8.212/91, com redação dada pela Lei 10.256/2001.
2.
Esta Corte reconheceu a existência de repercussão
geral da matéria no Recurso Extraordinário 611.601-RG/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 18.6.2010.
3.
No julgamento do Recurso Extraordinário 540.410-QO, rel. Min. Cezar
Peluso, DJe 16.10.2008, e do AI 715.423-QO, de minha relatoria,
DJe 04.09.2008, esta Corte decidiu que, nos casos de matérias
com repercussão geral reconhecida, é possível a devolução dos
recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos
Tribunais de origem, para os fins previstos no art. 543-B, § 3...,
do Código de Processo Civil.
4.
Dessa forma, nos termos do art. 328 do RISTF,
determino a devolução dos presentes autos ao Tribunal de
origem, bem como a observância, no tocante ao apelo extremo
interposto, das disposições do art. 543-B do Código de Processo Civil.” (fl. 511)
Examinadas as questões trazidas no agravo regimental, constato que
a matéria tratada no recurso extraordinário não é idêntica à submetida ao
Plenário Virtual, para análise da repercussão geral, no Recurso Extraordinário 611.601-RG/RS.
Em casos como o presente, para a solução da controvérsia, faz-se
necessária uma nova análise das razões expostas no recurso
extraordinário. Assim tem decidido esta 1... Turma:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRAMITAÇÃO PROCESSUAL NO
ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA PARA
LEVAR A JULGAMENTO O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1.
A presente irresignação demanda uma melhor análise dos
fundamentos encartados nas razões do recurso extraordinário.
2. Agravo regimental provido.” (Recurso Extraordinário 614.814-AgR/RS, rel. Min.
Luiz Fux, por unanimidade, DJe 15.02.2012)
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 505.479 ED / AL
“1.
A hipótese dos autos versa sobre a base de cálculo
dos valores referentes às contribuições previdenciárias devidas
por empresas agroindustriais, de acordo com o disposto na Lei
8.212/91, com redação dada pela Lei 10.256/2001.
2.
Esta Corte reconheceu a existência de repercussão
geral da matéria no Recurso Extraordinário 611.601-RG/RS, rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 18.6.2010.
3.
No julgamento do Recurso Extraordinário 540.410-QO, rel. Min. Cezar
Peluso, DJe 16.10.2008, e do AI 715.423-QO, de minha relatoria,
DJe 04.09.2008, esta Corte decidiu que, nos casos de matérias
com repercussão geral reconhecida, é possível a devolução dos
recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos
Tribunais de origem, para os fins previstos no art. 543-B, § 3...,
do Código de Processo Civil.
4.
Dessa forma, nos termos do art. 328 do RISTF,
determino a devolução dos presentes autos ao Tribunal de
origem, bem como a observância, no tocante ao apelo extremo
interposto, das disposições do art. 543-B do Código de Processo Civil.” (fl. 511)
Examinadas as questões trazidas no agravo regimental, constato que
a matéria tratada no recurso extraordinário não é idêntica à submetida ao
Plenário Virtual, para análise da repercussão geral, no Recurso Extraordinário 611.601-RG/RS.
Em casos como o presente, para a solução da controvérsia, faz-se
necessária uma nova análise das razões expostas no recurso
extraordinário. Assim tem decidido esta 1... Turma:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRAMITAÇÃO PROCESSUAL NO
ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA PARA
LEVAR A JULGAMENTO O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1.
A presente irresignação demanda uma melhor análise dos
fundamentos encartados nas razões do recurso extraordinário.
2. Agravo regimental provido.” (Recurso Extraordinário 614.814-AgR/RS, rel. Min.
Luiz Fux, por unanimidade, DJe 15.02.2012)
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 505.479 ED / AL
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Empregado de sociedade de economia mista. Teto salarial.
Artigo 37, XI, da Constituição Federal. Agravo regimental
provido para determinar a subida do recurso extraordinário.”
(AI 556.582-AgR/RJ, rel. Min. Dias Toffoli, por unanimidade,
DJe 19.12.2011)
“ICMS – MERCADORIA IMPORTADA – DUPLO
NEGÓCIO JURÍDICO. De início, cabe ao Estado em que situado
o estabelecimento do importador o Imposto sobre Operações
Relativas à Circulação de Mercadorias, não alterando a
competência ativa tributária a feitura, no território nacional, de
um segundo negócio jurídico. Tema a ser definido com maior
profundidade no julgamento do recurso extraordinário.” (AI
792.467-AgR/MG, redator para o acórdão Min. Marco Aurélio,
por maioria, DJe 27.10.2011)
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
INSTITUÍDAS PELOS ARTS. 1... E 2... DA LEI COMPLEMENTAR
N. 110/2001: CONSTITUCIONALIDADE. PRINCÍPIO DA
ANTERIORIDADE. NECESSIDADE DE MELHOR EXAME.
AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO PARA DETERMINAR A
SUBIDA DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.” (AI 587.358-
AgR/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, por unanimidade, DJe
22.5.2009)
Ante o exposto, conheço do agravo regimental e dou-lhe
provimento para, superado o óbice da decisão agravada, determinar a
reautuação do feito como recurso extraordinário, a fim de permitir novo
exame das razões recursais.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 505.479 ED / AL
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Empregado de sociedade de economia mista. Teto salarial.
Artigo 37, XI, da Constituição Federal. Agravo regimental
provido para determinar a subida do recurso extraordinário.”
(AI 556.582-AgR/RJ, rel. Min. Dias Toffoli, por unanimidade,
DJe 19.12.2011)
“ICMS – MERCADORIA IMPORTADA – DUPLO
NEGÓCIO JURÍDICO. De início, cabe ao Estado em que situado
o estabelecimento do importador o Imposto sobre Operações
Relativas à Circulação de Mercadorias, não alterando a
competência ativa tributária a feitura, no território nacional, de
um segundo negócio jurídico. Tema a ser definido com maior
profundidade no julgamento do recurso extraordinário.” (AI
792.467-AgR/MG, redator para o acórdão Min. Marco Aurélio,
por maioria, DJe 27.10.2011)
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
INSTITUÍDAS PELOS ARTS. 1... E 2... DA LEI COMPLEMENTAR
N. 110/2001: CONSTITUCIONALIDADE. PRINCÍPIO DA
ANTERIORIDADE. NECESSIDADE DE MELHOR EXAME.
AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO PARA DETERMINAR A
SUBIDA DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.” (AI 587.358-
AgR/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, por unanimidade, DJe
22.5.2009)
Ante o exposto, conheço do agravo regimental e dou-lhe
provimento para, superado o óbice da decisão agravada, determinar a
reautuação do feito como recurso extraordinário, a fim de permitir novo
exame das razões recursais.
É como voto.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tinha
colocado, em relação aos itens 1, 2, 3, 4 e 5 da lista, "esclarecer", porque
todo agravo veicula, implicitamente, o juízo de retratação. Como Sua
Excelência estava provendo, imaginei que teria herdado da sucedida
esses processos e, por uma ética maior, elogiável, trouxe a julgamento os
agravos para provê-los.
Nos Embargos de Declaração no Recurso Extraordinário n 505.479,
Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento n 716.548 e
Embargos de Declaração no Recurso Extraordinário n 585.797, fico
vencido quanto à conversão.
No mais, acompanho Sua Excelência.
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479 ALAGOAS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tinha
colocado, em relação aos itens 1, 2, 3, 4 e 5 da lista, "esclarecer", porque
todo agravo veicula, implicitamente, o juízo de retratação. Como Sua
Excelência estava provendo, imaginei que teria herdado da sucedida
esses processos e, por uma ética maior, elogiável, trouxe a julgamento os
agravos para provê-los.
Nos Embargos de Declaração no Recurso Extraordinário n 505.479,
Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento n 716.548 e
Embargos de Declaração no Recurso Extraordinário n 585.797, fico
vencido quanto à conversão.
No mais, acompanho Sua Excelência.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479
PROCED. : ALAGOAS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S) : GLAÚCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, deu provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2270850
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505.479
PROCED. : ALAGOAS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : USINA SERRA GRANDE S/A
ADV.(A/S) : GLAÚCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, deu provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 479",
"Recurso Extraordinário 505 . 479 ED /",
"Recurso Extraordinário 505 . 479 ED / AL",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 479",
"Recurso Extraordinário n . 611 . 601 / RS",
"Recurso Extraordinário 611 . 601 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 479",
"Recurso Extraordinário n . 611 . 601 / RS",
"Recurso Extraordinário 611 . 601 / RS",
"Recurso Extraordinário 505 . 479 ED / AL",
"Recurso Extraordinário 505 . 479 ED / AL",
"AI 841 . 137 - ED / RS",
"Pet 4 . 837 - ED",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"AI 547 . 827 - ED",
"Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED",
"ARE 656 . 354 - ED / BA",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 479",
"AI 841 . 137 - ED / RS",
"Pet 4 . 837 - ED",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"AI 547 . 827 - ED",
"Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED",
"ARE 656 . 354 - ED / BA",
"Recurso Extraordinário 505 . 479 ED / AL",
"Recurso Extraordinário 611 . 601 - RG / RS",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO",
"AI 715 . 423",
"Recurso Extraordinário 611 . 601 - RG / RS",
"Recurso Extraordinário 614 . 814 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 505 . 479 ED / AL",
"Recurso Extraordinário 611 . 601 - RG / RS",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO",
"AI 715 . 423 - QO",
"Recurso Extraordinário 611 . 601 - RG / RS",
"Recurso Extraordinário 614 . 814 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 505 . 479 ED / AL",
"AI 556 . 582 - AgR / RJ",
"AI 792 . 467 - AgR / MG",
"AI 587 . 358 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 505 . 479 ED / AL",
"AI 556 . 582 - AgR / RJ",
"AI 792 . 467 - AgR / MG",
"AI 587 . 358 - AgR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 479",
"Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento n 716 . 548",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 505 . 479",
"Embargos",
"Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento n 716 . 548",
"Recurso Extraordinário n 585 . 797"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 22 - A da Lei n . 8 . 212 / 91",
"Lei n . 10 . 256",
"art . 15 , inciso I , alínea ‘ b ’ , da Lei Complementar n . 11 / 71",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 22 - A da Lei n . 8 . 212 / 91",
"Lei n . 10 . 256",
"art . 15 , inciso I , alínea ‘ b ’ , da Lei Complementar n . 11 / 71",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 212 / 91",
"Lei 10 . 256 / 2001",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil .",
"art . 328 do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 212 / 91",
"Lei 10 . 256 / 2001",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 328 do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil .",
"Medida Provisória",
"Artigo 37 , XI , da Constituição Federal",
"ARTS",
"LEI COMPLEMENTAR N . 110",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 37 , XI , da Constituição Federal",
"ARTS . 1",
"LEI COMPLEMENTAR N . 110 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ALAGOAS",
"Brasília",
"Brasília",
"ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ALAGOAS",
"ALAGOAS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"USINA SERRA GRANDE S / A",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"USINA SERRA GRANDE S / A",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Usina Serra Grande S . A",
"Celulose Irani S . A .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"USINA SERRA GRANDE S / A",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"FAZENDA",
"Usina Serra Grande S . A",
"Celulose Irani S . A .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário Virtual",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"USINA SERRA GRANDE S / A",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"USINA SERRA GRANDE S / A",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"GLAÚCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"GLAÚCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"GLAÚCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Cezar Peluso",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Cezar Peluso",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"GLAÚCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"GLAÚCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"09",
"/",
"2012",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"2001",
"03",
".",
"6",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"2001",
"03",
".",
"6",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"14",
".",
"3",
".",
"2011",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"9",
".",
"3",
".",
"2011",
"5",
".",
"4",
".",
"2011",
"05",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"14",
".",
"3",
".",
"2011",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"9",
".",
"3",
".",
"2011",
"5",
".",
"4",
".",
"2011",
"05",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"6",
".",
"2010",
"16",
".",
"10",
".",
"2008",
"04",
".",
"09",
".",
"2008",
"15",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"6",
".",
"2010",
"16",
".",
"10",
".",
"2008",
"04",
".",
"09",
".",
"2008",
"15",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2011",
"27",
".",
"10",
".",
"2011",
"22",
".",
"5",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2011",
"27",
".",
"10",
".",
"2011",
"22",
".",
"5",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
EMBTE.(S)
:NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
PROCESSUAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS
INFRINGENTES. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU
OBSCURIDADE. MULTA.
Se a decisão embargada concluiu que a controvérsia constante dos
autos se refere a matéria infraconstitucional, situação que impede o
conhecimento do recurso extraordinário (Súmula 636 do STF), não
poderia mesmo emitir juízos sobre o mérito das alegações da parte, que
dizem respeito à matéria de fundo. Não há que se falar, portanto, em
omissão e contradição.
Tratando-se de segundos embargos de declaração com os mesmos
fundamentos dos primeiros aclaratórios, deve ser aplicada multa de um
por cento sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 538,
parágrafo único, do Código de Processo Civil.
Embargos de declaração rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os
embargos de declaração e aplicar multa de 1% sobre o valor atualizado da
causa, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2565522.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
EMBTE.(S)
:NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração interpostos de acórdão desta Turma que julgou
embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário
e que tem a seguinte ementa:
“Embargos de declaração em agravo regimental em recurso
extraordinário. Inocorrência de omissão, contradição ou obscuridade.
Efeitos infringentes. Impossibilidade. 2. Embargos de declaração
rejeitados.” (fls. 681)
O acórdão que julgou o agravo regimental possui ementa com o
seguinte teor:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INOVAÇÃO
DA
LIDE.
IMPOSSIBILIDADE.
1. Prescrição. Matéria afeta à legislação infraconstitucional.
Recurso extraordinário. Reexame. Impossibilidade. Precedente.
2. Argüição de ofensa a dispositivos constitucionais e legais
distintos daqueles suscitados na petição inicial. Inovação da lide.
Impossibilidade.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (fls. 621)
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2565523.
Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
EMBTE.(S)
:NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração interpostos de acórdão desta Turma que julgou
embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário
e que tem a seguinte ementa:
“Embargos de declaração em agravo regimental em recurso
extraordinário. Inocorrência de omissão, contradição ou obscuridade.
Efeitos infringentes. Impossibilidade. 2. Embargos de declaração
rejeitados.” (fls. 681)
O acórdão que julgou o agravo regimental possui ementa com o
seguinte teor:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INOVAÇÃO
DA
LIDE.
IMPOSSIBILIDADE.
1. Prescrição. Matéria afeta à legislação infraconstitucional.
Recurso extraordinário. Reexame. Impossibilidade. Precedente.
2. Argüição de ofensa a dispositivos constitucionais e legais
distintos daqueles suscitados na petição inicial. Inovação da lide.
Impossibilidade.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (fls. 621)
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2565523.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
RE 218.370 AGR-ED-ED / RS
Com o argumento de que o acórdão que julgou o agravo regimental
foi omisso e contraditório, pretende a parte ora embargante, com as
mesmas alegações constantes do agravo regimental e dos primeiros
embargos de declaração, dar efeitos infringentes a estes segundos
embargos de declaração, a fim de obter o reexame da matéria.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2565523.
Supremo Tribunal Federal
RE 218.370 AGR-ED-ED / RS
Com o argumento de que o acórdão que julgou o agravo regimental
foi omisso e contraditório, pretende a parte ora embargante, com as
mesmas alegações constantes do agravo regimental e dos primeiros
embargos de declaração, dar efeitos infringentes a estes segundos
embargos de declaração, a fim de obter o reexame da matéria.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2565523.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão a
parte ora embargante.
O acórdão que julgou o agravo regimental possui ementa com o
seguinte teor:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INOVAÇÃO
DA
LIDE.
IMPOSSIBILIDADE.
1. Prescrição. Matéria afeta à legislação infraconstitucional.
Recurso extraordinário. Reexame. Impossibilidade. Precedente.
2. Argüição de ofensa a dispositivos constitucionais e legais
distintos daqueles suscitados na petição inicial. Inovação da lide.
Impossibilidade.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (fls. 621)
O acórdão que julgou os primeiros embargos de declaração possui o
seguinte teor:
“Embargos de declaração em agravo regimental em recurso
extraordinário. Inocorrência de omissão, contradição ou obscuridade.
Efeitos infringentes. Impossibilidade. 2. Embargos de declaração
rejeitados.” (fls. 681)
Se esta Turma concluiu que a controvérsia constante dos autos se
refere a matéria infraconstitucional, situação que impede o conhecimento
do recurso extraordinário (Súmula 636/STF), não poderia mesmo emitir
juízos sobre o mérito das alegações da parte, que dizem respeito à matéria
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2565524.
Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão a
parte ora embargante.
O acórdão que julgou o agravo regimental possui ementa com o
seguinte teor:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INOVAÇÃO
DA
LIDE.
IMPOSSIBILIDADE.
1. Prescrição. Matéria afeta à legislação infraconstitucional.
Recurso extraordinário. Reexame. Impossibilidade. Precedente.
2. Argüição de ofensa a dispositivos constitucionais e legais
distintos daqueles suscitados na petição inicial. Inovação da lide.
Impossibilidade.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (fls. 621)
O acórdão que julgou os primeiros embargos de declaração possui o
seguinte teor:
“Embargos de declaração em agravo regimental em recurso
extraordinário. Inocorrência de omissão, contradição ou obscuridade.
Efeitos infringentes. Impossibilidade. 2. Embargos de declaração
rejeitados.” (fls. 681)
Se esta Turma concluiu que a controvérsia constante dos autos se
refere a matéria infraconstitucional, situação que impede o conhecimento
do recurso extraordinário (Súmula 636/STF), não poderia mesmo emitir
juízos sobre o mérito das alegações da parte, que dizem respeito à matéria
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2565524.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
RE 218.370 AGR-ED-ED / RS
de fundo. Não há que se falar, portanto, em omissão e contradição.
Saliento, ademais, que são inadmissíveis embargos de declaração
com efeitos meramente infringentes. Eventuais efeitos infringentes dessa
modalidade recursal só são admissíveis como consequência da sanação
de omissão, contradição ou obscuridade existentes na decisão embargada,
o que não ocorre no presente caso.
Nesse sentido, mencione-se o AI 252.559-AgR-ED (rel. min. Maurício
Corrêa, DJ de 26.05.2000), cuja ementa tem o seguinte teor:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
REDISCUSSÃO
DA
CONTROVÉRSIA.
EFEITOS
INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE.
Rediscussão da controvérsia com o fito de obter efeitos
infringentes ao julgado. Hipótese não prevista no artigo 535 do
Código de Processo Civil.
Embargos de declaração rejeitados.”
Do exposto, rejeito os presentes embargos de declaração e aplico à
parte ora embargante multa de um por cento sobre o valor atualizado da
causa, nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo
Civil.
É como voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2565524.
Supremo Tribunal Federal
RE 218.370 AGR-ED-ED / RS
de fundo. Não há que se falar, portanto, em omissão e contradição.
Saliento, ademais, que são inadmissíveis embargos de declaração
com efeitos meramente infringentes. Eventuais efeitos infringentes dessa
modalidade recursal só são admissíveis como consequência da sanação
de omissão, contradição ou obscuridade existentes na decisão embargada,
o que não ocorre no presente caso.
Nesse sentido, mencione-se o AI 252.559-AgR-ED (rel. min. Maurício
Corrêa, DJ de 26.05.2000), cuja ementa tem o seguinte teor:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
REDISCUSSÃO
DA
CONTROVÉRSIA.
EFEITOS
INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE.
Rediscussão da controvérsia com o fito de obter efeitos
infringentes ao julgado. Hipótese não prevista no artigo 535 do
Código de Processo Civil.
Embargos de declaração rejeitados.”
Do exposto, rejeito os presentes embargos de declaração e aplico à
parte ora embargante multa de um por cento sobre o valor atualizado da
causa, nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo
Civil.
É como voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
EMBTE.(S) : NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de
declaração e aplicou multa de 1% sobre o valor atualizado da
causa, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518440
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
EMBTE.(S) : NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de
declaração e aplicou multa de 1% sobre o valor atualizado da
causa, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2645267
| 2012-06-26T00:00:00
| 2012-08-29T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e aplicou multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 26.06.2012.
|
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
PROCESSUAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS INFRINGENTES. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MULTA.
Se a decisão embargada concluiu que a controvérsia constante dos autos se refere a matéria infraconstitucional, situação que impede o conhecimento do recurso extraordinário (Súmula 636 do STF), não poderia mesmo emitir juízos sobre o mérito das alegações da parte, que dizem respeito à matéria de fundo. Não há que se falar, portanto, em omissão e contradição.
Tratando-se de segundos embargos de declaração com os mesmos fundamentos dos primeiros aclaratórios, deve ser aplicada multa de um por cento sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil.
Embargos de declaração rejeitados.
|
sjur213712
|
- Acórdão citado: AI 252559 AgR-ED.
Número de páginas: 6.
Análise: 06/07/2012, MJC.
|
JOAQUIM BARBOSA
|
Segunda Turma
|
218370
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00538 PAR-ÚNICO\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR-ED-ED
|
acordaos
|
RE 218370 AgR-ED-ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
EMBTE.(S)
:NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
PROCESSUAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS
INFRINGENTES. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU
OBSCURIDADE. MULTA.
Se a decisão embargada concluiu que a controvérsia constante dos
autos se refere a matéria infraconstitucional, situação que impede o
conhecimento do recurso extraordinário (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal), não
poderia mesmo emitir juízos sobre o mérito das alegações da parte, que
dizem respeito à matéria de fundo. Não há que se falar, portanto, em
omissão e contradição.
Tratando-se de segundos embargos de declaração com os mesmos
fundamentos dos primeiros aclaratórios, deve ser aplicada multa de um
por cento sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 538,
parágrafo único, do Código de Processo Civil.
Embargos de declaração rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os
embargos de declaração e aplicar multa de 1% sobre o valor atualizado da
causa, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de junho de 2012.
Ministro JOAQUIM BARBOSA
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2565522.
Supremo Tribunal Federal
DJe 29/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
EMBTE.(S)
:NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração interpostos de acórdão desta Turma que julgou
embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário
e que tem a seguinte ementa:
“Embargos de declaração em agravo regimental em recurso
extraordinário. Inocorrência de omissão, contradição ou obscuridade.
Efeitos infringentes. Impossibilidade. 2. Embargos de declaração
rejeitados.” (fls. 681)
O acórdão que julgou o agravo regimental possui ementa com o
seguinte teor:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INOVAÇÃO
DA
LIDE.
IMPOSSIBILIDADE.
1. Prescrição. Matéria afeta à legislação infraconstitucional.
Recurso extraordinário. Reexame. Impossibilidade. Precedente.
2. Argüição de ofensa a dispositivos constitucionais e legais
distintos daqueles suscitados na petição inicial. Inovação da lide.
Impossibilidade.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (fls. 621)
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. JOAQUIM BARBOSA
EMBTE.(S)
:NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração interpostos de acórdão desta Turma que julgou
embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário
e que tem a seguinte ementa:
“Embargos de declaração em agravo regimental em recurso
extraordinário. Inocorrência de omissão, contradição ou obscuridade.
Efeitos infringentes. Impossibilidade. 2. Embargos de declaração
rejeitados.” (fls. 681)
O acórdão que julgou o agravo regimental possui ementa com o
seguinte teor:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INOVAÇÃO
DA
LIDE.
IMPOSSIBILIDADE.
1. Prescrição. Matéria afeta à legislação infraconstitucional.
Recurso extraordinário. Reexame. Impossibilidade. Precedente.
2. Argüição de ofensa a dispositivos constitucionais e legais
distintos daqueles suscitados na petição inicial. Inovação da lide.
Impossibilidade.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (fls. 621)
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
Recurso Extraordinário 218.370 AGR-ED-ED / RS
Com o argumento de que o acórdão que julgou o agravo regimental
foi omisso e contraditório, pretende a parte ora embargante, com as
mesmas alegações constantes do agravo regimental e dos primeiros
embargos de declaração, dar efeitos infringentes a estes segundos
embargos de declaração, a fim de obter o reexame da matéria.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 218.370 AGR-ED-ED / RS
Com o argumento de que o acórdão que julgou o agravo regimental
foi omisso e contraditório, pretende a parte ora embargante, com as
mesmas alegações constantes do agravo regimental e dos primeiros
embargos de declaração, dar efeitos infringentes a estes segundos
embargos de declaração, a fim de obter o reexame da matéria.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão a
parte ora embargante.
O acórdão que julgou o agravo regimental possui ementa com o
seguinte teor:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INOVAÇÃO
DA
LIDE.
IMPOSSIBILIDADE.
1. Prescrição. Matéria afeta à legislação infraconstitucional.
Recurso extraordinário. Reexame. Impossibilidade. Precedente.
2. Argüição de ofensa a dispositivos constitucionais e legais
distintos daqueles suscitados na petição inicial. Inovação da lide.
Impossibilidade.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (fls. 621)
O acórdão que julgou os primeiros embargos de declaração possui o
seguinte teor:
“Embargos de declaração em agravo regimental em recurso
extraordinário. Inocorrência de omissão, contradição ou obscuridade.
Efeitos infringentes. Impossibilidade. 2. Embargos de declaração
rejeitados.” (fls. 681)
Se esta Turma concluiu que a controvérsia constante dos autos se
refere a matéria infraconstitucional, situação que impede o conhecimento
do recurso extraordinário (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal), não poderia mesmo emitir
juízos sobre o mérito das alegações da parte, que dizem respeito à matéria
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Supremo Tribunal Federal
26/06/2012
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Sem razão a
parte ora embargante.
O acórdão que julgou o agravo regimental possui ementa com o
seguinte teor:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INOVAÇÃO
DA
LIDE.
IMPOSSIBILIDADE.
1. Prescrição. Matéria afeta à legislação infraconstitucional.
Recurso extraordinário. Reexame. Impossibilidade. Precedente.
2. Argüição de ofensa a dispositivos constitucionais e legais
distintos daqueles suscitados na petição inicial. Inovação da lide.
Impossibilidade.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (fls. 621)
O acórdão que julgou os primeiros embargos de declaração possui o
seguinte teor:
“Embargos de declaração em agravo regimental em recurso
extraordinário. Inocorrência de omissão, contradição ou obscuridade.
Efeitos infringentes. Impossibilidade. 2. Embargos de declaração
rejeitados.” (fls. 681)
Se esta Turma concluiu que a controvérsia constante dos autos se
refere a matéria infraconstitucional, situação que impede o conhecimento
do recurso extraordinário (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal), não poderia mesmo emitir
juízos sobre o mérito das alegações da parte, que dizem respeito à matéria
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA
Recurso Extraordinário 218.370 AGR-ED-ED / RS
de fundo. Não há que se falar, portanto, em omissão e contradição.
Saliento, ademais, que são inadmissíveis embargos de declaração
com efeitos meramente infringentes. Eventuais efeitos infringentes dessa
modalidade recursal só são admissíveis como consequência da sanação
de omissão, contradição ou obscuridade existentes na decisão embargada,
o que não ocorre no presente caso.
Nesse sentido, mencione-se o AI 252.559-AgR-ED (rel. min. Maurício
Corrêa, DJ de 26.05.2000), cuja ementa tem o seguinte teor:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
REDISCUSSÃO
DA
CONTROVÉRSIA.
EFEITOS
INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE.
Rediscussão da controvérsia com o fito de obter efeitos
infringentes ao julgado. Hipótese não prevista no artigo 535 do
Código de Processo Civil.
Embargos de declaração rejeitados.”
Do exposto, rejeito os presentes embargos de declaração e aplico à
parte ora embargante multa de um por cento sobre o valor atualizado da
causa, nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo
Civil.
É como voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2565524.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 218.370 AGR-ED-ED / RS
de fundo. Não há que se falar, portanto, em omissão e contradição.
Saliento, ademais, que são inadmissíveis embargos de declaração
com efeitos meramente infringentes. Eventuais efeitos infringentes dessa
modalidade recursal só são admissíveis como consequência da sanação
de omissão, contradição ou obscuridade existentes na decisão embargada,
o que não ocorre no presente caso.
Nesse sentido, mencione-se o AI 252.559-AgR-ED (rel. min. Maurício
Corrêa, DJ de 26.05.2000), cuja ementa tem o seguinte teor:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
REDISCUSSÃO
DA
CONTROVÉRSIA.
EFEITOS
INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE.
Rediscussão da controvérsia com o fito de obter efeitos
infringentes ao julgado. Hipótese não prevista no artigo 535 do
Código de Processo Civil.
Embargos de declaração rejeitados.”
Do exposto, rejeito os presentes embargos de declaração e aplico à
parte ora embargante multa de um por cento sobre o valor atualizado da
causa, nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo
Civil.
É como voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
EMBTE.(S) : NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de
declaração e aplicou multa de 1% sobre o valor atualizado da
causa, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518440
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
218.370
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA
EMBTE.(S) : NILTON RODRIGUES VELEDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HÉLIO GONÇALVES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de
declaração e aplicou multa de 1% sobre o valor atualizado da
causa, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 26.06.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2518440
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 218 . 370",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 218 . 370",
"Recurso Extraordinário 218 . 370 AGR",
"Recurso Extraordinário 218 . 370",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 218 . 370",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 218 . 370",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 218 . 370 AGR - ED - ED / RS",
"AI 252 . 559 - AgR - ED",
"Recurso Extraordinário 218 . 370 AGR - ED - ED / RS",
"AI 252 . 559 - AgR - ED",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 218 ."
],
"LEGISLACAO": [
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 535 do Código de Processo Civil",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 535 do Código de Processo Civil",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"-",
"ED",
"-",
"ED",
"/",
"RS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"JOAQUIM BARBOSA",
"NILTON RODRIGUES VELEDA",
"HÉLIO GONÇALVES",
"Ricardo Lewandowski",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"NILTON RODRIGUES VELEDA",
"HÉLIO GONÇALVES",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"NILTON RODRIGUES VELEDA",
"HÉLIO GONÇALVES",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Maurício Corrêa",
"Maurício Corrêa",
"JOAQUIM BARBOSA",
"NILTON RODRIGUES VELEDA",
"HÉLIO GONÇALVES",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"JOAQUIM BARBOSA",
"NILTON RODRIGUES VELEDA",
"HÉLIO GONÇALVES",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"26 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"05",
".",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"05",
".",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"06",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S)
:LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Servidor público.
3. Processo administrativo-disciplinar. Demissão em 1998. 3. Pedido de
revisão do referido PAD, em 2010, não reabre prazo decadencial para
impugnar seus fundamentos decisórios. Precedentes. 4. Decadência
configurada. Art. 23 da Lei 12.016/2009. 5. Ausência de argumentos
capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se
nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592211.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S)
:LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
mandado de segurança, com arrimo no exaurimento do prazo
decadencial para impetração, previsto no art. 23 da Lei 12.016/2009.
Confira-se trecho da decisão agravada:
Colhe-se dos autos que a pretensão do impetrante, em
verdade, é a declaração de nulidade do Processo
Administrativo Disciplinar nº 003/96 1ª CPD/CCJ/DPF, que
determinou a sua demissão do serviço público. O fundamento
adotado pelo impetrante no presente writ é o suposto vício de
nulidade na instauração da Comissão processante à época (que
não seria permanente, mas constituída ad hoc).
(...)
Verifica-se que, da data de ciência do impetrante de sua
demissão do cargo público (decorrente dos trabalhos da
Comissão processante dita ad hoc), ocorrida com a publicação
do ato no Diário Oficial da União de 10.7.1998, até a data da
impetração deste writ (13.11.2011), já transcorreram mais de 120
dias, tornando inviável a pretensão do impetrante, nos termos
do art. 23 da Lei 12.016/2009 e do art. 200, parágrafo único, do
RISTF.
O agravante alega que não ocorreu o escoamento do prazo
decadencial para impetração do writ.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592212.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S)
:LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
mandado de segurança, com arrimo no exaurimento do prazo
decadencial para impetração, previsto no art. 23 da Lei 12.016/2009.
Confira-se trecho da decisão agravada:
Colhe-se dos autos que a pretensão do impetrante, em
verdade, é a declaração de nulidade do Processo
Administrativo Disciplinar nº 003/96 1ª CPD/CCJ/DPF, que
determinou a sua demissão do serviço público. O fundamento
adotado pelo impetrante no presente writ é o suposto vício de
nulidade na instauração da Comissão processante à época (que
não seria permanente, mas constituída ad hoc).
(...)
Verifica-se que, da data de ciência do impetrante de sua
demissão do cargo público (decorrente dos trabalhos da
Comissão processante dita ad hoc), ocorrida com a publicação
do ato no Diário Oficial da União de 10.7.1998, até a data da
impetração deste writ (13.11.2011), já transcorreram mais de 120
dias, tornando inviável a pretensão do impetrante, nos termos
do art. 23 da Lei 12.016/2009 e do art. 200, parágrafo único, do
RISTF.
O agravante alega que não ocorreu o escoamento do prazo
decadencial para impetração do writ.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
MS 30.981 AGR / DF
Sustenta ainda a ilegalidade da instauração de comissão temporária
para promover o processo administrativo-disciplinar que culminou com
sua demissão do serviço público.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MS 30.981 AGR / DF
Sustenta ainda a ilegalidade da instauração de comissão temporária
para promover o processo administrativo-disciplinar que culminou com
sua demissão do serviço público.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Como já demonstrado na decisão ora agravada, extrai-se dos autos
que a pretensão do impetrante é, em verdade, a declaração da nulidade
do processo administrativo-disciplinar que culminou com a demissão em
1998, em vez da discussão acerca da validade da decisão proferida no
âmbito do recente Pedido de Revisão, no ano de 2010, para revisão do
referido PAD.
Registro que o inconformismo com a decisão proferida no PAD
também é reiterada nas razões do agravo regimental, uma vez que o
agravante alegou em seu recurso a ilegalidade da instauração de
comissão temporária para promover o processo administrativo-
disciplinar, àquela época, que culminou com sua demissão do serviço
público.
Portanto, constatado que a irresignação do agravante não é contra o
recente pedido de revisão, mas sim contra o PAD que o demitiu em 1998,
está configurada a decadência da impetração.
Nessa linha, destaco que esta Corte firmou entendimento no sentido
de que a interposição de pedido de reconsideração/revisão de ato
administrativo não reabre o prazo legal para impetração de mandado de
segurança contra ele. Confira-se:
DECADÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA. O
mandado de segurança há de ser impetrado no prazo assinado
em lei, não o reabrindo pedido de reconsideração formalizado
anos após o ato atacado ter vindo à balha”. (RMS 30.990, Rel.
Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 5.6.2012)
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592213.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Como já demonstrado na decisão ora agravada, extrai-se dos autos
que a pretensão do impetrante é, em verdade, a declaração da nulidade
do processo administrativo-disciplinar que culminou com a demissão em
1998, em vez da discussão acerca da validade da decisão proferida no
âmbito do recente Pedido de Revisão, no ano de 2010, para revisão do
referido PAD.
Registro que o inconformismo com a decisão proferida no PAD
também é reiterada nas razões do agravo regimental, uma vez que o
agravante alegou em seu recurso a ilegalidade da instauração de
comissão temporária para promover o processo administrativo-
disciplinar, àquela época, que culminou com sua demissão do serviço
público.
Portanto, constatado que a irresignação do agravante não é contra o
recente pedido de revisão, mas sim contra o PAD que o demitiu em 1998,
está configurada a decadência da impetração.
Nessa linha, destaco que esta Corte firmou entendimento no sentido
de que a interposição de pedido de reconsideração/revisão de ato
administrativo não reabre o prazo legal para impetração de mandado de
segurança contra ele. Confira-se:
DECADÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA. O
mandado de segurança há de ser impetrado no prazo assinado
em lei, não o reabrindo pedido de reconsideração formalizado
anos após o ato atacado ter vindo à balha”. (RMS 30.990, Rel.
Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 5.6.2012)
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592213.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
MS 30.981 AGR / DF
“MANDADO DE SEGURANÇA – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO
– ATO COATOR EMANADO DO CONSELHO NACIONAL
DO MINISTÉRIO PÚBLICO – IMPETRAÇÃO DEDUZIDA
QUANDO JÁ ESGOTADO O PRAZO DECADENCIAL DE
CENTO E VINTE (120) DIAS – CONSEQUENTE EXTINÇÃO
DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA
(LEI Nº 12.016/2009, ART. 23) – CONSTITUCIONALIDADE
DESSA NORMA LEGAL (SÚMULA 623/STF) – PRECEDENTES
– RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. MANDADO DE
SEGURANÇA - PRAZO DECADENCIAL - CONSUMAÇÃO -
EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR O “WRIT” -
CONSTITUCIONALIDADE. - Com o decurso, “in albis”, do
prazo decadencial de 120 dias, a que se refere o art. 23 da Lei nº
12.016/2009, extingue-se, de pleno direito, a prerrogativa de
impetrar mandado de segurança. Precedentes. MANDADO DE
SEGURANÇA E TERMO INICIAL DO PRAZO DE SUA
IMPETRAÇÃO. - O termo inicial do prazo decadencial de cento
e vinte (120) dias começa a fluir, para efeito de impetração do
mandado de segurança, a partir da data em que o ato do Poder
Público, formalmente divulgado no Diário Oficial, revela-se
apto a gerar efeitos lesivos na esfera jurídica do interessado.
Precedentes. A CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL -
QUE SÓ ATINGE O DIREITO DE IMPETRAR O MANDADO
DE SEGURANÇA - NÃO GERA A PERDA DO DIREITO
MATERIAL AFETADO PELO ATO ALEGADAMENTE
ABUSIVO DO PODER PÚBLICO. - O ato estatal eivado de
ilegalidade ou de abuso de poder não se convalida nem adquire
consistência jurídica pelo simples decurso, “in albis”, do prazo
decadencial a que se refere o art. 23 da Lei nº 12.016/2009. A
extinção do direito de impetrar mandado de segurança,
resultante da consumação do prazo decadencial, embora
impeça a utilização processual desse instrumento
constitucional, não importa em correspondente perda do direito
material, ameaçado ou violado, de que seja titular a parte
interessada, que, sempre, poderá - respeitados os demais prazos
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MS 30.981 AGR / DF
“MANDADO DE SEGURANÇA – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO
– ATO COATOR EMANADO DO CONSELHO NACIONAL
DO MINISTÉRIO PÚBLICO – IMPETRAÇÃO DEDUZIDA
QUANDO JÁ ESGOTADO O PRAZO DECADENCIAL DE
CENTO E VINTE (120) DIAS – CONSEQUENTE EXTINÇÃO
DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA
(LEI Nº 12.016/2009, ART. 23) – CONSTITUCIONALIDADE
DESSA NORMA LEGAL (SÚMULA 623/STF) – PRECEDENTES
– RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. MANDADO DE
SEGURANÇA - PRAZO DECADENCIAL - CONSUMAÇÃO -
EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR O “WRIT” -
CONSTITUCIONALIDADE. - Com o decurso, “in albis”, do
prazo decadencial de 120 dias, a que se refere o art. 23 da Lei nº
12.016/2009, extingue-se, de pleno direito, a prerrogativa de
impetrar mandado de segurança. Precedentes. MANDADO DE
SEGURANÇA E TERMO INICIAL DO PRAZO DE SUA
IMPETRAÇÃO. - O termo inicial do prazo decadencial de cento
e vinte (120) dias começa a fluir, para efeito de impetração do
mandado de segurança, a partir da data em que o ato do Poder
Público, formalmente divulgado no Diário Oficial, revela-se
apto a gerar efeitos lesivos na esfera jurídica do interessado.
Precedentes. A CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL -
QUE SÓ ATINGE O DIREITO DE IMPETRAR O MANDADO
DE SEGURANÇA - NÃO GERA A PERDA DO DIREITO
MATERIAL AFETADO PELO ATO ALEGADAMENTE
ABUSIVO DO PODER PÚBLICO. - O ato estatal eivado de
ilegalidade ou de abuso de poder não se convalida nem adquire
consistência jurídica pelo simples decurso, “in albis”, do prazo
decadencial a que se refere o art. 23 da Lei nº 12.016/2009. A
extinção do direito de impetrar mandado de segurança,
resultante da consumação do prazo decadencial, embora
impeça a utilização processual desse instrumento
constitucional, não importa em correspondente perda do direito
material, ameaçado ou violado, de que seja titular a parte
interessada, que, sempre, poderá - respeitados os demais prazos
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
MS 30.981 AGR / DF
estipulados em lei - questionar, em juízo, a validade jurídica dos
atos emanados do Poder Público que lhe sejam lesivos.
Precedente. (MS-ED 29.108, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Tribunal Pleno, DJe 22.6.2011).
Portanto, tendo em vista que o pleito do agravante cinge-se à
declaração de nulidade do PAD instaurado no ano de 1998, incide, na
hipótese, a decadência prevista no art. 23 da Lei 12.016/2009.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 30.981 AGR / DF
estipulados em lei - questionar, em juízo, a validade jurídica dos
atos emanados do Poder Público que lhe sejam lesivos.
Precedente. (MS-ED 29.108, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Tribunal Pleno, DJe 22.6.2011).
Portanto, tendo em vista que o pleito do agravante cinge-se à
declaração de nulidade do PAD instaurado no ano de 1998, incide, na
hipótese, a decadência prevista no art. 23 da Lei 12.016/2009.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622904
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622904
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2634675
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-27T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
|
Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Servidor público. 3. Processo administrativo-disciplinar. Demissão em 1998. 3. Pedido de revisão do referido PAD, em 2010, não reabre prazo decadencial para impugnar seus fundamentos decisórios. Precedentes. 4. Decadência configurada. Art. 23 da Lei 12.016/2009. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur213585
|
- Acórdãos citados: RMS 30990, MS 29108 - Tribunal Pleno.
Número de páginas: 7.
Análise: 31/08/2012, AMS.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
30981
|
[
"LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\r\n ART-00023 \r\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA"
] |
MS-AgR
|
acordaos
|
MS 30981 AgR
|
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AGTE.(S) : EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
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Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S)
:LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Servidor público.
3. Processo administrativo-disciplinar. Demissão em 1998. 3. Pedido de
revisão do referido PAD, em 2010, não reabre prazo decadencial para
impugnar seus fundamentos decisórios. Precedentes. 4. Decadência
configurada. Art. 23 da Lei 12.016/2009. 5. Ausência de argumentos
capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se
nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592211.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S)
:LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
mandado de segurança, com arrimo no exaurimento do prazo
decadencial para impetração, previsto no art. 23 da Lei 12.016/2009.
Confira-se trecho da decisão agravada:
Colhe-se dos autos que a pretensão do impetrante, em
verdade, é a declaração de nulidade do Processo
Administrativo Disciplinar n 003/96 1... CPD/CCJ/DPF, que
determinou a sua demissão do serviço público. O fundamento
adotado pelo impetrante no presente writ é o suposto vício de
nulidade na instauração da Comissão processante à época (que
não seria permanente, mas constituída ad hoc).
(...)
Verifica-se que, da data de ciência do impetrante de sua
demissão do cargo público (decorrente dos trabalhos da
Comissão processante dita ad hoc), ocorrida com a publicação
do ato no Diário Oficial da União de 10.7.1998, até a data da
impetração deste writ (13.11.2011), já transcorreram mais de 120
dias, tornando inviável a pretensão do impetrante, nos termos
do art. 23 da Lei 12.016/2009 e do art. 200, parágrafo único, do
RISTF.
O agravante alega que não ocorreu o escoamento do prazo
decadencial para impetração do writ.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S)
:LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S)
:PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
mandado de segurança, com arrimo no exaurimento do prazo
decadencial para impetração, previsto no art. 23 da Lei 12.016/2009.
Confira-se trecho da decisão agravada:
Colhe-se dos autos que a pretensão do impetrante, em
verdade, é a declaração de nulidade do Processo
Administrativo Disciplinar n 003/96 1... CPD/CCJ/DPF, que
determinou a sua demissão do serviço público. O fundamento
adotado pelo impetrante no presente writ é o suposto vício de
nulidade na instauração da Comissão processante à época (que
não seria permanente, mas constituída ad hoc).
(...)
Verifica-se que, da data de ciência do impetrante de sua
demissão do cargo público (decorrente dos trabalhos da
Comissão processante dita ad hoc), ocorrida com a publicação
do ato no Diário Oficial da União de 10.7.1998, até a data da
impetração deste writ (13.11.2011), já transcorreram mais de 120
dias, tornando inviável a pretensão do impetrante, nos termos
do art. 23 da Lei 12.016/2009 e do art. 200, parágrafo único, do
RISTF.
O agravante alega que não ocorreu o escoamento do prazo
decadencial para impetração do writ.
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Relatório
MS 30.981 AGR / DF
Sustenta ainda a ilegalidade da instauração de comissão temporária
para promover o processo administrativo-disciplinar que culminou com
sua demissão do serviço público.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 30.981 AGR / DF
Sustenta ainda a ilegalidade da instauração de comissão temporária
para promover o processo administrativo-disciplinar que culminou com
sua demissão do serviço público.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Como já demonstrado na decisão ora agravada, extrai-se dos autos
que a pretensão do impetrante é, em verdade, a declaração da nulidade
do processo administrativo-disciplinar que culminou com a demissão em
1998, em vez da discussão acerca da validade da decisão proferida no
âmbito do recente Pedido de Revisão, no ano de 2010, para revisão do
referido PAD.
Registro que o inconformismo com a decisão proferida no PAD
também é reiterada nas razões do agravo regimental, uma vez que o
agravante alegou em seu recurso a ilegalidade da instauração de
comissão temporária para promover o processo administrativo-
disciplinar, àquela época, que culminou com sua demissão do serviço
público.
Portanto, constatado que a irresignação do agravante não é contra o
recente pedido de revisão, mas sim contra o PAD que o demitiu em 1998,
está configurada a decadência da impetração.
Nessa linha, destaco que esta Corte firmou entendimento no sentido
de que a interposição de pedido de reconsideração/revisão de ato
administrativo não reabre o prazo legal para impetração de mandado de
segurança contra ele. Confira-se:
DECADÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA. O
mandado de segurança há de ser impetrado no prazo assinado
em lei, não o reabrindo pedido de reconsideração formalizado
anos após o ato atacado ter vindo à balha”. (RMS 30.990, Rel.
Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 5.6.2012)
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
Como já demonstrado na decisão ora agravada, extrai-se dos autos
que a pretensão do impetrante é, em verdade, a declaração da nulidade
do processo administrativo-disciplinar que culminou com a demissão em
1998, em vez da discussão acerca da validade da decisão proferida no
âmbito do recente Pedido de Revisão, no ano de 2010, para revisão do
referido PAD.
Registro que o inconformismo com a decisão proferida no PAD
também é reiterada nas razões do agravo regimental, uma vez que o
agravante alegou em seu recurso a ilegalidade da instauração de
comissão temporária para promover o processo administrativo-
disciplinar, àquela época, que culminou com sua demissão do serviço
público.
Portanto, constatado que a irresignação do agravante não é contra o
recente pedido de revisão, mas sim contra o PAD que o demitiu em 1998,
está configurada a decadência da impetração.
Nessa linha, destaco que esta Corte firmou entendimento no sentido
de que a interposição de pedido de reconsideração/revisão de ato
administrativo não reabre o prazo legal para impetração de mandado de
segurança contra ele. Confira-se:
DECADÊNCIA – MANDADO DE SEGURANÇA. O
mandado de segurança há de ser impetrado no prazo assinado
em lei, não o reabrindo pedido de reconsideração formalizado
anos após o ato atacado ter vindo à balha”. (RMS 30.990, Rel.
Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 5.6.2012)
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592213.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
MS 30.981 AGR / DF
“MANDADO DE SEGURANÇA – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO
– ATO COATOR EMANADO DO CONSELHO NACIONAL
DO MINISTÉRIO PÚBLICO – IMPETRAÇÃO DEDUZIDA
QUANDO JÁ ESGOTADO O PRAZO DECADENCIAL DE
CENTO E VINTE (120) DIAS – CONSEQUENTE EXTINÇÃO
DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA
(LEI n 12.016/2009, ART. 23) – CONSTITUCIONALIDADE
DESSA NORMA LEGAL (SÚMULA 623/Supremo Tribunal Federal) – PRECEDENTES
– RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. MANDADO DE
SEGURANÇA - PRAZO DECADENCIAL - CONSUMAÇÃO -
EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR O “WRIT” -
CONSTITUCIONALIDADE. - Com o decurso, “in albis”, do
prazo decadencial de 120 dias, a que se refere o art. 23 da Lei n
12.016/2009, extingue-se, de pleno direito, a prerrogativa de
impetrar mandado de segurança. Precedentes. MANDADO DE
SEGURANÇA E TERMO INICIAL DO PRAZO DE SUA
IMPETRAÇÃO. - O termo inicial do prazo decadencial de cento
e vinte (120) dias começa a fluir, para efeito de impetração do
mandado de segurança, a partir da data em que o ato do Poder
Público, formalmente divulgado no Diário Oficial, revela-se
apto a gerar efeitos lesivos na esfera jurídica do interessado.
Precedentes. A CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL -
QUE SÓ ATINGE O DIREITO DE IMPETRAR O MANDADO
DE SEGURANÇA - NÃO GERA A PERDA DO DIREITO
MATERIAL AFETADO PELO ATO ALEGADAMENTE
ABUSIVO DO PODER PÚBLICO. - O ato estatal eivado de
ilegalidade ou de abuso de poder não se convalida nem adquire
consistência jurídica pelo simples decurso, “in albis”, do prazo
decadencial a que se refere o art. 23 da Lei n 12.016/2009. A
extinção do direito de impetrar mandado de segurança,
resultante da consumação do prazo decadencial, embora
impeça a utilização processual desse instrumento
constitucional, não importa em correspondente perda do direito
material, ameaçado ou violado, de que seja titular a parte
interessada, que, sempre, poderá - respeitados os demais prazos
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 30.981 AGR / DF
“MANDADO DE SEGURANÇA – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO
– ATO COATOR EMANADO DO CONSELHO NACIONAL
DO MINISTÉRIO PÚBLICO – IMPETRAÇÃO DEDUZIDA
QUANDO JÁ ESGOTADO O PRAZO DECADENCIAL DE
CENTO E VINTE (120) DIAS – CONSEQUENTE EXTINÇÃO
DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA
(LEI n 12.016/2009, ART. 23) – CONSTITUCIONALIDADE
DESSA NORMA LEGAL (SÚMULA 623/Supremo Tribunal Federal) – PRECEDENTES
– RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. MANDADO DE
SEGURANÇA - PRAZO DECADENCIAL - CONSUMAÇÃO -
EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR O “WRIT” -
CONSTITUCIONALIDADE. - Com o decurso, “in albis”, do
prazo decadencial de 120 dias, a que se refere o art. 23 da Lei n
12.016/2009, extingue-se, de pleno direito, a prerrogativa de
impetrar mandado de segurança. Precedentes. MANDADO DE
SEGURANÇA E TERMO INICIAL DO PRAZO DE SUA
IMPETRAÇÃO. - O termo inicial do prazo decadencial de cento
e vinte (120) dias começa a fluir, para efeito de impetração do
mandado de segurança, a partir da data em que o ato do Poder
Público, formalmente divulgado no Diário Oficial, revela-se
apto a gerar efeitos lesivos na esfera jurídica do interessado.
Precedentes. A CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL -
QUE SÓ ATINGE O DIREITO DE IMPETRAR O MANDADO
DE SEGURANÇA - NÃO GERA A PERDA DO DIREITO
MATERIAL AFETADO PELO ATO ALEGADAMENTE
ABUSIVO DO PODER PÚBLICO. - O ato estatal eivado de
ilegalidade ou de abuso de poder não se convalida nem adquire
consistência jurídica pelo simples decurso, “in albis”, do prazo
decadencial a que se refere o art. 23 da Lei n 12.016/2009. A
extinção do direito de impetrar mandado de segurança,
resultante da consumação do prazo decadencial, embora
impeça a utilização processual desse instrumento
constitucional, não importa em correspondente perda do direito
material, ameaçado ou violado, de que seja titular a parte
interessada, que, sempre, poderá - respeitados os demais prazos
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
MS 30.981 AGR / DF
estipulados em lei - questionar, em juízo, a validade jurídica dos
atos emanados do Poder Público que lhe sejam lesivos.
Precedente. (MS-ED 29.108, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Tribunal Pleno, DJe 22.6.2011).
Portanto, tendo em vista que o pleito do agravante cinge-se à
declaração de nulidade do PAD instaurado no ano de 1998, incide, na
hipótese, a decadência prevista no art. 23 da Lei 12.016/2009.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 30.981 AGR / DF
estipulados em lei - questionar, em juízo, a validade jurídica dos
atos emanados do Poder Público que lhe sejam lesivos.
Precedente. (MS-ED 29.108, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Tribunal Pleno, DJe 22.6.2011).
Portanto, tendo em vista que o pleito do agravante cinge-se à
declaração de nulidade do PAD instaurado no ano de 1998, incide, na
hipótese, a decadência prevista no art. 23 da Lei 12.016/2009.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622904
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.981
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : EDUARDO DE FREITAS DIAS
ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA
AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622904
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MANDADO DE SEGURANÇA 30 . 981",
"MANDADO DE SEGURANÇA 30 . 981",
"MS 30 . 981",
"MS 30 . 981",
"RMS 30 . 990",
"RMS 30 . 990",
"MS 30 . 981 AGR / DF",
"SÚMULA 623 / Supremo Tribunal Federal",
"MS 30 . 981",
"MS 30 . 981 AGR / DF",
"MS",
"-",
"ED",
"MS 30 . 981 AGR / DF",
"MS",
"-",
"ED 29 . 108"
],
"LEGISLACAO": [
"Art . 23 da Lei 12 . 016 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 23 da Lei 12 . 016 / 2009",
"art . 23 da Lei 12 . 016 / 2009",
"art . 200 , parágrafo único , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 23 da Lei 12 . 016 / 2009",
"art . 23 da Lei 12 . 016 / 2009",
"art . 200 , parágrafo único , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 12 . 016 / 2009 , ART . 23",
"art . 23 da Lei n 12 . 016 / 2009",
"art . 23 da Lei n 12 . 016 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 12 . 016 / 2009 , ART . 23",
"art . 23 da Lei n 12 . 016 / 2009",
"art . 23 da Lei n 12 . 016 / 2009",
"Medida Provisória n 2 .",
"art . 23 da Lei 12 . 016 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 23 da Lei 12 . 016 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"CONSELHO NACIONAL DO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"EDUARDO DE FREITAS DIAS",
"LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"EDUARDO DE FREITAS DIAS",
"LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"EDUARDO DE FREITAS DIAS",
"LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"MARCO AURÉLIO",
"GILMAR MENDES",
"MARCO AURÉLIO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"EDUARDO DE FREITAS DIAS",
"LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"GILMAR MENDES",
"EDUARDO DE FREITAS DIAS",
"LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"1998",
"2010",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"10",
".",
"7",
".",
"1998",
"13",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"10",
".",
"7",
".",
"1998",
"13",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"1998",
"2010",
"1998",
"5",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"1998",
"2010",
"1998",
"5",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S)
:MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S)
:RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Receptação. Audiência de
instrução. Inobservância da regra sobre inquirição de testemunhas
prevista no art. 212 do CPP. 3. Nulidade relativa. Prejuízo não
comprovado. 4. Alegação que só interessa à parte contrária. 5. Recurso
não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592243.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S)
:MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S)
:RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – (Relator): Trata-se
de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Ricardo Ponzetto,
em favor de Michel da Hora Monnaka, contra acórdão proferido pela
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que denegou a
ordem, no HC 161.049/SP.
Na espécie, o recorrente foi preso em flagrante e denunciado pela
suposta prática do delito descrito no art. 180, caput, do CP (receptação).
Posteriormente, foi concedida a ordem nos autos do HC
990.08.194222-9, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP),
para que o acusado aguardasse o julgamento da ação penal em liberdade.
Encerrada a instrução criminal, os debates orais foram convertidos
em memoriais.
A defesa arguiu preliminar de nulidade absoluta por afronta ao
devido processo legal, em razão da inobservância do parágrafo único do
art. 212 do CPP por ocasião da oitiva das testemunhas de acusação e, no
mérito, pleiteou a absolvição do réu por insuficiência de provas.
Alegou, em síntese, que o art. 212 do CPP foi violado porque o Juízo
de origem não se limitou a colher, ao final, os esclarecimentos das
testemunhas, mas realizou toda a colheita da prova nos moldes
anteriores, observando o rito processual ora revogado pela Lei n.
11.690/2008.
O Juízo da 1ª Vara da Comarca de Cubatão/SP rejeitou a preliminar
e determinou o prosseguimento do feito.
Sobreveio condenação à pena de 1 ano e 2 meses de reclusão, em
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SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S)
:MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S)
:RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – (Relator): Trata-se
de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Ricardo Ponzetto,
em favor de Michel da Hora Monnaka, contra acórdão proferido pela
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que denegou a
ordem, no HC 161.049/SP.
Na espécie, o recorrente foi preso em flagrante e denunciado pela
suposta prática do delito descrito no art. 180, caput, do CP (receptação).
Posteriormente, foi concedida a ordem nos autos do HC
990.08.194222-9, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP),
para que o acusado aguardasse o julgamento da ação penal em liberdade.
Encerrada a instrução criminal, os debates orais foram convertidos
em memoriais.
A defesa arguiu preliminar de nulidade absoluta por afronta ao
devido processo legal, em razão da inobservância do parágrafo único do
art. 212 do CPP por ocasião da oitiva das testemunhas de acusação e, no
mérito, pleiteou a absolvição do réu por insuficiência de provas.
Alegou, em síntese, que o art. 212 do CPP foi violado porque o Juízo
de origem não se limitou a colher, ao final, os esclarecimentos das
testemunhas, mas realizou toda a colheita da prova nos moldes
anteriores, observando o rito processual ora revogado pela Lei n.
11.690/2008.
O Juízo da 1ª Vara da Comarca de Cubatão/SP rejeitou a preliminar
e determinou o prosseguimento do feito.
Sobreveio condenação à pena de 1 ano e 2 meses de reclusão, em
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Relatório
RHC 111.414 / DF
regime inicialmente semiaberto, e 20 dias-multa, tendo-lhe sido
concedido o direito de apelar em liberdade.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no TJ/SP, buscando a
anulação da ação penal a partir da instrução processual. A Corte estadual
denegou a ordem.
Foi interposta, ainda, apelação, pendente de julgamento.
Impetrado habeas corpus no STJ, a Quinta Turma desse Tribunal
Superior denegou a ordem, nos termos da ementa transcrita:
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE
RECEPTAÇÃO (ART. 180, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL).
INQUIRIÇÃO DAS TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO PELO
JUIZ. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO ART. 212 DO
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. NÃO OCORRÊNCIA.
NULIDADE RELATIVA. PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO.
ARGUIÇÃO QUE, NO CASO, SÓ INTERESSA À PARTE
CONTRÁRIA. ORDEM DENEGADA.
1. A inquirição das testemunhas pelo Juiz antes que seja
oportunizada às partes a formulação das perguntas, com a
inversão da ordem prevista no art. 212 do Código de Processo
Penal, constitui nulidade relativa. Assim, sem a demonstração
do prejuízo, nos termos exigidos pelo art. 563 do mesmo
Estatuto, não se procede à anulação do ato.
2. Ademais, insurge-se a impetração contra a ausência de
formulação de perguntas diretamente pelo Parquet. Contudo, a
Defesa não tem legitimidade para arguir nulidade relativa cuja
observância interessa exclusivamente à parte contrária, como no
caso.
3. Ordem denegada”.
Agora, a defesa novamente afirma que a inobservância da nova
redação do art. 212 do CPP, com a inquirição das testemunhas de
acusação direta e exclusivamente pelo magistrado, afronta a garantia do
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 111.414 / DF
regime inicialmente semiaberto, e 20 dias-multa, tendo-lhe sido
concedido o direito de apelar em liberdade.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no TJ/SP, buscando a
anulação da ação penal a partir da instrução processual. A Corte estadual
denegou a ordem.
Foi interposta, ainda, apelação, pendente de julgamento.
Impetrado habeas corpus no STJ, a Quinta Turma desse Tribunal
Superior denegou a ordem, nos termos da ementa transcrita:
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE
RECEPTAÇÃO (ART. 180, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL).
INQUIRIÇÃO DAS TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO PELO
JUIZ. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO ART. 212 DO
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. NÃO OCORRÊNCIA.
NULIDADE RELATIVA. PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO.
ARGUIÇÃO QUE, NO CASO, SÓ INTERESSA À PARTE
CONTRÁRIA. ORDEM DENEGADA.
1. A inquirição das testemunhas pelo Juiz antes que seja
oportunizada às partes a formulação das perguntas, com a
inversão da ordem prevista no art. 212 do Código de Processo
Penal, constitui nulidade relativa. Assim, sem a demonstração
do prejuízo, nos termos exigidos pelo art. 563 do mesmo
Estatuto, não se procede à anulação do ato.
2. Ademais, insurge-se a impetração contra a ausência de
formulação de perguntas diretamente pelo Parquet. Contudo, a
Defesa não tem legitimidade para arguir nulidade relativa cuja
observância interessa exclusivamente à parte contrária, como no
caso.
3. Ordem denegada”.
Agora, a defesa novamente afirma que a inobservância da nova
redação do art. 212 do CPP, com a inquirição das testemunhas de
acusação direta e exclusivamente pelo magistrado, afronta a garantia do
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Relatório
RHC 111.414 / DF
devido processo legal.
A PGR manifestou-se pelo não provimento do recurso.
É o relatório.
3
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RHC 111.414 / DF
devido processo legal.
A PGR manifestou-se pelo não provimento do recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – (Relator): Trata-se
de recurso ordinário em habeas corpus, no qual o recorrente alega a
ocorrência de nulidade processual absoluta, ante a inobservância da nova
redação do art. 212 do CPP, dada pela Lei 11.690/2008.
Em síntese, aduz o recorrente que, “tendo início a instrução processual,
nos termos do art. 394 e seguintes, do Código de Processo penal, o Magistrado de
1º grau de jurisdição, por ocasião da produção da prova oral de acusação,
observou o rito processual revogado pela Lei 11.690/08, produzindo-a (prova
oral), na íntegra, sem deixar sequer, uma pergunta para o Representante do
Parquet”.
Consta dos autos que a suposta inobservância da regra sobre
inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP foi consignada no
termo da audiência, a pedido do advogado do recorrente.
Destaco, também, que, “pelo MM. Juiz foi dito que estão sendo
observados os termos do artigo 212 do CPP. A inquirição é feita por parte do
magistrado e posteriormente as perguntas serão formuladas pelas partes
diretamente à testemunha”.
A redação anterior à Lei 11.690/2008, era a seguinte:
“Art. 212. As perguntas das partes serão requeridas ao
juiz, que as formulará à testemunha. O juiz não poderá recusar
as perguntas da parte, salvo se não tiverem relação com o
processo ou importarem repetição de outra já respondida”.
A nova redação do dispositivo é:
“Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes
diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que
puderem induzir a resposta, não tiveram relação com a causa
ou importarem na repetição de outra já respondida.
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14/08/2012
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – (Relator): Trata-se
de recurso ordinário em habeas corpus, no qual o recorrente alega a
ocorrência de nulidade processual absoluta, ante a inobservância da nova
redação do art. 212 do CPP, dada pela Lei 11.690/2008.
Em síntese, aduz o recorrente que, “tendo início a instrução processual,
nos termos do art. 394 e seguintes, do Código de Processo penal, o Magistrado de
1º grau de jurisdição, por ocasião da produção da prova oral de acusação,
observou o rito processual revogado pela Lei 11.690/08, produzindo-a (prova
oral), na íntegra, sem deixar sequer, uma pergunta para o Representante do
Parquet”.
Consta dos autos que a suposta inobservância da regra sobre
inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP foi consignada no
termo da audiência, a pedido do advogado do recorrente.
Destaco, também, que, “pelo MM. Juiz foi dito que estão sendo
observados os termos do artigo 212 do CPP. A inquirição é feita por parte do
magistrado e posteriormente as perguntas serão formuladas pelas partes
diretamente à testemunha”.
A redação anterior à Lei 11.690/2008, era a seguinte:
“Art. 212. As perguntas das partes serão requeridas ao
juiz, que as formulará à testemunha. O juiz não poderá recusar
as perguntas da parte, salvo se não tiverem relação com o
processo ou importarem repetição de outra já respondida”.
A nova redação do dispositivo é:
“Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes
diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que
puderem induzir a resposta, não tiveram relação com a causa
ou importarem na repetição de outra já respondida.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz
poderá complementar a inquirição”.
Dessarte, com a nova sistemática, o sistema presidencialista de
inquirição de testemunhas foi abolido. Sobre o tema, Guilherme de Souza
Nucci afirma:
“De acordo com a anterior redação do art. 212 do CPP,
devia a parte fazer a repergunta que desejasse ao magistrado e
este, avaliando a sua conveniência, iria formulá-la à
testemunha. Ocorre que a pessoa já tinha ouvido o que a parte
perguntou e, muitas vezes, começava a responder, quando,
então, era obstada pelo magistrado, recebendo a advertência de
que somente deveria responder a ele, juiz presidente do ato.
Entretanto, em seguida, a mesma formulação era dirigida à
testemunha, exigindo-lhe a resposta” - (NUCCI, Guilherme de
Souza, Manual de Processo Penal e Execução Penal, p. 475, 9ª
edição, Editora Revista dos Tribunais, 2012).
Tal sistema de inquirição mostrava-se inadequado, pois a
testemunha, mesmo entendendo perfeitamente as perguntas das partes,
não poderia respondê-las enquanto não fossem repetidas pelo juiz.
Da leitura do art. 212 do CPP, verifico que, agora, as partes farão as
perguntas diretamente às testemunhas, sem intermédio do juiz. Contudo,
em razão do disposto no parágrafo único, surgiu a dúvida quanto a ter
sido ou não alterada a ordem relativamente a quem inicia as perguntas.
Eugênio Pacelli de Oliveira entende que “as partes iniciam a
inquirição, e o juiz a encerra” (Curso de Processo Penal, 11ª edição, Lumen
Juris, p. 370).
Diferentemente, Guilherme de Souza Nucci sustenta:
“foi alterado, apenas, o sistema de inquirição feito pelas
partes. Nada mais. O juiz, como presidente da instrução e
destinatário da prova, continua a abrir o depoimento,
formulando, como sempre fez, as suas perguntas às
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 111.414 / DF
Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz
poderá complementar a inquirição”.
Dessarte, com a nova sistemática, o sistema presidencialista de
inquirição de testemunhas foi abolido. Sobre o tema, Guilherme de Souza
Nucci afirma:
“De acordo com a anterior redação do art. 212 do CPP,
devia a parte fazer a repergunta que desejasse ao magistrado e
este, avaliando a sua conveniência, iria formulá-la à
testemunha. Ocorre que a pessoa já tinha ouvido o que a parte
perguntou e, muitas vezes, começava a responder, quando,
então, era obstada pelo magistrado, recebendo a advertência de
que somente deveria responder a ele, juiz presidente do ato.
Entretanto, em seguida, a mesma formulação era dirigida à
testemunha, exigindo-lhe a resposta” - (NUCCI, Guilherme de
Souza, Manual de Processo Penal e Execução Penal, p. 475, 9ª
edição, Editora Revista dos Tribunais, 2012).
Tal sistema de inquirição mostrava-se inadequado, pois a
testemunha, mesmo entendendo perfeitamente as perguntas das partes,
não poderia respondê-las enquanto não fossem repetidas pelo juiz.
Da leitura do art. 212 do CPP, verifico que, agora, as partes farão as
perguntas diretamente às testemunhas, sem intermédio do juiz. Contudo,
em razão do disposto no parágrafo único, surgiu a dúvida quanto a ter
sido ou não alterada a ordem relativamente a quem inicia as perguntas.
Eugênio Pacelli de Oliveira entende que “as partes iniciam a
inquirição, e o juiz a encerra” (Curso de Processo Penal, 11ª edição, Lumen
Juris, p. 370).
Diferentemente, Guilherme de Souza Nucci sustenta:
“foi alterado, apenas, o sistema de inquirição feito pelas
partes. Nada mais. O juiz, como presidente da instrução e
destinatário da prova, continua a abrir o depoimento,
formulando, como sempre fez, as suas perguntas às
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
testemunhas de acusação, de defesa ou do juízo. Somente após
esgotar o seu esclarecimento, passa a palavra às partes para
que, diretamente, reperguntem. Primeiramente, a acusação
repergunta às suas testemunhas, para, na sequência fazer o
mesmo a defesa. Em segunda fase, a defesa repergunta
diretamente às suas testemunhas para, depois, fazer o mesmo a
acusação” - (NUCCI, Guilherme de Souza, Manual de Processo
Penal e Execução Penal, p. 476, 9ª edição, Editora Revista dos
Tribunais, 2012).
O Subprocurador-Geral da República Durval Tadeu Guimarães, ao
emitir parecer no STJ, trouxe os seguintes esclarecimentos:
“Quisesse o legislador retirar do juiz a primazia na
inquirição das testemunhas, teria alterado também outros
dispositivos legais do CPP que tratam da mesma matéria, como
o art. 473, que confere ao juiz, no procedimento do júri, a
primazia em colher o depoimento da vítima e das testemunhas.
Segundo, porque o juiz continua sendo como não poderia
deixar de ser, o destinatário final das provas, e relegá-lo a uma
posição meramente suplementar na colheita probatória não
seria coerente com esse sistema”.
No mesmo sentido, o Subprocurador-Geral da República Mario José
Gisi:
“A inversão da ordem de formulação de perguntas, com o
magistrado as realizando antes das partes, não enseja a
nulidade do ato. A reforma introduzida pela Lei n. 11.690/08
teve por desiderato apenas abolir o sistema presidencialista de
inquirição, posto que as indagações formuladas pelas partes
passaram a ser dirigidas diretamente às testemunhas. Referida
inovação, contudo, em nada alterou a metodologia de
inquirição, que continua sendo iniciada pelo juiz, passando-se,
em seguida, às reperguntas das partes”.
Segundo os autos, na audiência de instrução, foram inquiridas duas
3
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RHC 111.414 / DF
testemunhas de acusação, de defesa ou do juízo. Somente após
esgotar o seu esclarecimento, passa a palavra às partes para
que, diretamente, reperguntem. Primeiramente, a acusação
repergunta às suas testemunhas, para, na sequência fazer o
mesmo a defesa. Em segunda fase, a defesa repergunta
diretamente às suas testemunhas para, depois, fazer o mesmo a
acusação” - (NUCCI, Guilherme de Souza, Manual de Processo
Penal e Execução Penal, p. 476, 9ª edição, Editora Revista dos
Tribunais, 2012).
O Subprocurador-Geral da República Durval Tadeu Guimarães, ao
emitir parecer no STJ, trouxe os seguintes esclarecimentos:
“Quisesse o legislador retirar do juiz a primazia na
inquirição das testemunhas, teria alterado também outros
dispositivos legais do CPP que tratam da mesma matéria, como
o art. 473, que confere ao juiz, no procedimento do júri, a
primazia em colher o depoimento da vítima e das testemunhas.
Segundo, porque o juiz continua sendo como não poderia
deixar de ser, o destinatário final das provas, e relegá-lo a uma
posição meramente suplementar na colheita probatória não
seria coerente com esse sistema”.
No mesmo sentido, o Subprocurador-Geral da República Mario José
Gisi:
“A inversão da ordem de formulação de perguntas, com o
magistrado as realizando antes das partes, não enseja a
nulidade do ato. A reforma introduzida pela Lei n. 11.690/08
teve por desiderato apenas abolir o sistema presidencialista de
inquirição, posto que as indagações formuladas pelas partes
passaram a ser dirigidas diretamente às testemunhas. Referida
inovação, contudo, em nada alterou a metodologia de
inquirição, que continua sendo iniciada pelo juiz, passando-se,
em seguida, às reperguntas das partes”.
Segundo os autos, na audiência de instrução, foram inquiridas duas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
testemunhas de acusação e, depois, duas de defesa.
Pelas cópias dos depoimentos acostados aos autos, constata-se que o
representante do Ministério Público julgou suficientes as inquirições
feitas inicialmente pelo magistrado, ou seja, não se utilizou das
“reperguntas”.
A defesa fez perguntas às testemunhas. É certo que as reperguntas
foram intermediadas pelo juiz, e não feitas diretamente. Mas, a defesa não
reclama do fato de não ter podido inquirir diretamente as testemunhas.
Ela reclama apenas que cabia ao representante do Ministério Público
inquirir diretamente as testemunhas, ou seja, presidir a audiência.
Ainda, como bem aponta o parecer ministerial: “a citada inversão, caso
se entendesse pela imposição de uma ordem legal, acarretaria, quando muito,
nulidade relativa a exigir a demonstração do prejuízo suportado pelo acusado”.
De início, cumpre salientar que o sistema das nulidades é norteado
pelo princípio do prejuízo, ou seja, as formas processuais descumpridas
devem ser invalidadas apenas quando verificado o prejuízo.
O CPP, em seu art. 563, dispõe que “nenhum ato será declarado nulo, se
da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa”. A
literalidade do dispositivo deixa clara a exigência do prejuízo para as
partes para o reconhecimento da nulidade processual.
Sobre o tema, colho lições da doutrina:
“Constitui seguramente a viga mestra do sistema das
nulidades e decorre da ideia geral de que as formas processuais
representam tão somente um instrumento para a correta
aplicação do direito; sendo assim, a desobediência às
formalidades estabelecidas pelo legislador só deve conduzir ao
reconhecimento da invalidade do ato quando a própria
finalidade pela qual a forma foi instituída estiver comprometida
pelo vício.
Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá
prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa
hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado
e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade
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Supremo Tribunal Federal
RHC 111.414 / DF
testemunhas de acusação e, depois, duas de defesa.
Pelas cópias dos depoimentos acostados aos autos, constata-se que o
representante do Ministério Público julgou suficientes as inquirições
feitas inicialmente pelo magistrado, ou seja, não se utilizou das
“reperguntas”.
A defesa fez perguntas às testemunhas. É certo que as reperguntas
foram intermediadas pelo juiz, e não feitas diretamente. Mas, a defesa não
reclama do fato de não ter podido inquirir diretamente as testemunhas.
Ela reclama apenas que cabia ao representante do Ministério Público
inquirir diretamente as testemunhas, ou seja, presidir a audiência.
Ainda, como bem aponta o parecer ministerial: “a citada inversão, caso
se entendesse pela imposição de uma ordem legal, acarretaria, quando muito,
nulidade relativa a exigir a demonstração do prejuízo suportado pelo acusado”.
De início, cumpre salientar que o sistema das nulidades é norteado
pelo princípio do prejuízo, ou seja, as formas processuais descumpridas
devem ser invalidadas apenas quando verificado o prejuízo.
O CPP, em seu art. 563, dispõe que “nenhum ato será declarado nulo, se
da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa”. A
literalidade do dispositivo deixa clara a exigência do prejuízo para as
partes para o reconhecimento da nulidade processual.
Sobre o tema, colho lições da doutrina:
“Constitui seguramente a viga mestra do sistema das
nulidades e decorre da ideia geral de que as formas processuais
representam tão somente um instrumento para a correta
aplicação do direito; sendo assim, a desobediência às
formalidades estabelecidas pelo legislador só deve conduzir ao
reconhecimento da invalidade do ato quando a própria
finalidade pela qual a forma foi instituída estiver comprometida
pelo vício.
Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá
prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa
hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado
e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
jurisdicional; assim, somente a atipicidade relevante dá lugar à
nulidade; daí a conhecida expressão utilizada pela doutrina
francesa: pas de nullité sans grief.
Os diversos atos do procedimento visam, em última
análise, à preparação do pronunciamento jurisdicional final;
suas formalidades são estabelecidas com vistas à boa qualidade
da decisão a ser proferida, que só pode resultar de um processo
desenvolvido com obediência às regras do ‘devido processo
legal’; por isso mesmo, dentre os requisitos fundamentais para
que se atinja essa virtude está a participação dos interessados
no futuro provimento, através do contraditório” - (GRINOVER,
Ada Pellegrini e outros. As nulidades no processo penal. 12ª
ed., p. 27, São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011).
Esta Suprema Corte firmou entendimento no sentido de que, para o
reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se
necessária a demonstração do prejuízo. Consoante frisou o Ministro
Cezar Peluso, ao denegar a ordem no HC 82.899/SP: “Não há, no processo
penal, nulidade ainda que absoluta, quando do vício alegado não haja decorrido
prejuízo algum ao réu.”
Em reforço, transcrevo estudo doutrinário:
“A decretação da nulidade implica perda da atividade
processual já realizada, transtornos ao juiz e às partes e demora
na prestação jurisdicional almejada, não sendo razoável, dessa
forma, que a simples possibilidade de prejuízo dê lugar à
aplicação da sanção; o dano deve ser concreto e efetivamente
demonstrado em cada situação.
Isso não significa que em todos os casos se exija a
produção de prova de ocorrência de prejuízo; normalmente
essa demonstração se faz através de simples procedimento
lógico, verificando-se se a perda da faculdade processual
conferida à parte ou o comprometimento dos elementos
colocados à disposição do juiz no momento da sentença tiveram
influência no resultado final do processo.
Afirma-se que as nulidades absolutas não exigem
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Supremo Tribunal Federal
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jurisdicional; assim, somente a atipicidade relevante dá lugar à
nulidade; daí a conhecida expressão utilizada pela doutrina
francesa: pas de nullité sans grief.
Os diversos atos do procedimento visam, em última
análise, à preparação do pronunciamento jurisdicional final;
suas formalidades são estabelecidas com vistas à boa qualidade
da decisão a ser proferida, que só pode resultar de um processo
desenvolvido com obediência às regras do ‘devido processo
legal’; por isso mesmo, dentre os requisitos fundamentais para
que se atinja essa virtude está a participação dos interessados
no futuro provimento, através do contraditório” - (GRINOVER,
Ada Pellegrini e outros. As nulidades no processo penal. 12ª
ed., p. 27, São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011).
Esta Suprema Corte firmou entendimento no sentido de que, para o
reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se
necessária a demonstração do prejuízo. Consoante frisou o Ministro
Cezar Peluso, ao denegar a ordem no HC 82.899/SP: “Não há, no processo
penal, nulidade ainda que absoluta, quando do vício alegado não haja decorrido
prejuízo algum ao réu.”
Em reforço, transcrevo estudo doutrinário:
“A decretação da nulidade implica perda da atividade
processual já realizada, transtornos ao juiz e às partes e demora
na prestação jurisdicional almejada, não sendo razoável, dessa
forma, que a simples possibilidade de prejuízo dê lugar à
aplicação da sanção; o dano deve ser concreto e efetivamente
demonstrado em cada situação.
Isso não significa que em todos os casos se exija a
produção de prova de ocorrência de prejuízo; normalmente
essa demonstração se faz através de simples procedimento
lógico, verificando-se se a perda da faculdade processual
conferida à parte ou o comprometimento dos elementos
colocados à disposição do juiz no momento da sentença tiveram
influência no resultado final do processo.
Afirma-se que as nulidades absolutas não exigem
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
demonstração do prejuízo, porque nelas o mesmo costuma ser
evidente. (...).
No entanto, deve-se salientar que, seja o prejuízo evidente
ou não, ele deve existir para que a nulidade seja decretada. E
nos casos em que ficar evidenciada a inexistência de prejuízo
não se cogita de nulidade, mesmo em se tratando de nulidade
absoluta.
Já com relação às nulidades relativas, o prejuízo deverá
sempre ser demonstrado, jamais sendo evidente, pois o prejuízo
não é constatado desde logo, como pode ocorrer nas nulidades
absolutas, em razão do que se exige alegação e demonstração
do dano pelo interessado no reconhecimento do vício”.
(GRINOVER et al, pg. 28-29).
Ademais, ainda que se entendesse pela imposição de uma ordem
legal, a jurisprudência é no sentido de reconhecer a nulidade como
relativa. Nesse sentido:
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO.
INVERSÃO DA ORDEM DE INQUIRIÇÃO DAS
TESTEMUNHAS. ARTIGO 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL. ARGUIÇÃO DE NULIDADE. PREJUÍZO.
DEMONSTRAÇÃO. AUSÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO.
I – Não é de se acolher a alegação de nulidade em razão da
não observância da ordem de formulação de perguntas às
testemunhas, estabelecida pelo art. 212 do CPP, com redação
conferida pela Lei 11.690/2008. Isso porque a defesa não se
desincumbiu do ônus de demonstrar o prejuízo decorrente da
inversão da ordem de inquirição das testemunhas.
II – Esta Corte vem assentando que a demonstração de
prejuízo, a teor do art. 563 do CPP, é essencial à alegação de
nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que ‘(...) o âmbito
normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades
pas de nullité sans grief compreende as nulidades absolutas’ (HC
85.155/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Precedentes.
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demonstração do prejuízo, porque nelas o mesmo costuma ser
evidente. (...).
No entanto, deve-se salientar que, seja o prejuízo evidente
ou não, ele deve existir para que a nulidade seja decretada. E
nos casos em que ficar evidenciada a inexistência de prejuízo
não se cogita de nulidade, mesmo em se tratando de nulidade
absoluta.
Já com relação às nulidades relativas, o prejuízo deverá
sempre ser demonstrado, jamais sendo evidente, pois o prejuízo
não é constatado desde logo, como pode ocorrer nas nulidades
absolutas, em razão do que se exige alegação e demonstração
do dano pelo interessado no reconhecimento do vício”.
(GRINOVER et al, pg. 28-29).
Ademais, ainda que se entendesse pela imposição de uma ordem
legal, a jurisprudência é no sentido de reconhecer a nulidade como
relativa. Nesse sentido:
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO.
INVERSÃO DA ORDEM DE INQUIRIÇÃO DAS
TESTEMUNHAS. ARTIGO 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL. ARGUIÇÃO DE NULIDADE. PREJUÍZO.
DEMONSTRAÇÃO. AUSÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO.
I – Não é de se acolher a alegação de nulidade em razão da
não observância da ordem de formulação de perguntas às
testemunhas, estabelecida pelo art. 212 do CPP, com redação
conferida pela Lei 11.690/2008. Isso porque a defesa não se
desincumbiu do ônus de demonstrar o prejuízo decorrente da
inversão da ordem de inquirição das testemunhas.
II – Esta Corte vem assentando que a demonstração de
prejuízo, a teor do art. 563 do CPP, é essencial à alegação de
nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que ‘(...) o âmbito
normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades
pas de nullité sans grief compreende as nulidades absolutas’ (HC
85.155/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Precedentes.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
III – A decisão ora questionada está em perfeita
consonância com o que decidido pela Primeira Turma desta
Corte, ao apreciar o HC 103.525/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, no
sentido de que a inobservância do procedimento previsto no
art. 212 do CPP pode gerar, quando muito, nulidade relativa,
cujo reconhecimento não prescinde da demonstração do
prejuízo para a parte que a suscita.
IV – Recurso improvido”. (RHC 110.623/DF, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, unânime, DJe
26.3.2012).
“HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL
PENAL.
INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA. ART. 212 DO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL COM AS ALTERAÇÕES DA LEI
11.690/2008. ADOÇÃO DO SISTEMA PRESIDENCIALISTA.
PERGUNTAS INICIADAS E INTERMEDIADAS PELO JUIZ.
IRREGULARIDADE. PREJUÍZO NÃO COMPROVADO.
ORDEM DENEGADA.
O art. 212 do Código de Processo Penal, com a redação
dada pela Lei nº 11.690/2008, inaugurou nova sistemática para o
exame das testemunhas, sendo a inquirição inaugurada pelas
partes e complementada pelo juiz, franqueando-se ainda às
partes a realização de perguntas diretamente.
Do fato de o juiz ter perguntado primeiro e não ao final
não decorre prejuízo às partes, ao contrário, da irregularidade,
provém vantagem processual para a parte que pergunta por
último, o que, em tese, lhe é mais favorável.
Do fato de o juiz ter intermediado as perguntas das partes,
decorre mero prejuízo à dinâmica da audiência. O prejuízo à
celeridade não é suficiente para justificar a pronúncia de
nulidade.
O princípio maior que rege a matéria é de que não se
decreta nulidade sem prejuízo, conforme o art. 563 do Código
de Processo Penal. Não se prestigia a forma pela forma, com o
que se, da irregularidade formal, não deflui prejuízo, o ato deve
ser preservado.
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III – A decisão ora questionada está em perfeita
consonância com o que decidido pela Primeira Turma desta
Corte, ao apreciar o HC 103.525/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, no
sentido de que a inobservância do procedimento previsto no
art. 212 do CPP pode gerar, quando muito, nulidade relativa,
cujo reconhecimento não prescinde da demonstração do
prejuízo para a parte que a suscita.
IV – Recurso improvido”. (RHC 110.623/DF, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, unânime, DJe
26.3.2012).
“HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL
PENAL.
INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA. ART. 212 DO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL COM AS ALTERAÇÕES DA LEI
11.690/2008. ADOÇÃO DO SISTEMA PRESIDENCIALISTA.
PERGUNTAS INICIADAS E INTERMEDIADAS PELO JUIZ.
IRREGULARIDADE. PREJUÍZO NÃO COMPROVADO.
ORDEM DENEGADA.
O art. 212 do Código de Processo Penal, com a redação
dada pela Lei nº 11.690/2008, inaugurou nova sistemática para o
exame das testemunhas, sendo a inquirição inaugurada pelas
partes e complementada pelo juiz, franqueando-se ainda às
partes a realização de perguntas diretamente.
Do fato de o juiz ter perguntado primeiro e não ao final
não decorre prejuízo às partes, ao contrário, da irregularidade,
provém vantagem processual para a parte que pergunta por
último, o que, em tese, lhe é mais favorável.
Do fato de o juiz ter intermediado as perguntas das partes,
decorre mero prejuízo à dinâmica da audiência. O prejuízo à
celeridade não é suficiente para justificar a pronúncia de
nulidade.
O princípio maior que rege a matéria é de que não se
decreta nulidade sem prejuízo, conforme o art. 563 do Código
de Processo Penal. Não se prestigia a forma pela forma, com o
que se, da irregularidade formal, não deflui prejuízo, o ato deve
ser preservado.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
Habeas corpus denegado”. (HC 112.446/SP, Rel. Min. Rosa
Weber, Primeira Turma, unânime, DJe 1º.6.2012).
Ante o exposto, considerando a ausência de comprovação de
prejuízo e que o recorrente insurge-se quanto a inobservância do rito
processual em relação ao Ministério Público, nego provimento ao
presente recurso ordinário em habeas corpus.
É como voto.
8
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Supremo Tribunal Federal
RHC 111.414 / DF
Habeas corpus denegado”. (HC 112.446/SP, Rel. Min. Rosa
Weber, Primeira Turma, unânime, DJe 1º.6.2012).
Ante o exposto, considerando a ausência de comprovação de
prejuízo e que o recorrente insurge-se quanto a inobservância do rito
processual em relação ao Ministério Público, nego provimento ao
presente recurso ordinário em habeas corpus.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S) : MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S) : RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso
ordinário,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S) : MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S) : RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso
ordinário,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2634355
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-27T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
|
Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Receptação. Audiência de instrução. Inobservância da regra sobre inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP. 3. Nulidade relativa. Prejuízo não comprovado. 4. Alegação que só interessa à parte contrária. 5. Recurso não provido.
|
sjur213591
|
- Acórdãos citados: HC 82899, RHC 110623, HC 112446.
- Veja HC 161049 do STJ.
Número de páginas: 13.
Análise: 31/08/2012, SEV.
Revisão: 05/09/2012, MMR.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
111414
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00212 REDAÇÃO ANTERIOR À LEI-11690/2008\r\n ART-00212 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11690/2008\r\n ART-00212 PAR-ÚNICO INCLUÍDO PELA LEI 11690/2008\r\n ART-00563\r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-011690 ANO-2008\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
RHC
|
acordaos
|
RHC 111414
|
[
""
] |
RECTE.(S) : MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S) : RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S)
:MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S)
:RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Receptação. Audiência de
instrução. Inobservância da regra sobre inquirição de testemunhas
prevista no art. 212 do CPP. 3. Nulidade relativa. Prejuízo não
comprovado. 4. Alegação que só interessa à parte contrária. 5. Recurso
não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S)
:MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S)
:RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – (Relator): Trata-se
de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Ricardo Ponzetto,
em favor de Michel da Hora Monnaka, contra acórdão proferido pela
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que denegou a
ordem, no HC 161.049/SP.
Na espécie, o recorrente foi preso em flagrante e denunciado pela
suposta prática do delito descrito no art. 180, caput, do Código Penal Brasileiro (receptação).
Posteriormente, foi concedida a ordem nos autos do HC
990.08.194222-9, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP),
para que o acusado aguardasse o julgamento da ação penal em liberdade.
Encerrada a instrução criminal, os debates orais foram convertidos
em memoriais.
A defesa arguiu preliminar de nulidade absoluta por afronta ao
devido processo legal, em razão da inobservância do parágrafo único do
art. 212 do CPP por ocasião da oitiva das testemunhas de acusação e, no
mérito, pleiteou a absolvição do réu por insuficiência de provas.
Alegou, em síntese, que o art. 212 do CPP foi violado porque o Juízo
de origem não se limitou a colher, ao final, os esclarecimentos das
testemunhas, mas realizou toda a colheita da prova nos moldes
anteriores, observando o rito processual ora revogado pela Lei n.
11.690/2008.
O Juízo da 1... Vara da Comarca de Cubatão/SP rejeitou a preliminar
e determinou o prosseguimento do feito.
Sobreveio condenação à pena de 1 ano e 2 meses de reclusão, em
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S)
:MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S)
:RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – (Relator): Trata-se
de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Ricardo Ponzetto,
em favor de Michel da Hora Monnaka, contra acórdão proferido pela
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que denegou a
ordem, no HC 161.049/SP.
Na espécie, o recorrente foi preso em flagrante e denunciado pela
suposta prática do delito descrito no art. 180, caput, do Código Penal Brasileiro (receptação).
Posteriormente, foi concedida a ordem nos autos do HC
990.08.194222-9, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP),
para que o acusado aguardasse o julgamento da ação penal em liberdade.
Encerrada a instrução criminal, os debates orais foram convertidos
em memoriais.
A defesa arguiu preliminar de nulidade absoluta por afronta ao
devido processo legal, em razão da inobservância do parágrafo único do
art. 212 do CPP por ocasião da oitiva das testemunhas de acusação e, no
mérito, pleiteou a absolvição do réu por insuficiência de provas.
Alegou, em síntese, que o art. 212 do CPP foi violado porque o Juízo
de origem não se limitou a colher, ao final, os esclarecimentos das
testemunhas, mas realizou toda a colheita da prova nos moldes
anteriores, observando o rito processual ora revogado pela Lei n.
11.690/2008.
O Juízo da 1... Vara da Comarca de Cubatão/SP rejeitou a preliminar
e determinou o prosseguimento do feito.
Sobreveio condenação à pena de 1 ano e 2 meses de reclusão, em
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Relatório
RHC 111.414 / DF
regime inicialmente semiaberto, e 20 dias-multa, tendo-lhe sido
concedido o direito de apelar em liberdade.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no TJ/SP, buscando a
anulação da ação penal a partir da instrução processual. A Corte estadual
denegou a ordem.
Foi interposta, ainda, apelação, pendente de julgamento.
Impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, a Quinta Turma desse Tribunal
Superior denegou a ordem, nos termos da ementa transcrita:
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE
RECEPTAÇÃO (ART. 180, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL).
INQUIRIÇÃO DAS TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO PELO
JUIZ. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO ART. 212 DO
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. NÃO OCORRÊNCIA.
NULIDADE RELATIVA. PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO.
ARGUIÇÃO QUE, NO CASO, SÓ INTERESSA À PARTE
CONTRÁRIA. ORDEM DENEGADA.
1. A inquirição das testemunhas pelo Juiz antes que seja
oportunizada às partes a formulação das perguntas, com a
inversão da ordem prevista no art. 212 do Código de Processo
Penal, constitui nulidade relativa. Assim, sem a demonstração
do prejuízo, nos termos exigidos pelo art. 563 do mesmo
Estatuto, não se procede à anulação do ato.
2. Ademais, insurge-se a impetração contra a ausência de
formulação de perguntas diretamente pelo Parquet. Contudo, a
Defesa não tem legitimidade para arguir nulidade relativa cuja
observância interessa exclusivamente à parte contrária, como no
caso.
3. Ordem denegada”.
Agora, a defesa novamente afirma que a inobservância da nova
redação do art. 212 do CPP, com a inquirição das testemunhas de
acusação direta e exclusivamente pelo magistrado, afronta a garantia do
2
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RHC 111.414 / DF
regime inicialmente semiaberto, e 20 dias-multa, tendo-lhe sido
concedido o direito de apelar em liberdade.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no TJ/SP, buscando a
anulação da ação penal a partir da instrução processual. A Corte estadual
denegou a ordem.
Foi interposta, ainda, apelação, pendente de julgamento.
Impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, a Quinta Turma desse Tribunal
Superior denegou a ordem, nos termos da ementa transcrita:
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE
RECEPTAÇÃO (ART. 180, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL).
INQUIRIÇÃO DAS TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO PELO
JUIZ. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO ART. 212 DO
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. NÃO OCORRÊNCIA.
NULIDADE RELATIVA. PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO.
ARGUIÇÃO QUE, NO CASO, SÓ INTERESSA À PARTE
CONTRÁRIA. ORDEM DENEGADA.
1. A inquirição das testemunhas pelo Juiz antes que seja
oportunizada às partes a formulação das perguntas, com a
inversão da ordem prevista no art. 212 do Código de Processo
Penal, constitui nulidade relativa. Assim, sem a demonstração
do prejuízo, nos termos exigidos pelo art. 563 do mesmo
Estatuto, não se procede à anulação do ato.
2. Ademais, insurge-se a impetração contra a ausência de
formulação de perguntas diretamente pelo Parquet. Contudo, a
Defesa não tem legitimidade para arguir nulidade relativa cuja
observância interessa exclusivamente à parte contrária, como no
caso.
3. Ordem denegada”.
Agora, a defesa novamente afirma que a inobservância da nova
redação do art. 212 do CPP, com a inquirição das testemunhas de
acusação direta e exclusivamente pelo magistrado, afronta a garantia do
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Relatório
RHC 111.414 / DF
devido processo legal.
A PGR manifestou-se pelo não provimento do recurso.
É o relatório.
3
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devido processo legal.
A PGR manifestou-se pelo não provimento do recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – (Relator): Trata-se
de recurso ordinário em habeas corpus, no qual o recorrente alega a
ocorrência de nulidade processual absoluta, ante a inobservância da nova
redação do art. 212 do CPP, dada pela Lei 11.690/2008.
Em síntese, aduz o recorrente que, “tendo início a instrução processual,
nos termos do art. 394 e seguintes, do Código de Processo penal, o Magistrado de
1... grau de jurisdição, por ocasião da produção da prova oral de acusação,
observou o rito processual revogado pela Lei 11.690/08, produzindo-a (prova
oral), na íntegra, sem deixar sequer, uma pergunta para o Representante do
Parquet”.
Consta dos autos que a suposta inobservância da regra sobre
inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP foi consignada no
termo da audiência, a pedido do advogado do recorrente.
Destaco, também, que, “pelo MM. Juiz foi dito que estão sendo
observados os termos do artigo 212 do CPP. A inquirição é feita por parte do
magistrado e posteriormente as perguntas serão formuladas pelas partes
diretamente à testemunha”.
A redação anterior à Lei 11.690/2008, era a seguinte:
“Art. 212. As perguntas das partes serão requeridas ao
juiz, que as formulará à testemunha. O juiz não poderá recusar
as perguntas da parte, salvo se não tiverem relação com o
processo ou importarem repetição de outra já respondida”.
A nova redação do dispositivo é:
“Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes
diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que
puderem induzir a resposta, não tiveram relação com a causa
ou importarem na repetição de outra já respondida.
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14/08/2012
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – (Relator): Trata-se
de recurso ordinário em habeas corpus, no qual o recorrente alega a
ocorrência de nulidade processual absoluta, ante a inobservância da nova
redação do art. 212 do CPP, dada pela Lei 11.690/2008.
Em síntese, aduz o recorrente que, “tendo início a instrução processual,
nos termos do art. 394 e seguintes, do Código de Processo penal, o Magistrado de
1... grau de jurisdição, por ocasião da produção da prova oral de acusação,
observou o rito processual revogado pela Lei 11.690/08, produzindo-a (prova
oral), na íntegra, sem deixar sequer, uma pergunta para o Representante do
Parquet”.
Consta dos autos que a suposta inobservância da regra sobre
inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP foi consignada no
termo da audiência, a pedido do advogado do recorrente.
Destaco, também, que, “pelo MM. Juiz foi dito que estão sendo
observados os termos do artigo 212 do CPP. A inquirição é feita por parte do
magistrado e posteriormente as perguntas serão formuladas pelas partes
diretamente à testemunha”.
A redação anterior à Lei 11.690/2008, era a seguinte:
“Art. 212. As perguntas das partes serão requeridas ao
juiz, que as formulará à testemunha. O juiz não poderá recusar
as perguntas da parte, salvo se não tiverem relação com o
processo ou importarem repetição de outra já respondida”.
A nova redação do dispositivo é:
“Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes
diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que
puderem induzir a resposta, não tiveram relação com a causa
ou importarem na repetição de outra já respondida.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz
poderá complementar a inquirição”.
Dessarte, com a nova sistemática, o sistema presidencialista de
inquirição de testemunhas foi abolido. Sobre o tema, Guilherme de Souza
Nucci afirma:
“De acordo com a anterior redação do art. 212 do CPP,
devia a parte fazer a repergunta que desejasse ao magistrado e
este, avaliando a sua conveniência, iria formulá-la à
testemunha. Ocorre que a pessoa já tinha ouvido o que a parte
perguntou e, muitas vezes, começava a responder, quando,
então, era obstada pelo magistrado, recebendo a advertência de
que somente deveria responder a ele, juiz presidente do ato.
Entretanto, em seguida, a mesma formulação era dirigida à
testemunha, exigindo-lhe a resposta” - (NUCCI, Guilherme de
Souza, Manual de Processo Penal e Execução Penal, p. 475, 9...
edição, Editora Revista dos Tribunais, 2012).
Tal sistema de inquirição mostrava-se inadequado, pois a
testemunha, mesmo entendendo perfeitamente as perguntas das partes,
não poderia respondê-las enquanto não fossem repetidas pelo juiz.
Da leitura do art. 212 do CPP, verifico que, agora, as partes farão as
perguntas diretamente às testemunhas, sem intermédio do juiz. Contudo,
em razão do disposto no parágrafo único, surgiu a dúvida quanto a ter
sido ou não alterada a ordem relativamente a quem inicia as perguntas.
Eugênio Pacelli de Oliveira entende que “as partes iniciam a
inquirição, e o juiz a encerra” (Curso de Processo Penal, 11... edição, Lumen
Juris, p. 370).
Diferentemente, Guilherme de Souza Nucci sustenta:
“foi alterado, apenas, o sistema de inquirição feito pelas
partes. Nada mais. O juiz, como presidente da instrução e
destinatário da prova, continua a abrir o depoimento,
formulando, como sempre fez, as suas perguntas às
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 111.414 / DF
Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz
poderá complementar a inquirição”.
Dessarte, com a nova sistemática, o sistema presidencialista de
inquirição de testemunhas foi abolido. Sobre o tema, Guilherme de Souza
Nucci afirma:
“De acordo com a anterior redação do art. 212 do CPP,
devia a parte fazer a repergunta que desejasse ao magistrado e
este, avaliando a sua conveniência, iria formulá-la à
testemunha. Ocorre que a pessoa já tinha ouvido o que a parte
perguntou e, muitas vezes, começava a responder, quando,
então, era obstada pelo magistrado, recebendo a advertência de
que somente deveria responder a ele, juiz presidente do ato.
Entretanto, em seguida, a mesma formulação era dirigida à
testemunha, exigindo-lhe a resposta” - (NUCCI, Guilherme de
Souza, Manual de Processo Penal e Execução Penal, p. 475, 9...
edição, Editora Revista dos Tribunais, 2012).
Tal sistema de inquirição mostrava-se inadequado, pois a
testemunha, mesmo entendendo perfeitamente as perguntas das partes,
não poderia respondê-las enquanto não fossem repetidas pelo juiz.
Da leitura do art. 212 do CPP, verifico que, agora, as partes farão as
perguntas diretamente às testemunhas, sem intermédio do juiz. Contudo,
em razão do disposto no parágrafo único, surgiu a dúvida quanto a ter
sido ou não alterada a ordem relativamente a quem inicia as perguntas.
Eugênio Pacelli de Oliveira entende que “as partes iniciam a
inquirição, e o juiz a encerra” (Curso de Processo Penal, 11... edição, Lumen
Juris, p. 370).
Diferentemente, Guilherme de Souza Nucci sustenta:
“foi alterado, apenas, o sistema de inquirição feito pelas
partes. Nada mais. O juiz, como presidente da instrução e
destinatário da prova, continua a abrir o depoimento,
formulando, como sempre fez, as suas perguntas às
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
testemunhas de acusação, de defesa ou do juízo. Somente após
esgotar o seu esclarecimento, passa a palavra às partes para
que, diretamente, reperguntem. Primeiramente, a acusação
repergunta às suas testemunhas, para, na sequência fazer o
mesmo a defesa. Em segunda fase, a defesa repergunta
diretamente às suas testemunhas para, depois, fazer o mesmo a
acusação” - (NUCCI, Guilherme de Souza, Manual de Processo
Penal e Execução Penal, p. 476, 9... edição, Editora Revista dos
Tribunais, 2012).
O Subprocurador-Geral da República Durval Tadeu Guimarães, ao
emitir parecer no Superior Tribunal de Justiça, trouxe os seguintes esclarecimentos:
“Quisesse o legislador retirar do juiz a primazia na
inquirição das testemunhas, teria alterado também outros
dispositivos legais do CPP que tratam da mesma matéria, como
o art. 473, que confere ao juiz, no procedimento do júri, a
primazia em colher o depoimento da vítima e das testemunhas.
Segundo, porque o juiz continua sendo como não poderia
deixar de ser, o destinatário final das provas, e relegá-lo a uma
posição meramente suplementar na colheita probatória não
seria coerente com esse sistema”.
No mesmo sentido, o Subprocurador-Geral da República Mario José
Gisi:
“A inversão da ordem de formulação de perguntas, com o
magistrado as realizando antes das partes, não enseja a
nulidade do ato. A reforma introduzida pela Lei n. 11.690/08
teve por desiderato apenas abolir o sistema presidencialista de
inquirição, posto que as indagações formuladas pelas partes
passaram a ser dirigidas diretamente às testemunhas. Referida
inovação, contudo, em nada alterou a metodologia de
inquirição, que continua sendo iniciada pelo juiz, passando-se,
em seguida, às reperguntas das partes”.
Segundo os autos, na audiência de instrução, foram inquiridas duas
3
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RHC 111.414 / DF
testemunhas de acusação, de defesa ou do juízo. Somente após
esgotar o seu esclarecimento, passa a palavra às partes para
que, diretamente, reperguntem. Primeiramente, a acusação
repergunta às suas testemunhas, para, na sequência fazer o
mesmo a defesa. Em segunda fase, a defesa repergunta
diretamente às suas testemunhas para, depois, fazer o mesmo a
acusação” - (NUCCI, Guilherme de Souza, Manual de Processo
Penal e Execução Penal, p. 476, 9... edição, Editora Revista dos
Tribunais, 2012).
O Subprocurador-Geral da República Durval Tadeu Guimarães, ao
emitir parecer no Superior Tribunal de Justiça, trouxe os seguintes esclarecimentos:
“Quisesse o legislador retirar do juiz a primazia na
inquirição das testemunhas, teria alterado também outros
dispositivos legais do CPP que tratam da mesma matéria, como
o art. 473, que confere ao juiz, no procedimento do júri, a
primazia em colher o depoimento da vítima e das testemunhas.
Segundo, porque o juiz continua sendo como não poderia
deixar de ser, o destinatário final das provas, e relegá-lo a uma
posição meramente suplementar na colheita probatória não
seria coerente com esse sistema”.
No mesmo sentido, o Subprocurador-Geral da República Mario José
Gisi:
“A inversão da ordem de formulação de perguntas, com o
magistrado as realizando antes das partes, não enseja a
nulidade do ato. A reforma introduzida pela Lei n. 11.690/08
teve por desiderato apenas abolir o sistema presidencialista de
inquirição, posto que as indagações formuladas pelas partes
passaram a ser dirigidas diretamente às testemunhas. Referida
inovação, contudo, em nada alterou a metodologia de
inquirição, que continua sendo iniciada pelo juiz, passando-se,
em seguida, às reperguntas das partes”.
Segundo os autos, na audiência de instrução, foram inquiridas duas
3
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RHC 111.414 / DF
testemunhas de acusação e, depois, duas de defesa.
Pelas cópias dos depoimentos acostados aos autos, constata-se que o
representante do Ministério Público julgou suficientes as inquirições
feitas inicialmente pelo magistrado, ou seja, não se utilizou das
“reperguntas”.
A defesa fez perguntas às testemunhas. É certo que as reperguntas
foram intermediadas pelo juiz, e não feitas diretamente. Mas, a defesa não
reclama do fato de não ter podido inquirir diretamente as testemunhas.
Ela reclama apenas que cabia ao representante do Ministério Público
inquirir diretamente as testemunhas, ou seja, presidir a audiência.
Ainda, como bem aponta o parecer ministerial: “a citada inversão, caso
se entendesse pela imposição de uma ordem legal, acarretaria, quando muito,
nulidade relativa a exigir a demonstração do prejuízo suportado pelo acusado”.
De início, cumpre salientar que o sistema das nulidades é norteado
pelo princípio do prejuízo, ou seja, as formas processuais descumpridas
devem ser invalidadas apenas quando verificado o prejuízo.
O CPP, em seu art. 563, dispõe que “nenhum ato será declarado nulo, se
da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa”. A
literalidade do dispositivo deixa clara a exigência do prejuízo para as
partes para o reconhecimento da nulidade processual.
Sobre o tema, colho lições da doutrina:
“Constitui seguramente a viga mestra do sistema das
nulidades e decorre da ideia geral de que as formas processuais
representam tão somente um instrumento para a correta
aplicação do direito; sendo assim, a desobediência às
formalidades estabelecidas pelo legislador só deve conduzir ao
reconhecimento da invalidade do ato quando a própria
finalidade pela qual a forma foi instituída estiver comprometida
pelo vício.
Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá
prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa
hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado
e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade
4
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RHC 111.414 / DF
testemunhas de acusação e, depois, duas de defesa.
Pelas cópias dos depoimentos acostados aos autos, constata-se que o
representante do Ministério Público julgou suficientes as inquirições
feitas inicialmente pelo magistrado, ou seja, não se utilizou das
“reperguntas”.
A defesa fez perguntas às testemunhas. É certo que as reperguntas
foram intermediadas pelo juiz, e não feitas diretamente. Mas, a defesa não
reclama do fato de não ter podido inquirir diretamente as testemunhas.
Ela reclama apenas que cabia ao representante do Ministério Público
inquirir diretamente as testemunhas, ou seja, presidir a audiência.
Ainda, como bem aponta o parecer ministerial: “a citada inversão, caso
se entendesse pela imposição de uma ordem legal, acarretaria, quando muito,
nulidade relativa a exigir a demonstração do prejuízo suportado pelo acusado”.
De início, cumpre salientar que o sistema das nulidades é norteado
pelo princípio do prejuízo, ou seja, as formas processuais descumpridas
devem ser invalidadas apenas quando verificado o prejuízo.
O CPP, em seu art. 563, dispõe que “nenhum ato será declarado nulo, se
da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa”. A
literalidade do dispositivo deixa clara a exigência do prejuízo para as
partes para o reconhecimento da nulidade processual.
Sobre o tema, colho lições da doutrina:
“Constitui seguramente a viga mestra do sistema das
nulidades e decorre da ideia geral de que as formas processuais
representam tão somente um instrumento para a correta
aplicação do direito; sendo assim, a desobediência às
formalidades estabelecidas pelo legislador só deve conduzir ao
reconhecimento da invalidade do ato quando a própria
finalidade pela qual a forma foi instituída estiver comprometida
pelo vício.
Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá
prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa
hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado
e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
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jurisdicional; assim, somente a atipicidade relevante dá lugar à
nulidade; daí a conhecida expressão utilizada pela doutrina
francesa: pas de nullité sans grief.
Os diversos atos do procedimento visam, em última
análise, à preparação do pronunciamento jurisdicional final;
suas formalidades são estabelecidas com vistas à boa qualidade
da decisão a ser proferida, que só pode resultar de um processo
desenvolvido com obediência às regras do ‘devido processo
legal’; por isso mesmo, dentre os requisitos fundamentais para
que se atinja essa virtude está a participação dos interessados
no futuro provimento, através do contraditório” - (GRINOVER,
Ada Pellegrini e outros. As nulidades no processo penal. 12...
ed., p. 27, São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011).
Esta Suprema Corte firmou entendimento no sentido de que, para o
reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se
necessária a demonstração do prejuízo. Consoante frisou o Ministro
Cezar Peluso, ao denegar a ordem no HC 82.899/SP: “Não há, no processo
penal, nulidade ainda que absoluta, quando do vício alegado não haja decorrido
prejuízo algum ao réu.”
Em reforço, transcrevo estudo doutrinário:
“A decretação da nulidade implica perda da atividade
processual já realizada, transtornos ao juiz e às partes e demora
na prestação jurisdicional almejada, não sendo razoável, dessa
forma, que a simples possibilidade de prejuízo dê lugar à
aplicação da sanção; o dano deve ser concreto e efetivamente
demonstrado em cada situação.
Isso não significa que em todos os casos se exija a
produção de prova de ocorrência de prejuízo; normalmente
essa demonstração se faz através de simples procedimento
lógico, verificando-se se a perda da faculdade processual
conferida à parte ou o comprometimento dos elementos
colocados à disposição do juiz no momento da sentença tiveram
influência no resultado final do processo.
Afirma-se que as nulidades absolutas não exigem
5
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592245.
Supremo Tribunal Federal
RHC 111.414 / DF
jurisdicional; assim, somente a atipicidade relevante dá lugar à
nulidade; daí a conhecida expressão utilizada pela doutrina
francesa: pas de nullité sans grief.
Os diversos atos do procedimento visam, em última
análise, à preparação do pronunciamento jurisdicional final;
suas formalidades são estabelecidas com vistas à boa qualidade
da decisão a ser proferida, que só pode resultar de um processo
desenvolvido com obediência às regras do ‘devido processo
legal’; por isso mesmo, dentre os requisitos fundamentais para
que se atinja essa virtude está a participação dos interessados
no futuro provimento, através do contraditório” - (GRINOVER,
Ada Pellegrini e outros. As nulidades no processo penal. 12...
ed., p. 27, São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011).
Esta Suprema Corte firmou entendimento no sentido de que, para o
reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se
necessária a demonstração do prejuízo. Consoante frisou o Ministro
Cezar Peluso, ao denegar a ordem no HC 82.899/SP: “Não há, no processo
penal, nulidade ainda que absoluta, quando do vício alegado não haja decorrido
prejuízo algum ao réu.”
Em reforço, transcrevo estudo doutrinário:
“A decretação da nulidade implica perda da atividade
processual já realizada, transtornos ao juiz e às partes e demora
na prestação jurisdicional almejada, não sendo razoável, dessa
forma, que a simples possibilidade de prejuízo dê lugar à
aplicação da sanção; o dano deve ser concreto e efetivamente
demonstrado em cada situação.
Isso não significa que em todos os casos se exija a
produção de prova de ocorrência de prejuízo; normalmente
essa demonstração se faz através de simples procedimento
lógico, verificando-se se a perda da faculdade processual
conferida à parte ou o comprometimento dos elementos
colocados à disposição do juiz no momento da sentença tiveram
influência no resultado final do processo.
Afirma-se que as nulidades absolutas não exigem
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
demonstração do prejuízo, porque nelas o mesmo costuma ser
evidente. (...).
No entanto, deve-se salientar que, seja o prejuízo evidente
ou não, ele deve existir para que a nulidade seja decretada. E
nos casos em que ficar evidenciada a inexistência de prejuízo
não se cogita de nulidade, mesmo em se tratando de nulidade
absoluta.
Já com relação às nulidades relativas, o prejuízo deverá
sempre ser demonstrado, jamais sendo evidente, pois o prejuízo
não é constatado desde logo, como pode ocorrer nas nulidades
absolutas, em razão do que se exige alegação e demonstração
do dano pelo interessado no reconhecimento do vício”.
(GRINOVER et al, pg. 28-29).
Ademais, ainda que se entendesse pela imposição de uma ordem
legal, a jurisprudência é no sentido de reconhecer a nulidade como
relativa. Nesse sentido:
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO.
INVERSÃO DA ORDEM DE INQUIRIÇÃO DAS
TESTEMUNHAS. ARTIGO 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL. ARGUIÇÃO DE NULIDADE. PREJUÍZO.
DEMONSTRAÇÃO. AUSÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO.
I – Não é de se acolher a alegação de nulidade em razão da
não observância da ordem de formulação de perguntas às
testemunhas, estabelecida pelo art. 212 do CPP, com redação
conferida pela Lei 11.690/2008. Isso porque a defesa não se
desincumbiu do ônus de demonstrar o prejuízo decorrente da
inversão da ordem de inquirição das testemunhas.
II – Esta Corte vem assentando que a demonstração de
prejuízo, a teor do art. 563 do CPP, é essencial à alegação de
nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que ‘(...) o âmbito
normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades
pas de nullité sans grief compreende as nulidades absolutas’ (HC
85.155/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Precedentes.
6
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demonstração do prejuízo, porque nelas o mesmo costuma ser
evidente. (...).
No entanto, deve-se salientar que, seja o prejuízo evidente
ou não, ele deve existir para que a nulidade seja decretada. E
nos casos em que ficar evidenciada a inexistência de prejuízo
não se cogita de nulidade, mesmo em se tratando de nulidade
absoluta.
Já com relação às nulidades relativas, o prejuízo deverá
sempre ser demonstrado, jamais sendo evidente, pois o prejuízo
não é constatado desde logo, como pode ocorrer nas nulidades
absolutas, em razão do que se exige alegação e demonstração
do dano pelo interessado no reconhecimento do vício”.
(GRINOVER et al, pg. 28-29).
Ademais, ainda que se entendesse pela imposição de uma ordem
legal, a jurisprudência é no sentido de reconhecer a nulidade como
relativa. Nesse sentido:
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO.
INVERSÃO DA ORDEM DE INQUIRIÇÃO DAS
TESTEMUNHAS. ARTIGO 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL. ARGUIÇÃO DE NULIDADE. PREJUÍZO.
DEMONSTRAÇÃO. AUSÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO.
I – Não é de se acolher a alegação de nulidade em razão da
não observância da ordem de formulação de perguntas às
testemunhas, estabelecida pelo art. 212 do CPP, com redação
conferida pela Lei 11.690/2008. Isso porque a defesa não se
desincumbiu do ônus de demonstrar o prejuízo decorrente da
inversão da ordem de inquirição das testemunhas.
II – Esta Corte vem assentando que a demonstração de
prejuízo, a teor do art. 563 do CPP, é essencial à alegação de
nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que ‘(...) o âmbito
normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades
pas de nullité sans grief compreende as nulidades absolutas’ (HC
85.155/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Precedentes.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
III – A decisão ora questionada está em perfeita
consonância com o que decidido pela Primeira Turma desta
Corte, ao apreciar o HC 103.525/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, no
sentido de que a inobservância do procedimento previsto no
art. 212 do CPP pode gerar, quando muito, nulidade relativa,
cujo reconhecimento não prescinde da demonstração do
prejuízo para a parte que a suscita.
IV – Recurso improvido”. (RHC 110.623/DF, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, unânime, DJe
26.3.2012).
“HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL
PENAL.
INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA. ART. 212 DO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL COM AS ALTERAÇÕES DA LEI
11.690/2008. ADOÇÃO DO SISTEMA PRESIDENCIALISTA.
PERGUNTAS INICIADAS E INTERMEDIADAS PELO JUIZ.
IRREGULARIDADE. PREJUÍZO NÃO COMPROVADO.
ORDEM DENEGADA.
O art. 212 do Código de Processo Penal, com a redação
dada pela Lei n 11.690/2008, inaugurou nova sistemática para o
exame das testemunhas, sendo a inquirição inaugurada pelas
partes e complementada pelo juiz, franqueando-se ainda às
partes a realização de perguntas diretamente.
Do fato de o juiz ter perguntado primeiro e não ao final
não decorre prejuízo às partes, ao contrário, da irregularidade,
provém vantagem processual para a parte que pergunta por
último, o que, em tese, lhe é mais favorável.
Do fato de o juiz ter intermediado as perguntas das partes,
decorre mero prejuízo à dinâmica da audiência. O prejuízo à
celeridade não é suficiente para justificar a pronúncia de
nulidade.
O princípio maior que rege a matéria é de que não se
decreta nulidade sem prejuízo, conforme o art. 563 do Código
de Processo Penal. Não se prestigia a forma pela forma, com o
que se, da irregularidade formal, não deflui prejuízo, o ato deve
ser preservado.
7
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III – A decisão ora questionada está em perfeita
consonância com o que decidido pela Primeira Turma desta
Corte, ao apreciar o HC 103.525/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, no
sentido de que a inobservância do procedimento previsto no
art. 212 do CPP pode gerar, quando muito, nulidade relativa,
cujo reconhecimento não prescinde da demonstração do
prejuízo para a parte que a suscita.
IV – Recurso improvido”. (RHC 110.623/DF, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, unânime, DJe
26.3.2012).
“HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL
PENAL.
INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA. ART. 212 DO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL COM AS ALTERAÇÕES DA LEI
11.690/2008. ADOÇÃO DO SISTEMA PRESIDENCIALISTA.
PERGUNTAS INICIADAS E INTERMEDIADAS PELO JUIZ.
IRREGULARIDADE. PREJUÍZO NÃO COMPROVADO.
ORDEM DENEGADA.
O art. 212 do Código de Processo Penal, com a redação
dada pela Lei n 11.690/2008, inaugurou nova sistemática para o
exame das testemunhas, sendo a inquirição inaugurada pelas
partes e complementada pelo juiz, franqueando-se ainda às
partes a realização de perguntas diretamente.
Do fato de o juiz ter perguntado primeiro e não ao final
não decorre prejuízo às partes, ao contrário, da irregularidade,
provém vantagem processual para a parte que pergunta por
último, o que, em tese, lhe é mais favorável.
Do fato de o juiz ter intermediado as perguntas das partes,
decorre mero prejuízo à dinâmica da audiência. O prejuízo à
celeridade não é suficiente para justificar a pronúncia de
nulidade.
O princípio maior que rege a matéria é de que não se
decreta nulidade sem prejuízo, conforme o art. 563 do Código
de Processo Penal. Não se prestigia a forma pela forma, com o
que se, da irregularidade formal, não deflui prejuízo, o ato deve
ser preservado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 111.414 / DF
Habeas corpus denegado”. (HC 112.446/SP, Rel. Min. Rosa
Weber, Primeira Turma, unânime, DJe 1....6.2012).
Ante o exposto, considerando a ausência de comprovação de
prejuízo e que o recorrente insurge-se quanto a inobservância do rito
processual em relação ao Ministério Público, nego provimento ao
presente recurso ordinário em habeas corpus.
É como voto.
8
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Supremo Tribunal Federal
RHC 111.414 / DF
Habeas corpus denegado”. (HC 112.446/SP, Rel. Min. Rosa
Weber, Primeira Turma, unânime, DJe 1....6.2012).
Ante o exposto, considerando a ausência de comprovação de
prejuízo e que o recorrente insurge-se quanto a inobservância do rito
processual em relação ao Ministério Público, nego provimento ao
presente recurso ordinário em habeas corpus.
É como voto.
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S) : MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S) : RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso
ordinário,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111.414
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S) : MICHEL DA HORA MONNAKA
ADV.(A/S) : RICARDO PONZETTO
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso
ordinário,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HC 161 . 049 / SP",
"HC 990 . 08 . 194222 - 9",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111 . 414",
"HC 161 . 049 / SP",
"HC 990 . 08 . 194222 - 9",
"RHC 111 . 414 / DF",
"RHC 111 . 414 / DF",
"RHC 111 . 414 / DF",
"HABEAS CORPUS 111 . 414",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 111 . 414",
"RHC 111 . 414 / DF",
"RHC 111 . 414 / DF",
"RHC 111 . 414 / DF",
"RHC 111 . 414 / DF",
"HC 82 . 899 / SP",
"RHC 111 . 414 / DF",
"HC 82 . 899 / SP",
"HC 85 . 155 / SP",
"RHC 111 . 414 / DF",
"HC 85 . 155 / SP",
"HC 103 . 525 / PE",
"RHC 110 . 623 / DF",
"RHC 111 . 414 / DF",
"HC 103 . 525 / PE",
"RHC 110 . 623 / DF",
"RHC 111 . 414 /",
"HC 112 . 446 / SP",
"RHC 111 . 414 / DF",
"HC 112 . 446 / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 212 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 180 , caput , do Código Penal Brasileiro",
"parágrafo",
"art . 212 do CPP",
"art . 212 do CPP",
"Lei n . 11 . 690 / 2008",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 180 , caput , do Código",
"art . 212 do CPP",
"art . 212 do CPP",
"Lei n . 11 . 690 / 2008",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 180 , CAPUT , DO CÓDIGO PENAL",
"ART . 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"art . 212 do Código de Processo Penal",
"art . 212 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 180 , CAPUT , DO CÓDIGO PENAL",
"ART . 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"art . 212 do Código de Processo Penal",
"art . 212 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 212 do CPP",
"Lei 11 . 690 / 2008",
"art . 394 e seguintes , do Código de Processo penal",
"Lei 11 . 690 / 08",
"art . 212 do CPP",
"artigo 212 do CPP",
"Lei 11 . 690 / 2008",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 212 do CPP",
"Lei 11 . 690 / 2008",
"art . 394 e seguintes , do Código de Processo penal",
"Lei 11 . 690 / 08",
"art . 212 do CPP",
"artigo 212 do CPP",
"Lei 11 . 690 / 2008",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 212 do CPP",
"CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 212 do CPP",
"art . 212 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPP",
"Lei n . 11 . 690 / 08",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPP",
"Lei n . 11 . 690 / 08",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"art . 212 do CPP",
"Lei 11 . 690 / 2008",
"art . 563 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"art . 212 do CPP",
"Lei 11 . 690 / 2008",
"art . 563 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 212 do CPP",
"ART . 212 DO CÓDIGO",
"LEI 11 . 690 / 2008",
"art . 212 do Código de Processo Penal",
"Lei n 11 . 690 /",
"art . 563 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 212 do CPP",
"ART . 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO",
"LEI 11 . 690 / 2008",
"art . 212 do Código de Processo Penal",
"Lei n 11 . 690 / 2008",
"art . 563 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"São Paulo",
"São Paulo",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"TJ",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"TJ",
"/",
"SP",
"1",
".",
".",
"Vara da Comarca de Cubatão / SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TJ",
"/",
"SP",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJ",
"/",
"SP",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PGR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PGR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Editora Revista dos Tribunais",
"Lumen Juris",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Editora Revista dos Tribunais",
"Lumen Juris",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Editora Revista dos Tribunais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RHC",
"Editora Revista dos Tribunais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RHC",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Revista dos Tribunais",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Revista dos Tribunais",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RHC",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RHC",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"2a Turma",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"MICHEL DA HORA MONNAKA",
"RICARDO PONZETTO",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"MICHEL DA HORA MONNAKA",
"RICARDO PONZETTO",
"GILMAR MENDES",
"Ricardo Ponzetto",
"Michel da Hora Monnaka",
"GILMAR MENDES",
"MICHEL DA HORA MONNAKA",
"RICARDO PONZETTO",
"GILMAR MENDES",
"Ricardo Ponzetto",
"Michel da Hora Monnaka",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Guilherme de Souza Nucci",
"NUCCI , Guilherme de Souza",
"Eugênio Pacelli de Oliveira",
"Guilherme de Souza Nucci",
"Guilherme de Souza Nucci",
"NUCCI , Guilherme de Souza",
"Eugênio Pacelli de Oliveira",
"Guilherme de Souza Nucci",
"GILMAR MENDES RHC",
"NUCCI , Guilherme de Souza",
"Durval Tadeu Guimarães",
"Mario José Gisi",
"NUCCI , Guilherme de Souza",
"Durval Tadeu Guimarães",
"Mario José Gisi",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GRINOVER , Ada Pellegrini",
"Cezar Peluso",
"GRINOVER , Ada Pellegrini",
"Cezar Peluso",
"GILMAR MENDES",
"GRINOVER",
"Ellen Gracie",
"GRINOVER",
"Ellen Gracie",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"GILMAR MENDES",
"MICHEL DA HORA MONNAKA",
"RICARDO PONZETTO",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"GILMAR MENDES",
"MICHEL DA HORA MONNAKA",
"RICARDO PONZETTO",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"3",
".",
"2012",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CABO FRIO
ADV.(A/S)
:PAULO
LAGE
BARBOZA
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:REGINALDO ROSA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DOS SANTOS GALLO NETTO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria de ordem
pública. Prequestionamento. Necessidade. Danos morais. Ofensa
reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que, ainda que
se trate de matéria de ordem pública, é necessário o seu exame na
instância de origem para que se viabilize o recurso extraordinário.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação
infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs
636 e 279/STF.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 03/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CABO FRIO
ADV.(A/S)
:PAULO
LAGE
BARBOZA
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:REGINALDO ROSA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DOS SANTOS GALLO NETTO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Município de Cabo Frio interpõe tempestivo agravo regimental (fls.
455 a 457 – fax – e 462 a 464 – original) contra decisão em que se negou
provimento ao agravo de instrumento de fls. 447 a 452, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Município de Cabo Frio interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade aos artigos 2º, 5º, incisos XXXV,
LIV e LV, 37, caput e § 6º, e 93, inciso IX, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Décima
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado:
‘INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS.
VIGIA MUNICIPAL ATINGIDO POR TIROS DURANTE
O EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. CASO FORTUITO, A
ELIDIR O NEXO CAUSAL E A CULPA DO MUNICÍPIO.
NÃO COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO
A INSTITUTO PREVIDENCIÁRIO. ÔNUS DO
EMPREGADOR. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2459221.
Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CABO FRIO
ADV.(A/S)
:PAULO
LAGE
BARBOZA
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:REGINALDO ROSA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DOS SANTOS GALLO NETTO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Município de Cabo Frio interpõe tempestivo agravo regimental (fls.
455 a 457 – fax – e 462 a 464 – original) contra decisão em que se negou
provimento ao agravo de instrumento de fls. 447 a 452, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Município de Cabo Frio interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade aos artigos 2º, 5º, incisos XXXV,
LIV e LV, 37, caput e § 6º, e 93, inciso IX, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Décima
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado:
‘INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS.
VIGIA MUNICIPAL ATINGIDO POR TIROS DURANTE
O EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. CASO FORTUITO, A
ELIDIR O NEXO CAUSAL E A CULPA DO MUNICÍPIO.
NÃO COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO
A INSTITUTO PREVIDENCIÁRIO. ÔNUS DO
EMPREGADOR. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS.
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Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
DEVER DE REPARAR OS PREJUÍZOS MATERIAIS.
COMPENSAÇÃO
EXTRAPATRIMONIAL
COM
R$10.000,00. REFORMA PARCIAL DA SENTENÇA, COM
PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO’ (fl. 337).
Opostos embargos de declaração (fls. 341 a 346), foram
rejeitados (fls. 349/350).
Alega o recorrente que ‘a não comunicação à previdência,
uma simples falha administrativa, não poderia ter gerado dano
moral, menos ainda, no exorbitante montante fixado, de 10.000
reais’ (fl. 385).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
DEVER DE REPARAR OS PREJUÍZOS MATERIAIS.
COMPENSAÇÃO
EXTRAPATRIMONIAL
COM
R$10.000,00. REFORMA PARCIAL DA SENTENÇA, COM
PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO’ (fl. 337).
Opostos embargos de declaração (fls. 341 a 346), foram
rejeitados (fls. 349/350).
Alega o recorrente que ‘a não comunicação à previdência,
uma simples falha administrativa, não poderia ter gerado dano
moral, menos ainda, no exorbitante montante fixado, de 10.000
reais’ (fl. 385).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14
Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos
decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos
decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14
Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
No que tange aos fatos ensejadores dos danos morais e à
responsabilidade do recorrente em indenizá-los, o acórdão
recorrido, baseou seu convencimento a partir do conjunto
probatório que permeia a lide.
Nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas nº 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE FATOS
E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de
1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º,
c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil’ (AI nº 601.443/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULA 279
DO STF. I - A apreciação do recurso extraordinário
demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a
incidência da Súmulas 279 do STF. II - Agravo regimental
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
No que tange aos fatos ensejadores dos danos morais e à
responsabilidade do recorrente em indenizá-los, o acórdão
recorrido, baseou seu convencimento a partir do conjunto
probatório que permeia a lide.
Nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas nº 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE FATOS
E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de
1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º,
c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil’ (AI nº 601.443/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULA 279
DO STF. I - A apreciação do recurso extraordinário
demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a
incidência da Súmulas 279 do STF. II - Agravo regimental
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
improvido’ (AI nº 634.072/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 22/6/07).
‘1.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia de natureza infraconstitucional (Código de
Defesa do Consumidor), decidida com base em fatos e
provas, de reexame vedado no recurso extraordinário:
incidência, mutatis mutandis, das Súmula 636 e Súmula
279. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação
jurisdicional ou de violação do art. 5º, XXXV e LV, da
Constituição Federal’ (AI nº 597.064/BA-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
20/10/06).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. NORMA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. Controvérsia decidida à luz de normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do
Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 556.757/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de
12/5/06).
Ressalte-se, ademais, que no tocante à fixação do quantum
indenizatório, igualmente, não prospera o apelo, tendo em vista
que a jurisprudência desta Corte entende que esse ponto,
também, está restrito ao reexame das provas dos autos,
operação vedada em sede de recurso extraordinário. Nesse
sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. DANOS MORAIS. REVISÃO DO QUANTUM
DEVIDO. IMPOSSIBILIDADE. VEDAÇÃO DA SÚMULA
5
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
improvido’ (AI nº 634.072/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 22/6/07).
‘1.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia de natureza infraconstitucional (Código de
Defesa do Consumidor), decidida com base em fatos e
provas, de reexame vedado no recurso extraordinário:
incidência, mutatis mutandis, das Súmula 636 e Súmula
279. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação
jurisdicional ou de violação do art. 5º, XXXV e LV, da
Constituição Federal’ (AI nº 597.064/BA-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
20/10/06).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. NORMA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. Controvérsia decidida à luz de normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do
Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 556.757/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de
12/5/06).
Ressalte-se, ademais, que no tocante à fixação do quantum
indenizatório, igualmente, não prospera o apelo, tendo em vista
que a jurisprudência desta Corte entende que esse ponto,
também, está restrito ao reexame das provas dos autos,
operação vedada em sede de recurso extraordinário. Nesse
sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. DANOS MORAIS. REVISÃO DO QUANTUM
DEVIDO. IMPOSSIBILIDADE. VEDAÇÃO DA SÚMULA
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
279/STF. O Tribunal a quo manteve a sentença que
considerou devida a indenização pleiteada pela autora.
Para se chegar a conclusão diversa, seria necessário
reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do
recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se
nega provimento’ (AI nº 637.098/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 23/5/08).
‘Recurso extraordinário: descabimento: pretensão ao
reexame de valor arbitrado de indenização por dano
moral, que implica revolvimento de matéria de fato e
exame de prova, (Súmula 279). 2. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: falta de prequestionamento da matéria
constitucional suscitada no RE (CF, art. 37, § 6º)(Súmula
282)’ (AI nº 437.637/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04).
‘Embargos de declaração conhecidos como agravo
regimental. - Esta Corte já firmou o entendimento de que
não cabem embargos de declaração contra decisão
monocrática, devendo eles ser conhecidos como agravo
regimental. - O artigo 5º, V, da Constituição assegura a
indenização por dano moral, mas não estabelece os
parâmetros para a fixação do valor que, caso a caso, será
capaz de dar satisfação à dor que o caracteriza, razão por
que o exame dessa fixação não se situa no plano
constitucional. Embargos de declaração conhecidos como
agravo regimental, a que se nega provimento’ (AI nº
345.911/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Moreira Alves, DJ de 14/6/02).
No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões
monocráticas: RE nº 447.672/MG, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ de 28/3/08, AI nº 622.768/GO, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJ de 10/4/08, e RE nº 558.735/RJ,
6
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
279/STF. O Tribunal a quo manteve a sentença que
considerou devida a indenização pleiteada pela autora.
Para se chegar a conclusão diversa, seria necessário
reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do
recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se
nega provimento’ (AI nº 637.098/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 23/5/08).
‘Recurso extraordinário: descabimento: pretensão ao
reexame de valor arbitrado de indenização por dano
moral, que implica revolvimento de matéria de fato e
exame de prova, (Súmula 279). 2. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: falta de prequestionamento da matéria
constitucional suscitada no RE (CF, art. 37, § 6º)(Súmula
282)’ (AI nº 437.637/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04).
‘Embargos de declaração conhecidos como agravo
regimental. - Esta Corte já firmou o entendimento de que
não cabem embargos de declaração contra decisão
monocrática, devendo eles ser conhecidos como agravo
regimental. - O artigo 5º, V, da Constituição assegura a
indenização por dano moral, mas não estabelece os
parâmetros para a fixação do valor que, caso a caso, será
capaz de dar satisfação à dor que o caracteriza, razão por
que o exame dessa fixação não se situa no plano
constitucional. Embargos de declaração conhecidos como
agravo regimental, a que se nega provimento’ (AI nº
345.911/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Moreira Alves, DJ de 14/6/02).
No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões
monocráticas: RE nº 447.672/MG, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ de 28/3/08, AI nº 622.768/GO, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJ de 10/4/08, e RE nº 558.735/RJ,
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Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 29/8/07.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Aduz o agravante, in verbis, que:
“(...) o assunto em pauta representa repercussão geral de
questão constitucional, posto que o acórdão objeto do presente
recurso apresenta vícios de ordem pública, notadamente em
relação ao julgamento extra petita, condenando o ente público
ao pagamento de danos morais mesmo sem ter havido pedido
do autor neste sentido.
Reconhecer que a condenação em verba indenizatória
ultrapassa o pedido formulado pelo autor, não necessita de
reapreciação de prova” (fl. 463).
É o relatório.
7
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 29/8/07.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Aduz o agravante, in verbis, que:
“(...) o assunto em pauta representa repercussão geral de
questão constitucional, posto que o acórdão objeto do presente
recurso apresenta vícios de ordem pública, notadamente em
relação ao julgamento extra petita, condenando o ente público
ao pagamento de danos morais mesmo sem ter havido pedido
do autor neste sentido.
Reconhecer que a condenação em verba indenizatória
ultrapassa o pedido formulado pelo autor, não necessita de
reapreciação de prova” (fl. 463).
É o relatório.
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
No tocante à questão suscitada pelo agravante de que o julgamento
no Tribunal de origem teria sido extra petita – uma vez que o autor, ora
agravado, não teria formulado pedido de condenação do ente público ao
pagamento de danos morais –, é certo que tal questão não foi debatida
nas instâncias ordinárias, carecendo, portanto, do necessário
prequestionamento.
Ressalte-se que é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de
que, ainda que se trate de matéria de ordem pública, há a necessidade de
seu exame na instância de origem para que se viabilize o recurso
extraordinário. Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
MATÉRIA
CRIMINAL.
AGRAVO
REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA STF
284. PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA DE ORDEM
PÚBLICA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. As
razões do agravo regimental não atacam todos os fundamentos
da decisão monocrática, o que atrai a aplicação da Súmula STF
284. 2. Se a questão constitucional invocada no Recurso
Extraordinário não foi objeto de debate e decisão no acórdão
recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do
prequestionamento, imprescindível para o conhecimento do
apelo extremo, inclusive para as matérias de ordem pública.
Precedentes. 3. Decisão fundamentada, embora contrária aos
interesses da parte, não configura negativa de prestação
jurisdicional. Precedentes. 4. O Recurso Extraordinário é
incabível quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
No tocante à questão suscitada pelo agravante de que o julgamento
no Tribunal de origem teria sido extra petita – uma vez que o autor, ora
agravado, não teria formulado pedido de condenação do ente público ao
pagamento de danos morais –, é certo que tal questão não foi debatida
nas instâncias ordinárias, carecendo, portanto, do necessário
prequestionamento.
Ressalte-se que é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de
que, ainda que se trate de matéria de ordem pública, há a necessidade de
seu exame na instância de origem para que se viabilize o recurso
extraordinário. Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
MATÉRIA
CRIMINAL.
AGRAVO
REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA STF
284. PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA DE ORDEM
PÚBLICA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. As
razões do agravo regimental não atacam todos os fundamentos
da decisão monocrática, o que atrai a aplicação da Súmula STF
284. 2. Se a questão constitucional invocada no Recurso
Extraordinário não foi objeto de debate e decisão no acórdão
recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do
prequestionamento, imprescindível para o conhecimento do
apelo extremo, inclusive para as matérias de ordem pública.
Precedentes. 3. Decisão fundamentada, embora contrária aos
interesses da parte, não configura negativa de prestação
jurisdicional. Precedentes. 4. O Recurso Extraordinário é
incabível quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 731.255 AGR / RJ
existente, ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise
da legislação infraconstitucional. 5. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI nº 823.893/MG-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 4/4/11).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ALEGAÇÃO
DE
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional
impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de
apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da
Súmula 282 do STF. II - Matéria de ordem pública não afasta a
necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo
regimental improvido” (AI nº 633.188/MG-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
31/10/07).
“REPERCUSSÃO GERAL. VÍCIOS PROCESSUAIS E
FORMAIS QUE IMPEDEM A REGULAR FORMAÇÃO E
TRAMITAÇÃO DO RECURSO. PREJUÍZO DO EXAME DAS
QUESTÕES DE FUNDO. INVOCAÇÃO DO DEVER DE
CONHECIMENTO POR OFÍCIO DE MATÉRIA DE ORDEM
PÚBLICA E SOCIAL. NÃO CABIMENTO NO EXAME DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO DE ANULAR A
COBRANÇA DE CONTA DE FORNECIMENTO DE ENERGIA
ELÉTRICA. INCONTÁVEIS ARGUMENTOS. ARGUMENTO
PARCIAL RELATIVO AO ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA.
RAZÕES DE AGRAVO QUE NÃO ATACAM FUNDAMENTO
SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA. INÉPCIA. 1. A
existência de vícios processuais e formais que tornam inviável o
conhecimento e o julgamento de recurso prejudica o exame da
matéria de fundo, de modo que é desnecessário aguardar o
julgamento de matéria similar à qual foi reconhecida a
repercussão geral (art. 323/RISTF). 2. A invocação de normas de
ordem pública ou social não supera deficiência recursal, como a
falta de prequestionamento ou a omissão do argumento nas
2
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existente, ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise
da legislação infraconstitucional. 5. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI nº 823.893/MG-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 4/4/11).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ALEGAÇÃO
DE
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional
impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de
apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da
Súmula 282 do STF. II - Matéria de ordem pública não afasta a
necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo
regimental improvido” (AI nº 633.188/MG-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
31/10/07).
“REPERCUSSÃO GERAL. VÍCIOS PROCESSUAIS E
FORMAIS QUE IMPEDEM A REGULAR FORMAÇÃO E
TRAMITAÇÃO DO RECURSO. PREJUÍZO DO EXAME DAS
QUESTÕES DE FUNDO. INVOCAÇÃO DO DEVER DE
CONHECIMENTO POR OFÍCIO DE MATÉRIA DE ORDEM
PÚBLICA E SOCIAL. NÃO CABIMENTO NO EXAME DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO DE ANULAR A
COBRANÇA DE CONTA DE FORNECIMENTO DE ENERGIA
ELÉTRICA. INCONTÁVEIS ARGUMENTOS. ARGUMENTO
PARCIAL RELATIVO AO ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA.
RAZÕES DE AGRAVO QUE NÃO ATACAM FUNDAMENTO
SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA. INÉPCIA. 1. A
existência de vícios processuais e formais que tornam inviável o
conhecimento e o julgamento de recurso prejudica o exame da
matéria de fundo, de modo que é desnecessário aguardar o
julgamento de matéria similar à qual foi reconhecida a
repercussão geral (art. 323/RISTF). 2. A invocação de normas de
ordem pública ou social não supera deficiência recursal, como a
falta de prequestionamento ou a omissão do argumento nas
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 731.255 AGR / RJ
razões recursais (art. 317, § 1º do RISTF). 3. As razões de agravo
regimental não atacam um dos fundamentos suficientes em si
para manter a decisão agravada, no sentido de que a relação
mantida entre a cooperativa de eletrificação e o município
resolvia-se no plano cível ou no plano administrativo, e não em
termos tributários. Insistência na tese tributária da imunidade.
Inépcia. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI nº
601.767/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 23/3/11).
Ademais, colhe-se do acórdão recorrido:
“(....)
O autor e apelante narra ter sofrido acidente de trabalho
que o deixou com lesões permanentes e incapacidade total para
sua atividade laboral. Afirma que o município contratante agiu
com culpa, por tê-lo colocado de serviço em local perigoso e
sem acompanhante, além de não ter feito a comunicação ao
Instituto Nacional de Seguridade Social.
(...)
No tocante à não comunicação do acidente de trabalho ao
INSS, entretanto, melhor sorte assiste ao apelante, pois, embora
haja previsão legal para que o acidentado ou qualquer parente a
faça, cuida-se de faculdade e não ônus, como o é do
empregador.
(...)
Por isto, entendo devida verba reparatória dos danos
morais suportados pelo autor, in re ipsa, a qual fixo em R$
10.000,00 (dez mil reais), com juros legais a contar do evento
danoso e correção monetária, da prolação deste voto.
Além disso, o município tem o dever de ressarcir o autor
pelo prejuízo patrimonial decorrente do não recebimento do
auxílio acidente até a data em que passou a perceber o auxílio
previdenciário, em quantum a ser apurado em fase de
liquidação” (fls. 325/326).
3
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AI 731.255 AGR / RJ
razões recursais (art. 317, § 1º do RISTF). 3. As razões de agravo
regimental não atacam um dos fundamentos suficientes em si
para manter a decisão agravada, no sentido de que a relação
mantida entre a cooperativa de eletrificação e o município
resolvia-se no plano cível ou no plano administrativo, e não em
termos tributários. Insistência na tese tributária da imunidade.
Inépcia. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI nº
601.767/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 23/3/11).
Ademais, colhe-se do acórdão recorrido:
“(....)
O autor e apelante narra ter sofrido acidente de trabalho
que o deixou com lesões permanentes e incapacidade total para
sua atividade laboral. Afirma que o município contratante agiu
com culpa, por tê-lo colocado de serviço em local perigoso e
sem acompanhante, além de não ter feito a comunicação ao
Instituto Nacional de Seguridade Social.
(...)
No tocante à não comunicação do acidente de trabalho ao
INSS, entretanto, melhor sorte assiste ao apelante, pois, embora
haja previsão legal para que o acidentado ou qualquer parente a
faça, cuida-se de faculdade e não ônus, como o é do
empregador.
(...)
Por isto, entendo devida verba reparatória dos danos
morais suportados pelo autor, in re ipsa, a qual fixo em R$
10.000,00 (dez mil reais), com juros legais a contar do evento
danoso e correção monetária, da prolação deste voto.
Além disso, o município tem o dever de ressarcir o autor
pelo prejuízo patrimonial decorrente do não recebimento do
auxílio acidente até a data em que passou a perceber o auxílio
previdenciário, em quantum a ser apurado em fase de
liquidação” (fls. 325/326).
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 731.255 AGR / RJ
Desse modo, no que tange aos fatos ensejadores dos danos morais e
à responsabilidade do ora agravante em indenizá-los, é certo que o
Tribunal de origem fundamentou-se na legislação infraconstitucional
pertinente e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para chegar a
entendimento diverso, seria necessário analisar a referida legislação, bem
como reexaminar o conjunto probatório da causa, o que é inviável em
sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 852.690/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
9/2/12).
“AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido,
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula
279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
707.311/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 2/12/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS E MATERIAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME
DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
Desse modo, no que tange aos fatos ensejadores dos danos morais e
à responsabilidade do ora agravante em indenizá-los, é certo que o
Tribunal de origem fundamentou-se na legislação infraconstitucional
pertinente e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para chegar a
entendimento diverso, seria necessário analisar a referida legislação, bem
como reexaminar o conjunto probatório da causa, o que é inviável em
sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 852.690/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
9/2/12).
“AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido,
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula
279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
707.311/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 2/12/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS E MATERIAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME
DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 731.255 AGR / RJ
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 821.671/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
18/2/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada
pelo acórdão recorrido – ocorrência, na espécie, de dano moral
indenizável – necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. Precedente. II – Agravo regimental
improvido” (AI nº 817.158/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 821.671/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
18/2/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada
pelo acórdão recorrido – ocorrência, na espécie, de dano moral
indenizável – necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. Precedente. II – Agravo regimental
improvido” (AI nº 817.158/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CABO FRIO
ADV.(A/S) : PAULO LAGE BARBOZA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : REGINALDO ROSA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DOS SANTOS GALLO NETTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CABO FRIO
ADV.(A/S) : PAULO LAGE BARBOZA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : REGINALDO ROSA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DOS SANTOS GALLO NETTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2467241
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria de ordem pública. Prequestionamento. Necessidade. Danos morais. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que, ainda que se trate de matéria de ordem pública, é necessário o seu exame na instância de origem para que se viabilize o recurso extraordinário.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur212176
|
- Acórdãos citados: AI 823893 AgR, AI 633188 AgR, AI 601767 AgR, AI 852690 AgR, AI 707311 AgR, AI 821671 AgR, AI 817158 AgR.
Número de páginas: 14.
Análise: 07/08/2012, BMB.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
731255
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 731255 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CABO FRIO
AGDO.(A/S) : REGINALDO ROSA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DOS SANTOS GALLO NETTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO LAGE BARBOZA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CABO FRIO
ADV.(A/S)
:PAULO
LAGE
BARBOZA
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:REGINALDO ROSA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DOS SANTOS GALLO NETTO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria de ordem
pública. Prequestionamento. Necessidade. Danos morais. Ofensa
reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que, ainda que
se trate de matéria de ordem pública, é necessário o seu exame na
instância de origem para que se viabilize o recurso extraordinário.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação
infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns
636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 03/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CABO FRIO
ADV.(A/S)
:PAULO
LAGE
BARBOZA
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:REGINALDO ROSA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DOS SANTOS GALLO NETTO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Município de Cabo Frio interpõe tempestivo agravo regimental (fls.
455 a 457 – fax – e 462 a 464 – original) contra decisão em que se negou
provimento ao agravo de instrumento de fls. 447 a 452, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Município de Cabo Frio interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade aos artigos 2..., 5..., incisos XXXV,
LIV e LV, 37, caput e § 6..., e 93, inciso IX, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Décima
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado:
‘INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS.
VIGIA MUNICIPAL ATINGIDO POR TIROS DURANTE
O EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. CASO FORTUITO, A
ELIDIR O NEXO CAUSAL E A CULPA DO MUNICÍPIO.
NÃO COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO
A INSTITUTO PREVIDENCIÁRIO. ÔNUS DO
EMPREGADOR. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS.
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE CABO FRIO
ADV.(A/S)
:PAULO
LAGE
BARBOZA
DE
OLIVEIRA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:REGINALDO ROSA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DOS SANTOS GALLO NETTO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Município de Cabo Frio interpõe tempestivo agravo regimental (fls.
455 a 457 – fax – e 462 a 464 – original) contra decisão em que se negou
provimento ao agravo de instrumento de fls. 447 a 452, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Município de Cabo Frio interpõe agravo de instrumento
contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
assentado em contrariedade aos artigos 2..., 5..., incisos XXXV,
LIV e LV, 37, caput e § 6..., e 93, inciso IX, da Constituição
Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Décima
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado:
‘INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS.
VIGIA MUNICIPAL ATINGIDO POR TIROS DURANTE
O EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. CASO FORTUITO, A
ELIDIR O NEXO CAUSAL E A CULPA DO MUNICÍPIO.
NÃO COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO
A INSTITUTO PREVIDENCIÁRIO. ÔNUS DO
EMPREGADOR. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14
Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
DEVER DE REPARAR OS PREJUÍZOS MATERIAIS.
COMPENSAÇÃO
EXTRAPATRIMONIAL
COM
R$10.000,00. REFORMA PARCIAL DA SENTENÇA, COM
PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO’ (fl. 337).
Opostos embargos de declaração (fls. 341 a 346), foram
rejeitados (fls. 349/350).
Alega o recorrente que ‘a não comunicação à previdência,
uma simples falha administrativa, não poderia ter gerado dano
moral, menos ainda, no exorbitante montante fixado, de 10.000
reais’ (fl. 385).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
DEVER DE REPARAR OS PREJUÍZOS MATERIAIS.
COMPENSAÇÃO
EXTRAPATRIMONIAL
COM
R$10.000,00. REFORMA PARCIAL DA SENTENÇA, COM
PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO’ (fl. 337).
Opostos embargos de declaração (fls. 341 a 346), foram
rejeitados (fls. 349/350).
Alega o recorrente que ‘a não comunicação à previdência,
uma simples falha administrativa, não poderia ter gerado dano
moral, menos ainda, no exorbitante montante fixado, de 10.000
reais’ (fl. 385).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Não houve negativa de prestação jurisdicional, uma vez
que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão
do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas
razões de decidir.
Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14
Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos
decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo
então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu
suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ
de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que a afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos
decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14
Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
No que tange aos fatos ensejadores dos danos morais e à
responsabilidade do recorrente em indenizá-los, o acórdão
recorrido, baseou seu convencimento a partir do conjunto
probatório que permeia a lide.
Nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas n 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE FATOS
E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de
1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2...,
c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil’ (AI n 601.443/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULA 279
DO Supremo Tribunal Federal. I - A apreciação do recurso extraordinário
demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a
incidência da Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
No que tange aos fatos ensejadores dos danos morais e à
responsabilidade do recorrente em indenizá-los, o acórdão
recorrido, baseou seu convencimento a partir do conjunto
probatório que permeia a lide.
Nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional
pertinente e o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas n 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE FATOS
E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de
1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2...,
c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de
Processo Civil’ (AI n 601.443/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULA 279
DO Supremo Tribunal Federal. I - A apreciação do recurso extraordinário
demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a
incidência da Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental
4
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Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
improvido’ (AI n 634.072/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 22/6/07).
‘1.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia de natureza infraconstitucional (Código de
Defesa do Consumidor), decidida com base em fatos e
provas, de reexame vedado no recurso extraordinário:
incidência, mutatis mutandis, das Súmula 636 e Súmula
279. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação
jurisdicional ou de violação do art. 5..., XXXV e LV, da
Constituição Federal’ (AI n 597.064/BA-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
20/10/06).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. NORMA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. Controvérsia decidida à luz de normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do
Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 556.757/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de
12/5/06).
Ressalte-se, ademais, que no tocante à fixação do quantum
indenizatório, igualmente, não prospera o apelo, tendo em vista
que a jurisprudência desta Corte entende que esse ponto,
também, está restrito ao reexame das provas dos autos,
operação vedada em sede de recurso extraordinário. Nesse
sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. DANOS MORAIS. REVISÃO DO QUANTUM
DEVIDO. IMPOSSIBILIDADE. VEDAÇÃO DA SÚMULA
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
improvido’ (AI n 634.072/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 22/6/07).
‘1.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia de natureza infraconstitucional (Código de
Defesa do Consumidor), decidida com base em fatos e
provas, de reexame vedado no recurso extraordinário:
incidência, mutatis mutandis, das Súmula 636 e Súmula
279. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação
jurisdicional ou de violação do art. 5..., XXXV e LV, da
Constituição Federal’ (AI n 597.064/BA-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
20/10/06).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. NORMA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. Controvérsia decidida à luz de normas
infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do
Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do
recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 556.757/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de
12/5/06).
Ressalte-se, ademais, que no tocante à fixação do quantum
indenizatório, igualmente, não prospera o apelo, tendo em vista
que a jurisprudência desta Corte entende que esse ponto,
também, está restrito ao reexame das provas dos autos,
operação vedada em sede de recurso extraordinário. Nesse
sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. DANOS MORAIS. REVISÃO DO QUANTUM
DEVIDO. IMPOSSIBILIDADE. VEDAÇÃO DA SÚMULA
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
279/Supremo Tribunal Federal. O Tribunal a quo manteve a sentença que
considerou devida a indenização pleiteada pela autora.
Para se chegar a conclusão diversa, seria necessário
reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do
recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se
nega provimento’ (AI n 637.098/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 23/5/08).
‘Recurso extraordinário: descabimento: pretensão ao
reexame de valor arbitrado de indenização por dano
moral, que implica revolvimento de matéria de fato e
exame de prova, (Súmula 279). 2. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: falta de prequestionamento da matéria
constitucional suscitada no Recurso Extraordinário (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 6...)(Súmula
282)’ (AI n 437.637/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04).
‘Embargos de declaração conhecidos como agravo
regimental. - Esta Corte já firmou o entendimento de que
não cabem embargos de declaração contra decisão
monocrática, devendo eles ser conhecidos como agravo
regimental. - O artigo 5..., V, da Constituição assegura a
indenização por dano moral, mas não estabelece os
parâmetros para a fixação do valor que, caso a caso, será
capaz de dar satisfação à dor que o caracteriza, razão por
que o exame dessa fixação não se situa no plano
constitucional. Embargos de declaração conhecidos como
agravo regimental, a que se nega provimento’ (AI n
345.911/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Moreira Alves, DJ de 14/6/02).
No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões
monocráticas: Recurso Extraordinário n 447.672/MG, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ de 28/3/08, AI n 622.768/GO, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJ de 10/4/08, e Recurso Extraordinário n 558.735/RJ,
6
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
279/Supremo Tribunal Federal. O Tribunal a quo manteve a sentença que
considerou devida a indenização pleiteada pela autora.
Para se chegar a conclusão diversa, seria necessário
reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do
recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se
nega provimento’ (AI n 637.098/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 23/5/08).
‘Recurso extraordinário: descabimento: pretensão ao
reexame de valor arbitrado de indenização por dano
moral, que implica revolvimento de matéria de fato e
exame de prova, (Súmula 279). 2. Recurso extraordinário:
inadmissibilidade: falta de prequestionamento da matéria
constitucional suscitada no Recurso Extraordinário (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 6...)(Súmula
282)’ (AI n 437.637/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04).
‘Embargos de declaração conhecidos como agravo
regimental. - Esta Corte já firmou o entendimento de que
não cabem embargos de declaração contra decisão
monocrática, devendo eles ser conhecidos como agravo
regimental. - O artigo 5..., V, da Constituição assegura a
indenização por dano moral, mas não estabelece os
parâmetros para a fixação do valor que, caso a caso, será
capaz de dar satisfação à dor que o caracteriza, razão por
que o exame dessa fixação não se situa no plano
constitucional. Embargos de declaração conhecidos como
agravo regimental, a que se nega provimento’ (AI n
345.911/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Moreira Alves, DJ de 14/6/02).
No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões
monocráticas: Recurso Extraordinário n 447.672/MG, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ de 28/3/08, AI n 622.768/GO, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJ de 10/4/08, e Recurso Extraordinário n 558.735/RJ,
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Relatório
AI 731.255 AGR / RJ
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 29/8/07.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Aduz o agravante, in verbis, que:
“(...) o assunto em pauta representa repercussão geral de
questão constitucional, posto que o acórdão objeto do presente
recurso apresenta vícios de ordem pública, notadamente em
relação ao julgamento extra petita, condenando o ente público
ao pagamento de danos morais mesmo sem ter havido pedido
do autor neste sentido.
Reconhecer que a condenação em verba indenizatória
ultrapassa o pedido formulado pelo autor, não necessita de
reapreciação de prova” (fl. 463).
É o relatório.
7
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 29/8/07.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.”
Aduz o agravante, in verbis, que:
“(...) o assunto em pauta representa repercussão geral de
questão constitucional, posto que o acórdão objeto do presente
recurso apresenta vícios de ordem pública, notadamente em
relação ao julgamento extra petita, condenando o ente público
ao pagamento de danos morais mesmo sem ter havido pedido
do autor neste sentido.
Reconhecer que a condenação em verba indenizatória
ultrapassa o pedido formulado pelo autor, não necessita de
reapreciação de prova” (fl. 463).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
No tocante à questão suscitada pelo agravante de que o julgamento
no Tribunal de origem teria sido extra petita – uma vez que o autor, ora
agravado, não teria formulado pedido de condenação do ente público ao
pagamento de danos morais –, é certo que tal questão não foi debatida
nas instâncias ordinárias, carecendo, portanto, do necessário
prequestionamento.
Ressalte-se que é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de
que, ainda que se trate de matéria de ordem pública, há a necessidade de
seu exame na instância de origem para que se viabilize o recurso
extraordinário. Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
MATÉRIA
CRIMINAL.
AGRAVO
REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal
284. PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA DE ORDEM
PÚBLICA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. As
razões do agravo regimental não atacam todos os fundamentos
da decisão monocrática, o que atrai a aplicação da Súmula Supremo Tribunal Federal
284. 2. Se a questão constitucional invocada no Recurso
Extraordinário não foi objeto de debate e decisão no acórdão
recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do
prequestionamento, imprescindível para o conhecimento do
apelo extremo, inclusive para as matérias de ordem pública.
Precedentes. 3. Decisão fundamentada, embora contrária aos
interesses da parte, não configura negativa de prestação
jurisdicional. Precedentes. 4. O Recurso Extraordinário é
incabível quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
No tocante à questão suscitada pelo agravante de que o julgamento
no Tribunal de origem teria sido extra petita – uma vez que o autor, ora
agravado, não teria formulado pedido de condenação do ente público ao
pagamento de danos morais –, é certo que tal questão não foi debatida
nas instâncias ordinárias, carecendo, portanto, do necessário
prequestionamento.
Ressalte-se que é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de
que, ainda que se trate de matéria de ordem pública, há a necessidade de
seu exame na instância de origem para que se viabilize o recurso
extraordinário. Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
MATÉRIA
CRIMINAL.
AGRAVO
REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal
284. PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA DE ORDEM
PÚBLICA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. As
razões do agravo regimental não atacam todos os fundamentos
da decisão monocrática, o que atrai a aplicação da Súmula Supremo Tribunal Federal
284. 2. Se a questão constitucional invocada no Recurso
Extraordinário não foi objeto de debate e decisão no acórdão
recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do
prequestionamento, imprescindível para o conhecimento do
apelo extremo, inclusive para as matérias de ordem pública.
Precedentes. 3. Decisão fundamentada, embora contrária aos
interesses da parte, não configura negativa de prestação
jurisdicional. Precedentes. 4. O Recurso Extraordinário é
incabível quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 731.255 AGR / RJ
existente, ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise
da legislação infraconstitucional. 5. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI n 823.893/MG-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 4/4/11).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ALEGAÇÃO
DE
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional
impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de
apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da
Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. II - Matéria de ordem pública não afasta a
necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo
regimental improvido” (AI n 633.188/MG-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
31/10/07).
“REPERCUSSÃO GERAL. VÍCIOS PROCESSUAIS E
FORMAIS QUE IMPEDEM A REGULAR FORMAÇÃO E
TRAMITAÇÃO DO RECURSO. PREJUÍZO DO EXAME DAS
QUESTÕES DE FUNDO. INVOCAÇÃO DO DEVER DE
CONHECIMENTO POR OFÍCIO DE MATÉRIA DE ORDEM
PÚBLICA E SOCIAL. NÃO CABIMENTO NO EXAME DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO DE ANULAR A
COBRANÇA DE CONTA DE FORNECIMENTO DE ENERGIA
ELÉTRICA. INCONTÁVEIS ARGUMENTOS. ARGUMENTO
PARCIAL RELATIVO AO ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA.
RAZÕES DE AGRAVO QUE NÃO ATACAM FUNDAMENTO
SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA. INÉPCIA. 1. A
existência de vícios processuais e formais que tornam inviável o
conhecimento e o julgamento de recurso prejudica o exame da
matéria de fundo, de modo que é desnecessário aguardar o
julgamento de matéria similar à qual foi reconhecida a
repercussão geral (art. 323/RISTF). 2. A invocação de normas de
ordem pública ou social não supera deficiência recursal, como a
falta de prequestionamento ou a omissão do argumento nas
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
existente, ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise
da legislação infraconstitucional. 5. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI n 823.893/MG-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 4/4/11).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
ALEGAÇÃO
DE
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULA 282. I - A questão constitucional
impugnada no recurso extraordinário não foi objeto de
apreciação do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da
Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. II - Matéria de ordem pública não afasta a
necessidade do prequestionamento da questão. III - Agravo
regimental improvido” (AI n 633.188/MG-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
31/10/07).
“REPERCUSSÃO GERAL. VÍCIOS PROCESSUAIS E
FORMAIS QUE IMPEDEM A REGULAR FORMAÇÃO E
TRAMITAÇÃO DO RECURSO. PREJUÍZO DO EXAME DAS
QUESTÕES DE FUNDO. INVOCAÇÃO DO DEVER DE
CONHECIMENTO POR OFÍCIO DE MATÉRIA DE ORDEM
PÚBLICA E SOCIAL. NÃO CABIMENTO NO EXAME DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO DE ANULAR A
COBRANÇA DE CONTA DE FORNECIMENTO DE ENERGIA
ELÉTRICA. INCONTÁVEIS ARGUMENTOS. ARGUMENTO
PARCIAL RELATIVO AO ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA.
RAZÕES DE AGRAVO QUE NÃO ATACAM FUNDAMENTO
SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA. INÉPCIA. 1. A
existência de vícios processuais e formais que tornam inviável o
conhecimento e o julgamento de recurso prejudica o exame da
matéria de fundo, de modo que é desnecessário aguardar o
julgamento de matéria similar à qual foi reconhecida a
repercussão geral (art. 323/RISTF). 2. A invocação de normas de
ordem pública ou social não supera deficiência recursal, como a
falta de prequestionamento ou a omissão do argumento nas
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 731.255 AGR / RJ
razões recursais (art. 317, § 1... do RISTF). 3. As razões de agravo
regimental não atacam um dos fundamentos suficientes em si
para manter a decisão agravada, no sentido de que a relação
mantida entre a cooperativa de eletrificação e o município
resolvia-se no plano cível ou no plano administrativo, e não em
termos tributários. Insistência na tese tributária da imunidade.
Inépcia. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI n
601.767/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 23/3/11).
Ademais, colhe-se do acórdão recorrido:
“(....)
O autor e apelante narra ter sofrido acidente de trabalho
que o deixou com lesões permanentes e incapacidade total para
sua atividade laboral. Afirma que o município contratante agiu
com culpa, por tê-lo colocado de serviço em local perigoso e
sem acompanhante, além de não ter feito a comunicação ao
Instituto Nacional de Seguridade Social.
(...)
No tocante à não comunicação do acidente de trabalho ao
INSS, entretanto, melhor sorte assiste ao apelante, pois, embora
haja previsão legal para que o acidentado ou qualquer parente a
faça, cuida-se de faculdade e não ônus, como o é do
empregador.
(...)
Por isto, entendo devida verba reparatória dos danos
morais suportados pelo autor, in re ipsa, a qual fixo em R$
10.000,00 (dez mil reais), com juros legais a contar do evento
danoso e correção monetária, da prolação deste voto.
Além disso, o município tem o dever de ressarcir o autor
pelo prejuízo patrimonial decorrente do não recebimento do
auxílio acidente até a data em que passou a perceber o auxílio
previdenciário, em quantum a ser apurado em fase de
liquidação” (fls. 325/326).
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
razões recursais (art. 317, § 1... do RISTF). 3. As razões de agravo
regimental não atacam um dos fundamentos suficientes em si
para manter a decisão agravada, no sentido de que a relação
mantida entre a cooperativa de eletrificação e o município
resolvia-se no plano cível ou no plano administrativo, e não em
termos tributários. Insistência na tese tributária da imunidade.
Inépcia. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI n
601.767/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 23/3/11).
Ademais, colhe-se do acórdão recorrido:
“(....)
O autor e apelante narra ter sofrido acidente de trabalho
que o deixou com lesões permanentes e incapacidade total para
sua atividade laboral. Afirma que o município contratante agiu
com culpa, por tê-lo colocado de serviço em local perigoso e
sem acompanhante, além de não ter feito a comunicação ao
Instituto Nacional de Seguridade Social.
(...)
No tocante à não comunicação do acidente de trabalho ao
INSS, entretanto, melhor sorte assiste ao apelante, pois, embora
haja previsão legal para que o acidentado ou qualquer parente a
faça, cuida-se de faculdade e não ônus, como o é do
empregador.
(...)
Por isto, entendo devida verba reparatória dos danos
morais suportados pelo autor, in re ipsa, a qual fixo em R$
10.000,00 (dez mil reais), com juros legais a contar do evento
danoso e correção monetária, da prolação deste voto.
Além disso, o município tem o dever de ressarcir o autor
pelo prejuízo patrimonial decorrente do não recebimento do
auxílio acidente até a data em que passou a perceber o auxílio
previdenciário, em quantum a ser apurado em fase de
liquidação” (fls. 325/326).
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 731.255 AGR / RJ
Desse modo, no que tange aos fatos ensejadores dos danos morais e
à responsabilidade do ora agravante em indenizá-los, é certo que o
Tribunal de origem fundamentou-se na legislação infraconstitucional
pertinente e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para chegar a
entendimento diverso, seria necessário analisar a referida legislação, bem
como reexaminar o conjunto probatório da causa, o que é inviável em
sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 852.690/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
9/2/12).
“AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido,
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula
279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
707.311/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 2/12/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS E MATERIAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME
DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2459220.
Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
Desse modo, no que tange aos fatos ensejadores dos danos morais e
à responsabilidade do ora agravante em indenizá-los, é certo que o
Tribunal de origem fundamentou-se na legislação infraconstitucional
pertinente e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para chegar a
entendimento diverso, seria necessário analisar a referida legislação, bem
como reexaminar o conjunto probatório da causa, o que é inviável em
sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 852.690/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
9/2/12).
“AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido,
seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado
na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula
279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
707.311/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 2/12/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS E MATERIAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME
DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 731.255 AGR / RJ
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 821.671/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
18/2/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada
pelo acórdão recorrido – ocorrência, na espécie, de dano moral
indenizável – necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedente. II – Agravo regimental
improvido” (AI n 817.158/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 731.255 AGR / RJ
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 821.671/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
18/2/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada
pelo acórdão recorrido – ocorrência, na espécie, de dano moral
indenizável – necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedente. II – Agravo regimental
improvido” (AI n 817.158/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CABO FRIO
ADV.(A/S) : PAULO LAGE BARBOZA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : REGINALDO ROSA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DOS SANTOS GALLO NETTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 731.255
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CABO FRIO
ADV.(A/S) : PAULO LAGE BARBOZA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : REGINALDO ROSA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DOS SANTOS GALLO NETTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 731 . 255",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 731 . 255",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 731 . 255",
"AI 731 . 255 AGR",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"AI n 594 . 887 / SP",
"AI 731 . 255",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"AI n 601 . 443 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"Súmulas",
"AI n 601 . 443 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AI n 634 . 072 / RJ - AgR",
"AI n 597 . 064 / BA - AgR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 556 . 757 / RJ - AgR",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AI n 634 . 072 / RJ - AgR",
"AI n 597 . 064 / BA - AgR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 556 . 757 / RJ - AgR",
"AI 731 . 255",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 637 . 098 / RJ - AgR",
"AI n 437 . 637 / SP - AgR",
"AI n 345 . 911 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 447 . 672 / MG",
"AI n 622 . 768 / GO",
"Recurso Extraordinário n 558 . 735 / RJ",
"AI 731 . 255 AGR / RJ 279",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 637 . 098 / RJ - AgR",
"AI n 437 . 637 / SP - AgR",
"AI n 345 . 911 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 447 . 672 / MG",
"AI n 622 . 768 / GO",
"Recurso Extraordinário n 558 . 735 / RJ",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 731 . 255",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AI n 823 . 893 / MG - AgR",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 633 . 188 / MG - AgR",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AI n 823 . 893 / MG - AgR",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 633 . 188 / MG - AgR",
"AI 731 . 255 AGR /",
"AI n 601 . 767 / SC - AgR",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AI n 601 . 767 / SC - AgR",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 852 . 690 / RS - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 707 . 311 / ES - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 731 . 255 AGR",
"Súmulas ns 636",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 852 . 690 / RS - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 707 . 311 / ES - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AI n 821 . 671 / SP - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 817 . 158 / SP - AgR",
"AI 731 . 255 AGR / RJ",
"AI n 821 . 671 / SP - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 817 . 158 / SP - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 731 . 255",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 731 . 255"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , incisos XXXV , LIV e LV , 37 , caput e § 6 . . . , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 557 , § 2 . . . , c /",
"arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Defesa do Consumidor",
"art . 5 . . . , XXXV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Defesa do Consumidor",
"art . 5 . . . , XXXV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 37 , § 6 . .",
"artigo 5 . . . , V , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 37 , § 6 . . .",
"artigo 5 . . . , V , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 323 / RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 317 , § 1 . . . do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"MUNICÍPIO DE CABO FRIO",
"Município de Cabo Frio",
"RIO DE JANEIRO",
"Município de Cabo Frio",
"Município de Cabo Frio",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Décima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"INSTITUTO PREVIDENCIÁRIO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Décima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"279",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RJ",
"Segunda Turma",
"Instituto Nacional de Seguridade Social",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Instituto Nacional de Seguridade Social",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"PAULO LAGE BARBOZA DE OLIVEIRA",
"REGINALDO ROSA",
"ELIZABETH DOS SANTOS GALLO NETTO",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"PAULO LAGE BARBOZA DE OLIVEIRA",
"REGINALDO ROSA",
"ELIZABETH DOS SANTOS GALLO NETTO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"PAULO LAGE BARBOZA DE OLIVEIRA",
"REGINALDO ROSA",
"ELIZABETH DOS SANTOS GALLO NETTO",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"Sepúlveda Pertence",
"Moreira Alves",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Sepúlveda Pertence",
"Moreira Alves",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"PAULO LAGE BARBOZA DE OLIVEIRA",
"REGINALDO ROSA",
"ELIZABETH DOS SANTOS GALLO NETTO",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"PAULO LAGE BARBOZA DE OLIVEIRA",
"REGINALDO ROSA",
"ELIZABETH DOS SANTOS GALLO NETTO",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"06",
"18",
"/",
"5",
"/",
"01",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"06",
"18",
"/",
"5",
"/",
"01",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"6",
"/",
"07",
"20",
"/",
"10",
"/",
"06",
"12",
"/",
"5",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"6",
"/",
"07",
"20",
"/",
"10",
"/",
"06",
"12",
"/",
"5",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"5",
"/",
"08",
"7",
"/",
"5",
"/",
"04",
"14",
"/",
"6",
"/",
"02",
"28",
"/",
"3",
"/",
"08",
"10",
"/",
"4",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"5",
"/",
"08",
"7",
"/",
"5",
"/",
"04",
"14",
"/",
"6",
"/",
"02",
"28",
"/",
"3",
"/",
"08",
"10",
"/",
"4",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"8",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"8",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"4",
"/",
"11",
"31",
"/",
"10",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"4",
"/",
"11",
"31",
"/",
"10",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"3",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"3",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"2",
"/",
"12",
"2",
"/",
"12",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"2",
"/",
"12",
"2",
"/",
"12",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"2",
"/",
"11",
"22",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"2",
"/",
"11",
"22",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito
Administrativo. 3. Incorporação de parcela remuneratória relativa a
quintos. Servidor do Executivo cedido ao Poder Judiciário. 4. Matéria
regida no artigo 10 da Lei 8.911/1994. Controvérsia de índole
infraconstitucional. Incidência das súmulas 279 e 636. 5. Ausência de
violação do artigo 97 da Constituição Federal. 6. Carência de argumentos
capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se
nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2584757.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se agravo
regimental contra decisão de fls. 386-388, que negou provimento a agravo
de instrumento, com fundamento na Súmula 280.
Confira-se o teor da decisão agravada:
(…)
Não assiste razão à agravante.
No presente caso, o acórdão recorrido, ora agravado,
decidiu a questão interpretando o direito infraconstitucional, ou
seja, a Lei n. 8.911/1994. Logo, se houvesse ofensa ao texto
constitucional, essa não seria frontal e direta, mas reflexa. Para
se concluir de forma diversa, seria necessária a análise prévia
da legislação estadual, que atrairia o óbice da Súmula 280 do
STF.
Nesse sentido, destaca-se o AI- AgR 766.633, Rel. Min
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 30.4.2010, que trata de caso
idêntico ao do presente recurso, ementado nos seguintes
termos:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO CEDIDO. FUNÇÃO COMISSIONADA.
INCORPORAÇÃO DE QUINTOS. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se agravo
regimental contra decisão de fls. 386-388, que negou provimento a agravo
de instrumento, com fundamento na Súmula 280.
Confira-se o teor da decisão agravada:
(…)
Não assiste razão à agravante.
No presente caso, o acórdão recorrido, ora agravado,
decidiu a questão interpretando o direito infraconstitucional, ou
seja, a Lei n. 8.911/1994. Logo, se houvesse ofensa ao texto
constitucional, essa não seria frontal e direta, mas reflexa. Para
se concluir de forma diversa, seria necessária a análise prévia
da legislação estadual, que atrairia o óbice da Súmula 280 do
STF.
Nesse sentido, destaca-se o AI- AgR 766.633, Rel. Min
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 30.4.2010, que trata de caso
idêntico ao do presente recurso, ementado nos seguintes
termos:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO CEDIDO. FUNÇÃO COMISSIONADA.
INCORPORAÇÃO DE QUINTOS. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
AI 728.728 AGR / DF
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Inexistência de declaração de inconstitucionalidade pelo
Tribunal a quo. Não há falar em ofensa ao art. 97 da
Constituição da República nem em incidência da Súmula
Vinculante 10 do Supremo Tribunal’.
Não há, pois, o que prover quanto às alegações da
agravante.
No agravo regimental, insiste-se no processamento do
extraordinário, ao argumento de que teria ocorrido afronta ao art. 97 da
Constituição Federal. Dessa forma, em síntese, sustenta-se:
Efetivamente, a decisão tomada pela 5ª Turma do Superior
Tribunal de Justiça desconsidera integralmente a regra jurídica
contida no art. 10, § 1°, da Lei n. 8.911/94, o que se pode
perceber pela simples leitura da ementa do acórdão:
‘Administrativo. Processual civil. Análise de
dispositivos constitucionais. Impossibilidade na via do
especial. Servidores públicos. Incorporação de quintos.
Servidores do Poder Executivo cedidos ao Poder
Judiciário. Desempenho de função comissionada. Redução
de parcela incorporada ao fundamento de correlação de
cargos. Impossibilidade. Incorporação com base na
função efetivamente exercida. Precedentes.
(...)
2. Esta Corte firmou o entendimento no sentido de
que é vedada a redução dos valores incorporados a título
de quintos/décimos, ao fundamento de ser necessário
efetuar a correlação entre as funções dos diferentes
Poderes, pois o servidor tem direito à incorporação dos
quintos/décimos relativamente à função efetivamente
exercida.
3. Agravo regimental desprovido.’
Ora, o Supremo Tribunal Federal vem entendendo que a
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 728.728 AGR / DF
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Inexistência de declaração de inconstitucionalidade pelo
Tribunal a quo. Não há falar em ofensa ao art. 97 da
Constituição da República nem em incidência da Súmula
Vinculante 10 do Supremo Tribunal’.
Não há, pois, o que prover quanto às alegações da
agravante.
No agravo regimental, insiste-se no processamento do
extraordinário, ao argumento de que teria ocorrido afronta ao art. 97 da
Constituição Federal. Dessa forma, em síntese, sustenta-se:
Efetivamente, a decisão tomada pela 5ª Turma do Superior
Tribunal de Justiça desconsidera integralmente a regra jurídica
contida no art. 10, § 1°, da Lei n. 8.911/94, o que se pode
perceber pela simples leitura da ementa do acórdão:
‘Administrativo. Processual civil. Análise de
dispositivos constitucionais. Impossibilidade na via do
especial. Servidores públicos. Incorporação de quintos.
Servidores do Poder Executivo cedidos ao Poder
Judiciário. Desempenho de função comissionada. Redução
de parcela incorporada ao fundamento de correlação de
cargos. Impossibilidade. Incorporação com base na
função efetivamente exercida. Precedentes.
(...)
2. Esta Corte firmou o entendimento no sentido de
que é vedada a redução dos valores incorporados a título
de quintos/décimos, ao fundamento de ser necessário
efetuar a correlação entre as funções dos diferentes
Poderes, pois o servidor tem direito à incorporação dos
quintos/décimos relativamente à função efetivamente
exercida.
3. Agravo regimental desprovido.’
Ora, o Supremo Tribunal Federal vem entendendo que a
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 728.728 AGR / DF
‘desconsideração de preceito infraconstitucional’ só pode dar-se
com observância da cláusula de reserva de Plenário prevista no
art. 97 da Constituição da República (fl. 396).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 728.728 AGR / DF
‘desconsideração de preceito infraconstitucional’ só pode dar-se
com observância da cláusula de reserva de Plenário prevista no
art. 97 da Constituição da República (fl. 396).
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte, que se firmou
no sentido de ser inadmissível, na via extraordinária, rever a
interpretação dada pelo Tribunal a quo à legislação infraconstitucional.
Acrescente-se que, no caso, o acórdão recorrido não afastou a
incidência da legislação infraconstitucional, cingindo-se a interpretá-la,
motivo pelo qual não se verifica ofensa ao artigo 97 da Constituição
Federal.
Assim, a discussão sobre o acerto ou desacerto da aplicação de
norma infraconstitucional (art. 10 da Lei 8.911/1994), bem como acerca da
percepção dos fatos e da condição funcional das partes implicadas, não
viabiliza o processamento do recurso extraordinário, consoante os óbices
previstos nas súmulas 279 e 636 deste Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
CEDIDO. FUNÇÃO COMISSIONADA. INCORPORAÇÃO DE
QUINTOS. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL.
ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO.
AGRAVO IMPROVIDO. I – O acórdão recorrido dirimiu a
questão dos autos com base na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inadmissível o RE, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria reflexa. II - Não há violação ao
princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte, que se firmou
no sentido de ser inadmissível, na via extraordinária, rever a
interpretação dada pelo Tribunal a quo à legislação infraconstitucional.
Acrescente-se que, no caso, o acórdão recorrido não afastou a
incidência da legislação infraconstitucional, cingindo-se a interpretá-la,
motivo pelo qual não se verifica ofensa ao artigo 97 da Constituição
Federal.
Assim, a discussão sobre o acerto ou desacerto da aplicação de
norma infraconstitucional (art. 10 da Lei 8.911/1994), bem como acerca da
percepção dos fatos e da condição funcional das partes implicadas, não
viabiliza o processamento do recurso extraordinário, consoante os óbices
previstos nas súmulas 279 e 636 deste Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
CEDIDO. FUNÇÃO COMISSIONADA. INCORPORAÇÃO DE
QUINTOS. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL.
ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO.
AGRAVO IMPROVIDO. I – O acórdão recorrido dirimiu a
questão dos autos com base na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inadmissível o RE, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria reflexa. II - Não há violação ao
princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 728.728 AGR / DF
apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la
inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em
fundamentos extraídos da Lei Maior. III – Agravo regimental
improvido. (AI-AgR 754.877 Rel. Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe 24.6.2011)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 728.728 AGR / DF
apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la
inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em
fundamentos extraídos da Lei Maior. III – Agravo regimental
improvido. (AI-AgR 754.877 Rel. Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe 24.6.2011)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622999
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2634486
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-27T00:00:00
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A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
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AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
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Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Administrativo. 3. Incorporação de parcela remuneratória relativa a quintos. Servidor do Executivo cedido ao Poder Judiciário. 4. Matéria regida no artigo 10 da Lei 8.911/1994. Controvérsia de índole infraconstitucional. Incidência das súmulas 279 e 636. 5. Ausência de violação do artigo 97 da Constituição Federal. 6. Carência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.
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sjur213630
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- Acórdão citado: AI 754877 AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 31/08/2012, AMS.
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GILMAR MENDES
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Segunda Turma
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728728
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[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00097 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-008911 ANO-1994\r\n ART-00010 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
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acordaos
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AI 728728 AgR
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[
""
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AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
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[
""
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Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito
Administrativo. 3. Incorporação de parcela remuneratória relativa a
quintos. Servidor do Executivo cedido ao Poder Judiciário. 4. Matéria
regida no artigo 10 da Lei 8.911/1994. Controvérsia de índole
infraconstitucional. Incidência das súmulas 279 e 636. 5. Ausência de
violação do artigo 97 da Constituição Federal. 6. Carência de argumentos
capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se
nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2584757.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se agravo
regimental contra decisão de fls. 386-388, que negou provimento a agravo
de instrumento, com fundamento na Súmula 280.
Confira-se o teor da decisão agravada:
(…)
Não assiste razão à agravante.
No presente caso, o acórdão recorrido, ora agravado,
decidiu a questão interpretando o direito infraconstitucional, ou
seja, a Lei n. 8.911/1994. Logo, se houvesse ofensa ao texto
constitucional, essa não seria frontal e direta, mas reflexa. Para
se concluir de forma diversa, seria necessária a análise prévia
da legislação estadual, que atrairia o óbice da Súmula 280 do
Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, destaca-se o AI- AgR 766.633, Rel. Min
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 30.4.2010, que trata de caso
idêntico ao do presente recurso, ementado nos seguintes
termos:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO CEDIDO. FUNÇÃO COMISSIONADA.
INCORPORAÇÃO DE QUINTOS. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2584758.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se agravo
regimental contra decisão de fls. 386-388, que negou provimento a agravo
de instrumento, com fundamento na Súmula 280.
Confira-se o teor da decisão agravada:
(…)
Não assiste razão à agravante.
No presente caso, o acórdão recorrido, ora agravado,
decidiu a questão interpretando o direito infraconstitucional, ou
seja, a Lei n. 8.911/1994. Logo, se houvesse ofensa ao texto
constitucional, essa não seria frontal e direta, mas reflexa. Para
se concluir de forma diversa, seria necessária a análise prévia
da legislação estadual, que atrairia o óbice da Súmula 280 do
Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, destaca-se o AI- AgR 766.633, Rel. Min
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 30.4.2010, que trata de caso
idêntico ao do presente recurso, ementado nos seguintes
termos:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO CEDIDO. FUNÇÃO COMISSIONADA.
INCORPORAÇÃO DE QUINTOS. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
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Relatório
AI 728.728 AGR / DF
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Inexistência de declaração de inconstitucionalidade pelo
Tribunal a quo. Não há falar em ofensa ao art. 97 da
Constituição da República nem em incidência da Súmula
Vinculante 10 do Supremo Tribunal’.
Não há, pois, o que prover quanto às alegações da
agravante.
No agravo regimental, insiste-se no processamento do
extraordinário, ao argumento de que teria ocorrido afronta ao art. 97 da
Constituição Federal. Dessa forma, em síntese, sustenta-se:
Efetivamente, a decisão tomada pela 5... Turma do Superior
Tribunal de Justiça desconsidera integralmente a regra jurídica
contida no art. 10, § 1..., da Lei n. 8.911/94, o que se pode
perceber pela simples leitura da ementa do acórdão:
‘Administrativo. Processual civil. Análise de
dispositivos constitucionais. Impossibilidade na via do
especial. Servidores públicos. Incorporação de quintos.
Servidores do Poder Executivo cedidos ao Poder
Judiciário. Desempenho de função comissionada. Redução
de parcela incorporada ao fundamento de correlação de
cargos. Impossibilidade. Incorporação com base na
função efetivamente exercida. Precedentes.
(...)
2. Esta Corte firmou o entendimento no sentido de
que é vedada a redução dos valores incorporados a título
de quintos/décimos, ao fundamento de ser necessário
efetuar a correlação entre as funções dos diferentes
Poderes, pois o servidor tem direito à incorporação dos
quintos/décimos relativamente à função efetivamente
exercida.
3. Agravo regimental desprovido.’
Ora, o Supremo Tribunal Federal vem entendendo que a
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 728.728 AGR / DF
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Inexistência de declaração de inconstitucionalidade pelo
Tribunal a quo. Não há falar em ofensa ao art. 97 da
Constituição da República nem em incidência da Súmula
Vinculante 10 do Supremo Tribunal’.
Não há, pois, o que prover quanto às alegações da
agravante.
No agravo regimental, insiste-se no processamento do
extraordinário, ao argumento de que teria ocorrido afronta ao art. 97 da
Constituição Federal. Dessa forma, em síntese, sustenta-se:
Efetivamente, a decisão tomada pela 5... Turma do Superior
Tribunal de Justiça desconsidera integralmente a regra jurídica
contida no art. 10, § 1..., da Lei n. 8.911/94, o que se pode
perceber pela simples leitura da ementa do acórdão:
‘Administrativo. Processual civil. Análise de
dispositivos constitucionais. Impossibilidade na via do
especial. Servidores públicos. Incorporação de quintos.
Servidores do Poder Executivo cedidos ao Poder
Judiciário. Desempenho de função comissionada. Redução
de parcela incorporada ao fundamento de correlação de
cargos. Impossibilidade. Incorporação com base na
função efetivamente exercida. Precedentes.
(...)
2. Esta Corte firmou o entendimento no sentido de
que é vedada a redução dos valores incorporados a título
de quintos/décimos, ao fundamento de ser necessário
efetuar a correlação entre as funções dos diferentes
Poderes, pois o servidor tem direito à incorporação dos
quintos/décimos relativamente à função efetivamente
exercida.
3. Agravo regimental desprovido.’
Ora, o Supremo Tribunal Federal vem entendendo que a
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 728.728 AGR / DF
‘desconsideração de preceito infraconstitucional’ só pode dar-se
com observância da cláusula de reserva de Plenário prevista no
art. 97 da Constituição da República (fl. 396).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 728.728 AGR / DF
‘desconsideração de preceito infraconstitucional’ só pode dar-se
com observância da cláusula de reserva de Plenário prevista no
art. 97 da Constituição da República (fl. 396).
É o relatório.
3
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte, que se firmou
no sentido de ser inadmissível, na via extraordinária, rever a
interpretação dada pelo Tribunal a quo à legislação infraconstitucional.
Acrescente-se que, no caso, o acórdão recorrido não afastou a
incidência da legislação infraconstitucional, cingindo-se a interpretá-la,
motivo pelo qual não se verifica ofensa ao artigo 97 da Constituição
Federal.
Assim, a discussão sobre o acerto ou desacerto da aplicação de
norma infraconstitucional (art. 10 da Lei 8.911/1994), bem como acerca da
percepção dos fatos e da condição funcional das partes implicadas, não
viabiliza o processamento do recurso extraordinário, consoante os óbices
previstos nas súmulas 279 e 636 deste Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
CEDIDO. FUNÇÃO COMISSIONADA. INCORPORAÇÃO DE
QUINTOS. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL.
ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO.
AGRAVO IMPROVIDO. I – O acórdão recorrido dirimiu a
questão dos autos com base na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria reflexa. II - Não há violação ao
princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a
decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte, que se firmou
no sentido de ser inadmissível, na via extraordinária, rever a
interpretação dada pelo Tribunal a quo à legislação infraconstitucional.
Acrescente-se que, no caso, o acórdão recorrido não afastou a
incidência da legislação infraconstitucional, cingindo-se a interpretá-la,
motivo pelo qual não se verifica ofensa ao artigo 97 da Constituição
Federal.
Assim, a discussão sobre o acerto ou desacerto da aplicação de
norma infraconstitucional (art. 10 da Lei 8.911/1994), bem como acerca da
percepção dos fatos e da condição funcional das partes implicadas, não
viabiliza o processamento do recurso extraordinário, consoante os óbices
previstos nas súmulas 279 e 636 deste Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
CEDIDO. FUNÇÃO COMISSIONADA. INCORPORAÇÃO DE
QUINTOS. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL.
ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO.
AGRAVO IMPROVIDO. I – O acórdão recorrido dirimiu a
questão dos autos com base na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria reflexa. II - Não há violação ao
princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
AI 728.728 AGR / DF
apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la
inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em
fundamentos extraídos da Lei Maior. III – Agravo regimental
improvido. (AI-AgR 754.877 Rel. Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe 24.6.2011)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 728.728 AGR / DF
apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la
inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em
fundamentos extraídos da Lei Maior. III – Agravo regimental
improvido. (AI-AgR 754.877 Rel. Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe 24.6.2011)
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 728.728
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : THAIS ALVES RABELO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 728 . 728",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 728 . 728",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR 766 . 633",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR 766 . 633",
"AI 728 . 728 AGR / DF REGIMENTAL",
"Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal ’",
"AI 728 . 728 AGR / DF",
"Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal ’",
"AI 728 . 728 AGR / DF",
"AI 728 . 728 AGR / DF",
"INSTRUMENTO 728 . 728",
"súmulas 279",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 728 . 728",
"súmulas 279",
"AI 728 . 728 AGR",
"AI",
"-",
"AgR 754 . 877",
"AI 728 . 728 AGR",
"AI",
"-",
"AgR 754 . 877",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 728 . 728"
],
"LEGISLACAO": [
"artigo 10 da Lei 8 . 911 / 1994",
"artigo 97 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 8 . 911 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 8 . 911 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 97 da Constituição da República",
"art . 97 da Constituição Federal",
"art . 10 , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 911 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 97 da Constituição da República",
"art . 97 da Constituição Federal",
"art . 10 , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 911 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 97 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 97 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Constituição Federal",
"art . 10 da Lei 8 . 911 / 1994",
"ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Constituição Federal",
"art . 10 da Lei 8 . 911 / 1994",
"ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"5",
".",
". . Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
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"UNIÃO",
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"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
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"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"THAIS ALVES RABELO",
"IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"THAIS ALVES RABELO",
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"THAIS ALVES RABELO",
"IBANEIS ROCHA BARROS JÚNIOR",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
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"Joaquim Barbosa",
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"TEMPO": [
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"/",
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"/",
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"14 de agosto de 2012",
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"/",
"2001",
"27",
"/",
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"/",
"2012",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
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"08",
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"2001",
"14",
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"08",
"/",
"2012",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"6",
".",
"2011",
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"6",
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"2011",
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"08",
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"08",
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"24",
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"08",
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".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S)
:GILBERTO DE SOUZA SÁ
EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Concurso
público. Nomeação. Preterição. Tempo presumido. Contagem.
Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão
fundada em jurisprudência assente na Corte.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2613934.
Supremo Tribunal Federal
DJe 28/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S)
:GILBERTO DE SOUZA SÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO teor seguinte:
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
suporte na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição
Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito
Federal e dos Territórios. Acórdão assim ementado (fls. 79):
‘EMBARGOS INFRINGENTES ADMINISTRATIVO.
PROVIMENTO EM CARGO PÚBLICO. EQUÍVOCOS DA
ADMINISTRAÇÃO. PRETENSÃO DE RECEBER
RETROATIVAMENTE VANTAGENS FUNCIONAIS A
REGRA GERAL INADMITE A FICÇÃO JURÍDICA
COMO FORMA DE CONTAGEM DE TEMPO DE
SERVIÇO PÚBLICO. EMBARGOS REJEITADOS.
O exercício é que determina o momento em que o
servidor passa a desempenhar legalmente suas funções e
adquire direito às vantagens do cargo bem como as
prestações pecuniárias, não sendo admitida ficção jurídica
quanto à data de nomeação’.
2. Pois bem, o recorrente alega ofensa aos incisos I, II e IV
do art. 37 da Magna Carta Federal, bem como à Súmula 15/STF.
Sustenta que tem direito à retificação do ato de sua nomeação para
que figure, na ordem de antigüidade (inversamente do que está
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S)
:GILBERTO DE SOUZA SÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO teor seguinte:
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
suporte na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição
Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito
Federal e dos Territórios. Acórdão assim ementado (fls. 79):
‘EMBARGOS INFRINGENTES ADMINISTRATIVO.
PROVIMENTO EM CARGO PÚBLICO. EQUÍVOCOS DA
ADMINISTRAÇÃO. PRETENSÃO DE RECEBER
RETROATIVAMENTE VANTAGENS FUNCIONAIS A
REGRA GERAL INADMITE A FICÇÃO JURÍDICA
COMO FORMA DE CONTAGEM DE TEMPO DE
SERVIÇO PÚBLICO. EMBARGOS REJEITADOS.
O exercício é que determina o momento em que o
servidor passa a desempenhar legalmente suas funções e
adquire direito às vantagens do cargo bem como as
prestações pecuniárias, não sendo admitida ficção jurídica
quanto à data de nomeação’.
2. Pois bem, o recorrente alega ofensa aos incisos I, II e IV
do art. 37 da Magna Carta Federal, bem como à Súmula 15/STF.
Sustenta que tem direito à retificação do ato de sua nomeação para
que figure, na ordem de antigüidade (inversamente do que está
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
RE 572.476 AGR / DF
ocorrendo) na posição imediatamente superior a do candidato Cesar
Roberto Rodrigues da Silva, que, como já está esclarecido acima, foi
nomeado por ato desobediente a ordem de classificação do concurso.
Tudo com os efeitos retroativos devidos, inclusive para promoção, para
aposentadoria, enfim, para usufruir da situação jurídica vigente na
época da nomeação irregular (sic, fls. 115).
3. Tenho que a insurgência merece parcial acolhida. No
caso, a instância judicante de origem assentou que o autor [ora
recorrente] foi preterido na nomeação para ocupar o cargo de
Professor Nível III, Classe Única, Administração, da Carreira de
Magistério Público do Distrito Federal (fls. 71). Isso não obstante,
indeferiu o pedido de retificação do ato administrativo, por
entender que não é possível […] admitir-se a ficção jurídica que em
determinada data ocorrera a posse, ocorrera serviço, ocorrera exercício,
prestação de serviço e a contrapartida, inclusive para fins
previdenciários (fls. 75).
4. Ora, os fatos motivadores do ato administrativo que
resultou na preterição do recorrido se deram em momento
anterior à edição da Emenda Constitucional 20/1998. É dizer: a
ele não se aplica a regra constitucional que passou a vedar a
contagem de tempo fictício.
5. No mesmo sentido, vejam-se os AIs 540.075-AgR, da
relatoria da ministra Cármen Lúcia; e 597.176, da relatoria do
ministro Ricardo Lewandowski; bem como os REs 551.887, da
relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 576.489, da relatoria
da ministra Ellen Gracie; e 570.958, da minha relatoria.
Com essas considerações, e frente ao caput do art. 557 do
CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, dou parcial provimento ao
recurso. O que faço para que o Tribunal de origem prossiga no
julgamento da causa, afastada a vedação de contagem de tempo
de serviço fictício. No particularizado caso destes autos, a
apuração dos ônus da sucumbência é de ser feita pelo Juízo da
execução (RE 437.483-ED-AgR, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence)” (fls. 180-181).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 572.476 AGR / DF
ocorrendo) na posição imediatamente superior a do candidato Cesar
Roberto Rodrigues da Silva, que, como já está esclarecido acima, foi
nomeado por ato desobediente a ordem de classificação do concurso.
Tudo com os efeitos retroativos devidos, inclusive para promoção, para
aposentadoria, enfim, para usufruir da situação jurídica vigente na
época da nomeação irregular (sic, fls. 115).
3. Tenho que a insurgência merece parcial acolhida. No
caso, a instância judicante de origem assentou que o autor [ora
recorrente] foi preterido na nomeação para ocupar o cargo de
Professor Nível III, Classe Única, Administração, da Carreira de
Magistério Público do Distrito Federal (fls. 71). Isso não obstante,
indeferiu o pedido de retificação do ato administrativo, por
entender que não é possível […] admitir-se a ficção jurídica que em
determinada data ocorrera a posse, ocorrera serviço, ocorrera exercício,
prestação de serviço e a contrapartida, inclusive para fins
previdenciários (fls. 75).
4. Ora, os fatos motivadores do ato administrativo que
resultou na preterição do recorrido se deram em momento
anterior à edição da Emenda Constitucional 20/1998. É dizer: a
ele não se aplica a regra constitucional que passou a vedar a
contagem de tempo fictício.
5. No mesmo sentido, vejam-se os AIs 540.075-AgR, da
relatoria da ministra Cármen Lúcia; e 597.176, da relatoria do
ministro Ricardo Lewandowski; bem como os REs 551.887, da
relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 576.489, da relatoria
da ministra Ellen Gracie; e 570.958, da minha relatoria.
Com essas considerações, e frente ao caput do art. 557 do
CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, dou parcial provimento ao
recurso. O que faço para que o Tribunal de origem prossiga no
julgamento da causa, afastada a vedação de contagem de tempo
de serviço fictício. No particularizado caso destes autos, a
apuração dos ônus da sucumbência é de ser feita pelo Juízo da
execução (RE 437.483-ED-AgR, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence)” (fls. 180-181).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Relatório
RE 572.476 AGR / DF
razões expostas às fls. 185-189, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 572.476 AGR / DF
razões expostas às fls. 185-189, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3º e 4º, e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem desrespeitadas
nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes de lhes autorizar
revisão ou reconsideração. De modo que o inconformismo sistemático,
manifestado em recursos carentes de fundamentos novos, pode ser visto
como abuso do poder recursal.
2. Isso posto, nego provimento ao agravo.
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3º e 4º, e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem desrespeitadas
nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes de lhes autorizar
revisão ou reconsideração. De modo que o inconformismo sistemático,
manifestado em recursos carentes de fundamentos novos, pode ser visto
como abuso do poder recursal.
2. Isso posto, nego provimento ao agravo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S) : GILBERTO DE SOUZA SÁ
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S) : GILBERTO DE SOUZA SÁ
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2641852
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-28T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Concurso público. Nomeação. Preterição. Tempo presumido. Contagem. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.
|
sjur213648
|
Número de páginas: 6.
Análise: 05/09/2012, MLM.
|
CEZAR PELUSO
|
Segunda Turma
|
572476
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00544 PAR-00003 PAR-00004 ART-00557\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 572476 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S) : GILBERTO DE SOUZA SÁ
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
|
[
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] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S)
:GILBERTO DE SOUZA SÁ
EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Concurso
público. Nomeação. Preterição. Tempo presumido. Contagem.
Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão
fundada em jurisprudência assente na Corte.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 28/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S)
:GILBERTO DE SOUZA SÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO teor seguinte:
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
suporte na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição
Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito
Federal e dos Territórios. Acórdão assim ementado (fls. 79):
‘EMBARGOS INFRINGENTES ADMINISTRATIVO.
PROVIMENTO EM CARGO PÚBLICO. EQUÍVOCOS DA
ADMINISTRAÇÃO. PRETENSÃO DE RECEBER
RETROATIVAMENTE VANTAGENS FUNCIONAIS A
REGRA GERAL INADMITE A FICÇÃO JURÍDICA
COMO FORMA DE CONTAGEM DE TEMPO DE
SERVIÇO PÚBLICO. EMBARGOS REJEITADOS.
O exercício é que determina o momento em que o
servidor passa a desempenhar legalmente suas funções e
adquire direito às vantagens do cargo bem como as
prestações pecuniárias, não sendo admitida ficção jurídica
quanto à data de nomeação’.
2. Pois bem, o recorrente alega ofensa aos incisos I, II e IV
do art. 37 da Magna Carta Federal, bem como à Súmula 15/Supremo Tribunal Federal.
Sustenta que tem direito à retificação do ato de sua nomeação para
que figure, na ordem de antigüidade (inversamente do que está
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S)
:GILBERTO DE SOUZA SÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO teor seguinte:
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
suporte na alínea a do inciso III do art. 102 da Constituição
Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito
Federal e dos Territórios. Acórdão assim ementado (fls. 79):
‘EMBARGOS INFRINGENTES ADMINISTRATIVO.
PROVIMENTO EM CARGO PÚBLICO. EQUÍVOCOS DA
ADMINISTRAÇÃO. PRETENSÃO DE RECEBER
RETROATIVAMENTE VANTAGENS FUNCIONAIS A
REGRA GERAL INADMITE A FICÇÃO JURÍDICA
COMO FORMA DE CONTAGEM DE TEMPO DE
SERVIÇO PÚBLICO. EMBARGOS REJEITADOS.
O exercício é que determina o momento em que o
servidor passa a desempenhar legalmente suas funções e
adquire direito às vantagens do cargo bem como as
prestações pecuniárias, não sendo admitida ficção jurídica
quanto à data de nomeação’.
2. Pois bem, o recorrente alega ofensa aos incisos I, II e IV
do art. 37 da Magna Carta Federal, bem como à Súmula 15/Supremo Tribunal Federal.
Sustenta que tem direito à retificação do ato de sua nomeação para
que figure, na ordem de antigüidade (inversamente do que está
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
Recurso Extraordinário 572.476 AGR / DF
ocorrendo) na posição imediatamente superior a do candidato Cesar
Roberto Rodrigues da Silva, que, como já está esclarecido acima, foi
nomeado por ato desobediente a ordem de classificação do concurso.
Tudo com os efeitos retroativos devidos, inclusive para promoção, para
aposentadoria, enfim, para usufruir da situação jurídica vigente na
época da nomeação irregular (sic, fls. 115).
3. Tenho que a insurgência merece parcial acolhida. No
caso, a instância judicante de origem assentou que o autor [ora
recorrente] foi preterido na nomeação para ocupar o cargo de
Professor Nível III, Classe Única, Administração, da Carreira de
Magistério Público do Distrito Federal (fls. 71). Isso não obstante,
indeferiu o pedido de retificação do ato administrativo, por
entender que não é possível […] admitir-se a ficção jurídica que em
determinada data ocorrera a posse, ocorrera serviço, ocorrera exercício,
prestação de serviço e a contrapartida, inclusive para fins
previdenciários (fls. 75).
4. Ora, os fatos motivadores do ato administrativo que
resultou na preterição do recorrido se deram em momento
anterior à edição da Emenda Constitucional 20/1998. É dizer: a
ele não se aplica a regra constitucional que passou a vedar a
contagem de tempo fictício.
5. No mesmo sentido, vejam-se os AIs 540.075-AgR, da
relatoria da ministra Cármen Lúcia; e 597.176, da relatoria do
ministro Ricardo Lewandowski; bem como os REs 551.887, da
relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 576.489, da relatoria
da ministra Ellen Gracie; e 570.958, da minha relatoria.
Com essas considerações, e frente ao caput do art. 557 do
Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, dou parcial provimento ao
recurso. O que faço para que o Tribunal de origem prossiga no
julgamento da causa, afastada a vedação de contagem de tempo
de serviço fictício. No particularizado caso destes autos, a
apuração dos ônus da sucumbência é de ser feita pelo Juízo da
execução (Recurso Extraordinário 437.483-ED-AgR, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence)” (fls. 180-181).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 572.476 AGR / DF
ocorrendo) na posição imediatamente superior a do candidato Cesar
Roberto Rodrigues da Silva, que, como já está esclarecido acima, foi
nomeado por ato desobediente a ordem de classificação do concurso.
Tudo com os efeitos retroativos devidos, inclusive para promoção, para
aposentadoria, enfim, para usufruir da situação jurídica vigente na
época da nomeação irregular (sic, fls. 115).
3. Tenho que a insurgência merece parcial acolhida. No
caso, a instância judicante de origem assentou que o autor [ora
recorrente] foi preterido na nomeação para ocupar o cargo de
Professor Nível III, Classe Única, Administração, da Carreira de
Magistério Público do Distrito Federal (fls. 71). Isso não obstante,
indeferiu o pedido de retificação do ato administrativo, por
entender que não é possível […] admitir-se a ficção jurídica que em
determinada data ocorrera a posse, ocorrera serviço, ocorrera exercício,
prestação de serviço e a contrapartida, inclusive para fins
previdenciários (fls. 75).
4. Ora, os fatos motivadores do ato administrativo que
resultou na preterição do recorrido se deram em momento
anterior à edição da Emenda Constitucional 20/1998. É dizer: a
ele não se aplica a regra constitucional que passou a vedar a
contagem de tempo fictício.
5. No mesmo sentido, vejam-se os AIs 540.075-AgR, da
relatoria da ministra Cármen Lúcia; e 597.176, da relatoria do
ministro Ricardo Lewandowski; bem como os REs 551.887, da
relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 576.489, da relatoria
da ministra Ellen Gracie; e 570.958, da minha relatoria.
Com essas considerações, e frente ao caput do art. 557 do
Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, dou parcial provimento ao
recurso. O que faço para que o Tribunal de origem prossiga no
julgamento da causa, afastada a vedação de contagem de tempo
de serviço fictício. No particularizado caso destes autos, a
apuração dos ônus da sucumbência é de ser feita pelo Juízo da
execução (Recurso Extraordinário 437.483-ED-AgR, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence)” (fls. 180-181).
A parte recorrente pede seja reconsiderada a decisão agravada, pelas
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Relatório
Recurso Extraordinário 572.476 AGR / DF
razões expostas às fls. 185-189, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 572.476 AGR / DF
razões expostas às fls. 185-189, com o consequente provimento do
recurso.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3... e 4..., e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem desrespeitadas
nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes de lhes autorizar
revisão ou reconsideração. De modo que o inconformismo sistemático,
manifestado em recursos carentes de fundamentos novos, pode ser visto
como abuso do poder recursal.
2. Isso posto, nego provimento ao agravo.
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A parte agravante não logrou convelir os fundamentos da decisão
agravada, os quais, tendo resumido o entendimento assente da Corte,
subsistem invulneráveis aos argumentos do recurso, que nada
acrescentaram à compreensão e ao desate da quaestio iuris.
É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 544, §§ 3... e 4..., e no
art. 557, ambos do Código de Processo Civil, desvela o grau da
autoridade que o ordenamento jurídico atribui, em nome da segurança
jurídica, às súmulas e, posto que não sumulada, à jurisprudência
dominante, sobretudo desta Corte, as quais não podem desrespeitadas
nem controvertidas sem graves razões jurídicas capazes de lhes autorizar
revisão ou reconsideração. De modo que o inconformismo sistemático,
manifestado em recursos carentes de fundamentos novos, pode ser visto
como abuso do poder recursal.
2. Isso posto, nego provimento ao agravo.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S) : GILBERTO DE SOUZA SÁ
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572.476
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI
ADV.(A/S) : GILBERTO DE SOUZA SÁ
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572 . 476",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572 . 476",
"Súmula 15 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572 . 476",
"Súmula 15 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 572 . 476 AGR / DF",
"AIs 540 . 075 - AgR",
"597",
".",
"176",
"REs 551 . 887",
"576",
".",
"489",
"570",
".",
"958",
"Recurso Extraordinário 437 . 483 - ED - AgR",
"Recurso Extraordinário 572 . 476",
"AIs 540 . 075 - AgR",
"597",
".",
"176",
"REs 551 . 887",
"570",
".",
"Recurso Extraordinário 437 . 483 - ED - AgR",
"Recurso Extraordinário 572 . 476 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 572 . 476 AGR / DF",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572 . 476",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572 . 476",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 572 . 476"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea a do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana",
"incisos I , II e IV do art . 37 da Magna Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea a do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana",
"incisos I , II e IV do art . 37 da Magna Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"§ 1 . . . do art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . . ,",
"art . 557 , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 ,",
"art . 557 , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CEZAR PELUSO",
"SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI",
"GILBERTO DE SOUZA SÁ",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI",
"GILBERTO DE SOUZA SÁ",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI",
"GILBERTO DE SOUZA SÁ",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"Cesar Roberto Rodrigues da Silva",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"Cesar Roberto Rodrigues da Silva",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"Sepúlveda Pertence",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI",
"GILBERTO DE SOUZA SÁ",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"CEZAR PELUSO",
"SEBASTIÃO VICENTE ZAWADZKI",
"GILBERTO DE SOUZA SÁ",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S)
:TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Pensão por morte de
ex-combatente falecido após a promulgação da Constituição Federal de
1988 e antes da edição da Lei nº 8.059/90. Reversão do benefício à filha
previsto na Lei nº 4.242/63 a filha. Possibilidade.
1. A pensão especial por morte de ex-combatente rege-se pelas leis
vigentes à data do óbito do instituidor.
2. A Constituição Federal de 1988 não definiu os critérios para o
enquadramento de dependente de ex-combatente, motivo pelo qual a
legislação pretérita vigorou até a edição da Lei nº 8.059/90, que
disciplinou o disposto no inciso III do art. 53 do ADCT.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2458127.
Supremo Tribunal Federal
DJe 06/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S)
:TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 105 a 113) contra
decisão (fls. 98 a 100) mediante a qual dei provimento ao recurso
extraordinário, para conceder a segurança, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Maria Auxiliadora de Almeida Silva interpõe recurso
extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão da Quinta Turma Especializada
do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, assim ementado:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. PENSÃO ESPECIAL DE EX-
COMBATENTE. FILHA MAIOR DE VINTE E UM ANOS.
DESCABIMENTO, NO CASO. ART. 53, INCISO III, DO
A.D.C.T/88. LEI Nº 8.095/90. LEI Nº 4242/63.
I – A Lei nº 8.059/90, relativamente às filhas maiores
de vinte e um anos, apenas garantiu direito adquirido das
pensionistas que já vinham recebendo o benefício, na
forma da Lei 4.242/63 que, em seu art. 30, previa a
concessão da pensão apenas aos ex-combatentes que não
podiam prover os próprios meios de subsistência e não
percebiam qualquer importância dos cofres públicos, o
que não era o caso do pai da impetrante.
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S)
:TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 105 a 113) contra
decisão (fls. 98 a 100) mediante a qual dei provimento ao recurso
extraordinário, para conceder a segurança, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Maria Auxiliadora de Almeida Silva interpõe recurso
extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão da Quinta Turma Especializada
do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, assim ementado:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. PENSÃO ESPECIAL DE EX-
COMBATENTE. FILHA MAIOR DE VINTE E UM ANOS.
DESCABIMENTO, NO CASO. ART. 53, INCISO III, DO
A.D.C.T/88. LEI Nº 8.095/90. LEI Nº 4242/63.
I – A Lei nº 8.059/90, relativamente às filhas maiores
de vinte e um anos, apenas garantiu direito adquirido das
pensionistas que já vinham recebendo o benefício, na
forma da Lei 4.242/63 que, em seu art. 30, previa a
concessão da pensão apenas aos ex-combatentes que não
podiam prover os próprios meios de subsistência e não
percebiam qualquer importância dos cofres públicos, o
que não era o caso do pai da impetrante.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
RE 518.885 AGR / RJ
II – A Constituição Federal de 1988 ampliou
substancialmente os direitos do ex-combatente, pois além
de elevar o valor da pensão de segundo sargento para
segundo-tenente, deixou de condicionar a concessão à sua
incapacidade, permitindo, ainda, a acumulação do
benefício com outro de natureza previdenciária, recebido
até mesmo dos cofres públicos. Relativamente à
dependente filha, entretanto, ocorreu uma sensível
limitação de direitos, pois deixa ela, nos termos do art. 5º
da Lei nº 8.059/90, de receber a pensão ao completar vinte
e um anos de idade, se não for inválida.
III – Ressalva do art. 17 da Lei nº 8.059/90 não
aplicável ao caso, eis que a impetrante nunca teve direito
de receber a pensão prevista no art. 30 da Lei 4.242/63.
IV – Remessa necessária e apelação providas’ (fl. 69).
Alega a recorrente violação do artigo 53 do Ato de
Disposições Transitórias, uma vez que ‘o pai das impetrantes,
instituidor do benefício perquerido, faleceu em momento em
que a legislação de regência era a constante da Lei 4242/63, fato
que, em decorrência da posição do Pretório Excelso, assegura
indubitavelmente o direito à percepção da pensão especial de
ex-combatente correspondente a de segundo-sargento das
forças armadas, em homenagem ao preceito constitucional do
direito adquirido’ (fl. 72).
Contra-arrazoado (fl. 74 a 76), o recurso extraordinário
(fls. 71/72) foi admitido (fls. 82/83).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 20/4/06, conforme expresso na certidão de folha
não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão
geral das questões constitucionais trazidas no recurso
extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no
Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação merece prosperar, uma vez que a
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 518.885 AGR / RJ
II – A Constituição Federal de 1988 ampliou
substancialmente os direitos do ex-combatente, pois além
de elevar o valor da pensão de segundo sargento para
segundo-tenente, deixou de condicionar a concessão à sua
incapacidade, permitindo, ainda, a acumulação do
benefício com outro de natureza previdenciária, recebido
até mesmo dos cofres públicos. Relativamente à
dependente filha, entretanto, ocorreu uma sensível
limitação de direitos, pois deixa ela, nos termos do art. 5º
da Lei nº 8.059/90, de receber a pensão ao completar vinte
e um anos de idade, se não for inválida.
III – Ressalva do art. 17 da Lei nº 8.059/90 não
aplicável ao caso, eis que a impetrante nunca teve direito
de receber a pensão prevista no art. 30 da Lei 4.242/63.
IV – Remessa necessária e apelação providas’ (fl. 69).
Alega a recorrente violação do artigo 53 do Ato de
Disposições Transitórias, uma vez que ‘o pai das impetrantes,
instituidor do benefício perquerido, faleceu em momento em
que a legislação de regência era a constante da Lei 4242/63, fato
que, em decorrência da posição do Pretório Excelso, assegura
indubitavelmente o direito à percepção da pensão especial de
ex-combatente correspondente a de segundo-sargento das
forças armadas, em homenagem ao preceito constitucional do
direito adquirido’ (fl. 72).
Contra-arrazoado (fl. 74 a 76), o recurso extraordinário
(fls. 71/72) foi admitido (fls. 82/83).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 20/4/06, conforme expresso na certidão de folha
não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão
geral das questões constitucionais trazidas no recurso
extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no
Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação merece prosperar, uma vez que a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
RE 518.885 AGR / RJ
jurisprudência da Corte é firme no sentido de que o direito à
pensão é regido pelas leis vigentes à data do óbito do ex-
combatente, inclusive nos casos em que o benefício é revertido
em razão do falecimento do co-dependente da pensão.
No presente caso, o óbito do instituidor ocorreu em
16/2/89, isto é, quando da vigência do artigo 53 do ADCT, mas
antes da edição da Lei 8.059/90, que veio regulamentar o
dispositivo constitucional. Nesse passo, a análise da qualidade
de dependente da recorrente deve ser feita de acordo com a
legislação então vigente, Leis nº 33.764/60 e 4.262/63, visto que a
revogação desta normas somente após a vigência da Lei nº
8.059/90. Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
nº 696.855/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
02/05/2008; AI nº 637.640/RJ, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 30/05/2007; e AI nº 532.940/RJ, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26/04/2005.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, § 1º-A, do
Código de Processo Civil, dou provimento ao recurso
extraordinário para restabelecer a sentença de primeiro grau
concedeu a segurança pleiteada, inclusive quanto aos ônus da
sucumbência.”
Alega a agravante, em suma, que “a legislação a ser aplicada é a vigente
à época do óbito do ex-combatente, que, por ter ocorrido após a CF/88, é a norma
insculpida no art. 53, inciso III, do ADCT, em virtude de sua eficácia e auto-
aplicabilidade imediata” (fl. 112).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
RE 518.885 AGR / RJ
jurisprudência da Corte é firme no sentido de que o direito à
pensão é regido pelas leis vigentes à data do óbito do ex-
combatente, inclusive nos casos em que o benefício é revertido
em razão do falecimento do co-dependente da pensão.
No presente caso, o óbito do instituidor ocorreu em
16/2/89, isto é, quando da vigência do artigo 53 do ADCT, mas
antes da edição da Lei 8.059/90, que veio regulamentar o
dispositivo constitucional. Nesse passo, a análise da qualidade
de dependente da recorrente deve ser feita de acordo com a
legislação então vigente, Leis nº 33.764/60 e 4.262/63, visto que a
revogação desta normas somente após a vigência da Lei nº
8.059/90. Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
nº 696.855/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
02/05/2008; AI nº 637.640/RJ, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 30/05/2007; e AI nº 532.940/RJ, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26/04/2005.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, § 1º-A, do
Código de Processo Civil, dou provimento ao recurso
extraordinário para restabelecer a sentença de primeiro grau
concedeu a segurança pleiteada, inclusive quanto aos ônus da
sucumbência.”
Alega a agravante, em suma, que “a legislação a ser aplicada é a vigente
à época do óbito do ex-combatente, que, por ter ocorrido após a CF/88, é a norma
insculpida no art. 53, inciso III, do ADCT, em virtude de sua eficácia e auto-
aplicabilidade imediata” (fl. 112).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme ressaltado na decisão agravada, o direito à pensão é
regido pelas leis vigentes à data do óbito do ex-combatente instituidor da
pensão.
Essa orientação jurisprudencial é aplicada, inclusive, nos casos em
que o benefício é revertido à filha, em razão do falecimento de sua mãe,
viúva de ex-combatente que vinha, até então, percebendo a pensão. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. FILHA DE
EX-COMBATENTE. PENSÃO ESPECIAL. REVISÃO DO
VALOR DO BENEFÍCIO CONFORME A LEGISLAÇÃO
VIGENTE À ÉPOCA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR DO
BENEFÍCIO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal,
ao julgar o MS 21.610, da relatoria do ministro Carlos Velloso,
firmou o entendimento de que ‘o direito à pensão do ex-
combatente é regida pela lei vigente por ocasião do óbito
daquele. Tratando-se de reversão do benefício à filha, em razão
do falecimento de sua mãe e viúva do ex-combatente, que vinha
recebendo, a lei a ser considerada é a Lei 4242/63’. 2. Agravo
regimental desprovido” (RE nº 595.118/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 22/6/11).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Pensionista. Ex-combatente. Reversão. Filha. Regência pela
legislação em vigor na data do óbito do ex-combatente. Pensão
correspondente a Segundo Sargento. Lei nº 4.242/63.
Jurisprudência assentada. Ausência de razões novas. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme ressaltado na decisão agravada, o direito à pensão é
regido pelas leis vigentes à data do óbito do ex-combatente instituidor da
pensão.
Essa orientação jurisprudencial é aplicada, inclusive, nos casos em
que o benefício é revertido à filha, em razão do falecimento de sua mãe,
viúva de ex-combatente que vinha, até então, percebendo a pensão. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. FILHA DE
EX-COMBATENTE. PENSÃO ESPECIAL. REVISÃO DO
VALOR DO BENEFÍCIO CONFORME A LEGISLAÇÃO
VIGENTE À ÉPOCA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR DO
BENEFÍCIO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal,
ao julgar o MS 21.610, da relatoria do ministro Carlos Velloso,
firmou o entendimento de que ‘o direito à pensão do ex-
combatente é regida pela lei vigente por ocasião do óbito
daquele. Tratando-se de reversão do benefício à filha, em razão
do falecimento de sua mãe e viúva do ex-combatente, que vinha
recebendo, a lei a ser considerada é a Lei 4242/63’. 2. Agravo
regimental desprovido” (RE nº 595.118/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 22/6/11).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Pensionista. Ex-combatente. Reversão. Filha. Regência pela
legislação em vigor na data do óbito do ex-combatente. Pensão
correspondente a Segundo Sargento. Lei nº 4.242/63.
Jurisprudência assentada. Ausência de razões novas. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 518.885 AGR / RJ
agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2.
RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada
sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-
fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2º, cc. arts. 14, II
e III, e 17, VII, do CPC. Quando abusiva a interposição de
agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o
Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado” (RE
nº 478.577/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJ de 1º/2/08).
No caso dos autos, o direito à pensão militar decorreu de um título
concedido após a Constituição Federal de 1988, haja vista o instituidor da
pensão ter falecido em 16 de fevereiro de 1989.
Assim, a pensão concedida quando do falecimento do ex-combatente
teve por base o art. 53, inciso III, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, que assegurou “em caso de morte, pensão à viúva ou
companheira ou dependente, de forma proporcional, de valor igual à do inciso
anterior”.
Ocorre que, não obstante a norma do ADCT ter estabelecido uma
situação nova, a previsão de uma pensão nova, conforme dispõe o seu
parágrafo único, entendo que deve prevalecer o regime jurídico
antecedente para o fim de conceituação e habilitação do dependente
interessado.
Isso porque a Constituição Federal de 1988 não estabeleceu critérios
para alguém ser enquadrado na condição de dependente, o que veio a ser
realizado somente com a edição da Lei nº 8.059/90.
Desse modo, entre a promulgação da Constituição Federal de 1998 e
a regulamentação dessa disposição transitória, em 1990, existiu uma
lacuna legislativa que não pode ser levada a efeito para prejudicar os
beneficiários dos ex-combatentes falecidos nesse período, haja vista a
preservação da segurança jurídica, sendo, portanto, viável a recepção das
Leis nºs 3.765/60 e 4.242/63 para o fim da definição de quem poderia ser
habilitado como dependente do falecido.
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RE 518.885 AGR / RJ
agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2.
RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada
sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-
fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2º, cc. arts. 14, II
e III, e 17, VII, do CPC. Quando abusiva a interposição de
agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o
Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado” (RE
nº 478.577/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJ de 1º/2/08).
No caso dos autos, o direito à pensão militar decorreu de um título
concedido após a Constituição Federal de 1988, haja vista o instituidor da
pensão ter falecido em 16 de fevereiro de 1989.
Assim, a pensão concedida quando do falecimento do ex-combatente
teve por base o art. 53, inciso III, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, que assegurou “em caso de morte, pensão à viúva ou
companheira ou dependente, de forma proporcional, de valor igual à do inciso
anterior”.
Ocorre que, não obstante a norma do ADCT ter estabelecido uma
situação nova, a previsão de uma pensão nova, conforme dispõe o seu
parágrafo único, entendo que deve prevalecer o regime jurídico
antecedente para o fim de conceituação e habilitação do dependente
interessado.
Isso porque a Constituição Federal de 1988 não estabeleceu critérios
para alguém ser enquadrado na condição de dependente, o que veio a ser
realizado somente com a edição da Lei nº 8.059/90.
Desse modo, entre a promulgação da Constituição Federal de 1998 e
a regulamentação dessa disposição transitória, em 1990, existiu uma
lacuna legislativa que não pode ser levada a efeito para prejudicar os
beneficiários dos ex-combatentes falecidos nesse período, haja vista a
preservação da segurança jurídica, sendo, portanto, viável a recepção das
Leis nºs 3.765/60 e 4.242/63 para o fim da definição de quem poderia ser
habilitado como dependente do falecido.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 518.885 AGR / RJ
Ressalte-se que o intuito do constituinte de prever a concessão da
pensão “à viúva ou companheira ou dependente” não pode cair no vazio ante
a ausência de previsão legal de quem teria o condão de se habilitar como
dependente de ex-combatente, no caso da ausência de viúva ou
companheira, para fins de ser considerado beneficiária da aludida
pensão.
Nesse sentido, ainda, os seguintes precedentes: AI nº 696.855/PR,
relatora a Ministra Cármen Lúcia (DJe de 30/4/08); e RE nº 421.390/RJ,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJ de 5/5/06),
esse último, assim ementado:
“1.Recurso extraordinário: descabimento: debate acerca da
caracterização da recorrida como beneficiária de pensão por
morte de ex-combatente, que não alcança nível constitucional. 2.
Ex-combatente. Pensão por morte. O acórdão recorrido que,
considerando a data do falecimento do ex-combatente, invoca a
L. 4.242/63 - para caracterizar a recorrida como dependente - e o
art. 53, II e III, do ADCT - para deferir a pensão por morte,
harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal,
segundo a qual o direito à pensão especial de ex-combatente
decorre da legislação vigente à época do seu falecimento” (MS
21.610, Velloso, RTJ 175/115; e MS 21.707, Marco Aurélio, RTJ
161/121).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
RE 518.885 AGR / RJ
Ressalte-se que o intuito do constituinte de prever a concessão da
pensão “à viúva ou companheira ou dependente” não pode cair no vazio ante
a ausência de previsão legal de quem teria o condão de se habilitar como
dependente de ex-combatente, no caso da ausência de viúva ou
companheira, para fins de ser considerado beneficiária da aludida
pensão.
Nesse sentido, ainda, os seguintes precedentes: AI nº 696.855/PR,
relatora a Ministra Cármen Lúcia (DJe de 30/4/08); e RE nº 421.390/RJ,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJ de 5/5/06),
esse último, assim ementado:
“1.Recurso extraordinário: descabimento: debate acerca da
caracterização da recorrida como beneficiária de pensão por
morte de ex-combatente, que não alcança nível constitucional. 2.
Ex-combatente. Pensão por morte. O acórdão recorrido que,
considerando a data do falecimento do ex-combatente, invoca a
L. 4.242/63 - para caracterizar a recorrida como dependente - e o
art. 53, II e III, do ADCT - para deferir a pensão por morte,
harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal,
segundo a qual o direito à pensão especial de ex-combatente
decorre da legislação vigente à época do seu falecimento” (MS
21.610, Velloso, RTJ 175/115; e MS 21.707, Marco Aurélio, RTJ
161/121).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S) : TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2467864
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S) : TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2467864
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2483020
| 2012-06-19T00:00:00
| 2012-08-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.6.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Pensão por morte de ex-combatente falecido após a promulgação da Constituição Federal de 1988 e antes da edição da Lei nº 8.059/90. Reversão do benefício à filha previsto na Lei nº 4.242/63 a filha. Possibilidade.
1. A pensão especial por morte de ex-combatente rege-se pelas leis vigentes à data do óbito do instituidor.
2. A Constituição Federal de 1988 não definiu os critérios para o enquadramento de dependente de ex-combatente, motivo pelo qual a legislação pretérita vigorou até a edição da Lei nº 8.059/90, que disciplinou o disposto no inciso III do art. 53 do ADCT.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur212229
|
- Acórdãos citados: RE 595118 AgR, RE 478577 AgR, RE
421390.
- Decisão monocrática citada: AI 696855.
Número de páginas: 8.
Análise: 08/08/2012, MLM.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
518885
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED ADCT ANO-1988\r\n ART-00053 INC-00003 PAR-ÚNICO \r\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-003765 ANO-1960\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-004242 ANO-1963\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-008059 ANO-1990\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 518885 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S) : WANESSA LUIZA DE SOUZA SEABRA E OUTRO(A/S)
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S)
:TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Pensão por morte de
ex-combatente falecido após a promulgação da Constituição Federal de
1988 e antes da edição da Lei n 8.059/90. Reversão do benefício à filha
previsto na Lei n 4.242/63 a filha. Possibilidade.
1. A pensão especial por morte de ex-combatente rege-se pelas leis
vigentes à data do óbito do instituidor.
2. A Constituição Federal de 1988 não definiu os critérios para o
enquadramento de dependente de ex-combatente, motivo pelo qual a
legislação pretérita vigorou até a edição da Lei n 8.059/90, que
disciplinou o disposto no inciso III do art. 53 do ADCT.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de junho de 2012.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 06/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S)
:TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 105 a 113) contra
decisão (fls. 98 a 100) mediante a qual dei provimento ao recurso
extraordinário, para conceder a segurança, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Maria Auxiliadora de Almeida Silva interpõe recurso
extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão da Quinta Turma Especializada
do Tribunal Regional Federal da 2... Região, assim ementado:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. PENSÃO ESPECIAL DE EX-
COMBATENTE. FILHA MAIOR DE VINTE E UM ANOS.
DESCABIMENTO, NO CASO. ART. 53, INCISO III, DO
A.D.C.T/88. LEI n 8.095/90. LEI n 4242/63.
I – A Lei n 8.059/90, relativamente às filhas maiores
de vinte e um anos, apenas garantiu direito adquirido das
pensionistas que já vinham recebendo o benefício, na
forma da Lei 4.242/63 que, em seu art. 30, previa a
concessão da pensão apenas aos ex-combatentes que não
podiam prover os próprios meios de subsistência e não
percebiam qualquer importância dos cofres públicos, o
que não era o caso do pai da impetrante.
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Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S)
:TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
União interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 105 a 113) contra
decisão (fls. 98 a 100) mediante a qual dei provimento ao recurso
extraordinário, para conceder a segurança, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Maria Auxiliadora de Almeida Silva interpõe recurso
extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão da Quinta Turma Especializada
do Tribunal Regional Federal da 2... Região, assim ementado:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. PENSÃO ESPECIAL DE EX-
COMBATENTE. FILHA MAIOR DE VINTE E UM ANOS.
DESCABIMENTO, NO CASO. ART. 53, INCISO III, DO
A.D.C.T/88. LEI n 8.095/90. LEI n 4242/63.
I – A Lei n 8.059/90, relativamente às filhas maiores
de vinte e um anos, apenas garantiu direito adquirido das
pensionistas que já vinham recebendo o benefício, na
forma da Lei 4.242/63 que, em seu art. 30, previa a
concessão da pensão apenas aos ex-combatentes que não
podiam prover os próprios meios de subsistência e não
percebiam qualquer importância dos cofres públicos, o
que não era o caso do pai da impetrante.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 518.885 AGR / RJ
II – A Constituição Federal de 1988 ampliou
substancialmente os direitos do ex-combatente, pois além
de elevar o valor da pensão de segundo sargento para
segundo-tenente, deixou de condicionar a concessão à sua
incapacidade, permitindo, ainda, a acumulação do
benefício com outro de natureza previdenciária, recebido
até mesmo dos cofres públicos. Relativamente à
dependente filha, entretanto, ocorreu uma sensível
limitação de direitos, pois deixa ela, nos termos do art. 5...
da Lei n 8.059/90, de receber a pensão ao completar vinte
e um anos de idade, se não for inválida.
III – Ressalva do art. 17 da Lei n 8.059/90 não
aplicável ao caso, eis que a impetrante nunca teve direito
de receber a pensão prevista no art. 30 da Lei 4.242/63.
IV – Remessa necessária e apelação providas’ (fl. 69).
Alega a recorrente violação do artigo 53 do Ato de
Disposições Transitórias, uma vez que ‘o pai das impetrantes,
instituidor do benefício perquerido, faleceu em momento em
que a legislação de regência era a constante da Lei 4242/63, fato
que, em decorrência da posição do Pretório Excelso, assegura
indubitavelmente o direito à percepção da pensão especial de
ex-combatente correspondente a de segundo-sargento das
forças armadas, em homenagem ao preceito constitucional do
direito adquirido’ (fl. 72).
Contra-arrazoado (fl. 74 a 76), o recurso extraordinário
(fls. 71/72) foi admitido (fls. 82/83).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 20/4/06, conforme expresso na certidão de folha
não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão
geral das questões constitucionais trazidas no recurso
extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no
Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação merece prosperar, uma vez que a
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 518.885 AGR / RJ
II – A Constituição Federal de 1988 ampliou
substancialmente os direitos do ex-combatente, pois além
de elevar o valor da pensão de segundo sargento para
segundo-tenente, deixou de condicionar a concessão à sua
incapacidade, permitindo, ainda, a acumulação do
benefício com outro de natureza previdenciária, recebido
até mesmo dos cofres públicos. Relativamente à
dependente filha, entretanto, ocorreu uma sensível
limitação de direitos, pois deixa ela, nos termos do art. 5...
da Lei n 8.059/90, de receber a pensão ao completar vinte
e um anos de idade, se não for inválida.
III – Ressalva do art. 17 da Lei n 8.059/90 não
aplicável ao caso, eis que a impetrante nunca teve direito
de receber a pensão prevista no art. 30 da Lei 4.242/63.
IV – Remessa necessária e apelação providas’ (fl. 69).
Alega a recorrente violação do artigo 53 do Ato de
Disposições Transitórias, uma vez que ‘o pai das impetrantes,
instituidor do benefício perquerido, faleceu em momento em
que a legislação de regência era a constante da Lei 4242/63, fato
que, em decorrência da posição do Pretório Excelso, assegura
indubitavelmente o direito à percepção da pensão especial de
ex-combatente correspondente a de segundo-sargento das
forças armadas, em homenagem ao preceito constitucional do
direito adquirido’ (fl. 72).
Contra-arrazoado (fl. 74 a 76), o recurso extraordinário
(fls. 71/72) foi admitido (fls. 82/83).
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi
publicado em 20/4/06, conforme expresso na certidão de folha
não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão
geral das questões constitucionais trazidas no recurso
extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no
Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação merece prosperar, uma vez que a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 518.885 AGR / RJ
jurisprudência da Corte é firme no sentido de que o direito à
pensão é regido pelas leis vigentes à data do óbito do ex-
combatente, inclusive nos casos em que o benefício é revertido
em razão do falecimento do co-dependente da pensão.
No presente caso, o óbito do instituidor ocorreu em
16/2/89, isto é, quando da vigência do artigo 53 do ADCT, mas
antes da edição da Lei 8.059/90, que veio regulamentar o
dispositivo constitucional. Nesse passo, a análise da qualidade
de dependente da recorrente deve ser feita de acordo com a
legislação então vigente, Leis n 33.764/60 e 4.262/63, visto que a
revogação desta normas somente após a vigência da Lei n
8.059/90. Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
n 696.855/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
02/05/2008; AI n 637.640/RJ, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 30/05/2007; e AI n 532.940/RJ, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26/04/2005.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, § 1...-A, do
Código de Processo Civil, dou provimento ao recurso
extraordinário para restabelecer a sentença de primeiro grau
concedeu a segurança pleiteada, inclusive quanto aos ônus da
sucumbência.”
Alega a agravante, em suma, que “a legislação a ser aplicada é a vigente
à época do óbito do ex-combatente, que, por ter ocorrido após a Constituição Federal de 1988/88, é a norma
insculpida no art. 53, inciso III, do ADCT, em virtude de sua eficácia e auto-
aplicabilidade imediata” (fl. 112).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 518.885 AGR / RJ
jurisprudência da Corte é firme no sentido de que o direito à
pensão é regido pelas leis vigentes à data do óbito do ex-
combatente, inclusive nos casos em que o benefício é revertido
em razão do falecimento do co-dependente da pensão.
No presente caso, o óbito do instituidor ocorreu em
16/2/89, isto é, quando da vigência do artigo 53 do ADCT, mas
antes da edição da Lei 8.059/90, que veio regulamentar o
dispositivo constitucional. Nesse passo, a análise da qualidade
de dependente da recorrente deve ser feita de acordo com a
legislação então vigente, Leis n 33.764/60 e 4.262/63, visto que a
revogação desta normas somente após a vigência da Lei n
8.059/90. Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI
n 696.855/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
02/05/2008; AI n 637.640/RJ, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 30/05/2007; e AI n 532.940/RJ, Relator o
Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26/04/2005.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, § 1...-A, do
Código de Processo Civil, dou provimento ao recurso
extraordinário para restabelecer a sentença de primeiro grau
concedeu a segurança pleiteada, inclusive quanto aos ônus da
sucumbência.”
Alega a agravante, em suma, que “a legislação a ser aplicada é a vigente
à época do óbito do ex-combatente, que, por ter ocorrido após a Constituição Federal de 1988/88, é a norma
insculpida no art. 53, inciso III, do ADCT, em virtude de sua eficácia e auto-
aplicabilidade imediata” (fl. 112).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme ressaltado na decisão agravada, o direito à pensão é
regido pelas leis vigentes à data do óbito do ex-combatente instituidor da
pensão.
Essa orientação jurisprudencial é aplicada, inclusive, nos casos em
que o benefício é revertido à filha, em razão do falecimento de sua mãe,
viúva de ex-combatente que vinha, até então, percebendo a pensão. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. FILHA DE
EX-COMBATENTE. PENSÃO ESPECIAL. REVISÃO DO
VALOR DO BENEFÍCIO CONFORME A LEGISLAÇÃO
VIGENTE À ÉPOCA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR DO
BENEFÍCIO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal,
ao julgar o MS 21.610, da relatoria do ministro Carlos Velloso,
firmou o entendimento de que ‘o direito à pensão do ex-
combatente é regida pela lei vigente por ocasião do óbito
daquele. Tratando-se de reversão do benefício à filha, em razão
do falecimento de sua mãe e viúva do ex-combatente, que vinha
recebendo, a lei a ser considerada é a Lei 4242/63’. 2. Agravo
regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 595.118/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 22/6/11).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Pensionista. Ex-combatente. Reversão. Filha. Regência pela
legislação em vigor na data do óbito do ex-combatente. Pensão
correspondente a Segundo Sargento. Lei n 4.242/63.
Jurisprudência assentada. Ausência de razões novas. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2281842.
Supremo Tribunal Federal
19/06/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme ressaltado na decisão agravada, o direito à pensão é
regido pelas leis vigentes à data do óbito do ex-combatente instituidor da
pensão.
Essa orientação jurisprudencial é aplicada, inclusive, nos casos em
que o benefício é revertido à filha, em razão do falecimento de sua mãe,
viúva de ex-combatente que vinha, até então, percebendo a pensão. Nesse
sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. FILHA DE
EX-COMBATENTE. PENSÃO ESPECIAL. REVISÃO DO
VALOR DO BENEFÍCIO CONFORME A LEGISLAÇÃO
VIGENTE À ÉPOCA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR DO
BENEFÍCIO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal,
ao julgar o MS 21.610, da relatoria do ministro Carlos Velloso,
firmou o entendimento de que ‘o direito à pensão do ex-
combatente é regida pela lei vigente por ocasião do óbito
daquele. Tratando-se de reversão do benefício à filha, em razão
do falecimento de sua mãe e viúva do ex-combatente, que vinha
recebendo, a lei a ser considerada é a Lei 4242/63’. 2. Agravo
regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 595.118/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 22/6/11).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Pensionista. Ex-combatente. Reversão. Filha. Regência pela
legislação em vigor na data do óbito do ex-combatente. Pensão
correspondente a Segundo Sargento. Lei n 4.242/63.
Jurisprudência assentada. Ausência de razões novas. Decisão
mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 518.885 AGR / RJ
agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2.
RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada
sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-
fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2..., cc. arts. 14, II
e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. Quando abusiva a interposição de
agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o
Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado” (Recurso Extraordinário
n 478.577/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJ de 1.../2/08).
No caso dos autos, o direito à pensão militar decorreu de um título
concedido após a Constituição Federal de 1988, haja vista o instituidor da
pensão ter falecido em 16 de fevereiro de 1989.
Assim, a pensão concedida quando do falecimento do ex-combatente
teve por base o art. 53, inciso III, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, que assegurou “em caso de morte, pensão à viúva ou
companheira ou dependente, de forma proporcional, de valor igual à do inciso
anterior”.
Ocorre que, não obstante a norma do ADCT ter estabelecido uma
situação nova, a previsão de uma pensão nova, conforme dispõe o seu
parágrafo único, entendo que deve prevalecer o regime jurídico
antecedente para o fim de conceituação e habilitação do dependente
interessado.
Isso porque a Constituição Federal de 1988 não estabeleceu critérios
para alguém ser enquadrado na condição de dependente, o que veio a ser
realizado somente com a edição da Lei n 8.059/90.
Desse modo, entre a promulgação da Constituição Federal de 1998 e
a regulamentação dessa disposição transitória, em 1990, existiu uma
lacuna legislativa que não pode ser levada a efeito para prejudicar os
beneficiários dos ex-combatentes falecidos nesse período, haja vista a
preservação da segurança jurídica, sendo, portanto, viável a recepção das
Leis ns 3.765/60 e 4.242/63 para o fim da definição de quem poderia ser
habilitado como dependente do falecido.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 518.885 AGR / RJ
agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2.
RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada
sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-
fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2..., cc. arts. 14, II
e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. Quando abusiva a interposição de
agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o
Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado” (Recurso Extraordinário
n 478.577/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJ de 1.../2/08).
No caso dos autos, o direito à pensão militar decorreu de um título
concedido após a Constituição Federal de 1988, haja vista o instituidor da
pensão ter falecido em 16 de fevereiro de 1989.
Assim, a pensão concedida quando do falecimento do ex-combatente
teve por base o art. 53, inciso III, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, que assegurou “em caso de morte, pensão à viúva ou
companheira ou dependente, de forma proporcional, de valor igual à do inciso
anterior”.
Ocorre que, não obstante a norma do ADCT ter estabelecido uma
situação nova, a previsão de uma pensão nova, conforme dispõe o seu
parágrafo único, entendo que deve prevalecer o regime jurídico
antecedente para o fim de conceituação e habilitação do dependente
interessado.
Isso porque a Constituição Federal de 1988 não estabeleceu critérios
para alguém ser enquadrado na condição de dependente, o que veio a ser
realizado somente com a edição da Lei n 8.059/90.
Desse modo, entre a promulgação da Constituição Federal de 1998 e
a regulamentação dessa disposição transitória, em 1990, existiu uma
lacuna legislativa que não pode ser levada a efeito para prejudicar os
beneficiários dos ex-combatentes falecidos nesse período, haja vista a
preservação da segurança jurídica, sendo, portanto, viável a recepção das
Leis ns 3.765/60 e 4.242/63 para o fim da definição de quem poderia ser
habilitado como dependente do falecido.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 518.885 AGR / RJ
Ressalte-se que o intuito do constituinte de prever a concessão da
pensão “à viúva ou companheira ou dependente” não pode cair no vazio ante
a ausência de previsão legal de quem teria o condão de se habilitar como
dependente de ex-combatente, no caso da ausência de viúva ou
companheira, para fins de ser considerado beneficiária da aludida
pensão.
Nesse sentido, ainda, os seguintes precedentes: AI n 696.855/PR,
relatora a Ministra Cármen Lúcia (DJe de 30/4/08); e Recurso Extraordinário n 421.390/RJ,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJ de 5/5/06),
esse último, assim ementado:
“1.Recurso extraordinário: descabimento: debate acerca da
caracterização da recorrida como beneficiária de pensão por
morte de ex-combatente, que não alcança nível constitucional. 2.
Ex-combatente. Pensão por morte. O acórdão recorrido que,
considerando a data do falecimento do ex-combatente, invoca a
L. 4.242/63 - para caracterizar a recorrida como dependente - e o
art. 53, II e III, do ADCT - para deferir a pensão por morte,
harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal,
segundo a qual o direito à pensão especial de ex-combatente
decorre da legislação vigente à época do seu falecimento” (MS
21.610, Velloso, RTJ 175/115; e MS 21.707, Marco Aurélio, RTJ
161/121).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 518.885 AGR / RJ
Ressalte-se que o intuito do constituinte de prever a concessão da
pensão “à viúva ou companheira ou dependente” não pode cair no vazio ante
a ausência de previsão legal de quem teria o condão de se habilitar como
dependente de ex-combatente, no caso da ausência de viúva ou
companheira, para fins de ser considerado beneficiária da aludida
pensão.
Nesse sentido, ainda, os seguintes precedentes: AI n 696.855/PR,
relatora a Ministra Cármen Lúcia (DJe de 30/4/08); e Recurso Extraordinário n 421.390/RJ,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence (DJ de 5/5/06),
esse último, assim ementado:
“1.Recurso extraordinário: descabimento: debate acerca da
caracterização da recorrida como beneficiária de pensão por
morte de ex-combatente, que não alcança nível constitucional. 2.
Ex-combatente. Pensão por morte. O acórdão recorrido que,
considerando a data do falecimento do ex-combatente, invoca a
L. 4.242/63 - para caracterizar a recorrida como dependente - e o
art. 53, II e III, do ADCT - para deferir a pensão por morte,
harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal,
segundo a qual o direito à pensão especial de ex-combatente
decorre da legislação vigente à época do seu falecimento” (MS
21.610, Velloso, RTJ 175/115; e MS 21.707, Marco Aurélio, RTJ
161/121).
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S) : TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518.885
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA
ADV.(A/S) : TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 1... Turma, 19.6.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Compareceu o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski para julgar
processos a ele vinculados, assumindo a cadeira da Senhora
Ministra Rosa Weber.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518 . 885",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518 . 885",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518 . 885",
"Recurso Extraordinário 518 . 885 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 518 . 885 AGR / RJ",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário 518 . 885 AGR / RJ",
"AI n 696 . 855 / PR",
"AI n 637 . 640 / RJ",
"AI n 532 . 940 / RJ",
"Recurso Extraordinário 518 . 885 AGR",
"AI n 696 . 855 / PR",
"AI n 637 . 640 / RJ",
"AI n 532 . 940 / RJ",
"MS 21 . 610",
"Recurso Extraordinário n 595 . 118 / RS - AgR",
"MS 21 . 610",
"Recurso Extraordinário n 595 . 118 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário 518 . 885 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 478 . 577 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 518 . 885 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 478 . 577 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 518 . 885 AGR",
"AI n 696 . 855 / PR",
"Recurso Extraordinário n 421 . 390 / RJ",
"MS 21 . 610",
"MS 21 . 707",
"Recurso Extraordinário 518 . 885 AGR / RJ",
"AI n 696 . 855 / PR",
"Recurso Extraordinário n 421 . 390 / RJ",
"MS 21 . 610",
"MS 21 . 707",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518 . 885",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 518 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal de 1988",
"Lei n 8 . 059 / 90",
"Lei n 4 . 242 / 63",
"Constituição Federal de 1988",
"Lei n 8 . 059 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 53 , INCISO III , DO A . D . C . T / 88",
"LEI n 8 . 095 / 90",
"LEI n 4242 / 63",
"Lei n 8 . 059 / 90",
"Lei 4 . 242 / 63",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 8 . 095 / 90",
"LEI n 4242 / 63",
"Lei n 8 . 059 / 90",
"Lei 4 . 242 / 63",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . da Lei n 8 . 059 / 90",
"art . 17 da Lei n 8 . 059 / 90",
"art . 30 da Lei 4 . 242 / 63",
"artigo 53 do Ato de Disposições Transitórias",
"Lei 4242 / 63",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . da Lei n 8 . 059 / 90",
"art . 17 da Lei n 8 . 059 / 90",
"art . 30 da Lei 4 . 242 / 63",
"artigo 53 do Ato de Disposições Transitórias",
"Lei 4242 / 63",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 059 / 90",
"Leis n 33 . 764 / 60",
"4",
".",
"262",
"/",
"63",
"Lei n 8 . 059 / 90",
"artigo 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 53 , inciso III , do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 53 do ADCT",
"Lei 8 . 059 / 90",
"Leis n 33 . 764 / 60",
"4",
".",
"262",
"/",
"63",
"Lei n 8 . 059 / 90",
"artigo 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 53 , inciso III , do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 4242 / 63",
"Lei n 4 . 242 / 63",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 4242 / 63",
"Lei n 4 . 242 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 ,",
"arts . 14 , II e III , e 17 , VII , do Código de Processo Civil",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 53 , inciso III , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"Constituição Federal de 1988",
"Lei n 8 . 059 / 90",
"Constituição Federal de 1998",
"Leis ns 3 . 765 / 60",
"4",
".",
"242",
"/",
"63",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 2 . . . , cc . arts . 14 , II e III , e 17 , VII , do Código de Processo Civil",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 53 , inciso III , do Ato das Disposições",
"Constituição Federal de 1988",
"Lei n 8 . 059 / 90",
"Constituição Federal de 1998",
"Leis ns 3 . 765 / 60",
"4",
".",
"242",
"/",
"63",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"L",
". 4 . 242 / 63",
"art . 53 , II e III , do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"L",
". 4 . 242 / 63",
"art . 53 , II e III , do ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA",
"TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA",
"TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA",
"DIAS TOFFOLI",
"Maria Auxiliadora de Almeida Silva",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA",
"TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA",
"DIAS TOFFOLI",
"Maria Auxiliadora de Almeida Silva",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Velloso",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Velloso",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Velloso",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Velloso",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA",
"TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA AUXILIADORA DE ALMEIDA SILVA",
"TARCISIO DE OLIVEIRA MIRANDA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"19 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"4",
"/",
"06",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"4",
"/",
"06",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"2",
"/",
"89",
"02",
"/",
"05",
"/",
"2008",
"30",
"/",
"05",
"/",
"2007",
"26",
"/",
"04",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"2",
"/",
"89",
"02",
"/",
"05",
"/",
"2008",
"30",
"/",
"05",
"/",
"2007",
"26",
"/",
"04",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"22",
"/",
"6",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2012",
"22",
"/",
"6",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"08",
"16 de fevereiro de 1989",
"1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"08",
"16 de fevereiro de 1989",
"1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"4",
"/",
"08",
"5",
"/",
"5",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"4",
"/",
"08",
"5",
"/",
"5",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S)
:FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S)
:VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco
Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 25 de novembro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7420230.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S)
:FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S)
:VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 25 de julho de
2014, desprovi o agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7420231.
Supremo Tribunal Federal
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S)
:FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S)
:VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 25 de julho de
2014, desprovi o agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
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Relatório
ARE 820123 AGR / RJ
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência
do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A Fundação Cesgranrio, na minuta do regimental, insiste na
demonstração de ofensa aos artigos 2º, 5º, cabeça, e 37, inciso II, da
Constituição Federal. Sustenta que a instituição garantiu a divulgação dos
atos de certame por mais de uma via de comunicação, não podendo a
candidata alegar desconhecimento das regras do edital. Aduz que a
Administração agiu nos termos da legislação vigente.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 820123 AGR / RJ
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência
do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A Fundação Cesgranrio, na minuta do regimental, insiste na
demonstração de ofensa aos artigos 2º, 5º, cabeça, e 37, inciso II, da
Constituição Federal. Sustenta que a instituição garantiu a divulgação dos
atos de certame por mais de uma via de comunicação, não podendo a
candidata alegar desconhecimento das regras do edital. Aduz que a
Administração agiu nos termos da legislação vigente.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste
agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça,
subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no
prazo legal. Conheço.
O deslinde da controvérsia foi dirimido considerando o conjunto
probatório coligido para o processo e a legislação de regência, não
ensejando campo ao acesso ao Supremo. Atentem para a síntese do
acórdão impugnado mediante o extraordinário:
ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AGENTE
DE PREPARO DE ALIMENTOS DA COMLURB.
CONVOCAÇÃO PARA SEGUNDA FASE DO CERTAME VIA
INTERNET.
Ação de obrigação de não fazer. Pretensão de anulação de
ato administrativo que desclassificou a autora. Convocação feita
via internet. O artigo 77, VII, da Constituição do Estado do Rio
de Janeiro dispõe que a convocação do aprovado em concurso
farse-á mediante publicação oficial, e por correspondência
pessoal. Inobservância do dispositivo constitucional
Necessidade de convocação da candidata aprovada através de
correspondência pessoal, mesmo que no edital do certame
conste que a convocação se daria via internet. Ofensa aos
princípios da legalidade e da publicidade dos atos
administrativos. Desprovimento do recurso. Unânime.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste
agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça,
subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no
prazo legal. Conheço.
O deslinde da controvérsia foi dirimido considerando o conjunto
probatório coligido para o processo e a legislação de regência, não
ensejando campo ao acesso ao Supremo. Atentem para a síntese do
acórdão impugnado mediante o extraordinário:
ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AGENTE
DE PREPARO DE ALIMENTOS DA COMLURB.
CONVOCAÇÃO PARA SEGUNDA FASE DO CERTAME VIA
INTERNET.
Ação de obrigação de não fazer. Pretensão de anulação de
ato administrativo que desclassificou a autora. Convocação feita
via internet. O artigo 77, VII, da Constituição do Estado do Rio
de Janeiro dispõe que a convocação do aprovado em concurso
farse-á mediante publicação oficial, e por correspondência
pessoal. Inobservância do dispositivo constitucional
Necessidade de convocação da candidata aprovada através de
correspondência pessoal, mesmo que no edital do certame
conste que a convocação se daria via internet. Ofensa aos
princípios da legalidade e da publicidade dos atos
administrativos. Desprovimento do recurso. Unânime.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Extrato de Ata - 25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S) : FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S) : VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco
Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S) : FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S) : VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco
Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7489701
| 2014-11-25T00:00:00
| 2014-12-16T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur288256
|
Número de páginas: 5.
Análise: 27/01/2015, AUR.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
820123
|
[
"LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00077\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, RJ"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 820123 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S) : FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S) : VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S)
:FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S)
:VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco
Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 25 de novembro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S)
:FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S)
:VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 25 de julho de
2014, desprovi o agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
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Supremo Tribunal Federal
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S)
:FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S)
:VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 25 de julho de
2014, desprovi o agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DE AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
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Relatório
ARE 820123 AGR / RJ
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência
do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A Fundação Cesgranrio, na minuta do regimental, insiste na
demonstração de ofensa aos artigos 2..., 5..., cabeça, e 37, inciso II, da
Constituição Federal. Sustenta que a instituição garantiu a divulgação dos
atos de certame por mais de uma via de comunicação, não podendo a
candidata alegar desconhecimento das regras do edital. Aduz que a
Administração agiu nos termos da legislação vigente.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 820123 AGR / RJ
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência
do Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A Fundação Cesgranrio, na minuta do regimental, insiste na
demonstração de ofensa aos artigos 2..., 5..., cabeça, e 37, inciso II, da
Constituição Federal. Sustenta que a instituição garantiu a divulgação dos
atos de certame por mais de uma via de comunicação, não podendo a
candidata alegar desconhecimento das regras do edital. Aduz que a
Administração agiu nos termos da legislação vigente.
A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste
agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça,
subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no
prazo legal. Conheço.
O deslinde da controvérsia foi dirimido considerando o conjunto
probatório coligido para o processo e a legislação de regência, não
ensejando campo ao acesso ao Supremo. Atentem para a síntese do
acórdão impugnado mediante o extraordinário:
ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AGENTE
DE PREPARO DE ALIMENTOS DA COMLURB.
CONVOCAÇÃO PARA SEGUNDA FASE DO CERTAME VIA
INTERNET.
Ação de obrigação de não fazer. Pretensão de anulação de
ato administrativo que desclassificou a autora. Convocação feita
via internet. O artigo 77, VII, da Constituição do Estado do Rio
de Janeiro dispõe que a convocação do aprovado em concurso
farse-á mediante publicação oficial, e por correspondência
pessoal. Inobservância do dispositivo constitucional
Necessidade de convocação da candidata aprovada através de
correspondência pessoal, mesmo que no edital do certame
conste que a convocação se daria via internet. Ofensa aos
princípios da legalidade e da publicidade dos atos
administrativos. Desprovimento do recurso. Unânime.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7420232.
Supremo Tribunal Federal
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste
agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça,
subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no
prazo legal. Conheço.
O deslinde da controvérsia foi dirimido considerando o conjunto
probatório coligido para o processo e a legislação de regência, não
ensejando campo ao acesso ao Supremo. Atentem para a síntese do
acórdão impugnado mediante o extraordinário:
ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AGENTE
DE PREPARO DE ALIMENTOS DA COMLURB.
CONVOCAÇÃO PARA SEGUNDA FASE DO CERTAME VIA
INTERNET.
Ação de obrigação de não fazer. Pretensão de anulação de
ato administrativo que desclassificou a autora. Convocação feita
via internet. O artigo 77, VII, da Constituição do Estado do Rio
de Janeiro dispõe que a convocação do aprovado em concurso
farse-á mediante publicação oficial, e por correspondência
pessoal. Inobservância do dispositivo constitucional
Necessidade de convocação da candidata aprovada através de
correspondência pessoal, mesmo que no edital do certame
conste que a convocação se daria via internet. Ofensa aos
princípios da legalidade e da publicidade dos atos
administrativos. Desprovimento do recurso. Unânime.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S) : FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S) : VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco
Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.123
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO CESGRANRIO
ADV.(A/S) : FLAVIA FIRGULHA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TÂNIA SLEIMAN RAMOS
ADV.(A/S) : VALÉRIA CARVALHO DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco
Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 820123"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , cabeça , e 37 , inciso II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , cabeça , e 37 , inciso II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 77 , VII , da Constituição do Estado do Rio de Janeiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 77 , VII , da Constituição do Estado do Rio de Janeiro",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Lima",
"/",
"Peru",
"RIO DE JANEIRO",
"Lima",
"/",
"Peru"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO CESGRANRIO",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO CESGRANRIO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO CESGRANRIO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Fundação Cesgranrio",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Fundação Cesgranrio",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMLURB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMLURB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO CESGRANRIO",
"Primeira Turma",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Departamento",
"Secretaria de Assuntos Políticos da",
"Organização dos Estados Americanos",
"DECO",
"Júri Nacional de Eleições do Peru",
"JNE",
"Departamento Nacional de Processos Eleitorais do Peru",
"ONPE",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO CESGRANRIO",
"Primeira Turma",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Secretaria de Assuntos Políticos da",
"Organização dos Estados Americanos",
"DECO",
"Júri Nacional de Eleições do Peru",
"JNE",
"Departamento Nacional de Processos Eleitorais do Peru",
"ONPE",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"FLAVIA FIRGULHA DA COSTA",
"TÂNIA SLEIMAN RAMOS",
"VALÉRIA CARVALHO DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FLAVIA FIRGULHA DA COSTA",
"TÂNIA SLEIMAN RAMOS",
"VALÉRIA CARVALHO DA SILVA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FLAVIA FIRGULHA DA COSTA",
"TÂNIA SLEIMAN RAMOS",
"VALÉRIA CARVALHO DA SILVA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FLAVIA FIRGULHA DA COSTA",
"TÂNIA SLEIMAN RAMOS",
"VALÉRIA CARVALHO DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"FLAVIA FIRGULHA DA COSTA",
"TÂNIA SLEIMAN RAMOS",
"VALÉRIA CARVALHO DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"25 de novembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"25 de julho de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"25 de julho de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"25",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.891 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DO
ESPÍRITO SANTO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO ARESP Nº 3102 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE CONDENADO
PELA PRÁTICA DO CRIME DE ROUBO QUALIFICADO PELO
CONCURSO DE AGENTES PORQUE COMETIDO EM COMPANHIA
DE MENOR E POR CORRUPÇÃO DE MENORES. BIS IN IDEM.
IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA MAJORANTE. ALEGAÇÕES.
MATÉRIAS NÃO EXAMINADAS NO
DECISUM
ATACADO.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT NÃO CONHECIDO.
I – As alegações constantes deste habeas corpus não foram objeto de
apreciação pela Corte Superior, em razão do não provimento do agravo
em recurso especial lá manejado. O Ministro Relator do STJ limitou-se a
examinar os requisitos de recorribilidade e concluiu pela inexistência
deles, sem, contudo, apreciar as questões suscitadas neste writ.
II – Esse fato impede que esta Corte aprecie as matérias, sob pena de
incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente
extravasamento dos limites da competência outorgada no art. 102 da
Constituição Federal.
III – Habeas corpus não conhecido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 111.891 / ES
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, não conhecer do
pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.891 / ES
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, não conhecer do
pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.891 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DO
ESPÍRITO SANTO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO ARESP Nº 3102 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública do Estado do Espírito Santo, em favor de FELIPE GOMES DA
SILVA, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, que conheceu do Agravo
em Recurso Especial 3.102/ES do Superior Tribunal de Justiça, mas negou-
lhe seguimento.
A impetrante narra, de início, que o paciente foi denunciado pela
suposta prática dos delitos previstos no art. 157, § 2º, II, (roubo
qualificado pelo concurso de pessoas) e no art. 307 (falsa identidade) do
Código Penal, bem como no art. 1º da Lei 2.252/1954 (corrupção de
menores), sendo, ao final da instrução, absolvido.
Diz ainda que, inconformado, o Ministério Público do Estado do
Espírito Santo interpôs apelação para o Tribunal de Justiça local, que deu
provimento ao recurso, condenando o paciente à pena de 6 anos e 4
meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas
sanções dos crimes previstos no art. 157, § 2º, II, do Código Penal e no art.
244-B da Lei 8.069/1990 (corrupção de menores).
Supremo Tribunal Federal
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14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.891 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DO
ESPÍRITO SANTO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO ARESP Nº 3102 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública do Estado do Espírito Santo, em favor de FELIPE GOMES DA
SILVA, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, que conheceu do Agravo
em Recurso Especial 3.102/ES do Superior Tribunal de Justiça, mas negou-
lhe seguimento.
A impetrante narra, de início, que o paciente foi denunciado pela
suposta prática dos delitos previstos no art. 157, § 2º, II, (roubo
qualificado pelo concurso de pessoas) e no art. 307 (falsa identidade) do
Código Penal, bem como no art. 1º da Lei 2.252/1954 (corrupção de
menores), sendo, ao final da instrução, absolvido.
Diz ainda que, inconformado, o Ministério Público do Estado do
Espírito Santo interpôs apelação para o Tribunal de Justiça local, que deu
provimento ao recurso, condenando o paciente à pena de 6 anos e 4
meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas
sanções dos crimes previstos no art. 157, § 2º, II, do Código Penal e no art.
244-B da Lei 8.069/1990 (corrupção de menores).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 111.891 / ES
Relata, em seguida, que interpôs recurso especial para o Superior
Tribunal de Justiça, que não foi admitido pelo Tribunal local, o que deu
ensejo ao ajuizamento de agravo em recurso especial. Entretanto, a
Ministra relatora conheceu do agravo mas negou seguimento ao recurso
especial.
É contra essa decisão que se insurge a impetrante.
Aduz, em suma, que a causa especial de aumento decorrente do
concurso de agentes não pode ser aplicada quando o coautor for
inimputável por ser menor de 18 anos.
Sustenta, ainda, a ocorrência de bis in idem em razão da condenação
do paciente também pelo crime de corrupção de menores.
Assevera, para tanto, que o mesmo fato – a prática do crime em
companhia de adolescente – gerou dupla valoração negativa, pois “a
simples participação do menor no roubo possibilitou a majoração da pena no
crime contra o patrimônio e também serviu de substrato para a condenação por
corrupção de menores”.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do curso do Processo
024.080.446.404 até o julgamento definitivo do writ.
No mérito, pede a concessão da ordem para decotar da condenação
do paciente a causa especial de aumento prevista no inciso II do § 2º do
art. 157 do Código Penal.
No período de férias forenses (16/1/2012), o Ministro Cezar Peluso,
então Presidente desta Corte, indeferiu a liminar e solicitou informações
ao Superior Tribunal de Justiça.
O STJ prestou informações por meio do Ofício 98/GP, de 25/1/2012,
recebido neste Tribunal na mesma data.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.891 / ES
Relata, em seguida, que interpôs recurso especial para o Superior
Tribunal de Justiça, que não foi admitido pelo Tribunal local, o que deu
ensejo ao ajuizamento de agravo em recurso especial. Entretanto, a
Ministra relatora conheceu do agravo mas negou seguimento ao recurso
especial.
É contra essa decisão que se insurge a impetrante.
Aduz, em suma, que a causa especial de aumento decorrente do
concurso de agentes não pode ser aplicada quando o coautor for
inimputável por ser menor de 18 anos.
Sustenta, ainda, a ocorrência de bis in idem em razão da condenação
do paciente também pelo crime de corrupção de menores.
Assevera, para tanto, que o mesmo fato – a prática do crime em
companhia de adolescente – gerou dupla valoração negativa, pois “a
simples participação do menor no roubo possibilitou a majoração da pena no
crime contra o patrimônio e também serviu de substrato para a condenação por
corrupção de menores”.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do curso do Processo
024.080.446.404 até o julgamento definitivo do writ.
No mérito, pede a concessão da ordem para decotar da condenação
do paciente a causa especial de aumento prevista no inciso II do § 2º do
art. 157 do Código Penal.
No período de férias forenses (16/1/2012), o Ministro Cezar Peluso,
então Presidente desta Corte, indeferiu a liminar e solicitou informações
ao Superior Tribunal de Justiça.
O STJ prestou informações por meio do Ofício 98/GP, de 25/1/2012,
recebido neste Tribunal na mesma data.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
HC 111.891 / ES
Na sequência, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da
República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opinou
pelo não conhecimento do pedido e, no mérito, pela denegação da ordem.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.891 / ES
Na sequência, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da
República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opinou
pelo não conhecimento do pedido e, no mérito, pela denegação da ordem.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.891 ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de não conhecimento da
impetração.
O decisum questionado tem, no que importa, o seguinte teor:
“Quanto à pleiteada absolvição do Réu, verifica-se que o recurso
especial foi interposto somente com fundamento na alínea c do
permissivo constitucional. No entanto, o Agravante não demonstrou o
dissenso pretoriano, não havendo sequer a citação de julgado que
supostamente deu diferente interpretação à lei federal. Incide, assim, a
Súmula n.º 284 do Supremo Tribunal Federal:
'É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia'.
Com relação à insurgência alternativa, cumpre transcrever os
fundamentos do aresto objurgado:
'Por fim, a prisão do recorrido ao lado do menor que
portava o cordão roubado da vítima em seu bolso serve como
mais um indício de prova capaz de sustentar o édito
condenatório em seu desfavor.
(...)
Confirmada a existência da autoria e da materialidade do
delito de roubo, passo à análise da causa de aumento imputada
ao Apelado, qual seja, cometer o delito em concurso de duas ou
mais pessoas (artigo 157, § 2º, II, CP).
Todos os depoimentos prestados no bojo destes autos são
em um único sentido: a vítima fora atacada por duas pessoas,
que oportunamente foram reconhecidas.
Em seu depoimento em Juízo, o Policial Militar afirma que
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.891 ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de não conhecimento da
impetração.
O decisum questionado tem, no que importa, o seguinte teor:
“Quanto à pleiteada absolvição do Réu, verifica-se que o recurso
especial foi interposto somente com fundamento na alínea c do
permissivo constitucional. No entanto, o Agravante não demonstrou o
dissenso pretoriano, não havendo sequer a citação de julgado que
supostamente deu diferente interpretação à lei federal. Incide, assim, a
Súmula n.º 284 do Supremo Tribunal Federal:
'É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia'.
Com relação à insurgência alternativa, cumpre transcrever os
fundamentos do aresto objurgado:
'Por fim, a prisão do recorrido ao lado do menor que
portava o cordão roubado da vítima em seu bolso serve como
mais um indício de prova capaz de sustentar o édito
condenatório em seu desfavor.
(...)
Confirmada a existência da autoria e da materialidade do
delito de roubo, passo à análise da causa de aumento imputada
ao Apelado, qual seja, cometer o delito em concurso de duas ou
mais pessoas (artigo 157, § 2º, II, CP).
Todos os depoimentos prestados no bojo destes autos são
em um único sentido: a vítima fora atacada por duas pessoas,
que oportunamente foram reconhecidas.
Em seu depoimento em Juízo, o Policial Militar afirma que
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.891 / ES
'o denunciado estava junto com outro indivíduo no momento
em que foi preso, não havendo mais nenhum indivíduo próximo
aos dois; que o indivíduo que estava na companhia do
denunciado estava em poder do cordão da vítima (…)' (fls. 95).
A vítima foi enfática ao declarar a ação dos coautores às
fls. 93:
'ao lado da escola Polivalente, dois indivíduos os quais já
havia visto a alguma distância, sem imaginar risco, partiram
para cima do depoente, sem mesmo anunciar assalto; [...] que os
dois indivíduos apenas largaram o depoente quando uma
moradora de um prédio vizinho, ouvindo os gritos de socorro do
depoente, passou a gritar com os indivíduos (...)'
Portanto, de um simples lançar de olhos sobre as provas
conclui-se que o cometimento do crime se deu em concurso de
duas pessoas, satisfazendo, com isso, o requisito exigido no
parágrafo 2º do artigo 157 do Código Penal' (fls. 269/270).
Com relação à quaestio juris arguida no presente recurso,
referente à não aplicação da majorante prevista no inciso II do § 2.º do
art. 157 do Código Penal quando presentes agentes inimputáveis,
constata-se que não houve apreciação do tema, sob essa perspectiva,
pelo Tribunal a quo, carecendo a matéria do indispensável
prequestionamento viabilizador do recurso especial. A propósito, o que
se considera, para efeitos de satisfação desse requisito, é o debate e a
decisão efetiva da Corte de origem acerca da matéria federal suscitada.
Assim, incidem na espécie as Súmulas n.ºs 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal.
Ante o exposto, com fundamento no art. 544, § 4.º, inciso II,
alínea b, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3.º do Código de
Processo Penal, CONHEÇO do agravo para NEGAR
SEGUIMENTO ao recurso especial”.
Conforme relatado, a impetrante postula o afastamento da causa de
aumento de pena relativa ao concurso de agentes, ao fundamento de que
a referida majorante somente tem lugar quando se tratar de corréu
imputável e, in casu, o coautor é inimputável, porque menor de 18 anos.
2
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HC 111.891 / ES
'o denunciado estava junto com outro indivíduo no momento
em que foi preso, não havendo mais nenhum indivíduo próximo
aos dois; que o indivíduo que estava na companhia do
denunciado estava em poder do cordão da vítima (…)' (fls. 95).
A vítima foi enfática ao declarar a ação dos coautores às
fls. 93:
'ao lado da escola Polivalente, dois indivíduos os quais já
havia visto a alguma distância, sem imaginar risco, partiram
para cima do depoente, sem mesmo anunciar assalto; [...] que os
dois indivíduos apenas largaram o depoente quando uma
moradora de um prédio vizinho, ouvindo os gritos de socorro do
depoente, passou a gritar com os indivíduos (...)'
Portanto, de um simples lançar de olhos sobre as provas
conclui-se que o cometimento do crime se deu em concurso de
duas pessoas, satisfazendo, com isso, o requisito exigido no
parágrafo 2º do artigo 157 do Código Penal' (fls. 269/270).
Com relação à quaestio juris arguida no presente recurso,
referente à não aplicação da majorante prevista no inciso II do § 2.º do
art. 157 do Código Penal quando presentes agentes inimputáveis,
constata-se que não houve apreciação do tema, sob essa perspectiva,
pelo Tribunal a quo, carecendo a matéria do indispensável
prequestionamento viabilizador do recurso especial. A propósito, o que
se considera, para efeitos de satisfação desse requisito, é o debate e a
decisão efetiva da Corte de origem acerca da matéria federal suscitada.
Assim, incidem na espécie as Súmulas n.ºs 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal.
Ante o exposto, com fundamento no art. 544, § 4.º, inciso II,
alínea b, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3.º do Código de
Processo Penal, CONHEÇO do agravo para NEGAR
SEGUIMENTO ao recurso especial”.
Conforme relatado, a impetrante postula o afastamento da causa de
aumento de pena relativa ao concurso de agentes, ao fundamento de que
a referida majorante somente tem lugar quando se tratar de corréu
imputável e, in casu, o coautor é inimputável, porque menor de 18 anos.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.891 / ES
Aduz, ainda, que, em função da aplicação da majorante em causa, a
condenação do paciente pelo crime de corrupção de menores implicaria
bis in idem.
Entretanto, o writ não deve ser conhecido.
Com efeito, verifico que as alegações constantes neste habeas corpus
não foram objeto de apreciação pela Corte Superior, em razão da negativa
de seguimento ao recurso especial lá manejado.
Como visto, o Ministro Relator do STJ limitou-se a examinar os
requisitos de recorribilidade e concluiu pela inexistência deles, sem,
contudo, apreciar as questões suscitadas neste writ.
Essa circunstância também impede o exame das matérias por este
Tribunal, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância,
com evidente extravasamento dos limites de competência descritos no art.
102 da Constituição Federal.
Nesse sentido, transcrevo a ementa do HC 108.778/SP, de minha
relatoria, julgado na Primeira Turma.
“HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
QUESTÕES NÃO ANALISADAS PELO TRIBUNAL A QUO.
DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REVOLVIMENTO DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE.
HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
I – As alegações constantes neste writ não foram objeto de
apreciação pelo Superior Tribunal de Justiça, circunstância que
impede o exame da matéria por esta Suprema Corte, sob pena de
incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente
extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da
Constituição Federal. Precedentes.
II – A condenação do paciente deu-se mediante ampla cognição,
com detalhada e aprofundada análise do conjunto fático-probatório,
cujo revolvimento é inviável na via eleita. Precedentes.
3
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HC 111.891 / ES
Aduz, ainda, que, em função da aplicação da majorante em causa, a
condenação do paciente pelo crime de corrupção de menores implicaria
bis in idem.
Entretanto, o writ não deve ser conhecido.
Com efeito, verifico que as alegações constantes neste habeas corpus
não foram objeto de apreciação pela Corte Superior, em razão da negativa
de seguimento ao recurso especial lá manejado.
Como visto, o Ministro Relator do STJ limitou-se a examinar os
requisitos de recorribilidade e concluiu pela inexistência deles, sem,
contudo, apreciar as questões suscitadas neste writ.
Essa circunstância também impede o exame das matérias por este
Tribunal, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância,
com evidente extravasamento dos limites de competência descritos no art.
102 da Constituição Federal.
Nesse sentido, transcrevo a ementa do HC 108.778/SP, de minha
relatoria, julgado na Primeira Turma.
“HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
QUESTÕES NÃO ANALISADAS PELO TRIBUNAL A QUO.
DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REVOLVIMENTO DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE.
HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
I – As alegações constantes neste writ não foram objeto de
apreciação pelo Superior Tribunal de Justiça, circunstância que
impede o exame da matéria por esta Suprema Corte, sob pena de
incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente
extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da
Constituição Federal. Precedentes.
II – A condenação do paciente deu-se mediante ampla cognição,
com detalhada e aprofundada análise do conjunto fático-probatório,
cujo revolvimento é inviável na via eleita. Precedentes.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.891 / ES
III – Habeas corpus não conhecido”.
Na mesma linha, cito os seguintes precedentes, entre outros: HC
101.410/SP e HC 96.220/PR, ambos de relatoria da Ministra Cármen Lúcia;
HC 99.031-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 96.623/SP, Rel. Min. Menezes
Direito; HC 84.349/ES, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; HC 86.997/DF, Rel.
Min. Carlos Velloso; HC 98.216/AC, de minha relatoria.
Ainda que assim não fosse, as pretensões não comportariam
acolhida.
Relativamente à aplicação da causa de aumento referente ao
concurso de agentes, anoto que a circunstância de se tratar de corréu
inimputável não ilide a incidência da majorante, uma vez que basta que o
crime seja cometido por duas ou mais pessoas, não importando que uma
delas seja inimputável ou mesmo não identificada.
Transcrevo, por oportuno, o que consignou a representante do
Ministério Público Federal em seu parecer:
“Segundo Cezar Roberto Bitencourt, para a aplicação da
majorante em epígrafe basta a ocorrência de duas ou mais pessoas na
prática do crime, ainda que qualquer delas seja inimputável ou não
seja identificada [In Código Penal Comentado - 6ª ed. atual. - São
Paulo: Saraiva, 2010].
17. De fato, a presença de mais de um agente – seja ele maior ou
menor de 18 anos, identificável ou não – contribui para uma maior
intimidação da vítima, elevando, via de consequência, a gravidade da
ação criminosa.
18. Assim, a presença da qualificadora justifica-se pela
colaboração de outra pessoa na prática do evento, facilitando a
execução, tornando mais vulnerável o bem atingido e dificultando a
defesa da res furtiva”.
Em recente julgamento, a Primeira Turma desta Corte adotou a
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III – Habeas corpus não conhecido”.
Na mesma linha, cito os seguintes precedentes, entre outros: HC
101.410/SP e HC 96.220/PR, ambos de relatoria da Ministra Cármen Lúcia;
HC 99.031-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 96.623/SP, Rel. Min. Menezes
Direito; HC 84.349/ES, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; HC 86.997/DF, Rel.
Min. Carlos Velloso; HC 98.216/AC, de minha relatoria.
Ainda que assim não fosse, as pretensões não comportariam
acolhida.
Relativamente à aplicação da causa de aumento referente ao
concurso de agentes, anoto que a circunstância de se tratar de corréu
inimputável não ilide a incidência da majorante, uma vez que basta que o
crime seja cometido por duas ou mais pessoas, não importando que uma
delas seja inimputável ou mesmo não identificada.
Transcrevo, por oportuno, o que consignou a representante do
Ministério Público Federal em seu parecer:
“Segundo Cezar Roberto Bitencourt, para a aplicação da
majorante em epígrafe basta a ocorrência de duas ou mais pessoas na
prática do crime, ainda que qualquer delas seja inimputável ou não
seja identificada [In Código Penal Comentado - 6ª ed. atual. - São
Paulo: Saraiva, 2010].
17. De fato, a presença de mais de um agente – seja ele maior ou
menor de 18 anos, identificável ou não – contribui para uma maior
intimidação da vítima, elevando, via de consequência, a gravidade da
ação criminosa.
18. Assim, a presença da qualificadora justifica-se pela
colaboração de outra pessoa na prática do evento, facilitando a
execução, tornando mais vulnerável o bem atingido e dificultando a
defesa da res furtiva”.
Em recente julgamento, a Primeira Turma desta Corte adotou a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
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HC 111.891 / ES
mesma orientação, senão vejamos:
“Habeas corpus. Roubo majorado pelo concurso de agentes.
Artigo 157, § 2º, inciso II, do Código Penal. Delito cometido em
concurso com menor inimputável. Pretendida exclusão de causa de
aumento de pena. Irrelevância. Incidência da majorante. Ordem
denegada. 1. O fato de o crime ter sido cometido por duas
pessoas, sendo uma delas menor inimputável, não tem o
condão de descaracterizar o concurso de agentes, de modo a
excluir a causa de aumento prevista no inciso II do § 2º do art.
157 do Código Penal. 2. Ordem denegada” (HC 110.425/ES, Rel.
Min. Dias Toffoli – grifos meus).
De outra banda, a condenação por roubo qualificado pelo concurso
de agentes (no qual se tutela o patrimônio) bem como pela corrupção de
menores não implica bis in idem, haja vista que o bem jurídico tutelado
nesse último crime é a integridade moral do menor de 18 anos, de modo
que se trata de delitos autônomos.
Nesse sentido, trago à colação a seguinte ementa:
“PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ROUBO
CIRCUNSTANCIADO E CORRUPÇÃO DE MENORES (CP,
ART. 157, § 2º, I E II, DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1º DA LEI N.
2.252/54). INICIATIVA DO ADOLESCENTE. REEXAME DE
FATOS. CRIME FORMAL, NÃO SE EXIGINDO, PARA SUA
CONFIGURAÇÃO, AUSÊNCIA DA CONDIÇÃO DE
CORROMPIDO DO MENOR. PRECEDENTES. 1. O crime de
corrupção de menores é formal, bastando, para sua configuração, que o
maior pratique com o menor a infração penal ou o induza a praticá-la.
Precedentes: RHC 107760, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de
24/8/2011; RHC 103354/DF, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJ de
9/8/2011; HC 92.014/SP, Rel. originário Min. Ricardo Lewandowski,
Rel. p/ o acórdão Min. Menezes de Direito, Primeira Turma, DJe de
21/11/2008 e HC 97.197/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe de 04/12/2009. 2. A configuração do crime de corrupção
5
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HC 111.891 / ES
mesma orientação, senão vejamos:
“Habeas corpus. Roubo majorado pelo concurso de agentes.
Artigo 157, § 2º, inciso II, do Código Penal. Delito cometido em
concurso com menor inimputável. Pretendida exclusão de causa de
aumento de pena. Irrelevância. Incidência da majorante. Ordem
denegada. 1. O fato de o crime ter sido cometido por duas
pessoas, sendo uma delas menor inimputável, não tem o
condão de descaracterizar o concurso de agentes, de modo a
excluir a causa de aumento prevista no inciso II do § 2º do art.
157 do Código Penal. 2. Ordem denegada” (HC 110.425/ES, Rel.
Min. Dias Toffoli – grifos meus).
De outra banda, a condenação por roubo qualificado pelo concurso
de agentes (no qual se tutela o patrimônio) bem como pela corrupção de
menores não implica bis in idem, haja vista que o bem jurídico tutelado
nesse último crime é a integridade moral do menor de 18 anos, de modo
que se trata de delitos autônomos.
Nesse sentido, trago à colação a seguinte ementa:
“PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ROUBO
CIRCUNSTANCIADO E CORRUPÇÃO DE MENORES (CP,
ART. 157, § 2º, I E II, DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1º DA LEI N.
2.252/54). INICIATIVA DO ADOLESCENTE. REEXAME DE
FATOS. CRIME FORMAL, NÃO SE EXIGINDO, PARA SUA
CONFIGURAÇÃO, AUSÊNCIA DA CONDIÇÃO DE
CORROMPIDO DO MENOR. PRECEDENTES. 1. O crime de
corrupção de menores é formal, bastando, para sua configuração, que o
maior pratique com o menor a infração penal ou o induza a praticá-la.
Precedentes: RHC 107760, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ªTurma, DJ de
24/8/2011; RHC 103354/DF, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJ de
9/8/2011; HC 92.014/SP, Rel. originário Min. Ricardo Lewandowski,
Rel. p/ o acórdão Min. Menezes de Direito, Primeira Turma, DJe de
21/11/2008 e HC 97.197/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe de 04/12/2009. 2. A configuração do crime de corrupção
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.891 / ES
de menores prescinde de prévia condição de corrompido do menor,
uma vez que o anseio social é a sua recuperação. 3. Concluir que o
menor foi, ou não, induzido à prática do crime de roubo demanda
aprofundado reexame de fatos e provas, no afã de aferir-se a tipificação
do fato ao crime de corrupção de menores. 4. In casu, o paciente foi
denunciado pela prática do crime de roubo circunstanciado
pelo emprego de arma de fogo e pelo concurso de agentes (CP,
art. 157, § 2º, I e II), bem como pelo crime de corrupção de
menor (Lei n. 2.252/54), por tê-lo induzido à prática do crime de
roubo. 5. A mens legis da norma insculpida no art. 1º da Lei n.
2.252/54 é a integridade moral do menor de dezoito anos e a
preservação dos padrões éticos da sociedade. O argumento
simplista de que o crime não se consuma caso o menor já se encontre
corrompido, por ter praticado algum crime, não pode prosperar, sob
pena de desvirtuamento dos escopos consubstanciadores do direito
penal na recuperação e na reinserção do infrator na sociedade do
menor de dezoito anos, cuja integridade moral é bem jurídico tutelado
pelo artigo 1º da Lei n. 2.252/54. 6. Habeas corpus denegado.” (HC
93.354/PR, Rel. Min. Luiz Fux – grifos meus).
Por fim, embora o trânsito em julgado da condenação não constitua
óbice formal ao manuseio de habeas corpus, no caso sob exame, entendo
que a impetrante pretende, na verdade, o rejulgamento do caso, medida
impossível na via estreita do writ.
Com efeito, tenho reiteradamente assentado que, salvo em hipóteses
excepcionais de evidente teratologia ou de flagrante cerceamento de
defesa que impliquem em grave prejuízo para o réu, considero que o
habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo
espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal.
Feitas essas considerações, restrinjo-me a não conhecer deste habeas
corpus.
6
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HC 111.891 / ES
de menores prescinde de prévia condição de corrompido do menor,
uma vez que o anseio social é a sua recuperação. 3. Concluir que o
menor foi, ou não, induzido à prática do crime de roubo demanda
aprofundado reexame de fatos e provas, no afã de aferir-se a tipificação
do fato ao crime de corrupção de menores. 4. In casu, o paciente foi
denunciado pela prática do crime de roubo circunstanciado
pelo emprego de arma de fogo e pelo concurso de agentes (CP,
art. 157, § 2º, I e II), bem como pelo crime de corrupção de
menor (Lei n. 2.252/54), por tê-lo induzido à prática do crime de
roubo. 5. A mens legis da norma insculpida no art. 1º da Lei n.
2.252/54 é a integridade moral do menor de dezoito anos e a
preservação dos padrões éticos da sociedade. O argumento
simplista de que o crime não se consuma caso o menor já se encontre
corrompido, por ter praticado algum crime, não pode prosperar, sob
pena de desvirtuamento dos escopos consubstanciadores do direito
penal na recuperação e na reinserção do infrator na sociedade do
menor de dezoito anos, cuja integridade moral é bem jurídico tutelado
pelo artigo 1º da Lei n. 2.252/54. 6. Habeas corpus denegado.” (HC
93.354/PR, Rel. Min. Luiz Fux – grifos meus).
Por fim, embora o trânsito em julgado da condenação não constitua
óbice formal ao manuseio de habeas corpus, no caso sob exame, entendo
que a impetrante pretende, na verdade, o rejulgamento do caso, medida
impossível na via estreita do writ.
Com efeito, tenho reiteradamente assentado que, salvo em hipóteses
excepcionais de evidente teratologia ou de flagrante cerceamento de
defesa que impliquem em grave prejuízo para o réu, considero que o
habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo
espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal.
Feitas essas considerações, restrinjo-me a não conhecer deste habeas
corpus.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.891
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO ARESP Nº 3102 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido, nos
termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Thiago
Piloni, Defensor Público do Estado do Espírito Santo. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.891
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO ARESP Nº 3102 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido, nos
termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Thiago
Piloni, Defensor Público do Estado do Espírito Santo. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2634346
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-27T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Thiago Piloni, Defensor Público do Estado do Espírito Santo. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DO CRIME DE ROUBO QUALIFICADO PELO CONCURSO DE AGENTES PORQUE COMETIDO EM COMPANHIA DE MENOR E POR CORRUPÇÃO DE MENORES. BIS IN IDEM. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA MAJORANTE. ALEGAÇÕES. MATÉRIAS NÃO EXAMINADAS NO DECISUM ATACADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT NÃO CONHECIDO.
I – As alegações constantes deste habeas corpus não foram objeto de apreciação pela Corte Superior, em razão do não provimento do agravo em recurso especial lá manejado. O Ministro Relator do STJ limitou-se a examinar os requisitos de recorribilidade e concluiu pela inexistência deles, sem, contudo, apreciar as questões suscitadas neste writ.
II – Esse fato impede que esta Corte aprecie as matérias, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente extravasamento dos limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição Federal.
III – Habeas corpus não conhecido.
|
sjur213592
|
- Acórdãos citados: HC 108778, HC 101410, HC 96220, HC
99031 AgR, HC 96623, HC 84349, HC 86997, HC 98216, HC
110425, HC 93354.
Número de páginas: 12.
Análise: 31/08/2012, MLM.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
111891
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00157 PAR-00002 INC-00002 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
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HC 111891
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PACTE.(S) : FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO ARESP Nº 3102 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
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Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.891 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DO
ESPÍRITO SANTO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO ARESP n 3102 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE CONDENADO
PELA PRÁTICA DO CRIME DE ROUBO QUALIFICADO PELO
CONCURSO DE AGENTES PORQUE COMETIDO EM COMPANHIA
DE MENOR E POR CORRUPÇÃO DE MENORES. BIS IN IDEM.
IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA MAJORANTE. ALEGAÇÕES.
MATÉRIAS NÃO EXAMINADAS NO
DECISUM
ATACADO.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT NÃO CONHECIDO.
I – As alegações constantes deste habeas corpus não foram objeto de
apreciação pela Corte Superior, em razão do não provimento do agravo
em recurso especial lá manejado. O Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça limitou-se a
examinar os requisitos de recorribilidade e concluiu pela inexistência
deles, sem, contudo, apreciar as questões suscitadas neste writ.
II – Esse fato impede que esta Corte aprecie as matérias, sob pena de
incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente
extravasamento dos limites da competência outorgada no art. 102 da
Constituição Federal.
III – Habeas corpus não conhecido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2583435.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
HC 111.891 / ES
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, não conhecer do
pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 111.891 / ES
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, não conhecer do
pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR
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Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.891 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DO
ESPÍRITO SANTO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO ARESP n 3102 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública do Estado do Espírito Santo, em favor de FELIPE GOMES DA
SILVA, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, que conheceu do Agravo
em Recurso Especial 3.102/ES do Superior Tribunal de Justiça, mas negou-
lhe seguimento.
A impetrante narra, de início, que o paciente foi denunciado pela
suposta prática dos delitos previstos no art. 157, § 2..., II, (roubo
qualificado pelo concurso de pessoas) e no art. 307 (falsa identidade) do
Código Penal, bem como no art. 1... da Lei 2.252/1954 (corrupção de
menores), sendo, ao final da instrução, absolvido.
Diz ainda que, inconformado, o Ministério Público do Estado do
Espírito Santo interpôs apelação para o Tribunal de Justiça local, que deu
provimento ao recurso, condenando o paciente à pena de 6 anos e 4
meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas
sanções dos crimes previstos no art. 157, § 2..., II, do Código Penal e no art.
244-B da Lei 8.069/1990 (corrupção de menores).
Supremo Tribunal Federal
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14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.891 ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL
DO ESTADO
DO
ESPÍRITO SANTO
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO ARESP n 3102 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública do Estado do Espírito Santo, em favor de FELIPE GOMES DA
SILVA, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, que conheceu do Agravo
em Recurso Especial 3.102/ES do Superior Tribunal de Justiça, mas negou-
lhe seguimento.
A impetrante narra, de início, que o paciente foi denunciado pela
suposta prática dos delitos previstos no art. 157, § 2..., II, (roubo
qualificado pelo concurso de pessoas) e no art. 307 (falsa identidade) do
Código Penal, bem como no art. 1... da Lei 2.252/1954 (corrupção de
menores), sendo, ao final da instrução, absolvido.
Diz ainda que, inconformado, o Ministério Público do Estado do
Espírito Santo interpôs apelação para o Tribunal de Justiça local, que deu
provimento ao recurso, condenando o paciente à pena de 6 anos e 4
meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso nas
sanções dos crimes previstos no art. 157, § 2..., II, do Código Penal e no art.
244-B da Lei 8.069/1990 (corrupção de menores).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 111.891 / ES
Relata, em seguida, que interpôs recurso especial para o Superior
Tribunal de Justiça, que não foi admitido pelo Tribunal local, o que deu
ensejo ao ajuizamento de agravo em recurso especial. Entretanto, a
Ministra relatora conheceu do agravo mas negou seguimento ao recurso
especial.
É contra essa decisão que se insurge a impetrante.
Aduz, em suma, que a causa especial de aumento decorrente do
concurso de agentes não pode ser aplicada quando o coautor for
inimputável por ser menor de 18 anos.
Sustenta, ainda, a ocorrência de bis in idem em razão da condenação
do paciente também pelo crime de corrupção de menores.
Assevera, para tanto, que o mesmo fato – a prática do crime em
companhia de adolescente – gerou dupla valoração negativa, pois “a
simples participação do menor no roubo possibilitou a majoração da pena no
crime contra o patrimônio e também serviu de substrato para a condenação por
corrupção de menores”.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do curso do Processo
024.080.446.404 até o julgamento definitivo do writ.
No mérito, pede a concessão da ordem para decotar da condenação
do paciente a causa especial de aumento prevista no inciso II do § 2... do
art. 157 do Código Penal.
No período de férias forenses (16/1/2012), o Ministro Cezar Peluso,
então Presidente desta Corte, indeferiu a liminar e solicitou informações
ao Superior Tribunal de Justiça.
O Superior Tribunal de Justiça prestou informações por meio do Ofício 98/GP, de 25/1/2012,
recebido neste Tribunal na mesma data.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.891 / ES
Relata, em seguida, que interpôs recurso especial para o Superior
Tribunal de Justiça, que não foi admitido pelo Tribunal local, o que deu
ensejo ao ajuizamento de agravo em recurso especial. Entretanto, a
Ministra relatora conheceu do agravo mas negou seguimento ao recurso
especial.
É contra essa decisão que se insurge a impetrante.
Aduz, em suma, que a causa especial de aumento decorrente do
concurso de agentes não pode ser aplicada quando o coautor for
inimputável por ser menor de 18 anos.
Sustenta, ainda, a ocorrência de bis in idem em razão da condenação
do paciente também pelo crime de corrupção de menores.
Assevera, para tanto, que o mesmo fato – a prática do crime em
companhia de adolescente – gerou dupla valoração negativa, pois “a
simples participação do menor no roubo possibilitou a majoração da pena no
crime contra o patrimônio e também serviu de substrato para a condenação por
corrupção de menores”.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do curso do Processo
024.080.446.404 até o julgamento definitivo do writ.
No mérito, pede a concessão da ordem para decotar da condenação
do paciente a causa especial de aumento prevista no inciso II do § 2... do
art. 157 do Código Penal.
No período de férias forenses (16/1/2012), o Ministro Cezar Peluso,
então Presidente desta Corte, indeferiu a liminar e solicitou informações
ao Superior Tribunal de Justiça.
O Superior Tribunal de Justiça prestou informações por meio do Ofício 98/GP, de 25/1/2012,
recebido neste Tribunal na mesma data.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
HC 111.891 / ES
Na sequência, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da
República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opinou
pelo não conhecimento do pedido e, no mérito, pela denegação da ordem.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.891 / ES
Na sequência, determinei fosse ouvido o Procurador-Geral da
República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opinou
pelo não conhecimento do pedido e, no mérito, pela denegação da ordem.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.891 ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de não conhecimento da
impetração.
O decisum questionado tem, no que importa, o seguinte teor:
“Quanto à pleiteada absolvição do Réu, verifica-se que o recurso
especial foi interposto somente com fundamento na alínea c do
permissivo constitucional. No entanto, o Agravante não demonstrou o
dissenso pretoriano, não havendo sequer a citação de julgado que
supostamente deu diferente interpretação à lei federal. Incide, assim, a
Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal:
'É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia'.
Com relação à insurgência alternativa, cumpre transcrever os
fundamentos do aresto objurgado:
'Por fim, a prisão do recorrido ao lado do menor que
portava o cordão roubado da vítima em seu bolso serve como
mais um indício de prova capaz de sustentar o édito
condenatório em seu desfavor.
(...)
Confirmada a existência da autoria e da materialidade do
delito de roubo, passo à análise da causa de aumento imputada
ao Apelado, qual seja, cometer o delito em concurso de duas ou
mais pessoas (artigo 157, § 2..., II, Código Penal Brasileiro).
Todos os depoimentos prestados no bojo destes autos são
em um único sentido: a vítima fora atacada por duas pessoas,
que oportunamente foram reconhecidas.
Em seu depoimento em Juízo, o Policial Militar afirma que
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 111.891 ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de não conhecimento da
impetração.
O decisum questionado tem, no que importa, o seguinte teor:
“Quanto à pleiteada absolvição do Réu, verifica-se que o recurso
especial foi interposto somente com fundamento na alínea c do
permissivo constitucional. No entanto, o Agravante não demonstrou o
dissenso pretoriano, não havendo sequer a citação de julgado que
supostamente deu diferente interpretação à lei federal. Incide, assim, a
Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal:
'É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia'.
Com relação à insurgência alternativa, cumpre transcrever os
fundamentos do aresto objurgado:
'Por fim, a prisão do recorrido ao lado do menor que
portava o cordão roubado da vítima em seu bolso serve como
mais um indício de prova capaz de sustentar o édito
condenatório em seu desfavor.
(...)
Confirmada a existência da autoria e da materialidade do
delito de roubo, passo à análise da causa de aumento imputada
ao Apelado, qual seja, cometer o delito em concurso de duas ou
mais pessoas (artigo 157, § 2..., II, Código Penal Brasileiro).
Todos os depoimentos prestados no bojo destes autos são
em um único sentido: a vítima fora atacada por duas pessoas,
que oportunamente foram reconhecidas.
Em seu depoimento em Juízo, o Policial Militar afirma que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.891 / ES
'o denunciado estava junto com outro indivíduo no momento
em que foi preso, não havendo mais nenhum indivíduo próximo
aos dois; que o indivíduo que estava na companhia do
denunciado estava em poder do cordão da vítima (…)' (fls. 95).
A vítima foi enfática ao declarar a ação dos coautores às
fls. 93:
'ao lado da escola Polivalente, dois indivíduos os quais já
havia visto a alguma distância, sem imaginar risco, partiram
para cima do depoente, sem mesmo anunciar assalto; [...] que os
dois indivíduos apenas largaram o depoente quando uma
moradora de um prédio vizinho, ouvindo os gritos de socorro do
depoente, passou a gritar com os indivíduos (...)'
Portanto, de um simples lançar de olhos sobre as provas
conclui-se que o cometimento do crime se deu em concurso de
duas pessoas, satisfazendo, com isso, o requisito exigido no
parágrafo 2... do artigo 157 do Código Penal' (fls. 269/270).
Com relação à quaestio juris arguida no presente recurso,
referente à não aplicação da majorante prevista no inciso II do § 2. do
art. 157 do Código Penal quando presentes agentes inimputáveis,
constata-se que não houve apreciação do tema, sob essa perspectiva,
pelo Tribunal a quo, carecendo a matéria do indispensável
prequestionamento viabilizador do recurso especial. A propósito, o que
se considera, para efeitos de satisfação desse requisito, é o debate e a
decisão efetiva da Corte de origem acerca da matéria federal suscitada.
Assim, incidem na espécie as Súmulas n.s 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal.
Ante o exposto, com fundamento no art. 544, § 4., inciso II,
alínea b, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3. do Código de
Processo Penal, CONHEÇO do agravo para NEGAR
SEGUIMENTO ao recurso especial”.
Conforme relatado, a impetrante postula o afastamento da causa de
aumento de pena relativa ao concurso de agentes, ao fundamento de que
a referida majorante somente tem lugar quando se tratar de corréu
imputável e, in casu, o coautor é inimputável, porque menor de 18 anos.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.891 / ES
'o denunciado estava junto com outro indivíduo no momento
em que foi preso, não havendo mais nenhum indivíduo próximo
aos dois; que o indivíduo que estava na companhia do
denunciado estava em poder do cordão da vítima (…)' (fls. 95).
A vítima foi enfática ao declarar a ação dos coautores às
fls. 93:
'ao lado da escola Polivalente, dois indivíduos os quais já
havia visto a alguma distância, sem imaginar risco, partiram
para cima do depoente, sem mesmo anunciar assalto; [...] que os
dois indivíduos apenas largaram o depoente quando uma
moradora de um prédio vizinho, ouvindo os gritos de socorro do
depoente, passou a gritar com os indivíduos (...)'
Portanto, de um simples lançar de olhos sobre as provas
conclui-se que o cometimento do crime se deu em concurso de
duas pessoas, satisfazendo, com isso, o requisito exigido no
parágrafo 2... do artigo 157 do Código Penal' (fls. 269/270).
Com relação à quaestio juris arguida no presente recurso,
referente à não aplicação da majorante prevista no inciso II do § 2. do
art. 157 do Código Penal quando presentes agentes inimputáveis,
constata-se que não houve apreciação do tema, sob essa perspectiva,
pelo Tribunal a quo, carecendo a matéria do indispensável
prequestionamento viabilizador do recurso especial. A propósito, o que
se considera, para efeitos de satisfação desse requisito, é o debate e a
decisão efetiva da Corte de origem acerca da matéria federal suscitada.
Assim, incidem na espécie as Súmulas n.s 282 e 356 do Supremo
Tribunal Federal.
Ante o exposto, com fundamento no art. 544, § 4., inciso II,
alínea b, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3. do Código de
Processo Penal, CONHEÇO do agravo para NEGAR
SEGUIMENTO ao recurso especial”.
Conforme relatado, a impetrante postula o afastamento da causa de
aumento de pena relativa ao concurso de agentes, ao fundamento de que
a referida majorante somente tem lugar quando se tratar de corréu
imputável e, in casu, o coautor é inimputável, porque menor de 18 anos.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.891 / ES
Aduz, ainda, que, em função da aplicação da majorante em causa, a
condenação do paciente pelo crime de corrupção de menores implicaria
bis in idem.
Entretanto, o writ não deve ser conhecido.
Com efeito, verifico que as alegações constantes neste habeas corpus
não foram objeto de apreciação pela Corte Superior, em razão da negativa
de seguimento ao recurso especial lá manejado.
Como visto, o Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça limitou-se a examinar os
requisitos de recorribilidade e concluiu pela inexistência deles, sem,
contudo, apreciar as questões suscitadas neste writ.
Essa circunstância também impede o exame das matérias por este
Tribunal, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância,
com evidente extravasamento dos limites de competência descritos no art.
102 da Constituição Federal.
Nesse sentido, transcrevo a ementa do HC 108.778/SP, de minha
relatoria, julgado na Primeira Turma.
“HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
QUESTÕES NÃO ANALISADAS PELO TRIBUNAL A QUO.
DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REVOLVIMENTO DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE.
HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
I – As alegações constantes neste writ não foram objeto de
apreciação pelo Superior Tribunal de Justiça, circunstância que
impede o exame da matéria por esta Suprema Corte, sob pena de
incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente
extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da
Constituição Federal. Precedentes.
II – A condenação do paciente deu-se mediante ampla cognição,
com detalhada e aprofundada análise do conjunto fático-probatório,
cujo revolvimento é inviável na via eleita. Precedentes.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.891 / ES
Aduz, ainda, que, em função da aplicação da majorante em causa, a
condenação do paciente pelo crime de corrupção de menores implicaria
bis in idem.
Entretanto, o writ não deve ser conhecido.
Com efeito, verifico que as alegações constantes neste habeas corpus
não foram objeto de apreciação pela Corte Superior, em razão da negativa
de seguimento ao recurso especial lá manejado.
Como visto, o Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça limitou-se a examinar os
requisitos de recorribilidade e concluiu pela inexistência deles, sem,
contudo, apreciar as questões suscitadas neste writ.
Essa circunstância também impede o exame das matérias por este
Tribunal, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância,
com evidente extravasamento dos limites de competência descritos no art.
102 da Constituição Federal.
Nesse sentido, transcrevo a ementa do HC 108.778/SP, de minha
relatoria, julgado na Primeira Turma.
“HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
QUESTÕES NÃO ANALISADAS PELO TRIBUNAL A QUO.
DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REVOLVIMENTO DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE.
HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
I – As alegações constantes neste writ não foram objeto de
apreciação pelo Superior Tribunal de Justiça, circunstância que
impede o exame da matéria por esta Suprema Corte, sob pena de
incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente
extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da
Constituição Federal. Precedentes.
II – A condenação do paciente deu-se mediante ampla cognição,
com detalhada e aprofundada análise do conjunto fático-probatório,
cujo revolvimento é inviável na via eleita. Precedentes.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.891 / ES
III – Habeas corpus não conhecido”.
Na mesma linha, cito os seguintes precedentes, entre outros: HC
101.410/SP e HC 96.220/PR, ambos de relatoria da Ministra Cármen Lúcia;
HC 99.031-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 96.623/SP, Rel. Min. Menezes
Direito; HC 84.349/ES, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; HC 86.997/DF, Rel.
Min. Carlos Velloso; HC 98.216/AC, de minha relatoria.
Ainda que assim não fosse, as pretensões não comportariam
acolhida.
Relativamente à aplicação da causa de aumento referente ao
concurso de agentes, anoto que a circunstância de se tratar de corréu
inimputável não ilide a incidência da majorante, uma vez que basta que o
crime seja cometido por duas ou mais pessoas, não importando que uma
delas seja inimputável ou mesmo não identificada.
Transcrevo, por oportuno, o que consignou a representante do
Ministério Público Federal em seu parecer:
“Segundo Cezar Roberto Bitencourt, para a aplicação da
majorante em epígrafe basta a ocorrência de duas ou mais pessoas na
prática do crime, ainda que qualquer delas seja inimputável ou não
seja identificada [In Código Penal Comentado - 6... ed. atual. - São
Paulo: Saraiva, 2010].
17. De fato, a presença de mais de um agente – seja ele maior ou
menor de 18 anos, identificável ou não – contribui para uma maior
intimidação da vítima, elevando, via de consequência, a gravidade da
ação criminosa.
18. Assim, a presença da qualificadora justifica-se pela
colaboração de outra pessoa na prática do evento, facilitando a
execução, tornando mais vulnerável o bem atingido e dificultando a
defesa da res furtiva”.
Em recente julgamento, a Primeira Turma desta Corte adotou a
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 111.891 / ES
III – Habeas corpus não conhecido”.
Na mesma linha, cito os seguintes precedentes, entre outros: HC
101.410/SP e HC 96.220/PR, ambos de relatoria da Ministra Cármen Lúcia;
HC 99.031-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau; HC 96.623/SP, Rel. Min. Menezes
Direito; HC 84.349/ES, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; HC 86.997/DF, Rel.
Min. Carlos Velloso; HC 98.216/AC, de minha relatoria.
Ainda que assim não fosse, as pretensões não comportariam
acolhida.
Relativamente à aplicação da causa de aumento referente ao
concurso de agentes, anoto que a circunstância de se tratar de corréu
inimputável não ilide a incidência da majorante, uma vez que basta que o
crime seja cometido por duas ou mais pessoas, não importando que uma
delas seja inimputável ou mesmo não identificada.
Transcrevo, por oportuno, o que consignou a representante do
Ministério Público Federal em seu parecer:
“Segundo Cezar Roberto Bitencourt, para a aplicação da
majorante em epígrafe basta a ocorrência de duas ou mais pessoas na
prática do crime, ainda que qualquer delas seja inimputável ou não
seja identificada [In Código Penal Comentado - 6... ed. atual. - São
Paulo: Saraiva, 2010].
17. De fato, a presença de mais de um agente – seja ele maior ou
menor de 18 anos, identificável ou não – contribui para uma maior
intimidação da vítima, elevando, via de consequência, a gravidade da
ação criminosa.
18. Assim, a presença da qualificadora justifica-se pela
colaboração de outra pessoa na prática do evento, facilitando a
execução, tornando mais vulnerável o bem atingido e dificultando a
defesa da res furtiva”.
Em recente julgamento, a Primeira Turma desta Corte adotou a
4
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.891 / ES
mesma orientação, senão vejamos:
“Habeas corpus. Roubo majorado pelo concurso de agentes.
Artigo 157, § 2..., inciso II, do Código Penal. Delito cometido em
concurso com menor inimputável. Pretendida exclusão de causa de
aumento de pena. Irrelevância. Incidência da majorante. Ordem
denegada. 1. O fato de o crime ter sido cometido por duas
pessoas, sendo uma delas menor inimputável, não tem o
condão de descaracterizar o concurso de agentes, de modo a
excluir a causa de aumento prevista no inciso II do § 2... do art.
157 do Código Penal. 2. Ordem denegada” (HC 110.425/ES, Rel.
Min. Dias Toffoli – grifos meus).
De outra banda, a condenação por roubo qualificado pelo concurso
de agentes (no qual se tutela o patrimônio) bem como pela corrupção de
menores não implica bis in idem, haja vista que o bem jurídico tutelado
nesse último crime é a integridade moral do menor de 18 anos, de modo
que se trata de delitos autônomos.
Nesse sentido, trago à colação a seguinte ementa:
“PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ROUBO
CIRCUNSTANCIADO E CORRUPÇÃO DE MENORES (Código Penal Brasileiro,
ART. 157, § 2..., I E II, DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1... DA LEI N.
2.252/54). INICIATIVA DO ADOLESCENTE. REEXAME DE
FATOS. CRIME FORMAL, NÃO SE EXIGINDO, PARA SUA
CONFIGURAÇÃO, AUSÊNCIA DA CONDIÇÃO DE
CORROMPIDO DO MENOR. PRECEDENTES. 1. O crime de
corrupção de menores é formal, bastando, para sua configuração, que o
maior pratique com o menor a infração penal ou o induza a praticá-la.
Precedentes: RHC 107760, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de
24/8/2011; RHC 103354/DF, rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJ de
9/8/2011; HC 92.014/SP, Rel. originário Min. Ricardo Lewandowski,
Rel. p/ o acórdão Min. Menezes de Direito, Primeira Turma, DJe de
21/11/2008 e HC 97.197/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe de 04/12/2009. 2. A configuração do crime de corrupção
5
Supremo Tribunal Federal
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mesma orientação, senão vejamos:
“Habeas corpus. Roubo majorado pelo concurso de agentes.
Artigo 157, § 2..., inciso II, do Código Penal. Delito cometido em
concurso com menor inimputável. Pretendida exclusão de causa de
aumento de pena. Irrelevância. Incidência da majorante. Ordem
denegada. 1. O fato de o crime ter sido cometido por duas
pessoas, sendo uma delas menor inimputável, não tem o
condão de descaracterizar o concurso de agentes, de modo a
excluir a causa de aumento prevista no inciso II do § 2... do art.
157 do Código Penal. 2. Ordem denegada” (HC 110.425/ES, Rel.
Min. Dias Toffoli – grifos meus).
De outra banda, a condenação por roubo qualificado pelo concurso
de agentes (no qual se tutela o patrimônio) bem como pela corrupção de
menores não implica bis in idem, haja vista que o bem jurídico tutelado
nesse último crime é a integridade moral do menor de 18 anos, de modo
que se trata de delitos autônomos.
Nesse sentido, trago à colação a seguinte ementa:
“PENAL.
HABEAS
CORPUS.
ROUBO
CIRCUNSTANCIADO E CORRUPÇÃO DE MENORES (Código Penal Brasileiro,
ART. 157, § 2..., I E II, DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1... DA LEI N.
2.252/54). INICIATIVA DO ADOLESCENTE. REEXAME DE
FATOS. CRIME FORMAL, NÃO SE EXIGINDO, PARA SUA
CONFIGURAÇÃO, AUSÊNCIA DA CONDIÇÃO DE
CORROMPIDO DO MENOR. PRECEDENTES. 1. O crime de
corrupção de menores é formal, bastando, para sua configuração, que o
maior pratique com o menor a infração penal ou o induza a praticá-la.
Precedentes: RHC 107760, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...Turma, DJ de
24/8/2011; RHC 103354/DF, rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJ de
9/8/2011; HC 92.014/SP, Rel. originário Min. Ricardo Lewandowski,
Rel. p/ o acórdão Min. Menezes de Direito, Primeira Turma, DJe de
21/11/2008 e HC 97.197/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe de 04/12/2009. 2. A configuração do crime de corrupção
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 111.891 / ES
de menores prescinde de prévia condição de corrompido do menor,
uma vez que o anseio social é a sua recuperação. 3. Concluir que o
menor foi, ou não, induzido à prática do crime de roubo demanda
aprofundado reexame de fatos e provas, no afã de aferir-se a tipificação
do fato ao crime de corrupção de menores. 4. In casu, o paciente foi
denunciado pela prática do crime de roubo circunstanciado
pelo emprego de arma de fogo e pelo concurso de agentes (Código Penal Brasileiro,
art. 157, § 2..., I e II), bem como pelo crime de corrupção de
menor (Lei n. 2.252/54), por tê-lo induzido à prática do crime de
roubo. 5. A mens legis da norma insculpida no art. 1... da Lei n.
2.252/54 é a integridade moral do menor de dezoito anos e a
preservação dos padrões éticos da sociedade. O argumento
simplista de que o crime não se consuma caso o menor já se encontre
corrompido, por ter praticado algum crime, não pode prosperar, sob
pena de desvirtuamento dos escopos consubstanciadores do direito
penal na recuperação e na reinserção do infrator na sociedade do
menor de dezoito anos, cuja integridade moral é bem jurídico tutelado
pelo artigo 1... da Lei n. 2.252/54. 6. Habeas corpus denegado.” (HC
93.354/PR, Rel. Min. Luiz Fux – grifos meus).
Por fim, embora o trânsito em julgado da condenação não constitua
óbice formal ao manuseio de habeas corpus, no caso sob exame, entendo
que a impetrante pretende, na verdade, o rejulgamento do caso, medida
impossível na via estreita do writ.
Com efeito, tenho reiteradamente assentado que, salvo em hipóteses
excepcionais de evidente teratologia ou de flagrante cerceamento de
defesa que impliquem em grave prejuízo para o réu, considero que o
habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo
espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal.
Feitas essas considerações, restrinjo-me a não conhecer deste habeas
corpus.
6
Supremo Tribunal Federal
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HC 111.891 / ES
de menores prescinde de prévia condição de corrompido do menor,
uma vez que o anseio social é a sua recuperação. 3. Concluir que o
menor foi, ou não, induzido à prática do crime de roubo demanda
aprofundado reexame de fatos e provas, no afã de aferir-se a tipificação
do fato ao crime de corrupção de menores. 4. In casu, o paciente foi
denunciado pela prática do crime de roubo circunstanciado
pelo emprego de arma de fogo e pelo concurso de agentes (Código Penal Brasileiro,
art. 157, § 2..., I e II), bem como pelo crime de corrupção de
menor (Lei n. 2.252/54), por tê-lo induzido à prática do crime de
roubo. 5. A mens legis da norma insculpida no art. 1... da Lei n.
2.252/54 é a integridade moral do menor de dezoito anos e a
preservação dos padrões éticos da sociedade. O argumento
simplista de que o crime não se consuma caso o menor já se encontre
corrompido, por ter praticado algum crime, não pode prosperar, sob
pena de desvirtuamento dos escopos consubstanciadores do direito
penal na recuperação e na reinserção do infrator na sociedade do
menor de dezoito anos, cuja integridade moral é bem jurídico tutelado
pelo artigo 1... da Lei n. 2.252/54. 6. Habeas corpus denegado.” (HC
93.354/PR, Rel. Min. Luiz Fux – grifos meus).
Por fim, embora o trânsito em julgado da condenação não constitua
óbice formal ao manuseio de habeas corpus, no caso sob exame, entendo
que a impetrante pretende, na verdade, o rejulgamento do caso, medida
impossível na via estreita do writ.
Com efeito, tenho reiteradamente assentado que, salvo em hipóteses
excepcionais de evidente teratologia ou de flagrante cerceamento de
defesa que impliquem em grave prejuízo para o réu, considero que o
habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo
espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal.
Feitas essas considerações, restrinjo-me a não conhecer deste habeas
corpus.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.891
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO ARESP n 3102 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido, nos
termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Thiago
Piloni, Defensor Público do Estado do Espírito Santo. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 111.891
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : FELIPE GOMES DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO ARESP n 3102 DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido, nos
termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Thiago
Piloni, Defensor Público do Estado do Espírito Santo. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 111 . 891",
"ARESP n 3102 DO SUPERIOR",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 111 . 891 / ES",
"HABEAS CORPUS 111 . 891",
"ARESP n 3102 DO",
"Recurso Especial 3 . 102 / ES do",
"HABEAS CORPUS 111 . 891",
"ARESP n 3102",
"Agravo em Recurso Especial 3 . 102 / ES",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 111 . 891 / ES",
"HABEAS CORPUS 111 . 891",
"Súmula n . 284 do Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 111 . 891",
"Súmula n . 284 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 111 . 891 / ES",
"Súmulas n . s 282",
"HC 111 . 891 / ES",
"Súmulas n . s 282",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 108 . 778 / SP",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 108 . 778 / SP",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 101 . 410 / SP",
"HC 96 . 220 / PR",
"HC 99 . 031 - AgR / SP",
"HC 96 . 623 / SP",
"HC 84 . 349 / ES",
"HC 86 . 997 / DF",
"HC 98 . 216 / AC",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 101 . 410 / SP",
"HC 96 . 220 / PR",
"HC 99 . 031 - AgR / SP",
"HC 96 . 623 / SP",
"HC 84 . 349 / ES",
"HC 86 . 997 / DF",
"HC 98 . 216 / AC",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 110 . 425 / ES",
"RHC 107760",
"RHC 103354 / DF",
"HC 92 . 014 / SP",
"HC 97 . 197 / PR",
"HC 111 .",
"HC 110 . 425 / ES",
"RHC 107760",
"RHC 103354 / DF",
"HC 92 . 014 / SP",
"HC 97 . 197 / PR",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 93 . 354 / PR",
"HC 111 . 891 / ES",
"HC 93 . 354 / PR",
"HABEAS CORPUS 111 . 891",
"ARESP n 3102 DO SUPERIOR",
"HABEAS CORPUS 111 . 891",
"ARESP n 3102"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , II ,",
"art . 307 (",
"art . 1 . . . da Lei 2 . 252 / 1954",
"art . 157 , § 2 . . . , II , do Código Penal",
"-",
"B da Lei 8 . 069 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , II ,",
"art . 307 (",
"art . 1 . . . da Lei 2 . 252 / 1954",
"art . 157 , § 2 . . . , II , do Código Penal",
"art . 244 - B da Lei 8 . 069 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso II do § 2 . . . do art . 157 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso II do § 2 . . . do art . 157 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 157 , § 2 . . . , II , Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 157 , § 2 . . . , II , Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"parágrafo 2 . . . do artigo 157 do Código Penal",
"inciso II do § 2 . do art . 157 do Código Penal",
"art . 544 , § 4 . , inciso II , alínea b , do Código de Processo Civil",
"art . 3 . do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"parágrafo 2 . . . do artigo 157 do Código Penal",
"inciso II do § 2 . do art . 157 do Código Penal",
"art . 544 , § 4 . , inciso II , alínea b , do Código de Processo Civil",
"art . 3 . do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 157 , § 2 . . . , inciso II , do Código Penal",
"inciso II do § 2 . . . do art . 157 do Código Penal",
"Código Penal Brasileiro",
"ART . 157 , § 2 . . . , I E II , DO CÓDIGO PENAL",
"ART . 1 . . . DA LEI N . 2 . 252 / 54",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 157 , § 2 . . . , inciso II , do Código Penal",
"inciso II do § 2 . . . do art . 157 do Código Penal",
"Código Penal Brasileiro",
"ART . 157 , § 2 . . . , I E II , DO CÓDIGO PENAL",
"ART . 1 . . . DA LEI N . 2 . 252 / 54",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 157 , § 2 . . . , I e II",
"Lei n . 2 . 252 / 54",
"art . 1 . . . da Lei n . 2 . 252 / 54",
"artigo 1 . . . da Lei n . 2 . 252 / 54",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 157 , § 2 . . . , I e II",
"Lei n . 2 . 252 / 54",
"Lei n . 2 . 252 / 54",
"artigo 1 . . . da Lei n . 2 . 252 / 54",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"Brasília",
"Brasília",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"São Paulo",
"São Paulo",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"Estado do Espírito Santo",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"Estado do Espírito Santo"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público do Estado do Espírito Santo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE",
"Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público do Estado do Espírito Santo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"escola",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"escola",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Saraiva",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Saraiva",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"891",
"ES",
"1",
".",
"1",
".",
". . Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"FELIPE GOMES DA SILVA",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"FELIPE GOMES DA SILVA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"FELIPE GOMES DA SILVA",
"Laurita Vaz",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"FELIPE GOMES DA SILVA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"FELIPE GOMES DA SILVA",
"Laurita Vaz",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Cláudia Sampaio Marques",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Menezes Direito",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Cezar Roberto Bitencourt",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Menezes Direito",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Cezar Roberto Bitencourt",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Menezes de Direito",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Menezes de Direito",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"FELIPE GOMES DA SILVA",
"Thiago Piloni",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"FELIPE GOMES DA SILVA",
"Thiago Piloni",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"1",
"/",
"2012",
"25",
"/",
"1",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"1",
"/",
"2012",
"25",
"/",
"1",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"8",
"/",
"2011",
"9",
"/",
"8",
"/",
"2011",
"21",
"/",
"11",
"/",
"2008",
"04",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"8",
"/",
"2011",
"9",
"/",
"8",
"/",
"2011",
"21",
"/",
"11",
"/",
"2008",
"04",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591 ACRE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S)
:EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S)
:DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E
OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no §
2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco
Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 25 de novembro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7400798.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591 ACRE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S)
:EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S)
:DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 11 de setembro de
2014, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7400799.
Supremo Tribunal Federal
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591 ACRE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S)
:EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S)
:DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 11 de setembro de
2014, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 832591 AGR / AC
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Acre, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia, discorrendo acerca da existência de
violação aos artigos 2º, 5º, inciso XXXVI, e 37, cabeça, da Carta Federal.
Sustenta a impertinência dos Verbetes nºs 279 e 280 da Súmula do
Supremo.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 832591 AGR / AC
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Acre, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia, discorrendo acerca da existência de
violação aos artigos 2º, 5º, inciso XXXVI, e 37, cabeça, da Carta Federal.
Sustenta a impertinência dos Verbetes nºs 279 e 280 da Súmula do
Supremo.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591 ACRE
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal
consignou, em síntese:
FAZENDA PÚBLICA. PROFESSORES. CARREIRA. LEI
COMPLEMENTAR
144/2005.
OCORRÊNCIA
DE
PROGRESSÃO EXCEPCIONAL. INAPLICAÇÃO PELO
ESTADO DO ESTABELECIDO EM LEI PARA A REALIZAÇÃO
DAS PROMOÇÕES. A CADA TRÊS ANOS, A PARTIR DA
EDIÇÃO E ENTRADA EM VIGOR DA LEI COMPLEMENTAR
ESTADUAL N° 144/2005. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO
PECUNIÁRIA. RECLAMAÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE.
APELAÇÃO DOS AUTORES. SENTENÇA REFORMADA.
RECURSO PROVIDO.
1. Promoção aos professores ocorrida em setembro de 2006
de forma excepcional (18 meses após a LCE 144/2005).
Promoções que devem ocorrer a cada três anos, a partir da Lei
Complementar Estadual n° 144/2005. Primeira promoção após a
LCE 144/2005, que deveria ocorrer em agosto de 2008, não
aconteceu. Partes reclamantes que pedem a diferença
pecuniária refletida no tempo entre as datas de progressão
respectivas.
2. LCE 144/2005 que prevê, expressamente, que a partir
dela (março de 2005) as progressões ocorreriam a cada três
anos.
3. Diante das provas e das evidências, é de se dar
procedência aos pedidos, condenando o Estado a pagar as
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Supremo Tribunal Federal
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591 ACRE
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal
consignou, em síntese:
FAZENDA PÚBLICA. PROFESSORES. CARREIRA. LEI
COMPLEMENTAR
144/2005.
OCORRÊNCIA
DE
PROGRESSÃO EXCEPCIONAL. INAPLICAÇÃO PELO
ESTADO DO ESTABELECIDO EM LEI PARA A REALIZAÇÃO
DAS PROMOÇÕES. A CADA TRÊS ANOS, A PARTIR DA
EDIÇÃO E ENTRADA EM VIGOR DA LEI COMPLEMENTAR
ESTADUAL N° 144/2005. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO
PECUNIÁRIA. RECLAMAÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE.
APELAÇÃO DOS AUTORES. SENTENÇA REFORMADA.
RECURSO PROVIDO.
1. Promoção aos professores ocorrida em setembro de 2006
de forma excepcional (18 meses após a LCE 144/2005).
Promoções que devem ocorrer a cada três anos, a partir da Lei
Complementar Estadual n° 144/2005. Primeira promoção após a
LCE 144/2005, que deveria ocorrer em agosto de 2008, não
aconteceu. Partes reclamantes que pedem a diferença
pecuniária refletida no tempo entre as datas de progressão
respectivas.
2. LCE 144/2005 que prevê, expressamente, que a partir
dela (março de 2005) as progressões ocorreriam a cada três
anos.
3. Diante das provas e das evidências, é de se dar
procedência aos pedidos, condenando o Estado a pagar as
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 832591 AGR / AC
diferenças respectivas, em cada caso, de acordo com os
períodos e contratos comprovados, o que se faz por decorrência
legal específica e direta.
4. Recurso provido, este e cada um dos 74 sobre o mesmo
tema, no sentido de dar provimento, julgando procedentes as
reclamações feitas nos autos enumerados na relação de
julgamento, envolvendo professores da rede estadual e o
Estado do Acre, condenando o Estado do Acre ao pagamento
dos valores constantes nas respectivas tabelas que acompanham
os pedidos de pagamentos de diferenças de progressões, nos
períodos respectivos, reconhecendo que as progressões
deveriam ter sido feitas, e devem ser, a cada três anos, a partir
de março de 2005, pelo que os períodos seguintes são março de
2008, março de 2011, março de 2014, e sucessivamente.
5. Sobre eventual prescrição, as incidências serão
verificadas retroativamente, ficando delimitados os períodos, a
partir do ajuizamento de cada ação respectiva, para trás, sendo
essa distribuição de cada ação o termo inicial para verificação
de eventuais incidências de lapsos prescricionais. Juros desde a
citação. Correção monetária a partir do ajuizamento da ação.
6. Sem custas nem honorários advocatícios, por incabíveis.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7400800.
Supremo Tribunal Federal
ARE 832591 AGR / AC
diferenças respectivas, em cada caso, de acordo com os
períodos e contratos comprovados, o que se faz por decorrência
legal específica e direta.
4. Recurso provido, este e cada um dos 74 sobre o mesmo
tema, no sentido de dar provimento, julgando procedentes as
reclamações feitas nos autos enumerados na relação de
julgamento, envolvendo professores da rede estadual e o
Estado do Acre, condenando o Estado do Acre ao pagamento
dos valores constantes nas respectivas tabelas que acompanham
os pedidos de pagamentos de diferenças de progressões, nos
períodos respectivos, reconhecendo que as progressões
deveriam ter sido feitas, e devem ser, a cada três anos, a partir
de março de 2005, pelo que os períodos seguintes são março de
2008, março de 2011, março de 2014, e sucessivamente.
5. Sobre eventual prescrição, as incidências serão
verificadas retroativamente, ficando delimitados os períodos, a
partir do ajuizamento de cada ação respectiva, para trás, sendo
essa distribuição de cada ação o termo inicial para verificação
de eventuais incidências de lapsos prescricionais. Juros desde a
citação. Correção monetária a partir do ajuizamento da ação.
6. Sem custas nem honorários advocatícios, por incabíveis.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 832591 AGR / AC
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 832591 AGR / AC
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
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Extrato de Ata - 25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591
PROCED. : ACRE
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S) : EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S) : DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma,
25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591
PROCED. : ACRE
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S) : EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S) : DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma,
25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7489947
| 2014-11-25T00:00:00
| 2014-12-16T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.
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sjur288217
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Número de páginas: 7.
Análise: 26/01/2015, AUR.
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MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
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832591
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-EST LCP-000144 ANO-2005\n LEI COMPLEMENTAR, AC"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
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ARE 832591 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S) : EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S) : DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591 ACRE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S)
:EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S)
:DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E
OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no §
2... do artigo 557 do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco
Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 25 de novembro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591 ACRE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S)
:EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S)
:DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 11 de setembro de
2014, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
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Supremo Tribunal Federal
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591 ACRE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S)
:EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S)
:DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 11 de setembro de
2014, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
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Relatório
ARE 832591 AGR / AC
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Acre, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia, discorrendo acerca da existência de
violação aos artigos 2..., 5..., inciso XXXVI, e 37, cabeça, da Carta Federal.
Sustenta a impertinência dos Verbetes ns 279 e 280 da Súmula do
Supremo.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 832591 AGR / AC
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Acre, na minuta do regimental, insiste na índole
constitucional da controvérsia, discorrendo acerca da existência de
violação aos artigos 2..., 5..., inciso XXXVI, e 37, cabeça, da Carta Federal.
Sustenta a impertinência dos Verbetes ns 279 e 280 da Súmula do
Supremo.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591 ACRE
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal
consignou, em síntese:
FAZENDA PÚBLICA. PROFESSORES. CARREIRA. LEI
COMPLEMENTAR
144/2005.
OCORRÊNCIA
DE
PROGRESSÃO EXCEPCIONAL. INAPLICAÇÃO PELO
ESTADO DO ESTABELECIDO EM LEI PARA A REALIZAÇÃO
DAS PROMOÇÕES. A CADA TRÊS ANOS, A PARTIR DA
EDIÇÃO E ENTRADA EM VIGOR DA LEI COMPLEMENTAR
ESTADUAL n 144/2005. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO
PECUNIÁRIA. RECLAMAÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE.
APELAÇÃO DOS AUTORES. SENTENÇA REFORMADA.
RECURSO PROVIDO.
1. Promoção aos professores ocorrida em setembro de 2006
de forma excepcional (18 meses após a LCE 144/2005).
Promoções que devem ocorrer a cada três anos, a partir da Lei
Complementar Estadual n 144/2005. Primeira promoção após a
LCE 144/2005, que deveria ocorrer em agosto de 2008, não
aconteceu. Partes reclamantes que pedem a diferença
pecuniária refletida no tempo entre as datas de progressão
respectivas.
2. LCE 144/2005 que prevê, expressamente, que a partir
dela (março de 2005) as progressões ocorreriam a cada três
anos.
3. Diante das provas e das evidências, é de se dar
procedência aos pedidos, condenando o Estado a pagar as
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Supremo Tribunal Federal
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591 ACRE
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal
consignou, em síntese:
FAZENDA PÚBLICA. PROFESSORES. CARREIRA. LEI
COMPLEMENTAR
144/2005.
OCORRÊNCIA
DE
PROGRESSÃO EXCEPCIONAL. INAPLICAÇÃO PELO
ESTADO DO ESTABELECIDO EM LEI PARA A REALIZAÇÃO
DAS PROMOÇÕES. A CADA TRÊS ANOS, A PARTIR DA
EDIÇÃO E ENTRADA EM VIGOR DA LEI COMPLEMENTAR
ESTADUAL n 144/2005. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO
PECUNIÁRIA. RECLAMAÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE.
APELAÇÃO DOS AUTORES. SENTENÇA REFORMADA.
RECURSO PROVIDO.
1. Promoção aos professores ocorrida em setembro de 2006
de forma excepcional (18 meses após a LCE 144/2005).
Promoções que devem ocorrer a cada três anos, a partir da Lei
Complementar Estadual n 144/2005. Primeira promoção após a
LCE 144/2005, que deveria ocorrer em agosto de 2008, não
aconteceu. Partes reclamantes que pedem a diferença
pecuniária refletida no tempo entre as datas de progressão
respectivas.
2. LCE 144/2005 que prevê, expressamente, que a partir
dela (março de 2005) as progressões ocorreriam a cada três
anos.
3. Diante das provas e das evidências, é de se dar
procedência aos pedidos, condenando o Estado a pagar as
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 832591 AGR / AC
diferenças respectivas, em cada caso, de acordo com os
períodos e contratos comprovados, o que se faz por decorrência
legal específica e direta.
4. Recurso provido, este e cada um dos 74 sobre o mesmo
tema, no sentido de dar provimento, julgando procedentes as
reclamações feitas nos autos enumerados na relação de
julgamento, envolvendo professores da rede estadual e o
Estado do Acre, condenando o Estado do Acre ao pagamento
dos valores constantes nas respectivas tabelas que acompanham
os pedidos de pagamentos de diferenças de progressões, nos
períodos respectivos, reconhecendo que as progressões
deveriam ter sido feitas, e devem ser, a cada três anos, a partir
de março de 2005, pelo que os períodos seguintes são março de
2008, março de 2011, março de 2014, e sucessivamente.
5. Sobre eventual prescrição, as incidências serão
verificadas retroativamente, ficando delimitados os períodos, a
partir do ajuizamento de cada ação respectiva, para trás, sendo
essa distribuição de cada ação o termo inicial para verificação
de eventuais incidências de lapsos prescricionais. Juros desde a
citação. Correção monetária a partir do ajuizamento da ação.
6. Sem custas nem honorários advocatícios, por incabíveis.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
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ARE 832591 AGR / AC
diferenças respectivas, em cada caso, de acordo com os
períodos e contratos comprovados, o que se faz por decorrência
legal específica e direta.
4. Recurso provido, este e cada um dos 74 sobre o mesmo
tema, no sentido de dar provimento, julgando procedentes as
reclamações feitas nos autos enumerados na relação de
julgamento, envolvendo professores da rede estadual e o
Estado do Acre, condenando o Estado do Acre ao pagamento
dos valores constantes nas respectivas tabelas que acompanham
os pedidos de pagamentos de diferenças de progressões, nos
períodos respectivos, reconhecendo que as progressões
deveriam ter sido feitas, e devem ser, a cada três anos, a partir
de março de 2005, pelo que os períodos seguintes são março de
2008, março de 2011, março de 2014, e sucessivamente.
5. Sobre eventual prescrição, as incidências serão
verificadas retroativamente, ficando delimitados os períodos, a
partir do ajuizamento de cada ação respectiva, para trás, sendo
essa distribuição de cada ação o termo inicial para verificação
de eventuais incidências de lapsos prescricionais. Juros desde a
citação. Correção monetária a partir do ajuizamento da ação.
6. Sem custas nem honorários advocatícios, por incabíveis.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 832591 AGR / AC
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
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Supremo Tribunal Federal
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do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
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Extrato de Ata - 25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591
PROCED. : ACRE
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S) : EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S) : DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma,
25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.591
PROCED. : ACRE
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE
AGDO.(A/S) : EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA
ADV.(A/S) : DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma,
25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832 . 591 ACRE",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832 . 591 ACRE",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"ARE 832591 AGR / AC",
"Verbetes ns 279 e 280 da Súmula do Supremo",
"ARE 832591 AGR / AC",
"Verbetes ns 279 e 280 da Súmula do Supremo",
"ARE 832591 AGR / AC",
"ARE 832591 AGR / AC",
"ARE 832591 AGR / AC",
"ARE 832591 AGR / AC"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , inciso XXXVI , e 37 , cabeça , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 2 . . . , 5 . . . , inciso XXXVI , e 37 , cabeça , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR 144 / 2005",
"LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 144 / 2005",
"LCE 144 / 2005",
"Lei Complementar Estadual n 144 / 2005",
"LCE 144 / 2005",
"LCE 144 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR 144 / 2005",
"LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 144 / 2005",
"LCE 144 / 2005",
"Lei Complementar Estadual n 144 / 2005",
"LCE 144 / 2005",
"LCE 144 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DO ACRE",
"ESTADO DO ACRE",
"Brasília",
"ESTADO DO ACRE",
"ESTADO DO ACRE",
"ESTADO DO ACRE",
"ESTADO DO ACRE",
"Estado do Acre",
"Estado do Acre",
"ESTADO DO ESTABELECIDO",
"ESTADO DO ESTABELECIDO",
"Estado do Acre",
"Estado do Acre",
"Estado do Acre",
"Estado do Acre",
"ACRE",
"ESTADO DO ACRE",
"ESTADO DO ACRE",
"Lima",
"/",
"Peru",
"ACRE",
"ESTADO DO ACRE",
"ESTADO DO ACRE",
"Lima",
"/",
"Peru"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"FAZENDA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Departamento para a Cooperação e a Observação Eleitoral da",
"Secretaria de Assuntos Políticos da Organização dos Estados Americanos",
"DECO",
"Júri Nacional de Eleições do Peru",
"JNE",
"Departamento Nacional de Processos Eleitorais do Peru",
"ONPE",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Departamento para a Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos Políticos da Organização dos Estados Americanos",
"DECO",
"Júri Nacional de Eleições do Peru",
"JNE",
"Departamento Nacional de Processos Eleitorais do Peru",
"ONPE",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA",
"DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA",
"DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA",
"DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA",
"DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"EUDA LOPES FERNANDES GOUVEIA",
"DOUGLLAS JONATHAN SANTIAGO DE SOUZA",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"25 de novembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"11 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"11 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"setembro de 2006",
"agosto de 2008",
"março de 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"setembro de 2006",
"agosto de 2008",
"março de 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"março de 2005",
"março de 2008",
"março de 2011",
"março de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"março de 2005",
"março de 2008",
"março de 2011",
"março de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"25",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS – INDEFERIMENTO DA ORDEM NA ORIGEM –
IMPUGNAÇÃO. Uma vez indeferida a ordem na origem, mostra-se
adequado, para impugnar o pronunciamento, o recurso ordinário
previsto na alínea “a” do inciso II do artigo 102 da Carta Federal,
descabendo substituí-lo por idêntica medida, ou seja, pelo denominado
substitutivo do recurso ordinário constitucional.
PROCESSO – ILEGALIDADE – PERCEPÇÃO – CONCESSÃO DA
ORDEM DE OFÍCIO. Se for verificada, no processo, a existência de ato
ilegal capaz de alcançar, direta ou indiretamente, a liberdade de ir e vir
do cidadão, impõe-se a concessão da ordem de ofício.
PROCESSO-CRIME – INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA –
PARÂMETROS – DILIGÊNCIA. O fato de não haver sido requerida
diligência quando da defesa prévia, presentes interceptações telefônicas,
não é óbice ao implemento na fase do artigo 499 do Código de Processo
Penal. Precedente: Habeas Corpus nº 99.646, de minha relatoria, julgado na
Primeira Turma, cujo acórdão foi publicado no Diário da Justiça
eletrônico de 26 de março de 2010.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar inadequado o
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25
Ementa e Acórdão
HC 106.272 / RJ
habeas corpus, por ser substitutivo de recurso ordinário, mas em conceder
a ordem de ofício, nos termos do voto do relator e por empate, em sessão
presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
habeas corpus, por ser substitutivo de recurso ordinário, mas em conceder
a ordem de ofício, nos termos do voto do relator e por empate, em sessão
presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25
Relatório
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as
seguintes informações:
Ao indeferir o pedido de concessão de medida
acauteladora, em 18 de dezembro de 2010, Vossa Excelência
consignou:
IMPETRAÇÕES SUCESSIVAS – NÃO
ACOLHIMENTO DE PEDIDO DE
CONCESSÃO LIMINAR NA ORIGEM –
SUSPENSÃO DE AÇÕES PENAIS –
EXCEPCIONALIDADE
NÃO
CONFIGURADA
–
MEDIDA
ACAUTELADORA INDEFERIDA.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
A defesa do paciente, na fase do anterior artigo
499 do Código de Processo Penal, requereu a
realização
de
diligências,
apontando-as
indispensáveis à defesa, o que não foi acolhido pela
Juíza da 6ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as
seguintes informações:
Ao indeferir o pedido de concessão de medida
acauteladora, em 18 de dezembro de 2010, Vossa Excelência
consignou:
IMPETRAÇÕES SUCESSIVAS – NÃO
ACOLHIMENTO DE PEDIDO DE
CONCESSÃO LIMINAR NA ORIGEM –
SUSPENSÃO DE AÇÕES PENAIS –
EXCEPCIONALIDADE
NÃO
CONFIGURADA
–
MEDIDA
ACAUTELADORA INDEFERIDA.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
A defesa do paciente, na fase do anterior artigo
499 do Código de Processo Penal, requereu a
realização
de
diligências,
apontando-as
indispensáveis à defesa, o que não foi acolhido pela
Juíza da 6ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25
Relatório
HC 106.272 / RJ
do Rio de Janeiro. Sua Excelência assentou que o
pedido deveria e poderia ter sido formulado em
defesa prévia, ocorrendo a preclusão.
Impetrado habeas corpus no Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, o relator, Juiz Federal Abel
Gomes, indeferiu a liminar. Asseverou ser pacífico no
Tribunal o entendimento pela não concessão da
ordem em impetrações visando a obtenção de
esclarecimentos acerca das interceptações telefônicas
relacionadas à denominada “Operação Furacão”.
Afastou a alegação de cerceamento de defesa,
consignando que os dados atinentes às citadas
interceptações já estavam à disposição das defesas.
No habeas formalizado no Superior Tribunal de
Justiça – de nº 162.948 –, a relatora, Ministra Laurita
Vaz, não concedeu a medida acauteladora,
apontando, consoante jurisprudência sedimentada
daquele Tribunal, o caráter excepcional do
trancamento de ação penal. Afirmou pressupor o
deslinde da controvérsia exame aprofundado do
mérito da impetração.
Neste processo, a defesa sustenta a ausência de
prestação jurisdicional adequada, aduzindo não ter a
autoridade coatora analisado o pedido de suspensão
do andamento das ações penais. Argui a falta de
fundamentação da decisão que implicou o
indeferimento de diligências bem como o
cerceamento de defesa, articulando com a
impossibilidade de dispensá-las se o objetivo era a
averiguação da legalidade das interceptações
telefônicas implementadas. Alude ao julgamento do
Habeas Corpus nº 99.646/RJ, da relatoria de Vossa
Excelência, no qual a Primeira Turma do Supremo
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
do Rio de Janeiro. Sua Excelência assentou que o
pedido deveria e poderia ter sido formulado em
defesa prévia, ocorrendo a preclusão.
Impetrado habeas corpus no Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, o relator, Juiz Federal Abel
Gomes, indeferiu a liminar. Asseverou ser pacífico no
Tribunal o entendimento pela não concessão da
ordem em impetrações visando a obtenção de
esclarecimentos acerca das interceptações telefônicas
relacionadas à denominada “Operação Furacão”.
Afastou a alegação de cerceamento de defesa,
consignando que os dados atinentes às citadas
interceptações já estavam à disposição das defesas.
No habeas formalizado no Superior Tribunal de
Justiça – de nº 162.948 –, a relatora, Ministra Laurita
Vaz, não concedeu a medida acauteladora,
apontando, consoante jurisprudência sedimentada
daquele Tribunal, o caráter excepcional do
trancamento de ação penal. Afirmou pressupor o
deslinde da controvérsia exame aprofundado do
mérito da impetração.
Neste processo, a defesa sustenta a ausência de
prestação jurisdicional adequada, aduzindo não ter a
autoridade coatora analisado o pedido de suspensão
do andamento das ações penais. Argui a falta de
fundamentação da decisão que implicou o
indeferimento de diligências bem como o
cerceamento de defesa, articulando com a
impossibilidade de dispensá-las se o objetivo era a
averiguação da legalidade das interceptações
telefônicas implementadas. Alude ao julgamento do
Habeas Corpus nº 99.646/RJ, da relatoria de Vossa
Excelência, no qual a Primeira Turma do Supremo
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25
Relatório
HC 106.272 / RJ
deferiu a ordem em caso idêntico.
Pede a concessão de liminar, para suspender o
andamento das Ações Penais nº 2007.51.01.802.985-5
e nº 2007.51.01.811.552-8, até o exame final da
impetração em curso no Superior Tribunal de Justiça.
No mérito, pleiteia a confirmação da medida
acauteladora que vier a ser deferida, para que seja
declarada a nulidade dos referidos processos, a
partir do sumário, caso sobrevenha sentença penal
condenatória, de modo a determinar-se a realização
das diligências requeridas.
2. Na espécie, não há relevância a ditar a queima de
etapas na fase de apreciação de medida acauteladora.
Quer o trancamento da ação, quer a suspensão do
processo que a revela, colocam-se no campo da
excepcionalidade maior.
3. Indefiro a liminar.
4. Esta impetração não prejudica aquela em curso no
Superior Tribunal de Justiça. Remetam cópia desta decisão
à relatora, e não relator, como está na autuação, do Habeas
Corpus nº 162.948, Ministra Laurita Vaz.
5. Colham o parecer da Procuradoria Geral da
República.
6. Publiquem.
Brasília – residência –, 18 de dezembro de 2010, às
17h20.
Os impetrantes formularam, em 3 de fevereiro de 2011,
pedido de reconsideração do referido ato. Sustentaram que, em
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
deferiu a ordem em caso idêntico.
Pede a concessão de liminar, para suspender o
andamento das Ações Penais nº 2007.51.01.802.985-5
e nº 2007.51.01.811.552-8, até o exame final da
impetração em curso no Superior Tribunal de Justiça.
No mérito, pleiteia a confirmação da medida
acauteladora que vier a ser deferida, para que seja
declarada a nulidade dos referidos processos, a
partir do sumário, caso sobrevenha sentença penal
condenatória, de modo a determinar-se a realização
das diligências requeridas.
2. Na espécie, não há relevância a ditar a queima de
etapas na fase de apreciação de medida acauteladora.
Quer o trancamento da ação, quer a suspensão do
processo que a revela, colocam-se no campo da
excepcionalidade maior.
3. Indefiro a liminar.
4. Esta impetração não prejudica aquela em curso no
Superior Tribunal de Justiça. Remetam cópia desta decisão
à relatora, e não relator, como está na autuação, do Habeas
Corpus nº 162.948, Ministra Laurita Vaz.
5. Colham o parecer da Procuradoria Geral da
República.
6. Publiquem.
Brasília – residência –, 18 de dezembro de 2010, às
17h20.
Os impetrantes formularam, em 3 de fevereiro de 2011,
pedido de reconsideração do referido ato. Sustentaram que, em
3
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Relatório
HC 106.272 / RJ
caso análogo, no julgamento do Habeas Corpus nº 99.646/RJ, da
relatoria de Vossa Excelência, a ordem foi deferida para que o
Juízo desse cumprimento à diligência requerida pela defesa na
Ação Penal nº 2007.51.01.806354-1 (Operação Furacão 3). Da
mesma forma, no Habeas Corpus nº 100.988/RJ, também da
relatoria de Vossa Excelência, implementou-se liminar para
suspender o curso das Ações Penais nº 2007.51.01.804865-5
(Operação Furacão 2) e nº 2007.51.01.807604-3 (Operação
Furacão 4), até o exame de mérito do Habeas Corpus nº
148.248/RJ pelo Superior Tribunal de Justiça. Aduziram a
presença do sinal do bom direito e do perigo da demora, a
justificar a pretensão.
A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que
a espécie não comporta a mitigação do Verbete nº 691 da
Súmula do Supremo, porquanto ausente circunstância
indicadora de flagrante ilegalidade ou abuso de poder. Ressalta
que o indeferimento das diligências pretendidas deu-se de
forma fundamentada pelo Juízo processante e que ocorrera a
preclusão, pois “poderiam e deveriam ter sido formulados na
fase da defesa prévia”. Anota caber ao magistrado avaliar a
necessidade das diligências requeridas, autorizando-as ou não.
Opina no sentido do não conhecimento da ordem ou, no mérito,
pelo indeferimento do habeas.
Ante a passagem do tempo, Vossa Excelência despachou,
em 5 de outubro de 2011, solicitando informações ao Juízo da 6ª
Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro
sobre o estágio atual das Ações Penais nº 2007.51.01.802.985-5
(Operação Furacão 1) e 2007.51.01.811.552-8. Em resposta, de 27
de outubro do mesmo ano, comunicou-se que, na primeira
ação, o julgamento foi convertido em diligências e, na segunda,
o processo estava concluso para sentença.
Na petição de 28 de março de 2012, os impetrantes
novamente requerem a reconsideração do pronunciamento com
4
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caso análogo, no julgamento do Habeas Corpus nº 99.646/RJ, da
relatoria de Vossa Excelência, a ordem foi deferida para que o
Juízo desse cumprimento à diligência requerida pela defesa na
Ação Penal nº 2007.51.01.806354-1 (Operação Furacão 3). Da
mesma forma, no Habeas Corpus nº 100.988/RJ, também da
relatoria de Vossa Excelência, implementou-se liminar para
suspender o curso das Ações Penais nº 2007.51.01.804865-5
(Operação Furacão 2) e nº 2007.51.01.807604-3 (Operação
Furacão 4), até o exame de mérito do Habeas Corpus nº
148.248/RJ pelo Superior Tribunal de Justiça. Aduziram a
presença do sinal do bom direito e do perigo da demora, a
justificar a pretensão.
A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que
a espécie não comporta a mitigação do Verbete nº 691 da
Súmula do Supremo, porquanto ausente circunstância
indicadora de flagrante ilegalidade ou abuso de poder. Ressalta
que o indeferimento das diligências pretendidas deu-se de
forma fundamentada pelo Juízo processante e que ocorrera a
preclusão, pois “poderiam e deveriam ter sido formulados na
fase da defesa prévia”. Anota caber ao magistrado avaliar a
necessidade das diligências requeridas, autorizando-as ou não.
Opina no sentido do não conhecimento da ordem ou, no mérito,
pelo indeferimento do habeas.
Ante a passagem do tempo, Vossa Excelência despachou,
em 5 de outubro de 2011, solicitando informações ao Juízo da 6ª
Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro
sobre o estágio atual das Ações Penais nº 2007.51.01.802.985-5
(Operação Furacão 1) e 2007.51.01.811.552-8. Em resposta, de 27
de outubro do mesmo ano, comunicou-se que, na primeira
ação, o julgamento foi convertido em diligências e, na segunda,
o processo estava concluso para sentença.
Na petição de 28 de março de 2012, os impetrantes
novamente requerem a reconsideração do pronunciamento com
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Relatório
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o qual foi indeferido o pedido liminar. Noticiam que, no dia 12
de março deste ano, prolatou-se sentença na Ação Penal nº
2007.51.01.802.985-5 (Operação Furacão 1), condenando a
paciente a oito anos e dez meses de reclusão, em regime inicial
fechado. Afirmam que, ao contrário do ocorrido com diversos
corréus, o Juízo deixou de determinar a prisão preventiva da
paciente, o que faz aumentar o interesse no julgamento de
mérito deste habeas, ante a iminência de possível ato constritivo.
Argumentam que a condenação se deu em detrimento do que
assentado pela Primeira Turma do Supremo nos Habeas Corpus
nº 99.646/RJ e 100.988/RJ, pois o Juízo indeferiu o pedido de
produção de prova indispensável à defesa. Asseveram a
existência de identidade entre o caso e o decidido nos referidos
precedentes. Repetindo os argumentos expostos no primeiro
pedido de reconsideração, buscam o implemento de liminar
para suspender a tramitação das Ações Penais nº
2007.51.01.811.552-8 e nº 2007.51.01.802.985-5, bem como os
efeitos da sentença condenatória prolatada nesta última, até o
exame definitivo do Habeas Corpus nº 162.948/RJ pelo Superior
Tribunal de Justiça.
Os impetrantes juntam ao processo o inteiro teor da
sentença proferida na Ação Penal nº 2007.51.01.802.985-5
(Operação Furacão 1).
Consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de
Justiça revela que, em 13 de setembro de 2011, a Quinta Turma
indeferiu a ordem no julgamento de mérito do Habeas Corpus nº
148.248/RJ, condição imposta por Vossa Excelência na decisão
em que foi acolhido o pleito de medida acauteladora no Habeas
Corpus nº 100.988/RJ, para que o Juízo da 6ª Vara Federal
Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro desse
prosseguimento às Ações Penais nº 2007.51.01.804865-5
(Operação Furacão 2) e nº 2007.51.01.807604-3 (Operação
Furacão 4).
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o qual foi indeferido o pedido liminar. Noticiam que, no dia 12
de março deste ano, prolatou-se sentença na Ação Penal nº
2007.51.01.802.985-5 (Operação Furacão 1), condenando a
paciente a oito anos e dez meses de reclusão, em regime inicial
fechado. Afirmam que, ao contrário do ocorrido com diversos
corréus, o Juízo deixou de determinar a prisão preventiva da
paciente, o que faz aumentar o interesse no julgamento de
mérito deste habeas, ante a iminência de possível ato constritivo.
Argumentam que a condenação se deu em detrimento do que
assentado pela Primeira Turma do Supremo nos Habeas Corpus
nº 99.646/RJ e 100.988/RJ, pois o Juízo indeferiu o pedido de
produção de prova indispensável à defesa. Asseveram a
existência de identidade entre o caso e o decidido nos referidos
precedentes. Repetindo os argumentos expostos no primeiro
pedido de reconsideração, buscam o implemento de liminar
para suspender a tramitação das Ações Penais nº
2007.51.01.811.552-8 e nº 2007.51.01.802.985-5, bem como os
efeitos da sentença condenatória prolatada nesta última, até o
exame definitivo do Habeas Corpus nº 162.948/RJ pelo Superior
Tribunal de Justiça.
Os impetrantes juntam ao processo o inteiro teor da
sentença proferida na Ação Penal nº 2007.51.01.802.985-5
(Operação Furacão 1).
Consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de
Justiça revela que, em 13 de setembro de 2011, a Quinta Turma
indeferiu a ordem no julgamento de mérito do Habeas Corpus nº
148.248/RJ, condição imposta por Vossa Excelência na decisão
em que foi acolhido o pleito de medida acauteladora no Habeas
Corpus nº 100.988/RJ, para que o Juízo da 6ª Vara Federal
Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro desse
prosseguimento às Ações Penais nº 2007.51.01.804865-5
(Operação Furacão 2) e nº 2007.51.01.807604-3 (Operação
Furacão 4).
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Relatório
HC 106.272 / RJ
Em 3 de maio de 2012, Vossa Excelência proferiu despacho
visando obter cópia do acórdão formalizado pela Quinta Turma
do Superior Tribunal de Justiça no Habeas Corpus nº 148.248/RJ.
A ministra Laurita Vaz, relatora, encaminhou a peça, bem como
informou que o julgamento do Habeas Corpus nº 162.948/RJ
realizar-se-ia em 5 de junho de 2012.
Nova consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça
indica que o referido julgamento se deu na mencionada data,
havendo a Quinta Turma, por maioria, indeferido a ordem. O
acórdão ainda não foi publicado.
Lancei visto no processo em 20 de julho de 2012, liberando-o para ser
julgado na Turma a partir de 7 de agosto seguinte, isso objetivando a
ciência do impetrante.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
Em 3 de maio de 2012, Vossa Excelência proferiu despacho
visando obter cópia do acórdão formalizado pela Quinta Turma
do Superior Tribunal de Justiça no Habeas Corpus nº 148.248/RJ.
A ministra Laurita Vaz, relatora, encaminhou a peça, bem como
informou que o julgamento do Habeas Corpus nº 162.948/RJ
realizar-se-ia em 5 de junho de 2012.
Nova consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça
indica que o referido julgamento se deu na mencionada data,
havendo a Quinta Turma, por maioria, indeferido a ordem. O
acórdão ainda não foi publicado.
Lancei visto no processo em 20 de julho de 2012, liberando-o para ser
julgado na Turma a partir de 7 de agosto seguinte, isso objetivando a
ciência do impetrante.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A esta
altura, o ato precário e efêmero do relator indeferindo a medida liminar
no habeas impetrado no Superior Tribunal de Justiça veio a ser subscrito
pelo Colegiado, que não concedeu a ordem. Daí, como pacífica
jurisprudência anterior a atual composição da Turma, ter-se a
impossibilidade de articular-se com o óbice do Verbete nº 691 da Súmula
do Supremo. Conclusão diversa implica potencializar-se a forma pela
forma, esvaziando-se a importância dessa ação nobre que é o habeas
corpus no que deve ser tomada de modo flexível quanto à
instrumentalidade, chegando-se a situação jurídica que poderá resultar
em nova impetração no Supremo, repetindo-se, com pequena alteração
relativamente ao objeto, o que veiculado na inicial. Afasto a preliminar
suscitada pela Procuradoria Geral da República.
Assento que o habeas está dirigido contra ato do Colegiado,
concluindo pela inadequação. Tomo de empréstimo os fundamentos
lançados no Habeas Corpus nº 107.528/PR:
[…]
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A esta
altura, o ato precário e efêmero do relator indeferindo a medida liminar
no habeas impetrado no Superior Tribunal de Justiça veio a ser subscrito
pelo Colegiado, que não concedeu a ordem. Daí, como pacífica
jurisprudência anterior a atual composição da Turma, ter-se a
impossibilidade de articular-se com o óbice do Verbete nº 691 da Súmula
do Supremo. Conclusão diversa implica potencializar-se a forma pela
forma, esvaziando-se a importância dessa ação nobre que é o habeas
corpus no que deve ser tomada de modo flexível quanto à
instrumentalidade, chegando-se a situação jurídica que poderá resultar
em nova impetração no Supremo, repetindo-se, com pequena alteração
relativamente ao objeto, o que veiculado na inicial. Afasto a preliminar
suscitada pela Procuradoria Geral da República.
Assento que o habeas está dirigido contra ato do Colegiado,
concluindo pela inadequação. Tomo de empréstimo os fundamentos
lançados no Habeas Corpus nº 107.528/PR:
[…]
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
– este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional
federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia
dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o
habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de
rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a
óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá
prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a
conceder, se for o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
– este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional
federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia
dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o
habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de
rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a
óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá
prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a
conceder, se for o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é
a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira –
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
[…]
Na situação concreta, os parâmetros versados revelam a
possibilidade de concessão de ordem de ofício. É que, no Habeas Corpus nº
99.646, formalizado em benefício de Alexis Lemos Costa, envolvido no
Processo nº 2007.51.01.806354-1, em que se tinha também ato do Juízo da
6ª Vara Federal Criminal da Circunscrição Judiciária do Estado do Rio de
Janeiro indeferindo a diligência, veio o Tribunal, a uma só voz, a conceder
a ordem em 9 de fevereiro de 2010. Já no Habeas Corpus nº 109.988,
prevaleceu a óptica do prejuízo em virtude de o pronunciamento
inicialmente atacado haver sido substituído pela decisão do Colegiado.
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é
a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira –
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
[…]
Na situação concreta, os parâmetros versados revelam a
possibilidade de concessão de ordem de ofício. É que, no Habeas Corpus nº
99.646, formalizado em benefício de Alexis Lemos Costa, envolvido no
Processo nº 2007.51.01.806354-1, em que se tinha também ato do Juízo da
6ª Vara Federal Criminal da Circunscrição Judiciária do Estado do Rio de
Janeiro indeferindo a diligência, veio o Tribunal, a uma só voz, a conceder
a ordem em 9 de fevereiro de 2010. Já no Habeas Corpus nº 109.988,
prevaleceu a óptica do prejuízo em virtude de o pronunciamento
inicialmente atacado haver sido substituído pela decisão do Colegiado.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
Na ocasião, votei no sentido do deferimento da ordem, adotando o que
consignara na impetração anterior. Anoto, ainda, que, nesse habeas,
fizeram-se em jogo os processos-crimes reveladores das Ações Penais nº
2007.51.01.804.865-5 (Furacão II) e nº 2007.51.01.807.604-3 (Furacão IV),
também sob o crivo da 6ª Vara Federal Criminal da Circunscrição
Judiciária do Estado do Rio de Janeiro.
Reitero o que tive a oportunidade de lançar no precedente da Turma
formalizado no julgamento do Habeas Corpus nº 99.646. Ressalto tratar-se
do direito de defesa, não se podendo vislumbrar preclusão no que, na
defesa preliminar, se deixou de pleitear os esclarecimentos. Conforme a
peça apresentada ao Juízo, envolvem eles os parâmetros das
interceptações e também a reprodução do que teria sido alvo do
fenômeno:
[…]
No mais, tenho como prevalecente a óptica inicial, e que
serviu de base, em termos de distribuição da prova, ao
deferimento da liminar:
[...]
No caso, há o curso de ação penal a partir de
pronunciamento do Judiciário a implicar, ao primeiro
exame, transgressão do devido processo legal presente a
fase do artigo 499 do Código de Processo Penal. É que,
buscando definir a legitimidade, ou não, de interceptação
telefônica, requereu-se a remessa de ofícios a empresas de
telefonia. O pleito, consideradas as diligências viabilizadas
no citado artigo, foi até mesmo deferido pela proficiente
Juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, que registrou (folha
2319 do apenso 1):
Quanto aos requerimentos formulados pela
defesa de ALEXIS, indefiro a reiteração de ofício ao
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
Na ocasião, votei no sentido do deferimento da ordem, adotando o que
consignara na impetração anterior. Anoto, ainda, que, nesse habeas,
fizeram-se em jogo os processos-crimes reveladores das Ações Penais nº
2007.51.01.804.865-5 (Furacão II) e nº 2007.51.01.807.604-3 (Furacão IV),
também sob o crivo da 6ª Vara Federal Criminal da Circunscrição
Judiciária do Estado do Rio de Janeiro.
Reitero o que tive a oportunidade de lançar no precedente da Turma
formalizado no julgamento do Habeas Corpus nº 99.646. Ressalto tratar-se
do direito de defesa, não se podendo vislumbrar preclusão no que, na
defesa preliminar, se deixou de pleitear os esclarecimentos. Conforme a
peça apresentada ao Juízo, envolvem eles os parâmetros das
interceptações e também a reprodução do que teria sido alvo do
fenômeno:
[…]
No mais, tenho como prevalecente a óptica inicial, e que
serviu de base, em termos de distribuição da prova, ao
deferimento da liminar:
[...]
No caso, há o curso de ação penal a partir de
pronunciamento do Judiciário a implicar, ao primeiro
exame, transgressão do devido processo legal presente a
fase do artigo 499 do Código de Processo Penal. É que,
buscando definir a legitimidade, ou não, de interceptação
telefônica, requereu-se a remessa de ofícios a empresas de
telefonia. O pleito, consideradas as diligências viabilizadas
no citado artigo, foi até mesmo deferido pela proficiente
Juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, que registrou (folha
2319 do apenso 1):
Quanto aos requerimentos formulados pela
defesa de ALEXIS, indefiro a reiteração de ofício ao
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
INC, em vista da resposta de fls. 1907. Reiterem-se os
ofícios às operadoras de telefonia, como requerido.
Ora, incumbia, ante os questionamentos visando a
elucidar dados sobre as interceptações telefônicas,
mormente a envolverem o fator tempo presente a
autorização judicial, dar sequência ao que já determinado.
Entrementes, veio à balha decisão reconsiderando, sem
base maior nos elementos já coligidos, o que consignado
anteriormente. Daí as impetrações sucessivas, valendo
notar que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região,
desconhecendo os limites do acesso às informações,
acabou por transferir à defesa as providências perante as
empresas de telefonia, o que bem revela inexistentes, no
processo-crime, os esclarecimentos pretendidos na fase de
diligências do artigo 499 do Código de Processo Penal. Eis
o trecho do acórdão proferido (folhas 276 e 277 do apenso
2):
Na verdade o processo contém as decisões
sobre as interceptações e as datas em que foram
proferidas. Basta que a defesa obtenha, em seu
interesse, das operadoras, os extratos das ligações do
paciente, para comparar e verificar se no período não
há registro de comunicações com os telefones que
constam do resultado da medida de interceptação.
Essa é a melhor forma de provar que os
diálogos eventualmente foram forjados, de modo a
inocentar o paciente das acusações que derivam
daqueles diálogos.
Não se pode transformar o processo penal de
oral em escrito, com a expedição de ofícios para lá e
para cá, com vistas a informações que já estão no
processo e que podem ser deduzidas de datas que
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
INC, em vista da resposta de fls. 1907. Reiterem-se os
ofícios às operadoras de telefonia, como requerido.
Ora, incumbia, ante os questionamentos visando a
elucidar dados sobre as interceptações telefônicas,
mormente a envolverem o fator tempo presente a
autorização judicial, dar sequência ao que já determinado.
Entrementes, veio à balha decisão reconsiderando, sem
base maior nos elementos já coligidos, o que consignado
anteriormente. Daí as impetrações sucessivas, valendo
notar que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região,
desconhecendo os limites do acesso às informações,
acabou por transferir à defesa as providências perante as
empresas de telefonia, o que bem revela inexistentes, no
processo-crime, os esclarecimentos pretendidos na fase de
diligências do artigo 499 do Código de Processo Penal. Eis
o trecho do acórdão proferido (folhas 276 e 277 do apenso
2):
Na verdade o processo contém as decisões
sobre as interceptações e as datas em que foram
proferidas. Basta que a defesa obtenha, em seu
interesse, das operadoras, os extratos das ligações do
paciente, para comparar e verificar se no período não
há registro de comunicações com os telefones que
constam do resultado da medida de interceptação.
Essa é a melhor forma de provar que os
diálogos eventualmente foram forjados, de modo a
inocentar o paciente das acusações que derivam
daqueles diálogos.
Não se pode transformar o processo penal de
oral em escrito, com a expedição de ofícios para lá e
para cá, com vistas a informações que já estão no
processo e que podem ser deduzidas de datas que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
constam dos atos processuais e até mesmo de
depoimento de testemunhas.
Ademais, a instrução processual não pode ser
feita diretamente no Tribunal de apelação, cabendo
deixar o magistrado realizá-la e, depois,
fundamentar sua decisão com base no acervo
probatório.
Se, ao final, não restar demonstrada a
imputação por algum motivo, o paciente será
absolvido.
Em síntese, transferiu-se à defesa atividade
impossível: lograr, por iniciativa própria, os elementos que
cercaram a interceptação para constatá-la fiel, ou não, à
determinação judicial. As datas perquiridas não se referem
à oportunidade em si das decisões prolatadas, mas à
efetivação das interceptações. Dizer-se que incumbe ao
Juízo a instrução processual prova em demasia,
subtraindo-se do órgão revisor a possibilidade de correção
de rumos.
É de frisar que a situação revela risco de vir à balha,
sem viabilizar-se à exaustão o direito de defesa, sentença
condenatória. Então, a reversão do quadro poderia
mostrar-se mais dificultosa para a defesa presente a
importância que alguns dão, no Brasil, ao fato consumado,
a pretexto, até mesmo, tendo em conta a jurisdição, de
evitarem-se movimentos inúteis desta última, salvando-se
o que já formalizado.
[...]
Concedo a ordem de ofício para, no caso, determinar a realização da
diligência nos dois processos. Assento que, no relativo ao de nº
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
constam dos atos processuais e até mesmo de
depoimento de testemunhas.
Ademais, a instrução processual não pode ser
feita diretamente no Tribunal de apelação, cabendo
deixar o magistrado realizá-la e, depois,
fundamentar sua decisão com base no acervo
probatório.
Se, ao final, não restar demonstrada a
imputação por algum motivo, o paciente será
absolvido.
Em síntese, transferiu-se à defesa atividade
impossível: lograr, por iniciativa própria, os elementos que
cercaram a interceptação para constatá-la fiel, ou não, à
determinação judicial. As datas perquiridas não se referem
à oportunidade em si das decisões prolatadas, mas à
efetivação das interceptações. Dizer-se que incumbe ao
Juízo a instrução processual prova em demasia,
subtraindo-se do órgão revisor a possibilidade de correção
de rumos.
É de frisar que a situação revela risco de vir à balha,
sem viabilizar-se à exaustão o direito de defesa, sentença
condenatória. Então, a reversão do quadro poderia
mostrar-se mais dificultosa para a defesa presente a
importância que alguns dão, no Brasil, ao fato consumado,
a pretexto, até mesmo, tendo em conta a jurisdição, de
evitarem-se movimentos inúteis desta última, salvando-se
o que já formalizado.
[...]
Concedo a ordem de ofício para, no caso, determinar a realização da
diligência nos dois processos. Assento que, no relativo ao de nº
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
2007.51.01.802985-5 (Operação Furacão I), a concessão alcança a
insubsistência do decreto condenatório implementado.
7
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
2007.51.01.802985-5 (Operação Furacão I), a concessão alcança a
insubsistência do decreto condenatório implementado.
7
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Debate
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, só para minha
informação, quer dizer, essa Operação Hurricane tem uma parte que foi
julgada aqui no Supremo, é isso? E uma parte foi...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O
desmembramento não foi ortodoxo. Manteve-se no Supremo a acusação
contra envolvido que teria a prerrogativa de ser julgado pelo Superior,
mas remeteu-se para a primeira instância – presente o princípio do juízo
natural, princípio do promotor natural – os autos quanto aos cidadãos
comuns.
A meu ver, no caso concreto, Presidente, a existência de um título
judicial condenatório apenas certifica, mediante instrumento público, o
prejuízo, decorrente do indeferimento da diligência.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Essa matéria - porque eu não
estava na época -, então o Supremo chegou a julgar uma parte dos réus
dessa operação. O Supremo julgou?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não, não
chegou a julgar. Chegou a receber a denúncia.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Supremo já decidiu essa
questão?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Envolvia
integrante do Superior.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não tem julgamento ainda do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, só para minha
informação, quer dizer, essa Operação Hurricane tem uma parte que foi
julgada aqui no Supremo, é isso? E uma parte foi...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O
desmembramento não foi ortodoxo. Manteve-se no Supremo a acusação
contra envolvido que teria a prerrogativa de ser julgado pelo Superior,
mas remeteu-se para a primeira instância – presente o princípio do juízo
natural, princípio do promotor natural – os autos quanto aos cidadãos
comuns.
A meu ver, no caso concreto, Presidente, a existência de um título
judicial condenatório apenas certifica, mediante instrumento público, o
prejuízo, decorrente do indeferimento da diligência.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Essa matéria - porque eu não
estava na época -, então o Supremo chegou a julgar uma parte dos réus
dessa operação. O Supremo julgou?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não, não
chegou a julgar. Chegou a receber a denúncia.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Supremo já decidiu essa
questão?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Envolvia
integrante do Superior.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não tem julgamento ainda do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25
Debate
HC 106.272 / RJ
Plenário?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Votei
contra o recebimento da denúncia, quanto ao integrante do Superior, que
vislumbrei apenas...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas eu me lembro que houve
um pedido de degravação de tudo, não houve?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – ... de ter
parentesco com outro envolvido, o irmão.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Com o irmão, eu me lembro.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – E ser
parente, até aqui, não é crime!
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas o que eu me lembro da impetração anterior que realmente...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas o
Tribunal recebeu. Penso que, depois, declinou da competência, porque
houve a aposentadoria do detentor da prerrogativa de ser julgado pelo
Supremo. Não enfrentamos a ação penal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ah, não enfrentou não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ah, entendi.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
E o pedido é para que as empresas de telefonia identifiquem o
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 106.272 / RJ
Plenário?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Votei
contra o recebimento da denúncia, quanto ao integrante do Superior, que
vislumbrei apenas...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas eu me lembro que houve
um pedido de degravação de tudo, não houve?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – ... de ter
parentesco com outro envolvido, o irmão.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Com o irmão, eu me lembro.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – E ser
parente, até aqui, não é crime!
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas o que eu me lembro da impetração anterior que realmente...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas o
Tribunal recebeu. Penso que, depois, declinou da competência, porque
houve a aposentadoria do detentor da prerrogativa de ser julgado pelo
Supremo. Não enfrentamos a ação penal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ah, não enfrentou não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ah, entendi.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
E o pedido é para que as empresas de telefonia identifiquem o
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Debate
HC 106.272 / RJ
horário e o dia das conversas, porque ficou um acumulo de gravações
sem identidades que...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até para
perceber-se a existência ou não de autorização judicial específica para as
interceptações.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Que no outro caso...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Por isso, a
Turma deferiu.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O precedente citado foi deferido à unanimidade.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
permita-me um esclarecimento do eminente Relator, ele está propondo a
concessão da ordem, de ofício, para anular a sentença condenatória, é
isso?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Para se
voltar àquele estágio ultrapassado, em que cometido o ato ilegal, sob
minha óptica, sob a óptica da Turma, presente o caso a que me referi.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E esse outro caso desse
habeas corpus que a Turma enfrentou, já havia, também, sentença
condenatória?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Deixe ver,
tenho aqui...
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, só
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HC 106.272 / RJ
horário e o dia das conversas, porque ficou um acumulo de gravações
sem identidades que...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até para
perceber-se a existência ou não de autorização judicial específica para as
interceptações.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Que no outro caso...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Por isso, a
Turma deferiu.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O precedente citado foi deferido à unanimidade.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
permita-me um esclarecimento do eminente Relator, ele está propondo a
concessão da ordem, de ofício, para anular a sentença condenatória, é
isso?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Para se
voltar àquele estágio ultrapassado, em que cometido o ato ilegal, sob
minha óptica, sob a óptica da Turma, presente o caso a que me referi.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E esse outro caso desse
habeas corpus que a Turma enfrentou, já havia, também, sentença
condenatória?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Deixe ver,
tenho aqui...
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, só
3
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Debate
HC 106.272 / RJ
para esclarecer, porque o Ministro Luiz Fux participou do julgamento, eu
fiquei de Redatora designada, envolve outro Habeas Corpus, numa dessas
ações penais, e entendemos prejudicado o habeas corpus, justamente pelo
advento da sentença condenatória, naquele habeas corpus anterior.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vamos ter
que partir para um par ou ímpar, porque, no primeiro habeas, concedemos
a ordem.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso foi em 2010, de
fato, eu não participei do julgamento.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – E, no
segundo...
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o Habeas Corpus nº
99.646-RJ, o eminente Relator bem destacou, foi julgado em 2010; o
eminente Patrono também se referiu da tribuna; foi superada a Súmula nº
691, e houve a concessão da ordem; só que esta Turma veio a julgar um
outro habeas corpus, exatamente...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sim,
esclareci isso ao Colegiado. Esclareci que fiquei vencido nesse segundo
habeas.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso também o eminente
Relator destacou: ficou vencido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Para não
parecer, Presidente, que omiti informação ao Colegiado.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Não, não. Vossa
Excelência não omitiu absolutamente nada.
4
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HC 106.272 / RJ
para esclarecer, porque o Ministro Luiz Fux participou do julgamento, eu
fiquei de Redatora designada, envolve outro Habeas Corpus, numa dessas
ações penais, e entendemos prejudicado o habeas corpus, justamente pelo
advento da sentença condenatória, naquele habeas corpus anterior.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vamos ter
que partir para um par ou ímpar, porque, no primeiro habeas, concedemos
a ordem.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso foi em 2010, de
fato, eu não participei do julgamento.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – E, no
segundo...
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o Habeas Corpus nº
99.646-RJ, o eminente Relator bem destacou, foi julgado em 2010; o
eminente Patrono também se referiu da tribuna; foi superada a Súmula nº
691, e houve a concessão da ordem; só que esta Turma veio a julgar um
outro habeas corpus, exatamente...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sim,
esclareci isso ao Colegiado. Esclareci que fiquei vencido nesse segundo
habeas.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso também o eminente
Relator destacou: ficou vencido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Para não
parecer, Presidente, que omiti informação ao Colegiado.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Não, não. Vossa
Excelência não omitiu absolutamente nada.
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Debate
HC 106.272 / RJ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Frisei
apenas para deixar estreme de dúvidas.
E li esta parte do voto:
(...) Já no Habeas Corpus nº 109.988, prevaleceu a óptica do
prejuízo em virtude de o pronunciamento inicialmente atacado
haver sido substituído pela decisão do Colegiado. Na ocasião,
votei no sentido do deferimento da ordem, adotando o que
consignara na impetração anterior. (...)
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Frisei
apenas para deixar estreme de dúvidas.
E li esta parte do voto:
(...) Já no Habeas Corpus nº 109.988, prevaleceu a óptica do
prejuízo em virtude de o pronunciamento inicialmente atacado
haver sido substituído pela decisão do Colegiado. Na ocasião,
votei no sentido do deferimento da ordem, adotando o que
consignara na impetração anterior. (...)
5
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Notas para o Voto
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente,
coerente com o voto que proferi no Habeas Corpus nº 100.988, em que
fiquei de Redatora designada, e de acordo com votos que proferi em
inúmeros outros processos que têm vindo com essa questão, entendo que,
no momento em que o habeas corpus impetrado se volta contra uma
decisão liminar, o advento de uma sentença, de uma decisão de mérito
que, aqui, ocorreu pelo STJ, implica prejuízo a este habeas corpus que se
voltava contra uma liminar.
É respeitabilíssima, como não poderia deixar de ser, a posição do
eminente Relator. Ele entende que há uma substituição e podemos aqui
prosseguir no julgamento. Teríamos, a rigor, agora um outro óbice que,
contra esta decisão de mérito do STJ, a 1ª Turma está entendendo que
cabe o recurso ao Supremo, e não a impetração de uma nova ação,
embora Vossa Excelência, Ministro Dias Toffoli, tenha ficado vencido com
relação à tese.
Mas, enfim, mantenho - até porque Redatora do outro acórdão neste
Habeas Corpus nº 100.988 - o meu entendimento, o meu voto, julgo
prejudicado este habeas corpus por perda de objeto.
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14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente,
coerente com o voto que proferi no Habeas Corpus nº 100.988, em que
fiquei de Redatora designada, e de acordo com votos que proferi em
inúmeros outros processos que têm vindo com essa questão, entendo que,
no momento em que o habeas corpus impetrado se volta contra uma
decisão liminar, o advento de uma sentença, de uma decisão de mérito
que, aqui, ocorreu pelo STJ, implica prejuízo a este habeas corpus que se
voltava contra uma liminar.
É respeitabilíssima, como não poderia deixar de ser, a posição do
eminente Relator. Ele entende que há uma substituição e podemos aqui
prosseguir no julgamento. Teríamos, a rigor, agora um outro óbice que,
contra esta decisão de mérito do STJ, a 1ª Turma está entendendo que
cabe o recurso ao Supremo, e não a impetração de uma nova ação,
embora Vossa Excelência, Ministro Dias Toffoli, tenha ficado vencido com
relação à tese.
Mas, enfim, mantenho - até porque Redatora do outro acórdão neste
Habeas Corpus nº 100.988 - o meu entendimento, o meu voto, julgo
prejudicado este habeas corpus por perda de objeto.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu, em
2010, não participei desse precedente; eu fui nomeado para o Supremo
Tribunal Federal em 2011.
De sorte que eu tenho a impressão de que votei nesse precedente à
que se refere a Ministra Rosa. Nesse mesmo sentido é a minha
compreensão sobre o tema.
Eu peço vênia para manter o meu ponto de vista e acompanhar a
divergência.
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14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu, em
2010, não participei desse precedente; eu fui nomeado para o Supremo
Tribunal Federal em 2011.
De sorte que eu tenho a impressão de que votei nesse precedente à
que se refere a Ministra Rosa. Nesse mesmo sentido é a minha
compreensão sobre o tema.
Eu peço vênia para manter o meu ponto de vista e acompanhar a
divergência.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25
Explicação
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, concedo a ordem de ofício. Rejeito a preliminar do Ministério
Público, mas assento a inadequação do substitutivo do recurso ordinário,
e, em passo seguinte, concedo de ofício.
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, concedo a ordem de ofício. Rejeito a preliminar do Ministério
Público, mas assento a inadequação do substitutivo do recurso ordinário,
e, em passo seguinte, concedo de ofício.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25
Esclarecimento
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, por
gentileza, não é o caso de não conhecer, porque, aqui, entendo superada
a Súmula nº 691, em função do advento da decisão de mérito.
Portanto, julgo prejudicado o habeas corpus; como fizemos no outro
caso.
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14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, por
gentileza, não é o caso de não conhecer, porque, aqui, entendo superada
a Súmula nº 691, em função do advento da decisão de mérito.
Portanto, julgo prejudicado o habeas corpus; como fizemos no outro
caso.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 106.272
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S) : ANTONIO CARDOSO DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANTONIO NABOR AREIAS BULHÕES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por empate na votação, a Turma julgou inadequado o
habeas corpus, por ser substitutivo de recurso ordinário, mas
concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator.
Votaram pela prejudicialidade da ordem de habeas corpus a Senhora
Ministra Rosa Weber e o Senhor Ministro Luiz Fux. Falaram: o Dr.
Nabor Bulhões, pela Paciente, e o Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas,
Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.8.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 106.272
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S) : ANTONIO CARDOSO DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANTONIO NABOR AREIAS BULHÕES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por empate na votação, a Turma julgou inadequado o
habeas corpus, por ser substitutivo de recurso ordinário, mas
concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator.
Votaram pela prejudicialidade da ordem de habeas corpus a Senhora
Ministra Rosa Weber e o Senhor Ministro Luiz Fux. Falaram: o Dr.
Nabor Bulhões, pela Paciente, e o Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas,
Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.8.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2648047
Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2751571
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-09-14T00:00:00
|
Por empate na votação, a Turma julgou inadequado o habeas corpus, por ser substitutivo de recurso ordinário, mas concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator. Votaram pela prejudicialidade da ordem de habeas corpus a Senhora Ministra Rosa Weber e o Senhor Ministro Luiz Fux. Falaram: o Dr. Nabor Bulhões, pela Paciente, e o Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas, Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 14.8.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
HABEAS CORPUS – INDEFERIMENTO DA ORDEM NA ORIGEM – IMPUGNAÇÃO. Uma vez indeferida a ordem na origem, mostra-se adequado, para impugnar o pronunciamento, o recurso ordinário previsto na alínea “a” do inciso II do artigo 102 da Carta Federal, descabendo substituí-lo por idêntica medida, ou seja, pelo denominado substitutivo do recurso ordinário constitucional.
PROCESSO – ILEGALIDADE – PERCEPÇÃO – CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. Se for verificada, no processo, a existência de ato ilegal capaz de alcançar, direta ou indiretamente, a liberdade de ir e vir do cidadão, impõe-se a concessão da ordem de ofício.
PROCESSO-CRIME – INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – PARÂMETROS – DILIGÊNCIA. O fato de não haver sido requerida diligência quando da defesa prévia, presentes interceptações telefônicas, não é óbice ao implemento na fase do artigo 499 do Código de Processo Penal. Precedente: Habeas Corpus nº 99.646, de minha relatoria, julgado na Primeira Turma, cujo acórdão foi publicado no Diário da Justiça eletrônico de 26 de março de 2010.
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sjur214436
|
- Acórdãos citados: HC 99646, HC 100988, HC 107528.
- Decisão monocrática citada: HC 109988.
- Veja HC 162948 do STJ, Ações Penais 2007.51.01.811.552-8 e 2007.51.01.802.985-5 ambas da 6ª Vara Federal
Criminal da Circunscrição Judiciária do Estado do Rio de Janeiro.
Número de páginas: 25.
Análise: 21/09/2012, IMC.
Revisão: 23/10/2012, MMR.
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MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
106272
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00002 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00499 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 106272
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[
""
] |
PACTE.(S) : ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S) : ANTONIO CARDOSO DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANTONIO NABOR AREIAS BULHÕES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS – INDEFERIMENTO DA ORDEM NA ORIGEM –
IMPUGNAÇÃO. Uma vez indeferida a ordem na origem, mostra-se
adequado, para impugnar o pronunciamento, o recurso ordinário
previsto na alínea “a” do inciso II do artigo 102 da Carta Federal,
descabendo substituí-lo por idêntica medida, ou seja, pelo denominado
substitutivo do recurso ordinário constitucional.
PROCESSO – ILEGALIDADE – PERCEPÇÃO – CONCESSÃO DA
ORDEM DE OFÍCIO. Se for verificada, no processo, a existência de ato
ilegal capaz de alcançar, direta ou indiretamente, a liberdade de ir e vir
do cidadão, impõe-se a concessão da ordem de ofício.
PROCESSO-CRIME – INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA –
PARÂMETROS – DILIGÊNCIA. O fato de não haver sido requerida
diligência quando da defesa prévia, presentes interceptações telefônicas,
não é óbice ao implemento na fase do artigo 499 do Código de Processo
Penal. Precedente: Habeas Corpus n 99.646, de minha relatoria, julgado na
Primeira Turma, cujo acórdão foi publicado no Diário da Justiça
eletrônico de 26 de março de 2010.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar inadequado o
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Supremo Tribunal Federal
DJe 14/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25
Ementa e Acórdão
HC 106.272 / RJ
habeas corpus, por ser substitutivo de recurso ordinário, mas em conceder
a ordem de ofício, nos termos do voto do relator e por empate, em sessão
presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
habeas corpus, por ser substitutivo de recurso ordinário, mas em conceder
a ordem de ofício, nos termos do voto do relator e por empate, em sessão
presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25
Relatório
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as
seguintes informações:
Ao indeferir o pedido de concessão de medida
acauteladora, em 18 de dezembro de 2010, Vossa Excelência
consignou:
IMPETRAÇÕES SUCESSIVAS – NÃO
ACOLHIMENTO DE PEDIDO DE
CONCESSÃO LIMINAR NA ORIGEM –
SUSPENSÃO DE AÇÕES PENAIS –
EXCEPCIONALIDADE
NÃO
CONFIGURADA
–
MEDIDA
ACAUTELADORA INDEFERIDA.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
A defesa do paciente, na fase do anterior artigo
499 do Código de Processo Penal, requereu a
realização
de
diligências,
apontando-as
indispensáveis à defesa, o que não foi acolhido pela
Juíza da 6... Vara Federal Criminal da Seção Judiciária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2641704.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as
seguintes informações:
Ao indeferir o pedido de concessão de medida
acauteladora, em 18 de dezembro de 2010, Vossa Excelência
consignou:
IMPETRAÇÕES SUCESSIVAS – NÃO
ACOLHIMENTO DE PEDIDO DE
CONCESSÃO LIMINAR NA ORIGEM –
SUSPENSÃO DE AÇÕES PENAIS –
EXCEPCIONALIDADE
NÃO
CONFIGURADA
–
MEDIDA
ACAUTELADORA INDEFERIDA.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
A defesa do paciente, na fase do anterior artigo
499 do Código de Processo Penal, requereu a
realização
de
diligências,
apontando-as
indispensáveis à defesa, o que não foi acolhido pela
Juíza da 6... Vara Federal Criminal da Seção Judiciária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25
Relatório
HC 106.272 / RJ
do Rio de Janeiro. Sua Excelência assentou que o
pedido deveria e poderia ter sido formulado em
defesa prévia, ocorrendo a preclusão.
Impetrado habeas corpus no Tribunal Regional
Federal da 2... Região, o relator, Juiz Federal Abel
Gomes, indeferiu a liminar. Asseverou ser pacífico no
Tribunal o entendimento pela não concessão da
ordem em impetrações visando a obtenção de
esclarecimentos acerca das interceptações telefônicas
relacionadas à denominada “Operação Furacão”.
Afastou a alegação de cerceamento de defesa,
consignando que os dados atinentes às citadas
interceptações já estavam à disposição das defesas.
No habeas formalizado no Superior Tribunal de
Justiça – de n 162.948 –, a relatora, Ministra Laurita
Vaz, não concedeu a medida acauteladora,
apontando, consoante jurisprudência sedimentada
daquele Tribunal, o caráter excepcional do
trancamento de ação penal. Afirmou pressupor o
deslinde da controvérsia exame aprofundado do
mérito da impetração.
Neste processo, a defesa sustenta a ausência de
prestação jurisdicional adequada, aduzindo não ter a
autoridade coatora analisado o pedido de suspensão
do andamento das ações penais. Argui a falta de
fundamentação da decisão que implicou o
indeferimento de diligências bem como o
cerceamento de defesa, articulando com a
impossibilidade de dispensá-las se o objetivo era a
averiguação da legalidade das interceptações
telefônicas implementadas. Alude ao julgamento do
Habeas Corpus n 99.646/RJ, da relatoria de Vossa
Excelência, no qual a Primeira Turma do Supremo
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2641704.
Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
do Rio de Janeiro. Sua Excelência assentou que o
pedido deveria e poderia ter sido formulado em
defesa prévia, ocorrendo a preclusão.
Impetrado habeas corpus no Tribunal Regional
Federal da 2... Região, o relator, Juiz Federal Abel
Gomes, indeferiu a liminar. Asseverou ser pacífico no
Tribunal o entendimento pela não concessão da
ordem em impetrações visando a obtenção de
esclarecimentos acerca das interceptações telefônicas
relacionadas à denominada “Operação Furacão”.
Afastou a alegação de cerceamento de defesa,
consignando que os dados atinentes às citadas
interceptações já estavam à disposição das defesas.
No habeas formalizado no Superior Tribunal de
Justiça – de n 162.948 –, a relatora, Ministra Laurita
Vaz, não concedeu a medida acauteladora,
apontando, consoante jurisprudência sedimentada
daquele Tribunal, o caráter excepcional do
trancamento de ação penal. Afirmou pressupor o
deslinde da controvérsia exame aprofundado do
mérito da impetração.
Neste processo, a defesa sustenta a ausência de
prestação jurisdicional adequada, aduzindo não ter a
autoridade coatora analisado o pedido de suspensão
do andamento das ações penais. Argui a falta de
fundamentação da decisão que implicou o
indeferimento de diligências bem como o
cerceamento de defesa, articulando com a
impossibilidade de dispensá-las se o objetivo era a
averiguação da legalidade das interceptações
telefônicas implementadas. Alude ao julgamento do
Habeas Corpus n 99.646/RJ, da relatoria de Vossa
Excelência, no qual a Primeira Turma do Supremo
2
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Relatório
HC 106.272 / RJ
deferiu a ordem em caso idêntico.
Pede a concessão de liminar, para suspender o
andamento das Ações Penais n 2007.51.01.802.985-5
e n 2007.51.01.811.552-8, até o exame final da
impetração em curso no Superior Tribunal de Justiça.
No mérito, pleiteia a confirmação da medida
acauteladora que vier a ser deferida, para que seja
declarada a nulidade dos referidos processos, a
partir do sumário, caso sobrevenha sentença penal
condenatória, de modo a determinar-se a realização
das diligências requeridas.
2. Na espécie, não há relevância a ditar a queima de
etapas na fase de apreciação de medida acauteladora.
Quer o trancamento da ação, quer a suspensão do
processo que a revela, colocam-se no campo da
excepcionalidade maior.
3. Indefiro a liminar.
4. Esta impetração não prejudica aquela em curso no
Superior Tribunal de Justiça. Remetam cópia desta decisão
à relatora, e não relator, como está na autuação, do Habeas
Corpus n 162.948, Ministra Laurita Vaz.
5. Colham o parecer da Procuradoria Geral da
República.
6. Publiquem.
Brasília – residência –, 18 de dezembro de 2010, às
17h20.
Os impetrantes formularam, em 3 de fevereiro de 2011,
pedido de reconsideração do referido ato. Sustentaram que, em
3
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Supremo Tribunal Federal
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deferiu a ordem em caso idêntico.
Pede a concessão de liminar, para suspender o
andamento das Ações Penais n 2007.51.01.802.985-5
e n 2007.51.01.811.552-8, até o exame final da
impetração em curso no Superior Tribunal de Justiça.
No mérito, pleiteia a confirmação da medida
acauteladora que vier a ser deferida, para que seja
declarada a nulidade dos referidos processos, a
partir do sumário, caso sobrevenha sentença penal
condenatória, de modo a determinar-se a realização
das diligências requeridas.
2. Na espécie, não há relevância a ditar a queima de
etapas na fase de apreciação de medida acauteladora.
Quer o trancamento da ação, quer a suspensão do
processo que a revela, colocam-se no campo da
excepcionalidade maior.
3. Indefiro a liminar.
4. Esta impetração não prejudica aquela em curso no
Superior Tribunal de Justiça. Remetam cópia desta decisão
à relatora, e não relator, como está na autuação, do Habeas
Corpus n 162.948, Ministra Laurita Vaz.
5. Colham o parecer da Procuradoria Geral da
República.
6. Publiquem.
Brasília – residência –, 18 de dezembro de 2010, às
17h20.
Os impetrantes formularam, em 3 de fevereiro de 2011,
pedido de reconsideração do referido ato. Sustentaram que, em
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Relatório
HC 106.272 / RJ
caso análogo, no julgamento do Habeas Corpus n 99.646/RJ, da
relatoria de Vossa Excelência, a ordem foi deferida para que o
Juízo desse cumprimento à diligência requerida pela defesa na
Ação Penal n 2007.51.01.806354-1 (Operação Furacão 3). Da
mesma forma, no Habeas Corpus n 100.988/RJ, também da
relatoria de Vossa Excelência, implementou-se liminar para
suspender o curso das Ações Penais n 2007.51.01.804865-5
(Operação Furacão 2) e n 2007.51.01.807604-3 (Operação
Furacão 4), até o exame de mérito do Habeas Corpus n
148.248/RJ pelo Superior Tribunal de Justiça. Aduziram a
presença do sinal do bom direito e do perigo da demora, a
justificar a pretensão.
A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que
a espécie não comporta a mitigação do Verbete n 691 da
Súmula do Supremo, porquanto ausente circunstância
indicadora de flagrante ilegalidade ou abuso de poder. Ressalta
que o indeferimento das diligências pretendidas deu-se de
forma fundamentada pelo Juízo processante e que ocorrera a
preclusão, pois “poderiam e deveriam ter sido formulados na
fase da defesa prévia”. Anota caber ao magistrado avaliar a
necessidade das diligências requeridas, autorizando-as ou não.
Opina no sentido do não conhecimento da ordem ou, no mérito,
pelo indeferimento do habeas.
Ante a passagem do tempo, Vossa Excelência despachou,
em 5 de outubro de 2011, solicitando informações ao Juízo da 6...
Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro
sobre o estágio atual das Ações Penais n 2007.51.01.802.985-5
(Operação Furacão 1) e 2007.51.01.811.552-8. Em resposta, de 27
de outubro do mesmo ano, comunicou-se que, na primeira
ação, o julgamento foi convertido em diligências e, na segunda,
o processo estava concluso para sentença.
Na petição de 28 de março de 2012, os impetrantes
novamente requerem a reconsideração do pronunciamento com
4
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caso análogo, no julgamento do Habeas Corpus n 99.646/RJ, da
relatoria de Vossa Excelência, a ordem foi deferida para que o
Juízo desse cumprimento à diligência requerida pela defesa na
Ação Penal n 2007.51.01.806354-1 (Operação Furacão 3). Da
mesma forma, no Habeas Corpus n 100.988/RJ, também da
relatoria de Vossa Excelência, implementou-se liminar para
suspender o curso das Ações Penais n 2007.51.01.804865-5
(Operação Furacão 2) e n 2007.51.01.807604-3 (Operação
Furacão 4), até o exame de mérito do Habeas Corpus n
148.248/RJ pelo Superior Tribunal de Justiça. Aduziram a
presença do sinal do bom direito e do perigo da demora, a
justificar a pretensão.
A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que
a espécie não comporta a mitigação do Verbete n 691 da
Súmula do Supremo, porquanto ausente circunstância
indicadora de flagrante ilegalidade ou abuso de poder. Ressalta
que o indeferimento das diligências pretendidas deu-se de
forma fundamentada pelo Juízo processante e que ocorrera a
preclusão, pois “poderiam e deveriam ter sido formulados na
fase da defesa prévia”. Anota caber ao magistrado avaliar a
necessidade das diligências requeridas, autorizando-as ou não.
Opina no sentido do não conhecimento da ordem ou, no mérito,
pelo indeferimento do habeas.
Ante a passagem do tempo, Vossa Excelência despachou,
em 5 de outubro de 2011, solicitando informações ao Juízo da 6...
Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro
sobre o estágio atual das Ações Penais n 2007.51.01.802.985-5
(Operação Furacão 1) e 2007.51.01.811.552-8. Em resposta, de 27
de outubro do mesmo ano, comunicou-se que, na primeira
ação, o julgamento foi convertido em diligências e, na segunda,
o processo estava concluso para sentença.
Na petição de 28 de março de 2012, os impetrantes
novamente requerem a reconsideração do pronunciamento com
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Relatório
HC 106.272 / RJ
o qual foi indeferido o pedido liminar. Noticiam que, no dia 12
de março deste ano, prolatou-se sentença na Ação Penal n
2007.51.01.802.985-5 (Operação Furacão 1), condenando a
paciente a oito anos e dez meses de reclusão, em regime inicial
fechado. Afirmam que, ao contrário do ocorrido com diversos
corréus, o Juízo deixou de determinar a prisão preventiva da
paciente, o que faz aumentar o interesse no julgamento de
mérito deste habeas, ante a iminência de possível ato constritivo.
Argumentam que a condenação se deu em detrimento do que
assentado pela Primeira Turma do Supremo nos Habeas Corpus
n 99.646/RJ e 100.988/RJ, pois o Juízo indeferiu o pedido de
produção de prova indispensável à defesa. Asseveram a
existência de identidade entre o caso e o decidido nos referidos
precedentes. Repetindo os argumentos expostos no primeiro
pedido de reconsideração, buscam o implemento de liminar
para suspender a tramitação das Ações Penais n
2007.51.01.811.552-8 e n 2007.51.01.802.985-5, bem como os
efeitos da sentença condenatória prolatada nesta última, até o
exame definitivo do Habeas Corpus n 162.948/RJ pelo Superior
Tribunal de Justiça.
Os impetrantes juntam ao processo o inteiro teor da
sentença proferida na Ação Penal n 2007.51.01.802.985-5
(Operação Furacão 1).
Consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de
Justiça revela que, em 13 de setembro de 2011, a Quinta Turma
indeferiu a ordem no julgamento de mérito do Habeas Corpus n
148.248/RJ, condição imposta por Vossa Excelência na decisão
em que foi acolhido o pleito de medida acauteladora no Habeas
Corpus n 100.988/RJ, para que o Juízo da 6... Vara Federal
Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro desse
prosseguimento às Ações Penais n 2007.51.01.804865-5
(Operação Furacão 2) e n 2007.51.01.807604-3 (Operação
Furacão 4).
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
o qual foi indeferido o pedido liminar. Noticiam que, no dia 12
de março deste ano, prolatou-se sentença na Ação Penal n
2007.51.01.802.985-5 (Operação Furacão 1), condenando a
paciente a oito anos e dez meses de reclusão, em regime inicial
fechado. Afirmam que, ao contrário do ocorrido com diversos
corréus, o Juízo deixou de determinar a prisão preventiva da
paciente, o que faz aumentar o interesse no julgamento de
mérito deste habeas, ante a iminência de possível ato constritivo.
Argumentam que a condenação se deu em detrimento do que
assentado pela Primeira Turma do Supremo nos Habeas Corpus
n 99.646/RJ e 100.988/RJ, pois o Juízo indeferiu o pedido de
produção de prova indispensável à defesa. Asseveram a
existência de identidade entre o caso e o decidido nos referidos
precedentes. Repetindo os argumentos expostos no primeiro
pedido de reconsideração, buscam o implemento de liminar
para suspender a tramitação das Ações Penais n
2007.51.01.811.552-8 e n 2007.51.01.802.985-5, bem como os
efeitos da sentença condenatória prolatada nesta última, até o
exame definitivo do Habeas Corpus n 162.948/RJ pelo Superior
Tribunal de Justiça.
Os impetrantes juntam ao processo o inteiro teor da
sentença proferida na Ação Penal n 2007.51.01.802.985-5
(Operação Furacão 1).
Consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de
Justiça revela que, em 13 de setembro de 2011, a Quinta Turma
indeferiu a ordem no julgamento de mérito do Habeas Corpus n
148.248/RJ, condição imposta por Vossa Excelência na decisão
em que foi acolhido o pleito de medida acauteladora no Habeas
Corpus n 100.988/RJ, para que o Juízo da 6... Vara Federal
Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro desse
prosseguimento às Ações Penais n 2007.51.01.804865-5
(Operação Furacão 2) e n 2007.51.01.807604-3 (Operação
Furacão 4).
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Relatório
HC 106.272 / RJ
Em 3 de maio de 2012, Vossa Excelência proferiu despacho
visando obter cópia do acórdão formalizado pela Quinta Turma
do Superior Tribunal de Justiça no Habeas Corpus n 148.248/RJ.
A ministra Laurita Vaz, relatora, encaminhou a peça, bem como
informou que o julgamento do Habeas Corpus n 162.948/RJ
realizar-se-ia em 5 de junho de 2012.
Nova consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça
indica que o referido julgamento se deu na mencionada data,
havendo a Quinta Turma, por maioria, indeferido a ordem. O
acórdão ainda não foi publicado.
Lancei visto no processo em 20 de julho de 2012, liberando-o para ser
julgado na Turma a partir de 7 de agosto seguinte, isso objetivando a
ciência do impetrante.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
Em 3 de maio de 2012, Vossa Excelência proferiu despacho
visando obter cópia do acórdão formalizado pela Quinta Turma
do Superior Tribunal de Justiça no Habeas Corpus n 148.248/RJ.
A ministra Laurita Vaz, relatora, encaminhou a peça, bem como
informou que o julgamento do Habeas Corpus n 162.948/RJ
realizar-se-ia em 5 de junho de 2012.
Nova consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça
indica que o referido julgamento se deu na mencionada data,
havendo a Quinta Turma, por maioria, indeferido a ordem. O
acórdão ainda não foi publicado.
Lancei visto no processo em 20 de julho de 2012, liberando-o para ser
julgado na Turma a partir de 7 de agosto seguinte, isso objetivando a
ciência do impetrante.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A esta
altura, o ato precário e efêmero do relator indeferindo a medida liminar
no habeas impetrado no Superior Tribunal de Justiça veio a ser subscrito
pelo Colegiado, que não concedeu a ordem. Daí, como pacífica
jurisprudência anterior a atual composição da Turma, ter-se a
impossibilidade de articular-se com o óbice do Verbete n 691 da Súmula
do Supremo. Conclusão diversa implica potencializar-se a forma pela
forma, esvaziando-se a importância dessa ação nobre que é o habeas
corpus no que deve ser tomada de modo flexível quanto à
instrumentalidade, chegando-se a situação jurídica que poderá resultar
em nova impetração no Supremo, repetindo-se, com pequena alteração
relativamente ao objeto, o que veiculado na inicial. Afasto a preliminar
suscitada pela Procuradoria Geral da República.
Assento que o habeas está dirigido contra ato do Colegiado,
concluindo pela inadequação. Tomo de empréstimo os fundamentos
lançados no Habeas Corpus n 107.528/PR:
[…]
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A esta
altura, o ato precário e efêmero do relator indeferindo a medida liminar
no habeas impetrado no Superior Tribunal de Justiça veio a ser subscrito
pelo Colegiado, que não concedeu a ordem. Daí, como pacífica
jurisprudência anterior a atual composição da Turma, ter-se a
impossibilidade de articular-se com o óbice do Verbete n 691 da Súmula
do Supremo. Conclusão diversa implica potencializar-se a forma pela
forma, esvaziando-se a importância dessa ação nobre que é o habeas
corpus no que deve ser tomada de modo flexível quanto à
instrumentalidade, chegando-se a situação jurídica que poderá resultar
em nova impetração no Supremo, repetindo-se, com pequena alteração
relativamente ao objeto, o que veiculado na inicial. Afasto a preliminar
suscitada pela Procuradoria Geral da República.
Assento que o habeas está dirigido contra ato do Colegiado,
concluindo pela inadequação. Tomo de empréstimo os fundamentos
lançados no Habeas Corpus n 107.528/PR:
[…]
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
– este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional
federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia
dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o
habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de
rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a
óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá
prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a
conceder, se for o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
– este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional
federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia
dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o
habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de
rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a
óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá
prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a
conceder, se for o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é
a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira –
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
[…]
Na situação concreta, os parâmetros versados revelam a
possibilidade de concessão de ordem de ofício. É que, no Habeas Corpus n
99.646, formalizado em benefício de Alexis Lemos Costa, envolvido no
Processo n 2007.51.01.806354-1, em que se tinha também ato do Juízo da
6... Vara Federal Criminal da Circunscrição Judiciária do Estado do Rio de
Janeiro indeferindo a diligência, veio o Tribunal, a uma só voz, a conceder
a ordem em 9 de fevereiro de 2010. Já no Habeas Corpus n 109.988,
prevaleceu a óptica do prejuízo em virtude de o pronunciamento
inicialmente atacado haver sido substituído pela decisão do Colegiado.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é
a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira –
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
[…]
Na situação concreta, os parâmetros versados revelam a
possibilidade de concessão de ordem de ofício. É que, no Habeas Corpus n
99.646, formalizado em benefício de Alexis Lemos Costa, envolvido no
Processo n 2007.51.01.806354-1, em que se tinha também ato do Juízo da
6... Vara Federal Criminal da Circunscrição Judiciária do Estado do Rio de
Janeiro indeferindo a diligência, veio o Tribunal, a uma só voz, a conceder
a ordem em 9 de fevereiro de 2010. Já no Habeas Corpus n 109.988,
prevaleceu a óptica do prejuízo em virtude de o pronunciamento
inicialmente atacado haver sido substituído pela decisão do Colegiado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
Na ocasião, votei no sentido do deferimento da ordem, adotando o que
consignara na impetração anterior. Anoto, ainda, que, nesse habeas,
fizeram-se em jogo os processos-crimes reveladores das Ações Penais n
2007.51.01.804.865-5 (Furacão II) e n 2007.51.01.807.604-3 (Furacão IV),
também sob o crivo da 6... Vara Federal Criminal da Circunscrição
Judiciária do Estado do Rio de Janeiro.
Reitero o que tive a oportunidade de lançar no precedente da Turma
formalizado no julgamento do Habeas Corpus n 99.646. Ressalto tratar-se
do direito de defesa, não se podendo vislumbrar preclusão no que, na
defesa preliminar, se deixou de pleitear os esclarecimentos. Conforme a
peça apresentada ao Juízo, envolvem eles os parâmetros das
interceptações e também a reprodução do que teria sido alvo do
fenômeno:
[…]
No mais, tenho como prevalecente a óptica inicial, e que
serviu de base, em termos de distribuição da prova, ao
deferimento da liminar:
[...]
No caso, há o curso de ação penal a partir de
pronunciamento do Judiciário a implicar, ao primeiro
exame, transgressão do devido processo legal presente a
fase do artigo 499 do Código de Processo Penal. É que,
buscando definir a legitimidade, ou não, de interceptação
telefônica, requereu-se a remessa de ofícios a empresas de
telefonia. O pleito, consideradas as diligências viabilizadas
no citado artigo, foi até mesmo deferido pela proficiente
Juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, que registrou (folha
2319 do apenso 1):
Quanto aos requerimentos formulados pela
defesa de ALEXIS, indefiro a reiteração de ofício ao
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
Na ocasião, votei no sentido do deferimento da ordem, adotando o que
consignara na impetração anterior. Anoto, ainda, que, nesse habeas,
fizeram-se em jogo os processos-crimes reveladores das Ações Penais n
2007.51.01.804.865-5 (Furacão II) e n 2007.51.01.807.604-3 (Furacão IV),
também sob o crivo da 6... Vara Federal Criminal da Circunscrição
Judiciária do Estado do Rio de Janeiro.
Reitero o que tive a oportunidade de lançar no precedente da Turma
formalizado no julgamento do Habeas Corpus n 99.646. Ressalto tratar-se
do direito de defesa, não se podendo vislumbrar preclusão no que, na
defesa preliminar, se deixou de pleitear os esclarecimentos. Conforme a
peça apresentada ao Juízo, envolvem eles os parâmetros das
interceptações e também a reprodução do que teria sido alvo do
fenômeno:
[…]
No mais, tenho como prevalecente a óptica inicial, e que
serviu de base, em termos de distribuição da prova, ao
deferimento da liminar:
[...]
No caso, há o curso de ação penal a partir de
pronunciamento do Judiciário a implicar, ao primeiro
exame, transgressão do devido processo legal presente a
fase do artigo 499 do Código de Processo Penal. É que,
buscando definir a legitimidade, ou não, de interceptação
telefônica, requereu-se a remessa de ofícios a empresas de
telefonia. O pleito, consideradas as diligências viabilizadas
no citado artigo, foi até mesmo deferido pela proficiente
Juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, que registrou (folha
2319 do apenso 1):
Quanto aos requerimentos formulados pela
defesa de ALEXIS, indefiro a reiteração de ofício ao
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
INC, em vista da resposta de fls. 1907. Reiterem-se os
ofícios às operadoras de telefonia, como requerido.
Ora, incumbia, ante os questionamentos visando a
elucidar dados sobre as interceptações telefônicas,
mormente a envolverem o fator tempo presente a
autorização judicial, dar sequência ao que já determinado.
Entrementes, veio à balha decisão reconsiderando, sem
base maior nos elementos já coligidos, o que consignado
anteriormente. Daí as impetrações sucessivas, valendo
notar que o Tribunal Regional Federal da 2... Região,
desconhecendo os limites do acesso às informações,
acabou por transferir à defesa as providências perante as
empresas de telefonia, o que bem revela inexistentes, no
processo-crime, os esclarecimentos pretendidos na fase de
diligências do artigo 499 do Código de Processo Penal. Eis
o trecho do acórdão proferido (folhas 276 e 277 do apenso
2):
Na verdade o processo contém as decisões
sobre as interceptações e as datas em que foram
proferidas. Basta que a defesa obtenha, em seu
interesse, das operadoras, os extratos das ligações do
paciente, para comparar e verificar se no período não
há registro de comunicações com os telefones que
constam do resultado da medida de interceptação.
Essa é a melhor forma de provar que os
diálogos eventualmente foram forjados, de modo a
inocentar o paciente das acusações que derivam
daqueles diálogos.
Não se pode transformar o processo penal de
oral em escrito, com a expedição de ofícios para lá e
para cá, com vistas a informações que já estão no
processo e que podem ser deduzidas de datas que
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
INC, em vista da resposta de fls. 1907. Reiterem-se os
ofícios às operadoras de telefonia, como requerido.
Ora, incumbia, ante os questionamentos visando a
elucidar dados sobre as interceptações telefônicas,
mormente a envolverem o fator tempo presente a
autorização judicial, dar sequência ao que já determinado.
Entrementes, veio à balha decisão reconsiderando, sem
base maior nos elementos já coligidos, o que consignado
anteriormente. Daí as impetrações sucessivas, valendo
notar que o Tribunal Regional Federal da 2... Região,
desconhecendo os limites do acesso às informações,
acabou por transferir à defesa as providências perante as
empresas de telefonia, o que bem revela inexistentes, no
processo-crime, os esclarecimentos pretendidos na fase de
diligências do artigo 499 do Código de Processo Penal. Eis
o trecho do acórdão proferido (folhas 276 e 277 do apenso
2):
Na verdade o processo contém as decisões
sobre as interceptações e as datas em que foram
proferidas. Basta que a defesa obtenha, em seu
interesse, das operadoras, os extratos das ligações do
paciente, para comparar e verificar se no período não
há registro de comunicações com os telefones que
constam do resultado da medida de interceptação.
Essa é a melhor forma de provar que os
diálogos eventualmente foram forjados, de modo a
inocentar o paciente das acusações que derivam
daqueles diálogos.
Não se pode transformar o processo penal de
oral em escrito, com a expedição de ofícios para lá e
para cá, com vistas a informações que já estão no
processo e que podem ser deduzidas de datas que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
constam dos atos processuais e até mesmo de
depoimento de testemunhas.
Ademais, a instrução processual não pode ser
feita diretamente no Tribunal de apelação, cabendo
deixar o magistrado realizá-la e, depois,
fundamentar sua decisão com base no acervo
probatório.
Se, ao final, não restar demonstrada a
imputação por algum motivo, o paciente será
absolvido.
Em síntese, transferiu-se à defesa atividade
impossível: lograr, por iniciativa própria, os elementos que
cercaram a interceptação para constatá-la fiel, ou não, à
determinação judicial. As datas perquiridas não se referem
à oportunidade em si das decisões prolatadas, mas à
efetivação das interceptações. Dizer-se que incumbe ao
Juízo a instrução processual prova em demasia,
subtraindo-se do órgão revisor a possibilidade de correção
de rumos.
É de frisar que a situação revela risco de vir à balha,
sem viabilizar-se à exaustão o direito de defesa, sentença
condenatória. Então, a reversão do quadro poderia
mostrar-se mais dificultosa para a defesa presente a
importância que alguns dão, no Brasil, ao fato consumado,
a pretexto, até mesmo, tendo em conta a jurisdição, de
evitarem-se movimentos inúteis desta última, salvando-se
o que já formalizado.
[...]
Concedo a ordem de ofício para, no caso, determinar a realização da
diligência nos dois processos. Assento que, no relativo ao de n
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
constam dos atos processuais e até mesmo de
depoimento de testemunhas.
Ademais, a instrução processual não pode ser
feita diretamente no Tribunal de apelação, cabendo
deixar o magistrado realizá-la e, depois,
fundamentar sua decisão com base no acervo
probatório.
Se, ao final, não restar demonstrada a
imputação por algum motivo, o paciente será
absolvido.
Em síntese, transferiu-se à defesa atividade
impossível: lograr, por iniciativa própria, os elementos que
cercaram a interceptação para constatá-la fiel, ou não, à
determinação judicial. As datas perquiridas não se referem
à oportunidade em si das decisões prolatadas, mas à
efetivação das interceptações. Dizer-se que incumbe ao
Juízo a instrução processual prova em demasia,
subtraindo-se do órgão revisor a possibilidade de correção
de rumos.
É de frisar que a situação revela risco de vir à balha,
sem viabilizar-se à exaustão o direito de defesa, sentença
condenatória. Então, a reversão do quadro poderia
mostrar-se mais dificultosa para a defesa presente a
importância que alguns dão, no Brasil, ao fato consumado,
a pretexto, até mesmo, tendo em conta a jurisdição, de
evitarem-se movimentos inúteis desta última, salvando-se
o que já formalizado.
[...]
Concedo a ordem de ofício para, no caso, determinar a realização da
diligência nos dois processos. Assento que, no relativo ao de n
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 106.272 / RJ
2007.51.01.802985-5 (Operação Furacão I), a concessão alcança a
insubsistência do decreto condenatório implementado.
7
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
2007.51.01.802985-5 (Operação Furacão I), a concessão alcança a
insubsistência do decreto condenatório implementado.
7
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Debate
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, só para minha
informação, quer dizer, essa Operação Hurricane tem uma parte que foi
julgada aqui no Supremo, é isso? E uma parte foi...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O
desmembramento não foi ortodoxo. Manteve-se no Supremo a acusação
contra envolvido que teria a prerrogativa de ser julgado pelo Superior,
mas remeteu-se para a primeira instância – presente o princípio do juízo
natural, princípio do promotor natural – os autos quanto aos cidadãos
comuns.
A meu ver, no caso concreto, Presidente, a existência de um título
judicial condenatório apenas certifica, mediante instrumento público, o
prejuízo, decorrente do indeferimento da diligência.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Essa matéria - porque eu não
estava na época -, então o Supremo chegou a julgar uma parte dos réus
dessa operação. O Supremo julgou?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não, não
chegou a julgar. Chegou a receber a denúncia.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Supremo já decidiu essa
questão?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Envolvia
integrante do Superior.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não tem julgamento ainda do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, só para minha
informação, quer dizer, essa Operação Hurricane tem uma parte que foi
julgada aqui no Supremo, é isso? E uma parte foi...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O
desmembramento não foi ortodoxo. Manteve-se no Supremo a acusação
contra envolvido que teria a prerrogativa de ser julgado pelo Superior,
mas remeteu-se para a primeira instância – presente o princípio do juízo
natural, princípio do promotor natural – os autos quanto aos cidadãos
comuns.
A meu ver, no caso concreto, Presidente, a existência de um título
judicial condenatório apenas certifica, mediante instrumento público, o
prejuízo, decorrente do indeferimento da diligência.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Essa matéria - porque eu não
estava na época -, então o Supremo chegou a julgar uma parte dos réus
dessa operação. O Supremo julgou?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não, não
chegou a julgar. Chegou a receber a denúncia.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Supremo já decidiu essa
questão?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Envolvia
integrante do Superior.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não tem julgamento ainda do
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25
Debate
HC 106.272 / RJ
Plenário?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Votei
contra o recebimento da denúncia, quanto ao integrante do Superior, que
vislumbrei apenas...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas eu me lembro que houve
um pedido de degravação de tudo, não houve?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – ... de ter
parentesco com outro envolvido, o irmão.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Com o irmão, eu me lembro.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – E ser
parente, até aqui, não é crime!
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas o que eu me lembro da impetração anterior que realmente...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas o
Tribunal recebeu. Penso que, depois, declinou da competência, porque
houve a aposentadoria do detentor da prerrogativa de ser julgado pelo
Supremo. Não enfrentamos a ação penal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ah, não enfrentou não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ah, entendi.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
E o pedido é para que as empresas de telefonia identifiquem o
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
Plenário?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Votei
contra o recebimento da denúncia, quanto ao integrante do Superior, que
vislumbrei apenas...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas eu me lembro que houve
um pedido de degravação de tudo, não houve?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – ... de ter
parentesco com outro envolvido, o irmão.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Com o irmão, eu me lembro.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – E ser
parente, até aqui, não é crime!
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas o que eu me lembro da impetração anterior que realmente...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas o
Tribunal recebeu. Penso que, depois, declinou da competência, porque
houve a aposentadoria do detentor da prerrogativa de ser julgado pelo
Supremo. Não enfrentamos a ação penal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ah, não enfrentou não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ah, entendi.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
E o pedido é para que as empresas de telefonia identifiquem o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25
Debate
HC 106.272 / RJ
horário e o dia das conversas, porque ficou um acumulo de gravações
sem identidades que...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até para
perceber-se a existência ou não de autorização judicial específica para as
interceptações.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Que no outro caso...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Por isso, a
Turma deferiu.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O precedente citado foi deferido à unanimidade.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
permita-me um esclarecimento do eminente Relator, ele está propondo a
concessão da ordem, de ofício, para anular a sentença condenatória, é
isso?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Para se
voltar àquele estágio ultrapassado, em que cometido o ato ilegal, sob
minha óptica, sob a óptica da Turma, presente o caso a que me referi.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E esse outro caso desse
habeas corpus que a Turma enfrentou, já havia, também, sentença
condenatória?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Deixe ver,
tenho aqui...
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, só
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
horário e o dia das conversas, porque ficou um acumulo de gravações
sem identidades que...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até para
perceber-se a existência ou não de autorização judicial específica para as
interceptações.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Que no outro caso...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Por isso, a
Turma deferiu.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O precedente citado foi deferido à unanimidade.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
permita-me um esclarecimento do eminente Relator, ele está propondo a
concessão da ordem, de ofício, para anular a sentença condenatória, é
isso?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Para se
voltar àquele estágio ultrapassado, em que cometido o ato ilegal, sob
minha óptica, sob a óptica da Turma, presente o caso a que me referi.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E esse outro caso desse
habeas corpus que a Turma enfrentou, já havia, também, sentença
condenatória?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Deixe ver,
tenho aqui...
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, só
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25
Debate
HC 106.272 / RJ
para esclarecer, porque o Ministro Luiz Fux participou do julgamento, eu
fiquei de Redatora designada, envolve outro Habeas Corpus, numa dessas
ações penais, e entendemos prejudicado o habeas corpus, justamente pelo
advento da sentença condenatória, naquele habeas corpus anterior.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vamos ter
que partir para um par ou ímpar, porque, no primeiro habeas, concedemos
a ordem.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso foi em 2010, de
fato, eu não participei do julgamento.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – E, no
segundo...
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o Habeas Corpus n
99.646-RJ, o eminente Relator bem destacou, foi julgado em 2010; o
eminente Patrono também se referiu da tribuna; foi superada a Súmula n
691, e houve a concessão da ordem; só que esta Turma veio a julgar um
outro habeas corpus, exatamente...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sim,
esclareci isso ao Colegiado. Esclareci que fiquei vencido nesse segundo
habeas.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso também o eminente
Relator destacou: ficou vencido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Para não
parecer, Presidente, que omiti informação ao Colegiado.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Não, não. Vossa
Excelência não omitiu absolutamente nada.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
para esclarecer, porque o Ministro Luiz Fux participou do julgamento, eu
fiquei de Redatora designada, envolve outro Habeas Corpus, numa dessas
ações penais, e entendemos prejudicado o habeas corpus, justamente pelo
advento da sentença condenatória, naquele habeas corpus anterior.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vamos ter
que partir para um par ou ímpar, porque, no primeiro habeas, concedemos
a ordem.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso foi em 2010, de
fato, eu não participei do julgamento.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – E, no
segundo...
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o Habeas Corpus n
99.646-RJ, o eminente Relator bem destacou, foi julgado em 2010; o
eminente Patrono também se referiu da tribuna; foi superada a Súmula n
691, e houve a concessão da ordem; só que esta Turma veio a julgar um
outro habeas corpus, exatamente...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sim,
esclareci isso ao Colegiado. Esclareci que fiquei vencido nesse segundo
habeas.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso também o eminente
Relator destacou: ficou vencido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Para não
parecer, Presidente, que omiti informação ao Colegiado.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Não, não. Vossa
Excelência não omitiu absolutamente nada.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25
Debate
HC 106.272 / RJ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Frisei
apenas para deixar estreme de dúvidas.
E li esta parte do voto:
(...) Já no Habeas Corpus n 109.988, prevaleceu a óptica do
prejuízo em virtude de o pronunciamento inicialmente atacado
haver sido substituído pela decisão do Colegiado. Na ocasião,
votei no sentido do deferimento da ordem, adotando o que
consignara na impetração anterior. (...)
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 106.272 / RJ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Frisei
apenas para deixar estreme de dúvidas.
E li esta parte do voto:
(...) Já no Habeas Corpus n 109.988, prevaleceu a óptica do
prejuízo em virtude de o pronunciamento inicialmente atacado
haver sido substituído pela decisão do Colegiado. Na ocasião,
votei no sentido do deferimento da ordem, adotando o que
consignara na impetração anterior. (...)
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25
Notas para o Voto
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente,
coerente com o voto que proferi no Habeas Corpus n 100.988, em que
fiquei de Redatora designada, e de acordo com votos que proferi em
inúmeros outros processos que têm vindo com essa questão, entendo que,
no momento em que o habeas corpus impetrado se volta contra uma
decisão liminar, o advento de uma sentença, de uma decisão de mérito
que, aqui, ocorreu pelo Superior Tribunal de Justiça, implica prejuízo a este habeas corpus que se
voltava contra uma liminar.
É respeitabilíssima, como não poderia deixar de ser, a posição do
eminente Relator. Ele entende que há uma substituição e podemos aqui
prosseguir no julgamento. Teríamos, a rigor, agora um outro óbice que,
contra esta decisão de mérito do Superior Tribunal de Justiça, a 1... Turma está entendendo que
cabe o recurso ao Supremo, e não a impetração de uma nova ação,
embora Vossa Excelência, Ministro Dias Toffoli, tenha ficado vencido com
relação à tese.
Mas, enfim, mantenho - até porque Redatora do outro acórdão neste
Habeas Corpus n 100.988 - o meu entendimento, o meu voto, julgo
prejudicado este habeas corpus por perda de objeto.
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14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente,
coerente com o voto que proferi no Habeas Corpus n 100.988, em que
fiquei de Redatora designada, e de acordo com votos que proferi em
inúmeros outros processos que têm vindo com essa questão, entendo que,
no momento em que o habeas corpus impetrado se volta contra uma
decisão liminar, o advento de uma sentença, de uma decisão de mérito
que, aqui, ocorreu pelo Superior Tribunal de Justiça, implica prejuízo a este habeas corpus que se
voltava contra uma liminar.
É respeitabilíssima, como não poderia deixar de ser, a posição do
eminente Relator. Ele entende que há uma substituição e podemos aqui
prosseguir no julgamento. Teríamos, a rigor, agora um outro óbice que,
contra esta decisão de mérito do Superior Tribunal de Justiça, a 1... Turma está entendendo que
cabe o recurso ao Supremo, e não a impetração de uma nova ação,
embora Vossa Excelência, Ministro Dias Toffoli, tenha ficado vencido com
relação à tese.
Mas, enfim, mantenho - até porque Redatora do outro acórdão neste
Habeas Corpus n 100.988 - o meu entendimento, o meu voto, julgo
prejudicado este habeas corpus por perda de objeto.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu, em
2010, não participei desse precedente; eu fui nomeado para o Supremo
Tribunal Federal em 2011.
De sorte que eu tenho a impressão de que votei nesse precedente à
que se refere a Ministra Rosa. Nesse mesmo sentido é a minha
compreensão sobre o tema.
Eu peço vênia para manter o meu ponto de vista e acompanhar a
divergência.
Supremo Tribunal Federal
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14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu, em
2010, não participei desse precedente; eu fui nomeado para o Supremo
Tribunal Federal em 2011.
De sorte que eu tenho a impressão de que votei nesse precedente à
que se refere a Ministra Rosa. Nesse mesmo sentido é a minha
compreensão sobre o tema.
Eu peço vênia para manter o meu ponto de vista e acompanhar a
divergência.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25
Explicação
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, concedo a ordem de ofício. Rejeito a preliminar do Ministério
Público, mas assento a inadequação do substitutivo do recurso ordinário,
e, em passo seguinte, concedo de ofício.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2622799.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S)
:ANTONIO
CARDOSO
DA
SILVA
NETO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ANTONIO
NABOR
AREIAS
BULHÕES
E
OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, concedo a ordem de ofício. Rejeito a preliminar do Ministério
Público, mas assento a inadequação do substitutivo do recurso ordinário,
e, em passo seguinte, concedo de ofício.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25
Esclarecimento
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, por
gentileza, não é o caso de não conhecer, porque, aqui, entendo superada
a Súmula n 691, em função do advento da decisão de mérito.
Portanto, julgo prejudicado o habeas corpus; como fizemos no outro
caso.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 106.272 RIO DE JANEIRO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, por
gentileza, não é o caso de não conhecer, porque, aqui, entendo superada
a Súmula n 691, em função do advento da decisão de mérito.
Portanto, julgo prejudicado o habeas corpus; como fizemos no outro
caso.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 106.272
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S) : ANTONIO CARDOSO DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANTONIO NABOR AREIAS BULHÕES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por empate na votação, a Turma julgou inadequado o
habeas corpus, por ser substitutivo de recurso ordinário, mas
concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator.
Votaram pela prejudicialidade da ordem de habeas corpus a Senhora
Ministra Rosa Weber e o Senhor Ministro Luiz Fux. Falaram: o Dr.
Nabor Bulhões, pela Paciente, e o Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas,
Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 14.8.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2648047
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 106.272
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
IMPTE.(S) : ANTONIO CARDOSO DA SILVA NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ANTONIO NABOR AREIAS BULHÕES E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por empate na votação, a Turma julgou inadequado o
habeas corpus, por ser substitutivo de recurso ordinário, mas
concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator.
Votaram pela prejudicialidade da ordem de habeas corpus a Senhora
Ministra Rosa Weber e o Senhor Ministro Luiz Fux. Falaram: o Dr.
Nabor Bulhões, pela Paciente, e o Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas,
Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 14.8.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2648047
Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"Habeas Corpus n 99 . 646",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"HABEAS",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 99 . 646 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 99 . 646 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Ações",
"Habeas Corpus n 162 . 948",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Ações Penais n 2007 . 51 . 01 . 802 . 985 - 5",
"n",
"2007 .",
"51 .",
"01 .",
"811 .",
"552 - 8",
"Habeas Corpus n 162 . 948",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 99 . 646 / RJ",
"Ação Penal n 2007 . 51 . 01 . 806354 - 1",
"Habeas Corpus n 100 . 988 / RJ",
"Ações Penais n 2007 . 51 . 01 . 804865 - 5",
"Habeas Corpus n 148 . 248 / RJ",
"Verbete n 691 da Súmula do Supremo",
"Ações Penais n 2007 . 51 . 01 . 802 . 985 -",
"2007",
".",
"51",
".",
"01",
".",
"811",
".",
"552",
"-",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 99 . 646 / RJ",
"Ação Penal n 2007 . 51 . 01 . 806354 - 1",
"Habeas Corpus n 100 . 988 / RJ",
"Ações Penais n 2007 . 51 . 01 . 804865 - 5",
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"Verbete n 691 da Súmula do Supremo",
"Ações Penais n 2007 .",
"2007",
".",
"51",
".",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Ação Penal n 2007 . 51 . 01 . 802 . 985 - 5",
"Habeas Corpus n 99 . 646 / RJ",
"100",
".",
"988",
"/",
"RJ",
"Ações Penais n 2007 . 51 . 01 . 811 . 552 - 8",
"n 2007 .",
"51 .",
"01 . 802 .",
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"Habeas Corpus n 162 . 948 / RJ",
"Ação Penal n 2007 . 51 .",
"Habeas Corpus n 148 . 248 / RJ",
"Habeas Corpus n 100 . 988 / RJ",
"Ações Penais n 2007 . 51 . 01 . 804865 - 5",
"2007 .",
".",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Ação Penal n 2007 . 51 . 01 . 802 . 985 - 5",
"Habeas Corpus n 99 . 646 / RJ",
"100",
".",
"988",
"/",
"RJ",
"Ações",
"51 .",
"Habeas Corpus n 162 . 948 / RJ",
"Ação Penal n 2007 . 51 . 01 . 802 . 985 - 5",
"Habeas Corpus n 148 . 248 / RJ",
"Habeas Corpus n 100 . 988 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 148 . 248 / RJ",
"Habeas Corpus n 162 . 948 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 148 . 248 / RJ",
"Habeas Corpus n 162 . 948 / RJ",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"Verbete n 691 da Súmula do Supremo",
"Habeas Corpus n 107 . 528 / PR",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"Verbete n 691 da Súmula do Supremo",
"Habeas Corpus n 107 . 528 / PR",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 99 . 646",
"Processo n 2007 . 51 . 01 . 806354 - 1",
"Habeas Corpus n 109 . 988",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 99 . 646",
"Processo n 2007 . 51 . 01 . 806354 - 1",
"Habeas Corpus n 109 . 988",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Ações Penais n 2007 . 51 . 01 . 804 . 865 - 5",
"n",
"2007",
".",
"51",
".",
"01",
".",
"807",
".",
"604",
"- 3",
"Habeas Corpus n 99 . 646",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Ações Penais n 2007 . 51 . 01 . 804 . 865 - 5",
"2007 .",
"51 . 01 .",
"807 .",
"604 -",
"Habeas Corpus n 99 . 646",
"HC 106 . 272 / RJ INC",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ 2007 .",
"51 . 01 . 802985 - 5",
"HC 106 . 272 / RJ 2007 .",
"51",
".",
"01",
".",
"802985 - 5",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 99 . 646 - RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 99 . 646 - RJ",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 109 . 988",
"HC 106 . 272 / RJ",
"Habeas Corpus n 109 . 988",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"Habeas Corpus n 100 . 988",
"Habeas Corpus n 100 . 988",
"CORPUS 106 . 272",
"Habeas Corpus n 100 . 988",
"Habeas Corpus n 100 . 988",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"HABEAS CORPUS 106 . 272",
"HABEAS CORPUS 106 . 272"
],
"LEGISLACAO": [
"alínea “ a ” do inciso II do artigo 102 da Carta Federal",
"artigo 499 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 499 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 499 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso",
"Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso LXVIII do artigo 5 . . . do Diploma Maior",
"Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Fundamental",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 499 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 499 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 499 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 499 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
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"LOCAL": [
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"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Brasil",
"Brasil",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESPÍRITO SANTO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
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"-",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma do",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria Geral da República",
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".",
".",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria Geral da República",
".",
"Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma do Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"6",
".",
". . Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Supremo",
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"-",
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".",
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"-",
"Brasil",
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"Supremo",
"Supremo",
"Supremo",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Supremo",
"Supremo",
"Supremo",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
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"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
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"PRIMEIRA TURMA",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ESCLARECIMENTO",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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".",
".",
". Turma",
"Primeira Turma",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"PESSOA": [
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"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO",
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"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO",
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"Laurita Vaz",
"Abel Gomes",
"Laurita Vaz",
"Laurita Vaz",
"Laurita Vaz",
"Laurita Vaz",
"Laurita Vaz",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
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"Alexis Lemos Costa",
"Alexis Lemos Costa",
"MARCO AURÉLIO",
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"ALEXIS",
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"ALEXIS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
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"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
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"MARCO AURÉLIO",
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"DIAS TOFFOLI",
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"MARCO AURÉLIO",
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"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
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"DIAS TOFFOLI",
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"DIAS TOFFOLI",
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"DIAS TOFFOLI",
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"DIAS TOFFOLI",
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"DIAS TOFFOLI",
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"ROSA WEBER",
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"MARCO AURÉLIO",
"ANA CLÁUDIA RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO",
"ANTONIO CARDOSO DA SILVA NETO",
"ANTONIO NABOR AREIAS BULHÕES",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Nabor Bulhões",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
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"24",
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"2001",
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"24",
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"2001",
"3 de maio de 2012",
"5 de junho de 2012",
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"7 de agosto seguinte",
"24",
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"primeiro semestre de 2012",
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"/",
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"/",
"2001",
"9 de fevereiro de 2010",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S)
:WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
EMENTA: RECURSO. Agravo de Instrumento. Inadmissibilidade.
Jurisprudência assentada. Reexame de provas e cláusulas contratuais.
Aplicação das súmulas 279 e 454. Negativa de prestação jurisdicional.
Inocorrência. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo
regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental
tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 29/08/2012
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S)
:WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“DECISÃO: vistos, etc.
O agravo não merece acolhida. É que, para se chegar à
conclusão pretendida pela parte recorrente, se fazem
necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e
a interpretação de cláusulas contratuais, providências vedadas
pelas Súmulas 279 e 454/STF.
À derradeira, entendo que a jurisdição foi prestada de
forma completa, em decisão devidamente fundamentada,
embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante,
o que não caracteriza cerceamento de defesa.
Isso posto, e frente ao art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21
do RI/STF, nego seguimento ao agravo.
Publique-se” (fl. 273).
Sustenta a parte agravante, em síntese, que a prestação jurisdicional
se deu de forma incompleta e não há necessidade de reexame de fatos e
provas, razões pelas quais requer a reforma do decisum (fls. 281-283).
É o relatório.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614024.
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14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S)
:WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“DECISÃO: vistos, etc.
O agravo não merece acolhida. É que, para se chegar à
conclusão pretendida pela parte recorrente, se fazem
necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e
a interpretação de cláusulas contratuais, providências vedadas
pelas Súmulas 279 e 454/STF.
À derradeira, entendo que a jurisdição foi prestada de
forma completa, em decisão devidamente fundamentada,
embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante,
o que não caracteriza cerceamento de defesa.
Isso posto, e frente ao art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21
do RI/STF, nego seguimento ao agravo.
Publique-se” (fl. 273).
Sustenta a parte agravante, em síntese, que a prestação jurisdicional
se deu de forma incompleta e não há necessidade de reexame de fatos e
provas, razões pelas quais requer a reforma do decisum (fls. 281-283).
É o relatório.
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A decisão agravada invocou e resumiu os fundamentos do
entendimento invariável da Corte, cujo teor subsiste invulnerável aos
argumentos do recurso, os quais nada acrescentaram à compreensão e ao
desate da quaestio iuris.
Nesse sentido, cito o AI nº 500.312-AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO,
Primeira Turma, DJe de 01.7.2009, RE nº 410.717-AgR, Rel. Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, DJe 16.4.2010 e AI nº 618.446-AgR, Rel. Min.
EROS GRAU, Segunda Turma, DJe 23.11.2007, cuja ementa transcrevo:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS E ANÁLISE DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz
de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3.
Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento.”
2. É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 557, do CPC, e no
art. 21, § 1º, do RISTF, desvela o grau da autoridade que o ordenamento
jurídico atribui, em nome da segurança jurídica, às súmulas e, posto que
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A decisão agravada invocou e resumiu os fundamentos do
entendimento invariável da Corte, cujo teor subsiste invulnerável aos
argumentos do recurso, os quais nada acrescentaram à compreensão e ao
desate da quaestio iuris.
Nesse sentido, cito o AI nº 500.312-AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO,
Primeira Turma, DJe de 01.7.2009, RE nº 410.717-AgR, Rel. Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, DJe 16.4.2010 e AI nº 618.446-AgR, Rel. Min.
EROS GRAU, Segunda Turma, DJe 23.11.2007, cuja ementa transcrevo:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS E ANÁLISE DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz
de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3.
Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento.”
2. É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 557, do CPC, e no
art. 21, § 1º, do RISTF, desvela o grau da autoridade que o ordenamento
jurídico atribui, em nome da segurança jurídica, às súmulas e, posto que
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
AI 839.537 AGR / MG
não sumulada, à jurisprudência dominante, sobretudo desta Corte, as
quais não podem desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões
jurídicas capazes de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo
que o inconformismo sistemático, manifestado em recurso carente de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
3. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 839.537 AGR / MG
não sumulada, à jurisprudência dominante, sobretudo desta Corte, as
quais não podem desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões
jurídicas capazes de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo
que o inconformismo sistemático, manifestado em recurso carente de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
3. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S) : WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S) : WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2644434
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-29T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: RECURSO. Agravo de Instrumento. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Aplicação das súmulas 279 e 454. Negativa de prestação jurisdicional. Inocorrência. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.
|
sjur213758
|
- Acórdãos citados: AI 500312 AgR, RE 410717 AgR, AI 618446 AgR.
Número de páginas: 5.
Análise: 05/09/2012, AMS.
|
CEZAR PELUSO
|
Segunda Turma
|
839537
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00021 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 839537 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S) : WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S)
:WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
EMENTA: RECURSO. Agravo de Instrumento. Inadmissibilidade.
Jurisprudência assentada. Reexame de provas e cláusulas contratuais.
Aplicação das súmulas 279 e 454. Negativa de prestação jurisdicional.
Inocorrência. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo
regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental
tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e
JOAQUIM BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 29/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S)
:WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“DECISÃO: vistos, etc.
O agravo não merece acolhida. É que, para se chegar à
conclusão pretendida pela parte recorrente, se fazem
necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e
a interpretação de cláusulas contratuais, providências vedadas
pelas Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal.
À derradeira, entendo que a jurisdição foi prestada de
forma completa, em decisão devidamente fundamentada,
embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante,
o que não caracteriza cerceamento de defesa.
Isso posto, e frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21
do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao agravo.
Publique-se” (fl. 273).
Sustenta a parte agravante, em síntese, que a prestação jurisdicional
se deu de forma incompleta e não há necessidade de reexame de fatos e
provas, razões pelas quais requer a reforma do decisum (fls. 281-283).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614024.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S)
:WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental contra decisão do Ministro AYRES BRITTO do teor seguinte:
“DECISÃO: vistos, etc.
O agravo não merece acolhida. É que, para se chegar à
conclusão pretendida pela parte recorrente, se fazem
necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e
a interpretação de cláusulas contratuais, providências vedadas
pelas Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal.
À derradeira, entendo que a jurisdição foi prestada de
forma completa, em decisão devidamente fundamentada,
embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante,
o que não caracteriza cerceamento de defesa.
Isso posto, e frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21
do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao agravo.
Publique-se” (fl. 273).
Sustenta a parte agravante, em síntese, que a prestação jurisdicional
se deu de forma incompleta e não há necessidade de reexame de fatos e
provas, razões pelas quais requer a reforma do decisum (fls. 281-283).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A decisão agravada invocou e resumiu os fundamentos do
entendimento invariável da Corte, cujo teor subsiste invulnerável aos
argumentos do recurso, os quais nada acrescentaram à compreensão e ao
desate da quaestio iuris.
Nesse sentido, cito o AI n 500.312-AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO,
Primeira Turma, DJe de 01.7.2009, Recurso Extraordinário n 410.717-AgR, Rel. Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, DJe 16.4.2010 e AI n 618.446-AgR, Rel. Min.
EROS GRAU, Segunda Turma, DJe 23.11.2007, cuja ementa transcrevo:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS E ANÁLISE DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz
de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3.
Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento.”
2. É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 557, do Código de Processo Civil, e no
art. 21, § 1..., do RISTF, desvela o grau da autoridade que o ordenamento
jurídico atribui, em nome da segurança jurídica, às súmulas e, posto que
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614025.
Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Inconsistente o
recurso.
A decisão agravada invocou e resumiu os fundamentos do
entendimento invariável da Corte, cujo teor subsiste invulnerável aos
argumentos do recurso, os quais nada acrescentaram à compreensão e ao
desate da quaestio iuris.
Nesse sentido, cito o AI n 500.312-AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO,
Primeira Turma, DJe de 01.7.2009, Recurso Extraordinário n 410.717-AgR, Rel. Min. ELLEN
GRACIE, Segunda Turma, DJe 16.4.2010 e AI n 618.446-AgR, Rel. Min.
EROS GRAU, Segunda Turma, DJe 23.11.2007, cuja ementa transcrevo:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS E ANÁLISE DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz
de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3.
Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454
do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento.”
2. É oportuno, aliás, advertir que o disposto no art. 557, do Código de Processo Civil, e no
art. 21, § 1..., do RISTF, desvela o grau da autoridade que o ordenamento
jurídico atribui, em nome da segurança jurídica, às súmulas e, posto que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CEZAR PELUSO
AI 839.537 AGR / MG
não sumulada, à jurisprudência dominante, sobretudo desta Corte, as
quais não podem desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões
jurídicas capazes de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo
que o inconformismo sistemático, manifestado em recurso carente de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
3. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 839.537 AGR / MG
não sumulada, à jurisprudência dominante, sobretudo desta Corte, as
quais não podem desrespeitadas nem controvertidas sem graves razões
jurídicas capazes de lhes autorizar revisão ou reconsideração. De modo
que o inconformismo sistemático, manifestado em recurso carente de
fundamentos novos, pode ser visto como abuso do poder recursal.
3. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S) : WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 839.537
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
AGTE.(S) : CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA FILHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CMB CONSTRUTORA LTDA
ADV.(A/S) : WALMIR DE CASTRO BRAGA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental,
nos termos
do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 839 . 537",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 839 . 537",
"Súmulas 279",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 839 . 537",
"Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 500 . 312 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 410 . 717 - AgR",
"AI n 618 . 446 - AgR",
"Súmulas ns . 279",
"AI n 500 . 312 - AgR",
"AI n 618 . 446 - AgR",
"Súmulas ns . 279",
"AI 839 . 537 AGR",
"AI 839 . 537 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 839 . 537",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 839 . 537"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"Constituição",
"art . 557 , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"Constituição",
"art . 557 , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO DR ZICA",
"CMB CONSTRUTORA LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CMB CONSTRUTORA LTDA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CMB CONSTRUTORA LTDA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"MG",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"MG",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"CMB CONSTRUTORA LTDA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CMB CONSTRUTORA LTDA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CEZAR PELUSO",
"ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA",
"WALMIR DE CASTRO BRAGA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA",
"WALMIR DE CASTRO BRAGA",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"ZICA FILHO",
"ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA",
"WALMIR DE CASTRO BRAGA",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"ELLEN GRACIE",
"EROS GRAU",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"ELLEN GRACIE",
"EROS GRAU",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"ZICA FILHO",
"WALMIR DE CASTRO BRAGA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"CEZAR PELUSO",
"ZICA FILHO",
"ORLANDO JOSÉ DE ALMEIDA",
"WALMIR DE CASTRO BRAGA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"01",
".",
"7",
".",
"2009",
"16",
".",
"4",
".",
"2010",
"23",
".",
"11",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"01",
".",
"7",
".",
"2009",
"16",
".",
"4",
".",
"2010",
"23",
".",
"11",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S)
:RAFAEL BOZA MEDEIROS
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – EXECUÇÃO – PRECATÓRIO.
Mostra-se autônoma a obrigação da Fazenda de pagar honorários
advocatícios a que condenada em sentença, cabendo o implemento
mediante precatório, cujo credor é o advogado, ou, se for o caso,
requisição de pequeno valor. Precedente: Recurso Extraordinário nº
564.132/RS, Repercussão Geral, Pleno, relator ministro Luiz Fux, redatora
do acórdão ministra Cármen Lúcia.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 25 de novembro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S)
:RAFAEL BOZA MEDEIROS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 110, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE
ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL –
AÇÃO PLÚRIMA – PRECATÓRIO – OBRIGAÇÕES DE
PEQUENO VALOR – DEFINIÇÃO.
1.
Em jogo faz-se o cumprimento de precatório a
revelar obrigações diversas. Sustenta o recorrente que, no caso,
para efeito de enquadramento no § 3º do artigo 100 da
Constituição Federal, presente ainda o estabelecido no artigo 87
do Ato das Disposições Transitórias, deve-se levar em conta o
valor total constante do precatório e não as diferentes
obrigações que a ele deram respaldo.
2.
Preceitua o § 3º do artigo 100 da Carta da
República a retirada, do sistema de execução próprio da
Fazenda – o precatório –, de obrigações previstas em lei como
de pequeno valor, constando do artigo 87 do Ato das
Disposições Transitórias parâmetros a vigorarem até a edição
das normas definidoras pelos entes da Federação. A razão da
exclusão é única - evitar que aqueles que hão de receber
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Supremo Tribunal Federal
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S)
:RAFAEL BOZA MEDEIROS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 110, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE
ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL –
AÇÃO PLÚRIMA – PRECATÓRIO – OBRIGAÇÕES DE
PEQUENO VALOR – DEFINIÇÃO.
1.
Em jogo faz-se o cumprimento de precatório a
revelar obrigações diversas. Sustenta o recorrente que, no caso,
para efeito de enquadramento no § 3º do artigo 100 da
Constituição Federal, presente ainda o estabelecido no artigo 87
do Ato das Disposições Transitórias, deve-se levar em conta o
valor total constante do precatório e não as diferentes
obrigações que a ele deram respaldo.
2.
Preceitua o § 3º do artigo 100 da Carta da
República a retirada, do sistema de execução próprio da
Fazenda – o precatório –, de obrigações previstas em lei como
de pequeno valor, constando do artigo 87 do Ato das
Disposições Transitórias parâmetros a vigorarem até a edição
das normas definidoras pelos entes da Federação. A razão da
exclusão é única - evitar que aqueles que hão de receber
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
RE 502656 AGR / RS
pequeno valor precisem percorrer a via-crúcis do precatório.
Cumpre ter em vista, ante o emprego do vocábulo
obrigações, a situação de cada um dos credores e não a quantia
total do débito estampado no precatório, sob pena de,
contrariando-se sadia política judiciária, desestimular-se o
ajuizamento de ações plúrimas. Vale frisar, ainda, que não cabe
cogitar do fracionamento da execução vedado pelo § 4º do
citado artigo 100, mas perquirir a existência de obrigações
distintas considerados os credores e a Fazenda devedora. O que
decidido pela Corte de origem reflete o alcance da previsão
constitucional.
3.
Nego seguimento ao recurso extraordinário.
4.
Publiquem.
O Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul -
IPERGS, no regimental de folha 113 a 119, insiste no processamento do
extraordinário. Discorre acerca da inconstitucionalidade do
fracionamento de precatório para pagamento de honorários advocatícios
através de requisição de pequeno valor, sustentando a existência de
violação ao artigo 100, § 4°, da Carta Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 122).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 502656 AGR / RS
pequeno valor precisem percorrer a via-crúcis do precatório.
Cumpre ter em vista, ante o emprego do vocábulo
obrigações, a situação de cada um dos credores e não a quantia
total do débito estampado no precatório, sob pena de,
contrariando-se sadia política judiciária, desestimular-se o
ajuizamento de ações plúrimas. Vale frisar, ainda, que não cabe
cogitar do fracionamento da execução vedado pelo § 4º do
citado artigo 100, mas perquirir a existência de obrigações
distintas considerados os credores e a Fazenda devedora. O que
decidido pela Corte de origem reflete o alcance da previsão
constitucional.
3.
Nego seguimento ao recurso extraordinário.
4.
Publiquem.
O Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul -
IPERGS, no regimental de folha 113 a 119, insiste no processamento do
extraordinário. Discorre acerca da inconstitucionalidade do
fracionamento de precatório para pagamento de honorários advocatícios
através de requisição de pequeno valor, sustentando a existência de
violação ao artigo 100, § 4°, da Carta Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 122).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Não assiste razão ao agravante.
O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 564.132/RS, da relatoria do
ministro Luiz Fux, redatora do acórdão ministra Cármen Lúcia, assentou,
em repercussão geral, a possibilidade de execução autônoma dos
honorários advocatícios, independentemente do valor a ser recebido pelo
cliente, permitido o fracionamento para o fim de pagamento das aludidas
verbas sucumbenciais mediante Requisição de Pequeno Valor – RPV,
mesmo antes da satisfação da obrigação principal.
Ante o precedente, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Não assiste razão ao agravante.
O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 564.132/RS, da relatoria do
ministro Luiz Fux, redatora do acórdão ministra Cármen Lúcia, assentou,
em repercussão geral, a possibilidade de execução autônoma dos
honorários advocatícios, independentemente do valor a ser recebido pelo
cliente, permitido o fracionamento para o fim de pagamento das aludidas
verbas sucumbenciais mediante Requisição de Pequeno Valor – RPV,
mesmo antes da satisfação da obrigação principal.
Ante o precedente, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7457447.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- IPERGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S) : RAFAEL BOZA MEDEIROS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco
Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7433417
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- IPERGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S) : RAFAEL BOZA MEDEIROS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco
Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7433417
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7504978
| 2014-11-25T00:00:00
| 2014-12-18T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – EXECUÇÃO – PRECATÓRIO. Mostra-se autônoma a obrigação da Fazenda de pagar honorários advocatícios a que condenada em sentença, cabendo o implemento mediante precatório, cujo credor é o advogado, ou, se for o caso, requisição de pequeno valor. Precedente: Recurso Extraordinário nº 564.132/RS, Repercussão Geral, Pleno, relator ministro Luiz Fux, redatora do acórdão ministra Cármen Lúcia.
|
sjur288860
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, PRECATÓRIO)
RE 564132 RG.
Número de páginas: 5.
Análise: 30/01/2015, AUR.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
502656
| null |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 502656 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S) : RAFAEL BOZA MEDEIROS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S)
:RAFAEL BOZA MEDEIROS
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – EXECUÇÃO – PRECATÓRIO.
Mostra-se autônoma a obrigação da Fazenda de pagar honorários
advocatícios a que condenada em sentença, cabendo o implemento
mediante precatório, cujo credor é o advogado, ou, se for o caso,
requisição de pequeno valor. Precedente: Recurso Extraordinário n
564.132/RS, Repercussão Geral, Pleno, relator ministro Luiz Fux, redatora
do acórdão ministra Cármen Lúcia.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 25 de novembro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S)
:RAFAEL BOZA MEDEIROS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 110, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE
ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL –
AÇÃO PLÚRIMA – PRECATÓRIO – OBRIGAÇÕES DE
PEQUENO VALOR – DEFINIÇÃO.
1.
Em jogo faz-se o cumprimento de precatório a
revelar obrigações diversas. Sustenta o recorrente que, no caso,
para efeito de enquadramento no § 3... do artigo 100 da
Constituição Federal, presente ainda o estabelecido no artigo 87
do Ato das Disposições Transitórias, deve-se levar em conta o
valor total constante do precatório e não as diferentes
obrigações que a ele deram respaldo.
2.
Preceitua o § 3... do artigo 100 da Carta da
República a retirada, do sistema de execução próprio da
Fazenda – o precatório –, de obrigações previstas em lei como
de pequeno valor, constando do artigo 87 do Ato das
Disposições Transitórias parâmetros a vigorarem até a edição
das normas definidoras pelos entes da Federação. A razão da
exclusão é única - evitar que aqueles que hão de receber
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25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S)
:RAFAEL BOZA MEDEIROS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 110, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE
ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL –
AÇÃO PLÚRIMA – PRECATÓRIO – OBRIGAÇÕES DE
PEQUENO VALOR – DEFINIÇÃO.
1.
Em jogo faz-se o cumprimento de precatório a
revelar obrigações diversas. Sustenta o recorrente que, no caso,
para efeito de enquadramento no § 3... do artigo 100 da
Constituição Federal, presente ainda o estabelecido no artigo 87
do Ato das Disposições Transitórias, deve-se levar em conta o
valor total constante do precatório e não as diferentes
obrigações que a ele deram respaldo.
2.
Preceitua o § 3... do artigo 100 da Carta da
República a retirada, do sistema de execução próprio da
Fazenda – o precatório –, de obrigações previstas em lei como
de pequeno valor, constando do artigo 87 do Ato das
Disposições Transitórias parâmetros a vigorarem até a edição
das normas definidoras pelos entes da Federação. A razão da
exclusão é única - evitar que aqueles que hão de receber
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Relatório
Recurso Extraordinário 502656 AGR / RS
pequeno valor precisem percorrer a via-crúcis do precatório.
Cumpre ter em vista, ante o emprego do vocábulo
obrigações, a situação de cada um dos credores e não a quantia
total do débito estampado no precatório, sob pena de,
contrariando-se sadia política judiciária, desestimular-se o
ajuizamento de ações plúrimas. Vale frisar, ainda, que não cabe
cogitar do fracionamento da execução vedado pelo § 4... do
citado artigo 100, mas perquirir a existência de obrigações
distintas considerados os credores e a Fazenda devedora. O que
decidido pela Corte de origem reflete o alcance da previsão
constitucional.
3.
Nego seguimento ao recurso extraordinário.
4.
Publiquem.
O Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul -
IPERGS, no regimental de folha 113 a 119, insiste no processamento do
extraordinário. Discorre acerca da inconstitucionalidade do
fracionamento de precatório para pagamento de honorários advocatícios
através de requisição de pequeno valor, sustentando a existência de
violação ao artigo 100, § 4..., da Carta Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 122).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 502656 AGR / RS
pequeno valor precisem percorrer a via-crúcis do precatório.
Cumpre ter em vista, ante o emprego do vocábulo
obrigações, a situação de cada um dos credores e não a quantia
total do débito estampado no precatório, sob pena de,
contrariando-se sadia política judiciária, desestimular-se o
ajuizamento de ações plúrimas. Vale frisar, ainda, que não cabe
cogitar do fracionamento da execução vedado pelo § 4... do
citado artigo 100, mas perquirir a existência de obrigações
distintas considerados os credores e a Fazenda devedora. O que
decidido pela Corte de origem reflete o alcance da previsão
constitucional.
3.
Nego seguimento ao recurso extraordinário.
4.
Publiquem.
O Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul -
IPERGS, no regimental de folha 113 a 119, insiste no processamento do
extraordinário. Discorre acerca da inconstitucionalidade do
fracionamento de precatório para pagamento de honorários advocatícios
através de requisição de pequeno valor, sustentando a existência de
violação ao artigo 100, § 4..., da Carta Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 122).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Não assiste razão ao agravante.
O Tribunal, no Recurso Extraordinário n 564.132/RS, da relatoria do
ministro Luiz Fux, redatora do acórdão ministra Cármen Lúcia, assentou,
em repercussão geral, a possibilidade de execução autônoma dos
honorários advocatícios, independentemente do valor a ser recebido pelo
cliente, permitido o fracionamento para o fim de pagamento das aludidas
verbas sucumbenciais mediante Requisição de Pequeno Valor – RPV,
mesmo antes da satisfação da obrigação principal.
Ante o precedente, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Não assiste razão ao agravante.
O Tribunal, no Recurso Extraordinário n 564.132/RS, da relatoria do
ministro Luiz Fux, redatora do acórdão ministra Cármen Lúcia, assentou,
em repercussão geral, a possibilidade de execução autônoma dos
honorários advocatícios, independentemente do valor a ser recebido pelo
cliente, permitido o fracionamento para o fim de pagamento das aludidas
verbas sucumbenciais mediante Requisição de Pequeno Valor – RPV,
mesmo antes da satisfação da obrigação principal.
Ante o precedente, desprovejo o regimental.
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Extrato de Ata - 25/11/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- IPERGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S) : RAFAEL BOZA MEDEIROS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco
Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502.656
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- IPERGS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : SIMONE WAGNER CORNELIUS
ADV.(A/S) : RAFAEL BOZA MEDEIROS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco
Aurélio. Primeira Turma, 25.11.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto
Barroso. Ausente o Senhor Ministro Dias Toffoli em razão de
participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, da IX Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais,
realizada em Lima/Peru, organizada pelo Departamento para a
Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos
Políticos da Organização dos Estados Americanos (DECO), pelo Júri
Nacional de Eleições do Peru (JNE) e pelo Departamento Nacional de
Processos Eleitorais do Peru (ONPE).
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502 . 656",
"Recurso Extraordinário n 564 . 132 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502 . 656",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502 . 656",
"Recurso Extraordinário 502656 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 502656 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 564 . 132 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502 . 656",
"Recurso Extraordinário n 564 . 132 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502 . 656",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 502 . 656"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 100 da Constituição Federal",
"artigo 100 da Carta da República",
"artigo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 100 da Constituição Federal",
"artigo 87 do Ato das Disposições Transitórias",
"artigo 100 da Carta da República",
"artigo 87 do Ato das Disposições Transitórias",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 100 , § 4 . . . , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 100 , § 4 . . . , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Lima",
"/",
"Peru",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Lima",
"/",
"Peru"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"Fazenda",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul",
"IPERGS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul",
"IPERGS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"Primeira Turma",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Departamento para a Cooperação e a Observação Eleitoral da Secretaria de Assuntos Políticos da Organização dos Estados Americanos",
"DECO",
"Júri Nacional de Eleições do Peru",
"JNE",
"Departamento Nacional de Processos Eleitorais do Peru",
"ONPE",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"IPERGS",
"Primeira Turma",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Departamento para",
"DECO",
"Júri Nacional de Eleições do Peru",
"JNE",
"Departamento Nacional de Processos Eleitorais do Peru",
"ONPE",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"SIMONE WAGNER CORNELIUS",
"RAFAEL BOZA MEDEIROS",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"SIMONE WAGNER CORNELIUS",
"RAFAEL BOZA MEDEIROS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"SIMONE WAGNER",
"RAFAEL BOZA MEDEIROS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"MARCO AURÉLIO",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"MARCO AURÉLIO",
"SIMONE WAGNER CORNELIUS",
"RAFAEL BOZA MEDEIROS",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"SIMONE WAGNER CORNELIUS",
"RAFAEL BOZA MEDEIROS",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"25 de novembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"25",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.100 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
PACTE.(S)
:ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Não
conhecimento. Matéria não apreciada no STJ. Supressão de instância.
Não se conhece de habeas corpus em que se deduz matéria originalmente
suscitada, noutro habeas corpus, perante o Superior Tribunal de Justiça,
sem que este tenha conhecido daquela.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não
conhecer do pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e JOAQUIM
BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614072.
Supremo Tribunal Federal
DJe 27/08/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
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Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.100 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
PACTE.(S)
:ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de ALEXANDRO
ALVES DA SILVA, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que
não conheceu o HC n° 180.598.
O paciente foi condenado a 6 (seis) anos de reclusão e pagamento de
550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa pela prática do crime descrito no
art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06.
A defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso do Sul, que lhe deu parcial provimento para reduzir a pena para 2
(dois) anos e 3 (três) meses de reclusão e 230 (duzentos e trinta) dias-
multa.
Impetrou-se, então, habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça,
requerendo a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos. A Quinta Turma não conheceu do writ, em decisão aqui reputada
configuradora de constrangimento ilegal.
Alega, aqui, a defesa, que as circunstâncias do caso autorizam a
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
É o relatório.
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14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.100 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
PACTE.(S)
:ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de ALEXANDRO
ALVES DA SILVA, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que
não conheceu o HC n° 180.598.
O paciente foi condenado a 6 (seis) anos de reclusão e pagamento de
550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa pela prática do crime descrito no
art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06.
A defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso do Sul, que lhe deu parcial provimento para reduzir a pena para 2
(dois) anos e 3 (três) meses de reclusão e 230 (duzentos e trinta) dias-
multa.
Impetrou-se, então, habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça,
requerendo a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos. A Quinta Turma não conheceu do writ, em decisão aqui reputada
configuradora de constrangimento ilegal.
Alega, aqui, a defesa, que as circunstâncias do caso autorizam a
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
É o relatório.
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.100 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Incognoscível o
pedido.
O habeas corpus manejado perante o Superior Tribunal de Justiça
veicula pedido não apreciado pelas instâncias inferiores. É por isso que a
Quinta Turma daquela Corte não chegou sequer a avaliar os fundamentos
do pedido, pois não conheceu do habeas corpus:
“EMENTA.HABEAS CORPUS . TRÁFICO DE DROGAS.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL.
ALTERAÇÃO DO REGIME INICIAL. ANÁLISE DE MATÉRIA
NÃO DEBATIDA NA ORIGEM. OCORRÊNCIA DE
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES.
1. Não se conhece de habeas corpus cuja matéria não se
constituiu em objeto de decisão da Corte de Justiça Estadual,
sob pena de indevida supressão de um dos graus de jurisdição.
2. Ordem não conhecida.”
Desta forma, apreciar, agora, o pedido implicaria substituir-se esta
Corte, não só ao Superior Tribunal de Justiça, como ao Tribunal de Justiça
local, o que configuraria supressão de instância.
2. Ante o exposto, nego seguimento ao pedido, por ser
manifestamente inadmissível (art. 21, § 1º, do RISTF, e 38 da Lei nº 8.038,
de 28.05.1990).
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.100 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Incognoscível o
pedido.
O habeas corpus manejado perante o Superior Tribunal de Justiça
veicula pedido não apreciado pelas instâncias inferiores. É por isso que a
Quinta Turma daquela Corte não chegou sequer a avaliar os fundamentos
do pedido, pois não conheceu do habeas corpus:
“EMENTA.HABEAS CORPUS . TRÁFICO DE DROGAS.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL.
ALTERAÇÃO DO REGIME INICIAL. ANÁLISE DE MATÉRIA
NÃO DEBATIDA NA ORIGEM. OCORRÊNCIA DE
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES.
1. Não se conhece de habeas corpus cuja matéria não se
constituiu em objeto de decisão da Corte de Justiça Estadual,
sob pena de indevida supressão de um dos graus de jurisdição.
2. Ordem não conhecida.”
Desta forma, apreciar, agora, o pedido implicaria substituir-se esta
Corte, não só ao Superior Tribunal de Justiça, como ao Tribunal de Justiça
local, o que configuraria supressão de instância.
2. Ante o exposto, nego seguimento ao pedido, por ser
manifestamente inadmissível (art. 21, § 1º, do RISTF, e 38 da Lei nº 8.038,
de 28.05.1990).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.100
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
PACTE.(S) : ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido, nos
termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.100
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
PACTE.(S) : ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido, nos
termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
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|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2634649
| 2012-08-14T00:00:00
| 2012-08-27T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Não conhecimento. Matéria não apreciada no STJ. Supressão de instância. Não se conhece de habeas corpus em que se deduz matéria originalmente suscitada, noutro habeas corpus, perante o Superior Tribunal de Justiça, sem que este tenha conhecido daquela.
|
sjur213594
|
Número de páginas: 4.
Análise: 31/08/2012, MJC.
|
CEZAR PELUSO
|
Segunda Turma
|
112100
|
[
"LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\r\n ART-00038 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00021 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 112100
|
[
""
] |
PACTE.(S) : ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.100 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
PACTE.(S)
:ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Não
conhecimento. Matéria não apreciada no Superior Tribunal de Justiça. Supressão de instância.
Não se conhece de habeas corpus em que se deduz matéria originalmente
suscitada, noutro habeas corpus, perante o Superior Tribunal de Justiça,
sem que este tenha conhecido daquela.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de
julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não
conhecer do pedido, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros CELSO DE MELLO e JOAQUIM
BARBOSA.
Brasília, 14 de agosto de 2012.
Ministro CEZAR PELUSO
Relator
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DJe 27/08/2012
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
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Relatório
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.100 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
PACTE.(S)
:ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de ALEXANDRO
ALVES DA SILVA, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que
não conheceu o HC n 180.598.
O paciente foi condenado a 6 (seis) anos de reclusão e pagamento de
550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa pela prática do crime descrito no
art. 33, caput, da Lei n 11.343/06.
A defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso do Sul, que lhe deu parcial provimento para reduzir a pena para 2
(dois) anos e 3 (três) meses de reclusão e 230 (duzentos e trinta) dias-
multa.
Impetrou-se, então, habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça,
requerendo a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos. A Quinta Turma não conheceu do writ, em decisão aqui reputada
configuradora de constrangimento ilegal.
Alega, aqui, a defesa, que as circunstâncias do caso autorizam a
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.100 MATO GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. CEZAR PELUSO
PACTE.(S)
:ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de ALEXANDRO
ALVES DA SILVA, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que
não conheceu o HC n 180.598.
O paciente foi condenado a 6 (seis) anos de reclusão e pagamento de
550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa pela prática do crime descrito no
art. 33, caput, da Lei n 11.343/06.
A defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso do Sul, que lhe deu parcial provimento para reduzir a pena para 2
(dois) anos e 3 (três) meses de reclusão e 230 (duzentos e trinta) dias-
multa.
Impetrou-se, então, habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça,
requerendo a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos. A Quinta Turma não conheceu do writ, em decisão aqui reputada
configuradora de constrangimento ilegal.
Alega, aqui, a defesa, que as circunstâncias do caso autorizam a
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
É o relatório.
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Voto - MIN. CEZAR PELUSO
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.100 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Incognoscível o
pedido.
O habeas corpus manejado perante o Superior Tribunal de Justiça
veicula pedido não apreciado pelas instâncias inferiores. É por isso que a
Quinta Turma daquela Corte não chegou sequer a avaliar os fundamentos
do pedido, pois não conheceu do habeas corpus:
“EMENTA.HABEAS CORPUS . TRÁFICO DE DROGAS.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL.
ALTERAÇÃO DO REGIME INICIAL. ANÁLISE DE MATÉRIA
NÃO DEBATIDA NA ORIGEM. OCORRÊNCIA DE
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES.
1. Não se conhece de habeas corpus cuja matéria não se
constituiu em objeto de decisão da Corte de Justiça Estadual,
sob pena de indevida supressão de um dos graus de jurisdição.
2. Ordem não conhecida.”
Desta forma, apreciar, agora, o pedido implicaria substituir-se esta
Corte, não só ao Superior Tribunal de Justiça, como ao Tribunal de Justiça
local, o que configuraria supressão de instância.
2. Ante o exposto, nego seguimento ao pedido, por ser
manifestamente inadmissível (art. 21, § 1..., do RISTF, e 38 da Lei n 8.038,
de 28.05.1990).
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Supremo Tribunal Federal
14/08/2012
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 112.100 MATO GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO (RELATOR): 1. Incognoscível o
pedido.
O habeas corpus manejado perante o Superior Tribunal de Justiça
veicula pedido não apreciado pelas instâncias inferiores. É por isso que a
Quinta Turma daquela Corte não chegou sequer a avaliar os fundamentos
do pedido, pois não conheceu do habeas corpus:
“EMENTA.HABEAS CORPUS . TRÁFICO DE DROGAS.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL.
ALTERAÇÃO DO REGIME INICIAL. ANÁLISE DE MATÉRIA
NÃO DEBATIDA NA ORIGEM. OCORRÊNCIA DE
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES.
1. Não se conhece de habeas corpus cuja matéria não se
constituiu em objeto de decisão da Corte de Justiça Estadual,
sob pena de indevida supressão de um dos graus de jurisdição.
2. Ordem não conhecida.”
Desta forma, apreciar, agora, o pedido implicaria substituir-se esta
Corte, não só ao Superior Tribunal de Justiça, como ao Tribunal de Justiça
local, o que configuraria supressão de instância.
2. Ante o exposto, nego seguimento ao pedido, por ser
manifestamente inadmissível (art. 21, § 1..., do RISTF, e 38 da Lei n 8.038,
de 28.05.1990).
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2614074.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2634649
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.100
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
PACTE.(S) : ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido, nos
termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 112.100
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. CEZAR PELUSO
PACTE.(S) : ALEXSANDRO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do pedido, nos
termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores
Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2a Turma, 14.08.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes
à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
p/ Fabiane Duarte
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2622912
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 112 . 100",
"HABEAS CORPUS 112 . 100",
"HC n 180 . 598",
"HABEAS CORPUS 112 . 100",
"HC n 180 . 598",
"HABEAS CORPUS 112 . 100",
"HABEAS CORPUS 112 . 100",
"HABEAS CORPUS 112 . 100",
"HABEAS CORPUS 112 . 100"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"38 da Lei n 8 . 038",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"38 da Lei n 8 . 038",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO DO SUL",
"Brasília",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2a Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CEZAR PELUSO",
"ALEXSANDRO ALVES DA SILVA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"ALEXSANDRO ALVES DA SILVA",
"CEZAR PELUSO",
"ALEXANDRO ALVES DA SILVA",
"CEZAR PELUSO",
"ALEXSANDRO ALVES DA SILVA",
"CEZAR PELUSO",
"ALEXANDRO ALVES DA SILVA",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"ALEXSANDRO ALVES DA SILVA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte",
"CEZAR PELUSO",
"ALEXSANDRO ALVES DA SILVA",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Fabiane Duarte"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"14 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"28",
".",
"05",
".",
"1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"28",
".",
"05",
".",
"1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"08",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RAFAEL
EDUARDO
DE
SOUZA
BOTTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RESGATE DE TÍTULOS DA
DÍVIDA PÚBLICA. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da
Constituição da República. 2. Alegada afronta ao art. 5º, inc. XXXV, LIV e
LV, da Constituição. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa
constitucional indireta. 3. Fundamento infraconstitucional suficiente.
Incidência da Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo
regimental ao qual se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 20 de março de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 23/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RAFAEL
EDUARDO
DE
SOUZA
BOTTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 1º de fevereiro de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário
interposto por Maximina Bardoza e outros contra julgado do Tribunal
Regional Federal da 3ª Região, o qual deu provimento ao apelo da ora
Agravada para julgar improcedente ação declaratória de validade de
apólices da dívida pública emitidas pela União no século XX.
A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a
Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE
140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
Supremo Tribunal Federal
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20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RAFAEL
EDUARDO
DE
SOUZA
BOTTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 1º de fevereiro de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário
interposto por Maximina Bardoza e outros contra julgado do Tribunal
Regional Federal da 3ª Região, o qual deu provimento ao apelo da ora
Agravada para julgar improcedente ação declaratória de validade de
apólices da dívida pública emitidas pela União no século XX.
A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a
Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE
140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
AI 652.645 AGR / SP
contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV, LIV e LV, da Constituição da
República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional
(na espécie vertente, do Código de Processo Civil), não viabiliza o
recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria
indireta. Nesse sentido:
‘(AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
12.3.2010)’.
(...)
8. Finalmente, subsistem os fundamentos infraconstitucionais
autônomos do julgado recorrido (prescrição nos termos Decreto n.
20.910/32 e inexistência de liquidez e certeza dos títulos da dívida
pública em decorrência da falta de correção monetária), pois o
Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao Recurso Especial n.
975.193 (www.stj.jus.br), interposto pelos ora Agravantes contra o
julgado recorrido.
Ademais, o Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao
Agravo de Instrumento n. 795.146 (decisão com trânsito em julgado
em 16.5.2011 - www.stf.jus.br), interposto contra a decisão de
inadmissão de recurso extraordinário contra o julgado proferido no
recurso especial.
Assim, incide na espécie vertente a Súmula n. 283 do Supremo
Tribunal. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRECLUSÃO DO
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO DO
JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (RE 545.452-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, Dje 18.3.2011).
(...)
9. Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes.
10. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557,
caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 1609-1624).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2012 (fl. 1625), interpõem
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 652.645 AGR / SP
contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV, LIV e LV, da Constituição da
República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional
(na espécie vertente, do Código de Processo Civil), não viabiliza o
recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria
indireta. Nesse sentido:
‘(AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
12.3.2010)’.
(...)
8. Finalmente, subsistem os fundamentos infraconstitucionais
autônomos do julgado recorrido (prescrição nos termos Decreto n.
20.910/32 e inexistência de liquidez e certeza dos títulos da dívida
pública em decorrência da falta de correção monetária), pois o
Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao Recurso Especial n.
975.193 (www.stj.jus.br), interposto pelos ora Agravantes contra o
julgado recorrido.
Ademais, o Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao
Agravo de Instrumento n. 795.146 (decisão com trânsito em julgado
em 16.5.2011 - www.stf.jus.br), interposto contra a decisão de
inadmissão de recurso extraordinário contra o julgado proferido no
recurso especial.
Assim, incide na espécie vertente a Súmula n. 283 do Supremo
Tribunal. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRECLUSÃO DO
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO DO
JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (RE 545.452-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, Dje 18.3.2011).
(...)
9. Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes.
10. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557,
caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 1609-1624).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2012 (fl. 1625), interpõem
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 652.645 AGR / SP
Maximina Bardoza e outros, em 10.2.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 1627-1636, 1639-1649).
3. Afirmam os Agravantes que “o Tribunal de origem, embora
insistentemente provocado, simplesmente se furta de decidir quanto à defendida
renúncia da prescrição, que, se enfrentada, encerra a questão da subsistência da
aplicação do Decreto n. 20.910/1932. O Tribunal se recusou a analisar a
aplicabilidade do art. 161 do Código Civil/1916 ao caso e também do art. 4º da
MP n. 1.238/1995” (fl. 1643).
Sustentam, ainda, que “a apreciação desses argumentos de defesa são
essenciais à conclusão do tema em debate, prescrição, e, portanto, não poderiam
ter ficado sem apreciação na origem. Claramente, nesse ponto, o Tribunal a quo
negou às partes a justa prestação jurisdicional, afrontando, a toda evidência, o
quanto disposto nos arts. 5º, inc. XXXV e LV, e 93, inc. IX, da Constituição
República” (fl. 1644).
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 652.645 AGR / SP
Maximina Bardoza e outros, em 10.2.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 1627-1636, 1639-1649).
3. Afirmam os Agravantes que “o Tribunal de origem, embora
insistentemente provocado, simplesmente se furta de decidir quanto à defendida
renúncia da prescrição, que, se enfrentada, encerra a questão da subsistência da
aplicação do Decreto n. 20.910/1932. O Tribunal se recusou a analisar a
aplicabilidade do art. 161 do Código Civil/1916 ao caso e também do art. 4º da
MP n. 1.238/1995” (fl. 1643).
Sustentam, ainda, que “a apreciação desses argumentos de defesa são
essenciais à conclusão do tema em debate, prescrição, e, portanto, não poderiam
ter ficado sem apreciação na origem. Claramente, nesse ponto, o Tribunal a quo
negou às partes a justa prestação jurisdicional, afrontando, a toda evidência, o
quanto disposto nos arts. 5º, inc. XXXV e LV, e 93, inc. IX, da Constituição
República” (fl. 1644).
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu:
“Cuida-se de apelações, remessa oficial e agravo retido
interpostos por conta de decreto de validez de Apólices da Dívida
Pública Federal emitidas nos primórdios do século XX para utilização
em eventual compensação do crédito nelas insculpidos com débitos
tributários, ou ainda para garantia em execuções fiscais.
(...)
Vê-se, de início, que o negócio jurídico subjacente ao título não é
de natureza tributária. Trata-se de Apólice da Dívida Pública emitida
no primeiro quadrante do século passado cujo resgate estava
condicionado ao término de obras públicas para realização das quais
havia se dado a sua emissão. Tratava-se, pois, de negócio jurídico
submetido a condição suspensiva (evento futuro e incerto), condição
esta até hoje não implementada. Tal fato, todavia, perdeu relevância
após o advento do Decreto-lei 263/67 (...). Consigne-se desde logo que
o prazo a que alude o art. 3º supracitado veio a ser alterado para 12
(doze) meses pelo Decreto-lei n. 396/1998.
Assim, o que se tem é que o negócio jurídico bilateral firmado
pela União com os detentores dos vetustos títulos veio a ser
modificado pelo legislador de 67, cancelando-se a condição suspensiva
da eficácia negocial do ajuste, de modo a se estabelecer prazo certo
para o resgate dos valores representados pelas cártulas, prazo este
fixado em doze meses, cujo ‘dies a quo’ se deu com a ciência dos
interessados, mediante publicação de edital nos idos de 1968.
A indagação que exsurge diz quanto à possibilidade de ser
efetivada a alteração unilateral das avenças por meio dos aludidos
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu:
“Cuida-se de apelações, remessa oficial e agravo retido
interpostos por conta de decreto de validez de Apólices da Dívida
Pública Federal emitidas nos primórdios do século XX para utilização
em eventual compensação do crédito nelas insculpidos com débitos
tributários, ou ainda para garantia em execuções fiscais.
(...)
Vê-se, de início, que o negócio jurídico subjacente ao título não é
de natureza tributária. Trata-se de Apólice da Dívida Pública emitida
no primeiro quadrante do século passado cujo resgate estava
condicionado ao término de obras públicas para realização das quais
havia se dado a sua emissão. Tratava-se, pois, de negócio jurídico
submetido a condição suspensiva (evento futuro e incerto), condição
esta até hoje não implementada. Tal fato, todavia, perdeu relevância
após o advento do Decreto-lei 263/67 (...). Consigne-se desde logo que
o prazo a que alude o art. 3º supracitado veio a ser alterado para 12
(doze) meses pelo Decreto-lei n. 396/1998.
Assim, o que se tem é que o negócio jurídico bilateral firmado
pela União com os detentores dos vetustos títulos veio a ser
modificado pelo legislador de 67, cancelando-se a condição suspensiva
da eficácia negocial do ajuste, de modo a se estabelecer prazo certo
para o resgate dos valores representados pelas cártulas, prazo este
fixado em doze meses, cujo ‘dies a quo’ se deu com a ciência dos
interessados, mediante publicação de edital nos idos de 1968.
A indagação que exsurge diz quanto à possibilidade de ser
efetivada a alteração unilateral das avenças por meio dos aludidos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 652.645 AGR / SP
Decretos-leis. Sob a égide da Carta outorgada de 1967, não pairam
dúvidas quanto à higidez das modificações contratuais inseridas pela
via dos Decretos-leis, haja vista que era dado ao Poder Executivo
utilizar-se desse veículo normativo para legislar sobre direito
financeiro e despesas públicas (CF/67, art. 58, II).
Conclui-se, portanto, pela pertinência e plausibilidade da tese de
que sobre as cártulas ‘sub examinen’ pesariam os malefícios da
prescrição, haja vista que não apresentados os títulos a resgate no
momento adequado, ‘ex vi’ do DL 263/67, estando, destarte,
carcomida pelo tempo a relação jurídica neles representada.
Nem se diga que o legislador de 67, a pretexto de legislar sobre
direito financeiro e despesas públicas, não poderia estabelecer prazo
prescricional diferenciado – e reduzido – para os débitos fazendários
insculpidos nas Apólices em questão. Ainda que, por concessão
argumentativa, se admitisse a tese da invalidade do prazo fixado pelos
DL 263/67 e 396/68, certo é que haveria de ser observada a regra geral
de prescrição dos créditos contra a Fazenda Pública (Decreto
20.910/32). É dizer: passados mais de 30 anos desde a edição dos
Decretos-leis, o prazo quinquenal para resgate da dívida fazendária de
há muito já se revela expirado, pelo que ainda assim se revelam
prescritos os direitos consubstanciados nos títulos apresentados.
Não é só. A par da natureza não tributária da dívida
consubstanciada na cártula e da incerteza quanto à sua validade,
pairam sobre o título dúvidas vultosas quanto à sua liquidez.
(...)
Em conclusão, tem-se como um título absolutamente desprovido
de valor econômico hodiernamente, quer pelo decurso in albis do
prazo para sua apresentação, quer pela impossibilidade jurídica de
apuração do valor a ele atribuído. MP 1.238/1995
A referência da autora à edição da, igualmente, não procede. (...)
Dada a retificação, a validade e eficácia do preceito jamais existiram
efetivamente, o que se confirma à constatação de que o dispositivo não
foi convertido em lei e tampouco repetido em edições posteriores da
mesma medida provisória” (fls. 1415-1424 – grifos nossos).
3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 652.645 AGR / SP
Decretos-leis. Sob a égide da Carta outorgada de 1967, não pairam
dúvidas quanto à higidez das modificações contratuais inseridas pela
via dos Decretos-leis, haja vista que era dado ao Poder Executivo
utilizar-se desse veículo normativo para legislar sobre direito
financeiro e despesas públicas (CF/67, art. 58, II).
Conclui-se, portanto, pela pertinência e plausibilidade da tese de
que sobre as cártulas ‘sub examinen’ pesariam os malefícios da
prescrição, haja vista que não apresentados os títulos a resgate no
momento adequado, ‘ex vi’ do DL 263/67, estando, destarte,
carcomida pelo tempo a relação jurídica neles representada.
Nem se diga que o legislador de 67, a pretexto de legislar sobre
direito financeiro e despesas públicas, não poderia estabelecer prazo
prescricional diferenciado – e reduzido – para os débitos fazendários
insculpidos nas Apólices em questão. Ainda que, por concessão
argumentativa, se admitisse a tese da invalidade do prazo fixado pelos
DL 263/67 e 396/68, certo é que haveria de ser observada a regra geral
de prescrição dos créditos contra a Fazenda Pública (Decreto
20.910/32). É dizer: passados mais de 30 anos desde a edição dos
Decretos-leis, o prazo quinquenal para resgate da dívida fazendária de
há muito já se revela expirado, pelo que ainda assim se revelam
prescritos os direitos consubstanciados nos títulos apresentados.
Não é só. A par da natureza não tributária da dívida
consubstanciada na cártula e da incerteza quanto à sua validade,
pairam sobre o título dúvidas vultosas quanto à sua liquidez.
(...)
Em conclusão, tem-se como um título absolutamente desprovido
de valor econômico hodiernamente, quer pelo decurso in albis do
prazo para sua apresentação, quer pela impossibilidade jurídica de
apuração do valor a ele atribuído. MP 1.238/1995
A referência da autora à edição da, igualmente, não procede. (...)
Dada a retificação, a validade e eficácia do preceito jamais existiram
efetivamente, o que se confirma à constatação de que o dispositivo não
foi convertido em lei e tampouco repetido em edições posteriores da
mesma medida provisória” (fls. 1415-1424 – grifos nossos).
3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 652.645 AGR / SP
falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões
objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi
concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses dos Agravantes.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: IMPROCEDÊNCIA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 645.521-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 26.10.2011).
4. Como posto na decisão agravada, o Tribunal a quo resolveu a
controvérsia com base em fundamentos infraconstitucionais e
constitucionais autônomos: a) prescrição nos termos dos Decretos-Leis n.
263/1967, 396/1968 e do Decreto n. 20.910/1932, além da inexistência de
liquidez e certeza dos títulos da dívida pública; e b) incidência do art. 58,
inc. II, da Constituição da República de 1967.
A fundamentação infraconstitucional persiste e é suficiente para
manter o acórdão recorrido, pois não afastada pelo Superior Tribunal de
Justiça, que denegara o recurso especial interposto simultaneamente ao
extraordinário na origem (REsp 975.193). Incide na espécie a Súmula n.
283 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRECLUSÃO DO
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO DO
JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
3
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falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões
objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi
concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses dos Agravantes.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: IMPROCEDÊNCIA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 645.521-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 26.10.2011).
4. Como posto na decisão agravada, o Tribunal a quo resolveu a
controvérsia com base em fundamentos infraconstitucionais e
constitucionais autônomos: a) prescrição nos termos dos Decretos-Leis n.
263/1967, 396/1968 e do Decreto n. 20.910/1932, além da inexistência de
liquidez e certeza dos títulos da dívida pública; e b) incidência do art. 58,
inc. II, da Constituição da República de 1967.
A fundamentação infraconstitucional persiste e é suficiente para
manter o acórdão recorrido, pois não afastada pelo Superior Tribunal de
Justiça, que denegara o recurso especial interposto simultaneamente ao
extraordinário na origem (REsp 975.193). Incide na espécie a Súmula n.
283 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRECLUSÃO DO
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO DO
JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
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NEGA PROVIMENTO” (RE 545.452-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 18.3.2011 – grifos nossos) .
5. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, no caso, os Decretos-Leis n. 263/1967 e 396/1968, o
Decreto n. 20.910/1932 e a Medida Provisória n. 1.238/1995, configuram
ofensa constitucional indireta.
Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Ofensa reflexa.
Prescrição. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da
República. 2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas n. 636 e 279/STF. 3. Agravo
regimental não provido” (ARE 641.629-AgR, Rel. Min. Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJe 25.8.2011 – grifos nossos).
6. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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NEGA PROVIMENTO” (RE 545.452-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 18.3.2011 – grifos nossos) .
5. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, no caso, os Decretos-Leis n. 263/1967 e 396/1968, o
Decreto n. 20.910/1932 e a Medida Provisória n. 1.238/1995, configuram
ofensa constitucional indireta.
Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Ofensa reflexa.
Prescrição. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da
República. 2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas n. 636 e 279/STF. 3. Agravo
regimental não provido” (ARE 641.629-AgR, Rel. Min. Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJe 25.8.2011 – grifos nossos).
6. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RAFAEL EDUARDO DE SOUZA BOTTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RAFAEL EDUARDO DE SOUZA BOTTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1932501
| 2012-03-20T00:00:00
| 2012-04-23T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 20.3.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RESGATE DE TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Alegada afronta ao art. 5º, inc. XXXV, LIV e LV, da Constituição. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Fundamento infraconstitucional suficiente. Incidência da Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
|
sjur207929
|
- Acórdãos citados: ARE 645521 AgR, RE 545452 AgR, ARE 641629 AgR.
Número de páginas: 9.
Análise: 07/05/2012, BMB.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Primeira Turma
|
652645
|
[
"LEG-FED CF ANO-1967\r\n ART-00058 INC-00002 \r\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00035 INC-00054 INC-00055\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-000263 ANO-1967\r\n DECRETO-LEI\r\n\r\n",
"LEG-FED DEL-000396 ANO-1968\r\n DECRETO-LEI\r\n\r\n",
"LEG-FED MPR-001238 ANO-1995\r\n MEDIDA PROVISÓRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED DEC-020910 ANO-1932\r\n DECRETO\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 652645 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RAFAEL EDUARDO DE SOUZA BOTTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RAFAEL
EDUARDO
DE
SOUZA
BOTTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RESGATE DE TÍTULOS DA
DÍVIDA PÚBLICA. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da
Constituição da República. 2. Alegada afronta ao art. 5..., inc. XXXV, LIV e
LV, da Constituição. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa
constitucional indireta. 3. Fundamento infraconstitucional suficiente.
Incidência da Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo
regimental ao qual se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 20 de março de 2012.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
DJe 23/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RAFAEL
EDUARDO
DE
SOUZA
BOTTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 1... de fevereiro de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário
interposto por Maximina Bardoza e outros contra julgado do Tribunal
Regional Federal da 3... Região, o qual deu provimento ao apelo da ora
Agravada para julgar improcedente ação declaratória de validade de
apólices da dívida pública emitidas pela União no século XX.
A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a
Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário
140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RAFAEL
EDUARDO
DE
SOUZA
BOTTO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 1... de fevereiro de 2012, neguei seguimento ao agravo de
instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário
interposto por Maximina Bardoza e outros contra julgado do Tribunal
Regional Federal da 3... Região, o qual deu provimento ao apelo da ora
Agravada para julgar improcedente ação declaratória de validade de
apólices da dívida pública emitidas pela União no século XX.
A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão dos Agravantes, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a
Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário
140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
AI 652.645 AGR / SP
contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV, LIV e LV, da Constituição da
República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional
(na espécie vertente, do Código de Processo Civil), não viabiliza o
recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria
indireta. Nesse sentido:
‘(AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
12.3.2010)’.
(...)
8. Finalmente, subsistem os fundamentos infraconstitucionais
autônomos do julgado recorrido (prescrição nos termos Decreto n.
20.910/32 e inexistência de liquidez e certeza dos títulos da dívida
pública em decorrência da falta de correção monetária), pois o
Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao Recurso Especial n.
975.193 (www.stj.jus.br), interposto pelos ora Agravantes contra o
julgado recorrido.
Ademais, o Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao
Agravo de Instrumento n. 795.146 (decisão com trânsito em julgado
em 16.5.2011 - www.stf.jus.br), interposto contra a decisão de
inadmissão de recurso extraordinário contra o julgado proferido no
recurso especial.
Assim, incide na espécie vertente a Súmula n. 283 do Supremo
Tribunal. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRECLUSÃO DO
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO DO
JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário 545.452-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, Dje 18.3.2011).
(...)
9. Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes.
10. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557,
caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 1609-1624).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2012 (fl. 1625), interpõem
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 652.645 AGR / SP
contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV, LIV e LV, da Constituição da
República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional
(na espécie vertente, do Código de Processo Civil), não viabiliza o
recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria
indireta. Nesse sentido:
‘(AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
12.3.2010)’.
(...)
8. Finalmente, subsistem os fundamentos infraconstitucionais
autônomos do julgado recorrido (prescrição nos termos Decreto n.
20.910/32 e inexistência de liquidez e certeza dos títulos da dívida
pública em decorrência da falta de correção monetária), pois o
Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao Recurso Especial n.
975.193 (www.stj.jus.br), interposto pelos ora Agravantes contra o
julgado recorrido.
Ademais, o Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao
Agravo de Instrumento n. 795.146 (decisão com trânsito em julgado
em 16.5.2011 - www.stf.jus.br), interposto contra a decisão de
inadmissão de recurso extraordinário contra o julgado proferido no
recurso especial.
Assim, incide na espécie vertente a Súmula n. 283 do Supremo
Tribunal. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRECLUSÃO DO
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO DO
JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário 545.452-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, Dje 18.3.2011).
(...)
9. Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes.
10. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557,
caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 1609-1624).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2012 (fl. 1625), interpõem
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 652.645 AGR / SP
Maximina Bardoza e outros, em 10.2.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 1627-1636, 1639-1649).
3. Afirmam os Agravantes que “o Tribunal de origem, embora
insistentemente provocado, simplesmente se furta de decidir quanto à defendida
renúncia da prescrição, que, se enfrentada, encerra a questão da subsistência da
aplicação do Decreto n. 20.910/1932. O Tribunal se recusou a analisar a
aplicabilidade do art. 161 do Código Civil/1916 ao caso e também do art. 4... da
Medida Provisória n. 1.238/1995” (fl. 1643).
Sustentam, ainda, que “a apreciação desses argumentos de defesa são
essenciais à conclusão do tema em debate, prescrição, e, portanto, não poderiam
ter ficado sem apreciação na origem. Claramente, nesse ponto, o Tribunal a quo
negou às partes a justa prestação jurisdicional, afrontando, a toda evidência, o
quanto disposto nos arts. 5..., inc. XXXV e LV, e 93, inc. IX, da Constituição
República” (fl. 1644).
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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AI 652.645 AGR / SP
Maximina Bardoza e outros, em 10.2.2012, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 1627-1636, 1639-1649).
3. Afirmam os Agravantes que “o Tribunal de origem, embora
insistentemente provocado, simplesmente se furta de decidir quanto à defendida
renúncia da prescrição, que, se enfrentada, encerra a questão da subsistência da
aplicação do Decreto n. 20.910/1932. O Tribunal se recusou a analisar a
aplicabilidade do art. 161 do Código Civil/1916 ao caso e também do art. 4... da
Medida Provisória n. 1.238/1995” (fl. 1643).
Sustentam, ainda, que “a apreciação desses argumentos de defesa são
essenciais à conclusão do tema em debate, prescrição, e, portanto, não poderiam
ter ficado sem apreciação na origem. Claramente, nesse ponto, o Tribunal a quo
negou às partes a justa prestação jurisdicional, afrontando, a toda evidência, o
quanto disposto nos arts. 5..., inc. XXXV e LV, e 93, inc. IX, da Constituição
República” (fl. 1644).
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu:
“Cuida-se de apelações, remessa oficial e agravo retido
interpostos por conta de decreto de validez de Apólices da Dívida
Pública Federal emitidas nos primórdios do século XX para utilização
em eventual compensação do crédito nelas insculpidos com débitos
tributários, ou ainda para garantia em execuções fiscais.
(...)
Vê-se, de início, que o negócio jurídico subjacente ao título não é
de natureza tributária. Trata-se de Apólice da Dívida Pública emitida
no primeiro quadrante do século passado cujo resgate estava
condicionado ao término de obras públicas para realização das quais
havia se dado a sua emissão. Tratava-se, pois, de negócio jurídico
submetido a condição suspensiva (evento futuro e incerto), condição
esta até hoje não implementada. Tal fato, todavia, perdeu relevância
após o advento do Decreto-lei 263/67 (...). Consigne-se desde logo que
o prazo a que alude o art. 3... supracitado veio a ser alterado para 12
(doze) meses pelo Decreto-lei n. 396/1998.
Assim, o que se tem é que o negócio jurídico bilateral firmado
pela União com os detentores dos vetustos títulos veio a ser
modificado pelo legislador de 67, cancelando-se a condição suspensiva
da eficácia negocial do ajuste, de modo a se estabelecer prazo certo
para o resgate dos valores representados pelas cártulas, prazo este
fixado em doze meses, cujo ‘dies a quo’ se deu com a ciência dos
interessados, mediante publicação de edital nos idos de 1968.
A indagação que exsurge diz quanto à possibilidade de ser
efetivada a alteração unilateral das avenças por meio dos aludidos
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20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu:
“Cuida-se de apelações, remessa oficial e agravo retido
interpostos por conta de decreto de validez de Apólices da Dívida
Pública Federal emitidas nos primórdios do século XX para utilização
em eventual compensação do crédito nelas insculpidos com débitos
tributários, ou ainda para garantia em execuções fiscais.
(...)
Vê-se, de início, que o negócio jurídico subjacente ao título não é
de natureza tributária. Trata-se de Apólice da Dívida Pública emitida
no primeiro quadrante do século passado cujo resgate estava
condicionado ao término de obras públicas para realização das quais
havia se dado a sua emissão. Tratava-se, pois, de negócio jurídico
submetido a condição suspensiva (evento futuro e incerto), condição
esta até hoje não implementada. Tal fato, todavia, perdeu relevância
após o advento do Decreto-lei 263/67 (...). Consigne-se desde logo que
o prazo a que alude o art. 3... supracitado veio a ser alterado para 12
(doze) meses pelo Decreto-lei n. 396/1998.
Assim, o que se tem é que o negócio jurídico bilateral firmado
pela União com os detentores dos vetustos títulos veio a ser
modificado pelo legislador de 67, cancelando-se a condição suspensiva
da eficácia negocial do ajuste, de modo a se estabelecer prazo certo
para o resgate dos valores representados pelas cártulas, prazo este
fixado em doze meses, cujo ‘dies a quo’ se deu com a ciência dos
interessados, mediante publicação de edital nos idos de 1968.
A indagação que exsurge diz quanto à possibilidade de ser
efetivada a alteração unilateral das avenças por meio dos aludidos
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 652.645 AGR / SP
Decretos-leis. Sob a égide da Carta outorgada de 1967, não pairam
dúvidas quanto à higidez das modificações contratuais inseridas pela
via dos Decretos-leis, haja vista que era dado ao Poder Executivo
utilizar-se desse veículo normativo para legislar sobre direito
financeiro e despesas públicas (Constituição Federal de 1988/67, art. 58, II).
Conclui-se, portanto, pela pertinência e plausibilidade da tese de
que sobre as cártulas ‘sub examinen’ pesariam os malefícios da
prescrição, haja vista que não apresentados os títulos a resgate no
momento adequado, ‘ex vi’ do DL 263/67, estando, destarte,
carcomida pelo tempo a relação jurídica neles representada.
Nem se diga que o legislador de 67, a pretexto de legislar sobre
direito financeiro e despesas públicas, não poderia estabelecer prazo
prescricional diferenciado – e reduzido – para os débitos fazendários
insculpidos nas Apólices em questão. Ainda que, por concessão
argumentativa, se admitisse a tese da invalidade do prazo fixado pelos
DL 263/67 e 396/68, certo é que haveria de ser observada a regra geral
de prescrição dos créditos contra a Fazenda Pública (Decreto
20.910/32). É dizer: passados mais de 30 anos desde a edição dos
Decretos-leis, o prazo quinquenal para resgate da dívida fazendária de
há muito já se revela expirado, pelo que ainda assim se revelam
prescritos os direitos consubstanciados nos títulos apresentados.
Não é só. A par da natureza não tributária da dívida
consubstanciada na cártula e da incerteza quanto à sua validade,
pairam sobre o título dúvidas vultosas quanto à sua liquidez.
(...)
Em conclusão, tem-se como um título absolutamente desprovido
de valor econômico hodiernamente, quer pelo decurso in albis do
prazo para sua apresentação, quer pela impossibilidade jurídica de
apuração do valor a ele atribuído. Medida Provisória 1.238/1995
A referência da autora à edição da, igualmente, não procede. (...)
Dada a retificação, a validade e eficácia do preceito jamais existiram
efetivamente, o que se confirma à constatação de que o dispositivo não
foi convertido em lei e tampouco repetido em edições posteriores da
mesma medida provisória” (fls. 1415-1424 – grifos nossos).
3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por
2
Supremo Tribunal Federal
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Decretos-leis. Sob a égide da Carta outorgada de 1967, não pairam
dúvidas quanto à higidez das modificações contratuais inseridas pela
via dos Decretos-leis, haja vista que era dado ao Poder Executivo
utilizar-se desse veículo normativo para legislar sobre direito
financeiro e despesas públicas (Constituição Federal de 1988/67, art. 58, II).
Conclui-se, portanto, pela pertinência e plausibilidade da tese de
que sobre as cártulas ‘sub examinen’ pesariam os malefícios da
prescrição, haja vista que não apresentados os títulos a resgate no
momento adequado, ‘ex vi’ do DL 263/67, estando, destarte,
carcomida pelo tempo a relação jurídica neles representada.
Nem se diga que o legislador de 67, a pretexto de legislar sobre
direito financeiro e despesas públicas, não poderia estabelecer prazo
prescricional diferenciado – e reduzido – para os débitos fazendários
insculpidos nas Apólices em questão. Ainda que, por concessão
argumentativa, se admitisse a tese da invalidade do prazo fixado pelos
DL 263/67 e 396/68, certo é que haveria de ser observada a regra geral
de prescrição dos créditos contra a Fazenda Pública (Decreto
20.910/32). É dizer: passados mais de 30 anos desde a edição dos
Decretos-leis, o prazo quinquenal para resgate da dívida fazendária de
há muito já se revela expirado, pelo que ainda assim se revelam
prescritos os direitos consubstanciados nos títulos apresentados.
Não é só. A par da natureza não tributária da dívida
consubstanciada na cártula e da incerteza quanto à sua validade,
pairam sobre o título dúvidas vultosas quanto à sua liquidez.
(...)
Em conclusão, tem-se como um título absolutamente desprovido
de valor econômico hodiernamente, quer pelo decurso in albis do
prazo para sua apresentação, quer pela impossibilidade jurídica de
apuração do valor a ele atribuído. Medida Provisória 1.238/1995
A referência da autora à edição da, igualmente, não procede. (...)
Dada a retificação, a validade e eficácia do preceito jamais existiram
efetivamente, o que se confirma à constatação de que o dispositivo não
foi convertido em lei e tampouco repetido em edições posteriores da
mesma medida provisória” (fls. 1415-1424 – grifos nossos).
3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
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falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões
objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi
concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses dos Agravantes.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: IMPROCEDÊNCIA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 645.521-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 26.10.2011).
4. Como posto na decisão agravada, o Tribunal a quo resolveu a
controvérsia com base em fundamentos infraconstitucionais e
constitucionais autônomos: a) prescrição nos termos dos Decretos-Leis n.
263/1967, 396/1968 e do Decreto n. 20.910/1932, além da inexistência de
liquidez e certeza dos títulos da dívida pública; e b) incidência do art. 58,
inc. II, da Constituição da República de 1967.
A fundamentação infraconstitucional persiste e é suficiente para
manter o acórdão recorrido, pois não afastada pelo Superior Tribunal de
Justiça, que denegara o recurso especial interposto simultaneamente ao
extraordinário na origem (REsp 975.193). Incide na espécie a Súmula n.
283 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRECLUSÃO DO
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO DO
JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
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falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões
suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões
objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi
concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a
conclusão contrária aos interesses dos Agravantes.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: IMPROCEDÊNCIA.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 645.521-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 26.10.2011).
4. Como posto na decisão agravada, o Tribunal a quo resolveu a
controvérsia com base em fundamentos infraconstitucionais e
constitucionais autônomos: a) prescrição nos termos dos Decretos-Leis n.
263/1967, 396/1968 e do Decreto n. 20.910/1932, além da inexistência de
liquidez e certeza dos títulos da dívida pública; e b) incidência do art. 58,
inc. II, da Constituição da República de 1967.
A fundamentação infraconstitucional persiste e é suficiente para
manter o acórdão recorrido, pois não afastada pelo Superior Tribunal de
Justiça, que denegara o recurso especial interposto simultaneamente ao
extraordinário na origem (REsp 975.193). Incide na espécie a Súmula n.
283 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRECLUSÃO DO
FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO DO
JULGADO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
AI 652.645 AGR / SP
NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 545.452-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 18.3.2011 – grifos nossos) .
5. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, no caso, os Decretos-Leis n. 263/1967 e 396/1968, o
Decreto n. 20.910/1932 e a Medida Provisória n. 1.238/1995, configuram
ofensa constitucional indireta.
Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Ofensa reflexa.
Prescrição. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da
República. 2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas n. 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo
regimental não provido” (ARE 641.629-AgR, Rel. Min. Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJe 25.8.2011 – grifos nossos).
6. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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AI 652.645 AGR / SP
NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 545.452-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 18.3.2011 – grifos nossos) .
5. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional, no caso, os Decretos-Leis n. 263/1967 e 396/1968, o
Decreto n. 20.910/1932 e a Medida Provisória n. 1.238/1995, configuram
ofensa constitucional indireta.
Nesse sentido:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Ofensa reflexa.
Prescrição. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais,
configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da
República. 2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da
legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas n. 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo
regimental não provido” (ARE 641.629-AgR, Rel. Min. Dias
Toffoli, Primeira Turma, DJe 25.8.2011 – grifos nossos).
6. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RAFAEL EDUARDO DE SOUZA BOTTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 652.645
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MAXIMINA BARDOZA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RAFAEL EDUARDO DE SOUZA BOTTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 652 . 645",
"Súmula n . 283 do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 652 . 645",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"RTJ 150 / 269",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 652 . 645",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"RTJ",
"AI 652 . 645 AGR / SP",
"AI 776 . 282 - AgR",
"Recurso Especial n . 975 . 193",
"Agravo de Instrumento n . 795 . 146",
"Súmula n . 283 do Supremo Tribunal",
"SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 545 . 452 - AgR",
"AI 652 . 645 AGR",
"AI 776 . 282 - AgR",
"Recurso Especial n . 975 . 193",
"Agravo de Instrumento n . 795 . 146",
"Súmula n . 283 do Supremo Tribunal",
"SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 545 . 452 - AgR",
"AI 652 . 645 AGR / SP",
"AI 652 . 645 AGR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 652 .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 652 .",
"AI 652 . 645 AGR",
"AI 652 . 645 AGR",
"AI 652 . 645 AGR",
"ARE 645 . 521 - AgR",
"REsp 975 . 193",
"Súmula n . 283 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 652 . 645 AGR",
"ARE 645 . 521 - AgR",
"REsp 975 . 193",
"Súmula n . 283 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 652 . 645",
"Recurso Extraordinário 545 . 452 - AgR",
"Súmulas n . 636",
"ARE 641 . 629 - AgR",
"AI 652 . 645 AGR",
"Recurso Extraordinário 545 . 452 - AgR",
"Súmulas n . 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 641 . 629 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 652 . 645",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 652 . 645"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"art . 5 . . . , inc . XXXV , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inc . XXXV , LIV e LV , da Constituição da República",
"Código de Processo Civil",
"Decreto n . 20 . 910 / 32",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inc . XXXV , LIV e LV , da Constituição da República",
"Código de Processo Civil",
"Decreto n . 20 . 910 / 32",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n . 20 . 910 / 1932",
"art . 161 do Código Civil / 1916",
"art . 4 . . . da",
"Medida Provisória n . 1 . 238 / 1995",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n . 20 . 910 / 1932",
"art . 161 do Código Civil / 1916",
"art . 4 . . . da",
"Medida Provisória n . 1 . 238 / 1995",
"arts . 5 . . . , inc . XXXV e LV , e 93 , inc . IX , da Constituição República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"lei 263 / 67",
"Decreto",
"-",
"lei n . 396 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"lei 263 / 67",
"Decreto",
"-",
"lei n . 396 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 67 , art . 58 , II",
"DL 263 / 67",
"DL 263 / 67",
"396",
"/",
"68",
"Decreto 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória 1 . 238 / 1995",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta outorgada de 1967",
"Constituição Federal de 1988 / 67 , art . 58 , II",
"DL 263 / 67",
"DL 263 / 67",
"396",
"/",
"68",
"Decreto 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória 1 . 238 / 1995",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Decretos",
"-",
"Leis n . 263 / 1967",
"396",
"/",
"1968",
"Decreto n . 20 . 910 / 1932",
"art . 58 , inc . II , da Constituição da República de 1967",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Decretos",
"-",
"Leis n . 263 / 1967",
"396",
"/",
"1968",
"Decreto n . 20 . 910 / 1932",
"art . 58 , inc . II , da Constituição da República de 1967",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decretos",
"-",
"Leis n . 263 / 1967",
"396",
"/",
"1968",
"Decreto n . 20 . 910 / 1932",
"Medida Provisória n . 1 . 238 / 1995",
"Artigo 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Decretos",
"-",
"Leis n . 263 / 1967",
"396",
"/",
"1968",
"Decreto n . 20 . 910 / 1932",
"Medida Provisória n . 1 . 238 / 1995",
"Artigo 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"União",
"Supremo Tribunal ,",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"FAZENDA NACIONAL",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"União",
"Supremo Tribunal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Fazenda Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Supremo",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Supremo",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"MAXIMINA BARDOZA",
"RAFAEL EDUARDO DE SOUZA BOTTO",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MAXIMINA BARDOZA",
"RAFAEL EDUARDO DE SOUZA BOTTO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Maximina Bardoza",
"Sepúlveda Pertence",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MAXIMINA BARDOZA",
"RAFAEL EDUARDO DE SOUZA BOTTO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Maximina Bardoza",
"Sepúlveda Pertence",
"Maximina Bardoza",
"Maximina Bardoza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MAXIMINA BARDOZA",
"RAFAEL EDUARDO DE SOUZA BOTTO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MAXIMINA BARDOZA",
"RAFAEL EDUARDO DE SOUZA BOTTO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"1",
".",
". . de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"1",
".",
". . de fevereiro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"3",
".",
"2010",
"16",
".",
"5",
".",
"2011",
"18",
".",
"3",
".",
"2011",
"6",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"3",
"2010",
"16",
".",
"5",
".",
"2011",
"18",
".",
"3",
".",
"2011",
"6",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"1968",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"1968",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"3",
".",
"2011",
"25",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"3",
".",
"2011",
"25",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS – TRIBUNAL – EXAME. Ante a envergadura
maior do habeas corpus, cumpre aparelhar o processo e levá-lo ao
Colegiado para exame. Não cabe a aplicação subsidiária do artigo 557 do
Código de Processo Civil.
PRAZO RECURSAL – FECHAMENTO DO FORO –
FORMALIDADE. Incumbe ao setor cartorário certificar, nos autos ou no
processo, a diminuição ou o afastamento do expediente forense a
discrepar da ordem cronológica natural.
HABEAS CORPUS – EMPATE. Uma vez verificado o empate na
votação, deve-se proclamar a prevalência da corrente favorável.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, por empate na votação, em
dar provimento ao agravo regimental e, adentrando o mérito, conceder a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Ministro Marco Aurélio,
em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata
do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 20 de março de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – REDATOR DO ACÓRDÃO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 16/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20
Relatório
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
habeas corpus impetrado.
2.
O agravante alega que o presente caso apresenta
peculiaridade impeditiva da aplicação do art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal.
Assim, requer o provimento do presente agravo
regimental para que seja apreciado o pedido de habeas corpus.
3.
O Ministério Público Federal manifestou-se pelo
provimento do recurso.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1850939.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
habeas corpus impetrado.
2.
O agravante alega que o presente caso apresenta
peculiaridade impeditiva da aplicação do art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal.
Assim, requer o provimento do presente agravo
regimental para que seja apreciado o pedido de habeas corpus.
3.
O Ministério Público Federal manifestou-se pelo
provimento do recurso.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Presentes os
requisitos de admissibilidade recursal, conheço do presente agravo
regimental.
2.
A decisão monocrática denegatória do writ, da lavra da
eminente Ministra Ellen Gracie, possui o seguinte teor:
“1. Trata-se de habeas corpus com pedido de medida liminar
impetrado em favor de JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
proferido no REsp 1.032.647-AgR/SP.
2. Conforme narra a inicial, o paciente foi denunciado e
processado por ter supostamente constrangido uma mulher a praticar
com ele conjunção carnal mediante violência real.
O paciente foi absolvido em primeira instância. No segundo
grau, contudo, foi condenado à pena de sete anos de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática da conduta criminosa descrita no
art. 213 do Código Penal.
A defesa interpôs recurso especial contra o acórdão do Tribunal
de Justiça do Estado de São Paulo, que foi encaminhado ao Superior
Tribunal de Justiça, após o necessário juízo de admissibilidade.
Na Corte Superior o REsp 1.032.647/SP foi distribuído ao
Ministro Paulo Gallotti, que negou seguimento ao recurso nos
seguintes termos:
‘Cuida-se de recurso especial interposto por Joseílton
Siqueira de Oliveira, fundamentado na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça de São
Paulo.
Desde logo, observa-se que o apelo é intempestivo, pois a
certidão de publicação do acórdão recorrido data de 19/10/2006,
fl. 569, e a petição de interposição do recurso especial foi
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1850940.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Presentes os
requisitos de admissibilidade recursal, conheço do presente agravo
regimental.
2.
A decisão monocrática denegatória do writ, da lavra da
eminente Ministra Ellen Gracie, possui o seguinte teor:
“1. Trata-se de habeas corpus com pedido de medida liminar
impetrado em favor de JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
proferido no REsp 1.032.647-AgR/SP.
2. Conforme narra a inicial, o paciente foi denunciado e
processado por ter supostamente constrangido uma mulher a praticar
com ele conjunção carnal mediante violência real.
O paciente foi absolvido em primeira instância. No segundo
grau, contudo, foi condenado à pena de sete anos de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática da conduta criminosa descrita no
art. 213 do Código Penal.
A defesa interpôs recurso especial contra o acórdão do Tribunal
de Justiça do Estado de São Paulo, que foi encaminhado ao Superior
Tribunal de Justiça, após o necessário juízo de admissibilidade.
Na Corte Superior o REsp 1.032.647/SP foi distribuído ao
Ministro Paulo Gallotti, que negou seguimento ao recurso nos
seguintes termos:
‘Cuida-se de recurso especial interposto por Joseílton
Siqueira de Oliveira, fundamentado na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça de São
Paulo.
Desde logo, observa-se que o apelo é intempestivo, pois a
certidão de publicação do acórdão recorrido data de 19/10/2006,
fl. 569, e a petição de interposição do recurso especial foi
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
protocolizada em 6/11/2006, fl. 571, fora, portanto, do prazo
legal.
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso especial.’
Interposto agravo regimental contra a decisão monocrática, a
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao
recurso interno, nos termos da seguinte ementa:
‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL.
INTEMPESTIVIDADE. ALTERAÇÃO DE EXPEDIENTE
FORENSE. ATO NORMATIVO LOCAL. COMPROVAÇÃO.
ATO DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECLUSÃO.
DUPLO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE.
1. É assente neste Superior Tribunal de Justiça o
entendimento de que a tempestividade do apelo especial deve ser
demonstrada no momento de sua interposição, não sendo
possível a comprovação posterior em face da preclusão
consumativa.
2. Considerando que cada Tribunal poderá dispor de forma
diferente a respeito da suspensão do expediente forense, mostra-
se descabida a invocação da Portaria Conjunta nº 7/2006,
expedida pelo STF, STJ, TSE, TST, STM e TJDF, disciplinando
a prorrogação dos prazos processuais com início ou término nos
dias 2 e 3/11 para o dia 6/11/2006, pois o recurso especial é
interposto perante o Tribunal local, competindo ao recorrente
demonstrar que esse Tribunal não teve funcionamento normal
em determinado dia, não sendo relevante, para o caso, o
expediente desta Corte.
3. De sublinhar que o Superior Tribunal de Justiça deve
aferir a tempestividade dos recursos a ele dirigidos, não se
vinculando ao juízo de admissibilidade realizado pelo Tribunal
de origem.
4. Agravo regimental desprovido.’
Foram, ainda, opostos embargos de declaração, que foram
rejeitados pelo colegiado. Daí a presente impetração.
3. Neste writ, o impetrante alega o que se segue:
‘No sentir, data maxima venia, os ínclitos Ministros, ao
optarem pela intempestividade recursal procederam inicialmente
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.340 AGR / SP
protocolizada em 6/11/2006, fl. 571, fora, portanto, do prazo
legal.
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso especial.’
Interposto agravo regimental contra a decisão monocrática, a
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao
recurso interno, nos termos da seguinte ementa:
‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL.
INTEMPESTIVIDADE. ALTERAÇÃO DE EXPEDIENTE
FORENSE. ATO NORMATIVO LOCAL. COMPROVAÇÃO.
ATO DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECLUSÃO.
DUPLO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE.
1. É assente neste Superior Tribunal de Justiça o
entendimento de que a tempestividade do apelo especial deve ser
demonstrada no momento de sua interposição, não sendo
possível a comprovação posterior em face da preclusão
consumativa.
2. Considerando que cada Tribunal poderá dispor de forma
diferente a respeito da suspensão do expediente forense, mostra-
se descabida a invocação da Portaria Conjunta nº 7/2006,
expedida pelo STF, STJ, TSE, TST, STM e TJDF, disciplinando
a prorrogação dos prazos processuais com início ou término nos
dias 2 e 3/11 para o dia 6/11/2006, pois o recurso especial é
interposto perante o Tribunal local, competindo ao recorrente
demonstrar que esse Tribunal não teve funcionamento normal
em determinado dia, não sendo relevante, para o caso, o
expediente desta Corte.
3. De sublinhar que o Superior Tribunal de Justiça deve
aferir a tempestividade dos recursos a ele dirigidos, não se
vinculando ao juízo de admissibilidade realizado pelo Tribunal
de origem.
4. Agravo regimental desprovido.’
Foram, ainda, opostos embargos de declaração, que foram
rejeitados pelo colegiado. Daí a presente impetração.
3. Neste writ, o impetrante alega o que se segue:
‘No sentir, data maxima venia, os ínclitos Ministros, ao
optarem pela intempestividade recursal procederam inicialmente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
à mera contagem do lapso quinzenal, exaurido em 03.11.2006,
esqueceram-se, porém, que o Augusto Superior Tribunal de
Justiça era signatário da Portaria Conjunta 007/06, a qual
transferia o feriado do dia 01 de novembro de 2006 para o dia 03
do mesmo mês, operando, assim, a prorrogação dos prazos findos
para o dia 06 de novembro de 2006, conforme § 3º da Portaria
Conjunta nº 07/06.
(...)
Por esse motivo, imposta a regra através de Portaria
Conjunta e sendo um dos signatários, o Conselho Nacional de
Justiça, não há falar em necessidade de comprovação do feriado
na localidade do Tribunal a quo no ato da imposição recursal.
Sua aplicabilidade é de conhecimento público e não deve ser
ignorado principalmente pelos órgãos que dela fazem parte,
portanto, tempestivo o recurso especial.’
Desse modo, assevera estar o paciente sofrendo constrangimento
ilegal por não ter o Superior Tribunal de Justiça conhecido do seu
recurso.
Assim, requer o deferimento de medida liminar para que se
conceda ao paciente o direito de aguardar em liberdade o julgamento
do presente habeas corpus. No mérito, requer que se determine à Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça que proceda ao julgamento do
REsp 1.032.647/SP, por ser tempestivo.
4. Não há que se cogitar de constrangimento ilegal em relação ao
paciente, já que a decisão combatida está correta, pois ‘a
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de suspensão
dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não sejam de
conhecimento obrigatório da instância ad quem deve ser comprovada
no momento de sua interposição’ (AI 709.750-AgR, de minha
relatoria, Tribunal Pleno, DJe 29.05.2008). No mesmo sentido, AI
536.171-AgR, rel. Min. Eros Grau, 1ª Turma, DJ 10.03.2006; RE
274.534-AgR, rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJ 08.09.2006; AI
567.711-AgR, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 20.04.2006;
entre muitos outros.
Portanto, o entendimento aplicado pelo Superior Tribunal de
Justiça está em sintonia com a jurisprudência deste Supremo
3
Supremo Tribunal Federal
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à mera contagem do lapso quinzenal, exaurido em 03.11.2006,
esqueceram-se, porém, que o Augusto Superior Tribunal de
Justiça era signatário da Portaria Conjunta 007/06, a qual
transferia o feriado do dia 01 de novembro de 2006 para o dia 03
do mesmo mês, operando, assim, a prorrogação dos prazos findos
para o dia 06 de novembro de 2006, conforme § 3º da Portaria
Conjunta nº 07/06.
(...)
Por esse motivo, imposta a regra através de Portaria
Conjunta e sendo um dos signatários, o Conselho Nacional de
Justiça, não há falar em necessidade de comprovação do feriado
na localidade do Tribunal a quo no ato da imposição recursal.
Sua aplicabilidade é de conhecimento público e não deve ser
ignorado principalmente pelos órgãos que dela fazem parte,
portanto, tempestivo o recurso especial.’
Desse modo, assevera estar o paciente sofrendo constrangimento
ilegal por não ter o Superior Tribunal de Justiça conhecido do seu
recurso.
Assim, requer o deferimento de medida liminar para que se
conceda ao paciente o direito de aguardar em liberdade o julgamento
do presente habeas corpus. No mérito, requer que se determine à Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça que proceda ao julgamento do
REsp 1.032.647/SP, por ser tempestivo.
4. Não há que se cogitar de constrangimento ilegal em relação ao
paciente, já que a decisão combatida está correta, pois ‘a
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de suspensão
dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não sejam de
conhecimento obrigatório da instância ad quem deve ser comprovada
no momento de sua interposição’ (AI 709.750-AgR, de minha
relatoria, Tribunal Pleno, DJe 29.05.2008). No mesmo sentido, AI
536.171-AgR, rel. Min. Eros Grau, 1ª Turma, DJ 10.03.2006; RE
274.534-AgR, rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJ 08.09.2006; AI
567.711-AgR, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 20.04.2006;
entre muitos outros.
Portanto, o entendimento aplicado pelo Superior Tribunal de
Justiça está em sintonia com a jurisprudência deste Supremo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
Tribunal.
Por se tratar de caso análogo ao presente, vale a transcrição da
ementa do HC 86.712/MG, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJ
28.04.2006:
‘HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO ESPECIAL.
EXTEMPORANEIDADE.
Não configura constrangimento ilegal a decisão que nega
seguimento ao agravo de instrumento, por ser intempestivo, e ao
agravo regimental, ao fundamento de preclusão pela juntada
tardia de certidão atestando feriado local, posto que o ônus da
correta formação do instrumento é do agravante.
Ordem denegada’.
5. Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus
(art. 21, § 1º, do RISTF)”.
Fundou-se, tal decisão, na jurisprudência dominante desta
Suprema Corte, que autoriza a utilização do art. 21, § 1º do Regimento
Interno para embasar provimento de tal natureza. Eis a dicção do preceito
normativo: “Poderá o(a) Relator(a) negar seguimento a pedido ou recurso
manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência
dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de
incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute
competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à
orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil”.
Nessa linha precedente desta Primeira Turma sobre o
tema:
“HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO PARA ADMISSÃO DE
RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO
LOCAL. PROVA QUE SE FAZ NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO
RECURSO. ORDEM DENEGADA.
I – O acórdão questionado está em perfeita consonância com o
4
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HC 107.340 AGR / SP
Tribunal.
Por se tratar de caso análogo ao presente, vale a transcrição da
ementa do HC 86.712/MG, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJ
28.04.2006:
‘HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO ESPECIAL.
EXTEMPORANEIDADE.
Não configura constrangimento ilegal a decisão que nega
seguimento ao agravo de instrumento, por ser intempestivo, e ao
agravo regimental, ao fundamento de preclusão pela juntada
tardia de certidão atestando feriado local, posto que o ônus da
correta formação do instrumento é do agravante.
Ordem denegada’.
5. Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus
(art. 21, § 1º, do RISTF)”.
Fundou-se, tal decisão, na jurisprudência dominante desta
Suprema Corte, que autoriza a utilização do art. 21, § 1º do Regimento
Interno para embasar provimento de tal natureza. Eis a dicção do preceito
normativo: “Poderá o(a) Relator(a) negar seguimento a pedido ou recurso
manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência
dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de
incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute
competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à
orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil”.
Nessa linha precedente desta Primeira Turma sobre o
tema:
“HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO PARA ADMISSÃO DE
RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO
LOCAL. PROVA QUE SE FAZ NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO
RECURSO. ORDEM DENEGADA.
I – O acórdão questionado está em perfeita consonância com o
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
entendimento assentado por esta Suprema Corte no sentido de que a
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de suspensão
dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não sejam de
conhecimento obrigatório da instância ad quem deve ser comprovada
no momento de sua interposição. Precedentes.
II – Habeas corpus denegado”. (HC 107.424/SP, rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe 02.06.2011).
O agravante insurge-se contra a decisão, ao seguinte
argumento:
“Na verdade, a Eminente Relatora tratou do caso sub examine
como se não houvesse nenhuma informação oficial do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo sobre a tempestividade do Recurso
Especial interposto, contudo, o presente caso apresenta essa
peculiaridade, eis que o recurso especial foi admitido pelo Tribunal a
quo, sem qualquer menção a suposta intempestividade”.
Por sua vez, a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo que admitiu o recurso especial do agravante consigna:
“Tocante ao recurso especial, consigno que estão presentes,
parcialmente, os requisitos de admissibilidade necessários ao
conhecimento do mesmo.
Com efeito, em relação à negativa de vigência aos artigos 619 e
620, ambos do Código de Processo Penal, a matéria legal
controvertida, expressamente analisada pelo acórdão recorrido, restou
cumpridamente exposta na petição de interposição, o que força afirmar
a existência do pressuposto do prequestionamento; e não se vislumbra
a incidência dos demais vetos regimentais oi sumulares.
Cabível, pois, nesse particular, o recurso especial com base na
alínea ‘a’ do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal”.
Não há, como se infere do seu texto, qualquer
peculiaridade a ensejar a solução preconizada pelo agravante.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
entendimento assentado por esta Suprema Corte no sentido de que a
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de suspensão
dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não sejam de
conhecimento obrigatório da instância ad quem deve ser comprovada
no momento de sua interposição. Precedentes.
II – Habeas corpus denegado”. (HC 107.424/SP, rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe 02.06.2011).
O agravante insurge-se contra a decisão, ao seguinte
argumento:
“Na verdade, a Eminente Relatora tratou do caso sub examine
como se não houvesse nenhuma informação oficial do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo sobre a tempestividade do Recurso
Especial interposto, contudo, o presente caso apresenta essa
peculiaridade, eis que o recurso especial foi admitido pelo Tribunal a
quo, sem qualquer menção a suposta intempestividade”.
Por sua vez, a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo que admitiu o recurso especial do agravante consigna:
“Tocante ao recurso especial, consigno que estão presentes,
parcialmente, os requisitos de admissibilidade necessários ao
conhecimento do mesmo.
Com efeito, em relação à negativa de vigência aos artigos 619 e
620, ambos do Código de Processo Penal, a matéria legal
controvertida, expressamente analisada pelo acórdão recorrido, restou
cumpridamente exposta na petição de interposição, o que força afirmar
a existência do pressuposto do prequestionamento; e não se vislumbra
a incidência dos demais vetos regimentais oi sumulares.
Cabível, pois, nesse particular, o recurso especial com base na
alínea ‘a’ do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal”.
Não há, como se infere do seu texto, qualquer
peculiaridade a ensejar a solução preconizada pelo agravante.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
Consabido que, submetida a admissibilidade recursal,
como regra, a duplo controle, o juízo positivo exarado a quo, de natureza
precária, não vincula nem torna precluso o reexame da matéria pelo
órgão ad quem, que a apreciará livremente, inclusive para declarar, se o
caso, desatendido um ou mais dos requisitos tidos por satisfeitos na
origem.
3.
Por fim, ressalto que o argumento quanto à observância da
Portaria Conjunta 7/2006 deduzido na petição do habeas corpus foi
analisado e devidamente rechaçado pelo Superior Tribunal de Justiça nos
seguintes termos:
“2. Considerando que cada Tribunal poderá dispor de forma
diferente a respeito da suspensão do expediente forense, mostra-se
descabida a invocação da Portaria Conjunta nº 7/2006, expedida pelo
STF, STJ, TSE, TST, STM e TJDF, disciplinando a prorrogação dos
prazos processuais com início ou término nos dias 2 e 3/11 para o dia
6/11/2006, pois o recurso especial é interposto perante o Tribunal
local, competindo ao recorrente demonstrar que esse Tribunal não teve
funcionamento normal em determinado dia, não sendo relevante, para
o caso, o expediente desta Corte”.
Esse entendimento, a seu turno, foi mantido pela decisão
ora agravada, por estar em conformidade com a jurisprudência desta
Corte, não merecendo ser revisto.
Agrego que não apresentada em momento algum qualquer
comprovação de que no Tribunal a quo - o Tribunal de Justiça de São
Paulo-, tenha havido a prorrogação dos prazos processuais, a assegurar a
tempestividade do recurso, e de que signatário da aludida Portaria
Conjunta n.º 7/2006, expedida pelo STF, STJ, TSE, TST, STM e TJDF.
Destaco, à demasia, diante do parecer do Ministério
6
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.340 AGR / SP
Consabido que, submetida a admissibilidade recursal,
como regra, a duplo controle, o juízo positivo exarado a quo, de natureza
precária, não vincula nem torna precluso o reexame da matéria pelo
órgão ad quem, que a apreciará livremente, inclusive para declarar, se o
caso, desatendido um ou mais dos requisitos tidos por satisfeitos na
origem.
3.
Por fim, ressalto que o argumento quanto à observância da
Portaria Conjunta 7/2006 deduzido na petição do habeas corpus foi
analisado e devidamente rechaçado pelo Superior Tribunal de Justiça nos
seguintes termos:
“2. Considerando que cada Tribunal poderá dispor de forma
diferente a respeito da suspensão do expediente forense, mostra-se
descabida a invocação da Portaria Conjunta nº 7/2006, expedida pelo
STF, STJ, TSE, TST, STM e TJDF, disciplinando a prorrogação dos
prazos processuais com início ou término nos dias 2 e 3/11 para o dia
6/11/2006, pois o recurso especial é interposto perante o Tribunal
local, competindo ao recorrente demonstrar que esse Tribunal não teve
funcionamento normal em determinado dia, não sendo relevante, para
o caso, o expediente desta Corte”.
Esse entendimento, a seu turno, foi mantido pela decisão
ora agravada, por estar em conformidade com a jurisprudência desta
Corte, não merecendo ser revisto.
Agrego que não apresentada em momento algum qualquer
comprovação de que no Tribunal a quo - o Tribunal de Justiça de São
Paulo-, tenha havido a prorrogação dos prazos processuais, a assegurar a
tempestividade do recurso, e de que signatário da aludida Portaria
Conjunta n.º 7/2006, expedida pelo STF, STJ, TSE, TST, STM e TJDF.
Destaco, à demasia, diante do parecer do Ministério
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
Público Federal, que a Corte de origem não é o TRF da 3ª Região, e sim,
como enfatizado, o Tribunal de Justiça de São Paulo.
4.
Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo
regimental, mantendo a decisão agravada por seus próprios
fundamentos.
É como voto.
7
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
Público Federal, que a Corte de origem não é o TRF da 3ª Região, e sim,
como enfatizado, o Tribunal de Justiça de São Paulo.
4.
Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo
regimental, mantendo a decisão agravada por seus próprios
fundamentos.
É como voto.
7
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20
Incidências ao Voto
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
INCIDÊNCIAS AO VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
CANCELADO.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Todos os santos.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1965916.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
INCIDÊNCIAS AO VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
CANCELADO.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Todos os santos.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente,
hoje mesmo concedemos ordem para homenagear o princípio do
Colegiado. Aqui há peculiaridade, Presidente, a meu ver, muito séria.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Pois não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O que ocorre é a
declaração de intempestividade do recurso ante uma deficiência
cartorária. Explico melhor: a serventia deveria ter certificado a
transferência do feriado. Com um detalhe: é que houve ato conjunto,
mudando o feriado do dia 1º de novembro de 2003 para o dia 3, do
Conselho Nacional de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, este
atuando sob a supervisão – vamos falar em "supervisão" – do Superior
Tribunal de Justiça. Como o Superior declarou intempestivo um recurso,
a partir da premissa de que essa transferência teria que ser provada pela
parte?
Peço vênia, Presidente, para prover o agravo e ir mais além, para
assentar a tempestividade do especial a fim de que seja apreciado, haja a
continuidade na apreciação no âmbito do Superior.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente,
hoje mesmo concedemos ordem para homenagear o princípio do
Colegiado. Aqui há peculiaridade, Presidente, a meu ver, muito séria.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Pois não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O que ocorre é a
declaração de intempestividade do recurso ante uma deficiência
cartorária. Explico melhor: a serventia deveria ter certificado a
transferência do feriado. Com um detalhe: é que houve ato conjunto,
mudando o feriado do dia 1º de novembro de 2003 para o dia 3, do
Conselho Nacional de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, este
atuando sob a supervisão – vamos falar em "supervisão" – do Superior
Tribunal de Justiça. Como o Superior declarou intempestivo um recurso,
a partir da premissa de que essa transferência teria que ser provada pela
parte?
Peço vênia, Presidente, para prover o agravo e ir mais além, para
assentar a tempestividade do especial a fim de que seja apreciado, haja a
continuidade na apreciação no âmbito do Superior.
É como voto.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tivemos
esse mesmo problema no STJ em relação aos recursos especiais. E tanto
eu quanto os componentes da minha Turma, que era a Primeira, tínhamos
um entendimento que seria extremamente injusto: que ele comprovasse
que era feriado, quer dizer, o próprio cartório deveria certificar isso. E, no
fundo, no fundo, na essência, o recurso não é intempestivo. Da essência
que ele não é.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pois é. A dificuldade
maior está nisso: declarar intempestivo, em manter uma
intempestividade que não existe.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, e mais do que isso: o
recurso sempre foi em entrevista, até pelos maiores positivistas do Direito
Processual, como algo de direito natural, o direito de uma pessoa rever a
juridicidade, uma decisão, a reapuração da juridicidade de uma decisão,
num país como o nosso, que prevê a ampla defesa até exagerada com a
prodigalidade recursal. Eu também tenho dificuldade de entender esse
recurso intempestivo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me
permite? No parecer do Dr. Edson, ele cita lição de Ada Pellegrini
Grinover, que se encaixa, como luva à mão, ao caso:
"Vigora, no campo processual penal, o princípio da
interpretação em favor do recorrente, que visa preservar a
garantia do duplo grau" – aqui não seria bem o envolvimento
do duplo grau – "e do controle das decisões judiciárias,
impondo que qualquer dúvida" – e não há dúvida – "a respeito
Supremo Tribunal Federal
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20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tivemos
esse mesmo problema no STJ em relação aos recursos especiais. E tanto
eu quanto os componentes da minha Turma, que era a Primeira, tínhamos
um entendimento que seria extremamente injusto: que ele comprovasse
que era feriado, quer dizer, o próprio cartório deveria certificar isso. E, no
fundo, no fundo, na essência, o recurso não é intempestivo. Da essência
que ele não é.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pois é. A dificuldade
maior está nisso: declarar intempestivo, em manter uma
intempestividade que não existe.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, e mais do que isso: o
recurso sempre foi em entrevista, até pelos maiores positivistas do Direito
Processual, como algo de direito natural, o direito de uma pessoa rever a
juridicidade, uma decisão, a reapuração da juridicidade de uma decisão,
num país como o nosso, que prevê a ampla defesa até exagerada com a
prodigalidade recursal. Eu também tenho dificuldade de entender esse
recurso intempestivo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me
permite? No parecer do Dr. Edson, ele cita lição de Ada Pellegrini
Grinover, que se encaixa, como luva à mão, ao caso:
"Vigora, no campo processual penal, o princípio da
interpretação em favor do recorrente, que visa preservar a
garantia do duplo grau" – aqui não seria bem o envolvimento
do duplo grau – "e do controle das decisões judiciárias,
impondo que qualquer dúvida" – e não há dúvida – "a respeito
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.340 AGR / SP
da tempestividade seja sempre dirimida em favor da
admissibilidade, de modo a assegurar o reexame da decisão
impugnada.” (Recurso no Processo Penal, 1996, pág. 98.)
Em síntese, Presidente, o Conselho da Justiça Federal baixou um ato
transferindo o feriado e, com isso, evidentemente, o termo inicial do
prazo foi projetado para o dia 6. Considerado esse aspecto e a ausência de
notícia, que deveria estar no processo, implementada pela Secretaria...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Digamos: aquele princípio
geral tinha parte, não pode ser prejudicada por um fato imputável ao
Poder Judiciário. Então, o Poder Judiciário decreta o feriado, e ele tem que
provar que...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vamos manter uma
declaração de intempestividade sabendo que o recurso foi manuseado
dentro do prazo legal? É potencializar, e muito, a forma. O defeito de
forma somente pode ser atribuído ao próprio Judiciário – à serventia no
que não certificou, no processo, a transferência do feriado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Então, eu também não fico
confortável de divergir disso não.
Acompanho.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.340 AGR / SP
da tempestividade seja sempre dirimida em favor da
admissibilidade, de modo a assegurar o reexame da decisão
impugnada.” (Recurso no Processo Penal, 1996, pág. 98.)
Em síntese, Presidente, o Conselho da Justiça Federal baixou um ato
transferindo o feriado e, com isso, evidentemente, o termo inicial do
prazo foi projetado para o dia 6. Considerado esse aspecto e a ausência de
notícia, que deveria estar no processo, implementada pela Secretaria...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Digamos: aquele princípio
geral tinha parte, não pode ser prejudicada por um fato imputável ao
Poder Judiciário. Então, o Poder Judiciário decreta o feriado, e ele tem que
provar que...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vamos manter uma
declaração de intempestividade sabendo que o recurso foi manuseado
dentro do prazo legal? É potencializar, e muito, a forma. O defeito de
forma somente pode ser atribuído ao próprio Judiciário – à serventia no
que não certificou, no processo, a transferência do feriado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Então, eu também não fico
confortável de divergir disso não.
Acompanho.
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Esclarecimento
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - CANCELADO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), Vossa
Excelência me permite? Mas com toda a certeza o Tribunal Regional
Federal não funcionou no dia 3.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Aqui era o...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Com toda a certeza.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Acho que aqui era o Tribunal Regional.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), foi nacional.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - CANCELADO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), Vossa
Excelência me permite? Mas com toda a certeza o Tribunal Regional
Federal não funcionou no dia 3.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Aqui era o...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Com toda a certeza.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Acho que aqui era o Tribunal Regional.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), foi nacional.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20
Esclarecimento
HC 107.340 AGR / SP
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), quanto à
Justiça Federal.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), ou seja, a
transferência do feriado não alcançou apenas o Superior ou o Supremo,
os tribunais situados em Brasília. Teríamos o tratamento diferenciado
tendo em conta, primeiro, o Regional que está em Brasília, e o Regional –
não sei qual, Terceiro, Quarto ou o Quinto. Agora, o próprio Tribunal que
recebeu o recurso era sabedor de que não houvera o funcionamento
cartorário no dia 3.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
No parecer, está Tribunal Regional Federal.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), ah, foi o
Tribunal de Justiça?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), quanto à
Justiça Federal.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), ou seja, a
transferência do feriado não alcançou apenas o Superior ou o Supremo,
os tribunais situados em Brasília. Teríamos o tratamento diferenciado
tendo em conta, primeiro, o Regional que está em Brasília, e o Regional –
não sei qual, Terceiro, Quarto ou o Quinto. Agora, o próprio Tribunal que
recebeu o recurso era sabedor de que não houvera o funcionamento
cartorário no dia 3.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
No parecer, está Tribunal Regional Federal.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), ah, foi o
Tribunal de Justiça?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
2
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Esclarecimento
HC 107.340 AGR / SP
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), porque, no
parecer, aludiu-se ao Tribunal Regional da Terceira Região.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
É o de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pensei ter sido o
Regional Federal, mesmo.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Aí, a procedência aqui... Isso é o que consta do parecer do Dr. Edson
Oliveira de Almeida.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, de qualquer
forma, a ministra antecessora julgou monocraticamente o habeas corpus. E
julgou quanto à matéria de fundo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), foi a
Ministra Ellen Gracie?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - A Ministra Ellen Gracie.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não podemos mandar
mais o habeas pra Sua Excelência, porque está aposentada. Mas podemos
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), porque, no
parecer, aludiu-se ao Tribunal Regional da Terceira Região.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
É o de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pensei ter sido o
Regional Federal, mesmo.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Aí, a procedência aqui... Isso é o que consta do parecer do Dr. Edson
Oliveira de Almeida.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, de qualquer
forma, a ministra antecessora julgou monocraticamente o habeas corpus. E
julgou quanto à matéria de fundo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), foi a
Ministra Ellen Gracie?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - A Ministra Ellen Gracie.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não podemos mandar
mais o habeas pra Sua Excelência, porque está aposentada. Mas podemos
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Esclarecimento
HC 107.340 AGR / SP
corrigir a situação.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Foi o Tribunal de Justiça.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Perfeito.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
corrigir a situação.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Foi o Tribunal de Justiça.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Perfeito.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Peço vênia à divergência, com esse esclarecimento da eminente
Relatora de que foi o Tribunal de Justiça de São Paulo e não o Tribunal
Regional Federal da Terceira Região.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O equívoco está no parecer, o que não altera o fundamento dos votos
divergentes.
Mas, em relação a minha posição, alteraria, porque se fosse o
Regional Federal, eu acompanharia a divergência, porque realmente aí a
Justiça Federal, estando ciente os seus servidores e os seus juízes de que
aquele período era feriado, não poderia certificar nos autos a ocorrência
do trânsito em julgado em tempo anterior.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Ministra Rosa Weber,
Vossa Excelência que examinou a espécie, o especial foi admitido na
origem ou foi trancado?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então veja, Presidente,
o juízo primeiro de admissibilidade teve presente a projeção do prazo e
admitiu o recurso.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1945618.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Peço vênia à divergência, com esse esclarecimento da eminente
Relatora de que foi o Tribunal de Justiça de São Paulo e não o Tribunal
Regional Federal da Terceira Região.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O equívoco está no parecer, o que não altera o fundamento dos votos
divergentes.
Mas, em relação a minha posição, alteraria, porque se fosse o
Regional Federal, eu acompanharia a divergência, porque realmente aí a
Justiça Federal, estando ciente os seus servidores e os seus juízes de que
aquele período era feriado, não poderia certificar nos autos a ocorrência
do trânsito em julgado em tempo anterior.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Ministra Rosa Weber,
Vossa Excelência que examinou a espécie, o especial foi admitido na
origem ou foi trancado?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então veja, Presidente,
o juízo primeiro de admissibilidade teve presente a projeção do prazo e
admitiu o recurso.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 107.340 AGR / SP
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O Superior que negou.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O Superior que entendeu ser necessário comprovar.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estava querendo achar a
regra do Código de Processo Civil, no seguinte: quando a parte alegar
direito local ou consuetudinário, cabe a ela comprovar a existência. Mas é
o direito local para efeito de decisão do meritum causae.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Concedemos pelo
empate.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou pedir vênia à divergência para acompanhar a eminente
Relatora.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1945618.
Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O Superior que negou.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O Superior que entendeu ser necessário comprovar.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estava querendo achar a
regra do Código de Processo Civil, no seguinte: quando a parte alegar
direito local ou consuetudinário, cabe a ela comprovar a existência. Mas é
o direito local para efeito de decisão do meritum causae.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Concedemos pelo
empate.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou pedir vênia à divergência para acompanhar a eminente
Relatora.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por empate na votação, a Turma deu provimento ao
agravo regimental e, adentrando ao mérito, concedeu a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco
Aurélio, Redator para o acórdão. Votaram pelo não provimento do
agravo regimental a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1ª Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1873955
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por empate na votação, a Turma deu provimento ao
agravo regimental e, adentrando ao mérito, concedeu a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco
Aurélio, Redator para o acórdão. Votaram pelo não provimento do
agravo regimental a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1ª Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1873955
Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2007994
| 2012-03-20T00:00:00
| 2012-05-16T00:00:00
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Por empate na votação, a Turma deu provimento ao agravo regimental e, adentrando ao mérito, concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão. Votaram pelo não provimento do agravo regimental a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 20.3.2012.
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AG.REG. NO HABEAS CORPUS
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HABEAS CORPUS – TRIBUNAL – EXAME. Ante a envergadura maior do habeas corpus, cumpre aparelhar o processo e levá-lo ao Colegiado para exame. Não cabe a aplicação subsidiária do artigo 557 do Código de Processo Civil.
PRAZO RECURSAL – FECHAMENTO DO FORO – FORMALIDADE. Incumbe ao setor cartorário certificar, nos autos ou no processo, a diminuição ou o afastamento do expediente forense a discrepar da ordem cronológica natural.
HABEAS CORPUS – EMPATE. Uma vez verificado o empate na votação, deve-se proclamar a prevalência da corrente favorável.
|
sjur209317
|
- Acórdãos citados: HC 107424
Número de páginas: 20.
Análise: 28/05/2012, SEV.
Revisão: 01/06/2012, IMC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
107340
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n",
"LEG-FED PRT-000007 ANO-2006\r\n PORTARIA CONJUNTA DO STF, STJ, TSE, TST, STM E TJDF\r\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00021 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
HC-AgR
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acordaos
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HC 107340 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS – TRIBUNAL – EXAME. Ante a envergadura
maior do habeas corpus, cumpre aparelhar o processo e levá-lo ao
Colegiado para exame. Não cabe a aplicação subsidiária do artigo 557 do
Código de Processo Civil.
PRAZO RECURSAL – FECHAMENTO DO FORO –
FORMALIDADE. Incumbe ao setor cartorário certificar, nos autos ou no
processo, a diminuição ou o afastamento do expediente forense a
discrepar da ordem cronológica natural.
HABEAS CORPUS – EMPATE. Uma vez verificado o empate na
votação, deve-se proclamar a prevalência da corrente favorável.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, por empate na votação, em
dar provimento ao agravo regimental e, adentrando o mérito, conceder a
ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Ministro Marco Aurélio,
em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata
do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 20 de março de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – REDATOR DO ACÓRDÃO
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1941692.
Supremo Tribunal Federal
DJe 16/05/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20
Relatório
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
habeas corpus impetrado.
2.
O agravante alega que o presente caso apresenta
peculiaridade impeditiva da aplicação do art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal.
Assim, requer o provimento do presente agravo
regimental para que seja apreciado o pedido de habeas corpus.
3.
O Ministério Público Federal manifestou-se pelo
provimento do recurso.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1850939.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
habeas corpus impetrado.
2.
O agravante alega que o presente caso apresenta
peculiaridade impeditiva da aplicação do art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal.
Assim, requer o provimento do presente agravo
regimental para que seja apreciado o pedido de habeas corpus.
3.
O Ministério Público Federal manifestou-se pelo
provimento do recurso.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Presentes os
requisitos de admissibilidade recursal, conheço do presente agravo
regimental.
2.
A decisão monocrática denegatória do writ, da lavra da
eminente Ministra Ellen Gracie, possui o seguinte teor:
“1. Trata-se de habeas corpus com pedido de medida liminar
impetrado em favor de JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
proferido no REsp 1.032.647-AgR/SP.
2. Conforme narra a inicial, o paciente foi denunciado e
processado por ter supostamente constrangido uma mulher a praticar
com ele conjunção carnal mediante violência real.
O paciente foi absolvido em primeira instância. No segundo
grau, contudo, foi condenado à pena de sete anos de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática da conduta criminosa descrita no
art. 213 do Código Penal.
A defesa interpôs recurso especial contra o acórdão do Tribunal
de Justiça do Estado de São Paulo, que foi encaminhado ao Superior
Tribunal de Justiça, após o necessário juízo de admissibilidade.
Na Corte Superior o REsp 1.032.647/SP foi distribuído ao
Ministro Paulo Gallotti, que negou seguimento ao recurso nos
seguintes termos:
‘Cuida-se de recurso especial interposto por Joseílton
Siqueira de Oliveira, fundamentado na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça de São
Paulo.
Desde logo, observa-se que o apelo é intempestivo, pois a
certidão de publicação do acórdão recorrido data de 19/10/2006,
fl. 569, e a petição de interposição do recurso especial foi
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1850940.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Presentes os
requisitos de admissibilidade recursal, conheço do presente agravo
regimental.
2.
A decisão monocrática denegatória do writ, da lavra da
eminente Ministra Ellen Gracie, possui o seguinte teor:
“1. Trata-se de habeas corpus com pedido de medida liminar
impetrado em favor de JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
proferido no REsp 1.032.647-AgR/SP.
2. Conforme narra a inicial, o paciente foi denunciado e
processado por ter supostamente constrangido uma mulher a praticar
com ele conjunção carnal mediante violência real.
O paciente foi absolvido em primeira instância. No segundo
grau, contudo, foi condenado à pena de sete anos de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática da conduta criminosa descrita no
art. 213 do Código Penal.
A defesa interpôs recurso especial contra o acórdão do Tribunal
de Justiça do Estado de São Paulo, que foi encaminhado ao Superior
Tribunal de Justiça, após o necessário juízo de admissibilidade.
Na Corte Superior o REsp 1.032.647/SP foi distribuído ao
Ministro Paulo Gallotti, que negou seguimento ao recurso nos
seguintes termos:
‘Cuida-se de recurso especial interposto por Joseílton
Siqueira de Oliveira, fundamentado na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça de São
Paulo.
Desde logo, observa-se que o apelo é intempestivo, pois a
certidão de publicação do acórdão recorrido data de 19/10/2006,
fl. 569, e a petição de interposição do recurso especial foi
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
protocolizada em 6/11/2006, fl. 571, fora, portanto, do prazo
legal.
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso especial.’
Interposto agravo regimental contra a decisão monocrática, a
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao
recurso interno, nos termos da seguinte ementa:
‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL.
INTEMPESTIVIDADE. ALTERAÇÃO DE EXPEDIENTE
FORENSE. ATO NORMATIVO LOCAL. COMPROVAÇÃO.
ATO DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECLUSÃO.
DUPLO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE.
1. É assente neste Superior Tribunal de Justiça o
entendimento de que a tempestividade do apelo especial deve ser
demonstrada no momento de sua interposição, não sendo
possível a comprovação posterior em face da preclusão
consumativa.
2. Considerando que cada Tribunal poderá dispor de forma
diferente a respeito da suspensão do expediente forense, mostra-
se descabida a invocação da Portaria Conjunta n 7/2006,
expedida pelo Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, TSE, Tribunal Superior do Trabalho, STM e TJDF, disciplinando
a prorrogação dos prazos processuais com início ou término nos
dias 2 e 3/11 para o dia 6/11/2006, pois o recurso especial é
interposto perante o Tribunal local, competindo ao recorrente
demonstrar que esse Tribunal não teve funcionamento normal
em determinado dia, não sendo relevante, para o caso, o
expediente desta Corte.
3. De sublinhar que o Superior Tribunal de Justiça deve
aferir a tempestividade dos recursos a ele dirigidos, não se
vinculando ao juízo de admissibilidade realizado pelo Tribunal
de origem.
4. Agravo regimental desprovido.’
Foram, ainda, opostos embargos de declaração, que foram
rejeitados pelo colegiado. Daí a presente impetração.
3. Neste writ, o impetrante alega o que se segue:
‘No sentir, data maxima venia, os ínclitos Ministros, ao
optarem pela intempestividade recursal procederam inicialmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
protocolizada em 6/11/2006, fl. 571, fora, portanto, do prazo
legal.
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso especial.’
Interposto agravo regimental contra a decisão monocrática, a
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao
recurso interno, nos termos da seguinte ementa:
‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL.
INTEMPESTIVIDADE. ALTERAÇÃO DE EXPEDIENTE
FORENSE. ATO NORMATIVO LOCAL. COMPROVAÇÃO.
ATO DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECLUSÃO.
DUPLO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE.
1. É assente neste Superior Tribunal de Justiça o
entendimento de que a tempestividade do apelo especial deve ser
demonstrada no momento de sua interposição, não sendo
possível a comprovação posterior em face da preclusão
consumativa.
2. Considerando que cada Tribunal poderá dispor de forma
diferente a respeito da suspensão do expediente forense, mostra-
se descabida a invocação da Portaria Conjunta n 7/2006,
expedida pelo Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, TSE, Tribunal Superior do Trabalho, STM e TJDF, disciplinando
a prorrogação dos prazos processuais com início ou término nos
dias 2 e 3/11 para o dia 6/11/2006, pois o recurso especial é
interposto perante o Tribunal local, competindo ao recorrente
demonstrar que esse Tribunal não teve funcionamento normal
em determinado dia, não sendo relevante, para o caso, o
expediente desta Corte.
3. De sublinhar que o Superior Tribunal de Justiça deve
aferir a tempestividade dos recursos a ele dirigidos, não se
vinculando ao juízo de admissibilidade realizado pelo Tribunal
de origem.
4. Agravo regimental desprovido.’
Foram, ainda, opostos embargos de declaração, que foram
rejeitados pelo colegiado. Daí a presente impetração.
3. Neste writ, o impetrante alega o que se segue:
‘No sentir, data maxima venia, os ínclitos Ministros, ao
optarem pela intempestividade recursal procederam inicialmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1850940.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
à mera contagem do lapso quinzenal, exaurido em 03.11.2006,
esqueceram-se, porém, que o Augusto Superior Tribunal de
Justiça era signatário da Portaria Conjunta 007/06, a qual
transferia o feriado do dia 01 de novembro de 2006 para o dia 03
do mesmo mês, operando, assim, a prorrogação dos prazos findos
para o dia 06 de novembro de 2006, conforme § 3... da Portaria
Conjunta n 07/06.
(...)
Por esse motivo, imposta a regra através de Portaria
Conjunta e sendo um dos signatários, o Conselho Nacional de
Justiça, não há falar em necessidade de comprovação do feriado
na localidade do Tribunal a quo no ato da imposição recursal.
Sua aplicabilidade é de conhecimento público e não deve ser
ignorado principalmente pelos órgãos que dela fazem parte,
portanto, tempestivo o recurso especial.’
Desse modo, assevera estar o paciente sofrendo constrangimento
ilegal por não ter o Superior Tribunal de Justiça conhecido do seu
recurso.
Assim, requer o deferimento de medida liminar para que se
conceda ao paciente o direito de aguardar em liberdade o julgamento
do presente habeas corpus. No mérito, requer que se determine à Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça que proceda ao julgamento do
REsp 1.032.647/SP, por ser tempestivo.
4. Não há que se cogitar de constrangimento ilegal em relação ao
paciente, já que a decisão combatida está correta, pois ‘a
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de suspensão
dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não sejam de
conhecimento obrigatório da instância ad quem deve ser comprovada
no momento de sua interposição’ (AI 709.750-AgR, de minha
relatoria, Tribunal Pleno, DJe 29.05.2008). No mesmo sentido, AI
536.171-AgR, rel. Min. Eros Grau, 1... Turma, DJ 10.03.2006; Recurso Extraordinário
274.534-AgR, rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJ 08.09.2006; AI
567.711-AgR, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 20.04.2006;
entre muitos outros.
Portanto, o entendimento aplicado pelo Superior Tribunal de
Justiça está em sintonia com a jurisprudência deste Supremo
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
à mera contagem do lapso quinzenal, exaurido em 03.11.2006,
esqueceram-se, porém, que o Augusto Superior Tribunal de
Justiça era signatário da Portaria Conjunta 007/06, a qual
transferia o feriado do dia 01 de novembro de 2006 para o dia 03
do mesmo mês, operando, assim, a prorrogação dos prazos findos
para o dia 06 de novembro de 2006, conforme § 3... da Portaria
Conjunta n 07/06.
(...)
Por esse motivo, imposta a regra através de Portaria
Conjunta e sendo um dos signatários, o Conselho Nacional de
Justiça, não há falar em necessidade de comprovação do feriado
na localidade do Tribunal a quo no ato da imposição recursal.
Sua aplicabilidade é de conhecimento público e não deve ser
ignorado principalmente pelos órgãos que dela fazem parte,
portanto, tempestivo o recurso especial.’
Desse modo, assevera estar o paciente sofrendo constrangimento
ilegal por não ter o Superior Tribunal de Justiça conhecido do seu
recurso.
Assim, requer o deferimento de medida liminar para que se
conceda ao paciente o direito de aguardar em liberdade o julgamento
do presente habeas corpus. No mérito, requer que se determine à Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça que proceda ao julgamento do
REsp 1.032.647/SP, por ser tempestivo.
4. Não há que se cogitar de constrangimento ilegal em relação ao
paciente, já que a decisão combatida está correta, pois ‘a
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de suspensão
dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não sejam de
conhecimento obrigatório da instância ad quem deve ser comprovada
no momento de sua interposição’ (AI 709.750-AgR, de minha
relatoria, Tribunal Pleno, DJe 29.05.2008). No mesmo sentido, AI
536.171-AgR, rel. Min. Eros Grau, 1... Turma, DJ 10.03.2006; Recurso Extraordinário
274.534-AgR, rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJ 08.09.2006; AI
567.711-AgR, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 20.04.2006;
entre muitos outros.
Portanto, o entendimento aplicado pelo Superior Tribunal de
Justiça está em sintonia com a jurisprudência deste Supremo
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
Tribunal.
Por se tratar de caso análogo ao presente, vale a transcrição da
ementa do HC 86.712/MG, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJ
28.04.2006:
‘HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO ESPECIAL.
EXTEMPORANEIDADE.
Não configura constrangimento ilegal a decisão que nega
seguimento ao agravo de instrumento, por ser intempestivo, e ao
agravo regimental, ao fundamento de preclusão pela juntada
tardia de certidão atestando feriado local, posto que o ônus da
correta formação do instrumento é do agravante.
Ordem denegada’.
5. Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus
(art. 21, § 1..., do RISTF)”.
Fundou-se, tal decisão, na jurisprudência dominante desta
Suprema Corte, que autoriza a utilização do art. 21, § 1... do Regimento
Interno para embasar provimento de tal natureza. Eis a dicção do preceito
normativo: “Poderá o(a) Relator(a) negar seguimento a pedido ou recurso
manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência
dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de
incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute
competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à
orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil”.
Nessa linha precedente desta Primeira Turma sobre o
tema:
“HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO PARA ADMISSÃO DE
RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO
LOCAL. PROVA QUE SE FAZ NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO
RECURSO. ORDEM DENEGADA.
I – O acórdão questionado está em perfeita consonância com o
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
Tribunal.
Por se tratar de caso análogo ao presente, vale a transcrição da
ementa do HC 86.712/MG, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJ
28.04.2006:
‘HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO ESPECIAL.
EXTEMPORANEIDADE.
Não configura constrangimento ilegal a decisão que nega
seguimento ao agravo de instrumento, por ser intempestivo, e ao
agravo regimental, ao fundamento de preclusão pela juntada
tardia de certidão atestando feriado local, posto que o ônus da
correta formação do instrumento é do agravante.
Ordem denegada’.
5. Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus
(art. 21, § 1..., do RISTF)”.
Fundou-se, tal decisão, na jurisprudência dominante desta
Suprema Corte, que autoriza a utilização do art. 21, § 1... do Regimento
Interno para embasar provimento de tal natureza. Eis a dicção do preceito
normativo: “Poderá o(a) Relator(a) negar seguimento a pedido ou recurso
manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência
dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de
incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute
competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à
orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil”.
Nessa linha precedente desta Primeira Turma sobre o
tema:
“HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO PARA ADMISSÃO DE
RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO
LOCAL. PROVA QUE SE FAZ NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO
RECURSO. ORDEM DENEGADA.
I – O acórdão questionado está em perfeita consonância com o
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
entendimento assentado por esta Suprema Corte no sentido de que a
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de suspensão
dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não sejam de
conhecimento obrigatório da instância ad quem deve ser comprovada
no momento de sua interposição. Precedentes.
II – Habeas corpus denegado”. (HC 107.424/SP, rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe 02.06.2011).
O agravante insurge-se contra a decisão, ao seguinte
argumento:
“Na verdade, a Eminente Relatora tratou do caso sub examine
como se não houvesse nenhuma informação oficial do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo sobre a tempestividade do Recurso
Especial interposto, contudo, o presente caso apresenta essa
peculiaridade, eis que o recurso especial foi admitido pelo Tribunal a
quo, sem qualquer menção a suposta intempestividade”.
Por sua vez, a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo que admitiu o recurso especial do agravante consigna:
“Tocante ao recurso especial, consigno que estão presentes,
parcialmente, os requisitos de admissibilidade necessários ao
conhecimento do mesmo.
Com efeito, em relação à negativa de vigência aos artigos 619 e
620, ambos do Código de Processo Penal, a matéria legal
controvertida, expressamente analisada pelo acórdão recorrido, restou
cumpridamente exposta na petição de interposição, o que força afirmar
a existência do pressuposto do prequestionamento; e não se vislumbra
a incidência dos demais vetos regimentais oi sumulares.
Cabível, pois, nesse particular, o recurso especial com base na
alínea ‘a’ do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal”.
Não há, como se infere do seu texto, qualquer
peculiaridade a ensejar a solução preconizada pelo agravante.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
entendimento assentado por esta Suprema Corte no sentido de que a
tempestividade do recurso em virtude de feriado local ou de suspensão
dos prazos processuais pelo Tribunal a quo que não sejam de
conhecimento obrigatório da instância ad quem deve ser comprovada
no momento de sua interposição. Precedentes.
II – Habeas corpus denegado”. (HC 107.424/SP, rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe 02.06.2011).
O agravante insurge-se contra a decisão, ao seguinte
argumento:
“Na verdade, a Eminente Relatora tratou do caso sub examine
como se não houvesse nenhuma informação oficial do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo sobre a tempestividade do Recurso
Especial interposto, contudo, o presente caso apresenta essa
peculiaridade, eis que o recurso especial foi admitido pelo Tribunal a
quo, sem qualquer menção a suposta intempestividade”.
Por sua vez, a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo que admitiu o recurso especial do agravante consigna:
“Tocante ao recurso especial, consigno que estão presentes,
parcialmente, os requisitos de admissibilidade necessários ao
conhecimento do mesmo.
Com efeito, em relação à negativa de vigência aos artigos 619 e
620, ambos do Código de Processo Penal, a matéria legal
controvertida, expressamente analisada pelo acórdão recorrido, restou
cumpridamente exposta na petição de interposição, o que força afirmar
a existência do pressuposto do prequestionamento; e não se vislumbra
a incidência dos demais vetos regimentais oi sumulares.
Cabível, pois, nesse particular, o recurso especial com base na
alínea ‘a’ do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal”.
Não há, como se infere do seu texto, qualquer
peculiaridade a ensejar a solução preconizada pelo agravante.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
Consabido que, submetida a admissibilidade recursal,
como regra, a duplo controle, o juízo positivo exarado a quo, de natureza
precária, não vincula nem torna precluso o reexame da matéria pelo
órgão ad quem, que a apreciará livremente, inclusive para declarar, se o
caso, desatendido um ou mais dos requisitos tidos por satisfeitos na
origem.
3.
Por fim, ressalto que o argumento quanto à observância da
Portaria Conjunta 7/2006 deduzido na petição do habeas corpus foi
analisado e devidamente rechaçado pelo Superior Tribunal de Justiça nos
seguintes termos:
“2. Considerando que cada Tribunal poderá dispor de forma
diferente a respeito da suspensão do expediente forense, mostra-se
descabida a invocação da Portaria Conjunta n 7/2006, expedida pelo
Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, TSE, Tribunal Superior do Trabalho, STM e TJDF, disciplinando a prorrogação dos
prazos processuais com início ou término nos dias 2 e 3/11 para o dia
6/11/2006, pois o recurso especial é interposto perante o Tribunal
local, competindo ao recorrente demonstrar que esse Tribunal não teve
funcionamento normal em determinado dia, não sendo relevante, para
o caso, o expediente desta Corte”.
Esse entendimento, a seu turno, foi mantido pela decisão
ora agravada, por estar em conformidade com a jurisprudência desta
Corte, não merecendo ser revisto.
Agrego que não apresentada em momento algum qualquer
comprovação de que no Tribunal a quo - o Tribunal de Justiça de São
Paulo-, tenha havido a prorrogação dos prazos processuais, a assegurar a
tempestividade do recurso, e de que signatário da aludida Portaria
Conjunta n. 7/2006, expedida pelo Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, TSE, Tribunal Superior do Trabalho, STM e TJDF.
Destaco, à demasia, diante do parecer do Ministério
6
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HC 107.340 AGR / SP
Consabido que, submetida a admissibilidade recursal,
como regra, a duplo controle, o juízo positivo exarado a quo, de natureza
precária, não vincula nem torna precluso o reexame da matéria pelo
órgão ad quem, que a apreciará livremente, inclusive para declarar, se o
caso, desatendido um ou mais dos requisitos tidos por satisfeitos na
origem.
3.
Por fim, ressalto que o argumento quanto à observância da
Portaria Conjunta 7/2006 deduzido na petição do habeas corpus foi
analisado e devidamente rechaçado pelo Superior Tribunal de Justiça nos
seguintes termos:
“2. Considerando que cada Tribunal poderá dispor de forma
diferente a respeito da suspensão do expediente forense, mostra-se
descabida a invocação da Portaria Conjunta n 7/2006, expedida pelo
Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, TSE, Tribunal Superior do Trabalho, STM e TJDF, disciplinando a prorrogação dos
prazos processuais com início ou término nos dias 2 e 3/11 para o dia
6/11/2006, pois o recurso especial é interposto perante o Tribunal
local, competindo ao recorrente demonstrar que esse Tribunal não teve
funcionamento normal em determinado dia, não sendo relevante, para
o caso, o expediente desta Corte”.
Esse entendimento, a seu turno, foi mantido pela decisão
ora agravada, por estar em conformidade com a jurisprudência desta
Corte, não merecendo ser revisto.
Agrego que não apresentada em momento algum qualquer
comprovação de que no Tribunal a quo - o Tribunal de Justiça de São
Paulo-, tenha havido a prorrogação dos prazos processuais, a assegurar a
tempestividade do recurso, e de que signatário da aludida Portaria
Conjunta n. 7/2006, expedida pelo Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, TSE, Tribunal Superior do Trabalho, STM e TJDF.
Destaco, à demasia, diante do parecer do Ministério
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 107.340 AGR / SP
Público Federal, que a Corte de origem não é o TRF da 3... Região, e sim,
como enfatizado, o Tribunal de Justiça de São Paulo.
4.
Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo
regimental, mantendo a decisão agravada por seus próprios
fundamentos.
É como voto.
7
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HC 107.340 AGR / SP
Público Federal, que a Corte de origem não é o TRF da 3... Região, e sim,
como enfatizado, o Tribunal de Justiça de São Paulo.
4.
Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo
regimental, mantendo a decisão agravada por seus próprios
fundamentos.
É como voto.
7
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Incidências ao Voto
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
INCIDÊNCIAS AO VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
CANCELADO.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Todos os santos.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
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20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
INCIDÊNCIAS AO VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
CANCELADO.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Todos os santos.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente,
hoje mesmo concedemos ordem para homenagear o princípio do
Colegiado. Aqui há peculiaridade, Presidente, a meu ver, muito séria.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Pois não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O que ocorre é a
declaração de intempestividade do recurso ante uma deficiência
cartorária. Explico melhor: a serventia deveria ter certificado a
transferência do feriado. Com um detalhe: é que houve ato conjunto,
mudando o feriado do dia 1... de novembro de 2003 para o dia 3, do
Conselho Nacional de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, este
atuando sob a supervisão – vamos falar em "supervisão" – do Superior
Tribunal de Justiça. Como o Superior declarou intempestivo um recurso,
a partir da premissa de que essa transferência teria que ser provada pela
parte?
Peço vênia, Presidente, para prover o agravo e ir mais além, para
assentar a tempestividade do especial a fim de que seja apreciado, haja a
continuidade na apreciação no âmbito do Superior.
É como voto.
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20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente,
hoje mesmo concedemos ordem para homenagear o princípio do
Colegiado. Aqui há peculiaridade, Presidente, a meu ver, muito séria.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Pois não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O que ocorre é a
declaração de intempestividade do recurso ante uma deficiência
cartorária. Explico melhor: a serventia deveria ter certificado a
transferência do feriado. Com um detalhe: é que houve ato conjunto,
mudando o feriado do dia 1... de novembro de 2003 para o dia 3, do
Conselho Nacional de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, este
atuando sob a supervisão – vamos falar em "supervisão" – do Superior
Tribunal de Justiça. Como o Superior declarou intempestivo um recurso,
a partir da premissa de que essa transferência teria que ser provada pela
parte?
Peço vênia, Presidente, para prover o agravo e ir mais além, para
assentar a tempestividade do especial a fim de que seja apreciado, haja a
continuidade na apreciação no âmbito do Superior.
É como voto.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tivemos
esse mesmo problema no Superior Tribunal de Justiça em relação aos recursos especiais. E tanto
eu quanto os componentes da minha Turma, que era a Primeira, tínhamos
um entendimento que seria extremamente injusto: que ele comprovasse
que era feriado, quer dizer, o próprio cartório deveria certificar isso. E, no
fundo, no fundo, na essência, o recurso não é intempestivo. Da essência
que ele não é.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pois é. A dificuldade
maior está nisso: declarar intempestivo, em manter uma
intempestividade que não existe.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, e mais do que isso: o
recurso sempre foi em entrevista, até pelos maiores positivistas do Direito
Processual, como algo de direito natural, o direito de uma pessoa rever a
juridicidade, uma decisão, a reapuração da juridicidade de uma decisão,
num país como o nosso, que prevê a ampla defesa até exagerada com a
prodigalidade recursal. Eu também tenho dificuldade de entender esse
recurso intempestivo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me
permite? No parecer do Dr. Edson, ele cita lição de Ada Pellegrini
Grinover, que se encaixa, como luva à mão, ao caso:
"Vigora, no campo processual penal, o princípio da
interpretação em favor do recorrente, que visa preservar a
garantia do duplo grau" – aqui não seria bem o envolvimento
do duplo grau – "e do controle das decisões judiciárias,
impondo que qualquer dúvida" – e não há dúvida – "a respeito
Supremo Tribunal Federal
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20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tivemos
esse mesmo problema no Superior Tribunal de Justiça em relação aos recursos especiais. E tanto
eu quanto os componentes da minha Turma, que era a Primeira, tínhamos
um entendimento que seria extremamente injusto: que ele comprovasse
que era feriado, quer dizer, o próprio cartório deveria certificar isso. E, no
fundo, no fundo, na essência, o recurso não é intempestivo. Da essência
que ele não é.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pois é. A dificuldade
maior está nisso: declarar intempestivo, em manter uma
intempestividade que não existe.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, e mais do que isso: o
recurso sempre foi em entrevista, até pelos maiores positivistas do Direito
Processual, como algo de direito natural, o direito de uma pessoa rever a
juridicidade, uma decisão, a reapuração da juridicidade de uma decisão,
num país como o nosso, que prevê a ampla defesa até exagerada com a
prodigalidade recursal. Eu também tenho dificuldade de entender esse
recurso intempestivo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me
permite? No parecer do Dr. Edson, ele cita lição de Ada Pellegrini
Grinover, que se encaixa, como luva à mão, ao caso:
"Vigora, no campo processual penal, o princípio da
interpretação em favor do recorrente, que visa preservar a
garantia do duplo grau" – aqui não seria bem o envolvimento
do duplo grau – "e do controle das decisões judiciárias,
impondo que qualquer dúvida" – e não há dúvida – "a respeito
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 107.340 AGR / SP
da tempestividade seja sempre dirimida em favor da
admissibilidade, de modo a assegurar o reexame da decisão
impugnada.” (Recurso no Processo Penal, 1996, pág. 98.)
Em síntese, Presidente, o Conselho da Justiça Federal baixou um ato
transferindo o feriado e, com isso, evidentemente, o termo inicial do
prazo foi projetado para o dia 6. Considerado esse aspecto e a ausência de
notícia, que deveria estar no processo, implementada pela Secretaria...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Digamos: aquele princípio
geral tinha parte, não pode ser prejudicada por um fato imputável ao
Poder Judiciário. Então, o Poder Judiciário decreta o feriado, e ele tem que
provar que...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vamos manter uma
declaração de intempestividade sabendo que o recurso foi manuseado
dentro do prazo legal? É potencializar, e muito, a forma. O defeito de
forma somente pode ser atribuído ao próprio Judiciário – à serventia no
que não certificou, no processo, a transferência do feriado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Então, eu também não fico
confortável de divergir disso não.
Acompanho.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.340 AGR / SP
da tempestividade seja sempre dirimida em favor da
admissibilidade, de modo a assegurar o reexame da decisão
impugnada.” (Recurso no Processo Penal, 1996, pág. 98.)
Em síntese, Presidente, o Conselho da Justiça Federal baixou um ato
transferindo o feriado e, com isso, evidentemente, o termo inicial do
prazo foi projetado para o dia 6. Considerado esse aspecto e a ausência de
notícia, que deveria estar no processo, implementada pela Secretaria...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Digamos: aquele princípio
geral tinha parte, não pode ser prejudicada por um fato imputável ao
Poder Judiciário. Então, o Poder Judiciário decreta o feriado, e ele tem que
provar que...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vamos manter uma
declaração de intempestividade sabendo que o recurso foi manuseado
dentro do prazo legal? É potencializar, e muito, a forma. O defeito de
forma somente pode ser atribuído ao próprio Judiciário – à serventia no
que não certificou, no processo, a transferência do feriado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Então, eu também não fico
confortável de divergir disso não.
Acompanho.
2
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Esclarecimento
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - CANCELADO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), Vossa
Excelência me permite? Mas com toda a certeza o Tribunal Regional
Federal não funcionou no dia 3.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Aqui era o...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Com toda a certeza.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Acho que aqui era o Tribunal Regional.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), foi nacional.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
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20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - CANCELADO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), Vossa
Excelência me permite? Mas com toda a certeza o Tribunal Regional
Federal não funcionou no dia 3.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Aqui era o...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Com toda a certeza.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Acho que aqui era o Tribunal Regional.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), foi nacional.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
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Esclarecimento
HC 107.340 AGR / SP
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), quanto à
Justiça Federal.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), ou seja, a
transferência do feriado não alcançou apenas o Superior ou o Supremo,
os tribunais situados em Brasília. Teríamos o tratamento diferenciado
tendo em conta, primeiro, o Regional que está em Brasília, e o Regional –
não sei qual, Terceiro, Quarto ou o Quinto. Agora, o próprio Tribunal que
recebeu o recurso era sabedor de que não houvera o funcionamento
cartorário no dia 3.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
No parecer, está Tribunal Regional Federal.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), ah, foi o
Tribunal de Justiça?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), quanto à
Justiça Federal.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), ou seja, a
transferência do feriado não alcançou apenas o Superior ou o Supremo,
os tribunais situados em Brasília. Teríamos o tratamento diferenciado
tendo em conta, primeiro, o Regional que está em Brasília, e o Regional –
não sei qual, Terceiro, Quarto ou o Quinto. Agora, o próprio Tribunal que
recebeu o recurso era sabedor de que não houvera o funcionamento
cartorário no dia 3.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
No parecer, está Tribunal Regional Federal.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), ah, foi o
Tribunal de Justiça?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20
Esclarecimento
HC 107.340 AGR / SP
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), porque, no
parecer, aludiu-se ao Tribunal Regional da Terceira Região.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
É o de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pensei ter sido o
Regional Federal, mesmo.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Aí, a procedência aqui... Isso é o que consta do parecer do Dr. Edson
Oliveira de Almeida.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, de qualquer
forma, a ministra antecessora julgou monocraticamente o habeas corpus. E
julgou quanto à matéria de fundo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), foi a
Ministra Ellen Gracie?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - A Ministra Ellen Gracie.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não podemos mandar
mais o habeas pra Sua Excelência, porque está aposentada. Mas podemos
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), porque, no
parecer, aludiu-se ao Tribunal Regional da Terceira Região.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
É o de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pensei ter sido o
Regional Federal, mesmo.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Aí, a procedência aqui... Isso é o que consta do parecer do Dr. Edson
Oliveira de Almeida.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, de qualquer
forma, a ministra antecessora julgou monocraticamente o habeas corpus. E
julgou quanto à matéria de fundo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministra Rosa Weber
(inserido ante o cancelamento do aparte por Sua Excelência), foi a
Ministra Ellen Gracie?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - A Ministra Ellen Gracie.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não podemos mandar
mais o habeas pra Sua Excelência, porque está aposentada. Mas podemos
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1983100.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20
Esclarecimento
HC 107.340 AGR / SP
corrigir a situação.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Foi o Tribunal de Justiça.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Perfeito.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
corrigir a situação.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Foi o Tribunal de Justiça.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Perfeito.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Peço vênia à divergência, com esse esclarecimento da eminente
Relatora de que foi o Tribunal de Justiça de São Paulo e não o Tribunal
Regional Federal da Terceira Região.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O equívoco está no parecer, o que não altera o fundamento dos votos
divergentes.
Mas, em relação a minha posição, alteraria, porque se fosse o
Regional Federal, eu acompanharia a divergência, porque realmente aí a
Justiça Federal, estando ciente os seus servidores e os seus juízes de que
aquele período era feriado, não poderia certificar nos autos a ocorrência
do trânsito em julgado em tempo anterior.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Ministra Rosa Weber,
Vossa Excelência que examinou a espécie, o especial foi admitido na
origem ou foi trancado?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então veja, Presidente,
o juízo primeiro de admissibilidade teve presente a projeção do prazo e
admitiu o recurso.
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Peço vênia à divergência, com esse esclarecimento da eminente
Relatora de que foi o Tribunal de Justiça de São Paulo e não o Tribunal
Regional Federal da Terceira Região.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O equívoco está no parecer, o que não altera o fundamento dos votos
divergentes.
Mas, em relação a minha posição, alteraria, porque se fosse o
Regional Federal, eu acompanharia a divergência, porque realmente aí a
Justiça Federal, estando ciente os seus servidores e os seus juízes de que
aquele período era feriado, não poderia certificar nos autos a ocorrência
do trânsito em julgado em tempo anterior.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Ministra Rosa Weber,
Vossa Excelência que examinou a espécie, o especial foi admitido na
origem ou foi trancado?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então veja, Presidente,
o juízo primeiro de admissibilidade teve presente a projeção do prazo e
admitiu o recurso.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 107.340 AGR / SP
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O Superior que negou.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O Superior que entendeu ser necessário comprovar.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estava querendo achar a
regra do Código de Processo Civil, no seguinte: quando a parte alegar
direito local ou consuetudinário, cabe a ela comprovar a existência. Mas é
o direito local para efeito de decisão do meritum causae.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Concedemos pelo
empate.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou pedir vênia à divergência para acompanhar a eminente
Relatora.
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.340 AGR / SP
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O Superior que negou.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) –
CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
O Superior que entendeu ser necessário comprovar.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estava querendo achar a
regra do Código de Processo Civil, no seguinte: quando a parte alegar
direito local ou consuetudinário, cabe a ela comprovar a existência. Mas é
o direito local para efeito de decisão do meritum causae.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Concedemos pelo
empate.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Eu vou pedir vênia à divergência para acompanhar a eminente
Relatora.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20
Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por empate na votação, a Turma deu provimento ao
agravo regimental e, adentrando ao mérito, concedeu a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco
Aurélio, Redator para o acórdão. Votaram pelo não provimento do
agravo regimental a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1... Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.340
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : WILLEY LOPES SUCASAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por empate na votação, a Turma deu provimento ao
agravo regimental e, adentrando ao mérito, concedeu a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Marco
Aurélio, Redator para o acórdão. Votaram pelo não provimento do
agravo regimental a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o
Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1... Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"REsp 1 . 032 . 647 - AgR",
"REsp 1 . 032 . 647 / SP",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"REsp 1 . 032 . 647 - AgR / SP",
"REsp 1 . 032 . 647 / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"REsp 1 . 032 . 647 / SP",
"AI 709 . 750 - AgR",
"AI 536 . 171 -",
"Recurso Extraordinário 274 . 534 - AgR",
"AI 567 . 711 - AgR",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"REsp 1 . 032",
"AI 709 . 750 - AgR",
"AI 536 . 171 - AgR",
"Recurso Extraordinário 274 . 534 - AgR",
"AI 567 . 711 - AgR",
"HC 107 . 340 AGR",
"HC 86 . 712 / MG",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 86 . 712 / MG",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 424 / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 424 / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HC 107 . 340 AGR / SP",
"HABEAS CORPUS 107 . 340",
"HABEAS CORPUS 107 . 340"
],
"LEGISLACAO": [
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 213 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 213 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria Conjunta n 7 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria Conjunta n 7 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria Conjunta 007 / 06",
"§ 3 . . . da Portaria Conjunta n 07 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria Conjunta 007 / 06",
"Portaria Conjunta n 07 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"art . 21 , § 1 . . . do Regimento Interno",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 .",
"artigos 619 e 620 , ambos do Código de Processo Penal",
"alínea ‘ a ’ do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 619 e 620 , ambos do Código de Processo Penal",
"alínea ‘ a ’ do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria Conjunta 7 / 2006",
"Portaria Conjunta n 7 / 2006",
"Portaria Conjunta n . 7 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria Conjunta 7 / 2006",
"Portaria Conjunta n 7 / 2006",
"Portaria Conjunta n . 7 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
".",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"Brasília",
"Brasília",
"São Paulo",
"Mato Grosso do Sul",
"São Paulo",
"Mato Grosso do Sul",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Corte",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Sexta Turma do",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TSE",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"STM",
"TJDF",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TSE",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"STM",
"TJDF",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Augusto Superior Tribunal de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Pleno",
"1",
"2",
"2",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Augusto",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TSE",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"STM",
"TJDF",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TSE",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"STM",
"TJDF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TSE",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"STM",
"TJDF",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TSE",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"STM",
"TJDF",
"Ministério",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRF da 3 .",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF da 3 .",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho da Justiça Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho da Justiça Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Conselho da Justiça Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho da Justiça Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Regional Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional da Terceira Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Tribunal Regional da Terceira Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Tribunal Regional Federal da Terceira Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Tribunal Regional Federal da Terceira Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA",
"WILLEY LOPES SUCASAS",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA",
"WILLEY LOPES SUCASAS",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA",
"WILLEY LOPES SUCASAS",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA",
"Paulo Gallotti",
"Joseílton Siqueira de Oliveira",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA",
"Paulo Gallotti",
"Joseílton Siqueira de Oliveira",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Eros Grau",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"Edson",
"Ada Pellegrini Grinover",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"Edson",
"Ada Pellegrini Grinover",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"Edson Oliveira de Almeida",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"LUIZ FUX",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"Edson Oliveira de Almeida",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"LUIZ FUX",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA",
"WILLEY LOPES SUCASAS",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSEÍLTON SIQUEIRA DE OLIVEIRA",
"WILLEY LOPES SUCASAS",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"/",
"19",
"/",
"10",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"10",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"11",
"/",
"2006",
"2 e 3",
"/",
"11",
"6",
"/",
"11",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"11",
"/",
"2006",
"2",
"e",
"3",
"/",
"11",
"6",
"/",
"11",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"11",
".",
"2006",
"01 de novembro de 2006",
"06 de novembro de 2006",
"29",
".",
"05",
".",
"2008",
"10",
".",
"03",
".",
"2006",
"08",
".",
"09",
".",
"2006",
"20",
".",
"04",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"11",
".",
"2006",
"01 de novembro de 2006",
"06 de novembro de 2006",
"29",
".",
"05",
".",
"2008",
"10",
".",
"03",
".",
"2006",
"08",
".",
"09",
".",
"2006",
"20",
".",
"04",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"04",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"04",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"e",
"3",
"/",
"11",
"6",
"/",
"11",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"3",
"/",
"11",
"6",
"/",
"11",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"1",
". . . de novembro de 2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"1 . . . de novembro de 2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Decisão sobre Repercussão Geral
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
RECTE.(S)
:ULMERINDO ALBINO FERREIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE
RENDA RETIDO NA FONTE. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA
CONFIGURAR NO POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA.
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a
questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de
repercussão geral da questão constitucional suscitada. No mérito, por
maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencidos
os Ministros Ayres Britto e Marco Aurélio. Não se manifestou o Ministro
Joaquim Barbosa.
Ministro LUIZ FUX
Relator
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2974994.
Supremo Tribunal Federal
DJe 23/10/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO
GRANDE DO SUL
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA
CONFIGURAR NO POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE.
Decisão: Trata-se de recurso extraordinário interposto
com fundamento no artigo 102, III, “a”, da
Constituição Federal, em face de acórdão proferido
pela Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, o qual extinguiu o processo sem julgamento de
mérito porque entendeu ser competência da justiça
estadual o julgamento das causas que envolvem a
discussão sobre o imposto de renda, quando o valor
arrecadado é repassado ao Estado. O acórdão restou
assim ementado:
PROCESSUAL – IMPOSTO DE RENDA – AÇÃO DE REPETIÇÃO DE
INDÉBITO – COMPETÊNCIA.
Se o numerário arrecadado a título de imposto de renda
foi transferido para o Estado do Rio Grande do Sul, em
razão do disposto no artigo 157, I, da Constituição, a
União não tem legitimidade para figurar no polo
passivo da demanda e a competência para processar e
julgar é da Justiça Estadual.
No recurso extraordinário, os recorrentes indicam
violação aos artigos 5º, LV, 93, IX, 153, III, 157, I,
e 159 da Constituição Federal. Sustenta indevida a
atribuição de competência a ente da federação que não
detém o poder de instituir e fiscalizar o pagamento do
tributo.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2974995.
Supremo Tribunal Federal
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO
GRANDE DO SUL
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA
CONFIGURAR NO POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE.
Decisão: Trata-se de recurso extraordinário interposto
com fundamento no artigo 102, III, “a”, da
Constituição Federal, em face de acórdão proferido
pela Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, o qual extinguiu o processo sem julgamento de
mérito porque entendeu ser competência da justiça
estadual o julgamento das causas que envolvem a
discussão sobre o imposto de renda, quando o valor
arrecadado é repassado ao Estado. O acórdão restou
assim ementado:
PROCESSUAL – IMPOSTO DE RENDA – AÇÃO DE REPETIÇÃO DE
INDÉBITO – COMPETÊNCIA.
Se o numerário arrecadado a título de imposto de renda
foi transferido para o Estado do Rio Grande do Sul, em
razão do disposto no artigo 157, I, da Constituição, a
União não tem legitimidade para figurar no polo
passivo da demanda e a competência para processar e
julgar é da Justiça Estadual.
No recurso extraordinário, os recorrentes indicam
violação aos artigos 5º, LV, 93, IX, 153, III, 157, I,
e 159 da Constituição Federal. Sustenta indevida a
atribuição de competência a ente da federação que não
detém o poder de instituir e fiscalizar o pagamento do
tributo.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 684.169 RG / RS
Defende que “a Carta concede à União o ode de tributar
a renda e os proventos de qualquer natureza. Veja-se
que tal competência é mais ampla do que aquela
concedida pelo art. 146 da CF para o estabelecimento
de norma geral, que atingirão inclusive os tributos
estaduais e municipais” (fl. 151).
Não houve interposição de contrarrazões.
A vexata quaestio, desta feita, cinge-se à definição
da competência para julgar a controvérsia quanto ao
imposto de renda retido na fonte, a teor do disposto
no artigo 157, I, da Constituição Federal que
preconiza pertencer “aos Estados e ao Distrito Federal
o produto da arrecadação do imposto da União sobre a
renda e proventos de qualquer natureza, incidente na
fonte sobre os rendimentos pagos, a qualquer título,
suas autarquias e pelas fundações que instituírem e
mantiverem”.
Registro que a jurisprudência desta Corte alinha-se no
sentido de que, no caso, não há interesse da União,
motivo pelo qual prevalece a competência da justiça
comum. Nesse sentido, já se manifestaram ambas as
turmas:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - IMPOSTO DE RENDA - SERVIDORES
PÚBLICOS ESTADUAIS - CONTROVÉRSIA - COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA LOCAL – PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS.
Conforme entendimento de ambas as Turmas do Supremo, a
controvérsia sobre retenção na fonte e restituição do
Imposto de Renda, incidente sobre os rendimentos pagos
a servidores públicos estaduais, circunscreve-se ao
âmbito da Justiça comum, em razão da natureza
indenizatória da verba. (RE nº 433.857/AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
06/05/2011).
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 684.169 RG / RS
Defende que “a Carta concede à União o ode de tributar
a renda e os proventos de qualquer natureza. Veja-se
que tal competência é mais ampla do que aquela
concedida pelo art. 146 da CF para o estabelecimento
de norma geral, que atingirão inclusive os tributos
estaduais e municipais” (fl. 151).
Não houve interposição de contrarrazões.
A vexata quaestio, desta feita, cinge-se à definição
da competência para julgar a controvérsia quanto ao
imposto de renda retido na fonte, a teor do disposto
no artigo 157, I, da Constituição Federal que
preconiza pertencer “aos Estados e ao Distrito Federal
o produto da arrecadação do imposto da União sobre a
renda e proventos de qualquer natureza, incidente na
fonte sobre os rendimentos pagos, a qualquer título,
suas autarquias e pelas fundações que instituírem e
mantiverem”.
Registro que a jurisprudência desta Corte alinha-se no
sentido de que, no caso, não há interesse da União,
motivo pelo qual prevalece a competência da justiça
comum. Nesse sentido, já se manifestaram ambas as
turmas:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - IMPOSTO DE RENDA - SERVIDORES
PÚBLICOS ESTADUAIS - CONTROVÉRSIA - COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA LOCAL – PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS.
Conforme entendimento de ambas as Turmas do Supremo, a
controvérsia sobre retenção na fonte e restituição do
Imposto de Renda, incidente sobre os rendimentos pagos
a servidores públicos estaduais, circunscreve-se ao
âmbito da Justiça comum, em razão da natureza
indenizatória da verba. (RE nº 433.857/AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
06/05/2011).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 684.169 RG / RS
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE E COMPETÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Estado-
Membro é parte legítima para figurar no polo de ação
de restituição de imposto de renda, por pertencer a
ele o produto da arrecadação do imposto da União sobre
a renda e os proventos de qualquer natureza, incidente
na fonte, sobre pagamentos feitos a servidores. 2.
Compete à Justiça comum estadual processar e julgar as
causas em que se discute a repetição do indébito.
Precedentes. (AI nº 577.519/AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/11/2009).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3.
Servidor Público estadual. Licença-prêmio não gozada.
Pagamento em pecúnia. Retenção de imposto de renda
sobre o valor pago. Controvérsia infraconstitucional.
Ofensa indireta à Constituição Federal. 4. Competência
da Justiça estadual para julgar a ação de repetição de
indébito. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se
nega provimento.(AI nº 488.425/AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/04/2008)
Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes
autos é relevante do ponto de vista econômico,
político, social e jurídico, pois alcança uma
quantidade significativa de ações em todo o país.
Ademais, confirmando a jurisprudência da Corte,
define-se a competência, em razão da matéria, da
Justiça Estadual para julgar as controvérsias
idênticas, porque ausente o interesse da União.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 684.169 RG / RS
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE E COMPETÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Estado-
Membro é parte legítima para figurar no polo de ação
de restituição de imposto de renda, por pertencer a
ele o produto da arrecadação do imposto da União sobre
a renda e os proventos de qualquer natureza, incidente
na fonte, sobre pagamentos feitos a servidores. 2.
Compete à Justiça comum estadual processar e julgar as
causas em que se discute a repetição do indébito.
Precedentes. (AI nº 577.519/AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/11/2009).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3.
Servidor Público estadual. Licença-prêmio não gozada.
Pagamento em pecúnia. Retenção de imposto de renda
sobre o valor pago. Controvérsia infraconstitucional.
Ofensa indireta à Constituição Federal. 4. Competência
da Justiça estadual para julgar a ação de repetição de
indébito. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se
nega provimento.(AI nº 488.425/AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/04/2008)
Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes
autos é relevante do ponto de vista econômico,
político, social e jurídico, pois alcança uma
quantidade significativa de ações em todo o país.
Ademais, confirmando a jurisprudência da Corte,
define-se a competência, em razão da matéria, da
Justiça Estadual para julgar as controvérsias
idênticas, porque ausente o interesse da União.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
3
Supremo Tribunal Federal
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 684.169 RG / RS
repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência
sobre o tema.
Publique-se.
Brasília, 02 de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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RE 684.169 RG / RS
repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência
sobre o tema.
Publique-se.
Brasília, 02 de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
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4
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO
GRANDE DO SUL
PRONUNCIAMENTO
COMPETÊNCIA – IMPOSTO DE RENDA
–
RETENÇÃO
NA
FONTE
–
SERVIDORES ESTADUAIS – RECURSO
EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO
GERAL CONFIGURADA.
PLENÁRIO VIRTUAL – CONFIRMAÇÃO
DA
JURISPRUDÊNCIA
–
IMPROPRIEDADE.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
nº 684.169/RS, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no
sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos
do dia 10 de agosto de 2012.
A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, ao apreciar a Apelação Cível nº 2003.71.00.050874-8/RS,
extinguiu o processo sem julgamento de mérito e declarou
prejudicados o aludido recurso e a remessa oficial, ante a
ilegitimidade da União para figurar no polo passivo da
demanda em que se discute a restituição de valores arrecadados
a título de imposto de renda retido na fonte, incidente sobre os
rendimentos pagos aos servidores estaduais e repassados ao
estado membro. Consignou a competência da Justiça estadual
para examinar a controvérsia, em virtude da ausência de
interesse do ente federal sobre ação de repetição de indébito
relativa ao citado tributo, cujo produto da arrecadação é
destinado a outro ente federativo, a teor do artigo 157, inciso I,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO
GRANDE DO SUL
PRONUNCIAMENTO
COMPETÊNCIA – IMPOSTO DE RENDA
–
RETENÇÃO
NA
FONTE
–
SERVIDORES ESTADUAIS – RECURSO
EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO
GERAL CONFIGURADA.
PLENÁRIO VIRTUAL – CONFIRMAÇÃO
DA
JURISPRUDÊNCIA
–
IMPROPRIEDADE.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
nº 684.169/RS, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no
sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos
do dia 10 de agosto de 2012.
A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, ao apreciar a Apelação Cível nº 2003.71.00.050874-8/RS,
extinguiu o processo sem julgamento de mérito e declarou
prejudicados o aludido recurso e a remessa oficial, ante a
ilegitimidade da União para figurar no polo passivo da
demanda em que se discute a restituição de valores arrecadados
a título de imposto de renda retido na fonte, incidente sobre os
rendimentos pagos aos servidores estaduais e repassados ao
estado membro. Consignou a competência da Justiça estadual
para examinar a controvérsia, em virtude da ausência de
interesse do ente federal sobre ação de repetição de indébito
relativa ao citado tributo, cujo produto da arrecadação é
destinado a outro ente federativo, a teor do artigo 157, inciso I,
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 684.169 RG / RS
da Carta Federal.
Os embargos declaratórios interpostos foram providos
somente para explicitar os fundamentos do acórdão prolatado
pelo Tribunal de origem, não havendo alteração do dispositivo.
Observou-se que, embora a competência tributária seja da
União, o interesse do recolhimento do imposto seria do estado
membro, ensejando, pois, a competência da Justiça estadual
para apreciar a causa.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
alínea “a” do permissivo constitucional, os recorrentes arguem
ofensa aos artigos 5º, inciso LIV, 93, inciso IX, 153, inciso III, 157,
inciso I, e 159, § 1º, da Carta da República. Sustentam,
inicialmente, a omissão do Tribunal de origem, que, mesmo
após a interposição dos embargos declaratórios para fins de
prequestionamento, não teria analisado todas as questões
abordadas no apelo. Ressaltam a legitimidade da União como
parte na demanda, porquanto possuidora da competência
constitucional para a instituição do imposto de renda e sujeito
ativo da relação tributária. Além disso, afirmam, seria a
destinatária final do tributo, na medida em que compensaria os
valores retidos pelo estado a título do imposto com a redução
dos repasses financeiros feitos àquele.
Anoto a ausência da preliminar de repercussão geral no
presente recurso, tendo sido o acórdão impugnado publicado
em 29 de novembro de 2006, ou seja, anteriormente à entrada
em vigor do citado sistema.
A União, apesar de intimada, não apresentou
contrarrazões.
O extraordinário foi admitido na origem.
Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux:
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 684.169 RG / RS
da Carta Federal.
Os embargos declaratórios interpostos foram providos
somente para explicitar os fundamentos do acórdão prolatado
pelo Tribunal de origem, não havendo alteração do dispositivo.
Observou-se que, embora a competência tributária seja da
União, o interesse do recolhimento do imposto seria do estado
membro, ensejando, pois, a competência da Justiça estadual
para apreciar a causa.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
alínea “a” do permissivo constitucional, os recorrentes arguem
ofensa aos artigos 5º, inciso LIV, 93, inciso IX, 153, inciso III, 157,
inciso I, e 159, § 1º, da Carta da República. Sustentam,
inicialmente, a omissão do Tribunal de origem, que, mesmo
após a interposição dos embargos declaratórios para fins de
prequestionamento, não teria analisado todas as questões
abordadas no apelo. Ressaltam a legitimidade da União como
parte na demanda, porquanto possuidora da competência
constitucional para a instituição do imposto de renda e sujeito
ativo da relação tributária. Além disso, afirmam, seria a
destinatária final do tributo, na medida em que compensaria os
valores retidos pelo estado a título do imposto com a redução
dos repasses financeiros feitos àquele.
Anoto a ausência da preliminar de repercussão geral no
presente recurso, tendo sido o acórdão impugnado publicado
em 29 de novembro de 2006, ou seja, anteriormente à entrada
em vigor do citado sistema.
A União, apesar de intimada, não apresentou
contrarrazões.
O extraordinário foi admitido na origem.
Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux:
2
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 684.169 RG / RS
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE.
ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA CONFIGURAR NO
POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA
CORTE.
Decisão: Trata-se de recurso extraordinário
interposto com fundamento no artigo 102, III, “a”, da
Constituição Federal, em face de acórdão proferido pela
Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, o qual extinguiu o processo sem julgamento de
mérito porque entendeu ser competência da justiça
estadual o julgamento das causas que envolvem a
discussão sobre o imposto de renda, quando o valor
arrecadado é repassado ao Estado. O acórdão restou assim
ementado:
PROCESSUAL – IMPOSTO DE RENDA – AÇÃO DE
REPETIÇÃO DE INDÉBITO – COMPETÊNCIA.
Se o numerário arrecadado a título de imposto de
renda foi transferido para o Estado do Rio Grande do Sul,
em razão do disposto no artigo 157, I, da Constituição, a
União não tem legitimidade para figurar no polo passivo
da demanda e a competência para processar e julgar é da
Justiça Estadual.
No recurso extraordinário, os recorrentes indicam
violação aos artigos 5º, LV, 93, IX, 153, III, 157, I, e 159 da
Constituição Federal. Sustenta indevida a atribuição de
competência a ente da federação que não detém o poder
de instituir e fiscalizar o pagamento do tributo.
Defende que “a Carta concede à União o ode de
tributar a renda e os proventos de qualquer natureza.
Veja-se que tal competência é mais ampla do que aquela
3
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DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE.
ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA CONFIGURAR NO
POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA
CORTE.
Decisão: Trata-se de recurso extraordinário
interposto com fundamento no artigo 102, III, “a”, da
Constituição Federal, em face de acórdão proferido pela
Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, o qual extinguiu o processo sem julgamento de
mérito porque entendeu ser competência da justiça
estadual o julgamento das causas que envolvem a
discussão sobre o imposto de renda, quando o valor
arrecadado é repassado ao Estado. O acórdão restou assim
ementado:
PROCESSUAL – IMPOSTO DE RENDA – AÇÃO DE
REPETIÇÃO DE INDÉBITO – COMPETÊNCIA.
Se o numerário arrecadado a título de imposto de
renda foi transferido para o Estado do Rio Grande do Sul,
em razão do disposto no artigo 157, I, da Constituição, a
União não tem legitimidade para figurar no polo passivo
da demanda e a competência para processar e julgar é da
Justiça Estadual.
No recurso extraordinário, os recorrentes indicam
violação aos artigos 5º, LV, 93, IX, 153, III, 157, I, e 159 da
Constituição Federal. Sustenta indevida a atribuição de
competência a ente da federação que não detém o poder
de instituir e fiscalizar o pagamento do tributo.
Defende que “a Carta concede à União o ode de
tributar a renda e os proventos de qualquer natureza.
Veja-se que tal competência é mais ampla do que aquela
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 684.169 RG / RS
concedida pelo art. 146 da CF para o estabelecimento de
norma geral, que atingirão inclusive os tributos estaduais
e municipais” (fl. 151).
Não houve interposição de contrarrazões.
A vexata quaestio, desta feita, cinge-se à definição da
competência para julgar a controvérsia quanto ao imposto
de renda retido na fonte, a teor do disposto no artigo 157,
I, da Constituição Federal que preconiza pertencer “aos
Estados e ao Distrito Federal o produto da arrecadação do
imposto da União sobre a renda e proventos de qualquer
natureza, incidente na fonte sobre os rendimentos pagos, a
qualquer título, suas autarquias e pelas fundações que
instituírem e mantiverem”.
Registro que a jurisprudência desta Corte alinha-se
no sentido de que, no caso, não há interesse da União,
motivo pelo qual prevalece a competência da justiça
comum. Nesse sentido, já se manifestaram ambas as
turmas:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - IMPOSTO DE
RENDA - SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS -
CONTROVÉRSIA - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
LOCAL – PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS.
Conforme entendimento de ambas as Turmas do
Supremo, a controvérsia sobre retenção na fonte e
restituição do Imposto de Renda, incidente sobre os
rendimentos pagos a servidores públicos estaduais,
circunscreve-se ao âmbito da Justiça comum, em razão da
natureza indenizatória da verba. (RE nº 433.857/AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
06/05/2011).
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE
E COMPETÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Estado-Membro é parte
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 684.169 RG / RS
concedida pelo art. 146 da CF para o estabelecimento de
norma geral, que atingirão inclusive os tributos estaduais
e municipais” (fl. 151).
Não houve interposição de contrarrazões.
A vexata quaestio, desta feita, cinge-se à definição da
competência para julgar a controvérsia quanto ao imposto
de renda retido na fonte, a teor do disposto no artigo 157,
I, da Constituição Federal que preconiza pertencer “aos
Estados e ao Distrito Federal o produto da arrecadação do
imposto da União sobre a renda e proventos de qualquer
natureza, incidente na fonte sobre os rendimentos pagos, a
qualquer título, suas autarquias e pelas fundações que
instituírem e mantiverem”.
Registro que a jurisprudência desta Corte alinha-se
no sentido de que, no caso, não há interesse da União,
motivo pelo qual prevalece a competência da justiça
comum. Nesse sentido, já se manifestaram ambas as
turmas:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - IMPOSTO DE
RENDA - SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS -
CONTROVÉRSIA - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
LOCAL – PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS.
Conforme entendimento de ambas as Turmas do
Supremo, a controvérsia sobre retenção na fonte e
restituição do Imposto de Renda, incidente sobre os
rendimentos pagos a servidores públicos estaduais,
circunscreve-se ao âmbito da Justiça comum, em razão da
natureza indenizatória da verba. (RE nº 433.857/AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
06/05/2011).
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE
E COMPETÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Estado-Membro é parte
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 684.169 RG / RS
legítima para figurar no polo de ação de restituição de
imposto de renda, por pertencer a ele o produto da
arrecadação do imposto da União sobre a renda e os
proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre
pagamentos feitos a servidores. 2. Compete à Justiça
comum estadual processar e julgar as causas em que se
discute a repetição do indébito. Precedentes. (AI nº
577.519/AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 20/11/2009).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Recurso que não demonstra o desacerto da decisão
agravada. 3. Servidor Público estadual. Licença-prêmio
não gozada. Pagamento em pecúnia. Retenção de imposto
de renda sobre o valor pago. Controvérsia
infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição
Federal. 4. Competência da Justiça estadual para julgar a
ação de repetição de indébito. Precedentes. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.(AI nº 488.425/AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe
de 25/04/2008)
Tenho, pois, que o tema constitucional versado
nestes autos é relevante do ponto de vista econômico,
político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade
significativa de ações em todo o país.
Ademais, confirmando a jurisprudência da Corte,
define-se a competência, em razão da matéria, da Justiça
Estadual para julgar as controvérsias idênticas, porque
ausente o interesse da União.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência
sobre o tema.
Publique-se.
Brasília, 02 de agosto de 2012.
5
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RE 684.169 RG / RS
legítima para figurar no polo de ação de restituição de
imposto de renda, por pertencer a ele o produto da
arrecadação do imposto da União sobre a renda e os
proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre
pagamentos feitos a servidores. 2. Compete à Justiça
comum estadual processar e julgar as causas em que se
discute a repetição do indébito. Precedentes. (AI nº
577.519/AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 20/11/2009).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Recurso que não demonstra o desacerto da decisão
agravada. 3. Servidor Público estadual. Licença-prêmio
não gozada. Pagamento em pecúnia. Retenção de imposto
de renda sobre o valor pago. Controvérsia
infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição
Federal. 4. Competência da Justiça estadual para julgar a
ação de repetição de indébito. Precedentes. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.(AI nº 488.425/AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe
de 25/04/2008)
Tenho, pois, que o tema constitucional versado
nestes autos é relevante do ponto de vista econômico,
político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade
significativa de ações em todo o país.
Ademais, confirmando a jurisprudência da Corte,
define-se a competência, em razão da matéria, da Justiça
Estadual para julgar as controvérsias idênticas, porque
ausente o interesse da União.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência
sobre o tema.
Publique-se.
Brasília, 02 de agosto de 2012.
5
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 684.169 RG / RS
Ministro Luiz Fux
Relator
Destaco constar da presente repercussão geral questão
relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo.
2. O tema está a merecer pacificação por meio de verbete de súmula.
Para tanto, é importante vir o Colegiado Maior a pronunciar-se em sessão
pública e com direito das partes à sustentação da tribuna. Descabe haver
a reafirmação da jurisprudência mediante o denominado Plenário Virtual.
Vale frisar que, neste, o silêncio do integrante, no prazo de vinte dias a
partir da inserção do processo, implica a admissibilidade da repercussão
geral, ou seja, a abertura para dar-se o crivo do Plenário propriamente
dito.
3. Manifesto-me apenas quanto à configuração da repercussão geral,
ressaltando a impropriedade de, nesta fase, confirmar-se jurisprudência.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília – residência –, 28 de agosto de 2012, às 10h05.
Ministro MARCO AURÉLIO
6
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Supremo Tribunal Federal
RE 684.169 RG / RS
Ministro Luiz Fux
Relator
Destaco constar da presente repercussão geral questão
relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo.
2. O tema está a merecer pacificação por meio de verbete de súmula.
Para tanto, é importante vir o Colegiado Maior a pronunciar-se em sessão
pública e com direito das partes à sustentação da tribuna. Descabe haver
a reafirmação da jurisprudência mediante o denominado Plenário Virtual.
Vale frisar que, neste, o silêncio do integrante, no prazo de vinte dias a
partir da inserção do processo, implica a admissibilidade da repercussão
geral, ou seja, a abertura para dar-se o crivo do Plenário propriamente
dito.
3. Manifesto-me apenas quanto à configuração da repercussão geral,
ressaltando a impropriedade de, nesta fase, confirmar-se jurisprudência.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília – residência –, 28 de agosto de 2012, às 10h05.
Ministro MARCO AURÉLIO
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2991601
| 2012-08-30T00:00:00
| 2012-10-23T00:00:00
|
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencidos os Ministros Ayres Britto e Marco Aurélio. Não se manifestou o Ministro Joaquim Barbosa.
Ministro LUIZ FUX
Relator
|
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA CONFIGURAR NO POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA.
|
repercussao-geral4141
|
- Acórdãos citados: RE 433857 AgR, AI 488425 AgR.
- Veja Apelação Cível 2003.71.00.050874-8 da Segunda Turma do Tribunal Federal da 4ª Região.
Número de páginas: 11.
Análise: 09/11/2012, MMR.
Revisão: 16/11/2012, SEV.
|
LUIZ FUX
|
Tribunal Pleno
|
684169
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00054 INC-00055 ART-00093\r\n INC-00009 ART-00102 INC-00003 LET-A\r\n ART-00146 ART-00153 INC-00003 ART-00157\r\n INC-00001 ART-00159 PAR-00001\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
RE-RG
|
acordaos
|
RE 684169 RG
|
[
""
] |
RECTE.(S) : ULMERINDO ALBINO FERREIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
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Decisão sobre Repercussão Geral
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
RECTE.(S)
:ULMERINDO ALBINO FERREIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE
RENDA RETIDO NA FONTE. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA
CONFIGURAR NO POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA.
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a
questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de
repercussão geral da questão constitucional suscitada. No mérito, por
maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencidos
os Ministros Ayres Britto e Marco Aurélio. Não se manifestou o Ministro
Joaquim Barbosa.
Ministro LUIZ FUX
Relator
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2974994.
Supremo Tribunal Federal
DJe 23/10/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO
GRANDE DO SUL
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA
CONFIGURAR NO POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE.
Decisão: Trata-se de recurso extraordinário interposto
com fundamento no artigo 102, III, “a”, da
Constituição Federal, em face de acórdão proferido
pela Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, o qual extinguiu o processo sem julgamento de
mérito porque entendeu ser competência da justiça
estadual o julgamento das causas que envolvem a
discussão sobre o imposto de renda, quando o valor
arrecadado é repassado ao Estado. O acórdão restou
assim ementado:
PROCESSUAL – IMPOSTO DE RENDA – AÇÃO DE REPETIÇÃO DE
INDÉBITO – COMPETÊNCIA.
Se o numerário arrecadado a título de imposto de renda
foi transferido para o Estado do Rio Grande do Sul, em
razão do disposto no artigo 157, I, da Constituição, a
União não tem legitimidade para figurar no polo
passivo da demanda e a competência para processar e
julgar é da Justiça Estadual.
No recurso extraordinário, os recorrentes indicam
violação aos artigos 5..., LV, 93, IX, 153, III, 157, I,
e 159 da Constituição Federal. Sustenta indevida a
atribuição de competência a ente da federação que não
detém o poder de instituir e fiscalizar o pagamento do
tributo.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO
GRANDE DO SUL
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA
RETIDO NA FONTE. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA
CONFIGURAR NO POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE.
Decisão: Trata-se de recurso extraordinário interposto
com fundamento no artigo 102, III, “a”, da
Constituição Federal, em face de acórdão proferido
pela Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, o qual extinguiu o processo sem julgamento de
mérito porque entendeu ser competência da justiça
estadual o julgamento das causas que envolvem a
discussão sobre o imposto de renda, quando o valor
arrecadado é repassado ao Estado. O acórdão restou
assim ementado:
PROCESSUAL – IMPOSTO DE RENDA – AÇÃO DE REPETIÇÃO DE
INDÉBITO – COMPETÊNCIA.
Se o numerário arrecadado a título de imposto de renda
foi transferido para o Estado do Rio Grande do Sul, em
razão do disposto no artigo 157, I, da Constituição, a
União não tem legitimidade para figurar no polo
passivo da demanda e a competência para processar e
julgar é da Justiça Estadual.
No recurso extraordinário, os recorrentes indicam
violação aos artigos 5..., LV, 93, IX, 153, III, 157, I,
e 159 da Constituição Federal. Sustenta indevida a
atribuição de competência a ente da federação que não
detém o poder de instituir e fiscalizar o pagamento do
tributo.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
Defende que “a Carta concede à União o ode de tributar
a renda e os proventos de qualquer natureza. Veja-se
que tal competência é mais ampla do que aquela
concedida pelo art. 146 da Constituição Federal de 1988 para o estabelecimento
de norma geral, que atingirão inclusive os tributos
estaduais e municipais” (fl. 151).
Não houve interposição de contrarrazões.
A vexata quaestio, desta feita, cinge-se à definição
da competência para julgar a controvérsia quanto ao
imposto de renda retido na fonte, a teor do disposto
no artigo 157, I, da Constituição Federal que
preconiza pertencer “aos Estados e ao Distrito Federal
o produto da arrecadação do imposto da União sobre a
renda e proventos de qualquer natureza, incidente na
fonte sobre os rendimentos pagos, a qualquer título,
suas autarquias e pelas fundações que instituírem e
mantiverem”.
Registro que a jurisprudência desta Corte alinha-se no
sentido de que, no caso, não há interesse da União,
motivo pelo qual prevalece a competência da justiça
comum. Nesse sentido, já se manifestaram ambas as
turmas:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - IMPOSTO DE RENDA - SERVIDORES
PÚBLICOS ESTADUAIS - CONTROVÉRSIA - COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA LOCAL – PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS.
Conforme entendimento de ambas as Turmas do Supremo, a
controvérsia sobre retenção na fonte e restituição do
Imposto de Renda, incidente sobre os rendimentos pagos
a servidores públicos estaduais, circunscreve-se ao
âmbito da Justiça comum, em razão da natureza
indenizatória da verba. (Recurso Extraordinário n 433.857/AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
06/05/2011).
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
Defende que “a Carta concede à União o ode de tributar
a renda e os proventos de qualquer natureza. Veja-se
que tal competência é mais ampla do que aquela
concedida pelo art. 146 da Constituição Federal de 1988 para o estabelecimento
de norma geral, que atingirão inclusive os tributos
estaduais e municipais” (fl. 151).
Não houve interposição de contrarrazões.
A vexata quaestio, desta feita, cinge-se à definição
da competência para julgar a controvérsia quanto ao
imposto de renda retido na fonte, a teor do disposto
no artigo 157, I, da Constituição Federal que
preconiza pertencer “aos Estados e ao Distrito Federal
o produto da arrecadação do imposto da União sobre a
renda e proventos de qualquer natureza, incidente na
fonte sobre os rendimentos pagos, a qualquer título,
suas autarquias e pelas fundações que instituírem e
mantiverem”.
Registro que a jurisprudência desta Corte alinha-se no
sentido de que, no caso, não há interesse da União,
motivo pelo qual prevalece a competência da justiça
comum. Nesse sentido, já se manifestaram ambas as
turmas:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - IMPOSTO DE RENDA - SERVIDORES
PÚBLICOS ESTADUAIS - CONTROVÉRSIA - COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA LOCAL – PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS.
Conforme entendimento de ambas as Turmas do Supremo, a
controvérsia sobre retenção na fonte e restituição do
Imposto de Renda, incidente sobre os rendimentos pagos
a servidores públicos estaduais, circunscreve-se ao
âmbito da Justiça comum, em razão da natureza
indenizatória da verba. (Recurso Extraordinário n 433.857/AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
06/05/2011).
2
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE E COMPETÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Estado-
Membro é parte legítima para figurar no polo de ação
de restituição de imposto de renda, por pertencer a
ele o produto da arrecadação do imposto da União sobre
a renda e os proventos de qualquer natureza, incidente
na fonte, sobre pagamentos feitos a servidores. 2.
Compete à Justiça comum estadual processar e julgar as
causas em que se discute a repetição do indébito.
Precedentes. (AI n 577.519/AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/11/2009).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3.
Servidor Público estadual. Licença-prêmio não gozada.
Pagamento em pecúnia. Retenção de imposto de renda
sobre o valor pago. Controvérsia infraconstitucional.
Ofensa indireta à Constituição Federal. 4. Competência
da Justiça estadual para julgar a ação de repetição de
indébito. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se
nega provimento.(AI n 488.425/AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/04/2008)
Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes
autos é relevante do ponto de vista econômico,
político, social e jurídico, pois alcança uma
quantidade significativa de ações em todo o país.
Ademais, confirmando a jurisprudência da Corte,
define-se a competência, em razão da matéria, da
Justiça Estadual para julgar as controvérsias
idênticas, porque ausente o interesse da União.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
3
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Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE E COMPETÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Estado-
Membro é parte legítima para figurar no polo de ação
de restituição de imposto de renda, por pertencer a
ele o produto da arrecadação do imposto da União sobre
a renda e os proventos de qualquer natureza, incidente
na fonte, sobre pagamentos feitos a servidores. 2.
Compete à Justiça comum estadual processar e julgar as
causas em que se discute a repetição do indébito.
Precedentes. (AI n 577.519/AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/11/2009).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3.
Servidor Público estadual. Licença-prêmio não gozada.
Pagamento em pecúnia. Retenção de imposto de renda
sobre o valor pago. Controvérsia infraconstitucional.
Ofensa indireta à Constituição Federal. 4. Competência
da Justiça estadual para julgar a ação de repetição de
indébito. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se
nega provimento.(AI n 488.425/AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/04/2008)
Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes
autos é relevante do ponto de vista econômico,
político, social e jurídico, pois alcança uma
quantidade significativa de ações em todo o país.
Ademais, confirmando a jurisprudência da Corte,
define-se a competência, em razão da matéria, da
Justiça Estadual para julgar as controvérsias
idênticas, porque ausente o interesse da União.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
3
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência
sobre o tema.
Publique-se.
Brasília, 02 de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
4
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência
sobre o tema.
Publique-se.
Brasília, 02 de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO
GRANDE DO SUL
PRONUNCIAMENTO
COMPETÊNCIA – IMPOSTO DE RENDA
–
RETENÇÃO
NA
FONTE
–
SERVIDORES ESTADUAIS – RECURSO
EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO
GERAL CONFIGURADA.
PLENÁRIO VIRTUAL – CONFIRMAÇÃO
DA
JURISPRUDÊNCIA
–
IMPROPRIEDADE.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
n 684.169/RS, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no
sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos
do dia 10 de agosto de 2012.
A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, ao apreciar a Apelação Cível n 2003.71.00.050874-8/RS,
extinguiu o processo sem julgamento de mérito e declarou
prejudicados o aludido recurso e a remessa oficial, ante a
ilegitimidade da União para figurar no polo passivo da
demanda em que se discute a restituição de valores arrecadados
a título de imposto de renda retido na fonte, incidente sobre os
rendimentos pagos aos servidores estaduais e repassados ao
estado membro. Consignou a competência da Justiça estadual
para examinar a controvérsia, em virtude da ausência de
interesse do ente federal sobre ação de repetição de indébito
relativa ao citado tributo, cujo produto da arrecadação é
destinado a outro ente federativo, a teor do artigo 157, inciso I,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.169 RIO
GRANDE DO SUL
PRONUNCIAMENTO
COMPETÊNCIA – IMPOSTO DE RENDA
–
RETENÇÃO
NA
FONTE
–
SERVIDORES ESTADUAIS – RECURSO
EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO
GERAL CONFIGURADA.
PLENÁRIO VIRTUAL – CONFIRMAÇÃO
DA
JURISPRUDÊNCIA
–
IMPROPRIEDADE.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
n 684.169/RS, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no
sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos
do dia 10 de agosto de 2012.
A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, ao apreciar a Apelação Cível n 2003.71.00.050874-8/RS,
extinguiu o processo sem julgamento de mérito e declarou
prejudicados o aludido recurso e a remessa oficial, ante a
ilegitimidade da União para figurar no polo passivo da
demanda em que se discute a restituição de valores arrecadados
a título de imposto de renda retido na fonte, incidente sobre os
rendimentos pagos aos servidores estaduais e repassados ao
estado membro. Consignou a competência da Justiça estadual
para examinar a controvérsia, em virtude da ausência de
interesse do ente federal sobre ação de repetição de indébito
relativa ao citado tributo, cujo produto da arrecadação é
destinado a outro ente federativo, a teor do artigo 157, inciso I,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
da Carta Federal.
Os embargos declaratórios interpostos foram providos
somente para explicitar os fundamentos do acórdão prolatado
pelo Tribunal de origem, não havendo alteração do dispositivo.
Observou-se que, embora a competência tributária seja da
União, o interesse do recolhimento do imposto seria do estado
membro, ensejando, pois, a competência da Justiça estadual
para apreciar a causa.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
alínea “a” do permissivo constitucional, os recorrentes arguem
ofensa aos artigos 5..., inciso LIV, 93, inciso IX, 153, inciso III, 157,
inciso I, e 159, § 1..., da Carta da República. Sustentam,
inicialmente, a omissão do Tribunal de origem, que, mesmo
após a interposição dos embargos declaratórios para fins de
prequestionamento, não teria analisado todas as questões
abordadas no apelo. Ressaltam a legitimidade da União como
parte na demanda, porquanto possuidora da competência
constitucional para a instituição do imposto de renda e sujeito
ativo da relação tributária. Além disso, afirmam, seria a
destinatária final do tributo, na medida em que compensaria os
valores retidos pelo estado a título do imposto com a redução
dos repasses financeiros feitos àquele.
Anoto a ausência da preliminar de repercussão geral no
presente recurso, tendo sido o acórdão impugnado publicado
em 29 de novembro de 2006, ou seja, anteriormente à entrada
em vigor do citado sistema.
A União, apesar de intimada, não apresentou
contrarrazões.
O extraordinário foi admitido na origem.
Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux:
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
da Carta Federal.
Os embargos declaratórios interpostos foram providos
somente para explicitar os fundamentos do acórdão prolatado
pelo Tribunal de origem, não havendo alteração do dispositivo.
Observou-se que, embora a competência tributária seja da
União, o interesse do recolhimento do imposto seria do estado
membro, ensejando, pois, a competência da Justiça estadual
para apreciar a causa.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
alínea “a” do permissivo constitucional, os recorrentes arguem
ofensa aos artigos 5..., inciso LIV, 93, inciso IX, 153, inciso III, 157,
inciso I, e 159, § 1..., da Carta da República. Sustentam,
inicialmente, a omissão do Tribunal de origem, que, mesmo
após a interposição dos embargos declaratórios para fins de
prequestionamento, não teria analisado todas as questões
abordadas no apelo. Ressaltam a legitimidade da União como
parte na demanda, porquanto possuidora da competência
constitucional para a instituição do imposto de renda e sujeito
ativo da relação tributária. Além disso, afirmam, seria a
destinatária final do tributo, na medida em que compensaria os
valores retidos pelo estado a título do imposto com a redução
dos repasses financeiros feitos àquele.
Anoto a ausência da preliminar de repercussão geral no
presente recurso, tendo sido o acórdão impugnado publicado
em 29 de novembro de 2006, ou seja, anteriormente à entrada
em vigor do citado sistema.
A União, apesar de intimada, não apresentou
contrarrazões.
O extraordinário foi admitido na origem.
Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE.
ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA CONFIGURAR NO
POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA
CORTE.
Decisão: Trata-se de recurso extraordinário
interposto com fundamento no artigo 102, III, “a”, da
Constituição Federal, em face de acórdão proferido pela
Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, o qual extinguiu o processo sem julgamento de
mérito porque entendeu ser competência da justiça
estadual o julgamento das causas que envolvem a
discussão sobre o imposto de renda, quando o valor
arrecadado é repassado ao Estado. O acórdão restou assim
ementado:
PROCESSUAL – IMPOSTO DE RENDA – AÇÃO DE
REPETIÇÃO DE INDÉBITO – COMPETÊNCIA.
Se o numerário arrecadado a título de imposto de
renda foi transferido para o Estado do Rio Grande do Sul,
em razão do disposto no artigo 157, I, da Constituição, a
União não tem legitimidade para figurar no polo passivo
da demanda e a competência para processar e julgar é da
Justiça Estadual.
No recurso extraordinário, os recorrentes indicam
violação aos artigos 5..., LV, 93, IX, 153, III, 157, I, e 159 da
Constituição Federal. Sustenta indevida a atribuição de
competência a ente da federação que não detém o poder
de instituir e fiscalizar o pagamento do tributo.
Defende que “a Carta concede à União o ode de
tributar a renda e os proventos de qualquer natureza.
Veja-se que tal competência é mais ampla do que aquela
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE.
ILEGITIMIDADE DA UNIÃO PARA CONFIGURAR NO
POLO PASSIVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA
CORTE.
Decisão: Trata-se de recurso extraordinário
interposto com fundamento no artigo 102, III, “a”, da
Constituição Federal, em face de acórdão proferido pela
Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, o qual extinguiu o processo sem julgamento de
mérito porque entendeu ser competência da justiça
estadual o julgamento das causas que envolvem a
discussão sobre o imposto de renda, quando o valor
arrecadado é repassado ao Estado. O acórdão restou assim
ementado:
PROCESSUAL – IMPOSTO DE RENDA – AÇÃO DE
REPETIÇÃO DE INDÉBITO – COMPETÊNCIA.
Se o numerário arrecadado a título de imposto de
renda foi transferido para o Estado do Rio Grande do Sul,
em razão do disposto no artigo 157, I, da Constituição, a
União não tem legitimidade para figurar no polo passivo
da demanda e a competência para processar e julgar é da
Justiça Estadual.
No recurso extraordinário, os recorrentes indicam
violação aos artigos 5..., LV, 93, IX, 153, III, 157, I, e 159 da
Constituição Federal. Sustenta indevida a atribuição de
competência a ente da federação que não detém o poder
de instituir e fiscalizar o pagamento do tributo.
Defende que “a Carta concede à União o ode de
tributar a renda e os proventos de qualquer natureza.
Veja-se que tal competência é mais ampla do que aquela
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2648455.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
concedida pelo art. 146 da Constituição Federal de 1988 para o estabelecimento de
norma geral, que atingirão inclusive os tributos estaduais
e municipais” (fl. 151).
Não houve interposição de contrarrazões.
A vexata quaestio, desta feita, cinge-se à definição da
competência para julgar a controvérsia quanto ao imposto
de renda retido na fonte, a teor do disposto no artigo 157,
I, da Constituição Federal que preconiza pertencer “aos
Estados e ao Distrito Federal o produto da arrecadação do
imposto da União sobre a renda e proventos de qualquer
natureza, incidente na fonte sobre os rendimentos pagos, a
qualquer título, suas autarquias e pelas fundações que
instituírem e mantiverem”.
Registro que a jurisprudência desta Corte alinha-se
no sentido de que, no caso, não há interesse da União,
motivo pelo qual prevalece a competência da justiça
comum. Nesse sentido, já se manifestaram ambas as
turmas:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - IMPOSTO DE
RENDA - SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS -
CONTROVÉRSIA - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
LOCAL – PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS.
Conforme entendimento de ambas as Turmas do
Supremo, a controvérsia sobre retenção na fonte e
restituição do Imposto de Renda, incidente sobre os
rendimentos pagos a servidores públicos estaduais,
circunscreve-se ao âmbito da Justiça comum, em razão da
natureza indenizatória da verba. (Recurso Extraordinário n 433.857/AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
06/05/2011).
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE
E COMPETÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Estado-Membro é parte
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2648455.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
concedida pelo art. 146 da Constituição Federal de 1988 para o estabelecimento de
norma geral, que atingirão inclusive os tributos estaduais
e municipais” (fl. 151).
Não houve interposição de contrarrazões.
A vexata quaestio, desta feita, cinge-se à definição da
competência para julgar a controvérsia quanto ao imposto
de renda retido na fonte, a teor do disposto no artigo 157,
I, da Constituição Federal que preconiza pertencer “aos
Estados e ao Distrito Federal o produto da arrecadação do
imposto da União sobre a renda e proventos de qualquer
natureza, incidente na fonte sobre os rendimentos pagos, a
qualquer título, suas autarquias e pelas fundações que
instituírem e mantiverem”.
Registro que a jurisprudência desta Corte alinha-se
no sentido de que, no caso, não há interesse da União,
motivo pelo qual prevalece a competência da justiça
comum. Nesse sentido, já se manifestaram ambas as
turmas:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - IMPOSTO DE
RENDA - SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS -
CONTROVÉRSIA - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
LOCAL – PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS.
Conforme entendimento de ambas as Turmas do
Supremo, a controvérsia sobre retenção na fonte e
restituição do Imposto de Renda, incidente sobre os
rendimentos pagos a servidores públicos estaduais,
circunscreve-se ao âmbito da Justiça comum, em razão da
natureza indenizatória da verba. (Recurso Extraordinário n 433.857/AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
06/05/2011).
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE
E COMPETÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Estado-Membro é parte
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
legítima para figurar no polo de ação de restituição de
imposto de renda, por pertencer a ele o produto da
arrecadação do imposto da União sobre a renda e os
proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre
pagamentos feitos a servidores. 2. Compete à Justiça
comum estadual processar e julgar as causas em que se
discute a repetição do indébito. Precedentes. (AI n
577.519/AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 20/11/2009).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Recurso que não demonstra o desacerto da decisão
agravada. 3. Servidor Público estadual. Licença-prêmio
não gozada. Pagamento em pecúnia. Retenção de imposto
de renda sobre o valor pago. Controvérsia
infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição
Federal. 4. Competência da Justiça estadual para julgar a
ação de repetição de indébito. Precedentes. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.(AI n 488.425/AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe
de 25/04/2008)
Tenho, pois, que o tema constitucional versado
nestes autos é relevante do ponto de vista econômico,
político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade
significativa de ações em todo o país.
Ademais, confirmando a jurisprudência da Corte,
define-se a competência, em razão da matéria, da Justiça
Estadual para julgar as controvérsias idênticas, porque
ausente o interesse da União.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência
sobre o tema.
Publique-se.
Brasília, 02 de agosto de 2012.
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
legítima para figurar no polo de ação de restituição de
imposto de renda, por pertencer a ele o produto da
arrecadação do imposto da União sobre a renda e os
proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre
pagamentos feitos a servidores. 2. Compete à Justiça
comum estadual processar e julgar as causas em que se
discute a repetição do indébito. Precedentes. (AI n
577.519/AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 20/11/2009).
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Recurso que não demonstra o desacerto da decisão
agravada. 3. Servidor Público estadual. Licença-prêmio
não gozada. Pagamento em pecúnia. Retenção de imposto
de renda sobre o valor pago. Controvérsia
infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição
Federal. 4. Competência da Justiça estadual para julgar a
ação de repetição de indébito. Precedentes. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.(AI n 488.425/AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe
de 25/04/2008)
Tenho, pois, que o tema constitucional versado
nestes autos é relevante do ponto de vista econômico,
político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade
significativa de ações em todo o país.
Ademais, confirmando a jurisprudência da Corte,
define-se a competência, em razão da matéria, da Justiça
Estadual para julgar as controvérsias idênticas, porque
ausente o interesse da União.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência
sobre o tema.
Publique-se.
Brasília, 02 de agosto de 2012.
5
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
Ministro Luiz Fux
Relator
Destaco constar da presente repercussão geral questão
relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo.
2. O tema está a merecer pacificação por meio de verbete de súmula.
Para tanto, é importante vir o Colegiado Maior a pronunciar-se em sessão
pública e com direito das partes à sustentação da tribuna. Descabe haver
a reafirmação da jurisprudência mediante o denominado Plenário Virtual.
Vale frisar que, neste, o silêncio do integrante, no prazo de vinte dias a
partir da inserção do processo, implica a admissibilidade da repercussão
geral, ou seja, a abertura para dar-se o crivo do Plenário propriamente
dito.
3. Manifesto-me apenas quanto à configuração da repercussão geral,
ressaltando a impropriedade de, nesta fase, confirmar-se jurisprudência.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília – residência –, 28 de agosto de 2012, às 10h05.
Ministro MARCO AURÉLIO
6
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 684.169 RG / RS
Ministro Luiz Fux
Relator
Destaco constar da presente repercussão geral questão
relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo.
2. O tema está a merecer pacificação por meio de verbete de súmula.
Para tanto, é importante vir o Colegiado Maior a pronunciar-se em sessão
pública e com direito das partes à sustentação da tribuna. Descabe haver
a reafirmação da jurisprudência mediante o denominado Plenário Virtual.
Vale frisar que, neste, o silêncio do integrante, no prazo de vinte dias a
partir da inserção do processo, implica a admissibilidade da repercussão
geral, ou seja, a abertura para dar-se o crivo do Plenário propriamente
dito.
3. Manifesto-me apenas quanto à configuração da repercussão geral,
ressaltando a impropriedade de, nesta fase, confirmar-se jurisprudência.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília – residência –, 28 de agosto de 2012, às 10h05.
Ministro MARCO AURÉLIO
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 169",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 169",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário n 433 . 857 / AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário n 433 . 857 / AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"AI n 577 . 519 / AgR",
"AI n 488 . 425 / AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"AI n 577 . 519 / AgR",
"AI n 488 . 425 / AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário n 684 . 169 / RS",
"Apelação Cível n 2003 . 71 . 00 . 050874 - 8 / RS",
"Recurso Extraordinário n 684 . 169 / RS",
"Apelação Cível n 2003 . 71 . 00 . 050874 - 8 / RS",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário n 433 . 857 / AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário n 433 . 857 / AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"AI n 577 . 519 / AgR",
"AI n 488 . 425 / AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"AI n 577 . 519 / AgR",
"AI n 488 . 425 / AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 684 . 169 RG / RS"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal",
"artigo 157 , I , da Constituição",
"artigos 5 . . . , LV , 93 , IX , 153 , III , 157 , I , e 159 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal",
"artigo 157 , I , da Constituição",
"artigos 5 . . . , LV , 93 , IX , 153 , III , 157 , I , e 159 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 146 da Constituição Federal de 1988",
"artigo 157 , I , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 146 da Constituição Federal de 1988",
"artigo 157 , I , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"artigos 5 . . . , inciso LIV , 93 , inciso IX , 153 , inciso III , 157 , inciso I , e 159 , § 1 . . . , da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , inciso LIV , 93 , inciso IX , 153 , inciso III , 157 , inciso I , e 159 , § 1 . . . , da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal",
"artigo 157 , I , da Constituição",
"artigos 5 . . . , LV , 93 , IX , 153 , III , 157 , I , e 159 da Constituição Federal",
"Carta",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"III , “ a ” , da Constituição Federal",
"artigo 157 , I , da Constituição",
"artigos 5",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 146 da Constituição Federal de 1988",
"artigo 157 , I , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 146 da Constituição Federal de 1988",
"artigo 157 , I , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Brasília",
"Brasília",
"Brasília",
"Brasília"
],
"ORGANIZACAO": [
"PLENÁRIO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIÃO",
"Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIÃO",
"Segunda Turma",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Distrito Federal",
"União",
"União",
"Supremo",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Distrito Federal",
"União",
"União",
"Supremo",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4 .",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Carta Federal",
"União",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Carta",
"Federal",
"União",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"UNIÃO",
"Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Distrito Federal",
"União",
"União",
"Supremo",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Distrito Federal",
"União",
"União",
"Supremo",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Plenário",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"ULMERINDO ALBINO FERREIRA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Joaquim Barbosa",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"10",
"/",
"2012",
"30",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"05",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"05",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"25",
"/",
"04",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"25",
"/",
"04",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de novembro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de novembro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"05",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"05",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"25",
"/",
"04",
"/",
"2008",
"02 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"25",
"/",
"04",
"/",
"2008",
"02 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Decisão sobre Repercussão Geral
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
689.765 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S)
:NAIR ROMERO MELQUIADES
ADV.(A/S)
:LINCO KCZAM
RECDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA
ADV.(A/S)
:ALTAIR RODRIGUES DE PAULA
AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO
MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS.
EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA
JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA.
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, recusou o recurso ante a
ausência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria
constitucional.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
689.765 PARANÁ
MANIFESTAÇÃO
AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO
MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS.
EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA
JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA.
Trata-se de recurso extraordinário com agravo em que
se discute a existência de violação à coisa julgada,
em virtude da propositura de ação individual autônoma
na qual se pleiteiam juros remuneratórios mensais e
capitalizados da poupança, tendo em vista tratar-se de
pedido não compreendido em título executivo decorrente
de ação civil pública anteriormente ajuizada.
No caso, a Associação Paranaense de Defesa do
Consumidor (APADECO) ajuizou Ação Civil Pública (n.
98.0016021-3) em que houve condenação da Caixa
Econômica Federal para depositar, nas contas de
cadernetas de poupança por ela mantidas, o valor da
diferença apurada entre o que foi efetivamente
creditado e o que deveria ter sido pago de acordo com
o IPC, em razão dos planos econômicos Bresser e Verão.
Ocorre que, posteriormente, a recorrente ajuizou ação
individual autônoma em que pleiteou o pagamento de
juros remuneratórios, ao fundamento de que a referida
ação civil pública não contemplou tal pedido.
O pleito foi inicialmente julgado procedente pelo
Juízo de Primeiro Grau, mas a 1ª Turma Recursal do
Juízo A da Seção Judiciária Estado do Paraná
reconheceu, de ofício, a ocorrência de coisa julgada e
extinguiu o feito sem resolução de mérito.
É contra essa decisão que se insurge o recurso
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Supremo Tribunal Federal
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
689.765 PARANÁ
MANIFESTAÇÃO
AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO
MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS.
EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA
JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA.
Trata-se de recurso extraordinário com agravo em que
se discute a existência de violação à coisa julgada,
em virtude da propositura de ação individual autônoma
na qual se pleiteiam juros remuneratórios mensais e
capitalizados da poupança, tendo em vista tratar-se de
pedido não compreendido em título executivo decorrente
de ação civil pública anteriormente ajuizada.
No caso, a Associação Paranaense de Defesa do
Consumidor (APADECO) ajuizou Ação Civil Pública (n.
98.0016021-3) em que houve condenação da Caixa
Econômica Federal para depositar, nas contas de
cadernetas de poupança por ela mantidas, o valor da
diferença apurada entre o que foi efetivamente
creditado e o que deveria ter sido pago de acordo com
o IPC, em razão dos planos econômicos Bresser e Verão.
Ocorre que, posteriormente, a recorrente ajuizou ação
individual autônoma em que pleiteou o pagamento de
juros remuneratórios, ao fundamento de que a referida
ação civil pública não contemplou tal pedido.
O pleito foi inicialmente julgado procedente pelo
Juízo de Primeiro Grau, mas a 1ª Turma Recursal do
Juízo A da Seção Judiciária Estado do Paraná
reconheceu, de ofício, a ocorrência de coisa julgada e
extinguiu o feito sem resolução de mérito.
É contra essa decisão que se insurge o recurso
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
extraordinário. Argumenta-se, em síntese, que a
decisão recorrida afronta, de forma direta, as
garantias constitucionais do acesso à justiça, o
direito à propriedade e o direito adquirido, inscritos
na CF/88, arts. 5º XXII, XXXV e XXXVI, e 170, II,
motivo pelo qual se requer sua reforma.
Inicialmente, é importante esclarecer que a
controvérsia posta nestes autos não coincide com a
questão constitucional trazida no Agravo de
Instrumento 722.834, Rel. Min. Dias Toffoli, cuja
repercussão geral foi reconhecida por esta Corte.
Naqueles autos, a discussão versa sobre direito
adquirido às diferenças de correção monetária de
depósitos em cadernetas de poupança, decorrentes de
expurgos inflacionários, enquanto nestes debate-se a
possibilidade de se pleitearem em juízo, em ação
individual autônoma, juros remuneratórios decorrentes
de direito reconhecido em sede de ação coletiva já
transitada em julgado.
Sobre o tema específico deste processo, verifico que a
jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
mera alegação de violação aos limites objetivos dos
primados constitucionais do devido processo legal, da
ampla defesa, da coisa julgada, do ato jurídico
perfeito e do direito adquirido é insuficiente para
viabilizar o processamento de recurso extraordinário
quando a norma constitucional for atingida apenas de
forma reflexa, na medida em que a controvérsia cingir-
se à interpretação ou aplicação de normas
infraconstitucionais.
Nesse sentido, destaco os julgamentos do AI-AgR
639.002, Rel. Min. Menezes Direito, Pimeira Turma, DJe
17.4.2009; do AI-AgR 702.182, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.3.2009; do ARE-AgR
2
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ARE 689.765 RG / PR
extraordinário. Argumenta-se, em síntese, que a
decisão recorrida afronta, de forma direta, as
garantias constitucionais do acesso à justiça, o
direito à propriedade e o direito adquirido, inscritos
na CF/88, arts. 5º XXII, XXXV e XXXVI, e 170, II,
motivo pelo qual se requer sua reforma.
Inicialmente, é importante esclarecer que a
controvérsia posta nestes autos não coincide com a
questão constitucional trazida no Agravo de
Instrumento 722.834, Rel. Min. Dias Toffoli, cuja
repercussão geral foi reconhecida por esta Corte.
Naqueles autos, a discussão versa sobre direito
adquirido às diferenças de correção monetária de
depósitos em cadernetas de poupança, decorrentes de
expurgos inflacionários, enquanto nestes debate-se a
possibilidade de se pleitearem em juízo, em ação
individual autônoma, juros remuneratórios decorrentes
de direito reconhecido em sede de ação coletiva já
transitada em julgado.
Sobre o tema específico deste processo, verifico que a
jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
mera alegação de violação aos limites objetivos dos
primados constitucionais do devido processo legal, da
ampla defesa, da coisa julgada, do ato jurídico
perfeito e do direito adquirido é insuficiente para
viabilizar o processamento de recurso extraordinário
quando a norma constitucional for atingida apenas de
forma reflexa, na medida em que a controvérsia cingir-
se à interpretação ou aplicação de normas
infraconstitucionais.
Nesse sentido, destaco os julgamentos do AI-AgR
639.002, Rel. Min. Menezes Direito, Pimeira Turma, DJe
17.4.2009; do AI-AgR 702.182, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.3.2009; do ARE-AgR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
670.490, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe
19.6.2012; e do ARE-AgR 649.655, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 4.11.2011; e do ARE-AgR 642.716,
Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17.2.2002,
este último com a seguinte ementa:
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. PROCESSO CIVIL. CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS
LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO
XXXVI DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO
REFLEXA. SÚMULA 279/STF. 1. A discussão em torno dos
limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano
infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da
Súmula 279/STF. 3. Agravo regimental desprovido.
Especificamente quanto à questão do ajuizamento de
ação individual autônoma para pleitear juros
remuneratórios de caderneta de poupança em virtude de
direito reconhecido em ação coletiva já transitada em
julgado, cito os seguintes precedentes: ARE 697.444,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.8.2012; AI 816.338, Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe 8.8.2011; o AI-AgR 743.402,
Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 21.6.2011; e o AI
749.688, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 1.7.2010.
Ante o exposto, diante da manifesta natureza
infraconstitucional da matéria, rejeito a repercussão
geral.
Publique-se.
Brasília, 10 de agosto de 2012.
Ministro Gilmar Mendes
Relator
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
670.490, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe
19.6.2012; e do ARE-AgR 649.655, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 4.11.2011; e do ARE-AgR 642.716,
Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17.2.2002,
este último com a seguinte ementa:
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. PROCESSO CIVIL. CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS
LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO
XXXVI DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO
REFLEXA. SÚMULA 279/STF. 1. A discussão em torno dos
limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano
infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da
Súmula 279/STF. 3. Agravo regimental desprovido.
Especificamente quanto à questão do ajuizamento de
ação individual autônoma para pleitear juros
remuneratórios de caderneta de poupança em virtude de
direito reconhecido em ação coletiva já transitada em
julgado, cito os seguintes precedentes: ARE 697.444,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.8.2012; AI 816.338, Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe 8.8.2011; o AI-AgR 743.402,
Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 21.6.2011; e o AI
749.688, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 1.7.2010.
Ante o exposto, diante da manifesta natureza
infraconstitucional da matéria, rejeito a repercussão
geral.
Publique-se.
Brasília, 10 de agosto de 2012.
Ministro Gilmar Mendes
Relator
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ARE 689.765 RG / PR
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
Documento assinado digitalmente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
689.765 PARANÁ
PRONUNCIAMENTO
REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO –
ÂUSÊNQA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO
DO INSTITUTO.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
com Agravo nº 689.765/PR, da relatoria do ministro Gilmar
Mendes, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às
23 horas e 59 minutos do dia 10 de agosto de 2012.
A Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná
julgou extinto o Processo nº 20097051000384-3 sem resolução do
mérito, consignando não ser possível, sob a óptica do princípio
da eventualidade, a exigência de juros remuneratórios em
demanda distinta daquela que originou título judicial, ainda
que o pedido da ação principal não tenha compreendido a
mencionada modalidade de compensação. Além disso,
ressaltou a ocorrência de coisa julgada, pois a execução do
referido título já havia sido promovida pela parte autora.
Não foram interpostos embargos de declaração.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
alínea “a” do permissivo constitucional, a recorrente argui
violação aos artigos 5º, incisos XXII, XXXV e XXXVI, e 170,
inciso II, da Carta da República. Aponta infringência ao
princípio da legalidade, em face de a recorrida não ter efetuado
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Supremo Tribunal Federal
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
689.765 PARANÁ
PRONUNCIAMENTO
REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO –
ÂUSÊNQA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO
DO INSTITUTO.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
com Agravo nº 689.765/PR, da relatoria do ministro Gilmar
Mendes, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às
23 horas e 59 minutos do dia 10 de agosto de 2012.
A Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná
julgou extinto o Processo nº 20097051000384-3 sem resolução do
mérito, consignando não ser possível, sob a óptica do princípio
da eventualidade, a exigência de juros remuneratórios em
demanda distinta daquela que originou título judicial, ainda
que o pedido da ação principal não tenha compreendido a
mencionada modalidade de compensação. Além disso,
ressaltou a ocorrência de coisa julgada, pois a execução do
referido título já havia sido promovida pela parte autora.
Não foram interpostos embargos de declaração.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
alínea “a” do permissivo constitucional, a recorrente argui
violação aos artigos 5º, incisos XXII, XXXV e XXXVI, e 170,
inciso II, da Carta da República. Aponta infringência ao
princípio da legalidade, em face de a recorrida não ter efetuado
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
o pagamento dos juros remuneratórios. Sustenta ser exigível a
cobrança dos citados juros em ação autônoma, porquanto
inexiste, no âmbito da ação coletiva, pedido nesse sentido. Diz
da ausência de coisa julgada referente aos juros, em virtude da
falta de pronunciamento judicial expresso.
Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o
tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do
ponto de vista social e econômico, em razão da importância da
caderneta de poupança, da ilegalidade da retirada dos juros e
da divergência do Superior Tribunal de Justiça acerca do
assunto.
Não foram localizadas as contrarrazões ou a certidão de
não apresentação.
O extraordinário não foi admitido na origem.
O recorrente interpôs agravo, asseverando tratar-se de
matéria constitucional.
A agravada, na contraminuta, aduz a ausência de violação
direta à Constituição Federal bem como a necessidade de
reexame fático-probatório, este inviável em sede de recurso
extraordinário.
Eis o pronunciamento do ministro Cezar Peluso:
MANIFESTAÇÃO AÇÃO AUTÔNOMA DE
COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA.
PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS.
EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA
COISA
JULGADA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA.
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ARE 689.765 RG / PR
o pagamento dos juros remuneratórios. Sustenta ser exigível a
cobrança dos citados juros em ação autônoma, porquanto
inexiste, no âmbito da ação coletiva, pedido nesse sentido. Diz
da ausência de coisa julgada referente aos juros, em virtude da
falta de pronunciamento judicial expresso.
Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o
tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do
ponto de vista social e econômico, em razão da importância da
caderneta de poupança, da ilegalidade da retirada dos juros e
da divergência do Superior Tribunal de Justiça acerca do
assunto.
Não foram localizadas as contrarrazões ou a certidão de
não apresentação.
O extraordinário não foi admitido na origem.
O recorrente interpôs agravo, asseverando tratar-se de
matéria constitucional.
A agravada, na contraminuta, aduz a ausência de violação
direta à Constituição Federal bem como a necessidade de
reexame fático-probatório, este inviável em sede de recurso
extraordinário.
Eis o pronunciamento do ministro Cezar Peluso:
MANIFESTAÇÃO AÇÃO AUTÔNOMA DE
COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA.
PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS.
EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA
COISA
JULGADA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
Trata-se de recurso extraordinário com agravo em
que se discute a existência de violação à coisa julgada, em
virtude da propositura de ação individual autônoma na
qual se pleiteiam juros remuneratórios mensais e
capitalizados da poupança, tendo em vista tratar-se de
pedido não compreendido em título executivo decorrente
de ação civil pública anteriormente ajuizada. No caso, a
Associação Paranaense de Defesa do Consumidor
(APADECO) ajuizou Ação Civil Pública (n. 98.0016021-3)
em que houve condenação da Caixa Econômica Federal
para depositar, nas contas de cadernetas de poupança por
ela mantidas, o valor da diferença apurada entre o que foi
efetivamente creditado e o que deveria ter sido pago de
acordo com o IPC, em razão dos planos econômicos
Bresser e Verão. Ocorre que, posteriormente, a recorrente
ajuizou ação individual autônoma em que pleiteou o
pagamento de juros remuneratórios, ao fundamento de
que a referida ação civil pública não contemplou tal
pedido. O pleito foi inicialmente julgado procedente pelo
Juízo de Primeiro Grau, mas a 1ª Turma Recursal do Juízo
A da Seção Judiciária Estado do Paraná reconheceu, de
ofício, a ocorrência de coisa julgada e extinguiu o feito sem
resolução de mérito. É contra essa decisão que se insurge o
recurso extraordinário. Argumenta-se, em síntese, que a
decisão recorrida afronta, de forma direta, as garantias
constitucionais do acesso à justiça, o direito à propriedade
e o direito adquirido, inscritos na CF/88, arts. 5º XXII,
XXXV e XXXVI, e 170, II, motivo pelo qual se requer sua
reforma. Inicialmente, é importante esclarecer que a
controvérsia posta nestes autos não coincide com a
questão constitucional trazida no Agravo de Instrumento
722.834, Rel. Min. Dias Toffoli, cuja repercussão geral foi
reconhecida por esta Corte. Naqueles autos, a discussão
versa sobre direito adquirido às diferenças de correção
monetária de depósitos em cadernetas de poupança,
decorrentes de expurgos inflacionários, enquanto nestes
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
Trata-se de recurso extraordinário com agravo em
que se discute a existência de violação à coisa julgada, em
virtude da propositura de ação individual autônoma na
qual se pleiteiam juros remuneratórios mensais e
capitalizados da poupança, tendo em vista tratar-se de
pedido não compreendido em título executivo decorrente
de ação civil pública anteriormente ajuizada. No caso, a
Associação Paranaense de Defesa do Consumidor
(APADECO) ajuizou Ação Civil Pública (n. 98.0016021-3)
em que houve condenação da Caixa Econômica Federal
para depositar, nas contas de cadernetas de poupança por
ela mantidas, o valor da diferença apurada entre o que foi
efetivamente creditado e o que deveria ter sido pago de
acordo com o IPC, em razão dos planos econômicos
Bresser e Verão. Ocorre que, posteriormente, a recorrente
ajuizou ação individual autônoma em que pleiteou o
pagamento de juros remuneratórios, ao fundamento de
que a referida ação civil pública não contemplou tal
pedido. O pleito foi inicialmente julgado procedente pelo
Juízo de Primeiro Grau, mas a 1ª Turma Recursal do Juízo
A da Seção Judiciária Estado do Paraná reconheceu, de
ofício, a ocorrência de coisa julgada e extinguiu o feito sem
resolução de mérito. É contra essa decisão que se insurge o
recurso extraordinário. Argumenta-se, em síntese, que a
decisão recorrida afronta, de forma direta, as garantias
constitucionais do acesso à justiça, o direito à propriedade
e o direito adquirido, inscritos na CF/88, arts. 5º XXII,
XXXV e XXXVI, e 170, II, motivo pelo qual se requer sua
reforma. Inicialmente, é importante esclarecer que a
controvérsia posta nestes autos não coincide com a
questão constitucional trazida no Agravo de Instrumento
722.834, Rel. Min. Dias Toffoli, cuja repercussão geral foi
reconhecida por esta Corte. Naqueles autos, a discussão
versa sobre direito adquirido às diferenças de correção
monetária de depósitos em cadernetas de poupança,
decorrentes de expurgos inflacionários, enquanto nestes
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
debate-se a possibilidade de se pleitearem em juízo, em
ação individual autônoma, juros remuneratórios
decorrentes de direito reconhecido em sede de ação
coletiva já transitada em julgado. Sobre o tema específico
deste processo, verifico que a jurisprudência desta Corte é
firme no sentido de que a mera alegação de violação aos
limites objetivos dos primados constitucionais do devido
processo legal, da ampla defesa, da coisa julgada, do ato
jurídico perfeito e do direito adquirido é insuficiente para
viabilizar o processamento de recurso extraordinário
quando a norma constitucional for atingida apenas de
forma reflexa, na medida em que a controvérsia cingir-se à
interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais.
Nesse sentido, destaco os julgamentos do AI-AgR 639.002,
Rel. Min. Menezes Direito, Pimeira Turma, DJe 17.4.2009;
do AI-AgR 702.182, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Primeira Turma, DJe 27.3.2009; do AREAgR 670.490, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 19.6.2012; e
do ARE-AgR 649.655, de minha relatoria, Segunda Turma,
DJe 4.11.2011; e do ARE-AgR 642.716, Rel. Min. Ayres
Britto, Segunda Turma, DJe 17.2.2002, este último com a
seguinte ementa:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL.
CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS LIMITES OBJETIVOS
DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO XXXVI DO
ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO
REFLEXA. SÚMULA 279/STF. 1. A discussão em torno dos
limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano
infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da Súmula
279/STF. 3. Agravo regimental desprovido.
Especificamente quanto à questão do ajuizamento de
ação individual autônoma para pleitear juros
remuneratórios de caderneta de poupança em virtude de
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
debate-se a possibilidade de se pleitearem em juízo, em
ação individual autônoma, juros remuneratórios
decorrentes de direito reconhecido em sede de ação
coletiva já transitada em julgado. Sobre o tema específico
deste processo, verifico que a jurisprudência desta Corte é
firme no sentido de que a mera alegação de violação aos
limites objetivos dos primados constitucionais do devido
processo legal, da ampla defesa, da coisa julgada, do ato
jurídico perfeito e do direito adquirido é insuficiente para
viabilizar o processamento de recurso extraordinário
quando a norma constitucional for atingida apenas de
forma reflexa, na medida em que a controvérsia cingir-se à
interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais.
Nesse sentido, destaco os julgamentos do AI-AgR 639.002,
Rel. Min. Menezes Direito, Pimeira Turma, DJe 17.4.2009;
do AI-AgR 702.182, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Primeira Turma, DJe 27.3.2009; do AREAgR 670.490, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 19.6.2012; e
do ARE-AgR 649.655, de minha relatoria, Segunda Turma,
DJe 4.11.2011; e do ARE-AgR 642.716, Rel. Min. Ayres
Britto, Segunda Turma, DJe 17.2.2002, este último com a
seguinte ementa:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL.
CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS LIMITES OBJETIVOS
DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO XXXVI DO
ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO
REFLEXA. SÚMULA 279/STF. 1. A discussão em torno dos
limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano
infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da Súmula
279/STF. 3. Agravo regimental desprovido.
Especificamente quanto à questão do ajuizamento de
ação individual autônoma para pleitear juros
remuneratórios de caderneta de poupança em virtude de
4
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
direito reconhecido em ação coletiva já transitada em
julgado, cito os seguintes precedentes: ARE 697.444, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe 7.8.2012; AI 816.338, Rel. Min.
Dias Toffoli, DJe 8.8.2011; o AI-AgR 743.402, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 21.6.2011; e o AI 749.688, Rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 1.7.2010. Ante o exposto, diante da
manifesta natureza infraconstitucional da matéria, rejeito
a repercussão geral.
Publique-se.
Brasília, 10 de agosto de 2012.
Ministro Gilmar Mendes
Relator
Documento assinado digitalmente
2. Repetem-se as situações jurídicas. O relator consigna a ausência de
matéria constitucional e, mesmo assim, determina a inserção do processo
no Plenário Virtual. Relembrem a premissa do instituto da repercussão
geral o envolvimento de controvérsia constitucional. A partir do
momento em que não se veicula tema de envergadura maior, descabe
inserir o recurso extraordinário com agravo, presente a manifesta
inadequação do instituto da repercussão geral, no Plenário Virtual. Fico a
imaginar o objetivo buscado. Ante o sistema, não consigo concebê-lo.
3. Pronuncio-me pela inadequação do instituto da repercussão geral.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília, 22 de agosto de 2012.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
direito reconhecido em ação coletiva já transitada em
julgado, cito os seguintes precedentes: ARE 697.444, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe 7.8.2012; AI 816.338, Rel. Min.
Dias Toffoli, DJe 8.8.2011; o AI-AgR 743.402, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 21.6.2011; e o AI 749.688, Rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 1.7.2010. Ante o exposto, diante da
manifesta natureza infraconstitucional da matéria, rejeito
a repercussão geral.
Publique-se.
Brasília, 10 de agosto de 2012.
Ministro Gilmar Mendes
Relator
Documento assinado digitalmente
2. Repetem-se as situações jurídicas. O relator consigna a ausência de
matéria constitucional e, mesmo assim, determina a inserção do processo
no Plenário Virtual. Relembrem a premissa do instituto da repercussão
geral o envolvimento de controvérsia constitucional. A partir do
momento em que não se veicula tema de envergadura maior, descabe
inserir o recurso extraordinário com agravo, presente a manifesta
inadequação do instituto da repercussão geral, no Plenário Virtual. Fico a
imaginar o objetivo buscado. Ante o sistema, não consigo concebê-lo.
3. Pronuncio-me pela inadequação do instituto da repercussão geral.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília, 22 de agosto de 2012.
5
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
Ministro MARCO AURÉLIO
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
Ministro MARCO AURÉLIO
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2741716
| 2012-08-30T00:00:00
| 2012-09-13T00:00:00
|
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, recusou o recurso ante a ausência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
|
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS. EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA.
|
repercussao-geral3922
|
- Acórdãos citados: AI 639002 AgR, ARE 642716 AgR, ARE 649655 AgR, ARE 670490 AgR, AI 702182 AgR, AI 722834 RG, AI 743402 AgR
- Decisões monocráticas citadas: ARE 697444, AI 749688, AI 816338.
- Veja Ação Civil Pública 98.0016021-3 e Processo 20097051000384-3 da Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná.
Número de páginas: 11.
Análise: 19/09/2012, AAT.
Revisão: 27/09/2012, KBP.
|
GILMAR MENDES
|
Tribunal Pleno
|
689765
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00022 INC-00035 INC-00036\r\n ART-00170 INC-00002 ART-00102 INC-00003\r\n LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-RG
|
acordaos
|
ARE 689765 RG
|
[
""
] |
RECTE.(S) : NAIR ROMERO MELQUIADES
ADV.(A/S) : LINCO KCZAM
RECDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S) : ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA
ADV.(A/S) : ALTAIR RODRIGUES DE PAULA
|
[
""
] |
Decisão sobre Repercussão Geral
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
689.765 PARANÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
RECTE.(S)
:NAIR ROMERO MELQUIADES
ADV.(A/S)
:LINCO KCZAM
RECDO.(A/S)
:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
ADV.(A/S)
:ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA
ADV.(A/S)
:ALTAIR RODRIGUES DE PAULA
AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO
MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS.
EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA
JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA.
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, recusou o recurso ante a
ausência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria
constitucional.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
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Supremo Tribunal Federal
DJe 13/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
689.765 PARANÁ
MANIFESTAÇÃO
AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO
MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS.
EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA
JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA.
Trata-se de recurso extraordinário com agravo em que
se discute a existência de violação à coisa julgada,
em virtude da propositura de ação individual autônoma
na qual se pleiteiam juros remuneratórios mensais e
capitalizados da poupança, tendo em vista tratar-se de
pedido não compreendido em título executivo decorrente
de ação civil pública anteriormente ajuizada.
No caso, a Associação Paranaense de Defesa do
Consumidor (APADECO) ajuizou Ação Civil Pública (n.
98.0016021-3) em que houve condenação da Caixa
Econômica Federal para depositar, nas contas de
cadernetas de poupança por ela mantidas, o valor da
diferença apurada entre o que foi efetivamente
creditado e o que deveria ter sido pago de acordo com
o IPC, em razão dos planos econômicos Bresser e Verão.
Ocorre que, posteriormente, a recorrente ajuizou ação
individual autônoma em que pleiteou o pagamento de
juros remuneratórios, ao fundamento de que a referida
ação civil pública não contemplou tal pedido.
O pleito foi inicialmente julgado procedente pelo
Juízo de Primeiro Grau, mas a 1... Turma Recursal do
Juízo A da Seção Judiciária Estado do Paraná
reconheceu, de ofício, a ocorrência de coisa julgada e
extinguiu o feito sem resolução de mérito.
É contra essa decisão que se insurge o recurso
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Supremo Tribunal Federal
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
689.765 PARANÁ
MANIFESTAÇÃO
AÇÃO AUTÔNOMA DE COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO
MONETÁRIA. PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS.
EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA COISA
JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA.
Trata-se de recurso extraordinário com agravo em que
se discute a existência de violação à coisa julgada,
em virtude da propositura de ação individual autônoma
na qual se pleiteiam juros remuneratórios mensais e
capitalizados da poupança, tendo em vista tratar-se de
pedido não compreendido em título executivo decorrente
de ação civil pública anteriormente ajuizada.
No caso, a Associação Paranaense de Defesa do
Consumidor (APADECO) ajuizou Ação Civil Pública (n.
98.0016021-3) em que houve condenação da Caixa
Econômica Federal para depositar, nas contas de
cadernetas de poupança por ela mantidas, o valor da
diferença apurada entre o que foi efetivamente
creditado e o que deveria ter sido pago de acordo com
o IPC, em razão dos planos econômicos Bresser e Verão.
Ocorre que, posteriormente, a recorrente ajuizou ação
individual autônoma em que pleiteou o pagamento de
juros remuneratórios, ao fundamento de que a referida
ação civil pública não contemplou tal pedido.
O pleito foi inicialmente julgado procedente pelo
Juízo de Primeiro Grau, mas a 1... Turma Recursal do
Juízo A da Seção Judiciária Estado do Paraná
reconheceu, de ofício, a ocorrência de coisa julgada e
extinguiu o feito sem resolução de mérito.
É contra essa decisão que se insurge o recurso
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
extraordinário. Argumenta-se, em síntese, que a
decisão recorrida afronta, de forma direta, as
garantias constitucionais do acesso à justiça, o
direito à propriedade e o direito adquirido, inscritos
na Constituição Federal de 1988/88, arts. 5... XXII, XXXV e XXXVI, e 170, II,
motivo pelo qual se requer sua reforma.
Inicialmente, é importante esclarecer que a
controvérsia posta nestes autos não coincide com a
questão constitucional trazida no Agravo de
Instrumento 722.834, Rel. Min. Dias Toffoli, cuja
repercussão geral foi reconhecida por esta Corte.
Naqueles autos, a discussão versa sobre direito
adquirido às diferenças de correção monetária de
depósitos em cadernetas de poupança, decorrentes de
expurgos inflacionários, enquanto nestes debate-se a
possibilidade de se pleitearem em juízo, em ação
individual autônoma, juros remuneratórios decorrentes
de direito reconhecido em sede de ação coletiva já
transitada em julgado.
Sobre o tema específico deste processo, verifico que a
jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
mera alegação de violação aos limites objetivos dos
primados constitucionais do devido processo legal, da
ampla defesa, da coisa julgada, do ato jurídico
perfeito e do direito adquirido é insuficiente para
viabilizar o processamento de recurso extraordinário
quando a norma constitucional for atingida apenas de
forma reflexa, na medida em que a controvérsia cingir-
se à interpretação ou aplicação de normas
infraconstitucionais.
Nesse sentido, destaco os julgamentos do AI-AgR
639.002, Rel. Min. Menezes Direito, Pimeira Turma, DJe
17.4.2009; do AI-AgR 702.182, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.3.2009; do ARE-AgR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
extraordinário. Argumenta-se, em síntese, que a
decisão recorrida afronta, de forma direta, as
garantias constitucionais do acesso à justiça, o
direito à propriedade e o direito adquirido, inscritos
na Constituição Federal de 1988/88, arts. 5... XXII, XXXV e XXXVI, e 170, II,
motivo pelo qual se requer sua reforma.
Inicialmente, é importante esclarecer que a
controvérsia posta nestes autos não coincide com a
questão constitucional trazida no Agravo de
Instrumento 722.834, Rel. Min. Dias Toffoli, cuja
repercussão geral foi reconhecida por esta Corte.
Naqueles autos, a discussão versa sobre direito
adquirido às diferenças de correção monetária de
depósitos em cadernetas de poupança, decorrentes de
expurgos inflacionários, enquanto nestes debate-se a
possibilidade de se pleitearem em juízo, em ação
individual autônoma, juros remuneratórios decorrentes
de direito reconhecido em sede de ação coletiva já
transitada em julgado.
Sobre o tema específico deste processo, verifico que a
jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
mera alegação de violação aos limites objetivos dos
primados constitucionais do devido processo legal, da
ampla defesa, da coisa julgada, do ato jurídico
perfeito e do direito adquirido é insuficiente para
viabilizar o processamento de recurso extraordinário
quando a norma constitucional for atingida apenas de
forma reflexa, na medida em que a controvérsia cingir-
se à interpretação ou aplicação de normas
infraconstitucionais.
Nesse sentido, destaco os julgamentos do AI-AgR
639.002, Rel. Min. Menezes Direito, Pimeira Turma, DJe
17.4.2009; do AI-AgR 702.182, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.3.2009; do ARE-AgR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
670.490, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe
19.6.2012; e do ARE-AgR 649.655, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 4.11.2011; e do ARE-AgR 642.716,
Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17.2.2002,
este último com a seguinte ementa:
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. PROCESSO CIVIL. CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS
LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO
XXXVI DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO
REFLEXA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A discussão em torno dos
limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano
infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental desprovido.
Especificamente quanto à questão do ajuizamento de
ação individual autônoma para pleitear juros
remuneratórios de caderneta de poupança em virtude de
direito reconhecido em ação coletiva já transitada em
julgado, cito os seguintes precedentes: ARE 697.444,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.8.2012; AI 816.338, Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe 8.8.2011; o AI-AgR 743.402,
Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 21.6.2011; e o AI
749.688, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 1.7.2010.
Ante o exposto, diante da manifesta natureza
infraconstitucional da matéria, rejeito a repercussão
geral.
Publique-se.
Brasília, 10 de agosto de 2012.
Ministro Gilmar Mendes
Relator
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
670.490, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe
19.6.2012; e do ARE-AgR 649.655, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 4.11.2011; e do ARE-AgR 642.716,
Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17.2.2002,
este último com a seguinte ementa:
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. PROCESSO CIVIL. CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS
LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO
XXXVI DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO
REFLEXA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A discussão em torno dos
limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano
infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental desprovido.
Especificamente quanto à questão do ajuizamento de
ação individual autônoma para pleitear juros
remuneratórios de caderneta de poupança em virtude de
direito reconhecido em ação coletiva já transitada em
julgado, cito os seguintes precedentes: ARE 697.444,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.8.2012; AI 816.338, Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe 8.8.2011; o AI-AgR 743.402,
Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 21.6.2011; e o AI
749.688, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 1.7.2010.
Ante o exposto, diante da manifesta natureza
infraconstitucional da matéria, rejeito a repercussão
geral.
Publique-se.
Brasília, 10 de agosto de 2012.
Ministro Gilmar Mendes
Relator
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
Documento assinado digitalmente
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
Documento assinado digitalmente
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Manifestação sobre a Repercussão Geral
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
689.765 PARANÁ
PRONUNCIAMENTO
REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO –
ÂUSÊNQA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO
DO INSTITUTO.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
com Agravo n 689.765/PR, da relatoria do ministro Gilmar
Mendes, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às
23 horas e 59 minutos do dia 10 de agosto de 2012.
A Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná
julgou extinto o Processo n 20097051000384-3 sem resolução do
mérito, consignando não ser possível, sob a óptica do princípio
da eventualidade, a exigência de juros remuneratórios em
demanda distinta daquela que originou título judicial, ainda
que o pedido da ação principal não tenha compreendido a
mencionada modalidade de compensação. Além disso,
ressaltou a ocorrência de coisa julgada, pois a execução do
referido título já havia sido promovida pela parte autora.
Não foram interpostos embargos de declaração.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
alínea “a” do permissivo constitucional, a recorrente argui
violação aos artigos 5..., incisos XXII, XXXV e XXXVI, e 170,
inciso II, da Carta da República. Aponta infringência ao
princípio da legalidade, em face de a recorrida não ter efetuado
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Supremo Tribunal Federal
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
689.765 PARANÁ
PRONUNCIAMENTO
REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO –
ÂUSÊNQA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO
DO INSTITUTO.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
com Agravo n 689.765/PR, da relatoria do ministro Gilmar
Mendes, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às
23 horas e 59 minutos do dia 10 de agosto de 2012.
A Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná
julgou extinto o Processo n 20097051000384-3 sem resolução do
mérito, consignando não ser possível, sob a óptica do princípio
da eventualidade, a exigência de juros remuneratórios em
demanda distinta daquela que originou título judicial, ainda
que o pedido da ação principal não tenha compreendido a
mencionada modalidade de compensação. Além disso,
ressaltou a ocorrência de coisa julgada, pois a execução do
referido título já havia sido promovida pela parte autora.
Não foram interpostos embargos de declaração.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
alínea “a” do permissivo constitucional, a recorrente argui
violação aos artigos 5..., incisos XXII, XXXV e XXXVI, e 170,
inciso II, da Carta da República. Aponta infringência ao
princípio da legalidade, em face de a recorrida não ter efetuado
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
o pagamento dos juros remuneratórios. Sustenta ser exigível a
cobrança dos citados juros em ação autônoma, porquanto
inexiste, no âmbito da ação coletiva, pedido nesse sentido. Diz
da ausência de coisa julgada referente aos juros, em virtude da
falta de pronunciamento judicial expresso.
Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o
tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do
ponto de vista social e econômico, em razão da importância da
caderneta de poupança, da ilegalidade da retirada dos juros e
da divergência do Superior Tribunal de Justiça acerca do
assunto.
Não foram localizadas as contrarrazões ou a certidão de
não apresentação.
O extraordinário não foi admitido na origem.
O recorrente interpôs agravo, asseverando tratar-se de
matéria constitucional.
A agravada, na contraminuta, aduz a ausência de violação
direta à Constituição Federal bem como a necessidade de
reexame fático-probatório, este inviável em sede de recurso
extraordinário.
Eis o pronunciamento do ministro Cezar Peluso:
MANIFESTAÇÃO AÇÃO AUTÔNOMA DE
COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA.
PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS.
EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA
COISA
JULGADA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
o pagamento dos juros remuneratórios. Sustenta ser exigível a
cobrança dos citados juros em ação autônoma, porquanto
inexiste, no âmbito da ação coletiva, pedido nesse sentido. Diz
da ausência de coisa julgada referente aos juros, em virtude da
falta de pronunciamento judicial expresso.
Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o
tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do
ponto de vista social e econômico, em razão da importância da
caderneta de poupança, da ilegalidade da retirada dos juros e
da divergência do Superior Tribunal de Justiça acerca do
assunto.
Não foram localizadas as contrarrazões ou a certidão de
não apresentação.
O extraordinário não foi admitido na origem.
O recorrente interpôs agravo, asseverando tratar-se de
matéria constitucional.
A agravada, na contraminuta, aduz a ausência de violação
direta à Constituição Federal bem como a necessidade de
reexame fático-probatório, este inviável em sede de recurso
extraordinário.
Eis o pronunciamento do ministro Cezar Peluso:
MANIFESTAÇÃO AÇÃO AUTÔNOMA DE
COBRANÇA. POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA.
PLANOS ECONÔMICOS. JUROS REMUNERATÓRIOS.
EXISTÊNCIA DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES DA
COISA
JULGADA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL
REJEITADA.
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ARE 689.765 RG / PR
Trata-se de recurso extraordinário com agravo em
que se discute a existência de violação à coisa julgada, em
virtude da propositura de ação individual autônoma na
qual se pleiteiam juros remuneratórios mensais e
capitalizados da poupança, tendo em vista tratar-se de
pedido não compreendido em título executivo decorrente
de ação civil pública anteriormente ajuizada. No caso, a
Associação Paranaense de Defesa do Consumidor
(APADECO) ajuizou Ação Civil Pública (n. 98.0016021-3)
em que houve condenação da Caixa Econômica Federal
para depositar, nas contas de cadernetas de poupança por
ela mantidas, o valor da diferença apurada entre o que foi
efetivamente creditado e o que deveria ter sido pago de
acordo com o IPC, em razão dos planos econômicos
Bresser e Verão. Ocorre que, posteriormente, a recorrente
ajuizou ação individual autônoma em que pleiteou o
pagamento de juros remuneratórios, ao fundamento de
que a referida ação civil pública não contemplou tal
pedido. O pleito foi inicialmente julgado procedente pelo
Juízo de Primeiro Grau, mas a 1... Turma Recursal do Juízo
A da Seção Judiciária Estado do Paraná reconheceu, de
ofício, a ocorrência de coisa julgada e extinguiu o feito sem
resolução de mérito. É contra essa decisão que se insurge o
recurso extraordinário. Argumenta-se, em síntese, que a
decisão recorrida afronta, de forma direta, as garantias
constitucionais do acesso à justiça, o direito à propriedade
e o direito adquirido, inscritos na Constituição Federal de 1988/88, arts. 5... XXII,
XXXV e XXXVI, e 170, II, motivo pelo qual se requer sua
reforma. Inicialmente, é importante esclarecer que a
controvérsia posta nestes autos não coincide com a
questão constitucional trazida no Agravo de Instrumento
722.834, Rel. Min. Dias Toffoli, cuja repercussão geral foi
reconhecida por esta Corte. Naqueles autos, a discussão
versa sobre direito adquirido às diferenças de correção
monetária de depósitos em cadernetas de poupança,
decorrentes de expurgos inflacionários, enquanto nestes
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
Trata-se de recurso extraordinário com agravo em
que se discute a existência de violação à coisa julgada, em
virtude da propositura de ação individual autônoma na
qual se pleiteiam juros remuneratórios mensais e
capitalizados da poupança, tendo em vista tratar-se de
pedido não compreendido em título executivo decorrente
de ação civil pública anteriormente ajuizada. No caso, a
Associação Paranaense de Defesa do Consumidor
(APADECO) ajuizou Ação Civil Pública (n. 98.0016021-3)
em que houve condenação da Caixa Econômica Federal
para depositar, nas contas de cadernetas de poupança por
ela mantidas, o valor da diferença apurada entre o que foi
efetivamente creditado e o que deveria ter sido pago de
acordo com o IPC, em razão dos planos econômicos
Bresser e Verão. Ocorre que, posteriormente, a recorrente
ajuizou ação individual autônoma em que pleiteou o
pagamento de juros remuneratórios, ao fundamento de
que a referida ação civil pública não contemplou tal
pedido. O pleito foi inicialmente julgado procedente pelo
Juízo de Primeiro Grau, mas a 1... Turma Recursal do Juízo
A da Seção Judiciária Estado do Paraná reconheceu, de
ofício, a ocorrência de coisa julgada e extinguiu o feito sem
resolução de mérito. É contra essa decisão que se insurge o
recurso extraordinário. Argumenta-se, em síntese, que a
decisão recorrida afronta, de forma direta, as garantias
constitucionais do acesso à justiça, o direito à propriedade
e o direito adquirido, inscritos na Constituição Federal de 1988/88, arts. 5... XXII,
XXXV e XXXVI, e 170, II, motivo pelo qual se requer sua
reforma. Inicialmente, é importante esclarecer que a
controvérsia posta nestes autos não coincide com a
questão constitucional trazida no Agravo de Instrumento
722.834, Rel. Min. Dias Toffoli, cuja repercussão geral foi
reconhecida por esta Corte. Naqueles autos, a discussão
versa sobre direito adquirido às diferenças de correção
monetária de depósitos em cadernetas de poupança,
decorrentes de expurgos inflacionários, enquanto nestes
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
debate-se a possibilidade de se pleitearem em juízo, em
ação individual autônoma, juros remuneratórios
decorrentes de direito reconhecido em sede de ação
coletiva já transitada em julgado. Sobre o tema específico
deste processo, verifico que a jurisprudência desta Corte é
firme no sentido de que a mera alegação de violação aos
limites objetivos dos primados constitucionais do devido
processo legal, da ampla defesa, da coisa julgada, do ato
jurídico perfeito e do direito adquirido é insuficiente para
viabilizar o processamento de recurso extraordinário
quando a norma constitucional for atingida apenas de
forma reflexa, na medida em que a controvérsia cingir-se à
interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais.
Nesse sentido, destaco os julgamentos do AI-AgR 639.002,
Rel. Min. Menezes Direito, Pimeira Turma, DJe 17.4.2009;
do AI-AgR 702.182, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Primeira Turma, DJe 27.3.2009; do AREAgR 670.490, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 19.6.2012; e
do ARE-AgR 649.655, de minha relatoria, Segunda Turma,
DJe 4.11.2011; e do ARE-AgR 642.716, Rel. Min. Ayres
Britto, Segunda Turma, DJe 17.2.2002, este último com a
seguinte ementa:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL.
CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS LIMITES OBJETIVOS
DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO XXXVI DO
ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO
REFLEXA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A discussão em torno dos
limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano
infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da Súmula
279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental desprovido.
Especificamente quanto à questão do ajuizamento de
ação individual autônoma para pleitear juros
remuneratórios de caderneta de poupança em virtude de
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
debate-se a possibilidade de se pleitearem em juízo, em
ação individual autônoma, juros remuneratórios
decorrentes de direito reconhecido em sede de ação
coletiva já transitada em julgado. Sobre o tema específico
deste processo, verifico que a jurisprudência desta Corte é
firme no sentido de que a mera alegação de violação aos
limites objetivos dos primados constitucionais do devido
processo legal, da ampla defesa, da coisa julgada, do ato
jurídico perfeito e do direito adquirido é insuficiente para
viabilizar o processamento de recurso extraordinário
quando a norma constitucional for atingida apenas de
forma reflexa, na medida em que a controvérsia cingir-se à
interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais.
Nesse sentido, destaco os julgamentos do AI-AgR 639.002,
Rel. Min. Menezes Direito, Pimeira Turma, DJe 17.4.2009;
do AI-AgR 702.182, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Primeira Turma, DJe 27.3.2009; do AREAgR 670.490, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 19.6.2012; e
do ARE-AgR 649.655, de minha relatoria, Segunda Turma,
DJe 4.11.2011; e do ARE-AgR 642.716, Rel. Min. Ayres
Britto, Segunda Turma, DJe 17.2.2002, este último com a
seguinte ementa:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL.
CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS LIMITES OBJETIVOS
DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO XXXVI DO
ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO
REFLEXA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A discussão em torno dos
limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano
infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da Súmula
279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental desprovido.
Especificamente quanto à questão do ajuizamento de
ação individual autônoma para pleitear juros
remuneratórios de caderneta de poupança em virtude de
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
direito reconhecido em ação coletiva já transitada em
julgado, cito os seguintes precedentes: ARE 697.444, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe 7.8.2012; AI 816.338, Rel. Min.
Dias Toffoli, DJe 8.8.2011; o AI-AgR 743.402, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 21.6.2011; e o AI 749.688, Rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 1.7.2010. Ante o exposto, diante da
manifesta natureza infraconstitucional da matéria, rejeito
a repercussão geral.
Publique-se.
Brasília, 10 de agosto de 2012.
Ministro Gilmar Mendes
Relator
Documento assinado digitalmente
2. Repetem-se as situações jurídicas. O relator consigna a ausência de
matéria constitucional e, mesmo assim, determina a inserção do processo
no Plenário Virtual. Relembrem a premissa do instituto da repercussão
geral o envolvimento de controvérsia constitucional. A partir do
momento em que não se veicula tema de envergadura maior, descabe
inserir o recurso extraordinário com agravo, presente a manifesta
inadequação do instituto da repercussão geral, no Plenário Virtual. Fico a
imaginar o objetivo buscado. Ante o sistema, não consigo concebê-lo.
3. Pronuncio-me pela inadequação do instituto da repercussão geral.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília, 22 de agosto de 2012.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
direito reconhecido em ação coletiva já transitada em
julgado, cito os seguintes precedentes: ARE 697.444, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe 7.8.2012; AI 816.338, Rel. Min.
Dias Toffoli, DJe 8.8.2011; o AI-AgR 743.402, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 21.6.2011; e o AI 749.688, Rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 1.7.2010. Ante o exposto, diante da
manifesta natureza infraconstitucional da matéria, rejeito
a repercussão geral.
Publique-se.
Brasília, 10 de agosto de 2012.
Ministro Gilmar Mendes
Relator
Documento assinado digitalmente
2. Repetem-se as situações jurídicas. O relator consigna a ausência de
matéria constitucional e, mesmo assim, determina a inserção do processo
no Plenário Virtual. Relembrem a premissa do instituto da repercussão
geral o envolvimento de controvérsia constitucional. A partir do
momento em que não se veicula tema de envergadura maior, descabe
inserir o recurso extraordinário com agravo, presente a manifesta
inadequação do instituto da repercussão geral, no Plenário Virtual. Fico a
imaginar o objetivo buscado. Ante o sistema, não consigo concebê-lo.
3. Pronuncio-me pela inadequação do instituto da repercussão geral.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília, 22 de agosto de 2012.
5
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
ARE 689.765 RG / PR
Ministro MARCO AURÉLIO
6
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2634534.
Supremo Tribunal Federal
ARE 689.765 RG / PR
Ministro MARCO AURÉLIO
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"ARE 689 . 765 RG / PR",
"Agravo de Instrumento 722 . 834",
"AI",
"-",
"AgR 639 . 002",
"AI",
"-",
"AgR 702 . 182",
"ARE 689 . 765 RG",
"Agravo de Instrumento 722 . 834",
"AI",
"-",
"AgR 639 . 002",
"AI",
"-",
"AgR 702 . 182",
"ARE 689 . 765 RG / PR 670 . 490",
"ARE",
"-",
"AgR 649 . 655",
"ARE",
"-",
"AgR 642 . 716",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 697 . 444",
"AI 816 . 338",
"AI",
"-",
"AgR 743 . 402",
"AI 749 . 688",
"ARE 689 . 765 RG / PR 670 . 490",
"ARE",
"-",
"AgR 649 . 655",
"ARE",
"-",
"AgR 642 . 716",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 697 . 444",
"AI 816 . 338",
"AI",
"-",
"AgR 743 . 402",
"AI 749 . 688",
"ARE 689 . 765 RG",
"ARE 689 . 765 RG / PR",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 689 . 765 / PR",
"Processo n 20097051000384 - 3",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 689 . 765 / PR",
"Processo n 20097051000384 - 3",
"ARE 689 . 765 RG / PR",
"ARE 689 . 765 RG / PR",
"ARE 689 . 765 RG / PR",
"Agravo de Instrumento 722 . 834",
"ARE 689 . 765 RG / PR",
"Agravo de Instrumento 722 . 834",
"ARE 689 . 765 RG / PR",
"AI",
"-",
"AgR 639 . 002",
"AI",
"-",
"AgR 702 . 182",
"AREAgR 670 . 490",
"ARE",
"-",
"AgR 649 . 655",
"ARE",
"-",
"AgR 642 . 716",
"SÚMULA 279 / Supremo",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 689 . 765 RG / PR",
"AI",
"-",
"AgR 639 . 002",
"AI",
"-",
"AgR 702 . 182",
"AREAgR 670 . 490",
"ARE",
"-",
"AgR 649 . 655",
"ARE",
"-",
"AgR 642 . 716",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 689 . 765 RG / PR",
"ARE 697 . 444",
"AI 816 . 338",
"AI",
"-",
"AgR 743 . 402",
"AI 749 . 688",
"ARE 689 . 765 RG /",
"ARE 697 . 444",
"AI 816 . 338",
"AI",
"-",
"AgR 743 . 402",
"AI 749 . 688",
"ARE 689 . 765 RG / PR",
"ARE 689 . 765 RG / PR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , arts . 5 . . . XXII , XXXV e XXXVI , e 170 , II",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , arts . 5 . . . XXII , XXXV e XXXVI , e 170 , II",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XXII , XXXV e XXXVI , e 170 , inciso II , da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XXII , XXXV e XXXVI , e 170 , inciso II , da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , arts . 5 . . . XXII , XXXV e XXXVI , e 170 , II",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , arts . 5",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO XXXVI DO ART . 5 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"Brasília",
"Brasília"
],
"ORGANIZACAO": [
"PLENÁRIO",
"CAIXA ECONÔMICA FEDERAL",
"CEF",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Associação Paranaense de Defesa do Consumidor",
"APADECO",
"Caixa Econômica Federal",
"Seção Judiciária Estado do Paraná",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Associação Paranaense de Defesa do Consumidor",
"APADECO",
"Caixa Econômica Federal",
"Turma Recursal do Juízo A da Seção Judiciária Estado do Paraná",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pimeira Turma",
"Primeira Turma",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pimeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Associação Paranaense de Defesa do Consumidor",
"APADECO",
"Caixa Econômica Federal",
"Turma Recursal do Juízo A da Seção Judiciária Estado do Paraná",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Associação Paranaense de Defesa do Consumidor",
"APADECO",
"Caixa Econômica Federal",
"Turma Recursal do Juízo A da Seção Judiciária Estado do",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pimeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pimeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário Virtual",
"Plenário Virtual",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"Plenário Virtual",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"NAIR ROMERO MELQUIADES",
"LINCO KCZAM",
"ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA",
"ALTAIR RODRIGUES DE PAULA",
"GILMAR MENDES",
"Dias Toffoli",
"Menezes Direito",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Menezes Direito",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Dias",
"Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Menezes Direito",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Menezes Direito",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2009",
"27",
".",
"3",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2009",
"27",
".",
"3",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"4",
".",
"11",
".",
"2011",
"17",
".",
"2",
".",
"2002",
"7",
".",
"8",
".",
"2012",
"8",
".",
"8",
".",
"2011",
"21",
".",
"6",
".",
"2011",
"1",
".",
"7",
"2010",
"10 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"4",
".",
"11",
".",
"2011",
"17",
".",
"2",
".",
"2002",
"7",
".",
"8",
".",
"2012",
"8",
".",
"8",
".",
"2011",
"21",
".",
"6",
".",
"2011",
"1",
".",
"7",
".",
"2010",
"10 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2009",
"27",
".",
"3",
".",
"2009",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"4",
".",
"11",
".",
"2011",
"17",
".",
"2",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2009",
"27",
".",
"3",
".",
"2009",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"4",
".",
"11",
".",
"2011",
"17",
".",
"2",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"8",
".",
"2012",
"8",
".",
"8",
".",
"2011",
"21",
".",
"6",
".",
"2011",
"1",
".",
"7",
".",
"2010",
"10 de agosto de 2012",
"22 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"8",
".",
"2012",
"8",
".",
"8",
".",
"2011",
"21",
".",
"6",
".",
"2011",
"1",
".",
"7",
".",
"2010",
"10 de agosto de 2012",
"22 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Decisão sobre Repercussão Geral
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680.871 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
RECTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RECDO.(A/S)
:RAQUEL DE VASCONCELOS FAILAGE
ADV.(A/S)
:IVAN ALVES DA SILVA FILHO
DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DO SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS.
LAPSO TEMPORAL NÃO CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE
PÚBLICO VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5º, XV, DA
CF. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
Decisão: O Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral da
questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Ayres Britto. Não se
manifestou o Ministro Joaquim Barbosa.
Ministro LUIZ FUX
Relator
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2664395.
Supremo Tribunal Federal
DJe 11/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Manifestação sobre a Repercussão Geral
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680.871 RIO
GRANDE DO SUL
DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO
VOLUNTÁRIA DO SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS. LAPSO
TEMPORAL NÃO CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE PÚBLICO
VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5º, XV, DA CF.
MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
Trata-se de recurso extraordinário interposto pela
UNIÃO, com fulcro no art. 102, III, a, da Constituição
Federal de 1988, em face de v. acórdão prolatado pela
Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, assim ementado:
ADMINISTRATIVO. MILITAR DA AERONÁUTICA. LICENCIAMENTO
A PEDIDO. PROMOÇÃO A TERCEIRO-SARGENTO. ENGAJAMENTO
OBRIGATÓRIO POR CINCO ANOS.
1. Reconhecida a preponderância da liberdade de opção
da militar em se desligar da Organização Militar,
mediante o licenciamento a pedido, a despeito do
prejuízo, em tese, à segurança jurídica.
2. A manutenção forçosa da militar voluntária no
desempenho do serviço castrense avilta o art. 5º , XV,
da Constituição.
3. Eventual prejuízo ao Erário, decorrente dos
investimentos direcionados à formação da militar, pode
ser buscado nas vias ordinárias pertinentes.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680.871 RIO
GRANDE DO SUL
DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO
VOLUNTÁRIA DO SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS. LAPSO
TEMPORAL NÃO CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE PÚBLICO
VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5º, XV, DA CF.
MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
Trata-se de recurso extraordinário interposto pela
UNIÃO, com fulcro no art. 102, III, a, da Constituição
Federal de 1988, em face de v. acórdão prolatado pela
Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, assim ementado:
ADMINISTRATIVO. MILITAR DA AERONÁUTICA. LICENCIAMENTO
A PEDIDO. PROMOÇÃO A TERCEIRO-SARGENTO. ENGAJAMENTO
OBRIGATÓRIO POR CINCO ANOS.
1. Reconhecida a preponderância da liberdade de opção
da militar em se desligar da Organização Militar,
mediante o licenciamento a pedido, a despeito do
prejuízo, em tese, à segurança jurídica.
2. A manutenção forçosa da militar voluntária no
desempenho do serviço castrense avilta o art. 5º , XV,
da Constituição.
3. Eventual prejuízo ao Erário, decorrente dos
investimentos direcionados à formação da militar, pode
ser buscado nas vias ordinárias pertinentes.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2664396.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 680.871 RG / RS
Na origem, cuida-se de ação ordinária com o intuito de
obter a demissão voluntária do serviço militar. A
sentença julgou procedente o pedido com fundamento nos
princípios da proporcionalidade, assegurando o direito
à liberdade da autora com fundamento no artigo 5º,
inciso XV da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região confirmou a
sentença sob a alegação de que a permanência forçosa
na Organização Militar avilta o art. 5º, XV, da CF,
consoante ementa transcrita.
Nas razões do extraordinário, aponta-se a violação ao
artigo 5º, inciso XV, da Constituição Federal e da
preponderância do interesse público sobre o
particular, sustentando, em síntese, que a permanência
nos quadros das Forças Armadas é obrigatória por no
mínimo cinco anos a contar da formação do oficial,
pois há embasamento legal (Lei nº 6.880/91), bem como
existe a necessidade de observância ao princípio da
eficiência, uma vez que a União investe com a
preparação e formação dos oficiais.
Por fim, sugere a reforma do acórdão para que o
interesse público não seja vilipendiado pelo interesse
de um particular, o que é inaceitável na ordem
jurídica vigente.
A vexata quaestio consiste em definir se é possível ao
oficial militar, que ingressa na carreira por meio de
concurso público, solicitar o desligamento voluntário,
antes do lapso temporal previsto em lei, com
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 680.871 RG / RS
Na origem, cuida-se de ação ordinária com o intuito de
obter a demissão voluntária do serviço militar. A
sentença julgou procedente o pedido com fundamento nos
princípios da proporcionalidade, assegurando o direito
à liberdade da autora com fundamento no artigo 5º,
inciso XV da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região confirmou a
sentença sob a alegação de que a permanência forçosa
na Organização Militar avilta o art. 5º, XV, da CF,
consoante ementa transcrita.
Nas razões do extraordinário, aponta-se a violação ao
artigo 5º, inciso XV, da Constituição Federal e da
preponderância do interesse público sobre o
particular, sustentando, em síntese, que a permanência
nos quadros das Forças Armadas é obrigatória por no
mínimo cinco anos a contar da formação do oficial,
pois há embasamento legal (Lei nº 6.880/91), bem como
existe a necessidade de observância ao princípio da
eficiência, uma vez que a União investe com a
preparação e formação dos oficiais.
Por fim, sugere a reforma do acórdão para que o
interesse público não seja vilipendiado pelo interesse
de um particular, o que é inaceitável na ordem
jurídica vigente.
A vexata quaestio consiste em definir se é possível ao
oficial militar, que ingressa na carreira por meio de
concurso público, solicitar o desligamento voluntário,
antes do lapso temporal previsto em lei, com
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 680.871 RG / RS
fundamento no artigo 5º, inciso XV, da Constituição
Federal, bem como se existe efetivo prejuízo à
Administração, preterindo os interesses públicos em
prol do interesse individual.
A meu juízo, o recurso merece ter reconhecida a
repercussão geral, pois o tema constitucional versado
nestes autos é questão relevante do ponto de vista
econômico, social e jurídico, ultrapassando os
interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese
jurídica incidirá diretamente na Organização Militar.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos
demais Ministros da Corte.
Publique-se.
Brasília, 1º de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 680.871 RG / RS
fundamento no artigo 5º, inciso XV, da Constituição
Federal, bem como se existe efetivo prejuízo à
Administração, preterindo os interesses públicos em
prol do interesse individual.
A meu juízo, o recurso merece ter reconhecida a
repercussão geral, pois o tema constitucional versado
nestes autos é questão relevante do ponto de vista
econômico, social e jurídico, ultrapassando os
interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese
jurídica incidirá diretamente na Organização Militar.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos
demais Ministros da Corte.
Publique-se.
Brasília, 1º de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Manifestação sobre a Repercussão Geral
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680.871 RIO
GRANDE DO SUL
PRONUNCIAMENTO
MILITAR
–
LICENCIAMENTO
VOLUNTÁRIO
–
RECURSOS
INVESTIDOS
NA
FORMAÇÃO
TÉCNICA
–
ALCANCE
–
DESLIGAMENTO
ADMITIDO
NA
ORIGEM
–
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO
GERAL CONFIGURADA.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
nº 680.871/RS, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no
sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos
do dia 10 de agosto de 2012.
A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, ao negar provimento à Apelação/Reexame Necessário
nº 5002595-20.2010.404.7102/RS, assentou o direito da recorrida,
oficial da Aeronáutica, a obter o licenciamento do serviço
militar
voluntário,
desobrigando-a
de
continuar
desempenhando a atividade castrense, sob pena de afronta ao
artigo 5º, inciso XV, da Carta da República. Observou que os
eventuais prejuízos ao Poder Público, em razão dos recursos
investidos na formação técnica da servidora, poderiam ser
pleiteados pelas vias ordinárias adequadas.
Os embargos declaratórios interpostos foram parcialmente
providos somente para fins de prequestionamento.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2605045.
Supremo Tribunal Federal
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680.871 RIO
GRANDE DO SUL
PRONUNCIAMENTO
MILITAR
–
LICENCIAMENTO
VOLUNTÁRIO
–
RECURSOS
INVESTIDOS
NA
FORMAÇÃO
TÉCNICA
–
ALCANCE
–
DESLIGAMENTO
ADMITIDO
NA
ORIGEM
–
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO
GERAL CONFIGURADA.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
nº 680.871/RS, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no
sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos
do dia 10 de agosto de 2012.
A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, ao negar provimento à Apelação/Reexame Necessário
nº 5002595-20.2010.404.7102/RS, assentou o direito da recorrida,
oficial da Aeronáutica, a obter o licenciamento do serviço
militar
voluntário,
desobrigando-a
de
continuar
desempenhando a atividade castrense, sob pena de afronta ao
artigo 5º, inciso XV, da Carta da República. Observou que os
eventuais prejuízos ao Poder Público, em razão dos recursos
investidos na formação técnica da servidora, poderiam ser
pleiteados pelas vias ordinárias adequadas.
Os embargos declaratórios interpostos foram parcialmente
providos somente para fins de prequestionamento.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2605045.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 680.871 RG / RS
alínea “a” do permissivo constitucional, a União argui ofensa
aos artigos 5º, incisos XV, XXXV, LIV e LV, 93, inciso IX, da Lei
Fundamental. Sustenta, inicialmente, a omissão do Tribunal de
origem, que, mesmo após a interposição dos embargos
declaratórios para fins de prequestionamento, não teria
analisado todas as questões abordadas no apelo. Diz da
impossibilidade de se conceder o licenciamento da recorrida,
em virtude de não haver completado o período mínimo de
permanência obrigatória exigido pelo artigo 121, inciso I, § 1º,
alínea “b”, da Lei nº 6.880/80. Aduz ensejar o desligamento
pleiteado prejuízo às Forças Armadas, porquanto esta teria o
direito de obter o retorno dos recursos financeiros despendidos
na formação da servidora, devendo preponderar o interesse
público sobre o particular. Além disso, o licenciamento seria ato
discricionário da Administração Pública, constituindo a
interferência do Judiciário na controvérsia violação ao princípio
da separação e independência dos Poderes. Enfatiza haver a
autora ingressado voluntariamente na organização militar por
meio de concurso público, ciente das exigências da carreira, não
podendo se eximir do cumprimento das obrigações
institucionais.
Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o
tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante
do ponto de vista social e jurídico, ante a existência de diversas
ações sobre a mesma matéria tramitando em todos os Tribunais
Regionais Federais.
A recorrida, apesar de intimada, não apresentou
contrarrazões.
O extraordinário foi admitido na origem.
Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux:
DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2605045.
Supremo Tribunal Federal
RE 680.871 RG / RS
alínea “a” do permissivo constitucional, a União argui ofensa
aos artigos 5º, incisos XV, XXXV, LIV e LV, 93, inciso IX, da Lei
Fundamental. Sustenta, inicialmente, a omissão do Tribunal de
origem, que, mesmo após a interposição dos embargos
declaratórios para fins de prequestionamento, não teria
analisado todas as questões abordadas no apelo. Diz da
impossibilidade de se conceder o licenciamento da recorrida,
em virtude de não haver completado o período mínimo de
permanência obrigatória exigido pelo artigo 121, inciso I, § 1º,
alínea “b”, da Lei nº 6.880/80. Aduz ensejar o desligamento
pleiteado prejuízo às Forças Armadas, porquanto esta teria o
direito de obter o retorno dos recursos financeiros despendidos
na formação da servidora, devendo preponderar o interesse
público sobre o particular. Além disso, o licenciamento seria ato
discricionário da Administração Pública, constituindo a
interferência do Judiciário na controvérsia violação ao princípio
da separação e independência dos Poderes. Enfatiza haver a
autora ingressado voluntariamente na organização militar por
meio de concurso público, ciente das exigências da carreira, não
podendo se eximir do cumprimento das obrigações
institucionais.
Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o
tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante
do ponto de vista social e jurídico, ante a existência de diversas
ações sobre a mesma matéria tramitando em todos os Tribunais
Regionais Federais.
A recorrida, apesar de intimada, não apresentou
contrarrazões.
O extraordinário foi admitido na origem.
Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux:
DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
2
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 680.871 RG / RS
ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DO
SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS. LAPSO TEMPORAL NÃO
CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE PÚBLICO
VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5º, XV, DA
CF. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
Trata-se de recurso extraordinário interposto pela
UNIÃO, com fulcro no art. 102, III, a, da Constituição
Federal de 1988, em face de v. acórdão prolatado pela
Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região,
assim ementado:
ADMINISTRATIVO. MILITAR DA AERONÁUTICA.
LICENCIAMENTO A PEDIDO. PROMOÇÃO A
TERCEIRO-SARGENTO.
ENGAJAMENTO
OBRIGATÓRIO POR CINCO ANOS.
1. Reconhecida a preponderância da liberdade de
opção da militar em se desligar da Organização Militar,
mediante o licenciamento a pedido, a despeito do
prejuízo, em tese, à segurança jurídica.
2. A manutenção forçosa da militar voluntária no
desempenho do serviço castrense avilta o art. 5º , XV, da
Constituição.
3. Eventual prejuízo ao Erário, decorrente dos
investimentos direcionados à formação da militar, pode
ser buscado nas vias ordinárias pertinentes.
Na origem, cuida-se de ação ordinária com o intuito
de obter a demissão voluntária do serviço militar. A
sentença julgou procedente o pedido com fundamento nos
princípios da proporcionalidade, assegurando o direito à
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 680.871 RG / RS
ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DO
SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS. LAPSO TEMPORAL NÃO
CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE PÚBLICO
VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5º, XV, DA
CF. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
Trata-se de recurso extraordinário interposto pela
UNIÃO, com fulcro no art. 102, III, a, da Constituição
Federal de 1988, em face de v. acórdão prolatado pela
Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região,
assim ementado:
ADMINISTRATIVO. MILITAR DA AERONÁUTICA.
LICENCIAMENTO A PEDIDO. PROMOÇÃO A
TERCEIRO-SARGENTO.
ENGAJAMENTO
OBRIGATÓRIO POR CINCO ANOS.
1. Reconhecida a preponderância da liberdade de
opção da militar em se desligar da Organização Militar,
mediante o licenciamento a pedido, a despeito do
prejuízo, em tese, à segurança jurídica.
2. A manutenção forçosa da militar voluntária no
desempenho do serviço castrense avilta o art. 5º , XV, da
Constituição.
3. Eventual prejuízo ao Erário, decorrente dos
investimentos direcionados à formação da militar, pode
ser buscado nas vias ordinárias pertinentes.
Na origem, cuida-se de ação ordinária com o intuito
de obter a demissão voluntária do serviço militar. A
sentença julgou procedente o pedido com fundamento nos
princípios da proporcionalidade, assegurando o direito à
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 680.871 RG / RS
liberdade da autora com fundamento no artigo 5º, inciso
XV da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região confirmou
a sentença sob a alegação de que a permanência forçosa na
Organização Militar avilta o art. 5º, XV, da CF, consoante
ementa transcrita.
Nas razões do extraordinário, aponta-se a violação
ao artigo 5º, inciso XV, da Constituição Federal e da
preponderância do interesse público sobre o particular,
sustentando, em síntese, que a permanência nos quadros
das Forças Armadas é obrigatória por no mínimo cinco
anos a contar da formação do oficial, pois há
embasamento legal (Lei nº 6.880/91), bem como existe a
necessidade de observância ao princípio da eficiência,
uma vez que a União investe com a preparação e formação
dos oficiais.
Por fim, sugere a reforma do acórdão para que o
interesse público não seja vilipendiado pelo interesse de
um particular, o que é inaceitável na ordem jurídica
vigente.
A vexata quaestio consiste em definir se é possível ao
oficial militar, que ingressa na carreira por meio de
concurso público, solicitar o desligamento voluntário,
antes do lapso temporal previsto em lei, com fundamento
no artigo 5º, inciso XV, da Constituição Federal, bem como
se existe efetivo prejuízo à Administração, preterindo os
interesses públicos em prol do interesse individual.
A meu juízo, o recurso merece ter reconhecida a
repercussão geral, pois o tema constitucional versado
nestes autos é questão relevante do ponto de vista
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 680.871 RG / RS
liberdade da autora com fundamento no artigo 5º, inciso
XV da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região confirmou
a sentença sob a alegação de que a permanência forçosa na
Organização Militar avilta o art. 5º, XV, da CF, consoante
ementa transcrita.
Nas razões do extraordinário, aponta-se a violação
ao artigo 5º, inciso XV, da Constituição Federal e da
preponderância do interesse público sobre o particular,
sustentando, em síntese, que a permanência nos quadros
das Forças Armadas é obrigatória por no mínimo cinco
anos a contar da formação do oficial, pois há
embasamento legal (Lei nº 6.880/91), bem como existe a
necessidade de observância ao princípio da eficiência,
uma vez que a União investe com a preparação e formação
dos oficiais.
Por fim, sugere a reforma do acórdão para que o
interesse público não seja vilipendiado pelo interesse de
um particular, o que é inaceitável na ordem jurídica
vigente.
A vexata quaestio consiste em definir se é possível ao
oficial militar, que ingressa na carreira por meio de
concurso público, solicitar o desligamento voluntário,
antes do lapso temporal previsto em lei, com fundamento
no artigo 5º, inciso XV, da Constituição Federal, bem como
se existe efetivo prejuízo à Administração, preterindo os
interesses públicos em prol do interesse individual.
A meu juízo, o recurso merece ter reconhecida a
repercussão geral, pois o tema constitucional versado
nestes autos é questão relevante do ponto de vista
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 680.871 RG / RS
econômico, social e jurídico, ultrapassando os interesses
subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica incidirá
diretamente na Organização Militar.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos
demais Ministros da Corte.
Publique-se.
Brasília, 1º de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
2. Conforme ressaltado pelo relator, secundando a recorrente, o tema
versado neste processo possui potencialidade a conduzir à conclusão de
mostrar-se comum, impondo ao Supremo definir o alcance da
Constituição Federal, presente o artigo 121, inciso I, § 1º, alínea “b”, da
Lei nº 6.880/80, que versa o período mínimo de permanência obrigatória
no serviço militar.
3. Admito configurada a repercussão geral.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília – residência –, 16 de agosto de 2012, às 11h56.
Ministro MARCO AURÉLIO
5
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Supremo Tribunal Federal
RE 680.871 RG / RS
econômico, social e jurídico, ultrapassando os interesses
subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica incidirá
diretamente na Organização Militar.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos
demais Ministros da Corte.
Publique-se.
Brasília, 1º de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
2. Conforme ressaltado pelo relator, secundando a recorrente, o tema
versado neste processo possui potencialidade a conduzir à conclusão de
mostrar-se comum, impondo ao Supremo definir o alcance da
Constituição Federal, presente o artigo 121, inciso I, § 1º, alínea “b”, da
Lei nº 6.880/80, que versa o período mínimo de permanência obrigatória
no serviço militar.
3. Admito configurada a repercussão geral.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília – residência –, 16 de agosto de 2012, às 11h56.
Ministro MARCO AURÉLIO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2709441
| 2012-08-30T00:00:00
| 2012-09-11T00:00:00
|
Decisão: O Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Ayres Britto. Não se manifestou o Ministro Joaquim Barbosa.
Ministro LUIZ FUX
Relator
|
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DO SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS. LAPSO TEMPORAL NÃO CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE PÚBLICO VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5º, XV, DA CF. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
|
repercussao-geral3885
|
- Veja Apelação/Reexame Necessário 5002595-20.2010.404.7102 da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Número de páginas: 9.
Análise: 03/10/2012, MMR.
Revisão: 16/10/2012, SEV.
|
LUIZ FUX
|
Tribunal Pleno
|
680871
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00015 INC-00035 INC-00054\r\n INC-00055 ART-00093 INC--00009 ART-00102\r\n INC-00003 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED LEI-006880 ANO-1980\r\n ART-00121 INC-00001 PAR-00001 LET-B\r\n LEI ORDINÁRIA"
] |
RE-RG
|
acordaos
|
RE 680871 RG
|
[
""
] |
RECTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RECDO.(A/S) : RAQUEL DE VASCONCELOS FAILAGE
ADV.(A/S) : IVAN ALVES DA SILVA FILHO
|
[
""
] |
Decisão sobre Repercussão Geral
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680.871 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
RECTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RECDO.(A/S)
:RAQUEL DE VASCONCELOS FAILAGE
ADV.(A/S)
:IVAN ALVES DA SILVA FILHO
DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DO SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS.
LAPSO TEMPORAL NÃO CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE
PÚBLICO VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5..., XV, DA
Constituição Federal de 1988. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
Decisão: O Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral da
questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Ayres Britto. Não se
manifestou o Ministro Joaquim Barbosa.
Ministro LUIZ FUX
Relator
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 11/09/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Manifestação sobre a Repercussão Geral
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680.871 RIO
GRANDE DO SUL
DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO
VOLUNTÁRIA DO SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS. LAPSO
TEMPORAL NÃO CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE PÚBLICO
VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5..., XV, DA Constituição Federal de 1988.
MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
Trata-se de recurso extraordinário interposto pela
UNIÃO, com fulcro no art. 102, III, a, da Constituição
Federal de 1988, em face de v. acórdão prolatado pela
Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, assim ementado:
ADMINISTRATIVO. MILITAR DA AERONÁUTICA. LICENCIAMENTO
A PEDIDO. PROMOÇÃO A TERCEIRO-SARGENTO. ENGAJAMENTO
OBRIGATÓRIO POR CINCO ANOS.
1. Reconhecida a preponderância da liberdade de opção
da militar em se desligar da Organização Militar,
mediante o licenciamento a pedido, a despeito do
prejuízo, em tese, à segurança jurídica.
2. A manutenção forçosa da militar voluntária no
desempenho do serviço castrense avilta o art. 5... , XV,
da Constituição.
3. Eventual prejuízo ao Erário, decorrente dos
investimentos direcionados à formação da militar, pode
ser buscado nas vias ordinárias pertinentes.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/08/2012
PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680.871 RIO
GRANDE DO SUL
DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO
VOLUNTÁRIA DO SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS. LAPSO
TEMPORAL NÃO CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE PÚBLICO
VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5..., XV, DA Constituição Federal de 1988.
MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
Trata-se de recurso extraordinário interposto pela
UNIÃO, com fulcro no art. 102, III, a, da Constituição
Federal de 1988, em face de v. acórdão prolatado pela
Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, assim ementado:
ADMINISTRATIVO. MILITAR DA AERONÁUTICA. LICENCIAMENTO
A PEDIDO. PROMOÇÃO A TERCEIRO-SARGENTO. ENGAJAMENTO
OBRIGATÓRIO POR CINCO ANOS.
1. Reconhecida a preponderância da liberdade de opção
da militar em se desligar da Organização Militar,
mediante o licenciamento a pedido, a despeito do
prejuízo, em tese, à segurança jurídica.
2. A manutenção forçosa da militar voluntária no
desempenho do serviço castrense avilta o art. 5... , XV,
da Constituição.
3. Eventual prejuízo ao Erário, decorrente dos
investimentos direcionados à formação da militar, pode
ser buscado nas vias ordinárias pertinentes.
Supremo Tribunal Federal
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
Na origem, cuida-se de ação ordinária com o intuito de
obter a demissão voluntária do serviço militar. A
sentença julgou procedente o pedido com fundamento nos
princípios da proporcionalidade, assegurando o direito
à liberdade da autora com fundamento no artigo 5...,
inciso XV da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 1... Região confirmou a
sentença sob a alegação de que a permanência forçosa
na Organização Militar avilta o art. 5..., XV, da Constituição Federal de 1988,
consoante ementa transcrita.
Nas razões do extraordinário, aponta-se a violação ao
artigo 5..., inciso XV, da Constituição Federal e da
preponderância do interesse público sobre o
particular, sustentando, em síntese, que a permanência
nos quadros das Forças Armadas é obrigatória por no
mínimo cinco anos a contar da formação do oficial,
pois há embasamento legal (Lei n 6.880/91), bem como
existe a necessidade de observância ao princípio da
eficiência, uma vez que a União investe com a
preparação e formação dos oficiais.
Por fim, sugere a reforma do acórdão para que o
interesse público não seja vilipendiado pelo interesse
de um particular, o que é inaceitável na ordem
jurídica vigente.
A vexata quaestio consiste em definir se é possível ao
oficial militar, que ingressa na carreira por meio de
concurso público, solicitar o desligamento voluntário,
antes do lapso temporal previsto em lei, com
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
Na origem, cuida-se de ação ordinária com o intuito de
obter a demissão voluntária do serviço militar. A
sentença julgou procedente o pedido com fundamento nos
princípios da proporcionalidade, assegurando o direito
à liberdade da autora com fundamento no artigo 5...,
inciso XV da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 1... Região confirmou a
sentença sob a alegação de que a permanência forçosa
na Organização Militar avilta o art. 5..., XV, da Constituição Federal de 1988,
consoante ementa transcrita.
Nas razões do extraordinário, aponta-se a violação ao
artigo 5..., inciso XV, da Constituição Federal e da
preponderância do interesse público sobre o
particular, sustentando, em síntese, que a permanência
nos quadros das Forças Armadas é obrigatória por no
mínimo cinco anos a contar da formação do oficial,
pois há embasamento legal (Lei n 6.880/91), bem como
existe a necessidade de observância ao princípio da
eficiência, uma vez que a União investe com a
preparação e formação dos oficiais.
Por fim, sugere a reforma do acórdão para que o
interesse público não seja vilipendiado pelo interesse
de um particular, o que é inaceitável na ordem
jurídica vigente.
A vexata quaestio consiste em definir se é possível ao
oficial militar, que ingressa na carreira por meio de
concurso público, solicitar o desligamento voluntário,
antes do lapso temporal previsto em lei, com
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
fundamento no artigo 5..., inciso XV, da Constituição
Federal, bem como se existe efetivo prejuízo à
Administração, preterindo os interesses públicos em
prol do interesse individual.
A meu juízo, o recurso merece ter reconhecida a
repercussão geral, pois o tema constitucional versado
nestes autos é questão relevante do ponto de vista
econômico, social e jurídico, ultrapassando os
interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese
jurídica incidirá diretamente na Organização Militar.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos
demais Ministros da Corte.
Publique-se.
Brasília, 1... de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
fundamento no artigo 5..., inciso XV, da Constituição
Federal, bem como se existe efetivo prejuízo à
Administração, preterindo os interesses públicos em
prol do interesse individual.
A meu juízo, o recurso merece ter reconhecida a
repercussão geral, pois o tema constitucional versado
nestes autos é questão relevante do ponto de vista
econômico, social e jurídico, ultrapassando os
interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese
jurídica incidirá diretamente na Organização Militar.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos
demais Ministros da Corte.
Publique-se.
Brasília, 1... de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Manifestação sobre a Repercussão Geral
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680.871 RIO
GRANDE DO SUL
PRONUNCIAMENTO
MILITAR
–
LICENCIAMENTO
VOLUNTÁRIO
–
RECURSOS
INVESTIDOS
NA
FORMAÇÃO
TÉCNICA
–
ALCANCE
–
DESLIGAMENTO
ADMITIDO
NA
ORIGEM
–
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO
GERAL CONFIGURADA.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
n 680.871/RS, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no
sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos
do dia 10 de agosto de 2012.
A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, ao negar provimento à Apelação/Reexame Necessário
n 5002595-20.2010.404.7102/RS, assentou o direito da recorrida,
oficial da Aeronáutica, a obter o licenciamento do serviço
militar
voluntário,
desobrigando-a
de
continuar
desempenhando a atividade castrense, sob pena de afronta ao
artigo 5..., inciso XV, da Carta da República. Observou que os
eventuais prejuízos ao Poder Público, em razão dos recursos
investidos na formação técnica da servidora, poderiam ser
pleiteados pelas vias ordinárias adequadas.
Os embargos declaratórios interpostos foram parcialmente
providos somente para fins de prequestionamento.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680.871 RIO
GRANDE DO SUL
PRONUNCIAMENTO
MILITAR
–
LICENCIAMENTO
VOLUNTÁRIO
–
RECURSOS
INVESTIDOS
NA
FORMAÇÃO
TÉCNICA
–
ALCANCE
–
DESLIGAMENTO
ADMITIDO
NA
ORIGEM
–
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO
GERAL CONFIGURADA.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário
n 680.871/RS, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no
sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos
do dia 10 de agosto de 2012.
A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, ao negar provimento à Apelação/Reexame Necessário
n 5002595-20.2010.404.7102/RS, assentou o direito da recorrida,
oficial da Aeronáutica, a obter o licenciamento do serviço
militar
voluntário,
desobrigando-a
de
continuar
desempenhando a atividade castrense, sob pena de afronta ao
artigo 5..., inciso XV, da Carta da República. Observou que os
eventuais prejuízos ao Poder Público, em razão dos recursos
investidos na formação técnica da servidora, poderiam ser
pleiteados pelas vias ordinárias adequadas.
Os embargos declaratórios interpostos foram parcialmente
providos somente para fins de prequestionamento.
No extraordinário, protocolado com alegada base na
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
alínea “a” do permissivo constitucional, a União argui ofensa
aos artigos 5..., incisos XV, XXXV, LIV e LV, 93, inciso IX, da Lei
Fundamental. Sustenta, inicialmente, a omissão do Tribunal de
origem, que, mesmo após a interposição dos embargos
declaratórios para fins de prequestionamento, não teria
analisado todas as questões abordadas no apelo. Diz da
impossibilidade de se conceder o licenciamento da recorrida,
em virtude de não haver completado o período mínimo de
permanência obrigatória exigido pelo artigo 121, inciso I, § 1...,
alínea “b”, da Lei n 6.880/80. Aduz ensejar o desligamento
pleiteado prejuízo às Forças Armadas, porquanto esta teria o
direito de obter o retorno dos recursos financeiros despendidos
na formação da servidora, devendo preponderar o interesse
público sobre o particular. Além disso, o licenciamento seria ato
discricionário da Administração Pública, constituindo a
interferência do Judiciário na controvérsia violação ao princípio
da separação e independência dos Poderes. Enfatiza haver a
autora ingressado voluntariamente na organização militar por
meio de concurso público, ciente das exigências da carreira, não
podendo se eximir do cumprimento das obrigações
institucionais.
Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o
tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante
do ponto de vista social e jurídico, ante a existência de diversas
ações sobre a mesma matéria tramitando em todos os Tribunais
Regionais Federais.
A recorrida, apesar de intimada, não apresentou
contrarrazões.
O extraordinário foi admitido na origem.
Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux:
DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
alínea “a” do permissivo constitucional, a União argui ofensa
aos artigos 5..., incisos XV, XXXV, LIV e LV, 93, inciso IX, da Lei
Fundamental. Sustenta, inicialmente, a omissão do Tribunal de
origem, que, mesmo após a interposição dos embargos
declaratórios para fins de prequestionamento, não teria
analisado todas as questões abordadas no apelo. Diz da
impossibilidade de se conceder o licenciamento da recorrida,
em virtude de não haver completado o período mínimo de
permanência obrigatória exigido pelo artigo 121, inciso I, § 1...,
alínea “b”, da Lei n 6.880/80. Aduz ensejar o desligamento
pleiteado prejuízo às Forças Armadas, porquanto esta teria o
direito de obter o retorno dos recursos financeiros despendidos
na formação da servidora, devendo preponderar o interesse
público sobre o particular. Além disso, o licenciamento seria ato
discricionário da Administração Pública, constituindo a
interferência do Judiciário na controvérsia violação ao princípio
da separação e independência dos Poderes. Enfatiza haver a
autora ingressado voluntariamente na organização militar por
meio de concurso público, ciente das exigências da carreira, não
podendo se eximir do cumprimento das obrigações
institucionais.
Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o
tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante
do ponto de vista social e jurídico, ante a existência de diversas
ações sobre a mesma matéria tramitando em todos os Tribunais
Regionais Federais.
A recorrida, apesar de intimada, não apresentou
contrarrazões.
O extraordinário foi admitido na origem.
Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux:
DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
2
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DO
SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS. LAPSO TEMPORAL NÃO
CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE PÚBLICO
VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5..., XV, DA
Constituição Federal de 1988. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
Trata-se de recurso extraordinário interposto pela
UNIÃO, com fulcro no art. 102, III, a, da Constituição
Federal de 1988, em face de v. acórdão prolatado pela
Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região,
assim ementado:
ADMINISTRATIVO. MILITAR DA AERONÁUTICA.
LICENCIAMENTO A PEDIDO. PROMOÇÃO A
TERCEIRO-SARGENTO.
ENGAJAMENTO
OBRIGATÓRIO POR CINCO ANOS.
1. Reconhecida a preponderância da liberdade de
opção da militar em se desligar da Organização Militar,
mediante o licenciamento a pedido, a despeito do
prejuízo, em tese, à segurança jurídica.
2. A manutenção forçosa da militar voluntária no
desempenho do serviço castrense avilta o art. 5... , XV, da
Constituição.
3. Eventual prejuízo ao Erário, decorrente dos
investimentos direcionados à formação da militar, pode
ser buscado nas vias ordinárias pertinentes.
Na origem, cuida-se de ação ordinária com o intuito
de obter a demissão voluntária do serviço militar. A
sentença julgou procedente o pedido com fundamento nos
princípios da proporcionalidade, assegurando o direito à
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DO
SERVIÇO MILITAR. OFICIAIS. LAPSO TEMPORAL NÃO
CUMPRIDO. INDENIZAÇÃO. INTERESSE PÚBLICO
VERSUS INTERESSE PARTICULAR. ARTIGO 5..., XV, DA
Constituição Federal de 1988. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
Trata-se de recurso extraordinário interposto pela
UNIÃO, com fulcro no art. 102, III, a, da Constituição
Federal de 1988, em face de v. acórdão prolatado pela
Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região,
assim ementado:
ADMINISTRATIVO. MILITAR DA AERONÁUTICA.
LICENCIAMENTO A PEDIDO. PROMOÇÃO A
TERCEIRO-SARGENTO.
ENGAJAMENTO
OBRIGATÓRIO POR CINCO ANOS.
1. Reconhecida a preponderância da liberdade de
opção da militar em se desligar da Organização Militar,
mediante o licenciamento a pedido, a despeito do
prejuízo, em tese, à segurança jurídica.
2. A manutenção forçosa da militar voluntária no
desempenho do serviço castrense avilta o art. 5... , XV, da
Constituição.
3. Eventual prejuízo ao Erário, decorrente dos
investimentos direcionados à formação da militar, pode
ser buscado nas vias ordinárias pertinentes.
Na origem, cuida-se de ação ordinária com o intuito
de obter a demissão voluntária do serviço militar. A
sentença julgou procedente o pedido com fundamento nos
princípios da proporcionalidade, assegurando o direito à
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
liberdade da autora com fundamento no artigo 5..., inciso
XV da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 1... Região confirmou
a sentença sob a alegação de que a permanência forçosa na
Organização Militar avilta o art. 5..., XV, da Constituição Federal de 1988, consoante
ementa transcrita.
Nas razões do extraordinário, aponta-se a violação
ao artigo 5..., inciso XV, da Constituição Federal e da
preponderância do interesse público sobre o particular,
sustentando, em síntese, que a permanência nos quadros
das Forças Armadas é obrigatória por no mínimo cinco
anos a contar da formação do oficial, pois há
embasamento legal (Lei n 6.880/91), bem como existe a
necessidade de observância ao princípio da eficiência,
uma vez que a União investe com a preparação e formação
dos oficiais.
Por fim, sugere a reforma do acórdão para que o
interesse público não seja vilipendiado pelo interesse de
um particular, o que é inaceitável na ordem jurídica
vigente.
A vexata quaestio consiste em definir se é possível ao
oficial militar, que ingressa na carreira por meio de
concurso público, solicitar o desligamento voluntário,
antes do lapso temporal previsto em lei, com fundamento
no artigo 5..., inciso XV, da Constituição Federal, bem como
se existe efetivo prejuízo à Administração, preterindo os
interesses públicos em prol do interesse individual.
A meu juízo, o recurso merece ter reconhecida a
repercussão geral, pois o tema constitucional versado
nestes autos é questão relevante do ponto de vista
4
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
liberdade da autora com fundamento no artigo 5..., inciso
XV da Constituição Federal.
O Tribunal Regional Federal da 1... Região confirmou
a sentença sob a alegação de que a permanência forçosa na
Organização Militar avilta o art. 5..., XV, da Constituição Federal de 1988, consoante
ementa transcrita.
Nas razões do extraordinário, aponta-se a violação
ao artigo 5..., inciso XV, da Constituição Federal e da
preponderância do interesse público sobre o particular,
sustentando, em síntese, que a permanência nos quadros
das Forças Armadas é obrigatória por no mínimo cinco
anos a contar da formação do oficial, pois há
embasamento legal (Lei n 6.880/91), bem como existe a
necessidade de observância ao princípio da eficiência,
uma vez que a União investe com a preparação e formação
dos oficiais.
Por fim, sugere a reforma do acórdão para que o
interesse público não seja vilipendiado pelo interesse de
um particular, o que é inaceitável na ordem jurídica
vigente.
A vexata quaestio consiste em definir se é possível ao
oficial militar, que ingressa na carreira por meio de
concurso público, solicitar o desligamento voluntário,
antes do lapso temporal previsto em lei, com fundamento
no artigo 5..., inciso XV, da Constituição Federal, bem como
se existe efetivo prejuízo à Administração, preterindo os
interesses públicos em prol do interesse individual.
A meu juízo, o recurso merece ter reconhecida a
repercussão geral, pois o tema constitucional versado
nestes autos é questão relevante do ponto de vista
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
econômico, social e jurídico, ultrapassando os interesses
subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica incidirá
diretamente na Organização Militar.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos
demais Ministros da Corte.
Publique-se.
Brasília, 1... de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
2. Conforme ressaltado pelo relator, secundando a recorrente, o tema
versado neste processo possui potencialidade a conduzir à conclusão de
mostrar-se comum, impondo ao Supremo definir o alcance da
Constituição Federal, presente o artigo 121, inciso I, § 1..., alínea “b”, da
Lei n 6.880/80, que versa o período mínimo de permanência obrigatória
no serviço militar.
3. Admito configurada a repercussão geral.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília – residência –, 16 de agosto de 2012, às 11h56.
Ministro MARCO AURÉLIO
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 680.871 RG / RS
econômico, social e jurídico, ultrapassando os interesses
subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica incidirá
diretamente na Organização Militar.
Ante o exposto, manifesto-me pela existência de
repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos
demais Ministros da Corte.
Publique-se.
Brasília, 1... de agosto de 2012.
Ministro Luiz Fux
Relator
Documento assinado digitalmente
2. Conforme ressaltado pelo relator, secundando a recorrente, o tema
versado neste processo possui potencialidade a conduzir à conclusão de
mostrar-se comum, impondo ao Supremo definir o alcance da
Constituição Federal, presente o artigo 121, inciso I, § 1..., alínea “b”, da
Lei n 6.880/80, que versa o período mínimo de permanência obrigatória
no serviço militar.
3. Admito configurada a repercussão geral.
4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente.
5. Publiquem.
Brasília – residência –, 16 de agosto de 2012, às 11h56.
Ministro MARCO AURÉLIO
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680 . 871",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680 .",
"Recurso Extraordinário n 680 . 871 / RS",
"Apelação /",
"Reexame Necessário n 5002595 - 20 . 2010 . 404 . 7102 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 680 . 871",
"Recurso Extraordinário n 680 . 871 / RS",
"Apelação",
"Reexame Necessário n 5002595 - 20 . 2010 . 404 . 7102 / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS",
"Recurso Extraordinário 680 . 871 RG / RS"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 5 . . . , XV , DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 5 . . . , XV , DA Constituição Federal de 1988",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , XV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 5 . . . , XV , DA Constituição Federal de 1988",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , XV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XV da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XV , da Constituição Federal de 1988",
"artigo 5 . . . , inciso XV , da Constituição Federal",
"Lei n 6 . 880 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XV da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XV , da Constituição Federal de 1988",
"artigo 5 . . . , inciso XV , da Constituição Federal",
"Lei n 6 . 880 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XV , da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XV , da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XV , XXXV , LIV e LV , 93 , inciso IX , da Lei Fundamental",
"artigo 121 , inciso I , § 1 . . . , alínea “ b ” , da Lei n 6 . 880 / 80",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XV , XXXV , LIV e LV , 93 , inciso IX , da Lei Fundamental",
"artigo 121 , inciso I , § 1 . . . , alínea “ b ” , da Lei n 6 . 880 / 80",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 5 . . . , XV , DA Constituição Federal de 1988",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , XV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 5 . . . , XV , DA Constituição Federal de 1988",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , XV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XV da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XV , da Constituição Federal de 1988",
"artigo 5 . . . , inciso XV , da Constituição Federal",
"Lei n 6 . 880 / 91",
"artigo 5 . . . , inciso XV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XV da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XV , da Constituição Federal de 1988",
"artigo 5 . . . , inciso XV , da Constituição Federal",
"Lei n 6 . 880 / 91",
"artigo 5 . . . , inciso XV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 121 , inciso I , § 1 . . . , alínea “ b ” , da Lei n 6 . 880 / 80",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 121 , inciso I , § 1 . . . , alínea “ b ” , da Lei n 6 . 880 / 80",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"Brasília",
"Brasília"
],
"ORGANIZACAO": [
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIÃO",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"UNIÃO",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal",
"Regional Federal da 1 . . . Região",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 .",
"Aeronáutica",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Aeronáutica",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"UNIÃO",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
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"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"RAQUEL DE VASCONCELOS FAILAGE",
"IVAN ALVES DA SILVA FILHO",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"09",
"/",
"2012",
"30",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de agosto de",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de agosto de 2012",
"16 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de agosto de 2012",
"16 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:SINDIBEL
- SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S)
:RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRABALHO. ADICIONAL
DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIO-MÍNIMO.
IMPOSSIBILIDADE DE MODIFICAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO
BENEFÍCIO POR DECISÃO JUDICIAL. AGRAVO REGIMENTAL
IMPROVIDO.
I - O Tribunal, por meio de remansosa jurisprudência, entende que,
em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal,
da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando
dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura
situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso extraordinário.
II - Tendo em vista a impossibilidade de o Poder Judiciário atuar
como legislador positivo, apesar de reconhecida a inconstitucionalidade
da vinculação do adicional de insalubridade ao salário-mínimo, essa base
de cálculo deve ser mantida até que seja editada nova lei que discipline o
assunto. Precedentes.
III– Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842020.
Supremo Tribunal Federal
DJe 02/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
RE 334.876 AGR / MG
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 334.876 AGR / MG
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
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Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:SINDIBEL
- SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S)
:RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que decidiu que o art. 8º, III, da Constituição assegura ao sindicato
recorrido a substituição processual da categoria por ele representada.
O acórdão impugnado, ainda, manteve sentença que condenou o
Município de Belo Horizonte, ora recorrente, ao pagamento de
adicional de insalubridade, tendo como base de cálculo o salário
mínimo vigente à época.
Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
ofensa aos arts. 5º, XXXVI e LV, 7º, IV, e 8º, III, da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida.
Quanto à legitimidade do sindicato, o acórdão recorrido está em
consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no
sentido de que os sindicatos têm legitimidade processual para atuar na
defesa de todos e quaisquer direitos subjetivos individuais e coletivos
dos integrantes da categoria por ele representada, conforme
interpretação dada ao art. 8º, III, da CF, no julgamento do RE
210.029/RS, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, cuja
ementa segue transcrita:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:SINDIBEL
- SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S)
:RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que decidiu que o art. 8º, III, da Constituição assegura ao sindicato
recorrido a substituição processual da categoria por ele representada.
O acórdão impugnado, ainda, manteve sentença que condenou o
Município de Belo Horizonte, ora recorrente, ao pagamento de
adicional de insalubridade, tendo como base de cálculo o salário
mínimo vigente à época.
Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
ofensa aos arts. 5º, XXXVI e LV, 7º, IV, e 8º, III, da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida.
Quanto à legitimidade do sindicato, o acórdão recorrido está em
consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no
sentido de que os sindicatos têm legitimidade processual para atuar na
defesa de todos e quaisquer direitos subjetivos individuais e coletivos
dos integrantes da categoria por ele representada, conforme
interpretação dada ao art. 8º, III, da CF, no julgamento do RE
210.029/RS, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, cuja
ementa segue transcrita:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
RE 334.876 AGR / MG
'PROCESSO CIVIL. SINDICATO. ART. 8º, III DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
LEGITIMIDADE.
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. DEFESA DE DIREITOS E
INTERESSES COLETIVOS OU INDIVIDUAIS. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO.
O artigo 8º, III da Constituição Federal estabelece a
legitimidade extraordinária dos sindicatos para defender em
juízo os direitos e interesses coletivos ou individuais dos
integrantes da categoria que representam.
Essa legitimidade extraordinária é ampla, abrangendo a
liquidação e a execução dos créditos reconhecidos aos
trabalhadores.
Por se tratar de típica hipótese de substituição processual,
é desnecessária qualquer autorização dos substituídos. Recurso
conhecido e provido'.
Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE
547.223-AgR/RS, Rel. Min. Carmén Lúcia; AI 672.406-AgR/BA,
Rel. Min. Eros Grau; AI 422.148-AgR/MG, de minha relatoria; RE
211.866-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
No que diz respeito à base de cálculo para o pagamento do
adicional de insalubridade, verifico que, na Sessão Plenária de
30/4/2008, esta Corte aprovou a Súmula Vinculante 4, in verbis:
'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário
mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo
de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser
substituído por decisão judicial'.
Naquela mesma Sessão, no julgamento do RE 565.714/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia, um dos precedentes que deu origem a essa
Súmula, ficou consignado, ainda, que é defeso ao Judiciário, que não
tem função legislativa, estabelecer novos parâmetros para base de
cálculo do adicional de insalubridade. Nesse sentido, o RE 488.240-
AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa segue transcrita:
'DIREITO DO TRABALHO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE. SUBSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA VINCULANTE 4.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 334.876 AGR / MG
'PROCESSO CIVIL. SINDICATO. ART. 8º, III DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
LEGITIMIDADE.
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. DEFESA DE DIREITOS E
INTERESSES COLETIVOS OU INDIVIDUAIS. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO.
O artigo 8º, III da Constituição Federal estabelece a
legitimidade extraordinária dos sindicatos para defender em
juízo os direitos e interesses coletivos ou individuais dos
integrantes da categoria que representam.
Essa legitimidade extraordinária é ampla, abrangendo a
liquidação e a execução dos créditos reconhecidos aos
trabalhadores.
Por se tratar de típica hipótese de substituição processual,
é desnecessária qualquer autorização dos substituídos. Recurso
conhecido e provido'.
Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE
547.223-AgR/RS, Rel. Min. Carmén Lúcia; AI 672.406-AgR/BA,
Rel. Min. Eros Grau; AI 422.148-AgR/MG, de minha relatoria; RE
211.866-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
No que diz respeito à base de cálculo para o pagamento do
adicional de insalubridade, verifico que, na Sessão Plenária de
30/4/2008, esta Corte aprovou a Súmula Vinculante 4, in verbis:
'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário
mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo
de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser
substituído por decisão judicial'.
Naquela mesma Sessão, no julgamento do RE 565.714/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia, um dos precedentes que deu origem a essa
Súmula, ficou consignado, ainda, que é defeso ao Judiciário, que não
tem função legislativa, estabelecer novos parâmetros para base de
cálculo do adicional de insalubridade. Nesse sentido, o RE 488.240-
AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa segue transcrita:
'DIREITO DO TRABALHO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE. SUBSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA VINCULANTE 4.
2
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Relatório
RE 334.876 AGR / MG
1. Conforme asseverado pelo Plenário do Supremo
Tribunal Federal ao julgar o RE 565.714/SP, não é possível
estabelecer, como base de cálculo para o adicional de
insalubridade a remuneração ou salário base em
substituição ao salário mínimo, pois é inviável ao Poder
Judiciário modificar tal indexador, sob o risco de atuar
como legislador positivo. Precedentes.
2. Agravo regimental improvido' (grifei).
Assim, tendo em vista a impossibilidade de o Poder Judiciário
atuar como legislador positivo, apesar de reconhecida a
inconstitucionalidade da vinculação do adicional de insalubridade ao
salário mínimo, essa base de cálculo deve ser mantida até que seja
editada nova lei que discipline o assunto.
Indico, no mesmo sentido, as seguintes decisões, entre outras:
RE 366.507-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 463.635-AgR/DF,
Rel. Min. Eros Grau; Rcl 8.091-MC/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia;
Rcl 6.275-MC/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 6.832-MC/PR, de
minha relatoria.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”.
(fls. 114-116).
O agravante sustenta que o Tribunal Superior do Trabalho incorreu
em negativa de prestação jurisdicional por não ter se manifestado acerca
da alegada violação do art. 5º, XXXV e LV, da Constituição.
Alega, ainda, que o cálculo do adicional de insalubridade deve ter
como parâmetro o salário-mínimo de referência, nos termos do Decreto-
Lei 2.351/1987, e não o salário-mínimo vigente.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 334.876 AGR / MG
1. Conforme asseverado pelo Plenário do Supremo
Tribunal Federal ao julgar o RE 565.714/SP, não é possível
estabelecer, como base de cálculo para o adicional de
insalubridade a remuneração ou salário base em
substituição ao salário mínimo, pois é inviável ao Poder
Judiciário modificar tal indexador, sob o risco de atuar
como legislador positivo. Precedentes.
2. Agravo regimental improvido' (grifei).
Assim, tendo em vista a impossibilidade de o Poder Judiciário
atuar como legislador positivo, apesar de reconhecida a
inconstitucionalidade da vinculação do adicional de insalubridade ao
salário mínimo, essa base de cálculo deve ser mantida até que seja
editada nova lei que discipline o assunto.
Indico, no mesmo sentido, as seguintes decisões, entre outras:
RE 366.507-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 463.635-AgR/DF,
Rel. Min. Eros Grau; Rcl 8.091-MC/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia;
Rcl 6.275-MC/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 6.832-MC/PR, de
minha relatoria.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”.
(fls. 114-116).
O agravante sustenta que o Tribunal Superior do Trabalho incorreu
em negativa de prestação jurisdicional por não ter se manifestado acerca
da alegada violação do art. 5º, XXXV e LV, da Constituição.
Alega, ainda, que o cálculo do adicional de insalubridade deve ter
como parâmetro o salário-mínimo de referência, nos termos do Decreto-
Lei 2.351/1987, e não o salário-mínimo vigente.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, uma vez que o recorrente não aduz argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Como tem consignado o Tribunal, por meio de remansosa
jurisprudência, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação
jurisdicional, quando dependente de exame prévio de normas
infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-AgR/RN,
Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI
634.217-AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 764.042-AgR/MA, Rel.
Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 643.180-
AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 787.991-AgR/DF, de minha
relatoria.
Quanto à matéria de fundo, a decisão agravada está em consonância
com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o
Poder Judiciário não pode atuar como legislador positivo, apesar de
reconhecida a inconstitucionalidade da vinculação do adicional de
insalubridade ao salário-mínimo. Assim, a base de cálculo da referida
parcela deve ser mantida até que seja editada nova lei que discipline o
assunto.
Por oportuno, ressalto trecho do julgamento do RE 565.714/SP, Rel.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, uma vez que o recorrente não aduz argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Como tem consignado o Tribunal, por meio de remansosa
jurisprudência, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação
jurisdicional, quando dependente de exame prévio de normas
infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-AgR/RN,
Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI
634.217-AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 764.042-AgR/MA, Rel.
Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 643.180-
AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 787.991-AgR/DF, de minha
relatoria.
Quanto à matéria de fundo, a decisão agravada está em consonância
com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o
Poder Judiciário não pode atuar como legislador positivo, apesar de
reconhecida a inconstitucionalidade da vinculação do adicional de
insalubridade ao salário-mínimo. Assim, a base de cálculo da referida
parcela deve ser mantida até que seja editada nova lei que discipline o
assunto.
Por oportuno, ressalto trecho do julgamento do RE 565.714/SP, Rel.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RE 334.876 AGR / MG
Min. Cármen Lúcia, veiculado no informativo 510 do STF:
“Adicional de Insalubridade e Vinculação ao Salário-Mínimo - 2
Em que pese o reconhecimento da não recepção dos dispositivos
legais, o Tribunal negou provimento ao recurso extraordinário,
mantendo o acórdão que autorizava a utilização do salário-mínimo no
caso concreto, asseverando que a alteração da base de cálculo do
adicional de insalubridade e do correspondente critério de
reajuste dependerá de lei de iniciativa do Poder Executivo, e
que não cabe ao Poder Judiciário atuar como legislador
positivo, para substituir os critérios legais de cálculo. A
relatora, Min. Cármen Lúcia, durante a sessão e após os debates,
reajustou seu voto, que inicialmente previa a conversão em reais do
valor do salário-mínimo e a sua atualização por índices oficiais, para
assentar a impossibilidade da substituição do parâmetro até que o
legislador o faça. Alguns precedentes citados: RE 217700/GO (DJU
de 17.12.99); RE 236396/MG (DJU de 20.11.98); RE 351611/RS
(DJU de 7.2.2003); RE 284627/SP (DJU de 24.5.2002); RE
221234/PR (DJU de 5.5.2000); AI 432622 ED/BA (DJU de
15.9.2006); RE 439035/ES (DJE de 28.3.2008)”. (grifos meus)
No mesmo sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: RE
585.483-AgR-ED-ED/RS, Rel. Min. Eros Grau; RE 452.445-AgR/ES, Rel.
Min. Joaquim Barbosa; AI 610.243-AgR/ES, Rel. Min. Marco Aurélio; AI
469.332-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa transcrevo a seguir:
“CONSTITUCIONAL. DIREITO DO TRABALHO.
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. SUBSTITUIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 4. ART. 7º, IV, DA
CF.
1. O Plenário deste Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE
565.714/SP, na mesma oportunidade em que aprovou a Súmula
Vinculante 4, decidiu pela impossibilidade de ser estabelecido, como
base de cálculo para o adicional de insalubridade a remuneração ou
salário base em substituição ao salário mínimo, por concluir que é
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 334.876 AGR / MG
Min. Cármen Lúcia, veiculado no informativo 510 do STF:
“Adicional de Insalubridade e Vinculação ao Salário-Mínimo - 2
Em que pese o reconhecimento da não recepção dos dispositivos
legais, o Tribunal negou provimento ao recurso extraordinário,
mantendo o acórdão que autorizava a utilização do salário-mínimo no
caso concreto, asseverando que a alteração da base de cálculo do
adicional de insalubridade e do correspondente critério de
reajuste dependerá de lei de iniciativa do Poder Executivo, e
que não cabe ao Poder Judiciário atuar como legislador
positivo, para substituir os critérios legais de cálculo. A
relatora, Min. Cármen Lúcia, durante a sessão e após os debates,
reajustou seu voto, que inicialmente previa a conversão em reais do
valor do salário-mínimo e a sua atualização por índices oficiais, para
assentar a impossibilidade da substituição do parâmetro até que o
legislador o faça. Alguns precedentes citados: RE 217700/GO (DJU
de 17.12.99); RE 236396/MG (DJU de 20.11.98); RE 351611/RS
(DJU de 7.2.2003); RE 284627/SP (DJU de 24.5.2002); RE
221234/PR (DJU de 5.5.2000); AI 432622 ED/BA (DJU de
15.9.2006); RE 439035/ES (DJE de 28.3.2008)”. (grifos meus)
No mesmo sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: RE
585.483-AgR-ED-ED/RS, Rel. Min. Eros Grau; RE 452.445-AgR/ES, Rel.
Min. Joaquim Barbosa; AI 610.243-AgR/ES, Rel. Min. Marco Aurélio; AI
469.332-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa transcrevo a seguir:
“CONSTITUCIONAL. DIREITO DO TRABALHO.
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. SUBSTITUIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 4. ART. 7º, IV, DA
CF.
1. O Plenário deste Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE
565.714/SP, na mesma oportunidade em que aprovou a Súmula
Vinculante 4, decidiu pela impossibilidade de ser estabelecido, como
base de cálculo para o adicional de insalubridade a remuneração ou
salário base em substituição ao salário mínimo, por concluir que é
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RE 334.876 AGR / MG
inviável ao Poder Judiciário modificar tal indexador, sob o risco de
atuar como legislador positivo. Precedentes.
2. Agravo regimental improvido”.
Por essa razão, também foi deferida medida liminar na Rcl 6.266-
MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, para suspender a aplicação da Súmula
228/TST (“A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula
Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de insalubridade será
calculado sobre o salário básico, salvo critério mais vantajoso fixado em
instrumento coletivo”) por permitir a utilização do salário básico como
forma de calcular o adicional de insalubridade.
Como assentou o Ministro Gilmar Mendes, então Presidente, na
referida decisão:
“(...) no julgamento que deu origem à mencionada Súmula
Vinculante n° 4 (RE 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de
30.4.2008 - Informativo nº 510/STF), esta Corte entendeu que o
adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com
base no salário-mínimo, enquanto não superada a
inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva” (grifos
meus).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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RE 334.876 AGR / MG
inviável ao Poder Judiciário modificar tal indexador, sob o risco de
atuar como legislador positivo. Precedentes.
2. Agravo regimental improvido”.
Por essa razão, também foi deferida medida liminar na Rcl 6.266-
MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, para suspender a aplicação da Súmula
228/TST (“A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula
Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de insalubridade será
calculado sobre o salário básico, salvo critério mais vantajoso fixado em
instrumento coletivo”) por permitir a utilização do salário básico como
forma de calcular o adicional de insalubridade.
Como assentou o Ministro Gilmar Mendes, então Presidente, na
referida decisão:
“(...) no julgamento que deu origem à mencionada Súmula
Vinculante n° 4 (RE 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de
30.4.2008 - Informativo nº 510/STF), esta Corte entendeu que o
adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com
base no salário-mínimo, enquanto não superada a
inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva” (grifos
meus).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
AGDO.(A/S) : SINDIBEL - SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS
MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S) : RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
AGDO.(A/S) : SINDIBEL - SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS
MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S) : RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1874665
| 2012-03-20T00:00:00
| 2012-04-02T00:00:00
|
recurso improvido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRABALHO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIO-MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE DE MODIFICAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO POR DECISÃO JUDICIAL. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
I - O Tribunal, por meio de remansosa jurisprudência, entende que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário.
II - Tendo em vista a impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo, apesar de reconhecida a inconstitucionalidade da vinculação do adicional de insalubridade ao salário-mínimo, essa base de cálculo deve ser mantida até que seja editada nova lei que discipline o assunto. Precedentes.
III– Agravo regimental improvido.
|
sjur206876
|
- Acórdãos citados: AI 663125 AgR, AI 764042 AgR, AI 787991
AgR, RE 565714, RE 585 AgR-ED-ED, RE 452445 AgR, AI 610243
AgR, AI 469332 AgR, Rcl 6266 MC.
Número de páginas: 9.
Análise: 16/04/2012, MLM.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
334876
|
[
"LEG-FED SUV-000004 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMTST-000228 \r\n SÚMULA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO - TST"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 334876 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
AGDO.(A/S) : SINDIBEL - SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S) : RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:SINDIBEL
- SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S)
:RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRABALHO. ADICIONAL
DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIO-MÍNIMO.
IMPOSSIBILIDADE DE MODIFICAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO
BENEFÍCIO POR DECISÃO JUDICIAL. AGRAVO REGIMENTAL
IMPROVIDO.
I - O Tribunal, por meio de remansosa jurisprudência, entende que,
em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal,
da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando
dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura
situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso extraordinário.
II - Tendo em vista a impossibilidade de o Poder Judiciário atuar
como legislador positivo, apesar de reconhecida a inconstitucionalidade
da vinculação do adicional de insalubridade ao salário-mínimo, essa base
de cálculo deve ser mantida até que seja editada nova lei que discipline o
assunto. Precedentes.
III– Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 02/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 334.876 AGR / MG
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 334.876 AGR / MG
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:SINDIBEL
- SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S)
:RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que decidiu que o art. 8..., III, da Constituição assegura ao sindicato
recorrido a substituição processual da categoria por ele representada.
O acórdão impugnado, ainda, manteve sentença que condenou o
Município de Belo Horizonte, ora recorrente, ao pagamento de
adicional de insalubridade, tendo como base de cálculo o salário
mínimo vigente à época.
Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
ofensa aos arts. 5..., XXXVI e LV, 7..., IV, e 8..., III, da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida.
Quanto à legitimidade do sindicato, o acórdão recorrido está em
consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no
sentido de que os sindicatos têm legitimidade processual para atuar na
defesa de todos e quaisquer direitos subjetivos individuais e coletivos
dos integrantes da categoria por ele representada, conforme
interpretação dada ao art. 8..., III, da Constituição Federal de 1988, no julgamento do Recurso Extraordinário
210.029/RS, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, cuja
ementa segue transcrita:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE
AGDO.(A/S)
:SINDIBEL
- SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S)
:RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que decidiu que o art. 8..., III, da Constituição assegura ao sindicato
recorrido a substituição processual da categoria por ele representada.
O acórdão impugnado, ainda, manteve sentença que condenou o
Município de Belo Horizonte, ora recorrente, ao pagamento de
adicional de insalubridade, tendo como base de cálculo o salário
mínimo vigente à época.
Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
ofensa aos arts. 5..., XXXVI e LV, 7..., IV, e 8..., III, da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida.
Quanto à legitimidade do sindicato, o acórdão recorrido está em
consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no
sentido de que os sindicatos têm legitimidade processual para atuar na
defesa de todos e quaisquer direitos subjetivos individuais e coletivos
dos integrantes da categoria por ele representada, conforme
interpretação dada ao art. 8..., III, da Constituição Federal de 1988, no julgamento do Recurso Extraordinário
210.029/RS, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, cuja
ementa segue transcrita:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
Recurso Extraordinário 334.876 AGR / MG
'PROCESSO CIVIL. SINDICATO. ART. 8..., III DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
LEGITIMIDADE.
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. DEFESA DE DIREITOS E
INTERESSES COLETIVOS OU INDIVIDUAIS. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO.
O artigo 8..., III da Constituição Federal estabelece a
legitimidade extraordinária dos sindicatos para defender em
juízo os direitos e interesses coletivos ou individuais dos
integrantes da categoria que representam.
Essa legitimidade extraordinária é ampla, abrangendo a
liquidação e a execução dos créditos reconhecidos aos
trabalhadores.
Por se tratar de típica hipótese de substituição processual,
é desnecessária qualquer autorização dos substituídos. Recurso
conhecido e provido'.
Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário
547.223-AgR/RS, Rel. Min. Carmén Lúcia; AI 672.406-AgR/BA,
Rel. Min. Eros Grau; AI 422.148-AgR/MG, de minha relatoria; Recurso Extraordinário
211.866-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
No que diz respeito à base de cálculo para o pagamento do
adicional de insalubridade, verifico que, na Sessão Plenária de
30/4/2008, esta Corte aprovou a Súmula Vinculante 4, in verbis:
'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário
mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo
de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser
substituído por decisão judicial'.
Naquela mesma Sessão, no julgamento do Recurso Extraordinário 565.714/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia, um dos precedentes que deu origem a essa
Súmula, ficou consignado, ainda, que é defeso ao Judiciário, que não
tem função legislativa, estabelecer novos parâmetros para base de
cálculo do adicional de insalubridade. Nesse sentido, o Recurso Extraordinário 488.240-
AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa segue transcrita:
'DIREITO DO TRABALHO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE. SUBSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA VINCULANTE 4.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 334.876 AGR / MG
'PROCESSO CIVIL. SINDICATO. ART. 8..., III DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
LEGITIMIDADE.
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. DEFESA DE DIREITOS E
INTERESSES COLETIVOS OU INDIVIDUAIS. RECURSO
CONHECIDO E PROVIDO.
O artigo 8..., III da Constituição Federal estabelece a
legitimidade extraordinária dos sindicatos para defender em
juízo os direitos e interesses coletivos ou individuais dos
integrantes da categoria que representam.
Essa legitimidade extraordinária é ampla, abrangendo a
liquidação e a execução dos créditos reconhecidos aos
trabalhadores.
Por se tratar de típica hipótese de substituição processual,
é desnecessária qualquer autorização dos substituídos. Recurso
conhecido e provido'.
Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário
547.223-AgR/RS, Rel. Min. Carmén Lúcia; AI 672.406-AgR/BA,
Rel. Min. Eros Grau; AI 422.148-AgR/MG, de minha relatoria; Recurso Extraordinário
211.866-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa.
No que diz respeito à base de cálculo para o pagamento do
adicional de insalubridade, verifico que, na Sessão Plenária de
30/4/2008, esta Corte aprovou a Súmula Vinculante 4, in verbis:
'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário
mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo
de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser
substituído por decisão judicial'.
Naquela mesma Sessão, no julgamento do Recurso Extraordinário 565.714/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia, um dos precedentes que deu origem a essa
Súmula, ficou consignado, ainda, que é defeso ao Judiciário, que não
tem função legislativa, estabelecer novos parâmetros para base de
cálculo do adicional de insalubridade. Nesse sentido, o Recurso Extraordinário 488.240-
AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa segue transcrita:
'DIREITO DO TRABALHO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE. SUBSTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA VINCULANTE 4.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
Recurso Extraordinário 334.876 AGR / MG
1. Conforme asseverado pelo Plenário do Supremo
Tribunal Federal ao julgar o Recurso Extraordinário 565.714/SP, não é possível
estabelecer, como base de cálculo para o adicional de
insalubridade a remuneração ou salário base em
substituição ao salário mínimo, pois é inviável ao Poder
Judiciário modificar tal indexador, sob o risco de atuar
como legislador positivo. Precedentes.
2. Agravo regimental improvido' (grifei).
Assim, tendo em vista a impossibilidade de o Poder Judiciário
atuar como legislador positivo, apesar de reconhecida a
inconstitucionalidade da vinculação do adicional de insalubridade ao
salário mínimo, essa base de cálculo deve ser mantida até que seja
editada nova lei que discipline o assunto.
Indico, no mesmo sentido, as seguintes decisões, entre outras:
Recurso Extraordinário 366.507-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 463.635-AgR/DF,
Rel. Min. Eros Grau; Rcl 8.091-MC/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia;
Rcl 6.275-MC/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 6.832-MC/PR, de
minha relatoria.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”.
(fls. 114-116).
O agravante sustenta que o Tribunal Superior do Trabalho incorreu
em negativa de prestação jurisdicional por não ter se manifestado acerca
da alegada violação do art. 5..., XXXV e LV, da Constituição.
Alega, ainda, que o cálculo do adicional de insalubridade deve ter
como parâmetro o salário-mínimo de referência, nos termos do Decreto-
Lei 2.351/1987, e não o salário-mínimo vigente.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 334.876 AGR / MG
1. Conforme asseverado pelo Plenário do Supremo
Tribunal Federal ao julgar o Recurso Extraordinário 565.714/SP, não é possível
estabelecer, como base de cálculo para o adicional de
insalubridade a remuneração ou salário base em
substituição ao salário mínimo, pois é inviável ao Poder
Judiciário modificar tal indexador, sob o risco de atuar
como legislador positivo. Precedentes.
2. Agravo regimental improvido' (grifei).
Assim, tendo em vista a impossibilidade de o Poder Judiciário
atuar como legislador positivo, apesar de reconhecida a
inconstitucionalidade da vinculação do adicional de insalubridade ao
salário mínimo, essa base de cálculo deve ser mantida até que seja
editada nova lei que discipline o assunto.
Indico, no mesmo sentido, as seguintes decisões, entre outras:
Recurso Extraordinário 366.507-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 463.635-AgR/DF,
Rel. Min. Eros Grau; Rcl 8.091-MC/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia;
Rcl 6.275-MC/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 6.832-MC/PR, de
minha relatoria.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”.
(fls. 114-116).
O agravante sustenta que o Tribunal Superior do Trabalho incorreu
em negativa de prestação jurisdicional por não ter se manifestado acerca
da alegada violação do art. 5..., XXXV e LV, da Constituição.
Alega, ainda, que o cálculo do adicional de insalubridade deve ter
como parâmetro o salário-mínimo de referência, nos termos do Decreto-
Lei 2.351/1987, e não o salário-mínimo vigente.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842021.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, uma vez que o recorrente não aduz argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Como tem consignado o Tribunal, por meio de remansosa
jurisprudência, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação
jurisdicional, quando dependente de exame prévio de normas
infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-AgR/RN,
Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI
634.217-AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 764.042-AgR/MA, Rel.
Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 643.180-
AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 787.991-AgR/DF, de minha
relatoria.
Quanto à matéria de fundo, a decisão agravada está em consonância
com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o
Poder Judiciário não pode atuar como legislador positivo, apesar de
reconhecida a inconstitucionalidade da vinculação do adicional de
insalubridade ao salário-mínimo. Assim, a base de cálculo da referida
parcela deve ser mantida até que seja editada nova lei que discipline o
assunto.
Por oportuno, ressalto trecho do julgamento do Recurso Extraordinário 565.714/SP, Rel.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842022.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, uma vez que o recorrente não aduz argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Como tem consignado o Tribunal, por meio de remansosa
jurisprudência, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação
jurisdicional, quando dependente de exame prévio de normas
infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-AgR/RN,
Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI
634.217-AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 764.042-AgR/MA, Rel.
Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 643.180-
AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 787.991-AgR/DF, de minha
relatoria.
Quanto à matéria de fundo, a decisão agravada está em consonância
com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o
Poder Judiciário não pode atuar como legislador positivo, apesar de
reconhecida a inconstitucionalidade da vinculação do adicional de
insalubridade ao salário-mínimo. Assim, a base de cálculo da referida
parcela deve ser mantida até que seja editada nova lei que discipline o
assunto.
Por oportuno, ressalto trecho do julgamento do Recurso Extraordinário 565.714/SP, Rel.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 334.876 AGR / MG
Min. Cármen Lúcia, veiculado no informativo 510 do Supremo Tribunal Federal:
“Adicional de Insalubridade e Vinculação ao Salário-Mínimo - 2
Em que pese o reconhecimento da não recepção dos dispositivos
legais, o Tribunal negou provimento ao recurso extraordinário,
mantendo o acórdão que autorizava a utilização do salário-mínimo no
caso concreto, asseverando que a alteração da base de cálculo do
adicional de insalubridade e do correspondente critério de
reajuste dependerá de lei de iniciativa do Poder Executivo, e
que não cabe ao Poder Judiciário atuar como legislador
positivo, para substituir os critérios legais de cálculo. A
relatora, Min. Cármen Lúcia, durante a sessão e após os debates,
reajustou seu voto, que inicialmente previa a conversão em reais do
valor do salário-mínimo e a sua atualização por índices oficiais, para
assentar a impossibilidade da substituição do parâmetro até que o
legislador o faça. Alguns precedentes citados: Recurso Extraordinário 217700/GO (DJU
de 17.12.99); Recurso Extraordinário 236396/MG (DJU de 20.11.98); Recurso Extraordinário 351611/RS
(DJU de 7.2.2003); Recurso Extraordinário 284627/SP (DJU de 24.5.2002); Recurso Extraordinário
221234/PR (DJU de 5.5.2000); AI 432622 ED/BA (DJU de
15.9.2006); Recurso Extraordinário 439035/ES (DJE de 28.3.2008)”. (grifos meus)
No mesmo sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário
585.483-AgR-ED-ED/RS, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 452.445-AgR/ES, Rel.
Min. Joaquim Barbosa; AI 610.243-AgR/ES, Rel. Min. Marco Aurélio; AI
469.332-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa transcrevo a seguir:
“CONSTITUCIONAL. DIREITO DO TRABALHO.
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. SUBSTITUIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 4. ART. 7..., IV, DA
Constituição Federal de 1988.
1. O Plenário deste Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário
565.714/SP, na mesma oportunidade em que aprovou a Súmula
Vinculante 4, decidiu pela impossibilidade de ser estabelecido, como
base de cálculo para o adicional de insalubridade a remuneração ou
salário base em substituição ao salário mínimo, por concluir que é
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 334.876 AGR / MG
Min. Cármen Lúcia, veiculado no informativo 510 do Supremo Tribunal Federal:
“Adicional de Insalubridade e Vinculação ao Salário-Mínimo - 2
Em que pese o reconhecimento da não recepção dos dispositivos
legais, o Tribunal negou provimento ao recurso extraordinário,
mantendo o acórdão que autorizava a utilização do salário-mínimo no
caso concreto, asseverando que a alteração da base de cálculo do
adicional de insalubridade e do correspondente critério de
reajuste dependerá de lei de iniciativa do Poder Executivo, e
que não cabe ao Poder Judiciário atuar como legislador
positivo, para substituir os critérios legais de cálculo. A
relatora, Min. Cármen Lúcia, durante a sessão e após os debates,
reajustou seu voto, que inicialmente previa a conversão em reais do
valor do salário-mínimo e a sua atualização por índices oficiais, para
assentar a impossibilidade da substituição do parâmetro até que o
legislador o faça. Alguns precedentes citados: Recurso Extraordinário 217700/GO (DJU
de 17.12.99); Recurso Extraordinário 236396/MG (DJU de 20.11.98); Recurso Extraordinário 351611/RS
(DJU de 7.2.2003); Recurso Extraordinário 284627/SP (DJU de 24.5.2002); Recurso Extraordinário
221234/PR (DJU de 5.5.2000); AI 432622 ED/BA (DJU de
15.9.2006); Recurso Extraordinário 439035/ES (DJE de 28.3.2008)”. (grifos meus)
No mesmo sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário
585.483-AgR-ED-ED/RS, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 452.445-AgR/ES, Rel.
Min. Joaquim Barbosa; AI 610.243-AgR/ES, Rel. Min. Marco Aurélio; AI
469.332-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa transcrevo a seguir:
“CONSTITUCIONAL. DIREITO DO TRABALHO.
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. SUBSTITUIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 4. ART. 7..., IV, DA
Constituição Federal de 1988.
1. O Plenário deste Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário
565.714/SP, na mesma oportunidade em que aprovou a Súmula
Vinculante 4, decidiu pela impossibilidade de ser estabelecido, como
base de cálculo para o adicional de insalubridade a remuneração ou
salário base em substituição ao salário mínimo, por concluir que é
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 334.876 AGR / MG
inviável ao Poder Judiciário modificar tal indexador, sob o risco de
atuar como legislador positivo. Precedentes.
2. Agravo regimental improvido”.
Por essa razão, também foi deferida medida liminar na Rcl 6.266-
MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, para suspender a aplicação da Súmula
228/Tribunal Superior do Trabalho (“A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula
Vinculante n 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de insalubridade será
calculado sobre o salário básico, salvo critério mais vantajoso fixado em
instrumento coletivo”) por permitir a utilização do salário básico como
forma de calcular o adicional de insalubridade.
Como assentou o Ministro Gilmar Mendes, então Presidente, na
referida decisão:
“(...) no julgamento que deu origem à mencionada Súmula
Vinculante n 4 (Recurso Extraordinário 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de
30.4.2008 - Informativo n 510/Supremo Tribunal Federal), esta Corte entendeu que o
adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com
base no salário-mínimo, enquanto não superada a
inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva” (grifos
meus).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 334.876 AGR / MG
inviável ao Poder Judiciário modificar tal indexador, sob o risco de
atuar como legislador positivo. Precedentes.
2. Agravo regimental improvido”.
Por essa razão, também foi deferida medida liminar na Rcl 6.266-
MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, para suspender a aplicação da Súmula
228/Tribunal Superior do Trabalho (“A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula
Vinculante n 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de insalubridade será
calculado sobre o salário básico, salvo critério mais vantajoso fixado em
instrumento coletivo”) por permitir a utilização do salário básico como
forma de calcular o adicional de insalubridade.
Como assentou o Ministro Gilmar Mendes, então Presidente, na
referida decisão:
“(...) no julgamento que deu origem à mencionada Súmula
Vinculante n 4 (Recurso Extraordinário 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de
30.4.2008 - Informativo n 510/Supremo Tribunal Federal), esta Corte entendeu que o
adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com
base no salário-mínimo, enquanto não superada a
inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva” (grifos
meus).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
AGDO.(A/S) : SINDIBEL - SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS
MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S) : RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334.876
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
AGDO.(A/S) : SINDIBEL - SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS
MUNICIPAIS DE BELO HORIZONTE
ADV.(A/S) : RITA DE CÁSSIA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334 . 876",
"Recurso Extraordinário 334 . 876 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 334 . 876 AGR / MG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334 . 876",
"Recurso Extraordinário 210 . 029 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334 . 876",
"Recurso Extraordinário 210 . 029 / RS",
"Recurso Extraordinário 334 . 876 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 547 . 223 - AgR / RS",
"AI 672 . 406 - AgR / BA",
"AI 422 . 148 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 211 . 866 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 565 . 714 / SP",
"Recurso Extraordinário 488 . 240 - AgR / ES",
"Recurso Extraordinário 334 . 876",
"Recurso Extraordinário 547 . 223 - AgR / RS",
"AI 672 . 406 - AgR / BA",
"AI 422 . 148 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 211 . 866 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 565 . 714 / SP",
"Recurso Extraordinário 488 . 240 - AgR / ES",
"Recurso Extraordinário 334 . 876 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 565 . 714 / SP",
"Recurso Extraordinário 366 . 507 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 463 . 635 - AgR / DF",
"Rcl 8 . 091 - MC / SC",
"Rcl 6 . 275 - MC / SP",
"Rcl 6 . 832 - MC / PR",
"Recurso Extraordinário 334 . 876 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 565 . 714 / SP",
"Recurso Extraordinário 366 . 507 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 463 . 635 - AgR / DF",
"Rcl 8 . 091 - MC / SC",
"Rcl 6 . 275 - MC / SP",
"Rcl 6 . 832 - MC / PR",
"RECURSO",
"AI 663 . 125 - AgR / PE",
"AI 806 . 313 - AgR / RN",
"AI 756 .",
"336",
"-",
"AgR",
"/",
"MG",
"AI 634 . 217 - AgR / GO",
"AI 764 . 042 - AgR / MA",
"AI 508 . 047 - AgR / RJ",
"AI 643 . 180 - AgR / BA",
"AI 787 . 991 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário 565 . 714 / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334 . 876",
"AI 663 . 125 - AgR / PE",
"AI 806 . 313 - AgR / RN",
"AI 756 . 336 - AgR / MG",
"AI 634 . 217 - AgR / GO",
"AI 764 . 042 - AgR / MA",
"AI 508 . 047 - AgR / RJ",
"AI 643 . 180 - AgR / BA",
"AI 787 . 991 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário 565 . 714 / SP",
"Recurso Extraordinário 334 . 876 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 217700 / GO",
"Recurso Extraordinário 236396 / MG",
"Recurso Extraordinário 351611 / RS",
"Recurso Extraordinário 284627 / SP",
"Recurso Extraordinário 221234 / PR",
"AI 432622 ED / BA",
"Recurso Extraordinário 439035 / ES",
"Recurso Extraordinário 585 . 483 - AgR - ED - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 452 . 445 - AgR / ES",
"AI 610 . 243 - AgR / ES",
"AI 469 . 332 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 565 . 714 / SP",
"Recurso Extraordinário 334 . 876 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 217700 / GO",
"Recurso Extraordinário 236396 / MG",
"Recurso Extraordinário 351611 / RS",
"Recurso Extraordinário 284627 / SP",
"Recurso Extraordinário 221234 / PR",
"Recurso Extraordinário 439035 / ES",
"Recurso Extraordinário 585 . 483 - AgR - ED - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 452 . 445 - AgR / ES",
"AI 610 . 243 - AgR / ES",
"AI 469 . 332 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 565 . 714 / SP",
"Recurso Extraordinário 334 . 876 AGR",
"Rcl 6 . 266 - MC / DF",
"Súmula 228 / Tribunal Superior do Trabalho",
"Súmula Vinculante n 4 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 565 . 714 / SP",
"Informativo n 510 /",
"Recurso Extraordinário 334 . 876 AGR",
"Rcl 6 . 266 - MC / DF",
"Súmula 228 / Tribunal Superior do Trabalho",
"Súmula Vinculante n 4 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante n 4",
"Recurso Extraordinário 565 . 714 / SP",
"Informativo n 510 / Supremo Tribunal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334 . 876",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 334 . 876"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 8 . . . , III , da Constituição",
"art . 102 , III ,",
"art . 8 . . . , III , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 8 . . . , III , da Constituição",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"arts .",
"art . 8 . . . , III , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 8 . . . , III DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"artigo 8 . . . , III da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 8 . . . , III DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"artigo 8 . . . , III da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art",
"art . 5 . . . , XXXV e LV , da Constituição",
"Decreto",
"-",
"Lei 2 . 351 / 1987",
"Medida Provisória n 2",
"de Processo Civil , art . 557 , caput",
"art . 5 . . . , XXXV e LV , da Constituição",
"Decreto",
"-",
"Lei 2 . 351 / 1987",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 7 . . . , IV , DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"Município de Belo Horizonte",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"BELO HORIZONTE",
"Município de Belo Horizonte",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"BELO HORIZONTE",
"BELO HORIZONTE",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE",
"BELO HORIZONTE"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO DE",
"SINDIBEL",
"-",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BELO",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"SINDIBEL",
"-",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BELO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDIBEL",
"-",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"MG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário deste Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário deste Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"MG",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"SINDIBEL",
"-",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SINDIBEL",
"-",
"SINDICATO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RITA DE CÁSSIA SILVA",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RITA DE CÁSSIA SILVA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RITA DE CÁSSIA SILVA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim Barbosa",
"Carmén Lúcia",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Carmén Lúcia",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Eros Grau",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Eros Grau",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RITA DE CÁSSIA SILVA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RITA DE CÁSSIA SILVA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"4",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"4",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"12",
".",
"99",
"20",
".",
"11",
".",
"98",
"7",
".",
"2",
".",
"2003",
"24",
".",
"5",
".",
"2002",
"5",
".",
"5",
".",
"2000",
"15",
".",
"9",
".",
"2006",
"28",
".",
"3",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"12",
".",
"99",
"20",
".",
"11",
".",
"98",
"7",
".",
"2",
".",
"2003",
"24",
".",
"5",
".",
"2002",
"5",
".",
"5",
".",
"2000",
"15",
".",
"9",
".",
"2006",
"28",
".",
"3",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9 de maio de 2008",
"30",
".",
"4",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9 de maio de 2008",
"30",
".",
"4",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S)
:CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S)
:LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE
NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF.
AGRAVO IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na
legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o RE,
ante a incidência da Súmula 280 do STF.
II – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842049.
Supremo Tribunal Federal
DJe 02/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S)
:CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S)
:LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que entendeu pela inconstitucionalidade da taxa de serviços de
bombeiros instituída pelo Município de Porto Ferreira, sob o
fundamento de que esses serviços não são específicos e nem divisíveis,
são de competência do Estado e a exação cobrada utiliza base de
cálculo própria de imposto.
Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição,
sustentou-se, em suma, a constitucionalidade da referida taxa.
A pretensão recursal não merece acolhida.
É certo que a Corte possui entendimento pacífico pela
constitucionalidade de taxas cobradas em razão dos serviços de
prevenção, combate ou extinção de incêndios, uma vez que instituídas
como contraprestação a serviços essenciais, específicos e divisíveis, a
exemplo do julgamento do RE 206.777/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão.
Ocorre que, no caso dos autos, há uma discussão sobre a
competência municipal para prestar esse tipo de serviço,
fundamentada não só na Constituição Federal, mas também em
legislação estadual e municipal. Desse modo, para se chegar à
conclusão contrária à adotada no acórdão recorrido, em especial
quanto a legitimidade e a interpretação de convênio firmado entre
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842050.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S)
:CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S)
:LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que entendeu pela inconstitucionalidade da taxa de serviços de
bombeiros instituída pelo Município de Porto Ferreira, sob o
fundamento de que esses serviços não são específicos e nem divisíveis,
são de competência do Estado e a exação cobrada utiliza base de
cálculo própria de imposto.
Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição,
sustentou-se, em suma, a constitucionalidade da referida taxa.
A pretensão recursal não merece acolhida.
É certo que a Corte possui entendimento pacífico pela
constitucionalidade de taxas cobradas em razão dos serviços de
prevenção, combate ou extinção de incêndios, uma vez que instituídas
como contraprestação a serviços essenciais, específicos e divisíveis, a
exemplo do julgamento do RE 206.777/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão.
Ocorre que, no caso dos autos, há uma discussão sobre a
competência municipal para prestar esse tipo de serviço,
fundamentada não só na Constituição Federal, mas também em
legislação estadual e municipal. Desse modo, para se chegar à
conclusão contrária à adotada no acórdão recorrido, em especial
quanto a legitimidade e a interpretação de convênio firmado entre
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842050.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
RE 632.146 AGR-SEGUNDO / SP
Estado e Município, faz-se necessário analisar normas locais, o que
inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”
(fls. 455-456).
O agravante alegou, em suma, a inaplicabilidade da Súmula 280
desta Corte ao caso dos autos, ao argumento de que o acórdão do
Tribunal de origem contrariou frontalmente o art. 144 da Lei Maior.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842050.
Supremo Tribunal Federal
RE 632.146 AGR-SEGUNDO / SP
Estado e Município, faz-se necessário analisar normas locais, o que
inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”
(fls. 455-456).
O agravante alegou, em suma, a inaplicabilidade da Súmula 280
desta Corte ao caso dos autos, ao argumento de que o acórdão do
Tribunal de origem contrariou frontalmente o art. 144 da Lei Maior.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem
dirimiu a matéria atinente à competência para a prestação dos serviços de
prevenção, combate ou extinção de incêndios com fundamento na análise
da legislação local pertinente (Constituição do Estado de São Paulo),
consoante se observa do seguinte trecho da decisão a quo:
“Com efeito, o art. 160, inciso II, da Constituição Bandeirante
atribui ao Estado competência exclusiva para instituir 'taxas em razão
do exercício do poder de polícia, ou pela utilização, efetiva ou
potencial, de serviços públicos de sua atribuição, específicos e
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição'.
Sucede que os serviços relativos à prevenção e extinção de
incêndios e de defesa civil, atribuídos ao Corpo de Bombeiros, são
afetos ao Estado (arts. 139 e 142, da Constituição do Estado). Em
outras palavras, constituem atividades que desbordam da esfera de
atuação do Município. Por conseguinte, ao Estado cabe instituir taxa
objetivando sua remuneração” (fls. 336-337).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame da
legislação mencionada, circunstância que torna inviável o recurso nos
termos da Súmula 280 do STF.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842051.
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20/03/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem
dirimiu a matéria atinente à competência para a prestação dos serviços de
prevenção, combate ou extinção de incêndios com fundamento na análise
da legislação local pertinente (Constituição do Estado de São Paulo),
consoante se observa do seguinte trecho da decisão a quo:
“Com efeito, o art. 160, inciso II, da Constituição Bandeirante
atribui ao Estado competência exclusiva para instituir 'taxas em razão
do exercício do poder de polícia, ou pela utilização, efetiva ou
potencial, de serviços públicos de sua atribuição, específicos e
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição'.
Sucede que os serviços relativos à prevenção e extinção de
incêndios e de defesa civil, atribuídos ao Corpo de Bombeiros, são
afetos ao Estado (arts. 139 e 142, da Constituição do Estado). Em
outras palavras, constituem atividades que desbordam da esfera de
atuação do Município. Por conseguinte, ao Estado cabe instituir taxa
objetivando sua remuneração” (fls. 336-337).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame da
legislação mencionada, circunstância que torna inviável o recurso nos
termos da Súmula 280 do STF.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842051.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S) : CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S) : LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1871705
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S) : CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S) : LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1871705
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1874684
| 2012-03-20T00:00:00
| 2012-04-02T00:00:00
|
recurso improvido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
|
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF.
II – Agravo regimental improvido.
|
sjur206890
|
Número de páginas: 5.
Análise: 16/04/2012, MLM.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
632146
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-EST CES ANO-1989\r\n ART-00139 ART-00142 ART-00160 INC-00002\r\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, SP"
] |
RE-AgR-segundo
|
acordaos
|
RE 632146 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S) : CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S) : LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S)
:CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S)
:LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE
NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO IMPROVIDO.
I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na
legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário,
ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal.
II – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842049.
Supremo Tribunal Federal
DJe 02/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S)
:CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S)
:LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que entendeu pela inconstitucionalidade da taxa de serviços de
bombeiros instituída pelo Município de Porto Ferreira, sob o
fundamento de que esses serviços não são específicos e nem divisíveis,
são de competência do Estado e a exação cobrada utiliza base de
cálculo própria de imposto.
Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição,
sustentou-se, em suma, a constitucionalidade da referida taxa.
A pretensão recursal não merece acolhida.
É certo que a Corte possui entendimento pacífico pela
constitucionalidade de taxas cobradas em razão dos serviços de
prevenção, combate ou extinção de incêndios, uma vez que instituídas
como contraprestação a serviços essenciais, específicos e divisíveis, a
exemplo do julgamento do Recurso Extraordinário 206.777/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão.
Ocorre que, no caso dos autos, há uma discussão sobre a
competência municipal para prestar esse tipo de serviço,
fundamentada não só na Constituição Federal, mas também em
legislação estadual e municipal. Desse modo, para se chegar à
conclusão contrária à adotada no acórdão recorrido, em especial
quanto a legitimidade e a interpretação de convênio firmado entre
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842050.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S)
:CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S)
:LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que entendeu pela inconstitucionalidade da taxa de serviços de
bombeiros instituída pelo Município de Porto Ferreira, sob o
fundamento de que esses serviços não são específicos e nem divisíveis,
são de competência do Estado e a exação cobrada utiliza base de
cálculo própria de imposto.
Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição,
sustentou-se, em suma, a constitucionalidade da referida taxa.
A pretensão recursal não merece acolhida.
É certo que a Corte possui entendimento pacífico pela
constitucionalidade de taxas cobradas em razão dos serviços de
prevenção, combate ou extinção de incêndios, uma vez que instituídas
como contraprestação a serviços essenciais, específicos e divisíveis, a
exemplo do julgamento do Recurso Extraordinário 206.777/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão.
Ocorre que, no caso dos autos, há uma discussão sobre a
competência municipal para prestar esse tipo de serviço,
fundamentada não só na Constituição Federal, mas também em
legislação estadual e municipal. Desse modo, para se chegar à
conclusão contrária à adotada no acórdão recorrido, em especial
quanto a legitimidade e a interpretação de convênio firmado entre
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
Recurso Extraordinário 632.146 AGR-SEGUNDO / SP
Estado e Município, faz-se necessário analisar normas locais, o que
inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”
(fls. 455-456).
O agravante alegou, em suma, a inaplicabilidade da Súmula 280
desta Corte ao caso dos autos, ao argumento de que o acórdão do
Tribunal de origem contrariou frontalmente o art. 144 da Lei Maior.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 632.146 AGR-SEGUNDO / SP
Estado e Município, faz-se necessário analisar normas locais, o que
inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”
(fls. 455-456).
O agravante alegou, em suma, a inaplicabilidade da Súmula 280
desta Corte ao caso dos autos, ao argumento de que o acórdão do
Tribunal de origem contrariou frontalmente o art. 144 da Lei Maior.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem
dirimiu a matéria atinente à competência para a prestação dos serviços de
prevenção, combate ou extinção de incêndios com fundamento na análise
da legislação local pertinente (Constituição do Estado de São Paulo),
consoante se observa do seguinte trecho da decisão a quo:
“Com efeito, o art. 160, inciso II, da Constituição Bandeirante
atribui ao Estado competência exclusiva para instituir 'taxas em razão
do exercício do poder de polícia, ou pela utilização, efetiva ou
potencial, de serviços públicos de sua atribuição, específicos e
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição'.
Sucede que os serviços relativos à prevenção e extinção de
incêndios e de defesa civil, atribuídos ao Corpo de Bombeiros, são
afetos ao Estado (arts. 139 e 142, da Constituição do Estado). Em
outras palavras, constituem atividades que desbordam da esfera de
atuação do Município. Por conseguinte, ao Estado cabe instituir taxa
objetivando sua remuneração” (fls. 336-337).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame da
legislação mencionada, circunstância que torna inviável o recurso nos
termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem
dirimiu a matéria atinente à competência para a prestação dos serviços de
prevenção, combate ou extinção de incêndios com fundamento na análise
da legislação local pertinente (Constituição do Estado de São Paulo),
consoante se observa do seguinte trecho da decisão a quo:
“Com efeito, o art. 160, inciso II, da Constituição Bandeirante
atribui ao Estado competência exclusiva para instituir 'taxas em razão
do exercício do poder de polícia, ou pela utilização, efetiva ou
potencial, de serviços públicos de sua atribuição, específicos e
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição'.
Sucede que os serviços relativos à prevenção e extinção de
incêndios e de defesa civil, atribuídos ao Corpo de Bombeiros, são
afetos ao Estado (arts. 139 e 142, da Constituição do Estado). Em
outras palavras, constituem atividades que desbordam da esfera de
atuação do Município. Por conseguinte, ao Estado cabe instituir taxa
objetivando sua remuneração” (fls. 336-337).
Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame da
legislação mencionada, circunstância que torna inviável o recurso nos
termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S) : CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S) : LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.146
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA
ADV.(A/S) : CLITO FORNACIARI JÚNIOR
AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S) : LUIZ FLÁVIO BORGES D'URSO E OUTRO(A/S)
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 146",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 146",
"Recurso Extraordinário 206 . 777 / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 146",
"Recurso Extraordinário 206 . 777 / SP",
"Recurso Extraordinário 632 . 146 AGR",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 632 . 146 AGR - SEGUNDO / SP",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 desta Corte",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 146",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 146",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 146",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 146"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"art . 144 da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"art . 144 da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Estado de São Paulo",
"art . 160 , inciso II , da Constituição Bandeirante",
"arts . 139 e 142 , da Constituição do Estado",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Estado de São Paulo",
"art . 160 , inciso II , da Constituição Bandeirante",
"arts . 139 e 142 , da Constituição do Estado",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"Município de Porto Ferreira",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA",
"Município de Porto Ferreira",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"MUNICÍPIO",
"ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"Corpo de Bombeiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"Corpo de Bombeiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CLITO FORNACIARI JÚNIOR",
"LUIZ FLÁVIO BORGES D ' URSO",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CLITO FORNACIARI JÚNIOR",
"LUIZ FLÁVIO BORGES D ' URSO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ilmar Galvão",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CLITO FORNACIARI JÚNIOR",
"LUIZ FLÁVIO BORGES D ' URSO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ilmar Galvão",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CLITO FORNACIARI JÚNIOR",
"LUIZ FLÁVIO BORGES D ' URSO",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CLITO FORNACIARI JÚNIOR",
"LUIZ FLÁVIO BORGES D ' URSO",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065 SERGIPE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S)
:JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S)
:MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1924068.
Supremo Tribunal Federal
DJe 26/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 642.065 AGR / SE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 20 de março de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1924068.
Supremo Tribunal Federal
AI 642.065 AGR / SE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 20 de março de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1924068.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065 SERGIPE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S)
:JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S)
:MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 201 e 202, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1924069.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065 SERGIPE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S)
:JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S)
:MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 201 e 202, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
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Relatório
AI 642.065 AGR / SE
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 205 a 207, insiste na demonstração
de ofensa ao artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, em razão do
indeferimento do pedido de realização de prova pericial, implicando
cerceamento do direito de defesa. Afirma ser desnecessário o reexame de
provas, pretendendo-se apenas o enquadramento do fato ao mencionado
artigo constitucional.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 236).
2
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AI 642.065 AGR / SE
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 205 a 207, insiste na demonstração
de ofensa ao artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, em razão do
indeferimento do pedido de realização de prova pericial, implicando
cerceamento do direito de defesa. Afirma ser desnecessário o reexame de
provas, pretendendo-se apenas o enquadramento do fato ao mencionado
artigo constitucional.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 236).
2
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AI 642.065 AGR / SE
É o relatório.
3
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065 SERGIPE
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de Sergipe consignou ao negar provimento à apelação (folhas 111,
112 e 113):
[...]
Exatamente por isso a decisão de fl. 121, que indefere a
prova pericial requerida pelo Recorrente e apregoa o
julgamento antecipado da lide, não viola a garantia
constitucional da ampla defesa, nem gera qualquer nulidade ao
processo. Uma vez que se impugna a condução do processo
seletivo, notadamente a utilização de critérios subjetivos e
sigilosos, torna-se desnecessária perícia técnica para apurar um
resultado que não se discute.
É dizer: a discussão gravita em torno dos parâmetros
adotados no certame, por isso que, comprovados os vícios
apontados pelo candidato, não caberia ao Judiciário suprir as
falhas do Edital. Do contrário, acaso concluindo-se pelo respeito
às garantias constitucionais do participante, não teria guarita
sua pretensão.
Com efeito, de se indeferir ambas as questões
preliminares, de ilegitimidade passiva e nulidade processual
por cerceamento de defesa. Passemos ao mérito.
[…]
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20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065 SERGIPE
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de Sergipe consignou ao negar provimento à apelação (folhas 111,
112 e 113):
[...]
Exatamente por isso a decisão de fl. 121, que indefere a
prova pericial requerida pelo Recorrente e apregoa o
julgamento antecipado da lide, não viola a garantia
constitucional da ampla defesa, nem gera qualquer nulidade ao
processo. Uma vez que se impugna a condução do processo
seletivo, notadamente a utilização de critérios subjetivos e
sigilosos, torna-se desnecessária perícia técnica para apurar um
resultado que não se discute.
É dizer: a discussão gravita em torno dos parâmetros
adotados no certame, por isso que, comprovados os vícios
apontados pelo candidato, não caberia ao Judiciário suprir as
falhas do Edital. Do contrário, acaso concluindo-se pelo respeito
às garantias constitucionais do participante, não teria guarita
sua pretensão.
Com efeito, de se indeferir ambas as questões
preliminares, de ilegitimidade passiva e nulidade processual
por cerceamento de defesa. Passemos ao mérito.
[…]
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 642.065 AGR / SE
Nada obstante essas considerações, que por is só afastam a
pretensão recursal, depreende-se dos autos que o exame
biopsicossocial imposto ao Recorrido encontra-se arrimado em
critérios subjetivos e sigilosos, além de impassível de
contestação pela inexistência de recurso. Para tanto, basta
observar o item 0.9 do Edital, que se limita a estabelecer
genericamente que “A etapa de Qualificação biopsicossocial terá
caráter eliminatório e será composta das seguintes fases: exames
médicos; avaliação psicológica e avaliação de integridade econômica,
financeira e funcional”.
Não se esclarece, como se vê, critérios objetivos para a
avaliação psicológica, ou seja, se seria realizada entrevista, teste
de raciocínio ou qualquer outro tipo de avaliação. Além disso,
deixa de mencionar aspectos que relacionem o emprego
oferecido ao perfil psicológico almejado. O Edital tampouco fixa
os termos de entrega dos resultados desses exames, nem oferta
prazo para Recurso, pois, ao contrário do que tenta convencer o
Recorrente, a previsão constante no item 12.2. (DOS
RECURSOS), incide unicamente “(...) contra os gabaritos oficiais
preliminares das provas objetivas (...)” (fl. 16, verso).
Com efeito, na forma como imposta, a exigência do exame
biopsicossocial finda por violar os princípios da isonomia,
publicidade e moralidade administrativa, na medida em que
permite exclusões arbitrárias, sem a exposição dos motivos da
reprovação (contra-indicação), além de vedar a possibilidade de
recurso.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
2
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Nada obstante essas considerações, que por is só afastam a
pretensão recursal, depreende-se dos autos que o exame
biopsicossocial imposto ao Recorrido encontra-se arrimado em
critérios subjetivos e sigilosos, além de impassível de
contestação pela inexistência de recurso. Para tanto, basta
observar o item 0.9 do Edital, que se limita a estabelecer
genericamente que “A etapa de Qualificação biopsicossocial terá
caráter eliminatório e será composta das seguintes fases: exames
médicos; avaliação psicológica e avaliação de integridade econômica,
financeira e funcional”.
Não se esclarece, como se vê, critérios objetivos para a
avaliação psicológica, ou seja, se seria realizada entrevista, teste
de raciocínio ou qualquer outro tipo de avaliação. Além disso,
deixa de mencionar aspectos que relacionem o emprego
oferecido ao perfil psicológico almejado. O Edital tampouco fixa
os termos de entrega dos resultados desses exames, nem oferta
prazo para Recurso, pois, ao contrário do que tenta convencer o
Recorrente, a previsão constante no item 12.2. (DOS
RECURSOS), incide unicamente “(...) contra os gabaritos oficiais
preliminares das provas objetivas (...)” (fl. 16, verso).
Com efeito, na forma como imposta, a exigência do exame
biopsicossocial finda por violar os princípios da isonomia,
publicidade e moralidade administrativa, na medida em que
permite exclusões arbitrárias, sem a exposição dos motivos da
reprovação (contra-indicação), além de vedar a possibilidade de
recurso.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 642.065 AGR / SE
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
3
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No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S) : JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S) : MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1874027
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S) : JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S) : MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1874027
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1941178
| 2012-03-20T00:00:00
| 2012-04-26T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 20.3.2012.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
|
sjur208241
|
Número de páginas: 9.
Análise: 14/05/2012, MLM.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
642065
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 642065 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S) : JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S) : MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065 SERGIPE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S)
:JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S)
:MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação
da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 26/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 642.065 AGR / SE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 20 de março de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 642.065 AGR / SE
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Dias Toffoli, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 20 de março de 2012.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065 SERGIPE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S)
:JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S)
:MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 201 e 202, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065 SERGIPE
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S)
:JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S)
:MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 201 e 202, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 642.065 AGR / SE
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 205 a 207, insiste na demonstração
de ofensa ao artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal, em razão do
indeferimento do pedido de realização de prova pericial, implicando
cerceamento do direito de defesa. Afirma ser desnecessário o reexame de
provas, pretendendo-se apenas o enquadramento do fato ao mencionado
artigo constitucional.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 236).
2
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AI 642.065 AGR / SE
probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar
a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se
exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à
transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos
demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem
procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea
com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
guindar a esta Corte matéria que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado no exame de processo da
competência da Corte.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A agravante, na minuta de folha 205 a 207, insiste na demonstração
de ofensa ao artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal, em razão do
indeferimento do pedido de realização de prova pericial, implicando
cerceamento do direito de defesa. Afirma ser desnecessário o reexame de
provas, pretendendo-se apenas o enquadramento do fato ao mencionado
artigo constitucional.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 236).
2
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Relatório
AI 642.065 AGR / SE
É o relatório.
3
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É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065 SERGIPE
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de Sergipe consignou ao negar provimento à apelação (folhas 111,
112 e 113):
[...]
Exatamente por isso a decisão de fl. 121, que indefere a
prova pericial requerida pelo Recorrente e apregoa o
julgamento antecipado da lide, não viola a garantia
constitucional da ampla defesa, nem gera qualquer nulidade ao
processo. Uma vez que se impugna a condução do processo
seletivo, notadamente a utilização de critérios subjetivos e
sigilosos, torna-se desnecessária perícia técnica para apurar um
resultado que não se discute.
É dizer: a discussão gravita em torno dos parâmetros
adotados no certame, por isso que, comprovados os vícios
apontados pelo candidato, não caberia ao Judiciário suprir as
falhas do Edital. Do contrário, acaso concluindo-se pelo respeito
às garantias constitucionais do participante, não teria guarita
sua pretensão.
Com efeito, de se indeferir ambas as questões
preliminares, de ilegitimidade passiva e nulidade processual
por cerceamento de defesa. Passemos ao mérito.
[…]
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20/03/2012
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065 SERGIPE
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de Sergipe consignou ao negar provimento à apelação (folhas 111,
112 e 113):
[...]
Exatamente por isso a decisão de fl. 121, que indefere a
prova pericial requerida pelo Recorrente e apregoa o
julgamento antecipado da lide, não viola a garantia
constitucional da ampla defesa, nem gera qualquer nulidade ao
processo. Uma vez que se impugna a condução do processo
seletivo, notadamente a utilização de critérios subjetivos e
sigilosos, torna-se desnecessária perícia técnica para apurar um
resultado que não se discute.
É dizer: a discussão gravita em torno dos parâmetros
adotados no certame, por isso que, comprovados os vícios
apontados pelo candidato, não caberia ao Judiciário suprir as
falhas do Edital. Do contrário, acaso concluindo-se pelo respeito
às garantias constitucionais do participante, não teria guarita
sua pretensão.
Com efeito, de se indeferir ambas as questões
preliminares, de ilegitimidade passiva e nulidade processual
por cerceamento de defesa. Passemos ao mérito.
[…]
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 642.065 AGR / SE
Nada obstante essas considerações, que por is só afastam a
pretensão recursal, depreende-se dos autos que o exame
biopsicossocial imposto ao Recorrido encontra-se arrimado em
critérios subjetivos e sigilosos, além de impassível de
contestação pela inexistência de recurso. Para tanto, basta
observar o item 0.9 do Edital, que se limita a estabelecer
genericamente que “A etapa de Qualificação biopsicossocial terá
caráter eliminatório e será composta das seguintes fases: exames
médicos; avaliação psicológica e avaliação de integridade econômica,
financeira e funcional”.
Não se esclarece, como se vê, critérios objetivos para a
avaliação psicológica, ou seja, se seria realizada entrevista, teste
de raciocínio ou qualquer outro tipo de avaliação. Além disso,
deixa de mencionar aspectos que relacionem o emprego
oferecido ao perfil psicológico almejado. O Edital tampouco fixa
os termos de entrega dos resultados desses exames, nem oferta
prazo para Recurso, pois, ao contrário do que tenta convencer o
Recorrente, a previsão constante no item 12.2. (DOS
RECURSOS), incide unicamente “(...) contra os gabaritos oficiais
preliminares das provas objetivas (...)” (fl. 16, verso).
Com efeito, na forma como imposta, a exigência do exame
biopsicossocial finda por violar os princípios da isonomia,
publicidade e moralidade administrativa, na medida em que
permite exclusões arbitrárias, sem a exposição dos motivos da
reprovação (contra-indicação), além de vedar a possibilidade de
recurso.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
2
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Nada obstante essas considerações, que por is só afastam a
pretensão recursal, depreende-se dos autos que o exame
biopsicossocial imposto ao Recorrido encontra-se arrimado em
critérios subjetivos e sigilosos, além de impassível de
contestação pela inexistência de recurso. Para tanto, basta
observar o item 0.9 do Edital, que se limita a estabelecer
genericamente que “A etapa de Qualificação biopsicossocial terá
caráter eliminatório e será composta das seguintes fases: exames
médicos; avaliação psicológica e avaliação de integridade econômica,
financeira e funcional”.
Não se esclarece, como se vê, critérios objetivos para a
avaliação psicológica, ou seja, se seria realizada entrevista, teste
de raciocínio ou qualquer outro tipo de avaliação. Além disso,
deixa de mencionar aspectos que relacionem o emprego
oferecido ao perfil psicológico almejado. O Edital tampouco fixa
os termos de entrega dos resultados desses exames, nem oferta
prazo para Recurso, pois, ao contrário do que tenta convencer o
Recorrente, a previsão constante no item 12.2. (DOS
RECURSOS), incide unicamente “(...) contra os gabaritos oficiais
preliminares das provas objetivas (...)” (fl. 16, verso).
Com efeito, na forma como imposta, a exigência do exame
biopsicossocial finda por violar os princípios da isonomia,
publicidade e moralidade administrativa, na medida em que
permite exclusões arbitrárias, sem a exposição dos motivos da
reprovação (contra-indicação), além de vedar a possibilidade de
recurso.
Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas
constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n
279 da Súmula deste Tribunal:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 642.065 AGR / SE
No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
3
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No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado fez-se alicerçada em interpretação
conferida à legislação de regência do tema.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do
agravado.
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Decisão de Julgamento
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S) : JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S) : MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1874027
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 642.065
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO
AGDO.(A/S) : JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO
ADV.(A/S) : MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 20.3.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Luiz Fux
e Rosa Weber.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 065",
"AI 642 . 065",
"AI 642 . 065",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 065",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 065",
"AI 642 . 065",
"AI 642 . 065",
"AI 642 . 065 AGR /",
"AI 642 . 065 AGR / SE",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 065",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 065",
"AI 642 . 065 AGR / SE",
"AI 642 . 065 AGR / SE",
"Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal",
"AI 642 . 065 AGR / SE",
"AI 642 . 065 AGR / SE",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 . 065",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 642 ."
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"/",
"2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília",
"Brasília"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
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"-",
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"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
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"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO",
"MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO",
"MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
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"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO",
"MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"JOSEMBERG DE ASSIS SEVERINO",
"MEIRIVONE FERREIRA DE ARAGÃO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S)
:LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PIS E
COFINS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA DA RELAÇÃO JURÍDICA
ESTABALECIDA ENTRE CONCESSIONÁRIAS E MONTADORAS DE
VEÍCULOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE
REEXAME DE CONTRATOS PRIVADOS. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
I – A controvérsia atinente à natureza das operações realizadas entre
concessionárias e montadoras de veículos, para efeitos de incidência da
contribuição para o PIS e da COFINS, cinge-se ao âmbito
infraconstitucional, além de depender do exame de eventuais contratos
firmados entre elas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta,
além de incidirem, na espécie, as Súmulas 279 e 454 desta Corte.
II – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842032.
Supremo Tribunal Federal
DJe 02/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
RE 526.218 AGR / SP
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 526.218 AGR / SP
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S)
:LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que não reconheceu o direito da recorrente, concessionária de veículos
novos, de excluir da base de cálculo do PIS e da COFINS os valores
dos produtos que lhe são repassados em consignação pela montadora.
Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
a possibilidade de exclusão dos referidos valores, com base no art. 3º, §
2º, III, da Lei nº 9.718/98.
A pretensão recursal não merece acolhida. Pacificou-se a
jurisprudência desta Corte no sentido do não-cabimento de recurso
extraordinário por ofensa a normas infraconstitucionais (no caso, art.
3º, § 2º, III, da Lei nº 9.718/98), sob alegação de má interpretação,
aplicação ou inobservância dessas normas. A afronta à Constituição,
se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: RE 349.741/RS e RE 480.906/RS, Rel. Min. Carlos Britto; RE
480.075-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; RE 437.533/PR,
Rel. Min. Cezar Peluso; RE 356.231/RS, Rel. Min. Eros Grau.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”
(fl. 443).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S)
:LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que não reconheceu o direito da recorrente, concessionária de veículos
novos, de excluir da base de cálculo do PIS e da COFINS os valores
dos produtos que lhe são repassados em consignação pela montadora.
Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
a possibilidade de exclusão dos referidos valores, com base no art. 3º, §
2º, III, da Lei nº 9.718/98.
A pretensão recursal não merece acolhida. Pacificou-se a
jurisprudência desta Corte no sentido do não-cabimento de recurso
extraordinário por ofensa a normas infraconstitucionais (no caso, art.
3º, § 2º, III, da Lei nº 9.718/98), sob alegação de má interpretação,
aplicação ou inobservância dessas normas. A afronta à Constituição,
se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: RE 349.741/RS e RE 480.906/RS, Rel. Min. Carlos Britto; RE
480.075-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; RE 437.533/PR,
Rel. Min. Cezar Peluso; RE 356.231/RS, Rel. Min. Eros Grau.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”
(fl. 443).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
RE 526.218 AGR / SP
A agravante alegou, em suma, que a interposição do recurso
extraordinário funda-se em alegação de ofensa direta ao texto
constitucional.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842033.
Supremo Tribunal Federal
RE 526.218 AGR / SP
A agravante alegou, em suma, que a interposição do recurso
extraordinário funda-se em alegação de ofensa direta ao texto
constitucional.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Como destaquei na decisão ora agravada, a pretendida discussão
sobre a natureza das operações realizadas pelas concessionárias depende
da prévia análise de normas infraconstitucionais, de sorte que a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, inviabilizando o recurso
extraordinário. Nesse sentido, transcrevo abaixo a ementa do julgamento
do AI 443.234-AgR/RJ, Rel. Min. Sepúlveda Pertence:
“Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à
incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre os valores
repassados às montadoras pelas concessionárias de veículos decidida à
luz de legislação infraconstitucional: a alegada violação do artigo 150,
I, da Constituição Federal, se ocorresse, seria reflexa ou indireta:
incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636.”
No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE
349.741/RS e RE 480.906/RS, Rel. Min. Carlos Britto; RE 480.075-AgR/RS,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence; RE 437.533-AgR/PR, Rel. Min. Cezar
Peluso; RE 356.231/RS, Rel. Min. Eros Grau.
Além disso, para se analisar a questão referente à natureza dos
contratos celebrados entre a concessionária e a montadora de veículos,
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Como destaquei na decisão ora agravada, a pretendida discussão
sobre a natureza das operações realizadas pelas concessionárias depende
da prévia análise de normas infraconstitucionais, de sorte que a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, inviabilizando o recurso
extraordinário. Nesse sentido, transcrevo abaixo a ementa do julgamento
do AI 443.234-AgR/RJ, Rel. Min. Sepúlveda Pertence:
“Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à
incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre os valores
repassados às montadoras pelas concessionárias de veículos decidida à
luz de legislação infraconstitucional: a alegada violação do artigo 150,
I, da Constituição Federal, se ocorresse, seria reflexa ou indireta:
incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636.”
No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE
349.741/RS e RE 480.906/RS, Rel. Min. Carlos Britto; RE 480.075-AgR/RS,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence; RE 437.533-AgR/PR, Rel. Min. Cezar
Peluso; RE 356.231/RS, Rel. Min. Eros Grau.
Além disso, para se analisar a questão referente à natureza dos
contratos celebrados entre a concessionária e a montadora de veículos,
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RE 526.218 AGR / SP
necessário seria, também, o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos e de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência
das Súmulas 279 e 454 do STF.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 526.218 AGR / SP
necessário seria, também, o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos e de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência
das Súmulas 279 e 454 do STF.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S) : LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1871681
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S) : LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1874561
| 2012-03-20T00:00:00
| 2012-04-02T00:00:00
|
recurso improvido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA DA RELAÇÃO JURÍDICA ESTABALECIDA ENTRE CONCESSIONÁRIAS E MONTADORAS DE VEÍCULOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE CONTRATOS PRIVADOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
I – A controvérsia atinente à natureza das operações realizadas entre concessionárias e montadoras de veículos, para efeitos de incidência da contribuição para o PIS e da COFINS, cinge-se ao âmbito infraconstitucional, além de depender do exame de eventuais contratos firmados entre elas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, além de incidirem, na espécie, as Súmulas 279 e 454 desta Corte.
II – Agravo regimental improvido.
|
sjur206882
|
- Acórdãos citados: AI 443234 AgR, RE 480075 AgR, RE 437533
AgR.
Número de páginas: 7.
Análise: 16/04/2012, MLM.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
526218
|
[
"LEG-FED LEI-009718 ANO-1998\r\n ART-00003 PAR-00002 INC-00003 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 526218 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S) : LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
|
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Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S)
:LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PIS E
COFINS. DEFINIÇÃO DA NATUREZA DA RELAÇÃO JURÍDICA
ESTABALECIDA ENTRE CONCESSIONÁRIAS E MONTADORAS DE
VEÍCULOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE
REEXAME DE CONTRATOS PRIVADOS. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO.
I – A controvérsia atinente à natureza das operações realizadas entre
concessionárias e montadoras de veículos, para efeitos de incidência da
contribuição para o PIS e da COFINS, cinge-se ao âmbito
infraconstitucional, além de depender do exame de eventuais contratos
firmados entre elas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta,
além de incidirem, na espécie, as Súmulas 279 e 454 desta Corte.
II – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 02/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 526.218 AGR / SP
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 526.218 AGR / SP
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842032.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S)
:LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que não reconheceu o direito da recorrente, concessionária de veículos
novos, de excluir da base de cálculo do PIS e da COFINS os valores
dos produtos que lhe são repassados em consignação pela montadora.
Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
a possibilidade de exclusão dos referidos valores, com base no art. 3..., §
2..., III, da Lei n 9.718/98.
A pretensão recursal não merece acolhida. Pacificou-se a
jurisprudência desta Corte no sentido do não-cabimento de recurso
extraordinário por ofensa a normas infraconstitucionais (no caso, art.
3..., § 2..., III, da Lei n 9.718/98), sob alegação de má interpretação,
aplicação ou inobservância dessas normas. A afronta à Constituição,
se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: Recurso Extraordinário 349.741/RS e Recurso Extraordinário 480.906/RS, Rel. Min. Carlos Britto; Recurso Extraordinário
480.075-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; Recurso Extraordinário 437.533/PR,
Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 356.231/RS, Rel. Min. Eros Grau.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”
(fl. 443).
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842033.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S)
:LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão
que não reconheceu o direito da recorrente, concessionária de veículos
novos, de excluir da base de cálculo do PIS e da COFINS os valores
dos produtos que lhe são repassados em consignação pela montadora.
Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se
a possibilidade de exclusão dos referidos valores, com base no art. 3..., §
2..., III, da Lei n 9.718/98.
A pretensão recursal não merece acolhida. Pacificou-se a
jurisprudência desta Corte no sentido do não-cabimento de recurso
extraordinário por ofensa a normas infraconstitucionais (no caso, art.
3..., § 2..., III, da Lei n 9.718/98), sob alegação de má interpretação,
aplicação ou inobservância dessas normas. A afronta à Constituição,
se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso
extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: Recurso Extraordinário 349.741/RS e Recurso Extraordinário 480.906/RS, Rel. Min. Carlos Britto; Recurso Extraordinário
480.075-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; Recurso Extraordinário 437.533/PR,
Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 356.231/RS, Rel. Min. Eros Grau.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”
(fl. 443).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 526.218 AGR / SP
A agravante alegou, em suma, que a interposição do recurso
extraordinário funda-se em alegação de ofensa direta ao texto
constitucional.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 526.218 AGR / SP
A agravante alegou, em suma, que a interposição do recurso
extraordinário funda-se em alegação de ofensa direta ao texto
constitucional.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Como destaquei na decisão ora agravada, a pretendida discussão
sobre a natureza das operações realizadas pelas concessionárias depende
da prévia análise de normas infraconstitucionais, de sorte que a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, inviabilizando o recurso
extraordinário. Nesse sentido, transcrevo abaixo a ementa do julgamento
do AI 443.234-AgR/RJ, Rel. Min. Sepúlveda Pertence:
“Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à
incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre os valores
repassados às montadoras pelas concessionárias de veículos decidida à
luz de legislação infraconstitucional: a alegada violação do artigo 150,
I, da Constituição Federal, se ocorresse, seria reflexa ou indireta:
incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636.”
No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário
349.741/RS e Recurso Extraordinário 480.906/RS, Rel. Min. Carlos Britto; Recurso Extraordinário 480.075-AgR/RS,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence; Recurso Extraordinário 437.533-AgR/PR, Rel. Min. Cezar
Peluso; Recurso Extraordinário 356.231/RS, Rel. Min. Eros Grau.
Além disso, para se analisar a questão referente à natureza dos
contratos celebrados entre a concessionária e a montadora de veículos,
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20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Como destaquei na decisão ora agravada, a pretendida discussão
sobre a natureza das operações realizadas pelas concessionárias depende
da prévia análise de normas infraconstitucionais, de sorte que a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta, inviabilizando o recurso
extraordinário. Nesse sentido, transcrevo abaixo a ementa do julgamento
do AI 443.234-AgR/RJ, Rel. Min. Sepúlveda Pertence:
“Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à
incidência da contribuição ao PIS e da COFINS sobre os valores
repassados às montadoras pelas concessionárias de veículos decidida à
luz de legislação infraconstitucional: a alegada violação do artigo 150,
I, da Constituição Federal, se ocorresse, seria reflexa ou indireta:
incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636.”
No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário
349.741/RS e Recurso Extraordinário 480.906/RS, Rel. Min. Carlos Britto; Recurso Extraordinário 480.075-AgR/RS,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence; Recurso Extraordinário 437.533-AgR/PR, Rel. Min. Cezar
Peluso; Recurso Extraordinário 356.231/RS, Rel. Min. Eros Grau.
Além disso, para se analisar a questão referente à natureza dos
contratos celebrados entre a concessionária e a montadora de veículos,
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 526.218 AGR / SP
necessário seria, também, o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos e de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência
das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 526.218 AGR / SP
necessário seria, também, o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos e de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência
das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S) : LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526.218
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : IRMÃOS LUCHINI S/A COMERCIAL AUTO PEÇAS
ADV.(A/S) : LEINA NAGASSE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - RAQUEL VIEIRA MENDES
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526 . 218",
"SÚMULAS 279",
"Recurso Extraordinário 526 . 218 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 526 . 218 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 349 . 741 / RS",
"Recurso Extraordinário 480 . 906 / RS",
"Recurso Extraordinário 480 . 075 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 437 . 533 / PR",
"Recurso Extraordinário 356 . 231 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526 . 218",
"Recurso Extraordinário 349 . 741 / RS",
"Recurso Extraordinário 480 . 906 / RS",
"Recurso Extraordinário 480 . 075 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 437 . 533 / PR",
"Recurso Extraordinário 356 . 231 / RS",
"Recurso Extraordinário 526 . 218 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 526 . 218 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526 . 218",
"AI 443 . 234 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 349 . 741 / RS",
"Recurso Extraordinário 480 . 906 / RS",
"Recurso Extraordinário 480 . 075 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 437 . 533 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 356 . 231 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526 . 218",
"AI 443 . 234 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 349 . 741 / RS",
"Recurso Extraordinário 480 . 906 / RS",
"Recurso Extraordinário 480 . 075 - AgR",
"Recurso Extraordinário 437 . 533 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 356 . 231 / RS",
"Recurso Extraordinário 526 . 218 AGR / SP",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 526 . 218 AGR / SP",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 526 . 218"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"art . 3 . . . , § 2 . . . , III , da Lei n 9 . 718 / 98",
"art . 3 . . . , § 2 . . . , III , da Lei n 9 . 718 / 98",
"Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput )",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"art . 3 . . . , § 2 . . . , III , da Lei n 9 . 718 / 98",
"art . 3 . . . , § 2 . . . , III , da Lei n 9 . 718 / 98",
"Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"artigo 150 , I , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"artigo 150 , I , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"IRMÃOS LUCHINI S / A COMERCIAL",
"AUTO PEÇAS",
"UNIÃO",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"IRMÃOS LUCHINI S / A COMERCIAL AUTO PEÇAS",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"IRMÃOS LUCHINI S / A COMERCIAL AUTO PEÇAS",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"IRMÃOS LUCHINI S / A COMERCIAL AUTO PEÇAS",
"UNIÃO",
"PFN",
"-",
"RAQUEL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"LEINA NAGASSE",
"RAQUEL VIEIRA MENDES",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"LEINA NAGASSE",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Carlos Britto",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Eros Grau",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"LEINA NAGASSE",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Carlos Britto",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Eros Grau",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Britto",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Eros Grau",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Britto",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Eros Grau",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"LEINA NAGASSE",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"IRMÃOS LUCHINI",
"LEINA NAGASSE",
"RAQUEL VIEIRA MENDES",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"-",
"2",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA AO
QUE DECIDIDO POR ESTA CORTE NA ADI 3.522/RS. NÃO
OCORRÊNCIA. RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO.
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO.
I – No caso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a fim de
cumprir a decisão proferida por esta Corte na ADI 3.522/RS, desconstituiu
delegações anteriormente concedidas com base em dispositivos da Lei
gaúcha 11.183/1998, declarados inconstitucionais naquele julgamento.
II – Não se cuida, pois, de afronta ao que decidido por esta Corte,
mas de efetivo cumprimento do mencionado julgado.
III - A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo ou
substitutivo de recurso próprio. Precedentes.
IV – Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negar provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste julgamento, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em
representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019446.
Supremo Tribunal Federal
DJe 05/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
RCL 11.999 AGR / DF
Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em Maputo,
Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça
Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Brasília, 16 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RCL 11.999 AGR / DF
Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em Maputo,
Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça
Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Brasília, 16 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental, interposto por Elenice Mazardo, Lucila Mariano e
Maria Clarice Tomasi Lorentz, contra decisão monocrática que negou
seguimento a esta reclamação ajuizada contra atos administrativos
praticados pelo Presidente e pelo Corregedor do Tribunal de Justiça do
Rio Grande do Sul, no âmbito do concurso de remoção aberto pelo Edital
03/2003-CPCIRRSNR, que teriam afrontado o conteúdo da decisão do STF
nos autos da ADI 3.522/RS, Rel. Min. Marco Aurélio.
As agravantes manejaram a reclamação sustentando, em suma, que
em razão do trânsito em julgado do acórdão da ADI 3.522/RS, em que se
julgaram inconstitucionais dispositivos da Lei estadual 11.183/1998, o
Tribunal de Justiça gaúcho, em 14/12/2010, para dar cumprimento ao que
decido pelo Supremo Tribunal Federal, desconstituiu as delegações de
serviços notariais e registrais outorgadas aos participantes do concurso.
Alegaram, ainda, que os efeitos desse julgamento não poderiam
alcançar situações jurídicas consolidadas, uma vez que o prazo de
validade do concurso teria expirado em 12/1/2008, e as agravantes já
estariam ocupando as serventias que lhes foram outorgadas desde 2004.
Argumentaram, também, que o ato impugnado constitui afronta ao
que decidido na ADI 3.522/RS, pois nesse julgamento não estava em
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16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental, interposto por Elenice Mazardo, Lucila Mariano e
Maria Clarice Tomasi Lorentz, contra decisão monocrática que negou
seguimento a esta reclamação ajuizada contra atos administrativos
praticados pelo Presidente e pelo Corregedor do Tribunal de Justiça do
Rio Grande do Sul, no âmbito do concurso de remoção aberto pelo Edital
03/2003-CPCIRRSNR, que teriam afrontado o conteúdo da decisão do STF
nos autos da ADI 3.522/RS, Rel. Min. Marco Aurélio.
As agravantes manejaram a reclamação sustentando, em suma, que
em razão do trânsito em julgado do acórdão da ADI 3.522/RS, em que se
julgaram inconstitucionais dispositivos da Lei estadual 11.183/1998, o
Tribunal de Justiça gaúcho, em 14/12/2010, para dar cumprimento ao que
decido pelo Supremo Tribunal Federal, desconstituiu as delegações de
serviços notariais e registrais outorgadas aos participantes do concurso.
Alegaram, ainda, que os efeitos desse julgamento não poderiam
alcançar situações jurídicas consolidadas, uma vez que o prazo de
validade do concurso teria expirado em 12/1/2008, e as agravantes já
estariam ocupando as serventias que lhes foram outorgadas desde 2004.
Argumentaram, também, que o ato impugnado constitui afronta ao
que decidido na ADI 3.522/RS, pois nesse julgamento não estava em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
RCL 11.999 AGR / DF
discussão o dispositivo da Lei estadual 11.183/1998 que regula o prazo de
validade do certame.
Asseveraram, outrossim, que “alguns atos emanados do Poder Público,
embora editados com lastro em normas (apenas) posteriormente julgadas
inconstitucionais, mesmo com efeitos ex tunc, terão de ser mantidos de sorte a se
garantir uma mínima estabilização das relações jurídicas que se formalizaram”.
Requereram, ao final, a procedência da reclamação para que fossem
cassados os atos administrativos praticados no âmbito do mencionado
concurso a partir do trânsito em julgado da ADI 3.522/RS.
Em 15/7/2011, no período das férias forenses (art. 13, VIII, do RISTF),
o Min. Cezar Peluso negou seguimento ao pleito, ao fundamento de não
estar presente nenhuma das hipóteses de admissibilidade previstas na
Constituição Federal.
Afirmou-se, na decisão, que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do
Sul,
“ao desconstituir delegações de serviços notariais e registrais
outorgadas aos participantes do concurso de remoção realizado em
2003 (Edital 03/2003), com base em normas declaradas
inconstitucionais (artigos 16, I, II, III e X, e 22, I, parágrafo único, da
Lei estadual nº 11.183/98), antes que descumprir, deu fiel
cumprimento ao decidido no julgamento daquela ação direta de
inconstitucionalidade, respeitando até os efeitos retrospectivos
atribuídos à decisão (eficácia ex tunc, expressamente firmada no
acórdão exequendo)” (grifos no original).
Irresignadas, as agravantes interpuseram este agravo regimental,
sustentando, em suma, que a decisão ora atacada não levou em
consideração o tempo transcorrido “entre o pronunciamento de
inconstitucionalidade efetivado na ADI 3.522/RS e as posteriores ações levadas a
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discussão o dispositivo da Lei estadual 11.183/1998 que regula o prazo de
validade do certame.
Asseveraram, outrossim, que “alguns atos emanados do Poder Público,
embora editados com lastro em normas (apenas) posteriormente julgadas
inconstitucionais, mesmo com efeitos ex tunc, terão de ser mantidos de sorte a se
garantir uma mínima estabilização das relações jurídicas que se formalizaram”.
Requereram, ao final, a procedência da reclamação para que fossem
cassados os atos administrativos praticados no âmbito do mencionado
concurso a partir do trânsito em julgado da ADI 3.522/RS.
Em 15/7/2011, no período das férias forenses (art. 13, VIII, do RISTF),
o Min. Cezar Peluso negou seguimento ao pleito, ao fundamento de não
estar presente nenhuma das hipóteses de admissibilidade previstas na
Constituição Federal.
Afirmou-se, na decisão, que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do
Sul,
“ao desconstituir delegações de serviços notariais e registrais
outorgadas aos participantes do concurso de remoção realizado em
2003 (Edital 03/2003), com base em normas declaradas
inconstitucionais (artigos 16, I, II, III e X, e 22, I, parágrafo único, da
Lei estadual nº 11.183/98), antes que descumprir, deu fiel
cumprimento ao decidido no julgamento daquela ação direta de
inconstitucionalidade, respeitando até os efeitos retrospectivos
atribuídos à decisão (eficácia ex tunc, expressamente firmada no
acórdão exequendo)” (grifos no original).
Irresignadas, as agravantes interpuseram este agravo regimental,
sustentando, em suma, que a decisão ora atacada não levou em
consideração o tempo transcorrido “entre o pronunciamento de
inconstitucionalidade efetivado na ADI 3.522/RS e as posteriores ações levadas a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
RCL 11.999 AGR / DF
cabo para dar-lhe implementação no âmbito do TJRS”.
Sustentam que em dezembro de 2010, quando editado o ato de
desconstituição, já haviam se passados mais de cinco anos das delegações
das serventias.
Aduzem, assim, que é cabível a reclamação “para o fim de ser
garantida a autoridade do julgamento da ADI, com a proibição de que,
supostamente em nome dela, o Egrégio TJRS continue a fazer mais do que de fato
está decidido”.
Requerem, por fim, a concessão de medida liminar para suspender a
entrega das delegações até o julgamento final desta ação, e, no mérito, a
procedência do agravo regimental para que seja reformada a decisão
agravada e julgada procedente a reclamação.
É o relatório.
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RCL 11.999 AGR / DF
cabo para dar-lhe implementação no âmbito do TJRS”.
Sustentam que em dezembro de 2010, quando editado o ato de
desconstituição, já haviam se passados mais de cinco anos das delegações
das serventias.
Aduzem, assim, que é cabível a reclamação “para o fim de ser
garantida a autoridade do julgamento da ADI, com a proibição de que,
supostamente em nome dela, o Egrégio TJRS continue a fazer mais do que de fato
está decidido”.
Requerem, por fim, a concessão de medida liminar para suspender a
entrega das delegações até o julgamento final desta ação, e, no mérito, a
procedência do agravo regimental para que seja reformada a decisão
agravada e julgada procedente a reclamação.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, entendo que a decisão impugnada não merece
reforma, visto que as agravantes não aduzem novos argumentos capazes
de afastar as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus
próprios fundamentos.
Como consignado na decisão agravada, o pedido formulado nesta
reclamação não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses permissivas
inscritas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a
preservar a competência da Suprema Corte ou a garantir a autoridade de
suas decisões.
Conforme relatado, esta reclamação utiliza como paradigma a
decisão proferida por esta Corte na ADI 3.522/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, que porta a seguinte ementa:
“PROCESSO OBJETIVO - AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE - ATUAÇÃO DO ADVOGADO-
GERAL DA UNIÃO. Consoante dispõe a norma imperativa do § 3º
do artigo 103 da Constituição Federal, incumbe ao Advogado-Geral da
União a defesa do ato ou texto impugnado na ação direta de
inconstitucionalidade, não lhe cabendo emissão de simples parecer, a
ponto de vir a concluir pela pecha de inconstitucionalidade.
CONCURSO PÚBLICO - PONTUAÇÃO - EXERCÍCIO
PROFISSIONAL NO SETOR ENVOLVIDO NO CERTAME -
IMPROPRIEDADE. Surge a conflitar com a igualdade almejada pelo
concurso público o empréstimo de pontos a desempenho profissional
anterior em atividade relacionada com o concurso público.
CONCURSO PÚBLICO - CRITÉRIOS DE DESEMPATE -
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16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, entendo que a decisão impugnada não merece
reforma, visto que as agravantes não aduzem novos argumentos capazes
de afastar as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus
próprios fundamentos.
Como consignado na decisão agravada, o pedido formulado nesta
reclamação não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses permissivas
inscritas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a
preservar a competência da Suprema Corte ou a garantir a autoridade de
suas decisões.
Conforme relatado, esta reclamação utiliza como paradigma a
decisão proferida por esta Corte na ADI 3.522/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, que porta a seguinte ementa:
“PROCESSO OBJETIVO - AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE - ATUAÇÃO DO ADVOGADO-
GERAL DA UNIÃO. Consoante dispõe a norma imperativa do § 3º
do artigo 103 da Constituição Federal, incumbe ao Advogado-Geral da
União a defesa do ato ou texto impugnado na ação direta de
inconstitucionalidade, não lhe cabendo emissão de simples parecer, a
ponto de vir a concluir pela pecha de inconstitucionalidade.
CONCURSO PÚBLICO - PONTUAÇÃO - EXERCÍCIO
PROFISSIONAL NO SETOR ENVOLVIDO NO CERTAME -
IMPROPRIEDADE. Surge a conflitar com a igualdade almejada pelo
concurso público o empréstimo de pontos a desempenho profissional
anterior em atividade relacionada com o concurso público.
CONCURSO PÚBLICO - CRITÉRIOS DE DESEMPATE -
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RCL 11.999 AGR / DF
ATUAÇÃO ANTERIOR NA ATIVIDADE - AUSÊNCIA DE
RAZOABILIDADE. Mostra-se conflitante com o princípio da
razoabilidade eleger como critério de desempate tempo anterior na
titularidade do serviço para o qual se realiza o concurso público”.
Observo que, no referido julgamento, foram julgados
inconstitucionais dispositivos da Lei 11.183/1998 do Estado do Rio
Grande do Sul que estabeleciam critérios discriminatórios de pontuação
em concursos de ingresso e remoção nos serviços notarial e registral.
Contudo, no caso em exame, o Tribunal de Justiça gaúcho, para dar
cumprimento à decisão do STF, refez a classificação do concurso de
remoção e desconstituiu as delegações anteriormente concedidas com
base na lei estadual declarada inconstitucional.
Ora, como ressaltado na decisão agravada, não se trata de afronta ao
que decidido por esta Corte, mas sim de efetivação da decisão proferida
na ADI 3.522/RS.
Importante frisar, ainda, que, no tocante aos efeitos da decisão
proferida por este Supremo Tribunal Federal, ficou expressamente
consignado no acórdão da ADI 3.522/RS:
“Quanto à eficácia da decisão, acordaram os ministros da Corte,
por não ter sido alcançado o número mínimo de votos em rejeitar a
proposta do ministro Gilmar Mendes no sentido de se ressalvarem os
atos praticados anteriormente”.
A fim de dirimir quaisquer dúvidas, transcrevo o seguinte trecho do
voto proferido pelo Relator, Min. Marco Aurélio, por ocasião do
julgamento dos embargos de declaração opostos à mencionada ação
direta de inconstitucionalidade:
“Acolho os embargos declaratórios, portanto, para ressaltar que
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RCL 11.999 AGR / DF
ATUAÇÃO ANTERIOR NA ATIVIDADE - AUSÊNCIA DE
RAZOABILIDADE. Mostra-se conflitante com o princípio da
razoabilidade eleger como critério de desempate tempo anterior na
titularidade do serviço para o qual se realiza o concurso público”.
Observo que, no referido julgamento, foram julgados
inconstitucionais dispositivos da Lei 11.183/1998 do Estado do Rio
Grande do Sul que estabeleciam critérios discriminatórios de pontuação
em concursos de ingresso e remoção nos serviços notarial e registral.
Contudo, no caso em exame, o Tribunal de Justiça gaúcho, para dar
cumprimento à decisão do STF, refez a classificação do concurso de
remoção e desconstituiu as delegações anteriormente concedidas com
base na lei estadual declarada inconstitucional.
Ora, como ressaltado na decisão agravada, não se trata de afronta ao
que decidido por esta Corte, mas sim de efetivação da decisão proferida
na ADI 3.522/RS.
Importante frisar, ainda, que, no tocante aos efeitos da decisão
proferida por este Supremo Tribunal Federal, ficou expressamente
consignado no acórdão da ADI 3.522/RS:
“Quanto à eficácia da decisão, acordaram os ministros da Corte,
por não ter sido alcançado o número mínimo de votos em rejeitar a
proposta do ministro Gilmar Mendes no sentido de se ressalvarem os
atos praticados anteriormente”.
A fim de dirimir quaisquer dúvidas, transcrevo o seguinte trecho do
voto proferido pelo Relator, Min. Marco Aurélio, por ocasião do
julgamento dos embargos de declaração opostos à mencionada ação
direta de inconstitucionalidade:
“Acolho os embargos declaratórios, portanto, para ressaltar que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RCL 11.999 AGR / DF
a glosa ocorrida está ligada a preceitos da Lei nº 11.183/98, do Estado
do Rio Grande do Sul, que remetam à consideração de tempo de
serviço e de desempenho anteriores à realização do concurso de
ingresso. Vale dizer que a Corte concluiu pela inconstitucionalidade
dos dispositivos referidos tendo em conta a circunstância de
encerrarem, quer relativamente ao concurso de ingresso, quer ao de
remoção, a tomada de tempo na atividade de notário anterior à feitura
do concurso. Não se pode reapreciar esse enfoque, cumprindo ter
presente que houve rejeição explícita à proposta de
manutenção dos atos praticados antes do julgamento. O
argumento extremado alusivo ao funcionamento dos cartórios
é de todo improcedente, porquanto prevalece a necessidade de
respeito à ordem jurídico-constitucional e, sob o ângulo da
remoção, este se fará sem observar o que previsto na Lei nº
11.183/98 e que recebeu a pecha de inconstitucional. Da mesma
forma que não se tem a babel como critério de remoção, o que
procedido, de forma imprópria, sob tal aspecto, poderá ser
alterado” (grifos meus).
Assim, a meu ver, o ato reclamado buscou justamente adequar o
antigo concurso ao que estabelecido na ADI 3.522/RS. Não vejo, desse
modo, qualquer ofensa à autoridade dessa decisão.
Ressalto, ainda, que a reclamação não se presta a analisar se o ato
reclamado poderia ser expedido fora do prazo de validade do concurso.
Eventuais controvérsias relativas ao transcurso de tempo da outorga das
serventias às agravantes e o ato de suas desconstituições deverão ser
levadas à instância judicial competente, por intermédio dos instrumentos
processuais adequados.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. Nessa
linha, destaco as ementas dos seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO –
3
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a glosa ocorrida está ligada a preceitos da Lei nº 11.183/98, do Estado
do Rio Grande do Sul, que remetam à consideração de tempo de
serviço e de desempenho anteriores à realização do concurso de
ingresso. Vale dizer que a Corte concluiu pela inconstitucionalidade
dos dispositivos referidos tendo em conta a circunstância de
encerrarem, quer relativamente ao concurso de ingresso, quer ao de
remoção, a tomada de tempo na atividade de notário anterior à feitura
do concurso. Não se pode reapreciar esse enfoque, cumprindo ter
presente que houve rejeição explícita à proposta de
manutenção dos atos praticados antes do julgamento. O
argumento extremado alusivo ao funcionamento dos cartórios
é de todo improcedente, porquanto prevalece a necessidade de
respeito à ordem jurídico-constitucional e, sob o ângulo da
remoção, este se fará sem observar o que previsto na Lei nº
11.183/98 e que recebeu a pecha de inconstitucional. Da mesma
forma que não se tem a babel como critério de remoção, o que
procedido, de forma imprópria, sob tal aspecto, poderá ser
alterado” (grifos meus).
Assim, a meu ver, o ato reclamado buscou justamente adequar o
antigo concurso ao que estabelecido na ADI 3.522/RS. Não vejo, desse
modo, qualquer ofensa à autoridade dessa decisão.
Ressalto, ainda, que a reclamação não se presta a analisar se o ato
reclamado poderia ser expedido fora do prazo de validade do concurso.
Eventuais controvérsias relativas ao transcurso de tempo da outorga das
serventias às agravantes e o ato de suas desconstituições deverão ser
levadas à instância judicial competente, por intermédio dos instrumentos
processuais adequados.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. Nessa
linha, destaco as ementas dos seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO –
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
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RCL 11.999 AGR / DF
CABIMENTO DA AÇÃO CONSTITUCIONAL – AUSÊNCIA DE
IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O
PARADIGMA DESTA CORTE – RECLAMAÇÃO COMO
SUCEDÂNEO DE RECURSO – AGRAVO REGIMENTAL NÃO
PROVIDO. 1. Pressupõe-se a existência de aderência estrita do objeto
do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do STF
para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 2.
Reclamação não pode se confundir com sucedâneo recursal. 3. Agravo
regimental não provido” (Rcl 4.508-AgR/DF, Rel. Min. Dias
Toffoli).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO
NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N.
1.662/DF. 1. Inexistência de identidade material entre a decisão
reclamada e o julgado tido como paradigma. 2. Impossibilidade de
utilização da reclamação como sucedâneo de recurso. 3. Agravo
regimental ao qual se nega provimento” (Rcl 6.025-AgR/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e mantenho a
decisão proferida por seus próprios fundamentos. Prejudicados os
sucessivos pedidos de concessão de medida liminar.
4
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RCL 11.999 AGR / DF
CABIMENTO DA AÇÃO CONSTITUCIONAL – AUSÊNCIA DE
IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O
PARADIGMA DESTA CORTE – RECLAMAÇÃO COMO
SUCEDÂNEO DE RECURSO – AGRAVO REGIMENTAL NÃO
PROVIDO. 1. Pressupõe-se a existência de aderência estrita do objeto
do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do STF
para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 2.
Reclamação não pode se confundir com sucedâneo recursal. 3. Agravo
regimental não provido” (Rcl 4.508-AgR/DF, Rel. Min. Dias
Toffoli).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO
NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N.
1.662/DF. 1. Inexistência de identidade material entre a decisão
reclamada e o julgado tido como paradigma. 2. Impossibilidade de
utilização da reclamação como sucedâneo de recurso. 3. Agravo
regimental ao qual se nega provimento” (Rcl 6.025-AgR/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e mantenho a
decisão proferida por seus próprios fundamentos. Prejudicados os
sucessivos pedidos de concessão de medida liminar.
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Decisão de Julgamento
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2148051
| 2012-05-16T00:00:00
| 2012-06-05T00:00:00
|
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 16.05.2012.
|
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA AO QUE DECIDIDO POR ESTA CORTE NA ADI 3.522/RS. NÃO OCORRÊNCIA. RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO.
I – No caso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a fim de cumprir a decisão proferida por esta Corte na ADI 3.522/RS, desconstituiu delegações anteriormente concedidas com base em dispositivos da Lei gaúcha 11.183/1998, declarados inconstitucionais naquele julgamento.
II – Não se cuida, pois, de afronta ao que decidido por esta Corte, mas de efetivo cumprimento do mencionado julgado.
III - A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo ou substitutivo de recurso próprio. Precedentes.
IV – Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur210161
|
- Acórdãos citados: Rcl 4508 AgR, Rcl 6025 AgR.
- Veja ADI 3522 do STF.
Número de páginas: 10.
Análise: 12/06/2012, AAT
Revisão: 14/06/2012, SOF.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Tribunal Pleno
|
11999
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00001 LET-L\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-EST LEI-011183 ANO-1998\r\n LEI ORDINÁRIA, RS"
] |
Rcl-AgR
|
acordaos
|
Rcl 11999 AgR
|
[
""
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AGTE.(S) : ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA AO
QUE DECIDIDO POR ESTA CORTE NA ADI 3.522/RS. NÃO
OCORRÊNCIA. RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO.
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO.
I – No caso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a fim de
cumprir a decisão proferida por esta Corte na ADI 3.522/RS, desconstituiu
delegações anteriormente concedidas com base em dispositivos da Lei
gaúcha 11.183/1998, declarados inconstitucionais naquele julgamento.
II – Não se cuida, pois, de afronta ao que decidido por esta Corte,
mas de efetivo cumprimento do mencionado julgado.
III - A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo ou
substitutivo de recurso próprio. Precedentes.
IV – Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negar provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste julgamento, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias Toffoli, em
representação do Tribunal na II Assembleia da Conferência das
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 05/06/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
RCL 11.999 AGR / DF
Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em Maputo,
Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça
Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Brasília, 16 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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RCL 11.999 AGR / DF
Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, em Maputo,
Moçambique, e na IX Conferência Iberoamericana de Justiça
Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Brasília, 16 de maio de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR
2
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Relatório
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental, interposto por Elenice Mazardo, Lucila Mariano e
Maria Clarice Tomasi Lorentz, contra decisão monocrática que negou
seguimento a esta reclamação ajuizada contra atos administrativos
praticados pelo Presidente e pelo Corregedor do Tribunal de Justiça do
Rio Grande do Sul, no âmbito do concurso de remoção aberto pelo Edital
03/2003-CPCIRRSNR, que teriam afrontado o conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal
nos autos da ADI 3.522/RS, Rel. Min. Marco Aurélio.
As agravantes manejaram a reclamação sustentando, em suma, que
em razão do trânsito em julgado do acórdão da ADI 3.522/RS, em que se
julgaram inconstitucionais dispositivos da Lei estadual 11.183/1998, o
Tribunal de Justiça gaúcho, em 14/12/2010, para dar cumprimento ao que
decido pelo Supremo Tribunal Federal, desconstituiu as delegações de
serviços notariais e registrais outorgadas aos participantes do concurso.
Alegaram, ainda, que os efeitos desse julgamento não poderiam
alcançar situações jurídicas consolidadas, uma vez que o prazo de
validade do concurso teria expirado em 12/1/2008, e as agravantes já
estariam ocupando as serventias que lhes foram outorgadas desde 2004.
Argumentaram, também, que o ato impugnado constitui afronta ao
que decidido na ADI 3.522/RS, pois nesse julgamento não estava em
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental, interposto por Elenice Mazardo, Lucila Mariano e
Maria Clarice Tomasi Lorentz, contra decisão monocrática que negou
seguimento a esta reclamação ajuizada contra atos administrativos
praticados pelo Presidente e pelo Corregedor do Tribunal de Justiça do
Rio Grande do Sul, no âmbito do concurso de remoção aberto pelo Edital
03/2003-CPCIRRSNR, que teriam afrontado o conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal
nos autos da ADI 3.522/RS, Rel. Min. Marco Aurélio.
As agravantes manejaram a reclamação sustentando, em suma, que
em razão do trânsito em julgado do acórdão da ADI 3.522/RS, em que se
julgaram inconstitucionais dispositivos da Lei estadual 11.183/1998, o
Tribunal de Justiça gaúcho, em 14/12/2010, para dar cumprimento ao que
decido pelo Supremo Tribunal Federal, desconstituiu as delegações de
serviços notariais e registrais outorgadas aos participantes do concurso.
Alegaram, ainda, que os efeitos desse julgamento não poderiam
alcançar situações jurídicas consolidadas, uma vez que o prazo de
validade do concurso teria expirado em 12/1/2008, e as agravantes já
estariam ocupando as serventias que lhes foram outorgadas desde 2004.
Argumentaram, também, que o ato impugnado constitui afronta ao
que decidido na ADI 3.522/RS, pois nesse julgamento não estava em
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
RCL 11.999 AGR / DF
discussão o dispositivo da Lei estadual 11.183/1998 que regula o prazo de
validade do certame.
Asseveraram, outrossim, que “alguns atos emanados do Poder Público,
embora editados com lastro em normas (apenas) posteriormente julgadas
inconstitucionais, mesmo com efeitos ex tunc, terão de ser mantidos de sorte a se
garantir uma mínima estabilização das relações jurídicas que se formalizaram”.
Requereram, ao final, a procedência da reclamação para que fossem
cassados os atos administrativos praticados no âmbito do mencionado
concurso a partir do trânsito em julgado da ADI 3.522/RS.
Em 15/7/2011, no período das férias forenses (art. 13, VIII, do RISTF),
o Min. Cezar Peluso negou seguimento ao pleito, ao fundamento de não
estar presente nenhuma das hipóteses de admissibilidade previstas na
Constituição Federal.
Afirmou-se, na decisão, que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do
Sul,
“ao desconstituir delegações de serviços notariais e registrais
outorgadas aos participantes do concurso de remoção realizado em
2003 (Edital 03/2003), com base em normas declaradas
inconstitucionais (artigos 16, I, II, III e X, e 22, I, parágrafo único, da
Lei estadual n 11.183/98), antes que descumprir, deu fiel
cumprimento ao decidido no julgamento daquela ação direta de
inconstitucionalidade, respeitando até os efeitos retrospectivos
atribuídos à decisão (eficácia ex tunc, expressamente firmada no
acórdão exequendo)” (grifos no original).
Irresignadas, as agravantes interpuseram este agravo regimental,
sustentando, em suma, que a decisão ora atacada não levou em
consideração o tempo transcorrido “entre o pronunciamento de
inconstitucionalidade efetivado na ADI 3.522/RS e as posteriores ações levadas a
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Supremo Tribunal Federal
RCL 11.999 AGR / DF
discussão o dispositivo da Lei estadual 11.183/1998 que regula o prazo de
validade do certame.
Asseveraram, outrossim, que “alguns atos emanados do Poder Público,
embora editados com lastro em normas (apenas) posteriormente julgadas
inconstitucionais, mesmo com efeitos ex tunc, terão de ser mantidos de sorte a se
garantir uma mínima estabilização das relações jurídicas que se formalizaram”.
Requereram, ao final, a procedência da reclamação para que fossem
cassados os atos administrativos praticados no âmbito do mencionado
concurso a partir do trânsito em julgado da ADI 3.522/RS.
Em 15/7/2011, no período das férias forenses (art. 13, VIII, do RISTF),
o Min. Cezar Peluso negou seguimento ao pleito, ao fundamento de não
estar presente nenhuma das hipóteses de admissibilidade previstas na
Constituição Federal.
Afirmou-se, na decisão, que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do
Sul,
“ao desconstituir delegações de serviços notariais e registrais
outorgadas aos participantes do concurso de remoção realizado em
2003 (Edital 03/2003), com base em normas declaradas
inconstitucionais (artigos 16, I, II, III e X, e 22, I, parágrafo único, da
Lei estadual n 11.183/98), antes que descumprir, deu fiel
cumprimento ao decidido no julgamento daquela ação direta de
inconstitucionalidade, respeitando até os efeitos retrospectivos
atribuídos à decisão (eficácia ex tunc, expressamente firmada no
acórdão exequendo)” (grifos no original).
Irresignadas, as agravantes interpuseram este agravo regimental,
sustentando, em suma, que a decisão ora atacada não levou em
consideração o tempo transcorrido “entre o pronunciamento de
inconstitucionalidade efetivado na ADI 3.522/RS e as posteriores ações levadas a
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Relatório
RCL 11.999 AGR / DF
cabo para dar-lhe implementação no âmbito do TJRS”.
Sustentam que em dezembro de 2010, quando editado o ato de
desconstituição, já haviam se passados mais de cinco anos das delegações
das serventias.
Aduzem, assim, que é cabível a reclamação “para o fim de ser
garantida a autoridade do julgamento da ADI, com a proibição de que,
supostamente em nome dela, o Egrégio TJRS continue a fazer mais do que de fato
está decidido”.
Requerem, por fim, a concessão de medida liminar para suspender a
entrega das delegações até o julgamento final desta ação, e, no mérito, a
procedência do agravo regimental para que seja reformada a decisão
agravada e julgada procedente a reclamação.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
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RCL 11.999 AGR / DF
cabo para dar-lhe implementação no âmbito do TJRS”.
Sustentam que em dezembro de 2010, quando editado o ato de
desconstituição, já haviam se passados mais de cinco anos das delegações
das serventias.
Aduzem, assim, que é cabível a reclamação “para o fim de ser
garantida a autoridade do julgamento da ADI, com a proibição de que,
supostamente em nome dela, o Egrégio TJRS continue a fazer mais do que de fato
está decidido”.
Requerem, por fim, a concessão de medida liminar para suspender a
entrega das delegações até o julgamento final desta ação, e, no mérito, a
procedência do agravo regimental para que seja reformada a decisão
agravada e julgada procedente a reclamação.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, entendo que a decisão impugnada não merece
reforma, visto que as agravantes não aduzem novos argumentos capazes
de afastar as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus
próprios fundamentos.
Como consignado na decisão agravada, o pedido formulado nesta
reclamação não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses permissivas
inscritas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a
preservar a competência da Suprema Corte ou a garantir a autoridade de
suas decisões.
Conforme relatado, esta reclamação utiliza como paradigma a
decisão proferida por esta Corte na ADI 3.522/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, que porta a seguinte ementa:
“PROCESSO OBJETIVO - AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE - ATUAÇÃO DO ADVOGADO-
GERAL DA UNIÃO. Consoante dispõe a norma imperativa do § 3...
do artigo 103 da Constituição Federal, incumbe ao Advogado-Geral da
União a defesa do ato ou texto impugnado na ação direta de
inconstitucionalidade, não lhe cabendo emissão de simples parecer, a
ponto de vir a concluir pela pecha de inconstitucionalidade.
CONCURSO PÚBLICO - PONTUAÇÃO - EXERCÍCIO
PROFISSIONAL NO SETOR ENVOLVIDO NO CERTAME -
IMPROPRIEDADE. Surge a conflitar com a igualdade almejada pelo
concurso público o empréstimo de pontos a desempenho profissional
anterior em atividade relacionada com o concurso público.
CONCURSO PÚBLICO - CRITÉRIOS DE DESEMPATE -
Supremo Tribunal Federal
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16/05/2012
PLENÁRIO
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, entendo que a decisão impugnada não merece
reforma, visto que as agravantes não aduzem novos argumentos capazes
de afastar as razões nela expendidas, que devem ser mantidas por seus
próprios fundamentos.
Como consignado na decisão agravada, o pedido formulado nesta
reclamação não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses permissivas
inscritas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a
preservar a competência da Suprema Corte ou a garantir a autoridade de
suas decisões.
Conforme relatado, esta reclamação utiliza como paradigma a
decisão proferida por esta Corte na ADI 3.522/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, que porta a seguinte ementa:
“PROCESSO OBJETIVO - AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE - ATUAÇÃO DO ADVOGADO-
GERAL DA UNIÃO. Consoante dispõe a norma imperativa do § 3...
do artigo 103 da Constituição Federal, incumbe ao Advogado-Geral da
União a defesa do ato ou texto impugnado na ação direta de
inconstitucionalidade, não lhe cabendo emissão de simples parecer, a
ponto de vir a concluir pela pecha de inconstitucionalidade.
CONCURSO PÚBLICO - PONTUAÇÃO - EXERCÍCIO
PROFISSIONAL NO SETOR ENVOLVIDO NO CERTAME -
IMPROPRIEDADE. Surge a conflitar com a igualdade almejada pelo
concurso público o empréstimo de pontos a desempenho profissional
anterior em atividade relacionada com o concurso público.
CONCURSO PÚBLICO - CRITÉRIOS DE DESEMPATE -
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RCL 11.999 AGR / DF
ATUAÇÃO ANTERIOR NA ATIVIDADE - AUSÊNCIA DE
RAZOABILIDADE. Mostra-se conflitante com o princípio da
razoabilidade eleger como critério de desempate tempo anterior na
titularidade do serviço para o qual se realiza o concurso público”.
Observo que, no referido julgamento, foram julgados
inconstitucionais dispositivos da Lei 11.183/1998 do Estado do Rio
Grande do Sul que estabeleciam critérios discriminatórios de pontuação
em concursos de ingresso e remoção nos serviços notarial e registral.
Contudo, no caso em exame, o Tribunal de Justiça gaúcho, para dar
cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal, refez a classificação do concurso de
remoção e desconstituiu as delegações anteriormente concedidas com
base na lei estadual declarada inconstitucional.
Ora, como ressaltado na decisão agravada, não se trata de afronta ao
que decidido por esta Corte, mas sim de efetivação da decisão proferida
na ADI 3.522/RS.
Importante frisar, ainda, que, no tocante aos efeitos da decisão
proferida por este Supremo Tribunal Federal, ficou expressamente
consignado no acórdão da ADI 3.522/RS:
“Quanto à eficácia da decisão, acordaram os ministros da Corte,
por não ter sido alcançado o número mínimo de votos em rejeitar a
proposta do ministro Gilmar Mendes no sentido de se ressalvarem os
atos praticados anteriormente”.
A fim de dirimir quaisquer dúvidas, transcrevo o seguinte trecho do
voto proferido pelo Relator, Min. Marco Aurélio, por ocasião do
julgamento dos embargos de declaração opostos à mencionada ação
direta de inconstitucionalidade:
“Acolho os embargos declaratórios, portanto, para ressaltar que
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 11.999 AGR / DF
ATUAÇÃO ANTERIOR NA ATIVIDADE - AUSÊNCIA DE
RAZOABILIDADE. Mostra-se conflitante com o princípio da
razoabilidade eleger como critério de desempate tempo anterior na
titularidade do serviço para o qual se realiza o concurso público”.
Observo que, no referido julgamento, foram julgados
inconstitucionais dispositivos da Lei 11.183/1998 do Estado do Rio
Grande do Sul que estabeleciam critérios discriminatórios de pontuação
em concursos de ingresso e remoção nos serviços notarial e registral.
Contudo, no caso em exame, o Tribunal de Justiça gaúcho, para dar
cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal, refez a classificação do concurso de
remoção e desconstituiu as delegações anteriormente concedidas com
base na lei estadual declarada inconstitucional.
Ora, como ressaltado na decisão agravada, não se trata de afronta ao
que decidido por esta Corte, mas sim de efetivação da decisão proferida
na ADI 3.522/RS.
Importante frisar, ainda, que, no tocante aos efeitos da decisão
proferida por este Supremo Tribunal Federal, ficou expressamente
consignado no acórdão da ADI 3.522/RS:
“Quanto à eficácia da decisão, acordaram os ministros da Corte,
por não ter sido alcançado o número mínimo de votos em rejeitar a
proposta do ministro Gilmar Mendes no sentido de se ressalvarem os
atos praticados anteriormente”.
A fim de dirimir quaisquer dúvidas, transcrevo o seguinte trecho do
voto proferido pelo Relator, Min. Marco Aurélio, por ocasião do
julgamento dos embargos de declaração opostos à mencionada ação
direta de inconstitucionalidade:
“Acolho os embargos declaratórios, portanto, para ressaltar que
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RCL 11.999 AGR / DF
a glosa ocorrida está ligada a preceitos da Lei n 11.183/98, do Estado
do Rio Grande do Sul, que remetam à consideração de tempo de
serviço e de desempenho anteriores à realização do concurso de
ingresso. Vale dizer que a Corte concluiu pela inconstitucionalidade
dos dispositivos referidos tendo em conta a circunstância de
encerrarem, quer relativamente ao concurso de ingresso, quer ao de
remoção, a tomada de tempo na atividade de notário anterior à feitura
do concurso. Não se pode reapreciar esse enfoque, cumprindo ter
presente que houve rejeição explícita à proposta de
manutenção dos atos praticados antes do julgamento. O
argumento extremado alusivo ao funcionamento dos cartórios
é de todo improcedente, porquanto prevalece a necessidade de
respeito à ordem jurídico-constitucional e, sob o ângulo da
remoção, este se fará sem observar o que previsto na Lei n
11.183/98 e que recebeu a pecha de inconstitucional. Da mesma
forma que não se tem a babel como critério de remoção, o que
procedido, de forma imprópria, sob tal aspecto, poderá ser
alterado” (grifos meus).
Assim, a meu ver, o ato reclamado buscou justamente adequar o
antigo concurso ao que estabelecido na ADI 3.522/RS. Não vejo, desse
modo, qualquer ofensa à autoridade dessa decisão.
Ressalto, ainda, que a reclamação não se presta a analisar se o ato
reclamado poderia ser expedido fora do prazo de validade do concurso.
Eventuais controvérsias relativas ao transcurso de tempo da outorga das
serventias às agravantes e o ato de suas desconstituições deverão ser
levadas à instância judicial competente, por intermédio dos instrumentos
processuais adequados.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. Nessa
linha, destaco as ementas dos seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO –
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 11.999 AGR / DF
a glosa ocorrida está ligada a preceitos da Lei n 11.183/98, do Estado
do Rio Grande do Sul, que remetam à consideração de tempo de
serviço e de desempenho anteriores à realização do concurso de
ingresso. Vale dizer que a Corte concluiu pela inconstitucionalidade
dos dispositivos referidos tendo em conta a circunstância de
encerrarem, quer relativamente ao concurso de ingresso, quer ao de
remoção, a tomada de tempo na atividade de notário anterior à feitura
do concurso. Não se pode reapreciar esse enfoque, cumprindo ter
presente que houve rejeição explícita à proposta de
manutenção dos atos praticados antes do julgamento. O
argumento extremado alusivo ao funcionamento dos cartórios
é de todo improcedente, porquanto prevalece a necessidade de
respeito à ordem jurídico-constitucional e, sob o ângulo da
remoção, este se fará sem observar o que previsto na Lei n
11.183/98 e que recebeu a pecha de inconstitucional. Da mesma
forma que não se tem a babel como critério de remoção, o que
procedido, de forma imprópria, sob tal aspecto, poderá ser
alterado” (grifos meus).
Assim, a meu ver, o ato reclamado buscou justamente adequar o
antigo concurso ao que estabelecido na ADI 3.522/RS. Não vejo, desse
modo, qualquer ofensa à autoridade dessa decisão.
Ressalto, ainda, que a reclamação não se presta a analisar se o ato
reclamado poderia ser expedido fora do prazo de validade do concurso.
Eventuais controvérsias relativas ao transcurso de tempo da outorga das
serventias às agravantes e o ato de suas desconstituições deverão ser
levadas à instância judicial competente, por intermédio dos instrumentos
processuais adequados.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a
reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. Nessa
linha, destaco as ementas dos seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO –
3
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RCL 11.999 AGR / DF
CABIMENTO DA AÇÃO CONSTITUCIONAL – AUSÊNCIA DE
IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O
PARADIGMA DESTA CORTE – RECLAMAÇÃO COMO
SUCEDÂNEO DE RECURSO – AGRAVO REGIMENTAL NÃO
PROVIDO. 1. Pressupõe-se a existência de aderência estrita do objeto
do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do Supremo Tribunal Federal
para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 2.
Reclamação não pode se confundir com sucedâneo recursal. 3. Agravo
regimental não provido” (Rcl 4.508-AgR/DF, Rel. Min. Dias
Toffoli).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO
NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N.
1.662/DF. 1. Inexistência de identidade material entre a decisão
reclamada e o julgado tido como paradigma. 2. Impossibilidade de
utilização da reclamação como sucedâneo de recurso. 3. Agravo
regimental ao qual se nega provimento” (Rcl 6.025-AgR/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e mantenho a
decisão proferida por seus próprios fundamentos. Prejudicados os
sucessivos pedidos de concessão de medida liminar.
4
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Supremo Tribunal Federal
RCL 11.999 AGR / DF
CABIMENTO DA AÇÃO CONSTITUCIONAL – AUSÊNCIA DE
IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O
PARADIGMA DESTA CORTE – RECLAMAÇÃO COMO
SUCEDÂNEO DE RECURSO – AGRAVO REGIMENTAL NÃO
PROVIDO. 1. Pressupõe-se a existência de aderência estrita do objeto
do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do Supremo Tribunal Federal
para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 2.
Reclamação não pode se confundir com sucedâneo recursal. 3. Agravo
regimental não provido” (Rcl 4.508-AgR/DF, Rel. Min. Dias
Toffoli).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO
NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N.
1.662/DF. 1. Inexistência de identidade material entre a decisão
reclamada e o julgado tido como paradigma. 2. Impossibilidade de
utilização da reclamação como sucedâneo de recurso. 3. Agravo
regimental ao qual se nega provimento” (Rcl 6.025-AgR/SP, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e mantenho a
decisão proferida por seus próprios fundamentos. Prejudicados os
sucessivos pedidos de concessão de medida liminar.
4
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Decisão de Julgamento
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.999
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ELENICE MAZZARDO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do
Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, neste
julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro
Dias Toffoli, em representação do Tribunal na II Assembleia da
Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua
Portuguesa, em Maputo, Moçambique, e na IX Conferência
Iberoamericana de Justiça Constitucional, em Cádiz, na Espanha.
Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário,
16.05.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cezar
Peluso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz
Fux e Rosa Weber.
Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel
Santos.
p/Luiz Tomimatsu
Assessor-Chefe do Plenário
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECLAMAÇÃO 11 . 999",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"RCL 11 . 999",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"RECLAMAÇÃO 11 . 999",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"RCL 11 . 999",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"RCL",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"RCL 11 . 999",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"RCL 11 . 999",
"ADI 3 . 522 / RS",
"ADI 3 . 522 / RS",
"RCL 11 . 999",
"ADI 3 . 522 / RS",
"RCL 11 . 999",
"ADI 3 . 522 / RS",
"RCL 11 . 999",
"Rcl 4 . 508 - AgR / DF",
"Rcl 6 . 025 - AgR / SP",
"RCL 11 . 999",
"Rcl 4 . 508 - AgR / DF",
"AÇÃO",
"Rcl 6 . 025 - AgR / SP",
"RECLAMAÇÃO",
"RECLAMAÇÃO 11 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Lei gaúcha 11 . 183 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual 11 . 183 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual 11 . 183 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual 11 . 183 / 1998",
"Constituição Federal",
"artigos 16 , I , II , III e X , e 22 , I , parágrafo único , da Lei estadual n 11 . 183 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual 11 . 183 / 1998",
"Constituição Federal",
"artigos 16 , I , II , III e X , e 22 , I , parágrafo único , da Lei estadual n 11 . 183 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , l , da Constituição Federal",
"§ 3 . . . do artigo 103 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , l , da Constituição Federal",
"§ 3 . . . do artigo 103 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 11 . 183 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 11 . 183 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 11 . 183 / 98",
"n 11 . 183 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 11 . 183 / 98",
"Lei n 11 . 183 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz",
"Espanha",
"Brasília",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz",
"Espanha",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"DISTRITO FEDERAL",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz ,",
"na",
"Espanha",
"DISTRITO FEDERAL",
"Maputo",
",",
"Moçambique",
"Cádiz ,",
"na",
"Espanha"
],
"ORGANIZACAO": [
"PLENÁRIO",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PLENÁRIO",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça gaúcho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça gaúcho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TJRS",
"TJRS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJRS",
"TJRS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PLENÁRIO",
"Suprema Corte",
"UNIÃO",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"Suprema Corte",
"UNIÃO",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça gaúcho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça gaúcho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"II",
"Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa",
"Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional",
"Plenário",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Assembleia da Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa",
"Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional",
"Plenário",
"Plenário",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ELENICE MAZZARDO",
"RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ELENICE MAZZARDO",
"RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Elenice Mazardo",
"Lucila Mariano",
"Maria Clarice Tomasi Lorentz",
"Marco Aurélio",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ELENICE MAZZARDO",
"RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Elenice Mazardo",
"Lucila Mariano",
"Maria Clarice Tomasi Lorentz",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Marco Aurélio",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Marco Aurélio",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Marco Aurélio",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ELENICE MAZZARDO",
"RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Luiz",
"Tomimatsu",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ELENICE MAZZARDO",
"RODRIGO MORAES DE OLIVEIRA",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Luiz Tomimatsu"
],
"TEMPO": [
"16",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"06",
"/",
"2012",
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"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"05",
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"2012",
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"/",
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"2001",
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"05",
"/",
"2012",
"14",
"/",
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"/",
"2010",
"12",
"/",
"1",
"/",
"2008",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"7",
"/",
"2011",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
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"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"dezembro de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"dezembro de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
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"/",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"16",
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"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S)
:ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. SUJEIÇÃO PASSIVA.
EMPRESAS SEM EMPREGADOS. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES.
JULGAMENTO DA MATÉRIA NOS TERMOS DO ART. 557, CAPUT, DO
CPC. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO.
I – A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de se conferir
interpretação ampla ao art. 195, I, da Constituição, na redação anterior à
EC 20/98, de modo a compreender as pessoas jurídicas empregadoras em
potencial, inclusive aquelas que não possuem empregados. Aplicação, no
caso, do princípio da solidariedade, no sentido de que a Seguridade
Social será financiada por toda a sociedade (art. 195, caput, da CF/88).
II – A existência de precedentes firmados por ambas as Turmas do
Supremo Tribunal Federal a respeito do tema versado no recurso
extraordinário possibilita o julgamento monocrático do recurso nos
termos do art. 557, caput, do CPC.
III – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842028.
Supremo Tribunal Federal
DJe 02/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
RE 500.121 AGR / MG
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842028.
Supremo Tribunal Federal
RE 500.121 AGR / MG
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S)
:ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário sob o fundamento de que a jurisprudência desta
Corte fixou orientação no sentido de que o art. 195, I, da Constituição, na
redação anterior à EC 20/98, compreende as pessoas jurídicas
empregadoras em potencial, inclusive aquelas que não possuem
empregados.
A agravante sustenta, em suma, a impossibilidade de julgamento
monocrático deste recurso. Ademais, ressalta que a edição da Emenda
Constitucional 20/1998 confirmou que a utilização do termo
empregadores na redação original do art. 195, I, da Constituição
impossibilitava o reconhecimento das empresas desprovidas de
empregados como sujeitos passivos das contribuições previstas naquele
dispositivo constitucional.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S)
:ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário sob o fundamento de que a jurisprudência desta
Corte fixou orientação no sentido de que o art. 195, I, da Constituição, na
redação anterior à EC 20/98, compreende as pessoas jurídicas
empregadoras em potencial, inclusive aquelas que não possuem
empregados.
A agravante sustenta, em suma, a impossibilidade de julgamento
monocrático deste recurso. Ademais, ressalta que a edição da Emenda
Constitucional 20/1998 confirmou que a utilização do termo
empregadores na redação original do art. 195, I, da Constituição
impossibilitava o reconhecimento das empresas desprovidas de
empregados como sujeitos passivos das contribuições previstas naquele
dispositivo constitucional.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
A questão abordada no presente recurso diz respeito à possibilidade
de as pessoas jurídicas desprovidas de empregados serem consideradas
sujeitos passivos da Contribuição Social Sobre o Lucro, ante os termos da
redação original do art. 195, I, da Constituição.
O tema não é novo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
De fato, em diversas oportunidades esta Corte decidiu que o termo
empregadores utilizado pelo constituinte originário no texto do art. 195, I,
da Constituição não abrange unicamente as pessoas jurídicas que são
factualmente signatárias em uma dada relação empregatícia.
De modo mais abrangente, e em consonância com o princípio da
solidariedade estampado no caput daquele dispositivo constitucional, a
Corte interpreta a norma sob análise de modo a contemplar, como
sujeitos ativos das contribuições para a seguridade social, entre elas a
Contribuição Social Sobre o Lucro, as pessoas jurídicas aptas à
contratação de empregados, ou seja, potencialmente empregadoras.
Nesse sentido transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas
desta Corte:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
SOBRE O LUCRO. EMPRESA SEM EMPREGADOS.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
A questão abordada no presente recurso diz respeito à possibilidade
de as pessoas jurídicas desprovidas de empregados serem consideradas
sujeitos passivos da Contribuição Social Sobre o Lucro, ante os termos da
redação original do art. 195, I, da Constituição.
O tema não é novo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
De fato, em diversas oportunidades esta Corte decidiu que o termo
empregadores utilizado pelo constituinte originário no texto do art. 195, I,
da Constituição não abrange unicamente as pessoas jurídicas que são
factualmente signatárias em uma dada relação empregatícia.
De modo mais abrangente, e em consonância com o princípio da
solidariedade estampado no caput daquele dispositivo constitucional, a
Corte interpreta a norma sob análise de modo a contemplar, como
sujeitos ativos das contribuições para a seguridade social, entre elas a
Contribuição Social Sobre o Lucro, as pessoas jurídicas aptas à
contratação de empregados, ou seja, potencialmente empregadoras.
Nesse sentido transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas
desta Corte:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
SOBRE O LUCRO. EMPRESA SEM EMPREGADOS.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RE 500.121 AGR / MG
INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 396.048-ED/PR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ART. 195, I. COFINS E
CSLL. SUJEIÇÃO PASSIVA. PESSOA JURÍDICA SEM
EMPREGADOS. LEGITIMIDADE.
Esta Corte firmou o entendimento de que o termo
'empregadores', contido no art. 195, I, em sua redação original, não
pode ser interpretado estritamente, pois as contribuições para a
seguridade social assentam na solidariedade geral, conforme o caput
do mencionado artigo.
Por isso, a nova redação do inciso I do art. 195, conforme a EC
20/98, apenas explicitou o que o constituinte originário já previa.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 585.181-
AgR/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma).
No mesmo sentido, as seguintes decisões, entre outras: RE 547.435-
AgR/ES, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 468.628-AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau;
RE 249.841-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 364.215-AgR/PR, Rel. Min.
Carlos Velloso.
Ressalto, ainda, que, diversamente do que se constata das afirmações
da agravante, o julgamento monocrático do extraordinário é possível não
somente quando houver manifestação do Plenário desta Corte a respeito
do tema versado no recurso. De fato, ao eleger como fundamento para a
negativa de seguimento do recurso pelo relator a existência de
jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, o art. 557, caput,
do CPC abarcou a hipótese, como é o caso destes autos, em que ambas as
Turmas deste Tribunal hajam, de forma reiterada, se manifestado a
respeito da matéria discutida no recurso.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 500.121 AGR / MG
INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 396.048-ED/PR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ART. 195, I. COFINS E
CSLL. SUJEIÇÃO PASSIVA. PESSOA JURÍDICA SEM
EMPREGADOS. LEGITIMIDADE.
Esta Corte firmou o entendimento de que o termo
'empregadores', contido no art. 195, I, em sua redação original, não
pode ser interpretado estritamente, pois as contribuições para a
seguridade social assentam na solidariedade geral, conforme o caput
do mencionado artigo.
Por isso, a nova redação do inciso I do art. 195, conforme a EC
20/98, apenas explicitou o que o constituinte originário já previa.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 585.181-
AgR/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma).
No mesmo sentido, as seguintes decisões, entre outras: RE 547.435-
AgR/ES, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 468.628-AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau;
RE 249.841-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 364.215-AgR/PR, Rel. Min.
Carlos Velloso.
Ressalto, ainda, que, diversamente do que se constata das afirmações
da agravante, o julgamento monocrático do extraordinário é possível não
somente quando houver manifestação do Plenário desta Corte a respeito
do tema versado no recurso. De fato, ao eleger como fundamento para a
negativa de seguimento do recurso pelo relator a existência de
jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, o art. 557, caput,
do CPC abarcou a hipótese, como é o caso destes autos, em que ambas as
Turmas deste Tribunal hajam, de forma reiterada, se manifestado a
respeito da matéria discutida no recurso.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S) : ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S) : ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1874617
| 2012-03-20T00:00:00
| 2012-04-02T00:00:00
|
recurso improvido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 20.03.2012.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. SUJEIÇÃO PASSIVA. EMPRESAS SEM EMPREGADOS. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES. JULGAMENTO DA MATÉRIA NOS TERMOS DO ART. 557, CAPUT, DO CPC. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO.
I – A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de se conferir interpretação ampla ao art. 195, I, da Constituição, na redação anterior à EC 20/98, de modo a compreender as pessoas jurídicas empregadoras em potencial, inclusive aquelas que não possuem empregados. Aplicação, no caso, do princípio da solidariedade, no sentido de que a Seguridade Social será financiada por toda a sociedade (art. 195, caput, da CF/88).
II – A existência de precedentes firmados por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema versado no recurso extraordinário possibilita o julgamento monocrático do recurso nos termos do art. 557, caput, do CPC.
III – Agravo regimental improvido.
|
sjur206881
|
- Acórdãos citados: RE 396048 ED, RE 585181 AgR, RE 547435
AgR, RE 468628 AgR, RE 364215 AgR.
Número de páginas: 6.
Análise: 16/04/2012, MLM.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
500121
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00195 \"CAPUT\"\r\n ART-00195 INC-00001 REDAÇÃO ANTERIOR À EMC-20/1998\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n",
"LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n\r\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 \"CAPUT\" \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 500121 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S) : ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S)
:ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. SUJEIÇÃO PASSIVA.
EMPRESAS SEM EMPREGADOS. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES.
JULGAMENTO DA MATÉRIA NOS TERMOS DO ART. 557, CAPUT, DO
Código de Processo Civil. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO.
I – A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de se conferir
interpretação ampla ao art. 195, I, da Constituição, na redação anterior à
EC 20/98, de modo a compreender as pessoas jurídicas empregadoras em
potencial, inclusive aquelas que não possuem empregados. Aplicação, no
caso, do princípio da solidariedade, no sentido de que a Seguridade
Social será financiada por toda a sociedade (art. 195, caput, da Constituição Federal de 1988/88).
II – A existência de precedentes firmados por ambas as Turmas do
Supremo Tribunal Federal a respeito do tema versado no recurso
extraordinário possibilita o julgamento monocrático do recurso nos
termos do art. 557, caput, do Código de Processo Civil.
III – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 02/04/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 500.121 AGR / MG
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842028.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 500.121 AGR / MG
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
recurso, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os
Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 20 de março de 2012.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842028.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S)
:ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário sob o fundamento de que a jurisprudência desta
Corte fixou orientação no sentido de que o art. 195, I, da Constituição, na
redação anterior à EC 20/98, compreende as pessoas jurídicas
empregadoras em potencial, inclusive aquelas que não possuem
empregados.
A agravante sustenta, em suma, a impossibilidade de julgamento
monocrático deste recurso. Ademais, ressalta que a edição da Emenda
Constitucional 20/1998 confirmou que a utilização do termo
empregadores na redação original do art. 195, I, da Constituição
impossibilitava o reconhecimento das empresas desprovidas de
empregados como sujeitos passivos das contribuições previstas naquele
dispositivo constitucional.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1842029.
Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S)
:ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário sob o fundamento de que a jurisprudência desta
Corte fixou orientação no sentido de que o art. 195, I, da Constituição, na
redação anterior à EC 20/98, compreende as pessoas jurídicas
empregadoras em potencial, inclusive aquelas que não possuem
empregados.
A agravante sustenta, em suma, a impossibilidade de julgamento
monocrático deste recurso. Ademais, ressalta que a edição da Emenda
Constitucional 20/1998 confirmou que a utilização do termo
empregadores na redação original do art. 195, I, da Constituição
impossibilitava o reconhecimento das empresas desprovidas de
empregados como sujeitos passivos das contribuições previstas naquele
dispositivo constitucional.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
A questão abordada no presente recurso diz respeito à possibilidade
de as pessoas jurídicas desprovidas de empregados serem consideradas
sujeitos passivos da Contribuição Social Sobre o Lucro, ante os termos da
redação original do art. 195, I, da Constituição.
O tema não é novo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
De fato, em diversas oportunidades esta Corte decidiu que o termo
empregadores utilizado pelo constituinte originário no texto do art. 195, I,
da Constituição não abrange unicamente as pessoas jurídicas que são
factualmente signatárias em uma dada relação empregatícia.
De modo mais abrangente, e em consonância com o princípio da
solidariedade estampado no caput daquele dispositivo constitucional, a
Corte interpreta a norma sob análise de modo a contemplar, como
sujeitos ativos das contribuições para a seguridade social, entre elas a
Contribuição Social Sobre o Lucro, as pessoas jurídicas aptas à
contratação de empregados, ou seja, potencialmente empregadoras.
Nesse sentido transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas
desta Corte:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
SOBRE O LUCRO. EMPRESA SEM EMPREGADOS.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/03/2012
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
A questão abordada no presente recurso diz respeito à possibilidade
de as pessoas jurídicas desprovidas de empregados serem consideradas
sujeitos passivos da Contribuição Social Sobre o Lucro, ante os termos da
redação original do art. 195, I, da Constituição.
O tema não é novo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
De fato, em diversas oportunidades esta Corte decidiu que o termo
empregadores utilizado pelo constituinte originário no texto do art. 195, I,
da Constituição não abrange unicamente as pessoas jurídicas que são
factualmente signatárias em uma dada relação empregatícia.
De modo mais abrangente, e em consonância com o princípio da
solidariedade estampado no caput daquele dispositivo constitucional, a
Corte interpreta a norma sob análise de modo a contemplar, como
sujeitos ativos das contribuições para a seguridade social, entre elas a
Contribuição Social Sobre o Lucro, as pessoas jurídicas aptas à
contratação de empregados, ou seja, potencialmente empregadoras.
Nesse sentido transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas
desta Corte:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
SOBRE O LUCRO. EMPRESA SEM EMPREGADOS.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 500.121 AGR / MG
INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 396.048-ED/PR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ART. 195, I. COFINS E
CSLL. SUJEIÇÃO PASSIVA. PESSOA JURÍDICA SEM
EMPREGADOS. LEGITIMIDADE.
Esta Corte firmou o entendimento de que o termo
'empregadores', contido no art. 195, I, em sua redação original, não
pode ser interpretado estritamente, pois as contribuições para a
seguridade social assentam na solidariedade geral, conforme o caput
do mencionado artigo.
Por isso, a nova redação do inciso I do art. 195, conforme a EC
20/98, apenas explicitou o que o constituinte originário já previa.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 585.181-
AgR/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma).
No mesmo sentido, as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 547.435-
AgR/ES, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 468.628-AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau;
Recurso Extraordinário 249.841-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 364.215-AgR/PR, Rel. Min.
Carlos Velloso.
Ressalto, ainda, que, diversamente do que se constata das afirmações
da agravante, o julgamento monocrático do extraordinário é possível não
somente quando houver manifestação do Plenário desta Corte a respeito
do tema versado no recurso. De fato, ao eleger como fundamento para a
negativa de seguimento do recurso pelo relator a existência de
jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, o art. 557, caput,
do Código de Processo Civil abarcou a hipótese, como é o caso destes autos, em que ambas as
Turmas deste Tribunal hajam, de forma reiterada, se manifestado a
respeito da matéria discutida no recurso.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 500.121 AGR / MG
INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 396.048-ED/PR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ART. 195, I. COFINS E
CSLL. SUJEIÇÃO PASSIVA. PESSOA JURÍDICA SEM
EMPREGADOS. LEGITIMIDADE.
Esta Corte firmou o entendimento de que o termo
'empregadores', contido no art. 195, I, em sua redação original, não
pode ser interpretado estritamente, pois as contribuições para a
seguridade social assentam na solidariedade geral, conforme o caput
do mencionado artigo.
Por isso, a nova redação do inciso I do art. 195, conforme a EC
20/98, apenas explicitou o que o constituinte originário já previa.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 585.181-
AgR/RJ, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma).
No mesmo sentido, as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 547.435-
AgR/ES, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 468.628-AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau;
Recurso Extraordinário 249.841-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 364.215-AgR/PR, Rel. Min.
Carlos Velloso.
Ressalto, ainda, que, diversamente do que se constata das afirmações
da agravante, o julgamento monocrático do extraordinário é possível não
somente quando houver manifestação do Plenário desta Corte a respeito
do tema versado no recurso. De fato, ao eleger como fundamento para a
negativa de seguimento do recurso pelo relator a existência de
jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, o art. 557, caput,
do Código de Processo Civil abarcou a hipótese, como é o caso destes autos, em que ambas as
Turmas deste Tribunal hajam, de forma reiterada, se manifestado a
respeito da matéria discutida no recurso.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S) : ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500.121
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : AGROPAR BELO VALE S/A
ADV.(A/S) : ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - AMOM ALBERNAZ PIRES
Decisão: recurso improvido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 20.03.2012.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500 . 121",
"Recurso Extraordinário 500 . 121 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 500 . 121 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 500 . 121 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 396 . 048 - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 585 . 181 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 547 . 435 - AgR / ES",
"Recurso Extraordinário 468 . 628 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 249 . 841 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 364 . 215 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 500 . 121 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 396 . 048 - ED / PR",
"Recurso Extraordinário 585 . 181 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 547 . 435 - AgR / ES",
"Recurso Extraordinário 468 . 628 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 249 . 841 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 364 . 215 - AgR / PR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 500 ."
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil",
"art . 195 , I , da Constituição",
"EC 20 / 98",
"art . 195 , caput , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 195 , I , da Constituição",
"EC 20 / 98",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 195 , I , da Constituição",
"EC 20 / 98",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"art . 195 , I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 195 , I , da Constituição",
"art . 195 , I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 195 , I , da Constituição",
"art . 195 , I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 20 / 98",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 20 / 98",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"AGROPAR BELO VALE S / A",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"AGROPAR BELO VALE S / A",
"UNIÃO",
"PFN",
"AMOM",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"AGROPAR",
"UNIÃO",
"2",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"AGROPAR",
"UNIÃO",
"PFN",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA",
"ALBERNAZ PIRES",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA",
"ALBERNAZ PIRES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA",
"ALBERNAZ PIRES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Carlos Velloso",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Carlos Velloso",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA",
"AMOM",
"ALBERNAZ PIRES",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ANETE MAIR MEDEIROS DE PONTES VIEIRA",
"AMOM ALBERNAZ PIRES",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Paulo da Rocha Campos",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"04",
"/",
"2012",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de março de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"20",
".",
"03",
".",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001"
]
}
|
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