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Foi citada a 1 Ré e a Segurança Social. |
Foi junta informação do Juízo do Comércio ... – Juiz ..., dando conta de que por sentença proferida em 112017, foi declarada a Insolvência da 2 Ré. |
A informação junta aos autos oriunda daquele Tribunal, não foi notificada às partes. |
A 1 Ré, Seguradora, apresentou a contestação, imputando ao Autor a responsabilidade pelo eclodir do acidente. |
O ISS veio reclamar a quantia de €1524,33 quinze quinhentos e vinte e quatro euros e trinta e três cêntimos), pagos a título de subsídio de doença, no período decorrido entre 10 de março de 2014 a 27 de fevereiro de 201 Foi proferido o despacho saneador, nomeadamente, considerando-se que as partes gozam de personalidade e capacidade judiciárias. |
Não foram conhecidas nulidades. |
Foram fixados os factos assentes e elaborada a base instrutória. |
Instruiu-se e decidiu-se o competente apenso para fixação do grau de IPP. |
Lê-se em tal decisão: "Pelo exposto, decide-se que o sinistrado é portador de Incapacidade Permanente Parcial P.P.) |
de 25,91%, desde 102016, data da alta médica.”. |
Veio a realizar-se a audiência de discussão e julgamento, após o que foi proferida sentença, de cujo dispositivo consta: "Nestes termos, julgo totalmente improcedente por não provada a ação instaurada por AA contra a Companhia de Seguros .., S.A., SA, e a .., Unipessoal, Lda absolvendo dos pedidos, as mesmas. |
Custas pelo Autor, sendo certo que o mesmo se encontra isento.”. |
Não se conformando com o assim decidido, apelou o Autor. |
Em 102020, foi proferido acórdão com o seguinte dispositivo: Pelo exposto, acordam os juízes da Secção Social do Tribunal da Relação do Porto: - anular todo o processado efetuado desde a junção aos autos da informação relativa à declaração de insolvência da 2 Ré, Entidade empregadora, por falta de citação do Fundo de Acidentes de Trabalho, cuja intervenção nos autos deve oficiosamente assim ser suscitada, podendo o mesmo Fundo exercer na ação os direitos processuais que assistiriam à Entidade empregadora. |
Sem custas. |
Foi citado o Fundo Acidentes de Trabalho que deduziu contestação, pugnando pela improcedência da ação e pela sua absolvição. |
Foi proferido despacho saneador. |
Foi fixado o objeto do litígio e a base instrutória. |
Foi realizada a audiência de julgamento. |
Foi proferida sentença, a qual terminou com o seguinte dispositivo: "Em face do exposto, julgo parcialmente procedente por provada a ação instaurada por AA e condeno a Ré Companhia de Seguros .., S.A., a título da responsável subsidiária n 2 do art 37, da Lei n. 100/97) e o Fundo de Acidentes de Trabalho art 1 do n. 142/99, de 30 de abril, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo n. 185/2007, de 10 de, a pagarem àquele, com efeitos a partir de dia 19 de janeiro de 2016 dia seguinte à data da a) a pensão anual e vitalícia de €647,87; b) o subsídio por situações de elevada incapacidade permanente no valor de €303,7 ) a quantia de €326,69, a título de diferenças de indemnização pelos períodos de incapacidade temporária absoluta. ) |
a quantia de €18,50, a título de indemnização por despesas de deslocação desta. |
e) a pagar o valor de €392,35, a titulo de despesas de deslocações para realização de consultas e tratamentos médicos, quer para o Hospital ..., quer para o Centro de Saúde ... quer para os tratamentos de fisioterapia que entretanto fez, na Clinica..., em consequência do acidente de trabalho; f) a pagar o valor de €246,57 a título de pagamento de taxas moderadoras, consultas medicas, tratamentos de fisioterapia, exames complementares e medicamentos, em consequência do acidente de trabalho. |
Vai ainda a Ré Companhia de Seguros .., S.A. a prestar ao Autor toda a assistência médica e cirúrgica, geral ou especializada, farmacêutica e hospitalar e quaisquer outras, seja qual for a sua forma, desde que necessárias e adequadas ao restabelecimento do estado de saúde; Condeno ainda a Ré Companhia de Seguros .., S.A., e o Fundo de Acidentes de Trabalho, nos termos atrás referidos, a pagar à Segurança Social a quantia de €955,6, a título de prestações de subsídio de doença pagos por esta entidade ao Autor por força do mesmo acidente de trabalho. |
A seguradora vai, ainda, condenada a pagar juros de mora incidentes sobre as prestações a cujo pagamento foi solidariamente condenada, desde o respetivo vencimento e até integral pagamento, à taxa legal. |
Custas a cargo do Autor e das Rés na proporção das respetivas sucumbências, sem prejuízo da isenção de que aquele goza. |
Notifique e registe. |
Valor da ação: € 2890,81”. |
Notificada, a Ré Seguradora veio interpor recurso, finalizando com as seguintes conclusões:"1 - Em sede de primeira audiência de discussão e julgamento, foi proferida Douta Sentença sob a Referência Citius n ..., em 02/04/2019, na qual, concluindo-se pela descaracterização do acidente como sendo de trabalho, absolveu a demandada dos pedidos formulados. |
2 - Em sede de segunda audiência de discussão e julgamento, foi proferida Douta Sentença sob a Referência Citius n ..., em 09/07/2021, na qual, concluindo-se pela verificação do acidente como sendo de trabalho, embora por culpa da entidade empregadora, condenou a demandada no pagamento das respetivas indemnizações. |
3 - Ambas as Doutas Sentenças foram proferidas pela mesma Excelentíssima Senhora Doutora Juíza; ou seja, em ambas as Doutas Sentenças a prova produzida, toda a prova produzida, foi apreciada e decidida pela mesma Excelentíssima Senhora Doutora Juíza. |
4 - Perante a mesma prova, como é que a mesma Excelentíssima Senhora Doutora Juíza pôde decidir de forma tão distinta? |
5 - Aquando da segunda audiência de discussão e julgamento, não foi produzida qualquer prova, tendo todas as partes dada por reproduzida toda a prova já carreada para os autos, documental e testemunhal. |
6 - Não foi produzida, nem prova nova, nem prova complementar, à já existente nos autos; isso mesmo é visível da respetiva ata. |
7 - Aquando da primeira audiência de discussão e julgamento, a resposta à matéria de facto foi produzida com base na conjugação entre a prova documental e a prova testemunhal, tendo a Excelentíssima Senhora Doutora Juíza beneficiado, quer do princípio da livre apreciação da prova, quer do princípio da Imediação. |
8 - E formulou a sua convicção, designadamente quanto à prova documental, com base nesses mesmos princípios, concretamente através da apreciação e valoração da reação e postura, quer das testemunhas, quer do próprio demandante, que produziu depoimento em sede de declarações de parte. |
9 - Não se entende, nem tão pouco se aceita, que, sobre a mesma prova, se produza valoração e juízos diferentes, só porque, nos dizeres da própria Douta Sentença, "o Tribunal mostrou-se sensível às considerações feitas em sede do Douto Acórdão do Tribunal da relação do Porto, de 17 de Fevereiro de 2020” sublinhado e carregado. |
10 - O que foi determinado em sede desse mesmo Douto Acórdão foi que se anulasse todo o processado até à audiência de discussão e julgamento PARA QUE FOSSE CITADO O FAT E INTERVIESSE EM REPRESENTAÇÃO DA ENTIDADE EMPREGADORA, ENTRETANTO DECLARADA INSOLVENTE; NADA MAIS. |
11 - Como tal, e nada havendo de novo em termos de meios de prova ou sua renovação, perante a mesma prova, TERIA A EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUÍZA QUE TER DECIDIDO DA MESMA MANEIRA QUE ANTERIORMENTE DECIDIU. |
12 - ISTO É, DANDO OS ARTS 27, 28, 29, 30, 31, 32 e 33 COMO PROVADOS, TERIA QUE SER DECIDIDA A DESCARACTERIZAÇÃO DO ACIDENTE COMO SENDO DE TRABALHO. |
13 - AO DECIDIR COMO DECIDIU, AO ARREPIO DA SUA PRÓPRIA CONVICÇÃO, A EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUÍZA VIOLOU, DE FORMA CLARA E OSTENSIVA, QUER O PRINCÍPIO DA LIVRE APRECIAÇÃO DA PROVA, QUER O PRINCÍPIO DA IMEDIAÇÃO. |
14 - ASSIM SENDO, TERÁ QUE SE CONCLUIR PELA DESCARACTERIZAÇÃO DO ACIDENTE COMO SENDO DE TRABALHO. |
15 - Ao decidir como decidiu, o Tribunal violou o disposto no n 1 do art 14 da Lei 98/2009, de 04/09, assim como violou, quer o princípio da livre apreciação da prova, quer o princípio da imediação. |
NESTES TERMOS, dando provimento ao recurso e, por conseguinte, alterando a Douta Sentença recorrida no sentido de julgar improcedente a presente ação, absolvendo a demandada dos pedidos, com o que Exs estarão a fazer, como aliás é timbre, INTEIRA JUSTIÇA!”. |
O Sinistrado contra-alegou, formulando no final as seguintes conclusões:" Vem a Y... SEGUROS, SA interpor recurso da douta sentença proferida pelo Tribunal a quo, alegando que o recurso em causa "...visa a alteração da matéria de facto, assim como visa a alteração da solução de direito." |
sublinhado e negrito Nos termos do disposto nos artigos 1 n 2 alínea do Código de Processo de Trabalho, adiante CPT e 640 do Código de Processo Civil, adiante, CPC, quando seja impugnada a matéria de facto, mormente a que a recorrente refere ser a alegada nos arts. |
31, 32, 33 dos factos provados, existe um especial ónus de alegação, no que respeita à delimitação do objeto do recurso e à respetiva fundamentação. |
O ónus de impugnação previsto no art. |
640, n 1, al. |
e e n 2 do P.exige que o recorrente: especifique os meios probatórios que determinariam decisão diversa da tomada em primeira Instância para cada um dos factos que pretende impugnar, não sendo suficiente a genérica indicação dos ditos meios de prova isto é, desacompanhada do reporte a cada um dos facto sindicados, e antes oferecida para a totalidade da matéria de facto sob; a decisão que deve ser proferida sobre cada um dos factos impugnados, esclarecendo sobre o seu exato teor isto é, a exata redação que pretende para cada um; e a indicação das passagens da gravação em que funda a sua sindicância, de novo para cada um dos depoimentos em causa. |
Como está bem de ver, a R. não cumpriu o ónus que sobre si impendia nos termos do disposto no art 640 n 1 do CPC, limitando-se a tecer considerações. |
A falta de cumprimento do ónus de impugnação previsto no art. |
64, n.1 do CPC implica a rejeição imediata do recurso na parte afetada, uma vez que a lei não prevê a prolação de qualquer despacho de aperfeiçoamento dirigido à parte incumpridora. |
Devendo Exas rejeitar de imediato o recurso a que responde na parte a que se refere a impugnação da matéria de facto. |
Sem prescindir: O presente recurso assenta na qualificação do acidente em crise como acidente de trabalho de que o Recorrido foi vítima e o direito indemnizatório do mesmo. |
Não assiste qualquer razão à Recorrente. |
1 A sentença em recurso está doutamente fundamentada e faz uma correta analise dos factos e aplicação do Direito, não merecendo qualquer reparo. |
1O douto acórdão proferido pelo Tribunal da Relação do Porto de 102020 anulou todo o processado determinando a intervenção do FAT, não pelo motivo único e exclusivo do FAT não ter intervindo ab initio, mas porque considerou que a impugnação efetuada pelo Apelante não ser inviável. |
1 A Mma Juiz refere na sentença que: "Ora, o Tribunal mostrou-se sensível às considerações feitas, em sede do Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 17 de fevereiro de 202 Assim sendo procedeu-se à análise da prova produzida em sede de audiência e aos documentos juntos aos autos..." 1 Tal revela que de facto o tribunal a quo não se mostrou indiferente ao que o tribunal da Relação do Porto considerou levando a fazer um reexame e reanálise da prova produzida. |
1O acidente é de trabalho e como tal indemnizável nos termos do art. |
1, 2, 8, 23, 39, 48 e 71 da Lei 98/2009 de 4 de Setembro. |
1 Veja-se que a 2 Ré violou o previsto nos artigos 28 e 28 do CT. 1 Veja-se também o disposto nos arts. |
18 e 79 da LAT. |
1 O acidente em causa resulta da falta de observação das regras sobre segurança, higiene e saúde no trabalho por parte da 2Ré, sendo-lhe imputável tal omissão. |
1 O circunstancialismo do acidente relativo à dinâmica e às razões que levaram a acontecer estão claramente patentes. |
1 Tal acidente como se referiu supra poderia ter sido evitado se a 2 Ré tivesse fornecido ao A. os equipamentos de segurança devidos, estando claramente demonstrado o nexo de causalidade adequada entre a omissão da 2 Ré e o acidente. |
2 0ra como tal, e como supra alegado não estão preenchidos os requisitos cumulativos que descaraterizam o acidente dos autos e assim sendo o acidente em crise é um acidente de trabalho, nos termos do disposto no art. |
8 da LAT, 2 Deve, pois, ser mantida a douta sentença proferida pela 1 instância, julgando-se totalmente improcedente o recurso interposto pela Recorrente. |
Nestes termos, deve o presente recurso ser rejeitado e improceder mantendo-se a sentença recorrida.” O FAT interpôs recurso da sentença, terminando com as seguintes conclusões:"1 - O FAT foi condenado solidariamente com a Ré seguradora, no pagamento ao sinistrado das prestações emergentes de acidente de trabalho. |
2 - Contudo, não estabelece a Lei de acidentes de trabalho qualquer regime de solidariedade entre co-réus, sendo que o FAT, em substituição da entidade empregadora insolvente, responderá unicamente pelas prestações correspondentes ao salário não transferido. |
3 - Tendo o acidente de trabalho a que reportam os presentes autos ocorrido em 14-01-2014, é- lhe aplicável a Lei n. 98/2009, de 4 de setembro. |
4 - Entendeu o Tribunal a quo que o acidente em causa se deveu a culpa da entidade empregadora, por violação das regras de segurança no trabalho. |
5 - Nas situações de acidente ocorrido por falta de observação das regras sobre segurança e saúde no trabalho, a responsabilidade pela reparação recai sobre a entidade empregadora, sendo que cabe à seguradora o pagamento das prestações normais, caso não existisse atuação culposa da entidade empregadora. |
6 - Tendo o FAT sido condenado em substituição da entidade empregadora, atenta a situação de insolvência desta última, apenas responderá pelo pagamento das diferenças relativas às indemnizações por incapacidades temporárias e pensões devidas, bem como pelas despesas efetuadas com a hospitalização e assistência clínica, na respetiva proporção. |
7 - O sinistrado auferia uma retribuição anual de 422,80€, não se encontrando transferida para a seguradora a quantia de 47,00€ x 11, pelo que o FAT apenas será responsável pelo pagamento das prestações calculadas com base nessa parcela retributiva, facto que não está devidamente contemplado na sentença. |
8 - Não caberá a este Fundo proceder ele próprio ao cálculo das prestações da sua responsabilidade, pelo que os mesmos deverão estar fixados na parte decisória. |
9 - Nestes termos, deverá ser revogada a sentença na parte em que condena o FAT solidariamente com a Ré seguradora, no pagamento das prestações fixadas ao sinistrado, devendo ser fixada a quota-parte da responsabilidade deste Fundo e, consequentemente, o valor das respetivas prestações. |
10 - O FAT foi condenado, solidariamente, no pagamento ao sinistrado da quota-parte do subsídio por situação de elevada incapacidade; 11 - Dispõe o artigo 79, n. 4, da Lei n. 98/2009, de 4 de setembro que quando a retribuição declarada para efeito do prémio seguro for inferior à real, a seguradora só é responsável em relação àquela retribuição. |
12 - O n. 5 do mesmo artigo estabelece ainda que, no caso previsto no n. 4, o empregador responde pela diferença relativa às indemnizações por incapacidade temporária e pensões devidas, bem como pelas despesas efetuadas com a hospitalização e assistência clínica, na respetiva proporção. |
13 - A cláusula 23 da apólice de seguro obrigatório de acidentes de trabalho para trabalhadores por conta de outrem dispõe no n. 1 que, no caso de a retribuição declarada ser inferior à real, o tomador de seguro responde pela parte das indemnizações por incapacidade temporária e pensões correspondente à diferença e, proporcionalmente, pelas despesas efetuadas com a hospitalização e assistência clínica. |
14 - A enumeração das prestações cujo cálculo tem em conta a retribuição transferida e das prestações cujo cálculo não tem em conta o valor da retribuição transferida é taxativa. |
15 - Não tendo o subsídio por situação de elevada incapacidade qualquer correlação com a retribuição do sinistrado, fica o mesmo coberto pela responsabilidade exclusiva da seguradora. |
16 - No caso em concreto, não deveria ter existido condenação do FAT no pagamento do subsídio por situação de elevada incapacidade. |
17 - Assim, não poderá o FAT ser responsável pelo pagamento de uma prestação que, originariamente, não poderia estar a cargo da entidade empregadora, pelo que deverá a sentença ser revogada nesta parte. |
18 - O pagamento da quantia de 326,69€ a título de diferenças de indemnização pelos períodos de incapacidade temporária absoluta ficou apenas a cargo da Ré seguradora conforme decorre da página 37 da sentença). |
19 - Tal quantia contempla a dedução do montante de 955,60€ pago pela Segurança Social a título de subsídio de doença em período coincidente com a ITA. |
20 - Sendo a seguradora responsável pelo pagamento da indemnização por ITA, deverá a obrigação de reembolso à Segurança Social incidir apenas quanto a esta Ré. |
21 - Pelo exposto, nenhuma responsabilidade deverá recair sobre o FAT quanto ao reembolso à Segurança Social do subsídio de doença, já que nenhuma quantia terá a deduzir, motivo pelo qual deverá a sentença ser revogada quanto a esta condenação.” Em remate, afirma que deve ser concedido provimento ao presente recurso nos seguintes termos: a) Revogando-se a sentença recorrida na parte em que condena o FAT solidariamente com a Ré seguradora, no pagamento das prestações fixadas ao sinistrado, devendo ser fixada a concreta quota-parte da responsabilidade deste Fundo e, consequentemente, o valor das respetivas prestações; b) Revogando-se a sentença recorrida na parte em que condena o FAT solidariamente no pagamento do subsídio por situação de elevada incapacidade, por se tratar de uma prestação que, originariamente, não poderia estar a cargo da entidade empregadora; ) Revogando-se também a sentença na parte em que condena o FAT solidariamente no reembolso à Segurança Social do subsídio de doença, já que nenhuma quantia terá este Fundo a deduzir à indemnização por incapacidades temporárias por não ser responsável pelo seu pagamento.” A Ré Seguradora contra alegou nos seguintes termos:"Salvo sempre o devido respeito, que aliás é muito, a tese vertida e defendida no recurso do interveniente, além de desprovida de qualquer sentido, não tem qualquer respaldo na lei, em qualquer lei. |
Deve-se, desde logo, lembrar e recordar qual o motivo pelo qual o interveniente FAT foi citado para intervir nos presentes autos: ESTAVA EM CAUSA A VIOLAÇÃO DE REGRAS DE SEGURANÇA POR PARTE DA ENTIDADE PATRONAL, ENTRETANTO DECLARADA INSOLVENTE. |
O que o interveniente FAT defende teria aplicação, sim, se não fosse expressamente considerado e declarado que o acidente dos autos apenas ocorreu por manifesta violação das regras de segurança por parte da entidade patronal. |
Aí, sim, só responderia pela parte do salário não transferido. |
Todavia, uma vez que ocorreu violação das regras de segurança por parte da entidade patronal, o interveniente FAT responde nos precisos termos em que responderia a entidade patronal, se entretanto esta não tivesse sido declarada insolvente. |
Apenas não responde o interveniente FAT, nem pelo agravamento das pensões, nem por eventuais danos morais. |
No mais, responde pela totalidade da responsabilidade que cabe à entidade patronal insolvente, nos precisos termos dos arts 18 e 79, ambos da Lei 98/2009, de 04/0 Aliás, não deixa de ser sintomático que o Interveniente nem sequer tenha indicado as normas legais ou princípios gerais de direito que tenham sido violados na Douta Sentença em recurso. |
Precisamente porque, em face da matéria de facto dada como provada, não houve qualquer violação de normas legais ou princípios gerais de direito. |
Repete-se, em face da matéria de facto, NESTE MOMENTO, dada como provada, pois a aqui respondente também interpôs recurso, quer de facto, quer de direito, na eventual procedência daquele. |
Assim sendo, caso se mantenha a matéria de facto, terá sempre o interveniente FAT que reembolsar a aqui respondente de TODAS AS QUANTIAS JÁ POR ESTA DESPENDIDAS, ASSIM COMO AS QUE VENHA A DESPENDER. |
Sobre tal direito de regresso não podem subsistir quaisquer espécies de dúvidas, devendo, por conseguinte, confirmar-se e reconhecer-se, de forma expressa, esse mesmo direito de regresso. |
Deverão, assim, ser julgadas improcedentes por não provadas as 21 conclusões do recurso apresentado pelo interveniente FAT. |
NESTES TERMOS, e nos melhores de direito aplicáveis, deve o recurso do interveniente FAT ser julgado improcedente por não provado, como é da mais inteira e salutar”. |
Pronunciou-se o Exm. |
Subsets and Splits
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