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Ementa e Acórdão 30/08/2021 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) :GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :THIAGO ARAUJO LOUREIRO ADV.(A/S) :RAPHAEL RIBEIRO BERTONI Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Constitucional. 3. Banco Postal. Obrigatoriedade de adoção de medidas de segurança. Inexistência de norma que imponha tais obrigações aos correspondentes bancários. Afronta ao princípio da legalidade. Arts. 5º, II, e 37 do texto constitucional. 4. Violação ao art. 7º, XXII, da Constituição Federal. Garantia do direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. 5. Lei 7.102/83. Inaplicabilidade. 6. Atuação do Poder Judiciário como legislador positivo. Impossibilidade. Precedentes. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Negado provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Kassio Nunes, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 20 a 27 de agosto de 2021. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0F6-4D9D-3F36-0DFD e senha 9DBC-E085-64F0-0255 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0F6-4D9D-3F36-0DFD e senha 9DBC-E085-64F0-0255 Supremo Tribunal Federal RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0F6-4D9D-3F36-0DFD e senha 9DBC-E085-64F0-0255 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 30/08/2021 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) :GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :THIAGO ARAUJO LOUREIRO ADV.(A/S) :RAPHAEL RIBEIRO BERTONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Da leitura do acórdão impugnado, percebe-se que recorrente fora condenada a adotar medidas de segurança em suas agências, como a instalação de portas detectoras de metais, contratação de vigilantes e instalação de circuito interno de TV. De fato, o art. 7°, XXII, da Constituição Federal estabelece que é direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. No entanto, conforme consignado pelo Tribunal a quo, a lei nº 7.102/83, que exige a adoção de tais medidas de segurança por estabelecimentos financeiros, não foi utilizada como fundamento da condenação, ante a inaplicabilidade da referida legislação aos bancos postais, meros correspondentes bancários. (…) Assim, não havendo norma específica que imponha aos bancos postais a adoção de tais medidas, restou violado o art. 7°, XXII, da Constituição Federal, que prevê a garantia do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Supremo Tribunal Federal 30/08/2021 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) :GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :THIAGO ARAUJO LOUREIRO ADV.(A/S) :RAPHAEL RIBEIRO BERTONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Da leitura do acórdão impugnado, percebe-se que recorrente fora condenada a adotar medidas de segurança em suas agências, como a instalação de portas detectoras de metais, contratação de vigilantes e instalação de circuito interno de TV. De fato, o art. 7°, XXII, da Constituição Federal estabelece que é direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. No entanto, conforme consignado pelo Tribunal a quo, a lei nº 7.102/83, que exige a adoção de tais medidas de segurança por estabelecimentos financeiros, não foi utilizada como fundamento da condenação, ante a inaplicabilidade da referida legislação aos bancos postais, meros correspondentes bancários. (…) Assim, não havendo norma específica que imponha aos bancos postais a adoção de tais medidas, restou violado o art. 7°, XXII, da Constituição Federal, que prevê a garantia do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. Foi vulnerado também o próprio princípio da legalidade, previsto nos arts. 5°, II, e 37 do texto constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inclusive, já fixou entendimento no sentido de não competir ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, conforme demonstram os seguintes precedentes desta Corte: (...) Destaco, por fim, que, conforme demonstrado, a controvérsia ora debatida não se limita ao âmbito infraconstitucional ou à ofensa indireta ao texto constitucional, vez que se refere à imposição de obrigações não previstas no ordenamento jurídico, contrariamente ao disposto no art. 5°, caput e II, e no art. 37, caput, da Constituição Federal.” (eDOC 101) Em suas razões, o agravante aduz, em síntese, que, para igualar o serviço prestado pela recorrente às casas lotéricas e assim afastar a obrigação pelo aspecto de violação a isonomia, faz-se necessário o reexame de matéria fático-probatória. Afirma ainda que “conforme consta no acórdão objurgado, estando todas as unidades de Banco Postal em Goiás, repita-se, todas elas, após longo processo judicial e depois de várias licitações, com as PDMs instaladas, em todas (mais de 250) o que, por obvio, torna a retirada delas um desperdício sem tamanho do dinheiro publico, além da exposição desmedida da vida e da segurança dos trabalhadores que La estão prestando serviços tipicamente bancários.” Por fim, requer seja reconsiderada a decisão ou seja dado provimento ao recurso interposto. (eDOC 105) Intimado, o agravado afirma que “diversamente do que pretende induzir o SINTECTGO, em momento algum nas instâncias a quo a condenação da ECT deu-se à luz de suas matrizes de risco, mas sim pela indevida imposição à ECT de adotar medidas de segurança previstas na Lei nº 7.102/83.” Sustenta que somente as instituições financeiras estão sujeitas às restrições trazidas pela Lei 7.102/1983, no que diz respeito aos requisitos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Supremo Tribunal Federal RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. Foi vulnerado também o próprio princípio da legalidade, previsto nos arts. 5°, II, e 37 do texto constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inclusive, já fixou entendimento no sentido de não competir ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, conforme demonstram os seguintes precedentes desta Corte: (...) Destaco, por fim, que, conforme demonstrado, a controvérsia ora debatida não se limita ao âmbito infraconstitucional ou à ofensa indireta ao texto constitucional, vez que se refere à imposição de obrigações não previstas no ordenamento jurídico, contrariamente ao disposto no art. 5°, caput e II, e no art. 37, caput, da Constituição Federal.” (eDOC 101) Em suas razões, o agravante aduz, em síntese, que, para igualar o serviço prestado pela recorrente às casas lotéricas e assim afastar a obrigação pelo aspecto de violação a isonomia, faz-se necessário o reexame de matéria fático-probatória. Afirma ainda que “conforme consta no acórdão objurgado, estando todas as unidades de Banco Postal em Goiás, repita-se, todas elas, após longo processo judicial e depois de várias licitações, com as PDMs instaladas, em todas (mais de 250) o que, por obvio, torna a retirada delas um desperdício sem tamanho do dinheiro publico, além da exposição desmedida da vida e da segurança dos trabalhadores que La estão prestando serviços tipicamente bancários.” Por fim, requer seja reconsiderada a decisão ou seja dado provimento ao recurso interposto. (eDOC 105) Intimado, o agravado afirma que “diversamente do que pretende induzir o SINTECTGO, em momento algum nas instâncias a quo a condenação da ECT deu-se à luz de suas matrizes de risco, mas sim pela indevida imposição à ECT de adotar medidas de segurança previstas na Lei nº 7.102/83.” Sustenta que somente as instituições financeiras estão sujeitas às restrições trazidas pela Lei 7.102/1983, no que diz respeito aos requisitos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO mínimos de segurança que devem integrar o complexo de bens organizados para exercício da empresa, motivo pelo qual não pode haver interpretação extensiva para que essa exceção alcance os correspondentes. Por fim, acrescenta que atualmente inexiste obrigação que determine à ECT instalar ou manter qualquer medida de segurança, oriunda da incorreta interpretação da Lei 7.102/83, em seu desfavor, em especial PDMs. Argumenta que, “em que pese o acordo firmado que, mediante o provimento do extraordinário da ECT, caiu por terra, atualmente inexiste qualquer dever da ECT em instalar ou manter PDMs nas unidades do Estado do Goiás.” (eDOC 112) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Supremo Tribunal Federal RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO mínimos de segurança que devem integrar o complexo de bens organizados para exercício da empresa, motivo pelo qual não pode haver interpretação extensiva para que essa exceção alcance os correspondentes. Por fim, acrescenta que atualmente inexiste obrigação que determine à ECT instalar ou manter qualquer medida de segurança, oriunda da incorreta interpretação da Lei 7.102/83, em seu desfavor, em especial PDMs. Argumenta que, “em que pese o acordo firmado que, mediante o provimento do extraordinário da ECT, caiu por terra, atualmente inexiste qualquer dever da ECT em instalar ou manter PDMs nas unidades do Estado do Goiás.” (eDOC 112) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/08/2021 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, o Tribunal a quo, consignou que a Lei 7.102/83, que exige a adoção de medidas de segurança por estabelecimentos financeiros, não foi utilizada como fundamento da condenação, ante a inaplicabilidade da referida legislação aos bancos postais, meros correspondentes bancários. Cito, à propósito, trecho do acórdão impugnado: “O Tribunal a quo manteve a concessão de tutela antecipada nestes termos: [...] ‘Quanto a aplicabilidade da Lei nº 7.102/83 aos Bancos Postais, meros ‘correspondentes’ dos verdadeiros estabelecimentos financeiros, insta salientar que a sentença atacada afastou expressamente essa possibilidade, condenando a reclamada a adotar medidas de segurança por outros fundamentos, quais sejam, em razão de ser do empregador os riscos do empreendimento e, também, a obrigação de proporcionar aos seus empregados um ambiente de trabalho saudável e seguro, nos termos dos artigos 2º e 157 da CLT. E, ainda, por ter sido conferido ao trabalhador, pelo artigo 7º, inciso XXII da CF, o direito à redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança’ [...] Logo, ao decidir pela aplicação da CLT ao caso concreto, que impõe normas de segurança além das previstas na Lei nº 7.102/83, nada mais fez o Regional do que atender às exigências Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Supremo Tribunal Federal 30/08/2021 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, o Tribunal a quo, consignou que a Lei 7.102/83, que exige a adoção de medidas de segurança por estabelecimentos financeiros, não foi utilizada como fundamento da condenação, ante a inaplicabilidade da referida legislação aos bancos postais, meros correspondentes bancários. Cito, à propósito, trecho do acórdão impugnado: “O Tribunal a quo manteve a concessão de tutela antecipada nestes termos: [...] ‘Quanto a aplicabilidade da Lei nº 7.102/83 aos Bancos Postais, meros ‘correspondentes’ dos verdadeiros estabelecimentos financeiros, insta salientar que a sentença atacada afastou expressamente essa possibilidade, condenando a reclamada a adotar medidas de segurança por outros fundamentos, quais sejam, em razão de ser do empregador os riscos do empreendimento e, também, a obrigação de proporcionar aos seus empregados um ambiente de trabalho saudável e seguro, nos termos dos artigos 2º e 157 da CLT. E, ainda, por ter sido conferido ao trabalhador, pelo artigo 7º, inciso XXII da CF, o direito à redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança’ [...] Logo, ao decidir pela aplicação da CLT ao caso concreto, que impõe normas de segurança além das previstas na Lei nº 7.102/83, nada mais fez o Regional do que atender às exigências Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO legais e constitucionais aplicáveis ao caso concreto, com a devida ponderação conforme o grau de risco ali potencialmente existente”. (eDOC 34) Desta forma, a condenação da recorrente teria se dado em razão de ser do empregador os riscos do empreendimento e a obrigação de proporcionar um ambiente de trabalho saudável e seguro aos empregados, nos termos dos arts. 2º e 157 da CLT. Apesar disso, em que pese a natureza de meros correspondentes bancários dos Bancos Postais, percebe-se que, na verdade, foram impostas à recorrente medidas de segurança previstas na Lei 7.102/83, direcionadas estritamente a estabelecimentos financeiros, conforme bem assinalou a Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho ao acatar pedido de concessão de efeito suspensivo até a decisão do recurso extraordinário: “Aqui, a matéria é debatida, em torno de as agências dos Correios, por prestarem serviços de banco postal, deverem, ou não, dispor dos mesmos equipamentos e medidas de segurança dos bancos”. (eDOC 84) A previsão genérica constante dos arts. 2º e 157 da CLT, referente ao dever do empregador em proporcionar um ambiente seguro aos empregados, não é suficiente para a imposição de medidas de segurança de tamanha onerosidade direcionadas aos estabelecimentos financeiros, e não aos meros correspondentes bancários. Prova disso é que as obrigações impostas não são exigidas de outros correspondentes, como as casas lotéricas. Assim, não havendo norma específica que imponha aos bancos postais a adoção de tais medidas, restou violado o art. 7º, XXII, da Constituição Federal, que prevê a garantia do direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. Foi vulnerado também o próprio princípio da legalidade, previsto nos arts. 5º, II, e 37 do texto constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inclusive, já fixou entendimento no sentido de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Supremo Tribunal Federal RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO legais e constitucionais aplicáveis ao caso concreto, com a devida ponderação conforme o grau de risco ali potencialmente existente”. (eDOC 34) Desta forma, a condenação da recorrente teria se dado em razão de ser do empregador os riscos do empreendimento e a obrigação de proporcionar um ambiente de trabalho saudável e seguro aos empregados, nos termos dos arts. 2º e 157 da CLT. Apesar disso, em que pese a natureza de meros correspondentes bancários dos Bancos Postais, percebe-se que, na verdade, foram impostas à recorrente medidas de segurança previstas na Lei 7.102/83, direcionadas estritamente a estabelecimentos financeiros, conforme bem assinalou a Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho ao acatar pedido de concessão de efeito suspensivo até a decisão do recurso extraordinário: “Aqui, a matéria é debatida, em torno de as agências dos Correios, por prestarem serviços de banco postal, deverem, ou não, dispor dos mesmos equipamentos e medidas de segurança dos bancos”. (eDOC 84) A previsão genérica constante dos arts. 2º e 157 da CLT, referente ao dever do empregador em proporcionar um ambiente seguro aos empregados, não é suficiente para a imposição de medidas de segurança de tamanha onerosidade direcionadas aos estabelecimentos financeiros, e não aos meros correspondentes bancários. Prova disso é que as obrigações impostas não são exigidas de outros correspondentes, como as casas lotéricas. Assim, não havendo norma específica que imponha aos bancos postais a adoção de tais medidas, restou violado o art. 7º, XXII, da Constituição Federal, que prevê a garantia do direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. Foi vulnerado também o próprio princípio da legalidade, previsto nos arts. 5º, II, e 37 do texto constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inclusive, já fixou entendimento no sentido de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO não competir ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, conforme demonstram os seguintes precedentes desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. PODER JUDICIÁRIO. BENEFÍCIO FISCAL. SEGMENTO PRODUTIVO. LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. SEPARAÇÃO DE PODERES. DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO. PREJUDICADO O RECURSO DA SOMIX CONCRETO LTDA”. (RE 1.259.614, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 8.6.2020) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MORATÓRIA. PRETENSÃO DE AMPLIAÇÃO DO PRAZO DE VENCIMENTO DE TRIBUTO EM RAZÃO DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS. MEDIDA SUJEITA À DISCRICIONARIEDADE DOS PODERES EXECUTIVO OU LEGISLATIVO. IMPOSSIBILIDADE DE CONCESSÃO PELA VIA JUDICIAL. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. 1. A moratória é hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, e sua concessão está sujeita à discricionariedade dos Poderes Executivo ou Legislativo, poderes com representatividade popular e com legitimidade para realizar as escolhas adequadas diante da conjuntura excepcional causada pela pandemia do novo coronavírus. 2. Não obstante as dificuldades econômicas por que passam diversos segmentos empresariais, a concessão de eventual moratória que amplie o prazo de pagamento do tributo é uma opção política, a qual deve ajustar-se às balizas fixadas pelos poderes eleitos, não cabendo tal iniciativa ao órgão judicante. 3. A intervenção do Poder Judiciário na esfera de discricionariedade de uma escolha política deve cingir-se ao exame de legalidade e constitucionalidade, sob pena de ofensa ao princípio da separação dos Poderes, tendo em vista que não cabe ao juiz agir como legislador positivo. Precedente. 4. O 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Supremo Tribunal Federal RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO não competir ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, conforme demonstram os seguintes precedentes desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. PODER JUDICIÁRIO. BENEFÍCIO FISCAL. SEGMENTO PRODUTIVO. LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. SEPARAÇÃO DE PODERES. DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO. PREJUDICADO O RECURSO DA SOMIX CONCRETO LTDA”. (RE 1.259.614, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 8.6.2020) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MORATÓRIA. PRETENSÃO DE AMPLIAÇÃO DO PRAZO DE VENCIMENTO DE TRIBUTO EM RAZÃO DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS. MEDIDA SUJEITA À DISCRICIONARIEDADE DOS PODERES EXECUTIVO OU LEGISLATIVO. IMPOSSIBILIDADE DE CONCESSÃO PELA VIA JUDICIAL. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. 1. A moratória é hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, e sua concessão está sujeita à discricionariedade dos Poderes Executivo ou Legislativo, poderes com representatividade popular e com legitimidade para realizar as escolhas adequadas diante da conjuntura excepcional causada pela pandemia do novo coronavírus. 2. Não obstante as dificuldades econômicas por que passam diversos segmentos empresariais, a concessão de eventual moratória que amplie o prazo de pagamento do tributo é uma opção política, a qual deve ajustar-se às balizas fixadas pelos poderes eleitos, não cabendo tal iniciativa ao órgão judicante. 3. A intervenção do Poder Judiciário na esfera de discricionariedade de uma escolha política deve cingir-se ao exame de legalidade e constitucionalidade, sob pena de ofensa ao princípio da separação dos Poderes, tendo em vista que não cabe ao juiz agir como legislador positivo. Precedente. 4. O 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO Supremo Tribunal Federal já afastou a possibilidade de concessão de moratória pela via judicial. Precedentes. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 6. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015”. (ARE 1.307.729 AgR, Rel. Min ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 7.5.2021) “CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE PROVENTOS DE APOSENTADORIA OU REFORMA. REQUISITOS LEGAIS CUMULATIVOS E RAZOÁVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE AMPLIAÇÃO DA ISENÇÃO POR DECISÃO JUDICIAL. RESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DE PODERES E LEGALIDADE ESTRITA (ARTS. 2º E 150, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO). CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 6º DA LEI 7.713/1988. IMPROCEDÊNCIA. 1. A concessão de isenção tributária configura ato discricionário do ente federativo competente para a instituição do tributo e deve estrito respeito ao princípio da reserva legal (art. 150, § 6º, da Constituição Federal). 2. A legislação optou por critérios cumulativos absolutamente razoáveis à concessão do benefício tributário, quais sejam, inatividade e enfermidade grave, ainda que contraída após a aposentadoria ou reforma. Respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, da Constituição Federal), aos valores sociais do trabalho (art. 1º, IV, da CF) e ao princípio da igualdade (art. 5º, caput, da CF). 3. Impossibilidade de atuação do Poder Judiciário como legislador positivo, ampliando a incidência da concessão de benefício tributário, de modo a incluir contribuintes não expressamente abrangidos pela legislação pertinente. Respeito à Separação de Poderes. Precedentes. 4. Os poderes de Estado devem atuar de maneira harmônica, privilegiando a cooperação e a lealdade institucional e afastando as práticas de guerrilhas institucionais, que acabam minando a coesão governamental e a confiança 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Supremo Tribunal Federal RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO Supremo Tribunal Federal já afastou a possibilidade de concessão de moratória pela via judicial. Precedentes. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 6. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015”. (ARE 1.307.729 AgR, Rel. Min ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 7.5.2021) “CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE PROVENTOS DE APOSENTADORIA OU REFORMA. REQUISITOS LEGAIS CUMULATIVOS E RAZOÁVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE AMPLIAÇÃO DA ISENÇÃO POR DECISÃO JUDICIAL. RESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DE PODERES E LEGALIDADE ESTRITA (ARTS. 2º E 150, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO). CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 6º DA LEI 7.713/1988. IMPROCEDÊNCIA. 1. A concessão de isenção tributária configura ato discricionário do ente federativo competente para a instituição do tributo e deve estrito respeito ao princípio da reserva legal (art. 150, § 6º, da Constituição Federal). 2. A legislação optou por critérios cumulativos absolutamente razoáveis à concessão do benefício tributário, quais sejam, inatividade e enfermidade grave, ainda que contraída após a aposentadoria ou reforma. Respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, da Constituição Federal), aos valores sociais do trabalho (art. 1º, IV, da CF) e ao princípio da igualdade (art. 5º, caput, da CF). 3. Impossibilidade de atuação do Poder Judiciário como legislador positivo, ampliando a incidência da concessão de benefício tributário, de modo a incluir contribuintes não expressamente abrangidos pela legislação pertinente. Respeito à Separação de Poderes. Precedentes. 4. Os poderes de Estado devem atuar de maneira harmônica, privilegiando a cooperação e a lealdade institucional e afastando as práticas de guerrilhas institucionais, que acabam minando a coesão governamental e a confiança 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO popular na condução dos negócios públicos pelos agentes políticos. 5.Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada improcedente”. (ADI 6.025, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, DJe 26.6.2020) Destaco, por fim, que, conforme demonstrado, a controvérsia ora debatida não se limita ao âmbito infraconstitucional ou à ofensa indireta ao texto constitucional, uma vez que se refere à imposição de obrigações não previstas no ordenamento jurídico, contrariamente ao disposto no art. 5º, caput e II, e no art. 37, caput, da Constituição Federal. Ademais, por se tratar de controvérsia estritamente de direito, não se faz necessário o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Supremo Tribunal Federal RE 1111950 AGR-SEGUNDO / GO popular na condução dos negócios públicos pelos agentes políticos. 5.Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada improcedente”. (ADI 6.025, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, DJe 26.6.2020) Destaco, por fim, que, conforme demonstrado, a controvérsia ora debatida não se limita ao âmbito infraconstitucional ou à ofensa indireta ao texto constitucional, uma vez que se refere à imposição de obrigações não previstas no ordenamento jurídico, contrariamente ao disposto no art. 5º, caput e II, e no art. 37, caput, da Constituição Federal. Ademais, por se tratar de controvérsia estritamente de direito, não se faz necessário o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 30/08/2021 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) : GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA (17351/GO) AGDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : THIAGO ARAUJO LOUREIRO (28724/DF) ADV.(A/S) : RAPHAEL RIBEIRO BERTONI (39293/DF, 259898/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.8.2021 a 27.8.2021. Composição: Ministros Nunes Marques (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 202E-5F82-F682-7C17 e senha EC4E-2877-0EC1-21AD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) : GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA (17351/GO) AGDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : THIAGO ARAUJO LOUREIRO (28724/DF) ADV.(A/S) : RAPHAEL RIBEIRO BERTONI (39293/DF, 259898/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.8.2021 a 27.8.2021. Composição: Ministros Nunes Marques (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 202E-5F82-F682-7C17 e senha EC4E-2877-0EC1-21AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=757142207
2021-08-30T00:00:00
2021-09-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.8.2021 a 27.8.2021.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Constitucional. 3. Banco Postal. Obrigatoriedade de adoção de medidas de segurança. Inexistência de norma que imponha tais obrigações aos correspondentes bancários. Afronta ao princípio da legalidade. Arts. 5º, II, e 37 do texto constitucional. 4. Violação ao art. 7º, XXII, da Constituição Federal. Garantia do direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. 5. Lei 7.102/83. Inaplicabilidade. 6. Atuação do Poder Judiciário como legislador positivo. Impossibilidade. Precedentes. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Negado provimento ao agravo regimental.
sjur452100
- Acórdão(s) citado(s): (PODER JUDICIÁRIO, LEGISLADOR POSITIVO, PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES) ADI 6025 (TP), RE 1259614 (1ªT), ARE 1307729 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 03/03/2022, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1111950
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00002 ART-00007 INC-00022\n ART-00037 \"CAPUT\"\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-007102 ANO-1983\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n ART-00002 ART-00157\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 1111950 AgR-segundo
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AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) : GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA AGDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : THIAGO ARAUJO LOUREIRO ADV.(A/S) : RAPHAEL RIBEIRO BERTONI
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Ementa e Acórdão 30/08/2021 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) :GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :THIAGO ARAUJO LOUREIRO ADV.(A/S) :RAPHAEL RIBEIRO BERTONI Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Constitucional. 3. Banco Postal. Obrigatoriedade de adoção de medidas de segurança. Inexistência de norma que imponha tais obrigações aos correspondentes bancários. Afronta ao princípio da legalidade. Arts. 5..., II, e 37 do texto constitucional. 4. Violação ao art. 7..., XXII, da Constituição Federal. Garantia do direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. 5. Lei 7.102/83. Inaplicabilidade. 6. Atuação do Poder Judiciário como legislador positivo. Impossibilidade. Precedentes. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Negado provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Kassio Nunes, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 20 a 27 de agosto de 2021. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0F6-4D9D-3F36-0DFD e senha 9DBC-E085-64F0-0255 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0F6-4D9D-3F36-0DFD e senha 9DBC-E085-64F0-0255 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0F6-4D9D-3F36-0DFD e senha 9DBC-E085-64F0-0255 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 30/08/2021 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) :GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :THIAGO ARAUJO LOUREIRO ADV.(A/S) :RAPHAEL RIBEIRO BERTONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Da leitura do acórdão impugnado, percebe-se que recorrente fora condenada a adotar medidas de segurança em suas agências, como a instalação de portas detectoras de metais, contratação de vigilantes e instalação de circuito interno de TV. De fato, o art. 7..., XXII, da Constituição Federal estabelece que é direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. No entanto, conforme consignado pelo Tribunal a quo, a lei n 7.102/83, que exige a adoção de tais medidas de segurança por estabelecimentos financeiros, não foi utilizada como fundamento da condenação, ante a inaplicabilidade da referida legislação aos bancos postais, meros correspondentes bancários. (…) Assim, não havendo norma específica que imponha aos bancos postais a adoção de tais medidas, restou violado o art. 7..., XXII, da Constituição Federal, que prevê a garantia do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Supremo Tribunal Federal 30/08/2021 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) :GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :THIAGO ARAUJO LOUREIRO ADV.(A/S) :RAPHAEL RIBEIRO BERTONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Da leitura do acórdão impugnado, percebe-se que recorrente fora condenada a adotar medidas de segurança em suas agências, como a instalação de portas detectoras de metais, contratação de vigilantes e instalação de circuito interno de TV. De fato, o art. 7..., XXII, da Constituição Federal estabelece que é direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. No entanto, conforme consignado pelo Tribunal a quo, a lei n 7.102/83, que exige a adoção de tais medidas de segurança por estabelecimentos financeiros, não foi utilizada como fundamento da condenação, ante a inaplicabilidade da referida legislação aos bancos postais, meros correspondentes bancários. (…) Assim, não havendo norma específica que imponha aos bancos postais a adoção de tais medidas, restou violado o art. 7..., XXII, da Constituição Federal, que prevê a garantia do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. Foi vulnerado também o próprio princípio da legalidade, previsto nos arts. 5..., II, e 37 do texto constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inclusive, já fixou entendimento no sentido de não competir ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, conforme demonstram os seguintes precedentes desta Corte: (...) Destaco, por fim, que, conforme demonstrado, a controvérsia ora debatida não se limita ao âmbito infraconstitucional ou à ofensa indireta ao texto constitucional, vez que se refere à imposição de obrigações não previstas no ordenamento jurídico, contrariamente ao disposto no art. 5..., caput e II, e no art. 37, caput, da Constituição Federal.” (eDOC 101) Em suas razões, o agravante aduz, em síntese, que, para igualar o serviço prestado pela recorrente às casas lotéricas e assim afastar a obrigação pelo aspecto de violação a isonomia, faz-se necessário o reexame de matéria fático-probatória. Afirma ainda que “conforme consta no acórdão objurgado, estando todas as unidades de Banco Postal em Goiás, repita-se, todas elas, após longo processo judicial e depois de várias licitações, com as PDMs instaladas, em todas (mais de 250) o que, por obvio, torna a retirada delas um desperdício sem tamanho do dinheiro publico, além da exposição desmedida da vida e da segurança dos trabalhadores que La estão prestando serviços tipicamente bancários.” Por fim, requer seja reconsiderada a decisão ou seja dado provimento ao recurso interposto. (eDOC 105) Intimado, o agravado afirma que “diversamente do que pretende induzir o SINTECTGO, em momento algum nas instâncias a quo a condenação da ECT deu-se à luz de suas matrizes de risco, mas sim pela indevida imposição à ECT de adotar medidas de segurança previstas na Lei n 7.102/83.” Sustenta que somente as instituições financeiras estão sujeitas às restrições trazidas pela Lei 7.102/1983, no que diz respeito aos requisitos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. Foi vulnerado também o próprio princípio da legalidade, previsto nos arts. 5..., II, e 37 do texto constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inclusive, já fixou entendimento no sentido de não competir ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, conforme demonstram os seguintes precedentes desta Corte: (...) Destaco, por fim, que, conforme demonstrado, a controvérsia ora debatida não se limita ao âmbito infraconstitucional ou à ofensa indireta ao texto constitucional, vez que se refere à imposição de obrigações não previstas no ordenamento jurídico, contrariamente ao disposto no art. 5..., caput e II, e no art. 37, caput, da Constituição Federal.” (eDOC 101) Em suas razões, o agravante aduz, em síntese, que, para igualar o serviço prestado pela recorrente às casas lotéricas e assim afastar a obrigação pelo aspecto de violação a isonomia, faz-se necessário o reexame de matéria fático-probatória. Afirma ainda que “conforme consta no acórdão objurgado, estando todas as unidades de Banco Postal em Goiás, repita-se, todas elas, após longo processo judicial e depois de várias licitações, com as PDMs instaladas, em todas (mais de 250) o que, por obvio, torna a retirada delas um desperdício sem tamanho do dinheiro publico, além da exposição desmedida da vida e da segurança dos trabalhadores que La estão prestando serviços tipicamente bancários.” Por fim, requer seja reconsiderada a decisão ou seja dado provimento ao recurso interposto. (eDOC 105) Intimado, o agravado afirma que “diversamente do que pretende induzir o SINTECTGO, em momento algum nas instâncias a quo a condenação da ECT deu-se à luz de suas matrizes de risco, mas sim pela indevida imposição à ECT de adotar medidas de segurança previstas na Lei n 7.102/83.” Sustenta que somente as instituições financeiras estão sujeitas às restrições trazidas pela Lei 7.102/1983, no que diz respeito aos requisitos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO mínimos de segurança que devem integrar o complexo de bens organizados para exercício da empresa, motivo pelo qual não pode haver interpretação extensiva para que essa exceção alcance os correspondentes. Por fim, acrescenta que atualmente inexiste obrigação que determine à ECT instalar ou manter qualquer medida de segurança, oriunda da incorreta interpretação da Lei 7.102/83, em seu desfavor, em especial PDMs. Argumenta que, “em que pese o acordo firmado que, mediante o provimento do extraordinário da ECT, caiu por terra, atualmente inexiste qualquer dever da ECT em instalar ou manter PDMs nas unidades do Estado do Goiás.” (eDOC 112) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO mínimos de segurança que devem integrar o complexo de bens organizados para exercício da empresa, motivo pelo qual não pode haver interpretação extensiva para que essa exceção alcance os correspondentes. Por fim, acrescenta que atualmente inexiste obrigação que determine à ECT instalar ou manter qualquer medida de segurança, oriunda da incorreta interpretação da Lei 7.102/83, em seu desfavor, em especial PDMs. Argumenta que, “em que pese o acordo firmado que, mediante o provimento do extraordinário da ECT, caiu por terra, atualmente inexiste qualquer dever da ECT em instalar ou manter PDMs nas unidades do Estado do Goiás.” (eDOC 112) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4262-914C-589E-F53E e senha 7BFF-DBCD-3C21-8530 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/08/2021 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, o Tribunal a quo, consignou que a Lei 7.102/83, que exige a adoção de medidas de segurança por estabelecimentos financeiros, não foi utilizada como fundamento da condenação, ante a inaplicabilidade da referida legislação aos bancos postais, meros correspondentes bancários. Cito, à propósito, trecho do acórdão impugnado: “O Tribunal a quo manteve a concessão de tutela antecipada nestes termos: [...] ‘Quanto a aplicabilidade da Lei n 7.102/83 aos Bancos Postais, meros ‘correspondentes’ dos verdadeiros estabelecimentos financeiros, insta salientar que a sentença atacada afastou expressamente essa possibilidade, condenando a reclamada a adotar medidas de segurança por outros fundamentos, quais sejam, em razão de ser do empregador os riscos do empreendimento e, também, a obrigação de proporcionar aos seus empregados um ambiente de trabalho saudável e seguro, nos termos dos artigos 2... e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho. E, ainda, por ter sido conferido ao trabalhador, pelo artigo 7..., inciso XXII da Constituição Federal de 1988, o direito à redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança’ [...] Logo, ao decidir pela aplicação da Consolidação das Leis do Trabalho ao caso concreto, que impõe normas de segurança além das previstas na Lei n 7.102/83, nada mais fez o Regional do que atender às exigências Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Supremo Tribunal Federal 30/08/2021 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, o Tribunal a quo, consignou que a Lei 7.102/83, que exige a adoção de medidas de segurança por estabelecimentos financeiros, não foi utilizada como fundamento da condenação, ante a inaplicabilidade da referida legislação aos bancos postais, meros correspondentes bancários. Cito, à propósito, trecho do acórdão impugnado: “O Tribunal a quo manteve a concessão de tutela antecipada nestes termos: [...] ‘Quanto a aplicabilidade da Lei n 7.102/83 aos Bancos Postais, meros ‘correspondentes’ dos verdadeiros estabelecimentos financeiros, insta salientar que a sentença atacada afastou expressamente essa possibilidade, condenando a reclamada a adotar medidas de segurança por outros fundamentos, quais sejam, em razão de ser do empregador os riscos do empreendimento e, também, a obrigação de proporcionar aos seus empregados um ambiente de trabalho saudável e seguro, nos termos dos artigos 2... e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho. E, ainda, por ter sido conferido ao trabalhador, pelo artigo 7..., inciso XXII da Constituição Federal de 1988, o direito à redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança’ [...] Logo, ao decidir pela aplicação da Consolidação das Leis do Trabalho ao caso concreto, que impõe normas de segurança além das previstas na Lei n 7.102/83, nada mais fez o Regional do que atender às exigências Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO legais e constitucionais aplicáveis ao caso concreto, com a devida ponderação conforme o grau de risco ali potencialmente existente”. (eDOC 34) Desta forma, a condenação da recorrente teria se dado em razão de ser do empregador os riscos do empreendimento e a obrigação de proporcionar um ambiente de trabalho saudável e seguro aos empregados, nos termos dos arts. 2... e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho. Apesar disso, em que pese a natureza de meros correspondentes bancários dos Bancos Postais, percebe-se que, na verdade, foram impostas à recorrente medidas de segurança previstas na Lei 7.102/83, direcionadas estritamente a estabelecimentos financeiros, conforme bem assinalou a Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho ao acatar pedido de concessão de efeito suspensivo até a decisão do recurso extraordinário: “Aqui, a matéria é debatida, em torno de as agências dos Correios, por prestarem serviços de banco postal, deverem, ou não, dispor dos mesmos equipamentos e medidas de segurança dos bancos”. (eDOC 84) A previsão genérica constante dos arts. 2... e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho, referente ao dever do empregador em proporcionar um ambiente seguro aos empregados, não é suficiente para a imposição de medidas de segurança de tamanha onerosidade direcionadas aos estabelecimentos financeiros, e não aos meros correspondentes bancários. Prova disso é que as obrigações impostas não são exigidas de outros correspondentes, como as casas lotéricas. Assim, não havendo norma específica que imponha aos bancos postais a adoção de tais medidas, restou violado o art. 7..., XXII, da Constituição Federal, que prevê a garantia do direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. Foi vulnerado também o próprio princípio da legalidade, previsto nos arts. 5..., II, e 37 do texto constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inclusive, já fixou entendimento no sentido de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO legais e constitucionais aplicáveis ao caso concreto, com a devida ponderação conforme o grau de risco ali potencialmente existente”. (eDOC 34) Desta forma, a condenação da recorrente teria se dado em razão de ser do empregador os riscos do empreendimento e a obrigação de proporcionar um ambiente de trabalho saudável e seguro aos empregados, nos termos dos arts. 2... e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho. Apesar disso, em que pese a natureza de meros correspondentes bancários dos Bancos Postais, percebe-se que, na verdade, foram impostas à recorrente medidas de segurança previstas na Lei 7.102/83, direcionadas estritamente a estabelecimentos financeiros, conforme bem assinalou a Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho ao acatar pedido de concessão de efeito suspensivo até a decisão do recurso extraordinário: “Aqui, a matéria é debatida, em torno de as agências dos Correios, por prestarem serviços de banco postal, deverem, ou não, dispor dos mesmos equipamentos e medidas de segurança dos bancos”. (eDOC 84) A previsão genérica constante dos arts. 2... e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho, referente ao dever do empregador em proporcionar um ambiente seguro aos empregados, não é suficiente para a imposição de medidas de segurança de tamanha onerosidade direcionadas aos estabelecimentos financeiros, e não aos meros correspondentes bancários. Prova disso é que as obrigações impostas não são exigidas de outros correspondentes, como as casas lotéricas. Assim, não havendo norma específica que imponha aos bancos postais a adoção de tais medidas, restou violado o art. 7..., XXII, da Constituição Federal, que prevê a garantia do direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de segurança. Foi vulnerado também o próprio princípio da legalidade, previsto nos arts. 5..., II, e 37 do texto constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inclusive, já fixou entendimento no sentido de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO não competir ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, conforme demonstram os seguintes precedentes desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. PODER JUDICIÁRIO. BENEFÍCIO FISCAL. SEGMENTO PRODUTIVO. LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. SEPARAÇÃO DE PODERES. DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO. PREJUDICADO O RECURSO DA SOMIX CONCRETO LTDA”. (Recurso Extraordinário 1.259.614, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 8.6.2020) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MORATÓRIA. PRETENSÃO DE AMPLIAÇÃO DO PRAZO DE VENCIMENTO DE TRIBUTO EM RAZÃO DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS. MEDIDA SUJEITA À DISCRICIONARIEDADE DOS PODERES EXECUTIVO OU LEGISLATIVO. IMPOSSIBILIDADE DE CONCESSÃO PELA VIA JUDICIAL. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. 1. A moratória é hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, e sua concessão está sujeita à discricionariedade dos Poderes Executivo ou Legislativo, poderes com representatividade popular e com legitimidade para realizar as escolhas adequadas diante da conjuntura excepcional causada pela pandemia do novo coronavírus. 2. Não obstante as dificuldades econômicas por que passam diversos segmentos empresariais, a concessão de eventual moratória que amplie o prazo de pagamento do tributo é uma opção política, a qual deve ajustar-se às balizas fixadas pelos poderes eleitos, não cabendo tal iniciativa ao órgão judicante. 3. A intervenção do Poder Judiciário na esfera de discricionariedade de uma escolha política deve cingir-se ao exame de legalidade e constitucionalidade, sob pena de ofensa ao princípio da separação dos Poderes, tendo em vista que não cabe ao juiz agir como legislador positivo. Precedente. 4. O 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO não competir ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, conforme demonstram os seguintes precedentes desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. PODER JUDICIÁRIO. BENEFÍCIO FISCAL. SEGMENTO PRODUTIVO. LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. SEPARAÇÃO DE PODERES. DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO. PREJUDICADO O RECURSO DA SOMIX CONCRETO LTDA”. (Recurso Extraordinário 1.259.614, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 8.6.2020) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MORATÓRIA. PRETENSÃO DE AMPLIAÇÃO DO PRAZO DE VENCIMENTO DE TRIBUTO EM RAZÃO DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS. MEDIDA SUJEITA À DISCRICIONARIEDADE DOS PODERES EXECUTIVO OU LEGISLATIVO. IMPOSSIBILIDADE DE CONCESSÃO PELA VIA JUDICIAL. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. 1. A moratória é hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, e sua concessão está sujeita à discricionariedade dos Poderes Executivo ou Legislativo, poderes com representatividade popular e com legitimidade para realizar as escolhas adequadas diante da conjuntura excepcional causada pela pandemia do novo coronavírus. 2. Não obstante as dificuldades econômicas por que passam diversos segmentos empresariais, a concessão de eventual moratória que amplie o prazo de pagamento do tributo é uma opção política, a qual deve ajustar-se às balizas fixadas pelos poderes eleitos, não cabendo tal iniciativa ao órgão judicante. 3. A intervenção do Poder Judiciário na esfera de discricionariedade de uma escolha política deve cingir-se ao exame de legalidade e constitucionalidade, sob pena de ofensa ao princípio da separação dos Poderes, tendo em vista que não cabe ao juiz agir como legislador positivo. Precedente. 4. O 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO Supremo Tribunal Federal já afastou a possibilidade de concessão de moratória pela via judicial. Precedentes. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 6. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015”. (ARE 1.307.729 AgR, Rel. Min ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 7.5.2021) “CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE PROVENTOS DE APOSENTADORIA OU REFORMA. REQUISITOS LEGAIS CUMULATIVOS E RAZOÁVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE AMPLIAÇÃO DA ISENÇÃO POR DECISÃO JUDICIAL. RESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DE PODERES E LEGALIDADE ESTRITA (ARTS. 2... E 150, § 6..., DA CONSTITUIÇÃO). CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 6... DA LEI 7.713/1988. IMPROCEDÊNCIA. 1. A concessão de isenção tributária configura ato discricionário do ente federativo competente para a instituição do tributo e deve estrito respeito ao princípio da reserva legal (art. 150, § 6..., da Constituição Federal). 2. A legislação optou por critérios cumulativos absolutamente razoáveis à concessão do benefício tributário, quais sejam, inatividade e enfermidade grave, ainda que contraída após a aposentadoria ou reforma. Respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1..., III, da Constituição Federal), aos valores sociais do trabalho (art. 1..., IV, da Constituição Federal de 1988) e ao princípio da igualdade (art. 5..., caput, da Constituição Federal de 1988). 3. Impossibilidade de atuação do Poder Judiciário como legislador positivo, ampliando a incidência da concessão de benefício tributário, de modo a incluir contribuintes não expressamente abrangidos pela legislação pertinente. Respeito à Separação de Poderes. Precedentes. 4. Os poderes de Estado devem atuar de maneira harmônica, privilegiando a cooperação e a lealdade institucional e afastando as práticas de guerrilhas institucionais, que acabam minando a coesão governamental e a confiança 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO Supremo Tribunal Federal já afastou a possibilidade de concessão de moratória pela via judicial. Precedentes. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 6. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015”. (ARE 1.307.729 AgR, Rel. Min ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 7.5.2021) “CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE PROVENTOS DE APOSENTADORIA OU REFORMA. REQUISITOS LEGAIS CUMULATIVOS E RAZOÁVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE AMPLIAÇÃO DA ISENÇÃO POR DECISÃO JUDICIAL. RESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DE PODERES E LEGALIDADE ESTRITA (ARTS. 2... E 150, § 6..., DA CONSTITUIÇÃO). CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 6... DA LEI 7.713/1988. IMPROCEDÊNCIA. 1. A concessão de isenção tributária configura ato discricionário do ente federativo competente para a instituição do tributo e deve estrito respeito ao princípio da reserva legal (art. 150, § 6..., da Constituição Federal). 2. A legislação optou por critérios cumulativos absolutamente razoáveis à concessão do benefício tributário, quais sejam, inatividade e enfermidade grave, ainda que contraída após a aposentadoria ou reforma. Respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1..., III, da Constituição Federal), aos valores sociais do trabalho (art. 1..., IV, da Constituição Federal de 1988) e ao princípio da igualdade (art. 5..., caput, da Constituição Federal de 1988). 3. Impossibilidade de atuação do Poder Judiciário como legislador positivo, ampliando a incidência da concessão de benefício tributário, de modo a incluir contribuintes não expressamente abrangidos pela legislação pertinente. Respeito à Separação de Poderes. Precedentes. 4. Os poderes de Estado devem atuar de maneira harmônica, privilegiando a cooperação e a lealdade institucional e afastando as práticas de guerrilhas institucionais, que acabam minando a coesão governamental e a confiança 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO popular na condução dos negócios públicos pelos agentes políticos. 5.Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada improcedente”. (ADI 6.025, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, DJe 26.6.2020) Destaco, por fim, que, conforme demonstrado, a controvérsia ora debatida não se limita ao âmbito infraconstitucional ou à ofensa indireta ao texto constitucional, uma vez que se refere à imposição de obrigações não previstas no ordenamento jurídico, contrariamente ao disposto no art. 5..., caput e II, e no art. 37, caput, da Constituição Federal. Ademais, por se tratar de controvérsia estritamente de direito, não se faz necessário o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1111950 AGR-SEGUNDO / GO popular na condução dos negócios públicos pelos agentes políticos. 5.Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada improcedente”. (ADI 6.025, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, DJe 26.6.2020) Destaco, por fim, que, conforme demonstrado, a controvérsia ora debatida não se limita ao âmbito infraconstitucional ou à ofensa indireta ao texto constitucional, uma vez que se refere à imposição de obrigações não previstas no ordenamento jurídico, contrariamente ao disposto no art. 5..., caput e II, e no art. 37, caput, da Constituição Federal. Ademais, por se tratar de controvérsia estritamente de direito, não se faz necessário o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77FC-55CA-27C7-E3C4 e senha 5B88-3BA2-FCA1-FF26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 30/08/2021 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) : GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA (17351/GO) AGDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : THIAGO ARAUJO LOUREIRO (28724/DF) ADV.(A/S) : RAPHAEL RIBEIRO BERTONI (39293/DF, 259898/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.8.2021 a 27.8.2021. Composição: Ministros Nunes Marques (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 202E-5F82-F682-7C17 e senha EC4E-2877-0EC1-21AD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.111.950 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE CORREIOS E TELEGRAFOS NOS ESTADOS DE GOIAS E TOCANTINS - SINTECT - GO ADV.(A/S) : GIZELI COSTA D ABADIA NUNES DE SOUSA (17351/GO) AGDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : THIAGO ARAUJO LOUREIRO (28724/DF) ADV.(A/S) : RAPHAEL RIBEIRO BERTONI (39293/DF, 259898/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.8.2021 a 27.8.2021. Composição: Ministros Nunes Marques (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 202E-5F82-F682-7C17 e senha EC4E-2877-0EC1-21AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Recurso Extraordinário 1111950 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 111 . 950", "Recurso Extraordinário 1111950 AGR - SEGUNDO / GO", "Recurso Extraordinário 1111950", "Recurso Extraordinário 1111950 AGR", "Recurso Extraordinário 1111950 AGR", "Recurso Extraordinário 1111950 AGR - SEGUNDO / GO", "Recurso Extraordinário 1111950 AGR - SEGUNDO / GO", "Recurso Extraordinário 1111950 AGR -", "Recurso Extraordinário 1 . 259 . 614", "Recurso Extraordinário 1111950", "Recurso Extraordinário 1 . 259 . 614", "Recurso Extraordinário 1111950 AGR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 307 . 729 AgR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 307 . 729 AgR", "ADI 6 . 025", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1111950 AGR - SEGUNDO / GO", "ADI 6 . 025", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 7 . . . , XXII , da Constituição Federal", "Lei 7 . 102 / 83", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , XXII , da Constituição Federal", "lei n 7 . 102 / 83", "art . 7 . . . , XXII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , XXII , da Constituição Federal", "lei n 7 . 102 / 83", "art . 7 . . . , XXII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , caput e II , e", "art . 37 , caput , da Constituição Federal", "Lei n 7 . 102 / 83", "Lei 7 . 102 / 1983", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , caput e II , e", "art . 37 , caput , da Constituição Federal", "Lei n 7 . 102 / 83", "Lei 7 . 102 / 1983", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 7 . 102 / 83", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 7 . 102 / 83", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 7 . 102 / 83", "Lei n 7 . 102 / 83", "artigos 2 . . . e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 7 . . . , inciso XXII da Constituição Federal de 1988", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei n 7 . 102 / 83", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 7 . 102 / 83", "Lei n 7 . 102 / 83", "artigos 2 . . . e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 7 . . . , inciso XXII da Constituição Federal de 1988", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei n 7 . 102 / 83", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 2 . . . e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei 7 . 102 / 83", "arts . 2 . . . e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 7 . . . , XXII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 2 . . . e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei 7 . 102 / 83", "arts . 2 . . . e 157 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 2 . . . 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Ementa e Acórdão 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) :DANILO SIQUEIRA DE REZENDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no sentido de que não se aplica o regime de precatórios à execução de sentença transitada em julgado que determinou o repasse, pelo Estado, do valor devido aos Municípios a título de ICMS. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de agosto de 2021. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9795-369A-5063-841F e senha 5440-5199-DDD0-4A66 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) :DANILO SIQUEIRA DE REZENDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) não se aplica, ao caso, o entendimento firmado por esta SUPREMA CORTE no julgamento do RE 573.872 -RG (Tema 45), tendo em vista que não se trata de obrigação de fazer, mas de obrigação de pagar; (b) aplica-se o entendimento do STF no RE 889.173/MS-RG (Tema 831) considerando que, “quando se trata de mandado de segurança, o Estado não pode ser compelido a pagar os valores devidos entre a data da impetração do mandado de segurança e a efetiva implementação da ordem concessiva, fora do regime de precatórios previsto no art. 100 da Constituição Federal” (fl. 3, eDoc. 12); (c) “é questionável a própria exigibilidade do título em execução diante do entendimento firmado por essa e. corte no RE-RG nº 705.423/SE que superou aquele constante do RE-RG 572.762/SC. De fato, no julgamento do RE nº 705.423/SE, tema 653 da repercussão geral, essa Corte fixou a seguinte tese: “É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades”. Desse modo, incabível a penhora eletrônica ou o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF1E-384F-05FD-DA19 e senha 2D56-8EB0-4557-E0C9 Supremo Tribunal Federal 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) :DANILO SIQUEIRA DE REZENDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) não se aplica, ao caso, o entendimento firmado por esta SUPREMA CORTE no julgamento do RE 573.872 -RG (Tema 45), tendo em vista que não se trata de obrigação de fazer, mas de obrigação de pagar; (b) aplica-se o entendimento do STF no RE 889.173/MS-RG (Tema 831) considerando que, “quando se trata de mandado de segurança, o Estado não pode ser compelido a pagar os valores devidos entre a data da impetração do mandado de segurança e a efetiva implementação da ordem concessiva, fora do regime de precatórios previsto no art. 100 da Constituição Federal” (fl. 3, eDoc. 12); (c) “é questionável a própria exigibilidade do título em execução diante do entendimento firmado por essa e. corte no RE-RG nº 705.423/SE que superou aquele constante do RE-RG 572.762/SC. De fato, no julgamento do RE nº 705.423/SE, tema 653 da repercussão geral, essa Corte fixou a seguinte tese: “É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades”. Desse modo, incabível a penhora eletrônica ou o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF1E-384F-05FD-DA19 e senha 2D56-8EB0-4557-E0C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 1333018 AGR / GO bloqueio do valor supostamente devido pelo Estado de Goiás, porque sequer é líquido.” (fl. 4, eDoc. 12); (d) a matéria não está pacificada no âmbito desta SUPREMA CORTE, e (e) o movimento mais recente da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido contrário ao citado na decisão agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF1E-384F-05FD-DA19 e senha 2D56-8EB0-4557-E0C9 Supremo Tribunal Federal RE 1333018 AGR / GO bloqueio do valor supostamente devido pelo Estado de Goiás, porque sequer é líquido.” (fl. 4, eDoc. 12); (d) a matéria não está pacificada no âmbito desta SUPREMA CORTE, e (e) o movimento mais recente da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido contrário ao citado na decisão agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF1E-384F-05FD-DA19 e senha 2D56-8EB0-4557-E0C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado (fl. 152, Doc. 1): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA E COMPENSAÇÃO DE DÍVIDAS C/C NULIDADE DE ATO JURÍDICO EM FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PROGRAMAS FOMENTAR/PRODUZIR. REPASSE DE ICMS NÃO REALIZADO AO MUNICÍPIO. NÃO INCIDÊNCIA DE PRECATÓRIO. 1. O repasse do valor devido aos Municípios a título de ICMS encerra uma obrigação de fazer, e não de pagar. Daí por que o adimplemento dos valores não repassados deve ser realizado imediatamente, e não por meio do regime de precatórios. 2. Os desequilíbrios ocorridos nas finanças estaduais não têm o condão de obstar o reconhecimento de direito pleiteado pelo agravado, assim como impedir sua efetivação. AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E DESPROVIDO.” Opostos Embargos de Declaração (fls. 158-168, Doc. 1), foram rejeitados (fl. 209, Doc. 1). No apelo extremo (fls. 220-232, Doc. 1), interposto com amparo no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, violação aos arts. 102, caput; e 100 da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado (fl. 152, Doc. 1): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA E COMPENSAÇÃO DE DÍVIDAS C/C NULIDADE DE ATO JURÍDICO EM FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PROGRAMAS FOMENTAR/PRODUZIR. REPASSE DE ICMS NÃO REALIZADO AO MUNICÍPIO. NÃO INCIDÊNCIA DE PRECATÓRIO. 1. O repasse do valor devido aos Municípios a título de ICMS encerra uma obrigação de fazer, e não de pagar. Daí por que o adimplemento dos valores não repassados deve ser realizado imediatamente, e não por meio do regime de precatórios. 2. Os desequilíbrios ocorridos nas finanças estaduais não têm o condão de obstar o reconhecimento de direito pleiteado pelo agravado, assim como impedir sua efetivação. AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E DESPROVIDO.” Opostos Embargos de Declaração (fls. 158-168, Doc. 1), foram rejeitados (fl. 209, Doc. 1). No apelo extremo (fls. 220-232, Doc. 1), interposto com amparo no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, violação aos arts. 102, caput; e 100 da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1333018 AGR / GO Constituição Federal. Em suma, alega que, “em se tratando de título judicial que impôs à Fazenda Pública Estadual o dever de pagar quantia certa, apurada na fase de liquidação de sentença, deve ser observado o procedimento trazido pela legislação processual, qual seja, o cumprimento de sentença nos moldes dos arts. 534 e 535 do CPC de 2015, bem como o art. 100 da Constituição Federal,” (fl. 226, Doc. 1), requerendo seja observado o regime de precatório para o pagamento das quantias devidas no presente caso. Inicialmente, o Tribunal de origem negou seguimento ao Recurso Extraordinário, considerando que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com o entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE 573.872/RS - Tema 45 da Repercussão Geral, nos do artigo 1.030, inciso I, alínea “a” do Código de Processo Civil (fls. 254-255, Doc. 1). Interposto Agravo Interno na origem (fls. 258-269, Doc. 1), o Vice-Presidente do Tribunal a quo reconsiderou a decisão anterior e admitiu o Recurso Extraordinário determinando a remessa dos autos a esta SUPREMA CORTE (fls. 305-308, Doc. 1). É o relatório. Decido. Eis os fundamentos do acórdão recorrido (fls. 148-150, Doc. 1): “Conforme relatado, cuida-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pelo ESTADO DE GOIÁS, nos autos da Ação de Cobrança e Compensação de Dívidas c/c Nulidade de Ato Jurídico em fase de Cumprimento de Sentença proposta em seu desfavor pelo MUNICÍPIO DE URUAÇU, face à decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da Vara das Fazendas Públicas da Comarca de Uruaçu, Dr. Leonardo Naciff 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal RE 1333018 AGR / GO Constituição Federal. Em suma, alega que, “em se tratando de título judicial que impôs à Fazenda Pública Estadual o dever de pagar quantia certa, apurada na fase de liquidação de sentença, deve ser observado o procedimento trazido pela legislação processual, qual seja, o cumprimento de sentença nos moldes dos arts. 534 e 535 do CPC de 2015, bem como o art. 100 da Constituição Federal,” (fl. 226, Doc. 1), requerendo seja observado o regime de precatório para o pagamento das quantias devidas no presente caso. Inicialmente, o Tribunal de origem negou seguimento ao Recurso Extraordinário, considerando que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com o entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE 573.872/RS - Tema 45 da Repercussão Geral, nos do artigo 1.030, inciso I, alínea “a” do Código de Processo Civil (fls. 254-255, Doc. 1). Interposto Agravo Interno na origem (fls. 258-269, Doc. 1), o Vice-Presidente do Tribunal a quo reconsiderou a decisão anterior e admitiu o Recurso Extraordinário determinando a remessa dos autos a esta SUPREMA CORTE (fls. 305-308, Doc. 1). É o relatório. Decido. Eis os fundamentos do acórdão recorrido (fls. 148-150, Doc. 1): “Conforme relatado, cuida-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pelo ESTADO DE GOIÁS, nos autos da Ação de Cobrança e Compensação de Dívidas c/c Nulidade de Ato Jurídico em fase de Cumprimento de Sentença proposta em seu desfavor pelo MUNICÍPIO DE URUAÇU, face à decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da Vara das Fazendas Públicas da Comarca de Uruaçu, Dr. Leonardo Naciff 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1333018 AGR / GO Bezerra, que fixou o rito de cumprimento de obrigação de fazer e concedeu o prazo de 30 dias para o agravante pagar o débito executado de forma voluntária. Requer o agravante o provimento do presente Agravo a fim de que seja reformada a r. decisão agravada, para impedir a fixação da obrigação como sendo de fazer, a determinação de pagamento voluntário, o eventual bloqueio, além do arresto ou sequestro de verbas públicas para o adimplemento de indenizações fora da sistemática dos precatórios. Sem razão, contudo, o insurgente. Sem delongas, destaco que, ao contrário do que pretende fazer crer o ente agravante, o repasse objeto da demanda deve ser feito de forma imediata pois trata-se de cumprimento de norma constitucional prevista no artigo 158, inciso IV, da Constituição Federal, que traz determinações e regras para a distribuição das receitas tributárias entre seus entes federativos, implicando na divisão do produto arrecadado entre os aludidos entes, constituindo-se, assim, em nítida obrigação de fazer (realizar o repasse), que não se sujeita ao regime de precatórios. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, na ocasião do julgamento do RE n. 573.872-8, pelo regime de repercussão geral, fixou a seguinte tese: “A execução provisória de obrigação de fazer em face da Fazenda Pública não atrai o regime constitucional dos precatórios.” Outrossim, observo que a imposição ao ente municipal que aguarde da espera do recebimento de crédito via precatório fere o princípio da razoabilidade e representaria verdadeira judicialização da postergação de cumprimento da obrigação em favor do Estado. Destarte, o repasse das diferenças do ICMS provenientes dos programas estaduais FOMENTAR, PRODUZIR e PROTEGE, fixadas na sentença exequenda, devem ser efetuados independentemente do regime de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal RE 1333018 AGR / GO Bezerra, que fixou o rito de cumprimento de obrigação de fazer e concedeu o prazo de 30 dias para o agravante pagar o débito executado de forma voluntária. Requer o agravante o provimento do presente Agravo a fim de que seja reformada a r. decisão agravada, para impedir a fixação da obrigação como sendo de fazer, a determinação de pagamento voluntário, o eventual bloqueio, além do arresto ou sequestro de verbas públicas para o adimplemento de indenizações fora da sistemática dos precatórios. Sem razão, contudo, o insurgente. Sem delongas, destaco que, ao contrário do que pretende fazer crer o ente agravante, o repasse objeto da demanda deve ser feito de forma imediata pois trata-se de cumprimento de norma constitucional prevista no artigo 158, inciso IV, da Constituição Federal, que traz determinações e regras para a distribuição das receitas tributárias entre seus entes federativos, implicando na divisão do produto arrecadado entre os aludidos entes, constituindo-se, assim, em nítida obrigação de fazer (realizar o repasse), que não se sujeita ao regime de precatórios. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, na ocasião do julgamento do RE n. 573.872-8, pelo regime de repercussão geral, fixou a seguinte tese: “A execução provisória de obrigação de fazer em face da Fazenda Pública não atrai o regime constitucional dos precatórios.” Outrossim, observo que a imposição ao ente municipal que aguarde da espera do recebimento de crédito via precatório fere o princípio da razoabilidade e representaria verdadeira judicialização da postergação de cumprimento da obrigação em favor do Estado. Destarte, o repasse das diferenças do ICMS provenientes dos programas estaduais FOMENTAR, PRODUZIR e PROTEGE, fixadas na sentença exequenda, devem ser efetuados independentemente do regime de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1333018 AGR / GO precatório. Nessa linha de entendimento, são os seguintes julgados emanados desta Corde de Justiça, in verbis: […] Noutro vértice, no tocante à alegação do agravante de que a saída repentina de elevada monta de seus cofres comprometerá as contas públicas, tornando mais grave a crise financeira pela qual está a passar, notadamente em virtude da pandemia, igualmente não vejo como prosperar. Isso porque, protelado o pagamento, naturalmente o montante só tende a tornar-se ainda mais vultuoso, visto que deve ser acrescido os consectários legais. Demais disso, por certo, a Municipalidade depende do repasse de sua participação na receita do Estado para realizar seus fins, além de ser atingida diretamente pelos impactos da pandemia. Note-se, portanto, que os desequilíbrios ocorridos nas finanças estaduais não têm o condão de obstar o reconhecimento de direito pleiteado pelo agravado, assim como impedir sua efetivação. Destarte, não merece reprimendas a decisão que fixou o rito de cumprimento de obrigação de fazer e concedeu o prazo de 30 dias para o Estado de Goiás pagar o débito executado de forma voluntária. FACE AO EXPOSTO, conheço do presente recurso, porém nego-lhe provimento, para manter incólume o ato judicial recorrido.” Ao assim decidir, o Tribunal de origem seguiu a jurisprudência desta SUPREMA CORTE a respeito da matéria, razão pela qual o acórdão recorrido merece ser mantido. No mesmo sentido, veja-se: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal RE 1333018 AGR / GO precatório. Nessa linha de entendimento, são os seguintes julgados emanados desta Corde de Justiça, in verbis: […] Noutro vértice, no tocante à alegação do agravante de que a saída repentina de elevada monta de seus cofres comprometerá as contas públicas, tornando mais grave a crise financeira pela qual está a passar, notadamente em virtude da pandemia, igualmente não vejo como prosperar. Isso porque, protelado o pagamento, naturalmente o montante só tende a tornar-se ainda mais vultuoso, visto que deve ser acrescido os consectários legais. Demais disso, por certo, a Municipalidade depende do repasse de sua participação na receita do Estado para realizar seus fins, além de ser atingida diretamente pelos impactos da pandemia. Note-se, portanto, que os desequilíbrios ocorridos nas finanças estaduais não têm o condão de obstar o reconhecimento de direito pleiteado pelo agravado, assim como impedir sua efetivação. Destarte, não merece reprimendas a decisão que fixou o rito de cumprimento de obrigação de fazer e concedeu o prazo de 30 dias para o Estado de Goiás pagar o débito executado de forma voluntária. FACE AO EXPOSTO, conheço do presente recurso, porém nego-lhe provimento, para manter incólume o ato judicial recorrido.” Ao assim decidir, o Tribunal de origem seguiu a jurisprudência desta SUPREMA CORTE a respeito da matéria, razão pela qual o acórdão recorrido merece ser mantido. No mesmo sentido, veja-se: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1333018 AGR / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. REPASSE AO MUNICÍPIO. REGIME DE PRECATÓRIO AFASTADO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O entendimento da decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame dos fatos e do material probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos da decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a dispositivo da Constituição Federal. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 1.255.401- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 18/3/2021) “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ICMS REPASSE. PARCELA PERTENCENTE AO MUNICÍPIO. DECISÃO JUDICIAL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. REPASSE. DESCUMPRIMENTO PELA FAZENDA PÚBLICA. REGIME DE PRECATÓRIO AFASTADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal RE 1333018 AGR / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. REPASSE AO MUNICÍPIO. REGIME DE PRECATÓRIO AFASTADO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O entendimento da decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame dos fatos e do material probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos da decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a dispositivo da Constituição Federal. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 1.255.401- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 18/3/2021) “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ICMS REPASSE. PARCELA PERTENCENTE AO MUNICÍPIO. DECISÃO JUDICIAL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. REPASSE. DESCUMPRIMENTO PELA FAZENDA PÚBLICA. REGIME DE PRECATÓRIO AFASTADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1333018 AGR / GO eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (RE 1211180AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 19/12/2019) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal RE 1333018 AGR / GO eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (RE 1211180AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 19/12/2019) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) : DANILO SIQUEIRA DE REZENDE (21926/GO) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.8.2021 a 27.8.2021. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Luiz Gustavo Silva Almeida Secretário da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4D5-4DF3-C2E1-1A18 e senha 65E5-8140-94D4-93E4 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) : DANILO SIQUEIRA DE REZENDE (21926/GO) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.8.2021 a 27.8.2021. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Luiz Gustavo Silva Almeida Secretário da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4D5-4DF3-C2E1-1A18 e senha 65E5-8140-94D4-93E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=757324552
2021-08-30T00:00:00
2021-09-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.8.2021 a 27.8.2021.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no sentido de que não se aplica o regime de precatórios à execução de sentença transitada em julgado que determinou o repasse, pelo Estado, do valor devido aos Municípios a título de ICMS. 2. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur452774
Número de páginas: 10. Análise: 04/03/2022, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1333018
null
RE-AgR
acordaos
RE 1333018 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) : DANILO SIQUEIRA DE REZENDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU
[ "" ]
Ementa e Acórdão 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) :DANILO SIQUEIRA DE REZENDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no sentido de que não se aplica o regime de precatórios à execução de sentença transitada em julgado que determinou o repasse, pelo Estado, do valor devido aos Municípios a título de ICMS. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de agosto de 2021. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9795-369A-5063-841F e senha 5440-5199-DDD0-4A66 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) :DANILO SIQUEIRA DE REZENDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) não se aplica, ao caso, o entendimento firmado por esta SUPREMA CORTE no julgamento do Recurso Extraordinário 573.872 -RG (Tema 45), tendo em vista que não se trata de obrigação de fazer, mas de obrigação de pagar; (b) aplica-se o entendimento do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 889.173/MS-RG (Tema 831) considerando que, “quando se trata de mandado de segurança, o Estado não pode ser compelido a pagar os valores devidos entre a data da impetração do mandado de segurança e a efetiva implementação da ordem concessiva, fora do regime de precatórios previsto no art. 100 da Constituição Federal” (fl. 3, eDoc. 12); (c) “é questionável a própria exigibilidade do título em execução diante do entendimento firmado por essa e. corte no Recurso Extraordinário-RG n 705.423/SE que superou aquele constante do Recurso Extraordinário-RG 572.762/SC. De fato, no julgamento do Recurso Extraordinário n 705.423/SE, tema 653 da repercussão geral, essa Corte fixou a seguinte tese: “É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades”. Desse modo, incabível a penhora eletrônica ou o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF1E-384F-05FD-DA19 e senha 2D56-8EB0-4557-E0C9 Supremo Tribunal Federal 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) :DANILO SIQUEIRA DE REZENDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) não se aplica, ao caso, o entendimento firmado por esta SUPREMA CORTE no julgamento do Recurso Extraordinário 573.872 -RG (Tema 45), tendo em vista que não se trata de obrigação de fazer, mas de obrigação de pagar; (b) aplica-se o entendimento do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 889.173/MS-RG (Tema 831) considerando que, “quando se trata de mandado de segurança, o Estado não pode ser compelido a pagar os valores devidos entre a data da impetração do mandado de segurança e a efetiva implementação da ordem concessiva, fora do regime de precatórios previsto no art. 100 da Constituição Federal” (fl. 3, eDoc. 12); (c) “é questionável a própria exigibilidade do título em execução diante do entendimento firmado por essa e. corte no Recurso Extraordinário-RG n 705.423/SE que superou aquele constante do Recurso Extraordinário-RG 572.762/SC. De fato, no julgamento do Recurso Extraordinário n 705.423/SE, tema 653 da repercussão geral, essa Corte fixou a seguinte tese: “É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades”. Desse modo, incabível a penhora eletrônica ou o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF1E-384F-05FD-DA19 e senha 2D56-8EB0-4557-E0C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO bloqueio do valor supostamente devido pelo Estado de Goiás, porque sequer é líquido.” (fl. 4, eDoc. 12); (d) a matéria não está pacificada no âmbito desta SUPREMA CORTE, e (e) o movimento mais recente da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido contrário ao citado na decisão agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF1E-384F-05FD-DA19 e senha 2D56-8EB0-4557-E0C9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO bloqueio do valor supostamente devido pelo Estado de Goiás, porque sequer é líquido.” (fl. 4, eDoc. 12); (d) a matéria não está pacificada no âmbito desta SUPREMA CORTE, e (e) o movimento mais recente da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido contrário ao citado na decisão agravada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF1E-384F-05FD-DA19 e senha 2D56-8EB0-4557-E0C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado (fl. 152, Doc. 1): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA E COMPENSAÇÃO DE DÍVIDAS C/C NULIDADE DE ATO JURÍDICO EM FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PROGRAMAS FOMENTAR/PRODUZIR. REPASSE DE ICMS NÃO REALIZADO AO MUNICÍPIO. NÃO INCIDÊNCIA DE PRECATÓRIO. 1. O repasse do valor devido aos Municípios a título de ICMS encerra uma obrigação de fazer, e não de pagar. Daí por que o adimplemento dos valores não repassados deve ser realizado imediatamente, e não por meio do regime de precatórios. 2. Os desequilíbrios ocorridos nas finanças estaduais não têm o condão de obstar o reconhecimento de direito pleiteado pelo agravado, assim como impedir sua efetivação. AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E DESPROVIDO.” Opostos Embargos de Declaração (fls. 158-168, Doc. 1), foram rejeitados (fl. 209, Doc. 1). No apelo extremo (fls. 220-232, Doc. 1), interposto com amparo no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, violação aos arts. 102, caput; e 100 da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado (fl. 152, Doc. 1): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA E COMPENSAÇÃO DE DÍVIDAS C/C NULIDADE DE ATO JURÍDICO EM FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PROGRAMAS FOMENTAR/PRODUZIR. REPASSE DE ICMS NÃO REALIZADO AO MUNICÍPIO. NÃO INCIDÊNCIA DE PRECATÓRIO. 1. O repasse do valor devido aos Municípios a título de ICMS encerra uma obrigação de fazer, e não de pagar. Daí por que o adimplemento dos valores não repassados deve ser realizado imediatamente, e não por meio do regime de precatórios. 2. Os desequilíbrios ocorridos nas finanças estaduais não têm o condão de obstar o reconhecimento de direito pleiteado pelo agravado, assim como impedir sua efetivação. AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E DESPROVIDO.” Opostos Embargos de Declaração (fls. 158-168, Doc. 1), foram rejeitados (fl. 209, Doc. 1). No apelo extremo (fls. 220-232, Doc. 1), interposto com amparo no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta, violação aos arts. 102, caput; e 100 da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO Constituição Federal. Em suma, alega que, “em se tratando de título judicial que impôs à Fazenda Pública Estadual o dever de pagar quantia certa, apurada na fase de liquidação de sentença, deve ser observado o procedimento trazido pela legislação processual, qual seja, o cumprimento de sentença nos moldes dos arts. 534 e 535 do Código de Processo Civil de 2015, bem como o art. 100 da Constituição Federal,” (fl. 226, Doc. 1), requerendo seja observado o regime de precatório para o pagamento das quantias devidas no presente caso. Inicialmente, o Tribunal de origem negou seguimento ao Recurso Extraordinário, considerando que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 573.872/RS - Tema 45 da Repercussão Geral, nos do artigo 1.030, inciso I, alínea “a” do Código de Processo Civil (fls. 254-255, Doc. 1). Interposto Agravo Interno na origem (fls. 258-269, Doc. 1), o Vice-Presidente do Tribunal a quo reconsiderou a decisão anterior e admitiu o Recurso Extraordinário determinando a remessa dos autos a esta SUPREMA CORTE (fls. 305-308, Doc. 1). É o relatório. Decido. Eis os fundamentos do acórdão recorrido (fls. 148-150, Doc. 1): “Conforme relatado, cuida-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pelo ESTADO DE GOIÁS, nos autos da Ação de Cobrança e Compensação de Dívidas c/c Nulidade de Ato Jurídico em fase de Cumprimento de Sentença proposta em seu desfavor pelo MUNICÍPIO DE URUAÇU, face à decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da Vara das Fazendas Públicas da Comarca de Uruaçu, Dr. Leonardo Naciff 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO Constituição Federal. Em suma, alega que, “em se tratando de título judicial que impôs à Fazenda Pública Estadual o dever de pagar quantia certa, apurada na fase de liquidação de sentença, deve ser observado o procedimento trazido pela legislação processual, qual seja, o cumprimento de sentença nos moldes dos arts. 534 e 535 do Código de Processo Civil de 2015, bem como o art. 100 da Constituição Federal,” (fl. 226, Doc. 1), requerendo seja observado o regime de precatório para o pagamento das quantias devidas no presente caso. Inicialmente, o Tribunal de origem negou seguimento ao Recurso Extraordinário, considerando que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 573.872/RS - Tema 45 da Repercussão Geral, nos do artigo 1.030, inciso I, alínea “a” do Código de Processo Civil (fls. 254-255, Doc. 1). Interposto Agravo Interno na origem (fls. 258-269, Doc. 1), o Vice-Presidente do Tribunal a quo reconsiderou a decisão anterior e admitiu o Recurso Extraordinário determinando a remessa dos autos a esta SUPREMA CORTE (fls. 305-308, Doc. 1). É o relatório. Decido. Eis os fundamentos do acórdão recorrido (fls. 148-150, Doc. 1): “Conforme relatado, cuida-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pelo ESTADO DE GOIÁS, nos autos da Ação de Cobrança e Compensação de Dívidas c/c Nulidade de Ato Jurídico em fase de Cumprimento de Sentença proposta em seu desfavor pelo MUNICÍPIO DE URUAÇU, face à decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da Vara das Fazendas Públicas da Comarca de Uruaçu, Dr. Leonardo Naciff 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO Bezerra, que fixou o rito de cumprimento de obrigação de fazer e concedeu o prazo de 30 dias para o agravante pagar o débito executado de forma voluntária. Requer o agravante o provimento do presente Agravo a fim de que seja reformada a r. decisão agravada, para impedir a fixação da obrigação como sendo de fazer, a determinação de pagamento voluntário, o eventual bloqueio, além do arresto ou sequestro de verbas públicas para o adimplemento de indenizações fora da sistemática dos precatórios. Sem razão, contudo, o insurgente. Sem delongas, destaco que, ao contrário do que pretende fazer crer o ente agravante, o repasse objeto da demanda deve ser feito de forma imediata pois trata-se de cumprimento de norma constitucional prevista no artigo 158, inciso IV, da Constituição Federal, que traz determinações e regras para a distribuição das receitas tributárias entre seus entes federativos, implicando na divisão do produto arrecadado entre os aludidos entes, constituindo-se, assim, em nítida obrigação de fazer (realizar o repasse), que não se sujeita ao regime de precatórios. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, na ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário n. 573.872-8, pelo regime de repercussão geral, fixou a seguinte tese: “A execução provisória de obrigação de fazer em face da Fazenda Pública não atrai o regime constitucional dos precatórios.” Outrossim, observo que a imposição ao ente municipal que aguarde da espera do recebimento de crédito via precatório fere o princípio da razoabilidade e representaria verdadeira judicialização da postergação de cumprimento da obrigação em favor do Estado. Destarte, o repasse das diferenças do ICMS provenientes dos programas estaduais FOMENTAR, PRODUZIR e PROTEGE, fixadas na sentença exequenda, devem ser efetuados independentemente do regime de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO Bezerra, que fixou o rito de cumprimento de obrigação de fazer e concedeu o prazo de 30 dias para o agravante pagar o débito executado de forma voluntária. Requer o agravante o provimento do presente Agravo a fim de que seja reformada a r. decisão agravada, para impedir a fixação da obrigação como sendo de fazer, a determinação de pagamento voluntário, o eventual bloqueio, além do arresto ou sequestro de verbas públicas para o adimplemento de indenizações fora da sistemática dos precatórios. Sem razão, contudo, o insurgente. Sem delongas, destaco que, ao contrário do que pretende fazer crer o ente agravante, o repasse objeto da demanda deve ser feito de forma imediata pois trata-se de cumprimento de norma constitucional prevista no artigo 158, inciso IV, da Constituição Federal, que traz determinações e regras para a distribuição das receitas tributárias entre seus entes federativos, implicando na divisão do produto arrecadado entre os aludidos entes, constituindo-se, assim, em nítida obrigação de fazer (realizar o repasse), que não se sujeita ao regime de precatórios. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, na ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário n. 573.872-8, pelo regime de repercussão geral, fixou a seguinte tese: “A execução provisória de obrigação de fazer em face da Fazenda Pública não atrai o regime constitucional dos precatórios.” Outrossim, observo que a imposição ao ente municipal que aguarde da espera do recebimento de crédito via precatório fere o princípio da razoabilidade e representaria verdadeira judicialização da postergação de cumprimento da obrigação em favor do Estado. Destarte, o repasse das diferenças do ICMS provenientes dos programas estaduais FOMENTAR, PRODUZIR e PROTEGE, fixadas na sentença exequenda, devem ser efetuados independentemente do regime de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO precatório. Nessa linha de entendimento, são os seguintes julgados emanados desta Corde de Justiça, in verbis: […] Noutro vértice, no tocante à alegação do agravante de que a saída repentina de elevada monta de seus cofres comprometerá as contas públicas, tornando mais grave a crise financeira pela qual está a passar, notadamente em virtude da pandemia, igualmente não vejo como prosperar. Isso porque, protelado o pagamento, naturalmente o montante só tende a tornar-se ainda mais vultuoso, visto que deve ser acrescido os consectários legais. Demais disso, por certo, a Municipalidade depende do repasse de sua participação na receita do Estado para realizar seus fins, além de ser atingida diretamente pelos impactos da pandemia. Note-se, portanto, que os desequilíbrios ocorridos nas finanças estaduais não têm o condão de obstar o reconhecimento de direito pleiteado pelo agravado, assim como impedir sua efetivação. Destarte, não merece reprimendas a decisão que fixou o rito de cumprimento de obrigação de fazer e concedeu o prazo de 30 dias para o Estado de Goiás pagar o débito executado de forma voluntária. FACE AO EXPOSTO, conheço do presente recurso, porém nego-lhe provimento, para manter incólume o ato judicial recorrido.” Ao assim decidir, o Tribunal de origem seguiu a jurisprudência desta SUPREMA CORTE a respeito da matéria, razão pela qual o acórdão recorrido merece ser mantido. No mesmo sentido, veja-se: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO precatório. Nessa linha de entendimento, são os seguintes julgados emanados desta Corde de Justiça, in verbis: […] Noutro vértice, no tocante à alegação do agravante de que a saída repentina de elevada monta de seus cofres comprometerá as contas públicas, tornando mais grave a crise financeira pela qual está a passar, notadamente em virtude da pandemia, igualmente não vejo como prosperar. Isso porque, protelado o pagamento, naturalmente o montante só tende a tornar-se ainda mais vultuoso, visto que deve ser acrescido os consectários legais. Demais disso, por certo, a Municipalidade depende do repasse de sua participação na receita do Estado para realizar seus fins, além de ser atingida diretamente pelos impactos da pandemia. Note-se, portanto, que os desequilíbrios ocorridos nas finanças estaduais não têm o condão de obstar o reconhecimento de direito pleiteado pelo agravado, assim como impedir sua efetivação. Destarte, não merece reprimendas a decisão que fixou o rito de cumprimento de obrigação de fazer e concedeu o prazo de 30 dias para o Estado de Goiás pagar o débito executado de forma voluntária. FACE AO EXPOSTO, conheço do presente recurso, porém nego-lhe provimento, para manter incólume o ato judicial recorrido.” Ao assim decidir, o Tribunal de origem seguiu a jurisprudência desta SUPREMA CORTE a respeito da matéria, razão pela qual o acórdão recorrido merece ser mantido. No mesmo sentido, veja-se: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. REPASSE AO MUNICÍPIO. REGIME DE PRECATÓRIO AFASTADO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O entendimento da decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame dos fatos e do material probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos da decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a dispositivo da Constituição Federal. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 1.255.401- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 18/3/2021) “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ICMS REPASSE. PARCELA PERTENCENTE AO MUNICÍPIO. DECISÃO JUDICIAL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. REPASSE. DESCUMPRIMENTO PELA FAZENDA PÚBLICA. REGIME DE PRECATÓRIO AFASTADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. REPASSE AO MUNICÍPIO. REGIME DE PRECATÓRIO AFASTADO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O entendimento da decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame dos fatos e do material probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos da decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a dispositivo da Constituição Federal. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 1.255.401- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 18/3/2021) “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ICMS REPASSE. PARCELA PERTENCENTE AO MUNICÍPIO. DECISÃO JUDICIAL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. REPASSE. DESCUMPRIMENTO PELA FAZENDA PÚBLICA. REGIME DE PRECATÓRIO AFASTADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 1211180AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 19/12/2019) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 1211180AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 19/12/2019) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E40-75C8-63EB-B860 e senha 6132-095F-66B8-DCED Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 30/08/2021 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) : DANILO SIQUEIRA DE REZENDE (21926/GO) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.8.2021 a 27.8.2021. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Luiz Gustavo Silva Almeida Secretário da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4D5-4DF3-C2E1-1A18 e senha 65E5-8140-94D4-93E4 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.333.018 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE URUACU ADV.(A/S) : DANILO SIQUEIRA DE REZENDE (21926/GO) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE URUAÇU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.8.2021 a 27.8.2021. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Luiz Gustavo Silva Almeida Secretário da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4D5-4DF3-C2E1-1A18 e senha 65E5-8140-94D4-93E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 333 . 018", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 333 . 018", "Recurso Extraordinário 573 . 872 - RG", "Recurso Extraordinário 889 . 173 / MS - RG", "Recurso Extraordinário - RG n 705 . 423 / SE", "Recurso Extraordinário - RG 572 . 762 / SC", "Recurso Extraordinário n 705 . 423 / SE", "Recurso Extraordinário 573 . 872 - RG", "Recurso Extraordinário 889 . 173 / MS - RG", "Recurso Extraordinário - RG n 705 . 423 / SE", "Recurso Extraordinário - RG 572 . 762 / SC", "Recurso Extraordinário n 705 . 423 / SE", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "Recurso", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 333 . 018", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 573 . 872 / RS", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 573 . 872 / RS", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "Recurso Extraordinário n . 573 . 872 - 8", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "Recurso Extraordinário n . 573 . 872 - 8", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "ARE 1 . 255 . 401 - AgR", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "ARE 1 . 255 . 401 - AgR", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 1211180AgR", "Recurso Extraordinário 1333018 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 1211180AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 333 . 018" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal", "arts . 102 , caput ; e 100 da", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 534 e 535 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 100 da Constituição Federal", "artigo 1 . 030 , inciso I , alínea “ a ” do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição Federal", "arts . 534 e 535 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 100 da Constituição Federal", "artigo 1 . 030 , inciso I , alínea “ a ” do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 158 , inciso IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 158 , inciso IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015 .", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "art . 21 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "MUNICÍPIO DE URUAÇU", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "MUNICÍPIO DE URUAÇU", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "MUNICIPIO DE", "URUACU", "MUNICÍPIO", "URUAÇU", "Estado de Goiás", "Estado de Goiás", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "MUNICÍPIO DE URUAÇU", "Vara das Fazendas Públicas da Comarca de Uruaçu", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "MUNICÍPIO", "URUAÇU", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "MUNICÍPIO DE URUAÇU" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO DE URUACU", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Fazenda Pública Estadual", "Supremo Tribunal Federal", "MUNICÍPIO", "Vara das Fazendas Públicas da Comarca de Uruaçu", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Estado de Goiás", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Estado de", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "DANILO SIQUEIRA DE REZENDE", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DANILO SIQUEIRA DE REZENDE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DANILO SIQUEIRA DE REZENDE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Leonardo Naciff", "Leonardo Naciff", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DE MORAES", "DANILO SIQUEIRA DE REZENDE", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Gustavo Silva Almeida", "ALEXANDRE DE MORAES", "DANILO SIQUEIRA DE REZENDE", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Gustavo Silva Almeida" ], "TEMPO": [ "30", "/", "08", "/", "2021", "30 de agosto de 2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2021", "20", ".", "8", ".", "2021", "27", ".", "8", ".", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "8", ".", "2021", "27", ".", "8", ".", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
"Ementa e Acórdão\n23/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nEMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.3(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=757030512
2021-08-23T00:00:00
2021-08-31T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo interno, negou-lhe provim(...TRUNCATED)
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.(...TRUNCATED)
sjur451764
Número de páginas: 8. Análise: 22/02/2022, ABO.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1332475
["LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00001 PAR-00004 PAR-00005\n ART-01024 PAR-0000(...TRUNCATED)
ARE-ED
acordaos
ARE 1332475 ED
[ "" ]
"EMBTE.(S) : MARCIA ANTONIA SEMEGHINI PREVATO \nADV.(A/S) : NAYHARA MENDES CARVALHO \nADV.(A/S) :(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n23/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nEMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.3(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal","ARE 1332475 ED / SP","Súmula 283 do S(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n23/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nEMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.3(...TRUNCATED)
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2021-08-23T00:00:00
2021-08-31T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo interno, negou-lhe provim(...TRUNCATED)
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.(...TRUNCATED)
sjur451748
Número de páginas: 9. Análise: 22/02/2022, ABO.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1315111
["LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00001 PAR-00004 PAR-00005\n ART-01024 PAR-0000(...TRUNCATED)
ARE-ED
acordaos
ARE 1315111 ED
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"EMBTE.(S) : IOLANDA MARIA BARROS SANTANA LOPES \nADV.(A/S) : JAIRO ANDRADE DE MIRANDA \nEMBDO.(A/(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n23/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nEMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.3(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 315 . 111","ARE 1315111 ED / BA Tribunal (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n23/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 201.416 MINAS GERAIS\nRELA(...TRUNCATED)
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2021-08-23T00:00:00
2021-08-26T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Pri(...TRUNCATED)
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
"EMENTA: Processual penal. Agravo regimental em habeas corpus. Tráfico de drogas. Associação para(...TRUNCATED)
sjur451493
"- Acórdão(s) citado(s):\n(PERICULOSIDADE, AGENTE, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, FUNDAMENTAÇÃO IDÔNE(...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
201416
null
HC-AgR
acordaos
HC 201416 AgR
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"AGTE.(S) : LEANDRO RODRIGUES ROBERTO \nADV.(A/S) : FABIO RAMOS GOMES \nAGDO.(A/S) : SUPERIOR TRI(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n23/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 201.416 MINAS GERAIS\nRELA(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 201 . 416","HC 137 . 234","HC 136 . 298","HC 136 . 935 - AgR","HC (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n23/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 203.667 SÃO PAULO\nRELATO(...TRUNCATED)
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2021-08-23T00:00:00
2021-08-27T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Pri(...TRUNCATED)
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
"Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. LAVAGEM DE BENS, DIREITOS OU VALORES (ART. 1º, V, DA L(...TRUNCATED)
sjur451628
"- Acórdão(s) citado(s):\n(HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA)\nHC 151816 AgR (1ªT). \n(ÔNUS, DEFESA T(...TRUNCATED)
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
203667
[ "LEG-FED LEI-009613 ANO-1998\n ART-00001 INC-00005\n LEI ORDINÁRIA" ]
HC-AgR
acordaos
HC 203667 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : RONILSON BEZERRA RODRIGUES \nADV.(A/S) : RICARDO HASSON SAYEG E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S)(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n23/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 203.667 SÃO PAULO\nRELATO(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 203 . 667","HC 151 . 816 - AgR","HC 157 . 627","HC 203667 AGR / SP(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n30/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 204.278 GOIÁS\nRELATORA\n(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=757324486
2021-08-30T00:00:00
2021-09-20T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Pr(...TRUNCATED)
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. DOSIMETRIA DA PENA. HABE(...TRUNCATED)
sjur452747
"- Acórdão(s) citado(s):\n(HC, SUCEDÂNEO, REVISÃO CRIMINAL)\nHC 134974 (2ªT), HC 123182 AgR (1(...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Primeira Turma
204278
["LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00002 INC-00004\n CP-1940 CÓDIGO PE(...TRUNCATED)
HC-AgR
acordaos
HC 204278 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : MIKAEL FAGUNDES DOS SANTOS \nADV.(A/S) : REGINALDO JOSE DO PRADO \nADV.(A/S) : VINICI(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n30/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 204.278 GOIÁS\nRELATORA\n(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 204 . 278","HABEAS CORPUS 204 . 278","Recurso Especial n . 1 . 907(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n30/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 203.787 SÃO PAULO\nRELATO(...TRUNCATED)
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2021-08-30T00:00:00
2021-09-20T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Pr(...TRUNCATED)
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA(...TRUNCATED)
sjur452728
"- Acórdão(s) citado(s):\n(AGRAVO, IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, DECISÃO AGRAVADA)\nHC 170547 AgR (1(...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Primeira Turma
203787
["LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\n ART-00014\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO\n\n","LEG-FED (...TRUNCATED)
HC-AgR
acordaos
HC 203787 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : DJORDAN HENRIQUE VIEIRA DE OLIVEIRA \nADV.(A/S) : FELIPE QUEIROZ GOMES \nAGDO.(A/S) :(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n30/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 203.787 SÃO PAULO\nRELATO(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 203 . 787","HABEAS CORPUS 203 . 787","Agravo Regimental no Habeas (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n30/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CO(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=757324439
2021-08-30T00:00:00
2021-09-20T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Pr(...TRUNCATED)
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVOS. PENAL. INEXISTÊNCIA DE CONT(...TRUNCATED)
sjur452702
"- Acórdão(s) citado(s):\n(FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL)\nRE 140370 (1ªT). \n(RECURSO EXTRA(...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Primeira Turma
1328135
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054 INC-00055 ART-00093\n INC-00009\n CF-1988 CON(...TRUNCATED)
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 1328135 ED-AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : SERGIO APARECIDO PINHEIRO \nADV.(A/S) : ANA CAROLINA DE OLIVEIRA PIOVESANA \nAGDO.(A/S(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n30/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CO(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL","ARE 1328135 ED - AGR / SP","Recurs(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n30/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 202.916 SÃO PAULO\nRELATO(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=757324433
2021-08-30T00:00:00
2021-09-20T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Pr(...TRUNCATED)
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. PRISÃO PRE(...TRUNCATED)
sjur452696
"- Acórdão(s) citado(s):\n(HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO, STJ)\nHC 186179 AgR (...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Primeira Turma
202916
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\"\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
HC-AgR
acordaos
HC 202916 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : SERGIO JUNIO BERNARDI \nADV.(A/S) : SAMUEL HENRIQUE SILVA MARQUES E OUTRO(A/S)\nAGDO.((...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n30/08/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 202.916 SÃO PAULO\nRELATO(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 202 . 916","HC n 668 . 527","HABEAS CORPUS 202 . 916","HC n 668 . (...TRUNCATED)
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