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Ementa e Acórdão 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO E DE CONTRADIÇÃO. PRETENDIDA REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS PARCIALMENTE ACOLHIDOS PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS. I – O acórdão recorrido não padece de contradição, obscuridade ou omissão quanto aos temas versados no recurso ordinário. II – A análise dos autos demonstra que o acórdão embargado examinou de forma adequada o caso concreto e apreciou inteiramente as questões nele apresentadas. III – O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do julgado, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre na hipótese sob exame. IV – Embargos de declaração acolhidos parcialmente para prestar esclarecimentos, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, acolher parcialmente os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000261. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RHC 133196 ED / RJ nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2017. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000261. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2017. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos por Paulo Cezar Ferreira Nascimento contra acórdão desta Turma que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. O acórdão ora embargado possui a seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. IMPETRAÇÃO À QUAL NEGADO SEGUIMENTO MONOCRATICAMENTE NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE, EM COLEGIADO, TAMBEM NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO REGIMENTAL POR SUPERVENIÊNCIA DA SUBSTITUIÇÃO DO TÍTULO JUDICIAL PELO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SITUAÇÃO EXCEPCIONAL NÃO CARACTERIZADA POR FLAGRANTE ILEGALIDADE, ABUSO DE PODER OU TERATOLOGIA. PRECEDENTES. ATUAÇÃO DA RECEITA FEDERAL NO EXERCÍCIO DE SUAS ATRIBUIÇÕES. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal não se pronuncia originariamente em recurso ordinário em habeas corpus sobre Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000262. Supremo Tribunal Federal 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos por Paulo Cezar Ferreira Nascimento contra acórdão desta Turma que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. O acórdão ora embargado possui a seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. IMPETRAÇÃO À QUAL NEGADO SEGUIMENTO MONOCRATICAMENTE NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE, EM COLEGIADO, TAMBEM NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO REGIMENTAL POR SUPERVENIÊNCIA DA SUBSTITUIÇÃO DO TÍTULO JUDICIAL PELO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SITUAÇÃO EXCEPCIONAL NÃO CARACTERIZADA POR FLAGRANTE ILEGALIDADE, ABUSO DE PODER OU TERATOLOGIA. PRECEDENTES. ATUAÇÃO DA RECEITA FEDERAL NO EXERCÍCIO DE SUAS ATRIBUIÇÕES. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal não se pronuncia originariamente em recurso ordinário em habeas corpus sobre Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000262. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RHC 133196 ED / RJ questões não decididas em definitivo pelas instâncias antecedentes, sob pena de supressão de instância, salvo quando reconhecer prescrição ou quando presentes flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, não ocorridos na espécie. 2. O trancamento de ação penal em habeas corpus é excepcional e as hipóteses em que pode ocorrer não se verificaram na espécie vertente. Inexistência de flagrante ilegalidade autorizadora da concessão, de ofício, do writ . 3. Atuação da Receita Federal no exercício de suas atribuições não configura quebra de sigilo fiscal. Nulidade inexistente. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (doc. eletrônico 36) . Nos declaratórios, alega-se a existência de omissões e contradições no acórdão, apontando-se o seguinte: (i) a existência de quebra de sigilo fiscal pela Receita Federal do Brasil, porquanto não houve a instauração de processo administrativo prévio, a contrariar o entendimento desta Corte formalizado no julgamento do Tema 225 da Repercussão Geral; (ii) a ausência de autorização judicial para a quebra do sigilo fiscal; (iii) a inexistência de relações mercantis com o investigado André Luis, não se podendo considerar como fortuito o acesso aos dados do embargante; e (iv) o documento “informação de pesquisa e investigação” é apócrifo, pois, apesar de o ofício que o acompanha estar assinado, não é possível determinar quem o elaborou. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000262. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ questões não decididas em definitivo pelas instâncias antecedentes, sob pena de supressão de instância, salvo quando reconhecer prescrição ou quando presentes flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, não ocorridos na espécie. 2. O trancamento de ação penal em habeas corpus é excepcional e as hipóteses em que pode ocorrer não se verificaram na espécie vertente. Inexistência de flagrante ilegalidade autorizadora da concessão, de ofício, do writ . 3. Atuação da Receita Federal no exercício de suas atribuições não configura quebra de sigilo fiscal. Nulidade inexistente. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (doc. eletrônico 36) . Nos declaratórios, alega-se a existência de omissões e contradições no acórdão, apontando-se o seguinte: (i) a existência de quebra de sigilo fiscal pela Receita Federal do Brasil, porquanto não houve a instauração de processo administrativo prévio, a contrariar o entendimento desta Corte formalizado no julgamento do Tema 225 da Repercussão Geral; (ii) a ausência de autorização judicial para a quebra do sigilo fiscal; (iii) a inexistência de relações mercantis com o investigado André Luis, não se podendo considerar como fortuito o acesso aos dados do embargante; e (iv) o documento “informação de pesquisa e investigação” é apócrifo, pois, apesar de o ofício que o acompanha estar assinado, não é possível determinar quem o elaborou. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000262. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de rejeição dos embargos. Como se sabe, os embargos de declaração visam sanar omissão, obscuridade ou contradição de decisão judicial. O julgado desta Segunda Turma, contudo, não apresenta nenhum desses vícios. Noto que o habeas corpus impetrado no Tribunal de origem foi extinto sem resolução de mérito pela Desembargadora Federal Liliane Roriz (págs. 3-5 do doc. eletrônico 16). Contra essa decisão, foi interposto o HC 182.855/RJ no Superior Tribunal de Justiça – STJ, o qual teve o seguimento negado pelo Ministro Nefi Cordeiro, por não estar configurada qualquer das hipóteses do art. 105 da Constituição, uma vez que não teria sido interposto agravo regimental contra a decisão monocrática da relatora da impetração na origem. O Ministro apontou, também, o óbice alusivo ao julgamento da apelação apresentada na origem (págs. 39-42 do doc. eletrônico 17). Seguiu-se a interposição de agravo regimental, o qual foi desprovido pela Sexta Turma, ao fundamento de que o writ teria perdido o objeto em virtude da superveniência do exame da apelação, a alterar o cenário fático-processual do que foi discutido nestes autos (págs. 72-78 do doc. eletrônico 17). Daí haver consignado a Ministra Cármen Lúcia, minha antecessora na relatoria deste feito, que as matérias versadas neste recurso ordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de rejeição dos embargos. Como se sabe, os embargos de declaração visam sanar omissão, obscuridade ou contradição de decisão judicial. O julgado desta Segunda Turma, contudo, não apresenta nenhum desses vícios. Noto que o habeas corpus impetrado no Tribunal de origem foi extinto sem resolução de mérito pela Desembargadora Federal Liliane Roriz (págs. 3-5 do doc. eletrônico 16). Contra essa decisão, foi interposto o HC 182.855/RJ no Superior Tribunal de Justiça – STJ, o qual teve o seguimento negado pelo Ministro Nefi Cordeiro, por não estar configurada qualquer das hipóteses do art. 105 da Constituição, uma vez que não teria sido interposto agravo regimental contra a decisão monocrática da relatora da impetração na origem. O Ministro apontou, também, o óbice alusivo ao julgamento da apelação apresentada na origem (págs. 39-42 do doc. eletrônico 17). Seguiu-se a interposição de agravo regimental, o qual foi desprovido pela Sexta Turma, ao fundamento de que o writ teria perdido o objeto em virtude da superveniência do exame da apelação, a alterar o cenário fático-processual do que foi discutido nestes autos (págs. 72-78 do doc. eletrônico 17). Daí haver consignado a Ministra Cármen Lúcia, minha antecessora na relatoria deste feito, que as matérias versadas neste recurso ordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ não foram analisadas pelo Tribunal Regional da 2ª Região e nem pelo STJ, o que impediria a apreciação dos temas por esta Corte, sob pena de provocar uma indesejável supressão de instância. Sua Excelência ressaltou, ainda, não ser o caso de se conceder a ordem, de ofício, por não identificar a existência de flagrante constrangimento, manifesta ilegalidade, abuso de poder ou teratologia da decisão. Além disso, com o fim de justificar a impossibilidade de afastamento da incidência da Súmula 691/STF, a Ministra asseverou não ter ocorrido qualquer nulidade. Veja-se, a propósito, o seguinte trecho do voto: “[...] 6. Sem adentrar o exame da espécie vertente, mas apenas para afastar o argumento de ser juridicamente possível afastar a flexibilidade da Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, ressalto que a nulidade arguida pelo Recorrente não se sustenta, como disposto no art. 198 do Código Tributário Nacional, no art. 6º da Lei n. 10.593/2002 (na redação original e na alteração da Lei n. 11.457/2007) e nos documentos de fls. 34-35 e 41-46 do Evento n. 1. No art. 198 do Código Tributário Nacional, determina-se: ‘Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades. § 1º Excetuam-se do disposto neste artigo, além dos casos previstos no art. 199, os seguintes: I – requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça; II – solicitações de autoridade administrativa no interesse da Administração Pública, desde que seja comprovada a instauração regular de processo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ não foram analisadas pelo Tribunal Regional da 2ª Região e nem pelo STJ, o que impediria a apreciação dos temas por esta Corte, sob pena de provocar uma indesejável supressão de instância. Sua Excelência ressaltou, ainda, não ser o caso de se conceder a ordem, de ofício, por não identificar a existência de flagrante constrangimento, manifesta ilegalidade, abuso de poder ou teratologia da decisão. Além disso, com o fim de justificar a impossibilidade de afastamento da incidência da Súmula 691/STF, a Ministra asseverou não ter ocorrido qualquer nulidade. Veja-se, a propósito, o seguinte trecho do voto: “[...] 6. Sem adentrar o exame da espécie vertente, mas apenas para afastar o argumento de ser juridicamente possível afastar a flexibilidade da Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, ressalto que a nulidade arguida pelo Recorrente não se sustenta, como disposto no art. 198 do Código Tributário Nacional, no art. 6º da Lei n. 10.593/2002 (na redação original e na alteração da Lei n. 11.457/2007) e nos documentos de fls. 34-35 e 41-46 do Evento n. 1. No art. 198 do Código Tributário Nacional, determina-se: ‘Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades. § 1º Excetuam-se do disposto neste artigo, além dos casos previstos no art. 199, os seguintes: I – requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça; II – solicitações de autoridade administrativa no interesse da Administração Pública, desde que seja comprovada a instauração regular de processo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ administrativo, no órgão ou na entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito passivo a que se refere a informação, por prática de infração administrativa. § 2º O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração Pública, será realizado mediante processo regularmente instaurado, e a entrega será feita pessoalmente à autoridade solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e assegure a preservação do sigilo. § 3º Não é vedada a divulgação de informações relativas a: I – representações fiscais para fins penais; II – inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública; III – parcelamento ou moratória’. O relatório impugnado como apócrifo e inválido originou- se de fiscalização realizada pela Receita Federal no exercício regular de uma de suas atribuições, nos termos do art. 6º da Lei n. 10.593/2002, tanto na redação original quanto na alteração da Lei n. 11.457/2007, e foi encaminhado à Justiça pelo Chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação da Receita Federal na Sétima Região Fiscal, Marcus Vinicius Vidal Pontes, por meio de ofício regularmente assinado, depois de requisição de autoridade judicial a requerimento do Ministério Público (Evento n. 1, fls. 34-49). Nem a Polícia nem o Ministério Público procederam à quebra do sigilo fiscal do Recorrente sem autorização judicial. A Receita Federal o fez no exercício das suas atribuições, pelo Ofício n. 104/02/Espei 07, ‘em junho de 2000, simultaneamente ao encaminhamento para o MPF da denúncia que deu origem ao Expediente MPF n11 1.30.011.002696/2000-01, Escritório de Pesquisa e Investigação (Espei 07) iniciou os trabalhos de identificação dos envolvidos e avaliação mais detalhada do interesse fiscal do conteúdo da mesma’ (sic, Evento n. 1, fls. 34-35). 7. Como indicado no item 6 daquele ofício, o relatório impugnado pelo Recorrente, denominado ‘Informação de Pesquisa e Investigação’, de 5.4.2004 (Evento n. 1, fls. 50-79, e 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ administrativo, no órgão ou na entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito passivo a que se refere a informação, por prática de infração administrativa. § 2º O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração Pública, será realizado mediante processo regularmente instaurado, e a entrega será feita pessoalmente à autoridade solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e assegure a preservação do sigilo. § 3º Não é vedada a divulgação de informações relativas a: I – representações fiscais para fins penais; II – inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública; III – parcelamento ou moratória’. O relatório impugnado como apócrifo e inválido originou- se de fiscalização realizada pela Receita Federal no exercício regular de uma de suas atribuições, nos termos do art. 6º da Lei n. 10.593/2002, tanto na redação original quanto na alteração da Lei n. 11.457/2007, e foi encaminhado à Justiça pelo Chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação da Receita Federal na Sétima Região Fiscal, Marcus Vinicius Vidal Pontes, por meio de ofício regularmente assinado, depois de requisição de autoridade judicial a requerimento do Ministério Público (Evento n. 1, fls. 34-49). Nem a Polícia nem o Ministério Público procederam à quebra do sigilo fiscal do Recorrente sem autorização judicial. A Receita Federal o fez no exercício das suas atribuições, pelo Ofício n. 104/02/Espei 07, ‘em junho de 2000, simultaneamente ao encaminhamento para o MPF da denúncia que deu origem ao Expediente MPF n11 1.30.011.002696/2000-01, Escritório de Pesquisa e Investigação (Espei 07) iniciou os trabalhos de identificação dos envolvidos e avaliação mais detalhada do interesse fiscal do conteúdo da mesma’ (sic, Evento n. 1, fls. 34-35). 7. Como indicado no item 6 daquele ofício, o relatório impugnado pelo Recorrente, denominado ‘Informação de Pesquisa e Investigação’, de 5.4.2004 (Evento n. 1, fls. 50-79, e 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ Evento n. 2, fls. 1-370), foi elaborado porque, depois de encaminhada ao Ministério Público Federal a denúncia anônima recebida sobre a fabricação e distribuição de dinheiro falso atribuídas ao Deputado André Luiz Lopes da Silva e seus assessores, aquele órgão da Receita Federal considerou ‘conveniente a abertura de investigação sobre a situação fiscal, patrimonial e financeira das pessoas que comp[unham] o grupo político do deputado André Luiz’. A denúncia anônima endereçada ao Ministério Público Federal gerou as investigações que resultaram na instauração de inquérito policial enviado para este Supremo Tribunal pelo foro privilegiado daquele Deputado Federal, sendo registrado como Inquérito n. 2.069, Relator o Ministro Ayres Britto (Evento n. 1, fl. 33). 8. Em 3.5.2004, o Inquérito n. 2.069 foi arquivado quanto ao Deputado Federal André Luiz Lopes da Silva, a requerimento do Procurador-Geral da República, sendo determinado o retorno dos autos ao juízo de origem e deferido o requerimento de prosseguimento ‘das investigações relativamente aos demais acusados’. Retornando o Inquérito n. 2.069 à origem, o Ministério Público Federal requereu a juntada do relatório da Receita Federal quanto às investigações mencionadas no Ofício n. 104/02/Espei 07, ‘caso elas já se [tivessem] encerrado’. Deferido o requerimento pelo Juízo da Quarta Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, o relatório foi juntado aos autos, depois de encaminhado por ofício assinado pelo responsável pelo Escritório de Pesquisa e Investigação competente, revelando-se a existência de ‘indícios de cometimento, em tese, de vários delitos (crimes contra a ordem tributária; falsidade ideológica etc.) a serem apurados em foro adequado’ por pessoas que não constavam inicialmente das investigações, entre elas o Paciente (Evento n. 1, fls. 45-47 e 49- 79, e Evento n. 2, fls. 1-37). Realizadas as investigações, com o deferimento de quebra de sigilo telefônico e outras medidas, foi oferecida a denúncia 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ Evento n. 2, fls. 1-370), foi elaborado porque, depois de encaminhada ao Ministério Público Federal a denúncia anônima recebida sobre a fabricação e distribuição de dinheiro falso atribuídas ao Deputado André Luiz Lopes da Silva e seus assessores, aquele órgão da Receita Federal considerou ‘conveniente a abertura de investigação sobre a situação fiscal, patrimonial e financeira das pessoas que comp[unham] o grupo político do deputado André Luiz’. A denúncia anônima endereçada ao Ministério Público Federal gerou as investigações que resultaram na instauração de inquérito policial enviado para este Supremo Tribunal pelo foro privilegiado daquele Deputado Federal, sendo registrado como Inquérito n. 2.069, Relator o Ministro Ayres Britto (Evento n. 1, fl. 33). 8. Em 3.5.2004, o Inquérito n. 2.069 foi arquivado quanto ao Deputado Federal André Luiz Lopes da Silva, a requerimento do Procurador-Geral da República, sendo determinado o retorno dos autos ao juízo de origem e deferido o requerimento de prosseguimento ‘das investigações relativamente aos demais acusados’. Retornando o Inquérito n. 2.069 à origem, o Ministério Público Federal requereu a juntada do relatório da Receita Federal quanto às investigações mencionadas no Ofício n. 104/02/Espei 07, ‘caso elas já se [tivessem] encerrado’. Deferido o requerimento pelo Juízo da Quarta Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, o relatório foi juntado aos autos, depois de encaminhado por ofício assinado pelo responsável pelo Escritório de Pesquisa e Investigação competente, revelando-se a existência de ‘indícios de cometimento, em tese, de vários delitos (crimes contra a ordem tributária; falsidade ideológica etc.) a serem apurados em foro adequado’ por pessoas que não constavam inicialmente das investigações, entre elas o Paciente (Evento n. 1, fls. 45-47 e 49- 79, e Evento n. 2, fls. 1-37). Realizadas as investigações, com o deferimento de quebra de sigilo telefônico e outras medidas, foi oferecida a denúncia 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ que resultou na condenação do Paciente e outros denunciados depois que ‘os indícios inicialmente existentes foram robustamente corroborados’ pelas provas produzidas nos autos. 9. Não há falar em quebra ilícita de sigilo fiscal na espécie vertente. Pela prova dos autos, a Receita Federal, no exercício de suas atribuições legais fiscalizatórias, ao realizar a investigação que resultou no relatório impugnado, constatou a existência de indícios de ‘extraordinária movimentação patrimonial’ do Paciente e, pela requisição de autoridade judicial no curso de investigação criminal, encaminhou o correspondente ao Poder Judiciário para instrução de inquérito policial que originou a Ação Penal n. 2003.51.01.504960-6, pela qual o Recorrente foi condenado por infração aos arts. 354, § 1º, als. c e d, 288, caput, e 333, parágrafo único, do Código Penal. No ‘Manual do Sigilo Fiscal’, disponível no sítio da Secretaria da Receita Federal na internet, reconhece-se que, embora a matéria sigilo fiscal não esteja explicitada ‘na Constituição Federal, fundamenta-se e surge como desdobramento dos direitos constitucionais à inviolabilidade da intimidade e da vida privada, tanto das pessoas físicas quanto das pessoas jurídicas, impedindo a Administração Tributária de divulgar informações fiscais de contribuintes e terceiros’. Afirma-se ‘que sigilo fiscal é o dever, a obrigação imposta à Fazenda Pública e a seus servidores de não divulgar informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo, ou de terceiros, e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades’. Ressalta-se, contudo, que esse dever comporta exceções, ‘não é absoluto, sendo permitida a transferência de informações protegidas em casos excepcionais previstos em lei’, como a ‘requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça’ e a ‘requisição do Ministério Público da União (MPU)’, permitida a ‘divulgação das informações referentes a representações fiscais para fins penais, inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública e parcelamento ou moratória’ (fls. 15, 16, 20, 21 e 28). Em voto vogal proferido no RE n. 389.808, sobre a atuação 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ que resultou na condenação do Paciente e outros denunciados depois que ‘os indícios inicialmente existentes foram robustamente corroborados’ pelas provas produzidas nos autos. 9. Não há falar em quebra ilícita de sigilo fiscal na espécie vertente. Pela prova dos autos, a Receita Federal, no exercício de suas atribuições legais fiscalizatórias, ao realizar a investigação que resultou no relatório impugnado, constatou a existência de indícios de ‘extraordinária movimentação patrimonial’ do Paciente e, pela requisição de autoridade judicial no curso de investigação criminal, encaminhou o correspondente ao Poder Judiciário para instrução de inquérito policial que originou a Ação Penal n. 2003.51.01.504960-6, pela qual o Recorrente foi condenado por infração aos arts. 354, § 1º, als. c e d, 288, caput, e 333, parágrafo único, do Código Penal. No ‘Manual do Sigilo Fiscal’, disponível no sítio da Secretaria da Receita Federal na internet, reconhece-se que, embora a matéria sigilo fiscal não esteja explicitada ‘na Constituição Federal, fundamenta-se e surge como desdobramento dos direitos constitucionais à inviolabilidade da intimidade e da vida privada, tanto das pessoas físicas quanto das pessoas jurídicas, impedindo a Administração Tributária de divulgar informações fiscais de contribuintes e terceiros’. Afirma-se ‘que sigilo fiscal é o dever, a obrigação imposta à Fazenda Pública e a seus servidores de não divulgar informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo, ou de terceiros, e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades’. Ressalta-se, contudo, que esse dever comporta exceções, ‘não é absoluto, sendo permitida a transferência de informações protegidas em casos excepcionais previstos em lei’, como a ‘requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça’ e a ‘requisição do Ministério Público da União (MPU)’, permitida a ‘divulgação das informações referentes a representações fiscais para fins penais, inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública e parcelamento ou moratória’ (fls. 15, 16, 20, 21 e 28). Em voto vogal proferido no RE n. 389.808, sobre a atuação 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ da Receita Federal quanto ao sigilo bancário dos contribuintes, assentei que ‘não há como se dar cobro às finalidades do Estado, especialmente da Administração Fazendária, e até ao Direito Penal, nos casos em que precisa haver investigação e penalização, se não houver acesso a esses dados’. No julgamento do RE n. 601.314/SP, no qual ficou assentado o Tema n. 225 da repercussão geral, este Supremo Tribunal reconheceu à Receita Federal, para o exercício regular de suas atribuições e prerrogativas, o acesso direto às informações bancárias dos contribuintes para fiscalizar e cobrar tributos, independentemente de autorização judicial. O acesso da Receita Federal ao conteúdo do que consta do seu banco de dados quanto ao Recorrente não constituiu ofensa ao sigilo fiscal nem maculou de nulidade a ação penal na qual os indícios da prática de delitos abordados pela investigação fiscal foram comprovados por outras provas produzidas no inquérito e na instrução criminal em juízo. 10. O trancamento de ação penal em habeas corpus é excepcional e as hipóteses nas quais pode ocorrer não se verificaram na espécie vertente. A decisão recorrida não merece reparos. Confiram-se, por exemplo, os precedentes: HC n. 108.654 e HC n. 125.539, da minha relatoria; RHC n. 124.082, Relator o Ministro Dias Toffoli; e RHC n. 124.039-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello. 11. Como demonstrado pela documentação juntada aos autos, o relatório impugnado foi produzido no exercício da atribuição regular da Receita Federal, pela qual se desencadearam as investigações criminais e a ação penal que resultaram na condenação do Recorrente, tendo sido juntado aos autos por determinação judicial, a requerimento do Ministério Público, enquadrando-se a situação dos autos nas exceções previstas no Código Tributário Nacional. O Recorrente suscitou a possibilidade de concessão da ordem de ofício para reconhecer-se ‘ilegalidade das provas coligidas, notadamente a violação de sigilo de dados e fiscal sem manifestação positiva do Judiciário’, mas a matéria não foi decidida 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ da Receita Federal quanto ao sigilo bancário dos contribuintes, assentei que ‘não há como se dar cobro às finalidades do Estado, especialmente da Administração Fazendária, e até ao Direito Penal, nos casos em que precisa haver investigação e penalização, se não houver acesso a esses dados’. No julgamento do RE n. 601.314/SP, no qual ficou assentado o Tema n. 225 da repercussão geral, este Supremo Tribunal reconheceu à Receita Federal, para o exercício regular de suas atribuições e prerrogativas, o acesso direto às informações bancárias dos contribuintes para fiscalizar e cobrar tributos, independentemente de autorização judicial. O acesso da Receita Federal ao conteúdo do que consta do seu banco de dados quanto ao Recorrente não constituiu ofensa ao sigilo fiscal nem maculou de nulidade a ação penal na qual os indícios da prática de delitos abordados pela investigação fiscal foram comprovados por outras provas produzidas no inquérito e na instrução criminal em juízo. 10. O trancamento de ação penal em habeas corpus é excepcional e as hipóteses nas quais pode ocorrer não se verificaram na espécie vertente. A decisão recorrida não merece reparos. Confiram-se, por exemplo, os precedentes: HC n. 108.654 e HC n. 125.539, da minha relatoria; RHC n. 124.082, Relator o Ministro Dias Toffoli; e RHC n. 124.039-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello. 11. Como demonstrado pela documentação juntada aos autos, o relatório impugnado foi produzido no exercício da atribuição regular da Receita Federal, pela qual se desencadearam as investigações criminais e a ação penal que resultaram na condenação do Recorrente, tendo sido juntado aos autos por determinação judicial, a requerimento do Ministério Público, enquadrando-se a situação dos autos nas exceções previstas no Código Tributário Nacional. O Recorrente suscitou a possibilidade de concessão da ordem de ofício para reconhecer-se ‘ilegalidade das provas coligidas, notadamente a violação de sigilo de dados e fiscal sem manifestação positiva do Judiciário’, mas a matéria não foi decidida 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ pelo Superior Tribunal de Justiça e só poderia ser tratada neste Supremo Tribunal se houvesse teratologia, inexistente na espécie, pois a decisão foi proferida em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Não constar o nome do Recorrente da portaria ou da primeira fase do inquérito policial não impossibilita nem invalida a inclusão posterior, lastreada no resultado das investigações (grifos no original)”. Registro, por oportuno, que o recurso ordinário versou exclusivamente sobre a quebra de sigilo fiscal e sobre a falta de assinatura no relatório apresentado pela Receita Federal, sendo possível notar que o acórdão embargado examinou de forma adequada essas matérias. Ocorre, no entanto, que a Ministra Cármen Lúcia, após a sustentação oral do advogado do ora embargante, proferiu antecipação ao voto, da qual constou o seguinte trecho: “[...] O que se teve, Senhor Presidente, conforme relatado e realçado pelo advogado? Houve um inquérito. Nesse inquérito, inicialmente sobre falsificação de moeda, a Receita Federal, ao verificar por determinação, portanto, do juízo a movimentação desse dinheiro, e quando há normalmente, e por dever legal da Receita, incompatibilidade dos ganhos e das declarações com o que se tem, remete-se ao Ministério Público; e aí o juiz requisitou no bojo desse inquérito. O recorrente era proprietário, há evolução patrimonial das empresas de que o recorrente é dono, teria feito negócios com esse grupo tido como criminoso, que estava sendo investigado. E ele não é, como bem lembrado pelo nobre advogado, denunciado por falsificação de moeda, mas por formação de quadrilha e contrabando” (pág. 18 do doc. eletrônico 36). Nos declaratórios, sustenta-se omissão quanto à ausência de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ pelo Superior Tribunal de Justiça e só poderia ser tratada neste Supremo Tribunal se houvesse teratologia, inexistente na espécie, pois a decisão foi proferida em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Não constar o nome do Recorrente da portaria ou da primeira fase do inquérito policial não impossibilita nem invalida a inclusão posterior, lastreada no resultado das investigações (grifos no original)”. Registro, por oportuno, que o recurso ordinário versou exclusivamente sobre a quebra de sigilo fiscal e sobre a falta de assinatura no relatório apresentado pela Receita Federal, sendo possível notar que o acórdão embargado examinou de forma adequada essas matérias. Ocorre, no entanto, que a Ministra Cármen Lúcia, após a sustentação oral do advogado do ora embargante, proferiu antecipação ao voto, da qual constou o seguinte trecho: “[...] O que se teve, Senhor Presidente, conforme relatado e realçado pelo advogado? Houve um inquérito. Nesse inquérito, inicialmente sobre falsificação de moeda, a Receita Federal, ao verificar por determinação, portanto, do juízo a movimentação desse dinheiro, e quando há normalmente, e por dever legal da Receita, incompatibilidade dos ganhos e das declarações com o que se tem, remete-se ao Ministério Público; e aí o juiz requisitou no bojo desse inquérito. O recorrente era proprietário, há evolução patrimonial das empresas de que o recorrente é dono, teria feito negócios com esse grupo tido como criminoso, que estava sendo investigado. E ele não é, como bem lembrado pelo nobre advogado, denunciado por falsificação de moeda, mas por formação de quadrilha e contrabando” (pág. 18 do doc. eletrônico 36). Nos declaratórios, sustenta-se omissão quanto à ausência de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ indicação das folhas que demonstrariam a existência de relação entre o embargante e o grupo criminoso investigado. Observo, primeiramente, que se trata de autos de recurso ordinário em habeas corpus, cuja formação foi realizada pelo próprio impetrante. Mesmo assim, dá para identificar o elo de ligação com o grupo político do ex-deputado André Luiz e o possível motivo pelo qual o embargado fez parte do relatório efetuado pela Receita Federal. Consta do Ofício 104/02/Espei 07, juntamente com os nomes das pessoas que compunham o grupo político do aludido parlamentar, a menção a uma pessoa chamada “Manoel”, responsável por intermediar a distribuição de papel-moeda falso (pág. 34 do doc. eletrônico 1). Na decisão de recebimento da denúncia, ao fundamentar a existência de justa causa no tocante ao embargante, o magistrado salientou haver indícios de autoria extraídos do monitoramento telefônico, tendo em vista os diálogos travados com João Estevam Tavares do Amaral e “Manoel” - também sem identificação à época (págs. 55-56 do doc. eletrônico 6). É imperioso destacar que uma investigação iniciada com o fim de elucidar delito de falsificação de moeda acabou por se desdobrar na ação penal que ora se busca trancar. Segundo a denúncia (págs. 10 do doc. eletrônico 3 a 28 do doc. eletrônico 6), objetiva-se a punição de 43 pessoas que fariam parte de organizações criminosas que disputavam o domínio dos jogos eletrônicos (caça-níqueis) na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com as informações prestadas pelo Desembargador Federal André Fontes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (págs. 49-51 do doc. eletrônico 17), a apelação do ora embargante foi desprovida, seguindo-se a interposição de recursos extraordinário e especial, ambos inadmitidos. O AResp 204.203/RJ foi conhecido para negar seguimento ao recurso especial, tendo o Ministro Nefi Cordeiro concedido habeas corpus, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ indicação das folhas que demonstrariam a existência de relação entre o embargante e o grupo criminoso investigado. Observo, primeiramente, que se trata de autos de recurso ordinário em habeas corpus, cuja formação foi realizada pelo próprio impetrante. Mesmo assim, dá para identificar o elo de ligação com o grupo político do ex-deputado André Luiz e o possível motivo pelo qual o embargado fez parte do relatório efetuado pela Receita Federal. Consta do Ofício 104/02/Espei 07, juntamente com os nomes das pessoas que compunham o grupo político do aludido parlamentar, a menção a uma pessoa chamada “Manoel”, responsável por intermediar a distribuição de papel-moeda falso (pág. 34 do doc. eletrônico 1). Na decisão de recebimento da denúncia, ao fundamentar a existência de justa causa no tocante ao embargante, o magistrado salientou haver indícios de autoria extraídos do monitoramento telefônico, tendo em vista os diálogos travados com João Estevam Tavares do Amaral e “Manoel” - também sem identificação à época (págs. 55-56 do doc. eletrônico 6). É imperioso destacar que uma investigação iniciada com o fim de elucidar delito de falsificação de moeda acabou por se desdobrar na ação penal que ora se busca trancar. Segundo a denúncia (págs. 10 do doc. eletrônico 3 a 28 do doc. eletrônico 6), objetiva-se a punição de 43 pessoas que fariam parte de organizações criminosas que disputavam o domínio dos jogos eletrônicos (caça-níqueis) na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com as informações prestadas pelo Desembargador Federal André Fontes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (págs. 49-51 do doc. eletrônico 17), a apelação do ora embargante foi desprovida, seguindo-se a interposição de recursos extraordinário e especial, ambos inadmitidos. O AResp 204.203/RJ foi conhecido para negar seguimento ao recurso especial, tendo o Ministro Nefi Cordeiro concedido habeas corpus, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ de ofício, para reduzir a pena do crime de quadrilha. Na apreciação do agravo regimental, a Sexta Turma do STJ também teria deferido a ordem, de ofício, para que houvesse novo julgamento quanto à recente redação do parágrafo único do art. 288 do CP. Atualmente, a ação penal se encontra em fase de recurso extraordinário com agravo (ARE 999.926/RJ, de minha relatoria), sendo possível perceber que, apesar de todas as tentativas do ora embargante, ela se mantém hígida no tocante às provas cuja legalidade é questionada neste recurso ordinário. Desse modo, prestados esses esclarecimentos, considero que o embargante busca tão somente a rediscussão dos temas arguidos no recurso ordinário. Os embargos de declaração, no entanto, não constituem meio processual adequado para a reforma do julgado, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em tela. Isso posto, acolho parcialmente os embargos de declaração, apenas para prestar os esclarecimentos acima, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ de ofício, para reduzir a pena do crime de quadrilha. Na apreciação do agravo regimental, a Sexta Turma do STJ também teria deferido a ordem, de ofício, para que houvesse novo julgamento quanto à recente redação do parágrafo único do art. 288 do CP. Atualmente, a ação penal se encontra em fase de recurso extraordinário com agravo (ARE 999.926/RJ, de minha relatoria), sendo possível perceber que, apesar de todas as tentativas do ora embargante, ela se mantém hígida no tocante às provas cuja legalidade é questionada neste recurso ordinário. Desse modo, prestados esses esclarecimentos, considero que o embargante busca tão somente a rediscussão dos temas arguidos no recurso ordinário. Os embargos de declaração, no entanto, não constituem meio processual adequado para a reforma do julgado, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em tela. Isso posto, acolho parcialmente os embargos de declaração, apenas para prestar os esclarecimentos acima, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) : LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA (021928/PE) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 19 a 25.5.2017. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12999516 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) : LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA (021928/PE) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 19 a 25.5.2017. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12999516 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=13010641
2017-05-26T00:00:00
2017-06-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 19 a 25.5.2017.
EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO E DE CONTRADIÇÃO. PRETENDIDA REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS PARCIALMENTE ACOLHIDOS PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS. I – O acórdão recorrido não padece de contradição, obscuridade ou omissão quanto aos temas versados no recurso ordinário. II – A análise dos autos demonstra que o acórdão embargado examinou de forma adequada o caso concreto e apreciou inteiramente as questões nele apresentadas. III – O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do julgado, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre na hipótese sob exame. IV – Embargos de declaração acolhidos parcialmente para prestar esclarecimentos, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo.
sjur368897
- Veja ARE 999926 do STF. Número de páginas: 14. Análise: 13/06/2017, JSF.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
133196
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00105\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00288 PAR-ÚNICO\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RHC-ED
acordaos
RHC 133196 ED
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EMBTE.(S) : PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) : LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO E DE CONTRADIÇÃO. PRETENDIDA REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS PARCIALMENTE ACOLHIDOS PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS. I – O acórdão recorrido não padece de contradição, obscuridade ou omissão quanto aos temas versados no recurso ordinário. II – A análise dos autos demonstra que o acórdão embargado examinou de forma adequada o caso concreto e apreciou inteiramente as questões nele apresentadas. III – O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do julgado, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre na hipótese sob exame. IV – Embargos de declaração acolhidos parcialmente para prestar esclarecimentos, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, acolher parcialmente os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000261. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RHC 133196 ED / RJ nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2017. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000261. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de maio de 2017. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos por Paulo Cezar Ferreira Nascimento contra acórdão desta Turma que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. O acórdão ora embargado possui a seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. IMPETRAÇÃO À QUAL NEGADO SEGUIMENTO MONOCRATICAMENTE NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE, EM COLEGIADO, TAMBEM NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO REGIMENTAL POR SUPERVENIÊNCIA DA SUBSTITUIÇÃO DO TÍTULO JUDICIAL PELO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SITUAÇÃO EXCEPCIONAL NÃO CARACTERIZADA POR FLAGRANTE ILEGALIDADE, ABUSO DE PODER OU TERATOLOGIA. PRECEDENTES. ATUAÇÃO DA RECEITA FEDERAL NO EXERCÍCIO DE SUAS ATRIBUIÇÕES. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal não se pronuncia originariamente em recurso ordinário em habeas corpus sobre Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000262. Supremo Tribunal Federal 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) :LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos por Paulo Cezar Ferreira Nascimento contra acórdão desta Turma que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. O acórdão ora embargado possui a seguinte ementa: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. IMPETRAÇÃO À QUAL NEGADO SEGUIMENTO MONOCRATICAMENTE NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE, EM COLEGIADO, TAMBEM NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO REGIMENTAL POR SUPERVENIÊNCIA DA SUBSTITUIÇÃO DO TÍTULO JUDICIAL PELO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SITUAÇÃO EXCEPCIONAL NÃO CARACTERIZADA POR FLAGRANTE ILEGALIDADE, ABUSO DE PODER OU TERATOLOGIA. PRECEDENTES. ATUAÇÃO DA RECEITA FEDERAL NO EXERCÍCIO DE SUAS ATRIBUIÇÕES. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal não se pronuncia originariamente em recurso ordinário em habeas corpus sobre Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000262. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RHC 133196 ED / RJ questões não decididas em definitivo pelas instâncias antecedentes, sob pena de supressão de instância, salvo quando reconhecer prescrição ou quando presentes flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, não ocorridos na espécie. 2. O trancamento de ação penal em habeas corpus é excepcional e as hipóteses em que pode ocorrer não se verificaram na espécie vertente. Inexistência de flagrante ilegalidade autorizadora da concessão, de ofício, do writ . 3. Atuação da Receita Federal no exercício de suas atribuições não configura quebra de sigilo fiscal. Nulidade inexistente. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (doc. eletrônico 36) . Nos declaratórios, alega-se a existência de omissões e contradições no acórdão, apontando-se o seguinte: (i) a existência de quebra de sigilo fiscal pela Receita Federal do Brasil, porquanto não houve a instauração de processo administrativo prévio, a contrariar o entendimento desta Corte formalizado no julgamento do Tema 225 da Repercussão Geral; (ii) a ausência de autorização judicial para a quebra do sigilo fiscal; (iii) a inexistência de relações mercantis com o investigado André Luis, não se podendo considerar como fortuito o acesso aos dados do embargante; e (iv) o documento “informação de pesquisa e investigação” é apócrifo, pois, apesar de o ofício que o acompanha estar assinado, não é possível determinar quem o elaborou. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000262. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ questões não decididas em definitivo pelas instâncias antecedentes, sob pena de supressão de instância, salvo quando reconhecer prescrição ou quando presentes flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, não ocorridos na espécie. 2. O trancamento de ação penal em habeas corpus é excepcional e as hipóteses em que pode ocorrer não se verificaram na espécie vertente. Inexistência de flagrante ilegalidade autorizadora da concessão, de ofício, do writ . 3. Atuação da Receita Federal no exercício de suas atribuições não configura quebra de sigilo fiscal. Nulidade inexistente. Precedentes. 4. Recurso ao qual se nega provimento” (doc. eletrônico 36) . Nos declaratórios, alega-se a existência de omissões e contradições no acórdão, apontando-se o seguinte: (i) a existência de quebra de sigilo fiscal pela Receita Federal do Brasil, porquanto não houve a instauração de processo administrativo prévio, a contrariar o entendimento desta Corte formalizado no julgamento do Tema 225 da Repercussão Geral; (ii) a ausência de autorização judicial para a quebra do sigilo fiscal; (iii) a inexistência de relações mercantis com o investigado André Luis, não se podendo considerar como fortuito o acesso aos dados do embargante; e (iv) o documento “informação de pesquisa e investigação” é apócrifo, pois, apesar de o ofício que o acompanha estar assinado, não é possível determinar quem o elaborou. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000262. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de rejeição dos embargos. Como se sabe, os embargos de declaração visam sanar omissão, obscuridade ou contradição de decisão judicial. O julgado desta Segunda Turma, contudo, não apresenta nenhum desses vícios. Noto que o habeas corpus impetrado no Tribunal de origem foi extinto sem resolução de mérito pela Desembargadora Federal Liliane Roriz (págs. 3-5 do doc. eletrônico 16). Contra essa decisão, foi interposto o HC 182.855/RJ no Superior Tribunal de Justiça – Superior Tribunal de Justiça, o qual teve o seguimento negado pelo Ministro Nefi Cordeiro, por não estar configurada qualquer das hipóteses do art. 105 da Constituição, uma vez que não teria sido interposto agravo regimental contra a decisão monocrática da relatora da impetração na origem. O Ministro apontou, também, o óbice alusivo ao julgamento da apelação apresentada na origem (págs. 39-42 do doc. eletrônico 17). Seguiu-se a interposição de agravo regimental, o qual foi desprovido pela Sexta Turma, ao fundamento de que o writ teria perdido o objeto em virtude da superveniência do exame da apelação, a alterar o cenário fático-processual do que foi discutido nestes autos (págs. 72-78 do doc. eletrônico 17). Daí haver consignado a Ministra Cármen Lúcia, minha antecessora na relatoria deste feito, que as matérias versadas neste recurso ordinário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de rejeição dos embargos. Como se sabe, os embargos de declaração visam sanar omissão, obscuridade ou contradição de decisão judicial. O julgado desta Segunda Turma, contudo, não apresenta nenhum desses vícios. Noto que o habeas corpus impetrado no Tribunal de origem foi extinto sem resolução de mérito pela Desembargadora Federal Liliane Roriz (págs. 3-5 do doc. eletrônico 16). Contra essa decisão, foi interposto o HC 182.855/RJ no Superior Tribunal de Justiça – Superior Tribunal de Justiça, o qual teve o seguimento negado pelo Ministro Nefi Cordeiro, por não estar configurada qualquer das hipóteses do art. 105 da Constituição, uma vez que não teria sido interposto agravo regimental contra a decisão monocrática da relatora da impetração na origem. O Ministro apontou, também, o óbice alusivo ao julgamento da apelação apresentada na origem (págs. 39-42 do doc. eletrônico 17). Seguiu-se a interposição de agravo regimental, o qual foi desprovido pela Sexta Turma, ao fundamento de que o writ teria perdido o objeto em virtude da superveniência do exame da apelação, a alterar o cenário fático-processual do que foi discutido nestes autos (págs. 72-78 do doc. eletrônico 17). Daí haver consignado a Ministra Cármen Lúcia, minha antecessora na relatoria deste feito, que as matérias versadas neste recurso ordinário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ não foram analisadas pelo Tribunal Regional da 2... Região e nem pelo Superior Tribunal de Justiça, o que impediria a apreciação dos temas por esta Corte, sob pena de provocar uma indesejável supressão de instância. Sua Excelência ressaltou, ainda, não ser o caso de se conceder a ordem, de ofício, por não identificar a existência de flagrante constrangimento, manifesta ilegalidade, abuso de poder ou teratologia da decisão. Além disso, com o fim de justificar a impossibilidade de afastamento da incidência da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, a Ministra asseverou não ter ocorrido qualquer nulidade. Veja-se, a propósito, o seguinte trecho do voto: “[...] 6. Sem adentrar o exame da espécie vertente, mas apenas para afastar o argumento de ser juridicamente possível afastar a flexibilidade da Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, ressalto que a nulidade arguida pelo Recorrente não se sustenta, como disposto no art. 198 do Código Tributário Nacional, no art. 6... da Lei n. 10.593/2002 (na redação original e na alteração da Lei n. 11.457/2007) e nos documentos de fls. 34-35 e 41-46 do Evento n. 1. No art. 198 do Código Tributário Nacional, determina-se: ‘Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades. § 1... Excetuam-se do disposto neste artigo, além dos casos previstos no art. 199, os seguintes: I – requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça; II – solicitações de autoridade administrativa no interesse da Administração Pública, desde que seja comprovada a instauração regular de processo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ não foram analisadas pelo Tribunal Regional da 2... Região e nem pelo Superior Tribunal de Justiça, o que impediria a apreciação dos temas por esta Corte, sob pena de provocar uma indesejável supressão de instância. Sua Excelência ressaltou, ainda, não ser o caso de se conceder a ordem, de ofício, por não identificar a existência de flagrante constrangimento, manifesta ilegalidade, abuso de poder ou teratologia da decisão. Além disso, com o fim de justificar a impossibilidade de afastamento da incidência da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, a Ministra asseverou não ter ocorrido qualquer nulidade. Veja-se, a propósito, o seguinte trecho do voto: “[...] 6. Sem adentrar o exame da espécie vertente, mas apenas para afastar o argumento de ser juridicamente possível afastar a flexibilidade da Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal, ressalto que a nulidade arguida pelo Recorrente não se sustenta, como disposto no art. 198 do Código Tributário Nacional, no art. 6... da Lei n. 10.593/2002 (na redação original e na alteração da Lei n. 11.457/2007) e nos documentos de fls. 34-35 e 41-46 do Evento n. 1. No art. 198 do Código Tributário Nacional, determina-se: ‘Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades. § 1... Excetuam-se do disposto neste artigo, além dos casos previstos no art. 199, os seguintes: I – requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça; II – solicitações de autoridade administrativa no interesse da Administração Pública, desde que seja comprovada a instauração regular de processo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ administrativo, no órgão ou na entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito passivo a que se refere a informação, por prática de infração administrativa. § 2... O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração Pública, será realizado mediante processo regularmente instaurado, e a entrega será feita pessoalmente à autoridade solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e assegure a preservação do sigilo. § 3... Não é vedada a divulgação de informações relativas a: I – representações fiscais para fins penais; II – inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública; III – parcelamento ou moratória’. O relatório impugnado como apócrifo e inválido originou- se de fiscalização realizada pela Receita Federal no exercício regular de uma de suas atribuições, nos termos do art. 6... da Lei n. 10.593/2002, tanto na redação original quanto na alteração da Lei n. 11.457/2007, e foi encaminhado à Justiça pelo Chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação da Receita Federal na Sétima Região Fiscal, Marcus Vinicius Vidal Pontes, por meio de ofício regularmente assinado, depois de requisição de autoridade judicial a requerimento do Ministério Público (Evento n. 1, fls. 34-49). Nem a Polícia nem o Ministério Público procederam à quebra do sigilo fiscal do Recorrente sem autorização judicial. A Receita Federal o fez no exercício das suas atribuições, pelo Ofício n. 104/02/Espei 07, ‘em junho de 2000, simultaneamente ao encaminhamento para o MPF da denúncia que deu origem ao Expediente MPF n11 1.30.011.002696/2000-01, Escritório de Pesquisa e Investigação (Espei 07) iniciou os trabalhos de identificação dos envolvidos e avaliação mais detalhada do interesse fiscal do conteúdo da mesma’ (sic, Evento n. 1, fls. 34-35). 7. Como indicado no item 6 daquele ofício, o relatório impugnado pelo Recorrente, denominado ‘Informação de Pesquisa e Investigação’, de 5.4.2004 (Evento n. 1, fls. 50-79, e 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ administrativo, no órgão ou na entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito passivo a que se refere a informação, por prática de infração administrativa. § 2... O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração Pública, será realizado mediante processo regularmente instaurado, e a entrega será feita pessoalmente à autoridade solicitante, mediante recibo, que formalize a transferência e assegure a preservação do sigilo. § 3... Não é vedada a divulgação de informações relativas a: I – representações fiscais para fins penais; II – inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública; III – parcelamento ou moratória’. O relatório impugnado como apócrifo e inválido originou- se de fiscalização realizada pela Receita Federal no exercício regular de uma de suas atribuições, nos termos do art. 6... da Lei n. 10.593/2002, tanto na redação original quanto na alteração da Lei n. 11.457/2007, e foi encaminhado à Justiça pelo Chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação da Receita Federal na Sétima Região Fiscal, Marcus Vinicius Vidal Pontes, por meio de ofício regularmente assinado, depois de requisição de autoridade judicial a requerimento do Ministério Público (Evento n. 1, fls. 34-49). Nem a Polícia nem o Ministério Público procederam à quebra do sigilo fiscal do Recorrente sem autorização judicial. A Receita Federal o fez no exercício das suas atribuições, pelo Ofício n. 104/02/Espei 07, ‘em junho de 2000, simultaneamente ao encaminhamento para o MPF da denúncia que deu origem ao Expediente MPF n11 1.30.011.002696/2000-01, Escritório de Pesquisa e Investigação (Espei 07) iniciou os trabalhos de identificação dos envolvidos e avaliação mais detalhada do interesse fiscal do conteúdo da mesma’ (sic, Evento n. 1, fls. 34-35). 7. Como indicado no item 6 daquele ofício, o relatório impugnado pelo Recorrente, denominado ‘Informação de Pesquisa e Investigação’, de 5.4.2004 (Evento n. 1, fls. 50-79, e 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ Evento n. 2, fls. 1-370), foi elaborado porque, depois de encaminhada ao Ministério Público Federal a denúncia anônima recebida sobre a fabricação e distribuição de dinheiro falso atribuídas ao Deputado André Luiz Lopes da Silva e seus assessores, aquele órgão da Receita Federal considerou ‘conveniente a abertura de investigação sobre a situação fiscal, patrimonial e financeira das pessoas que comp[unham] o grupo político do deputado André Luiz’. A denúncia anônima endereçada ao Ministério Público Federal gerou as investigações que resultaram na instauração de inquérito policial enviado para este Supremo Tribunal pelo foro privilegiado daquele Deputado Federal, sendo registrado como Inquérito n. 2.069, Relator o Ministro Ayres Britto (Evento n. 1, fl. 33). 8. Em 3.5.2004, o Inquérito n. 2.069 foi arquivado quanto ao Deputado Federal André Luiz Lopes da Silva, a requerimento do Procurador-Geral da República, sendo determinado o retorno dos autos ao juízo de origem e deferido o requerimento de prosseguimento ‘das investigações relativamente aos demais acusados’. Retornando o Inquérito n. 2.069 à origem, o Ministério Público Federal requereu a juntada do relatório da Receita Federal quanto às investigações mencionadas no Ofício n. 104/02/Espei 07, ‘caso elas já se [tivessem] encerrado’. Deferido o requerimento pelo Juízo da Quarta Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, o relatório foi juntado aos autos, depois de encaminhado por ofício assinado pelo responsável pelo Escritório de Pesquisa e Investigação competente, revelando-se a existência de ‘indícios de cometimento, em tese, de vários delitos (crimes contra a ordem tributária; falsidade ideológica etc.) a serem apurados em foro adequado’ por pessoas que não constavam inicialmente das investigações, entre elas o Paciente (Evento n. 1, fls. 45-47 e 49- 79, e Evento n. 2, fls. 1-37). Realizadas as investigações, com o deferimento de quebra de sigilo telefônico e outras medidas, foi oferecida a denúncia 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ Evento n. 2, fls. 1-370), foi elaborado porque, depois de encaminhada ao Ministério Público Federal a denúncia anônima recebida sobre a fabricação e distribuição de dinheiro falso atribuídas ao Deputado André Luiz Lopes da Silva e seus assessores, aquele órgão da Receita Federal considerou ‘conveniente a abertura de investigação sobre a situação fiscal, patrimonial e financeira das pessoas que comp[unham] o grupo político do deputado André Luiz’. A denúncia anônima endereçada ao Ministério Público Federal gerou as investigações que resultaram na instauração de inquérito policial enviado para este Supremo Tribunal pelo foro privilegiado daquele Deputado Federal, sendo registrado como Inquérito n. 2.069, Relator o Ministro Ayres Britto (Evento n. 1, fl. 33). 8. Em 3.5.2004, o Inquérito n. 2.069 foi arquivado quanto ao Deputado Federal André Luiz Lopes da Silva, a requerimento do Procurador-Geral da República, sendo determinado o retorno dos autos ao juízo de origem e deferido o requerimento de prosseguimento ‘das investigações relativamente aos demais acusados’. Retornando o Inquérito n. 2.069 à origem, o Ministério Público Federal requereu a juntada do relatório da Receita Federal quanto às investigações mencionadas no Ofício n. 104/02/Espei 07, ‘caso elas já se [tivessem] encerrado’. Deferido o requerimento pelo Juízo da Quarta Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, o relatório foi juntado aos autos, depois de encaminhado por ofício assinado pelo responsável pelo Escritório de Pesquisa e Investigação competente, revelando-se a existência de ‘indícios de cometimento, em tese, de vários delitos (crimes contra a ordem tributária; falsidade ideológica etc.) a serem apurados em foro adequado’ por pessoas que não constavam inicialmente das investigações, entre elas o Paciente (Evento n. 1, fls. 45-47 e 49- 79, e Evento n. 2, fls. 1-37). Realizadas as investigações, com o deferimento de quebra de sigilo telefônico e outras medidas, foi oferecida a denúncia 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ que resultou na condenação do Paciente e outros denunciados depois que ‘os indícios inicialmente existentes foram robustamente corroborados’ pelas provas produzidas nos autos. 9. Não há falar em quebra ilícita de sigilo fiscal na espécie vertente. Pela prova dos autos, a Receita Federal, no exercício de suas atribuições legais fiscalizatórias, ao realizar a investigação que resultou no relatório impugnado, constatou a existência de indícios de ‘extraordinária movimentação patrimonial’ do Paciente e, pela requisição de autoridade judicial no curso de investigação criminal, encaminhou o correspondente ao Poder Judiciário para instrução de inquérito policial que originou a Ação Penal n. 2003.51.01.504960-6, pela qual o Recorrente foi condenado por infração aos arts. 354, § 1..., als. c e d, 288, caput, e 333, parágrafo único, do Código Penal. No ‘Manual do Sigilo Fiscal’, disponível no sítio da Secretaria da Receita Federal na internet, reconhece-se que, embora a matéria sigilo fiscal não esteja explicitada ‘na Constituição Federal, fundamenta-se e surge como desdobramento dos direitos constitucionais à inviolabilidade da intimidade e da vida privada, tanto das pessoas físicas quanto das pessoas jurídicas, impedindo a Administração Tributária de divulgar informações fiscais de contribuintes e terceiros’. Afirma-se ‘que sigilo fiscal é o dever, a obrigação imposta à Fazenda Pública e a seus servidores de não divulgar informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo, ou de terceiros, e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades’. Ressalta-se, contudo, que esse dever comporta exceções, ‘não é absoluto, sendo permitida a transferência de informações protegidas em casos excepcionais previstos em lei’, como a ‘requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça’ e a ‘requisição do Ministério Público da União (MPU)’, permitida a ‘divulgação das informações referentes a representações fiscais para fins penais, inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública e parcelamento ou moratória’ (fls. 15, 16, 20, 21 e 28). Em voto vogal proferido no Recurso Extraordinário n. 389.808, sobre a atuação 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ que resultou na condenação do Paciente e outros denunciados depois que ‘os indícios inicialmente existentes foram robustamente corroborados’ pelas provas produzidas nos autos. 9. Não há falar em quebra ilícita de sigilo fiscal na espécie vertente. Pela prova dos autos, a Receita Federal, no exercício de suas atribuições legais fiscalizatórias, ao realizar a investigação que resultou no relatório impugnado, constatou a existência de indícios de ‘extraordinária movimentação patrimonial’ do Paciente e, pela requisição de autoridade judicial no curso de investigação criminal, encaminhou o correspondente ao Poder Judiciário para instrução de inquérito policial que originou a Ação Penal n. 2003.51.01.504960-6, pela qual o Recorrente foi condenado por infração aos arts. 354, § 1..., als. c e d, 288, caput, e 333, parágrafo único, do Código Penal. No ‘Manual do Sigilo Fiscal’, disponível no sítio da Secretaria da Receita Federal na internet, reconhece-se que, embora a matéria sigilo fiscal não esteja explicitada ‘na Constituição Federal, fundamenta-se e surge como desdobramento dos direitos constitucionais à inviolabilidade da intimidade e da vida privada, tanto das pessoas físicas quanto das pessoas jurídicas, impedindo a Administração Tributária de divulgar informações fiscais de contribuintes e terceiros’. Afirma-se ‘que sigilo fiscal é o dever, a obrigação imposta à Fazenda Pública e a seus servidores de não divulgar informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo, ou de terceiros, e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades’. Ressalta-se, contudo, que esse dever comporta exceções, ‘não é absoluto, sendo permitida a transferência de informações protegidas em casos excepcionais previstos em lei’, como a ‘requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça’ e a ‘requisição do Ministério Público da União (MPU)’, permitida a ‘divulgação das informações referentes a representações fiscais para fins penais, inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública e parcelamento ou moratória’ (fls. 15, 16, 20, 21 e 28). Em voto vogal proferido no Recurso Extraordinário n. 389.808, sobre a atuação 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ da Receita Federal quanto ao sigilo bancário dos contribuintes, assentei que ‘não há como se dar cobro às finalidades do Estado, especialmente da Administração Fazendária, e até ao Direito Penal, nos casos em que precisa haver investigação e penalização, se não houver acesso a esses dados’. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 601.314/SP, no qual ficou assentado o Tema n. 225 da repercussão geral, este Supremo Tribunal reconheceu à Receita Federal, para o exercício regular de suas atribuições e prerrogativas, o acesso direto às informações bancárias dos contribuintes para fiscalizar e cobrar tributos, independentemente de autorização judicial. O acesso da Receita Federal ao conteúdo do que consta do seu banco de dados quanto ao Recorrente não constituiu ofensa ao sigilo fiscal nem maculou de nulidade a ação penal na qual os indícios da prática de delitos abordados pela investigação fiscal foram comprovados por outras provas produzidas no inquérito e na instrução criminal em juízo. 10. O trancamento de ação penal em habeas corpus é excepcional e as hipóteses nas quais pode ocorrer não se verificaram na espécie vertente. A decisão recorrida não merece reparos. Confiram-se, por exemplo, os precedentes: HC n. 108.654 e HC n. 125.539, da minha relatoria; RHC n. 124.082, Relator o Ministro Dias Toffoli; e RHC n. 124.039-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello. 11. Como demonstrado pela documentação juntada aos autos, o relatório impugnado foi produzido no exercício da atribuição regular da Receita Federal, pela qual se desencadearam as investigações criminais e a ação penal que resultaram na condenação do Recorrente, tendo sido juntado aos autos por determinação judicial, a requerimento do Ministério Público, enquadrando-se a situação dos autos nas exceções previstas no Código Tributário Nacional. O Recorrente suscitou a possibilidade de concessão da ordem de ofício para reconhecer-se ‘ilegalidade das provas coligidas, notadamente a violação de sigilo de dados e fiscal sem manifestação positiva do Judiciário’, mas a matéria não foi decidida 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ da Receita Federal quanto ao sigilo bancário dos contribuintes, assentei que ‘não há como se dar cobro às finalidades do Estado, especialmente da Administração Fazendária, e até ao Direito Penal, nos casos em que precisa haver investigação e penalização, se não houver acesso a esses dados’. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 601.314/SP, no qual ficou assentado o Tema n. 225 da repercussão geral, este Supremo Tribunal reconheceu à Receita Federal, para o exercício regular de suas atribuições e prerrogativas, o acesso direto às informações bancárias dos contribuintes para fiscalizar e cobrar tributos, independentemente de autorização judicial. O acesso da Receita Federal ao conteúdo do que consta do seu banco de dados quanto ao Recorrente não constituiu ofensa ao sigilo fiscal nem maculou de nulidade a ação penal na qual os indícios da prática de delitos abordados pela investigação fiscal foram comprovados por outras provas produzidas no inquérito e na instrução criminal em juízo. 10. O trancamento de ação penal em habeas corpus é excepcional e as hipóteses nas quais pode ocorrer não se verificaram na espécie vertente. A decisão recorrida não merece reparos. Confiram-se, por exemplo, os precedentes: HC n. 108.654 e HC n. 125.539, da minha relatoria; RHC n. 124.082, Relator o Ministro Dias Toffoli; e RHC n. 124.039-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello. 11. Como demonstrado pela documentação juntada aos autos, o relatório impugnado foi produzido no exercício da atribuição regular da Receita Federal, pela qual se desencadearam as investigações criminais e a ação penal que resultaram na condenação do Recorrente, tendo sido juntado aos autos por determinação judicial, a requerimento do Ministério Público, enquadrando-se a situação dos autos nas exceções previstas no Código Tributário Nacional. O Recorrente suscitou a possibilidade de concessão da ordem de ofício para reconhecer-se ‘ilegalidade das provas coligidas, notadamente a violação de sigilo de dados e fiscal sem manifestação positiva do Judiciário’, mas a matéria não foi decidida 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ pelo Superior Tribunal de Justiça e só poderia ser tratada neste Supremo Tribunal se houvesse teratologia, inexistente na espécie, pois a decisão foi proferida em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Não constar o nome do Recorrente da portaria ou da primeira fase do inquérito policial não impossibilita nem invalida a inclusão posterior, lastreada no resultado das investigações (grifos no original)”. Registro, por oportuno, que o recurso ordinário versou exclusivamente sobre a quebra de sigilo fiscal e sobre a falta de assinatura no relatório apresentado pela Receita Federal, sendo possível notar que o acórdão embargado examinou de forma adequada essas matérias. Ocorre, no entanto, que a Ministra Cármen Lúcia, após a sustentação oral do advogado do ora embargante, proferiu antecipação ao voto, da qual constou o seguinte trecho: “[...] O que se teve, Senhor Presidente, conforme relatado e realçado pelo advogado? Houve um inquérito. Nesse inquérito, inicialmente sobre falsificação de moeda, a Receita Federal, ao verificar por determinação, portanto, do juízo a movimentação desse dinheiro, e quando há normalmente, e por dever legal da Receita, incompatibilidade dos ganhos e das declarações com o que se tem, remete-se ao Ministério Público; e aí o juiz requisitou no bojo desse inquérito. O recorrente era proprietário, há evolução patrimonial das empresas de que o recorrente é dono, teria feito negócios com esse grupo tido como criminoso, que estava sendo investigado. E ele não é, como bem lembrado pelo nobre advogado, denunciado por falsificação de moeda, mas por formação de quadrilha e contrabando” (pág. 18 do doc. eletrônico 36). Nos declaratórios, sustenta-se omissão quanto à ausência de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ pelo Superior Tribunal de Justiça e só poderia ser tratada neste Supremo Tribunal se houvesse teratologia, inexistente na espécie, pois a decisão foi proferida em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Não constar o nome do Recorrente da portaria ou da primeira fase do inquérito policial não impossibilita nem invalida a inclusão posterior, lastreada no resultado das investigações (grifos no original)”. Registro, por oportuno, que o recurso ordinário versou exclusivamente sobre a quebra de sigilo fiscal e sobre a falta de assinatura no relatório apresentado pela Receita Federal, sendo possível notar que o acórdão embargado examinou de forma adequada essas matérias. Ocorre, no entanto, que a Ministra Cármen Lúcia, após a sustentação oral do advogado do ora embargante, proferiu antecipação ao voto, da qual constou o seguinte trecho: “[...] O que se teve, Senhor Presidente, conforme relatado e realçado pelo advogado? Houve um inquérito. Nesse inquérito, inicialmente sobre falsificação de moeda, a Receita Federal, ao verificar por determinação, portanto, do juízo a movimentação desse dinheiro, e quando há normalmente, e por dever legal da Receita, incompatibilidade dos ganhos e das declarações com o que se tem, remete-se ao Ministério Público; e aí o juiz requisitou no bojo desse inquérito. O recorrente era proprietário, há evolução patrimonial das empresas de que o recorrente é dono, teria feito negócios com esse grupo tido como criminoso, que estava sendo investigado. E ele não é, como bem lembrado pelo nobre advogado, denunciado por falsificação de moeda, mas por formação de quadrilha e contrabando” (pág. 18 do doc. eletrônico 36). Nos declaratórios, sustenta-se omissão quanto à ausência de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ indicação das folhas que demonstrariam a existência de relação entre o embargante e o grupo criminoso investigado. Observo, primeiramente, que se trata de autos de recurso ordinário em habeas corpus, cuja formação foi realizada pelo próprio impetrante. Mesmo assim, dá para identificar o elo de ligação com o grupo político do ex-deputado André Luiz e o possível motivo pelo qual o embargado fez parte do relatório efetuado pela Receita Federal. Consta do Ofício 104/02/Espei 07, juntamente com os nomes das pessoas que compunham o grupo político do aludido parlamentar, a menção a uma pessoa chamada “Manoel”, responsável por intermediar a distribuição de papel-moeda falso (pág. 34 do doc. eletrônico 1). Na decisão de recebimento da denúncia, ao fundamentar a existência de justa causa no tocante ao embargante, o magistrado salientou haver indícios de autoria extraídos do monitoramento telefônico, tendo em vista os diálogos travados com João Estevam Tavares do Amaral e “Manoel” - também sem identificação à época (págs. 55-56 do doc. eletrônico 6). É imperioso destacar que uma investigação iniciada com o fim de elucidar delito de falsificação de moeda acabou por se desdobrar na ação penal que ora se busca trancar. Segundo a denúncia (págs. 10 do doc. eletrônico 3 a 28 do doc. eletrônico 6), objetiva-se a punição de 43 pessoas que fariam parte de organizações criminosas que disputavam o domínio dos jogos eletrônicos (caça-níqueis) na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com as informações prestadas pelo Desembargador Federal André Fontes, do Tribunal Regional Federal da 2... Região (págs. 49-51 do doc. eletrônico 17), a apelação do ora embargante foi desprovida, seguindo-se a interposição de recursos extraordinário e especial, ambos inadmitidos. O AResp 204.203/RJ foi conhecido para negar seguimento ao recurso especial, tendo o Ministro Nefi Cordeiro concedido habeas corpus, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ indicação das folhas que demonstrariam a existência de relação entre o embargante e o grupo criminoso investigado. Observo, primeiramente, que se trata de autos de recurso ordinário em habeas corpus, cuja formação foi realizada pelo próprio impetrante. Mesmo assim, dá para identificar o elo de ligação com o grupo político do ex-deputado André Luiz e o possível motivo pelo qual o embargado fez parte do relatório efetuado pela Receita Federal. Consta do Ofício 104/02/Espei 07, juntamente com os nomes das pessoas que compunham o grupo político do aludido parlamentar, a menção a uma pessoa chamada “Manoel”, responsável por intermediar a distribuição de papel-moeda falso (pág. 34 do doc. eletrônico 1). Na decisão de recebimento da denúncia, ao fundamentar a existência de justa causa no tocante ao embargante, o magistrado salientou haver indícios de autoria extraídos do monitoramento telefônico, tendo em vista os diálogos travados com João Estevam Tavares do Amaral e “Manoel” - também sem identificação à época (págs. 55-56 do doc. eletrônico 6). É imperioso destacar que uma investigação iniciada com o fim de elucidar delito de falsificação de moeda acabou por se desdobrar na ação penal que ora se busca trancar. Segundo a denúncia (págs. 10 do doc. eletrônico 3 a 28 do doc. eletrônico 6), objetiva-se a punição de 43 pessoas que fariam parte de organizações criminosas que disputavam o domínio dos jogos eletrônicos (caça-níqueis) na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com as informações prestadas pelo Desembargador Federal André Fontes, do Tribunal Regional Federal da 2... Região (págs. 49-51 do doc. eletrônico 17), a apelação do ora embargante foi desprovida, seguindo-se a interposição de recursos extraordinário e especial, ambos inadmitidos. O AResp 204.203/RJ foi conhecido para negar seguimento ao recurso especial, tendo o Ministro Nefi Cordeiro concedido habeas corpus, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 133196 ED / RJ de ofício, para reduzir a pena do crime de quadrilha. Na apreciação do agravo regimental, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça também teria deferido a ordem, de ofício, para que houvesse novo julgamento quanto à recente redação do parágrafo único do art. 288 do Código Penal Brasileiro. Atualmente, a ação penal se encontra em fase de recurso extraordinário com agravo (ARE 999.926/RJ, de minha relatoria), sendo possível perceber que, apesar de todas as tentativas do ora embargante, ela se mantém hígida no tocante às provas cuja legalidade é questionada neste recurso ordinário. Desse modo, prestados esses esclarecimentos, considero que o embargante busca tão somente a rediscussão dos temas arguidos no recurso ordinário. Os embargos de declaração, no entanto, não constituem meio processual adequado para a reforma do julgado, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em tela. Isso posto, acolho parcialmente os embargos de declaração, apenas para prestar os esclarecimentos acima, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Supremo Tribunal Federal RHC 133196 ED / RJ de ofício, para reduzir a pena do crime de quadrilha. Na apreciação do agravo regimental, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça também teria deferido a ordem, de ofício, para que houvesse novo julgamento quanto à recente redação do parágrafo único do art. 288 do Código Penal Brasileiro. Atualmente, a ação penal se encontra em fase de recurso extraordinário com agravo (ARE 999.926/RJ, de minha relatoria), sendo possível perceber que, apesar de todas as tentativas do ora embargante, ela se mantém hígida no tocante às provas cuja legalidade é questionada neste recurso ordinário. Desse modo, prestados esses esclarecimentos, considero que o embargante busca tão somente a rediscussão dos temas arguidos no recurso ordinário. Os embargos de declaração, no entanto, não constituem meio processual adequado para a reforma do julgado, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em tela. Isso posto, acolho parcialmente os embargos de declaração, apenas para prestar os esclarecimentos acima, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13000263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 26/05/2017 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) : LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA (021928/PE) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 19 a 25.5.2017. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12999516 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.196 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO ADV.(A/S) : LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA (021928/PE) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para prestar esclarecimentos, sem, contudo, emprestar-lhes efeito modificativo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 19 a 25.5.2017. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12999516 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RHC 133196 ED /", "RHC 133196 ED /", "HABEAS CORPUS 133 . 196", "HABEAS CORPUS 133 . 196", "RHC 133196 ED", "RHC 133196 ED / RJ", "HABEAS CORPUS 133 . 196", "HC 182 . 855 / RJ", "HABEAS CORPUS 133 . 196", "HC 182 . 855 / RJ", "RHC 133196 ED / RJ", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 691 deste Supremo Tribunal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 691 deste Supremo Tribunal", "Inquérito n . 2 . 069", "RHC", "Inquérito n . 2 . 069", "Ação Penal n . 2003 . 51 . 01 . 504960 - 6", "Recurso Extraordinário n . 389 . 808", "RHC 133196 ED / RJ", "Ação Penal n . 2003 . 51 . 01 . 504960 - 6", "Recurso Extraordinário n . 389 . 808", "RHC 133196 ED / RJ", "Recurso Extraordinário n . 601 . 314 / SP", "HC n . 108 . 654", "HC n . 125 . 539", "RHC n . 124 . 082", "RHC n . 124 . 039 - AgR", "RHC 133196 ED / RJ da", "Recurso Extraordinário n . 601 . 314 / SP", "HC n . 108 . 654", "HC n . 125 . 539", "RHC n . 124 . 082", "RHC n . 124 . 039 - AgR", "RHC 133196 ED / RJ", "RHC 133196 ED /", "ARE 999 . 926 / RJ", "RHC 133196 ED /", "ARE 999 . 926 / RJ", "HABEAS CORPUS 133 . 196" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 198 do Código Tributário Nacional", "art", "Lei n . 10 . 593 / 2002", "Lei n . 11 . 457 / 2007", "art . 198 do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 198 do Código Tributário Nacional", "art . 6 . . . da", "Lei n . 10 . 593 / 2002", "Lei n . 11 . 457 / 2007", "art . 198 do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 10 . 593 / 2002", "Lei n . 11 . 457 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da", "Lei n . 10 . 593 / 2002", "Lei n . 11 . 457 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 354 , § 1 . . . , als . c e d , 288 , caput , e 333 , parágrafo único , do Código Penal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 354 , § 1 . . . , als . c e d , 288 , caput , e 333 , parágrafo único , do Código Penal", "Constituição Federal", "Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 288 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo único do art . 288 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "zona oeste da cidade do Rio de Janeiro", "zona oeste", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "RECEITA FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "RECEITA FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Receita Federal", "Receita Federal do Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Receita Federal", "Receita Federal do Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Regional da 2 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Receita Federal", "Receita Federal", "Sétima Região Fiscal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Receita Federal", "MPF", "MPF", "Escritório de Pesquisa e Investigação", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Receita Federal", "Escritório", "Receita Federal", "Sétima Região Fiscal", "Ministério Público", "Polícia", "Ministério Público", "Receita Federal", "MPF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Receita Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal", "Ministério Público Federal", "Receita Federal", "Quarta Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Receita Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo", "Ministério Público Federal", "Receita Federal", "Quarta Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro", "Escritório", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Receita Federal", "Secretaria da Receita Federal", "Ministério Público da União", "MPU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Tribunal Federal", "Receita Federal", "Secretaria da Receita Federal", "Ministério Público da União", "MPU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Receita Federal", "Supremo Tribunal", "Receita Federal", "Receita Federal", "Receita Federal", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Receita Federal", "Supremo Tribunal", "Receita Federal", "Receita Federal", "Receita Federal", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Receita Federal", "Receita Federal", "Receita", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Receita Federal", "Receita Federal", "Receita", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Receita Federal", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Receita Federal", "Tribunal", "Regional Federal da 2 . . . Região", "AResp", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "EXTRATO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO", "LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO", "LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA", "Ricardo Lewandowski", "Paulo Cezar Ferreira Nascimento", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO", "LÍGIA SIMONE COSTA", "CALADO", "DORNELAS CÂMARA", "Ricardo Lewandowski", "Paulo Cezar Ferreira Nascimento", "André Luis", "André Luis", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Liliane Roriz", "Nefi Cordeiro", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Liliane Roriz", "Nefi Cordeiro", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marcus Vinicius Vidal Pontes", "Marcus Vinicius Vidal Pontes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "André Luiz Lopes da Silva", "André Luiz ’", "Ayres Britto", "André Luiz Lopes da Silva", "André Luiz Lopes da Silva", "André Luiz", "Ayres Britto", "André Luiz Lopes da Silva", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "André Luiz", "Manoel ”", "João Estevam Tavares do Amaral", "“ Manoel ”", "André Fontes", "Nefi Cordeiro", "André Luiz", "Manoel ”", "João Estevam Tavares do Amaral", "“", "Manoel ”", "André Fontes", "Nefi Cordeiro", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO", "LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PAULO CEZAR FERREIRA NASCIMENTO", "LÍGIA SIMONE COSTA CALADO DORNELAS CÂMARA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "26", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de maio de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de maio de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2000", "5", ".", "4", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2000", "5", ".", "4", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2004", "Espei", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "104", "/", "02", "/", "Espei", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "Espei", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2017", "19", "25", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "25", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
"Ementa e Acórdão\n30/06/2017\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.028.(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=13337344
2017-06-30T00:00:00
2017-08-15T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (do(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA\n\n\n\n Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Artigo 93, XI, CF. Ausê(...TRUNCATED)
sjur371704
"- Decisão monocrática citada:\n(INCONSTITUCIONALIDADE, LEI ESTADUAL)\nARE 1019765.\nNúmero de p(...TRUNCATED)
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1028435
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO (...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 1028435 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : JOSE TOZATO E OUTRO(A/S)\nADV.(A/S) : FABIO ALEXANDRE CONINCK VALVERDE \nAGDO.(A/S) :(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n30/06/2017\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.028.(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 028 . 435","Súmulas 280 , 279 e 636 do S(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n26/05/2017\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.029(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=13060769
2017-05-26T00:00:00
2017-06-21T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA(...TRUNCATED)
sjur369636
"- Acórdão(s) citado(s):\n(FUNDAMENTAÇÃO)\nAI 791292 QO-RG, RE 724151 AgR (2ªT), ARE 783503 AgR(...TRUNCATED)
LUIZ FUX
Primeira Turma
1029974
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO (...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 1029974 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : RIVERTON MUSSI RAMOS \nADV.(A/S) : FÁBIO MEDINA OSÓRIO \nADV.(A/S) : FABIO EDUARDO (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n26/05/2017\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.029(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 029 . 974","ARE 1029974 AGR / RJ","ARE 10(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n21/08/2017\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.031.708 PERNAM(...TRUNCATED)
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2017-08-21T00:00:00
2017-09-01T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa, majorado o v(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDEB. RETENÇÃO DOS HONO(...TRUNCATED)
sjur372621
"- Acórdão(s) citado(s):\n(LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL)\nAI 657929 AgR (2ªT), RE 601616 AgR (...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1031708
["LEG-FED LEI-008906 ANO-1994\n EOAB-1994 ESTATUTO DA ADVOCACIA E ORDEM DOS AD(...TRUNCATED)
RE-AgR
acordaos
RE 1031708 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : UNIÃO \nPROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO \nAGDO.(A/S) : MUNICIPIO DO BREJO D(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n21/08/2017\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.031.708 PERNAM(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 031 . 708","SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n30/06/2017\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NA PETIÇÃO 6.085 SÃO PAULO\nRELATOR\n: M(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=13286578
2017-06-30T00:00:00
2017-08-04T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma(...TRUNCATED)
AG.REG. NA PETIÇÃO
"Ementa: AGRAVO INTERNO NA PETIÇÃO. PETIÇÃO QUE VEICULA AGRAVO DE INSTRUMENTO EM FACE DE DECISÃ(...TRUNCATED)
sjur371118
"- Acórdão(s) citado(s):\n(TAXATIVIDADE, COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF)\nHC 114932 (1ªT), Rcl 145(...TRUNCATED)
LUIZ FUX
Primeira Turma
6085
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 INC-00002 LET-A \n LET-B\n (...TRUNCATED)
Pet-AgR
acordaos
Pet 6085 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : SUELY MARIA DUCATTI DE ALMEIDA \nADV.(A/S) : MANOEL PATRICIO PADILHA RUIZ \nAGDO.(A/S)(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n30/06/2017\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NA PETIÇÃO 6.085 SÃO PAULO\nRELATOR\n: M(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["PETIÇÃO 6 . 085","PET 6085 AGR / SP","SÚMULA 624 / Supremo Tribunal Federal",(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n21/08/2017\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.045(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=13501598
2017-08-21T00:00:00
2017-09-01T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade (...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA\n\n\n\n DIREITO TRIBUTÁRIO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RECURSO EXTRAORDIN(...TRUNCATED)
sjur372511
"- Acórdão(s) citado(s):\n(CARÁTER CONFISCATÓRIO, MULTA FISCAL MORATÓRIA, VINTE POR CENTO)\nRE (...TRUNCATED)
ROSA WEBER
Primeira Turma
1045883
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n (...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 1045883 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS \nADV.(A/S) : ANDRE MUSZKAT \nAGDO.(A/S) : UNIÃO \(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n21/08/2017\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.045(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 045 . 883","Recurso Extraordinário 582 .(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n30/06/2017\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE (...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=13350243
2017-06-30T00:00:00
2017-08-15T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª(...TRUNCATED)
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
"E M E N T A: AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – POLICIAIS RODOVIÁR(...TRUNCATED)
sjur371700
"- Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais:\nSTJ: MS 14827, MS 18090, MS 19750. \nNúmero de pági(...TRUNCATED)
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
33813
["LEG-FED LEI-004878 ANO-1965\n LEI ORDINÁRIA\n\n","LEG-FED LEI-012016 (...TRUNCATED)
RMS-ED-AgR
acordaos
RMS 33813 ED-AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : ABRAÃO SAMPAIO VAZ E OUTRO(A/S)\nADV.(A/S) : JACSON SANTOS CUPERTINO \nAGDO.(A/S) : (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n30/06/2017\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE (...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal","RMS 33813 ED - AGR / DF","MS 14 . 827 /(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n27/06/2017\nSEGUNDA TURMA\nHABEAS CORPUS 142.029 MINAS GERAIS\nRELATOR\n: MIN. (...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=13327901
2017-06-27T00:00:00
2017-08-10T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem para restabelecer a sentença proferida pelo Juí(...TRUNCATED)
HABEAS CORPUS
"EMENTA\n\n\n\n Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Corrupção de menores (art. 244-B da Le(...TRUNCATED)
sjur371485
"- Acórdão(s) citado(s):\n(COMPROVAÇÃO DE IDADE)\nHC 73338 (1ªT), HC 77278 (1ªT), HC 110303 (1(...TRUNCATED)
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
142029
["LEG-FED LEI-008069 ANO-1990\n ART-0244B\n ECA-1990 ESTATUTO DA CRIA(...TRUNCATED)
HC
acordaos
HC 142029
[ "" ]
"PACTE.(S) : ALCENOR CAVALCANTE DA NÓBREGA JÚNIOR \nIMPTE.(S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL (...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n27/06/2017\nSEGUNDA TURMA\nHABEAS CORPUS 142.029 MINAS GERAIS\nRELATOR\n: MIN. (...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 142 . 029","HC n 132 . 204 / DF","HC 142029 / MG","processo n 1 . (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n09/06/2017\nPRIMEIRA TURMA\nEMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 972(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=13072393
2017-06-09T00:00:00
2017-06-22T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, deu provimento aos embargos de declaração para, atribuindo-lhes excepci(...TRUNCATED)
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. REAJ(...TRUNCATED)
sjur369717
Número de páginas: 6. Análise: 11/07/2017, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
972677
null
RE-AgR-ED
acordaos
RE 972677 AgR-ED
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"EMBTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEI(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n09/06/2017\nPRIMEIRA TURMA\nEMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 972(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 972 . 677","RECURSO EXTRAORDINÁRIO 972 . 677","ARE 909 (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n27/06/2017\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 26.244 RIO DE JANEIRO\nRELA(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=13320096
2017-06-27T00:00:00
2017-08-09T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor(...TRUNCATED)
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
"Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUDIÊNCIA DE APRESENTAÇÃO. TRANSCURSO DO PRAZO DE 24 (...TRUNCATED)
sjur371455
"- Acórdão(s) citado(s):\n(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS)\nRcl 5684 AgR (TP), ARE 665255 AgR (2ªT), A(...TRUNCATED)
LUIZ FUX
Primeira Turma
26244
["LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIG(...TRUNCATED)
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 26244 AgR
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"AGTE.(S) : DANIEL DA CONCEIÇÃO JESUS \nADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS \nAGDO.(A/S) (...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n27/06/2017\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 26.244 RIO DE JANEIRO\nRELA(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECLAMAÇÃO 26 . 244","Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal","Rcl n 5 . 684 (...TRUNCATED)
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