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Ementa e Acórdão 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 120.902 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) :PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES – ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. DOSIMETRIA DA PENA. EXACERBAÇÃO DA PENA-BASE: GRANDE QUANTIDADE E QUALIDADE DE ENTORPECENTES (70G DE CRACK E 1.405G DE MACONHA). ART. 42 DA LEI N. 11.343. CULPABILIDADE INTENSA E CONSEQUÊNCIAS DO CRIME. JUSTIFICATIVAS IDÔNEAS. CÁLCULO DA PENA INSINDICÁVEL EM SEDE DE HABEAS CORPUS. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006: PACIENTE DEDICADO À ATIVIDADE CRIMINOSA. AUSÊNCIA DE REQUISITO NECESSÁRIO À CONCESSÃO DA BENESSE LEGAL. 1. O habeas corpus não é a via processual adequada ao reexame das circunstâncias judiciais embasadoras da exacerbação da pena-base, ressalvados os casos de teratologia e de flagrante ilegalidade ( HC 72.992, rel. Min. Celso de Mello, DJU 14.1.2996; HC 80.822-RJ, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 10.08/2001; RHC nº 95.864/SE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 31.10.2008; entre outros). 2. In casu, a pena-base restou aumentada somente em 1/3, vale dizer, em 1 ano e 8 meses de reclusão acima do mínimo legal de 5 anos, com fundamento na quantidade e qualidade da droga (70g de crack e 1.405g de maconha) – circunstâncias judiciais específicas arroladas no art. 42 da Lei n. 11.343/2006 -, consideradas ainda as circunstâncias judiciais genéricas, alusivas à intensa culpabilidade do paciente e às nefastas consequências da disseminação de drogas de alto poder viciante e deletério, critérios de individualização sabidamente insuscetíveis de reexame em sede de habeas corpus. 3. A minorante do § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 é vedada ao réu dedicado à atividade criminosa, óbice legal, in casu, facilmente extraível da negativa judicial da referida benesse: “... prestando-se o réu Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116729. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 120902 / SP ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4º, art. 33, da Lei n. 11.343/06”, inferindo daí a dedicação ao tráfico. 4. A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos resta prejudicada ante o desacolhimento das razões da impetração no que tange à fixação da pena-base no mínimo legal e da pretendida aplicação da minorante do § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006. 5. O entendimento dominante no âmbito da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de inadmitir a utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal. 6. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de junho de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116729. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4º, art. 33, da Lei n. 11.343/06”, inferindo daí a dedicação ao tráfico. 4. A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos resta prejudicada ante o desacolhimento das razões da impetração no que tange à fixação da pena-base no mínimo legal e da pretendida aplicação da minorante do § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006. 5. O entendimento dominante no âmbito da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de inadmitir a utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal. 6. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de junho de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 120.902 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) :PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça cuja ementa possui o seguinte teor: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA REDUÇÃO DA PENA-BASE, APLICAÇÃO DA MINORANTE PREVISTA NO ART. § 4º, DO ART. 33 DA LEI DE TÓXICOS EM GRAU MÁXIMO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. PENA DENTRO DA RAZOABILIDADE. IMPOSSIBILIDADE. 1. Os Tribunais Superiores restringiram o uso do habeas corpus e não mais o admitem como substitutivo de recursos outros, nem sequer para as revisões criminais. 2. O v. acórdão recorrido manteve o aumento da pena- base aplicado na sentença na proporção de 1/3 (um terço), em razão da quantidade e da diversidade dos entorpecentes apreendidos, que justificam a elevação da pena. 3. Quanto à falta de aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, o Tribunal a quo ao levar em conta as condições judiciais apresentadas pelo paciente, considerou que o mesmo não se enquadra como pequeno traficante, logo se dedica à atividade delituosa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Supremo Tribunal Federal 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 120.902 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) :PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça cuja ementa possui o seguinte teor: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA REDUÇÃO DA PENA-BASE, APLICAÇÃO DA MINORANTE PREVISTA NO ART. § 4º, DO ART. 33 DA LEI DE TÓXICOS EM GRAU MÁXIMO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. PENA DENTRO DA RAZOABILIDADE. IMPOSSIBILIDADE. 1. Os Tribunais Superiores restringiram o uso do habeas corpus e não mais o admitem como substitutivo de recursos outros, nem sequer para as revisões criminais. 2. O v. acórdão recorrido manteve o aumento da pena- base aplicado na sentença na proporção de 1/3 (um terço), em razão da quantidade e da diversidade dos entorpecentes apreendidos, que justificam a elevação da pena. 3. Quanto à falta de aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, o Tribunal a quo ao levar em conta as condições judiciais apresentadas pelo paciente, considerou que o mesmo não se enquadra como pequeno traficante, logo se dedica à atividade delituosa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 120902 / SP Ademais, considerou a elevada quantidade e diversidade para deixar de aplicá-la. Nessa linha tem se posicionado esta Corte, também no que diz respeito à impossibilidade de modificar o entendimento do Tribunal a quo nessa via de habeas corpus, uma vez que haveria necessidade de dilação probatória. 4. É importante ressaltar que, devido aos tempos da Resolução nº 5/2012, do Senado Federal, após o reconhecimento da inconstitucionalidade do dispositivo impeditivo da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, cabe ao magistrado singular avaliar as circunstâncias necessárias ao estabelecimento da medida. No entanto, não há como reconhecer o pleito quanto à referida substituição, pois os limites da pena aplicada impedem a concessão deste benefício pelo não alcance do requisito subjetivo, conforme o art. 44, I, do Código Penal. 5. Habeas corpus não conhecido.” Consta da denúncia que o paciente “transportava [em 20/11/2008], para fins de distribuição, a consumo, 1.405/g (um mil e quatrocentos e cinco gramas) de Cannabis sativa L. e outros dois fragmentos de droga prensada, bem como 70g (setenta gramas) de Metil Benzoil Ecgonina, cocaína em pedra, substância popularmente conhecida como crack, envolta em plástico transparente, definidas como drogas, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Concluída a instrução criminal, restou condenado, segundo a inicial, “à pena privativa de liberdade de 05 (cinco) anos de reclusão, com aumento de pena em 1/3 (um terço) a teor do art. 42 da Lei 11.343/06, finalizando a pena em 06 seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e a uma pena pecuniária de 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias multa, com valor unitário no mínimo legal, por infração ao art. 33, Caput, da Lei n. 11.343/06”. O impetrante afirma que o Magistrado sentenciante, apesar de reconhecer a primariedade e a ausência de antecedentes criminais, desconsiderou o preceito legal que determina a diminuição da pena, vale dizer o § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP Ademais, considerou a elevada quantidade e diversidade para deixar de aplicá-la. Nessa linha tem se posicionado esta Corte, também no que diz respeito à impossibilidade de modificar o entendimento do Tribunal a quo nessa via de habeas corpus, uma vez que haveria necessidade de dilação probatória. 4. É importante ressaltar que, devido aos tempos da Resolução nº 5/2012, do Senado Federal, após o reconhecimento da inconstitucionalidade do dispositivo impeditivo da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, cabe ao magistrado singular avaliar as circunstâncias necessárias ao estabelecimento da medida. No entanto, não há como reconhecer o pleito quanto à referida substituição, pois os limites da pena aplicada impedem a concessão deste benefício pelo não alcance do requisito subjetivo, conforme o art. 44, I, do Código Penal. 5. Habeas corpus não conhecido.” Consta da denúncia que o paciente “transportava [em 20/11/2008], para fins de distribuição, a consumo, 1.405/g (um mil e quatrocentos e cinco gramas) de Cannabis sativa L. e outros dois fragmentos de droga prensada, bem como 70g (setenta gramas) de Metil Benzoil Ecgonina, cocaína em pedra, substância popularmente conhecida como crack, envolta em plástico transparente, definidas como drogas, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Concluída a instrução criminal, restou condenado, segundo a inicial, “à pena privativa de liberdade de 05 (cinco) anos de reclusão, com aumento de pena em 1/3 (um terço) a teor do art. 42 da Lei 11.343/06, finalizando a pena em 06 seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e a uma pena pecuniária de 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias multa, com valor unitário no mínimo legal, por infração ao art. 33, Caput, da Lei n. 11.343/06”. O impetrante afirma que o Magistrado sentenciante, apesar de reconhecer a primariedade e a ausência de antecedentes criminais, desconsiderou o preceito legal que determina a diminuição da pena, vale dizer o § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 120902 / SP Daí a impetração de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, que, ao denegar a ordem, deu ensejo à nova impetração no Superior Tribunal de Justiça, que restou não conhecida nos termos da ementa supratranscrita. O impetrante alega violação do princípio da individualização da pena, porquanto: “a) A aplicação de índice de aumento de pena, para reconhecimento da pena-base, sem qualquer fundamentação sobre elemento concreto existente nos autos, e ainda, sobre o critério utilizado para delinear a fração aplicada, apenas se reportando à quantidade e diversidade do entorpecente transportado; b) A não reconhecimento da causa de diminuição de pena, nos termos do art. 33, § 4º, em que pese ser o Paciente primário, sem qualquer outro antecedente, reconhecidamente notado na R. Sentença, e a míngua de qualquer identificação de que o Paciente se dedicasse a atividade criminosa e nem integrasse a organização criminosa, diante a mera indicação da quantidade e diversidade do entorpecente transportado […].” Sustenta que “... o constrangimento ilegal suportado pelo Paciente Eduardo Neiva é flagrante, tendo em vista que a aplicação de sua pena, em observação ao art. 59 do Código Penal cc art. 42 da Lei 11.343/06, e art. 33, § 4º da Lei 11.343/06, não seguiu seus critérios norteadores, em perfeita afronta ao ‘principio constitucional da individualização da pena’, máxime porque para reconhecer a pena do Paciente aplicou aumento sobre a pena mínima em fração de 1/3 (um terço) sem trazer qualquer fundamentação concreta para essa necessidade, e sobre o critério do aumento nesta fração, e ainda deixou de aplicar a diminuição da pena ao Paciente (a teor do art. 33, § 4º da Lei 11.343, em que pese ser o Paciente primário e não portar qualquer antecedente e não estar reconhecido na R. Sentença ou no R. Acórdão qualquer informação ou afirmação de que o paciente se dedicasse a atividade criminosa ou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP Daí a impetração de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, que, ao denegar a ordem, deu ensejo à nova impetração no Superior Tribunal de Justiça, que restou não conhecida nos termos da ementa supratranscrita. O impetrante alega violação do princípio da individualização da pena, porquanto: “a) A aplicação de índice de aumento de pena, para reconhecimento da pena-base, sem qualquer fundamentação sobre elemento concreto existente nos autos, e ainda, sobre o critério utilizado para delinear a fração aplicada, apenas se reportando à quantidade e diversidade do entorpecente transportado; b) A não reconhecimento da causa de diminuição de pena, nos termos do art. 33, § 4º, em que pese ser o Paciente primário, sem qualquer outro antecedente, reconhecidamente notado na R. Sentença, e a míngua de qualquer identificação de que o Paciente se dedicasse a atividade criminosa e nem integrasse a organização criminosa, diante a mera indicação da quantidade e diversidade do entorpecente transportado […].” Sustenta que “... o constrangimento ilegal suportado pelo Paciente Eduardo Neiva é flagrante, tendo em vista que a aplicação de sua pena, em observação ao art. 59 do Código Penal cc art. 42 da Lei 11.343/06, e art. 33, § 4º da Lei 11.343/06, não seguiu seus critérios norteadores, em perfeita afronta ao ‘principio constitucional da individualização da pena’, máxime porque para reconhecer a pena do Paciente aplicou aumento sobre a pena mínima em fração de 1/3 (um terço) sem trazer qualquer fundamentação concreta para essa necessidade, e sobre o critério do aumento nesta fração, e ainda deixou de aplicar a diminuição da pena ao Paciente (a teor do art. 33, § 4º da Lei 11.343, em que pese ser o Paciente primário e não portar qualquer antecedente e não estar reconhecido na R. Sentença ou no R. Acórdão qualquer informação ou afirmação de que o paciente se dedicasse a atividade criminosa ou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório HC 120902 / SP integrava alguma organização criminosa”. Requer a aplicação da pena-base no mínimo legal, a aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas e, via de consequência, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O Ministério Público Federal manifestou no sentido do não conhecimento do writ. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP integrava alguma organização criminosa”. Requer a aplicação da pena-base no mínimo legal, a aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas e, via de consequência, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O Ministério Público Federal manifestou no sentido do não conhecimento do writ. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 120.902 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, o que inviabiliza seu conhecimento nesta Corte. Nada impede, contudo, a análise das razões da impetração a fim de verificar se é, ou não, o caso de concessão da ordem de ofício. A dosimetria da pena foi realizada nestes termos: “Analisemos as chamadas ‘circunstâncias judiciais’ previstas no artigo 59, do Código Penal. Embora o réu não ostente registros criminais, não pode sua pena, nessa fase primeira, pender para o mínimo legal. Isto porque, e como bem enunciou o Ministério Público em suas alegações finais, o art. 42 da Lei n. 11.343/06, trata de circunstâncias que fundamentam o aumento da pena, entre elas as da natureza, diversidade e quantidade das drogas. Quanto ao primeiro aspecto referido, considerando que uma das substâncias (crack) é reconhecida como uma das que mais causam prejuízos para os seus usuários, e ainda porque foram duas modalidades de drogas distintas, em quantidades significativas - 70g de crack e 1,5 de maconha – as que transportava o réu, e aumento a sua pena base em um terço. A propósito, a culpabilidade do acusado, entendida como índice de reprovabilidade de sua conduta, ‘in casu’, é de significativa intensidade, além do que, as consequências do crime, relacionadas aos efeitos da venda e distribuição de droga a terceiros, nefasta. Atenta, pois, a todas aquelas circunstâncias judiciais aludidas que lhe são desfavoráveis, justifica o aumento da pena em 1/3 (um terço) pelo que passa a ser de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e pagamento de 665 (seiscentos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 120.902 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, o que inviabiliza seu conhecimento nesta Corte. Nada impede, contudo, a análise das razões da impetração a fim de verificar se é, ou não, o caso de concessão da ordem de ofício. A dosimetria da pena foi realizada nestes termos: “Analisemos as chamadas ‘circunstâncias judiciais’ previstas no artigo 59, do Código Penal. Embora o réu não ostente registros criminais, não pode sua pena, nessa fase primeira, pender para o mínimo legal. Isto porque, e como bem enunciou o Ministério Público em suas alegações finais, o art. 42 da Lei n. 11.343/06, trata de circunstâncias que fundamentam o aumento da pena, entre elas as da natureza, diversidade e quantidade das drogas. Quanto ao primeiro aspecto referido, considerando que uma das substâncias (crack) é reconhecida como uma das que mais causam prejuízos para os seus usuários, e ainda porque foram duas modalidades de drogas distintas, em quantidades significativas - 70g de crack e 1,5 de maconha – as que transportava o réu, e aumento a sua pena base em um terço. A propósito, a culpabilidade do acusado, entendida como índice de reprovabilidade de sua conduta, ‘in casu’, é de significativa intensidade, além do que, as consequências do crime, relacionadas aos efeitos da venda e distribuição de droga a terceiros, nefasta. Atenta, pois, a todas aquelas circunstâncias judiciais aludidas que lhe são desfavoráveis, justifica o aumento da pena em 1/3 (um terço) pelo que passa a ser de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e pagamento de 665 (seiscentos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 120902 / SP sessenta e seis) dias-multa pelo crime previsto no art. 33, da Lei n. 11.343/06. Não existem atenuantes ou agravantes a serem aqui reconhecidas, tampouco causas de aumento ou de diminuição de pena. Nesse último aspecto observo que, prestando-se o réu ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4º, art. 33, da Lei n. 11.343/06. No que toca ao regime mais adequado da pena, observo que o réu deverá cumpri-la em regime fechado. Isto porque, não [sic] se trata de crime equiparado a hediondo, nos termos do artigo 5º, inciso XLVII da Constituição Federal, como também, diante das circunstâncias da primeira fase que lhe foram desfavoráveis, inclusive do grau de culpabilidade do mesmo acusado mais as já conhecidas e aqui referidas consequências do crime, e não há que se cogitar da aplicação de regime mais benéfico a seu favor. A propósito, em matéria veiculada no jornal Folha de São Paulo na data de 16 de agosto de 2007 (Caderno ‘Ribeirão’, C1, p. 01), noticiou-se fato alarmante: é a região de Ribeirão Preto aquela em que, no primeiro trimestre deste ano de 2007, superou todos os recordes de ocorrências relativas às drogas no interior de São Paulo quando confrontados os respectivos dados dos departamentos policiais. Constou da mesma matéria que a região, onde se inclui esta cidade e comarca de Brodowski, é responsável por 10,9% das 11.441 ocorrências de tráfico de drogas registradas neste ano no Estado, deixando para trás regiões que se encontram até mesmo mais próximas da capital, como a de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba, entre outras. De forma que o crime praticado pelo réu merece uma resposta estatal compatível com a sua gravidade, a fim de que seja efetivamente reprimida a ação daqueles traficantes que se inserem na região, aqui alistando outros criminosos na formação do mercado ilícito que, por sua vez, fomenta tantos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP sessenta e seis) dias-multa pelo crime previsto no art. 33, da Lei n. 11.343/06. Não existem atenuantes ou agravantes a serem aqui reconhecidas, tampouco causas de aumento ou de diminuição de pena. Nesse último aspecto observo que, prestando-se o réu ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4º, art. 33, da Lei n. 11.343/06. No que toca ao regime mais adequado da pena, observo que o réu deverá cumpri-la em regime fechado. Isto porque, não [sic] se trata de crime equiparado a hediondo, nos termos do artigo 5º, inciso XLVII da Constituição Federal, como também, diante das circunstâncias da primeira fase que lhe foram desfavoráveis, inclusive do grau de culpabilidade do mesmo acusado mais as já conhecidas e aqui referidas consequências do crime, e não há que se cogitar da aplicação de regime mais benéfico a seu favor. A propósito, em matéria veiculada no jornal Folha de São Paulo na data de 16 de agosto de 2007 (Caderno ‘Ribeirão’, C1, p. 01), noticiou-se fato alarmante: é a região de Ribeirão Preto aquela em que, no primeiro trimestre deste ano de 2007, superou todos os recordes de ocorrências relativas às drogas no interior de São Paulo quando confrontados os respectivos dados dos departamentos policiais. Constou da mesma matéria que a região, onde se inclui esta cidade e comarca de Brodowski, é responsável por 10,9% das 11.441 ocorrências de tráfico de drogas registradas neste ano no Estado, deixando para trás regiões que se encontram até mesmo mais próximas da capital, como a de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba, entre outras. De forma que o crime praticado pelo réu merece uma resposta estatal compatível com a sua gravidade, a fim de que seja efetivamente reprimida a ação daqueles traficantes que se inserem na região, aqui alistando outros criminosos na formação do mercado ilícito que, por sua vez, fomenta tantos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 120902 / SP outros delitos, em um verdadeiro círculo da violência e criminalidade. Outrossim, inaplicável, na espécie, em razão das condições objetivas e subjetivas, as alterações promovidas pela lei 9.714/98 que alterou o tratamento das penas restritivas de direitos no Código Penal. Não existem outras substituições ou favores legais que se compatibilizem com a pena aplicada ou circunstâncias judiciais já analisadas. Diante do exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido deduzido na denúncia e, como consequência, CONDENO EDUARDO NEIVA DE SOUZA como incurso no art. 33, da Lei n. 11.343/06, a cumprir, em regime inicialmente fechado, a pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e pagamento de 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias-multa, cada qual fixado no valor mínimo, monetariamente corrigido desde a data do fato. Oportunamente, lance o nome do réu no Rol dos Culpados. Não poderá o condenado apelar em liberdade, posto que já respondeu a todo o processo preso e perduram os requisitos que ensejaram a prisão cautelar, máxime agora, diante da condenação, ainda que não definitiva, considerando-se, ainda, o montante da pena aplicada. Destaco, ainda, que preso em razão de flagrante e mantida a prisão durante todo o desenrolar da ação penal, porque concorrentes os motivos permissivos da decretação da custódia preventiva, inaplicável o preceito do benefício legal que lhe permitiria recorrer em liberdade.” A pena-base restou exacerbada em apenas 1/3, vale dizer, em 1 ano e 8 meses de reclusão acima do mínimo legal de 5 anos, com fundamento na quantidade e qualidade da droga – circunstâncias específicas arroladas no art. 42 da Lei n. 11.343/20061 -, considerando-se ainda a intensa culpabilidade e as nefastas consequências da disseminação de drogas de 1 Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP outros delitos, em um verdadeiro círculo da violência e criminalidade. Outrossim, inaplicável, na espécie, em razão das condições objetivas e subjetivas, as alterações promovidas pela lei 9.714/98 que alterou o tratamento das penas restritivas de direitos no Código Penal. Não existem outras substituições ou favores legais que se compatibilizem com a pena aplicada ou circunstâncias judiciais já analisadas. Diante do exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido deduzido na denúncia e, como consequência, CONDENO EDUARDO NEIVA DE SOUZA como incurso no art. 33, da Lei n. 11.343/06, a cumprir, em regime inicialmente fechado, a pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e pagamento de 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias-multa, cada qual fixado no valor mínimo, monetariamente corrigido desde a data do fato. Oportunamente, lance o nome do réu no Rol dos Culpados. Não poderá o condenado apelar em liberdade, posto que já respondeu a todo o processo preso e perduram os requisitos que ensejaram a prisão cautelar, máxime agora, diante da condenação, ainda que não definitiva, considerando-se, ainda, o montante da pena aplicada. Destaco, ainda, que preso em razão de flagrante e mantida a prisão durante todo o desenrolar da ação penal, porque concorrentes os motivos permissivos da decretação da custódia preventiva, inaplicável o preceito do benefício legal que lhe permitiria recorrer em liberdade.” A pena-base restou exacerbada em apenas 1/3, vale dizer, em 1 ano e 8 meses de reclusão acima do mínimo legal de 5 anos, com fundamento na quantidade e qualidade da droga – circunstâncias específicas arroladas no art. 42 da Lei n. 11.343/20061 -, considerando-se ainda a intensa culpabilidade e as nefastas consequências da disseminação de drogas de 1 Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 120902 / SP alto poder viciante e degradante, critérios de individualização devidamente justificados e que, por essa razão, não podem ser reavaliados em sede de habeas corpus, conforme demonstrado no seguinte trecho do parecer ministerial: “Portanto, suficientemente justificados os critérios de individualização, não cabe buscar na via restrita do habeas corpus nova ponderação da quantidade da pena imposta e do seu regime de execução. Cabe observar que o Supremo Tribunal Federal tem sempre proclamado ‘ser inviável o habeas corpus, quanto utilizado para impugnar o ato de fixação da pena, que, apoiado nas diretrizes dos arts. 59 e 58 do Código Penal, tenha derivado de valoração efetuada pelo tribunal no que concerne ao grau de culpabilidade dos agentes’ (HC 72.992, rel. Min. Celso de Mello, DJU 14.1.2996); e fundada a mensuração da pena-base acima do minimo cominado ao crime, à base de circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas a motivá-lo, é inviável, na via do habeas corpus, reavaliar todo o contexto do fato para saber se seriam elas bastantes a justificar, em concreto, a exacerbação imposta, quiçá com exagero’ (HC 80.822-RJ, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 10.08/2001); ‘Não há nulidade na decisão que indica os fatos para a fixação da pena no mínimo legal, não se prestando o habeas corpus para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito (Habeas Corpus n. 87.684, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007; Habeas Corpus n. 88.132, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006, e Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 90.525, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007).’ (RHC nº 95.864/SE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 31.10.2008). Outrossim, a Magistrada sentenciante afastou a aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei de Entorpecentes de modo suficientemente fundamentado, ao assentar que “... prestando-se o réu ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP alto poder viciante e degradante, critérios de individualização devidamente justificados e que, por essa razão, não podem ser reavaliados em sede de habeas corpus, conforme demonstrado no seguinte trecho do parecer ministerial: “Portanto, suficientemente justificados os critérios de individualização, não cabe buscar na via restrita do habeas corpus nova ponderação da quantidade da pena imposta e do seu regime de execução. Cabe observar que o Supremo Tribunal Federal tem sempre proclamado ‘ser inviável o habeas corpus, quanto utilizado para impugnar o ato de fixação da pena, que, apoiado nas diretrizes dos arts. 59 e 58 do Código Penal, tenha derivado de valoração efetuada pelo tribunal no que concerne ao grau de culpabilidade dos agentes’ (HC 72.992, rel. Min. Celso de Mello, DJU 14.1.2996); e fundada a mensuração da pena-base acima do minimo cominado ao crime, à base de circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas a motivá-lo, é inviável, na via do habeas corpus, reavaliar todo o contexto do fato para saber se seriam elas bastantes a justificar, em concreto, a exacerbação imposta, quiçá com exagero’ (HC 80.822-RJ, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 10.08/2001); ‘Não há nulidade na decisão que indica os fatos para a fixação da pena no mínimo legal, não se prestando o habeas corpus para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito (Habeas Corpus n. 87.684, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007; Habeas Corpus n. 88.132, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006, e Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 90.525, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007).’ (RHC nº 95.864/SE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 31.10.2008). Outrossim, a Magistrada sentenciante afastou a aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei de Entorpecentes de modo suficientemente fundamentado, ao assentar que “... prestando-se o réu ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 120902 / SP traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4º, art. 33, da Lei n. 11.343/06”, inferindo daí a dedicação ao tráfico. [grifei] Deveras, o mencionado § 4º do art. 33 da Lei de Drogas estabelece que “Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderá ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa”. [grifei] Conforme salientado no parecer ministerial “Se as circunstâncias concretas da prática do crime ou outros elementos probatórios revelam a dedicação à atividade criminosa, não tem lugar o benefício do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.33/2006, não sendo exigíveis outras condenações criminais.” (HC nº 112.769, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 18.9.2012); “A discussão sobre o acerto ou desacerto das decisões proferidas pelas instâncias inferiores exige a realização de minucioso reexame do lastro fático-probatório dos autos de origem, o que, como se sabe, é incompatível com a restrita via processual do habeas corpus, que não admite dilação probatória. Precedentes.” (HC nº 101.265, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 06.8.2012); “Para a concessão do benefício previsto no § 4º da Lei 11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. Neste caso, o juízo de primeiro grau deixou de aplicar a referida minorante por reconhecer o envolvimento do paciente com a marginalidade. A discussão sobre a existência ou não de vínculo do paciente com atividades criminosas, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o que, em sede de habeas corpus, não se mostra possível, por tratar-se de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. Precedentes.” (RHC nº 103.556/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 25.5.2011). A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos resta prejudicada ante o desacolhimento das razões da impetração no que tange à fixação da pena-base no mínimo legal e da 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4º, art. 33, da Lei n. 11.343/06”, inferindo daí a dedicação ao tráfico. [grifei] Deveras, o mencionado § 4º do art. 33 da Lei de Drogas estabelece que “Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderá ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa”. [grifei] Conforme salientado no parecer ministerial “Se as circunstâncias concretas da prática do crime ou outros elementos probatórios revelam a dedicação à atividade criminosa, não tem lugar o benefício do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.33/2006, não sendo exigíveis outras condenações criminais.” (HC nº 112.769, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 18.9.2012); “A discussão sobre o acerto ou desacerto das decisões proferidas pelas instâncias inferiores exige a realização de minucioso reexame do lastro fático-probatório dos autos de origem, o que, como se sabe, é incompatível com a restrita via processual do habeas corpus, que não admite dilação probatória. Precedentes.” (HC nº 101.265, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 06.8.2012); “Para a concessão do benefício previsto no § 4º da Lei 11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. Neste caso, o juízo de primeiro grau deixou de aplicar a referida minorante por reconhecer o envolvimento do paciente com a marginalidade. A discussão sobre a existência ou não de vínculo do paciente com atividades criminosas, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o que, em sede de habeas corpus, não se mostra possível, por tratar-se de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. Precedentes.” (RHC nº 103.556/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 25.5.2011). A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos resta prejudicada ante o desacolhimento das razões da impetração no que tange à fixação da pena-base no mínimo legal e da 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 120902 / SP pretendida aplicação da minorante do § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006. Ex positis, voto no sentido da extinção do writ, por inadequação da via processual. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP pretendida aplicação da minorante do § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006. Ex positis, voto no sentido da extinção do writ, por inadequação da via processual. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.902 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) : PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 3.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, em razão de representação do Supremo Tribunal Federal na III Assembleia da CJCPLP - Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, realizada em Angola, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6174204 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.902 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) : PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 3.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, em razão de representação do Supremo Tribunal Federal na III Assembleia da CJCPLP - Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, realizada em Angola, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6174204 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6243354
2014-06-03T00:00:00
2014-06-25T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 3.6.2014.
HABEAS CORPUS
Ementa: Penal e Processo Penal. Habeas Corpus. Tráfico de entorpecentes – Art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Dosimetria da pena. Exacerbação da pena-base: grande quantidade e qualidade de entorpecentes (70g de crack e 1.405g de maconha). Art. 42 da Lei n. 11.343. Culpabilidade intensa e consequências do crime. Justificativas idôneas. Cálculo da pena insindicável em sede de habeas corpus. Afastamento da minorante do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006: Paciente dedicado à atividade criminosa. Ausência de requisito necessário à concessão da benesse legal. 1. O habeas corpus não é a via processual adequada ao reexame das circunstâncias judiciais embasadoras da exacerbação da pena-base, ressalvados os casos de teratologia e de flagrante ilegalidade ( HC 72.992, rel. Min. Celso de Mello, DJU 14.1.2996; HC 80.822-RJ, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 10.08/2001; RHC nº 95.864/SE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 31.10.2008; entre outros). 2. In casu, a pena-base restou aumentada somente em 1/3, vale dizer, em 1 ano e 8 meses de reclusão acima do mínimo legal de 5 anos, com fundamento na quantidade e qualidade da droga (70g de crack e 1.405g de maconha) – circunstâncias judiciais específicas arroladas no art. 42 da Lei n. 11.343/2006 -, consideradas ainda as circunstâncias judiciais genéricas, alusivas à intensa culpabilidade do paciente e às nefastas consequências da disseminação de drogas de alto poder viciante e deletério, critérios de individualização sabidamente insuscetíveis de reexame em sede de habeas corpus. 3. A minorante do § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 é vedada ao réu dedicado à atividade criminosa, óbice legal, in casu, facilmente extraível da negativa judicial da referida benesse: “... prestando-se o réu ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4º, art. 33, da Lei n. 11.343/06”, inferindo daí a dedicação ao tráfico. 4. A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos resta prejudicada ante o desacolhimento das razões da impetração no que tange à fixação da pena-base no mínimo legal e da pretendida aplicação da minorante do § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006. 5. O entendimento dominante no âmbito da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de inadmitir a utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal. 6. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual.
sjur268577
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REEXAME , CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS) HC 72992 (1ªT), HC 80822 (1ªT), RHC 95864 (1ªT). (HC, REEXAME, TRÁFICO DE ENTORPECENTES PRIVILEGIADO, FATO, PROVA) HC 101265 (2ªT), RHC 103556 (1ªT). (TRÁFICO DE ENTORPECENTES PRIVILEGIADO, DEDICAÇÃO, ATIVIDADE CRIMINOSA) HC 112769 (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 31/07/2014, JOS. Revisão: 29/09/2014, GOD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
120902
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004 ART-00042\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
HC
acordaos
HC 120902
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PACTE.(S) : EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) : PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 120.902 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) :PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES – ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. DOSIMETRIA DA PENA. EXACERBAÇÃO DA PENA-BASE: GRANDE QUANTIDADE E QUALIDADE DE ENTORPECENTES (70G DE CRACK E 1.405G DE MACONHA). ART. 42 DA LEI N. 11.343. CULPABILIDADE INTENSA E CONSEQUÊNCIAS DO CRIME. JUSTIFICATIVAS IDÔNEAS. CÁLCULO DA PENA INSINDICÁVEL EM SEDE DE HABEAS CORPUS. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006: PACIENTE DEDICADO À ATIVIDADE CRIMINOSA. AUSÊNCIA DE REQUISITO NECESSÁRIO À CONCESSÃO DA BENESSE LEGAL. 1. O habeas corpus não é a via processual adequada ao reexame das circunstâncias judiciais embasadoras da exacerbação da pena-base, ressalvados os casos de teratologia e de flagrante ilegalidade ( HC 72.992, rel. Min. Celso de Mello, DJU 14.1.2996; HC 80.822-RJ, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 10.08/2001; RHC n 95.864/SE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 31.10.2008; entre outros). 2. In casu, a pena-base restou aumentada somente em 1/3, vale dizer, em 1 ano e 8 meses de reclusão acima do mínimo legal de 5 anos, com fundamento na quantidade e qualidade da droga (70g de crack e 1.405g de maconha) – circunstâncias judiciais específicas arroladas no art. 42 da Lei n. 11.343/2006 -, consideradas ainda as circunstâncias judiciais genéricas, alusivas à intensa culpabilidade do paciente e às nefastas consequências da disseminação de drogas de alto poder viciante e deletério, critérios de individualização sabidamente insuscetíveis de reexame em sede de habeas corpus. 3. A minorante do § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 é vedada ao réu dedicado à atividade criminosa, óbice legal, in casu, facilmente extraível da negativa judicial da referida benesse: “... prestando-se o réu Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116729. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 120902 / SP ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4..., art. 33, da Lei n. 11.343/06”, inferindo daí a dedicação ao tráfico. 4. A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos resta prejudicada ante o desacolhimento das razões da impetração no que tange à fixação da pena-base no mínimo legal e da pretendida aplicação da minorante do § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006. 5. O entendimento dominante no âmbito da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de inadmitir a utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal. 6. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de junho de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116729. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4..., art. 33, da Lei n. 11.343/06”, inferindo daí a dedicação ao tráfico. 4. A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos resta prejudicada ante o desacolhimento das razões da impetração no que tange à fixação da pena-base no mínimo legal e da pretendida aplicação da minorante do § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006. 5. O entendimento dominante no âmbito da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de inadmitir a utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal. 6. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de junho de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 120.902 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) :PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça cuja ementa possui o seguinte teor: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA REDUÇÃO DA PENA-BASE, APLICAÇÃO DA MINORANTE PREVISTA NO ART. § 4..., DO ART. 33 DA LEI DE TÓXICOS EM GRAU MÁXIMO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. PENA DENTRO DA RAZOABILIDADE. IMPOSSIBILIDADE. 1. Os Tribunais Superiores restringiram o uso do habeas corpus e não mais o admitem como substitutivo de recursos outros, nem sequer para as revisões criminais. 2. O v. acórdão recorrido manteve o aumento da pena- base aplicado na sentença na proporção de 1/3 (um terço), em razão da quantidade e da diversidade dos entorpecentes apreendidos, que justificam a elevação da pena. 3. Quanto à falta de aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, o Tribunal a quo ao levar em conta as condições judiciais apresentadas pelo paciente, considerou que o mesmo não se enquadra como pequeno traficante, logo se dedica à atividade delituosa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Supremo Tribunal Federal 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 120.902 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) :PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça cuja ementa possui o seguinte teor: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA REDUÇÃO DA PENA-BASE, APLICAÇÃO DA MINORANTE PREVISTA NO ART. § 4..., DO ART. 33 DA LEI DE TÓXICOS EM GRAU MÁXIMO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. PENA DENTRO DA RAZOABILIDADE. IMPOSSIBILIDADE. 1. Os Tribunais Superiores restringiram o uso do habeas corpus e não mais o admitem como substitutivo de recursos outros, nem sequer para as revisões criminais. 2. O v. acórdão recorrido manteve o aumento da pena- base aplicado na sentença na proporção de 1/3 (um terço), em razão da quantidade e da diversidade dos entorpecentes apreendidos, que justificam a elevação da pena. 3. Quanto à falta de aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, o Tribunal a quo ao levar em conta as condições judiciais apresentadas pelo paciente, considerou que o mesmo não se enquadra como pequeno traficante, logo se dedica à atividade delituosa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 120902 / SP Ademais, considerou a elevada quantidade e diversidade para deixar de aplicá-la. Nessa linha tem se posicionado esta Corte, também no que diz respeito à impossibilidade de modificar o entendimento do Tribunal a quo nessa via de habeas corpus, uma vez que haveria necessidade de dilação probatória. 4. É importante ressaltar que, devido aos tempos da Resolução n 5/2012, do Senado Federal, após o reconhecimento da inconstitucionalidade do dispositivo impeditivo da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, cabe ao magistrado singular avaliar as circunstâncias necessárias ao estabelecimento da medida. No entanto, não há como reconhecer o pleito quanto à referida substituição, pois os limites da pena aplicada impedem a concessão deste benefício pelo não alcance do requisito subjetivo, conforme o art. 44, I, do Código Penal. 5. Habeas corpus não conhecido.” Consta da denúncia que o paciente “transportava [em 20/11/2008], para fins de distribuição, a consumo, 1.405/g (um mil e quatrocentos e cinco gramas) de Cannabis sativa L. e outros dois fragmentos de droga prensada, bem como 70g (setenta gramas) de Metil Benzoil Ecgonina, cocaína em pedra, substância popularmente conhecida como crack, envolta em plástico transparente, definidas como drogas, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Concluída a instrução criminal, restou condenado, segundo a inicial, “à pena privativa de liberdade de 05 (cinco) anos de reclusão, com aumento de pena em 1/3 (um terço) a teor do art. 42 da Lei 11.343/06, finalizando a pena em 06 seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e a uma pena pecuniária de 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias multa, com valor unitário no mínimo legal, por infração ao art. 33, Caput, da Lei n. 11.343/06”. O impetrante afirma que o Magistrado sentenciante, apesar de reconhecer a primariedade e a ausência de antecedentes criminais, desconsiderou o preceito legal que determina a diminuição da pena, vale dizer o § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP Ademais, considerou a elevada quantidade e diversidade para deixar de aplicá-la. Nessa linha tem se posicionado esta Corte, também no que diz respeito à impossibilidade de modificar o entendimento do Tribunal a quo nessa via de habeas corpus, uma vez que haveria necessidade de dilação probatória. 4. É importante ressaltar que, devido aos tempos da Resolução n 5/2012, do Senado Federal, após o reconhecimento da inconstitucionalidade do dispositivo impeditivo da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, cabe ao magistrado singular avaliar as circunstâncias necessárias ao estabelecimento da medida. No entanto, não há como reconhecer o pleito quanto à referida substituição, pois os limites da pena aplicada impedem a concessão deste benefício pelo não alcance do requisito subjetivo, conforme o art. 44, I, do Código Penal. 5. Habeas corpus não conhecido.” Consta da denúncia que o paciente “transportava [em 20/11/2008], para fins de distribuição, a consumo, 1.405/g (um mil e quatrocentos e cinco gramas) de Cannabis sativa L. e outros dois fragmentos de droga prensada, bem como 70g (setenta gramas) de Metil Benzoil Ecgonina, cocaína em pedra, substância popularmente conhecida como crack, envolta em plástico transparente, definidas como drogas, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Concluída a instrução criminal, restou condenado, segundo a inicial, “à pena privativa de liberdade de 05 (cinco) anos de reclusão, com aumento de pena em 1/3 (um terço) a teor do art. 42 da Lei 11.343/06, finalizando a pena em 06 seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e a uma pena pecuniária de 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias multa, com valor unitário no mínimo legal, por infração ao art. 33, Caput, da Lei n. 11.343/06”. O impetrante afirma que o Magistrado sentenciante, apesar de reconhecer a primariedade e a ausência de antecedentes criminais, desconsiderou o preceito legal que determina a diminuição da pena, vale dizer o § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 120902 / SP Daí a impetração de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, que, ao denegar a ordem, deu ensejo à nova impetração no Superior Tribunal de Justiça, que restou não conhecida nos termos da ementa supratranscrita. O impetrante alega violação do princípio da individualização da pena, porquanto: “a) A aplicação de índice de aumento de pena, para reconhecimento da pena-base, sem qualquer fundamentação sobre elemento concreto existente nos autos, e ainda, sobre o critério utilizado para delinear a fração aplicada, apenas se reportando à quantidade e diversidade do entorpecente transportado; b) A não reconhecimento da causa de diminuição de pena, nos termos do art. 33, § 4..., em que pese ser o Paciente primário, sem qualquer outro antecedente, reconhecidamente notado na R. Sentença, e a míngua de qualquer identificação de que o Paciente se dedicasse a atividade criminosa e nem integrasse a organização criminosa, diante a mera indicação da quantidade e diversidade do entorpecente transportado […].” Sustenta que “... o constrangimento ilegal suportado pelo Paciente Eduardo Neiva é flagrante, tendo em vista que a aplicação de sua pena, em observação ao art. 59 do Código Penal cc art. 42 da Lei 11.343/06, e art. 33, § 4... da Lei 11.343/06, não seguiu seus critérios norteadores, em perfeita afronta ao ‘principio constitucional da individualização da pena’, máxime porque para reconhecer a pena do Paciente aplicou aumento sobre a pena mínima em fração de 1/3 (um terço) sem trazer qualquer fundamentação concreta para essa necessidade, e sobre o critério do aumento nesta fração, e ainda deixou de aplicar a diminuição da pena ao Paciente (a teor do art. 33, § 4... da Lei 11.343, em que pese ser o Paciente primário e não portar qualquer antecedente e não estar reconhecido na R. Sentença ou no R. Acórdão qualquer informação ou afirmação de que o paciente se dedicasse a atividade criminosa ou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP Daí a impetração de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, que, ao denegar a ordem, deu ensejo à nova impetração no Superior Tribunal de Justiça, que restou não conhecida nos termos da ementa supratranscrita. O impetrante alega violação do princípio da individualização da pena, porquanto: “a) A aplicação de índice de aumento de pena, para reconhecimento da pena-base, sem qualquer fundamentação sobre elemento concreto existente nos autos, e ainda, sobre o critério utilizado para delinear a fração aplicada, apenas se reportando à quantidade e diversidade do entorpecente transportado; b) A não reconhecimento da causa de diminuição de pena, nos termos do art. 33, § 4..., em que pese ser o Paciente primário, sem qualquer outro antecedente, reconhecidamente notado na R. Sentença, e a míngua de qualquer identificação de que o Paciente se dedicasse a atividade criminosa e nem integrasse a organização criminosa, diante a mera indicação da quantidade e diversidade do entorpecente transportado […].” Sustenta que “... o constrangimento ilegal suportado pelo Paciente Eduardo Neiva é flagrante, tendo em vista que a aplicação de sua pena, em observação ao art. 59 do Código Penal cc art. 42 da Lei 11.343/06, e art. 33, § 4... da Lei 11.343/06, não seguiu seus critérios norteadores, em perfeita afronta ao ‘principio constitucional da individualização da pena’, máxime porque para reconhecer a pena do Paciente aplicou aumento sobre a pena mínima em fração de 1/3 (um terço) sem trazer qualquer fundamentação concreta para essa necessidade, e sobre o critério do aumento nesta fração, e ainda deixou de aplicar a diminuição da pena ao Paciente (a teor do art. 33, § 4... da Lei 11.343, em que pese ser o Paciente primário e não portar qualquer antecedente e não estar reconhecido na R. Sentença ou no R. Acórdão qualquer informação ou afirmação de que o paciente se dedicasse a atividade criminosa ou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório HC 120902 / SP integrava alguma organização criminosa”. Requer a aplicação da pena-base no mínimo legal, a aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) e, via de consequência, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O Ministério Público Federal manifestou no sentido do não conhecimento do writ. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP integrava alguma organização criminosa”. Requer a aplicação da pena-base no mínimo legal, a aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) e, via de consequência, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O Ministério Público Federal manifestou no sentido do não conhecimento do writ. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 120.902 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, o que inviabiliza seu conhecimento nesta Corte. Nada impede, contudo, a análise das razões da impetração a fim de verificar se é, ou não, o caso de concessão da ordem de ofício. A dosimetria da pena foi realizada nestes termos: “Analisemos as chamadas ‘circunstâncias judiciais’ previstas no artigo 59, do Código Penal. Embora o réu não ostente registros criminais, não pode sua pena, nessa fase primeira, pender para o mínimo legal. Isto porque, e como bem enunciou o Ministério Público em suas alegações finais, o art. 42 da Lei n. 11.343/06, trata de circunstâncias que fundamentam o aumento da pena, entre elas as da natureza, diversidade e quantidade das drogas. Quanto ao primeiro aspecto referido, considerando que uma das substâncias (crack) é reconhecida como uma das que mais causam prejuízos para os seus usuários, e ainda porque foram duas modalidades de drogas distintas, em quantidades significativas - 70g de crack e 1,5 de maconha – as que transportava o réu, e aumento a sua pena base em um terço. A propósito, a culpabilidade do acusado, entendida como índice de reprovabilidade de sua conduta, ‘in casu’, é de significativa intensidade, além do que, as consequências do crime, relacionadas aos efeitos da venda e distribuição de droga a terceiros, nefasta. Atenta, pois, a todas aquelas circunstâncias judiciais aludidas que lhe são desfavoráveis, justifica o aumento da pena em 1/3 (um terço) pelo que passa a ser de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e pagamento de 665 (seiscentos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 120.902 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, o que inviabiliza seu conhecimento nesta Corte. Nada impede, contudo, a análise das razões da impetração a fim de verificar se é, ou não, o caso de concessão da ordem de ofício. A dosimetria da pena foi realizada nestes termos: “Analisemos as chamadas ‘circunstâncias judiciais’ previstas no artigo 59, do Código Penal. Embora o réu não ostente registros criminais, não pode sua pena, nessa fase primeira, pender para o mínimo legal. Isto porque, e como bem enunciou o Ministério Público em suas alegações finais, o art. 42 da Lei n. 11.343/06, trata de circunstâncias que fundamentam o aumento da pena, entre elas as da natureza, diversidade e quantidade das drogas. Quanto ao primeiro aspecto referido, considerando que uma das substâncias (crack) é reconhecida como uma das que mais causam prejuízos para os seus usuários, e ainda porque foram duas modalidades de drogas distintas, em quantidades significativas - 70g de crack e 1,5 de maconha – as que transportava o réu, e aumento a sua pena base em um terço. A propósito, a culpabilidade do acusado, entendida como índice de reprovabilidade de sua conduta, ‘in casu’, é de significativa intensidade, além do que, as consequências do crime, relacionadas aos efeitos da venda e distribuição de droga a terceiros, nefasta. Atenta, pois, a todas aquelas circunstâncias judiciais aludidas que lhe são desfavoráveis, justifica o aumento da pena em 1/3 (um terço) pelo que passa a ser de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e pagamento de 665 (seiscentos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 120902 / SP sessenta e seis) dias-multa pelo crime previsto no art. 33, da Lei n. 11.343/06. Não existem atenuantes ou agravantes a serem aqui reconhecidas, tampouco causas de aumento ou de diminuição de pena. Nesse último aspecto observo que, prestando-se o réu ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4..., art. 33, da Lei n. 11.343/06. No que toca ao regime mais adequado da pena, observo que o réu deverá cumpri-la em regime fechado. Isto porque, não [sic] se trata de crime equiparado a hediondo, nos termos do artigo 5..., inciso XLVII da Constituição Federal, como também, diante das circunstâncias da primeira fase que lhe foram desfavoráveis, inclusive do grau de culpabilidade do mesmo acusado mais as já conhecidas e aqui referidas consequências do crime, e não há que se cogitar da aplicação de regime mais benéfico a seu favor. A propósito, em matéria veiculada no jornal Folha de São Paulo na data de 16 de agosto de 2007 (Caderno ‘Ribeirão’, C1, p. 01), noticiou-se fato alarmante: é a região de Ribeirão Preto aquela em que, no primeiro trimestre deste ano de 2007, superou todos os recordes de ocorrências relativas às drogas no interior de São Paulo quando confrontados os respectivos dados dos departamentos policiais. Constou da mesma matéria que a região, onde se inclui esta cidade e comarca de Brodowski, é responsável por 10,9% das 11.441 ocorrências de tráfico de drogas registradas neste ano no Estado, deixando para trás regiões que se encontram até mesmo mais próximas da capital, como a de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba, entre outras. De forma que o crime praticado pelo réu merece uma resposta estatal compatível com a sua gravidade, a fim de que seja efetivamente reprimida a ação daqueles traficantes que se inserem na região, aqui alistando outros criminosos na formação do mercado ilícito que, por sua vez, fomenta tantos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP sessenta e seis) dias-multa pelo crime previsto no art. 33, da Lei n. 11.343/06. Não existem atenuantes ou agravantes a serem aqui reconhecidas, tampouco causas de aumento ou de diminuição de pena. Nesse último aspecto observo que, prestando-se o réu ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4..., art. 33, da Lei n. 11.343/06. No que toca ao regime mais adequado da pena, observo que o réu deverá cumpri-la em regime fechado. Isto porque, não [sic] se trata de crime equiparado a hediondo, nos termos do artigo 5..., inciso XLVII da Constituição Federal, como também, diante das circunstâncias da primeira fase que lhe foram desfavoráveis, inclusive do grau de culpabilidade do mesmo acusado mais as já conhecidas e aqui referidas consequências do crime, e não há que se cogitar da aplicação de regime mais benéfico a seu favor. A propósito, em matéria veiculada no jornal Folha de São Paulo na data de 16 de agosto de 2007 (Caderno ‘Ribeirão’, C1, p. 01), noticiou-se fato alarmante: é a região de Ribeirão Preto aquela em que, no primeiro trimestre deste ano de 2007, superou todos os recordes de ocorrências relativas às drogas no interior de São Paulo quando confrontados os respectivos dados dos departamentos policiais. Constou da mesma matéria que a região, onde se inclui esta cidade e comarca de Brodowski, é responsável por 10,9% das 11.441 ocorrências de tráfico de drogas registradas neste ano no Estado, deixando para trás regiões que se encontram até mesmo mais próximas da capital, como a de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba, entre outras. De forma que o crime praticado pelo réu merece uma resposta estatal compatível com a sua gravidade, a fim de que seja efetivamente reprimida a ação daqueles traficantes que se inserem na região, aqui alistando outros criminosos na formação do mercado ilícito que, por sua vez, fomenta tantos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 120902 / SP outros delitos, em um verdadeiro círculo da violência e criminalidade. Outrossim, inaplicável, na espécie, em razão das condições objetivas e subjetivas, as alterações promovidas pela lei 9.714/98 que alterou o tratamento das penas restritivas de direitos no Código Penal. Não existem outras substituições ou favores legais que se compatibilizem com a pena aplicada ou circunstâncias judiciais já analisadas. Diante do exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido deduzido na denúncia e, como consequência, CONDENO EDUARDO NEIVA DE SOUZA como incurso no art. 33, da Lei n. 11.343/06, a cumprir, em regime inicialmente fechado, a pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e pagamento de 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias-multa, cada qual fixado no valor mínimo, monetariamente corrigido desde a data do fato. Oportunamente, lance o nome do réu no Rol dos Culpados. Não poderá o condenado apelar em liberdade, posto que já respondeu a todo o processo preso e perduram os requisitos que ensejaram a prisão cautelar, máxime agora, diante da condenação, ainda que não definitiva, considerando-se, ainda, o montante da pena aplicada. Destaco, ainda, que preso em razão de flagrante e mantida a prisão durante todo o desenrolar da ação penal, porque concorrentes os motivos permissivos da decretação da custódia preventiva, inaplicável o preceito do benefício legal que lhe permitiria recorrer em liberdade.” A pena-base restou exacerbada em apenas 1/3, vale dizer, em 1 ano e 8 meses de reclusão acima do mínimo legal de 5 anos, com fundamento na quantidade e qualidade da droga – circunstâncias específicas arroladas no art. 42 da Lei n. 11.343/20061 -, considerando-se ainda a intensa culpabilidade e as nefastas consequências da disseminação de drogas de 1 Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP outros delitos, em um verdadeiro círculo da violência e criminalidade. Outrossim, inaplicável, na espécie, em razão das condições objetivas e subjetivas, as alterações promovidas pela lei 9.714/98 que alterou o tratamento das penas restritivas de direitos no Código Penal. Não existem outras substituições ou favores legais que se compatibilizem com a pena aplicada ou circunstâncias judiciais já analisadas. Diante do exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido deduzido na denúncia e, como consequência, CONDENO EDUARDO NEIVA DE SOUZA como incurso no art. 33, da Lei n. 11.343/06, a cumprir, em regime inicialmente fechado, a pena de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e pagamento de 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias-multa, cada qual fixado no valor mínimo, monetariamente corrigido desde a data do fato. Oportunamente, lance o nome do réu no Rol dos Culpados. Não poderá o condenado apelar em liberdade, posto que já respondeu a todo o processo preso e perduram os requisitos que ensejaram a prisão cautelar, máxime agora, diante da condenação, ainda que não definitiva, considerando-se, ainda, o montante da pena aplicada. Destaco, ainda, que preso em razão de flagrante e mantida a prisão durante todo o desenrolar da ação penal, porque concorrentes os motivos permissivos da decretação da custódia preventiva, inaplicável o preceito do benefício legal que lhe permitiria recorrer em liberdade.” A pena-base restou exacerbada em apenas 1/3, vale dizer, em 1 ano e 8 meses de reclusão acima do mínimo legal de 5 anos, com fundamento na quantidade e qualidade da droga – circunstâncias específicas arroladas no art. 42 da Lei n. 11.343/20061 -, considerando-se ainda a intensa culpabilidade e as nefastas consequências da disseminação de drogas de 1 Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 120902 / SP alto poder viciante e degradante, critérios de individualização devidamente justificados e que, por essa razão, não podem ser reavaliados em sede de habeas corpus, conforme demonstrado no seguinte trecho do parecer ministerial: “Portanto, suficientemente justificados os critérios de individualização, não cabe buscar na via restrita do habeas corpus nova ponderação da quantidade da pena imposta e do seu regime de execução. Cabe observar que o Supremo Tribunal Federal tem sempre proclamado ‘ser inviável o habeas corpus, quanto utilizado para impugnar o ato de fixação da pena, que, apoiado nas diretrizes dos arts. 59 e 58 do Código Penal, tenha derivado de valoração efetuada pelo tribunal no que concerne ao grau de culpabilidade dos agentes’ (HC 72.992, rel. Min. Celso de Mello, DJU 14.1.2996); e fundada a mensuração da pena-base acima do minimo cominado ao crime, à base de circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas a motivá-lo, é inviável, na via do habeas corpus, reavaliar todo o contexto do fato para saber se seriam elas bastantes a justificar, em concreto, a exacerbação imposta, quiçá com exagero’ (HC 80.822-RJ, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 10.08/2001); ‘Não há nulidade na decisão que indica os fatos para a fixação da pena no mínimo legal, não se prestando o habeas corpus para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito (Habeas Corpus n. 87.684, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007; Habeas Corpus n. 88.132, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006, e Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 90.525, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007).’ (RHC n 95.864/SE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 31.10.2008). Outrossim, a Magistrada sentenciante afastou a aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei de Entorpecentes de modo suficientemente fundamentado, ao assentar que “... prestando-se o réu ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP alto poder viciante e degradante, critérios de individualização devidamente justificados e que, por essa razão, não podem ser reavaliados em sede de habeas corpus, conforme demonstrado no seguinte trecho do parecer ministerial: “Portanto, suficientemente justificados os critérios de individualização, não cabe buscar na via restrita do habeas corpus nova ponderação da quantidade da pena imposta e do seu regime de execução. Cabe observar que o Supremo Tribunal Federal tem sempre proclamado ‘ser inviável o habeas corpus, quanto utilizado para impugnar o ato de fixação da pena, que, apoiado nas diretrizes dos arts. 59 e 58 do Código Penal, tenha derivado de valoração efetuada pelo tribunal no que concerne ao grau de culpabilidade dos agentes’ (HC 72.992, rel. Min. Celso de Mello, DJU 14.1.2996); e fundada a mensuração da pena-base acima do minimo cominado ao crime, à base de circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas a motivá-lo, é inviável, na via do habeas corpus, reavaliar todo o contexto do fato para saber se seriam elas bastantes a justificar, em concreto, a exacerbação imposta, quiçá com exagero’ (HC 80.822-RJ, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 10.08/2001); ‘Não há nulidade na decisão que indica os fatos para a fixação da pena no mínimo legal, não se prestando o habeas corpus para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias de mérito (Habeas Corpus n. 87.684, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007; Habeas Corpus n. 88.132, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 2.6.2006, e Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 90.525, Rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 26.5.2007).’ (RHC n 95.864/SE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 31.10.2008). Outrossim, a Magistrada sentenciante afastou a aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei de Entorpecentes de modo suficientemente fundamentado, ao assentar que “... prestando-se o réu ao transporte intermunicipal de entorpecentes distintos, e também pela elevada quantidade dos mesmos, não pode ser tido como pequeno 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 120902 / SP traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4..., art. 33, da Lei n. 11.343/06”, inferindo daí a dedicação ao tráfico. [grifei] Deveras, o mencionado § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) estabelece que “Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderá ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa”. [grifei] Conforme salientado no parecer ministerial “Se as circunstâncias concretas da prática do crime ou outros elementos probatórios revelam a dedicação à atividade criminosa, não tem lugar o benefício do § 4... do art. 33 da Lei n 11.33/2006, não sendo exigíveis outras condenações criminais.” (HC n 112.769, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 18.9.2012); “A discussão sobre o acerto ou desacerto das decisões proferidas pelas instâncias inferiores exige a realização de minucioso reexame do lastro fático-probatório dos autos de origem, o que, como se sabe, é incompatível com a restrita via processual do habeas corpus, que não admite dilação probatória. Precedentes.” (HC n 101.265, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 06.8.2012); “Para a concessão do benefício previsto no § 4... da Lei 11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. Neste caso, o juízo de primeiro grau deixou de aplicar a referida minorante por reconhecer o envolvimento do paciente com a marginalidade. A discussão sobre a existência ou não de vínculo do paciente com atividades criminosas, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o que, em sede de habeas corpus, não se mostra possível, por tratar-se de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. Precedentes.” (RHC n 103.556/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 25.5.2011). A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos resta prejudicada ante o desacolhimento das razões da impetração no que tange à fixação da pena-base no mínimo legal e da 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP traficante, conforme previsto na figura do parágrafo 4..., art. 33, da Lei n. 11.343/06”, inferindo daí a dedicação ao tráfico. [grifei] Deveras, o mencionado § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) estabelece que “Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderá ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa”. [grifei] Conforme salientado no parecer ministerial “Se as circunstâncias concretas da prática do crime ou outros elementos probatórios revelam a dedicação à atividade criminosa, não tem lugar o benefício do § 4... do art. 33 da Lei n 11.33/2006, não sendo exigíveis outras condenações criminais.” (HC n 112.769, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 18.9.2012); “A discussão sobre o acerto ou desacerto das decisões proferidas pelas instâncias inferiores exige a realização de minucioso reexame do lastro fático-probatório dos autos de origem, o que, como se sabe, é incompatível com a restrita via processual do habeas corpus, que não admite dilação probatória. Precedentes.” (HC n 101.265, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 06.8.2012); “Para a concessão do benefício previsto no § 4... da Lei 11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. Neste caso, o juízo de primeiro grau deixou de aplicar a referida minorante por reconhecer o envolvimento do paciente com a marginalidade. A discussão sobre a existência ou não de vínculo do paciente com atividades criminosas, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o que, em sede de habeas corpus, não se mostra possível, por tratar-se de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. Precedentes.” (RHC n 103.556/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 25.5.2011). A substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos resta prejudicada ante o desacolhimento das razões da impetração no que tange à fixação da pena-base no mínimo legal e da 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 120902 / SP pretendida aplicação da minorante do § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006. Ex positis, voto no sentido da extinção do writ, por inadequação da via processual. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Supremo Tribunal Federal HC 120902 / SP pretendida aplicação da minorante do § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006. Ex positis, voto no sentido da extinção do writ, por inadequação da via processual. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6116731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 03/06/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.902 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) : PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 3.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, em razão de representação do Supremo Tribunal Federal na III Assembleia da CJCPLP - Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, realizada em Angola, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6174204 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.902 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDUARDO NEIVA DE SOUZA IMPTE.(S) : PAULO SÉRGIO SEVERIANO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 3.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, em razão de representação do Supremo Tribunal Federal na III Assembleia da CJCPLP - Conferência das Jurisdições Constitucionais dos Países de Língua Portuguesa, realizada em Angola, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6174204 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 120 . 902", "HC 72 . 992", "HC 80", ".", "822", "-", "RJ", "RHC n 95 . 864 / SE", "HC 120902 / SP", "HC 120902 / SP", "HABEAS CORPUS 120 . 902 SÃO", "HABEAS CORPUS 120 . 902", "HC 120902 / SP", "HC 120902 / SP", "HC 120902 / SP", "HC 120902 / SP", "HC 120902 / SP", "HC 120902 / SP", "HABEAS CORPUS 120 . 902 SÃO", "HABEAS CORPUS 120 . 902", "HC 120902 / SP", "HC 120902 / SP", "HC 120902 / SP", "HC 120902 / SP", "HC 120902 / SP", "HC 72 . 992", "HC 80 . 822 - RJ", "Habeas Corpus n . 87 . 684", "Habeas Corpus n . 88 . 132", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 90 . 525", "RHC n 95 . 864 / SE", "HC 120902 / SP", "HC 72 . 992", "HC 80 . 822 - RJ", "Habeas Corpus n . 87 . 684", "Habeas Corpus n . 88 . 132", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 90 . 525", "HC 120902 / SP", "HC n 112 . 769", "HC n 101 . 265", "RHC n 103 . 556 / SP", "HC 120902 / SP", "HC n 112 . 769", "HC n 101 . 265", "RHC n 103 . 556 / SP", "HC 120902 / SP", "HC 120902", "HABEAS", "HABEAS CORPUS 120 . 902" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 33 DA LEI N . 11 . 343 / 2006", "ART . 42 DA LEI N . 11 . 343", "ART . 33 DA LEI N . 11 . 343 / 2006", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "artigo 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 4 . . . , art . 33 , da Lei n . 11 . 343 / 06", "§", "artigo 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "ART . 33 DA LEI DE TÓXICOS", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . § 4 . . . , DO ART . 33 DA LEI DE TÓXICOS", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 5 / 2012", "art . 44 , I , do Código Penal", "art . 42 da Lei 11 . 343 / 06", "art . 33 , Caput , da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 5 / 2012", "art . 44 , I , do Código Penal", "art . 42 da Lei 11 . 343 / 06", "art . 33 , Caput , da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 33 da Lei n . 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei 11 . 343 / 06", "art . 33 , § 4 . . . da Lei 11 . 343 / 06", "art . 33 , § 4 . . . da Lei 11 . 343", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei 11 . 343 / 06", "art . 33 , § 4 . . . da Lei 11 . 343 / 06", "art . 33 , § 4 . . . da Lei 11 . 343", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 59 , do Código Penal", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 , do Código Penal", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , da Lei n . 11 . 343 / 06", "parágrafo 4 . . . , art . 33 , da Lei n . 11 . 343 / 06", "artigo 5 . . . , inciso XLVII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , da Lei n . 11 . 343 / 06", "parágrafo 4 . . . , art . 33 , da Lei n . 11 . 343 / 06", "artigo 5 . . . , inciso XLVII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "lei 9 . 714 / 98", "Código Penal", "art . 33 , da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 42 da Lei n . 11", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "lei 9 . 714 / 98", "Código Penal", "art . 33 , da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 20061", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 59 e 58 do Código Penal", "art . 33 da Lei de Entorpecentes", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 59 e 58 do Código Penal", "art . 33 da Lei de Entorpecentes", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , da Lei n . 11 . 343 / 06", "Lei de Drogas", "art . 33 da Lei n 11 . 33 / 2006", "§ 4 . . . da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo", "art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei n 11 . 33 / 2006", "§ 4 . . . da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "artigo 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Ribeirão Preto", "interior de São Paulo", "comarca de Brodowski", "Estado", "Campinas", "São José dos Campos", "Sorocaba", "Ribeirão Preto", "interior de São Paulo", "comarca de Brodowski", "Estado", "Campinas", "São José dos Campos", "Sorocaba", "SÃO PAULO", "Angola", "SÃO PAULO", "Angola" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", 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Ementa e Acórdão 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. Ocupação de bem público. Posse. 3. Necessidade do revolvimento do acervo fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria infraconstitucional. 4. Embargos protelatórios. Imposição de multa. 5. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração e impôr multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018914. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma e da relatoria do eminente Ministro Joaquim Barbosa que negou provimento a agravo regimental em recurso extraordinário com agravo, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional, bem como pela incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Nas razões dos embargos, sustenta-se que não há falar em análise de legislação infraconstitucional, tampouco em reexame do conjunto fático- probatório do autos, mas sim em revaloração da prova. Sustenta-se ainda contradição no julgado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018915. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma e da relatoria do eminente Ministro Joaquim Barbosa que negou provimento a agravo regimental em recurso extraordinário com agravo, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional, bem como pela incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Nas razões dos embargos, sustenta-se que não há falar em análise de legislação infraconstitucional, tampouco em reexame do conjunto fático- probatório do autos, mas sim em revaloração da prova. Sustenta-se ainda contradição no julgado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018915. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Manifesto o intuito protelatório do recurso. Os embargos de declaração são cabíveis para indicar ocorrência de omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do CPC). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses. Na realidade, a parte busca apenas a rediscussão da matéria, com o objetivo de obter os excepcionais efeitos infringentes, o que somente é admitido em situações especiais, não vislumbradas no caso. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: AI-AgR-ED 808.362, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011; e AI-AgR-ED 674.130, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 22.2.2011. Como já demonstrado na decisão ora embargada, divergir do entendimento adotado pela origem demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos (Enunciado 279 da Súmula do STF), bem como a análise da legislação infraconstitucional, providências vedadas na via extraordinária. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. USUCAPIÃO. BEM DOMINICAL. SUPOSTA AQUISIÇÃO EM DATA ANTERIOR AO REGISTRO DO BEM PELA UNIÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A Súmula 279/STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018916. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Manifesto o intuito protelatório do recurso. Os embargos de declaração são cabíveis para indicar ocorrência de omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do CPC). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses. Na realidade, a parte busca apenas a rediscussão da matéria, com o objetivo de obter os excepcionais efeitos infringentes, o que somente é admitido em situações especiais, não vislumbradas no caso. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: AI-AgR-ED 808.362, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011; e AI-AgR-ED 674.130, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 22.2.2011. Como já demonstrado na decisão ora embargada, divergir do entendimento adotado pela origem demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos (Enunciado 279 da Súmula do STF), bem como a análise da legislação infraconstitucional, providências vedadas na via extraordinária. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. USUCAPIÃO. BEM DOMINICAL. SUPOSTA AQUISIÇÃO EM DATA ANTERIOR AO REGISTRO DO BEM PELA UNIÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A Súmula 279/STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018916. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 685852 AGR-ED / MG adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE USUCAPIÃO. BEM DOMINICAL. IMPOSSIBILIDADE DE ALIENAÇÃO. 1. A área objeto da presente ação constitui bem publico dominical, sobre o qual não pode incidir usucapião, nos termos dos arts. 183, § 3º, e 191, parágrafo único, da Constituição Federal. 2. Em que pese a demonstração pelo autor da posse mansa e pacífica do bem por período superior a vinte anos, sendo o imóvel propriedade da União, impossível a sua aquisição pela usucapião.’ 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI 829.138/RN, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 4.10.2011) “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Reintegração de posse. Bem público. 3. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE 577.383-AgR/SP, da minha relatoria, Segunda Turma, DJe 24.9.2012) Desse modo, constato a litigância de má-fé do embargante, motivo pelo qual rejeito os embargos de declaração e imponho multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018916. Supremo Tribunal Federal ARE 685852 AGR-ED / MG adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE USUCAPIÃO. BEM DOMINICAL. IMPOSSIBILIDADE DE ALIENAÇÃO. 1. A área objeto da presente ação constitui bem publico dominical, sobre o qual não pode incidir usucapião, nos termos dos arts. 183, § 3º, e 191, parágrafo único, da Constituição Federal. 2. Em que pese a demonstração pelo autor da posse mansa e pacífica do bem por período superior a vinte anos, sendo o imóvel propriedade da União, impossível a sua aquisição pela usucapião.’ 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI 829.138/RN, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 4.10.2011) “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Reintegração de posse. Bem público. 3. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE 577.383-AgR/SP, da minha relatoria, Segunda Turma, DJe 24.9.2012) Desse modo, constato a litigância de má-fé do embargante, motivo pelo qual rejeito os embargos de declaração e imponho multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018916. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração e impôs multa de 1% sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 27.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6050390 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração e impôs multa de 1% sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 27.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6050390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6092772
2014-05-27T00:00:00
2014-06-10T00:00:00
A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração e impôs multa de 1% sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 27.05.2014.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. Ocupação de bem público. Posse. 3. Necessidade do revolvimento do acervo fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria infraconstitucional. 4. Embargos protelatórios. Imposição de multa. 5. Embargos de declaração rejeitados.
sjur267223
- Acórdão(s) citado(s): (ED, EFEITOS INFRINGENTES) AI 674130 AgR-ED (1ªT), AI 808362 AgR-ED (2ªT). (RE, REEXAME) RE 577383 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 12/06/2014, TIA.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
685852
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535 ART-00538 PAR-ÚNICO\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 685852 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. Ocupação de bem público. Posse. 3. Necessidade do revolvimento do acervo fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. 4. Embargos protelatórios. Imposição de multa. 5. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração e impôr multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018914. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma e da relatoria do eminente Ministro Joaquim Barbosa que negou provimento a agravo regimental em recurso extraordinário com agravo, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional, bem como pela incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nas razões dos embargos, sustenta-se que não há falar em análise de legislação infraconstitucional, tampouco em reexame do conjunto fático- probatório do autos, mas sim em revaloração da prova. Sustenta-se ainda contradição no julgado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018915. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma e da relatoria do eminente Ministro Joaquim Barbosa que negou provimento a agravo regimental em recurso extraordinário com agravo, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional, bem como pela incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nas razões dos embargos, sustenta-se que não há falar em análise de legislação infraconstitucional, tampouco em reexame do conjunto fático- probatório do autos, mas sim em revaloração da prova. Sustenta-se ainda contradição no julgado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018915. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Manifesto o intuito protelatório do recurso. Os embargos de declaração são cabíveis para indicar ocorrência de omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do Código de Processo Civil). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses. Na realidade, a parte busca apenas a rediscussão da matéria, com o objetivo de obter os excepcionais efeitos infringentes, o que somente é admitido em situações especiais, não vislumbradas no caso. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: AI-AgR-ED 808.362, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011; e AI-AgR-ED 674.130, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 22.2.2011. Como já demonstrado na decisão ora embargada, divergir do entendimento adotado pela origem demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal), bem como a análise da legislação infraconstitucional, providências vedadas na via extraordinária. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. USUCAPIÃO. BEM DOMINICAL. SUPOSTA AQUISIÇÃO EM DATA ANTERIOR AO REGISTRO DO BEM PELA UNIÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018916. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Manifesto o intuito protelatório do recurso. Os embargos de declaração são cabíveis para indicar ocorrência de omissão, contradição ou obscuridade da decisão embargada (art. 535 do Código de Processo Civil). No presente caso, não se verifica nenhuma dessas hipóteses. Na realidade, a parte busca apenas a rediscussão da matéria, com o objetivo de obter os excepcionais efeitos infringentes, o que somente é admitido em situações especiais, não vislumbradas no caso. Nesse sentido, confira-se a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal: AI-AgR-ED 808.362, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011; e AI-AgR-ED 674.130, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 22.2.2011. Como já demonstrado na decisão ora embargada, divergir do entendimento adotado pela origem demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal), bem como a análise da legislação infraconstitucional, providências vedadas na via extraordinária. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. USUCAPIÃO. BEM DOMINICAL. SUPOSTA AQUISIÇÃO EM DATA ANTERIOR AO REGISTRO DO BEM PELA UNIÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018916. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 685852 AGR-ED / MG adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE USUCAPIÃO. BEM DOMINICAL. IMPOSSIBILIDADE DE ALIENAÇÃO. 1. A área objeto da presente ação constitui bem publico dominical, sobre o qual não pode incidir usucapião, nos termos dos arts. 183, § 3..., e 191, parágrafo único, da Constituição Federal. 2. Em que pese a demonstração pelo autor da posse mansa e pacífica do bem por período superior a vinte anos, sendo o imóvel propriedade da União, impossível a sua aquisição pela usucapião.’ 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI 829.138/RN, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 4.10.2011) “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Reintegração de posse. Bem público. 3. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 577.383-AgR/SP, da minha relatoria, Segunda Turma, DJe 24.9.2012) Desse modo, constato a litigância de má-fé do embargante, motivo pelo qual rejeito os embargos de declaração e imponho multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018916. Supremo Tribunal Federal ARE 685852 AGR-ED / MG adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE USUCAPIÃO. BEM DOMINICAL. IMPOSSIBILIDADE DE ALIENAÇÃO. 1. A área objeto da presente ação constitui bem publico dominical, sobre o qual não pode incidir usucapião, nos termos dos arts. 183, § 3..., e 191, parágrafo único, da Constituição Federal. 2. Em que pese a demonstração pelo autor da posse mansa e pacífica do bem por período superior a vinte anos, sendo o imóvel propriedade da União, impossível a sua aquisição pela usucapião.’ 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI 829.138/RN, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 4.10.2011) “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Reintegração de posse. Bem público. 3. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 577.383-AgR/SP, da minha relatoria, Segunda Turma, DJe 24.9.2012) Desse modo, constato a litigância de má-fé do embargante, motivo pelo qual rejeito os embargos de declaração e imponho multa de 1% (um por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, nos termos do art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6018916. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração e impôs multa de 1% sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 27.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6050390 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.852 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : ISMAEL DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : LEONARDO DE SOUZA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração e impôs multa de 1% sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 27.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6050390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685 . 852", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR", "-", "ED 808 . 362", "AI", "-", "AgR", "-", "ED 674 . 130", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR", "-", "ED 808 .", "362", "AI", "-", "AgR", "-", "ED 674 . 130", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 685852 AGR - ED / MG", "AI 829 . 138 / RN", "Recurso Extraordinário 577 . 383 - AgR / SP", "ARE 685852 AGR - ED / MG", "ADMINISTRATIVO", "AI 829 . 138 / RN", "Recurso Extraordinário 577 . 383 - AgR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 183 , § 3 . . . , e 191 , parágrafo único , da Constituição Federal", "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 183 , § 3 . . . , e 191 , parágrafo único , da Constituição Federal", "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "Brasília", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "Brasil" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ISMAEL DOS SANTOS SILVA", "LEONARDO DE SOUZA LOPES", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ISMAEL DOS SANTOS SILVA", "LEONARDO DE SOUZA LOPES", "GILMAR MENDES", "Joaquim Barbosa", "GILMAR MENDES", "ISMAEL DOS SANTOS SILVA", "LEONARDO DE SOUZA LOPES", "GILMAR MENDES", "Joaquim Barbosa", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "ISMAEL DOS SANTOS SILVA", "LEONARDO DE SOUZA LOPES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "ISMAEL DOS SANTOS SILVA", "LEONARDO DE SOUZA LOPES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "27", "/", "05", "/", "2014", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", ".", "2", ".", "2011", "22", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", ".", "2", ".", "2011", "22", ".", "2", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "10", ".", "2011", "24", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "10", ".", "2011", "24", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "27", ".", "05", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "05", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
"Ementa e Acórdão\n03/06/2014\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.3(...TRUNCATED)
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
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"- Acórdão(s) citado(s):\n(PREQUESTIONAMENTO)\nAI 541696 AgR (1ªT). \nNúmero de páginas: 7.\nAn(...TRUNCATED)
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
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acordaos
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"AGTE.(S) : PEDRO PAULO DA SILVA VALERIO SOARES \nADV.(A/S) : RENATA SERPA RODRIGUES NAZARIO \nAGD(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n03/06/2014\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.3(...TRUNCATED)
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REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
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"- Acórdão(s) citado(s):\r\n(OFENSA REFLEXA, CONSTITUIÇÃO FEDERAL, REPERCUSSÃO GERAL)\r\nRE 583(...TRUNCATED)
RICARDO LEWANDOWSKI
Tribunal Pleno
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acordaos
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"Decisão sobre Repercussão Geral\n15/05/2014\nPLENÁRIO\nREPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDIN(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n24/06/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.69(...TRUNCATED)
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2014-06-24T00:00:00
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"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO DAS DECI(...TRUNCATED)
sjur272168
Número de páginas: 6. Análise: 19/08/2014, BRU.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
811691
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ARE-AgR
acordaos
ARE 811691 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA \nAGDO.(A/S) : (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n24/06/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.69(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO","SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal","Súmula 279 do Supremo Tribu(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n24/06/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.12(...TRUNCATED)
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2014-06-24T00:00:00
2014-08-20T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PREC(...TRUNCATED)
sjur370540
Número de páginas: 5. Análise: 18/06/2018, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
811126
[ "LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 811126 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : UNIÃO \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \nAGDO.(A/S) : HILDA FE(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n24/06/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.12(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM","RECURSO","ARE 811126 AGR / RJ","ARE 811126 AGR"],"(...TRUNCATED)
"Decisão sobre Repercussão Geral\n19/06/2014\nPLENÁRIO\nREPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDIN(...TRUNCATED)
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2014-06-19T00:00:00
2014-09-01T00:00:00
"Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, po(...TRUNCATED)
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTADO DE SÃO PAULO. POLICIAIS MILITARES. ADICI(...TRUNCATED)
repercussao-geral6201
"- Acórdão(s) citado(s):\r\n(REPERCUSSÃO GERAL, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)\r\nRE 584608 RG.\r\(...TRUNCATED)
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
731333
["LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00037 INC-00015 ART-00102 INC-00003 \r\n ALÍ(...TRUNCATED)
RE-RG
acordaos
RE 731333 RG
[ "" ]
"RECTE.(S) : LUCIO APARECIDO BERTHOLE SANTOS E OUTRO(A/S)\r\nADV.(A/S) : MARCELO(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Decisão sobre Repercussão Geral\n19/06/2014\nPLENÁRIO\nREPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDIN(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 731 . 333","Recurso Extraordinário 584 . 608 RG","Recur(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n24/06/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.3(...TRUNCATED)
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2014-06-24T00:00:00
2014-10-30T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
"E M E N T A: RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – ALEGAÇÃO DE NULIDADE ABSOLUTA POR CERC(...TRUNCATED)
sjur282231
"- Acórdão(s) citado(s):\n(MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM”)\nAI 825520 AgR-ED (2ªT), RE 37879 (1(...TRUNCATED)
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
118354
null
RHC-AgR
acordaos
RHC 118354 AgR
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"AGTE.(S) : FRANCISCO BERNARDONE DA COSTA VALE \nADV.(A/S) : TIAGO VALE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)\nA(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n24/06/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.3(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 118 . 354","RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118 . 354","RT 567(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n03/06/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.24(...TRUNCATED)
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2014-06-03T00:00:00
2014-06-13T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PENAL. TRÁFICO DE ENTORPE(...TRUNCATED)
sjur267404
"- Acórdão(s) citado(s):\n(PENAL, REGIME DE CUMPRIMENTO DE PENA)\nARE 653651 AgR (2ªT), AI 829772(...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
811240
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 811240 AgR
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"AGTE.(S) : VALDINEI ANTONIO DOS SANTOS \nADV.(A/S) : HELIANE APARECIDA DO CARMO RESENDE ANDRADE \(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n03/06/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 811.24(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM","SÚMULA N . 279 DO SUPREMO","HC 97256","HC 97256",(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n24/06/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.052 CEARÁ\nRELATOR\n: MI(...TRUNCATED)
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2014-06-24T00:00:00
2014-08-15T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
"Ementa: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. DEFERIMENTO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA CONTRA A FA(...TRUNCATED)
sjur272252
"- Acórdão(s) citado(s):\n(TUTELA ANTECIPADA, PÓLO PASSIVO, FAZENDA PÚBLICA)\nADC 4. \n(ANTECIPA(...TRUNCATED)
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
10052
[ "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 10052 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ \nAGDO.(A/S) (...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n24/06/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 10.052 CEARÁ\nRELATOR\n: MI(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECLAMAÇÃO 10 . 052","ADC 4 - MC / DF","ADC 4 / DF","RECLAMAÇÃO 10 . 052","M(...TRUNCATED)
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