Dataset Viewer
Auto-converted to Parquet Duplicate
inteiro_teor
stringlengths
3.04k
763k
url_download
stringlengths
76
76
dataDecisao
timestamp[ns]
dataPublicacao
timestamp[ns]
decisao
stringlengths
131
3.23k
descricaoClasse
stringclasses
126 values
ementa
stringlengths
102
7.7k
id
stringlengths
10
22
jurisprudenciaCitada
stringlengths
47
2.78k
ministroRelator
stringclasses
13 values
nomeOrgaoJulgador
stringclasses
3 values
numeroProcesso
stringlengths
3
7
referenciasLegislativas
sequencelengths
1
31
siglaClasse
stringclasses
126 values
tipoDeDecisao
stringclasses
1 value
titulo
stringlengths
7
41
acordaosSimilares
sequencelengths
1
1
partes_lista_texto
stringlengths
68
2.11k
temaProcs
sequencelengths
1
1
inteiro_teor_regex
stringlengths
3.08k
782k
NER
dict
Ementa e Acórdão 24/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) :DOUGLAS LUCIO CAMPOS AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO Agravo regimental em reclamação. 2. Agravante reitera pedido constante de outra reclamação. 3. Reclamação anterior julgada improcedente porque não constatada ilegalidade manifesta a configurar afronta à Súmula Vinculante 56. Mérito devidamente apreciado, a evidenciar reiteração de pedido, o que é inadmitido pela jurisprudência da Corte. Precedente. 4. Agravo improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de maio de 2021. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3C8-749E-2B6E-B8DD e senha B86F-C18C-EEFB-B0A0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 24/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) :DOUGLAS LUCIO CAMPOS AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em reclamação. Nas razões recursais, o agravante argumenta que a decisão atacada nesta reclamação é diversa daquela questionada na Reclamação 45.436 e que os atos reclamados são de Juízos diferentes. Acrescenta que “o fato de o sentenciado estar cumprindo sua reprimenda há cerca de 8 (oito) meses em regime mais rigoroso, na espécie de fechado eis que se encontra preso em tempo integral apesar de estar no regime semiaberto constitui afronta ao direito de progressividade da pena, além de o mesmo sofrer com a superlotação do estabelecimento prisional.” (eDOC 34) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85BF-591E-201D-6E55 e senha 63F4-476C-FDE7-0FEB Supremo Tribunal Federal 24/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) :DOUGLAS LUCIO CAMPOS AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em reclamação. Nas razões recursais, o agravante argumenta que a decisão atacada nesta reclamação é diversa daquela questionada na Reclamação 45.436 e que os atos reclamados são de Juízos diferentes. Acrescenta que “o fato de o sentenciado estar cumprindo sua reprimenda há cerca de 8 (oito) meses em regime mais rigoroso, na espécie de fechado eis que se encontra preso em tempo integral apesar de estar no regime semiaberto constitui afronta ao direito de progressividade da pena, além de o mesmo sofrer com a superlotação do estabelecimento prisional.” (eDOC 34) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85BF-591E-201D-6E55 e senha 63F4-476C-FDE7-0FEB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como registrei, o agravante reitera questão contida nos autos da Rcl 45.436, de minha relatoria, na qual julguei improcedente a reclamação por não verificar ilegalidade manifesta a configurar violação à Súmula Vinculante 56. Ademais, as petições iniciais são semelhantes e fundamentadas na Súmula Vinculante 56. Postulam, ademais, pedido idêntico, qual seja, a prisão domiciliar. Há, ainda, a impetração do Habeas Corpus 196.309/MG. Neste, foi negado seguimento em razão de dupla supressão de instância. Esta Corte é pacífica no sentido de não se admitir reiteração de pedido: “Agravo regimental no habeas corpus. 2. Reiteração. 3. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não se admitir reiteração de habeas corpus. 4. Agravo improvido”. (AgR no HC 163.428, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 23.8.2019) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 52EA-C79C-35A0-C902 e senha 195A-4BBF-3E74-ED10 Supremo Tribunal Federal 24/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como registrei, o agravante reitera questão contida nos autos da Rcl 45.436, de minha relatoria, na qual julguei improcedente a reclamação por não verificar ilegalidade manifesta a configurar violação à Súmula Vinculante 56. Ademais, as petições iniciais são semelhantes e fundamentadas na Súmula Vinculante 56. Postulam, ademais, pedido idêntico, qual seja, a prisão domiciliar. Há, ainda, a impetração do Habeas Corpus 196.309/MG. Neste, foi negado seguimento em razão de dupla supressão de instância. Esta Corte é pacífica no sentido de não se admitir reiteração de pedido: “Agravo regimental no habeas corpus. 2. Reiteração. 3. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não se admitir reiteração de habeas corpus. 4. Agravo improvido”. (AgR no HC 163.428, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 23.8.2019) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 52EA-C79C-35A0-C902 e senha 195A-4BBF-3E74-ED10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 24/05/2021 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) : DOUGLAS LUCIO CAMPOS (138788/MG) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.5.2021 a 21.5.2021. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Maria Clara Viotti Beck Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF7F-6254-EB1F-EAAD e senha 7024-757E-25CB-5A82 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) : DOUGLAS LUCIO CAMPOS (138788/MG) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.5.2021 a 21.5.2021. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Maria Clara Viotti Beck Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF7F-6254-EB1F-EAAD e senha 7024-757E-25CB-5A82 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=755973481
2021-05-24T00:00:00
2021-05-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.5.2021 a 21.5.2021.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Agravante reitera pedido constante de outra reclamação. 3. Reclamação anterior julgada improcedente porque não constatada ilegalidade manifesta a configurar afronta à Súmula Vinculante 56. Mérito devidamente apreciado, a evidenciar reiteração de pedido, o que é inadmitido pela jurisprudência da Corte. Precedente. 4. Agravo improvido.
sjur447257
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO REGIMENTAL, REITERAÇÃO, PETIÇÃO INICIAL) HC 163428 AgR (2ªT). Número de páginas: 4. Análise: 19/08/2021, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
46546
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 46546 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) : DOUGLAS LUCIO CAMPOS AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) :DOUGLAS LUCIO CAMPOS AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO Agravo regimental em reclamação. 2. Agravante reitera pedido constante de outra reclamação. 3. Reclamação anterior julgada improcedente porque não constatada ilegalidade manifesta a configurar afronta à Súmula Vinculante 56. Mérito devidamente apreciado, a evidenciar reiteração de pedido, o que é inadmitido pela jurisprudência da Corte. Precedente. 4. Agravo improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de maio de 2021. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3C8-749E-2B6E-B8DD e senha B86F-C18C-EEFB-B0A0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 24/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) :DOUGLAS LUCIO CAMPOS AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em reclamação. Nas razões recursais, o agravante argumenta que a decisão atacada nesta reclamação é diversa daquela questionada na Reclamação 45.436 e que os atos reclamados são de Juízos diferentes. Acrescenta que “o fato de o sentenciado estar cumprindo sua reprimenda há cerca de 8 (oito) meses em regime mais rigoroso, na espécie de fechado eis que se encontra preso em tempo integral apesar de estar no regime semiaberto constitui afronta ao direito de progressividade da pena, além de o mesmo sofrer com a superlotação do estabelecimento prisional.” (eDOC 34) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85BF-591E-201D-6E55 e senha 63F4-476C-FDE7-0FEB Supremo Tribunal Federal 24/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) :DOUGLAS LUCIO CAMPOS AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em reclamação. Nas razões recursais, o agravante argumenta que a decisão atacada nesta reclamação é diversa daquela questionada na Reclamação 45.436 e que os atos reclamados são de Juízos diferentes. Acrescenta que “o fato de o sentenciado estar cumprindo sua reprimenda há cerca de 8 (oito) meses em regime mais rigoroso, na espécie de fechado eis que se encontra preso em tempo integral apesar de estar no regime semiaberto constitui afronta ao direito de progressividade da pena, além de o mesmo sofrer com a superlotação do estabelecimento prisional.” (eDOC 34) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85BF-591E-201D-6E55 e senha 63F4-476C-FDE7-0FEB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como registrei, o agravante reitera questão contida nos autos da Rcl 45.436, de minha relatoria, na qual julguei improcedente a reclamação por não verificar ilegalidade manifesta a configurar violação à Súmula Vinculante 56. Ademais, as petições iniciais são semelhantes e fundamentadas na Súmula Vinculante 56. Postulam, ademais, pedido idêntico, qual seja, a prisão domiciliar. Há, ainda, a impetração do Habeas Corpus 196.309/MG. Neste, foi negado seguimento em razão de dupla supressão de instância. Esta Corte é pacífica no sentido de não se admitir reiteração de pedido: “Agravo regimental no habeas corpus. 2. Reiteração. 3. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não se admitir reiteração de habeas corpus. 4. Agravo improvido”. (AgR no HC 163.428, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 23.8.2019) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 52EA-C79C-35A0-C902 e senha 195A-4BBF-3E74-ED10 Supremo Tribunal Federal 24/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como registrei, o agravante reitera questão contida nos autos da Rcl 45.436, de minha relatoria, na qual julguei improcedente a reclamação por não verificar ilegalidade manifesta a configurar violação à Súmula Vinculante 56. Ademais, as petições iniciais são semelhantes e fundamentadas na Súmula Vinculante 56. Postulam, ademais, pedido idêntico, qual seja, a prisão domiciliar. Há, ainda, a impetração do Habeas Corpus 196.309/MG. Neste, foi negado seguimento em razão de dupla supressão de instância. Esta Corte é pacífica no sentido de não se admitir reiteração de pedido: “Agravo regimental no habeas corpus. 2. Reiteração. 3. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não se admitir reiteração de habeas corpus. 4. Agravo improvido”. (AgR no HC 163.428, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 23.8.2019) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 52EA-C79C-35A0-C902 e senha 195A-4BBF-3E74-ED10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 24/05/2021 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) : DOUGLAS LUCIO CAMPOS (138788/MG) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.5.2021 a 21.5.2021. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Maria Clara Viotti Beck Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF7F-6254-EB1F-EAAD e senha 7024-757E-25CB-5A82 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.546 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SILAS BRUNO ALVES DOS REIS ADV.(A/S) : DOUGLAS LUCIO CAMPOS (138788/MG) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.5.2021 a 21.5.2021. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Maria Clara Viotti Beck Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF7F-6254-EB1F-EAAD e senha 7024-757E-25CB-5A82 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula Vinculante 56", "Reclamação 45 . 436", "RECLAMAÇÃO", "Reclamação 45 . 436", "RECLAMAÇÃO 46 . 546", "Rcl 45 . 436", "Habeas Corpus 196 . 309 / MG", "AgR no HC 163 . 428", "Rcl 45 . 436", "Habeas Corpus 196 . 309 / MG", "AgR no HC 163 . 428", "RECLAMAÇÃO", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "SILAS BRUNO ALVES DOS REIS", "DOUGLAS LUCIO CAMPOS", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SILAS BRUNO ALVES DOS REIS", "DOUGLAS LUCIO CAMPOS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SILAS BRUNO ALVES DOS REIS", "DOUGLAS LUCIO CAMPOS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SILAS BRUNO ALVES DOS REIS", "DOUGLAS LUCIO CAMPOS", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Nunes Marques", "Maria Clara Viotti Beck", "GILMAR MENDES", "SILAS BRUNO ALVES DOS REIS", "DOUGLAS LUCIO CAMPOS", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Nunes Marques", "Maria Clara Viotti Beck" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2021", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2021", "23", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2021", "23", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2021", "14", ".", "5", ".", "2021", "21", ".", "5", ".", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "5", ".", "2021", "21", ".", "5", ".", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :GUILHERME AMARO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO DE PENA POR APROVAÇÃO PARCIAL NO ENSINO FUNDAMENTAL NO EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS – ENCCEJA: INTERPRETAÇÃO IN BONAM PARTEM. PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. CONCESSÃO DA ORDEM PARA DECLARAR REMIDOS 78 DIAS DE PENA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 7.5.2021 a 14.5.2021. Brasília, 17 de maio de 2021. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2670-BFB9-1325-EA60 e senha 9D75-D678-FEF2-504C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RHC 193114 AGR-AGR / SC 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2670-BFB9-1325-EA60 e senha 9D75-D678-FEF2-504C Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2670-BFB9-1325-EA60 e senha 9D75-D678-FEF2-504C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 17/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :GUILHERME AMARO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.4.2021, reconsiderei a decisão e dei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus interposto por Guilherme Amaro contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça pelo qual negado provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 592.535/SC. A decisão impugnada tem a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO DE PENA POR APROVAÇÃO NO EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS – ENCCEJA: INTERPRETAÇÃO IN BONAM PARTEM. PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. RECONSIDERAÇÃO. CONCESSÃO DA ORDEM PARA DECLARAR REMIDOS 78 DIAS DE PENA” (fl. 1, e-doc. 18). 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.4.2021 e intimado o Ministério Público Federal em 16.4.2021 (e-doc. 21), o Ministério Público Federal interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 22). Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Supremo Tribunal Federal 17/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :GUILHERME AMARO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.4.2021, reconsiderei a decisão e dei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus interposto por Guilherme Amaro contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça pelo qual negado provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 592.535/SC. A decisão impugnada tem a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO DE PENA POR APROVAÇÃO NO EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS – ENCCEJA: INTERPRETAÇÃO IN BONAM PARTEM. PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. RECONSIDERAÇÃO. CONCESSÃO DA ORDEM PARA DECLARAR REMIDOS 78 DIAS DE PENA” (fl. 1, e-doc. 18). 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.4.2021 e intimado o Ministério Público Federal em 16.4.2021 (e-doc. 21), o Ministério Público Federal interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 22). Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RHC 193114 AGR-AGR / SC 3. O agravante alega que deveria ser considerado “para cômputo das horas: a) 50% da carga horária definida legalmente para os níveis de ensino fundamental e médio, que, no caso de jovens e adultos, é de 1.600 e 1.200 horas, o que resulta 800 e 600 horas; b) a razão de 1 dia de pena a cada 12 horas, com total de 66 e 50 de remição para aprovação em todas as matérias do exame” (fl. 7, e-doc. 22). Aponta que a solução trazida no agravo interposto pelo Ministério Público “conjuga[ria] o artigo 126, § 1º, da LEP, que autoriza a remição de 1 dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar, com a Recomendação 44/2013 do CNJ, a qual, por sua vez, remete à Resolução 03/2010, do Conselho Nacional de Educação” (fl. 7, e-doc. 22). Assevera que “a decisão ora impugnada [teria] permiti[do], sem respaldo legal, fosse adotada como parâmetro uma carga horária maior, prevista nas diretrizes nacionais de ‘educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada em pré-escola, ensino fundamental e ensino médio’ (art. 4º, I, da Lei n. 9.394, de 20/12/1996), inaplicável, consequentemente, ao apenado e a todos os estudantes maiores de idade, para os quais, como visto, incidem as regras previstas na Resolução nº 3/2010, do Conselho Nacional de Educação (às quais remete a recomendação do CNJ)” (fl. 8, e-doc. 22). Assinala que, “conquanto se invoque a dificuldade do apenado em empreender seus estudos, o que não se nega, é ver que, de igual modo, extramuros, as condições de instrução de muitos jovens são totalmente inadequadas, impondo-se a muitos deles o estudo somente após árdua jornada de trabalho. Tais dificuldades, porém, ainda que comuns nas unidades familiares com menor poder aquisitivo, não importa[riam] em discrímen que enseje tratamento legal diferenciado aos alunos, de modo a beneficiar, quanto ao valor ou extensão curricular, estes em detrimento daqueles que não passaram pelas mesmas adversidades” (fl. 8, e-doc. 22). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC 3. O agravante alega que deveria ser considerado “para cômputo das horas: a) 50% da carga horária definida legalmente para os níveis de ensino fundamental e médio, que, no caso de jovens e adultos, é de 1.600 e 1.200 horas, o que resulta 800 e 600 horas; b) a razão de 1 dia de pena a cada 12 horas, com total de 66 e 50 de remição para aprovação em todas as matérias do exame” (fl. 7, e-doc. 22). Aponta que a solução trazida no agravo interposto pelo Ministério Público “conjuga[ria] o artigo 126, § 1º, da LEP, que autoriza a remição de 1 dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar, com a Recomendação 44/2013 do CNJ, a qual, por sua vez, remete à Resolução 03/2010, do Conselho Nacional de Educação” (fl. 7, e-doc. 22). Assevera que “a decisão ora impugnada [teria] permiti[do], sem respaldo legal, fosse adotada como parâmetro uma carga horária maior, prevista nas diretrizes nacionais de ‘educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada em pré-escola, ensino fundamental e ensino médio’ (art. 4º, I, da Lei n. 9.394, de 20/12/1996), inaplicável, consequentemente, ao apenado e a todos os estudantes maiores de idade, para os quais, como visto, incidem as regras previstas na Resolução nº 3/2010, do Conselho Nacional de Educação (às quais remete a recomendação do CNJ)” (fl. 8, e-doc. 22). Assinala que, “conquanto se invoque a dificuldade do apenado em empreender seus estudos, o que não se nega, é ver que, de igual modo, extramuros, as condições de instrução de muitos jovens são totalmente inadequadas, impondo-se a muitos deles o estudo somente após árdua jornada de trabalho. Tais dificuldades, porém, ainda que comuns nas unidades familiares com menor poder aquisitivo, não importa[riam] em discrímen que enseje tratamento legal diferenciado aos alunos, de modo a beneficiar, quanto ao valor ou extensão curricular, estes em detrimento daqueles que não passaram pelas mesmas adversidades” (fl. 8, e-doc. 22). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RHC 193114 AGR-AGR / SC Este o teor do pedido: “Ante o exposto, pugna o Ministério Público Federal pela reconsideração da decisão ora combatida, proferida pela Senhora Ministra Relatora, para negar seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus. Todavia, se assim não entender Vossa Excelência, requer este Órgão Ministerial que seja o presente AGRAVO REGIMENTAL apresentado aos Senhores Ministros componentes da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, com o propósito de que se manifestem sobre o mérito, cujo provimento desde logo se requer, nos termos anteriormente expostos” (fl. 9, e-doc. 22). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC Este o teor do pedido: “Ante o exposto, pugna o Ministério Público Federal pela reconsideração da decisão ora combatida, proferida pela Senhora Ministra Relatora, para negar seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus. Todavia, se assim não entender Vossa Excelência, requer este Órgão Ministerial que seja o presente AGRAVO REGIMENTAL apresentado aos Senhores Ministros componentes da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, com o propósito de que se manifestem sobre o mérito, cujo provimento desde logo se requer, nos termos anteriormente expostos” (fl. 9, e-doc. 22). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão monocrática, a despeito de, na avaliação inicial, ter adotado a compreensão então prevalecente na jurisprudência deste Supremo Tribunal, reexaminei os argumentos apresentados e enfatizados nesta sede pelo agravado. 3. Na espécie vertente, o agravado sustentou que teria direito à “remição de 78 (setenta e oito) dias, correspondentes à aprovação em 3 áreas do conhecimento do Ensino Fundamental” (fl. 11, e-doc. 10). 4. Em 30.3.2021, no julgamento do Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 190.806/SC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, a Segunda Turma, por votação unânime, interpretou in bonam partem a Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça e a Lei n. 9.364/1996, dotando de efetividade o princípio da individualização da pena pela remição quando houver aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA. O Relator concluiu ser mais adequado e justo aplicar as orientações da Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, em interpretação in bonam partem das leis pelas quais se regulamenta a remição de pena para o estudo por esforço próprio, devendo-se tomar como parâmetro a carga horária da Lei n. 9.364/1996. 5. No julgamento daquele Agravo Regimental no Habeas Corpus n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal 17/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão monocrática, a despeito de, na avaliação inicial, ter adotado a compreensão então prevalecente na jurisprudência deste Supremo Tribunal, reexaminei os argumentos apresentados e enfatizados nesta sede pelo agravado. 3. Na espécie vertente, o agravado sustentou que teria direito à “remição de 78 (setenta e oito) dias, correspondentes à aprovação em 3 áreas do conhecimento do Ensino Fundamental” (fl. 11, e-doc. 10). 4. Em 30.3.2021, no julgamento do Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 190.806/SC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, a Segunda Turma, por votação unânime, interpretou in bonam partem a Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça e a Lei n. 9.364/1996, dotando de efetividade o princípio da individualização da pena pela remição quando houver aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA. O Relator concluiu ser mais adequado e justo aplicar as orientações da Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, em interpretação in bonam partem das leis pelas quais se regulamenta a remição de pena para o estudo por esforço próprio, devendo-se tomar como parâmetro a carga horária da Lei n. 9.364/1996. 5. No julgamento daquele Agravo Regimental no Habeas Corpus n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC 190.806/SC, ao proferir voto, ressaltei que vinha decidindo no sentido da jurisprudência até então apresentada, mas aguardava o julgamento da questão pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, considerada a questão suscitada pelo Ministro Gilmar Mendes sobre a possibilidade de adequação da hermenêutica para perfeita aplicação do princípio da individualização da pena. Considerei que as condições dos reeducandos são diferentes dos demais cidadãos. Em respeito ao princípio da igualdade, tem-se que se devem tratar desigualmente os desiguais, mormente quando em situações precárias, sendo necessário sobrevalorizar a remição da pena, para que o reeducando aprovado no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA acredite que o erro pode ser superado e ter a possibilidade de uma vida diferente a partir da educação. 6. Na decisão do Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 190.155/SC, ao dar provimento ao recurso, o Relator, Ministro Gilmar Mendes, assentou sobre o cálculo da pena a ser remida de forma mais favorável ao reeducando: “De fato, os argumentos trazidos pelo STJ são contundentes e baseados em resoluções dos órgãos responsáveis por regular o tema tratado. Contudo, assiste razão à defesa. A Recomendação 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça traz diretrizes que orientam o cálculo da remição no caso concreto, porém não restringe a interpretação do julgador, que por sua vez, pode decidir de maneira diversa, desde que apresente fundamentos idôneos em suas decisões. Assim dispõe a referida norma: RECOMENDAÇÃO N.º 44/CNJ Art. 1º Recomendar aos Tribunais que: [...] IV - na hipótese de o apenado não estar, circunstancialmente, vinculado a atividades regulares de ensino no interior do estabelecimento penal e realizar estudos por conta própria, ou com simples acompanhamento pedagógico, logrando, com isso, obter aprovação nos exames nacionais que certificam a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC 190.806/SC, ao proferir voto, ressaltei que vinha decidindo no sentido da jurisprudência até então apresentada, mas aguardava o julgamento da questão pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, considerada a questão suscitada pelo Ministro Gilmar Mendes sobre a possibilidade de adequação da hermenêutica para perfeita aplicação do princípio da individualização da pena. Considerei que as condições dos reeducandos são diferentes dos demais cidadãos. Em respeito ao princípio da igualdade, tem-se que se devem tratar desigualmente os desiguais, mormente quando em situações precárias, sendo necessário sobrevalorizar a remição da pena, para que o reeducando aprovado no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA acredite que o erro pode ser superado e ter a possibilidade de uma vida diferente a partir da educação. 6. Na decisão do Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 190.155/SC, ao dar provimento ao recurso, o Relator, Ministro Gilmar Mendes, assentou sobre o cálculo da pena a ser remida de forma mais favorável ao reeducando: “De fato, os argumentos trazidos pelo STJ são contundentes e baseados em resoluções dos órgãos responsáveis por regular o tema tratado. Contudo, assiste razão à defesa. A Recomendação 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça traz diretrizes que orientam o cálculo da remição no caso concreto, porém não restringe a interpretação do julgador, que por sua vez, pode decidir de maneira diversa, desde que apresente fundamentos idôneos em suas decisões. Assim dispõe a referida norma: RECOMENDAÇÃO N.º 44/CNJ Art. 1º Recomendar aos Tribunais que: [...] IV - na hipótese de o apenado não estar, circunstancialmente, vinculado a atividades regulares de ensino no interior do estabelecimento penal e realizar estudos por conta própria, ou com simples acompanhamento pedagógico, logrando, com isso, obter aprovação nos exames nacionais que certificam a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC conclusão do ensino fundamental Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) ou médio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a fim de se dar plena aplicação ao disposto no § 5º do art. 126 da LEP (Lei n. 7.210/84), considerar, como base de cálculo para fins de cômputo das horas, visando à remição da pena pelo estudo, 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino [fundamental ou médio - art. 4º, incisos II, III e seu parágrafo único, todos da Resolução n. 03/2010, do CNE], isto é, 1600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio; Em análise detida dos autos, verifica-se que o recorrente fora aprovado no ENCCEJA (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), obtendo o certificado de conclusão do ensino fundamental (eDOC 1, p. 4, 14, 53 e 71). Inicialmente, deve-se considerar que o ordenamento jurídico brasileiro acolhe o princípio da proporcionalidade, premissa fundamental para a individualização da pena e, também, para todas as circunstâncias que incidem sobre ela. Sobre o mencionado princípio, Cesar Roberto Bitencourt leciona: O modelo político consagrado pelo Estado Democrático de Direito determina que todo o Estado – em seus três Poderes, bem como nas funções essenciais à Justiça – resulta vinculado em relação aos fins eleitos para a prática dos atos legislativos, judiciais e administrativos. Em outros termos, toda atividade estatal é sempre vinculada axiomaticamente pelos princípios constitucionais explícitos e implícitos. As consequências jurídicas dessa constituição dirigente são visíveis. A primeira delas verifica-se pela consagração do princípio da proporcionalidade, não como simples critério interpretativo, mas como garantia legitimadora/limitadora de todo o ordenamento jurídico infraconstitucional. Assim, deparamo-nos com um vínculo constitucional capaz de limitar os fins de um ato estatal e os meios eleitos para que tal finalidade seja alcançada. Conjuga-se, pois, a união harmônica de três fatores essenciais: a) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC conclusão do ensino fundamental Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) ou médio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a fim de se dar plena aplicação ao disposto no § 5º do art. 126 da LEP (Lei n. 7.210/84), considerar, como base de cálculo para fins de cômputo das horas, visando à remição da pena pelo estudo, 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino [fundamental ou médio - art. 4º, incisos II, III e seu parágrafo único, todos da Resolução n. 03/2010, do CNE], isto é, 1600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio; Em análise detida dos autos, verifica-se que o recorrente fora aprovado no ENCCEJA (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), obtendo o certificado de conclusão do ensino fundamental (eDOC 1, p. 4, 14, 53 e 71). Inicialmente, deve-se considerar que o ordenamento jurídico brasileiro acolhe o princípio da proporcionalidade, premissa fundamental para a individualização da pena e, também, para todas as circunstâncias que incidem sobre ela. Sobre o mencionado princípio, Cesar Roberto Bitencourt leciona: O modelo político consagrado pelo Estado Democrático de Direito determina que todo o Estado – em seus três Poderes, bem como nas funções essenciais à Justiça – resulta vinculado em relação aos fins eleitos para a prática dos atos legislativos, judiciais e administrativos. Em outros termos, toda atividade estatal é sempre vinculada axiomaticamente pelos princípios constitucionais explícitos e implícitos. As consequências jurídicas dessa constituição dirigente são visíveis. A primeira delas verifica-se pela consagração do princípio da proporcionalidade, não como simples critério interpretativo, mas como garantia legitimadora/limitadora de todo o ordenamento jurídico infraconstitucional. Assim, deparamo-nos com um vínculo constitucional capaz de limitar os fins de um ato estatal e os meios eleitos para que tal finalidade seja alcançada. Conjuga-se, pois, a união harmônica de três fatores essenciais: a) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC adequação teleológica: todo ato estatal passa a ter uma finalidade política ditada não por princípios do próprio administrador, legislador ou juiz, mas sim por valores éticos deduzidos da Constituição Federal – vedação do arbítrio (Ubermassverbot); b) necessidade (Erforderlichkeit): o meio não pode exceder os limites indispensáveis e menos lesivos possíveis à conservação do fim legítimo que se pretende; c) proporcionalidade “stricto sensu”: todo representante do Estado está, ao mesmo tempo, obrigado a fazer uso de meios adequados e de abster-se de utilizar meios ou recursos desproporcionais. (Bitencourt, Cesar Roberto. Tratado de Direito Penal, Parte Geral 1. 17ª Edição. Editora Saraiva. 2012. P. 64-65) Outra importante possibilidade do ordenamento jurídico brasileiro, é a interpretação in bonam partem: Os Estados Democráticos de Direito não podem conviver com diplomas legais que, de alguma forma, violem o princípio da reserva legal. Assim, é inadmissível que dela resulte a definição de novos crimes ou de novas penas ou, de qualquer modo, se agrave a situação do indivíduo. Dessa forma, as normas penais não incriminadoras, que não são alcançadas pelo princípio nullum crimen nulla poena sine lege, podem perfeitamente ter suas lacunas integradas ou complementadas pela analogia, desde que, em hipótese alguma, agravem a situação do infrator. Trata-se, nesses casos, da conhecida analogia in bonam partem. Essa orientação político-criminal não se fundamenta re rezões sentimentais ou puramente humanitárias, mas, como destacava Aníbel Bruno, ‘em princípios jurídicos, que não podem ser excluídos do Direito Penal, e mediante os quais situações anômalas podem escapar a um excessivo e injusto rigor’. (...) Concluindo, em nome do Direito Penal liberal e de um Estado Democrático de Direito, jamais se deve admitir qualquer violação ao primado do princípio da reserva legal. Por isso, o aplicador da lei, o magistrado, deve buscar o melhor sentido da lei, sem criá-la, sendo-lhe facultada, inclusive, em determinadas circunstâncias a interpretação extensiva da lei penal. A interpretação analógica, nos termos em que expusemos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC adequação teleológica: todo ato estatal passa a ter uma finalidade política ditada não por princípios do próprio administrador, legislador ou juiz, mas sim por valores éticos deduzidos da Constituição Federal – vedação do arbítrio (Ubermassverbot); b) necessidade (Erforderlichkeit): o meio não pode exceder os limites indispensáveis e menos lesivos possíveis à conservação do fim legítimo que se pretende; c) proporcionalidade “stricto sensu”: todo representante do Estado está, ao mesmo tempo, obrigado a fazer uso de meios adequados e de abster-se de utilizar meios ou recursos desproporcionais. (Bitencourt, Cesar Roberto. Tratado de Direito Penal, Parte Geral 1. 17ª Edição. Editora Saraiva. 2012. P. 64-65) Outra importante possibilidade do ordenamento jurídico brasileiro, é a interpretação in bonam partem: Os Estados Democráticos de Direito não podem conviver com diplomas legais que, de alguma forma, violem o princípio da reserva legal. Assim, é inadmissível que dela resulte a definição de novos crimes ou de novas penas ou, de qualquer modo, se agrave a situação do indivíduo. Dessa forma, as normas penais não incriminadoras, que não são alcançadas pelo princípio nullum crimen nulla poena sine lege, podem perfeitamente ter suas lacunas integradas ou complementadas pela analogia, desde que, em hipótese alguma, agravem a situação do infrator. Trata-se, nesses casos, da conhecida analogia in bonam partem. Essa orientação político-criminal não se fundamenta re rezões sentimentais ou puramente humanitárias, mas, como destacava Aníbel Bruno, ‘em princípios jurídicos, que não podem ser excluídos do Direito Penal, e mediante os quais situações anômalas podem escapar a um excessivo e injusto rigor’. (...) Concluindo, em nome do Direito Penal liberal e de um Estado Democrático de Direito, jamais se deve admitir qualquer violação ao primado do princípio da reserva legal. Por isso, o aplicador da lei, o magistrado, deve buscar o melhor sentido da lei, sem criá-la, sendo-lhe facultada, inclusive, em determinadas circunstâncias a interpretação extensiva da lei penal. A interpretação analógica, nos termos em que expusemos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC anteriormente, é perfeitamente admissível pelo próprio ordenamento jurídico nacional. Permanece, contudo, a vedação absoluta do emprego da analogia, em razão do mesmo princípio da legalidade, salvo quando for para beneficiar a defesa. (Bitencourt, Cesar Roberto. Tratado de Direito Penal, Parte Geral 1. 17ª Edição. Editora Saraiva. 2012. p. 197-199) A Lei de Execuções Penais determina: Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. § 1º A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar - atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional - divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; § 5º O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação. (Consulta ao portal eletrônico ‘planalto.gov.br’) Por sua vez, a Lei 9.394/96 estabelece: Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (...) c) ensino médio; Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; (Consulta ao portal eletrônico ‘planalto.gov.br’) É evidente que, para um detento em ambiente de cárcere, as 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC anteriormente, é perfeitamente admissível pelo próprio ordenamento jurídico nacional. Permanece, contudo, a vedação absoluta do emprego da analogia, em razão do mesmo princípio da legalidade, salvo quando for para beneficiar a defesa. (Bitencourt, Cesar Roberto. Tratado de Direito Penal, Parte Geral 1. 17ª Edição. Editora Saraiva. 2012. p. 197-199) A Lei de Execuções Penais determina: Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. § 1º A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar - atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional - divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; § 5º O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação. (Consulta ao portal eletrônico ‘planalto.gov.br’) Por sua vez, a Lei 9.394/96 estabelece: Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (...) c) ensino médio; Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; (Consulta ao portal eletrônico ‘planalto.gov.br’) É evidente que, para um detento em ambiente de cárcere, as 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC dificuldades impostas pelos estudos são maiores que para um estudante de curso regular ou de curso na modalidade EJA, pois, tanto um quanto outro são beneficiados pela tutoria de professores, bem como pelo uso de materiais escolares direcionados. Por outro lado, o reeducando que escolhe estudar por conta própria, com os materiais disponíveis e sem acompanhamento, emprega esforços maiores para alcançar seus objetivos, tornando sua conquista algo louvável. Aplicar ao paciente a Resolução n. 03/2013 do Conselho Nacional de Educação, que disciplina o programa de Educação para Jovens e Adultos com idade mínima de 18 anos e duração menor (1600 horas para todos os anos finais do Ensino Fundamental), à primeira vista, não atende aos fatores essenciais do princípio da proporcionalidade, que deve considerar a adequação teleológica (imbuindo o ato estatal de uma finalidade política), a necessidade (respeitar os limites para conservação do fim legítimo) e proporcionalidade (utilizar os meios adequados para a concretização do bem social). Valorizar a conquista em voga trará consequências positivas à sociedade, pois servirá de incentivo para todos aqueles que vislumbrarem os benefícios do estudo, principalmente para aqueles que já acreditaram nos ‘benefícios’ de uma vida delituosa. Portanto, seria desproporcional diminuir todo o esforço empregado e considerar o empenho demonstrado como algo mínimo e comparável à modalidade de curso com a menor carga horária para o cálculo da remição. Para o presente caso, creio que seja adequado afastar parcialmente as orientações da Recomendação 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, para, a partir de uma interpretação in bonam partem das demais leis que regulamentam a situação, aplicar ao cálculo da remição da carga horária miníma para os anos finais do Ensino Fundamental regular, 3.200 horas, correspondente aos 04 anos: 6.º, 7.º, 8.º e 9.º períodos. (Lei n. 9.394/2006, art. 24, inciso I). Ante o exposto, com base no art. 192, caput, do RI/STF, dou provimento ao presente ao recurso para conceder a ordem e determinar que o cálculo da remição pela aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA seja 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC dificuldades impostas pelos estudos são maiores que para um estudante de curso regular ou de curso na modalidade EJA, pois, tanto um quanto outro são beneficiados pela tutoria de professores, bem como pelo uso de materiais escolares direcionados. Por outro lado, o reeducando que escolhe estudar por conta própria, com os materiais disponíveis e sem acompanhamento, emprega esforços maiores para alcançar seus objetivos, tornando sua conquista algo louvável. Aplicar ao paciente a Resolução n. 03/2013 do Conselho Nacional de Educação, que disciplina o programa de Educação para Jovens e Adultos com idade mínima de 18 anos e duração menor (1600 horas para todos os anos finais do Ensino Fundamental), à primeira vista, não atende aos fatores essenciais do princípio da proporcionalidade, que deve considerar a adequação teleológica (imbuindo o ato estatal de uma finalidade política), a necessidade (respeitar os limites para conservação do fim legítimo) e proporcionalidade (utilizar os meios adequados para a concretização do bem social). Valorizar a conquista em voga trará consequências positivas à sociedade, pois servirá de incentivo para todos aqueles que vislumbrarem os benefícios do estudo, principalmente para aqueles que já acreditaram nos ‘benefícios’ de uma vida delituosa. Portanto, seria desproporcional diminuir todo o esforço empregado e considerar o empenho demonstrado como algo mínimo e comparável à modalidade de curso com a menor carga horária para o cálculo da remição. Para o presente caso, creio que seja adequado afastar parcialmente as orientações da Recomendação 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, para, a partir de uma interpretação in bonam partem das demais leis que regulamentam a situação, aplicar ao cálculo da remição da carga horária miníma para os anos finais do Ensino Fundamental regular, 3.200 horas, correspondente aos 04 anos: 6.º, 7.º, 8.º e 9.º períodos. (Lei n. 9.394/2006, art. 24, inciso I). Ante o exposto, com base no art. 192, caput, do RI/STF, dou provimento ao presente ao recurso para conceder a ordem e determinar que o cálculo da remição pela aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA seja 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC feito considerando como base de cálculo 50% da carga horária definida legalmente para os anos finais do Ensino Fundamental regular (3.200 horas), ou seja, 1.600 horas resultando um total de 177 dias a serem remidos” (DJe 1º.10.2020). 7. A Segunda Turma deste Supremo Tribunal firmou, por unanimidade, nova orientação para o cálculo da remição de pena por aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA, devendo ser considerado como base de cálculo 50% da carga horária definida legalmente para os anos finais do Ensino Fundamental regular, ou seja, 1.600 horas. Por esses fundamentos, reconsiderei a primeira decisão proferida e dei provimento ao recurso ordinário para conceder o habeas corpus, declarando remidos 78 dias da pena do recorrente, por aprovação parcial (três áreas de conhecimento) no ensino fundamental no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA. 8. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 9. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC feito considerando como base de cálculo 50% da carga horária definida legalmente para os anos finais do Ensino Fundamental regular (3.200 horas), ou seja, 1.600 horas resultando um total de 177 dias a serem remidos” (DJe 1º.10.2020). 7. A Segunda Turma deste Supremo Tribunal firmou, por unanimidade, nova orientação para o cálculo da remição de pena por aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA, devendo ser considerado como base de cálculo 50% da carga horária definida legalmente para os anos finais do Ensino Fundamental regular, ou seja, 1.600 horas. Por esses fundamentos, reconsiderei a primeira decisão proferida e dei provimento ao recurso ordinário para conceder o habeas corpus, declarando remidos 78 dias da pena do recorrente, por aprovação parcial (três áreas de conhecimento) no ensino fundamental no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA. 8. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 9. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 17/05/2021 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : GUILHERME AMARO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.5.2021 a 14.5.2021. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Maria Clara Viotti Beck Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26F1-CC13-5D5C-CCA5 e senha 7000-413B-7922-65C0 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : GUILHERME AMARO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.5.2021 a 14.5.2021. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Maria Clara Viotti Beck Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26F1-CC13-5D5C-CCA5 e senha 7000-413B-7922-65C0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=755892653
2021-05-17T00:00:00
2021-05-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.5.2021 a 14.5.2021.
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO DE PENA POR APROVAÇÃO PARCIAL NO ENSINO FUNDAMENTAL NO EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS – ENCCEJA: INTERPRETAÇÃO IN BONAM PARTEM. PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. CONCESSÃO DA ORDEM PARA DECLARAR REMIDOS 78 DIAS DE PENA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur446438
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA, REMIÇÃO DA PENA, APROVAÇÃO, ENCCEJA) HC 190806 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (CÁLCULO, REMIÇÃO DA PENA) RHC 190155. - Veja Recomendação n° 44, de 2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Número de páginas: 13. Análise: 07/12/2021, LPC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
193114
[ "LEG-FED LEI-009364 ANO-1996\n LEI ORDINÁRIA" ]
RHC-AgR-AgR
acordaos
RHC 193114 AgR-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : GUILHERME AMARO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :GUILHERME AMARO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO DE PENA POR APROVAÇÃO PARCIAL NO ENSINO FUNDAMENTAL NO EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS – ENCCEJA: INTERPRETAÇÃO IN BONAM PARTEM. PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. CONCESSÃO DA ORDEM PARA DECLARAR REMIDOS 78 DIAS DE PENA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 7.5.2021 a 14.5.2021. Brasília, 17 de maio de 2021. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2670-BFB9-1325-EA60 e senha 9D75-D678-FEF2-504C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RHC 193114 AGR-AGR / SC 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2670-BFB9-1325-EA60 e senha 9D75-D678-FEF2-504C Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2670-BFB9-1325-EA60 e senha 9D75-D678-FEF2-504C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 17/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :GUILHERME AMARO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.4.2021, reconsiderei a decisão e dei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus interposto por Guilherme Amaro contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça pelo qual negado provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 592.535/SC. A decisão impugnada tem a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO DE PENA POR APROVAÇÃO NO EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS – ENCCEJA: INTERPRETAÇÃO IN BONAM PARTEM. PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. RECONSIDERAÇÃO. CONCESSÃO DA ORDEM PARA DECLARAR REMIDOS 78 DIAS DE PENA” (fl. 1, e-doc. 18). 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.4.2021 e intimado o Ministério Público Federal em 16.4.2021 (e-doc. 21), o Ministério Público Federal interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 22). Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Supremo Tribunal Federal 17/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :GUILHERME AMARO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.4.2021, reconsiderei a decisão e dei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus interposto por Guilherme Amaro contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça pelo qual negado provimento ao Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 592.535/SC. A decisão impugnada tem a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO DE PENA POR APROVAÇÃO NO EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS – ENCCEJA: INTERPRETAÇÃO IN BONAM PARTEM. PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. RECONSIDERAÇÃO. CONCESSÃO DA ORDEM PARA DECLARAR REMIDOS 78 DIAS DE PENA” (fl. 1, e-doc. 18). 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.4.2021 e intimado o Ministério Público Federal em 16.4.2021 (e-doc. 21), o Ministério Público Federal interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 22). Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RHC 193114 AGR-AGR / SC 3. O agravante alega que deveria ser considerado “para cômputo das horas: a) 50% da carga horária definida legalmente para os níveis de ensino fundamental e médio, que, no caso de jovens e adultos, é de 1.600 e 1.200 horas, o que resulta 800 e 600 horas; b) a razão de 1 dia de pena a cada 12 horas, com total de 66 e 50 de remição para aprovação em todas as matérias do exame” (fl. 7, e-doc. 22). Aponta que a solução trazida no agravo interposto pelo Ministério Público “conjuga[ria] o artigo 126, § 1..., da LEP, que autoriza a remição de 1 dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar, com a Recomendação 44/2013 do CNJ, a qual, por sua vez, remete à Resolução 03/2010, do Conselho Nacional de Educação” (fl. 7, e-doc. 22). Assevera que “a decisão ora impugnada [teria] permiti[do], sem respaldo legal, fosse adotada como parâmetro uma carga horária maior, prevista nas diretrizes nacionais de ‘educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada em pré-escola, ensino fundamental e ensino médio’ (art. 4..., I, da Lei n. 9.394, de 20/12/1996), inaplicável, consequentemente, ao apenado e a todos os estudantes maiores de idade, para os quais, como visto, incidem as regras previstas na Resolução n 3/2010, do Conselho Nacional de Educação (às quais remete a recomendação do CNJ)” (fl. 8, e-doc. 22). Assinala que, “conquanto se invoque a dificuldade do apenado em empreender seus estudos, o que não se nega, é ver que, de igual modo, extramuros, as condições de instrução de muitos jovens são totalmente inadequadas, impondo-se a muitos deles o estudo somente após árdua jornada de trabalho. Tais dificuldades, porém, ainda que comuns nas unidades familiares com menor poder aquisitivo, não importa[riam] em discrímen que enseje tratamento legal diferenciado aos alunos, de modo a beneficiar, quanto ao valor ou extensão curricular, estes em detrimento daqueles que não passaram pelas mesmas adversidades” (fl. 8, e-doc. 22). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC 3. O agravante alega que deveria ser considerado “para cômputo das horas: a) 50% da carga horária definida legalmente para os níveis de ensino fundamental e médio, que, no caso de jovens e adultos, é de 1.600 e 1.200 horas, o que resulta 800 e 600 horas; b) a razão de 1 dia de pena a cada 12 horas, com total de 66 e 50 de remição para aprovação em todas as matérias do exame” (fl. 7, e-doc. 22). Aponta que a solução trazida no agravo interposto pelo Ministério Público “conjuga[ria] o artigo 126, § 1..., da LEP, que autoriza a remição de 1 dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar, com a Recomendação 44/2013 do CNJ, a qual, por sua vez, remete à Resolução 03/2010, do Conselho Nacional de Educação” (fl. 7, e-doc. 22). Assevera que “a decisão ora impugnada [teria] permiti[do], sem respaldo legal, fosse adotada como parâmetro uma carga horária maior, prevista nas diretrizes nacionais de ‘educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada em pré-escola, ensino fundamental e ensino médio’ (art. 4..., I, da Lei n. 9.394, de 20/12/1996), inaplicável, consequentemente, ao apenado e a todos os estudantes maiores de idade, para os quais, como visto, incidem as regras previstas na Resolução n 3/2010, do Conselho Nacional de Educação (às quais remete a recomendação do CNJ)” (fl. 8, e-doc. 22). Assinala que, “conquanto se invoque a dificuldade do apenado em empreender seus estudos, o que não se nega, é ver que, de igual modo, extramuros, as condições de instrução de muitos jovens são totalmente inadequadas, impondo-se a muitos deles o estudo somente após árdua jornada de trabalho. Tais dificuldades, porém, ainda que comuns nas unidades familiares com menor poder aquisitivo, não importa[riam] em discrímen que enseje tratamento legal diferenciado aos alunos, de modo a beneficiar, quanto ao valor ou extensão curricular, estes em detrimento daqueles que não passaram pelas mesmas adversidades” (fl. 8, e-doc. 22). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RHC 193114 AGR-AGR / SC Este o teor do pedido: “Ante o exposto, pugna o Ministério Público Federal pela reconsideração da decisão ora combatida, proferida pela Senhora Ministra Relatora, para negar seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus. Todavia, se assim não entender Vossa Excelência, requer este Órgão Ministerial que seja o presente AGRAVO REGIMENTAL apresentado aos Senhores Ministros componentes da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, com o propósito de que se manifestem sobre o mérito, cujo provimento desde logo se requer, nos termos anteriormente expostos” (fl. 9, e-doc. 22). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC Este o teor do pedido: “Ante o exposto, pugna o Ministério Público Federal pela reconsideração da decisão ora combatida, proferida pela Senhora Ministra Relatora, para negar seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus. Todavia, se assim não entender Vossa Excelência, requer este Órgão Ministerial que seja o presente AGRAVO REGIMENTAL apresentado aos Senhores Ministros componentes da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, com o propósito de que se manifestem sobre o mérito, cujo provimento desde logo se requer, nos termos anteriormente expostos” (fl. 9, e-doc. 22). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FE8-B135-5FE8-16BA e senha DCD1-C665-1C09-FAFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão monocrática, a despeito de, na avaliação inicial, ter adotado a compreensão então prevalecente na jurisprudência deste Supremo Tribunal, reexaminei os argumentos apresentados e enfatizados nesta sede pelo agravado. 3. Na espécie vertente, o agravado sustentou que teria direito à “remição de 78 (setenta e oito) dias, correspondentes à aprovação em 3 áreas do conhecimento do Ensino Fundamental” (fl. 11, e-doc. 10). 4. Em 30.3.2021, no julgamento do Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 190.806/SC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, a Segunda Turma, por votação unânime, interpretou in bonam partem a Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça e a Lei n. 9.364/1996, dotando de efetividade o princípio da individualização da pena pela remição quando houver aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA. O Relator concluiu ser mais adequado e justo aplicar as orientações da Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, em interpretação in bonam partem das leis pelas quais se regulamenta a remição de pena para o estudo por esforço próprio, devendo-se tomar como parâmetro a carga horária da Lei n. 9.364/1996. 5. No julgamento daquele Agravo Regimental no Habeas Corpus n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal 17/05/2021 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão monocrática, a despeito de, na avaliação inicial, ter adotado a compreensão então prevalecente na jurisprudência deste Supremo Tribunal, reexaminei os argumentos apresentados e enfatizados nesta sede pelo agravado. 3. Na espécie vertente, o agravado sustentou que teria direito à “remição de 78 (setenta e oito) dias, correspondentes à aprovação em 3 áreas do conhecimento do Ensino Fundamental” (fl. 11, e-doc. 10). 4. Em 30.3.2021, no julgamento do Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 190.806/SC, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, a Segunda Turma, por votação unânime, interpretou in bonam partem a Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça e a Lei n. 9.364/1996, dotando de efetividade o princípio da individualização da pena pela remição quando houver aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA. O Relator concluiu ser mais adequado e justo aplicar as orientações da Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, em interpretação in bonam partem das leis pelas quais se regulamenta a remição de pena para o estudo por esforço próprio, devendo-se tomar como parâmetro a carga horária da Lei n. 9.364/1996. 5. No julgamento daquele Agravo Regimental no Habeas Corpus n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC 190.806/SC, ao proferir voto, ressaltei que vinha decidindo no sentido da jurisprudência até então apresentada, mas aguardava o julgamento da questão pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, considerada a questão suscitada pelo Ministro Gilmar Mendes sobre a possibilidade de adequação da hermenêutica para perfeita aplicação do princípio da individualização da pena. Considerei que as condições dos reeducandos são diferentes dos demais cidadãos. Em respeito ao princípio da igualdade, tem-se que se devem tratar desigualmente os desiguais, mormente quando em situações precárias, sendo necessário sobrevalorizar a remição da pena, para que o reeducando aprovado no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA acredite que o erro pode ser superado e ter a possibilidade de uma vida diferente a partir da educação. 6. Na decisão do Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 190.155/SC, ao dar provimento ao recurso, o Relator, Ministro Gilmar Mendes, assentou sobre o cálculo da pena a ser remida de forma mais favorável ao reeducando: “De fato, os argumentos trazidos pelo Superior Tribunal de Justiça são contundentes e baseados em resoluções dos órgãos responsáveis por regular o tema tratado. Contudo, assiste razão à defesa. A Recomendação 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça traz diretrizes que orientam o cálculo da remição no caso concreto, porém não restringe a interpretação do julgador, que por sua vez, pode decidir de maneira diversa, desde que apresente fundamentos idôneos em suas decisões. Assim dispõe a referida norma: RECOMENDAÇÃO N. 44/CNJ Art. 1... Recomendar aos Tribunais que: [...] IV - na hipótese de o apenado não estar, circunstancialmente, vinculado a atividades regulares de ensino no interior do estabelecimento penal e realizar estudos por conta própria, ou com simples acompanhamento pedagógico, logrando, com isso, obter aprovação nos exames nacionais que certificam a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC 190.806/SC, ao proferir voto, ressaltei que vinha decidindo no sentido da jurisprudência até então apresentada, mas aguardava o julgamento da questão pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, considerada a questão suscitada pelo Ministro Gilmar Mendes sobre a possibilidade de adequação da hermenêutica para perfeita aplicação do princípio da individualização da pena. Considerei que as condições dos reeducandos são diferentes dos demais cidadãos. Em respeito ao princípio da igualdade, tem-se que se devem tratar desigualmente os desiguais, mormente quando em situações precárias, sendo necessário sobrevalorizar a remição da pena, para que o reeducando aprovado no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA acredite que o erro pode ser superado e ter a possibilidade de uma vida diferente a partir da educação. 6. Na decisão do Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 190.155/SC, ao dar provimento ao recurso, o Relator, Ministro Gilmar Mendes, assentou sobre o cálculo da pena a ser remida de forma mais favorável ao reeducando: “De fato, os argumentos trazidos pelo Superior Tribunal de Justiça são contundentes e baseados em resoluções dos órgãos responsáveis por regular o tema tratado. Contudo, assiste razão à defesa. A Recomendação 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça traz diretrizes que orientam o cálculo da remição no caso concreto, porém não restringe a interpretação do julgador, que por sua vez, pode decidir de maneira diversa, desde que apresente fundamentos idôneos em suas decisões. Assim dispõe a referida norma: RECOMENDAÇÃO N. 44/CNJ Art. 1... Recomendar aos Tribunais que: [...] IV - na hipótese de o apenado não estar, circunstancialmente, vinculado a atividades regulares de ensino no interior do estabelecimento penal e realizar estudos por conta própria, ou com simples acompanhamento pedagógico, logrando, com isso, obter aprovação nos exames nacionais que certificam a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC conclusão do ensino fundamental Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) ou médio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a fim de se dar plena aplicação ao disposto no § 5... do art. 126 da LEP (Lei n. 7.210/84), considerar, como base de cálculo para fins de cômputo das horas, visando à remição da pena pelo estudo, 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino [fundamental ou médio - art. 4..., incisos II, III e seu parágrafo único, todos da Resolução n. 03/2010, do CNE], isto é, 1600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio; Em análise detida dos autos, verifica-se que o recorrente fora aprovado no ENCCEJA (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), obtendo o certificado de conclusão do ensino fundamental (eDOC 1, p. 4, 14, 53 e 71). Inicialmente, deve-se considerar que o ordenamento jurídico brasileiro acolhe o princípio da proporcionalidade, premissa fundamental para a individualização da pena e, também, para todas as circunstâncias que incidem sobre ela. Sobre o mencionado princípio, Cesar Roberto Bitencourt leciona: O modelo político consagrado pelo Estado Democrático de Direito determina que todo o Estado – em seus três Poderes, bem como nas funções essenciais à Justiça – resulta vinculado em relação aos fins eleitos para a prática dos atos legislativos, judiciais e administrativos. Em outros termos, toda atividade estatal é sempre vinculada axiomaticamente pelos princípios constitucionais explícitos e implícitos. As consequências jurídicas dessa constituição dirigente são visíveis. A primeira delas verifica-se pela consagração do princípio da proporcionalidade, não como simples critério interpretativo, mas como garantia legitimadora/limitadora de todo o ordenamento jurídico infraconstitucional. Assim, deparamo-nos com um vínculo constitucional capaz de limitar os fins de um ato estatal e os meios eleitos para que tal finalidade seja alcançada. Conjuga-se, pois, a união harmônica de três fatores essenciais: a) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC conclusão do ensino fundamental Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) ou médio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a fim de se dar plena aplicação ao disposto no § 5... do art. 126 da LEP (Lei n. 7.210/84), considerar, como base de cálculo para fins de cômputo das horas, visando à remição da pena pelo estudo, 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino [fundamental ou médio - art. 4..., incisos II, III e seu parágrafo único, todos da Resolução n. 03/2010, do CNE], isto é, 1600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio; Em análise detida dos autos, verifica-se que o recorrente fora aprovado no ENCCEJA (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), obtendo o certificado de conclusão do ensino fundamental (eDOC 1, p. 4, 14, 53 e 71). Inicialmente, deve-se considerar que o ordenamento jurídico brasileiro acolhe o princípio da proporcionalidade, premissa fundamental para a individualização da pena e, também, para todas as circunstâncias que incidem sobre ela. Sobre o mencionado princípio, Cesar Roberto Bitencourt leciona: O modelo político consagrado pelo Estado Democrático de Direito determina que todo o Estado – em seus três Poderes, bem como nas funções essenciais à Justiça – resulta vinculado em relação aos fins eleitos para a prática dos atos legislativos, judiciais e administrativos. Em outros termos, toda atividade estatal é sempre vinculada axiomaticamente pelos princípios constitucionais explícitos e implícitos. As consequências jurídicas dessa constituição dirigente são visíveis. A primeira delas verifica-se pela consagração do princípio da proporcionalidade, não como simples critério interpretativo, mas como garantia legitimadora/limitadora de todo o ordenamento jurídico infraconstitucional. Assim, deparamo-nos com um vínculo constitucional capaz de limitar os fins de um ato estatal e os meios eleitos para que tal finalidade seja alcançada. Conjuga-se, pois, a união harmônica de três fatores essenciais: a) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC adequação teleológica: todo ato estatal passa a ter uma finalidade política ditada não por princípios do próprio administrador, legislador ou juiz, mas sim por valores éticos deduzidos da Constituição Federal – vedação do arbítrio (Ubermassverbot); b) necessidade (Erforderlichkeit): o meio não pode exceder os limites indispensáveis e menos lesivos possíveis à conservação do fim legítimo que se pretende; c) proporcionalidade “stricto sensu”: todo representante do Estado está, ao mesmo tempo, obrigado a fazer uso de meios adequados e de abster-se de utilizar meios ou recursos desproporcionais. (Bitencourt, Cesar Roberto. Tratado de Direito Penal, Parte Geral 1. 17... Edição. Editora Saraiva. 2012. P. 64-65) Outra importante possibilidade do ordenamento jurídico brasileiro, é a interpretação in bonam partem: Os Estados Democráticos de Direito não podem conviver com diplomas legais que, de alguma forma, violem o princípio da reserva legal. Assim, é inadmissível que dela resulte a definição de novos crimes ou de novas penas ou, de qualquer modo, se agrave a situação do indivíduo. Dessa forma, as normas penais não incriminadoras, que não são alcançadas pelo princípio nullum crimen nulla poena sine lege, podem perfeitamente ter suas lacunas integradas ou complementadas pela analogia, desde que, em hipótese alguma, agravem a situação do infrator. Trata-se, nesses casos, da conhecida analogia in bonam partem. Essa orientação político-criminal não se fundamenta re rezões sentimentais ou puramente humanitárias, mas, como destacava Aníbel Bruno, ‘em princípios jurídicos, que não podem ser excluídos do Direito Penal, e mediante os quais situações anômalas podem escapar a um excessivo e injusto rigor’. (...) Concluindo, em nome do Direito Penal liberal e de um Estado Democrático de Direito, jamais se deve admitir qualquer violação ao primado do princípio da reserva legal. Por isso, o aplicador da lei, o magistrado, deve buscar o melhor sentido da lei, sem criá-la, sendo-lhe facultada, inclusive, em determinadas circunstâncias a interpretação extensiva da lei penal. A interpretação analógica, nos termos em que expusemos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC adequação teleológica: todo ato estatal passa a ter uma finalidade política ditada não por princípios do próprio administrador, legislador ou juiz, mas sim por valores éticos deduzidos da Constituição Federal – vedação do arbítrio (Ubermassverbot); b) necessidade (Erforderlichkeit): o meio não pode exceder os limites indispensáveis e menos lesivos possíveis à conservação do fim legítimo que se pretende; c) proporcionalidade “stricto sensu”: todo representante do Estado está, ao mesmo tempo, obrigado a fazer uso de meios adequados e de abster-se de utilizar meios ou recursos desproporcionais. (Bitencourt, Cesar Roberto. Tratado de Direito Penal, Parte Geral 1. 17... Edição. Editora Saraiva. 2012. P. 64-65) Outra importante possibilidade do ordenamento jurídico brasileiro, é a interpretação in bonam partem: Os Estados Democráticos de Direito não podem conviver com diplomas legais que, de alguma forma, violem o princípio da reserva legal. Assim, é inadmissível que dela resulte a definição de novos crimes ou de novas penas ou, de qualquer modo, se agrave a situação do indivíduo. Dessa forma, as normas penais não incriminadoras, que não são alcançadas pelo princípio nullum crimen nulla poena sine lege, podem perfeitamente ter suas lacunas integradas ou complementadas pela analogia, desde que, em hipótese alguma, agravem a situação do infrator. Trata-se, nesses casos, da conhecida analogia in bonam partem. Essa orientação político-criminal não se fundamenta re rezões sentimentais ou puramente humanitárias, mas, como destacava Aníbel Bruno, ‘em princípios jurídicos, que não podem ser excluídos do Direito Penal, e mediante os quais situações anômalas podem escapar a um excessivo e injusto rigor’. (...) Concluindo, em nome do Direito Penal liberal e de um Estado Democrático de Direito, jamais se deve admitir qualquer violação ao primado do princípio da reserva legal. Por isso, o aplicador da lei, o magistrado, deve buscar o melhor sentido da lei, sem criá-la, sendo-lhe facultada, inclusive, em determinadas circunstâncias a interpretação extensiva da lei penal. A interpretação analógica, nos termos em que expusemos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC anteriormente, é perfeitamente admissível pelo próprio ordenamento jurídico nacional. Permanece, contudo, a vedação absoluta do emprego da analogia, em razão do mesmo princípio da legalidade, salvo quando for para beneficiar a defesa. (Bitencourt, Cesar Roberto. Tratado de Direito Penal, Parte Geral 1. 17... Edição. Editora Saraiva. 2012. p. 197-199) A Lei de Execuções Penais determina: Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. § 1... A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar - atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional - divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; § 5... O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação. (Consulta ao portal eletrônico ‘planalto.gov.br’) Por sua vez, a Lei 9.394/96 estabelece: Art. 4... O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (...) c) ensino médio; Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; (Consulta ao portal eletrônico ‘planalto.gov.br’) É evidente que, para um detento em ambiente de cárcere, as 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC anteriormente, é perfeitamente admissível pelo próprio ordenamento jurídico nacional. Permanece, contudo, a vedação absoluta do emprego da analogia, em razão do mesmo princípio da legalidade, salvo quando for para beneficiar a defesa. (Bitencourt, Cesar Roberto. Tratado de Direito Penal, Parte Geral 1. 17... Edição. Editora Saraiva. 2012. p. 197-199) A Lei de Execuções Penais determina: Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. § 1... A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar - atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional - divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; § 5... O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação. (Consulta ao portal eletrônico ‘planalto.gov.br’) Por sua vez, a Lei 9.394/96 estabelece: Art. 4... O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (...) c) ensino médio; Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; (Consulta ao portal eletrônico ‘planalto.gov.br’) É evidente que, para um detento em ambiente de cárcere, as 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC dificuldades impostas pelos estudos são maiores que para um estudante de curso regular ou de curso na modalidade EJA, pois, tanto um quanto outro são beneficiados pela tutoria de professores, bem como pelo uso de materiais escolares direcionados. Por outro lado, o reeducando que escolhe estudar por conta própria, com os materiais disponíveis e sem acompanhamento, emprega esforços maiores para alcançar seus objetivos, tornando sua conquista algo louvável. Aplicar ao paciente a Resolução n. 03/2013 do Conselho Nacional de Educação, que disciplina o programa de Educação para Jovens e Adultos com idade mínima de 18 anos e duração menor (1600 horas para todos os anos finais do Ensino Fundamental), à primeira vista, não atende aos fatores essenciais do princípio da proporcionalidade, que deve considerar a adequação teleológica (imbuindo o ato estatal de uma finalidade política), a necessidade (respeitar os limites para conservação do fim legítimo) e proporcionalidade (utilizar os meios adequados para a concretização do bem social). Valorizar a conquista em voga trará consequências positivas à sociedade, pois servirá de incentivo para todos aqueles que vislumbrarem os benefícios do estudo, principalmente para aqueles que já acreditaram nos ‘benefícios’ de uma vida delituosa. Portanto, seria desproporcional diminuir todo o esforço empregado e considerar o empenho demonstrado como algo mínimo e comparável à modalidade de curso com a menor carga horária para o cálculo da remição. Para o presente caso, creio que seja adequado afastar parcialmente as orientações da Recomendação 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, para, a partir de uma interpretação in bonam partem das demais leis que regulamentam a situação, aplicar ao cálculo da remição da carga horária miníma para os anos finais do Ensino Fundamental regular, 3.200 horas, correspondente aos 04 anos: 6., 7., 8. e 9. períodos. (Lei n. 9.394/2006, art. 24, inciso I). Ante o exposto, com base no art. 192, caput, do RI/Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao presente ao recurso para conceder a ordem e determinar que o cálculo da remição pela aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA seja 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC dificuldades impostas pelos estudos são maiores que para um estudante de curso regular ou de curso na modalidade EJA, pois, tanto um quanto outro são beneficiados pela tutoria de professores, bem como pelo uso de materiais escolares direcionados. Por outro lado, o reeducando que escolhe estudar por conta própria, com os materiais disponíveis e sem acompanhamento, emprega esforços maiores para alcançar seus objetivos, tornando sua conquista algo louvável. Aplicar ao paciente a Resolução n. 03/2013 do Conselho Nacional de Educação, que disciplina o programa de Educação para Jovens e Adultos com idade mínima de 18 anos e duração menor (1600 horas para todos os anos finais do Ensino Fundamental), à primeira vista, não atende aos fatores essenciais do princípio da proporcionalidade, que deve considerar a adequação teleológica (imbuindo o ato estatal de uma finalidade política), a necessidade (respeitar os limites para conservação do fim legítimo) e proporcionalidade (utilizar os meios adequados para a concretização do bem social). Valorizar a conquista em voga trará consequências positivas à sociedade, pois servirá de incentivo para todos aqueles que vislumbrarem os benefícios do estudo, principalmente para aqueles que já acreditaram nos ‘benefícios’ de uma vida delituosa. Portanto, seria desproporcional diminuir todo o esforço empregado e considerar o empenho demonstrado como algo mínimo e comparável à modalidade de curso com a menor carga horária para o cálculo da remição. Para o presente caso, creio que seja adequado afastar parcialmente as orientações da Recomendação 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, para, a partir de uma interpretação in bonam partem das demais leis que regulamentam a situação, aplicar ao cálculo da remição da carga horária miníma para os anos finais do Ensino Fundamental regular, 3.200 horas, correspondente aos 04 anos: 6., 7., 8. e 9. períodos. (Lei n. 9.394/2006, art. 24, inciso I). Ante o exposto, com base no art. 192, caput, do RI/Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao presente ao recurso para conceder a ordem e determinar que o cálculo da remição pela aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA seja 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 193114 AGR-AGR / SC feito considerando como base de cálculo 50% da carga horária definida legalmente para os anos finais do Ensino Fundamental regular (3.200 horas), ou seja, 1.600 horas resultando um total de 177 dias a serem remidos” (DJe 1....10.2020). 7. A Segunda Turma deste Supremo Tribunal firmou, por unanimidade, nova orientação para o cálculo da remição de pena por aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA, devendo ser considerado como base de cálculo 50% da carga horária definida legalmente para os anos finais do Ensino Fundamental regular, ou seja, 1.600 horas. Por esses fundamentos, reconsiderei a primeira decisão proferida e dei provimento ao recurso ordinário para conceder o habeas corpus, declarando remidos 78 dias da pena do recorrente, por aprovação parcial (três áreas de conhecimento) no ensino fundamental no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA. 8. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 9. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Supremo Tribunal Federal RHC 193114 AGR-AGR / SC feito considerando como base de cálculo 50% da carga horária definida legalmente para os anos finais do Ensino Fundamental regular (3.200 horas), ou seja, 1.600 horas resultando um total de 177 dias a serem remidos” (DJe 1....10.2020). 7. A Segunda Turma deste Supremo Tribunal firmou, por unanimidade, nova orientação para o cálculo da remição de pena por aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA, devendo ser considerado como base de cálculo 50% da carga horária definida legalmente para os anos finais do Ensino Fundamental regular, ou seja, 1.600 horas. Por esses fundamentos, reconsiderei a primeira decisão proferida e dei provimento ao recurso ordinário para conceder o habeas corpus, declarando remidos 78 dias da pena do recorrente, por aprovação parcial (três áreas de conhecimento) no ensino fundamental no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA. 8. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 9. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FAD-6C18-A9F3-F6F7 e senha 8565-E3C4-8EDF-49C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 17/05/2021 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : GUILHERME AMARO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.5.2021 a 14.5.2021. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Maria Clara Viotti Beck Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26F1-CC13-5D5C-CCA5 e senha 7000-413B-7922-65C0 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 193.114 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : GUILHERME AMARO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.5.2021 a 14.5.2021. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Maria Clara Viotti Beck Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26F1-CC13-5D5C-CCA5 e senha 7000-413B-7922-65C0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Agravo Regimental no Habeas Corpus n . 592 . 535 / SC", "Recomendação 44", "Recomendação 44 / 2013 do", "Agravo Regimental no Habeas Corpus n . 190 . 806 / SC", "Recomendação n . 44 / 2013", "Agravo Regimental no Habeas Corpus n . 190 . 806 / SC", "Recomendação n . 44 / 2013", "Recomendação n", "Habeas Corpus n .", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 190 . 155 / SC", "Recomendação 44 / 2013 do Conselho Nacional de Justiça", "RECOMENDAÇÃO N . 44 / CNJ", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 190 . 155 / SC", "Recomendação 44 / 2013 do Conselho Nacional de Justiça", "RECOMENDAÇÃO N . 44 / CNJ", "Recomendação 44 / 2013", "Recomendação 44 / 2013 do Conselho Nacional de Justiça", "RHC 193114" ], "LEGISLACAO": [ "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 126 , § 1 . . . , da LEP", "Resolução 03 / 2010", "art . 4 . . . , I , da Lei n . 9 . 394", "Resolução n 3 / 2010", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 126 , § 1 . . . , da LEP", "Resolução 03 / 2010", "art . 4 . . . , I , da Lei n . 9 . 394", "Resolução n 3 / 2010", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Recomendação", "Lei n . 9 . 364 / 1996", "Lei n . 9 . 364 / 1996", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n . 9 . 364 / 1996", "Lei n . 9 . 364 / 1996", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 126 da LEP", "Lei n . 7 . 210 / 84", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 126 da LEP", "Lei n . 7 . 210 / 84", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei de Execuções Penais", "Lei 9 . 394 / 96", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei de Execuções Penais", "Lei 9 . 394 / 96", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Resolução n . 03 / 2013 do Conselho Nacional de Educação", "Lei n . 9 . 394 / 2006 , art . 24 , inciso I", "art . 192 , caput , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Resolução n . 03 / 2013 do Conselho Nacional de Educação", "Lei n . 9 . 394 / 2006 , art .", "art", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Ministério Público", "CNJ", "Conselho Nacional de Educação", "Conselho", "Nacional de Educação", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Ministério Público", "CNJ", "Conselho Nacional de Educação", "Conselho Nacional de Educação", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Conselho", "Conselho Nacional de", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Conselho", "Conselho", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "CNE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CNE", "ENCCEJA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Editora Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Editora Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Editora Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Editora Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos", "ENCCEJA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GUILHERME AMARO", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "GUILHERME AMARO", "CÁRMEN LÚCIA", "Guilherme Amaro", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "GUILHERME AMARO", "CÁRMEN LÚCIA", "Guilherme Amaro", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA RHC 193114", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA RHC 193114", "Cesar Roberto Bitencourt", "Cármen Lúcia", "Cesar Roberto Bitencourt", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA RHC 193114", "Bitencourt , Cesar Roberto", "Aníbel Bruno", "Cármen Lúcia", "Bitencourt , Cesar Roberto", "Aníbel Bruno", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Bitencourt , Cesar Roberto", "Cármen Lúcia", "Bitencourt , Cesar Roberto", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA RHC", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "GUILHERME AMARO", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Nunes Marques", "Maria Clara Viotti Beck", "GUILHERME AMARO", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Nunes Marques", "Maria Clara Viotti Beck" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2021", "7", ".", "5", ".", "2021", "14", ".", "5", ".", "2021", "17 de maio de 2021", "17", "/", "05", "/", "2021", "13", ".", "4", ".", "2021", "15", ".", "4", ".", "2021", "16", ".", "4", ".", "2021", "17", "/", "05", "/", "2021", "13", ".", "4", ".", "2021", "15", ".", "4", ".", "2021", "16", ".", "4", ".", "2021", "20", "/", "12", "/", "1996", "’", "20", "/", "12", "/", "1996", "17", "/", "05", "/", "2021", "30", ".", "3", ".", "2021", "17", "/", "05", "/", "2021", "30", ".", "3", ".", "2021", "2012", "2012", "2012", "2012", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2020", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2020", "17", "/", "05", "/", "2021", "7", ".", "5", ".", "2021", "14", ".", "5", ".", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "5", ".", "2021", "14", ".", "5", ".", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
"Ementa e Acórdão\n24/05/2021\nPRIMEIRA TURMA\nRECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 197.664 RIO DE (...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=756077679
2021-05-24T00:00:00
2021-06-08T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, recebeu o recurso ordinário como habeas corpus e indeferiu a ordem, nos (...TRUNCATED)
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
"RECURSO ORDINÁRIO – CONVERSÃO – HABEAS CORPUS. Considerada a envergadura da ação, no que vo(...TRUNCATED)
sjur448054
"- Acórdão(s) citado(s):\n(HC, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA)\nHC 101407 (1ªT), RHC 108877 (1ªT), HC 1(...TRUNCATED)
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
197664
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00002 LET-A\n CF-1988 CONSTITUI(...TRUNCATED)
RHC
acordaos
RHC 197664
[ "" ]
"RECTE.(S) : ANDERSON DA SILVA REIS \nADV.(A/S) : MARCIO DE BARROS BAIAO \nRECDO.(A/S) : MINISTÉ(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n24/05/2021\nPRIMEIRA TURMA\nRECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 197.664 RIO DE (...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 197 . 664","RHC 197664 / RJ","RHC 197664 / R(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n03/05/2021\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.2(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=755825237
2021-05-03T00:00:00
2021-05-12T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Seg(...TRUNCATED)
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO E(...TRUNCATED)
sjur446170
"- Acórdão(s) citado(s):\n(REINTEGRAÇÃO, CARGO PÚBLICO, CONCURSO PÚBLICO)\nRE 1221999 AgR (1ª(...TRUNCATED)
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1287550
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 INC-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-ED-AgR
acordaos
RE 1287550 ED-AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : RUBEM GUILHERME NEIS \nADV.(A/S) : TATIANE CANDIDA DOS SANTOS MENEZES \nADV.(A/S) : A(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n03/05/2021\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.2(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO","Recurso Extraordinário 1287550 ED - AGR / RS","RECURSO EXTRAORDINÁRI(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n17/05/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.975 PARANÁ\nRELATORA\(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=755956753
2021-05-17T00:00:00
2021-05-26T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora(...TRUNCATED)
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
"EMENTA\n\n\n\n AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME DE ROUBO MAJORADO. AUSÊNCIA DE IMPUGNA(...TRUNCATED)
sjur447125
"- Acórdão(s) citado(s):\r\n(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA)\r\nHC 133685 AgR (2ªT),(...TRUNCATED)
ROSA WEBER
Primeira Turma
166975
["LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00937 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIG(...TRUNCATED)
HC-AgR
acordaos
HC 166975 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : SAMUEL CÍCERO DA SILVA \nADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL \nAGDO.(A/S) : (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n17/05/2021\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.975 PARANÁ\nRELATORA\(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 166 . 975","HC 133 . 685 - AgR / SP","Súmula 523 / Supremo Tribun(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n17/05/2021\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 197.325 SÃO PAULO\nRELATOR(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=756077159
2021-05-17T00:00:00
2021-06-08T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Seg(...TRUNCATED)
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
"Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECEN(...TRUNCATED)
sjur448040
Número de páginas: 3. Análise: 09/08/2021, AMS.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
197325
["LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE(...TRUNCATED)
HC-AgR
acordaos
HC 197325 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA \nAGDO.((...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n17/05/2021\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO HABEAS CORPUS 197.325 SÃO PAULO\nRELATOR(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 197 . 325","HC 197325 AGR / SP","HC 197325 AGR / SP","HABEAS CORPU(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n17/05/2021\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 45.650 PERNAMBUCO\nRELATOR\n(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=755920284
2021-05-17T00:00:00
2021-05-21T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Seg(...TRUNCATED)
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
"Agravo regimental na reclamação. 2. Agregação temporária de comarcas. Resolução 445/2020 do (...TRUNCATED)
sjur446723
"- Decisão monocrática citada:\n(COMARCA, JUNÇÃO TEMPORÁRIA, TRIBUNAL DE JUSTIÇA)\nMS 35492.\n(...TRUNCATED)
GILMAR MENDES
Segunda Turma
45650
["LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIG(...TRUNCATED)
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 45650 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : VAMARIO SOARES WANDERLEY DE SOUZA \nADV.(A/S) : VAMARIO SOARES WANDERLEY DE SOUZA \nAD(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n17/05/2021\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 45.650 PERNAMBUCO\nRELATOR\n(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["ADIs 3 . 131","ADI 5 . 681","ADIs 3 . 131","RECLAMAÇÃO","ADI 5 . 681","ADIs 3 (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n17/05/2021\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.726 SÃO PAULO\nRELATORA\(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=755892669
2021-05-17T00:00:00
2021-05-19T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Se(...TRUNCATED)
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL PENAL. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA DECISÃO PRO(...TRUNCATED)
sjur446454
"- Acórdão(s) citado(s):\n(INCONSTITUCIONALIDADE, CONDUÇÃO COERCITIVA, RÉU, INVESTIGADO, INTERR(...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
46726
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A\n PAR-00003 ART-00105 INC-00001 (...TRUNCATED)
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 46726 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : ALLAN VITOR GIACOMELI DA SILVA \nADV.(A/S) : VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES E OUTRO(A/S(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n17/05/2021\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 46.726 SÃO PAULO\nRELATORA\(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["ARGUIÇÃO","RECLAMAÇÃO 46 . 726","ADPF n . 444","RECLAMAÇÃO 46 . 726","ADPF(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n17/05/2021\nPLENÁRIO\nEMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRA(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=756011129
2021-05-17T00:00:00
2021-06-01T00:00:00
"O Tribunal, por unanimidade, deu provimento aos embargos de declaração, com excepcionais efeitos (...TRUNCATED)
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO A(...TRUNCATED)
sjur447519
Número de páginas: 5. Análise: 10/08/2021, MJC.
LUIZ FUX (Presidente)
Tribunal Pleno
1300990
["LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00066 ART-00067\n RISTF-1980 REGIMENTO I(...TRUNCATED)
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 1300990 AgR-ED
[ "" ]
"EMBTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ \nEMBDO.(A/S)(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n17/05/2021\nPLENÁRIO\nEMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRA(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["ARE 844 . 039 - AgR","ARE 1 . 271 . 280 - AgR","ARE 1 . 238 . 534 - AgR","ARE 84(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n24/05/2021\nPRIMEIRA TURMA\nRECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171.363 PERNAMB(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=756174445
2021-05-24T00:00:00
2021-06-17T00:00:00
"A Turma, por maioria, negou provimento ao Recurso Ordinário, nos termos do voto do Ministro Alexan(...TRUNCATED)
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
"Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. MATÉRIA SUSCITADA NÃO ENFRENTADA NO ACÓRDÃO IMPUGN(...TRUNCATED)
sjur448795
"- Acórdão(s) citado(s):\n(REAVALIAÇÃO, MEDIDA CAUTELAR, JUÍZO A QUO)\nSL 1395 MC-Ref (TP). \n((...TRUNCATED)
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
171363
["LEG-FED RGI\n ART-00062 \"CAPUT\" PAR-00001\n REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL REGIONAL DA 5(...TRUNCATED)
RHC
acordaos
RHC 171363
[ "" ]
"RECTE.(S) : LUIZ EVERTON REIS MOURA \nADV.(A/S) : RASSIRE OLIVEIRA DE SOUSA E OUTRO(A/S)\nRECDO.((...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n24/05/2021\nPRIMEIRA TURMA\nRECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171.363 PERNAMB(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171 . 363","RHC 171363 / PE","RHC 171363 /",(...TRUNCATED)
End of preview. Expand in Data Studio
README.md exists but content is empty.
Downloads last month
4