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Liberdade de pensamento
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Liberdade de consciência
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Livre-arbítrio
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Fatalidade
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Conhecimento do futuro
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Resumo teórico da motivação das ações humanas
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XI - LEI DE JUSTIÇA, DE AMOR E DE CARIDADE – pág. 388
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Justiça e direitos naturais
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Direito de propriedade – Roubo
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Caridade e amor ao próximo
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Amor materno e filial
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XII - PERFEIÇÃO MORAL – pág. 396
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As virtudes e os vícios
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Paixões
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O egoísmo
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Características do homem de bem
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Conhecimento de si mesmo
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LIVRO QUARTO
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ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES
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I - SOFRIMENTOS E PRAZERES TERRENOS – pág. 411
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Felicidade e infelicidade relativas
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Perda de pessoas amadas
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14 – Allan Kardec
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Decepções – Ingratidão – Afeições rompidas
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Uniões antipáticas
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Temor da morte
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Desgosto da vida – Suicídio
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II - SOFRIMENTOS E PRAZERES FUTUROS – pág. 428
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O Nada – A vida futura
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Intuição das penas e recompensas futuras
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Intervenção de Deus nas penas e recompensas
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Natureza dos sofrimentos e prazeres futuros
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Sofrimentos temporários
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Expiação e arrependimento
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Duração das penas futuras
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Ressurreição da carne
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Paraíso, inferno e purgatório
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CONCLUSÃO – pág. 458
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15 – O Livro dos Espíritos
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INTRODUÇÃO AO ESTUDO
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DA DOUTRINA ESPÍRITA
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I
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Para coisas novas é preciso palavras novas, como a clareza da linguagem
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assim o exige, para evitar a confusão inseparável dos múltiplos significados
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dos mesmos termos. As palavras: espiritual, espiritualista e espiritualismo
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têm uma acepção bem definida; dar a eles uma nova significação para aplicálos à doutrina dos Espíritos seria multiplicar os casos já tão numerosos de
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anfibologia1. De fato, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem
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acredita haver em si alguma coisa além da matéria é espiritualista; mas isso
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não quer dizer que ele creia na existência dos Espíritos ou em suas
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comunicações com o mundo visível. Em lugar das palavras ESPIRITUAL e
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ESPIRITUALISMO, nós usamos, para designar esta crença, os termos espírita e
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espiritismo, cuja forma lembra a origem e o sentido da raiz da palavra, e que
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por isso mesmo tem a vantagem de serem perfeitamente compreensíveis,
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reservando ao vocábulo espiritualismo a significação que lhe é própria.
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Diremos, pois, que a doutrina espírita ou o espiritismo tem por princípio as
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relações do mundo material com os Espíritos, ou seres do mundo invisível. Os
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adeptos do espiritismo serão os espíritas, ou, se quiserem, os espiritistas.
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Como especialidade, o Livro dos Espíritos contém a doutrina espírita;
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como generalidade, ele se liga à doutrina espiritualista da qual ele
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representa uma das fases. Tal é a razão pela qual traz no cabeçalho do seu
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título as palavras: Filosofia espiritualista.
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1 Anfibologia: ambiguidade, duplo sentido das palavras. — Nota do Tradutor (N. T.).
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16 – Allan Kardec
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II
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Há outra palavra que é igualmente importante entendermos, porque é
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uma das chaves fundamentais de toda doutrina moral e que é objeto de
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numerosas controvérsias, por falta de uma acepção bem determinada: é a
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palavra alma. A divergência de opiniões sobre a natureza da alma vem da
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aplicação particular que cada um faz dessa palavra. Uma língua perfeita, em
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que cada ideia tivesse sua representação por um termo próprio, bem evitaria
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discussões; com um vocábulo para cada coisa, todo o mundo se entenderia.
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Segundo uns, a alma é o princípio da vida material orgânica; ela não tem
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existência própria e cessa com a vida: é o materialismo puro. Neste sentido, e
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por comparação, eles dizem de um instrumento rachado que não emite mais
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nenhum som: que não tem alma. De acordo com essa opinião, a alma seria um
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efeito e não uma causa.
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Outros pensam que a alma é o princípio da inteligência, agente universal
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do qual cada ser absorve uma porção. Segundo estes, haveria para todo o
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Universo apenas uma única alma que distribui centelhas entre os diversos
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seres inteligentes durante sua vida; após a morte, cada centelha retorna à
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fonte comum, onde ela se mistura com o todo, como os riachos e os rios
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retornam para o mar de onde saíram. Esta opinião difere da anterior em que,
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nesta hipótese, há algo em nós além da matéria, e que alguma coisa sobrevive
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após a morte; contudo, é quase como se não restasse nada, pois, não havendo
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mais individualidade, não teríamos mais consciência de nós mesmos. Dentro
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desta opinião a alma universal seria Deus e cada ser uma porção da
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Divindade; esta é uma variedade do panteísmo.
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De acordo com outros, finalmente, a alma é um ser moral, distinto,
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independente da matéria e que conserva sua individualidade após a morte.
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