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Alex Bortotto GarciaVice-PresidenteRegião Centro-OesteFlavio Lucio Pontes IbiapinaVice-PresidenteRegião NordesteHilka Flávia Barra do E. SantoVice-PresidenteRegião NorteAgnaldo Lopes da Silva FilhoVice-PresidenteRegião SudesteMaria Celeste Osório WenderVice-PresidenteRegião SulCésar Eduardo FernandesPresidenteCorintio ... |
Epilepsia e gravidezA epilepsia na gravidez está associada a risco aumentado de pré-e-clâmpsia, infecções, descolamento de placenta de cesariana, pre-maturidade, baixo peso ao nascimento, más-formações congênitas e de complicações relacionadas à as/f_i xia perinatal. O controle da epilepsia, ou seja, o tempo livre de... |
2. Artama, M, Braumann J, Raitanen J, Uotila J, Gissler M, Isojärvi J, Auvinen A. Women treated for epilepsy during pregnancy: outcomes from a nationwide population/uni2010based cohort study./uni00A0Acta obstetricia et gynecologica Scandinavica. 2017;96(7):812-20.
3. Vajda FJ, O’Brien TJ, Graham JE, Hitchcock AA, Land... |
8. Meador KJ, Baker GA, Browning N, Cohen MJ, Bromley RL, Clayton-Smith J, et al. Neurodevelopmental Eff ects of Antiepileptic Drugs (NEAD) Study Group.
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11. Bateman BT, Schumacher HC, Bushnell CD, Pile-Spellman J, Simpson LL, Sacco RL, Berman MF. Intracerebral hemorrhage in pregnancy: frequency, risk factors, and outcome. Neurology. 2006;67(3):424./uni00A012. Lee MJ, Hickenbottom. Cerebrovascular disorders complicating pregnancy. UptoDate. (acesso em 2018 fev. 9). Disp... |
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25. Klein A. Peripheral nerve disease in pregn... |
Daniel Bier Caraça1Alexandre Lobel1Patrick Bellelis1Bernardo Portugal Lasmar2Carlos Augusto Pires Costa Lino#Eduardo Schor3Fabíola Peixoto Minson#Frederico José Silva Correa4Kárin Kneipp Costa Rossi5Manoel Orlando Costa Gonçalves#Márcia Mendonça Carneiro6Marco Aurélio Pinho de Oliveira7DescritoresEndometriose/diagnósti... |
1Universidade de São Paulo, São Paulo, SP , Brasil. 2Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 3Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP , Brasil. 4Universidade Católica de Brasília, Brasília, DF, Brasil. 5Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória, ES, Brasil. 6Universidade Federal de Minas... |
6EndometrioseProtocolos Febrasgo | Nº32 | 2018endometriose, mas é necessária a utilização de ferramentas diagnósticas auxiliares. O ultrassom pélvico e transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética com protocolos especializados são os principais métodos por imagem para de -tecção e estadiamento da ... |
Tratamento cirúrgico da dor pélvica em mulheres com endometriose O tratamento cirúrgico deve ser oferecido às pacientes em que o tratamento clínico for ineficaz ou contraindicado por alguma razão, assim como em situações específicas, descritas na figura 1. O objetivo da cirurgia é a remoção completa de todos os focos ... |
Referências1. Nisolle M, Donnez J. Peritoneal endometriosis, ovarian endometriosis, and adenomyotic nodules of the rectovaginal septum are three different entities. Fertil Steril. 1997;68(4):585–96.
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15Podgaec S, Caraça DB, Lobel A, Bellelis P , Lasmar BP , Lino CA, et alProtocolos Febrasgo | Nº32 | 2018endometriosis—a pilot study. Contraception. 2009;79(1):29–34.
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16EndometrioseProtocolos Febrasgo | Nº32 | 2018pregnancy rates. J Minim Invasive Gynecol. 2009;16(2):174–80.
17Podgaec S, Caraça DB, Lobel A, Bellelis P , L... |
Aline Evangelista Santiago2Agnaldo Lopes da Silva Filho1DescritoresDor abdominal aguda; Abdome agudo ginecológico; Emergências ginecológicasComo citar? Cândido EB, Santiago AE, Silva Filho AL. Abdome agudo em ginecologia. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO); 2018. (P... |
IntroduçãoO abdome agudo ginecológico ou a síndrome do abdome agudo gi-necológico é uma manifestação clínica cuja principal característica é a dor abdominal aguda, que requer abordagem imediata, clínica ou cirúrgica. Constitui-se em um dos problemas mais importantes na prática médica em virtude de sua alta incidência,... |
- Exame de urina: é fundamental afastar a possibilidade de infecção urinária, especialmente em mulheres. Além disso, hematúria pode sugerir quadro de nefrolitíase. - hCG - gonadotro/f_i na coriônica humana: deve ser realizado em todas as mulheres em idade reprodutiva.
- Amilase: altos níveis séricos de amilase suger... |
- Radiogra/f_i a de abdome: realizada em ortostatismo e decú-bito dorsal. São considerados achados anormais na radio-gra/f_i a simples de abdome: pneumoperitôneo, presença de ar no intestino delgado (também encontrado em caso de uso de entorpecentes e de laxantes), níveis hidroaéreos, 10Abdome agudo em ginecologiaP... |
- Tomogra/f_i a computadorizada de abdome: vem ganhando importância na elucidação diagnóstica e tem-se tornado uma extensão do exame físico. Ideal para o diagnóstico de pancreatite aguda, abdome agudo vascular e para o estudo de coleções líquidas intra-abdominais.(12) TratamentoAs causas de dor aguda no abdome inferio... |
11Cândido EB, Santiago AE, Silva Filho ALProtocolos Febrasgo | Nº28 | 2018Dismenorreia CistiteAbortamento incompleto ou completo PielonefriteDoenç ain/f_l amató riapé lvica Lití aseuriná riaTorç ã o de ová rio Abscesso periné fricoGravidez ectó pica Musculoesquelé ticasAbscesso tubo-ovariano Hé rniaMittelschmerz ... |
METOTREXATE• Estabilidade hemodinâmica;• Ausência de sinais clínicos de rotura tubária;• β-hCG < 5000 mUI/mL e sem aumento superior a 60% nas últimas 48 horas (pré-tratamento);• Exames laboratoriais normais (hemograma, coagulograma, função, função hepática e renal);•Posologia: - 1 mg/kg de peso em dias alternados: 1,... |
Figura 1. Indicações para tratamento conservador e opções posológicas de administração do metotrexate na abordagem conservadora da gestação ectópica13Cândido EB, Santiago AE, Silva Filho ALProtocolos Febrasgo | Nº28 | 2018portante porque pode levar a complicações como infertilidade, gra-videz ectópica e dor pélvic... |
2. Oferecer a possibilidade de analgesia adequada não irá retar-dar o diagnóstico e, ao mesmo tempo, trará alívio à paciente dando tranquilidade ao médico responsável para usar as ferra-mentas necessárias à condução do caso em tempo hábil.
3. Dor pélvica aguda geralmente se caracteriza por duração não superior a 5 a 7 ... |
2. Pires MT, Starling LV. Manual de urgências em pronto-socorro. 11a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017.
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16. Kirk E, Bottomley C, Bourne T. Diagnosing ectopic pregnancy and current concepts in the management of pregnancy of unknown location. Hum Reprod Update. 2014;20(2):250–61.
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18Abdome agudo em ginecologiaProtocolos Febrasgo | Nº... |
PresidenteRodolfo de Carvalho PacagnellaVice-PresidenteMarcos Nakamura Pereira SecretárioDouglas Bernal TiagoMembrosBrenno Belazi Nery de Souza CamposCarmen Simone Grilo DinizFlávia Azevedo Gomes-SponholzGláucia Virginia de Queiroz Lins GuerraLenira Gaede SenesiLucila NagataRegina Amélia Lopes Pessoa de AguiarFrancisco... |
Introdução Mortalidade maternaO óbito de uma mulher no ciclo gravídico-puerperal é, obvia -mente, o desfecho mais grave dentro da cadeia de atenção à saúde materna. Quando analisada a distribuição das mortes maternas entre as populações mundiais é possível identificar a incidência quase exclusiva de óbitos maternos em... |
Morbidade materna grave e near missA partir de definições estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde, entende-se por morbidade materna grave o conjun -to das condições potencialmente ameaçadoras à vida (CPAV) e aquelas ameaçadoras à vida (CAV), que representam uma fase de maior disfunção orgânica dentro do contin... |
Definições (Quadro 1)(2,3)• Morbidade Materna Grave: conjunto de condições potencial -mente ameaçadoras à vida. Esta é uma categoria abrangente de condições clínicas, incluindo doenças que podem ameaçar a vida da mulher durante a gestação, o parto e após o termo da gestação.
• Near miss materno (NMM): mulher que quas... |
• Desfecho materno grave: correspondente aos casos de condi -ções ameaçadoras à vida (ou seja, disfunção orgânica), incluin-do todos os óbitos e near miss maternos. 7Haddad SM, Feitosa FE, Cecatti JG, Pacagnella RCProtocolos Febrasgo | Nº112 | 2018Condições Potencialmente Ameaçadoras à VidaComplicações maternas g... |
• Estratificação da população obstétrica em categorias distintas de gravidade, com base no grau de disfunção orgânica.
• Definição de cuidados padrão essenciais por patologia e indi -cadores de processo.
• Análise de desempenho na assistência prestada.
• Identificação de oportunidades e obstáculos para melhorar o a... |
Razão de desfecho materno grave (RDMG): número de mulheres com condições ameaçadoras à vida (CAV + MM) por 1.000 nascidos vivos (NV). Este indicador fornece uma estimativa da quantidade de cuidado e de recursos que seriam necessários em uma área ou em um serviço [RDMG = (NMM +MM)/NV]. Razão de Near miss Materno (RNM):... |
Indicadores de desfecho perinatal (por exemplo, taxas de mortalidade perinatal, mortalidade neonatal ou natimortos) no contexto do near miss materno podem ser úteis para complementar a avaliação sobre a qualidade do atendimento. |
Fonte: World Health Organization (WHO). Avaliação da qualidade do cuidado nas complicações graves da gestação. A abordagem do near miss da OMS para a saúde materna. Montevidéu, Uruguai: WHO; 2011.(3)Avaliação das demoras na provisão do cuidadoAo considerar que a grande maioria das mortes maternas é repu -tada evitável... |
Segunda demora - Demora no acesso ao serviço de saúdeExemplos: problemas com referência e contrarreferência para nível adequado de assistência, transporte pelo serviço de emergência, central reguladora de vagas, peregrinação.
Terceira demora - Demora no recebimento do cuidado adequadoExemplos: diagnóstico tardio ou equ... |
Fonte: Thaddeus S, Maine D. Too far to walk: maternal mortality in context. Soc Sci Med. 1994;38(8):1091-110. Review(9)Ações para promoção de saúde e redução de mortalidade maternaO aperfeiçoamento da prática durante toda a cadeia de cuidados à saúde reprodutiva, sexual e materna é essencial para melhorar a saúde das ... |
11Haddad SM, Feitosa FE, Cecatti JG, Pacagnella RCProtocolos Febrasgo | Nº112 | 2018by WHO, UNICEF, UNFPA, World Bank Group and the United Nations Population Division. Geneva: WHO; 2015. 2. Say L, Souza JP , Pattinson RC; WHO Working Group on Maternal Mortality and Morbidity Classifications. Maternal near miss --t... |
4. Cecatti JG, Costa ML, Haddad SM, Parpinelli MA, Souza JP , Sousa MH, Brazilian Network for Surveillance of Severe Maternal Morbidity Study Group. Network for surveillance of severe maternal morbidity: a powerful national collaboration generating data on maternal health outcomes and care. BJOG. 2016;123(6):946-53. 5... |
7. Souza JP , Cecatti JG, Parpinelli MA, Krupa F, Osis MJ. An emerging “maternal near-miss syndrome”: narratives of women who almost died during pregnancy and childbirth. Birth. 2009;36(2):149-58. 8. Haddad SM, Cecatti JG, Souza JP , Sousa MH, Parpinelli MA, Costa ML, Brazilian Network for Surveillance of Severe Mater... |
próximas da normalidade sejam su/f_i cientes para induzir o segundo estágio, ou seja, a forma clínica da doença. O que vem se tornando evidente é que, apesar da etiologia des-conhecida da pré-eclâmpsia, mulheres com obesidade ou índice de massa corporal elevado (IMC > 30 kg/m2) apresentam maior risco para o desenvolvi... |
Ao classi/f_i carmos as formas de hipertensão arterial na gesta-ção há necessidade de de/f_i nir alguns conceitos:(27)• Hipertensão arterial: valor de pressão arterial (PA) ≥ 140 e/ou 90 mmHg, avaliada após um período de repouso, com a paciente em posição sentada e manguito apropriado, conside-rando-se como pressão ... |
Ressaltamos que, em 2013 o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) retirou dos critérios de gravidade relacio-nados à pré-eclâmpsia os níveis de proteinúria (>5g/24h).(1) A nosso ver, a frequente utilização dos níveis de proteinúria como critério para antecipação do parto colocaram essa avaliação como co... |
13Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et alProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018clínica da pré-eclâmpsia, a doença pode ser classi/f_i cada em precoce (<34 semanas) ou tardia (≥34 semanas). Admite-se que essas duas formas de manifestação da doença diferem quanto às suas etiolo-gias.(28... |
Diagnóstico diferencial das crises convulsivasEm gestantes, a manifestação de convulsões pós a 20ª semana de idade gestacional deve ser sempre interpretada, em princípio, como eclâmpsia. Somente após criteriosa abordagem, e muitas ve-zes após o tratamento baseado no diagnóstico de eclâmpsia, pode ser necessária a cons... |
Predição da pré-eclâmpsiaEntendemos por predição a identi/f_i cação de riscos de desenvolver um problema, ou seja, a suposição de que os fenômenos se repe-tirão de forma constante. Sendo assim, deve-se considerar que a predição da pré-eclâmpsia esbarra em várias questões, como as lacunas em sua /f_i siopatologia, a ... |
16Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018Hipertensão arterial crônica (PAD 80-89 na 1ª consulta pré-natal) 1,38 1,01-1,87Idade > 40 anos e primípara 1,69 1,23-2,29Idade > 40 anos e multípara 1,96 1,34 -2,87IMC > 30 na primeira consulta pré-natal 2,12 1,56-2,88História familiar de pré-eclâmpsia (mãe... |
Considerando a introdução de biomarcadores no contexto de pre-dição da pré-eclâmpsia, não há evidências de que eles devam ser incor-porados de forma rotineira, em vista das limitações na sensibilidade e dos custos de sua incorporação. Podem ser incluídos nessa premissa o 17Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, ... |
Levando em conta que, a ocorrência de pré-eclâmpsia é baixa na população geral (2% a 5%), todos os testes preditivos não ofe-recem sensibilidade razoável. Portanto, a exemplo do ACOG e da OMS, nossa recomendação para a predição da pré-eclâmpsia é que ela seja baseada na história clínica da paciente.(1,7)Predição de de... |
!Para o preenchimento adequado da calculadora, algumas regras devem ser obedecidas. Na /f_igura ao lado, temos um exemplo de como deve ser feita a alimentação dos dados e o risco resultante. Algumas informações adicionais: 1 – A idade gestacional em semanas e dias. Para semanas completas, será acrescentado “0” . Por ex... |
4 – Atenção para as unidades. Existem duas alternativas: Imperial Unit (IU) e Standard Internacional (SI). Para o sistema brasileiro utilizar SI.
Figura 1. Calculadora fullPIERS com exemplo de situação clínica, dados laboratoriais e o cálculo resultante. 19Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveir... |
As intervenções recomendadas e que podem resultar em re-dução dos riscos de desenvolver pré-eclâmpsia são: o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e a suplementação de cálcio.(36,37)No que diz respeito ao uso do AAS, esse deve ser recomenda-do na dose de 100 a 150 mg ao dia para as pacientes identi/f_i cadas como de ris... |
Em relação à suplementação de cálcio, uma revisão sistemática concluiu que, de forma geral, ela resulta em redução de 55,0% no risco de pré-eclâmpsia. Esse efeito é ainda maior em mulheres com dieta pobre em cálcio, resultando em redução de 74,0%. Em mulhe-res com risco elevado para pré-eclâmpsia, essa redução pode che... |
20Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018deve ser ressaltado que ações preventivas não se limitam a “evitar” que a pré-eclâmpsia ocorra, mas também a reduzir os riscos de evolução para formas graves. Assim sendo, o sulfato de magnésio (MgSO4) deve ser incluído nessa questão, pois reconhecidamente é ... |
Conduta na pré-eclâmpsia Princípios geraisÉ fundamental buscar o diagnóstico de pré-eclâmpsia. Na assistên-cia pré-natal, deve-se dar atenção para o ganho de peso, principal-mente quando ele acontece de maneira rápida e se acompanha de edema de mãos e face. Deve-se ainda atentar para os níveis pressó-ricos e para as qu... |
Diante do diagnóstico da pré-eclâmpsia, o foco do controle clínico é a prevenção da morbimortalidade materna e perinatal, por meio: de orientações sobre os sinais de comprometimento da doença, de encaminhamento e assistência em serviços terci-ários e com assistência neonatal qualificada, do bom controle 21Peraçoli JC,... |
Tratamento não farmacológicoDietaRecomenda-se dieta normal, sem restrição de sal, uma vez que não há evidências para se preconizar essa conduta no auxílio do controle pressórico ou na prevenção de desfechos adversos. Além disso, é preciso lembrar que essas pacientes podem precisar de lon-gos períodos de internação e a... |
Acompanhamento hospitalar ou ambulatorialAo considerarmos o grau de imprevisibilidade da pré-eclâmpsia, o acompanhamento hospitalar e amiúde seria plenamente justi-23Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et alProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018além de representarem sobrecarga quando se ... |
Tratamento farmacológicoAnti-hipertensivosA decisão de introduzir anti-hipertensivos deve considerar os riscos e benefícios para a mãe e o feto, tomando-se como fatores principais o valor da PA e a presença ou não de sinais e sintomas relacionados aos níveis pressóricos. Lembramos que pacientes hipertensas crônicas mu... |
Uma vez que o tratamento das crises hipertensivas é im-perioso, recomenda-se também a introdução de anti-hiperten-sivos sempre que a PA atingir níveis ≥ 150 e/ou 100 mmHg, níveis ≥ 140 e/ou 90 mmHg persistentes ou ainda se a paciente se mostrar sintomática. Em consonância com essas recomenda-ções, reforçamos que a ISSH... |
26Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018Simpatolíticos de ação central, α2-agonistasMetildopaComprimidos de 250 e 500 mg750 a 2.000 mg/dia2 a 4x/diaClonidinaComprimidos de 0,1 e 0,2 mg0,2 a 0,6 mg/dia2 a 3x/diaBloqueadores de canais de cálcioNifedipino retardComprimidos de 10 e 20 mg20 a 120 mg/di... |
São contraindicados na gestação os inibidores da enzima con-versora da angiotensina (IECA), os bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA II) e os inibidores diretos da renina (alisqui-reno), pois se associam a anormalidades no desenvolvimento dos rins fetais quando utilizados a partir do segundo trimestre de ... |
27Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et alProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018diretrizes sugiram que esses agentes podem ser mantidos em mulheres com hipertensão crônica que faziam seu uso antes da gestação.(26,45) Tais diretrizes apoiam-se no fato de que a re-dução do volume circulat... |
28Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018Agente Dose inicial Repetir, se necessário Dose máximaHidralazinaAmpola de 20 mg/mL5 mg,Via intravenosa5 mg, a cada20 minutos 45 mgA ampola de hidralazina contém 1 mL, na concentração de 20 mg/mL. Diluir uma ampola (1 mL) em 19 mL de água destilada, assim, ob... |
Quadro 3. Esquema de infusão recomendado para o nitroprussiato de sódioDose desejada (mcg/kg/min) 0,5 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0Peso da paciente50 kg 7,5 15,0 30,0 60,0 90,0 120,0 Velocidade de infusão(mL/h)60 kg 9,0 18,0 36,0 72,0 108,0 144,070 kg 10,0 21,0 42,0 84,0 126,0 168,080 kg 12,0 24,0 48,0 96,0 144,0 192,090 kg 14,0... |
HidralazinaA hidralazina, um vasodilatador periférico, é amplamente utilizada na situação de pré-eclâmpsia para o tratamento agudo da hiper-tensão grave.(46) A ação máxima da droga ocorre em 20 minutos. O monitoramento da PA deve ser rigoroso, uma vez que há riscos de hipotensão, que deve ser prontamente corrigida com ... |
Nitroprussiato de sódioPotente vasodilatador arterial e venoso. A experiência clínica limitada e o receio quanto à possibilidade de intoxicação fetal por cianeto por mui-to tempo restringiram o uso de nitroprussiato na gravidez. Entretanto, não há evidências que suportem o risco fetal, principalmente nos casos de util... |
Os principais esquemas de uso do sulfato de magnésio são o Pritchard e o de Zuspan, que devem ser empregados de acordo com a experiência de cada serviço, uma vez que são considerados de igual e/f_i cácia.
Deve-se usar o sulfato de magnésio hepta-hidratado e estar atento para a concentração disponível do magnésio:• MgS... |
Quadro 4. Esquemas do MgSO4 para prevenção e tratamento da eclâmpsiaEsquema do sulfato de magnésio Dose inicial Dose de manutençãoEsquema de PritchardIntravenoso e intramuscular 4g por via intravenosa (bolus), administrados lentamentea + 10g intramuscular (5g em cada nádega)b5g por via intramuscular profunda a cada 4 h... |
b Preparação da dose de manutenção no esquema de Pritchard: Utilizar 10 mL da ampola de MgSO4 50%. Outras apresentações não devem ser utilizadas para esse esquema devido ao volume excessivo delas.
c Preparação da dose de manutenção no esquema de Zuspan: Diluir 10 de MgSO4 50% (1 ampola) em 490 mL de soro /f_i siológic... |
31Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et alProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018nésio, uma vez que as chances de complicações relacionadas a essa medicação são raras e deixar de administrá-la é mais temerário do que a ocorrência de qualquer risco. Recomendam-se apenas alguns cuidados, q... |
Conduta ObstétricaPré-eclâmpsia sem sinais de deterioração clínica ou laboratorialRecomendamos, baseados nas melhores evidências, que a conduta seja expectante somente até as 37 semanas. A partir desse momento e sempre que o diagnóstico de pré-eclâmpsia for realizado no ter-mo, a resolução da gestação deverá ser indic... |
Pré-eclâmpsia com sinais ou sintomas de deterioração clínica e/ou laboratorialÉ importante ter em mente que muitas vezes os sinais e sinto-mas de gravidade da pré-eclâmpsia são transitórios. Exemplo disso se dá com a própria hipertensão arterial, que, após ser con-trolada, pode permanecer estável por tempo variável. A... |
34Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018alta mortalidade perinatal (>80%) e morbimortalidade materna (27% a 71%).(57,59) Portanto, diante de quadros de deterioração clínica, recomenda-se a interrupção da gestação, uma vez que a viabilidade neonatal é baixa e cercada de diversas complicações e seque... |
Idade gestacional ≥ 24 semanas e < 34 semanasO ônus da prematuridade é muito alto nessa fase. Assim, a reso-lução da gestação só deve ocorrer se a paciente se enquadrar nas alterações descritas acima. As orientações para esses casos são:• Manter controle pressórico adequado;• Utilizar sulfato de magnésio. Se não houve... |
Idade gestacional entre 34 e 37 semanasA condução dos casos nesse intervalo de idade gestacional é igual àquela descrita acima para as idades gestacionais entre 24 e 34 semanas. Porém, reforçamos que, ainda que as complicações re-lacionadas à prematuridade sejam menores a partir de 34 sema-nas, elas ainda existem, por... |
Em situações de pré-eclâmpsia sem sinais de deterioração e evi-dentemente no termo, com colo uterino desfavorável, pode-se promo-ver o preparo do colo uterino com misoprostol ou sonda de Foley, a /f_i m de se obter maior sucesso com o parto vaginal. Atenta-se para os casos de uso de ocitocina, pois essa medicação prom... |
Quando se indicar o parto cesáreo na síndrome HELLP , com contagem de plaquetas inferior a 50.000/mm3, recomendam-se os seguintes cuidados:• Avaliar coagulograma;• Realizar anestesia geral;• Repor plaquetas no ato cirúrgico (geralmente cinco unidades se mostram su/f_i cientes);• Realizar hemostasia cuidadosa. |
37Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et alProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018Condições clínicas e laboratoriais estáveisManter acompanhamentoParto no termo(≥ 37 semanas)Considerar interrupção da gestaçãoParto vaginal é fortemente recomendadoVitalidade fetal preservadaManter acompanha... |
Figura 2. Fluxograma para condução dos casos de pré-eclâmpsia.
38Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018internada ou mais frequente de acordo com casos especí/f_i cos. É prudente suprimir a avaliação da PA noturna se a pacien-te estiver controlada, a /f_i m de permitir o descanso diante da complex... |
• Nos casos de uso de sulfato de magnésio, manter a medicação por 24h. Reforçamos que, se a paciente apresentar PA de difícil controle e/ou sinais e sintomas de iminência de eclâmpsia, o sulfato de magnésio também deve ser utilizado no puerpério devido à persistência dos riscos de convulsão, principalmente nos primeiro... |
• Nos casos de pacientes com hipertensão preexistente que faziam uso de medicação anti-hipertensiva e apresentava bom controle da PA com ela, pode-se reiniciá-la no pós-parto imediato se não houver contraindicação quanto à amamentação. Se a paciente re-ferir mau controle pressórico com a medicação prévia, ela deve ser ... |
• Mesmo após a alta hospitalar, as pacientes precisam ser orien-tadas quanto à possibilidade de complicações e a reavaliação em torno de sete dias deve ser realizada.
• Todas as pacientes que apresentaram pré-eclâmpsia devem ser orientadas quanto aos riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e renais. Assim... |
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