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O tratamento de manutenção da asma é baseado no princípio de step up/step down, ou seja, as medicações devem ser associadas ou descalonadas progressivamente de acordo com resposta da pa-ciente.(1) As opções terapêuticas incluem (Quadro 1):Quadro 1. Terapia de manutenção da asmaCorticoesteroides inalatóriosDroga Dose di...
• Beta2-agonista de longa duração inalatório: segunda li-nha no tratamento da asma, deve sempre ser associado a cor-ticosteroide inalatório. • Modificador de leucotrieno (montelucaste): antagonista do receptor de leucotrieno reduz inflamação de vias aére-as e sintomas. Apesar de classificado em categoria B pela FDA, ex...
• Corticosteroide sistêmico: uso de ciclos curtos de Prednisona (40-60mg/d por 5-7 dias) pode ser necessário para controle dos sintomas. Em pacientes refratárias às demais me-didas, existe opção de ciclo longo de corticosteroide sistêmico em baixas, porém com risco de efeitos colaterais sistêmicos. Uso de corticosteroi...
O tratamento da exacerbação da asma inclui (Quadro 2): 9Osmundo Júnior GSProtocolos Febrasgo | Nº86 | 2018Droga PosologiaSalbutamol 2-4 jatos até de 20 em 20 minutos na primeira horaInalação:Soro Fisiológico 10 ml;Fenoterol 6-10 gotas;Ipratrópio 30-40 gotas;Uma inalação até de 20 em 20 minutos na primeira horaCorti...
• Corticosteroides Sistêmicos: resolução mais rápida da exa-cerbação e prevenção de recorrência, está indicado em crises graves, ausência de melhora dos sintomas após inalação, pa-cientes que já estavam utilizando corticosteroide ou que utili-zaram recentemente. Deve ser mantido por 5 a 7 dias. • Sulfato de Magnésio: a...
Recomendações /f_i nais1. Dispneia é uma queixa comum em gestantes, porém deve ser cuidadosamente avaliada, pois 25% dos casos podem corres-ponder à asma subdiagnosticada. 2. Gestantes apresentam maior risco de evolução para insu/f_i ci-ência respiratória frente a eventos agudos, como exacerbações de asma. 3. Não se ...
2. Holland SM, Thomson KD. Acute severe asthma presenting in late pregnancy. Int J Obstet Anesth. 2006;15(1):75–8. 3. Murphy VE, Clifton VL, Gibson PG. Asthma exacerbations during pregnancy: incidence and association with adverse pregnancy outcomes. Thorax. 2006;61(2):169–76. 4. Bidad K, Heidarnazhad H, Pourpak Z, Rama...
11Osmundo Júnior GSProtocolos Febrasgo | Nº86 | 20182008;121(6):1379–84. 9. Organização Mundial da Saúde. Classi/f_i cação de transtornos mentais e do comportamento da CID-10. Porto Alegre: Artes Médicas;1993. 10. Moore WC, Meyers DA, Wenzel SE, Teague WG, Li H, Li X, et al.; National Heart, Lung, and Blood Instit...
Ana Beatriz Martins Falcone1,3Fernanda Barbosa Coelho Rocha1,4Martina Lichtenfels1DescritoresCâncer de mama; Cirurgia; Quimioterapia; Radioterapia; HormonioterapiaComo citar? Frasson AL, Falcone AB, Rocha FB, Lichtenfels M. Tratamento do câncer de mama. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e O...
IntroduçãoCâncer de mama é a segunda neoplasia mais frequente no mundo, sendo o tumor mais comum em mulheres.(1,2) No Brasil, as incidên-cias são muito elevadas nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.(3) Apesar dos avanços no tratamento da neoplasia ma-mária, as taxas de mortalidade no Brasil continuam elev...
(16,17) Quando o câncer de mama apresenta metástases, o tratamen-to sistêmico é capaz de prolongar e melhorar a qualidade de vida das pacientes. Os tratamentos cirúrgicos e sistêmicos trazem dife-rentes danos às pacientes, sendo a mutilação um problema segui-damente associado às cirurgias, à fadiga, ao risco aumentado ...
- Problema: resultado estético insatisfatório. • 3.1.2 Mastectomia preservadora de pele (Skin-sparing mastec-tomy (SSM)) - Cirurgia: retirada de toda glândula mamária, complexo are-olopapilar (CAP), mas com preservação da pele.(19,20)6Tratamento do câncer de mamaProtocolos Febrasgo | Nº119 | 2018 - Cirurgia: retir...
- Benefícios: ambas as técnicas poupam o máximo de tecido saudável, assim, permitindo bons resultados estéticos nas reconstruções mamárias. - Cuidados: margem cirúrgica deve sempre ser observada com cuidado e estar livre de neoplasia, pois a maior parte das recidivas destas cirurgias ocorre na pele sobre o tumor primá...
7Frasson AL, Falcone AB, Rocha FB, Lichtenfels MProtocolos Febrasgo | Nº119 | 2018grandes em relação ao volume da mama; radioterapia torá-cica prévia; desejo da paciente. - Contraindicações relativas: gestação; tumores multicêntri-cos; tumores > 5,0 cm; doenças vasculares do colágeno em atividade (exceto artrite r...
- Cuidados: avaliação correta da extensão tumoral é funda-mental para a execução adequada da cirurgia. O exame físi-co e a mamogra/f_i a, normalmente, são su/f_i cientes na maioria dos casos. • 3.2 Margem cirúrgica - De/f_i nição: ausência de tumor na tinta, independente da distância. A maior radicalidade cirúrgi...
- Axila positiva pré Qt neo e negativa após Qt neo: EA pode ser evitado, e BLS pode ser realizado com segurança. Estudo rea-9Frasson AL, Falcone AB, Rocha FB, Lichtenfels MProtocolos Febrasgo | Nº119 | 2018cientes T2/T3, resultando em menor necessidade de esvazia-mento axilar (EA), sem comprometimento do controle...
- Contraindicações relativas: mamas pequenas e tumores ex-tensos localizados na região medial; mamas não ptóticas e de pequeno volume; mamas previamente irradiadas; ressec-ção extensa de pele fora da área da mamoplastia; tabagismo e diabetes descompensados; expectativas desproporcionais por parte da paciente. Reconstru...
- Complicações imediatas: Hematoma infecção, seroma per-sistente, necrose cutânea e exposição da prótese. Nos casos de exposição de prótese e infecção, o implante deve ser re-movido e uma nova reconstrução indicada após 3 a 6 meses. - Complicações tardias são: de/f_l ação da prótese, rippling e contratura capsular. ...
- Reconstrução mamária com retalhos miocutâneos: única opção para a correção de grandes defeitos da parede toráci-ca. Os retalhos podem ser pediculados ou livres. Pode ser re-alizada imediatamente após a mastectomia ou tardiamente, e, muitas vezes, pode ser uma opção, caso uma primeira tentativa de reconstrução com imp...
Regimes: CMF (EBCTCG metanálise): Ciclofosfamida 600 mg/m2 IV no D1, Metotrexate 60 mg/m2 IV no D1, Fluorecila 600 mg/m2 IV no D1 a cada 21 dias por 6 ciclos. CMF (Regime Bonadonna): Ciclofosfamida 100 mg/m2 VO D1 a D14, Metotrexate 40 mg/m2 IV no D1 E D8, Fluoracila 600 MG/M2 IV no D1 e D8 a cada 28 dias por 6 ciclos...
TC X 4 (US Oncology Research Trial 9735): Docetaxel 75 mg/m2 IV no D1, Ciclofosfamida 600 mg/m2 IV no D1, a cada 21 dias por 4 ciclos. TAC X 6 (BCIRG 001 Trial): Docetaxel 75 mg/m2 IV no D1, Ciclofosfamida 500 mg/m2 IV no D1, Doxorrubicina 50 mg/m2 IV no D1 a cada 21 dias com suporte de G-CSF de D2 ao D14 e pro/f_i -l...
Efeitos colaterais: alopecia, neutropenia, fadiga e náusea. Destaca-se neuropatia com uso de taxanos, ana/f_i laxia com uso de paclitaxel, e cardiotoxicidade com uso de antracíclicos. Contraindicação: regimes com alta toxicidade para pacientes ido-sos ou frágeis, uso de antracíclicos e taxanos em pacientes com doença ...
Quimioterapia neoadjuvante (Qtneo)É o tratamento padrão para pacientes com câncer de mama lo-calmente avançados (CMLA). Os esquemas utilizados são os mes-mos utilizados na adjuvância, e a adição dos taxanos deve ser sem-pre considerada devido ao alto risco das CMLA.(31)• 3.5.2 HormonioterapiaPacientes pré-menopausa: tr...
Pacientes pós-menopausa: tratamento padrão com uso de Inibidores de Aromatase (IA): Anastrozol 1 mg/dia ou Exemestano 25 mg/dia ou Letrozol 2,5 mg/dia por 5 a 10 anos.(34)Pacientes de baixo risco com contraindicação ao uso de IA podem usar TMX.É contraindicado para mulheres na pré-menopausa, porém se for a única opção...
14Tratamento do câncer de mamaProtocolos Febrasgo | Nº119 | 2018binação com Trastuzumabe sem Qt em pacientes Her2+.(41)Neratinib:o uso de Neratinib após 1 ano de tratamento com Trastuzumabe evidenciou melhora na sobrevida livre de doen-ça, com benefício maior para pacientes com RH+. Pertuzumabe: na neoadjuvância, ...
Complicações: radiodermite é a mais comum. Uma complica-ção tardia é o edema de membro superior, que estáassociado ao esvaziamento axilar e RT de fossa supraclavicular (FSC) e axila. 15Frasson AL, Falcone AB, Rocha FB, Lichtenfels MProtocolos Febrasgo | Nº119 | 2018rácica são contraindicações relativas. Indicações...
Câncer de mama localmente avançado (ECIIB e III): radiotera-pia é indicada após mastectomia em pacientes com tumores T3 ou T4, com mais de três linfonodos axilares comprometidosou quan-do há extravasamento capsular, e margens comprometidas. Em pacientes mastectomizadas com maior risco de recorrência, a RT sobre a pared...
Referências1. Parkin DM, Bray F, Ferlay J, Pisani P . Global cancer statistics, 2002. CA Cancer J Clin. 2005;55(2):74–108. 2. Ferlay J, Soerjomataram I, Dikshit R, Eser S, Mathers C, Rebelo M, et al. Cancer incidence and mortality worldwide: sources, methods and major patterns in GLOBOCAN 2012. Int J Cancer. 2015;136(5...
5. Giuliano AE, Connolly JL, Edge SB, Mittendorf EA, Rugo HS, Solin lj, weaver dl, Winchester DJ, hortobagyi GN. Breast Cancer-major changes in the American Joint Committee on Cancer eighth edition cancer staging manual. CA Cancer J Clin. 2017; 67(4):290-303. 6. Parker JS, Mullins M, Cheang MC, Leung S, Voduc D, Vicker...
8. Veronesi U, Cascinelli N, Mariani L, Greco M, Saccozzi R, Luini A, et al. Twenty-year follow-up of a randomized study comparing breast-conserving surgery with radical mastectomy for early breast cancer. N Engl J Med. 2002;347(16):1227–329. Chen D, Lai L, Duan C, Yan M, Xing M, Chen J, et al. Chen j, Zhang F. Conserv...
17Frasson AL, Falcone AB, Rocha FB, Lichtenfels MProtocolos Febrasgo | Nº119 | 2018using the BREAST-Q. J Surg Oncol. 2016;114(4):416–22. 13. Boughey JC, Peintinger F, Meric-Bernstam F, Perry AC, Hunt KK, Babiera GV, et al. Impact of preoperative versus postoperative chemotherapy on the extent and number of surgical...
16. Akram M, Iqbal M, Daniyal M, Khan AU. Awareness and current knowledge of breast cancer. Biol Res. 2017;50(1):33. 17. PDQ Adult Treatment Editorial Board. PDQ Cancer information summaries: Breast Cancer Treatment. Bethesda (MD): National Cancer Institute (US); 2002. 18. Halsted WS. The results of radical operations ...
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24. Houssami N, Macaskill P , Marinovich ML, Morrow M. The association of surgical margins and local recurrence in women with early-stage invasive breast cancer treated with breast-conserving therapy: a meta-analysis. Ann Surg Oncol. 2014;21(3):717–30. 25. Marinovich ML, Azizi L, Macaskill P , Irwig L, Morrow M, Solin ...
18Tratamento do câncer de mamaProtocolos Febrasgo | Nº119 | 2018breast cancer treatment. Breast Care. 2017;12(2):102-7. 28. Sparano JA, Zhao F, Martino S, Ligibel JA, Perez EA, Saphner T, et al. Long-term follow-up of the E1199 phase III trial evaluating the role of Taxane and schedule in operable breast cancer. J ...
30. Masuda N, Lee SJ, Ohtani S, Im YH, Lee ES, Yokota I, et al. Adjuvant Capecitabine for breast cancer after preoperative chemotherapy. N Engl J Med. 2017;376(22):2147-215931. Buzdar AU, Valero V, Ibrahim NK, Francis D, Broglio KR, Theriault RL, et al. Neoadjuvant therapy with paclitaxel followed by 5-/f_l uorouraci...
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41. Piccart-Gebhart M, Holmes E, Baselga J, de Azambuja E, Dueck AC, Viale G, et al. Adjuvant Lapatinib and Trastuzumab for early human epidermal growth factor receptor 2-positive breast cancer: Results from the randomized phase iii adjuvant lapatinib and/or trastuzumab treatment optimization trial. J Clin Oncol. 2016;...
43. Bijker N, Meijnen P , Peterse JL, Bogaerts J, Van Hoorebeeck I, Julien JP , et al.; EORTC Breast Cancer Cooperative Group; EORTC Radiotherapy Group. Breast-conserving treatment with or without radiotherapy in ductal carcinoma-in-situ: ten-year results of European Organisation for Research and Treatment of Cancer ra...
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47. Darby S, McGale P , Correa C, Taylor C, Arriagada R, Clarke M, et al.; Early Breast Cancer Trialists’ Collaborative Group (EBCTCG). Eff ect of radiotherapy after breast-conserving surgery on 10-year recurrence and 15-year breast cancer death: meta-analysis of individual patient data for 10,801 women in 17 randomise...
Adriano Moraes1DescritoresHepatite viral; Hepatite B; Hepatite C; Hepatite AComo citar? Pessoa MG, Moraes A. Hepatites virais na gravidez. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); 2018. (Protocolo Febrasgo – Obstetrícia, nº 62/Comissão Nacional Especializada em Doenças In...
Hepatite AEpidemiologia: a incidência de hepatite A, no Brasil, é maior em crianças menores de 10 anos de idade, independentemente do sexo, e decresce à medida que aumenta a idade. Os casos nessa fai-xa etária correspondem a 54,5% de todos os casos noti/f_i cados no país, nos últimos 15 anos. O VHA pode ser encontrad...
Hepatite A na gravidez: a infecção pelo VHA durante a gravidez não causa grandes complicações, mas ao menos um estudo mostrou que está associada a contração uterina precoce, ruptura de mem-branas e parto prematuro, principalmente se acomete a grávida no segundo ou terceiro semestre da gravidez.(3) A transmissão da mãe ...
Hepatite BEpidemiologia: o Brasil é considerado, hoje, um país de baixa prevalência de infecção pelo VHB, porém com bolsões de alta 5Pessoa MG, Moraes AProtocolos Febrasgo | Nº62 | 2018a 8%.(6) A vacina do vírus B já está disponível há mais de três décadas em nosso país, mas, infelizmente, a cobertura vacinal aind...
Sinais e sintomas: desde assintomáticos a inespecí/f_i cos e po-dem incluir náuseas, vômitos, diarreia, colúria, icterícia, febre, dor de cabeça, perda de peso e dor abdominal, e raramente podem evo-luir para a forma fulminante. Hepatite B na gravidez: o primeiro passo no manejo de uma paciente grávida é determinar o ...
Pro/f_i laxia da transmissão materno-fetal: a medida mais im-portante para prevenir a transmissão perinatal é a administração de imunoglobulina da hepatite B (HBIg), bem como a vacina da hepatite B para recém-nascidos de mães infectadas com HBV .(8)/uni00A0A primeira dose da vacina contra a hepatite B e HBIg deve ser...
Hepatite CEpidemiologia: no Brasil, 1,38% da população tem anti-HCV posi-tivo, e aproximadamente 70% desses têm infecção ativa (HCV RNA detectado).(10)Período de incubação: 14 a 180 dias. Sinais e sintomas: desde assintomáticos a inespecí/f_i cos e po-dem raramente incluir náuseas, vômitos, diarreia, colúria, icterí-c...
Hepatite C na gravidez: guidelines internacionais sugerem que algumas gestantes com fatores de risco sejam testadas para o VHC durante o parto, sejam elas: gestantes com história transfusional de sangue ou derivados, usuárias de drogas intravenosas, envolvi-9Pessoa MG, Moraes AProtocolos Febrasgo | Nº62 | 2018tado...
Sinais e sintomas: a infecção pelo vírus da hepatite E resulta em hepatite aguda e autolimitada, que dura algumas semanas. Nesse período, o paciente desenvolve sintomas de hepatite, com febre e náuseas seguidas por dor abdominal, vômitos, anorexia, mal-estar e hepatomegalia. Icterícia ocorre em cerca de 40% dos pacient...
Hepatite E na gravidez: em áreas endêmicas, o VHE é a mais comum causa de hepatite na gravidez. Comumente, a infecção pelo VHE é transmitida da mãe para a criança pela via intrauterina e rotas perinatais, trazendo maior mortalidade para o feto ou neo-nato.(18) A mortalidade devida à forma grave da injúria hepática na ...
Imunização: duas vacinas contra o VHE foram desenvolvidas e parecem ser seguras, além de altamente imunogênicas. Uma delas foi bem-tolerada e altamente imunogênica com 100% de serocon-versão e com e/f_i cácia de proteção contra a infecção pelo VHE em 95,5% (85,6% a 98,6%). A segunda, em um estudo de fase III no sudes...
3. Elinav E, Ben-Dov IZ, Shapira Y, Daudi N, Adler R, Shouval D, et al. Acute hepatitis A infection in pregnancy is associated with high rates of gestational complications and preterm labor. Gastroenterology. 2006;130(4):1129-34. 4. Daudi N, Shouval D, Stein-Zamir C, Ackerman Z. Breastmilk hepatitis A virus RNA in nurs...
8. Xu WM, Cui YT, Wang L, Yang H, Liang ZQ, Li XM, et al. Lamivudine in late pregnancy to prevent perinatal transmission of hepatitis B virus infection: a multicentre, randomized, double-blind, placebo-controlled study. J Viral Hepat. 2009;16(2):94-103. 9. Ferreira PR, Brandão-Mello CE, Estes C, Gonçales Júnior FL, Coe...
12. Indol/f_i G, Resti M. Perinatal transmission of hepatitis C virus infection. J Med Virol. 2009;81(5):836-43. 13. Cottrell EB, Chou R, Wasson N, Rahman B, Guise JM. Reducing risk for mother-to-infant transmission of hepatitis C virus: a systematic review for the U.S. Preventive Services Task Force. Ann Intern Med....
18. Donnelly MC, Scobie L, Crossan CL, Dalton H, Hayes PC, Simpson KJ. Review article: hepatitis E-a concise review of virology, epidemiology, clinical presentation and therapy. Aliment Pharmacol Ther. 2017;46(2):126-41. 15Pessoa MG, Moraes AProtocolos Febrasgo | Nº62 | 201816Hepatites virais na gravidezProtocolos ...
a apresentação da doença sugere mutações deletérias compatíveis com alta probabilidade em desenvolver câncer de mama, como, por exemplo, mulheres muito jovens com câncer de mama triplo-nega-tivo ou basal-like sem o antecedente familiar.(2)Fatores de risco No quadro 1, veri/f_i ca-se uma descrição dos principais fatore...
Modelos de avaliação de riscoO modelo de Gail (www.cancer.gov/bcrisktool) contempla basi-camente fatores relacionados à história pessoal e deve ser uti-lizado para os casos sem antecedente familiar muito evidente. Foi utilizado em importantes estudos de quimioprevenção, e o valor de RR > 1,67 foi considerado como limi...
9Torresan RZ, Tiezzi DG, Facina G, Santos CCProtocolos Febrasgo | Nº83 | 2018familiar positivaIdade ≤ 40 anosIdade ≤ 50 anos e ascendência judaica ashkenazi≥ 2 cânceres primários de mama em um ou mais parentes do mesmo lado da família2 cânceres primários de mama, sendo o 1º antes dos 50 anosParente de 1º grau com ...
18Abordagem clínica dos grupos de risco elevado para câncer de mamaProtocolos Febrasgo | Nº83 | 2018No de casosSeguimento Intervenção Critérios de seleção Redução de risco(odds ratio)NSABP P1 13.338 5 anos TMX versus placebo> 60 anosou 35-39 com Gail > 1,66ou CLIS/HDA0,51 (0,39-0,66)RMT 2.471 5,8 anos TMX versus p...
Entre os principais efeitos colaterais associados ao TMX, es-tão: carcinoma de endométrio, eventos tromboembólicos, catarata e acidente vascular cerebral; ao RLX: eventos tromboembólicos; e aos IAs: dor muscular, dor óssea, elevação de níveis de pressão ar-terial e osteoporose, além da exacerbação de sintomas climatéri...
Quimioprevenção em mulheres com alto risco hereditárioAproximadamente 80% dos carcinomas mamários associados à mutação do gene supressor BRCA1 são receptores hormonais ne-gativos, contudo as com mutação do gene BRCA2 possuem, em média, 75% de tumores receptores hormonais positivos; logo, espera-se que, ao bloquear a v...
Rastreamento no alto risco para câncer de mamaHá consenso na literatura de que mamogra/f_i a com mamas den-sas deve ser complementada por ultrassonogra/f_i a. A prevalência de mamas densas na população é alta, e a sensibilidade da mamo-gra/f_i a nessa situação é baixa, em torno de 30% a 45%, comparada com mais de 9...
Referências1. Instituto Nacional de Câncer (Inca). Estimativa 2018: incidência de câncer no Brasil [Internet]. Rio de Janeiro: Inca; 2018. Disponível em: http://www1.inca.gov.br/estimativ/2018. Acesso em: 16 ago. 2018. 2. Valencia OM, Samuel SE, Viscusi RK, Riall TS, Neumayer LA, Aziz H. The role of genetic testing in ...
5. Tyrer J, Duff y SW, Cuzick J. A breast cancer prediction model incorporating familial and personal risk factors. Stat Med. 2004;23(7):1111-30. 6. Daly MB, Pilarski R, Berry M, Buys SS, Farmer M, Friedman S, et al. NCCN Guidelines Insights: Genetic/Familial High-Risk Assessment: Breast and Ovarian, Version 2.2017. J ...
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31Torresan RZ, Tiezzi DG, Facina G, Santos CCProtocolos Febrasgo | Nº83 | 2018carriers. J Natl Cancer Inst. 2008;100(19):1361-7. 14. Kahlenborn C, Modugno F, Potter DM, Severs WB. Oral contraceptive use as a risk factor for premenopausal breast cancer: a meta-analysis. Mayo Clin Proc. 2006;81(10):1290-302. 15. Mørc...
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