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Alex Bortotto GarciaVice-PresidenteRegião Centro-OesteFlavio Lucio Pontes IbiapinaVice-PresidenteRegião NordesteHilka Flávia Barra do E. SantoVice-PresidenteRegião NorteAgnaldo Lopes da Silva FilhoVice-PresidenteRegião SudesteMaria Celeste Osório WenderVice-PresidenteRegião SulCésar Eduardo FernandesPresidenteCorintio ...
Epilepsia e gravidezA epilepsia na gravidez está associada a risco aumentado de pré-e-clâmpsia, infecções, descolamento de placenta de cesariana, pre-maturidade, baixo peso ao nascimento, más-formações congênitas e de complicações relacionadas à as/f_i xia perinatal. O controle da epilepsia, ou seja, o tempo livre de...
2. Artama, M, Braumann J, Raitanen J, Uotila J, Gissler M, Isojärvi J, Auvinen A. Women treated for epilepsy during pregnancy: outcomes from a nationwide population/uni2010based cohort study./uni00A0Acta obstetricia et gynecologica Scandinavica. 2017;96(7):812-20. 3. Vajda FJ, O’Brien TJ, Graham JE, Hitchcock AA, Land...
8. Meador KJ, Baker GA, Browning N, Cohen MJ, Bromley RL, Clayton-Smith J, et al. Neurodevelopmental Eff ects of Antiepileptic Drugs (NEAD) Study Group. 9. Breastfeeding in children of women taking antiepileptic drugs: cognitive outcomes at age 6 years. JAMA Pediatr. 2014 Aug;168(8):729-36. 10. Nomura ML, Yang LD, Min ...
11. Bateman BT, Schumacher HC, Bushnell CD, Pile-Spellman J, Simpson LL, Sacco RL, Berman MF. Intracerebral hemorrhage in pregnancy: frequency, risk factors, and outcome. Neurology. 2006;67(3):424./uni00A012. Lee MJ, Hickenbottom. Cerebrovascular disorders complicating pregnancy. UptoDate. (acesso em 2018 fev. 9). Disp...
14. Haider B, von Oertzen J. Neurological disorders. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2013 Dec;27(6):867-75. doi: 10.1016/j.bpobgyn.2013.07.007. 15. Ishii A, Miyamoto S. Endovascular treatment in pregnancy. Neurol Med Chir (Tokyo). 2013;53(8):541-8. 16. Steinberg A, Moreira TP . Neuroendocrinal, neurodevelopmental,...
19. Hernandez-Diaz/uni00A0 S,Huybrechts KF,/uni00A0 Desai, RJ,/uni00A0 Cohen JM,/uni00A0 Mogun H,/uni00A0 /uni00A0 Pennell PB,/uni00A0 Bateman BT, Patorno E. Topiramate use early in pregnancy and the risk of oral clefts. Neurology/uni00A02018;90(4):e342-e351. 20. Bird SJ, Staff ord IP , Dildy GA. Management of myas...
23. Peragallo JH. Pediatric Myasthenia Gravis. Seminars in Pediatric Neurology 2017;24(2):116-21. 24. Hoff JM, Daltveit AK, Gilhus NE. Artrogryposis multiplex congenita -- a rare fetal condition caused by maternal myasthenia gravis. Acta Neurol Scand Suppl. 2006;183:26-7. 25. Klein A. Peripheral nerve disease in pregn...
Daniel Bier Caraça1Alexandre Lobel1Patrick Bellelis1Bernardo Portugal Lasmar2Carlos Augusto Pires Costa Lino#Eduardo Schor3Fabíola Peixoto Minson#Frederico José Silva Correa4Kárin Kneipp Costa Rossi5Manoel Orlando Costa Gonçalves#Márcia Mendonça Carneiro6Marco Aurélio Pinho de Oliveira7DescritoresEndometriose/diagnósti...
1Universidade de São Paulo, São Paulo, SP , Brasil. 2Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 3Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP , Brasil. 4Universidade Católica de Brasília, Brasília, DF, Brasil. 5Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória, ES, Brasil. 6Universidade Federal de Minas...
6EndometrioseProtocolos Febrasgo | Nº32 | 2018endometriose, mas é necessária a utilização de ferramentas diagnósticas auxiliares. O ultrassom pélvico e transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética com protocolos especializados são os principais métodos por imagem para de -tecção e estadiamento da ...
Tratamento cirúrgico da dor pélvica em mulheres com endometriose O tratamento cirúrgico deve ser oferecido às pacientes em que o tratamento clínico for ineficaz ou contraindicado por alguma razão, assim como em situações específicas, descritas na figura 1. O objetivo da cirurgia é a remoção completa de todos os focos ...
Referências1. Nisolle M, Donnez J. Peritoneal endometriosis, ovarian endometriosis, and adenomyotic nodules of the rectovaginal septum are three different entities. Fertil Steril. 1997;68(4):585–96. 2. Eskenazi B, Warner ML. Epidemiology of endometriosis. Obstet Gynecol Clin North Am. 1997;24(2):235–58. 3. Sampson JA. ...
7. Dunselman GA, Vermeulen N, Becker C, Calhaz-Jorge C, D’Hooghe T, De Bie B, et al.; European Society of Human Reproduction and Embryology. ESHRE guideline: management of women with endometriosis. Hum Reprod. 2014;29(3):400–12. 8. Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine. Treatment of pelvi...
15Podgaec S, Caraça DB, Lobel A, Bellelis P , Lasmar BP , Lino CA, et alProtocolos Febrasgo | Nº32 | 2018endometriosis—a pilot study. Contraception. 2009;79(1):29–34. 13. Olive DL. Medical therapy of endometriosis. Semin Reprod Med. 2003;21(2):209–22. 14. Muzii L, Di Tucci C, Achilli C, Di Donato V, Musella A, Pala...
17. Xu Y, Zhao W, Li T, Zhao Y, Bu H, Song S. Effects of acupuncture for the treatment of endometriosis-related pain: A systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2017;12(10):e0186616. 18. Montenegro ML, Vasconcelos EC, Candido Dos Reis FJ, Nogueira AA, Poli-Neto OB. Physical therapy in the management of women with...
22. Donnez J, Squifflet J. Complications, pregnancy and recurrence in a prospective series of 500 patients operated on by the shaving technique for deep rectovaginal endometriotic nodules. Hum Reprod. 2010;25(8):1949–58. 23. Woods RJ, Heriot AG, Chen FC. Anterior rectal wall excision for endometriosis using the circula...
27. Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine. Endometriosis and infertility: a committee opinion. Fertil Steril. 2012;98(3):591–8. 16EndometrioseProtocolos Febrasgo | Nº32 | 2018pregnancy rates. J Minim Invasive Gynecol. 2009;16(2):174–80. 17Podgaec S, Caraça DB, Lobel A, Bellelis P , L...
Aline Evangelista Santiago2Agnaldo Lopes da Silva Filho1DescritoresDor abdominal aguda; Abdome agudo ginecológico; Emergências ginecológicasComo citar? Cândido EB, Santiago AE, Silva Filho AL. Abdome agudo em ginecologia. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO); 2018. (P...
IntroduçãoO abdome agudo ginecológico ou a síndrome do abdome agudo gi-necológico é uma manifestação clínica cuja principal característica é a dor abdominal aguda, que requer abordagem imediata, clínica ou cirúrgica. Constitui-se em um dos problemas mais importantes na prática médica em virtude de sua alta incidência,...
- Exame de urina: é fundamental afastar a possibilidade de infecção urinária, especialmente em mulheres. Além disso, hematúria pode sugerir quadro de nefrolitíase. - hCG - gonadotro/f_i na coriônica humana: deve ser realizado em todas as mulheres em idade reprodutiva. - Amilase: altos níveis séricos de amilase suger...
- Radiogra/f_i a de abdome: realizada em ortostatismo e decú-bito dorsal. São considerados achados anormais na radio-gra/f_i a simples de abdome: pneumoperitôneo, presença de ar no intestino delgado (também encontrado em caso de uso de entorpecentes e de laxantes), níveis hidroaéreos, 10Abdome agudo em ginecologiaP...
- Tomogra/f_i a computadorizada de abdome: vem ganhando importância na elucidação diagnóstica e tem-se tornado uma extensão do exame físico. Ideal para o diagnóstico de pancreatite aguda, abdome agudo vascular e para o estudo de coleções líquidas intra-abdominais.(12) TratamentoAs causas de dor aguda no abdome inferio...
11Cândido EB, Santiago AE, Silva Filho ALProtocolos Febrasgo | Nº28 | 2018Dismenorreia CistiteAbortamento incompleto ou completo PielonefriteDoenç ain/f_l amató riapé lvica Lití aseuriná riaTorç ã o de ová rio Abscesso periné fricoGravidez ectó pica Musculoesquelé ticasAbscesso tubo-ovariano Hé rniaMittelschmerz ...
METOTREXATE• Estabilidade hemodinâmica;• Ausência de sinais clínicos de rotura tubária;• β-hCG < 5000 mUI/mL e sem aumento superior a 60% nas últimas 48 horas (pré-tratamento);• Exames laboratoriais normais (hemograma, coagulograma, função, função hepática e renal);•Posologia: - 1 mg/kg de peso em dias alternados: 1,...
Figura 1. Indicações para tratamento conservador e opções posológicas de administração do metotrexate na abordagem conservadora da gestação ectópica13Cândido EB, Santiago AE, Silva Filho ALProtocolos Febrasgo | Nº28 | 2018portante porque pode levar a complicações como infertilidade, gra-videz ectópica e dor pélvic...
2. Oferecer a possibilidade de analgesia adequada não irá retar-dar o diagnóstico e, ao mesmo tempo, trará alívio à paciente dando tranquilidade ao médico responsável para usar as ferra-mentas necessárias à condução do caso em tempo hábil. 3. Dor pélvica aguda geralmente se caracteriza por duração não superior a 5 a 7 ...
2. Pires MT, Starling LV. Manual de urgências em pronto-socorro. 11a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017. 3. Hoff man BL, Schaff er JI, Halvorson LM, Bradshaw KD, Cunningham FG. Williams gynecology. USA: McGraw Hill; 2012. 4. Kehlet H, Jensen TS, Woolf CJ. Persistent postsurgical pain: risk factors and preven...
9. Howard FM, Carter JE. Pelvic pain: Diagnosis and management. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins; 2000. 10. Miller SK, Alpert PT. Assessment and diff erential diagnosis of abdominal pain. Nurse Pract. 2006;31(7):38-45, 47. 11. Gerhardt RT, Nelson BK, Keenan S, Kernan L, MacKersie A, Lane MS. Derivation of a cli...
16. Kirk E, Bottomley C, Bourne T. Diagnosing ectopic pregnancy and current concepts in the management of pregnancy of unknown location. Hum Reprod Update. 2014;20(2):250–61. 17. Bachman EA, Barnhart K. Medical management of ectopic pregnancy: a comparison of regimens. Clin Obstet Gynecol. 2012;55(2):440–7. 18. Ford GW...
21. Haggerty CL, Ness RB. Epidemiology, pathogenesis and treatment of pelvic in/f_l ammatory disease. Expert Rev Anti Infect Ther. 2006;4(2):235–47. 22. Sasaki KJ, Miller CE. Adnexal torsion: review of the literature. J Minim Invasive Gynecol. 2014;21(2):196–202. 18Abdome agudo em ginecologiaProtocolos Febrasgo | Nº...
PresidenteRodolfo de Carvalho PacagnellaVice-PresidenteMarcos Nakamura Pereira SecretárioDouglas Bernal TiagoMembrosBrenno Belazi Nery de Souza CamposCarmen Simone Grilo DinizFlávia Azevedo Gomes-SponholzGláucia Virginia de Queiroz Lins GuerraLenira Gaede SenesiLucila NagataRegina Amélia Lopes Pessoa de AguiarFrancisco...
Introdução Mortalidade maternaO óbito de uma mulher no ciclo gravídico-puerperal é, obvia -mente, o desfecho mais grave dentro da cadeia de atenção à saúde materna. Quando analisada a distribuição das mortes maternas entre as populações mundiais é possível identificar a incidência quase exclusiva de óbitos maternos em...
Morbidade materna grave e near missA partir de definições estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde, entende-se por morbidade materna grave o conjun -to das condições potencialmente ameaçadoras à vida (CPAV) e aquelas ameaçadoras à vida (CAV), que representam uma fase de maior disfunção orgânica dentro do contin...
Definições (Quadro 1)(2,3)• Morbidade Materna Grave: conjunto de condições potencial -mente ameaçadoras à vida. Esta é uma categoria abrangente de condições clínicas, incluindo doenças que podem ameaçar a vida da mulher durante a gestação, o parto e após o termo da gestação. • Near miss materno (NMM): mulher que quas...
• Desfecho materno grave: correspondente aos casos de condi -ções ameaçadoras à vida (ou seja, disfunção orgânica), incluin-do todos os óbitos e near miss maternos. 7Haddad SM, Feitosa FE, Cecatti JG, Pacagnella RCProtocolos Febrasgo | Nº112 | 2018Condições Potencialmente Ameaçadoras à VidaComplicações maternas g...
• Estratificação da população obstétrica em categorias distintas de gravidade, com base no grau de disfunção orgânica. • Definição de cuidados padrão essenciais por patologia e indi -cadores de processo. • Análise de desempenho na assistência prestada. • Identificação de oportunidades e obstáculos para melhorar o a...
Razão de desfecho materno grave (RDMG): número de mulheres com condições ameaçadoras à vida (CAV + MM) por 1.000 nascidos vivos (NV). Este indicador fornece uma estimativa da quantidade de cuidado e de recursos que seriam necessários em uma área ou em um serviço [RDMG = (NMM +MM)/NV]. Razão de Near miss Materno (RNM):...
Indicadores de desfecho perinatal (por exemplo, taxas de mortalidade perinatal, mortalidade neonatal ou natimortos) no contexto do near miss materno podem ser úteis para complementar a avaliação sobre a qualidade do atendimento.
Fonte: World Health Organization (WHO). Avaliação da qualidade do cuidado nas complicações graves da gestação. A abordagem do near miss da OMS para a saúde materna. Montevidéu, Uruguai: WHO; 2011.(3)Avaliação das demoras na provisão do cuidadoAo considerar que a grande maioria das mortes maternas é repu -tada evitável...
Segunda demora - Demora no acesso ao serviço de saúdeExemplos: problemas com referência e contrarreferência para nível adequado de assistência, transporte pelo serviço de emergência, central reguladora de vagas, peregrinação. Terceira demora - Demora no recebimento do cuidado adequadoExemplos: diagnóstico tardio ou equ...
Fonte: Thaddeus S, Maine D. Too far to walk: maternal mortality in context. Soc Sci Med. 1994;38(8):1091-110. Review(9)Ações para promoção de saúde e redução de mortalidade maternaO aperfeiçoamento da prática durante toda a cadeia de cuidados à saúde reprodutiva, sexual e materna é essencial para melhorar a saúde das ...
11Haddad SM, Feitosa FE, Cecatti JG, Pacagnella RCProtocolos Febrasgo | Nº112 | 2018by WHO, UNICEF, UNFPA, World Bank Group and the United Nations Population Division. Geneva: WHO; 2015. 2. Say L, Souza JP , Pattinson RC; WHO Working Group on Maternal Mortality and Morbidity Classifications. Maternal near miss --t...
4. Cecatti JG, Costa ML, Haddad SM, Parpinelli MA, Souza JP , Sousa MH, Brazilian Network for Surveillance of Severe Maternal Morbidity Study Group. Network for surveillance of severe maternal morbidity: a powerful national collaboration generating data on maternal health outcomes and care. BJOG. 2016;123(6):946-53. 5...
7. Souza JP , Cecatti JG, Parpinelli MA, Krupa F, Osis MJ. An emerging “maternal near-miss syndrome”: narratives of women who almost died during pregnancy and childbirth. Birth. 2009;36(2):149-58. 8. Haddad SM, Cecatti JG, Souza JP , Sousa MH, Parpinelli MA, Costa ML, Brazilian Network for Surveillance of Severe Mater...
próximas da normalidade sejam su/f_i cientes para induzir o segundo estágio, ou seja, a forma clínica da doença. O que vem se tornando evidente é que, apesar da etiologia des-conhecida da pré-eclâmpsia, mulheres com obesidade ou índice de massa corporal elevado (IMC > 30 kg/m2) apresentam maior risco para o desenvolvi...
Ao classi/f_i carmos as formas de hipertensão arterial na gesta-ção há necessidade de de/f_i nir alguns conceitos:(27)• Hipertensão arterial: valor de pressão arterial (PA) ≥ 140 e/ou 90 mmHg, avaliada após um período de repouso, com a paciente em posição sentada e manguito apropriado, conside-rando-se como pressão ...
Ressaltamos que, em 2013 o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) retirou dos critérios de gravidade relacio-nados à pré-eclâmpsia os níveis de proteinúria (>5g/24h).(1) A nosso ver, a frequente utilização dos níveis de proteinúria como critério para antecipação do parto colocaram essa avaliação como co...
13Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et alProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018clínica da pré-eclâmpsia, a doença pode ser classi/f_i cada em precoce (<34 semanas) ou tardia (≥34 semanas). Admite-se que essas duas formas de manifestação da doença diferem quanto às suas etiolo-gias.(28...
Diagnóstico diferencial das crises convulsivasEm gestantes, a manifestação de convulsões pós a 20ª semana de idade gestacional deve ser sempre interpretada, em princípio, como eclâmpsia. Somente após criteriosa abordagem, e muitas ve-zes após o tratamento baseado no diagnóstico de eclâmpsia, pode ser necessária a cons...
Predição da pré-eclâmpsiaEntendemos por predição a identi/f_i cação de riscos de desenvolver um problema, ou seja, a suposição de que os fenômenos se repe-tirão de forma constante. Sendo assim, deve-se considerar que a predição da pré-eclâmpsia esbarra em várias questões, como as lacunas em sua /f_i siopatologia, a ...
16Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018Hipertensão arterial crônica (PAD 80-89 na 1ª consulta pré-natal) 1,38 1,01-1,87Idade > 40 anos e primípara 1,69 1,23-2,29Idade > 40 anos e multípara 1,96 1,34 -2,87IMC > 30 na primeira consulta pré-natal 2,12 1,56-2,88História familiar de pré-eclâmpsia (mãe...
Considerando a introdução de biomarcadores no contexto de pre-dição da pré-eclâmpsia, não há evidências de que eles devam ser incor-porados de forma rotineira, em vista das limitações na sensibilidade e dos custos de sua incorporação. Podem ser incluídos nessa premissa o 17Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, ...
Levando em conta que, a ocorrência de pré-eclâmpsia é baixa na população geral (2% a 5%), todos os testes preditivos não ofe-recem sensibilidade razoável. Portanto, a exemplo do ACOG e da OMS, nossa recomendação para a predição da pré-eclâmpsia é que ela seja baseada na história clínica da paciente.(1,7)Predição de de...
!Para o preenchimento adequado da calculadora, algumas regras devem ser obedecidas. Na /f_igura ao lado, temos um exemplo de como deve ser feita a alimentação dos dados e o risco resultante. Algumas informações adicionais: 1 – A idade gestacional em semanas e dias. Para semanas completas, será acrescentado “0” . Por ex...
4 – Atenção para as unidades. Existem duas alternativas: Imperial Unit (IU) e Standard Internacional (SI). Para o sistema brasileiro utilizar SI. Figura 1. Calculadora fullPIERS com exemplo de situação clínica, dados laboratoriais e o cálculo resultante. 19Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveir...
As intervenções recomendadas e que podem resultar em re-dução dos riscos de desenvolver pré-eclâmpsia são: o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e a suplementação de cálcio.(36,37)No que diz respeito ao uso do AAS, esse deve ser recomenda-do na dose de 100 a 150 mg ao dia para as pacientes identi/f_i cadas como de ris...
Em relação à suplementação de cálcio, uma revisão sistemática concluiu que, de forma geral, ela resulta em redução de 55,0% no risco de pré-eclâmpsia. Esse efeito é ainda maior em mulheres com dieta pobre em cálcio, resultando em redução de 74,0%. Em mulhe-res com risco elevado para pré-eclâmpsia, essa redução pode che...
20Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018deve ser ressaltado que ações preventivas não se limitam a “evitar” que a pré-eclâmpsia ocorra, mas também a reduzir os riscos de evolução para formas graves. Assim sendo, o sulfato de magnésio (MgSO4) deve ser incluído nessa questão, pois reconhecidamente é ...
Conduta na pré-eclâmpsia Princípios geraisÉ fundamental buscar o diagnóstico de pré-eclâmpsia. Na assistên-cia pré-natal, deve-se dar atenção para o ganho de peso, principal-mente quando ele acontece de maneira rápida e se acompanha de edema de mãos e face. Deve-se ainda atentar para os níveis pressó-ricos e para as qu...
Diante do diagnóstico da pré-eclâmpsia, o foco do controle clínico é a prevenção da morbimortalidade materna e perinatal, por meio: de orientações sobre os sinais de comprometimento da doença, de encaminhamento e assistência em serviços terci-ários e com assistência neonatal qualificada, do bom controle 21Peraçoli JC,...
Tratamento não farmacológicoDietaRecomenda-se dieta normal, sem restrição de sal, uma vez que não há evidências para se preconizar essa conduta no auxílio do controle pressórico ou na prevenção de desfechos adversos. Além disso, é preciso lembrar que essas pacientes podem precisar de lon-gos períodos de internação e a...
Acompanhamento hospitalar ou ambulatorialAo considerarmos o grau de imprevisibilidade da pré-eclâmpsia, o acompanhamento hospitalar e amiúde seria plenamente justi-23Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et alProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018além de representarem sobrecarga quando se ...
Tratamento farmacológicoAnti-hipertensivosA decisão de introduzir anti-hipertensivos deve considerar os riscos e benefícios para a mãe e o feto, tomando-se como fatores principais o valor da PA e a presença ou não de sinais e sintomas relacionados aos níveis pressóricos. Lembramos que pacientes hipertensas crônicas mu...
Uma vez que o tratamento das crises hipertensivas é im-perioso, recomenda-se também a introdução de anti-hiperten-sivos sempre que a PA atingir níveis ≥ 150 e/ou 100 mmHg, níveis ≥ 140 e/ou 90 mmHg persistentes ou ainda se a paciente se mostrar sintomática. Em consonância com essas recomenda-ções, reforçamos que a ISSH...
26Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018Simpatolíticos de ação central, α2-agonistasMetildopaComprimidos de 250 e 500 mg750 a 2.000 mg/dia2 a 4x/diaClonidinaComprimidos de 0,1 e 0,2 mg0,2 a 0,6 mg/dia2 a 3x/diaBloqueadores de canais de cálcioNifedipino retardComprimidos de 10 e 20 mg20 a 120 mg/di...
São contraindicados na gestação os inibidores da enzima con-versora da angiotensina (IECA), os bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA II) e os inibidores diretos da renina (alisqui-reno), pois se associam a anormalidades no desenvolvimento dos rins fetais quando utilizados a partir do segundo trimestre de ...
27Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et alProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018diretrizes sugiram que esses agentes podem ser mantidos em mulheres com hipertensão crônica que faziam seu uso antes da gestação.(26,45) Tais diretrizes apoiam-se no fato de que a re-dução do volume circulat...
28Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018Agente Dose inicial Repetir, se necessário Dose máximaHidralazinaAmpola de 20 mg/mL5 mg,Via intravenosa5 mg, a cada20 minutos 45 mgA ampola de hidralazina contém 1 mL, na concentração de 20 mg/mL. Diluir uma ampola (1 mL) em 19 mL de água destilada, assim, ob...
Quadro 3. Esquema de infusão recomendado para o nitroprussiato de sódioDose desejada (mcg/kg/min) 0,5 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0Peso da paciente50 kg 7,5 15,0 30,0 60,0 90,0 120,0 Velocidade de infusão(mL/h)60 kg 9,0 18,0 36,0 72,0 108,0 144,070 kg 10,0 21,0 42,0 84,0 126,0 168,080 kg 12,0 24,0 48,0 96,0 144,0 192,090 kg 14,0...
HidralazinaA hidralazina, um vasodilatador periférico, é amplamente utilizada na situação de pré-eclâmpsia para o tratamento agudo da hiper-tensão grave.(46) A ação máxima da droga ocorre em 20 minutos. O monitoramento da PA deve ser rigoroso, uma vez que há riscos de hipotensão, que deve ser prontamente corrigida com ...
Nitroprussiato de sódioPotente vasodilatador arterial e venoso. A experiência clínica limitada e o receio quanto à possibilidade de intoxicação fetal por cianeto por mui-to tempo restringiram o uso de nitroprussiato na gravidez. Entretanto, não há evidências que suportem o risco fetal, principalmente nos casos de util...
Os principais esquemas de uso do sulfato de magnésio são o Pritchard e o de Zuspan, que devem ser empregados de acordo com a experiência de cada serviço, uma vez que são considerados de igual e/f_i cácia. Deve-se usar o sulfato de magnésio hepta-hidratado e estar atento para a concentração disponível do magnésio:• MgS...
Quadro 4. Esquemas do MgSO4 para prevenção e tratamento da eclâmpsiaEsquema do sulfato de magnésio Dose inicial Dose de manutençãoEsquema de PritchardIntravenoso e intramuscular 4g por via intravenosa (bolus), administrados lentamentea + 10g intramuscular (5g em cada nádega)b5g por via intramuscular profunda a cada 4 h...
b Preparação da dose de manutenção no esquema de Pritchard: Utilizar 10 mL da ampola de MgSO4 50%. Outras apresentações não devem ser utilizadas para esse esquema devido ao volume excessivo delas. c Preparação da dose de manutenção no esquema de Zuspan: Diluir 10 de MgSO4 50% (1 ampola) em 490 mL de soro /f_i siológic...
31Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et alProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018nésio, uma vez que as chances de complicações relacionadas a essa medicação são raras e deixar de administrá-la é mais temerário do que a ocorrência de qualquer risco. Recomendam-se apenas alguns cuidados, q...
Conduta ObstétricaPré-eclâmpsia sem sinais de deterioração clínica ou laboratorialRecomendamos, baseados nas melhores evidências, que a conduta seja expectante somente até as 37 semanas. A partir desse momento e sempre que o diagnóstico de pré-eclâmpsia for realizado no ter-mo, a resolução da gestação deverá ser indic...
Pré-eclâmpsia com sinais ou sintomas de deterioração clínica e/ou laboratorialÉ importante ter em mente que muitas vezes os sinais e sinto-mas de gravidade da pré-eclâmpsia são transitórios. Exemplo disso se dá com a própria hipertensão arterial, que, após ser con-trolada, pode permanecer estável por tempo variável. A...
34Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018alta mortalidade perinatal (>80%) e morbimortalidade materna (27% a 71%).(57,59) Portanto, diante de quadros de deterioração clínica, recomenda-se a interrupção da gestação, uma vez que a viabilidade neonatal é baixa e cercada de diversas complicações e seque...
Idade gestacional ≥ 24 semanas e < 34 semanasO ônus da prematuridade é muito alto nessa fase. Assim, a reso-lução da gestação só deve ocorrer se a paciente se enquadrar nas alterações descritas acima. As orientações para esses casos são:• Manter controle pressórico adequado;• Utilizar sulfato de magnésio. Se não houve...
Idade gestacional entre 34 e 37 semanasA condução dos casos nesse intervalo de idade gestacional é igual àquela descrita acima para as idades gestacionais entre 24 e 34 semanas. Porém, reforçamos que, ainda que as complicações re-lacionadas à prematuridade sejam menores a partir de 34 sema-nas, elas ainda existem, por...
Em situações de pré-eclâmpsia sem sinais de deterioração e evi-dentemente no termo, com colo uterino desfavorável, pode-se promo-ver o preparo do colo uterino com misoprostol ou sonda de Foley, a /f_i m de se obter maior sucesso com o parto vaginal. Atenta-se para os casos de uso de ocitocina, pois essa medicação prom...
Quando se indicar o parto cesáreo na síndrome HELLP , com contagem de plaquetas inferior a 50.000/mm3, recomendam-se os seguintes cuidados:• Avaliar coagulograma;• Realizar anestesia geral;• Repor plaquetas no ato cirúrgico (geralmente cinco unidades se mostram su/f_i cientes);• Realizar hemostasia cuidadosa.
37Peraçoli JC, Borges VT, Ramos JG, Cavalli RC, Costa SH, Oliveira LG, et alProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018Condições clínicas e laboratoriais estáveisManter acompanhamentoParto no termo(≥ 37 semanas)Considerar interrupção da gestaçãoParto vaginal é fortemente recomendadoVitalidade fetal preservadaManter acompanha...
Figura 2. Fluxograma para condução dos casos de pré-eclâmpsia. 38Pré-eclâmpsia/eclâmpsiaProtocolos Febrasgo | Nº8 | 2018internada ou mais frequente de acordo com casos especí/f_i cos. É prudente suprimir a avaliação da PA noturna se a pacien-te estiver controlada, a /f_i m de permitir o descanso diante da complex...
• Nos casos de uso de sulfato de magnésio, manter a medicação por 24h. Reforçamos que, se a paciente apresentar PA de difícil controle e/ou sinais e sintomas de iminência de eclâmpsia, o sulfato de magnésio também deve ser utilizado no puerpério devido à persistência dos riscos de convulsão, principalmente nos primeiro...
• Nos casos de pacientes com hipertensão preexistente que faziam uso de medicação anti-hipertensiva e apresentava bom controle da PA com ela, pode-se reiniciá-la no pós-parto imediato se não houver contraindicação quanto à amamentação. Se a paciente re-ferir mau controle pressórico com a medicação prévia, ela deve ser ...
• Mesmo após a alta hospitalar, as pacientes precisam ser orien-tadas quanto à possibilidade de complicações e a reavaliação em torno de sete dias deve ser realizada. • Todas as pacientes que apresentaram pré-eclâmpsia devem ser orientadas quanto aos riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e renais. Assim...
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