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Ementa e Acórdão 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) :FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO ELIMINADO EM EXAME FÍSICO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DO EDITAL E DE REEXAME PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de setembro de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574639. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) :FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 21 de junho de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Thiago Kautscher Guzzo contra julgado do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que negou provimento ao recurso interposto, para anular o ato administrativo que reprovara o ora Agravante no exame de aptidão física do concurso de escrivão da polícia federal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Instrução Normativa n. 04/2009 – Diretoria de Gestão de Pessoal/Departamento da Polícia Federal, de 23 de julho de 2009), o reexame de cláusulas editalícias (Edital n. 14/2009 da Polícia Federal) e do conjunto fático-probatório constante do processo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) :FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 21 de junho de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Thiago Kautscher Guzzo contra julgado do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que negou provimento ao recurso interposto, para anular o ato administrativo que reprovara o ora Agravante no exame de aptidão física do concurso de escrivão da polícia federal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Instrução Normativa n. 04/2009 – Diretoria de Gestão de Pessoal/Departamento da Polícia Federal, de 23 de julho de 2009), o reexame de cláusulas editalícias (Edital n. 14/2009 da Polícia Federal) e do conjunto fático-probatório constante do processo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 753864 AGR / ES ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5º, inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.4.2013, grifos nossos). (...) 7. O Supremo Tribunal assentou, ainda, que a alegação de contrariedade ao princípio da legalidade, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Instrução Normativa n. 04/2009 – Diretoria de Gestão de Pessoal/Departamento da Polícia Federal, de 23 de julho de 2009), inviabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 679.154-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 14.6.2012). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 428-434). 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.6.2013 (fl. 435), interpõe Thiago Kautscher Guzzo, em 5.7.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 441-450). 3. Sustenta o Agravante: “A bem da verdade, não pretende o agravante, como restou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Supremo Tribunal Federal ARE 753864 AGR / ES ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5º, inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.4.2013, grifos nossos). (...) 7. O Supremo Tribunal assentou, ainda, que a alegação de contrariedade ao princípio da legalidade, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Instrução Normativa n. 04/2009 – Diretoria de Gestão de Pessoal/Departamento da Polícia Federal, de 23 de julho de 2009), inviabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 679.154-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 14.6.2012). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 428-434). 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.6.2013 (fl. 435), interpõe Thiago Kautscher Guzzo, em 5.7.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 441-450). 3. Sustenta o Agravante: “A bem da verdade, não pretende o agravante, como restou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 753864 AGR / ES muito bem delineado nas razões tanto de seu recurso extraordinário quanto do agravo da decisão que o inadmitiu, discutir a validade das normas infraconstitucionais invocadas pela MM. Ministra Relatora; pretende, isso som, demonstrar que a conduta praticada pela agravada, chancelada pelas decisões proferidas nas instâncias ordinárias, viola as normas constitucionais já mencionadas. Portanto, o fundamento empregado pela MM. Ministra Relatora, para negar seguimento ao Agravo interposto pelo ora agravante, data maxima venia, não se sustente, devendo ser ela reformada. Quanto ao segundo fundamento empregado pela Douta Ministra Relatora, para negar seguimento ao agravo no recurso extraordinário interposto pelo ora agravante – necessidade de reexame de provas –, observamos que tal não se encontra, de igual forma, presente. Isso porque, e, data maxima venia, ao contrário do que afirmou a magistrada prolatora da decisão ora recorrida, não se mostra necessário o reexame das provas dos autos; indispensável se mostra, tão somente, a aferição da constitucionalidade da conduta praticada pela administração pública à luz das normas constitucionais aplicáveis à espécie. (…) No caso destes autos, observamos que basta, para a aferição da constitucionalidade da conduta praticada pelo agente, que se analisem os fatos, que são demonstrados pelas provas carreadas aos autos. Isso, porém, não importa, de forma alguma, em reexame das provas, mas, apenas, em análise da constitucionalidade da conduta à luz das provas já produzidas” (fl. 449). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Supremo Tribunal Federal ARE 753864 AGR / ES muito bem delineado nas razões tanto de seu recurso extraordinário quanto do agravo da decisão que o inadmitiu, discutir a validade das normas infraconstitucionais invocadas pela MM. Ministra Relatora; pretende, isso som, demonstrar que a conduta praticada pela agravada, chancelada pelas decisões proferidas nas instâncias ordinárias, viola as normas constitucionais já mencionadas. Portanto, o fundamento empregado pela MM. Ministra Relatora, para negar seguimento ao Agravo interposto pelo ora agravante, data maxima venia, não se sustente, devendo ser ela reformada. Quanto ao segundo fundamento empregado pela Douta Ministra Relatora, para negar seguimento ao agravo no recurso extraordinário interposto pelo ora agravante – necessidade de reexame de provas –, observamos que tal não se encontra, de igual forma, presente. Isso porque, e, data maxima venia, ao contrário do que afirmou a magistrada prolatora da decisão ora recorrida, não se mostra necessário o reexame das provas dos autos; indispensável se mostra, tão somente, a aferição da constitucionalidade da conduta praticada pela administração pública à luz das normas constitucionais aplicáveis à espécie. (…) No caso destes autos, observamos que basta, para a aferição da constitucionalidade da conduta praticada pelo agente, que se analisem os fatos, que são demonstrados pelas provas carreadas aos autos. Isso, porém, não importa, de forma alguma, em reexame das provas, mas, apenas, em análise da constitucionalidade da conduta à luz das provas já produzidas” (fl. 449). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 ESPÍRITO SANTO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada e demonstrado pelos trechos transcritos do acórdão recorrido, concluir de forma diversa quanto à legalidade do ato administrativo que reprovou o Agravante na prova prática de natação demandaria análise prévia das normas infraconstitucionais que regeram a realização do concurso (especificamente os Editais ns. 14 e 16/2009 e a Instrução Normativa n. 4/2009) e reexame de provas, procedimentos que não podem ser adotados em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. CONCURSO PÚBLICO. ELIMINAÇÃO DE CANDIDATO. 1. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 717.529-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL. LIMITAÇÃO PELO EDITAL DO NÚMERO DE CANDIDATOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 ESPÍRITO SANTO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada e demonstrado pelos trechos transcritos do acórdão recorrido, concluir de forma diversa quanto à legalidade do ato administrativo que reprovou o Agravante na prova prática de natação demandaria análise prévia das normas infraconstitucionais que regeram a realização do concurso (especificamente os Editais ns. 14 e 16/2009 e a Instrução Normativa n. 4/2009) e reexame de provas, procedimentos que não podem ser adotados em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. CONCURSO PÚBLICO. ELIMINAÇÃO DE CANDIDATO. 1. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 717.529-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL. LIMITAÇÃO PELO EDITAL DO NÚMERO DE CANDIDATOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 753864 AGR / ES QUE SE SUBMETERIAM AO EXAME PSICOTÉCNICO. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5º, LIV, E 37, CAPUT, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULA NºS. 279 E 454/STF. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 2. A alegação de ofensa aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI n. 803.857-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 17.03.11; AI n. 812.678-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 08.02.11; AI n. 513.804- AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, 1ª Turma, DJ 01.02.11 . 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do STF, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: RE 599.127-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “RECURSO DE AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NO CARGO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL, EDITAL DE 1998. 1. A irresignação (contra terminativa monocrática que manteve a sentença de primeiro grau) não trouxe nenhum elemento concreto que pudesse por em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Supremo Tribunal Federal ARE 753864 AGR / ES QUE SE SUBMETERIAM AO EXAME PSICOTÉCNICO. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5º, LIV, E 37, CAPUT, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULA NºS. 279 E 454/STF. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 2. A alegação de ofensa aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI n. 803.857-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 17.03.11; AI n. 812.678-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 08.02.11; AI n. 513.804- AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, 1ª Turma, DJ 01.02.11 . 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do STF, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: RE 599.127-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “RECURSO DE AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NO CARGO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL, EDITAL DE 1998. 1. A irresignação (contra terminativa monocrática que manteve a sentença de primeiro grau) não trouxe nenhum elemento concreto que pudesse por em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 753864 AGR / ES dúvida a inexistência de direito ao prosseguimento o certame, e de conseguinte, à nomeação e posse de candidatos que apenas concluíram o curso de formação por força de liminar posteriormente revogada, ensejando a aplicação do art. 557, caput, do CPC. 2. Recurso de Agravo improvido à unanimidade.” 7. Agravo regimental desprovido” (ARE 662.246-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2012). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Supremo Tribunal Federal ARE 753864 AGR / ES dúvida a inexistência de direito ao prosseguimento o certame, e de conseguinte, à nomeação e posse de candidatos que apenas concluíram o curso de formação por força de liminar posteriormente revogada, ensejando a aplicação do art. 557, caput, do CPC. 2. Recurso de Agravo improvido à unanimidade.” 7. Agravo regimental desprovido” (ARE 662.246-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2012). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) : FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549662 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) : FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549662 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4581922
2013-09-10T00:00:00
2013-09-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO ELIMINADO EM EXAME FÍSICO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DO EDITAL E DE REEXAME PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur243022
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO) ARE 717529 AgR (2ªT), ARE 662246 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 03/10/2013, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
753864
[ "LEG-FED INT-000004 ANO-2009\n INSTRUÇÃO NORMATIVA DA DIRETORIA DE GESTÃO DE PESSOAL DO DEPARTAMENTO DA POLÍCIA FEDERAL\n\n", "LEG-FED EDT-000014 ANO-2009\n EDITAL DO CONCURSO DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL\n\n", "LEG-FED EDT-000016 ANO-2009\n EDITAL DO CONCURSO DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 753864 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) : FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) :FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO ELIMINADO EM EXAME FÍSICO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DO EDITAL E DE REEXAME PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de setembro de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574639. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) :FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 21 de junho de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Thiago Kautscher Guzzo contra julgado do Tribunal Regional Federal da 2... Região, que negou provimento ao recurso interposto, para anular o ato administrativo que reprovara o ora Agravante no exame de aptidão física do concurso de escrivão da polícia federal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Instrução Normativa n. 04/2009 – Diretoria de Gestão de Pessoal/Departamento da Polícia Federal, de 23 de julho de 2009), o reexame de cláusulas editalícias (Edital n. 14/2009 da Polícia Federal) e do conjunto fático-probatório constante do processo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) :FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 21 de junho de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Thiago Kautscher Guzzo contra julgado do Tribunal Regional Federal da 2... Região, que negou provimento ao recurso interposto, para anular o ato administrativo que reprovara o ora Agravante no exame de aptidão física do concurso de escrivão da polícia federal. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Instrução Normativa n. 04/2009 – Diretoria de Gestão de Pessoal/Departamento da Polícia Federal, de 23 de julho de 2009), o reexame de cláusulas editalícias (Edital n. 14/2009 da Polícia Federal) e do conjunto fático-probatório constante do processo. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 753864 AGR / ES ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5..., inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.4.2013, grifos nossos). (...) 7. O Supremo Tribunal assentou, ainda, que a alegação de contrariedade ao princípio da legalidade, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Instrução Normativa n. 04/2009 – Diretoria de Gestão de Pessoal/Departamento da Polícia Federal, de 23 de julho de 2009), inviabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 679.154-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 14.6.2012). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 428-434). 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.6.2013 (fl. 435), interpõe Thiago Kautscher Guzzo, em 5.7.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 441-450). 3. Sustenta o Agravante: “A bem da verdade, não pretende o agravante, como restou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Supremo Tribunal Federal ARE 753864 AGR / ES ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada afronta ao art. 5..., inc. XXXV, da Constituição. Análise de norma legal. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 724.409- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.4.2013, grifos nossos). (...) 7. O Supremo Tribunal assentou, ainda, que a alegação de contrariedade ao princípio da legalidade, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Instrução Normativa n. 04/2009 – Diretoria de Gestão de Pessoal/Departamento da Polícia Federal, de 23 de julho de 2009), inviabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 679.154-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 14.6.2012). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 428-434). 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.6.2013 (fl. 435), interpõe Thiago Kautscher Guzzo, em 5.7.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 441-450). 3. Sustenta o Agravante: “A bem da verdade, não pretende o agravante, como restou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 753864 AGR / ES muito bem delineado nas razões tanto de seu recurso extraordinário quanto do agravo da decisão que o inadmitiu, discutir a validade das normas infraconstitucionais invocadas pela MM. Ministra Relatora; pretende, isso som, demonstrar que a conduta praticada pela agravada, chancelada pelas decisões proferidas nas instâncias ordinárias, viola as normas constitucionais já mencionadas. Portanto, o fundamento empregado pela MM. Ministra Relatora, para negar seguimento ao Agravo interposto pelo ora agravante, data maxima venia, não se sustente, devendo ser ela reformada. Quanto ao segundo fundamento empregado pela Douta Ministra Relatora, para negar seguimento ao agravo no recurso extraordinário interposto pelo ora agravante – necessidade de reexame de provas –, observamos que tal não se encontra, de igual forma, presente. Isso porque, e, data maxima venia, ao contrário do que afirmou a magistrada prolatora da decisão ora recorrida, não se mostra necessário o reexame das provas dos autos; indispensável se mostra, tão somente, a aferição da constitucionalidade da conduta praticada pela administração pública à luz das normas constitucionais aplicáveis à espécie. (…) No caso destes autos, observamos que basta, para a aferição da constitucionalidade da conduta praticada pelo agente, que se analisem os fatos, que são demonstrados pelas provas carreadas aos autos. Isso, porém, não importa, de forma alguma, em reexame das provas, mas, apenas, em análise da constitucionalidade da conduta à luz das provas já produzidas” (fl. 449). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Supremo Tribunal Federal ARE 753864 AGR / ES muito bem delineado nas razões tanto de seu recurso extraordinário quanto do agravo da decisão que o inadmitiu, discutir a validade das normas infraconstitucionais invocadas pela MM. Ministra Relatora; pretende, isso som, demonstrar que a conduta praticada pela agravada, chancelada pelas decisões proferidas nas instâncias ordinárias, viola as normas constitucionais já mencionadas. Portanto, o fundamento empregado pela MM. Ministra Relatora, para negar seguimento ao Agravo interposto pelo ora agravante, data maxima venia, não se sustente, devendo ser ela reformada. Quanto ao segundo fundamento empregado pela Douta Ministra Relatora, para negar seguimento ao agravo no recurso extraordinário interposto pelo ora agravante – necessidade de reexame de provas –, observamos que tal não se encontra, de igual forma, presente. Isso porque, e, data maxima venia, ao contrário do que afirmou a magistrada prolatora da decisão ora recorrida, não se mostra necessário o reexame das provas dos autos; indispensável se mostra, tão somente, a aferição da constitucionalidade da conduta praticada pela administração pública à luz das normas constitucionais aplicáveis à espécie. (…) No caso destes autos, observamos que basta, para a aferição da constitucionalidade da conduta praticada pelo agente, que se analisem os fatos, que são demonstrados pelas provas carreadas aos autos. Isso, porém, não importa, de forma alguma, em reexame das provas, mas, apenas, em análise da constitucionalidade da conduta à luz das provas já produzidas” (fl. 449). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 ESPÍRITO SANTO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada e demonstrado pelos trechos transcritos do acórdão recorrido, concluir de forma diversa quanto à legalidade do ato administrativo que reprovou o Agravante na prova prática de natação demandaria análise prévia das normas infraconstitucionais que regeram a realização do concurso (especificamente os Editais ns. 14 e 16/2009 e a Instrução Normativa n. 4/2009) e reexame de provas, procedimentos que não podem ser adotados em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. CONCURSO PÚBLICO. ELIMINAÇÃO DE CANDIDATO. 1. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 717.529-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL. LIMITAÇÃO PELO EDITAL DO NÚMERO DE CANDIDATOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 ESPÍRITO SANTO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada e demonstrado pelos trechos transcritos do acórdão recorrido, concluir de forma diversa quanto à legalidade do ato administrativo que reprovou o Agravante na prova prática de natação demandaria análise prévia das normas infraconstitucionais que regeram a realização do concurso (especificamente os Editais ns. 14 e 16/2009 e a Instrução Normativa n. 4/2009) e reexame de provas, procedimentos que não podem ser adotados em recurso extraordinário. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. CONCURSO PÚBLICO. ELIMINAÇÃO DE CANDIDATO. 1. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 717.529-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 19.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL. LIMITAÇÃO PELO EDITAL DO NÚMERO DE CANDIDATOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 753864 AGR / ES QUE SE SUBMETERIAM AO EXAME PSICOTÉCNICO. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5..., LIV, E 37, CAPUT, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULA nS. 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 2. A alegação de ofensa aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI n. 803.857-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 17.03.11; AI n. 812.678-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 08.02.11; AI n. 513.804- AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, 1... Turma, DJ 01.02.11 . 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 599.127-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “RECURSO DE AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NO CARGO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL, EDITAL DE 1998. 1. A irresignação (contra terminativa monocrática que manteve a sentença de primeiro grau) não trouxe nenhum elemento concreto que pudesse por em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Supremo Tribunal Federal ARE 753864 AGR / ES QUE SE SUBMETERIAM AO EXAME PSICOTÉCNICO. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5..., LIV, E 37, CAPUT, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULA nS. 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. 1. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 2. A alegação de ofensa aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI n. 803.857-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 17.03.11; AI n. 812.678-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 08.02.11; AI n. 513.804- AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, 1... Turma, DJ 01.02.11 . 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 599.127-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “RECURSO DE AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NO CARGO DE AGENTE DA POLÍCIA CIVIL, EDITAL DE 1998. 1. A irresignação (contra terminativa monocrática que manteve a sentença de primeiro grau) não trouxe nenhum elemento concreto que pudesse por em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 753864 AGR / ES dúvida a inexistência de direito ao prosseguimento o certame, e de conseguinte, à nomeação e posse de candidatos que apenas concluíram o curso de formação por força de liminar posteriormente revogada, ensejando a aplicação do art. 557, caput, do Código de Processo Civil. 2. Recurso de Agravo improvido à unanimidade.” 7. Agravo regimental desprovido” (ARE 662.246-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2012). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Supremo Tribunal Federal ARE 753864 AGR / ES dúvida a inexistência de direito ao prosseguimento o certame, e de conseguinte, à nomeação e posse de candidatos que apenas concluíram o curso de formação por força de liminar posteriormente revogada, ensejando a aplicação do art. 557, caput, do Código de Processo Civil. 2. Recurso de Agravo improvido à unanimidade.” 7. Agravo regimental desprovido” (ARE 662.246-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14.8.2012). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4574641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) : FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549662 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.864 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : THIAGO KAUTSCHER GUZZO ADV.(A/S) : FERNANDO TALHATE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549662 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753 . 864", "SÚMULAS NS . 279", "AGRAVO 753 . 864", "Súmulas n . 279", "Súmulas n . 279", "ARE", "Súmulas n . 279", "ARE 724 . 409 - AgR", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 679 . 154 - AgR", "Súmulas n . 279", "ARE 724 . 409 - AgR", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 679 . 154 - AgR", "ARE 753864 AGR / ES", "ARE 753864 AGR / ES", "Súmulas ns . 279", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 717 . 529 - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 717 . 529 - AgR", "ARE 753864", "SÚMULA nS . 279", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "AI n . 803 . 857 - AgR", "AI n . 812 . 678 - AgR", "AI n . 513 . 804 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 599 . 127 - AgR", "ARE 753864 AGR /", "SÚMULA nS . 279", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "AI n . 803 . 857 - AgR", "AI n . 812 . 678 - AgR", "AI n . 513 . 804 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 599 . 127 - AgR", "AI 829 . 036 - AgR", "ARE 753864 AGR / ES", "ARE 662 . 246 - AgR", "ARE 753864", "ARE 662 . 246 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Instrução Normativa n . 04 / 2009", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Instrução Normativa n . 04 / 2009", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "art . 5 . . . , inc . XXXV , da Constituição", "Instrução Normativa n . 04 / 2009", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "art . 5 . . . , inc . XXXV , da Constituição", "Instrução Normativa n . 04 / 2009", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Instrução Normativa n . 4 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Instrução Normativa n . 4 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 5 . . . , LIV , E 37 , CAPUT , I , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 5 . . . , LIV , E 37 , CAPUT , I , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Diretoria", "Departamento", "Polícia Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Departamento da Polícia Federal", "Polícia Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Departamento da Polícia Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Departamento", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ". Turma", "POLÍCIA CIVIL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "THIAGO KAUTSCHER GUZZO", "FERNANDO TALHATE DE SOUZA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "THIAGO KAUTSCHER GUZZO", "FERNANDO TALHATE DE SOUZA", "CÁRMEN LÚCIA", "Thiago Kautscher Guzzo", "CÁRMEN LÚCIA", "THIAGO KAUTSCHER GUZZO", "FERNANDO TALHATE DE SOUZA", "CÁRMEN LÚCIA", "Thiago Kautscher Guzzo", "Thiago Kautscher Guzzo", "Thiago Kautscher Guzzo", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "JOAQUIM BARBOSA", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "ELLEN", "GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "JOAQUIM BARBOSA", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "CÁRMEN LÚCIA", "THIAGO KAUTSCHER GUZZO", "FERNANDO TALHATE DE SOUZA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "THIAGO KAUTSCHER GUZZO", "FERNANDO TALHATE DE SOUZA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2013", "10 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "21 de junho de 2013", "23 de julho de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "21 de junho de 2013", "23 de julho de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "4", ".", "2013", "23 de julho de 2009", "14", ".", "6", ".", "2012", "28", ".", "6", ".", "2013", "5", ".", "7", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "4", ".", "2013", "23 de julho de 2009", "14", ".", "6", ".", "2012", "28", ".", "6", ".", "2013", "5", ".", "7", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "19", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "19", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "02", ".", "11", "15", ".", "03", ".", "11", "18", ".", "03", ".", "11", "17", ".", "03", ".", "11", "08", ".", "02", ".", "11", "01", ".", "02", ".", "11", ".", "04", "/", "03", "/", "11", "24", "/", "03", "/", "11", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "02", ".", "11", "15", ".", "03", ".", "11", "18", ".", "03", ".", "11", "17", ".", "03", ".", "11", "08", ".", "02", ".", "11", "01", ".", "02", ".", "11", "04", "/", "03", "/", "11", "24", "/", "03", "/", "11", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "10", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Civil e do Trabalho. Ação civil pública. Legitimidade ativa ad causam do Ministério Público do Trabalho. Defesa dos direitos individuais homogêneos na esfera trabalhista. 3. Controvérsia dependente de reexame do contexto fático-probatório que envolve atos impugnados pela ação civil pública. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568900. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 17/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 865-869, que negou provimento a recurso extraordinário com agravo, com fundamento na jurisprudência consolidada desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a ilegitimidade ativa ad causam do Ministério Público do Trabalho, bem como afronta aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da fundamentação das decisões. Ademais, reitera-se tese exposta no apelo extremo, requerendo, por fim, reconsideração da decisão agravada É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568901. Supremo Tribunal Federal 17/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 865-869, que negou provimento a recurso extraordinário com agravo, com fundamento na jurisprudência consolidada desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a ilegitimidade ativa ad causam do Ministério Público do Trabalho, bem como afronta aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da fundamentação das decisões. Ademais, reitera-se tese exposta no apelo extremo, requerendo, por fim, reconsideração da decisão agravada É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568901. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Inicialmente, saliento que não há que se falar em ofensa direta aos princípios constitucionais previstos no art. 5º, XXXV e LIV, pois a controvérsia no caso sob exame limita-se à suposta má aplicação da legislação infraconstitucional, sobretudo do Código de Processo Civil. Esta Suprema Corte já afastou a existência de repercussão geral em hipóteses como a presente, em que alegadas ofensas ao texto constitucional seriam meramente reflexas, no julgamento do ARE-RG 748.371 de minha relatoria, DJe 1º.8.2013. Quanto à violação ao princípio da fundamentação das decisões, cito trecho do voto por mim proferido no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010, por sua pertinência: “Assim, a presente questão de ordem visa a reafirmar a jurisprudência pacificada neste Tribunal segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.” Desse modo, reputo inexistente a alegada falta de fundamentação. Por fim, observo que, no acórdão recorrido assentou-se o seguinte entendimento: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568902. Supremo Tribunal Federal 17/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Inicialmente, saliento que não há que se falar em ofensa direta aos princípios constitucionais previstos no art. 5º, XXXV e LIV, pois a controvérsia no caso sob exame limita-se à suposta má aplicação da legislação infraconstitucional, sobretudo do Código de Processo Civil. Esta Suprema Corte já afastou a existência de repercussão geral em hipóteses como a presente, em que alegadas ofensas ao texto constitucional seriam meramente reflexas, no julgamento do ARE-RG 748.371 de minha relatoria, DJe 1º.8.2013. Quanto à violação ao princípio da fundamentação das decisões, cito trecho do voto por mim proferido no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010, por sua pertinência: “Assim, a presente questão de ordem visa a reafirmar a jurisprudência pacificada neste Tribunal segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.” Desse modo, reputo inexistente a alegada falta de fundamentação. Por fim, observo que, no acórdão recorrido assentou-se o seguinte entendimento: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 742313 AGR / DF “No caso dos autos, ‘a providência jurisdicional perseguida se reporta à tutela do trabalho portuário e avulso regido pelos termos da Lei 8.630/93, que tem por finalidade precípua regular as atividades de uma coletividade de trabalhadores integrantes da categoria de portuários empregados e avulsos’. … A presente ação civil pública pretende resguardar não apenas os interesses isolados de empregados da ora recorrente, mas de uma coletividade de trabalhadores avulsos que pode inclusive vir a prestar trabalho nos portos de Salvador à própria empresa demandada ou outras similares”. (fl. 294)”. (Fl. 786). Portanto, não há como divergir do entendimento de que se trata da defesa de interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos sem reexame do contexto fático que envolve os atos impugnados pela ação civil pública. Incide, no caso, o Enunciado 279 da Súmula desta Suprema Corte. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568902. Supremo Tribunal Federal ARE 742313 AGR / DF “No caso dos autos, ‘a providência jurisdicional perseguida se reporta à tutela do trabalho portuário e avulso regido pelos termos da Lei 8.630/93, que tem por finalidade precípua regular as atividades de uma coletividade de trabalhadores integrantes da categoria de portuários empregados e avulsos’. … A presente ação civil pública pretende resguardar não apenas os interesses isolados de empregados da ora recorrente, mas de uma coletividade de trabalhadores avulsos que pode inclusive vir a prestar trabalho nos portos de Salvador à própria empresa demandada ou outras similares”. (fl. 294)”. (Fl. 786). Portanto, não há como divergir do entendimento de que se trata da defesa de interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos sem reexame do contexto fático que envolve os atos impugnados pela ação civil pública. Incide, no caso, o Enunciado 279 da Súmula desta Suprema Corte. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 17/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4583195 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4583195 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4608131
2013-09-17T00:00:00
2013-10-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Civil e do Trabalho. Ação civil pública. Legitimidade ativa ad causam do Ministério Público do Trabalho. Defesa dos direitos individuais homogêneos na esfera trabalhista. 3. Controvérsia dependente de reexame do contexto fático-probatório que envolve atos impugnados pela ação civil pública. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur243382
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) ARE 748371 RG. (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 5. Análise: 14/10/2013, JUL.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
742313
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 742313 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Civil e do Trabalho. Ação civil pública. Legitimidade ativa ad causam do Ministério Público do Trabalho. Defesa dos direitos individuais homogêneos na esfera trabalhista. 3. Controvérsia dependente de reexame do contexto fático-probatório que envolve atos impugnados pela ação civil pública. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de setembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568900. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 17/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 865-869, que negou provimento a recurso extraordinário com agravo, com fundamento na jurisprudência consolidada desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a ilegitimidade ativa ad causam do Ministério Público do Trabalho, bem como afronta aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da fundamentação das decisões. Ademais, reitera-se tese exposta no apelo extremo, requerendo, por fim, reconsideração da decisão agravada É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568901. Supremo Tribunal Federal 17/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 865-869, que negou provimento a recurso extraordinário com agravo, com fundamento na jurisprudência consolidada desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a ilegitimidade ativa ad causam do Ministério Público do Trabalho, bem como afronta aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da fundamentação das decisões. Ademais, reitera-se tese exposta no apelo extremo, requerendo, por fim, reconsideração da decisão agravada É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568901. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Inicialmente, saliento que não há que se falar em ofensa direta aos princípios constitucionais previstos no art. 5..., XXXV e LIV, pois a controvérsia no caso sob exame limita-se à suposta má aplicação da legislação infraconstitucional, sobretudo do Código de Processo Civil. Esta Suprema Corte já afastou a existência de repercussão geral em hipóteses como a presente, em que alegadas ofensas ao texto constitucional seriam meramente reflexas, no julgamento do ARE-RG 748.371 de minha relatoria, DJe 1....8.2013. Quanto à violação ao princípio da fundamentação das decisões, cito trecho do voto por mim proferido no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010, por sua pertinência: “Assim, a presente questão de ordem visa a reafirmar a jurisprudência pacificada neste Tribunal segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.” Desse modo, reputo inexistente a alegada falta de fundamentação. Por fim, observo que, no acórdão recorrido assentou-se o seguinte entendimento: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568902. Supremo Tribunal Federal 17/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Inicialmente, saliento que não há que se falar em ofensa direta aos princípios constitucionais previstos no art. 5..., XXXV e LIV, pois a controvérsia no caso sob exame limita-se à suposta má aplicação da legislação infraconstitucional, sobretudo do Código de Processo Civil. Esta Suprema Corte já afastou a existência de repercussão geral em hipóteses como a presente, em que alegadas ofensas ao texto constitucional seriam meramente reflexas, no julgamento do ARE-RG 748.371 de minha relatoria, DJe 1....8.2013. Quanto à violação ao princípio da fundamentação das decisões, cito trecho do voto por mim proferido no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010, por sua pertinência: “Assim, a presente questão de ordem visa a reafirmar a jurisprudência pacificada neste Tribunal segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.” Desse modo, reputo inexistente a alegada falta de fundamentação. Por fim, observo que, no acórdão recorrido assentou-se o seguinte entendimento: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 742313 AGR / DF “No caso dos autos, ‘a providência jurisdicional perseguida se reporta à tutela do trabalho portuário e avulso regido pelos termos da Lei 8.630/93, que tem por finalidade precípua regular as atividades de uma coletividade de trabalhadores integrantes da categoria de portuários empregados e avulsos’. … A presente ação civil pública pretende resguardar não apenas os interesses isolados de empregados da ora recorrente, mas de uma coletividade de trabalhadores avulsos que pode inclusive vir a prestar trabalho nos portos de Salvador à própria empresa demandada ou outras similares”. (fl. 294)”. (Fl. 786). Portanto, não há como divergir do entendimento de que se trata da defesa de interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos sem reexame do contexto fático que envolve os atos impugnados pela ação civil pública. Incide, no caso, o Enunciado 279 da Súmula desta Suprema Corte. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568902. Supremo Tribunal Federal ARE 742313 AGR / DF “No caso dos autos, ‘a providência jurisdicional perseguida se reporta à tutela do trabalho portuário e avulso regido pelos termos da Lei 8.630/93, que tem por finalidade precípua regular as atividades de uma coletividade de trabalhadores integrantes da categoria de portuários empregados e avulsos’. … A presente ação civil pública pretende resguardar não apenas os interesses isolados de empregados da ora recorrente, mas de uma coletividade de trabalhadores avulsos que pode inclusive vir a prestar trabalho nos portos de Salvador à própria empresa demandada ou outras similares”. (fl. 294)”. (Fl. 786). Portanto, não há como divergir do entendimento de que se trata da defesa de interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos sem reexame do contexto fático que envolve os atos impugnados pela ação civil pública. Incide, no caso, o Enunciado 279 da Súmula desta Suprema Corte. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4568902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 17/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4583195 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.313 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ SARAIVA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4583195 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742 . 313", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "RECURSO", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 742313 AGR / DF", "Enunciado 279 da Súmula desta Suprema Corte", "ARE 742313 AGR / DF", "Enunciado 279 da Súmula" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 630 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 630 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Salvador", "Salvador", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "Ministério Público do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA", "TURMA", "INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "Ministério Público do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "Ministério Público do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INTERMARÍTIMA TERMINAIS LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JOSÉ SARAIVA", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSÉ SARAIVA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSÉ SARAIVA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSÉ SARAIVA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JOSÉ SARAIVA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "09", "/", "2013", "17 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2013", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2013", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2013", "17", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/09/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado. Condenação. 3. Alegação de excesso na dosimetria. 3.1. Ausência de ilegalidade. 3.1.1. Valoração negativa das circunstâncias do delito, da personalidade e da conduta social do recorrente. Gravidade das circunstâncias do crime: homicídio praticado com premeditação, conotação de execução (disputa por ponto de tráfico de drogas) e elevado número de agentes (8 envolvidos), fortemente armados, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo para intimidar moradores da localidade. Periculosidade do acusado. 3.1.2. Antecedentes criminais (ações penais em andamento) invocados pelo magistrado de origem, mas devidamente afastados pela Corte estadual no julgamento do apelo defensivo. 4. Fixação da pena-base pelo TJ/RS em 17 anos de reclusão mostra-se proporcional ao caso apreciado, considerando os limites da pena prevista para o delito (12 a 30 anos), atendendo, ainda, ao previsto no artigo 59 do CP. 5. Ausência de constrangimento ilegal. Recurso a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, nega provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577052. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RHC 116073 / RS Brasília, 17 de setembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577052. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS Brasília, 17 de setembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/09/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Diego Farias Alencastro, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que denegou a ordem, nos autos do HC 182.906/RS. Segundo a denúncia, no dia 10 de julho de 2006, por volta das 17h, na Travessa Fraga, n. 39, em via pública, Vila Central, na cidade de Gravataí/RS, os denunciados Anderson Conai Ribeiro de Moraes, Diego Farias Alencastro, Eduardo Rizzi Kaupe e Márcio José Araújo, em comunhão de esforços e conjugação de vontades com mais 4 indivíduos não identificados, mataram a vítima Éverson Gomes Pereira, efetuando diversos disparos de arma de fogo e produzindo as lesões descritas no auto de necropsia de fls. 93-94 do inquérito policial. Naquela oportunidade, os denunciados, previamente acertados com 4 indivíduos não identificados, armaram emboscada, posicionando-se em pontos estratégicos da via pública, utilizando-se de motocicletas, capacetes e armas de fogo (não apreendidas), e aguardaram que a vítima passasse pelo local na condução do veículo GM/Chevette SE, placas IBF- 1630. A vítima passou pelo local, como era previsto, e os denunciados efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra o seu veículo, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Supremo Tribunal Federal 17/09/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Diego Farias Alencastro, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que denegou a ordem, nos autos do HC 182.906/RS. Segundo a denúncia, no dia 10 de julho de 2006, por volta das 17h, na Travessa Fraga, n. 39, em via pública, Vila Central, na cidade de Gravataí/RS, os denunciados Anderson Conai Ribeiro de Moraes, Diego Farias Alencastro, Eduardo Rizzi Kaupe e Márcio José Araújo, em comunhão de esforços e conjugação de vontades com mais 4 indivíduos não identificados, mataram a vítima Éverson Gomes Pereira, efetuando diversos disparos de arma de fogo e produzindo as lesões descritas no auto de necropsia de fls. 93-94 do inquérito policial. Naquela oportunidade, os denunciados, previamente acertados com 4 indivíduos não identificados, armaram emboscada, posicionando-se em pontos estratégicos da via pública, utilizando-se de motocicletas, capacetes e armas de fogo (não apreendidas), e aguardaram que a vítima passasse pelo local na condução do veículo GM/Chevette SE, placas IBF- 1630. A vítima passou pelo local, como era previsto, e os denunciados efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra o seu veículo, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 116073 / RS provocando a colisão deste no meio-fio da calçada. A vítima saiu do automóvel e continuou sendo alvejada por diversos outros disparos de arma de fogo, em várias partes do corpo, inclusive na cabeça. Consta, ainda, da inicial acusatória, que o delito foi cometido por motivo torpe, tendo em vista que os denunciados praticaram o crime somente em razão de disputa por ponto de tráfico de drogas, uma vez que eram traficantes de drogas e queriam ocupar o ponto de tráfico da vítima Éverson. Na espécie, Diego Farias Alencastro foi condenado pela prática do delito previsto no art. 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal (homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e, por ter sido cometido mediante emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima – emboscada), à pena de 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A defesa, então, interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que deu parcial provimento ao apelo para reduzir a pena do sentenciado para 16 anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. Daí, a impetração de habeas corpus no STJ, alegando que a dosimetria da pena foi excessiva. A ordem restou denegada, nos termos da ementa transcrita: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. POSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. A questão referente à dosimetria da pena, em princípio, não é passível de apreciação em habeas corpus, porquanto vincula-se à valoração de circunstâncias objeto de análise nas instâncias ordinárias. Contudo, excepcionalidades, como a manifesta ausência de razoabilidade de critério para a fixação da pena, tornam possível a correção da reprimenda por meio do remédio heroico, porquanto, nessas circunstâncias, a questão projeta-se para a própria legalidade da decisão. 2. Não existe constrangimento ilegal a ser sanado pela via do writ, quando a majoração da pena-base acima do mínimo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS provocando a colisão deste no meio-fio da calçada. A vítima saiu do automóvel e continuou sendo alvejada por diversos outros disparos de arma de fogo, em várias partes do corpo, inclusive na cabeça. Consta, ainda, da inicial acusatória, que o delito foi cometido por motivo torpe, tendo em vista que os denunciados praticaram o crime somente em razão de disputa por ponto de tráfico de drogas, uma vez que eram traficantes de drogas e queriam ocupar o ponto de tráfico da vítima Éverson. Na espécie, Diego Farias Alencastro foi condenado pela prática do delito previsto no art. 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal (homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e, por ter sido cometido mediante emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima – emboscada), à pena de 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A defesa, então, interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que deu parcial provimento ao apelo para reduzir a pena do sentenciado para 16 anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. Daí, a impetração de habeas corpus no STJ, alegando que a dosimetria da pena foi excessiva. A ordem restou denegada, nos termos da ementa transcrita: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. POSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. A questão referente à dosimetria da pena, em princípio, não é passível de apreciação em habeas corpus, porquanto vincula-se à valoração de circunstâncias objeto de análise nas instâncias ordinárias. Contudo, excepcionalidades, como a manifesta ausência de razoabilidade de critério para a fixação da pena, tornam possível a correção da reprimenda por meio do remédio heroico, porquanto, nessas circunstâncias, a questão projeta-se para a própria legalidade da decisão. 2. Não existe constrangimento ilegal a ser sanado pela via do writ, quando a majoração da pena-base acima do mínimo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RHC 116073 / RS legal se deu de forma devidamente motivada pelo Julgador, nos termos do art. 59 do CPB, em vista do reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, notadamente pela valoração negativa da culpabilidade, das circunstâncias, da personalidade, da conduta social, e das consequências do delito, o que autoriza a mencionada elevação. 3. Considerando-se os parâmetros delineados no tipo penal em que o paciente foi condenado e a existência de cinco circunstâncias judiciais desfavoráveis, bem ainda levando em conta que a sanção para o delito em análise vai de 12 a 30 anos de reclusão, razoável e proporcional a fixação da pena-base em 17 anos de reclusão. 4. Ordem denegada”. Neste recurso ordinário, a defesa reitera as argumentações suscitadas no STJ no sentido de que a dosimetria da pena foi excessiva, devendo ser reduzida, porquanto: (i) houve equívoco quanto à elevação da pena pela personalidade e conduta social do recorrente; (ii) houve elevação da pena pelas circunstâncias do delito; e (iii) a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, pois ‘é vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena- base’ (Súmula 444 do STJ). No mérito, busca o provimento do recurso para anular o acórdão proferido pelo STJ, decotando-se o excesso praticado na consideração dos vetores do artigo 59 do CPB, determinado que seja refeita a aplicação da pena, sem os excessos. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS legal se deu de forma devidamente motivada pelo Julgador, nos termos do art. 59 do CPB, em vista do reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, notadamente pela valoração negativa da culpabilidade, das circunstâncias, da personalidade, da conduta social, e das consequências do delito, o que autoriza a mencionada elevação. 3. Considerando-se os parâmetros delineados no tipo penal em que o paciente foi condenado e a existência de cinco circunstâncias judiciais desfavoráveis, bem ainda levando em conta que a sanção para o delito em análise vai de 12 a 30 anos de reclusão, razoável e proporcional a fixação da pena-base em 17 anos de reclusão. 4. Ordem denegada”. Neste recurso ordinário, a defesa reitera as argumentações suscitadas no STJ no sentido de que a dosimetria da pena foi excessiva, devendo ser reduzida, porquanto: (i) houve equívoco quanto à elevação da pena pela personalidade e conduta social do recorrente; (ii) houve elevação da pena pelas circunstâncias do delito; e (iii) a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, pois ‘é vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena- base’ (Súmula 444 do STJ). No mérito, busca o provimento do recurso para anular o acórdão proferido pelo STJ, decotando-se o excesso praticado na consideração dos vetores do artigo 59 do CPB, determinado que seja refeita a aplicação da pena, sem os excessos. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/09/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa alega que a dosimetria da pena foi excessiva, devendo ser reduzida, porquanto: (i) houve equívoco quanto à elevação da pena pela personalidade e conduta social do recorrente; (ii) houve elevação da pena pelas circunstâncias do delito; e (iii) a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, pois ‘é vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena- base’ (Súmula 444 do STJ). O Juiz-Presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Gravataí/RS fixou as penas do homicídio qualificado praticado pelo recorrente da seguinte forma: “Os réus agiram conscientes do caráter ilícito do fato, com liberdade de escolha quanto ao seu proceder. Dolo acentuado na empreitada criminosa em função da premeditação. Culpabilidade expressiva. Circunstâncias desfavoráveis. Os acusados cometeram o segundo, mediante expressivo número de agentes, enquanto fortemente armados, incrementando a gravidade do evento criminoso. Há informações nos autos de que os acusados sempre andavam juntos e praticamente aterrorizavam os moradores da localidade. Assim sendo, revelaram suas personalidades negativas, dotadas de acentuada periculosidade, insistindo em tumultuar o meio social. Condutas sociais também negativas. Todos os réus registraram vários antecedentes criminais, inclusive com sentenças condenatórias, o que vêm em seu desfavor. As consequências são expressivas e transcendem àquelas específicas do delito. Vários agentes efetuaram um grande Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Supremo Tribunal Federal 17/09/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa alega que a dosimetria da pena foi excessiva, devendo ser reduzida, porquanto: (i) houve equívoco quanto à elevação da pena pela personalidade e conduta social do recorrente; (ii) houve elevação da pena pelas circunstâncias do delito; e (iii) a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, pois ‘é vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena- base’ (Súmula 444 do STJ). O Juiz-Presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Gravataí/RS fixou as penas do homicídio qualificado praticado pelo recorrente da seguinte forma: “Os réus agiram conscientes do caráter ilícito do fato, com liberdade de escolha quanto ao seu proceder. Dolo acentuado na empreitada criminosa em função da premeditação. Culpabilidade expressiva. Circunstâncias desfavoráveis. Os acusados cometeram o segundo, mediante expressivo número de agentes, enquanto fortemente armados, incrementando a gravidade do evento criminoso. Há informações nos autos de que os acusados sempre andavam juntos e praticamente aterrorizavam os moradores da localidade. Assim sendo, revelaram suas personalidades negativas, dotadas de acentuada periculosidade, insistindo em tumultuar o meio social. Condutas sociais também negativas. Todos os réus registraram vários antecedentes criminais, inclusive com sentenças condenatórias, o que vêm em seu desfavor. As consequências são expressivas e transcendem àquelas específicas do delito. Vários agentes efetuaram um grande Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 116073 / RS número de disparos, o que certamente serviu para aumentar ainda mais o terror e o sentimento de desproteção dos cidadãos daquela localidade, diga-se, que já se submetiam à constante criminalidade. Motivos já revelados pelo Corpo de Jurados, quando do reconhecimento da motivação torpe, o que não será novamente considerado nesta fase da dosimetria da pena. No que diz com a motivação relacionada ao primeiro fato, réu Anderson, peculiar ao delito em tela. A vítima não contribuiu para os fatos ilícitos”. Sobre a ausência de ilegalidade na dosimetria da pena, o Ministro Adilson Vieira Macabu, relator do HC 182.906/RS, do STJ, teceu as seguintes considerações: “Com efeito, não existe constrangimento ilegal a ser sanado pela via do habeas corpus, uma vez que a majoração da pena-base acima do mínimo legal se deu de forma devidamente motivada pelo Julgador, nos termos do art. 59 do CPB, em vista do reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, notadamente pela valoração negativa da culpabilidade, das circunstâncias, da personalidade, da conduta social, e das consequências do delito, o que autoriza a fixação da pena-base acima do mínimo legal. Conforme consignado, o delito foi praticado com premeditação, com conotação de execução, mais o expressivo número de agentes, fortemente armados, sendo grande o número de disparos que serviu para intimidar os moradores da localidade, o que encerra maior juízo de reprovação. Inviável afastar-se a valoração negativa quanto à personalidade e à conduta social, pois ficou assentado que o paciente, juntamente com os demais corréus, aterrorizava os moradores da localidade, sendo considerados perigosos e tumultuadores do meio social. Ressalta-se que os antecedentes do paciente, embora utilizados pelo magistrado de piso, não foram valorados pelo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS número de disparos, o que certamente serviu para aumentar ainda mais o terror e o sentimento de desproteção dos cidadãos daquela localidade, diga-se, que já se submetiam à constante criminalidade. Motivos já revelados pelo Corpo de Jurados, quando do reconhecimento da motivação torpe, o que não será novamente considerado nesta fase da dosimetria da pena. No que diz com a motivação relacionada ao primeiro fato, réu Anderson, peculiar ao delito em tela. A vítima não contribuiu para os fatos ilícitos”. Sobre a ausência de ilegalidade na dosimetria da pena, o Ministro Adilson Vieira Macabu, relator do HC 182.906/RS, do STJ, teceu as seguintes considerações: “Com efeito, não existe constrangimento ilegal a ser sanado pela via do habeas corpus, uma vez que a majoração da pena-base acima do mínimo legal se deu de forma devidamente motivada pelo Julgador, nos termos do art. 59 do CPB, em vista do reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, notadamente pela valoração negativa da culpabilidade, das circunstâncias, da personalidade, da conduta social, e das consequências do delito, o que autoriza a fixação da pena-base acima do mínimo legal. Conforme consignado, o delito foi praticado com premeditação, com conotação de execução, mais o expressivo número de agentes, fortemente armados, sendo grande o número de disparos que serviu para intimidar os moradores da localidade, o que encerra maior juízo de reprovação. Inviável afastar-se a valoração negativa quanto à personalidade e à conduta social, pois ficou assentado que o paciente, juntamente com os demais corréus, aterrorizava os moradores da localidade, sendo considerados perigosos e tumultuadores do meio social. Ressalta-se que os antecedentes do paciente, embora utilizados pelo magistrado de piso, não foram valorados pelo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 116073 / RS Tribunal a quo, que, inclusive, reduziu sua pena-base em sede de apelação criminal. Neste enfoque, considerando-se os parâmetros delineados no tipo penal em que o paciente foi condenado e a existência de cinco circunstâncias judiciais desfavoráveis, bem ainda levando em conta que a sanção para o delito em análise vai de 12 a 30 anos de reclusão, razoável e proporcional a fixação da pena- base em 17 anos de reclusão”. Da leitura da decisão do magistrado de origem, bem analisada pelo STJ, observo que, diversamente do alegado pela defesa, não houve equívoco quanto à elevação da pena-base pelas circunstâncias do delito, pela personalidade e conduta social do recorrente. Com relação às circunstâncias do delito, colhe-se da denúncia que o homicídio foi praticado com premeditação, conotação de execução (disputa por ponto de tráfico de drogas), e elevado número de agentes (8 envolvidos), fortemente armados, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo para intimidar os moradores da localidade. Tudo isso a evidenciar a gravidade das circunstâncias do crime praticado pelo ora paciente em concurso com outros corréus. Também, devidamente justificada nos autos está a valoração negativa da personalidade e da conduta social do recorrente, in verbis: “ficou assentado que Diego Farias Alencastro, juntamente com os demais corréus, aterrorizava os moradores da localidade, sendo considerados perigosos e tumultuadores do meio social”. No que se refere à alegação de que a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, constata-se falta de interesse processual, como bem apontou a PGR, pois referida circunstância judicial, considerada desfavorável no decreto condenatório, foi devidamente afastada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Ante o exposto, entendo que a fixação da pena-base pelo TJ/RS em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS Tribunal a quo, que, inclusive, reduziu sua pena-base em sede de apelação criminal. Neste enfoque, considerando-se os parâmetros delineados no tipo penal em que o paciente foi condenado e a existência de cinco circunstâncias judiciais desfavoráveis, bem ainda levando em conta que a sanção para o delito em análise vai de 12 a 30 anos de reclusão, razoável e proporcional a fixação da pena- base em 17 anos de reclusão”. Da leitura da decisão do magistrado de origem, bem analisada pelo STJ, observo que, diversamente do alegado pela defesa, não houve equívoco quanto à elevação da pena-base pelas circunstâncias do delito, pela personalidade e conduta social do recorrente. Com relação às circunstâncias do delito, colhe-se da denúncia que o homicídio foi praticado com premeditação, conotação de execução (disputa por ponto de tráfico de drogas), e elevado número de agentes (8 envolvidos), fortemente armados, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo para intimidar os moradores da localidade. Tudo isso a evidenciar a gravidade das circunstâncias do crime praticado pelo ora paciente em concurso com outros corréus. Também, devidamente justificada nos autos está a valoração negativa da personalidade e da conduta social do recorrente, in verbis: “ficou assentado que Diego Farias Alencastro, juntamente com os demais corréus, aterrorizava os moradores da localidade, sendo considerados perigosos e tumultuadores do meio social”. No que se refere à alegação de que a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, constata-se falta de interesse processual, como bem apontou a PGR, pois referida circunstância judicial, considerada desfavorável no decreto condenatório, foi devidamente afastada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Ante o exposto, entendo que a fixação da pena-base pelo TJ/RS em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 116073 / RS 17 anos de reclusão mostra-se proporcional ao caso apreciado, considerando os limites da pena prevista para o delito (12 a 30 anos), atendendo, ainda, ao previsto no artigo 59 do CP. Desse modo, ausente constrangimento ilegal a ser reparado, voto no sentido de negar provimento ao recurso. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS 17 anos de reclusão mostra-se proporcional ao caso apreciado, considerando os limites da pena prevista para o delito (12 a 30 anos), atendendo, ainda, ao previsto no artigo 59 do CP. Desse modo, ausente constrangimento ilegal a ser reparado, voto no sentido de negar provimento ao recurso. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4583141 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4583141 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4609105
2013-09-17T00:00:00
2013-10-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.09.2013.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado. Condenação. 3. Alegação de excesso na dosimetria. 3.1. Ausência de ilegalidade. 3.1.1. Valoração negativa das circunstâncias do delito, da personalidade e da conduta social do recorrente. Gravidade das circunstâncias do crime: homicídio praticado com premeditação, conotação de execução (disputa por ponto de tráfico de drogas) e elevado número de agentes (8 envolvidos), fortemente armados, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo para intimidar moradores da localidade. Periculosidade do acusado. 3.1.2. Antecedentes criminais (ações penais em andamento) invocados pelo magistrado de origem, mas devidamente afastados pela Corte estadual no julgamento do apelo defensivo. 4. Fixação da pena-base pelo TJ/RS em 17 anos de reclusão mostra-se proporcional ao caso apreciado, considerando os limites da pena prevista para o delito (12 a 30 anos), atendendo, ainda, ao previsto no artigo 59 do CP. 5. Ausência de constrangimento ilegal. Recurso a que se nega provimento.
sjur243514
- Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: HC 182906. Número de páginas: 10. Análise: 14/10/2013, JUL.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
116073
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 116073
[ "" ]
RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 17/09/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado. Condenação. 3. Alegação de excesso na dosimetria. 3.1. Ausência de ilegalidade. 3.1.1. Valoração negativa das circunstâncias do delito, da personalidade e da conduta social do recorrente. Gravidade das circunstâncias do crime: homicídio praticado com premeditação, conotação de execução (disputa por ponto de tráfico de drogas) e elevado número de agentes (8 envolvidos), fortemente armados, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo para intimidar moradores da localidade. Periculosidade do acusado. 3.1.2. Antecedentes criminais (ações penais em andamento) invocados pelo magistrado de origem, mas devidamente afastados pela Corte estadual no julgamento do apelo defensivo. 4. Fixação da pena-base pelo TJ/RS em 17 anos de reclusão mostra-se proporcional ao caso apreciado, considerando os limites da pena prevista para o delito (12 a 30 anos), atendendo, ainda, ao previsto no artigo 59 do Código Penal Brasileiro. 5. Ausência de constrangimento ilegal. Recurso a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, nega provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577052. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RHC 116073 / RS Brasília, 17 de setembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577052. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS Brasília, 17 de setembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/09/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Diego Farias Alencastro, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que denegou a ordem, nos autos do HC 182.906/RS. Segundo a denúncia, no dia 10 de julho de 2006, por volta das 17h, na Travessa Fraga, n. 39, em via pública, Vila Central, na cidade de Gravataí/RS, os denunciados Anderson Conai Ribeiro de Moraes, Diego Farias Alencastro, Eduardo Rizzi Kaupe e Márcio José Araújo, em comunhão de esforços e conjugação de vontades com mais 4 indivíduos não identificados, mataram a vítima Éverson Gomes Pereira, efetuando diversos disparos de arma de fogo e produzindo as lesões descritas no auto de necropsia de fls. 93-94 do inquérito policial. Naquela oportunidade, os denunciados, previamente acertados com 4 indivíduos não identificados, armaram emboscada, posicionando-se em pontos estratégicos da via pública, utilizando-se de motocicletas, capacetes e armas de fogo (não apreendidas), e aguardaram que a vítima passasse pelo local na condução do veículo GM/Chevette SE, placas IBF- 1630. A vítima passou pelo local, como era previsto, e os denunciados efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra o seu veículo, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Supremo Tribunal Federal 17/09/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Diego Farias Alencastro, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que denegou a ordem, nos autos do HC 182.906/RS. Segundo a denúncia, no dia 10 de julho de 2006, por volta das 17h, na Travessa Fraga, n. 39, em via pública, Vila Central, na cidade de Gravataí/RS, os denunciados Anderson Conai Ribeiro de Moraes, Diego Farias Alencastro, Eduardo Rizzi Kaupe e Márcio José Araújo, em comunhão de esforços e conjugação de vontades com mais 4 indivíduos não identificados, mataram a vítima Éverson Gomes Pereira, efetuando diversos disparos de arma de fogo e produzindo as lesões descritas no auto de necropsia de fls. 93-94 do inquérito policial. Naquela oportunidade, os denunciados, previamente acertados com 4 indivíduos não identificados, armaram emboscada, posicionando-se em pontos estratégicos da via pública, utilizando-se de motocicletas, capacetes e armas de fogo (não apreendidas), e aguardaram que a vítima passasse pelo local na condução do veículo GM/Chevette SE, placas IBF- 1630. A vítima passou pelo local, como era previsto, e os denunciados efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra o seu veículo, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 116073 / RS provocando a colisão deste no meio-fio da calçada. A vítima saiu do automóvel e continuou sendo alvejada por diversos outros disparos de arma de fogo, em várias partes do corpo, inclusive na cabeça. Consta, ainda, da inicial acusatória, que o delito foi cometido por motivo torpe, tendo em vista que os denunciados praticaram o crime somente em razão de disputa por ponto de tráfico de drogas, uma vez que eram traficantes de drogas e queriam ocupar o ponto de tráfico da vítima Éverson. Na espécie, Diego Farias Alencastro foi condenado pela prática do delito previsto no art. 121, § 2..., incisos I e IV, do Código Penal (homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e, por ter sido cometido mediante emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima – emboscada), à pena de 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A defesa, então, interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que deu parcial provimento ao apelo para reduzir a pena do sentenciado para 16 anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. Daí, a impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, alegando que a dosimetria da pena foi excessiva. A ordem restou denegada, nos termos da ementa transcrita: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. POSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. A questão referente à dosimetria da pena, em princípio, não é passível de apreciação em habeas corpus, porquanto vincula-se à valoração de circunstâncias objeto de análise nas instâncias ordinárias. Contudo, excepcionalidades, como a manifesta ausência de razoabilidade de critério para a fixação da pena, tornam possível a correção da reprimenda por meio do remédio heroico, porquanto, nessas circunstâncias, a questão projeta-se para a própria legalidade da decisão. 2. Não existe constrangimento ilegal a ser sanado pela via do writ, quando a majoração da pena-base acima do mínimo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS provocando a colisão deste no meio-fio da calçada. A vítima saiu do automóvel e continuou sendo alvejada por diversos outros disparos de arma de fogo, em várias partes do corpo, inclusive na cabeça. Consta, ainda, da inicial acusatória, que o delito foi cometido por motivo torpe, tendo em vista que os denunciados praticaram o crime somente em razão de disputa por ponto de tráfico de drogas, uma vez que eram traficantes de drogas e queriam ocupar o ponto de tráfico da vítima Éverson. Na espécie, Diego Farias Alencastro foi condenado pela prática do delito previsto no art. 121, § 2..., incisos I e IV, do Código Penal (homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e, por ter sido cometido mediante emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima – emboscada), à pena de 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A defesa, então, interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que deu parcial provimento ao apelo para reduzir a pena do sentenciado para 16 anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. Daí, a impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, alegando que a dosimetria da pena foi excessiva. A ordem restou denegada, nos termos da ementa transcrita: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. POSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. A questão referente à dosimetria da pena, em princípio, não é passível de apreciação em habeas corpus, porquanto vincula-se à valoração de circunstâncias objeto de análise nas instâncias ordinárias. Contudo, excepcionalidades, como a manifesta ausência de razoabilidade de critério para a fixação da pena, tornam possível a correção da reprimenda por meio do remédio heroico, porquanto, nessas circunstâncias, a questão projeta-se para a própria legalidade da decisão. 2. Não existe constrangimento ilegal a ser sanado pela via do writ, quando a majoração da pena-base acima do mínimo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RHC 116073 / RS legal se deu de forma devidamente motivada pelo Julgador, nos termos do art. 59 do CPB, em vista do reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, notadamente pela valoração negativa da culpabilidade, das circunstâncias, da personalidade, da conduta social, e das consequências do delito, o que autoriza a mencionada elevação. 3. Considerando-se os parâmetros delineados no tipo penal em que o paciente foi condenado e a existência de cinco circunstâncias judiciais desfavoráveis, bem ainda levando em conta que a sanção para o delito em análise vai de 12 a 30 anos de reclusão, razoável e proporcional a fixação da pena-base em 17 anos de reclusão. 4. Ordem denegada”. Neste recurso ordinário, a defesa reitera as argumentações suscitadas no Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a dosimetria da pena foi excessiva, devendo ser reduzida, porquanto: (i) houve equívoco quanto à elevação da pena pela personalidade e conduta social do recorrente; (ii) houve elevação da pena pelas circunstâncias do delito; e (iii) a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, pois ‘é vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena- base’ (Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça). No mérito, busca o provimento do recurso para anular o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, decotando-se o excesso praticado na consideração dos vetores do artigo 59 do CPB, determinado que seja refeita a aplicação da pena, sem os excessos. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS legal se deu de forma devidamente motivada pelo Julgador, nos termos do art. 59 do CPB, em vista do reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, notadamente pela valoração negativa da culpabilidade, das circunstâncias, da personalidade, da conduta social, e das consequências do delito, o que autoriza a mencionada elevação. 3. Considerando-se os parâmetros delineados no tipo penal em que o paciente foi condenado e a existência de cinco circunstâncias judiciais desfavoráveis, bem ainda levando em conta que a sanção para o delito em análise vai de 12 a 30 anos de reclusão, razoável e proporcional a fixação da pena-base em 17 anos de reclusão. 4. Ordem denegada”. Neste recurso ordinário, a defesa reitera as argumentações suscitadas no Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a dosimetria da pena foi excessiva, devendo ser reduzida, porquanto: (i) houve equívoco quanto à elevação da pena pela personalidade e conduta social do recorrente; (ii) houve elevação da pena pelas circunstâncias do delito; e (iii) a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, pois ‘é vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena- base’ (Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça). No mérito, busca o provimento do recurso para anular o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, decotando-se o excesso praticado na consideração dos vetores do artigo 59 do CPB, determinado que seja refeita a aplicação da pena, sem os excessos. Liminar indeferida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/09/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa alega que a dosimetria da pena foi excessiva, devendo ser reduzida, porquanto: (i) houve equívoco quanto à elevação da pena pela personalidade e conduta social do recorrente; (ii) houve elevação da pena pelas circunstâncias do delito; e (iii) a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, pois ‘é vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena- base’ (Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça). O Juiz-Presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Gravataí/RS fixou as penas do homicídio qualificado praticado pelo recorrente da seguinte forma: “Os réus agiram conscientes do caráter ilícito do fato, com liberdade de escolha quanto ao seu proceder. Dolo acentuado na empreitada criminosa em função da premeditação. Culpabilidade expressiva. Circunstâncias desfavoráveis. Os acusados cometeram o segundo, mediante expressivo número de agentes, enquanto fortemente armados, incrementando a gravidade do evento criminoso. Há informações nos autos de que os acusados sempre andavam juntos e praticamente aterrorizavam os moradores da localidade. Assim sendo, revelaram suas personalidades negativas, dotadas de acentuada periculosidade, insistindo em tumultuar o meio social. Condutas sociais também negativas. Todos os réus registraram vários antecedentes criminais, inclusive com sentenças condenatórias, o que vêm em seu desfavor. As consequências são expressivas e transcendem àquelas específicas do delito. Vários agentes efetuaram um grande Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Supremo Tribunal Federal 17/09/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa alega que a dosimetria da pena foi excessiva, devendo ser reduzida, porquanto: (i) houve equívoco quanto à elevação da pena pela personalidade e conduta social do recorrente; (ii) houve elevação da pena pelas circunstâncias do delito; e (iii) a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, pois ‘é vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena- base’ (Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça). O Juiz-Presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Gravataí/RS fixou as penas do homicídio qualificado praticado pelo recorrente da seguinte forma: “Os réus agiram conscientes do caráter ilícito do fato, com liberdade de escolha quanto ao seu proceder. Dolo acentuado na empreitada criminosa em função da premeditação. Culpabilidade expressiva. Circunstâncias desfavoráveis. Os acusados cometeram o segundo, mediante expressivo número de agentes, enquanto fortemente armados, incrementando a gravidade do evento criminoso. Há informações nos autos de que os acusados sempre andavam juntos e praticamente aterrorizavam os moradores da localidade. Assim sendo, revelaram suas personalidades negativas, dotadas de acentuada periculosidade, insistindo em tumultuar o meio social. Condutas sociais também negativas. Todos os réus registraram vários antecedentes criminais, inclusive com sentenças condenatórias, o que vêm em seu desfavor. As consequências são expressivas e transcendem àquelas específicas do delito. Vários agentes efetuaram um grande Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 116073 / RS número de disparos, o que certamente serviu para aumentar ainda mais o terror e o sentimento de desproteção dos cidadãos daquela localidade, diga-se, que já se submetiam à constante criminalidade. Motivos já revelados pelo Corpo de Jurados, quando do reconhecimento da motivação torpe, o que não será novamente considerado nesta fase da dosimetria da pena. No que diz com a motivação relacionada ao primeiro fato, réu Anderson, peculiar ao delito em tela. A vítima não contribuiu para os fatos ilícitos”. Sobre a ausência de ilegalidade na dosimetria da pena, o Ministro Adilson Vieira Macabu, relator do HC 182.906/RS, do Superior Tribunal de Justiça, teceu as seguintes considerações: “Com efeito, não existe constrangimento ilegal a ser sanado pela via do habeas corpus, uma vez que a majoração da pena-base acima do mínimo legal se deu de forma devidamente motivada pelo Julgador, nos termos do art. 59 do CPB, em vista do reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, notadamente pela valoração negativa da culpabilidade, das circunstâncias, da personalidade, da conduta social, e das consequências do delito, o que autoriza a fixação da pena-base acima do mínimo legal. Conforme consignado, o delito foi praticado com premeditação, com conotação de execução, mais o expressivo número de agentes, fortemente armados, sendo grande o número de disparos que serviu para intimidar os moradores da localidade, o que encerra maior juízo de reprovação. Inviável afastar-se a valoração negativa quanto à personalidade e à conduta social, pois ficou assentado que o paciente, juntamente com os demais corréus, aterrorizava os moradores da localidade, sendo considerados perigosos e tumultuadores do meio social. Ressalta-se que os antecedentes do paciente, embora utilizados pelo magistrado de piso, não foram valorados pelo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS número de disparos, o que certamente serviu para aumentar ainda mais o terror e o sentimento de desproteção dos cidadãos daquela localidade, diga-se, que já se submetiam à constante criminalidade. Motivos já revelados pelo Corpo de Jurados, quando do reconhecimento da motivação torpe, o que não será novamente considerado nesta fase da dosimetria da pena. No que diz com a motivação relacionada ao primeiro fato, réu Anderson, peculiar ao delito em tela. A vítima não contribuiu para os fatos ilícitos”. Sobre a ausência de ilegalidade na dosimetria da pena, o Ministro Adilson Vieira Macabu, relator do HC 182.906/RS, do Superior Tribunal de Justiça, teceu as seguintes considerações: “Com efeito, não existe constrangimento ilegal a ser sanado pela via do habeas corpus, uma vez que a majoração da pena-base acima do mínimo legal se deu de forma devidamente motivada pelo Julgador, nos termos do art. 59 do CPB, em vista do reconhecimento de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, notadamente pela valoração negativa da culpabilidade, das circunstâncias, da personalidade, da conduta social, e das consequências do delito, o que autoriza a fixação da pena-base acima do mínimo legal. Conforme consignado, o delito foi praticado com premeditação, com conotação de execução, mais o expressivo número de agentes, fortemente armados, sendo grande o número de disparos que serviu para intimidar os moradores da localidade, o que encerra maior juízo de reprovação. Inviável afastar-se a valoração negativa quanto à personalidade e à conduta social, pois ficou assentado que o paciente, juntamente com os demais corréus, aterrorizava os moradores da localidade, sendo considerados perigosos e tumultuadores do meio social. Ressalta-se que os antecedentes do paciente, embora utilizados pelo magistrado de piso, não foram valorados pelo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 116073 / RS Tribunal a quo, que, inclusive, reduziu sua pena-base em sede de apelação criminal. Neste enfoque, considerando-se os parâmetros delineados no tipo penal em que o paciente foi condenado e a existência de cinco circunstâncias judiciais desfavoráveis, bem ainda levando em conta que a sanção para o delito em análise vai de 12 a 30 anos de reclusão, razoável e proporcional a fixação da pena- base em 17 anos de reclusão”. Da leitura da decisão do magistrado de origem, bem analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, observo que, diversamente do alegado pela defesa, não houve equívoco quanto à elevação da pena-base pelas circunstâncias do delito, pela personalidade e conduta social do recorrente. Com relação às circunstâncias do delito, colhe-se da denúncia que o homicídio foi praticado com premeditação, conotação de execução (disputa por ponto de tráfico de drogas), e elevado número de agentes (8 envolvidos), fortemente armados, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo para intimidar os moradores da localidade. Tudo isso a evidenciar a gravidade das circunstâncias do crime praticado pelo ora paciente em concurso com outros corréus. Também, devidamente justificada nos autos está a valoração negativa da personalidade e da conduta social do recorrente, in verbis: “ficou assentado que Diego Farias Alencastro, juntamente com os demais corréus, aterrorizava os moradores da localidade, sendo considerados perigosos e tumultuadores do meio social”. No que se refere à alegação de que a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, constata-se falta de interesse processual, como bem apontou a PGR, pois referida circunstância judicial, considerada desfavorável no decreto condenatório, foi devidamente afastada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Ante o exposto, entendo que a fixação da pena-base pelo TJ/RS em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS Tribunal a quo, que, inclusive, reduziu sua pena-base em sede de apelação criminal. Neste enfoque, considerando-se os parâmetros delineados no tipo penal em que o paciente foi condenado e a existência de cinco circunstâncias judiciais desfavoráveis, bem ainda levando em conta que a sanção para o delito em análise vai de 12 a 30 anos de reclusão, razoável e proporcional a fixação da pena- base em 17 anos de reclusão”. Da leitura da decisão do magistrado de origem, bem analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, observo que, diversamente do alegado pela defesa, não houve equívoco quanto à elevação da pena-base pelas circunstâncias do delito, pela personalidade e conduta social do recorrente. Com relação às circunstâncias do delito, colhe-se da denúncia que o homicídio foi praticado com premeditação, conotação de execução (disputa por ponto de tráfico de drogas), e elevado número de agentes (8 envolvidos), fortemente armados, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo para intimidar os moradores da localidade. Tudo isso a evidenciar a gravidade das circunstâncias do crime praticado pelo ora paciente em concurso com outros corréus. Também, devidamente justificada nos autos está a valoração negativa da personalidade e da conduta social do recorrente, in verbis: “ficou assentado que Diego Farias Alencastro, juntamente com os demais corréus, aterrorizava os moradores da localidade, sendo considerados perigosos e tumultuadores do meio social”. No que se refere à alegação de que a pena não poderia ser majorada pelos antecedentes criminais apresentados, constata-se falta de interesse processual, como bem apontou a PGR, pois referida circunstância judicial, considerada desfavorável no decreto condenatório, foi devidamente afastada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Ante o exposto, entendo que a fixação da pena-base pelo TJ/RS em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 116073 / RS 17 anos de reclusão mostra-se proporcional ao caso apreciado, considerando os limites da pena prevista para o delito (12 a 30 anos), atendendo, ainda, ao previsto no artigo 59 do Código Penal Brasileiro. Desse modo, ausente constrangimento ilegal a ser reparado, voto no sentido de negar provimento ao recurso. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Supremo Tribunal Federal RHC 116073 / RS 17 anos de reclusão mostra-se proporcional ao caso apreciado, considerando os limites da pena prevista para o delito (12 a 30 anos), atendendo, ainda, ao previsto no artigo 59 do Código Penal Brasileiro. Desse modo, ausente constrangimento ilegal a ser reparado, voto no sentido de negar provimento ao recurso. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4577054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4583141 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.073 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : DIEGO FARIAS ALENCASTRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 17.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4583141 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , incisos I e IV , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do CPB", "artigo 59 do CPB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do CPB", "artigo 59 do CPB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do CPB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do CPB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "Travessa Fraga", "Vila Central", "Gravataí / RS", "RIO GRANDE DO SUL", "Travessa Fraga", "Vila Central", "Gravataí / RS", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "Comarca de Gravataí / RS", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "TJ", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Defensoria Pública da União", "DPU", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Defensoria Pública da União", "DPU", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "GM", "/", "Chevette SE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal do Júri da Comarca de Gravataí / RS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal do", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "PGR", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "TJ", "/", "RS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "PGR", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "TJ", "/", "RS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "DIEGO FARIAS ALENCASTRO", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Diego Farias Alencastro", "Anderson Conai Ribeiro de Moraes", "Diego Farias Alencastro", "Eduardo Rizzi Kaupe", "Márcio José Araújo", "Éverson Gomes Pereira", "GILMAR MENDES", "DIEGO FARIAS ALENCASTRO", "GILMAR MENDES", "Diego Farias Alencastro", "Anderson Conai Ribeiro de Moraes", "Diego Farias Alencastro", "Eduardo Rizzi Kaupe", "Márcio José Araújo", "Éverson Gomes Pereira", "Éverson", "Diego Farias Alencastro", "Éverson", "Diego Farias Alencastro", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Anderson", "Adilson Vieira Macabu", "Anderson", "Adilson Vieira Macabu", "GILMAR MENDES", "Diego Farias Alencastro", "Diego Farias Alencastro", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIEGO FARIAS ALENCASTRO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "DIEGO FARIAS ALENCASTRO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2013", "10 de julho de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2013", "10 de julho de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2013", "17", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
"Ementa e Acórdão\n27/08/2013\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.96(...TRUNCATED)
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2013-09-25T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. OBRIGAÇÃO(...TRUNCATED)
sjur242764
"- Acórdão(s) citado(s):\n(TRIBUTÁRIO, OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA)\nRE 596485 AgR-segundo (1ªT), RE (...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
722965
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 722965 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : UNIÃO \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL \nAGDO.(A/S) : JURUA ED(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n27/08/2013\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.96(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722 . 965","SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUN(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n30/09/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.09(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6962699
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2014-10-16T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Emissão de(...TRUNCATED)
sjur280907
"- Acórdão(s) citado(s):\n(SÚMULA 279)\nAI 856278 AgR (1ªT). \n(PRINCÍPIOS AMPLA DEFESA, AO CON(...TRUNCATED)
GILMAR MENDES
Segunda Turma
834099
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 834099 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : PAULO DE TACIO DE SOUZA LIMA \nADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n30/09/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.09(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834 . 099","Enunciado 279 da Súmula do Supre(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n27/08/2013\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.01(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4518030
2013-08-27T00:00:00
2013-09-13T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Isenção tributária. Não observânci(...TRUNCATED)
sjur241615
"- Acórdão(s) citado(s):\n(SÚMULA 283)\nARE 661669 AgR (2ªT). \n(BENEFÍCIO FISCAL, LEI INSTITUI(...TRUNCATED)
GILMAR MENDES
Segunda Turma
642014
["LEG-FED LCP-000101 ANO-2000\n LRF-2000 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL\n\n","(...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 642014 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE LONDRINA\r\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n27/08/2013\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642.01(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 642 . 014","RECURSO","RECURSO EXTRAORDINÁRIO(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n17/09/2013\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.2(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4657889
2013-09-17T00:00:00
2013-10-11T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Rela(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio própr(...TRUNCATED)
sjur244519
"- Acórdão(s) citado(s):\n(PREQUESTIONAMENTO)\nAI 541696 AgR (1ªT). \nNúmero de páginas: 8.\r\n(...TRUNCATED)
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
756282
["LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIG(...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 756282 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : CASABELLA CARIOCA COOPERATIVA HABITACIONAL LTDA \nADV.(A/S) : PAULO CESAR PEREIRA DE S(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n17/09/2013\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.2(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756 . 282","ARE 756282 AGR / RJ","ARE 756282"(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n27/08/2013\nSEGUNDA TURMA\nEMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4497990
2013-08-27T00:00:00
2013-09-11T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou(...TRUNCATED)
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos (...TRUNCATED)
sjur241236
"- Acórdão(s) citado(s):\n(SÚMULA 280)\nAI 842684 AgR (1ªT), AI 802732 AgR (1ªT). \nNúmero de (...TRUNCATED)
GILMAR MENDES
Segunda Turma
731024
["LEG-FED LEI-009394 ANO-1996\n LDBEN-1996 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCA(...TRUNCATED)
ARE-ED
acordaos
ARE 731024 ED
[ "" ]
"EMBTE.(S) : ADRIANA TRINDADE LORENZATTO \nADV.(A/S) : IGOR ROCHA TUSSET E OUTRO(A/S)\nEMBDO.(A/S)(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n27/08/2013\nSEGUNDA TURMA\nEMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731 . 024","ADI N . 3 . 772","SÚMULAS 279 E (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n27/08/2013\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 593.581(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4727706
2013-08-27T00:00:00
2013-10-23T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não partic(...TRUNCATED)
AG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
"EMENTA \n\n\n\n Agravo regimental no agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor públi(...TRUNCATED)
sjur245989
"- Acórdão(s) citado(s):\n(SERVIDOR PÚBLICO, GRATIFICAÇÃO)\nARE 641259 AgR (2ªT), AI 651271 Ag(...TRUNCATED)
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
593581
["LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n","LEG(...TRUNCATED)
AI-AgR-AgR
acordaos
AI 593581 AgR-AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS \nADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS \nAGDO.(A/S) : DA(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n27/08/2013\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 593.581(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["AGRAVO DE INSTRUMENTO 593 . 581","Súmulas","AGRAVO DE INSTRUMENTO 593 . 581","A(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n27/08/2013\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.667 RIO DE J(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4727216
2013-08-27T00:00:00
2013-10-23T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não partic(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"EMENTA\n\n\n\n \n\n\n\n Agravo regimental no recurso extraordinário. Anistia política. Ter(...TRUNCATED)
sjur245995
"- Acórdão(s) citado(s):\n(OFENSA REFLEXA)\nARE 675094 AgR (2ªT), AI 803153 AgR (1ªT), AI 670173(...TRUNCATED)
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
735667
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO (...TRUNCATED)
RE-AgR
acordaos
RE 735667 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : NARCISO FERREIRA FILHO \nADV.(A/S) : LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S)\nAGDO(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n27/08/2013\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.667 RIO DE J(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735 . 667","Súmula n 279 da Corte","Recurso Extraordin(...TRUNCATED)
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