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Ementa e Acórdão 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: CABIMENTO DE INDENIZAÇÃO SOB PENA DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Ministro Joaquim Barbosa. Brasília, 30 de outubro de 2012. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084944. Supremo Tribunal Federal DJe 21/11/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 20 setembro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio de Janeiro contra julgado da Primeira Turma Recursal Fazendária daquele Estado, que reconheceu o direito à conversão em pecúnia de férias não gozadas pela Agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Este Supremo Tribunal Federal assentou ser possível a conversão de férias não gozadas por servidor público em indenização pecuniária, pois, do contrário, haveria enriquecimento da Administração Pública sem justa causa. (...) O acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência deste Supremo Tribunal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações do Agravante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084945. Supremo Tribunal Federal 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 20 setembro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio de Janeiro contra julgado da Primeira Turma Recursal Fazendária daquele Estado, que reconheceu o direito à conversão em pecúnia de férias não gozadas pela Agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Este Supremo Tribunal Federal assentou ser possível a conversão de férias não gozadas por servidor público em indenização pecuniária, pois, do contrário, haveria enriquecimento da Administração Pública sem justa causa. (...) O acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência deste Supremo Tribunal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações do Agravante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 698.641 AGR / RJ 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea ‘a’, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.9.2012 (fl. 212), interpõe o Estado do Rio de Janeiro, em 2.10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 213-218). 3. O Agravante alega que “o prazo prescricional para a conversão de férias em pecúnia é a aposentadoria, assim, somente a partir dela se poderia falar em pedido de indenização” (fl. 216). Sustenta que “o pagamento de indenização de férias não gozadas a servidor na ativa configura violação do princípio do não enriquecimento ilícito” (fl. 216). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084945. Supremo Tribunal Federal ARE 698.641 AGR / RJ 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea ‘a’, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.9.2012 (fl. 212), interpõe o Estado do Rio de Janeiro, em 2.10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 213-218). 3. O Agravante alega que “o prazo prescricional para a conversão de férias em pecúnia é a aposentadoria, assim, somente a partir dela se poderia falar em pedido de indenização” (fl. 216). Sustenta que “o pagamento de indenização de férias não gozadas a servidor na ativa configura violação do princípio do não enriquecimento ilícito” (fl. 216). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, a Turma Recursal a quo adotou os fundamentos da sentença: “Pretende a parte autora a conversão das férias não gozadas em pecúnia, pretensão esta resistida pelo réu sob o argumento da falta de amparo legal. Tendo em vista a revogação da possibilidade de contagem em dobro das férias não gozadas com a modificação do art. 40, parágrafo 10 da Constituição Federal, promovida pela EC nº 20/98. Assim sendo, a única forma de se evitar a enriquecimento sem causa da Administração Pública seria a conversão de tais períodos em pecúnia. O art. 77, XVII da Constituição da Estado do Rio de Janeiro, que previa expressamente essa possibilidade, foi declarado inconstitucional pelo E. STF no julgamento da ADIN 227/RJ. Contudo, é preciso destacar que tal norma foi considerada em desacordo com a Constituição Federal por vício de forma, ou seja, vício de iniciativa. (…) Ou seja, a regra da possibilidade de conversão das férias não gozadas em pecúnia não foi considerada materialmente inconstitucional. Ante a proibição expressa da Constituição Federal da contagem em dobro de tal período para fins de aposentadoria, a conversão em pecúnia torna-se a única alternativa viável ao servidor para evitar-se o locupletamento indevido do Estado” (fls. 76-77). 3. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou a possibilidade de o servidor público, ativo ou inativo, requerer a conversão de férias não gozadas por necessidade da Administração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Supremo Tribunal Federal 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, a Turma Recursal a quo adotou os fundamentos da sentença: “Pretende a parte autora a conversão das férias não gozadas em pecúnia, pretensão esta resistida pelo réu sob o argumento da falta de amparo legal. Tendo em vista a revogação da possibilidade de contagem em dobro das férias não gozadas com a modificação do art. 40, parágrafo 10 da Constituição Federal, promovida pela EC nº 20/98. Assim sendo, a única forma de se evitar a enriquecimento sem causa da Administração Pública seria a conversão de tais períodos em pecúnia. O art. 77, XVII da Constituição da Estado do Rio de Janeiro, que previa expressamente essa possibilidade, foi declarado inconstitucional pelo E. STF no julgamento da ADIN 227/RJ. Contudo, é preciso destacar que tal norma foi considerada em desacordo com a Constituição Federal por vício de forma, ou seja, vício de iniciativa. (…) Ou seja, a regra da possibilidade de conversão das férias não gozadas em pecúnia não foi considerada materialmente inconstitucional. Ante a proibição expressa da Constituição Federal da contagem em dobro de tal período para fins de aposentadoria, a conversão em pecúnia torna-se a única alternativa viável ao servidor para evitar-se o locupletamento indevido do Estado” (fls. 76-77). 3. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou a possibilidade de o servidor público, ativo ou inativo, requerer a conversão de férias não gozadas por necessidade da Administração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 698.641 AGR / RJ Pública em indenização. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FÉRIAS NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: INDENIZAÇÃO PECUNIÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO CONSOANTE À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 701.078-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO POR FÉRIAS VENCIDAS E NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO. (...) 1. As razões deduzidas no agravo não são capazes de desconstituir os fundamentos da decisão ora impugnada. Consoante apontado na decisão monocrática, o Supremo possui jurisprudência consolidada no sentido do reconhecimento do direito à indenização pelas férias não gozadas de servidor, por motivo de interesse público. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONVERSÃO DE FÉRIAS NÃO GOZADAS EM PECÚNIA. POSSIBILIDADE. MANDADO DE SEGURANÇA. NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A violação da Constituição do Brasil seria indireta, eis que imprescindível o reexame de matéria processual, nos termos da Lei n. 1.533/51 e do Código do Processo Civil. 2. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de ser possível a conversão de férias não gozadas em indenização pecuniária dada a responsabilidade objetiva desta e vedação ao enriquecimento ilícito. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 768313 – AGR, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Supremo Tribunal Federal ARE 698.641 AGR / RJ Pública em indenização. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FÉRIAS NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: INDENIZAÇÃO PECUNIÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO CONSOANTE À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 701.078-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO POR FÉRIAS VENCIDAS E NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO. (...) 1. As razões deduzidas no agravo não são capazes de desconstituir os fundamentos da decisão ora impugnada. Consoante apontado na decisão monocrática, o Supremo possui jurisprudência consolidada no sentido do reconhecimento do direito à indenização pelas férias não gozadas de servidor, por motivo de interesse público. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONVERSÃO DE FÉRIAS NÃO GOZADAS EM PECÚNIA. POSSIBILIDADE. MANDADO DE SEGURANÇA. NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A violação da Constituição do Brasil seria indireta, eis que imprescindível o reexame de matéria processual, nos termos da Lei n. 1.533/51 e do Código do Processo Civil. 2. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de ser possível a conversão de férias não gozadas em indenização pecuniária dada a responsabilidade objetiva desta e vedação ao enriquecimento ilícito. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 768313 – AGR, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 698.641 AGR / RJ Rel. Min. Eros Grau, Dje 17/12/09). (...) 5. In casu, o acórdão impugnado mediante o extraordinário assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. MAGISTRADO. FÉRIAS NÃO GOZADAS. MOTIVAÇÃO ALHEIA À VONTADE DO SERVIDOR. CONVERSÃO EM PECÚNIA IMPOSTO DE RENDA. NÃO INCIDÊNCIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA. PAGAMENTO EM DOBRO. INDEVIDO. SEGURANÇA CONDECIDA EM PARTE. I. Férias vencidas e não devidamente gozadas por motivação alheia à vontade do servidor gera direito á sua conversão em pecúnia. II. Não incide imposto de renda sobre as verbas de natureza indenizatória. III. Pagamento em dobro das férias não usufruídas é vantagem assegurada somente aos celetistas. IV. Segurança parcialmente concedida.” 6. Agravo Regimental a que se nega provimento” (RE 36.661-aGr, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.8.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Supremo Tribunal Federal ARE 698.641 AGR / RJ Rel. Min. Eros Grau, Dje 17/12/09). (...) 5. In casu, o acórdão impugnado mediante o extraordinário assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. MAGISTRADO. FÉRIAS NÃO GOZADAS. MOTIVAÇÃO ALHEIA À VONTADE DO SERVIDOR. CONVERSÃO EM PECÚNIA IMPOSTO DE RENDA. NÃO INCIDÊNCIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA. PAGAMENTO EM DOBRO. INDEVIDO. SEGURANÇA CONDECIDA EM PARTE. I. Férias vencidas e não devidamente gozadas por motivação alheia à vontade do servidor gera direito á sua conversão em pecúnia. II. Não incide imposto de renda sobre as verbas de natureza indenizatória. III. Pagamento em dobro das férias não usufruídas é vantagem assegurada somente aos celetistas. IV. Segurança parcialmente concedida.” 6. Agravo Regimental a que se nega provimento” (RE 36.661-aGr, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.8.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.10.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3099275 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.10.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3099275 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3112497
2012-10-30T00:00:00
2012-11-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.10.2012.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: CABIMENTO DE INDENIZAÇÃO SOB PENA DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur219302
- Acórdão(s) citado(s) (SERVIDOR PÚBLICO, FÉRIAS NÃO GOZADAS) STF: ARE 701078 AgR (2ªT), AI 768313 AgR (2ªT), RE 636661 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 04/12/2012, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
698641
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00040 PAR-00010 INCLUÍDO PELA EMC-20/1998\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 698641 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: CABIMENTO DE INDENIZAÇÃO SOB PENA DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Ministro Joaquim Barbosa. Brasília, 30 de outubro de 2012. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084944. Supremo Tribunal Federal DJe 21/11/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 20 setembro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio de Janeiro contra julgado da Primeira Turma Recursal Fazendária daquele Estado, que reconheceu o direito à conversão em pecúnia de férias não gozadas pela Agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Este Supremo Tribunal Federal assentou ser possível a conversão de férias não gozadas por servidor público em indenização pecuniária, pois, do contrário, haveria enriquecimento da Administração Pública sem justa causa. (...) O acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência deste Supremo Tribunal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações do Agravante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084945. Supremo Tribunal Federal 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 20 setembro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio de Janeiro contra julgado da Primeira Turma Recursal Fazendária daquele Estado, que reconheceu o direito à conversão em pecúnia de férias não gozadas pela Agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Este Supremo Tribunal Federal assentou ser possível a conversão de férias não gozadas por servidor público em indenização pecuniária, pois, do contrário, haveria enriquecimento da Administração Pública sem justa causa. (...) O acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência deste Supremo Tribunal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações do Agravante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 698.641 AGR / RJ 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea ‘a’, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.9.2012 (fl. 212), interpõe o Estado do Rio de Janeiro, em 2.10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 213-218). 3. O Agravante alega que “o prazo prescricional para a conversão de férias em pecúnia é a aposentadoria, assim, somente a partir dela se poderia falar em pedido de indenização” (fl. 216). Sustenta que “o pagamento de indenização de férias não gozadas a servidor na ativa configura violação do princípio do não enriquecimento ilícito” (fl. 216). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084945. Supremo Tribunal Federal ARE 698.641 AGR / RJ 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea ‘a’, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.9.2012 (fl. 212), interpõe o Estado do Rio de Janeiro, em 2.10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 213-218). 3. O Agravante alega que “o prazo prescricional para a conversão de férias em pecúnia é a aposentadoria, assim, somente a partir dela se poderia falar em pedido de indenização” (fl. 216). Sustenta que “o pagamento de indenização de férias não gozadas a servidor na ativa configura violação do princípio do não enriquecimento ilícito” (fl. 216). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, a Turma Recursal a quo adotou os fundamentos da sentença: “Pretende a parte autora a conversão das férias não gozadas em pecúnia, pretensão esta resistida pelo réu sob o argumento da falta de amparo legal. Tendo em vista a revogação da possibilidade de contagem em dobro das férias não gozadas com a modificação do art. 40, parágrafo 10 da Constituição Federal, promovida pela EC n 20/98. Assim sendo, a única forma de se evitar a enriquecimento sem causa da Administração Pública seria a conversão de tais períodos em pecúnia. O art. 77, XVII da Constituição da Estado do Rio de Janeiro, que previa expressamente essa possibilidade, foi declarado inconstitucional pelo E. Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADIN 227/RJ. Contudo, é preciso destacar que tal norma foi considerada em desacordo com a Constituição Federal por vício de forma, ou seja, vício de iniciativa. (…) Ou seja, a regra da possibilidade de conversão das férias não gozadas em pecúnia não foi considerada materialmente inconstitucional. Ante a proibição expressa da Constituição Federal da contagem em dobro de tal período para fins de aposentadoria, a conversão em pecúnia torna-se a única alternativa viável ao servidor para evitar-se o locupletamento indevido do Estado” (fls. 76-77). 3. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou a possibilidade de o servidor público, ativo ou inativo, requerer a conversão de férias não gozadas por necessidade da Administração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Supremo Tribunal Federal 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, a Turma Recursal a quo adotou os fundamentos da sentença: “Pretende a parte autora a conversão das férias não gozadas em pecúnia, pretensão esta resistida pelo réu sob o argumento da falta de amparo legal. Tendo em vista a revogação da possibilidade de contagem em dobro das férias não gozadas com a modificação do art. 40, parágrafo 10 da Constituição Federal, promovida pela EC n 20/98. Assim sendo, a única forma de se evitar a enriquecimento sem causa da Administração Pública seria a conversão de tais períodos em pecúnia. O art. 77, XVII da Constituição da Estado do Rio de Janeiro, que previa expressamente essa possibilidade, foi declarado inconstitucional pelo E. Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADIN 227/RJ. Contudo, é preciso destacar que tal norma foi considerada em desacordo com a Constituição Federal por vício de forma, ou seja, vício de iniciativa. (…) Ou seja, a regra da possibilidade de conversão das férias não gozadas em pecúnia não foi considerada materialmente inconstitucional. Ante a proibição expressa da Constituição Federal da contagem em dobro de tal período para fins de aposentadoria, a conversão em pecúnia torna-se a única alternativa viável ao servidor para evitar-se o locupletamento indevido do Estado” (fls. 76-77). 3. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou a possibilidade de o servidor público, ativo ou inativo, requerer a conversão de férias não gozadas por necessidade da Administração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 698.641 AGR / RJ Pública em indenização. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FÉRIAS NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: INDENIZAÇÃO PECUNIÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO CONSOANTE À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 701.078-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO POR FÉRIAS VENCIDAS E NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO. (...) 1. As razões deduzidas no agravo não são capazes de desconstituir os fundamentos da decisão ora impugnada. Consoante apontado na decisão monocrática, o Supremo possui jurisprudência consolidada no sentido do reconhecimento do direito à indenização pelas férias não gozadas de servidor, por motivo de interesse público. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONVERSÃO DE FÉRIAS NÃO GOZADAS EM PECÚNIA. POSSIBILIDADE. MANDADO DE SEGURANÇA. NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A violação da Constituição do Brasil seria indireta, eis que imprescindível o reexame de matéria processual, nos termos da Lei n. 1.533/51 e do Código do Processo Civil. 2. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de ser possível a conversão de férias não gozadas em indenização pecuniária dada a responsabilidade objetiva desta e vedação ao enriquecimento ilícito. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 768313 – AGR, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Supremo Tribunal Federal ARE 698.641 AGR / RJ Pública em indenização. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FÉRIAS NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: INDENIZAÇÃO PECUNIÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO CONSOANTE À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 701.078-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. RECEBIMENTO DE INDENIZAÇÃO POR FÉRIAS VENCIDAS E NÃO GOZADAS POR NECESSIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO. (...) 1. As razões deduzidas no agravo não são capazes de desconstituir os fundamentos da decisão ora impugnada. Consoante apontado na decisão monocrática, o Supremo possui jurisprudência consolidada no sentido do reconhecimento do direito à indenização pelas férias não gozadas de servidor, por motivo de interesse público. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONVERSÃO DE FÉRIAS NÃO GOZADAS EM PECÚNIA. POSSIBILIDADE. MANDADO DE SEGURANÇA. NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A violação da Constituição do Brasil seria indireta, eis que imprescindível o reexame de matéria processual, nos termos da Lei n. 1.533/51 e do Código do Processo Civil. 2. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de ser possível a conversão de férias não gozadas em indenização pecuniária dada a responsabilidade objetiva desta e vedação ao enriquecimento ilícito. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 768313 – AGR, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 698.641 AGR / RJ Rel. Min. Eros Grau, Dje 17/12/09). (...) 5. In casu, o acórdão impugnado mediante o extraordinário assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. MAGISTRADO. FÉRIAS NÃO GOZADAS. MOTIVAÇÃO ALHEIA À VONTADE DO SERVIDOR. CONVERSÃO EM PECÚNIA IMPOSTO DE RENDA. NÃO INCIDÊNCIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA. PAGAMENTO EM DOBRO. INDEVIDO. SEGURANÇA CONDECIDA EM PARTE. I. Férias vencidas e não devidamente gozadas por motivação alheia à vontade do servidor gera direito á sua conversão em pecúnia. II. Não incide imposto de renda sobre as verbas de natureza indenizatória. III. Pagamento em dobro das férias não usufruídas é vantagem assegurada somente aos celetistas. IV. Segurança parcialmente concedida.” 6. Agravo Regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 36.661-aGr, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.8.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Supremo Tribunal Federal ARE 698.641 AGR / RJ Rel. Min. Eros Grau, Dje 17/12/09). (...) 5. In casu, o acórdão impugnado mediante o extraordinário assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. MAGISTRADO. FÉRIAS NÃO GOZADAS. MOTIVAÇÃO ALHEIA À VONTADE DO SERVIDOR. CONVERSÃO EM PECÚNIA IMPOSTO DE RENDA. NÃO INCIDÊNCIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA. PAGAMENTO EM DOBRO. INDEVIDO. SEGURANÇA CONDECIDA EM PARTE. I. Férias vencidas e não devidamente gozadas por motivação alheia à vontade do servidor gera direito á sua conversão em pecúnia. II. Não incide imposto de renda sobre as verbas de natureza indenizatória. III. Pagamento em dobro das férias não usufruídas é vantagem assegurada somente aos celetistas. IV. Segurança parcialmente concedida.” 6. Agravo Regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 36.661-aGr, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.8.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3084946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 30.10.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3099275 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.641 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARIA PERPÉTUA FREITAS ALMADA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 30.10.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3099275 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698 . 641", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698 . 641", "ARE 698 . 641 AGR / RJ", "ARE 698 . 641 AGR", "RECURSO", "ADIN 227 / RJ", "AGRAVO 698 . 641", "ADIN 227 / RJ", "ARE 698 . 641 AGR / RJ", "ARE 701 . 078 - AgR", "AI 768313 – AGR", "ARE 698 . 641 AGR", "ARE 701 . 078 - AgR", "AI 768313 – AGR ,", "ARE 698 . 641 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 36 . 661 - aGr", "ARE 698 . 641 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 36 . 661 - aGr" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea ‘ a ’ , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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"2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "10", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "10", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "12", "/", "09", "17", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "12", "/", "09", "17", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/06/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) :JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) :SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) :ELIANA LÉLIA DA SILVA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208289. Supremo Tribunal Federal DJe 26/06/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 596.093 AGR / RS AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de junho de 2012. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208289. Supremo Tribunal Federal RE 596.093 AGR / RS AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de junho de 2012. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 05/06/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) :JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) :SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) :ELIANA LÉLIA DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 1858 e 1859, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Supremo Tribunal Federal 05/06/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) :JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) :SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) :ELIANA LÉLIA DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 1858 e 1859, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 596.093 AGR / RS 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 1877 a 1888, insiste na natureza constitucional da controvérsia. Assevera cuidar-se de cobrança das contribuições ao Serviço Social do Comércio – SESC, ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC e ao Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE de sociedades cooperativas, regidas por uma legislação específica, a conferir-lhes um regime jurídico próprio. Em preliminar, postula o sobrestamento do processo, em função de o Supremo haver admitido a repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade da contribuição ao SEBRAE no Agravo de Instrumento nº 762.202/RJ, que veio a ser substituído pelo Recurso Extraordinário nº 635.682/RJ. No mérito, aduz configurada a ofensa aos artigos 146, inciso III, alínea “c”, 150, incisos I e II, e 195, § 5º, do Diploma Maior. Sustenta que, mediante as leis instituidoras das referidas contribuições, apenas as sociedades comerciais foram tidas como sujeito passivo. Afirma sujeitarem-se as cooperativas tão somente aos tributos estabelecidos por lei complementar. Evoca o precedente do Supremo no Recurso Extraordinário nº 396.266/SC, para, mais uma vez, ressaltar que apenas empresas comerciais e industriais se submeteriam às 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Supremo Tribunal Federal RE 596.093 AGR / RS 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 1877 a 1888, insiste na natureza constitucional da controvérsia. Assevera cuidar-se de cobrança das contribuições ao Serviço Social do Comércio – SESC, ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC e ao Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE de sociedades cooperativas, regidas por uma legislação específica, a conferir-lhes um regime jurídico próprio. Em preliminar, postula o sobrestamento do processo, em função de o Supremo haver admitido a repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade da contribuição ao SEBRAE no Agravo de Instrumento nº 762.202/RJ, que veio a ser substituído pelo Recurso Extraordinário nº 635.682/RJ. No mérito, aduz configurada a ofensa aos artigos 146, inciso III, alínea “c”, 150, incisos I e II, e 195, § 5º, do Diploma Maior. Sustenta que, mediante as leis instituidoras das referidas contribuições, apenas as sociedades comerciais foram tidas como sujeito passivo. Afirma sujeitarem-se as cooperativas tão somente aos tributos estabelecidos por lei complementar. Evoca o precedente do Supremo no Recurso Extraordinário nº 396.266/SC, para, mais uma vez, ressaltar que apenas empresas comerciais e industriais se submeteriam às 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 596.093 AGR / RS contribuições sociais em discussão. Salienta que, sendo a recorrente prestadora de serviços e sem fins lucrativos, estaria fora do campo de incidência das exações. A União apresentou a contraminuta de folha 1894, dizendo não se opor ao sobrestamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Supremo Tribunal Federal RE 596.093 AGR / RS contribuições sociais em discussão. Salienta que, sendo a recorrente prestadora de serviços e sem fins lucrativos, estaria fora do campo de incidência das exações. A União apresentou a contraminuta de folha 1894, dizendo não se opor ao sobrestamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/06/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituída (folhas 36 e 1794), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folhas 1566 e 1567): TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. LEGITIMIDADE PASSIVA DO INSS, DO SEBRAE NACIONAL E DO SESC/SENAC. ILEGITIMIDADE DAS UNIDADES REGIONAIS DO SEBRAE PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA DEMANDA. CONDIÇÃO DE ASSISTENTE. CONTRIBUIÇÃO AO SESC, SENAC E SEBRAE. COOPERATIVA. EMPRESAS DE MÉDIO E GRANDE PORTE. EXIGIBILIDADE. SESCOOP. VERBA HONORÁRIA. 1. No caso dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o direito de restituição extingue-se com o decurso de cinco anos contados da homologação, expressa ou tácita, do lançamento pelo Fisco. Precedentes desta Corte e do STJ. 2. Competindo à Autarquia Previdenciária as atribuições de arrecadação, bem como sendo o SEBRAE destinatário da contribuição, consoante dispõe o art. 8º da Lei 8.029/90, configuram ambos partes legítimas no pólo passivo da demanda. 3. Sendo o SESC e o SENAC destinatários das contribuições sub judice arrecadadas pelo INSS, são parte passiva legítima. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Supremo Tribunal Federal 05/06/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituída (folhas 36 e 1794), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folhas 1566 e 1567): TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. LEGITIMIDADE PASSIVA DO INSS, DO SEBRAE NACIONAL E DO SESC/SENAC. ILEGITIMIDADE DAS UNIDADES REGIONAIS DO SEBRAE PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA DEMANDA. CONDIÇÃO DE ASSISTENTE. CONTRIBUIÇÃO AO SESC, SENAC E SEBRAE. COOPERATIVA. EMPRESAS DE MÉDIO E GRANDE PORTE. EXIGIBILIDADE. SESCOOP. VERBA HONORÁRIA. 1. No caso dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o direito de restituição extingue-se com o decurso de cinco anos contados da homologação, expressa ou tácita, do lançamento pelo Fisco. Precedentes desta Corte e do STJ. 2. Competindo à Autarquia Previdenciária as atribuições de arrecadação, bem como sendo o SEBRAE destinatário da contribuição, consoante dispõe o art. 8º da Lei 8.029/90, configuram ambos partes legítimas no pólo passivo da demanda. 3. Sendo o SESC e o SENAC destinatários das contribuições sub judice arrecadadas pelo INSS, são parte passiva legítima. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 596.093 AGR / RS 4. Desnecessária a presença dos SEBRAEs Regionais no feito, porquanto são meros desdobramentos do órgão central. Todavia, podem atuar como assistente litisconsorcial. 5. Somente os atos cooperativos, consoante a definição do artigo 79 da Lei nº 5.764/71, podem ser considerados para fins de inexigibilidade de tributos, porquanto os que extrapolam esse conceito, como aqueles que envolvem compra e venda, estão sujeitos ao tratamento do regime ordinário das pessoas jurídicas, uma vez que são estranhos aos fins específicos para os quais são celebrados os contratos de sociedade cooperativa (artigo 3º da mesma lei). Precedentes do STJ. 6. Os empregadores, independentemente da atividade desenvolvida, estão sujeitos às contribuições destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional. 7. Permanece como parâmetro para fins de enquadramento sindical o quadro ao qual remete o art. 577 da CLT, tendo em vista que a liberdade de associação prevista na CF/88 não se faz absoluta. 8. O adicional destinado ao SEBRAE (Lei nº 8.029/90, na redação dada pela Lei nº 8.154/90) constitui simples majoração das alíquotas previstas no DL nº 2.318/86 (SENAI, SENAC, SESI e SESC). Logo, deve ser recolhido pelos sujeitos passivos que também contribuem para as entidades referidas no Decreto-Lei nº 2.318/86 (SESI, SENAI, SESC e SENAC). 9. Permanece incólume a contribuição devida pelas entidades cooperativas ao SEBRAE, dela não sendo eximida pelo só fato da criação do SESCOOP. 10. Prevê a Magna Carta tratamento mais favorável às micro e pequenas empresas para que seja promovido o progresso nacional, submetendo à exação, para tanto, também pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo, razão pela qual também as empresas de médio e grande porte devem recolher o adicional ao SEBRAE. Precedentes da 1ª Seção desta Corte (EIAC nº 2000.04.01.106990- 9/SC - DJU de 03-04-2002 e EIAC nº 2000.04.01.123217-1/SC - DJU de 11-06-2003). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Supremo Tribunal Federal RE 596.093 AGR / RS 4. Desnecessária a presença dos SEBRAEs Regionais no feito, porquanto são meros desdobramentos do órgão central. Todavia, podem atuar como assistente litisconsorcial. 5. Somente os atos cooperativos, consoante a definição do artigo 79 da Lei nº 5.764/71, podem ser considerados para fins de inexigibilidade de tributos, porquanto os que extrapolam esse conceito, como aqueles que envolvem compra e venda, estão sujeitos ao tratamento do regime ordinário das pessoas jurídicas, uma vez que são estranhos aos fins específicos para os quais são celebrados os contratos de sociedade cooperativa (artigo 3º da mesma lei). Precedentes do STJ. 6. Os empregadores, independentemente da atividade desenvolvida, estão sujeitos às contribuições destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional. 7. Permanece como parâmetro para fins de enquadramento sindical o quadro ao qual remete o art. 577 da CLT, tendo em vista que a liberdade de associação prevista na CF/88 não se faz absoluta. 8. O adicional destinado ao SEBRAE (Lei nº 8.029/90, na redação dada pela Lei nº 8.154/90) constitui simples majoração das alíquotas previstas no DL nº 2.318/86 (SENAI, SENAC, SESI e SESC). Logo, deve ser recolhido pelos sujeitos passivos que também contribuem para as entidades referidas no Decreto-Lei nº 2.318/86 (SESI, SENAI, SESC e SENAC). 9. Permanece incólume a contribuição devida pelas entidades cooperativas ao SEBRAE, dela não sendo eximida pelo só fato da criação do SESCOOP. 10. Prevê a Magna Carta tratamento mais favorável às micro e pequenas empresas para que seja promovido o progresso nacional, submetendo à exação, para tanto, também pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo, razão pela qual também as empresas de médio e grande porte devem recolher o adicional ao SEBRAE. Precedentes da 1ª Seção desta Corte (EIAC nº 2000.04.01.106990- 9/SC - DJU de 03-04-2002 e EIAC nº 2000.04.01.123217-1/SC - DJU de 11-06-2003). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 596.093 AGR / RS 11. Verba honorária fixada em R$ 1.000,00 a favor de cada Réu. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou nem os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário nem tampouco a questão concernente à constitucionalidade da própria contribuição ao SEBRAE, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Supremo Tribunal Federal RE 596.093 AGR / RS 11. Verba honorária fixada em R$ 1.000,00 a favor de cada Réu. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou nem os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário nem tampouco a questão concernente à constitucionalidade da própria contribuição ao SEBRAE, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 596.093 AGR / RS Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Supremo Tribunal Federal RE 596.093 AGR / RS Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) : LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) : LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) : SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) : FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) : JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) : SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) : ELIANA LÉLIA DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 5.6.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2192315 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) : LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) : LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) : SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) : FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) : JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) : SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) : ELIANA LÉLIA DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 5.6.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2192315 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2218928
2012-06-05T00:00:00
2012-06-26T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 5.6.2012.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur211222
- Acórdão citado: AI 541696 AgR. Número de páginas: 10. Análise: 06/07/2012, LLD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
596093
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 596093 AgR
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AGTE.(S) : COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) : LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) : LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) : SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) : FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) : JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) : SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) : ELIANA LÉLIA DA SILVA
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Ementa e Acórdão 05/06/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) :JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) :SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) :ELIANA LÉLIA DA SILVA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208289. Supremo Tribunal Federal DJe 26/06/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de junho de 2012. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208289. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de junho de 2012. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 05/06/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) :JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) :SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) :ELIANA LÉLIA DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 1858 e 1859, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Supremo Tribunal Federal 05/06/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) :LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) :JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) :SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) :ELIANA LÉLIA DA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 1858 e 1859, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 1877 a 1888, insiste na natureza constitucional da controvérsia. Assevera cuidar-se de cobrança das contribuições ao Serviço Social do Comércio – SESC, ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC e ao Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE de sociedades cooperativas, regidas por uma legislação específica, a conferir-lhes um regime jurídico próprio. Em preliminar, postula o sobrestamento do processo, em função de o Supremo haver admitido a repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade da contribuição ao SEBRAE no Agravo de Instrumento n 762.202/RJ, que veio a ser substituído pelo Recurso Extraordinário n 635.682/RJ. No mérito, aduz configurada a ofensa aos artigos 146, inciso III, alínea “c”, 150, incisos I e II, e 195, § 5..., do Diploma Maior. Sustenta que, mediante as leis instituidoras das referidas contribuições, apenas as sociedades comerciais foram tidas como sujeito passivo. Afirma sujeitarem-se as cooperativas tão somente aos tributos estabelecidos por lei complementar. Evoca o precedente do Supremo no Recurso Extraordinário n 396.266/SC, para, mais uma vez, ressaltar que apenas empresas comerciais e industriais se submeteriam às 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 1877 a 1888, insiste na natureza constitucional da controvérsia. Assevera cuidar-se de cobrança das contribuições ao Serviço Social do Comércio – SESC, ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC e ao Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE de sociedades cooperativas, regidas por uma legislação específica, a conferir-lhes um regime jurídico próprio. Em preliminar, postula o sobrestamento do processo, em função de o Supremo haver admitido a repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade da contribuição ao SEBRAE no Agravo de Instrumento n 762.202/RJ, que veio a ser substituído pelo Recurso Extraordinário n 635.682/RJ. No mérito, aduz configurada a ofensa aos artigos 146, inciso III, alínea “c”, 150, incisos I e II, e 195, § 5..., do Diploma Maior. Sustenta que, mediante as leis instituidoras das referidas contribuições, apenas as sociedades comerciais foram tidas como sujeito passivo. Afirma sujeitarem-se as cooperativas tão somente aos tributos estabelecidos por lei complementar. Evoca o precedente do Supremo no Recurso Extraordinário n 396.266/SC, para, mais uma vez, ressaltar que apenas empresas comerciais e industriais se submeteriam às 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS contribuições sociais em discussão. Salienta que, sendo a recorrente prestadora de serviços e sem fins lucrativos, estaria fora do campo de incidência das exações. A União apresentou a contraminuta de folha 1894, dizendo não se opor ao sobrestamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS contribuições sociais em discussão. Salienta que, sendo a recorrente prestadora de serviços e sem fins lucrativos, estaria fora do campo de incidência das exações. A União apresentou a contraminuta de folha 1894, dizendo não se opor ao sobrestamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/06/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituída (folhas 36 e 1794), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folhas 1566 e 1567): TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. LEGITIMIDADE PASSIVA DO INSS, DO SEBRAE NACIONAL E DO SESC/SENAC. ILEGITIMIDADE DAS UNIDADES REGIONAIS DO SEBRAE PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA DEMANDA. CONDIÇÃO DE ASSISTENTE. CONTRIBUIÇÃO AO SESC, SENAC E SEBRAE. COOPERATIVA. EMPRESAS DE MÉDIO E GRANDE PORTE. EXIGIBILIDADE. SESCOOP. VERBA HONORÁRIA. 1. No caso dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o direito de restituição extingue-se com o decurso de cinco anos contados da homologação, expressa ou tácita, do lançamento pelo Fisco. Precedentes desta Corte e do Superior Tribunal de Justiça. 2. Competindo à Autarquia Previdenciária as atribuições de arrecadação, bem como sendo o SEBRAE destinatário da contribuição, consoante dispõe o art. 8... da Lei 8.029/90, configuram ambos partes legítimas no pólo passivo da demanda. 3. Sendo o SESC e o SENAC destinatários das contribuições sub judice arrecadadas pelo INSS, são parte passiva legítima. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Supremo Tribunal Federal 05/06/2012 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituída (folhas 36 e 1794), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folhas 1566 e 1567): TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. LEGITIMIDADE PASSIVA DO INSS, DO SEBRAE NACIONAL E DO SESC/SENAC. ILEGITIMIDADE DAS UNIDADES REGIONAIS DO SEBRAE PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA DEMANDA. CONDIÇÃO DE ASSISTENTE. CONTRIBUIÇÃO AO SESC, SENAC E SEBRAE. COOPERATIVA. EMPRESAS DE MÉDIO E GRANDE PORTE. EXIGIBILIDADE. SESCOOP. VERBA HONORÁRIA. 1. No caso dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o direito de restituição extingue-se com o decurso de cinco anos contados da homologação, expressa ou tácita, do lançamento pelo Fisco. Precedentes desta Corte e do Superior Tribunal de Justiça. 2. Competindo à Autarquia Previdenciária as atribuições de arrecadação, bem como sendo o SEBRAE destinatário da contribuição, consoante dispõe o art. 8... da Lei 8.029/90, configuram ambos partes legítimas no pólo passivo da demanda. 3. Sendo o SESC e o SENAC destinatários das contribuições sub judice arrecadadas pelo INSS, são parte passiva legítima. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS 4. Desnecessária a presença dos SEBRAEs Regionais no feito, porquanto são meros desdobramentos do órgão central. Todavia, podem atuar como assistente litisconsorcial. 5. Somente os atos cooperativos, consoante a definição do artigo 79 da Lei n 5.764/71, podem ser considerados para fins de inexigibilidade de tributos, porquanto os que extrapolam esse conceito, como aqueles que envolvem compra e venda, estão sujeitos ao tratamento do regime ordinário das pessoas jurídicas, uma vez que são estranhos aos fins específicos para os quais são celebrados os contratos de sociedade cooperativa (artigo 3... da mesma lei). Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. 6. Os empregadores, independentemente da atividade desenvolvida, estão sujeitos às contribuições destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional. 7. Permanece como parâmetro para fins de enquadramento sindical o quadro ao qual remete o art. 577 da Consolidação das Leis do Trabalho, tendo em vista que a liberdade de associação prevista na Constituição Federal de 1988/88 não se faz absoluta. 8. O adicional destinado ao SEBRAE (Lei n 8.029/90, na redação dada pela Lei n 8.154/90) constitui simples majoração das alíquotas previstas no DL n 2.318/86 (SENAI, SENAC, SESI e SESC). Logo, deve ser recolhido pelos sujeitos passivos que também contribuem para as entidades referidas no Decreto-Lei n 2.318/86 (SESI, SENAI, SESC e SENAC). 9. Permanece incólume a contribuição devida pelas entidades cooperativas ao SEBRAE, dela não sendo eximida pelo só fato da criação do SESCOOP. 10. Prevê a Magna Carta tratamento mais favorável às micro e pequenas empresas para que seja promovido o progresso nacional, submetendo à exação, para tanto, também pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo, razão pela qual também as empresas de médio e grande porte devem recolher o adicional ao SEBRAE. Precedentes da 1... Seção desta Corte (EIAC n 2000.04.01.106990- 9/SC - DJU de 03-04-2002 e EIAC n 2000.04.01.123217-1/SC - DJU de 11-06-2003). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS 4. Desnecessária a presença dos SEBRAEs Regionais no feito, porquanto são meros desdobramentos do órgão central. Todavia, podem atuar como assistente litisconsorcial. 5. Somente os atos cooperativos, consoante a definição do artigo 79 da Lei n 5.764/71, podem ser considerados para fins de inexigibilidade de tributos, porquanto os que extrapolam esse conceito, como aqueles que envolvem compra e venda, estão sujeitos ao tratamento do regime ordinário das pessoas jurídicas, uma vez que são estranhos aos fins específicos para os quais são celebrados os contratos de sociedade cooperativa (artigo 3... da mesma lei). Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. 6. Os empregadores, independentemente da atividade desenvolvida, estão sujeitos às contribuições destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional. 7. Permanece como parâmetro para fins de enquadramento sindical o quadro ao qual remete o art. 577 da Consolidação das Leis do Trabalho, tendo em vista que a liberdade de associação prevista na Constituição Federal de 1988/88 não se faz absoluta. 8. O adicional destinado ao SEBRAE (Lei n 8.029/90, na redação dada pela Lei n 8.154/90) constitui simples majoração das alíquotas previstas no DL n 2.318/86 (SENAI, SENAC, SESI e SESC). Logo, deve ser recolhido pelos sujeitos passivos que também contribuem para as entidades referidas no Decreto-Lei n 2.318/86 (SESI, SENAI, SESC e SENAC). 9. Permanece incólume a contribuição devida pelas entidades cooperativas ao SEBRAE, dela não sendo eximida pelo só fato da criação do SESCOOP. 10. Prevê a Magna Carta tratamento mais favorável às micro e pequenas empresas para que seja promovido o progresso nacional, submetendo à exação, para tanto, também pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo, razão pela qual também as empresas de médio e grande porte devem recolher o adicional ao SEBRAE. Precedentes da 1... Seção desta Corte (EIAC n 2000.04.01.106990- 9/SC - DJU de 03-04-2002 e EIAC n 2000.04.01.123217-1/SC - DJU de 11-06-2003). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS 11. Verba honorária fixada em R$ 1.000,00 a favor de cada Réu. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou nem os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário nem tampouco a questão concernente à constitucionalidade da própria contribuição ao SEBRAE, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS 11. Verba honorária fixada em R$ 1.000,00 a favor de cada Réu. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou nem os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário nem tampouco a questão concernente à constitucionalidade da própria contribuição ao SEBRAE, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596.093 AGR / RS Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2208291. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) : LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) : LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) : SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) : FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) : JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) : SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) : ELIANA LÉLIA DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 5.6.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2192315 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.093 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COOPERATIVA REGIONAL TRITICOLA SANTIAGUENSE LTDA ADV.(A/S) : LISIANI CALVANO PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO SUL - SEBRAE/RS ADV.(A/S) : LEONARDO LAMACHIA INTDO.(A/S) : SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) : FREDERICO SCHULZ BUSS ADV.(A/S) : JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS INTDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC INTDO.(A/S) : SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC ADV.(A/S) : ELIANA LÉLIA DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 5.6.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2192315 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 093", "Recurso Extraordinário 596 . 093", "Recurso Extraordinário 596 . 093 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 093", "Recurso Extraordinário 596 . 093 AGR / RS", "Agravo de Instrumento n 762 . 202 / RJ", "Recurso Extraordinário n 635 . 682 / RJ", "Recurso Extraordinário n 396 . 266 / SC", "Recurso Extraordinário 596 . 093 AGR / RS", "Agravo de Instrumento n 762 . 202 / RJ", "Recurso Extraordinário n 635 . 682 / RJ", "Recurso Extraordinário n 396 . 266 / SC", "Recurso Extraordinário 596 . 093 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 596 . 093 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 093", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 093", "Recurso Extraordinário 596 . 093 AGR / RS", "EIAC n 2000 . 04 . 01 . 106990 - 9 / SC", "EIAC n 2000 . 04 . 01 . 123217 - 1 / SC", "Recurso Extraordinário 596 . 093 AGR / RS", "EIAC n 2000 . 04 . 01 . 106990 - 9 / SC", "EIAC n 2000 . 04 . 01 . 123217 - 1 / SC", "Recurso Extraordinário 596 . 093 AGR / RS", "Verbete n 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"MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LISIANI CALVANO PEREIRA", "LEONARDO LAMACHIA", "FREDERICO SCHULZ BUSS", "JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS", "ELIANA LÉLIA DA SILVA", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "LISIANI CALVANO PEREIRA", "LEONARDO LAMACHIA", "FREDERICO SCHULZ BUSS", "JOSÉ MÁRCIO CATALDO DOS REIS", "ELIANA LÉLIA DA SILVA", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "06", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2012", "5 de junho de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de junho de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "06", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "06", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "06", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "06", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "-", "04", "-", "2002", "11", "-", "06", "-", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "-", "04", "-", "2002", "11", "-", "06", "-", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. DISCUSSÃO SOBRE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Ministro Joaquim Barbosa. Brasília, 30 de outubro de 2012. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085064. Supremo Tribunal Federal DJe 21/11/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de outubro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Vivo S/A contra julgado do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da Comarca de Jundiaí/SP, o qual denegara a ordem em mandado de segurança impetrado pela Agravante, por ausência de contrariedade a direito líquido e certo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste à Agravante. O Juiz Relator do caso no Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da Comarca de Jundiaí/SP observou: (…) (fl. 151). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame de prova constante dos autos, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: (...) (AI 619.791-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 11.5.2011). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações da Agravante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085065. Supremo Tribunal Federal 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de outubro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Vivo S/A contra julgado do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da Comarca de Jundiaí/SP, o qual denegara a ordem em mandado de segurança impetrado pela Agravante, por ausência de contrariedade a direito líquido e certo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste à Agravante. O Juiz Relator do caso no Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da Comarca de Jundiaí/SP observou: (…) (fl. 151). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame de prova constante dos autos, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: (...) (AI 619.791-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 11.5.2011). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações da Agravante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 714.779 AGR / SP 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno no Supremo Tribunal Federal)” (fls. 195-196). 2. Publicada essa decisão no DJe de 17.10.2012 (fl. 197), interpõe Vivo S/A, em 22.10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 201-206). 3. Alega a Agravante que “a questão representa, em verdade, ofensa direta ao disposto nos artigos 5º, incisos II, LV, LIV, XX e XXXVI, da Constituição da República” (fl. 201). Afirma que “quando é imposta à parte uma obrigação contrária às nornas jurídicas – como processo nesse caso – há direta afronta ao princípio constitucional da legalidade e devido processo legal, que são garantias constitucionais que asseguram proteção contra eventual decisão arbitrária e contrária aos ditames legais, o que deve ser observado sob pena de insegurança jurídica. (…). Assim, contrariamente ao entendimento que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, o fato de a violação aos princípios constitucionais estar intimamente ligada ao não atendimento das regras processuais pátrias, não afasta à Carta Magna”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085065. Supremo Tribunal Federal ARE 714.779 AGR / SP 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno no Supremo Tribunal Federal)” (fls. 195-196). 2. Publicada essa decisão no DJe de 17.10.2012 (fl. 197), interpõe Vivo S/A, em 22.10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 201-206). 3. Alega a Agravante que “a questão representa, em verdade, ofensa direta ao disposto nos artigos 5º, incisos II, LV, LIV, XX e XXXVI, da Constituição da República” (fl. 201). Afirma que “quando é imposta à parte uma obrigação contrária às nornas jurídicas – como processo nesse caso – há direta afronta ao princípio constitucional da legalidade e devido processo legal, que são garantias constitucionais que asseguram proteção contra eventual decisão arbitrária e contrária aos ditames legais, o que deve ser observado sob pena de insegurança jurídica. (…). Assim, contrariamente ao entendimento que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, o fato de a violação aos princípios constitucionais estar intimamente ligada ao não atendimento das regras processuais pátrias, não afasta à Carta Magna”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O juízo de origem denegou a segurança, por julgar ausente o direito líquido e certo do Impetrante (ora Agravante). Concluir de forma diversa do que decidido pela instância ordinária demandaria a reanálise de fatos e provas constantes dos autos, inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido: “Processual. Mandado de segurança. Ausência de ato concreto que indique direito líquido e certo. Questão infraconstitucional. Matéria fática. 1. A análise dos requisitos de impetração do mandado de segurança requer a apreciação dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 do STF. 2. Impossibilidade de apreciação dos elementos que comprovam a ameaça de lesão. Requisitos de ordem processual que não ensejam a abertura da via extraordinária, por terem natureza infraconstitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 592.104-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 3.5.2011). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO STF). OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085066. Supremo Tribunal Federal 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O juízo de origem denegou a segurança, por julgar ausente o direito líquido e certo do Impetrante (ora Agravante). Concluir de forma diversa do que decidido pela instância ordinária demandaria a reanálise de fatos e provas constantes dos autos, inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido: “Processual. Mandado de segurança. Ausência de ato concreto que indique direito líquido e certo. Questão infraconstitucional. Matéria fática. 1. A análise dos requisitos de impetração do mandado de segurança requer a apreciação dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 do STF. 2. Impossibilidade de apreciação dos elementos que comprovam a ameaça de lesão. Requisitos de ordem processual que não ensejam a abertura da via extraordinária, por terem natureza infraconstitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 592.104-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 3.5.2011). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO STF). OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 714.779 AGR / SP Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 619.791-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 11.5.2011). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085066. Supremo Tribunal Federal ARE 714.779 AGR / SP Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 619.791-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 11.5.2011). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : VIVO S/A ADV.(A/S) : ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) : LEANDRO CRIVELARO BOM Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.10.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3099410 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : VIVO S/A ADV.(A/S) : ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) : LEANDRO CRIVELARO BOM Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.10.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3099410 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3112542
2012-10-30T00:00:00
2012-11-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.10.2012.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. DISCUSSÃO SOBRE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur219346
- Acórdão(s) citado(s) (SÚMULA 279) STF: AI 592104 AgR (1ªT), AI 619791 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 04/12/2012, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
714779
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 714779 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VIVO S/A ADV.(A/S) : ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) : LEANDRO CRIVELARO BOM
[ "" ]
Ementa e Acórdão 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. DISCUSSÃO SOBRE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Ministro Joaquim Barbosa. Brasília, 30 de outubro de 2012. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085064. Supremo Tribunal Federal DJe 21/11/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de outubro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Vivo S/A contra julgado do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da Comarca de Jundiaí/SP, o qual denegara a ordem em mandado de segurança impetrado pela Agravante, por ausência de contrariedade a direito líquido e certo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste à Agravante. O Juiz Relator do caso no Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da Comarca de Jundiaí/SP observou: (…) (fl. 151). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame de prova constante dos autos, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: (...) (AI 619.791-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 11.5.2011). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações da Agravante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085065. Supremo Tribunal Federal 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) :LEANDRO CRIVELARO BOM R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de outubro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Vivo S/A contra julgado do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da Comarca de Jundiaí/SP, o qual denegara a ordem em mandado de segurança impetrado pela Agravante, por ausência de contrariedade a direito líquido e certo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste à Agravante. O Juiz Relator do caso no Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da Comarca de Jundiaí/SP observou: (…) (fl. 151). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame de prova constante dos autos, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: (...) (AI 619.791-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 11.5.2011). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual nada há a prover quanto às alegações da Agravante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 714.779 AGR / SP 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno no Supremo Tribunal Federal)” (fls. 195-196). 2. Publicada essa decisão no DJe de 17.10.2012 (fl. 197), interpõe Vivo S/A, em 22.10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 201-206). 3. Alega a Agravante que “a questão representa, em verdade, ofensa direta ao disposto nos artigos 5..., incisos II, LV, LIV, XX e XXXVI, da Constituição da República” (fl. 201). Afirma que “quando é imposta à parte uma obrigação contrária às nornas jurídicas – como processo nesse caso – há direta afronta ao princípio constitucional da legalidade e devido processo legal, que são garantias constitucionais que asseguram proteção contra eventual decisão arbitrária e contrária aos ditames legais, o que deve ser observado sob pena de insegurança jurídica. (…). Assim, contrariamente ao entendimento que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, o fato de a violação aos princípios constitucionais estar intimamente ligada ao não atendimento das regras processuais pátrias, não afasta à Carta Magna”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085065. Supremo Tribunal Federal ARE 714.779 AGR / SP 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno no Supremo Tribunal Federal)” (fls. 195-196). 2. Publicada essa decisão no DJe de 17.10.2012 (fl. 197), interpõe Vivo S/A, em 22.10.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 201-206). 3. Alega a Agravante que “a questão representa, em verdade, ofensa direta ao disposto nos artigos 5..., incisos II, LV, LIV, XX e XXXVI, da Constituição da República” (fl. 201). Afirma que “quando é imposta à parte uma obrigação contrária às nornas jurídicas – como processo nesse caso – há direta afronta ao princípio constitucional da legalidade e devido processo legal, que são garantias constitucionais que asseguram proteção contra eventual decisão arbitrária e contrária aos ditames legais, o que deve ser observado sob pena de insegurança jurídica. (…). Assim, contrariamente ao entendimento que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, o fato de a violação aos princípios constitucionais estar intimamente ligada ao não atendimento das regras processuais pátrias, não afasta à Carta Magna”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O juízo de origem denegou a segurança, por julgar ausente o direito líquido e certo do Impetrante (ora Agravante). Concluir de forma diversa do que decidido pela instância ordinária demandaria a reanálise de fatos e provas constantes dos autos, inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido: “Processual. Mandado de segurança. Ausência de ato concreto que indique direito líquido e certo. Questão infraconstitucional. Matéria fática. 1. A análise dos requisitos de impetração do mandado de segurança requer a apreciação dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Impossibilidade de apreciação dos elementos que comprovam a ameaça de lesão. Requisitos de ordem processual que não ensejam a abertura da via extraordinária, por terem natureza infraconstitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 592.104-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 3.5.2011). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal). OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085066. Supremo Tribunal Federal 30/10/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O juízo de origem denegou a segurança, por julgar ausente o direito líquido e certo do Impetrante (ora Agravante). Concluir de forma diversa do que decidido pela instância ordinária demandaria a reanálise de fatos e provas constantes dos autos, inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido: “Processual. Mandado de segurança. Ausência de ato concreto que indique direito líquido e certo. Questão infraconstitucional. Matéria fática. 1. A análise dos requisitos de impetração do mandado de segurança requer a apreciação dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Impossibilidade de apreciação dos elementos que comprovam a ameaça de lesão. Requisitos de ordem processual que não ensejam a abertura da via extraordinária, por terem natureza infraconstitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 592.104-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 3.5.2011). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal). OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 714.779 AGR / SP Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 619.791-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 11.5.2011). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085066. Supremo Tribunal Federal ARE 714.779 AGR / SP Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 619.791-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 11.5.2011). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3085066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : VIVO S/A ADV.(A/S) : ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) : LEANDRO CRIVELARO BOM Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 30.10.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3099410 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.779 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : VIVO S/A ADV.(A/S) : ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LEANDRO CRIVELARO BOM ADV.(A/S) : LEANDRO CRIVELARO BOM Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 30.10.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3099410 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714 . 779", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AGRAVO 714 . 779", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "AI 619 . 791 - AgR", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "AI 619 . 791 -", "ARE 714 . 779 AGR / SP", "ARE 714 . 779", "AGRAVO 714 . 779", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 592 . 104 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 592 . 104 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 714 . 779 AGR / SP", "AI 619 . 791 - AgR", "ARE 714 . 779 AGR", "AI 619 . 791 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno no Supremo Tribunal Federal", "artigos 5 . . . , incisos II , LV , LIV , XX e XXXVI , da Constituição da República", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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"Ementa e Acórdão\n26/06/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 536.884 RIO GRANDE (...TRUNCATED)
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"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª(...TRUNCATED)
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
"Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR. MUNICÍPIOS. ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS(...TRUNCATED)
sjur212552
"- Acórdãos citados: AI 491420 AgR, AI 574296 AgR, RE 254172 AgR.\r\nNúmero de páginas: 6.\r\nAn(...TRUNCATED)
JOAQUIM BARBOSA
Segunda Turma
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"AGTE.(S) : BANCO ABN AMRO REAL S/A \r\nADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTE(...TRUNCATED)
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"A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justific(...TRUNCATED)
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MARCO AURÉLIO
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JOAQUIM BARBOSA
Segunda Turma
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"Ementa e Acórdão\n26/06/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 708.877 MINAS GERAI(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["AGRAVO DE INSTRUMENTO 708 . 877","Recurso Extraordinário 567 . 985 - RG","Recur(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n05/06/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.752 PERNAMBUC(...TRUNCATED)
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2012-06-05T00:00:00
2012-06-22T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Aus(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/S(...TRUNCATED)
sjur211106
Número de páginas: 7. Análise: 05/07/2012, BMB.
JOAQUIM BARBOSA
Segunda Turma
603752
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 603752 AgR
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"AGTE.(S) : JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO - JUCEP \r\nPROC.(A/S)(ES) : PRO(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n05/06/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603.752 PERNAMBUC(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603 . 752","SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal","Sú(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n26/06/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.99(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2532676
2012-06-26T00:00:00
2012-08-13T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Nã(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Ementa: CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS OU ATOS NORMATIVOS MU(...TRUNCATED)
sjur212584
- Acórdão citado: ADI 347. Número de páginas: 8. Análise: 21/08/2012, MLM.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
645992
["LEG-FED CF ANO-1988\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n","LEG-EST (...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 645992 AgR
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"AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE GOIÂNIA \r\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍP(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n26/06/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645.99(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 645 . 992","ARE 645 . 992 AGR / GO","ARE 645 (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n05/06/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 606.235 DISTRITO FE(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2208096
2012-06-05T00:00:00
2012-06-22T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Aus(...TRUNCATED)
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
"Ementa: PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. DIREITOS DO CO(...TRUNCATED)
sjur211108
"- Acórdãos citados: AI 179378 AgR, AI 590140 AgR, AI 477645 AgR, RE 163231 - Tribunal Pleno, RE 4(...TRUNCATED)
JOAQUIM BARBOSA
Segunda Turma
606235
["LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00035 ART-00093 INC-00009\r\n (...TRUNCATED)
AI-AgR
acordaos
AI 606235 AgR
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"AGTE.(S) : ABN AMRO ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A \r\nADV.(A/S) : KARLA MARÇON S(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n05/06/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 606.235 DISTRITO FE(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["AGRAVO DE INSTRUMENTO 606 . 235","AGRAVO DE INSTRUMENTO 606 . 235","AGRAVO DE IN(...TRUNCATED)
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