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Ementa e Acórdão 13/11/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DINALDO CAETANO DA SILVA ADV.(A/S) :MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) :FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. 1. AUSÊNCIA DE PREPARO. DESERÇÃO. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Brasília, 13 de novembro de 2012. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120752. Supremo Tribunal Federal DJe 04/12/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 13/11/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DINALDO CAETANO DA SILVA ADV.(A/S) :MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) :FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 17 de outubro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Dinaldo Caetano da Silva contra julgado do Tribunal de Justiça da Bahia, o qual decidira que “constitui responsabilidade do Prefeito a guarda e conservação dos bens públicos. Ocorrendo, durante sua gestão, o desaparecimento de bens relacionados no inventário, denotam sua culpa e obrigação de ressarcimento, com o pagamento do valor equivalente à totalidade dos bens extraviados ou subtraídos, além dos demais consectários legais”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Conforme afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário é deserto, pois o Agravante não comprovou o pagamento das custas e do porte de remessa e retorno no momento da interposição do recurso, nos termos do art. 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 511, caput , do Código de Processo Civil: (...)(AI 719.226-AgR/MT, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 1º.12.2011). 7. Para se concluir de modo diverso das instâncias ordinárias seria necessário reexaminar fatos, provas e a legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120753. Supremo Tribunal Federal 13/11/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DINALDO CAETANO DA SILVA ADV.(A/S) :MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) :FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 17 de outubro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Dinaldo Caetano da Silva contra julgado do Tribunal de Justiça da Bahia, o qual decidira que “constitui responsabilidade do Prefeito a guarda e conservação dos bens públicos. Ocorrendo, durante sua gestão, o desaparecimento de bens relacionados no inventário, denotam sua culpa e obrigação de ressarcimento, com o pagamento do valor equivalente à totalidade dos bens extraviados ou subtraídos, além dos demais consectários legais”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Conforme afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário é deserto, pois o Agravante não comprovou o pagamento das custas e do porte de remessa e retorno no momento da interposição do recurso, nos termos do art. 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 511, caput , do Código de Processo Civil: (...)(AI 719.226-AgR/MT, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 1º.12.2011). 7. Para se concluir de modo diverso das instâncias ordinárias seria necessário reexaminar fatos, provas e a legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 715.522 AGR / BA infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Lei n. 8.429/1992), inviável em recurso extraordinário. Incide a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: (...) (AI 811.192-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 9.2.2011). 8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei n. 8.429/1992), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido: (...) (AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.3.2010). 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.10.2012, interpõe Dinaldo Caetano da Silva, em 29.10.2012, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que, “não obstante terem sido regularmente recolhidas as custas processuais e o porte de remessa e retorno, é de se salientar que, concessa maxima venia, a decisão agravada contraria orientação vigente perante o Superior Tribunal de Justiça de que a insuficiência de preparo por falta de pagamento do porte de remessa e retorno dos autos não é causa de deserção, salvo se, uma vez intimado para proceder ao pagamento suplementar, o recorrente quedar-se inerte. (…). Ainda que assim não fosse, a pena de deserção tal como aplicada na espécie, viola o princípio da instrumentalidade do processo na medida em que impede ao recorrente o acesso à ordem jurídica justa, acabando por atribuir ao processo um fim em si mesmo”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120753. Supremo Tribunal Federal ARE 715.522 AGR / BA infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Lei n. 8.429/1992), inviável em recurso extraordinário. Incide a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: (...) (AI 811.192-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 9.2.2011). 8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei n. 8.429/1992), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido: (...) (AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.3.2010). 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.10.2012, interpõe Dinaldo Caetano da Silva, em 29.10.2012, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que, “não obstante terem sido regularmente recolhidas as custas processuais e o porte de remessa e retorno, é de se salientar que, concessa maxima venia, a decisão agravada contraria orientação vigente perante o Superior Tribunal de Justiça de que a insuficiência de preparo por falta de pagamento do porte de remessa e retorno dos autos não é causa de deserção, salvo se, uma vez intimado para proceder ao pagamento suplementar, o recorrente quedar-se inerte. (…). Ainda que assim não fosse, a pena de deserção tal como aplicada na espécie, viola o princípio da instrumentalidade do processo na medida em que impede ao recorrente o acesso à ordem jurídica justa, acabando por atribuir ao processo um fim em si mesmo”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 13/11/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 BAHIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como posto na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que compete ao Agravante, no momento da interposição do recurso, o dever de comprovar o pagamento do preparo do recurso extraordinário, nos termos do art. 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 511, caput, do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “Processual civil e administrativo. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário: porte de remessa e retorno dos autos. Preparo. Ausência de comprovação do recolhimento. Deserção configurada. Deficiência na formação do apelo extremo. Aplicação, mutatis mutandes, da súmula 288/STF. Decisão que se mantém por seus próprios fundamentos. 1. O preparo recursal consiste na efetuação, por parte do recorrente, do pagamento dos encargos financeiros que dizem respeito à regularidade formal do recurso interposto, e que englobam as custas do processamento do recurso nos tribunais, e os portes de remessa e retorno dos autos ou do instrumento, no caso de agravo nesta modalidade. 2. A demonstração da efetivação do preparo deve ocorrer no momento da interposição do recurso, sob pena de preclusão consumativa. 3.(...). 6. Agravo regimental desprovido” (ARE 677.681-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO PREPARO. DESERÇÃO. Nos termos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Supremo Tribunal Federal 13/11/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 BAHIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como posto na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que compete ao Agravante, no momento da interposição do recurso, o dever de comprovar o pagamento do preparo do recurso extraordinário, nos termos do art. 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 511, caput, do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “Processual civil e administrativo. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário: porte de remessa e retorno dos autos. Preparo. Ausência de comprovação do recolhimento. Deserção configurada. Deficiência na formação do apelo extremo. Aplicação, mutatis mutandes, da súmula 288/STF. Decisão que se mantém por seus próprios fundamentos. 1. O preparo recursal consiste na efetuação, por parte do recorrente, do pagamento dos encargos financeiros que dizem respeito à regularidade formal do recurso interposto, e que englobam as custas do processamento do recurso nos tribunais, e os portes de remessa e retorno dos autos ou do instrumento, no caso de agravo nesta modalidade. 2. A demonstração da efetivação do preparo deve ocorrer no momento da interposição do recurso, sob pena de preclusão consumativa. 3.(...). 6. Agravo regimental desprovido” (ARE 677.681-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO PREPARO. DESERÇÃO. Nos termos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 715.522 AGR / BA da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar, no momento da interposição do recurso, a realização do respectivo preparo. De acordo com a norma do art. 323 do RISTF, a existência do requisito especial da repercussão geral será aferida quando não for caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 679.431-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.6.2012). 3. O Tribunal de origem decidiu: “No mérito, consta dos autos um Inventário de Bens efetuado pelo Apelante quando de sua gestão na Prefeitura Municipal de Saúde, as fls. 07/47, sendo sua a assinatura, bem como a constatação de que tais bens não foram encontrados no acervo do Município/Apelado, quando da assunção da administradora eleita, aferida através de Comissão Administrativa instalada com tal finalidade. O Magistrado considerou suficientemente provados os fatos narrados na inicial e, com exceção do veículo ambulância, julgou parcialmente a ação. A sentença não merece reparos Constata-se do depoimento do Apelante, às fls. 93, o seguinte: (…). Esta afirmação confirma que o bens dados como desaparecidos pertencem ao Município e estavam na posse deste quando o Apelante era seu Prefeito. O gestor do Município é o responsável direto pelo acervo, particularmente quando não toma as devidas medidas cabíveis na transição de gestão, como confessou, além de relatar uma completa balbúrdia no cuidado com o bens públicos. Não há como negar a responsabilidade do Apelante, quando Prefeito, pela guarda e conservação dos bens, ensejando na prática de ato de improbidade administrativa em decorrência da omissão culposa que ensejou perda patrimonial, consistente na negligência com a conservação do patrimônio público, previsto na art. 10, inciso X, da Lei n. 8.429/1992”. 4. Ademais, concluir de forma diversa do julgado recorrido a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Supremo Tribunal Federal ARE 715.522 AGR / BA da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar, no momento da interposição do recurso, a realização do respectivo preparo. De acordo com a norma do art. 323 do RISTF, a existência do requisito especial da repercussão geral será aferida quando não for caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 679.431-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.6.2012). 3. O Tribunal de origem decidiu: “No mérito, consta dos autos um Inventário de Bens efetuado pelo Apelante quando de sua gestão na Prefeitura Municipal de Saúde, as fls. 07/47, sendo sua a assinatura, bem como a constatação de que tais bens não foram encontrados no acervo do Município/Apelado, quando da assunção da administradora eleita, aferida através de Comissão Administrativa instalada com tal finalidade. O Magistrado considerou suficientemente provados os fatos narrados na inicial e, com exceção do veículo ambulância, julgou parcialmente a ação. A sentença não merece reparos Constata-se do depoimento do Apelante, às fls. 93, o seguinte: (…). Esta afirmação confirma que o bens dados como desaparecidos pertencem ao Município e estavam na posse deste quando o Apelante era seu Prefeito. O gestor do Município é o responsável direto pelo acervo, particularmente quando não toma as devidas medidas cabíveis na transição de gestão, como confessou, além de relatar uma completa balbúrdia no cuidado com o bens públicos. Não há como negar a responsabilidade do Apelante, quando Prefeito, pela guarda e conservação dos bens, ensejando na prática de ato de improbidade administrativa em decorrência da omissão culposa que ensejou perda patrimonial, consistente na negligência com a conservação do patrimônio público, previsto na art. 10, inciso X, da Lei n. 8.429/1992”. 4. Ademais, concluir de forma diversa do julgado recorrido a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 715.522 AGR / BA respeito da responsabilidade administrativa do Recorrente demandaria a análise das provas dos autos e de legislação infraconstitucional (Lei n. 8.429/1992), inviável em recurso extraordinário. A ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie, ainda, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. 4. O Tribunal de origem concluiu pela inexistência de dolo ou má-fé do agente público e, por conseguinte, não configuração de ato de improbidade administrativa (art. 11 da Lei 8.429/92). Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Óbice da Súmula 279. 5. Alegação de aplicação do art. 11 da Lei 8.429/92 ao caso. Discussão de índole infraconstitucional. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 589.784-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 17.8.2012). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Supremo Tribunal Federal ARE 715.522 AGR / BA respeito da responsabilidade administrativa do Recorrente demandaria a análise das provas dos autos e de legislação infraconstitucional (Lei n. 8.429/1992), inviável em recurso extraordinário. A ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie, ainda, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. 4. O Tribunal de origem concluiu pela inexistência de dolo ou má-fé do agente público e, por conseguinte, não configuração de ato de improbidade administrativa (art. 11 da Lei 8.429/92). Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Óbice da Súmula 279. 5. Alegação de aplicação do art. 11 da Lei 8.429/92 ao caso. Discussão de índole infraconstitucional. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 589.784-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 17.8.2012). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DINALDO CAETANO DA SILVA ADV.(A/S) : MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) : FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.11.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. P/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3150165 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DINALDO CAETANO DA SILVA ADV.(A/S) : MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) : FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.11.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. P/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3150165 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3157295
2012-11-13T00:00:00
2012-12-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.11.2012.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. 1. AUSÊNCIA DE PREPARO. DESERÇÃO. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur220572
- Acórdãos citados: (PREPARO, DESERÇÃO) STF: ARE 677681 AgR (1ªT), ARE 679431 AgR (2ªT); (OFENSA REFLEXA) STF: 589784 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 19/12/2012, MAC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
715522
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00511 \"CAPUT\"\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008429 ANO-1992\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00059 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 715522 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DINALDO CAETANO DA SILVA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) : FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 13/11/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DINALDO CAETANO DA SILVA ADV.(A/S) :MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) :FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. 1. AUSÊNCIA DE PREPARO. DESERÇÃO. 2. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Brasília, 13 de novembro de 2012. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120752. Supremo Tribunal Federal DJe 04/12/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 13/11/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DINALDO CAETANO DA SILVA ADV.(A/S) :MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) :FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 17 de outubro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Dinaldo Caetano da Silva contra julgado do Tribunal de Justiça da Bahia, o qual decidira que “constitui responsabilidade do Prefeito a guarda e conservação dos bens públicos. Ocorrendo, durante sua gestão, o desaparecimento de bens relacionados no inventário, denotam sua culpa e obrigação de ressarcimento, com o pagamento do valor equivalente à totalidade dos bens extraviados ou subtraídos, além dos demais consectários legais”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Conforme afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário é deserto, pois o Agravante não comprovou o pagamento das custas e do porte de remessa e retorno no momento da interposição do recurso, nos termos do art. 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 511, caput , do Código de Processo Civil: (...)(AI 719.226-AgR/MT, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 1....12.2011). 7. Para se concluir de modo diverso das instâncias ordinárias seria necessário reexaminar fatos, provas e a legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120753. Supremo Tribunal Federal 13/11/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DINALDO CAETANO DA SILVA ADV.(A/S) :MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) :FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 17 de outubro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Dinaldo Caetano da Silva contra julgado do Tribunal de Justiça da Bahia, o qual decidira que “constitui responsabilidade do Prefeito a guarda e conservação dos bens públicos. Ocorrendo, durante sua gestão, o desaparecimento de bens relacionados no inventário, denotam sua culpa e obrigação de ressarcimento, com o pagamento do valor equivalente à totalidade dos bens extraviados ou subtraídos, além dos demais consectários legais”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Conforme afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário é deserto, pois o Agravante não comprovou o pagamento das custas e do porte de remessa e retorno no momento da interposição do recurso, nos termos do art. 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 511, caput , do Código de Processo Civil: (...)(AI 719.226-AgR/MT, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 1....12.2011). 7. Para se concluir de modo diverso das instâncias ordinárias seria necessário reexaminar fatos, provas e a legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 715.522 AGR / BA infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Lei n. 8.429/1992), inviável em recurso extraordinário. Incide a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: (...) (AI 811.192-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 9.2.2011). 8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei n. 8.429/1992), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido: (...) (AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.3.2010). 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.10.2012, interpõe Dinaldo Caetano da Silva, em 29.10.2012, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que, “não obstante terem sido regularmente recolhidas as custas processuais e o porte de remessa e retorno, é de se salientar que, concessa maxima venia, a decisão agravada contraria orientação vigente perante o Superior Tribunal de Justiça de que a insuficiência de preparo por falta de pagamento do porte de remessa e retorno dos autos não é causa de deserção, salvo se, uma vez intimado para proceder ao pagamento suplementar, o recorrente quedar-se inerte. (…). Ainda que assim não fosse, a pena de deserção tal como aplicada na espécie, viola o princípio da instrumentalidade do processo na medida em que impede ao recorrente o acesso à ordem jurídica justa, acabando por atribuir ao processo um fim em si mesmo”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120753. Supremo Tribunal Federal ARE 715.522 AGR / BA infraconstitucional aplicável à espécie vertente (Lei n. 8.429/1992), inviável em recurso extraordinário. Incide a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: (...) (AI 811.192-AgR/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 9.2.2011). 8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Lei n. 8.429/1992), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido: (...) (AI 776.282-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.3.2010). 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 25.10.2012, interpõe Dinaldo Caetano da Silva, em 29.10.2012, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que, “não obstante terem sido regularmente recolhidas as custas processuais e o porte de remessa e retorno, é de se salientar que, concessa maxima venia, a decisão agravada contraria orientação vigente perante o Superior Tribunal de Justiça de que a insuficiência de preparo por falta de pagamento do porte de remessa e retorno dos autos não é causa de deserção, salvo se, uma vez intimado para proceder ao pagamento suplementar, o recorrente quedar-se inerte. (…). Ainda que assim não fosse, a pena de deserção tal como aplicada na espécie, viola o princípio da instrumentalidade do processo na medida em que impede ao recorrente o acesso à ordem jurídica justa, acabando por atribuir ao processo um fim em si mesmo”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 13/11/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 BAHIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como posto na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que compete ao Agravante, no momento da interposição do recurso, o dever de comprovar o pagamento do preparo do recurso extraordinário, nos termos do art. 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 511, caput, do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “Processual civil e administrativo. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário: porte de remessa e retorno dos autos. Preparo. Ausência de comprovação do recolhimento. Deserção configurada. Deficiência na formação do apelo extremo. Aplicação, mutatis mutandes, da súmula 288/Supremo Tribunal Federal. Decisão que se mantém por seus próprios fundamentos. 1. O preparo recursal consiste na efetuação, por parte do recorrente, do pagamento dos encargos financeiros que dizem respeito à regularidade formal do recurso interposto, e que englobam as custas do processamento do recurso nos tribunais, e os portes de remessa e retorno dos autos ou do instrumento, no caso de agravo nesta modalidade. 2. A demonstração da efetivação do preparo deve ocorrer no momento da interposição do recurso, sob pena de preclusão consumativa. 3.(...). 6. Agravo regimental desprovido” (ARE 677.681-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO PREPARO. DESERÇÃO. Nos termos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Supremo Tribunal Federal 13/11/2012 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 BAHIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como posto na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que compete ao Agravante, no momento da interposição do recurso, o dever de comprovar o pagamento do preparo do recurso extraordinário, nos termos do art. 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 511, caput, do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “Processual civil e administrativo. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário: porte de remessa e retorno dos autos. Preparo. Ausência de comprovação do recolhimento. Deserção configurada. Deficiência na formação do apelo extremo. Aplicação, mutatis mutandes, da súmula 288/Supremo Tribunal Federal. Decisão que se mantém por seus próprios fundamentos. 1. O preparo recursal consiste na efetuação, por parte do recorrente, do pagamento dos encargos financeiros que dizem respeito à regularidade formal do recurso interposto, e que englobam as custas do processamento do recurso nos tribunais, e os portes de remessa e retorno dos autos ou do instrumento, no caso de agravo nesta modalidade. 2. A demonstração da efetivação do preparo deve ocorrer no momento da interposição do recurso, sob pena de preclusão consumativa. 3.(...). 6. Agravo regimental desprovido” (ARE 677.681-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO PREPARO. DESERÇÃO. Nos termos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 715.522 AGR / BA da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar, no momento da interposição do recurso, a realização do respectivo preparo. De acordo com a norma do art. 323 do RISTF, a existência do requisito especial da repercussão geral será aferida quando não for caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 679.431-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.6.2012). 3. O Tribunal de origem decidiu: “No mérito, consta dos autos um Inventário de Bens efetuado pelo Apelante quando de sua gestão na Prefeitura Municipal de Saúde, as fls. 07/47, sendo sua a assinatura, bem como a constatação de que tais bens não foram encontrados no acervo do Município/Apelado, quando da assunção da administradora eleita, aferida através de Comissão Administrativa instalada com tal finalidade. O Magistrado considerou suficientemente provados os fatos narrados na inicial e, com exceção do veículo ambulância, julgou parcialmente a ação. A sentença não merece reparos Constata-se do depoimento do Apelante, às fls. 93, o seguinte: (…). Esta afirmação confirma que o bens dados como desaparecidos pertencem ao Município e estavam na posse deste quando o Apelante era seu Prefeito. O gestor do Município é o responsável direto pelo acervo, particularmente quando não toma as devidas medidas cabíveis na transição de gestão, como confessou, além de relatar uma completa balbúrdia no cuidado com o bens públicos. Não há como negar a responsabilidade do Apelante, quando Prefeito, pela guarda e conservação dos bens, ensejando na prática de ato de improbidade administrativa em decorrência da omissão culposa que ensejou perda patrimonial, consistente na negligência com a conservação do patrimônio público, previsto na art. 10, inciso X, da Lei n. 8.429/1992”. 4. Ademais, concluir de forma diversa do julgado recorrido a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Supremo Tribunal Federal ARE 715.522 AGR / BA da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar, no momento da interposição do recurso, a realização do respectivo preparo. De acordo com a norma do art. 323 do RISTF, a existência do requisito especial da repercussão geral será aferida quando não for caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 679.431-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.6.2012). 3. O Tribunal de origem decidiu: “No mérito, consta dos autos um Inventário de Bens efetuado pelo Apelante quando de sua gestão na Prefeitura Municipal de Saúde, as fls. 07/47, sendo sua a assinatura, bem como a constatação de que tais bens não foram encontrados no acervo do Município/Apelado, quando da assunção da administradora eleita, aferida através de Comissão Administrativa instalada com tal finalidade. O Magistrado considerou suficientemente provados os fatos narrados na inicial e, com exceção do veículo ambulância, julgou parcialmente a ação. A sentença não merece reparos Constata-se do depoimento do Apelante, às fls. 93, o seguinte: (…). Esta afirmação confirma que o bens dados como desaparecidos pertencem ao Município e estavam na posse deste quando o Apelante era seu Prefeito. O gestor do Município é o responsável direto pelo acervo, particularmente quando não toma as devidas medidas cabíveis na transição de gestão, como confessou, além de relatar uma completa balbúrdia no cuidado com o bens públicos. Não há como negar a responsabilidade do Apelante, quando Prefeito, pela guarda e conservação dos bens, ensejando na prática de ato de improbidade administrativa em decorrência da omissão culposa que ensejou perda patrimonial, consistente na negligência com a conservação do patrimônio público, previsto na art. 10, inciso X, da Lei n. 8.429/1992”. 4. Ademais, concluir de forma diversa do julgado recorrido a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 715.522 AGR / BA respeito da responsabilidade administrativa do Recorrente demandaria a análise das provas dos autos e de legislação infraconstitucional (Lei n. 8.429/1992), inviável em recurso extraordinário. A ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie, ainda, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. 4. O Tribunal de origem concluiu pela inexistência de dolo ou má-fé do agente público e, por conseguinte, não configuração de ato de improbidade administrativa (art. 11 da Lei 8.429/92). Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Óbice da Súmula 279. 5. Alegação de aplicação do art. 11 da Lei 8.429/92 ao caso. Discussão de índole infraconstitucional. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 589.784-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 17.8.2012). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Supremo Tribunal Federal ARE 715.522 AGR / BA respeito da responsabilidade administrativa do Recorrente demandaria a análise das provas dos autos e de legislação infraconstitucional (Lei n. 8.429/1992), inviável em recurso extraordinário. A ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie, ainda, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. 4. O Tribunal de origem concluiu pela inexistência de dolo ou má-fé do agente público e, por conseguinte, não configuração de ato de improbidade administrativa (art. 11 da Lei 8.429/92). Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Óbice da Súmula 279. 5. Alegação de aplicação do art. 11 da Lei 8.429/92 ao caso. Discussão de índole infraconstitucional. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 589.784-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 17.8.2012). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3120754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DINALDO CAETANO DA SILVA ADV.(A/S) : MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) : FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 13.11.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. P/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3150165 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.522 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DINALDO CAETANO DA SILVA ADV.(A/S) : MIUCHA BORDONI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SAÚDE ADV.(A/S) : FRANKLIN LEANDRO FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 13.11.2012. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. P/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3150165 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715 . 522", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AGRAVO 715 . 522", "AI 719 . 226 - AgR / MT", "AI 719 . 226 - AgR / MT", "ARE 715 . 522 AGR / BA", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 811 . 192 - AgR / SP", "AI 776 . 282 - AgR", "ARE 715 . 522 AGR / BA", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 811 . 192 - AgR / SP", "AI 776 . 282 - AgR", "súmula 288 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 677 . 681 - AgR", "súmula 288 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 677 . 681 - AgR", "ARE 715 . 522 AGR / BA", "ARE 679 . 431 - AgR", "ARE 715 . 522 AGR / BA", "ARE 679 . 431 - AgR", "ARE 715 . 522 AGR / BA", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 589 . 784 - AgR", "ARE 715 . 522 AGR / BA", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 589 . 784 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2", "art . 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 511 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 511 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 429 / 1992", "art . 5 . . . , inc . LV , da Constituição da República", "Lei n . 8 . 429 / 1992", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "Lei n . 12", ".", "322", "/", "2010", "art . 21 , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 429 / 1992", "art . 5 . . . , inc . LV , da Constituição da República", "Lei n . 8 . 429 / 1992", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 511 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 511 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 10 , inciso X , da Lei n . 8 . 429 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 10 , inciso X , da Lei n . 8 . 429 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 429 / 1992", "art . 11 da Lei 8 . 429 / 92", "art . 11 da Lei 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 429 / 1992", "art . 11 da Lei 8 . 429 / 92", "art . 11 da Lei 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 13/11/2012 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. BENS DESTINADOS AO USO, AO CONSUMO E AO ATIVO FIXO DO ESTABELECIMENTO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO CONSTITUCIONAL AO CRÉDITO DO IMPOSTO. IMPOSSIBILIDADE DE REAPRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. Na esteira da jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, almejando a concessão de efeitos infringentes, devem ser recebidos como agravo regimental, por força do princípio da fungibilidade. O princípio da não cumulatividade do ICMS, inscrito no art. 155, § 2º, I, da Carta de 1988, não fundamenta, por si só, o direito ao creditamento nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A legislação pode consagrá-lo, em conformidade com os arts. 20 e 33 da LC 87/1996, mas a Lei Maior não impõe que o faça. É inviável reapreciar a prova pericial e as categorias de bens adquiridos pela autora, segundo a classificação acolhida pelo perito, nos termos da Súmula STF 279: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Embargos de declaração conhecidos e recebidos como agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107643. Supremo Tribunal Federal DJe 04/12/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AI 488.345 ED / SP regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Brasília, 13 de novembro de 2012. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107643. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Brasília, 13 de novembro de 2012. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107643. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 13/11/2012 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual negou seguimento a agravo de instrumento, por considerar que o Tribunal a quo não divergiu da jurisprudência dominante desta Corte (fls. 313-6), maneja embargos de declaração Zanettini Barossi S.A. – Indústria e Comércio. Reitera sua pretensão de “creditar-se de todos os valores pagos a título de ICMS, dentro do prazo prescricional, na aquisição de materiais intermediários” consumidos no processo produtivo, “por força do princípio da não- cumulatividade”. Sustenta que, como assentado na decisão agravada, os itens constantes dos grupos “A” e “C” do laudo pericial não são bens destinados ao ativo fixo. Portanto, “o acórdão ora embargado deve ser aclarado quanto ao direito da embargante de creditar-se dos valores pagos a título de ICMS em relação aos itens do grupo ‘A’ e ‘C’”, do laudo pericial outrora apresentado (l. 321). Substituição da Relatora à fl. 322 (art. 38 do RISTF). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107644. Supremo Tribunal Federal 13/11/2012 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual negou seguimento a agravo de instrumento, por considerar que o Tribunal a quo não divergiu da jurisprudência dominante desta Corte (fls. 313-6), maneja embargos de declaração Zanettini Barossi S.A. – Indústria e Comércio. Reitera sua pretensão de “creditar-se de todos os valores pagos a título de ICMS, dentro do prazo prescricional, na aquisição de materiais intermediários” consumidos no processo produtivo, “por força do princípio da não- cumulatividade”. Sustenta que, como assentado na decisão agravada, os itens constantes dos grupos “A” e “C” do laudo pericial não são bens destinados ao ativo fixo. Portanto, “o acórdão ora embargado deve ser aclarado quanto ao direito da embargante de creditar-se dos valores pagos a título de ICMS em relação aos itens do grupo ‘A’ e ‘C’”, do laudo pericial outrora apresentado (l. 321). Substituição da Relatora à fl. 322 (art. 38 do RISTF). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 13/11/2012 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicando o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.3.2012) Passo ao exame do mérito do agravo regimental. Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente agravo regimental (fls. 313-6): Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal 13/11/2012 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicando o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.3.2012) Passo ao exame do mérito do agravo regimental. Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente agravo regimental (fls. 313-6): Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP “1. Trata-se de agravo de instrumento de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido na apelação cível (fls. 145-158) que reformou a sentença e afastou a alegada ofensa ao princípio da não-cumulatividade. Tal aresto está assim ementado: Apelação Cível. ICMS. Creditamento. Materiais intermediários utilizados no processo de industrialização e que sofrem desaste no processo produtivo. Pretensão ao crédito dos valores correspondentes. Ação julgada procedente. Inadmissibilidade. Produtos adquiridos para o ativo fixo da empresa, embora sofram processo de desgaste quando da sua utilização. Impossibilidade do crédito frente ao art. 40 da Lei 6.374/89. Recursos oficial do Juízo e voluntário da Fazenda do Estado providos para julgar improcedente a ação, prejudicado o recurso da autora (fl. 146). (...) Imperativo, antes de mais nada, observar não ter ocorrido ofensa ao princípio da não-cumulatividade ou a qualquer outro preceito constitucional ou infraconstitucional (fl. 147). 2. Conforme relatado pelo Tribunal de origem (fl. 147), o pedido da agravante consistia na “reforma parcial do decisório com o reconhecimento de seu direito ao aproveitamento integral do ICMS referente aos materiais intermediários do Grupo 'E' constante do laudo pericial, permitindo-se, também, a correção monetária dos créditos, condenando-se a ré nos ônus da sucumbência”. 3. A empresa agravante interpôs embargos infringentes (fls. 172-192), que foram acolhidos (fls. 244-249) em aresto assim ementado: “Embargos infringentes Creditamento de ICMS Insumos que sofrem desgaste no processo produtivo Ação julgada parcialmente procedente Voto minoritário que deu provimento parcial ao reexame necessário e apelo da FESP, para declarar a existência do direito de creditamento do ICMS relativo aos materiais elencados nos grupos 'A' e 'C' - Embargos Infringentes acolhidos” (fl. 244). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP “1. Trata-se de agravo de instrumento de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido na apelação cível (fls. 145-158) que reformou a sentença e afastou a alegada ofensa ao princípio da não-cumulatividade. Tal aresto está assim ementado: Apelação Cível. ICMS. Creditamento. Materiais intermediários utilizados no processo de industrialização e que sofrem desaste no processo produtivo. Pretensão ao crédito dos valores correspondentes. Ação julgada procedente. Inadmissibilidade. Produtos adquiridos para o ativo fixo da empresa, embora sofram processo de desgaste quando da sua utilização. Impossibilidade do crédito frente ao art. 40 da Lei 6.374/89. Recursos oficial do Juízo e voluntário da Fazenda do Estado providos para julgar improcedente a ação, prejudicado o recurso da autora (fl. 146). (...) Imperativo, antes de mais nada, observar não ter ocorrido ofensa ao princípio da não-cumulatividade ou a qualquer outro preceito constitucional ou infraconstitucional (fl. 147). 2. Conforme relatado pelo Tribunal de origem (fl. 147), o pedido da agravante consistia na “reforma parcial do decisório com o reconhecimento de seu direito ao aproveitamento integral do ICMS referente aos materiais intermediários do Grupo 'E' constante do laudo pericial, permitindo-se, também, a correção monetária dos créditos, condenando-se a ré nos ônus da sucumbência”. 3. A empresa agravante interpôs embargos infringentes (fls. 172-192), que foram acolhidos (fls. 244-249) em aresto assim ementado: “Embargos infringentes Creditamento de ICMS Insumos que sofrem desgaste no processo produtivo Ação julgada parcialmente procedente Voto minoritário que deu provimento parcial ao reexame necessário e apelo da FESP, para declarar a existência do direito de creditamento do ICMS relativo aos materiais elencados nos grupos 'A' e 'C' - Embargos Infringentes acolhidos” (fl. 244). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP 4. Nas razões do RE sustenta-se ofensa aos artigos 5º, caput, 150, II e 155, § 2°, I, da Constituição Federal. 5. O meu antecessor, Ministro Gilmar Mendes, então relator, proferiu decisão negando seguimento ao AI (fls. 268- 269) com base na Súmula STF 281. Após agravo regimental da parte recorrente (fls. 280-283), o então relator reconsiderou o referido decisum e solicitou informações ao STJ sobre o trânsito em julgado do REsp. 475.127/SP, simultaneamente interposto ao apelo extremo. Após, vieram os autos conclusos a este Gabinete (fl. 311). 6. Passo a analisar o recurso. Esta Corte possui orientação pacífica no sentido de que não há direito de se creditar ao contribuinte o valor do ICMS recolhido quando pago em razão da aquisição de bens destinados ao ativo fixo. Nesse sentido, menciono os seguintes julgados: AI 691.114/SP, de minha relatoria, DJe 04.02.2011; RE 545.845-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 1º.8.2008; RE 547.725-AgR/SC, rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe 09.10.2009; e AI 677.610-AgR/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 23.10.2009, este último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO. PERÍODO ANTERIOR À LEI COMPLEMENTAR N. 87/96: INEXISTÊNCIA DE DIREITO AO CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Veja-se decisão mais recente sobre o tema: AI 817.393/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 05.10.2010, de cuja decisão transcrevo: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP 4. Nas razões do RE sustenta-se ofensa aos artigos 5º, caput, 150, II e 155, § 2°, I, da Constituição Federal. 5. O meu antecessor, Ministro Gilmar Mendes, então relator, proferiu decisão negando seguimento ao AI (fls. 268- 269) com base na Súmula STF 281. Após agravo regimental da parte recorrente (fls. 280-283), o então relator reconsiderou o referido decisum e solicitou informações ao STJ sobre o trânsito em julgado do REsp. 475.127/SP, simultaneamente interposto ao apelo extremo. Após, vieram os autos conclusos a este Gabinete (fl. 311). 6. Passo a analisar o recurso. Esta Corte possui orientação pacífica no sentido de que não há direito de se creditar ao contribuinte o valor do ICMS recolhido quando pago em razão da aquisição de bens destinados ao ativo fixo. Nesse sentido, menciono os seguintes julgados: AI 691.114/SP, de minha relatoria, DJe 04.02.2011; RE 545.845-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 1º.8.2008; RE 547.725-AgR/SC, rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe 09.10.2009; e AI 677.610-AgR/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 23.10.2009, este último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO. PERÍODO ANTERIOR À LEI COMPLEMENTAR N. 87/96: INEXISTÊNCIA DE DIREITO AO CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Veja-se decisão mais recente sobre o tema: AI 817.393/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 05.10.2010, de cuja decisão transcrevo: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: 'ICMS Creditamento relativo à aquisição de produtos ou mercadorias, que, apesar de integrarem o processo de industrialização, nele não são inteiramente consumidos Inadmissibilidade Produtos que estão sujeitos a apenas um desgaste, e a necessidade de sua substituição periódica é inerente à atividade industrial Princípio constitucional da não-cumulatividade Aplicação sobre a circulação de mercadorias e prestação de serviços Recurso improvido' (fl. 122). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se ofensa, em suma, ao art. 155, § 2º, I, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que não há ofensa ao princípio da não cumulatividade a situação de inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, de utilização de serviços de comunicação ou de aquisição de bens destinados ao ativo fixo e de materiais de uso e consumo, conforme se pode observar do julgamento do AI 562.701-ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello, cuja ementa transcrevo a seguir: 'AGRAVO DE INSTRUMENTO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO - ICMS - CRÉDITO DO VALOR PAGO EM RAZÃO DE OPERAÇÕES DE CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA, OU DE UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO OU AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO USO E/OU À INTEGRAÇÃO NO ATIVO FIXO - APROVEITAMENTO - INADMISSIBILIDADE - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito de creditar-se do valor do ICMS, quando 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: 'ICMS Creditamento relativo à aquisição de produtos ou mercadorias, que, apesar de integrarem o processo de industrialização, nele não são inteiramente consumidos Inadmissibilidade Produtos que estão sujeitos a apenas um desgaste, e a necessidade de sua substituição periódica é inerente à atividade industrial Princípio constitucional da não-cumulatividade Aplicação sobre a circulação de mercadorias e prestação de serviços Recurso improvido' (fl. 122). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se ofensa, em suma, ao art. 155, § 2º, I, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que não há ofensa ao princípio da não cumulatividade a situação de inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, de utilização de serviços de comunicação ou de aquisição de bens destinados ao ativo fixo e de materiais de uso e consumo, conforme se pode observar do julgamento do AI 562.701-ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello, cuja ementa transcrevo a seguir: 'AGRAVO DE INSTRUMENTO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO - ICMS - CRÉDITO DO VALOR PAGO EM RAZÃO DE OPERAÇÕES DE CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA, OU DE UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO OU AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO USO E/OU À INTEGRAÇÃO NO ATIVO FIXO - APROVEITAMENTO - INADMISSIBILIDADE - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito de creditar-se do valor do ICMS, quando 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, ou de utilização de serviços de comunicação ou, ainda, de aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração no ativo fixo do seu próprio estabelecimento. Precedentes'. No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 349.543-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 602998-AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau; RE 295.887-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 491.743-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 456.013-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 296.025-AgR/PR, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 200.168/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 355.683-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 570.490/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego seguimento ao recurso”. Dessa forma, o acórdão recorrido não divergiu desse entendimento. 7. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento (art. 557, caput , do CPC)”. Sem razão a agravante. Inicialmente, consigno que os itens enquadrados, pela prova pericial, nos grupos “A” e “C” foram reconhecidos, no acórdão dos embargos infringentes, como ensejadores do creditamento do ICMS, nos termos do voto vencido, que veio a prevalecer (fl. 158). Com essa decisão, favorável à autora, ocorreu a perda parcial do objeto do recurso extraordinário. Quanto à pretensão remanescente, aplica-se a pacífica orientação desta Corte, no sentido de inexistir direito constitucional ao creditamento do ICMS nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A jurisprudência deste Sodalício somente reconhece, como derivação necessária do princípio constitucional da não cumulatividade, o direito ao crédito quando da aquisição de bens que se integram fisicamente àqueles produzidos ou comercializados pela empresa. Nesse sentido, refiro, a título exemplificativo, os seguintes precedentes: “EMENTA: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, ou de utilização de serviços de comunicação ou, ainda, de aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração no ativo fixo do seu próprio estabelecimento. Precedentes'. No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 349.543-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 602998-AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau; RE 295.887-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 491.743-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 456.013-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 296.025-AgR/PR, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 200.168/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 355.683-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 570.490/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego seguimento ao recurso”. Dessa forma, o acórdão recorrido não divergiu desse entendimento. 7. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento (art. 557, caput , do CPC)”. Sem razão a agravante. Inicialmente, consigno que os itens enquadrados, pela prova pericial, nos grupos “A” e “C” foram reconhecidos, no acórdão dos embargos infringentes, como ensejadores do creditamento do ICMS, nos termos do voto vencido, que veio a prevalecer (fl. 158). Com essa decisão, favorável à autora, ocorreu a perda parcial do objeto do recurso extraordinário. Quanto à pretensão remanescente, aplica-se a pacífica orientação desta Corte, no sentido de inexistir direito constitucional ao creditamento do ICMS nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A jurisprudência deste Sodalício somente reconhece, como derivação necessária do princípio constitucional da não cumulatividade, o direito ao crédito quando da aquisição de bens que se integram fisicamente àqueles produzidos ou comercializados pela empresa. Nesse sentido, refiro, a título exemplificativo, os seguintes precedentes: “EMENTA: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP OPERAÇÕES DE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. TÉCNICAS DO CRÉDITO FÍSICO E DO CRÉDITO FINANCEIRO. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO, USO OU CONSUMO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE INTERPRETOU EQUIVOCADAMENTE A LC 87/1996 PARA CONSIDERAR O CRÉDITO PERTINENTE AO ATIVO COMO DA MODALIDADE FÍSICA. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA OU REFLEXA. INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO ANTES DA PUBLICAÇÃO DA EC 45/2004. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. 1. A aplicação de sistema que use conceito próximo ao de crédito financeiro depende de previsão Constitucional ou legal expressa e, portanto, não pode ser inferido diretamente do texto constitucional para toda e qualquer hipótese de creditamento calcado na não-cumulatividade. 2. A controvérsia se resume à má interpretação de lei federal em favor de lei estadual incompatível com o regramento de normas gerais relativas ao ICMS. Parâmetro de controle direto amparado na LC 87/1996, cujo modelo de crédito financeiro não poderia ser aplicado no que se refere aos bens destinados ao ativo fixo, ao uso e ao consumo. Violação constitucional indireta ou reflexa. 3. Como o recurso extraordinário foi interposto anteriormente à introdução da alínea d ao art. 102, III da Constituição, não é possível reverter o acórdão recorrido por ter alegadamente considerado válida lei local em contraposição à lei federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 493.183 AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgado em 31/08/2010) “EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. CREDITAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. OPERAÇÕES DE CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA. UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO E DE MATERIAIS DE USO E CONSUMO. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP OPERAÇÕES DE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. TÉCNICAS DO CRÉDITO FÍSICO E DO CRÉDITO FINANCEIRO. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO, USO OU CONSUMO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE INTERPRETOU EQUIVOCADAMENTE A LC 87/1996 PARA CONSIDERAR O CRÉDITO PERTINENTE AO ATIVO COMO DA MODALIDADE FÍSICA. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA OU REFLEXA. INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO ANTES DA PUBLICAÇÃO DA EC 45/2004. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. 1. A aplicação de sistema que use conceito próximo ao de crédito financeiro depende de previsão Constitucional ou legal expressa e, portanto, não pode ser inferido diretamente do texto constitucional para toda e qualquer hipótese de creditamento calcado na não-cumulatividade. 2. A controvérsia se resume à má interpretação de lei federal em favor de lei estadual incompatível com o regramento de normas gerais relativas ao ICMS. Parâmetro de controle direto amparado na LC 87/1996, cujo modelo de crédito financeiro não poderia ser aplicado no que se refere aos bens destinados ao ativo fixo, ao uso e ao consumo. Violação constitucional indireta ou reflexa. 3. Como o recurso extraordinário foi interposto anteriormente à introdução da alínea d ao art. 102, III da Constituição, não é possível reverter o acórdão recorrido por ter alegadamente considerado válida lei local em contraposição à lei federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 493.183 AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgado em 31/08/2010) “EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. CREDITAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. OPERAÇÕES DE CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA. UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO E DE MATERIAIS DE USO E CONSUMO. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP AUSÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. AQUISIÇÕES DE PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS. CONSUMIDOR FINAL. DIREITO AO CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A decisão agravada está de acordo com entendimento adotado por ambas as Turmas desta Corte, que consolidaram a jurisprudência no sentido de que não ofende o princípio da não cumulatividade a inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, de utilização de serviços de comunicação ou de aquisição de bens destinados ao ativo fixo e de materiais de uso e consumo. Precedentes. II - A aquisição de produtos intermediários aplicados no processo produtivo que não integram fisicamente o produto final não gera direito ao crédito de ICMS, uma vez que a adquirente, nesse caso, mostra-se como consumidora final. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (RE 503.877 AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 01/06/2010) Destarte, o princípio da não cumulatividade do ICMS, inscrito no art. 155, § 2º, I, da Carta de 1988, não fundamenta, por si só, o direito ao creditamento nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A legislação pode consagrá-lo, em conformidade com os arts. 20 e 33 da LC 87/1996, mas a Lei Maior não impõe que o faça. Ademais, é inviável reapreciar a prova pericial e as categorias de bens adquiridos pela autora, segundo a classificação acolhida pelo perito, nos termos da Súmula STF 279: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP AUSÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. AQUISIÇÕES DE PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS. CONSUMIDOR FINAL. DIREITO AO CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A decisão agravada está de acordo com entendimento adotado por ambas as Turmas desta Corte, que consolidaram a jurisprudência no sentido de que não ofende o princípio da não cumulatividade a inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, de utilização de serviços de comunicação ou de aquisição de bens destinados ao ativo fixo e de materiais de uso e consumo. Precedentes. II - A aquisição de produtos intermediários aplicados no processo produtivo que não integram fisicamente o produto final não gera direito ao crédito de ICMS, uma vez que a adquirente, nesse caso, mostra-se como consumidora final. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (RE 503.877 AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 01/06/2010) Destarte, o princípio da não cumulatividade do ICMS, inscrito no art. 155, § 2º, I, da Carta de 1988, não fundamenta, por si só, o direito ao creditamento nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A legislação pode consagrá-lo, em conformidade com os arts. 20 e 33 da LC 87/1996, mas a Lei Maior não impõe que o faça. Ademais, é inviável reapreciar a prova pericial e as categorias de bens adquiridos pela autora, segundo a classificação acolhida pelo perito, nos termos da Súmula STF 279: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) : NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 13.11.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3148990 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) : NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 13.11.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3148990 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3152772
2012-11-13T00:00:00
2012-12-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 13.11.2012.
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. BENS DESTINADOS AO USO, AO CONSUMO E AO ATIVO FIXO DO ESTABELECIMENTO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO CONSTITUCIONAL AO CRÉDITO DO IMPOSTO. IMPOSSIBILIDADE DE REAPRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. Na esteira da jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, almejando a concessão de efeitos infringentes, devem ser recebidos como agravo regimental, por força do princípio da fungibilidade. O princípio da não cumulatividade do ICMS, inscrito no art. 155, § 2º, I, da Carta de 1988, não fundamenta, por si só, o direito ao creditamento nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A legislação pode consagrá-lo, em conformidade com os arts. 20 e 33 da LC 87/1996, mas a Lei Maior não impõe que o faça. É inviável reapreciar a prova pericial e as categorias de bens adquiridos pela autora, segundo a classificação acolhida pelo perito, nos termos da Súmula STF 279: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Embargos de declaração conhecidos e recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
sjur220515
- Acórdão(s) citado(s): (AI 493183 AgR (2ªT), RE 503877 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 19/12/2012, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
488345
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00155 PAR-00002 INC-00001 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LCP-000087 ANO-1996\r\n ART-00020 ART-00033 \r\n LEI COMPLEMENTAR\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-ED
acordaos
AI 488345 ED
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AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO
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Ementa e Acórdão 13/11/2012 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. BENS DESTINADOS AO USO, AO CONSUMO E AO ATIVO FIXO DO ESTABELECIMENTO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO CONSTITUCIONAL AO CRÉDITO DO IMPOSTO. IMPOSSIBILIDADE DE REAPRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. Na esteira da jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, almejando a concessão de efeitos infringentes, devem ser recebidos como agravo regimental, por força do princípio da fungibilidade. O princípio da não cumulatividade do ICMS, inscrito no art. 155, § 2..., I, da Carta de 1988, não fundamenta, por si só, o direito ao creditamento nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A legislação pode consagrá-lo, em conformidade com os arts. 20 e 33 da Lei Complementar 87/1996, mas a Lei Maior não impõe que o faça. É inviável reapreciar a prova pericial e as categorias de bens adquiridos pela autora, segundo a classificação acolhida pelo perito, nos termos da Súmula Supremo Tribunal Federal 279: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Embargos de declaração conhecidos e recebidos como agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107643. Supremo Tribunal Federal DJe 04/12/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AI 488.345 ED / SP regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Brasília, 13 de novembro de 2012. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107643. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Brasília, 13 de novembro de 2012. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107643. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 13/11/2012 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual negou seguimento a agravo de instrumento, por considerar que o Tribunal a quo não divergiu da jurisprudência dominante desta Corte (fls. 313-6), maneja embargos de declaração Zanettini Barossi S.A. – Indústria e Comércio. Reitera sua pretensão de “creditar-se de todos os valores pagos a título de ICMS, dentro do prazo prescricional, na aquisição de materiais intermediários” consumidos no processo produtivo, “por força do princípio da não- cumulatividade”. Sustenta que, como assentado na decisão agravada, os itens constantes dos grupos “A” e “C” do laudo pericial não são bens destinados ao ativo fixo. Portanto, “o acórdão ora embargado deve ser aclarado quanto ao direito da embargante de creditar-se dos valores pagos a título de ICMS em relação aos itens do grupo ‘A’ e ‘C’”, do laudo pericial outrora apresentado (l. 321). Substituição da Relatora à fl. 322 (art. 38 do RISTF). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107644. Supremo Tribunal Federal 13/11/2012 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, pela qual negou seguimento a agravo de instrumento, por considerar que o Tribunal a quo não divergiu da jurisprudência dominante desta Corte (fls. 313-6), maneja embargos de declaração Zanettini Barossi S.A. – Indústria e Comércio. Reitera sua pretensão de “creditar-se de todos os valores pagos a título de ICMS, dentro do prazo prescricional, na aquisição de materiais intermediários” consumidos no processo produtivo, “por força do princípio da não- cumulatividade”. Sustenta que, como assentado na decisão agravada, os itens constantes dos grupos “A” e “C” do laudo pericial não são bens destinados ao ativo fixo. Portanto, “o acórdão ora embargado deve ser aclarado quanto ao direito da embargante de creditar-se dos valores pagos a título de ICMS em relação aos itens do grupo ‘A’ e ‘C’”, do laudo pericial outrora apresentado (l. 321). Substituição da Relatora à fl. 322 (art. 38 do RISTF). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 13/11/2012 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicando o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.3.2012) Passo ao exame do mérito do agravo regimental. Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente agravo regimental (fls. 313-6): Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal 13/11/2012 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicando o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.3.2012) Passo ao exame do mérito do agravo regimental. Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente agravo regimental (fls. 313-6): Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP “1. Trata-se de agravo de instrumento de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido na apelação cível (fls. 145-158) que reformou a sentença e afastou a alegada ofensa ao princípio da não-cumulatividade. Tal aresto está assim ementado: Apelação Cível. ICMS. Creditamento. Materiais intermediários utilizados no processo de industrialização e que sofrem desaste no processo produtivo. Pretensão ao crédito dos valores correspondentes. Ação julgada procedente. Inadmissibilidade. Produtos adquiridos para o ativo fixo da empresa, embora sofram processo de desgaste quando da sua utilização. Impossibilidade do crédito frente ao art. 40 da Lei 6.374/89. Recursos oficial do Juízo e voluntário da Fazenda do Estado providos para julgar improcedente a ação, prejudicado o recurso da autora (fl. 146). (...) Imperativo, antes de mais nada, observar não ter ocorrido ofensa ao princípio da não-cumulatividade ou a qualquer outro preceito constitucional ou infraconstitucional (fl. 147). 2. Conforme relatado pelo Tribunal de origem (fl. 147), o pedido da agravante consistia na “reforma parcial do decisório com o reconhecimento de seu direito ao aproveitamento integral do ICMS referente aos materiais intermediários do Grupo 'E' constante do laudo pericial, permitindo-se, também, a correção monetária dos créditos, condenando-se a ré nos ônus da sucumbência”. 3. A empresa agravante interpôs embargos infringentes (fls. 172-192), que foram acolhidos (fls. 244-249) em aresto assim ementado: “Embargos infringentes Creditamento de ICMS Insumos que sofrem desgaste no processo produtivo Ação julgada parcialmente procedente Voto minoritário que deu provimento parcial ao reexame necessário e apelo da FESP, para declarar a existência do direito de creditamento do ICMS relativo aos materiais elencados nos grupos 'A' e 'C' - Embargos Infringentes acolhidos” (fl. 244). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP “1. Trata-se de agravo de instrumento de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido na apelação cível (fls. 145-158) que reformou a sentença e afastou a alegada ofensa ao princípio da não-cumulatividade. Tal aresto está assim ementado: Apelação Cível. ICMS. Creditamento. Materiais intermediários utilizados no processo de industrialização e que sofrem desaste no processo produtivo. Pretensão ao crédito dos valores correspondentes. Ação julgada procedente. Inadmissibilidade. Produtos adquiridos para o ativo fixo da empresa, embora sofram processo de desgaste quando da sua utilização. Impossibilidade do crédito frente ao art. 40 da Lei 6.374/89. Recursos oficial do Juízo e voluntário da Fazenda do Estado providos para julgar improcedente a ação, prejudicado o recurso da autora (fl. 146). (...) Imperativo, antes de mais nada, observar não ter ocorrido ofensa ao princípio da não-cumulatividade ou a qualquer outro preceito constitucional ou infraconstitucional (fl. 147). 2. Conforme relatado pelo Tribunal de origem (fl. 147), o pedido da agravante consistia na “reforma parcial do decisório com o reconhecimento de seu direito ao aproveitamento integral do ICMS referente aos materiais intermediários do Grupo 'E' constante do laudo pericial, permitindo-se, também, a correção monetária dos créditos, condenando-se a ré nos ônus da sucumbência”. 3. A empresa agravante interpôs embargos infringentes (fls. 172-192), que foram acolhidos (fls. 244-249) em aresto assim ementado: “Embargos infringentes Creditamento de ICMS Insumos que sofrem desgaste no processo produtivo Ação julgada parcialmente procedente Voto minoritário que deu provimento parcial ao reexame necessário e apelo da FESP, para declarar a existência do direito de creditamento do ICMS relativo aos materiais elencados nos grupos 'A' e 'C' - Embargos Infringentes acolhidos” (fl. 244). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP 4. Nas razões do Recurso Extraordinário sustenta-se ofensa aos artigos 5..., caput, 150, II e 155, § 2..., I, da Constituição Federal. 5. O meu antecessor, Ministro Gilmar Mendes, então relator, proferiu decisão negando seguimento ao AI (fls. 268- 269) com base na Súmula Supremo Tribunal Federal 281. Após agravo regimental da parte recorrente (fls. 280-283), o então relator reconsiderou o referido decisum e solicitou informações ao Superior Tribunal de Justiça sobre o trânsito em julgado do REsp. 475.127/SP, simultaneamente interposto ao apelo extremo. Após, vieram os autos conclusos a este Gabinete (fl. 311). 6. Passo a analisar o recurso. Esta Corte possui orientação pacífica no sentido de que não há direito de se creditar ao contribuinte o valor do ICMS recolhido quando pago em razão da aquisição de bens destinados ao ativo fixo. Nesse sentido, menciono os seguintes julgados: AI 691.114/SP, de minha relatoria, DJe 04.02.2011; Recurso Extraordinário 545.845-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 1....8.2008; Recurso Extraordinário 547.725-AgR/SC, rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe 09.10.2009; e AI 677.610-AgR/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 23.10.2009, este último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO. PERÍODO ANTERIOR À LEI COMPLEMENTAR N. 87/96: INEXISTÊNCIA DE DIREITO AO CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Veja-se decisão mais recente sobre o tema: AI 817.393/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 05.10.2010, de cuja decisão transcrevo: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP 4. Nas razões do Recurso Extraordinário sustenta-se ofensa aos artigos 5..., caput, 150, II e 155, § 2..., I, da Constituição Federal. 5. O meu antecessor, Ministro Gilmar Mendes, então relator, proferiu decisão negando seguimento ao AI (fls. 268- 269) com base na Súmula Supremo Tribunal Federal 281. Após agravo regimental da parte recorrente (fls. 280-283), o então relator reconsiderou o referido decisum e solicitou informações ao Superior Tribunal de Justiça sobre o trânsito em julgado do REsp. 475.127/SP, simultaneamente interposto ao apelo extremo. Após, vieram os autos conclusos a este Gabinete (fl. 311). 6. Passo a analisar o recurso. Esta Corte possui orientação pacífica no sentido de que não há direito de se creditar ao contribuinte o valor do ICMS recolhido quando pago em razão da aquisição de bens destinados ao ativo fixo. Nesse sentido, menciono os seguintes julgados: AI 691.114/SP, de minha relatoria, DJe 04.02.2011; Recurso Extraordinário 545.845-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 1....8.2008; Recurso Extraordinário 547.725-AgR/SC, rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe 09.10.2009; e AI 677.610-AgR/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 23.10.2009, este último assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS DESTINADAS AO USO, AO CONSUMO E À INTEGRAÇÃO DO ATIVO FIXO. PERÍODO ANTERIOR À LEI COMPLEMENTAR N. 87/96: INEXISTÊNCIA DE DIREITO AO CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Veja-se decisão mais recente sobre o tema: AI 817.393/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 05.10.2010, de cuja decisão transcrevo: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: 'ICMS Creditamento relativo à aquisição de produtos ou mercadorias, que, apesar de integrarem o processo de industrialização, nele não são inteiramente consumidos Inadmissibilidade Produtos que estão sujeitos a apenas um desgaste, e a necessidade de sua substituição periódica é inerente à atividade industrial Princípio constitucional da não-cumulatividade Aplicação sobre a circulação de mercadorias e prestação de serviços Recurso improvido' (fl. 122). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se ofensa, em suma, ao art. 155, § 2..., I, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que não há ofensa ao princípio da não cumulatividade a situação de inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, de utilização de serviços de comunicação ou de aquisição de bens destinados ao ativo fixo e de materiais de uso e consumo, conforme se pode observar do julgamento do AI 562.701-ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello, cuja ementa transcrevo a seguir: 'AGRAVO DE INSTRUMENTO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO - ICMS - CRÉDITO DO VALOR PAGO EM RAZÃO DE OPERAÇÕES DE CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA, OU DE UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO OU AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO USO E/OU À INTEGRAÇÃO NO ATIVO FIXO - APROVEITAMENTO - INADMISSIBILIDADE - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito de creditar-se do valor do ICMS, quando 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: 'ICMS Creditamento relativo à aquisição de produtos ou mercadorias, que, apesar de integrarem o processo de industrialização, nele não são inteiramente consumidos Inadmissibilidade Produtos que estão sujeitos a apenas um desgaste, e a necessidade de sua substituição periódica é inerente à atividade industrial Princípio constitucional da não-cumulatividade Aplicação sobre a circulação de mercadorias e prestação de serviços Recurso improvido' (fl. 122). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se ofensa, em suma, ao art. 155, § 2..., I, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que não há ofensa ao princípio da não cumulatividade a situação de inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, de utilização de serviços de comunicação ou de aquisição de bens destinados ao ativo fixo e de materiais de uso e consumo, conforme se pode observar do julgamento do AI 562.701-ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello, cuja ementa transcrevo a seguir: 'AGRAVO DE INSTRUMENTO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO - ICMS - CRÉDITO DO VALOR PAGO EM RAZÃO DE OPERAÇÕES DE CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA, OU DE UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO OU AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO USO E/OU À INTEGRAÇÃO NO ATIVO FIXO - APROVEITAMENTO - INADMISSIBILIDADE - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito de creditar-se do valor do ICMS, quando 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, ou de utilização de serviços de comunicação ou, ainda, de aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração no ativo fixo do seu próprio estabelecimento. Precedentes'. No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 349.543-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 602998-AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 295.887-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 491.743-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 456.013-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 296.025-AgR/PR, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 200.168/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 355.683-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 570.490/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego seguimento ao recurso”. Dessa forma, o acórdão recorrido não divergiu desse entendimento. 7. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento (art. 557, caput , do Código de Processo Civil)”. Sem razão a agravante. Inicialmente, consigno que os itens enquadrados, pela prova pericial, nos grupos “A” e “C” foram reconhecidos, no acórdão dos embargos infringentes, como ensejadores do creditamento do ICMS, nos termos do voto vencido, que veio a prevalecer (fl. 158). Com essa decisão, favorável à autora, ocorreu a perda parcial do objeto do recurso extraordinário. Quanto à pretensão remanescente, aplica-se a pacífica orientação desta Corte, no sentido de inexistir direito constitucional ao creditamento do ICMS nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A jurisprudência deste Sodalício somente reconhece, como derivação necessária do princípio constitucional da não cumulatividade, o direito ao crédito quando da aquisição de bens que se integram fisicamente àqueles produzidos ou comercializados pela empresa. Nesse sentido, refiro, a título exemplificativo, os seguintes precedentes: “EMENTA: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, ou de utilização de serviços de comunicação ou, ainda, de aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração no ativo fixo do seu próprio estabelecimento. Precedentes'. No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 349.543-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 602998-AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 295.887-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 491.743-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 456.013-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 296.025-AgR/PR, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 200.168/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 355.683-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 570.490/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego seguimento ao recurso”. Dessa forma, o acórdão recorrido não divergiu desse entendimento. 7. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo de instrumento (art. 557, caput , do Código de Processo Civil)”. Sem razão a agravante. Inicialmente, consigno que os itens enquadrados, pela prova pericial, nos grupos “A” e “C” foram reconhecidos, no acórdão dos embargos infringentes, como ensejadores do creditamento do ICMS, nos termos do voto vencido, que veio a prevalecer (fl. 158). Com essa decisão, favorável à autora, ocorreu a perda parcial do objeto do recurso extraordinário. Quanto à pretensão remanescente, aplica-se a pacífica orientação desta Corte, no sentido de inexistir direito constitucional ao creditamento do ICMS nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A jurisprudência deste Sodalício somente reconhece, como derivação necessária do princípio constitucional da não cumulatividade, o direito ao crédito quando da aquisição de bens que se integram fisicamente àqueles produzidos ou comercializados pela empresa. Nesse sentido, refiro, a título exemplificativo, os seguintes precedentes: “EMENTA: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP OPERAÇÕES DE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. TÉCNICAS DO CRÉDITO FÍSICO E DO CRÉDITO FINANCEIRO. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO, USO OU CONSUMO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE INTERPRETOU EQUIVOCADAMENTE A Lei Complementar 87/1996 PARA CONSIDERAR O CRÉDITO PERTINENTE AO ATIVO COMO DA MODALIDADE FÍSICA. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA OU REFLEXA. INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO ANTES DA PUBLICAÇÃO DA EC 45/2004. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. 1. A aplicação de sistema que use conceito próximo ao de crédito financeiro depende de previsão Constitucional ou legal expressa e, portanto, não pode ser inferido diretamente do texto constitucional para toda e qualquer hipótese de creditamento calcado na não-cumulatividade. 2. A controvérsia se resume à má interpretação de lei federal em favor de lei estadual incompatível com o regramento de normas gerais relativas ao ICMS. Parâmetro de controle direto amparado na Lei Complementar 87/1996, cujo modelo de crédito financeiro não poderia ser aplicado no que se refere aos bens destinados ao ativo fixo, ao uso e ao consumo. Violação constitucional indireta ou reflexa. 3. Como o recurso extraordinário foi interposto anteriormente à introdução da alínea d ao art. 102, III da Constituição, não é possível reverter o acórdão recorrido por ter alegadamente considerado válida lei local em contraposição à lei federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 493.183 AgR, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgado em 31/08/2010) “EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. CREDITAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. OPERAÇÕES DE CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA. UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO E DE MATERIAIS DE USO E CONSUMO. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP OPERAÇÕES DE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. TÉCNICAS DO CRÉDITO FÍSICO E DO CRÉDITO FINANCEIRO. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO, USO OU CONSUMO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE INTERPRETOU EQUIVOCADAMENTE A Lei Complementar 87/1996 PARA CONSIDERAR O CRÉDITO PERTINENTE AO ATIVO COMO DA MODALIDADE FÍSICA. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL INDIRETA OU REFLEXA. INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO ANTES DA PUBLICAÇÃO DA EC 45/2004. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. 1. A aplicação de sistema que use conceito próximo ao de crédito financeiro depende de previsão Constitucional ou legal expressa e, portanto, não pode ser inferido diretamente do texto constitucional para toda e qualquer hipótese de creditamento calcado na não-cumulatividade. 2. A controvérsia se resume à má interpretação de lei federal em favor de lei estadual incompatível com o regramento de normas gerais relativas ao ICMS. Parâmetro de controle direto amparado na Lei Complementar 87/1996, cujo modelo de crédito financeiro não poderia ser aplicado no que se refere aos bens destinados ao ativo fixo, ao uso e ao consumo. Violação constitucional indireta ou reflexa. 3. Como o recurso extraordinário foi interposto anteriormente à introdução da alínea d ao art. 102, III da Constituição, não é possível reverter o acórdão recorrido por ter alegadamente considerado válida lei local em contraposição à lei federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 493.183 AgR, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgado em 31/08/2010) “EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. CREDITAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. OPERAÇÕES DE CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA. UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO E DE MATERIAIS DE USO E CONSUMO. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 488.345 ED / SP AUSÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. AQUISIÇÕES DE PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS. CONSUMIDOR FINAL. DIREITO AO CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A decisão agravada está de acordo com entendimento adotado por ambas as Turmas desta Corte, que consolidaram a jurisprudência no sentido de que não ofende o princípio da não cumulatividade a inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, de utilização de serviços de comunicação ou de aquisição de bens destinados ao ativo fixo e de materiais de uso e consumo. Precedentes. II - A aquisição de produtos intermediários aplicados no processo produtivo que não integram fisicamente o produto final não gera direito ao crédito de ICMS, uma vez que a adquirente, nesse caso, mostra-se como consumidora final. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 503.877 AgR, 1... Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 01/06/2010) Destarte, o princípio da não cumulatividade do ICMS, inscrito no art. 155, § 2..., I, da Carta de 1988, não fundamenta, por si só, o direito ao creditamento nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A legislação pode consagrá-lo, em conformidade com os arts. 20 e 33 da Lei Complementar 87/1996, mas a Lei Maior não impõe que o faça. Ademais, é inviável reapreciar a prova pericial e as categorias de bens adquiridos pela autora, segundo a classificação acolhida pelo perito, nos termos da Súmula Supremo Tribunal Federal 279: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Supremo Tribunal Federal AI 488.345 ED / SP AUSÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. AQUISIÇÕES DE PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS. CONSUMIDOR FINAL. DIREITO AO CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A decisão agravada está de acordo com entendimento adotado por ambas as Turmas desta Corte, que consolidaram a jurisprudência no sentido de que não ofende o princípio da não cumulatividade a inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de operações de consumo de energia elétrica, de utilização de serviços de comunicação ou de aquisição de bens destinados ao ativo fixo e de materiais de uso e consumo. Precedentes. II - A aquisição de produtos intermediários aplicados no processo produtivo que não integram fisicamente o produto final não gera direito ao crédito de ICMS, uma vez que a adquirente, nesse caso, mostra-se como consumidora final. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 503.877 AgR, 1... Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 01/06/2010) Destarte, o princípio da não cumulatividade do ICMS, inscrito no art. 155, § 2..., I, da Carta de 1988, não fundamenta, por si só, o direito ao creditamento nas aquisições de bens destinados ao uso e consumo ou ao ativo fixo do estabelecimento. A legislação pode consagrá-lo, em conformidade com os arts. 20 e 33 da Lei Complementar 87/1996, mas a Lei Maior não impõe que o faça. Ademais, é inviável reapreciar a prova pericial e as categorias de bens adquiridos pela autora, segundo a classificação acolhida pelo perito, nos termos da Súmula Supremo Tribunal Federal 279: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3107645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) : NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 13.11.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3148990 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 488.345 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ZANETTINI BAROSSI S/A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) : NELSON LOMBARDI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 13.11.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3148990 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula Supremo Tribunal Federal 279 :", "AI 488 . 345 ED / SP", "AI 488 . 345 ED / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 488 . 345", "AI 841 . 137 - ED / RS", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "ARE 656 . 354 - ED / BA", "AI 841 . 137 - ED / RS", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "ARE 656 . 354 - ED / BA", "AI 488 . 345 ED / SP", "AI 488 . 345 ED / SP", "AI 488 . 345 ED / SP", "REsp", ". 475 . 127 / SP", "AI 691 . 114 / SP", "Recurso Extraordinário 545 . 845 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 547 . 725 - AgR / SC", "AI 677 . 610 - AgR / SP", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 817 . 393 / SP", "AI 488 . 345", "REsp", ". 475 . 127 / SP", "AI 691 . 114 / SP", "Recurso Extraordinário 545 . 845 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 547 . 725 - AgR / SC", "AI 677 . 610 - AgR / SP", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 817 . 393 / SP", "AI 488 . 345 ED / SP", "AI 562 . 701 - ED / RS", "AI 488 . 345 ED / SP", "AI 562 . 701 - ED / RS", "AI 488 . 345 ED / SP", "Recurso Extraordinário 349 . 543 - AgR / SP", "AI 602998 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 295 . 887 - AgR / SP", "AI 491 . 743 - AgR / SP", "AI 456 . 013 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 296 . 025 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 200 . 168 / RJ", "AI 355 . 683 - AgR / SP", "AI 570 . 490 / RS", "AI 488 . 345 ED /", "Recurso Extraordinário 349 . 543 - AgR / SP", "AI 602998 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 295 . 887 - AgR / SP", "AI 491 . 743 - AgR / SP", "AI 456 . 013 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 296 . 025 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 200 . 168 / RJ", "AI 355 . 683 - AgR / SP", "AI 570 . 490 / RS", "AI 488 . 345 ED / SP", "AI 493 . 183 AgR", "AI 488 . 345 ED / SP", "AI 493 . 183 AgR", "AI 488 . 345 ED / SP", "Recurso Extraordinário 503 . 877 AgR", "AI 488 . 345 ED / SP", "Recurso Extraordinário 503 . 877 AgR ,", "Súmula", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 488 . 345" ], "LEGISLACAO": [ "art . 155 , § 2 . . . , I , da Carta de 1988", "arts . 20 e 33 da Lei Complementar 87 / 1996", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 da Lei 6 . 374 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 da Lei 6 . 374 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput , 150 , II e 155 , § 2 . . . , I , da Constituição Federal", "LEI COMPLEMENTAR N . 87 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput , 150 , II e 155 , § 2 . . . , I , da Constituição Federal", "LEI COMPLEMENTAR N . 87 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 87 / 1996", "EC 45 / 2004", "Lei Complementar 87 / 1996", "alínea d ao art . 102 , III da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 87 / 1996", "EC 45 / 2004", "Lei Complementar 87 / 1996", "art . 102 , III da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , I , da Carta de 1988", "arts . 20 e 33 da Lei Complementar 87 / 1996", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , I , da Carta de 1988", "arts . 20 e 33 da Lei Complementar 87 / 1996", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "ZANETTINI BAROSSI S / A - INDÚSTRIA E COMÉRCIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ZANETTINI", "Zanettini Barossi S . 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ZANETTINI", ".", ". Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ZANETTINI", ".", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "NELSON LOMBARDI", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "NELSON LOMBARDI", "Rosa Weber", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "NELSON LOMBARDI", "Rosa Weber", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Ilmar Galvão", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Ilmar Galvão", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "ROSA", "NELSON LOMBARDI", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "NELSON LOMBARDI", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "13", "/", "11", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "12", "/", "2012", "13 de novembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de novembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2012", "19", ".", "9", ".", "2011", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "4", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2011", "5", ".", "4", ".", "2011", "05", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2012", "19", ".", "9", ".", "2011", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "4", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2011", "5", ".", "4", ".", "2011", "05", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "02", ".", "2011", "1", ".", ".", "8", ".", "2008", "09", ".", "10", ".", "2009", "23", ".", "10", ".", "2009", "05", ".", "10", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "02", ".", "2011", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2008", "09", ".", "10", ".", "2009", "23", ".", "10", ".", "2009", "05", ".", "10", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nHABEAS CORPUS 112.217 SÃO PAULO\nRELATOR\n: MIN. GI(...TRUNCATED)
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2012-11-13T00:00:00
2012-12-07T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadament(...TRUNCATED)
HABEAS CORPUS
"Habeas corpus. 2. Receptação e extorsão mediante sequestro. 3. Audiência de instrução. Ausên(...TRUNCATED)
sjur220976
"- Acórdão(s) citado(s):\r\n(ORDEM, INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA, NULIDADE RELATIVA)\r\nSTF: RHC 110(...TRUNCATED)
GILMAR MENDES
Segunda Turma
112217
["LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00029 ART-00069 ART-00159 PAR-00001\r\n (...TRUNCATED)
HC
acordaos
HC 112217
[ "" ]
"PACTE.(S) : CLÁUDIO RENATO DOS SANTOS\r\nIMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PEREIRA(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nHABEAS CORPUS 112.217 SÃO PAULO\nRELATOR\n: MIN. GI(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 112 . 217","HC 170 . 505 / SP","HABEAS CORPUS 112 . 217","HC 170 .(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 671.369 SÃO PAUL(...TRUNCATED)
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2012-11-13T00:00:00
2012-12-04T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Aus(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRABALHISTA. ACIDENTE DE TRABALHO. INDENIZAÇ(...TRUNCATED)
sjur220525
"- Acórdão (s) citado (s):\r\n(RECURSO EXTRAORDINÁRIO, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL(...TRUNCATED)
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
671369
null
RE-AgR
acordaos
RE 671369 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : LEÃO & LEÃO LTDA \r\nADV.(A/S) : EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 671.369 SÃO PAUL(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 671 . 369","RECURSO EXTRAORDINÁRIO 671 . 369","AI 827 .(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nPRIMEIRA TURMA\nHABEAS CORPUS 114.149 MATO GROSSO DO SUL\nRELATOR\n(...TRUNCATED)
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2012-11-13T00:00:00
2012-12-04T00:00:00
"A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do(...TRUNCATED)
HABEAS CORPUS
"EMENTA\n\n\n\n Habeas corpus. Falta grave. Perda dos dias remidos e outras medidas legais. Super(...TRUNCATED)
sjur220513
"- Acórdão(s) citado(s):\r\n(EXECUÇÃO PENAL, FALTA GRAVE)\r\nSTF: HC 101757 (1ªT), HC 103941 (1(...TRUNCATED)
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
114149
["LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\r\n ART-00127 ART-00128 REDAÇÃO DADA PELA LEI-12433/(...TRUNCATED)
HC
acordaos
HC 114149
[ "" ]
"PACTE.(S) : GIOVANI LEITE DA SILVA\r\nIMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nPRIMEIRA TURMA\nHABEAS CORPUS 114.149 MATO GROSSO DO SUL\nRELATOR\n(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 114 . 149","HC n 239971","HC 114 . 149 / MS","HC 114 . 149 / MS","(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.883 AMAZONAS\(...TRUNCATED)
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2012-11-13T00:00:00
2012-12-05T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Aus(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CITAÇÃO POR EDITAL. MAT(...TRUNCATED)
sjur220688
"- Acórdão (s) citado (s):\r\n(OFENSA REFLEXA)\r\nSTF: AI 748075 AgR (2ªT), AI 733658 AgR (2ªT),(...TRUNCATED)
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
708883
["LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n",(...TRUNCATED)
RE-AgR
acordaos
RE 708883 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS \r\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AM(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708.883 AMAZONAS\(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 708 . 883 AMAZONAS","Recurso Extraordinário 708 . 883 A(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 711.50(...TRUNCATED)
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2012-11-13T00:00:00
2012-12-04T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Au(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ARREMATAÇÃO DE(...TRUNCATED)
sjur220562
"- Acórdãos citados:\r\n(SÚMULA 279)\r\nSTF: ARE 705901 AgR (2ªT), AI 816987 AgR-segundo (2ªT).(...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
711508
["LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00002 \r\n CF-1988 CONSTITU(...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 711508 AgR
[ "" ]
"ADV.(A/S) : EDER TOKIO ASATO E OUTRO(A/S)\r\nAGDO.(A/S) : MARINHO PINTURAS LTDA (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 711.50(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 711 . 508","Súmula n . 279 do Supremo Tribun(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 684.56(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3164112
2012-11-13T00:00:00
2012-12-06T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental de Luis Antonio dos Santos, nos ter(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Agravos regimentais em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor p(...TRUNCATED)
sjur220883
"- Acórdão (s) citado (s):\r\n(VINCULAÇÃO, ADICIONAL, SALÁRIO MÍNIMO)\r\nSTF: RE 565714 RG (TP(...TRUNCATED)
GILMAR MENDES
Segunda Turma
684565
["LEG-EST LCP-000432 ANO-1985\r\n ART-00003 PAR-00001 \r\n LEI COMPLEMENTA(...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 684565 AgR
[ "" ]
"AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO \r\nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 684.56(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 684 . 565","ARE 684 . 565 AGR / SP","ARE 684 (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nHABEAS CORPUS 111.842 ESPÍRITO SANTO\nRELATORA\n: M(...TRUNCATED)
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2012-11-13T00:00:00
2012-12-04T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamen(...TRUNCATED)
HABEAS CORPUS
"EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. ESTATUTO DO DESARMAMENTO. ART. 12 DA LEI N. 10.826/2003. PRETENSÃO D(...TRUNCATED)
sjur220508
"- Acórdão(s) citado(s):\r\n(POSSE OU PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO OU DE USO PROIB(...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
111842
["LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\r\n ART-00012 \r\n ED-2003 ESTATUTO D(...TRUNCATED)
HC
acordaos
HC 111842
[ "" ]
"PACTE.(S) : CARLOS ALBERTO ALVES \r\nIMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nHABEAS CORPUS 111.842 ESPÍRITO SANTO\nRELATORA\n: M(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 111 . 842","HC 111 . 842 / ES","HC 111 . 842 / ES","HABEAS CORPUS (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.60(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3157549
2012-11-13T00:00:00
2012-12-04T00:00:00
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Au(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ADICIONAL DE PERIC(...TRUNCATED)
sjur220573
"- Acórdãos citados: \r\n(REPERCUSSÃO GERAL, EXIGÊNCIA, REQUISITOS FORMAIS)\r\nSTF: AI 664567 QO(...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
715601
["LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00001 \r\n CPC-1973 (...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 715601 AgR
[ "" ]
"AGDO.(A/S) : UNIÃO \r\nAGTE.(S) : ANA MARIA HALLAL DE OLIVEIRA \r\nPROC.(A/S)((...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n13/11/2012\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.60(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715 . 601","Súmula n . 279 do Supremo Tribun(...TRUNCATED)
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