enunciado stringlengths 38 3.74k ⌀ | pergunta stringlengths 1 395 | alternativas stringlengths 25 1.02k | resolucao stringlengths 29 2k | resposta stringclasses 8 values |
|---|---|---|---|---|
Uma ambulância em alta velocidade com a sirene ligada desloca-se em direção a um radar operado por uma pessoa. O radar emite ondas de rádio com frequência f₀ que são refletidas pela dianteira da ambulância, retornando para o detector com frequência fₙ. A percepção do operador do radar em relação ao som emitido pela sirene é de que este se altera à medida que a ambulância se aproxima ou se afasta. | Durante a aproximação, como o operador percebe o som da sirene e qual é a relação entre as frequências fₙ e f₀ medidas pelo radar? | ["Mais grave do que o som emitido e fₙ < f₀.", "Mais agudo do que o som emitido e fₙ < f₀.", "Mais agudo do que o som emitido e fₙ = f₀.", "Mais agudo do que o som emitido e fₙ > f₀.", "Mais grave do que o som emitido e fₙ > f₀."] | O observador percebe o som mais agudo do que o som emitido pela sirene, já que, em uma unidade de tempo, recebe mais frentes de ondas sonoras do que receberia se a fonte emissora do som (ambulância) estivesse em repouso.
Além disso, o sinal eletromagnético refletido pela ambulância é captado com uma frequência aparente maior do que a das ondas de radar.
fₙ > f₀
Esses fenômenos estão associados ao efeito Doppler-Fizeau. | D |
Quer continuar a respirar?
Corrente a preservar.
| A importância da preservação do meio ambiente para a saúde é ressaltada pelos recursos verbais e não verbais utilizados nesta propaganda da SOS Mata Atlântica. No texto, a relação entre esses recursos | ["condiciona o entendimento das ações da SOS Mata Atlântica.", "estabelece contraste de informações na propaganda.", "é fundamental para a compreensão do significado da mensagem.", "oferece diferentes opções de desenvolvimento temático.", "propõe que a eliminação do desmatamento é suficiente para a preservação ambiental."] | A relação entre a necessidade da preservação ambiental e a qualidade do ar que respiramos é estabelecida pela imagem de duas árvores dispostas de modo a remeter aos pulmões humanos. A pergunta “quer continuar a respirar?” reforça tal paralelo. | C |
A DANÇA E A ALMA
A DANÇA? Não é movimento,
só gesto musical.
E concentração, num momento,
da graça humana natural.
No solo não, no éter pairamos,
nele amarilamos a ficar.
A dança – não vento nos ramos;
seiva, força, perene estar.
Um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossas parábolas
libertar-se por todo lado...
Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir à forma do ser,
por sobre o mistério das fábulas.
| A definição de dança, em linguagem de dicionário, que mais se aproxima do que está expresso no poema é | ["a mais antiga das artes, servindo como elemento de comunicação e afirmação do homem em todos os momentos de sua existência.", "a forma de expressão corporal que ultrapassa os limites físicos, possibilitando ao homem a liberação de seu espírito.", "a manifestação do ser humano, formada por uma sequência de gestos, passos e movimentos desconcertados.", "o conjunto organizado de movimentos do corpo, com ritmo determinado por instrumentos musicais, ruídos, cantos, emoções etc.", "o movimento diretamente ligado ao psiquismo do indivíduo e, por consequência, ao seu desenvolvimento intelectual e à sua cultura."] | Desde o título – “A Dança e a Alma” – o poema de
Drummond relaciona a dança com o que “ultrapassa os limites físicos”. A última estrofe, especialmente, se concentra nos aspectos anímicos da dança (“Onde a alma possa descrever / suas mais divinas parábolas”), ou seja, naquilo em que a dança transcende o corpo. | B |
Uma piscina de um clube tem o formato de paralelepípedo reto retângulo com 50 m de comprimento, 25 m de largura e 3 m de profundidade. O proprietário do clube construirá duas novas piscinas, de formatos diferentes, e necessita que cada uma tenha o mesmo volume da existente ou o mais próximo possível desse volume. A empresa de construção contratada disponibilizou, para a avaliação desse proprietário, uma proposta com cinco projetos de piscina: três com o formato de cilindro circular reto e duas com o formato de paralelepípedo reto retângulo:
- piscina cilíndrica I (C1): 50 m de diâmetro de base e 2 m de profundidade;
- piscina cilíndrica II (C2): 40 m de diâmetro de base e 3 m de profundidade;
- piscina cilíndrica III (C3): 46 m de diâmetro de base e 2,5 m de profundidade;
- piscina em formato de paralelepípedo I (P1): 62 m de comprimento, 24 m de largura e 2 m de profundidade;
- piscina em formato de paralelepípedo II (P2): 64 m de comprimento, 30 m de largura e 2 m de profundidade.
Considere 3 como valor aproximado de π. | Para atender às suas necessidades, dentre os projetos propostos, o proprietário desse clube deverá escolher as piscinas | ["C1 e P2.", "C1 e C3.", "C2 e P1.", "C3 e P2.", "P1 e P2."] | 1) Calculando o volume, em m³, da piscina do clube, temos:
$$V_C = 50 \cdot 25 \cdot 3 = 3750$$
2) Calculando os volumes dos projetos, temos:
$$C_1 : \pi \cdot \left( \frac{50}{2} \right)^2 \cdot 2 = 3 \cdot 625 \cdot 2 = 3750$$
3) C2 : $\pi \cdot \left( \frac{40}{2} \right)^2 \cdot 3 = 3 \cdot 400 \cdot 3 = 3600$
4) C3 : $\pi \cdot \left( \frac{46}{2} \right)^2 \cdot 2,5 = 3 \cdot 529 \cdot 2,5 = 3967,5$
5) P1 : 62 \cdot 24 \cdot 2 = 2976
6) P2 : 64 \cdot 30 \cdot 2 = 3840
Logo, o proprietário deve escolher as piscinas C1 e P2. | A |
Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia, em um barracão sem número.
Uma noite, ele chegou ao bar Vinte de Novembro.
Bebeu.
Cantou.
Dançou.
Depois, se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
| No poema de Manuel Bandeira, há uma resignificação de elementos da função referencial da linguagem pela | ["atribuição de título ao texto com base em uma notícia veiculada em jornal.", "utilização de frases curtas, características de textos do gênero jornalístico.", "indicação de nomes de lugares como garantia da veracidade da cena narrada.", "enumeração de ações, com foco nos eventos ocorridos à personagem do texto.", "apresentação de elementos próprios da notícia, tais como quem, onde, quando e o que."] | Bandeira usa recursos próprios da linguagem jornalística, como referências a “quem, onde, quando e o que” para a composição de um poema que representa o cotidiano e se assemelha a uma notícia de jornal. | E |
Um cronômetro eletrônico de precisão importado é utilizado para realizar medições em um laboratório de pesquisa. No manual do equipamento, constam as tensões (110 V/220 V) e a frequência (50 Hz) da rede elétrica para as quais o equipamento foi calibrado. O manual também informa que a precisão do aparelho está relacionada a um circuito eletrônico interno que realiza a contagem dos ciclos da tensão da rede elétrica. O técnico do laboratório testa a calibragem do equipamento realizando a medida de um evento padrão cuja duração é de 60 segundos, mas observa que o intervalo de tempo indicado na tela do cronômetro é diferente. Com isso, percebe que, no laboratório de pesquisa, a rede elétrica opera a uma frequência de 60 Hz. | Nessa situação, a indicação do intervalo de tempo na tela do cronômetro, em segundos, é | ["10.", "50.", "60.", "72.", "132."] | Podemos estabelecer uma proporção entre a frequência da rede e o intervalo de tempo indicado pelo cronômetro, assim:
frequência da rede | intervalo de tempo
50 Hz | 60 s
60 Hz | Δt
Δt = $\frac{60\cdot60}{50}$(s)
Δt = 72 s | D |
Não que Pelino fosse químico, longe disso; mas era sábio, era gramático. Ninguém escrevia em Tubiacanga que não tivesse o aval do Capitão Pelino, e mesmo quando se falava de algum homem notável lá no Rio, ele não deixava de dizer: "Não há dúvida! O homem tem talento, mas escreve: 'um outro', 'de resto'..." E contraía os lábios como se tivesse engolido alguma coisa nacional. Um sábio...
Ao entardecer, depois de ler um pouco o Sotero, o Cândido de Figueiredo ou o Castro Lopes, e de ter passado mais uma vez a tintura nos cabelos, o velho mestre-escola saía vagarosamente de casa, muito abotado no seu paletó de brim mineiro, e encaminhava-se para a botica de Bastos a dar dois dedos de prosa. Conversar é um modo de dizer, porque Pelino era avaro de palavras, limitando-se tão somente a ouvir. Quando, porém, dos lábios de alguém escapava a menor incorreção de linguagem, intervinha e emendava. "E assegurou, dizia o agente do Correio, que..." Por aí, o mestre-escola intervinha com mansuetude evangélica: "Não diga 'asseguro', Senhor Bernardes; em português é garanto". | E a conversa do ponto de vista linguístico, a defesa da norma-padrão pelo personagem caracteriza-se por | ["contestar o ensino de regras em detrimento do conteúdo das informações.", "resgatar valores patrióticos relacionados às tradições da língua portuguesa.", "adotar uma perspectiva complacente em relação aos desvios gramaticais.", "invalidar os usos da língua pautados pelos preceitos da gramática normativa.", "desconsiderar diferentes níveis de formalidade nas situações de comunicação."] | O personagem Pelino funciona como uma caricatura do purismo linguístico que desconsidera os diferentes níveis de formalidade que marcam as situações de comunicação. | E |
Um fabricante de termômetros orienta em seu manual de instruções que o instrumento deve ficar três minutos em contato com o corpo para aferir a temperatura. Esses termômetros são feitos com o bulbo preenchido com mercúrio conectado a um tubo capilar de vidro. | De acordo com a termodinâmica, esse procedimento se justifica, pois é necessário que | ["o termômetro e o corpo tenham a mesma energia interna.", "a temperatura do corpo passe para o termômetro.", "o equilíbrio térmico entre os corpos seja atingido.", "a quantidade de calor dos corpos seja a mesma.", "o calor do termômetro passe para o corpo."] | O intervalo de tempo de três minutos é necessário para que ocorra o equilíbrio térmico entre o termômetro e o corpo que se deseja medir a temperatura.
O termômetro e o corpo trocam energia térmica – calor – até que suas temperaturas se igualem, o que requer um certo intervalo de tempo. | C |
O preparador físico de um time de basquete dispõe de um plantel de 20 jogadores, com altura média igual a 1,80 m. No último treino antes da estreia em um campeonato, um dos jogadores desfalcou o time em razão de uma séria contusão, forçando o técnico a contratar outro jogador para recompor o grupo. | Se o novo jogador é 0,20 m mais baixo que o anterior, qual é a altura média, em metros, do novo grupo? | ["1,60", "1,78", "1,79", "1,81", "1,82"] | 1) A soma das alturas dos 20 jogadores é 20 × 1,8 m = 36 m.
2) Substituindo o jogador de altura h (em metros) por outro de altura h - 0,2, a nova média será: $\frac{36 - h + (h - 0,2)}{20} = \frac{35,8}{20} = 1,79\text{ m}$ | C |
De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chá e muito formosa. Pelo sertão, nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, ao estender os olhos, não podiam ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem ilhos vimos. Porém, o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.
| A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o seguinte objetivo: | ["Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos nativos.", "Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade portuguesa.", "Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial econômico existente.", "Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a superioridade europeia.", "Criticar o modo de vida dos povos autóctones para evidenciar a ausência de trabalho."] | Embora Caminha, em sua carta a D. Manoel, tenha apontado outros benefícios que o Brasil poderia proporcionar a Portugal (fertilidade do solo e probabilidade de encontrar metais preciosos), foi a possibilidade de conversar com os nativos, dentro do espírito cruzadista ou “impulso salvifico”, segundo o historiador Fernando Novais, que influenciou, ao menos parcialmente, a expansão marítima e o processo colonizador empreendidos pelos lusitanos. | A |
As mulheres quebradeiras de coco-babaçu dos Estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins, na sua grande maioria, vivem em uma situação de exclusão e subalternidade. O termo quebradeira de coco assume o caráter de identidade coletiva na medida em que as mulheres que sobrevivem dessa atividade e reconhecem sua posição e condição desvalorizada pela lógica da dominação se organizam em movimentos de resistência e de luta pela conquista da terra, pela libertação dos babaçu e pela autonomia do processo produtivo. Passam a atribuir significados ao seu trabalho e às suas experiências, tendo como principal referência sua condição preexistente de acesso e uso dos recursos naturais.
| A organização do movimento das quebradeiras de coco de babaçu é resultante da | ["constante violência nos babaquais na confluência de terras maranhenses, piauíenses, paraenses e tocantinenses, região de elevado índice de homicídios.", "falta de identidade coletiva das trabalhadoras, migrantes das cidades e com pouco vínculo histórico com as áreas rurais do interior do Tocantins, Pará, Maranhão e Piauí.", "escassez de água nas regiões de veredas, ambientes naturais dos babaçu, causada pela construção de açudes particulares, impedindo o amplo acesso público aos recursos hídricos.", "progressiva devastação das matas dos cocoais, em função do avanço da sojicultura nos chapados do Meio-Norte brasileiro.", "dificuldade imposta pelos fazendeiros e posseiros no acesso aos babaçais localizados no interior de suas propriedades."] | A organização do movimento das quebradeiras de coco-babaçu decorre da luta contra as restrições de acesso às áreas de babaquais, impostas pelos fazendeiros. Poder-se-ia incluir entre aqueles que impõem essas restrições os posseiros, mas estes, por óbvio, não têm propriedade, mas apenas posse da terra.
Deveria o elaborador preocupar-se mais com os conceitos empregados, pois o aluno devidamente fundamentado pode eliminar justamente a alternativa correta por saber que POSSEIRO não é proprietário. Além disso, a problemática que na questão é central - a organização das quebradeiras de coco-babaçu anterior à chegada da soja na região - o que exclui a alternativa D. | E |
A tartaruga ou tachão de trânsito é um dispositivo de sinalização horizontal utilizado para canalizar o tráfego ou garantir o afastamento do fluxo de veículos de zonas perigosas ou com grande risco de acidentes. A Figura 1 apresenta alguns deles já instalados.
Figura 1
O modelo geométrico de um tachão está representado na Figura 2. Ele é formado por duas faces retangulares paralelas e quatro faces trapezoidais. Suas arestas laterais, quando prolongadas, concorrem em um mesmo ponto.
Figura 2 | Qual é o sólido representado pelo modelo geométrico do tachão? | ["Paralelepípedo reto.", "Paralelepípedo oblíquo.", "Pirâmide quadrangular.", "Tronco de pirâmide hexagonal.", "Tronco de pirâmide quadrangular."] | Como no modelo geométrico apresentado, suas arestas laterais, quando prolongadas, concorrem em um mesmo ponto, o sólido é um tronco de pirâmide de base quadrangular. | E |
A gripe é uma infecção respiratória aguda de curta duração causada pelo vírus influenza. Ao entrar em nosso organismo pelo nariz, esse vírus multiplica-se, disseminando-se para a garganta e demais partes das vias respiratórias, incluindo os pulmões.
O vírus influenza é uma partícula esférica que tem um diâmetro interno de 0,00011 mm.
| Em notação científica, o diâmetro interno do vírus influenza, em mm, é | ["1,1 x 10^{-1}", "1,1 x 10^{-2}", "1,1 x 10^{-3}", "1,1 x 10^{-4}", "1,1 x 10^{-5}"] | Em notação científica, o diâmetro interno do vírus influenza (0,00011 mm) é 1,1 x 10^{-4} mm. | D |
Um agricultor, visando melhorar a vida útil dos vegetais que comercializa, optou por embalagens a vácuo. Esse procedimento impede a proliferação dos principais microrganismos que participam da decomposição dos alimentos, prolongando o período de consumo dos vegetais. | Esse tipo de embalagem impede a proliferação de microrganismos porque | ["retém água.", "controla o pH.", "evita a perda de nutrientes.", "mantém a temperatura constante.", "impede o contato com o oxigênio."] | O procedimento de embalar os alimentos a vácuo impede a proliferação de microrganismos decompositores aeróbicos. Portanto, possibilita um prolongamento do período de consumo desses vegetais. | E |
No Império do Brasil, apesar do apego a certo ideário do Antigo Regime, as ideias e práticas políticas inéditas que se moldaram e se redefiniram naquela conjuntura acabaram por converter a Coroa em Estado e fizeram com que a política deixasse os círculos palacianos privados para emprestar uma nova dimensão à praça pública. Por conseguinte, o novo império não mais podia fugir à obrigação de conduzir a sociedade, fazendo-se reger por uma Constituição, ainda que outorgada, e articulando-se por meio de uma divisão de poderes que respeitasse, a princípio, pelo menos, a participação daqueles considerados cidadãos.
| Com base no texto, na formação do Estado brasileiro prevaleceram ideias e práticas derivadas dos princípios | ["iluministas.", "federalistas.", "republicanos.", "democráticos.", "abolicionistas."] | De acordo com o texto apresentado pela questão, a redefinição do nascente Império brasileiro passa obrigatoriamente pelo ideário iluminista, seja pela participação política limitada (censitária) dos súditos – agora transformados em cidadãos –, seja pela existência de um conjunto de normas ordenadoras do Estado (a Constituição). No Antigo Regime, tais condições eram inexistentes. | A |
O tema da velhice foi objeto de estudo de brilhantes filósofos ao longo dos tempos. Um dos melhores livros sobre o assunto foi escrito pelo pensador e orador romano Cícero: A Arte do Envelhecimento. Cícero nota, primeiramente, que todas as idades têm seus encantos e suas dificuldades. E depois aponta para um paradoxo da humanidade. Todos sonhamos ter uma vida longa, o que significa viver muitos anos. Quando realizamos a meta, em vez de celebrar o feito, nos atiramos a um estado de melancolia e amargura. Ler as palavras de Cícero sobre envelhecimento pode ajudar a aceitar melhor a passagem do tempo.
| O autor discute problemas relacionados ao envelhecimento, apresentando argumentos que levam a inferir que seu objetivo é | ["esclarecer que a velhice é inevitável.", "contar fatos sobre a arte de envelhecer.", "defender a ideia de que a velhice é desagradável.", "influenciar o leitor para que lute contra o envelhecimento.", "mostrar às pessoas que é possível aceitar, sem angústia, o envelhecimento."] | O autor, ao comentar a obra mencionada de Cícero, mostra que é possível ver a chegada da velhice como uma celebração das realizações da vida, aliviando, assim, o estado de melancolia e de amargura que envolve a senilidade. | E |
A Comissão Nacional da Verdade (CNV) reuniu representantes de comissões estaduais e de várias instituições para apresentar um balanço dos trabalhos realizados e assinar termos de cooperação com quatro organizações. O coordenador da CNV estima que, até o momento, a comissão examinou, "por baixo", cerca de 30 milhões de páginas de documentos e fez centenas de entrevistas.
| A notícia descreve uma iniciativa do Estado que resultou da ação de diversos movimentos sociais no Brasil diante de eventos ocorridos entre 1964 e 1988. O objetivo dessa iniciativa é | ["anular a anistia concedida aos chefes militares.", "rever as condenações judiciais aos presos políticos.", "perdoar os crimes atribuídos aos militantes esquerdistas.", "comprovar o apoio da sociedade aos golpistas anticomunistas.", "esclarecer as circunstâncias de violações aos direitos humanos."] | A Comissão Nacional da Verdade foi criada com um objetivo bastante abrangente: investigar violações dos direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988, mas concentrou sua atenção exclusivamente no período da ditadura militar (1964-1985). A Comissão não tem poderes legislativos ou jurídicos para propor condenações, limitando-se a expor as conclusões apuradas sobre o assunto. | E |
Tudo era harmonioso, sólido e verdadeiro. No princípio. As mulheres, principalmente as mortas do álbum, eram maravilhosas omosis, ainh, difícil encontrar família mais perfeita. A nossa família, dizia a bela voz de contralto da minha avó. Na nossa família, frisava, laicado em redor olhares complacentes, lamentando os que não faziam parte do nosso clá. [...]
Quando Margarida resolveu contar todos os podres que sabia naquela noite negra de rebelião, fiquei furiosa. [...] É mentira, é mentira, gritei tapando os ouvidos. Mas Margarida seguia em frente: o Maximiliano se casou com a inglesa de cachos só por causa do dinheiro, não passava de um pilantra, a loirinha feiosa era riquíssima. Tia Consuleno? Ora, tia Consuleno chorava porque sentia falta de homem; ela quer homem e não Deus, ou o convento ou o sanatório. O dote era tão bom que o convento abriu-lhe as portas com loucura e "E tem mais coisas, minha queridinha", anunciou Margarida, fazendo um agrado no meu queixo. Reagi com violência: uma agregada, uma cria e, ainda por cima, mestiça. Como ousava desmoralizar-me, heróis? | Representante da ficção contemporânea, a prosa de Lygia Fagundes Telles configura e desconstrói modelos sociais. No trecho, a percepção do núcleo familiar descortina um(a) | ["convivência frágil ligando pessoas financeiramente dependentes.", "tensa hierarquia familiar equilibrada graças à presença da matriarca.", "pacto de atitudes mantidos a custo de ocultações e hipocrisias.", "tradicional conflito de gerações protagonizado pela narradora e seus tios.", "velada discriminação racial refletida na procura de casamentos com europeus."] | O texto de Lygia Fagundes Telles apresenta a família como ideal, perfeita e harmoniosa, adjetivações que se dissolvem a partir do momento em que a personagem Margarida resolve falar as verdades, "os podres" familiares, mesmo sob os protestos da narradora. | C |
O dólar fechou nesta sexta-feira (15/10/21) cotado a R$ 5,45, o que representa uma alta de 1,11%. Após uma semana turbulenta, quando atingiu R$ 5,57 na quarta-feira (13) e forçou o Banco Central a vender US$ 1 bilhão em instrumentos de mercado, a moeda norte-americana teve sua maior queda em duas semanas, mas dá sinais de que continuará valorizada em relação ao real nos próximos meses. Pesam nesse cenário de alta fatores políticos, o Risco País, a alta dos juros pressionando menos investimentos e as expectativas pessimistas do mercado para o futuro.
| Para o Brasil, uma consequência gerada pelo cenário econômico exposto é o(a): | ["Melhora na arrecadação de impostos do comércio.", "Crescimento da entrada de capital estrangeiro.", "Diminuição no poder de compra da população.", "Aumento nas importações de manufaturados.", "Redução no fluxo de entrada de turistas."] | O cenário descrito no texto promove aumento do preço do produto final ao consumidor, que não é acompanhado pelo aumento do salário e da renda, reduzindo o poder de compra da população. | C |
# Leão do Norte
Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do boi-bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da Orquestra Armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto do maracatu
Eu sou um auto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a Flor da Lira
Para Nova Jerusalém
Sou Luiz Gonzaga
E eu sou mangue também
Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte
| A letra da canção expressa a diversidade de danças, sendo uma delas demonstrada no trecho: | ["“Eu sou mameluco, sou de Casa Forte”.", "“Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte”.", "“Sou Luiz Gonzaga / E eu sou mangue também”.", "“Eu sou um auto de Ariano Suassuna / No meio da Feira de Caruaru”.", "“Eu sou Mateus e Bastião do boi-bumbá / Sou o boneco do Mestre Vitalino”."] | A referência ao boi-bumbá evidencia uma das danças típicas do folclore nordestino. | E |
Meu caro Sherlock Holmes, algo horrível aconteceu às três da manhã no Jardim Lauriston. Nosso homem que estava na vigia viu uma luz uma ou duas da manhã saindo de uma casa vazia. Quando se aproximou, encontrou a porta aberta e, na sala da frente, o corpo de um cavalheiro bem vestido. Os cartões que estavam em seu bolso tinham o nome de Enoch J. Drebber, Cleveland, Ohio, EUA. Não houve assalto e nosso homem não conseguiu encontrar nada que indicasse como ele morreu. Não havia marcas de sangue, nem feridas nele. Não sabemos como ele entrou na casa vazia. Na verdade, todo assunto é um quebra-cabeça sem fim. Se puder vir até a casa, seria ótimo. Se não, eu contarei os detalhes e gostaria muito de saber sua opinião. Atenciosamente, Tobias Gregson.
| Considerando o objetivo da carta de Tobias Gregson, a sequência de enunciados negativos presente nesse texto tem a função de | ["restringir a investigação, deixando-a sob a responsabilidade do autor da carta.", "refutar possíveis causas da morte do cavalheiro, auxiliando na investigação.", "identificar o local da cena do crime, localizando-o no Jardim Lauriston.", "introduzir o destinatário da carta, caracterizando sua personalidade.", "apresentar o vigia, incluindo-o entre os suspeitos do assassinato."] | A sequência de enunciados negativos ("não houve assalto", "não havia marcas de sangue, nem feridas nele") tem o objetivo de desconsiderar possíveis razões para a morte do cavalheiro e, dessa forma, auxiliar nas investigações. | B |
# No tempo em que assistíamos à televisão no meio da praça
O que vou contar nas próximas linhas pode não fazer sentido para os leitores mais jovens, mas houve um tempo em que assistíamos à televisão no meio da praça. Nessa época, a posse de aparelhos ainda era restrita às camadas mais abastadas.
Seja em uma praça pública, seja na sala de casa, a televisão cumpriu um importante papel de sociabilização, mesmo que de forma mitigada. Isso porque, ao contrário do que acontecia na antiguidade, as praças não eram (e ainda não são) espaços de convivência pública ativa, no máximo um lugar para passar o tempo, bater um papo. Naqueles tempos, os aparelhos nas praças reverteram um pouco dessa lógica.
Ao que parece, está se inaugurando no Brasil um novo tempo no campo da pesquisa sobre a televisão e sua inserção sociocultural nas camadas populares.
Essas pesquisas não podem e não devem ignorar, especialmente, a intensa concentração desses veículos nas mãos de poucas famílias e grupos econômicos, sob o risco de que a televisão no Brasil continue centrada em um modelo antidemocrático, antimediador, intransitivo, tendo como consequência direta a limitação crescente da participação da população nas instâncias públicas de decisão (a televisão é uma concessionária de serviço público), só que agora com o agravante da falsa sensação de que a comunicação se tornou mais democrática com a internet.
Que a televisão permaneça por muitos e muitos anos, mas que seu atual modelo tenha seus dias contados! Quem sabe, com isso, um dia voltemos para o meio da praça, não mais para assistir à TV, mas para fazermos valer uma cultura de participação política realmente ativa e instruída, como uma democracia de fato merece.
| Embora reconheça o impacto social da televisão e seu importante papel de sociabilização ao longo do tempo, o texto defende que essa tecnologia passe por mudanças que contribuam para | ["ampliar o acesso a aparelhos de TV para toda a população.", "transformar a praça pública em um lugar de convivência social.", "divulgar os resultados de pesquisas sobre sua inserção social.", "fomentar uma maior participação da população nas esferas públicas.", "viabilizar sua permanência no futuro em contraposição ao advento da internet."] | Esse texto propõe que haja, nas redes televisivas, mudanças que estimulem “uma maior participação da população” nos círculos públicos, influenciando, assim, o poder. | D |
Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionada pelo Iluminismo, não sugere "um prazer de poder", "um mero imperialismo humano", mas a aspiração de libertar o homem e enriquecer sua vida, física e culturalmente.
| Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse contexto, a investigação científica consiste em | ["expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes.", "oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e o que resultarão da filosofia.", "ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso.", "explicar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e religiosos.", "explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e impor limites aos debates acadêmicos."] | Descartes e Bacon rivalizam quanto à concepção epistemológica e métodos propostos. Descartes era racionalista, para quem o conhecimento se encontra na razão e sugere o método dedutivo; Bacon era empirista, para quem o conhecimento é construído pela experiência sensorial, propondo o método indutivo. Contudo, tais filósofos contribuíram muito para os caminhos da ciência e introduziram, por exemplo, o ceticismo metodológico. A ciência, caberia a ela conhecer os processos naturais, afastando as sombras das dúvidas. Os iluministas, nesse sentido, valorizam a razão como meio de emancipação do homem. | C |
# TEXTO I
O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
# TEXTO II
João Cabral, que já emprestava sua voz ao rio, transfere-a, aqui
ao retirante Severino, que, como o Capibaribe, também segue
no caminho do Recife. A autopresentação do personagem, na
fala inicial do texto, nos mostra um Severino que, quanto mais
se define, menos se individualiza, pois seus traços biográficos
são sempre partilhados por outros homens.
| Com base no trecho de *Morte e Vida Severina* (Texto I) e na análise crítica (Texto II), observa-se que a relação entre o texto poético e o contexto social a que ele faz referência aponta para um problema social expresso literariamente pela pergunta "Como então dizer quem fala/ ora a Vossas Senhorias?" A resposta à pergunta expressa no poema é dada por meio da | ["descrição minuciosa dos traços biográficos do personagem-narrador.", "construção da figura do retirante nordestino como um homem resignado com a sua situação.", "representação, na figura do personagem-narrador, de outros Severinos que compartilham sua condição.", "apresentação do personagem-narrador como uma reflexão do próprio poeta, em sua crise existencial.", "descrição de Severino, que, apesar de humilde, orgulha-se de ser descendente do coronel Zacarias."] | Quem fala em *Morte e Vida Severina* é o retirante, Severino, que é símbolo de todos os excluídos que migram para buscar uma melhor condição de vida: "há muitos Severinos". | C |
A África Ocidental é conhecida pela dinâmica de suas mulheres comerciantes, caracterizadas pela perícia, autonomia e mobilidade. Sua presença, que foi atestada por viajantes e missionários portugueses que visitaram a costa a partir do século XV, consta também na ampla documentação sobre a região. A literatura é rica em referências às grandes mulheres, como as vendedoras ambulantes, cujo jeito para o negócio, bem como a autonomia e mobilidade, é tão típico da região.
| A abordagem realizada pelo autor sobre a vida social da África Ocidental pode ser relacionada a uma característica marcante das cidades no Brasil escravista nos séculos XVIII e XIX, que se observa pela | ["restrição à realização do comércio ambulante de africanos escravizados e seus descendentes.", "convivência entre homens e mulheres livres, de diversas origens, no pequeno comércio.", "presença de mulheres negras no comércio de rua de diversos produtos e alimentos.", "dissolução dos hábitos culturais trazidos do continente de origem dos escravizados.", "entrada de imigrantes portugueses nas atividades ligadas ao pequeno comércio urbano."] | A questão aborda um aspecto particular do escravismo praticado no Brasil Colônia e Império: a existência dos "negros de ganho", escravos que executavam certos serviços urbanos (aguadeiros, barbeiros e, no caso das mulheres, as vendedoras de quitutes mencionadas no texto), recebendo uma remuneração que posteriormente era revertida a seu senhor. | C |
Atualmente, as represálias econômicas contra as empresas de informática norte-americanas continuam. A Alemanha proibiu um aplicativo dos Estados Unidos de compartilhamento de carros; na China, o governo explica que os equipamentos e serviços de informática norte-americanos representam uma ameaça, pedindo que as empresas estatais não recorram a eles.
| As ações tomadas pelos países contra a espionagem revelam preocupação com o(a) | ["subsídio industrial.", "hegemonia cultural.", "protecionismo dos mercados.", "desemprego tecnológico.", "segurança dos dados."] | Dentro do sistema capitalista de produção, o segredo tecnológico sempre levou a processos de espionagem industrial. Com o advento da sociedade da informação, a espionagem se tornou exacerbada, levando os países e corporações a impor restrições na circulação de informações. | E |
Riscar o chão para sair pulando é uma brincadeira que vem dos tempos do Império Romano. A amarelinha original tinha mais de cem metros e era usada como treinamento militar. As crianças romanas, então, fizeram imitações reduzidas do campo utilizado pelos soldados e acrescentaram numeração nos quadrados que deveriam ser pulados. Hoje, as amarelinhas variam nos formatos geométricos e na quantidade de casas. As palavras "céu" e "inferno" podem ser escritas no começo e no final do desenho, que é marcado no chão com giz, tinta ou graveto.
| Com base em fatos históricos, o texto retrata o processo de adaptação pelo qual passou um tipo de brincadeira. Nesse sentido, conclui-se que as brincadeiras comportam o(a) | ["caráter competitivo que se assemelha às suas origens.", "delimitação de regras que se perpetuam no tempo.", "definição antecipada do número de grupos participantes.", "objetivo de aperfeiçoamento físico daquele que a pratica.", "possibilidade de reinvenção no contexto em que é realizada."] | O texto relata que a amarelinha, que nasceu para treinamento militar e dotada de mais de cem metros de extensão, teve seu tamanho reduzido e seus quadrados numerados quando passou a ser uma brincadeira de crianças. Dessa forma, essa atividade física se mostrou aberta a reinvenções que se adaptam ao contexto em que é praticada. | E |
Na regulação de temas culturalmente delicados, como, por exemplo, a linguagem oficial, os currículos da educação pública, o status das igrejas e das comunidades religiosas, as normas do direito penal (por exemplo, quanto ao aborto), mas também em assuntos menos chamativos, como, por exemplo, a posição da família e dos consórcios semelhantes ao matrimônio, a aceitação de normas de segurança ou a delimitação das esferas pública e privada – em tudo isso refere-se, sobretudo, ao autoentendimento ético-político de uma cultura majoritária, dominante por motivos históricos. Por causa de tais regras, implicitamente repressivas, mesmo dentro de uma comunidade republicana que garanta formalmente a igualdade de direitos para todos, pode eclodir um conflito cultural movido pelas minorias desprezadas contra a cultura da maioria.
| A reivindicação dos direitos culturais das minorias, conforme exposto por Habermas, impacta as democracias contemporâneas, na medida em que se alcança | ["a secessão, pela qual a minoria discriminada obteria a igualdade de direitos na condição de sua concentração espacial, em um tipo de independência nacional.", "a reunificação da sociedade que se encontra fragmentada em grupos de diferentes comunidades étnicas, confissões religiosas e formas de vida, em torno da coesão de uma cultura política nacional.", "a coexistência das diferenças, considerando a possibilidade de os discursos de autoentendimento se submeterem ao debate público, cientes de que estarão vinculados à coerção do melhor argumento.", "a autonomia dos indivíduos que, ao chegarem à vida adulta, tenham condições de se libertar das tradições de suas origens em nome da harmonia da política nacional.", "o desaparecimento de quaisquer limitações, tais como linguagem política ou distintas convenções de comportamento, para compor a arena política a ser compartilhada."] | O texto de Habermas adverte contra a tendência de formação de um padrão cultural majoritário e dominante dentro das comunidades.
A reivindicação dos direitos culturais de grupos minoritários, para escapar das tendências repressivas, exige a visibilidade dos fragmentos sociais, possibilitando a coexistência das expressões culturais diversas. | C |
# TEXTO I
Olhamos para o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil. Nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós mesmos, na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, mas sim o fato de não estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação.
# TEXTO II
Um cidadão integral pode ser definido por nada mais, nada menos que pelo direito de administrar justiça e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que não podem, de forma alguma, ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados.
| Comparando os textos I e II, tanto para Tucídides (no século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século IV a.C.), a cidadania era definida pelo(a) | ["prestígio social.", "acúmulo de riqueza.", "participação política.", "local de nascimento.", "grupo de parentesco."] | Segundo os dois textos e segundo o pensamento clássico de Aristóteles, a cidadania está vinculada à possibilidade de participação política. Nos textos, essa participação pode ser identificada nas atividades públicas, na administração da justiça e no exercício de funções públicas. | C |
A classificação biológica proposta por Whittaker permite distinguir cinco grandes linhas evolutivas utilizando, como critérios de classificação, a organização celular e o modo de nutrição. Woese e seus colaboradores, com base na comparação das sequências que codificam o RNA ribossômico dos seres vivos, estabeleceram relações de ancestralidade entre os grupos e concluíram que os procariontes do reino Monera não eram um grupo coeso do ponto de vista evolutivo.
| Whittaker (1969) Cinco reinos | Woese (1990) Três domínios |
| :--- | :--- |
| Monera | Archaea |
| Monera | Eubacteria |
| Protista | Eukarya |
| Fungi |
| Plantae |
| Animalia | | A diferença básica nas classificações citadas é que a mais recente se baseia fundamentalmente em | ["tipos de células.", "aspectos ecológicos.", "relações filogenéticas.", "propriedades fisiológicas.", "características morfológicas."] | A diferença básica nas classificações citadas (Whittaker – Cinco reinos e Woese – Três domínios) é que a mais recente se baseia fundamentalmente em relações filogenéticas. | C |
# Steve Jobs: A Life Remembered 1955-2011
Readersdigest.ca takes a look back at Steve Jobs and his contribution to our digital world.
CEO, Tech Guru. Artist. There are few corporate figures as famous and well-regarded as former Apple CEO Steve Jobs. His list of achievements is staggering, and his contribution to modern technology, digital media, and indeed the world as a whole cannot be downplayed.
With his passing on October 5, 2011, readersdigest.ca looks back at some of his greatest achievements and pays our respects to a digital pioneer who helped pave the way for a generation of technology and possibilities few could have imagined.
| Informações sobre pessoas famosas são recorrentes na mídia, divulgadas de forma impressa ou virtualmente. Em relação a Steve Jobs, esse texto propõe | ["expor as maiores conquistas da sua empresa.", "descrever suas criações na área de tecnologia.", "enaltecer sua contribuição para o mundo digital.", "lamentar sua ausência na criação de novas tecnologias.", "discutir o impacto de seu trabalho para a geração digital."] | Em relação a Steve Jobs, esse texto propõe enaltecer sua contribuição para o mundo digital. Lê-se no texto: "With his passing on October 5, 2011, readersdigest.ca looks back at some of his greatest achievements and pays our respects to a digital pioneer who helped pave the way for a generation of technology ..."
- Achievements: realizações
- Pioneer: pioneiro
- To pave the way: abrir caminho | C |
Numa sociedade em transição, a marcha da mudança, em diferentes graus, está impressa em todos os aspectos da ordem social, especialmente no jogo político, que nessas sociedades sempre apresenta padrões característicos de ambivalência, cujas raízes sociais se encontram na coexistência de dois padrões de estrutura social: o padrão tradicional, em declínio, e o novo, emergente, em expansão. Em tais situações, é possível encontrar, simultaneamente, apoio para uma orientação política ou para outra que seja exatamente o seu oposto. O padrão ambivalente do processo político, nas sociedades em desenvolvimento, explica um dos seus traços mais salientes, que consiste na tendência ao adiamento das grandes decisões. Resulta daí que a inércia política ou a convulsão política podem se suceder uma à outra em períodos surpreendentemente curtos.
| De acordo com a perspectiva apresentada, central no pensamento social brasileiro dos anos 1950 e 1960, o desenvolvimento do país foi marcado por | ["radicalidade na execução dos planos econômicos ortodoxos.", "anomalias na execução dos planos econômicos ortodoxos.", "descompassos na construção de quadros institucionais modernos.", "ilegitimidade na atuação dos movimentos de representação classista.", "vagarosidade na dinâmica de aperfeiçoamento dos programas partidários."] | O texto refere-se ao padrão ambivalente ou ambíguo, em que ocorre a passagem de padrões tradicionais aos modernos, por vezes, apenas atualizando estruturas e aspectos conservadores, revelando descompassos na construção de quadros institucionais modernos. | C |
Saudado por centenas de militantes de movimentos sociais de 40 países, o Papa Francisco encerrou, no dia 09/07/2018, o 2.º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Segundo ele, "a globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença".
| No texto, há uma crítica ao seguinte aspecto do mundo globalizado: | ["Liberdade política.", "Mobilidade humana.", "Conectividade cultural.", "Disparidade econômica.", "Complementaridade comercial."] | A questão solicita a indicação da alternativa que critica a globalização a partir do discurso do sumo pontífice católico, que aponta para a necessidade de redução das diferenças na sociedade, as quais também são resultado da disparidade econômica. | D |
Em 2012, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou sua intenção de trabalhar na clonagem de espécies ameaçadas de extinção no Brasil, como é o caso do lobo-guará, da onça-pintada e do veado-catingueiro. Para tal, células desses animais seriam coletadas e mantidas em bancos de germoplasma para posterior uso. Dessas células, seriam retirados os núcleos e inseridos em ovos enucleados. Após um desenvolvimento inicial in vitro, os embriões seriam transferidos para úteros de fêmeas da mesma espécie. Com a técnica da clonagem, espera-se contribuir para a conservação da fauna do Cerrado e, se der certo, essa aplicação pode se expandir para outros biomas brasileiros.
| A limitação dessa técnica no que se refere à conservação de espécies é que ela | ["gera clones haploides inférteis.", "aumenta a possibilidade de mutantes.", "leva a uma diminuição da variabilidade genética.", "acarreta uma perda completa da variabilidade fenotípica.", "amplia o número de indivíduos sem capacidade de realizar diferenciação celular."] | A técnica de clonagem utilizada para a conservação das espécies ameaçadas produz indivíduos geneticamente idênticos aos doadores das células do banco de germoplasma, diminuindo assim a variabilidade genética. | C |
A conquista da medalha de prata por Rayssa Leal no skate street nos Jogos Olímpicos é um exemplo da representatividade feminina no esporte, avalia a âncora do jornal da rede de televisão CNN. A apresentadora, que também anda de skate, celebrou a vitória da brasileira, que entrou para a história como a atleta mais nova a subir num pódio defendendo o Brasil. "Essa representatividade do esporte nos Jogos faz com que tenhamos a certeza de que não precisamos nos encaixar em nenhum lugar. Posso gostar de passar notícias e, mesmo assim, gostar de skate, subir montanha, mergulhar, andar de bike, fazer yoga." Temos que parar de ficar enquadrando as pessoas dentro de regras. A gente vive num padrão no qual a menina ganha boneca, mas por que também não fazer um esporte de aventura? Por que o homem pode se machucar, cair de joelhos, e a menina tem que estar sempre lindinha dentro de um padrão? Acabamos limitando os talentos das pessoas", afirmou a jornalista sobre a prática do skate por mulheres.
| O discurso da jornalista traz questionamentos sobre a relação da conquista da skatista com a | ["conciliação do jornalismo com a prática do skate.", "inserção das mulheres na modalidade skate street.", "desconstrução da noção do skate como modalidade masculina.", "vanguarda de ser a atleta mais jovem a subir no pódio olímpico.", "conquista de medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio."] | Ao abordar a conquista da medalha de prata por Rayssa Leal no skate street e ao questionar certos padrões de gênero – "menina ganha boneca, mas por que também não fazer um esporte de aventura?" –, a jornalista promove a "desconstrução da noção do skate como modalidade masculina". | C |
A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que começou a ser construída apenas em 1905, foi criada, ao contrário das outras grandes ferrovias paulistas, para ser uma ferrovia de penetração, buscando novas áreas para a agricultura e o povoamento. Até 1890, o café era quem ditava a construção das ferrovias, que eram vistas apenas como auxiliadoras da produção cafeira. | Essa nova orientação dada à expansão ferroviária, durante a Primeira República, tinha como objetivo a | ["articulação de polos produtores para exportação.", "criação de infraestrutura para atividade industrial.", "integração de pequenas propriedades policultoras.", "valorização de regiões de baixa densidade demográfica.", "promoção de fluxos migratórios do campo para a cidade."] | A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil diferencia-se das outras ferrovias construídas em São Paulo, pois havia um desconhecimento da área a ser percorrida e era uma ferrovia de penetração; a produção agrícola nessa zona era praticamente inexistente e não havia ocupação urbana. O noroeste do estado tinha, em 1900, cerca de 7.800 habitantes; em 1930, a população havia crescido cerca de 80 vezes, desenvolvimento este resultante da chegada da Noroeste do Brasil. | D |
O planejamento deixou de controlar o crescimento urbano e passou a encorajá-lo por todos os meios possíveis e imagináveis. Cidades, a nova mensagem soou em alto e bom som, eram máquinas de produzir riquezas: o primeiro e principal objetivo do planejamento deveria ser o de azeitar a máquina.
| O modelo de planejamento urbano problematizado no texto é marcado pelo(a) | ["primazia da gestão popular.", "uso de práticas sustentáveis.", "construção do bem-estar social.", "soberania do poder governamental.", "ampliação da participação empresarial."] | A cidade apresenta, entre outras características, elevada concentração de infraestruturas e serviços voltados ao atendimento de interesses sociais e econômicos. O planejamento, considerado como um instrumento que busca organizar a produção, a estruturação e a apropriação do espaço urbano, tem por objetivo desenvolver programas e serviços que visam a melhorar a qualidade de vida da população. Para atender às demandas de natureza econômica, o atual modelo de planejamento urbano tem sido marcado pela ampliação da participação empresarial, de modo a beneficiar predominantemente os interesses voltados à reprodução do capital, sobrepondo-se em grande parte às medidas que visam atender às necessidades sociais. | E |
Uma empresa construirá sua página na internet e espera atrair um público de aproximadamente um milhão de clientes. Para acessar essa página, será necessária uma senha com um formato a ser definido pela empresa. Existem cinco opções de formato oferecidas pelo programador, descritas no quadro, em que “L” e “D” representam, respectivamente, letra maiúscula e dígito.
| Opção | Formato |
| :--- | :--- |
| I | LDDDDD |
| II | DDDDDD |
| III | LLDDDDD |
| IV | DDDDDD |
| V | LLLDDD |
As letras do alfabeto, entre as 26 possíveis, bem como os dígitos, entre os 10 possíveis, podem se repetir em qualquer uma das opções. | A empresa quer escolher uma opção de formato cujo número de senhas distintas possíveis seja superior ao número esperado de clientes, mas que esse número não seja superior ao dobro do número esperado de clientes. A opção que mais se adequa às condições da empresa é | ["I.", "II.", "III.", "IV.", "V."] | O número de senhas de acordo com a opção pode ser representado na tabela abaixo.
| Opção | Formato | n.° de senhas |
| :--- | :--- | :--- |
| I | LDDDDD | 26 . 10 . 10 . 10 . 10 = 26 . 10^5 = 2,6 . 10^6 |
| II | DDDDDD | 10 . 10 . 10 . 10 . 10 = 10^5 |
| III | LLDDDDD | 26 . 26 . 10 . 10 . 10 = 26^2 . 10^4 = 6,76 . 10^6 |
| IV | DDDDDD | 10 . 10 . 10 . 10 . 10 = 10^5 |
| V | LLLDDD | 26 . 26 . 26 . 10 . 10 = 26^3 . 10^2 = 1,7576 . 10^6 |
Como o número de senhas distintas precisa estar entre 1 e 2 milhões, a opção que mais se adequa é a III. | C |
O Marabaixo é uma expressão artístico-cultural formada pelas tradições e pela identificação cultural entre as comunidades negras do Amapá. O nome remonta a mortes de escravizados em navios, cujos corpos foram jogados na água. Em sua homenagem, hinos de lamento eram cantados mar abaixo, mar acima. Posteriormente, o Marabaixo se integrou à vivência das comunidades negras em um ciclo de danças, canções com tambores e festas religiosas, recebendo, em 2018, o título de Patrimônio Cultural do Brasil.
| A manifestação do Marabaixo se constitui em expressão de arte e cultura, exercendo a função de | ["resignificar episódios dramáticos em novas práticas culturais.", "adaptar coreografias como imitação dos movimentos do mar.", "lembrar dos mortos do passado escravista como forma de lamento.", "perpetuar uma narrativa de apagamento dos fatos históricos traumáticos.", "ritualizar a passagem de atos fúnebres nas produções coletivas com espírito festivo."] | O Marabaixo é o resultado da mescla de eventos passados a práticas culturais. Se antes a população cantava em homenagem aos que eram mortos, agora associa o canto à dança, à música e aos festejos religiosos. Há, portanto, resignificação de episódios traumáticos em novas práticas culturais. | A |
“Desde o mundo antigo e sua filosofia, o trabalho tem sido compreendido como expressão de vida e de degradação, criação e infelicidade, atividade vital e escravidão, felicidade social e servidão. Trabalho e fadiga. Na Modernidade, sob o comando do mundo da mercadoria e do dinheiro, a prevalência do negócio (negar o ócio) veio sepultar o império do repouso, da folga e da preguiça, criando uma ética positiva do trabalho.”
| O processo de ressignificação do trabalho nas sociedades modernas teve início a partir do surgimento de uma nova mentalidade, influenciada pela | ["reforma higienista, que combateu o caráter excessivo e insalubre do trabalho fabril.", "Reforma Protestante, que expressou a importância das atividades laborais no mundo secularizado.", "fora do sindicalismo, que emergiu no esteio do anarquismo reivindicando direitos trabalhistas.", "participação das mulheres em movimentos sociais, defendendo o direito ao trabalho.", "visão do catolicismo, que, desde a Idade Média, defendia a dignidade do trabalho e do lucro."] | A questão faz referência ao conceito de trabalho segundo a ética protestante, segundo a qual o trabalho é agradável a Deus, o que possibilitou um processo de acúmulo de capital e o advento do mundo moderno e secularizado. | B |
O consumo exagerado de refrigerantes é preocupante, pois contribui para o aumento de casos de obesidade e diabetes. Considere dois refrigerantes enlatados, um comum e um diet, e que ambos possuam a mesma quantidade de aditivos, exceto pela presença de açúcar. O refrigerante comum contém basicamente água carbonatada e uma grande quantidade de açúcar; já o refrigerante diet tem água carbonatada e adoçantes, cujas massas são muito pequenas.
| Entre as duas versões apresentadas, o refrigerante comum possui | ["maior densidade.", "menor viscosidade.", "maior volume de gás dissolvido.", "menor massa de solutos dissolvidos.", "maior temperatura de congelamento."] | O refrigerante comum possui maior densidade que o refrigerante diet, pois tem uma maior quantidade de soluto dissolvido em um mesmo volume. O refrigerante comum contém uma grande quantidade de açúcar, enquanto o refrigerante diet contém uma pequena massa de adoçante. O refrigerante comum possui uma menor temperatura de congelamento, pois tem uma maior concentração de partículas dispersas. | A |
# Avaliação de substâncias genotóxicas
O ensaio de micronúcleos é um teste de avaliação de genotoxicidade que associa a presença de micronúcleos (pequenos núcleos que aparecem próximos aos núcleos das células) com lesões genéticas. Os micronúcleos são fragmentos de DNA encapsulados, provenientes do fuso mitótico durante a divisão celular.
| Os micronúcleos se originam dos(as) | ["nucleolos.", "lisossomos.", "ribossomos.", "mitocôndrias.", "cromossomos."] | Os micronúcleos são fragmentos de DNA originados da quebra cromossômica durante divisões celulares, devido à exposição a substâncias genotóxicas. | E |
O anúncio! Tu és a luz dos historiadores futuros. O anúncio é, hoje em dia, o rei das opiniões. O anúncio constrói uma reputação. Um homem que não materializou seu nome em um anúncio não é digno de figurar na lista de eleitores, nem de ter voto para membro de qualquer associação. O anúncio, esse agente do industrialismo, triunfa até mesmo nas límpidas esferas onde outrora reinava soberana a inspiração.
| Ao tratar da importância do anúncio no período oitocentista, o texto destaca o(a) | ["emprego do realismo como forma de superar a escrita rebuscada, imprópria à venda de produtos.", "papel crescente da publicidade como agente de transformação social na sociedade industrial.", "politização dos meios de comunicação, utilizados como instrumento de manutenção da ordem social.", "padronização dos princípios sociais como resultado da massificação dos valores éticos da elite.", "utilização da propaganda como forma de difundir o consumo dos bens necessários à vida moderna."] | O excerto demonstra a transformação relevante que os anúncios trouxeram para a sociedade oitocentista, com a afirmação da Revolução Industrial. A publicidade atrai a população, criando meios de disseminação de informações, hábitos de consumo e status social.
Obs.: o valor ético da elite não é massificado; se há uma padronização de princípios sociais, esta é feita com o objetivo de manter o status social e, portanto, a publicidade mantém o status quo de forma diferente da elite. | B |
De um lado, ancorados pela prática médica europeia e, por outro, pela terapêutica indígena, com seu amplo uso da flora nativa, os jesuítas foram os verdadeiros iniciadores do exercício de uma medicina híbrida que se tornou uma marca do Brasil colonial. Alguns religiosos vinham de Portugal já versados nas artes de curar, mas a maioria aprendeu, na prática diária, as funções que deveriam ser atribuídas a um físico, cirurgião, barbeiro ou boticário.
| Conforme o texto, o que caracteriza a construção da prática medicinal descrita é a adoção de rituais místicos. | ["adoção de rituais místicos.", "rejeição dos dogmas cristãos.", "superação da tradição popular.", "imposição da farmacologia nativa.", "conjugação de saberes empíricos."] | O uso de saberes ancestrais, construídos empiricamente, nas práticas médicas dos jesuítas no Brasil Colônia, combinava conhecimentos trazidos da Europa com terapias indígenas ("medicina híbrida"). | E |
Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro e funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; também de que, por esse fato, o falar e o escrever, em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além disso, que, dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo, diariamente, surgirem azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma — usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do Brasil. | Nessa petição da pitoresca personagem do romance de Lima Barreto, o uso da norma-padrão justifica-se pela | ["situação social de enunciação representada.", "divergência teórica entre gramáticos e literatos.", "pouca representatividade das línguas indígenas.", "atitude irônica diante da língua dos colonizadores.", "tentativa de solicitação do documento demandado."] | O trecho apresentado de “Triste Fim de Policarpo Quaresma” representa a tentativa de Policarpo Quaresma, protagonista, de reivindicar a mudança da língua nacional do português para o tupi. Como se trata de um contexto formal, uma vez que se dirige ao Congresso Nacional, ele utiliza em seu requerimento a modalidade culta da Língua Portuguesa. | A |
Os números de identificação utilizados no cotidiano (de contas bancárias, CPF, Carteira de Identidade etc.) usualmente possuem um dígito de verificação, normalmente representado após o hífen, como em 17326-9. Esse dígito adicional tem a finalidade de corrigir erros no preenchimento ou digitação de documentos. Um dos métodos usados para gerar esse dígito utiliza os seguintes passos:
* Multiplica-se o último algarismo do número por 1, o penúltimo por 2, o antepenúltimo por 1, e assim por diante, sempre alternando as multiplicações por 1 e por 2.
* Soma-se 1 a cada um dos resultados dessas multiplicações que for maior do que ou igual a 10.
* Somam-se os resultados obtidos.
* Calcula-se o resto da divisão dessa soma por 10, obtendo-se assim o dígito verificador. | O dígito verificador fornecido pelo processo acima para o número 24685 é | ["1.", "2.", "4.", "6.", "8."] | Considerando os três primeiros passos que devem ser seguidos para gerarmos o dígito de verificação do número 24685, temos:
1. $5 + (2. 8 + 1) + 1. 6 + 2. 4 + 1. 2 = 38$
De acordo com o quarto passo, $38 = 10. 3 + 8$
Dessa forma, conclui-se que o dígito de verificação do número 24685 é 8. | E |
Um pé de eucalipto em idade adequada para o corte rende, em média, 20 mil folhas de papel A4. A densidade superficial do papel A4, medida pela razão da massa de uma folha desse papel por sua área, é de 75 gramas por metro quadrado, e a área de uma folha de A4 é de 0,062 metro quadrado.
| Nessas condições, quantos quilogramas de papel, em média, um pé de eucalipto rende? | ["4.301", "1.500", "930", "267", "93"] | 1) Um pé de eucalipto rende 20.000 folhas.
Como a área de cada folha é de 0,062 m², temos uma área total de 20.000 x 0,062 = 1.240 m².
2) A densidade do papel é de 75 g/m².
Então, $\frac{\text{massa}}{1240\text{ m}^2} = 75\text{ g/m}^2 \Rightarrow$
$\Rightarrow$ massa = 93.000 g = 93 kg. | E |
Uma pessoa, procurando um estacionamento, encontrou cinco opções com as seguintes formas de cobrança:
• A: R$ 6,00 por hora ou fração de hora;
• B: R$ 6,00 pelas duas primeiras horas e R$ 3,00 a cada hora ou fração de hora subsequente;
• C: R$ 6,00 por hora ou fração de hora, com tolerância de 15 minutos;
• D: R$ 6,00 pelas duas primeiras horas e R$ 3,00 a cada hora ou fração de hora subsequente, com a tolerância de 15 minutos;
• E: R$ 0,10 por minuto.
Essa pessoa irá utilizar o estacionamento por 5 horas e 12 minutos. | O estacionamento que permite a essa pessoa pagar o menor valor possível é | ["A.", "B.", "C.", "D.", "E."] | Calculando os valores pagos por estacionamento, temos:
$$V_A = R$ 6,00 . 5 = R$ 30,00$$
$$V_B = R$ 6,00 . 2 + R$ 3,00 . 3 = R$ 21,00$$
$$V_C = R$ 6,00 . 5 = R$ 30,00$$
$$V_D = R$ 6,00 . 2 + R$ 3,00 . 3 = R$ 21,00$$
$$V_E = R$ 0,10 . 312 = R$ 31,20$$
Logo, o menor valor é o do estacionamento D. | D |
O manejo adequado do solo possibilita a manutenção de sua fertilidade à medida que as trocas de nutrientes entre matéria orgânica, água, solo e ar são mantidas para garantir a produção. Algumas espécies iônicas de alumínio são tóxicas, não somente para as plantas, mas para muitos organismos, como as bactérias responsáveis pelas transformações no ciclo do nitrogênio. O alumínio danifica as membranas das células das raízes e restringe a expansão de suas paredes; com isso, a planta não cresce adequadamente. Para promover benefícios à produção agrícola, é recomendada a remediação do solo utilizando calcário (CaCO3). | Essa remediação promove no solo o(a) | ["diminuição do pH, deixando-o fértil.", "solubilização do alumínio, ocorrendo sua lixiviação pela chuva.", "interação dos íons cálcio com os íons alumínio, produzindo uma liga metálica.", "reação do carbonato de cálcio com os íons alumínio, formando alumínio metálico.", "aumento da sua alcalinidade, tornando os íons alumínio menos disponíveis."] | O uso do CaCO3 no solo é para neutralizar os íons H+ provenientes da hidrólise do cátion alumínio. Teremos as seguintes equações:
Arrhenius: A$$2^{+}$$+3H_{2}O$$ \longrightarrow $$Al(OH)_{3}+3H^{+}$$ (meio ácido)
$$CaCO_{3}$$ \longrightarrow $$Ca^{2+}+CO_{3}^{2-}$$
$$CO_{3}^{2-}+H_{2}O$$ \longrightarrow $$HCO_{3}^{-}+OH^{-}$$ (meio básico)
Haverá aumento do pH do solo, ocorrendo a formação do precipitado Al(OH)_{3}, e não teremos interação dos íons cálcio com os íons alumínio.
Nota:
De acordo com a Teoria de Bronsted-Lowry, teremos a seguinte equação de hidrólise do cátion alumínio:
$$[Al(H_{2}O)_{6}]^{3+}+H_{2}O$$ \longrightarrow $$[Al(OH)(H_{2}O)_{5}]^{2+}+H_{3}O^{+}$$ | E |
Na teoria das eleições, o Método de Borda sugere que, em vez de escolher um candidato, cada juiz deve criar um ranking de sua preferência para os concorrentes (ou seja, criar uma lista com a ordem de classificação dos concorrentes). A este ranking é associada uma pontuação: um ponto para o último colocado no ranking, dois pontos para o penúltimo, três para o antepenúltimo e assim sucessivamente. Ao final, soma-se a pontuação atribuída a cada concorrente por cada um dos juízes.
| Colocação | Ranking | | | |
| :--- | :--- | :--- | :--- | :--- |
| | I | II | III | IV |
| 1 | Ana | Dani | Bia | Edu |
| 2 | Bia | Caio | Ana | Ana |
| 3 | Caio | Edu | Caio | Dani |
| 4 | Dani | Ana | Edu | Bia |
| 5 | Edu | Bia | Dani | Caio |
| Ranking | Frequência |
| :--- | :--- |
| I | 4 |
| II | 9 |
| III | 7 |
| IV | 5 | | A poesia vencedora foi a de | ["Edu.", "Dani.", "Caio.", "Bia.", "Ana."] | Dos quadros apresentados no enunciado, podemos calcular os pontos obtidos pelas poesias de cada concorrente:
Ana: 4.5 + 9.2 + 7.4 + 5.4 = 26.5 pontos,
Bia: 4.4 + 9.1 + 7.5 + 5.2 = 26.2 pontos,
Caio: 4.3 + 9.4 + 7.3 + 5.1 = 26.1 pontos,
Dani: 4.2 + 9.5 + 7.1 + 5.3 = 26.1 pontos e
Edu: 4.1 + 9.3 + 7.2 + 5.5 = 26.1 pontos.
Assim, a poesia vencedora foi a de Ana. | E |
# Tiranos de nós mesmos: a servidão voluntária na era da sociedade do desempenho
Byung-Chul Han, no opúsculo Sociedade do cansaço, discute a ascensão de um novo paradigma social, em que a sociedade disciplinar de Foucault é substituída pela sociedade do desempenho. Esse novo modelo social é movido por um imperativo de maximizar a produção. Nós, sujeitos de desempenho, somos constante e sistematicamente pressionados a aperfeiçoar nossa performance e a aumentar nossa produção.
A crença subjacente, segundo Han, é a de que nada é impossível. Nós podemos fazer tudo. Estamos constantemente pressionados por um poder fazer ilimitado. É um excesso de positividade, que se constitui em verdadeira violência neuronal.
E por isso iremos produzir. Produzimos até a exaustão. E, mesmo cansados, continuamos produzindo. Uma meta é sempre substituída por outra. A tarefa nunca acaba. É frustrante e exaustivo. O resultado é uma sociedade que gera frustrados e depressivos, a quem resta recorrer a medicamentos para continuar produzindo de forma mais eficiente.
Acesso em: 24 ago. 2017 (adaptado). | Com base nessa reflexão acerca do livro Sociedade do cansaço, que discute o novo modelo da sociedade do desempenho, o resenhista a | ["conceitua, apresenta seus fundamentos e conclui com suas consequências.", "fundamenta com argumentos, apresenta sua conclusão e oferece exemplos.", "descreve, apresenta suas consequências e conclui com sua conclusão.", "exemplifica, apresenta sua fundamentação e avalia seus resultados.", "discute, apresenta seu conceito e promove uma discussão."] | Nessa resenha, o autor faz referência ao livro Sociedade do cansaço, de Byung-Chul Han. Nela, há a definição, no primeiro parágrafo, de um novo modelo social, chamado de 'sociedade do desempenho'; seus princípios, no segundo parágrafo; e suas consequências para a sociedade, no terceiro parágrafo. | A |
O Ministério do Esporte no Brasil lançou o programa Maré Inclusiva, em 2024, ano dos Jogos Paralímpicos de Paris. Esse programa visa ampliar as oportunidades para pessoas com deficiência que desejam praticar surf. O parasurf é a prática do surf adaptada para permitir que pessoas com deficiência pratiquem o esporte em todas as suas categorias, modalidades e manifestações. Para a Secretaria Nacional do Paradesporto, a iniciativa é mais do que um programa de esporte; é uma ação que busca transformar vidas e promover a inclusão por meio do parasurf, criando um legado de igualdade e respeito.
| De acordo com esse texto, o programa voltado ao estímulo da prática do parasurf evidencia a | ["adesão de diferentes países a programas inclusivos.", "preocupação política em atender a demandas paralímpicas.", "importância de uma política pública esportiva para a inclusão.", "eficiência das iniciativas de inclusão em megaeventos esportivos.", "escassez de investimento em práticas corporais de aventura na natureza."] | O texto aborda o programa do Ministério do Esporte chamado Maré Inclusiva, que é voltado para pessoas com deficiência que desejam praticar surf. | C |
Uma prática que os brasileiros costumam realizar é a degustação de doces em compotas. O conhecimento popular indica que não é aceitável deixar o mesmo talher usado na degustação, que foi levado à boca, dentro da compoteira aberta, em contato com o doce. Essa indicação se deve ao fato de que, segundo o pensamento popular, o doce poderá azedar. | Essa prática popular encontra respaldo no pensamento científico, uma vez que o doce realmente poderá azedar em razão da | ["oxidação do doce pelo contato com o ar.", "contaminação por microrganismos, que irão fermentá-lo.", "ação das enzimas salivares que foram transferidas para o doce após a degustação.", "evaporação dos conservantes que mantêm a solução da compota em equilíbrio químico.", "degradação dos componentes doces da compota em reação com compostos químicos do talher."] | A saliva contém bactérias (microrganismos) responsáveis por fermentações que alteram o sabor do doce. | B |
Uma empresa produziu uma bola de chocolate em formato esférico para utilizar na decoração de sua loja. Essa bola tem 20 cm de diâmetro externo, sendo oca por dentro, e a medida da espessura entre as superfícies interna e externa corresponde a 1 cm. Considere que, na confecção dessa bola, foi utilizado um tipo de chocolate em que 1 g equivale a 0,75 cm³. | A quantidade de chocolate, em gramas, utilizada na confecção dessa bola é | ["$\\frac{76\\pi}{3}$", "$\\frac{304\\pi}{9}$", "$\\frac{4336\\pi}{9}$", "$\\frac{4000\\pi}{9}$", "$\\frac{18256\\pi}{9}$"] | Sendo o raio da esfera externa 10 cm e o da interna 9 cm, temos:
$$V = \frac{4}{3} \pi (10\text{cm})^3 - \frac{4}{3} \pi (9\text{cm})^3 = \frac{1084\pi}{3} \text{ cm}^3$$
Como 1 g equivale a 0,75 cm³, temos:
$$1\text{g} \longleftrightarrow \frac{3}{4} \text{cm}^3$$
$$x \longleftrightarrow \frac{1084\pi}{3} \text{cm}^3$$
$$\Leftrightarrow x = \frac{4336\pi}{9} \text{g}$$ | C |
A calda bordalesa é uma alternativa empregada no combate a doenças que afetam as folhas das plantas. Sua produção consiste na mistura de uma solução aquosa de sulfato de cobre(II), CuSO₄, com óxido de cálcio, CaO, e sua aplicação só deve ser realizada se estiver levemente básica. A avaliação rudimentar da basicidade dessa solução é realizada pela adição de três gotas sobre uma faca de ferro limpa. Após três minutos, caso surja uma mancha avermelhada no local da aplicação, afirma-se que a calda bordalesa ainda não está com a basicidade necessária. O quadro apresenta os valores dos potenciais padrão de redução (E⁰) para algumas semirreações de redução.
| Semirreação de redução | E⁰ (V) |
| :--- | :--- |
| Ca²⁺ + 2 e⁻ → Ca | -2,87 |
| Fe³⁺ + 3 e⁻ → Fe | -0,04 |
| Cu²⁺ + 2 e⁻ → Cu | +0,34 |
| Cu⁺ + e⁻ → Cu | +0,52 |
| Fe³⁺ + e⁻ → Fe²⁺ | +0,77 |
| A equação química que representa a reação de formação da mancha avermelhada é: | ["Ca²⁺ (aq) + 2 Cu²⁺ (aq) → Ca (s) + 2 Cu²⁺ (aq).", "Ca²⁺ (aq) + 2 Fe²⁺ (aq) → Ca (s) + 2 Fe³⁺ (aq).", "Cu²⁺ (aq) + 2 Fe²⁺ (aq) → Cu (s) + 2 Fe³⁺ (aq).", "3 Ca²⁺ (aq) + 2 Fe (s) → 3 Ca (s) + 2 Fe³⁺ (aq).", "3 Cu²⁺ (aq) + 2 Fe (s) → 3 Cu (s) + 2 Fe³⁺ (aq)."] | A calda bordalesa é uma mistura aquosa de sulfato de cobre (II) com óxido de cálcio. O óxido de cálcio é um óxido básico, produzindo hidróxido de cálcio em meio aquoso.
CaO + H₂O → Ca(OH)₂
Para avaliar a basicidade dessa solução, adicionam-se três gotas sobre uma faca de ferro limpa. O aparecimento de uma mancha avermelhada no local de aplicação na faca indica que a calda bordalesa ainda não está com a basicidade necessária. A equação química que representa a reação de formação da mancha avermelhada é:
3 Cu²⁺ (aq) + 2 Fe (s) → 3 Cu (s) + 2 Fe³⁺ (aq)
oxidante redutor mancha avermelhada
É a única reação espontânea fornecida nas alternativas, pois a diferença de potencial é maior que zero.
ΔE⁰ = E₀ maior - E₀ menor
ΔE⁰ = + 0,34 V - (-0,04 V)
ΔE⁰ = +0,38 V | E |
# TEXTO I
Entrevistadora – Eu vou conversar aqui com a professora A. D. ... O português, então, não é uma língua difícil?
Professora – Olha, se você parte do princípio que a língua portuguesa não é só regras gramaticais... Se você se apaixona pela língua que você já domina, que você já fala ao chegar na escola, se o seu professor cativa você a ler obras da literatura... obras dos meios de comunicação... Se você tem acesso a revistas, a livros didáticos, a livros de literatura, o mais formal e o difícil é porque a escola transforma, como eu já disse, as aulas de língua portuguesa em análises gramaticais.
# TEXTO II
Entrevistadora – Vou conversar com a professora A. D. O português é uma língua difícil?
Professora – Não, se você parte do princípio que a língua portuguesa não é só regras gramaticais. Ao chegar à escola, o aluno já domina e fala a língua. Se o professor o motiva a ler literatura e se ele tem acesso a revistas, a livros didáticos, você se apaixona pela língua. O que torna difícil é que a escola transforma as aulas de língua portuguesa em análises gramaticais.
| O Texto I é a transcrição de uma entrevista concedida por uma professora de português a um programa de rádio. O Texto II é a adaptação dessa entrevista para a modalidade escrita. Em comum, esses textos | ["apresentam ocorrências de hesitações e reformulações.", "são modelos de emprego de regras gramaticais.", "são exemplos de uso não planejado da língua.", "apresentam marcas da linguagem literária.", "são amostras do português culto urbano."] | Os dois textos apresentam diferentes modalidades linguísticas de uma mesma variante: o português culto urbano. O Texto I representa essa variedade na modalidade falada, enquanto o Texto II a transcreve para a modalidade escrita. Embora transcreva uma fala, o Texto I não representa a variante coloquial da língua. | E |
Um edifício tem a numeração dos andares iniciando no térreo (T), e continuando com o primeiro, segundo, terceiro, ..., até o último andar. Uma criança entrou no elevador e, tocando no painel, seguiu uma sequência de andares, parando, abrindo e fechando a porta em diversos andares. A partir de onde entrou a criança, o elevador subiu 7 andares, em seguida desceu 10, desceu mais 13, subiu 9, desceu 4 e parou no quinto andar, finalizando a sequência. Considere que, no trajeto seguido pela criança, o elevador parou uma vez no último andar do edifício. | De acordo com as informações dadas, o último andar do edifício é o | ["16°", "22°", "23°", "25°", "32°"] | Sendo x o andar em que a criança entrou no elevador, de acordo com o enunciado, temos:
x + 7 - 10 - 13 + 9 - 4 = 5 ⇔ x = 16
Logo, a criança, a partir do 16.º andar, abriu e fechou a porta nos andares 23.º, 10.º, térreo, 9.º e 5.º. Como no trajeto seguido o elevador parou uma vez no último andar, o prédio possui 23 andares. | C |
Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas. Partiu da Itália, em 1743, a epidemia de gripe que se disseminou pela Europa; além do vírus propriamente dito, surgiram dois vocábulos virais: o italiano influenza e o francês gripe. O primeiro era um termo derivado do latim medieval influenza, que significava "influência dos astros sobre os homens". O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper, isto é, "agarrar". Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado.
| Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor reconheça a ligação entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é construída predominantemente pela retomada de um termo por outro e pelo uso da elipse. O fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é: | ["\"[...] a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas.\"", "\"Partiu da Itália, em 1743, a epidemia de gripe [...]\"", "\"O primeiro era um termo derivado do latim medieval influenza, que significava 'influência dos astros sobre os homens'.\"", "\"O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper [...]\"", "\"Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado.\""] | A forma verbal 'fizesse' tem sujeito elíptico, pois se refere ao termo 'agarrar', mencionado no período anterior. | E |
A característica fundamental no aprendizado das práticas rituais nos candomblés é o processo iniciático e participativo. Durante o período de reclusão em terreiros ou rocas, o iniciado passa por uma série de ritos esotéricos (banhos rituais, raspagem da cabeça etc.), ao mesmo tempo em que começa a adquirir um complexo código de símbolos materiais (substância, folhas, frutos, raízes etc.) e de gestos associados a um repertório linguístico específico das cerimônias que se desenrolam nos contextos sagrados em geral e em cada terreiro em particular.
Esse repertório linguístico, genericamente chamado de “língua de santo” na Bahia, compreende uma terminologia religiosa operacional, de caráter mágico-semântico e de aparente forma portuguesa, mas que repousa sobre sistemas lexicais de diferentes línguas africanas que provavelmente foram faladas no Brasil escravocrata, vindo a constituir uma língua ritual que se acredita pertencer à nação do vodum, do orixá ou do inquice, e não a uma determinada nação africana política atual.
| A “língua de santo” tem sua importância para o patrimônio linguístico brasileiro por | ["apresentar uma carga semântica mítica.", "conservar elementos dos falares dos escravizados.", "resgatar expressões portuguesas do período colonial.", "decodificar o ritual religioso dos nossos antepassados.", "favorecer a compreensão do léxico africano contemporâneo."] | “A língua de santo”, além de ser uma expressão ritualística do candomblé, representa uma forma de resistência negra no Brasil escravocrata e, por ser praticada ainda hoje, integra o patrimônio linguístico brasileiro. | B |
A maioria das pessoas daqui era do campo. Vila Maria é, hoje, exportadora de trabalhadores. Empresários de Primavera do Leste, Estado de Mato Grosso, procuram o bairro de Vila Maria para conseguir mão de obra. É gente indo de lugares distantes, daqui, 300, 400 quilômetros para trabalhar, para ganhar, se tanto, por dia. (Carlito, 43 anos, maranhense, entrevistado em 22/03/98).
| O texto retrata um fenômeno vivenciado pela agricultura brasileira nas últimas décadas do século XX, consequência | ["dos impactos sociais da modernização da agricultura.", "da recomposição dos salários do trabalhador rural.", "da exigência de qualificação do trabalhador rural.", "da diminuição da importância da agricultura.", "dos processos de desvalorização de áreas rurais."] | O texto referente à questão retrata os impactos sociais que a modernização da agricultura brasileira trouxe ao deslocar trabalhadores de alguns centros para outros em função do trabalho, nem sempre formal. | A |
O modo de sentar e andar, as formas de colocar cadernos e canetas, pés e mãos acabariam por produzir um corpo escolarizado, distinguindo o menino da menina que passaram pelos bancos escolares. As escolas femininas dedicavam intensas e repetidas horas ao treino das habilidades manuais de suas alunas, produzindo jovens 'prendadas', capazes dos mais delicados e complexos trabalhos de agulha ou de pintura.
| O texto reforça que a instituição escolar reproduzia um padrão social fundamentado em | ["papéis binários.", "aptidões físicas.", "critério meritocrático.", "formação acadêmica.", "comportamentos inatos."] | O texto evidencia que a escola reproduzia papéis binários de gênero, disciplinando corpos segundo expectativas sociais rígidas. Meninos e meninas eram moldados para desempenhos distintos, naturalizando diferenças construídas. A instituição escolar funcionava, assim, como agente de normalização identitária. | A |
Três inseticidas mortais para as abelhas serão proibidos na União Europeia (UE) durante dois anos, a partir de julho, anunciou a Comissão Europeia em 2013. A medida foi adotada por causa da morte de milhares de abelhas, insetos vitais para o nosso ecossistema, uma vez que desempenham um papel importante na agricultura e, portanto, na produção de alimentos para a humanidade.
| O impacto dos inseticidas mencionados na produção de alimentos agrícolas é causado pelo(a) | ["redução da produção de mel.", "decréscimo da taxa de polinização.", "contaminação do solo com abelhas mortas.", "aumento de resíduos tóxicos nos alimentos.", "alteração da cadeia alimentar no ecossistema."] | As abelhas são insetos importantes na polinização das plantas agrícolas. Este fenômeno assegura a fecundação e a produção de frutos e sementes. | B |
Coração tição
Quero me lambuzar nos mares negros
para não me perder,
conseguir chegar ao meu destino.
Não quero ser parda, mulata.
Sou afro-brasileira-mineira.
Bisneta
de uma princesa de Benguela.
Não serei refém de valores
que não me pertencem.
Quero sentir meu coração
como um tião.
Não vou deixar que o mito
do fogo entre as pernas iluda e desvie
homens e mulheres
daqui por diante.
CRUZ, A. E... Feito luz. Florianópolis: ND, 2006. | Nesse poema, o jogo entre afirmações e negações | ["recusa imposições historicamente forjadas.", "desenha sua identidade por meio da memória.", "resgata heranças míticas do território africano.", "reivindica o reconhecimento de sua feminilidade.", "rejeita a noção de emotividade associada ao gênero."] | A poetisa se identifica como “afro-brasileira-mineira”, mas afirma não aceitar a submissão a “imposições historicamente forjadas”, que, entre outras características, descrevem a mulher negra como fogosa: “mito do fogo entre as pernas.” | A |
Uma fábrica de parafusos possui duas máquinas, I e II, para a produção de certo tipo de parafuso.
Em setembro, a máquina I produziu $\frac{54}{100}$ do total de parafusos produzidos pela fábrica. Dos parafusos produzidos por essa máquina, $\frac{25}{1000}$ eram defeituosos. Por sua vez,
$\frac{38}{1000}$ dos parafusos produzidos no mesmo mês pela máquina II eram defeituosos.
O desempenho conjunto das duas máquinas é classificado conforme o quadro, em que P indica a probabilidade de um parafuso escolhido ao acaso ser defeituoso.
$$0 \leq P < \frac{2}{100}$$ Excelente
$$\frac{2}{100} \leq P < \frac{4}{100}$$ Bom
$$\frac{4}{100} \leq P < \frac{6}{100}$$ Regular
$$\frac{6}{100} \leq P < \frac{8}{100}$$ Ruim
$$\frac{8}{100} \leq P < 1$$ Péssimo | O desempenho conjunto dessas máquinas, em setembro, pode ser classificado como | ["excelente.", "bom.", "regular.", "ruim.", "péssimo."] | Sendo x o número de parafusos produzidos pelas máquinas I e II no mês de setembro, temos:
a) A máquina I produziu $\frac{54}{100}$ . x parafusos e a máquina II produziu $\frac{46}{100}$ . x parafusos.
b) A máquina I produziu $\frac{25}{1000}$ . $\frac{54}{100}$ . x = $\frac{1,35}{100}$ . x parafusos defeituosos.
c) A máquina II produziu $\frac{38}{1000}$ . $\frac{46}{100}$ . x = $\frac{1,748}{100}$ . x parafusos defeituosos.
Assim, P = $\frac{1,35}{100}$ . x + $\frac{1,748}{100}$ . x = $\frac{3,098}{100}$ e, portanto,
$$\frac{2}{100} \leq P < \frac{4}{100}$$ | B |
Um jogador de videogame tem quatro personagens com diferentes habilidades para avançar no jogo. Para uma missão, é apresentado um quadro que descreve os níveis de cada personagem em suas diferentes habilidades, no qual 10 é o maior nível de qualquer habilidade. O jogador sabe que, para avançar nessa missão, deve escolher um personagem cuja média entre os níveis de suas diferentes habilidades seja igual ou superior a 6.
| Personagem | Força | Agilidade | Poder | Magia | Sabedoria |
| :--- | :--- | :--- | :--- | :--- | :--- |
| I | 10 | 8 | 7 | 3 | 4 |
| II | 3 | 6 | 10 | 6 | 4 |
| III | 5 | 5 | 5 | 6 | 9 |
| IV | 7 | 7 | 7 | 7 | 1 | | De acordo com as informações apresentadas, os possíveis personagens para avançar nessa missão são: | ["I e II.", "I e III.", "I e IV.", "I, II e IV.", "I, II, III e IV."] | As médias para cada personagem são:
I) $\frac{10 + 8 + 7 + 3 + 4}{5} = 6,4 > 6$
II) $\frac{3 + 6 + 10 + 6 + 4}{5} = 5,8$
III) $\frac{5 + 5 + 5 + 6 + 9}{5} = 6$
IV) $\frac{7 + 7 + 7 + 7 + 1}{5} = 5,8$
Assim, os possíveis personagens para avançar nessa missão são I e III. | B |
# TEXTO I
C = M + D - R. A equação, desenvolvida pelo economista Robert Klitgaard, descreve a corrupção. Traduzindo-a em palavras, temos que a corrupção (C) é dada pelo grau de monopólio (M) existente no serviço público, mais o poder discricionário (D) que as autoridades têm para tomar decisões, menos a responsabilização (R), que é basicamente a existência de mecanismos de controle. Outras versões da fórmula acrescentam ao R uma dimensão moral, que também funcionaria como barreira contra a cultura da corrupção.
# TEXTO II
“Corrupção significa transação ou troca entre quem corrompe e quem se deixa corromper. Trata-se normalmente de uma promessa de recompensa em troca de um comportamento que favorece os interesses do corruitor. A corrupção não está ligada apenas ao grau de institucionalização, à amplitude do setor público e ao ritmo das mudanças sociais; está também relacionada à cultura das elites e das massas. Depende da percepção que tende a variar no tempo e no espaço.”
| O segundo texto complementa a compreensão do fenômeno da corrupção tal como abordado no primeiro texto, na medida em que | ["comprova a limitação do sistema normativo patrimonial.", "evidencia a atuação de agentes externos ao Estado.", "elucida o padrão de idoneidade do setor empresarial.", "minimiza a capacidade de mobilização da sociedade civil.", "demonstra a influência dos atores vinculados ao Judiciário."] | O texto II complementa a compreensão do fenômeno da corrupção à medida que imputa responsabilidade e participação por parte de uma cultura das elites e das massas, agentes que não são externos ao Estado. | B |
A polinização, que viabiliza o transporte do grão de pólen de uma planta até o estigma de outra, pode ser realizada biótica ou abióticamente. Nos processos abióticos, as plantas dependem de fatores como o vento e a água. | A estratégia evolutiva que resulta em polinização mais eficiente quando esta depende do vento é o(a) | ["diminuição do cálice.", "alongamento do ovário.", "disponibilização do néctar.", "intensificação da cor das pétalas.", "aumento do número de estames."] | Nas plantas que apresentam polinização pelo vento (anemofilia), não é necessário cor, odor ou néctar nas flores, mas sim a presença de uma grande quantidade de pólen, o que é determinado pelo aumento do número de estames (estrutura reprodutora masculina). | E |
Sabe-se que a distância real, em linha reta, de uma cidade A, localizada no estado de São Paulo, a uma cidade B, localizada no estado de Alagoas, é igual a 2.000 km. Um estudante, ao analisar um mapa, verificou com sua régua que a distância entre essas duas cidades, A e B, era 8 cm. | Os dados nos indicam que o mapa observado pelo estudante está na escala de | ["1 : 250.", "1 : 2.500.", "1 : 25.000.", "1 : 250.000.", "1 : 25.000.000."] | O mapa observado pelo estudante está na escala de
$$\frac{8 \mathrm{~cm}}{2.000 \mathrm{~km}}=\frac{8 \mathrm{~cm}}{2.000.000 \mathrm{~cm}}=\frac{1}{250.000.000}=$$
= 1 : 25.000.000 | E |
Um professor de matemática desenvolveu uma atividade educacional relacionada aos Jogos Olímpicos e confeccionou uma maquete que representa uma piscina nas dimensões olímpicas. Admitiu que a piscina olímpica deve ter capacidade mínima de 2.500.000 litros e construiu sua maquete, referente a esse valor mínimo, na forma de um paralelepípedo reto retângulo com dimensões internas de 2 cm, 25 cm e 50 cm, cujo volume é de 2.500 cm³. Considere que 1 L = 10³ cm³. | A maquete confeccionada pelo professor foi elaborada na escala | ["1 : 100.", "1 : 1000.", "1 : 2000.", "1 : 50000.", "1 : 1000000."] | 1) $2.500 \mathrm{cm}^{3} = 2,5 \cdot 10^{3} \mathrm{cm}^{3} = 2,5 \mathrm{L}$
2) $\frac{2,5 \mathrm{L}}{2.500.000 \mathrm{L}} = \mathrm{k}^{3} \Leftrightarrow \frac{1}{10^{6}} = \mathrm{k}^{3} \Leftrightarrow$
$\Leftrightarrow \mathrm{k} = \sqrt[3]{\frac{1}{10^{6}}} = \frac{1}{10^{2}} = \frac{1}{100}$ | A |
# Aquarela do Brasil
Brasil!
Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Pra mim! Pra mim, pra mim!
Ah! Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do Cerrado
Bota o rei congo no congado
Brasil! Pra mim!
Deixa cantar de novo o trovador
A mercenária luz da lua
Toda canção do meu amor
Quero ver a saída caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Brasil! Pra mim, pra mim, pra mim!
| Muito usual no Estado Novo de Vargas, a composição de Ary Barroso é um exemplo típico de | ["música de sátira.", "samba-exaltação.", "hino revolucionário.", "propaganda eleitoral.", "marchinha de protesto."] | Uma das táticas utilizadas pelo Estado Novo para conquistar o apoio das massas foi a exaltação da nacionalidade e dos valores brasileiros, recorrendo para tanto a diversas modalidades artísticas. Nesse contexto, Aquarela do Brasil de Ary Barroso preenchia de forma plenamente satisfatória os requisitos exigidos pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Daí sua execução recorrente (e não usual) no período, na condição de "samba-exaltação". | B |
Suponha que uma equipe de corrida de automóveis disponha de cinco tipos de pneu (I, II, III, IV, V), em que o fator de eficiência climática (EC), índice que fornece o comportamento do pneu em uso, dependendo do clima, é apresentado:
• EC do pneu I: com chuva 6, sem chuva 3;
• EC do pneu II: com chuva 7, sem chuva –4;
• EC do pneu III: com chuva –2, sem chuva 10;
• EC do pneu IV: com chuva 2, sem chuva 8;
• EC do pneu V: com chuva –6, sem chuva 7.
O coeficiente de rendimento climático (CRC) de um pneu é calculado como a soma dos produtos dos fatores de EC, com ou sem chuva, pelas correspondentes probabilidades de ocorrência dessas condições climáticas: ele é utilizado para determinar qual pneu deve ser selecionado para uma dada corrida, escolhendo-se o pneu que apresentar o maior CRC naquele dia. No dia de certa corrida, a probabilidade de chover era de 70% e o chefe da equipe calculou o CRC de cada um dos cinco tipos de pneu. | O pneu escolhido foi | ["I.", "II.", "III.", "IV.", "V."] | Cálculo do coeficiente de rendimento climático (CRC) de cada tipo de pneu:
| Pneu | CRC |
| :--- | :--- |
| I | $6 \cdot \frac{70}{100} + 3 \cdot \frac{30}{100} = 5,1$ |
| II | $7 \cdot \frac{70}{100} + (-4) \cdot \frac{30}{100} = 3,7$ |
| III | $(-2) \cdot \frac{70}{100} + 10 \cdot \frac{30}{100} = 1,6$ |
| IV | $2 \cdot \frac{70}{100} + 8 \cdot \frac{30}{100} = 3,8$ |
| V | $(-6) \cdot \frac{70}{100} + 7 \cdot \frac{30}{100} = -2,1$ |
O pneu escolhido é o do tipo I. | A |
# TEXTO I
A gestão da ignorância
Novas tecnologias mudaram a forma de pensar, planejar e também de se relacionar dentro das empresas. Agora, o que vale é ter flexibilidade, colaboração, segurança digital e confiança nas relações. Mas quais são as oportunidades para crescer nesse ambiente cada vez mais disruptivo?
# TEXTO II
A falsa sensação de segurança
O número de usuários cresce e, paralelo a isso, surge a falsa sensação de que a conexão digital é completamente segura e livre de ameaças. Profissionais de TI têm enfrentado problemas com falhas de segurança. E isso acontece porque, em certos cenários, apenas um antivírus e/ou firewall bem configurados não são mais suficientes para mitigar os riscos atuais.
| Ao abordarem a temática da tecnologia, os textos I e II apresentam como ponto comum | ["o aumento dos riscos de disseminação de vírus.", "o incremento do número de usuários das redes sociais.", "a falta de conhecimento para lidar com problemas da web.", "os avanços almejados no campo da gestão de problemas de TI.", "a preocupação com a vulnerabilidade inerente ao ambiente digital."] | O título do segundo texto já sinaliza o seu assunto principal: “a falsa sensação de segurança”. Essa ideia é retomada no corpo do artigo de Mogami, mais especificamente em trechos como “a falsa sensação de que a conexão digital é completamente segura e livre de ameaças” e “apenas um antivírus e/ou firewall bem configurados não são mais suficientes para mitigar os riscos atuais”. Já o primeiro texto apresenta diversas novidades associadas à introdução das novas tecnologias no ambiente empresarial, entre elas a preocupação com a segurança digital. Dessa forma, o ponto em comum entre os dois excertos é a inquietação provocada pela vulnerabilidade que caracteriza o ambiente digital. | E |
# Choque a 36 000 km/h
A faixa que vai de 160 quilômetros de altitude em volta da Terra assemelha-se a uma avenida congestionada onde orbitam 3 000 satélites ativos. Eles disputam espaço com 17 000 fragmentos de artefatos lançados pela Terra e que se desmancharam – foguetes, satélites desativados e até ferramentas perdidas por astronautas. Com um tráfego celeste tão intenso, era questão de tempo para que acontecesse um acidente de grandes proporções, como o da semana passada. Na terça-feira, dois satélites em órbita desde os anos 90 colidiram em um ponto 790 quilômetros acima da Sibéria. A colisão dos satélites chama a atenção para os riscos que representa a montanha de lixo espacial em órbita. Como os objetos viajam a grande velocidade, mesmo um pequeno fragmento de 10 centímetros poderia causar estragos consideráveis no telescópio Hubble ou na Estação Espacial Internacional – nesse caso, pondo em risco a vida dos astronautas que lá trabalham.
| Levando-se em consideração os elementos constitutivos de um texto jornalístico, infere-se que o autor teve como objetivo | ["exaltar o emprego da linguagem figurada.", "criar suspense e despertar temor no leitor.", "influenciar a opinião dos leitores sobre o tema, com as marcas argumentativas de seu posicionamento.", "induzir o leitor a pensar que os satélites artificiais representam um grande perigo para toda a humanidade.", "exercitar a ironia ao empregar “avenida congestionada”; “tráfego celeste tão intenso”; “montanha de lixo”."] | Encontram-se no texto expressões que demonstram o posicionamento negativo do autor em relação ao “lixo espacial” que orbita o planeta Terra: “avenida congestionada”, “tráfego celeste tão intenso” e “montanha de lixo”. | C |
Indústria cultural da felicidade
Tornou-se perigoso o emprego da palavra felicidade desde seu mau uso pela propaganda. Aqueles que se negam a usá-la acreditam liberar os demais dos desvios das falsas necessidades, das bugigangas que se podem comprar em shoppings grã-finos ou em camelôs na beira da calçada, que, juntos, sustentam a indústria cultural da felicidade à qual foi reduzido o que, antes, era o ideal ético de uma vida justa. Infelicidade poderia ser o nome próprio desse novo estado da alma humana que se perdeu de si ao perder-se do sentido do que está a fazer. Desespero é um termo ainda mais agudo quando se trata da perda do sentido das ações pela perda da capacidade de reflexão sobre o que se faz. A felicidade publicitária está ao alcance dos dedos e não promete um depois. Resulta disso a massa de “desesperados” trafegando como zumbis nos shoppings e nas farmácias do país em busca de alento.
| Ao reprovar a ação da indústria da felicidade e um comportamento humano, o texto associa a | ["ansiedade recorrente ao lançamento de novidades no mercado.", "visita frequente ao shopping à resolução de problemas cotidianos.", "atitude impensada ao atendimento de necessidades emergenciais.", "postura consumista à crença na promessa ilusória de anúncios publicitários.", "vantagem econômica à venda de produtos falsificados no mercado ambulante."] | O texto apresentado analisa o papel da propaganda e da publicidade no incentivo das pessoas ao consumo desenfreado, utilizando, para alcançar esse objetivo, a associação do consumo à felicidade. Essa relação pode ser evidenciada na passagem final do texto, em que o autor afirma: “a felicidade publicitária está ao alcance dos dedos e não promete um depois. Resulta disso a massa de ‘desesperados’ trafegando como zumbis nos shoppings e nas farmácias do país em busca de alento”. | D |
Em Tiriyó, imenu significa “desenho” ou “pintura”, mas também “jenipapo” (menu), planta que fornece uma das principais matérias-primas utilizadas na produção de tintas e corantes. Imenu diz respeito aos desenhos de formas geométricas que se aplicam sobre os mais variados suportes: da pele ao papel, passando pelos artefatos. O que os Tiriyó definem como imenu, em sua própria língua, os Kaxuyana chamam de imenuru. Observando as artes gráficas dos povos da região que vai do Amapá ao norte do Pará, é possível notar que muitos dos padrões que compõem o repertório tiriyó são recorrentes entre os Kaxuyana, os Wayana, os Aparai e os Wajãpi. Também encontramos padrões semelhantes entre os Waiwa e outros grupos do norte amazônico. | Entre os grupos indígenas do norte amazônico, as recorrências nas criações gráficas revelam a | ["dinâmica cultural no intercâmbio de padrões visuais.", "criação de técnicas gráficas como concorrência na produção da arte.", "incorporação de desenhos figurativos na produção de novos artefatos.", "relação de poder de um grupo sobre outro por meio do domínio de grafismos.", "acumulação de repertório gráfico como forma de prestígio entre as etnias dessa região."] | Nota-se que os padrões gráficos de diversos povos originários que habitam entre o Amapá e o Pará são semelhantes nos mais variados suportes. | A |
Os países industriais adotaram uma concepção diferente das relações familiares e do lugar da fecundidade na vida familiar e social. A preocupação em garantir a transmissão integral das vantagens econômicas e sociais adquiridas resulta em uma ação voluntária de limitação do número de nascimentos.
| Em meados do século XX, o fenômeno social descrito contribuiu para o processo europeu de | ["estabilização da pirâmide etária.", "conclusão da transição demográfica.", "contenção da entrada de imigrantes.", "elevação do crescimento vegetativo.", "formação de espaços superpovoados."] | A ação voluntária de limitação do número de nascimentos resultou na diminuição do percentual de jovens, o que acelerou o processo de transição demográfica, levando o continente rapidamente à sua conclusão. Isso, somado à elevada expectativa de vida da população da Europa, fez com que o percentual de idosos se expandisse de tal forma que ameaça os serviços assistenciais e previdenciários da maioria dos países do continente. | B |
A tabela compara o consumo mensal, em kWh, dos consumidores residenciais e dos de baixa renda, antes e depois da redução da tarifa de energia no estado de Pernambuco.
Como fica a tarifa
Residencial
Consumo Mensal (kWh) Antes Depois Economia
140 R$ 71,04 R$ 64,75 R$ 6,29
185 R$ 93,87 R$ 85,56 R$ 8,32
350 R$ 177,60 R$ 161,86 R$ 15,74
500 R$ 253,72 R$ 231,24 R$ 22,48
Baixa Renda
Consumo Mensal (kWh) Antes Depois Economia
30 R$ 3,80 R$ 3,35 R$ 0,45
65 R$ 11,53 R$ 10,04 R$ 1,49
80 R$ 14,84 R$ 12,90 R$ 1,94
100 R$ 19,31 R$ 16,73 R$ 2,59
140 R$ 32,72 R$ 28,20 R$ 4,53
| Considere dois consumidores: um que é de baixa renda e gastou 100 kWh e outro do tipo residencial que gastou 185 kWh. A diferença entre o gasto desses consumidores com 1 kWh, depois da redução da tarifa de energia, mais aproximada, é de | ["R$ 0,27.", "R$ 0,29.", "R$ 0,32.", "R$ 0,34.", "R$ 0,61."] | Com 1 kWh, a diferença entre o gasto dos consumidores com consumo mensal de 185 kWh e 100 kWh é, em reais,
$$\frac{85,56}{185} - \frac{16,73}{100} \approx 0,46 - 0,17 = 0,29$$ | B |
# “We won’t ruin Mars. It’s too big and too good,” said the captain.
“You think not? We Earth men have a talent for ruining big, beautiful things. The only reason we didn’t set up hot-dog stands in the midst of the Egyptian temple of Karnak is that it was out of the way and served no large commercial purpose. And Egypt is a small part of Earth. But here, this whole thing is ancient and different, and we have to set down somewhere and start fouling it up. We’ll call the canal the Rockefeller Canal and the mountain King George Mountain and the sea the Dupont Sea, and there’ll be Roosevelt and Lincoln and Coolidge cities, and it won’t ever be right when there are proper names for these places.”
| Nesse fragmento de um conto do autor Ray Bradbury, o personagem revela ao capitão | ["sua dúvida sobre a preservação de lugares antigos.", "seu entusiasmo com a descoberta de um território.", "sua curiosidade sobre o desenvolvimento do Egito.", "sua indiferença com o crescimento dos espaços urbanos.", "sua preocupação com a exploração de um planeta."] | Lê-se no texto:
“We won’t ruin Mars. It’s too big and too good,” said the captain.
“You think not? We Earth men have a talent for ruining big, beautiful things. (...)” | E |
Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um plano de partilha da Palestina que previa a criação de dois Estados: um judeu e outro palestino. A recusa árabe em aceitar a decisão conduziu ao primeiro conflito entre Israel e países árabes.
A segunda guerra (Suez, 1956) decorreu da decisão egípcia de nacionalizar o canal, ato que atingia interesses anglo-franceses e árabes. Vitorioso, Israel passou a controlar a Península do Sinai. O terceiro conflito árabe-israelense (1967) ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias, tal a rapidez da vitória de Israel.
Em 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom Kippur (Dia do Perdão), forças egípcias e sírias atacaram de surpresa Israel, que revidou de forma arrasadora. A intervenção culminou no cessar-fogo, concluído em 22 de outubro. | A partir do texto acima, assinale a opção correta. | ["A primeira guerra árabe-israelense foi determinada pela ação bélica de tradicionais potências europeias no Oriente Médio.", "Na segunda metade dos anos 1960, quando explodiu a terceira guerra árabe-israelense, Israel obteve rápida vitória.", "A guerra do Yom Kippur ocorreu no momento em que, a partir de decisão da ONU, foi oficialmente instalado o Estado de Israel.", "A ação dos governos de Washington e de Moscou foi decisiva para o cessar-fogo que pôs fim ao primeiro conflito árabe-israelense.", "Apesar das sucessivas vitórias militares, Israel mantém suas dimensões territoriais tal como estabelecido pela resolução de 1947 aprovada pela ONU."] | A independência do Estado de Israel foi declarada em 14 de maio de 1948, a despeito da oposição dos países árabes vizinhos à Palestina, a saber: Egito, Líbano, Transjordânia, entre outros, à criação de um Estado Judeu, em moldes ocidentais, em meio ao mundo islâmico.
A declaração de independência de Israel deu origem ao conflito árabe-israelense, que pode ser ilustrado em quatro momentos: 1948-1949, Guerra de Independência; 1956, Guerra do Suez; 1967, Guerra dos Seis Dias e 1973, Guerra do Yom Kippur.
A Primeira Guerra Árabe-israelense cessou em 1949, com um armistício entre Israel e os contendores árabes, sob a mediação da ONU. A Segunda Guerra, de 1956, a despeito da vitória árabe-anglo-francesa, as pressões norte-americanas e soviéticas, feitas por intermédio da ONU, obrigaram os países vitoriosos a devolver os territórios conquistados do Egito, territórios estes que foram conquistados por Israel neste conflito e tiveram que ser devolvidos. O controle israelense sobre a Península do Sinai ocorreu a partir de 1967 e estendeu-se até 1982, sendo encerrado com o Tratado de Camp David. Na Terceira Guerra, a Guerra dos Seis Dias, de 1967, a vitória israelense foi devastadora; com esta guerra, Israel ampliou seu território, conquistando do Egito a Faixa de Gaza e a Península do Sinai; da Síria, as Colinas de Golã; e da Jordânia, a Cisjordânia. A última guerra, a Quarta Guerra Árabe-israelense, a Guerra do Yom Kippur, de 1973, inicia-se com o ataque integrado da Síria e do Egito contra Israel, visando retomar os territórios conquistados em 1967. Apesar das vitórias iniciais serem devastadoras, Israel revidou o ataque, a ponto de ameaçar a cidade do Cairo, capital do Egito. Para evitar essa tragédia, houve uma intervenção diplomática dos EUA e da URSS. Com mais desespero, os países árabes decidiram penalizar o Ocidente (que sempre apoiou Israel), o que desencadeou a Primeira Crise do Petróleo. Importante salientar que Israel passa a dominar a Península do Sinai após 1967. | B |
Em um autódromo, os carros podem derrapar em uma curva e bater na parede de proteção. Para diminuir o impacto de uma batida, pode-se colocar na parede uma barreira de pneus; isso faz com que a colisão seja mais demorada e o carro retorne com velocidade reduzida. Outra opção é colocar uma barreira de blocos feitos de um material que se deforma, tornando-a tão demorada quanto a colisão com os pneus, mas que não permite a volta do carro após a colisão. | Comparando as duas situações, como ficam a força média exercida sobre o carro e a energia mecânica dissipada? | ["A força é maior na colisão com a barreira de blocos, e a energia dissipada é maior na colisão com a barreira de blocos.", "A força é maior na colisão com a barreira de blocos, e a energia dissipada é maior na colisão com a barreira de pneus.", "A força é maior na colisão com a barreira de blocos, e a energia dissipada é a mesma nas duas situações.", "A força é maior na colisão com a barreira de pneus, e a energia dissipada é maior na colisão com a barreira de pneus.", "A força é maior na colisão com a barreira de blocos, e a energia dissipada é a mesma nas duas situações."] | 1) Na colisão com os pneus, o fato de o carro inverter o sentido de sua velocidade ao voltar faz com que o módulo da variação de sua quantidade de movimento seja maior do que quando para. A maior variação do módulo da quantidade de movimento, para o mesmo tempo de colisão, implica em uma força de maior intensidade, de acordo com o teorema do impulso:
$$\vec{I} = \vec{F} \Delta t = \Delta \vec{Q}$$
$$|\vec{F}| \Delta t = |\Delta \vec{Q}|$$
2) Na colisão com os blocos, como o carro para, a variação de energia cinética é maior, isto é, a energia dissipada é maior. | A |
Segundo dados apurados no Censo de 2010, para uma população de 101,8 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade que teve algum tipo de rendimento em 2010, a renda média mensal apurada foi de R$ 1.202,00. A soma dos rendimentos mensais dos 10% mais pobres corresponde a apenas 1,1% do total de rendimentos dessa população considerada, enquanto a soma dos rendimentos mensais dos 10% mais ricos corresponde a 44,5% desse total.
| Qual foi a diferença, em reais, entre a renda média mensal de um brasileiro que estava na faixa dos 10% mais ricos e de um brasileiro que estava na faixa dos 10% mais pobres? | ["240,40", "548,11", "1.723,67", "4.026,70", "5.216,68"] | A receita gerada pela população de 101,8 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade que teve algum tipo de rendimento em 2010 foi de R$ 1.202,00 por pessoa.
A receita gerada pelos 10% mais pobres foi de 1,1% da renda total. Assim, a renda média mensal de um brasileiro nesta faixa foi de
$$\frac{1,1\% \cdot R$ 1.202,00 \cdot p}{10\% \cdot p} = R$ 132,22$$
A receita gerada pelos 10% mais ricos foi de 44,5% da renda total. Portanto, a renda média mensal de um brasileiro nesta faixa foi de
$$\frac{44,5\% \cdot R$ 1.202,00 \cdot p}{10\% \cdot p} = R$ 5.348,90$$
A diferença, em reais, entre as rendas médias dos brasileiros que estavam nas duas faixas foi de 5.348,90 – 132,22 = 5.216,68 | E |
Depois de um bom jantar: feijão com carne-seca, orelha de porco e couve com angu, arroz-moldado durado, carne de vento assada no espeto, torresmo enxuto de tocinho da barriga, viadinho de milho verde e um prato de caldo de couve, jantar encerrado por um prato fundo de canjica com torres de açúcar. Nhô Tomé saboreou um café forte e se estendeu na rede. A mão direita sob a cabeça, a guisa de travesseiro, o indefectível cigarro de palha entre as pontas do indicador e do polegar, envernizados pela fumaça, de unhas encardidas e longas, ficou de panca para o ar, modorrento, a olhar para as ripas do telhado.
Quem come e não deita, a comida não aproveita, pensava Nhô Tomé... E pôs-se a cochilar. A sua modorra durou pouco: Tia Policena, ao passar pela sala, bradou assombrada:
— Ei! Sinhô! Vai dormir agora? Não! Não presta… Dá pisadeira e pode morrer de ataque de cabeça. Depois do almoço, não faz mal... mais depois da janta?! | Nesse trecho, extraído de texto publicado originalmente em 1921, o narrador | ["apresenta, sem explicitar juízos de valor, costume da época, descrevendo os pratos servidos no jantar e a atitude de Nhô Tomé e de Tia Policena.", "desvaloriza a norma culta da língua porque incorpora à narrativa usos próprios da linguagem regional das personagens.", "condena os hábitos descritos, dando voz a Tia Policena, que tenta impedir Nhô Tomé de deitar-se após as refeições.", "utiliza a diversidade sociocultural e linguística para demonstrar seu desrespeito às populações das zonas rurais do início do século XX.", "manifesta preconceito em relação a Tia Policena ao transcrever a fala dela com os erros próprios da região."] | O narrador do texto de Cornélio Pires é inteiramente isento em relação aos hábitos que descreve e à linguagem que reproduz. | A |
# Ed Mort só vai
Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Tenho um escritório numa galeria de Copacabana entre um fliperama e uma loja de carimbos. Dá só para o essencial: um telefone mudo e um cinzeiro. Mas insisto numa mesa e numa cadeira, apesar do protesto das baratas. Elas não vencerão. Comprei um jogo de máscaras. No meu trabalho, o disfarce é essencial, para escapar dos criadores. Outro dia, entrei na sala e vi a cara do King Kong andando pelo chão. As baratas estavam roubando as máscaras. Espisotei meia dúzia. As outras atacaram a mesa. Consegui salvar minha Bice e o journal. O journal era novo, tinha só uma semana. Mas elas levaram a agenda. Saf ganhado. A agenda estava em branco. Meu último caso fora com a funcionária do Erótica, a primeira ótica da cidade com balconista topless. Acabou mal. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.
| Nessa crônica, o efeito de humor é basicamente construído por uma | ["segmentação de enunciados baseada na descrição dos hábitos do personagem.", "ordenação dos constituintes oracionais na qual se destaca o núcleo verbal.", "estrutura composicional caracterizada pelo arranjo singular dos períodos.", "sequência narrativa na qual se articulam eventos absurdos.", "seleção lexical na qual predominam informações redundantes."] | A crônica apresenta um enredo criativo e original, em que o humor se faz presente nas ações descabidas do personagem e das baratas. | D |
O fim da história
Não creio que o tempo
Venha comprovar
Nem negar que a História
Possa se acabar
Basta ver que um povo
Derruba um czar
Derruba de novo
Vem a História, escreve um capítulo
Cujo título pode ser “Nunca Mais”
Quem pôs no lugar
É como se o livro dos tempos pudesse
Ser lido de trás para frente, de frente para trás
Vem a História, escreve um capítulo
Cujo título pode ser “Nunca Mais”
Vem o tempo e elege outra história, que escreve
Outra parte, que se chama “Nunca É Demais”
“Nunca Mais”, “Nunca É Demais”, “Nunca Mais”
“Nunca É Demais”, e assim por diante, tanto faz
Indiferente se o livro é lido
De trás para frente ou lido de frente para trás
| Considerando-se o jogo de oposições presente nessa letra de canção, infere-se que a narrativa histórica | ["está sujeita a diferentes interpretações.", "é construída pela relação de causa e efeito.", "sucede-se em espaços de tempo cíclicos.", "limita-se a fatos relevantes de um grupo social.", "desenvolve-se em torno de uma mesma temática."] | Depreende-se que a narrativa histórica é cíclica, pois “um povo / Derruba um czar / Derruba de novo (...)
Quem pôs no lugar / É como se o livro dos tempos pudesse / Ser lido de trás para frente, de frente para trás”.
Nota-se, portanto, um vaivém constante nos movimentos políticos da história. | C |
O governo de uma cidade está preocupado com a possível epidemia de uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria. Para decidir quais medidas tomar, deve calcular a velocidade de reprodução da bactéria. Em experiências laboratoriais de uma cultura bacteriana, inicialmente com 40 mil unidades, obteve-se a fórmula para a população:
$$p(t) = 40 \cdot 2^{3t}$$
em que t é o tempo, em horas, e $p(t)$ é a população, em milhares de bactérias. | Em relação à quantidade inicial de bactérias, após 20 minutos, a população será | ["reduzida a um terço.", "reduzida à metade.", "reduzida a dois terços.", "duplicada.", "triplicada."] | Lembrando que 20 minutos = $\frac{20}{60}$ h = $\frac{1}{3}$ h, a população de bactérias após 20 minutos será, em milhares
$$p\left(\frac{1}{3}\right) = 40 \cdot 2^{3 \cdot \frac{1}{3}} = 40 \cdot 2^{1} = 80, o dobro de 40 mil
que era o número de bactérias inicial. | D |
Garcia, ao se aproximar do cadáver, levantou um lenço e contemplou por alguns instantes as feições do defunto. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou, assombrado; não podia ser o beijo da amizade, mas poderia ser o epílogo de um livro adulterado [...].
Entretanto, Garcia inclinou-se novamente para beijar o cadáver, mas então não pôde mais. O beijo irrompeu em soluços, e os olhos não conseguiram conter as lágrimas, que brotaram em borbotões, lágrimas de amor calado e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficou, saboreou tranquilamente essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
| No fragmento, o narrador adota um ponto de vista que acompanha a perspectiva de Fortunato. O que singulariza esse procedimento narrativo é o registro do(a) | ["indignação face à suspeita do adultério da esposa.", "tristeza compartilhada pela perda da mulher amada.", "espanto diante da demonstração de afeto de Garcia.", "prazer da personagem em relação ao sofrimento alheio.", "superação do ciúme pela comoção decorrente da morte."] | Neste conto de Machado de Assis, intitulado “A Causa Secreta”, o personagem Fortunato é movido por “prazer em relação ao sofrimento alheio”, isto é, por sadismo. | D |
Uma torneira está gotejando água em um balde com capacidade de 18 litros. Neste momento, o balde se encontra com 50% de sua capacidade ocupada. A cada segundo, caem 5 gotas de água da torneira, e uma gota é formada, em média, por 5 x 10⁻² mL de água. | Quanto tempo, em horas, será necessário para encher completamente o balde, partindo do momento atual? | ["2 x 10¹", "1 x 10¹", "2 x 10⁻²", "1 x 10⁻²", "1 x 10⁻³"] | Para encher o balde, faltam 9 litros = 9000 mL
1 gota ⟶ 5 x 10⁻² mL
x ⟶ 9000 mL
x = 180 000 gotas
5 gotas ⟶ 1 s
180 000 gotas ⟶ y
∴ y = 36 000 s = 10 h = 1 x 10¹ h | B |
Judiciário contribuiu com a ditadura no Chile, diz o Juiz Guzmán Tapia.
As cortes de apelação rejeitaram mais de 10 mil habeas corpus nos casos das pessoas desaparecidas. Nos tribunais militares, todas as causas foram concluídas com suspensões temporárias ou definitivas, e os desaparecimentos políticos tiveram apenas trâmites formais na Justiça. Assim, o Poder Judiciário contribuiu para que os agentes estatais ficassem impunes.
| Segundo o texto, durante a ditadura chilena na década de 1970, a relação entre os poderes Executivo e Judiciário caracterizava-se pela | ["preservação da autonomia institucional entre os poderes.", "valorização da atuação independente de alguns juízes.", "manutenção da interferência jurídica nos atos executivos.", "transferência das funções dos juízes para o chefe de Estado.", "subordinação do Poder Judiciário aos interesses políticos dominantes."] | A questão, ao mencionar um aspecto das relações institucionais vigentes na ditadura chilena (1973-90), aborda um aspecto recorrente nos regimes militares implantados no Cone Sul nas décadas de 1960-70: a supremacia do poder Executivo sobre o Legislativo e até sobre o Judiciário – transformados em auxiliares e ratificadores das decisões tomadas pelo primeiro. | E |
Obesidade causa doença
A obesidade tornou-se uma epidemia global, segundo a Organização Mundial da Saúde, ligada à Organização das Nações Unidas. O problema vem atingindo um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo, e entre as principais causas desse crescimento estão o modo de vida sedentário e a má alimentação.
Segundo um médico especialista em cirurgia de redução de estômago, a taxa de mortalidade entre homens obesos de 25 a 40 anos é 12 vezes maior em comparação à taxa de mortalidade entre indivíduos de peso normal. O excesso de peso e de gordura no corpo desencadeia piores problemas de saúde que poderiam ser evitados. Em alguns casos, a boa notícia é que a perda de peso leva a melhorias, como no caso da asma, mas em outros, como o infarto, não há solução.
| O texto apresenta uma reflexão sobre saúde e aponta o excesso de peso e de gordura corporal dos indivíduos como um problema, relacionando-o ao | ["padrão estético, pois o modelo de beleza dominante na sociedade requer corpos magros.", "equilíbrio psíquico da população, pois esse quadro interfere na autoestima das pessoas.", "quadro clínico da população, pois a obesidade é um fator de risco para o surgimento de diversas doenças crônicas.", "preconceito contra a pessoa obesa, pois ela sofre discriminação em diversos espaços sociais.", "desempenho na realização das atividades cotidianas, pois a obesidade interfere na performance."] | O texto afirma que o "excesso de peso e de gordura no corpo desencadeia piores problemas de saúde que poderiam ser evitados", sendo a obesidade, portanto, um fator de risco para o surgimento de diversas doenças crônicas, como afirma a alternativa c. | C |
Uma empresa que organiza eventos de formatura confecciona canudos de diplomas a partir de folhas de papel quadradas. Para que todos os canudos fiquem idênticos, cada folha é enrolada em torno de um cilindro de madeira de diâmetro d em centímetros, sem folga, dando-se 5 voltas completas em torno de tal cilindro. Ao final, amarra-se um cordão no meio do diploma, bem ajustado, para que não ocorra o desenrolamento, como ilustrado na figura.
Em seguida, retira-se o cilindro de madeira do meio do papel enrolado, finalizando a confecção do diploma. Considere que a espessura da folha de papel original seja desprezível. | Qual é a medida, em centímetros, do lado da folha de papel usada na confecção do diploma? | ["πd", "2 π d", "4 π d", "5 π d", "10 π d"] | A medida, em centímetros, do lado da folha de papel usada na confecção do diploma é 10πd. | D |
Essa lua enlutada, esse desassossego
A convulsão de dentro, ilharga
Dentro da solidão, corpo morrendo
Tudo isso te devo. E eram tão vastas
As coisas planejadas, navios,
Muralhas de marfim, palavras largas
Consentimento sempre. E seria dezembro.
Um cavalo de jade sob as águas
Dupla transparência, fio suspenso
Todas essas coisas na ponta dos teus dedos
E tudo se desfez no pórtico do tempo
Em lívido silêncio. Umas manhãs de vidro
Vento, a alma esvaziada, um sol que não vejo
Também isto te devo.
| No poema, o eu lírico faz um inventário de estados passados espelhados no presente. Nesse processo, aflora o | ["cuidado em apagar da memória os restos do amor.", "amadurecimento revestido de ironia e desapego.", "mosaico de alegrias formado seletivamente.", "desejo reprimido convertido em delírio.", "arrependimento dos erros cometidos."] | O inventário de estados passados trouxe o amadurecimento do eu lírico para lidar com a solidão e, ironicamente, tratá-la com desapego. | B |
Para analisar o desempenho de um método diagnóstico, realizam-se estudos em populações compostas por pacientes saudáveis e doentes. Quatro situações distintas podem ocorrer nesse contexto de teste:
1) Paciente TEM a doença e o resultado do teste é POSITIVO.
2) Paciente TEM a doença e o resultado do teste é NEGATIVO.
3) Paciente NÃO TEM a doença e o resultado do teste é POSITIVO.
4) Paciente NÃO TEM a doença e o resultado do teste é NEGATIVO.
Um índice de desempenho para a avaliação de um teste diagnóstico é a sensibilidade, definida como a probabilidade de o resultado do teste ser POSITIVO se o paciente estiver com a doença.
O quadro refere-se a um teste diagnóstico para a doença A, aplicado em uma amostra composta por duzentos indivíduos.
| Resultado do teste | Doença A | |
| :--- | :--- | :--- |
| Positivo | 95 | 15 |
| Negativo | 5 | 85 |
| Conforme o quadro do teste proposto, a sensibilidade dele é de | ["47,5%.", "85,0%.", "86,3%.", "94,4%.", "95,0%."] | A sensibilidade do teste diagnóstico é a probabilidade de o resultado ser positivo se o paciente estiver com a doença e, portanto, é $\frac{95}{100} = 95\%$ | E |
Até novembro de 2011, não havia uma lei específica que punisse fraudes em concursos públicos. Isso dificultava o enquadramento dos fraudadores em algum artigo específico do Código Penal, fazendo com que eles escapassem da Justiça com mais facilidade. Entretanto, com o sancionamento da Lei 12.550/11, é considerado crime utilizar ou divulgar indevidamente o conteúdo sigiloso de concursos públicos, com pena de reclusão de 12 a 48 meses (1 a 4 anos). Caso esse crime seja cometido por um funcionário público, a pena sofrerá um aumento de \frac{1}{3}. | Se um funcionário público for condenado por fraudar um concurso público, sua pena de reclusão poderá variar de | ["4 a 16 meses.", "16 a 52 meses.", "16 a 64 meses.", "24 a 60 meses.", "28 a 64 meses."] | Se m for o número de meses da pena à qual o funcionário será condenado, então:
$$12 + \frac{1}{3}, 12 \leq m \leq 48 + \frac{1}{3}, 48 \Leftrightarrow$$
$$\Leftrightarrow 12 + 4 \leq m \leq 48 + 16 \Leftrightarrow 16 \leq m \leq 64$$ | C |
O ácido sulfúrico (H2SO4) é um dos ácidos mais utilizados em indústrias e em laboratórios. O resíduo ácido gerado pelo seu uso pode provocar sérios danos ao meio ambiente. Em um laboratório, gerou-se uma grande quantidade de resíduo ácido a partir do ácido sulfúrico, o qual necessita ser neutralizado para o seu descarte. O técnico desse laboratório tem à sua disposição cinco substâncias: CaO, K2SO4, NaHSO4, CH3CH2OH e C5H9CONH2. | Qual dessas substâncias é adequada para realizar esse tratamento? | ["CaO", "K2SO4", "NaHSO4", "CH3CH2OH", "C5H9CONH2"] | O resíduo ácido deve ser neutralizado com uma substância de caráter básico e barata.
CaO: óxido básico: CaO + H2O → Ca(OH)2
H2SO4 e NaHSO4: sal de ácido forte e base forte, caráter neutro (K2SO4) e caráter ácido / NaHSO4 devido ao H que ioniza.
CH3CH2OH (álcool): caráter neutro.
C5H9CONH2 (amido): caráter muito pouco básico. | A |
Nascidas no Líbano, as duas irmãs não puderam ser registradas no país, porque lá é exigido que os nascidos sejam filhos de pais e mães libaneses. Seus pais, de nacionalidade síria, também não puderam registrá-las no país de origem. Na Síria, crianças só são registradas por pais oficialmente casados, o que não era o caso deles.
| Em situações como a apresentada no texto, as pessoas ao nascerem já se encontram na condição sociopolítica de | ["exiladas.", "apátridas.", "foragidas.", "refugiadas.", "clandestinas."] | Justificativa: O texto aborda a situação de crianças de pais sírios que nasceram no Líbano, apátridas (não possuem nacionalidade). O registro de nacionalidade no Líbano exige que os pais sejam libaneses. Na Síria, a condição para o registro é o casamento oficial dos pais, o que não era o caso, por isso as crianças são apátridas. | B |
Futebol: “A rebeldia é que muda o mundo”
Conheça a história de Afonsinho, o primeiro jogador do futebol brasileiro a derrotar a cartolagem e a conquistar o Passe Livre, há exatos 40 anos.
Pelé estava aposentado para valer pela primeira vez, então com a camisa do Santos (porque depois voltaria a atuar pelo New York Cosmos, dos Estados Unidos), em 1972, quando foi questionado se, finalmente, se sentia um homem livre. O Rei respondeu sem titubear:
— Homem livre no futebol só conheço um: o Afonsinho. Este sim pode dizer, usando suas próprias palavras, que deu o grito de independência ou morte. Ninguém mais. O resto é conversa.
Apesar de suas declarações serem motivo de chacota por parte da mídia futebolística e até dos torcedores brasileiros, o Atleta do Século acertou. E provavelmente acertaria novamente hoje.
Isso se deve à admiração por um de seus colegas de clube daquele ano. Pelo reconhecimento do caráter e personalidade de um dos jogadores mais contestadores do futebol nacional. E principalmente em razão da história de luta – e vitória – de Afonsinho sobre os cartolas.
| O autor utiliza marcas linguísticas que dão ao texto um caráter informal. Uma dessas marcas é identificada em: | ["[...] o Atleta do Século acertou.", "“O Rei respondeu sem titubear [...]”.", "“E provavelmente acertaria novamente hoje.”", "“Pelé estava se aposentando para valer pela primeira vez [...]”.", "“Pelé tinha admiração por um de seus colegas de clube daquele ano.”"] | A expressão 'pra valer' é de uso informal e o registro 'para' corresponde, na norma culta, à preposição 'para'. | D |
Uma concessionária é responsável por um trecho de 480 quilômetros de uma rodovia. Nesse trecho, foram construídas 10 praças de pedágio, onde funcionários recebem os pagamentos nas cabines de cobrança. Também existe o serviço automático, em que os veículos equipados com um dispositivo passam por uma cancela, que se abre automaticamente, evitando filas e diminuindo o tempo de viagem. Segundo a concessionária, o tempo médio para efetuar a passagem em uma cabine é de 3 minutos, e as velocidades máximas permitidas na rodovia são 100 km/h para veículos leves e 80 km/h para veículos de grande porte. Considere um carro e um caminhão viajando, ambos com velocidades constantes e iguais às máximas permitidas, sendo que somente o caminhão possui o serviço automático de cobrança. | Comparado ao caminhão, quantos minutos a menos o carro leva para percorrer toda a rodovia? | ["30", "42", "72", "288", "360"] | 1) Veículos leves: $V_1 = 100\text{ km/h}$ e $Δs = 480\text{ km}$
$Δt_1 = \frac{Δs}{V_1} = \frac{480}{100}(\text{h}) = 4.8\text{h}$
O veículo leve não tem serviço automático de cobrança e, portanto, o tempo gasto nos pedágios será de:
$Δp = 10.3\text{ min} = 30\text{ min} = 0.5\text{h}$
O tempo total de percurso será:
$T_1 = Δt_1 + Δp = 4.8\text{ h} + 0.5\text{ h} = 5.3\text{ h}$
2) Para veículos pesados: $V_2 = 80\text{ km/h}$ e $Δs = 480\text{ km}$
$Δt_2 = \frac{Δs}{V_2} = \frac{480}{80}(\text{h}) = 6.0\text{h}$
O tempo total de percurso será:
$T_2 = Δt_2 = 6.0\text{ h}$
3) A diferença entre os tempos de percurso será dada por:
$\Delta t = T_2 - T_1 = 6.0\text{h} - 5.3\text{h} = 0.7\text{h}$
$\Delta t = 0.7.60\text{ min} \Rightarrow Δt = 42\text{ min}$ | B |
O que é possível dizer em 140 caracteres?
O sucesso do Twitter no Brasil é uma oportunidade única de compreender a importância da concisão nos gêneros de escrita.
A máxima “menos é mais” nunca fez tanto sentido como no caso do microblog Twitter, cuja premissa é dizer algo - não importa o que - em 140 caracteres. Desde que o serviço foi criado, em 2006, o número de usuários da ferramenta tem crescido cada vez mais, assim como a diversidade de usos que se faz dela. Do estilo “querido diário” à literatura concisa, passando por aforismos, citações, jornalismo, fofoca, humor etc., tudo ganha o espaço de um tweet [“tweet” em inglês] e entender seu sucesso pode indicar um caminho para o aprimoramento de um recurso vital à escrita: a concisão.
<REFERENCIA>Disponível em: http://revistalingua.uol.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010 (adaptado).<REFERENCIA> | O Twitter se presta a diversas finalidades, entre elas, à comunicação concisa; por isso, essa rede social | ["é um recurso elitizado, cujo público precisa dominar a língua padrão.", "constitui um recurso próprio para a aquisição da modalidade escrita da língua.", "é restrita à divulgação de textos curtos e pouco significativos e, portanto, é pouco útil.", "interfere negativamente no processo de escrita e acaba por revelar uma cultura pouco reflexiva.", "estimula a produção de frases com clareza e objetividade, fatores que potencializam a comunicação interativa."] | Segundo o texto, o Twitter estimula a comunicação por meio de poucas e precisas palavras, em textos marcados pela concisão. | E |
A demanda da comunidade afro-brasileira por reconhecimento, valorização e afirmação de direitos, no que diz respeito à educação, passou a ser particularmente apoiada com a promulgação da Lei 10.639/2003, que alterou a Lei 19.344/1996, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana.
| A alteração legal no Brasil contemporâneo descrita no texto é resultado do processo de | ["aumento da renda nacional.", "mobilização do movimento negro.", "melhoria da infraestrutura escolar.", "ampliação das disciplinas obrigatórias.", "politização das universidades públicas."] | Mesmo que tardiamente, o movimento negro vem recuperando a história e a importância social do contingente afrodescendente no Brasil. | B |
Eu tenho empresas e sou digno do visto para ir a Nova York. O dinheiro que chove em Nova York é para pessoas com poder de compra. Pessoas que tenham um visto do consulado americano. O dinheiro que chove em Nova York também é para os nova-iorquinos. São milhares de dólares. [...] Estou indo para Nova York, onde está chovendo dinheiro. Sou um grande administrador. Sim, está chovendo dinheiro em Nova York. Deu no rádio. Vejo que há pedestres invadindo a via onde trafega o meu carro vermelho, importado da Alemanha. Vejo que há carros nacionais trafegando pela via onde trafega o meu carro vermelho, importado da Alemanha. Ao chegar em Nova York, tomarei providências.
| As repetições e as frases curtas constituem procedimentos linguísticos importantes para a compreensão da temática do texto, pois | ["expressam a futilidade do discurso de poder e de distinção do narrador.", "disfarçam a falta de densidade das angústias existenciais narradas.", "ironizam a valorização da cultura norte-americana pelos brasileiros.", "explicitam a ganância financeira do capitalismo contemporâneo.", "criticam os estereótipos sociais das visões de mundo elitistas."] | O texto expõe a futilidade do seu narrador, que se entende como alguém superior por conta de seu poder aquisitivo. Essa futilidade fica nítida pela repetição de frases semelhantes e curtas, que não possuem qualquer criticidade para serem mais elaboradas. | A |
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