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Nas deficiências de acido fólico e vitamina B 12, utilizar a re -posição de rotina associada à orientação dietética. Esquemas para reposição de ferro na gravidezFormulação Dose Diária Sulfato ferroso 400 mg (Combirom, Iberin fólico)Ferro quelato 150 mg (Neutrofer fólico)Os casos de anemia hemolítica devem receber c...
© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. A gestante está particularmente sujeita a um maior risco de apre-sentar quadros infecciosos durante o período gravídico. Algu-mas situações podem ser apontadas para explicar este fato: ple -na atividade sexual, imunomodulação desencadeada pelos níveis crescentes de...
O conhecimento prévio ou no início da gravidez do cadastro sorológico (avaliação imunológica das gestante) permitirá diagnós-tico de exposição de risco e soroconversão com maior facilidade. Diagnóstico e conduta na infecção vaginal e vaginoses durante a gestaçãoRastreamento e diagnósticoO exame vaginal completo pode se...
Capítulo 5Infecções na gravIdez103Conduta na gestaçãoTricomoníase: o tratamento é feito a partir da se -gunda metade da gravidez com secnidal 2,0 gra-mas por via oral (Unigyn ) ou tinidazol (Pletil ) 2 g via oral dose única. Outra opção é Metronidazol (500 mg de 12/12 horas) por 7 dias O parceiro se -xual deve ser tr...
Clamídia: tratada com azitromicina (1,0 grama), via oral por três dias, à partir da segunda metade da gravidez. Candidíase: tratada com derivados imidazóli-cos locais como o nitrato de miconazol a 1% (Ginodactarin) por 7 dias, o terconazol (Ginofungix) 5 dias ou tioconazol 300 mg (Ginotralen ) em aplicação única de ...
Via de parto Geralmente não precisa ser alterada na presença dos corrimentos, mas todo possível é feito para tratá-las durante o pré-natal. Diagnóstico e conduta na infecção vaginal por estreptococos beta hemolítico durante a gestaçãoRastreamento e diagnósticoPela sua importância como causa de quadros pneumônicos neona...
Conduta na gestaçãoConfirmado o diagnóstico, o tratamento será rea-lizado por amoxicilina (2,0 gramas/ dia) por 7 a 10 dias contínuos ou dose única de 3,0 gramas (IM) de Sultamicilina (Unasyn). Durante o trabalho de parto a intervenção profiláti-ca recomendada é o uso de antibiótico (penicilina intravenosa) na dose 5 ...
Diagnóstico e conduta na infeção pelo condiloma acuminado (HPV) durante a gestaçãoRastreamento e diagnósticoO risco de transmissão ao feto na passagem do canal de parto e a ocorrência de papiloma de la-ringe no período neonatal indicam a necessidade de tratamento de todos os casos diagnosticados no pré-natal. O diagnós...
Conduta na gestaçãoO uso da cauterização do colo e a aplicação da podofilina estão contraindicados na gestante. Recorre-se ao tratamento com aplicação de acido tricloacético a 80% e em casos especiais ao uso de interferon local e antivirais sistêmicos. Nas le-sões extensas de vulva e introito vaginal pode-se recorrer a...
O diagnóstico de doença aguda será feito pela cul-tura de secreção vaginal (fundo de saco e cérvix) ou pela detecção de IgM em sorologia. Conduta na gestação e partoO tratamento do episódio agudo poderá ser reali-zado localmente com creme de aciclovir (4 vezes ao dia). O tratamento por via oral fica reservado aos casos...
Conduta na gestaçãoConfirmada a positividade de ambos os exames realiza-se o tratamento:Doença em fase aguda (visualização do cancro ou ulcera genital):• Penicilina Benzatina – dose de 2.400.000 unidades em dose única (IM)• Doença em fase primaria (primeiro ano de evolução):• Penicilina Benzatina – 4.800.000 UI em...
• Doença em fase latente (mais de ano de evolução):• Penicilina Benzatina – 7.200.000 UI (IM) em três tomadas com intervalos de cinco dias cada. Gestantes alérgicas a penicilina podem fazer uso da eritromicina ou cefalosporina. Uso mínimo de 20 dias para todas as forma. Via de parto e aleitamentoNão precisam ser alter...
Conduta na gestaçãoSeguimento: as pacientes com sorologia positiva devem realizar exames para avaliação da condição imunológica (contagem de linfócitos CD 4) e verifica-ção do nível da carga viral. Consideramos como pre-servada a capacidade imunológica da gestante com contagem de Linfócitos T - CD 4 maior que 200 célu-...
Uso de antivirais na gravidez : será iniciado ime -diatamente após o diagnostico, independente da idade gestacional. As pacientes com contagem de CD 4 maior que 350 células/ml e com carga viral inferior a 1.000 copias por ml serão submetidas ao uso exclusivo de AZT (zidovudina) – 300 mg de 12/12 horas por toda a gravid...
Ação dos antirretrovirais: • AZT : inibidor da transcriptase reversa • Lamivudina (3TC): inibidor da transcriptase reversa Nevirapina (NVP): inibidor da trans -criptase reversa nãonucleosídeos• Indinavir (IDV): inibidor de protease. Via de partoEstá indicada a cesariana em gestantes com carga viral desconhecida ou m...
Diagnóstico e conduta na toxoplasmose aguda durante a gestaçãoRastreamento e diagnósticoO rastreamento é universal e se inicia na primeira consulta de pré-natal devendo ser repetido trimes-tralmente. O diagnóstico é feito a partir da conver-são sorológica. As possibilidades de diagnostico são descritas abaixo (qualquer...
Teste da Avidez – Menor que 30% – infecção a me-nos de 6 meses. Maior que 60% – infecção a mais de 6 meses. Conduta na gestaçãoTratamento: Imediatamente após a suspeição, mes-mo aguardando confirmação ou já com diagnóstico obtido deve-se iniciar o uso de Espiramicina (via oral) na dose de 3,0 gramas/dia (1g de 8/8 hora...
Atualmente a técnica mais sensível e mais utiliza-da é a pesquisa do genoma do parasita no líquido amniótico por PCR (exame a ser realizado após 18 semanas). Nos casos com avaliação amniótica positiva deve-se modificar o esquema terapêutico. Sugere-se: • Pirimetamina – 25mg/dia dose única por 4 semanas seguidas. Por s...
• Alterna-se com 4 semanas de Espiramicina. Realiza-se o esquema alternativamente ate o parto. O uso de fator de resgate (Leucovorin 10mg/dia) deve ser avaliado dependendo do tempo previsto de uso da Piremetamina. Via de parto e aleitamentoNão precisam ser alterados na presença da doen-ça. Segue-se a indicação obstétr...
Conduta na gestação e partoA infecção ocorre por passagem transplacentária do vírus, com risco de 30 a 40% quando a contami-nação ocorre na primeira metade da gravidez. Não há ainda experiência com antivirais nos pacientes com Citomegalovírus em fase aguda. Nestes ca-sos está indicada a pesquisa de doença fetal ao ultr...
Estado imunológico materno IgG IgMImunidade + –Infecção aguda – +Suscetível – –Reinfecção + +© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. É a interrupção da gestação antes da viabilidade fetal, ou seja, antes da 22a. semana de gestação ou com peso inferior a 500g. A perda pode ser espontânea ou provocada, com...
Classificação evolutiva dos abortamentosCaracterísticasAmeaça de abortoClinicamente há presença de discreto sangramen-to, geralmente indolor, o colo uterino está fechado, o embrião apresenta-se com vitalidade ao ultras-som (BCF positivo e movimentos). O risco de perda é estimado em 50%. Capítulo 6Conduta no abortamento...
Abortamento completoAo exame clínico observa-se discreto sangramento genital, o útero geralmente já encontra-se de volu-me normal e colo fechado. A cavidade uterina apre-senta-se com contornos regulares e sem conteúdo sugestivo de embrião ou restos ovulares, ao ultras-som. A paciente com frequência relata história de e...
O abortamento também pode ser classificado em função do período gestacional em que ocorre e em função da sua frequência. Classificação temporal dos abortamentosCaracterísticasAbortamento habitual (repetição)Ocorrência de duas perdas consecutivas da gravi-dez ou três alternadas com gestações a termo. Abortamento precoce...
Avaliação clínica e laboratorial da gestante nos abortamentosCaracterísticasAvaliação clínica da pacienteExame geral: avaliam-se as mucosas, temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial. O exame ginecológico é importante para quantificar-se a intensidade do sangramento uterino, presença de dilatação do c...
Exame laboratorialDosagem sérica de progesterona: indica bom prog -nóstico quando acima de 20 picograma/ml. β-HCG: a duplicação da concentração sérica da go -nadotrofina coriônica em 48 horas é indicador de bom prognóstico. Leucometria e gama GT: avaliam a resposta materna na presença de infecção intra-cavitária, enqua...
Abortamento em evolução, incompleto, inevitável e retidoEstão indicadas internação e curetagem uterina. A conduta conservadora nas gestações iniciais, aguardando-se a expulsão espontânea, é possí-vel em casos selecionados. O emprego de pros-taglandinas como o Misoprotol (Cytotec ) ou o Dinoprostona (Propess) para in...
Cuidados gerais nos quadros de abortamentoA determinação do grupo sanguíneo e fator Rh está indicada para todos os quadros de abortamento. As gestantes RH negati-vo não sensibilizadas (coombs indireto negativo) deverão receber imunoglobulina anti-RH. Outro cuidado importante é também enviar o material de curetagem uter...
Estima-se que a incidência da gravidez ectópica na população geral seja de 0,5 a 0,8%. No entanto estes índices são mais eleva-dos em grupos de risco. A recorrência da gravidez ectópica é alta e situa-se em torno de 25 a 30%. Toda mulher com atividade sexual está sujeita a esta ocorrên-cia, mas existem fatores predispo...
História de doença inflamatória pélvica. Tratamento de infertilidade: indução de ovulação, fertilização in vitro (FIV). Capítulo 7Conduta na gravidez eCtópiCa119DiagnósticoO melhor momento para seu diagnóstico é quando feito antes de sua ruptura, ou seja, na fase inicial, ainda íntegra. Para que isto seja possível, do...
Exame de ultrassomAusência de visualização do saco gestacional na ca-vidade uterina, pela ecografia endovaginal, quando a dosagem de gonadotrofina sérica se encontra em níveis superiores a 800 mUI. O diagnóstico da gravidez ectópica rota baseia-se no apareci-mento do quadro de abdome agudo hemorrágico. Os sinais mais i...
CondutaDiante de queixa de dor pélvica e ausência de sinais de ab -dome agudo em mulher com possibilidade de gravidez deve-se recorrer às dosagens seriadas do β-HCG e progesterona e solicitar ecografia endovaginal. Na suspeita pelo quadro laboratorial e ul-trassom realiza-se laparoscopia para localização de saco gesta...
Cuidados adicionaisA determinação do grupo sanguíneo e fator Rh está indicada. As gestantes RH negativo não sensibilizadas (coombs indireto ne -gativo) deverão receber imunoglobulina anti-RH. relacionadas à gestação é denominado corioma ou doença tro-folástica gestacional. No entanto, existem formas diversas, que se di...
Existem várias classificações para os coriomas, levando-se em consideração os achados histológicos e seu grau de invasividade. Classificações dos coriomasCritério ClassificaçãoHistologia• Mola Hidatiforme• Corioadenoma Destruens• CoriocarcinomaInvasividade • Não metastáticos• MetastáticosCapítulo 8Doença trofoblástica ...
Classificações das molas hidatiformesTipo CaracterísticasMola parcialCariótipo: geralmente 69,XXX ou 69,XXY(carga gené-tica materna e fetalFeto: geralmente presenteProliferação trofoblástica: focal, leve a moderadaApresentação clínica:• Tamanho uterino: pequeno para idade gesta-cional• Cistos teca-luteínicos: raros• C...
Conduta na mola hidatiformeApós a confirmação anatomopatológica do quadro, deve ser realizada dosagem de β-HCG, ecografia pélvica (visualização de cis-tos ovarianos), radiografia de tórax (metástase) e exame ginecoló-gico rigoroso para estadiamento e estabelecimento de parâmetros de seguimento. Realiza-se então o esvaz...
A paciente deve ser seguida por um ano, mantida em con-tracepção segura neste período e ter a queda da concentração de β-HCG acompanhada. Para isto, solicitar β-hCG quantitativo a cada semana até negativação; a partir de dois exames negativos conse-cutivos repetir mensalmente por 6 meses e então a cada 2 meses até um t...
Conduta nos outros coriomasO corioadenoma destruens e o corioma que avançam sobre a parede uterina devem ter abordagem mais agressiva, pois em algumas ocasiões ultrapassam o útero atingindo estruturas pélvi -cas. O tratamento deve ser a histerectomia seguida de controle semelhante ao citado para a mola hidatiforme. O c...
© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. A placenta prévia e o descolamento prematuro de placenta são causas de hemorragia tardia da gravidez, ou seja, aquelas que acometem com maior frequência a segunda metade gestacional. Sua importância está no diagnóstico e conduta adequados para se prevenir um mau re...
A placenta prévia parcial ou lateralPlacenta atinge o orifício interno do colo sem contudo ultrapassá-lo. A placenta marginal (ou de implantação baixa)Placenta cuja borda se situa a menos de 10 cm do OI do colo uterino, pela eco-grafia.
A placenta marginal (ou de implantação baixa)Placenta cuja borda se situa a menos de 10 cm do OI do colo uterino, pela eco-grafia. DiagnósticoO quadro é suspeitado quando há relato de perda sanguínea sem dor e não associada aos esforços abdominais. Pode haver his-tória de relação sexual associada ao sangramento. O sang...
• Valor único da hemoglobina abaixo de 7,0g%, • Sangramento genital volumoso• Repetição do sangramento em menos de 48 horasCondutaAs medidas a serem tomadas dependem de dois aspectos fundamentais: a idade gestacional e a gravidade do sangramentoPeríodo Gestacional CondutaApós 34 semanasA evolução com quaisquer dos crit...
Abaixo de 28 semanasRara ocorrência. Deve-se adotar a conduta visando prioritariamente à mãe; assim sendo, em sangra-mento único e de pequeno procede-se-a conduta conservadora. Quadros graves e recorrentes que coloquem em risco a sobrevida materna devem ser conduzidos com a interrupção da gestação. Via de partoSerá abd...
Descolamento prematuro de placentaDefine-se como a desinsersão da placenta de seu sítio de im-plantação uterino antes da expulsão fetal. Trata-se de quadro de emergência obstétrica, com grande morbidade materna e fetal. Associa-se com frequência a fatores predisponentes: hipertensão arterial, multiparidade, trombofili...
### © Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.de sinais de trabalho de parto antes da 37 a semana de ges -tação, ou seja, pela existência de duas ou mais contrações a cada dez minutos, com repercussão nas características do colo uterino. A ameaça de parto prematuro, no entanto, refere-se a condição de risco...
O grupo de risco para parto prematuro é conhecido e deve ser identificado no pré-natal para que medidas preventivas sejam tomadas. Capítulo 10Conduta no trabalho de parto prematuro133© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.
Capítulo 10Conduta no trabalho de parto prematuro133© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. Fatores de risco de parto prematuroFatores de risco maiores• Encurtamento colo ao US (< 2,5cm)• Parto pré-termo anterior• Crescimento uterino aumentado: gemelarida-de, miomas, polidrâmnio• Infecção genital: vagi...
Índice de tocólisePontuação 0 1 2Posição do colo Posterior Anterior CentralizadoApagamento Grosso Médio FinoDilatação Nenhuma < 4 cm > 4 cmAltura apresentação Alta Encaixada BaixaBolsas das águasNão formadaFormada HerniadaContrações uterinas1h 1h10min15seg. > 2h10min25segInterpretação:• Menor que 6: sem risco para part...
Medidas preventivas no grupo de risco para o parto prematuroConsultasDevem ser mais frequentes que o habitual, espe-cialmente a partir da 24a. semana de gestação, podendo chegar a cada 7 a 14 diasTratamento das infecçõesO tratamento das infeções genitais, com cuidado especial no tratamento das vaginose e cervicites por...
Na presença de modificações no colo uterinoExpandir propedêutica para infecções genito-urinárias com exame especular para teste de aminas, coleta de PCR para Chlamydia, cultura para Streptococos Beta-hemolítivo. Pesquisa de corioamnionite e outras infecções maternas: he -mograma, VHSAvaliação das condições fetais: ultr...
Índice de tocolise acima de 10: fazer condução do parto. Internação e cuidados geraisDieta suspensa Hidratação venosa: 2 litros de soroterapia em 12 ho-ras, intercalando SGI 5%, SF 0,9%. Solicitar exames: avaliação fetal (CTB, PBF ou Doppler). Avaliação materna: exame de gram de gota e urina rotina, hemograma completo....
• Diclofenaco sódico (Voltaren): 1 supositó-rio em dose de ataque associado a Piroxican (Feldene) 20 mg, VO, de 12/12 horas. • Obs: estas drogas promovem vasoconstrição da artéria renal, determinando redução da diu-rese e consequente redução do volume de líquido amniótico, além de estimular o fecha-mento do ducto...
• Sulfato de magnésio: ação muscular direta, efeito moderado. Dose de ataque de 4 a 6 g via venosa, seguida de 1 a 2 g/ hora3a escolha: actosibano• Casos especiais podem necessitar de inibição das contrações uterinas com o uso do antago -nista de ocitocina atosibano (Tractocile) com ação direta sobre o útero e me...
• A dose recomendada será uma ampola de in-jeção em bolus (6,75 mg/ml – 0,9 ml) diluído em 10 cc de água destilada e injetada IV lenta-mente. Posteriormente deve-se manter infusão continua do beta-mimético (quando não estiver contra-indicado) ou utilizar ainda o atosibano (Tractocile) em infusão continua. Neste caso d...
Via vaginal com monitorização contínua: se feto cefálico, após 32 semanas de gestação. Evitar oci-tócico, manter bolsa íntegra até o final do período expulsivo. Episiotomia ampla. Também está indicada a via vaginal em qualquer apresentação abaixo de 28 semanas. © Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. A r...
São fatores predisponentes para este quadro obstétrico: ge -melaridade, miomas, incompetência istmocervical, infecções geni-tais e vaginose, defeitos de formação na membrana amniótica (por deficiência de colágeno). O período que transcorre entre o momento da ruptura e o início das contrações uterinas é denominado perío...
Capítulo 11Conduta na rotura prematura de membranas139Conduta, por idade gestacional, na amniorrexe prematuraIdade Gestacional CondutaAbaixo de 25 semanas Indução das contrações uterinas e condução do parto vaginal (feto inviável). O oligoidramnio nesta faixa gestacional resulta em hipoplasia pulmonar na totalidade dos...
Ao iniciar a 28a semana, realiza-se cesariana após uso de corticoide e confirmado peso fetal acima de 1.000 g. Entre 28 e 33 semanasIndução da maturidade pelo uso da corticoterapia e interrupção da gestação por via abdominal. Con-firmar peso fetal acima de 1.000 g. Acima de 33 semanasInterrupção imediata da gestação. A...
Uso de corticoideIndicado para induzir maturação fetal, prevenindo ou amenizando a síndrome de angústia respirató-ria do recém-nascido. Celestone Soluspan - 12 mg (IM) dose inicial. Re-petir após 24 horas 12 mg (IM). Não se deve fazer repique de novas doses sema-nais. Após parto, normal ou cesariano realizar an-tibioti...
### © Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.expressiva no sistema urinário, favorecem o aparecimento de infecções. Muito frequentemente são assintomáticas (bacteriúria assintomática), mas mesmo assim podem levar a quadro de pie -lonefrite e trabalho de parto prematuro. A pielonefrite constitui a principal...
Capítulo 12Infecções urInárIas na gestação143© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. Conduta na gestação, por gravidade do quadro infecciosoTipo De Infecção CondutaBacteriúria assinotmática Presença de mais de 100.000 colônias por ml de urina (urocultura) sem sintomatologia. Tratamento:• Fosfomicina (Mon...
PielonefriteUrocultura com mais de 100.000 colônias/ml, com sintomas. Avaliar internação. Tratamento:• Cefazolina (Kefazol®): 1 g, IV , ou• Cefoxitina (Mefoxin®): 2 g de 12/12 horas ate ocorrer controle dos sinais e sintomas (fe -bre, Giordano positivo, disúria). Manter até o 7o dia o antibiótico oral (Cefalexina, 2 g/...
Dor lombar intensa: Piroxican (Feldene®) – 20 mg/dia, VO ou Diclofenaco sódico (Biofenac®), VO de 8/8 horas por tempo limitado. Manter ingestão de 2 litros de líquidos ao dia. RecidivasAs recidivas ou reinfecções na gestante indicam a necessidade de quimioprofilaxia a ser realizada até quinze dias antes da data prováve...
SinusiteDiagnósticoA suspeita clínica a partir do relato de cefaleia, muco espes -so no nariz e garganta, tosse, sensação de pressão na região dos seios paranasais, conduz ao diagnóstico clínico, especialmente se o quadro se segue a uma infecção virótica ou há história de re -corrência. O estudo radiológico pode ser re...
Capítulo 13Infecções pulmonares e de vIas aéreas na gestação147© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. Tratamento da sinusite na gestaçãoMedicamentosOpção 1:• K Cefalexina (Keflex®): 500 mg, VO de 6/6 ho-ras durante 14 dias. • Paracetamol (Tylenol®): 750 mg de 8/8 horas Opção 2:• Amoxicilina clavulanato...
CirurgiaAs intervenções cirúrgicas de drenagens ou cure -tagens dos seios da face devem ser postergadas quando possível. Pneumonia comunitáriaDiagnósticoA suspeita clínica a partir do quadro de tosse, febre, cansaço deve indicar o estudo radiológico com proteção de abdome. TratamentoA internação é obrigatória até o té...
### © Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.precocemente possível no período gestacional, podendo em muitos casos ser feita, no período pré-concepcional. Muitas vezes, a própria paciente informa a existência de fator determinante de elevação de risco obstétrico durante a consulta, mas outras vezes, é nece...
Capítulo 14Normas fuNdameNtais de assistêNcia a gestaNte de alto risco151© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. ProfissãoAlgumas atividades laborais colocam em risco o feto e a gestação. Estes casos são mais frequentes entre mulheres que trabalham com produtos quími-cos, em áreas hipertérmicas e ambient...
Passado obstétricoRiscos atuais podem ser suspeitados pela infor -mação de prematuridade anterior, história de filho de baixo peso ao nascer (abaixo de 2500g), partos complicados e infecção puerperal. Também o relato de distúrbios emocionais durante ou após a gesta-ção e dificuldades de aleitamento anterior é de valor ...
Exame físicoAlém do risco estabelecido pela história clínica é possível que o exame físico determine a ocorrência de alguma situação de alto risco gestacional. A ausculta cardíaca, palpação de pulsos perifé -ricos, ausculta pulmonar, devem fazer parte do exame obstétrico. A presença de varicosidades, aumento tireoidian...
Exames complementaresTambém contribuem para caracterização de uma gestação de alto risco. O achado de anemia, distúrbios de coagulação (trom-bofilias), infecção urinária, hiperglicemia e tireoideopatias são sig -nificativos e podem diagnosticar condições de risco, a partir dos exames de rotina do pré-natal. Também os ...
• Doppler de artérias uterinas: realiza-se com 28 semanas para identificação de incisura, achado relacionado ao risco de pré-eclâmpsia e crescimento intrauterino restrito.
• Doppler de artéria cerebral média e umbilical: recomendados sempre que suspeitado sofri-mento fetal crônico, especialmente a partir de 32 semanas, para estudo da centralização. • No caso de fetos centralizados: nestes casos o feto já está fazendo redistribuição de flu-xo para áreas prioritárias, consequente a um amb...
• Acompanhamento mensal de psicologia. • Consulta com a equipe de neonatologia deve ser realizada em torno de 28 semanas.
• Ecocardiografia materna com 20 semanas e 32 semanas de gestação em hipertensas e cardiopatas (independente de outros solicita-dos pelo clínico)• Fundocospia trimestral em diabéticas e hiper-tensas crônicas • Avaliação laboratorial mínima a cada 2 meses, independentemente de outros exames solici-tados pelo clínico: h...
A gravidez saudável acompanha-se de estímulos hiperglicêmi -cos que visam à proteção do feto de estados de hipoglicemia. Os hormônios lactogênio placentário e o cortisol são responsáveis pela aceleração da glicogenólise, mobilizando glicogênio hepático materno quando os níveis glicêmicos caem. Há ainda a produção de in...
De forma prática, duas são as possibilidades de associação do diabetes na gravidez: o preexistente e o que se desenvolve na gestação, chamado gestacional. A incidência desta associação é de cerca de 4 a 5% dentre todas as gravidezes. ClassificaçãoExistem várias classificações, com avaliação de risco, para a associação ...
Tipo II Diagnóstico em qualquer momento, com controle através de insulina e ausência de vasculopatia. Tipo IIIDiagnóstico em qualquer momento, controle com in-sulina e presença de vasculopatia em qualquer órgão-alvo materno. Fatores de mau prognóstico de PedersenFatoresPolidrâmnioPré-eclâmpsiaObesidadeMultiparidadeAmea...
Critérios de rastreamento e diagnóstico do diabete na gestaçãoPeríodo Exames e InterpretaçãoPrimeira consulta de pré-natalGlicemia de jejum na primeira consulta de pré-na-tal. Objetiva identificar diabéticas sem diagnostico. Dois valores de jejum acima de 126 mg/dl* serão determinantes de diabetes gestacional (diagnost...
Diagnóstico através da curva de tolerância a glicoseCurva de tolerância a glicose com 100 gramas de dextrosol e dosagens com Jejum, 60 minutos, 120 minutos e 180 minutos, antes de intevenções ali-mentares na dieta da paciente. • jejum .................. 95 mg%• 1h ..................... 180• 2h ..................... 155...
Controle do diabete antes da gestação: avaliação pré-concepcionalPeríodo Exames e InterpretaçãoAvaliaçãopré-concepcional• Níveis ideais de PA até 130 x 85 mmHg• Anti-hiperensivos: contraindicado o uso de inibidores de ECA e bloqueadores da angiotensina II• Suspender hipoglicemiantes orais. Insuli-na se necessário• Ini...
• Ecocardiograma materno. • Manter controle glicêmico adequado com auxilio do endocrinologista. • Ajustar insulina para manutenção de glicemia de jejum abaixo de 95 mg/dl e pós-prandial (duas ho-ras) abaixo de 120 mg/dl, com ausência de corpos cetônicos na urina. • Estabelecer dieta com 30 a 35 calorias/Kg de pe...
• Manter ganho ponderal dentro do estabelecido inicialmente, ajustar atividades físicas, controle de insulina se necessário. Terceiro Trimestre• Ultrassonografia: após 28 semanas realizar ultras-som quinzenal para rastrear crescimento fetal e volume de líquido amniótico. • Dopplerfluxometria: solicitar estudo da cent...
• Polidrâmnio em fetos macrossômicos podem ser tratados com uso de anti-inflamatórios não esteroides. Sugere-se o uso de Diclofenaco sódi-co (Voltaren®): 1 supositório em dose de ataque seguido de Piroxicam (Feldene®) 20 mg de 12/12 horas, durante 7 dias, quando deve ser avaliado novamente o volume de líquido amnió...
Atividade físicaRecomenda-se constante (hidroginástica, caminha-das) para manutenção do controle dietético e ganho ponderal. Recomendações alimentares para a gestante com diabete gestacional (Diabete tipo A)Dieta• Evitar o consumo de açúcares em geral, mel, melado, doce, refrigerante e bebidas adoçadas com açúcar, se n...
• Água - 6 a 8 copos ao dia, nos intervalos das refeições principais. • Laticínios magros - 4 porções ao dia para garantir proteínas e calorias adicionais necessárias ao crescimento do feto, au-mento das necessidades metabólicas da gravidez e fornecimento de cálcio neces -sário para o desenvolvimento adequado de esquel...
Hipoglicemiantes oraisA glibenclamida (Daonil) é um hipoglicemiante oral de 2a geração considerada segura para uso na gestação, por não atravessar significativamente a barreia placentária e mostrar controle satisfatório, comparável à insulina, no Diabete tipo A sem res-posta adequada à dieta. A dose recomendada é de ...
© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. Capítulo 16Conduta nas síndromes hipertensivasOs distúrbios hipertensivos, tomados como conjunto, consti-tuem a principal intercorrência clínica da gravidez. Estima-se uma incidência aproximada de 12 a 22% de algum tipo de hiper -tensão arterial no ciclo gravídico ...
Hipertensão arterial crônica (HAC): presença de hipertensão persistente, de qualquer etiologia, antes da 20 a semana de gesta-ção, na ausência de doença trofoblástica gestacional. O diagnósti-co de HAC poderá ser feito de forma retrospectiva quando a hiper-tensão persiste além de seis semanas após o parto. 165Pré-eclâm...
• Hipertensão arterial transitória • Hipertensão arterial crônica e gravidez • Pré-eclâmpsia • Associação: pré-eclâmpsia e hipertensão arterial crônica Hipertensão arterial crônica na gestaçãoDiagnóstico e CondutaForma leveCaracterização: • Pressão arterial inferior a 160X110mmHg. • Ausência de comprometimento de órgão...
• Repouso domiciliar em decúbito lateral• Suspensão de tabagismo• Atividade física controlada• Medicação anti-hipertensiva:• Metildopa: 500mg TID, até 2,0 gramas ao dia, BID• Nifedipina: 10mg de 8/8 horas, até dose máxima de 60 mg/diaAssociação: • Nifedipina (40 mg/dia) com Pindolol (20 mg/dia), para casos não responsi...
Tratamento: O objetivo é manter níveis pressóricos abaixo de 160X110mmHg, atingir 34 semanas de gestação e in-terromper a gravidez. • internação• repouso em decúbito lateral;• controle da diurese de 4/4 horas, com balanço hí-drico e peso diário • pressão arterial de 2/2 horas• medicação anti-hipertensiva:– Opção 1: nif...
• Ausência de sintomas neurogênicos: escotomas, cefaleia, dor epigástrica e outros. • Ausência de perda de função de órgãos-alvo, pro-teinúria abaixo de 2,0 gramas por litro ou menor que duas cruzes em amostra única. Tratamento: • ambulatorial com avaliações semanal• repouso domiciliar em decúbito lateral• tentar induç...
• Avaliação fetal: Dopplerfluxometria: estudo da centralização arterial de fluxo, estudo da artéria uterina placentária, ultrassom obstétrico com perfil biofísico fetal e cardiotocografia anteparto. Forma graveCaracterização: considerada na presença de quaisquer dos critérios:• pressão arterial acima de 160/110...
• sintomas neurológicos: escotomas visuais, cefa-leia, dor epigástrica, episgastralgia, hiperreflexia patelar• comprometimento hepático• trombocitopenia• oligúria (menos que 500ml/24h)• edema pulmonar ou cianoseExames complementares: • função renal: proteinúria de 24h, ureia, creatini-na, ácido úrico, hemograma com pl...
Tratamento com medicamentos:• Pacientes com sintomas neurológicos: anticon-vulsivante sulfato de magnésio: 1,0 grama/hora por via endovenosa contínua, até 24h após inter -rupção da gestação. • Anti-hipertensivor: caso pressão arterial diastólica acima de 110mmHg: hidralazina 5 a 10mg, endo-venoso a cada 20minutos, com ...
A eclâmpsia e a HELLP síndrome são as complicações mais gra-ves e temidas da pré-eclâmpsia. Constituem-se formas evolu-tivas possíveis, que ocorrem de forma independente, embora pos-sam se associar. Sendo assim, as manifestações neurológicas da eclâmpsia e as manifestações hematológicas da HELLP síndrome podem coexist...
• Esquema alternativo: diazepan: 10 mg, intrave-noso, diluído em10cc de água destilada, lenta-mente (1 a 2minutos). Manutenção pós controle das convulsões:• manter 2 a 3 g/min: 10 ampolas a 10% (1 am-pola = 10 ml = 1 g) em 400 ml de SGI5%, IV , a 2 a 3 g/hora, em bomba de infusão. Outra op -ção é 5 g a 50%, via IM glút...
• Cesariana: demais casos. • Anestesia: peridural continua ou geral. • Pós-parto imediato: tatamento intensivo manti-do até controle da função de órgãos-alvo. Controle pressóricoIndicado para pressão diastólica acima de 110mm de Hg:• Hidralazina: 5 mg, diluído em 15 cc de água destilada, endovenoso lento. Repetir nova ...
HELLP síndrome Trata-se de um desequilíbrio metabólico sistêmico que se de -sencadeia como complicação da pré-eclâmpsia. Caracteriza-se por ocorrência, seja isolada ou em conjunto, de hemólise (HE) compro-metimento da função hepática (EL) e queda de plaquetas ou trom-bocitopenia (LP). Acomete a gestante ou puérpera. Oc...