text stringlengths 8 607k |
|---|
Critérios de diagnóstico da HELLP síndrome• Hemoglobina inferior a 10 d/dl• Esfregaço sanguíneo com esquizócitos • Bilirrubinas totais acima de 1,2 mg• Plaquetas abaixo de 100.000• Desidrogenasse láctica (LDH) acima de 600 u/L Tratamento da HELLP síndromeConduta clínicaNa paciente apresentando plaquetas abaixo de 20.00... |
Na gravidez, a mulher possue risco 5 a 6 vezes maior de apre -sentar tromboembolismo venoso do que quando fora do perí-odo gestacional. O estado de hipercoagulabilidade natural da ges -tação, associado a fatores hereditários ou estados hipertensivos são condições predisponentes desta grave complicação clínica. Por ist... |
Rastreamento de trombofilias na gestação• Anticorpos anticardiolipina (IgG e IgM)• Anticoagulante lúpico • PTT (pode sinalizar a pesquisa de anti-corpos anti-cardiolipina)• Tempo de protrombina: quando baixo relaciona-se à deficência de proteína C e S• Fator V de Leiden• Homocisteína sérica • Poteína S e CProfilaxia d... |
Profilaxia do tromboembolismo na gestaçãoAnticoagulante• Heparina sódica (Liquemine ): 1 ampola de 5.000 unidades, SC a cada 12 horas.
• Heparinas de baixo peso molecular:• Nadroparina (Fraxiparina®): 1 ampola de 0,3 a 0,6 ml, SC a cada 24 horas. Enoxaparina (Clexane®): 1 ampola de 20 a 40 mg/dia, via SC, variando com... |
• Caso não seja possível fazer massagem no leito. • Manter hidratação vigorosa no pós-parto imediato (2.000 ml/dia). Trombose venosa profunda (TVP)Complicação tromboembólica que ocorre geralmente nos mem-bros inferiores. Associa-se ao aumento de morbimortalidade ma -terna. A principal suspeita clínica da doença é a par... |
• Heparinização: dose de ataque: 5.000 a 10.000 unidades de Heparina sódica (Liquemine) em bolus (5 minutos) seguidas de infusão contí-nua de 1.500u/H (25.000 U em 500 ml de SF0,9%, gotejamento de 10 gotas/min). O ob-jetivo é obter-se o prolongamento do RNI para 1,5 a 2,0 (avaliar após 4 a 6 horas de infusão).
• Mante... |
AnticoagulanteApós ao parto, avaliar os anticoagulantes orais, que são seguros durante a lactação, assim como as heparinas.
ComplicaçõesAs heparinas são seguras para o feto, mas trom-bocitopenia induzida pela heparina e osteopenia materna podem ocorrer. |
Embolia pulmonar (TEP)É uma complicação tromboembólica grave, considerada uma das causas maiores de morte materna. Deve ser suspeitada em todas as gestantes que apresentem fatores de risco e que subita-mente queixam-se de dispneia e dor torácica. São fatores de risco gravídico para TEP os quadros hiperten -sivos da gr... |
A terapia que se deve instituir assemelha-se com a preco -nizada para trombose venosa profunda. O objetivo será manter o RNI acima de 2,0 com uso de Heparina sódica (Liquemine®). Para isto recomenda-se: dose de ataque: 5.000 a 10.000 U em “bolus”, seguida de infusão de 1.500 U/h (25.000 U em 500 ml de SG5% ou SF 0,9%,... |
© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.
São doenças de repercussão importante na evolução da gravi-dez, tanto em relação ao prognóstico materno quanto ao fetal, especialmente o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e a Síndrome de Anticorpo Antifosfolipídico. Algumas outras doenças autoimu-nes podem também c... |
Lúpus eritematoso sistêmico A doença caracteriza-se pela ativação do sistema imune, com a produção de autoanticorpos capazes de depositar em tecidos ricos em colágeno, promovendo sua destruição. Acomete principalmen-te o tecido músculo-esquelético, rins, pele e trofoblasto. Os sinais clínicos da doença são variáveis d... |
Consequências possíveis do Lúpus sistêmico na gestação na gestação• abortamento por descolamento e trombose corial, • Insuficiência placentária, trombose de vasos placentários• Descolamento prematuro de placenta• Crescimento intrauterino restrito• Pré-eclâmpsia• Bloqueio átrioventricular (BAV) fetal com bradicardia (a... |
Síndrome antifosfolipídicaDoença que se manifesta quase que exclusivamente na gra-videz com o quadro de abortamento de repetição, pré-eclâmpsia grave e precoce, descolamento prematuro de placenta e cresci -mento intrauterino restrito. O diagnóstico também é suspeitado nos casos de trombose arterial em mulheres jovens.... |
### © Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.pois podem intereferir em seu curso. O hipotiroidismo ma-terno associa-se ao abortamento e o hipertiroidismo, às doenças hipertensivas, além de complicações cardíacas e crise tireotóxica. Do ponto de vista fetal e neonatal são intercorrências que podem resultar... |
cil na dose de 400 a 800 mg/dia em até quatro tomadas. A vantagem deste produto é a sua inativação placentária que resulta em baixas concentrações na circulação fetal. A opção para o tratamento será o Tapazol, na dose de 20 a 40 mg/dia, em duas tomadas. Avaliação fetal em gestantes com hipertiroidismoUltrassom morfológ... |
O parto deve ser realizado conforme indicações obstétricas. Deve-se rastrear cuidadosamente o comportamento cardiovascu-lar materno pela possibilidade de descompensação cardíaca. Há risco de tireotoxicose no período periparto. Não se recomenda a suspensão do uso dos hormônios antitireoidianos. O aleitamento deve ser di... |
Nos casos de hipertensão arterial ou taquicardia associada, deve-se fazer o uso de betabloqueador para controle pressórico (pindolol).
HipotiroidismoNestes quadros está presente elevação do TSH simultanea-mente à queda dos hormônios tireoidianos (T3 e T4 livre). A pre -sença de anticorpos antitireoidianos também pode o... |
### © Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.especiais, no que diz respeito ao controle de sua doença e ao tipo de medicação empregada. Devido ao risco fetal de certos an-ticonvulsivantes, esta orientação deve ser realizada no período pré-gestacional. A suplementação do acido fólico, visto que os medi-cam... |
Capítulo 21TraTamenTo da epilepsia na gesTação189© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.
Controle da crise epiléptica em gestantesCrise Benzodiazepinico (Diazepam ): 10 mg diluído em 10 cc de água destilada (EV) lentamente. ManutençãoFenobarbital (Gardenal): 1 ampola IM 1 ml após controlada a crise con... |
A associação gravidez e doença cardíaca acontece em torno de 1% das gestações. O risco cardíaco durante a gestação, varia com o tipo de doença cardíaca e estado evolutivo, sendo que em alguns casos a gestação estará contraindicada pela elevada mor-talidade materna (miocardiopatias, hipertensão pulmonar primária, valvu... |
Classificação funcional das cardiopatias na gestaçãoClasse 1 assintomática Classe 2 sintomas aos médios esforçosClasse 3 sintomas aos pequenos esforçosClasse 4 descompensação em repousoA cardiopatia pode interferir na evolução da gravidez através da má perfusão placentária (insuficiência placentária), resultando em re... |
Aspectos relevantes na condução da cardiopatia na gravidezAconselhamentoA avaliação do risco materno antes da gestação, assim como no pós-parto para contracepção ou mesmo esterilização fazem parte do atendimen-to a este tipo de paciente.
Modificações na dietaO excesso de peso materno e o ganho de peso durante a gestaçã... |
Tratamento da cardiopatiaMedicação: anticoagulantes, betabloqueadores diuréticos, antiarrítmicos devem ser avaliados sob o aspecto dos riscos maternos e fetais. A interação com o cardiologista é fundamental para a tomada de decisão.
Cuidados com o fetoO rastreamento do crescimento e bem-estar fe-tal devem ser iniciados... |
© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.
A Isoimunização Materna pelo Fator Rh permanece como uma importante causa de morbidade perinatal, ainda sendo respon-sável por inúmeras perdas fetais e neonatais. A possibilidade de realizar-se a sua prevenção reduziu significativamente sua preva-lência em países d... |
Fisiopatologia - A sensibilização da mulher ocorre decorrente do contato de mulher Rh negativo com o antígeno Rh presente na superfície de hemácia que entre em sua circulação em quantidade superior a 0,1 ml. Esta situação ocorre quando mulher Rh negati-vo com parceiro Rh positivo tem embrião ou feto com sangue Rh posit... |
Capítulo 23IsoImunIzação materna ao Fator rh195A evolução natural da doença pode ser caracterizada da se -guinte forma: Contato do sistema imunológico materno com o an-tigeno eritrocitário não reconhecido (Rh ou Du) e resposta primária de sensibilização (esta mediada por imunoglobulina do tipo IgM, portanto sem possib... |
Na Figura 23.2 apresentamos a fisiopatologia e evolução natural da doença observada em gestantes isoimunizadas pelo antígeno Rh.
Figura 23.2 – Fisiopatologia da Isoimunização Materna pelo Fator Rh. |
Mãe Rh–Anteriormente sensibilizada para o antígenoRh por transfusão ou pelo feto Rh+Produção de anticorpo anti-RhIgMIgGPlacentaAntígeno Rh+Eritrócito Rh+ Inserção de anticorpos aos eritrócitos Rh+Remoção e destruição do complexo eritrócito–anticorpoFetoCom eritrócitos Rh+Anemia Degradação da hemoglobinaHematopoese ext... |
Tratamento Fetal A anemia fetal grave é definida como sendo a obtenção de um valor de hemoglobina inferior a 5,0 gramas do valor espe -rado para determinada idade gestacional (curva de Nicolaides e cols., 1989). Este feto estando abaixo de 34 semanas deverá serFigura 23.3 – Estudo do pico da velocidade sistólica da art... |
Comentários FinaisA isoimunização materna pelo fator Rh ainda tem importân-cia na morbiletalidade perinatal em nosso meio em decorrência da falta de profilaxia adequada nos casos de risco. Mulheres que sen-sibilizam-se após abortamento e pós-parto são a maioria daquelas que chegam aos serviços de Alto Risco para recebe... |
Figura 23.4 – Transfusão intravas-cular para tratamento de feto anê-mico (HC-UFMG).
© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.
A necessidade de cuidados intensivos na paciente obstétrica é rara. Desconhecemos a incidência de internações em unidades de tratamento intensivo por intercorrências no período gest... |
Doenças induzidas pela gravidez1. Pré-eclampsia/eclampsia e HellP síndrome : a mais comum das intercorrências hipertensivas na gestação é caracterizada pelo comprometimento multiorgânico em decorrência de va-soespasmo generalizado. A pré-eclâmpsia forma grave carac-terizada por nível pressórico igual ou maior que 170/ ... |
Agravada pela gravidezCardiopatias, hipertensão pulmonar, insuficiência renal, complicações anestésicas, cetocidose diabética, choque séptico.
Não relacionada com a gravidezTraumas e acidentes, pneumonias e intercorrências neurológicas. |
faleia, hiperrreflexia patelar, náuseas), sintomas oftalmológicos (escotomas visuais, borramento ou perda de visão), epigastral-gia e oligúria. Pode-se associar em cerca de 10% com a síndro-me Hellp. O tratamento raramente evolui para necessidade de cuidados intensivos exceto com advento das convulsões, que caracteriz... |
3. Hemorragia obstétrica: este quadro é uma das principais cau-sas de morte materna em nosso meio. Pode estar associada a quadros específicos de intercorrência obstétrica (pré-eclâmp -sia, hipertensão crônica, parto operatório). Deve-se realizar a classificação da intensidade da hemorragia, conforme mostra a Tabela 24.... |
Nos casos em que a perda sanguínea obstétrica antece -de o parto (descolamento prematuro de placenta, placenta prévia, gravidez ectópica) deve-se providenciar rapidamente a interrupção da gravidez. Nos casos, que a perda ocorre intra -operatória (útero hipotônico), pode-se recomendar a histerec -tomia ou ligadura de... |
Parâmetro Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4Perda sanguínea (% volume)< 15% 15-30% 30 – 40% > 40%Perda sanguínea(ml)750 ml 750 – 1.500 ml 1500 – 2.000 ml > 2.000 mlPulso periférico < 100 > 100 > 120 > 140 ou bradicardia Pressão arterial normal normal Hipotensão ChoqueFrequência respiratória14 - 20 20 - 30 30 - 40 > 3... |
Critérios de diagnostico de quadros específicos que necessitam de tratamento intensivo em gestantes e puerperasSíndrome de anguStia reSpiratória do adulto (Sara)Na gravidez se associam com os quadros de hemorragia e infecção. Os insultos podem ser diretos (alveolar) ou indiretos (sis-têmicos). No primeiro caso um exemp... |
Síndrome de reSpoSta inflamatória SiStêmicaTrata-se de uma situação comum a diversas condições clí-nicas associadas ao trauma e a infecção. Caracteriza-se por uma resposta imune exacerbada ao insulto. Deve ser diagnosticada quando presente pelo menos dois dos achados descritos:• temperatura > 38 ou < 36oC;• frequência ... |
### © Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.O processo de desenvolvimento da gestação e evolução do parto é essencialmente fisiológico e revestido de muita segurança na espécie humana. As mudanças que se iniciam ao final da ges -tação já fazem um importante preparo para o momento do parto em si. As contr... |
Capítulo 25AssistênciA Ao PArto213© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. |
Etapa Evento CentralPrimeiro período: período de dilataçãoApagamento e dilatação do coloSegundo período: período expulsivo Descida e expulsão do feto pela pelve maternaTerceiro período: secundamento (dequitação)Expulsão da placentaQuarto período: observação Recuperação materna imediataPeríodo de dilataçãoInicia-se no ... |
AtivaA fase denominada ativa inicia-se em torno de 6cm de dilatação, habitualmente com contrações acima de 3 por dez minutos, de intensidade forte e duração superior a 50 segundos. Nesta etapa é que estará melhor indicada a amniotomia. A prova de trabalho de parto que consis-te no encaixamento do polo cefálico após dua... |
Durante toda a fase de dilatação deve-se praticar a monitori-zação clínica materna e fetal. Avalia-se a dinâmica das contrações uterinas (número e duração das contrações a cada 10 minutos) e a ausculta dos batimentos cardíacos fetais. Nas gestações de risco habitual e a termo, este recurso será satisfatório. Em casos ... |
ExpulsãoAo atingir a região perineal o feto apoia o occipito na face interna e inferior do osso púbico e pratica a defle-xão da cabeça. Neste momento inicia-se a passagem dos ombros pelo estreito médio, o que faz com que o polo cefálico já exteriorizado realize a rotação exter-na, ficando com o rosto voltado para a fac... |
Cuidados com a mãe: no período expulsivo, a partu-riente deverá estar com veia cateterizada para qual-quer emergência, permitindo uma via rápida de infu-são. A posição para o parto será na maior parte das vezes a de litotomia (decúbito dorsal) com leve inclina-ção superior do tronco e cabeça. Algumas gestantes devidam... |
Distócias do partoDistocias de contração (discinesias) Neste grupo consideram-se anormalidades quantitativas e qualitativas da contração uteri-na: o aumento de frequência das contrações uterinas, a polisistolia; aumento da intensidade contrátil, a hipertonia; a diminuição da frequên-cia das contrações, a hiposistolia... |
Hipersistolia: refere-se ao aumento da frequên-cia das contrações; acima do previsto para a fase evolutiva do trabalho de parto, suspeita-se de ansiedade materna com descarga adrenér -gica aumentada ou uso abusivo de ocitocina sintética. A medida corretiva mais eficaz é a associação de amniotomia com analgesia de condu... |
Hiposistolia: a queda na frequência das contra-ções geralmente está associada a baixa libera-ção de ocitocina. Sua identificação se dá pela ausência da progressão do aumento do núme-ro de contrações e consequentemente da dila-tação do colo uterino. No período da dilatação, a contagem normal é de 3 em 10minutos na fase... |
Hipotonia: a dimunição da intensidade das contra-ções, detectada clinicamente ou pela cardiotoco-grafia, tem mecanismo semelhante a hiposistolia. Pode ocorrer também por exaustão do músculo uterino (uso abusivo de ocitocina, gemelaridade ou polidramnia). Sua correção pode ser realizada da mesma maneira.
Distocia da dil... |
Caso as contrações estejam realmente ade -quadas deve-se pensar em resistência local ocasionada por cirurgias, cauterizações, ano -malias ou ausência de anteparo da apresen -tação durante as contrações uterinas (desvio da apresentação em relação ao eixo do colo uterino – assinclitismo). Outras causas relacio-nadas a e... |
Distocia da dequitação (acretismo)A placenta poderá não ser eliminada por di-versas causas, ocasionando distocia. A rup-tura do cordão umbilical, por exemplo, pode deixar a placenta dentro da cavidade uterina. Outro quadro de retenção placentária ocorre quando há acretismo, situação em que há uma maior aderência da pla... |
Complicações do quarto períodoNesta fase, mesmo após o deprendimento fetal com suces -so, podem ocorrer complicações maternas importantes. A mais comum acontece quando há retenção de membrana ou cotilédo -ne dentro da cavidade uterina que, se identificada precocemente, pode ser abordada através de curetagem imediata, ... |
Assistência clínica ao partoA assistência ao parto será realizada segundo o nível de com-plexidade exigido pela gestante e as possibilidades institucionais. Deve haver coerência entre o desejo da parturiente e a habilitação profissional e Institucional para os vários níveis de complexidade na assistência. Os casos de a... |
Quanto a modalidade de assistência, a abordagem pode va-riar de expectante, onde a ideia central é a não intervenção médi-ca no processo fisiológico do nascimento, até a assistência ativa em todas as fases com amniotomia precoce o uso mais liberal de ocitócicos. Uma forma intermediária é a assistência por condução cara... |
• Colo uterino dilatado 2 cm ou mais• Colo uterino centralizado e apagado • Bolsa rotaPreparo para parto vaginal• Clister intestinal: seu objetivo principal é utili-zar-se do reflexo de Ferguson que produz es -tímulo contrátil uterino pelo aumento do pe -ristaltismo intestinal. Desta forma, espera-se maior intensidade ... |
• Posição: a paciente poderá adotar a posição que melhor lhe convier até a realização da am-niotomia, podendo inclusive deambular por áreas definidas da maternidade. Após início da fase ativa (após 6cm de dilatação cervical), parturiente ficará em decúbito lateral e com in-fusão de soroterapia (SGI5%).
• Antissepsia: r... |
PartogramaRecomenda-se o emprego do registro gráfico siste -mático da evolução do trabalho de parto em seus vários parâmetros evolutivos: contrações uterinas, dilatação do colo e descida do polo cefálico, em to -dos os trabalhos de parto. Para isto emprega-se o partograma, padronizado pela instituição que presta assitê... |
Indicações para indução do partoIndicações • Hipertensão induzida pela gravidez.
• Ruptura prematura das membrabranas.
• Corioaminionite.
• Crescimento intrauterino restrito, anemia fetal.
• Morte fetal.
• Anomalia fetal incompatível com a vida• Morbidade materna agravada com perda de função em órgão-alvo, quando o ris... |
• Feto com vitalidade comprovada ao início do Trabalho de parto.
• Monitorização do Parto (em todas as fases)• Indicação precisa para o procedimentoTécnica de indução do partoA indução deve ser avaliada inicialmente quanto à sua possi -bilidade de suceso. Para tal utiliza-se o índice de Bishop. Quandoexiste escore favo... |
Prostaglan-dinasNo caso de colo desfavorável, pratica-se o chamado amadurecimento do colo uterino. Atualmente a matu-ração cervical é possível pela colocação de pessário de prostaglandina E no fundo de saco em contato com o colo uterino (Dinoprostona-Propess). Esta medida irá desencadear a quebra das fibras colágenas d... |
Parto monitorizado eletronicamenteA grande maioria dos partos são acompanhados a partir de parâmetros aferidos clinicamente: frequência e intensidade das contrações, frequência cardíaca fetal contata ao Pinard e dilata-ção do colo uterino. Mas em alguns países a maioria dos partos são monitorizados eletronicamente. No... |
Fase IIApós a ruptura de membranas e não havendo contrain-dicação para métodos invasivos deve-se instalar eletro-do no escalpo fetal para realização do ECG fetal conti-nuo. A monitorização das contrações uterinas pode ser também por sensor interno ou manter-se externa. Fase IIIEm caso de sinais de sofrimento fetal agud... |
Critérios de diagnóstico do sofrimento fetal agudo pela monitorização fetal intraparto• DIP II em mais de 50% das contrações uterinas • DIP II com queda da FCF abaixo de 80 batimentos por minuto • Morfologia da desaceleração com forma de U ou W • Perda de variabilidade na desaceleração• Alongamento de segmento S-T ou d... |
Fatores de risco para infecção puerperal• Trabalho de parto prolongado: acima de 12 horas • Bolsa rota por tempo prolongado: acima de 6 horas• Número de toques excessivos: acima de quatro• Parto operatório: fórcipe, extração fetal, extração manual de placenta, curetagem pós-secundamento, sutura de laceração vaginal e/o... |
• Sangramento aumentado no quarto período (atonia)• Gestante anêmica (hemoglobina abaixo de 10 g%)• Uso contínuo de corticoide no antenatal• Pré-eclâmpsia e HAC forma grave• Diabete pré-gravídica ou gestacional• Hidropisia fetal ou placentária• Tempo de cesariana maior que 2 horas• Urgência cirúrgica com antissepsia pr... |
Esquema sugerido para antibioticoprofilaxia no partoPresença de um fator de risco• Cefalotina (Keflin®): 1 g, IV , no momento da laqueadura do cordão umbilical, ou• Cefoxitina (Mefoxin®): 2 g, IV , no momento da laqueadura do cordão umbilicalPresença de dois fatores de risco• Cefalotina (Keflin®): 1 g, IV , no momento ... |
Prevenção da sepsis neonatal pelo streptococcus beta-hemolíticoNas pacientes sabidamente portadoras da bactéria na flora vaginal ou naquelas parturientes de risco para sepsis neonatal (história de filho anterior com sepsis, história de amniorrexe prematura anterior ou atual) , recomenda-se o uso do antibiótico a cada 6... |
© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.
Acompanhamento da paciente no puerpérioAo término do parto inicia-se o período denominado puerpé -rio, que se estende por cerca de 6 semanas (40 dias), período no qual ocorre o retorno do organismo materno às condições pré-ges-tacionais, exceto pelo aleitamento e o... |
OcitócicosO uso de ergotrate, via intramuscular, no pós-parto está reservado exclusivamente a indicação do obs -tetra. Sua prescrição justifica-se no sangramento aumentado em útero hipotônico.São fatores de ris -co para o sangramento pós parto a sobredistensão uterina promovida pela gemelaridade, polidramnio e gravidez... |
Capítulo 26AssistênciA Ao puerpério233AnalgésicosA dor no puerpério está relacionada com a sutura da episiotomia ou o fechamento da laparotomia. O retorno dos órgãos pélvicos com as contrações ute-rinas também resulta em dolorimento abdominal. No pós-parto vaginal o uso dos anti-inflamatórios não esteroides são suficie... |
SoroterapiaAs puérperas de parto vaginal serão hidratadas por soroterapia com indicação explícita do obstetra. São indicações para reposição volêmica no pós-parto va-ginal os episódios de hipotonia e sangramento por laceração vaginal.
Nos casos após cesariana deverá ser realizado so -roterapia para repor perdas relacio... |
Sonda vesicalA sondagem vesical na cesariana é opcional, porém torna-se mandatória quando se faz a analgesia por bloqueio espinhal em que se associa derivados de morfina. Caso seja realizada, deverá ser retirada ao término da soroterapia, exceto em casos de pré-eclâmpsia ou outra intercorrência que justifique a observa... |
Verificação de lóquios Denomina-se lóquios as secreções eliminadas pelo colo uterino a partir do quarto período do trabalho de parto. Inicialmente os lóquios são sanguíneos (sangramento pós-parto) perdurando assim por sete dias. Posteriormente observa-se uma progressiva diluição do lóquio sanguíneo que se torna serossa... |
DeambulaçãoO inicio será imediato em caso de parto vaginal (de-pendendo da analgesia realizada). Na pós-cesariana será iniciada após a retirada da sonda vesical ou após seis horas de pós-parto. A deambulação ou movimentação de membros o mais precocemente possível previne tromboembolismo, estimula a mic-ção e funcioname... |
Enfaixamento abdominal Tanto no pós parto vaginal como na cesariana o en-faixamento do abdome com faixa de crepon larga deve ser realizada a partir do segundo dia de pós-parto. Até o dia da alta o abdome deve ser mantido enfaixado, sendo substituído pela paciente pela cinta abdominal no domicilio. A cinta promove compr... |
Complicações mais comuns nas mamasFissuras mamariasO ideal é adotar medidas de prevenção das fissuras durante o pré-natal. Pequenos períodos de banho de sol nas mamas, friccionar os mamilos com bucha vegetal durrante o banho, exercícios para everter mamilos planos podem ser suficientes. Logo após o nascimento, ao inic... |
A sucção frequente, seguida do esvaziamento pode minimizar o desconforto da apojadura. Passado o es-tímulo inicial, a produção de leite se adequa às de -mandas do neonato. |
Ingurgita-mento mamárioEste quadro que começa a acontecer a partir da se -gunda semana de puerpério se refere a retenção de leite no interior das mamas. Existe a produção acima do consumo que o neonato demanda. A expressão da mama exibe a saída de leite com facilidade. Neste quadro as mamas ficam dolorosas e pesadas, ... |
Suspensão do aleitamentoOcasiões excepcionais podem necessitar de suspensão do aleitamento e assim deve-se recorrer ao uso de medicamentos. Recomenda-se o uso dos dopaminérgicos, como a Carbomegolina (Dostinex® 0,5 mg) 2 comprimidos em dose única. Associa-se me-didas de redução da ingestão de líquidos, uso de soutiens... |
Métodos contraceptivos no puerpérioMétodos hormonaisUma importante análise para escolha do contraceptivo hormonal se refere a não redução do volume de leite a ser produzido e nenhuma alteração na qualidade lác-tea. Os contraceptivos que possuem estrogênios são contraindicados pois alteram tanto o volume quanto as cara... |
Métodos de barreiraA utilização de condom e diafragma pode ocorrer a partir de 40 dias de pós-parto quando o colo uterino estará anatomicamente recuperado. Um fator limitan-te a estes métodos se refere ao fato da mucosa va-ginal estar muito sensível ao uso de espermaticida e lubrificantes contidos nestes produtos. |
### © Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda.potencialmente graves em decorrência da flora vaginal polimicro -biana que frequentemente se envolve neste processo. Os partos operatórios (fórcipe e cesariana) são mais associados a esta com-plicação. Fatores de risco para infecção puerperal são decorren -tes ... |
DiagnósticoSerá obtido pela história clínica e sinais clínicos e laboratoriais.
Diagnóstico clínico e laboratorial da infecção puerperalSintomas Dor na região pélvica, distensão abdominal, consti-pação intestinal, secreção vaginal com odor fétido.
Sinais clínicos Hipertermia maior que 38 O em pelo menos duas ocasiões, ... |
Classificação e conduta, segundo o estadiamento do quadro infecciosoEstádio 1Infecção de episiotomia, superfície interna da cavidade uterina. Ausência de aumento do volume uterino e au-sência de peritonismo. Lóquios purulentos. Febre man-tida. Estado geral preservado.
Tratamento: Avaliar necessidade de curetagem.
Antib... |
Tratamento: Avaliar necessidade de curetagem.
Antibioticoterapia:• A associação mais utilisada é Clindamicina 600 mg endovenoso de 8/8 horas ou 1,2 g a cada 12 horas associado a um aminoglicosídeo, Gentamicina, 1,5 mg/kg de peso, endovenoso de 8/8 horas ou 240 mg EV a cada 24 horas. Manter esquema paren-teral até 48 ho... |
Estádio 3Presença de irritação peritonial com ecografia exibindo líquido livre na pelve. Estado geral comprometido. Tratamento: Avaliar necessidade de histerectomia.
Antibioticoterapia:• Esquema 1: associação de Ceftriaxona (Rocefin®) – 1 g, IV, de 12/12 horas; com Clindamicina – 1,2 g, IV, de 12/ 12 horas.
• Esquema 2... |
Estádio 4Presença de abscesso tubo ovariano roto ou integro. Tratamento: Avaliar laparotomia e histerectomia.
Antibioticoterapia:• Esquema 1: associação de Rocefin – 1 g, IV, de 12/12 horas; com clindamicina – 2,4 mg, IV, de 12/12 horas; e metronidazol – 2 g, IV, diário. Deve ser mantida até a melhora significativa dos... |
CaracterísticasCategoria AEstudos controlados em gestantes não mostram risco para o feto em nenhum trimestre gestacional. O risco de teratogênese é remotoCategoria BEstudos de exposição de gestantes e animais ao fár -maco não demonstram risco. Os fetos humanos não estão sujeitos a risco no primeiro trimestre pelos es-... |
A249Sumário dos riscos de teratogênese nos fármacos padronizados (OMS)Fármacos CategoriaAnsiolíticos: Diazepan, clonazepan DAnsiolíticos: Lorazepan CAntiácidos: Cimetidina, Ranitidina BAntiácidos: Omeprazol CAntibióticos: Claritromicina DAntibióticos: Penicilina, Ampicilina, Amoxicilina, Fosfomicina, Clavulanato de Po... |
Antifúngicos: Clotrimazol, Nistatina, Nitrato de miconazol BAntifúngicos: Fluconazol X/CAnti-hipertensivos: Bloqueadores de canais de cálcio, Propranolol, Metildopa, Hidralazina CAnti-hipertensivos: Inibidores da ECA DAnti-hipertensivos: Pindolol BAnti-inflamatórios: Diclofenaco, Piroxican B/DAntimalárico: Quinina XAnt... |
C252403530252015 20 25 30 35 40 45Altura uterina (cm)Idade gestacional (semanas)Curva de valores de altura uterina: percentis 10, 50 e 90 (nível de conficança de (80%)© Todos os direitos reservados a Editora Atheneu Ltda. |
EstudosMedidas de Alturas Uterina (cm)Idades Gestacional (semanas)20 24 28 32 36 40Belizán et al., 1978 (Argentina) 18,5 22,5 26,5 30,5 33,5 34,5Quaranta et al., 1981(Inglaterra) 20,2 24,1 28,1 31,8 34,7 36,3Calvert et al., 1982(Inglaterra) 18,8 22,9 26,8 30,2 33,7 36,2Taylor et al., 1984(Austrália) 18,0 23,0 28,0 31,0... |
Comparação entre valores de medidas de altura uterina em vários estudos (percentil 50), segundo a técnica de Belizán et al.
D253Ganho de peso esperado na gravidezFonte: Journal of The American Diety Association, 1995.
EClassificação IMC Ganho de Peso Esperado na GravidezMagra <19,8 12,5 a 18 kgNormal 19,8 - 26 11,5 a 1... |
FAcurácia do cálculo da idade gestacional Fonte: OTT: Clin Obstet Gynecol, Volume 49(2), 295-307.June 2006. Parâmetro Erro (95%)In vitro 1 diaIndução da ovulação 3 diasTemperatura corporal basal 4 diasComprimento cabeça-nádega 5 a 7 diasDiâmetro biparietal (<28semanas) 5 a 7 diasDiâmetro do saco gestacional 7 diasExame... |
HFórmulas para o cálculo do peso fetal (medidas em centímetros)Fonte: OTT: Clin Obstet Gynecol, Volume 49(2), 295-307.June 2006.
(Hadlock et al.) Log10 Peso fetal = 15622 – 0.01080Circunerência cefálica + 0.04680 Circunferência abdominal + 0.00034 Cirunferência cefálica2 + 0.003685 Circunferência abdominal × comprimen... |
Idade (sem.) 5th 10th 50th 90th 95th15 115 119 139 158 16216 127 131 152 174 17817 150 155 180 205 21018 184 190 221 251 25719 229 237 274 312 31920 285 294 340 386 39521 350 362 418 474 48622 426 439 508 576 58923 510 526 608 690 70624 603 622 720 817 83725 704 727 842 957 97926 813 840 974 1.108 1.13127 930 960 1.115... |
33 1.757 1.821 2.144 2.467 2.53134 1.912 1.983 2.342 2.700 2.77135 2.071 2.149 2.546 2.942 3.02036 2.233 2.320 2.756 3.192 3.27837 2.399 2.493 2.971 3.449 3.54438 2.566 2.669 3.192 3.715 3.81839 2.736 2.848 3.418 3.987 4.09940 2.907 3.029 3.648 4.266 4.38841 3.079 3.211 3.882 4.552 4.68442 3.252 3.395 4.119 4.844 4.98... |
KParâmetros ultrassonográficos e diagnóstico do crescimento intrauterino restritoFonte: OTT: Clin Obstet Gynecol, Volume 49(2), 295-307.June 2006. AC: circunferência abdominal, HC: circunferência cefálica, FL: comprimento do fêmur.
Peso Fetal AC HC/AC AC/FL DopplerSensibilidade (%) 65,8 62,2 49,1 28,9 66,7Especificidad... |
* = comparado aos valores abaixo do 75th percentil.
**nomes em itálico indicam estudos cegos em relação ao resultado do ultra-som. Para estudos listandos 2 grupos de valores para acurácia preditiva, di-ferentes pontos de corte forma usados. PTB% = incidência de nascimento pré-termo; GA = idade gestacional; CL = comprim... |
Subsets and Splits
No community queries yet
The top public SQL queries from the community will appear here once available.