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inconstitucionalidade da incidência das Contribuições Sociais de Intervenção no Domínio |
Econômico destinadas ao SEBRAE, INCRA, APEX, ABDI, ?Sistema S? (SESI, SENAI, |
SESC, SENAC, SENAT) e Salário-Educação sobre a folha de salários a partir da vigência da |
Emenda Constitucional nº 33, de 2001 ou, subsidiariamente, limitar a base de cálculo das |
contribuição ao teto de 20 (vinte) salários mínimos; |
Em sentença, após a apresentação das informações pela autoridade, decidiu o magistrado de |
primeiro grau pela improcedência, mediante o seguinte fundamento. |
(...) Em resumo, o limite principal incidente sobre a contribuição |
das empresas à Previdência Social, assim como a extensão desse |
limite às contribuições devidas a terceiros foram abolidos com a |
Constituição de 1988 (art. 195) e legislação regulamentadora (cf. |
Lei nº 7.787, de 1989, art. 3º), visto que a contribuição patronal à |
Seguridade Social passou, desde então, a ter como base de cálculo a |
totalidade da folha de salários, ao mesmo tempo em que as |
contribuições devidas a terceiros constituíam simples adicional |
dessa mesma contribuição patronal. Revogada a norma (principal) |
que estipula determinado limite (ou seja, o caput do art. 4º da Lei nº |
6.950, de 1981), a extensão (acessório) desse limite (ou seja, o |
parágrafo único do art. 4º da Lei nº 6.950, de 1981) não deve |
permanecer vigente. |
Ademais, as contribuições destinadas ao INCRA, SEBRAE, |
SENAI/SESI e FNDE não foram revogadas pela EC nº 33/2001, |
inexistindo incompatibilidade das suas bases de cálculo com as |
bases econômicas mencionadas no art. 149, § 2º, inciso III, alínea a, |
da CF. A propósito: |
TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. CONTRIBUIÇÃO |
PREVIDENCIÁRIA PATRONAL E CONTRIBUIÇÕES PARA |
O SAT/RAT E DESTINADAS A TERCEIROS. LIMITES À |
INCIDÊNCIA (...) 2. Não existe conceito legal de salário. Na linha |
das decisões da Justiça do Trabalho sobre a matéria, a |
jurisprudência do STJ firmou-se no sentido de que o termo engloba |
a remuneração paga ao empregado em decorrência do trabalho |
realizado. 4. Para efeito de incidência das contribuições do |
empregador, não deve haver qualquer diferenciação entre |
contribuições previdenciárias ou destinadas a terceiros, posto |
que não é possível a coexistência de duas interpretações |
distintas, para fins tributários, em relação aos mesmos termos |
\"salários\" e \"remuneração\", que constituem as bases de |
cálculos desses tributos. 5. Especificamente no que diz respeito à |
contribuição ao INCRA, não há que se falar na sua revogação |
pela EC nº 33/2001, posto que o art. 149, § 2º, inciso III, alínea a, |
da CRFB/88 não é taxativo ao prever que as contribuições |
sociais e as de intervenção no domínio econômico poderão |
alíquotas ad valorem tendo por base o faturamento, a receita |
bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor |
aduaneiro. 6. A contribuição previdenciária patronal, bem como a |
contribuição para o SAT/RAT e as contribuições destinadas a |
terceiros não incidem sobre as verbas pagas a título de salário- |
maternidade, salário- paternidade, férias gozadas, horas extras e seu |
respectivo adicional, adicionais de insalubridade, periculosidade e |
noturno e parcela do décimo terceiro salário proporcional ao aviso |
prévio indenizado. 7. Apelação da Impetrante a que se nega |
provimento. (TRF-2 - AC: 00440823120164025120 RJ 0044082- |
31.2016.4.02.5120, Relator: ERIK NAVARRO WOLKART, Data |
de Julgamento: 11/09/2017, 4ª TURMA ESPECIALIZADA) |
É cediço que o controle jurisdicional por via de mandado de |
segurança restringe-se à proteção de direito líquido e certo, atingido |
por ilegalidade ou abuso de poder cuja demonstração se faz por |
meio de prova pré-constituída. Direito líquido e certo é aquele |
incontestável, translúcido, evidente, acima de toda dúvida razoável, |
aplicável de plano, sem detido exame nem laboriosas cogitações. |
No caso, os elementos de prova não demostram a existência de |
um direito líquido e certo a ser resguardo e, inexistindo qualquer |
ilegalidade ou ofensa a direito desta natureza a ser amparado na via |
mandamental, deve ser denegada a segurança. |
Em razão desta decisão, portanto, fora interposto o competente recurso de apelação, sendo, por |
sua vez, negado provimento o seu mérito, mantida, dessa forma, a sentença de primeiro grau. |
EMENTA: |
TRIBUTÁRIO.APELAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. |
CONTRIBUIÇÕES SALÁRIO-EDUCAÇÃO, INCRA, SENAI, SESI, |
SENAC, SESC E SEBRAE. EC 33/2001. ARTIGO 149 DA CF. ROL |
EXEMPLICATIVO. REFERIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO. |
DESNECESSIDADE. LIMITE DE 20 (VINTE) SALÁRIOS MÍNIMOS. |
ART. 4° DA LEI Nº 6.950/81. INAPLICABILIDADE. DISPOSITIVO |
REVOGADO PELO DECRETO-LEI Nº 2.318/86. |
1. Trata-se de recurso de apelação interposto por CIA SULAMERICANA DE |
TABACOS, em face de sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara Federal de |
Duque de Caxias que, em mandado de segurança, objetivando a suspensão da |
exigibilidade das contribuições (Salário-Educação, INCRA, SENAI, SESI, |
SENAC, SESC e SEBRAE) ou, subsidiariamente, a cobrança das referidas |
contribuições, tendo como base de cálculo montante superior a 20 (vinte)salários |
mínimos, denegou a segurança. |
2. A EC nº 33 de 2001 não retirou a exigibilidade das aludidas contribuições, pois |
as bases econômicas enumeradas não afastam a possibilidade de utilização de |
outras fontes de receita. Na verdade, e de fato o art. 149, § 2º, inciso III, alínea a |
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