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46 -Acrescenta-se os testemunhos prestados em sede de Audiência de Julgamento, que demonstram que não poderia a Recorrente interpretar corretamente o conteúdo das cartas em que requerem o cancelamento.
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47 -Podemos dizer com certeza que a embargante pretendia terminar com o contrato, não tendo sequer verificado o modo de o fazer ou se o poderia fazer por simples declaração à Recorrente.
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48 -Dos depoimentos pode entender-se que os embargantes nem sabem bem o que pretendiam ou tão pouco o que pediram ao bancoveja-se que a carta fala no aval e todas e quaisquer responsabilidades assumidas e nos depoimentos referem que o que pretendiam era que o contrato acabasse de todo.
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49 -Ora, mal andou o tribunal a quo quando decidiu da forma como o fez, porquanto bem sabia que os embargantes, à data do envio da carta já não eram sócios da F..., Lda.., mais, não fazendo parte da relação principal não poderiam nunca colocar termo aquele contrato.
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50 -Mas o tribunal a quo resolveu interpretar, de forma errada e extensiva, as intenções dos embargantes e nem pelo confronto com as contradições dos depoimentos e cartas juntas aos autos lhes permitiu concluir de forma diversa.
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51 -Não sendo o aval passível de denúncia, tendo ficado provado que os Recorridos não acautelaram na cessão de quotas as posições de garantia outrora prestadas e tendo ficado provado que o único ato praticado foi a entrega de uma carta sem qualquer tentativa de conversação ou negociação com a Recorrente, não se pode concordar com a interpretação e aplicação do Direito realizada pelo Tribunal a quo.
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Remata dizendo que deve ser revogada a decisão recorrida na parte em que extingue a execução.
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Por seu lado, os embargantes/executados EE, e herdeiros de apelaram apresentando as seguintes conclusões: 1 - Parte da matéria de facto foi dada como não provada, quando deveria ter-se por assente, razão que fundamenta o presente recurso.
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2 - Foi dado como não provado que "EE, GG e os herdeiros de comunicaram ao Exequente verbalmente e por escrito, que cederam as respetivas quotas sociais e que se desvinculam das garantias prestadas à sociedade.” 3 - Pela prova produzida, não poderia o Tribunal recorrido ter decidido no sentido em que o fez.
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4 -Quanto aos embargantes EE e GG, entendeu o Tribunal "a quo” que "a prova produzida quanto à comunicação da cedência de quota e desvinculação das garantias promovida por EE é ténue e frágil.
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De facto, essa prova reduziu-se às declarações de que referiu que EE entregou uma declaração idêntica às referidas no banco mas que não encontram cópia.
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Como pode afiançar o que EE comunicou, escreveu, assinou ou entregou ao Exequente?
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O aparente conhecimento de resulta, quando muito, do que ouviu dizer de EE que, aqui chegada, terá todo o interesse em afiançar o referido.
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Assim, a prova produzida não é idónea para provar qualquer comunicação verbal ou escrita de EE ao Exequente.” 5 -É precisamente pelas declarações de parte prestadas por que tem que ficar provado exatamente o contrário.
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Refere, nas declarações que se transcrevem na íntegra, além do mais, que foi a própria que, a pedido da cunhada EE, fez a carta e a entregou no banco.Ou seja, o conhecimento que a declarante tem do facto, não é de "ouvir dizer”, mas sim de ela própria ter vivenciado e tido intervenção direta.
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6 - É precisamente pelas declarações prestadas em sede de audiência de julgamento por , a qual, além de ser casada com ex-sócio e gerente da F..., Lda., também foi, durante muitos anos, trabalhadora/funcionária da mesma, existindo assim razões de ciência que se impõe concluir que o facto não provado neste ponto, devia tê-lo sido!
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7 -Pese embora estas declarações de parte prestadas que revelam de forma credível, consistente e fiável que tais cartas foram redigidas e entregues no banco exequente, o facto é que tais cartas foram, muito recentemente e após o óbito do GG, encontradas, requerendo-se nesta sede e para todos os efeitos legais a sua junção aos autos e o deferimento da sua aceitação nesta fase de recurso.
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8 -Em tais documentos os embargantes informam o exequente que cederam quotas e, nessa medida, pedem que sejam cancelados todos os seus avais e responsabilidades bancárias.
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9 -Ora, como sempre foi alegado e pela prova produzida, provado está, que os documentos/cartas em causa foram elaboradas e entregues no banco exequente.
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Só que, tendo em conta o tempo decorrido e pese embora todas as diligências efetuadas para tal, tais documentos estavam em sítio incerto, desconhecendo-se onde se encontravam, ou até se estavam definitivamente extraviados.
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Foram recentemente encontrados já após a prolação da Sentença de que se recorre.
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10 - Pelas razões expostas e nos termos do art.
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651, n. 1 do CPC conjugado com o art.
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425 do CPC, pugna-se e requer-se pela admissibilidade da junção dos documentos/cartas os quais são admissíveis.
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11 -O efeito probatório de tais documentos terá que ser igual ao efeito probatório que o Tribunal a quo deu às comunicações entregues à embargada em julho de 2011, ou seja, resultou provado que os embargantes AA, BB e mulher , em de julho de 2011, comunicaram ao exequente a cedência de quotas e requereram que, a partir dessa data, sejam cancelados todos os avais e responsabilidades bancárias.
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12 - Com a cedência das suas quotas sociais e desvinculação das garantias oportunamente prestadas, opuseram-se, validamente os embargantes, à renovação do contrato de garantia, isto é, ao pacto que autorizava o preenchimento da livrança.
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13 - Em consequência foi julgada extinta a execução quanto a estes.
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14 - Assim, terá que resultar provado que os embargantes EE e o seu ex-cônjuge GG, já falecido, aqui e agora representado pelo embargante , comunicaram ao exequente a cessão de quotas e a sua desvinculação e cancelamento de todos os avais e responsabilidades bancárias.
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Deve a execução ser julgada extinta quanto a estes.
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15 -No que se refere aos embargantes BB e EE, como herdeiros de , tendo os mesmos entregue ao exequente o 1 em julho de 2011 e a 2 em novembro de documentos a solicitar a sua desvinculação das garantias prestadas e tendo em conta que em anexo a esse documento e fazendo parte integrante do mesmo, juntaram as respetivas escrituras de partilha e cessão de quotas, o fizeram com abrangência total em relação à sua pessoa, em nome próprio e como herdeiro.
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Não faria qualquer sentido que assim não fosse.
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16 - Pelo que a execução tem que ser também extinta contra os embargantes BB e EE, no respeitante à sua qualidade de herdeiros.
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17 -Por outro lado, verifica-se, em relação aos herdeiros de , caducidadedo preenchimento da letra, quanto mais não seja até pelos ditames da boa-fé art.
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239 do Código Civil/).
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O preenchimento da livrança pela exequente ocorreu em 2017, isto é, 9 anos após o falecimento da o qual ocorreu em 200 18 -Refere a Sentença da qual se recorre, que "as partes não convencionaram a extinção da garantia por morte.”Ora, com segurança não pode o tribunal nem as partes afirmar que no contrato inicial celebrado com a exequente no ano de 1996, não consta qualquer cláusula relativa aos efeitos da morte do avalista.
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A exequente nunca juntou aos autos tal contrato; juntou apenas a sua alteração e o seu aditamento.
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Foi requerido que a exequente viesse juntar aos autos tal contrato datado de 27/3/199 A exequente não entregou tal contrato, tendo mesmo vindo a confessar que dada a antiguidade do mesmo "não tem sido possível localizá-lo”.
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19 - Por último e caso assim se não viesse a entender, sempre estaria limitada a responsabilidade dos herdeiros nos termos do art.
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744 do CPC.
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20 -A falecida à data da morte, apenas era titular, em comum e sem determinação de parte ou direito, juntamente com JJ, BB, EE, HH e , de uma quota no valor de € 63 597 na sociedade F..., Lda.
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21 -Tal quota, como consta na certidão comercial, foi consequência da dissolução da comunhão conjugal e sucessão por óbito de NN casado que foi em comunhão geral de bens com 22 - Esta quota de € 63 597 titulada pelo falecido NN, só foi objecto de partilha entre os herdeiros, após a morte da sua viúva , conforme se comprova pela escritura de partilha junta aos autos.
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23 -Assim, a responsabilidade dos executados habilitados de , está limitada ao que receberam da herança da mesma, ou seja, 5/8 cinco/oitavos) da quota social no valor de € 63 597, correspondente à meação metade ½) e ao quinhão hereditário um quarto ¼), no valor total de € 39 748,1 24 - Ou seja, a responsabilidade dos executados habilitados BB e EE não poderá ir além de € 9 937,03 cada, e a responsabilidade das executadas habilitadas e de HH não poderá ir além de € 4 968,52 para cada uma.
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25 - Foram violados, além de outros, os art.s 239 do e n. 4 do art.
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607 do CPC.
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Afirmam, ainda, que deve ser revogada a sentença, e em consequência ser alterada a matéria de facto nos termos alegados e declarada extinta a execução contra os embargantes/apelantes.
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Respondendo, a exequente e os recorridos BB, e concluíram pela manutenção do decidido em 1 instância na parte que lhes é favorável.
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Atento o referido acervo conclusivo, delimitativo do objecto do recurso, importa conhecer e/ou reapreciar, principalmente: impugnação da decisão sobre a matéria de facto erro na apreciação da; decisão de mérito, em particular, quanto à problemática do preenchimento abusivo da livrança dada à execução e/ou do abuso de direito por parte da exequente.
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�� A 1 instância deu como provados os seguintes factos: Em 01988 o capital social da sociedade F..., Lda., encontrava-se dividido em quatro quotas sendo: Uma quota no valor de 63 597 euros a.que foi titulada por NN falecido a 201999 e, por força da dissolução conjugal e herança, passou a ser titulada por Cônjuge , Filhos JJ casado com, BB casado com, EE casada com e Netas HH e ; Sendo que faleceu em 202008 e por herança passou a ser titulada por a.Filhos JJ, BB, EE casada com b.Netos HH e ; Uma quota no valor de 63 597 euros a. titulada por JJ; Uma quota no valor de 63 597 euros a. titulada por BB; Uma quota no valor de 13 717 euros a. titulada por OO que faleceu em 21990 e por força da dissolução conjugal e herança passou a ser titulada por Cônjuge AA; HH e Nessa data eram gerentes JJ e BB.
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Em 22011 foi registada a renúncia ao cargo de gerente por parte de BB.
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Em 22011 foi registada a amortização das quotas de 15 899,25 euros e 63 597 euros tituladas por BB, aquela enquanto herdeiro de ; Em 22011 foi registada a amortização das quotas de 7 949,62 euros e de 2 286,17 euros tituladas por , aquela enquanto herdeira de , esta enquanto herdeira de OO; Em 22011 foi registada a amortização das quotas de 7 949,62 euros e de 2 286,17 euros tituladas por HH aquela enquanto herdeira de , esta enquanto herdeira de OO; Em 22011 foi registada a amortização da quota de 9 144,67 euros titulada por AA, correspondente à meação e herança por óbito do cônjuge OO; Em contrapartida das amortizações de quotas: BB e mulher receberam da sociedade: a. Prédio urbano composto por parcela de terreno destinada a construção sito em ..., lote ...9, Urbanização ..., freguesia ..., ..., descrita na Conservatória do Registo Predial sob o n. ...07; b. Prédio urbano composto por parcela de terreno destinada a construção sito em ..., lote ..., na Urbanização ... freguesia ..., ..., descrita na CRP sob o n. ...79; Fração autónoma designada pela letra ... do prédio sito na Rua ..., em BB, ..., ..., descrito na 2 CRP sob o n. ...9 AA recebeu da sociedade: a. Fração autónoma designada pela letra ... do prédio sito na Rua ..., em BB, ..., ..., descrito na 2 CRP sob o n. ...9 e HH receberam da sociedade: a. Fração autónoma designada pela letra ... do prédio sito na Rua ..., em BB, ..., ..., descrito na 2 CRP sob o n. ...9 Consignando que a. a sociedade ainda pagaria a AA, e HH 96 742,61 euros e a BB 46 485,02 euros, ambos em prestações; b. a situação líquida da sociedade, depois de satisfeita a contrapartida das amortizações, nos termos referidos, fica a exceder o novo capital em mais de 20 % e não fica inferior à soma deste e da reserva legal.
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ix.
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Em 22011 foi registada a transmissão de quota no valor de 15 899,25 euros de JJ para PP.
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x. Em consequência das amortizações referidas o capital social passou a ser de 95 395,50 euros correspondente a três quotas, duas no valor de 15 899,25 euros pertencentes, cada uma, às sócias PP e EE e uma no valor de 63 597 euros do sócio JJ.
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xi.
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Em 22011 foi registada a designação de PP como gerente.
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xii.
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Em 012013 foi registada a cessão de quotas de EE para PP.
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xiii.
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Em consequência da referida cessão o capital social passou a ser de 95 395,50 euros correspondente a três quotas, duas no valor de 15 899,25 euros pertencentes a PP e uma no valor de 63 597 euros do sócio JJ.
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xiv.
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Em 12016 foi registada a cessação de funções de PP como gerente.
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xv.
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Em 312016 foi registada a declaração de insolvência da sociedade F..., Lda.
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xvi.
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JJ e KK foram declarados insolventes na pendência da execução.
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xvii.
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No dia 02004 entre F..., Lda.
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1, os avalistas , JJ e cônjuge KK, BB e cônjuge , EE e cônjuge GG, AA 2 e a .. S. A.
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3, foi celebrada "alteração ao contrato de abertura de crédito em conta corrente de utilização múltipla”, que consta de fls.
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165 a 167 dos autos e que aqui se dá por integralmente reproduzido.
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xviii.
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O referido contrato visou alterar o contrato de empréstimo em conta corrente celebrado em 21996 entre o 1 contraente e o B..., entretanto incorporado por fusão no 3 contraente.
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xix.
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O crédito destinou-se a apoiar o 1 contraente para ocorrer a necessidades temporárias de tesouraria, bem como solver dívidas da empresa para com a .., decorrentes da emissão de garantias bancárias ponto do.
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xx.
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O contrato vigoraria até 12004; o prazo referido será automaticamente renovado por períodos iguais e sucessivos de seis meses, a menos que a .. ou o 1 outorgante denuncie o contrato por escrito com, pelo menos, 30 dias de antecedência em relação ao termo do prazo que estiver em curso; porém, o 1 contraente não goza do direito de denúncia enquanto se mantiver qualquer importância em dívida ou existir qualquer valor cativo na conta corrente ponto do.
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xxi.
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Para titular as responsabilidades decorrentes da conta-corrente, o 1 contraente e os Avalistas identificados entregam à .. uma livrança em branco subscrita pelo primeiro e avalizada pelos segundos e autorizam, desde já a .. a preencher a sobredita livrança quando tal se mostre necessário, a juízo da própria .., tendo em conta, nomeadamente, o seguinte: a data de vencimento será fixada pela .. em caso de incumprimento pelo devedor das obrigações assumidas ou para efeitos de realização coativa do respetivo crédito; a importância da livrança corresponderá ao total das responsabilidades decorrentes da presente abertura de crédito, nomeadamente em capital, juros remuneratórios e moratórios, comissões, despesas e encargos fiscais, incluindo os da própria livrança ponto do.
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xxii.
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O contrato foi assinado nos seguintes termos:3 xxiii.
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No dia 02006 entre F..., Lda.
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1 contraente ou Cliente ou, os avalistas , JJ e cônjuge KK, BB e cônjuge , EE e cônjuge GG, AA 2 e a .. S. A.
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3 contraente/..), foi celebrado "aditamento ao contrato de abertura de crédito em conta corrente de utilização múltipla”, que consta de fls.
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49 a 55 dos autos e que aqui se dá por integralmente reproduzido.
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xxiv.
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O referido contrato constituiu aditamento ao contrato celebrado em 21996, alterado em 12004 e visou elevar o montante do empréstimo em regime de conta corrente de 500 000 euros para 700 000 euros, nos termos aí melhor definidos.
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xxv.
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O contrato foi celebrado pelo prazo de 6 meses, com início na data da sua renovação e automaticamente prorrogado, por períodos iguais e sucessivos, a menos que a .. ou o Cliente denunciem o contrato por escrito e com pelo menos 30 dias de antecedência em relação ao termo do prazo que estiver em curso; o cliente não goza do direito de denúncia enquanto se mantiver qualquer importância em dívida ou existir qualquer valor tornado indisponível na conta corrente cláusula do.
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xxvi.
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Nos termos da cláusula 2a) do contrato a .. poderá considerar antecipadamente vencida qualquer dívida emergente do contrato e exigir o seu imediato pagamento no caso de incumprimento pelo Cliente ou por qualquer dos restantes contratantes de qualquer obrigação decorrente do contrato.
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xxvii.
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Para titular e assegurar o pagamento de todas as responsabilidades decorrentes do contrato, o Cliente e os Avalistas identificados entregam à .. uma livrança com montante e vencimento em branco, devidamente datada, subscrita pela primeira e avalizada pelos segundos e autorizam desde já a .. a preencher a sobredita livrança quando tal de mostre necessário, a juízo da própria .., tendo em conta, nomeadamente, o seguinte: a data de vencimento será fixada pela .. quando, em caso de incumprimento pelos Devedores das obrigações assumidas, a .. decida preencher a livrança; a importância da livrança corresponderá ao total das responsabilidades decorrentes do presente empréstimo, nomeadamente capital, juros remuneratórios e moratórios, comissões, despesas e encargos fiscais, incluindo da própria livrança cláusula.
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xxviii.
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, BB e cônjuge , EE e cônjuge GG, AA prestaram garantia de aval nos contratos identificados por estarem diretamente ligados ou relacionados com a sociedade F..., Lda.
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xxix.
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O contrato foi assinado nos seguintes termos:4 xxx.
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No dia 12011 AA deu entrada na agência da exequente da ... de um documento com os seguintes dizeres indicado na decisão recorrida mediante uma cópia/colagem, não transpondo por palavras para a decisão o seu conteúdo.5 xxxi.
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No dia 12011 BB e deram entrada na agência da exequente da ... de um documento com os seguintes dizeres indicado na decisão recorrida mediante uma cópia/colagem, não transpondo por palavras para a decisão o seu conteúdo.6 xxxii.
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Em junho de 2011 a sociedade F..., Lda.
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não tinha qualquer importância em dívida à exequente.
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