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do STJ, de 102013, António Joaquim Piçarra, Processo n. 2449/01TBFAF.GS1); e não se confundem com considerações, argumentos, motivos, razões ou juízos de valor produzidos pelas partes a estes não tem o Tribunal que dar resposta especificada ou individualizada, mas apenas aos que directamente contendam com a substanciação da causa de pedir e do.
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Compreende-se, por isso, que se afirme que as «partes, quando se apresentam a demandar ou a contradizer, invocam direitos ou reclamam a verificação de certos deveres jurídicos, uns e outros com influência na decisão do litígio; isto quer dizer que a «questão» da procedência ou improcedência do pedido não é geralmente uma questão singular, no sentido de que possa ser decidida pela formulação de um único juízo, estando normalmente condicionada à apreciação e julgamento de outras situações jurídicas, de cuja decisão resultará o reconhecimento do mérito ou do demérito da causa.
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Se se exige, por exemplo, o cumprimento de uma obrigação, e o devedor invoca a nulidade do título, ou a prescrição da dívida, ou o pagamento, qualquer destas questões tem necessariamente de ser apreciada e decidida porque a procedência do pedido depende da solução que lhes for dada; mas já não terá o juiz de, em relação a cada uma delas, apreciar todos os argumentos ou razões aduzidas pelos litigantes, na defesa dos seus pontos de vista, embora seja conveniente que o faça, para que a sentença vença e convença as partes, como se dizia na antiga prática forense» Rodrigues Bastos, Notas ao Código de Processo Civil, Volume , Almedina, Lisboa, pág.
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228, com bold apócrifo).
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Concluindo, a omissão de pronúncia circunscreve-se às questões de que o tribunal tenha o dever de conhecer para a decisão da causa e de que não haja conhecido, realidade distinta da invocação de um facto ou invocação de um argumento pela parte sobre os quais o tribunal não se tenha pronunciado.
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Já, porém, não ocorrerá a dita nulidade da sentença por omissão de pronúncia quando nela não se conhece de questão cuja decisão se mostra prejudicada pela solução dada anteriormente a outra Ac.
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do STJ, de 012002, Araújo de Barros, Processo n.. Compreende-se que assim seja, uma vez que o conhecimento de uma questão pode fazer-se tomando posição directa sobre ela, ou resultar da ponderação ou decisão de outra conexa que a envolve ou a exclui Ac.
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do STJ, de 002001, Ferreira Ramos, Processo n.. Igualmente «não se verifica a nulidade de uma decisão judicial - que se afere pelo disposto nos arts.
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61 sentença) e 66 acórdãos) - quando esta não aprecia uma questão de conhecimento oficioso que lhe não foi colocada e que o tribunal, por sua iniciativa, não suscitou» Ac.
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do STJ, de 202014, Maria dos Prazeres Beleza, Processo n. 1052/00TVPRT.PS1).
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Concretizando, veio a Autora , arguir a nulidade da sentença recorrida, por alegada omissão de pronúncia, já que a mesma «deveria ter conhecido a cláusula da transacção e o invocado pelo recorrente no requerimento datado de 002021»; e «não o fez por seguir os passos do alegado pela recorrida sem olhar com olhos de ver, para o ponto dado como provado pela Meritíssima Juiz a quo - da transacção», o que representaria, «em última instância, a falta de consideração por banda do julgador de todos os factos que estruturam e sustentam a disposição fáctica trazida pela recorrente aos autos».
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Contudo, e salvo o devido respeito por opinião contrária, verifica-se que a sentença recorrida conheceu de todas as questões submetidas à sua apreciação, nomeadamente do pedido formulado pela Autora de condenação da Ré a pagar-lhe os suprimentos ainda em falta, mercê do contrato de investimento celebrado em 2015 entre, e das excepções deduzidas pela Ré ao mesmo nomeadamente, de extinção dessa obrigação, mercê do contrato de transacção judicial celebrado em 2016 entre.
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Dir-se-á ainda que a desconsideração deste concreto argumento ou razão deduzido pela Autora o teor da cláusula , do dito contrato de transacção judicial, que alegadamente obstaria à interpretação feita deste pelo Tribunal a, reportando-se à fundamentação de direito da sentença recorrida, não consubstancia a nulidade denunciada por aquela, mas sim um eventual erro de julgamento cuja bondade, ou falta dela, será apreciada em sede própria).
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Improcede, assim, o fundamento único da arguição de nulidade que alegadamente afectaria a sentença recorrida por omissão de pronúncia).- FUNDAMENTAÇÃO DE FACTO Factos provados O Tribunal a quo considerou que, «por não impugnados - art.
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57, n.s 1 e 2 - ou por constantes de documentos fotocopiados, sem que tenha sido invocada desconformidade com o original - art.
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36 e 38 a 38 do cfr.
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Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 12005, no Processo», ficaram provados os seguintes factos aqui apenas reordenados - lógica e cronologicamente -, renumerados, e pontualmente completados com escrupuloso respeito pelo teor dos documentos neles: 1 - , depois legal representante de , Limitada aqui - por si e por intermédio de R. T., Limitada e W - Bijuteria e Complementos de Moda, Limitada, da sua propriedade e gerência - estabeleceu e iniciou uma relação comercial com Y, S.A. aqui Ré).
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 2 - R. T., Limitada e W - Bijuteria e Complementos de Moda, Limitada tinham como objecto e escopo comercial, respectivamente, a «importação e comercialização de artigos de cosmética e perfumaria sob a marca » e a «importação e comercialização de artigos de bijutaria e acessórios de moda sob a marca W».
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 3 - A Ré Y, S.A.) demonstrou interesse no ramo desenvolvido por R. T., Limitada e W - Bijuteria e Complementos de Moda, Limitada e suas marcas; e, por via disso, pretendia investir e fazer parte do negócio.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 4 - Com base na relação comercial assim encetada foi celebrado, no dia 22 de Julho de 2015, um acordo escrito, epigrafado «CONTRATO DE INVESTIMENTO», que consistia no seguinte: a facturação e actividade desenvolvida por R. T., Limitada e por W - Bijuteria e Complementos de Moda, Limitada passariam para uma empresa/sociedade comercial a constituir a aqui, sendo que o seu donoe gerente, , e a Ré Y, S.A.) seriam sócios dessa sociedade, com participações sociais diferentes; e a Ré Y, S.A.) investiria € 17000,00 na sociedade a ser criada tudo conforme documento junto sob o n. 1, com a petição inicial, que é fls.
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7, verso, a 9 dos autos, e que aqui se dá por integralmente.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 5 - Conforme os considerandos e do referido «CONTRATO DE INVESTIMENTO», a nova sociedade teria de ser constituída com um capital social de € 000,00, cabendo à Ré Y, S.A.), subscrever e realizar uma quota com o valor nominal de € 900,00; e, além disso, a Ré realizaria suprimentos a favor da sociedade, no valor de € 16100,00, por forma a que o valor total investido atingisse o valor de € 17000,00 tudo conforme documento junto sob o n. 1, com a petição inicial, já integralmente dado por.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 6 - Nos termos da Cláusula 4 do «CONTRATO DE INVESTIMENTO», «Os contraentes comprometem-se ainda a assinar todos os documentos e a praticar todos os demais actos que se mostrem necessários ou convenientes para a realização dos Suprimentos da investidora, até ao limite máximo global de EUR.
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16100,00»; e, de acordo com a Cláusula 5 do mesmo «CONTRATO DE INVESTIMENTO», «Os suprimentos da Investidora serão realizados de forma faseada, à medida que a Gerência da Sociedade os for solicitando com base nas necessidades de financiamento previstas no plano de Negócios, e não vencerão juros» tudo conforme documento junto sob o n. 1, com a petição inicial, já integralmente dado por.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 7 - Na sequência do assim acordado, foi registada pela inscrição 1, Ap.
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33/20150723, a sociedade por quotas denominada , Limitada, com sede no Parque Industrial de , Rua da , em Braga, tendo como objecto importação, distribuição e comercialização de produtos de cosmética, maquilhagem, perfumaria, bijuteria, vestuário, calçado, óculos, acessórios de moda e outros produtos relacionados com aqueles, bem como a prestação de serviços de marketing, publicidade, impressão digital, arquitectura de interiores e demais serviços acessórios tudo conforme documento junto sob o n. 2, com a petição inicial, que é fls.
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10 dos autos, e que aqui se dá por integralmente.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 8 - Conforme a referida inscrição, , Limitada tinha e não se vê registada qualquer alteração do capital o capital de € 000,00, assim distribuído: .
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- uma quota de € 900,00; .
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R. T., Limitada e W - Bijuteria e Complementos de Moda, Limitada - uma quota de € 100,00, cada uma; e . Y, S.A. - uma quota de € 900,00 tudo conforme documento junto sob o n. 2, com a petição inicial, já integralmente dado por.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 9 - , Limitada ficava obrigada pela assinatura de dois gerentes; e, por deliberação de 22 de Julho de 2015, foram designados gerentes e F. O. tudo conforme documento junto sob o n. 2, com a petição inicial, já integralmente dado por.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 10 - A Ré Y, S.A.) investiu na Autora ,, a título de suprimentos, de forma faseada, o valor de € 10100,00, a que acresce a sua participação social de € 900,0 facto enunciado na sentença recorrida sob o número 11 - Tendo instaurado contra F. O. um Procedimento Cautelar Não Especificado que, com o n. 1340/12T8BRG, correu termos no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Famalicão, Juiz, no dia 5 de Julho de 2016 - designado para julgamento dos autos - as Partes transigiram, conforme acta respectiva, que aqui se dá por integralmente reproduzida e onde nomeadamente se lê: «) Aberta a audiência de julgamento, pelo MmJuiz de Direito foi tentada a conciliação das partes, o que logrou conseguir, pois que as partes transigiram nos seguintes termos: A Lda.
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compromete-se ao pagamento de 9000,00 €, a título de reembolso de suprimentos, no prazo máximo de 24 vinte e meses; Tal pagamento será realizado em prestações mensais, iguais e sucessivas de 750,00 € cada, com início em 8/08/2016; O pagamento pode a qualquer altura ser antecipado, considerando-se tal antecipação ser sempre das últimas prestações devidas.
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O não cumprimento do clausulado em 1, importa o pagamento imediato da totalidade dos suprimentos efectuados no valor de 10000,00 €.
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O pagamento será efectuado através de transferência bancária através do IBAN PT50 ................... No prazo máximo de 10 dias contados a partir da presente transacção, será assinado contrato de promessa de cessão de quotas dos 45% detidos pela Y, S.A., cessão essa que será concretizada com o cumprimento integral mencionado na cláusula , pelo valor nominal de 900, 00 € a ser abatido na última prestação.
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Com a assinatura do contrato de promessa será entregue carta de renúncia da gerência cujo registo incumbirá à requerente.
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Até à celebração do contrato definitivo de cedência de quotas os direitos conferidos à Y S.A. na cláusula 2 e 3 do acordo parassocial ficam suspensos.
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Contudo tal suspensão cessa de imediato em caso de incumprimento da presente transacção.
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Com o cumprimento do clausulado no ponto 1 e com o respectivo contrato definitivo de cessão de quotas, todos os contratos a ele inerentes cessarão os seus efeitos em particular, Contrato de investimento e acordo.
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Vlll O gerente deverá desenvolver a respectiva actividade nos interesse da , Lda., de acordo com as boas práticas de gestão e manter informada a sócia Y, S.A. acerca dos actos desenvolvidos para o efeito, sempre que para tal for solicitada pela mesma.
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Deverá prestar informação sobre a actividade da , Lda.
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e pelas sociedades por esta detidas.
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A informação solicitada deverá ser prestada no prazo máximo de 8 dias após a qual será devida, a título de sanção pecuniária compulsória, o valor diário de 000 €.
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Para a garantia do bom cumprimento das obrigações de natureza pecuniária que desta transacção resultam para a , Lda., o requerente presta a garantia de Fiança que fica, contudo, limitada ao montante máximo de 4000,00 € e com benefício de excussão prévia, sendo as quantias remanescentes da responsabilidade da , Lda.
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)» facto enunciado na sentença recorrida sob o número 12 - A transacção referida no facto anterior foi homologada por sentença da mesma data, entretanto transitada em julgado tudo conforme acta da audiência de julgamento do Procedimento Cautelar Não Especificado n. 1340/12T8BRG, já integralmente dada por.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 13 - Pelo Av.
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1 Ap.
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20160811, foi registada a renúncia do gerente F. O., de , Limitada, com data de 25 de Julho de 2016 tudo conforme documento junto sob o n. 2, com a petição inicial, já integralmente dado por.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 14 - Com data de 25 de Julho de 2016, a Administradora Única da Ré Y, S.A.), como promitente cedente, e , como promitente cessionário, assinaram o «CONTRATO PROMESSA DE CESSÃO DE QUOTA», que é fls.
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39 e 43 e seguintes dos autos, que aqui se dá por integralmente reproduzido e onde nomeadamente se lê: «) Cláusula Primeira Promessa Cessão de Pelo presente Contrato a Y promete ceder ao , que por sua vez lhe promete comprar livre de ónus ou encargos, a quota com o valor nominal de € 900,00 novecentos, representativa de 45% do capital social da Sociedade.
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Cláusula Segunda Preço) O preço de aquisição da quota mencionado no número 1 da Cláusula Primeira corresponderá ao respectivo valor nominal, sendo assim fixado em € 900,00 novecentos.
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O preço referido no número anterior será pago pelo Promitente Cessionário à Promitente Cedente, na data da formalização da referida cessão.
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O Preço mencionado no número 1 supra será deduzido ao valor do último pagamento devido, nos termos da Transação, a título de reembolso de suprimentos.
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Cláusula Terceira Contrato Definitivo O contrato prometido deverá ser celebrado no prazo máximo de 20 dias a contar da data em que o montante total devido nos termos da Transação, a título de reembolso de suprimentos, se encontre integralmente pago.
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Tal contrato definitivo será outorgado em dia, ora e local a indicar pela Promitente Cedente ao Promitente Cessionário com 5 dias de antecedência.
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Cláusula Quarta Renúncia de Conforme previsto na Transação, na presente data o Sr. F. O. entregou carta de renúncia ao cargo de Gerente da Sociedade.
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Tal como resulta da Transação em anexo, em caso de incumprimento da mesma a suspensão das Cláusulas 2 e 3 do Acordo Parassocial anteriormente celebrado cessará de imediato e, portanto, a Y terá o direito de designar um gerente para a Sociedade, o qual poderá ou não ser o Senhor F. O.. Cláusula Quinta Disposições Os Contraentes declaram que, na presente data, a Sociedade não é titular de quaisquer bens imóveis.
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Feito em Lisboa, aos 25 dias de Julho de 2016, em 2 vias originais, ficando um original na pessoa de cada uma das Contraentes, sendo o presente Contrato rubricado em todas as suas folhas e assinado a final pelas Partes.
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)» facto enunciado na sentença recorrida sob o número 15 - Em 8 de Janeiro de 2018, F. O. e Y, S.A. instauraram uma execução para pagamento de quantia certa, contra e , Limitada, nos termos do requerimento executivo que é fls.
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36 dos autos, que aqui se dá por integralmente reproduzido e onde nomeadamente se lê: «) Requerimento Executivo entregue por via electrónica na data e hora indicadas junto da assinatura electrónica do subscritor cfr.
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última página), aposta nos termos previstos na Portaria n. 280/2013, de 26 de Agosto Requerimento de Execução de Decisão Judicial Condenatória TRIBUNAL COMPETENTE, TÍTULO EXECUTIVO E FACTOS Finalidade: Execução nos próprios autos Tribunal Competente: Vila Nova de Famalicão - Tribunal Judicial da Comarca de Braga Tribunal Acção Executiva Espécie: Exec Sentença próprios autos Ag.
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s/ Desp Liminar Valor da Execução: 56 000,00 € Cinquenta e seis Mil N Processo: 1340/12TBBRG Un.
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Orgânica: Vila Nova de Famalicão - Juízo de Comércio - Juiz 2 Famalicão - Tribunal Judicial da Comarca de Braga Finalidade da Execução: Pagamento de Quantia Certa - Dívida Comércio) Título Executivo: Decisão judicial condenatória Factos: Por transação judicial homologada no dia 06/07/2016 a Lda.
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obrigou-se ao pagamento da quantia de 9000,00 € noventa, a título de reembolso de suprimentos, no prazo máximo de 24 vinte e meses; Tal pagamento deveria realizar-se em prestações mensais, iguais e sucessivas de 750,00 € três setecentos e cinquenta cada, com inicio em 08/08/2016; Mais ficou estabelecido que o não cumprimento do clausulado em do acordo homologado, importa o pagamento imediato da totalidade dos suprimentos efectuados no valor de 10000,00 € cento e três.
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Para a garantia do bom cumprimento das obrigações de natureza pecuniária daquela transacção entre a , Lda.
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e os Exequentes, o gerente prestou a garantia de Fiança que ficou contudo, limitada ao montante máximo de 4000,00 € e com benefício de excussão prévia, sendo as quantias remanescentes da sua responsabilidade, após excussão do património da , Lda.. Sucede que, a Lda.
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cumpriu os pagamentos a que estava obrigada, no ano de 2016 Agosto a, ou seja, pagou a quantia de 1750,00€ dezoito setecentos e cinquenta; contudo em 2017 Janeiro a apenas foram pagas prestações no valor total de 2750,00 € vinte e sete setecentos e cinquenta, quando deveria ter pago 4000,00 € quarenta e cinco.
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Nos meses de Agosto e Novembro de 2017 não foi paga qualquer quantia e nos meses de Setembro, Outubro e Dezembro apenas foram pagos 500 € quinhentos em cada mês.
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No corrente mês de Janeiro efectuou o pagamento de 500 € quinhentos.
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Sendo este um pagamento em prestações, o não pagamento de uma prestação importa o vencimento das demais, o que no caso da transacção judicial em causa, atendendo o previsto na cláusula do acordo homologado judicialmente, importa o pagamento da quantia de 10000,00 € cento e três, e não dos inicialmente acordados 9000,00 € noventa.
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Por conseguinte, na presente data é a Lda.
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devedora da quantia de 5000,00 € cinquenta e seis, valor esse a que acresce de juros de mora vencidos e vincendos até integral e efectivo pagamento da quantia exequenda, custas de parte e demais encargos com o processo.
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)» facto enunciado na sentença recorrida sob o número 16 - Os Executados e , deduziram embargos à execução, pedindo nomeadamente: «) ) Seja a invocada exceção de ilegitimidade julgada procedente, por provada, com as legais consequências; ) a invocada exceção de inexigibilidade da obrigação exequente ser julgada procedente, por provada, com as legais consequências; ) os presentes embargos de executados sejam julgados procedentes, por provados, com as legais consequências; ) considere-se ilegítima e ilegal, porque indevida e desproporcional, a penhora dos bens/direitos do executado , ordenando-se o respetivo levantamento; ) deve ordenar-se a suspensão da presente execução.
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)» facto enunciado na sentença recorrida sob o número 17 - Em 02 de Julho de 2019, foi proferida sentença, nos autos de embargos de executado referidos no facto anterior, que é fls.
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45, verso, a 49 dos autos, julgando-os totalmente improcedentes, sentença que aqui se dá por integralmente reproduzida e onde nomeadamente se lê: «) Decisão Pelo exposto a) Declaro os embargos de executados interpostos por , Lda e improcedentes; b) Declaro parcialmente procedente a oposição à penhora, ordenando a sua redução, excluindo da mesma o imóvel fracção autónoma designada pela letra "E”, descrita na Conservatória do Registo Predial de sob o n. – "E” e inscrita na respectiva matriz predial urbana sob o artigo .
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-"E”, propriedade do aqui Embargante ; )» facto enunciado na sentença recorrida sob o número 18 - No dia 17 de Dezembro de 2019, foi proferido acórdão pelo Tribunal da Relação de Guimarães, nos autos de embargos de executado referidos no facto anterior, julgando o recurso de apelação interposto pelos Embargantes e , totalmente improcedente, acórdão que é fls.
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50, verso, e a 58 dos autos, que aqui se dá por integralmente reproduzido e onde nomeadamente se lê: «) 6 - DISPOSITIVO Pelo exposto, acordam os Juízes desta secção cível em julgar a presente apelação improcedente, assim se conformando a decisão recorrida.
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)» facto enunciado na sentença recorrida sob o número 19 - Por carta registada com aviso de recepção e por via electrónica, nos dias 23 e 25 de Novembro de 2020, a Autora , notificou a Ré Y, S.A.) para realizar os suprimentos em falta, no valor de € 6000,00, em quatro dias tudo conforme documentos que são fls.
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12 rosto - email -, 12 verso - carta -, e 13 - aviso de recepção - dos autos, e que aqui se dão por integralmente.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número 20 - Não obstante o teor e conteúdo da missiva e do email endereçados à Ré Y, S.A.), esta nada pagou até à presente data.
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facto enunciado na sentença recorrida sob o número Factos não provados O Tribunal a quo considerou ainda que não «há factos não provados, não incluindo aqui alegações, conclusões ou matéria de direito».
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Não impugnação da decisão de facto A decisão sobre a matéria de facto assente, proferida pelo Tribunal a quo, não foi impugnada por qualquer das partes; e, assim, transitou em julgado, devendo aqui ser considerada nos exactos termos reproduzidos.- FUNDAMENTAÇÃO DE DIREITO Contrato de transacção Definição de contrato de transacção Lê-se no art.
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124, do , que transacção «é o contrato pelo qual as partes previnem ou terminam um litígio mediante recíprocas concessões» n., podendo as mesmas «envolver a constituição, modificação ou extinção de direitos diversos do direito controvertido» n.. Compreende-se, por isso, que se afirme que o «contrato de transação tem como pressupostoa existência dum conflito de interessesentre as partes perante um bem apto à satisfação duma sua necessidade.
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Mas a noção de litígio implica mais do que um mero conflito de interesses: é preciso que, com base nele, uma parte tenha deduzido contra a outra a pretensão processual fundada na afirmação de que o direito tutela o seu interesse assim no art.
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26 do CPC, relativo à transmissão entre vivos de direito, ou, mais ainda, consiste nessa afirmação e na contestação da tutela afirmada pela contraparte assim art.
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57, n. 3, ao tratar da proibição relativa da cessão de direito.
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A transação, quando é posterior à propositura da ação, termina litígios existentes, pressupondo assim conflito de interesses e pretensão; mas pode ter por função prevenir litígios ainda inexistentes, e então mais não pressupõe do que o conflito de interesses» José Lebre de Freitas, Código Civil Anotado, Volume , Coordenação de Ana Prata, 2017, Almedina, Junho de 2017, pág.
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1545, com bold apócrifo).
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Compreende-se, ainda, que se afirme que a «transacção tem por objectorecíprocas concessões).
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Se a parte que invoca o seu direito desiste de o tornar efectivo, dando ao acto um simples efeito extintivo, há uma desistência; se a outra parte acaba por reconhecer a legalidade da pretensão, através de um acto com eficácia meramente confirmativa ou constitutiva, há uma confissão.
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Também não há na transacção o ânimo de fixar ou determinar a situação jurídica anterior das partes negozio; a ideia básica dos contraentes é a de concederem mutuamentee não a de fixarem rigidamente os termos reais da situação controvertida, como quando se fixa a redução do preço correspondente à venda de uma coisa defeituosa ou à entrega da obra com defeito por parte do empreiteiro» Pires de Lima e Antunes Varela, Código Civil Anotado, Volume , edição revista e actualizada, Coimbra Editora, 1997, pág.
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931, com bold apócrifo).
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Neste último caso estar-se-á perante um mero contrato de acertamento, contrato atípico, em que «as partes não constituem novos direitos, nem modificam ou extinguem direitos já existentes, limitando-se a precisar o conteúdo de direitos já constituídos, de modo a resolverem extrajudicialmente situações de dúvida» Ac.
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da RL, de 112020, Nuno Lopes Ribeiro, Processo n. 19526/16T8LSB.L1-6).
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Logo, através «da transação, as partes estabelecem uma auto-regulação que implica concessões e cedências, umas e outras verificadas comparativamente às suas pretensões, atuais ou potenciais.
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Tido em conta que as utilidades do bem não podem estar ao serviço da satisfação integral do interesse de ambas as partes, cada uma cede à outra parcelas desse interesse ou um seu sucedâneo» José Lebre de Freitas, Código Civil Anotado, Volume , Coordenação de Ana Prata, 2017, Almedina, Junho de 2017, pág.
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1546, com bold apócrifo).
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Precisa-se, porém, que sendo as «concessões recíprocas» requisito constitutivo do contrato de transacção, já os concretos termos da exigida reciprocidade são deixados à liberdade das partes e à avaliação pelas mesmas da distribuição do risco do resultado do litígio.
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Assim, as ditas concessões recíprocas podem traduzir-se, quer na redução do direito controvertido, quer na constituição, modificação ou extinção de umdireito diverso dele exigindo-se porém, nesta última hipótese, de transacção novativa, que tais actos não se apresentem com carácter autónomo, antes estando conexos com a anterior relação.
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«A natureza substantiva do negócio de transação, por isso incluído no , é patente neste regime: através dela, as partes atuam diretamente sobre as situações jurídicas preexistentes, mantendo-as, alterando-as ou, no limite, criando-as quando anteriormente não com um claro efeito negocial, de natureza preclusiva; preclude a discussão sobre a existência e o conteúdo das situações jurídicas controvertidas e as situações jurídicas em que as partes ficam investidas são por ela queridas, independentemente do conteúdo dessas situações preexistentes» José Lebre de Freitas, Código Civil Anotado, Volume , Coordenação de Ana Prata, 2017, Almedina, Junho de 2017, pág.
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