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J.., Membro da Comissão Executiva e do Conselho de Administração do Réu Banco Espírito Santo, S.A. ao tempo dos factos narrados na ação, com o número de identificação fiscal ... e com último domicílio profissional conhecido em Avenida , Lisboa.
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A.., Membro da Comissão Executiva e do Conselho de Administração do Réu Banco Espírito Santo, S.A. ao tempo dos factos narrados na ação, com o número de identificação fiscal ... e com último domicílio profissional conhecido em Avenida , Lisboa.
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J.. Membro da Comissão Executiva e do Conselho de Administração do Réu Banco Espírito Santo, S.A. ao tempo dos factos narrados na ação, com o número de identificação fiscal ... e último domicílio profissional conhecido em Avenida ..., Lisboa.
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J., Membro da Comissão Executiva e do Conselho de Administração do Réu Banco Espírito Santo, S.A. ao tempo dos factos narrados na ação, com o número de identificação fiscal ... e com último domicílio profissional conhecido em Avenida ..., Lisboa.
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1R, Membro da Comissão Executiva e do Conselho de Administração do Réu Banco Espírito Santo, S.A. ao tempo dos factos narrados na ação, com o número de identificação fiscal e com domicílio profissional em Avenida ..., Lisboa.
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1J Membro da Comissão Executiva e do Conselho de Administração do Réu Banco Espírito Santo, S.A. ao tempo dos factos narrados na ação, com o número de identificação fiscal e com último domicílio profissional conhecido em Avenida ..., Lisboa; 1A, Membro da Comissão Executiva e do Conselho de Administração do Réu Banco Espírito Santo, S.A. ao tempo dos factos narrados na ação, com o número de identificação fiscal e com último domicílio profissional conhecido em Avenida ..., Lisboa.
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1J, Membro da Comissão Executiva e do Conselho de Administração do Réu Banco Espírito Santo, S.A. ao tempo dos factos narrados na ação, com o número de identificação fiscal e com último domicílio conhecido em Av.
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, Lisboa.
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1S, Membro da Comissão Executiva e do Conselho de Administração do Réu Banco Espírito Santo, S.A. ao tempo dos factos narrados na ação, com o número de identificação fiscal e com domicílio profissional na Avenida ..., Lisboa.
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1KPMG&Associados–RevisoresOficiaisdeContas,S.A., pessoa coletiva de direito português, sob a forma de sociedade anónima, com o n. 502161078, com o capital social de € 91000,00, registada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o mesmo número, inscrita na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sob o n. 189 e na sob o n. 9093, com sede no Edifício Monumental, Avenida Praia da Vitória, 71 – 1, 1069-006 Lisboa.
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1NovoBanco,S.A., pessoa coletiva de direito português e número único de pessoa coletiva 513 204 016, com sede na Avenida da Liberdade, n. 195, 1250-142 Lisboa.
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O Autor alega, muito em síntese, o seguinte: O Autor foi cliente do Réu BES desde 2006 e até ao colapso desta instituição.
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Confiando absolutamente na imagem de segurança transmitida pelo Grupo BES, nas informações sobre os termos do investimento dados pelos seus Gestores de Conta e ainda na falta de risco inerente à operação, adquiriu em 102014, através do seu balcão habitual do BES, papel comercial da sociedade Espírito Santo Irmãos, SGPS, S.A., investindo no mesmo um total de €90159,1 Tal valor não foi reembolsado ao Autor.
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Se o Autor tivesse sido informado sobre as reais características do papel comercial que lhe foi apresentado, nomeadamente quanto à situação financeira do Grupo BES e quanto à existência de elevado risco de perda de capital, não teria subscrito o instrumento financeiro em questão.
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Termina pedindo a condenação dos Réus a pagar ao Autor o valor do capital investido no papel comercial emitido pela Espírito Santo Irmãos, SGPS, S.A., acrescido dos correspondentes juros remuneratórios devidos à data do vencimento da obrigação de reembolso, bem como dos juros moratórios vencidos e vincendos, à taxa comercial, até efetivo e integral pagamento.
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Os Réus ..ao contestarem a acção, deduziram diversos incidentes deintervenção principal e, subsidiariamente, incidente de intervenção acessória, quanto às seguintes entidades: a)- Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e do Banco de Portugal.
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b)-ESPÍRITO SANTO IRMÃOS e dos seus Administradores; )-SEGURADORAS Zurich Insurance Plc UK Branch, com sede em The Zurich Centre, 3000 Parkway, Whiteley, Fareham, Hampshire, P015 7JZ, Reino Unido; HCC International Insurance Company Plc, Sucursal en España, com sede em Josep Pla 2, 10th Floor, Torre Diagonal Mar, Barcelona - 08019, Espanha; ANV Global Services Ltd., com sede em Avenida Diagonal 123, Floor 9, Barcelona - 08005, Espanha; Berkley Professional Liability UK Limited, com sede em 40 Lime Street, 7th floor, London EC3M 7AW, Reino Unido; Berkshire Hathaway International Insurance Limited, com sede em London Underwriting Centre, 6th Floor, 3 Minster Court, Mincing Lane, London, EC3R 7DD, Reino Unido; Allianz Global Corporate & Specialty AG - Sucursal en España, com sede em Avda.
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General Perón, 27, Madrid 28020, Espanha; Lloyd’s Syndicate Navigators 1221 Navigators Underwriting Agency, com sede em 2 Minster Court 4th Floor, Mincing Lane, London - EC3R 7BB, Reino Unido; Argo Global, SE, com sede em Caledonia Tower, N 1, Qui-si-sana Seafront, Sliema, Malta -SLM 3114, Malta; Chubb Insurance Company of Europe, SE, com sede em 106 Fenchurch Street, London EC3M 5NB, Reino Unido; 1 Insurance Company Ltd, Sucursal en España, com sede em 4 Plaza de la Lealtad, 28014 Madrid, Espanha; 1 Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A., pessoa coletiva número 500940231, com sede na Av.
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da ..., n. 242, 1250-149 Lisboa.
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O Autor pronunciou-se não se opondo ao pedido de intervenção das referidas entidades.
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Todos esses pedidos de intervenção de terceiro foram indeferidos, pelo que o AutorJ, inconformado com a decisão, interpôs recurso de apelação, formulando as seguintes conclusões: 1) A douta decisão recorrida indefere a intervenção principal dos administradores da Espírito Santo Irmãos, SGPS e a intervenção quer principal,quer acessória de várias companhias seguradoras, intervenções essas requeridas pelos RR; 2)Fá-lo por entender, salvo o devido respeito incorrectamente, que estando a Espírito Santo Irmãos, SGPS ES Irmãos) e o R. Banco Espírito Santo, S.A., a atravessar processos de insolvência/liquidação, por força do disposto nos arts.
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78, n. 4 do CSC e 82, n. 3, al.
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do CIRE, a legitimidadeexclusiva para instauração da presente acção contra os respectivos administradores caberia apenas e só, aos respectivos Administradores de Insolvência; 3) o Tribunal recorrido chega mesmo a antecipar a sua futura decisão sobre a futura absolvição da instância dos RR.
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administradores do BES, por alegada ilegitimidade activa do A. para instauração da presente acção, com base na sua interpretação do disposto nos arts.
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78, n. 4 do CSC e 82, n. 3, al.
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do CIRE, o que poderá mesmo chegar a configurar causa de nulidade do douto despacho recorrido, por excesso de pronúncia Cfr.
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arts.
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615, n. 1, al., e 4, e art.
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613, n. 3, ambos do, nulidade essa que, por cautela de patrocínio, aqui fica expressamente invocada; 4) Ao contrário do que foi entendido pelo Tribunal recorrido, são apenas as acções que aproveitam à generalidade dos credores aquelas relativamente às quais o Administrador da Insolvência dispõe de legitimidade activa exclusiva, conforme resulta expressamente da letra dos artigos 78, n. 1 e n. 4, do CSC e 82, n. 3, al.
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do CIRE; 5) A douta decisão recorrida deveria ter antes considerado que as normas constantes nos arts.
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78, n. 4, do CSC e 82, n. 3, al.
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do CIRE são, pelas razões acima expostas, inaplicáveis ao caso subjudice, e consequentemente ter-se decidido pela admissão e deferimento das intervenções principais - e subsidiariamente, acessórias - acima mencionadas na conclusão; 6) À presente acção, que aproveita exclusivamente ao A./Recorrente, são aplicáveis, isso sim, as normas legais já invocadas na p., e também o art.
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79 do CSC; 7) Também não colhe o argumento de que a intervenção das restantes seguradoras seria inútil, pelo facto de o capital seguro pela chamada Zurich Insurance Plc UK Branch ser superior ao valor do pedido formulado na presente acção, uma vez que, como é do conhecimento público e do conhecimento funcional do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, e dos tribunais em geral, existem pendentes contra os RR.
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administradores do R. BES muitas acções judiciais instauradas por inúmeros lesados, acções essas cujo valor global ascende a muitos milhões de euros, excedendo largamente o valor de € 100000,00 dez milhões de segurado pela Zurich Insurance Plc UK Branch, que poderá invocar esse argumento para se tentar eximir ao pagamento da indemnização devida pelos RR.
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ao A., peticionada na p., ou pelo menos para tentar reduzir o montante dessa indemnização para montantes irrisórios, por rateio; 8) Devendo, face a tudo o supra exposto, ser revogado o despacho recorrido substituindo-se o mesmo por douto acórdão que defira as intervenções principais – e subsidiariamente acessórias - acima mencionadas na conclusão.
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Não foram apresentadas contra alegações.
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Colhidos os vistos legais, cumpre apreciar e decidir.
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-OS FACTOS Os elementos com relevo para a decisão são os que constam do relatório supra, sendo certo que a questão é fundamentalmente de natureza jurídica.
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Ainda assim, para melhor esclarecimento, reproduz-se, na íntegra, o despacho recorrido: "O réu, A, deduziu diversos incidentes de intervenção de terceiros, uns a título de intervenção principal e, outros, subsidiariamente, de intervenção acessória.
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Vejamos cada um desses incidentes.
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Intervenções Principais.
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Intervenção Principal da Comissão do Mercados dos Valores Mobiliários e Banco de Portugal Para tanto invoca, que o A. alega que as entidades reguladoras, procurando evitar o pânico no mercado, atrasaram a divulgação das graves ilegalidades contabilísticas, que se tornaram conhecidas dessas entidades a partir de finais de 2013 / inícios de 2014 Cfr.
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art.
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92 da petição.
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No artigo 158 da petição inicial, o A. afirma que a fiscalização externa do R. BES era exercida também pelas autoridades de supervisão a que estava sujeito no exercício da sua atividade – o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e o Instituto de Seguros de Portugal.
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No artigo 209 da petição inicial o A. afirma que o R. Novo Banco, o Banco de Portugal e a emitiram um conjunto de declarações que criaram nos investidores detentores de instrumentos financeiros emitidos pelo GES e comercializados pelo BES a legítima convicção de que os reembolsos dos montantes investidos, acrescidos de juros remuneratórios, iriam ser realizados pelo Novo Banco.
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O A. refere ainda que a sempre manteve publicamente a posição que quer o Banco de Portugal quer o R. Novo Banco criaram expetativas jurídicas aos subscritores destes produtos quanto à restituição do capital investido cfr.
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art.
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217 da petição inicial e doc.
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n 31 junto aos autos pelo A.
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), mais tendo a enviado um parecer jurídico à Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BES / GES em que defende que a responsabilidade pelo reembolso do papel comercial aos clientes lesados do BES – sem conceder, obviamente – transitou para o Novo Banco cfr.
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art.
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219 da petição inicial e doc.
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n 32 junto aos autos pelo A.).
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Por fim, no artigo 220 da petição inicial o A. afirma que, em face do explanado, com as suas afirmações públicas e com as medidas que tomaram, o Novo Banco, o Banco de Portugal e a criaram no A. uma expectativa legítima de reembolso dos seus investimentos pelo Novo Banco.
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A ser verdade o alegado pelo A., existe uma responsabilidade do Banco de Portugal e da na frustração das expetativas do A. quanto ao recebimento das verbas a que alegadamente teria direito, pelo que o R. chama aos presentes autos, para neles intervirem como associadas dos RR.
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: - O Banco de Portugal; - A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
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O Autor pronunciou-se, não se opondo ao pedido de intervenção das referidas entidades.
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Apreciando e decidindo.
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Em termos simples a intervenção principal visa permitir a participação de um terceiro que é titular, activo ou passivo, de uma situação subjectiva própria, paralela à alegada pelo autor ou pelo réu art 312 do CPC/13).
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Na modalidade de intervenção provocada, pode ter lugar quando qualquer das partes pretenda fazer intervir um litisconsorte necessário art 316 n 1 CPC/13), seja quando o autor pretenda fazer intervir um litisconsorte do réu ou dirigir o pedido contra um réu subsidiário art 316 n 2 e 39 CPC/13).
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Por banda do réu, a intervenção principal provocada pode ser deduzida quando ele mostre interesse atendível em fazer intervir outros litisconsortes voluntários sujeitos da relação material controvertida art 316 n 3, al.
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CPC/13) ou pretenda a intervenção de possíveis contitulares do direito invocado pelo autor art 316 n 3, al., CPC/13).
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Por outro lado, sendo a prestação exigida a algum dos condevedores solidários, o chamamento pode ter por fim o reconhecimento e a condenação na satisfação do direito de regresso que lhe possa vir a assistir se tiver de realizar a totalidade da prestação art 317 n 1 do CPC/13).
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Pois bem, a questão que se coloca é a de saber se a situação do terceiro cuja intervenção principal vem solicitada, a e o BdP, é subsumível a qualquer daquelas previsões normativas que possibilitam se defira a intervenção principal provocada.
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Respondendo, dizemos que não.
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Na verdade, a não é sujeito da relação material controvertida, nem é condevedor solidário do réu A. Tanto basta para recusar admissão do incidente de intervenção principal da Outra razão se alinha para a não admissão do incidente: a eventual "responsabilidade” que pudesse advir, para a e o BdP, da sua actuação, seria pela deficiente actuação enquanto supervisor.
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Ora, apenas os Tribunais Administrativos seriam competentes para apreciar essa responsabilidade, à luz do art.
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n.1, al.
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do ETAF.
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Em face do exposto e decidindo: -Não se admite o incidente de intervenção principal da e do BdP.
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Custas do incidente: pelo réu A, com taxa de justiça de 4 UC Tabela A anexa ao.
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Da intervenção principal da ES IRMÃOS e dos seus Administradores Invoca o R. que a ser verdade o alegado pelo A., no que não se concede, os factos, ações ou omissões que o A. imputa ao R. teriam sido, por maioria de razão, praticados pela própria ES IRMÃOS e pelos seus Administradores à época dos factos, pois estes sim na inconcebível hipótese de ter o A. razão) seriam já então perfeitos conhecedores da alegada insuficiência de fundos para honrar o pagamento de capital e juros dos seus títulos de dívida.
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Pelo que o R. chama aos presentes autos a ES IRMÃOS não a sua massa e os seus administradores, à data de 19 de Março de 2014, a indicar por esta conforme se requererá a final, para neles intervirem como associados dos RR.. Ouvido, o autor, pronuncia-se pela não oposição à admissibilidade.
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Apreciando e decidindo.
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Como é sabido, por decisão do tribunal Lisboa, no juízo de comércio, no processo 1474/00T8LSB, J5 foi declarada a insolvência da ES Irmãos SGPS.
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Ora, o Acórdão de Fixação de Jurisprudência do STJ, n 1/2014, de 08/05/2013, R. n. 39, Série de 2014-02-25, fixou a seguinte doutrina: "Transitada sentença que declara a insolvência, fica impossibilitada de alcançar o efeito útil normal a acção declarativa proposta pelo credor contra o devedor, destinada a obter o reconhecimento de um crédito peticionado, pelo que cumpre decretar a extinção da instância, por inutilidade superveniente da lide”.
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Compreende-se a razão de ser da doutrina desse Acórdão: declarada a insolvência, vencem-se imediatamente todas as obrigações do insolvente e abre-se a fase de convocação de credores, que devem reclamar os seus créditos dentro do prazo fixado na sentença art 91 do.
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Essa reclamação de créditos tem carácter universal, abrangendo todos os créditos existentes sobre o insolvente à data da declaração da insolvência arts 47 n 1 e 128 do independentemente do fundamento do crédito e da qualidade do credor.
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Aliás, nos termos do art 90 do CIRE, os credores da insolvência apenas poderão exercer os seus direitos em conformidade com o que dispõe o CIRE e durante o processo da insolvência.
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Assim, qualquer credor tem de exercer o seu crédito contra o insolvente através do processo de reclamação de créditos, apenso à insolvência; e, mesmo aquele credor que já tenha o seu crédito reconhecido noutro processo, não está dispensado de o reclamar na insolvência caso queira obter o respectivo pagamento art 128 n 3 do.
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Desta norma resulta que o reconhecimento judicial de um crédito, no âmbito de uma acção individualmente intentada pelo respectivo titular, contra o devedor/insolvente, não tem força executiva no processo de insolvência.
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Só a sentença que neste processo julgar verificado esse crédito tem essa força.
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O legislador, observando o princípio par conditio creditorum, quis conferir a todos os credores a possibilidade de discutirem, por igual, o passivo do insolvente, no confronto entre todos, na mediada em que a verificação de cada um dos créditos acaba por interferir com o grau de satisfação de cada um dos outros.
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Por conseguinte, à luz daquela doutrina, é inútil a participação da ES Irmãos SGPS, nesta acção, ao lado dos réus.
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E quanto aos administradores da ES Irmãos SGPS?
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Como decorre do art 78 n 4 do CSC e do art 82 n 3, al do CIRE, na pendência do processo de insolvência o administrador da insolvência tem legitimidade exclusiva para propor e fazer seguir acções destinadas à indemnização dos prejuízos causados à generalidade dos credores da insolvência pela diminuição do património integrante da massa insolvente.
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Este regime é inspirado no princípio par conditio creditorum: se os credores singulares continuassem com legitimidade para accionar/demandar os administradores, corria-se o risco de apenas os credores mais activos verem os seus créditos satisfeitos.
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Deste modo, apenas o administrador da insolvência pode exigir as indemnizações, que revertem para a massa insolvente, donde sairão para pagamento aos credores Cf.
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Coutinho de Abreu, Responsabilidade Civil dos Administradorescit., pág.. Assim sendo, conclui-se que não pode, nesta acção, ser apreciada a responsabilidade dos administradores da ES Irmão – SGPS e, por conseguinte, não é admissível a sua intervenção principal ao lado dos réus administradores do BES.
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Além disso, os administradores da ES Irmãos não são devedores litisconsorte na relação material controvertida em causa nos autos, nem devedores solidários da pretensão deduzida.
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Em face do exposto e decidindo: Indefere-se a requerida intervenção principal da ES Imãos SGPS e dos seus administradores.
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Custas: pelo réu A, com taxa de justiça de 4 UC Tabela A anexa ao.
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Da intervenção principal das seguradoras Os factos que o A. imputa ao R. sem razão alguma, repita-se) relacionam-se diretamente com a sua atividade para o BES, em especial como membro do seu Conselho de Administração.
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Ora, mediante contrato de seguro n. B0823FD1410488, celebrado entre o BES e a ora Chamada, Zurich Insurance Plc UK Branch, esta assumiu o risco da responsabilidade dos administradores do referido BES perante a sociedade, acionistas e terceiros pelos prejuízos decorrentes de atos ou omissões que lhes sejam individualmente imputáveis.
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E, bem assim, os custos de defesa, compreendendo-se, nestes, honorários com advogados e peritos, despesas e custas judiciais.
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Neste caso, tal seguro cobre a responsabilidade do R. até ao montante de € 100000,0 A este contrato "seguro primário”) estão associadas três apólices adicionais, cuja finalidade é assegurar a cobertura de riscos que ultrapassem o valor do capital seguro indicado no artigo anterior "seguros de excesso”).
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O âmbito da cobertura dos referidos "seguros de excesso” é idêntico ao do "seguro primário”.
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Assim, o primeiro "seguro de excesso” apólice n., firmado pelas ora Chamadas, HCC International Insurance Company Plc, Sucursal en España na percentagem de 35%), ANV Global Services, Ltd. na percentagem de 28,75%) e Berkshire Hathaway International Insurance Limited na percentagem de 7,5%), tem um capital seguro de € 100000 O segundo "seguro de excesso” apólice n., firmado pelas ora Chamadas, HCC International Insurance Company Plc, Sucursal en España na percentagem de 75%) e Allianz Global Corporate & Specialty AG - Sucursal en España na percentagem de 25%), tem um capital seguro de € 100000,0 O terceiro "seguro de excesso” apólice n., firmado pelas ora Chamadas, Lloyd’s Syndicate Navigators 1221 Navigators Underwriting Agency na percentagem de 46,25%), Argo Global, SE na percentagem de 46,25%) e Berkshire Hathaway Intenational Insurance Limited na percentagem de 7,5%), tem um capital seguro de € 200000,0 Aos mencionados contratos de seguro acresce um outro, com o n.706645313/Z, firmado pelo BES, por um lado, e pelas ora Chamadas, Zurich Insurance Plc UK Branch, Chubb Insurance Company of Europe, SE e Insurance Company Ltd, Sucursal en España, por outro lado, que cobre todas as responsabilidades de trabalhadores e administradores do Banco por atos e omissões que se compreendam no âmbito de usuais deveres de natureza laboral ou enquanto membros de comissões designadas pela administração - por exemplo, prestação de serviços de consultoria financeira, operações de natureza administrativa e de back office.
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O montante do capital coberto por este seguro PI é de € 180000,00, com limite por sinistro de € 90000,00, sendo as percentagens assumidas pelas seguradoras identificadas de 37,5%, 32,5% e 30%, respetivamente.
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Subsets and Splits
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