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7) O autor apenas assinou o acordo revogação do contrato de trabalho e a declaração de remissão, no prossuposto de que estaria a ser cumprido na íntegra o critério anunciado pela ré, contabilizando, no cálculo da compensação, a sua antiguidade reportada a 199 8) Quer no acordo de revogação, quer na declaração de "Quitação/Renúncia Abdicativa”, o autor apenas pretendeu dar quitação aos créditos salariais que lhe seriam pagos e que se encontram descriminados no recibo de vencimento, não pretendendo renunciar ou abdicar do direito de exigir a compensação pela antiguidade no Grupo , desde 1992 a 199 9) O Grupo , por fusão, foi integrado na – Companhia de Seguros, S.A. 10) O autor foi admitido ao serviço da Y Companhia de Seguros, S.A em 1/11/199Conhecendo do recurso: Nos termos dos artigos 635, 4 e 639 do CPC, o âmbito do recurso encontra-se balizado pelas conclusões do recorrente. |
Questões colocadas: - Junção de documentos após início da audiência – Recursos de autor e ré. |
Recurso da decisão final: - Nulidade da sentença por omissão de pronúncia. |
- Alteração da decisão relativa à matéria de facto: A al. |
incorre em erro, quando identifica na data de admissão a ré, quando o que se pretende identificar é a Y. |
A factualidade deve se eliminada. |
Deve ser considerado provado: R.1) Art 9 da PI: "Em 20/11/1999, por contrato de trabalho por tempo indeterminado, o Autor foi admitido ao serviço da Y Companhia de Seguros SA para, sob a autoridade, direção e fiscalização desta, com um horário de trabalho completo, exercer as funções correspondentes à categoria profissional de Coordenador Geral de Serviços Externos, mediante retribuição e com antiguidade reportada a 01/03/1992”; R.2) art 9-A da PI: "Ficou acordado entre o Autor e a Y que esta reconheceria, como reconheceu a antiguidade reportada à data que foi admitido no Grupo , ou seja 01/03/1992”; R.3) Art. |
9-B da PI: "Este acordo foi celebrado entre o Administrador da Y à data, Sr. e o Diretor A. F. que garantiram ao Autor o reconhecimento da sua antiguidade 01/03/199” R.4) Art 9-da PI: "Tal procedimento na contratação de quadros superiores era usual, como foi o caso do Autor que foi logo admitido como Coordenador Geral de serviços Externos – e que, a Y, por forma a convencer a integrar no seu quadro, reconheceu a antiguidade reportada à data de início de funções no Grupo .”; R.1) "O Autor quando assinou o referido acordo, foi sempre criado a expectativa de que caso conseguisse provar a antiguidade de 1992 que lhe seria pago a importância remanescente” - Nulidade da declaração abdicativa e de cláusulas do acordo/Direito do autor ao remanescente de indemnização.Os recursos interpostos por autor e ré dos despachos que incidiram sobre admissão de prova documental, deveriam ter subido de imediato e em separado, o que não ocorreu – artigo 79-A, 2, e 83-A, 2 do CPT -, por lapso não imputável aos recorrentes. |
Assim e para não prejudicar as partes, passamos a apreciar os recursos.Comecemos pelo recurso interposto pela ré, relativa aos documentos juntos com o requerimento de 23/10/20, não obstante esses documentos, de novo juntos com o requerimento de 13/11/20, terem no âmbito deste sido admitidos, já que nos parece duvidosa a admissão após rejeição, ainda que agora fundamentada noutros termos. |
Sem grande aprofundamento, temos dúvidas que depois de indeferir um meio de prova, na sequência de novo requerimento da mesma parte, possa o juiz ao abrigo do inquisitório vir a admitir os mesmos, sem que tenham ocorrido no processo factos ocorrências) que possam justificar essa alteração de posição. |
Tal implica com a segurança jurídica e o caso julgado formal. |
Do indeferimento do requerimento de 23/10/20 até ao despacho que acaba por admitir esses mesmos documentos, nada ocorre de novo. |
O despacho proferido pelo juiz, de seguida aliás ao que indefere a junção dos aludidos documentos, e no sentido de; " ao abrigo do disposto no artigo 41 do CPC, determina o tribunal, com vista a melhor esclarecimento sobre a factualidade em causa, que a ré junte aos autos os documentos que determinaram a admissão dos coordenadores/diretores e funções análogas na Y que tenham sido admitidos no período entre 1989 e 2010 "carta de conforto”, proposta se admissão interna e fichas individuais dos trabalhadores ou, aqui se incluindo os seguintes trabalhadores F. , A. S., A. J. e O. A.”; só por si não constitui motivo que possa justificar a admissão depois de um indeferimento, designadamente não constitui "ocorrência posterior” que tenha tornado necessária a junção do documento. |
Passando ao recurso. |
A recorrente fundamenta o requerimento e junção dos documentos, no teor do depoimento de uma testemunha, respeitando os documentos a factos relativos à situação desta testemunha. |
O depoimento de uma testemunha não constitui em si uma ocorrência posterior que possa justificar a junção de documento com esse fundamento. |
A "ocorrência posterior” terá sobretudo a ver com a revelação de factos instrumentais complementares ou concretizadores. |
A norma visa possibilitar às partes a junção de documentos relativamente aos quais não era patente a necessidade da sua junção, revelando-se esta necessidade com a "ocorrência posterior”. |
Aceitando-se que a ocorrência posterior "não se pode bastar com uma mera intenção de contrariar a força probatória de documentos juntos aos autos com os articulados ou de descredibilização do depoimento de testemunha aliás, para isto também existe a contradita,”, como se refere no Ac. |
da RE de 21/11/2019, processo n 5145/18STB.E1-A, disponível na net, haverá contudo que aceitar que uma declaração, um depoimento, pode constituir essa ocorrência, se trouxer factos que "sejam novos no processo e não possam ser qualificados como factos essenciais”, como se refere no mesmo acórdão, citando a RL de 202019, proc. |
27/16T8ALQ-A.L1- A necessidade de junção não tem que ser significativa. |
Como se refere no ac. |
de 25/9/2018; "o grau dessa necessidade não tem de ser significativo, uma vez que da economia do preceito legal não se descortina uma especial intenção de reforçada excecionalidade; não é necessário que o documento cuja junção se pretende seja o único ou meio de prova, bastando que a apresentação do documento se revele útil como meio de prova. |
Nesse sentido afigura-se-nos ocorrer equivalência entre necessidade e utilidade.” No caso concreto, o depoimento da testemunha reporta as circunstâncias a si relativas, aludindo a que consigo fora diferente, sendo que os documentos se reportam a essa factualidade, ao que com a testemunha se passou, quer no momento da admissão como trabalhador, quer no momento da desvinculação. |
Relativamente a estes documentos, a sua admissão justificava-se, enquadrando-se no n 3 do artigo 423 do CPC, dada a similitude das situações. |
São os termos do depoimento, chamando os factos, as circunstâncias relativas ao próprio depoente, o que consigo se passou, que tornam necessária e útil a apresentação dos documentos. |
Assim procede o recurso, sem consequências ao nível dos atos posteriores, já que, tais documentos foram admitidos, embora por outro motivo, quando juntos em novo requerimento.Do recurso do autor: Estão em causa os docs. |
17 a 19 e 20 a 26 junto pela ré com o requerimento de 13-11-2 Refere o recorrente não terem sido solicitados tais documentos, e que apenas se pretendia clarificar as circunstâncias em que outros trabalhadores, em circunstâncias idênticas ao recorrente, foram admitidos na Y, ou seja, se foi reconhecida uma "antiguidade de casa” anterior a admissão na Y, mais precisamente com uma antiguidade que coincida com o início da atividade do trabalhador no setor dos seguros, factualidade esta que não fica provada ou clarificada com os documentos em análise. |
Refere ainda que os documentos deveriam ter sido juntos nos termos do artigo 423, 1 e 2 do CPC. |
O tribunal não pode sobrepor-se a todas as regras processuais sem que sustente e pormenorize que facto entende que necessita de ser apurado, que no seu entendimento não se encontra porventura devidamente esclarecido e que, o trabalhador em causa e os documentos a ele alegadamente reportados, permitem dissipar ou clarificar. |
Relativamente aos documentos 20 a 26 exceto o 22 – ficha do, são os mesmos acima apreciados, pelo que se considera nesta parte prejudicado o recurso do autor. |
Quanto aos documentos 17 a 19 e 22: - Doc. |
17 – acordo de revogação do contrato de trabalho celebrado entre a Ré e J. , de 202018; - Doc. |
18 – simulação efetuada no "Simulador de compensação por cessação do contrato de trabalho” da ACT, com a introdução dos dados relativos a J. ; - Doc. |
19 - estimativa de créditos finais de J. à data da cessação do contrato de trabalho - 112018; A requerente sustentou a sua junção referindo: "assim, ao ter que juntar aos autos os Doc. |
13 a 16, relativos a J. , em cumprimento do despacho de 012020, a Ré entende dever juntar aos autos, ao abrigo do disposto na segunda parte do n. 3 do art. |
42 do CPC, outros documentos relativos ao mesmo trabalhador e que se revelam necessários em virtude dessa ocorrência, a saber, os Doc. |
17 a 19 em anexo, com o que se pretende contribuir para o melhor esclarecimento de toda a factualidade em causa nestes autos e não só de parte da factualidade em e, concretamente, contribuir para a contraprova da factualidade constante dos art. |
40, 45, 68, 69, 73, 74 da p., e para prova da factualidade constante dos art. |
42, 43, 44, 48, 49 da contestação.” No despacho de admissão refere-se: "Em relação aos documentos números 17 a 19, não tendo sido determinado juntar, entende-se que a sua junção se revela útil por forma a entender de forma Y a situação daquele trabalhador em concreto, do senhor J. , determinando-se assim que os mesmos fiquem juntos ao abrigo do princípio da descoberta da verdade material.” Quanto ao doc. |
22 refere-se o princípio da verdade material e ainda,” destes documentos constam aqui trabalhadores que não têm a categoria de diretor ou equiparado, e como tal, ao abrigo também do princípio da igualdade das partes entende-se que os documentos deverão ficar juntos”. |
Esta referência ao princípio da igualdade só pode entender-se no quadro da ordem dada à ré. |
É que a junção dos documentos relativamente aos trabalhadores F. , A. S., A. J. e O. |
A., admitidos em categoria diferente da do autor, foi ordenada na sequência de sugestão deste na audiência de 2/11/202 Resulta do despacho que a junção de todos os documentos ocorreu ao abrigo do princípio do inquisitório, artigo 411 do CPC. |
As normas relativas à junção de documento não impedem o funcionamento das regras processuais relativas aos poderes do tribunal tendo em vista a descoberta da verdade material, de acordo com o critério da sua pertinência e relevância. |
Tal princípio e poderes não devem, contudo, amparar uma negligência grosseira da parte na apresentação do meio de prova. |
Refere-se no Ac. |
RL de 02019-processo 18561/13T8LSB-A.L1-2: "Desta forma, quando se justifique, é possível, convocando estes normativos, obviar a eventuais iniquidades decorrentes dos mecanismos de preclusão, assim ficando assegurado o direito de acesso à justiça e à tutela jurisdicional efetiva e a um processo equitativo artigos 2 da CRP e da Convenção Europeia dos Direitos do. |
Reconhecendo este equilíbrio, veja-se Abrantes Geraldes, Paulo Pimenta e Luís Filipe Pires de Sousa, afirmando que, apesar da rigidez para que o art. |
42 do CPC parece apontar, "em parte associada ao princípio da autorresponsabilidade das partes, o mesmo não pode deixar de ser compatibilizado com outros preceitos ou com outros princípios que justificam a iniciativa oficiosa do tribunal na determinação da junção ou requisição de documentos que, estando embora fora daquelas condições, sejam tidos como relevantes para a justa composição do litígio, à luz, pois, de um critério de justiça material, cabendo realçar em especial o princípio do inquisitório consagrado no art. |
411 e concretizado ainda no art. |
436” – obra citada, pág. |
50 Mas, naturalmente, não poderá o referido princípio ser usado para colmatar toda e qualquer "falta” das partes a respeito da apresentação dos meios de prova, pois se assim fosse estaria a fazer-se do mesmo uma interpretação normativa e aplicação prática em colisão com outros importantes princípios, do processo e até constitucionais, mormente o dispositivo, a igualdade das partes, a independência do tribunal e a imparcialidade do juiz 2 e 6 da. |
Neste sentido, veja-se o acórdão da Relação de Lisboa de 04-10-2018, proferido no processo n. 4046/19T8OER-L1, e o acórdão da Relação de Lisboa de 25-09-2018, proferido no processo n. 744/11TBFUN-L1-1”. |
O juiz deve exercer tal poder-dever com respeito pelo princípio da imparcialidade, de acordo com critérios precisos, a aplicar independentemente do sentido da prova, independentemente da parte que afinal beneficiará da produção oficiosa da prova, tendo em conta a utilidade da mesma para a formação da sua convicção relativamente aos factos que lhe é licito conhecer, e com respeito pelo contraditório. |
Assim, se do processo resultar a necessidade para a formação da convicção do julgador, de se produzir determinada prova não indicada, deverá o juiz determinar a sua produção ao abrigo dos poderes inquisitórios. |
A sugestão das partes deve ser atendida se se verificar tal necessidade, independentemente dessa sugestão. |
Refere a propósito Nuno de Lemos Jorge, Os poderes Instrutórios do Juiz: alguns problemas, Julgar, n 3, 2007, pág. |
70: «Se foi a própria parte a negligenciar os seus deveres de proposição da prova, não seria razoável impor ao tribunal o suprimento dessa falta. |
Apenas na hipótese — raríssima — de resultar do já processado, designadamente da produção de outras provas, objetiva e seguramente, a necessidade de tal diligência, revelando-se esta em termos que permitam concluir que se verificaria igualmente caso a parte houvesse sido diligente na satisfação do seu ónus probatório, é que o juiz deverá, excecionalmente, atender a tal "sugestão”. |
Fá-lo-á, então, valorizando essa necessidade da prova, que se impõe por si, e não a posição subjetiva da parte. |
Caso contrário, se a necessidade não for patentemente justificada pelos elementos constantes dos autos, a promoção de qualquer outra diligência resultará, apenas, da vontade da parte nesse sentido, a qual, não se tendo traduzido pela forma e no momento processualmente adequados, não deverá agora ser substituída pela vontade do juiz, como se de um seu sucedâneo se tratasse». |
Mais adiante refere a propósito da prova testemunhal, mas transponível para qualquer tipo de prova admissível, "tal uso dos poderes instrutórios do juiz tem que se impor-se em função dos elementos que o processo contém”. |
No caso, o tribunal entendeu que era útil para seu esclarecimento a análise da documentação relativa não ao autor, mas a colegas deste, aquando da admissão. |
O requerente além desses elementos solicitados juntou outros, tendo em vista a perceção Y da situação daqueles colegas, tendo o julgador considerado que eram também úteis tais elementos e pela razão invocada. |
Trata-se de documentação relativa ao desenvolvimento e termo daquelas relações contratuais, cuja pertinência, para a formação da convicção do julgador, não será menor que aquela que estava subjacente ao pedido de documentos efetuado pelo tribunal. |
Mostra-se adequada a sua admissão aos autos ao abrigo do princípio da verdade material, nos termos do artigo 411 do CPC. |
Assim é de manter o despacho.- Nulidade da sentença por omissão de pronuncia quanto as alíneas e que se reportam a nulidade das cl 2 e 3 do acordo de revogação e a nulidade da declaração "quitação/renuncia abdicativa”, art 615, n 1, al. |
do CPC. |
Refere a recorrente o caráter autónomo destes pedidos, para justificar a invocação da nulidade da sentença, por omissão de pronúncia. |
Na sentença recorrida refere-se, "Não tendo o autor o direito de que se arroga, desnecessário se mostra apreciar da invocada nulidade das 2 e 3 do acordo de cessação do contrato e da declaração de quitação/renúncia abdicativa, pois que tais questões só relevariam se se concluísse que ao autor devia ser reconhecida, para efeitos da cessação do contrato, a antiguidade na relação laboral estabelecida com a ré desde -03/1992”. |
Refere o artigo 615, 1, do CPC que a sentença é nula quando o juiz deixe de pronunciar-se sobre questões que devesse apreciar ou conheça de questões de que não podia tomar conhecimento. |
O cumprimento do dever de pronúncia aqui prescrito deve ser compaginado com o comando do n 2 artigo 608 do CPC, nos termos do qual, "O juiz deve resolver todas as questões que as partes tenham submetido à sua apreciação, excetuadas aquelas cuja decisão esteja prejudicada pela solução dada a outras; não pode ocupar-se senão das questões suscitadas pelas partes, salvo se a lei lhe permitir ou impuser o conhecimento oficioso de outras.” O julgador considerou ocorrer prejudicialidade. |
Consequentemente tomou posição quanto aos ditos pedidos, não ocorrendo a invocada nulidade. |
A existir erro quanto à verificação ou não de prejudicialidade, tal configura erro de julgamento, não integrando a invocada nulidade. |
Sempre se dirá que se nos afigura, no concreto caso, ocorrer a invocada prejudicialidade. |
A apreciação das invocadas nulidades, ainda que declaradas, não teriam qualquer efeito prático, o mesmo é dizer, à respetiva declaração não vão associados outros efeitos jurídicos que não seja a própria declaração. |
O pedido, é a pedra de toque do processo, dele dependendo, em termos práticos, todos os restantes pedidos. |
Os aludidos pedidos – e -, funcionam como pressuposto do pedido de condenação numa determinada quantia, visando inutilizar uma causa extintiva/impeditiva deste pedido, que constitui o direito que se pretende integrar, não tendo pois real autonomia. |
Aquele pedido de condenação em quantia certa depende por sua vez do primeiro dos pedidos formulados. |
Não se configura uma cumulação real de pedidos. |
- Alteração da decisão relativa à factualidade. |
Refere o recorrente erro no ponto, quando se identifica a ré e não a Y. Importará, a manter-se o facto, proceder à correção. |
Pretende ao recorrente a eliminação da al. |
e se considere provado: R.1) corrigindo apenas a data de admissão de -/11/1999 para -/11/1999, deve aditar-se ao ponto, "e com antiguidade reportada a -/03/1992”, R.2) Ficou acordado entre o Autor e a Y que esta reconheceria, como reconheceu a antiguidade daquele reportada à data que foi admitido no Grupo , ou seja -/03/1992; R.3) Art. |
9-B da PI: "Este acordo foi celebrado entre o Administrador da Y à data, Sr. e o Diretor A. F. que garantiram ao Autor o reconhecimento da sua antiguidade 01/03/199” R.4) Art 9-da PI: "Tal procedimento na contratação de quadros superiores era usual, como foi o caso do Autor que foi logo admitido como Coordenador Geral de serviços Externos – e que, a Y, por forma a convencer a integrar no seu quadro, reconheceu a antiguidade reportada à data de início de funções no Grupo .”; O recorrente invoca os depoimentos de , A. F., e, ainda, das testemunhas F. e José, bem como as demais testemunhas arroladas pelo trabalhador. |
Alude à certidão relativa a ação laboral intentada contra a W, relativa a situação similar, decisão esta sustentada nos depoimentos do presidente do Conselho de Administração da Y, e F. , que igualmente foram testemunhas nestes autos. |
Invoca ainda a prova documental. |
Refere-se na fundamentação, com o que não pode deixar de se concordar, que dos "documentos juntos a fls. |
60 verso e 61 – que são os únicos relativos à contratação do autor pela Y – por si só, não resulta para o tribunal, de forma muito clara, qualquer assunção do acordo plasmado em. |
O documento 8 junto com a PI, em que se confirma a decisão de integração na empresa, nada refere, aludindo apenas à data de início da prestação, 1/11/199 O doc. |
9, em que consta a autorização do então presidente da Y, referindo embora a antiguidade no ramo segurador, não é claro quanto ao sentido prático dessa referência. |
Não resulta claro do documento a assunção da antiguidade reclamada, conquanto logo no início se refira "somos a formular proposta de admissão”, identificando-se de seguida o autor e referindo a sua antiguidade no setor. |
Refere-se no início da comunicação; "Com os melhores cumprimentos, somos a formular proposta de admissão, para função comercial externa: Nome: Dr. J. |
A. |
/ Morada / Idade / Licenciado em / Casado Antiguidade: 1991 no Grupo e atualmente sempre na função de comercial Proposta de admissão: no original esta parte encontra-se a negrito - Categoria nível -Vencimento mensal” A referência à antiguidade encontra-se na parte relativa à identificação do autor, não constato qualquer referência à antiguidade após a expressão "proposta de admissão ", constante a negrito. |
Refere o recorrente a desconsideração pelo tribunal da certidão relativa a uma ação em que foi reconhecido que as partes haviam acordado no reconhecimento pela ré da antiguidade dos trabalhadores no setor, para todos os efeitos. |
Relativamente à certidão junta, reporta-se a sentença relativa a outros trabalhadores. |
A aquisição da convicção do juiz pressupõe um processo, um conjunto de atos de natureza dialética, atuando-se o processo argumentativo através do contraditório, de acordo com regras previamente fixadas – relativas designadamente ao modo de produção das provas, provas admissíveis, valor probatório - sendo o culminar de um processo racional. |
A sentença referida não tem força de caso julgado no presente processo, pelo que a sua consideração, enquanto meio livre de prova, não deve inutilizar o princípio do contraditório nem a regra de que a prova deve ser produzida no processo. |
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