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ponto 10 dos fatos, o ISSS também responsável do CNP, por este fazer parte interveio como parte no mesmo, através do seu ilustre mandatário, aceitando os termos da transação aí efetuada.
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T. Nem nunca poderia em tal intervir o CNP pois que, após a alteração à Lei Orgânica do Ministério do Trabalho e da Solidariedade, aprovada pelo 45-A/2000, de 22 de março, o CNP deixou de ser uma pessoa coletiva de direito público, autónoma, sucedendo-lhe, nos seus direitos e obrigações, o novo organismo assim criado: O ISSS e, mais tarde, através do Decreto-Lei n. 171/2004, de 17 de julho, o Instituto da Segurança Social, P, o Réu/Recorrido Cfr.
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artigo 3 deste ultimo diploma.
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U. Por isso, nunca por nunca se poder afirmar, por não corresponder à verdade como consta da decisão do Tribunal a quo e com o sentido aí, que "naqueles autos não foi, pois, informado ou citado Centro Nacional de Pensões nos termos do art.
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do 59/89, para à luz dos arts.
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e ss.
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do 329/93 e 1 da Lei 28/84 formular naquele processo judicial exercer o direito de sub-rogação nos termos definidos nestes diplomas e/ou formular o pedido de reembolso do valor das pensões que já tenham sido pagas”.
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Como pode o Tribunal a quo fundamentar a sua decisão, na circunstância do CNP não ter sido informado ou citado, quando na data da transação dos autos de processo 442/1998, este inexistir enquanto pessoa coletiva, autónoma?
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Não pode, responde-se desde já.
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W. É que o CNP só poderia ser citado nos termos do art.
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do 59/89, depois de ser concedida a pensão de invalidez ao Autor/Recorrente, e o direito de sub-rogação ou reembolso previstos no art.
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e ss.
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do 329/93 e art.
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1 da Lei 28/84, pressupor, sempre, o efetivo recebimento da indemnização recebida, que in casu aconteceu apenas em 012001, em que o CNP se encontrava presente através do ISSS, E estando o ISSS presente em tal transação, poder assim exercer, então, o direito consagrado no artigo 1 do referido 329/93, como aliás o fez quanto ao pedido do ex-CRSSN, a título de subsídio de doença, como demonstrado está nos "Fatos provados" da Sentença, de que foi determinada - pelo Tribunal - a citação do CRSSN, nos termos do artigo do 59/89 e não outra entidade pública de Segurança Social, atento o disposto no n. 2 deste normativo, Y. E aceitar, como fez, para a Instituição Segurança Social os termos da transação feita no dito processo 442/199 Z. Por tudo quanto antecede, afigura-se de elementar perceção que a sentença proferida pelo Tribunal a quo enferma de nulidade, por oposição da mesma com os seus próprios fundamento ou, em última ratio, por obscuridade da decisão, que se argui para os devidos e legais efeitos.
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AA.
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Por outro lado, a decisão recorrida encontra-se ferida de nulidade, por ter o Tribunal a quo deixado de pronunciar-se sobre questões que deveria ter apreciado cfr.
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alínea do n. 1 do artigo 61 do CPC, ex artigo do.
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BB.
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Em sede da sua petição Inicial o Recorrente pugnou pela nulidade do ato administrativo por ofender, entre outros, direitos fundamentais, designadamente o direito e dever social, geral, plasmado no artigo 6 da CRP, mas ainda, os princípios da igualdade, da proteção da confiança, enquanto sub-princípios concretizadores do Estado de Direito, com colhimento na lei Fundamental, designadamente nos artigos e 1 da CRP Cfr.
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artigo 3 e seg.
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da, Concretizando que em obediência a este principio da proteção da confiança, se encontra subjacente o principio da não retroatividade das leis restritivas dos direitos, liberdade e garantias artigo 1, n. 3 da que, a inexistir - como é o caso presente - justifica a declaração de inconstitucionalidade de quaisquer normas ou diplomas restritivo e lesivos dos direitos e expectativas dos cidadãos, Inconstitucionalidade que o Recorrente então invocou Cfr.
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artigos 5 e 5 da, EE.
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Mas que o Tribunal a quo desconsiderou totalmente, não se pronunciado sobre estaconstitucionalidade nem sobre a violação dos demais princípios constitucionais invocados, que visam proteger o particular.
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FF.
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O Autor/Recorrente acreditou, na data da transação judicial através da qual recebeu da seguradora o montante indemnizatório aí fixado em que se encontravam também presentes, a Segurança Social e o Hospital Padre Américo - Vale do, porque tinha bons motivos para acreditar, que o dinheiro que recebeu era exclusivamente seu e estava na sua inteira disponibilidade.
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E ninguém lhe disse o contrário, designadamente a Segurança Social.
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GG.
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Dinheiro que o Recorrente usou na satisfação das necessidades do seu agregado familiar, encontrando-se totalmente dissipado na data da suspensão do pagamento das prestações da pensão de invalidez, deixando de dispor de "fonte de rendimentos para prover ao sustento da sua família" Cfr.
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Ponto 19 dos fatos, HH.
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E com esta decisão do Réu/Recorrido, ficou totalmente desprotegido e sem qualquer meio de subsistência, ao contrário do fim protectivo que a lei visa prosseguir com a atribuição do estatuto de pensionista por invalidez cfr.
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o art.
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do n. 329/93 - Diploma que estabelece o regime de proteção na velhice e na invalidez dos beneficiários do regime geral da segurança.
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E por isso, dúvidas não subsistem que a decisão proferida pelo Tribunal a quo é, assim, também nula.
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JJ.
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Sem prescindir, igualmente será de ressalvar que incorreu o Tribunal a quo em manifesto erro de julgamento, seguindo-se aqui, por facilidade de exposição, o alinhamento dos FUNDAMENTOS JURÍDICOS aduzidos na sentença recorrida.
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KK.
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Assim, no que releva quanto ao vício da "falta de notificação", concluiu o Tribunal a quo que o Autor foi notificado da decisão de suspensão do pagamento da pensão de invalidez, pelo ofício 717 datado de 002007, à luz do artigo 6 n. 1 e 2 do CPA doravante quando referido, como sendo o CPA/91), o que de todo não corresponde à verdade.
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É que, através deste referido ofício, foi comunicado ao Autor/Recorrente - mas apenas - que de acordo com o disposto no artigo do Dec.-Lei n. 329/93, de 25 de setembro, que aí transcreve, e tendo recebido € 83132,98 de indemnização, fica o CNP subrogado no direito da indemnização no valor de € 80,515,17, referente à perda de capacidade de ganho, Não logrando o Autor/Recorrente tomar conhecimento, através de tal ofício, do conteúdo do ato administrativo que lhe coartava o direito de continuar a receber a sua pensão de invalidez.
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E não acompanhava tal oficio, o ato administrativo propriamente dito, ou a sua transcrição, o autor do ato e a sua data, quem decidiu tal e a que título.
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NN.
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Os mesmos vícios e ausência de cumprimento do conteúdo das notificações, previstas no artigo 6 do CPA foram replicados na nova notificação datada de 002009, que apenas reduziu o montante sub-rogado de € 8515,79 para € 7728,60), sem que daí se extraísse como é que Segurança Social determinou tais valores.
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OO.
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Daí não poder o Tribunal a quo declarar, como assim o fez, que o Autor/Recorrente, foi devidamente notificado da decisão de suspensão do pagamento da pensão de invalidez, por referência, ainda, ao que estatui o n. 3 do artigo 26 da CRP, quanto às notificações dos atos administrativos .
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PP.
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Para além de que, como resulta das ditas "notificações" efetuadas pela Segurança Social ao Recorrente, o Réu/Recorrido tomou a decisão em crise de suspensão do pagamento da pensão), sem previamente ter procedido à audiência prévia do Recorrente nos termos previstos nos artigos 10 a 10 do CPA.
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QQ.
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Audiência prévia dos interessados que é princípio estruturante da atividade administrativa e, portanto, uma formalidade legal essencial, cuja inobservância fere o acto de nulidade por vício de procedimento, por ofender o conteúdo essencial de um direito fundamental Cfr.
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artigo 13, n. 2, al.
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do ou, no limite, de anulabilidade Cfr.
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artigo 13 do, exceto nos casos expressamente previstos na lei de inexistência e dispensa dessa audiência, apenas nas situações elencadas no art.
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10 do CPA.
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RR.
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Daí nunca poder o Tribunal a quo desconsiderar, como o fez, o efeito invalidante do ato administrativo assim proferido pela Segurança Social, com preterição da audiência dos interessados, como se impunha.
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SS.
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E, desta forma, a Sentença aqui em crise incorreu em erro de julgamento de direito, ao ter decidido em clara violação do disposto nos artigos , 6; 10 a 104; 13 e 13, todos do CPA e artigos 26 e 26 da CRP.
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TT.
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Para além de que, quanto ao vicio da "falta de fundamentação" o ato impugnado não se encontra devidamente fundamentado pois que a notificação comunicada ao Recorrente em 002007, que determinou a subrogação do Centro Nacional de Pensões, no montante inicial de €8515,79 e mais tarde de €7728,60, padece de falta de fundamentação, de facto, das razões que estiveram na origem de tal decisão, com as menções obrigatórias referidas artigo 12 do CPA, e constitucionalmente assim imposto pelo n. 3 do artigo 26 da CRP, UU.
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Nem do ato resulta percetível como apurou o Réu e qual o valor correto, muito menos durante quanto tempo ficará o Recorrente impedido de auferir a sua pensão, como se impunha, para se concluir pela adequada fundamentação do acto no sentido pretendido pelo legislador com as normas acima transcritas e o disposto nos artigo 12 e 12 do CPA.
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O que tem que se concluir pela falta de fundamentação do acto do Réu/Recorrido, que suspendeu o pagamento da pensão, na medida em que os "fundamentos” invocados não lograram esclarecer concretamente a sua motivação por serem desde logo, obscuros e insuficientes, que por isso se impõe a sua anulação, por falta de fundamentação de direito, WW.
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E ao abrigo do estatuído no n. 3 do artigo 26 da Constituição da República Portuguesa, nos artigos 12, 12 e 12 do CPA, se concluir - o que o Tribunal a quo não logrou alcançar - pela falta de fundamentação de facto e direito do ato administrativo aqui em crise.
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Ainda, quanto ao "erro nos pressupostos" considera o Autor/Recorrente que o ato impugnado padece de tal vício, por considerar que a suspensão do pagamento das pensões por compensação com quantia indemnizatória por si recebida a título de perda de capacidade de ganho, não tem fundamento fáctico ou legal, como se passa a expor.
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YY.
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Desde logo, porque a fundamentação legal que o Recorrido invoca no acto que pratica de suspensão do pagamento das pensões artigo 1 da Lei n. 28/84), refere-se à sub-rogação e não à compensação.
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Ora a sub-rogação é uma das formas de transmissão de créditos e dívidas enquanto a compensação é uma causa de extinção das obrigações, mas proibida para as instituições de Segurança Social Cfr.
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artigo al.
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do n. 1 do artigo 85 do Código Civil e n. 2 do artigo da Lei n. 28/84).
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ZZ.
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E esta compensação, ainda que se admitisse como válida e legalmente possível tal, apenas poderia tornar-se efetiva, nos termos do disposto no artigo 84 do Código Civil, "mediante declaração de uma das partes à outra” o que nunca aconteceu.
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AAA.
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Por outro lado, o montante a levar em conta para efeitos de perda de capacidade de ganho, a que alude o n. 2 do artigo do Decreto-Lei n. 329/93, jamais poderia ter sido fixado unilateralmente pelo Réu/Recorrido, BBB.
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Nem o cálculo da perda de capacidade de ganho, para este efeito, pode resumir-se à aplicação da regra de "dois terços” do valor total da indemnização, antes deverá ser apurado em ação própria a instaurar para o efeito com garantia do contraditório) mediante a alegação e prova de factos concretos que permitam ao tribunal, utilizando o seu prudente arbítrio e com recurso à equidade, fixar o valor dessa indemnização.
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De outro modo, seguindo esta "regra de três simples” para o Réu/Recorrido, será indiferente se tal indemnização é paga ao lesado antes ou depois de obter o estatuto de pensionista, desconsiderando, por isso mas sem o poder, todo o tempo decorrido entre o fato gerador da indemnização e a obtenção do estatuto de pensionista, o que é inaceitável.
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Dito de outra maneira, in casu, no cálculo da pensão sustada, o Réu/Recorrido teria sempre que limitar o quantum indemnizatório ao valor que o autor efectivamente auferiu após se tornar pensionista em, descontado, desta forma, o valor da indemnização correspondente ao período entre o facto determinante da incapacidade o e a data em que lhe foi reconhecido a qualidade de pensionista.
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EEE.
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E por isso, para o cálculo do valor da indemnização correspondente à perda da capacidade de ganho, nunca poderia o Réu/Recorrido usar o disposto no artigo do n. 329/93, designadamente o seu n. 2, por falta de condições objetivas para determinar o seu quantum indemnizatório.
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FFF.
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Até porque o que o legislador estipulou no n. 2 do artigo do Decreto-Lei n. 329/93, quanto ao critério dos 2/3 ali prescrito, foi uma mera presunção, pois que sempre tal impunha que fosse dada a oportunidade ao Autor/Recorrente - que não foi - de ilidir tal presunção, mormente demonstrando que a indemnização pela perda de capacidade de ganho, face ao universo dos danos sofridos as sequelas, os danos patrimoniais, o quantun doloris, o dano estético e incapacidade permanente era muito inferior a 2/3 do valor global da indemnização recebida, GGG.
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E ao não permitir ao Autor/Recorrente ilidir tal presunção, o Réu/Recorrido, com a "autorização” do Tribunal a quo, transforma a presunção iuris tantum pretendida pelo, numa presunção "iure et de iure”, HHH.Com manifesto erro sobre os pressupostos de direito que, por isso e por si só, impunha que o Tribunal a quo declarasse a anulabilidade do ato impugnado.
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MAIS erra o Tribunal a quo quando refere quanto ao n. 2 do artigo do 329/93) que "É certo que se trata de uma presunção legal iuris tantum, mas sendo-a então caberia ao A. no âmbito do procedimento administrativo, designadamente no exercício do direito de audição previa ou de reclamação, ou nestes autos, apresentar prova que a afastasse, demonstrando que afinal a indemnização recebida não abrangeu a perda da capacidade de ganho ou foi inferior a 2/3 do montante do valor da indemnização e, nessa medida, o direito à sustação do pagamento não existiria ou apenas existiria até o somatório das pensões alcançar um valor inferior.
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Mas essa prova não foi feita” Cfr.
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página 34 da sentença), JJJ.
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Até porque, não olvida o Tribunal a quo, que nunca foi dada oportunidade ao Autor/Recorrente de se pronunciar e ilidir a presunção da regra dos fixada pelo Réu/Recorrido, simplesmente porque - como é do conhecimento de todos os envolvidos na presente demanda - nunca foi dada oportunidade ao Autor/Recorrente de se pronunciar sobre tal e nunca este foi notificado para se pronunciar, em sede de audiência de interessados, nos termos do artigo 10 do CPA, que era é) OBRIGATÓRIA.
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KKK.
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Por isso não teve o Autor/Recorrente oportunidade de ilidir a presunção do n. 2 do artigo do Dec. Lei n. 329/93, como erradamente ficou declarada na Sentença.
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Mais, ainda, o Tribunal a quo transcreveu os artigos a 12 do n. 329/93, fundamentando a validade do ato impugnado nos artigos e 10, mas esqueceu-se de referir o conteúdo do artigo 1 sob a epigrafe celebração de que in casu é de 29/30 basilar importância.
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É que este artigo 1 faz impender sobre o responsável pela indemnização no caso, a Companhia de Seguros ...) e não o Autor/Recorrente), a obrigação de: Comunicar à instituição de segurança social o valor total da indemnização devida e Reter e pagar diretamente ao CNP o valor correspondente ao das pensões pagas... Cfr.
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n. 2 do artigo 12:).
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E, ainda, NNN.
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Que "Em caso de incumprimento do disposto nos números anteriores o terceiro responsável pela indemnização responde solidariamente com o beneficiário...” Cfr.
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n. 3 do artigo 1), OOO.
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Sem esquecer que o Réu/Recorrido esteve presente e por isso o CNP no acordo/transacção em que foi fixada e atribuída ao Autor/Recorrente a indemnização e que nada exigiu então ao Autor, a título de reembolso das prestações pagas por invalidez Cfr.
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artigo 2 do Decreto-lei n. 115/98, de 4 de maio, na redação dada pelo artigo do Decreto-Lei n. 45-A/2000, de 22 de março e artigo deste último, sob a epigrafe "disposições finais transitórias” e artigo 3 do Decreto-Lei n. 171/2004 de 17 de.
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PPP.
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Donde, por tudo que vem expendido, dúvidas não subsistem que a sentença recorrida padece de erro sobre os pressupostos de facto e de direito, ao ter decidido com violação do disposto nos artigos .
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1 e 1, do 329/93, de 25 de setembro; artigo 1 da Lei n. 28/84, de 14 de agosto; artigo 85 do Código Civil; artigo 10 e seguinte do CPA e ainda, o Decreto-lei n. 115/98, de 4 de maio; Decreto-Lei n. 45- A/2000, de 22 de março e Decreto-lei n. 171/2004, de 17 de julho”.Notificado que foi para o efeito, o RecorridoInstituto Da Segurança Social, P. – Centro Nacional de Pensões não contra-alegou.O Tribunal a quo proferiu despacho de admissão do recurso interposto, fixando os seus efeitos e o modo de subida, tendo ainda, após algumas vicissitudes processuais, sustentando a inexistência de qualquer nulidade de sentença.O/A Dignoa Magistradoa do Ministério Público junto deste Tribunal Superior silenciou quanto ao propósito a que se alude no n.1 do artigo 146 do P.T.A.
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Com dispensa de vistos prévios, cumpre, pois, apreciar e decidir, já que nada a tal obsta.
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- DELIMITAÇÃO DO OBJETO DO RECURSO - QUESTÕES A DECIDIR O objeto do recurso é delimitado pelas conclusões das respetivas alegações, de acordo com o disposto nos artigos 14 n. 2 e 14 n. 4 do P.T.A.
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e dos artigos , 60 n. 2, 63 n.s 4 e 5 e 63 do novo CPC ex dos artigos e 14 do CPTA.
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Neste pressuposto, as questões essenciais a dirimir são as seguintes: Nulidade de sentença, por oposição entre os fundamentos e a decisão e ambiguidade e omissão de pronúncia; e Erros de julgamento de direito, por ") violação do disposto nos artigos .
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1 e 1, do 329/93, de 25 de setembro; artigo 1 da Lei n. 28/84, de 14 de agosto; artigo 85 do Código Civil; artigo 10 e seguinte do CPA e ainda, o Decreto-lei n. 115/98, de 4 de maio; Decreto-Lei n. 45-A/2000, de 22 de março e Decreto-lei n. 171/2004, de 17 de julho”.
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