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6Puberdade normal, precoce e tardiaProtocolos Febrasgo | Nº20 | 2018• Idiopática: o diagnóstico de exclusão representa cerca de 80% a 90% dos casos em meninas.(13) • Lesão de sistema nervoso central (SNC) - Hamartomas: o tipo mais frequente de tumor de SNC e que leva a quadro de puberdade precoce em crianças mais... |
- Mutação do gene que codifica a Kisspeptina 1 (KISS1) e o seu receptor KISS1R acoplado à proteína G (estes genes es -timulam o eixo HHO).
- Mutação do gene MKRN3 ( makorin ring finger protein 3) (este gene inibe o eixo HHO).
- Mutação do gene DLK1 (Delta-like 1 homolog) (este gene ini-be o eixo HHO).
• Exposição p... |
• Tumores adrenais ou hiperplasia adrenal congênita com au -mento de androgênios que pode levar a casos de PPP heteros -sexual (levando à virilização das meninas).
• Síndrome de McCune Albright (SMA), composta por PPP , manchas café com leite na pele e displasia fibrosa poliostótica. Ocorre a formação de cistos ovari... |
DiagnósticoO diagnóstico da puberdade precoce é clínico, início do desenvol -vimento puberal antes de 8 anos nas meninas. Mas a avaliação e o acompanhamento em consultas sequenciais são importantes para definir as pacientes que necessitam de tratamento. Inicialmente, recomenda-se consultas mensais ou, no máximo, trime... |
Puberdade precoce - DiagnósticoAnamneseExamefísico geralPeso e estaturaManchas café com leite na peleCampo visual e fundo de olhoPalpação da tireóideGalactorréiaEstágio de TannerEstágio de TannerMassatumoralHipotireoidismoAlterações de SNCMcCuneAlbrigthCurva de crescimentoPalpaçãoPelosColoração mucosa do vestíbuloEspe... |
A dosagem de FSH basal revela-se um exame limitado para avaliar a ativação do eixo HHO, pois apresenta uma sobreposição muito grande dos níveis pré-puberais/puberais. O teste de estímu-lo com GnRH consiste na dosagem seriada de LH (tempos 0,15 min, 30 min, 45 min), após estímulo com 100 mcg de GnRH en -dovenoso. Esse ... |
A realização de um exame de ressonância magnética de crâ -nio com contraste é recomendada para a avaliação do SNC. A baixa prevalência de lesões de SNC em meninas que iniciaram a puber -dade precoce entre 6 a 8 anos de idade põe em questão a neces -sidade deste exame em meninas acima de 6 anos. (18) O exame de ultrass... |
(31) Quando o tratamento é interrompido, a puberdade normal retor-14Puberdade normal, precoce e tardiaProtocolos Febrasgo | Nº20 | 2018ciclos menstruais regulares e a fertilidade não eram diferentes da po-pulação geral.(32) O tratamento da PPC com análogo de GnRH não leva ao ganho de peso nem altera a densidade mi... |
EtiologiaNas pacientes que não apresentam o desenvolvimento puberal, po-de-se classificar os casos como:• Hipogonadismo hipogonadotrófico: deficiência hipotála -mo-hipofisária com dosagem de FSH e LH baixas, que pode ocorrer por uma disfunção hipotalâmica, hipopituitarismo, hipotiroidismo ou hiperprolactinemia. A disf... |
17Matsuzaki CN, Narde I, Almeida JAProtocolos Febrasgo | Nº20 | 2018Testes funcionais / exames de imagem / dosagem de prolactinaHipogonadismo Hipogonadotró/f_ico• Atraso constitucional• Distúrbios nutricionais• Doenças crônicas• Hipopituitarismo• Sínd. de Kallmann• Tumor do SNC• HiperprolactinemiaFSH baixoFigura 5.... |
18Puberdade normal, precoce e tardiaProtocolos Febrasgo | Nº20 | 2018CariótipoHipogonadismo Hipogonadotró/f_icoDisgenesia gonadal (46XX)Insu/f_iciência ovariana- Causas iatrogênicas (QT / RT)- Distúrbios auto-imunes- Galactosemia- Síndrome de Savage(def. receptores de FSH)• Turner (45X)• Disgenesia gonadal pura• M... |
TratamentoA identificação da causa da puberdade tardia permite o tratamento específico. Porém, muitas vezes, o tratamento do hipogonadismo é re-20Puberdade normal, precoce e tardiaProtocolos Febrasgo | Nº20 | 2018cronológica.(38) O estrogênio pode ser administrado por via oral ou transdérmica, inicialmente em doses... |
Puberdade Tardia - TratamentoSuspeita de puberdade tardia em meninas:Avaliar as principais causasIdiopático ou sindrômicoTerapia estroprogestativa e acompanhamentoTratamento especí/f_icoFalha nodesenvolvimentoFigura 7. Tratamento da puberdade tardiaReferências1. Cutler GB Jr, Loriaux DL. Andrenarche and its relationshi... |
5. Freedman DS, Khan LK, Serdula MK, Dietz WH, Srinivasan SR, Berenson GS. Relation of age at menarche to race, time period, and anthropometric dimensions: the Bogalusa Heart Study. Pediatrics. 2002;110(4):e43.
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10. Biro FM, McMahon RP , Striegel-Moore R, Crawford PB, Obarzanek E, Morrison JA, et al. Impact of timing of pubertal maturation on growth in black and white female adolescents: The National Heart, Lung, and Blood Institute Growth and Health Study. J Pediatr. 2001;138(5):636–43.
11. Haddad N, Eugster E. An update on t... |
13. Neely EK, Hintz RL, Wilson DM, Lee PA, Gautier T, Argente J, Stene M. Normal ranges for immunochemiluminometric gonadotropin assays. J Pediatr. 1995;127(1):40-6. 14. Macedo DB, Cukier P , Mendonca BB, Latronico AC, Brito VN. [Advances in theetiology, diagnosis and treatment of central precocious puberty]. Arq Bras ... |
17. Pedicelli S, Alessio P , Scirè G, Cappa M, Cianfarani S. Routine screening by brain magnetic resonance imaging is not indicated in every girl with onset of puberty between the ages of 6 and 8 years. J Clin Endocrinol Metab. 2014;99(12):4455–61.
18. Carel JC, Eugster EA, Rogol A, Ghizzoni L, Palmert MR, Antoniazzi F... |
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22. Fontoura M, Brauner R, Prevot C, Rappaport R. Precocious puberty in girls: early diagnosis of a slowly pr... |
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29. Brito VN, Latronico AC, Arnhold IJ, Mendonca BB. A single luteinizing hormone determination 2 hours after depot leuprolide is useful for therapy monitoring of gonadotropin-dependent precocious puberty in girls. J Clin Endocrinol Metab. 2004;89(9):4338–42.
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36. Sedlmeyer IL, Hirschhorn JN, Palmert MR. Pedigree analysis of constitutional delay... |
Trombose recorrente não provocada em qualquer idadeTrombose em contexto de risco baixoTrombose relacionada a estrógeno ou gravidezFonte: Heritable thrombophilia testing in British Columbia: A report on practice patterns and prevalence. BC Med J. 2013;55(3):144-8.(3)A gestação por si só é um estado com predisposição à t... |
↓ Diminuição da proteína S.
↑ Aumento de cinco vezes no PAI tipo I.
↑ Aumento do PAI tipo 2 produzido pela placenta pronunciadamenteno terceiro trimestre.
↑ Aumento de marcadores de geração de trombina comoprotrombina F1 e F2 e complexo trombina-antitrombina.
PAI: inibidor do ativador de plasminogênio, na sigla em ingl... |
5Oliveira AL, Valim AKProtocolos Febrasgo | Nº53 | 2018de/f_i ciência de proteína Sde/f_i ciência de proteína Cdis/f_i brinogenemia congênito hiperhomocisteinemia fator V de Leidensíndrome antifosfolípide de/f_i ciência de fator XII mutação 20210A da protrombinaFatores secundários de risco para tromboembolismo... |
Existe uma preocupação no sentido de que as trombo/f_i lias pos-sam levar a resultados adversos na gravidez, além do tromboem-bolismo venoso ou da perda fetal. Estudos que avaliaram o risco de 9Oliveira AL, Valim AKProtocolos Febrasgo | Nº53 | 2018aos critérios diagnósticos.(6-10)Na população geral, a incidência ... |
Para as outras trombo/f_i lias, a associação é menos evidente ain-da, pelo reduzido tamanho dos estudos e heterogeneidade deles, sendo difícil interpretar os resultados das meta-análises pelo baixo poder estatístico. |
Uma meta-análise recente, conduzida por Marc Rodger, em 2010, avaliou 322 artigos que associavam complicações mediadas pela placenta e trombo/f_i lias. Como resultado, encontrou-se que ges-10Trombo/f_i lias e gravidezProtocolos Febrasgo | Nº53 | 2018tes sem Fator V de Leiden. Não houve associação entre Fator V d... |
trialregister.nl, NTR 3361) tem recrutado mulheres com trombo-/f_i lias hereditárias e perdas gestacionais recorrentes aleatorizadas com uso de HBPM ou apenas observação. Um ensaio clínico conduzido por Jean-Christophe Gris, com 160 gestantes com trombo/f_i lias hereditárias divididas em dois sub-grupos de 80 gestant... |
Entretanto vários vieses metodológicos foram apontados, e o resultado deste estudo isolado nunca foi con/f_i rmado por outros es-tudos, tampouco foi incorporado nas diretrizes da ACCP .(1)No estudo SPIN, 294 gestantes com duas ou mais perdas foram aleatorizadas com enoxaparina 40mg/dia com aspirina 75 mg/dia ou apena... |
13Oliveira AL, Valim AKProtocolos Febrasgo | Nº53 | 2018das HBPM com ou sem adição de aspirina em mulheres com SAF , trombo/f_i lias hereditárias e perdas gestacionais e mulheres com pré-eclâmpsia ou outras complicações severas. Essas importantes lacunas devem ser preenchidas nos próximos anos por estudos co-labo... |
A heterozigose para CBS é encontrada em 0,3 a 1,4% da po-pulação, enquanto que a heterozigose para a MTHFR é encon-trada em torno de 11% dos indivíduos, já a homozigose para estas alterações é bastante rara, cursando com retardo men-tal, más-formações de tubo neural, esqueléticas e trombose. Entretanto é o fenótipo res... |
A SAF tem critérios diagnósticos estritos e bem-de/f_i nidos,-que obedecem à normatização da Sociedade Internacional de 18Trombo/f_i lias e gravidezProtocolos Febrasgo | Nº53 | 2018mais critérios laboratoriais.
Critérios clínicos:1. Trombose vascular: um ou mais episódios de trombose arte-rial, venosa ou de peque... |
- Três ou mais abortamentos espontâneos inexplicados an-tes de dez semanas de gestação, excluídas causas anatô-micas ou hormonais maternas e alterações genéticas no casal.
Critérios laboratoriais:1. Anticoagulante lúpico (AL) presente no plasma em duas ou mais ocasiões com intervalo mínimo de 12 semanas, de-tectados se... |
19Oliveira AL, Valim AKProtocolos Febrasgo | Nº53 | 2018MPL, ou > percentil 99), em duas ou mais ocasiões, com inter-valo mínimo de 12 semanas, medidos por ELISA padronizado. 3. Anticorpo anti-β2glicoproteina-I isotipoIgG e/ou IgM presente no soro ou plasma (em títulos > percentil 99), em duas ou mais ocasiões, co... |
As heparinas podem causar trombocitopenia imune, diagnos-ticada pela contagem plaquetária inferior a 100.000/mm3, ou que-da de 50% ou mais na contagem plaquetária prévia. A tromboci-topenia induzida pela heparina cursa com aumento paradoxal do risco de trombose. Esse evento, que ocorre em menos de 1% das gestantes em u... |
23Oliveira AL, Valim AKProtocolos Febrasgo | Nº53 | 2018partir de então. Solicita-se a ultrassonogra/f_i a com oito semanas de idade gestacional, ultrassonogra/f_i a com translucêncianucal na 12a semana e, a partir de então, mensal.
A dopplervelocimetria tem relevância de destaque no acompa-nhamento das gestantes... |
O uso de heparina de baixo peso molecular na gestação (HBPM), de acordo com uma revisão sistemática de 64 estudos, que incluiu 2.777 gestações, reportou um risco de sangramento grave em 0,43% anteparto (95% IC; 0,22-0,75%), 0,95% de he-morragia pós-parto (95% IC 0,61-1,37%) e 0,61% de hematoma de ferida operatória (95... |
Figura 6. Contraindicações ao uso de heparinasO quadro 3 apresenta a dosagem das heparinas sugerida para pro/f_i laxia de TEV em gestantes de acordo com SOCG.(35)26Trombo/f_i lias e gravidezProtocolos Febrasgo | Nº53 | 2018Dose pro/f_i lática de HNF5.000 UI SC duas vezes ao diaDose intermediária de HNF10.000 UI... |
2. Stevens SM, Woller SC, Bauer KA, Kasthuri R, Cushman M, Streiff M, et al. Guidance for the evaluation and treatment of hereditary and acquired thrombophilia. J Thromb Thrombolysis. 2016;41(1):154–64.
3. Heritable thrombophilia testing in British Columbia: A report on practice patterns and prevalence. BC Med J. 2013... |
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Francisco Herlanio Costa Carvalho1Igor Studart de Lucena Feitosa1Jordana Parente Paiva1DescritoresDescolamento prematuro da placenta; Sangramento da 2a. metade da gestaçãoComo citar? Feitosa FE, Carvalho FH, Feitosa IS, Paiva JP . Descolamento prematuro de placenta. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Gi... |
Introdução O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação da placenta normalmente inserida, de forma parcial ou completa, an-tes do nascimento do feto. O diagnóstico, geralmente, é reserva -do para gestações com 20 ou mais semanas. Os achados clínicos principais são sangramento vaginal e dor abdominal, muita... |
• Grau II: Sangramento genital moderado com hipertonia ute -rina. Repercussões hemodinâmicas na mãe, com aumento de frequência cardíaca, alterações posturais da pressão arterial e queda do nível de fibrinogênio. Feto vivo, porém com vitalida-de fetal prejudicada.
• Grau III: Caracteriza-se por óbito fetal e alteraçõe... |
Incidência O DPP complica aproximadamente 1% das gestações, com dois ter-ços classificados como graves devido à mortalidade materna, fetal e neonatal que gera. É responsável por cerca de 10% dos partos prema-turos. (4,5) Revisão publicada em 2017 cita que 40% a 60% dos DPPs ocorreram antes das 37 semanas de gestação ... |
8Descolamento prematuro de placentaProtocolos Febrasgo | Nº27 | 2018· Idade materna ≥ 35 anos e < 20 anos· Paridade ≥ 3· Raça Negra· Mães solteiras· Tabagismo, uso de álcool e drogas· Infertilidade de causa indeterminada» Fatores maternos na gestação atual· Síndromes hipertensivas – responsável por até 50% dos caso... |
Fonte: Traduzida de Tikkanen M. Placental abruption: epidemiology, risk factors and consequences. Acta Obstet Gynecol Scand. 2011;90(2):140–9.(11)Um aumento modesto no risco de descolamento também foi observado em mulheres com asma (OR ajustada 1,22, IC 95% 1,09-1,36). (5,11) As irmãs das mulheres que tiveram um DPP p... |
DPPFeto vivoGestante estávelFeto mortoGestante estávelSimParto IminenteSim NãoInstabilidade maternaSFATP lentoParto VaginalParto VaginalCesáreaCesárea CesáreaNãoFigura 1. Classificação do DPP12Descolamento prematuro de placentaProtocolos Febrasgo | Nº27 | 2018rese) e a vitalidade fetal. (4,6) A avaliação laborator... |
2. Zugaib M, Francisco RP . Descolamento prematuro de placenta. In: Zugaib M, Francisco RP , editores. Obstetrícia. 3a ed. São Paulo: Manole. 2017. p. 713–24.
3. Montenegro CA, Rezende Filho J. Descolamento prematuro da placenta. In: Montenegro CA, Rezende Filho J, editor. Rezende obstetrícia. 13a ed. Rio de Janeiro: ... |
5. Ananth CV, Kinzler WL. Placental abruption: clinical features and diagnosis . Uptodate 2017 [Internet]. [cited 2018 Sep 1]. Available from: https://www.uptodate.com/contents/placental-abruption-pathophysiology-clinical-features-diagnosis-and-consequences 6. Oyelese Y, Ananth CV. Placental abruption: management. Up... |
9. Ruiter L, Ravelli AC, de Graaf IM, Mol BW, Pajkrt E. Incidence and recurrence rate of placental abruption: a longitudinal linked national cohort study in the Netherlands. Am J Obstet Gynecol. 2015;213(4):573.e1–8.
10. Ananth CV, Lavery JA, Vintzileos AM, Skupski DW, Varner M, Saade G, et al. Severe placental abrupti... |
14. Bauer CR, Shankaran S, Bada HS, Lester B, Wright LL, Krause-Steinrauf H, et al. The Maternal Lifestyle Study: drug exposure during pregnancy and short-term maternal outcomes. Am J Obstet Gynecol. 2002;186(3):487–95.
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17. Morales-Roselló J, Khalil A, Akhoundova F, Salvi S, Morlando M, Sivanathan J, Alberola-Rubio J, Hervas-Marín D, Fornés-Ferrer V, Perales-Marín A, Thilaganathan B. Fetal cerebral and umbilical Doppler in pregnancies complicated by late-onset placental abruption. J Matern Fetal Neonatal Med. 2017;30(11):1320-4.
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25. Rasmussen S, Irgens LM. Occurrence of placental abruption in relatives. BJOG. 2009;116(5):693–9.
16Descolamento prematuro de placentaProtocolos Febrasgo | Nº27 | 2018Gynaecol Res. 2015;41(6):850–6.
27. Wang L, Matsunaga S, Mikami Y, Takai Y, Terui K, Seki H. Pre-delivery fibrinogen predicts adverse matern... |
Edison Luiz Almeida Tizzot1Juarez Marques de Medeiros1Sandra Lia Leda Bazzo Barwinski1DescritoresViolência sexual; Atendimento de emergência; Aborto legal; Gravidez por estupro; Objeção de consciênciaComo citar? Andrade RP , Tizzot EL, Medeiros JM, Barwinski SL. Atenção à vítima de violência sexual. São Paulo: Federaçã... |
IntroduçãoA Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) aprovou resolução na Assembleia realizada em Copenhague, em 1997. Conforme Faúndes et al.,(1): “A Resolução reconhece a violência contra a mulher como um problema grave e recomenda que ginecologis-tas e obstetras: eduquem-se, assim como outros pro... |
A partir de 1997, o Complexo Hospital de Clínicas da UFPR/EBSERH começou a atender essas vítimas, de maneira organizada, procurando realizar protocolos de atendimento, após ampla dis-cussão entre professores, médicos e demais pro/f_i ssionais da saúde e de outras áreas. Em 2002, ocorreu melhora acentuada no aten-dime... |
O atendimento à vítima de violência sexual Como objetivos gerais do atendimento, encontram-se a humaniza-ção do atendimento; a garantia da contracepção de emergência; a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis; atendimento simultâneo pericial e médico; garantir aborto seguro previsto em lei, ou assistência pr... |
Aspectos emocionais/psicológicos - transtorno de estresse pós-traumáticoVítimas de violência sexual exigem amplo suporte emocional e, por isso, serviços multidisciplinares devem ser oferecidos a todos os atores envolvidos nessa situação (ex.: companheiro, pai, mãe, /f_i lhos, etc.). A avaliação precisa ser muito cuida... |
2. Avaliação do suporte social.
3. O diagnóstico da reação aguda de estresse e do estresse pós-traumático. A avaliação ou tratamento não deve ser “forçado” e tem de per-mitir que a vítima tenha o seu tempo para construir uma relação de con/f_i ança e segurança com os pro/f_i ssionais. Isso é fundamental, pois observa... |
A avaliação psicológica é uma atividade que se constitui na busca sistemática de conhecimento a respeito do funcionamento 9Andrade RP , Tizzot EL, Medeiros JM, Barwinski SLProtocolos Febrasgo | Nº44 | 2018decisões futuras.(7) O Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT) é de/f_i nido como um transtorno de ansie... |
Exceções: no caso de gravidez resultante de estupro, não se pune o aborto praticado por médico, com o consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal. Ou seja, é direito da mulher e não há crime quando a gravidez resultar de estupro.(13) Estupro: haverá estupro quando alguém for constrangido, m... |
Exigências para a prática: o Código Penal exige (a) a realização por médico e (b) o prévio consentimento da gestante ou, quando incapaz (Código Civil, arts. 3º e 4º), de seu representante legal. Quando incapaz, será necessário o consentimento dos pais (Código 11Andrade RP , Tizzot EL, Medeiros JM, Barwinski SLProtocolo... |
Abortamento é um direito: a decisão cabe à mulher, que deve ser esclarecida sobre a possibilidade de interromper ou manter a gestação até seu termo, de permanecer com a criança ou entregá-la em adoção. Optando pelo abortamento, tem direito às condições para sua prática de forma segura (adequada e acessível, ao trata-m... |
12Atenção à vítima de violência sexualProtocolos Febrasgo | Nº44 | 2018Médica, art. 74) e à autoridade competente (Lei nº. 8.069/1990, arts. 13 e 245, Decreto-lei nº. 3.688/1941, art. 66). Excepcionalmente, se necessário à preservação da saúde e integridade física, moral e psicológica‒ escudado no princípio da prot... |
Recomendações /f_i nais1. A violência contra a mulher, inclusive, a sexual, é um problema grave e é preciso que ginecologistas e obstetras estejam cientes do seu papel e capacitados para esse tipo de atendimento.
2. Mulheres que sofrem violência sexual aguda precisam ser aten-didas prioritariamente nos serviços de saú... |
5. Não há necessidade de Boletim de Ocorrência para o atendi-mento de vítimas de violência sexual, no entanto devem ser orientadas para o fazer, posteriormente, ao atendimento, com vistas à identi/f_i cação do agressor e possível interrupção de vio-lências sexuais contra outras vítimas.
6. O atendimento e o acolhiment... |
9. O prontuário da paciente pode servir, se autorizado por ela, como prova criminal indireta ou Laudo Indireto de Exame de Corpo de Delito e Conjunção Carnal.
10. No caso de gravidez resultante de estupro, não se pune o abor-to praticado por médico, com o consentimento da gestante 14Atenção à vítima de violência sexual... |
13. O registro o/f_i cial via Boletim de Ocorrência não é obrigatório nem necessário para a realização da interrupção legal da gesta-ção. A comunicação de qualquer tipo de violência contra meno-res de idade é obrigatória, independente da vontade dos pais.
14. No resumo de alta hospitalar para a paciente, nos casos de ... |
3. Brasil. Portaria Inter-Ministerial nº 288, de 25 de março de 2015. Estabelece orientações para a organização e integração do atendimento às vítimas de violência sexual pelos pro/f_i ssionais de segurança pública e pelos pro/f_i ssionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto à humanização do atendimento e... |
6. Paraná (Estado). Divisão de Laboratórios, Polícia Cientí/f_i ca do Paraná. Manual de coleta de materiais. Curitiba: Polícia Cientí/f_i ca do Paraná; 2016.
7. Primi, R. Desenvolvimento de um instrumento informatizado para avaliação do raciocínio analítico [tese]. São Paulo: Instituto de Psicologia, Universidade de... |
12. Barwinski SL. O abortamento à luz do direito. Violência sexual contra mulheres: aspectos médicos, psicológicos, sociais e legais do atendimento. Curitiba: Imprensa da UFPR; 2016: p. 174.
13. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. [Prevenção e tr... |
Alex Bortotto GarciaVice-PresidenteRegião Centro-OesteFlavio Lucio Pontes IbiapinaVice-PresidenteRegião NordesteHilka Flávia Barra do E. SantoVice-PresidenteRegião NorteAgnaldo Lopes da Silva FilhoVice-PresidenteRegião SudesteMaria Celeste Osório WenderVice-PresidenteRegião SulCésar Eduardo FernandesPresidenteCorintio ... |
IntroduçãoAs contrações uterinas durante o trabalho de parto assumem papel fundamental em promover a dilatação do colo uterino, permitir a progressão do feto pelo canal de parto até o seu desprendimento e, no período pós parto, promovem hemostasia através do miotam-ponamento.(1) A de/f_i nição para trabalho de parto a... |
*Este protocolo foi validado pelos membros da Comissão Nacional Especializada em Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério e referendado pela Diretoria Executiva como Documento O/f_i cial da FEBRASGO. Protocolo FEBRASGO de Obstetrícia nº 103, acesse: https://www.febrasgo.org.br/protocolos 4Protocolos Febrasgo | ... |
A hipertonia uterina é aquela promovida pelo aumento na frequência das contrações uterinas levando ao aumento no tônus uterino basal. Ela é frequente em pacientes utilizando ocitocina. Este é um dos principais motivos de evitarmos sua utilização de maneira indiscriminada e de, quando necessária, sua utilização 6Discine... |
A distocia de dilatação, também denominada como distocia de incoordenação, é de/f_i nida pela não progressão na dilatação do colo uterino em paciente em fase ativa do trabalho de parto, a despeito da presença de contrações uterinas em intensidade e frequência adequadas para o momento, sem causas obstrutivas aparentes.... |
2. Zugaib M, Francisco RP , editors. Zugaib Obstetrícia. 3a ed. Barueri: Manole; 2016. Distocias. p. 386-97.
3. Friedman EA, editor. Labor: Clinical evaluation and management. New York: Appleton-Century-Crofts; 1967.
4. Friedman EA. Labor in multiparas; a graphicostatistical analysis. Obstet Gynecol. 1956;8(6):691-703.... |
9. Rosenbloom JI, Stout MJ, Tuuli MG, Woolfolk CL, Lopez JD, Macones GA, et al. New labor management guidelines and changes in cesarean delivery patterns. Am J Obstet Gynecol. 2017;217(6):689.e1-.e8.
8Discinesias da contratilidade uterina e sua correçãoProtocolos Febrasgo | NºXX | 2018 |
PresidenteRogério Bonassi MachadoVice-PresidenteIlza Maria Urbano MonteiroSecretárioJarbas MagalhãesMembrosCarlos Alberto PolitanoCristina Aparecida Falbo GuazzelliDalton FerreiraJaqueline Neves LubiancaLuis Carlos SakamotoMaria Auxiliadora BudibMarta Curado Carvalho Franco FinottiMilena Bastos BritoSheldon Rodrigo Bot... |
IntroduçãoA anticoncepção moderna ofereceu à humanidade um avanço inestimável na qualidade de vida, principalmente, às mulheres, que, hoje, conseguem planejar quando e se querem engravidar. O advento do anticoncepcional hormonal combinado (AHC), que marca o início dessa nova fase da anticoncepção, é resultado da assoc... |
*há autores que classificam os COCs contendo esses progestagênios como sendo de quarta geraçãoMecanismo de açãoOs AHC agem, primariamente, inibindo a secreção de gonado -trofinas, sendo que o progestagênio é o principal responsável pelos efeitos contraceptivos observados. O principal efeito do progestagênio é a inibiç... |
6Anticoncepção hormonal combinadaProtocolos Febrasgo | Nº69 | 2018quadro 2. Dois pontos merecem destaque: alteração de humor e ga-nho de peso. Estudo observacional evidenciou discreto aumento do uso de antidepressivos entre usuárias de contracepção hormonal (1 em cada mil usuárias), independente da formulação ou v... |
who.int/reproductivehealth/publications/family_planning/en/index.html.(12)Quadro 4. Situações clínicas com contraindicações absolutas (categoria 4) aos anticoncepcionais hormonais combinados, de acordo com critério de elegibilidade da Organização Mundial de SaúdeTVP/EP atual ou pregressa, independente do uso de anticoa... |
8Anticoncepção hormonal combinadaProtocolos Febrasgo | Nº69 | 2018Diabete melito complicada com nefropatia, retinopatia, neuropatia ou outra vasculopatia, ou >20 anos de doençaCirrose descompensada, adenoma hepatocelular e hepatoma (categoria 3 se injetável)Lactante nas primeiras 6 semanas pós-partoPuérpera não la... |
9Brito MB, Monteiro IM, Di Bella ZIProtocolos Febrasgo | Nº69 | 201830®), clormadinona (Belara®, Aixa®), desogestrel (Primera 20 ou 30®, Minian®, Microdiol®, Mercilon®, Femina 20 ou 30®), drospirenona (Yasmin®, Elani Ciclo®, Diva®, Molieri 30®) e ci -proterona (Diane 35®, Diane®, Selene®);• 22 dias, com 6 dias de... |
• A aplicação dos contraceptivos combinados injetáveis é reali -zada a cada 30 dias, preferencialmente, nas nádegas. As for -mulações disponíveis no mercado são:• Mesigyna® - 25 mg de valerato de estradiol e 50 mg de enanta-to de noretisterona• Perlutan®, Preg-Less® e Daiva® – 10 mg de enantato de estra -diol e 150 ... |
O adesivo transdérmico, Evra®, deve ser colado sob a pele, nos braços, nas costas ou na região abdominopélvica anterior ou poste-rior. Cada adesivo permanece colado na pele por 7 dias, totalizando 21 dias de uso, seguidos de 7 dias de pausa.(3)Recomendações finais1. Métodos contraceptivos hormonais combinados são segu... |
4. Não é necessária a solicitação de exames subsidiários para o uso de AHC, mas a aferição da pressão arterial e cuidado -sa anamnese a respeito de antecedentes pessoais e familiares de trombofilias, neoplasias hormônio-dependentes, eventos tromboembólicos e enxaqueca com aura são mandatórias.
5. Os AHCs têm interaçã... |
3. Abrams LS, Skee DM, Natarajan J, Wong FA, Leese PT, Creasy GW, et al. Pharmacokinetics of norelgestromin and ethinyl estradiol delivered by a contraceptive patch (Ortho Evra/Evra) under conditions of heat, humidity, and exercise. J Clin Pharmacol. 2001;41(12):1301–9.
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9. Du Y, Melchert HU, Schäfer-Korting M. Use of oral contraceptives in Germany: prevalence, determinants and use-associated health correlates. Results of National Health Surveys from 198... |
who.int/reproductivehealth/publications/family_planning/en/index.html13. Caserta D, Ralli E, Matteucci E, Bordi G, Mallozzi M, Moscarini M. Combined oral contraceptives: health benefits beyond contraception. Panminerva Med. 2014;56(3):233–44.
14. Brown EJ, Deshmukh P , Antell K. Contraception Update: oral contraception... |
PresidenteAlberto Trapani JúniorVice-PresidentePaulo Roberto Dutra LeãoSecretáriaSheila Koettker SilveiraMembrosAlessandra Cristina MarcolinEdilberto Alves Pereira da Rocha FilhoEvelise Pochmann da SilvaFlávia Tarabini Castellani Asmar João Alfredo Piff ero SteibelMárcia Maria Auxiliadora de AquinoRenato AjejeRicardo P... |
IntroduçãoDe/f_i niçãoEm 1992, a Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs a seguin-te de/f_i nição: Sepse puerperal é uma infecção do trato genital ocor-rendo, em qualquer momento, entre a ruptura das membranas ou o trabalho e o 42º dia após o parto, no qual estão presentes dois ou mais dos seguintes eventos: • dor... |
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