text stringlengths 8 607k |
|---|
• Sepse grave: sepse associada à disfunção de um ou mais órgãos (Sistema Nervoso Central (SNC), renal, pulmonar, hepática, cardíaca, coagulopatia, acidose metabólica)• Choque séptico:sepse com hipotensão refratária à ressuscita-ção volêmica(3)A OMS incluiu o termo INFECÇÃO PUERPERAL, pois hoje estão morrendo mulheres ... |
(6,11,12) Gastroenterite, faringite e infecção no local da anestesia são locais possíveis como causa de sepse, mas são mais raros.(6)Diagnóstico (Código Internacional das Doenças (CID) 10 O85 aO92)Clínico 1. LocalizadaFormas clínicas 2. Propagada3. GeneralizadaLocalizada: Vulvoperineal, vaginite, cervicite... |
Diarreia ou vômitos - pode indicar produção de exotoxina (choque tóxico precoce) Ingurgitamento/vermelhidão das mamasRash cutâneo (erupção maculopapular generalizada)Dores e sensibilidade abdominal/pélvica8Infecção puerperalProtocolos Febrasgo | Nº117 | 2018Corrimento vaginal repulsivo (malcheiroso: sugesti-vo de a... |
Tratamento inicialA velocidade de início ou deterioração dos sintomas e sinais é impor-tante. O tratamento precoce com antibióticos, seja oral ou parente-ral, pode ser crucial na determinação do desfecho. Dor abdominal, febre (maior que 38°C) e taquicardia (maior que 90 batimentos/mi-nuto) são indicações para admissão... |
Esquema 2Clindamicina ou Metronidazol + Aminoglicosídeo (Gentamicina ou Amicacina) Doses:• Ampicilina-sulbactam– 3 g por via endovenosa a cada 6 horas, durante 7 dias a 10 dias. São raras as reações alérgicas.
• Gentamicina – entre 180 mg e 240 mg por via intramuscu-lar ou endovenosa a cada 24 horas, durante 7 dias a 1... |
• Evitar o uso terapêutico dos antibióticos utilizados para p r o /f_i l a x i a .
• Se o quadro febril da paciente persistir e não houver indicação cirúrgica, aventar a possibilidade de trombo/f_l ebite pélvica que vai necessitar uso de heparina como teste terapêutico.
• Não havendo melhora clínica em 24 horas a 48ho... |
• As principais complicações do tratamento com a heparina são a hemorragia e a trombocitopenia.
Tratamento cirúrgico• Curetagem de restos placentários;• Drenagem de abscessos (perineais e da incisão de cesariana);• Desbridamento de fasciíte necrozante perineal e abdominal;• Colpotomia para abscesso do fundo de saco de ... |
As evidências são todas de grau 3 ou 4, pois não existem estu-dos consistentes que determinem a etiologia e a /f_i siopatologia da sepse puerperal. A exceção é o protocolo de atendimento à sepse, que é usado para pessoas não grávidas e tem quase a mesma res-posta clínica nas grávidas.(13-15) O caráter multifatorial da... |
2. Soubhi K, Souza E. Protocolos de Obstetrícia. Descrição, diagnóstico e tratamento. São Paulo Estação W Comun; 2012.
3. De Castro EO, De Figueiredo MR, Bortolotto L, Zugaib M. Sepse e choque séptico na gestação : manejo clínico. Rev Bras Ginecol Obstet. 2008;30(12):631–8.
4. Poleto GB, Vendas TC, Budib M. Protocolo d... |
8. Karsnitz DB. Puerperal infections of the genital tract: a clinical review. J Midwifery Womens Health. 2013;58(6):632–42.
9. Berens PD. Breast Pain. Clin Obstet Gynecol. 2015;58(4):902–14.
10. Chebbo A, Tan S, Kassis C, Tamura L, Carlson RW. Maternal Sepsis and Septic Shock. Crit Care Clin. 2016;32(1):119–35.
12Infec... |
16. Vin M, Gon C, Fernandes MF, Nishiyama MP , Henrique P , Cruz R, et al. Endometrite puerperal e sepse : uma revisão. 2012;22(Supl 5):22-5.
13Luz SH, Steibel JA, Steibel G, Cunha Filho EVProtocolos Febrasgo | Nº117 | 2018 |
Alex Bortotto GarciaVice-PresidenteRegião Centro-OesteFlavio Lucio Pontes IbiapinaVice-PresidenteRegião NordesteHilka Flávia Barra do E. SantoVice-PresidenteRegião NorteAgnaldo Lopes da Silva FilhoVice-PresidenteRegião SudesteMaria Celeste Osório WenderVice-PresidenteRegião SulCésar Eduardo FernandesPresidenteCorintio ... |
IntroduçãoA rotura uterina é a abrupta solução de continuidade de todas as camadas da parede uterina, incluindo serosa superficial. O quadro causa extrusão parcial ou completa do feto do útero, com desco -lamento da placenta e hemorragia materna, levando à síndrome hipóxico-isquêmica neonatal. Estima-se que a rotura ut... |
2Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” , Botucatu, SP , Brasil. *Este protocolo foi validado pelos membros da Comissão Nacional Especializada em Urgências Obstétricas e referendado pela Diretoria Executiva como Documento Oficial da Febrasgo. Protocolo Febrasgo de Obstetrícia nº... |
EtiologiaOs maiores fatores de risco são o antecedente de rotura em gesta -ção anterior e a presença de incisão miometrial prévia. O risco de recorrência da rotura uterina varia entre 5,0% a 7,5% (Evidência grau B). (5) A indução do trabalho de parto é importante fator de risco. O trabalho de parto prolongado ou o uso... |
DiagnósticoA rotura uterina subclínica (deiscência) não cursa com sintoma -tologia clínica e é, comumente, diagnosticada no intraoperatório de uma cesariana. Há descontinuidade das fibras musculares mio -metriais no segmento uterino, com manutenção da integridade parcial do útero pela manutenção do peritônio visceral.... |
Quadro 1. Sinais e sintomas de rotura aguda com antecedente de cesariana prévia em trabalho de parto· Frequência cardíaca fetal não tranquilizadora (categoria II ou III à cardiotocografia)· Instabilidade hemodinâmica · Apresentação fetal não detectável· Dor abdominal repentina · Hemorragia vaginal· Diminuição da ativi... |
2. Mulheres com cicatrizes uterinas secundárias a cesarianas ou miomectomias têm maior risco de sofrerem roturas uterinas durante um trabalho de parto.
3. Suspeita-se de rotura uterina em mulheres em trabalho de parto com cicatrizes uterinas prévias que apresentem um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: frequência ... |
Referências1. Okido MM, Quintana SM, Berezowski AT, Duarte G, Cavalli RC, Marcolin AC. Rotura e deiscência de cicatriz uterina: estudo de casos em uma maternidade de baixo risco do sudeste brasileiro. Rev Bras Ginecol Obstet. 2014;36(9):387–92.
2. National Institutes of Health Consensus Development Conference Panel. Na... |
6. Vachon-Marceau C, Demers S, Goyet M, Gauthier R, Roberge S, Chaillet N, et al. Labor Dystocia and the Risk of Uterine Rupture in Women with Prior Cesarean. Am J Perinatol. 2016;33(6):577–83.
7. Chauhan SP , Martin JN Jr, Henrichs CE, Morrison JC, Magann EF. Maternal and perinatal complications with uterine rupture i... |
PresidenteSérgio PodgaecVice-PresidenteEduardo SchorSecretárioJoão Sabino Lahorgue da Cunha FilhoMembrosBernardo Portugal LasmarCarlos Alberto PettaCarlos Augusto Pires Costa LinoFabíola Peixoto MinsonFrederico José Silva CorreaKárin Kneipp Costa RossiLuciano GibranManoel Orlando da Costa GonçalvesMárcia Mendonça Carne... |
Introdução Adenomiose é uma alteração benigna do útero que, histologicamen-te, caracteriza invasão benigna do endométrio no miométrio, além de 2,5 mm de profundidade ou, no mínimo, um campo microscó -pio de grande aumento distante da camada basal do endométrio, 1Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gera... |
3Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, Brasil. 4Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP , Brasil. 5Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. *Este protocolo foi validado pelos membros da Comissão Nacional Especializada em Endometriose e referendado pela Diret... |
Embora a fisiopatologia da adenomiose permaneça desconhe -cida, há quatro teorias propostas para tentar explicar o desenvolvi-mento da doença. A primeira sugere que a doença surja da invasão 5Carneiro MM, Ávila I, Ferreira MC, Lasmar B, Gonçalves MO, Oliveira MA, Bellelis P , Podgaec SProtocolos Febrasgo | Nº31 | ... |
Estudos publicados nos últimos 10 anos identificaram media -dores moleculares da adenomiose e sugerem que, embora a doença 6AdenomioseProtocolos Febrasgo | Nº31 | 2018ções nos receptores hormonais e mediadores inflamatórios, a ade -nomiose apresenta mecanismos fisiopatológicos distintos. |
Diagnóstico clínicoA adenomiose é mais prevalente na perimenopausa e nas multí -paras, atingindo mulheres entre 40 e 50 anos de idade. Avanços recentes nos métodos de imagem começam a modificar o conceito de que seria apenas uma doença de mulheres na perimenopausa. O quadro clínico é heterogêneo; e o sangramento uteri... |
Métodos de imagemA ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética são ótimos métodos complementares para o diagnóstico da adeno -miose. Considerando-se a maior disponibilidade e o menor custo, a ultrassonografia é considerada o exame de primeira linha, com sensibilidade de até 82% e especificidade de até 84%.... |
(17-20) Entre as opções terapêuticas estão:• Anticoncepcionais orais combinados;• Progestagênios;• Análogos do GnRH;• Sistema intrauterino de levonorgestrel. |
O sistema intrauterino de levonorgestrel (SIU-LNG) aparente-mente é tratamento eficaz para adenomiose em mulheres que de -sejam preservar a fertilidade. Vários estudos relatam melhora no sangramento, dismenorreia, assim como modificações na ultrasso-nografia e na ressonância magnética. O principal efeito colateral é o... |
2. É possível identificar adenomiose por meio de métodos de ima-gem: ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética.
3. Os sinais ultrassonográficos de adenomiose incluem aumento do volume uterino sem nódulos miomatosos, formato globo -so, assimetria entre paredes uterinas, heterogeneidade difusa ou focal, cis... |
6. Nenhum tratamento medicamentoso para adenomiose teve sua segurança e sua eficácia adequadamente avaliadas em nú -mero suficiente de mulheres.
7. O sistema intrauterino de levonorgestrel (SIU-LNG) aparente-mente é opção eficaz de tratamento.
8. A cirurgia conservadora do útero para tratamento da adeno -miose é fac... |
2. Levgur M, Abadi MA, Tucker A. Adenomyosis: symptoms, histology, and pregnancy terminations. Obstet Gynecol. 2000;95(5):688-91.
3. Benagiano G, Brosens I, Habiba M. Structural and molecular features of the endomyometrium in endometriosis and adenomyosis. Hum Reprod Update. 2014;20(3):386-402.
4. Benagiano G, Brosens ... |
9. Meredith SM, Sanchez-Ramos L, Kaunitz AM. Diagnostic accuracy of transvaginal sonography for the diagnosis of adenomyosis: systematic review and metaanalysis. Am J Obstet Gynecol 2009;201:107-16.
10. Dueholm M, Lundorf E. Transvaginal ultrasound or MRI for diagnosis of adenomyosis. Curr Opin Obstet Gynecol. 2007;19(... |
13. Tamai K, Koyama T, Umeoka S, Saga T, Fujii S, Togashi K. Spectrum of MR features in adenomyosis. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2006 ;20(4):583-602. 14. Di Spiezio Sardo A, Calagna G, Santangelo F, Zizolfi B, Tanos V, Perino A, et al. The role of hysteroscopy in the diagnosis and treatment of adenomyosis. Bi... |
17. Vlahos NF, Theodoridis TD, Partsinevelos GA. Myomas and adenomyosis: impact on reproductive outcome. BioMed Res Int. 2017;2017:5926470.
18. Streuli I, Dubuisson J, Santulli P , de Ziegler D, Batteux F, Chapron C. An update on the pharmacological management of adenomyosis. Expert Opin Pharmacother. 2014;15(16):2347-... |
21. Clarke-Pearson DL, Geller EJ. Complications of hysterectomy. Obstet Gynecol. 2013;121(3):654-73.
13Carneiro MM, Ávila I, Ferreira MC, Lasmar B, Gonçalves MO, Oliveira MA, Bellelis P , Podgaec SProtocolos Febrasgo | Nº31 | 201823. Pabuccu EG, Seval M, Sonmezer M, Atabekoglu C. Laparoscopic management of juvenile... |
Prof. Dr. César Eduardo FernandesPresidenteorientações e recoMenDações Da Febrasgo Uso de Progestagênios em reProdUção hUmana apresentação É inquestionável o avanço das técnicas de Reprodução Humana (RH) nas últimas décadas. Grande parte do sucesso obtido nos procedimentos de FA se deve ao uso intensivo de go-nadotrof... |
Por outro lado, tal terapia gonadotrófica resulta, com frequência em endométrio inadequa-do à implantação consequente ao defeito da fase lútea que pode se instalar naquele ciclo. Também, o uso de agonistas e antagonistas do GnRH para bloqueio hipotalâmico/hipofisário nos ciclos induzidos, pode resultar em luteólise pr... |
Desta forma, o uso de progesterona ou progestagênios torna-se uma alternativa interessante para o tratamento da insuficiência lútea visando restabelecer um padrão mínimo hormonal para a sustentação da gravidez. Em reprodução assistida eles têm sido aplicados em pratica-mente todos os protocolos de tratamento com o obj... |
• Chefe da Clínica de Reprodução Assistida da Santa Casa de São Paulo.
• Presidente da Comissão Nacional Especializada em Reprodução Humana - FEBRASGO.
Leopoldo de oliveira tso• Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO.
• Mestre em Ciências pelo Departamento de Ginecologia da UNIFESP .
• Médico Assistent... |
• Vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Reprodução Humana - FEBRASGO.
9tida e são aplicados em praticamente todos os protocolos de tratamento com o ob-jetivo de promover suporte de fase lútea. No entanto, sua administração varia am-plamente no que concerne à via, à dose e à associação com outros medicam... |
Os resultados mostraram que a utilização de progestagênios em ciclos de reprodu-ção assistida aumentam as taxas de sucesso, a via de administração mais recomen-dada é a vaginal. Sua associação com outros medicamentos como estrogênios ou hCG parece não melhorar as taxas de nascidos vivos por ciclo de tratamento.
Palavra... |
Results showed that progesterone administration in assisted reproduction techni-ques (IVF/ICSI) enhances success rates and the most recommended route of admi-nistration is vaginal. Its association with other drugs such as estrogens and hCG doesn´t seem to affects live births rates per cycle. |
Keywords: Progesterone; Progestins; Luteal Phase; Human Reproduction; Fertilization in vitro11tivamente, pré e pós-ovulação, findando o ciclo com a menstruação subsequente. Na fase folicular é selecionado somente um folículo dominante que evolui para pré-ovulatório, cuja produção hormonal, estrogênica, resulta na prol... |
Essa limitação em relação à receptividade endometrial é motivo de várias teorias para sua explicação não sendo sua etiologia ainda clara, mas creditada aos níveis suprafisiológicos de estradiol nos ciclos hiperestimulados, à remoção de gran-de quantidade de células da granulosa, responsáveis pela produção de estradiol ... |
O uso dos agonistas e antagonistas do hormônio liberador de gonadotrofinas, GnRH agonistas (GnRHa) e GnRH antagonistas (GnRH-anta) para bloqueio hipotalâ-mico/hipofisário pode resultar em luteólise precoce com níveis baixos ou alteração da secreção pulsátil do LH, comprometendo os resultados reprodutivos. Existem dúvid... |
12hCG, comparando esses resultados com não tratamento, e a maioria deles evidência melhores resultados nos ciclos de tratamento com suplementação da fase lútea. Metanálises e revisões têm demonstrado a superioridade da suplementação (com progesterona ou com Hcg) em estudos com GnRHa e GnRH-anta2-6, independente-mente d... |
A associação de estrógenos à progesterona não mostra resultados muito claros quanto à melhora nas taxas de gestação 6,7 e necessita de estudos adicionais para melhor avaliação desse controvertido ponto.
Estudos referem-se ainda ao uso de GnRHa para suporte da fase lútea 8-10 cujo mecanismo de ação ainda não é... |
13tiPos de estUdosForam incluídos estudos randomizados controlados e revisões sistemáticas da lite-ratura com metanálise comparando progesterona isolada ou combinada, em suas diferentes apresentações (oral, intramuscular, vaginal ou retal) e tipos (sintética ou natural micronizada) utilizadas para suporte da fase lútea... |
Foram considerados todos os protocolos de estimulação ovariana controlada para FIV/ICSI.
Foram excluídos estudos que investigaram o uso de progesterona para suporte de fase lútea em: 1. Transferência de embrião descongelado;2. Ciclos de FIV/ICSI com oócitos doados;3. Ciclos utilizando oócitos maturados in vitro;4. Cicl... |
estratégia de bUsca e bases de dadosEsta recomendação baseou-se nas melhores evidências disponíveis na literatura médica científica e, para tanto, foi realizada revisão sistemática por meio de duas buscas eletrônicas nas seguintes bases de dados: PubMed (janeiro de 1975 a maio de 2015), Embase (janeiro de 1985 a maio... |
15graU de recomendação tiPo de estUdoabcDestudos experimentais ou observacionais de melhor consistência (metanálises ou ensaios clínicos rando-mizados), estudos de coorte prospectiva com poucas perdas, série de casos do tipo “tudo ou nada” e estudos com sensibilidade e especificidade próximos de 100%.
estudos experimen... |
opinião desprovida de avaliação crítica, baseada em consensos, estudos fisiológicos ou modelos animais.
16*adaptado de: oxford centre for evidence-based medicine (march 2009). [cited 2017 fev 8]. available from: http://www.cebm.net/oxford-centre-evidence-based-medicine-levels-evidence-march-2009/suporte de fase lútea e... |
tabela 2. ensaios clínicos randomizados incluídos e DesFecho priMárioaUtor e ano de PUbLicação desfecho Primárioabate et al., 19992 (12)abate et al., 1999a3 (13)aghahosseini et al., 20114 (14)agsha et al., 20125 (15)albert et al., 19916 (16)artini et al., 19957 (17)ata et al., 20108 (18)baker et al.... |
taxa de gestação clínicaSete estudos reportaram gestação clínica12,13,17,21,47,52,86. As taxas de gestação clínica foram mais altas no grupo progesterona (OR 1,89, IC 95% 1,30 a 2,75, sete estu-dos, 841 mulheres, I2 = 0%, qualidade de evidência baixa).
Portanto, a utilização de progesterona aumenta as taxas de nascido ... |
Progesterona versUs hcg oU Progesterona + hcgtaxa de nascido vivo ou taxa de gestação evolutivaCinco estudos reportaram taxa de nascido vivo 43,60 ou taxa de gestação evoluti-va52,62,83. Quatro estudos compararam progesterona e hCG para suporte de fase lútea43,52,60,83 e dois compararam progesterona com a associação pr... |
taxa de gestação clínicaForam 18 estudos que reportaram taxa de gestação clínica: 11 estudos compa-raram progesterona e hCG 16,17,43,46,52,54,59,60,63,84,85 e sete estudos compararam pro-gesterona e a associação progesterona e hCG 24,38,40,60,62,84,86 . Porém, também não houve diferença entre as taxas de gestação clín... |
taxa de nascido vivo ou taxa de gestação evolutivaNove estudos reportaram taxa de nascido vivo 18,55,57 ou taxa de gestação evoluti-va14,25,34,36,79,87. Estrogênio oral foi utilizado em seis estudos14,18,36,55,57,77, via transdér-mica em dois estudos25,79 e vaginal em apenas um estudo34.
Quando a via de administração e... |
taxa de gestação clínicaForam 14 estudos que reportaram taxa de gestação clínica14,18,25,27,31,33,34,35,44,49,55,57,66,87, sendo que nove estudos utilizaram estrogênio por via oral 14,18,33,35,49,55,57,66,87 , três estudos por via transdérmica 25,27,44, dois por via vaginal 13,34 e um estudo utilizou estrogênio tanto p... |
Na análise agrupada das diferentes vias de administração estrogênica, não houve diferença entre os grupos (OR 0,86, IC 95% 0,72 a 1,04, 4.169 mulheres, I2 = 56%, qualidade da evidência baixa). Quando os dados foram avaliados separadamente, de acordo com a via de adminis-tração do estrogênio, não houve diferença entre ... |
diferentes Vias de administração de ProgesteronaForam 25 estudos que compararam diferentes vias de administração de progestero-na e reportaram taxas de nascido vivo 13,19,23,26,29,30,45,48,58,65,69,73,74,80,88 ou de gestação evolutiva15,22,37,51,53,61,71,76,83,87. Nenhuma das vias de administração se mostrou supe-rior ... |
im versus vaginal/retalSete estudos compararam progesterona IM e vaginal/retal e reportaram taxa de nascido vivo 13,29,74,88 ou taxa de gestação evolutiva 22,71,87. A taxa de nascido vivo/gestação evolutiva foi estatisticamente maior no grupo que utilizou progesterona via vaginal/retal comparado ao grupo que utilizou p... |
Vaginal/retal versus oralQuatro estudos realizaram essa comparação e reportaram taxa de nascido vivo 26,73 ou taxa de gestação evolutiva 37,76 e não se encontrou diferença entre os grupos (OR 1,19, IC 95% 0,83 a 1,69, 857 mulheres, I2 = 32%, qualidade da evidência baixa).
Sete estudos reportaram taxa de gestação clínic... |
Progesterona micronizada VersUs sintéticaDois estudos realizaram essa comparação e reportaram taxa de nascido vivo 19,58. Não houve diferença entre os grupos quanto à taxa de nascido vivo (OR 0,92, IC 95% 0,74 a 1,14, 1.465 mulheres, I2 = 0%, qualidade da evidência baixa).
Quatro estudos realizaram essa comparação e re... |
23 clínica e deve ser considerada como suporte de fase lútea nos ciclos de reprodução assistida (FIV/ICSI). (Nível de evidência 1a.)• Parece não haver benefício em utilizar hCG, isoladamente ou em associação com progesterona, para suporte de fase lútea. (Nível de evidência 1a.)• Não há benefício na utilização... |
2. Pritts EA, Atwood AK. Luteal phase support in infertility treatment: a meta-analy-sis of the randomized trials. Hum Reprod 2002; 17(9):2287-99.
3. Fatemi HM, Popovic-Todorovic B, Papanikolaou D, Donoso P , Devroey P . An upda-te of lutel phase support in stimulated IVF cycles. Hum Prod. Update 2007 Nov--Dec;13(6):58... |
7. Jee BC,Suh CS, Kim SH, Kim YB, Moon SY. Effects of estradiol supplementation during the luteal phase of in vitro fertilization cycles: a meta-analysis. Fertil Steril 2010 Feb;93(2):429-36.
8. Tesarik J, Hazout A, Mendoza C. Enhancement of embryo developmental poten-tial by a single administration of GnRH agonist at ... |
11. van der Linden M, Buckingham K, Farquhar C, Kremer JA, Metwally M. Luteal phase support for assisted reproduction cycles. Cochrane Database of Systematic Reviews 2015, Issue 7. Art. No.: CD009154. DOI: 10.1002/14651858.CD009154.
pub3.
26zation: a comparative randomized study. Gynaecologic and Obstetric Investigatio... |
15. Aghsa MM, Rahmanpour H, Bagheri M, Davari-Tanha F, Nasr R. A randomized comparison of the efficacy, side effects and patient convenience between vaginal and rectal administration of Cyclogest when used for luteal phase support in ICSI treatment. Archives of Gynecology and Obstetrics 2012; 286:1049–54.
16. Albert J,... |
18. Ata B, Kucuk M, Seyhan A, Urman B. Effect of highdose estrogen in luteal phase support on live birth rates after assisted reproduction treatment cycles. Journal of Reproductive Medicine for the Obstetrician and Gynecologist 2010; 55:485–90.
19. Baker VL, Jones CA, Doody K, Foulk R, Yee B, Adamson GD, et al. A rando... |
2722. Beltsos A, SanchezM, Doody K, BushM, Scobey J. Efficacy of vaginal progeste-rone inserts (Endometrin®) compared to intramuscular progesterone in oil for luteal support in PCOS patients [abstract]. Fertil Steril. 2011; 96(Suppl 1):S130.
23. Bergh C, Lindenberg S. A prospective randomized multicentre study compari... |
25. Ceyhan ST, BasaranM, Kemal Duru N, Yilmaz A, Goktolga U, Baser I. Use of luteal estrogen supplementation in normal responder patients treated with fixed multidose GnRH antagonist: a prospective randomized controlled study. Fertility and Sterility 2008; 89(6):1827–30.
26. Chakravarty BN, Shirazee HH, Dam P , Goswami... |
29. Dal Prato L, Bianchi L, Cattoli M, Tarozzi N, Flamigni C, Borini A. Vaginal gel versus intramuscular progesterone for luteal phase supplementation: a prospective randomized trial. Reproductive BioMedicine Online 2008; 16(3):361–7.
30. Doody KJ, Schnell VL, Foulk RA, Miller CE, Kolb BA, Blake EJ, et al. Endometrin f... |
33. Elgindy EA, El-Haieg DO, Mostafa MI, Shafiek M. Does luteal estradiol supplemen-tation have a role in long agonist cycles? Fertility and Sterility 2010; 93(7):2182–8.
34. Engmann L, DiLuigi A, Schmidt D, Benadiva C, Maier D, Nulsen J. The effect of luteal phase vaginal estradiol supplementation on the success of in... |
37. Friedler S, Raziel A, Schachter M, Strassburger D, Bukovsky I, Ron-El R. Luteal support with micronized progesterone following in-vitro fertilization using a do-wnregulation protocol with gonadotrophin-releasing hormone agonist: a compa-rative study between vaginal and oral administration. Human Reproduction 1999; ... |
29technique cycles? [abstract]. Fertility and Sterility 2007; 88 Suppl 1:25.
41. Geber S, Moreira ACF, de Paula SOC, Sampaio M. Comparison between two forms of vaginally administered progesterone for luteal phase support in assisted reproduction cycles. Reproductive BioMedicine Online 2007; 14(2):155–8.
42. Geusa S, Ca... |
44. Gorkemli H, Ak D, Akyurek C, Aktan M, Duman S. Comparison of pregnancy outcomes of progesterone or progesterone plus estradiol for luteal phase support in ICSIET cycles. Gynecologic and Obstetric Investigation 2004; 58(3):140–4.
45. Goudge CS, Nagel TC, Damario MA. Duration of progesterone-in-oil support after in v... |
48. Iwase A, AndoH, Toda S, Ishimatsu S,Harata T, Kurotsuchi S, et al. Oral progesto-gen versus intramuscular progesterone for luteal support after assisted reproductive technology treatment: a prospective randomized study. Archives of Gynecology and Obstetrics 2008; 277(4):319–24.
49. Kably Ambe A, Ruiz Anguas J, Walt... |
52. Kupferminc MJ, Lessing JB, Amit A, Yovel I, David MP , Peyser MR. A prospec-tive randomized trial of human chorionic gonadotrophin or dydrogesterone sup-port following in-vitro fertilization and embryo transfer. Human Reproduction 1990; 5(3):271–3.
53. Kyrou D, Fatemi HM, Zepiridis L, Riva A, Papanikolaou EG, Tarla... |
55. Lewin A, Pisov G, Turgeman R, Fatum M, Shufaro Y, Simon A, et al. Simplified artificial endometrial preparation, using oral estradiol and novel vaginal progeste-rone tablets: a prospective randomized study. Gynecological Endocrinology 2002; 16(2):131–6.
56. Licciardi F, Kwiatkowski A, Noyes N, Berkeley AS, Krey LL,... |
31Meeting Abstract Book; 1996. (Abs #O24).
60. Ludwig M, Finas A, Katalinic A, Strik D, Kowalcek I, Schwartz P , et al. Prospecti-ve, randomized study to evaluate the success rates using hCG, vaginal progesterone or a combination of both for luteal phase support. Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica 2001; 80:5... |
63. Martinez F, Coroleu B, Parera N, Alvarez M, Traver JM, Boada M, et al. Human chorionic gonadotropin and intravaginal natural progesterone are equally effective for luteal phase support in IVF. Gynaecological Endocrinology 2000; 14:316–20.
64. Miller CE, Doody KJ, Zbella E,Webster B, BushM, Scobey J. Efficacy of vag... |
67. Ng EHY, Miao B, Cheung W, Ho PC. A randomized comparison of side effects and patient inconvenience of two vaginal progesterone formulations used for luteal support in in vitro fertilization cycles. European Journal of Obstetrics Gynecology and Reproductive Biology 2003; 111: 50–4.
68. Ng EHY, Chan CCW, Tang OS, Ho ... |
71. Perino M, Brigandi A, Abate FG, Costabile L, Balzano E, Abate A. Intramuscular versus vaginal progesterone in assisted reproduction: a comparative study. Clinical and Experimental Obstetrics and Gynecology 1997; 24:228–31.
72. Porcu E. Intramuscular versus vaginal progesterone in assisted reproduction. Fertility an... |
75. Rodriguez-Pezino J, Saucedo-de la Llata E, Batiza-Resendiz V, Galache-Vega P , Santos-Haliscak R, Hernandez-Ayup S, et al. Vaginal progesterone in assisted repro-duction. Human Reproduction 2004; Vol. 19 Suppl 1:i51.
76. Salehpour S, Tamimi M, Saharkhiz N. Comparison of oral dydrogesterone with suppository vaginal ... |
78. Saucedo-de la Llata E, Batiza V, Arenas L, Santos R, Galache P , Hernandez-Ayup S, et al. Progesterone for luteal support: randomized, prospective trial comparing33JA. Estradiol supplementation during the luteal phase of IVF-ICSI patients: a rando-mized, controlled trial. Fertility and Sterility 2008; 90(6):2190-5.... |
82. Sumita S, Sofat S Sr. Intramuscular versus intra vaginal progesterone as luteal phase and early pregnancy support in patients undergoing IVF-ET. Fertility and Ste-rility 2003; 80Suppl3:134-5.
83. Tay PYS, Lenton EA. The impact of luteal supplement on pregnancy outcome following stimulated IVF cycles. Medical Journa... |
86. Wong YF, Loong EPL, Mao KR, Tam PPL, Panesar NS, Neale E, et al. Salivary oes-tradiol and progesterone after in vitro fertilization and embryo transfer using different luteal support regimens. Reproduction Fertility and Development 1990; 2:351–8.
87. Yanushpolsky E, Hurwitz S, Greenberg L, Racowsky C, Hornstein M. ... |
PresidenteAlberto Trapani JúniorVice-PresidentePaulo Roberto Dutra LeãoSecretáriaSheila Koettker SilveiraMembrosAlessandra Cristina MarcolinEdilberto Alves Pereira da Rocha FilhoEvelise Pochmann da SilvaFlávia Tarabini Castellani Asmar João Alfredo Piff ero SteibelMárcia Maria Auxiliadora de AquinoRenato AjejeRicardo P... |
IntroduçãoA dor é uma das mais temidas manifestações do ser humano, o que fez a ciência estudar este assunto e muito já se conhece acerca da sua /f_i siopatologia. Os mecanismos gerais da dor podem ser classi-/f_i cados em dor nociceptiva (ativação de nociceptores); dor in/f_l ama-tória (hipersensibilidade na prese... |
Ainda, no período perinatal, dada à plasticidade dos sistemas imune, endócrino e nervoso, a exposição a eventos adversos nessa fase crítica do desenvolvimento torna a gestante suscetível aos dis-túrbios imunoneuroendócrinos, com padrão de resposta alterado à dor.(2)FisiopatologiaA dor do trabalho de parto é o resultado... |
(3)Também o caráter in/f_l amatório do desencadeamento do traba-lho de parto vem sendo estudado e averiguado por autores como Edey et al.,(4) que notaram aumento de macrófagos e neutró/f_i los localmente no miométrio e uma resposta in/f_l amatória sistêmica na parturição. Em relação à interferência do sistema nervos... |
Muitos fatores são ativados durante o trabalho de parto que podem modi/f_i car o impulso nociceptivo nos diferentes estágios desse trabalho. Alguns desses fatores agem sinergicamente para promover a antinocicepção, que tem seu pico no parto.(3) Das várias substâncias envolvidas, deve-se destacar a ação da ocitocina. ... |
Acupuntura/acupressuraSobre a acupuntura/acupressura, método reconhecido no manejo da dor, numa revisão sistemática em que foram inclusos 13 tra-balhos (nove de acupuntura e quatro de acupressura),com 1986 mulheres, foi mostrado que há um artigo referindo aumento da satisfação com o alívio da dor pela acupuntura compa... |
HidroterapiaAs evidências sugerem que a imersão em água no período de dilata-ção cervical reduz o uso de analgesia epidural/espinhal em relação ao controle (RR 0,82; 95% CI, 0,70 – 0,98. 6 trials, n=2499).(6) O 8Técnicas não farmacológicas de hipoalgesia e analgesia para o parto Protocolos Febrasgo | Nº99 | 2018af... |
Referências 1. Vardeh D, Mannion RJ, Woolf CJ. Toward a Mechanism-Based Approach to Pain Diagnosis. J Pain. 2016;17(9 Suppl):T50–69.
2. Zouikr I, Bartholomeusz MD, Hodgson DM. Early life programming of pain: focus on neuroimmune to endocrine communication. J Transl Med. 2016;14(1):123.
3. Rowlands S, Permezel M. Physio... |
8. Bonapace J, Chaillet N, Gaumond I, Paul-Savoie E, Marchand S. Evaluation of the Bonapace Method: a speci/f_i c educational intervention to reduce pain during childbirth. J Pain Res. 2013;6:653–61.
11Nakamura UMProtocolos Febrasgo | Nº99 | 201810. Jones L, Othman M, Dowswell T, Al/f_i revic Z, Gates S, Newburn ... |
13. Asadi N, Maharlouei N, Khalili A, Darabi Y, Davoodi S, Raeisi Shahraki H, et al. Eff ects of LI-4 and SP-6 Acupuncture on Labor Pain, Cortisol Level and Duration of Labor. J Acupunct Meridian Stud. 2015;8(5):249–54.
14. Yu SP , Lin XD, Wu GY, Li SH, Wen ZQ, Cen XH, et al. Unsedation colonoscopy can be not that pain... |
materna no mundo.(3-6)De/f_i nição de HPP• HPP: perda sanguínea acima de 500 ml após parto vaginal ou acima de 1000 ml após o parto cesáreo,em 24 horas, ou qual-quer perda de sangue pelo trato genital capaz de causar insta-bilidade hemodinâmica.(3,7)• HPP maciça: são as hemorragias caracterizadas por san-gramentos sup... |
5Osanan GC, Tavares AB, Reis MI, Múcio BProtocolos Febrasgo | Nº109 | 2018Tônus Atonia Uterina 70%Trauma Lacerações, hematomas, inversão e rotura uterina 19%Tecido Retenção de tecido placentário, coágulos, acretismo placentário10%Trombina Coagulopatias congênitas ou adquiridas, uso de medicamentos anticoagulantes1... |
Subsets and Splits
No community queries yet
The top public SQL queries from the community will appear here once available.