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alíquota mais gravosa, desonerando-se as demais fases da cadeia |
produtiva. Na monofasia, o contribuinte é único e o tributo recolhido, |
ainda que as operações subsequentes não se consumem, não será |
devolvido. II - O benefício fiscal consistente em permitir a |
manutenção de créditos de PIS e COFINS, ainda que as vendas e |
revendas realizadas pela empresa não tenham sido oneradas pela |
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incidência dessas contribuições no sistema monofásico, é extensível |
às pessoas jurídicas não vinculadas ao REPORTO, regime tributário |
diferenciado para incentivar a modernização e ampliação da |
estrutura portuária nacional, por expressa determinação legal (art. |
17 da Lei n. 11.033/04). III - O fato de os demais elos da cadeia |
produtiva estarem desobrigados do recolhimento, à exceção do |
produtor ou importador responsáveis pelo recolhimento do tributo a |
uma alíquota maior, não é óbice para que os contribuintes |
mantenham os créditos de todas as aquisições por eles |
efetuadas. IV - Agravo Regimental provido. |
71. O REsp nº 1.222.308/RN que, em 11/09/2014 foi |
negado seguimento de forma monocrática, teve sua decisão reconsiderada em |
11/05/2017 em razão da decisão proferida nos autos do REsp nº 1.051.634/CE, o |
que demonstra a tendência atual do Superior Tribunal de Justiça em uniformizar |
esse entendimento. Especialmente pelo fato de se encontrar em vias de |
julgamento os EAREsp 1.109.354/SP, EREsp 1.768.224/RS e que vão pacificar a |
questão (doc. 06). |
72. Ora, o acórdão de Apelação afirma que há óbice na |
aplicação do art. 17 da Lei nº 11.003/04 ao caso desses autos por ser monofásico |
o PIS/COFINS. Já os acórdãos paradigmas afirmam não haver qualquer óbice da |
aplicação do dispositivo, mesmo que reconhecida a existência e aplicação do |
regime monofásico ao Recorrente. |
73. E são por todas essas razões que o ato coator emanado |
pela autoridade administrativa indicada no polo passivo da presente demanda, |
consubstanciado na vedação ao crédito decorrente da aquisição das mercadorias |
que a Apelante revende, deve ser prontamente afastado por essa Douta Turma. |
IV ? DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS |
74. Diante de tudo que foi exposto requer seja recebido e |
processado o presente Recurso Especial nos termos da lei, e ao final que seja dado |
provimento para o fim de reformar o r. acórdão proferido pelo E. TRF-2, para |
reconhecer o direito líquido e certo do recorrente de aproveitamento dos créditos |
de PIS/COFINS quando da entrada das mercadorias cuja a saída feita pela |
Recorrente se dê com isenção, suspensão ou alíquota zero, em razão da nítida |
violação ao artigo 17 da Lei nº 11.033/04 que autoriza o acúmulo de crédito nessas |
hipóteses. |
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75. Por fim, requer-se que todas as intimações sejam |
obrigatoriamente realizadas em nome dos procuradores Gilberto Luiz do Amaral, |
Cristiano Lisboa Yazbek e Letícia Mary Fernandes do Amaral, sob pena de |
nulidade da intimação. |
Vitória/ES, 23 de julho de 2020. |
Letícia Mary Fernandes do Amaral Cristiano Lisboa Yazbek |
OAB/ES 27.643 OAB/ES 27.641 |
Documentos Anexos: |
1 ? Guia de custas e comprovante de pagamento; |
2 ? Ementa, Relatório e Voto do RE n. 353.657/PR; |
3 ? Acórdão da Apelação objeto do presente recurso; |
4 ? Medida Provisória nº 206/04; |
5 ? Ementa, Relatório e Voto dos Recursos Especiais nº 1.051.634/CE e nº |
1.222.308/RN (paradigmas); |
6 ? Andamento Processual dos EAREsp 1.109.354/SP, EREsp 1.768.224/RS. |
AV. CÂNDIDO HARTMANN 50 - 80.730-440 TEL / FAX: +55 41 3232-9241 |
CURITIBA - PR - BRASIL WWW.AYADVOGADOS.COM.BR |
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"EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO |
EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO |
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