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Neste sentido, o PIS e a COFINS não compõe faturamento aos |
contribuintes, tendo em vista que transitam em suas contas correntes de forma |
transitória e com destinatário certo (União Federal), razão pela qual não podem |
ser incluídos na dua própria base de cálculo. |
8.2. DO CONCEITO DE FATURAMENTO ? INCLUSÃO INDEVIDA DE |
VALORES NA BASE DE CÁLCULO |
Conforme previsão das Leis nº 10.637/02 e 10.833/03, a Contribuição |
ao PIS e a? COFINS incidem sobre ?o total das receitas auferidas no me?s pela pessoa |
jurídica, independentemente da sua denominação ou classificação contábil.? |
As Contribuições Sociais ora em discussão devem incidir sempre que |
houver o ingresso de qualquer receita que caracterize incremento ou acréscimo |
patrimonial do contribuinte. |
Perceba que, exigir-se a inclusão do PIS e da COFINS na base de |
cálculo das próprias contribuições sociais, significa tributar algo que não e? receita |
do contribuinte, o que viola frontalmente o disposto no artigo 195, Inciso I, alínea |
b da Constituição Federal. Senão vejamos: |
Rua da Quitanda, 11, 6º andar, Centro. Rua Tabapuã, nº 479, CJ.41, Itaim Bibi.10 |
Art. 195: A seguridade social sera?? financiada por toda a |
sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante |
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do |
Distrito Federal e dos Municípios e das seguintes contribuições: |
I. do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na |
forma da lei, incidentes sobre: (...) |
b) o faturamento. |
Assim, temos que o fator que distingue receita de mero ingresso, e? o |
fato deste incorporar definitivamente ao patrimônio de quem o esta? recebendo. |
Caso o valor apenas transite pela empresa, estaremos diante de um mero |
ingresso. Em outras palavras, receita e? a entrada definitiva, daquilo que adere |
de forma definitiva ao patrimônio do contribuinte. |
Nesse sentido, o Superior Tribunal De Justiça já teve a oportunidade |
de reconhecer que os valores que ingressam momentaneamente nos cofres dos |
contribuintes para, logo em seguida, serem repassados para os seus verdadeiros |
titulares NA?O SIGNIFICAM RECEITA BRUTA do contribuinte, senão vejamos: |
(...) O conceito de faturamento, atribuído pela referida legislação |
equivale a? receita bruta da pessoa jurídica. A receita bruta, por |
seu turno, traduz-se na totalidade das receitas auferidas pela |
correspectiva pessoa jurídica (cf. art. 3º, § 1º). |
As sociedades cooperativas, para efeito de exação, estariam |
enquadradas no momento em que a lei dispõe que e? irrelevante |
a atividade exercida pela pessoa jurídica e a classificação contábil |
adotada pelas receitas (cf. art. 3o, § 1o). Ocorre, contudo, que, de |
acordo com a característica peculiar das cooperativas acima |
apontadas, quando da prática de seus atos típicos, não se verifica |
a hipótese de incidência da COFINS, ou seja, a atividade-fim das |
sociedades não visa ao proveito do faturamento, pois os valores |
percebidos são repassados aos cooperados. Nesse passo, |
embora a Lei Complementar contemple a hipótese de isenção, |
pode-se afirmar que se cuida de não- incidência. (grifos nossos) |
(REsp n. 526.304/SC; Rel.: Min. Franciulli Neto; Publicac?a?o: DJu de |
31.05.2004) |
Nesse contexto, cumpre destacar que o Supremo Tribunal Federal já |
declarou inconstitucional o alargamento da base de cálculo da Contribuição ao |
PIS e da COFINS, disposta pelo artigo 3º, §1º, da Lei 9.718/98, considerando as |
Rua da Quitanda, 11, 6º andar, Centro. Rua Tabapuã, nº 479, CJ.41, Itaim Bibi.11 |
expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, entendidas como as |
receitas decorrentes da venda de mercadoria, prestação de serviços ou de ambos. |
Senão vejamos: |
EMENTA: RECURSO EXTRAORDINA?RIO COM REPERCUSSA?O |
GERAL. EXCLUSA?O DO ICMS NA BASE DE CA?LCULO DO PIS E |
COFINS. DEFINIC?A?O DE FATURAMENTO. APURAC?A?O |
ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NA?O CUMULATIVIDADE. |
RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se |
cada mercadoria ou serviços e a correspondente cadeia, adota- |
se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a |
recolher e? apurado mês a mês, considerando-se o total de |
créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados |
nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou |
escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da na?o- |
cumulatividade aplicado ao ICMS ha? de atentar ao disposto no |
art. 155, § 2o, Inciso I, da Constituição da República, cumprindo- |
se o papel da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime |
da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se tenha a |
escrituração da parcela a se compensar do ICMS, não se incluir |
todo ele na definição de faturamento aproveitado por este |
Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo |
para a incidência do PIS e da COFINS. 4. Se o art. 3o, § 2o, Inc. I, |
in fine, da Lei nº 9.718/98 excluiu da base de cálculo daquelas |
contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os |
Estados, deve ser enfatizado que não ha? como se excluir a |
transferência parcial decorrente do regime da na?o- |
cumulatividade em determinado momento da dinâmica das |
Subsets and Splits
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