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e Empresas de Pequeno Porte ? SIMPLES. |
- Franqueadora de serviços da Empresa Brasileira de |
Correios e Telégrafos - ECT, não se assemelha à |
representação comercial. |
- Vedação de analogia in malam partem, máxime porque o |
sistema tributário admite interpretação benéfica. |
- Recurso Especial não conhecido (Súmulas n. s 05 e 07, do |
STJ). |
(REsp 395.199/SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA |
TURMA, julgado em 18/04/2002, DJ 27/05/2002, p. 134) |
(Doc. 04) |
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TRIBUTÁRIO. SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE |
IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES (SIMPLES). ANÁLISE DE |
MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. INTERPRETAÇÃO DO |
CONTRATO SOCIAL. RECURSO ESPECIAL |
INADMISSÍVEL. SÚMULAS N. S 5 E 7, DO STJ. |
- \"As atividades de instalação elétrica não estão abrangidas |
pela vedação prevista no art. 9 , - 4 , da Lei 9.317, podendo |
a empresa prestadora desses serviços ser optante\" (Resp |
380761) - Ainda que assim não fosse, as próprias regras da |
experiência comum indicam que exploram serviços de |
instalação e manutenção de equipamentos elétrico- |
mecânicos não se enquadram no art. 9 , inciso XII, alínea \"f\" |
da Lei 9.317/96. |
- Equiparar essas empresas implicaria em analogia in malam |
partem, num sistema tributário que, quando nada, admite em |
prol do contribuinte, a interpretação mais benéfica (art. 106, I, |
CTN). |
- Deveras, a análise do contrato social com o escopo de aferir |
o objeto da empresa e suas atividades para afastar funções |
assemelhadas, data venia, incide no mesmo veto da |
sindicância fático-probatória (Súmulas 05 e 07 do STJ). |
- Recurso Especial não conhecido. |
(REsp 403.568/SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA |
TURMA, julgado em 18/04/2002, DJ 27/05/2002, p. 138) |
(Doc. 05) |
DEMONSTRAÇÃO ANALÍTICA DA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL |
Dos julgados acima, denota-se que o esse E. STJ entendeu que, diferentemente do disposto no v. Acórdão recorrido, |
no conhecido representativo da controvérsia, REsp 1.230.957 ? RS (2011/0009683-6), acompanhando o |
entendimento já consagrado no STF, ratificou o pleito dos contribuintes acerca do caráter indenizatório de |
determinadas rubricas que não deveriam constar na base de cálculo da contribuição previdenciária, como, por |
exemplo, desconto de assistência médica/odontológica, desconto do vale-transporte, desconto do vale- alimentação |
e demais valores descontados em folha de salários. Além disso, a partir dos julgados acima, resta claro que o sistema |
tributário permite apenas a interpretação benéfica ao contribuinte, sendo certo que o art. 28, - 9 da Lei n 8.212/91, |
não é taxativo. |
Dessa forma, restam todos os requisitos necessários à |
admissibilidade do presente recurso, sob fundamento da alínea ?c?, III do art. 105 da |
Constituição. |
5. Das Razões para Reforma do Acórdão Recorrido: |
a) Do cerne do debate: não-incidência |
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Inicialmente, imprescindível esclarecer que a não incidência da |
contribuição previdenciária patronal sobre os valores em debate resta inequívoca |
diante da análise da hipótese de incidência aplicável ao caso. |
Não se discute a eventual natureza destes valores ? se |
remuneratória, salarial ou indenizatória -, nem mesmo o conteúdo destes conceitos |
para fins previdenciários ou trabalhistas, posto que construídos em outros contextos |
e arraigados sob outras óticas. |
Do mesmo modo, não se discute o fato destes pagamentos |
serem incorporáveis ou não ao salário, se são considerados para fins de |
aposentadoria, ou, ainda, se integram ou não o salário-de-contribuição dos segurados. |
Na verdade, analisa-se, sob a égide do princípio da legalidade |
tributária (artigo 150, inciso I, Constituição da República Federativa do Brasil), se tais |
valores estão sujeitos à hipótese de incidência eleita pelo legislador infraconstitucional |
para fins de exigência da contribuição previdenciária devida pelas empresas, qual |
seja, a prevista no artigo 22, inciso I, da Lei n° 8.212/91. |
b) Da Contribuição Previdenciária Patronal |
Atribui-se no artigo 195 da Carta Magna a competência tributária |
para instituição de contribuições sociais a serem estabelecidas e recolhidas, |
distintamente, pelo empregador, trabalhador, realizador de concursos de prognósticos |
e, ainda, pelo importador de bens ou serviços, a fim de financiar a seguridade social, |
conforme se pode observar: |
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