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remuneração.[...]? (TRF 2a R., 5a T., AC n 113.734, Rel. Des. Fed. IVAN |
ATHIÉ, DJ de 19.06.2001) |
No mesmo norte, a seguinte e recente decisão do E. Tribunal |
Regional Federal da 5a Região afastando a contribuição patronal de TODAS as verbas |
em debate: |
TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. BASE DE CÁLCULO. |
AUXÍLIO-DOENÇA. AUXÍLIO-ACIDENTE. FÉRIAS. ADICIONAL DE 1/3 (UM |
TERÇO) DE FÉRIAS. SALÁRIOMATERNIDADE. COMPENSAÇÃO. |
PRESCRIÇÃO. INCIDÊNCIA DOS LIMITES PERCENTUAIS DAS LEIS |
9.032 E 9.129/95. |
[...] 2. Os valores pagos a título de auxílio-doença, auxílioacidente e férias |
gozadas não ostentam natureza salarial, eis que são pagos em períodos nos |
quais não há prestação de serviços por parte do trabalhador, devendo, pois, |
serem excluídos da base de cálculo da contribuição previdenciária. 3. O |
salário-maternidade é um benefício custeado pela Previdência Social, não |
integrando a folha de salários para efeito de contribuição social do |
empregador, razão por que também não deve integrar a base de cálculo da |
contribuição social. [...] 11. Apelação da Fazenda Nacional e Remessa |
Necessária improvidas. Apelação do Impetrante provida, em parte, para o fim |
de reconhecer ser indevida a incidência da Contribuição Previdenciária |
(parcela patronal) também sobre as verbas referentes ao salário- |
maternidade, às férias e ao respectivo adicional de 1/3 (um terço) [...] (TRF |
da 5a Região, AC n 8.627 / CE, 03a Turma, Des. GERALDO APOLIANO, DJ. |
19.01.2010) |
Seguindo o mesmo entendimento, este Superior Tribunal de |
Justiça após reabrir a discussão sobre o tema, decidiu reconhecer a não incidência |
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de contribuição previdenciária sobre parcelas pagas aos empregados a título de férias, |
vide abaixo: |
RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. |
SALÁRIO-MATERNIDADE E FÉRIAS USUFRUÍDAS. AUSÊNCIA DE |
EFETIVA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PELO EMPREGADO. NATUREZA |
JURÍDICA DA VERBA QUE NÃO PODE SER ALTERADA POR PRECEITO |
NORMATIVO. AUSÊNCIA DE CARÁTER RETRIBUTIVO. AUSÊNCIA DE |
INCORPORAÇÃO AO SALÁRIO DO TRABALHADOR. NÃO INCIDÊNCIA |
DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PARECER DO MPF PELO |
PARCIAL PROVIMENTO DO RECURSO. RECURSO ESPECIAL PROVIDO |
PARA AFASTAR A INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA |
SOBRE O SALÁRIO-MATERNIDADE E AS FÉRIAS USUFRUÍDAS. 1. |
Conforme iterativa jurisprudência das Cortes Superiores, considera-se |
ilegítima a incidência de Contribuição Previdenciária sobre verbas |
indenizatórias ou que não se incorporem à remuneração do Trabalhador. 2. |
O salário-maternidade é um pagamento realizado no período em que a |
segurada encontra-se afastada do trabalho para a fruição de licença |
maternidade, possuindo clara natureza de benefício, a cargo e ônus da |
Previdência Social (arts. 71 e 72 da Lei 8.213/91), não se enquadrando, |
portanto, no conceito de remuneração de que trata o art. 22 da Lei 8.212/91. |
3. Afirmar a legitimidade da cobrança da Contribuição Previdenciária sobre o |
salário-maternidade seria um estímulo à combatida prática discriminatória, |
uma vez que a opção pela contratação de um Trabalhador masculino será |
sobremaneira mais barata do que a de uma Trabalhadora mulher. 4. A |
questão deve ser vista dentro da singularidade do trabalho feminino e da |
proteção da maternidade e do recém nascido; assim, no caso, a relevância |
do benefício, na verdade, deve reforçar ainda mais a necessidade de sua |
exclusão da base de cálculo da Contribuição Previdenciária, não havendo |
razoabilidade para a exceção estabelecida no art. 28, - 9o., a da Lei 8.212/91. |
5. O Pretório Excelso, quando do julgamento do AgRg no AI 727.958/MG, de |
relatoria do eminente Ministro EROS GRAU, DJe 27.02.2009, firmou o |
entendimento de que o terço constitucional de férias tem natureza |
indenizatória. O terço constitucional constitui verba acessória à remuneração |
de férias e também não se questiona que a prestação acessória segue a sorte |
das respectivas prestações principais. Assim, não se pode entender que seja |
ilegítima a cobrança de Contribuição Previdenciária sobre o terço |
constitucional, de caráter acessório, e legítima sobre a remuneração de |
férias, prestação principal, pervertendo a regra áurea acima apontada. 6. O |
preceito normativo não pode transmudar a natureza jurídica de uma verba. |
Tanto no salário-maternidade quanto nas férias usufruídas, |
independentemente do título que lhes é conferido legalmente, não há efetiva |
prestação de serviço pelo Trabalhador, razão pela qual, não há como |
entender que o pagamento de tais parcelas possuem caráter retributivo. |
Consequentemente, também não é devida a Contribuição Previdenciária |
sobre férias usufruídas. 7. Da mesma forma que só se obtém o direito a um |
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benefício previdenciário mediante a prévia contribuição, a contribuição |
também só se justifica ante a perspectiva da sua retribuição futura em forma |
de benefício (ADI-MC 2.010, Rel. Min. CELSO DE MELLO); dest'arte, não há |
de incidir a Contribuição Previdenciária sobre tais verbas. 8. Parecer do MPF |
pelo parcial provimento do Recurso para afastar a incidência de Contribuição |
Previdenciária sobre o salário-maternidade. 9. Recurso Especial provido para |
afastar a incidência de Contribuição Previdenciária sobre o salário- |
maternidade e as férias usufruídas. (REsp 1322945/DF, Rel. Ministro |
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em |
27/02/2013, DJe 08/03/2013) |
Em sua fundamentação, o Ministro Relator Napoleão Nunes |
Maia Filho, com base na leitura do artigo 22 da Lei 8.212/91, analisa a incidência da |
contribuição previdenciária a partir do fato gerador previsto em lei, qual seja, |
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