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remunerações pagas pelo empregador ao empregado destinadas a retribuir o |
trabalho, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição |
do empregador ou tomador de serviços. |
Trata-se, portanto, de uma análise baseada no princípio da |
legalidade, disposto no artigo 150, inciso I da Constituição Federal, e da tipicidade |
cerrada, no artigo 97 do Código Tributário Nacional. |
Destaca-se no que tange ao salário-maternidade, este Superior |
Tribunal de Justiça afirma sua natureza de benefício, a cargo e ônus da Previdência |
Social, de modo que a referida parcela não se enquadra no conceito de remuneração |
de que trata o supramencionado artigo 22 da Lei n 8.212/91. |
Por seu turno, o mesmo raciocínio esposado pelo Ministro, |
devidamente acompanhado pelos demais membros da Primeira Seção deste Superior |
Tribunal de Justiça, foi aplicado às parcelas pagas aos empregados a título de férias. |
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Isso porque, o pagamento desta verba não possui caráter |
retributivo, eis que, quando do recebimento destes valores, o empregado não está |
efetivamente prestando serviços nem à disposição do empregador ou tomador de |
serviços, conforme determina o artigo 22 da Lei n 8.212/91. |
Além disso, este Superior Tribunal de Justiça ressaltou que o |
Pretório Excelso Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento acerca da não |
incidência da contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias, |
observada sua natureza indenizatória (Ag Rg no AI 727.958/MG). |
Portanto, como as prestações acessórias seguem as |
respectivas prestações principais, não se pode, em um mesmo raciocínio, entender |
ser ilegítima a incidência sobre o terço constitucional de férias e legítima sobre as |
férias, concebida como prestação principal em relação àquela. |
Ante o exposto, em consonância com o entendimento exposto, |
depreende-se que sobre as parcelas de férias gozadas e terço constitucional deve ser |
afastada a incidência da contribuição, nos moldes do artigo 22 da Lei n 8.212/91. |
6. DO DIREITO À COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA: |
Por todo o exposto, certo é que a Recorrente efetuou |
pagamentos indevidos. |
Assim, tem o direito líquido e certo ? artigo 66 da Lei n 8.383/91, |
combinado com o artigo 74 da Lei n 9.430/96 ? de proceder à compensação dos |
respectivos valores ? recolhidos nos últimos cinco anos (e eventualmente no curso da |
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demanda) ? com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer |
tributos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ? |
tendo-se em vista a integração promovida pela Lei n 11.457, de 16 de março de 2007 |
(DOU de 19.03.2007) -, inclusive com os então administrados pelas extintas |
Secretaria da Receita Federal e Secretaria da Receita Previdenciária, em especial |
com as contribuições arrecadadas ao INSS, além das incidentes sobre as folhas de |
pagamento de salários. |
Oportuno destacar-se que, na esteira da Súmula n 213 do |
Superior Tribunal de Justiça, o presente remédio constitucional é via plenamente |
adequada para os fins em tela. |
7. Dos Pedidos: |
Por todo o exposto, a Recorrente requer, espera e confia seja |
conhecido e provido o presente recurso especial para que: |
(i) seja determinado o sobrestamento do feito; |
(ii) considerando as violações expostas, seja anulado o v. |
acórdão recorrido e, em decorrência, sejam os autos |
remetidos ao E. Tribunal a quo para que haja novo |
julgamento; |
(iii) caso se entenda de maneira diversa, com base nas |
razões acima expostas, seja reformado o v. acórdão |
recorrido e, por conseguinte, integralmente acolhidos os |
pedidos constantes da petição inicial. |
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Requer, por fim, que todas as publicações e intimações relativas |
a este processo sejam feitas em nome do advogado NELSON WILIANS FRATONI |
RODRIGUES, inscrito na OAB/SP sob n 128.341, sob pena de nulidade (art. 272, |
-5 do CPC). |
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