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12,719 | Pedido de ajuda psicológica, percepção do stress e estratégias de coping familiares: um estudo exploratório | Família,Coping,Stress,Ajuda psicológica | As famílias, ao longo do seu ciclo vital, vivenciam acontecimentos de vida de maior stress, com os quais vão ter que lidar, recorrendo a estratégias de coping familiar, nomeadamente, a solicitação de ajuda psicológica. O objectivo do presente estudo exploratório prende-se com a comparação entre dois grupos: o grupo com pedido de ajuda psicológica realizado por algum familiar (n=469) e o grupo sem pedido de ajuda psicológica realizado por algum familiar (n=88). Além disso, procurou-se identificar as influências da presença ou ausência do pedido de ajuda psicológica com algumas variáveis sócio-demográficas e familiares sobre o stress e as estratégias de coping familiares. As variáveis estudadas foram analisadas através da resposta a três instrumentos, o Inventário Familiar de Acontecimentos e Mudanças de Vida (FILE), as Escalas de Avaliação Pessoal Orientadas para a Crise em Família (F-COPES) e um Questionário Sócio-demográfico. As principais conclusões remetem para a inexistência de diferenças significativas entre os dois grupos no que concerne ao stress e estratégias de coping familiares percebidos. Os resultados revelaram, ainda, efeitos estatisticamente significativos da presença e ausência de pedido de ajuda psicológica com as variáveis familiares e sócio-demográficas ao nível do stress e das estratégias de coping familiares percebidos. Este estudo tem como implicações promover a discussão sobre o impacto do pedido de ajuda psicológica no seio familiar e poderá ser um importante ponto de partida para futuras investigações sobre o modo como os sistemas familiares percepcionam stress e coping familiares. | Ciências Sociais |
12,732 | Jogos interactivos baseados em provas piagetianas: zonas Trash-3 e o desenvolvimento das perspectivas espaciais : estudo exploratório | Jogo Piagetiano (Zona-Trash 3),Parâmetros Desenvolvimentais,Noções das Perspectivas Espaciais | A presente investigação pretende ser um contributo para a validação/adaptação de um conjunto de jogos digitais sobre o desenvolvimento das perspectivas espaciais da criança, com base na perspectiva Piagetiana, que se assumem como potenciais instrumentos de trabalho no domínio da Psicologia do Desenvolvimento. No caso presente, pretende analisar-se as potencialidades de um dos jogos, as do jogo Zona Trash-3, utilizando uma amostra de 115 sujeitos, com idades compreendidas entre os 7 e os 12 anos. Os resultados alcançados aventam que este jogo, para além de poder servir as finalidades de diagnóstico e investigação, se venha a assumir também como instrumento potenciador do desenvolvimento de algumas noções espaciais. | Ciências Sociais |
12,735 | Concepções e práticas de avaliação dos professores de Filosofia do ensino secundário de uma escola da Lezíria e Médio Tejo | concepções e práticas de avaliação das aprendizagens,avaliação das aprendizagens em Filosofia | A presente investigação, de natureza qualitativa, pretende descrever e interpretar as concepções e práticas de avaliação de cinco professores de Filosofia de uma escola secundária da Lezíria e Médio Tejo. Tentamos conhecer as concepções dos professores de Filosofia relativamente à avaliação das aprendizagens e relacionar essas mesmas concepções com o perfil da quarta geração de avaliação – avaliação como “negociação” e “construção” (Guba & Lincoln, 1989 citados por Machado, 2007), verificando até que ponto se aproximam ou se afastam de uma avaliação construtiva, relacional, formadora, alternativa e reguladora. O nosso estudo baseou-se em dados empíricos recolhidos através de entrevistas individuais semi-estruturadas, realizadas na própria escola onde os docentes leccionam, no ano lectivo de 2008/2009. Como tal, seguimos uma linha metodológica que recorreu ao estudo de caso como estratégia geral. Da análise de conteúdo dos dados das entrevistas foi possível constatar uma influência da tradição clássica de avaliação nas concepções dos professores, nomeadamente, no que concerne à função da avaliação e aos seus destinatários/actores. Todavia, os professores de Filosofia evidenciam um esforço para a concretização de uma avaliação de natureza formativa, formadora, reguladora e construtiva que se traduz na avaliação de competências de análise, reflexão, conceptualização, pensamento crítico e problematização; na divulgação dos critérios aos alunos no início e no fim do ano lectivo; no diálogo em torno dos resultados obtidos e da averiguação das falhas; no feedback dado aos alunos de uma forma relativamente contínua; na adequação das estratégias avaliativas e de ensino à especificidade dos alunos; na auto-avaliação periódica e contínua mediante instrumentos de carácter escrito e reflexivo e da diversificação de estratégias avaliativas em função dos alunos. | Ciências Sociais |
12,736 | Reconhecimento paralinguístico das emoções, psicopatologia e estilos defensivos :um estudo exploratório | Emoções,Psicopatologia,Mecanismos de defesa | A investigação no âmbito das emoções tem vindo a assumir-se como uma área de trabalho de profundo alcance, mostrando-se profícua quando relacionada com outros construtos psicológicos. O presente trabalho assume como objectivo avaliar a relação entre o reconhecimento emocional, variáveis psicopatológicas (Brief Symptom Inventory-BSI) e estilos defensivos (Defense Style Questionnaire-DSQ-40). Numa primeira fase, procedemos à criação de um instrumento de reconhecimento paralinguístico de emoções, utilizando para o efeito sujeitos da população comum (N=486). De uma forma geral, os sujeitos mostram-se capazes de reconhecer e identificar correctamente as seis emoções básicas apresentadas, encontrando-se, porém, diferenças ao nível das taxas de reconhecimento. Numa segunda fase, estudámos a relação entre a psicopatologia, os mecanismos de defesa e o reconhecimento emocional (N=284), da qual resultou a confirmação da relação entre a descodificação das emoções e a sintomatologia psicopatológica, onde todas as emoções, à excepção da raiva e da tristeza, se mostraram correlacionadas com sintomas específicos. Todavia, não foi encontrada qualquer relação entre o reconhecimento e os estilos defensivos. | Ciências Sociais |
12,739 | Estudo do impacto da avaliação externa das escolas e intervencionadas pela Inspecção-Geral da Educação, Delegação Regional do Centro, em 2006-2007 | Avaliação externa, escola,Eficácia da escola | A Avaliação Externa das Escolas (AEE), levada a efeito por equipas da Inspecção-Geral da Educação (IGE), nas quais se incluem outros avaliadores externos, provenientes, na sua maioria, do Ensino Superior, constitui-se como elemento regulador e promotor da qualidade educativa. Considerando verosímil a premissa enunciada, impõe-se viabilizar uma análise específica e rigorosa do impacto dessa Avaliação Externa na aprendizagem profissional e organizacional das Unidades de Gestão (UG) intervencionadas pela IGE, na área da Delegação Regional do Centro (DRC), no decurso do ano lectivo de 2006/2007. Esta investigação versa, especificamente, sobre as acções de melhoria efectuadas pelas UG, com vista à superação das debilidades, indicadas pelos Relatórios de Avaliação Externa e quais os resultados provindos dessas diligências. Caso não tenham sido tomadas quaisquer medidas, quais os motivos dessa inércia. A população-alvo contemplada neste estudo abrange todas as dezanove UG intervencionadas pelas equipas de avaliação externa, no período em análise, todavia, são treze as constituintes da amostra. Um Agrupamento de Escolas não se dispôs a participar e as restantes cinco UG, nunca nos remeteram os dados solicitados, embora tenham, inicialmente, acedido colaborar. Agrupámos as debilidades, elencando oito categorias, nomeadamente: Articulação/sequencialidade; Monitorização das práticas lectivas; Resultados académicos; Questões organizacionais; Auto-avaliação; Formação; Tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e Trabalho docente colaborativo. Todas as UG procuraram actuar de forma consentânea com a exigência das situações, diligenciando no sentido de debelar as fragilidades apontadas. Os resultados obtidos vieram a revelar-se profícuos, principalmente, no que concerne à acção pedagógica e ao trabalho colaborativo entre os docentes, ambas com repercussões positivas nos resultados académicos. Tais préstimos revelam a existência de aprendizagem profissional e organizacional dos sujeitos e das instituições envolvidas na AEE, levada a efeito pela IGE, evidenciando quão profícua foi a intervenção desta organização. À data da recolha dos dados, cerca de 54% das UG, ainda aguardavam resultados. Os motivos dessa situação ficavam a dever-se, sobretudo, ao não apuramento final do produto das medidas implementadas. | Ciências Sociais |
12,740 | Qualidade da parentalidade e bem-estar da criança | Parentalidade,Bem-estar da criança | O principal objectivo do presente estudo foi explorar o papel mediador de três variáveis da qualidade da parentalidade durante o período pré-escolar dos filhos, nomeadamente, o nível de generatividade, o estilo de interacção familiar e o estrato socioeconómico dos pais. Deste modo, procurou-se avaliar até que ponto aquelas variáveis constituem factores de protecção e/ou de risco da parentalidade, com vista à conceptualização de medidas dirigidas à implementação do bem-estar e desenvolvimento das crianças e dos pais. A avaliação da qualidade do exercício da parentalidade realizou-se através da recolha de dados sociobiográficos e de dados sobre o grau de investimento parental e o nível de bem – estar subjectivo parental (Questionário sociobiográfico e de avaliação do investimento e do bem – estar parentais). O nível de bem – estar da criança foi avaliado a partir da percepção dos pais (ACF/PECC) e das educadoras de infância (ACA/TESC) sobre o nível de ajustamento psicológico da mesma, em contexto familiar e escolar. Procedeu-se, então, à verificação da relação entre a qualidade da parentalidade e o bem-estar da criança, bem como da relação entre a qualidade da parentalidade e o nível de generatividade (Escala de Generatividade), o estilo interacção familiar (PEP – Protocolo de Entrevista aos Pais – Estilo de Interacção Familiar) e nível socioeconómico/cultural dos pais (Questionário sociobiográfico). Os resultados confirmam parcialmente o modelo conceptual que serviu de ponto de partida ao estudo, apontando para a necessidade da prossecução da investigação em torno dos factores protectores e de risco da parentalidade | Ciências Sociais |
12,741 | Priming de repetição no envelhecimento normal: estudo com a hipótese da identificação-produção | Envelhecimento,Memória | O presente trabalho teve como principal objectivo averiguar se a hipótese da identificação-produção poderia explicar o efeito da idade no priming de repetição. Para considerar a distinção entre priming de identificação e de produção, utilizou-se a tarefa de identificação perceptiva de figuras fragmentadas enquanto tarefa de identificação e a tarefa de completamento de começos de palavras como tarefa de produção. Adicionalmente, para analisar a ocorrência de contaminação explícita utilizou-se o procedimento de dissociação de processos de Jacoby (1991, 1998) na tarefa de priming de produção. A amostra consistiu num grupo de 40 adultos idosos saudáveis não institucionalizados, com idades compreendidas entre os 70 e os 74 anos e um grupo controlo de 40 adultos jovens saudáveis, pertencentes à faixa etária dos 35 aos 44 anos. Do protocolo de avaliação, para além das tarefas de memória implícita, fizeram ainda parte tarefas de memória episódica (Pares de Palavras), memória de trabalho visuoespacial (Localização Espacial) e verbal (Sequências de Letras e Números) e inteligência verbal (Vocabulário). Foi observado priming em ambas as tarefas para os dois grupos de participantes, mas não foram encontradas diferenças relacionadas com a idade, nem na tarefa de identificação perceptiva de figuras fragmentadas, nem na de completamento de começos de palavras. Assim, a hipótese da identificação-produção só em parte foi apoiada pela presente investigação, uma vez que previa um desempenho deficitário dos adultos idosos em relação aos jovens no priming de produção. Verificou-se ainda uma utilização diferencial de estratégias explícitas, uma vez que o contributo dos processos de recordação consciente no desempenho da tarefa implícita de completamento de começos de palavras apenas se observou nos adultos jovens. Nas tarefas de memória explícita, o desempenho dos adultos idosos foi significativamente inferior ao dos adultos jovens. Estes resultados corroboram, então, a dissociação entre memória explícita e implícita no envelhecimento, com a primeira a declinar significativamente e a segunda a não evidenciar o efeito da idade. | Ciências Sociais |
12,742 | A influência da formação profissional no clima organizacional: O caso do Município de Santa Maria da Feira | Clima organizacional,Formação profissional | As constantes e inevitáveis mudanças a que as organizações estão sujeitas motivam a necessidade de estudar o “seu” clima organizacional. Constitui um instrumento fundamental e acessível à Gestão de Recursos Humanos. Pela análise do clima organizacional, as organizações públicas ou privadas podem aferir o ambiente de contexto de trabalho, vivenciado pelos seus colaboradores atendendo a diversas variáveis, como sejam: a formação profissional, a liderança, a comunicação, identidade organizacional e motivação. E dessa forma procurar encontrar medidas de melhoria da qualidade e bem-estar laboral. Neste contexto, surge este estudo de caso do Município de Santa Maria da Feira, motivado pela necessidade de conhecer as relações existentes entre o clima organizacional e a formação profissional, enquanto área de aquisição e enriquecimento de conhecimentos e competências. Como metodologia, foi utilizado um inquérito por questionário elaborado pela autora do presente estudo, o qual tem um carácter quantitativo e transversal a diferentes matérias e cujos objectivos fundamentais são: a) Analisar as relações dos factores individuais (género, habilitações literárias) na percepção do clima organizacional; b) Analisar as relações das variáveis sócio-profissionais na percepção do clima organizacional; c) relacionar a formação profissional com o clima organizacional; d) verificar se as variáveis aferidas no questionário como a liderança, comunicação e identidade organizacional influenciam o clima organizacional; e) Identificar os principais factores de motivação e satisfação versus desmotivação e insatisfação. Os dados obtidos a partir de amostra de 295 trabalhadores (56.3% do sexo feminino e 43.7% do sexo masculino) do referido Município permitiram concluir que as variáveis demográficas e sócio-profissionais afectam a percepção do clima organizacional. Destaca-se o facto do género feminino pontuar mais em todas as medidas das variáveis em estudo. Existem diferenças significativas entre os trabalhadores com contrato por tempo indeterminado e aqueles que possuem um contrato de trabalho a termo. São os trabalhadores vinculados a contrato a termo que Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação – Universidade de Coimbra A Influência da Formação Profissional no Clima Organizacional: O caso do Município de Santa Maria da Feira. iv atribuem maior pontuação às medidas analisadas em todas variáveis. Constatou-se ainda que a participação em acções de formação profissional é importante para a percepção do clima organizacional. Relativamente ao que motiva para trabalhar nesta organização pública em análise, destacam-se substancialmente os factores – Gostar do que faz e a Estabilidade/Segurança no Emprego. O presente estudo culmina com a apresentação de um conjunto de reflexões e da indicação de estratégias a desenvolver, as quais poderão ser objecto de estudo em futuras investigações. | Ciências Sociais |
12,743 | Percepção de factores de risco e de protecção ao desenvolvimento infantil:a questão da resiliência educacional | Resilência (psicologia),Desenvolvimento da criança, factores de risco | O presente estudo incide sobre a questão da resiliência psicológica em contexto escolar e, mais especificamente, as percepções que os educadores têm sobre os factores de risco e de protecção ao desenvolvimento infantil, que poderão conduzir à resiliência educacional. O objectivo foi analisar a percepção que os educadores têm dos diferentes factores, bem como verificar se existe correspondência entre as suas percepções e a prática educativa; ou seja, se os agentes educativos podem funcionar como promotores de resiliência educativa através da sua prática. Como tal, avaliaram-se também os diferentes tipos de práticas implementadas e valorizadas pelos educadores de infância, tendo-se procurado analisar possíveis diferenças em função de variáveis como idade do educador, vínculo laboral, local de ensino (público, privado, IPSS) e zona de trabalho (rural ou urbana). No estudo empírico utilizaram-se dois instrumentos concebidos para o efeito, além de uma “Ficha de Dados Sócio-demográficos”: o “Questionário de Caracterização de Práticas Educativas” (QCPE) e o “Questionário de Percepção de Factores de Risco e de Protecção ao Desenvolvimento Infantil” (QPFRPDI). Os sujeitos da amostra foram 139 educadores de infância, com idades compreendidas entre os 22 e os 56 anos de idade, de diversas instituições da zona centro do país. Os resultados obtidos sugerem que os educadores percepcionam, de uma forma geral, os factores de risco e de protecção ao desenvolvimento infantil, não tendo sobressaído diferenças significativas em função das variáveis em estudo. No que respeita às dimensões da prática educativa, verificou-se que existem práticas mais utilizadas, como o “Planeamento de Actividades” e outras menos utilizadas como aquelas relacionadas com a “Participação dos Pais”. São evidentes diferenças significativas na adopção de algumas práticas educativas, em função do tipo de vínculo de trabalho, da idade dos educadores e do local de trabalho. Relativamente à associação entre a percepção dos factores de risco e de protecção ao desenvolvimento e as práticas educativas, podemos dizer que não se verificaram associações entre elas, com excepção para a prática “Participação dos Pais” e o factor “Características da Comunidade”. Ou seja, parece ser evidente, na amostra estudada, uma discrepância entre as concepções e as práticas dos educadores. | Ciências Sociais |
12,744 | Depois da rua: Dimensões sociais gerais da vinculação adulta na população | Sem-abrigo,Vinculação,Inserção social | A presente investigação pretende ser um contributo para a compreensão da mais valia que a integração em comunidade de inserção pode ser para a população sem abrigo. Especificamente pretendemos estudar a mudança ocorrida a nível das dimensões sociais gerais ligadas à vinculação adulta e aos padrões de vinculação ansiosa e evitante. A amostra deste estudo é constituída por 30 sujeitos de ambos os sexos, 33,3% do sexo feminino e 66,7% do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 26 e os 55 anos, sendo a média de 39 anos. A amostra subdivide-se em 15 indivíduos do grupo alvo (sem abrigo) e 15 indivíduos do grupo de referência (indivíduos integrados em termos laborais e habitacionais). Relativamente ao grau de escolaridade, 66,7% da amostra situa-se abaixo do 6º ano de escolaridade. No tocante ao estado civil do grupo alvo, 60% dos indivíduos são solteiros e 40% divorciados. Relativamente à raça, 80% da amostra é caucasiana e 20% de origem africana. Os participantes no estudo foram avaliados individualmente pelo autor do presente trabalho, através de um questionário de auto resposta Attachment Style Questionnaire (ASQ), que visa a avaliação da vinculação adulta nas seguintes dimensões: níveis de confiança; desconforto relativamente à proximidade; relacionamento como factor secundário; necessidade de reforço/aprovação e preocupação com os relacionamentos. Permite igualmente criar valores relativamente à vinculação ansiosa e evitante. No nosso estudo, no primeiro momento de avaliação (à data de entrada na estrutura), os resultados sugerem que os valores médios da vinculação evitante e ansiosa, no grupo alvo, são elevados e os valores da sub escala confiança são baixos. Constatamos igualmente a existência, no primeiro momento de avaliação, de valores médios elevados nas dimensões sociais: desconforto com a proximidade, preocupação com as relações e necessidade de reforço/aprovação. Os altos níveis de preocupação com as relações e de desconforto com a proximidade poderão ser indicadores de um conflito com o qual o grupo alvo se depara: demonstram não ter segurança nas suas capacidades para serem independentes, evidenciando, xx igualmente, não confiar nos outros. Assim, quer o afastamento, quer a proximidade do outro são fonte de angústia. Após doze meses de integração na CINO os resultados indicam um aumento significativo nos níveis de confiança e apresentam uma redução estatisticamente significativa nos valores das seguintes dimensões gerais associadas à vinculação adulta: preocupação com as relações, relacionamento como factor secundário e desconforto com a proximidade. No entanto, embora se verifique uma melhoria significativa nas dimensões sociais gerais ligadas à vinculação adulta, os padrões de vinculação evitante e ansiosa não registam alterações. Waal e Rönnlund (2007) defendem que altos valores na sub escala confiança se relacionam de forma significativa com a vinculação segura. Por sua vez, Mikulincer e Florian (1995), entendem que a vinculação segura funciona como um recurso interno para lidar com situações adversas. Assim, os sem abrigo participantes no estudo, no segundo momento de avaliação, denotam ter criado uma confiança básica em si e nos outros, que lhes pode permitir maior tolerância ao sofrimento e activar de forma eficaz a rede de apoio. Os resultados sugerem ainda a probabilidade destes indivíduos se encontrarem mais capazes de ultrapassar situações adversas do que no primeiro momento de avaliação. Finalmente discutem-se em traços gerais as limitações do estudo, suas implicações para a intervenção junto desta população e novas vias de investigação neste domínio. | Ciências Sociais |
12,746 | Diferentes modalidades de avaliação e desempenho de alunos do ensino superior | Avaliação dos alunos, ensino superior,Desempenho dos alunos, ensino superior | Segundo o Assessment Reform Group, a avaliação é uma das ferramentas educativas mais poderosas na promoção de uma aprendizagem efectiva. Contudo, tem de ser utilizada de forma correcta. Não há evidências de que aumentar a quantidade de avaliação melhore a aprendizagem. Pelo contrário, o foco tem de estar em ajudar os professores a usar a avaliação como parte do ensino e da aprendizagem, de modo a que seja possível melhorar o desempenho dos alunos. A importância do feedback tem sido referida em diversos estudos, tendo-se concluído que é o factor que mais diferença faz no desempenho dos alunos, sendo importante para o sucesso académico. Com este estudo mostra-se que a avaliação contínua nem sempre melhora o desempenho dos alunos e que isso apenas aconteceu quando ela foi alterada, nomeadamente através do fornecimento de feedback. Também foi possível verificar que este tipo de avaliação é mais favorável para os alunos que frequentam a unidade curricular pela primeira vez, tendo-se concluído que a utilização destas metodologias deve ser ponderada considerando o perfil dos alunos que têm dificuldade em obter aprovação e os recursos disponíveis. | Ciências Sociais |
12,747 | O acolhimento institucional prolongado de jovens em risco: a experiência passada de institucionalização e o seu significado actual para os sujeitos adultos | Acolhimento institucional,Jovem em risco | Esta investigação analisa as narrativas de jovens – adultos acerca das experiências de institucionalização na sua infância e/ou adolescência e a sua percepção acerca da influência que estas exerceram no seu percurso e condições de vida actuais. Para o efeito, foi constituído um grupo de estudo de quinze indivíduos que viveram em regime de acolhimento institucional prolongado em Lar de Infância e Juventude. Apesar de alguns trabalhos já realizados em Portugal sobre o tema, ainda é escassa a investigação à volta desta problemática, nomeadamente, de pesquisas que assentem nas narrativas dos próprios sujeitos, que se debrucem sobre as percepções e significados que estes atribuem à vivência institucional e à eventual repercussão desta experiência na sua qualidade de vida e bem-estar actual, reforçando assim a necessidade deste estudo. Na abrangente temática do acolhimento institucional, a perspectiva sobre a qualidade de vida e o bem-estar actual de jovens – adultos foi aquela que nos despertou mais interesse. Pensámos que seria um caminho que nos podia ajudar a perceber o significado e o papel que o acolhimento desempenhou nas suas vidas e a identificar outros factores igualmente influentes, relacionados com a experiência de acolhimento prolongado, nomeadamente, aspectos relativos ao próprio indivíduo, aos outros significativos (família de origem, nova família, amigos), à instituição, à escola, ao trabalho e às redes formais de apoio. A investigação seguiu uma metodologia qualitativa, utilizando o modelo de entrevista semiestruturada que decorre da sua adequação ao objecto de estudo. Procurou-se compreender quatro etapas distintas do itinerário de vida dos sujeitos: o período que antecede a institucionalização, o período de institucionalização, o período de transição e o período actual. As respostas às entrevistas foram objecto de análise de conteúdo. Os dados obtidos sugerem que, apesar das fragilidades, constrangimentos e limitações inerentes à experiência de institucionalização, na perspectiva dos sujeitos, esta encerra factores com uma repercussão favorável no seu desenvolvimento pessoal e social, percurso e nas condições de vida actuais. O papel desta resposta social parece assumir influências protectoras ou de risco junto das crianças e jovens, em função de uma diversidade de factores que estão relacionados com as características do próprio indivíduo, da sua família de origem, das condições do acolhimento, das redes de apoio informal, e dos serviços de apoio pós-institucionais, etc. | Ciências Sociais |
12,748 | Estudo de uma escala de auto-avaliação da prática docente: contributos para o desenvolvimento profissional | Auto-avaliação,Avaliação de desempenho, professor | Ao consultarmos a vasta bibliografia existente sobre a avaliação do desempenho docente, constatamos que a mesma faz referência a diferentes modelos, sustentados por dois objectivos centrais: a responsabilização ou prestação de contas e o desenvolvimento profissional, perspectivando, neste caso, a auto-avaliação como um processo através do qual os docentes apoiam e promovem o seu desenvolvimento profissional. É neste último objectivo que centramos toda a nossa atenção e procuramos dar resposta à seguinte questão: Como se pode fazer da auto-avaliação uma estratégia de desenvolvimento profissional? É nossa convicção, e na esteira dos autores referenciados ao longo do nosso estudo, que as escolas podem melhorar o seu desempenho, pelo recurso a um processo integrado de avaliação, onde a avaliação do desempenho dos docentes e a auto-avaliação interna das escolas se cruzam e complementam pois, ambas, possuem a mesma finalidade – garantir o sucesso educativo e a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos. Focalizados neste propósito fizemos a tradução e adaptação da escala de autoavaliação, que integra o livro "Modelo para autoevaluar la prática docente", de Díaz Alcaraz (2007), destinada aos professores do Ensino Básico (1º/2º/3º Ciclos) e, através de um inquérito, questionamos os professores sobre a pertinência e a utilidade da referida escala para a formação de uma cultura auto-avaliativa nas nossas escolas. Embora estejamos cientes de que não existe uma estratégia única que possa proporcionar toda a informação para auto-avaliar o trabalho docente consideramos que esta escala de auto-avaliação é um instrumento que permite concretizar as três funções básicas que a avaliação do desempenho docente deve ter: diagnosticar, dar retorno avaliativo e favorecer o desenvolvimento profissional dos docentes. Desejamos, por isso, que o nosso estudo seja um contributo válido para o aprofundamento do processo de reflexão em torno da auto-avaliação, do seu propósito formativo, constituindo uma verdadeira oportunidade de melhoria do desempenho docente. | Ciências Sociais |
12,749 | Aceitação - rejeição parental percepcionada e ajustamento psicológico e académico da criança | Suporte parental,Sucesso escolar | Através da teoria da “aceitação-rejeição parental” (PARTheory) de Rohner (2004), o nosso principal objectivo foi analisar a relação entre a aceitação (rejeição) parental percepcionada pela criança e o seu ajustamento psicológico e escolar, com especial referência para o impacto da rejeição paterna percepcionada. Para lá do suporte parental, e aceitando que no final da infância “outros significativos” começam a ganhar mais significado na vida da criança, tentámos também perceber se existia alguma relação entre o suporte do(a) professor(a), dos colegas (de sala de aula) e dos amigos e o ajustamento psicológico e rendimento escolar. Numa amostra de 44 crianças com idades a variar entre os 9 e os 11 anos, obtivemos dados que associam a rejeição parental percepcionada com o desajustamento psicológico e escolar, com um impacto mais significativo para a rejeição paterna percepcionada do que para a rejeição materna. Podemos acrescentar que não foi só o suporte parental a ser considerado importante pelas crianças nesta faixa etária, mas também o suporte dado pelo(a) professor(a) e pelos amigos. A percepção destes outros significativos foi também implicada no rendimento escolar das crianças consideradas. | Ciências Sociais |
12,750 | Validação de duas escalas de stresse ocupacional para a Polícia de Segurança Pública | Stress ocupacional,Polícia de Segurança Pública | Tendo em conta a relevância da temática do stresse ocupacional na actualidade, assim como a detecção das suas consequências individuais e organizacional julgámos pertinente adaptar e validar dois instrumentos de avaliação do stresse ocupacional para Polícia de Segurança Pública (doravante designada por PSP). Assim, o objectivo principal desta investigação consistiu na adaptação e validação de duas escalas canadianas, sobre stresse policial na PSP. As escalas originais são de McCreary e Thompson (2006) e avaliam duas grandes categorias de stressores ocupacionais: stressores organizacionais (Organizational Police Stresse Questionnaire – PSQ-Org) e stressores operacionais (Operational Police Stresse Questionnaire – PSQ-Op). Os primeiros dizem respeito a variáveis estruturais organizacionais, enquanto que os stressores operacionais são aqueles que estão intimamente ligados ao exercício da profissão policial. O nosso estudo iniciou-se com a adaptação dos questionários para a língua portuguesa, tendo sido seguidamente aplicada uma metodologia focus group, com Agentes da PSP. A análise exploratória da dimensionalidade do questionário, feita através de uma análise factorial exploratória com recurso ao método de extracção em componentes principais, revelou a bidimensionalidade da escala: stressores organizacionais e stressores operacionais. No que concerne à caracterização e análise descritiva dos processos/dimensões do stresse ocupacional em Agentes da PSP, que também se constituem como objectivos do estudo, pudemos constatar que os valores gerais do questionário foram no sentido de existir uma moderada percepção de stresse ocupacional por parte dos Agentes da PSP. Finalmente, e em termos de diferenças de percepção dos participantes acerca dos níveis de stresse ocupacional, em função de atributos organizacionais, profissionais e variáveis sóciodemográficas foram verificadas diferenças estatisticamente significativas nos variáveis função, nível de criminalidade, anos serviço na PSP e escalão etário. | Ciências Sociais |
12,754 | Maturidade e prontidão para a leitura:estudos de validade com o teste ABC de Lourenço Filho = Maturity and readiness for reading : validation studies with the ABC Lourenço Filho test | Leitura, aprendizagem,Maturidade para a leitura | Analisou-se a maturidade e prontidão para a leitura numa amostra de crianças que iniciavam a sua escolarização numa escola da periferia de Lisboa. Em simultâneo, foi nossa intenção estudar alguns dos principais precursores da aprendizagem da leitura e a validade preditiva de um teste de maturidade para a leitura. Na prossecução desses objectivos, adoptou-se uma metodologia de cariz longitudinal. Num primeiro tempo aplicámos o Teste ABC de Lourenço Filho, as Matrizes Progressivas Coloridas de Raven e um questionário aos professores. Num segundo tempo, após oito meses de ensino da leitura, aplicámos o Teste de Avaliação da Precisão e Fluência de Leitura: O REI (Carvalho, 2007) e um segundo questionário preenchido pelos professores. Os resultados revelam que existe uma relação positiva e estatisticamente significativa tanto entre os resultados do teste ABC alcançados no início do ano lectivo e os resultados do teste O REI no final do ano escolar, como entre os Testes ABC e O REI e as MPCR; existe uma baixa percentagem de alunos (4%) que obteve bons resultados no teste ABC e baixos desempenhos no teste O REI (falsos positivos) e 0,7% dos alunos obtiveram bons resultados no teste O REI, apesar de terem obtido baixos resultados no teste ABC (falsos negativos). | Ciências Sociais |
12,758 | Sabedoria e educação: um estudo com adultos da Universidade Sénior | Idoso, sabedoria,Aprendizagem ao longo da vida | Encarada como um constructo complexo, multidimensional e característico de níveis de desenvolvimento especialmente elevados, a sabedoria, tem sido estudada cientificamente, a partir dos anos oitenta. A investigação nesta área tornou-se particularmente pertinente no contexto do movimento “life span”, que mostrou que a vida adulta tem características evolutivas próprias e relevantes. Nesta perspectiva, na idade adulta e na idade adulta avançada existem perdas e declínios, mas também se verificam ganhos e conquistas, sendo a sabedoria, encarada como um ganho decorrente da idade. Com base na revisão teórica efectuada, e no contexto do Paradigma de Berlim, pretendeu-se estudar as respostas de sabedoria de utentes reformados, de uma universidade sénior, com o objectivo principal de explorar a relação entre as respostas de sabedoria dos seniores e os factores das suas história de vida mais susceptíveis a compreender os níveis de sabedoria manifestados. Estando todos os sujeitos da amostra envolvidos em processos de aprendizagem intencionais, igualmente nos interessou compreender a sua relação com aspectos-chave das histórias de vida, dada a importância que assume na nossa sociedade a educação e a aprendizagem ao longo da vida. Para o efeito, recolhemos os dados através de uma entrevista semi-estruturada e de um dilema de revisão de vida, aplicados a uma amostra de seis sujeitos, com igual repartição pela variável sexo. Todos os sujeitos da amostra apresentaram níveis médios altos de sabedoria (entre o 4+ e o 5+, numa escala de sete valores). A partir da análise das entrevistas, através da técnica de análise de conteúdo, verificou-se que os sujeitos apresentavam os aspectos geralmente indicados como potenciadores da sabedoria, a saber: leque diversificado de experiências, prática de mentor e generatividade. Muito embora os resultados sejam consistentes com a verificação empírica da raridade da sabedoria, eles apontam, por outro lado, para a idade avançada como uma fase de desenvolvimento positivo e reforçam a importância da educação e a aprendizagem acompanharem todo o ciclo de vida. | Ciências Sociais |
12,760 | Contributos da diferenciação pedagógica na iniciação à leitura:perspectivas de docentes do primeiro ciclo do ensino básico | Iniciação à leitura | O presente estudo, de natureza qualitativa, surge no âmbito da Dissertação de Mestrado em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores, no sentido de procurar compreender se haverá contributos de uma diferenciação pedagógica na iniciação à leitura. Entendendo a iniciação à leitura num contexto de escolaridade obrigatória para as crianças que a iniciam e sabendo que cada uma é um ser único com as suas características de aprendizagem, tendo em conta uma abordagem sistémica e ecológica coloca-se a questão sobre se a diferenciação pedagógica poderá “ajudar” os alunos a iniciar a aquisição de competências a nível da leitura com “sucesso”. Assim, a investigação que se apresenta procura aprofundar o conhecimento sobre o conceito de diferenciação pedagógica e da competência da leitura, transversal a outras áreas curriculares, partindo da revisão bibliográfica, para numa outra fase se complementar mediante o contacto com docentes do Primeiro Ciclo do Ensino Básico, do distrito de Coimbra, que se disponibilizaram a participar no estudo empírico colaborando com as suas perspectivas enriquecidas, pelo seu percurso e prática docente. Da revisão bibliográfica e contributo dos professores há pontos que se interligam na procura de estratégias adequadas que possam contribuir para a iniciação à leitura, sabendo que muitos são os factores facilitadores e inibidores a ter em consideração. Do trabalho realizado fica o desejo de continuar a aprofundar ainda mais a temática pois o conceito da diferenciação pedagógica só recentemente tem vindo a ser reflectido e a reflectir-se na prática docente, mostrando sinais de benefícios para os alunos. | Ciências Sociais |
12,761 | Maus-tratos e negligência a pessoas idosas: identificação e caracterização de casos no Serviço de Urgência de um Hospital Central | Maus-tratos ao idoso | Perspectivando o desenvolvimento humano numa abordagem co-extensiva à duração da vida, engloba-se a ocorrência de situações de maus-tratos e negligência como factores que interferem negativamente no crescimento e desenvolvimento da pessoa idosa. O abuso de pessoas idosas afigura-se como uma realidade actual, cuja visibilidade perante a sociedade no geral, e cuidados de saúde em particular, ainda não se encontra muito desenvolvida. Desta forma, procurou-se com esta dissertação realizar um estudo de prevalência e descrição dos factores de risco associados ao fenómeno dos maus-tratos e negligência na pessoa idosa. Com este objectivo, aplicaram-se questionários que integram colheita de dados sociodemográficos, instrumento de avaliação de indicadores de abuso autoreportados (QEEA) de Carney, Kahan e Paris (2003) adaptado por Ferreira-Alves e Sousa (2005), avaliação da atitude face ao abuso e avaliação da depressão através da GDS 15 de Brink e Yesavage (1982 in Andrade, 2007) adaptada por Andrade (2007). A amostra integra 75 indivíduos utentes do Serviço de Urgência de um Hospital Central, com uma média de idades de 78 anos. O número de indicadores de maus-tratos auto-reportados oscilou entre 0 e 10. Salienta-se que 86.7% dos sujeitos apresentaram pelo menos um indicador, sendo que a maioria dos inquiridos apresenta um indicador (21.3%). A negligência (81.5%) e o abuso emocional (75.4%) foram as tipologias mais referidas. A maior parte das pessoas idosas da amostra assume uma atitude de passividade perante a situação. Relativamente aos factores de risco, verificam-se relações entre a ocorrência de abuso e o género feminino, a presença de depressão, viver sozinho e apresentar uma percepção negativa da suficiência dos meios de subsistência. Os resultados advogam a necessidade de aplicar medidas de avaliação e despiste do abuso de pessoas idosas, tal como ampliar a avaliação dos factores de risco, como forma de impulsionar a compreensão do problema, sendo que os serviços de saúde constituem-se como um campo privilegiado para a implementação de rotinas de avaliação. Será através do conhecimento da realidade das pessoas idosas que se poderão tomar medidas baseadas essencialmente na promoção do respeito pelo adulto idoso, e que abarquem acções de prevenção e intervenção no abuso, multidisciplinares e concertadas para promover o seu bemestar e desenvolvimento. | Ciências Sociais |
12,762 | Estratégias de motivação educacional: orientações para o ensino e aprendizagem | Motivação para a aprendizagem | O presente trabalho aborda a motivação na aprendizagem e suas implicações no contexto de educação formal. Após a caracterização deste processo assente na análise de diversas teorias, delineámos um conjunto de estratégias de motivação a que o professor pode recorrer em contexto de sala de aula | Ciências Sociais |
12,763 | O Perfil dos utilizadores de videojogos: Um estudo na Universidade de Coimbra | Videojogos | Os videojogos estão cada vez mais presentes no cotidiano não só de crianças e adolescentes, mas também dos jovens adultos. Por esta razão, este tema vem suscitando diversas pesquisas, sejam estas na área de desenvolvimento de jogos ou no âmbito das ciências humanas. É nesta última que este trabalho pretende contribuir através da construção de um perfil dos jovens adultos utilizadores de videojogos da Universidade de Coimbra. Para tanto, foi elaborado um questionário, particularmente para o estudo. O questionário consta de 35 questões divididas da seguinte maneira: identificação do jovem adulto, hábitos de jogos, as preferências nos jogos, afetividade, motivação, benefícios que os videojogos oferecem e o autoconceito dos jogadores. O questionário foi aplicado aos alunos dos primeiro e segundo anos de 16 diferentes cursos da Universidade de Coimbra. Foram aplicados 689 questionários, dos quais 673 foram efetivamente utilizados na pesquisa. Nas análises dos resultados, foram encontrados 63,3% dos sujeitos que afirmaram jogar videojogos, tendo o desafio e a diversão como maiores motivações para o jogo. Os benefícios cognitivos foram salientados como sendo as maiores contribuições dos videojogos. Estes resultados são alguns dos encontrados na descrição do perfil dos utilizadores de videojogos nesse trabalho. | Ciências Sociais |
12,764 | Estudo das relações entre a esperança vocacional, os padrões adaptativos de aprendizagem e a auto-estima num grupo de adolescentes | Auto-estima, adolescente,Aprendizagem, adolescente | Com este trabalho questionou-se o desenvolvimento do adolescente ao nível da organização da sua emancipação, com base na optimização dos recursos a nível cognitivo- motivacional e vocacional. De acordo com investigações já realizadas, o adolescente desenvolve a resiliência, que lhe permite produzir um resultado positivo ou reduzir ou evitar um negativo, quando vivencia uma situação de risco. A resiliência permite-lhe fixar-se na compreensão de um desenvolvimento saudável, apesar da exposição ao risco. A auto-estima é considerada como um dos promotores da resiliência. Assim, pretendeu-se estudar a relação entre os Padrões Adaptativos de Aprendizagem (componente cognitiva-motivacional), a Esperança Vocacional (componente vocacional) e a Auto-estima. Foi desenvolvido um estudo empírico com um grupo de 232 adolescentes que frequentavam o 10º/11ºano de uma Escola Secundária. Não foi identificada a existência de uma relação entre os Padrões Adaptativos de Aprendizagem, a nível global, e a Auto-Estima. Constatou-se, sim, uma relação entre a auto-eficácia, um dos elementos dos Padrões Adaptativos de Aprendizagem, e a autoestima. Comprovou-se a existência de uma relação entre a Esperança Vocacional e a Auto-estima, o que está de acordo as hipóteses, por nós, formuladas | Ciências Sociais |
12,765 | Crenças parentais sobre a punição física e a identificação dos problemas comportamentais e de adaptação psicossocial das crianças em idade pré-escolar | Punição, criança,Problemas de comportamento, criança | Na presente investigação elegemos o estudo das crenças parentais relativamente ao uso da punição física enquanto estratégia disciplinar, e o estudo dos problemas comportamentais e das dimensões de adaptação psicossocial da criança em idade pré-escolar. A amostra era composta por 227 crianças, que frequentavam o último ano do ensino pré-escolar, público e privado, do concelho de Ourém. Aos pais e aos educadores foi solicitada a colaboração no preenchimento dos questionários. As hipóteses em estudo foram confirmadas na nossa amostra. Verificamos que um baixo nível socioeconómico estava associado a uma maior aceitação e legitimação da punição física. Os pais com maior grau de tolerância, relativamente ao uso da punição física, tendiam a identificar um maior número de problemas nos filhos. Ainda sobre os problemas comportamentais, os pais identificaram mais problemas, comparativamente aos educadores (evidência sem comprovação estatística) e foram observadas diferenças em função do género, sendo que os rapazes obtiveram uma pontuação mais elevada do que as raparigas em termos de problemas comportamentais. Finalmente, constatamos que as crianças apresentavam um perfil de adaptação pró-social e que o factor ordem de nascimento não interferia na sua adaptação psicossocial, à excepção da dimensão isolamento, na qual as crianças com irmãos revelavam maior isolamento do que as crianças filhas únicas. | Ciências Sociais |
12,766 | Os desafios do professor no século XXI: as suas competências profissionais no cumprimento da mento da missão da escola | Professor, Portugal,Professor, competência | As transformações que se sucederam nas últimas quatro décadas na sociedade portuguesa são por demais evidentes. Ninguém fica alheio às mudanças que ocorreram na economia, na tecnologia, nas diferentes formas de comunicação, nas novas formas de expressão cultural nas relações comerciais e laborais e até nas próprias relações interpessoais. Integrado nesta sociedade em convulsão, também o sistema educativo tem necessariamente uma nova configuração, sendo o ensino de elite substituído por um ensino de massas. Os tempos áureos da escola em que a instituição, por si só, era o garante da promoção de sucesso futuro e de uma ascensão imediata de status social são já uma ideia longínqua. O descrédito e desconfiança a que foi votada a escola nos últimos tempos provocaram a instalação de um mal-estar e o desencanto dos professores. Se trazer todos à escola foi talvez a maior conquista do ensino no século XX, obter um ensino de qualidade para todos, atendendo às especificidades de cada um, será o grande desafio no século XXI. Os novos reptos colocados aos professores impõem uma reflexão que problematize e defina outros rumos, na emergência de uma nova atitude pessoal e institucional face à profissão. A pertinência da investigação do conhecimento das competências necessárias ao exercício da profissão e da percepção que os professores têm sobre as competências dos seus pares, levou-nos à opção da temática. O trabalho, com forte suporte no referencial de competências de Perrenoud (2000), inclui reflexões de muitos outros investigadores e uma análise da legislação portuguesa. Na parte empírica do trabalho foi feito um estudo exploratório num agrupamento de escolas, com a realização de questionários e entrevistas aos professores. Concluímos que existem algumas diferenças significativas de percepção com base nas características dos professores (departamento, nível de ensino e sexo) e que os professores têm uma percepção global timidamente positiva em relação às competências dos seus pares, existindo mesmo uma valoração negativa da competência para trabalhar em equipa. A assinalar também que os professores reconhecem a ineficiência da formação inicial e as dificuldades que os pares têm na inclusão de alunos com necessidades educativas especiais e com culturas diferentes. Os professores têm ainda a percepção que os seus pares valorizam mais as competências pedagógicas e relacionais do que as competências científicas. | Ciências Sociais |
12,768 | A planificação do ensino:análise de planificações do 1º ciclo do ensino básico | Planificação, ensino | A planificação de carácter pré-activo do processo de ensino-aprendizagem constitui uma tarefa central no quadro da docência. Ancorada que deve estar nas orientações curriculares e programáticas vigentes, tal tarefa não dispensa informação científica actualizada. Longe de se pautar, no presente, pela convergência teórica, esta informação permite tomar rumos decisionais vários no que respeita às componentes a incluir nas planificações a longo, a médio e a curto prazo, bem como às características que lhes imprimem identidade. No trabalho empreendido analisam-se planificações a médio prazo realizadas, em contexto colegial, por professores 1.º Ciclo do Ensino Básico, os quais, nessa medida, incluem as áreas de Língua Portuguesa, Matemática e Estudo do Meio. Trata-se de uma análise que incide nas suas componentes e características, sendo que em relação a este último aspecto se considerou relevante recorrer à perspectiva de Robert Gagné, para, com detalhe, se observar a definição de objectivos e as opções metodológicas. | Ciências Sociais |
12,770 | Avaliação da negligência parental: estudo exploratório com o MNBS-PR | Crianças maltratadas,Violência familiar | A infância constitui uma etapa desenvolvimental com especificidades que nem sempre são atendidas. A negligência infantil assume-se como uma problemática com elevados níveis de prevalência e com consequências nefastas de largo espectro. A complexidade de que se reveste a negligência apela à construção de instrumentos de avaliação que promovam quer a investigação quer a intervenção. Dada a escassez de instrumentos de avaliação específicos neste domínio, este estudo procura explorar o Multidimensional Neglectful Behavior Scale-Parent Report (MNBS-PR, Kaufman Kantor & Straus, 2004) como potencial instrumento de avaliação da negligência para a população portuguesa. Numa vertente mais qualitativa, o MNBS-PR foi analisado por técnicos e pais da população geral. Posteriormente, foi preenchido por 37 técnicos e 37 pais de famílias de risco. Os resultados evidenciam que este instrumento possui bons índices de consistência interna (excepto para a sub-escala de supervisão), apresentando-se como uma proposta promissora na detecção de comportamentos negligentes. São os técnicos quem reporta mais comportamentos negligentes na avaliação do mesmo agregado familiar, ainda que a percepção que os pais têm da existência de comportamentos negligentes aponte na mesma direcção dos técnicos. Ambos os grupos valorizam a dimensão emocional/cognitiva na identificação de comportamentos negligentes. A exploração de algumas variáveis sócio-demográficas revelou a existência de diferenças estatisticamente significativas apenas para as variáveis sexo e idade da criança, escolaridade e problemas aditivos dos pais. Os resultados das sub-escalas emocional/cognitiva e física são os que mais se associam entre uma primeira avaliação global e os resultados obtidos, pelos técnicos, no MNBS-PR. As limitações metodológicas deste estudo sublinham a necessidade de dar continuidade ao estudo deste instrumento. | Ciências Sociais |
12,771 | Percepções, sentimentos e receios de famílias de crianças com deficiência: Um estudo de casos múltiplos | Criança deficiente,Educação especial | A comunicação à família da deficiência de uma criança, ao desencadear um choque emocional profundo, é automaticamente acompanhada por sentimentos de incredulidade, recusa, angústia e grande tristeza. A dinâmica familiar sofre mudanças diversas, em virtude das adversidades que a deficiência impõe e que a sociedade desconhece ou não quer reconhecer. Com a realização deste estudo, é nosso propósito compreender os sentimentos, as vivências, as necessidades, as estratégias de adaptação, a capacidade de resiliência e as preocupações da família, perante a deficiência da sua criança, bem como conhecer algumas das respostas da sociedade, nas distintas áreas que contemplam o apoio à família, neste contexto. Para tal, suportámo-nos numa metodologia de base qualitativa, realizando um estudo de casos múltiplos e seleccionando como técnica de recolha de dados a entrevista semi-estruturada, que aplicámos a quatro casos (um com pai e mãe e os restantes apenas com mães) de famílias com um/a filho/a com deficiência. Após a realização das entrevistas e sua transcrição, procedemos à sua análise e interpretação, através da técnica de Análise de Conteúdo. Pela compreensão dos resultados obtidos, de uma forma muito sucinta, pudemos concluir que as famílias que vivem a deficiência de um/a filho/a experimentam sentimentos de revolta, angústia, tristeza e pouca esperança, com especial destaque no anúncio da deficiência, onde imperam nos relatos ouvidos a falta de sensibilidade e o pouco profissionalismo da parte dos profissionais de saúde. As famílias entrevistadas não se encontram totalmente satisfeitas com a rede de apoio prestado, embora os nossos resultados a este respeito nem sempre se tenham mostrado consensuais. Os medos das famílias em relação ao futuro são comuns e relacionam-se com a salvaguarda da existência de alguém ou algum meio de cuidar do/a filho/a, quando já não estiverem fisicamente presentes na vida dele/a, bem como com a sua autonomia e saúde. | Ciências Sociais |
12,772 | Coping e qualidade de vida familiares percepcionadas por adolescentes com fenilcetonúria: um estudo exploratório | Fenilcetonúria, adolescente,Estratégias de coping,Qualidade de vida | O presente estudo analisa a percepção dos mecanismos de coping e da qualidade de vida familiares em dois grupos distintos de adolescentes: com doença crónica (Fenilcetonúria) e sem doença crónica (recolhidos da população geral). Foi, igualmente, analisado o efeito de variáveis moderadoras: sócio-demográficas e da doença/doente. Todos os adolescentes preencheram três instrumentos: demográfico, a Escalas de avaliação pessoal orientadas para a crise em família (F-COPES) e Qualidade de Vida (Formulário para adolescentes), sendo que os adolescentes com Fenilcetonúria preencheram, além destes, um questionário, criado por nós, relativo à sua doença. A amostra clínica é constituída por 22 adolescentes (com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos) e o grupo de comparação (sem doença crónica) por 31, também com idades compreendidas entre 12 e 18 anos. Os resultados mostram que o grupo clínico não se diferencia estatisticamente do grupo de comparação no que respeita à percepção de qualidade de vida total, no entanto, pontuam de forma mais elevada em Família alargada e Vizinhança e comunidade; relativamente aos mecanismos de coping familiares, apenas se notou diferença ao nível da Mobilização de apoio formal, com os jovens com Fenilcetonúria a pontuarem mais. Dentro do grupo clínico, as variáveis da doença/doente revelaram-se significativas sendo notadas algumas diferenças nas duas escalas. Contudo, o reduzido N não nos permite retirar conclusões generalizáveis, sendo benéfico futuramente realizar um estudo em maior dimensão. Este trabalho poderá constituir-se como um ponto de partida para futuros estudos, devido à análise das variáveis da doença em consideração e a sua influência nos resultados. | Ciências Sociais |
12,774 | Percepção de stress e coping familiares por pais de crianças e jovens com doença crónica: um estudo exploratório | Doença crónica, adolescente,Doença crónica, criança,Stress,Estratégias de coping | O presente estudo tem como objectivo avaliar a percepção de stress e coping familiares por pais de crianças e jovens com doença crónica, estabelecendo uma comparação entre estes e alguns pais da população geral, de modo a averiguar a eventual existência de diferenças estatisticamente significativas. O estudo baseia-se numa amostra constituída por 60 sujeitos (30 em cada sub-amostra), sendo que os instrumentos utilizados para a recolha de informação foram o FILE (Inventário Familiar de Acontecimentos e Mudanças de Vida) e o F-COPES (Escalas de Avaliação Pessoal Orientadas para a Crise em Família), auxiliados por um Questionário demográfico. Os resultados mostram que os dois grupos não se diferenciam significativamente na forma como percepcionam o stress e coping familiares. Num segundo momento foi testada a influência de variáveis sócio-demográficas, familiares e relativas à doença na variabilidade dos resultados. Este estudo tem como implicações promover a discussão sobre a doença crónica no seio da família e poderá ser um importante ponto de partida para futuras investigações. | Ciências Sociais |
12,776 | Ideação suicidária na toxicodependência | Toxicodependente,Suicídio | A toxicodependência está identificada como um dos factores de risco para o suicídio. O presente projecto de investigação teve por base uma amostra de 30 toxicodependentes, utentes da Equipa de Tratamento de Coimbra, apresentando como objectivo essencial estudar a prevalência da ideação suicidária na toxicodependência. Pretendeu-se verificar, de entre um grupo de variáveis, aquelas em que existe maior nível de ideação suicida. As variáveis a investigar foram as seguintes: idade, sexo, estado civil, constituição do agregado familiar, grau de escolaridade, situação profissional e económica, tempo de consumo, tipo de consumo, recaídas, tratamento farmacológico (metadona ou subutex/suboxone), experiência prévia de tratamento para o consumo de droga, diagnóstico de Hepatite B ou C, tentativa prévia de suicídio, história de overdose e, por fim, história de abuso (físico, emocional ou sexual). Neste sentido, utilizou-se o Questionário de Ideação Suicida para avaliar a ideação suicida na amostra de toxicodependentes, por forma a comparar as respectivas pontuações para cada variável, enquanto que estas foram investigadas tendo por base um guião de entrevista. Para a análise dos resultados optou-se pela utilização de um estudo causal-comparativo, tendo-se recorrido a testes de hipóteses para diferenças de médias e ao teste de Mann-Whitney. De entre as variáveis escolhidas, apenas as dimensões “situação económica baixa”, “tentativa prévia de suicídio” e “história de overdose” apresentaram diferenças significativas ao nível de significância de 0.05. | Ciências Sociais |
12,778 | Test of memory malingering (TOMM): estudos de validação em adultos idosos com declínio cognitivo ligeiro | Simulação de doença,Neuropsicologia,Idoso | Tendo como base teórica a teoria da “aceitação-rejeição parental” (PARTheory) de Rohner (2004), a presente investigação procurou analisar a relação entre o rendimento escolar, a aceitação / rejeição parental percepcionada e o ajustamento psicológico dos pré-adolescentes. A amostra é constituída por 81 sujeitos com idades compreendidas entre os 9 e os 13 anos de idade, a frequentar o 5.º e 6.º ano de escolaridade da Escola Básica do 2º e 3º Ciclo de S. Silvestre, durante o ano lectivo 2009/2010. Foram administradas três escalas em processo de adaptação para a população portuguesa: as escalas Percepção da Atitude do Pai (PAP) e Percepção da Atitude da Mãe (PAM) (versões portuguesas da Child – PARQ – Father/Mother de Rohner, 2005 - Franco-Borges & Vaz-Rebelo, 2009a,b) e o Questionário da Avaliação da Personalidade (QAP) (versão portuguesa da Child – PAQ de Rohner 2004 - Franco-Borges & Vaz-Rebelo, 2009c). Os dados obtidos suportam a relação entre a percepção da rejeição materna e paterna e o desajustamento psicológico. No entanto, não se verificou uma relação estatisticamente significativa entre o rendimento escolar e o desajustamento psicológico, nem entre o rendimento escolar e a rejeição parental. | Ciências Sociais |
12,779 | Fluência verbal semântica e fonémica: estudos psicométricos e normativos numa amostra de adultos idosos saudáveis | Fluência verbal, idoso | A presente investigação tem como objectivo o desenvolvimento de estudos de natureza psicométrica e normativa no âmbito da Fluência Verbal Semântica e Fonémica, numa amostra de adultos idosos saudáveis. A amostra é constituída por 200 adultos idosos, voluntários, sem queixas cognitivas, com idades compreendidas entre os 60 e os 79 anos, escolarizados (1 a 3 anos e 4 ou mais anos de escolaridade), provenientes da comunidade e de Centros de Dia no distrito da Guarda. Esta amostra respondeu a várias tarefas de Fluência Verbal Semântica (categorias: “animais”, “alimentos que podemos comprar no supermercado”, “acções e actividades/coisas que as pessoas fazem” e “coisas que podemos ver na rua”) e Fluência Verbal Fonémica (letras “P, M e R”), em ensaios de 1 minuto para cada tarefa. As variáveis sócio-demográficas com um efeito significativo nos desempenhos na Fluência Verbal Semântica são o nível sócio-económico, a idade e o contexto social. Nos resultados da Fluência Verbal Fonémica destaca-se a influência do nível sócio-económico e da idade. Os sujeitos produzem mais palavras na Fluência Verbal Semântica (r=.92; p<0.01), em comparação com a Fluência Verbal Fonémica (r=.83; p<0.01). No entanto, o desempenho na Fluência Verbal Semântica apenas é superior à Fluência Verbal Fonémica para as categorias familiares, verificando-se um efeito da familiaridade das categorias semânticas nos resultados. Os sujeitos cometem mais erros por perseveração e recorrem com maior frequência às alternâncias como estratégias de busca e organização cognitiva. A correlação entre as duas tarefas de Fluência Verbal é positiva e estatisticamente significativa (r=.66; p<0.01). A consistência interna (alfa de Cronbach) é aceitável para a Fluência Verbal Semântica (.74) e elevada para a Fluência Verbal Fonémica (.87). Os valores de estabilidade temporal teste-reteste são baixos (r=.44; p=0.05), com melhores resultados na segunda aplicação para todos os ensaios de Fluência Verbal | Ciências Sociais |
12,780 | Estratégias de coping e qualidade de vida na adolescência: um estudo exploratório | Adolescência,Coping,Qualidade de vida | O presente estudo analisa a relação existente entre a utilização das estratégias de coping e a percepção da qualidade de vida, entre os adolescentes. Foi ainda analisado o efeito das variáveis sócio-demográficas género, idade, local de residência, nível sócio-económico e habilitações literárias na forma como os adolescentes utilizam as várias estratégias de coping e percepcionam a sua qualidade de vida. A amostra é constituída por 40 sujeitos, com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos; todos os sujeitos preencheram dois questionários, o Family Crises Oriented Personal Evaluation Scales (F-COPES) e o Quality of Life (QOL). Os resultados mostraram que: (a) existe uma relação positiva entre a utilização das estratégias de coping e a percepção da qualidade de vida, entre os adolescentes; (b) a utilização das estratégias de coping é influenciada pelas variáveis género (na sub-escala avaliação passiva) e nível sócio-económico (na escala total e na sub-escala suporte espiritual); (c) e a percepção da qualidade de vida é influenciada pelas variáveis idade (na escala total e na sub-escala saúde), nível sócio-económico (nas sub-escalas saúde, lar, religião e vizinhança e comunidade) e local de residência (na sub-escala mass media). | Ciências Sociais |
12,782 | Luto parental: qualidade de vida, stress e coping face à crise: um estudo exploratório | Luto,Parentalidade,Coping familiares,Stress,Qualidade de vida familiar | O presente estudo pretendeu analisar a existência de eventuais diferenças entre pais a quem tenha falecido um filho e pais que nunca tenham passado por este tipo de luto, no que diz respeito à sua percepção da qualidade de vida, stress e coping familiares. Neste sentido, procedeu-se à comparação de duas sub-amostras (pais enlutados/pais não enlutados), equivalentes em género e idade. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas ao nível da qualidade de vida familiar percepcionada, (tal como avaliada pelo QDV, na sua totalidade e em algumas das suas dimensões) e no stress familiar percebido (avaliado pelo FILE, enquanto escala total). Relativamente às estratégias preferenciais de coping, foram encontradas diferenças apenas numa das sub-escalas do F-COPES. Num segundo momento, foram testadas eventuais correlações de variáveis sócio-demográficas, familiares e relativas ao processo de luto na variabilidade dos resultados | Ciências Sociais |
12,784 | A percepção da qualidade de vida, estratégias de coping e stress em famílias com crianças e adolescentes sobredotados: um estudo exploratório | Coping familiar,Percepção,Sobredotação,Famílias,Stress familiar,Qualidade de vida familiar | o presente projecto de investigação tem como objectivos o estudo da qualidade de vida, estratégias de coping e o stress em famílias com crianças e jovens sobredotados, estabelecendo uma comparação entre estas famílias e algumas famílias da população geral, de modo a averiguar a existência ou não de diferenças estatisticamente significativas. Os instrumentos utilizados neste estudo e que nos permitiram estudar as variáveis desejadas foram o FILE, o F-COPES e o QDV, auxiliados por um Questionário demográfico e uma Ficha de dados complementares. Neste sentido, procedeu-se à comparação destas duas sub-amostras, equivalentes em género, idade e etapa do ciclo vital da família. Os resultados encontrados não revelaram qualquer diferença estatisticamente significativa na forma como ambas as amostras percepcionam o stress, o coping e a qualidade de vida familiares. Num segundo momento foi testada a influência de algumas possíveis variáveis mediadoras na percepção das mesmas variáveis dependentes (coping, stress e qualidade de vida familiares). Como implicações do nosso estudo, temos o “abrir caminho” para que mais estudos sejam realizados nesta área e também a contribuição para que novas reflexões se façam e mais conhecimento se alcance no que diz respeito ao tema aqui estudado. | Ciências Sociais |
12,785 | Estudo de Validação do Inventário Familiar de Acontecimentos e Mudanças de Vida (FILE) numa amostra de população geral portuguesa | Stress familiar,Família | O presente estudo descreve a aplicação da versão portuguesa do Family Inventory of Life Events and Changes (FILE) numa amostra da população portuguesa. Foram estudadas as qualidades psicométricas do inventário, através do coeficiente alpha de Cronbach, para avaliação da consistência interna dos itens que a compõem, e da análise factorial, para determinar a reprodutibilidade da estrutura factorial original. De acordo com os resultados obtidos, trata-se de uma escala com uma boa consistência interna, no entanto, tal como no estudo realizado pelos autores da escala na versão original, possui uma estrutura factorial frágil, pelo que é recomendado o seu uso apenas ao nível de escala global. | Ciências Sociais |
12,787 | Comportamentos de liderança e a gestão de situações conflituais | Liderança,Gestão de Conflitos,Consideração,Conflito | Os conflitos são parte integrante e inevitável da vida organizacional e da vida dos grupos e equipas de trabalho que dela fazem parte. Um dos papéis relevantes assumidos pelos líderes (formais), em contexto organizacional, é a gestão das situações conflituais. Procurámos ancorar o presente estudo na concepção e tipologia de estilos de liderança proposta pela escola de Ohio, a qual compreende as diversas combinações resultantes das dimensões Consideração e Estrutura, bem como no modelo de gestão de conflitos de Rahim e Bonoma (1979), que defende a existência de cinco estratégias de gestão de conflitos: Integração, Competição, Acomodação, Evitamento e Compromisso. Com base na percepção dos subordinados, o presente estudo visa analisar em que medida os diversos estilos de liderança diferem significativamente quanto à frequência de utilização das diferentes estratégias de gestão de conflitos. Na prossecução deste objectivo, recorremos à escala LBDQ – Forma XII (Leader Behavior Descriptive Questionnaire – Form XII) com o intuito de medir os comportamentos de liderança, e à ROCI II – Forma Individual (Rahim Organizational Conflict Inventory - II), a fim de aceder aos estilos de gestão de conflitos interpessoais. A amostra foi constituída por 149 sujeitos, pertencentes a três departamentos da produção de uma empresa do sector industrial. Os resultados obtidos permitiram concluir que os diferentes estilos de liderança estudados diferem, de forma estatisticamente significativa, somente no que diz respeito à estratégia de Integração. Os resultados são defendidos e interpretados com base nas percepções dos subordinados relativamente ao maior ou menor controlo que o líder exerce sobre os mesmos. | Ciências Sociais |
12,788 | Representações sociais sobre a violência conjugal: estudo exploratório com uma amostra de profissionais da CPCJ | Violência conjugal,Representações sociais | A violência na relação conjugal não é um fenómeno recente. No entanto, só se constituiu como um problema social específico a partir da década de 60. Desde então, a violência exercida contra as mulheres no contexto das relações íntimas tem sido objecto de uma crescente atenção social e científica. Em Portugal, a partir do início da década de 90, começouse a verificar uma maior consciencialização sobre a gravidade e dimensão do problema da violência conjugal. Para tal contribuíram um conjunto de profissionais provenientes de campos disciplinares distintos e, em grande parte, o movimento feminista. O número de casos de violência conjugal tem aumentado nos últimos anos, tornando-se num verdadeiro problema de saúde pública. A problemática das crianças expostas à violência interparental tem também merecido atenção por parte dos estudiosos, uma vez que é do conhecimento de todos que a observação ao conflito interparental pode levar ao desenvolvimento de problemas nos vários domínios de desenvolvimento. Os profissionais chamados a intervir podem possuir, como qualquer indivíduo, representações sociais em torno da violência no contexto da conjugalidade que subtilmente podem emergir perante uma situação real, interferindo no modo com as decisões são tomadas. Por conseguinte, considerámos importante conhecer as representações que os profissionais possuem acerca da violência conjugal, das suas causas, factores de manutenção e de resolução. No presente estudo, a amostra é composta por 91 profissionais da CPCJ, dos quais 69 são do sexo feminino e 22 do sexo masculino. Dessa amostra, 82 sujeitos pertencem à Comissão Restrita e 9 sujeitos à Comissão Alargada. Foram utilizados a três questionários, com o objectivo de analisar a menor ou maior legitimação da violência conjugal, assim como as causas, factores de manutenção e de resolução que os sujeitos possam ter em relação à problemática da violência conjugal. De uma forma geral, os resultados revelam que os profissionais da CPCJ não legitimam a violência conjugal. Porém, os grupos masculinos e femininos diferem entre si na história 1, na história total e na ECVC, surgindo o grupo dos homens como o mais legitimador. Globalmente, os sujeitos com mais de 55 anos e com 4 a 5 anos de exercício de funções na CPCJ são os que mais legitimam ou banalizam a violência conjugal. Os profissionais da nossa amostra tendem a atribuir as causas da violência sobretudo ao agressor (álcool e antecedentes de violência na família de origem) e a factores de ordem social e cultural. No entanto, responsabilizam mais a vítima pela manutenção na relação abusiva. Como factores de resolução, os sujeitos assinalaram com maior frequência o estimular a denúncia e o proteger a vítima e os filhos. | Ciências Sociais |
12,789 | Análise da percepção da qualidade de vida, forças familiares e estratégias de coping familiares numa amostra de sujeitos com tentativas de suicídio | Tentativa de suicídio,Estratégias de coping,Qualidade de vida,Apoio familiar | A tentativa de suicídio tem vindo a aumentar de forma preocupante em alguns países, sendo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera estes comportamentos como um problema de Saúde Pública. O objectivo do presente estudo prende-se com a análise do índice de percepção da qualidade de vida, forças familiares e estratégias de coping percebidas numa amostra de adultos com tentativas de suicídio (Grupo A, N=28) e num conjunto de adultos sem tentativas de suicídio (Grupo B, N=30). Os instrumentos utilizados nesta análise foram o Inventário de Qualidade de Vida (QV – Olson & Barnes, 1982, adaptado por NUSIAF – SISTÉMICA, 2007), o Questionário de Forças Familiares (QFF – Melo & Alarcão, 2007), as Escalas de avaliação pessoal orientadas para a crise em família (F-COPES – McCubbin, Olson & Larsen, 1981), bem como um Questionário Sócio-Demográfico e um Questionário de Identificação de Situações de Tentativa de Suicídio. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre o grupo A e o grupo B a diversos níveis: nos factores reenquadramento e apoio formal do F-COPES, no total do Questionário de Forças Familiares, bem como nos factores crenças e comunicação, capacidade de adaptação, clima familiar positivo e coesão e individualidade deste Inventário. A análise exploratória realizada ao grupo clínico também registou algumas diferenças estatisticamente significativas, nomeadamente ao nível de variáveis sócio-demográficas como o género e o nível sócio-económico. Relativamente às restantes dimensões, não foram encontrados resultados estatisticamente significativos. | Ciências Sociais |
12,790 | Avaliação da relação entre satisfação profissional, qualidade de vida e resiliência familiares: um estudo com profissionais de saúde | Satisfação profissional,Profissional de saúde,Qualidade de vida,Apoio familiar | O presente estudo tem como objectivo avaliar a existência de eventuais diferenças estatisticamente significativas entre profissionais de saúde, (médicos e enfermeiros) e a população em geral, no que respeita à satisfação profissional, qualidade de vida e resiliência familiares. Nesse sentido, procedeu-se à comparação de duas sub-amostras: profissionais de saúde e não profissionais de saúde. Num segundo momento foi avaliado o impacto na variabilidade dos resultados de variáveis sociodemográficas (idade, género e nível socioeconómico), familiares (etapa de ciclo vital familiar e formas de família) e profissionais, específicas do grupo de profissionais de saúde. Os instrumentos foram seleccionados a partir dos objectivos específicos subjacentes ao estudo. Deste modo, foi utilizado um Questionário Sociodemográfico, o Inventário Qualidade de Vida - QV (formulário parental adaptado de David H. Olson & Howard L. Barnes, 1982), versão NUSIAF-SISTÉMICA (Adaptado, 2007; Validado, 2008), o Questionário de Forças Familiares - QFF (Melo & Alarcão, 2007) e o Questionário de Satisfação Profissional – QSP (Adaptado de www.janela.com/inquerito/satisfação.hta), aplicado especificamente ao grupo de profissionais de saúde. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos ao nível das dimensões Emprego, Religião, Educação que integram a escala QV, apresentando o grupo de profissionais de saúde um maior nível de percepção e satisfação nesses factores. Foram verificados efeitos estatisticamente significativos de variáveis sociodemográficas (idade, género, nível socioeconómico), sobre algumas dimensões do QV (Filhos, Bem-estar Financeiro, Relações Sociais e Saúde, Família e Conjugalidade, Educação) e do QSP ligados a diferentes factores de satisfação profissional. Pela análise do nosso estudo, podemos percepcionar alguns factores que podem influenciar o maior ou menor grau de satisfação profissional e perceber de que forma a satisfação profissional se relaciona com a percepção de qualidade de vida e resiliência familiares. Os resultados parecem ser reveladores de que no conceito de qualidade de vida de cada indivíduo as valências, pessoal e profissional ocupam um lugar importante. | Ciências Sociais |
12,792 | O Papel do genograma e mapa de rede social pessoal na avaliação/intervenção com crianças e adolescentes integrados em Instituição de Acolhimento Prolongado | Institucionalização,Genograma,Mapa de rede social pessoal,Avaliação,Integração | A institucionalização das crianças e adolescentes em perigo em acolhimento prolongado pode encerrar em si desvantagens, mas também potencialidades. As instituiçãoes que acolhem estas crianças e adolescentes como medida de promoção e protecção preconizada para um público em perigo devem primar pela diferença relativamente às suas famílias de origem. Com a saída e separação da família emergem sentimentos de perda, solidão e vazio, implicando a angústia que lhe está inerente e que acompanha a criança e o adolescente num processo de luto que se inicia. Deste modo, no âmbito das intervenções passíveis de desenvolver numa instituição de acolhimento existem duas dimensões de excelência: a) as relações familiares e a história familiar da criança/adolescente e b) as redes sociais, onde o Genograma Familiar e o Mapa de Rede são recursos que tornam possível clarificar e (re) construir as narrativas destas crianças num sentido mais positivo e potencializador de mudança. Este estudo tem como objectivo analisar a pertinência da utilização de dois instrumentos de avaliação/intervenção: Genograma e Mapa de Rede Social Pessoal junto de crianças e adolescentes em situação de acolhimento prolongado. Para o efeito recorreu-se a uma amostra de 40 crianças/adolescentes institucionalizados, entre os seis e os dezanove anos. Os resultados revelam a importância da abordagem da história pessoal e familiar das crianças e adolescentes retirados do seu contexto familiar e comunitário, bem como da análise dos apoios sociais e afectivos percebidos, reais e potenciais. Não foram identificadas contra-indicações ou limitações nestes dois instrumentos de avaliação, todavia, houve necessidade de se fazer pequenas adaptações, atendendo às características desta amostra. | Ciências Sociais |
12,793 | Percepção dos recursos familiares por profissionais do INEM – estudo exploratório do coping, resiliência e qualidade do sono | Stress e coping familiar,Resiliência familiar,Qualidade do sono | Esta investigação estudou a percepção das estratégias de coping e resiliência familiares, e a qualidade do sono dos profissionais de emergência médica pré-hospitalar, que trabalham por turnos. Para o efeito, procedeu-se à aplicação de um protocolo de investigação composto por cinco instrumentos de avaliação: Questionário Sócio-demográfico, Questionário de Forças Familiares (QFF), F- COPES, Escala de Sonolência Diurna (Escala de Epworth) e Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI). A amostra é constituída por 85 profissionais Delegação Centro do INEM, que trabalham por turnos. Esta investigação estudou como é que os profissionais de emergência médica, que trabalham por turnos, percepcionam as estratégias de coping e de resiliência das suas famílias, e a qualidade do sono, estando sujeitas a níveis de stress constantes, e como é que a qualidade de sono influencia a percepção de estratégias de coping e resiliência familiares. Os profissionais que fazem do stress a sua rotina de vida, mostram-se treinados a mobilizar estratégias de coping familiar, e percepcionam a sua família como detentora de recursos para superar as dificuldades, apontando o sistema familiar como alternativa protectora. De acordo com as evidências deste estudo, sugerimos áreas de vulnerabilidade e de protecção, que aumentam a probabilidade de ajustamento familiar às situações constantes de stress. Em primeiro lugar, este estudo sugere que o género, a religião e o nível sócio-económico, influenciam o tipo de estratégias de coping familiar mobilizadas (as mulheres e os sujeitos não católicos recorrem preferencialmente às estratégias de coping externas, contrariamente aos profissionais do INEM que pertencem a um nível sócio-económico mais elevado, que preferem as estratégias de coping internas). Quanto às habilitações literárias verifica-se que os licenciados estabelecem, claramente, a mobilização de apoio formal como estratégia de coping familiar, emergindo como factor protector destes sujeitos. O nível sócio-económico elevado influencia ainda os factores do QFF e a qualidade do sono, potenciando uma condição protectora das famílias. Em relação à idade, a categoria profissional e a religião, os resultados do nosso estudo sugerem que há diferenças nos factores do QFF (os sujeitos com mais de 30 anos, os enfermeiros e os sujeitos não católicos, privilegiam a organização da vida familiar e tomada de decisão). As famílias compostas por pais e filhos apresentam menor vulnerabilidade relativamente aos transtornos do sono, ressalvando neste ponto, as características específicas da nossa amostra. Sublinha-se, ainda, a relação conjugal como protectora da latência para o sono. A qualidade do sono dos profissionais do INEM encontra-se comprometida, denunciando uma percentagem elevada de “maus dormidores”. Por outro lado, uma boa qualidade de sono revela uma influência positiva nos factores do QFF (boa qualidade de sono influencia a percepção de um clima familiar positivo e coesão) tornando os “bons dormidores” menos vulneráveis | Ciências Sociais |
12,794 | Análise da percepção das estratégias de coping, qualidade de vida e forças familiares numa amostra composta por idosos da população geral e idosos utentes de centros de dia: um estudo exploratório | Envelhecimento sócio-demográfico,Forças familiares,Estratégias de coping,Qualidade de vida | O objectivo do presente estudo exploratório prende-se com a análise da percepção das estratégias de coping, qualidade de vida e forças familiares numa amostra composta por idosos da população geral (grupo A, N=27) e por idosos utentes de centros de dia (grupo B, N= 30). Os instrumentos utilizados nesta análise foram as Escalas de avaliação pessoal orientadas para a crise em família (F-Copes – McCubbin, Larsen & Olson, 1981), o Inventário de Qualidade de Vida – versão parental (QV – Olson & Barnes, 1982) e o Questionário de Forças Familiares (Melo & Alarcão, 2007). Além destes, foi também utilizado um Questionário Sócio-Demográfico e uma Ficha de Dados Complementares. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre o grupo A e o grupo B ao nível da escala total da Qualidade de vida, da satisfação com o tempo, relações sociais e saúde. Em relação ao estilo de coping, detectámos diferenças entre os grupos, sendo que o grupo de idosos em centros de dia mostrou uma tendência significativamente superior na utilização das estratégias relacionadas com a aquisição de suporte social e apoio formal, ambas estratégias de coping externas. Na escala total das Forças Familiares não destacámos diferenças significativas. As análises exploratórias realizadas à amostra geral (N=57) não registaram efeitos estatisticamente significativos das variáveis sócio-demográficas - género, estado civil e estatuto sócio-económico, sobre as escalas da QV, do F-COPES e das FF. | Ciências Sociais |
12,795 | Análise da percepção das estratégias de coping, da qualidade de vida e das forças familiares em sujeitos portadores de Paramiloidose | Estratégias de coping,Paramiloidose,Qualidade de vida | O presente estudo tem por objectivo a análise da percepção das estratégias de coping, da qualidade de vida e da resiliência familiar numa amostra composta por pessoas portadoras de Paramiloidose (grupo 1) e por pessoas não portadoras de Paramiloidose (grupo 2). A amostra clínica (N=30) foi recolhida a partir do Centro de Estudos e Apoio à Paramiloidose, enquanto a amostra do grupo de comparação (N=34) foi recolhida junto da população geral. Os instrumentos utilizados foram as Escalas de avaliação pessoal orientadas para a crise em família (F-COPES – McCubbin, Larsen & Olson, 1981 cit. Olson et al., 1985, versão NUSIAF – Sistémica, 2007), o inventário Qualidade de Vida (QV – Olson & Barnes, 1982, cit. Olson et al., 1985, versão NUSIAF – Sistémica, 2007) e o Questionário de Forças Familiares (QFF – Melo & Alarcão, 2007). Foram também utilizados um Questionário Sócio-Demográfico, uma Ficha de Dados Complementares e para a amostra clínica um Questionário específico relativo à doença, para assim termos uma maior compreensão da realidade dos portadores de Paramiloidose. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos ao nível da Família e Conjugalidade (QV), da auto-percepção de saúde (QV), da percepção das Forças Familiares (QFF) e da Mobilização de Apoio Formal (F-COPES). Não foram encontradas diferenças de relevo no que diz respeito ao índice global do F-COPES. | Ciências Sociais |
12,799 | Stress familiar, estratégias de coping e percepção da qualidade de vida em famílias pós-divórcio e famílias reconstruídas | Stress familiar,Famílias pós-divórcio,Famílias Reconstruídas,Estratégias de Coping Familiares,Qualidade de vida familiar | A presente investigação dedica-se ao estudo de duas “novas” formas de família, famílias pós-divórcio e famílias reconstruídas, que vão sendo cada vez mais frequentes no nosso país. Assim, revela-se importante estudar estas duas formas de família, para que as possamos compreender melhor e intervir melhor junto delas. O presente estudo baseiase numa amostra de 66 adultos (44 pertencem a famílias reconstruídas e 17 pertencem a famílias pós-divórcio), pertencentes a uma amostra de conveniência. O objectivo deste estudo consiste em perceber qual o impacto destas formas de família na percepção de stress familiar, na percepção de satisfação com a qualidade de vida e na percepção de estratégias de coping. Pretende, ainda, avaliar se algumas variáveis (idade, género, nível socioeconómico, área de residência e religião) interferem de forma significativa nas variáveis dependentes que referimos, podendo ser consideradas mediadoras. Após este estudo, concluímos que estas duas formas de famílias diferem significativamente entre si, a nível da percepção de estratégias de coping familiares, assim como a nível da percepção de satisfação com a qualidade de vida nas áreas família e filhos. Por outro lado, concluímos que não diferem significativamente no que diz respeito à percepção de stress familiar. | Ciências Sociais |
12,800 | Burnout em técnicos de ambulância de emergência em contexto pré-hospitalar | Burnout,Estratégias de coping,Stress | Esta investigação estudou as diferenças observadas no índice de burnout entre os Técnicos de Ambulância de Emergência (TAE), que já trabalham em contexto pré-hospitalar há algum tempo (grupo um) e os novos TAE (ainda em formação) que se preparam para desempenhar funções idênticas a curto prazo (grupo dois). Para o efeito, houve que tomar também em consideração as divergências manifestadas pelos dois grupos no que toca às estratégias de coping, às situações indutoras de stress, e às influências recíprocas entre os três fenómenos referidos, sobretudo as situações precipitantes de stress, no índice de burnout. Sendo assim, realizaram-se inquéritos destinados a avaliar as situações desencadeadoras de stress (SDS), o índice de burnout (MBI) e as estratégias de coping (F-Copes), em função de três variáveis: a antiguidade no posto/cargo, o estado civil e o género, respectivamente. A amostra foi recolhida na Delegação da Sub-Região Centro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Contrariamente ao que se desprende dos estudos originais, os resultados revelaram que a antiguidade no cargo, o estado civil e o género não interferem, de forma estatisticamente significativa, no índice de burnout e que não existe uma correlação entre o total das situações desencadeadoras de stress e o total do MBI. Deve advertir-se, porém, que os resultados obtidos podem dever-se ao tamanho reduzido da amostra (N=32), ou à circunstância de a familiaridade e naturalidade com que os profissionais encaram as situações que se lhes deparam, decorrerem, por enquanto, mais da preparação que recebem, e da selecção a que são sujeitos, do que propriamente de uma experiência empírica, que mesmo em relação aos técnicos mais antigos, não ultrapassa ainda os 5 anos, em virtude do seu carácter recente | Ciências Sociais |
12,801 | Das “Famílias Lançadoras” ao “Ninho Vazio” –percepção dos pais do Stress, Coping e Qualidade de Vida Familiar: um estudo exploratório | Stress familiar,Coping Familiar,Qualidade de vida familiar | As etapas do ciclo vital da família que nos propomos estudar, “Famílias Lançadoras” e “Ninho Vazio”, são para Alarcão (2002) fases de contracção do agregado familiar, que podem ser encaradas como períodos de desmembramento do núcleo familiar que exigem movimentos de adaptação. O presente estudo avalia as relações existentes entre a vulnerabilidade ao stress, o coping e a qualidade de vida do sistema familiar, percepcionadas por oitenta e um pais, ao longo das etapas já enunciadas tendo sido analisado o impacto de variáveis como o género, área de residência, habilitações literárias, estado civil, nível socioeconómico, composição do agregado familiar e número de filhos da família. Para recolher informação neste âmbito utilizámos um questionário sócio-demográfico, uma ficha de dados complementares e os instrumentos Qualidade de Vida – Formulário Parental, FILE (Inventário Familiar de Acontecimentos e Mudanças de Vida) e F-COPES (Escalas de Avaliação Pessoal orientadas para a Crise em Família). Os resultados não mostram diferenças significativas, entre as duas etapas, no que diz respeito ao resultado total do Qualidade de Vida e do F-COPES, mas apenas em algumas dimensões destes instrumentos. O mesmo não aconteceu no FILE em que os sujeitos do “Ninho Vazio” percepcionam uma menor vulnerabilidade ao stress do que as “Famílias Lançadoras”, sendo esta diferença significativa tendo em conta a escala total. Além disso, verificámos que a composição do agregado familiar influencia a percepção da vulnerabilidade ao stress, o mesmo acontecendo com a qualidade de vida familiar, sendo esta também afectada, segundo o nosso estudo, pela área de residência e pelo nível socioeconómico. Por sua vez, na percepção das estratégias de coping familiar parecem interferir variáveis como o género e o número de filhos. | Ciências Sociais |
12,802 | Duas faces da vinculação em grávidas e mães adolescentes: “Bonding” e percepção das relações devinculação com os pais | Adolescência,Gravidez,Maternidade,Vinculação | Quando estudamos a gravidez e/ou maternidade na adolescência, constatamos que a vinculação perpassa toda essa área de investigação. Nesse sentido, o estudo apresentado destina-se a investigar o modo como grávidas e mães adolescentes se encontram emocionalmente envolvidas com o bebé e também, o modo como percepcionam as relações de vinculação com a sua mãe e com o seu pai. Desse modo, a nossa amostra (N=37), foi avaliada através dos seguintes instrumentos: Questionário sócio-demográfico; Escala Bonding (Figueiredo, Marques, Costa, Pacheco & Pais, in press); Inventário da Vinculação na Adolescência (IPPA – Neves, 1995). Não encontrámos qualquer correlação estatisticamente significativa entre o Bonding e a percepção das relações de vinculação com os pais em grávidas e/ou mães adolescentes. Contudo, algumas das variáveis sócio-demográficas e outras associadas à gravidez influenciaram os resultados do Bonding e do IPPA. Curiosamente, verificámos que o “estado civil dos pais”, o “estado civil da própria”, a “conjugalidade” e a “atitude do pai” da própria se destacavam, quando analisávamos os resultados obtidos na escala Bonding e no IPPA. Enfatizou-se ainda, a importância em investigar, mais especificamente, a dimensão da vinculação na maternidade (não apenas na gravidez), abrindo reflexão para a potencial existência de variáveis mediadoras que, eventual e paralelamente, poderão explicar o Bonding e a percepção das relações de vinculação com os pais nas grávidas e mães adolescentes. Estabelecendo como objectivo o estudo do funcionamento relacional da adolescente com os seus pais e o seu bebé, acreditamos que, desse modo, é possível construir uma intervenção e prevenção ao nível da relação precoce mãe-filho, junto da população adolescente. | Ciências Sociais |
12,804 | Hipoacusia sono-traumática em indivíduos expostos a ruído profissional : papel da audiometria e possíveis estratégias preventivas | Audiometria,Perda auditiva,Doenças ocupacionais | Introdução: A exposição profissional ao ruído, bastante frequente no nosso país, causa lesões irreversíveis na cóclea, conduzindo a hipoacusia. A audiometria tonal por via aérea tem sido utilizada como instrumento de reconhecimento precoce deste tipo de patologia, através da presença do entalhe audiométrico nos 4000 ciclos por segundo. Objectivos: Caracterizar os limiares auditivos de trabalhadores expostos a ruído profissional. Investigar a validade do entalhe audiométrico como marcador precoce da instalação de hipoacusia sono-traumática. Reflectir sobre estratégias de prevenção da hipoacusia profissional. Metodologia: Análise dos limiares auditivos de audiogramas de 57 indivíduos expostos a ruído profissional realizados nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Comparálos com os limiares auditivos esperados para a população saudável segundo os modelos ISO 7029 e ISO 1999. Resultados: Na quase totalidade dos indivíduos houve um aumento geral dos limiares auditivos, sobretudo nas frequências mais altas, sendo estes limiares maiores em indivíduos com mais anos de exposição a ruído. O entalhe audiométrico esteve presente na quase totalidade dos audiogramas.Conclusões: O entalhe audiométrico é um instrumento útil na detecção precoce da hipoacusia sono-traumática. É necessário educar para a utilização de protecção auditiva nos locais de trabalho e implementar medidas administrativas de controlo sonoro de modo a contrariar a instalação e progressão da hipoacusia profissional. | Ciências Sociais |
12,808 | F-COPES: estudo de validação para a população portuguesa | Crise,Stress,Coping,Coping, estratégias | A ênfase deste trabalho é colocada na descrição das características do F-COPES (Family Crisis Oriented Personal Scales) para a população portuguesa e na melhor compreensão das estratégias de coping internas e externas usadas pelas famílias em situações de crise/stress. Os resultados obtidos, numa amostra de 372 sujeitos, apresentam boas propriedades psicométricas. Os estudos de validade revelam a não replicação da estrutura factorial do instrumento original de H. McCubbin, D. Olson e A. Larson (1981). Foram identificadas sete dimensões, das quais cinco podem ser utilizadas de forma independente na avaliação de estratégias de coping relacionadas com o reenquadramento, ajuda espiritual, apoio social (relações íntimas e de vizinhança) e mobilização de apoio formal. | Ciências Sociais |
12,809 | Qualidade de vida: estudo de validação para a população portuguesa | Qualidade de vida,Bem-estar subjectivo,Satisfação com a vida,Validação,Precisão | Numerosas posições teóricas convergem no sentido de apontar a qualidade de vida como um construto multidimensional, composto por dimensões de natureza objectiva e subjectiva. Numerosos estudos corroboram esta acepção. A versão validada para a população portuguesa do instrumento Qualidade de Vida apresenta características de precisão e de validade semelhantes às encontradas pelos autores originais. A validação deste instrumento vem acrescentar resultados e implicações. A estrutura factorial do questionário foi ligeiramente modificada e é apontada a importância de complementar os estudos de precisão e de validade. As limitações, os aspectos empíricos mais relevantes e algumas questões importantes a considerar em futuras investigações são discutidas. Palavras-chave: Qualidade de vida, bem-estar subjectivo, satisfação com a vida, precisão, validação. | Ciências Sociais |
12,810 | Relação entre doença crónica, qualidade de vida, stress e coping familiares: um estudo baseado numa amostra de dois Centros de Saúde de Coimbra | Doença crónica,Qualidade de vida,Satisfação com a vida,Coping,Stress | O presente estudo debruça-se sobre a relação entre doença crónica e qualidade de vida, stress e coping familiares. Para além disso foi analisado o impacto do sexo, idade, nível socio-económico e existência de doença crónica, bem como a percepção do doente e dos seus familiares acerca da gravidade e do impacto da doença na família, na qualidade de vida, stress e coping familiares. Foi recolhida uma amostra de 248 sujeitos que compareceram num de dois centros de saúde da região de Coimbra. Os sujeitos responderam a três questionários, nomeadamente o “Quality of Life”(QOL), o “Family Inventory of Life Events and Changes” (FILE), e o “Family Crisis Oriented Personal Evaluation Scales” (F-copes). Os seus resultados foram analisados em função dessas variáveis no sentido de se saber se existiam diferenças significativas. Os resultados indicaram que os doentes crónicos e os seus familiares recorrem mais a vizinhos e amigos do que os restantes sujeitos, têm uma menor qualidade de vida relacionada com a saúde e o emprego e superior no que diz respeito ao tempo para si e para os seus familiares. Foram encontradas influências do sexo, nível socio-económico e existência de doença crónica sobre as estratégias de coping utilizadas pelos sujeitos com doença crónica e os seus familiares. Por outro lado também se encontraram influências da percepção dos sujeitos acerca do impacto da doença sobre a família sobre a qualidade de vida relacionada com os amigos e os mass media. | Ciências Sociais |
12,811 | Famílias e parentalidade: stress, coping e qualidade de vida | Parentalidade,Famíla,Filhos,Coping,Qualidade de vida,Stress | Este estudo avalia as relações entre as diferentes formas de parentalidade e a percepção do stress, coping e qualidade de vida familiares. Foram analisadas quatro estruturas familiares diferentes: família sem filhos, família com filhos em casa, família com filhos fora de casa e famílias, simultaneamente, com filhos dentro de casa e filhos fora de casa. O estudo tem como base uma amostra de 275 sujeitos utentes de serviços de saúde primários ou que recorrreram a serviços de terapia familiar e de casal. Na recolha de dados foram usados três questionários: Qualidade de Vida, FILE (Inventário Familiar de Acontecimentos e Mudanças de Vida) e o F-COPES (Escalas de avaliação pessoal orientadas para a crise em família). Pretende- -se ainda avaliar se factores como o número de filhos, a fase do ciclo vital da família, o nível sócio-económico, as habilitações literárias, o estado civil e o género do sujeito interferem na sua percepção da qualidade de vida, dos níveis de stress e das suas estratégias de coping familiares. O efeito das quatro estruturas familiares (“Tipo familiar”) no resultado do QOL não demonstrou ter uma influência estatisticamente significativa, de modo global mas, só, em algumas dimensões da escala. Aquando da análise do “Tipo familiar“ nos resultados do FILE, verificámos que este tem um efeito altamente significativo na escala global. A análise estatística não revelou significância estatística para o efeito dessa variável no F-COPES escala global. O efeito só pode ser observado em duas dimensões: “Apoio Social” e “Apoio Espiritual”. As nossas suposições foram desconfirmadas no sentido em que à medida que aumenta o número de filhos, aumenta a satisfação com a qualidade de vida familiar e reduzem-se os níveis de stress percepcionado e o número de estratégias de coping utilizadas. Através do nosso estudo podemos perceber que a presença física de filhos ou a sua ausência na residência do/a(s) pai/mãe(s) acarreta alterações/mudanças várias. | Ciências Sociais |
12,812 | Nível de desenvolvimento grupal e estilos de liderança: construção e estudos psicométricos de um instrumento | Liderança,Desenvolvimento Grupal,Abordagem Sócio-Técnica,Gestão de Conflitos,Estudos Psicométricos | Os grupos de trabalho são, indiscutivelmente, uma parte integrante de qualquer organização. Quer os vejamos como uma mais valia que deve ser estimulada e aproveitada, quer os consideremos uma ameaça, a sua importância no puzzle global das organizações é incontestável. Inexoravelmente associado aos grupos de trabalho está a figura do líder, aquele que os comanda e orienta na prossecução dos seus objectivos. Baseando-nos no Modelo Integrado de Desenvolvimento Grupal de Miguez e Lourenço (2001) e na concepção de liderança que este modelo defende, o presente trabalho teve como objectivo a construção de um questionário de estilos de liderança concordante com o modelo aqui defendido, de forma a enriquecê-lo. Os estudos relativos à análise das qualidades psicométricas levados a efeito mostram que o instrumento possui capacidade para discriminar claramente os quatro estilos de liderança propostos pelo modelo. | Ciências Sociais |
12,813 | Liderança transformacional e participação na tomada de decisão nas organizações: estudo correlacional | Liderança,Liderança transformacional,Tomada de decisão | Este trabalho examina a relação entre a percepção dos subordinados em relação à intensidade em que participam nas decisões que afectam a sua vida laboral (ao nível individual, grupal e organizacional) e a percepção do estilo de liderança transformacional adoptado pelos seus superiores. Estas variáveis serão medidas, respectivamente, pelo QPTD e pelo QLT, instrumentos adaptados à realidade portuguesa por uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra, coordenada pelo Prof. Doutor Duarte Gomes e em relação aos quais procedemos ao estudo das qualidades psicométricas e dimensionalidade. A nossa hipótese de investigação, sugerida pelas relações encontradas na literatura entre estes dois constructos, será: A correlação paramétrica (do tipo Pearson) entre liderança transformacional e participação é significativa e positiva. | Ciências Sociais |
12,815 | Absentismo e comportamentos de ausência:uma aproximação sistémica | Comportamentos de ausência,Absentismo,Organizações,Férias | Em virtude da forte competitividade das empresas e da valorização dos factores humano e social, a temática do absentismo tem sido alvo de atenção acrescida ao longo dos últimos anos. O interesse por este trabalho emerge com a realização do estágio curricular da autora no Departamento de Recursos Humanos, durante o qual lidou com o impacto dos comportamentos de ausência no seio da organização. A presente investigação tem como objectivos analisar a abordagem da empresa em causa ao absentismo, assim como interpretar determinados resultados quantitativos, de forma a compreender aprofundadamente as especificidades deste fenómeno. Baseados em dados relativos dos três anos, concretamente 2004, 2005 e 2006, foi possível obter um conjunto de resultados interessantes, não obstante sinalizarem a necessidade de uma reestruturação da análise dos comportamentos de ausência. Fundamentados num grupo de informações heterogéneas, pretende-se apresentar um trabalho essencialmente metodológico, exploratório e ensaísta, afastando-se das investigações mais comuns, puramente explicativas. Assim, com este estudo ambiciona-se acrescentar valor à análise dos comportamentos de ausência e explicitar os leitores para uma abordagem mais humanista sobre o absentismo, dando a conhecer outras formas de interpretar este fenómeno, diminuindo assim o desfasamento actualmente existente entre as abordagens teóricas e práticas. Face à necessidade das empresas se dotarem com ferramentas de gestão adequadas à diminuição do índice do absentismo, são sugeridos alguns procedimentos básicos que podem contribuir significativamente na redução do impacto negativo dos comportamentos de ausência, alertando para a importância da continuidade deste estudo, nomeadamente na implementação de projectos de melhoria. | Ciências Sociais |
12,816 | Comprometimento organizacional: contributo para a validação do ASH-ICI em organizações do ensino superior público | Comprometimento com a organização,Identificação com a organização,Modelos unidimensionais,Modelos multidimensionais | Face ao clima competitivo e aos ciclos de mudança com que as organizações do mundo actual se deparam, uma necessidade premente para a sua sobrevivência deve ser tomada em conta: encontrar recursos humanos leais e empenhados, oferecendo-lhes fortes alicerces que sustentem essa ligação ao longo do tempo e os transformem em peças capazes de marcar a diferença em termos inter-organizacionais. Por outras palavras, é, hoje, ponto assente que os colaboradores comprometidos são uma importante vantagem competitiva para as empresas. Neste sentido pretendemos, através do presente estudo, dar conta dos principais caminhos percorridos ao longo dos últimos anos neste domínio conceptual, ancorando-nos no modelo preconizado por Quijano, Navarro e Cornejo (2000), que esteve na origem do desenvolvimento do Questionário de Comprometimento e Identificação com a Organização – ASH-ICI. Este avalia o vínculo que o indivíduo estabelece com a organização, designadamente, o comprometimento e a identificação organizacional, e ainda a implicação com o posto de trabalho. Partindo da premissa de que o comprometimento é um conceito multidimensional, inquirimos 369 funcionários de oito unidades orgânicas de uma instituição de ensino superior politécnico, com o objectivo de validar o supracitado instrumento para a população em causa, procurando conhecer a natureza do vínculo que desenvolveram com a sua organização. Da análise factorial exploratória realizada, emergiu uma estrutura tetradimensional que foi posteriormente interpretada à luz da teoria revista. Os resultados confirmam a validade do questionário utilizado enquanto instrumento de medida do comprometimento organizacional e demonstramnos que os funcionários desta instituição se identificam com os valores que ela defende e que se encontram com ela comprometidos. Contudo, a instabilidade dos factores que constituem este constructo, indica-nos que é necessário continuar a investir ao nível do estudo empírico. | Ciências Sociais |
12,817 | O impacto da gestão do conhecimento na qualidade de vida no trabalho: estudo empírico com colaboradores da produção na indústria automóvel | Gestão do conhecimento,Qualidade de vida no trabalho,Organizações | A gestão do conhecimento consubstancia-se como um processo crucial para o desenvolvimento das organizações na medida em que se relaciona com a criação, disseminação e utilização do conhecimento nas organizações, com o intuito de estas atingirem plenamente os seus objectivos estratégicos. Na “Era do Conhecimento” as vantagens competitivas de uma organização sustentam-se na actividade e na valorização dos seus activos intangíveis pelo que se torna essencial implementar práticas que incrementam a qualidade de vida no trabalho. O presente estudo pretende avaliar o impacto das práticas de gestão do conhecimento na qualidade de vida no trabalho de um conjunto de colaboradores. Os resultados obtidos permitem afirmar que a gestão do conhecimento possui uma importância não negligenciável na qualidade de vida no trabalho. As práticas de gestão do conhecimento e a gestão social e discursiva revelaram-se preditores da qualidade de vida no trabalho, tendo uma forte influência nas questões relacionadas com o apoio no trabalho e motivação. A orientação cultural para o conhecimento surgiu como um preditor da qualidade de vida no trabalho quando esta é quantificada através da clareza do papel e as características do posto de trabalho. Contudo, verifica-se que a gestão estratégica do conhecimento não apresenta um efeito preditivo da qualidade de vida no trabalho, como seria teoricamente esperado. Este facto coloca novas questões, nomeadamente no que se refere aos factores que medeiam a relação entre a gestão do conhecimento e a qualidade de vida no trabalho | Ciências Sociais |
12,818 | Desenvolvimento Grupal: análise e integração de alguns dos mais relevantes modelos lineares | Desenvolvimento Grupal,Modelos de desenvolvimento grupal,Modelos lineares de desenvolvimento grupal | A importância dos grupos de trabalho no seio das organizações aumentou de forma notória nas últimas décadas. O presente trabalho insere-se no âmbito dos grupos e equipas de trabalho e pretende analisar o desenvolvimento dos grupos, tendo como referência os modelos lineares de desenvolvimento grupal. Com recurso à técnica de análise de conteúdo, e tendo como objectivo tornar salientes os temas que melhor caracterizam/descrevem o processo de desenvolvimento grupal, bem como as etapas que o constituem, foram analisados sete diferentes modelos lineares. Os resultados permitiram-nos considerar quatro momentos distintos ao longo do desenvolvimento dos grupos, e ainda um momento de termimus do grupo. | Ciências Sociais |
12,819 | Responsabilidade social das empresas: novos desafios, novas organizações RSE em contexto desportivo, um estudo de caso | Responsabilidade social das empresas,Cidadania corporativa,Cidadania corporativa,Shareholde | O tema da Responsabilidade Social das Empresas (RSE) tem vindo a ganhar forte visibilidade pública nos últimos anos. Aparece em campanhas publicitárias de grandes empresas, nacionais e multinacionais, com o objectivo de divulgar os compromissos e resultados das acções empresariais tanto ao nível do empenho social como ambiental. Mas este é um conceito que não se limita à actividade das grandes empresas. Tal como aponta a Comissão das Comunidades Europeias, as práticas socialmente responsáveis estão presentes em todos os tipos de empresas, maiores ou mais pequenas, públicas ou privadas. Partindo este pressuposto e baseando-nos na distinção de Acar et. al. dos vários tipos de organizações, este estudo pretende demonstrar que a RSE não se encontra circunscrita a alguns sectores de actividade. | Ciências Sociais |
12,820 | A influência das variáveis sócio-demográficas na formação: estudo empírico realizado em organizações do ensino superior público | Formação,Organização,Variáveis sóciodemográficas | O objectivo fulcral deste estudo foi o de identificar a influência das variáveis sócio-demográficas nas percepções que os sujeitos constroem acerca da formação. Num contexto económico em que o desenvolvimento dos Recursos Humanos potencia vantagem competitiva às organizações, torna-se interessante a análise da questão sobre um outro prisma, ainda pouco explorado pela literatura da especialidade, o da percepção dos indivíduos acerca dos processos de formação em que se vêem inseridos. Com essa finalidade, desenvolvemos um estudo empírico de natureza exploratória numa Instituição do Ensino Superior Público, nomeadamente um Instituto Politécnico, e analisamos a forma como o pessoal não docente dessa Instituição percepciona a formação, de acordo com o seguinte conjunto de variáveis sócio-demográficas: unidade orgânica de trabalho, tempo de trabalho na Instituição, tipo de vínculo, grupo de pessoal a que pertence, tempo de permanência no grupo de pessoal, idade e habilitações escolares. | Ciências Sociais |
12,822 | Aqua vitae: factores associados ao consumo de álcool entre estudantes universitárias de Coimbra | Consumo de álcool,Estudante universitário | O presente trabalho é um levantamento epidemiológico dos hábitos de consumo de álcool da população feminina universitária inscrita na primeira fase do Mestrado Integrado em Psicologia, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Secundariamente investigaram-se os factores associados ao consumo de álcool, e analisaram-se as diferenças entre três grupos de consumo constituídos por abstémias, consumidoras ocasionais e binge-drinkers. Segundo os resultados obtidos as alunas apresentaram altas prevalências no consumo de álcool, assim como reportaram o consumo de tabaco, cannabis e outras drogas, e o envolvimento em comportamentos de risco. A análise das diferenças entre as alunas pertencentes aos três grupos de consumo revelou que as alunas que praticaram binge-drinking, reportaram um maior consumo de tabaco e cannabis quando comparadas com as suas colegas consumidoras ocasionais ou abstémias; assim como se envolveram em mais comportamentos de risco. No entanto, a análise das diferenças entre as alunas pertencentes aos diferentes grupos de consumo de álcool, relativamente às dimensões de personalidade e aos res | Ciências Sociais |
12,823 | Prematuridade e ansiedade de separação materna | Ansiedade de separação,Prematuridade,Auto-estima materna | O presente estudo tem como principal objectivo avaliar as implicações da prematuridade no desenvolvimento da criança aos 3 anos, e no estado emocional materno, particularmente na ansiedade de separação materna, considerando como grupo de comparação crianças do mesmo nível sócio-demográfico nascidas a termo. A amostra, constituída por 60 díades, foi dividida em dois grupos (grupo de prematuros e grupo de termo) ambos com 30 díades. Os resultados obtidos evidenciam um desenvolvimento pessoal-social e de realização significativamente superior no grupo de prematuros comparativamente com o grupo de termo. Os grupos de prematuros e de termo apresentam diferenças significativas em termos de sintomatologia psicopatológica, sentimentos e atitudes maternos e auto-estima materna. As mães dos prematuros apresentam maior sintomatologia psicopatológica, menor aceitação do bebé e uma maior tendência depressiva comparativamente com as mães das crianças nascidas a termo. Os grupos não apresentam diferenças estatisticamente significativas em termos de ansiedade de separação materna. A ansiedade de separação materna correlaciona-se negativamente com a idade da criança e número de filhos. | Ciências Sociais |
12,824 | Emoções e conflitos: compreensão, percepção e relação com o desenvolvimento grupal | Desenvolvimento grupal,Emoções | Os grupos de trabalho são, hoje realidades indissociáveis do mundo organizacional. O presente trabalho insere-se no âmbito dos grupos/equipas de trabalho e pretende analisar o modo como as emoções (positivas e negativas) se expressam, em situação de conflito, face à fase de desenvolvimento em que o grupo se encontra. Na prossecução deste objectivo foi adaptada uma escala (PJAWS C) com o intuito de medir a frequência das emoções (positivas e negativas) em situação de conflito. Posteriormente foram testadas um conjunto de hipóteses de investigação, cujos resultados permitiram, na globalidade, verificar que as emoções expressas em situação de conflito variam em função da fase de desenvolvimento do grupo. O estudo permitiu-nos, portanto, verificar que as emoções e os conflitos são variáveis interdependentes cujo correcto equilíbrio entre ambas poderá ser extremamente ben | Ciências Sociais |
12,825 | À volta do nascimento: antecipação da experiência de parto, experiência de parto e Bonding – um estudo exploratório | Antecipação do parto,Experiência de parto,Bonding | A vinculação materna ao bebé ou bonding, tem sido descrita como uma relação emocional única, específica e duradoura, que se estabelece e constrói de um modo gradual a partir daquilo que se verifica durante a gravidez e, mais especificamente, no parto e após o parto. Assim, o presente estudo procura abordar as particularidades da forma como a grávida antecipa o parto e suas implicações ao nível da satisfação com a experiência de parto, nunca descurando o impacto que ambos os processos têm no funcionamento emocional das mulheres, bem como no estabelecimento do bonding. Tratando-se de um estudo exploratório com uma amostra inicial de 50 mulheres, avaliadas durante a gravidez e depois, num segundo momento, no pós- -parto, pretende-se: 1) explorar a forma como as mulheres primíparas e multíparas antecipam e experienciam o parto; 2) explorar se a antecipação da experiência de parto se relaciona com a experiência evocada de parto; 3) explorar a relação entre a antecipação da experiência de parto e o bonding ao bebé imaginário, no último trimestre de gestação, bem como entre a experiência de parto e o bonding ao bebé real, no período pós-parto e puerpério. Os resultados apontam no sentido das mulheres primíparas e multíparas desenvolverem uma antecipação do parto distinta, vivenciando a experiência de parto também de forma distinta; tendo sido encontradas correlações dignas de nota (atendendo aos resultados obtidos anteriormente) entre a forma como o parto é antecipado e o bonding ao bebé imaginário, bem como entre o modo como a experiência de parto é vivenciada e sentida e o bonding ao bebé real. | Ciências Sociais |
12,826 | Padrões de consumo de álcool em programas de substituição de opiácios | Policonsumos,Padrões de consumo de álcool,Metadona,Perturbação mental | Dado o impacto do consumo de álcool nos Programas de Substituição de Opiáceos, o presente estudo centra-se na avaliação dos Padrões de Consumo de Álcool (PCA) nos utentes em Programas de Substituição com Metadona (PSM) e Subutex (PSS). Pretende-se, também, medir a influência das variáveis sócio-demográficas e psicopatológicas nesses mesmos padrões de consumo. Este estudo desenvolveu-se numa amostra de 79 heroínodependentes, da Equipa de Tratamento de Coimbra, 39 em programa de metadona e 40 em programa de subutex. Utilizou-se o “The Alcohol Use Disorders Identification Test” (AUDIT) e o Inventário de Sintomas Breves (BSI). Os resultados indicam que o PCA está relacionado com o Programa de Substituição, destacando-se uma percentagem significativa de consumo problemático nos doentes em PSM. Nesta amostra o PCA é uma função de doses diárias mais elevadas e mais tempo de permanência em tratamento e, associa-se com o género masculino, idades de início de consumo de álcool mais precoces, consumo concomitante de cocaína e presença de perturbação mental. Nos utentes em PSS o consumo de álcool é menos significativo e parece ser modelado pela situação profissional e pelo consumo concomitante de heroína e outros mais do que pelo programa de substituição | Ciências Sociais |
12,827 | Caracterização das práticas educativas vivenciadas na infância e na adolescência pelos pais de crianças com e sem psicopatologia | Práticas educativas,Parentalidade,Suporte emocional,Infância,Sobreprotecção,Rejeição | A presente investigação teve como principal objectivo compreender o conceito de abandono psicológico, um constructo que remete para a carência afectiva e desamparo emocional, não correspondendo necessariamente a um abandono real, mas, sobretudo, a uma vivência interna de solidão afectiva. Neste sentido, numa época em que o número de crianças institucionalizadas (com percursos de vida pautados por adversidades) continua a ser expressivo, sobretudo no nosso país, e, em que a taxa de desinstitucionalização continua a ser relativamente pouco significativa, pretendemos, com o estudo actual, compreender a complexidade inerente à carência emocional, nomeadamente as suas repercussões nos domínios emocional e cognitivo. Com efeito, pretendemos (a) explorar o modo como a criança institucionalizada, objecto do estudo actual, lida com a ansiedade e o prazer e as estratégias emocionais de elaboração da ansiedade que utiliza ante situações ansiogéneas; (b) explorar o impacto da permanência prolongada das crianças nas instituições e consequente repercussão nos âmbitos emocional e cognitivo; (c) explorar os desempenhos intelectuais das crianças que constituem a amostra do estudo. Para tal, utilizámos, como instrumentos de avaliação, um teste projectivo, a prova “Era uma vez…” (para avaliar o domínio emocional). A acrescer, os Testes das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven permitiram avaliar o desempenho cognitivo da amostra da presente investigação. Os resultados do nosso estudo mostraram que as crianças, em geral, utilizam, estratégias adaptativas perante diferentes situações. No entanto, observámos que as crianças institucionalizadas, que constituíram a amostra do presente estudo, evidenciaram dificuldade em lidar, de forma adaptada e realista, com situações relacionadas com a separação e o abandono, a doença e a dependência de outrem (cuidadores principais, médicos, por exemplo), com a briga entre os pais e, finalmente, a escola e dificuldades escolares. A acrescer, não se observou uma relação entre o tempo de permanência nas instituições e as estratégias de elaboração emocional utilizadas e os desempenhos cognitivos. Além disso, verificámos que as principais temáticas relacionadas com as histórias construídas, no final da prova “Era uma vez…”, pelas crianças, remetiam para a solidão e medo de estar só. Em termos cognitivos, constatámos que, no geral, os desempenhos das crianças se encontram abaixo da capacidade intelectual média. Deste modo, através do nosso estudo, podemos pensar que as vicissitudes que marcaram a vida destas crianças (adversidades por parte de familiares ou outros e consequente institucionalização) podem repercutir-se, de forma significativa, na vivência emocional e no desempenho cognitivo das crianças. Além disso, apesar das adversidades, muitas crianças mostraram capacidade interna de adaptação a diversas situações, o que indica que novos estudos poderiam ser desenvolvidos, no sentido de compreender a importância de variáveis mediadoras (factores de protecção e de risco) na capacidade interna de adaptação das crianças ante situações pautadas por acontecimentos adversos (resiliência). | Ciências Sociais |
12,828 | Acontecimentos traumáticos e PTSD: estudo comparativo entre sujeitos toxicodependentes e não toxicodependentes | Acontecimentos traumáticos,Psicopatologia,Toxicodependência,PTSD | A literatura mostra existir uma forte relação entre toxicodependência e um maior risco de exposição traumática e o desenvolvimento de PTSD. Neste estudo comparam-se dois grupos, um de sujeitos toxicodependentes e um de sujeitos não toxicodependentes, em relação a exposição a acontecimentos potencialmente traumáticos, exposição a um acontecimento traumático tal como definido no critério A da PTSD, prevalência de PTSD, sintomas de PTSD e psicopatologia. Num segundo momento, são exploradas as relações entre as variáveis relacionadas com a exposição traumática e PTSD, características sociodemográficas e psicopatologia no grupo toxicodependente. Os resultados revelaram que o grupo toxicodependente apresentava, de uma forma geral, taxas mais elevadas de exposição traumática e PTSD, comparativamente com o grupo não toxicodependente. Sessenta por cento dos indivíduos toxicodependentes reportou ter experimentado um acontecimento traumático tal como definido no critério A da PTSD, 32.5% apresentavam os critérios para o diagnóstico corrente de PTSD e encontrouse uma média de 7.38 sintomas de PTSD. No grupo toxicodependente, a exposição a um acontecimento traumático, tal como definido pelo critério A da PTSD, estava relacionado com taxas significativamente mais elevadas de psicopatologia, comparativamente com o grupo não toxicodependente, embora a maioria das médias dos grupos estivessem dentro dos valores normativos. No grupo toxicodependente não se registou impacto das características sociodemográficas sobre as variáveis relacionadas com exposição traumática e PTSD. Encontraram-se algumas correlações entre psicopatologia, exposição a acontecimentos potencialmente traumáticos e sintomas de PTSD. Assim, este estudo sublinha a importância da avaliação da exposição a acontecimentos traumáticos, da presença PTSD, sintomas de PTSD e psicopatologia associada em pacientes toxicodependentes em tratamento, bem como a necessidade de realizar mais investigação neste âmbito. | Ciências Sociais |
12,829 | Acontecimentos traumáticos: tradução e adaptação da escala Impact of Event Scale – Revised | Impact of Event Scale - Revised (versão portuguesa - IES-R),Trauma emocional,Tensão psicológica | O presente estudo tem como principal objectivo a adaptação da Impact of Event Scale – Revised (IES-R) à população portuguesa. Esta escala resulta da revisão realizada por Weiss e Marmar (1997) da Impact of Event Scale (IES) (Horowitz, Wilner & Alvarez 1979), constituindo-se como uma escala do tipo Lickert com 22 itens distribuídos por três factores (activação fisiológica, intrusão e negação). Estes três factores têm por objectivo avaliar o impacto subjectivo de situações traumáticas na vida de um indivíduo. No estudo aqui reportado, os resultados obtidos, com uma amostra de 185 sujeitos (55 pacientes do Hospital Sobral Cid, 92 estudantes da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e 38 sujeitos seleccionados aleatoriamente na cidade do Funchal), evidenciam que a IES-R apresenta uma elevada consistência interna para o total (0,923) assim como para o factor activação fisiológica (0,904), intrusão (0,849), negação (0,812) e um alpha mais fraco para o factor anestesia emocional (0,523). A validade convergente com a versão portuguesa da IJS (Canez, 2007) revela uma relação positiva e estatisticamente significativa. Finalmente, a análise factorial revelou a existência de quatro factores capazes de explicar 61,3 % da variância total: activação fisiológica (8 itens); intrusão (7 itens), negação (5 itens) e anestesia emocional (2 itens). A IES-R revela, assim, uma boa consistência interna e a estrutura factorial é congruente com o modelo teórico subjacente à IES-R (Weiss & Marmar, 1997). | Ciências Sociais |
12,830 | (Re)pensando o maltrato infantil com base num estudo de caso | Abuso de crianças,Abuso psicologico,Abuso emocional,Abuso físico,Crianças maltratadas, legislação e intervenção,Vinculação,Trauma emociona,Abuso sexual, crianças,intervenção | O objectivo deste estudo é analisar e compreender a problemática dos maus-tratos infantis, tendo em conta a sua definição, divisão tipológica e etiologia. Com base em investigações realizadas, foram abordadas as consequências deste fenómeno, assim como estratégias de prevenção e intervenção que enfatizam a existência de uma equipa de profissionais competente e multidisciplinar. A metodologia adoptada teve como objecto de estudo uma entidade bem definida (pessoa), cujo objectivo é proporcionar uma perspectiva pormenorizada e coerente da mesma. A análise de documentos inerentes a este caso permitiu obter resultados factuais, o que conduziu a uma maior compreensibilidade da realidade. | Ciências Sociais |
12,831 | Caracterização psicológica do pedófilo: Estudo compreensivo | Pedofilia edipiana,Pedofilia pré-edipiana,Pedofilia esquizofrénica,EPC | O presente trabalho tem como objectivo central a análise e caracterização psicológica do pedófilo, nomeadamente ao nível da sua estrutura de personalidade, angústias dominantes e funções do ego. Para tal, procurou-se definir o conceito Pedofilia quer através do seu nascimento e desenvolvimento ao longo do tempo, quer pelo estudo das várias descrições sobre o mesmo. De forma a ilustrar estes contributos teóricos, realizou-se um estudo de caso com um sujeito a cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Coimbra (EPC) por crimes de natureza sexual contra um menor. Esta análise foi feita a partir da aplicação de dois instrumentos de avaliação da personalidade (Minnesota Multiphasic Personality Inventory 2 e Teste de Rorschach), de uma entrevista semi-estruturada (Hare Psychopathy Checklist-Revised) e pelo recurso ao processo jurídico-penal do participante. Os resultados, não generalizáveis pelo tipo de estudo empreendido, foram lidos e discutidos à luz das teorias de Socarides, referência fundamental neste estudo, particularmente da sua classificação sobre a pedofilia. | Ciências Sociais |
12,832 | Abuso sexual de menores: da psicologia social à psicologia clínica | Criminosos, perfil,Vítimas, perfil,Pedofilia,Protecção à infância,Abuso sexual, crianças | No presente trabalho reflecte-se sobre o abuso sexual de menores. Pretende-se perceber quais as representações sociais que alguns técnicos têm acerca do abuso sexual de menores, nomeadamente, no que concerne ao perfil do abusador e da vítima, à forma como são julgados e punidos estes crimes em Portugal e às medidas de prevenção e combate mais eficazes. No momento da discussão são confrontadas as representações sociais dos inquiridos com uma leitura mais clínica das questões relacionadas com o abuso. O trabalho passa por tentar definir o Abuso Sexual de Menores e compreender, em termos clínicos e jurídicos, algumas das questões relacionadas com o mesmo, partindo da análise dos resultados obtidos no estudo. | Ciências Sociais |
12,833 | O reconhecimento das emoções básicas através da expressão facial: estudo comparativo | Psicologia da saúde,Psicologia clínica,Expressão facial,Emoções | Partindo do pressuposto que as emoções podem ser definidas como uma realidade multidimensional, e reconhecendo a universalidade da sua expressão e reconhecimento nos rostos humanos, de acordo com o postulado pela Teoria Neurocultural das Emoções, procedeu-se a um estudo comparativo, com o principal objectivo principal de verificar a exactidão do reconhecimento das emoções básicas, junto de populações específicas, através de imagens de expressões faciais que obedecem a critérios universais de exibição. Da aplicação do Teste de Reconhecimento das Emoções Básicas a uma amostra de 239 participantes, sendo 32 deles psicólogos, 74 estudantes de psicologia e 133 indivíduos com várias outras profissões, resultaram diferenças significativas na prestação dos sujeitos, ao nível do género, idade e profissão. A emoção melhor reconhecida foi a Alegria, como era esperado, e a mais difícil de identificar a Raiva, ao contrário do habitual nestes estudos. | Ciências Sociais |
12,834 | Mau-trato fetal: considerações clínicas e jurídicas | Feto: maus tratos,Feto: direitos,Comportamento de risco,Toxicodependência,Gravidez | Esta investigação desenvolve-se em torno do mau-trato fetal, abordado e analisado nos seus aspectos mais específicos. Neste sentido, este trabalho procura estudar os maus-tratos infligidos ao feto, tomando em consideração um conjunto de comportamentos de risco por parte da mulher grávida. O principal objectivo é, deste modo, tentar definir e compreender o mau-trato fetal analisando-o não só nos seus aspectos clínicos como também jurídicos. | Ciências Sociais |
12,836 | Abandono psicológico em crianças institucionalizadas: estudo exploratório | Institucionalização,Vinculação,Carência emocional,Abandono psicológico,Maus tratos infantis | A presente investigação teve como principal objectivo compreender o conceito de abandono psicológico, um constructo que remete para a carência afectiva e desamparo emocional, não correspondendo necessariamente a um abandono real, mas, sobretudo, a uma vivência interna de solidão afectiva. Neste sentido, numa época em que o número de crianças institucionalizadas (com percursos de vida pautados por adversidades) continua a ser expressivo, sobretudo no nosso país, e, em que a taxa de desinstitucionalização continua a ser relativamente pouco significativa, pretendemos, com o estudo actual, compreender a complexidade inerente à carência emocional, nomeadamente as suas repercussões nos domínios emocional e cognitivo. Com efeito, pretendemos (a) explorar o modo como a criança institucionalizada, objecto do estudo actual, lida com a ansiedade e o prazer e as estratégias emocionais de elaboração da ansiedade que utiliza ante situações ansiogéneas; (b) explorar o impacto da permanência prolongada das crianças nas instituições e consequente repercussão nos âmbitos emocional e cognitivo; (c) explorar os desempenhos intelectuais das crianças que constituem a amostra do estudo. Para tal, utilizámos, como instrumentos de avaliação, um teste projectivo, a prova “Era uma vez…” (para avaliar o domínio emocional). A acrescer, os Testes das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven permitiram avaliar o desempenho cognitivo da amostra da presente investigação. Os resultados do nosso estudo mostraram que as crianças, em geral, utilizam, estratégias adaptativas perante diferentes situações. No entanto, observámos que as crianças institucionalizadas, que constituíram a amostra do presente estudo, evidenciaram dificuldade em lidar, de forma adaptada e realista, com situações relacionadas com a separação e o abandono, a doença e a dependência de outrem (cuidadores principais, médicos, por exemplo), com a briga entre os pais e, finalmente, a escola e dificuldades escolares. A acrescer, não se observou uma relação entre o tempo de permanência nas instituições e as estratégias de elaboração emocional utilizadas e os desempenhos cognitivos. Além disso, verificámos que as principais temáticas relacionadas com as histórias construídas, no final da prova “Era uma vez…”, pelas crianças, remetiam para a solidão e medo de estar só. Em termos cognitivos, constatámos que, no geral, os desempenhos das crianças se encontram abaixo da capacidade intelectual média. Deste modo, através do nosso estudo, podemos pensar que as vicissitudes que marcaram a vida destas crianças (adversidades por parte de familiares ou outros e consequente institucionalização) podem repercutir-se, de forma significativa, na vivência emocional e no desempenho cognitivo das crianças. Além disso, apesar das adversidades, muitas crianças mostraram capacidade interna de adaptação a diversas situações, o que indica que novos estudos poderiam ser desenvolvidos, no sentido de compreender a importância de variáveis mediadoras (factores de protecção e de risco) na capacidade interna de adaptação das crianças ante situações pautadas por acontecimentos adversos (resiliência). | Ciências Sociais |
12,837 | A escrita em alunos universitários:contributo para uma "revisão" do processo | Expressão escrita, aluno do superior | Objecto de múltiplas abordagens, a escrita tem sido alvo de um número crescente de estudos que reforçam a centralidade desta competência. As atenções de entidades nacionais e internacionais reforçam a sua relevância enquanto factor de desenvolvimento pessoal, mas também cultural, social e económico. Perante estudos que nos indicam que os jovens não sabem escrever, o nosso trabalho pretendeu averiguar a proficiência que os universitários revelam a este nível. Partindo daquilo que se sabe serem os processos cognitivos essenciais à composição de textos, estudámos o modo como esses estudantes recorrem à planificação e à revisão em três tipos distintos de texto: resposta extensa em contexto de exame, texto de opinião e trabalho académico. A análise dos dados sugere estarmos perante escritores inexperientes que dominam debilmente o processo de escrita, estruturando e revendo superficialmente os textos nas diferentes tipologias. Efectivamente, os estudantes universitários estudados parecem não usar as estratégias adequadas à composição de textos, revelando uma ausência de planificação e de revisão em função de objectivos previamente definidos. Daqui decorre a necessidade de uma atenção particular ao desempenho docente e sua supervisão. | Ciências Sociais |
12,838 | Percepção das estratégias de coping e das forças familiares numa amostra de pessoas adultas com deficiência visual: um estudo exploratório | Estratégias de coping,Deficiente visual,Apoio familiar | O objectivo do presente estudo exploratório prende-se com a análise das estratégias de coping e das forças familiares percebidas, numa amostra composta por adultos normovisuais (grupo 1, n= 28) e por adultos com deficiência visual (grupo 2, n= 20). Os instrumentos utilizados nesta análise foram as Escalas de avaliação pessoal orientadas para a crise em família F-COPES (Escalas de avaliação pessoal orientadas para a crise em família) (Versão Portuguesa de Vaz Serra, Firmino, Ramalheira, & Canavarro, 1990; Versão NUSIAF – Sistémica, 2008) e o Questionário de Forças Familiares (QFF - Melo & Alarcao, 2007). Além destes, foi também utilizado um Questionário Sócio-Demográfico, uma Ficha de Dados Suplementares e ainda uma entrevista para análise qualitativa sobre a parentalidade nas pessoas com deficiência visual. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre o grupo 1 e o grupo 2 ao nível do reenquadramento ( F-Copes) e Apoio Social (QFF). As análises exploratórias realizadas entre a amostra específica (deficientes visuais) e a amostra de comparação (normovisuais) (N= 48) registaram efeitos estatisticamente significativos de algumas variáveis sócio-demográficas (profissão, estatuto socioeconómico) sobre a dimensão Apoio Social do Instrumento QFF; contrariamente as análises não encontraram efeitos estatisticamente significativos nas variáveis sociodemográficas avaliadas (género, habilitações literárias, estatuto socioeconómico, profissão) na dimensão Reenquadramento do instrumento F-Copes. As análises exploratórias realizadas entre o grupo 1 e o grupo 2 não revelaram efeitos significativos da variável familiar etapa do ciclo vital. Também não foram obtidos resultados estatisticamente significativos relativamente às restantes dimensões. | Ciências Sociais |
12,840 | Impacto emocional e necessidades de familiares de doentes oncológicos:fase crónica versus fase terminal | Doença oncológica,Doença terminal,Luto,Família | A doença crónica, nomeadamente a doença oncológica, tem impacto na vida familiar, sendo que todos os familiares sofrem com esta vivência. Ao experienciar a doença as famílias deparam-se com necessidades comuns. Considerando a importância da compreensão do impacto da doença no doente e nos familiares, nas diferentes fases da doença, o presente estudo consiste na comparação ao nível da perceção da alteração emocional, da experiência de luto antecipatório e da sintomatologia psicopatológica entre os familiares dos doentes na fase crónica e na fase terminal. A amostra deste estudo consistiu em 77 sujeitos familiares de doentes oncológicos em diferentes fases da doença. No que diz respeito aos resultados, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os familiares de doentes crónicos e doentes terminais ao nível da perceção da alteração emocional e impacto e da sintomatologia psicológica. Contudo, observaram-se diferenças estatisticamente significativas na dimensão da sobrecarga e sacrifício pessoal, do sentimento de tristeza e saudade, da preocupação e sentimento de isolamento, e nível de luto total. Relativamente à influência das variáveis sociodemográficas na dimensão sobrecarga e sacrifício pessoal e na dimensão da preocupação e sentimento de isolamento a variável cuidador principal revelou-se um preditor significativo. Na dimensão sentimento de tristeza e saudade e na dimensão nível de luto total a fase da doença demonstrou maior poder de explicação. Este estudo representa uma contribuição para compreensão do impacto nas diferentes fases da doença oncológica, nomeadamente ao nível emocional e da experiência de luto antecipatório, e para intervenção terapêutica com os familiares | Ciências Sociais |
12,841 | O ensino da Físico-Química no Projecto TurmaMais | Sucesso escolar,Ensino da Físico-Química,Acompanhamento e supervisão,Formação de professores | Os preocupantes níveis de insucesso académico no ensino básico têm levado o Ministério da Educação e as escolas a delinear propostas de ensino susceptíveis de responder mais eficazmente às necessidades de aprendizagem manifestadas pelos alunos. A primeira parte deste trabalho detém-se nesta problemática, focando o Projecto TurmaMais, o qual, surgido no seio de uma escola graças à política de Autonomia das Escolas e de Gestão Flexível do Currículo, encontra justificação nessa linha seguida pela tutela e foi alargado a outras escolas do país. Trata-se de uma iniciativa pedagógica que assenta no diagnóstico das dificuldades e potencialidades dos alunos e na preparação de dinâmicas de sala de aula específicas, que recorrem ao ensino diferenciado e à avaliação formal. Desenvolvemos, então, um estudo empírico de carácter exploratório e descritivo procurando conhecer o entendimento que professores de Físico-Química envolvidos nesse projecto têm relativamente a alguns aspectos do mesmo. Os dados obtidos com recurso a uma entrevista semi-estruturada foram submetidos a análise de conteúdo, permitindo perceber que, de modo geral, esses professores reconhecem mérito ao projecto, sendo no entanto cautelosos quando se trata de afirmarem a sua validade para a área curricular disciplinar em causa. | Ciências Sociais |
12,842 | Accountability nas organizações não governamentais para o desenvolvimento | Stakeholders,Accountability,Performance,Mecanismos de accountability,ONGD,Transparência | A investigação desenvolvida centra-se no estudo da accountability nas Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), tendo como objectivos principais compreender a concepção de accountability para as ONGD e analisar que prioridades de accountability estabelecem, face à diversidade de stakeholders com quem interagem e às múltiplas accountabilities que lhes estão associadas. Foi possível identificar a concepção de accountability das ONGD a partir de cinco perspectivas que se articulam entre si: accountability como prestação de contas financeiras, accountability enquanto obrigação legal ou pragmática, accountability como obrigação moral, accountability baseada no princípio da transparência e accountability como uma relação entre stakeholders. Quanto às prioridades de accountability que as ONGD estabelecem, foram analisados cinco mecanismos de accountability: relatórios, avaliações, participação, auto-regulação e auditoria social; e cada mecanismo foi analisado através de três dimensões de accountability: ascendente-descendente, internaexterna, funcional-estratégica. Ancorados num estudo de natureza qualitativa, sobretudo, através de entrevistas efectuadas a três Directores executivos de ONGD verificou-se que os mecanismos referenciados privilegiam a accountability ascendente para doadores, que as razões para o uso destes mecanismos são, principalmente, razões externas e que se focam numa resposta organizacional funcional de curto prazo. | Ciências Sociais |
12,843 | Mãos que aprendem: o ensino da LGP como segunda língua | Língua gestual portuguesa,Formação Inicial,Segunda Língua,Supervisão Pedagógica,Ensino | Reconhecida desde 1997 pela Constituição Portuguesa, a Língua Gestual Portuguesa é a Língua Natural dos Surdos Portugueses. Tem estruturas e processos que o Português não possui (Amaral, Coutinho, Martins, (1994)), sendo, por isso, uma língua complexa, com uma gramática própria e única (Amaral, Coutinho, Martins, 1994, Baptista, 1999, 2005). É também uma língua rica, com uma estrutura sintáctica específica, auxiliada por expressões faciais e corporais particulares. Se considerarmos a existência de 150.000 surdos em Portugal e se nos basearmos no reconhecimento do dever de “proteger e valorizar a Língua Gestual Portuguesa enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e à igualdade de oportunidades” consagrada na Constituição Portuguesa [alínea h) do artigo 74º] verificamos uma exigência social e a premência em proporcionar o desenvolvimento desta Língua nas Comunidades Surda e Ouvinte. Parte significativa deste desenvolvimento deve-se, sem dúvida, às formações de LGP que são dadas nas Escolas de Referência para o Ensino Bilingue para os Alunos Surdos e também as que são dadas nas Associações de Surdos a pessoas Ouvintes. Assim, nesta dissertação procurámos aferir, junto de professores Surdos e Ouvintes, como leccionam estas formações, e se existem, de facto, diferenças substanciais na forma de ensinar entre os professores Ouvintes e Surdos. Compreende duas partes: uma, teórica; outra de trabalho empírico. A primeira desenvolve-se em quatro capítulos, nos quais é feita a revisão da literatura sobre as Línguas Gestuais, sobre Língua Gestual Portuguesa e sobre o Monitor/Formador de Língua Gestual Portuguesa. Na segunda parte, apresentamos um estudo descritivo onde se pretende compreender e explicar a situação actual dos docentes de LGP, sobretudo no que ao ensino de LGP como Língua Segunda diz respeito, mas sobretudo, evidenciar as diferenças e vii as complementaridades que tantos os professores Surdos como os Ouvintes possuem no exercício das suas funções (Carmo, Ferreira, 1998). Especificamente, pretendeu saber-se se o bilinguismo influencia o planeamento e a execução do processo de ensino-aprendizagem, assim como se os professores Surdos e Ouvintes têm formas significativamente distintas de leccionar LGP como L2. Para conseguirmos inferir algumas conclusões sobre as hipóteses colocadas, recorremos ao método da entrevista estruturada a uma amostra que envolveu 12 professores de Língua Gestual Portuguesa (6 Ouvintes e 6 Surdos), Licenciados pela Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) ou formados pelas Associações de Surdos. Quanto aos principais resultados encontrados, concluímos que, de facto, as metodologias são diferentes. Os professores Surdos, porque detêm o conhecimento explícito da LGP, apresentam uma maior variedade de estratégias para o ensino de Língua Gestual, contudo a preparação do seu processo de ensino aprendizagem deve ser melhorado, na medida em que deve tornar-se mais sólido e eficaz. Apesar disso demonstram que as suas práticas pedagógicas estão mais voltadas para o desenvolvimento comunicacional. Conclui-se também que os professores Ouvintes, porque ainda não são completamente proficientes em LGP e porque terminaram a sua formação inicial há muito menos tempo que os professores Surdos, planificam a sua execução pedagógica de forma mais cuidada e completa e, por isso, as suas estratégias voltam-se mais para a análise linguística. | Ciências Sociais |
12,844 | Um estudo sobre comportamentos de risco em adolescentes com processos de promoção e protecção | Comportamentos de risco, adolescentes,Questionário do risco,Intervenção social,Modelo reflexivo-impulsivo do comportamento social | Partindo de dados existentes sobre o sistema de acolhimento de crianças e jovens em risco em Portugal, sobre comportamentos de risco na adolescência interpretados à luz de um enquadramento teórico actual da Psicologia da Decisão e tendo como alvo adolescentes com medidas de promoção e protecção de acolhimento institucional, pretendeu-se delinear um plano global de avaliação/intervenção apoiado na aplicação de diversos instrumentos de medida psicológica (piscométrica e experimental) que, juntamente com a informação tradicionalmente recolhida nas práticas de acolhimento, possa constituir um instrumento de apoio à decisão dos técnicos. Considera-se que esse instrumento — uma árvore de decisão — permite o planeamento e implementação de formas e procedimentos de intervenção costumizados (adaptados à casuística) e, simultaneamente, alimentar uma base de dados local e nacional dedicada, que possa constituir moeda corrente na comunicação entre técnicos e fonte de dados para académicos e responsáveis políticos. É com base nos resultados obtidos no trabalho empírico, que se apresenta apenas como ilustração do que se deseja implementar futuramente dadas as limitações amostrais e de adaptação de alguns instrumentos utilizados, que se discutem as potencialidades e limitações da árvore de decisão, quer do ponto de vista da inovação e do empreendedorismo social, quer do ponto de vista dos ganhos de eficiência e eficácia da intervenção que proporcionam. | Ciências Sociais |
12,845 | Ensinar a ler ...:concepções metodológicas e práticas docentes | Formação professores,Métodos de iniciação à leitura,Consciência fonológica,Leitura | A leitura é um instrumento de aquisição do saber, uma forma de comunicar, de partilhar informações, sentimentos e valores, e é, sem sombra de dúvida, agente e promotora do desenvolvimento humano. A iniciação à leitura constitui um processo complexo que o professor deve gerir adequadamente. Para que o processo de ensino/aprendizagem seja eficaz, é fundamental o conhecimento dos diferentes métodos de iniciação à leitura, dos processos cognitivos e linguísticos que nele estão envolvidos. Na Revisão de Literatura, depois de abordarmos alguns conceitos sobre “O que é ler?”, debruçamo-nos sobre a forma como se processa a aprendizagem da leitura na criança, sobre a importância da Consciência Fonológica para a promoção do sucesso nesta aprendizagem e sobre os métodos de iniciação à leitura mais utilizados. Iniciamos a segunda parte do nosso estudo com a análise global dos Programas de Língua Portuguesa e algumas Orientações Curriculares decorrentes do Currículo Nacional do Ensino Básico. Transcrevemos excertos de documentos reguladores do sistema educativo português, os procedimentos, estruturas, e objectivos que determinam as competências do aluno do 1º ciclo, destacando as orientações relativamente ao 1º ano de escolaridade. Sendo um dos objectivos do nosso estudo perceber a relação do professor com os PLP, sua interpretação e uso na sua prática docente, esperamos, ainda, contribuir para clarificar outros objectivos propostos ao longo do nosso estudo. Na segunda parte, do estudo empírico, procuramos saber o conhecimento que os professores do 1º Ciclo do Ensino Básico têm dos Programas de Língua Portuguesa e das suas orientações institucionais, bem como dos métodos de iniciação à leitura que utilizam na sua vida profissional. Indaga-se sobre as razões subjacentes à escolha de um determinado método e sobre o que pensam da formação inicial e contínua. O estudo segue uma metodologia de cariz qualitativo, com recurso a questionários. Conclui-se que os professores, apesar de reconhecerem ter abordado, de forma teórica e /ou prática, a questão dos métodos de iniciação à leitura no decurso da sua formação inicial, não consideram essa formação como o factor decisivo da sua opção metodológica. Esta decorre de outros factores tais como as suas próprias experiências de aprendizagem, as suas práticas pedagógicas, a formação contínua e pós-graduada ou até a influência do meio local, onde se insere a sua escola. Nesta reflexão pretendemos ajudar a esclarecer quais os processos e práticas educativas que melhor podem contribuir para o sucesso na aprendizagem da leitura. | Ciências Sociais |
12,846 | Reflexão das práticas docentes em contexto de comunidades virtuais | Narrativa,Dilemas,Facebook,Teoria da flexibilidade cognitiva,Ética | O presente estudo visa analisar a problemática de alguns dilemas éticos que se colocam ao docente, numa perspectiva de reflexão partilhada e de trabalho colaborativo através de um dos meios mais poderosos da era tecnológica, a Internet, mais especificamente, uma rede social, o Facebook. Numa abordagem explorativa e essencialmente descritiva, esta dissertação pretende encontrar indícios para a questão de se “Numa comunidade virtual do Facebook, seguindo o modelo pedagógico de Gilly Salmon, é possível, estabelecer uma reflexão partilhada acerca das práticas dos docentes e uma construção flexível do conhecimento relativamente à ética profissional?” Com base na Teoria da Flexibilidade Cognitiva estabelecemos, como estratégia da nossa pesquisa, a proposta de utilização de uma narrativa como instrumento de reflexão, em torno de dilemas/tensões da profissão docente.. Para possibilitar uma reflexão partilhada propusemo-nos criar e gerir, segundo o modelo de Gilly Salmon, um grupo, na rede virtual Facebook. A nossa questão gerou duas questões mais específicas: Q1- O Grupo “Momentos na vida de um professor”, gerido pelo modelo pedagógico de Gilly Salmon será um contexto de formação adequado? Q2- A narrativa “Profissão Cusca?” será um instrumento adequado à promoção nos docentes de um olhar crítico e dilemático em relação a questões de carácter mais pessoal, existentes em inquéritos e elaborados pela escola/professor? Resultam deste estudo, essencialmente a descrição de todo um processo de exploração de um caminho e cenário de investigação pouco trilhado, mas de recursos consideráveis e que muito poderão oferecer, no campo da formação. | Ciências Sociais |
12,848 | A inteligência emocional na organização | Inteligência emocional,Inteligência,Emoção,Liderança,Níveis de análise | Nesta monografia analisaremos o papel da temática Inteligência Emocional no estudo científico da Psicologia das Organizações. Actualmente, tem-se concedido bastante importância à Inteligência Emocional (IE), considerando-a crucial e determinante para o sucesso empresarial. Mas, se a IE é tão importante para as organizações o que é, afinal, a IE? Qual é a credibilidade científica da IE na área de estudo da Psicologia das Organizações? Que mais-valias a IE poderá trazer para as práticas e processos organizacionais e, em contraponto, em que medida este constructo se poderá revelar contraproducente ou de menor importância para as organizações? Após termos analisado e respondido a estas questões, concluímos que a IE não constitui um constructo sistematicamente definido havendo, ainda, muitos aspectos que necessitam de ser investigados e aprofundados para que esta possua credibilidade científica. Assim sendo, perguntamo-nos se a denominação “Gestão de Emoções”, tal como outros constructos do Comportamento Organizacional, não seria muito mais compreensível e pertinente quando se pretende referir ao controlo/regulação individual das emoções em contexto organizacional, do que um constructo que contém os vocábulos Inteligência e Emoção na sua designação. O vocábulo Inteligência, apesar da sua grande popularidade, é muito genérico, ambíguo e de árdua definição. Além do mais, ambos os modelos da IE assentam, em parte, na teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner que apesar de veicular ideias interessantes em termos conceptuais, trata-se de uma teoria mais descritiva do que experimentalmente testada. Por outro lado, a Emoção foi referida, pelos proponentes da IE, como um termo que engloba várias manifestações afectivas, sem as distinguirem. À luz da distinção de Damásio (1999, 2001) relativamente à “Emoção” e ao “Sentimento”, a sustentação neurológica que o modelo da IE de Goleman preconiza é, total e categoricamente, refutada. Em suma, para além de o constructo IE não se encontrar cientificamente fundamentado, ainda comporta as limitações decorrentes dos dois vocábulos (“Inteligência” e “Emoção”) que o definem. Por este motivo, faz mais sentido falar-se em Gestão de Emoções do que em IE nas organizações. Mas, afinal, em que medida a IE pode ser estudada na área da Psicologia das Organizações? A possibilidade de enquadrar a Emoção e a IE, por nós proposta, ganha forma através da conceptualização em níveis de análise. Enquanto a Emoção se integra em diversos níveis de análise, a IE insere-se, somente, num nível de análise individual. Longe de constituir a solução eficaz e infalível em todas e quaisquer situações a que as organizações têm de dar resposta, a par das inúmeras desvantagens, a IE também detém vantagens todas inscritas num nível de análise individual. | Ciências Sociais |
12,849 | Positividade: intervenção em grupo com pessoas idosas | Psicologia Positiva,Idosos,Intervenção, grupo | O objectivo deste estudo é promover o aumento do bem-estar psicológico e diminuir a sintomatologia depressiva num grupo de idosos não institucionalizados do Concelho de Vila Nova de Gaia. A amostra é constituída por 30 participantes (15 do Grupo de Controlo e 15 do Grupo Experimental). Na condição de controlo os participantes encontravam-se semanalmente para realização de actividades livres, enquanto na condição experimental participaram num Programa de Psicologia Positiva, ao longo de dez sessões semanais, com duração de uma hora. Os resultados obtidos sugerem um aumento do bem-estar psicológico, designadamente nas dimensões crescimento pessoal e aceitação de si, e uma redução da sintomatologia depressiva. | Ciências Sociais |
12,851 | A abordagem dos Stakeholders: potencialidades e limites para a compreensão das relações entre organizações e seus constituintes | Organizações,Abordagem dos stakeholders,Saliência,Psicologia das Organizações | O objectivo principal deste trabalho conceptual é o de contribuir para o aprofundamento das questões ligadas à abordagem dos stakeholders - as partes interessadas numa organização - realçando as suas potencialidades e limites para a análise e compreensão das relações que as organizações estabelecem com as diversas partes que as constituem e que com elas interagem. À luz desse objectivo propusemo-nos efectuar uma revisão da literatura tendo em atenção os seguintes tópicos relativos à temática: a emergência e desenvolvimento do conceito – stakeholder -, a análise das várias contribuições para a abordagem dos stakeholders, confrontando perspectivas e modelos, a análise da identificação e saliência dos stakeholders para a análise de alguns processos organizacionais, tendo como referência o modelo de Mitchell, Agle e Wood (1997), assim como, alguns modelos sobre os stakeholders de intervenção nas estratégias organizacionais. Apesar da abordagem dos stakeholders ser relativamente recente, ela foi capaz de demonstrar que as tradicionais teorias económicas da organização não são suficientes para a compreensão adequada das relações que ela estabelece com os seus múltiplos stakeholders (accionistas, fornecedores, colaboradores, comunidade local, etc.). Na literatura da especialidade, encontramos uma variedade de autores que evidenciam a abordagem dos stakeholders como forma de enriquecer a interpretação dos processos e resultados organizacionais. Para tal, as organizações começam a ter a necessidade de incorporar nas suas estratégias os interesses de todos os actores, ou dos mais relevantes, que com elas interagem, directa ou indirectamente. Com efeito, torna-se necessário identificar e classificar quais são esses stakeholders e qual a sua saliência ou importância para a concretização dos objectivos organizacionais. | Ciências Sociais |
12,852 | Implementação do Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da Administração Pública:estudo de caso | Avaliação de desempenho,Liderança transformacional,Justiça organizacional,SIADAP,CAF,MBO | O desempenho, em especial o seu aumento, é um dos principais propósitos transversais às diferentes estratégias de gestão de recursos humanos das organizações dos nossos dias. O presente estudo de caso tem como objectivo fulcral o conhecimento de como decorreu o processo de implementação do novo Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da Administração Pública (SIADAP) na Câmara Municipal de Cantanhede, tendo em consideração a implementação prévia da Estrutura Comum de Avaliação (CAF), a introdução de inovações ao processo, e também a Gestão por Objectivos (MBO), estratégia subjacente a este novo sistema. Pretendemos, ainda, verificar se existe relação entre as diferentes variáveis em estudo e a percepção que os sujeitos têm relativamente ao SIADAP ser mais ou menos justo do que a anterior forma de Avaliação de Desempenho vigente. | Ciências Sociais |
12,853 | Os efeitos da variedade de composição demográfica no conflito intragrupal | Grupos de trabalho,Diversidade,Conflitos | A diversidade é um fenómeno cada vez mais presente nas Organizações. A sua adequada gestão é um dos factores de maior importância para os gestores na prossecução dos objectivos organizacionais dada à sua estreita relação com o fenómeno do conflito. Os estudos empíricos acerca das relações entre os dois fenómenos têm sido pouco consensuais quanto ao impacto da diversidade demográfica em ambos os tipos de conflito intragrupal (conflito de tarefa e conflito relacional). Os autores dividem-se quanto à funcionalidade da diversidade demográfica para o grupo, seus processos e resultados. Para alguns autores, a sua presença é nociva para os grupos e sua performance ao aumentar o conflito negativo - que na literatura científica é usualmente sinónimo de conflito relacional (tido frequentemente como prejudicial para o grupo) ou ambos os tipos de conflito. Outros investigadores defendem a relevância da diversidade na estimulação do conflito de tarefa, considerado motor de criatividade. O objectivo da presente investigação é contribuir para o esclarecimento das relações existentes entre a diversidade e o conflito. Para tal conduzimos um estudo empírico não experimental, centrado no nível grupal. Recorremos a dois instrumentos (questionários): o questionário desenvolvido por Silva (2008) para avaliar a diversidade demográfica e a EACI – F - Escala de Avaliação do Conflito Intragrupal (Dimas, 2007) – para avaliar o conflito intragrupal. O estudo desenvolvido envolveu 52 equipas de trabalho, pertencentes a organizações industrias ou de serviços. Os resultados da nossa investigação contribuem para a ideia de que a experiência funcional e o conflito de tarefa se encontram associados positivamente, uma vez que, a diversidade de experiência funcional na empresa actual se revelou preditora do conflito de tarefa. | Ciências Sociais |
12,854 | Variáveis moderadoras na relação entre cultura de aprendizagem e performance organizacional | Performance organizacional,Meio,Força da Cultura,Moderação | A nossa dissertação tem como objectivo avaliar se determinadas variáveis são moderadoras da relação encontrada por Rebelo (2006) entre cultura de aprendizagem e performance organizacional. Com base nesse objectivo, avaliámos se o meio e a força da cultura moderam a relação cultura-performance mencionada, fazendo uso, para tal, a técnica da regressão múltipla. | Ciências Sociais |
12,855 | Vulnerabilidade e território: dinâmica da vulnerabilidade dos jovens do bairro Safende | Jovens,Bairro Safende, Cabo Verde,Estrutura de oportunidade,Activos,Vulnerabilidade social | A presente investigação visa compreender a dinâmica da vulnerabilidade no contexto social cabo-verdiano, tendo como eixo de análise os jovens residentes no bairro Safende (periferia da cidade da Praia). De entre as leituras possíveis, defende-se a que concebe a vulnerabilidade como uma configuração particular negativa, resultante da intersecção das estruturas de oportunidade e dos activos dos indivíduos (Filgueira, 2001, p.10). Nesta lógica, a realidade do bairro Safende é caracterizada pelos recursos que possui e aqueles que lhe estão ausentes, onde se torna evidente a dicotomia centro e periferia nas suas dimensões geográficas e sociais. Ancorado num estudo de natureza qualitativa, este cenário é apresentado a partir do olhar dos jovens com idade compreendida entre os 16 e os 25 anos. Com este estudo foi possível identificar que a vivência no bairro Safende é percepcionada pelos jovens como potencializadora da dinâmica da vulnerabilidade pela insuficiência de oportunidades que atendam as suas necessidades educativas, de emprego e de lazer, que contribui para dificultar a apropriação das escassas oportunidades e consequentemente fragilizar ainda mais os seus activos. Ficou evidente o papel que as redes de proximidade assumem na minimização do impacto da vulnerabilidade. | Ciências Sociais |
12,856 | As crenças generalizadas de confiança interpessoal e a conduta de cooperação no jogo: "Dilema do Prisioneiro" em crianças do 5º e do 6º anos de escolaridade | Confiança,Cooperação,Relações interpessoais, adolescente | Após a síntese histórica e a revisão de algumas perspectivas teóricas actuais sobre Confiança Interpessoal e sobre Cooperação, destacando em particular os contributos conceptuais de Rotenberg sobre a confiança (trust) nas crianças, o presente estudo, destina-se a prosseguir o processo de construção e de validação de uma versão portuguesa de uma medida de confiança interpessoal em crianças de Rotenberg (2008), iniciado numa investigação anterior, inspirado num instrumento em particular (Cross-Cultural Children´s Trust Beliefs - CCCTB), (Rotenberg et. al, 2005; 2008). Uma vez que a escala, na sua versão inicial já havia demonstrado alguma qualidade psicométrica nos seus principais scores, avançamos neste estudo para a investigação da sua validade mediante a relação entre este constructo (crenças de confiança interpessoal) e um outro cuja relação tem sido empiricamente demonstrada, que constitui a conduta de cooperação (abordada com medidas comportamentais e cognitivas na situação de jogo do Dilema do Prisioneiro) (Ahn et. al, 2001). | Ciências Sociais |
12,857 | Compreensão da gestão educacional: perspectivas sobre a ação do diretor na organização de uma escola pública da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais | Teorias da administração escolar,Educação,Diretor escolar,Sistema de ensino,Escola pública | O presente trabalho teve como objeto de estudo a atuação do diretor de escola pública da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Seu objetivo foi surpreender essa atuação a partir do posicionamento deste profissional ante as demandas político-pedagógica e administrativa em seu contexto de trabalho, dado que nos últimos anos sua prática vem sendo alvo de críticas em relação ao fato de priorizar a execução de tarefas administrativas em detrimento da ação político-pedagógica. Contudo, o nosso estudo, procurou ver as apreciações que se fizeram à atuação do diretor, buscando explicitar os aspectos que determinam e condicionam o desempenho deste profissional numa escola também sujeita a condições e determinações internas e externas. O enquadramento teórico que deu suporte à investigação baseou-se em estudos e pesquisas sobre a administração escolar no Brasil, passando pelos seus precursores até chegar aos atuais teorizadores, destacando uma abordagem histórica que contempla as principais tendências que se destacaram neste domínio no Brasil, o sistema educativo brasileiro em suas três esferas – federal, estadual e municipal – e os parâmetros legais que estabelecem as principais exigências do perfil do diretor ideal e real em seu contexto de trabalho. O estudo em causa é de natureza qualitativa e incidiu sobre uma escola escolhida em função da conveniência, onde pesaram aspectos como: Índice de Desenvolvimento da Educação Básica; algum conhecimento do trabalho realizado nesse estabelecimento; a aceitação por parte da direção; e a disponibilidade de outros membros da comunidade escolar. O trabalho de investigação desenvolveu-se em três fases: a) uma inicial e exploratória, em que procuramos conhecer o funcionamento da escola, recolher diversas informações e documentos a fim de identificar as pessoas a contactar; b) elaboração de um guião de entrevista cujas perguntas foram orientadas pelas questões da investigação e do conhecimento adquirido quer da leitura da bibliografia, quer da informação recolhida durante a primeira fase; c) realização das entrevistas a sujeitos escolhidos em função das responsabilidades que têm na organização escolar. De posse dos dados, e para melhor compreensão, o trabalho analítico foi estruturado, tendo por base três dimensões: Política, Organizacional e Pedagógica. Cada dimensão por sua vez, foi subdividida em categorias, a saber: a) a dimensão política, apresenta as categorias de i) Relação com poderes superiores; ii) Relação com a comunidade; b) a dimensão organizacional subdivide-se em três categorias, i) Administração; ii) Liderança; iii) Clima; c) a dimensão pedagógica, tem como categorias i) Qualidade dos professores; ii) Qualidade da aprendizagem. Em face destes pressupostos e também de alguma reflexão, ao final deste estudo, foi verificado que a atuação do diretor escolar é voltada prioritariamente para a execução das tarefas administrativas e, secundariamente, para a ação política-pedagógica. Além disso, compreendemos o antagonismo que permeia a administração do sistema educacional brasileiro, no sentido de colocar os dirigentes escolares sob o cumprimento de uma legislação fixada por poderes estatais e sob uma disciplina hierárquica dependente de organismos extraescolares, decorrendo daí a ambiguidade entre os enunciados teóricos e a ação prática, em inegável prejuízo da função diretiva ou do exercício de direção escolar mais autônoma. | Ciências Sociais |
12,858 | Conflito intragrupal e qualidade de vida no trabalho | Qualidade de vida, trabalho,Equipas de trabalho,Relações entre grupos,Grupo, eficácia | O conflito intragrupal é um fenómeno inevitável no seio das organizações. Apesar de ser indissociável de todas as interacções humanas, a maneira como este processo tem sido abordado sofreu algumas alterações ao longo do tempo. De acordo com as abordagens clássicas, o conflito é entendido como disfuncional/negativo, como prejudicial, constituindo a sua emergência uma ameaça à estabilidade e à harmonia necessárias para o alcance dos objectivos grupais. As perspectivas mais recentes, pelo contrário, consideram o conflito como inevitável e necessário, podendo mesmo, quando relacionado com as tarefas, revelar-se positivo para o desempenho, a criatividade e a inovação. No entanto, os estudos empíricos conduzidos encontraram poucas evidências para a funcionalidade do conflito. Com a presente investigação, procuramos contribuir para clarificar qual o impacto do conflito que emerge no seio dos grupos na qualidade de vida no trabalho dos seus membros. Tendo como finalidade a prossecução dos objectivos referidos foi desenvolvido um estudo empírico de natureza não experimental. No estudo participaram 73 equipas de trabalho de 21 organizações que desempenham tarefas com um elevado grau de complexidade. No global, os resultados indicaram que, ao contrário do que se tinha previsto, as duas dimensões do conflito – conflito de tarefa e conflito socioafectivo – não se revelaram um preditor da qualidade de vida no trabalho, embora tenham sugerido a existência de relações negativas entre as variáveis referidas. | Ciências Sociais |
12,859 | Estudo empírico sobre o impacto da identificação organizacional e da implicação com o posto de trabalho nos processos de gestão do conhecimento | Processos de Gestão do conhecimento,Identificação organizacional,Implicação com o posto de trabalho | A gestão do conhecimento (GC) remete para processos organizacionais relacionados com a criação do conhecimento, atribuição de sentido, partilha, memória organizacional, medição/recuperação. A identificação organizacional (IO) e a implicação com o posto de trabalho (IPT), enquanto vínculos psicológicos dos colaboradores para com as organizações, parecem influenciar a GC. Num estudo empírico realizado em 13 organizações (numa amostra de 276 colaboradores), procurámos sustentar empiricamente a capacidade preditiva da IO e da IPT face aos processos de GC. De acordo com este objectivo, recorreu-se à técnica de análise de regressão múltipla, tendo-se concluído que a variável IO revela poder preditivo de todas as dimensões da GC, enquanto a IPT revelou predizer a orientação cultural para o conhecimento e a gestão social e discursiva do conhecimento, não evidenciando, contudo, capacidade preditiva da gestão estratégica do conhecimento. Contrariamente ao esperado, esta última variável também não se mostrou preditora das práticas de gestão do conhecimento. As implicações teóricas e práticas destes resultados são analisadas e discutidas. | Ciências Sociais |
12,860 | Discurso dos gestores e desempenho organizacional | Organizações,Discursos dos gestores | Partindo da ideia de que as organizações enfrentam níveis cada vez mais elevados de competitividade, o presente trabalho pretende compreender de que modo o discurso dos gestores, a propósito de preocupações e prioridades de gestão, contribui para o desempenho organizacional. Deste modo, serão analisados três tipos de discurso dos gestores: financeiro e económico, dos stakeholders e da responsabilidade social das empresas (RSE), procurando verificar de que modo cada um destes discursos contribui para os resultados organizacionais de natureza económica, social e ambiental. A metodologia utilizada será de tipo correlacional, sendo que a amostra de gestores que participaram no estudo pertence, maioritariamente, ao tecido empresarial da região de Leiria. Este trabalho inicia-se com uma pequena introdução onde se apresenta brevemente os temas centrais e a razão do interesse que detemos por estes. Numa primeira parte pretendemos enquadrar o leitor no tema dos Discursos dos Gestores, prioridades e preocupações de gestão e no tema do Desempenho Organizacional apresentando algumas considerações acerca dos estudos nestas áreas. Numa segunda parte, apresentaremos o estudo empírico realizado, o qual tinha por objectivo averiguar se existia uma relação entre o tipo de discurso utilizado pelos gestores e o desempenho organizacional (quer ao nível económico-financeiro, social e ambiental). Para este efeito, tomámos por base os dados recolhidos por Carvalho (2007) através dos questionários de Desempenho Organizacional (DO), de Preocupações e Prioridades de Gestão (PPG), de Preocupações e Responsabilidade Ambiental (PRA) e de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Estes questionários foram construídos e validados pela referida autora tendo por base uma revisão da literatura neste domínio, entrevistas a gestores e alguns instrumentos disponíveis na literatura. As análises por nós efectuadas aos referidos dados, tendo em conta os objectivos referidos para esta investigação e as hipóteses colocadas, sugerem que existe uma relação estatisticamente significativa entre o recurso, por parte dos gestores, ao Discurso financeiro e económico e os resultados organizacionais ao nível económico-financeiro e entre o recurso ao Discurso da RSE e os resultados organizacionais de natureza ambiental. Apenas o Discurso dos stakeholders não apresenta uma relação estatisticamente significativa com os resultados de desempenho organizacional de nível social, tal como hipotetizámos. | Ciências Sociais |
12,861 | Comprometimento organizacional e gestão do conhecimento: estudo empírico em organizações do ensino superior público | Compromisso organizacional,Gestão do conhecimento | O objectivo da presente investigação é analisar o impacto que o comprometimento dos colaboradores poderá ter na sua percepção quanto à forma como ocorrem os processos de gestão do conhecimento nas organizações onde intervêm. Fundamentámo-nos, conceptualmente, no modelo de Quijano, Navarro e Cornejo (2000), considerando as quatro dimensões de comprometimento organizacional emergentes da adaptação e validação do questionário ASHICI ao sector em estudo (Favas, 2007), nomeadamente: pessoal afectivo; pessoal de valores; instrumental de necessidade; e instrumental de troca. Por sua vez, para avaliar os processos de gestão do conhecimento baseámo-nos no modelo de Cardoso (2003) e nas quatro dimensões retidas aquando da adaptação e validação do questionário de GC para o sector em estudo (Gomes, 2008), designadamente: orientação cultural para o conhecimento; práticas de gestão do conhecimento; gestão social e discursiva do conhecimento; e orientação interna para a aprendizagem e melhoria contínua. A presente investigação é empírica e de cariz não experimental. Foi estudada uma amostra de 301 participantes do corpo não docente de um estabelecimento de ensino superior politécnico da região centro de Portugal, através da aplicação de dois questionários (cf. Anexos): o ASH-ICI (Quijano et al., 2000) e o GC (Cardoso, 2003). Na análise dos dados, aplicámos quatro modelos de regressão múltipla. Os resultados mostram que os vários tipos de comprometimento organizacional têm um impacto diferenciado nas dimensões de gestão do conhecimento. O presente trabalho constitui, assim, um pequeno contributo no sentido da análise e reflexão acerca de uma relação até agora pouco estudada. | Ciências Sociais |
12,862 | Variáveis moderadoras do impacto da responsabilidade social das empresas no compromisso organizacional | Responsabilidade social das empresas,Compromisso organizacional,Variáveis sócio-demográficas,Variáveis profissionais | A responsabilidade social das empresas (RSE) trata-se de um conjunto de políticas e consequentes práticas adoptadas pelas empresas, integrando as dimensões ética, legal, social e ambiental na estratégia organizacional e, em consequência, gerando valor para todos os seus stakeholders. O compromisso organizacional (CO), enquanto vínculo psicológico que os colaboradores estabelecem para com a organização, parece ser influenciado pelas percepções dos colaboradores relativamente a práticas e políticas de RSE. Com uma amostra de 289 colaboradores, procurámos clarificar qual o papel que as variáveis sócio-demográficas (género e idade) e profissionais (antiguidade e função) dos colaboradores exercem na relação entre percepções de RSE e CO. De acordo com este objectivo, foram conduzidas análises de regressão múltipla hierárquicas, tendo-se concluído que a variável género e a variável função moderam parcialmente o impacto de percepções de RSE no compromisso pessoal. Contrariamente ao esperado, a variável antiguidade não revelou moderar a relação entre a RSE e o compromisso pessoal, mas a variável idade revelou moderar parcialmente a relação entre a RSE e o compromisso de necessidade. As implicações teóricas e práticas destes resultados são analisadas e discutidas. | Ciências Sociais |
12,866 | Validade preditiva dos métodos de selecção: Um estudo empírico realizado com operadores de produção em contexto português. | Fontes de evidência,Métodos de selecção,Validade preditiva,Desempenho profissional | O propósito desta investigação relaciona-se com a determinação e análise da capacidade preditiva de diversos métodos de selecção (aptidão cognitiva geral, raciocínio mecânico, consciensiosidade e work samples) no desempenho profissional. O desempenho profissional foi conceptualizado como um construto multidimensional, constituído pelas sub facetas de desempenho de tarefa e de desempenho contextual. Esta investigação decorreu em contexto industrial português e incidiu sobre um conjunto 60 sujeitos com funções operativas no departamento de produção. Os resultados desta investigação demonstraram que entre os preditores estudados, apenas os testes práticos de função (work samples) se constituíram como um preditor válido do desempenho profissional e da sua sub-dimensão desempenho de tarefa. A aptidão cognitiva geral e a consciensiosidade não facultaram um contributo estatisticamente significativo na predição, quer do desempenho profissional, quer das suas sub-dimensões. Por sua vez, este estudo sugere que os resultados no teste de raciocínio mecânico têm uma relação negativa, quer com o desempenho global, quer com as suas dimensões. As implicações teóricas e práticas destes resultados foram analisadas e discutidas | Ciências Sociais |
12,867 | O impacto da responsabilidade social das empresas na implicação do colaborador com o trabalho e o efeito mediador da identificação organizacional | Questionário de Identificação e Implicação Organizacional (ASH - Auditoria do Sistema Humano),Escala RSE (Responsabilidade Social das Empresas),Responsabilidade social das empresas,Empresa, responsabilidade social,Identificação organizacional | Esta investigação insere-se na temática da Responsabilidade Social das Empresas (RSE) e teve como principal objectivo estudar o efeito mediador da Identificação organizacional na relação entre as percepções de práticas de Responsabilidade Social das Empresas e a Implicação do colaborador com o trabalho. Neste sentido, foi utilizada uma amostra de 287 indivíduos, provenientes de 13 empresas do sector cerâmico português, que responderam ao Questionário de Responsabilidade Social das Empresas (Inverno & Rebelo, 2007) e ao Questionário de Identificação e Implicação da Auditoria do Sistema Humano (ASH-II) (Quijano, Aparício, Bonavia, Masip, Navarro & Ruiz, 1999). O estudo das qualidades psicométricas de ambos os questionários apresentou-os como medidas fiáveis. Para testar a mediação, seguimos os procedimentos recomendados por Baron e Kenny (1986). Os resultados indicam que a Identificação organizacional é mediadora da relação entre as percepções de práticas de Responsabilidade Social das Empresas e a Implicação do colaborador com o trabalho. As implicações teóricas e práticas destes resultados são analisadas e discutidas. | Ciências Sociais |
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