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13,336
Perceções do impacto e efeitos da avaliação externa de escolas: análise dos contraditórios de 2011-2012
Avaliação externa de escolas
No atual contexto socioeconómico e político, com a valorização dos poderes locais, autonomia das escolas e, a definição de objetivos nacionais e de patamares de resultados a atingir, surge a problemática da avaliação de escolas como forma de as responsabilizar, numa perspetiva de prestação de contas à Administração central, comunidade local e ao público em geral, aspirando a melhoria da qualidade do sistema educativo, sendo o principal objetivo deste trabalho obter dados que contribuam para conhecer como as escolas percecionam a utilidade e eficácia da Avaliação Externa de Escolas (AEE). Na primeira parte deste trabalho, a revisão da literatura sobre a avaliação de escolas catapultou-nos para os estudos em torno da eficácia do desempenho das escolas, e, ainda, para as diferentes iniciativas e, enquadramento normativo-legal do sistema educativo em Portugal. A Lei n.31/2002 de 20 de dezembro instituiu um “sistema de avaliação da educação e do ensino não superior” com caráter obrigatório, tendo ocorrido o primeiro ciclo avaliativo entre 2006-2011 e iniciado o segundo ciclo no ano de 2011-2012. Após a receção do projeto de relatório de AEE, as escolas podem apresentar o contraditório à avaliação realizada. Na segunda parte deste trabalho realizámos um estudo empírico1 com base na análise dos 66 contraditórios produzidos pelas escolas em Portugal continental, no ano de 2011-2012. A análise de conteúdo dos contraditórios foi feita a partir da produção de uma matriz, que incluiu 4 categorias: A-Atitude das escolas perante a AEE; B-Discordâncias quanto à operacionalização do quadro de referência; C-Impactos e efeitos da AEE e D-Sugestões de melhoria ao modelo. A análise e interpretação dos dados dos contraditórios permite-nos referir que as escolas percecionam a AEE como um instrumento de gestão, de autoconhecimento e de melhoria na organização de processos de planeamento. Na sua perspetiva, alguns indicadores de AEE carecem de sustentação legal, outros necessitam de maior objetivação e quantificação, ou ainda, são considerados em número insuficiente para uma apreciação alargada e longitudinal do trabalho desenvolvido. A AEE parece ter incentivado a interação das escolas com o meio, traduzindo-se em inúmeras iniciativas e projetos desenvolvidos, denotando preocupações com a diminuição do abandono escolar e a inclusão social e com o trabalho desenvolvido ao nível da gestão de recursos, a intervenção das estruturas intermédias. Nas práticas de autoavaliação percebe-se que ainda há caminho a percorrer, devido a dificuldades na sua operacionalização, no entanto percebe-se também, que a AEE incentivou, em muitas escolas estas práticas, enquanto instrumento de melhoria e mecanismo de autorregulação. As sugestões de melhoria ao modelo de AEE passam por mais tempo das visitas, um maior número de variáveis e sua explicitação na contextualização dos resultados, o acesso à informação e instrumentos em que se baseia a avaliação da escola, de forma cabal e atempadamente.
Ciências Sociais
13,337
Conte-me a sua história: para uma abordagem centrada na pessoa junto de indivíduos de idade avançada na Região Autónoma da Madeira
Histórias de vida,Aconselhamento - idoso
É importante reconhecer a necessidade de escutar as narrativas da população com idade avançada por dois motivos principais: primeiro, porque a população idosa está a aumentar consideravelmente em Portugal; em 2011 cerca de 19% da população tinha 65 anos ou mais (INE, 2011), e segundo, porque o aconselhamento actualmente se centra maioritariamente na população em idade activa (Lima, 2012). O objectivo deste trabalho foi abordar e abranger a área do aconselhamento junto da população idosa, atendendo a diferentes contextos habitacionais. A amostra foi constituída por 11 pessoas que habitam: na sua própria casa, em casa de familiares ou em internamento num lar. As histórias de vida, recolhidas a partir de entrevistas, foram o instrumento utilizado para obtenção dos dados. Assim, através da entrevista semiestruturada, os sujeitos contaram a sua história de vida o mais exaustivamente possível. Deste modo, obteve-se uma visão abrangente e aprofundada sobre cada indivíduo. Os resultados sugerem que as pessoas que estão a passar por um processo de luto, as que vivem sozinhas, ou que vivem ou frequentam um lar, por imposição de familiares ou por não terem ninguém próximo, têm maiores necessidades de aconselhamento. As pessoas com situações mal resolvidas no passado, nas quais se incluem os atritos familiares, e as pessoas que entraram há relativamente pouco tempo na reforma, mostraram ter também maiores necessidades de aconselhamento.
Ciências Sociais
13,338
Preditores do reemprego depois dos 40 anos
Desemprego,Empregabilidade,Meia-idade,Auto-estima,Afetividade positiva,Afetividade negativa
O presente estudo visa compreender o contributo de um conjunto de variáveis na explicação do reemprego em adultos com idades superiores a 40 anos, tais como a satisfação com a vida; intensidade da procura de emprego; afetividade positiva e negativa; auto-estima; dificuldades financeiras; empregabilidade e networking confrot. Para o efeito foram recolhidos dados de uma amostra com 299 sujeitos do sexo masculino e feminino e serão retiradas implicações práticas tendo em vista auxiliar os desempregados com mais de 40 anos a reentrar no mercado de trabalho.
Ciências Sociais
13,339
Representações sociais da violência entre parceiros íntimos: estudo exploratório junto de profissionais de saúde : influência do sexo e anos de experiência profissional
Violência entre parceiros íntimos,Representações sociais
O estudo aqui representado tem como principal objetivo explorar as representações sociais de profissionais de saúde relativamente ao fenómeno da violência entre parceiros íntimos. Para além disso, foi explorada também a relação entre as representações sociais e a vivência da violência. Estes estudos foram realizados com base na influência das variáveis sexo e anos de experiência profissional. Para esta análise recorremos, para além de um questionário sociodemográfico, a mais três instrumentos, dois relativos à legitimação e crenças acerca da violência, Questionário da Violência Conjugal – Histórias (QVC-HIST) e Questionário de Violência Conjugal – Causas, Manutenção e Resolução (QVC-CMR) e um outro, The Revised Conflict Tactics Scale (CTS-2), referente às vivências da violência no namoro, sendo que neste estudo apenas foi avaliada a cronicidade das mesmas. Este estudo contou com uma amostra de 156 sujeitos, sendo 126 do sexo feminino e 30 do sexo masculino. E revelou dados que afirmam a influência da variável sexo nas crenças e legitimação da violência.
Ciências Sociais
13,340
O conselho municipal de educação na configuração da política educativa local
Política educativa,Poder local
Num contexto caracterizado por mudanças que têm vindo a dar maior protagonismo à ação dos municípios na condução da política educativa local, desenvolvemos o presente estudo, de natureza qualitativa, com o objetivo de conhecer as perceções dos membros do Conselho Municipal de Educação de Leiria (CMEL) sobre o papel e o desempenho do CME na configuração da política educativa local (PEL). O estudo de caso foi a metodologia adotada e a entrevista semiestruturada a técnica de recolha de dados utilizada, tendo ainda sido efetuada análise documental. Este estudo de caso conta a história do CMEL desde a sua criação até à atualidade, privilegiando-se as dinâmicas de participação dos seus representantes institucionais, as parcerias desenvolvidas, e a articulação entre a política local e central. Os resultados obtidos revelam que o CMEL foi criado e moldado de acordo com o contexto político local. O CMEL é um potenciador de reflexão entre os diferentes parceiros, constatando-se uma articulação entre o poder local e as diversas estruturas educativas, que justificam a necessidade da continuidade do CMEL, na expetativa de este conduzir a uma política educativa local.
Ciências Sociais
13,342
O efeito moderador dos acontecimentos de vida negativos na relação entre flourinshing (bem-estar subjetivo) e sintomatologia depressiva, numa amostra de adolescentes portugueses
Depressão, adolescente,Acontecimentos de vida,Bem-estar subjectivo, adolescente
A importância do estudo da Perturbação Depressiva Major em adolescentes vem crescendo, assumindo um papel de destaque na investigação. Esta assume-se como uma perturbação grave, que pode ter consequências nas diversas áreas da vida dos adolescentes, acarretando consigo outros problemas e comportamentos de risco. Daí a evidente necessidade em se procurar uma melhor compreensão do problema nesta faixa etária. No presente estudo, de desenho transversal, pretendeu-se estudar a relação entre o flourishing (bem-estar subjetivo) e a sintomatologia depressiva. Adicionalmente analisou-se o efeito moderador dos acontecimentos de vida negativos (AVN) nessa relação. A amostra recolhida foi constituída por 319 adolescentes (217 raparigas e 102 rapazes), do 8º e 9º ano de escolas do centro do país. As idades dos participantes variaram entre os 13 e os 15 anos. A sintomatologia depressiva foi avaliada pelo Child Depression Inventory (CDI); os AVN foram avaliados pelo Daily Hassles Microsystem Scale (DHMS) e o flourishing pelo Mental Health Continuum Short Form (MHC-SF). Os resultados da investigação revelaram a existência de uma relação positiva entre os AVN e a sintomatologia depressiva, ao passo que mostraram que o flourishing se relaciona de forma negativa com os sintomas depressivos. Também foi possível verificar que os AVN e o flourishing predizem a sintomatologia depressiva e foi ainda encontrado um efeito de moderação dos AVN na relação entre flourishing e sintomatologia depressiva.
Ciências Sociais
13,343
Modelo trifatorial da psicopatia: características psicométricas da versão portuguesa do Inventário de Traços Psicopáticos - ITP
Psicopatia
O modelo trifatorial da psicopatia proposto por Cooke e Michie (2001) conceptualiza o construto de psicopatia a partir de um conjunto de três dimensões da personalidade: estilo interpessoal arrogante e dissimulado, experienciação afetiva deficitária e estilo comportamental impulsivo e irresponsável. Tendo como referência este modelo, o Inventário de Traços Psicopáticos (ITP; Andershed, Kerr, Stattin, & Levander, 2002; tradução e adaptação portuguesa de Simões, Abrunhosa Gonçalves & Lopes, 2010) avalia a existência de traços psicopáticos em adolescentes. Numa amostra de 834 adolescentes da população geral, a dimensionalidade do inventário foi verificada através de uma Análise Fatorial Confirmatória. Os resultados confirmam uma estrutura idêntica à versão original (Andershed et al., 2002). Os dados mostram que o inventário possui uma boa consistência interna (ITP total = .929), uma adequada estabilidade temporal e uma boa validade convergente. À semelhança de outras investigações, a subescala frieza emocional apresentou resultados pouco robustos. Apesar das limitações encontradas, os dados obtidos sugerem o ITP como uma medida útil para ser utilizada na população adolescente portuguesa, tornando-se necessário, em futuras investigações, o aprimoramento da escala, bem como, a confirmação dos resultados com outro tipo de amostras.
Ciências Sociais
13,344
As metas curriculares de português do 1º ciclo: o que pensam os professores?
Língua portuguesa, ensino,Ensino básico 1º ciclo, currículo
As novas Metas Curriculares de Português são uma iniciativa recente do Ministério da Educação e Ciência e vêm no seguimento da revogação das normas orientadoras do “Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais”. Estas parecem ter grande utilidade na prática pedagógica, indicando objetivos que o Professor deve cumprir. Neste trabalho de cariz exploratório e design correlacional, procurou-se perceber qual o conhecimento e que perceções têm os Professores do 1.º Ciclo acerca das novas Metas Curriculares de Português do 1.º ciclo. Para isso recolheu-se uma amostra de 101 Professores, 27,7% homens e 69,3% mulheres, de diferentes agrupamentos de escola pertencentes ao concelho de Coimbra, que responderam a um questionário desenvolvido para o efeito. A análise dos dados recolhidos, com um instrumento que mostrou ter qualidades psicométricas adequadas, permitiu concluir que os Professores que participaram neste estudo revelam ter conhecimento das Metas Curriculares de Português do 1.º ciclo. Estes admitem que as metas nos domínios da leitura e escrita são úteis aos Professores e ajudam na prática pedagógica, orientando o ensino/aprendizagem. No futuro seria importante aprofundar este estudo no sentido de recolher novos dados que respondessem às necessidades de formação dos Professores.
Ciências Sociais
13,347
Compaixão submissa, uma estratégia de ranking social: compreensão da sua natureza e função
Compaixão
Estudos recentes sugerem que ser compassivo e ajudar os outros promove o bem-estar e comportamentos de proximidade e ligação (Gilbert, 2005; Goetz et al., 2010). No entanto, as pessoas podem ser motivadas para a compaixão por diferentes razões. Em contraste com a compaixão genuína, quando o comportamento de carinho funciona como uma estratégia de desenvolver uma boa reputação, como ter uma imagem positiva na mente dos outros e, com isso, evitar a rejeição, designa-se de compaixão submissa (Catarino, Gilbert, McEwan, & Baião, 2013). Segundo a perspetiva evolucionária, esta forma de prestar cuidado aos outros pode estar associada às estratégias defensivas da ameaça social (e.g. rejeição, humilhação) e, como tal, estar negativamente associada ao bem-estar. O presente estudo pretendeu aferir e validar a Escala dos Motivos para a Compaixão (MCS; Catarino et al., 2014) para a população portuguesa, utilizando uma amostra de 519 sujeitos (32.4% do género masculino e 67.6% do género feminino). Foram analisadas as propriedades psicométricas da MCS. A estrutura fatorial foi de encontro à original, ou seja, uma estrutura unifatorial. A dimensionalidade da medida foi comprovada pela análise fatorial confirmatória, demonstrando bons índices de ajustamento. Os resultados também revelaram que MCS apresentou uma boa consistência interna, validade convergente e estabilidade temporal. Desta forma, este instrumento mostrou-se útil e fidedigno para a avaliação e investigação clínica da compaixão submissa.
Ciências Sociais
13,349
A experiência do desemprego: o contributo da esperança e das crenças de auto-eficácia na decisão de carreira
Desemprego,Empregabilidade,Carreira,Auto-eficácia
O desemprego é uma das questões mais abordadas no panorama actual do mundo do trabalho. Esta problemática distribui-se de forma incerta pelas diferentes faixas etárias e classes da população, caracterizando o actual mercado de trabalho, marcado por descontinuidades que conferem ao conceito de Empregabilidade um significado muito diferente do que vigorou até muito recentemente. A actual imprevisibilidade do mundo laboral justifica a emergência de novos modelos de carreira, denominados de proteanos e sem fronteiras. O principal foco deste estudo é a experiência desemprego, que é analisada a partir da consideração das variáveis psicológicas da Esperança e da Auto-Eficácia de Carreira em 176 sujeitos que se encontram nessa situação. Os dados recolhidos permitiram verificar uma associação positiva entre aquelas variáveis e algumas diferenças em função do género e das habilitações. Os resultados do presente estudo mostram-nos ainda que, apesar de não serem diferenças significativas, o sexo masculino tem maiores níveis de Esperança e menores de Auto-Eficácia de Carreira em relação ao sexo feminino e que os níveis de Esperança e de Auto-Eficácia de Carreira são mais elevados entre os sujeitos com um maior grau de habilitações. O presente estudo confirma a pertinência do Aconselhamento de Carreira durante o período de desemprego, realçando a necessidade de implementar programas de promoção de competências proactivas (procura de informação pertinente, como agir em entrevistas, como e o que apresentar no currículo, entre outras) para o sujeito orientar a carreira e se tornar atractivo para o mercado de trabalho. Atendendo à complexidade das variáveis envolvidas na situação de desemprego, são apontadas algumas linhas de investigação futura.
Ciências Sociais
13,350
A adultez emergente num contexto militar
Transição para a vida adulta - militares
Este estudo tem como cerne o processo de transição para a vida adulta, tendo por princípio que esta sofreu, ao longo dos últimos anos, profundas alterações no que diz respeito às especificidades que serviam como marcos para a progressiva construção do papel de adulto. Considerado hoje, por diversos autores dentro das abordagens desenvolvimentais, como um período com desafios e tarefas próprias, é explicitamente considerado por Arnett como possuidor de uma série de características que, pela sua especificidade, o demarcam da adolescência e da idade adulta, tais como o não assumir das responsabilidades características da idade adulta, a exploração da identidade, o sentimento in between. Com a realização deste trabalho, tendo como referencial teórico a teoria da “adultez emergente” de Arnett, procura-se analisar a transição para a idade adulta, numa amostra portuguesa com caraterísticas específicas. O objetivo primordial deste trabalho almeja descobrir a perceção que os jovens adultos militares têm no que diz respeito aos marcadores de transição para a idade adulta. De um modo particular pretendeu-se fazer uma comparação entre os jovens adultos que fazendo parte desta amostra estão em regime de contrato (no fim de 6 anos regressam à vida civil) e os jovens adultos que já estão no quadro permanente, ou seja, qual a importância que dão à fase de desenvolvimento humano que estão a vivenciar em relação a vários parâmetros das suas vidas (e.g., ter uma relação romântica estável, ter sucesso profissional), bem como a importância na consideração da sua profissão. A amostra é composta por 121 participantes, de ambos os géneros 68,60% do sexo masculino e 31,40% do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, das três classes de militares (Oficiais 23,97% , Sargentos 29,75% e Praças 46,28%).
Ciências Sociais
13,351
Indisciplina em sala de aula: um estudo com diretoras de turma e alunos do 9º ano do Agrupamento de Escolas de Góis
Indisciplina escolar,Relações professor-aluno
Pretendemos, neste estudo, conhecer as perspetivas de alunos e Diretoras de Turma do 9º Ano do Agrupamento de Escolas de Góis face ao tema indisciplina em sala de aula, bem como identificar algumas características que possam distinguir, ainda segundo a perspetiva dos mesmos sujeitos, o professor competente e o professor incompetente. Foi realizada uma revisão da bibliografia com vista a um enquadramento teórico do tema, que incidiu em assuntos como a indisciplina e sua definição, regras em sala de aula e características do professor competente e incompetente. De acordo com os objetivos do estudo, optou-se por uma metodologia de natureza qualitativa, tendo-se realizado um estudo de caso e recorrido à entrevista semiestruturada como técnica de recolha de dados. Realizaram-se entrevistas no Agrupamento de Escolas de Góis, às duas Diretoras de Turma do 9º Ano de escolaridade, para obter a opinião das mesmas acerca da disciplina/indisciplina em sala de aula e compreender quais os comportamentos/atitudes que os alunos têm em sala de aula e que são considerados de indisciplina. Pretendeu-se ainda saber se, na opinião das Diretoras de turma, os comportamentos de indisciplina estão relacionados com o professor e/ou as disciplinas e ainda, como é que as Diretoras de Turma lidam com os problemas de indisciplina, nomeadamente no âmbito da relação com os outros professores da turma e com os Encarregados de Educação. Também foram realizadas entrevistas a um grupo de 4/5 alunos de cada turma, com o objetivo de conhecer a sua opinião acerca da disciplina/indisciplina em sala de aula e compreender quais os comportamentos/ atitudes que apresentam em situação de sala de aula e que podem ser considerados de indisciplina. Pretendeu-se ainda perceber se, na opinião dos alunos, os comportamentos de indisciplina estão relacionados com o professor e/ou as disciplinas. Após a realização das entrevistas, procedeu-se à análise de conteúdo das mesmas, efetuando-se uma apresentação, análise e discussão das opiniões dos entrevistados. O estudo permitiu concluir que alunos e Diretoras de Turma apontam um conjunto de aspetos muito semelhante para caracterizar o professor competente/incompetente. Essas características foram também referidas em estudos já realizados anteriormente por diversos autores.
Ciências Sociais
13,352
O bem-estar subjetivo na adolescência: contributo das variáveis sociodemográficas, personalidade e espiritualidade
Bem-estar subjectivo - adolescente
O presente estudo tem como objetivo esclarecer as relações que o bem-estar subjetivo, as variáveis sociodemográficas, as variáveis de personalidade/autoestima e as variáveis de espiritualidade estabelecem entre si. Mais especificamente, pretende-se avaliar se as variáveis de espiritualidade são melhores preditoras do bem-estar subjetivo do que as variáveis sociodemográficas e de personalidade/autoestima. Para tal, recorreu-se a uma amostra de 488 adolescentes, tendo sido aplicada uma bateria de questionários. Através das análises de regressões múltiplas hierárquicas conclui-se que apesar das variáveis de personalidade/autoestima, serem as melhores preditoras do bem-estar subjetivo, as variáveis de espiritualidade também se revelam preditoras significativas. Os resultados obtidos representam um passo importante para a compreensão do bem-estar subjetivo nesta etapa de vida, bem como para a definição de intervenções que visem a sua promoção.
Ciências Sociais
13,353
A arte de ser velho: validação do Attitudes to Ageing Questionnaire e influência das atitudes face ao envelhecimento no bem-estar subjetivo
Envelhecimento,Bem-estar subjectivo - idoso
Na literatura científica regista-se um grande aumento do interesse no fenómeno do envelhecimento. Esta temática atual requer muita atenção por parte dos profissionais que lidam com a população idosa. Importa saber que comportamentos, emoções e pensamentos estão implicados nesta fase do ciclo de vida. Que atitudes são tomadas perante a velhice e que importância estas assumem para o bem-estar subjectivo das pessoas idosas. Assim, validou-se a escala Attitudes do Ageing Questionnaire - AAQ (Atitudes Face o Envelhecimento, Laidlaw et al., 2007) na população portuguesa para em seguida se poder avaliar qual a influência das atitudes sobre o envelhecimento no bem-estar subjectivo. Utilizou-se uma amostra de 120 sujeitos idosos entre os 65 e 93 anos, que responderam a um questionário sócio-demográfico, a um teste de rastreio cognitivo (MMSE), uma escala de afetividade (PANAS), uma escala de satisfação com a vida (SWLS), um teste que mede sintomatologia depressiva (GDS) e o AAQ que comporta três subescalas (Perdas Psicossociais, Mudança Física e Crescimento Psicológico). A organização deste instrumento de cariz internacional, que vai permitir a avaliação das atitudes perante o envelhecimento em diferentes culturas apresentou-se nestes três factores e revelou-se adequada à operacionalização e avaliação das atitudes face o envelhecimento, avaliada por sujeitos idosos, o que também foi corroborado noutros estudos com o AAQ. Este estudo permite concluir que atitudes mais positivas perante o envelhecimento aparecem associadas a maior afeto positivo e satisfação com a vida.
Ciências Sociais
13,354
Vinculação adulta e investimento parental
Vinculação,Investimento parental
O presente estudo tem como objetivo compreender as relações entre a vinculação adulta e o investimento materno no filho até um ano de idade, tendo em conta a possível mediação da variável confiança materna e relação com o cônjuge/companheiro. Foram objeto de estudo 105 mulheres com filhos até um ano de idade. Os resultados evidenciam algumas relações significativas, nomeadamente traços ansiosos do padrão de vinculação estão positivamente relacionados com o prazer que a mãe tem na relação com o seu filho, um maior conhecimento das necessidades do bebé correlaciona-se positivamente com um maior investimento socioemocional na criança e a ansiedade na gestão de relações de intimidade correlaciona-se de forma positiva com uma relação conjugal baseada na validação pessoal.
Ciências Sociais
13,355
Adaptação e bem-estar subjetivo no contexto universitario
Bem-estar subjectivo,Adaptação à universidade,Satisfação com a vida
Com a afluência de jovens a ingressar no ensino superior, é importante compreender que fatores estão inerentes a uma transição eficaz e são proporcionadores de bem-estar subjetivo. Inúmeros fatores se associam a uma adaptaçao positiva, envolvendo as dimensões pessoal, interpessoal e académicas do estudante universitário. A compreensão das dimensões e fatores influenciadores do sucesso da integração no novo contexto são cruciais para a implementação de estratégias proporcionadoras de suporte e bem-estar ao aluno universitário. Com o presente estudo pretende-se compreender o bem-estar subjectivo em estudantes universitários e analisar a influência das variáveis relacionadas com as vivências académicas no bem-estar subjetivo dos estudantes.
Ciências Sociais
13,356
Auto-supervisão no jardim de infância: contributos da observação e da voz das crianças
Supervisão pedagógica,Educação pré-escolar
Este trabalho pretende abordar alguns aspetos do processo de auto-supervisão em educação de infância, incidindo na mediação obtida pela observação e análise das perceções das crianças. Nesta linha pretende-se analisar o contributo de alguns instrumentos utilizados na prática educativa, com vista à promoção e melhoramento da qualidade da educação de infância. Tendo como objeto de estudo as perceções das crianças sobre a dinâmica do jardim de infância e a prática da educadora, realizou-se um estudo fenomenológico-interpretativo, de modo a recolher dados que permitissem alcançar os objetivos anteriormente enunciados. Para tal, as 10 crianças, que constituem a amostra, foram entrevistadas e observadas, mediante a utilização de três fichas de observação distintas (incidindo sobre oportunidades educativas, envolvimento e bem-estar). Os dados recolhidos na entrevista foram tratados com o recurso à análise de conteúdo, estabelecendo-se a triangulação entre estes e os dados obtidos através da observação. Deste modo, foi possível verificar que: as perspetivas das crianças espelham a prática educativa da educadora e o ambiente educativo vivido na Casa da Criança Maria Granado; os resultados obtidos permitem obter uma visão global da prática educativa da educadora bem como do respetivo contributo para a aprendizagem e desenvolvimento das crianças; os instrumentos são úteis e a sua utilização nos contextos de educação de infância constitui uma mais-valia para o processo de observação, registo e análise da prática educativa, numa perspetiva de auto-supervisão, apoiando o processo de autoanálise e de autoavaliação da educadora.
Ciências Sociais
13,357
Olhares cruzados sobre a deficiência e a inserção profissional: um estudo de caso sobre o Projeto Casa de Chá : representação social da deficiência e da inserção profissional
Deficiente,Inserção profissional
A presente dissertação, sendo este um trabalho baseado num estudo teórico de natureza reflexiva, tomará a forma de estudo de caso. Este estudo, segundo Becker (1992), permite restringir a pesquisa a um determinado grupo, por razões práticas. Assim, perante a impossibilidade de estudar toda a problemática da deficiência, sendo esta a problemática definida como objeto de estudo, este dedicar-se-á à perceção do impacto que a inserção profissional de pessoas portadoras de deficiência no projeto “Casa de Chá”, pode ter relativamente à representação social da deficiência. Para tal, foi definida como amostra, não só, os clientes do projeto, como a equipa coordenadora, nomeadamente a equipa técnica e as funcionárias, e os jovens portadores de deficiência inseridos, mais concretamente aqueles que mais tempo passam na Casa de Chá, designados como as “caras do projeto”. Deste modo, ambicionou-se percecionar as distintas perspetivas acerca do mesmo tema, na tentativa de realizar o cruzamento de informação e obter dados conclusivos neste sentido, através da administração de entrevistas.
Ciências Sociais
13,358
Trajetórias de desenvolvimento da perturbação de hiperatividade com défice de atenção: percurso escolar, comorbilidades e funcionamento neurocognitivo
Perturbação de hiperactividade e défice de atenção
De forma a analisar o impacto da PHDA na trajetória de desenvolvimento individual, nomeadamente no que concerne a evolução das funções neurocognitivas da atenção e do sistema executivo e o percurso escolar e rendimento académico, avaliámos 31 crianças/adolescentes, com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos, inicialmente diagnosticadas com PHDA em 2005/2006, por uma equipa multidisciplinar do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico de Coimbra. Os resultados obtidos sugerem: o caráter permanente da perturbação e a confirmação do perfil de sintomas, consoante a idade; um percurso escolar marcado por um baixo número de retenções, apesar do rendimento escolar estar longe de ser brilhante; a quase ausência de queixas escolares e de poucos problemas na interação com os pares. Observa-se, ainda, que a maior parte das crianças com PHDA não beneficiam de um regime educativo especial. No que se reporta ao perfil neuropsicológico, ao nível das duas funções neurocognitivas analisadas, da atenção e do sistema executivo, no intervalo de tempo considerado, registam-se ganhos significativos nas comparações quer a curto prazo (2005-2006), quer a longo prazo (2005-2012).
Ciências Sociais
13,360
O ensino de uma segunda língua
Ensino de uma segunda língua
O trabalho aqui apresentado tem por principal objetivo estudar aspetos da prática pedagógica ligados ao ensino de uma segunda língua, a partir de um questionário aplicado a professores do ensino básico e secundário. Começa-se por apresentar e analisar algumas conceções de segunda língua e alguns problemas relacionados com a sua aquisição e aprendizagem, tais como o da idade e contextos em que as mesmas ocorrem. Apresenta-se também uma breve síntese dos métodos de ensino de uma segunda língua. No âmbito do ensino, são, ainda, analisados alguns documentos importantes como são os casos do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECRL), e, a nível nacional, os programas escolares, as metas de aprendizagem, as metas curriculares, e outra legislação emanada do Ministério da Educação. No estudo empírico, através de um questionário aplicado a docentes do ensino básico (2º e 3º ciclos) e secundário, o presente trabalho procura investigar aspetos como as conceções que aqueles têm sobre o ensino e a aprendizagem de uma segunda língua, as práticas e métodos de ensino referidos como sendo mais utilizados e as formas de avaliação mais valorizadas. Verifica-se que os professores de línguas recorrem a várias metodologias de ensino, e que têm em conta as caraterísticas dos alunos e as suas experiências como profissionais do ensino. Valorizam diferentes formas de ensino e de avaliação de uma segunda língua, tendo consciência do público-alvo e dos vários níveis de ensino, com que se defrontam na Escola de hoje. Este é assim um professor, atento às diferenças culturais e sociais dos vários alunos, e que conduz a sua ação no sentido de que todos adquiram os conhecimentos indispensáveis ao prosseguimento dos seus estudos e às necessidades da sociedade atual.
Ciências Sociais
13,361
O sentido da vida e a inevitabilidade da morte: para uma abordagem psicológica na educação para a morte
Atitudes perante a morte
O presente trabalho pretende abordar as diferentes perspectivas sobre como se encara a própria morte e a do outro, à luz da procura do sentido da existência, com o propósito de desbravar caminho e quebrar tabus, na tentativa de sugerir mais formação acerca do tema, no contexto da Psicologia. A Morte é a única certeza que o ser humano tem, mas a esta certeza somam-se medos e dúvidas infindáveis, que influenciam a Vida e o modo como a vivemos, connosco mesmos e com os outros. O ser humano parece viver a vida a fugir da morte. Como se de algo que só acontece aos outros se tratasse. Parece encará-la como a maior desgraça de todas, como sendo anti natura. Este tema surge como fundamental para o despertar das consciências, para que o assunto seja enfrentado e assumido como natural. Pretende-se, com este trabalho, fundamentar a necessidade, cada vez mais nítida, de se criar disciplinas e outros contextos de formação com esta temática, no sentido de fornecer as ferramentas necessárias aos técnicos de saúde, particularmente aos psicólogos, para que estejam aptos para ajudar a lidar com a morte e o morrer, uma vez que este é, definitiva e incontornavelmente, o único desfecho da nossa existência. Este tema será abordado com indivíduos cuja existência assenta, convictamente, em bases religiosas - freis, padres e missionárias - e com professores de Filosofia, de forma a compreender o seu pensar e viver a Vida e a Morte, a própria e a dos outros. O trabalho de campo será fundamentado pela Grounded Theory e, na tentativa de dar um enquadramento teórico às questões abordadas, tomaremos como base os princípios fundamentais da perspectiva existencialista, abordando o tema no seu sentido mais natural e real, como acontecimento irreversível que é, com a sensibilidade que a ele também diz respeito.
Ciências Sociais
13,362
Relação entre eliminação de fonemas (Sicole-R), compreeensão da leitura (Prolec-R) e o desempenho na leitura dos alunos: estudo numa amostra de crianças do 4º ano de escolaridade
Consciência fonológica,Leitura
Apesar dos inúmeros estudos sobre o desempenho da leitura, existe em uma carência de instrumentos portugueses que avaliem os processos envolvidos na leitura. Neste sentido, pretende-se analisar as relações entre consciência fonológica (eliminação de fonemas), desempenho na leitura e perceção dos professores das capacidades leitoras, de uma amostra de 30 alunos. Para este estudo, recorreu-se a dois instrumentos (Sicole-R e a Prolec-R), que se encontram em processo de aferição para a população portuguesa e a um questionário sobre o desempenho dos alunos na leitura. Foi utilizada uma metodologia quantitativa, na análise descritiva das 9 provas da Prolec-R e da prova eliminação de fonemas da Sicole-R e na análise da perceção dos professores, pretendendo-se verificar as correlações entre a consciência fonológica, o desempenho na leitura e a perceção dos professores. Nos resultados deste estudo, foram encontradas correlações estatisticamente significativas entre a consciência fonológica (eliminação de fonemas) (Sicole-R) e a perceção dos professores e entre 7 provas do desempenho na leitura (Prolec-R) e a perceção dos professores. No entanto, neste estudo não foi verificada nenhuma associação estatisticamente significativa entre a consciência fonológica (Sicole-R) e o desempenho na leitura (Prolec-R). Estes resultados sugerem que a perceção dos professores sobre o desempenho dos seus alunos está associada à consciência fonológica (Sicole-R) e ao desempenho na leitura (Prolec-R), sendo que o desempenho na leitura não esta associado à consciência fonológica. Estes resultados contradizem, na sua maioria, os de outros estudos empíricos, podendo justificar-se pela reduzida dimensão da amostra.Palavras-chave: leitura, consciência fonológica, linguagem oral e linguagem escrita.
Ciências Sociais
13,363
Cyberbullying: um fenómeno emergente nos jovens portugueses
Cyberbullying
A presente investigação teve como objetivo verificar a ocorrência e frequência do cyberbullying em duas escolas situadas em contextos sócio demográficos distintos. Para além disso, pretendeu-se verificar os tipos de cyberbullying praticados, os meios e equipamentos usados, os motivos e os sentimentos gerados pelo cyberbullying, tanto na perspetiva das vítimas como na perspetiva dos agressores. Pretendeu-se também observar as percepções dos participantes quanto às relações com a família e quanto ao ambiente na escola. A amostra é constituída por 467 alunos pertencentes aos distritos de Coimbra e Leiria, com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos, que frequentam o 5º, 6º, 7º, 8º e 9º ano de escolaridade. Os resultados demonstram que 10,1% admitiram ter sofrido de cyberbullying pelo menos uma vez no último ano e 5,1% confessaram ter sido agressores. Os dados obtidos revelam um cenário preocupante perante um tema cada vez mais emergente na nossa sociedade, acompanhado pela constante evolução das tecnologias da informação e comunicação.
Ciências Sociais
13,365
Ser mãe: o caso das mães que têm como ocupação de subsistência a prostituição
Prostituição,Maternidade
Os estudos sobre questões da família e, especificamente, sobre aspetos relacionados com a maternidade, são numerosos e esclarecedores no que toca, por exemplo, às exigências dessa tarefa das mulheres mães. Contudo, o caso das mães que têm como ocupação de subsistência a prostituição encontra-se pouco aprofundado. Neste estudo pretendeu-se compreender de que forma o preconceito relativamente à prostituição poderá influenciar a perceção e a forma como as mães prostitutas vivenciam a maternidade. A investigação foi levada a cabo à luz dos preceitos da teoria assente nos dados (grounded theory). Para tal, efetuaram-se nove entrevistas semiestruturadas a prostitutas de rua com um ou mais filhos e com vários anos de vida na prostituição. A partir da análise dos dados foi possível verificar coerência com a literatura, uma vez que os filhos são resultado de uma relação afetiva e são muitas vezes inesperados, surgindo cedo no percurso vital destas mulheres, que os assumem como a sua razão de viver.
Ciências Sociais
13,366
Orientações dos objetivos, emoções de realização e rendimento escolar
Rendimento escolar,Motivação dos alunos
A motivação académica e o rendimento escolar dos alunos são mediados por variáveis de natureza cognitiva e afetiva, cuja complexidade exige o aprofundamento dos processos que viabilizem a promoção de estratégias de ensino-aprendizagem conducentes ao envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem e consequente sucesso escolar. A investigação no âmbito da psicologia da educação tem vindo a apontar a orientação dos objetivos e as emoções de realização como constructos centrais para a compreensão da motivação em contexto escolar. Assim, esta dissertação de mestrado em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores propõe-se analisar a relação entre aqueles constructos e o rendimento escolar numa amostra de 358 adolescentes de ambos os sexos, do 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, recolhida em três escolas portuguesas do ensino não público. Procedeu-se a um estudo quantitativo não experimental e correlacional a partir dos dados recolhidos com a administração das versões portuguesas de algumas escalas do Patterns of Adaptative Learning (PALS) e do Achievement Emotions Questionnaire (AEQ), tendo-se operacionalizado o indicador do rendimento escolar através da média das notas do 1º período (2012-2013) nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Inglês e Ciências. Os resultados obtidos apontam que o rendimento escolar se associa positivamente com a instrumentalidade conferida à escola e à experiência das emoções de orgulho e de entusiasmo durante as aulas, e negativamente com as emoções de ansiedade, raiva e desesperança. Neste trabalho não se verificou, porém, uma relação significativa entre o rendimento escolar e a orientação para a mestria, mas sim uma relação negativa e significativa entre rendimento escolar e orientação para o resultado. Além disso, o rendimento escolar revelou-se positivamente associado ao nível de escolaridade do pai e da mãe, e a frequência da experiência de emoções positivas durante as aulas revelou-se mais elevada entre os alunos sem retenção escolar prévia. Os dados reiteram a relevância de se atender às dimensões afetiva e cognitiva na otimização do processo de aprendizagem em contexto escolar, concluindo-se pela necessidade da prossecução da investigação neste domínio.
Ciências Sociais
13,367
Rankings e avaliação externa de escolas: que relação?
Avaliação externa de escolas,Ranking de escolas
A presente dissertação teve como objetivo analisar a relação entre a Avaliação Externa de Escolas e os resultados dos alunos nos exames nacionais do 9º. 11º e 12º anos, expressos nos rankings das escolas. Para o efeito procedemos à revisão da literatura especializada no domínio da eficácia e avaliação de escolas, seguida da problematização dos rankings. Posteriormente, num estudo empírico de natureza documental, criámos uma base de dados com um grupo de escolas da zona centro, que no ano letivo 2011-2012 tinham sido sujeitas ao segundo ciclo de avaliação externa, analisando a relação entre as posições ocupadas nos rankings nacionais (9.ºano, 11º ano e 12.º ano) e as classificações atribuídas pela Inspeção-Geral da Educação no processo de avaliação externa dessas mesmas escolas. Os dados revelam a existência de relação significativa entre posição no ranking e a classificação no domínio Resultados no quadro de AEE, não se revelando significativa relativamente aos restantes domínios. Todavia, admitíamos que essa relação seria mais elevada no segundo ciclo de AEE dado que se verificou uma contextualização quer dos rankings quer dos resultados académicos na AEE, o que só se verificou nos nossos dados relativos às escolas secundárias. Acresce, no entanto que a contextualização ao nível dos rankings e ao nível dos resultados académicos na AEE não obedece exatamente aos mesmos critérios.
Ciências Sociais
13,368
O conflito interparental e a criança: percepção e ajustamento
Conflito interparental
A investigação dos últimos trinta anos tem assinalado que a exposição a níveis elevados de conflito interparental constitui um factor de risco para o ajustamento de crianças e adolescentes, sendo crescentemente valorizada a análise dos processos de interpretação das crianças sobre o conflito e o seu impacto em termos de problemas de internalização e de externalização. Considerando que o conflito interparental pode originar problemas no ajustamento, desenhou-se um estudo empírico com o objectivo de analisar se eventuais índices elevados de percepção de conflito interparental das crianças se encontram relacionados com resultados reveladores de transtornos de internalização e de externalização, e dificuldades académicas. Para tal, foram utilizados dois instrumentos de auto-relato numa amostra de crianças e adolescentes portugueses. Participaram neste estudo 158 alunos com idades compreendidas entre os 11 e os 17 anos, de uma escola secundária do centro do país. Para a recolha de dados, recorreu-se à Escala de Percepção da Criança dos Conflitos Interparentais (CPIC) para averiguar a percepção do conflito interparental, e ao Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ) para avaliar as emoções e o comportamento. Pretendese, desta forma, analisar a relação entre as percepções do conflito interparental e os níveis emocionais e comportamentais, a fim de detectar problemas de ajustamento considerados de risco para o desenvolvimento saudável das criança e adolescentes. Os resultados assinalaram diferenças estatisticamente significativas, em sentido crescente, entre os níveis de exposição ao conflito interparental medidos pelo CPIC e os níveís de problemas de internalização e de externalização assinalados pelo SDQ. Quanto maior o nível de conflito interparental percebido, maiores foram valores emocionais e comportamentais registados, sendo a relação estatisticamente significativa. Não se verificaram diferenças significativas no comportamento pró-social. Ao nível da análise entre as percepções do conflito interparental e as variáveis demográficas, os resultados da amostra são consistentes com as principais conclusões empíricas da literatura.
Ciências Sociais
13,369
Atitudes educativas parentais, resiliência e rendimento académico do adolescente: análise de relações e contributo de variáveis demográficas
Desempenho académico,Parentalidade,Resiliência,Adolescência
Na presente investigação pretendeu-se analisar as relações entre a qualidade da parentalidade, a resiliência e o rendimento escolar dos adolescentes, medido através das médias das classificações finais de cada um dos três níveis da estrutura modular do ensino profissional (sociocultural, cientifico e técnico e tecnológico dos cursos de nível II e nível IV). A qualidade da parentalidade foi considerada a partir da intensidade da perceção do afeto e das práticas parentais e a resiliência incluiu os recursos de resiliência (internos e externos) percecionados pelo adolescente. Para uma melhor compreensão das variáveis em estudo, foram tidos em conta os contributos de variáveis demográficas, tais como, nacionalidade, género, habilitações dos pais, nível socioeconómico e tipo de família. Foram inquiridos 282 adolescentes de duas escolas da Associação Diogo de Azambuja (71.63% da EPM e 28.37% da EPAAD), na região centro do país, distribuídos por diferentes anos de escolaridade (do 7º ao 12º ano), dos quais 61.70% eram do género masculino e 38.30% do género feminino, com idades compreendidas entre os 14 e 23 anos (média de 17.84; DP=2.02). Para avaliação das variáveis em estudo, utilizámos o IPA (Streit, 1978; Fleming, 1997), o HKRA (Constantine & Benard 2001), os resultados escolares do final do ano letivo 2011/2012 e, ainda, um questionário sociodemográfico construído para o efeito. Os dados revelam interessantes contributos das variáveis demográficas a nível das variáveis em estudo, registando-se diferenças em função da nacionalidade, do género, do tipo de família e das habilitações do pai. Embora não tenham sido encontradas associações relevantes entre o rendimento escolar, por um lado, e as atitudes parentais ou a resiliência, por outro, os dados revelam algumas relações entre as atitudes parentais e a resiliência. Os resultados obtidos sugerem, de um modo geral, que a perceção que os adolescentes têm do afeto parental e das atitudes parentais (conceptualizada como um recurso externo) se relacionam com os recursos de resiliência, nomeadamente os recursos externos e o envolvimento em casa, podendo influenciar o desenvolvimento adaptativo e positivo do adolescente em diversas áreas (social, académica e da saúde).
Ciências Sociais
13,370
Parentalidades e estruturas familiares: um estudo sobre o seu impacto no sucesso escolar dos adolescentes
Parentalidade,Sucesso escolar - adolescente,Relações familiares
Os resultados académicos e o desenvolvimento de competências dos jovens durante a infância e adolescência são influenciados por vários factores biológicos, psicológicos e sociais. Neste estudo analisamos o impacto que as variáveis familiares têm no sucesso escolar e no desenvolvimento das crianças. A estrutura familiar influencia o seu desenvolvimento, quer ao nível da sua estrutura e organização, quer ao nível das características individuais de cada um dos seus membros. No nosso estudo concluímos existirem relações significativas entre as características de cada progenitor, a harmonia do casal e a estabilidade da família, com o sucesso escolar. Verificou-se também não existir nenhuma relação entre o desemprego, os factores económicos, com o sucesso escolar. Quanto ao tipo de famílias (monoparentais, reconstituídas e tradicionais) os nossos resultados sugerem não existir relações entre os vários tipos de estrutura e os resultados académicos, indicando a existência de mudanças sociais positivas ao nível dos estereótipos de boa e má família.
Ciências Sociais
13,371
Indecisão e escolha vocacional: um estudo com alunos do 9º ano de escolaridade
Indecisão vocacional
A indecisão vocacional é perspetivada, muitas vezes, como o resultado de interferências negativas entre fatores familiares e de desenvolvimento pessoal. No presente estudo procura-se analisar empiricamente as relações existentes entre ansiedade, a autoestima, identidade vocacional e a certeza vocacional, que funcionariam como preditores da indecisão vocacional num processo de escolha vocacional. Neste estudo procedeu-se a uma análise crítica das abordagens teóricas sistémica e construtivista, que procuram analisar as dificuldades de escolha e indecisão vocacional dos sujeitos. As teorias abordadas e os trabalhos de investigação explanados, que pretendiam analisar a relação entre as diferentes variáveis e indecisão vocacional, conduziram a resultados pouco consistentes e conclusivos.
Ciências Sociais
13,372
O desenvolvimento grupal como preditor da emergência de conflitos em equipas desportivas
Equipas desportivas,Desenvolvimento grupal,Conflitos
O objectivo primordial da presente investigação consistiu em analisar a relação existente entre as fases de desenvolvimento grupal, definidas pelo Modelo Integrado de Desenvolvimento Grupal de Miguez e Lourenço (2001), e a emergência de conflitos (i.e., conflitos de tarefa e socioafectivos) em equipas desportivas. Com este estudo pretendemos expandir ao domínio do desporto, os estudos já realizados nesta linha de investigação (e.g., Monteiro, 2007; Dimas, Lourenço & Miguez, 2008; Guimarães, 2009). Para tal, procedemos à realização de um estudo empírico, de cariz não experimental e focado no nível da análise grupal, no qual utilizando a Escala de Desenvolvimento Grupal no Desporto (Pinto, 2011) e a Escala de Avaliação do Conflito Intrgrupal (Dimas, 2007), foram analisadas 47 equipas desportivas. Os resultados obtidos através da técnica de análise de regressão linear múltipla, demonstraram que a segunda fase de desenvolvimento grupal é um preditor positivo da emergência de conflitos de tarefa e sociafectivos. Contrariamente, a primeira fase de desenvolvimento grupal revela ser um preditor negativo da ocorrência de ambos os tipos de conflito.
Ciências Sociais
13,373
O efeito moderador do género na relação entre as estratégias cognitivas de regulação emocional e a sintomatologia depressiva, numa amostra de adolescentes
Depressão, adolescente,Regulação emocional
A depressão é uma das perturbações psicológicas mais prevalentes entre os adolescentes. As raparigas apresentam maior prevalência de sintomatologia depressiva do que os rapazes, sobretudo a partir dos 15 anos, altura em que tende a ocorrer o primeiro episódio de depressão major. As estratégias cognitivas de regulação emocional mal adaptativas têm vindo a ser apontadas como um fator de risco para a depressão e como um fator explicativo das diferenças de género ao nível da sintomatologia depressiva. O principal objetivo deste estudo foi testar o efeito moderador do género na relação entre as estratégias cognitivas de regulação emocional e a sintomatologia depressiva. A amostra foi constituída por 319 adolescentes, com idades entre os 13 e os 15 anos. Medidas de autorresposta foram utilizadas para aceder à sintomatologia depressiva (CDI) e às estratégias cognitivas de regulação emocional (CERQ). As raparigas apresentaram maior tendência para recorrer a estratégias cognitivas mal adaptativas de regulação emocional. A sintomatologia depressiva foi predita positivamente pela catastrofização para ambos os géneros e pela autoculpabilização e ruminação para as raparigas. Quanto a estratégias adaptativas, a reavaliação positiva e o replaneamento mostraram-se preditores negativos da sintomatologia depressiva para as raparigas. Culpar o outro mostrou ser um preditor negativo de sintomatologia depressiva para os rapazes. Encontrou-se ainda um efeito moderador do género na relação entre a estratégia cognitiva de reavaliação positiva e a sintomatologia depressiva. Os resultados mostram a importância de intervir clinicamente com os adolescentes ao nível das estratégias cognitivas de regulação emocional mal adaptativas e de promover a utilização da estratégia de reavaliação positiva, de modo a reduzir o risco de sintomatologia depressiva. A consideração destes resultados poderá contribuir, ainda, para delinear estratégias de prevenção eficazes.
Ciências Sociais
13,375
O papel moderador da inteligência emocional na relação entre regulação emocional e bem-estar: um estudo com trabalhadores portugueses
Regulação emocional,Bem-estar,Inteligência emocional
As emoções são consideradas um aspecto fundamental do comportamento humano, uma vez que influenciam o modo como actuamos e interagimos em diversas situações, incluindo no trabalho. Por este motivo, é relevante estudar de que forma os indivíduos gerem e regulam as suas emoções em contexto laboral, analisando e compreendendo os efeitos dessa gestão no seu comportamento e no dos outros com os quais interagem. A área de estudo que se refere aos processos pelos quais as pessoas influenciam as suas emoções denomina-se de regulação emocional.1 Com esta investigação pretendeu-se averiguar o impacto de diferentes estratégias de regulação emocional no bem-estar dos trabalhadores, analisando também o papel moderador da inteligência emocional nessa mesma relação. De modo a cumprir este objectivo, foram utilizadas as escalas Emotion Regulation Profile-Revised de Nelis, Quoidbach, Hansenne, e Mikolajczak (2011), adaptada numa versão reduzida de Gondim et al. (in press) – que avalia a regulação emocional; Medida de Inteligência emocional de Siqueira, Barbosa, e Alves (1999) – que avalia a inteligência emocional; e a Escala de Bem-Estar Subjectivo de Albuquerque e Tróccoli (2004), que mede o bem-estar. Estes instrumentos foram traduzidos e adaptados para a cultura portuguesa, tendo sido aplicados em formato de questionário online, numa amostra de 310 trabalhadores portugueses.2 Tal como previsto, os resultados encontrados sugerem que as estratégias de down-regulation de emoções negativas e up-regulation de emoções positivas estão associadas a maiores níveis de bem-estar e que as competências de inteligência emocional estão também associadas a maiores níveis de bem-estar. Os resultados também evidenciam que quanto menores forem os níveis de motivação (competência de inteligência emocional) maior é o impacto que a não utilização de estratégias adaptativas de up-regulation terá no incremento da componente do bem-estar afecto negativo. Perante o estudo desenvolvido, reforça-se a visão de que as emoções têm um papel preponderante nas organizações, quer ao nível do comportamento dos que nelas trabalham, quer ao nível do seu bem-estar, sendo sugeridas intervenções organizacionais que optimizem as competências dos trabalhadores ao nível da avaliação, interpretação, regulação e gestão das suas emoções em diferentes situações requeridas pelo seu trabalho, por forma a potenciar os resultados desejados.
Ciências Sociais
13,377
A relação entre acontecimentos de vida negativos e sintomatologia depressiva moderada pelo género numa amostra de adolescentes portugueses
Depressão, adolescente,Acontecimentos de vida
Neste estudo de desenho transversal pretende-se estudar a relação entre a vivência de acontecimentos de vida negativos por adolescentes e a presença de sintomatologia depressiva manifestada nos mesmos, sob a influência do género. A amostra recolhida é constituída por 319 adolescentes (217 são do género feminino e 102 do género masculino) do oitavo ou nono ano de escolaridade, com idades compreendidas entre os 13 e os 15 anos (M = 13.94; DP =.69), sendo provenientes de duas regiões geográficas do país. Para o estudo das variáveis referidas, as escalas psicométricas utilizadas foram: 1) o Child Depression Inventory (CDI; Kóvacs, 1983; versão PT: Marujo, 1994); e o 2) Daily Hassles Microsystem Scale (Seidman et al., 1995; versão PT: Cherpe, Matos, & Paiva, 2009) para avaliar a sintomatologia depressiva e os acontecimentos de vida, respetivamente. Do cruzamento destas variáveis, verificou-se a existência de uma relação entre os acontecimentos de vida negativos e a sintomatologia depressiva manifestada pelos adolescentes. Os resultados revelaram ainda que os acontecimentos de vida negativos predizem o desenvolvimento de sintomatologia depressiva nos adolescentes, contudo, não foi encontrada uma relação de moderação com o género e os constructos em estudo.
Ciências Sociais
13,378
O impacto da insatisfação corporal e de comparações sociais na qualidade de vida das mulheres jovens: o efeito mediador da fusão cognitiva relacionada com a imagem corporal
Insatisfação com a imagem corporal,Qualidade de vida
A fusão cognitiva é definida pelo grau de emaranhamento do indivíduo com as suas experiências internas, i.e., como se fossem representativas da realidade e não meros pensamentos, sensações ou emoções. A fusão com perceções, sensações e pensamentos associados à aparência física foi recentemente considerada um aspeto importante para a compreensão da psicopatologia alimentar. No entanto, e embora a aparência física surja como um importante domínio na vida da maioria das mulheres, o impacto da fusão cognitiva com a imagem corporal na qualidade de vida nunca foi examinado. O presente estudo explora, numa amostra constituída por 655 estudantes universitárias, o papel mediador da fusão cognitiva com a imagem corporal na relação entre a insatisfação corporal e a qualidade de vida psicológica, e na relação entre comparações sociais baseadas na aparência física (com pares) e a qualidade de vida psicológica. Os resultados mostram que valores mais elevados de Índice de Massa Corporal, de insatisfação corporal, de comparações sociais desfavoráveis baseadas na aparência física e de fusão cognitiva com a imagem corporal se associam a piores indicadores de qualidade de vida. As análises de mediação mostraram que a fusão cognitiva com a imagem corporal medeia totalmente a relação entre insatisfação corporal e qualidade de vida psicológica, e parcialmente a relação entre comparações sociais baseadas na aparência física (com pares) e qualidade de vida psicológica. Estes resultados enfatizam a importância da fusão cognitiva como processo de regulação emocional mal-adaptativo e parecem constituir um contributo importante para a investigação e prática clínica, no domínio da qualidade de vida psicológica.
Ciências Sociais
13,379
Impacto da dor crónica no sistema familiar: a perspetiva de psicólogos clínicos e investigadores
Dor crónica,Sistema familiar
A dor crónica representa um problema de saúde pública, que afeta o indivíduo em diversos domínios e, também, a sua família. Assim, o presente estudo delineado por uma metodologia mista (qualitativa/quantitativa) visa identificar as dimensões sobre o impacto da dor crónica no sistema familiar mais destacadas por psicólogos clínicos e investigadores que estudam esta temática. Para atingir este objetivo realizaram-se dois grupos de discussão com a participação de três psicólogos/três investigadores em cada, tendo como base um guião de entrevista semiestruturada. A análise de conteúdo às entrevistas originou uma árvore categorial composta por seis dimensões que parecem refletir as opiniões dos psicólogos/investigadores sobre o impacto que a dor crónica tem no contexto familiar (Subtipologia, Definição, Consequências, Impacto, Intervenção e MFSD). Cada uma destas dimensões compreende várias subdimensões em conformidade com a literatura que concetualiza o tema em estudo. Deste modo, pretende-se promover investigação sobre esta temática e incentivar os profissionais de saúde a intervir junto da família, para além do doente.
Ciências Sociais
13,381
Adaptação ao ensino superior: o efeito preditor dos fatores de personalidade, do suporte social e da inteligência emocional
Adaptação dos alunos, ensino superior,Inteligência emocional,Suporte social
A adaptação ao ensino superior tem sido amplamente estudada, uma vez que a transição do ensino secundário para a universidade é um momento crucial e potencialmente crítico na vida do jovem estudante. A amostra da presente investigação é constituída por 217 estudantes da Universidade de Coimbra. Os resultados mostram que existem diferenças significativas entre homens e mulheres no que respeita aos fatores de personalidade – amabilidade, conscienciosidade e neuroticismo; à adaptação ao ensino superior na dimensão adaptação académica; e na dimensão atenção às emoções da variável inteligência emocional. As análises preditivas permitem concluir que a personalidade e o suporte social exercem maior poder preditivo sobre a adaptação ao ensino superior.
Ciências Sociais
13,382
ABAS - Associação Brasileira de Administradores Sociais
ONG, Brasil
O presente trabalho resulta do reconhecimento das dificuldades administrativas enfrentadas pelas ONG brasileiras. Não menos importante, a necessidade de se construir um pensamento sustentavelmente integrado a respeito da vivência organizacional impulsiona o projeto aqui apresentado. A sustentabilidade vista enquanto a integração dos pilares social, ambiental e económico, é a base principal deste trabalho que entende que as ONG podem ser economicamente inteligentes, mas não podem nunca deixar de ser social e ambientalmente eficazes e eficientes.
Ciências Sociais
13,383
As atitudes dos educadores face à inclusão de crianças com necessidades educativas especiais
Educadores,Necessidades educativas especiais,Aspectos sociodemográficos
Serão as atitudes dos educadores de infância inclusivas? O que distingue os educadores na inclusão de crianças com necessidades educativas especiais (NEE)? As atitudes têm sido apontadas como um preditor do sucesso ou fracasso da educação inclusiva (Avramidis, Bayliss & Burden, 2000; OMS, 2011), pois acredita-se que influenciam a percepção, o pensar e o comportamento do indivíduo (Bohner, 2001, p.240). Neste estudo queremos analisar as atitudes dos educadores de infância face à inclusão de crianças com NEE nas classes regulares de Jardim de Infância, e estudar se variáveis sociodemográficas (e.g. a idade, o género, o tipo de serviço, a formação, o tempo de serviço e a experiência) têm um impacto significativo nas atitudes dos educadores perante a implementação da educação inclusiva. É também nosso objetivo perceber quais são os principais problemas enfrentados pelos educadores com a inclusão de crianças com NEE. A recolha de informação foi realizada através de questionários de autoregisto (i.e., inquérito sociodemográfico, Escala de Atitudes face à Inclusão, Questionário Q_II e Questionário de opinião) e baseia-se nos dados de 155 educadores de infância da Zona Centro (Aveiro, Coimbra e Viseu) de Portugal. Em termos gerais, os resultados encontrados indicam que os educadores de infância têm uma atitude favorável à inclusão e as suas experiências com crianças com NEE são positivas. Contudo, encontrámos diferenças significativas na atitude dos educadores perante a inclusão, em função da idade, do tempo de serviço e da experiência prévia com crianças com NEE e, favoráveis aoseducadores mais jovens e com menos tempo de serviço, enquanto são os educadores com mais experiência que veem a inclusão como um processo que englobava mais gente. Relativamente às situações de necessidades educativas especiais mais difíceis de incluir, verificou-se tendência para indicar a deficiência mental e o autismo. No que concerne às maiores barreiras para a implementação da inclusão nas respectivas instituições, os educadores consultados apontam: os apoios educativos, a formação, o número de crianças por classe e pouco apoio financeiro. As medidas mais urgentes que os educadores tomariam para melhorar a inclusão de crianças com NEE seriam melhorar e aumentar os recursos e formação profissional disponibilizados, assim como os apoios educativos.
Ciências Sociais
13,384
Stress na transição para a reforma
Envelhecimento,Adaptação à reforma
Nos últimos anos constata-se um considerável aumento dos estudos sobre a temática da velhice, consequência do fenómeno mundial do envelhecimento demográfico. Porém, na área de estudo do envelhecimento e da velhice, muito existe ainda por problematizar e compreender. Apesar dos crescentes esforços para a promoção do envelhecimento bem-sucedido e ativo, sobretudo por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), referindo esta, em 2002, que há muito que fazer e que é fundamental o apoio aos trabalhadores à medida que se aproximam da velhice, estimulando a sua mobilidade, independência e saúde. O caminho para que este apoio aos mais velhos seja possível, de forma coerente e ajustada, parece ser ainda muito longo, em particular em Portugal, onde os programas de preparação para a reforma são praticamente inexistentes. O nosso trabalho, visa dar um contributo na compreensão da fase de transição/adaptação à reforma, em particular nos profissionais de saúde, uma vez que este período de vida, assume grande relevo na nossa cultura e tem sido pouco estudado. Assim, neste trabalho propusemo-nos estudar: “a vulnerabilidade ao stress na transição para a reforma dos profissionais da área da saúde”. Para conseguir encontrar respostas à nossa questão, recorremos ao uso de um protocolo de avaliação auto-administrado composto por três blocos de questões: dados sociodemográficos, dados profissionais e a Escala 23 Questões para avaliação da Vulnerabilidade ao Stress (Vaz Serra, 2000), com uma amostra de 64 profissionais de saúde, com 50 anos de idade ou mais. Das conclusões do nosso estudo podemos destacar, que foram encontradas diferenças significativas entre o grupo de sujeitos vulneráveis ao stress e o grupo de sujeitos não vulneráveis ao stress, concretamente nas variáveis: escolaridade, projetos para o futuro e profissão.
Ciências Sociais
13,385
O efeito moderador do género na relação entre experiências traumáticas e sintomatologia depressiva na adolescência
Depressão, adolescente,Abuso,Negligência
A depressão pode afetar severamente os adolescentes nas diversas áreas das suas vidas e contribuir para um conjunto de outros comportamentos de risco, respostas mal-adaptativas e problemas comórbidos. O género feminino demonstra mais prevalência da perturbação relativamente género masculino desde esta etapa de desenvolvimento. As investigações têm também demonstrado que as experiências traumáticas como o abuso e a negligência são preditores significativos de sintomatologia depressiva na adolescência. Assim, o objetivo desta dissertação é analisar a relação entre as experiências traumáticas e a sintomatologia depressiva. Adicionalmente, este estudo pretende testar o efeito moderador do género na relação entre as experiências traumáticas e os sintomas depressivos em adolescentes. A amostra é constituída por 319 adolescentes (102 rapazes e 217 raparigas) com idades compreendidas entre os 13 e os 15 anos de idade, a frequentar o 8º e o 9º ano em escolas da região centro de Portugal. Foram administrados instrumentos de autorresposta, mais concretamente o Childhood Depression Inventory (CDI - Kovacs, 1985, 1992; versão portuguesa de Marujo, 1994), que avalia a sintomatologia depressiva e o Childhood Trauma Questionnaire (CTQ – Bernstein & Fink, 2004; versão portuguesa de Matos et. al, 2010), que avalia o trauma (mais concretamente o abuso e a negligência). Os resultados mostram diferenças de género relativamente à sintomatologia depressiva. Relativamente ao contexto familiar, verificou-se que os adolescentes que têm os pais separados apresentam níveis mais elevados de sintomatologia depressiva e uma maior ocorrência de experiências de abuso emocional e de negligência emocional. Foi encontrada uma correlação negativa, ainda que muito baixa, entre as experiências traumáticas e o rendimento escolar. Quanto ao nível socioeconómico, os resultados evidenciaram a maior prevalência de abuso emocional e de negligência emocional nos sujeitos que pertencem ao nível socioeconómico baixo. Verificou-se ainda a existência de uma relação significativa entre a sintomatologia depressiva e as experiências de abuso emocional e de negligência emocional e foi corroborado o efeito preditor destas experiências traumáticas relativamente à sintomatologia depressiva. Por fim, o efeito moderador do género foi corroborado na relação entre a negligência emocional e a sintomatologia depressiva. Deste modo, foi evidenciado o papel fulcral da componente emocional das experiências traumáticas na vulnerabilidade para a depressão. A melhor compreensão dos fatores de risco contribui para o delinear de estratégias de avaliação, intervenção e prevenção eficazes.
Ciências Sociais
13,387
O bem-estar subjetivo na adolescência: contributo das variáveis sociodemográficas e psicológicas
Bem-estar subjectivo, adolescente
O presente trabalho propõe elucidar as relações entre o bem-estar subjetivo e variáveis sociodemográficas, nomeadamente de género, e as variáveis de personalidade, incluindo a este, a ansiedade, a auto-estima e suporte social percebido. A personalidade representa uma força preditiva bastante significativa no bem-estar subjetivo e portanto pretende-se avaliar se as restantes variáveis incluídas no estudo, são igualmente preditoras do bem-estar subjetivo e/ou acrescentam valor preditivo à personalidade. Recorreu-se a uma amostra de 230 alunos do 9º ano de escolaridade, que responderam a uma bateria de instrumentos. Através das análises de regressões múltiplas hierárquicas, concluiu-se que apesar da personalidade ser o melhor preditor do bem-estar subjetivo, as variáveis, ansiedade e autoestima também se revelaram preditoras significativas.
Ciências Sociais
13,388
Síndrome de alienação parental: dos fundamentos à realidade numa amostra de profissionais
Alienação parental
O fenómeno designado por Richard Gardner como Síndrome de Alienação Parental está cada vez mais presente nos tribunais portugueses, surgindo a necessidade de identificar a formação e a opinião relativamente a esta síndrome dos profissionais que trabalham na área da parentalidade. Assim, pretende-se com o atual estudo identificar as conceções, conhecimentos e discursos destes profissionais acerca da Síndrome de Alienação Parental. Nesse sentido, procedeu-se à aplicação de uma entrevista, especificamente elaborada para a presente investigação, a uma amostra de 113 sujeitos, dos quais 40 são psicólogos, 36 assistentes sociais e 37 profissionais formados em Direito. Verificou-se que os profissionais envolvidos nesta área possuem uma perspetiva bastante superficial e imprecisa sobre esta alegada síndrome, sendo a sua opinião maioritariamente baseada em fontes não científicas, concluindo-se que, de um modo geral, não receberam formação adequada sobre a temática da parentalidade em contextos de custódia, tendo, por isso, dificuldade em lidar de forma ajustada com os processos em que a Síndrome de Alienação Parental é alegada.
Ciências Sociais
13,389
Mudança clínica em variáveis cognitivas e emocionais subjacentes ao comportamento anti-social: os efeitos do GPS em contexto prisional
Recluso, reabilitação,Comportamento anti-social
As intervenções que procuram diminuir as taxas de reincidência criminal e o comportamento anti-social têm sido alvo de diversos estudos que pretendem apurar a magnitude dos efeitos nos factores que mantêm e predispõem os indivíduos para o desvio. De acordo com a literatura, as intervenções mais eficazes possuem um conjunto de métodos e materiais conceptualizados em determinados formatos pré-definidos que se denominam de programas. Destes, os que apresentam resultados mais positivos no sistema de justiça criminal são baseados no modelo cognitivo-comportamental (McGuire, 2001, 2006, 2008). A presente investigação propôs-se a avaliar a eficácia do GPS – Gerar Percursos Sociais (Rijo et al., 2007) na reabilitação psicossocial de reclusos do sexo masculino. Este é um programa multimodal de grupo que visa a reabilitação de indivíduos com comportamento anti-social. Decorre em pequenos grupos, de 8 a 12 participantes, ao longo de 40 sessões semanais, e inclui 5 módulos sequenciais. Baseado num referencial teórico cognitivo-interpessoal (Bernstein, Arntz, & Vos, 2007; Safran & Segal, 1990; Young, 2003), o GPS foca-se nas mudanças cognitivas, emocionais e comportamentais, assumindo como objectivo final a modificação de crenças disfuncionais subjacentes ao comportamento anti-social (Bernstein et al., 2007). A amostra compreendeu 48 reclusos, encontrando-se sub-dividida em dois grupos, um experimental (GE) e outro de controlo (GC), ambos com 24 indivíduos. Num primeiro estudo, pretendeu-se avaliar mudanças cognitivas ao nível dos processos cognitivos e dos esquemas nucleares de auto-representação nos indivíduos que participaram no programa. Num segundo estudo, procurou-se testar se a frequência do programa contribuiu para induzir mudanças emocionais e cognitivas, nomeadamente ao nível da raiva, da paranóia e da vergonha externa. Em geral, os indivíduos do GE mostram uma redução significativa no uso de distorções cognitivas, no endosso de crenças nucleares disfuncionais, na experienciação de raiva e de vergonha externa, e um menor recurso a crenças paranóides (paranóia) comparativamente aos indivíduos do GC e, ao mesmo tempo, mostram menos deteriorações clínicas nas variáveis em estudo. Estes resultados apoiam o pressuposto de que o GPS é eficaz na promoção de mudanças cognitivas e emocionais nos reclusos, estando associado a melhorias significativas no seu funcionamento psicológico e social que, em última análise, contribuem para validar as variáveis trabalhadas pelo programa, bem como as suas metodologias – estratégias comportamentais, cognitivas e de activação emocional.
Ciências Sociais
13,391
Experiências precoces e vitimização por pares em adolescentes portugueses: o efeito mediador da vergonha e do coping com a vergonha
Vergonha, adolescente,Vitimização
Experiências precoces desfavoráveis, como o maltrato, a rejeição e o bullying, estão relacionadas com diversos tipos de psicopatologia. Nos últimos anos, vários estudos têm relacionado também a intensidade dos sentimentos de vergonha com o desenvolvimento de psicopatologia, mas escassos são os que exploram a relação desta emoção com a experiência de vitimização por pares na adolescência. Este estudo tem como objetivo geral explorar o possível papel dos sentimentos de vergonha atuais e dos estilos de coping com a vergonha como mediadores na relação entre as experiências precoces e a experiência de vitimização por pares. Para a realização deste estudo foi recolhida uma amostra de 178 participantes de uma população comunitária, com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos. Os principais resultados indicam que a centralidade das experiências precoces de vergonha e a falta de experiências de calor e de afeto na infância, predizem os níveis atuais de vergonha. Por sua vez, os níveis de vergonha atuais predizem os três tipos de vitimização (aberta, relacional e reputacional). Para além disto, as diferentes estratégias de coping com a vergonha parecem estar associadas apenas à Vitimização Aberta, não predizendo nenhum dos outros dois tipos de vitimização. A estratégia de coping com a vergonha Evitamento não se relaciona com nenhum tipo de vitimização, tal como era esperado. No geral, estes resultados levantam a hipótese de a vergonha poder ter um papel importante na experiência de vitimização por pares, predizendo-a no sentido positivo (quanto mais vergonha sentem os adolescentes, mais vítimas dos pares poderão ser). Estes resultados podem contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens de prevenção e de intervenção psicoterapêutica com jovens que sejam vítimas de agressão pelos pares.
Ciências Sociais
13,392
Experiências precoces e ansiedade social em adolescentes: o efeito mediador da vergonha e do coping com a vergonha
Vergonha, adolescente,Ansiedade social, adolescente
O recente interesse teórico e empírico na vergonha tem mostrado que esta emoção, para além de estar associada a diferentes tipos de psicopatologia, parece ter origem em experiências precoces de vergonha. No entanto, são ainda pouco conhecidos os mecanismos envolvidos nesta associação entre experiências precoces, vergonha e psicopatologia. Nesta matéria, tem sido sugerido que a adoção de diferentes estratégias maladaptativas de coping com a vergonha pode ser um fator-chave na compreensão destes processos. No presente estudo, foi testado o papel da vergonha e dos estilos maladaptativos de coping com a vergonha como mediadores do impacto das experiências precoces de vergonha e de ausência de calor e segurança na ansiedade social (interação social / performance), em 179 adolescentes de uma amostra comunitária. Os principais resultados indicam que a centralidade das experiências precoces de vergonha e a ausência de experiências de calor e segurança na infância predizem os níveis atuais de vergonha. Adicionalmente, a vergonha mostrou predizer ambos os subtipos de ansiedade social. As diferentes estratégias maladaptativas de coping com a vergonha parecem estar associadas, de forma diferenciada, aos subtipos de ansiedade social: ataque ao self e fuga na ansiedade de interação social, e fuga na ansiedade de desempenho, que está ainda negativamente associada à estratégia de coping ataque ao outro. Globalmente, estes resultados sugerem que a ansiedade social em adolescentes pode resultar da adoção de estratégias maladaptativas de coping com a vergonha (fuga e ataque ao self), relacionados com experiências de vergonha e ausência de calor e segurança durante a infância.
Ciências Sociais
13,393
A formação pedagógica do professor: relatos do seu desenvolvimento
Desenvolvimento profissional, professor
O objecto deste estudo centra-se no desenvolvimento do professor, na compreensão dos diversos contextos e factores que, na perspectiva dos próprios professores, contribuem para a construção do seu conhecimento pedagógico. Procurámos, a partir das vozes dos professores, evidenciar que a eficácia pedagógica não depende exclusivamente das competências e conhecimentos adquiridos durante a formação inicial e que este conhecimento se vai construindo ao longo da vida sendo fruto de uma aprendizagem permanente. Sem qualquer possibilidade de esgotar o tema colocámos como meta central compreender alguns dos processos e variáveis que interferem na construção do conhecimento pedagógico do professor. Dito por outras palavras, pretendemos saber como é que o professor aprende a ser e a fazer o que entende ser a sua função. A metodologia usada neste estudo é de natureza qualitativa e interpretativa dada a sua adequação à investigação na área da educação e ao propósito deste trabalho. Para obter os dados utilizamos a entrevista e para o seu tratamento recorremos à análise de conteúdo por ser a técnica que melhor se adequa à exploração dos registos de carácter qualitativo. Os resultados obtidos revelam que a construção do conhecimento pedagógico se faz ao longo da carreira, para a qual contribui muito a experiência adquirida através da prática lectiva. A motivação é um factor determinante na medida em que o professor se sente implicado naquilo que faz, a formação inicial adquirida nas instituições de ensino superior e através do estágio é importante, mas é fundamentalmente através da prática diária e a um empenhamento pessoal constante que o professor constrói e reactualiza esse conhecimento.
Ciências Sociais
13,395
Memórias de infância, vinculação e funcionamento alexitímico
Alexitimia,Memórias de infância,Vinculação
Sendo a alexitimia encarada como um possível factor de risco para o desenvolvimento de várias perturbações clínicas, o presente estudo tem como objectivo avaliar a influência das memórias de infância e dos estilos de vinculação da população estudantil no funcionamento alexitímico. Este estudo desenvolveu-se numa amostra de 190 sujeitos do ensino superior da cidade de Coimbra. Utilizou-se o Inventory for Assessing Memories of Parental Rearing Behavior (EMBU), a Escala de Vinculação do Adulto (EVA), a Escala de Dificuldades de Regulação Emocional (EDRE) e a Escala de Alexitimia de Toronto (TAS). Os resultados indicam que os sujeitos que têm memórias de infância ligadas sobretudo a uma maior rejeição por parte do pai e maior sobreprotecção por parte dos diferentes cuidadores parentais (EMBU), tendem a evidenciar maiores dificuldades de regulação emocional (EDRE) e maior alexitimia (TAS). O perfil desligado (EVA) foi o único estilo de vinculação que mostrou um efeito preditor estatisticamente significativo em relação às últimas, no sentido negativo. Não se encontraram resultados estatisticamente significativos relativamente à variável “falta de consciência emocional” (factor 3 da EDRE).
Ciências Sociais
13,396
Caminhos...Do apoio psicopedagógico ao aconselhamento e orientação escolar dos alunos
Orientação escolar e profissional,Desenvolvimento vocacional,Construtivistas,Contextualistas
Este trabalho conjugou a análise de um percurso profissional desenvolvido nos Serviços de Psicologia e Orientação, conjuntamente com a exploração de uma das atividades que fazem parte dos três grandes eixos de intervenção dos referidos serviços, a Orientação Escolar e Profissional. Foi também feita uma pequena sintese das teorias desenvolvimentistas, construtivistas e contextualistas. Seguida de uma breve aprentação dos modelos que sustentam a intervenção vocacional, o modelo arco-irís da carreira, o modelo segmental do desenvolvimento de carreira, o modelo da personalidade e da motivação e o modelo de Holland, que serviram de racional para elaboração de um instrumento a aplicar no âmbito da orientação escolar e profissional, o programa “Caminhos...” Palavras chave: Orientação escolar e profissional, desenvolvimento vocacional, desenvolvimentistas, construtivistas, contextualistas, “caminhos...”.
Ciências Sociais
13,397
O impacto do comprometimento organizacional na gestão do conhecimento: um estudo no sector do Ensino Superior Politécnico Português
Gestão do conhecimento
Nos últimos anos de investigação empírica e científica, vários conceitos têm vindo a ganhar relevância no seio organizacional (Cardoso et al., 2005; Gomes, 2008; Rocha, 2007). A gestão do conhecimento, nomeadamente a importância das suas práticas no mundo organizacional e o comprometimento organizacional, isto é, o vínculo ou tipo de relação que o colaborador estabelece com a organização, são temas que têm vindo a ganhar importância e que são postos em destaque nas novas investigações. No entanto este campo mostra ainda algumas lacunas na área das investigações empíricas (Cardoso et al., 2005). Através da análise de investigações recentes, podemos observar que diversos autores procuram compreender a forma como o vínculo estabelecido pelo colaborador se reflecte na forma como ocorrem os processos de gestão do conhecimento. Assim, este trabalho centra-se na interrogação sobre o impacto do vínculo do colaborador, nomeadamente as formas de comprometimento e identificação com a organização, nos processos e práticas de gestão do conhecimento, consistindo numa investigação correlacional e transversal e que dá continuidade a uma linha de investigação já iniciada acerca deste tema. Como fonte de recolha de dados, foi seleccionado o sector de Ensino Superior Politécnico de Coimbra, sector onde já foram aplicados e validados instrumentos que avaliam os dois conceitos desta investigação. Recorremos à aplicação do Questionário de Gestão do Conhecimento (Cardoso, 2003; Cardoso et al., 2005) e do Questionário ASH-ICI (Quijano, Masip, Navarro e Aubert, 2007). Estes instrumentos correspondem à medição e avaliação da gestão do conhecimento e do comprometimento organizacional, respectivamente. Foram inquiridos 369 colaboradores que exercem as suas funções profissionais nas oito unidades orgânicas do Instituto Politécnico de Coimbra e, como método de análise, foram aplicadas várias regressões múltiplas. Os resultados mostram que o comprometimento pessoal e o comprometimento de troca causam um impacto positivo em práticas particulares de gestão do conhecimento. Este trabalho pretende contribuir para que as questões relativas ao comprometimento organizacional e à gestão do conhecimento, aplicadas nas Instituições de Ensino Superior Politécnico Portuguesas em particular, não passem a ser desvalorizadas. Torna-se necessário dar continuidade a estas investigações, de modo a que, quer as investigações, quer os instrumentos de medida dos conceitos referidos, sejam reavaliados e que se mantenham adaptados às condições organizacionais a que a sociedade assiste.
Ciências Sociais
13,398
Transferência da aprendizagem: o sentido do saber
Transferência da aprendizagem
Dificilmente aprendemos sem integrar informação nas redes de conhecimento anterior. Mesmo as actividades mais simples, quando aprendidas e repetidas, adquirem alguma significação para o sujeito que as repete fora do seu contexto natural e original de ocorrência. Perante o confronto com uma tarefa desconhecida, evocamos o nosso conhecimento anterior para o aplicar à nova situação. Podemos assim, falar de transferência da aprendizagem, que pode ser entendida como a influência que a aprendizagem anterior exerce no desempenho de uma nova aprendizagem. A transferência da aprendizagem tem sido colocada em lugar de destaque em vários domínios, nomeadamente, ao nível da Psicologia e da Educação. Realizámos um estudo qualitativo exploratório sobre esta temática. Na revisão da literatura analisámos o estado da arte, o que nos permitiu contextualizar e clarificar o tema. No estudo empírico procurámos, por meio da análise de estudos de casos, perceber quais as percepções das participantes em relação à transferência da aprendizagem, conceptualizada, de acordo com o quadro teórico desenhado. Entrevistámos sete docentes, de diferentes áreas disciplinares, todas com experiência ao nível do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário. Da análise dos resultados concluímos que a noção das docentes face aos significados da transferência da aprendizagem e à identificação de aspectos chave relevantes, aproxima-se daquilo que é conceptualizado na literatura. De uma forma geral, as suas práticas no processo de ensino-aprendizagem são, também, suportadas pelo enquadramento teórico em referência. Reunimos e sintetizámos algumas orientações educativas, com vista à transferência das aprendizagens, que são sugestões para intervenção educativa, na perspectiva do trabalho docente. Não são novas, mas pretendemos dar-lhes relevância, no sentido de poderem ser úteis àqueles que as não têm cristalizadas. Estas têm que ver com a necessidade de uma prática de ensino-aprendizagem ilustrada com exemplos; a significação que os conteúdos ensinados devem ter para o aluno; a necessidade do docente ter em conta a individualidade de cada aluno; o desenvolvimento de um ambiente de aprendizagem que ensine os alunos a transferir.
Ciências Sociais
13,399
A instrumentalidade dos portefólios no processo ensino-aprendizagem: estudo com docentes do ensino superior português
Portefólio (educação),Ensino superior
Numa altura em que o ensino superior passa por profundas mudanças e se pretende um ensino cada vez mais centrado no aluno, os portefólios de ensino-aprendizagem surgem como uma ferramenta versátil e com inúmeras potencialidades. Neste trabalho, procurámos obter resposta a algumas questões, sendo que a principal é saber se os docentes do ensino superior recorrem à utilização dos portefólios de ensino-aprendizagem nas unidades curriculares que leccionam. Procurámos também perceber de que formas estes são utilizados. Para alcançar este objectivo, desenvolvemos um estudo exploratório, basicamente descritivo e interpretativo, que não tem pretensões de generalizar para toda a população docente. Para a recolha de dados, elaborámos e aplicámos um questionário, que foi respondido por 290 docentes do ensino superior. Da análise dos resultados obtidos, verificamos que, dos docentes inquiridos, a percentagem dos que utilizam os portefólios no processo de ensino-aprendizagem ainda não é muito elevada. Apresentamos ainda algumas limitações deste estudo, bem como sugestões para estudos futuros.
Ciências Sociais
13,400
Efeitos do envelhecimento posterior à meia-idade na produção oral de nomes comuns: estudo da mediação por fatores cognitivos não linguísticos
Produção Oral,Nomes Comuns,Envelhecimento,Meia-idade,Semântica
Este estudo teve como objetivo caracterizar o efeito do envelhecimento posterior à meia-idade sobre a produção oral de nomes comuns. Esta etapa do envelhecimento foi operacionalizada comparando o desempenho numa tarefa de nomeação por confronto (acertos e latências) de dois grupos etários, um composto por indivíduos com idades compreendidas entre os 40 e os 55 anos e outro com idades entre os 65 e 80 anos. Os dados foram analisados de forma a identificar a presença (i) de efeitos diretos do grupo etário sobre a qualidade do desempenho na tarefa de nomeação; (ii) de eventuais interações desse efeito com o de variáveis caracterizadoras da designação da imagem a nomear (categoria semântica, frequência de uso e extensão da palavra); (iii) de mediação dos efeitos do grupo etário através de variáveis cognitivas não-linguísticas (velocidade de processamento, memória de trabalho e inibição). Além de efeitos já esperados associados à frequência, extensão e categoria semântica das palavras-alvo, que não envolveram o grupo etário, verificou-se também uma interação tendencialmente significativa entre o grupo etário e a categoria semântica das palavras-alvo, apresentado o grupo etário mais idoso um desempenho inferior ao mais jovem, quanto ao número de acertos, apenas para os itens da categoria semântica “seres vivos”. Verificou-se uma interação significativa entre grupo etário e extensão das palavras, sendo o grupo mais jovem, mas não o mais idoso, mais rápido na nomeação de itens com nomes curtos do que na daqueles com nomes longos. O efeito do grupo etário sobre os acertos na nomeação de imagens de seres vivos e a diferença entre latências para palavras longas e curtas foi estudado através de regressões hierárquicas, procurando apurar se, eventualmente, esse efeito seria total ou parcialmente mediado pela memória de trabalho, velocidade de processamento e inibição. Apurou-se que o efeito em causa seria totalmente mediado pela diminuição, no grupo mais idoso, da velocidade de processamento, em ambos os estudos. No caso da diferença entre latências para palavras longas e curtas, este resultado é interpretado como decorrente de uma lentificação cognitiva geral, refletindo-se principalmente ao nível do processamento do item lexical a ser articulado, levando à ausência de benefício da extensão (i.e., não têm latências inferiores quando se trata de palavras curtas), ao contrário do que acontece no grupo de meia-idade. Para explicar a proporção de acertos inferiores, no grupo de idosos, nos itens da categoria “seres vivos”, propomos que a mediação pela velocidade de processamento se faça sentir em virtude da diminuição da capacidade de processamento visual e da estrutura mais complexa destes itens (quando comparados com itens da categoria semântica “não-vivo”).
Ciências Sociais
13,401
Adaptação familiar e apoio social percebido: um estudo exploratório com pais de crianças com doença oncológica
Family Hardiness Index (FHI),Apoio social percebido,Coping parental,Doença oncológica pediátrica
Ao longo do percurso familiar, a forma como a família se adapta e cresce face ao stress é descrita como resiliência familiar. Assim, a doença oncológica pediátrica surge como um acontecimento de vida stressante capaz de afetar a vinculação familiar e as atividades cognitivas da criança em desenvolvimento (Villa, 1997), revelando-se como um desafio para a família. Neste sentido, o objetivo principal deste trabalho é proceder a um estudo exploratório de adaptação e validação do Family Hardiness Index (FHI; McCubbin, McCubbin, & Thompson, 1986) para a população portuguesa (N = 107). O segundo objetivo implica estudar o impacto de variáveis sociodemográficas e da doença no funcionamento familiar, resistência familiar, coping parental e apoio social percebido, num grupo de pais de crianças com doença oncológica (n = 26). Realizaram-se estudos de evidência de validade (análise fatorial exploratória) e de precisão com os itens do FHI, com a obtenção de um coeficiente alfa de Cronbach para o resultado total de .73 para a estrutura fatorial dos 20 itens do FHI distribuídos por três fatores: Desafio (α = .483), Controlo (α = .710) e Compromisso (α = .606). Quanto à concretização do segundo objetivo, verificou-se que existem diferenças estatisticamente significativas quanto ao impacto das variáveis sociodemográficas (sexo dos pais e estado civil) no coping parental, variáveis da doença (tempo ocorrido após o diagnóstico) na resistência familiar e apoio social percebido e, verificou-se ainda que há diferenças estatisticamente significativas entre diferentes doenças crónicas (asma, diabetes ou cancro) na resistência familiar e no coping parental. Por último, foram encontradas correlações estatisticamente significativas entre resistência familiar e apoio social percebido (rs = .54, p ˂ .01) e, entre resistência familiar e coping parental. Este trabalho pretende representar um pequeno contributo para a disponibilização de um instrumento de avaliação da resistência familiar para a população portuguesa e constituir um ponto de partida para futuros estudos sobre o impacto da doença pediátrica na família.
Ciências Sociais
13,403
A satisfação com o Programa Anos Incríveis Básico numa amostra de mães de crianças pré-escolares com problemas de comportamento
Treino parental,Satisfação,Programa Anos Incríveis Básico
O programa Anos Incríveis Básico foi pensado para prevenir e tratar problemas comportamentais quando os sintomas aparecem na infância e intervir através do treino de pais. A literatura demonstra a importância da satisfação com os programas de treino parental para a adesão e sucesso dos mesmos. Objetivo: O objetivo geral da presente dissertação é avaliar a satisfação dos pais com o Programa de Educação Parental Anos Incríveis Básico, assim como os níveis de adesão ao programa. Pretende-se, igualmente, estudar a relação entre os níveis de adesão e de satisfação das mães e algumas variáveis relativas à criança e à mãe. Método: Foram analisadas as respostas ao Questionário de Satisfação Semanal (preenchido no final de cada sessão) e ao Questionário de Satisfação Final (preenchido no final do programa) numa amostra de 81 mães cujos filhos, com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos, apresentam problemas de comportamento. Estas mães receberam o treino parental Anos Incríveis Básico para pais ao longo de 14 sessões semanais. Resultados: Os resultados indicam elevada satisfação com os conteúdos e com as componentes do Programa e a elevada adesão ao mesmo. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os níveis de adesão/satisfação com o Programa por parte de mães que participaram sós ou acompanhadas. Também não se encontraram correlações estatisticamente significativas entre os níveis de adesão/satisfação e: i) a gravidade dos problemas externalizantes das crianças, antes da participação das mães no programa; ii) a evolução dos problemas externalizantes das crianças, de antes para após a participação das mães no programa; e iii) a evolução da sintomatologia depressiva das mães, de antes para após a sua participação no programa. Conclusões: A elevada satisfação com o Programa pode conduzir a uma elevada adesão, o que é essencial para que o treino parental seja eficaz. As medidas facilitadoras para uma melhor acessibilidade, os conteúdos abordados, os métodos usados e a atitude colaborativa dos dinamizadores são elementos fulcrais para a elevada aceitação e satisfação com o Programa.
Ciências Sociais
13,404
Existem diferenças na percepção do funcionamento conjugal e ajustamento mútuo por cônjuges angolanos e portugueses?
Conjugalidade, portugueses,Conjugalidade, angolanos
Com o objetivo de avaliar a influência do contexto sociocultural e do grupo étnico no funcionamento conjugal e ajustamento mútuo, trezentos cônjuges, dos quais 150 são angolanos e 150 portugueses, responderam ao protocolo composto pela ficha dos Dados Sociodemográficos e de Dados Complementares, Escala de Ajustamento Mútuo (EAM, Lourenço e Relvas, 2003) e Escala de Enriquecimento e Desenvolvimento Conjugal, Comunicação e Felicidade (ENRICH, Lourenço e Relvas, 2003). Depois de realizadas as análises estatísticas, os dados apontam para a existência de uma relação forte entre o grupo étnico a que os cônjuges pertencem e várias dimensões da conjugalidade. Dentre as variáveis sociodemográficas e conjugais selecionadas as que mais predizem a sua influência sobre os fatores da conjugalidade são as habilitações literárias e o número de relações conjugais. Sendo este um estudo exploratório quanto às diferenças conjugais entre duas realidades tão distintas esperamos, com esta investigação, desencadear novas pesquisas na área da conjugalidade em Angola, no sentido de perspetivar, no contexto das diferenças socioculturais, fatores de proteção e/ou de vulnerabilidade, importantes para a compreensão da conjugalidade.
Ciências Sociais
13,406
Ensino da simetria no 2º ano de escolaridade: orientações curriculares, manuais e decisões docentes
Simetria,Ensino da matemática, ensino básico 1º ciclo
A Matemática faz parte do quotidiano, ainda que dum modo pouco evidente para a maioria das pessoas. É o caso da Geometria e, dentro desta temática, da Simetria. Efeti-vamente, os exemplos de figuras simétricas abundam na Natureza e no meio que nos envolve, potenciando, nas aprendizagens escolares, a ligação entre o abstrato e o concre-to, entre o ensino formal e o meio físico em que as crianças se movem. Assim, tem-se acentuado a preocupação de proporcionar ambientes pedagógico-didáticos ricos e estimulantes, suscetíveis de permitir aos alunos desenvolver a sua capacidade para explorar, conjeturar, raciocinar em termos matemáticos. O presente trabalho identifica esta preocupação nos documentos curriculares para o ensino básico e, tendo por referência o 2.º ano de escolaridade, procura perceber como é que nos novos manuais escolares de matemática se estrutura a aprendizagem da Simetria e como é que professores referem ensinar tal conteúdo.
Ciências Sociais
13,408
A capacidade de aprendizagem ao longo da vida e o bem-estar dos adultos em processo de RVCC de nível secundário
Processo de reconhecimento, validação e certificação de competências,Adultos, aprendizagem
L´objectif principal de cette recherche était de déterminer l'influence du processus de Reconnaissance, Validation et de Certification de Compétences au Niveau Secondaire (RVCC-NS) dans les croyances épistémologiques et la capacité d'auto-apprentissage des adultes qui l'ont fait. En parallèle, et ils permettent une meilleure compréhension des variables que nous avons mentionnés (constituant des indicateurs de bien-être), a également étudié l'influence des processus que les dimensions du concept de soi, confiance en soi, estime de soi et la satisfaction avec la vie. À cette fin, une étude a été menée, non expérimentale, comparatif-causal, impliquant la comparaison de deux groupes de sujets. L'échantillon comprenait 105 adultes des Centros Novas Oportunidades du Centro de Formação Profissional do Porto et du Centro de Formação Profissional de Rio Meão, avec 56 d'entre eux ont été inscrits pour initier le processus de RVCC-NS et 49 ont été certifiés par le Niveau Secondaire, par le même processus. Pour la mise en oeuvre de la collecte des données, on a élaboré un protocole composé de plusieurs instruments déjà validés et utilisés dans plusieurs enquêtes dans les populations adultes, tels que le Questionnaire Épistémologique de Schommer (SEQ, 1990), l´Inventaire d'Apprentissages Continus de Oddi (OCLI, 1984), l'Échelle d´Auto- Apprentissage de Lima Santos (EAA, 1998), l´Échelle d´Auto-Concept de Compétence Cognitive de Räty et Snellman (EACC, 1992), le Questionnaire d´Auto-Efficacité pour l'Apprentissage Autodirigé de Bloyd, Hoban et Wall (SE-SDLQ, 1995), l'Échelle d´Auto- Estime de Rosenberg (1965) et l'Échelle de Satisfaction avec la Vie de Diener et al. (SWLS, 1985). Les résultats obtenus de cette enquête, ont montré des changements significatifs dans certaines des variables étudiées, en indiquant l'amélioration de la capacité d'autoapprentissage, d´auto-concept des capacités cognitives, d´auto-estime et la satisfaction avec la vie. Il n'y avait aucun changement important dans les croyances épistémologiques des adultes, ou dans l'auto-efficacité pour l'auto-apprentissage. Sur la base de ces résultats, il a été possible de valider la plupart des cas étudiés, qui ont été formulées sur la base d'un examen des études présentées dans la partie théorique et qui sont précisées dans la partie empirique de cette thèse. Ainsi, notre étude confirme l'impact significatif du processus de RVCC-NS dans la capacité d'auto-apprentissage et le bien-être des adultes qui ont achevé ce processus même.
Ciências Sociais
13,410
Práticas de individualização e diferenciação dos processos pedagógicos
Ensino individualizado
O presente estudo teve como intenção principal investigar factores associados à utilização de práticas de individualização e diferenciação dos processos pedagógicos, no sentido de melhor as compreender, por parte de docentes de sete escolas dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, dos concelhos de Viseu e Tondela. Especificamente, procurou investigar-se a relação existente entre a utilização de práticas de individualização e diferenciação dos processos pedagógicos, algumas variáveis sociodemográficas e profissionais e as concepções dos docentes relativamente aos processos de individualização e diferenciação pedagógica. Para a realização do estudo foi utilizado um plano não experimental correlacional, sendo os dados recolhidos com recurso a um questionário, elaborado especificamente para o efeito. A amostra ficou constituída por 238 docentes. No que concerne aos principais resultados obtidos, destacamos que as concepções dos docentes não se encontram associadas às suas práticas de individualização e diferenciação dos processos pedagógicos. Contudo, verificou-se uma relação significativa e de elevada magnitude entre a planificação colaborativa do ensino e da aprendizagem e a utilização de práticas de individualização e diferenciação pedagógica. Identificou-se, ainda, uma diferença significativa entre a utilização de práticas de diferenciação pedagógica e o sexo dos docentes. Assim, os resultados apontam para práticas de diferenciação dos processos pedagógicos significativamente superiores nas professoras, comparativamente às dos professores. Constatou-se, também, que as opiniões sobre os processos de individualização e diferenciação dos processos de ensino e aprendizagem se encontram significativamente associados à idade e ao tempo de serviço, sendo que, quanto maiores são aqueles, maior é a tendência dos docentes para apresentarem uma opinião favorável à diferenciação pedagógica.
Ciências Sociais
13,411
Dislexia e família: estudo exploratório no concelho de Cantanhede
Relação escola-família,Dislexia,Dificuldades de aprendizagem
Este projecto de investigação constitui uma abordagem à problemática da dislexia em contexto familiar. Inicia-se com uma abordagem geral da dislexia (conceito, etiologia, tipos, características…) e da leitura e escrita. De seguida, aborda especificamente a temática dislexia e família: reacções dos pais perante um filho disléxico; necessidades e apoios para pais de crianças disléxicas; coordenadas gerais do processo de reeducação; envolvimento dos pais na superação das dificuldades da leitura e da escrita; e a comunicação entre os pais e a escola. O estudo empírico possui como objectivos: identificar, na perspectiva dos pais e através do recurso a uma anamnese, antecedentes pessoais, familiares e educativos de crianças e jovens com dislexia; caracterizar, na óptica dos pais, e com recurso a um questionário, o funcionamento do filho quer em domínios nucleares do quadro em questão (leitura e escrita), quer em domínios com ele relacionados (por exemplo, a linguagem oral, o raciocínio, a psicomotricidade); identificar e avaliar, segundo os pais, com recurso a uma entrevista, as dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita, apoios oferecidos pela escola, as formas de colaboração casa/escola, bem como circunscrever perspectivas futuras para o filho. Centra-se num grupo de encarregados de educação de 35 crianças disléxicas em dois agrupamentos de escolas do Concelho de Cantanhede: o Agrupamento de Escolas Finisterra e o Agrupamento de Escolas de Cantanhede. De entre as conclusões, destaca-se a necessidade de incrementar uma relação positiva entre as escolas e as famílias das crianças com dislexia.
Ciências Sociais
13,413
Representações da violência entre parceiros íntimos em estudantes universitários de Coimbra
Violência no namoro,Consumo de álcool,Consumo de drogas
O trabalho aqui reportado tem como objetivo compreender as relações entre o consumo de substâncias, as representações sociais de violência e a violência no namoro entre estudantes do ensino Universitário de Coimbra. Estas relações foram estudadas considerando o efeito das variáveis sexo e área de estudo. Os resultados evidenciam uma baixa legitimação dos estudantes em relação à violência entre parceiros íntimos. No entanto, uma percentagem desta amostra legítima mais a violência em função de contexto específicos. Quanto ao consumo de substâncias, os resultados evidenciam consumos preocupantes, particularmente ao nível do álcool. Do mesmo modo, os estudantes numa relação íntima evidenciam indíces de violência preocupantes, embora estes se limitem a atos de pequena violência. As variáveis sexo e área de formação evidenciam diferenças significativas tanto no consumo de substâncias como nas representações de violência íntima. Na violência entre parceiros íntimos as diferenças só são evidentes no que toca às áreas de formação, sendo que praticamente não existem diferenças entre géneros (apenas na coerção sexual ligeira). O estudo demonstra que é nos consumos de álcool de maior risco que são encontradas crenças de maior legitimidade da agressão e também que os sujeitos que praticam atos de violência entre parceiros íntimos têm crenças mais legitimadoras da violência. O consumo de substâncias, a história familiar de violência e o sexo do sujeito explicam 24,5% da variância das representações sociais de violência.
Ciências Sociais
13,414
Construção da aliança em casos contrastantes com clientes involuntários: microanálise das dimensões intrasistema (segurança e sentimento de partilha de objetivos)
Aliança terapêutica,Clientes involuntários
O presente estudo teve como principal finalidade desenvolver uma microanálise da construção da aliança, ao nível das dimensões intrasistema (Segurança e Sentimento de Partilha de Objetivos) comparando quatro famílias involuntárias, contrastantes do ponto de vista dos resultados terapêuticos. Para o feito, analisou-se a força da aliança nas referidas dimensões, a partir dos comportamentos dos clientes e dos contributos dos terapeutas na 1ª sessão, através da versão observacional do System for Observing Family Therapy Alliances (SOFTA-o, versão Clientes e versão Terapeutas; Sotero et al., 2010). Para selecionar as famílias contrastantes do ponto de vista dos resultados recorreu-se à adaptação portuguesa do Goal Attainment Scaling (GAS; Sotero & Relvas, 2010). Os resultados obtidos revelaram a existência de semelhanças na construção da aliança intrasistema em três das quatro famílias. Na maioria dos casos os pais apresentam-se mais seguros no contexto terapêutico, contrariamente aos filhos que manifestam mais comportamentos de insegurança no contexto da terapia. Em três das famílias analisadas verificam-se ainda comportamentos negativos respeitantes ao Sentimento de Partilha de Objetivos. Em ambas as dimensões estudadas, os terapeutas apresentam apenas contributos positivos para a construção da aliança intrasistema nas quatro famílias.
Ciências Sociais
13,415
Traços de personalidade Borderline: vinculação, separação-individuação e trauma
Problemas de personalidade,Trauma,Vinculação,Separação-individuação
O presente estudo visa estudar a importância das variáveis "experiências traumáticas precoces", "estilo de Vinculação" e "dificuldades na fase de Separação-Individuação" nos traços de Personalidade do tipo Borderline. A amostra, não-clínica, é constituída por 231 sujeitos do ensino superior de Coimbra. Foram utilizados as seguintes questionários: Questionário sobre Traumas na Infância (QUESI), Escala de Vinculação do Adulto (EVA), Separation-Individuation Test of Adolescence (SITA) e Borderline Personality Questionaire (BPQ). Os resultados evidenciam a importância que alguns fatores como o abuso sexual, o abuso emocional e a os estilos de vinculação amedrontados e preocupados detêm em termos dos núcleos sintomáticos da perturbação da personalidade. Sugerem ainda a importância que a ansiedade pode ter em termos do núcleo sintomático borderline, particularmente ao nível de Estados Quase-psicóticos (BPQ). São também encontradas relações significativas para a Ansiedade de Destruição (SITA), Negação de Dependência (SITA) e Procura de Cuidados (SITA) em termos dos traços de personalidade borderline. Estes dados, aos revelarem relações importantes para a compreensão clínica do quadro borderline, podem revelar-se cruciais em termos preventivos e do trabalho terapêutico a desempenhar com pacientes borderline.
Ciências Sociais
13,417
Estudo exploratório sobre o pensamento reflexivo de adultos certificados pelo processo de RVCC de nível secundário
Educação de adultos,Pensamento reflexivo,Processo de reconhecimento, validação e certificação de competências
Não basta ser adulto para se possuir o pensamento reflexivo, nem a idade, por si, o desenvolve. Todas as investigações mostram que é preciso mais! São já numerosas as pesquisas sobre o pensamento reflexivo com adultos a frequentar o ensino superior. Todavia, o mesmo não acontece com todos aqueles que detêm um nível de estudos inferior, não se sabendo com clareza, que tipo de pensamento tendem a alcançar. Sabemos que o referencial de competências-chave do 12º ano assenta no pressuposto de que os adultos que obtêm este grau académico, através dos processos de reconhecimento, validação e certificação de competências, devem possuir um nível substancial de capacidade reflexiva. O nosso estudo pretende precisamente explorar o pensamento reflexivo de adultos certificados pelos processos referidos, ao nível secundário. Para o efeito, foram entrevistados dez adultos, através de entrevistas semi-estruturadas, em que se obtiveram elementos sobre a percepção dos próprios relativamente a mudanças ocorridas, na sua forma de pensar, através da participação no processo, bem como se avaliou o seu tipo de pensamento através do recurso a três dilemas, baseados no modelo teórico de King e Kitchener (1994) e na entrevista do juízo reflexivo das mesmas autoras. Os dados foram recolhidos entre Outubro de 2010 e Novembro de 2010 e os principais resultados indicam que a participação no processo de RVCC-NS, do ponto de vista dos entrevistados, originou mudanças a vários níveis. No entanto, o nível de sofisticação de pensamento destes adultos, tal como evidenciado pelas respostas aos dilemas, tende a não ser elevado. Assim, o nosso estudo parece estar em consonância com o referenciado por King e Kitchener (1994), quanto ao lento desenvolvimento das estruturas de pensamento reflexivas, bem como à importância dos estudos superiores para as desenvolver.
Ciências Sociais
13,419
Contributos do uso do portfolio no desenvolvimento de competências de enfermagem
Portfolio,Aluno de enfermagem
Nas últimas décadas deram-se grandes evoluções e revoluções, na sociedade, no ensino e na saúde. Para acompanhar estas evoluções o ensino de enfermagem, baseado em modelos já obsoletos, transformou-se aderiu a uma nova filosofia de formação: o ensino reflexivo. Dentro desta nova filosofia de ensino inclui-se uma metodologia de ensino também acolhida no ensino de enfermagem: o uso de portfolios, com o intuito de facilitar o desenvolvimento pessoal e profissional dos futuros profissionais. Este estudo tem como principal objectivo: saber que contributos trouxe o uso do portfolio no desenvolvimento de competências dos enfermeiros que utilizaram o portfolio enquanto estudantes. Foram distribuídos questionários à amostra de enfermeiros e realizada a respectiva análise de conteúdo. Verificou-se que os enfermeiros identificam o portfolio como tendo sido uma estratégia de ensino que contribuiu para o desenvolvimento de competências de enfermagem como: valorização profissional (87,5%); comunicação e relações interpessoais (75%); promoção da saúde (50%); colheita de dados (50%); cuidados de saúde interprofissionais (50%); melhoria da qualidade (50%) e formação contínua (50%).
Ciências Sociais
13,420
A intervenção dos serviços de psicologia e orientação: da avaliação psicopedagógica ao aconselhamemto e desenvolvimento de carreira
Indecisão vocacional e consultadoria,Promoção,Desenvolvimento otimal,Projectos
O presente trabalho pretendeu promover uma reflexão crítica sobre as atividades desenvolvidas no âmbito dos Serviços de Psicologia e Orientação (SPO), em termos gerais, e no que concerne a Orientação Vocacional, de forma específica. Enquadrando a sua intervenção num modelo biopsicossocial, apresenta um breve resumo das atividades desenvolvidas ao longo dos vinte e dois anos de prática profissional, dando especial relevo à Orientação Vocacional, o que lhe permitiu clarificar a importância que tem atribuido a esta atividade, não obstante o número e variedade de solicitações associado ao aumento da dimensão da sua população alvo. Com efeito, a revisão da literatura e reflexão critica sobre a prática desenvolvida salientou o papel potencial da orientação vocacional como promotor do desenvolvimento ótimal do aluno. Não uma orientação vocacional reduzida à passagem de testes ou à disponibilização de informação, mas sim como um conjunto de atividades que promovam o papel ativo do aluno na exploração, reflexão e (re)construção de projetos educativos com sentido, onde a importância da escola e das aprendizagens seja clara. Por fim, ao nível da conclusão, salienta o potencial dos conhecimentos específicos da Psicologia, área da Psicologia de Educação, Desenvolvimento e Aconselhamento na concretização do objetivo global de qualquer contexto escolar: desenvolvimento ótimal de cada aluno. Ciente desta responsabilidade salienta a importância da sua intervenção ao nível da consultadoria, como forma de optimizar sinergias entre todos os agentes educativos e entre estes e a comunidade na promoção do desenvolvimento integral de cada aluno.
Ciências Sociais
13,421
Olhar(es) sobre a compaixão
Compaixão
Estudos recentes demonstram crescente importância da compaixão na promoção do bem-estar psicológico, em sentimentos de proximidade, segurança e ligação ao outro, bem como em comportamentos de ajuda em relação ao sofrimento deste. A compaixão é, então, retratada como a capacidade do ser humano evidenciar uma postura calorosa, compreensiva, de tolerância e aceitação pela experiência interna negativa do outro, e a sua motivação em aliviar este estado emocional. Contudo, contínua por explorar e clarificar o que contribui para o desenvolvimento da compaixão pelos outros. Além disso, a ausência de uma medida validade e adaptada à população portuguesa, que avalie especificamente este constructo, parece dificultar estudos promissores e mais aprofundados sobre esta forma de relação eu-outro (compaixão) Deste modo, os objetivos do presente estudo prendem-se com a validação da Escala da Compaixão (Compassion Scale – CS; Pommier, 2010) para a população portuguesa (Artigo I), e a exploração do papel das memórias de calor e segurança, da empatia e autocompaixão no desenvolvimento da compaixão pelos outros (Artigo II). A amostra do estudo completou um conjunto de medidas de autorrelato de forma a avaliar os constructos dos estudos. Os resultados mostraram que a escala da compaixão é uma medida fidedigna e robusta, com bons índices de ajustamento, apresentando uma boa validade convergente, temporal, e um α = .92. Desta forma e uma vez que a escala da compaixão apresentou boas propriedades psicométricas, foi realizado um segundo estudo para explorar o papel das memórias de calor e segurança na infância, empatia e autocompaixão no desenvolvimento da compaixão pelo outro. Os resultados mostraram a existência de diferenças em relação ao género, evidenciando que para os homens as memórias de calor e segurança, a tomada de perspetiva, a compreensão empática e a autocompaixão explicam uma proporção significativa da compaixão pelos outros. Por outro lado, nas mulheres constatou-se que a compreensão empática e a ausência de desconforto pessoal são as que mais contribuem para o desenvolvimento da compaixão.
Ciências Sociais
13,422
Escalas de inteligência de Wechsler e paralisia cerebral: um estudo exploratório de análise descritiva dos resultados obtidos na WISC-III e na WPPSI-R
Paralisia cerebral,Escala de Inteligência de Wechsler
O presente estudo, de caráter exploratório, pretende caracterizar o funcionamento cognitivo de sujeitos com Paralisia Cerebral através da análise descritiva dos resultados obtidos na WISC-III e na WPPSI-R. Para esse efeito, foi estudada uma amostra constituída por 62 WISC-III e 34 WPPSI-R, aplicadas pelo Departamento de Psicologia da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra. De um modo global, verifica-se que na WISC-III, o nível médio de inteligência geral dos sujeitos enquadra-se, de acordo com a classificação da amostra de aferição da WISC-II, no nível “Médio Inferior” (82,58) e na WPPSI-R, de acordo com a amostra de aferição da escala, no nível “Médio” (92,26).
Ciências Sociais
13,423
Violência no namoro em estudantes universitários: prevalência e diferenças entre géneros
Violência no namoro
Problema: a violência no namoro constitui, atualmente, um problema social muito importante nas relações amorosas dos jovens e dos adultos. O comportamento dos mais jovens vai, na maioria dos casos, estabelecer os seus padrões de relacionamentos pessoais e relacionais futuros, quando atingirem a idade adulta. As pesquisas mais recentes feitas nesta área têm observado que as relações amorosas dos jovens estão marcadas pela presença de bastantes comportamentos de violência. Objetivo: analisar a prevalência da violência no namoro entre a população dos estudantes universitários do Mestrado Integrado em Psicologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, bem como identificar as estratégias de resolução de conflitos (abusivas e positivas) existentes nos seus relacionamentos, quer por parte do próprio quer por parte do(a) parceiro(a). Pretende-se, ainda, observar as crenças e atitudes desta população relativamente à violência física, sexual e psicológica nos relacionamentos de namoro. Método: O estudo foi composto por 189 estudantes do Mestrado Integrado em Psicologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, de ambos os géneros (sendo que a amostra era maioritariamente do género feminino) e com idades compreendidas entre os 18 e os 44 anos. A recolha de dados quantitativos foi realizada através dos instrumentos Inventário de Conflitos nas Relações de Namoro entre Adolescentes (CADRI) e a Escala de Atitudes acerca da Violência no Namoro (EAVN). Resultados: Verificou-se que apenas 3.6% dos jovens não tem comportamentos abusivos nas suas relações e que 53.6% dos jovens não tem comportamentos violentos na díade. O tipo de violência mais presente nas relações íntimas dos jovens é a Violência Emocional/Verbal, e a menos presente é a Violência Física. Observou-se, ainda, que quanto mais os jovens legitimam a violência, mais tendem a ter comportamentos violentos no seu relacionamento. Também se verificou que os indivíduos que consomem drogas e álcool reportam comportamentos mais violentos do que os sujeitos que nunca consumiram.
Ciências Sociais
13,424
Perceções dos adolescentes acerca da escola: uma perspetiva desenvolvimentista
Adolescente - relação com a escola
O presente estudo teve como objetivo estudar as relações entre as perceções positivas e negativas dos adolescentes acerca de alguns aspetos do clima escolar promotor do desenvolvimento favorável ou desfavorável, o sentimento de pertença em relação à escola e o reconhecimento da capacidade da escola em lhes proporcionar oportunidades de realização de objetivos/ metas pessoais. Mais especificamente, procurou-se conhecer a perceção dos alunos acerca da importância da escola, tudo isto analisado numa perspetiva desenvolvimentista. Os dados foram recolhidos junto de 184 alunos (63% do sexo feminino e 33,7% do sexo masculino) estudantes do ensino secundário, com idades compreendidas entre os 15 e 21 anos (M=16,85, DP=1,314). Foi aplicado um Questionário de perceções acerca da escola, construído para o efeito. A validade de construto do questionário foi testada através de análise fatorial confirmatória, constituída por quatro fatores explicativos de 45,9% da variância total (perceção positiva; sentimento de pertença, realização de objetivos/ metas pessoais e perceção negativa). Através da determinação dos coeficientes de correlação de Pearson, concluiu-se uma forte e positiva relação entre a perceção positiva de alguns aspetos do clima escolar potenciador do desenvolvimento saudável e o sentimento de pertença em relação à escola (r=0,717, n=177, p < 0,001). Verificou-se, ainda, uma relação positiva e de magnitude mediana, entre as variáveis sentimento de pertença e realização de objetivos/ metas pessoais (r=0,419, n=176, p < 0,001), e entre esta última, e a perceção positiva do clima escolar potenciador de desenvolvimento (r=0,393, n=175, p < 0,001). De salientar, ainda, que os resultados obtidos neste estudo permitem concluir pela existência de diferenças estatisticamente significativas em função das varáveis sexo, reprovações, área de estudo, escola pública ou privada e ainda escola em meio rural ou urbano. Tais resultados, e assumindo que o sentimento de pertença em relação à escola é importante para o sucesso desenvolvimental e académico dos alunos, revelam-se de grande importância no planeamento e implementação de medidas de intervenção escolares conducentes a uma melhoria das perceções dos alunos acerca da escola.
Ciências Sociais
13,427
Envelhecimento nas dificuldades intelectuais
Deficiente mental, idoso
O presente estudo teve como principal objetivo a caraterização das pessoas idosas com dificuldades intelectuais, um grupo recente da população. Procurámos conhecer as suas principais competências ao nível do comportamento adaptativo e das funções e estruturas do corpo e as necessidades percebidas pelos profissionais que com elas trabalham. Aplicámos a Escala de Comportamento Adaptativo, alguns itens da Checklist da CIF e construímos uma Listagem de necessidades. Os resultados obtidos apresentam as diferenças encontradas em função do género, grupo etário e grau de dificuldades intelectuais.
Ciências Sociais
13,428
Qualidade de vida em atletas de alta competição: a lesão como factor condicionante de reintegração na equipa
Atleta de alta competição,Qualidade de vida,Lesão desportiva
Com o presente estudo pretende-se avaliar a qualidade de vida em jogadores de alta competição e compreender a lesão como factor condicionante de reintegração na equipa. O desporto de alta competição acaba sempre por garantir contacto com formas de percepção de qualidade de vida exercendo inúmeras influências sobre o bem-estar e no sentido ao qual se costuma associar uma boa vida. Move-se por esferas ligadas à saúde, educação, convívio social, mercado, lazer e entretenimento. A área desportiva tem sido alvo de uma maior atenção por parte dos profissionais de saúde nos últimos anos, sendo que, actualmente, a presença do psicólogo nas equipas de futebol é cada vez maior e mais importante. Deste modo a lesão desportiva constitui um flagelo para os atletas sendo a área de maior intervenção destes profissionais de saúde, nomeadamente do massagista/enfermeiro, do médico, do fisioterapeuta e, mais recentemente, também do psicólogo, na recuperação da parte psicológica prestando assim os cuidados complementares de que o jogador de futebol de alta competição necessita. Sendo uma aposta recente por parte dos clubes esta é uma área onde é notória a carência de estudos relacionados com o papel e intervenção do psicólogo, pelo que este estudo pretende conhecer melhor e dar a conhecer o papel desenvolvido pelo psicólogo e a sua importância neste âmbito, o que levou à questão da investigação: a lesão é factor condicionante na reintegração do atleta na equipa, interferindo na sua qualidade de vida como atleta de alta competição? De forma a responder a esta questão formularam-se as seguintes premissas: identificar o sentimento associado ao momento da lesão, reconhecer qual o grau de suporte psicológico ao nível familiar, dos pares e estrutura do clube onde está inserido e nomear os sentimentos associados ao momento da reintegração na equipa após a sua recuperação. Optou-se pela realização de um estudo de carácter qualitativo, do tipo exploratório- descritivo, onde, por meio de entrevista semi-estruturada, a três jogadores de futebol de alta competição, escolhidos por selecção racional, que compreendem a língua portuguesa, dão a conhecer a sua experiência de vida.
Ciências Sociais
13,430
Atitudes, perceção de autoeficácia e rendimento escolar em matemática: um estudo com alunos do 2º ciclo do ensino básico
Auto-eficácia,Rendimento escolar,Aprendizagem da matemática
Os estados afetivos e motivacionais têm sido reconhecidos como importantes fatores que afetam o sucesso e insucesso escolar, especialmente no caso de alunos que, embora possuindo capacidades intelectuais médias ou acima da média, apresentam um baixo rendimento escolar. O objetivo deste estudo é analisar a relação entre atitudes, perceção de autoeficácia e o rendimento escolar em matemática procurando contribuir para uma melhor compreensão dos fatores que podem explicar o desempenho escolar dos alunos. Deste modo, procedeu-se a uma contextualização do estudo, abordando a evolução do ensino, aprendizagem e rendimento escolar em matemática nos últimos anos e analisaram-se os conceitos de atitude, atribuições causais e autoeficácia, descrevendo as suas funções e dimensões. O estudo empírico, de natureza não experimental com recurso ao inquérito e a uma amostra não probabilística, foi realizado com 170 alunos do segundo ciclo do ensino básico (5.º e 6.º de escolaridade), de uma escola do concelho da Figueira da Foz. Como instrumentos utilizaram-se as Escalas de Atitudes em Relação à Matemática revista (EARM-R), de Autoeficácia em Matemática (MSES) e um questionário sóciodemográfico construído para o efeito. Os resultados obtidos mostram que o rendimento em matemática se encontra relacionado positiva e significativamente com as variáveis em estudo. As análises de correlação indicam que as atitudes face à matemática estão relacionadas positivamente com o rendimento escolar na matemática. Adicionalmente, as análises de regressão linear indicam que o rendimento em matemática pode ser significativamente previsto quer pelas atitudes quer pela perceção autoeficácia, sendo que o efeito da autoeficácia se revela mais forte do que as atitudes à medida que o ano letivo avança. Os dados, corroborados pela literatura existente, mostram também a relação inversa entre a idade do aluno e as atitudes em relação à matemática, sendo estas gradualmente mais negativas à medida que a idade aumenta. O mesmo acontece com os alunos com retenções no seu percurso escolar, quando comparados com os seus colegas sem retenções no percurso de aprendizagem que apresentam expetativas de eficácia mais elevadas face à matemática. Os resultados sugerem também a necessidade de promover nos alunos atitudes e expetativas de eficácia positivas face à matemática.
Ciências Sociais
13,432
Desenvolvimento grupal: uma abordagem com base na teoria dos sistemas dinâmicos não lineares : construção-adaptação e validação de conteúdo de técnicas de recolha de dados para o compremetimento, a satisfação, a liderança, a potência, a comunicação e o conflito
Desenvolvimento grupal
Com base na teoria dos sistemas dinâmicos não lineares (NDS), e no âmbito do desenvolvimento grupal, esta dissertação teve como objectivo a construção e validação de conteúdo de um instrumento de avaliação de alguns processos e estados emergentes grupais (comprometimento, a satisfação, a liderança, a potência, a comunicação e o conflito). A criação/adaptação dos itens ancorou-se nas definições e instrumentos de referência na literatura da especialidade. A validação de conteúdo foi feita com recurso a três estudos piloto e junto de um painel de quatro peritos. O instrumento, composto maioritariamente por escalas analógicas visuais, integra duas partes – uma de resposta individual e outra grupal – e revelou possuir adequada validade de conteúdo. Sendo objectivo aplicá-lo em estudos com abordagem NDS, que requer design longitudinal com múltiplas aplicações, as escalas analógicas visuais e a utilização de um número reduzido de itens por constructo podem revelar vantagens, que serão discutidas neste trabalho.
Ciências Sociais
13,434
Desenvolvimento grupal: uma abordagem com base na teoria dos sistemas dinâmicos não lineares : construção-adaptação e validação de conteúdo de instrumento de medida
Desenvolvimento grupal
Com base na teoria dos sistemas dinâmicos não lineares (NDS), e no âmbito do desenvolvimento grupal, esta investigação teve como objectivo a construção e validação de conteúdo de um instrumento de avaliação de alguns processos de grupo e estados emergentes, centrais ao funcionamento grupal (e.g., interdependência, coesão, cultura). A criação/adaptação dos itens ancorou-se nas definições e instrumentos de referência na literatura da especialidade. A validação de conteúdo foi feita com recurso a três estudos piloto e junto de um painel de quatro peritos. O instrumento, composto maioritariamente por escalas analógicas visuais, integra duas partes – uma de resposta individual e outra grupal – e revelou possuir adequada validade de conteúdo. Sendo objectivo aplicá-lo em estudos com abordagem NDS, que requer design longitudinal com múltiplas aplicações, as escalas analógicas visuais e a utilização de um número reduzido de itens por constructo podem revelar vantagens, as quais serão discutidas nesta dissertação.
Ciências Sociais
13,436
Emoções positivas: estudo da validação Dispositional Positive Emotions Scale para a população portuguesa
Emoções positivas,Afecto,Satisfação com a vida
Na última década, a felicidade, a psicologia positiva e as emoções positivas têm atraído a atenção científica. Consequentemente, um novo modelo foi avançado para descrever a forma e função de um subconjunto de emoções positivas. Este novo modelo postula que essas emoções positivas servem para ampliar o reportório do pensamento-acção momentâneo de um indivíduo, que por sua vez resulta na construção de recursos físicos, intelectuais e sociais do mesmo e consequentemente a sua satisfação com a vida (Fredrickson, 1998). O principal objectivo da presente investigação é validar a Escala de Emoções Positivas (DPES) na população Portuguesa e comparar com uma amostra clínica (ambulatório). Prodeceu-se a uma Análise Factorial Confirmatória, tendo por base a AEE, a um modelo de sete factores. Para comparar as duas amostras foi feita uma análise Teste t-Student. Resultados demonstraram que o ajustamento do modelo é sofrível, esta versão demonstrou boa consistência interna e boa validade convergente e discriminante.
Ciências Sociais
13,438
Estilos e preocupações parentais: estudo numa amostra de cuidadores de crianças em intervenção precoce na infância
Intervenção precoce - infância,Estilos parentais,Parentalidade
Esta investigação teve como objectivo estudar os estilos e preocupações parentais numa amostra de cuidadores de crianças acompanhadas pelo Sistema Nacional de Intervenção Precoce. Para o efeito, foram definidos alguns objectivos e levantadas questões que direccionassem a investigação. No estudo foi utilizado um questionário sociodemográfico, a Escala de Preocupações Parentais (Algarvio, Leal, & Maroco, 2009) e o Questionário de Estilos e Dimensões Parentais (Robinson, Mandleco, Olsen & Hart, 2001; versão portuguesa de Miguel, Pires Valentim & Carugati, 2010). A amostra contemplou 193 cuidadores de crianças entre os 0 e os 6 anos, de entre as quais 59,6% são do sexo masculino e 40,4% do sexo feminino. Os resultados indicam que os pais do grupo de Intervenção Precoce (IPI) utilizam mais o estilo permissivo e a punição, comparativamente com o grupo de comunidade. Os pais de IPI utilizam mais a regulação à medida que idade da criança aumenta. Constatou-se também que quanto maior a escolaridade deste cuidadores, menor a utilização da punição, do estilo autoritário e da hostilidade verbal.
Ciências Sociais
13,440
Atitudes dos professores face à avaliação de escolas
Avaliação das escolas,Atitude dos professores
Tendo como ponto de partida a revisão da literatura sobre a escola, a cultura, o clima e as atitudes dos professores, assim como a avaliação das escolas no quadro das políticas educativas, as suas modalidades e a sua implementação, o presente estudo tem como objectivos conhecer o impacto e os efeitos desta atividade ao nível das atitudes dos professores. Para o efeito recorremos ao inquérito por questionário, tendo obtido a participa-ção de 204 docentes pertencentes ao Concelho da Figueira da Foz. Para a avaliação das atitudes foi utilizada uma escala de tipo Likert, constituída por 50 itens, em que se solicita simultaneamente a resposta em relação à Avaliação Externa e à Auto-Avaliação, tendo revelado uma boa consistência interna, pois o valor de α é de .97 para a Avaliação Externa Escolas e de .96 para a Auto-Avaliação de Esco-las, pelo que se conclui que apresenta uma boa fiabilidade. Os resultados revelaram que os professores sustentam uma atitude mais favorá-vel no que diz respeito à Auto-Avaliação comparativamente à Avaliação Externa, sendo esta difereça estatisticamente significativa. Verifica-se igualmente que quanto maior é a informação e o envolvimento nestas modalidades de Avaliação de Escolas mais favorável é a atitude dos docentes, não se tendo registado contudo diferenças significativas em relação ao exercício de cargos.
Ciências Sociais
13,441
O estudo da influência da perturbação de hiperatividade com défice de atenção (PHDA) nas variáveis autoconceito e perceção de qualidade de vida em crianças com 10 a 12 anos de idade
Hiperactividade,Défice de atenção,Autoconceito,Qualidade de vida
Com o objetivo de examinar a influência que a Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) tem nas variáveis autoconceito e perceção de qualidade de vida em crianças com 10 a 12 anos de idade, comparou-se o desempenho de 25 crianças de uma amostra de crianças diagnosticadas com PHDA com o desempenho de outras 25 crianças (grupo de controlo), considerando as variáveis sexo, idade e ano de escolaridade, autoconceito e perceção da qualidade de vida. O PHCSCS-2 apresentou boas características psicométricas quanto à consistência interna (α=0.761), tal como o Kidscreen 27 (α=0.830). A análise estatística não revelou diferenças estatisticamente significativas quanto ao sexo. Quanto à idade apenas existem diferenças estatisticamente significativas nos fatores ansiedade (subescala do PHCSCS-2) e ambiente escolar (subescala do Kidscreen 27), para crianças com 10, 11 e 12 anos de idade. Testes Post Hoc permitiram verificar diferenças significativas entre as faixas etárias 10-11 anos e 11-12 anos, no fator ambiente escolar, sendo que os sujeitos com 10 anos de idade pontuam mais elevado (ou) têm melhor ambiente escolar. Comparando o grupo de crianças sem diagnóstico de PHDA com aquelas que têm diagnóstico, é possível notar que as médias do primeiro grupo foram superiores às do segundo, tanto na variável autoconceito quanto na perceção de qualidade de vida.
Ciências Sociais
13,442
Vestir a camisola da gestão do conhecimento: o vínculo organizacional e a sua relação com a gestão do conhecimento
Gestão do conhecimento
O envolvimento dos colaboradores em iniciativas de Gestão do Conhecimento (GC) possibilita às empresas alcançar desempenhos superiores e garantir a sua sustentabilidade. Assim, assume particular relevância a compreensão do modo como os processos relacionados com o vínculo dos colaboradores à organização, bem como daqueles referentes à gestão do conhecimento se articulam e mutuamente influenciam. É este o foco do presente estudo que tem por objetivo o estudo da relação entre o vínculo dos colaboradores e as práticas de gestão do conhecimento. O modelo conceptual por nós adotado (Quijano, Navarro e Cornejo, 2000) considera que o vínculo dos colaboradores integra o comprometimento organizacional, a identificação organizacional e a implicação com o Posto de Trabalho. Esta investigação tem como objetivo estudar o impacto da vinculação organizacional dos colaboradores das organizações nos processos de Gestão de conhecimento. Para estudarmos a influência do Vinculo Organizacional nas práticas de Gestão de Conhecimento, realizámos uma análise de regressão linear múltipla. As dimensões do Vinculo Organizacional (Comprometimento Organizacional, Identificação Organizacional e Implicação com o posto de trabalho) foram tomadas como preditoras das práticas de Gestão do Conhecimento (Orientação Cultural, Orientação Competitiva, Práticas Formais e Práticas Informais). Por conseguinte, foram aplicados dois questionários a 1327 colaboradores da indústria cerâmica Portuguesa, o Questionário de Gestão de Conhecimento (GC) de Pais (2014) e o Auditoria do Sistema Humano – Inventário de Identificação e Comprometimento (ASH-ICI) de Quijano e Navarro (1999) e Quijano, Navarro e Cornejo (2000). Os resultados obtidos suportam a literatura que explora o Vinculo Organizacional (VO) e a Gestão de Conhecimento (GC) como conceitos amplos e com múltiplos níveis. O modelo final apresenta um bom impacto do VO nas práticas de GC .
Ciências Sociais
13,443
Dos pressupostos da educação inclusiva às medidas de diferenciação e apoios e sua avaliação
Inclusão escolar,Necessidades educativas especiais
Inserido na temática da inclusão de alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) em turmas regulares do ensino público em Portugal e tendo como referência o percurso legislativo da educação inclusiva de alunos com NEE, o presente estudo procura investigar as práticas de diferenciação e apoios educativos à luz da avaliação institucional das escolas, levada a cabo pela Inspeção Geral de Educação e Ciência (IGEC). No sentido de proceder ao mapeamento das práticas de diferenciação e apoios e à sua localização em termos de pontos fortes ou áreas de melhoria das escolas, procedeu-se à análise de conteúdo de 42 relatórios de avaliação externa de escolas, da zona centro de Portugal Continental, relativos ao segundo ciclo avaliativo, iniciado em 2011-2012. Tomou-se como corpus o domínio Prestação do Serviço Educativo e como categorias os campos de análise e referentes do referido domínio, de acordo com o quadro de referência adoptado neste ciclo avaliativo. Analisaram-se ainda os conteúdos relativos aos pontos fortes e áreas de melhoria da escola. A análise do discurso da avaliação institucional de escolas, sobre as práticas de diferenciação e apoios, revela-nos um maior número de referências a estas práticas no campo de análise Práticas de Ensino, comparativamente à sua referência nos campos de análise Planificação e Articulação e Monitorização e Avaliação das Aprendizagens. Regista-se ainda a referência à diversidade de medidas de apoio e estruturas organizativas, com destaque para o Programa Educativo Individual (PEI), o Currículo Específico Individual (CEI) e Unidades de Ensino Estruturado. As práticas inclusivas, de diferenciação e apoios, são referidas com mais frequência entre os pontos fortes do que entre as áreas de melhoria da escola. Estes dados revelam que não só as escolas desenvolvem práticas de diferenciação e apoios como também existe um olhar sobre as mesmas no quadro da AEE. No entanto, fica por conhecer a opinião e a atitude dos professores e outros elementos da comunidade educativa, cruzando diferentes olhares sobre as mesmas práticas.
Ciências Sociais
13,446
Gestão emocional em equipas de saúde em oncologia
Emoções,Stresse emocional,Gestão de emoções,Equipas de saúde,Organizações
O contexto hospitalar oncológico apresenta características particulares referentes a estados emocionais, quer para os profissionais que realizam funções nesta unidade de saúde, quer para os utentes que com eles interagem e que recorrem aos seus serviços. Usando a uma metodologia qualitativa, realizaram- se seis entrevistas a profissionais de saúde, abarcando três classes profissionais (médicos, enfermeiros e auxiliares de acção médica), as quais foram posteriormente sujeitas a uma análise de conteúdo. Com esta metodologia pretendíamos conhecer as percepções, representações e atribuições individuais significativas, relativamente à gestão das emoções no trabalho, que pudessem estabelecer algumas pistas conducentes à elaboração de propostas de implementação de soluções de apoio à regulação emocional dos profissionais de saúde. O conteúdo analisado leva-nos a crer que o desenvolvimento da consciência sobre os estados emocionais, um suporte de qualidade e o desenvolvimento de actividades adequadas, podem revelar-se de grande importância. Referimo-nos concretamente à percepção de segurança e profissionalismo, à melhoria do desempenho profissional e satisfação no trabalho, ao estabelecimento e/ou manutenção de um ambiente estável e tranquilo, ao controlo ou regulação emocional, à redução do stresse emocional, à manutenção da auto-estima dos profissionais e dos utentes e à melhoria global do desempenho organizacional.
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13,447
Prevenção primária da Sida na infância: contributo para uma sexualidade responsável usando actividades com pais e filhos apoiadas pelo computador
Educadores,Crianças,Pais,Infância,Sida,Sexualidade,Sida, prevenção,Educação sexual
Com este trabalho pretendemos criar alguns materiais sobre a educação para a sexualidade na primeira infância, capazes de auxiliar os pais e professores a trabalhar com as crianças. As actividades criadas designam-se por TIPS (Teacher Involving Parents in Schoolwork) que, como o próprio nome indica, pretendem envolver de uma forma mais efectiva os pais no trabalho escolar dos filhos, minimizando o ruído que por vezes é estabelecido na comunicação escola-casa. Para o estudo de campo foram desenvolvidas três TIPS que apresentam alguma interactividade e que utilizam ferramentas construídas num sítio da Internet, criado para o efeito. Entrevistamos pais, crianças e educadores depois de estes terem tomado contacto com os materiais desenvolvidos. Avaliámos de que forma, através destas actividades interactivas, pais, educadores e crianças sentem menos dificuldades em abordar assuntos como sexualidade, SIDA e afectos. Os dados do estudo não podem ser generalizados e apresentam algumas fragilidades mas são inequivocamente encorajadores no que concerne à possibilidade das TIPS mediadas por recursos digitais poderem optimizar a comunicação casa-escola e favorecerem estratégias de abordagem da prevenção da SIDA na primeira infância.
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13,448
Medo de avaliação negativa e comportamentos agressivos: o ansioso agressivo : contributo para a validação da escala de medo de avaliação negativa : versão reduzida e específica
Ansiedade social, adolescente,Agressividade, adolescente
O objectivo desta dissertação foi o de estudar a relação entre o medo de avaliação negativa e os comportamentos agressivos numa amostra de 518 adolescentes tardios da população geral. Em primeiro lugar, procurou-se validar a escala de Medo de Avaliação Negativa – Específica, na sua versão portuguesa. E, em segundo lugar, constituiu foco deste trabalho estudar as relações entre os constructos referidos. A escala de Medo de Avaliação Negativa (MAN) foi desenvolvida para avaliar a preocupação acerca de poder ser avaliado de forma negativa pelos outros. A sua versão reduzida (12 itens) foi estudada, tendo sido concluído por Rodebaugh e colaboradores (2004, 2011) que a utilização dos 8 itens cotados de forma directa (MAN-Reduzido) seria uma vantagem para a validade do constructo avaliado. No presente trabalho procurou estudar-se a dimensionalidade e as qualidades psicométricas da versão específica do MAN (MAN-Específico). Os resultados obtidos indicam uma solução factorial de um único factor, que explica 62.92% da variância total da escala. O MAN-E apresentou uma consistência interna excelente (α = .92), bem como adequada validade convergente com medidas de ansiedade e evitamento em situações sociais. Estudada também a hipótese de que existem indivíduos com medo de avaliação negativa que se podem comportar de forma agressiva a fim de lidar com os sentimentos decorrentes desse medo, concluiu-se existirem três grupos de sujeitos nesta amostra: os ansiosos sociais típicos, os ansiosos sociais atípicos e os sujeitos normais. As comparações por grupos sugeriram que os três grupos diferem significativamente entre si em todas as variáveis do estudo - medo de avaliação negativa, agressividade e ansiedade social. Tendo em conta o grupo de ansiosos sociais atípicos, os resultados das regressões lineares sugerem que o medo da avaliação negativa é um preditor significativo das dimensões reactivas de agressividade (aberta e relacional) e da agressividade proactiva aberta. Embora preliminares, estes resultados significativos sugerem que um subconjunto de indivíduos com medo de avaliação negativa pode envolver-se em comportamentos agressivos, com o objectivo de regular as suas emoções, para além de proporcionar um instrumento robusto de avaliação do medo de avaliação negativa, adequado para a utilização na clínica e na investigação, adaptado para uma população adolescente e com um tempo curto de aplicação.
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13,449
A importância das tecnologias da informação e comunicação na promoção de uma escola inclusiva: a perspectiva de professores de educação especial
Tecnologias da informação e comunicação,Escola inclusiva,Educação especial
Embora a grande finalidade da nossa investigação passe por determinar a importância que as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) têm na promoção de uma Escola Inclusiva, o presente estudo, dentro do contexto em que decorre, tem como objectivo geral a recolha de dados que nos permitam inferir que os docentes de Educação Especial reconhecem a importância da utilização das TIC em contextos educativos. Sem qualquer pretensão de termos obtido verdades absolutas, mas estando cientes que poderemos dar alguns contributos para uma melhor compreensão e reflexão sobre a temática, elegemos como objectivos específicos desta investigação: caracterizar os docentes de Educação Especial a leccionar em escolas/ agrupamentos de escolas do distrito de Coimbra, quanto aos aspectos pessoais e profissionais; averiguar as opiniões dos docentes face aos princípios da Educação Inclusiva; caracterizar a utilização pessoal que os docentes fazem das TIC e identificar a frequência, o tipo de equipamentos e tipo de software que os docentes utilizam com alunos; percepcionar as opiniões dos docentes face as vantagens e dificuldades na utilização das TIC em contextos educativos; identificar o tipo, forma e duração da formação obtida em TIC e em TIC no contexto da Educação Especial; e auscultar os docentes de Educação Especial sobre medidas que visem melhorar a utilização das TIC na Escola Inclusiva. Dado que o presente estudo se enquadra numa investigação não-experimental, sendo a modalidade por nós utilizada a quantitativo-correlacional, a análise das relações entre as variáveis, permitiu obter resultados que validaram as nossas hipóteses de investigação, contribuindo assim para determinar a importância das TIC na promoção de uma Escola Inclusiva.
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13,450
Representações dos educadores de infância sobre o abuso sexual de crianças
Abuso sexual, crianças,Educador de infância
O abuso sexual de crianças é uma realidade, cabendo aos profissionais da educação estar alerta, promovendo e defendendo o bem-estar da criança. Considerando que os educadores de infância fazem parte de um grupo de profissionais que deve estar sensibilizado e atento à problemática do abuso sexual de crianças, este estudo tem como objectivo identificar as representações que estes profissionais têm sobre o abuso sexual de crianças – CSA (Child Sexual Abuse). Paralelamente, temos também como objectivo criar uma medida de avaliação das representações sociais em torno do abuso sexual de crianças. O estudo empírico realizado incluiu três questionários de auto-resposta com o objectivo de identificar a legitimação/aceitação do abuso sexual de crianças (Questionário de Representações sobre Abuso Sexual de Crianças – Histórias), assim como os factores facilitadores/desencadeadores da ocorrência de CSA, os factores responsáveis pela sua manutenção e os que permitem interromper estas relações abusivas (Questionário sobre Abuso Sexual de Crianças – Factores, Manutenção e Resolução) e a legitimação do comportamento sexualmente abusivo a partir de um conjunto de afirmações em relação a situações de abuso sexual (Escala de Crenças sobre Abuso Sexual - ECCAS). A amostra constitui-se de 98 educadores de infância e estudantes do curso de Educação de Infância (4º ano de uma Escola Superior de Educação). A variável género não foi considerada, dada a discrepância na distribuição da amostra pelos dois géneros. Foram ponderadas as influências da idade e do número de filhos dos educadores de infância, o tempo de exercício, a função profissional desempenhada e o tipo de rede do jardim-de-infância, a existência ou não de uma formação específica sobre a temática em estudo e ainda o contacto dos sujeitos com situações de CSA/maltrato. Os resultados do nosso estudo revelam-nos que as representações sociais que os educadores de infância têm sobre o abuso sexual da criança vêm de encontro ao que a literatura avança sobre a temática, relativamente aos factores promotores de CSA, aos que permitem a sua manutenção e aos factores responsáveis pela resolução de casos de CSA. Verifica-se que estes profissionais revelam que a sua formação sobre a temática, e a actuação a prosseguir perante uma ocorrência de CSA, é insuficiente. Os resultados vêm consolidar a necessidade de formação específica sobre esta problemática.
Ciências Sociais
13,451
A formação profissional nos jovens com deficiência mental: factores condicionantes do desempenho e da satisfação
Deficiência mental,Formação profissional
O presente estudo foi desenvolvido junto de 40 formandos, com deficiência mental ligeira e moderada, tendo por objectivo a análise de informação acerca das características desses jovens que podiam influenciar, de forma positiva ou negativa, o seu desempenho e satisfação na formação profissional. Os resultados apontam no sentido de que as características individuais dos formandos se correlacionam, de forma distinta, com o seu desempenho e a sua satisfação em relação à formação profissional. No que diz respeito ao desempenho, verificou-se que este se correlaciona de forma significativa e positiva com a inteligência, o autoconceito e o apoio social. Já em relação à satisfação, constatou-se a existência de correlações significativas e negativas com as aptidões sociais e os problemas de comportamento. Estes resultados indicam que o funcionamento intelectual e algumas características sócio-afectivas dos formandos, com deficiência mental, se relacionam com aspectos específicos da formação profissional.
Ciências Sociais
13,452
Atitudes dos docentes face ao novo modelo de avaliação de desempenho
Avaliação de desempenho, professor
Na presente dissertação procedeu-se ao estudo das atitudes dos professores em relação ao novo modelo de avaliação de desempenho procurando analisá-las em função de variáveis sociodemográficas e profissionais. Para o efeito foi construída uma escala de atitudes, de tipo Likert, de acordo com os procedimentos normalmente adoptados, que aplicámos a docentes, cento e cinquenta avaliadores e cento e cinquenta avaliados. A análise em componentes principais permitiu identificar cinco factores: Pressupostos e Critérios de Avaliação; Aspectos Funcionais do Modelo; Efeitos do modelo; Condições e Propósitos Formativos do Modelo; Natureza e Potencialidades do Modelo. Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas nos Pressupostos e Critérios de Avaliação onde os avaliados pontuaram mais e nos Efeitos do Modelo e nas Condições e Propósitos Formativos do Modelo são os avaliadores que pontuam mais. Ao nível da situação profissional, das habilitações académicas e do género não existem diferenças significativas nas atitudes dos docentes face ao novo modelo de avaliação do desempenho docente. Verificaram-se correlações significativas entre o grau de importância atribuída à avaliação de desempenho no âmbito da actividade profissional e as atitudes em relação à avaliação de desempenho nos Efeitos do Modelo, Aspectos Funcionais do Modelo e nas Condições e Propósitos Formativos do Modelo.
Ciências Sociais
13,453
Políticas educativas: escola(rização) e desempenho escolar : actividades de enriquecimento curricular no 1º CEB
Actividades de enriquecimento curricular,Aluno do básico 1º ciclo,Desempenho escolar
O presente estudo, realizado no âmbito de uma dissertação de Mestrado, teve como principal objectivo investigar possíveis associações entre a frequência das actividades de enriquecimento curricular do 1.º ciclo do ensino básico (AEC), implementadas pelo Despacho n.º 12591/2006, de 16 de Junho, e o desempenho escolar alcançado pelos alunos, nas escolas da rede pública do Município de Coimbra. Para tal, desenhou‐se uma investigação quantitativa, do tipo comparativo‐ ‐causal (ex post facto), com a constituição de uma amostra de dois grupos independentes, com igual número de alunos dos quatro anos de escolaridade. Esta era constituída por um total de 200 sujeitos, com idades compreendidas entre os 6 e os 11 anos, distribuídos por onze escolas do concelho, pertencentes a 5 dos 9 agrupamentos existentes. As hipóteses principais foram testadas com recurso à comparação de médias (teste t de student para grupos independentes). Os resultados obtidos permitiram estabelecer associações entre a frequência das AEC e um menor desempenho escolar, numa avaliação global e nas áreas curriculares de Língua Portuguesa, Matemática e Estudo do Meio, ao contrário da área de Expressões. A mesma associação não foi possível estabelecer entre a frequência das AEC dentro do espaço escolar e fora dele, ainda que para o primeiro caso as médias obtidas fossem inferiores.
Ciências Sociais
13,455
Auto-avaliação de escolas: contributo para a construção de um instrumento de avaliação do ensino-aprendizagem : gestão curricular, estratégias de sala de aula e relação pedagógica
Auto-avaliação de escolas,Estratégias de sala de aula,Instrumento de avaliação,Relação pedagógica
O recente quadro de autonomia, para o qual foram mobilizadas todas as escolas do nosso país, tem vindo a enfatizar a necessidade de fazer acompanhar os processos de autonomia com dinâmicas rigorosas de avaliação e de prestação de contas à comunidade. Para tal, torna-se premente o recurso à Auto- Avaliação. Esta prática associa-se à procura de eficácia por parte da escola, sustentando como objectivos a promoção do sucesso e desenvolvimento dos alunos e a melhoria do desempenho destes. No âmbito da promoção da Auto-Avaliação das escolas surge a consciência da falta de instrumentos uniformes, susceptíveis de avaliar todos os estabelecimentos de ensino. É, pois, neste contexto que surge o presente estudo, que se entende como um contributo para a construção de um instrumento de avaliação, analisando os processos de ensino e aprendizagem, especificados na Gestão Curricular, Estratégias de Sala de Aula e Relação Pedagógica.
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13,457
Impacto das variáveis sociodemográficas e familiares no funcionamento familiar, avaliado pelo SCORE-15: estudo exploratório numa amostra angolana não-clínica
Funcionamento familiar, avaliação
O presente estudo tem como objetivo principal verificar o impacto das variáveis sociodemográficas e familiares no resultado total do Systemic Clinical Outcome and Routine Evaluation (SCORE; Stratton, Bland, Janes & Lask, 2010), especificamente, o SCORE-15, bem como contribuir para os estudos de validação do SCORE para a população angolana. Esta investigação envolveu uma amostra não-clínica constituída por 163 sujeitos e os resultados obtidos assemelham-se aos de Stratton e colaboradores (2010) e de Mendes (2011) quanto à estrutura fatorial e à consistência interna do instrumento, salvo algumas exceções que podem ser explicadas pelo fator cultural. O nível de escolaridade e socioeconómico (variáveis sociodemográficas), bem como a etapa do ciclo vital e composição familiar (variáveis familiares) parecem influenciar significativamente o funcionamento familiar, contrariamente às variáveis sexo, faixa etária, estado civil, área de residência e etnia. Por se tratar de um estudo exploratório, espera-se que sejam feitas novas e futuras investigações com todas as versões do SCORE em Angola.
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13,458
Análise da influência de determinadas variáveis na percepção da satisfação dos munícipes com a qualidade do serviço das câmaras municipais portuguesas
Satisfação de clientes,Qualidade de serviços,Administração pública local
A Europa, nas últimas décadas, tem sido cenário de inovação, renovação e evolução administrativas em que a administração pública assumiu um papel importante tendo modificado e melhorado os seus sistemas de gestão, em especial, adoptando a gestão da qualidade. Por isto mesmo é que as autarquias portuguesas têm procurado obter a certificação de qualidade a todos os níveis de prestação de serviços ao cliente. Este processo de certificação implica para a autarquia uma atenção e foco no cliente e nas necessidades que as câmaras podem satisfazer, sendo também ele mais interventivo e mais exigente com a qualidade de serviços. Com este estudo pretendeu-se, então, analisar a influência de determinadas variáveis, características das câmaras municipais, como a detenção ou não de certificação da qualidade, os departamentos de atendimento e de urbanismo, dimensão da câmara consoante o número de colaboradores, dimensão populacional e região de pertença da câmara, na percepção da satisfação com a qualidade do serviço, por parte dos clientes das câmaras municipais portuguesas. O inquérito aos munícipes, através do questionário QSM-S1, permitiu entender que havia diferenças significativas entre os grupos de sujeitos para cada variável no que toca à sua satisfação e, assim, tornando possível a compreensão de que características das câmaras influenciam mais ou menos a satisfação dos clientes, assim como a possibilidade de corrigir falhas e erros existentes ou evitar futuros erros que possam pôr em causa uma satisfação mais elevada.
Ciências Sociais
13,459
A gestão das emoções no trabalho e sua relação com a síndrome de Burnout: um estudo com professores do 3ºCiclo e do ensino secundário
Emotional labor,Professores,Burnout
Este estudo insere-se no âmbito da investigação sobre Emotional Labor, cuja tradução para português se aproxima da noção de regulação ou gestão de emoções profissionais/em contexto de trabalho. A partir do momento que as organizações se começaram a preocupar mais com a satisfação dos seus clientes e com o impacto do comportamento dos seus colaboradores nos resultados organizacionais (e.g., performance) e individuais (e.g., qualidade de vida e bem-estar dos trabalhadores), assistiuse a um crescimento notório do interesse por esta área de investigação que tem vindo a atrair diversos investigadores oriundos de vários domínios da ciência, nomeadamente, da Psicologia do Trabalho e das Organizações e da Sociologia. O presente estudo, efectuado junto de 199 professores do 3ºciclo e do ensino secundário, da zona centro e norte do país, teve como principal objectivo analisar a presença de emotional labor em funções de ensino e o impacto das diferentes dimensões do constructo (job-focused emotional labor e employee-focused emotional labor) nas diferentes dimensões do burnout (exaustão emocional, despersonalização e realização pessoal). Para o efeito, foram aplicados vários questionários à nossa amostra, os quais permitiram recolher dados que foram analisados à luz das hipóteses preconizadas. Em termos gerais, os resultados encontrados permitiram concluir que esta população: a) reporta consideráveis níveis de emotional labor, nomeadamente, a percepção das regras, normas e padrões de comportamento (implícitas e explícitas) organizacionais para expressar e esconder emoções no trabalho; b) evidencia níveis elevados de exigências emocionais no trabalho; c) recorre mais frequentemente ao deep acting, enquanto estratégia de regulação emocional no trabalho. Foram ainda encontradas evidências de que nesta população: i) a necessidade de esconder emoções negativas se relaciona positivamente com os níveis de burnout sentidos (exaustão emocional e despersonalização); ii) a necessidade de expressar emoções positivas relaciona-se negativamente com esta variável, especialmente com a despersonalização; iii) a necessidade de esconder emoções negativas é (neste estudo) a dimensão com melhores características preditivas do burnout, uma vez que foi a única que se relacionou com a despersonalização e a exaustão emocional de forma positiva e com a realização de forma negativa; iv) fingir emoções (surface acting) relacionase positivamente com a despersonalização; v) expressar emoções positivas e ter uma percepção clara das exigências emocionais no trabalho relacionamse positivamente com a realização pessoal; vi) a necessidade de expressar emoções negativas relaciona-se negativamente com a realização pessoal. Por último, as implicações teóricas e práticas deste estudo são analisadas e discutidas, bem como são avançadas algumas limitações do mesmo e pistas para investigações futuras.
Ciências Sociais
13,460
Estudo da relação entre a empatia e o temperamento na adolescência
Empatia - adolescente,Temperamento - adolescente
Atualmente, a empatia é considerada um constructo multidimensional, onde as dimensões cognitiva e afetiva são destacadas, e a capacidade do indivíduo para se colocar no lugar dos outros e saber diferenciar o seu eu dos demais, são competências valorizadas nas relações (Garaigordobil, 2009). O seu desenvolvimento potencia padrões de pensamento e condutas consonantes com as normas sociais (Garaigordobil & Galdeano, 2006), contribuindo, ainda, para a promoção de relações saudáveis e de um bom ajustamento psicossocial (Pavarino, Del Prette, Del Prette, 2005a). O presente estudo teve como principal objetivo estudar a relação entre a empatia e o temperamento, numa amostra de 344 adolescentes, de ambos os sexos (48 % de rapazes e 52 % de raparigas), com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos. Para o efeito foram utilizados dois instrumentos: a Escala de Empatia Básica- BES (Jolliffe, 2005; versão portuguesa: Nobre Lima, Rijo & Matias, 2011) e o Questionário sobre o Temperamento no Início da Adolescência – Revisto- (EATQ-R; Ellis & Rothbart, 1999; versão portuguesa: Marina Carvalho, 2007). Os principais resultados revelaram que rapazes e raparigas são mais empáticos cognitiva do que afectivamente; que a capacidade de autorregulação dos adolescentes é a característica do temperamento que mais se encontra associada à empatia; e que o temperamento é preditor da empatia na adolescência, principalmente através da capacidade de autorregulação.
Ciências Sociais
13,461
Júnior empresas: que cultura organizacional? : um estudo com base no modelo dos valores contrastantes
Cultura organizacional, empresa
A presente investigação foi desenvolvida em torno dos conceitos de cultura organizacional e Júnior Empresa (JE). Com o intuito de estudar o padrão cultural que caracteriza as JEs em Portugal, foram recolhidos dados através do questionário FOCUS, alicerçado no Modelo dos Valores Contrastantes (MVC). A amostra considerada é composta por 11 JEs, abrangendo um total de 111 respondentes. Com base nos Alphas de Cronbach, avaliou-se a consistência interna do instrumento adaptado, a qual se revelou satisfatória. Posteriormente, foram calculados os índices AD para avaliar a homogeneidade das respostas dos sujeitos, que, no geral, se mostraram homogéneas, indiciando a existência de uma cultura “forte” na maioria das JEs. Os resultados sugeriram que o padrão cultural que melhor caracteriza a realidade júnior empresária portuguesa é o Apoio. Por outro lado, o padrão com pontuações médias mais baixas foi a orientação Regras. Contudo, realizou-se uma ANOVA unifactorial com o fim de testar a existência de diferenças estatísticas significativas entre as JEs em relação a cada um dos quatro padrões culturais (Apoio, Inovação, Objectivos e Regras) sugeridos pelo MVC. Constataram-se diferenças significativas e, para localizar essas diferenças, recorreu-se a testes post hoc, com base no teste Tukey HSD.
Ciências Sociais
13,462
Qualidade de vida em função do ciclo vital da família
Ciclo vital,Género,Nível sócio-económico,Família,Qualidade de vida
O presente estudo avalia as relações existentes entre a percepção de qualidade de vida subjectiva e as etapas do ciclo vital. Avalia, ainda, a influência do género, do nível sócio económico e das formas de família relativamente à percepção de qualidade de vida subjectiva. O estudo baseia-se numa amostra de 295 sujeitos da população geral, com idades compreendidas entre os 20 e os 87 anos, que se disponibilizaram voluntariamente a participar nesta investigação. A recolha de dados realizouse através de entrevistas individuais e estruturadas, tendo como suporte o questionário Quality of Life – Formulário Parental (QOL, Olson & Barnes, 1982). Os resultados alcançados não revelaram diferenças significativas na percepção da qualidade de vida ao longo das etapas do ciclo vital, nem foram encontradas diferenças quanto ao género. Contudo, os dados obtidos revelam que o nível sócio-económico e as formas de família assumem um peso significativo na percepção de qualidade de vida subjectiva dos seus elementos
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13,464
Conciliação trabalho-família-vida pessoal: estudo comparativo entre profissionais com horário fixo e variável : por turnos
Conciliação trabalho-família,Horário de trabalho
Esta investigação, centrada nas temáticas da conciliação trabalho-família (work-life balance) e nos sistemas de trabalho (horário fixo/por turnos), tem por objetivo investigar se o tipo de horário de trabalho interfere, quer com a emergência de conflitos, quer com a facilitação entre o trabalho e a vida pessoal/familiar. Para isso, utilizámos uma escala que mede a interação (conflito e facilitação) trabalho-família e família-trabalho (MacDermid et al., 2000), traduzida e adaptada para português, por Carvalho e Peralta (2009), a qual foi aplicada a duas amostras de profissionais que trabalham em diferentes sistemas de horários de trabalho: uma de Professores Universitários (horário fixo) e outra de Profissionais de Saúde (horário por turnos/variável). Para testar os efeitos das variáveis que pretendíamos estudar, foram efetuados três blocos de análises estatísticas: i) testámos a validade de constructo e a fiabilidade da escala que mede, a interação entre o trabalho e a vida pessoal/familiar (i.e., subescalas conflito, facilitação e consequências); ii) avaliámos de seguida em que medida as três subescalas têm representações equivalentes nas duas amostras, através de testes de congruência; iii) e, por fim, testou-se o efeito do sistema de horários (fixo/variante) nas três dimensões trabalho-família avaliadas. Os resultados sugerem que: i) as subescalas apresentam adequadas qualidades psicométricas em ambas as amostras; ii) as dimensões têm o mesmo significado/são invariantes nas duas amostras; e iii) o sistema de horário de trabalho (fixo/por turnos) não influencia a perceção da existência de conflito, nem de facilitação nem das consequências percecionadas relativamente à interação entre a família e o trabalho. Os resultados encontrados, embora não suportando as hipóteses relativas às relações entre as variáveis estudadas, alertam-nos para a importância de se continuar os estudos neste domínio, dada a complexidade de variáveis intervenientes nos processos estudados. Com efeito, dada a importância da temática work-life balance, quer para as organizações (sobretudo as que pretendam ser mais responsáveis e amigas da família), quer para os trabalhadores (sobretudo os que procuram estratégias facilitadoras do equilíbrio entre as várias esferas da sua vida), quer ainda, para os gestores preocupados com o desenvolvimento e a implementação de políticas de gestão de recursos humanos contribuintes para o bem-estar dos seus colaboradores. Por todos os aspetos referidos, urge desenvolver e aprofundar as investigações neste domínio. Em síntese, porque existe vida para além do trabalho, por um lado, e porque pessoas satisfeitas e felizes produzem mais e com mais qualidade, por outro lado, importa analisar e compreender toda a panóplia de variáveis e inter-relações intervenientes no processo de conciliação trabalho-família.
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13,466
Integração socioprofissional e deficiência mental: percepção de técnicos de uma instituição de referência
Integração profissional, deficiente mental
O presente estudo teve como objectivo compreender as percepções que os técnicos, de uma instituição de referência na área da deficiência, têm acerca da integração socioprofissional de pessoas portadoras de deficiência mental. Dado que, através da revisão de literatura, se constatou a escassez de informação científica acerca desta temática, é nosso objectivo primordial, contribuir para a desmistificação do tema e negativismo associado ao mesmo. Pretendemos também fazer uma breve discussão acerca da influência destas percepções na opinião da população geral.
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13,467
Análise dos erros no teste de compreensão de instruções
Teste de Compreensão de Instruções,Análise dos erros,Token Test,Linguagem receptiva
Na sequência dos trabalhos que têm vindo a ser desenvolvidos com a Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra (BANC), pretendemos com este estudo, analisar os dados relativos ao Teste de Compreensão de Instruções (TCI), um teste elaborado para avaliar a linguagem receptiva. O objectivo do presente estudo centra-se na análise quantitativa e qualitativa dos erros cometidos pelas crianças neste teste, a fim de identificar padrões de erros, por um lado, bem como dificuldades específicas na compreensão de determinados conceitos linguísticos. A amostra é constituída por um total de 295 crianças, de três níveis etários (7, 8 e 9 anos), das quais 149 são do sexo masculino e 146 do sexo feminino. Os resultados demonstram que, de uma forma geral, os sujeitos com idades compreendidas entre os 7 e os 9 anos cometem um número reduzido de erros neste teste. Estes reportam-se a alguns locativos, a números ordinais, a conceitos de exclusão e inversão temporal, e a conjugações, e são objecto de uma análise psicolinguística.
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13,468
A influência de variáveis sócio-demográficas na percepção da satisfação com a qualidade do serviço de atendimento-urbanismo em câmaras municipais certificadas
Qualidade do serviço público,Satisfação do consumidor
As expectativas e exigências crescentes dos cidadãos face aos serviços públicos introduziram uma nova orientação no processo de reforma e modernização administrativas. Trata-se de substituir a lógica vigente, centrada no cumprimento estrito de procedimentos, por uma lógica direccionada para a satisfação do cidadão. Neste contexto, alguns organismos públicos portugueses, nomeadamente as câmaras municipais, apostaram na gestão da qualidade, encarrando-a como uma ferramenta eficaz no combate a problemas inerentes ao sector, nomeadamente a baixa qualidade na prestação de serviços, as ineficiências na utilização dos recursos disponíveis e o distanciamento da Administração relativamente aos cidadãos. Com a presente dissertação pretende-se analisar a influência de variáveis sócio-demográficas como a idade, o género, as habilitações literárias, a residência e as habilitações académicas na percepção da satisfação dos munícipes com a qualidade do serviço de atendimento e/ou urbanismo de câmaras municipais que detêm estes serviços certificados. A opinião dos cidadãos permitirá fazer um levantamento a nível global, se estes se encontram satisfeitos com a qualidade dos serviços e ainda perceber quais os grupos, em termos demográficos, que se encontram mais e menos satisfeitos. Uma vez identificadas as falhas, é possível tomar medidas correctivas que aumentem a satisfação com a qualidade dos serviços.
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