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936
Aptidão Física para a Saúde, em Jovens de 16 Anos: Relatório Parcial do Estudo de Caso Efectuado no Instituto D. João V
Aptidão física,Saúde,Prática desportiva,Estilo de vida,Actividade física,Bateria de testes
A tendência secular dos hábitos de actividade física tem vindo a diminuir, contribuindo e muito para tal facto a alteração dos hábitos, formas de estar e de viver das sociedades actuais, como consequência directa do desenvolvimento socioeconómico e tecnológico. Estas alterações têm-se repercutido de forma intensa e significativa na vida quotidiana, atingindo de forma crítica a integridade física, social e cultural dos indivíduos. É hoje consensual, que a níveis moderados ou elevados de aptidão física associada à saúde, correspondem estilos de vida activos e saudáveis (Simons-Morton et al., 1990; Blair et al, 1989; Ferreira, 1999; Freedson et al., 2000; Maia et al., 2001). O presente estudo teve como principal objectivo, caracterizar os níveis de aptidão física em adolescentes de 16 anos, que se encontram em fase escolar, determinando qual o número de sujeitos considerados APTOS numa perspectiva multidimensional da aptidão física, verificando se existem diferenças significativas para a variável género e para as variáveis antropométricas. A amostra foi constituída por 50 sujeitos de ambos os géneros (rapazes n=25; raparigas n=25), com 16 anos de idade, que frequentam o estabelecimento de ensino Instituto D. João V, pertencente ao concelho de Pombal. A avaliação objectiva da aptidão física foi feita através da aplicação de 4 testes físicos (pacer, sit-ups, push-ups e sit-and-reach) e determinado o Índice de Massa Corporal (IMC). A aplicação dos referidos testes seguiu a metodologia da bateria de testes Fitnessgram. Foram ainda aplicados dois inquéritos, relativos à caracterização individual dos sujeitos e ao seu estilo de vida. Os principais resultados evidenciaram em relação à taxa de aptidão uma grande simetria entre géneros, com ligeira vantagem em termos gerais para o género feminino. No que diz respeito a cada uma das provas em particular, pudemos verificar diferenças estatisticamente significativas entre géneros nas provas de push-ups e endurance aeróbia, com melhores resultados nos rapazes, não se registando diferenças estatisticamente significativas nas provas de sit-ups, sit-and-reach, e no IMC e perímetro suprailíaco, sendo que nestas três últimas variáveis as raparigas alcançaram melhores resultados. De referir também, que 48% das raparigas e 36% dos rapazes ficaram APTOS no conjunto dos cinco testes. Por último, de salientar o facto dos sujeitos da amostra que foram considerados APTOS em todas as provas, terem obtido em média melhores classificações à disciplina de Educação Física
Ciências Médicas e da Saúde
937
Disposições da Procura em Health Clubs: O Caso do Holmes Place de Coimbra
Sociologia do desporto,Ginásios,Prática desportiva,Lazer,Estilos de vida
A presente investigação tem como objectivo saber se a oferta num health club incrementa a adesão dos utentes. Para levar a cabo o que nos propusemos realizar, e com base nas contribuições dos vários autores sobre a mesma temática, construímos a nossa problemática, definimos o nosso objecto de estudo e as hipóteses de investigação. Elaborámos, para o efeito, uma metodologia que nos permitiu construir a técnica de recolha e tratamento de informação (o inquérito por questionário) que nos possibilitou retirar conclusões sobre os dados em análise. Procedemos à aplicação de um questionário a uma amostra proporcionalmente estratificada de 230 sócios do Holmes Place de Coimbra, sendo 106 do sexo masculino e 124 do sexo feminino, recolhemos a informação (em diferentes períodos do dia, por forma a permitir uma avaliação mais abrangente da utência durante sete dias consecutivos), e tratámola nos programas informáticos de SPSS e Excel. Concluímos que não existem diferenças assinaláveis entre os dois grupos sociais em estudo relativamente à adesão ao Holmes Place (HP), tanto para os que já praticavam como para os que aí iniciaram a sua prática desportiva, assim como quanto à importância dada à eleição desta rede. Será de referir, que apenas tivemos os dois grupos socioprofissionais com maiores recursos como universo de análise, sendo que o grupo SEE se apresenta com menores recursos face ao grupo EQS. No que diz respeito à diversidade da oferta, quer o grupo de menores recursos, quer os sócios de todos os escalões etários em estudo, assim como as mulheres, estão mais satisfeitos no que se refere à concordância entre os objectivos pessoais e a diversidade de modalidades existentes. Relativamente à novidade, também é o grupo SEE e as mulheres a atribuírem uma maior importância. Quanto à acessibilidade, verifica-se que são os sócios de menores recursos em ambos os sexos que estão mais satisfeitos. Já quando se cruza a idade com o grupo social verifica-se que todos os escalões etários se encontram igualmente satisfeitos. Verificámos também, que não existem diferenças assinaláveis entre os escalões etários quando está em causa a diversidade da oferta associada à novidade e à acessibilidade. Contudo, são os mais velhos a demonstrarem uma satisfação maior na relação qualidade/custo. Em suma, com base nos resultados do nosso estudo, podemos concluir, que todas as nossas hipóteses foram confirmadas embora parcialmente (cf. Capítulo III), e por isso podermos afirmar, que as características da oferta de um health club estratificam, de uma forma parcial, a adesão segundo o perfil dos utentes
Ciências Médicas e da Saúde
939
Osteoporose e Actividade Física: a Relevância da Actividade Física na Prevenção e Tratamento da Osteoporose na Mulher Pós-Menopáusica
Actividade física--osteoporose,Menopausa,Osteoporose na mulher,Medicina do desporto
A osteoporose é o resultado da perda progressiva de massa óssea, ou mais especificamente, da densidade mineral óssea (DMO), e acomete principalmente as mulheres no período pós-menopausa. A osteoporose é mundialmente considerada como um problema de saúde pública que invalida ou incapacita grande número de pessoas. Constitui uma enfermidade multifactorial cujos riscos mais importantes, além do papel dos estrogénios, se prendem com factores ambientais facilmente modificáveis (falta de actividade física e inadequada ingestão de cálcio). A prevenção da osteoporose deve começar na infância e seguir ao longo da vida, devendo ser dada maior atenção às mulheres que se aproximam do período pós-menopausa. No entanto, mantendo as condições hormonais satisfatórias, eliminando o sedentarismo e mantendo uma boa ingestão de cálcio alimentar, esta doença terá menos probabilidades de se instalar. Diante do exposto, este trabalho teve como objectivo reunir informações que evidenciem a influência da actividade física como forma de prevenção e tratamento na osteoporose de mulheres no período pós-menopausa. Em conclusão, a actividade física é relevante na prevenção e tratamento da osteoporose. Apesar do exercício físico não aumentar significativamente a DMO nas mulheres pós-menopáusicas, abranda a perda do mineral ósseo com um adequado e específico programa de exercícios físicos. Este programa engloba exercícios de alto impacto, exercícios com pesos, caminhadas vigorosas e treino em plataformas vibratórias complementado com outros exercícios. De extrema importância são também os exercícios de coordenação e equilíbrio associados a um estilo de vida saudável
Ciências Médicas e da Saúde
942
Jogos, Brinquedos e Brincadeiras dos Nossos Avós na Freguesia de Veiros
Idosos,Jogos tradicionais,Prática lúdica,Recreação--idosos,Brinquedos,Recreação--Veiros
Este estudo tem por objectivo identificar as actividades lúdicas, praticadas durante a infância, dos idosos, na freguesia de Veiros. Para além deste facto, também caracteriza as condições sócio–políticas e culturais vividos nessa época na referida freguesia. Envolveu nove indivíduos, cinco do género feminino e quatro do género masculino, comidades compreendidas entre os cinquenta e cinco e os oitenta e seis anos, com residência actual na freguesia de Veiros e que participam nas aulas de ginástica sénior no Clube Cultural e Desportivo de Veiros. O levantamento foi efectuado através de uma entrevista semi-estruturada, onde constam questões sobre a situação social, política e social do país durante a infância dos idosos, e ainda questões relacionadas com os jogos, brinquedos e brincadeiras realizados por estes. Após a recolhadosd ados,elaborou-se a análise dos conteúdos, através da categorização das condições sociais, políticas, culturais do país, das práticas lúdicas(jogos, brinquedos e brincadeiras), bem como os locais, a aprendizagem e materiais. Finalmente, após a apresentação e discussão dos dados, verificou-se que existiam dez jogos, cinco brincadeiras e doze brinquedos. Quer os jogos, como as brincadeiras e os brinquedos eram diferenciados em cada género. Sendo que o género masculino tinham, na sua maioria, jogos, brinquedos e brincadeiras diferentes das existentes para o género feminino. Os locais de jogos e brincadeiras eram distintos entre géneros, existindo maior variedade de locais no género masculino. A maioria dos brinquedo sera artesanal para ambos os géneros
Ciências Médicas e da Saúde
943
Estudo da Influência do Jogador Libero no Sucesso das Acções Defensivas/Ofensivas em Equipas de Voleibol de Alto Rendimento
Treino de alto rendimento,Jogos colectivos,Voleibol,Desportos colectivos
O presente trabalho teve como objectivo estudar a influência do jogador Libero no sucesso das acções defensivas/ofensivas em equipas de Voleibol de alto rendimento. A fim de analisar o projecto de estudo, levantámos algumas hipóteses e foi definida aamostra: Catorze sets de jogos de Voleibol Masculino, do escalão de seniores, referentes à Liga Nacional de Voleibol 2008/2009 e à final dos jogos Olímpicos de 2008. As equipas observadas foram o Sp. Espinho (9 sets), V. Guimarães (6 sets), Fonte Bastardo (4 sets), Esmoriz (3 sets), Selecção do Brasil (4 sets) e a Selecção dos Estados Unidos (4 sets). Os dados recolhidos colocaram-se numa grelha de observação adaptada segundo o protocolo de Colleman, no que se refere às eficácias de recepção e defesa (4 níveis) e de ataque (3 níveis), e foram posteriormente analisados. Através dessa análise foi possível verificar em K1 (side-out) uma maior eficácia de recepção do jogador Libero em relação aos restantes jogadores. Também na eficácia de ataque após recepção do jogador Libero, os valores foram superiores aos restantes jogadores. Centrando-nos no jogador Libero verificámos que foi em zona 1 que as eficácia de recepção e de ataque após recepção foi superior. Já em K2 (transition) verificámos que a eficácia de defesa do jogador Libero ésuperior à dos restantes jogadores. Também na eficácia de ataque após defesa do jogador Libero, os valores foram superiores. Comparando estes resultados com os verificados em K1, constatámos uma menor qualidade de defesa (em relação com os resultados relativos à recepção em K1). Mas, constatámos também que a influência positiva do jogador Libero foi mais expressiva em K2, tanto na defesa como no ataque.
Ciências Médicas e da Saúde
944
Educação Física Inclusiva: Atitudes dos Alunos Face à Educação Física Inclusiva: Estudo Exploratório dos Alunos dO 2º E 3º CEB
Educação física escolar,Escola inclusiva,Populações especiais,Atitudes dos alunos
O presente estudo teve como objectivo avaliar as atitudes dos alunos face à Educação Física Inclusiva. A Amostra foi constituída por 357 alunos, 177 do género masculina e 180 do género masculino com uma média de 12.19 anos, pertencentes ao quinto, sexto, sétimo, oitavo e nono ano de escolaridade do Colégio Via Sacra – Viseu. Este estudo decorreu ao longo de 4 semanas. A recolha dos dados foi feita em dois momentos: o primeiro entre o dia 23 e 27 de Março e o segundo momento entre o dia 14 e 17 de Abril. Para recolher os dados relativos às atitudes dos alunos face à Educação Física Inclusiva utilizámos o questionário Children’s Attitudes Towards Integrated Physical Education – Revised (CAIPE – R), Block(1995). Da análise aos resultados obtidos emergiram as seguintes conclusões: na variável género no que concerne às atitudes dos alunos face à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de EF verificamos que existem diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos; no ano de escolaridade existem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em estudo face à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de EF; a atitude dos alunos que não têm a PFAID é sempre mais positiva em todas as questões do que a atitude dos alunos que têm a PFAID; o grupo que não tem a PCTD tem atitudes mais positivas; as atitudes dos alunos que nunca tiveram a PCDAEF é mais positiva dos que a atitude dos alunos que já tiveram a PCDAEF; após o contacto com indivíduos com deficiência, as atitudes dos alunos tendem a ser consideravelmente mais favoráveis no que respeita a questões específicas da E.F, no entanto, relativamente à alteração de regras nos desportos, verifica-se uma queda das atitudes.
Ciências Médicas e da Saúde
945
Motivação, Ansiedade e Burnout em Jovens Atletas
Questionário,Stress,Ansiedade,Psicologia do desporto
Este trabalho teve como objectivo analisar, descrever e caracterizar psicologicamente atletas de modalidades colectivas e verificar a existência de relações e diferenças estatisticamente significativas entre as variáveis psicológicas (traço e estado de ansiedade, orientação motivacional e burnout) e algumas variáveis independentes, como a idade, o género. A amostra desta investigação foi composta por 49 atletas, 26 do género masculino e 23 do género feminino, com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos, de Voleibol, Basquetebol e Andebol aos quais foram aplicados as versões portuguesas dos questionários, CSAI-2rd, SAS, TEOSQ, RESTQ-52. Os resultados deste estudo revelam que, subescala ansiedade total é a que apresenta valores médios mais elevados (Média=32,51 e dp=6,45), enquanto a escala de ansiedade somática é que apresenta valores médios mais baixos (Média=9,45 e dp=3,11). No que respeita à orientação para o objectivo, a orientação para a tarefa apresenta valores médios mais altos (Média=3,83 e dp=0,58) e a orientação para o ego, valores médios mais baixos (Média=2,40 e dp=0,77). O estudo evidencia a existência de correlações entre variáveis mentais sendo que, é para o traço de ansiedade que existe maior número de correlações significativas, sendo positivas para as subescalas perturbação da concentração e o stress geral, r(49)=0,296, p<0,05, a ansiedade total e o stress geral, r(49)=0,348 p<0,05. É importante salientar que a orientação para o ego não estabeleceu nenhuma correlação com as habilidades psicológicas, nem com o estado e traço de ansiedade, sendo apenas a orientação para a tarefa que tem correlações com as subescalas, escala de ansiedade somática r(49)= -0,384, p<0,05, a ansiedade total r(49)= -0,437, p<0,01 e com o stress geral Motivação, Burnout e Ansiedade em Jovens Atletas FCDEF – UC 2009 iv r(49)= -0,338, p<0,05. Em relação à influência da idade e do género nas habilidades psicológicas não foram encontradas diferenças estatísticas significativas, embora o grupo de idades dos 11 aos 12 apresente valores médios superiores aos do grupo 13 a 14 anos, no que diz respeito ao traço de ansiedade em todas as subescalas, sendo que as duas dimensões que exprimem valores médios mais altos são a ansiedade total (Média=33,78 e dp=6,15) para o grupo dos 11 aos 12, (Média=31,77 e dp=6,60) para o grupo dos 13 aos 14. Relativamente ao género concluímos que o sexo masculino obteve os valores médios mais elevados na ansiedade total (Média=33,38 e dp=5,87), o sexo feminino obteve valores médios mais altos na perturbação da concentração (Média=9,78 e dp=3,25), e na orientação para o ego (Média=2,50 e dp=0,76)
Ciências Médicas e da Saúde
946
Jogos Brincadeiras e Brinquedos dos Nossos Avós na Freguesia de Mira De Aire
Recreação--Mira de Aire,Brinquedos,Recreação--idosos,Prática lúdica,Jogos tradicionais
O objectivo do nosso trabalho é identificar os jogos brincadeiras e brinquedos das idosas durante a sua infância, na freguesia de Mira de Aire. A nossa amostra incidiu em dez indivíduos do sexo feminino que se encontram na faixa etária dos 81 aos 86 inclusive, utentes na Associação de Amparo Familiar de Mira de Aire, situada em Mira de Aire, pertencente ao concelho de Porto de Mós e distrito de Leiria. Como metodologia e método utilizamos a técnica da entrevista semi–directiva, com questões relacionadas com a caracterização pessoal e a identificação dos jogos, brincadeiras e brinquedos relativas ao período de infância da nossa amostra, identificando e descrevendo as formas lúdicas desenvolvidas. De seguida procedemos à análise de conteúdo do material recolhido procedendo-se à categorização de forma a possibilitarmos a compreensão das manifestações referidas. No estudo verificou-se a existência de dez jogos, cinco brincadeiras e um brinquedo, sendo que também tivemos a oportunidade de constatar a existência de diferentes jogos e brincadeiras praticadas pelas idosas no decorrer da sua infância, sendo eles aprendidos uns com os outros ou com os colegas, normalmente praticados na rua e desenvolvidos de forma artesanal
Ciências Médicas e da Saúde
947
Nutrição e o Desporto: Estudo Avaliativo de uma Alimentação Correcta para Praticantes de Modalidades de Longa Duração e Intensidade Média ou Baixa
Desporto,Nutrição no desporto
Objectivo do estudo: o presente estudo, inserido no âmbito do seminário “nutrição e o desporto”, teve como principal objectivo verificar se ocorria uma alimentação correcta por parte dos praticantes de actividade física prolongada de baixa ou media intensidade, isto através de um registo alimentar diário. Metodologia: A amostra foi constituída por 6 indivíduos, dos quais 3 são do sexo masculino e outros 3 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 24 e 45 anos. Neste estudo utilizamos uma folha de registo alimentar diário, onde nos era descrito tudo o que era ingerido ao longo do dia por parte destes indivíduos. Este registo diário, era efectuado em três dias, cada dia com as suas diferenças. Estes dias eram então: o dia sem treino, o dia com treino e o domingo. Para a análise e interpretação de resultados, utilizamos como base e linhas orientadoras um documento elaborado pela faculdade de nutrição e alimentação da universidade do porto, do documento este relativo a nova roda dos alimentos e respectivas unidades de medida. Conclusão: com os resultados obtidos pudemos concluir que na generalidade dos sujeitos que seguimos, não se alimentam da forma mais correcta, tanto a nível de alimentação, quer a nível de hidratação. Dizemos isto, porque todos têm grandes falhas em certos grupos alimentares, não tendo assim uma alimentação completa ou seja não comem diariamente alimentos de cada grupo alimentar. Para além de a alimentação não ser completa, também não é equilibrada, porque não respeitam as porções recomendadas de cada grupo alimentar isto é, muitos dos indivíduos ou mesmo a maior parte não se encontram dentro das porções adequadas para o tipo de actividade que possuem. Com isto também podemos observar que, todos estes indivíduos, independentemente do nível de actividade física, alimentam-se da mesma maneira, isto quer em dias de treino ou em dias sem treino.
Ciências Médicas e da Saúde
948
As Alterações às Regras do Voleibol no Período Olímpico de 1966/2000
Jogos de bola com mão,História do voleibol,Voleibol--regras
Dissertação de licenciatura, apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra.
Ciências Médicas e da Saúde
950
Motivação, Ansiedade e Burnout no Desporto
Questionário,Stress,Psicologia do desporto,Ansiedade
Este trabalho teve como objectivo analisar, descrever e caracterizar psicologicamente atletas de modalidades individuais e colectivas e verificar aexistência de relações e diferenças estatisticamente significativas entre as variáveis psicológicas (traço e estado de ansiedade, orientação para os objectivos e níveis de stress) e algumas variáveis independentes, como a idade, os anos de experiência, as equipas e o número de jogos por ano. A amostra desta investigação foi composta por 50 atletas, do género masculino, com idades compreendidas entre os 11 e os 15 anos, da modalidade de Futebol, aos quais foram aplicados as versões portuguesas dos questionários, CSAI-2, SAS, TEOSQ e REST-Q Sport. Os resultados deste estudo revelam que os atletas são mais orientados para a tarefa do que para o ego. Quanto ao estado e traço de ansiedade os valores obtidos consideram-se significativos, quanto ao burnout verificaram-se algumas diferenças significativas. Algumas correlações entre as variáveis psicológicas e as variáveis independentes foram estabelecidas, nomeadamente com a idade e os números de jogos ano, sendo que a primeira variável independente, estabeleceu diferenças significativas com a orientação para a tarefa, verificamos assim, que com o aumento da idade existe por parte dos desportistas uma preocupação orientada para a tarefa, verificamos também que o número de jogos tem uma relação significativa com o estado e traço da ansiedade. Em relação aos anos de experiência não se encontraram diferenças que sejam significativas, com excepção da escala de autoconfiança. Também existiram diferenças estatisticamente significativas na aplicação dos questionários da competição menos importante para a competição mais importante, aos níveis de estado de ansiedade, de auto-eficácia e auto-regulação. Palavras-Chave: Ansiedade Estado; Ansiedade Traço, Orientação dos Objectivos, Motivação; Burnout, Futebol.
Ciências Médicas e da Saúde
951
Nutrição e Desporto: Avaliação dos Efeitos da Ingestão de Uma Bebida Com Hidratos de Carbono no Treino de Futebol
Desporto,Jovens futebolistas,Futebol,Nutrição no desporto
O presente estudo pretende analisar o aporte diário de hidratos de carbono, a quantidade de fluidos ingeridos no treino, o peso registado nos treinos e as distâncias percorridas em 2 testes, de uma amostra de 15 futebolistas da 2ª divisão distrital da Guarda. O teste consiste na execução de corrida durante 5 minutos e após repouso de 5 minutos, mais uma corrida de 1 minuto. Anteriormente ao teste o treino decorreu normalmente. Antes dos testes, os atletas registaram a sua alimentação diária durante 3 dias anteriores aos testes e no próprio dia do teste. Estes registos foram analisados e verificou-se que o aporte relativo diário de hidratos de carbono é ligeiramente inferior ao aconselhável. O principal resultado deste estudo, demonstra a importância da ingestão de uma bebida com hidratos de carbono durante o treino/ jogo, para manter a performance e para retardar a fadiga
Ciências Médicas e da Saúde
953
Estudo Comparativo dos Níveis de Cortisol Salivar e Stress em Professores Estagiários de Educação Física
Stress docente,Educação física escolar,Estágio pedagógico,Cortisol salivar--stress,Bioquímica
O objectivo do presente estudo consiste em comparar os níveis de cortisol salivar e stress em professores estagiários de Educação Física. Neste trabalho é efectuado o enquadramento teórico, onde é abordado e associado, o stress, a actividade docente, o estágio pedagógico e o cortisol. Faz também parte deste trabalho, a proposta de um projecto de investigação para averiguar o nível de stress em professores estagiários de Educação Física, através da aplicação de questionários e da medição dos níveis de cortisol salivar. A passagem de aluno a aluno estagiário é um período de transição que pressupõe complexas mudanças cognitivas, afectivas e de conduta. As práticas pedagógicas/estágios correspondem a um momento fundamental na formação profissional dos jovens candidatos a professores de EF. Esta população muito específica, tem de lidar com problemas de adaptação em relação aos acontecimentos e exigências do estágio. O estagiário está sujeito a potenciais factores de stress inerentes à profissão de professor, assim como, a, potenciais factores de stress inerentes às mudanças vivenciadas no ano de estágio. O estudo ao relacionar protocolos psicológicos existentes com as respostas fisiológicas do stress e o nível de cortisol salivar, visa avaliar o nível de stress dos professores estagiários em repouso e no período pré e pós aula. Vários estudos provam que a produção e segregação do cortisol aumenta em quantidades crescentes durante e após a exposição a alguns stressores. Está também comprovado que o cortisol salivar aumenta com a exposição a stressores físicos e psicológicos. Importa referir que a secreção dos glucocorticóides varia ao longo do dia (ritmo circadiano), sendo as taxas de secreção de cortisol, mais altas de manhã cedo e mais baixas à tarde e noite
Ciências Médicas e da Saúde
956
Agentes de Socialização no Desporto Adaptado: o Caso Português do Basquetebol em Cadeira de Rodas
Sociologia do desporto,Actividade física adaptada,Basquetebol adaptado,Populações especiais,Inclusão social
Neste estudo procuramos aprofundar o papel desempenhado pelos agentes de socialização no início da prática desportiva e ao longo da carreira desportiva dos praticantes de Basquetebol em cadeira de rodas, nomeadamente os incentivos que estes recebem por parte dos seus familiares/pessoas com quem vivem, filhos e amigos/colegas, treinador, amigos com deficiência, colegas/funcionários da escola e professores. A nossa amostra é constituída por 80 praticantes de Basquetebol em cadeira de rodas que fizeram parte do Campeonato Nacional de Basquetebol em cadeira de rodas, na época de 2007/2008, dos quais 77 são do género masculino e 3 do género feminino, com idades compreendidas entre os 14 e os 63 anos. A informação foi recolhida através de um inquérito sociográfico, elaborado para o efeito de acordo com nosso modelo de análise, tendo sido tratada através dos programas informáticos – SPSS e Excel. De uma forma geral, os resultados evidenciaram que os amigos com deficiência são os agentes que mais influenciaram os praticantes de Basquetebol no início da prática desportiva adaptada, seguindo-se a família. Relativamente aos agentes de socialização que influenciaram os praticantes de Basquetebol em cadeira de rodas ao longo da sua carreira desportiva, concluímos, que os amigos com deficiência continuam a ser o agente de socialização com maior influência, excepto nos praticantes com espinha bífida, em que o treinador surge em primeiro lugar. No que concerne aos incentivos dados aos praticantes de Basquetebol em cadeira de rodas, verificámos que estes recebem um maior incentivo por parte do seu treinador e dos seus amigos com deficiência do que pelas suas famílias, ainda que estas manifestem hábitos desportivos. Para além disso, concluímos, que o incentivo dado aos praticantes de Basquetebol em cadeira de rodas pelos seus familiares, filhos e amigos/colegas é menor quando estes não apresentam hábitos desportivos.
Ciências Médicas e da Saúde
957
Competências Mentais, Ansiedade Competitiva e Motivação em Atletas de Basquetebol
Basquetebol,Ansiedade competitiva,Competências mentais,Motivação
O objectivo do estudo é a análise dos níveis de competências mentais, de traço e estado de ansiedade e a orientação motivacional para os objectivos, das correlações entre variáveis psicológicas e das diferenças entre grupos seleccionados de diferentes características demográficas em atletas de Basquetebol. A amostra é constituída por 45 atletas (43 do género masculino e 2 do género feminino), com idade média de 28 anos (M=28.24, DP=8.81), divididos entre 3 equipas do Campeonato Nacional da Proliga de Basquetebol e 3 equipas do Campeonato Nacional da Divisão A de Basquetebol em Cadeiras de Rodas. Os dados foram recolhidos através da aplicação de questionários em dois momentos distintos, treino (Dados Demográficos, SAS-2d, ACSI-28, TEOSQ) e competição (CSAI-2d). A análise descritiva revelou valores de Competências Mentais mais elevados para a dimensão de Ausência de Preocupações (M= 8.22, DP= 2.01) e mais baixos para a Concentração (M= 4.00, DP= 1.55); baixos níveis de Traço de Ansiedade Competitiva, sendo que a subescala mais pronunciada se verificou ao nível das preocupações (M= 11.04, DP= 3.13) e a mais residual ao nível da Ansiedade Somática (M= 7.36, DP= 2.13). Ao nível do Estado de Ansiedade Competitiva, verificaram-se valores substancialmente superiores, sendo que a Autoconfiança se revelou a subescala de valores mais altos (M= 30.71, DP= 4.52), tendo como pólo oposto a Ansiedade Cognitiva (M=19.38, DP=5.22) com os valores mais aquém. Já relativamente à Orientação Motivacional dos Objectivos dos atletas, os valores de Orientação Motivacional para a Tarefa revelaram-se superiores (M= 4.34, DP= 0.52). Através da análise do índice de Pearson, os dados demonstraram a existência de correlações entre Variáveis Psicológicas sendo que, é para o Estado de Ansiedade Competitiva que existe maior número de correlações significativas. Existem também correlações significativas entre Variáveis Psicológicas e Variáveis Demográficas, principalmente com a Idade, com os Anos de Experiência dos atletas e com o tempo de treino. No que se refere ás duas Modalidades, podemos indicar que os atletas de Basquetebol em Cadeira de Rodas apresentam maiores valores para a Ausência de Preocupações e valores significativamente superiores de Estão de Ansiedade Competitiva. O grupo de atletas praticantes de Basquetebol, pelo contrário, apresenta-se significativamente voltado, ao nível da Orientação Motivacional dos seus Objectivos, para o Ego
Ciências Médicas e da Saúde
958
Origem Social, Representações e Expectativas sobre o Percurso Profissional
Formação de professores,Diplomados--ensino superior
No presente estudo pretendemos realizar uma caracterização dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra no ano 2005/2006, relativamente ao seu Perfil Social (género, idade, mobilidade residencial, estado civil, agregado familiar e nível de escolaridade e situação profissional dos pais e cônjuge) e às Representações e Expectativas que possuem para o seu Percurso Profissional (influência de licenciatura na obtenção de emprego, relação entre o curso e a profissão actual e desempenho e ambições quanto ao futuro profissional). A nossa amostra é constituída por 21 questionários dos 47 enviados via Internet a licenciados no ano 2005/2006, em Educação Física e Desporto na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra. Concluímos deste estudo que, a maioria dos diplomados mudou de residência para frequentar o Ensino Superior. Os pais deste grupo de diplomados, relativamente ao nível de escolaridade, encontram-se no nível médio/baixo, enquanto que os seus cônjuges apresentam um nível elevado. Grande parte dos inquiridos afirma que possuir um curso superior facilita a obtenção de emprego e que já desempenhou ou desempenhava uma actividade na área do curso, antes de completar o mesmo. Actualmente a maioria dos diplomados está satisfeito com a sua situação profissional. A expectativa profissional a curto e médio prazo mais mencionada pelos inquiridos foi a aquisição de mais formações profissionais, a sua maior ambição profissional futura, prende-se com a colocação estatal
Ciências Médicas e da Saúde
959
O Abandono da Prática Desportiva na Modalidade de Futebol: Um Estudo no Escalão de Infantis
Abandono desportivo,Prática desportiva,Futebol
O presente estudo tem como objectivo a definição do perfil maturacional, somático, técnico e de desempenho físico dos atletas que abandonaram a prática do futebol, assim como a verificação dos motivos invocados para o abandono da prática do futebol dos mesmos. A amostra é constituída por 87 jovens futebolistas do sexo masculino, sendo que 24 abandonaram a prática desportiva e 63 se mantiveram no grupo de treino. A amostra relativa à análise dos motivos invocados para o abandono da prática de futebol é de 12 sujeitos. As medidas somáticas analisadas incluíram a altura, o peso, os perímetros, os diâmetros e pregas de adiposidade subcutânea. As provas físicas consistiram na realização de uma prova de agilidade – 10x5m, do salto vertical máximo a partir de uma posição estática (SE), do salto vertical máximo com contramovimento (SCM), dos 7 sprints e do yo-yo. As habilidades específicas da modalidade de futebol foram avaliadas através de toques com o pé; do M-test; do passe à parede e do remate. Para obtermos os dados relativos ao estado de maturação, os atletas em questão realizaram um raio-X ao pulso, de forma a determinarmos a idade óssea. O questionário aplicado foi o questionário de abandono da prática desportiva, elaborado por Gill et al. (1981) e Gould et al. (1982) e adaptado por Cruz et al. (1988; 1995). Os procedimentos estatísticos incluíram a média aritmética, desvio-padrão e t-teste de medidas independentes. Não existem diferenças estatisticamente significativas entre as características maturacionais dos atletas que não abandonaram e as dos ex-atletas, apesar da ligeira superioridade constatada no grupo de treino. A análise das características antropométricas mostra que apenas existem diferenças significativas no somatótipo, mais especificamente no ectomorfismo, entre os atletas do grupo de treino e os ex-atletas. Existem diferenças estatisticamente significativas nas provas físicas entre os atletas que não abandonaram e as dos ex-atletas, a favor do grupo de treino, com excepção para o SE e o SCM. Da mesma forma, e exceptuando o remate, existem diferenças significativas entre os dois grupos nas restantes habilidades específicas da modalidade, onde os resultados dos atletas que não abandonaram foram novamente superiores. De realçar as médias dos 5 motivos mais invocados. Neste sentido, o item mais apontado foi o 20 (“Tive que dar prioridade aos estudos”) com uma média de 3.25; em seguida foi o item 1 “Não tinha tempo disponível”) com média igual a 2.75; em terceiro lugar ficou o item 10 (“Interessei-me por outra modalidade desportiva”) com uma média de 2.50; em quarto lugar temos o item 9 (“Não me davam oportunidades para jogar”) com média igual a 2.50; e finalmente, o item 25 (“Não era convocado para os jogos ou provas”) com uma média de 2.33
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Comportamento da Testosterona e Cortisol Salivar em Resposta a um Esforço de Nado Aeróbio Intervalado
Esforço aeróbio,Natação
O seguinte estudo pretendeu analisar a resposta da Testosterona e do Cortisol a um protocolo de nado intervalado em condições experimentalmente controladas, e ao longo de 24 horas. Isto no sentido de monitorizar o comportamento de marcadores conhecidos da adaptação ao exercício. A amostra foi constituída por doze nadadores de nível nacional com uma média de idades de 17,03 ± 0,89 anos, com um volume de treino médio anual de 1450 ±70,71 Km, e com 7,08 ± 1,16 anos de competição. O protocolo do exercício de nado consistiu na realização de um esforço aeróbio, onde foram cumpridas cinco séries de 400 metros, com um intervalo de 45 segundos.Quanto às amostras de saliva (6), estas foram recolhidas antes do aquecimento, 15min após o teste, 1h 30min após o teste, 2h 30min após o teste, ao acordar no dia seguinte (7:30 a.m. aproximadamente) e por fim, 24h após o esforço. A análise estatística foi realizada recorrendo ao Teste Wilcoxon e foi estabelicido um nível de siginficancia de 0,05. Os valores do Cortisol salivar aumentam de forma estatísticamente significativa (p=0,006), 15min após o exercício. Após 1h 30min de recuperação os valores descem significativamente em relação aos obtidos 15 min após o esforço e, 2h 30min após o exercício, essa diminuição continua a ser significativa. A partir daqui verificou-se uma recuperação até à manhã seguinte para níveis idênticos aos pré teste, mantendo-se assim até ao final do tempo de estudo (24h após). A resposta pós exercício da Testosterona (15min após) mostrou que os valores das concentrações salivares diminuem sendo que, 1h 30min e 2h 30min após o exercício essas diferenças para os valores pré teste são significativas. Vinte e quatro horas após o exercício não existem diferenças significativas dos valores pré exercício. Os valores médios do Rácio T/C, 15min após o exercício, diminuiram significativamente (p=0,015) sendo que, 1h 30min e 2h 30min após o exercício, essas diferenças deixaram de ser significativas comparado-as com os valores iniciais. A partir daqui os valores aumentaram e ao levantar apresentavam-se idênticos aos de referência. Considerando que o rácio T/C poderá traduzir o equilíbrio entre os processos anabólicos e catabólicos este comportamento permite-nos pressupor que atletas sujeitos a este tipo de exercício pela tarde, poderão treinar sem limitação pela manhã.
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Razões da Participação Desportiva em Health Clubs: O caso do Health Club PapaStress na Vila da Batalha
Sociologia do desporto,Estilos de vida,Lazer,Prática desportiva,Ginásios
A presente investigação tem como objectivo saber, se os utentes de health clubs apresentam um determinado perfil. Através da aplicação de um inquérito por questionário, a uma amostra representativa do universo em estudo — o Health Club PapaStress na Vila da Batalha —, composta por 96 utentes, 58 do sexo feminino e 38 do masculino, recolhemos a informação definida pelo nosso modelo de análise, tendo esta sido tratada nos programas informáticos de SPSS e Excel. Concluímos que, a grande maioria dos utentes praticou desporto no passado, e existem variações pouco assinaláveis no que diz respeito às variáveis sexo e grupo social. Na idade encontra-se ligeiras variações, ainda que o percurso desportivo se encontre presente de formam maioritária em todas as faixas etárias. Os dados permitiram-nos também concluir que, o principal motivo dos utentes para a participação desportiva no Health Club em estudo é a preparação física, com maior predominância no sexo masculino, independentemente do grupo social e idade. Quanto ao sexo feminino encontrou-se uma ligeira vantagem na valorização da imagem corporal. No entanto, esta valorização apenas se verificou nos utentes até aos 40 anos, principalmente nos inseridos no grupo social dos EQS. Já na valorização da preparação física não se regista variações assinaláveis nos diferentes escalões etários, sendo que quem menos a valoriza são os utentes inseridos no EQS. Por último, verificámos que, os utentes não atribuíram importância às sociabilidades vivenciadas no Health Club em estudo. No entanto, confirma-se que, a prática desportiva no PapaStress se apresenta como uma actividade distintiva, pois a maioria dos utentes dá uma grande importância ao desporto e consideram que as pessoas que lhes estão mais próximas valorizam em particular esta sua actividade. Os dados da nossa amostra revelaram assim, que quem mais procura os health clubs, são as mulheres, os mais jovens (em especial até aos 30 anos), e por fim, os grupos sociais com maior nível de capital. Após a análise e discussão dos dados recolhidos, concluímos que, as nossas hipóteses foram confirmadas na sua maioria, daí podermos dizer que os utentes de health clubs apresentam um perfil específico, caracterizado pela valorização da cultura física como actividade de lazer, procurando na prática desportiva a condição/preparação física, imagem corporal e prestígio social
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O Bem-Estar Subjectivo e as Autopercepções no Domínio Físico em Idosos dos 65 aos 74 Anos
Psicologia do desporto,Bem-estar,Terceira idade,Actividade física,Idosos
O estudo das autopercepções e do bem-estar subjectivo em populações idosas, em Portugal, é reduzido, designadamente em idosos activos e sedentários. Considerando a importância das autopercepções e do bem-estar subjectivo, foi nosso objectivo realizar uma investigação de forma a averiguar o modo como os idosos activos e sedentários se autopercepcionam e, de que forma, a prática de exercício físico influencia os níveis de auto percepção física e bem-estar subjectivo destes. O presente estudo é um estudo exploratório de natureza descritiva, uma vez que, a versão reduzida/clínica do PSPP está a ser utilizada pela primeira vez nesta população. A amostra do presente estudo é constituída por 65 indivíduos, dos quais 28 são activos e 37 sedentários, com idades compreendidas entre os 65 e os 74 anos, sendo a média de idades e desvio padrão de 38 ± 2,12. Os instrumentos de medida utilizados foram uma bateria de testes para avaliar o Bem-estar subjectivo, constituída pelos questionários: Satisfaction With Life Scale de Pavot et al. (1998) e a Self-Anchoring Rating Scale de Cantril (1965) para a avaliação da Satisfação com a Vida no Geral e no Momento e a Perceived Stress Scale (PSS) de Cohen e tal. (1983), para avaliar o Controlo de Vida; e o Perfil de Auto-percepção Física – Physical Self Perception Profile (PSPP) de Fox e Corbin (1990) – versão portuguesa por Fonseca e Fox (2002) e Ferreira e Fox (2002, 2003 e 2004). Os resultados obtidos após o tratamento estatístico permitiram-nos concluir que existem diferenças estatisticamente significativos na Satisfação com a Vida para indivíduos do género masculino. Para além disso, analisando a variável escolaridade, verifica-se também diferenças estatisticamente significativas. De um modo geral, a Prática Desportiva actual, apesar de não apresentar diferenças estatisticamente significativas, apresenta valores médios superiores tanto para as variáveis psicológicas do Bem-estar Subjectivo (Satisfação com a Vida no Geral e no Momento e Lidar com o Stress) como para as variáveis das Autopercepções no Domínio Físico (Sáude Física e Auto-valorização Física/Funcionalidade), relativamente aos não praticantes. Contudo, os resultados estatisticamente significativos encontrados são reduzidos sendo uma descrição dos mesmos
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965
Competência Percebida em Alunos com Síndroma de Down – Estudo Comparativo com Crianças do Pré-Escolar
Síndrome de down,Populações especiais
Apesar de cada vez mais se assistir há entrada de crianças com Síndroma de Down no ensino regular, as pesquisas sobre as autopercepções nesta população continuam muito reduzidas. No entanto, o papel fulcral que o autoconceito exerce no processo educativo tem vindo a ser reconhecido. Este estudo teve como objectivos avaliar a forma como as crianças com Síndroma de Down se percepcionam na competência académica e física, verificar se existem diferenças na percepção entre os géneros e comparar essas percepções com as de crianças do pré-escolar. Para realizar este estudo utilizámos a Escala Pictórica da Competência Percebida e Aceitação Social para Crianças com Paralisia Cerebral, adaptada para a realidade portuguesa por Corredeira (2001), da autoria de Vermeer & Veenhof (1997), baseada na Pictorial Scale of Perceived Competence and Social Acceptance for Young Children, de Harter & Pike (1984). A amostra foi constituída por 26 crianças e jovens com Síndroma de Down (10 rapazes e 16 raparigas) e por 30 crianças ditas normais (15 rapazes e 15 raparigas). Os indivíduos com Síndroma de Down possuem uma média de idades de 14,92 ± 1,90, e os indivíduos do pré-escolar possuem uma média de idades de 4,40 ± 0,50. Do grupo de indivíduos com Síndroma de Down, 8 frequentam o ensino regular, enquanto que os restantes frequentam delegações da Associação Portuguesa dos Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental. Todos os indivíduos da amostra obtiveram pontuações elevadas, percepcionando-se de forma bastante positiva. Relativamente às diferenças entre géneros, constatámos que não existem evidências estatísticas que nos permitam concluir que os rapazes se percepcionam de forma diferente das raparigas. No entanto, os rapazes possuem uma tendência para se percepcionarem de forma mais positiva do que as raparigas em ambas as competências. Relativamente à comparação entre os indivíduos com Síndroma de Down e os indivíduos ditos normais, aferimos que as raparigas com Síndroma de Down obtiveram médias de pontuações, na competência física, superiores às raparigas ditas normais, enquanto que para a competência académica não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas. Em contrapartida verificámos que não existem diferenças estatisticamente significativas entre as pontuações obtidas pelos rapazes com Síndroma de Down e pelos rapazes ditos normais. No que diz respeito às correlações entre todas as variáveis do presente estudo, constatámos que existem correlações entre a competência académica e a competência física e entre a condição (com ou sem Síndroma de Down) e a competência física
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História da Educação Física Contemporânea: A Mulher e o Desporto: (Portugal, 1940 – 1944)
História da educação física contemporânea,Educação física--Portugal--1940-1944,Desporto--Portugal--1940-1944,Mulheres
O presente trabalho monográfico foi realizado no âmbito do seminário de História da Educação Física Contemporânea em Portugal e o tema foi-nos proposto pelo seu Coordenador, Professor Doutor António Gomes Ferreira. Todo o conhecimento passado permanece desconhecido por quem dele não fez parte. Dessa forma, e na continuação dos estudos já realizados nesta Faculdade sobre esta temática, através da leitura de uma revista da especialidade – Revista Stadium, procurámos compreender qual foi a participação da Mulher no Desporto nos anos de 1940 a 1944. O objectivo deste trabalho é dar a conhecer a relação que existia entre a Mulher e o Desporto em Portugal nesse período, sem nunca esquecer que devemos ter em conta o contexto político-social em que o país se encontrava. Nesse sentido consideramos importante formular algumas questões: Qual o contexto político-social do país neste período? Qual o papel atribuído à mulher na sociedade no período de 1940 a 1944? Qual a importância do desporto para a mulher e quais eram as personalidades femininas que ao nível desportivo se destacavam de destaque da época a nível desportivo? Quais as modalidades mais praticadas? Será que havia abandono da modalidade por parte das atletas? Quais eram os principais motivos? Estas são um conjunto de questões que formulámos e que irão orientar o nosso trabalho. Depois de seleccionarmos a informação que nos havia de servir para responder a estas questões, procurámos enquadrá-la e utilizá-la no sentido de a tornar compreensível e de satisfazer as nossas pretensões. A revista Stadium foi a fonte da nossa investigação. Era uma revista semanal, de tiragem nacional, que se interessava unicamente por fenómenos desportivos. Para consultar esta revista recorremos aos arquivos da Biblioteca Municipal de Coimbra e da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Para além disto, foi necessário realizar uma pesquisa sobre bibliografia relacionada com a História de Portugal e sobre a Educação Física e Desporto, assim como outros artigos que nos ajudassem a compreender melhor os benefícios da prática de actividade física. Depois de consultar a bibliografia e ter recolhido os elementos necessários, num outro momento, passámos à sua análise e reflexão escrita. A metodologia por nós utilizada foi de natureza quantitativa e qualitativa. A parte quantitativa diz respeito à recolha e contabilização dos dados e a posterior construção dos quadros de análise. A parte qualitativa expressa-se pela análise das referências recolhidas. O estudo encontra-se dividido em quatro capítulos. No primeiro, que designámos Reflexões sobre o Estado Novo, para além de fazemos uma caracterização político-social do Estado Novo, debruçámo-nos sobre o Estado Novo e a Educação em geral e sobre a importância dada à Educação Física em particular. No segundo capítulo, reflectimos sobre o Século XX e a Mulher. No terceiro, que designamos por, A Mulher e o Desporto, após uma breve análise da participação da mulher no desporto, colocamos em destaque as personalidades femininas que se evidenciaram no período em estudo (1940-1944). No quarto capítulo, analisamos a fonte – a revista Stadium, em que fundamentamos o nosso estudo. Aqui, para além de fazermos a sua caracterização, também realizamos a análise dos dados recolhidos, tarefa onde procuramos interpretar, a situação do desporto feminino em Portugal nos anos de 1940 a 1944. Ao finalizar o trabalho que nos propusemos realizar, aceitamos, na nossa modéstia, que ele será mais um contributo para compreender a evolução da participação da mulher no desporto em Portugal, num determinado período do século XX. Para além disso e através dele, também é possível identificarmos alguns aspectos relativos à mulher na sociedade
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Estrutura Interna do Jogo de Hóquei em Patins: Estudo Exploratório das Posses de Bola no Escalão de Juvenis Nacionais
Hóquei em patins
Foi iniciado no ano de 2003 um ciclo de estudos que pretende analisar os factores de rendimento desportivo no Hóquei em Patins. Nesse sentido foram analisados jogos das selecções nacionais de Portugal em competições internacionais nas categorias Sénior, Júnior e Juvenil. O presente estudo pretende traçar o perfil de jogo preconizado pelo escalão juvenil a nível nacional. Utilizando um sistema de notação manual, observámos indirectamente quatro jogos disputados na fase final do campeonato nacional na categoria juvenil. Utilizámos a grelha de observação desenvolvida por Ferreira (2003) posteriormente adaptada por Duque (2004) registando-se algumas alterações, a inclusão de novas categorias para a análise e uma nova taxionomia que afecta sobretudo a interpretação de dados. Os resultados demonstram que o tipo de jogo preconizado no nível nacional difere do desenvolvido pelo mesmo escalão a nível internacional, as diferenças existentes parecem estar relacionadas com as características da competição que foram observados os jogos da amostra. Os dados sugerem que o jogo de hóquei em patins no escalão juvenil nacional, ao contrário do que se vem afirmando, é um jogo de ataque organizado. As equipas vencedoras demonstram tirar melhor proveito das acções ofensivas que realizam, invariavelmente para todas as fases. As acções de início de posse de bola parecem não ter influência na determinação da equipa vencedora
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Atitudes dos Alunos sem Deficiência Face à Inclusão de Alunos com Deficiência nas Aulas de Educação Física: Estudo Exploratório em Alunos dos 17 aos 20 Anos
Populações especiais,Educação física--atitudes dos alunos,Inclusão social
A investigação das atitudes dos alunos sem deficiência face à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física (EF) é uma área de grande importância, sendo que estudar a forma como os alunos sem deficiência reagem, torna-se uma condição preponderante na melhoria da inclusão e adaptação dos alunos com deficiência nas classes regulares de Educação Física. Podemos então definir inclusão, como a filosofia que suporta a ideia de colocar alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) em salas de aula conjuntamente com alunos sem NEE (Block, 2007). Ao longo dos anos não têm sido realizados muitos estudos nesta área, e em Portugal apresenta-se mesmo como pioneiro. Esta temática, pode ajudar no desenvolvimento de considerações importantes para o sucesso da adaptação e naturalmente da inclusão. O objectivo principal do presente estudo, centra-se em examinar os efeitos de uma intervenção inclusiva (aula de EF adaptada) nas atitudes dos alunos sem deficiência face à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física. A nossa amostra é constituída por N=80 alunos, sendo N=47 do género feminino e N=33 do género masculino, com idades compreendidas entre os 17 e os 20 anos (M= 17,33; DP= 0,652). Foram formados dois grupos (experimental N=37 e de controlo N=43). O grupo experimental realizou as aulas de EF adaptada, tendo como objectivo criar atitudes positivas e compreensão face às pessoas com deficiência. Este estudo apresenta um carácter exploratório, uma vez, que foi utilizado o instrumento de recolha de dados Children`s Attitudes Towards Integrated Physical Education - CAIPE-R (Block, 1995) traduzido e adaptado por Campos e Ferreira (2008), nunca antes aplicado à população Portuguesa. O questionário subdividiu-se em três tipos de atitudes: globais na EF, específicas face à integração na EF e face à alteração de regras. Apesar de não haver diferenças estatisticamente significativas nos resultados obtidos, podemos concluir que : a) após a intervenção inclusiva, os valores médios das atitudes (globais na EF, Específica na EF e face à alteração de regras) são ligeiramente superiores no grupo experimental comparativamente com o grupo de controlo; b) no grupo experimental, e após a intervenção inclusiva, o género feminino apresenta atitudes com valores médios ligeiramente superiores em comparação com o género masculino; c) os alunos que possuem familiares ou amigos no seu meio social, apresentam atitudes com valores médios ligeiramente superiores em comparação com os alunos que nunca tiveram essa experiência. Com isto, podemos constatar que a intervenção inclusiva teve uma ligeira influência positiva nas diferentes atitudes (globais na EF, específicas de EF e face à alteração de regras) dos alunos. Isto poderá indicar que a implementação deste tipo de aulas, influencia de um modo positivo as atitudes dos alunos sem deficiência, não só no meio educativo e consequentemente no meio social.
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Os Benefícios de um Programa de Exercício na Diminuição dos Factores de Risco para a Saúde, em Crianças e Jovens com Excesso de Peso e Obesidade
Actividade física,Obesidade,Jovens obesos,Prescrição do exercício
Segundo a Organização Mundial de Saúde (2004), a obesidade é classificada como a epidemia do século XXI, pois tem vindo a aumentar consideravelmente, sobretudo na infância e na adolescência, tornando-o um problema sério de saúde pública, que atinge países mais e menos desenvolvidos. Deste modo, os objectivos principais do estudo baseiam-se: na avaliação da população de três escolas da Cidade de Coimbra (Secundária D. Duarte, Secundária Quinta das Flores e Básica segundo e terceiro ciclo, Dra. Maria Alice Gouveia), através do Índice de Massa Corporal, identificando os sujeitos com excesso de peso e obesidade; na redução da percentagem de massa gorda e dos factores de risco para a saúde, através da prescrição de um programa de treino individualizado e aconselhamentos nutricionais; e na criação de novos hábitos e estilos de vida activos e saudáveis. Pretende-se ainda, comparar a amostra experimental que participou no programa “Activo e Saudável”com o grupo de controlo, seleccionado aleatoriamente entre os sujeitos que não participaram no programa, com o intuito de verificar se existiram ou não diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos. A amostra total foi constituída por 1567 sujeitos, dos quais, após a determinação do Índice de Massa Corporal, foram identificados 330, com excesso de peso e obesidade, 185 do sexo masculino e 145 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 10 e os 21 anos. O que significa que, na amostra total, 21,06% apresenta excesso de peso e obesidade. Apesar das evidentes vantagens para a saúde, apenas 34 sujeitos integraram no programa. O programa “Activo e Saudável” teve uma duração total de 16 semanas. Nesse período, realizaram-se nas três primeiras semanas, três sessões semanais de caminhadas com uma duração de 30 minutos e uma intensidade de 60% da FCMR, de modo a prepará-los para uma actividade mais vigorosa. Na quarta semana o objectivo era a adaptação dos sujeitos ao programa de treinos proposto, que incluía treino aeróbio, treino de força (cálculo de 1RM) e flexibilidade. O treino aeróbio era composto por um período de aquecimento (5 a 10’) e uma parte fundamental, esta iniciada a uma intensidade de 60% da FCMR, e a partir da sétima semana a uma intensidade de 60% do VO2máx.. O volume era inicialmente 30 minutos, aumentando gradualmente até 60 minutos, com três sessões semanais. O treino de força foi efectuado duas vezes por semana a uma intensidade de 60% de 1 RM e com um aumento gradual de volume, de 1 a 3 séries. A flexibilidade era realizada em todas as sessões de treino com posições de alongamento mantidas de 20 a 30 segundos, para cada articulação importante. Ao longo de todo o programa foram fornecidas num documento de apoio algumas orientações nutricionais, relativas à quantidade e à qualidade dos alimentos, tendo em consideração a pirâmide dos alimentos. Para melhor controlar a sua alimentação, os sujeitos elaboravam semanalmente um diário alimentar, que era recolhido e analisado para alertar os sujeitos dos principais erros alimentares. As orientações nutricionais foram importantes na modificação comportamental dos sujeitos, tendo-se verificado diferenças estatisticamente significativas no número de refeições correctas, que inicialmente eram em média três refeições correctas diárias, e posteriormente cinco refeições correctas por dia. Os resultados indicaram diferenças estatisticamente significativas, na massa corporal, massa gorda, massa magra e taxa de metabolismo basal. Sendo assim, a amostra perdeu em média 1,77 kg de massa corporal, e 2,91% de massa gorda. Por outro lado, aumentou em média 2,97% de massa magra e ainda 47,21 kcal/dia na taxa de metabolismo basal. Igualmente, entre a amostra e o grupo de controlo verificaram-se diferenças estatisticamente significativas. Em relação à amostra, o grupo de controlo apresentou em média, mais 8,61 kg de massa corporal, e consequentemente um maior Índice de Massa Corporal. Os resultados sugerem que o combate do excesso de peso e obesidade, como factor de risco para a saúde, só pode resultar se associarmos a modificação comportamental (hábitos alimentares e estilos de vida activos e saudáveis) a um programa de exercício individualizado e periodicamente ajustado, em função das melhorias conseguidas (qualidade de vida)
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Análise da Eficácia de um Exercício Abdominal (Fitnessgram) através de Análise Electromiográfica
Electromiografia,Músculos,Bateria de testes
Ao longo dos Anos, esta temática tem vindo a suscitar muitas questões, nomeadamente sobre os benefícios deste exercício. Deste modo tentamos esclarecer do melhor modo estas duvidas, realçando os benefícios e prejuízos deste exercício. Este trabalho tem como objectivo verificar se o exercício testado, e também dos mais utilizados, (fitnessGram®) interfere na musculatura lombar de forma positiva ou negativa, bem como a sua eficácia no abdominal inferior durante um treino de seis semanas. Neste estudo, foram utilizados indivíduos do sexo masculino com prática regular de actividade física regular, com idades compreendidas entre os 19 e 21 anos. Estes tinha de realizar exercícios abdominais, de acordo com o FitnessGram, sendo a velocidade determinada por uma cadência sonora do FitnessGram . Neste exercício, tanto o Rectus Abdominis como o Erector Spinal foram monitorizados pelo sistema de electromiografia. Os dados recolhidos foram analisados e tratados, apresentando os valores de Mean Power Frequence (MPF), e do RMS. Depois terem sido tratados, os dados foram colocados em gráficos, em que era comparados a primeira semana, com a terceira semana e com a sexta semana. Esta comparação era feita também ao longo do tempo da sessão. Os resultados obtidos a nível do Rectus Abdominis, indicam que deverá haver mais tempo de prática para poder haver uma melhoria da condição muscular. Relativamente ao Erector spinal, verificamos que este exercício poderá levar a possíveis lesões a nível deste músculo, visto que a à medida que as semanas passam, o músculo vai recrutando cada vez menos fibras, mesmo a frequência do estimulo sendo constante
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974
As Práticas Corporais de Luta Inseridas no Contexto Olímpico
Jogos olímpicos,Práticas corporais,Antropologia do desporto
Os Jogos Olímpicos são considerados um dos maiores eventos desportivos da actualidade, mas também tiveram um enorme êxito e importância na antiguidade. Os desportos de combate estiveram desde sempre ligados aos Jogos e foram crescendo e evoluindo juntamente com estes. O estudo teve como objectivo saber como os Jogos Olímpicos influenciaram ou não a evolução e pratica dos desportos de combates inseridos no seu contexto, e se sim como foi esta influencia. Foi ainda de grande importância saber a opinião dos principais intervenientes nas diferentes modalidades (atletas, técnicos e dirigentes) sobre esta temática e de como estes encaram toda a evolução das mesmas. Foi então elaborado um guião de entrevista que foi aplicado a uma amostra previamente escolhida de modo a poder ser possível chegar a alguma conclusão sobre as questões anteriormente referidas. Posteriormente todas as respostas obtidas foram colocadas em grelhas divididas em categorias e ainda em sub-categorias, que por sua vez foram convertidas em gráficos de modo a ser mais fácil a interpretação das mesmas. Através da análise dos resultados obtidos, podemos concluir que é impossível dissociar a evolução das modalidades em questão, dos Jogos Olímpicos, e que é da opinião de todos os inquiridos que os Jogos são um grande “motor “ de mudança das modalidades.Os resultados sugerem que a introdução de novos materiais, regulamentos e metodologias de treino estão intimamente ligados aos Jogos Olímpicos e que a introdução destes novos itens fazem parte de uma série de medidas que as modalidades realizam de modo a entrarem e a manterem-se como Modalidades Olímpicas. Foi ainda possível aferir que o património cultural de algumas das modalidades se tem vindo a perder pois, com o controle da violência que se faz hoje em dia e a que a sociedade contemporânea obriga, tem como consequência a abolição de algumas técnicas que deixando de ser úteis em competição se têm vindo a perder. Podemos ainda constatar que o êxito das modalidades esta intimamente relacionados com o nível de organização das Federações das mesmas, pois a Federação Portuguesa de Judo foi a que se mostrou mais organizada e é aquela que tem tido uma presença regular nos Jogos Olímpicos. Deve-se notar que apesar dos Jogos Olímpicos estarem intimamente relacionados com as modalidades em questão, surpreendentemente os mínimos necessários para que os atletas participem nos mesmos são de conhecimento de muito poucos, e este numero é ainda mais reduzido se tentarmos saber especificamente quais os mínimos necessários
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976
Prevalência de Sobrepeso e Obesidade na População Escolar dos 6 aos 10 Anos de Cantanhede
Sedentarismo,Obesidade infantil,Obesidade
A prevalência de obesidade aumentou durante as últimas décadas. Os valores de corte publicados por Cole et al. (2000) e CDC (2000) foram usados neste estudo com o objectivo de determinar a prevalência de sobrepeso e obesidade nas crianças do 1.° ciclo do concelho de Cantanhede. Os dados foram recolhidos num total de 1051 crianças, 493 raparigas e 558 rapazes, com idades compreendidas entre os 6.0 e os 9.9 anos de idade, pertencentes a 46 escolas. Informações relativas à família foram obtidas através do preenchimento de um questionário ao qual se seguiu a avaliação das medidas antropométricas (estatura, massa corporal, prega tricipital, prega subscapular, e o perímetro braquial). Procedemos à determinação dos valores normativos das variáveis antropométricas, por sexo e idade. De seguida realizámos uma comparação entre sexos, recorrendo à prova t¬-student. Posteriormente determinámos a prevalência de sobrepeso e obesidade de acordo com os valores de corte do CDC (2000) e de Cole et al. (2000). As crianças de Cantanhede são ligeiramente mais altas e mais pesadas comparativamente com a população de referência sendo. Com os critérios de Cole et aI. (2000) revelaram que a prevalência de sobrepeso e obesidade é de 15,8% e 8,1% nos rapazes e 21,3% e 8,7% nas raparigas, enquanto para o CDC (2000) é de 13,6% e 14,0% nos rapazes e 18,1% e 12,0% nas raparigas. As prevalências de sobrepeso e obesidade, no sexo masculino são sobrestimadas pela metodologia proposta por CDC (2000), enquanto que no sexo feminino são similares em ambos os critérios. Resumindo, os diferentes métodos de classificação de sobrepeso e a obesidade resultam em prevalências diferentes.
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978
Auto-Percepções Físicas (Pspp), Auto-Estima (Eae), Ansiedade Físico-Social (Eafs) e Imagem Corporal Global (Qic) dos Instrutores de Fitness: Diferença entre Géneros
Percepção de si,Psicologia do desporto,Imagem corporal,Auto-estima
O presente estudo, inserido no âmbito do seminário teve como objectivo avaliar as “Auto-percepções físicas (PSPP), Auto-estima (EAE), Ansiedade físico-social (EAFS) e Imagem Corporal global (QIC) dos Instrutores de Fitness (diferença entre géneros). O estudo baseou-se numa amostra de 487 indivíduos, com idades compreendidas entre os 19 e os 54 anos (M=27,67) para o sexo feminino e, entre 20 e os 61 (M=29,07) anos para o sexo masculino. A amostra é composta por 165 indivíduos do sexo masculino e 321 do sexo feminino, todos eles instrutores de fitness. Com o intuito de avaliar as Auto-percepções no domínio físico recorremos à aplicação da versão portuguesa da Escala da Auto-estima de Rosenberg – Rosenberg Self Esteem Scale (1965), adaptação efectuada por José Pedro Ferreira (2001), Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra; à versão portuguesa do Perfil de Auto-percepções Física – Physical Self-Perception Profile, PSPP de Fox e Corbin (1989) – traduzido e adaptado por António Fonseca (FCDEF-UC), Kenneth R. Fox e Maria João Almeida (School of Education da Universidade de Exeter – 1995) e validada por Fonseca e Fox (2002), Ferreira e Fox (2002a, 2003 e 2004); à Escala de Ansiedade Físico-Social – EAFS, treaduzido e adaptado por Cristina Senra et al. (FCDEF-UC), elaborado por Hart e tal. (1989) – Social Physical Anxiety Acale; e o Questionário de Imagem Corporal – Body Image Questionnaire, traduzido e adaptado por Cristina Senra et al. (FCDEF-UC), elaborado por Huddy, D. (1993). Utilizamos a estatística descritiva (médias, desvio padrão e tabelas de frequência) e a estatística inferencial (test-T) com o programa SPSS for Windows (versão 12). Os resultados indicaram que: existem diferenças estatisticamente significativas entre género, no que respeita à Auto-estima global e Imagem corporal, com o género masculino a apresentar-se bem com o seu corpo obtendo assim uma maior auto-estima. No que respeita à Ansiedade físico-social, forma encontradas diferenças estatisticamente significativas, com o género feminino a apresentar maiores valores de ansiedade. Concluímos ainda que existem diferenças estatisticamente significativas entre o género e a Auto-estima global em função da variável e idade para a categoria “menor que 25 anos”, com os indivíduos a apresentarem valores mais positivos de auto-estima com a idade, assim como de imagem corporal para as categorias “menor que 25 anos” e “31 aos 35 anos”. Concluímos também que existem diferenças estatisticamente significativas entre a variável independente género e a variável dependente Auto-estima global em função da variável e tempo de serviço para a categoria “meses a 2 anos”. Se atendermos as diferentes categorias de tempo de serviço (“de meses a 2 anos” “3 a 5 anos”, “6 a 10 anos”, “11 a 15 anos” e “mais que 16 anos”), verificamos que de categoria para categoria, indivíduos do sexo masculino tendem a diminuir a sua auto-estima, enquanto que o sexo feminino tendem a aumentar a sua auto-estima com os anos de experiência na área do fitness. Palavras-chave: auto-estima, auto-conceito, imagem corporal, auto-percepção, exercício, género, cultura, insatisfação/satisfaça corporal e ansiedade corporal.
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Comportamento do Cortisol e da Testosterona em Resposta ao Teste Luc-Léger
Teste de Luc-Léger,Bateria de testes,Vias energéticas,Fisiologia,Sistema imunitário
O presente estudo teve por objectivo analisar o comportamento do cortisol e da testosterona, antes e após um teste máximo, o Luc-Léger, com o propósito de compreender a influência da duração e da intensidade do mesmo nestes parâmetros hormonais. A amostra foi composta por indivíduos com uma média de idades igual a 17±0,89 anos, com um volume de treino médio anual de 1450±51,47 km, e com uma média de 7±1,16 anos de treino. O protocolo experimental definido consistiu na realização do teste de Luc-Léger, onde os indivíduos foram avaliados isoladamente e num único dia. Para controlo das variações hormonais, foram retiradas seis amostras de saliva em vários momentos do estudo: a primeira antes do aquecimento; e todas as outras após o teste, nomeadamente, 15minutos, 1h30m, 2h30m, na manhã do dia seguinte, e por último, 24h depois. Estas amostras foram posteriormente analisadas em laboratório, através do método de ELISA (“Enzyme linked immuno-assay”). Foram ainda recolhidas micro-amostras sanguíneas, através do aparelho, o Lactate Pro ®, que aspira automaticamente uma amostra de 5µl de sangue e no espaço de um minuto apresenta o valor da concentração de lactato sanguíneo; e foi também registada a frequência cardíaca. Após a recolha dos dados, procedeu-se à análise estatística descritiva (mínimos, máximos, médias e desvios padrão) e não paramétrica utilizando o Wilcoxon Test, uma vez que os parâmetros hormonais não apresentaram um padrão de normalidade. Ao estudarmos o comportamento salivar das hormonas cortisol e testosterona em resposta ao Luc-Léger, constatámos que este influenciou os níveis dos parâmetros hormonais estudados. Após o exercício de elevada intensidade, a concentração salivar de cortisol aumentou de forma estatisticamente significativa 24h após o final do teste. A concentração salivar de testosterona também sofreu um incremento estatisticamente significativo, mas esse ocorreu na manhã seguinte à da aplicação do teste. Como se tratam de duas importantes hormonas, uma anabólica e a outra catabólica, é importante que os treinadores tenham em conta os resultados obtidos neste estudo, de forma a perceber as consequências que um esforço desta magnitude provoca no organismo dos atletas.
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Razões na Escolha da Modalidade Desportiva: Estudo de caso dos jovens da Escola Secundária Avelar Brotero - Coimbra
Prática desportiva,Hábitos desportivos,Modalidades desportivas
O presente estudo pretende investigar, se será indiferente para os jovens a escolha da modalidade desportiva a praticar. O nosso objecto de estudo, que pretende saber em que medida a escolha de um desporto pelos jovens é determinada pela tradição familiar numa dada modalidade, pela influência dos amigos e pelos envolvimentos procurados, bem como a formulação das várias hipóteses de investigação, teve por base o contributo de vários autores e diversas leituras de estudos de igual temática. Foi elaborada a metodologia que nos serviu de base à realização do nosso instrumento de medida, o inquérito sociográfico, tendo sido seleccionada uma amostra representativa do universo de análise para a aplicação dos inquéritos, os alunos da Escola Secundária Avelar Brotero, num total de 1031. Assim, definimos uma amostra estratificada de 200 alunos, distribuídos pelo 10º (42 rapazes e 32 raparigas), 11º ano (38 rapazes e 20 raparigas) e 12º ano (39 rapazes e 28 raparigas). No nosso estudo de caso, constatámos, que a escolha de um desporto é determinado pela tradição familiar numa dada modalidade, e que os jovens consideram que os pais dão importância à modalidade que praticam, em especial os rapazes inseridos no grupo social de capital mais elevado. Contudo, a maioria afirma ter recebido mais influência dos amigos no início da sua prática desportiva, do que este ter sido pela vontade dos pais. Relativamente à influência na escolha da modalidade, constatámos que os amigos influenciam essa escolha, em particular os rapazes pertencentes ao grupo social de capital menos elevado, pelo que a maioria tem alguns amigos a praticar desporto. Quanto ao envolvimento procurado, concluímos que no geral a maioria dos jovens praticam as suas modalidades devido à performance desportiva. Contudo, são os rapazes que valorizam mais a performance desportiva, enquanto que as raparigas a influência na imagem corporal, sendo que em ambos os casos estão inseridos no grupo social de capital intermédio. Os dados da nossa amostra revelaram que mais de metade dos jovens praticam desporto, sendo que os rapazes revelaram maiores índices de participação. Na sua maioria o início da prática desportiva ocorreu entre os 4 e os 12 anos, sobretudo os rapazes e os pertencentes ao grupo social com maior nível de capital, tendo-se, no entanto, verificado interrupções sobretudo nas raparigas.
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981
Actividade Física e Cefaleias
Actividade física,Cefaleias,Estilos de vida,Enxaqueca
O exercício físico está frequentemente associado à actividade física, havendo um tipo de cefaleia descrito na Classificação Internacional de Cefaleias (2004), a cefaleia primária do exercício, que lhe está totalmente associado, existindo outras cefaleias desencadeadas ou agravadas pela actividade física mas cuja caracterização não tem sido feita. Assim, este trabalho pretendeu estudar a prevalência das cefaleias em duas Faculdades onde o exercício tem papéis de diferente importância, bem como caracterizar o papel da actividade física nas cefaleias primárias. Desenvolveu-se e aplicou-se um questionário baseado em Pereira Monteiro (1995), tendo sido adaptado aos critérios de diagnóstico das cefaleias da Internacional Headache Society (2004). Este questionário foi validado e aplicado a 400 estudantes das Faculdades de Medicina e Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra. Obtivemos 157 questionários correctamente preenchidos (39,3 %), 71 da Faculdade de Medicina (FM) e 86 da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física (FCDEF). Dos estudantes com cefaleias (63 da FM e 63 da FCDEF), 40 e 19 são do sexo feminino 88,7% dos estudantes de Medicina e 73,3% dos estudantes de Ciências do Desporto e Educação Física, respectivamente, referiram cefaleias ao longo da vida; respectivamente. 50,8 e 92,1 % dos estudantes da FM e da FCDEF praticam regularmente exercício, sendo o nº de atletas de 3 e 19, respectivamente. O nº de fumadores é muito baixo em Medicina (n=3) e elevado em Ciências do Desporto e Educação Física (n=20), havendo significativo consumo de bebidas alcoólicas em ambas as Faculdades. Relativamente à distribuição dos tipos de cefaleias, nos estudantes de Medicina e de Ciências do Desporto e Educação Física, foi diagnosticada a enxaqueca sem aura em 23,9 e 15,1%, as cefaleias pouco frequentes do tipo tensão em 38,0 e 34,9 %, as cefaleias frequentes do tipo tensão em 46,5 e 39,5% e as cefaleias em guinada em 4,2 e 7,0 %. A enxaqueca com aura existiu em apenas 4 estudantes de Medicina, havendo apenas um caso com cefaleia do tipo tensão crónica. A prática regular de exercício não evitou os diversos tipos de cefaleias. Relativamente à actividade física como factor agravante da cefaleia, a actividade física de rotina esteve associada a 36,7, a 10,5 e a 14,9% dos estudantes com enxaqueca sem aura, cefaleias pouco frequentes do tipo tensão e cefaleias frequentes do tipo tensão, respectivamente, enquanto que a actividade física moderada a intensa agravou 46,7, 17,5 e 22,4 % dos indivíduos com enxaqueca sem aura, cefaleias pouco frequentes e frequentes do tipo tensão, respectivamente. A actividade física (ligeira, moderada ou intensa) como um dos factores causais de cefaleia foi identificada em 20, 19,4 e 29,9 % dos indivíduos com enxaqueca sem aura, cefaleias pouco frequentes e frequentes do tipo tensão, respectivamente. Em conclusão, a enxaqueca é frequente nos estudantes das Faculdades de Medicina e de Ciências do Desporto e Educação Física, que têm uma prática diferente de exercício físico. Não podemos tirar ilações da diferente prevalência nas duas Faculdades porque a população feminina predomina em Medicina, acontecendo o contrário em Ciências do Desporto e Educação Física. Apenas cerca de um terço dos indivíduos com enxaqueca sem aura têm a actividade física de rotina como factor agravante, o que acontece com muito menos frequência nas cefaleias do tipo tensão. A actividade física é um dos factores causais de cefaleias em cerca de 1/5 dos indivíduos.
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982
Efeitos de um Programa de Prescrição do Exercício Físico em Sujeitos do Género Masculino e do Género Feminino com Excesso de Peso e Obesidade
Prescrição do exercício,Obesidade,Actividade física,Jovens obesos
A obesidade, na sociedade actual, atinge proporções alarmantes, sendo notório o aumento da sua prevalência em todos os países do mundo. É uma doença crónica com repercussões na saúde dos adultos, jovens e crianças, que predispõe o organismo a outras doenças e aumenta o risco de morte prematura. A modificação comportamental, através da prática de actividade física e do aconselhamento nutricional, é apontado por vários autores como o método mais correcto para proporcionar um equilíbrio energético negativo e a consequente redução da quantidade de massa gorda. O presente estudo teve como objectivo inicial avaliar a população de três escolas da Cidade de Coimbra, através do Índice de Massa Corporal, de modo a identificar os jovens com excesso de peso e obesidade, em função do género. Posteriormente, através da prescrição de um programa de treino individualizado e de orientações nutricionais, intitulado programa “Activo e Saudável”, pretendeu-se diminuir a quantidade de massa gorda na amostra e reduzir os factores de risco associados à saúde, promovendo assim novos hábitos e a adopção de um estilo de vida activo e saudável. Pretendemos, também, comparar os resultados obtidos pelos sujeitos do género masculino e pelos sujeitos do género feminino, após as 16 semanas de participação no programa. Foram avaliados 1567 alunos, tendo sido identificados 330 alunos com excesso de peso ou obesidade, o que corresponde a aproximadamente 21% da amostra. De acordo com o género, 12% desses sujeitos (186 sujeitos) pertencem ao sexo masculino e 9% ao sexo feminino (144 sujeitos). Todos os sujeitos foram convidados a participar no estudo, obtendo-se uma amostra final de 34 sujeitos que integraram de forma regular o programa “Activo e Saudável”. O programa teve a duração de 16 semanas, com uma frequência semanal de 3 sessões, sendo que em 2 sessões realizavam exercício aeróbio e de musculação e noutra somente exercício aeróbio. Procedeu-se a uma avaliação inicial e a uma avaliação final dos sujeitos que participaram no programa, através da bioimpedância e medições antropométricas, visando a comparação dos resultados em ambos os momentos. Após as 16 semanas de treino verificaram-se diferenças estatísticas altamente significativas na massa corporal, massa gorda e massa magra. Os sujeitos da amostra reduziram a massa corporal média em 1,77 kg, perderam 2,97% de massa gorda e aumentaram a massa magra 2,91%. Os sujeitos do sexo masculino perderam maior quantidade de massa gorda (3,79%) do que os sujeitos do sexo feminino (2,04%) e apresentaram um maior incremento na massa magra (3,78%) do que os indivíduos femininos (2,16%). No que respeita aos hábitos alimentares foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre o número de refeições correctas realizadas no início (3 refeições correctas) e no final (5 refeições correctas). Os sujeitos que integraram o programa sentiram modificações, ao longo das 16 semanas, na condição física, percepção da imagem corporal e a nível psicológico. Pode-se então concluir, que para sujeitos com excesso de peso ou obesidade, a forma mais correcta de reduzir a quantidade de massa gorda e consequentemente a massa corporal, deve comportar alterações comportamentais, através do aumento da actividade física e do aconselhamento nutricional.
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983
Auto Percepções, Auto Estima, Imagem Corporal e Ansiedade Físico Social: Estudo Comparativo entre Alunos e Alunas de Fitness
Percepção de si,Psicologia do desporto,Auto-estima,Fitness
Objectivo do estudo: avaliar a Auto-estima, as Auto-percepções físicas, a Ansiedade físico-social e a Imagem Corporal em participantes de actividades físicas tipo fitness Metodologia: amostra constituída por 363 indivíduos (n= = 363), sendo que 276 indivíduos são do sexo feminino e 87 do sexo masculino. As idades destes indivíduos situam-se entre 18 e os 68 anos, sendo que a média de idades é de 29,87 anos, no entanto a maior parte da amostra, quer feminina (40,9%, N=113) quer masculina (42,5%, N=37) tem até 25 anos. Os instrumentos de medida utilizados foram: a Escala da Auto-estima de Rosenberg (1965), o Physical Self-perception Profile (PSPPp) de Fox e Corbin (1990) – versão portuguesa adaptada por Fonseca, Fox e Almeida (1995), Escala da Ansiedade Físico-Social: EAFS (Hart, et al (1989) – traduzido e adaptado por Cristina Senra et al, (2006) e o Questionário de Imagem Corporal (Huddy (1993) – traduzido e adaptado por Cristina Senra et al, (2006). No que diz respeito ao tratamento estatístico, utilizámos na estatística descritiva a média, o desvio padrão e a distribuição de frequências e na estatística inferencial, recorremos à análise da variância – teste T de Student. Os resultados obtidos após o tratamento estatístico permitiram-nos concluir que existem diferenças estatisticamente significativas entre a Auto-estima, as Auto-percepções físicas, a Ansiedade físico-social e a Imagem corporal e o género, a faixa etária, a duração semanal de treino fitness e o estado civil; quanto ao IMC revelaram-se diferenças estatisticamente significativas para as variáveis dependentes as Auto-percepções no domínio físico, Ansiedade Físico-social e a Imagem Corporal. Não existiram diferenças estatisticamente significativas entre a Auto-estima e o IMC. Sugestões: uma das sugestões que propomos para futuros estudos nesta área é um estudo da massa gorda através da bioimpedância de forma a perceber a quantidade de massa gorda e magra que o indivíduo possui ou, de um estudo antropométrico recorrendo às pregas subcutâneas, devido à limitação do índice de massa corporal (IMC).
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984
Prevalência de Sobrepeso e Obesidade na População Escolar dos 6.0 aos 9.9 anos de Idade do Concelho da Lousã
Sedentarismo,Obesidade infantil,Obesidade
O objectivo do presente estudo é determinar a prevalência de sobrepeso e obesidade em alunos do 1º Ciclo da Lousã, com idades compreendidas entre os 6.0 e os 9.9 anos de idade, de acordo com dois critérios de referência: CDC (2000) e Cole et al. (2000). A amostra inclui 705 sujeitos, sendo que 382 pertencem ao sexo masculino e 323 ao sexo feminino. Os dados foram recolhidos durante o mês de Fevereiro de 2006. As medidas somáticas incluem a altura, o peso, as pregas tricipital e subescapular, o perímetro braquial. O IMC também foi calculado. No total da amostra, a prevalência de sobrepeso/obesidade, de acordo com os critérios de CDC (2000) e Cole et al. (2000) foi de 25.8% e 29.2%, respectivamente. Os dados revelam taxas de sobrepeso e obesidade de 19.1% e 14.4% para os rapazes e de 13.6% e 10.5% para as raparigas, respectivamente, quando utilizados os critérios do CDC (2000). Recorrendo aos critérios de Cole et al. (2000), os resultados evidenciam uma prevalência de sobrepeso e obesidade de 16.5% e 9.6% para os rapazes e de 16.1% e 9.4% para as raparigas, respectivamente. As prevalências foram sobrestimadas pela metodologia proposta pelo CDC (2000), quando comparada com a de Cole et al., em todos os casos, excepto na prevalência de sobrepeso nas raparigas. Desta forma, podemos constatar que as metodologias utilizadas apresentam resultados diferentes e que a Lousã, apesar de demonstrar altas prevalências de sobrepeso e obesidade, são menores do que as reportadas por outros estudos nacionais.
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985
Estrutura Interna do jogo de Hóquei em Patins: Estudo Exploratório sobre as Posses de Bola no Escalão de Juniores Masculinos em Portugal
Hóquei em patins
O Hóquei em Patins, como modalidade inserida nos Jogos Desportivos Colectivos, carece de estudos que permitam entender um pouco melhor esta modalidade. Sendo assim, com este trabalho pretende-se contribuir para a investigação e posterior desenvolvimento da modalidade. Este trabalho pretende reunir informações acerca de diversas variáveis inerentes à posse de bola, nomeadamente as fases de jogo, situações de jogo, número de posses de bola, origem e fim da posse de bola, e ainda referir outros aspectos importantes para a melhor compreensão desta modalidade. Para a realização deste trabalho foram analisados 4 jogos do escalão Júnior, dois deles pertencentes à fase regular do campeonato nacional e os outros dois referentes à competição “Final Four”.As observações foram realizadas com base em gravações dos jogos em vídeo, e a respectiva análise realizada com as grelhas de observação adaptadas de Ferreira (2003). Com a realização deste estudo concluiu-se que, em média, cada equipa do escalão Júnior consegue 201 posses de bola por jogo. A zona que registou mais acções de finalização de posse de bola foi a zona ofensiva, mais propriamente na faixa central, no caso das fases rápidas de jogo. O inicio da posse de bola é frequentemente realizado na zona defensiva, concretamente na área central defensiva. No que se refere à eficácia ofensiva, concluiu-se que apesar do número elevado de remates registados, houve pouca eficácia na sua concretização.
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Influência da Aplicação de um Programa de Exercício Físico na Aptidão Física e Respostas ao Teste da Tuberculina numa População Idosa
Idoso,Exercício físico,Teste da tuberculina
Com a realização do presente estudo pretendemos verificar se, após a aplicação do programa de exercício físico de 22 semanas de duração, se registam alterações entre as avaliações iniciais e finais, nos índices de condição física funcional (cff) e nas respostas ao teste da tuberculina. Desejamos estudar também a eventual existência de associação entre a cff e a resposta ao teste da tuberculina. O estudo envolveu uma amostra de 13 idosos, de ambos os sexos, de idades compreendidas entre os 65 e os 95 anos. Todos eles pertencem a diversas populações da freguesia de Arganil e de Coja e usufruem diariamente do Centro de Dia e Lar de Idosos das mesmas, que fazem parte da Instituição da Santa Casa da Misericórdia. A avaliação da condição física dos idosos, quer na avaliação inicial quer na final, foi efectuada com base na bateria de testes “Senior Fitness Test Manual” (Rikli & Jones, 2001). A avaliação inicial e a avaliação final do teste da tuberculina foram realizadas através da administração do teste Mantoux. Ao longo do estudo, os idosos seguiram um programa de exercício físico adaptado, com uma frequência de três vezes por semana. Após o terminus do programa de exercício físico, e feita a colheita de todos os dados necessários, procedeu-se ao tratamento estatístico dos mesmos, tendo-se utilizado o programa S.P.S.S versão 12.0. O nível de confiança em todas as análises foi de p ≤ 0.05. Dos resultados obtidos neste estudo, as conclusões foram as seguintes: - Os níveis de condição física melhoraram com a prática de actividade física regular, tendo-se registado diferenças estatisticamente significativas, nas componentes funcionais da aptidão física: força superior e inferior; flexibilidade superior; e resistência cárdio-respiratória. Não se registaram diferenças estatisticamente significativas a nível da flexibilidade inferior e mobilidade física; -As respostas ao teste da tuberculina não se alteraram; -Apesar de a generalidade das componentes funcionais terem melhorado, tais mudanças não se repercutiram nas respostas ao teste da tuberculina.
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987
Cinética do Comportamento da Iga Salivar em Resposta a uma Tarefa de Potência Anaeróbia: Teste de Wingate
Vias energéticas,Sistema imunitário,Teste de Wingate
O presente estudo teve como objectivo avaliar a resposta da IgA salivar num ciclo de 24horas, associado a um protocolo de potência anaeróbia teste de Wingate. A amostra foi constituída por 12 nadadores de nível competitivo nacional, com uma média de idades de 17,03 ±0,89 anos, com um volume de treino médio anual de 1450km e com 7,08 ±1,16 anos de competição. Foram recolhidas 7 amostras de saliva, antes do teste, 15min., 1.30h, 2.30h, 3.30h após o teste, manhã seguinte e 24h após o teste. Foram recolhidas também micro amostras sanguíneas para a determinação do lactato, registadas as frequências cardíacas e percepção de esforço segundo a escala de Borg Cr.10. Por forma a precaver erros induzidos por uma distribuição nem sempre normal, a análise estatística foi realizada através do teste de Wilcoxon com p<0,05. Verificou-se que a IgA e a taxa de secreção da IgA tiveram um comportamento idêntico. Houve um aumento dos valores médios da IgA e taxa de secreção salivar 15min. após exercício. Começando a diminuir até 3h30min após o exercício. Na manhã seguinte verificou-se um aumento estatisticamente significativo em relação aos valores pré teste, que voltam a normalizar 24h depois do teste. Os resultados permitem concluir que o exercício anaeróbio, como resposta aguda, parece conduzir no imediato a uma estimulação do sistema imunitário, proporcionando aos atletas uma melhoria das defesas contra infecções do tracto respiratório superior, embora no período entre 1.30h e as 3.30h seguintes os valores deste parâmetro decresçam de forma acentuada. Sendo o comportamento deste parâmetro associado à defesa contra as infecções, sobretudo do trato respiratório superior, o conhecimento de um período de imunodepressão é determinante para adoptar comportamentos que preservem o estado de saúde dos atletas
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Estudo Comparativo de Prevalência de Sobrepeso e Obesidade em Crianças Pré-Pubertárias, Adaptando Valores de Corte de Diferentes Metodologias
Sedentarismo,Obesidade,Obesidade infantil
A obesidade infantil constitui hoje uma das questões mais prementes no domínio da saúde pública. O trabalho que agora se apresenta parte de uma análise aos relatórios produzidos por Carvalho e Silva (2005), Magalhães (2006) e Machado (2006), nos concelhos de Oliveira do Hospital, Celorico de Basto e Cantanhede, respectivamente. Pretende-se com este trabalho analisar e discutir as variações associadas ao género e às metodologias de classificação do estatuto nutricional, bem como confrontar as prevalências de sobrepeso e obesidade dos três concelhos com os dados produzidos por uma amostra nacional (Padez et al., 2004). A amostra do presente trabalho é constituída por 2641 sujeitos com idades compreendidas entre os 6.0 e os 9.9 anos de idade. Os dados obtidos não corroboram na totalidade com os de Padez et al. (2004), na medida em que se registaram prevalências de sobrepeso e obesidade substancialmente inferiores para os concelhos de Celorico de Basto e Cantanhede Devido a estes resultados e à existência de lacunas na metodologia, subsistem dúvidas quanto à representatividade da amostra para a população portuguesa. No que toca às diferenças associadas ao género verificou-se uma tendência para as raparigas apresentarem prevalências superiores de sobrepeso mais obesidade. Uma vez que estas diferenças não são explicadas por fenómenos biológicos, suspeitamos que essa variação se deva aos diferentes valores de corte entre rapazes e raparigas para as diferentes metodologias. A disparidade de resultados verificada entre as várias metodologias na prevalência de sobrepeso mais obesidade devem-se às diferentes populações de referência de cada estudo, diferentes datas de recolha de dados, locais de origem e desenho metodológico. Uma vez que as populações que serviram de base à construção destas metodologias possuem características diferentes das da população portuguesa, crê-se que estas não sejam adequadas à população portuguesa.
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989
Habilidades Psicológicas e Traço de Ansiedade em Atletas de Elite
Psicologia do desporto,Ansiedade competitiva,Habilidades psicológicas,Atletas de elite
Este estudo teve como objectivo avaliar as habilidades psicológicas e o traço de ansiedade competitiva em atletas de elite de várias modalidades. Procurou também discriminar a influência da idade, dos anos de experiência, do tipo de desporto (individual/colectivo), da modalidade, do nível actual e do número de sessões de treino sobre as diferentes dimensões das habilidades psicológicas e sobre o traço da ansiedade competitiva e respectivas sub-escalas da ansiedade somática, preocupação e perturbação da concentração. A amostra foi constituída por 81 atletas de nacionalidade portuguesa, de ambos os géneros com idades compreendidas entre os 16 e os 47 anos, com uma idade média de 24,49 com desvio-padrão de 6,45 anos, que representavam equipas do nível mais elevado a nível nacional. Para a avaliação das habilidades psicológicas e do traço de ansiedade competitiva foram utilizados, o Questionário de Experiências Atléticas e o Questionário de Reacções à Competição. Para a análise e tratamento estatístico dos dados foi utilizado o programa “Statistical Package for Social Sciences” – SPSS para o Windows, versão 12.0. Os resultados do estudo relativos à caracterização psicológica dos atletas estudados mostram-nos que a habilidade psicológica com valor mais elevado dos atletas é a treinabilidade. Por outro lado a habilidades psicológica com menor valor é o rendimento máximo sobre pressão. Quanto ao traço de ansiedade verificámos que os atletas apresentam níveis elevados de ansiedade somática, contrastando com a perturbação da concentração, onde se verificam os valores mais baixos.
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990
Registo Parcelar do Estudo Longitudinal de Jovens Futebolistas: Controlo da Qualidade dos Dados na Prova de Condução de Bola eRelatório Parcial dos Incrementos Anuais dos Juvenis da Associação Académica de Coimbra – OAF
Jovens futebolistas,Futebol
O presente trabalho encontra-se dividido em dois estudos distintos. No estudo 1 será apresentado o controle de qualidade de dados na prova do M-Test, nos grupos etários de G11 e G13. Está também inserido neste estudo o protocolo referente a esta prova, assim como as características das amostras e as condições de aplicação dos testes. Será também desenvolvido todo um trabalho estatístico, de cálculo das médias, desvios padrão, erros técnicos de medida, variância combinada e coeficiente de fiabilidade. Para finalizar, é feita a discussão dos resultados obtidos tendo em conta factores como a fiabilidade, a precisão e independência dos dados. Como ponto de comparação, serão apresentados outros estudos. O estudo 2 representa uma vertente mais técnica deste estudo. Inicialmente serão apresentadas algumas tabelas de valores normativos para atletas iniciados. De seguida é feita uma estatística descritiva por clube, com base nos dados da época 2004/2005. Por último será feito um relatório individual dos atletas juvenis, que na época 2003/2004 representavam o clube de futebol “Associação Académica de Coimbra”. Este relatório apresenta variadas informações. Na identificação de cada atleta, o clube será o representado na época 2005/2006. O escalão, a idade decimal e idade óssea referem-se à presente época de 2005/2006. São também apresentados os dados dos atletas no ano de partida (2003/2004), da época 2004/2005, e da presente época (2005/2006). Para cada uma das épocas serão também apresentados os respectivos valores normativos. Ainda na mesma tabela serão introduzidas três variações que permitiram avaliar mais facilmente a evolução que cada um apresenta. A primeira variação corresponde à diferença entre a época 2003/04 e a época 2004/05, a segunda variação corresponde à diferença entre a época 2004/05 e a época 2005/06 e a terceira variação corresponde à diferença entre a época 2003/04 e a época 2005/06. Após relatar quais os ponto fortes e os pontos fracos de cada um dos atletas, serão feitas algumas recomendações, com o intuito de melhorar as componentes técnicas e físicas que apresentam resultados menos positivos em cada caso específico
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Habilidades Psicológicas e Traço de Ansiedade Competitiva em Atletas de Elite
Psicologia do desporto,Ansiedade competitiva,Habilidades psicológicas,Atletas de elite
Este estudo teve como objectivo avaliar as capacidades psicológicas e o traço de ansiedade competitiva em atletas de elite apenas num momento distinto. Procurou também discriminar a influência da idade, dos anos de experiência, número de sessões de treino sobre as diferentes dimensões das habilidades psicológicas e sobre o traço de ansiedade competitiva e respectivas sub-escalas de ansiedade somática, preocupação, e perturbação da concentração. A amostra foi constituída por 96 atletas, 45 do sexo masculino e 51 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 14 e os 40 anos (média = 20,39 e desvio padrão = 5,64). Os participantes são atletas representantes da Selecção Nacional Sub-20 Feminina de Basquetebol (n=15), Selecção Nacional Masculina Sub – 21 de Hóquei em Patins (n=23), Selecção Nacional Masculina e Feminina de Badmington (n=16), Selecção Nacional Feminina Júnior e Sénior de Pólo Aquático (n=26) e Selecção Masculina e Feminina de Atletismo (n=16). Os instrumentos de medida utilizados para a avaliação das habilidades psicológicas e ansiedade traço, foram respectivamente o questionário das experiências atléticas (ACSI – 28) e o questionário de reacções à competição. Para efeitos de análise e tratamento estatístico dos dados, foi utilizado o programa “Statistical Package for Social Sciences – SPSS”, versão 13.0 para o Windows. Os resultados do estudo relativos à caracterização psicológica dos atletas estudados demonstraram que de todas as habilidades psicológicas avaliadas, a treinabilidade, ausência de preocupações e confiança e motivação para a realização são as que apresentaram melhores resultados. Ao invés as dimensões, confronto com a adversidade, concentração e formulação de objectivos e preparação mental são as que tem os valores mais baixos. No que diz respeito ao traço de ansiedade verificamos que os atletas são de um modo geral ansiosos visto apresentarem níveis de ansiedade, sendo predominante a ansiedade somática. Verificou-se que os atletas do sexo masculino tem melhores competências de controlo de ansiedade e parecem percepcionar a competição de forma menos ameaçadora comparativamente às atletas do sexo feminino. Ainda relativamente ao sexo, na comparação entre as modalidades, verificou-se que as modalidades com atletas do sexo masculino em relação às modalidades com atletas do sexo feminino têm uma maior capacidade de confronto com a adversidade, concentração, rendimento máximo sobre pressão, confiança e motivação para a realização. Também se verificou que as modalidades individuais e fechadas tem uma maior capacidade de formulação de objectivos e preparação mental em relação aos desportos colectivos e abertos, no entanto estes tem uma maior treinabilidade, ao invés da idade, escalão e nível desportivo, que quanto maior, menor é a treinabilidade. No que diz respeito aos anos de experiência, os atletas que tem entre a mais de 10 anos de experiência na modalidade tem uma maior capacidade de concentração, rendimento sobre pressão, recursos pessoais de confronto e de formulação de objectivos e preparação mental em relação aos atletas que tem entre 2 a 9 anos de experiência. Também se concluiu que os atletas com maior experiência internacional têm maiores níveis de concentração e de controlo da ansiedade em relação aos atletas com menor experiência.
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992
Avaliação das Características Funcionais da Modalidade de Voleibol
Voleibol,Controlo do treino,Fisiologia
O Voleibol é um desporto que centra cada vez mais a sua atenção na preparação física dos atletas, daí que a avaliação de parâmetros fisiológicos, tornou-se um factor determinante no controlo de treino e na preparação individualizada de cada atleta. As exigências actuais desta modalidade obriga os seus treinadores a métodos de treino mais rigorosos onde a quantificação da intensidade e do volume exigem uma aplicação de dados recolhidos através da avaliação de parâmetros fisiológicos. Assim, o presente estudo constitui uma tentativa de determinar o nível físico e características antropométricas que melhor caracterizam a modalidade de Voleibol. A amostra do estudo foi constituída por jogadores da Selecção Nacional (n=17), e por jogadores da Associação Académica de Coimbra, subdividindo-se em duas equipas, Académica A (n=8) e Académica B (n=7). Foram avaliadas as características antropométricas (massa corporal, estatura, envergadura, somatório das pregas de gordura cutânea) e o somatótipo, no sentido de fundamentar as influências das mesmas sobre a performance e, deste modo justificar algumas das possíveis diferenças existentes entre a Selecção Nacional e jogadores da Académica A e B. Foram efectuados testes de laboratórios de impulsão vertical – Squat Jump (SJ) e Countermovement Jump (CMJ), para avaliar a potência anaeróbia – absoluta (w) e relativa (w.kg-1), assim como testes de terreno, tal como, Intermittent Endurance Test – Yo-Yo, na determinação do estado funcional dos jogadores, Sprints de 10 m e lançamento de bola medicinal (4kg). Concluímos que em termos médios, a Selecção e Académica A apresentam melhores características antropométricos para a prática do Voleibol. Na potência absoluta (w) no teste SJ e CMJ são os jogadores da Académica A que apresentaram os melhores resultados, já na potência relativa (w.kg-1) os da Académica B revelaram valores superiores. No teste de velocidade (sprint 10), a Selecção revelou-se mais rápida, com maior potência absoluta (w), e relativa (w.kg-1) desenvolvida, com diferenças estatisticamente significativas, tal como no índice de força explosiva dos membros superiores. A Académica A demonstrou melhores resultados na performance de resistência aeróbia. Na caracterização geral dos jogadores por posição, os centrais e jogadores de entrada/oposto são os que revelam maior estatura e envergadura, maior potência absoluta (w) no SJ e CMJ, e índices superiores de força explosiva dos membros superior.
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993
Orientação para a Realização de Objectivos e Atitudes Face à Prática Desportiva em Atletas Federados dos 17 aos 19 Anos
Sociologia do desporto,Prática desportiva,Valores--desporto de jovens
O presente estudo tem como principais objectivos verificar quais os efeitos do aumento da idade nas atitudes (SAQ – “Sport" Attitudes Questionnaire”) e na orientação para a realização de objectivos (TEOSQ – “Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire”) face à prática desportiva. Para a realização do presente estudo contámos com a participação de 100 atletas do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 17 e os 19 anos de idade. Estes atletas praticam 7 modalidades desportivas, nomeadamente, Basquetebol, Canoagem, Esgrima, Futebol, Judo, Natação e Ténis, todos em contexto federado. Todos os Clubes envolvidos no presente estudo pertencem à Zona Centro e Norte do País, especificamente aos distritos de Coimbra, Braga e Viana do Castelo. Para a comparação inter-etária dos resultados da aplicação do SAQ e do TEOSQ, no presente estudo, foi utilizada a amostra referida no estudo de Cruz (2005), depois de expurgados os participantes femininos e do desporto escolar, sendo esta constituída por 282 praticantes de modalidades individuais e colectivas. Para a recolha de dados foi utilizado o “Sport Attitudes Questionnaire” (SAQ) de Lee e Whitehead (2002), traduzido e validado para português por Gonçalves et al. (2006), e o “Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire” (TEOSQ), de Duda e Nichols (1989), traduzido e adaptado para português por Fonseca (1999). Após a análise e discussão dos resultados obtivemos as seguintes conclusões: Com o aumento da idade, verificam-se diferenças estatisticamente significativas na dimensão “Anti-Desportivismo” do SAQ, que ocorrem entre os grupos 13/14 anos e 15/16 anos e entre os grupos 13/14 anos e 16/17 anos; Com o aumento da idade, não se verificam diferenças estatisticamente significativas nas dimensões “Batota”, “Convenção” e “Empenhamento”, do SAQ; Com o aumento da idade, não se verificam diferenças estatisticamente significativas nas dimensões “Tarefa” e “Ego”, do TEOSQ.
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994
Adaptação da Prova “ YO-YO Intermittent Endurance Test” a Hoquistas do Escalão Juvenis e Juniores: Estudo Correlativo entre a Prova YO-YO em Corrida e Patins
Hóquei em patins,Prova YO-YO
O objecto do presente estudo é avaliar a capacidade aeróbia maximal; avaliar a habilidade que jovens jogadores pós-pubertários têm em repetir determinadas capacidades que se encontram dependentes da aptidão cardiopulmonar; analisar um esforço intermitente, através da monitorização da FC, um dado precioso que, na falta de outros meios, permite a preparadores físicos e treinadores receberem feedback´s imediatos acerca do stress que um determinado exercício impõe (Rasoilo, 1998). O objectivo do presente estudo é tentar julgar, classificar e interpretar a carga interna a que determinados indivíduos são sujeitos, ou seja, as repercussões fisiológicas sofridas por sujeitos a quem foi aplicada uma carga externa de carácter intermitente, de características mistas (aeróbio-anaeróbio). O instrumento ou ferramenta que é utilizado para obter informações específicas é o teste de campo - “Yo-Yo Intermitent Endurance Test” – aplicado numa determinada população, neste caso em jogadores pós-pubertários. Sabendo que existe uma relação directa entre o consumo de oxigénio (VO2) e a produção de energia por via aeróbia, queremos caracterizar e interpretar a prestação de esforços cíclicos e contínuos, através da utilização do parâmetro mais simples e que fornece mais informações no âmbito cardio-vascular, a Frequência Cardíaca (FC). Temos também como objectivo estabelecer uma comparação entre esforços realizados em corrida e em patins, visto que se sabe que a relação entre FC e a intensidade de esforço é apenas válida e fácil de interpretar para esforços de tipo predominantemente aeróbios e homogéneos.
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995
Habilidades Psicológicas e Traço de Ansiedade Competitiva em Atletas de Elite: Estudo em Atletas das Selecções Nacionais de Râguebi e Judo
Psicologia do desporto,Ansiedade competitiva,Habilidades psicológicas
Este estudo teve como objectivo avaliar as capacidades psicológicas e o traço de ansiedade competitiva em atletas de elite apenas num momento distinto. Procurou também discriminar a influência da idade, dos anos de experiência, número de sessões de treino sobre as diferentes dimensões das habilidades psicológicas e sobre o traço de ansiedade competitiva e respectivas sub-escalas de ansiedade somática, preocupação, e perturbação da concentração. A amostra foi constituída por 52 atletas, 42 do sexo masculino e 10 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 15 e os 32 anos (média = 21,38 e desvio padrão =4,98). Os participantes são atletas representantes da Selecção Nacional de râguebi (n=24) e da selecção nacional de judo (n=28). Os instrumentos de medida utilizados para a avaliação das habilidades psicológicas e ansiedade traço, foram respectivamente o questionário das experiências atléticas (ACSI – 28) e o questionário de reacções à competição. Para efeitos de análise e tratamento estatístico dos dados, foi utilizado o programa “Statistical Package for Social Sciences – SPSS”, versão 13.0 para o Windows. Os resultados do estudo relativos à caracterização psicológica dos atletas estudados demonstraram que de todas as habilidades psicológicas avaliadas, a treinabilidade, ausência de preocupações e confiança e motivação para a realização são as que apresentaram melhores resultados. Ao invés as dimensões, confronto com a adversidade, concentração e formulação de objectivos e preparação mental são as que tem os valores mais baixos. No que diz respeito ao traço de ansiedade verificamos que os atletas são de um modo geral ansiosos visto apresentarem níveis de ansiedade, sendo predominante a ansiedade somática. Verificou-se que os atletas do sexo masculino tem melhores competências de controlo de ansiedade e parecem percepcionar a competição de forma menos intimidadora comparativamente às atletas do sexo feminino. Também se verificou não existirem diferenças ao nível das habilidades psicológicas e traço ansiedade nas modalidades individuais e colectivas. No que diz respeito aos anos de experiência, os atletas que tem com a mais anos de experiência na modalidade tem uma maior capacidade de rendimento sob pressão. Ao nível do escalão observamos que não existirem diferenças entre os atletas séniores e júniores ao nível das ansiedades psicologias e traço ansiedade Também se concluiu, que em relação ao tempo de treino, não se verificaram diferenças ao nível das habilidades e traço ansiedade.
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996
Registo Parcelar do Estudo Longitudinal de Jovens Futebolistas: Controlo da Qualidade dos Dados nas Provas de Remate e Impulsão Vertical, e Relatório Parcial dos Incrementos Anuais dos Atletas Iniciados e Juvenis da Associação Desportiva e Cultural da Adémia
Futebol,Jovens futebolistas
ESTUDO 1 Objectivo: O presente estudo pretende assegurar o controlo da qualidade dos dados nas provas de remate e impulsão vertical, através da determinação do coeficiente de fiabilidade. Metodologia: Para o controlo e qualidade dos dados, tanto na prova de remate como de impulsão vertical, foi utilizada uma amostra constituída por 21 atletas representantes por 2 Clubes: Grupo Recreativo “O Vigor da Mocidade” e “Associação Desportiva e Cultural da Adémia”, que se encontram no escalão de Infantis. O remate foi o teste utilizado para avaliar a qualidade técnica dos jovens futebolistas. Para a determinação da força explosiva foi utilizado o Ergo-Jump, tendo sido realizados dois saltos (SE e SCM). Conclusões: O resultado do coeficiente de fiabilidade para o remate foi igual a 0,71, compreendendo, portanto, 29% de variância intraindividual entre sujeitos. Para o teste de Salto estático, obtivemos um coeficiente de fiabilidade de 0,71 e uma variância intraindividual entre os sujeitos que compreende 29%. Para o salto com contra movimento, o coeficiente de fiabilidade foi igual a 0,82, compreendendo a variância entre sujeitos 18% da variância intraindividual. ESTUDO 2 Objectivos: Este estudo visa efectuar um relatório individual dos incrementos anuais de jovens atletas da “Associação Desportiva e Cultural da Adémia”, nos escalões de Iniciados e Juvenis, de forma a que haja um retorno, na óptica da formação desportiva, para os clubes, treinadores e atletas. Procedimentos: Os dados do presente estudo foram recolhidos na época 2005/2006. Os jogadores, pertencentes à “Associação Desportiva e Cultural da Adémia”, estavam divididos em 6 iniciados e 2 juvenis. Foi realizado um relatório individual para cada atleta, no qual, para além das medidas antropométricas (estatura, massa corporal e 4 pregas subcutâneas), estava expressa a avaliação realizada a variáveis de desempenho motor (10x5, SE, SCM, YO-YO e 7 sprints) e de habilidades motoras manipulativas específicas do futebol (toques com o pé, passe à parede e remate).
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998
Análise do jogo e do rendimento desportivo no hóquei em patins: Conceito, métodos e aplicações nos escalões de Juvenis, Juniores e Seniores
Hóquei em patins
Os estudos de análise de jogo em hóquei em patins são ainda bastantes escassos e não existe um quadro de conhecimento organizado de acordo com os escalões de formação desportiva. Assim, o presente trabalho constitui uma proposta para comutar essa lacuna, aduzindo o número de posses de bola (PB), a frequência das fases de jogo, a duração das PB e ainda as categorias de início e fim de PB. Foram analisados 16 jogos do escalão de juvenis, juniores e seniores, todos eles relativos a competições internacionais. As observações foram efectuadas com base em vídeo gravações e recorreu-se às grelhas de observação produzidas por Ferreira (2003). Concluímos que em média, um jogo de hóquei em patins tem 157 PB. O ataque organizado é a principal fase de jogo em todos os escalões. É na área defensiva central, onde se inicia a maioria das PB. Nas fases mais rápidas do jogo, a finalização, independentemente do escalão, acontece na área central ofensiva. O jogo dos seniores é caracterizado por uma baixa frequência de eficácia ofensiva, porém, estes jogadores caracterizam-se por uma tipologia de jogo vinculadamente mais ofensiva e eficaz, que os seus colegas mais jovens.
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999
Auto-Percepções, Auto-Estima, Ansiedade Físico-Social e Imagem Corporal: Estudo Comparativo entre Instrutores de Fitness e Praticantes de Actividade Física
Psicologia do desporto,Instructores de fitness,Auto-estima,Imagem corporal
Objectivo do estudo: O presente estudo, inserido no âmbito do seminário “Estudo das Variáveis Psicológicas em Praticantes de Desporto e Actividade Física”, teve como principal objectivo caracterizar as auto-percepções, auto-estima, ansiedade físico-social e imagem corporal de instrutores de fitness e de praticantes de actividade física através da aplicação de diversos questionários aos mesmos. Metodologia: A amostra foi constituída por 849 indivíduos, dos quais 486 são instrutores e 363 alunos, com idades compreendidas entre os 18 e os 68 anos, sendo a média de idades e desvio padrão dos instrutores de 28,15 ± 5,98 anos e dos alunos de 29,87 ± 9,63 anos. Os instrumentos de medida utilizados foram: a Escala de Auto-Estima de Rosenberg – Rosenberg Self-Esteem Scale, 1965 – a adaptação efectuada por José Pedro Ferreira (2001), Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, o Perfil de Auto-percepção Física – Physical Self-Perception Profile, PSPP de Fox e Corbin (1990) – traduzido e adaptado por António Fonseca (FCDEF-UC), Kenneth R. Fox e Maria João Almeida (School of Education da Universidade de Exeter – 1995) e validada por Fonseca e Fox (2002), Ferreira e Fox (2002a, 2003 e 2004); traduzido por António Manuel Fonseca – FCDEF-UP); a Escala de Ansiedade Físico-Social: EAFS – Social Physique Anxiety Scale, Hart et al (1989) – adaptado por Cristina Senra et al. (FCDEF-UC) e Questionário de Imagem Corporal – 20 item Body-Image Questionnaire, Huddy (1993), adaptado por Cristina Senra et al. (FCDEF-UC). No que diz respeito ao tratamento estatístico, utilizámos na estatística descritiva a média, desvio padrão, distribuição de frequências e respectiva percentagem e na estatística inferencial, recorremos à análise da variância através do teste T de Student. Conclusão: Os resultados obtidos após o tratamento estatístico permitiram-nos concluir que só relativamente à variável grupo etário não se encontrou diferenças estatisticamente significativas para a Auto-Estima Global. Em relação às outras variáveis, instrutor/aluno, estado civil e IMC, encontraram-se diferenças estatisticamente significativas para a Auto-Estima Global, as variáveis relativas às Auto-percepções no domínio físico (confiança física, atracção física e força física), as variáveis relativas à Ansiedade Físico-social e a Imagem Corporal.
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1,002
Nível de Stress dos Professores Estagiários de Educação Física e de outras Áreas Disciplinares da Universidade de Coimbra em 2005/2006: Estudo Descritivo e Comparativo
Stress,Estagiários de educação física,Universidade de Coimbra
O objectivo deste estudo é identificar o nível de stress docente nos professores estagiários da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física e nos estagiários de outras áreas disciplinares da Universidade de Coimbra, no ano lectivo 2005/2006, por forma a determinar as principais fontes, sintomas, manifestações e condições patológicas associadas ao exercício docente (foro somático e psíquico). Relativamente à metodologia, a amostra caracteriza-se pelo conjunto de 55 estagiários de EF e 42 de não EF, perfazendo um total de 97 inquiridos, todos a leccionarem em escolas em Coimbra, com idades compreendidas entre os 20 e os 27 anos, no grupo de EF, e 21 e 40 anos no grupo de não EF. O sexo masculino é dominante no grupo de EF (37 estagiários e 18 estagiárias), mas no grupo de não EF prevalece o sexo feminino (33 estagiárias e 9 estagiários). Os instrumentos de avaliação utilizados para o presente estudo foram o Questionário de Opinião a Professores de Educação Física (QOPEF) e a Escala Portuguesa de Stress Ocupacional para a Docência (EPSO-D). O tratamento de dados foi efectuado através do programa estatístico SPSS, versão 11.5, sendo elaboradas tabelas de estatística descritivas e de frequência (para variáveis quantitativas), tabelas de frequência (para variáveis qualitativas) e a utilização do teste T de Student para compararmos os dois grupos. Segundo os resultados obtidos no grupo total, os principais sintomas de stress são, por ordem decrescente de frequência, a “fadiga”, a “frustração” e o “medo de enfrentar situações difíceis”; a “insatisfação profissional” é a manifestação de stress mais sentida; nas condições patológicas associadas ao exercício docente os “resfriados e sintomas gripais” (foro somático) e a “ansiedade” (foro psíquico) são os mais experimentados. As principais fontes de stress para os estagiários do grupo total são, por ordem decrescente de médias, o “conteúdo de trabalho”, o “estatuto profissional” e a “pressão do tempo”. Por fim, existem diferenças estatisticamente significativas entre o grupo de EF e de não EF ao nível dos sintomas “alterações urinárias”, “dores de cabeça ao acordar”, “medo de enfrentar situações difíceis”, “cefaleias” e “ansiedade” e nos factores da EPSO-D, tais como, “estatuto profissional”, “conteúdo do trabalho”, “previsibilidade/controlo (definição e clarificação do papel)”, “disciplina”, “segurança profissional”, “natureza emocional do trabalho” e “rigidez curricular”. O grupo de não EF apresenta, em todos os factores atrás referidos, valores médios superiores, à excepção da ansiedade, manifestando, assim, níveis de stress mais elevados.
Ciências Médicas e da Saúde
1,003
Caracterização Antropométrica e Fisiológia
Escalada,Fisiologia,Medidas antropométricas
A escalada é uma modalidade com cada vez maior implementação a nível mundial. Este aumento tem contribuído para um desenvolvimento da vertente de competição, verificando-se assim a necessidade de maiores conhecimentos sobre as diferentes componentes que influenciam o rendimento dos diferentes atletas. O presente estudo pretende caracterizar a nível antropométrico e fisiológico praticantes de diferentes níveis de Escalada Desportiva, tendo-se desenvolvido para tal dois protocolos que permitam perceber a relação existente entre as características antropométricas, o VO2max, o lactato, a frequência cardíaca e os índices de força do antebraço na performance dos escaladores. A amostra foi constituída por 30 atletas, divididos em três grupo de diferentes níveis de escalada: o Grupo A (15 alunos da FCDEF-UC), o Grupo B (8 escaladores de nível 6a a 6c+) e o Grupo C (7 escaladores de nível 7a a 7c+). A avaliação dos sujeitos foi realizada em duas fases, na primeira era realizado o protocolo de escalada (teste de campo, que consistia na realização de cinco repetições de uma via de escalada) recolhendo assim frequência cardíaca, concentração de lactato, a variação da força de antebraço e duração das repetições de cada via, sendo na segunda fase realizado um protocolo de determinação de VO2max (teste de laboratório, utilização de um ergometro de braços) recolhendo assim a frequência cardíaca, o VO2max, o Ve, o Quociente Respiratório, o lactato e a variação da força do antebraço. A recolha das variáveis antropométricas (massa corporal, estatura, envergadura, somatótipo, pregas de adiposidade cutânea, circunferências, diâmetros e comprimentos). Concluímos que os escaladores da elite da região centro de Portugal são caracterizados por uma baixa percentagem de massa gorda, embora para estes atletas poderem atingir níveis superiores de performance terão de diminuir o somatório das pregas de adiposidade cutânea. Nestes atletas verifica-se um VO2 relativo e um Ve max, embora através da correlação realizada entre os dois testes, estas variáveis não interferem directamente com a performance dos escaladores. O aumento da massa corporal no Grupo C está relacionado com aumento da estatura e envergadura, enquanto que no Grupo A, este aumento está relacionado com aumento das pregas de adiposidade cutânea e com a percentagem de massa gorda. Assim, e com os dados observados no lactato sanguíneo, podemos concluir que um nível superior permite uma melhor performance e uma maior economia energética.
Ciências Médicas e da Saúde
1,005
Comparação da Eficácia de Dois Exercícios de Treino Abdominal Através da Analise Electromiográfica
Electromiografia,Sistema músculoesquelético,Músculo--treino,Antropometria,Bateria de testes
Os abdominais são músculos fundamentais para diversas funções fisiológicas vitais do organismo (equilíbrio osteo-articular, controlo postural, prevenção de diversas lesões da coluna lombar, etc.), por outro lado também por uma questão estética o trabalho deste grupo muscular tem sido cada vez mais motivo de interesse da população em geral. No entanto, o melhor método para os trabalhar foi, e continua a ser, motivo de discórdia entre profissionais da actividade física, saúde e praticantes, estimando-se que actualmente, 3 milhares de pessoas pratiquem exercícios abdominais de maneira inadequada, podendo, assim, causar danos à coluna vertebral (BEIN e col, 1997). Torna-se então bastante pertinente a realização de estudos que desmistifiquem esta questão. Como tal, o objectivo deste estudo é definir qual de dois exercícios, protocolo do fitnessgram® (exercício 1) ou o mesmo protocolo com as mãos ao lado da cabeça (exercício 2), permite trabalhar de forma mais eficiente o músculo recto abdominal e erector espinal. Para tal, ir-se-á proceder à análise electromiográfica dos dois exercícios referidos.
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1,009
Exercício Físico e Estado de Saúde numa População Idosa
Exercício físico,Idosos,Terceira idade,Saúde
Este estudo tem como objectivo a verificação, análise e interpretação da opinião das pessoas idosas quando questionadas sobre se os seus estados de saúde melhoraram após a realização de um programa de exercício físico. É um objectivo tem como finalidade o estado de saúde das pessoas idosas, principalmente nas seguintes variáveis: Vitalidade, Dor, Saúde Mental, Aspectos Sociais, Aspectos Físicos, Aspectos Emocionais, Problemas de Saúde Física, Estado Geral de Saúde e Evolução da Saúde. Para tal utilizamos uma amostra constituída por 59 idosos (que posteriormente passou para 22, devido á desistência de grande parte da amostra), pertencentes ao Centro de Dia e Lar de Idosos de Arganil e ao Centro de Dia de Coja. O trabalho faz parte de um estudo que foi constituído por um momento de avaliação inicial e por um momento de avaliação final. Em ambos os momentos aplicaram-se os questionários de Estado de Saúde (SF-36v2). Para o presente trabalho foram estudados e comparados os dados relativos à avaliação inicial (1ª aplicação do questionário) e à avaliação final (2ª aplicação do questionário). Assim puderam-se comparar os resultados dos dois momentos de avaliação para cada variável. Após a recolha de todos os dados referidos anteriormente, estes foram introduzidos no computador, tendo-se posteriormente passado ao seu processamento e tratamento. Para o agrupamento e organização dos dados recolhidos utilizou-se a Microsoft Excel e para a determinação das diferenças existentes entre os dois momentos de avaliação utilizou-se o teste Anova One Wat (S.P.S.S., versão 12.0). Dos resultados obtidos, apenas se verificaram diferenças estatisticamente significativas em duas variáveis, Aspectos Físicos e Aspectos Emocionais. Estas duas variáveis apresentaram um valor de p ≤ 0,05. Nas restantes variáveis não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois momentos de avaliação.
Ciências Médicas e da Saúde
1,011
Orientação para a Realização de Objectivos Face à Prática desportiva e Atitudes em Basquetebolistas Federados dos 17 aos 19 Anos de Idade
Sociologia do desporto,Basquetebol,Prática desportiva,Desporto de jovens
O presente estudo teve como objectivos descrever e comparar os resultados obtidos com o TEOSQ em basquetebolistas federados em 2002 e 2006 e relacionar as dimensões extraídas do TEOSQ com as dimensões extraídas do SAQ. Para o estudo contámos com a participação de 21 sujeitos, todos do género masculino, com idades compreendidas entre os 17 e os 19 anos e praticantes da modalidade basquetebol. Todos os clubes envolvidos no estudo pertencem à Zona Centro do País, mais precisamente, ao distrito de Coimbra. Para a recolha de dados utilizámos o Sport Attitudes Questionaire (SAQ) de Lee e Whitehead (2002), traduzido e adaptado para português por Gonçalves et al. (2006) e o Task and Ego Orientation in Sport Questionaire (TEOSQ), de Duda e Nichols (1989), traduzido e adaptado para português por Fonseca (1999). Após analisar e discutir os resultados obtidos, podemos chegar às seguintes conclusões:  Não existem diferenças nos resultados obtidos com o TEOSQ em 2002 e 2006.  Existe uma correlação positiva entre a dimensão Tarefa do TEOSQ e as dimensões do Convenção e Empenhamento do SAQ.  Existe uma correlação positiva entre a dimensão Ego do TEOSQ e as dimensões Batota e Anti-Desportivismo do SAQ.
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1,012
O Grau de Satisfação/Insatisfação dos Estagiários de Educação Física e de Outras Áreas Disciplinares, no Ano Lectivo 2005/2006: um Estudo Descritivo/Comparativo
Estagiários de educação física,Professores de educação física,Satisfação,Insatisfação
Este estudo tem como objectivo conhecer e comparar o grau de satisfação/insatisfação de professores estagiários de Educação Física e de professores estagiários de outras áreas disciplinares, ambos da Universidade de Coimbra, no ano lectivo 2005/2006. Para a realização deste estudo utilizámos uma amostra constituída por 97 inquiridos, em que 55 são alunos do 4.º ano da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, leccionando nos distritos de Coimbra e Aveiro, e os restantes 42 são alunos de várias Faculdades que neste ano lectivo leccionam em Coimbra. A idade dos inquiridos está compreendida entre os 20 e os 40 anos, apresentando uma média de 23,07 anos e um desvio padrão de 2,546 anos. O instrumento de avaliação utilizado para a realização deste estudo foi o Questionário de Opinião a Professores de Educação Física (QOPEF) de Ramos (2003), adaptado de Correia (1997), que também neste estudo foi adaptado para professores de outras áreas disciplinares. O tratamento de dados foi realizado com o programa informático SPSS versão 11.5. Para a análise dos dados utilizámos técnicas de estatística descritiva e técnicas de estatísticas inferencial. Através deste estudo podemos tirar algumas conclusões, das quais destacamos as mais significativas. Os sintomas de stress mais experimentados pelos professores estagiários associados à profissão docente são, sobretudo, a “fadiga” (85=87,6%), a “frustração” (63=64,9%) e o “medo de enfrentar situações difíceis” (62=63,9%). A manifestação de stress mais verificável é a “insatisfação profissional” (41=42,3%). As condições patológicas do foro somático associadas ao exercício da profissão não são muito evidentes, no entanto, a que se apresenta com maior frequência é os “resfriados e sintomas gripais” (47=48,5%). A patologia do foro psíquico associado ao exercício da profissão é, essencialmente, a “ansiedade” (72=74,2%). Os factores que contribuem para um maior bem-estar e satisfação profissional dos professores estagiários são: o “factor de natureza relacional professor-alunos”, o “factor de natureza profissional”, as “manifestações de bem-estar/mal-estar docente” e o “factor de natureza institucional (professor/instituições)”; o factor que representa insatisfação profissional e mal-estar docente para os professores estagiários é o “factor de natureza económica”, enquanto o factor que contribui para uma situação dúbia de mal-estar/bem-estar profissional, representando indiferença e neutralidade para os estagiários, neste ano lectivo, é o “factor de natureza institucional (instituições/instituições)”. Por fim, concluímos que existem diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos em estudo verificando-se tais diferenças a nível das “alterações urinárias”, “dores de cabeça ao acordar”, “medo de enfrentar situações difíceis”, “cefaleias”, “ansiedade”, “o facto de teres que avaliar os alunos”, “valorização da profissão docente pela sociedade” e “situação geográfica da escola”.
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1,016
Orientação para a Realização de Objectivos e Atitudes Face à Prática Desportiva em Basquetebolistas Federados dos 15 aos 17 Anos
Basquetebol,Prática desportiva
O presente estudo teve como objectivos a descrição e comparação da orientação para a realização de objectivos através do questionário TEOSQ (Task na Ego Orientation Questionnaire) em basquetebolistas federados em 2003 e 2006 e relacionar a orientação para a realização de objectivos com as atitudes face à prática desportiva através do questionário SAQ (Sport Attitudes Questionnaire) em jovens da Zona Centro de Portugal. Contámos com a Participação de 38 sujeitos masculinos com idades compreendidas entre os 15 e 17 anos de idade e praticantes de Basquetebol no contexto federado, em clubes do distrito de Coimbra. Após a análise e discussão dos resultados obtivemos as seguintes conclusões: Não existem diferenças significativas entre a orientação para os Ego e Tarefa de 2003 e 2006; Existe uma correlação positiva entre a dimensão Tarefa do TEOSQp com a dimensão Empenho no SAQp, mas apresenta correlação negativa com a dimensão Convenção; Existe uma correlação positiva entre a dimensão Ego do TEOSQp com as dimensões Batota e Anti-desportivismo no SAQp.
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1,017
O Ataque no Voleibol : Estudo Comparativo Entre a 1ª Divisão Nacional (A1) da Época de 2005/2006 e o Campeonato Europeu de 2004 de Seniores Masculinos
Jogos desportivos colectivos,Voleibol,Ataque
O presente trabalho tem por objectivo efectuar um estudo exploratório do ataque em Voleibol, comparando este aspecto na 1ª divisão Nacional (A1) da época de 2005/2006 e no Campeonato Europeu de 2004 de Seniores Masculinos. Pretende-se então determinar a solicitação de ataques por zona de ataque nos dois Campeonatos, determinar a concretização e eficácia de cada uma dessas zonas nos dois Campeonatos e, por fim, comparar os resultados dos Campeonatos em estudo. A fim de se analisar o projecto do estudo, levantámos algumas hipóteses e procedemos à gravação e posterior observação de quinze sets de cada Campeonato. Foram analisadas 711 acções ofensivas, das quais 336 pertencem ao Campeonato Europeu e as restantes 375 à 1ª Divisão Nacional (A1). A ficha de observação utilizada (anexo I) foi construída tendo por base os conceitos de Colleman (1985). Os resultados obtidos mostram não existir diferenças estatisticamente significativas na solicitação do ataque entre os dois Campeonatos, tanto na zona 3 e zonas 2 e 4, como na zona de ataque e defesa. No entanto, é possível verificar-se, pela observação das tabelas, que existe uma tendência que nos indica que o Campeonato Nacional apresenta uma maior solicitação em todas as zonas, à excepção da zona de defesa, onde o Campeonato Europeu apresenta uma maior solicitação. Em relação à concretização do ataque, e à semelhança da solicitação, verificámos que não existem diferenças estatisticamente significativas entre os dois Campeonatos na zona 3, nas zonas 2 e 4 e nas zonas de ataque e defesa. Contudo, poderemos referir que existe uma tendência que nos indica que o Campeonato Nacional apresenta uma média de concretização superior em todas as zonas, relativamente ao Campeonato Europeu. No que diz respeito à eficácia do ataque, verificámos que existem diferenças estatisticamente significativas entre os dois Campeonatos, na zona 3 e na zona de ataque. Quanto às zonas 2 e 4 e à zona defensiva, verificámos que não existem diferenças estatisticamente significativas entre os dois Campeonatos. Concluímos, então que, no que toca à eficácia, é o Campeonato Europeu que apresenta valores mais elevados em todas as zonas estudadas.
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1,019
Desporto, Valores e Media: O Caso da Série Televisiva “Campeões” na Formação de Valores e Atitudes Desportivos em Jovens Futebolistas
Sociologia do desporto,Media,Valores--desporto de jovens,Futebol
Na realização deste estudo pretendemos saber se quanto mais os jovens desportistas forem consumidores de programas de desporto na TV e fans de futebol profissional (apresentando-se-lhes a vitória como um símbolo de sucesso a alcançar), mais tenderão a recorrer às atitudes e comportamentos dos melhores jogadores, incluindo os das séries desportivas juvenis, a par da influência das restantes instituições socializadoras. O objecto de estudo e a elaboração da problemática foram feitos com base na contribuição de vários autores. Consequentemente foram levantadas algumas hipóteses de investigação e escolhida a metodologia mais adequada. Foi preparado e realizado um inquérito por questionário a 47 jovens futebolistas do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 10 e os 14 anos, pertencentes ao Grupo Desportivo “Os Nazarenos” da vila da Nazaré. Após realizados os inquéritos sociográficos e analisados os seus resultados, foram tiradas algumas conclusões. A principal conclusão é que os jovens desportistas não são mais fans de futebol profissional, nem idolatrizam os melhores jogadores por verem mais televisão. Ficou também provado que as séries desportivas juvenis, não são as mais visualizadas pelos jovens desportistas. Em particular, no caso da série “Campeões”, são os jovens inseridos em famílias onde predomina o ensino secundário. Enquanto os infantis apresentam uma maior percentagem de assistência, os iniciados demonstram uma maior regularidade. Relativamente à associação da vitória ao sucesso máximo a atingir, ficou comprovado que os jovens futebolistas assim como treinadores e família partilham a mesma opinião. Entretanto, verificou-se que a associação à vitória é mais intensa nos jovens do escalão iniciados e às famílias onde a escolaridade mínima obrigatória se encontra predominante. Os resultados revelam ainda, que a maioria dos jovens inquiridos elegeu os melhores jogadores, reais ou virtuais, como seus “ídolos”, seguindo apenas os seus comportamentos respeitantes ao “fair-play”, independentemente do escalão de formação e do nível de habilitações literárias da família. Da análise e discussão dos dados recolhidos podemos concluir, que o nosso objecto e hipóteses de estudo não foram na sua maioria confirmados.
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1,020
Rituais no Voleibol Feminino: Estudo Comparativo entre 2 Equipas da 3ª Divisão Nacional
Desportos individuais,Desportos colectivos,Voleibol--rituais.
O presente estudo teve como principal objectivo identificar e comparar os rituais realizados em jogadoras seniores de voleibol da Associação Académica de Coimbra (AAC) e das pertencentes ao Clube de Voleibol de Aveiro (CVA), tendo em conta dois períodos diferentes: em situação de treino e em situação de jogo em três momentos distintos (antes, durante e depois). Este estudo justifica-se pela constatação de ausência de estudos sobre ritos na referida modalidade. A amostra foi constituída por 24 atletas do escalão sénior feminino da terceira divisão, 10 da Associação Académica de Coimbra e 14 do Clube de Voleibol de Aveiro. Para a realização deste trabalho, por meio de uma metodologia exploratória, foram observados e analisados dois jogos, um por cada equipa, de forma a identificarmos, a priori, ritos em situação de jogo, sendo à posteriori construído um instrumento de colecta de dados (guião de entrevista) e de seguida, aplicado às atletas. Para o tratamento de dados, utilizámos a estatística descritiva, com o intuito de analisar e interpretar a informação em termos quantitativos, proveniente da análise de conteúdo, partindo da categorização das respostas das atletas às entrevistas. A realização deste estudo, permitiu-nos constatar que as atletas não possuem ritos muito diferenciados, expressos de forma consciente ou inconsciente, relacionados com duas situações distintas: em jogo e em treino em três momentos diferentes (antes, durante e depois). Assim, a sobressaíram os ritos colectivos, na equipa, como o grito colectivo, a saudação e a palmadinha, como expressão de coesão da equipa. Ainda em relação aos ritos individuais, a grande maioria das jogadoras, não tem percepção dos rituais individuais praticados pelas suas colegas, contudo, não se verificam grandes diferenças entre as duas equipas em relação à prática de rituais individuais. Consideramos que os ritos realizados, quer individual, quer colectivamente, no treino e no jogo, são expressões que se relacionam mais com a superstição e como formas de extravasar sentimentos positivos ou negativos, mais concretamente face ao jogo.
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1,021
Crescimento e Prevalência de Sobrepeso e Obesidade numa Amostra de Crianças dos 6 aos 10 Anos do Meio Urbano
Obesidade,Sobrepeso
O excesso de peso e obesidade tem vindo a tomar lugares de destaque nos estudos de crescimento realizados nos últimos tempos. Assim, com o presente estudo pretendemos dar mais uma contribuição para o aumento da reflexão sobre esta problemática. Para isso pretendemos estudar a prevalência de sobrepeso e de obesidade em crianças em idade escolar, de um meio urbano. A amostra deste estudo é constituída por 743 crianças com idades compreendidas entre os 6.0 e 9.9 anos, sendo 374 crianças do sexo masculino e 369 do sexo feminino, provenientes de uma área marcadamente urbana. Para realizar este estudo, depois de recolhidos os dados, determinámos os decis para as diversas variáveis antropométricas e comparámos os valores obtidos por sexo e idade. De modo a compreender os valores obtidos utilizámos as metodologias de Cole et al. (2000), Must et al. (1991), CDC (2000) e Fitnessgram (2002), comparando os valores de corte e de prevalência de sobrepeso e obesidade obtidos com os definidos pelas diferentes metodologias. Concluímos que: - Na população estudada, as raparigas apresentam valores de Estatura e Massa Corporal superiores aos rapazes, nos diversos escalões etários, apesar destas diferenças não serem significativas. - As crianças do presente estudo apresentam valores superiores de estatura e massa corporal nos diversos escalões etários, tanto no sexo masculino como no sexo feminino, em relação aos valores de referência do CDC (2000). - A prevalência conjunta de sobrepeso e obesidade, utilizando os valores de referência dados por Cole et al. (2000), Must et al. (1991) e pelo CDC (2000), é sempre superior nas crianças do sexo feminino, comparativamente com as crianças do sexo masculino. Pelo contrário, com base nas baterias de testes do Fitnessgram (2002), os rapazes apresentam maiores valores percentuais da categoria “Precisa Melhorar”.
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1,022
Estudos Históricos e Sócioantropológicos no Contexto da Capoeira : O Menino é Bom”. Análise do discurso de capoeiristas na revista “Revista Capoeira”
Capoeira
Este estudo surge no âmbito da disciplina Seminário leccionada no 4ºano, da licenciatura em Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, e consiste em analisar um dos periódicos brasileiro intitulado “Revista Capoeira” como um todo, descrevendo a revista em geral, secções que a constituem, capas, páginas de publicidade, artigos e ainda interpretar e analisar os discursos da secção Entrevista – “O Menino é Bom”. Teve como amostra nove revistas referentes aos anos de 1998 e 1999, as quais foram alvo de análise tendo-se em seguida recorrido à técnica da análise de conteúdo para criar categorias e subcategorias dos discursos dos entrevistados de forma a simplificar a análise dos resultados e atingir os objectivos propostos. Como resultado verificámos que o discurso das secções das revistas não era homogéneo, constituídas com particularidades para direccionar a atenção dos leitores, verificámos ainda que os discursos da secção Entrevista fazem referência a aspectos tais como, o contacto com a Capoeira, a forma de Aprendizagem - Iniciação, os locais de divulgação, o significado, o projecto a desenvolver bem como a mensagem que transmitem às gerações mais novas.
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1,023
Registo Parcelar do Estudo Longitudinal de Jovens Futebolistas
Futebol
Nele será apresentado o controlo da qualidade dos dados na prova de passe à parede nos grupos etários de G11 e G13 assim como o seu protocolo, as características da amostra e as condições de aplicação do teste. É possível ainda encontrar nesta parte do estudo todo o trabalho estatístico essencial. Neste trabalho estatístico constam o cálculo das médias, desvios padrão, erros técnicos de medida, variância combinada e coeficiente de fiabilidade. Na última parte deste estudo 1 será estabelecida a comparação com outros estudos realizados e será feita uma discussão dos resultados obtidos, tendo em conta factores necessários como a fiabilidade, a precisão e independência dos dados. ESTUDO 2. Este reverte-se para uma componente mais prática onde serão apresentados os dados relativos às variáveis somáticas avaliadas assim como o desempenho motor nas diferentes provas agilidade, força, capacidade aeróbia e anaeróbia e ainda a performance dos atletas nas diversas provas de habilidades motoras onde se inserem o domínio de bola, a condução de bola, o passe e o remate. São também apresentadas neste estudo algumas tabelas com os valores normativos para os atletas iniciados. Posto isto será feita a estatística descritiva por clube, com base nos dados obtidos nas épocas 2003/2004 e 2004/2005. Por último será apresentado o relatório individual dos atletas iniciados, que na época 2003/2004 representavam a Associação Académica de Coimbra - OAF. Nestes relatórios é possível observar e comparar os dados obtidos no ano de partida do estudo (2003/2004) com os obtidos nas épocas 2004/2005 e 2005/2006, verificando se existem ou não evoluções significativas. Após estarem identificados os pontos fracos e os pontos fortes de cada atleta, são apresentadas algumas sugestões por forma a adaptar o processo de treino a cada caso específico e às carências de cada atleta.
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1,024
Efeitos do Exercício Físico na Qualidade de Vida em Populações Idosas
Idoso,Exercício físico,Terceira idade,Flexibilidade
A prevalência de indivíduos idosos em detrimento de indivíduos jovens compreende um quadro comum na população mundial. As estimativas indicam que, em 2050, cerca de 22% da população mundial serão constituídos por indivíduos idosos. O conjunto de conhecimentos, sabedoria e experiência que costuma acompanhar a idade avançada faz parte de um saber interior que não se pode trocar, vender ou roubar. Pelo contrário, deve activar-se, ampliar-se e utilizar-se em todas as conjunturas, campos e espaços da sociedade. Considerando a relevância da temática do envelhecimento na sociedade actual, bem como a importância de proporcionar aos idosos um envelhecimento saudável, em que os níveis da capacidade física funcional estão relacionados com a sua saúde, a qualidade de vida da população, pretende-se com este estudo aprofundar o conhecimento nesta área de intervenção. Mais concretamente estudar, analisar, verificar e interpretar os efeitos da actividade física na qualidade de vida de um grupo de idosos. Neste sentido, foi desenvolvido um programa de actividade física de dezasseis semanas, tendo em vista o desenvolvimento das seguintes componentes da aptidão física: flexibilidade, força muscular, coordenação, equilíbrio e capacidade aeróbia.
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1,026
Perfil Psicológico de Rendimento, Habilidades Psicológicas e Ansiedade: Ansiedade e Habilidades Psicológicas em Atletas: Relação entre Desportos Individuais e Colectivos
Ansiedade competitiva,Habilidades psicológicas,Psicologia do desporto
O objectivo deste estudo foi avaliar as habilidades psicológicas e o traço de ansiedade competitiva em atletas de cinco modalidades distintas, individuais (natação) e colectivas (voleibol, andebol, basquetebol e pólo aquático). Procurou-se também analisar a influência das variáveis independentes idade, anos de experiência, número de sessões semanais de treino, tempo de treino, escalão, acompanhamento psicológico, sexo e tipo de modalidade, sobre as diferentes dimensões das habilidades psicológicas e sobre o traço de ansiedade competitiva. A amostra foi constituída por 133 atletas federados, de entre os quais, 53 pertencentes a uma modalidade individual (Natação) e 80 representantes de desportos colectivos (Andebol - 32; Voleibol - 31; Basquetebol - 11; Pólo Aquático - 6). Os atletas de natação competiram no Campeonato Nacional 1ª Divisão Piscina Curta na época de 2004/2005. Os restantes atletas, encontram-se inscritos na 1ª e 2ª Divisões Nacionais, na presente época (2005/2006). Foi ainda efectuada uma distinção entre escalões, uma vez que esta amostra, compreendeu 107 atletas do escalão sénior e 26 do escalão júnior. Todos os atletas foram utilizados na análise de ambos os estudos efectuados (Questionários de Experiências Atléticas e Reacções à Competição), apresentando idades compreendidas entre os 15 e os 35 anos e sendo 82 do sexo feminino e 51 do sexo masculino. Para a análise e tratamento estatístico dos dados, foi utilizado o programa “Statistical Package for Social Sciences” – SPSS para Windows, versão 13.0. Avaliando os resultados obtidos, verifica-se que: treinabilidade, concentração e confiança e motivação para a realização são as habilidades psicológicas com os valores mais elevados. Pelo contrário, os atletas apresentam valores mais baixos no confronto com a adversidade, ausência de preocupações e formulação de objectivos e preparação mental. No que respeita ao traço de ansiedade competitiva, o nível de ansiedade somática apresenta valores mais altos, sendo os mais baixos encontrados na perturbação de concentração. Este estudo permite-nos também observar que existe uma correlação negativa e significativa entre o traço de ansiedade competitiva e a maioria das habilidades psicológicas. Encontram-se, além disso, correlações positivas entre grande parte das habilidades psicológicas e as variáveis idade, anos de experiência, número de treinos semanais e tempo de treino. A diferença entre modalidades individuais e colectivas exerce alguma influência nos atletas. Nas modalidades individuais, são mais elevados os valores relativos a algumas habilidades psicológicas (formulação de objectivos e preparação mental, treinabilidade e ausência de preocupações), enquanto os níveis de rendimento máximo sob pressão e de confronto com a adversidade são maiores nas modalidades colectivas. Em relação ao traço de ansiedade competitiva, os atletas individuais são quem apresenta valores superiores de ansiedade somática, preocupação e perturbação da concentração. Observa-se também que, os atletas masculinos apresentam valores mais elevados em todas as habilidades psicológicas, à excepção da treinabilidade, enquanto as atletas femininas demonstram maiores níveis de ansiedade somática. Também os atletas seniores têm maior nível de concentração, de rendimento máximo sob pressão e de recursos pessoais de confronto, que os juniores. São estes últimos que mostram ter maiores índices de preocupação e perturbação da concentração. Por fim, constatou-se que os atletas que já frequentaram um psicólogo, revelam uma maior capacidade de formulação de objectivos e preparação mental e uma maior confiança e motivação para a realização. São ainda, estes atletas, que apresentam os níveis mais baixos de perturbação da concentração.
Ciências Médicas e da Saúde
1,028
Monitorização da carga de treino no futebol: a resposta da IgA, testosterona e cortisol salivares ao longo da época
Sistema imunitário,Comportamento hormonal,Futebol,Monitorização do treino
A mensuração salivar tem sido utilizada como um método conveniente e não invasivo da avaliação de diferentes marcadores fisiológicos. A avaliação dos níveis de IgA salivar nos atletas durante as sessões de treino poderá vir a revelar-se importante na prevenção de infecções do trato respiratório superior (ITRS), dado o seu papel anti-viral significativo na superfície mucosa. Tanto a direcção como a magnitude na resposta da IgA salivar ao exercício parece estar dependente da intensidade. O ratio Testosterona/Cortisol (T/C) obtido através das concentrações destas hormonas é muitas vezes considerado um indicador aproximado do estado anabólico/catabólico do atleta, podendo, em última análise, ser um preditor de situações de sobretreino. O estudo anunciado propõe-se a seguir uma equipa de futebol do escalão de juniores (16-18 anos) durante todo o seu calendário competitivo, que se prolonga ao longo de 41 semanas. Os níveis de IgA, Testosterona e Cortisol salivares, serão monitorizados em 10 momentos diferentes da época desportiva, contemplando o momento basal, a pré-época, a competição, a pausa competitiva e o final da época competitiva. Na leitura das concentrações de IgA, Testosterona e Cortisol recorrer- se-á ao procedimento ELISA e a sua taxa de secreção será calculada através do fluxo salivar (μg/min). A magnitude da carga de treino será calculada através da percepção de esforço utilizando a escala CR-10 de Borg e do volume total de treino.
Ciências Médicas e da Saúde
1,029
Identificação e análise das práticas lúdicas e recreativas em idosos: jogos, brinquedos e brincadeiras dos nossos avôs: um estudo do género
Idosos,Jogos,Recreação,Brinquedos
O nosso trabalho de investigação insere-se no domínio dos “Estudos Sócio-antropológicos do Jogo e do Desporto”, abordando o tema “Identificação das práticas lúdicas e recreativas dos Idosos”, centrando-se o objecto de estudo, no reconhecimento dos jogos, brinquedos e brincadeiras praticados por idosos durante a sua infância. Através da nossa pesquisa, concluímos existirem vários autores debruçando-se sobre aspectos relacionados com o jogo e, decrescendo à medida que nos aproximámos dos domínios do brinquedo e da brincadeira, evidenciado-se a este respeito as funções e características do jogo e do brinquedo e a importância da brincadeira. O mesmo estudo, encontra-se delimitado à região de Aveiro, a 14 idosos do género masculino com idades compreendidas entre os 70 e os 85 anos, usufruindo estes dos serviços do Lar e Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro. Como conclusões do nosso estudo, salientamos que os nossos entrevistados viveram no passado, na sua maioria, em zonas rurais e em localidades circunscritas ao distrito de Aveiro, variando os níveis de escolaridade entre o analfabetismo e a obtenção de um curso no Ensino Superior. Relativamente à caracterização das condições sócio-politicas e culturais do país, concluiu-se que os idosos atribuíram pouca importância à situação política, evidenciando ainda a não existência de condicionantes nas actividades lúdicas, a não ser o trabalho. Foram também enumerados uma diversidade de jogos, brinquedos e um menor número de brincadeiras, evidenciado-se quanto aos locais de realização das actividades lúdicas, predominantemente a rua e a sua aprendizagem realizada através de amigos/colegas, realçando-se neste contexto, que as raparigas não jogavam/brincavam às mesmas actividades lúdicas dos rapazes. Quanto ao tempo destinado às mesmas, este variou entre os tempos livres e quando não trabalhavam, tendo o material utilizado uma origem artesanal. Ao nível da construção dos brinquedos, concluímos que na sua grande maioria eram os idosos que os construíam e/ou qualquer um, demonstrando assim o reduzido número de brinquedos comprados e a facilidade da sua construção.
Ciências Médicas e da Saúde
1,030
Autopercepções no domínio físico : estudo realizado em jovens adolescentes na faixa etária dos 15 e 16 anos
Actividade física,Autoestima,Percepção de si,Jovens adolescentes
Objectivo de estudo: verificar se o exercício físico como prática desportiva extra-escolar, tem efeito na Autoestima, usando uma população de adolescentes, com idades compreendidas entre os 15 e 16 anos, cujos resultados nos indicam se esta população é ou não influenciável positivamente pelo exercício físico extra-escolar. Metodologia: o nosso estudo envolveu uma amostra de cento e setenta e oito indivíduos (N=178), de ambos os sexos (102 do sexo feminino com uma média de idades de 15,24 ± 0,61 e 76 do sexo masculino com uma média de idades 15,30 ± 0,65 ), entre os 14 e os 16 anos. Os instrumentos de medida utilizados foram: Physical Self-Perception Profile – PSPPp, com uma escala de 30 itens, traduzido e adaptado para a população portuguesa por Fonseca e Fox (2001), a Rosenberg Self-Esteem Scale – RSES de Rosenberg (1965), com 10 itens, traduzida e adaptada por Ferreira (2001) e o Body-Image Questionnaire – BIQ de Bruchon-Schweitzer (1987) traduzida e adaptada por Ferreira (2003), com 19 itens. Este conjunto de instrumentos de medida visa a avaliação das Autopercepções no domínio físico e a sua imagem corporal. Este instrumento foi aplicado duas vezes, a primeira aplicação feita em Janeiro e a segunda aplicação sensivelmente dois meses depois em Março. Para o tratamento estatístico dos dados de cada indivíduo, foi utilizada a estatística descritiva (média, desvio padrão, máximo, mínimo, frequências e percentagens); a análise factorial exploratória (analise dos componentes principais) de forma a podermos agrupar os diferentes itens em factores e apresentar os valores de fidedignidade de Alpha de Cronbach, as correlações parciais, para analisar a relação entre as variáveis em estudo, e por fim a estatística inferencial, recorrendo à análise da variância – Anova e teste T de Student e o teste T de pares, com o objectivo de comparar as variáveis dependentes em função das variáveis independentes (sexo e prática desportiva) e a comparação das variáveis dependentes nas duas aplicações feitas à população. Conclusões: Os resultados obtidos após o tratamento de dados estatístico permitiu-nos concluir que: os indivíduos do sexo masculino (64,7%) praticam mais actividade extra-escolar que os indivíduos do sexo feminino (35,6%). Os indivíduos praticantes de actividade física extra-escolar do sexo masculino evidenciam uma Autopercepção do seu autoconceito físico mais elevada e mais forte que os indivíduos do sexo feminino. Os indivíduos do sexo masculino apresentam valores de média mais elevados nas quatro dimensões do Autoconceito Físico do que os apresentados pelos indivíduos de sexo feminino. Existem diferenças significativas entre a variável sexo e as variáveis Competência Desportiva (0,000), Condição Física (0,001) e Força Física (0,001) com uma probabilidade de erro associada de (p≤0,05). Existem diferenças significativas entre as variáveis prática desportiva e as dimensões do Autoconceito Físico (Competência Desportiva, Condição Física e Força Física) no sexo feminino, e entre as dimensões do Autoconceito Físico (Competência Desportiva e Condição Física) para o sexo masculino, tendo demonstrado valores inferiores a 0,05 para ambos os sexos, existindo uma probabilidade de erro associada (p≤0,05). As auto-percepções não se alteram ao longo do tempo, e o PSPP é um instrumento fiável e válido para a população portuguesa e concluímos que pode ser aplicado em estudos longitudinais, pois uma vez que, após terem passado 2/3 meses da primeira aplicação os indivíduos participantes neste estudo continuam a manter as mesmas auto-percepções no domínio físico. Em relação ao questionário de Imagem Corporal (BIQ) de Bruchon-Schweitzer não obtivemos resultados possíveis de analisar e fiáveis para a população portuguesa.
Ciências Médicas e da Saúde
1,033
Autopercepções e bem-estar psicológico em populações especiais: estudo comparativo entre indivíduos com deficiência motora praticantes de natação e praticantes de maratona em cadeira de rodas
Deficientes motores,Populações especiais,Percepção de si,Natação
Objectivo do estudo: avaliar o Autoconceito físico, a Autoestima e a Imagem Corporal em indivíduos com deficiência motora, praticantes de natação e de maratona em cadeira de rodas. Metodologia: amostra constituída por 30 indivíduos com deficiência motora, dos quais 26 indivíduos do género masculino e 4 do género feminino, com idades compreendidas entre os 14 e os 47 anos, sendo a média de idades e desvio padrão do género masculino de 23,67 + 6,57 anos e do género feminino de 33,25 + 9,74 anos. Do total de indivíduos que constituem a amostra, 11 são atletas praticantes de maratona em cadeira de rodas e 19 são atletas praticantes de natação. Os instrumentos de medida utilizados foram: a Escala da Autoestima de Rosenberg (1965), o Physical Self-Perception Profile (PSPPp) de Fox e Corbin (1990) – versão portuguesa adaptada por Fonseca, Fox e Almeida (1995) e o Questionário de Imagem Corporal de Bruchon-Schweitzer – French Body Image Questionnaire (1987) – adaptado por Ferreira (2003). No que diz respeito ao tratamento estatístico, utilizámos na estatística descritiva a média, o desvio padrão e a distribuição de frequências e na estatística inferencial, recorremos à análise da variância – One Way Anova e o teste T de Student. Os resultados obtidos após o tratamento estatístico permitiram-nos concluir que existem diferenças estatisticamente significativas entre a Autoestima e o factor Actividade/Passividade da Imagem Corporal, em função do género e que existem diferenças estatisticamente significativas entre o factor Satisfação/Insatisfação da Imagem Corporal, em função da modalidade praticada. Apesar de não poderem ser consideradas diferenças estatisticamente significativas mas dado o reduzido n da nossa amostra, podemos ainda afirmar que foram encontradas diferenças marginais na dimensão Atracção Corporal do autoconceito físico, em função da modalidade praticada e do tipo de deficiência.
Ciências Médicas e da Saúde
1,035
Nível de stress dos professores estagiários de educação física da FCDEF-UC: um estudo descritivo
Stress,Estagiários de educação física
O estudo aqui apresentado tem como principal objectivo conhecer o nível de stress docente nos professores estagiários da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra do ano lectivo 2004/2005, bem como determinar as suas principais fontes, sintomas, manifestações e condições patológicas associadas ao exercício da profissão. No que diz respeito à metodologia, a amostra foi encontrada a partir de um total de noventa e nove questionários recebidos em cento e treze relativos à população; destes 99, 55 pertenciam ao 5º ano do curso, enquanto que 44 faziam parte do 4º ano da licenciatura. Os indivíduos pertencentes à amostra eram todos professores estagiários, com idades compreendidas entre os 20 e os 28 anos, com uma média de 22,40 anos. Os instrumentos de medida utilizados para este estudo foram o Questionário de Opinião a Professores de Educação Física (QOPEF) e a Escala Portuguesa de Stress Ocupacional para a Docência (EPSO-D). Os dados obtidos através destes instrumentos de medida foram tratados por meio do programa estatístico SPSS, versão 11.5, tendo sido elaboradas tabelas de estatística descritiva e de frequência (para as variáveis quantitativas) e tabelas de frequência (para variáveis qualitativas). De acordo com os resultados obtidos, as principais fontes de stress para os professores estagiários são o estatuto profissional, o conteúdo de trabalho e a pressão do tempo; os sintomas mais sentidos são, por ordem decrescente de frequência, a fadiga, a agressividade/irritabilidade, a sudação fácil; a insatisfação profissional é a manifestação de stress mais experimentada pelos professores estagiários, enquanto que as condições patológicas associadas ao exercício da profissão mais sentidas por este conjunto de professores são os resfriados e sintomas gripais (foro somático) e a ansiedade (foro psíquico).
Ciências Médicas e da Saúde
1,036
A avaliação da alimentação em nadadores durante a véspera e a competição
Natação,Nutrição--nadadores
Objectivos: O presente estudo pretende avaliar a alimentação durante a véspera e o dia de competição. Metodologia: Para calcular o consumo calórico, foi utilizada uma amostra constituída por 20 nadadores, que preencheram um inquérito alimentar e um inquérito de consumo calórico. Foi utilizado um método de estimação do peso por unidade ingerida por cada atleta de forma a calcular a composição nutricional da alimentação. Conclusões: Os atletas encontram-se dentro dos parâmetros recomendados relativos à percentagem de cada nutriente na quantidade total de energia diária.
Ciências Médicas e da Saúde
1,038
A influência do encorajamento verbal a da recompensa no desempenho do teste de Wingate em adolescentes
Teste de Wingate,Vias Anaeróbias,Adolescentes
Este estudo teve como objectivo analisar os efeitos da recompensa e encorajamento verbal no desempenho do teste do Wingate, sendo analisadas as seguintes variáveis, Peak Power, Mean Power, Índice de Fadiga, e Trabalho Total. Trinta sujeitos do sexo masculinos, com uma média de idades de 15,6 anos submeteram-se por duas vezes à realização do WAnT. Numa primeira situação, todos os sujeitos realizaram o teste do WAnT numa situação estandardizada, em que não foi fornecido qualquer tipo de encorajamento ou recompensa. Na segunda deslocação ao laboratório os indivíduos realizavam o teste consoante o grupo em que se integravam, ou seja, os elementos pertencentes ao grupo de controlo (10 sujeitos) realizavam o teste da mesma forma que tinham efectuado na primeira deslocação, os elementos pertencentes ao grupo experimental I (encorajamento) realizavam o teste com o fornecimento de encorajamento, e o grupo experimental II (recompensa) realizavam o teste nas mesma condição que o primeiro sendo, no entanto, era proposta uma recompensa (antes de se dar inicio à execução do protocolo) aos sujeitos, para que estes conseguissem superar o desempenho inicial de Peak Power e Mean Power. No grupo de controlo não se verificaram diferenças significativas para todas as variáveis (Peak Power, Mean Power, Índice de Fadiga e Trabalho Total), do primeiro para o segundo momento. O encorajamento verbal resultou em valores significativamente superiores (P< 0,05) para o Peak Power (640,0 ± 74,26w vs 682,8 ± 80,3w). Da mesma forma, a utilização de recompensa produziu valores significativamente superiores (P< 0,05) para o Peak Power (569,2 ± 139,4w vs 611,0 ± 130,17w), tendo ainda sido verificado um aumento significativo (P< 0,05) para o Índice de Fadiga (33,0 ± 6,53 vs 37,5 ± 5,66). Os resultados sugerem que, numa população masculina adolescente, a administração de encorajamento verbal e recompensa afectam o desempenho do WAnT, provocando um incremento no Peak Power. Verifica-se ainda que o Índice de Fadiga, sofre um aumento quando a recompensa é proposta.
Ciências Médicas e da Saúde
1,039
Morfologia e aptidão desportivo-motora: Conceitos, métodos e aplicações em hoquistas por escalão de formação e sexo
Hoquéi em patins,Metrologia do desporto,Aptidão desportivo-motora
O principal objectivo do presente estudo é organizar e sistematizar a recolha de dados efectuados pelas diversas selecções de hóquei em patins ao longo de várias épocas com o objectivo de encontrar as variáveis morfológicas, físicas, técnicas e tácticas que melhor definem o hoquista Foram feitas comparações entre escalões de formação, níveis de prática e anos de observação, bem como caracterizado o perfil do hoquista feminino. As comparações foram realizadas segundo quatro dimensões: antropometria, aptidão anaeróbia, aptidão aeróbia e aptidão motora desportiva especifica. Os dados analisados são provenientes das observações feitas no Centro de Estudos de Biocinética da Faculdade de Ciências do Desporto e da Educação Física da Universidade de Coimbra a vários jogadores da selecção nacional que têm integrado os estágios, e a vários hoquistas juvenis de quatro clubes. Após observados os dados recolhidos, procedemos à comparação destes com estudos já existentes dentro da modalidade, e com informações provenientes de outras modalidades. Os resultados obtidos permitem caracterizar o perfil do hoquista português nos seus vários escalões de formação, bem como perceber quais as diferenças nas várias dimensões que interferem no nível de prática. Percebemos, ainda, quais as tendências evolutivas ao longo dos últimos anos e criamos valores de referência (quartis) relativos ao escalão de juvenis. O hoquista português é predominantemente mesomorfo, sendo que tal situação verifica-se em ambos os sexos, ou seja, no hóquei em patins não existe dimorfismo sexual.
Ciências Médicas e da Saúde
1,040
Adaptação da prova de patamares progressivos de corrida contínua a patins (3P2CP): Estudo correlativo entre o PACER e as distâncias de 20, 22 e 24 metros em patins
Hoquéi em patins,Metrologia do desporto
O hóquei em patins destaca-se como uma das modalidades colectivas mais complexas, a qual exige aos seus intervenientes, não só importantes níveis técnicos, tácticos e uma adequada preparação psicológica, como também um elevado desenvolvimento e aperfeiçoamento das suas capacidades físicas. Dada a carência de estudos aprofundados acerca de instrumentos que permitam avaliar a capacidade física em atletas de hóquei em patins, propomos um teste que avalie a capacidade aeróbia desta população alvo, visto ser fundamental para a evolução do jogo propriamente dito. Para tal, temos como objectivo no estudo, a determinação da distância dos percursos (20, 22 ou 24 metros) que representem a mesma intensidade de esforço na prova realizada em patins, comparativamente à prova critério PACER de 20 metros, mantendo a cadência do protocolo original. Para isso, foram avaliados 48 hoquistas, com uma média de idades de 17,21,5 anos, do Clube Desportivo da Nortecoope, do Hóquei Clube da Mealhada e da Associação Académica de Coimbra, nas categorias de juvenis e juniores masculinos. Os hoquistas foram sujeitos a uma prova realizada em sapatilhas (PACER) e a mais três provas realizadas em patins com diferentes distâncias dos percursos (shuttle-run com 20, 22 e 24 metros). Dos resultados obtidos observou-se que, em termos de distância percorrida, o PACER em sapatilhas foi a prova que apresentou os valores inferiores, seguido do shuttle-run em patins de 24 metros, no entanto, a corrida de patins corresponde sempre a uma maior economia de frequência cardíaca ao longo dos patamares. Apesar do teste de patamares progressivos ser tido como máximal, a percentagem de frequência cardíaca máxima teórica nunca é atingida nos patamares estudados. Por razões de economia de tempo e atendendo às correlações entre as várias distâncias do shuttle-run em patins e a prova de PACER, a variante em 24 metros parece ser aquela que mais benéfica se revela na avaliação da aptidão aeróbia em hoquistas.
Ciências Médicas e da Saúde
1,041
Determinações dos agentes de socialização no desporto jovem: Estudo de caso nos jovens da Escola Secundária da Lousã
Sociologia do desporto,Prática desportiva,Influência da família
O trabalho que a seguir apresentamos, pretende averiguar porque razão os jovens praticam desporto, investigando os hábitos desportivos dos jovens na Escola Secundária da Lousã, segundo o sexo, a idade, e a origem social. Com base no contributo de vários autores e diversas leituras de estudos de igual temática foi traçado o nosso objecto de estudo e formuladas várias hipóteses. Foi elaborada toda uma metodologia, que nos serviu de base de realização do nosso instrumento de medida, o inquérito sociográfico, tendo sido seleccionado como universo de análise para a aplicação dos inquéritos, os alunos do 7º, 8º, 11º e 12º ano, dessa mesma escola, num total de 425 jovens. Foram então recolhidos 150 questionários, que nos permitiram estimar a proporção de raparigas e rapazes do nosso universo. Verificamos que no 7º e 8º ano os rapazes representavam 55% do universo destes dois anos de escolaridade, enquanto no 11º e 12º idêntica proporção correspondia às raparigas. Definimos então como amostra para este estudo, 120 jovens, distribuídos proporcionalmente pelos diferentes anos, 7º e 8º ano (33 rapazes e 27 raparigas), e 11º e 12ºano (27 rapazes e 33 raparigas). Após termos recolhido e tratado os dados, procedeu-se à sua análise de modo a poder tirar ilações, constatando então, que os jovens iniciam a sua prática desportiva, sobretudo devido à influência dos amigos/colegas/vizinhos, e pela família, especialmente através dos pais. Verificámos que os jovens que iniciaram a prática desportiva mais cedo apresentaram mais hábitos desportivos, e consideram o desporto uma actividade valorizada socialmente, em especial os rapazes, os inseridos em famílias com mais hábitos desportivos, e os pertencentes a grupos sociais com níveis de capital mais elevados, sobretudo nestes dois últimos casos as raparigas, sendo os jovens praticantes aqueles que se encontram mais informados sobre as notícias desportivas veiculadas pelos media, em especial os rapazes do ensino secundário. Concluímos também, que são os amigos, aqueles que mais determinam a prática desportiva dos jovens, quando comparados com os restantes agentes de socialização, sobretudo nos rapazes do 3º ciclo, independentemente do grupo social em que estão inseridos.
Ciências Médicas e da Saúde
1,042
Análise factorial exploratória do questionário de atitudes no desporto (SAQ) e do questionário de orientação para a tarefa e para o ego (TEOSQ): um estudo com atletas dos 13 aos 16 anos
Questionários,Valores,Desporto
O presente estudo teve como objectivos analisar a estrutura factorial do questionário das atitudes (SAQ - Sport Attitudes Questionnaire) e do questionário de orientação para a realização de objectivos (TEOSQ - Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire) e comparar/saber se a solução encontrada está de acordo com a solução encontrada no estudo original de Lee e Whitehead (2002) e no estudo de Cardoso (2004). Contámos com a participação de 993 sujeitos (495 Rapazes e 498 Raparigas), com idades compreendidas entre os 13 e 16 anos e praticantes de 15 modalidades desportivas (Andebol, Atletismo, Badminton, Basquetebol, Canoagem, Futebol, Ginástica, Natação, Hóquei, Patinagem, Remo, Ténis de Mesa, Judo, Voleibol e Ténis), nos contextos escolar e federado. Todas as escolas e clubes envolvidos no estudo pertencem à Zona Centro do país, nomeadamente aos distritos de Aveiro, Coimbra e Viseu. Para a recolha de dados utilizámos o Sport Attitudes Questionaire (SAQ) de Lee e Whitehead (2002) e o Task and Ego Orientation in Sport Questionaire (TEOSQ), de Duda e Nichols (1989). Após a análise e discussão dos resultados obtidos obtivemos as seguintes conclusões: Estão presentes quatro dimensões: “Cheating” (batota), “Gamesmanship” (antidesportivismo), “Convention” (convenção) e “Commitment” (compromisso), no SAQ e duas dimensões (“Tarefa” e “Ego”) no TEOSQ; Todos os factores apresentam adequada consistência interna e não existem itens ambíguos; Existe uma invariância na estrutura factorial do SAQ e do TEOSQ, face aos estudos de Lee & Whitehead (2002) e de Cardoso (2004); E a solução encontrada adequa-se ao modelo proposto por Lee e Whitehead (2002).
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1,043
Caracterização morfológica e funcional das ginastas de artística feminina com idades compreendidas entre os cinco e os doze anos de idade: Estudo realizado com ginastas de alta competição da Associação de Ginástica do Norte
Ginástica artística,Desporto de alta competição
Ginástica é o desporto olímpico caracterizado pela prática sistemática de um conjunto de exercícios físicos em aparelhos como, mesa de saltos, paralelas assimétricas, trave olímpica e solo. Os movimentos dos ginastas são extremamente elegantes e demonstram força, agilidade, flexibilidade, coordenação, equilíbrio e controlo do corpo. Os objectivos do nosso estudo são quantificar as variações anuais num grupo de ginastas de competição, e determinar a estabilidade inter-etária de alguns traços morfológicos e de performance motora. Para atingirmos os nossos objectivos, recorremos a trinta e cinco ginastas, pertencentes à Associação de Ginástica do Norte, com idades compreendidas entre os 5 e os 12 anos, tendo sido observadas durante três anos, caracterizando este estudo com um trabalho de carácter longitudinal. Estas atletas são originárias do Ginásio Clube da Maia, do Sport Clube do Porto, do Boavista Futebol Clube e do Futebol Clube de Gaia. Relativamente à estabilidade inter-etária, verifica-se a existência de uma grande estabilidade na massa corporal e na estatura, do que nas restantes medidas antropométricas. Esta estabilidade também é maior, na performance motora das atletas, nas provas de força (impulsão horizontal e dinamometria manual), do que nas restantes provas (flexibilidade e velocidade). Quanto às variações anuais, verifica-se um aumento da massa corporal e da estatura, mas não em proporções idênticas. Existe um aumento percentual da massa corporal, superior ao aumento percentual verificado na estatura. O aumento percentual verificado no diâmetro biacromial, é superior ao aumento percentual verificado no diâmetro bicrista, aproximando-se mais do perfil das ginastas de artística feminina (ombros largos e ancas estreitas (Richards, s/d; Bledsoe, s/d)).Verificamos também, uma diminuição das pregas de adiposidade ao longo das faixas etárias. A flexibilidade das atletas vai aumentando com a idade e com o treino (Corte-Real, 1997). O valor registado nos sit-ups vai diminuindo ao longo dos dois momentos de avaliação iniciais. O mesmo não se passa na transição do segundo para o terceiro momento de observação, cujos valores dos sit-ups vão aumentando.
Ciências Médicas e da Saúde
1,045
Atitudes dos Professores de Educação Física Face à Inclusão de Alunos com Deficiência: Estudo Exploratório Face à Deficiência Auditiva
Deficiência auditiva,Inclusão,Atitudes dos professores,Professores de educação física
O estudo das atitudes dos professores de Educação Física face ao ensino de alunos com deficiência nas suas aulas de ensino regular, em Portugal, é reduzido, relativamente à condição de deficiência auditiva. Considerando a importância do papel do professor enquanto agente de mudança, este é determinante na formação de atitudes, positivas e negativas, face ao processo de inclusão de alunos com deficiência auditiva nas aulas de Educação Física do ensino regular. Assim foi nosso objectivo realizar uma investigação de forma a averiguar quais das características dos professores de Educação Física (idade, género, tempo de serviço, ano de escolaridade que leccionam, habilitações académicas, formação em Ensino Especial ou Necessidades Educativas Especiais, experiência no ensino de indivíduos com deficiência, qualidade de experiência e competência) estão relacionadas com atitudes face ao ensino de alunos com deficiência. O presente estudo é um estudo exploratório de natureza descritiva, uma vez que o instrumento de avaliação PEATID III (Folson-Meek & Rizzo, 1993) está a ser usado pela primeira vez na população portuguesa. A amostra deste estudo é constituída por 254 professores de Educação Física do género masculino (N=164) e feminino (N=90), com idades compreendidas entre os 21 e os 58 anos, sendo a média de idades e desvio padrão 36,64 e 8,94, respectivamente. Há diferenças estatisticamente significativas entre as variáveis independentes grupo etário, tempo de serviço, formação em EE, níveis de ensino e experiência relativamente às variáveis dependentes qualidade de experiência, à competência percebida e atitudes. Aparecem fortes correlações positivas no que toca à competência percebida, à qualidade de experiência e às atitudes. Os resultados obtidos após o tratamento estatístico permitira-nos concluir que quanto mais os professores se autopercepcionarem como competentes, mais positivas serão as suas atitudes face ao ensino de indivíduos com deficiência, sendo este o melhor predictor de atitudes. Ficou visivelmente clara a evidência da importância da aposta na formação dos professores de Educação Física. Palavras-chave: Atitudes, Professores de Educação Física, Deficiência Auditiva
Ciências Médicas e da Saúde
1,047
Estado nutricional de uma equipa de futebol numa semana de treino e competição: aporte energético, macronutrientes e hidratação
Nutrição,Futebol
Este estudo teve como objectivo determinar o estado nutricional de uma equipa de futebol portuguesa durante uma semana de treino e competição. A dieta de treino, pré-competitiva e de recuperação foram analisadas, com especial atenção para o aporte energético, quantidade de macronutrientes consumida e hidratação. Os participantes foram 18 sujeitos do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 21 e os 28 anos, militantes num clube da III Divisão Nacional. A metodologia adoptada foi o registo diário de quatro dias, complementado com um questionário nutricional e entrevista. O registo foi efectuado num dia útil de treino, no dia anterior à competição, no dia de competição e no dia posterior à competição. Os resultados deste estudo demonstraram que o aporte energético médio diário deste grupo de jogadores foi de 3318,6  500,1 Kcal (13,9  2,1 MJ), semelhante ao encontrado em diversos estudos com jogadores de futebol. O consumo relativo de macronutrientes foi de 19,6  1,7 % em proteínas, 51,1  5,1 % hidratos de carbono e de 29,2  4,5 % em lípidos, não estando de acordo com as actuais recomendações. Em média os participantes consumiram 5,95  1,3 g/kg/dia de hidratos de carbono, valor que se situa abaixo do intervalo recomendado para que as reservas de glicogénio sejam maximizadas. A hidratação média diária deste grupo de jogadores (3,68  0,55 l/dia) foi superior ao encontrado em equipas profissionais, mas a diferença para os dias de treino e competição foi pouco acentuada. A dieta de recuperação pós treino e jogo foi semelhante à média diária semanal. No entanto, a quantidade de hidratos de carbono consumida durante as primeiras 2 horas de recuperação foi adequada e está de acordo com as recomendações actuais necessárias para maximizar a glicogénese. Constatou-se que na generalidade, os jogadores desta equipa atravessam a semana de treino e entram frequentemente em jogo com as reservas de glicogénio abaixo da sua capacidade optimal, não efectuando uma dieta pré-competitiva e de recuperação capaz de maximizar a sua produção. O aporte energético em jogo e a hidratação também não são suficientes para fazer face às exigências da competição.
Ciências Médicas e da Saúde
1,049
Estudo longitudinal de jovens futebolistas masculinos: controlo da qualidade dos dados nas provas de toques de pé e remate, e relatório parcial dos incrementos anuais dos infantis e dos iniciados da Associação Desportiva e Cultural da Adémia
Jovens futebolistas,Futebol
Objectivo: O presente estudo pretende avaliar os resultados obtidos nas provas dos toques de pé e do remate, ambas da FPF, no grupo do controlo e qualidade de dados e efectuar um relatório individual dos incrementos anuais de jovens atletas da Associação Desportiva e Cultural da Adémia, nos escalões de infantis e iniciados. Metodologia: No C.Q.D. foram observados 39 futebolistas de 11 e 13 anos de idade pertencentes ao 2º ano do escalão de infantis e 1º ano de iniciados. No relatório individual para cada jovem atleta, a amostra foi constituída por 8 elementos infantis e por 6 elementos iniciados correspondentes a esta época e à época passada. Os testes utilizados no C.Q.D. foram os toques de pé e o remate. Para os relatórios individuais foram utilizados para o desempenho motor (10x5m, SE, SCM, 7 sprint e, yo-yo); para os testes de habilidades motoras manipulativas específicas do futebol (Toques com o pé, M-test, Passe à parede e Remate) e ainda as medidas antropométricas. Os dados foram tratados pelo programa SPSS 11.5, recorrendo-se à apresentação da estatística descritiva das variáveis, com a apresentação da média e do desvio padrão.
Ciências Médicas e da Saúde
1,051
Estudo do comportamento electromiográfico do erector spinae e do rectus abdominis em dois protocolos de desenvolvimento dos músculos
Músculos,Electromiografia
O músculo Rectus Abdominis (RA) é um músculo bastante solicitado e exercitado em situações de musculação, ignorando-se muitas vezes o desenvolvimento de um dos músculos antagónicos, tão importante na função da manutenção da posição erecta da nossa espécie, o músculo Erector Spinae (ES). Este último é um dos músculos mais importantes extensão e flexão do tronco, que é, de igual forma, uma acção fundamental na realização das tarefas indispensáveis do quotidiano. Por esse motivo é fundamental exercitar este músculo, e mais importante ainda, de uma forma correcta, pois as dores musculares na zona da coluna vertebral afectam a maior parte da população portuguesa. Este trabalho tem como objectivo comparar dois protocolos distintos do teste de desenvolvimento do tronco, quanto ao desempenho dos músculos RA e ES e quanto aos valores da frequência cardíaca. Para este estudo foram recrutados sete indivíduos do sexo masculino, com idades compreendidas entre 22 e 26 anos, a frequentar o 4º e 5º ano do curso de Ciências do Desporto e Educação Física da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra Para tal, estabelecemos um desenho experimental, onde os voluntários efectuaram dois testes de desenvolvimento do tronco, sendo o primeiro realizado em prancha dorsal e o segundo em prancha lateral e com uma velocidade determinada pela cadência sonora do FitnessGram®. Em ambos os protocolos os músculos ES e RA foram monitorizados com um sistema de electromiografia (EMG) de superfície (ME6000 da MegaWin®) e analisada a frequência cardíaca. Na frequência cardíaca, não se verificaram diferenças significativas entre a execução do protocolo 1 e a execução do protocolo 2, do teste de desenvolvimento dos músculos do tronco. Do início para o fim do teste houve uma diminuição significativa no Mean Power Frequence (MPF) e um aumento significativo no Averaged EMG (AEMG), nos músculos Erector Spinae e Rectus Abdominis, em ambos os protocolos. Este facto sugere um possível estado de fadiga muscular. Por conseguinte, podemos concluir que os dois protocolos são eficazes para o desenvolvimento dos dois grupos musculares, apesar de no Teste 2 apenas é solicitado significativamente um dos lados. No entanto no Teste 1 os músculos RA não são solicitados. Neste último teste os sujeitos realizaram um maior número de repetições apesar do valor da activação muscular ser semelhante nos dois testes.
Ciências Médicas e da Saúde
1,052
Estudo longitudinal de jovens futebolistas masculinos: controlo da qualidade dos dados na prova de impulsão vertical e relatório parcial dos incrementos anuais dos iniciados da Associação Académica de Coimbra
Futebol,Jovens futebolistas
Objectivos: O presente estudo pretende assegurar o controlo da qualidade dos dados na prova de impulsão vertical, através da determinação do coeficiente de fiabilidade. Metodologia: Para o controlo e qualidade dos dados na prova – impulsão vertical, foi utilizada uma amostra constituída por 39 atletas representantes de três Clubes: Associação Académica de Coimbra, Grupo Recreativo “O Vigor da Mocidade” e Associação Desportiva e Cultural do Adémia., que se encontram no primeiro ano dos escalões de Infantis e Iniciados, que disputam o Campeonato Distrital da categoria. Foi utilizado o ergo-jump, através de dois saltos (SE e SCM) para avaliar a força explosiva dos jovens futebolistas. Conclusões: O coeficiente de fiabilidade determinado para o teste do Salto estático (SE), deu um resultado igual 0,81 e uma variância intraindividual entre os sujeitos que compreende 19%. Para o salto com contra movimento, o coeficiente de fiabilidade é igual a 0,86 e a variância entre sujeitos, compreende 14% da variância intraindividual. ESTUDO 2 Objectivos: São objectivos centrais deste estudo, a avaliação e controlo do treino no geral e na óptica da formação desportiva em particular e retorno da investigação para os clubes, treinadores e atletas. Procedimentos: Os dados do presente estudo foram recolhidos na época 2004/2005. Os jogadores num total de 39 atletas, estavam divididos em 22 iniciados e 17 juvenis pertencentes ao clube Associação Académica de Coimbra (AAC). Para o desenvolvimento deste estudo avaliámos variáveis antropométricas simples (Estatura, massa corporal e 4 pregas subcutâneas), de desempenho motor (10x5, YO-YO e 7 Sprints) e de habilidades motoras manipulativas do futebol (Toques com o pé, M-Test, passe à parede e remate). Foi realizado um relatório individual para cada atleta pertencente ao clube Associação Académica de Coimbra (AAC).
Ciências Médicas e da Saúde
1,053
Ansiedade e habilidades psicológicas em atletas de rugby
Râguebi,Ansiedade--atletas de râguebi,Habilidades psicológicas,Psicologia do desporto
Este estudo teve como objectivo avaliar três domínios psicomotores relevantes em atletas de alta competição: 1.habilidades psicológicas, 2. traço de ansiedade e 3. estado de ansiedade e de apreciar as relações existentes entre sub-escalas destas três dimensões. Procurou ainda discriminar a influência de diversos factores objectivos como idade, anos de experiência, posição em campo, relação entre equipas, participação em mais de 50% dos jogos efectuados pela sua equipa e experiência internacional, sobre as diferentes dimensões das habilidades psicológicas, do traço e do estado de ansiedade competitiva. O estudo incidiu sobre os atletas de nacionalidade portuguesa, que representavam os seis clubes de Rugby masculino do Campeonato Nacional de Seniores da 1ª Divisão. Para a avaliação das dimensões acima referidas recorremos a instrumentos dedicados e previamente validados. As habilidades psicológicas foram apreciadas pelo Questionário de Experiências Atléticas e o traço de ansiedade pelo Questionário de Reacções à Competição, ambos aplicados num treino da equipa. Para apreciação do estado de ansiedade competitiva aplicámos o “Competitive State Anxiety Inventory – 2” (CSAI-2), uma hora antes de um jogo oficial. A análise e tratamento estatístico de dados foi processada com o programa "Statistical Package for Social Sciences" – SPSS para o Windows, versão 13.0. A relação entre variáveis foi apreciada pelo coeficiente de correlação de Pearson A diferença entre médias foi avaliada pelo teste T de Student (amostras independentes) e Oneway ANOVA Foram considerados significativos valores de p≤0,05 Foram incluídos 129 atletas, com uma média de idades de 23,44 ± 3,63 anos (variação 18 a 34). Os resultados do estudo evidenciaram a existência de diversas correlações significativas e potencialmente relevantes, entre diversas sub-escalas das diferentes dimensões psicomotoras apreciadas. A sub-escala de preocupações das habilidades psicológicas apresenta correlação positiva signficativa com o traço de ansiedade, mostrando consistência interna nas respostas. As sub-escalas da concentração, conforto e motivação para a realização apresentam índices de correlação muito baixos com o traço e estado de ansiedade. Globalmente, esta ausência de correlação sugere que traço e estado de ansiedade constituem dimensões independentes, imprevisíveis com base em outras características psicomotoras. Na verdade, a presença Índice _________________________________ - II - de níveis mais elevados de habilidades psicológicas, respeitantes às sub-escalas de confronto com a adversidade, treinabilidade, concentração, confiança e motivação para a realização ou rendimento máximo sobre pressão não permite prever, de per si, níveis mais baixos de ansiedade competitiva. Observámos também a existência de correlações significativas que sugerem um impacto da idade, anos de experiência e internacionalizações sobre algumas dimensões das habilidades psicológicas, do traço e do estado de ansiedade competitiva. Os resultados demonstram que, com a idade e a experiência, os atletas tendem a apresentar maiores capacidades de concentração e de rendimento máximo sobre pressão. Aumentam os índices de confiança, motivação para a realização de tarefas e recursos pessoais de confronto, com menores níveis de preocupações, comparativamente aos atletas mais novos. Em paralelo diminuem os níveis de ansiedade, no que respeita ao traço de ansiedade competitiva, traduzidos por diferenças significativas nas sub-escalas de preocupação e perturbação da concentração. Evidencia-se, ainda, o impacto do factor da auto confiança, no estado de ansiedade. Analisando as habilidades psicológicas em atletas internacionais e não internacionais verificam-se diferenças significativas nas sub-escalas de concentração, confiança, motivação e no rendimento máximo sobre pressão. A diferença entre estes dois grupos na sub-escala de formulação de objectivos e preparação mental aproxima-se da significância estatística. O mesmo se passa com as sub-escalas de preocupação e auto confiança, nas dimensões de traço e estado de ansiedade, respectivamente. Não se observaram relações significativas entre a posição em campo, a relação entre equipas ou a presença em mais de 50% dos jogos, com quaisquer das sub-escalas de habilidades psicológicas, de traço ou de estado de ansiedade competitiva.
Ciências Médicas e da Saúde
1,054
Influência de um programa de exercício físico sobre a capacidade física funcional e os estados de humor numa população idosa
Idosos,Exercício físico,Terceira idade,Estados de humor
Este estudo tem como objectivo verificar a influência de um programa de exercício físico sobre a capacidade física funcional e os estados de humor numa população idosa. Para tal utilizámos uma amostra constituída por 11 idosos, dos quais 9 pertencem ao sexo feminino e 3 ao sexo masculino. Estes sujeitos têm idades compreendidas entre os 64 e 95 anos, e provêm do Centro Social Comunitário Nossa Senhora dos Milagres de Cernache, do distrito de Coimbra. Foi então aplicada a bateria de testes “Functional Fitness Test” (Rikli & Jones, 1999) a fim de avaliar a capacidade física funcional e o inquérito POMS-SF (Short of the Profile of Mood States, tradução e adaptação de Viana e Cruz, 1994), antes e depois da aplicação do programa de exercício físico de 16 semanas Após os dados recolhidos, realizou-se uma análise estatística descritiva, inferencial e ainda correlações de Pearson, utilizando o programa estatístico SPSS10.0. Através da interpretação dos dados estatísticos podemos concluir que: (1) Há melhorias no estado de humor dos idosos após aplicação de um programa de exercício físico de 16 semanas. (2) Há melhorias na capacidade funcional dos idosos após aplicação de um programa de exercício físico (3) Há uma correlação estatisticamente significativa entre condição física funcional e os diferentes estados de Humor.(4) Há uma correlação inversa estatisticamente significativa entre a condição física funcional e os níveis de stress dos idosos.
Ciências Médicas e da Saúde
1,055
Contributo para o estudo das lesões em guarda-redes de futebol dos campeonatos da superliga e da II liga portuguesa – época 2003/2004
Futebol--teoria do jogo,Futebol,Lesões desportivas
Pretendemos, com este estudo, identificar e caracterizar o tipo de lesões mais frequentes nos guarda-redes da Superliga e da II Liga Portuguesa de Futebol, na época desportiva 2003/2004. A amostra foi constituída por 53 guarda-redes dos campeonatos profissionais portugueses de futebol. Após uma apreciação geral do estado da investigação neste campo – Características específicas do guarda-redes, lesões específicas, gestos técnicos base, especificidade do treino, especificidade do equipamento, lesão desportiva e sua gravidade - foi elaborado, validado e aplicado especificamente para o efeito um questionário. Os resultados são apresentados e analisados através do recurso a técnicas de estatística descritiva. Verificámos que quase todas as equipas possuem nos seus quadros técnicos um treinador especializado no treino de guarda-redes e que é dedicado um tempo considerável de cada treino ao trabalho específico de guarda-redes. Cerca de 60% dos atletas já sofreram lesões ao longo da sua careira desportiva, tendo as mais frequentes sido as lesões articulares e musculares, implicando paragem desportiva , na maioria dos casos de 2 a 3 semanas. Relativamente à época 2003/2004, 23 guarda-redes sofreram lesões, verificando-se uma maior incidência durante o período competitivo do que durante a pré-época, tendo a maior parte destas lesões ocorrido durante o treino; As lesões mais frequentes estão localizadas no joelho, cabeça/face e extremidades superiores, resultantes sobretudo de intersecções e contactos com colegas e/ou adversários. Em quase 70% dos casos estas lesões provocaram um tempo de inactividade superior a 4 semanas.
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1,056
Identificação e análise das práticas lúdicas e recreativas em idosos: jogos, brinquedos e brincadeiras dos nossos avós no concelho de Mação
Idoso,Recreação,Brinquedos,Jogos
Este estudo teve como principal objectivo identificar os jogos, brinquedos e brincadeiras dos idosos durante a sua infância, no concelho de Mação, caracterizando o contexto sócio-politico e cultural da época, para sabermos até que ponto estas interferiam ou condicionavam de alguma forma as actividades lúdicas das crianças no período. O estudo teve como amostra catorze idosos com idades compreendidas entre os 75 e 79 anos, utentes das instituições de apoio aos idosos existentes no concelho de Mação. Como forma de obtenção das informações utilizámos o método de recolha através da entrevista semidirectiva com questões relacionadas com a caracterização pessoal, com a situação sócio-politico-cultural do País, e com a identificação dos jogos, brincadeiras e brinquedos, na época em que viveram a sua infância, e as formas de desenvolvimento das actividades lúdicas. Com os dados colectados procedeu-se à análise do conteúdo do material recolhido nas entrevistas, tendo-se procedido à sua categorização de forma a simplificar a análise dos resultados e atingir os objectivos propostos. Como resultado verificamos a existência de diferentes e distintos jogos, brincadeiras e brinquedos praticados pelos idosos no decurso da sua infância, sendo muitos deles aprendidos e praticados geralmente em espaços diversos e desenvolvidos com matérias naturais e industriais. Verificamos ainda que as actividades lúdicas recolhidas eram realizadas normalmente pelos rapazes e que existiam algumas condicionantes a nível escolar e familiar.
Ciências Médicas e da Saúde
1,058
Prescrição nutricional e de exercício para diabéticos tipo 2 com a complicação do pé do diabético
Diabetes,Actividade física,Nutrição
“A diabetes mellitus é uma causa cada vez mais importante de estados patológicos prolongados e de mortalidade prematura que afecta dezenas de milhões de pessoas de países em diferentes níveis de desenvolvimento” – Primeira conclusão do relatório da comissão de peritos sobre diabetes mellitus – OMS – 1985. É de facto grande a legião dos diabéticos e dos indivíduos com o risco de aparecerem com diabetes. A larga difusão da diabetes, a possibilidade de surgirem complicações e invalidez com a progressão da doença, a sua intima relação com o meio ambiente, impõem-na como uma importante doença social, transpondo para toda a comunidade a resolução de múltiplos problemas, a maioria dependentes dos serviços de cuidados de saúde primários ou comunitários, (Castel-Branco, 1989). Um dos objectivos primordiais deste estudo foi a possibilidade de com a realização do mesmo poder retirar dados importantes para uma posterior análise dentro da avaliação e prescrição de exercício, num caso tão específico como é o diabético tipo 2 com o pé diabético. Foi concebido um programa de prescrição de exercício físico para ser aplicado no ano seguinte, com a duração de oito semanas, estando contempladas todas as avaliações necessárias para que o mesmo seja posto em prática com a devida segurança. O objectivo é que o estudo seja realizado em parceria com o Hospital dos Covões – Coimbra. Tendo em conta que a aplicação deste estudo é para ser realizada no ano seguinte à concepção do mesmo, não nos foi possível retirar qualquer conclusão do mesmo. Uma das sugestões que propomos para futuros estudos nesta área é estender este estudo a pessoas portadoras da diabetes tipo 2 com outro tipo de complicações. Além disso seria interessante realizar o estudo com um grupo de controlo para se poderem comparar os resultados
Ciências Médicas e da Saúde
1,059
Determinações na procura do turismo desportivo: O caso da descida dos Três Castelos
Recreação,Lazer,Estilos de vida,Turismo desportivo
Este estudo tem como objectivo analisar as motivações que levam à procura do turismo desportivo, tentando perceber de que forma essa procura está relacionada com o estatuto social, económico e cultural dos participantes e com a sua idade e sexo. Com base nos contributos dos autores consultados, foi definida a problemática e elaborado o nosso objecto de estudo. Foram levantadas hipóteses de trabalho e procedeu-se à elaboração e aplicação de um inquérito por questionário a 110 indivíduos, 70 homens e 40 mulheres, numa actividade de turismo desportivo denominada “Descida dos Três Castelos”, que constitui o nosso universo de estudo. Após a análise da informação obtida nos inquéritos sociográficos, e posterior tratamento em SPSS, concluímos que a amostra em análise revela uma maior participação no evento de indivíduos pertencentes a grupos sociais com capital cultural e económico mais elevados, independentemente do sexo e da idade, e que estes grupos comportam alguma distinção no que concerne às suas práticas de lazer. Concluímos também, que, maioritariamente, os participantes da nossa amostra valorizam a cultura físico-desportiva nas suas vertentes de condição física, imagem corporal e prestígio social. No entanto, proporcionalmente, verificámos que são os participantes mais novos a valorizar mais a condição física, mas apenas os masculinos. Assim, não são as gerações mais novas que proporcionalmente valorizam mais a cultura físico-desportiva na sua condição física, como tínhamos inicialmente previsto. Apenas no caso do prestígio social, a valorização da cultura físico-desportiva, é mais importante para as gerações mais novas, independentemente do sexo, tal como tínhamos considerado. Já no caso da imagem corporal, os dados revelam serem as gerações mais velhas, independentemente do sexo, a valorizarem mais a imagem corporal, contrariando neste aspecto a nossa hipótese. Por último, verificámos que a maioria dos participantes desempenha funções com grande responsabilidade técnica e de decisão, revelando por isso necessidade de combater o stress profissional através do corte com a rotina, tal como tínhamos inicialmente pressuposto, tendo assim confirmado na sua maioria as hipóteses inicialmente formuladas.
Ciências Médicas e da Saúde
1,060
Risco cardiovascular global e condição física funcional: estudo numa população idosa
Condiçao física,Doenças cardiovasculares,Idoso,Envelhecimento
Este trabalho tem por base verificar se existem relações e comparações entre variáveis da condição física funcional e factores de risco cardiovascular global em homens. Para a realização da pesquisa, foi seleccionada uma amostra constituída por 44 indivíduos, do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 65 e os 95 anos de idade, do Concelho de Arganil. Esta amostra foi dividida no género e em 3 subgrupos (65 – 74 anos; 75 – 84 anos; ≥ 85 anos). Recorremos à aplicação da bateria de testes Functional Fitness Test (adaptada de Rikli & Jones, 1999) para ajuizar os parâmetros que suportam a condição física funcional. Os resultados provenientes do presente estudo demonstram que relativamente ao grupo total de homens, não se registam quaisquer associações significativas entre os parâmetros da condição física funcional e os do risco cardiovascular global Contudo, chegamos a resultados estatisticamente significativos no subgrupo dos homens com idades entre os 65 e os 74 anos, no qual foram encontradas associações entre a força inferior e a glicemia e também entre a flexibilidade superior, V.A.E. e resistência aeróbia com o colesterol total. No subgrupo dos homens ≥ 85 anos foram encontradas associações entre a resistência aeróbia e a pressão arterial sistólica. Relativamente às comparações realizadas neste estudo, constatamos que existem diferenças entre o grupo com a circunferência da cintura menor ou igual que 102 cm e o grupo com a circunferência maior que 102 cm, nos parâmetros do IMC, força superior, colesterol total e resistência aeróbia. E posteriormente concluímos também que existem diferenças entre o grupo que andou mais de 400 metros e o grupo que andou menos de 400 metros, nos parâmetros do IMC, circunferência abdominal, colesterol total, força, V.A.E. e flexibilidade superior. Podemos concluir também que, estas diferenças nos grupos de comparação referidos anteriormente, com excepção da V.A.E. e flexibilidade, observam-se para factores de risco cardiovascular global.
Ciências Médicas e da Saúde
1,061
Adaptação da prova de patamares progressivos de corrida contínua a patins (3P2CP) : prontidão para esforços aeróbios maximais em hoquistas pós-pubertários : estudo comparativo entre atletas juvenis e juniores controlado para o nível de prática desportiva
Hoquéi em patins,Prática desportiva
Apesar de surgirem alguns estudos relacionados com a metodologia de acesso à aptidão física em praticantes de hóquei em patins, estes revelam-se insuficientes face à complexidade da modalidade em questão. Esta modalidade assume um grande peso e reconhecimento no panorama desportivo nacional e internacional, através do sucesso desportivo que tem vindo a alcançar ao longo dos anos. O objectivo deste estudo é a determinação da prontidão para esforços aeróbios maximais em hoquistas pós-pubertários, através de um estudo comparativo entre atletas Juvenis e Juniores controlado para o nível de prática desportiva. Para a consecução desse objectivo foram estudados 48 hoquistas oriundos do Clube Desportivo da Nortecoope, da Associação Académica de Coimbra e do Hóquei Clube da Mealhada. Foram realizados quatro testes: o PACER de sapatilhas, e o shuttle-run de patins em 20, 22 e 24 metros, tendo-se registado directamente os valores relativos da frequência cardíaca através de cardiofrequencimetros. Dos resultados obtidos observou-se que na generalidade das provas os Juvenis apresentaram sempre valores de frequência cardíaca superiores aos Juniores, sugerindo um nível inferior de aptidão aeróbia. Foi na prova de shuttle-run de patins em 20 metros que ambos realizaram o maior número de percursos. Observou-se igualmente que os atletas atingiram valores mais elevados na prova de PACER em termos de frequência cardíaca. Após a análise dos dados concluiu-se que a prova de 24 metros parece ser a mais sensível para atestar a prontidão dos Juvenis relativamente ao nível de capacidade evidenciado pelos Juniores.
Ciências Médicas e da Saúde
1,063
A importância da recuperação em esforços de características lácticas : estudo comparativo de diferentes métodos de recuperação em especialistas de 400 metros planos de ambos os géneros
Atletismo,Ácido láctico,Vias energéticas
A recuperação é um processo de particular importância em eventos onde um atleta tem que competir em mais do que uma ocasião, durante uma competição no mesmo dia. Desta forma, apresenta também um papel fundamental na performance posterior. O principal objectivo deste estudo, foi comparar o efeito de três tipos de recuperação: Recuperação Passiva, Recuperação Activa e Recuperação Activa mais Massagem (Recuperação Combinada) na remoção do lactato sanguíneo após uma prova de 300 metros, em atletas especialistas na corrida de 400 metros planos. Treze atletas treinados e especialistas na corrida de 400 metros planos (8 do género masculino e 5 do género feminino), submeteram-se à realização de três tipos de testes diferentes, sendo cada uma composta por uma simulação de duas competições de 300 metros com 90 minutos de recuperação entre cada uma. O espaço que mediou, entre a primeira e a última sessão de testes, teve uma duração máxima de quatro semanas. Assim, os sujeitos realizaram recuperação passiva, recuperação activa e recuperação combinada, no primeiro, segundo e terceiro dias de testes respectivamente. Na realização das três sessões de testes foi recolhida uma amostra de sangue a cada atleta, após o primeiro aquecimento, aos três, vinte, quarenta e sessenta minutos após a primeira prova, após o segundo aquecimento e três minutos após a segunda prova, para determinar a concentração de lactato sanguíneo. A análise estatística foi realizada através do teste T de Student e Coeficiente de Correlacção Produto-Momento de Pearson, considerando um nível de significância de 0,05 para ambos os testes. Verificou-se que a Recuperação Activa e Combinada removem significativamente mais ácido láctico sanguíneo do que a Recuperação Passiva até aos 20 minutos e até aos 40 minutos após o esforço. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre sujeitos masculinos e femininos quer na produção quer na remoção do lactato sanguíneo. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os sujeitos de ambos os géneros, para os vários métodos de recuperação. Não se constataram melhorias estatisticamente significativas na performance em nenhum dos tipos de recuperação. A massagem não trouxe quaisquer benefícios em termos de remoção do lactato sanguíneo comparativamente com a Recuperação Activa. Concluímos então que neste estudo a Recuperação Activa foi o método mais eficaz em termos de remoção do ácido láctico sanguíneo. Palavras-chave: ATLETISMO, 400 METROS PLANOS, RECUPERAÇÃO, ÁCIDO-LÁCTICO
Ciências Médicas e da Saúde
1,066
Estudo longitudinal de jovens futebolistas masculinos : controlo da qualidade dos dados nas provas de passe à parede e condução de bola e relatório parcial dos incrementos anuais dos infantis e iniciados do clube de futebol Os Marialvas
Futebol,Jovens futebolistas
O estudo 1 apresenta-nos o controlo da qualidade dos dados nas provas de condução de bola e passe à parede, nos grupos etários de G11 e G13. Nesta fase são apresentados ainda os protocolos referentes a estas duas habilidades motoras, as características das amostras e as condições de aplicação dos testes. É apresentado também o trabalho estatístico necessário, com o cálculo das médias, desvios padrão, erros técnicos de medida, variância combinada e coeficiente de fiabilidade. Por último, é feita uma discussão dos resultados obtidos tendo em conta factores como a fiabilidade, a precisão e a independência dos dados, e onde serão também apresentados outros estudos que servirão de ponto de comparação. O estudo 2 apresenta uma vertente mais prática deste estudo. São apresentadas algumas tabelas com os valores normativos para atletas infantis e iniciados. De seguida é feita uma estatística descritiva por clube, com base nos dados da época 2003/2004. Por último, é feito um relatório individual dos atletas infantis e iniciados, que na época de 2003/2004 pertenciam ao Clube de Futebol “Os Marialvas”. Este relatório apresenta-nos os dados dos atletas no ano de partida do estudo, assim como a sua posição normativa nesse ano. Serão também introduzidos os dados de 2004/2005 e feita a diferença entre estes dois valores com o intuito de verificar se houve ou não evoluções em cada atleta. Na identificação de cada atleta, o clube será o representado na época 2004/2005. O escalão, a idade decimal e óssea referem-se também à época atrás referida. Após relatarmos quais os pontos fortes e pontos fracos de cada jovem futebolista, serão feitas algumas recomendações, com vista à melhoria das vertentes técnicas ou físicas que estão em défice em cada caso específico.
Ciências Médicas e da Saúde
1,068
Prescrição de exercício e nutricional para diabéticos tipo 2 com a hipertensão como principal complicação
Diabetes,Actividade física,Nutrição
A diabetes mellitus é uma causa cada vez mais importante de estados patológicos prolongados e de mortalidade prematura que afecta dezenas de milhões de pessoas de países em diferentes níveis de desenvolvimento” – Primeira conclusão do relatório da comissão de peritos sobre diabetes mellitus – OMS – 1985. A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que existam cerca de 194 milhões de diabéticos em todo o mundo e prevê que até 2025 sejam 330 milhões, devido ao crescimento e envelhecimento da população, à urbanização e ao estilo de vida sedentário. Um dos grandes objectivos pretendidos com a realização deste estudo, visto ser ainda um tema pouco explorado, foi procurar realizar/combinar uma prescrição de exercício com uma prescrição nutricional, num caso tão específico como é o diabético tipo II com hipertensão. Neste estudo, foi então elaborada uma proposta de um programa de prescrição mista, ou seja, de exercício físico e nutrição, para ser aplicado no ano seguinte, com a duração de oito semanas, estando contempladas todas as avaliações necessárias e autorização da comissão de ética, para que o mesmo seja posto em prática com a devida segurança. Os sujeitos em causa (20, com idades compreendidas entre os 45 e os 55 anos de idade, sendo dez do sexo masculino e dez do sexo feminino) serão avaliados no início, reavaliados após quatro semanas de programa e novamente no final do mesmo, para que seja possível verificar a evolução em todas as componentes. Foram combinados os programas nutricional e misto de exercício (aeróbio e musculação) de maneira a obterem-se maiores benefícios em termos de saúde para os sujeitos em causa. Tendo em conta que a aplicação deste estudo é para ser realizada no ano seguinte à concepção do mesmo, não nos foi possível retirar qualquer conclusão do mesmo. Duas das sugestões que propomos para futuros estudos nesta área são: a aplicação do programa a um grupo de sujeitos com diabetes tipo II hipertensos, comparado com um grupo de controlo e a aplicação do mesmo programa a dois grupos de sujeitos portadores da diabetes tipo II possuindo estes diferentes tipos de complicações.
Ciências Médicas e da Saúde
1,070
A influência do encorajamento no desempenho anaeróbio no teste Wingate em jovens
Teste de Wingate,Vias Anaeróbias,Jovens
O objectivo deste estudo consistiu em avaliar a influência do encorajamento no desempenho anaeróbio durante um esforço maximal de 30 segundos. A amostra foi constituída por 30 sujeitos do sexo masculino, com uma média de idades de 16,67 ± 0,5 anos. Os participantes realizaram um teste Wingate (WAnT) no ciclo ergómetro sem encorajamento verbal e, consoante os seus resultados, foram colocados no grupo de controlo ou num dos dois grupos experimentais (experimental I / experimental II). Os indivíduos dos três grupos foram testados uma segunda vez. Este teste foi idêntico ao primeiro, exceptuando o facto dos dois grupos experimentais terem recebido encorajamento verbal. O encorajamento verbal foi fornecido de forma contínua ao longo dos 30 segundos do WAnT. O grupo experimental I recebeu encorajamento verbal moderado, fornecido por um investigador colocado lateralmente ao sujeito, a um ritmo (2 interjeições por segundo) constante e com um volume entre os 75-85 dB. O grupo experimental II recebeu encorajamento verbal maximal, fornecido por dois investigadores colocados lateralmente ao sujeito, a um ritmo (3/4 interjeições por segundo) constante e um volume entre os 95-105 dB. O encorajamento verbal consistiu num conjunto de palavras encorajadoras, tais como: “Vai!”, “Mais rápido!”, “O máximo!” e “Boa!”. Não foram encontradas diferenças significativas nos valores de potência máxima, potência média, índice de fadiga e trabalho total entre grupos, assim como não se verificaram diferenças significativas para qualquer umas das variáveis dependentes entre o primeiro e o segundo momento para os grupos de controlo e experimental I. Por outro lado, os valores de potência máxima pós-teste do grupo experimental II foram significativamente (p=0,002) mais elevados que os do pré-teste, verificando-se uma melhoria de 6,69%, o que já não se verificou para a potência média, índice de fadiga e trabalho total. Os resultados apontam para a necessidade da utilização do encorajamento maximal para que se atinjam valores mais elevados de potência máxima. Finalmente, não foi verificada qualquer interacção entre os testes e os níveis de encorajamento.
Ciências Médicas e da Saúde
1,071
Avaliação das capacidades coordenativas: coincidência-antecipação e orientação espacial, em jovens
Capacidades coordenativas,Actividade física,Jovens
O objectivo deste estudo foi tentar perceber os resultados e correlações que se podem observar entre testes que, aparentemente, pretendem medir a mesma capacidade, utilizando uma amostra pós-pubertária, para avaliar as capacidades de coincidência- antecipação e orientação espacial. Foram utilizados seis testes: três para avaliar a capacidade de coincidência-antecipação (Teste de Bassin - ACBassin, Teste de Campo - ACCampo e Teste de Computador - ACComputador) e três para avaliar a orientação espacial (Teste Eliot-Price - EPT, Teste de Jung – OEJung e Teste 3D Rotation Mental – 3DRT). A amostra foi composta por 120 sujeitos alunos de uma escola secundária, 66 do género feminino e 54 do género masculino, com uma média de idades de 16,8 anos. As principais conclusões deste estudo foram: Verificaram-se correlações baixas a moderadas entre os testes de antecipação-coincidência e entre os de orientação espacial. Apenas entre o EPT e o 3DRT se verificou uma correlação forte. Para a capacidade de antecipação-coincidência, encontramos diferenças estatisticamente significativas em jovens do sexo masculino e feminino, nos testes ACCampo e ACComputador. Em relação à capacidade de orientação espacial, verificaram-se diferenças para o teste de Jung, em relação ao género e à prática desportiva regular, por parte dos sujeitos do sexo feminino.
Ciências Médicas e da Saúde
1,072
Análise do jogo e do rendimento desportivo no hóquei em patins : conceito, métodos e aplicações nos escalões de juvenis e juniores
Hoquéi em patins,Aptidão desportivo-motora,Metrologia do desporto
O principal objectivo do presente estudo, é comparar o escalão de Juvenis e Juniores masculinos ao nível internacional, no Hóquei em Patins, através da análise do jogo e do rendimento. Foram estudados aspectos ligados à posse de bola, determinantes no desenrolar de um jogo e recolhidos dados de uma amostra constituída por 4 selecções, Portugal, Espanha, Itália e Suíça, pertencentes ao escalão de Juniores, que disputaram o Campeonato Europeu de Juniores, de 4 jogos completos, com um total de 609 acções de jogo. Além destes, foram consultados os dados recolhidos por Duque (2004), referentes ao Campeonato Europeu de Juvenis. Os resultados obtidos indicam que existem semelhanças e evoluções relativamente aos dois escalões, embora também existam algumas diferenças. Assim, no que respeita ao número de posses de bola, vemos que estas vão aumentando à medida que aumenta o escalão. A maioria das acções terminam em remate, sendo de salientar a reduzida eficácia patente pelo elevado número de remates, em relação ao número de golos. O ataque organizado aparece como sendo a fase predominante, embora seja o contra-ataque a fase de jogo mais produtiva onde a taxa de eficácia é superior, sendo as zonas centrais e próximas da baliza as preferidas para o remate. Nas fases de jogo, verificamos que o contra-ataque vai diminuindo à medida que o escalão aumenta, ao contrário do ataque rápido que vai aumentando. No aspecto táctico evidencia-se um aumento com a idade, observada no número de posses de bola que é mais elevado, devendo-se em parte pela maior eficácia da defesa. Assim, poderemos dizer que é mais difícil criar situações de superioridade numérica e de finalização iminente. O rigor táctico poderá estar relacionado com este facto, condição importante na distinção entre atletas juvenis, juniores e seniores, considerando a experiência um peso bastante preponderante.
Ciências Médicas e da Saúde
1,073
A oferta desportiva face às disposições da procura : o caso do Estádio Universitário de Coimbra
Sociologia do desporto,Prática desportiva
A presente investigação pretende conhecer em que medida a oferta desportiva de um dado complexo incrementa o desenvolvimento desportivo no seio dos seus utentes. Face à problemática encontrada definiu-se o objecto de estudo com base nas contribuições dos diferentes autores. De modo a investigar o nosso objecto de estudo levantamos algumas hipóteses de trabalho e elaborámos uma metodologia que permite a construção da técnica de recolha e tratamento de informação, o inquérito por questionário, de modo a retirar conclusões dos dados analisados. Procedemos à aplicação dos questionários a uma amostra estratificada de 143 utentes do Estádio Universitário de Coimbra (EUC), 72 do sexo masculino e 71 do sexo feminino, recolhendo a opinião dos inquiridos nos diferentes períodos do dia, e assim permitir uma avaliação geral da utência durante um mês. Analisaram-se os resultados obtidos de modo a retirar conclusões sobre o nosso estudo. Os dados permitiram-nos concluir que a oferta disponível neste complexo desportivo não se adequa totalmente às disposições de procura da sua utência, nomeadamente no que se refere à diversidade de modalidades e instalações desportivas. Embora esta diversidade de actividades e infra-estruturas seja substancial, importa referir que, essencialmente, o problema reside no âmbito da prática. Isto é, o modelo competitivo dominante no EUC não satisfaz as necessidades de lazer evidenciadas pelos seus utentes. As hipóteses que sujeitamos a análise foram todas comprovadas em parte, isto é, não se comprovaram todos os seus parâmetros. Verificámos que, ao nível do sexo, os resultados obtidos corresponderam ao esperado, com excepção da satisfação em que, genericamente, não houve diferenças de relevo. Relativamente à idade, comprovou-se o que havíamos enunciado, excepto a satisfação em que concluímos que esta se manifesta de forma equilibrada e transversal. Acresce ainda a análise das habilitações literárias que foram ao encontro das previsões. Todavia, é necessário relativizar sobre a idade e nível educacional, uma vez que se trata de um complexo desportivo, que, possui uma utência marcadamente universitária e jovem. A presente investigação presta, a nosso ver, um contributo às transformações que ocorrerão em breve no EUC. As conclusões e recomendações, presentes no final do documento, cumprem os objectivos a que nos propusemos, seja consequente e útil à organização da oferta deste complexo desportivo.
Ciências Médicas e da Saúde
1,076
A PCR e o risco cardiovascular numa população de idosos do sexo feminino
Idoso,Envelhecimento,Doenças cardiovasculares
As doenças cardiovasculares lideram as causas de morte nos Estados Unidos, assim como um pouco por todo o mundo. A maioria dos casos originam-se da aterosclerose, uma condição na qual o colesterol, a gordura e o tecido fibroso se depositam nas paredes das artérias de grande e médio calibre. Pelo menos dez factores de risco podem ajudar a predizer a probabilidade de DCV: hereditariedade, sexo, idade, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade (especialmente excesso de gordura abdominal), falta de actividade física e níveis anormais de colesterol sanguíneo e de homocisteína. Quanto maior for o número de factores de risco que uma pessoa tem, maiores são as possibilidades de desenvolver doenças cardiovasculares. Hereditariedade, género e idade não podem ser alterados, mas os outros podem ser influenciados pelo comportamento individual. Muitos destes factores de risco podem estar inter-relacionados. Obesidade, falta de exercício e tabagismo podem aumentar a pressão sanguínea e adversamente influenciar os níveis de colesterol sanguíneo. Diversos estudos sugerem que a exposição ao fumo do cigarro no ambiente ("fumo passivo") também aumenta o risco do desenvolvimento de doenças cardíacas (Steenland, 2002; Kawachi, 1997). Nenhuma especialidade médica cresceu tanto, recentemente, como a cardiologia. Vários estudos que abordam o diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares reflectem-se numa maior popularização dos conceitos básicos de prevenção de factores de risco cardiovascular (tais como fumo, sedentarismo, obesidade, etc…) e na introdução de meios diagnósticos mais simples e menos invasivos para estratificação destes riscos. É nesse contexto que se insere a Proteína C-Reativa. A Proteína C-Reativa (PCR) foi descoberta em 1930 e tem vindo a ser utilizada de forma rotineira na avaliação dos pacientes com desordens inflamatórias de qualquer natureza. Sintetizada pelas células do fígado em resposta à presença de substâncias geradas pelo processo inflamatório, as citocinas, a PCR eleva-se à medida que o processo se torna mais intenso. Tem-se verificado que indivíduos com níveis elevados de PCR, desde que sejam afastados outros factores que contribuem para seu aumento (obesos, diabéticos complicados, grandes fumadores, pacientes oncológicos, inflamações agudas ou crónicas, entre outros), poderiam estar sob risco de desenvolver doenças cardiovasculares, o que de fato se confirmou com novos estudos. A sua relevância consolidou-se após ter ser incluída, desde 2002, nas recomendações da Associação Americana de Cardiologia (AHA) como um item obrigatório na avaliação de risco cardiovascular. Deste modo, este estudo surge como uma tentativa de descobrir a existência de uma relação entre a Proteína C-Reactiva e outros factores de risco cardiovascular numa população de setenta sujeitos do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 65 e os 95 anos de idade. Nos resultados observados, a PCR mostrou alguma relação com o Índice de Massa Corporal, Circunferência Abdominal e Triglicerídeos. Mostrou também correlacionar-se de forma directa com a Pressão Arterial Diastólica, e inversamente com a HDL_C. Estes resultados, apesar das limitações da amostra levam-nos a concluir que a PCR pode ser um bom preditor de doenças cardiovasculares.
Ciências Médicas e da Saúde
1,077
Relatório síntese de estudo longitudinal : estudo do efeito de algumas variáveis biossociais, medidas de morfologia, capaciades coordenativas e performance motora dos 7 aos 10 anos
Capacidades coordenativas,Crianças,Variáveis biossociais
O presente trabalho tem como objectivo principal dar a conhecer as diferenças entre os níveis de aptidão física e desenvolvimento motor em indivíduos em idades precedentes ao salto de crescimento pubertário, nomeadamente ao nível das variáveis antropométricas simples, índices estaturo-ponderais, capacidades coordenativas e performance motora, procedendo a uma análise dessas diferenças à luz de uma matriz sócio-cultural, na tentativa de ajudar a explicar a construção psicossocial dos géneros masculino e feminino. A amostra de estudo, composta por um grupo de crianças a frequentarem 1º Ciclo do Ensino Básico no Colégio Rainha Santa Isabel e na Escola Básica de Alma de Freire em Coimbra, constituiu um grupo heterogéneo longitudinalmente observado por um período de quatro anos, dos 6-7 até aos 9-10 anos de idade, e de três anos, dos 7-8 até aos 9-10 anos de idade, respectivamente. A descrição dos resultados foi realizada com base na metodologia estatística descritiva, através do cálculo de média e desvio padrão (sd). Da análise dos resultados, através do t-teste de Student, foi possível concluir que: (1) No que diz respeito ao tamanho corporal, não há a registar diferenças significativas no dimorfismo sexual; (2) Relativamente às medidas de morfologia externa, os rapazes registam perímetros apendiculares com valores inferiores, em parte, devido aos valores superiores do sexo feminino nas pregas de gordura subcutânea. Regista-se, para todas as idades, uma maior dimensionalidade dos fascículos dos membros e do tronco para as raparigas. (3) Nas capacidades coordenativas, as raparigas tendem a obter melhores resultados nas provas de equilíbrio à rectaguarda, registando-se diferenças mais significativas aos 7 anos que, com o avançar na idade, tendem a dissipar-se. Nas provas de saltos monopedais, saltos laterais e transferência lateral, não se verificaram diferenças significativas entre os grupos masculino e feminino, excepto aos 10 anos para os primeiros, a favor dos rapazes; (4) Nas provas dinâmicas de performance motora, registam-se diferenças significativas entre os sexos em todas as provas realizadas, com os rapazes a obterem sempre valores mais elevados, particularmente naquelas que possuem maior grau de tecnicidade, como o lançamento da bola de softball, a corrida de 25 metros e a impulsão horizontal. Na prova da dinamometria manual confirmou-se a dependência relativamente à corpulência, não se verificando diferenças significativas entre os sexos. (5) Não há a registar diferenças entre a aptidão motora de crianças residentes em apartamentos e em vivendas, uma vez que o tipo de residência não produz efeitos significativos em praticamente nenhuma variável.
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1,078
Autoconceito físico, autoestima e imagem corporal : estudo comparativo em adultos de ambos os géneros dos 25 aos 45 anos de idade
Autoestima,Imagem corporal,Conceito de si
Na condução do nosso estudo esteve um objectivo, saber em que moldes o género influencia as Autopercepções no Domínio Físico, a Autoestima e a Imagem Corporal, e de que modo estes constructos interagem entre si, de forma a podermos retirar conclusões válidas que permitam estabelecer diferenças ou semelhanças na forma como os géneros de percepcionam. O número de participantes neste estudo é de 137, destes, 44 elementos são do sexo masculino (33,1%), com media de idade de 32,57 ± 5,96 e os restantes 93 elementos são do sexo feminino (67,9 %) com uma media de idade de 31,81 ± 5,27. A faixa etária dos participantes nestes estudo foi dos 25 aos 48 anos de idade. Para a realização deste estudo utilizamos a seguinte bateria de testes: a) ficha de caracterização individual, b) Self Esteem Escale – Escala de Autoestima de Rosenberg, c) Physical Self-Perception Profile – Perfil de Autopercepção Física de Fox & Corbin e d) Body Image Questionnaire – Questionário de Imagem Corporal de Bruchon-Schweitzer. No que despeita ao tratamento dos dados recorremos à estatística descritiva (média, desvio padrão, máximo, mínimo, correlação producto-momento de Pearson, regressão linear), e à estatística inferencial, com recurso ao Teste t de Student para compararmos grupos de variáveis dependentes. Como principais conclusões do nosso estudo, podemos afirmar que; 1) existem diferenças estatisticamente significativas entre a variável Autopercepções no Domínio Físico em todas as suas dimensões em função da variável sexo, 2) não existirem diferenças estatisticamente significativas entre a variável Autoestima Global em função da variável sexo, 3) existem diferenças estatisticamente significativas entre a variável Imagem Corporal na dimensão Actividade\Passividade em função da variável sexo.
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1,080
Identificação de expressões rituais no andebol : estudo caso do andebol feminino do distrito de Leiria
Andebol
O presente estudo teve como objectivo principal, identificar os rituais realizados em jogadoras de andebol do distrito de Leiria, tendo em conta dois períodos diferentes: em situação de treino e em situação de jogo em três momentos distintos (antes, durante e depois). Tal estudo, justifica-se pela constatação da inexistência de estudos sobre ritos na referida modalidade, sendo eu própria praticante da mesma. A amostra foi constituída por 23 atletas do escalão sénior feminino, 11 da S.I.R 1º de Maio e 12 da Juventude Desportiva do Lis. Para a realização deste trabalho, por meio de um estudo exploratório, foram observados e analisados dois jogos referentes a cada uma das equipas, como forma de identificarmos, à priori, ritos em sistema de jogo, sendo posteriormente construído um instrumento de colecta de dados (guião de entrevista) e em seguida, aplicado às atletas. Para o tratamento de dados, utilizámos a estatística descritiva, com o objectivo de analisar e de interpretar a informação em termos quantitativos, proveniente da análise do conteúdo, onde categorizámos as respostas das atletas às entrevistas. A realização deste estudo, permitiu-nos constatar que, as atletas possuem diferentes ritos, expressos de forma consciente ou inconsciente, relacionados com duas situações distintas: em jogo e em treino em três momentos diferentes (antes, durante e após). Assim, a maioria das atletas possui ritos individuais, realizando-os, sobretudo, no momento pré-competitivo, sendo os mais evidentes, os de natureza mágico/religiosa. Ainda em relação aos rituais individuais, a grande maioria das jogadoras, não tem percepção dos rituais individuais praticados pelas suas colegas, já que alguns são realizados sem o olhar de outras pessoas. Contudo, não se verificaram diferenças significativas entre as duas equipas em relação à prática de rituais individuais. Em termos colectivos, o grito, foi o rito praticado por ambas as equipas, principalmente no momento pré-competitivo, sendo mais uma vez realizado por questões de natureza supersticiosa.
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