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1,081
Estudo qualitativo da ingestão nutricional na modalidade de ginástica rítmica :|bestudo realizado com ginastas de alta competição
Nutrição,Ginastica,Nessecidades nutricionais,Desporto de alta competição
O presente estudo tem como objectivo traçar o perfil nutricional das atletas de ginástica rítmica, através de um estudo qualitativo da ingestão nutricional de atletas de competição desta modalidade. Este estudo caracteriza-se por uma amostra de nove (9) atletas de ginástica rítmica, com idades compreendidas entre os onze (11) e os dezoito (18) anos, resultando numa média de catorze (14) anos. Foi utilizado um questionário de frequência alimentar, de administração directa e que foi desenvolvido por Lopes (1994, 2000), do Serviço de Higiene Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em colaboração com o Departamento de Saúde Pública de Alicante, e tem por base o modelo de Willett (1990), validado nos estudos de Lopes (2000) e Lopes et al. (2002). Depois da apresentação e posterior análise e discussão dos resultados retiramos algumas conclusões importantes para o nosso estudo. De um modo geral, conclui-se que as atletas garantem um consumo total de energia, uma vez que as atletas devem ingerir, em função do seu peso, uma média de 1705 Kcal e na realidade são consumidas 1993 Kcal. Quanto aos macronutrientes, verificou-se que as atletas ultrapassam o consumo necessário de proteínas e lípidos em função das percentagens recomendadas e ao invés, no que diz respeito aos hidratos de carbono constatou-se que as atletas não garantiam os aportes necessários em função das percentagens adequadas. Em relação aos micronutrientes, apresentam no geral, défices significativos de cálcio, cobre, ferro, manganésio e sódio e vitaminas D, K e ácido fólico. De igual modo, é importante referir que praticamente todas as atletas apresentaram valores de ingestão de água inferiores aos recomendados. No que diz respeito às desordens alimentares não podemos, com base nesta amostra, afirmar que estas atletas de ginástica rítmica apresentam desordens alimentares, até porque não aplicamos nenhum questionário nesse sentido. Contudo, tentamos compreender o porquê de tantos autores afirmarem que as atletas de ginásticas são mais susceptíveis a estas psicopatologias.
Ciências Médicas e da Saúde
1,082
Identificação e análise das práticas lúdicas e recreativas em idosos : jogos, brinquedos e brincadeiras da freguesia de Pernes
Recreação,Idosos,Brinquedos
Este estudo teve como principal objectivo identificar os jogos, brinquedos e brincadeiras dos idosos durante a sua infância, na Freguesia de Pernes, e caracterizar o contexto sócio-político e cultural da época, para sabermos até que ponto este interferia ou condicionava de alguma forma as actividades lúdicas das crianças. O estudo teve como amostra dez idosos, com idades compreendidas entre os 71 e 91 anos, utentes da instituição Santa Casa da Misericórdia de Pernes. A técnica utilizada para a colecta de dados foi a entrevista semidirectiva, com questões relacionadas com a caracterização pessoal, a situação sócio-político-cultural do país, e a identificação dos jogos, brincadeiras e brinquedos, na época em que viveram a sua infância, abordando a forma como estas actividades lúdicas eram efectuadas. Após a recolha da informação, procedeu-se à metodologia de análise do conteúdo do material recolhido nas entrevistas, tendo-se procedido à sua categorização, de forma a simplificar a análise dos resultados e a obtenção das conclusões. Verificou-se a existência de vinte jogos, quinze brincadeiras e oito brinquedos distintos. Também verificámos que, devido à dispersão dos locais de residência dos idosos durante a sua infância, existiam actividades lúdicas praticadas por apenas alguns dos idosos. Por último, concluímos que as actividades lúdicas referidas eram realizadas separadamente por rapazes e raparigas e que a nível sócio-político a grande condicionante das práticas lúdicas era o trabalho, em virtude da pobreza sentida neste meio rural. Em relação aos materiais, a madeira era o que mais se utilizava, sendo as actividades lúdicas realizadas ao ar livre e estando o rio Alviela directamente relacionado com certos tipos de brincadeiras. No que diz respeito à aprendizagem, a forma de brincar era transmitida pelo grupo de amigos/colegas a que pertenciam, enquanto que os objectos necessários para as actividades lúdicas eram normalmente confeccionados pelos próprios intervenientes, aproveitando os recursos naturais existentes mais abundantes, a madeira.
Ciências Médicas e da Saúde
1,085
A racionalização de equipamentos desportivos como factor promocional de actividade físico/desportiva : o caso do parque municipal de Paredes
Equipamentos desportivos,Sociologia do desporto
O presente estudo tem por objectivo caracterizar os hábitos desportivos dos utentes do Parque Municipal de Paredes, bem como analisar o grau de satisfação dos mesmos no que se refere aos serviços e infra-estruturas oferecidos, com vista a aprofundar as determinantes das suas necessidades, no sentido de se encontrar uma melhor adequação da oferta à procura. A fim de se analisar o objecto de estudo definido com base na contribuição dos autores consultados, levantámos algumas hipóteses de estudo, e procedemos à realização de um inquérito por questionário a 82 utentes, 40 do sexo masculino e 42 do feminino. Após termos analisado os resultados dos inquéritos sociográficos, estratificados pela idade e sexo, e querendo averiguar a existência de hábitos desportivos no passado, especialmente a ausência destes nos utentes mais velhos, com menores habilitações literárias, independentemente do sexo, verificámos que a amostra em análise revela hábitos desportivos, e que para o sexo masculino o índice dessa prática é superior ao do sexo feminino. Além disso, verificámos que, são os utentes mais velhos os que têm menores habilitações literárias, e que revelam menores índices de prática desportiva no passado. Quisemos ainda averiguar se a uma maior diversidade da oferta no recinto do Parque levaria a um reforço da procura desportiva, em especial nos mais velhos, nas mulheres e nos utentes com habilitações literárias mais elevadas. Concluímos que mais de metade dos utentes não se encontra satisfeito relativamente à oferta, estando assim interessados, caso fossem criadas condições no parque, em aí praticar algum desporto, ou outro para além do já praticado. No entanto, a procura manifesta-se proporcionalmente maior nos homens do que nas mulheres, nos utentes mais jovens e nos indivíduos com habilitações literárias mais elevadas, tal como vários autores têm vindo a concluir nos seus estudos. Relativamente ao grau de satisfação dos utentes com os serviços oferecidos e infra-estruturas, concluímos que, no que respeita aos serviços de limpeza e segurança, e às infra-estruturas, arruamentos e espaços verdes, independentemente da idade, sexo e habilitações literárias, todos os utentes afirmam encontrar-se satisfeitos. Quanto aos recintos desportivos, balneários, bar, acompanhamento técnico, e modalidades oferecidas, o grau de satisfação dos utentes diminui.
Ciências Médicas e da Saúde
1,086
Programas de educação física em Cabo Verde : estudo sobre a aplicação dos programas de educação física no 1º e 2º ciclo do ensino secundário
Programas de educação física,Educação física--Cabo Verde
O presente estudo subordina-se ao tema “Programas de Educação Física em Cabo Verde – Estudo Sobre a Aplicação dos Programas de Educação Física no 1º e 2º Ciclo do Ensino Secundário”. Tendo em consideração o carácter da disciplina de Educação Física, no currículo do Ensino Secundário, do Sistema Educativo Cabo-verdiano, estudamos a aplicação dos programas de Educação Física no 1º e 2º Ciclo das Escolas Secundárias das ilhas de: Santo Antão, São Vicente e Santiago. Para este estudo aplicámos um questionário aos professores de Educação Física do 1º e 2º Ciclo das Escolas Secundárias nas ilhas acima mencionadas. Este estudo tem por objectivo conhecer a realidade nacional da aplicação dos programas de Educação Física ao nível do 1º e 2º Ciclo no Ensino Secundário em Cabo Verde. Pelos dados do questionário aplicado aos professores de Educação Física do 1º e 2º Ciclo do Ensino Secundário, concluímos que os professores de Educação Física aplicam os programas de Educação Física. Contudo, são de opinião que é necessário unificar os critérios de aplicação. A amostra foi de quarenta e seis professores de Educação Física que leccionam no 1º e 2º Ciclo nas Escolas Secundárias Cabo-O presente estudo subordina-se ao tema “Programas de Educação Física em Cabo Verde – Estudo Sobre a Aplicação dos Programas de Educação Física no 1º e 2º Ciclo do Ensino Secundário”. Tendo em consideração o carácter da disciplina de Educação Física, no currículo do Ensino Secundário, do Sistema Educativo Cabo-verdiano, estudamos a aplicação dos programas de Educação Física no 1º e 2º Ciclo das Escolas Secundárias das ilhas de: Santo Antão, São Vicente e Santiago. Para este estudo aplicámos um questionário aos professores de Educação Física do 1º e 2º Ciclo das Escolas Secundárias nas ilhas acima mencionadas. Este estudo tem por objectivo conhecer a realidade nacional da aplicação dos programas de Educação Física ao nível do 1º e 2º Ciclo no Ensino Secundário em Cabo Verde. Pelos dados do questionário aplicado aos professores de Educação Física do 1º e 2º Ciclo do Ensino Secundário, concluímos que os professores de Educação Física aplicam os programas de Educação Física. Contudo, são de opinião que é necessário unificar os critérios de aplicação. A amostra foi de quarenta e seis professores de Educação Física que leccionam no 1º e 2º Ciclo nas Escolas Secundárias Cabo-verdianas.
Ciências Médicas e da Saúde
1,087
Observatório do percurso dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra : origem social e trajectória profissional
Diplomados--ensino superior,Mercado de trabalho
O presente estudo, orientado pela Dr.ª Elsa Silva e desenvolvido sob a coordenação do Prof. Dr. Rui Gomes, teve como objectivo conhecer e analisar o perfil social e trajectória profissional dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra nos anos lectivos de 98/99, 02/03 e 03/04, de forma a identificar a existência de um problema de integração sócio-profissional. Utilizamos como universo de estudo os diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e educação Física, nomeadamente uma amostra aleatória e representativa constituída por 75 sujeitos (48 masculinos e 28 femininos) que obtiveram a sua licenciatura nos anos lectivos 98/99, 02/03 e 03/04. De modo a investigar a problemática da inserção sócio-profissional, inquirimos os diplomados através de questionário, relativamente a aspectos relacionados com o seu perfil social, a sua situação perante o emprego bem como aspectos relativos à sua formação. O tratamento e análise dos dados recolhidos levaram-nos a concluir que a maioria dos diplomados se encontram empregados, estando a maioria dos diplomados empregados vinculados a contratos de trabalho individuais com termo. Por outro lado também confirmámos que as actividades exercidas pelos diplomados estão adequadas à sua formação académica. No entanto, devemos salientar o contexto em que os diplomados nos anos de 03/04 se inserem, contexto este caracterizado pela instabilidade e precariedade contratuais. Assim, e de acordo com o evidente contraste existente entre os diplomados nos anos lectivos de 98/99 e 02/03 e os diplomados no ano lectivo 03/04, podemos concluir que o mercado de trabalho na área da Educação Física sofreu alterações no período temporal considerado, alterações essas que conduziram a um aumento do desemprego e precariedade contratual. Desta forma, se consideramos a existência de um problema de integração sócio-profissional, coloca-se em causa a adequação dos diplomados às exigências do mercado de trabalho, passando a resolução deste problema pela melhoria na articulação entre estas duas realidades.
Ciências Médicas e da Saúde
1,090
Ansiedade e habilidades psicológicas em atletas de pólo aquático
Ansiedade competitiva,Habilidades psicológicas,Psicologia do desporto,Pólo aquático
Este trabalho teve como objectivo principal realizar uma descrição e uma caracterização psicológica dos atletas praticantes da modalidade de Pólo Aquático, na 1ª Divisão Nacional de Pólo Aquático Masculino na época de 2004/2005 e como objectivos específicos: descrever e caracterizar os valores médios obtidos pelas equipas, para cada uma das variáveis psicológicas estudadas, em cada um dos momentos de avaliação; investigar a relação existente entre as habilidades psicológicas, o traço de ansiedade e o estado de ansiedade nos atletas da primeira divisão de Pólo Aquático Nacional; ainda relativamente às habilidades psicológicas e à ansiedade competitiva procurámos analisar a relação existente entre estes factores e as seguintes variáveis (idade, anos de experiência na modalidade, anos de experiência na 1ª Divisão do Campeonato Nacional, posto específico, experiência internacional e número de jogos por ano). Os participantes são atletas (n = 93) da 1ª Divisão Nacional de Pólo Aquático Masculino, cujas idades variam entre os 16 e os 41 anos (média = 23,16 e desvio padrão = 5,58). Estes atletas representaram nesta época os 8 clubes de Pólo Aquático integrados no Campeonato Nacional Absolutos Masculinos da 1ª Divisão Pólo Aquático, da Federação Portuguesa de Natação: Sport Comércio e Salgueiros (n = 16); Portinado (n = 8); C. N. Amadora (n = 15); C.D.U.P. (n = 11); Aminata (n = 14); C.F. “Os Belenenses” (n = 10); C.F. Portuense (n = 13) ; Clube Propaganda de Natação (n = 6). Os resultados do estudo relativos à caracterização psicológica dos atletas estudados mostram-nos que as habilidades psicológicas com valores mais elevados dos atletas de pólo aquático são a treinabilidade e a concentração. Por outro lado as habilidades psicológicas com os menores valores são a formulação de objectivos e preparação mental e a ausência de preocupações. Quanto ao traço de ansiedade verificámos que os atletas apresentam níveis elevados de ansiedade somática, contrastando com a perturbação da concentração, onde se verificaram os valores mais baixos. Por sua vez no estado de ansiedade competitiva a sub-escala com valores mais elevados é a auto-confiança, e a sub-escala com valores mais baixos é a ansiedade somática.
Ciências Médicas e da Saúde
1,091
Motivações e barreiras para a prática de actividade física na cidade da Figueira da Foz
Actividade física,Motivação
Segundo Cox (1995), um dos aspectos mais importantes da Psicologia do Exercício é determinar o que motiva os indivíduos a iniciar uma actividade física, o que os motiva a aderir a um programa de exercício e o que os motiva a voltar, após o abandono. Desta forma, o objectivo geral deste estudo foi verificar os motivos e as barreiras que levam as pessoas a decidir iniciar ou manter uma actividade física regular. A amostra foi constituída por 125 indivíduos, 64 do género masculino e 61 do género feminino, residentes no concelho da Figueira da Foz, com idades compreendidas entre os 18 e os 60 anos de idade e praticantes ou não de actividade física regular. Os instrumentos “Inventário de Motivações para o Exercício”, “Questionário para Determinar os Estados de Mudança” e “Questionário de Barreiras para a Prática de Actividade Física” foram aplicados a praticantes e ex-praticantes em ginásios localizados na cidade da Figueira da Foz. Os resultados obtidos evidenciaram que as dimensões da motivação Saúde Positiva e Revitalização são sempre muito valorizadas, ao contrário do Reconhecimento Social e das Pressões de Saúde que são percepcionados como um factor de menor importância para a adesão ou manutenção da actividade física. Da mesma forma, a dimensão Falta de Tempo é o motivo mais referido como barreira à prática de actividade física. Finalmente, quanto às várias modalidades praticadas pelos inquiridos verificámos que as diferenças entre elas, relativas à percepção das motivações e das barreiras para o exercício, não eram muito acentuadas.
Ciências Médicas e da Saúde
1,096
Ansiedade e habilidades psicológicas em atletas de rugby
Râguebi,Habilidades psicológicas,Psicologia do desporto
O objectivo deste estudo seria o de examinar as relações e as diferenças individuais das diferentes habilidades psicológicas, das dimensões somática e cognitiva do traço de ansiedade cognitiva, das componentes cognitiva e somática do estado de ansiedade competitivo e a auto-estima, relacionando-as com variáveis independentes como idade, anos de experiência, número de sessões de treino, titularidade, posição em campo, internacionalização, clubes e classificação. A amostra foi constituída por atletas da modalidade de rugby (N=117) inscritos em 6 diferentes equipas (4 equipas do Grupo A e 2 do Grupo B) que competem na 1ª Divisão Nacional. Os seguintes instrumentos de medida foram aplicados após uma sessão treino e uma hora antes da competição, respectivamente: “Questionário de Experiências Atléticas”, questionário de “Reacções à Competição” e “Competitive State Anxiety Inventory - 2”. Para a análise e tratamento estatísticos dos dados recorremos ao programa “Statistical Package for Social Sciences” – SPSS para o Windows, versão 12.0. Os principais resultados encontrados neste estudo foram os seguintes: a treinabilidade e o rendimento máximo sobre pressão surgiram como as habilidades psicológicas dos atletas com valores mais elevados; a ansiedade somática é a sub-escala de traço de ansiedade que obteve valores mais elevados; a auto-confiança apresentou os valores mais elevados da escala de estado de ansiedade; foi encontrada uma relação muito significativa entre o traço e o estado de ansiedade; surgiram relações significativas entre parte das habilidades psicológicas e traço de ansiedade, e as variáveis independentes, idade, anos de experiência na modalidade e anos de experiência na 1ª Divisão; não foram encontradas relações significativas entre o estado de ansiedade e as variáveis independentes estudadas; verificámos que os atletas com idades superiores aos 30 anos apresentam os valores mais elevados para todas as habilidades psicológicas, sendo as diferenças mais significativas a nível das dimensões confronto com a adversidade, concentração, rendimento máximo sobre pressão e recursos pessoais de confronto, além de apresentar os valores mais baixos de traço e estado de ansiedade, ainda que não sejam significativos; os atletas de selecção não apresentam diferenças estatisticamente significativas relativamente aos que não o são para cada uma das variáveis dependentes em estudo, no entanto esses atletas apresentam valores médios mais elevados na a maioria das habilidades psicológicas o estado de ansiedade e inferiores no traço de ansiedade; foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os atletas que são titulares a maior parte dos jogos e os que não o são relativamente a habilidades como confiança e motivação para a realização, formulação de objectivos e preparação mental, rendimento máximo sobre pressão e recursos pessoais de confronto, os valores de traço e estado foram inferiores nestes atletas, ainda que não significativos; não se encontraram diferenças entre os atletas avançados e os das linhas atrasadas, no entanto os valores de traço e estado de ansiedade foram superiores para os avançados; no que concerne aos clubes concluiu-se que o CDUL apresenta os valores mais elevados de recursos pessoais de confronto, o Lousã apresenta o valor mais elevado de traço de ansiedade e o Agronomia apresenta os valores mais elevados de estado de ansiedade; finalmente, relativamente às diferentes classificações, concluiu-se que as únicas diferenças estatisticamente significativas surgem para a dimensão concentração e rendimento máximo sobre pressão que se associam respectivamente ao 1º lugar e aos 5º e 7º lugar da 1ª Divisão.
Ciências Médicas e da Saúde
1,098
Condição social e a oferta desportiva : o caso do complexo desportivo das piscinas municipais de Cantanhede
Equipamentos desportivos,Sociologia do desporto,Piscinas municipais--Cantanhede,Prática desportiva
Para a realização do presente estudo, orientou-nos o interesse em saber, de que modo a oferta desportiva no âmbito do lazer é influenciada pela condição social dos utentes. Neste sentido, e com base no contributo dos autores, definimos o objecto de estudo, hipóteses e respectiva metodologia. Através da aplicação de um questionário a 130 utentes do Complexo Desportivo das Piscinas Municipais de Cantanhede, sendo 94 do sexo feminino e 36 do sexo masculino, recolhemos informação, tratada em SPSS, que nos permitiu testar a veracidade das hipóteses em estudo. Concluímos então que, são de facto os utentes que compõem os grupos sociais com maior capital cultural e económico, bem como os do sexo masculino, que apresentam para a Prática Desportiva Passada um valor mais elevado, não sendo apenas os indivíduos mais novos a fazê-lo. Ficou também comprovado, serem os utentes do sexo feminino e os mais novos os que atribuem à imagem corporal uma maior importância, não se verificando o mesmo para os utentes pertencentes ao grupo social com maior nível de capital. Relativamente à Diferenciação e Intensidade, ficou provado não serem sobretudo as mulheres e os jovens pertencentes ao grupo social com maior nível de capital, a apresentarem índices mais elevados, como tínhamos inicialmente considerado. Os resultados revelam ainda, ser os indivíduos dos grupos sociais com capital económico e cultural mais elevado, os que apresentam um custo médio mensal mais elevado para as modalidades que praticam, assim como se encontram mais satisfeitos com os preços praticados relativamente aos restantes, bem como respondem estar muito satisfeitos com a maioria dos serviços oferecidos pelo Complexo Desportivo das Piscinas Municipais de Cantanhede. Da análise e discussão dos dados recolhidos podemos concluir que o nosso objecto e hipóteses de estudo foram na sua maioria confirmados, se bem que em alguns casos de forma parcial. Decorrente dos objectivos inicialmente traçados, o presente estudo pretendeu ser um contributo ao aprofundamento do conhecimento sobre a influência da condição social nas práticas desportivas de lazer, bem como as formas de estruturação do mercado de ofertas de serviços desportivos.
Ciências Médicas e da Saúde
1,099
Influência da família na carreira desportiva federada: estudo de caso na secção de andebol do núcleo de desporto amador de Pombal
Andebol,Valores--desporto de jovens,Sociologia do desporto,Influência da família
O trabalho que a seguir apresentamos pretende saber em que medida a família influencia a continuidade da carreira desportiva na competição federada, e foi realizado na secção de andebol do Núcleo de Desporto Amador de Pombal. Com base no contributo de vários autores com estudos de igual temática, foi traçado o nosso objecto de estudo e formuladas várias hipótese de trabalho. Foi elaborada toda uma metodologia, que nos serviu de base ao nosso instrumento de medida, o inquérito sociográfico, tendo sido seleccionado como universo de análise para a aplicação dos questionários a secção de andebol do Núcleo de Desporto Amador de Pombal. Foram recolhidos 49 questionários, correspondentes aos atletas inscritos pelo clube na Federação de Andebol de Portugal. Após termos recolhido e tratado os dados, procedeu-se à sua análise de modo a podermos tirar ilações, constatando então que os jovens inseridos em famílias com tradição em prática desportiva federada iniciaram mais cedo a prática do andebol. No entanto, os jovens provenientes de famílias com tradição em andebol federado ou em dirigismo desportivo, não começaram mais cedo no andebol. Os atletas dos escalões mais avançados iniciaram a sua prática mais cedo, sendo que, o mesmo não se passou nos atletas inseridos no grupo com maior nível de capital. A maioria dos pais incentiva muito os seus filhos para que continuem a carreira desportiva na modalidade de andebol, segundo a opinião dos atletas em estudo, e em especial daqueles cujos familiares têm experiência em dirigismo desportivo. Apurámos também que, segundo a opinião dos atletas, os familiares e amigos valorizam a sua performance durante as competições. Podemos assim afirmar, que em parte, todas as hipóteses formuladas foram confirmadas. Depois dos dados analisados, e das hipóteses testadas, pudemos ainda reconhecer que esta investigação vai ao encontro da maior parte dos autores consultados, tendo sido confrontadas ideias de alguns destes autores com os dados obtidos no presente estudo. Seria pertinente realizar investigações também a atletas do sexo feminino. Assim como, tentar perceber quais os motivos que levam ao abandono da prática desportiva.
Ciências Médicas e da Saúde
1,101
Interleucina-6, obesidade e exercício físico: proposta para um projecto de investigação
Actividade física,Obesidade,Sistema imunitário
Inserido no âmbito do Seminário de Exercício Físico, Desordens Alimentares e Resposta Imunológica, para a obtenção do grau académico de Licenciatura, pretendemos enquadrar nesta monografia três áreas de estudo que se integram no seu tema, procedendo, como é óbvio, à imprescindível delimitação da presente exposição devido à abrangência da matéria abordada. Assim, e para começar, foi indispensável fazer uma revisão geral que começou com o sistema imunitário, passou pelas desordens alimentares e terminou com a actividade física, e que funcionou como meio de triagem para estabelecer precisamente o assunto que posteriormente foi analisado. Depois dessa ponderação, a fim de sugerir e conferir maior especificidade ao trabalho, optámos por atribuir a esta monografia o título que figura definitivamente na sua capa: Interleucina-6, Obesidade e Exercício Físico. Com efeito, a interleucina-6 tem sido fruto de muitos estudos nos últimos anos. Mais do que um elemento integrante do sistema imunitário, as investigações na área têm revelado que esta citocina constitui um importante elo de ligação entre o tecido muscular, o tecido adiposo, o fígado e outros órgãos do corpo humano. As conclusões dos investigadores não têm sido plenamente concordantes. Contudo é possível retirar algumas considerações consistentes. Inicialmente julgava-se que o aumento da concentração sanguínea da interleucina-6 verificado durante o exercício físico se devia a eventuais lesões tecidulares decorrentes. A interleucina-6 é libertada em grandes quantidades pelo músculo em actividade sem que haja necessariamente lesão muscular. A observação de tal facto sugere que esta citocina é responsável por alterações fisiológicas que têm lugar durante o exercício físico no sentido de garantir a manutenção da glicémia a partir da estimulação da hidrólise do glicogénio hepático. Assim, actualmente a interleucina-6 revela-se uma forte candidata ao título de miocina. Por outro lado, o tecido adiposo é reconhecido, cada vez mais, como um órgão endócrino, capaz de libertar citocinas que actuam pela via hormonal e que se denominam adipocinas. Entre essas adipocinas encontra-se a interleucina-6. A quantidade de interleucina-6 libertada pelo tecido adiposo é tanto mais significativa quanto maior for a massa gorda existente no indivíduo. Uma vez que a obesidade está claramente relacionada com várias situações adversas à saúde – entre as quais se contam um maior risco de complicações cardiovasculares, de resistência à insulina e de diabetes – associadas a um estado crónico de inflamação sistémica de baixo grau, torna-se imperativo compreender a função que a interleucina-6 exerce no contexto, uma vez que se trata de uma citocina estreitamente envolvida na resposta inflamatória. Alguns investigadores apontam para a interleucina-6 como um potencial instrumento terapêutico que estimula a lipólise e aumenta a sensibilidade à insulina. Outros defendem justamente o contrário, referindo inclusive que a perda de peso está associada à redução da concentração sanguínea da interleucina-6 e à diminuição da resistência à insulina. Se a obesidade resulta em inflamação sistémica ou vice-versa, é uma questão por discutir. É certo que a inflamação sistémica continuada é prejudicial para a saúde mas ainda é cedo para tirar conclusões definitivas acerca dos mecanismos fisiológicos envolvidos. Não há dúvida de que o exercício físico apenas traz benefícios para quem o pratica, particularmente no caso dos indivíduos obesos, e se esses benefícios são mediados por alterações nos valores dos marcadores inflamatórios, como por exemplo a interleucina-6, é uma questão pertinente para se investigar. É nesse sentido que surge a proposta para o projecto de investigação constante nesta monografia. A ideia é analisar, a longo prazo, as consequências que uma prática regular de actividade física tem sobre os índices inflamatórios, especialmente a interleucina-6, de indivíduos obesos, e se há uma relação positiva entre tais valores e a propensão para a diabetes e/ou outras doenças associadas à obesidade.
Ciências Médicas e da Saúde
1,102
O grau de satisfação/insatisfação dos estagiários da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, no ano lectivo 2004/2005
Estagiários de educação física,Satisfação,Insatisfação,Formação de professores
O presente estudo tem por objectivo verificar o grau de satisfação/insatisfação dos estagiários da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, no ano lectivo 2004/2005. A população inquirida neste estudo é composta pelos alunos estagiários do 4º e 5º ano da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, no ano lectivo de 2004/2005, que estão como Professores Estagiários em escolas do ensino secundário e com 3ºciclo dos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria, constituindo um total de 99 inquiridos, com idades compreendidas entre 20 e 28 anos (sendo a média de idades de 22,40 anos e o desvio padrão de 1,46 anos). O instrumento de avaliação por nós utilizado para a realização deste estudo foi o Questionário de Opinião a Professores de Educação Física (QOPEF) de Ramos (2003), adaptado de Correia (1997), sendo o tratamento da informação realizado com o apoio do programa informático SPSS, versão 11.5. Para a análise dos dados foram utilizadas técnicas de estatística descritiva e técnicas de estatística inferencial. O presente estudo levou-nos a tirar algumas conclusões. Assim, verificámos que, ao contrário do que seria de esperar, os alunos/estagiários da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, no ano lectivo de 2004/2005, de uma maneira geral, apresentam sentimentos de satisfação e bem-estar docente. Podemos ainda realçar que este sentimento de satisfação é mais evidenciado perante factores de natureza relacional professor/alunos, de natureza económica, de natureza profissional, de natureza institucional (professor/instituições) e a nível das manifestações de mal-estar/bem-estar docente; denota-se, ainda, indiferença e neutralidade dos estagiários perante factores de natureza institucional (instituições/instituições), sendo que apenas o item “Tempo livre que a tua profissão te possibilita para outras ocupações” provoca sentimentos de insatisfação e mal-estar docente à maioria dos estagiários da FCDEF-UC, neste ano lectivo.
Ciências Médicas e da Saúde
1,103
Autopercepções e bem-estar psicológico em populações especiais : estudo exploratório em indivíduos do sexo feminino com deficiência motora e sedentários
Populações especiais,Deficientes motores,Bem-estar
Objectivo de estudo: avaliar o Autoconceito físico, a Autoestima e a Imagem Corporal em indivíduos do sexo feminino, com deficiência motora, sedentários. Metodologia: 24 indivíduos do sexo feminino com deficiência motora, com idades compreendidas entre os 19 e os 76 anos de idade, sendo a média e o desvio padrão de 45, 50 + 15,66 anos. Todas as mulheres inquiridas são sedentárias. Os instrumentos de medida utilizados foram: a Escala da Autoestima de Rosemberg (Rosenberg Self Esteem Scale (1965); o questionário do Perfil de Autopercepção Física – Physical Self-Perception Profile, PSPPp de Fox e Corbin (1990) – versão portuguesa adaptada por Fonseca, Fox e Almeida (1995) e o Questionário de Imagem Corporal de Bruchon-Schweitzer – French Body Image Questionnaire (1987) – adaptado por Ferreira (2003), complementados por uma ficha de caracterização individual. No que diz respeito ao tratamento estatístico, utilizámos a estatística descritiva (média, desvio padrão e distribuição de frequências) e em relação à estatística inferencial, recorremos à análise da variância – One Way Anova e o T de Student. Os resultados obtidos após o tratamento estatístico permitiram-nos concluir que não existem diferenças estatisticamente significativas em nenhuma das variáveis independentes, em função das variáveis dependentes. Existem diferenças estatisticamente marginais entre a dimensão Acessibilidade/Retraimento da Imagem Corporal, em função da variável origem da deficiência.
Ciências Médicas e da Saúde
1,104
Monotorização e controlo do treino : avaliação da via anaeróbia numa equipa de futebol júnior
Jovens futebolistas,Futebol,Treino desportivo,Vias anaeróbias
O futebol é um desporto que centra a sua atenção quase exclusivamente nos aspectos técnico-tácticos, negligenciando os factores fisiológicos. A condição fisiológica dos jogadores assume um papel fulcral na performance desportiva. Para tal, a avaliação física do futebolista permite ao treinador monotorizar e controlar o treino, e aquando da organização colectiva de jogo, optar por escolher um jogador para o desempenho de uma determinada função, atendendo à sua aptidão física, ou apostar fortemente no treino para que o jogador possa desempenhar essa função. Assim, o presente estudo teve como objectivo averiguar importância da avaliação anaeróbia na monotorização e controlo do treino no futebol júnior. Para tal efectuamos testes laboratoriais de impulsão vertical – Countermovement Jump (CMJ) e Countermovement Jump adaptado (com cabeaceamento), para analisar a potência anaeróbia - absoluta (w) e relativa (w.kg-1). Assim como testes de terreno, tal como, o Running based on Sprint Test (RAST), para avaliar a potência anaeróbia máxima, média e mínima (w), e a capacidade anaeróbia partindo do índice de fadiga (IF) (w), e simulamos ainda um jogo de treino, para investigar alguns parâmetros fisiológicos - frequência cardíaca (bpm) e concentração de lactato ([lactato]) (mmol.l-1). A amostra em estudo foi constituída por 17 sujeitos (17,4 ± 0,9anos; 171,85 ± 5,46cm; 66,1 ± 5,63kg) do sexo masculino, jogadores de futebol, do escalão júnior A, do Campeonato Distrital de Viseu. Efectuaram-se 4 sessões de testes, medindo em todas elas, a estatura e a massa, para verificar se ocorriam alterações significativas. Na primeira, a amostra foi caracterizada pela avaliação antropométrica e somatótipo, em termos da equipa e relativamente às diversas posições ocupadas no terreno de jogo. Na segunda, realizaram-se os testes de CMJ e CMJ adaptado, sendo intervalados de 30s de recuperação. Durante o jogo de treino, efectuamos a monotorização da frequência cardíaca (FC), a intensidade de esforço, e recolhemos lactatos aos 35min e 80min de jogo (10min antes do término de cada parte). No RAST, analisamos a potência e capacidade anaeróbias, a velocidade média dos 6 sprints. Formam também analisadas as concentrações de lactato [lactato] aos 0min, 3min, 5min e 7min após a sua conclusão, assim como a variação da FC durante o teste, recolhida depois de cada sprint, e após o esforço, ao 1ºmin, 3ºmin, 5ºmin e 7ºmin. A análise estatística foi realizada através do teste t de Student, e do coeficiente de correlação Produto Momento de Pearson, sendo o nível de significância considerado de p <0,05. Da análise dos dados verificámos o seguinte: Relativamente à massa corporal, são os médios os que registam os maiores valores (70,82 ± 2,20kg). Ao passo que na estatura, são os avançados (174,5 ± 3,48cm) e os médios (173,72 ± 2,98cm) aqueles que apresentam os maiores valores. Verificam-se diferenças altamente significativas (p <0,01) entre as variáveis deslocamento do CG (cm), potência absoluta (w) e relativa (w.kg-1), e tempo de voo (s) no CMJ e CMJ adaptado; Relativamente ao jogo de treino, verificaram-se [lactato] e frequência cardíaca (bpm) superiores na 1ª parte (4,57 ± 2,11mmol.l-1 e 164,53 ± 12,77bpm) comparativamente com a 2ªparte, (4,24 ± 2,58 mmol.l-1 e 156,07 ± 9,02bpm), respectivamente; existindo diferenças altamente significativas (p <0,01) para a FC, no entanto na concentração de lactato não existem diferenças estatisticamente significativas (p> 0,05). No RAST, verificamos um declínio progressivo da velocidade (km/h) e da potência (w) a partir do 1ºsprint. A FCmédia em cada sprint aumenta significativamente em cada uma das tentativas obtendo o valor mais elevado no 6º Sprint (185,00±12,07bpm). Na recuperação da FC após o esforço, verifica-se uma redução estatisticamente significativa (p <0,05) em cada um dos momentos observados (1º, 3º, 5º e 7ºmin) Na concentração de lactato verificámos diferenças estatisticamente significativas (p <0,05; 10,17± 3,11 vs. 11,13± 3,07mmol.l-1) entre os 0 e os 3min. Ao analisar a relação entre os testes de CMJ/CMJ adaptado com o RAST, observamos uma correlação estatisticamente significativa (p <0,05) entre a potência máxima e média do RAST (w) com a potência no CMJ adaptado (w) o que nos dá algumas indicações sobre a necessidade de escolher testes específicos para cada uma das modalidades.
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1,105
Exercício físico e imunidade : efeito do exercício físico sobre a concentração e taxa de IgA salivar em idosos
Actividade física--idoso,Idosos,Sistema imunitário
Este estudo pretende apurar se o exercício físico tem alguma influência na alteração da concentração e taxa de IgA salivar, em indivíduos idosos. A amostra do estudo foi composta por onze idosos (n=11), que foram sujeitos a um programa de actividade física, com três sessões por semana, das quais duas de treino cardiovascular e uma sessão composta por exercícios de força, de resistência muscular, de flexibilidade, de coordenação, de relaxação e de consciencialização postural. Antes da aplicação do programa de treino, foi feita a recolha da saliva para a análise da IgA, tomando-se o mesmo procedimento no final do programa. Para a monitorização das ITRS, utilizou-se uma tabela, onde se registaram semanalmente os episódios de gripes e constipações. Ao fim de dezasseis semanas de exercício, e após a recolha de todos os dados necessários, procedemos ao tratamento estatístico, utilizando a estatística descritiva e inferencial. Após a interpretação dos resultados obtidos, concluímos que existem aumentos estatisticamente significativos nos níveis de IgA entre o primeiro momento avaliativo e o segundo, nos valores absolutos da concentração de IgA salivar; existem aumentos estatisticamente significativos, entre o primeiro momento avaliativo e o segundo, nos valores da taxa de secreção de IgA salivar. Não existem correlações entre os valores iniciais e finais, da concentração de IgA salivar, e o número de episódios de ITRS, no grupo e não existem correlações entre os valores iniciais e finais, da taxa de secreção de IgA salivar (SIgA), e o número de episódios de ITRS, no grupo estudado.
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1,106
Identificação e análise das práticas lúdicas e recreativas em idosos : os jogos, brinquedos e brincadeiras dos nossos avós no concelho de Anadia
Recreação,Idosos,Jogos
O presente estudo tem por objectivo efectuar uma identificação e análise das actividades lúdicas, praticadas durante a infância de idosos residentes actualmente em Anadia, e caracterizar as condições socio-políticas e culturais da época, com o intuito de averiguarmos se essas condicionavam de alguma forma a ludicidade das crianças. O estudo envolveu dez indivíduos, cinco do género feminino e cinco do género masculino, com idades compreendidas entre os 83 e os 93 anos, residentes no lar da Santa Casa da Misericórdia de Anadia. Para obteremos as informações necessárias, recorremos à entrevista semi-estruturada, onde foram realizadas questões sobre a situação socio-política e cultural do país no período em que os idosos viveram a sua infância, e ainda questões relacionadas com os jogos, brincadeiras e brinquedos realizados pelos idosos nessa época. Posteriormente à recolha das informações, foi feita a análise do seu conteúdo, através da categorização, voltada para a caracterização das condições socio-políticas e culturais do país, das condicionantes às práticas lúdicas por parte do regime, do local, do tempo destinado à sua realização e intervenientes e por fim, dos jogos, brincadeiras e brinquedos enunciados, bem como, a sua classificação quanto ao tipo dos primeiros dois e quanto aos materiais e aos respectivos construtores do último. E por fim, após a apresentação e discussão, chegou-se à conclusão de que o país no início do século XX, atravessava um período de repressão, sobre a forma de um regime ditatorial. Esta situação acarretava problemas económicos e de trabalho e discriminativos em relação às mulheres. As práticas lúdicas, eram condicionadas pelo regime, o horário de execução difere entre cada género, estas raramente são executadas por ambos os géneros. Os jogos, as brincadeiras e os brinquedos são característicos de cada género, o género masculino pratica uma maior variedade de jogos do que o género feminino, as brincadeiras muitas vezes únicas e características de cada um e os brinquedos são maioritariamente de origem artesanal.
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1,107
Cinética do comportamento da IgA salivar, em resposta a uma tarefa aeróbia - teste de Luc-Léger
Teste de Luc-Léger,Sistema imunitário,Natação,Vias energéticas
Sendo o objectivo do presente estudo a análise da variação da Imunoglobulina A salivar em resposta ao esforço aeróbio – Teste de Luc-Léger, foram reunidos 12 nadadores do sexo masculino, de nível competitivo nacional, com média de idades igual a 17,03±0,89 anos, com volume de treino médio anual 1450±70,71 km e com 7,08±0,89 anos de competição. O protocolo adoptado incluiu a realização do teste de Luc-Léger (prova progressiva máxima), que permitiu a determinação do VO2máx; recolha de seis amostras de saliva: a primeira antes da aplicação do teste, a segunda 15min após o teste, a terceira e quarta, 1h30min e 2h30min após o teste, respectivamente, a quinta, na manhã do dia seguinte e a sexta 24h pós-teste. Foram também recolhidas micro-amostras de sangue para determinação da concentração de lactato, foi registada a frequência cardíaca e a percepção do esforço, através da escala CR10 de Borg. O tratamento estatístico dos dados compreendeu a análise descritiva (mínimos, máximos, médias e desvios padrão) e o método estatístico Não-Paramétrico (Wilcoxon Test) para comparar os seis momentos. Foi estabelecido um nível de significância de 0,05. Em relação à sIgA, observou-se um declínio altamente significativo (p ‹0,01) 2h30min após ser aplicado o teste. Comparando com os valores iniciais, na manhã do dia seguinte registou-se um aumento significativo (p ‹0,05) da sIgA. Vinte e quatro horas depois da realização do teste, os valores de sIgA regressam para próximo dos iniciais. Quanto aos níveis da srIgA os resultados obtidos foram bastante similares. Ou seja, também se verificou um decréscimo significativo nos 15min (p ‹0.05) e 2h30min (p ‹0,01) ulteriores ao exercício. Entre as 2h30min e a manhã seguinte, os valores de sIgA e de srIgA aumentaram significativamente (p ‹0,01), sugerindo-se que, o intervalo de tempo permitiu que os parâmetros imunitários fossem restabelecidos. No entanto, 24h depois os níveis de sIgA e de srIgA voltam a ser os mesmos que foram registados inicialmente. Em suma, os resultados permitem concluir que, em resposta aguda ao esforço aeróbio (teste de Luc-Léger), parece existir uma supressão do sistema imunitário.
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1,108
A PCR e o risco cardiovascular numa população de idosos do sexo masculino
Envelhecimento,Doenças cardiovasculares,Condição física,Idosos
As doenças cardiovasculares lideram as causas de morte nos Estados Unidos, assim como um pouco por todo o mundo. A maioria dos casos originam-se da aterosclerose, uma condição na qual o colesterol, a gordura e o tecido fibroso se depositam nas paredes das artérias de grande e médio calibre. Pelo menos dez factores de risco podem ajudar a predizer a probabilidade de DCV: hereditariedade, sexo, idade, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade (especialmente excesso de gordura abdominal), falta de actividade física e níveis anormais de colesterol sanguíneo e de homocisteína. Quanto maior for o número de factores de risco que uma pessoa tem, maiores são as possibilidades de desenvolver doenças cardiovasculares. Hereditariedade, género e idade não podem ser alterados, mas os outros podem ser influenciados pelo comportamento individual. Muitos destes factores de risco podem estar inter-relacionados. Obesidade, falta de exercício e tabagismo podem aumentar a pressão sanguínea e adversamente influenciar os níveis de colesterol sanguíneo. Diversos estudos sugerem que a exposição ao fumo do cigarro no ambiente ("fumo passivo") também aumenta o risco do desenvolvimento de doenças cardíacas (Steenland, 2002; Kawachi, 1997). Nenhuma especialidade médica cresceu tanto, recentemente, como a cardiologia. Vários estudos que abordam o diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares reflectem-se numa maior popularização dos conceitos básicos de prevenção de factores de risco cardiovascular (tais como fumo, sedentarismo, obesidade, etc…) e na introdução de meios diagnósticos mais simples e menos invasivos para estratificação destes riscos. É nesse contexto que se insere a Proteína C-Reativa. A Proteína C-Reativa (PCR) foi descoberta em 1930 e tem vindo a ser utilizada de forma rotineira na avaliação dos pacientes com desordens inflamatórias de qualquer natureza. Sintetizada pelas células do fígado em resposta à presença de substâncias geradas pelo processo inflamatório, as citocinas, a PCR eleva-se à medida que o processo se torna mais intenso. Tem-se verificado que indivíduos com níveis elevados de PCR, desde que sejam afastados outros factores que contribuem para seu aumento (obesos, diabéticos complicados, grandes fumadores, pacientes oncológicos, inflamações agudas ou Resumo ____________________________ - II - crónicas, entre outros), poderiam estar sob risco de desenvolver doenças cardiovasculares, o que de fato se confirmou com novos estudos. A sua relevância consolidou-se após ter sido incluída, desde 2002, nas recomendações da Associação Americana de Cardiologia (AHA) como um item obrigatório na avaliação de risco cardiovascular. Deste modo, este estudo surge como uma tentativa de descobrir a existência de uma relação entre a Proteína C-Reactiva e outros factores de risco cardiovascular numa população de setenta sujeitos do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 65 e os 89 anos de idade. Nos resultados observados, a PCR mostrou uma correlação significativa com os Triglicerídeos e a Pressão Arterial Sistólica. Mostrou também correlacionar-se de forma inversa e estatisticamente significativa com a Circunferência Abdominal e com a HDL_C (embora com este último item não se tenha correlacionado significativamente). Estes resultados, apesar das limitações da amostra, levam-nos a concluir que a PCR pode ser um bom preditor de doenças cardiovasculares.
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1,109
Relação do risco cardiovascular global com o PAI-1 no sangue e a distância percorrida em 6 minutos
Envelhecimento,Idosos,Condição física
Este trabalho tem por objectivo descrever e relacionar factores de risco cardiovascular global com os níveis de PAI-1 (Inibidor do Activador do Plasminogénio) e com a distância percorrida no teste dos 6 minutos antes da aplicação de um programa de actividade física a uma população idosa. Foram avaliados inicialmente 114 indivíduos do Centro de Dia de Arganil e de Côja, pertencendo 70 ao sexo feminino (idades compreendidas entre os 65 e os 95 anos) e 44 ao sexo masculino (idades compreendidas entre os 65 e os 89 anos). Todos os sujeitos realizaram as análises sanguíneas em jejum, e a avaliação da condição física foi efectuada entre as 10 e as 12 horas, sendo também medida a pressão arterial diastólica e a pressão arterial sistólica. Posteriormente, para realizar a análise e discussão dos dados, foi utilizada a estatística descritiva e diferencial, o teste de Correlação bivariada de Pearson e o teste de comparação Anova One Way. Foram também efectuados testes a posteriori de Scheffé. Dos resultados obtidos neste estudo, as principais conclusões foram as seguintes: 1- analisando o grupo feminino e o grupo masculino como um todo, existem diferenças estatisticamente significativas no que respeita aos parâmetros distância percorrida em seis minutos, não se verificando diferenças significativas nos factores de risco cardiovasculares e nos níveis de PAI-1 no sangue; 2- dentro da amostra masculina, existe uma relação directamente proporcional entre a distância percorrida e a glicemia, a distância percorrida e o colesterol total e entre o PAI-1 e o colesterol total; 3- dentro da amostra feminina, existe uma relação directamente proporcional entre a distância percorrida e a pressão arterial diastólica, o PAI-1 e o colesterol total/HDL-C e uma relação inversamente proporcional entre o PAI-1 e o HDL-C.
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1,110
Prescrição do exercício e orientações nutricionais numa população com excesso de peso e obesidade
Obesidade,Prescrição do exercício,Nutrição
Estudos actuais revelam que a obesidade é considerada um problema de proporção mundial pela Organização Mundial de Saúde (1998), porque atinge um número elevado de pessoas e predispõe o organismo a várias doenças e morte prematura. O presente estudo teve como objectivo sensibilizar a população com excesso de peso e obesidade para a prática da actividade física. Inicialmente realizou-se uma triagem através de métodos antropométricos para determinar a percentagem de alunos com excesso de peso e obesidade na Escola Secundária D. Duarte e a sua evolução ao longo dos anos. Posteriormente efectuou-se uma prescrição de exercício e o fornecimento de orientações nutricionais, de forma a diminuir os factores de risco para a saúde. A amostra total foi constituída por 495 sujeitos, dos quais, após a determinação do índice de massa corporal, foram seleccionados aqueles com excesso de peso ou obesidade (n=95). Todos estes foram convidados a participar no estudo, no entanto, apenas 31 entregaram o termo de consentimento assinado pelos Encarregados de Educação. Destes 31 sujeitos, somente 25 realizaram as 8 semanas de treino iniciais, sendo que 4 deles não tiveram uma participação regular, faltando a algumas sessões. Desta forma estes foram excluídos do estudo devido a um maior rigor dos dados. Após as 8 semanas, os 21 sujeitos foram divididos por 2 programas de treino com objectivos distintos, sendo que 11 sujeitos do sexo feminino foram os que participaram na última etapa da investigação. Nesta fase efectuou-se um treino complementar ao já realizado no ginásio, que consistiu na realização de caminhadas diárias com uma duração de 30 minutos. Os resultados obtidos indicaram que este ano a percentagem de alunos com excesso de peso e obesidade foi de 19,2%, ou seja, isto quer dizer que para a amostra total medida, em aproximadamente 5 sujeitos, 1 tem excesso de peso ou obesidade. De acordo com um estudo efectuado na mesma escola mas em 1997, podemos verificar que houve um incremento de 6,4% relativamente ao número de indivíduos com excesso de peso para a idade. O programa de treinos foi estipulado de acordo com o ACSM (2000) e adequado para a população em causa, permitindo um dispêndio calórico 300kcal por sessão que evoluiu até às 450 kcal no fim do programa. Como complemento ao programa, durante as últimas 4 semanas os sujeitos realizaram caminhada diária de 30 minutos com um dispêndio energético em média de 141,39kcal. Foram fornecidas orientações nutricionais que levaram a uma modificação comportamental dos hábitos alimentares ao longo do estudo. Durante as 12 semanas de treino a amostra perdeu 2,3kg de massa corporal e 1,8% de massa gorda.
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1,111
Comparação da eficácia de dois testes de extensões de braços. Análise neuromuscular do Pectoralis Major e do Triceps Brachii
Músculos,Electromiografia
No âmbito dos ginásios, o Pectoralis Major (PM) e o Triceps Brachii (TB) são dois dos músculos que as pessoas preferencialmente escolhem para exercitar. Estes dois músculos são determinantes na extensão dos braços, que é, de igual forma, uma acção fundamental na realização das tarefas indispensáveis do quotidiano, bem como na prática de variadíssimos desportos. Para além disso, devido à fugacidade da sociedade contemporânea, as pessoas dedicam menos tempo às relações pessoais e, como tal, concedem um crédito extraordinário à aparência física e ao aspecto estético. Acoplado a isto, somos cada vez mais invadidos por imagens de corpos perfeitos, por parte da comunicação social. Este trabalho tem como objectivo comparar dois protocolos distintos do teste de extensões de braços, quanto ao desempenho electromiográfico dos músculos PM e TB e quanto aos valores da frequência cardíaca e aos níveis de lactatos sanguíneos. Para este estudo foram recrutados oito indivíduos do sexo masculino, estudantes do primeiro ano da Faculdade de ciências do desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra. Para tal, estabelecemos um desenho experimental, onde os voluntários efectuaram dois protocolos do teste de extensões de braços, com alteração da distância entre as mãos e com uma velocidade determinada pela cadência sonora do FitnessGram®. Assim, o protocolo 1 foi efectuado com as mãos à largura dos ombros (seguindo o protocolo do FitnessGram®), ao passo que o protocolo 2 foi realizado com as mãos juntas. Em ambos os protocolos os músculos PM e TB foram monitorizados com um sistema de electromiografia (EMG) de superfície e analisados a frequência cardíaca e os lactatos sanguíneos. Na frequência cardíaca e nos níveis de lactatos sanguíneos não se verificaram quaisquer diferenças estatisticamente significativas entre a execução do protocolo 1 e a execução do protocolo 2, do teste de extensões de braços. Do início para o fim do teste houve uma diminuição significativa no Mean Power Frequence (MPF) e um aumento significativo no Averaged EMG (AEMG), nos músculos Pectoralis Major e Triceps Brachii, no primeiro protocolo. Este facto sugere um possível estado de fadiga muscular. No segundo protocolo não se verificou um estado de fadiga muscular. Por conseguinte, podemos concluir que o primeiro protocolo é mais eficaz para o desenvolvimento dos dois grupos musculares, embora as extensões de braços com as mãos juntas sejam mais exigentes. Logo, é onde é possível efectuar menos repetições
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1,112
Condição física funcional e estados de humor na pessoa idosa
Idosos,Exercício físico,Terceira Idade,Estados de humor
Até à data, e principalmente nos últimos anos, têm sido realizados inúmeros estudos, com o intuito de demonstrar e relevar a importância do exercício físico para a população em geral, dando-se cada vez mais atenção ao processo de envelhecimento, aos indivíduos idosos e aos factores que condicionam um envelhecimento, aos indivíduos idosos e aos factores que condicionam um envelhecimento repleto de qualidade de vida. Este estudo tem como objectivo averiguar os efeitos do nível de condição física funcional, segundo os parâmetros, “força superior e inferior”, “flexibilidade inferior e superior”, “resistência aeróbia”, “velocidade, agilidade e equilíbrio” e ainda o “índice de massa corporal (IMC), sobre os estados de humor (depressão, tensão, fadiga, vigor, irritação e confusão) de uma população idosa. Para tal utilizámos uma amostra de 114 indivíduos, com idades compreendidas entre os 65 e 95 anos de idade, sendo 44 do sexo masculino e 70 do sexo feminino. Os indivíduos estudados encontravam-se distribuídos por vários centros de dia do Concelho de Arganil. A proposta inicial do presente estudo, visava não só a comparação dos níveis de condição física e dos estados de humor, entre homens e mulheres, como também um estudo individualizado da cada sexo. Após a identificação dos seus resultados, passamos a realizar uma correlação entre as duas variáveis (condição física e dimensões psicológicas) nos homens e nas mulheres, de forma a saber se existe alguma associação entre elas. Verificou-se que podem ou não existir associações entre os parâmetros de Condição Física Funcional e as dimensões psicológicas do POMS (os estados de humor) nos idosos. Analisando o grupo feminino e tomando em consideração que os níveis de condição física são mais elevados quando um indivíduo pratica actividade física, verificou-se que pode ou não existir relação entre a actividade física e os estados de humor nos idosos. Quanto ao grupo masculino e tomando as mesmas considerações anteriores, concluímos que existe relação entre a actividade física e os estados de humor nos idosos. Com este trabalho, chegou-se à conclusão que o exercício pode ter efeitos benéficos e positivos para os indivíduos da terceira idade, nomeadamente na manutenção ou melhoramento dos níveis normais da condição física e dos estados de humor.
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1,113
O side-out/ki no voleibol : estudo comparativo entre a 1ª (A1) e 3ª divisões nacionais de seniores masculinos da época 2004/2005
Jogos desportivos colectivos,Voleibol
O objectivo central do presente estudo é comparar a terceira divisão de Seniores masculinos com a primeira divisão A1 Seniores masculinos, época 2004/2005, na modalidade de Voleibol, através da análise do side out. Por meio de um estudo exploratório foram observados e analisados o side-out/KI, que nos dará informações acerca da solicitação de ataque, eficácia do ataque do side-out e concretização desta fase do jogo, nas equipas da primeira e terceira divisão Nacional seniores masculina. Foram analisados os ataques de todas as zonas, classificando-os como positivos, negativos ou neutros, foram ainda também analisadas todas as recepções falhadas. Para a realização deste trabalho foram observados 20 set’s de jogo da 1ª Divisão Nacional A1 Seniores Masculinos e 20 set’s de jogos da 3ª Divisão Nacional Seniores Masculina, da época 2004/2005. A ficha de observação utilizada foi construída tendo por base os conceitos de Colleman (1985). Depois de todos os dados tratados e analisadas podemos finalmente retirar algumas conclusões: a solicitação de ataque no side-out nas zonas 2 e 4 é superior nas equipas da 3ª Divisão, enquanto que a solicitação de ataque na zona 3, embora não se tenham verificado diferenças estatisticamente significativas, podemos verificar que a 1ª Divisão apresenta maior solicitação no side-out nesta zona que a 3ª Divisão. No que diz respeito à solicitação de ataque no side-out na zona de ataque, a 3ª Divisão apresenta um valor mais elevado que na 1ª divisão, embora não se encontrem diferenças estatisticamente significativas entre estes valores. A eficácia de ataque no side-out nas zonas 2 e 4, é superior nas equipas da 1ª Divisão, embora não se tenham verificado diferenças estatisticamente significativas enquanto que no que diz respeito à eficácia de ataque na zona 3, podemos verificar que a 1ª Divisão apresenta um valor superior que a 3ª Divisão. A eficácia de ataque no side-out na zona de ataque é superior na 1ª Divisão que na 3ª divisão; relativamente à eficácia de ataque na zona de defesa no side-out, a 3ª Divisão Nacional apresenta valores superiores aos da 1ª Divisão Nacional, embora não se encontrem diferenças estatisticamente significativas entre estes valores. Ao nível da concretização do side-out, a 1ª divisão Nacional apresenta valores superiores que a 3ª Divisão Nacional.
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1,114
Nivel de stress dos estudantes do 1º ano da FCDEF-UC : um estudo descritivo
Estudantes de educação física,Coping,Actividade física,Stress
O presente estudo tem como objectivo identificar e caracterizar o nível de stress dos estudantes do 1ºano da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra (FCDEF-UC), no ano lectivo 2004/2005, assim como identificar e analisar as estratégias de coping mais utilizadas por estes, relacionando-as com os factores indutores de stress. A amostra foi constituída por 55 alunos do 1º ano da FCDEF-UC (38 do sexo masculino e 17 do sexo feminino), com uma média de idades de 19,58 anos. Os instrumentos de medida por nós utilizados para a realização deste estudo consistiram em: 1 – Questionário de Identificação; 2 – Questionário de Escala de Nível de Stress nos Estudantes (N.I.S.E.S.T.E.); 3 – Inventário de Resolução de Problemas (I.R.P.). O tratamento de dados teve como base o programa estatístico SPSS (Statistical Package for Social Sciences) versão 11.5 e na apresentação dos resultados recorremos ao uso de técnicas de estatística descritiva. Com base nos resultados obtidos, verificámos que os factores indutores de stress mais relevantes para os estudantes do 1º ano estão relacionados com a preocupação com os exames, a dificuldade na relação professor/aluno e a incapacidade; segundo as estratégias de coping mais utilizadas são a resolução activa dos problemas, o pedido de ajuda, a atitude activa na vida quotidiana de não interferência pelas ocorrências e o confronto com o problema e o planeamento da estratégia de acção. Por último, concluímos que os alunos do 1º ano por nós estudados evidenciam um nível baixo de stress, demonstrando, no entanto, o conhecimento de boas estratégias de coping, não tendo a tendência para utilizar estratégias de coping negativas.
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1,115
Estudo longitudinal de jovens futebolistas masculinos: Controlo da qualidade dos dados na prova de aptidão anaeróbia e relatório parcial dos incrementos anuais dos infantis e iniciados do Clube de Futebol União de Coimbra
Futebol,Jovens futebolistas
Objectivo: O presente estudo pretende avaliar a aptidão anaeróbia na prova de 7 sprints, Bangsbo, 1994, no grupo do controlo e qualidade de dados e efectuar um relatório individual dos incrementos anuais de jovens atletas do Clube de Futebol União de Coimbra, nos escalões de infantis e iniciados. Metodologia: No C.Q.D. foram observados 39 futebolistas de 11 e 13 anos de idade pertencentes ao 2º ano do escalão de infantis e 1º ano de iniciados. No relatório individual para cada jovem atleta, a amostra foi constituída por 10 elementos infantis neste ano e no ano passado e 6 elementos iniciados nesta e na época passada. O teste utilizado no C.Q.D. foi o de 7 sprints de Bangsbo, 1994. Para os relatórios individuais foram utilizados para o desempenho motor (10x5m, SE, SCM, 7 sprint e, yo-yo); para os testes de habilidades motoras manipulativas específicas do futebol (toques com o pé, M-test, passe à parede e remate) e ainda as medidas antropométricas. Os dados foram tratados pelo programa SPSS 11.5, recorrendo-se à apresentação da estatística descritiva das variáveis, com a apresentação da média e do desvio padrão. Conclusões: Podemos concluir que para o C.Q.D. na avaliação da aptidão anaeróbia serão necessários mais estudos, pois, existem muito poucos na literatura científica. Contudo os valores encontrados no nosso estudo comparativamente a um outro estudo similar efectuado por Abrantes, 2004, apresentam valores para a média da média dos sprints e para a média do melhor sprint mais fracos. Através da análise de vários estudos de avaliação da aptidão anaeróbia verificámos que com o aumento da idade cronológica, a aptidão anaeróbia é melhor.
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1,117
Estudo da pressão arterial após o teste máximo aeróbio e anaeróbio :|bcomparação entre atletas velocistas e fundistas
Frequência cardíaca,Teste Wingate,Actividade física,Doenças cardiovasculares
Os benefícios da actividade física são por todos reconhecidos. Porém, os riscos cardiovasculares que lhe podem estar associados são por vezes negligenciados ou mesmo desconhecidos. O estudo da pressão arterial (relação entre os valores de repouso e recuperação), têm-se mostrado um importante instrumento na análise do risco cardiovascular e da morte súbita. O objectivo do nosso estudo foi determinar se o tipo de exercício pode desencadear uma resposta da pressão arterial em situação de recuperação, susceptível de causar risco cardiovascular para as pessoas. Para tal, foram escolhidas três populações: uma sedentária (controlo); uma com um treino maioritariamente aeróbio (atletas fundistas) e outra com características de treino anaeróbio típico (atletas velocistas). Cada uma destas populações foi sujeita a dois testes máximos: um aeróbio por patamares e outro anaeróbio. A pressão arterial foi medida em repouso (na posição sentado e no cicloergometro) e depois do teste aos 5, 15, 25 e 30 minutos. Antes dos testes, todos os indivíduos foram caracterizados antropométricamente. O teste aeróbio máximo por patamares foi realizado num cicloergómetro (Monark®, modelo 824), e seguiu um esquema semelhante ao teste de balke. O teste foi iniciado com uma carga de 50 W com incrementos de 25 W de dois em dois minutos. O teste anaeróbio máximo, correspondente ao teste de wingate, foi também realizado em cicloergómetro e teve a duração de 30 segundos. A carga máxima utilizada neste teste foi aferida através de um teste força – velocidade realizado antes. A análise estatística dos dados foi feita pela análise de variância com um intervalo de confiança de 95%. O desempenho dos três grupos de voluntários mostrou-se de acordo com o seu perfil de treino (ou ausência dele – grupo controlo). Enquanto o grupo de fundistas mostrou uma melhor capacidade respiratória no teste aeróbio, o grupo de atletas velocistas atingiu os valores mais elevados de peack power no teste de wingate. Os valores de lactatos colhidos após os testes reforçaram a caracterização do esforço desenvolvido pelos três grupos. No que diz respeito ao comportamento da pressão arterial, podemos afirmar que os resultados obtidos estão de acordo com a revisão da literatura tendo a resposta da pressão arterial sido relativamente semelhante em ambos os testes. O seu comportamento não evidenciou risco cardiovascular para nenhum dos grupos envolvidos no estudo. Contudo, depois de fazer uma análise em termos relativos do grau de recuperação, percebemos que o grupo controlo atingiu mais rapidamente (e em ambos os testes), os valores de repouso mais rapidamente que atletas velocistas e fundistas. Tal facto sugere ter ocorrido uma resposta hipotensiva ao esforço por parte do grupo controlo que não se fez sentir nos atletas. Por outro lado todos os grupos recuperaram mais lentamente no teste anaeróbio (pressão sistólica), especialmente nos primeiros minutos que sucederam o final do teste. Na origem desta resposta parece ter estado a grande subida da frequência cardíaca e do volume de ejecção sistólica (VES) durante este teste, que se reflectiu numa elevação excessiva da pressão arterial, e por conseguinte numa recuperação mais retardada. Apesar de aparentemente os resultados não indiciarem uma disfunção do sistema nervoso autónomo no controlo da pressão arterial em situação de recuperação, percebeu-se que o exercício muito intenso pode, na presença de determinados factores ser um “inimigo” do coração. Convém deste modo fazer uma prescrição do exercício que se adapte às capacidades e necessidades individuais de cada um.
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Avaliação da capacidade de equilíbrio estático e dinâmico em crianças de 10 e 11 anos
Capacidades coordenativas,Crianças,Testes de equilíbrio,Actividade física
A capacidade de equilíbrio reúne algum consenso entre os estudiosos, já que é indubitável o seu reconhecimento como capacidade coordenativa. No entanto, dois tipos distintos de equilíbrio têm sido identificados operando na maioria das nossas actividades do quotidiano; designadamente, o equilíbrio estático e o dinâmico (Seashore, 1947; McCloy, 1945, in Magill 2000). A manutenção de uma posição particular do corpo com um mínimo de oscilação é referida como equilíbrio estático, enquanto equilíbrio dinâmico é considerado ser a manutenção de postura durante o desempenho de uma habilidade motora que tenda a perturbar a orientação do corpo. Este estudo tem o propósito de caracterizar o equilíbrio estático e dinâmico numa população infantil, através de uma bateria de testes concebida para o efeito. Assim pretendemos verificar se os testes designados para medir cada tipo de equilíbrio, o avaliam especificamente. Para isso correlacionámos os diferentes testes e verificámos a intensidade desses valores. Procedemos também à comparação entre os resultados obtidos pelos indivíduos de ambos os sexos, praticantes e não praticantes de uma actividade física regular. Paralelamente, avaliámos algumas variáveis antropométricas, com o objectivo de averiguar a influência destas no desempenho coordenativo das crianças. Os 105 sujeitos da nossa amostra, 50 do sexo feminino e 55 do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 10 e os 11 anos, realizaram três testes de equilíbrio estático e três de equilíbrio dinâmico. Além destes, foram também sujeitos a uma prova com o intuito de avaliar o equilíbrio estático e dinâmico em simultâneo. As principais conclusões deste estudo apontam para diferenças estatisticamente significativas entre os resultados dos sujeitos de ambos os sexos, nos testes de equilíbrio estático e dinâmico. Em função da idade verificaram-se resultados significativos para o teste Star Excursion, na direcção anterior direita. Relativamente à prática desportiva, houve diferenças significativas entre os resultados dos sujeitos praticantes e não praticantes, nos testes de equilíbrio à retaguarda e da bateria de Nelson. O índice de massa corporal e a altura foram dois indicadores antropométricos que influenciaram o desempenho nas provas de equilíbrio. O primeiro, na Cegonha, no Flamingo e no Equilíbrio à retaguarda, e o segundo, nas diferentes direcções do teste Star Excursion. A intensidade das correlações mostrou-se fraca entre os testes de equilíbrio estático e variou entre fraca e moderada nas provas de equilíbrio dinâmico. Entre estes e o teste da bateria de Nelson, as correlações obtidas foram muito fracas.
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Análise das variações da frequência cardíaca durante testes máximos aeróbio e anaeróbio : comparação entre atletas velocistas e fundistas
Frequência cardíaca,Teste Wingate,Teste aeróbio,Teste anaeróbio
Recentemente têm sido realizadas várias campanhas, numa tentativa de persuadir as populações, para a manutenção de uma prática de actividade física regular, abandonando, hábitos sedentaristas, de modo a abandonar estilos de vida não saudáveis. Este trabalho teve como objectivo verificar as diferenças existentes nos valores da frequência cardíaca de repouso, no pico e após o esforço, entre três grupos diferentes de indivíduos, sedentários, velocistas e fundistas. Vinte e um sujeitos do sexo masculino, sete sedentários, sete velocistas e sete fundistas, com idades compreendidas entre os 19 e 34 anos, realizaram dois testes em cicloergómetro (MONARK®), um teste aeróbio máximo outro anaeróbio máximo. Durante a realização dos testes foi realizado o registo da frequência cardíaca, acompanhado com o registo da pressão arterial. Cinco minutos depois do teste realizou-se a análise de lactato sanguíneo. A análise estatística dos dados foi feita pela análise de variância com um intervalo de confiança de 95%. No nosso estudo foram encontradas diferenças significativas entre os valores da frequência cardica de repouso, entre os grupos controlo e fundistas. Nos registos da frequência cardíaca durante o teste aeróbio máximo, foram encontradas diferenças entre os grupo fundistas e velocistas, em relação ao grupo controlo. Relativamente à capacidade de resposta ao esforço, os atletas fundistas demonstraram um melhor comportamento no teste aeróbio máximo, do que no teste anaeróbio. Em relação ao período de recuperação, foram registados os valores relativos aos primeiros trinta minutos de recuperação. O grupo de atletas fundistas, apresentou uma maior capacidade de recuperação tanto ao exercício aeróbio e anaeróbio máximos, sendo verificadas diferenças significativas entre este grupo e o grupo controlo, nos valores de frequência cardíaca relativamente ao primeiro e quinto minutos de recuperação. Para os valores de frequência cardíaca de repouso, o grupo controlo apresentou valores mais elevados, sendo estes considerados indivíduos com risco cardiovascular de morte súbita. Os fundistas são o grupo onde foram registados valores mais baixos de frequência cardíaca em repouso, estando associado às adaptações crónicas ao tipo de exercício aeróbio. Os valores da frequência cardíaca, obtidos no primeiro minuto do período de recuperação, são um factor indicador de risco cardiovascular de morte súbita, estando este directamente associado ao “autonomic imbalance”. Os resultados obtidos sugerem, uma prática de actividade física regular do tipo aeróbio, de forma a reduzir os factores de risco.
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Ansiedade e habilidades psicológicas em atletas de Futsal
Futsal,Ansiedade,Psicologia do desporto,Habilidades psicológicas
Esta investigação teve como objectivo principal a avaliação do perfil psicológico, de jogadores de Futsal, nas seguintes vertentes: Traço de ansiedade competitiva; Estado de ansiedade competitiva; Habilidades Psicológicas. Outro dos objectivos deste estudo foi a descrição das frequências relativas a: Idade dos jogadores; Anos de experiência na modalidade; Anos de experiência na I Liga; Posição em campo; Nacionalidade; Ser, ou não, atleta de selecção nacional; Número de jogos por ano; Número de jogos internacionais por ano; Tempo médio de treino por sessão; Trabalho realizado, ou não, com psicólogos desportivos; Estado de ansiedade competitiva nas escalas de ansiedade somática, ansiedade cognitiva e autoconfiança; Traço de ansiedade competitiva nas sub escalas de ansiedade somática; preocupação; perturbação da concentração, para a amostra acima referida. Esta investigação procedeu também à discriminação da influência do traço de ansiedade competitiva e das suas três sub escalas, assim como do estado de ansiedade competitiva e as suas três escalas, sobre o desempenho de habilidades psicológicas. Por fim, foi também discriminada a influência das seguintes variáveis sobre o traço e estado de ansiedade competitiva e respectivas sub escalas, assim como sobre o desempenho de habilidades psicológicas: Anos de experiência na modalidade; Anos de experiência na I Liga de Futsal; Existência, ou não, de trabalho realizado com psicólogos desportivos; Número de jogos internacionais por ano; Ser jogador da selecção nacional; Nacionalidade. A amostra foi constituída por 66 jogadores distribuídos pelas seguintes nacionalidades: Portuguesa; Brasileira; Angolana; Luso-brasileira, do género masculino, com idades compreendidas entre os 16 e os 36 anos, com uma média de idades de 26,48 com um desvio padrão de 5,308 anos, que representavam os clubes que ocupam as seis primeiras posições da tabela classificativa da I Liga de Futsal do Campeonato Português. Para avaliação das habilidades psicológicas, do traço de ansiedade competitiva e do estado de ansiedade competitiva foram utilizados, respectivamente, os instrumentos de medida “Questionário de experiências atléticas” (ASCI-28), “Reacções à competição” (SAS) e o “Competitive State Anxiety Iventory 2” (CSAI 2). Através dos resultados registados nesta investigação podemos constatar que as habilidades psicológicas com valores médios mais elevados são: Treinabilidade; Confiança e motivação para a realização; Rendimento máximo sob pressão. Por outro lado, as habilidades psicológicas com resultados médios mais baixos foram as seguintes: Formulação de objectivos e preparação mental; Confronto com a adversidade; Concentração. Relativamente aos valores obtidos na avaliação do traço de ansiedade competitiva, estes indicam-nos que a amostra seleccionada apresenta valores médios, sendo que a sub escala de traço de ansiedade somática é aquela que, das três sub-escalas do traço de ansiedade competitiva, apresenta os valores médios mais elevados. Estes valores medianos foram também encontrados na avaliação do estado de ansiedade competitiva. No entanto e neste caso, das três sub escalas avaliadas, foi a sub escala do estado de ansiedade cognitiva que registou valores mais elevados. Foram também registados valores bastantes elevados na avaliação da auto-confiança. Foi também possível verificar neste trabalho a existência de correlações bastante significativas e negativas entre o traço e o estado de ansiedade competitiva e a grande maioria de todas as habilidades psicológicas. Esta investigação teve ainda a oportunidade de encontrar diferenças estatisticamente significativas no desempenho de algumas habilidades psicológicas entre jogadores com mais anos de experiência na modalidade e os restantes. Da mesma forma, foram também constatadas diferenças com significado estatístico no desempenho da habilidade psicológica “ausência de preocupações” e na sub escala do traço de ansiedade competitiva “preocupação”, entre os jogadores com mais anos de experiência no campeonato em estudo (I Liga) e os restantes. Este estudo evidenciou também as diferenças estatisticamente significativas existentes entre os jogadores com maior número de jogos internacionais e os restantes. Estas foram encontradas no desempenho da maioria das habilidades psicológicas, nas sub-escalas de ansiedade somática e perturbação da concentração, referentes ao traço de ansiedade, competitiva e ainda nos valores médios registados na escala de estado de ansiedade somática. Relativamente aos jogadores que pertencem à selecção nacional e os restantes, foram encontradas também diferenças estatisticamente significativas na sub-escala de perturbação da concentração pertencente ao traço de ansiedade competitiva, assim como no estado de ansiedade somática. Por fim, foram ainda encontradas diferenças com significado estatístico entre jogadores com diferentes nacionalidades. Estes resultados foram encontrados somente na habilidade psicológica de “Formulação de objectivos e preparação mental”.
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A síndrome de overtraining e o burnout nos instrutores de fitness
Fitness,Overtraining,Burnout
O presente estudo, inserido no âmbito do seminário “Variáveis Psicológicas em praticantes de Desporto e Actividade Física”, teve como objectivo comprovar a ocorrência da síndrome de overtraining e o burnout nos instrutores de fitness, através da análise das características biográficas, dos estados de humor, dos marcadores da Síndrome do Overtraining e dos marcadores do Burnout e Satisfação. A amostra foi constituída por 69 sujeitos. Dos quais, 43 são instrutores do sexo feminino e 26 são instrutores do sexo masculino. A cada sujeito da amostra foi aplicado um questionário elaborado expressamente para este estudo, que incluía questões relativas aos dados biográficos, ao questionário dos estados de humor (POMS), do Burnout e Satisfação (IBS) e a marcadores de OTS. Os resultados obtidos permitiram verificar que os marcadores de OTS mais referenciados são a “confiança para resolver os problemas pessoais” e “a frequência com que se deu por si a pensar acerca das coisas que tem que conseguir fazer”. Verificámos também que, quanto às dimensões do estado de humor, o vigor e a fadiga são as dimensões que mais se revelam nos instrutores de Fitness. Para os marcadores de OTS, entre os sexos, verificou-se que existem diferenças estatisticamente significativas, principalmente, quanto ao “incómodo com a ocorrência de acontecimentos inesperados”, diminuição imunológica e “falta de energia”, sendo as instrutoras as mais afectadas. Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas, para os marcadores de IBS, entre os sexos, as idades, o tempo de serviço e o horário laboral semanal: - Para os marcadores, “sentimentos de estar no limite” e “instabilidade/ insegurança profissional”, entre sexos, observaram-se diferenças principalmente para os instrutores do sexo feminino; - Quanto à comparação entre os grupos de idades, chegou-se à conclusão que é no marcador, “sinto que consegui realizar muitas coisas importantes nesta profissão”, sobre o qual se encontram diferenças e que, esta noção de realização, se faz sentir mais no grupo com idades acima dos 30 anos; - Para o tempo de serviço, verifica-se que existem diferenças para o marcador, “compreendo facilmente como os alunos se sentem acerca das coisas” e que esta “compreensão” é mais característica ao grupo de tempo de serviço acima dos 5 anos; - Ao nível dos marcadores, “considero que tenho excesso que trabalho”, “acho que a remuneração é inadequada” e “tenho falta de tempo para a minha vida pessoal” também foram evidentes diferenças para os grupos de tempo de serviço, denotando-se um maior agravamento deste marcador no grupo de acima dos 37 anos de serviço. Esta investigação permitiu-nos conhecer melhor alguns aspectos que caracterizam a profissão do instrutor de fitness, como indivíduo praticante e docente, procurando deste modo, intentar contribuir para uma área que se apresenta, ainda, muito carente de informação.
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Comportamento electromiográfico dos músculos vastus lateralis e bíceps brachii durante o teste aeróbio de Balke : relação com o consumo de oxigénio
Teste de Balke,Bateria de testes,Teste,Electromiografia,Consumo de oxigénio,Vias energéticas
Ao longo dos últimos anos, o desenvolvimento de estudos relacionados com o consumo de oxigénio (VO2) e a capacidade de produzir força tem vindo a aumentar, mostrando-se, no entanto, ainda muito escasso e contraditório. Este trabalho teve como objectivo determinar a correlação entre a actividade neuromuscular (electromiografia de superfície) e o consumo de oxigénio durante um esforço aeróbio em cicloergómetro. Oito sujeitos do sexo masculino, praticantes de actividade física regular e com idades compreendidas entre os 22 e os 24 anos, realizaram o teste de Balke para o cicloergómetro (Monark). Durante o mesmo foi efectuado o registo electromiográfico (sistema de electromiografia de superfície ME3000 da MegaWin) dos músculos Vastus lateralis e Biceps brachii, acompanhado pela medição de VO2. Os valores de VO2máx, VCO2, R e frequência respiratória, foram obtidos por medição directa (on-line system), através de um analisador de gases Metamax Ergospirometry System. De acordo com o teste de Balke, o valor de VO2máx foi também calculado de forma indirecta através da carga máxima suportada pelo sujeito, de acordo com a seguinte fórmula: VO2máx (ml.kg-1.min-1) = [200 + (12 x W) ] / M. De forma a comparar os resultados dos dois músculos, os valores MPF (Mean Power Frequency) e AEMG foram normalizados pela circunferência crural e bicipital. Cinco minutos depois do teste realizou-se a análise de lactato, solicitando-se ao indivíduo a avaliação da intensidade do esforço através da escala Cr10 de Borg. A análise estatística dos dados foi feita pela análise de variância com um intervalo de confiança de 95%. No nosso estudo encontrámos diferenças altamente significativas entre os valores de VO2máx calculado e real (on-line). A análise dos valores médios do registo total do EMG mostraram que não existe correlação entre os valores de VO2máx calculado e real. Nos registos da amplitude, VO2 e VCO2 em função do tempo verificámos um comportamento diferente para os dois músculos estudados. No Biceps brachii os valores da amplitude são constantes até aos oito minutos, observando-se depois uma tendência para o aumento até ao final do teste. Relativamente ao Vastus lateralis verificámos um aumento da amplitude constante por patamar. Neste músculo há correspondência entre o aumento da amplitude, o VO2 e o VCO2. Quando analisámos os valores de MPF e AEMG nos quatro minutos iniciais e finais do teste de Balke verificámos que no Vastus lateralis aumentaram os valores da frequência (MPF) e AEMG enquanto que no Biceps brachii aumentaram os valores de AEMG com uma concomitante diminuição dos valores de MPF. Encontrámos ainda uma correlação entre a concentração de lactato e o MPF para o músculo Vastus lateralis, assim como uma correlação entre a frequência cardíaca e a EMG e entre a frequência cardíaca e o VO2 para ambos os músculos. Não foram encontradas quaisquer correlações entre a intensidade do esforço e a frequência cardíaca ou VO2. Para o músculo Biceps brachii o recrutamento de fibras musculares indica o aumento da produção de força à medida que é atingida a exaustão, com indicadores de fadiga. Em relação ao Vastus lateralis, os valores do EMG mostram um aumento da mobilização de fibras ao longo do teste, acompanhado por uma maior velocidade de condução do impulso. Verificámos assim que o aumento de VO2 está associado ao aumento do recrutamento de unidades motoras do músculo Vastus lateralis. No entanto, nos minutos finais parece existir uma correlação curvilinear. Os resultados obtidos sugerem alguma prudência na correlação entre os parâmetros aeróbios e os valores médios do registo total do EMG. Em testes longos, como é o caso, a análise do EMG deve ser feita por períodos de tempo (iniciais, intermédios e finais).
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Auto-percepções no domínio físico: estudo realizado em crianças com idades compreendidas entre os 11 e 12 anos
Percepção de si,Auto-estima,Crianças,Psicologia do desporto
O perfil de Auto-percepção física nas Crianças (C-PSPP) é um instrumento multidimensional constituído por 36 itens que medem seis domínios físicos das Auto-percepções, integrados em seis sub-escalas, de acordo com Whitehead (1995). As suas propriedades psicométricas foram estabelecidas por vários estudos publicados que usavam diferentes populações (Crocker, Eklund & Kowalsky, 2000; Eklund, Whitehead & Welk, 1997,; Hagger, Ashford & Stambulova, 1998); Welk, Corbin & Lewis, 1995,; Whitehead, 1995). Recentemente este instrumento foi traduzido e adaptado para a população portuguesa por Ferreira (2003) e aplicado em crianças de faixas etárias diferentes (11 a 14 anos). O questionário de imagem corporal de Marilou Bruchon-Schweitzer (1987) é um instrumento multidimensional do tipo Likert constituído por 19 itens, e tem como objectivo explorar a dimensionalidade das percepções, sentimentos e atitudes expressas pelo corpo da pessoa. A satisfação do corpo é associada ao sexo, à saúde e ao ajuste emocional. O propósito deste estudo foi avaliar o modo como evoluem as auto-percepções no domínio físico em crianças praticantes e não praticantes de actividade física, com idades compreendidas entre os 11 e 12 anos, e avaliar a imagem corporal, nomeadamente as percepções, os sentimentos e as atitudes induzidas pelo corpo das crianças através de um estudo longitudinal. Métodos: O nosso estudo envolveu uma amostra total de cento e setenta e sete indivíduos (N=177), de ambos os sexos, sendo 88 do sexo feminino possuindo uma média de idades de 11,43 ± 0,542 anos e 89 do sexo masculino com uma média de idades de 11,42 ± 0,496 anos. Os indivíduos abrangidos neste estudo frequentavam três escolas distintas e um clube de futebol, sendo todos da Região Centro do país. Para a recolha da amostra, no caso dos alunos, optamos sempre que possível por utilizar as aulas de Formação Cívica ou Estudo Acompanhado, quando não era possível o inicio ou final de uma aula de Educação Física. No caso dos jogadores de futebol de sete, sempre antes do treino. A primeira aplicação foi efectuada em Dezembro/Janeiro e a segunda em Fevereiro/Março, havendo um intervalo de dois meses e meio entre a primeira e segunda aplicação.
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Avaliação da performance anaeróbia e estado de fadiga em exercício máximo de curta duração
Fadiga,Vias anaeróbias
Este estudo tem como objectivos: conhecer a participação da via glicolítica em três protocolos anaeróbios de curta duração (Impulsão vertical, Sprint de corrida e cicloergómetro). Em todos os protocolos são realizadas cinco séries com o objectivo de caracterizar o estado de fadiga, tendo como indicador o declínio do valor máximo da performance anaeróbia. A determinação da concentração de lactato após a realização de cada série, nos três protocolos, serviu os objectivos acima propostos. Dezanove sujeitos do sexo masculino, estudantes do 2º ano do Curso de Ciências do Desporto e Educação Física, submeteram-se à realização de três protocolos compostos cada um por cinco séries no mínimo, com intervalo de 1 minuto entre elas: 1) Teste de impulsão vertical, Multijump composto por cinco saltos; 2) Teste de sprint de corrida de 35m; 3) Teste de Sprints em Cicloergómetro de 5s (utilizando a carga óptima do sujeito, calculada a partir do teste F-V). No intervalo existente entre cada série dos três protocolos foi recolhida uma amostra de sangue, de forma a obter a concentração de lactato no sangue em cada um dos três protocolos. As três sessões foram realizadas em dias diferentes a cada um dos sujeitos. A análise estatística foi realizada através do teste t de Student, considerando um nível de significância de 0,05 e 0,01. Verificamos assim, valores médios de concentrações de lactato no sangue, após a primeira série de 3,20  0,71 mmol/L para o teste Multijump, 4,31  1,40 mmol/L para o teste Sprint 35m (corrida) e 3,29  1,12 mmol/L para o teste Sprint em Cicloergómetro. Os valores revelam uma participação do metabolismo anaeróbio láctico em todos os protocolos máximos, apesar da duração de cada série ser inferior a 6 segundos. Os resultados encontrados no teste Multijump mostram que, até às cinco séries não se verificou um declínio da potência, mesmo apesar de um aumento crescente da acumulação de lactato, tendo havido pelo contrário um incremento dos valores de potência. Sugere-se assim a necessidade de realizar um aquecimento mais específico para o teste Multijump, de forma a assegurar uma maior activação neuromuscular. No que diz respeito ao teste de Sprint de 35m (corrida), os resultados revelaram um declínio da velocidade média a partir da 3ª série realizada, verificando-se diferenças estatisticamente significativas para p <0,05, entre a 2ª série e a 5ª série. Após a 2ª série, onde se constatou o valor mais elevado de velocidade (6,95  0,28 m/s) observou-se um declínio da velocidade média, associando-se ao teste um estado de fadiga muscular geral. A fadiga geral justifica-se pelo facto deste teste recrutar mais de 2/3 dos grupos musculares e também pelas elevadas concentrações de lactato encontradas. Sugerimos assim, que poderá haver provavelmente uma influência do tipo de fibras musculares, no aparecimento da fadiga. Possivelmente as fibras rápidas são selectivamente recrutadas e poderão ser esgotadas pelos sprints repetidos. No teste de Sprint em Cicloergómetro (5s), não se constatou um decréscimo da potência máxima até a 5ª série executada, apesar do incremento gradual da concentração de lactato no sangue até à 5ª série, não se revelando o estado de fadiga. O facto de se terem atingido os valores mais elevados de potência máxima na quinta série realizada, leva-nos a sugerir que o aquecimento para sprints de curta duração (inferior a 6 segundos) apesar de específico deverá ser mais intenso. Foi encontrada uma correlação significativa entre a altura de salto atingida no teste Multijump e a velocidade média no sprint 35m, na 1ª e 2ª séries. Esta relação poderá justificar-se eventualmente pelo facto de nos dois protocolos, os sujeitos terem de transportar o seu peso e pela força explosiva que exigem. Não foram encontradas correlações entre o teste Multijump e teste em Cicloergómetro. O mesmo aconteceu relativamente ao Sprint 35m (corrida) e ao Cicloergómetro. Assim, os resultados sugerem que existem em cada um dos protocolos diferentes solicitações e exigências que lhes conferem um carácter específico que deverá ser tido em conta quando se quer fazer uma avaliação correcta de determinada performance. Cada modalidade tem as suas características próprias, daí que a selecção de um protocolo de avaliação de atletas deverá ter em conta o tipo de exercício realizado bem como a sua especificidade, caso contrário poderemos estar a seleccionar atletas segundo critérios que pouco têm a ver com a realidade da modalidade.
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Habilidades psicológicas e traço de ansiedade competitiva em atletas de futsal
Psicologia do desporto,Ansiedade competitiva,Futsal,Habilidades psicológicas
Este estudo teve como objectivo avaliar as habilidades psicológicas e o traço de ansiedade competitiva em atletas femininas de Futsal, em dois momentos distintos, e de verificar a existência de diferenças entre os resultados das duas avaliações. Procurou também discriminar a influência da idade, dos anos de experiência, da percepção de rendimento em treino e em competição, da posição em campo, dos golos marcados, das equipas e golos marcados e sofridos por estas, sobre as diferentes dimensões das habilidades psicológicas e sobre o traço de ansiedade competitiva e respectivas sub-escalas de ansiedade somática, preocupação e perturbação da concentração. A amostra foi constituída por 101 atletas de nacionalidade portuguesa, do género feminino, com idades compreendidas entre os 15 e os 39 anos, com uma média de idades de 21.61 ± 4.79 anos, que representavam os 12 clubes de Futsal feminino do Campeonato Distrital de seniores da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Leiria. Para a avaliação das habilidades psicológicas e do traço de ansiedade competitiva foram utilizados, respectivamente, os instrumentos de medida “Athletic Coping Skills Inventory – 28” (ASCI-28) e “Sport Anxiety Scale” (SAS). Para a análise e tratamento estatísticos dos dados foi utilizado o programa “Statistical Package for Social Sciences” – SPSS para o Windows, versão 12.0. Pelos resultados obtidos do estudo podemos constatar que a treinabilidade, concentração e confiança e motivação para a realização, são as habilidades que apresentam valores superiores em ambos os momentos de avaliação. Ao invés das dimensões confronto com a adversidade, rendimento máximo sobre pressão e formulação de objectivos e preparação mental, onde os valores obtidos são os mais baixos em ambas as avaliações. No que respeita ao traço de ansiedade competitiva, os resultados demonstram que as atletas têm uma certa disposição para se apresentarem ansiosas em competição, sendo esta predominantemente somática. Os resultados do estudo evidenciaram a existência de correlação negativa e significativa entre o traço de ansiedade competitiva e quase todas as dimensões das habilidades psicológicas. Também observámos correlações positivas entre algumas habilidades psicológicas e as variáveis idade, anos de experiência, percepção do rendimento no treino e na competição e golos marcados pelas equipas. Por outro lado, verificámos correlações negativas e significativas entre a dimensão treinabilidade das habilidades psicológicas e os golos sofridos pelas equipas. No que respeita ao traço de ansiedade competitiva, constatámos correlações negativas e significativas entre este e as variáveis idade e anos de experiência, não sendo visíveis correlações significativas com a percepção de rendimento. Os resultados também indicaram a inexistência de diferenças estatisticamente significativas entre os dois momentos de avaliação, relativos às variáveis psicológicas, com excepção da dimensão treinabilidade das habilidades psicológicas. Verificámos ainda que as atletas com idades entre os 20 e os 24 anos tendem a apresentar maiores capacidades de concentração e confiança e motivação para a realização, comparativamente às atletas mais novas. E que as atletas mais velhas apresentam índices superiores de ausência de preocupações do que o grupo dos 20 aos 24 anos. No que respeita ao traço de ansiedade competitiva, as atletas mais novas apresentam níveis de ansiedade superiores às jogadoras com mais de 25 anos. Podemos constatar ainda que quanto maior for a experiência das atletas, maiores são as suas capacidades de confronto com a adversidade, concentração, confiança e motivação para a realização e rendimento máximo sobre pressão e menores são os níveis traço de ansiedade competitiva. No que concerne à posição em campo, as atletas universais distinguem-se nas dimensões concentração e rendimento máximo sobre pressão, obtendo valores superiores a outras posições, não se verificando diferenças ao nível do traço de ansiedade competitiva em função das posições no campo. Os resultados indicaram que as melhores marcadoras apresentam níveis superiores de concentração e rendimento máximo sobre pressão e que as piores marcadoras possuem um traço de ansiedade competitiva superior.
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Auto-percepções no domínio físico: estudo realizado em jovens adolescentes na faixa etária dos 13 e 14 anos
Actividade física,Psicologia do desporto,Adolescentes
Objectivo do estudo: analisar e apresentar os níveis de Auto-percepção nos diferentes domínios físicos e também, os níveis de Satisfação corporal resultantes da avaliação da Imagem corporal, nomeadamente das percepções, dos sentimentos e das atitudes induzidas pelo corpo das crianças, em função das variáveis independentes – sexo, prática desportiva, nível desportivo e frequência semanal. Metodologia: A amostra foi constituída por estudantes portugueses (N=200), 100 do sexo masculino (13,56 ± 0,50 anos) e 100 do sexo feminino (13,48 ± 0,50 anos), provenientes de duas escolas e um clube de futebol da região centro, distrito de Coimbra. Antes de aplicar os questionários, foi explicado aos participantes os objectivos e procedimentos do estudo. O C-PSPPp foi ministrado nas escolas, sempre no início de uma aula de educação física e nos clubes, antes do início do treino de futebol, durante cerca de 20 minutos. A análise dos resultados foi feita separadamente para cada um dos géneros. Quanto aos instrumentos de medida utilizados, estes foram dois: o Physical Self-Perception Profile for Children (C-PSPPp) (Whitehead, 1995), traduzido e adaptado à população portuguesa por Ferreira (2002), constituído por 36 itens que permite avaliar as Auto-Percepções nos diferentes domínios físicos: 1 - Competência Desportiva, 2 – Condição Física, 3 – Atracção Corporal, 4 – Força Física, 5 – Auto-Valorização Física e 6 – Auto-Valorização Global, e o Questionário de Imagem corporal de Marilou Bruchon-Schweitzer (1987) – French Body-Image Questionnaire utilizado para procedermos à avaliação da imagem corporal, nomeadamente às percepções, aos sentimentos e às atitudes induzidas pelo corpo das crianças do presente estudo e também traduzido e adaptado para a língua portuguesa por Ferreira (2003). O tratamento dos dados estatísticos foi feito através da utilização da estatística descritiva (média, desvio padrão, máximo, mínimo, frequências e percentagens), a análise factorial exploratória (análise dos componentes principais) de forma a agrupar os diferentes itens em factores e apresentar os valores de fidedignidade de Alpha de Cronbach; as correlações parciais para analisar a relação entre as variáveis em estudo; e, por último, a estatística inferencial, recorrendo à análise de variância – teste T de Student e teste Anova – com o objectivo de Auto-percepções no domínio físico X I comparar as variáveis dependentes em função das variáveis independentes (sexo e prática desportiva, sexo e frequência semanal e sexo e nível desportivo). Resultados: Realizado o tratamento estatístico e perante os resultados obtidos, podemos concluir que este estudo encontra suporte para o modelo hierárquico proposto por Fox e Corbin (1989). Verificámos também que existem diferenças estatisticamente significativas entre a variável sexo e as dimensões das Auto-percepções no domínio físico Competência Desportiva, Força Física, Condição Física e Auto-Valorização Física; existem diferenças significativas entre a variável prática desportiva e as dimensões Competência Desportiva, Condição Física e Auto-Valorização Física para o sexo feminino e entre a variável prática desportiva e a dimensão Auto-valorização Global, para o sexo masculino. Quanto aos resultados da análise do Body Image Questionnaire, estes não puderam ser analisados, pois os factores propostos por Bruchon-Schweitzer não replicaram na amostra de estudantes portugueses de 13 e 14. Este é também um instrumento que não contempla as diferenças por sexo nem a faixa etária da nossa amostra e como tal, não poderíamos partir de suposições para avaliar os níveis de satisfação corporal destes adolescentes, ficando assim em aberto uma possível definição da avaliação das percepções relativas à Imagem corporal.
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1,130
Identificação e análise das práticas lúdicas e recreativas em idosos: jogos, brinquedos e brincadeiras dos nossos avôs : um estudo do género
Idosos,Jogos,Recreação,Brinquedos
O nosso estudo insere-se no domínio dos “Estudos Socioantropológicos do Jogo e do Desporto”, abordando o tema “Identificação das práticas lúdicas e recreativas dos Idosos”. Após termos realizado toda uma pesquisa procurando abranger os domínios dos jogos, brinquedos e brincadeiras, foi possível concluir a existência de uma diversidade de autores tratando na maioria dos casos aspectos relacionados com o jogo e decrescendo sucessivamente à medida que nos aproximávamos dos domínios do brinquedo e da brincadeira. Neste particular evidenciam-se as funções e características do jogo, do brinquedo e também a importância da brincadeira. O presente estudo foi delimitado à região de Aveiro e a 14 idosos do género masculino, com idades compreendidas entre os 75 e os 85 anos, usufruindo os mesmos dos serviços do Lar e Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro. Em seguida fizemos a apresentação e discussão dos resultados, dos quais concluímos que os idosos viveram no passado sobretudo em zonas urbanas, em localidades tão diversas como o Porto, Viseu, Coimbra a Lisboa e maioritáriamente Aveiro, variando o nível de escolaridade entre o analfabetismo e um Curso superior. Em relação à caracterização das condições sócio-politicas e culturais do país, esta variou entre a compreensão da mesma como uma censura e o desinteresse. No que refere aos jogos, brinquedos e brincadeiras, verificamos a existência de uma curva descendente em termos das actividades lúdicas, variando o local de realização entre a rua e escola, a aprendizagem entre a imitação e o facto de ser tradicional. Concluímos que na sua grande maioria as raparigas não jogavam/brincavam com os rapazes pelo facto de possuírem formas diferentes de brincar e por não se misturarem com os rapazes. Em termos dos materiais a sua origem era predominantemente artesanal e ao nível do tempo destinado às actividade lúdicas, situando-se entre os tempos livres e quando não trabalhavam. Quanto à construção, na sua maioria eram os idosos enquanto crianças que os faziam, evidenciando-se em termos gerais a inexistência de brinquedos com os quais não podiam brincar e não conservando em termos gerais na actualidade nenhum brinquedo. Finalmente, concluímos que na sua maioria os idosos conseguiriam voltar a construir os brinquedos, evidenciando-se ainda como locais de uso dos brinquedos casa, em função do frio e a rua pelo facto de a rua ser um espaço mais livre e onde todos se encontravam.
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1,131
Caracterização fisiológica e antropométrica em atletas de ténis: estudo comparativo entre tenistas e não tenistas do escalão de infantis
Ténis,Vias energéticas,Antropometria
O presente estudo pretende caracterizar o nível fisiológico e antropométrico em atletas de Ténis no escalão de infantis masculinos, comparativamente com uma população do mesmo escalão de não tenistas masculinos. Dentro da amostra de tenistas procuraremos realizar uma comparação ao nível das características do treino, bem como das características fisiológicas e antropométricas, entre ambos os sexos. A amostra é constituída por um total de 61 sujeitos pertencentes ao sexo masculino e feminino, subdividindo-se em três grupos, tenistas masculinos, tenistas femininos e não tenistas masculinos. O grupo de tenistas masculinos (n = 22) apresenta uma média de idade de 13,06 ± 0,58 anos, o grupo de tenistas femininos (n = 11) apresenta uma média de idade de 12,73 ± 0,55 anos, enquanto o grupo de não tenistas masculinos (n = 28) tem uma média de idades de 13,24 ± 0,62 anos. O consumo máximo de Oxigénio (VO2 máx) foi avaliado através do teste lúc-leger. A força dos membros inferiores foi avaliada através da realização de três protocolos distintos no Ergojump: 1) Counter Movement Jump, 2) Drop Jump e, 3) Teste Específico do Ténis. A força abdominal e a força de preensão manual foram avaliadas por intermédio do teste de sit-ups (15 e 30 segundos) e através do dinamómetro, respectivamente. A velocidade de deslocamento (20 metros) foi avaliada por intermédio de células fotoeléctricas. Foram também avaliadas as características antropométricas, foram identificadas as influências das mesmas sobre a performance e, as diferenças existentes entre o grupo de tenistas e o grupo dos não tenistas. As técnicas de estatísticas utilizadas foram o teste T student para amostras independentes e a correlação produto - momento de Pearson. Os principais resultados podem ser expressos pelas comparações onde se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre grupos constituintes da amostra: • A nível antropométrico os tenistas masculinos apresentam valores superiores de massa isenta de gordura comparativamente aos tenistas femininos. De igual modo, os tenistas masculinos apresentam valores superiores de massa isenta de gordura comparativamente aos não tenistas masculinos; • A nível fisiológico os tenistas masculinos apresentam valores superiores no consumo máximo de oxigénio, na velocidade, na força abdominal aos 15 e aos 30 segundos, na força de preensão manual da mão dominante, na potência no Drop Jump e, na altura e potência do Teste Específico do Ténis. • Verificámos que apenas no grupo dos tenistas masculinos existem diferenças estatisticamente significativas entre o Drop Jump (teste estandardizado) e o Teste Específico do Ténis. Relativamente à relação entre as diferentes variáveis estudadas podemos realçar as seguintes correlações: • A percentagem de massa gorda parece correlacionar-se negativamente com algumas provas físicas, especialmente com a resistência aeróbia (r = 0,440, p<0,05 – tenistas masculinos; r = 0,681, p<0,01 – não tenistas) e com a velocidade (r = 0,567, p<0,01 – tenistas masculinos; r = 0,634, p<0,01 – não tenistas); • A massa corporal influência positivamente e de modo significativo a força de preensão manual, especialmente a da mão dominante, nos tenistas e nos não tenistas. • Não existe nenhuma correlação significativa entre o Drop Jump e o Teste Específico do Ténis no grupo dos tenistas masculinos. Este dado sugere que o teste estandardizado (DJ) poderá não predizer correctamente as capacidades dos tenistas quando avaliamos a força explosiva - reactiva – balística, através de testes não específicos. Os resultados obtidos demonstram a existência de diferenças estatisticamente significativas para as características antropométricas (massa gorda e massa não gorda) e fisiológicas (VO2 máx, velocidade, força abdominal, força de preensão manual – mão dominante e força explosiva dos membros inferiores no Teste Específico do Ténis) dos tenistas e não tenistas. Sendo a condição física um factor preditor da saúde e bem estar dos jovens, poderemos sugerir que a prática do ténis traz consequências positivas para a saúde.
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Estudo do comportamento electromiográfico dos músculos triceps brachii e pectoralis major em dois protocolos de extensões de braços
Músculos,Electromiografia
No âmbito dos ginásios, o Triceps Brachii e o Pectoralis Major são dois dos músculos que as pessoas preferencialmente escolhem para exercitar. Estes dois músculos são determinantes na extensão dos braços, que é, de igual forma, uma acção fundamental na realização das tarefas indispensáveis do quotidiano, bem como na prática de variadíssimos desportos. Para além disso, devido à fugacidade da sociedade contemporânea, as pessoas dedicam menos tempo às relações pessoais e, como tal, concedem um crédito extraordinário à aparência física e ao aspecto estético. Acoplado a isto, somos cada vez mais invadidos por imagens de corpos perfeitos, por parte da comunicação social. Este trabalho tem como objectivo comparar dois protocolos distintos do teste de extensões de braços, quanto ao desempenho dos músculos Triceps Brachii e Pectoralis Major e quanto aos valores da frequência cardíaca, aos níveis de lactatos sanguíneos e à percepção subjectiva de esforço. Para este estudo foram recrutados sete indivíduos do sexo masculino, com idades compreendidas entre 23 e 31 anos, praticantes de musculação há pelo menos de três anos. Para tal, estabelecemos um desenho experimental, onde os voluntários efectuaram dois protocolos do teste de extensões de braços, com alteração da distância entre as mãos e com uma velocidade determinada pela cadência sonora do FitnessGram®. Assim, o protocolo 1 foi efectuado com as mãos à largura dos ombros (seguindo o protocolo do FitnessGram®), ao passo que o protocolo 2 foi realizado com as mãos à largura dos cotovelos. Em ambos os protocolos os músculos Triceps Brachii e Pectoralis Major foram monitorizados com um sistema de electromiografia (EMG) de superfície (ME3000 da MegaWin®) e analisados a frequência cardíaca, os lactatos sanguíneos e a percepção subjectiva de esforço. A análise estatística dos dados foi realizada com o teste T (Paired Samples Test), com um intervalo de confiança de 95%. Na frequência cardíaca, nos níveis de lactatos sanguíneos e na percepção subjectiva de esforço não se verificaram quaisquer diferenças estatisticamente significativas entre a execução do protocolo 1 e a execução do protocolo 2, do teste de extensões de braços. Do início para o fim do teste houve uma diminuição significativa no Mean Power Frequence (MPF) e um aumento significativo no Averaged EMG (AEMG), nos músculos Triceps Brachii e Pectoralis Major, em ambos os protocolos. Este facto sugere um possível estado de fadiga muscular. Por conseguinte, podemos sugerir que os dois protocolos são eficazes para o desenvolvimento dos dois grupos musculares, embora as extensões de braços com as mãos à largura dos cotovelos sejam menos exigentes. Logo, é onde é possível efectuar mais repetições. Assim sendo, é necessário um maior número destas extensões de braços para alcançar a mesma eficácia das efectuadas com as mãos à largura dos ombros.
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1,133
Estudo exploratório sobre as estratégias de coping utilizadas pelos instrutores de fitness
Coping,Fitness,Instrutores de fitness
A alegria no movimento, a interpretação e expressão de emoções são três factores chave para uma performance de sucesso. Relativamente à expressão de emoções, há formas de o fazer, através da força, energia, diversão, ritmo, sensualidade e paixão. (Les Mills International, 1999) O objectivo deste estudo assume como papel fundamental as estratégias de coping utilizadas pelos instrutores de fitness, para conseguirem manter o nível de performance em todas as aulas. A amostra deste estudo é constituída por 72 instrutores de fitness de várias modalidades, em que 43 são do sexo feminino e os outros 29 do sexo masculino. A média de idades é de 28,53 anos. Foram consideradas como variáveis dependentes a as estratégias de coping e os estados de humor, e como varáveis independentes o sexo, os anos de serviço, a modalidade e a carga horária. De forma a podermos abordar estes assuntos foi reunida uma bateria de questionários constituída pelos questionários de natureza biossocial, o questionário exploratório sobre as estratégias de coping e o questionário de estados de humor (POMS). Como grandes conclusões verificámos que os instrutores de sexo masculino apresentaram algumas estratégias de coping diferentes das do sexo feminino; a dimensão dos estados de humor que mais afecta os instrutores é o vigor; quantas mais horas de leccionação os instrutores têm, maior são os valores das dimensões negativas, dos estados de humor. Uma das sugestões que propomos para futuros estudos nesta área é a de tentar fiabilizar o instrumento que pretende medir as estratégias de coping.
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1,135
Habilidades psicológicas e traço de ansiedade competitiva em atletas de futebol
Futebol,Psicologia do desporto,Ansiedade competitiva,Habilidades psicológicas
Este estudo teve como objectivo avaliar as habilidades psicológicas e o traço de ansiedade competitiva em atletas de futebol, em dois momentos distintos, e de verificar a existência de diferenças entre os resultados das duas avaliações. Procurou também discriminar a influência da idade, dos anos de experiência, da percepção de rendimento em treino e em competição, da posição em campo, do tempo de treino, se alinhava na equipa inicial em mais de 50% dos jogos, sobre as diferentes dimensões das habilidades psicológicas e sobre o traço de ansiedade competitiva. A amostra foi constituída por 69 atletas, do género masculino, com idades compreendidas entre os 19 e os 33 anos, com uma média de idades de 24.20 + 3.97 anos, que representavam 3 clubes da 3ª Divisão Nacional série C e 3 clubes da 3ª Divisão Nacional série F. Recorreu-se a instrumentos de medidas multidimensionais, mais concretamente ao “Athletic Coping Skills Inventory – 28” (ASCI-28) e “Sport Anxiety Scale” (SAS). Para a análise e tratamento estatísticos dos dados foi utilizado o programa “Statistical Package for Social Sciences” – SPSS para o Windows, versão 12.0. Pelos resultados obtidos do estudo podemos constatar que a treinabilidade, a concentração, confiança e motivação para a realização e rendimento máximo sobre pressão, são as que apresentam melhores resultados em ambos os momentos de avaliação. Ao invés das dimensões formulação de objectivos e preparação mental e ausência de preocupações, onde os valores obtidos são os mais baixos em ambas as avaliações. No que respeita ao traço de ansiedade competitiva, os resultados demonstram que os atletas são de um modo geral preocupados em competição, resultante sobretudo da sub-escala preocupação. Os resultados do estudo evidenciam a existência de correlação negativa e significativa entre o traço de ansiedade competitiva com confronto com a adversidade, confiança e motivação para a realização, rendimento máximo sobre pressão, ausência de preocupações e recursos pessoais de confronto. Também observámos correlações significativas e negativas no traço de ansiedade competitiva e a idade, na sub-escala preocupação, significando que com o aumento da idade, os atletas tendem a apresentar uma menor frequência de pensamentos negativos no seu rendimento em competição. Observou-se também correlações entre a percepção de rendimento no treino e na competição; os resultados indicaram não existir correlações nas habilidades psicológicas e os anos de experiência. Os resultados também indicaram a inexistência de diferenças estatisticamente significativas entre os dois momentos de avaliação, relativos às variáveis psicológicas. Verificámos ainda os atletas mais novos tendem a preocupar-se mais com erros ou falhas que possam cometer do que os atletas com 26 a 29 anos de idade. No que concerne à posição em campo, os médios centros distinguem-se na quase totalidade nas dimensões das habilidades psicológicas. Os resultados indicaram também que não existem diferenças estatisticamente significativas nas habilidades psicológicas e no traço de ansiedade competitiva nos atletas que alinham de início em mais de 50% dos jogos, entre as séries e entre as equipas.
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1,136
Estudo socioantropológico do jogo e do desporto: análise da percepção dos treinadores face à dinâmica das regras de basquetebol nos últimos 5 anos
História do desporto,Basquetebol
Este estudo de natureza Socioantropológica sendo exploratório é baseado na análise das percepções dos treinadores sobre as alterações das regras, especificamente as alterações nos últimos cinco anos (da época desportiva de 1999/2000 à época desportiva 2004/2005), e sua influência na modalidade de basquetebol, apresentado uma forte conotação etnográfica por tentar caracterizar uma determinada manifestação humana, neste caso, um jogo desportivo colectivo. Para este efeito, aplicámos uma entrevista dirigida, semi-estruturada com questões abertas (técnica de trabalho) como processo de recolha de dados, aplicada a uma amostra constituída por dez treinadores de basquetebol pertencentes à Associação de Basquetebol de Aveiro, procurando-se caracterizar individualmente os treinadores constando: dados pessoais, dados profissionais e dados formativos, seguindo-se uma análise com o propósito de avaliar o conhecimento dos mesmos acerca do tema em foco neste estudo. Após a aplicação das entrevistas elaborámos uma análise categorial temática de forma a recolher e analisar as respostas dos inquiridos, tendo como principais conclusões que os treinadores têm maior percepção das alterações relacionadas com a dinâmica do jogo. Os treinadores concordam que as alterações às regras obtiveram os efeitos pretendidos pelo órgão que as propôs, ou seja, o aumento do ritmo de jogo, este influencia os processos técnico-tácticos, assim como as diferentes capacidades físicas condicionais, nomeadamente a velocidade. 80% dos treinadores afirmam recolher informação periódica sobre as regras de basquetebol através da auto pesquisa.
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1,138
Análise de parâmetros bioquímicos em esforço de nado aeróbio e anaeróbio : a resposta da IgA, testosterona e cortisol salivares
Sistema imunitário,Nadadores,Bioquímica
O presente estudo teve como objectivo avaliar a resposta da IgA, Testosterona e Cortisol salivares, a um protocolo de nado aeróbio - 4x400, e outro anaeróbio - 3x(4x50). A amostra foi constituída por 12 nadadores de nível competitivo nacional, com uma média de idades de 181,31 anos, habituados a um volume de treino semanal de 2711,06 quilómetros, e com 6,831,27 anos de competição. Os indivíduos participaram em 2 protocolos experimentais, com dois dias de intervalo. Foram recolhidas duas amostras de saliva em cada um dos momentos de avaliação, a primeira recolha antes do aquecimento e a segunda 15´ após o término do teste. Foram recolhidas micro-amostras sanguíneas para determinação do lactato, registadas as frequências cardíacas e percepção de esforço segundo a escala de Borg Cr.10. A ansiedade foi avaliada cerca de uma hora antes da realização de cada teste, com o STAI de Spielberger. A análise estatística foi realizada através do teste t (Paired Samples) e Coeficiente de Correlação de Pearson, estabelecendo um nível de significância de 0,05 para ambos os testes. Verificou-se em ambas as séries de nado, um aumento significativo (p 0.05) da concentração da imunoglobulina A salivar (cerca de 122% na série anaeróbia contra 54% na série aeróbia). A taxa de secreção da IgA, aumentou significativamente (56,6%, com p 0.05) na série anaeróbia. A testosterona salivar aumentou significativamente cerca de 33%, apenas na série aeróbia (p 0.05). Para o cortisol salivar observaram-se aumentos muito significativos de 57,8%, no final da série anaeróbia (p 0.05). O ratio testosterona/cortisol (RTC) aumenta significativamente após a série aeróbia (p 0.05), diminuindo significativamente depois do protocolo anaeróbio (p 0.01). Os resultados permitem concluir que o exercício em si, principalmente o anaeróbio, como resposta aguda, parece levar a uma estimulação do sistema imunitário, proporcionando aos atletas uma melhoria das defesas contra infecções do tracto respiratório superior. O nado aeróbio pode eventualmente ser adequado para períodos de recuperação de esforços intensos ou competições. Sugere-se ainda que, após aumentos significativos do Cortisol salivar e diminuições do RTC, a importância dada à recuperação seja levada em consideração.
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1,140
Observatório do Percurso dos Diplomados Pela Faculdade de Ciências do Desporto e educação Física da Universidade de Coimbra: Perfil Social e Trajectória Escolar dos Licenciados
Formação de professores,Insucesso escolar,Ensino superior,Sucesso escolar,diplomados,Educaçã0 Física
O presente estudo, orientado pela Dr.ª Elsa Silva e desenvolvido sob a coordenação do Prof. Dr. Rui Gomes pretende dar-nos uma imagem dos licenciados da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra do ano de 2005 em relação ao perfil social e sobre a sua trajectória escolar para tentarmos compreender o processo de sucesso ou insucesso escolar dos licenciados ao nível da formação académica. Utilizamos como universo de estudo os diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, nomeadamente uma amostra representativa constituída por 20 sujeitos (13 masculinos e 7 femininos) que obtiveram a sua licenciatura no ano de 2005. De modo a adquirir os dados para efectuar o estudo, aplicamos um questionário de forma a recolhermos os dados do domínio pessoal e comportamental dos inquiridos. O tratamento e análise dos dados recolhidos levaram-nos a concluir que a maioria dos licenciados é do sexo masculino, embora esse número tenha vindo a diminuir. Os dados adquiridos demonstram que cada vez mais os licenciados apostam numa formação complementar e valorizam-na bastante como auxiliar na formação académica. Uma das premissas que deve ser tida como bastante positiva é a da diminuição do insucesso escolar, sendo que cada vez mais os licenciados acabam o curso no tempo curricular mínimo. O aumento dos licenciados que efectuam uma actividade laboral paralelamente à frequência do curso, parece ter tendência a aumentar, facto que poderá levar à instabilidade e falta de tempo para que os alunos conciliem as duas actividades, podendo aumentar o insucesso escolar. A origem social dos licenciados interfere no seu sucesso escolar, e os licenciados de uma faixa socioeconómica mais favorável têm mais hipóteses de aceder ao ensino superior (nomeadamente à FCDEF-UC). Esta é uma razão para estarmos preocupados, pois podemos estar a caminhar para uma elitização do ensino, acabando com a diversidade cultural e social.
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1,141
Observatório do percurso dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra : origem social, representações e expectativas sobre o percurso profissional
Formação de professores,Ensino superior,Insucesso escolar,Sucesso escolar,diplomados,Educação Física
No presente estudo pretendemos realizar uma caracterização dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra no ano 2005/2006, relativamente ao seu Perfil Social (género, idade, mobilidade residencial, estado civil, agregado familiar e nível de escolaridade e situação profissional dos pais e cônjuge) e às Representações e Expectativas que possuem para o seu Percurso Profissional (influência de licenciatura na obtenção de emprego, relação entre o curso e a profissão actual e desempenho e ambições quanto ao futuro profissional). A nossa amostra é constituída por 21 questionários dos 47 enviados via Internet a licenciados no ano 2005/2006, em Educação Física e Desporto na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra. Concluímos deste estudo que, a maioria dos diplomados mudou de residência para frequentar o Ensino Superior. Os pais deste grupo de diplomados, relativamente ao nível de escolaridade, encontram-se no nível médio/baixo, enquanto que os seus cônjuges apresentam um nível elevado. Grande parte dos inquiridos afirma que possuir um curso superior facilita a obtenção de emprego e que já desempenhou ou desempenhava uma actividade na área do curso, antes de completar o mesmo. Actualmente a maioria dos diplomados está satisfeito com a sua situação profissional. A expectativa profissional a curto e médio prazo mais mencionada pelos inquiridos foi a aquisição de mais formações profissionais, a sua maior ambição profissional futura, prende-se com a colocação estatal.
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1,142
Observatório do percurso dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra: origem social e trajectória profissional
Formação de professores,Insucesso escolar,Ensino superior,Sucesso escolar,diplomados,Educação Física
O estudo aqui apresentado, orientado pela Dr.ª. Elsa Silva e desenvolvido sob a coordenação do Prof. Dr. Rui Gomes, teve como objectivo conhecer e analisar o perfil social e trajectória profissional dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, licenciados no ano lectivo 05/06, de forma a conhecer a existência de um problema de integração sócio profissional. Este estudo foi realizado, através da aplicação de um inquérito por questionário, que na sua constituição tinha questões que nos permitia analisar aspectos relacionados com o seu perfil social, a sua situação perante o emprego assim como alguns aspectos relativos à sua formação. Tendo em conta o nosso universo de estudos, os diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, que terminaram a sua licenciatura no ano lectivo 05/06, conseguimos uma amostra constituída por 21 sujeitos (11 masculinos e 10 femininos). A partir do tratamento e análise dos dados recolhidos levaram-nos a concluir que a grande maioria dos diplomados se encontra empregada (95,2%), contudo devemos salientar que estes se inserem num contexto caracterizado de instabilidade e precariedade contratuais, pois a grande maioria dos inquiridos estar vinculada a contratos de trabalho de prestação de serviços e contratos individuais de trabalho com termo (ambos com 38%) e continuarem à procura de emprego (71,4%). Desta forma, se pode falar de um problema de integração sócio-profissional por parte dos diplomados do ensino superior.
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1,143
Observatório do percurso dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra: perfil social e trajectória escolar dos licenciados
Formação de professores,Insucesso escolar,Ensino superior,Sucesso escolar,diplomados,Educaçã0 Física
Esta monografia pretende reflectir sobre o perfil dos licenciados que iniciaram e terminaram a licenciatura na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra nos anos de 2005/2006 em relação ao perfil social e sobre a sua trajectória escolar, de forma a compreendermos os factores inerentes ao sucesso ou insucesso dos mesmos no decurso da sua formação académica. Utilizámos uma amostra aleatória e representativa do Universo dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, no ano lectivo de 2005/2006, constituída por 21 sujeitos, dos quais 11 do sexo masculino e 10 do sexo feminino. Para desenvolvermos esta investigação, aplicámos um inquérito por questionário de forma a podermos recolher dados factuais no domínio pessoal e comportamental dos inquiridos e ainda opiniões individuais acerca das suas atitudes, expectativas em relação a determinado acontecimento ou problema.
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1,144
Observatório do percurso dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra: origem social, representações e expectativas sobre o percurso profissional
Formação de professores,Insucesso escolar,Ensino superior,Sucesso escolar,diplomados,Educação Física,Mercado de trabalho,Profissão docente
Nesta monografia procuramos proceder a uma caracterização dos licenciados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, no que diz respeito ao seu perfil social (género; idade; a mudança, ou não, de residência aquando da frequência da Universidade; estado civil; constituição do agregado familiar; nível de escolaridade, situação profissional dos pais; nível de escolaridade e situação profissional do cônjuge) e às representações e expectativas que manifestam relativamente ao seu percurso profissional (considerações acerca da influência de um curso superior na obtenção de emprego; aspectos presentes durante o curso e na profissão; desempenho de actividade na área do curso; satisfação com o percurso profissional; expectativas e ambições quanto ao futuro profissional). Depois de realizado um estudo piloto visando o estabelecimento de um contacto inicial com os diplomados de 2000, 2001 e 2002 e, no sentido de averiguar a necessidade de efectuar uma investigação desta índole, procedemos à aplicação de um inquérito (via postal) a 53 indivíduos que constituíram a nossa amostra. Finalizado o estudo, constatámos que em conjunto, os pais dos diplomados, são na maior parte licenciados e bacharéis e são especialistas das profissões intelectuais e científicas. Os filhos de pais com um capital escolar superior e uma profissão com estatuto mais elevado na Classificação Nacional das Profissões (1994) são aqueles que afirmam, em maior número, que o curso superior não aumenta as possibilidades de emprego, considerando também que uma das melhores opções a curto e médio prazo é a de continuar a vida académica. A maior expectativa, a curto e médio prazo, dos diplomados é a de continuar a exercer a profissão nas escolas e a sua maior ambição em termos profissionais, prende-se com o prosseguimento dos estudos nível académico.
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1,146
Observatório do percurso dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra: origem social, representações e expectativas sobre o percurso profissional
Formação de professores,Insucesso escolar,Ensino superior,Sucesso escolar,diplomados,Educação Física,Mercado de trabalho,Profissão docente
Neste estudo pretendemos fazer uma caracterização dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, no que diz respeito ao perfil social, (género, idade, mudança ou não de residência aquando da frequência do Ensino superior, estado civil, constituição do agregado familiar, nível de escolaridade e situação profissional dos pais, nível de escolaridade e situação profissional do cônjuge) e às representações e expectativas que detêm relativamente ao seu percurso profissional, (considerações acerca da influencia de um curso superior ou não na obtenção de um emprego, aspectos presentes durante o curso e a profissão actual, desempenho de uma actividade na área do curso, satisfação com o percurso profissional, expectativas e ambições quanto ao futuro profissional). Desta forma procedemos à aplicação do questionário (via Internet) a um total de 75 diplomados que constituem a nossa amostra. Terminado o estudo, constatamos que, em termos gerais, os diplomados mudaram de residência para prosseguirem os estudos, os pais possuem um nível de escolaridade médio/alto, coincidente com especialistas de profissões intelectuais e científicas. Os nossos inquiridos pretendem num futuro próximo continuar a leccionar, tendo como maior ambição progredir na carreira.
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Observatório do percurso dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra: perfil social e trajectória escolar dos licenciados
Formação de professores,Insucesso escolar,Ensino superior,Sucesso escolar,diplomados,Educação Física,Mercado de trabalho,Profissão docente
O presente estudo, orientado pela Dr.ª Elsa Silva e desenvolvido sob a coordenação do Prof. Dr. Rui Gomes pretende dar-nos uma imagem dos licenciados da Faculdade de Ciências de Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra dos anos de 1999, 2003 e 2004 em relação ao perfil social e sobre a sua trajectória escolar para tentarmos compreender o processo de sucesso ou insucesso escolar dos licenciados ao nível da formação académica. Utilizamos como universo de estudo os diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, nomeadamente uma amostra aleatória e representativa constituída por 75 sujeitos (48 masculinos e 27 femininos) que obtiveram a sua licenciatura nos anos de 1999, 2003 e 2004. De modo a adquirir os dados para efectuar o estudo, aplicámos um questionário de forma a recolhermos os dados do domínio pessoal e comportamental dos inquiridos, bem como as suas expectativas em relação a determinado acontecimento ou problema. O tratamento e análise dos dados recolhidos levaram-nos a concluir que a maioria dos licenciados é do sexo masculino, embora esse número tenha vindo a diminuir. Os dados adquiridos demonstram que cada vez mais os licenciados apostam numa formação complementar e valorizam-na bastante como auxiliar na formação académica. Uma das premissas que deve ser tida como bastante positiva é a da diminuição do insucesso escolar, sendo que cada vez mais os licenciados acabam o curso no tempo curricular mínimo. O aumento dos licenciados que efectuam uma actividade laboral paralelamente à frequência do curso, parece ter tendência a aumentar, facto que poderá levar à instabilidade e falta de tempo para que os alunos conciliem as duas actividades podendo aumentar o insucesso escolar. A origem social dos licenciados interfere no seu sucesso ou insucesso escolar e os licenciados de uma faixa socio-económica mais favorável têm mais hipóteses de aceder ao ensino superior (nomeadamente à FCDEF-UC). Esta é uma razão para estarmos preocupados, pois podemos estar a caminhar para uma elitização do ensino, acabando com a diversidade cultural e social.
Ciências Médicas e da Saúde
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Observatório do percurso dos diplomados pela Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra : perfil social e trajectória escolar dos licenciados
Diplomados--ensino superior,Ensino superior--diplomados,Mercado de trabalho,Licenciados--educação física
Esta monografia pretende reflectir sobre o perfil social dos licenciados que iniciaram e terminaram a licenciatura na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra nos anos de 2000, 2001 e 2002, e ainda sobre a sua trajectória escolar, de forma a compreendermos os factores inerentes ao sucesso ou insucesso dos mesmos no decurso da sua formação académica. Para que esta investigação produzisse uma fonte exequível aplicamos um inquérito por questionário de forma a recolhermos dados factuais no domínio pessoal e comportamental dos inquiridos e ainda opiniões individuais sobre as suas expectativas, atitudes ou tomada de consciência sobre um acontecimento ou problema. No que se refere à estrutura da monografia, importa dizer que esta organiza-se em sete capítulos: O primeiro capítulo conduz-nos a uma introdução a este trabalho, assim como aos objectivos gerais e específicos delineados por nós para a execução desta investigação empírica. Cabe ao segundo capítulo a revisão da literatura do ponto de vista académico e profissional, no qual apresentamos uma contextualização do sistema educativo português para a compreensão da própria acção deste sobre a trajectória escolar dos alunos. A educação para a carreira e formação profissional foi também uma das nossas preocupações, pois estas são outras principais finalidades da escolarização, e procuramos nesta analisar as dificuldades da escola na preparação desse processo. Neste capítulo abordamos também a função social da escola como espaço democrático e instância de socialização. Seguindo esta problemática apresentamos os factores associados ao sucesso e insucesso escolar quer numa perspectiva sócio-cultural quer numa perspectiva institucional. O terceiro capítulo pretende conduzir-nos aos procedimentos metodológicos decorridos na investigação empírica, nomeadamente a caracterização da amostra e as técnicas de recolha e análise de informação, bem como os procedimentos para essa recolha. X O quarto capítulo centra-se no tratamento, apresentação e discussão dos dados do inquérito por questionário, procurando conhecer o perfil social dos licenciados que terminaram a sua licenciatura nos anos acima já referidos, assim como a sua trajectória escolar desde a transição do ensino secundário para o ensino superior até a sua formação profissional simultânea à formação académica. Procuramos através dos dados dar a conhecer uma realidade dos licenciados nos domínios da composição dos seus agregados familiares, passando pelas habilitações académicas e situação face ao trabalho dos mesmos, de forma a conhecermos se a sua condição social, cultural e económica influencia ou não o sucesso ou insucesso na trajectória escolar. Numa segunda parte, e no campo da via escolar, pretendemos conhecer de que forma estes licenciados inseriram-se no ensino superior e quais as suas expectativas e dificuldades sentidas neste percurso, bem como o grau de satisfação em relação ao curso escolhido e à própria instituição onde o frequentaram. Numa última abordagem pretendemos saber se os inquiridos apostaram ou não numa formação extra-curricular no país ou estrangeiro com o objectivo de reflectirmos a forma como estes valorizam uma formação profissional contínua. No quinto capítulo são inferidas conclusões com base nos resultados apresentados no capítulo anterior. As reflexões e recomendações face a este trabalho de investigação são apresentadas no sexto capítulo. Por fim o sétimo capítulo apresenta-nos a bibliografia consultada para a realização da nossa monografia.
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Promoção desportiva em futebolistas masculinos do escalão de infantis
Futebol
Objectivo: O presente estudo pretende caracterizar o jovem futebolista infantil com mais tempo de jogo, identificando assim, traços morfológicos, nível de aptidão física e nível técnico, que os distingam dos jogadores com menos tempo de jogo. Pretende-se também identificar as variáveis que têm maior poder no que se refere à selecção de jogadores. Metodologia: Foram observados 73 atletas masculinos de 11 e 12 anos de idade, praticantes federados da modalidade de futebol, pertencentes ao escalão de Infantis que disputam o Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Coimbra. A amostra foi dividida em dois subgrupos com base no tempo de jogo ao longo da época. Assim, criou-se o subgrupo com mais tempo de jogo (n=25) e o subgrupo com menos tempo de jogo (n=25). Foram recolhidos as seguintes informações: (I) características antropométricas - estatura, altura sentado, massa corporal, quatro diâmetros, dois perímetros e quatro pregas de gordura subcutânea; (II) testes de desempenho motor - 10x5m, impulsão vertical (SE), impulsão vertical com contra-movimento (SCM), 7 sprints, YO-YO e PACER; (III) testes de habilidades motoras manipulativas específicas do futebol - Toques com o pé, M-test, Passe à parede e Remate; (IV) questionário sobre o potencial desportivo dos atletas e questionário “TEOSQ”. Conclusões: (I) Os atletas com menos e mais tempo de jogo não se distinguem através da morfologia (variáveis antropométricas simples e compostas), nem através das habilidades motoras manipulativas específicas do futebol, no entanto, os atletas com mais tempo de jogo obtêm valores superiores em todas elas. Os atletas com mais tempo de jogo apresentam diferenças relevantes no salto com contra-movimento (SCM) e no melhor sprint (indicador de velocidade). (II) A correlação entre as variáveis acrescenta que os treinadores conferem mais tempo de jogo aos atletas que obtêm melhores resultados nas seguintes provas: agilidade (10x5m), aptidão anaeróbia (7 Sprints), aptidão aeróbia (YO-YO e PACER), condução de bola (M-test), Remate e Passe à Parede. (III) No entanto, as variáveis com maior poder preditivo do número de jogos são o 1º Sprint e o Remate, enquanto que a prova de condução de bola (M-test) é a variável com maior poder preditivo dos minutos de jogo.
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Identificação e análise das práticas lúdicas e recreativas em idosos : jogos, brinquedos e brincadeiras de outros tempos
Idosos,Jogos,Recreação
O presente estudo teve como principal demanda a recuperação de actividades lúdicas, como o brincar e o jogar, praticadas no período de infância das idosas da Praia da Vieira, e caracterizar as condições sociais, políticas e económicas da época, para sabermos se essas interferiam ou condicionavam de alguma forma os divertimentos das crianças. O estudo envolveu dez idosas, com idades compreendidas entre os 65 e os 75 anos de idade, que habitam na Praia da Vieira. Para conseguirmos obter as informações desejadas recorremos ao contacto directo com as idosas. O método de recolha de informação utilizado nesse contacto foi a entrevista semi-estruturada, que incluiu questões sobre a situação social, política e económica do país no período em que viveram a sua infância, e questões relacionadas com os jogos, brinquedos e brincadeiras dessa mesma época, abordando a forma como jogavam e brincavam, quando, onde e com quem jogavam e brincavam, quais os períodos utilizados para jogarem e brincarem e quais os materiais e brinquedos utilizados nos jogos e brincadeiras, respectivamente. Depois da recolha de informações procedeu-se à análise de conteúdo do material resultante das entrevistas, através da categorização, tendo-se chegado à conclusão que as formas de jogar e brincar eram condicionadas por uma discriminação entre sexos que nem sempre permitia às crianças brincarem com quem queriam, nomeadamente, na escola. Uma outra condicionante era a falta de recursos económicos da maioria da população, que conduzia a um aproveitamento das crianças por parte dos adultos para a realização de tarefas domésticas, que por sua vez limitava bastante o tempo dos divertimentos dos mais novos. Os jogos e brincadeiras referidos eram, de uma forma geral, bastante simples e pouco exigentes em termos materiais e organizacionais, pelo que as crianças os aprendiam rapidamente com outros colegas. Os brinquedos utilizados eram também pouco elaborados e, muitas das vezes, aproveitados de outros objectos de uso quotidiano para outros fins, ou então manufacturados pelas próprias crianças ou familiares, uma vez que a crise económica não permitia excessos nas despesas financeiras.
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Análise dos discursos femininos no contexto da capoeira na revista "Praticando Capoeira"
Capoeira,Antropologia cultural
O Presente trabalho, foi elaborado no âmbito da disciplina Seminário, leccionada no quinto ano, no curso de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra e consiste numa análise dos discursos de praticantes femininos de Capoeira descritos num conjunto de revistas do periódico brasileiro “Praticando Capoeira”, referente aos anos de 2002/2003. Decidimos efectuar esta análise dos discursos de Capoeiristas femininos porque: - a Capoeira é um fenómeno mundial em franca expansão; - não existem, neste contexto, estudos relacionados com a modalidade; - seria interessante perceber os ideais e a visão da Capoeira no feminino, já que a mulher viveu um crescimento exponencial no número de praticantes da modalidade associada a uma questionável procura de igualdade participativa na mesma. Classificando este trabalho como um estudo bibliométrico de análise de conteúdo, atribuímos-lhe como objectivos, a classificação e análise geral dos conteúdos, imagem e publicidade constantes da revista “Praticando Capoeira”, e a análise e interpretação das opiniões dos intervenientes femininos na modalidade partindo dos discursos por elas efectuados e constantes na mesma revista.
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Estudo do comportamento electromiográfico dos músculos rectus abdominis e rectus femoris em dois protocolos de exercícios abdominais
Electromiografia,Vias energéticas,Músculos
Os abdominais são músculos imprescindíveis para assegurar a manutenção de várias funções fisiológicas do organismo, e também na prevenção de várias patologias do foro ósteo-articular. No entanto, o método utilizado para o seu fortalecimento sempre foi um tema que suscitou grande controvérsia entre os profissionais de educação física, saúde e praticantes. Esta polémica levou-nos a estudar os aspectos electro-fisiológicos de duas posições distintas e vulgarmente utilizadas no treino abdominal. Assim, o objectivo deste estudo consistiu em verificar qual dos dois protocolos utilizados (um sem fixação dos pés e um outro com fixação dos pés) permite trabalhar de forma mais eficiente o músculo rectus abdominis e qual a importância do rectus femoris nestes exercícios. Neste trabalho foram estudados sete indivíduos voluntários, do sexo masculino, e com pratica da modalidade de musculação há mais de três anos, com idades compreendidas entre os 23 e os 31 anos. Os indivíduos, em decúbito dorsal e com um ângulo de 140° na articulação do joelho, realizaram os exercícios abdominais de acordo com o protocolo de FitnessGram® (protocolo 1) ou o mesmo protocolo mas com os pés fixos ao solo (protocolo 2). A velocidade de realização dos testes foi determinada pela cadência sonora do FitnessGram® (teste de força e resistência abdominal). Em cada um dos testes os músculos rectus abdominis e rectus femoris de cada indivíduo foram monitorizados com um sistema de electromiografia de superfície (ME3000 da MegaWin®). No início e após cada um dos testes foi colhida uma amostra de sangue para análise do lactato por método espectrofotométrico (Dr. Lange). No final de cada um dos testes o esforço percebido foi avaliado pela escala Cr10 de Borg. A análise estatística dos dados foi realizada com o teste T (Paired Samples Test), com um intervalo de confiança de 95%. Em termos de níveis sanguíneos de lactatos, bem como no número de repetições efectuadas, ambos os protocolos se mostraram semelhantes. No entanto, em relação à percepção subjectiva do esforço, os atletas consideraram o protocolo 1 mais intenso que o protocolo 2. Também a nível electromiográfico os resultados foram diferentes para os dois músculos. No rectus abdominis não se registaram diferenças entre os dois protocolos nem nos valores de MPF (Mean Power Frequence) nem nos valores de AEMG (Averaged EMG). O mesmo não se verificou relativamente ao rectus femoris. Neste músculo, verificou-se um aumento dos valores de AEMG e de MPF. A amplitude do espectro corrigido foi também superior no protocolo 2 quando comparado com o protocolo 1. VI Os níveis de lactatos sanguíneos e o número de repetições do movimento sugerem que ambos os protocolos apresentam um grau de dificuldade física semelhante. Por outro lado, a percepção subjectiva de esforço dos atletas aponta para um trabalho muscular mais intenso no segundo protocolo. Relativamente ao músculo rectus abdominis, tanto o protocolo de cadeia cinética aberta (sem fixação dos pés) como o de cadeia cinética fechada (com fixação dos pés) parecem exercita-lo com a mesma eficácia. Porém, para o músculo rectus femoris, os resultados sugerem uma maior mobilização de fibras, acompanhada de uma maior velocidade de condução do potencial de acção no protocolo 2, tornando-o mais eficaz no treino deste músculo.
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Autopercepção e bem-estar psicológico nas populações especiais : estudo exploratório em indivíduos com paralesia cerebral com prática desportiva regular e ocasional
Populações especiais,Bem-estar psicológico,Percepção de si,Deficientes mentais
Objectivo de estudo: avaliar o Autoconceito físico, a Autoestima e a Imagem Corporal em indivíduos com paralisia cerebral, praticantes de actividade física regular e ocasional. Metodologia: 64 indivíduos com paralisia cerebral, dos quais 50 são indivíduos do género masculino e 14 do género feminino, com idades compreendidas entre os 15 e os 44 anos, sendo a média de idades e desvio padrão do género masculino de 27,82 ± 9,00 anos e do género feminino de 31,00 ± 7,69 anos. Do total de indivíduos que constituem a amostra, 46 são atletas que praticam actividade física regularmente e 18 praticam actividade física ocasionalmente. Dos indivíduos de prática desportiva regular, 30 são atletas que competem a nível nacional e 16 são atletas que competem a nível internacional e paralímpico. Os instrumentos de medida utilizados foram: a Escala de Autoconceito Físico do Self Description Questionnaire III de Marsh & O’Neill (1984); a Escala de Autoestima de Rosenberg (1965); o Questionário de Imagem Corporal de Bruchon-Schweitzer (1987), complementados com uma ficha de caracterização individual. No que diz respeito ao tratamento estatístico, utilizámos a estatística descritiva (média, desvio padrão e distribuição de frequências), R produto momento de Pearson, regressões múltiplas (stepwise method) e na estatística inferencial, recorremos à análise da variância – One Way Anova e o teste T de Student. Os resultados obtidos após o tratamento estatístico permitiram-nos concluir que existem diferenças estatisticamente significativas entre as autopercepções no domínio físico e a Autoestima, em função da variável prática desportiva; existem diferenças estatisticamente significativas entre o factor Actividade/Passividade da Imagem Corporal, em função da variável género; existem diferenças estatisticamente significativas entre a Autoestima, em função da variável origem da deficiência, no grupo de indivíduos de prática desportiva ocasional; existem diferenças estatisticamente significativas entre as autopercepções no domínio físico e a Autoestima, em função da variável frequência de prática; existem diferenças estatisticamente significativas entre as autopercepções no domínio físico e a Autoestima, em função da variável nível competitivo. Relativamente à organização hierárquica, os resultados permitiram concluir que Autoconceito Físico surge, nos grupos de indivíduos de prática regular, de ambos os géneros e ainda no grupo de indivíduos de género feminino de prática ocasional, como um resultado generalizado de percepções relativas à Competência Física e a Aparência Física e, como um mediador entre a Autoestima Global e os subdomínios. No grupo de indivíduos de género masculino de prática ocasional, a inabilidade do Autoconceito Físico para predizer, cria algumas questões acerca da utilidade do Autoconceito Físico no modelo hierárquico em estudo. Deste modo, em indivíduos com deficiência, podemos concluir que a organização hierárquica do modelo de Autoconceito funciona de modo ligeiramente diferente daquilo que até agora foi encontrado para indivíduos sem deficiência.
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Valores no desporto de jovens, atitudes face à prática desportiva e orientação motivacional : relatório preliminar em jovens atletas masculinos e femininos
Motivação,Psicologia do desporto,Valores no desporto
Este trabalho teve como objectivo a descrição e comparação dos valores, atitudes e orientação motivacional para a prática em actividades físicas e desportivas, em jovens da Zona Centro de Portugal. Foram analisados os resultados obtidos pelos géneros masculino e feminino. Utilizaram-se três questionários para o efeito: Youth Sport Values Questionnaire (YSVQ-2), Sport Attitudes Questionnaire (SAQ) e Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire (TEOSQ). Foram aplicados em 14 modalidades desportivas, nos contextos escolar e federado, a jovens pertencentes aos distritos de Coimbra e Aveiro, com idades compreendidas entre os 13 e 16 anos. O número de respondentes da amostra corresponde a 248 praticantes masculinos e 234 femininos. As principais conclusões obtidas resultaram na constatação da existência de diferenças significativas entre os grupos masculino e feminino, no que diz respeito à aquisição de valores, tomada de atitudes e orientação motivacional face ao desporto. Assim sendo, verificou-se que os rapazes preocupam-se em alcançar os objectivos propostos, mesmo que para isso tenham de recorrer a meios ilícitos. Deste modo, observou-se que o grupo masculino possui uma orientação motivacional mais direccionada para o “Ego”. Por seu turno, constatou-se que as raparigas estão mais vocacionadas para os aspectos pró-sociais. Preocupam-se sobretudo com o auxílio aos seus colegas e adversários e tentam melhorar as suas habilidades.
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Caracterização fisiológica de jogadores de voleibol : estudo comparativo entre duas equipas masculinas seniores
Voleibol,Fisiologia do exercício,Medidas antropométricas,Vias energéticas
O presente estudo pretende caracterizar o nível fisiológico em jogadores de Voleibol, verificando se existem diferenças entre duas equipas de níveis competitivos diferentes. Pretende, também, verificar a correlação existente entre testes de laboratório e testes de terreno. Para a caracterização antropométrica, a amostra é constituída por 17 sujeitos. Nas restantes avaliações, a amostra é constituída por 12 sujeitos pertencentes ao sexo masculino, subdividindo-se em duas equipas, Académica A e Académica B. A Académica A (n=11) apresenta uma média de idade de 24,2 ± 3,4 anos, enquanto a equipa B (n=6) apresenta uma média de idade de 23,3 ± 3,5 anos. Com o objectivo de avaliar o metabolismo aeróbio, os atletas realizaram no tapete rolante, um teste progressivo e máximo, por patamares de quatro minutos. Para avaliar o metabolismo anaeróbio, os atletas realizaram o teste Força-Velocidade, o teste de Wingate e quatro dos seis testes de Bosco. Realizaram, também, cinco testes de terreno (sprint, salto de bloco, salto de remate, triplo salto e deslocamentos laterais). Foram também avaliadas as características antropométricas e o somatótipo. As técnicas de estatística utilizadas foram o teste T student para amostras independentes, o teste de Wilcoxon e a correlação momento-produto de Pearson. Apresentamos de seguida os resultados onde se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre as equipas Académica A e Académica B:  A nível antropométrico os jogadores da Académica A apresentam valores superiores na estatura e envergadura (teste T student); na envergadura (teste de Wilcoxon).  Nas características respeitantes ao treino, os jogadores da Académica A treinam mais vezes por semana, os treinos são mais longos, o total de horas dedicadas ao treino técnico-táctico e o total de horas dedicadas à preparação física é maior.  Nos testes de terreno, os jogadores da Académica A obtiveram resultados superiores no triplo salto e na altura atingida ao realizar o salto de remate e salto de bloco (teste T student); na altura atingida ao realizar o salto de remate (teste de Wilcoxon). Relativamente à relação entre os testes, podemos realçar as seguintes correlações: IX  O sprint apresenta uma correlação negativa e altamente significativa com o triplo salto, a deslocação do centro de gravidade no salto de bloco e no salto de remate.  A potência anaeróbia máxima relativa apresenta correlações significativas com os deslocamentos laterais, e também, com o deslocamento do centro de gravidade no salto de bloco. A potência anaeróbia máxima relativa apresenta, ainda, correlação altamente significativa com o deslocamento do centro de gravidade no salto de remate. Os resultados obtidos demonstram que se verificam diferenças estatisticamente significativas entre as duas equipas para algumas características antropométricas, ao nível das características do treino e em alguns dos testes de terreno. As correlações positivas entre a potência anaeróbia máxima relativa e o deslocamento do centro de gravidade no salto de remate e no salto de bloco realçam a importância do sistema dos fosfagénios no Voleibol.
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Estudo do dimorfismo sexual em crianças do ensino básico, nas medidas de morfologia, capacidades coordenativas e de performance motora : relatório preliminar das oficinas de expressão físico-motora da FCDEF-UC
Dimorfismo sexual,Coordenação motora,Performance motora,Bateria de testes
O trabalho aqui apresentado tem como principal objectivo o estudo das diferenças entre os sexos masculino e feminino em idades precedentes ao salto de crescimento pubertário, nas variáveis antropométricas simples, índices estaturo-ponderais, somatótipo, coordenação motora e performance motora. A nossa amostra foi constituída por 110 alunos (61 rapazes e 49 raparigas) do 1º Ciclo do Ensino Básico, de duas escolas da região de Coimbra, observados em intervalos anuais por um período de 4 anos, dos 6/7 aos 9/10 anos de idade. Os procedimentos estatísticos utilizados foram a média, o desvio padrão e o t-test de Student. Uma vez analisados os resultados, foi possível retirar as seguintes conclusões: (1) não existem diferenças no dimorfismo sexual relativamente ao tamanho corporal; (2) no somatótipo, as diferenças só são visíveis na componente endomorfica, com valores sempre superiores para as raparigas, principalmente nos membros e tronco. Contudo, a tendência foi para que as diferenças diminuíssem ao longo dos anos de estudo; (3) nas capacidades coordenativas, as raparigas tendem a obter melhores resultados no equilíbrio, sendo as diferenças mais significativas aos 7 anos. Ao avançar na idade, os valores do equilíbrio tendem a estagnar. Nos saltos laterais, saltos monopedais e transferência lateral, não se verificaram diferenças significativas entre os grupos masculino e feminino, excepto aos 10 anos, nos últimos dois, e a favor dos rapazes; (4) nas provas de performance motora, as diferenças entre os sexos, são só observadas nas que possuem maior grau de tecnicidade, como o lançamento da bola de softball, a corrida de 25m e a impulsão horizontal, sempre com valores mais elevados para os rapazes, e com tendência a aumentar ao longo dos anos, no caso do lançamento. Confirmou-se a dependência da dinamometria manual, relativamente à corpulência, não se verificando diferenças significativas entre os sexos.
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1,164
Estudo do comportamento mioeléctrico dos músculos vastus lateralis e bíceps brachii durante o teste anaeróbio de Wingate : relação com o consumo de oxigénio
Bateria de testes,Músculos,Vias energéticas,Teste de Wingate
Muitos trabalhos têm centrado o seu objectivo no estudo da relação entre a fadiga central e a fadiga periférica. O lactato sanguíneo é normalmente utilizado como um indicador da fadiga muscular. Porém esta correlação, entre a fadiga e o comportamento dos músculos não se encontra bem esclarecidas. Por isso outros indicadores têm sido desenvolvidos tal como a electromiografia de superfície, um instrumento não invasivo e bastante útil, uma vez que permite uma avaliação não só da fadiga mas também da função neuromuscular. Este instrumento tem sido utilizado em diversos estudos como um prático instrumento em diferentes áreas, tal como nas ciências do desporto. O objectivo deste trabalho foi estudar a relação entre o comportamento muscular do Vastus lateralis e do Bíceps brachii através do registo electromiográfico e a fadiga no teste anaeróbio de Wingate e os lactatos sanguíneos. O Vastus lateralis é um músculo utilizado e avaliado frequentemente em diferentes estudos em cicloergómetro mas o Bíceps brachii usualmente não é analisado neste tipo de exercícios, daí o nosso objectivo em comparação dos resultados entre ambos os músculos. Neste estudo participaram oito indivíduos, voluntários, saudáveis e praticantes regulares de actividade física, do sexo masculino. Foram realizados Testes de Wingate durante os quais foi monitorizada a actividade eléctrica dos músculos Vastus lateralis e Bíceps brachii através de um sistema de electromiografia de superfície (ME300 da MegaWin). Para a comparação de ambos os músculos, os valores de MPF (Mean Power Frequence) e AEMG (Averaged EMG) foram normalizados pela circunferência crural e bicipital, respectivamente. Ainda durante a realização dos testes foi monitorizada a frequência cardíaca através de um cardiofrequencímetro, marca POLAR. Antes e após o teste anaeróbio de Wingate foram quantificados os níveis de lactato sanguíneo pelo método espectrofotométrico (Dr. Lange). No final do teste foi avaliado o esforço percebido pela escala Cr10 de Borg. A análise estatística dos dados foi realizada pela análise da variância com um intervalo de confiança de 95%. No teste de Wingate foram obtidos os resultados de 907±56,6 W para a potência máxima (PP) e 11,64±0,8 W/Kg para a potência máxima relativa. O índice de fadiga foi de 49,8±8,8 % e a percepção de esforço de 8,1±1,3. Após a normalização do sinal de EMG a amplitude do sinal foi analisada em função do tempo, tendo sido verificado que o perfil da curva era diferente para os dois músculos. A amplitude registada para o Vastus lateralis era praticamente linear, a curva de amplitude do Bíceps brachii, apresentou um perfil semelhante á curva de potência média do teste de Wingate. Relativamente aos valores de MPF e AEMG, ratificados pelo valor das circunferências crural e bicipital, não se mostraram diferentes entre os dois músculos. No entanto, após a análise separada dos músculos em três fases distintas (no espectro total, nos primeiros 10 segundos e nos últimos 10 segundos do teste de Wingate) verificamos que o MPF e o AEMG para o Vastus lateralis não apresentavam diferenças. No entanto, no Bíceps brachii foi observada uma tendência em diminuir a AEMG nos últimos 10 segundos, sem haver alterações no MPF. Foram também verificadas correlações entre os valores dos lactatos sanguíneos e o MPF do Bíceps brachii, tanto no espectro total como nos últimos 10 segundos, assim como do AEMG do espectro total. No Vastus lateralis foram verificadas correlações entre os valores de lactato e o AEMG, tanto no espectro total, como no início e final do teste de Wingate. Através do registo electromiográfico foi demonstrado existir uma correlação entre os valores de lactato e o AEMG em ambos os músculos, assim como do MPF no Bíceps brachii. A contracção deste último demonstrou ser uma importante componente na teste anaeróbio de Wingate. A tendência de diminuição do AEMG do Bíceps brachii parece sugerir uma menor mobilização das suas fibras musculares, no final do teste sem alteração da velocidade de condução do potencial de acção. Apesar da fadiga muscular deste músculo durante o teste de Wingate, esta não é acompanhada da fadiga muscular do Vastus lateralis como poderia ser de prever, apesar da correlação com os lactatos
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1,165
Nivel de stress dos alunos do 1º ano da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra : um estudo descritivo
Stress,Bateria de testes,Coping,Estudantes de educação física,Psicologia do desporto
Pretendemos, com este estudo, identificar e caracterizar tipos de relações existentes entre: o tipo de personalidade e o stress no estudante; o tipo de personalidade e os mecanismos de coping; os mecanismos de coping e o stress no estudante, verificando em que medida este estudo estaria de acordo com os dados disponíveis na bibliografia. A amostra foi constituída por 51 alunos do primeiro ano do Curso de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra (32 do sexo masculino e 19 do sexo feminino). Após uma apreciação geral do estado da investigação neste campo – conceito de stress, factores indutores, resposta, consequências e conceito de coping e locus de controlo, forma como o stress afecta os estudantes, e especificamente os estudantes do Curso de Ciências do Desporto e Educação Física, conceito de Personalidade e a forma como este se relaciona com o stress; - foi aplicada uma bateria de questionários constituída por: 1- Questionário de Identificação; 2 – Questionário de Escala de Nível de Stress nos Estudantes (N.I.S.E.S.T.E); 3- Questionário de Personalidade (E.P.I); 4- Inventário de Resolução de Problemas (I.R.P.). Os resultados são apresentados e analisados através do recurso a técnicas de estatística descritiva. Verificámos que os estudantes mais introvertidos e de neuroticismo elevado são aqueles que menores níveis de stress apresentam; os indivíduos com estratégias de coping mais eficazes são aqueles que maior stress apresentam; os indivíduos de emocionalidade mais elevada são aqueles que, na globalidade, têm piores estratégias de coping, isto é, têm piores estratégias de resolução de problemas, de tal modo que em situações indutoras de stress têm tendência a pedir ajuda e a sentirem que a resolução de problemas está fora do seu alcance, os alunos com melhores defesas psicológicas são os que maior controlo apresentam sobre a sua agressividade expressa.
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Caracterização morfológica e funcional das ginastas de artística feminina com idades compreendidas entre os sete e os onze anos de idade : estudo realizado com ginastas de alta competição da Associação de Ginástica do Norte
Ginástica artística,Desporto de alta competição
Os objectivos do nosso estudo são: contribuir para definição de um perfil antropométrico e funcional das Ginastas de Artística Feminina, pertencentes à jurisdição da Associação de Ginástica do Norte, com idades compreendidas entre os 7 e os 11 anos de idade; saber qual a influência das características biossociais na prática da modalidade; comparar as ginastas de artística com não praticantes do mesmo escalão etário do Concelho da Maia e verificar a evolução das características morfológicas e funcionais de cada atleta após um ano de treino, assim como determinar a estatura adulta estimada e o respectivo grau de maturação. A amostra é constituída por dezanove ginastas, inscritas na Federação Portuguesa de Ginástica, pertencentes à população da Associação de Ginástica do Norte, com idades compreendidas entre os 7 e os 11 anos. Estas são originárias do Ginásio Clube da Maia (N=10), do Sport Clube do Porto (N=6) e do Futebol Clube de Gaia (N=3). Os resultados e as conclusões mais relevantes são os seguintes: as ginastas são mais leves, mais baixas e mais lineares que as não atletas. As ginastas tiveram um incremento na estatura e nos diâmetros do ano transacto para este ano, relativamente às pregas subcutâneas algumas aumentaram ligeiramente mas na maioria houve um decréscimo. O perfil morfológico das ginastas é semelhante ao das ginastas do resto do mundo tendo como aspectos comuns a baixa estatura, ombros largos, ancas estreitas e baixo peso. No respeitante aos valores médios dos somatótipos nos vários intervalos de idades verifica-se que as ginastas diferem das não praticantes tendo, estas últimas apresentado uma taxa elevada em endomorfia e baixa em mesomorfia, enquanto que as atletas mostram padrões contrários. O somatótipo médio das ginastas foi ectomorfo-mesomorfo. As ginastas apresentam valores maturacionais dentro do normal para a idade. No âmbito das provas funcionais, verificou-se que as atletas apresentam melhores prestações que as não praticantes. Do ano transacto para este as ginastas aumentaram a prestação no seat-and-reach em mais do dobro e na prova de velocidade diminuíram ligeiramente a prestação. Relativamente às não atletas, as ginastas apresentam valores superiores nas provas funcionais realizadas. Por último, no que respeita aos dados biossociais verificou-se que o estatuto sócio-económico dos progenitores na maioria é médio e que a média da sua estatura é mais baixa que as das não atletas, o que pode influenciar no facto da ginastas serem um grupo distinto da população em geral.
Ciências Médicas e da Saúde
1,167
Autopercepções e bem-estar psicológico nas populações especiais : estudo exploratório entre praticantes e não praticantes de natação com e sem deficiência
Bateria de testes,Auto-estima,Imagem corporal,Populações especiais,Natação--deficiente motor,Psicologia do desporto
O objectivo do nosso estudo centra-se na avaliação das Autopercepções no domínio físico, da Autoestima e da Imagem Corporal em grupos de indivíduos com características diferentes, designadamente: atletas praticantes de natação de elite com deficiência motora; atletas praticantes de natação a nível nacional sem deficiência motora e indivíduos sedentários com e sem deficiência motora. O nosso trabalho envolveu uma amostra de 162 indivíduos, 62 com deficiência motora (17 do género feminino e 45 do género masculino) integrados na faixa etária dos 16 aos 43 anos e com uma média de idade de 25, 69 ± 6,00 anos, sendo que os restantes 100 indivíduos sem deficiência motora (50 género feminino e 50 do género masculino) encontram-se na faixa etária entre os 15 e os 22 anos, com uma média de idade de 15,94 ± 1,24 anos. Essas duas populações subdividem-se em atletas praticantes de natação e sedentários, perfazendo um total de quatro amostras distintas. Foram utilizados três instrumentos de medida, designadamente: a versão portuguesa do Physical Self-Perception Profile (PSPPp) com uma escala de 30 itens, a Escala de Autoestima de Rosenberg – Self Esteem Scale (RSE) e o questionário da Imagem Corporal de Bruchon-Schweitzer – French Body-Image Questionnaire (BIQ). A classificação final dos instrumentos resulta do somatório das várias questões que os constituem. Assim, quanto mais elevado for o valor final alcançado nas dimensões dos diferentes instrumentos, melhor será o Autoconceito Físico, a Autoestima e a Imagem Corporal, respectivamente. Para o tratamento estatístico dos dados obtidos foi utilizada a estatística descritiva (média, desvio padrão e frequências); a análise factorial exploratória (de forma a agrupar os diferentes itens em factores e apresentar os valores de fidedignidade de Alpha de Cronbach), as relações entre as variáveis em estudo e as correlações parciais (a fim de avaliarmos a organização hierárquica do modelo do Autoconceito Físico) e, por último, a estatística inferencial recorrendo à análise da variância - teste T de Student e Anova, com o objectivo de responder às hipóteses formuladas entre as variáveis dependentes em função das variáveis independentes. Os resultados obtidos através do tratamento estatístico permitiram-nos concluir que existem diferenças significativas na dimensão Força Física do Autoconceito Físico e na dimensão Actividade/Passividade da Imagem Corporal, em função da variável género. Verificámos também a existência de diferenças significativas nas dimensões do Autoconceito Físico (Atracção Corporal e Força Física) e as dimensões relativas à Imagem Corporal (Acessibilidade/Retraimento e Satisfação Insatisfação), em função da variável origem da deficiência, bem como nas dimensões do Autoconceito Físico (Competência Desportiva, Condição Física, Confiança Física, Força Física) e na Autoestima Global, em função da variável prática desportiva (natação). Para finalizar, existem diferenças estatisticamente significativas nas dimensões do Autoconceito Físico (Competência Desportiva, Confiança Física), na Autoestima Global e na dimensão Acessibilidade/Retraimento da Imagem Corporal, em função da variável nível competitivo.
Ciências Médicas e da Saúde
1,168
Satisfação corporal, auto-estima, autopercepção física, motivação e imagem corporal nos praticantes de fitness
Bateria de testes,Psicologia do desporto,Fitness
Estamos a viver no meio de uma revolução do corpo. “Como nos sentimos relativamente à imagem por nós transmitida, pode por conseguinte determinar e reflectir aquilo que sentimos sobre nós próprios no geral, e isso reproduz-se em fortes associações entre o Autoconceito corporal e a Auto-estima global ao longo de todo o período de vida” (Fox, 1997). Motivos como a necessidade de nos valorizarmos pela imagem que cada um de nós transmite, têm vindo a realçar a importância das modalidades do fitness para os muitos clientes destas modalidades. De acordo com este facto e devido à insuficiente investigação científica neste campo, considero oportuno e interessante o estudo ao nível dos praticantes de fitness e o modo como esse se reflecte na Auto-estima, auto-percepção e motivação dos mesmos para a prática das suas modalidades. O presente estudo realizou-se com base numa amostra de 65 sujeitos (N = 65), constituída por 38 indivíduos do sexo feminino (N=25) e 27 do sexo masculino (N=27), praticantes de diferentes modalidades de fitness. A média de idades da amostra é de 29,63 anos de idade. Como variáveis dependentes considerámos o Autoconceito físico (medido pelo questionário “Body Cathexis”), a Auto-estima (“Escala de Rosenberg”), a Autopercepção física (PSPP) e as dimensões da motivação (avaliadas pelo questionário “Exercise Motivations Inventory-2”). De forma a podermos abordar estes assuntos foi reunida uma bateria de questionários constituída pelos questionários de natureza biossocial (onde constavam, também, duas questões relacionadas com os aspectos de preocupação com a imagem durante as aulas de fitness), de satisfação corporal (Body Cathexis), auto-estima (Escala de Auto-estima de Rosenberg), de Autopercepção física (Physical Self Perception Profile) e de Motivação (IME-2: IME -Inventário de Motivações para o Exercício). Como grandes conclusões verificámos que o sexo feminino apresenta uma maior auto-estima e uma maior satisfação corporal; a imagem durante as aulas é importante para os praticantes de fitness; factores como a aparência física, competição, pressões médicas, saúde positiva, revitalização, saúde positiva e agilidade, são importantes para a autopercepção física, auto-estima e satisfação corporal e motivação para a prática de exercício físico.
Ciências Médicas e da Saúde
1,169
O grau de satisfação/insatisfação dos estagiários da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, no ano lectivo 2003/2004
Estagiários de educação física,Psicologia do desporto,Sstisfação,Insatisfação,Bateria de testes
O presente estudo tem por objectivo verificar o grau de satisfação/insatisfação dos estagiários da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, no ano lectivo 2003/2004. A população inquirida neste estudo é composta por 63 alunos/estagiários do 5º ano da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra no ano lectivo de 2003/2004, com idades compreendidas entre os 21 e 27 anos (sendo a média de idades de 22,67 anos e o desvio padrão de 1,18 anos) e que estão a estagiar em escolas com 3ºciclo e ensino secundário dos distritos de Aveiro, de Coimbra e de Leiria. O instrumento de avaliação por nós utilizado para a realização deste estudo é o Questionário de Opinião a Professores de Educação Física (QOPEF) de Ramos (2003), adaptado de Correia (1997), sendo o tratamento da informação realizado com o apoio do programa informático SPSS, versão 11.5. Para a análise dos dados foram utilizadas técnicas de estatística descritiva e técnicas de estatística inferencial. O presente estudo levou-nos a tirar algumas conclusões. Assim, verificámos que, ao contrário do que seria de esperar, os alunos/estagiários da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, no ano lectivo 2003/2004, de uma maneira geral, apresentam sentimentos de satisfação e bem-estar face à função docente. Podemos ainda realçar que este sentimento de satisfação é mais evidenciado perante factores de natureza relacional professor-alunos, profissional, económico e a nível das manifestações de mal-estar/bem-estar docente; denota-se alguma indiferença e neutralidade dos estagiários perante factores institucionais, sejam ele relacionados com a instituição/instituição ou com o professor/instituição.
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1,170
Habilidades psicológicas e traço de ansiedade competitiva em atletas de futebol
Futebol,Psicologia do desporto,Habilidades psicológicas
Este estudo teve como objectivo avaliar as habilidades psicológicas e o traço de ansiedade competitiva em atletas de futebol, em dois momentos distintos, e de verificar a existência de diferenças entre os resultados das duas avaliações. Procurou também discriminar a influência da idade, dos anos de experiência, da percepção de rendimento em treino e em competição e da posição em campo, sobre as diferentes dimensões das habilidades psicológicas e sobre o traço de ansiedade competitiva e respectivas sub-escalas de ansiedade somática, preocupação e perturbação da concentração. A amostra foi constituída por 107 atletas de nacionalidade portuguesa, do género masculino, com idades compreendidas entre os 15 e os 33 anos, com uma média de idades de 20.1 ± 0.46 anos, que representavam os 6 clubes (7 equipas) de Futebol dos Campeonatos Distritais, de seniores e de juniores, das Associações de Futebol de Aveiro e Évora. Para a avaliação das habilidades psicológicas e do traço de ansiedade competitiva foram utilizados, respectivamente, os instrumentos de medida “Athletic Coping Skills Inventory – 28” (ASCI-28) e “Sport Anxiety Scale” (SAS). Para a análise e tratamento estatísticos dos dados foi utilizado o programa “Statistical Package for Social Sciences” – SPSS para o Windows, versão 12.0. Pelos resultados obtidos do estudo podemos constatar que de todas as habilidades psicológicas avaliadas, a treinabilidade, a confiança e motivação para a realização, tal como o rendimento máximo sobre pressão, são as que apresentam melhores resultados em ambos os momentos de avaliação. Ao invés das dimensões ausência de preocupações e capacidade de lidar com a adversidade, onde os valores obtidos são os mais baixos em ambas as avaliações. No que respeita ao traço de ansiedade competitiva, podemos dizer que os atletas são de um modo geral bastante preocupados com as suas prestações em campo, pois é esta a sub-escala que apresenta valores médios mais elevados em ambos os momentos (preocupação), ao invés dos valores da ansiedade somática, que são os mais baixos também nos dois momentos.
Ciências Médicas e da Saúde
1,171
Influência do exercício físico programado nos níveis de IL-2 e IL-6 salivares, numa população de idosos
Idosos,Sistema imunitário,Exercício físico
O principal objectivo deste estudo foi apurar se o exercício físico teve alguma influência no Sistema Imunitário de indivíduos idosos através da alteração dos níveis de concentração das proteínas IL-2 e IL-6 salivares. O estudo envolveu uma amostra de 45 idosos, dos quais 18 constituíram o grupo de Controlo, ou seja, não estiveram sujeitos ao programa de actividade física. O grupo experimental foi constituído por 27 idosos sujeitos a um programa de actividade física. Destes 27 idosos, 13 foram sujeitos a duas sessões de treino por semana (grupo do Ingote), enquanto que os restantes 14, efectuaram três sessões de actividade física semanal (grupo de Cernache). Foi feita a recolha da saliva para a análise da concentração das proteínas IL-2 e IL-6 antes da aplicação do programa de treino e após o término do mesmo. No fim do programa de treino, cuja duração foi de 19 semanas, e feita a recolha de todos os dados necessários, procedeu-se ao tratamento estatísticos dos mesmos, onde por via dos resultados não serem os mais desejados foi utilizada apenas a estatística descritiva. Dos resultados obtidos neste estudo, as conclusões retiradas foram as seguintes: 1 - Em relação aos valores da concentração de IL-2 e IL-6 salivar, do primeiro momento avaliativo, para o segundo momento avaliativo, as diferenças nos 3 grupos, não são relevantes. Mais relevante é o facto do momento final haver uma percentagem maior de indivíduos onde é detectada IL-6 salivar. 2 - Comparando os resultados obtidos no momento final do grupo experimental com o grupo de controlo, relativamente à IL-2, nota-se que não existem diferenças relevantes nos seus valores. O mesmo acontece com os níveis de concentração de IL-6. 3 - Das concentrações obtidas no momento final, entre o grupo experimental sujeito ao programa de exercício físico duas vezes por semana (Ingote), com o grupo sujeito a três vezes por semana (Cernache), podemos concluir que nem um nem outro programa teve influência nos níveis de IL-2 salivar detectados no momento final. 4 -Os níveis de concentração de IL-6 obtida no grupo experimental sujeito ao programa de exercício físico duas vezes por semana apresentam valores um pouco maiores, mas sem relevância, em relação ao grupo experimental sujeito ao programa de exercício três vezes por semana.
Ciências Médicas e da Saúde
1,173
Estrutura interna do jogo de hóquei em patins : estudo exploratório das posses de bola no escalão de juvenis masculinos
Hóquei em patins
O objectivo principal do presente estudo é comparar o escalão de Juvenis masculinos com o escalão de Seniores masculinos, na modalidade de Hóquei em Patins através da análise de uma das acções mais importantes do jogo, a posse de bola. Por meio de um estudo exploratório, foram observados e analisados algumas variáveis relacionadas com a posse de bola, determinantes para o desenrolar do jogo e para o resultado final, como por exemplo, a perda da posse de bola, recuperação da posse de bola, remate, fases de jogo, para além das áreas respectivas. Para a realização deste trabalho foram recolhidos dados de 4 jogos completos de Hóquei em Patins, relativos ao Campeonato Europeu de Juvenis, nos quais havia necessariamente um vencedor e um vencido. Da amostra fazem parte 5 selecções, Portugal, Espanha, Itália, França e Suíça. Foram analisadas na totalidade 520 acções de jogo. Os resultados obtidos mostram haver semelhanças entre o escalão Juvenil e o escalão Sénior, mostrando existirem algumas analogias entre ambos os escalões, quanto às áreas de início da posse de bola, de marcação de golos, importância do contra-ataque, fase de jogo que mais ocorre, importância da eficácia no remate e tempo de duração dos ataques. O contra-ataque revelou ser a fase de jogo mais produtiva, onde a taxa de eficácia é maior, sendo as zonas centrais perto da baliza, as preferidas para o remate e concretização. Esta foi a fase que discriminou, tal como no escalão de Seniores, equipas vencedoras de vencidas. Apesar disto, o ataque organizado, tal como nos Seniores, é a fase de jogo que predomina. As principais zonas de recuperação da bola, é a zona intermédia e defensiva, sendo a falta e o ressalto defensivo as principais acções de origem da posse de bola. Relativamente às acções de finalização da posse de bola, os resultados mostraram que as equipas tendem sobretudo a terminar a posse da mesma com o remate.
Ciências Médicas e da Saúde
1,175
Habilidades psicológicas e ansiedade traço em jogadores de badminton
Ansiedade competitiva,Habilidades psicológicas,Badminton
Com a realização deste estudo, pretendemos caracterizar os jogadores de Badminton portugueses, verificando as diferenças entre dois momentos de aplicação dos questionários nas habilidades psicológicas e ansiedade traço, em termos de género, experiência na modalidade e escalão competitivo. Pretendemos, ainda, verificar a relação entre as habilidades psicológicas e a ansiedade traço. A amostra é constituída por 98 atletas federados em Badminton de nacionalidade portuguesa, do género masculino e feminino, com idades compreendidas entre os 14 e os 42 (M= 19,74; DP= 6,167), representativos de 19 clubes. Os instrumentos utilizados foram o “Athletic Coping Skills Inventory-28” (ACSI-28), e o “Sport Anxiety Scale” (SAS), sendo constituídos por uma parte inicial, relativa aos dados demográficos. Na análise e tratamento dos dados recolhidos foi utilizado o SPSS, versão 12.0 para o Windows. As principais conclusões do presente estudo foram: de um modo geral, os jogadores de Badminton portugueses apresentam valores para as habilidades psicológicas próximos da média, com a excepção do factor treinabilidade; no que respeita às habilidades psicológicas a treinabilidade consiste no factor em que os atletas apresentaram valores médios mais elevados, enquanto a treinabilidade e o rendimento sobre pressão apresentam os valores mais baixos, em ambos os momentos; verificámos diferenças estatisticamente significativas entre o género, anos de experiências e os escalões competitivos, relativamente às habilidades psicológicas; existem diferenças estatisticamente significativas entre os anos de experiência e escalões competitivos (no segundo momento), relativamente às variáveis de ansiedade; não existem diferenças estatisticamente significativas entre o género e os escalões competitivos (no primeiro momento), relativamente à ansiedade traço; não existem diferenças estatisticamente significativas, quer nos factores das habilidades psicológicas, quer nas escalas de ansiedade e ansiedade total, entre o primeiro e o segundo momento; no que diz respeito às correlações efectuadas: foram encontradas algumas correlações significas e positivas, em ambos os momentos, entre os anos de experiência e alguns factores das habilidades psicológicas; foram encontradas algumas correlações significas e negativas, em ambos os momentos, entre os anos de experiência e escala de ansiedade somática, de preocupação e na ansiedade total
Ciências Médicas e da Saúde
1,176
Construção de um diário de actividade física ajustado a crianças na etapa terminal do 1º ciclo do ensino básico
Actividade física--crianças,Crianças--actividade física--ensino básico
O presente estudo foi desenvolvido com o intuito de construir um diário de actividade física ajustado a crianças na etapa terminal do 1º Ciclo de Ensino Básico, com o qual foram recolhidos dados de 36 jovens. Os jovens deste estudo caracterizam-se por realizar actividades que são quase na totalidade de carácter passivo, sendo poucos aqueles com actividades físicas diárias e esforço percepcionado baixo. De acordo com Sallis & Patrick (1994), os adolescentes deveriam realizar uma variedade de actividades como parte integrante do estilo de vida. As actividades deveriam proporcionar divertimento, envolver grandes grupos musculares. Julga-se que as actividades moderadas a vigorosas são as mais aconselhadas como promotoras de um estado optimal de saúde e bem-estar. O que não se constata na nossa amostra porque os jovens procuram nos jogos de computadores/electrónicos, internet, televisão as respostas às suas necessidades. Ou seja, o divertimento, socialização e, até competitividade. É também notória a diferença entre a actividade física semanal e no fim-de-semana, apesar de não significativos. Podemos supor que os nossos jovens apresentam actividade física baixa com intensidades baixas, logo um estilo de vida mais sedentário não lhes dando desde já as bases de suporte, educação para um estilo de vida saudável. Porém os pais dos nossos inquiridos mostram-se atentos e preocupados com o desempenho e performance motora dos seus filhos, apesar do seu suporte/apoio para a prática de actividade física não ser elevado. O diário/questionário usado neste estudo ainda requer ajustes, essencialmente na análise do horário vs percepção de esforço.
Ciências Médicas e da Saúde
1,177
Prevalência do "time loss injury" em jovens hoquistas do escalão etário 14-16 anos
Hóquei em patins,Lesão--hóquei em patins,Jovens hoquistas
Objectivo: O objectivo da nossa investigação tem como base o acompanhamento ao longo de uma época desportiva de hoquistas em percurso de alta competição, de idades compreendidas entre os 14-16 anos (sub.17), pertencentes à selecção nacional de juvenis, no sentido de sabermos qual o tipo de lesão que ocorre de forma mais frequentemente, a severidade da mesma comparando com o volume de treinos e jogos nesta faixa etária. Metodologia: A amostra é constituída por 30 hoquistas de elite do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 14-16 anos. O estudo decorreu durante oito meses, entre os meses de Setembro e Abril. Os atletas foram avaliados nas medidas antropométricas necessárias à determinação do somatótipo (Cárter & Heath, 1990). Complementarmente durante a época desportiva foram registados os números minutos de treinos, os números totais de treinos, os números de presenças a treinos, os números de jogos, o número de presença a jogos, o número de minutos jogados, o número de lesões e dias lesionado. Através destas variáveis foi calculado a incidência das lesões por 1000h de tempo de exposição, utilizando a fórmula de (Junge et al., 2004) e a classificação da severidade da lesão proposta por Fuller et al. (2006). Resultados: Do ponto de vista morfológico, os hoquistas do presente estudo apresentam-se como sendo ecto-mesomorfos. Num total foram registadas 14 lesões em 4331.4 h de prática desportiva durante os meses de Outubro a Abril, representando uma taxa de 3.23 lesões por 1000h de tempo de exposição. Neste mesmo estudo foi possível aferir que os treinos apresentavam uma taxa de 1.77 lesões por 1000h de tempo de exposição e os jogos uma taxa de 18.45 lesões. Em termos de severidade das lesões registadas, a maioria foram classificadas como sendo moderadas, verificando-se ainda que os avançados, são os hoquistas mais prejudicados em termos de lesões e aqueles que apresentam maior volume de treinos e jogos ao longo da época desportiva.
Ciências Médicas e da Saúde
1,178
Lesões desportivas em jovens hoquistas do escalão etário 14 - 16 anos : estudo de um grupo de elite e de um grupo local
Lesões desportivas,Jogadores de hóquei,Jovens hoquistas
Objectivo: Este estudo vem no seguimento de outros já realizados em anos anteriores, tem como objectivo acompanhar durante uma época desportiva um grupo de atletas de elite (Grupo 1) e outro de atletas a competirem no campeonato regional e nacional (Grupo2) na modalidade de hóquei em patins no escalão etário 14-16 anos. A recolha dos dados pretende ajudar-nos a perceber e analisar a lesão desportiva nas suas diversas vertentes, procurando identificar, localizar e tipificar a sua ocorrência na nossa modalidade e a relação que existe entre este dois grupos, associando o número de treinos e jogos. Metodologia: A amostra é constituída 63 atleta de sexo masculino na modalidade de Hóquei em Patins no escalão etário dos 14-16 anos. Divide-se em dois grupos, um de 32 atletas de elite presentes nos estágios de pré-selecção outro de 31 atletas de equipas a disputar os campeonatos regionais e nacionais. Durante o estudo foram recolhidos dados relativos ao número de treinos realizados por cada atleta, minutos de treino, número de jogos realizados por cada atleta, minutos de competição, etc. Foram também reportados os números de lesões ocorridas tanto em treino como em competição, o seu grau de severidade através do número de dias de ausência da prática desportiva (Finch, 1997; Loes, 1997; Prager et al., 1989). Através de todas estas variantes foi calculada pelo método de Junge et al., (2004) a incidência de lesões através de diferentes ângulos, nº de lesões/1000H e exposição, de treino ou de jogo e o nº de lesões por jogo. Também se calculou qual a severidade das lesões ao longo da época através da definição de Fuller et al. (2006). Resultados: Verificou-se que no total registaram-se 28 lesões ao longo de 5643,5h de exposição no Grupo I, representando uma incidência de 5 lesões por 1000h, em treino e competição. O Grupo 2 foi afectado por 53 lesões ao longo de 5471,7h de exposição, com uma incidência de 9,7 lesões por 1000h. Apurou-se que nos dois Grupos a lesões tem mais tendência a acontecerem no decorrer dos jogos com uma incidência muito superior aos treinos. Quanto à severidade verificou-se que as lesões moderadas são as que mais afectam os atletas nos dois grupos.
Ciências Médicas e da Saúde
1,179
Habilidades psicológicas e ansiedade traço no ténis : estudo exploratório on-line realizado com tenistas de competição
Ténis,Psicologia do desporto
Este trabalho pretendeu caracterizar e descrever, os tenistas de competição, nas habilidades psicológicas de confronto e ansiedade traço competitiva, bem como, as cargas temporais de treino e competição. Procurou identificar as variáveis psicológicas que melhor discriminam os atletas com diferentes idades, anos de experiência e número de torneios e avaliar a existência de diferenças ao nível do rendimento competitivo, sexo e do acompanhamento ou não, por parte de um psicólogo desportivo. Também pretendeu, identificar os problemas e/ou necessidades psicológicas nos tenistas da amostra. Participaram neste estudo, 173 atletas de nacionalidade portuguesa, 143 do sexo masculino (M=20,54 6,46 anos) e 30 do sexo feminino (M=20,06 5,80 anos) com idades compreendidas entre os 14 e 51 anos, que competiam nos escalões cadetes, juniores e seniores na modalidade de ténis. Recorreu-se a instrumentos de medidas multidimensionais, mais concretamente ao “Athletic Coping Skills Inventory – 28” - ACSI-28 (Smith et al., 1995), que avalia as habilidades psicológicas de confronto pessoal, e “Sport Anxiety Scale” - SAS (Smith et al., 1990, citado por Brígido, 2003), que avalia a ansiedade traço competitiva. Os dados dos instrumentos foram recopilados através da Internet. Os principais resultados obtidos, confirmaram em grande parte investigações anteriores e sugerem as seguintes conclusões: a) os atletas mais velhos parecem apresentar valores mais elevados ao nível, do confronto com a adversidade, treinabilidade, confiança e motivação, ausência de preocupações, recursos pessoais de confronto, assim como, o controlo da ansiedade total e cognitiva (preocupação); b) os anos de experiência, também parecem contribuir positivamente e gradualmente para um melhor controlo na ansiedade cognitiva (preocupação), bem como, o número de torneios jogados, no aumento da confiança e formulação de objectivos; c) os atletas do sexo masculino, parecem apresentar melhores índices de concentração, rendimento máximo sobre pressão, recursos pessoais de confronto e ansiedade cognitiva (preocupação) mais baixa que atletas do sexo feminino; d) o nível competitivo parece estar associado a melhores competências ao nível da confiança e motivação, ausência de preocupações e a uma menor ansiedade total e cognitiva (preocupação e perturbação da concentração); e) atletas que tiveram apoio psicológico, parecem experienciar níveis superiores na confiança e motivação, ausência de preocupações e menores níveis de ansiedade cognitiva (preocupação), que os atletas os que não tiveram apoio psicológico; e por último, f) os tenistas estudados, evidenciam problemas e/ou necessidades psicológicas similares a atletas de outros desportos.
Ciências Médicas e da Saúde
1,182
Condicionalismos da adesão desportiva : o caso da piscina do clube desportivo do Instituto D. João V
Natação,Sociologia do desporto,Imagem corporal,Adesão desportiva
O estudo tem por objectivo analisar e caracterizar os motivos, que influenciam e levam os adultos afectos à Escola de Natação do Clube Desportivo do Instituto D. João V, à prática de actividades aquáticas, como forma de ocupação dos seus tempos livres e/ou de lazer, bem como as características da prática desportiva, o perfil social dos utentes e as razões do início da prática da Natação. Para investigar o objecto de estudo levantamos algumas hipóteses de trabalho, e como elo de ligação entre estas, o conhecimento teórico e os resultados que pretendemos conhecer, procedemos à aplicação de um inquérito por questionário a 100 utentes, 73 do sexo feminino e 27 do sexo masculino. Analisámos nos inquéritos os resultados, organizando-os sempre em função das variáveis propostas, e querendo saber se a abertura da piscina contribui para a aquisição de hábitos da prática da Natação junto dos seus actuais utentes adultos, em especial na população feminina, nas gerações mais velhas e nos grupos socioprofissionais com menores recursos concluímos que não se verificam diferenças significativas entre a população feminina e masculina, verificando-se que a abertura da piscina contribui para a aquisição de hábitos da prática da Natação junto dos seus actuais utentes adultos, nos grupos socioprofissionais com menores recursos. Considerando também que junto desta população não existem hábitos desportivos no passado sobretudo na população feminina, nas gerações mais velhas e nos grupos socioprofissionais com menores recursos, verificamos que efectivamente a amostra em análise não tem hábitos desportivos no passado em qualquer das variáveis. Também enunciamos que no conjunto das práticas de lazer, a Natação reveste-se como aquela em que os utentes atribuem maior importância, independentemente do género, idade, estado civil e grupo social, face aos resultados apresentados concluímos que a Natação se reveste como aquela em que os utentes atribuem maior importância, independentemente do género, no entanto, não se verifica na totalidade relativamente à idade, estado civil e grupo social. No que respeita à importância atribuída às aulas de Natação, concluímos que as preocupações dos utentes assentam essencialmente nos aspectos relacionados com a saúde, a condição física e o convívio e sociabilidade.
Ciências Médicas e da Saúde
1,183
Caracterização da participação das vias energéticas em situações específicas de treino no basquetebol
Basquetebol,Antropometria,Vias energéticas
O presente trabalho tem como objectivo caracterizar através de indicadores fisiológicos (potência aeróbia máxima, frequência cardíaca máxima, limiar anaeróbio, impulsão vertical) e indicadores antropométricos (estatura, massa, somatório das pregas cutâneas) em indivíduos praticantes de basquetebol do sexo feminino da liga profissional de basquetebol de Portugal, caracterizar a participação das vias energéticas em situação especifica de treino técnico e táctico, mais concretamente no lançamento e no 1 contra 1 na perspectiva do atacante e do defesa, em indivíduos praticantes de basquetebol do sexo feminino da liga profissional de basquetebol de Portugal e comparar a solicitação das vias energéticas nas diferentes situações de treino referidas com as solicitações destas situações em competição descritas na literatura. A amostra, constituída por 9 sujeitos do sexo feminino, com uma média e respectivo desvio padrão de 22,2±2,2 anos, atletas de basquetebol pertencentes a uma equipa da Liga Profissional de Basquetebol de Portugal e estudantes do ensino superior em Coimbra. Deste modo, foi analisado a potência aeróbia máxima (VO2máx), limiar anaeróbio através de um teste máximo, progressivo por patamares com intervalo passivo para determinação directa do VO2máx em tapete rolante, a impulsão vertical através do protocolo descrito por Bosco (1987) e as variáveis antropométricas massa, estatura e pregas cutâneas tricipital, subescapular e suprailíaca em laboratório. Foram analisadas a frequência cardíaca e a concentração de lactato logo após o final do testes, 3 e 5 minutos após o final do esforço em testes de campo de carácter intermitente, tendo relação esforço/repouso de 1:1 (20 e 40 segundos) e duração de 2 minutos. As situações de campo avaliadas foram lançamento, de 1 contra 1 na perspectiva do atacante e de 1 contra 1 na perspectiva do defesa. Os resultados obtidos demonstraram que as atletas da nossa amostra apresentam uma estatura (171,6±7,7 cm, Md±Sd) e massa corporal (64,3±7,9 kg, Md±Sd) mais baixa, uma impulsão vertical superior, uma potência aeróbia máxima (49,7±6,2 ml.kg-1.min-1, Md±Sd) alta relativamente aos estudos efectuados com atletas femininas de basquetebol e um limiar anaeróbio (40,4±2,0 ml.kg-1.min-1 em relação ao VO2máx, Md±Sd) semelhante aos encontrados nos estudos. Ficou demonstrado que nos testes de campo ocorreu a solicitação da via glicolítica, ficando evidenciada uma maior solicitação sobre o metabolismo glicolítico nos testes de lançamento (6,45±2,51 mmol.min-1 na alternância de 20 segundos e 8,55±1,97 mmol.min-1 na alternância de 40 segundos, Md±Sd) e de 1 contra 1 na perspectiva do atacante (7,20±1,59mmol.min-1 na alternância de 20 segundos e 8,67±1,83mmol.min-1 na alternância de 40 segundos, Md±Sd) em relação aos testes de 1 contra 1 na perspectiva de defesa (5,78±1,1mmol.min-1 na alternância de 20 segundos e 5,87±2,04mmol.min-1 na alternância de 40 segundos, Md±Sd). Estes resultados sugerem que durante o treino as situações individuais ofensivas serão mais intensas do que as situações individuais defensivas. A frequência cardíaca apresentou um comportamento retardado em relação aos estímulos provocados, continuando a aumentar após terminarem os períodos de acção durante mais 10 a 15 segundos. Este aumento poderá ser provocada pela elevada intensidade dos estímulos que provocam uma situação em que existe falta de oxigénio para as grandes necessidades energéticas. Verificámos que os valores médios e respectivos desvios padrões da frequência cardíaca em relação à frequência cardíaca máxima nas situações ofensivas testadas (84,26±4,08% e 85,44±4,17% nos teste de lançamento com alternâncias de 20 e 40 segundos respectivamente; 84,61±3,67% e 85,01±4,17% nos testes de 1 contra 1 na perspectiva do atacante com alternâncias de 20 e 40 segundos respectivamente, eram semelhantes aos valores registados na literatura nas situações de jogo mais intensas e, ao compararmos os valores da concentração de lactato por nós encontrados e os valores encontrados na literatura nas situações de jogo verificamos que os esforços testados apresentam valores superiores. Estes resultados por nós obtidos sugerem que a utilização dos exercícios estudados em situações de treino poderá ser uma forma de solicitar mecanismos metabólicos semelhantes aos solicitados nos momentos mais intensos em situações de jogo, optimizando assim a preparação do atleta para a situação real de jogo.
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1,184
Aspectos metodológicos relacionados com a avaliação da potência e capacidade anaeróbia
Teste de Wingate,Bateria de testes,Vias Anaeróbias
O presente trabalho tem como objectivo principal verificar se a carga óptima através da qual se obtém o valor máximo da potência anaeróbia (PAnM), por meio do teste Força-Velocidade (F-V), será também a carga óptima para se alcançar o valor máximo da capacidade anaeróbia no Teste Wingate. Deste modo, analisaram-se as variáveis potência anaeróbia máxima óptima (OPP) e respectiva carga óptima no teste F-V; potência anaeróbia máxima, capacidade anaeróbia, trabalho total e índice de fadiga no teste de Wingate, efectuado contra cinco resistências diferentes. A amostra, constituída por 19 sujeitos, com uma média de 21,33 anos, todos eles alunos do segundo ano do Curso de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, realizou o teste F-V com o intuito de se determinar a carga óptima de cada sujeito, o valor da potência anaeróbia máxima óptima alcançado, bem como o valor óptimo de velocidade em rotações por minuto. Posteriormente, foram realizados cinco testes de Wingate com cinco cargas diferentes, com um intervalo de aproximadamente 48h entre eles. A escolha das cargas recaiu no valor proposto como sendo a carga adequada para a realização do teste de Wingate, ou seja 0,075 Kg.kg-1 da massa corporal (Inbar, Bar-Or & Skinner, 1996), a carga óptima para a potência anaeróbia máxima óptima obtida através do teste F-V e mais três cargas. Assim, as cargas utilizadas foram de 0,075; 0,090; 0,105 e 0,120 Kg.kg-1 da MC, mais a carga óptima de cada sujeito. Os resultados obtidos demonstraram que os valores médios da carga óptima para a obtenção da PAnM óptima, calculada através do teste F-V, são superiores (0,109 Kg.kg-1 da MC) aos valores da carga estandardizada (0,075 Kg.kg-1 da MC) utilizada no teste de Wingate. Assim, a utilização da massa corporal como indicador para a determinação da carga aplicada durante o teste WAnT, parece-nos que não é a forma mais indicada, uma vez que existem diferenças altamente significativas entre a carga estandardizada e a carga óptima obtida no teste F-V. De igual modo, os valores médios da PAnM obtidos no WAnT com a carga óptima, foram significativamente superiores à carga estandardizada (919,42±132,90 W vs 835,16±125,85 W), assim como para a capacidade anaeróbia (685,25±82,17 W vs 653,48±89,06 W). Relativamente aos valores da PAnM calculada através do teste F-V e do WAnT com carga óptima, estes não apresentaram diferenças significativas, sugerindo assim, que ambos os testes predizem correctamente esta variável, desde que se utilize no WAnT a carga óptima, previamente determinada através do teste F-V. Estes resultados sugerem a importância e necessidade de se aplicar a carga óptima a cada sujeito, em detrimento da aplicação de uma carga estandardizada para diferentes sujeitos, de modo a proporcionar uma avaliação mais individualizada e por isso mais correcta, do desempenho anaeróbio, por meio do teste de Wingate. Um dos procedimentos a adoptar será eventualmente a utilização da carga óptima obtida pelo teste F-V, já que é com esta que se alcança os maiores valores da PAnM e da capacidade anaeróbia. Assim, contrariamente ao que se diz, a carga óptima para a PAnM também parece ser a carga óptima para a capacidade anaeróbia.
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1,186
Habilidades psicológicas e traço de ansiedade competitiva em atletas de basquetebol
Habilidades psicológicas,Basquetebol,Psicologia do desporto
Este estudo teve como objectivo avaliar as habilidades psicológicas e o traço de ansiedade competitiva em atletas femininas de basquetebol, em dois momentos distintos, e de verificar a existência de diferenças entre os resultados das duas avaliações. Procurou também discriminar a influência da idade, dos anos de experiência, da percepção de rendimento individual e da equipa, em competição e no treino, da posição em campo, da conquista de títulos, se alinham de inicio em mais de 50% dos jogos, do número de sessões de treino semanais, tempo das sessões de treino e da conquista de títulos, sobre as diferentes dimensões das habilidades psicológicas e sobre o traço de ansiedade competitiva e respectivas sub-escalas de ansiedade somática, preocupação e perturbação da concentração. A amostra foi constituída por 45 atletas do género feminino, com idades compreendidas entre os 16 e os 38 anos, com uma média de idades de 22,4 ± 5,246 anos, que representavam cinco clubes de Basquetebol da I Divisão Feminina da Federação Portuguesa de Basquetebol. Para a avaliação das habilidades psicológicas e do traço de ansiedade competitiva foram utilizados, respectivamente, os instrumentos de medida “Athlectic Coping Skills Inventory – 28” (ACSI-28) e “Sport Anxiety Scale” (SAS). Para a análise e tratamento estatístico dos dados foi utilizado o programa “Statistical Package for Social Sciences” – SPSS para o Windows, versão 11,5. Pelos resultados obtidos do estudo podemos constatar que a treinabilidade, a concentração, são as habilidades que apresentam valores superiores em ambos os momentos de avaliação. Ao invés das dimensões rendimento máximo sobre pressão e formulação de objectivos e preparação mental, onde os valores obtidos são os mais baixos em ambas as avaliações. No que respeita ao traço de ansiedade competitiva, os resultados demonstram que as atletas têm uma certa disposição para se apresentarem ansiosas em competição, sendo esta predominantemente de preocupação. Os resultados do estudo evidenciaram a existência de correlações negativas e significativas entre o traço de ansiedade competitiva e quase todas as dimensões das habilidades psicológicas. Também observámos correlações positivas entre algumas habilidades psicológicas e as variáveis idade, anos de experiência, percepção de rendimento individual em treino. Por outro lado, verificamos correlações negativas e significativas entre este as variáveis idade e anos de experiência, não sendo visíveis correlações significativas com a percepção de rendimento.
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1,187
Avaliação da potência anaeróbia : relação entre a velocidade de corrida e os testes de força-velocidade, wingate e impulsão vertical
Metabolismo energético,Potência anaeróbia,Testes de Wingate,Bateria de testes,Fisiologia
O presente estudo teve como objectivo verificar a relação da velocidade de corrida (teste de campo-Sprint 40m) com os parâmetros anaeróbios obtidos nos testes laboratoriais anaeróbios, designadamente teste Força – Velocidade, teste de Wingate e Impulsão Vertical. A amostra do estudo foi constituída por onze sujeitos do sexo masculino, estudantes do 2º ano do Curso Ciências do Desporto e Educação Física, praticantes de actividade física regular e/ou envolvidos numa modalidade desportiva. Estes sujeitos submeteram-se à realização de quatro testes que compreendem o estudo: 1) teste Força-Velocidade; 2) teste de Wingate; 3) teste de Impulsão Vertical (Squat Jump, Coutermovement Jump e Multijump 15’’) e 4) teste de Sprint 40m. Estes testes permitiram aceder às seguintes variáveis: 1) potência anaeróbia óptima máxima em termos absolutos e relativos; 2) potência anaeróbia máxima “peak power” e capacidade anaeróbia “mean power” em termos absolutos e relativos; 3) o tempo de voo para os três protocolos de Impulsão Vertical e a potência média e altura do centro de gravidade no protocolo de Multijump e 4) o tempo de corrida. As sessões desenvolveram-se em dois momentos distintos e em dias diferentes para cada sujeito. A análise estatística foi realizada através da correlação de Produto Momento de Pearson com significado estatístico de 0,01 e 0,05 avaliando a relação entre as variáveis consideradas no estudo. Os resultados obtidos revelaram que apenas duas variáveis se correlacionam com o tempo de corrida, designadamente o “peak power” (W) do teste de Wingate (r=0,677, p<0,05), e as variáveis consideradas para os testes de Impulsão Vertical - Multijump, o tempo de voo (r=-,747, p<0,01), altura do centro de gravidade (r=-,743 p<0,01), e potência média (r=-,673 p<0,05). As correlações encontradas poderão ser justificadas quanto à variável “peak power” (W) do teste de Wingate pelo gasto energético das reservas musculares que se traduziram na potência gerada pelos membros inferiores de que depende a corrida e ainda, relativamente ao teste de Impulsão Vertical, por os sujeitos terem de transportar o seu peso e pela força explosiva e componente elástica que exige esta acção motora. Relativamente às restantes variáveis apresentadas no estudo não foram encontradas correlações com significado estatístico de 0,01 e 0,05. Neste sentido, a análise de resultados sugerem que existem para cada um dos protocolos diferentes solicitações e exigências que lhes conferem um carácter específico a considerar aquando da avaliação correcta de determinada performance. As modalidades desportivas apresentam deste modo características próprias, cuja a selecção de um protocolo de avaliação deve ter em conta o tipo de exercício realizado bem como a sua especificidade (simulação do gesto e intervenção dos mesmos grupos musculares), caso contrário poderemos estar a seleccionar atletas segundo critérios que pouco têm a ver com a realidade da modalidade.
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1,188
Hábitos, métodos de estudo e ansiedade perantes os exames dos alunos do 2º ano do curso de educação física e de ciências do desporto da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, no ano lectivo de 2007/2008
Ansiedade--exames,Alunos--ciências do desporto,Métodos de estudo,Hábitos de estudo--ensino superior
O objectivo do presente estudo é identificar os hábitos, métodos de estudo e ansiedade perante os exames nos cursos de Educação Física e Ciências do Desporto, da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra (FCDEF-UC), no ano lectivo de 2007/2008. A nossa pesquisa literária centra-se nos métodos, hábitos e estratégias de estudo e ainda no universo da ansiedade e stress relacionados com o desempenho académico. No que concerne à metodologia, a amostra é constituída por 51 alunos do 2º ano do curso de Educação Física e do curso de Desporto, com idades compreendidas entre os 18 e os 31 anos. O sexo masculino é dominante, apresentando 34 indivíduos (66,7%) e o sexo feminino 17 indivíduos (33,3%). Os instrumentos de avaliação utilizados neste estudo foram um questionário que incluía um “Inventário de Estratégias de Estudo e de Aprendizagem” e um “Questionário de Ansiedade Perante os Exames”, incluindo a “Escala de Ansiedade de Zung”. Estes questionários foram aplicados em Novembro de 2007. O tratamento dos dados foi realizado através do programa estatístico SPSS, versão 15.0 para Windows, sendo construídas tabelas de estatística descritiva e de frequência para variáveis quantitativas e tabelas de frequência para variáveis qualitativas. Conforme os resultados obtidos, podemos mencionar que relativamente à percentagem de inquiridos que obtiveram pontuações positivas nos factores correspondentes às Estratégias de Estudo e de Aprendizagem, estes são, por ordem decrescente: a “Motivação”, a “Selecção das ideias principais”, a “Auto-verificação”, a “Atitude”, o “Processamento da informação”, a “Concentração”, os “Auxiliares de estudo”, as “Estratégias de verificação”, a “Ansiedade”, e a “Organização do tempo”, tendo todas obtido percentagens superiores a 80%. Os estudantes apontaram que, perante uma oral, não se sentem à vontade, no entanto perante uma discussão de um trabalho, bem como um exame escrito dizem sentir-se “À vontade” ou “Bastante à vontade”, pelo que no que respeita à sensação de ansiedade relativamente às orais, aos exames escritos e às apresentações de trabalhos, os estudantes sentem muito mais ansiedade nas orais.
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1,190
Habilidades psicológicas e ansiedade traço no andebol : estudo exploratório realizado com atletas da 1ª divisão de andebol feminino
Andebol,Psicologia do desporto
Com este estudo pretendemos avaliar as competências psicológicas e o nível de ansiedade traço em atletas de andebol. Assim como, verificar qual a relação de variáveis como os anos de experiências na modalidade, maior nível desportivo alcançado, posição em campo e classificação das equipas, com as variáveis psicológicas referidas anteriormente. Para tal participaram neste estudo 110 atletas de nacionalidade portuguesa, do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 17 e os 41 anos (Md= 22,82), que representam os 10 clubes de andebol feminino da 1º Divisão. Os instrumentos de medida utilizados para a avaliação das diferentes variáveis psicológicas, habilidades psicológicas e ansiedade traço, foram respectivamente o questionário “Athletic Coping Skills Inventory- 28” (ACSI-28) e “Sport Competition Anxiety Test” (SCAT). Para efeitos de análise e tratamento estatístico dos dados, foram utilizados diversos procedimentos e análises, disponíveis no programa “Statistical Package for Social Sciences-SPSS- Windows” (versão 11.5). Dos resultados obtidos neste estudo, podemos constatar que de todas as competências psicológicas avaliadas a concentração e motivação foram aquelas onde as atletas da 1º divisão de andebol feminino apresentaram melhores resultados. Enquanto que a preparação mental foi a competência psicológica que as atletas demonstram ter uma menor vivência. Relativamente à ansiedade traço, os resultados obtidos permitiram constatar que existe uma tendência para as atletas apresentem uma certa ansiedade durante a competição. Os resultados obtidos evidenciaram também a existência de uma relação entre algumas das competências psicológicas e o nível de ansiedade traço, com as variáveis anos de experiências na modalidade, maior nível desportivo alcançado, posição em campo, equipa e respectiva classificação. Relativamente aos anos de experiência verificou-se que quanto maior for a experiência dos atletas na modalidade maior será a sua capacidade de concentração, de lidar com adversidade, o seu rendimento máximo sobre pressão, a sua confiança e motivação e os níveis de ansiedade traço são mais baixos.
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1,191
Habilidades Psicológicas e Ansiedade Traço: Estudo exploratório realizado em jogadores profissionais de Futebol da I e II Liga
Futebol
A realização deste estudo teve como objectivos a análise das habilidades psicológicas (lidar com a adversidade, treinabilidade, concentração, confiança, objectivos, rendimento sob pressão, ausência de preocupações) e da ansiedade traço nos jogadores profissionais da I e II Liga do Futebol Português relativamente às variáveis posição em campo, maior nível desportivo e anos de experiência. A amostra deste estudo é constituída por 123 jogadores profissionais da I e II Liga do Futebol Português, da época 2002/2003, integrados na faixa etária dos 18 aos 33 anos, com uma média de idades de 25,8 anos e com um desvio padrão de 4,43. Foram-lhes aplicados o “Questionário de Experiências Atléticas”, versão portuguesa do The Atletic Coping Skills Inventory (ACSI – 28) (Smith et al., 1995) e o “Questionário Competitivo de Illinois”, versão portuguesa do Sport Competition Anxiety Test (SCAT) (Martens, 1990). O tratamento dos dados incidiu na estatística descritiva: médias e desvios padrão; e na estatística inferencial: Correlação, teste ANOVA e teste t de Student. Dos resultados obtidos, podemos concluir que: não existem diferenças significativas entre atletas que ocupam diferentes postos específicos (guarda-redes, defesa, médio, avançado) relativamente às habilidades psicológicas tal como não existem nos recursos pessoais de confronto; não existem diferenças estatisticamente significativas no nível da ansiedade traço entre as diferentes posições ocupadas em campo; não existem diferenças estatisticamente significativas entre atletas com internacionalizações e atletas sem internacionalizações nas diferentes dimensões do ACSI-28, e nos recursos pessoais de confronto; não existem diferenças estatisticamente significativas no nível da ansiedade traço entre atletas com internacionalizações e atletas sem internacionalizações; existe uma relação entre as habilidades psicológicas e recursos pessoais com os anos de experiência, isto é, à medida que aumentam os anos de experiência dos jogadores profissionais de futebol, as habilidades psicológicas lidar com a adversidade, confiança, rendimento sob pressão e ausência de preocupações também aumentam. Os recursos pessoais também aumentam; não existe uma relação entre a ansiedade traço e os anos de experiência; entre as diferentes classes de anos de experiência, existem diferenças iv estatisticamente significativas ao nível da concentração, da confiança e do rendimento sobre pressão; não existem diferenças estatisticamente significativas ao nível da ansiedade traço entre os diferentes grupos de anos de experiência; existem diferenças estatisticamente significativas entre as equipas em duas das dimensões do ACSI-28, são o lidar com a adversidade e a ausência de preocupações; não existem diferenças estatisticamente significativas entre os anos de experiência e a ansiedade traço; não existem diferenças estatisticamente significativas nos recursos pessoais e nas habilidades psicológicas entre a I Liga e a II Liga; não existem diferenças estatisticamente significativas no nível de ansiedade traço entre a I Liga e II Liga; existe uma relação estatisticamente significativa entre algumas dimensões do ACSI-28 e a ansiedade traço. Isto é, à medida que aumenta a ansiedade traço, diminuem as habilidades psicológicas: lidar com a adversidade, confiança, rendimento sobre pressão e a ausência de preocupações.
Ciências Médicas e da Saúde
1,192
Estado de crescimento e especialização desportiva em jovens basquetebolistas :Estudo descritivo em jogadores de 15 e 16 anos de idade e análise do efeito da dimensão estatural na aptidão desportivo-motora
Basquetebol
Objectivo: O presente estudo pretende determinar o perfil do jovem basquetebolista cadete masculino, analisar a variabilidade gerada pela idade cronológica e aferir o efeito da dimensão estatural. Metodologia: Foram observados 140 basquetebolistas cadetes masculinos, sendo posteriormente divididos em dois grupos: (i) cadetes de 15 anos de idade (n=65); (ii) cadetes de 16 anos de idade (n=75). Adicionalmente, procedeu-se à separação dos atletas de maior estatura nos dois escalões etários. Foram recolhidos os seguintes dados sobre os atletas: (i) medidas somáticas (estatura, massa corporal, 6 diâmetros, 4 circunferências e 6 pregas de gordura subcutânea); (ii) indicadores de força (impulsão vertical, sit-ups, dinamometria manual e lançamento da bola medicinal de 2kg); (iii) capacidade aeróbia máxima; (iv) testes de habilidades específicas do basquetebol (lançamento, passe, drible e deslizamento defensivo). Para analisar os resultados, recorremos à estatística descritiva e ao t-test, que nos permitiram determinar o nível de significância entre as variáveis nos dois escalões etários. Estes instrumentos facultaram-nos ainda a inferência do nível de significância das variáveis do grupo de atletas de maior estatura, relativamente aos restantes basquetebolistas. Conclusões: (i) aos 15 e 16 anos, os basquetebolistas apresentam perfis antropométricos parcialmente distintos, dado existirem algumas diferenças significativas nas medidas de dimensionalidade e composição corporal; (ii) os indicadores de aptidão desportivo-motora que melhor distinguem os basquetebolistas cadetes de diferentes idades são as provas de aptidão física; (iii) os atletas de maior estatura, aos 15 e 16 anos, apresentam um perfil semelhante aos restantes atletas da amostra nas provas técnicas e de aptidão física.
Ciências Médicas e da Saúde
1,193
Estado de crescimento, maturação e performance em ginastas masculinos dos 6 aos 10 anos de idade
Ginastas masculinos,Maturação,Estado de crescimenrto
Com este estudo pretendemos verificar o estado de crescimento, maturação e performance em ginastas masculinos dos 6 aos 10 anos de idade, caracterizando-os a nível morfológico e funcional. A nossa amostra foi constituída por 15 crianças do sexo masculino, praticantes de ginástica artística de competição na cidade do Porto e da Maia, com idades compreendidas entres os 6 e os 10 anos (população da área de jurisdição, da Associação de Ginástica do Norte). Após recolhida a informação biossocial, antropométrica e funcional dos ginastas e estabelecida a comparações entre o valor destas variáveis, com o das variáveis das crianças não ginastas do sexo masculino pertencentes ao escalão etário dos 6 aos 10 anos de idade, calculado o somatótipo, o índice de massa corporal, a estatura predita, o índice maturacional esperado e verificada a possível existência de relações entre as variáveis somáticas e funcionais dos ginastas, concluímos que: 1) Os dados biossociais dos ginastas estão de acordo com os dados comparados, (Coelho e Silva & Sobral, 2003), nos aspectos de: nível socioeconómico/ instrução dos pais e o tipo de desporto praticado; Influência da experiência desportiva dos pais na actividades física dos filhos; Influência do número e ordem de nascimento dos irmãos e da pratica desportiva dos mesmos no desenvolvimento motor e adesão desportiva; 2) Os ginastas da área de jurisdição, da Associação de Ginastica do Norte relativamente ás variáveis antropométricas, apresentam valores médios inferiores aos das crianças não ginastas, na maior parte das faixas etárias comparadas, excepto na variável: diâmetro bicondilo-umeral. Os ginastas têm menos estatura quando comparados com as restantes crianças. Este facto não se deve à ginastica, uma vez que os ginastas com idades mais jovens (6 e 7 anos) encontram-se dentro do índice maturacional esperado, calculado a partir da estatura predita e os restantes ginastas com idades mais avançadas (8, 9 e 10 anos), encontram-se acima do índice maturacional esperado com mais 1 a 2 %. O tipo somático médio encontrado para os ginastas foi ecto-mesomorfo, ao passo que para os escolares da Maia foi mesomorfo-dominante, para os escolares de Coimbra foi mesomorfo-endomorfo e para as crianças representantes da população de Portugal, foi mesomorfo-equilibrado. Os ginastas têm melhores desempenhos em todas as provas funcionais, excepto na de sit-and-reach, ao longo das faixas etárias estudadas, e quando comparados com crianças não ginastas, têm melhores prestações nas provas funcionais em que fazem uso das capacidades condicionais mais requisitadas pela ginástica artística de competição. Mesmo em idades baixas (6 a 10 anos), os treinos de ginástica são possíveis factores que provocam esta diferença funcional, antropométrica e somática entre ginastas e não ginastas; 3) O cálculo do IMC, mostra-nos que dos 15 ginastas pertencentes ao estudo, 13 são classificados pelo Fitnessgram (2001), como tendo níveis óptimos de massa gorda e 2 como tendo níveis ligeiramente abaixo dos níveis idealizados pelo Fitnessgram (2001), o que também pode ser entendido como um indicador de magreza.
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1,194
Estabilidade e Tracking da Potência Muscular dos Membros Inferiores dados pelas Provas de Squat Jump (SJ) e Counter Movement Jump (CMJ) - Relatório Parcial dos Incrementos Anuais de Atletas Juvenis e Juniores Pertencentes ao Estudo Longitudinal de Jovens Futebolistas
Membros inferiores,Testes,Jovens futebolistas,Futebol,Prática desportiva,Músculo
O presente estudo pretende verificar e analisar a estabilidade e tracking da potência muscular dos membros inferiores dadas pelas provas de impulsão vertical: Squat Jump e Counter Movement Jump. Para além do isso, retornar a informação recolhida ao longo do estudo, para os clubes e seus treinadores de modo a optimizar e melhorar o processo de treino dos jovens futebolistas. No presente estudo, salvaguardou-se o controlo da qualidade dos dados nas provas acima referidas, através da determinação do coeficiente de fiabilidade. Procedimentos: Os dados que constam no presente estudo referem-se às épocas de 2003/2004, 2004/2005, 2005/2006, 2006/2007, 2007/2008 e 2008/2009. Na análise da estabilidade e tracking da potência muscular dos membros inferiores dados pelas provas de Squat Jump e Counter Movememt Jump, foi observado o desempenho de vinte e cinco atletas, pertencentes aos cinco clubes em estudo. Foram avaliadas as variáveis antropométricas simples (estatura, massa corporal e 4 pregas subcutâneas), de desempenho motor (10x5, SE e SCM, YO-YO e 7 sprints) e de habilidades motoras específicas do futebol (toques com pé, M-test, passe à parede e remate). Posteriormente realizou-se um relatório individual para cada atleta no qual era abordado a sua identificação, caracterização, variação ao longo do estudo, quadro dos pontos fortes e pontos fracos e sugestões com vista à maximização das suas características. No controlo da qualidade dos dados, foi observado o desempenho de seis atletas nas provas de impulsão vertical: Squat Jump e Counter Movement Jump.
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1,196
Bem-estar subjectivo e exercício físico em estudantes da Universidade de Coimbra
Exercicio físico,Bem-estar,Estudantes -- Universidade de Coimbra
Objectivo do estudo: O presente estudo pretende analisar as influências do género, da prática de exercício físico/prática desportiva, do número de horas de sono diárias, do padrão actual de prática de exercício e do padrão de prática moderado de actividade física no Bem-estar subjectivo, na Actividade Física Habitual e no Controlo de Vida dos estudantes da Universidade de Coimbra no ano lectivo de 2004/2005. Metodologia: A amostra do presente estudo é constituída por 234 inquiridos, dos quais 102 são indivíduos do género feminino e 132 do género masculino com idades compreendidas entre os 18 e os 43 anos, sendo a média de idades e desvio padrão para o género masculino de 22,16 ± 2,92 anos e para o género feminino de 21,46 ± 2,84 anos. Do total de indivíduos que constituem a amostra, 160 são praticantes de exercício físico/prática desportiva e 74 são não praticantes de exercício físico/prática desportiva. Na recolha de dados foi aplicada uma bateria de testes, constituída pelos seguintes instrumentos de medida: o Satisfaction With Life Scale de Pavot et al. (1998) e a Self-Anchoring Rating Scale de Cantril (1965) para a avaliação da Satisfação com a Vida no Geral e no Momento, o Baecke Questionnaire de Baecke, et al., (1982) para analisar a Actividade Física Habitual, uma versão traduzida da bateria de testes por Ferreira (2004), a Perceived Stress Scale (PSS) de Cohen et al. (1983) para avaliar o Controlo de Vida; uma versão do Physical Activity Questionnaire to Determine Stage of Change (Marcus,B .s/d) para avaliar o padrão actual de prática de exercício físico e o padrão de prática moderada de actividade física. Para além destes instrumentos foi aplicada uma ficha de caracterização individual com o objectivo de recolher informações relativas a algumas variáveis independentes. No que diz respeito ao tratamento estatístico, utilizamos a estatística descritiva (média, desvio padrão e tabelas de frequência), e para a estatística inferencial recorremos à análise de variância – One Way ANOVA e o Teste T de Student. Todos os recolhidos foram codificados e analisados através do programa de estatística S.P.S.S. 13.0 para o Windows versão Copyright© SPSS, Inc.1989-2004. Os resultados obtidos após o tratamento estatístico permitiram-nos concluir que na Actividade Física Habitual os indivíduos do género masculino são fisicamente mais activos que o género feminino, mas as raparigas apresentam um controlo de vida superior aos rapazes, principalmente as que praticam menos exercício ou actividade física. Ao analisarmos a Satisfação com a Vida no Geral, verificámos a existência de diferenças estatisticamente significativas para os indivíduos género masculino do padrão de manutenção que realizam por dia e com regularidade, 30 minutos de Actividade física com intensidade moderada, 5 ou mais dias por semana, à mais de 6 meses apresentam um nível de satisfação com a vida no geral superior a todos os outros grupos analisados. Concluímos ainda que o grupo de indivíduos (padrão de manutenção) que pratica exercício físico regularmente e à mais de 6 meses apresenta diferenças estatisticamente significativas quando comparado com os outros grupos apresentado níveis superiores de satisfação com a vida no momento. O principal objectivo deste estudo foi o de verificar a influência da prática de exercício físico no Bem-Estar Subjectivo, em estudantes do Ensino Superior da Universidade de Coimbra. Para além deste, pretendíamos também verificar quais as influências na A.F. total e dos seus 3 índices, na Satisfação com a Vida no Geral, no Momento e, no Controlo de Vida, em função de um conjunto de variáveis independentes tais como o género, o número de horas de sono diárias, o padrão actual de prática de exercício físico, bem como o padrão de prática moderada de actividade física.
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1,197
Habilidades psicológicas e ansiedade traço em voleibol : estudo exploratório realizado em atletas femininas de voleibol da primeira divisão
Voleibol,Habilidades psicológicas,Psicologia do desporto
Este estudo de natureza quantitativa, teve como objectivos principais a análise das competências psicológicas (recursos pessoais de confronto com a competição desportiva, confronto com adversidade, treinabilidade, concentração, confiança, formulação de objectivos, rendimento máximo sob pressão, e ausência de preocupações) e ansiedade traço das atletas de voleibol feminino de alta competição em função dos anos de experiência no desporto praticado, posição em campo, maior nível desportivo praticado e equipa em que joga. Participaram neste estudo 96 atletas do sexo feminino, que disputavam o Campeonato Nacional de Voleibol da 1ª divisão (época 2002/2003). Foram aplicadas as versões portuguesas do ACSI-28 (Simth et al. 1995) e do SCAT (Martens et al.1990). Os resultados mostraram que: não existiam diferenças entre as várias equipas que competem no Campeonato Nacional de Voleibol feminino (1ª divisão), a nível da ansiedade traço e dos recursos pessoais de confronto, no entanto, a nível da dimensão rendimento máximo sob pressão, verificaram-se algumas diferenças significativas em função da equipa em que joga, sendo a equipa do Boavista FC a que apresenta valores médios mais elevados; as atletas com mais anos de experiência no desporto (20 nos ou mais) na prática o voleibol apresentam níveis significativamente mais elevados nas competências psicológicas em geral (recursos pessoais de confronto); as atletas com mais anos de experiência (20 ou mais), apresentam níveis mais elevados nas competências de concentração, rendimento máximo sob pressão e de confronto com adversidade relativamente às atletas menos experientes (0 a 7 e 8 a 13 anos de experiência no desporto); à medida que aumentavam os anos de experiência das atletas na prática do voleibol, melhores eram as suas competências psicológicas (recursos pessoais de confronto), mais especificamente a nível da concentração, confiança, rendimento máximo sob pressão e confronto com adversidade; à medida que aumentavam os anos de experiência das atletas, diminuía a ansiedade traço; as atletas que já tinham participado em competições a nível internacional evidenciavam maiores níveis de recursos pessoais de confronto em competições desportivas, que as atletas que tinham participado apenas em competições a nível nacional; as atletas com experiência em competições a nível internacional apresentavam níveis mais elevados de concentração e rendimento máximo sob pressão; não existiam diferenças nas IX competências psicológicas e ansiedade traço em função da posição em campo; à medida que aumentavam os níveis de ansiedade traço das atletas menores eram os seus níveis de recursos pessoais de confronto em competições desportivas, e menores eram as suas competências de confronto com a adversidade, concentração, confiança, rendimento sob pressão e de ausência de preocupações.
Ciências Médicas e da Saúde
1,202
Prospectivar a carreira de treinador em Portugal : estudo exploratório com treinadores de basquetebol
Basquetebol,Treinador--basquetebol
O presente estudo de carácter exploratório foi realizado com candidatos do curso de nível I da Federação Portuguesa de Basquetebol no ano de 2002/ 2003 e dos Treinadores que interromperam sua actividade no ano de 2002. Este estudo é uma primeira aproximação empírica ao estudo dos motivos que levam os treinadores a aderirem à actividade, das expectativas em relação à actividade de treinador, do grau de satisfação com o curso de treinadores de nível I da Federação Portuguesa de Basquetebol e das razões para a interrupção da actividade do treinador na modalidade de Basquetebol. Para o nosso estudo foram utilizados os questionários elaborados por Coelho e Silva, Gonçalves, Adelino, Coelho e Beja (2001), que constitui uma aproximação empírica ao estudo dos aspectos a considerar ao longo do nosso trabalho. O número de inquiridos variou de acordo com as questões do questionário. Assim: A nossa análise é baseada em 377 indivíduos que foi distribuída da seguinte forma: 144 indivíduos nos motivos que levam os treinadores ao início da sua actividade; 78 indivíduos nas expectativas que têm em relação à actividade de treinador e 80 indivíduos na satisfação obtida com o curso de nível I realizado pela Federação Portuguesa de Basquetebol. A amostra dos ex-Treinadores que responderam aos inquéritos acerca das razões para a interrupção da actividade foi de 35 inquiridos. Os motivos mais valorizados para o início da actividade do treinador de factores intrínsecos e de motivos sociais que estão relacionados com uma ligação afectiva à modalidade que praticam ou praticaram. As principais expectativas mencionadas pelos candidatos relativamente à actividade de treinador são semelhantes às mencionadas por jovens atletas. Podendo-se categorizar da seguinte forma: competência (apreender e melhorar habilidades), afiliação (fazer parte de um grupo) e divertimento. Os candidatos do curso de nível I da Federação Portuguesa de Basquetebol, assinalam a competência dos formadores como a principal satisfação do curso. Os treinadores que interromperam a sua actividade, fizeram-no por várias razões. Sendo as principais razões devido à estrutura organizativa do clube e à prioridade dos estudos e actividade profissional.
Ciências Médicas e da Saúde
1,203
Estudo das cargas de treino, percepção do esforço, níveis de IgA salivar e susceptibilidade às infecções no decorrer de um estágio nacional de judo
Judo
O objectivo do presente estudo é investigar a evolução dos níveis de IgA salivar e susceptibilidade às Infecções do Tracto Respiratório Superior no decorrer de um estágio nacional de judo. Metodologia: Utilizando uma amostra constituída por 47 atletas (33 GE e 14 GC), procedeu-se à análise de parâmetros imunitários, neste caso, à recolha de amostras de IgAs no decorrer do estágio, à aplicação de questionários por nós elaborados, no sentido de recolher dados relativos à ocorrência de episódios de ITRS, nos quinze dias antes do estágio, durante o estágio e quinze dias depois. Para uma melhor caracterização procedeu-se à recolha de elementos caracterizadores das cargas a que os atletas foram sujeitos (FC e escala de percepção subjectiva de esforço). Esta análise foi realizada procurando determinar os efeitos da totalidade do estágio, ou seja, comparando os níveis de IgA no início e no final do estágio. Outro aspecto alvo de estudo foram os efeitos do treino mais intenso nos parâmetros imunitários referidos, isto é, analisaram-se os níveis de IgA antes e depois do referido treino. Como se utilizou a medição da FC e a escala CR10 de Borg na determinação das cargas de treino, também se estudou a correlação entre os valores obtidos na medição da FC e nos resultados da percepção subjectiva de esforço. Para o tratamento dos dados foram utilizadas técnicas de estatística descritivas e inferenciais, permitindo obter algumas conclusões. No final do estudo alcançaram-se as seguintes conclusões: (1) Considerando os resultados obtidos através da medição das FC e dos registos da percepção de esforço global por treino na escala CR10 de Borg, os treinos de um modo geral foram de intensidade moderada; (2) a maior parte dos treinos foi passada em regime aeróbio e entre 40’ a 1h 30’ em zonas de frequência cardíaca inferior a 60% considerada pouco produtiva para a performance ou de baixa intensidade; (3) os resultados da percepção subjectiva de esforço global do treino de dia 21 de Dezembro, à tarde, foram superiores a 6 o que é considerado na zona acima do limiar anaeróbio, a observação vídeo deste treino, vem-nos confirmar esta situação, indicando a existência de produção superior de lactato; (4) relativamente ao dia 21 de tarde (treino mais intenso), observámos valores da concentração de IgA significativamente mais elevados em relação ao dia 19 de tarde, 21 de manhã e 22 de manhã, e não significativas em relação ao dia 23 de manhã; (5) no último dia de estágio (dia 23), a concentração de IgA observada também apresentou níveis significativamente superiores comparando com os dias 19 (primeiro dia de estágio), 21 de manhã e dia 22; (6) não observámos influências do estágio relativamente ao aparecimento de episódios de ITRS; (7) existe uma correlação estatisticamente significativa negativa entre a média das IgA de cada sujeito no estágio e as ITRS durante o estágio.
Ciências Médicas e da Saúde
1,204
Habilidades psicológicas e ansiedade traço em basquetebol : estudo exploratório realizado com atletas da liga profissional de basquetebol
Basquetebol,Habilidades psicológicas,Psicologia do desporto
Este estudo foi desenvolvido com o intuito de examinar as habilidades psicológicas e ansiedade traço de jogadores profissionais de basquetebol que jogam actualmente na Liga Profissional – TMN. Foram recolhidos dados de 80 jogadores, para tal foram utilizados dois instrumentos de acesso psicológico, o Athletic Coping Skills Inventory – 28 (ACSI - 28) e o Sport Competition Anxiety Test (SCAT). Os atletas caracterizam-se por possuir elevados recursos psicológicos nomeadamente, elevados níveis de confronto com a adversidade, treinabilidade, confiança e motivação, concentração e rendimento sob pressão. Revelaram ainda dispor níveis de ansiedade traço baixos. As características psicológicas encontradas verificam a corrente investigação da psicologia do desporto nas características associadas à performance (Gould et al., 2002). É também sugerido que os anos de prática, o número de horas de treino o nível competitivo, etc. influenciam a performance. Os resultados são discutidos relativamente aos estudos de Goudas et al. (1998) e Kioumourtzoglou (1997) na investigação das habilidades psicológicas e relativamente aos estudos de Braithwaite (1998), Martens et al. (1990) e De Rose et al. (1991) na investigação da ansiedade.
Ciências Médicas e da Saúde
1,207
Ansiedade e influência dos pais na prestação desportiva dos jovens atletas : estudo realizado no 2º e 3º agrupamento da modalidade de natação.
Natação,Ansiedade
Este estudo pretende analisar o nível de ansiedade pré-competitiva apresentada pelos jovens atletas da modalidade de Natação, assim como verificar a relação existente entre os níveis de ansiedade (traço e estado) e a performance do jovens atletas em dois momentos competitivos. Por outro lado pretende-se identificar se o comportamento dos pais do atleta, durante a competição, constitui um factor perturbador da performance do filho. A amostra foi constituída por um total de 28 atletas nadadores do género masculino, com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos de idade, pertencentes ao C.N.A.C.-Matobra. Desta amostra, onze atletas pertencem ao 3º Agrupamento e dezassete ao 2º Agrupamento. Os instrumentos de medida utilizados são Sport Competition Anxiety Test (SCAT-C), o Competitive State Anxiety-2 (CSAI-2), grelhas de observação dos pais, questionário aos pais e grelhas de performance do atleta. No que diz respeito à análise e tratamento estatístico dos dados, recorremos aos programas “Statistical Package for Social Sciences – SPSS – Windows“ (Versão 11.0) e o “Microsoft Excel”, Windows Me. As principais conclusões que retiramos do presente estudo foram: Não se encontraram diferenças estatisticamente significativas nas três dimensões da ansiedade estado verificados entre o primeiro e o segundo momento nos dois agrupamento; Foram encontradas correlações significativas entre as três dimensões da ansiedade estado no primeiro e segundo momento; assim como entre a ansiedade traço e as três dimensões da ansiedade estado, no primeiro e segundo momento; Na generalidade, os pais dos atletas possuem uma correcta percepção da sua postura durante a observação das competições, apesar de haver um numero expressivo de pais que possuem um comportamentos durante a competição para além daqueles que referem.
Ciências Médicas e da Saúde
1,208
Satisfação corporal, auto-estima, autopercepção física e imagem dos instrutores de fitness
Auto-estima,Imagem corporal,Fitness
A imagem corporal e todas as preocupações que a envolvem tornaram-se no cerne da vida contemporânea, compreendendo assim que essas preocupações não sejam um processo individual mas sim colectivo dos tempos de hoje (Grande, 1997, citado por Pereira, 1999). O objectivo deste estudo assume como papel fundamental a imagem corporal dos instrutores de fitness, especificamente a satisfação corporal, auto-estima e autopercepção física, assim como a importância que estes atribuem a essa mesma imagem quando dão as suas aulas. A amostra deste estudo é constituída por 50 instrutores de fitness de várias modalidades, em que 25 são do sexo feminino e os outros 25 do sexo masculino. A média de idades é de 26,64 anos. Foram consideradas como variáveis dependentes a satisfação corporal, auto-estima e autopercepção física, e como varáveis independentes o sexo, anos de serviço e modalidade praticada. De forma a podermos abordar estes assuntos foi reunida uma bateria de questionários constituída pelos questionários de natureza biossocial (onde constavam, também, duas questões relacionadas com as estratégias utilizadas de forma a ultrapassar o cansaço e mau-humor e os aspectos de preocupação com a imagem durante as aulas de fitness), de satisfação corporal (Body Cathexis), auto-estima (Escala de Auto-estima de Rosenberg) e de Autopercepção física (Physical Self Perception Profile). Como grandes conclusões verificámos que o sexo masculino apresentou valores superiores ao sexo feminino relativamente à auto-estima e em três das dimensões da autopercepção física (condição física, aparência física e auto-estima física); à medida que aumentam os anos de serviço diminui a auto-estima; os instrutores de hidroginástica apresentaram uma auto-estima mais baixa que os instrutores de actividades de grupo e todos os instrutores de fitness se preocupam com a sua imagem quando dão aulas, sendo o factor fundamental de preocupação a roupa que utilizam. Uma das sugestões que propomos para futuros estudos nesta área é a de juntar à bateria de questionários utilizada a medição de pregas para medir a percentagem de gordura.
Ciências Médicas e da Saúde
1,209
Caracterização do esforço através da frequência cardíaca numa prova máxima de 500 metros em remo-ergómetro : estudo comparativo entre atletas infantis, iniciados, juvenis e juniores.
Remo,Frequência cardiaca
O presente estudo teve como objectivo a caracterização de uma prova máxima em remo – ergómetro, numa distância de 500 metros. Neste estudo foram monitorizados os valores da frequência cardíaca em intervalos de 5 segundos com o objectivo de caracterizar o esforço da prova bem como a sua recuperação e justificar possíveis diferenças entre os vários escalões, sendo caracterizadas as medidas antrpométricas dos indivíduos. Embora a frequência cardíaca máxima constitua um indicador que sofre uma grande variação ao longo da idade, é um critério válido (Freedson & Goodman, 1993) uma vez que a frequência cardíaca atinge um “plateau” antes da ocorrência do pico de VO2 tanto em crianças como adultos. Um período sem treino após um período de treino, resulta numa regressão de quase todas as modificações indicadas, quer se trate de indivíduos do sexo masculino ou feminino, quer se trate atletas ou não atletas; e a manutenção dos ganhos do treino em mu¬lheres é a mesma observada em homens, exigindo um programa de treino com a mesma intensidade de trabalho porém com sessões menos frequentes por semana do que o programa de treino regular (Otto, R. M.; 1977; Fox et al., 1978; cit. Fox e al, 1983, p. 275). A amostra foi constituída por quarenta indivíduos do sexo masculino, distribuídos por quatro escalões etários (Infantis – 10/11 anos, Iniciados – 12/13 anos, Juvenis – 14/15 anos, e Juniores – 16/17 anos), atletas federados na Federação Portuguesa de Remo com treino regular e participação com regularidade nos quadros competitivos regionais e nacionais da modalidade de remo, alem de participações internacionais na mesma. Foi realizada uma prova máxima em remo-ergómetro Concept II seguida de um minuto de recuperação activa e feito o registo da frequência cardíaca dos atletas. Juntando-se estes quatro grupos de remadores, verificou-se que existem diferenças entre a sua estatura, massa, tempo de prova, número de batimentos na recuperação, valor de batimentos cardíacos no final da recuperação, nos diâmetros ósteo-transversos bicôndilo umeral e femural, nos perímetros apendiculares braquial máximo e geminal. Em relação ao tempo de prova: Infantis: realizaram tempos entre 2,06m e 3,07m; Iniciados: entre 1,53m e 2,44m; Juvenis: entre 1,40m e 1,58; Juniores: entre 1,32m e 1,44m. Concluímos também: No escalão de remadores Infantis verificou-se que quanto maior a estatura do atleta menores são a sua frequência cardíaca máxima e média, assim como o valor final da recuperação; quanto maior for o seu perímetro geminal, mais rápido conclui a prova; quanto maior for a sua adiposidade, mais lenta vai ser a sua recuperação cardíaca. No escalão de remadores Iniciados, quanto maior for o seu diâmetro bicôndilo femural, e perímetro braquial máximo, mais baixa será a sua frequência cardíaca máxima. No escalão de remadores Juvenis, quanto maior for a sua estatura menos batimentos cardíacos vai haver na recuperação, que vai ser mais lenta; quanto maior for a sua massa e o seu índice de massa corporal, mais rápido efectua a sua prova; quanto menor tempo de prova fizer mais lenta será a sua recuperação; como acontecia nos atletas Infantis, quanto maior for o seu perímetro geminal, mais rápido conclui a prova. No escalão de remadores Juniores, quanto maior for a sua adiposidade mais tempo demorará o tempo de recuperação da frequência cardíaca; quanto maior for a sua massa e o seu índice de massa corporal, mais rápido efectua a sua prova; quanto menor tempo de prova fizer mais lenta será a sua recuperação; como acontecia nos atletas Infantis, quanto maior for o seu perímetro geminal, mais rápido conclui a prova. Em relação à frequência cardíaca média obtida durante a prova pelos atletas verificou-se o seguinte: Durante a prova, variou entre: 159,2 (±10,9) para o escalão de Infantis, e 171, 3 (±9,5) para o escalão de Juvenis. Durante a prova a frequência máxima dos atletas, variou entre (em batimentos por minuto, média e desvio padrão): 183,2 (±11) para o escalão de Infantis, e 190,1 (±7,3) para o escalão de Juvenis. Ao verificarmos por escalão o intervalo dos valores máximos da frequência cardíaca registados pelos atletas durante a prova, temos (em batimentos por minuto): Infantis: entre 169 (bpm) e 201 (bpm); Iniciados: entre 166 e 201 (bpm); Juvenis: entre 183 e 202 (bpm) e Juniores entre 181 e 202 (bpm). Os valores médios da frequência cardíaca obtidos pelos atletas dos quatro escalões foram (em batimentos por minuto, média e desvio padrão): Infantis: 159,2 (±10,9); Iniciados: 162,1(±12,2); Juvenis: 171,3 (±9,5); Juniores: 169,5 (±9,1).
Ciências Médicas e da Saúde
1,210
Análise da técnica judo ju no kata e as suas implicações para a coluna vertebral
Judo
Esta investigação tentará avaliar qual das duas variantes ilustradas em baixo) de execução técnica será a mais segura em termos de risco de lesão. Esta é uma técnica que requer um elevado grau de coordenação e equilíbrio com o parceiro, bem como de suporte de cargas em regimes de contracção isométricos, pelo que tal esforço, se não tiver uma boa preparação específica e adequada, pode trazer um risco lesivo para a sua execução. Para contrair lesões de coluna existem muitos factores que terão de ser considerados, tanto dentro como fora do treino, e que terão de ser levados em conta, pelo que se desenvolveu ainda uma investigação sobre os modelos matemáticos e “in vivo” de testes isocinéticos e electromiográficos de suporte de cargas de acordo com os vários movimentos axiais, e determinar qual a compressão exercida sobre os discos intervertebrais e outras estruturas de suporte ósseas e musculares, bem como o inerente sistema ligamentar. Assim, foi elaborado um questionário para os atletas intervenientes e foi elaborada uma experimentação para determinar um grau de esforço de contracção muscular nos grupo musculares posteriores do tronco (utilizando um outro grupo de atletas), de maneira a integrar as variáveis dispostas no universo de cada atleta, identificando o esforço muscular desenvolvido e consequentemente os potenciais riscos de propensão a lesões da coluna vertebral. O efeito da idade nos tecidos ósseos, articulares e ligamentares, que com a sua degeneração típica não vão podendo assegurar as prestações atingidas, tendo de se procurar alternativas mais seguras de treino do Kata após os cálculos efectuados, deparamo-nos com valores de pressão intradiscal superiores a 1400 kg, que ultrapassa largamente os limites de suporte sem risco de lesão, que se resumem a 800kg para sujeitos antes dos quarenta anos e de 450kg para os sujeitos com mais de quarenta anos (Kapangi, 1979). Seria interessante poder efectuar testes mais quantificáveis, para poder traduzir os resultados obtidos em valores concretos, através de electromiografias efectuadas ao mesmo tempo de execução das variantes técnicas da posição, bem como de testes isocinéticos e outros. Este estudo não tem como objectivo iniciar uma revolução deontológica dos métodos de treino Kodokan, mas sim uma tomada de consciência dos riscos efectivos para a coluna, e especialmente para as discopatias da variante técnica em causa (1).
Ciências Médicas e da Saúde
1,214
Análise do erro técnico no estilo de costas : caracterização das variáveis estudadas nos alunos do 1º ano
Natação
O presente estudo teve como objectivo identificar os erros técnicos apresentados pelos sujeitos da amostra no estilo de Costas, secundado com a frequência dos erros encontrados numa filmagem dentro de água e a frequência encontrada numa filmagem fora de água, para uma população de sujeitos que frequentavam o 1º Ano da Licenciatura em Ciências do Desporto e Educação Física. A amostra total foi constituída por 94 sujeitos, 50 frequentaram o 1º Ano da Licenciatura de Ciências do Desporto e Educação Física da FCDEF-UC no ano lectivo 2001/02 e 44 frequentaram o 1º Ano da Licenciatura de Ciências do Desporto e Educação Física da FCDEF-UC no ano lectivo 2002/03. Para a detecção de erros recorremos à observação qualitativa indirecta e sistemática, de duas filmagens, uma fora de água e outra dentro de água, com a utilização de uma Grelha de observação - “Check list”. Os resultados provenientes do estudo indicaram que, em relação à totalidade da amostra, os erros incidem, principalmente, na trajectória dos M.s. e M.i. Nas filmagens dentro de água observou-se melhor o posicionamento das mãos, dos pés, dos M.s. e dos M.i. na maioria das acções e a profundidade atingida pelo corpo. Enquanto na filmagem fora de água observou-se melhor o alinhamento lateral, a recuperação, a saída dos M.s. e a Sincronização. Daí, que o estudo chegou à conclusão que nenhuma das filmagens utilizadas se mostrou superior, mas que ambas se complementam. Neste estudo detectaram-se erros frequentes que não foram referidos na literatura e não se encontraram alguns erros considerados frequentes pelos autores consultados, o que nos leva a crer que as obras consultadas são dirigidas para uma população diferente da observada neste estudo. Parecendo-nos evidente que os autores apenas referem erros realizados por nadadores de nível competitivo e, contrariamente, os erros detectados mostram ser característicos de sujeitos de nível técnico inferior. Na tentativa de comparar os sujeitos que praticaram natação no clube e os sujeitos que apenas praticaram natação na escola ou nunca praticaram, observou-se que o número de erros apresentados por ambos era semelhante. Assim chegámos à conclusão que a aprendizagem destes sujeitos, no clube não foi superior à aprendizagem na escola. Para finalizar elaborou-se uma ficha técnica de observação dos erros técnicos no estilo de costas, com os erros mais frequentes, de modo a auxiliar o Professor de Educação Física.
Ciências Médicas e da Saúde
1,216
Atitude da Comunidade Escolar Face a Deficiência: Atitude dos Professores de Educação Física Face à Deficiência Visual
Deficiência visual,Inclusão,Professores de educação física,Deficiência visual Comunidade escolar Inclusão Atitudes dos professores
A Vida social é um factor de grande importância para o Ser Humano. Por considerarmos as dificuldades trazidas pela deficiência visual um obstáculo neste aspecto, pretendemos alcançar com este estudo os seguintes objectivos, de cariz mais geral: verificar a atitude da comunidade escolar face a deficiência; e de cariz mais específico: identificar até que ponto algumas variáveis nos podem dar respostas sobre a atitude dos professores de Educação Física face a deficiência visual tais como a experiência e a formação que apresentam nesta área. A amostra foi constituída por professores de Educação Física, que leccionam no 1º , 2º, 3º Ciclos e Secundário, nas escolas de Ensino Regular da região centro (Coimbra, Leiria, Aveiro). Este estudo baseou-se numa amostra de 254 indivíduos dos quais 164 são do género masculino e 90 do género feminino, com idades compreendidas entre os 21 e os 58 anos (M= 36,64 e DP= 8,943). Relativamente ao tempo de serviço, este varia entre 0 e 36 anos (M= 11,74 e DP= 8,856). No total da amostra, 12 elementos são bacharéis, 193 são licenciados e 34 têm o mestrado. Inicialmente foi aplicado um questionário a todos os elementos da amostra, PEATID III (Folson-Meek e Rizzo, 1993), de seguida foram analisados os dados e tratados. Ao analisarmos os resultados, constatamos que existem diferenças estatisticamente significativas entre quem possui experiência e quem não possui. Assim podemos dizer que quem tem experiência tem uma atitude mais positiva. O mesmo podemos dizer relativamente a formação, pois existem diferenças estatisticamente significativas entre quem possui formação e quem não possui. Para a atitude face a deficiência visual também temos significância. Verificamos que 61,4% (N=156) dos inquiridos não apresentam qualquer tipo de formação em Educação Especial. Quanto ao género, o nosso estudo não encontrou diferença estatisticamente significativa assim como para o tempo de serviço onde podemos verificar que só existe diferença estatisticamente significativa entre a variável tempo de serviço até 5 anos x + 21 anos. Para todos os outros parâmetros não existem diferenças estatisticamente significativas. Para as variáveis grupo etário e o tempo de serviço, podemos dizer que só existem diferenças estatisticamente significativas relativamente à qualidade da experiência e à competência percebida. Quanto a variável nível de ensino, verificamos que existem diferenças estatisticamente significativas para todos os parâmetros, isto é, em todos os ciclos. No que diz respeito ao resultados do nosso estudo podemos dizer que os professores que possuem formação em ensino especial e os professores que já tiveram experiências com alunos com deficiência possuem uma atitude mais positiva face a inclusão de alunos com deficiência Visual.
Ciências Médicas e da Saúde
1,219
Identificação e Análise das Práticas Lúdicas e Recreativas das Crianças: Recreios Escolares em Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Tábua
Escolas do ensino básico 1º ciclo--Concelho de Tábua,Recreios escolares,Crianças,Jogos
O presente trabalho de investigação, tem como tema a “Identificação dos jogos, brinquedos e brincadeiras das crianças nos recreios escolares”, centrando-se o nosso objecto de estudo no reconhecimento dos jogos, brincadeiras e brinquedos praticados pelas crianças nos recreios da escola. Este estudo, encontra-se delimitado à região do concelho de Tábua, envolvendo 16 crianças das escolas primárias de Tábua e Ázere, 6 crianças do sexo masculino e 10 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 6 e os 9 anos. Como técnica de colheita de dados, utilizou-se a entrevista semi-estruturada, a qual inclui questões sobre os jogos, as brincadeiras e os brinquedos que as crianças utilizam no recreio, em casa e na rua, identificando também com quem costumam brincar e onde o fazem. Além desta técnica, utilizámos a observação directa em situações de recreio, para o que elaborámos uma grelha para registo dos dados observados, informações estas recolhidas através das entrevistas e observações, tratadas através da análise de conteúdo para as quais foram elaboradas tabelas referentes ao objecto de estudo. Como principais conclusões deste estudo, identificámos que na sua maioria, os jogos e as brincadeiras durante o recreio, eram realizados praticamente sem qualquer tipo de material, e quando este estava presente eram materiais muito simples sendo identificado quer nas observações quer nas entrevistas. Os jogos e brincadeiras que mais se destacam no recreio, são os de saltar à corda, jogar à apanhada, jogar à bola, brincar às escondidas e brincar ao faz de conta. No que respeita às interacções identificámos não haver uma evidente distinção entre os jogos e brincadeiras entre rapazes e raparigas, apesar de existirem jogos e brincadeiras mais praticados por rapazes e outros por raparigas. Nos ambientes extra-escolares a grande maioria das crianças, referiram que a casa é o local onde brincam com mais regularidade sendo os irmãos os seus companheiros regulares de brincadeiras. No que respeita às actividades realizadas neste ambiente e na rua constatámos serem praticamente as mesmas que as realizadas no recreio escolar, excepto o andar de bicicleta.
Ciências Médicas e da Saúde
1,220
Identificação e Análise das Práticas Lúdicas e Recreativas das Crianças: Recreios Escolares em Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Pombal
Crianças,Jogos,Prática lúdica,Escolas do ensino básico,Recreios escolares,Recreação
Este estudo de investigação, tem como tema a “Identificação dos jogos, brinquedos e brincadeiras das crianças nos recreios escolares”, sendo o nosso principal objectivo, o reconhecimento dos jogos, brincadeiras e brinquedos praticados pelas crianças nos recreios da escola, no concelho de Pombal. O estudo teve como amostra 16 crianças das escolas primárias de Almagreira e Casalinho, 8 crianças do sexo masculino e 8 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 6 e os 11 anos. As técnicas utilizadas para a colecta de dados foram, a observação directa nos recreios escolares registando os dados observados numa grelha por nós elaborada e a entrevista semi-estruturada com questões sobre os jogos, as brincadeiras e os brinquedos que as crianças utilizam no recreio, em casa e na rua, identificando também com quem costumam brincar e onde o fazem. Após a recolha das informações, procedeu-se à metodologia de análise do conteúdo do material recolhido nas observações e entrevistas, tendo-se procedido à sua categorização, de forma a simplificar a análise dos resultados e a obtenção das conclusões. Pode-se verificar que os recreios são pobres na sua maioria, sendo os jogos e as brincadeiras durante o recreio praticados geralmente na ausência de brinquedos, e quando estes existem são dos próprios alunos. Em relação aos jogos e brincadeiras podemos referir que há uma maior variedade na escola de Almagreira, embora também haja um maior numero de alunos que na do Casalinho. Nas actividades de recreio identificam-se jogos alguns jogos realizados pelo sexo masculino e não pelo feminino, embora não haja um clara distinção. Fora do ambiente escolares as crianças referem brincar em casa sozinhas ou acompanhadas de irmão ou primos. No que diz respeito à aprendizagem das actividades, era transmitida pelos amigos mais velhos da escola ou em casa por irmão ou primos.
Ciências Médicas e da Saúde
1,358
Bem Jurídico - penal e engenharia genética humana (contributo para a compreensão dos bens jurídicos supra - individuais).
Ciências Jurídico-Criminais
A dissertação de doutoramento pretende analisar as repercussões jurídico-criminais decorrentes dos avanços e impactos da engenharia genética humana. Mais precisamente busca-se identificar qual é o bem jurídico-penal envolvido com os abusos de tal intervenção biomédica, assim como delinear a sua natureza. Os resultados obtidos indicam que a identidade genética da humanidade, como expressão da dignidade humana e nova dimensão ou "camada" dos direitos de personalidade, exsurge como o bem jurídico-penal afetado pelos crimes de engenharia genética (germinal) humana. Ademais, constata-se que o bem jurídico identidade genética possui uma natureza supra-individual por ter como portador ou titular a humanidade (presente e futura). Em virtude de tais fatos verifica-se a necessidade de uma nova classificação dos bens jurídicos que pode ser aplicada tanto em relação aos bens individuais como em relação aos bens supra-individuais. Particularmente no que tange aos bens jurídicos supra-individuais, esta arrumação teórica corresponde à idéia de que o bem jurídico identidade genética pode ser classificado como um bem jurídico supra-individual de caráter pessoal. Novidade científica que tem relevância na medida em que existem bens jurídicos supra-individuais de caráter pessoal (ou bens supra-individuais pessoais) que dizem respeito à humanidade e que – com exceção dos tradicionais crimes contra a humanidade – não foram alvo de maior estudo por parte da doutrina jurídico-penal.
Ciências Sociais
1,359
O princípio do nível elevado de protecção ecológica : resíduos, fluxos de materiais e justiça ecológica
Direito do ambiente,Resíduos
O tema central da tese é o Direito dos recursos naturais abióticos e não renováveis. Face à profusão da produção doutrinal, jurisprudencial e legal sobre certos temas de Direito do Ambiente, como a conservação da natureza (direito da biodiversidade, direito da fauna e da flora selvagens, ou seja, direito dos recursos naturais bióticos) ou o direito das águas e da energia (recursos naturais abióticos mas renováveis), pretende-se colmatar uma lacuna do Direito do Ambiente: o tratamento jurídico de recursos naturais, como o alumínio, o mercúrio, o cobre, o estanho o ouro, o níquel, o tungsténio, o molibdénio ou até o petróleo. Procura-se responder a questões como: quais os limites do direito de as gerações actuais consumirem recursos abióticos e não renováveis? Terão as gerações actuais o direito de exaurir todo o recurso, se se encontrarem alternativas para os principais usos do bem? Como salvaguardar a equidade intergeracional? Se o destino destes recursos esgotáveis, ao passarem da esfera natural para a esfera humana, é tornarem-se… lixo, então o Direito dos Resíduos vai ser o nosso seguinte objecto de preocupação. A este propósito, é desenvolvida uma análise detalhada do polémico conceito legal de resíduo, frequentemente considerado como uma "invenção dos juristas". Propõe-se um conceito alternativo de resíduo, beneficiando de um regime gradativo, que, entre as simples "mercadorias" e os verdadeiros "resíduos", considera ainda cinco novas categorias: os subprodutos internos, os subprodutos endógenos, os subprodutos exógenos, as matérias-primas secundárias e os resíduos recirculados. Ora, o elemento unificador dos dois Direitos sobre os quais nos debruçamos – o Direito da Conservação da Natureza e o Direito dos Resíduos – reside na ideia de metabolismo social, subdividido nos seus dois componentes lógicos: o direito anabólico e o direito catabólico. Por fim, procurámos estruturar o novo Direito do metabolismo social com base num princípio jurídico fundamental: o Princípio do Nível Elevado de Protecção Ecológica, considerado como princípio de ordem pública ecológica. A operacionalidade deste princípio em forma de norma, é aferida tanto na resolução de conflitos de interesses, como na edificação do regime jurídico dos bens ecológicos abióticos, permitindo-nos concluir das potencialidades do Princípio do Nível Elevado de Protecção Ecológica para orientar a economia e a sociedade, por vias mais sustentáveis de desenvolvimento.
Ciências Sociais
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O fundamento e a metódica de verificação da causalidade na omissão imprópria
causalidade,omissão imprópria
A investigação da causalidade entre a conduta – ação ou omissão – e o resultado é imprescindível para a imputação objetiva da responsabilidade criminal na conformação democrática do direito penal. O nexo de causalidade estabelece limites ontológicos que orientam a construção de mandamentos legais e a realização judicial do direito penal. O princípio da causalidade é pressuposto dos princípios da ofensividade (nulla iura sine causa) e da imputação penal justa (nulla imputatio poenali iusta sine causa). Particularmente, a causalidade da omissão imprópria foi buscada por diversas doutrinas do direito penal ora fundadas no conceito restritivo de causa como força ativa, ora assumindo-o como paradigma na proposição de modelos imprecisos apenas assemelhados, v.g., lógico, normativo (axiológico) ou semelhante (“quase-causal”). A superação do conceito ativo de causa oferece maior nitidez na percepção da amplitude do fenômeno causal e na específica explicação da causação por omissão Este trabalho pretende explicar como o agir e o omitir são conceitos igualmente normativos – reconhecidos pelo direito penal – que têm como fundamento partes diferentes de uma base causal ontológica comum. O agir apoia-se na parte positiva – força dinâmica –, e o omitir na parte negativa – ausência de força impeditiva – da lei causal. Essa noção confere melhores diretrizes para a compreensão do fundamento e da existência da omissão imprópria e do dever de agir. Desde uma base ontológica causal comum entre a ação e omissão, alcança-se a viabilidade de propor também uma metódica comum para a verificação da causação do resultado por ação e omissão, mediante a fórmula da conditio sine qua non limitada ao conhecimento de leis causais. Há apenas a diferença em relação ao ligeiro menor rigor requerido para a afirmação da causalidade da omissão, na forma de uma alta probabilidade próxima à certeza, o que não consiste numa qualidade ontológica do nexo causal omissivo, mas devido às limitações do método. Por fim, analisa-se o fundamento e a verificação da causalidade da responsabilidade penal omissiva do membro do colegiado decisório em diferentes situações, como, por exemplo, a decisão por maioria, na qual a metódica oferecida resolve a questão.
Ciências Sociais
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Medida de segurança de internamento e facto de inimputável em razão de anomalia psíquica.
Ciências Jurídico-Criminais
O objecto da investigação foi-nos foi sugerido pelo artigo 91º, nº 1, do Código Penal, ao autonomizar como pressuposto do internamento do agente inimputável em razão de anomalia psíquica a prática por este de um facto ilícito típico. Um tema que, na sua aparente delimitação, contendeu com a caracterização do facto do agente inimputável, em geral; com o regime geral das medidas de segurança; com o regime específico da imposição da medida de segurança de internamento em estabelecimento de cura, tratamento ou segurança; com o passado e o presente da intervenção médico-psiquiátrica; e com o passado e o presente das relações jurídicas de direito administrativo. Ao tratamento doutrinal e jurisprudencial dominantes, com especial destaque para o direito penal alemão e para o italiano, contrapusemos que o facto que é pressuposto da imposição da medida de segurança de internamento é o facto do agente declarado inimputável em razão da anomalia psíquica. O facto do agente declarado inimputável em razão da anomalia psíquica, uma vez que a declaração de inimputabilidade pressupõe uma relação de causa e efeito entre a anomalia psíquica e o facto concreto praticado. Pressupondo essa relação de causa e efeito, o facto do agente declarado inimputável realiza a função político-criminal assinalada ao facto enquanto pressuposto da imposição do internamento – a de facto comprovativo da perigosidade criminal derivada da anomalia psíquica, a função de reforço do prognóstico de perigosidade –, com a garantia de ser também prosseguida a finalidade preventivo-especial da medida de segurança de internamento, uma sanção que tem como pressuposto e fundamento a perigosidade criminal derivada da anomalia psíquica.
Ciências Sociais