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matrimônio. |
§ 3º São, ainda, considerados dependentes do militar, desde que |
vivam sob sua dependência econômica, sob o mesmo teto, e |
quando expressamente declarados na organização militar |
competente: |
a) a filha, a enteada e a tutelada, nas condições de viúvas, |
separadas judicialmente ou divorciadas, desde que não recebam |
b) a mãe solteira, a madrasta viúva, a sogra viúva ou solteira, |
bem como separadas judicialmente ou divorciadas, desde que, em |
qualquer dessas situações, não recebam remuneração; |
c) os avós e os pais, quando inválidos ou interditos, e respectivos |
cônjuges, estes desde que não recebam remuneração; |
d) o pai maior de 60 (sessenta) anos e seu respectivo cônjuge, |
desde que ambos não recebam remuneração; |
e) o irmão, o cunhado e o sobrinho, quando menores ou inválidos |
ou interditos, sem outro arrimo; |
f) a irmã, a cunhada e a sobrinha, solteiras, viúvas, separadas |
judicialmente ou divorciadas, desde que não recebam |
g) o neto, órfão, menor inválido ou interdito; |
h) a pessoa que viva, no mínimo há 5 (cinco) anos, sob a sua |
exclusiva dependência econômica, comprovada mediante |
justificação judicial; |
i) a companheira, desde que viva em sua companhia há mais de 5 |
(cinco) anos, comprovada por justificação judicial; e |
j) o menor que esteja sob sua guarda, sustento e responsabilidade, |
mediante autorização judicial. |
Na maioria dos casos, as pensionistas demandantes |
confessadamente declaram que recebem pensão por morte. Assim, como entender que |
alguém que era dependente de outrem, ao passar a perceber os recursos do falecido |
de quem dependia, permanece dependendo do falecido? |
Ora, ao ser constituída a pensão, o então dependente passa a ser |
independente, já que agora possui os recursos necessários/próprios que agora são |
exclusivos da pensionista para o seu sustento e para fazer face às demandas de toda |
ordem. |
Diante disso, considerando que o Estatuto dos Militares determina |
que condição de dependente se verifica desde que não haja percepção de remuneração, a |
continuidade da dependência, diante da percepção da pensão, inexiste. |
Atender a quem tem remuneração significa, necessariamente, não |
atender a quem, de fato, necessita. |
Destaque-se também que dispõe o § 4º do art. 50 da Lei |
6.880/1980 que \"Para efeito do disposto nos §§ 2º e 3º deste artigo, não serão |
considerados como remuneração os rendimentos não-provenientes de trabalho |
assalariado, ainda que recebidos dos cofres públicos, ou a remuneração que, mesmo |
resultante de relação de trabalho, não enseje ao dependente do militar qualquer direito à |
assistência previdenciária oficial\". |
A primeira parte do dispositivo ressalva um sem número de |
rendimentos que necessariamente levam à distorção da condição de dependência dos |
militares ou do que é hipossuficiência. |
Quer dizer de uma \"dependente\" de um militar que perceba vários |
alugueres de imóveis? E o caso de pessoas que possuem rendimentos decorrentes de |
aplicações financeiras em instituições bancárias, corretoras ou de valores aplicados na |
bolsa de valores? E se os rendimentos advierem de um direito superficiário ou do |
arrendamento de considerável área rural? |
E se os rendimentos advêm de previdência privada? Para o |
legislador ordinário, nada disso poderia ser levado em conta para o fim de identificar a |
condição de dependência. Mas isso é justo? |
No que tange às pensões, trata-se, de pecúnia que advém, |
inegavelmente, da relação de trabalho assalariado, senão vejamos. |
Remuneração, no vernáculo, que quer dizer: \"1. Retribuição por |
serviço ou favor prestado; recompensa, prêmio; 2. Gratificação, geralmente em dinheiro, |
por trabalho realizado; 3. Salário, recompensa, gratificação\". |
Enquanto não aposentado, um servidor percebe vencimentos |
relativos ao exercício da sua atividade. Durante o período em que estiver trabalhando, o |
servidor contribuirá para a sua previdência, ou para se aposentar, quando passará a |
perceber proventos de aposentadoria. A pecúnia, antes era denominada vencimento, |
agora, se intitula proventos. |
Ambas, inegavelmente, advêm do seu trabalho assalariado e do |
regime jurídico que possui, sendo a segunda, fruto do ajuntamento de recursos de forma |
programada, atuarial e continua, destinado a permitir o pagamento dos mesmos valores, |
agora, sem a contraprestação laboral. |
Como se vê, tais valores decorrem do montante que o trabalhador e |
o ente público/privado, respectivamente, recolhem para tal finalidade. Do mesmo modo, |
permanecerão os trabalhadores contribuindo para a pensão, que eventualmente alguém irá |
perceber após a morte. |
Portanto, como não reconhecer que a pensão é um rendimento |
proveniente do trabalho assalariado, quando ela advém dos recolhimentos mensais, |
destinados a compor um montante de recursos de onde sairão, mensalmente, os |
aportes de pecúnia, agora, chamados de pensão? |
A pensão nada mais é do que a mesma pecúnia que, antes, |
vencimento, passa a ser tida por proventos e, finalmente, intitula-se: pensão. |
Será, então, que apenas porque alterado o nomem ius, a pecúnia |
deixou de decorrer do trabalho assalariado? Não é a pensão um prêmio ou uma |
recompensa que alguém aufere pelos longos anos de contribuição e de serviços prestados |
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