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a título de trabalho assalariado de outrem? |
Nesse sentido, importante trazer à baila o Parecer n.º |
00203/2018/CONJURMD/CGU/AGU, para quem pensão é remuneração. |
Além disso, traga-se a baila o argumento de que a percepção de |
pensão configura recebimento de remuneração, nos exatos termos do que dispõe o inciso |
XI do art. 16 da Lei 4.506/64. Confira-se: |
Art. 16. Serão classificados como rendimentos do trabalho |
assalariado tôdas as espécies de remuneração por trabalho ou |
serviços prestados no exercício dos empregos) cargos ou funções |
referidos no_artigo 5° do Decreto-lei número 5.844) de 27 de |
setembro de 1943) e no art. 16 da Lei número 4.357) de 16 de |
julho de 1964, tais como:(...)XI -Pensões, civis ou militares de |
qualquer natureza) meios-soldos) e quaisquer outros proventos |
recebidos do antigo empregador de institutos) caixas de |
aposentadorias ou de entidades governamentais) em virtude de |
empregos) cargos ou funções exercidas no passado) excluídas as |
correspondentes aos mutilados de guerra ex-integrantes da Fõrça |
Expedicionária Brasileira (realçamos); |
É importante lembrar que o Superior Tribunal de Justiça, no |
julgamento do recurso especial repetitivo 1086492/PR, já entendeu que \"2. Sob a égide |
da Lei 4.506/64, os valores recebidos a título de pensão eram classificados como |
rendimentos oriundos de trabalho assalariado, sobre eles incidindo o imposto de |
renda. Em contrapartida, as contribuições destinadas às entidades de previdência |
privada deveriam ser deduzidas da base de cálculo do imposto de renda. \"Art. 10. |
Os rendimentos de trabalho assalariado, a que se refere o artigo 16, a partir de 1º de |
janeiro de 1965, sofrerão desconto do impôsto de renda na fonte, observadas as |
seguintes normas: (...) \"Art. 16. Serão classificados como rendimentos do trabalho |
assalariado tôdas as espécies de remuneração por trabalho ou serviços prestados no |
exercício dos empregos, cargos ou funções referidos no artigo 5º do Decreto-lei |
número 5.844, de 27 de setembro de 1943, e no art. 16 da Lei nº 4.357, de 16 de julho |
de 1964, tais como: (...) XI - Pensões, civis ou militares de qualquer natureza, meios- |
soldos, e quaisquer outros proventos recebidos do antigo empregador de institutos, |
caixas de aposentadorias ou de entidades governamentais, em virtude de empregos, |
cargos ou funcões exercidas no passado, excluídas as correspondentes aos mutilados |
de guerra ex- integrantes da Força Expedicionária Brasileira.\" |
E se o falecido esposo da demandante não fosse um trabalhador |
assalariado, acaso ela receberia pensão por morte do de cujus? |
Somada a essas indagações, há que se enxergar o verdadeiro |
sentido que a expressão \"desde que não receba remuneração\" liga-se, inarredavelmente, à |
condição de hipossuficiência financeira ou à dependência propriamente dita o que não é o |
caso da demandante. Explica-se. |
Segundo o Anuário Estatístico do IPEA-Instituto de Pesquisa |
Aplicada de 2013/2015, 66% (sessenta e seis por cento) das famílias brasileiras possuem |
renda familiar de até R$ 2.034 (dois mil e trinta e quatro reais). E que dizer dos 46% dos |
brasileiros que possuem renda familiar de até R$1.356,00 (mil trezentos e cinquenta e seis |
reais)? Mas esse seria o caso de pensionistas, que percebem valores mensais de caráter |
permanente e continuado? Para o IPEA, trata-se de uma família brasileira que se encontra |
entre os 4% da população mais bem aquinhoada financeiramente. |
Assim, no caso do recadastramento contra o qual se insurge a |
demandante, há que concluirmos o seguinte: |
a) só pode ser tida como dependente do militar e, portanto, como |
beneficiária do Sistema de Saúde dos Militares, a viúva ou filha, desde que não perceba |
remuneração (Lei 6.880/80, art. 50, § 2°); |
b) a demandante expressamente declara que é pensionista de |
militar; |
c) a percepção de pensão, lado outro, configura recebimento de |
remuneração, nos exatos termos do que dispõe o inciso XI do art. 16 da Lei 4.506/64; |
d) logo, a \"pensionista que percebe pensão\" não possui o direito de |
permanecer obtendo assistência a saúde do FUNSA, já que não é mais dependente, nos |
termos do Estatuto dos Militares. |
Nesse sentido, inclusive, decidiu recentemente o Juizado Especial |
de Saúde Pública adjunto à 21ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, ao |
indeferir o pedido de tutela provisória formulado na ação ordinária n.º 1009029- |
47.2018.4.01.3400. Confira-se: |
\"De forma direta, é importante ressaltar que a condição de |
dependente/beneficiário, para efeitos de fruição do FUNSA, não |
se confunde com a condição de pensionista, pois os direitos |
associados a ambas as figuras derivam de diplomas legais |
distintos, sendo a dependência prevista na Lei nº 6.880/80 |
(Estatuto dos Militares) e a pensão militar na Lei nº 6.765/60. |
Assim, não é a condição de pensionista que assegura a assistência |
médicohospitalar, mas o enquadramento em alguma das hipóteses |
de dependência previstas no art. 50, §§ 2º e 3º, da Lei nº 6.880/80, |
ou seja, a comprovação ou a manutenção da condição de |
dependentes, segundo o que determina o Estatuto dos Militares. |
Confira-se, no que interesse para o momento: |
IV - nas condições ou nas limitações impostas na legislação e |
regulamentação específicas: |
a assistência médico-hospitalar para si e seus dependentes, assim |
entendida como o conjunto de atividades relacionadas com a |
prevenção, conservação ou recuperação da saúde, abrangendo |
serviços profissionais médicos, farmacêuticos e odontológicos, |
bem como o fornecimento, a aplicação de meios e os cuidados e |
demais atos médicos e paramédicos necessários; |
- a esposa; |
- o filho menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou interdito; III |
- a filha solteira, desde que não receba remuneração ; |
VII ? a viúva do militar, enquanto permanecer neste estado, e os |
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