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RECORRENTE: COOPERATIVA AGRARIA DOS CAFEICULTORES DE SAO |
GABRIEL - COOABRIEL |
RECORRIDO: UNIÃO - FAZENDA NACIONAL |
Processo nº: 5013258-94.2021.4.02.5001/ES |
Origem: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO |
RAZÕES RECURSAIS |
ÍNCLITOS JULGADORES! |
BREVE SÍNTESE DOS FATOS |
A parte ora recorrente impetrou o presente mandado de |
segurança a fim de ver reconhecido seu direito de apurar a base de cálculo do PIS e |
da COFINS sem incluir o PIS e a COFINS, por se tratarem de mero trânsito contábil, |
e não receita bruta ou faturamento, bem como a fim de ver reconhecido direito a |
compensar os valores pagos/compensados indevidamente nos últimos 5 anos |
anteriores ao ajuizamento da ação, com a correção monetária pela Taxa Selic. |
Isso porque o Supremo Tribunal Federal já determinou que |
tributo não é receita, nem faturamento, adequando o conceito previsto no art. 12, § |
1º, III, e § 5º, do Decreto nº 1.598/77, de modo que a decisão esposada no Tema |
69 de Repercussão Geral tem seu ratio decidendi plenamente aplicável ao caso em |
tela. |
Em primeiro grau, a ora recorrente teve seu pleito |
brilhantemente acolhido, motivo pelo qual a União Federal interpôs recurso de |
apelação. Todavia, a referida decisão restou reformada pelo Tribunal Regional |
Federal da 2ª Região, que deu provimento à apelação e à remessa necessária, por |
entender que não é aplicável, por analogia, o entendimento exarado pelo Supremo |
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Tribunal Federal no RE 574.706/PR, destacando que o caso retrata tributos |
distintos. |
Todavia, verifica-se que não se busca a aplicação por |
extensão do julgado no RE 574.706/PR, mas sim em razão do entendimento de que |
as contribuições ao PIS e à COFINS não se enquadram no conceito constitucional de |
receita, para fins de recolhimento de PIS e COFINS e, por esse motivo, devem ser |
excluídos de sua base de cálculo. |
O julgado reiterou também a possibilidade da incidência de |
tributo sobre tributo e que as razões do Tema 69 do STF não são aplicáveis em |
exação diversa. |
Nesse sentido, verifica-se afronta ao art. 110 do CTN, na |
medida em que este veda a deturpação ou extensão dos conceitos, institutos e |
formas de direito privado pelo fisco ou pelo legislador e o acordão ora recorrido |
acabou o fazendo ao entender que as contribuições ao PIS e à COFINS integram o |
conceito de receita do contribuinte. |
Há, ainda, violação aos artigos 1º, §§ 1º e 2º, da Lei nº |
Assim sendo, o entendimento exposto na decisão recorrida |
não pode ser admitido, motivo pelo qual se interpõe o presente Recurso Especial, a |
fim de reformar as decisões a quo. |
7 |
DO CABIMENTO DE RECURSO ESPECIAL |
O cabimento do presente recurso especial está previsto em |
nosso ordenamento pátrio. A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu art. 105, |
a competência do Superior Tribunal de Justiça para julgar o recurso especial |
quando a decisão recorrida contrariar tratado ou lei federal, o que ocorre no |
presente caso. Assim rege o art. 105, da Constituição Federal: |
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: |
III ? julgar, em recurso especial, as causas decididas, em |
única ou última instância, pelos Tribunais Regionais Federais |
ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e |
Territórios, quando a decisão recorrida: |
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes |
vigência; |
O Código de Processo Civil estabelece no art. 1.029 o trâmite |
processual que o recurso extraordinário deve seguir, conforme a transcrição |
abaixo: |
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