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poderá dar ensejo à supressão de grau facultada pelo |
dispositivo de lei\". (REsp 1639314/MG, Rel. Ministra |
NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em |
04/04/2017, DJe 10/04/2017). 4. Agravo interno a que se |
nega provimento.(AgInt no AREsp 1098633/MG, Rel. Ministro |
LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em |
12/09/2017, DJe 15/09/2017) (grifou-se) |
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Em razão disso, indica-se a violação ao art. 1.022 do Código |
de Processo Civil, visto que a matéria foi trabalhada em primeiro e segundo grau de |
jurisdição, bem como em sede de embargos prequestionadores, que restaram |
rejeitados. |
Desse modo, aponta-se que o Tribunal a quo restou omisso |
quanto à adequada análise dos artigos 1º, §§ 1º e 2º, da Lei nº 10.637/02; artigo |
1º, §§ 1º e 2º, da Lei nº 10.833/03; arts. 110 e 156, I e II, ambos do CTN; artigo |
12, § 1º, do Decreto-lei nº 1.598/77; e artigo 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. |
Isso porque, entendeu não ser aplicáveis, por analogia, os |
fundamentos do julgamento do Tema 69 do Supremo Tribunal Federal, julgamento |
que destoa do pedido de análise da violação do conceito de receita, motivo pelo |
qual resta omissa quanto ao ponto. |
Não obstante, o acórdão recorrido apontou que ?para fins de |
Nesse contexto, é inegável que toda a matéria foi |
devidamente presquestionada. Assim, passa-se a análise dos fundamentos para a |
interposição do presente recurso especial. |
? DA NEGATIVA DE VIGÊNCIA AO ARTIGO 110 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO |
NACIONAL |
No ponto, cabe esclarecer que a presente discussão trata |
acerca da vedação da deturpação ou extensão dos conceitos, institutos e formas de |
direito privado pelo fisco ou pelo legislador. |
O art. 110 do Código Tributário Nacional traz a seguinte |
redação: |
Art. 110. A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o |
alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, |
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utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, |
pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito |
Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências |
tributárias. |
Ocorre que, a União Federal, ao incluir o PIS e a COFINS na |
sua própria base de cálculo, estende o conceito de receita e faturamento, |
desconsiderando o que restou decidido pelas Cortes Superiores, notadamente no |
julgamento do Tema 69 do STF. |
Dessa forma, há explícita vedação legal diante da extensão |
de conceitos de direito privado, tal como o conceito de receita e de faturamento, |
fato que não é admissível no caso em tela. |
? DA NEGATIVA DE VIGÊNCIA AO ARTIGO 1º, §§ 1º E 2º, DA LEI Nº |
10.637/02; ARTIGO 1º, §§ 1º E 2º, DA LEI Nº 10.833/03; ARTIGO 12, §§ |
1º E 5º, DO DECRETO-LEI Nº 1.598/77; ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº |
9.718/98 |
Houve a denegação do reconhecimento do direito à exclusão |
dos valores de PIS e de COFINS na apuração de sua própria base de cálculo. Nesse |
ponto, o acórdão limita-se a apontar que a incidência do PIS e da COFINS sobre |
sua própria base de cálculo está previsto na legislação. Ocorre que, há um |
alargamento da base de cálculo das contribuições ao se entender que tributo é |
receita. |
Na situação, a base de cálculo para o PIS e para a COFINS |
que está sujeita ao regime não-cumulativo, encontra previsão na Lei nº |
10.637/2002 e Lei 10.833/2003, nos artigos que abaixo se transcreve: |
DA COBRANÇA NÃO-CUMULATIVA DO PIS E DO PASEP |
Art. 1o A Contribuição para o PIS/Pasep, com a incidência não |
cumulativa, incide sobre o total das receitas auferidas no mês pela |
pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou |
classificação contábil. |
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auferidas pela pessoa jurídica com os respectivos valores |
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