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118/2005. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. PRECEDENTES. REMESSA |
OFICIAL, APELAÇÃO DA UNIÃO E APELAÇÃO ADESIVA, |
IMPROVIDAS. |
1. A retomada do curso das demandas que têm como objeto a exclusão do |
ICMS das bases de cálculo do PIS e/ou COFINS deriva do vencimento do |
prazo de suspensão (e prorrogação) determinado pelo STF na MC-ADC nº |
18/DF; é o entendimento da 4ª Seção do TRF1, no EIAC nº |
2006.38.06.004793-7/MG. |
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2. Não obstante ter o Superior Tribunal de Justiça, no passado, fixado |
jurisprudência no sentido da legalidade da inclusão do ICMS na base de |
cálculo das contribuições ao PIS e da COFINS com edição das Súmulas nº 68 |
e 98, a Corte Suprema, no julgamento do Recurso Extraordinário número |
240.785-MG, passou a analisar a tese sob o prisma da inconstitucionalidade |
da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições, sendo levada a |
sessão plenária em 22 de março de 2006, que, no mérito, seis ministros |
votaram a favor dos contribuintes, ou seja, a maioria da Corte, com apenas |
um voto contra, sendo o julgamento suspenso em virtude do pedido de vistas |
do Ministro Gilmar Mendes. |
3. O conceito de faturamento, como base de cálculo das referida |
contribuições, foi muito bem formulado no voto proferido pelo Ministro |
Marco Aurélio no Recurso Extraordinário nº 240.785-MG: O conceito de |
faturamento diz com riqueza própria, quantia que tem ingresso nos cofres de |
quem procede à venda de mercadorias ou à prestação dos serviços, |
implicando, por isso mesmo, o envolvimento de noções próprias ao que se |
entende como receita bruta. |
4. O ICMS não integra a base de cálculo do FINSOCIAL, PIS e COFINS, |
vez que nenhum agente econômico fatura o imposto, mas apenas as |
mercadorias ou serviços para a venda. O valor do ICMS configura uma |
entrada de dinheiro e não receita da empresa, que apenas recebe o valor e o |
repassa ao Estado-Membro, não repercutindo efetivamente sobre o seu |
patrimônio. A parcela correspondente ao ICMS, que constitui receita do |
Estado-Membro, não tem natureza de faturamento ou receita, mas de simples |
ingresso de caixa, não podendo compor a base de cálculo das referidas |
contribuições sociais. Nesse sentido: O conceito de faturamento diz com |
riqueza própria, quantia que tem ingresso nos cofres de quem procede à |
venda de mercadorias ou à prestação dos serviços, implicando, por isso |
mesmo, o envolvimento de noções próprias ao que se entende como receita |
bruta.(RE 240.785/MG. Precedentes do TRF-1ª Região: AMS 0000835- |
32.2006.4.01.3809 / MG; Rel. Desembargadora Federal Maria do Carmo |
Cardoso; e-DJF1 de 22/02/2013; p.575. E AR 0007794-58.2010.4.01.0000; |
rel. Desembargador Federal Luciano Tolentino Amaral, e-DJF1 de |
08/02/2013; p. 1023). |
5. Reconhecida a não inclusão do ICMS na base das contribuições sociais - |
FINSOCIAL (exigível até março/1992), PIS e COFINS ? e tendo a apelante |
requerido a compensação de tal indébito com tributos de mesma espécie, nos |
termos disciplinados no art. 66 da Lei 8.383/91, resta acolhido o pedido de |
compensação dos valores indevidamente recolhidos a este título com iguais |
contribuições, condicionada ao trânsito em julgado (art. 170-A, CTN). |
6. Aplicada a prescrição qüinqüenal, por se tratar de ação ajuizada |
posteriormente à vigência da LC n. 118/2005. Correção Monetária pelos |
índices adotados pela taxa SELIC. |
7 . Remessa oficial, apelação da União e apelação adesiva, improvidas. |
FONTE: Processo número 0013768-75.2007.4.01.3300 (2007.33.00.013777- |
7). TRF da 1ª Região. OITAVA TURMA. Relator: JUIZ FEDERAL |
CONVOCADO ITELMAR RAYDAN EVANGELISTA. Publicado em |
06/12/2013. Disponível em |
https://arquivo.trf1.jus.br/PesquisaMenuArquivo.asp?p1=200733000137777 |
&pA=200733000137777&pN=137687520074013300 e anexado a estas |
razões de recurso. |
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Em consonância, analisando o conceito constitucional de receita para |
fins da incidência prevista no art. 195, I, da CF/88, o STF já? teve oportunidade de |
assentar, através do voto da Ministra ROSA WEBER, que ?a receita bruta pode ser |
definida como o ingresso financeiro que se integra no patrimônio na condição de |
elemento novo e positivo, sem reservas ou condições, na esteira da clássica definição |
que Aliomar Baleeiro cunhou acerca do conceito de receita pu?blica: receita pu?blica é a |
entrada que, integrando-se no patrimônio público sem quaisquer reservas, condições |
ou correspondências no passivo, vem acrescer o seu vulto, como elemento novo e |
positivo? (RE 606.107/RS). |
A inclusão da PIS e da COFINS na sua própria base de cálculo |
configura violação aos arts. 195, I, e 239 da Carta Política. Consoante os dispositivos |
constitucionais, a UNIÃO é competente para instituir e cobrar as citadas contribuições |
sobre a receita ou o faturamento das empresas. Todavia, entende a AUTORIDADE |
COATORA, fundamentada nas Leis Federais 9.718/1998, 10.637/2002, 10.833/2003 e |
12.973/2014, que qualquer ingresso financeiro nas contas das empresas corresponde |
à receita/faturamento, o que não é correto, constitucionalmente falando. |
Nesse ínterim, gize-se que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL |
definiu/interpretou ? missão constitucional ? o conceito de receita bruta, não |
permitindo a inclusão de meros ingressos financeiros no seu conceito, como por |
exemplo o ICMS (tributo indireto), o que, mais explicitamente ainda, acontece com a |
inclusão do PIS e da COFINS na sua própria base de cálculo. |
A IMPETRANTE possui apenas a custódia transitória desses |
valores até que sejam recolhidos ao seu verdadeiro ?proprietário?, a União, e, por este |
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