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implicitamente, pela Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, |
ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir |
ou limitar competências tributárias. |
É precisamente este o nó górdio da questão. Isto porque, ao |
contrário de todo o exposto até então, e em contrariedade ao disposto no artigo acima |
citado, partem os d. julgadores da premissa de que, no que tange ao conceito de |
?faturamento?, por exemplo, a Lei 12.973/2014 empregaria os conceitos adotados |
pela Constituição ?especificando-os? de maneira a fixar uma ?delimitação suficiente |
para imposição tributária?, o que é evidentemente contrário ao art. 110 do CTN, bem |
como à ratio decidendi do RE 574.706/PR. |
Ora, por mais que não se possa aplicar ?automaticamente? o RE |
574.706/PR ao caso dos autos ? o que sequer se requereu, aliás -, o fato é que o c. |
STF cumpriu sua missão constitucional ao interpretar o conceito de faturamento, |
conceito este que está em evidente contrariedade ao decidido nestes autos. |
Portanto, não se tratando nem o PIS e nem a COFINS de receita ou |
faturamento da empresa, conforme o conceito constitucional de faturamento, não |
sobra outra possibilidade senão de considerar como mera entrada o seu ingresso na |
escrituração contábil. E, desta forma, não constituem bases de cálculo do próprio PIS e |
da própria COFINS. |
Assim, requer seja conhecido e provido o presente Recurso Especial |
para que, com fulcro nas razões acima expostas, seja dado total provimento aos |
pedidos da parte Impetrante, os quais se especificam abaixo. |
6. DOS PEDIDOS |
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REQUER seja recebido e devidamente processado o presente Recurso |
Especial na forma do artigo 105, inciso III, alínea ?a? da Constituição Federal e artigos |
1.003, 1.029 e 994 do Código de Processo Civil, para que sejam apreciados todos os |
argumentos contidos nesta peça recursal para acolher as teses aventadas e julgar |
totalmente procedente na forma abaixo lançada: |
a) Preliminarmente, requer seja aplicado o disposto no art. 1.030, III c/c 1.036, §1º, |
ambos do CPC, determinando o sobrestamento da presente demanda, até que seja |
julgado o recurso representativo da controvérsia objeto deste mandamus, nos termos |
do artigo 1.030, inciso III, c/c artigo 1.036, §1o, ambos do CPC, conforme repercussão |
geral reconhecida pelo STF através do Tema 1067, cujo leading case é o RE |
1.233.096/RS; |
b) No mérito, requer a reforma do Acórdão, concedendo-se a segurança pleiteada, |
a fim de, com base no entendimento firmado pelo STF em sede de repercussão geral |
no Tema 69 quanto ao conceito de faturamento e receita bruta, igualmente declarar a |
ilegalidade e a inconstitucionalidade da incidência de PIS e COFINS em suas próprias |
bases de cálculo, e inclusive conforme divergência jurisprudencial apontada ? Acórdão |
0013768-75.2007.4.01.3300 (2007.33.00.013777-7), proveniente do e. TRF da 1ª |
Região -, bem como todas as demais razões que fundamentam o presente recurso; |
c) Consequentemente, com a concessão da segurança, declarar o direito a |
compensação, nos termos da Súmula 213/STJ e do art. 74 da Lei 9.430/1996, dos |
valores pagos a maior, respeitando-se o prazo prescricional, com quaisquer tributos |
administrados pela SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, notadamente com as |
próprias contribuições sociais e ainda as previdenciárias, devendo tal quantia ser |
atualizada pela taxa SELIC, de maneira acumulada; |
d) Ainda, consequentemente, determinar à AUTORIDADE COATORA que se |
abstenha de exigir da IMPETRANTE a inclusão do PIS e da COFINS nas próprias bases |
de cálculo do PIS e da COFINS, quando da concessão da segurança; |
e) Por fim, sejam todas as intimações e publicações no Diário Eletrônico da Justiça |
sejam efetuados em nome do Advogado Alexandre Matzenbacher (OAB/SC 36.703-A, |
OAB/RS 67.908, OAB/PR 68.726, OAB/RJ 189.230), sob pena de nulidade. |
ALEXANDRE MATZENBACHER ALEXANDRE SCHWARZ |
OAB/SC 36.703-A | OAB/PR 68.726 OAB/SC 48.452 |
- 40 - |
" |
"EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR FEDERAL VICE- |
PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2a REGIÃO ? |
TRF-2 |
CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM LTDA e CENTRO DE |
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DE VILA VELHA LTDA., já qualificadas nos autos do |
MANDADO DE SEGURANÇA em epígrafe, impetrado em face do DELEGADO DA |
DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL EM VITÓRIA, vêm, |
respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fulcro no artigo 105, inciso III, |
alínea ?a? da Constituição Federal de 1988, e nos artigos 994, inc. VI e 1.029 e seguintes |
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