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Neste diapasão, deverá o feito ser remetido à Justiça Federal, a qual |
detém a competência para processar e julgar ações que envolvam entes públicos |
federais, onde todos os atos até então praticados serão aproveitados. |
Seguindo essa linha, no que tange à denunciação à lide, veja-se trecho |
da Lei n 13.000/2014, na qual se reforça a obrigatória denunciação da Caixa |
Econômica Federal para que a empresa pública venha integrar o processo e assim |
promover a adequada defesa dos interesses do FCVS: |
Art. 3 A Lei no 12.409, de 25 de maio de 2011, passa a vigorar com as |
seguintes alterações: |
?Art. 1 -A. Compete à Caixa Econômica Federal - CEF representar judicial |
e extrajudicialmente os interesses do FCVS. |
[...] |
- 6 A CEF deverá ser intimada nos processos que tramitam na Justiça |
manifeste o seu interesse em intervir no feito. ? |
A toda evidência, a Lei n 13.000/14 deve ser interpretada no sentido de |
em que caberá ao FCVS arcar com as condenações. |
que a CEF intervenha, desde logo ? independentemente de qualquer demonstração |
casuística de comprometimento do FCVS ?, nos processos em que se discute a |
responsabilidade por obrigações garantidas pelo FCVS, tanto no que diz respeito ao |
financiamento habitacional, quanto no que concerne ao Seguro Habitacional. |
Essa assertiva pode ser facilmente verificada em trecho do Relatório da |
Comissão Mista da Medida Provisória n 633/135: |
?O art. 2 da MP inclui o art. 1 -A na Lei n 12.409, de 25 de maio de 2011, |
para estabelecer competência à Caixa Econômica Federal para |
representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS. O -1 |
acrescenta que a Caixa intervirá nas ações judiciais que representem risco |
ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS ou às suas subcontas, na forma |
definida pelo Conselho Curador do FCVS. O -2 esclarece que, para a |
intervenção da Caixa, deverá ser considerada a totalidade das ações com |
Ressalte-se que o referido texto mostra-se bastante similar a trecho da Exposição de Motivos da MP n 633/13 (EM n 00004/2013 MF AGU). |
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fundamento em idêntica questão de direito que possam repercutir no FCVS |
ou em suas subcontas. |
A medida tem por fim assegurar que os direitos da União sejam |
devidamente resguardados, por meio da correta defesa nos processos |
judiciais, pela intervenção da Caixa Econômica Federal nos processos que |
representam risco ou impacto jurídico ou econômico ao FCVS ou às suas |
subcontas. |
A alteração da Lei n 12.409/2011, segundo a Exposição de Motivos, dá |
seguimento às medidas iniciadas com a Medida Provisória n 478, de 29 |
de dezembro de 2009, tornada posteriormente sem efeito, que extinguiu o |
Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação (SH/SFH), cujo |
equilíbrio, nos termos do Decreto-lei n 2.406, de 5 de janeiro de 1988, |
cabia ao FCVS garantir. |
Posteriormente, a Medida Provisória n 513, de 26 de novembro de 2010, |
convertida na Lei n 12.409, de 25 de maio de 2011, autorizou o FCVS a |
assumir, na forma disciplinada e ato pelo CCFCVS, direitos e obrigações |
do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação ? SH/SFH. |
Verificou-se ao longo dos anos a proliferação em vários Estados de |
escritórios de advocacia especializados em litigar contra as seguradoras |
que operavam o SH/SFH, aproveitando a fragilidade da defesa |
apresentada nessas ações judiciais. Tal fato foi inclusive denunciado pelo |
Tribunal de Contas da União ? TCU, por meio do Acórdão n 1924/2004. |
Os contratos de financiamento habitacional averbados na Apólice do extinto |
seguro contavam com cobertura securitária para os sinistros de Morte e |
Invalidez Permanente ? MIP, de Danos Físicos aos Imóveis ? DFI e de |
Responsabilidade Civil do Construtor ? RCC. Nos processos citados, as |
seguradoras vêm sendo condenadas a pagar indenizações por danos não |
previstos na Apólice do SH/SFH e até sobre imóveis que não possuem mais |
ou nunca possuíram previsão de cobertura desse seguro. Algumas dessas |
condenações, por envolverem imóveis que contam ou contaram no |
passado com a garantia do Seguro Habitacional do SFH, podem repercutir |
no FCVS, tendo em vista ser o Fundo o garantidor do equilíbrio do SH/SFH, |
o que confirma o agravamento do risco para o Tesouro Nacional.? (grifou- |
se). |
Além disso, conforme já mencionado acima, o julgamento do RE n |
827.996/PR, em detida análise das leis retro mencionadas, reconheceu o interesse da |
CEF nas demandas que envolvam questões relacionadas à apólice pública do SH/SFH |
e, por consequência lógica, a competência da Justiça Federal para apreciá-las: |
?Ou seja, está claro que ?Compete à Caixa Econômica Federal - CEF |
representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS ? (art. 1 -A |
feitos em andamento que discutam sinistralidade que possa atingir o |
FCVS.? (fls. 22) |
?Em síntese: há competência da Justiça Federal nas causas em que se |
em defesa do FCVS; ao revés, caso seja vinculado à apólice privada, em |
razão da inexistência de interesse da CEF (como administradora do FCVS), |
a competência é da Justiça Estadual? |
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