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parâmetro para início da obrigação de remessa dos autos para a Justiça Federal, a |
edição da MP 513/2010 ? MP (que resultou na Lei 12.409/2011). Nesse sentido, definiu |
que os casos que já estavam em curso no dia 26.11.2010, data em que a referida MP |
STF, Pleno, RE 827996-PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 26.6.2020. |
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entrou em vigor, deveriam ter tratamento diferente dos casos que foram distribuídos |
após essa data. |
O voto vencedor estabeleceu que os casos que já estavam em curso |
quando a MP entrou em vigor deveriam ser remetidos para a Justiça Federal apenas se |
ainda não tivessem sentença de mérito prolatada até 26.11.2010. Os demais casos que |
já estavam em curso antes de 26.11.2010 e que já tinham sentença de mérito prolatada |
na data em que a MP entrou em vigor, devem permanecer na Justiça Estadual, podendo |
a União e/ou a CEF intervir na causa na defesa do FCVS nessa esfera. |
Em relação aos processos distribuídos após 26.11.2010, ou seja, após a |
entrada em vigor da MP, como é o caso dos autos, não há dúvida acerca da condição |
da CEF de representante judicial do FCVS nas demandas em que se discute o Seguro |
Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação, veja-se: |
?Entretanto, é fato inconteste que, desde a edição da MP 513/2010, a |
Caixa Econômica Federal assumiu a condição jurídica de defesa do |
FCVS, na posição de administradora, razão pela qual, aventada essa |
questão pelas seguradoras, o magistrado processante deveria ouvir aquela |
empresa pública federal, que seria instada a se manifestar. Esta |
aquiescendo, o feito deveria ser remetido imediatamente à Justiça Federal, |
que passaria a analisar o preenchimento dos requisitos legais; ou |
rejeitando, os autos permaneceriam na Justiça Estadual.? |
Assim, o plenário do STF fixou as seguintes teses, que passam a ser de |
observância obrigatória de acordo com o regime da repercussão geral: |
1) ?Considerando que, a partir da MP 513/2010 (que originou a Lei |
12.409/2011 e suas alterações posteriores, MP 633/2013 e Lei |
13.000/2014), a CEF passou a ser administradora do FCVS, é aplicável o |
art. 1 da MP 513/2010 aos processos em trâmite na data de sua entrada |
em vigor (26.11.2010): 1.1.) sem sentença de mérito (na fase de |
conhecimento), devendo os autos ser remetidos à Justiça Federal para |
análise do preenchimento dos requisitos legais acerca do interesse da CEF |
ou da União, caso haja provocação nesse sentido de quaisquer das partes |
ou intervenientes e respeitado o - 4 do art. 1 -A da Lei 12.409/2011; e 1.2) |
com sentença de mérito (na fase de conhecimento), podendo a União e/ou |
a CEF intervir na causa na defesa do FCVS, de forma espontânea ou |
provocada, no estágio em que se encontre, em qualquer tempo e grau de |
jurisdição, nos termos do parágrafo único do art. 5 da Lei 9.469/1997, |
devendo o feito continuar tramitando na Justiça Comum Estadual até o |
exaurimento do cumprimento de sentença?; e |
2) ?Após 26.11.2010, é da Justiça Federal a competência para o |
causa, observado o - 4 do art. 64 do CPC e/ou o - 4 do art. 1 -A da Lei |
12.409/2011?. |
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Assim sendo, a Corte Constitucional reconheceu a necessidade de |
ingresso da CEF e a competência da Justiça Federal para todos os casos em que não |
existia sentença de mérito prolatada em 26.11.2010. |
Conforme já explanado acima, destaca-se que o acórdão definiu, de |
modo expresso, que os critérios que haviam sido estabelecidos no Recurso Especial n |
1.091.393 (repetitivo), de relatoria da Min. Nancy Andrighi, estão superados, ao |
reconhecer o caráter deficitário do FCVS. Assim, desnecessária qualquer |
comprovação caso a caso. |
celebração dos contratos entre 02.12.1988 e 29.12.2009, tal requisito foi superado já |
que restou expressamente reconhecido pelo STF que antes da edição da Medida |
Provisória n 1.671/1998, todas as apólices do SH/SFH são do ramo público: |
Assim, conclui que: ?Compete à Caixa Econômica Federal ? CEF |
representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS? (art. 1 -A da Lei |
12.409/2011), a qual deverá assumir sua defesa e ingressar nos feitos em andamento |
que discutam sinistralidade que possa atingir o FCVS?. |
que pode ser espontânea ou provocada por quaisquer das partes, bem como |
estabelece que a CEF tem interesse nas causas em que discuta matéria securitária no |
âmbito do SH/SFH: |
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?A MP 633/2013 (e a conversão com alterações realizadas pela Lei 13.000 |
Vale destacar, por fim, que a decisão é expressa e mandatória: |
?Possuindo a referida empresa pública federal interesse jurídico no feito, há de ocorrer |
o imediato deslocamento do feito para a Justiça Federal, nos termos do inciso I do art. |
109 da CF, a qual definirá a presença dos elementos configuradores desse interesse.? |
Neste sentido, quando os autos estiverem tramitando no juízo |
competente, Justiça Federal, restará às partes a discussão quanto a legitimidade |
dos autores, ou seja, se a apólice dita pública é, de fato, revestida dessa natureza |
assim se confirmará. Importa frisar que, ainda que caso a CEF entenda que não se |
trata de apólice pública, configurado estará a ausência de interesse de agir dos autores |
a culminar na extinção do processo sem resolução do mérito. |
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