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nota fiscal ( Evento 16 Anexo 5 pagina 1), e fotos do relógio no pulso do
apelante em 20 e 23/07 (Evento 16 Anexos 7 e 8).
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No que diz respeito ao relógio Rolex em ouro e aço,
esse foi adquirido também no Brasil como corrobora a foto juntada no Anexo 6
do Evento 16, tendo custado R$ 40.830,00.
O relógio Rolex Oyster, possui marcas de uso e data
da década de 1950, tratando-se de relógio muito antigo, sendo porquanto,
incabível a assertiva de que o mesmo fora adquirido no exterior. Ademais,
frise-se não basta à receita asseverar que um produto fora trazido de fora.
Compete a este honroso órgão demonstrar cabalmente de que fora adquirido
no exterior e os tributos competentes não foram recolhidos, o que a toda
evidencia não é o caso destes autos.
O documento juntado no Evento 16 Anexo 14
corrobora a alegação defensiva de que os relógios Bomberg Chronograph
foram adquiridos na feira na Alemanha por $112,00 (cento e doze dólares) e o
relógio Fita Analog por $ 92,00 (noventa e dois dólares) sendo os valores de
$2.400,00, $ 1.036,00 e $ 519,00, respectivamente, apontados pela Receita
Federal incorreto, desarrazoado e exagerado.
Destarte, por não ter essas provas sido analisadas,
o recorrente tem suas garantias fundamentais violadas, dentre elas o devido
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processo legal, garantia a ampla defesa e contraditório, insculpidas no artigo 5
LIV e LV da Carta Magna.
Não fosse o suficiente, o sentenciante e o colegiado
admitem como dogma incontestável os valores mencionados pela fiscalização,
deixando de determinar de oficio perícia para saber o real valor dos produtos
apreendidos, prova essa que no caso sob comento se demonstra
imprescindível para se apurar a verdade real.
A defesa técnica esclarece por oportuno, que deixou
de requerer perícia ante a existência das provas suso mencionadas de que os
bens não foram adquiridos no exterior. Desta forma, a perícia seria uma prova
a ser produzida pela acusação ou de oficio pelo magistrado sentenciante para
formação de sua livre convicção.
Ressalta-se, que, ao ter procedido da forma
relatada, ignorando as contundentes provas defensivas o sentenciante e a 2a
Turma Especializada do TRF da 2a Região descumprem os artigos 155 e 156
do Código de Processo Penal que assim estipulam: