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2. O STJ, nos autos do REsp 1.235.513/AL, processado na
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forma do regime previsto no art. 543-C do CPC, externou
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entendimento segundo o qual \"a compensação do índice
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de 28,86% com reajustes concedidos por leis posteriores
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à última oportunidade de alegação da objeção de defesa no
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processo cognitivo\" não é causa de violação à coisa
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julgada. Na mesma linha, concluiu pela possibilidade de se
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reclamar a compensação nos casos em que o fato não
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tenha sido objetado nos autos do processo de
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conhecimento em razão de ocorrência posterior à
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sentença, nos termos do art. 741, VI, do CPC.
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3. Contudo, na hipótese em exame, o Tribunal de Justiça decidiu
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pela improcedência dos Embargos à Execução, por entender
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que o embargante, ora recorrente, os formulou de maneira
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genérica, isto é, \"se limitou a postular compensação de
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eventuais reajustes já concedidos, sem demonstrar a sua
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existência ou o seu valor\" (fl. 434, e-STJ).
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4. Assim, o acolhimento da pretensão recursal por qualquer das
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alíneas do permissivo constitucional, a fim de afastar as
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conclusões do Tribunal a quo, demanda reexame do conjunto
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fático-probatório dos autos, o que é vedado no âmbito do
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Recurso Especial, nos termos da Súmula 7/STJ.
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5. Agravo Interno não provido.
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(AgInt no REsp 1653106/DF, Relator Ministro HERMAN
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BENJAMIN, Segunda Turma, DJe de 30/06/2017, com
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No caso concreto, AS VERBAS A QUE O D. DECISUM
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RECORRIDO DETERMINA COMPENSAÇÃO, INDUVIDOSAMENTE,
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NÃO SÃO SUPERVENIENTES À COISA JULGADA, QUE SE DEU EM
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20/06/2015. Veja-se: a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada
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- VPNI foi criada pelo artigo 61 da Lei n. 10.486/2002; a Gratificação
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Especial de Função Militar ? GEFM foi instituída pela Medida Provisória
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302/2006, convertida na Lei nº 11.356/2006, enquanto que a
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Gratificação de Incentivo à Função Militar ? GFM, foi instituída pela
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Medida Provisória 441/2008, convertida na Lei nº 11.907/2009, não
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tendo sido ressalvadas na coisa julgada formada no mandamus
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coletivo.
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Desse modo, sob a proteção dos dispositivos de Lei
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Federal ora arguidos, conclui-se ser descabida e ilegal a
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compensação das suscitadas verbas, na esteira da consolidada
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orientação pretoriana sobre a matéria:
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STJ
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- VIOLAÇÃO - ANÁLISE EM RECURSO ESPECIAL -
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IMPOSSIBILIDADE - RESOLUÇÃO - VIOLAÇÃO -
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IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE - AUSÊNCIA DE
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NEGA PROVIMENTO. (...)
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4. Ao decidir pela impossibilidade de deduzir, em
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embargos do devedor, matérias discutidas no processo de
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conhecimento e já transitadas em julgado, o Tribunal de
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origem alinhou seu entendimento à jurisprudência
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dominante do STJ. Incide, portanto, o enunciado n.º 83 da
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Súmula desta Corte Superior.
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(AgRg no Ag 1185879/RS, Relator Ministro MARCO BUZZI,
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Evidente, pois, o descabimento da compensação
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imputada pelo d. Juízo de Segundo Grau, com patente malferimento
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aos dispositivos processuais em questão.
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C) DA VIOLAÇÃO À COISA JULGADA (ARTS. 502,
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503, 505, 506, 507, 508 DO CPC/2015)
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O V. Acórdão do Egrégio Tribunal Regional Federal da
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2ª Região, ao apreciar o tema em debate, ou seja, a compensação da
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VPE ora executada, com outras gratificações (GEFM/GFM/VPNI),
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entendeu não haver ofensa à coisa julgada, embora, o título
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executivo judicial, tenha apenas determinado o pagamento da
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Vantagem Pecuniária Especial - VPE, criada pela Lei nº 11.134/05,
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aos servidores do antigo Distrito Federal, não autorizando
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qualquer compensação ou desconto, assim se manifestando, verbis:
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? VOTO
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exequente é parte legítima para requerer o cumprimento
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apresentados elementos pela União e determinou o
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