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(correspondentes aos artigos 535 e 458 do CPC/73), declarando-se a nulidade da |
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decisão proferida em sede de embargos de declaração, por configurar incompleta |
prestação jurisdicional. |
Outrossim, caso entenda superada a nulidade acima apontada, |
requer seja analisado o mérito, conforme abaixo demonstrado. |
5. DAS RAZÕES PARA REFORMA DO ACÓRDÃO RECORRIDO. |
5.1. DA AUSÊNCIA DE SUPORTE NA RESPECTIVA HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA |
(ART. 22, I, LEI N. 8.212/91). |
Nobres Ministros, ao contrário do entendimento esposado pelo E. |
Tribunal a quo, há motivação suficiente para se excluir da hipótese de incidência da |
contribuição previdenciária em pleito, os valores pagos aos empregados e |
trabalhadores avulsos a título de terço de férias, férias gozadas e 13 salário |
proporcional ao aviso prévio indenizado. |
Isto porque, a presente demanda se prende a domínio distinto |
daquele referente à natureza atribuída aos valores pagos a título terço de férias, férias |
gozadas e 13 salário proporcional ao aviso prévio indenizado. pouco importando para |
sua solução a denominação dada aos mesmos ou a circunstância de decorrerem ou |
não do contrato de trabalho, cingindo-se aquela, na verdade, a outro aspecto, qual |
seja, a falta de suporte dos referidos valores na hipótese de incidência tributária |
da mencionada contribuição. |
Nesse sentido, indispensável observar que no estudo da teoria |
geral do direito tributário é ponto pacífico que o nascimento da obrigação tributária |
surge com a ocorrência do fato gerador1. Nesses termos, e de acordo com o art. 114, |
1CTN. |
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. |
-1 . A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou |
penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. |
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caput, do CTN, a existência de relação jurídico-tributária entre sujeito passivo e |
sujeito ativo só se legitima mediante a ocorrência fática de uma situação |
hipotética normativa. |
Sobre a definição de fato gerador, eis as palavras do eminente |
jurista PAULO DE BARROS CARVALHO2, idealizador da regra-matriz de incidência tributária, |
indicando o fato gerador como um de seus elementos fundamentais: |
?O objeto sobre o qual converge o nosso interesse é a |
fenomenologia da incidência da norma tributária em sentido |
estreito ou regra-matriz de incidência-tributária. Nesse caso, |
diremos que houve a subsunção, quando o fato (fato jurídico |
tributário constituído pela linguagem prescrita pelo direito positivo) |
guardar absoluta identidade com o desenho normativo da |
hipótese (hipótese tributária). Ao ganhar concretude o fato, |
instala-se, automática e infalivelmente, como diz Alfredo |
Augusto Becker, o laço abstrato pelo qual o sujeito ativo |
torna-se titular do direito subjetivo público de exigir a |
prestação, ao passo que o sujeito passivo ficará na contingência |
de cumprí-la.? (grifos nossos). |
Desse modo, a presente discussão se estenderá pela hipótese de |
não-incidência tributária, consubstanciada na inocorrência do fato gerador apto a fazer |
nascer a obrigação tributária de recolher a contribuição social previdenciária sobre os |
valores em debate, independentemente da natureza jurídica destas verbas. |
Assim em relação às contribuições sociais previdenciárias devidas |
pelas empresas, designou o legislador como hipótese de incidência3 ou hipótese |
tributária4 o pagamento de remunerações destinadas a retribuir o trabalho, seja |
pelos serviços prestados, seja pelo tempo em que o empregado ou trabalhador |
avulso permanece à disposição do empregador ou tomador de serviços. Esse o teor |
do inciso I do artigo 22 da Lei n.° 8.212/91: |
2 CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 17a ed. São Paulo: Malheiros, 2005. pg. 250. |
3 Termo também adotado por Hugo de Brito Machado (Curso de Direito Tributário. 25a ed. São Paulo: Malheiros, |
2004. pg. 135/136). |
4 Termo sugerido, com igual brilhantismo, por Paulo de Barros Carvalho (Curso de Direito Tributário. 15a ed. São |
Paulo: Saraiva, 2003. pg. 244). |
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?Capítulo IV |
DA CONTRIBUIÇÃO DA EMPRESA |
Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à |
Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: (Vide Lei n. |
9.317, de 1996). |
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, |
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