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b-) ao adquirir a mercadoria com o ICMS-ST embutido no valor do |
produto, o que o contribuinte substituído faz, em verdade, é |
efetuar o reembolso do ICMS de sua operação que já foi recolhido |
pelo substituto em razão da submissão daquele produto à |
sistemática da substituição tributária.; |
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c-) ao efetuar a revenda para o consumidor final, há no preço final |
não apenas o valor da mercadoria vendida, mas também o valor |
de ICMS-ST embutido no preço praticado pelo Impetrante ao |
consumidor final e que, como se sabe, não é receita do |
contribuinte, mas sim da unidade federativa; |
d-) Destarte, o valor recolhido em toda cadeia é repassado ao |
consumidor final (ICMS-ST destacado na nota do fornecedor para |
o supermercado). Não há receita do substituído, mas tão somente |
o reembolso do tributo já recolhido em momento anterior da |
cadeia. |
e-) Em última análise, o valor pago pela mercadoria adquirida pelo |
consumidor final representa o reembolso, ao substituído, do valor |
que havia sido antecipado ao Estado em razão da substituição |
tributária no momento em que o Impetrante comprou a |
mercadoria de seu fornecedor, não constituindo receita tributável |
e com o condão de apresentar a real capacidade contributiva do |
contribuinte substituído |
Ao final, requereu fosse DETERMINADO à autoridade coatora que se abstivesse de exigir |
que o recolhimento das contribuições para Contribuição para o Financiamento da |
Social (PIS) fosse feito de modo a incluir o ICMS-ST nas hipóteses em que a Impetrante |
for o contribuinte substituído. |
Em primeiro grau, o juízo sentenciante não concedeu a ordem pleiteada, decisão que |
ensejou a apresentação de Recurso de Apelação ao Tribunal Regional Federal da 2ª |
Região. |
Em 2ª Grau, o Eminente Relator negou provimento à Apelação sob os seguintes |
fundamentos: |
a-) Na substituição tributária progressiva, como na espécie, o |
substituto tributário é o responsável pelo recolhimento |
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(antecipado) do tributo, cabendo ao substituído reembolsá-lo do |
valor pago a título de ICMS-substituição (ICMS-ST).; |
b-) O ICMS-ST jamais esteve formalmente incluído na base de |
cálculo do PIS e da COFINS do substituído, motivo pelo qual não |
pode o imposto ser objeto de exclusão da base de cálculo dessas |
contribuições; |
c-) No Tema 69, prevaleceu o entendimento de que a arrecadação |
do ICMS (destacado na nota) não se enquadra entre as fontes de |
financiamento da seguridade social previstas na Constituição, pois |
não representa faturamento ou receita, mas apenas ingresso de |
caixa ou trânsito contábil a ser totalmente repassado ao Estado- |
membro. Já no caso do ICMS-ST, o substituído não recolhe o |
imposto ao Fisco, logo não se pode afirmar que os valores |
recebidos do adquirente simplesmente transitam pela sua |
Contra o acórdão, esta Recorrente opôs embargos de declaração para que o E. TRF2 se |
manifestasse expressamente quanto aos fundamentos jurídicos que conduziam à |
aplicação por analogia da ratio decidendi do Tema nº 69/STF ao caso em apreço ? como |
pleiteado pelo ora Recorrente ? mas os aclaratórios não acolhidos pelo Tribunal Regional |
Federal de origem. |
O fato é que, ao assim decidir, o Egrégio Tribunal Regional Federal da 2ª Região: |
i) contrariou os art. 1º, § 1º, das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003 |
que dispõem que as contribuições para PIS e para a COFINS incidem |
?sobre o total das receitas auferidas no mês pela pessoa jurídica? e não |
sobre valores destinados ao pagamento do imposto relativo às |
operações subsequentes. Assim como o ICMS próprio, o ICMS-ST é |
receita do Estado e não do contribuinte |
ii) contrariou o art. 12 do Decreto-lei n. 1.598/1977 ao subverter o |
conceito de faturamento ali descrito, em especial após a decisão |
Subsets and Splits
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