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Como se verá, para a análise das razões recursais e a constatação da violação à legislação |
federal, basta partir do contexto fático definido no acórdão recorrido, quanto ao qual não |
há qualquer divergência nos autos, a saber: |
(i) diferenciação entre o ICMS próprio e o ICMS-ST feita |
pelo acórdão recorrido para fins de exclusão da base de |
cálculo do PIS/COFINS e conclusão no sentido de que o |
ICMS-ST não pode ser excluído da base de cálculo das |
contribuições ao PIS/PASEP e COFINS devidos pelo |
substituído ; |
(ii) A pretensão de excluir o ICMS-ST da base de cálculo |
para apurar as contribuições de PIS e COFINS, uma vez |
que integraria o custo na formação do preço de venda, |
distorceria a sua materialidade de incidência, que é a |
receita bruta auferida, para a receita líquida ou para o |
lucro; |
(iii) Não haveria como compreender que, no precedente |
do Supremo Tribunal Federal (Tema 69), se tenha tratado |
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da hipótese de exclusão em favor do contribuinte que, na |
cadeia de substituição tributária do ICMS, se encontre na |
posição de substituído. |
(iv) Com o ICMS-ST o substituído não recolhe o imposto |
ao Fisco, razão pela qual não se pode afirmar que os |
valores recebidos do adquirente simplesmente transitam |
pela sua contabilidade, sem lhe pertencerem. |
Quanto a estes pontos, repita-se, não há absolutamente nenhuma controvérsia nos |
autos, podendo, todos eles, ser extraídos do acórdão recorrido e da própria ementa, |
descrita abaixo: |
TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÕES AO |
PIS/PASEP E COFINS. EXCLUSÃO ICMS-SUBSTITUIÇÃO (ICMS-ST). |
CONTRIBUINTE SUBSTITUÍDO. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DO TEMA |
69. DISTINGUISHING. |
1. A substituição tributária é uma espécie de responsabilidade tributária |
em que a sujeição passiva recai sobre uma pessoa diferente daquela que |
possui relação pessoal e direta com a situação descrita na lei como fato |
gerador do tributo. |
2. Na substituição tributária progressiva, como na espécie, o substituto |
tributário é o responsável pelo recolhimento (antecipado) do tributo, |
cabendo ao substituído reembolsá-lo do valor pago a título de ICMS- |
substituição (ICMS-ST). |
3. O ICMS-ST jamais esteve formalmente incluído na base de cálculo do |
PIS e da COFINS do substituído, motivo pelo qual não pode o imposto ser |
objeto de exclusão da base de cálculo dessas contribuições. |
4. No Tema 69, prevaleceu o entendimento de que a arrecadação do ICMS |
(destacado na nota) não se enquadra entre as fontes de financiamento da |
seguridade social previstas na Constituição, pois não representa |
faturamento ou receita, mas apenas ingresso de caixa ou trânsito contábil |
a ser totalmente repassado ao Estado-membro. Já no caso do ICMS-ST, o |
substituído não recolhe o imposto ao Fisco, logo não se pode afirmar que |
os valores recebidos do adquirente simplesmente transitam pela sua |
5. Apelação da Impetrante desprovida. |
Não havendo, portanto, a pretensão à reanálise dos fatos e das provas constantes dos |
autos, não há que se cogitar da incidência da Súmula nº 7 do Colendo STJ ao presente |
recurso. |
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II.3. DO PREQUESTIONAMENTO |
Finalmente, não há qualquer dúvida sobre a presença do requisito do prequestionamento. |
A questão atinente aos conceitos de receita e faturamento foram tratados no acórdão |
objurgado. Veja-se trecho do voto do d. Desembargador Relator a respeito do tema: |
simplesmente porque jamais esteve formalmente incluído nessa mesma |
Subsets and Splits
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