text stringlengths 0 11.3k |
|---|
Repise-se: o substituído tributário apura a base de cálculo para determinar |
os débitos do PIS e da COFINS com base na receita bruta auferida com as |
vendas e, nas vendas, não há incidência do ICMS-ST porque o imposto já |
foi recolhido antecipadamente pelo substituto. |
efeito de apuração da receita bruta são alheias ao Direito Tributário e não |
interferem na relação jurídica entre o fisco e o contribuinte porque a |
materialidade da incidência das contribuições ao PIS e à COFINS é a |
receita bruta auferida com a venda. |
arrecadação do ICMS (destacado na nota) não se enquadra entre as fontes |
de financiamento da seguridade social previstas na Constituição, pois não |
representa faturamento ou receita, mas apenas ingresso de caixa ou |
trânsito contábil a ser totalmente repassado ao Estado-membro.. |
Ante todo o exposto, mostra-se admissível o presente recurso especial. |
9 de 20 |
III. DAS RAZÕES DO PEDIDO DE REFORMA DO ACÓRDÃO |
Após a demonstração do pleno cabimento deste recurso especial em razão da violação, |
pela decisão colegiada, de dispositivo infraconstitucional, passa-se às razões de reforma |
do acórdão, de modo a dar provimento ao presente Recurso Especial. |
III.1 ? DA OFENSA AO AOS ART. 1º, § 1º, DAS LEIS N. 10.637/2002 E |
10.833/2003 E AO ART. 12 DO DECRETO-LEI N. 1.598/1977 (CF/88, ART. 105, |
III, ?A?) |
Como já restou fartamente demonstrado ao longo destas razões recursais, o acórdão |
recorrido deixou de aplicar o que dispõem os art. 1º, § 1º, das Leis n. 10.637/2002 e |
10.833/2003 e o art. 12 do Decreto-lei n. 1.598/1977 quanto ao conceito de receita para |
tributação de PIS e COFINS. |
Na ocasião, entendeu que a Corte Regional da 2ª Região que ?o ICMS-ST não pode ser |
excluído da base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS devidos pelo |
substituído simplesmente porque jamais esteve formalmente incluído nessa mesma base |
de cálculo?. |
Não é essa, entretanto, a melhor solução ao caso dos autos, senão vejamos. |
Já sob a luz da alteração levada a cabo pelo Poder Constituinte Derivado, foram editadas |
as Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003 criando o PIS e a COFINS com a incidência não |
cumulativa, cuja base de cálculo seria o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica |
? vide redação original: |
Lei 10.637/2002 |
Art. 1o A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o |
contábil. Produção de efeito |
a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta |
própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. |
10 de 20 |
§ 2o A base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep é o valor do |
faturamento, conforme definido no caput. |
COFINS, com a incidência não-cumulativa, tem como fato gerador o |
contábil. (Produção de efeito) |
§ 1o Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas |
compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações |
em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela |
pessoa jurídica. |
§ 2o A base de cálculo da contribuição é o valor do faturamento, |
conforme definido no caput. |
A redação das Leis 10.833/2003 e 10.637/2002 reforçava a tese já existente de que o |
ICMS (ST e operação própria) não poderia compor a base de cálculo das contribuições |
PIS/COFINS justamente por não se tratar de receita ligada à atividade comercial das |
pessoas jurídicas, tampouco operações de conta própria ou alheia. |
Entretanto, nesse cenário, foi editada a Lei 12.973/14 que, além de alterar o conceito de |
?receita bruta? existente no Decreto-Lei no 1.598/1977, alterou a redação das Leis |
10.833/2003 e 10.637/2002 com o único objetivo de inflar artificialmente a base de |
cálculo de tais contribuições: |
Subsets and Splits
No community queries yet
The top public SQL queries from the community will appear here once available.