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Assim, é de rigor seja autorizado ao Impetrante excluir ICMS-ST pago por ocasião das
aquisições feitas pelo Impetrante na condição de substituído tributário da base de cálculo
das contribuições para PIS e COFINS sobre a receita bruta auferida nas vendas dessas
mercadorias ao consumidor final.
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IV. DOS PEDIDOS
Ante o exposto, por todas as razões ante invocadas, o recorrente requer que seja
conhecido e provido o presente recurso para (i) determinar seja autorizado ao
Impetrante excluir ICMS-ST pago por ocasião das aquisições feitas pelo Impetrante na
condição de substituído tributário da base de cálculo das contribuições para PIS e COFINS
sobre a receita bruta auferida nas vendas dessas mercadorias ao consumidor final (ii)
subsidiariamente, determinar que o Tribunal a quo reanalise a questão nos termos
delineados no recurso.
Nesses termos,
pede deferimento.
Vitória/ES, 28 de novembro de 2022.
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"EXMO. SR. DESEMBARGADOR FEDERAL RELATOR DO TRF 2
Processo nº 0092557-12.2015.4.02.5101
LUCIENE RODRIGUES MESQUITA, já qualificada nos autos, vem, à presença desse r. Juízo, por
seu advogado, tendo em vista os acórdãos do evento 26 e 50, interpor RECURSO ESPECIAL, com fulcro
no Art.105, inciso III, alínea ?a?, da Constituição Federal.
Recebido e processado na forma da lei, requer seja o presente recurso encaminhado ao Egrégio
Superior Tribunal de Justiça, com as razões que se seguem.
CABIMENTO DO RECURSO
O recurso enquadra-se na alínea \"a\" do inciso III, do art. 105, da Constituição Federal, pois o v. acórdão
recorrido, quanto ao mérito, por ter deixado de adotar decisão proferida pelo STJ firmada no Tema 1056,
violou o disposto no artigo 1039, caput, do CPC.
Da mesma forma, ao prever que a coisa julgada formada em mandado de segurança coletivo só
beneficiaria associados com o nome na lista do mandamus, vulnerou o disposto no art. 22 da Lei nº
12.016/2003.
DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA
A gratuidade de justiça foi deferida no evento 4.
DA VIOLAÇÃO AO DISPOSTO NO ART .1039, CAPUT, DO CPC:
No presente recurso especial, foi debatida a legitimidade da recorrente para o cumprimento de sentença
em título executivo formado em mandado de segurança impetrado por associação, que tratou da verba designada
como ?VPE?, sendo que, antes do julgamento da apelação, e ante a afetação do tema objeto da controvérsia por
parte do STJ, foi proferida a seguinte decisão pelo TRF 2 nos presentes autos (evento 8 ? DESPADEC1):
?O Colendo Superior Tribunal de Justiça, na decisão proferida no Recurso Especial nº 1.843.249/RJ
(Acórdão publicado em 26/06/2020), afetou o Tema nº 1056 ao procedimento dos recursos repetitivos
a fim de deliberar sobre a ?definição acerca dos limites subjetivos da coisa julgada formada no
Mandado de Segurança Coletivo 2005.51.01.016159-0 (impetrado pela Associação de Oficiais
Militares do Estado do Rio de Janeiro - AME/RJ), presente o quanto decidido no EREsp
1.121.981/RJ, em ordem a demarcar o efetivo espectro de beneficiários legitimados a executar
individualmente a Vantagem Pecuniária Especial/VPE prevista na Lei nº 11.134/05?. Ainda,
determinou a suspensão de todos os processos pendentes que versem sobre a questão afetada, nos
termos do art. 1.037, II, do CPC.
Desse modo, considerando a ordem, suspenda-se o presente feito até o julgamento do mencionado
recurso, com a manutenção dos autos em Secretaria.?
Portanto, os autos foram suspensos pelo TRF 2 para que esta Corte, após o julgamento do Tema 1056,
aplicasse ao caso o que viesse a ser decidido pelo STJ, sendo que o STJ, ao decidir o referido recurso repetitivo
firmou a seguinte tese: