text stringlengths 0 11.3k |
|---|
?A coisa julgada formada no Mandado de Segurança Coletivo 2005.51.01.016159-0 (impetrado |
pela Associação de Oficiais Militares do Estado do Rio de Janeiro - AME/RJ, enquanto substituta |
processual) beneficia os militares e respectivos pensionistas do antigo Distrito Federal, integrantes |
da categoria substituída - oficiais, independentemente de terem constado da lista apresentada no |
momento do ajuizamento do mandamus ou de serem filiados à associação impetrante.? |
E a recorrente é pensionista de oficial militar do Antigo DF, enquadrando-se entre os legitimados da coisa |
julgada, nos termos definidos pelo STJ no Tema 1056, sendo que a comprovação de sua situação fática poderia |
ser examinada pelo TRF 2 em documentos acostados aos autos, e, inclusive, pela leitura da petição do Recurso |
de apelação e dos embargos de declaração opostos contra o acórdão proferido, em que foi printado o contracheque |
com todas essas informações. O print apresentado em inúmeras oportunidades nos autos foi o mesmo que se faz |
abaixo: |
Portanto, a recorrente é pensionista de militar Polícia Militar do Antigo DF, que ocupava a graduação de |
Segundo Tenente, ou seja, que pertencia à classe dos oficiais, e, dessa forma, sua situação se amolda aos |
legitimados do Tema 1056, o que deveria ter determinado o provimento da apelação por parte do TRF 2. |
No entanto, para surpresa da recorrente, eis que o TRF 2 nega provimento à apelação por sustentar que, |
para ser legitimado à execução do título, seria necessário constar na lista do mandamus, e ser associado da |
impetrante coletiva, o que foi categoricamente afastado na tese formada ao final do julgamento do Tema 1056, |
que expressamente rejeitou a necessidade de filiação e de constar em eventual lista. Vejamos o acórdão do TRF |
2 citando esses dois requisitos que foram expressamente afastados na tese formada pelo STJ no recurso repetitivo |
(g.n.): |
?O título coletivo que aparelha o feito executivo formou-se em ação de mandado de segurança |
coletivo movida pela Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro ? AME/RJ, |
processo nº 2005.51.01.016159-0, em que a União restou condenada a efetuar o pagamento da |
Vantagem Pecuniária Especial ? VPE aos associados da impetrante. |
Embora ciente do julgamento pelo STJ dos Recursos Especiais n. 1.845.716/RJ, n. 1.865.563/RJ e n. |
1.843.249/RJ (Tema 1.056), sob a sistemática do art. 1.036, do CPC, que se |
orientou pelo entendimento de que ?A coisa julgada formada no Mandado de Segurança Coletivo |
2005.51.01.016159-0 (impetrado pela Associação de Oficiais Militares do Estado do Rio de Janeiro |
- AME/RJ, enquanto substituta processual) beneficia os militares e respectivos pensionistas do |
antigo Distrito Federal, integrantes da categoria substituída - oficiais, independentemente de terem |
constado da lista apresentada no momento do ajuizamento do mandamus ou de serem filiados à |
associação impetrante.?, adoto o entendimento de que os efeitos da coisa julgada são delineados |
pelos limites do que restou decidido na ação coletiva, que, por sua vez, está adstrito ao próprio pleito |
autoral, em homenagem ao princípio da congruência (ou da adstrição). |
Ressalto que, tanto na repercussão geral quanto nos recursos repetitivos o que se objetiva é que a |
decisão paradigma se torne espelho para todos os demais processos vinculados aos temas; contudo, |
as Leis nº 11.418/06 e nº 11.672/08 não quiseram dar força vinculante às decisões proferidas em |
análise de repercussão geral ou de recursos repetitivos. Ao contrário, previram expressamente a |
possibilidade de que os Tribunais e as instâncias inferiores as repelissem, estabelecendo um |
tratamento próprio para este tipo de situação, por meio art. 1.041 do CPC. |
A não obrigatoriedade de observância pelas Instâncias Inferiores da orientação firmada pelos |
Tribunais Superiores se revela extremamente salutar, seja pela necessária oxigenação dos |
Tribunais Superiores, seja pela constante modificação das relações sociais, que, no decorrer do |
tempo, emprestam interpretações distintas daquelas anteriormente manifestadas acerca das mesmas |
normas. |
Diversamente do que ocorre com as entidades sindicais, que têm ampla legitimidade para atuar na |
defesa de toda categoria profissional (art. 8º, III, da CF/88), a atuação das entidades associativas |
em juízo restringe-se a beneficiar seus filiados. |
Tal conclusão decorre de expressa disposição constitucional: |
O fato de haver legitimação extraordinária não leva à ampliação da coisa julgada, que alcança |
somente os associados e não os associáveis. |
Ademais, ao propor a demanda que originou o título exequendo, a Associação de Oficiais Militares |
Estaduais do Rio de Janeiro ? AME/RJ requereu: |
?(...) a procedência do pedido com a concessão em definitivo da segurança para determinar a |
extensão da Vantagem Pecuniária Especial ? VPE, instituída pelo art. 1º da lei nº 11.134/05 aos |
militares inativos e pensionistas do antigo Distrito Federal ? Policiais e Bombeiros |
Militares, associados da impetrante, cuja lista segue anexa, por ser maneira inequívoca de se fazer |
JUSTIÇA? (Grifei). |
Desse modo, resta claro que, ao propor a ação coletiva, a associação não o fez em benefício de toda |
a categoria, mas tão somente em benefício de seus filiados, cujos nomes encontravam-se na lista |
anexada à inicial da ação coletiva, de modo que o título formado naqueles autos, em homenagem |
ao princípio da adstrição (ou congruência), somente a estes aproveita. |
Subsets and Splits
No community queries yet
The top public SQL queries from the community will appear here once available.