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Nos autos, não há documentos que demonstrem que o nome do exequente constasse na lista |
apresentada pela AME/RJ ou mesmo que fosse a ela filiado no momento da propositura |
do mandamus (12/08/2005). |
Pelo exposto, voto no sentido de NÃO EXERCER O JUÍZO DE RETRATAÇÃO. Mantenho o acórdão |
de evento 15, para negar provimento à Apelação.? |
O acórdão chega ao ponto de afirmar que não se curvaria à decisão em sede de recurso repetitivo, por não |
ser a mesma vinculante, o que causa perplexidade, pois o que o STJ busca é justamente estabelecer uma |
uniformidade nas decisões para assegurar a segurança jurídica, conferindo orientação global sobre determinados |
temas que são afetados. |
E, no presente caso concreto, houve determinação expressa de adoção no caso da decisão que viesse a ser |
definida no Tema 1056, e, dessa forma, não competia ao TRF 2 desconsiderá-la sob o argumento de uma suposta |
falta de vinculação ao decidido. |
Enfim, o fundamento repetido da necessidade de constar em lista, e mesmo de ser associado, foram dois |
pontos expressamente enfrentados no Tema 1056, que os afastou, até mesmo porque se trata de coisa julgada em |
sede de mandado de segurança coletivo, em que a associação age como substituta processual, dispensando listas |
e vínculo associativo. |
O acórdão, ao deixar de adotar o entendimento firmado pelo STJ em sede de recurso repetitivo, violou o |
disposto no art. 1.039, caput, do CPC/2015, que dispõe da seguinte forma: |
?Art. 1.039. Decididos os recursos afetados, os órgãos colegiados declararão prejudicados os |
demais recursos versando sobre idêntica controvérsia ou os decidirão aplicando a tese firmada. |
Parágrafo único. Negada a existência de repercussão geral no recurso extraordinário afetado, serão |
considerados automaticamente inadmitidos os recursos extraordinários cujo processamento tenha |
sido sobrestado.? |
Ante o exposto, requer seja dado provimento ao presente recurso para que seja reconhecida a legitimidade |
da recorrente. |
DA COISA JULGADA NO MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO ? DA VIOLAÇÃO |
DA COISA JULGADA NA LIQUIDAÇÃO DO JULGADO ? VIOLAÇÃO AO ART. 475 - |
G DO CPC ANTERIOR, CORRESPONDENTE AO ART. 509, §4º, DO NOVO CPC, E |
AOS ARTS. 502, 506 E 508 DO NOVO CPC ? DA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 502 A 504 |
DO CPC - DA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SUBSTITITIVIDADE DOS RECURSOS: |
DA VIOLAÇÃO AO DISPOSTO NO ART. 22 DA LEI Nº 12.016/2009: |
O presente processo trata de execução individual de sentença proferida em mandado de segurança |
coletivo, sendo que, no voto ora combatido, veio a ser acolhida a alegação da União Federal no sentido de que a |
exequente não teria legitimidade ativa para ajuizar o cumprimento de sentença individual por não ser associada |
e por não ter o nome na lista do mandamus. |
Ora, a coisa julgada formada quando da impetração do mandado de segurança coletivo por associação, |
nos termos do art. 22, caput, da Lei nº 12.016/2009, vale para toda a categoria substituída. O dispositivo legal |
mencionado possui a seguinte redação: |
?Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente aos |
membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante.? |
Assim, a própria lei de regência do mandado de segurança coletivo prevê que o efeito da coisa julgada se |
aplica a toda a categoria, e, no caso, como tratamos de uma pensionista de oficial, e a impetrante coletiva é uma |
associação que representa oficiais do antigo DF, ela pertence à categoria substituída processualmente, já que a |
AME, associação impetrante, representa oficiais e pensionistas militares do antigo DF. |
Portanto, a interpretação desenvolvida no acórdão combatido, no sentido de que, conceitualmente, a coisa |
julgada formada em mandado de segurança coletivo impetrado por associação somente beneficiaria associados, |
de forma distinta ao que se reconhece em relação aos sindicatos, está em desconformidade ao art. 22 da Lei nº |
12.016/2009, que expressamente atribui a toda a categoria substituída os efeitos da coisa julgada. |
O STJ possui inúmeros precedentes no sentido de que, não tendo o processo coletivo restringido o alcance |
da coisa julgada, não é possível, no cumprimento de sentença, fazer algum tipo de restrição: |
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. LEGITIMIDADE. MANDADO DE |
1. No julgamento do RE n. 573.232/SC, realizado sob a sistemática da repercussão geral, o STF |
reconheceu que, de acordo com o art. 5º, LXX, \"b\", da CF, para impetrar mandado segurança |
coletivo em defesa dos interesses de seus membros ou associados, as associações prescindem |
de autorização expressa, que somente é necessária para ajuizamento de ação ordinária, nos |
termos do art. 5º, XXI, da CF, restando decidido que, naquela hipótese, as associações atuam |
como substituto processual, e nesta última, como representante dos associados. |
2. O STJ já se manifestou no sentido de que os sindicatos e as associações, na qualidade |
de substitutos processuais, têm legitimidade para atuar judicialmente na defesa dos |
interesses coletivos de toda a categoria que representam, por isso, caso a sentença do writ |
coletivo não tenha uma delimitação expressa dos seus limites subjetivos, a coisa julgada |
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